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Balanço da 1ª alteração ao RJ-SCIE

em edifícios existentes; art.º14 A

• RJUE - Art.º 60;


• RJ-SCIE – Art.º14 A ; (Art.º3.5)
•Aplicação do art.º 14A;

Balanço da 1ª alteração ao RJ-SCIE


em edifícios existentes; art.º14 A
RJUE - Artigo 60º - consagra o “Princípio da protecção
do existente”
1. As edificações construídas ao abrigo do direito anterior e
as utilizações respectivas não são afectadas por normas
legais e regulamentares supervenientes.
2. A licença de obras de reconstrução ou de alteração das
edificações não pode ser recusada com fundamento em
normas legais ou regulamentares supervenientes à
construção originária, desde que tais obras não originem
ou agravem desconformidades com as normas em vigor
ou tenham como resultado a melhoria das condições de
segurança e salubridade da edificação 2
Balanço da 1ª alteração ao RJ-SCIE
em edifícios existentes; art.º14 A

3. O disposto no número anterior aplica-se em sede de


fiscalização sucessiva de obras sujeitas a comunicação
prévia

4. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, a lei


pode impor condições específicas para o exercício de
certas actividades em edificações já afectas a tais
actividades ao abrigo do direito anterior, bem como
condicionar a execução das obras referidas à realização
dos trabalhos acessórios que se mostrem necessários
para a melhoria da segurança e salubridade da edificação
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Balanço da 1ª alteração ao RJ-SCIE


em edifícios existentes; art.º14 A
Artigo 60º do RJUE

Desta norma resulta que as obras de alteração ou


reconstrução que forem realizadas numa edificação não terão
de corrigir as desconformidades relativamente às normas que
entraram em vigor após a sua construção, mas também não
poderão originar novas desconformidades, nem agravar as
desconformidades existentes

Deste modo evita-se a aplicação de novas normas


urbanísticas a edifícios que, por se encontrarem consolidados,
não as poderão cumprir 4
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em edifícios existentes; art.º14 A

Artigo 60º do RJUE

Permite a realização de obras susceptíveis de melhorar as


condições de segurança e salubridade das edificações
existentes, que de outro modo, teriam de ser indeferidas

Este princípio não se aplica a obras de ampliação, mas


apenas a obras de reconstrução ou de alteração

Não impõe a imutabilidade do edifício para sempre


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em edifícios existentes; art.º14 A
O artigo 14º A do DL 224/15, de 9 de Outubro
Epígrafe: “Edifícios e recintos existentes”

Estão sujeitos ao disposto no presente decreto-lei, nos termos


do RJUE, aprovado pelo DL n.º 555/99, de 16 de Dezembro,
(redacção actual conferida pelo Decreto-Lei n.º 136/2014, de
9 de Setembro, que entrou em vigor em 7 de Janeiro de
2015), as operações urbanísticas referentes a edifícios ou
suas fracções autónomas e recintos existentes, construídos
ao abrigo do direito anterior – n.º 1

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em edifícios existentes; art.º14 A

Pode ser dispensada a aplicação de algumas disposições do


regulamento técnico referido no art.º 15º quando a sua
aplicação seja manifestamente desproporcionada pelas suas
características construtivas, arquitectónicas ou de
funcionamento e exploração dos edifícios e recintos – n.º 2

No caso referido no n.º 2, devem ser previstos pelo projectista


meios de segurança compensatórios, adequados para cada
situação, desde que sejam integrados em soluções de
segurança contra incêndio, que cumulativamente cumpram os
requisitos das alíneas: - n.º 3
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a) Sejam compatíveis com a natureza da intervenção e com o


grau de proteção que podem ter os edifícios e recintos;

b) Seja mencionado no termo de responsabilidade, pelo autor


do projeto, a proposta de dispensa de acordo com o número
anterior;

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c) Sejam objeto de fundamentação adequada na memória


descritiva do projeto, a qual pode ser baseada em métodos de
análise de risco que venham a ser reconhecidos pela ANPC
ou em métodos de ensaio ou modelos de cálculo ou seja
baseada em novas tecnologias ou em tecnologias não
previstas no presente decreto-lei, cujo desempenho ao nível
da SCIE seja devidamente justificado, no âmbito das
disposições construtivas ou dos sistemas e equipamentos de
segurança;

d) Sejam aprovadas pela ANPC. 9

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Assim, da conjugação do artigo 60º do RJUE com o RJ-


SCIE conclui-se que:

Não têm de cumprir o RJ-SCIE, as obras de reconstrução


ou de alteração das edificações existentes, construídas ao
abrigo do direito anterior, desde que não originem ou agravem
as desconformidades com as normas em vigor ou que tenham
como resultado uma melhoria das condições de segurança e
salubridade da edificação, (Todos os existentes cumprem o
RJ-SCIE, no que concerne a atos de exploração – Maps )
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Devem cumprir o RJ-SCIE:
As obras de alteração que impliquem modificações na
estrutura de estabilidade, nas cérceas, na forma das
fachadas, na forma dos telhados ou das coberturas, a não
ser que não originem ou agravem as desconformidades
com as normas em vigor ou que tenham como resultado
uma melhoria das condições de segurança.

As obras de ampliação na parte ampliada, e na parte


existente, a sua realização não deve originar ou agravar as
desconformidades com as normas em vigor ou deve ter
como resultado uma melhoria das condições de segurança
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( RJ SCIE - art.º 3)

5 — Quando o cumprimento das normas de segurança


contra incêndio nos imóveis classificados ou em vias de
classificação se revele lesivo dos mesmos ou sejam de
concretização manifestamente desproporcionada, são
adotadas as medidas de autoproteção adequadas,
após parecer da ANPC.

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em edifícios existentes; art.º14 A
Balanço da aplicação do art.º 14 A
Objetivos:
•Uniformização de critérios, através do acompanhamento
pelo departamento técnico da sede, dos pareceres técnicos
ao abrigo do art.º 14 A
•Levantamento dos incumprimentos mais comuns.
•Levantamento das medidas compensatórias propostas mais
comuns
Tratamento dos resultados
•Obtenção para um determinado incumprimento da/s
medida/s compensatória/s mais adequadas.
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em edifícios existentes; art.º14 A
Levantamento dos incumprimentos mais comuns :

•Condições exteriores comuns (acessibilidades, distância


entre fachadas , elevação das paredes de empena, acesso
ás coberturas).
•Distâncias a percorrer/impasses.
•Grau de resistência dos elementos de compartimentação
•Grau de resistência dos elementos estruturais.
•Número de saídas de emergência e sua localização.
•Largura das saídas de emergência e dos caminhos de
evacuação.
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• Efetivos .
• Depósito de água para serviço de incêndio e central de
bombagem.
• Redes de incêndio armadas (BIATC/BIATT).
• Rede de “sprinklers”.

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Levantamento das medidas compensatórias propostas
mais comuns :

•Maps (reforço das equipas de segurança, reforço de


procedimentos, nº de simulacros).
•Reforço dos equipamentos de 1ª intervenção.
•Agregação de zonas de risco.
•Compartimentação das vias verticais.
•Criação de escadas exteriores.
•Criação de mais saídas de emergência.
•Limitação de efetivos(lotação).
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em edifícios existentes; art.º14 A

• Tratamento de fumos/desenfumagem nas vias de


evacuação.
• R e fo r ço d a s cl a s s e s d e r e a ç ã o a o fo g o d o s
revestimentos.
• Reforço do número de extintores.
• Reforço da sinalização de emergência.
• Reforço da iluminação de emergência.
• Rede de “sprinklers”.
• Ligação direta, da rede de incêndio, á rede pública de
água.
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Art.º14 A - 3 c)

Compreendendo a conveniência e importância , de que


para uma mais alargada e eficaz aplicação do atual RJ-
SCIE a edifícios existentes, está a ANPC a organizar um
grupo de trabalho, que analise e reconheça métodos de
análise de risco, métodos de ensaio ou modelos de cálculo,
que possam ser usados ao abrigo dos artigos 14º e 14º-A
do RJ-SCIE.

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em edifícios existentes; art.º14 A

Fim

carlos.souto@prociv.pt
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