Você está na página 1de 12

SEMIOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR EXAME FÍSICO DOS MEMBROS SUPERIO RES

ANAMNESE
OMBRO
— Começar a observar o paciente desde o momento que ele
entra no consultório (observar andar, postura, ...) ESTRUTURAS ANATÔMICA S
— Comparar sempre bilateralmente o movimento de um — Tem 4 articulações principais: esternoclavicular,
membro acromioclavicular, glenoumeral, escápulo-torácica
— Definir limite entre a normalidade e a doença — Músculos do manguito rotador:
— IDADE: displasias ósseas, raquitismo, osteoporose, ... ❖ Estabilizam e movimentam o ombro
— GÊNERO: mulheres – osteoporose ❖ M. supraespinal, m. infraespinal, m. redondo menor,
— TRABALHO: deformidades, artralgias, ... m. subescapular
— DOR ❖ Infraespinal e redondo menor são sinergistas
❖ Localização
❖ Intensidade INSPEÇÃO
❖ Cronicidade/Duração — Abaulamentos, atrofias, eritemas, encurtamentos, posição
❖ Irradiação e altura da escápula e ombro
❖ Tipo (em aperto, surda, intensa, continua, — Flexão: 0-180º
intermitente, ...) — Extensão: 0-60º
❖ Desencadeamento — Elevação no plano da escápula: 0-180º
❖ Fatores de piora e de melhora — Abdução: 0-90º
❖ Entender se é uma dor inflamatória ou não (se piora — Adução: 0-75º
ou melhora com alguma atividade) — Rotação interna/externa
❖ Se é dor articular (mono ou poliarticular – irradiou?) — OBS: exames de raio X para ombro: AP verdadeiro, perfil e
→ tem características de ter edema, rigidez, limitação axilar
de movimentos
❖ Migratória PALPAÇÃO
❖ Simétrica – dos dois lados? — Art Acrômioclavicular
— LOCAL DA DOR ❖ Em luxações dessa art, palpá-la e pedir para mover o
❖ Epífise: doenças inflamatórias e degenerativas ombro → causa dor
❖ Metáfise: neoplasias, artrites infecciosas, — Esternoclavicular
traumatismos — Tubérculo maior do úmero
❖ Diáfise: fraturas, postura, traumas — Tubérculo maior do úmero
— RIGIDEZ – ocorre ao acordar (perguntar quanto tempo dura — Processo coracóide
a rigidez) — Espinha escapular, Ângulo superior, inferior, borda lateral e
— PARESTESIAS (dormência), FORMIGAMENTO ou perda de medial da escápula
força
— TRAUMA: Ocorreu trauma? Se sim, qual o mecanismo do ESCALA DE AVALIAÇÃO PARA FORÇA MUSCULAR
trauma? — GRAU 0: ausência de contração
— LIMITAÇÃO DA MOBILIDADE — GRAU 1: contração sem movimento
— DIFERENCIAR: — GRAU 2: movimenta mas não vence a gravidade
❖ Artrite: inflamação — GRAU 3: movimenta e vence a gravidade
❖ Artrose: desgaste — GRAU 4: movimenta e vence a resistência
❖ Artralgia: dor — GRAU 5: normal
— OLHAR DEFORMIDADES
❖ Caroço, tumor, varismo e vagismo, escoliose, cifose, MANOBRAS DO MANGUITO-ROTADOR
tíbia em sabre, ... — TESTE DE JOEBE+
❖ Avalia o tendão do m. supraespinal
QUEIXAS COMUNS ❖ Faz rotação interna dos MS e o paciente eleva os
— CONTUSAO: trauma que massera o tecido e causa braços no plano da escápula ativamente
equimoses e hematomas → pancada ❖ Medico faz resistência contra a elevação
— ENTORCE: movimento articular além do limite angular ❖ Positivo se dor, diminuição da força ou dissimetria
normal ❖ Teste ativo
➔ “torção”
➔ Pode ser fisiológica, hiperfrouxidão ligamentar
— LUXAÇÃO: perda da congruência articular (separa o osso da
articulação)
➔ Grave
➔ Pode ser transitório (saiu e voltou para o lugar) ou
permanente
➔ Lesiona tecidos ao redor também
➔ Pode ser vascularização interrompida e por isso é
sempre motivo de emergência ortopédica
— FRATURA: perda da continuidade óssea
➔ Ocorre nos ossos, cartilagem e corpo cavernoso
— RUPTURA: rompe tecidos moles, ligamentos, nervos, ... ❖
— LOMBALGIA: dor nas costas — TESTE DE PATTE+
— CERVICALGIA: dor na região cervical ❖ Avalia o m. infraespinal e redondo menor
❖ Verifica a diminuição da força muscular
❖ Medico faz abdução do ombro a 90º + flexão do
cotovelo a 90º
❖ Pede-se para o paciente fazer rotação externa do
ombro e o medico faz resistência contra o movimento
❖ Também chamado de teste da cancela/porteira


— TESTE DE HAWKINS-KENNEDY (TESTE DE IMPACTO)
❖ Avalia lesões no M. supraespinal, ou lesão no acrômio
ou no lig coracoacromial
❖ É passivo
❖ Medico faz flexão de ombro e cotovelo a 90º e então

— TESTE DE GERBER (LIFT OFF TEST)+ medico faz rotação interna de ombro
❖ Avalia o m. subescapular ❖ Positivo se houver dor na região anterior do ombro
❖ Coloca o dorso da mão nas costas e fica colocando e
tirando as mãos das costas
❖ O dorso da mão fica próximo de L5
❖ Teste passivo

❖ 1º passo


— TESTE DE BELLY PRESS+
❖ Avalia o m. subescapular
❖ Força a mão contra o abdome
❖ Não pode retrair o cotovelo
❖ Positivo se paciente retrai o cotovelo durante a
compressão do abdome

❖ 2º passo

OUTRAS MANOBRAS
— TESTE DO SULCO (ESTABILIDADE)
❖ Avalia frouxidão da capsula ligamentar
❖ Com o MI relaxado, estabiliza o ombro com uma mao
e faz-se tração para baixo com a outra mao de todo o
membro
❖ Positivo se observar um sulco de 1-2 cm na região do
❖ ombro
— CROSS ARM-TEST+ — TESTE DO BÍCEPS (SPEED TEST)
❖ Avalia alterações na art. Acromioclavicular ❖ Avalia integridade do tendão do M. bíceps braquial
❖ Faz flexão do ombro em 90º e faz adução do ombro ❖ Paciente faz rotação externa do ombro e tenta elevar
(leva a mao em direção ao ombro oposto) o MS no plano da escapula contra a resistência do
❖ Força o acrômio bater contra a clavícula na art. medico
acromioclavicular ❖ Teste positivo se houver dor no ombro
❖ Positivo se houver dor — SINAL DE POPEYE
❖ Ocorre quando há ruptura da cabeça longa do bíceps
braquial


— TESTE DO IMPACTO DE NEER
❖ Avalia impacto na região subescapular
❖ Medico estabiliza com a mao ombro e escapula do
paciente, em seguida, faz-se rotação interna do
ombro e o medico eleva o MS do paciente no plano
da escapula e depois retorna o MS a posição neutra
❖ Positivo se houver dor na região do ombro

— TESTE DE MILL+
❖ Avalia epicondilite lateral
❖ Medico faz Pronação passiva do braço + flexão de
punho + extensão de cotovelo
❖ Flexão de punho contra resistência


— TESTE DE APREENSÃO DO OMBRO+
❖ Testa luxação reincidente do ombro ❖
❖ Medico faz abdução de ombro a 90º + flexão de
cotovelo a 90º + rotação externa do ombro → tira o ANTEBRAÇO
ombro do lugar
❖ Positivo se há sensação de luxação iminente, quando INSPEÇÃO
há instabilidade — Estática
❖ Pele, trofismo muscular, deformidades, aumento de
volume, ...
— Dinâmica
❖ Supinação e pronação de 90º
❖ Desvio ulnar: 45º
❖ Desvio radial: 15º
❖ Extensão e flexão do punho
— Movimentos dos dedos
❖ flexão, extensão, oposição, pinça, abdução e adução

MANOBRAS
❖ — TESTE DE PHALLEN+
❖ Avalia síndrome do túnel do carpo
❖ Faz flexão máxima do punho por 1 min
❖ Positivo se dormência no território mediano

COTOVELO

INSPEÇÃO
— Flexão: 150º

— Pode haver hiperextensão — TESTE DE TÍNEL+
— Pronação ❖ Percussão suave de um nervo
— Supinação ❖ Positivo se choque no trajeto distal
PALPAÇÃO
— Epicondilo lateral, medial
— Olécrano e nervo ulnar

MANOBRAS
— TESTE DE COZEN+
❖ Avalia epicondilite lateral
❖ Extensao de punho + desvio radial contra a resistência

— TESTE DE FINKELSTEIN
❖ Avalia tenossinovite do 1º compartimento dorsal
(abdutor longo e extensor curto do polegar)
❖ Paciente faz abdução e flexão do polegar, em seguida
fecha os outros dedos e faz um desvio ulnar
❖ Positivo se houver dor na região radial
❖ Sempre comparar um lado com o outro
❖ Manobra ativa do paciente
❖ “soco errado”


— TESTE DE ALLEN+
❖ Avalia o sistema vascular da mao, a partir da artéria
radial e ulnar
❖ Paciente fecha a mao e medico comprime a artéria
radial e ulnar com ambas as mãos na altura do punho
❖ Paciente abre e fecha a mão para acelerar a
drenagem venosa
❖ Solta-se 1 arteria, mantendo a outra pressionada e
espera a perfusão da mão acontecer (cerca de 5 s)
❖ Segura-se novamente as duas artérias, abre e fecha a
mao novamente e solta-se a mao da outra artéria,
esperando ocorrer novamente a perfusão


TESTE RÁPIDO NEUROLÓ GICO DA MÃO+
— EXTENSÃO DO POLEGAR (“joinha”): n. radial
— PINÇA CURTA: n. mediano
— CRUZAR OS DEDOS (2º e 3º dedo): n. ulnar
— TENDÃO ROMPIDO: faz efeito tenodese
❖ Ao flexionar o punho, faz-se extensao dos dedos
❖ Ao extender o punho, faz-se flexão dos dedos
❖ Se um dos movimentos não ocorrer, pode ter
acontecido rompimento de um dos tendões
EXAME FÍSICO DOS MEMBROS INFERIORES

INSPEÇÃO GERAL
— Deformidades
❖ Caroços e tumefações
❖ Tíbia em sabre
❖ Raquitismo
❖ Varismo ou valgismo
❖ Cifose
❖ Escoliose
❖ Cifoescoliose
— Simetria e alinhamento
— Alterações cutâneas
— Presença de nódulos ❖
— TESTE DE TRENDELEMBURG+
— Atrofia muscular
❖ Avalia a estabilização da pelve e fraqueza de glúteo
— Avaliação da amplitude de movimento
médio
— Avaliação de inflamação
❖ Paciente deve “ficar em um pé só”
— Manobras especiais
❖ Se o quadril muda sua angulação, inclinando para o
QUADRIL lado bom, ao mesmo tempo em que ocorre inclinação
do tronco para o lado da lesão, é positivo
— Envolve inspeção, palpação, mobilidade articular, testes de
❖ Isso ocorre porque há fraqueza muscular no musculo
contratura, testes especiais, exame neurológico do quadril
do glúteo médio e por isso não há estabilização da
INSPEÇÃO pelve
— Marcha (apoio e balanço)
— Amplitude de movimento (paciente faz sozinho, depois nós
fazemos com e sem resistência)
❖ Flexão (120°)
❖ Extensão (30°)
❖ Abdução (50°)
❖ Adução (30°)
❖ Rotação interna (50º) e externa (40º)

PALPAÇÃO
— Palpação anterior: Crista ilíaca, Tubérculo ilíaco, Espinha
ilíaca ântero-superior, Ligamento inguinal
— Palpação posterior: Espinha ilíaca póstero-superior,
Trocânter maior, Tuberosidade isquiática

MANOBRAS — TESTE DE PATRICK FABERE+
— TESTE DE ELY DUNCAN+ ❖ Avalia dor na virilha (indicando problema no quadril,
❖ Avalia a contratura do músculo reto femoral como lesão da articulação coxofemoral) ou “atrás”
❖ Paciente em decúbito ventral, medico flexiona a (indicando problema no sacro, como lesão da
perna articulação sacroilíaca)
❖ Se o quadril se eleva junto, é positivo (o quadril se ❖ Indicado quando há dor coxofemoral ou sacroilíaca
eleva para tentar reduzir a contração do musculo) (sacroileíte)
❖ Paciente em decúbito dorsal cruza a perna sobre o
joelho (flexão de quadril + abdução + rotação
externa), e o medico coloca uma mão na região da
crista ilíaca, e a outra mão pressionando para baixo o
joelho flexionado
❖ “faz um 4 com a perna”
❖ Teste positivo se houver dor no quadril


— TESTE DE THOMAS+
❖ Avalia a contratura dos músculos flexores do quadril
❖ Paciente em decúbito dorsal deve fletir um joelho
❖ Se o outro joelho (não fletido) fletir junto, é positivo


JOELHO
— JOELHO
❖ Ligamento colateral medial e lateral
❖ Ligamento cruzado anterior (cruza o côndilo lateral ❖ Paciente em decúbito dorsal, faz-se leve flexão da
femoral até a tíbia medial; evita que a tíbia deslize pra perna, medico com uma mao estabiliza o fêmur e com
frente) e posterior (cruza a tíbia e menisco lateral até a outra mao no tornozelo, faz um estresse em varo
o côndilo medial femoral; evita que a tíbia deslize pra (puxar a perna pra dentro)
trás) ❖ Positivo se houver dor ou excesso de movimentação
do joelho
INSPEÇÃO — ESTRESSE EM VALGO+
— Observar a marcha o verificar alinhamento ❖ Avalia o ligamento colateral medial
— VALGISMO (“quem é valgo, não cavalga” = joelho pra ❖ Paciente em decúbito dorsal, faz-se leve flexão da
dentro) perna, medico com uma mao estabiliza o fêmur e com
— VARISMO (“quem é varo, cavalga” = joelho pra fora) o a outra mao no tornozelo, faz um estresse em valgo
Verificar deformidades (puxar a perna pra fora)
❖ Positivo se houver dor ou excesso de movimentação
do joelho


— SINAL DA GAVETA ANTERIOR +
— JOELHO FLEXO: flexionado levemente ❖ Avalia a integridade do lig cruzado anterior
— JOELHO RECURVATUM: hiperextendido ❖ Paciente em decúbito dorsal, medico flexiona a coxa
e perna a 90º, senta-se no pé do paciente, medico
posiciona os dedos próximo da linha interarticular do
joelho e segura com os outros dedos a parte posterior
da tíbia
❖ Faz-se um movimento para frente com a mão,
tentando anteriorizar a tíbia
❖ Positivo se houver excesso de deslocamento da tíbia


— PRESENÇA DE EDEMA (desaparecimento das concavidades — SINAL DA GAVETA POSTERIOR+
ao redor da patela) ❖ Avalia a integridade do lig cruzado posterior
❖ Paciente em decúbito dorsal, médico flexiona a coxa
PALPAÇÃO e perna a 90º, senta-se no pé do paciente, medico
— Paciente deve sentar-se, ficando com os joelhos fletidos posiciona os dedos próximo da linha interarticular do
— Côndilos femorais laterais e mediais joelho e segura com os outros dedos a parte posterior
— Platô tibial lateral e medial o Tuberosidade tibial da tíbia
— Patela (em decúbito dorsal também): tocar base e ápice ❖ Faz-se um movimento para empurrar a tíbia para traz
— Interlinha articular (é a área de transição do fêmur para a ❖ Positivo se houver excesso de deslocamento da tíbia
tíbia e é nesse espaço que fica os meniscos. Há uma lateral
e uma medial)
— Tendão patelar
— LCM, LCL (ligamentos cruzados lateral e medial) e meniscos:
paciente em decúbito dorsal, com perna fletida em 90° com
o pé na mesa
— Bolsa suprapatelar

MANOBRAS
— SINAL DA TECLA DE PIANO OU GELO NA ÁGUA+ ❖
— TESTE DE LACHMAN+
❖ Avalia derrame articular
❖ Avalia lesão no Ligamento cruzado anterior
❖ Decúbito dorsal
❖ Paciente em decúbito dorsal e joelho em flexão de
❖ Faz uma compressão da patela
30°: com uma mao segura a parte distal do fêmur e
❖ Positivo se houver afundamento da patela
com a outra segura a parte proximal da tíbia
— ESTRESSE EM VARO+
❖ Avalia o ligamento colateral lateral
❖ Em seguida, mover a tíbia pra frente com a mão
direita, e o fêmur pra trás com a mão esquerda
❖ Positivo se a tíbia se desloca para frente (lesão no
LCA)
❖ Comparar um lado com o outro


— TESTE DE THOMPSON+
❖ Avalia integridade do tendão calcâneo/tendão de
❖ aquiles
❖ Paciente em decúbito ventral, medico faz flexão da
perna a 90º e comprimi, no maior diâmetro, as
panturrilhas (gastrocnênios)
❖ Se o pé não apresenta leve movimento, é positivo
❖ Nesse caso, paciente tambem não consegue ficar na
ponta dos pés

— TESTE DE MCMURRAY+
❖ Avalia a integridade dos cornos posteriores dos
meniscos
❖ Paciente em decúbito dorsal, medico faz flexão de
quadril a 90º e joelho a 90º, em seguida, com uma ❖
mão estabilizando o fêmur e a outra mão no pé, faz- — TESTE DE APREENSÃO
se uma rotação interna e externa da tíbia. Ao mesmo ❖ Avalia a estabilidade da patela
tempo que faz a rotação, faz-se uma extensão do ❖ Medico move a patela de um lado para o outro com o
quadril e joelho e depois volta a posição flexionada joelho semiflexionado
❖ Objetivo do teste: atritar o menisco contra o côndilo ❖ Ocorre em paciente traumatizado
femoral ❖ Positivo se paciente indicar apreensão/medo de
❖ Se positivo, tem-se instabilidade nos dedos ou dor, deslocar a patela, como contrair o quadríceps ou
além de crepitações colocar a mão do joelho
— SINAL DE SMAILL+
❖ Avalia integridade dos meniscos
❖ Paciente em decúbito dorsal com quadril e perna
flexionada
❖ Palpa-se a Interlinha articular lateral e medial
❖ Dor na interlinha articular que aparece à palpação
anterior e posterior
— DIAL TEST
❖ Avalia o lig cruzado posterior e compartimento
posterio-lateral
❖ ❖ Paciente em decúbito ventral, medico flexiona a
— TESTE DE APLEY perna primeiro em 30º e faz uma máxima flexão
❖ Avalia integridade dos meniscos dorsal dos pes
❖ Paciente decúbito ventral, médico flexiona o joelho a ❖ Em seguida, medico com as mãos nos pés do paciente
90º e com as mãos no pé, faz uma compressão + faz uma rotação externa e aproxima os calcanhares
rotação lateral e medial (se houver dor, indica lesão no compartimento
❖ Positivo se houver dor ou estalidos na interlinha póstero-lateral do joelho
articular durante a compressão ❖ Em seguida, medico flexiona a perna a 90º e faz
❖ O teste é confirmado se a dor desaparece ao realizar rotação externa dos pes novamente, aproximando os
a distração da perna com estabilização da coxa (pois calcanhares (se houver dor, indica lesão no lig
ao puxar a perna para cima, descomprime os cruzado posterior
meniscos, aliviando a dor) ❖ O que tem no compartimento póstero-lateral do
joelho? Tem ligamento colateral lateral + ligamento
popliteofibular + tendão o m. poplíteo
— Fáscia plantar
— Palpar maléolo lateral e medial
❖ Palpar 6cm acima e abaixo deles
❖ É comum ter dor no lig fibiotalar anterior, posterior e
no tendão calcâneo
— Tendão de Aquiles
— Articulações metatarso-falangeanas
— Cabeça dos 5 metatarsianos (comprimir o pé)
— Amplitude de movimento na articulação do tornozelo – art
tibiotalar
❖ ❖ Flexão e extensão
❖ Inversão(dentro) e eversão(fora)
TORNOZELO E PÉ ❖ Dorsiflexão e flexão plantar
— Articulação subtalar/talocalcânea
INSPEÇÃO ❖ Inversão e eversão do pé
— Tegumento, pele, coloração ❖ Avalia lesão na fáscia plantar (esporão)
— Deformidades dos artelhos (dedos dos pé) — Articulação tarsiana transversa
❖ Malho ❖ Flexão e extensão do antepé
❖ Martelo — Articulação metatarsofalangeana
❖ Garra ❖ Flexionar os dedos
❖ Hálux em valgo – aparentemente não tem ligação
com sapatos; em homens é mais grave MANOBRAS
❖ Joanete — SINAL DE MULDER
❖ Nódulos ❖ Associado a sapato de bico fino
— Edema ❖ Forma neuroma de morton: ocorre quando sapatos
— Calosidades (os que estão na pele espessa) apertadores comprimem a câmara anterior do pé
— Calos (os que estão na pele fina) ❖ Para testar, faz-se compressão látero-lateral do pé na
— Tipos de pé: altura da cabeça dos 1º e 5º metatarsos
❖ Pé egípcio: diagonal ❖ Positivo se dor, queimação ou choque
❖ Pé grego: segundo maior — TESTE DA PONTA DOS PÉS
❖ Pé quadrado: primeiro e segundo maior ❖ Testa integridade do tendão calcâneo
— Tipos de arco ❖ Tibial posterior
❖ PLANO
❖ NORMAL/FISIOLÓGICO
❖ ELEVADO OU CAVO
— ENTORSE DO TORNOZELO
❖ Muito comum de ocorrer
❖ Geralmente ocorre inversão do pé, seguida de dor e
edema
❖ O teste da gaveta anterior consiste em uma manobra
onde o examinador realiza uma discreta flexão
plantar, realizando movimento semelhante ao abrir
uma gaveta. Se durante o movimento o examinador
sentir o deslocamento do tálus para a frente da pinça,
este achado será sinal de comprometimento do
ligamento fibulotalar anterior (LFTA), junto com a
porção antêro-lateral da cápsula anterior. Se o
examinador perceber deslocamento anterior do pé
sem a ocorrência do deslocamento do tálus dentro da
pinça, poderá suspeitar de lesão subtalar.
❖ Classificação das entorses:
• Grau 1: estiramento mínimo do
ligamento/paciente consegue andar. Há leve
edema e dor
• Grau 2: estiramento moderado do ligamento,
com ruptura parcial. Há edema, dor e pode
haver equimose. Paciente tem dificuldade para
andar
• Grau 3: ruptura total do ligamento, dor, edema
e equimose intensas. Paciente não anda
❖ Tratamento
• Proteção, repouso relativo, gelo, compressão,
elevação e suporte (medicamentos para dor)

PALPAÇÃO
— Articulações do tornozelo
— Calcâneo
EXAME FÍSICO DA COLU NA ❖ Positivo se o paciente refere dor ou parestesias,
podendo também se queixar de dor irradiada para as
COLUNA CERVICAL extremidades

INSPEÇÃO
— Flexão e extensão: 130º
— Inclinação lateral: 45º
— Rotação: 80º
— Observar m. esternocleidomastóideo
❖ É comum ter contratura e causar torci-colo
❖ Quando o musculo direito se contrai, a cabeça vira
para a esquerda
❖ Síndrome de grizel: ocorre uma subluxação da C1 e
C2, em que o lig transverso da vertebra rompe ou — MANOBRA DE VALSALVA+
afrouxa e a vertebra subluxa, causando torcicolo ❖ Aumento da pressão intratecal com agravamento de
❖ É comum em crianças com historia de infecção sintomas de lesões que comprimem o canal
respiratória — TESTE DA DEGLUTIÇÃO
— M. trapézio: comum causar dor ❖ Dor e dificuldade de deglutir podem ser devido a
doenças na coluna vertebral, como hematomas,
EXAME NEUROLÓGICO CE RVICAL
osteófitos, infecções, tumores, ...
Nivel Músculo Reflexos Sensibilidade ❖ Palpar tambem os linfonodos e avaliar elasticidade,
C5 Flexores do Bíceps Face lateral do nódulos, sensibilidade, mobilidade, ...
— TESTE DE ADSON+
cotovelo braço
❖ Avalia a síndrome do desfiladeiro torácico, que causa
C6 Extensor de Braquior- 1º dedo dor no membro superior ou pescoço
punho radial ❖ Essa doença é causada quando costelas acessórias
C7 Extensor do Tríceps 3º dedo comprimem a C7
cotovelo ❖ Com o examinador atrás do paciente:
C8 Flexor - 5º dedo 1. Sentimos o pulso radial
profundo 2. Pedimos ao paciente para inspirar fundo e segurar a
do 3º dedo respiração
3. Fazemos uma hiperextensão do membro superior
T1 Adutor do - Face medial do
4. Pede para o paciente virar a cabeça para o mesmo
5º dedo cotovelo lado do membro extendido
5. E então, verificamos a frequencia de pulso
❖ Positivo se a frequência de pulso cai ou fica abolida,
MANOBRAS se há piora dos sintomas, dor, ...
— TESTE DA DISTRAÇÃO CERVICAL+
❖ Com o paciente sentado, ativamente, exerça tração
(puxar) na cabeça apoiado na região occiptal e mento
❖ Causa abertura dos forames intervertebrais, que
pode avaliar sintomas compressivos
❖ Positivo se alivia sintomas compressivos, como dor
— MANOBRA DE SPURLING+
❖ Faz ativamente uma rotação lateral com compressão
sobre o topo da cabeça
❖ Positivo se há dor

COLUNA TORÁCICA

INSPEÇÃO EM PÉ
— Corpo despido e sem sapatos, em posição ortostática
❖ Identifica deformidades
❖ Avalia postura, massa muscular, assimetria,
contratura
❖ Aumentos de volume, cintura escapular, manchas,
— Esses dois testes avaliam hérnias na coluna cervical, que cicatrizes
causam dor na região cervical que irradia em direção ao — Posição lateral
braço ❖ Observar as curvaturas fisiológicas da coluna
— SINAL DE LHERMITE+
❖ Avalia irritação meníngea e esclerose múltipla
❖ Com o paciente sentado, fletir a cabeça
❖ Pode potencializar o teste com a flexão do quadril

— Posição anterior
❖ Observa a musculatura, mamas, tipo de tórax — Avalia escoliose
— Posição posterior — Pode-se usar um escoliômetro para calcular os graus de
❖ Avaliação com o fio de prumo , de C7 ao sulco desvio
interglúteo → deve estar alinhado
— Triangulo de talhe: quando há escoliose, os triângulos ficam DERMÁTOMOS IMPORTANTES
assimétricos

T4: mamilo
T7: apêndice xifoide
T10: cicatriz umbilical
T12: região inguinal

INSPEÇÃO SENTADO

— Vista posterior, latera e anterior
— Observar a mesma coisa que a inspeção anterior, mas COLUNA LOMBAR
procure mudanças apresentadas, como eliminação da ação
da pelve, ... RAÍZES ESPINAIS IMPO RTANTES
— Caminhar nas pontas dos pés: S1-S2
MANOBRAS SENTADO — Caminhas nos calcanhares: L4-L5
— SINAL DE GIORDANO — Quadril
❖ Dor à punho percussão na região lombar; indica ❖ Flexão: L2-L3
acometimento renal ❖ Extensão: L4-L5
❖ Positivo em litíase e pielonefrite aguda — Joelho
— Rotação 45º graus para D e E com pelve fixada ❖ Extensão: L3-L4
— Medida da expansão torácica ❖ Flexão: L5-S1
— Tornozelo
MANOBRAS EM DECÚBITO VENTRAL ❖ Flexão dorsal: L4-L5
— INCLINAÇÃO LATERAL FORÇADA
❖ Flexão plantar: S1-S2
❖ Avalia a flexibilidade da escoliose
— PALPAÇÃO DOS PONTOS DOLOROSOS NIVEL NEUROLÓGICO
— HIPEREXTENSÃO DA COLUNA
❖ Avalia a retificação ou não da cifose


MANOBRAS
— MANOBRA DE ADAMS OU INCLINAÇÃO ANTERIOR+
❖ Pegar algo fino e passar no dorso do pé do paciente,
começando no calcanhar e terminando nos dedos
❖ Se normal, o paciente fara flexão leve dos dedos
❖ Se houver extensão dos dedos, terá o sinal de Babinsc

— TESTE DE LASEGUE OU ELEVAÇÃO DO MEMBRO


INFERIOR+
❖ Avalia L4-L5
❖ Faz-se passivamente a elevação do MI
❖ Positivo se houver dor
❖ Dor entre 35 e 70 graus, pós 70 graus não ocorre mais
deformação do nervo ciático

— TESTE DE BRUDZINSKI
❖ Teste de irritação, Ao fazer flexao da coluna cervical ,
flexiona o joelho dor no trajeto da coluna vertebral
— TESTE DE KERNIG+

MANOBRAS
— TESTE DE SCHOBER (modificado) +
❖ Avalia a limitação dos movimentos da coluna lombar
❖ Localiza a vertebra L5 (altura da crista ilíaca)
❖ Marca 10 cm acima dela e 5 cm abaixo dela e traça
uma linha de 15 cm
❖ Paciente faz flexão da coluna (mãos em direção aos
pés)
❖ Mede-se novamente a linha marcada
❖ Teste positivo se o aumento for de menos de 6 cm — TESTE DE HOOVER

❖ OBS: no teste de schober tradicional, marca-se


apenas 10 cm acima de L5 e o aumento de
comprimento tem que ser no mínimo 5 cm REFLEXOS
— SINAL DE BABINSC+ – fala sinal presente ou ausente — REFLEXO BULBO CAVERNOSO
❖ Indica o fim do choque medular
❖ É o reflexo mais distal da medula
❖ Durante o choque medular, há paralisia flácida dos
músculos e por isso, não se consegue avaliar a
extensão do déficit sensitivo, motor e autonômico do
paciente

— REFLEXO PATELAR
❖ Testa raiz de L4
❖ Com o paciente sentado e a perna flexionada
livremente (para fora da mesa) bate-se levemente no
tendão patelar
❖ Paciente fará uma leve extensão da perna
— REFLEXO AQUILEU OU CALCÂNEO
❖ Testa raiz de S1
❖ Segura o pé a 90º para esticar o tendão paletar e em
seguida bate-se levemente sobre ele
❖ O paciente fará uma leve flexão plantar
❖ Pode estar diminuído, ausente ou aumentado