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Falência

As regras da falência enviam mensagens para toda a sociedade. Os bancos precisam saber se
o dinheiro emprestado será devolvido, os empregados precisam saber se a empresa em que
trabalham correm o risco de ir à falência. É um farol que ilumina uma perspectiva sobre o que vai
acontecer na hipótese de insucesso.

Diante da falência todas as regras de moras, inadimplemento, garantias são modificadas.

O art. 75 estabelece as regras gerais e a finalidade da falência:


Art. 75. A falência, ao promover o afastamento do devedor de suas atividades, visa a
preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e recursos produtivos,
inclusive os intangíveis, da empresa.

Parágrafo único. O processo de falência atenderá aos princípios da celeridade e da


economia processual.

Há uma mudança do papel do devedor, pois ele é afastado. O objetivo primordial é afastar o
devedor para preservar os bens, principalmente os intangíveis. A função da falência não é vista mais
como um fim em si, mas como meio posto a serviço da preservação da empresa, aqui entendida em
seu sentido objetivo, como unidade produtiva capaz de assegurar a geração de empregos e riquezas.
Contudo, observa-se que na falência é praticamente impossível preservar a atividade. Na falência
estamos diante de uma crise definitiva, final.

Natureza da falência
A falência tem a natureza jurídica de causa de dissolução e procedimento de liquidação judicial da
atividade negocial do empresário e da sociedade, mediante execução coletiva empresarial, que se
realiza em juízo universal e indivisível, por meio de princípios processuais reclamados pela
natureza de atividade, mercê procedimento conduzido por administrador judicial profissional,
nomeado e supervisionado pelo juiz, e do Comitê de Credores, se houver, com a participação da
Assembleia Geral de Credores, em negócios jurídicos atípicos de alienação de bens, na realização
do ativo.

1. Execução coletiva
Todos os credores se reúnem e de modo organizado promovem a excussão
patrimonial do devedor. A totalidade do patrimônio será arrecadada, convertida em dinheiro,
para pagamento dos credores. Não pode conviver com execuções individuais. As execuções
não atingem o patrimônio.
Não há propriamente um Stay, o que há é uma suspensão total das execuções
individuais contra qualquer bem do devedor. Efeito vinculado ao juízo universal.

2. Liquidação do patrimônio do devedor


A falência também é forma de liquidação extraordinária do patrimônio do devedor,
que leva à extinção temporária da atividade negocial do empresário individual, em
contraposição à liquidação e extinção ordinária, que sucedem por iniciativa do próprio
empresário
O Processo de falência líquida o patrimônio do devedor, isto é, torna-o líquido,
transforma-o em pecúnia.

3. Concurso de credores do direito empresarial


A falência promove um concurso de credores no âmbito do direito empresarial.
No direito civil temos concurso de credores, no qual um credor penhora o bem do
devedor e vários outros credores penhoram o mesmo bem, havendo disputa para
recebimento dos bens. No direito empresarial isso se dá de modo organizado, pois há
assembleia de credores, há classes de credores, há a arrecadação, que tem um sentido
equivalente ao da penhora, mas feita pelo administrador judicial.

4. Falência e dissolução da sociedade


A falência é causa de dissolução da atividade negocial do empresáro visto que com a
sua decretação ele é dela afastado, perdendo o direito de administrar os seus bens ou deles
dispor, ficando inabilitado para coltar a exercê-la até a sentença que extingue as obrigações,
ou até extinção dos efeitos da condenação por crime falimentar ou reabilitação penal.
A falência promove a dissolução da sociedade. Tem consequências durante todo o
processo e inclusive depois.
Dissolução é o efeito que libera os sócios e impede a sociedade de continuar suas
atividades. Não extingue a personalidade. A falência dissolve a sociedade, pois esta não
pode mais desenvolver seus objetivos sociais. Isso é um efeito da falência que dura até a
extinção das obrigações.
A constituição e extinção da personalidade são atos solenes. Assim, a falência não
provoca a extinção da personalidade jurídica!!! Provoca apenas a dissolução.

Massa Falida X Falida


No processo falimentar há a falida e a massa falida, a massa falida não tem
personalidade jurídica, mas é quem vai poder gerir os bens do devedor, sendo administrada
pelo administrador judicial e pelo juiz.
A falida corresponde ao devedor e a massa falida ao patrimônio do devedor.
A massa falida precisa ser compreendida em duas perspectivas:
o Objetiva: conjunto de bens que foram arrecadados, verdadeiro espólio
o Subjetiva: comunhão de credores

O proprietário do patrimônio é a falida, mas a titularidade é dos credores. Há um


princípio de continuidade do patrimônio. Não permitindo que um ente despersonalizado seja
titular desse direito. Mas a massa falida é quem terá todos os poderes sobre a propriedade.

Qualquer coisa que o falido faça é através de advogado.


A massa falida é representada pelo administrador.

Cabe ao falido o exercício de alguns direitos:


 Fiscalizar a administração
 Requerer providências para a conservação dos bens
 Requerer a continuação do negócios
 Intervir nos processos em que a massa falida seja parte, requerendo o que for
de direito, ademais e ingressar com os recursos cabíveis
Questiona-se a possibilidade do falido propor ações novas, há um entendimento que
só é possível o acompanhamento, pois não teria capacidade jurídica de criar novas ações,
pois criaria encargos que não teria como suportar, até porque a conveniência de interposição
de novas ações cabe ao administrador judicial e não ao falido.
Esse entendimento vigora, mas há exceções. Como o caso de ação rescisória contra a
massa falida para rescindir a sentença que decretou a falência. Esse caso é extraordinário,
pois o único interessado é a falida.

Devedores sujeitos à falência


Art. 2 - esta lei não se aplica a
I. empresa pública e sociedade de economia mista - há um movimento forte para admitir a falência
de sociedade de economia mista.
II. instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de
previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade
seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
São atividades que dependem do órgão autorizado para entrar em falência. Quando
houver indício de fraude ou crime e os ativos forem insuficientes para pagar 50% do passivo
quirografário promove-se a liquidação extrajudicial.
Contudo nem todas as entidades excluídas em princípio estõ integralmente subtraídas
à falência, cuja disciplina aplica-se subsidiariamente em tudo que não estiver regulado nas
leis específicas, com aspeculiariades e particularidades dos regimes estabelecidos nas
respectivs leis de regência.

Principios
Economia e Celeridade processual – art. 75 par. Único, art. 79 e 80
Art. 79. Os processos de falência e os seus incidentes preferem a todos os outros
na ordem dos feitos, em qualquer instância.
A celeridade impõe-se como valor inerente à prestação jurisdicional, sob pena de configurar-
se o chamado “dano patológico do processo”, ocasionado pela duração exagerada do feito. A
preocupação com a celeridade do procedimento objetiva resgatar os bens da massa falida antes que
se deteriorem.

Art. 80. Considerar-se-ão habilitados os créditos remanescentes da recuperação


judicial, quando definitivamente incluídos no quadro-geral de credores, tendo
prosseguimento as habilitações que estejam em curso.
Aproveita-se os atos da recuperação judicial. Aproveita-se as habilitações anteriores como
forma de economia e celeridade processual
Fracassado o plano de recuperação judicial, e convolada em falência, nada mais lógico do
que se evitar a discussão acerca da qualidade daqueles créditos já definitivamente inscritos no
Quadro Geral de Credores, até mesmo porque as regras aplicáveis à verificação e habilitação dos
créditos são comuns tanto à recuperação judicial, quanto à falência.
Mas o que são créditos remanescentes? São aqueles que não tenham sido integralmente
satisfeito no processo de recuperação.
.
Universalidade e indivisibilidade da falência
Art. 76. O juízo da falência é indivisível e competente para conhecer todas as ações
sobre bens, interesses e negócios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas,
fiscais e aquelas não reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou
litisconsorte ativo.
Parágrafo único. Todas as ações, inclusive as excetuadas no caput deste artigo,
terão prosseguimento com o administrador judicial, que deverá ser intimado para
representar a massa falida, sob pena de nulidade do processo.

Só existe um processo de falência para cada devedor. O juízo é indivisível, isso é, mesmo
que o patrimônio esteja divido no país, só um juízo é competente.
O juízo da falência é único e universal, visando a igualdade de tratamento de todos os
credores, e abrangência de todos os bens do falido. De fato, restaria seriamente comprometida a
observância da par conditio creditorum caso não se pudesse reunir, num só juízo, a totalidade dos
credores do falido, a começar pela elevada probabilidade de se proferirem decisões diversas e até
mesmo contraditórias para credores de igual posição. Esta é a função primordial a que serve a
unicidade e a universalidade do juízo falencial.
A vis attractiva do juízo da falência não é absoluta. Impõe-se, por conseguinte, a
delimitação precisa de sua abrangência, a fim de se identificar quais processos – e em que situações
– resistem a atração do juízo falimentar, seguindo seu trâmite normal.
Critério material – Não são atraídas para o juízo universal as ações de natureza trabalhista,
que serão processadas na JT até a apuração final do crédito, adimitindo-se apenas o pedido de
reserva endereçado ao juízo da falência. Também as ações fiscais que tanto podem prosseguir,
quanto ser propostas fora do juízo da falência. As ações em que o devedor for litisconsorte ativo
prosseguem fora do juízo universal, devendo o administrador judicial representar a massa em juízo.
As ações de despejo e possessórias devem ser decididas pelo juízo universal.
Critério temporal – As ações que demandarem quantia ilíquida prosseguirão no juízo a qual
estiver sendo processada. A ação que demandar quatia ilíquida e venha a ser ajuizada após ter sido
decretada a falência estará sujeit à força atrativa do juízo universal.

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE


DECLARAÇÃO NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO
DECLARATÓRIA DE DOMÍNIO C.C. REIVINDICATÓRIA C.C.
ANULATÓRIA DE REGISTRO PÚBLICO C.C. PEDIDO DE TUTELA
ANTECIPADA. UNIÃO. FALÊNCIA. VASP. COMPETÊNCIA DO JUÍZO
UNIVERSAL. RECURSO IMPROVIDO.
1. O conflito de competência foi conhecido para fixar a competência do juízo
falimentar para a prática de atos constritivos sobre a universalidade dos bens
da falida, nos termos do art. 76 da Lei nº 11.101/05.
2. Segundo a jurisprudência desta Corte Superior, a prática de atos
aparentemente colidentes por juízos que, implicitamente, se consideram
competentes, configura o conflito de competência previsto no art. 115 do
CPC.
3. Ainda que a ação movida pela União seja declaratória de domínio c.c.
reivindicatória e anulatória de registro, sem caráter falimentar, é inafastável a
premissa de que todos os bens que se encontrem na posse da empresa falida,
mesmo de sua questionada propriedade, devem ser geridos pelo Juízo
falimentar, por ser este o competente para decidir acerca da destinação do
patrimônio da massa falida conforme o regramento da lei de quebra.
4. Agravo regimental não provido.

CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. FALÊNCIA. JUÍZOS CÍVEL


COMUM E FALIMENTAR. AÇÃO DE USUCAPIÃO. PERDA
PATRIMONIAL IMEDIATA. BEM IMÓVEL ARRECADADO PELA
MASSA FALIDA.
1. O eventual acolhimento do pedido na ação de usucapião acarreta perda
patrimonial imediata, ou seja, perda da propriedade do imóvel, gerando
enorme prejuízo para os credores da massa falida. Assim, deve-se reconhecer
a competência do juízo universal da falência para apreciar demandas dessa
natureza.
2. "A arrecadação é ato de apreensão judicial executiva que visa à guarda e
conservação dos bens do falido para futura alienação, e benefício dos
credores. Sendo assim, nada mais coerente que todas as questões relacionadas
aos bens arrecadados sejam decididas pelo juízo falimentar." (CC 84.752/RN,
Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
27/06/2007, DJ 01/08/2007, p. 433)
3. Conflito de competência não conhecido em relação aos Juízos da 16ª e 17ª
Varas Cíveis de Brasília/DF e, quanto ao incidente suscitado em face do
Juízo da 11ª Vara Cível de Brasília/DF e do Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e dos Territórios, conflito conhecido para declarar a competência do
Juízo da 11ª Vara Cível de Goiânia/GO.

Afastamento do devedor e substituição da falida pela massa falida


Todas as ações prosseguem com o administrador judicial. A massa falida é quem tem legitimidade
nos autos. O advogado da falida se não for destituído ou renunciar, continuará representando a
massa falida no processo.
A massa falida é sucessora das obrigações .
A massa falida é formada pelo conjunto de bens corpóreos e incorpóreos de titularidade da
empresa. A partir do momento de decretação da falência o devedor perde o direito de administrar ou
dispor dos seus bens e fica inabilitado para o exercício de atividades empresariais, por efeito da
falência, até a sentença de extinção de suas obrigações, só lhe restando bem fiscalizar a
administração da falência requerendo as providências necessárias para a conservação dos direitos e
dos bens arrecadados e intervir nos processos em que a massa seja parte ou interessada, requerendo
o que de direito ou interpondo recursos cabíveis, eis que a administração dos bens é transferida ao
administrador judicial.

Distribuição obrigatória e por dependência - art. 78


Não faz mais sentido, porque todos os processos são distribuídos. Todos os processo vinculados
dependem do processo de falência

Vencimento antecipado das dívidas - art. 77


Art. 77. A decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas
do devedor e dos sócios ilimitada e solidariamente responsáveis, com o
abatimento proporcional dos juros, e converte todos os créditos em moeda
estrangeira para a moeda do País, pelo câmbio do dia da decisão judicial, para
todos os efeitos desta Lei
Serve para promover a equalização dos créditos. Torna-os juridicamente iguais, comparados no
tempo. Faz um corte trazendo para uma data só. As dívidas são apuradas em uma determinada data.
Traz-se as dívidas para o valor presente, isso para aplicação do princípio da par conditio creditorum.
Não se pode confundir a equalização dos créditos com o pagamento. O valor de equalização é o
valor da habilitação, na data da decretação da falência e não será, necessariamente, esse valor a ser
pago. Não incide os juros no pagamento das obrigações.

Responsabilidade dos sócios


1. Sociedades de responsabilidade l
A autofalência é um dever dos sócios no momento de crise, pedido a autofalência, os sócios
não respondem com seu patrimônio pessoal pelas dívidas da sociedade.

2. Sociedades de responsabilidade ilimitada – art. 81


Sociedade em comum. O acionista controlador de instituições financeiras respondem
ilimitadamente pelas dívidas.
E os credores particulares do sócio? Terão que se habilitar na massa particular do sócio. O
saldo do patrimônio do sócio que sobrar vai para a massa.
Conforme previsto no caput deste artigo, a decretação da falência da sociedade em sócios
ilimitadamente responsáveis produz uma alteração em seu estado, que passam a ser
considerados tão falidos quanto à própria sociedade da qual fazem parte.
O caput prescreve, também, a citação de todos os sócios ilimitadamente responsáveis, que
poderao, querendo, apresentar contestação. Como se vê, é caso dde litisconsórcio passivo
necessário, instituído por expressa disposição da lei, em que a eficácia da sentença
dependerá da citação de todos.
Essa escolha legislativa revela-se um tanto criticável, pois mesmo em se tratando de sócios
de responsabilidade ilimitada, sua responsabilidade é sempre de natureza subsidiária em
relação à sociedade, recomendando-se, por conseginte, o précio exaurimento do acervo da
sociedade antes de se buscar o patrimônio pessoal do sócio. O que, obviamente, resta
inobservado na sistemática da extensão automática da falência ora intriduzida na lei.

3. Desconsideração da personalidade jurídica


A lei prevê as hipóteses de desconsideração para que os sócios respondam algumas
obrigações. É possível no processo de falência. Mas é preciso dizer o tamanho da confissão
patrimonial. Desconsideração da personalidade jurídica não faz com que o sócio passe a ser
falido, apenas passa a reponder por dívidas.

4. Responsabilidade civil dos sócios, controladores e administradores (art. 82)


Possibilidade distinta. Há responsabilidade dos sócios e controladores.
Art. 82. A responsabilidade pessoal dos sócios de responsabilidade limitada, dos
controladores e dos administradores da sociedade falida, estabelecida nas
respectivas leis, será apurada no próprio juízo da falência, independentemente da
realização do ativo e da prova da sua insuficiência para cobrir o passivo, observado
o procedimento ordinário previsto no Código de Processo Civil.

§ 1º - Prescreverá em 2 (dois) anos, contados do trânsito em julgado da sentença de


encerramento da falência, a ação de responsabilização prevista no caput deste
artigo.

§ 2º - O juiz poderá, de ofício ou mediante requerimento das partes interessadas,


ordenar a indisponibilidade de bens particulares dos réus, em quantidade
compatível com o dano provocado, até o julgamento da ação de responsabilização.

Não estende os efeitos da falência aos sócios. É diferente da desconsideração também, por
haver confusão patrimonial.

5. Extensão dos efeitos da falência


Art. 81. A decisão que decreta a falência da sociedade com sócios ilimitadamente
responsáveis também acarreta a falência destes, que ficam sujeitos aos mesmos
efeitos jurídicos produzidos em relação à sociedade falida e, por isso, deverão ser
citados para apresentar contestação, se assim o desejarem.
§ 1º - O disposto no caput deste artigo aplica-se ao sócio que tenha se retirado
voluntariamente ou que tenha sido excluído da sociedade, há menos de 2 (dois)
anos, quanto às dívidas existentes na data do arquivamento da alteração do
contrato, no caso de não terem sido solvidas até a data da decretação da falência.
§ 2º - As sociedades falidas serão representadas na falência por seus
administradores ou liquidantes, os quais terão os mesmos direitos e, sob as mesmas
penas, ficarão sujeitos às obrigações que cabem ao falido.

É uma categoria diferente das demais. Considera que os sócios se submetem aos efeitos da
falência. Significa que eles vão falir.

Classificação dos créditos


Par conditio creditorum
1. Princípio da paridade de tratamento dos credores
Igualdade de tratamento de credores. Mas um são mais iguais que outros. Na classificação
dos créditos há a compreensão que alguns deverão receber em primeiro lugar. Dentro de
cada classe os credores devem ser tratados de forma igual.

2. Prioridades dos credores conforme classes determinadas em lei


A lei dispõe sobre a classificação dos créditos. Art. 83
3. Distinção entre credores do falido e os credores da massa falida.
Os credores da falida são concursais. Os credores da massa falida são extraconcursais, são
pagos antes dos concursais, mas depois dos listados abaixo

1. Créditos com prioridade absoluta


Créditos de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 meses antes da falência - art. 151

2. Restituições
• Bem de terceiros que s encontram em poder do devedor na data da decretação da falência ( art.
85)
• Coisa vendida a crédito e entregue ao devedor em 15 dias antes do requerimento de falência se
ainda não alienada.

3. Restituições em dinheiro
• Valor do bem a restituir, caso não exista mais, pelo valor da avaliação ou preço atualizado (art.
86,I)
• Acc's - art. 86, II prioridade total em face do estímulo à exportação.
• Valores entregues ao contratante de boa-fé na hipótese de revogação ou ineficácia (art. 86. III).

4. créditos extraconcursais
1. Despesas da massa: remuneração do administrador e seus auxiliares e créditos trabalhistas
após a decretação da falência
2. Quantias fornecidas a massa pelos credores
3. Despesas com arrecadação, administração, realização do ativo custos do processo
4. Custas judiciais ( inclusive honorários) de processos em que a massa foi vencida
5. Obrigações relativas a negócios jurídicos durante a recuperação, nos termos do art. 67, ou
após a decretação da falência e tributos cujo fato gerador após a falência (respeitada a ordem
do art. 83)

Procedimento da restituição e embargos de terceiro


Procedimento incidental dirigido ao juiz. A restituição pode ser em dinheiro. Se o administrador não
contestar a restituição não precisa pagar honorários e sucumbência, a massa fica inventa dos
encargos de sucumbência. A petição inicial deve ser instruída com todos os documentos
quemcomprovem a propriedade do bem, mesmo que o procedimento seja sumário, pod o juiz pedir
perícia do bem arrecadado.
Os bens alienados fiduciariamente devem ser objeto de restituição ainda que de terceiro.
Se o terceiro não tiver a propriedade do bem, apenas a posse, ele pode opor embargos de terceiro.
Se o bem já foi vendido não pode o terceiro que apenas tem a posse opor embargos.
Há um entendimento que se houver a arrecadação pela massa e aquele que quer proteger o direito
de propriedade deve pedir a restituição, nos demais casos cabe embargos. Uma vez proposta a
restituição, o bem não pode ser alienado.
No caso de alienação fiduciária em garantia: banco tem crédito de 1 milhão de reais, e sua garantia
é de 500 mil, o seu recebimento será apenas pelo valor de venda do bem garantido, o restante
deverá ser habilitado como Quirografário.

Hipóteses de falência
Art. 94. É preciso distinguir o estado falimentar e a falência. Esse artigo traz hipóteses de
insolvência. A falência será decretada quando o devedor for insolvente. A situação material que
justifica o pedido de falência são as hipóteses do art. 94
III. Impontualidade: o devedor impontual deverá ter sua falência decretada. É uma presunção de
insolvência. Indica a existência de uma crise de liquidez. É preciso do protesto para decretar a
falência.
IV. Ausência de bens: quando nas execuções individuais os credores individuais não encontram
bens do devedor, ou quando encontram já estão embaraçados.
V. Atos e fatos:

Do Procedimento para a Decretação da Falência

Art. 94. Será decretada a falência do devedor que:

I - sem relevante razão de direito, não paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em
título ou títulos executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários-
mínimos na data do pedido de falência;
Não se insere créditos que forem concedidos moratória. O credor que concedeu moratória não tem o
direito de pedir falência do devedor. Isso porque quem negocia a dívida sabe que o devedor não tem
condições para pagar. Esse inciso cria uma presunção de insolvência, que existe m benefício dos
credores e no momento que o credor abre mão dessa presunção, concedendo moratória, ele perde o
direito de pedir falência do devedor.

II - executado por qualquer quantia líquida, não paga, não deposita e não nomeia à penhora bens
suficientes dentro do prazo legal;

III - pratica qualquer dos seguintes atos, exceto se fizer parte de plano de recuperação judicial:

a) procede à liquidação precipitada de seus ativos ou lança mão de meio ruinoso ou fraudulento para
realizar pagamentos;

b) realiza ou, por atos inequívocos, tenta realizar, com o objetivo de retardar pagamentos ou fraudar
credores, negócio simulado ou alienação de parte ou da totalidade de seu ativo a terceiro, credor ou
não;

c) transfere estabelecimento a terceiro, credor ou não, sem o consentimento de todos os credores e


sem ficar com bens suficientes para solver seu passivo;
d) simula a transferência de seu principal estabelecimento com o objetivo de burlar a legislação ou a
fiscalização ou para prejudicar credor;

e) dá ou reforça garantia a credor por dívida contraída anteriormente sem ficar com bens livres e
desembaraçados suficientes para saldar seu passivo;

f) ausenta-se sem deixar representante habilitado e com recursos suficientes para pagar os credores,
abandona estabelecimento ou tenta ocultar-se de seu domicílio, do local de sua sede ou de seu
principal estabelecimento;

g) deixa de cumprir, no prazo estabelecido, obrigação assumida no plano de recuperação judicial.


Essa hipótese é no caso de extinção da recuperação judicial.

§ 1º - Credores podem reunir-se em litisconsórcio a fim de perfazer o limite mínimo para o pedido
de falência com base no inciso I do caput deste artigo.

§ 2º - Ainda que líquidos, não legitimam o pedido de falência os créditos que nela não se possam
reclamar.
O fisco não pode pedir falência. Os credores com garantia real para que possam pedir a falência
precisam abrir mão da garantia. Isso porque ele inviabiliza a empresa e recebe.

§ 3º - Na hipótese do inciso I do caput deste artigo, o pedido de falência será instruído com os
títulos executivos na forma do parágrafo único do art. 9º desta Lei, acompanhados, em qualquer
caso, dos respectivos instrumentos de protesto para fim falimentar nos termos da legislação
específica.
Figura do protesto para fim falimentar. se eu quiser pedir falência de alguém eu devo informar que
o fim do protesto é para pedir a falência.
Duplicata é um título de crédito que é emitido com base em uma compra e venda mercantil. O
vendedor pode emitir uma duplicata pra poder executar o valor dessa dívida. É um valor líquido e
certo quando o título de recebimento da mercadoria for assinado.
Para fins falimentares é preciso comprovar que o recebimento da mercadoria foi feito por pessoa
que trabalhe para o comprador.

§ 4º - Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, o pedido de falência será instruído com
certidão expedida pelo juízo em que se processa a execução.
§ 5º - Na hipótese do inciso III do caput deste artigo, o pedido de falência descreverá os fatos que a
caracterizam, juntando-se as provas que houver e especificando-se as que serão produzidas.

Meios de defesa
1. Art. 95. Pedido de recuperação judicial, no prazo da contestação (10 dias).
Deve-se apresentar a petição com o máximo de documentos que se conseguir. É possível
que o juiz defira prazo para juntar mais documentos. Se passar os dez dias não pode pedir RJ
em apartado, porque preclui a possibilidade de recuperação

2. Depósito elisivo nas hipóteses do art. 94, I e II - disposição do art. 98, par. Único
É um meio para que o devedor prove que existe um relevante razão de direito para não pagar
a dívida. Para evitar a falência faz-se o depósito elisivo e contesta. O réu contesta e deposita
o valor integral da dívida. Se a defesa é rejeitada, não existe relevante razão de direito para
não pagar, o pedido de falência será procedente e determina-se o levantamento do depósito
elisivo e pagamento do credor, extinguindo-se a falência.

3. Contestação - matérias do art. 96


Pode-se contestar com depósito eleito o ou sem. Sem, o juiz pode achar as razões e julgar
improcedente o processo.
Art. 96. A falência requerida com base no art. 94, inciso I do caput, desta Lei, não
será decretada se o requerido provar:
I - falsidade de título;
II - prescrição;
III - nulidade de obrigação ou de título;
IV - pagamento da dívida;
V - qualquer outro fato que extinga ou suspenda obrigação ou não legitime a
cobrança de título;
VI - vício em protesto ou em seu instrumento;
Súmula 361 STJ
VII - apresentação de pedido de recuperação judicial no prazo da contestação,
observados os requisitos do art. 51 desta Lei;
VIII - cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de
falência, comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, o qual
não prevalecerá contra prova de exercício posterior ao ato registrado.
Depois de dois anos de inatividade empresária não cabe mai falência. Isso porque a
falência depende que os bens intangíveis ainda estejam valorizados. Aquele que não
exerce sua atividade ha mais de dois anos não é mais empresário.
Decisão Nancy - não é necesário a prova do registro público de empresas. É possível
provar a inatividade por outros meios.
Pode alguém paralisado há mais depois dois anos pedir falência?
§ 1º - Não será decretada a falência de sociedade anônima após liquidado e
partilhado seu ativo nem do espólio após 1 (um) ano da morte do devedor.
§ 2º - As defesas previstas nos incisos I a VI do caput deste artigo não obstam a
decretação de falência se, ao final, restarem obrigações não atingidas pelas defesas
em montante que supere o limite previsto naquele dispositivo.

Legitimidade do pedido - art. 97


Se a falência é pedida por terceiro deve haver citação.

Autofalência - art. 105


Elementos formais se sobressaem.
A falência está reservada para as situações de crise. É um processo de liquidação da sociedade, mas
não é um alternativa para o empresário. A impossibilidade da continuação da atividade empresarial
no pedido de falência deve ser demonstrada quando não há outros meios de recuperação da
empresa.
O legislador no inciso IV possibilitou a falência de sociedade em comum.
Os itens do artigo podem não estar presentes desde que haja razão para isso.

Sentença e decretação de falência - art. 99


A sentença da início ao processo de falência. Da sentença de deferimento da falência cabe agravo.
Se for de Improcedência cabe apelação. Cabe ação rescisória. O agravo não tem efeito suspensivo,
mas é possível que tenha, desde que pedido seja fundamentado.
Um dos efeitos do deferimento da falência é a fixação do termo legal. Fazendo com que atos dentro
desse termo legal sejam inexigíveis. Isso porque no período pré falimentar é comum que ocorram
abatimentos. Esse período serve para reconstruir o patrimônio dilapidado.
A busca de bens alienados fiduciariamente é suspenso em definitivo.
É possível que havendo indícios de crime falimentar, o juiz determine a prisão dos administradores.
Nesse caso é preciso que haja elementos é uma série de requisitos do devido processo penal.
O MP é chamado ao processo pois há vários interesses envolvidos.
Da decretação da falência até a sentença que extingue as obrigações, o falido fica inabilitado.

Art. 101
Dano por ricochete no direito falimentar - terceiros prejudicados em decorrência do pedido
infundado de falência. Ex. debentures conversíveis em ações.

O falido poderá fiscalizar a falência. Art. 103.

Deveres do falido - art. 104


O administrador do falido deve prestar essas declarações.

Arrecadação dos bens


Ato praticado pelos administrador judicial. Equivale a penhora de bens. É uma penhora qualificada.
O objeto da arrecadação são os bens em poder do falido ou bens do falido em poder de terceiros.

Bens impenhoráveis e regimes especiais


4. Aplicável para empresário individual ou extensão dos efeitos da falência aos sócios e
administradores
5. Bem de família
6. Patrimônio de afetação - lei 4591: patrimonio afetada para um fim especial, ainda que os
recursos pertençam à mesma pessoa, não se confunde com o restante do patrimônio.
7. Certificados de recebíveis imobiliários em regime fiduciário - lei 9514. Quando for decretada a
falência do emissor desses títulos, não poderá o administrador arrecadar esses títulos, pois
pertencem a terceiros.
8. Quotas de sociedades limitadas - art. 1030. A massa falida não fica como sócia.

1. Quotas de sociedades limitadas - art. 1030. A massa falida não fica como sócia.
As ações das SA de propriedade da falida devem ser vendidas e as quotas devem ser liquidadas.

Avaliação dos bens


1. Avaliaçao individual ou em bloco
As vezes a avaliação individual não é possível. Como no caso das fábricas, avalia-se a
unidade produtiva para vendê-la
2. Avaliação dos bens objeto de garantia em separado
Conforme o valor dos bens da garantia a classificação dos créditos será diferente

3. Possibilidade de contratação de avaliador pelo administrador


O próprio administrador pode avaliar, assim como pode contratar um avaliador. Aquele que
impugnou deve pagar o perito

Lacração - art. 109


Medida de natureza cautelar que terá lugar nos casos de falência pedida por terceiro,
havendo resistência do falido.
A lacração é o fechamento do estabelecimento.

Requisitos Formais
1. Acompanhamento do ato pelo falido
2. O auto de arrecadação conterá (a)inventário (b) laudo de avaliação
3. Assinatura do administrador, falido, seus representantes e outras pessoas que auxiliarem no ato
4. O inventário conterá:
1. Descrição dos livros, inclusive sobre os requisitos intrínsecos e extrínsecos

Destinação dos bens


1. Venda sumária (art. 111)
Descobre-se que os bens tem valor pequeno. Permite que os empregados adjudiquem os
bens. Problema é que nesse momento não se sabe quem são os credores. Acontece quando há bens
perecíveis e empregados.
Acontece no momento da arrecadação. Precisa de autorização judicial

2. Remoção para depósito, se for necessário para melhor conservação (art 112)

3. Venda antecipada, mediante autorização judicial, ouvidos o comitê e o falido, no caso de bens
perecíveis (art. 113)

4. Arrendamento ou outro contrato que gere renda para a massa falida (art. 114)
Arrendamento é locação mercantil, assim, durante a falência pode o estabelecimento
continuar gerando renda, podendo a massa denunciar o contrato a qualquer momento,
independentemente de multa.
5. Lacração obrigatória e leilão somente para pessoas habilitadas a comprar substâncias
entorpecentes e de uso controlado - lei 11.343, art. 66
Refere-se aos casos em que a falida possui entorpecentes.

Ineficácia e Ação Revocatória

Ineficácia - art. 129


Condutas falimentares anteriores ao pedido de falência

- Reconhecimento da ineficácia do ato, independentemente de boa-fé ou má-fé, independentemente


da intenção de fraudar credores. A ineficácia é objetiva.
- Ato de ofício do juiz no próprio processo de falência, como defesa em processo autônomo
A ineficácia será declarada quando houver provas, caso contrário seguirá em processo
autônomo para apuração de provas e oitiva de terceiros
- Se os atos do art. 129 forem praticados como parte do plano de RJ não serão ineficazes

Art. 129. São ineficazes em relação à massa falida, tenha ou não o contratante
conhecimento do estado de crise econômico-financeira do devedor, seja ou não
intenção deste fraudar credores:

I - o pagamento de dívidas não vencidas realizado pelo devedor dentro do termo


legal, por qualquer meio extintivo do direito de crédito, ainda que pelo desconto do
próprio título;

II - o pagamento de dívidas vencidas e exigíveis realizado dentro do termo legal, por


qualquer forma que não seja a prevista pelo contrato;
Qualquer alteração dentro do termo legal é ineficaz.
Quem recebeu o pagamento pode comprovar boa fé para ser restituído, se não
comprovar será crédito Quirografário.

III - a constituição de direito real de garantia, inclusive a retenção, dentro do termo


legal, tratando-se de dívida contraída anteriormente; se os bens dados em hipoteca
forem objeto de outras posteriores, a massa falida receberá a parte que devia caber
ao credor da hipoteca revogada;
IV - a prática de atos a título gratuito, desde 2 (dois) anos antes da decretação da
falência;

V - a renúncia à herança ou a legado, até 2 (dois) anos antes da decretação da


falência;

VI - a venda ou transferência de estabelecimento feita sem o consentimento expresso


ou o pagamento de todos os credores, a esse tempo existentes, não tendo restado ao
devedor bens suficientes para solver o seu passivo, salvo se, no prazo de 30 (trinta)
dias, não houver oposição dos credores, após serem devidamente notificados,
judicialmente ou pelo oficial do registro de títulos e documentos;
Não tem limite temporal, deve-se verificar se a venda ocorreu em função da crise.

VII - os registros de direitos reais e de transferência de propriedade entre vivos, por


título oneroso ou gratuito, ou a averbação relativa a imóveis realizados após a
decretação da falência, salvo se tiver havido prenotação anterior.
Diz respeito a contratos guardados na gaveta, que deixam para registrar em outro
momento. Decretada a falência e não há registro, há ineficácia de registro.
(lei 6015)

Parágrafo único. A ineficácia poderá ser declarada de ofício pelo juiz, alegada em
defesa ou pleiteada mediante ação própria ou incidentalmente no curso do processo.

Ação Revocatória - art. 130


Mesma hipótese legal da fraude contra credores do código civil
- ação que precisa provar consolou-me fraudis (intenção de prejudicar credores e prejuízo efetivo
para a massa falida)
- Ação autônoma cujo resultado será ou não a arrecadação de bens para a massa falida
- Prazo decadência, de 3 anos após a decretação de falência, por qualquer credor, pelo MP ou pelo
administrador. Conta-se do momento em que se descobriu o ato fraudulento
A jurisprudência tem entendido que ele não pode ser contado da decretação da falência,
assim conta-se do momento em que se descobriu o ato fraudulento
- rito ordinário, conforme o CPC
Ação Revocatória V. Ineficácia
Art. 135
Art. 136. Reconhecida a ineficácia ou julgada procedente a ação revocatória, as partes
retornarão ao estado anterior, e o contratante de boa-fé terá direito à restituição dos bens
ou valores entregues ao devedor.

§ 1º - Na hipótese de securitização de créditos do devedor, não será declarada a ineficácia


ou revogado o ato de cessão em prejuízo dos direitos dos portadores de valores mobiliários
emitidos pelo securitizador.
Securitização é a transformação de bens em valores mobiliários.
Emissão de titulo e venda desse título no mercado.
Pressupõe a emissão de títulos
Mesmo que fosse caso de infeccionai o portador do título representativo dos créditos não
será prejudicado. Porque os títulos circulam no mercado, assim terceiros de boa-fé não
podem ser prejudicados. Indício de proteção aos bancos. Visa proteger a segurnca dos
investidores do mercado.
§ 2º - É garantido ao terceiro de boa-fé, a qualquer tempo, propor ação por perdas e danos
contra o devedor ou seus garantes. (Só é cabível nos casos de ineficácia. Porque é
incompatível boa-fé C ação Revocatória)

Efeitos da Revocatória
Art. 137
Art. 138
Art. 138. O ato pode ser declarado ineficaz ou revogado, ainda que praticado com
base em decisão judicial, observado o disposto no art. 131 desta Lei.
Parágrafo único. Revogado o ato ou declarada sua ineficácia, ficará rescindida a
sentença que o motivou.
Caso da combinação entre réu e autor e simulação de um processo.(colusão)
Nao precisa dos requisitos da rescisória, da querella nullitatis, apenas os requisitos da
ação Revocatória para a ineficácia desses atos.
A ação Revocatória se propõe onde? Juiz do trabalho ou juiz da falência? Elas
precisam ser propostas perante a justiça do trabalho, foi resolvido pela circunstancia
do recebimento de até 150 SM e o restante vai para a massa.

Efeitos da falência sobre as obrigações do devedor


Art. 115: a decretação da falência sujeita todos os credores. O exercício dos direitos será conforme
disposição da lei.

Regra geral: claúsula geral da universalidade e par conditio creditorum


Art. 126: dispositivo principiologico, unidade do patrimônio, universalidade e iguladade de
tramando dos credores conforme a sua classe.

Eficácia suspensiva
1. Direito de retenção dos bens arrecadados não pode ser oposto contra a massa
A massa pode arrecadar o bem independentemente de benfeitorias e de direitos de
retenção.o bem será arrecadado e terá privilégio especial

2. Direito de retirada ou quaisquer recebimentos por quotistas ou acionistas


Suspende-se o direito de retirada e os recebimentos dos quotistas ou acionistas. Discute-se a
condição do ex sócio. O crédito desse sócio excluído não pode ser lago na falência, é subordinado,
só pode ser pago depois dos outros e os valores recebidos nos últimos dois anos deverá ser recebido
pela massa

3. Mandato (art. 120) ficará extinto por efeito da falência, ficando obrigatória a prestação de
contas.
Exceção: (a) procuração em causa própria - condição de negócio jurídico bilateral; (b)
mandato ao advogado que vigora até a revogação.

4. O inventário do falido (art. 125)

Contratos bilaterais - art. 117


1. Não se resolvem pela falência - decisão do administrador em benefício da massa
2. Interpelação do administrador, no prazo de 90 dias da nomeação, para que, em 10 dias declare
se cumprirá ou não o contrato.

Contratos unilaterais - art. 118


Contratos geneticamente unilaterais (mútuo) e contratos bilaterais que se unilateralizaram.

Regime especial das obrigações - art.119


Compromisso de compra e venda de bens imóveis: será aplicada a lei. O compromisso de compra
venda não terá modificações em seu regime.
1. Coisas expedidas pelo falido e em trânsito, há revendidas para terceiro
2. Direito de o comprador de coisas compostas de devolver as partes recebidas e pedir perdas e
dado se o administrador não cumprir o contrato.
3. As prestações não cumpridas pela massa relativas a contratos não executados serão pagos na
classe propria
4. A devolução pelo administrador, ouvido o comitê, de coisa móvel com reserva de domínio,
tendo a massa direito a devolução das prestações pagas, nos termos do contrato
5. Nas vendas a termo, com conotação em bolsa ou mercado sem entrega da mercadoria
(hedge), será paga a diferença ente conotação do dia do contrato e a data da liquidação na
bolsa ou mercado.
6. Compromisso de compra e venda: aplica-se a lei sem alterações. Os credores podem
promover a adjudicação compulsória, receber a propriedade do bem.
7. Locação de imóveis - aplica-se a lei e o administrador pode denunciar o contrato a qualquer
tempo
8. Obrigações liquidadas no sistema financeiro - não há vencimento antecipado, admitindo-se
compensação.
9. Patrimônio de afetação - aplicação da lei, recebendo-se o saldo ou inscrevendo-se o saldo na
classe própria.
O patrimônio de afetação é direcionado a um fim e esse patrimônio nanoestruturadas
direcionado a outros fins senão ao fim desse patrimônio. Só vai para a falência o saldo.