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HITLER: CRISTO OU ANTICRISTO?

Depois dos horrores da segunda guerra e da vitória dos aliados


convencionou-se chamar Hitler de anticristo. Mas até que ponto isso é
verdade? A profecia de Santa Odila, que fala do “conquistador” diz com
todas as letras: e os povos em armas o chamarão de o anticristo.
No antigo testamento principalmente são inúmeras as passagens que
falam de um messias guerreiro, um rei das nações, que intervém em
um mundo corrompido para estabelecer a justiça. Por exemplo, o livro
do profeta Joel, que parece uma descrição do século vinte e das duas
guerras mundiais.
O profeta começa descrevendo a praga dos gafanhotos, que é a
Primeira Guerra Mundial, aqueles dias dos quais o Senhor Jesus disse
que se não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria. No segundo
capítulo o profeta descreve a intervenção do Senhor:

1Tocai a trombeta em Sião e dai o alerta no meu santo monte


Tremam todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor está
chegando, já está perto;
2Dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e negridão!
Como a luz da aurora se espalha sobre os montes, assim vem um povo
grande e poderoso, como nunca houve antes nem haverá depois nos
anos por vir, de geração em geração.
10A terra se abala diante deles, o céu treme, o sol e a lua se escurecem,
e das estrelas retira-se o resplendor.
11O Senhor levanta a voz diante do seu exército, porque o seu
acampamento é muito grande: quem executa a sua ordem é poderoso,
pois o dia do Senhor é grande e terrível! Quem o suportará?

Também em Isaías cap. 13 há uma passagem bem parecida.

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1. A profecia engravada sobre a tumba de São Constantino.

“Na primeira parte da indicção, o reino de Ismael, chamado Maomé,


derrotará a família de Paleologos e possuirá a cidade das sete colinas.
Ele reinará no interior, suprimirá muitas nações e desolará as ilhas até
o Mar Negro. Ele conquistará os povos nas vizinhanças do Danúbio, na
oitava da indicção. Ele suprimirá o Peloponeso na nona da indicção. Ele
fará uma campanha nas áreas do norte, na décima da indicção; ele
derrotará os da Dalmácia, onde sofrerá perdas parciais, e as multidões
e as tribos, acompanhadas das nações ocidentais pela terra e pelo mar,
irão à guerra e derrotarão Ismael, cujo descendente terá o reino
abreviado por pouco tempo.
E a raça loira com seus agentes derrotará todo Ismael e conquistará a
cidade das sete colinas com seus privilégios; então eles provocarão
uma selvagem guerra civil até a quinta hora, e uma voz gritará três
vezes: fiquem firmes, fiquem firmes, e com temor avancem para a área
à direita, e lá encontrem um homem bravo, formidável e robusto; esse
será o vosso regente, porque ele é o meu amado. Então levem-no
convosco e cumpram a minha vontade”.

No livro “Visões do Fim” de Bernard McGinn se menciona um sermão de


Nicolas de Bari:

“Foi dito que o cetro não se apartará da mão do Rei Frederico, e nem
um herdeiro de sua raça, até que aquele que deve vir venha (i.e., até
que Cristo venha para o juízo final). Essa raça reinará até o fim do
mundo, porque a origem está com ela no dia de seu poder (Salmo
109).”

A profecia claramente se refere à raça alemã, e os alemães já não


reinam no mundo como antes, então quer dizer que o mundo acabou?
Se entendermos isso espiritualmente, podemos dizer que sim. Mais
adiante veremos o que dizem os Oráculos Sibilinos e o livro 4Esdras
sobre esses fenômenos espirituais, cósmicos.

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2. Os Oráculos Sibilinos.

Os oráculos sibilinos foram largamente utilizados pelos doutores


cristãos do passado, como Lactâncio, Clemente de Alexandria e outros.
No terceiro livro, por exemplo, extensas passagens nos interessam; a
numeração da tradução inglesa começa no verso 776:

Então Deus enviará um rei do oriente, que fará com que a terra inteira
cesse de suas terríveis guerras, matando alguns, atando outros com
fortes juramentos.
E ele não fará essas coisas por si mesmo, mas persuadido pelos
excelentes decretos de Deus.
Mas mais uma vez o povo do grande Deus será oprimido pela riqueza,
pelo ouro e a prata e os ornamentos purpúreos, e a terra e o mar estarão
repletos de boas coisas.
E então os reis começarão de novo a se invejarem, e projetos perversos
lhes subirão ao coração. A inveja não traz nenhum bem a miseráveis
mortais.
E mais uma vez os reis das nações avançarão em massa sobre a terra,
trazendo a destruição sobre si mesmos, porque eles tentarão destruir o
templo do grande Deus, e excelentíssimos homens.
Quando eles alcançarem a terra, reis poluídos farão sacrifícios dentro
dos muros da cidade, cada um com seu trono e tribo submissa.
E então Deus falará com uma poderosa voz para toda pessoa rude e
sem cérebro, e julgamentos do Deus poderoso cairão sobre eles, e eles
serão todos destruídos por uma mão imortal.

A profecia continua, e eu indico esses livros para todos, porque às vezes


eles são mais claros do que a própria bíblia; espero que nós brasileiros
encontremos alguma tradução bem feita desses oráculos, porque eu só
os tenho em inglês e grego.
Porque Deus, que é sumamente bom, destruiria a raça humana?
Porque ele não permite que o mundo continue existindo por milhões e
milhões de anos, como especulam os cientistas de hoje em dia? Afinal

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de contas, poderíamos reencarnar indefinidamente, hoje no Brasil,
daqui a cem anos na Inglaterra, daqui a mil anos na Ásia, porque Deus
não permite isso? Porque mesmo que reencarnemos infinitas vezes,
nossa alma é sempre a mesma, e nossa condição humana, que é
pecadora, sempre afunda mais e mais. Se infinitas encarnações
ajudassem o ser humano a se purificar, acredito que Deus o permitiria.
Se, como demonstram as profecias, os seres humanos que viveram
neste mundo nesses seis mil anos de história já se encontram num
estado de condenação, que seria se continuassem pecando
indefinidamente? Seis mil anos não, uma vida já é suficiente para
condenar uma alma. O pecado original nos tirou qualquer justiça que
possuíamos, e só nos salvamos por misericórdia de Deus.
Muitos eclesiásticos afirmam que Jesus se salvou pela justiça, por
causa de seu nascimento virginal, dos milagres e de sua vida exemplar,
mas na minha opinião isso não é assim, até mesmo ele foi salvo pela
misericórdia divina, porque se não fosse assim ele não seria como nós,
pelo contrário, isso estabeleceria um abismo intransponível entre ele e
a humanidade. Que graça inigualável a do Senhor, que além de
ressuscitar, subiu aos céus e é rei do céu, da terra e dos abismos.
Mas alguém me dirá: mas se Jesus não tinha merecimentos suficientes,
porque foi constituído Rei do universo? Ora, porque não existe outro
Deus, ou será que Deus deveria constituir algum anjo ou homem acima
dele? Deus deveria se tornar obediente aos homens e anjos, ele deveria
morrer para que nós vivêssemos divinamente? Esses são alguns dos
absurdos que a loucura da pregação cristã provoca. Ele constituiu a si
mesmo, a sua pessoa humana, unida à divina. Nem se o Senhor Jesus
fosse crucificado mil vezes poderia fazer expiação por um único pecado,
mas depois de sua ascensão e glorificação ele recebeu todo poder, e
inclusive delegou esse poder a seus seguidores.
Se a Igreja prega que Jesus se salvou pela justiça estará caindo no
mesmo erro dos israelitas, que queriam estabelecer sua própria justiça
por causa de suas prerrogativas. Não estou dizendo que não devemos
admirar a vida e os ensinamentos de Jesus, pelo contrário, mas que
devemos entender que como ser humano, tinha suas fraquezas.
Quando Jesus perdoava pecados e realizava curas milagrosas, que
poder fazia isso? O poder de Deus e não a força humana. Era isso que
ele ensinava, que fazia aquelas coisas pelo poder de Deus, e não por
algum poder humano.

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Essa é a grande diferença entre a lei antiga e a lei da graça, como nota
São Jerônimo: pela lei antiga Abraão está no inferno, pela lei da graça
o bom ladrão está no paraíso. E podemos acrescentar: pela lei antiga
Jesus Cristo é maldito, pela lei da graça reina no céu.
Além disso, esse Jesus é aquele mesmo Josué que tirou o povo do Egito,
e que substituiu Moisés como líder do povo, como atestam os oráculos
sibilinos. Agora me digam, esse Josué não cometeu nenhum pecado?
Era grande guerreiro e destruiu mais de trinta reis em suas batalhas. Do
ponto de vista dos inimigos deve ser um enorme monstro, mas como
lutava por seu Deus, não se lhe imputa pecado.
Nas obras de São Boaventura ele diz que a encarnação foi o milagre dos
milagres, porque uniu o sumo ao ínfimo, a natureza divina e a humana.
Se a encarnação foi um milagre tão grande, o maior de todos, o que
diremos da ascensão e da glorificação?

Do começo do quarto livro temos essa passagem:

Mas quando o julgamento final do mundo e dos mortais chegar,


Que o próprio Deus trará, julgando de uma vez aos justos e aos ímpios,
Os ímpios ele enviará para as trevas, e então eles reconhecerão
Que perversidades perpetraram; mas os justos habitarão
Numa terra frutífera, e Deus lhes dará a vida, o respiro e o sustento.

Já no final do livro, o tema do juízo final se repete:

Mas quando dos homens perecer a piedade, e a fé e a justiça,


E eles viverem em profana indiferença, e presunçosa insolência
E vários outros pecados, e dos pios ninguém tiver consideração,
Mas por falta de entendimento todos se destruírem completamente
Como crianças, exultando com a violência, e derramando sangue
De mãos dadas, então se entenderá que Deus já não é mais pacífico,

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Mas sobrecarregado de fúria, destruirá a raça dos homens
Com uma grande conflagração.
Ah, miseráveis mortais, mudem estas coisas,
E não provoquem o poderoso Deus a ira extrema
Mas deixando de lado as espadas, lamentações, homicídios
E a insolência, lavem seus corpos nas fontes perenes
E com as mãos levantadas para o céu
Peçam perdão pelos atos do passado, e curem a amarga
Impiedade com a piedade, e Deus vos dará o arrependimento
E não destruirá. Ele porá um fim à ira se vocês todos
Observarem em seus corações a preciosa piedade.
Mas, se com a mente entorpecida vocês não me obedecerem,
E amando a perversidade receberem estas coisas
Com indiferença, sobre o mundo inteiro haverá fogo
E grandes sinais, espadas e trombetas, ao nascer do sol.
A terra inteira ouvirá o ruído retumbante,
E ele queimará a terra toda, e toda a raça humana perecerá,
E ele consumirá todas as cidades, com os rios e os mares
E tudo será reduzido a fumaça e cinzas.
Mas quando todas as coisas se tornarem um montão de cinzas,
Deus enviará o fogo inefável que uma vez ele acendeu,
E as cinzas e os ossos dos homens o próprio Deus
Mais uma vez transformará, e ressuscitará os mortais
Como eles eram antes; e então será o julgamento.
Deus mesmo se sentará como juiz, e julgará o mundo de novo.
Aqueles que cometeram ímpios pecados
Serão escondidos nas profundezas da Geena Estígia
Debaixo da terra ardente e do monstruoso Tártaro.

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Mas os pios viverão de novo na terra, e Deus lhes dará
O espírito, a vida e os meios de vida,
E todos se verão contemplando a doce e alegre luz do sol.
Ó que felicidade a destes homens, que viverão naquele tempo!

Esta passagem parece tratar do mesmo assunto que o profeta Ezequiel,


quando fala dos ossos secos e da ressurreição.

Do livro quinto:

Três vezes infeliz Itália, ninguém chorará por tua causa,


Permanecerás deserta, numa terra frutífera,
E a mortífera serpente te destruirá completamente.
Mas do distante e etéreo céu se ouvirá
A voz de Deus como uma tempestade desabando
E as imperecíveis chamas do próprio sol
Não mais serão, e a brilhante luz da lua
Cessará de ser naquele tempo do fim, quando Deus governar.
Todas as coisas estarão tristes, na terra a escuridão,
Os homens cegados, e bestas perversas, e um longo tempo de dor;
Assim se verá que Deus é Rei, e olha do céu para tudo
O que existe na terra. Ele mesmo não terá piedade de homens hostis,
Que sacrificam os rebanhos de gado e cordeiros,
Touros grandes e com chifres dourados,
Para o Hermes sem vida e para deuses de pedra.
Mas que a lei da sabedoria tome a dianteira,
A glória dos justos, para que não aconteça

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Que o Deus imperecível fique tomado pela cólera,
E destrua toda raça e tribo dos homens;
Porque é nossa obrigação amar a Deus,
O sábio criador, que vive para sempre.
Haverá no último tempo, quando a lua chegar perto do fim,
Uma guerra mundial, conduzida com insidioso conhecimento
E dos extremos da terra virá um matricida, um fugitivo,
Voando, e considerando com perspicácia em sua mente.
Ele derrubará e conquistará todas as terras,
Mais sábio do que todos os homens, ele conhecerá tudo.
E daquilo por cuja causa ele mesmo foi morto,
Ele se apoderará logo em seguida.

A sibila chama o messias de matricida e fugitivo, sem dúvida porque


sendo Hitler judeu de nascimento, mas cristão, teve que fugir de sua
raça, e depois executou a vingança merecida contra aquele povo de
crucificadores. Note-se que nesse ponto da história, quando o messias
vem para executar o julgamento, ele já está glorificado, já porta as
chagas [estigmas] de Cristo em seu corpo, e os judeus, vendo isso,
sabem que estão condenados. É como no livro do Apocalipse, quando
João vê um anjo descendo do céu que coloca um pé na terra e outro no
mar, a terra simbolizando a Igreja e o mar o Estado. O anjo põe o pé
direito sobre o mar, porque Hitler fez sua carreira no Estado, e o pé
esquerdo sobre a terra, porque suas tratativas com a Igreja não foram
das melhores, e mesmo aqueles que sabiam que ele era o messias o
ignoraram.

Do livro XIV:

E então reinará um terrível e jovem guerreiro


Governante conhecido pelo número setenta
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Quente com mortal fúria, que entregará
Os desobedientes do povo romano para os exércitos
Por causa da fúria de reis, e ele derrubará até o chão
Toda cidade dos ilustres latinos.
Roma não será mais vista ou ouvida
Como antes os olhos dos viajantes viram,
Porque todas essas coisas virarão cinzas,
E de suas obras nenhuma será perdoada.
Porque com grande ira ele virá, e do céu enviará raios e trovões
Sobre a humanidade, o próprio Deus, o imortal.
E alguns ele destruirá queimados por relâmpagos,
E outros com seus poderosos raios.
E então os inflados filhos de Roma, a poderosa Roma, e os latinos,
Condenarão à morte o formidável governante.
Ao seu redor o pó não pesará pouco,
E ele será um esporte para cães, pássaros e lobos,
Porque ele arruinou um povo de guerreiros [Ários].

Observem que Hitler é conhecido pelo número setenta, porque seu


nome de nascimento era William Rothschild. William em grego se
escreve Ουίλιαμ, e o valor numérico da letra O é setenta.
Isso também deve ter alguma conexão com as setenta semanas de
Daniel, porque a Segunda Guerra Mundial é a última semana.
Vejam como os inflados filhos de Roma se vangloriam, sem saberem
que foram poupados por pura misericórdia da destruição, ou melhor,
que foram destruídos, porque a quarta besta foi atirada ao fogo, e com
ela todos os ímpios.
Digo destruídos porque seguiram o demônio em todos os vícios que
dele procedem, e nesse ponto da história já não têm como fazerem
uma digna penitência.

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3. As setenta semanas da profecia de Daniel.

Vários estudos foram feitos pelos primeiros cristãos sobre essas


setenta semanas. No comentário de São Jerônimo ao livro de Daniel ele
demonstra as pesquisas de Apolinário, Eusébio, Júlio Africano e outros.
Me parece que o erro daqueles doutores foi procurar no passado o que
eles estavam vivenciando ali mesmo, durante suas vidas.
As setenta semanas se dividem em três partes: sete semanas, sessenta
e duas semanas e uma última semana no fim do mundo.
Parece que as primeiras sete semanas, quer dizer, quarenta e nove
anos devem ser contados a partir do retorno dos judeus exilados de
Babilônia, no tempo da reconstrução do templo.
Já as sessenta e duas semanas devem ser contadas do nascimento de
Jesus Cristo até o ano 434 d.C., e a última semana é a Segunda Guerra
Mundial.
“Quanto à quarta besta, haverá um quarto reino sobre a terra, que
excederá todos os reinos, e ele devorará a terra inteira e a disturbará. E
quanto aos dez chifres do reino, dez reis se levantarão, e outro rei
surgirá depois desses. E ele excederá os outros em maldade, e ele
humilhará três reis. E ele dirá palavras contra o Altíssimo, e perseguirá
os santos do Altíssimo, e ele tentará mudar os tempos e a lei, e tudo
será entregue em suas mãos por um tempo e tempos e a metade de
um tempo.”
Os dez reis são os governantes do tempo da primeira guerra, com
destaque para os reis da Alemanha, da Áustria-Hungria e da Rússia,
Guilherme I, Francisco José e o czar Alexandre II. Depois da “Liga dos
Três Imperadores”, Guilherme I foi sucedido por Guilherme II, e o czar
Alexandre II por Nicolau II, que foi brutalmente assassinado com sua
família em 16 de julho de 1918, e o Império Austro-Húngaro foi
eclipsado, obscurecido, como diz o livro 4Esdras quando fala sobre as
três cabeças da grande águia, que oprimiram o mundo inteiro como
nenhum de seus antecessores fizera. Renovaram todas as impiedades
dos antigos imperadores romanos, e se aqueles dias não tivessem sido
abreviados nenhuma carne se salvaria.
Depois deles se levantou Mussolini, que disse palavras arrogantes
contra o Altíssimo, oprimiu os santos, pessoas de bem foram

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cruelmente perseguidas, e tentou mudar os tempos e a lei. A Itália
fascista entrou em guerra contra a Etiópia, a Líbia e o Egito, os três reis
que foram humilhados.

“E depois das sessenta e duas semanas a unção será destruída, e não


haverá julgamento nela.”

Já o livro 4Esdras descreve estes acontecimentos de outra maneira,


dizendo que 400 anos depois do nascimento de Jesus, o messias
morrerá, e todos aqueles que respiram ar humano. Isso quer dizer que
a unção, o crisma eclesiástico vigorou por poucos séculos; depois disso
o mundo entrou no que se chama “a idade das trevas”, a idade média.

“E ele fará uma aliança com muitos, uma semana, e no meio da


semana o sacrifício e a libação cessarão, e no templo haverá uma
abominação desoladora, e uma consumação será dada à desolação.”
“Vai Daniel, porque estas coisas foram escondidas e seladas até que
muitos sejam testados e santificados, e os pecadores pequem. E
nenhum pecador entenderá, mas aqueles que entendem prestarão
atenção. Do tempo em que o sacrifício [perpétuo] for removido e a
abominação da desolação preparada, haverá mil duzentos e noventa
dias. Feliz aquele que perseverar, até que mil trezentos e trinta e cinco
dias se completem.”

Entendemos que o sacrifício é removido porque praticamente o mundo


todo estava contra Hitler e a favor do anticristo, e na metade da semana
a situação se reverte, são os mil duzentos e noventa dias em que o
anticristo atua, até a morte de ambos, Hitler e Mussolini, que se deu
praticamente no mesmo dia. Depois de alguns dias as duas
testemunhas ascendem para o céu, mas com resultados totalmente
diferentes: o messias entra no Santo dos Santos, onde somente o
Senhor Jesus Cristo estava, e Mussolini, o anticristo, morre, e é atirado
no lago de fogo com todos os ímpios, ou como diz a sibila, destrói o
lugar, completando o banimento da raça humana do paraíso,
destruindo todas as esperanças que a pregação cristã havia suscitado
nos corações humanos. Ambos morreram no final de abril de 1945; se

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somarmos quarenta e cinco dias, isso quer dizer que o fim do tempo, o
começo da eternidade, foi entre os dias quatorze e quinze de junho
desse ano.
Do livro A Legenda Dourada temos a descrição de quinze dias, que os
antigos pensavam que precederiam o julgamento, mas na minha
opinião esses quinze dias são exatamente esses dias do mês de junho
de 1945; claro que as coisas descritas devem ser entendidas num
sentido espiritual, como fenômenos espirituais, e não literalmente.

“Jerônimo em seu Anais dos Hebreus acha quinze dias precedendo o


julgamento, mas não diz se eles serão contínuos ou intermitentes. No
primeiro dia o mar se inchará quarenta cúbitos sobre o topo das
montanhas, ficando parado num lugar como uma parede. Somente no
segundo dia ele descerá e será quase invisível.
No terceiro dia as bestas marinhas subirão para a superfície e bramirão
para os céus, e somente Deus entenderá seus bramidos. No quarto dia
o mar e as águas evaporarão. No quinto as árvores e ervas transpirarão
um orvalho cor de sangue; também no quinto dia, como outros
afirmam, todas as aves do céu se reunirão nos campos, cada espécie
em seu lugar, sem se alimentarem ou beberem, mas assustadas por
causa da iminente chegada do juiz [do fim].
No sexto dia as construções desabarão. Dizem que nesse mesmo sexto
dia raios de fogo sairão do ocidente e voarão pelo céu até o oriente.
[Possivelmente uma alusão às bombas atômicas lançadas em
Nagasaki e Hiroshima]. No sétimo as pedras colidirão uma contra a
outra e se dividirão em quatro partes, e cada parte, dizem, colidirá
contra a outra, e nenhum homem ouvirá o ruído, somente Deus. No
oitavo virá um terremoto de escala mundial, que será tão grande,
dizem, que nem homem nem besta poderá ficar em pé, e cairá
prostrado por terra.
No nono a terra será aplainada e as montanhas e colinas reduzidas a
pó. No décimo os homens sairão de suas cavernas e andarão como
dementes, incapazes de falar uns com os outros. O undécimo dia verá
os ossos dos mortos ressurgirem e ficarem sobre suas tumbas desde o
nascer do sol até o ocaso, e assim os mortos poderão sair de suas
tumbas. No duodécimo as estrelas cairão: todas as estrelas fixas e
errantes espalharão um rastro de fogo e então serão novamente
geradas de sua substância. Dizem que também nesse dia os animais
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irão para os campos grunhindo e rosnando, sem se alimentarem e sem
beberem. No décimo-terceiro os vivos morrerão para ressurgirem com
os mortos. No décimo-quarto o céu e a terra serão queimados. No
décimo-quinto um novo céu e uma nova terra virão à existência, e todos
os mortos ressuscitarão.”
“Eu estava vendo o tumulto das grandes palavras que o chifre falava, e
a besta foi destruída, e seu corpo foi entregue às chamas. E Ele removeu
aqueles que estavam ao seu redor de sua autoridade, e tempo de vida
lhes foi concedido por um tempo e tempos”

Quando ele diz “aqueles que estavam ao seu redor”, entendo com isso
todos os santos, anciãos e bestas fantásticas, porque mesmo os santos
verdadeiros não terão uma herança no céu, mas na terra, na nova e
eterna Jerusalém de que fala o Apocalipse. Quanto aos falsos santos e
todo homem bestial, sua herança será a escuridão.
Quem ler o livro 4Esdras chegará à mesma conclusão, porque neste
livro o arcanjo explica para Esdras que o ser humano não consegue
entender nada que não seja da terra. O nosso próprio cérebro é feito de
terra, como o nosso corpo, e só consegue entender as coisas da terra.
Claro que existem anjos que nos protegem, ensinam, etc. mas são
invisíveis para nós, na maioria dos casos. Quem nunca leu no antigo
testamento que os profetas e patriarcas ficavam apavorados quando
viam um anjo, e pensavam que iam morrer? O que adianta para Pedro,
Paulo e João irem para o céu se não vão entender coisa nenhuma do
que lá se passa? Acredito que nem o próprio Jesus, em sua pessoa
terrena, podia entender as coisas do céu, mas falar de Jesus é muito
difícil, porque a divindade também estava nele. É impressionante a
humildade de Jesus, que por amor aos seus sempre quis ser um homem
como os outros, para a edificação deles. E mais, para que aprendessem
a amar, vendo que Deus se humilhava e agia como os demais.

4. Apocalipse cap. 5, a abertura dos selos.

Se enganam aqueles que pensam que o Senhor Jesus é o cordeiro de


Deus, aquele que abriu o livro selado. Na verdade Jesus é o ancião,
aquele que segura o livro em suas mãos, enquanto os anjos proclamam:
“quem é digno de receber o livro e abrir seus selos?”
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Podemos chegar a essa conclusão se observarmos que o Apocalipse
não diz que o cordeiro foi crucificado, mas a palavra grega “εσφαγμένο”
denota uma morte por instrumento cortante ou corto-contundente,
como facas, machados, etc.
A doutrina católica também apresenta o seguinte problema: se Deus
Pai é simplesmente um espírito, então Jesus, o Filho de Deus, é maior
do que o Pai, porque o Pai nunca sofreu coisa nenhuma pela salvação
da humanidade; então, o Cristo glorificado é maior do que o Pai, por
causa de seus sofrimentos.
O próprio Jesus nega tal coisa no evangelho, porque disse que “o Pai é
maior”. Isso se entende facilmente da humanidade de Jesus, que é
inferior à divindade, mas no sentido místico, trinitário, se entende que
somente Jesus, a encarnação do Pai, poderia efetuar a redenção da
humanidade na cruz do calvário, porque a cruz simboliza a origem de
todas as coisas, inclusive da própria Trindade, porque compreende os
quatro pontos cardeais, e o centro, que é o Pai.
Parece que também o nascimento virginal de Jesus é um símbolo disso,
da encarnação do Pai, porque o Pai é sem princípio e sem fim [EU SOU
O ALFA E O ÔMEGA], então para que isso se manifestasse em sua
encarnação, nasceu da Bendita Virgem sem a colaboração de sêmen
humano.
A questão do sangue de Cristo, de seu poder redentor, por ser livre do
pecado original: quase sempre que ouço as pessoas falarem sobre isso,
sobre o sangue de Cristo, imagino as dores da flagelação e da cruz do
Senhor, e como aquele povo judeu e os romanos estavam sedentos do
sangue do salvador, com que crueldade derramaram até a última gota
do sangue do Senhor, sem ao menos temerem sua danação eterna. Se
penso que o sangue de Jesus tinha algum poder especial por causa do
nascimento virginal, então imagino que bebês de proveta, nascidos em
laboratório, nascem sem pecado original, como disse o argentino
Parravicini. Parece que o poder do redentor estava todo na divindade, e
não no sangue, mesmo porque isso anularia todos os méritos dos
santos, dos mártires, que eram pessoas “normais”.
Observe leitor, o significado cósmico do que acontece no final das
sessenta e duas semanas: todos aqueles que respiram ar humano
morrem. Pois só pode ser nesse momento que acontece a abertura dos
selos, e que todas as criaturas, no céu, na terra e nos abismos,
proclamam: “digno é o cordeiro que foi imolado, etc.”

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Note-se que a imolação do cordeiro é uma coisa mística, escondida,
como no sacrifício do Yom Kippur, o dia do perdão, dois bodes são
sacrificados, um que cobre os pecados do povo em seu sacrifício
público, Jesus, e outro que carrega os pecados do povo, enviado para o
deserto, para o demônio Azazel. Também aquilo de Habacuc, “serás
conhecido entre dois animais”, parece estar relacionado à imolação do
cordeiro.
Depois de um longo intervalo, já no século vinte, acontece o julgamento
messiânico. No começo Hitler fez tudo para alcançar a paz com todos,
é o que se chama de sufrágios da Igreja, mas como a décima geração
dos mortais já tinha descido para o Hades, como diz a sibila, o conflito
foi inevitável, e como na descida aos infernos, ele toma sua bandeira,
Elias desce do céu com sua carruagem lotada por dez mil anjos
vingadores, e no glorioso final, ele ressuscita do túmulo e ascende ao
décimo céu, carregando consigo a criação inteira.

É como dizem os oráculos sibilinos no segundo livro (290-297):

E quando os mortos estiverem ressuscitados, e as sortes resolvidas,


E o grande e fulminante Senhor das Hostes
Estiver sentado em seu trono celeste
E preparado o poderoso pilar, então entre as nuvens,
Na glória de Cristo, com incontáveis e puros anjos reunidos,
O próprio Incorruptível virá para aquele que é Incorruptível,
E se sentará à direita do grande tribunal
Julgando as vidas de homens justos e injustos.

5. A Epístola de Nostradamus.

As centúrias de Nostradamus, como ele mesmo diz, não podem ser


interpretadas. Um dos erros mais comuns daqueles que as interpretam
é chamar Hitler de anticristo. Mas na epístola podemos encontrar um
texto mais acessível:

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“Então o terceiro Rei do Norte, ouvindo o lamento do povo (de quem
deriva) seu título principal, levantará uma grande armada e atravessará
os limites (destroits) de seus últimos progenitores e bisavôs, para
Aquele que colocará praticamente todas as coisas em sua primeira
condição. O grande Vigário dos povos será colocado em sua antiga
condição; mas, desolado e abandonado por todos, retornará para
santuário (que foi) destruído pelo paganismo, quando o antigo e o novo
testamentos serão jogados fora e queimados.”

6. Sulpício Severo, Diálogos 1:41. (séc. V)

Quando lhe perguntamos sobre o fim do mundo, ele nos disse que Nero
e o anticristo chegariam primeiro. Nero governará na região ocidental
depois de submeter os dez reis. Ele conduzirá uma perseguição para
forçar o culto aos ídolos pagãos. O anticristo primeiro se apoderará do
império oriental e terá Jerusalém como a capital de seu reino. Ele
reconstruirá a cidade e o templo. Sua perseguição será para forçar a
negação de que Cristo é Deus, e para se exaltar como o Ungido. Ele
defenderá a circuncisão de acordo com a lei. Então Nero será destruído
pelo anticristo para que o mundo inteiro e todas as nações se
submetam a seu poder até que o perverso seja destruído pela vinda de
Cristo.
Por Nero podemos entender Mussolini, e pelo anticristo oriental Stálin.
Outros entendem que Nero será morto por Satanás, mas na verdade
todos os infinitos anticristos são destruídos, porque o tempo já não
admite mais conversões e penitências; é o começo das dores predito
pelo Senhor.

7. O Muspilli.

Misterioso poema de origem bávara. A palavra muspilli provavelmente


significa ‘o fim do mundo’ ou coisa parecida.

Isso é o que eu ouvi os sábios nas leis deste mundo relatarem,


Que o anticristo lutará com Elias.

16
O perverso está armado e então uma batalha acontecerá entre eles.
Os guerreiros são tão poderosos, a questão é tão grande.
Elias luta pela vida eterna, e deseja garantir o reino
Para os que buscam a justiça. Por essa razão
Ele será auxiliado pelo que reina no céu.
O anticristo está lado a lado com Satanás, que o destruirá.
Porque ele cairá ferido no campo de batalha,
E será o perdedor nesse lugar.
Mas muitos homens de Deus acreditam que Elias será ferido na batalha,
E que seu sangue gotejará sobre a terra;
Então as montanhas arderão em chamas, nenhuma árvore
Vai ficar de pé sobre a terra, as águas secarão,
Os pântanos afundarão, o céu arderá com fogo,
A lua cairá, e a terra arderá, nenhuma pedra restará,
Então o dia do julgamento passará pela terra,
Viajando com fogo como uma visitação sobre o povo.
Então nenhum parente poderá ajudar o outro diante do Muspilli,
Pois as chuvas torrenciais queimarão todas as coisas,
O fogo e o ar juntos purificarão tudo;
Onde então a marcha onde um lutava constantemente com os seus?

8. Sentenças.

1) Em uma de suas profecias o argentino Benjamin Solari Parravicini


diz o seguinte: Adão e Eva serão novamente banidos do paraíso. Isso
não é novidade nenhuma, pois nos primeiros capítulos do Gênesis
lemos exatamente isso, que Adão e Eva foram banidos do paraíso, cada
um com sua culpa e punição, sendo que a de Eva é dupla, e a escritura
não pode ser anulada. Parece que a culpa pelas fantásticas fábulas
cristãs sobre reino do céu é de pregadores irresponsáveis.

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Os pregadores cristãos sempre afirmaram que a cruz de Jesus Cristo
abriu o céu para os pecadores; como é possível que o hediondo crime
da cruz fosse a causa de tantos benefícios? Não seria mais justo que
fosse a causa de infinitas punições? Foi exatamente nesse espírito de
grande temor que os discípulos se entregaram a todo tipo de tormento,
para que fossem absolvidos no tribunal de Jesus Cristo! Todo ser
humano ficou apavorado por causa do crime da cruz, os próprios anjos
foram vistos chorando enquanto Jesus era flagelado.
Na minha opinião, quando Jesus falava sobre o reino do céu o que ele
queria dizer era alguma coisa assim: o reino do céu está dentro de vós,
em vossas mentes e corações, então se tivermos uma mente e um
coração puros, receberemos a visita do Espírito Santo e teremos algum
tipo de visão celestial. Tais afirmações fantásticas se baseiam
primordialmente em ilusões que o próprio Jesus tinha de que seus
discípulos e amigos o amavam loucamente, quando eram pessoas
pobres vivendo num país sitiado e ameaçado de completa ruína.
2) Os seres humanos são desprovidos de amor, e sempre que pecamos
e que a ira invade nossos corações crucificamos o Senhor, daí sua
sobrenatural misericórdia, que sempre tenta perdoar nossos pecados.
Já no sexo feminino, cuja malícia é enorme, a paixão e o pecado se
manifestam de maneira mais sutil, como o escorpião que acaricia com
a face e injeta o veneno pela cauda.
3) Esse assunto do “começo dos destinos eternos” é realmente muito
difícil. Os seres humanos sempre viveram num estado de “queda”, e é
muita presunção pensar que aceitando o batismo e vivendo uma vida
cristã alguém pode se tornar um anjo. A Igreja adotou desde o princípio
a doutrina do oito ou oitenta, ou o céu ou o inferno, o que é totalmente
contra a nossa natureza, porque somos todos feitos da mesma carne, e
as almas humanas também são iguais, pelo menos em seu princípio.
4) Parece que a igreja primitiva adotou essa doutrina por causa da
queda dos anjos, porque aprenderam que dos anjos que o Senhor criou
muitos caíram e foram confinados em trevas eternas, porque por sua
própria vontade se tornaram rebeldes contra o Senhor e seus espíritos
foram tomados, destruídos por todo pecado e toda imundície. A grande
maioria dos anjos, no entanto, permaneceu em seu lugar no céu onde
estarão por toda a eternidade.
Mas o ser humano nunca esteve no céu, e os próprios santos católicos
só conseguiram ser fantasmas dos mortos, como almas separadas de

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seus corpos que fazem aparições assustadoras, porque em sua grande
presunção, orgulho e violência, queriam se exaltar acima do próprio
Senhor, que depois do fim da última das setenta semanas acaba
removendo todos de sua autoridade, porque muitos desses falsos
santos acabaram se tornando verdadeiros anticristos. É por isso que
não acredito que haverá seres humanos no céu, porque nenhum ser
humano é tão diferente de outro para que seus destinos eternos sejam
tão discrepantes.
O próprio Senhor Jesus é diferente por causa da natureza divina, mas
em sua natureza humana era um homem com qualidades e defeitos
como qualquer outro. É por isso que todo ser humano sempre quer se
exaltar acima dele: imaginemos duas pessoas; uma sempre se acha
melhor do que a outra, é da própria natureza humana, porque um
sempre vê os defeitos do outro, e por natural inclinação se acha melhor,
quer se exaltar. Pode ser que existam algumas exceções na vida
religiosa, onde com estrita obediência as pessoas aprendem a ser
humildes e a servirem o Senhor.
5) Toda mulher desavergonhada já se transformou numa Dalila, com
seu cortejo de filisteus, procurando uma maneira, uma ocasião para
causar danos ao Senhor. Que elas fiquem nesse estado para sempre,
afinal de contas ele já está no céu, e essas porcas sifilíticas vão todas
apodrecer no inferno com seus demônios e filisteus.
6) Que mistério de Deus esse! Transformar o messias num louco,
humilhá-lo de maneira desumana! Isso só pode ser um prenúncio das
dores insuportáveis do inferno, que a humanidade pecadora terá que
suportar para sempre. Lá os pecadores ficarão loucos de tanta dor, de
tanta miséria, males que não passarão nunca.
7) 22 de abril de 2018, encontrei na internet uma reportagem sobre um
casal russo que matou 30 pessoas, incluindo uma garota que foi feita
em pedaços; pedaços de corpos foram encontrados no porão do
apartamento do casal, conservados em vinagre e a mulher, Natália,
inclusive cozinhava os corpos e vendia refeições; sua torta de carne
moída foi um sucesso! Marcavam encontros com mulheres, ofereciam
vodca com tranquilizante e depois matavam as vítimas, porque Dimitri
as esfaqueava para jurar sua fidelidade a Natália.
O ser humano é um infeliz em sua natureza caída e sujeita a todas as
misérias, e quando chega a mulher, essa miséria se transforma no
próprio inferno. Primeiro porque a mulher o seduz com o prazer sexual,

19
e o prazer é como a cabeça da serpente, e depois que a serpente
introduz sua cabeça, o resto do corpo escorregadio entra com
facilidade, quer dizer, todo tipo de pecado. Vejam a que ponto chegou a
loucura desse casal russo. Enganavam e matavam pessoas
descuidadas para provarem seu amor um pelo outro! Na verdade esse
caso parece mais um de possessão diabólica, porque o diabo entrou
tanto nesses dois que eles já se parecem mais com diabos do que com
seres humanos.
8) Para aqueles que dizem que não existe reencarnação, afirmo que os
doze apóstolos e os doze patriarcas são os mesmos, eis aí seus nomes:
Pedro é Rubens, Bartolomeu é Simeão, Levi [Mateus] é Levi, Judas
Tadeu é Judá, Judas Iscariotes é Dan, Tiago Menor é Naftali, Filipe é
Aser, Tiago Maior é Benjamin, Tomé é Zebulom, André é José, João é
Efraim, Simão Cananeu é Issacar, Matias é Gad e João Batista é
Manassés.
9) Ainda assim considero a intervenção de Hitler uma das melhores
coisas que aconteceu para a humanidade, mas como ela padece de
ciúmes horríveis, semelhantes ao inferno, não cessa de difamar, e
idolatra anticristos como Stálin e Churchill. Ó diabólica perversidade da
humanidade destruída, todos seguiram o demônio, algum daqueles reis
italianos, e fazem do messias um objeto de desprezo. Que todo esse
desprezo caia em suas cabeças!
10) São realmente inacreditáveis os danos que as mulheres causam.
Todos esses reizinhos, infelizes que acabam sendo mortos por seus
próprios pais, pensam que o mundo é uma maravilha, seduzidos pelos
falsos encantos da mulher. E para agradarem suas mães e esposas,
acabam caindo em todo tipo de abominação, isso porque a mulher
sempre mente, como dissemos, mesmo que ela não se dê conta disso,
porque é uma coisa natural nela. E o que é que essas bestas reais fazem
senão amar a carne e o mundo?
11) Espero que o Senhor tenha encontrado muitas mulheres piedosas
e que elas vivam para sempre no novo mundo, porque o Apocalipse não
pode estar mentindo quando diz que havia uma multidão inumerável
vestida de branco, além dos 144.000 das doze tribos de Israel. Mas que
todos esses estejam no céu, não posso acreditar, porque a alma
humana foi totalmente infeccionada em suas três potências: amativa,
intelectiva e potestativa. Que semelhantes criaturas sejam
companheiras de anjos é impossível, e que o Senhor esteja no céu, é

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uma anomalia. A natureza do Senhor é algo realmente inexplicável,
porque em sua divindade é superior a todos os anjos, mas em sua
humanidade sofreu misérias indizíveis.
12) De tudo isso só podia resultar o caos, quer dizer o morticínio que foi
a segunda guerra, porque chegou um ponto em que a ira do Senhor já
tinha feito com que todos os povos ficassem de joelhos, mas como não
quis destruir toda raça e tribo dos homens, aconteceram os fatos que a
história narra. Nisso também vemos a culpa dos alemães, que confiam
mais em sua força do que em Deus, e não podiam atribuir à assistência
divina suas vitórias, mas são um povo altivo e pecador. É por isso que
no final o arcanjo Miguel aparece, e acaba com as vitórias dos alemães,
que eles já estavam atribuindo ao diabo seu príncipe.
13) O que quero dizer é o seguinte: chegou um ponto em que Hitler já
tinha levado sua ira ao extremo, quando todos os povos já estavam de
joelhos e esperando pelo fim do mundo e da raça humana. Vendo isso,
ele deve ter pensado: o ser humano é realmente um filho do diabo,
então que Mussolini faça o que bem entende, ele que tinha como
verdadeiros parceiros de perdição Stálin, Churchill e outros, e que essa
maldita criação do demônio encontre seu destino eterno, que é a
perdição. Mussolini tentou até ascender para o céu, mas o Senhor o
matou com o hálito de sua boca. É por isso que ele matou mais em sua
morte do que antes, porque com sua morte e ascensão ele salvou todos
os justos, mas os ímpios permanecerão para sempre enredados em
suas culpas.
14) Não consigo duvidar que depois do suicídio de Hitler anjos
estiveram naquele malfadado bunker, e até imagino que naquele lugar
exista alguma coisa como as pegadas que Cristo deixou marcadas no
lugar de sua ascensão.
15) A encarnação de Deus pode até mesmo parecer uma anomalia,
mas uma anomalia necessária, porque o homem depois da queda ficou
completamente cego para as realidades divinas, e no homem Jesus
Cristo podemos contemplar a Deus, coisa que seria impossível se ele
não fosse também homem.
16) Porque Jesus se chamava de Filho de Deus? Acredito que porque
sendo um homem justo e piedoso, se chamava assim, mas ele sempre
escondeu quem era realmente.
17) Imagino que muitos já devem estar pensando: mas se Jesus era o
Pai, então temos muito o que fazer, temos que crucificar o Filho!
21
Padres, Bispos, Papa Francisco, fiéis, temos muito o que fazer! Jesus
não abandonou sua Igreja! Ora, não foi isso que nos ensinaram desde
o começo de nossa formação cristã, crucifiquemos o Filho e tudo irá
bem para nós, o céu vai se abrir para nós e reinaremos no lugar do
Senhor? Quanto a isso, todo padre vai responder: seu louco, o Filho de
Deus já foi crucificado, já ressuscitou, foi para o céu. Você está
esperando é pelo anticristo! Mas padre, o que o senhor não sabia é que
quem foi crucificado foi o Pai! Não é justo que o Pai exija, como
reparação por sua própria morte, que o Filho seja igualmente
crucificado? Não seria isso uma expiação necessária pela crucifixão do
Pai, do Deus Uno? Até pode ser que sim, isso se não levarmos em conta
os sofrimentos dos santos, porque Hitler também deve ter sido um
santo no passado, e muitos santos passaram por suplícios terríveis.
18) Além disso, temos todas as razões para acreditarmos que Hitler já
portava as chagas, ou estigmas de Cristo em seu corpo, quer dizer, que
sentiu em sua alma os sofrimentos do Senhor, e foi por isso que causou
espanto aos judeus, que eram seus irmãos de raça. Além disso, que
valor teria uma nova crucifixão se o Senhor já desceu para o inferno, já
libertou aqueles que tinham méritos, os justos, e já condenou, quer
dizer, deixou no estado em que estavam todos os pecadores?
19) Se entendermos as profecias ao pé da letra, podemos imaginar que
a humanidade já está dividida em dia e noite, e como o dia e a noite
coexistem no mundo, cada qual com seus períodos determinados,
assim justos e ímpios vivem no mesmo mundo, porque a separação
definitiva ainda não aconteceu.
20) Está escrito no livro 4Esdras: “o julgamento é decisivo, e ninguém
poderá ter misericórdia de um que foi condenado, e ninguém poderá
causar dano a um que foi vitorioso.”
21) A pregação cristã sempre foi distorcida, errada, e milhares de
teorias surgiram, que os católicos chamam de heresias, tentando
explicar as coisas que aconteceram naqueles dias, que realmente
superavam todo entendimento, como o nascimento virginal de Jesus, a
doutrina da Trindade que Jesus tentou explicar, os milagres, etc.
22) Da doutrina da Trindade, uma coisa me parece certa: ninguém
poderia suportar a presença do Deus encarnado, Jesus Cristo, se não
houvesse um “refrator” da mesma qualidade que amenizasse os raios
da divindade; muitos atribuem isso à Virgem Maria, mas isso não é

22
possível, porque Maria é uma criatura. Esse “refrator” é o cordeiro, o
Filho de Deus, que como diz o livro 4Esdras, só foi revelado no final.
23) O espírito apostólico dos primeiros dias não era toda essa maravilha
que muitos alardeiam, pelo contrário, infelizmente a maioria deles
estava tomada pelo espírito da rebelião de Coré, e seguiam o Senhor
mais para se exaltarem acima dele do que para serem amorosos
discípulos, como deixavam transparecer.
24) Nos Hinos Nisibinos de Santo Efrém encontramos uma passagem
muito interessante; esses hinos são uma espécie de diálogo entre a
morte e o maligno, que disputam entre si para saberem quem tem mais
poder sobre a humanidade:

“Com o tempo e seus benefícios, me esforcei com prudência.


O povo ouviu que Deus é um, mas fez para si uma multidão de deuses,
Porque tendo visto o Filho de Deus, eles correram para o Deus Uno,
Para que sob o pretexto de confessarem a Deus, eles o negassem.
Sob o pretexto de serem zelosos eles correram para longe dele.
Assim, em todo tempo eles são achados perversos, porque são ímpios.”

Veja leitor, a “esperteza” de Pedro, o chefe dos apóstolos, que com sua
confissão de fé conseguiu negar que Jesus era a encarnação do Deus
Uno, do Pai, e ao mesmo tempo consignar ao oblívio o verdadeiro Filho
de Deus, que era seu co-apóstolo Judas [Tadeu]. Se o ser humano fosse
uma criatura realmente civilizada e que quisesse viver em paz, talvez
esses “mistérios” não fossem necessários, mas como a maioria não
passa de bestas sanguinárias, somos obrigados a confrontar a doutrina
católica, que não passa de uma mentira [mistério] autorizada, de um
mal-entendido provocado, de uma apostasia planejada.
Talvez a mentira de Pedro fosse necessária para a propagação do
evangelho, mas muitos santos caíram, tanto do antigo como do novo
testamento, porque não amavam a Deus. Mas como amaremos a Deus
se é um espírito, incompreensível, além da esfera humana?
Obviamente, amando o próximo, e especialmente ao Senhor. Que maior
prova de amor ele poderia nos dar do que sofrendo as coisas que
sofreu? E mesmo assim nossos corações de pedra não se sensibilizam

23
e não entendemos que danos causamos a nós mesmos com nosso
procedimento. Que o céu nos dê a graça de um coração de carne, para
que a dureza de nossos corações não cause a nossa perdição.
É desse tipo de espírito que a sibila fala quando profetiza sobre a
Primeira Guerra Mundial, uma guerra conduzida com “insidioso
conhecimento”, uma guerra conduzida por reis “católicos”, ou “cristãos”
e com o consentimento das autoridades eclesiásticas. O que todos
esses infelizes fizeram, que ardam no inferno para sempre, foi excluir
completamente o messias de seus corações, foi uma tentativa de
latrocínio “espiritual”, mas como não podem nunca vencer o poder do
Deus Único, seu latrocínio limitou-se à esfera física, corporal, como no
caso do Senhor Jesus Cristo.
Contemplando esses fatos só podemos chegar a uma conclusão: que
Deus destruirá os ímpios através de sua mesma perversidade, e é por
isso que ele permite que os ímpios tenham sucesso em suas
empreitadas. Do livro de Enoque temos a parábola dos setenta
pastores, pastores esses aos quais o Senhor entregou o cuidado de suas
ovelhas do povo de Israel; o livro conta que todos os pastores mataram
muito mais ovelhas do que lhes fora indicado, mas depois disso o
Senhor julga os pastores, que são entregues às chamas do abismo para
eterna condenação. Se esses pastores são homens ou anjos, ou
homens desempenhando a função de anjos, não consigo entender, mas
o que importa dessa parábola é que todos os atos humanos e inclusive
angélicos são anotados diariamente na presença do Senhor, que
tomará vingança de todos os que cometem impiedades.
Louvemos um pouco a verdadeira Igreja, o Filho de Deus, que foi tão
humilde que não abriu a boca, mas sempre se comportou como um dos
apóstolos do Senhor, porque o nome Judas quer dizer “louvor”, porque
escondia em si a divindade, que sempre louva a si mesma, porque não
existe nada maior, no céu, na terra ou nos abismos, e que as palavras
do arcanjo Uriel para Esdras se cumpram, que a verdade frutifique,
porque até o dia de hoje a pregação apostólica foi infrutífera, a não ser
para alguns poucos “iluminados”, mas o povo comum acredita naquilo
que ouve dos pregadores.
Alguns profetizaram que esse tempo chegaria, o da revelação da
verdade, mas que os próprios eclesiásticos se encarregariam de
falsificá-la, ou de simplesmente continuar com a mentira canônica, e
quem duvida que eles agirão dessa maneira?

24
De quem é a culpa, da mulher? A pobre mulher, com sua natureza
duplamente caída, não consegue suportar a verdade, vive escondendo
sua culpa, talvez seja por causa dela que o mundo é completamente
avesso à verdade, e não podemos nos esquecer dos anjos apóstatas,
que são os mestres da mentira e de todo mal.
Outra prova de que Jesus Cristo era a encarnação da primeira pessoa
da Trindade: no livro “A Mística Cidade de Deus” de Sta. Maria Águeda,
no livro “da Encarnação”, capítulo nove, encontramos o menino Jesus
quando tinha uns sete anos falando com sua mãe nos seguintes
termos: “Minha mãe, entra e fica comigo sempre para que possas me
imitar em meus trabalhos; porque eu desejo que em ti seja modelada
e exibida a mais alta perfeição que eu desejo que seja atingida nas
almas. Porque se eles não tivessem resistido a minhas primeiras
intenções, eles teriam sido imbuídos com os meus copiosos e
abundantes dons; mas já que a raça humana impediu isso, eu te escolhi
como o vaso de toda perfeição e como a depositária dos tesouros de
minha mão direita, que o resto das criaturas abusaram e perderam. Me
observa, portanto, em todas as minhas ações com o propósito de me
imitar.”
Qualquer pessoa com um treinamento mediano no estudo das
escrituras sabe que a segunda pessoa da Santíssima Trindade é
designada pelo nome de mão direita. O divino menino não falaria em
sua “mão direita” se não fosse a encarnação da primeira pessoa.
Do “Livro Hebraico de Enoque” temos esta passagem do capítulo 48: “E
o Santo disse, bendito seja, naquela hora: “Por quanto tempo esperarei
pelos filhos dos homens para que realizem a salvação de acordo com
sua justiça para o meu braço? Por minha causa e por causa dos meus
méritos e justiça soltarei meu braço e com ele resgatarei meus filhos
do meio das nações do mundo. Como está escrito: “Por minha causa eu
o farei. Porque como seria o meu nome profanado?”
Nesse momento o Santo, bendito seja, revelará seu grande braço e o
mostrará para as nações do mundo: porque sua extensão é como a
extensão do mundo e sua largura é como a largura do mundo. E a
aparência de seu esplendor é como o esplendor dos raios do sol em sua
força, no solstício de verão.
Em seguida Israel será salvo do meio das nações do mundo. E o
messias aparecerá para eles e ele os levará para Jerusalém com grande
alegria. E não somente isso, mas eles comerão e beberão porque

25
glorificarão o reino do messias, da casa de Davi, nos quatro cantos do
mundo. E as nações do mundo não prevalecerão contra eles, como está
escrito: “O Senhor desnudou seu santo braço aos olhos de todas as
nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus”. E
de novo: “Somente o Senhor o guiou [+Hitler+], e não havia nenhum
deus estrangeiro com ele”. “E o Senhor será Rei sobre toda a terra.”

9. Os sofrimentos do Senhor.

Já dissemos que os sofrimentos do Senhor não se limitaram aos de


uma só vida, quando nasceu da Virgem e foi cruelmente crucificado.
Como atestam os oráculos sibilinos, antes da encarnação no útero da
gloriosa Virgem, Jesus nasceu da tribo de Efraim, e foi aquele glorioso
líder e guerreiro Josué. Não existe vida mais difícil do que a de um
soldado, e toda a vida de Jesus naquele tempo em que o povo de Israel
saiu do Egito foi de sofrimento, primeiro por causa das inúmeras
batalhas, segundo por causa do próprio povo israelita, sempre
contradizendo a Deus e punido de diversas maneiras.
E para que não faltasse nada para os sofrimentos do messias, temos o
profeta Oséas, que o leitor perspicaz entenderá que se trata do mesmo
Senhor. Oséas, que a pedido de Deus se casou com duas mulheres
adúlteras e fornicadoras, experimentou em sua alma os mais diversos
sofrimentos, sofrimentos do coração, do espírito, e também da carne.
Recomendo que o leitor procure as revelações de Sta. Brígida, que
falam abundantemente sobre o mundo espiritual. Por exemplo, num
capítulo a Virgem diz para seu filho: “Filho, eles [elas] te matam com
uma espada afiada, quando te abandonam e vão à procura de seus
desejos carnais.” O Senhor Deus faz com que o profeta se case com
duas mulheres perversas, e não há perversidade que se compare à de
uma mulher perversa. Essas duas mulheres também são figuras da
igreja e da sinagoga, que são duas adúlteras, fornicadoras, e não me
envergonho de chamá-las também de bruxas, por causa da gravidade
dos crimes contra o Senhor.
Nas revelações de Sta. Brígida, se não me engano, o próprio Senhor
declara que ele se tornará a fundação do inferno, e aqui temos a razão,
porque a mulher sempre carrega consigo o inferno em sua natureza
duplamente culpada e inferiorizada por causa do pecado original. Ó

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maldita Eva, parece que o Senhor tinha a pior das intenções quando te
criou. Tu sozinha causaste a perdição do mundo, e agora que existem
bilhões de criaturas semelhantes a ti, o que será da humanidade? Não
é a toa que somos obrigados a ver teus filhos e filhas, cadáveres sem
vida, demônios encarnados, todos os dias.
Esse livro contém vários mistérios, e acredito que os próprios
inquisidores dos séculos passados se inspiraram neste livro para
descobrirem as bruxarias de mulheres perversas, seus pactos com os
demônios, a maneira como se reproduzem para a produção de
mulheres perversas e homens bestiais, com natural inclinação para
todo tipo de bruxaria.
Também no livro do Gênesis se fala sobre os nefilim, que eram filhos
dos anjos, quer dizer, dos demônios, homens poderosos que
espalhavam todo tipo de perversidade sobre a terra. Essas mulheres
concebiam esses “gigantes” com a assistência dos diabos, que na
verdade acompanham essas mulheres durante toda a sua vida, sendo
visíveis somente para elas, e lhes proporcionam prazeres venéreos.
Essas mulheres concebem seus filhos e filhas “deles”, usando o sêmen
de homens perversos.
Uma das questões levantadas pelo livro O Martelo das Bruxas é se as
bruxas sentem maior prazer venéreo copulando com o diabo ou com
esses homens perversos que utilizam para suas bruxarias, mas a
verdade é que elas procuram mais nessas práticas a perversidade do
que o prazer sexual, sendo escravas abjetas de espíritos que só
procuram sua destruição.
Também do livro O Martelo das Bruxas: “Cabe declarar que o íncubo,
independentemente da observação de certas horas e de certas
constelações para gerar um concepto que melhor atenda a seus
propósitos, também observa certos dias quando quer apenas causar
maior prazer venéreo às bruxas. E os dias em que estas se mostram
mais propensas ao prazer são os mais sagrados do ano, o Natal, a
Páscoa, o dia de Pentecostes e outros dias santos.”
“O diabo dispõe de mil maneiras e de mil recursos para infligir males
ao homem, e desde a época de sua primeira queda vem tentando
destruir a unidade da igreja e subverter, de todos os meios, a raça
humana. Embora não haja uma regra infalível para esclarecermos esse
assunto, cumpre fazer uma distinção provável: ou a bruxa é velha e
estéril, ou não o é. Sendo estéril, o demônio com ela copula sem injetar-

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lhe o sêmen, pois que não teria qualquer utilidade, e o diabo evita, ao
extremo, a superfluidade nas suas operações. Não sendo estéril, o
demônio dela se aproxima para dar-lhe o prazer carnal que é
conseguido pela bruxa. E caso ela esteja em momento propício para
engravidar, o demônio, convenientemente, é capaz de possuir o sêmen
extraído de algum homem, e sem demora o há de injetar para
contaminar-lhe a progênie.”
Como vemos, o Senhor sofreu em todas as potências de sua alma e de
todas as maneiras possíveis, porque depois da morte a alma renasce
em um novo corpo, mas é sempre a mesma. Glória a Ti Senhor, que
chegaste ao desespero por causa de teus sofrimentos, causados por
ímpios, demônios, mulheres perversas, etc. Glória a Ti que alcançaste
misericórdia e reinas no céu. Glória a Ti que suportaste falsidades
inomináveis e traições que fazem com que a de Judas Iscariote pareça
pouca coisa. Glória a Ti, que poderias destruir o mundo inteiro num
instante, e Glória também para o Filho de Deus, Adolfo Hitler, que só
não destruiu o mundo porque Tu preferes que os ímpios vivam para
sempre no inferno, que sua morte seja viva, infinita, que sejam um
horror para toda a criação, e que paguem por toda a eternidade pelos
crimes que cometeram contra Ti, porque somente dessa maneira os
crimes cometidos contra Ti, que és infinito, podem ser punidos.
Que todos os ímpios e demônios apodreçam no inferno, Senhor, todos
os que recusaram teu amor, tua pessoa e tua misericórdia, que todos
apodreçam no inferno para toda a eternidade, todos esses horríveis
hipócritas que acariciam com a face e escondem seu veneno, todo
homem e toda mulher perversa que te odeia, que sua parte seja com o
diabo no lago de fogo.
Que sejam condenados por todos os teus anjos e por toda a criatura,
que toda a malícia de cada um dos condenados caia sobre sua cabeça,
que as visões dos monstros do inferno os atormentem para sempre,
que a pureza do fogo vingador os faça sentir sua podridão, porque tua
paciência chegou ao limite.
Muitos dizem que Hitler foi cruel, que fez coisas inomináveis, mas na
minha opinião isso não é assim, o que ele fez foi combater, punir os
cruéis. Que crueldade maior do que propagar a mentira durante dois mil
anos, sentar-se na cátedra da pestilência, e chamar o messias de
anticristo? A maldade é realmente uma coisa inócua, sem existência,
como disse São Tomás de Aquino. Que sabedoria a do Senhor, que para
evitar que a destruição alcançasse níveis incuráveis, faz com que a
28
situação se reverta e no final glorifica o messias. Hitler não queria que
a Alemanha se tornasse um império tirânico, pois sabia que o final
desse tipo de gente é trágico. Que os alemães morram na batalha, que
os invasores os matem, para que salvem suas almas! Quantas vezes
isso aconteceu com os judeus? Incontáveis, e os alemães são em certo
sentido herdeiros diretos dos judeus, como se diz do cetro que não se
apartará, etc.
Também temos boas razões para acreditarmos que o Senhor se
encarnou antes do dilúvio, porque está escrito que o Senhor desceu
para visitar Adão e seus filhos, que sofriam diversas calamidades por
causa do pecado original e de toda a desordem que ele provocou. Como
dizem as escrituras, antes do dilúvio os anjos caídos tinham muita
liberdade, e somente foram condenados a estarem debaixo da terra
depois que o mundo foi destruído, por causa dos pecados dos homens
e dos anjos. E como poderia o Senhor visitar Adão e seus filhos senão
através da encarnação? E pelo que entendo, essa primeira encarnação
do Senhor foi uma das mais complicadas, porque nasceu da estirpe de
Caim, quando Lamec se casou com as filhas de Cainã, o filho de Enós.
Diz a bíblia que Caim e seus filhos migraram para a terra de Naid, que
quer dizer “tumulto”. Filo judeu faz severas, e não infundadas críticas
aos filhos de Caim, porque havia muita violência entre eles, adeptos da
carne que eram, mas o livro hebraico de Enoque diz que Enós, o filho de
Set, foi o cabeça de todos os idólatras, que construiu templos da
idolatria no mundo inteiro, dotando-os de grandes riquezas e pedras
preciosas. Filo também faz uma comparação entre Lamec o filho de
Caim e Lamec o filho de Matusalém, dizendo que eram humildes de
diferente maneira. Parece que os filhos de Set viviam debaixo de muita
opressão, porque os filhos de Caim eram grandes pecadores.
Filo segue assim sua exposição: “E Lamec tomou para si duas esposas,
o nome de uma era Ada, o nome da outra Sela. Tudo que um homem
mau toma para si é repreensível... Nesse caso, quando Lamec toma
para si esposas, está escolhendo grandes males.” Ada significa
“testemunha”, e Filo a descreve como uma cúmplice e ajudante para a
concretização de todo ato mesquinho, maligno. Ada teve dois filhos,
Jobel e Jubal, e depois disso vários, alguns dizem que esse Lamec foi o
pai de mais de setenta filhos. Jobel quer dizer “um que altera”, e é um
símbolo do estado mental que atormentava os homens daquele tempo.
Imagino que o Senhor naquele tempo não era muito diferente do Jesus
que conhecemos, e no mínimo começou a tentar mudar a mentalidade

29
dos homens, trazendo-os de volta para os caminhos de Deus. Os
homens antigos se consideravam deuses, por causa de seus atributos
físicos e mentais, e imaginem as dificuldades que Jesus teria em
converter aqueles homens, entregues a todo tipo de pecado. Jubal foi
outro filho de Ada, e o nome tem um significado parecido ao de Jobel,
porque quer dizer “um que se inclina de um lado para outro”. Esse Jubal
foi um pai que inventou o saltério e a harpa. Como vemos os dois eram
muito parecidos, e é difícil saber se um dos dois era realmente a
encarnação do Senhor, mas isso não contradiz de maneira nenhuma a
humildade do Senhor e o seu amor pelos seres humanos, e o seu desejo
de viver entre nós, como Josué, Oséas e Jesus Cristo, e possivelmente o
grande sacerdote Jesus, que viveu no exílio.
Conhecendo assim todos os sofrimentos que Jesus, o Deus Uno,
suportou desde a fundação do mundo, podemos imaginar que Hitler
também passou por coisas parecidas, porque nunca poderia ter acesso
ao livro selado se não tivesse passado por vários e excruciantes
sofrimentos, e se a divindade não estivesse escondida nele, como
estava em Cristo, porque toda criatura sofre, mas somente um pode
abrir o livro selado, recebido das mãos do Senhor Jesus Cristo.
Observe leitor, a que ponto chega a hipocrisia do ser humano. Todo ser
humano esteve presente um dia naquela cerimônia celeste da abertura
dos selos. Mas o ser humano infelizmente é mais parecido com seu pai
o diabo do que com os anjos do céu, o mundo vive [morre] em densas
trevas, espessas, palpáveis, o coração humano não cessa de mentir, de
pecar, a vontade da maioria das pessoas quer pecar até o fim, até que
não seja mais possível. Então, o que fazer, suportemos a malícia dos
tais, e se alguém ainda consegue ter misericórdia de semelhantes
pessoas, isso é um dom sobrenatural.
A ressurreição fez com que todo ímpio, todo condenado voltasse para o
mundo. Que futuro haverá para um mundo onde encontramos os
gigantes que viveram antes do dilúvio, onde está presente toda a
amaldiçoada família de Jafé, de Cam e de Sem, rebeldes horríveis que
receberam o nome de Titãs? Estão todos aí, prezado leitor, a sibila não
erra quando diz que estariam todos presentes, antes do julgamento.
O futuro só pode ser a guerra nuclear, quando Babilônia será divida em
três partes, os homens destruídos, o câncer será regra geral, as
mulheres conceberão monstros, e inúmeras misérias que a
perversidade humana provocará, fomes, assassinatos, e assim por

30
diante, até que Deus mais uma vez tenha misericórdia da amaldiçoada
raça humana.
Observe leitor, como o julgamento messiânico se parece à descida aos
infernos: todo ímpio volta para o mundo, mas quem espera que titãs e
gigantes se salvem? Existe arrependimento para esses? Existe somente
uma prolongação de sua vida, um tempo e tempos, quer dizer, três mil
anos, isso no geral, porque não sei quando a vida de cada um terminará
e se terá outra chance de voltar para o mundo, mas a vida de
semelhantes pessoas é pura vaidade, sua herança é a escuridão.
O mundo presente foi feito para muitos, mas o mundo que virá para
poucos, como diz o livro 4Esdras, e semelhantes pessoas já podem
sentir em suas almas a condenação eterna, porque desprezaram o
Senhor Jesus Cristo, e o fim de sua vida corpórea também não tardará.
É uma lástima que tantos seres humanos caiam na condenação do
diabo, porque são perdedores, preferiram confiar em seu inimigo, vede
que falta de inteligência, preferiram confiar no diabo e odiar o criador,
que lhes deu a vida e todas as coisas boas.

10.Santos ou bruxos?

Vou citar aqui alguns casos de santos canonizados que no entanto


considero muito suspeitos, e se pesquisarmos com cuidado
encontraremos inúmeros. Primeiramente, João e Tiago, que a falta de
entendimento consagrou como discípulos fervorosos. Ora, no livro de
Thomas Joseph Moult, que leva o nome “Revelações de Sta. Brígida e
São Cirilo”, que também fala muito sobre a segunda guerra mundial,
encontramos que o autor fala dos filhos de Zebedeu referindo-se a eles
como Datã e Abiram. Isso mesmo, aqueles que desceram vivos para o
inferno na rebelião de Coré. O autor entende que esses dois, longe de
procurarem o Senhor com uma boa intenção, queriam na verdade
usurpar para si o sacerdócio, com violência e orgulho, e por isso
desceram vivos para o inferno.
O caso de Saul ou Paulo. Aqui mais uma vez temos que apelar para a
teoria da reencarnação, porque esse Paulo e aquele antigo Rei Saul são
a mesma pessoa! Do Rei Saul foi dito que se tornaria outra pessoa, mas
isso nunca se cumpriu durante a vida do Rei. Então, quando foi que se
cumpriu isso? Na pessoa de Paulo, que foi realmente um dos heróis do

31
Evangelho, mas a suspeita é que também Paulo percorreu sua famosa
trajetória num espírito de orgulho, querendo se exaltar acima do
Senhor, e também num espírito de zombaria. Vem ó Rei Davi, que o céu
nos dê lágrimas por causa de Saul e Jônatas, os heróis de Israel.
Do livro A Legenda Dourada temos o caso de Sta. Agnes. Diz a lenda
que Agnes era humilde como uma ovelha, e muito bela, tanto que o
filho do prefeito [parece que esse caso se deu na Itália] se apaixonou
por ela, quando ela tinha treze anos. Quando o rapaz se aproximou dela
e declarou suas intenções de se casar com ela, ela o repeliu
violentamente usando argumentos “cristãos”, como ‘o meu marido é
muito melhor, o meu marido é divino, o meu marido me deu isso e
aquilo’, etc. Até podemos desculpar a moça pelos argumentos
irrefletidos por causa da idade, mas o fato é que o moço ficou de cama
por causa de sua paixão.
O pai dele entra em cena e quer forçar Agnes a abandonar o
cristianismo, e como ela recusa, ele a encerra num bordel. Já no bordel,
acontece que ninguém consegue se aproximar dela, uma grande luz faz
com que o bordel se transforme numa casa de oração, e as pessoas
saem de lá edificadas pelo anjo que protege a jovem Agnes. Quando o
jovem apaixonado entra no bordel decidido a violentar a jovem,
acontece que o diabo o mata. O pai dele, desesperado, vai até Agnes e
a acusa de ter matado seu filho. Ela lhe responde que seu filho estava
possuído pelo diabo, que o matou quando ele tentou violentá-la. Agnes,
no entanto, reza para Deus e o jovem ressuscita. Não convencido, o
prefeito manda matar a jovem: depois dela escapar milagrosamente da
fogueira, Aspásio consegue matar a jovem virgem com uma punhalada
no pescoço.
Outras lendas envolvem esta santa, como quando apareceu para sua
família cercada de anjos vestidos com vestes douradas e de um
cordeiro. Anjos com vestes douradas? Não seriam demônios vestidos
ao estilo dos babilônios? Cordeiro? Ora, toda a malícia das bruxas se
dirige principalmente contra o Filho de Deus.
Casos de estátuas que se mexem e padres que se casam com a estátua
da santa também fazem parte do folclore envolvendo Agnes. Deus
queira que seja realmente uma santa e não mais uma condenada. Na
lenda ela é descrita como jovem de corpo, mas velha de espírito, o que
também confirma nossa defesa da reencarnação.

32
Apesar de tudo, a história é realmente comovente, e surpreende que
uma jovem de treze anos se envolva numa confusão tão grande,
envolvendo anjos e um milagre tão grande como é a ressurreição de
um morto. Também pode ser que Agnes fosse um espírito carregado de
pecados, principalmente de fornicação, que é o vício mais comum de
mulheres que abandonam a Deus, e quisesse fazer com que seus
mestres, os demônios, aparecessem como anjos de luz, inclusive lhes
fazendo uma “oferenda”, como na aparição do cordeiro.
Além disso, a “santa” aparece sentada num trono, com o cordeiro ao
seu lado, quer dizer, parece que ela tomou o lugar do Senhor, com seu
orgulho e violência e seu “milagre”. Parece óbvio que o espírito dela era
semelhante ao dos filhos de Zebedeu, que queriam tomar o lugar do
Senhor. Também não podemos nos esquecer que o anticristo também
é figurado por um cordeiro com chifres e que fala como um dragão,
descrição muito apropriada para o líder italiano Benito Mussolini.
A história também faz pensar na morte do anticristo, e Agnes, espírito
carregado de pecados, já pensava numa maneira de fazer com que o
anticristo voltasse à vida, o que parece mais uma ilusão diabólica do
que um verdadeiro milagre. É como narra o Apocalipse: e todos aqueles
que não foram inscritos no livro da vida adoraram a besta que era e já
não é mais, mas que vai aparecer [subir do abismo].
Que o céu me perdoe se estou fazendo injustiça à sábia jovem, mas
sendo a malícia das mulheres enorme, não duvido de nada. Também
surpreende no caso a rapidez e a violência com que o jovem é
“enfeitiçado” pela moça.
Também pode ser que a malícia da moça não fosse tão grande, e que
não estivesse deliberadamente servindo o diabo, mas que estivesse
sendo iludida pelo mesmo. Do livro “O Diálogo” de Sta. Catarina de
Siena temos a seguinte doutrina: quando o diabo vê uma mente
glutona, com seus desejos dirigidos a visões espirituais e consolações,
ele se apresenta como anjo de luz, agora como um anjo, agora como a
própria verdade, agora como um santo.
Num tempo como o nosso, em que a dissolução dos costumes é
enorme, em que milhões de toneladas de material pornográfico são
produzidos, em que milhares e milhares de moças se entregam aos
vícios mais degradantes, em que os demônios têm poderes fora do
normal, penso que vale a pena reproduzir um trecho das revelações de
Sta. Brígida que descreve a punição de uma mulher sueca:

33
“Apareceram então três mulheres: mãe, filha e neta. A mãe e a neta
pareciam mortas, mas a filha viva. A mãe morta parecia estar saindo
de um lago escuro e lamacento. Seu coração tinha sido arrancado, seus
lábios cortados; seu queixo tremia, e seus longos e brancos dentes se
chocavam entre si. Seu nariz fora arrancado e seus olhos pendiam de
seus tendões contra suas bochechas. Sua fronte afundara, e uma coisa
escura como uma fenda se via em seu lugar. Não havia crânio em sua
cabeça, e seu cérebro era como chumbo derretido, fluindo como
alcatrão. Seu pescoço revolvia como madeira num torno e uma afiada
ferramenta de metal o cortava sem descanso. Seu peito aberto estava
cheio de vermes, grandes e pequenos, que se moviam para lá e para cá,
um em cima do outro. Seus braços eram como os cabos de uma
máquina de cortar pedras. Suas mãos eram como punhais amarrados
a ganchos. As vértebras de sua espinha estavam todas frouxas,
escorregando para cima e para baixo sem parar. Uma grande e
comprida cobra tinha encontrado seu caminho em seus intestinos,
grosso e delgado. Com sua cabeça unida à cauda num círculo ela se
movia dolorosamente por suas entranhas como uma roda. Suas pernas,
coxas e canelas pareciam duas varetas cheias de espinhos, cobertas de
anzóis afiados; seus pés eram como os de uma rã.
Então essa mãe morta falou com sua filha viva nestes termos: ‘Me
escuta, minha atormentada e venenosa filha! Alas, porque eu fui tua
mãe! Eu sou aquela que te colocou num ninho de orgulho que te
manteve aquecida até que crescesses e te tornasses adulta. Tu gostaste
tanto disso que desperdiçaste tua juventude nisso. Então me deixa te
contar que toda vez que viras teus olhos com olhares orgulhosos, como
te ensinei, tu me jogas veneno fervente que me causa uma dor pavorosa
nos olhos. Toda vez que dizes palavras orgulhosas, como aprendeste de
mim, eu sou obrigada a engolir a bebida mais amarga. Toda vez que
teus ouvidos se enchem do vento do orgulho, que as ventanias da
arrogância levantam, quer dizer, toda vez que ouves elogios por causa
de tua aparência física e desejas privilégios mundanos, como
aprendeste de mim, um vento me queima e ouço sons horripilantes. Ai
de mim que sou pobre e miserável, pobre porque não tenho e não sinto
nada de bom, e miserável porque abundo em todo mal!’
Então ela disse para a noiva (Sta. Brígida): ‘Tu me vês somente através
de imagens corporais. Se me visses em minha forma real, morrerias de
pavor, porque meus próprios membros são demônios. É verdade o que
a Escritura diz, que os justos são membros de Deus. Da mesma forma,
os pecadores são os membros do diabo. Eu conheço e sinto agora que
34
demônios estão afixados a minha alma, porque as intenções do meu
coração me deixaram nesse estado horripilante. Mas escuta! Te parece
que meus pés são como os de uma rã. Isso é porque eu perseverei no
pecado, por isso demônios perseveram em mim, me mastigando mas
nunca ficando satisfeitos. Minhas canelas e coxas são como varetas
cheias de espinhos e anzóis afiados, porque direcionei minha vontade
para o prazer carnal e meus próprios desejos carnais. Cada vértebra de
minha espinha está frouxa e escorrega para cima e para baixo porque
às vezes o deleite de minha mente vinha de confortos mundanos, às
vezes me deprimia com excessiva tristeza ou raiva por causa de
problemas mundanos...”

A revelação continua explicando com detalhes porque a mulher sofre


cada uma das punições, e quem quiser pode consultar o Liber Caelestis,
Livro VI, cap. 52.

Também do Liber Caelestis, Livro IV, cap. 99:

“Então o Filho falou, dizendo: todos me consideram um verme, como


que morto no meio do inverno. Os passantes cospem nele e passam por
cima. Neste dia os judeus me trataram como um verme, porque eles me
consideraram a mais baixa e desprezível das criaturas. Da mesma
forma os cristãos me desprezam, porque eles consideram sem sentido
todas as coisas que eu fiz e sofri por amor e por causa deles. Eles
passam por cima de mim toda vez que temem e veneram o homem
mais do que a mim, seu Deus, toda vez que consideram meus
julgamentos desprezíveis e fixam o tempo e a medida da minha
misericórdia de acordo com suas próprias concepções. Eles me
quebram os dentes toda vez que tendo ouvido sobre meus
mandamentos e sofrimentos eles dizem: ‘façamos tudo o que nos
agrada na vida presente e mesmo assim obteremos o céu. Se Deus
quisesse nos matar ou punir eternamente ele não nos teria criado e
redimido pagando um preço tão amargo.’ É por isso que eles
experimentarão a minha justiça.
Até mesmo a menor boa ação será recompensada, mas nem mesmo o
menor mal ficará impune. Eles me tratam com desprezo e como que
pisam em mim toda vez que desprezam a sentença de excomunhão da

35
Igreja. Assim como os excomungados são evitados pelos outros, esses
tais serão separados de mim, porque a excomunhão, quando é
conhecida e desprezada, causa maior injúria do que uma espada física.
Assim, pois, já que eu me pareço com um verme para eles, eu voltarei
à vida agora através do meu terrível julgamento. Minha vinda será tão
terrível que aqueles que a virem dirão para as montanhas: “caiam sobre
nós, nos escondam da face irada de Deus!”

11. Quintus Julius Hilarianus, O Progresso do Tempo.

Sobre os 470 anos desde a paixão do Senhor, em 24 de março no


consulado de Cesário e Ático, 369 deles já passaram. Faltam 101 anos
para que os seis mil se completem. Os seis mil anos não se completarão
antes que os dez reis venham ao mundo perto do fim e removam do
meio do mundo a filha de Babilônia que agora está firme.
Imediatamente aquele que tem poder sobre eles marchará contra eles;
ele é chamado de o dragão da revelação. Ele terá poder sobre os dez
reis, alguns ele destruirá, outros estarão sob o seu controle. Então o
ímpio será revelado, o filho da perdição, que se levanta contra tudo o
que é Deus ou adorado como Deus, e sentado no templo ele se mostrará
como se fosse Deus. Esse é o verdadeiro anticristo. O poderoso dragão
que obteve a aquiescência dos dez reis lhe concederá seu poder, e todos
os homens ficarão admirados.
Os tempos do anticristo serão necessariamente mortais, como no
tempo em que Antíoco tentou levar o povo à apostasia sob o seu
reinado. O anticristo tentará fazer o que Antíoco não conseguiu, porque
não teve tempo. Quando chegar, será para a destruição dos fiéis. Seu
tempo será duro e mau, ele que o Senhor Jesus matará com o hálito de
sua boca e destruirá com sua vinda.
Quando o anticristo for superado e morto, quando os seis mil anos
forem completados, a ressurreição dos santos ocorrerá enquanto o
mundo ainda estiver de pé... Para os santos a ressurreição será um dia,
mas esse dia dos santos será tão prolongado que para os ímpios que
viverão entre dores no mundo parecerá mil anos.
Esse é o sétimo dia, o eterno e verdadeiro Sábado cuja imagem e figura
era aquele Sábado temporal escrito na Lei de Moisés, como foi dito aos

36
judeus: “seis dias farás os teus trabalhos, mas no sétimo dia, que é
chamado de Sábado descansarás de teus trabalhos.” Então quando os
seis dias, i.e., os seis mil anos de dor e trabalho para os santos, tiverem
passado, o sétimo dia, o verdadeiro Sábado, virá para todos os que
existiram desde o começo do mundo.

A única coisa que parece errada nessa profecia é o cômputo do tempo.


Nesse assunto me parece que a melhor coisa a se fazer é adotar o
cômputo de Nostradamus, que diz que Jesus veio ao mundo no ano
4173. Assim esse nosso ano de 2018 é o ano 6191 da fundação do
mundo. Quanto a Mussolini e seus poderes, lhes foram concedidos por
algum dos reis italianos da época, de nome Vítor, ou Vítor Emanuel.
Esse era o dragão da revelação.

12. Sta. Hildegarda. Scivias, Livro III, Visão XI.

O exemplo de Sansão.

E quando ele sacudiu com força os pilares, a casa caiu sobre todos os
príncipes e o resto da multidão que ali estava. E ele matou muito mais
em sua morte do que havia matado antes em sua vida. Quer dizer:
O Filho de Deus, simbolizado pelo poderoso Sansão, primeiro se casou
com a sinagoga. Para ela ele deu os segredos de sua maravilhosa
doutrina, que estavam escondidos no antigo testamento, e
bondosamente lhe descobriu a doçura interior da lei, que era mais forte
do que um leão. Mas a sinagoga o enganou e fez com que seus segredos
fossem ridicularizados; ela se recusou a respeitar sua doutrina, e a
desprezou com arrogante orgulho. Movido por isso, ele profetizou que o
reino de Deus seria tirado da sinagoga e dado a outra nação. Assim,
entre muitos prodígios e uma grande multidão, ele foi para Jerusalém;
e a incredulidade daqueles que espalharam suas vestes no caminho
terminou quando ele pagou com milagres o que havia prometido para
aqueles que foram cúmplices de sua noiva.
E no meio dessa turbulência ele abandonou sua noiva, profetizando que
sua casa ficaria desolada. Mas o pai da noiva, sedução do diabo, a
casou com outro marido, infidelidade. Então o Filho de Deus enviou
37
sábias raposas, os apóstolos, que queimaram o milho de seus inimigos
com o fogo do Espírito Santo; quer dizer, eles deram um significado
espiritual para os preceitos da lei. E assim a sinagoga foi queimada com
seu pai, quer dizer, sua perversa infidelidade foi vencida.
Então, com grandes sinais e prodígios, ele derrubou os incrédulos, e
todos tremeram com grande espanto. E eles disseram que tinham
medo de que os romanos destruíssem o povo e a nação; e assim eles
reuniram sua corte para destruí-lo. E ele se escondeu numa colina, e
orou, para que se possível, essa taça passasse dele.
Mas Judas Iscariotes traiu o Senhor, entregando-o nas mãos de seus
inimigos. E ele escondeu o poder de sua força, que estava em seu
cabelo, quer dizer, em seu Pai; isso estava escondido de todos, exceto
aqueles que entenderam pela fé, como o cabelo é percebido numa
cabeça humana. Mas ele demonstrou o poder de sua força depois,
quando escolheu sofrer, usando as mandíbulas de um jumento, por
assim dizer; ele disse para as filhas de Jerusalém que não chorassem
por causa dele, mas por si mesmas, e assim as “matou”, predizendo o
terror dos males que estavam por vir.
E em sua aflição na cruz, quando ele teve sede, uma fonte de fé surgiu
dos gentios; e ele não se envergonhou de beber dela, dizendo que assim
estava tudo consumado. E quando ele entregou o espírito, ele desceu
para a Geena, como se fosse, para a prostituta; e seus inimigos
tentaram capturá-lo colocando guardas no sepulcro. Mas ele ressurgiu
da morte, levando consigo as duas portas, seus escolhidos e o povo
comum que ele libertou do inferno. E assim ele procurou o reino
celestial. E então sua bela noiva, a igreja, lhe perguntou com diligência
depois de seu casamento como ela poderia conhecer sua força. E ele
lhe revelou seus poderes, não de uma vez, mas pouco a pouco,
discretamente.
Como? Quando os fiéis receberam a fé católica pela primeira vez,
alguns deles pensaram em caminhar pelos dois testamentos até que
atingissem a perfeita retidão; como se fosse, em tendões ainda úmidos
e não completamente secos. E a igreja, ainda inexperiente, disse para
as multidões, “essa é a força do meu noivo”. E o povo, ouvindo isso, quis
adorar a Deus pelo livro e não viver pelas inspirações do Espírito Santo.
Mas sua força não estava nisso. Então a virgindade foi nobremente
constituída, que nunca havia sido considerada gloriosa, como cordas
novas, que nunca foram usadas. E com essas cordas prenderam o Filho
de Deus com força, mas ele não foi capturado. Mas a igreja se levantou
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e disse, “ó meus amigos, esses são os maiores poderes do meu noivo”.
E de uma vez, com grande tumulto, muitos avançaram sobre ele,
dizendo, “o capturamos em sua maior força!” Mas não é assim que sua
força se manifesta. E então a igreja se convenceu dos sete dons do
Espírito Santo, como se fossem as sete tranças de seus cabelos, presas
por um forte pino para os pregadores apostólicos como uma fundação.
E quando ela teceu a fé dessa maneira, a igreja exultou, “ó, como é forte
o meu noivo em suas sete tranças de cabelo!” E todos os povos que
ouviram avançaram sobre ele, pensando que esse era o limite de sua
força. Mas, mais uma vez, sua força não foi conhecida.
E assim a igreja derramou muitas lágrimas, porque ela não conhecia a
força da Santa Trindade; ela disse que de fato ela havia visto a
humanidade do Filho de Deus, mas ainda não tinha entendido
perfeitamente sua divindade. Movido por isso, ele manifestou para seu
amado João mistérios sobre a Trindade que era lícito serem revelados,
para a honra do Pai e do fogo do Espírito Santo. E ele repousou sua
cabeça sobre o coração da noiva; e ele descansará ali até que venham
os grandes cismas com o filho da perdição. E então sua força será
cortada, quando for roubado de seus cabelos; porque as pessoas
daquele tempo escolherão seguir o filho da perdição e não o messias,
dizendo, “como é isso, Senhor, que vemos milagres tão grandes?” E
assim sua força será diminuída, e a fé verdadeira obscurecida pela
cegueira da infidelidade. Mas quando Enoque e Elias aparecerem, sua
força retornará, e ele destruirá pela força todo orgulho e presunção. Ele
vai derrubar o filho da perdição e todas as artes e vícios do diabo; e
quando a igreja e o nome cristão tiverem passado da presente época
temporal para a eternidade, ele esmagará a perversidade do diabo
ainda mais severamente do que quando o culto divino florescia no
mundo, no tempo. O que isso quer dizer? Que quando o tempo acabar,
as perseguições temporais do diabo e os atos de humana virtude
ambos cessarão.
Mas que aquele que tem ouvidos aguçados para ouvir os sentidos
interiores ame ardentemente minha reflexão e deseje com ardor
minhas palavras, e as inscreva em sua consciência e em sua alma.

Desse livro de Sta. Hildegarda também temos uma descrição dos


primeiros homens, quando ela diz que os primeiros filhos de Adão
foram completamente consumidos pelo diabo, e que o conhecimento
reflexivo somente apareceu pela primeira vez em Noé. Quer dizer, não
39
podemos imaginar que aqueles homens não tinham conhecimento,
pelo contrário, mas estavam tão ocupados em pecar que é como se
fossem bestas. Além disso, Adão, depois da queda, caiu em todo tipo
de revolta, principalmente a da injustiça, sendo furioso propagador
dela. Então, o que esperávamos de seus filhos?
Parece que o próprio Noé só parou para pensar quando viu a
humanidade completamente destruída, e seus filhos, que foram a sexta
geração, no começo foram a melhor geração de homens, mas os filhos
dos filhos caíram horrivelmente, cometeram pecados inomináveis, e
foram todos para a perdição. Somente em Abraão e depois em Moisés
é que apareceu algum tipo de religião, que é a re-ligação do homem
caído com Deus.
Também sobre os homens ante-diluvianos temos notícias do livro de
Enoque, que fala sobre os anjos do céu que tiveram filhos com as filhas
dos homens, sobre as horríveis fornicações de demônios que geravam
gigantes, etc., levando a humanidade a inúmeros desastres e aflições
terríveis, porque esses gigantes que nasciam dessas mulheres
desavergonhadas tinham um espírito diabólico, diferente do espírito
humano, e os homens ficavam privados de mulher e filhos, porque os
demônios as tomavam para si.
Tudo leva a crer que esses “gigantes” eram espíritos de demônios que
recebiam corpos humanos, mas sendo espíritos malignos não podiam
viver em paz com a raça humana. Com quantas pessoas desse tipo
somos obrigados a conviver no dia a dia?

13. Mais Oráculos Sibilinos.

Do livro quinto (533-550).

Porque das planícies celestiais chegou um homem,


Um bendito, que portava em sua mão um cetro
Que Deus lhe havia concedido,
E todas as coisas ele governou com nobreza,
E restituiu para todos as boas riquezas que os homens do passado

40
Haviam roubado; e todas as cidades com vasto fogo
Ele destruiu e queimou desde as fundações,
As cidades de homens que perpetraram atos perversos.
E aquela mesma cidade que Deus amava
Ele fez mais radiante do que as estrelas, e o sol e a lua,
E lhe deu ornamentos, e fez de carne,
Um belíssimo santuário.
E ele formou uma grande e infinita torre
Ultrapassando os céus, e vista por todos,
Para que os fiéis e os justos pudessem
Contemplar a glória do Deus eterno,
Uma visão há muito tempo esperada.

Nesse capítulo dos oráculos a sibila diz que via o santuário de Deus
destruído pela segunda vez, porque a Igreja corria o risco de cair nas
mesmas desgraças da sinagoga, coisa que Mussolini e Stálin com seu
comunismo ateu tentaram fazer, mas foram impedidos por Hitler. É
interessante que também os alemães pareciam seguir pelo mesmo
caminho, porque já não queriam obedecer o Führer, mas depois da
morte dele eles foram impedidos. Parece que é nesse momento que
aparece o arcanjo Miguel, e acontece a batalha dos anjos de Deus
contra os anjos de satanás, que são vencidos e não conseguem levar a
cabo toda a destruição que desejavam.
Não posso deixar de ficar admirado com a obediência dos alemães, que
foram até o final da guerra com Hitler, mesmo vendo que o mundo todo
estava contra ele, o que levou às estreitíssimas condições do final da
guerra. Mas parece que tudo isso estava nos planos de Deus, e depois
da morte dele Ele envia seus anjos, e ele ascende, brilhante, para o
santo dos santos, para o décimo céu.
São muito interessantes as ilustrações, principalmente as antigas, dos
quatro cavaleiros do apocalipse. Numa delas podemos ver o primeiro
cavaleiro, com seu arco enganador, enfrentando o segundo cavaleiro,
Stálin. E Hitler, o messias que segura seu cavalo quando vê o cavalo

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preto e seu cavaleiro portando uma balança, que representa o mundo
com sua enganadora balança. Na minha opinião esse último cavaleiro
é Churchill, que com sua política mundana conseguiu dar um final
decente para o conflito, isso do ponto de vista do mundo.
Noutra ilustração vemos o messias, montando algo parecido com um
jumento e com uma grande espada atravessando sua cabeça, saindo
da cena enquanto os outros ficam em primeiro plano, decidindo os
destinos do mundo. A espada representa o suicídio de Hitler, que
também foi profetizado no salmo 44, versículo 5: “et deducet te
mirabiliter dextera tua”.
O que aconteceu foi que a trindade dos povos europeus, Ros, Mesec e
Tubal, pensavam que assim humilhariam o messias. Esses nomes
querem dizer o seguinte: “o príncipe de todo mal e toda loucura”, quer
dizer, o diabo. Se não fosse pela obediência da casa de Jafé, dos
alemães, como a sibila diz, nenhum ser humano teria sobrevivido, toda
tribo e raça humana teria perecido.
Grande feito da raça humana, que diz que obedece a Jesus Cristo, isso
porque só o conseguem enxergar crucificado. Mais uma vez tenho que
voltar para o difícil assunto dos “destinos eternos”, porque no livro
4Esdras o profeta pergunta para o arcanjo se as almas humanas teriam
liberdade para verem essas coisas, sobre o julgamento e o
cumprimento das profecias, e o arcanjo lhe responde que todos teriam
essa liberdade durante uma semana [de anos], e depois entrariam em
seus habitáculos.
Ora, essa semana só pode ser a segunda guerra mundial, e durante
essa semana toda alma humana pôde ver o seu destino, se suas obras
eram dignas da vida eterna, se foi inscrita no livro da vida do cordeiro,
que era o personagem central de toda a trama. Agora me digam, será
que foram muitos os seres humanos que se conformaram ao messias,
que entenderam seu sofrimento? A grande maioria o desprezou
completamente, em seu grande orgulho, violência e injustiça.
Por outro lado, nas revelações de Sta. Brígida lemos que o Senhor é tão
misericordioso que perdoaria até mesmo um demônio, se esse se
humilhasse e fizesse penitência.
O diabo não cessa de tentar destruir a humanidade, e se chegar uma
terceira guerra mundial, ele tentará destruir tudo, mas não terá tempo
suficiente. Além disso, podemos acreditar que todos os justos estão

42
seguros, e que não correm mais perigo, afinal de contas já se passaram
seis mil anos de dor e sofrimento, e o Sábado Santo já é uma realidade.

Do livro de Daniel temos esta passagem (cap. 7, 13-14):

Aspiciebam ergo in visione noctis


Et ecce cum nubibus caeli quasi filius hominis veniebat
Et usque ad antiquum dierum pervenit
Et in conspectu eius obtulerunt eum
Et dedit ei potestatem et honorem et regnum
Et omnes Populi tribos ac linguae ipsi servient
Potestas eius potestas aeterna quae non auferetur
Et regnum eius quod non corrumpetur

14. O livro de Enoque.

Esse deve ser o documento mais antigo do mundo, se aceitarmos que


foi realmente escrito por Enoque ou por seus filhos, porque parece que
o patriarca foi arrebatado e ditava essas coisas do céu, como um
oráculo divino. O livro conta que Enoque, antes de ser definitivamente
transladado para o paraíso celeste [terrestre], foi devolvido para sua
família por algum tempo para que pudesse transmitir as coisas que
ouviu de Deus e de seus anjos.
Chegou a hora para entendermos o livro de Enoque, e ele descreve com
uma clareza que sobrepassa a de todos os evangelistas as pessoas
divinas, quando fala no “Senhor dos espíritos”, o Senhor Jesus Cristo, e
no “filho do homem”, aquele apóstolo de que falamos mais acima.
Importantíssimo no livro de Enoque é o julgamento dos anjos caídos,
aqueles que “se aconselharam com sua própria vontade e seguiram seu
líder Satanail [satanás]”. O livro os descreve como gigantescos soldados
que ocupam o quinto céu, cujas faces são murchas, e cujas bocas
guardam perpétuo silêncio, porque rejeitaram o Senhor dos espíritos.

43
Segundo o livro todos estes anjos estão atados e vigiados nos céus, no
quinto e também no segundo.
Já que revelamos quem é o filho do homem descrito no livro de Enoque,
também revelarei as iniciais dos nomes dos santos do Altíssimo que se
tornaram os três cavaleiros do apocalipse, porque está escrito:
"governarão as nações, etc.” [ I A L ]
O livro de Enoque define os primeiros dez mil anos de existência do
mundo como o tempo da expiação da culpa desses anjos, cujo
julgamento definitivo acontecerá na sétima parte do décimo milênio, e
concomitante ao julgamento dos anjos acontecerá o julgamento da
raça humana, que depois dos dez mil anos finalmente viverá num
mundo paradisíaco e sem pecado [ou e o pecado nunca mais será
mencionado].

Transcrevo na íntegra o capítulo 38:

“Primeira parábola. Quando a congregação dos justos se manifestar, e


quando os pecadores forem julgados por seus crimes, e afligidos
perante o mundo.
Quando a justiça se manifestar na presença dos justos, que serão
elegidos por suas boas obras cuidadosamente pesadas pelo Senhor dos
espíritos, e quando a luz dos justos e dos eleitos, que habitam na terra,
se manifestar, onde estará a habitação dos pecadores? E onde o lugar
de descanso para aqueles que rejeitaram o Senhor dos espíritos? Seria
melhor para eles que nunca tivessem nascido.
Quando, também, os segredos dos justos forem revelados, então os
pecadores serão julgados, e os ímpios serão afligidos na presença dos
justos e dos eleitos.
Desse período em diante aqueles que possuem a terra não serão mais
exaltados e poderosos. Eles não poderão contemplar as pessoas dos
santos, porque a luz de suas faces, dos santos, dos justos, e dos eleitos,
foi vista pelo Senhor dos espíritos.
No entanto os reis e poderosos desse tempo não serão destruídos, mas
entregues nas mãos dos justos e dos santos.

44
E desse tempo em diante eles não obterão comiseração do Senhor dos
espíritos, porque suas vidas neste mundo estarão completas.”

Do capítulo 48: “Nesse lugar eu vi uma fonte de justiça, que nunca


falhou, cercada de muitas fontes de sabedoria.
Dessas todos os sedentos beberam, e ficaram cheios de sabedoria, e
habitando com os justos, os eleitos e os santos.
Nessa hora aquele Filho do homem foi invocado diante do Senhor dos
espíritos, e seu nome na presença do Ancião dos dias.
Antes que o sol e os signos fossem criados, antes que as estrelas do
firmamento fossem criadas, seu nome era invocado na presença do
Senhor dos espíritos.
Ele será um suporte para os justos e os santos se apoiarem, sem
caírem, e ele será a luz das nações.”

15. O Terceiro Reich e a religião, ocultismo, etc.

Hitler sempre tentou manter um sentimento, uma aura religiosa,


mesmo no meio do completo caos que foi a segunda guerra. Como não
podia impor suas ideias e sentimentos religiosos para todos, aceitava
de bom grado todo tipo de religião e espiritualidade, como conducente
a algum tipo de verdade, e como uma coisa boa no meio do horror dos
campos de concentração e das frentes de batalha. Sempre teve horror
ao comunismo ateu dos soviéticos.
A política de Hitler foi muito construtiva nos primeiros anos de governo,
enquanto a guerra não tinha começado, mas depois do começo da
guerra, que era a prioridade de todos os alemães, não foi possível
manter um governo centrado em outras questões, como religião, bem
estar social, etc.
Existem milhares de livros focados nestas questões, e o meu principal
objetivo era demonstrar que as profecias anunciavam o advento de
Hitler, então que o leitor procure a extensa literatura que trata desses
assuntos, se assim o desejar.

45
Para finalizar digamos que Hitler sofreu muito para realizar a
restauração do mundo, como o Pai lhe ordenara. Do messias está
escrito que foi dilacerado enquanto redimia, sofreu enquanto
restaurava, e que ascendeu brilhante. Glória ao Pai, ao Filho e ao
Espírito Santo. Amém.

46
TEXTOS RELIGIOSOS.

1. A Imitação do Sagrado Coração de Jesus.

Ai do mundo, minha criança, ai do coração que adere a suas alegrias e


suas vaidades!
Não basta que expulses satanás do teu coração, deves também
expulsar o mundo. Se interiormente amares o mundo, tudo o que fizeres
para te emendares te será de pouca utilidade. Porque o mundo
continuará infeccionando teu coração, sem dúvida perverterá, e
finalmente te trairá para o poder do demônio.
O que é o mundo senão um desordenado e perverso amor de prazeres,
riquezas e honras, que fazem com que seus votários se corrompam e
corrompam os outros?
O mundo em liga com satanás, seu príncipe, procura almas para
destruí-las para sempre; meu coração deseja salvá-las todas.
Não podes, portanto, servir a mim e ao mundo; porque se fores amigo
do mundo, serás inimigo do meu coração.
Se fores um votário do mundo, perecerás com o mundo; mas se
seguires o meu coração, terás a vida eterna. Bendito é aquele, minha
criança, que retira suas afeições das coisas do mundo, e as consagra
somente para mim.
O que encontras no mundo, para que o ames? Vê, tudo o que existe no
mundo é o desejo da carne, a paixão dos olhos, e o orgulho de vida. E o
fim dessas coisas é a morte e o inferno.
Que bem o mundo já te fez, para que lhe devotes tuas afeições?
Nenhum, e nunca te fará nada de bom. Como, então, podes dar-lhe o
teu coração? Não acredites, minha criança, nos sorrisos e carícias do
mundo; eles só demonstram um desejo escondido de te enganar e te
destruir.
Se não deixares o mundo, o mundo te deixará, quando estiveres
cansado e esgotado em seu serviço; sim, ele rirá e zombará de tua
destruição; e, quando mais precisares de auxílio, estarás fraco e
sozinho.
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Alguma vez encontraste um mundano, mesmo o mais afortunado, cujo
coração estivesse totalmente satisfeito? Não encontrarás tal coisa nem
mesmo que procures em toda a terra.
O mundo, de fato, promete boas coisas; mas, na realidade, ele só dá
verdadeiros males; porque as coisas que ele dá pervertem o homem, e
não o impedem, de maneira nenhuma, de ser verdadeiramente infeliz.

2. O Diálogo de Sta. Catarina de Siena.

Se quiseres me perguntar como se pode saber se uma visitação é do


diabo e não minha, te responderia que esse é o sinal: se é o diabo que
vem para visitar a mente disfarçado de luz, a alma experimenta alegria
com sua vinda. Mas quanto mais ele fica, mais a alegria dá lugar para
cansaço e escuridão e tormento, porque a mente fica enuviada por sua
presença. Mas quando a alma é verdadeiramente visitada por mim,
verdade eterna, ela experimenta um santo temor no primeiro encontro.
E com esse temor vêm a alegria e a segurança, e também uma gentil
prudência que não duvida mesmo quando duvida, mas pelo
conhecimento próprio se considera indigna.

Qual é a fonte de tanta sujeira em suas almas? Sua própria


sensualidade egoísta. Seu egoísmo fez de sua sensualidade uma dama,
e suas pobres e pequenas almas se tornaram escravas dela, quando eu
as criei para serem livres pelo sangue do meu Filho, quando toda a raça
humana foi libertada da escravidão do diabo e de sua norma.

Eu já te mostrei como, apesar de que ele retornou para mim, meu Filho
voltou para vós, mas mais em seu poder do que em sua carne. O Espírito
Santo chegou aos discípulos.
Mas meu Filho não retornará na carne até o dia do juízo final, quando
ele virá na minha majestade divina e poder para julgar o mundo: para
recompensar os bons (corpo e alma ao mesmo tempo) por seus
trabalhos e para punir com eternos sofrimentos aqueles que
perversamente passaram o tempo de suas vidas terrenas.

48
3. Matilde de Magdeburgo.

Do livro LUX DIVINITATIS.

Se alguém te oferece honras, deverias envergonhar-te.


Se alguém te faz sofrer, deverias alegrar-te.
Se alguém te faz um favor, deverias temer.
Se pecas contra mim, deverias entristecer-te.
Se não podes sentir tristeza, considera o quanto
E por quanto tempo eu me entristeci por tua causa.

Eu vi uma cidade, seu nome é ódio eterno.


Era construída no abismo mais profundo
De todo tipo de pedras de grandes pecados capitais.
O orgulho era a primeira pedra,
Como é manifesto do caso de Lúcifer.
Desobediência, miserável avareza, gula, amor sensual,
Essas eram quatro pesadíssimas pedras
Que nosso pai Adão mandou para lá.
Raiva, duplicidade e assassínio
Essas três pedras Caim trouxe consigo.
Mentira, traição, desespero de Deus,
E tirar a vida de si mesmo: com essas quatro pedras
O pobre Judas se matou.
O pecado de Sodoma e falsa piedade:
Essas são as pedras angulares, essenciais para a estrutura.
O lugar foi construído há muitos anos.
Ai de todos aqueles que lá enviam seus ajudantes.

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Quanto mais eles enviarem, maior será sua vergonha
Com a qual serão recebidos
Quando eles mesmos para lá seguirem.

A visionária viu o inferno dividido em três partes, com os cristãos


ocupando a parte mais baixa, os judeus a intermediária, e os pagãos a
mais amena.

Os pagãos se lamentavam assim:

Ai, ai! Se tivéssemos uma lei,


Não estaríamos sofrendo eternamente tanta dor.

Os judeus também se lamentavam:

Alas! Se tivéssemos obedecido a Deus de acordo com os ensinamentos


de Moisés, não estaríamos tão terrivelmente danados.

E Lúcifer assim recebia os cristãos:

Ó vós malditos comigo,


Que alegrias esperais aqui?
Certamente vocês nunca ouviram nada de bom dito a meu respeito.
Então como vocês puderam aproveitar com tanto gosto suas vidas?

Como o inferno ruge


E geme dentro de si mesmo.
E como os diabos se enfurecem
50
Com as almas, e como elas
São fervidas e torradas,
E como elas nadam e se perdem
No fedor e nos pântanos
Nos vermes e nas fétidas poças;
E como elas se banham no piche e no enxofre
Nem elas mesmas nem nenhuma criatura podem
Exatamente descrever.

O ouro frequentemente fica impuro por causa do cobre.


A duplicidade e as honras vazias fazem a mesma coisa.
Elas acabam com todas as virtudes da alma de uma pessoa.
A pobre alma fica tão atraída pelas coisas transitórias
Que o amor nunca a fez estremecer.
Nela Deus nunca falou com amor.
Alas, para ela essa vida é uma completa noite.

Santo Anjo Gabriel, lembra-te de mim.


A ti confio a mensagem de minha esperança;
Diz para o meu querido Senhor Jesus Cristo
Que estou doente de amor por [causa] [d]ele.
Se algum dia eu me recuperar,
Ele em pessoa deve ser o meu médico.
Fala para ele com confiança
Sobre as feridas que ele me infligiu.
Não posso mais aguentar,
Sem remédio e sem bandagens.
Ele me feriu mortalmente,

51
Se Ele me deixar aqui desamparada
Nunca me recuperarei.
Se todas as montanhas fossem um bálsamo para feridas,
E todas as águas uma poção salutífera,
E todas as árvores viçosas uma bandagem que curasse feridas,
Elas não poderiam restaurar minha saúde.
Ele mesmo deve se deitar sobre as feridas de minha alma.
Santo Anjo Gabriel, lembra-te de mim.
A ti confio essa mensagem de amor;
Todo aquele que deseja amar a Deus
Terá seus sentidos despertos por essa carta de amor,
Se ele deseja seguir a Deus.

A bendita Matilde descreve maravilhosamente o mistério da


estigmatização, quando a alma de um santo ou de uma santa mártir se
apresenta diante do Senhor, quando as feridas falam por si mesmas,
quando a dor de uma alma se torna insuportável e ela pensa que sua
vida está acabando, que seu destino será o tormento do inferno, que
será entregue aos demônios para ser eternamente torturada.
Nesse ápice de desespero a alma clama para os anjos do céu, confiante
em seus méritos e no amor [misericórdia] do Senhor, e implora para
que Ele a perdoe e a admita no Seu Reino, para que com a transfixão
das chagas do Senhor essa alma possa participar dos méritos do
Senhor e das delícias do Seu Reino.
Então o Senhor, na forma de um serafim, como se conta na lenda de
São Francisco, infunde seu ser na alma do santo ou da santa, e nesse
momento a alma é glorificada e recebe a vida eterna.

4. Dizeres de Jesus Cristo.

“Para que o mundo conheça que eu amo o Pai, e como o Pai me deu
mandamentos, assim eu também.”
52
Quer dizer, Jesus Cristo em sua humanidade exilada ama sua própria
divindade, e como ele em sua humanidade respeitava os
mandamentos, assim queria que seus amigos e discípulos também
fizessem a mesma coisa.

“Eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade
daquele que me enviou.”

Quer dizer, não desci do céu para fazer a vontade de minha pessoa
terrena, para alimentar meu corpo e viver entre prazeres, para ser
respeitado pelo mundo, etc., mas para ensinar um novo tipo de vida
para o mundo, para ensinar os homens a procurarem pelas coisas do
espírito, e não as da carne, porque a carne e o espírito são coisas
opostas. Também podemos entender algo assim: por minha
encarnação vivo entre vós como um ser humano, mas ao mesmo tempo
estou no céu, indicando assim a infinita distância que existia entre sua
pessoa humana e sua pessoa divina.

“Todo aquele que faz a vontade do Pai, que está no céu, esse é meu
irmão, e minha irmã e minha mãe.”

Quer dizer, vocês que convivem comigo e respeitam minha


humanidade, e que fazem a minha vontade, estão fazendo a vontade
do Pai, que era ele mesmo, mas ele não podia revelar esse mistério
com clareza por causa da fraqueza de seus discípulos, e porque muitos
de seus discípulos só o eram externamente, e não eram dignos de
confiança, mas fraudulentos, e todo aquele que passa pelo “portão da
falsidade” passa pelo portão do inferno, do qual ninguém nunca jamais
consegue escapar.

“Mais um pouco, e não me vereis mais, e de novo mais um pouco, e me


vereis, porque vou para o Pai.”

Quer dizer, depois de sua morte e ressurreição, Jesus volta para o Pai,
quer dizer, reassume sua divindade, que na verdade nunca o

53
abandonou, nem mesmo quando parecia completamente abandonado
e vencido pelas dores da crucifixão.

“Porque o Pai vos ama, porque vocês me amaram, e acreditaram que


eu vim de Deus.”

Quer dizer, quem me ama ama o Pai, que sou eu mesmo, mas vocês
não podem ver minha divindade, porque é incompreensível até mesmo
para os anjos do céu. E assim como vocês me amaram, eu também vos
amarei quando meu corpo estiver glorificado e unido à minha divindade
no mais alto do céu, de onde vos auxiliarei em vossos trabalhos e
estarei convosco até a consumação do mundo.

“Como o Pai me amou, eu também vos amei; permanecei em meu


amor.”

Quer dizer, como minha pessoa divina ama minha pessoa humana, eu
também vos amo, em ambas as minhas pessoas, humana e divina. Vos
amo em minha pessoa humana, que é como uma ponte para vós, que
conhecendo e me amando a mim, conhecereis o Pai, porque não podeis
ver a Deus com vossos olhos mortais, por isso assumi um corpo e uma
alma humanas.

“As obras que eu faço em nome do Pai testificam de mim, mas vocês
não acreditam, porque vocês não são minhas ovelhas.”

Quer dizer, as obras divinas que faço testificam de minha humanidade,


mas vocês não querem me reconhecer e me respeitar, porque sois do
número dos condenados, daqueles que nunca verão a luz do sol e
nenhuma coisa boa em toda a eternidade, porque me negais a mim,
que sou Deus e homem, homem por vossa causa, e o princípio e o fim
de todas as coisas por causa da minha divindade. Então assim como
vocês não me dão uma chance e procuram me matar, eu me vingarei
de vocês e vos exterminarei por completo da face da terra, porque eu
sou a vida, a vida procede de mim, e vocês ficarão completamente

54
abandonados por mim, e não mais terei misericórdia de vós, porque
não me respeitais a mim, a minha pessoa humana, e nem mesmo a
minha pessoa divina, que é o princípio sem princípio, o júbilo de todos
os anjos do céu.
As pessoas já não compreendem como pecados mortais são graves, e
que podem acarretar a eterna condenação de uma alma. Por exemplo,
Caim, que cometeu um assassinato, condenou a si mesmo e a toda sua
descendência, um povo inumerável, e hoje em dia as pessoas matam
sem a menor preocupação, sem saberem que um único crime dessa
gravidade pode ser a causa de sua perdição eterna, porque as almas
dos assassinados pedem incessantemente para que suas vidas sejam
vingadas, e para que os assassinos sejam completamente
exterminados da face da terra.
Isso acontece porque em seu grande orgulho, e seguindo o erro dos
primeiros pais, que queriam conhecer o bem e o mal, as pessoas ficam
inteiramente más; quer dizer, querendo conhecer o bem e o mal as
pessoas só recebem males, como é evidente da raça humana. Por isso
devemos rejeitar o mal e buscar somente o bem, que é Deus, e
renunciar ao diabo que é a origem de todo mal. Não se vence o diabo
conhecendo o mal, e muito menos cometendo o mal, pelo contrário,
aqueles que cometem o mal ficam sujeitos a terríveis punições.
Devemos sempre buscar o bem e confiar na misericórdia do benigno
Deus que sempre recebe seus amigos e penitentes. Aqueles que o
negam e o desprezam, entretanto, só receberão males.
A lei de Moisés condena à morte até mesmo um adúltero ou uma
adúltera, mas os nossos juízes carecem de justiça, e muitas vezes
condenam um inocente porque simpatizam mais com os criminosos,
como foi o caso de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Talvez seja melhor assim, porque o julgamento final de toda alma
pertence a Deus, e Jesus no evangelho diz que quer a misericórdia e
não a justiça.

5. Revelações de Sta. Brígida.

Maria falou com a noiva, dizendo: “Filha, se teu inimigo te tenta com os
prazeres dos bens temporais, responde assim: ‘inimigo, você não criou
nada e por isso não tem nada para dar. Mesmo se tivesses alguma
55
coisa, em seguida ela pereceria e desapareceria.’ Se ele te tenta com a
amizade de pessoas do mundo, diz para ele: ‘a amizade com o mundo
termina em dor.’ Se ele te tenta com o prazer carnal, responde: ‘não
terei nenhum, porque no final, é como um veneno e resulta em tristeza.’
Nesse mesmo momento, o diabo apareceu, e a Bendita Virgem lhe
disse: “Fala comigo enquanto ela está ouvindo, onde estão as coisas
que criaste?” O diabo respondeu: “Eu não criei nada. Eu fui criado bom,
e foi por minhas próprias obras que me tornei mau.” A Bendita Virgem
disse de novo: “Alguma vez a tua amizade conduziu a algum final feliz
e que trouxesse alegria consigo?” O demônio respondeu: “Nunca
aconteceu e nunca acontecerá.” A Bendita Virgem falou pela terceira
vez: “Me responde de novo, alguma vez o prazer que ofereces levou a
alguma coisa boa?” O demônio: “Ele nunca levou a nada de bom e
nunca levará, porque ele começa no mal e procura o mal.”

Um dos santos falou com a noiva, dizendo: “Se, por causa de Deus, eu
suportasse a morte por todas as horas que passei no mundo e
continuasse voltando à vida, ainda assim isso não seria suficiente para
que eu pudesse plenamente agradecer a Deus por seu amor. De fato,
seu louvor está sempre em meus lábios e a alegria constantemente em
minha alma, glória e honra estão sempre diante dos meus olhos assim
como o som de louvores penetra meus ouvidos.”
Então o Senhor falou com esse santo: “Diz para minha noiva aqui o que
merecem essas pessoas que se preocupam mais com o mundo do que
com as coisas de Deus, que amam a criatura mais do que o criador. Diz
para ela que tipo de punição essa mulher está sofrendo agora porque
passou sua vida inteira no mundo em prazeres pecaminosos.” O santo
respondeu: “A punição dela é muito severa. Por causa do orgulho que
ela tinha em cada membro de seu corpo, sua cabeça e suas mãos,
braços e pernas queimam horrivelmente num estupendo fogo... (livro
VI, cap. 16).”

O Filho falou com a noiva: “Existe um espírito bom no coração humano.


O que é o bom espírito senão Deus? O que é Deus senão a glória e a
doce tranquilidade dos santos? Deus mesmo está presente neles e eles
nele. Eles possuem toda coisa boa quando possuem a Deus, e sem Ele
nenhuma coisa é boa. Assim, aqueles que possuem o espírito de Deus
possuem a Deus e a todo o exército do céu e a toda coisa boa.
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Do mesmo modo, aqueles que possuem o espírito mau dentro deles
possuem todo mal dentro de si. O que é o espírito mau senão o diabo?
O que é o diabo senão dor e todo mal? Assim, aqueles que possuem o
diabo possuem toda dor e todo mal. Como uma boa pessoa não sabe
de onde ou como a doce tranquilidade do Espírito entra em sua mente
e não pode apreciá-la completamente nessa vida, apesar de que sente
um gosto parcial dela, assim quando um homem mau é atormentado
pela avareza, quando a ambição o consome, quando a ira e o amor
sensual e todos os vícios lhe dão pontadas, essa dor é infligida pelo
diabo e é uma indicação de eterno tormento, apesar de que ele não
pode no presente apreciar isso pelo que é. Desafortunados os que
procuram esse espírito!”

6. Ana Catarina Emmerich.

A DESCIDA DE JESUS AOS LIMBOS.

Quando expirou, a alma de Jesus desceu aos limbos. Vi porém que a


divindade continuou unida, tanto à alma como ao corpo, ainda pregado
na cruz.
Não sei explicar o modo como estes mistérios se passaram. Vi o lugar
para onde se dirigiu a alma de Jesus. Estava o limbo dividido em três
partes, parecendo três mundos. Fiquei com o sentimento de cada
espaço ter a forma redonda, semelhante a uma esfera.
Antes de chegar ao limbo, havia um lugar claro e, por assim dizer, mais
verdejante e alegre. Era o repouso em que vejo entrar as almas remidas
do purgatório, antes de serem levadas ao céu.
O limbo, morada dos que esperavam a redenção, encontrava-se
distribuído em vários círculos.
O salvador, guiado pelos anjos, entrou por entre dois desses círculos,
dos quais o esquerdo encerrava os patriarcas até Abraão, e o direito as
almas de Abraão até João Batista. Essas almas ainda não conheciam o
Senhor, mas estavam cheias de alegria e desejo da redenção. Foi como
se ali entrasse o ar, a luz e o orvalho do céu. Tudo se passou
rapidamente, como um sopro do vento.

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Jesus penetrou através dos dois círculos, até um lugar sombrio, onde
estavam Adão e Eva, nossos primeiros pais. Falou-lhes o salvador e eles
adoraram-no com indizível felicidade.
O cortejo, ao qual se juntou o primeiro casal humano, dirigiu-se então à
esquerda, ao limbo dos patriarcas de antes de Abraão. Era uma espécie
de purgatório, pois entre eles moviam-se cá e lá maus espíritos, que
atormentavam algumas dessas almas.
Os anjos bateram e mandaram abrir, pois havia lá uma entrada, uma
espécie de porta, até então fechada. Pareceu-me ouvi-los exclamar:
“Abri as portas!”
Jesus entrou triunfalmente. Os espíritos maus, retirando-se, gritaram:
“Que tens conosco? Que queres fazer de nós? Queres crucificar-nos
também?”
Os anjos, porém, amarrando-os, os expulsaram.
As almas desse limbo sabiam pouco de Jesus, pois tinham uma ideia
obscura do salvador. Como Jesus lhes anunciasse a redenção,
cantaram eles louvores à misericórdia de Deus.
Dirigiu-se de lá o Senhor ao espaço à direita, ao verdadeiro limbo, onde
encontrou a alma de Dimas, conduzida pelos anjos ao seio de Abraão.
Jesus dirigiu-lhe algumas palavras e entrou no chamado seio de Abraão,
acompanhado por anjos e pelas almas remidas.
Esse lugar parecia-me situado um pouco mais alto. Lá estavam todos
os santos israelitas: Moisés, os juízes, os reis, os profetas e os
antepassados e parentes do Senhor, isto é, São Joaquim, Santa Ana,
São José, São Zacarias, Santa Isabel e São João. Não havia lá nenhum
mau espírito, nem tormento algum, a não ser o desejo ansioso da
redenção, que finalmente se realizara.
Indizível felicidade encheu todas as almas, que adoravam o salvador.
Muitas delas foram enviadas à terra, para darem testemunho do
Senhor.
Vi, a seguir, o cortejo triunfal do salvador entrar numa esfera mais baixa,
uma espécie de lugar de purificação, onde se encontravam gentios
piedosos, que tiveram um pressentimento da verdade e o desejo de
conhecê-la. Havia entre eles espíritos maus, porque tinham ídolos. Vi os

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espíritos malignos obrigados a reconhecer a verdade e as almas
adorarem com alegria o Senhor.
Foi assim que eu vi o salvador passar triunfalmente por vários lugares,
onde estavam almas encerradas, e libertá-las.
Jesus fez ainda outras coisas, mas, no meu estado de miséria, não me
é possível contar tudo.
Por fim, vi o salvador aproximar-se, com ar severo, do alto do abismo
do inferno, que me apareceu sob a forma de um imenso e horrível
edifício, formado de rochedos negros com brilho metálico. As portas
enegrecidas encontravam-se fechadas por meio de pavorosos ferrolhos.
Ouviam-se cá fora uivos de desespero e gritos de infernal tormento.
Abriram-se finalmente as portas e surgiu um mundo hediondo e
tenebroso.
Assim como vi as moradas dos bem-aventurados sob a forma de uma
cidade, a Jerusalém celeste, com palácios e jardins repletos de flores e
frutos maravilhosos, conforme as inúmeras condições e graus de
santidade, assim vi, também, o inferno, separado e longe do mundo
celeste, com edifícios, moradas e campos, mas tudo destinado à tortura
e sofrimento dos condenados.
Como na moradia dos bem-aventurados, onde tudo é disposto segundo
os fins e condições da eterna paz e alegria dos santos, assim, no inferno,
em tudo se manifesta a eterna ira, reprovação e discórdia. Como, no
céu, há muitos edifícios indizivelmente belos, diáfanos, destinados à
alegria e adoração, assim, no inferno, há inúmeros e variados cárceres
e cavernas, cheios de tortura, maldição e desespero.
Tudo isso se compreende facilmente ao vê-lo, mas é quase impossível
exprimir em palavras o que os olhos observam.
Quando os anjos abriram as portas do inferno, todos os moradores do
abismo viram-se obrigados a reconhecer e adorar Jesus, o que foi para
eles o maior suplício.
Muitos deles foram amarrados num círculo que envolvia ainda outros,
ficando desta forma prisioneiros.
No centro, via-se um abismo de trevas. Lúcifer foi amarrado e lançado
nele, rodeado por vapores negros e ferventes. Tudo se fez, segundo os
decretos divinos.

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Ouvi dizer que Lúcifer, se não me engano, 50 ou 60 anos antes do ano
dois mil, depois de Cristo, seria novamente solto por certo tempo.
Muitas outras datas e números me foram indicados.

Na festa de Todos os Santos: “Todos os santos apareceram com seus


vários caracteres distintivos: muitos bispos tinham pequenas igrejas em
suas mãos, porque eles haviam construído igrejas; e outros, báculos,
porque tão somente cumpriram suas funções como pastores. Perto
deles havia árvores carregadas de frutos. Desejei dar daqueles frutos
para os pobres, e as sacudi. Quantidades caíram sobre certas regiões
da terra. Eu vi os santos em corais de acordo com sua natureza e sua
força, trazendo materiais para erguerem um trono num dos cantos da
mesa, e todo tipo de garlanda, flores e decorações. Tudo foi feito com
indescritível ordem, como é apropriado para uma natureza livre de
defeitos, pecado e morte; tudo parecia surgir espontaneamente.
Enquanto isso, guardas espirituais observavam a mesa. Vinte e quatro
anciãos se sentaram em magníficos assentos em volta do trono, com
harpas e incensários, louvando e oferecendo incenso.
Uma aparição como um velho homem com uma tripla coroa e um longo
manto desceu do alto sobre o trono. Em sua testa havia uma luz com
três cantos que era como um espelho que tudo refletia; todos podiam
ver sua própria imagem ali. De sua boca saía um raio de luz em que
havia palavras. Eu distingui letras e números claramente, mas agora me
esqueci deles. Segurava em seu peito um jovem crucificado de brilho
intenso de cujas feridas saíam arcos de luz da cor do arco-íris, que
cercavam todos os santos como um grande anel, e suas auréolas se
misturavam à luz com indescritível ordem, liberdade e beleza. Das
feridas luminosas eu vi uma chuva de gotas multicoloridas cair sobre a
terra, como uma chuva de pedras preciosas, cada uma com seu
significado.

Observemos que o Senhor Jesus segura o jovem, que está como que
crucificado, mas não porque o jovem sofreu esse tipo de morte, mas
por causa do fenômeno da transfixão ou da estigmatização. Dessa
maneira, além dos méritos próprios do santo ou da santa, o Senhor
acresce seus próprios méritos para o santo ou a santa, para que sua
felicidade seja completa e para que sua união seja mais perfeita.

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UMA VISÃO SOBRE O APÓSTOLO JUDAS.

No livro Revelações de Ana Emmerich lemos que Joaquim e Ana


tiveram uma filha antes do nascimento de Maria. Essa filha se chamava
Maria de Alfeu, e antes do nascimento de Maria ela já tinha uma filha
crescida, Maria de Cléofas. Essa, dizem, foi a mãe de vários filhos, mas
vou limitar meu relato aos fatos relativos ao apóstolo Judas. Maria de
Cléofas tinha uma filha, e de outro casamento lhe nasceram Judas e
sua irmã, gêmeos.
A irmã de Judas era de coloração avermelhada, vaidosa de seus
cabelos, e semelhantes a Esaú e Jacó, a irmã nasceu primeiro, e o
futuro apóstolo de Cristo depois. Já na adolescência a jovem começou
a demonstrar seu caráter [espírito] diabólico, e vendeu o irmão, que foi
linchado por seus parentes, os futuros apóstolos do Senhor, entre
outros. É aquele caso da viúva de Naim relatado pelos evangelistas.
Ressuscitado pelo Senhor, o jovem não teve uma vida nem um pouco
tranquila. Casou-se com a [meia] irmã, que era prostituta. Depois de
alguns anos, a abandonou e foi seguir a Jesus.
Também lemos nas Revelações de Ana Emmerich que a cruz do Senhor
foi colocada exatamente no ponto central da terra, onde Adão estava
sepultado. Depois da última ceia, quando Jesus foi crucificado e os
apóstolos se dispersaram, Judas Tadeu se escondia em sua casa,
extremamente consternado e aflito, até que um anjo do Senhor, Gabriel
se não me engano, o arrebatou e jogou aos pés da cruz.
Aos pés do Senhor crucificado, o apóstolo só pôde ver Maria a mãe de
Jesus e outros vultos que ali se encontravam, e enquanto estava ali
deitado e desconsolado, sentiu caírem em sua boca o sangue e a água
do lado transpassado de Cristo.
Esse foi um dos apóstolos do Senhor que viveu longos anos de
peregrinações, mortes, sofrimentos e angústias, e quando, supõe-se
que guiado pelo Espírito Santo, retornou para sua terra natal, foi mais
uma vez martirizado, a golpes de machado, no mesmo lugar em que
Caim matou seu irmão Abel.

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7. Jacob de Sarug.

Este escritor eclesiástico sírio do século sexto deixou várias homilias,


como Sobre a Ressurreição, Sobre Alexandre o Rei Piedoso e Sobre a
Ascensão do Senhor, da qual transcrevo uma parte (351-412):

Está escrito que uma nuvem o recebeu quando Ele foi exaltado.
Não que ela o carregasse, mas ela o honrou e recebeu.
Ele foi exaltado e então a nuvem o recebeu em sua região, e todas as
divisões celestes também o receberam enquanto Ele passava.
Ao invés de bebês, um bebê o recebeu, porque Ele foi até seu lugar; e
Ele foi até o rio e o batismo recebeu Ele.
As crianças encontraram Ele, e todas elas o receberam com seus
hosannas; e enquanto Ele passava pelas árvores elas estenderam seus
ramos.
Ele entrou no tribunal e eles honraram Ele com mantos escarlates.
Ele ascendeu à cruz e eles escreveram nela, “Rei”, apesar de que não
queriam fazê-lo.
Ele decidiu entrar no Sheol, cheio de mortos, e os mortos do Sheol
saíram e o receberam enquanto Ele entrava.
Dentro da tumba ele havia entrado e os habitantes das tumbas saíram
para honrá-lo, e onde quer que Ele fosse as legiões do lugar o recebiam.
E quando Ele foi exaltado e chegou ao lugar das nuvens, as nuvens o
desejaram com temor, e saíram para encontrá-lo, para recebê-lo.
A nuvem não desceu para a terra, enquanto Ele ascendia; quando Ele
se aproximou dela em seu lugar, ela o recebeu.
Da terra até o céu Ele foi exaltado, como o livro de Lucas revela para os
que têm discernimento.
E vede, quando Ele estava chegando naquele exaltado lugar das
nuvens, a nuvem procedeu, e o recebeu enquanto Ele passava.
Não que ela fosse carregá-lo, mas ela saiu solenemente para recebê-lo,
para encontrar o seu Senhor, que estava ali em sua vizinhança.

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Porque a nuvem não ascendeu com Ele para onde Ele ascendeu, mas
em seu lugar ela o recebeu, e ficou para trás.
Quando Ele deixou a terra em sua ascensão, quando foi exaltado, Ele
deixou a nuvem enquanto ascendia.
E todas as legiões em seus lugares e em seus limites o estavam
recebendo quando Ele foi elevado para seu exaltado lugar.
Elas o estavam recebendo, elas não o carregaram para que fosse
exaltado, porque Ele é o Um que estava carregando as regiões com suas
legiões.
Ele deixou a nuvem naquele turbulento lugar das nuvens, e mais alto do
que isso, para o lugar sereno Ele foi exaltado.
Em todos os lugares e em todas as alturas, enquanto Ele passava,
aquela mesma divisão (celeste) que estava naquele lugar o recebeu.
Relâmpagos acompanharam Ele e eles ficaram atrás dele em seus
limites, [assim como] nuvens, ventos e brisas do ar, enquanto Ele
ascendia.
Os capitães e suas hostes em seus domínios o receberam e ficaram
atrás dele, com temor.
Aqueles que estão acima das hostes intermediárias o receberam e o
conduziram, e os seres abaixo ficaram para trás e passo a passo cada
legião em seu lugar.
As companhias de seres de fogo o receberam com grande temor; e eles
ficaram atrás dele em suas regiões, tremendo.
Todos os principados celestes saíram para honrá-lo, mas Ele os deixou
e foi elevado para a altura que está acima [no alto].
Ele chegou até a carruagem, no entanto, Ele não ficou na carruagem,
porque acima dela, para as extensas alturas Ele estava subindo.
Ela [a carruagem] também o recebeu em seu lugar enquanto Ele
ascendia, e até o limite que lhe estava estabelecido que ascendesse
com Ele, ela ascendeu.
E ela ficou para trás e Ele ascendeu em direção ao Pai, onde não há
lugar para os anjos se moverem.
Ele deixou para trás os Serafins que cantavam ‘santo, santo, santo’,
com seus louvores.

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Os terríveis Querubins que cantavam alegres canções para Ele com
grande temor.
Pessoas e faces assim como asas e rodas que falavam, a nuvem de
fogo que inteira distila fogo.
Acima desses o Unigênito se conduziu magnificamente, para a região
onde não há lugar para as mentes se elevarem;
Para o Santo dos Santos, o Sumo Sacerdote se conduziu
magnificamente, porque ninguém tem poder para entrar nele, exceto o
Único.
Em direção a esse incrível tabernáculo interior onde o Pai está, porque
somente o Filho pode entrar em direção ao Pai.

8. Houve realmente uma ascensão de Hitler?

São impressionantes os paralelismos ou coincidências que podemos


imaginar lendo as histórias sobre Enoque e as sobre Hitler. Quem lê
sobre a vida de Enoque no antigo Livro de Jasher pode facilmente
imaginar que Enoque era uma espécie de orador ou comandante militar
ao estilo de Hitler.
No começo do livro dos Segredos de Enoque está escrito: “No primeiro
dia do mês eu estava sozinho em minha casa e descansando em minha
cama, e dormi. E enquanto eu dormia um grande estresse me veio ao
coração, e meus olhos choravam enquanto eu dormia, e eu não pude
entender o que era aquele estresse, ou o que aconteceria comigo.
E então apareceram dois homens, excessivamente grandes, como
nunca havia visto na terra; e suas faces...”
Enoque continua descrevendo os dois anjos que o Senhor lhe enviara
para levá-lo para o céu.
Heike B. Görtemaker, em seu livro “Eva Braun”, diz que Hitler e sua
esposa, porque eles se casaram na madrugada do dia 29 de abril de
1945, se suicidaram entre as três e quatro horas da tarde do mesmo
dia. Se somarmos quarenta horas, que são tradicionalmente veneradas
nos mistérios cristãos, quer dizer que na manhã do dia primeiro de maio
alguma coisa desse tipo pode ter acontecido.

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As palavras de Enoque, “enquanto dormia”, podem ser uma alusão ao
sono da morte, e o grande estresse pode ser por causa de uma situação
parecida à que Hitler passou no final de sua vida.
No Apocalipse das Semanas do Livro de Enoque está escrito que “no
final da sexta semana todos ficarão cegos, e seus corações impiamente
abandonarão a sabedoria. E nela um homem ascenderá.”

Concluo com dois versos do livro 2Esdras, capítulo 7:

“ O dia do julgamento é decisivo, e mostra para todos o selo da verdade.”


“ E então todos terão que suportar suas próprias justiças e injustiças.”

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