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TRANSTORNO DE ANSIEDADE

prof. MS Rafaelle Quevedo Rausch


Conceitos:

A ansiedade é uma emoção individual subjetiva [...] é uma emoção sem objetivo especifico.

É provocada pelo desconhecido e precede a todas novas experiências, como o ingresso na


escola, o início em um novo emprego ou ter um filho

(STUART, LARAIA, 2001, p.306)

Os indivíduos se defrontam com a ansiedade diariamente, proporcionando a motivação para


conquistas, a ansiedade é uma força necessária à sobrevivência. (TOWNSEND, 2002, p.430)

A ansiedade ocorre como uma ameaça ao próprio ser da pessoa, à sua auto-estima ou a sua
identidade[...] é sentida quando são ameaçados os valores que a pessoa identifica com a
existência (punição, desaprovação, perda do amor, da vida).

A cultura está relacionada com a ansiedade, pois ela pode influenciar os valores que ela
considera mais importantes

(STUART, LARAIA, 2001).

Características Definidoras:

MEDO X ANSIEDADE:

Medo: Tem origem ou objetivo especifico, que a pessoa pode identificar ou descrever;

Ansiedade: É a resposta emocional a este estimulo ameaçador.

Características Definidoras:

STRESS X ANSIEDADE:

Stress: pressão externa que é exercida sobre um indivíduo;

Ansiedade: resposta subjetiva a esse fator de stress.

Níveis de Ansiedade:

Leve: tensão da vida cotidiana, o campo da percepção é aumentado, onde a pessoa vê, ouve e
aprende mais que antes.

Moderada: O campo da percepção fica estreito, a pessoa aprende menos, porem se instruído
consegue retomar esse campo.

Níveis de Ansiedade:

Intensa: Há uma redução significativa no campo da percepção, todo seu comportamento é


voltado para o alivio da ansiedade, e muita orientação é necessária para direcionar a atenção
para outra área.
Pânico: em virtude do descontrole do campo da percepção o individuo é incapaz de fazer
coisas, mesmo com orientação, envolve a desorganização da personalidade, ele é incapaz de
funcionar como um ser organizado.

COMPORTAMENTOS (ALTERAÇÕES):

Podem ser alterações Fisiológicas ou Comportamentais, e sua intensidade depende ou variam


conforme o grau de ansiedade.

Como respostas Fisiológicas: são mais presentes nos níveis leves e moderados, e nos níveis
intensos ou de pânico paralisam ou sobrecarregam essas capacidades. Essas respostas são
autônomas.

Como respostas Comportamentais (psicomotoras): altos níveis de ansiedade afetam a


coordenação, os movimentos involuntários, a capacidade de resposta e também as relações
humanas, respostas cognitivas e afetivas também são afetadas.

FATORES PREDISPONENTES:

Teoria Psicanalítica (Freud): Conflito entre o id o ego e superego.

Teoria Interpessoal (Sullivan): A ansiedade surge quando o individuo percebe que será visto
desfavoravelmente ou perderá o amor de quem valoriza.

Teoria Comportamental: Construída por qualquer coisa que interfira na conquista de


determinado objetivo, gerando um conflito. E esses conflitos podem ser:

Aproximação-aproximação

Aproximação-esquiva

Esquiva-esquiva

Dupla aproximação-esquiva

Etiologia:

Estudos de Famílias;

Base Biológica:relacionada a atividade neurotransmissora de GABA.

Ameaça a Integridade Física;

Ameaça à Auto-Estima.

Transtornos Ansiosos:

DOENÇA DO PÂNICO;

TRANSTORNO DA ANSIEDADE GENERALIZADA;

FOBIAS;

TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO;

TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMATICO.

TRANSTORNO ANSIOSO DEVIDO A UMA CONDIÇÃO MÉDICA (SAÚDE) GERAL


TRANSTORNO ANSIOSO INDUZIDO POR DROGAS

SINTOMAS:

Revivenciar o evento;

Pesadelos sobre o mesmo;

Dificuldade de recordar certos aspectos do trauma;

Sintomas de Depressão, e até justificar o Diagnóstico Depressivo;

Sentimentos de Culpa;

Inicio de uso abusivo de Drogas;

TRANSTORNO ANSIOSO DEVIDO A UMA CONDIÇÃO MÉDICA (SAÚDE) GERAL:

São considerados como sendo de uma condição fisiológica direta de uma condição médica
(saúde) geral.

Podem Ser:

Condições Endócrinas (Hipertireoidismo ou hipo, hiperadrenocorticismo);

Condições cardiovasculares (ICC, embolia Pulmonar, arritimias)

- Condições Respiratórias ( DPOC)

- Condições Metabólicas;

- Condições Neurológicas.

Intervenções:

Atender inicialmente as necessidades de dependência do cliente;

Abordagem calma, não ameaçadora;

Usar palavras simples;

Diminuir os estímulos externos;

Dar reforço positivo aos comportamentos não ritualísticos;

Explorar os possíveis razões sua para ocorrência.

Intervenções:

Identificar como o usuário e a família respondem/percebem esse conflito;

Avaliar as estratégias não adaptativas de ajuste do usuário, como uso de drogas;

Identificar os recursos disponíveis na comunidade em que o indivíduo pode procurar auxílio


caso os problemas persistam;

Sedação conforme prescrição.


TRANSTORNOS ALIMENTARES

Há imagens irreais do próprio corpo

TRANSTORNOS ALIMENTARES

São mais comuns em mulheres adolescentes e adultas jovens

classe sócio-econômica de média a alta

Podem:

-levar à morte

-causar depressão, isolamento e instabilidade emocional

Ideais socioculturais a respeito do corpo podem causar transtornos alimentares, com


tendência a perceber o tamanho do próprio corpo como maior ou menor do que realmente é.

Antes de trabalhar com indivíduos que apresentam transtornos alimentares, o enfermeiro


deve avaliar seus próprios sentimentos e preconceitos quanto ao peso e às dimensões
corporais

TRANSTORNOS ALIMENTARES

Anorexia nervosa:

A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos,


fisiológicos e sociais.

Ocorre em cerca de 1 a 2% da população feminina, com início entre 13 e 20 anos, podendo


ocorrer em qualquer grupo etário (idosos e pré-púberes).

-5 a 10% dos casos de anoréxicos são homens

-5 a 6% dos casos de anorexia nervosa acabam em morte todos os anos.

Anorexia nervosa:

Comportamentos:

-Jejum ou restrições: o anoréxico, geralmente, não consome mais que 500 a 700 calorias/dia e
ainda considera adequado para as necessidades energéticas.

Pode seguir dieta vegetariana desequilibrada, ser obsessivo-compulsivo, ingerindo sempre os


mesmos alimentos ou os comendo em uma ordem predeterminada, à mesma hora todos os
dias. Pode ter preferências alimentares bizarras, evitando alimentos que julga engordantes e
jejuar por vários dias. Apesar disto, muitos preocupam-se ou são obcecados por comida e
podem ser os cozinheiros da casa ou ter emprego ligado a alimentação.
TRANSTORNOS ALIMENTARES

BULEMIA

A pessoa bulímica, tende a apresentar períodos em que se alimenta em excesso, muito mais
do que a maioria das pessoas conseguiriam se alimentar em um determinado espaço de
tempo, seguidos pelo sentimento de culpa.

Esses episódios de intensa ingesta devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana em um
período de pelo menos 3 meses.

Para "compensar" o ganho de peso, o bulímico exercita-se de forma desmedida, vomita o que
come e faz uso excessivo de diuréticos, enemas ou purgantes.

Bulimia nervosa:

-mais comum que anorexia - 2 a 4% aproximadamente

-prevalência de 4 a 15% entre estudantes do sexo feminino do segundo grau e nível


universitário

-início entre 15 e 18 anos

-0.4 a 20% dos bulímicos são homens

-bulimia e anorexia podem ser encontradas em um mesmo indivíduo

-cerca de 50% dos anoréxicos desenvolvem sintomas bulímicos

Comportamentos:

 A pessoa, em geral, tem peso normal ou é ligeiramente obesa e tem história de dietas
malsucedidas. A hiperfagia pode variar de diversas vezes na semana a diversas vezes
em um dia ou 1 episódio hiperfágico relacionados a situações estressantes;

 Diferente da anorexia, na bulimia não há perda de peso, e assim tanto o enfermeiro,


quanto a família têm dificuldades para detectar o problema;

 A freqüência é maior em mulheres jovens;

Purgação:

São utilizadas para evitar o ganho de peso.


• São comumente encontrados:

-exercícios excessivos -diuréticos

-pílulas para emagrecer -laxantes e esteróides

-cocaína, heroína -insulina

-nicotina-alucinógenos - antidepressivos

outros
Transtorno de Compulsão Periódica

 Pessoas que consomem grandes quantidades de calorias, mas não tentam evitar o
ganho de peso.

Comportamento:

 Há rápida ingestão de alimentos em curto período de tempo. A ênfase na percepção


do indivíduo sobre a perda de controle e do consumo excessivo é mais importante do
que o número total de calorias ingeridas em um episódio.
Deve ser completa, através de equipe multiprofissional, que deverá incluir exames biológicos, psicológicos,
socioculturais.

Atentar-se para:

-os sinais vitais -vômitos constantes

-peso para a altura -exames dentários

-pele -CD sexual

-sistema cardiovascular -CD físico

-evidências de abuso de -uso de substância s


laxantes e/ou diuréticos -avaliação familiar
Referência bibliográfica:
COCHRANE, C. E. Respostas de regulagem alimentar e transtornos
alimentares.In: STUART, G. W. Enfermagem psiquiátrica: princípios e prática.
6ed.`Porto Alegre: Artmed, 2001, p. 559-580.
STUART, Gail. Enfermagem psiquiátrica: princípios e prática. 6ª ed. Porto
Alegre: Artmed, 2001.
TOWNSEND, M. C. Intervenção em crises. In: Enfermagem Psiquiátrica:
conceitos de cuidados. 3ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
STUART, Gail. Enfermagem psiquiátrica: princípios e prática. 6ª ed. Porto
Alegre: Artmed, 2001.
TOWNSEND, M. C. Intervenção em crises. In: Enfermagem Psiquiátrica:
conceitos de cuidados. 7ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.