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Duas perguntas essenciais

Por que é importante ensinar


matemática?

Quais o(s) papel(is) do livro didático


(de matemática)?
Exame de Textos: Análise de livros
de Matemática para o Ensino Médio
– Elon Lages Lima (editor)

Componentes básicas do ensino de


matemática na escola média:
1. Conceituação
2. Manipulação
3. Aplicação
Conceituação
“A Conceituação compreende a formulação de
definições, o enunciado de proposições, o
estabelecimento de conexões entre os
diversos conceitos, bem como a interpretação
e a reformulação dos mesmos sob diferentes
aspectos. É importante destacar que a
conceituação precisa é indispensável para o
êxito das aplicações”.
Manipulação
“A Manipulação, de caráter essencialmente (mas
não exclusivamente) algébrico, está pra o ensino
e o aprendizado de matemática assim como a
prática de exercícios e escalas musicais está para
a Música. A habilidade no manuseio de equações,
fórmulas, operações e construções geométricas
elementares, o desenvolvimento de atitudes
mentais automáticas, verdadeiros reflexos
condicionados, permitem ao usuário da
Matemática concentrar sua atenção consciente
nos pontos realmente cruciais, sem perder tempo
e energia com detalhes.”
Aplicação
“A Aplicação é o emprego de noções e teorias
da Matemática em situações que vão de
problemas triviais do dia-a-dia a questões
mais sutis provenientes de outras áreas, quer
científicas quer tecnológicas. Ela é a principal
razão pela qual o ensino da Matemática é tão
difundido e necessário.”
Conceituação
1. Erros
a) Erros provenientes de desatenção
b) Erros de raciocínio
c) Erros de definição
d) Erros resultantes de conceitos mal formulados e
vagos
2. Excesso de formalismo
3. Linguagem inadequada
...Conceituação
4. Imprecisão
5. Obscuridade
6. Confusão de conceitos
7. Objetividade
8. Conexões
Manipulação
“Este aspecto é tão predominante nos livros
didáticos brasileiros que praticamente o público
em geral (mesmo os professores e alunos também)
considera a Matemática como se resumindo a ele.
A manipulação deve estar presente,
principalmente nos exercícios, mas precisa
também ocorrer no texto, neste caso (sempre que
possível) acompanhada de observações visando
ajudar o leitor a ganhar eficiência, evitar erros,
refletindo a experiência do autor que oferecerá
sugestões para que a prática seja proveitosa.”
Aplicações
“Aqui reside a principal deficiência dos livros
didáticos brasileiros de matemática. Um teste
revelador sobre a qualidade do livro a este
respeito é o seguinte: quais são os exercícios e
exemplos nele contidos onde o objetivo principal
não é o assunto que acaba de ser estudado?
Exemplos: exercícios sobre logaritmos onde a
palavra “logaritmo” não ocorra no enunciado;
problemas que se resolvam com trigonometria
mas que não falem em seno, cosseno, etc.”
Plano Nacional do Livro didático
1. DESCRIÇÃO
2. ANÁLISE
a) Abordagem dos conteúdos
b) Metodologia de ensino e aprendizagem
c) Contextualização
d) Linguagem e aspectos gráfico-editoriais
e) Manual do professor
3. EM SALA DE AULA
ANÁLISE: Abordagem dos conteúdos
Nesta parte, você encontra uma análise da
opção metodológica predominante na coleção.
São observados, entre outros aspectos: a maneira
como são introduzidos e desenvolvidos os
conteúdos; o papel esperado do aluno nesse
processo; a retomada de conhecimentos prévios;
o desenvolvimento de competências matemáticas
mais elaboradas, além da repetição e da
memorização; o incentivo às interações aluno-
professor e aluno-aluno. Além disso, o emprego
de recursos didáticos, em especial de novas
tecnologias, é também avaliado.
ANÁLISE: Contextualização
Aqui se avalia o modo como são atribuídos
significados aos conteúdos matemáticos por
meio de ligações com práticas sociais atuais e
com outros campos do saber. O recurso à
História da Matemática é outra forma de
contextualização considerada. Analisa-se,
também, em que medida a obra propõe temas
e atividades que ajudem a promover posturas e
valores importantes para o exercício da
cidadania.
ANÁLISE: Linguagem e aspectos
gráfico-editoriais

Esse item trata da qualidade dos


diferentes textos e ilustrações presentes
na obra e procura avaliar sua contribuição
para a aprendizagem. Traz, ainda,
observações sobre o seu projeto gráfico,
comentando o quanto ele favorece a
legibilidade e torna os livros de leitura
atraente.
ANÁLISE: Manual do professor

O texto aqui tem duplo objetivo. Por


um lado, descreve a estrutura e as seções
do manual. Por outro, busca avaliar sua
qualidade tanto na explicitação dos
pressupostos que fundamentam a obra,
como no suporte que ele fornece ao
docente para o seu trabalho de sala de
aula e sua formação continuada.
PRINCÍPIOS E CRITÉRIOS DE
AVALIAÇÃO - Princípios gerais
Começa-se por um conjunto de princípios gerais .... com suas múltiplas
dimensões estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, em seu artigo 35:
O ensino médio, etapa final da educação básica, ..., terá como finalidades:
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no
ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para
continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com
flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento
posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a
formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do
pensamento crítico;
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada
disciplina.
Princípios de avaliação do componente curricular
O ensino de Matemática, nesse contexto, deve capacitar os estudantes para:
• planejar ações e projetar soluções para problemas novos, que exijam iniciativa e criatividade;
• compreender e transmitir ideias matemáticas, por escrito ou oralmente, desenvolvendo a
capacidade de argumentação;
• interpretar matematicamente situações do dia a dia ou do mundo tecnológico e científico e saber
utilizar a Matemática para resolver situações-problema nesses contextos;
• avaliar os resultados obtidos na solução de situações-problema;
• fazer estimativas mentais de resultados ou cálculos aproximados;
• saber usar os sistemas numéricos, incluindo a aplicação de técnicas básicas de cálculo,
regularidade das operações etc;
• saber empregar os conceitos e procedimentos algébricos, incluindo o uso do conceito de função e
de suas várias representações (gráficos, tabelas, fórmulas etc.) e a utilização das equações;
• reconhecer regularidades e conhecer as propriedades das figuras geométricas planas e sólidas,
relacionando-as com os objetos de uso comum e com as representações gráficas e algébricas
dessas figuras, desenvolvendo progressivamente o pensamento geométrico;
• compreender os conceitos fundamentais de grandezas e medidas e saber utilizá-los em situações-
problema;
• utilizar os conceitos e procedimentos estatísticos e probabilísticos, valendo-se, entre outros
recursos, da combinatória;
• estabelecer relações entre os conhecimentos nos campos de números e operações, funções,
equações algébricas, geometria analítica, geometria, estatística e probabilidades, para resolver
problemas, passando de um desses quadros para outro, a fim de enriquecer a interpretação do
problema, encarando-o sob vários pontos de vista.
Critérios de avaliação do componente
curricular Matemática
1. Incluir todos os campos da Matemática escolar, a saber,
números e operações, funções, equações algébricas,
geometria analítica, geometria, estatística e probabilidades.
2. Privilegiar a exploração dos conceitos matemáticos e de sua
utilidade para resolver problemas.
3. Apresentar os conceitos com encadeamento lógico, evitando:
recorrer a conceitos ainda não definidos para introduzir outro
conceito, utilizar-se de definições circulares, confundir tese
com hipótese em demonstrações matemáticas, entre outros.
4. Propiciar o desenvolvimento, pelo aluno, de competências
cognitivas básicas, como: observação, compreensão,
argumentação, organização, análise, síntese, comunicação de
ideias matemáticas, memorização.
Caracterização da metodologia
das obras aprovadas no PNLD
2012
1. Introduzir os conteúdos por explanação teórica, seguida
de atividades resolvidas de cunho aplicativo e
exercícios.
2. Introduzir o conteúdo apresentando um ou poucos
exemplos, usados para fazer generalizações que levam
à apresentação sistematizada dos conteúdos.
3. Iniciar por atividades propostas, e, logo em seguida,
apresentar os conteúdos sistematizados, sem dar
oportunidade ao aluno de tirar conclusões próprias.
4. Iniciar pela apresentação de textos que contextualizam
histórica ou socialmente o conhecimento e contribuem
para motivar a sistematização do conteúdo, seguida de
novos problemas resolvidos e propostos.