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CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX

CURSO DE PEDAGOGIA

Relatório de estágio V
Educação de Jovens e Adultos- EJA

BELO HORIZONTE

2009
1

Gabriella Braga Rezende- Matrícula: 1200703765

Relatório de Estágio V

Educação de Jovens e Adultos- EJA

Relatório de Estágio supervisionado de educação


de Jovens e Adultos, apresentado ao Centro
Universitário Izabela Hendrix, curso de
Pedagogia, como nota parcial da disciplina
Estágio curricular supervisionado V Educação de
Jovens e Adultos. Orientador: Denílson Diniz
Pereira.

Belo Horizonte

2009
2

CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX

CURSO DE PEDAGOGIA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

1- FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DA ESTAGIÁRIA

Aluna: Gabriella Braga Rezende

Período: 6º

Disciplina: Estágio Supervisionado em Educação de Jovens e Adultos

Endereço da aluna:

Reside na Rua: Henrique Gorceix , nº: 2223, AP 401

Bairro: Caiçara CEP: 31160-430

Cidade: Belo Horizonte, Estado, MG

Telefone: (31) 30246154 Celular: (31) 93130944

E-mail: gabibela1@yahoo.com.br

Realizará as atividades do ESTÁGIO SUPERVISIONADO VI, no turno noturno, no


estabelecimento de ensino:

Província Santa Clara Instituto Sagrada Família,

Situado na: Avenida Presidente Carlos Luz, nº: 535 Bairro: Caiçara

Belo Horizonte, MG. CEP: 31230-000

Diretora: Irmã Raquel de Oliveira Tavares


3

SUMÁRIO

1- IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO........................ 4


2- INTRODUÇÃO........................................................................................5
3- HISTÓRICO DA ESCOLA ....................................................................6
4- DESCRIÇÃO FÍSICA ...........................................................................10
5- OBSERVAÇÃO DAS AULAS ..............................................................14
6- RELATOS (SEMI-REGÊNCIA) ..........................................................19
7- COMENTÁRIOS SOBRE O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
DA ESCOLA E CURRÍCULO UTILIZADO PELA INSTITUIÇÃO ..21
8- CONCLUSÃO....................................................................................... 28
9- CONSIDERAÇÕES DO ESTÁGIO .................................................... 29
10- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................30
ANEXOS
DOCUMENTOS DO ESTÁGIO DO EJA
4

2- IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

O Instituto Sagrada Família, fundado pelas Irmãs Clarissas Franciscanas


Missionárias do Santíssimo Sacramento em 06 de Fevereiro de 1950, com sede e foro
na cidade de Belo Horizonte, M.G, situado à Avenida Presidente Carlos Luz, nº 535,
Bairro Caiçara. Inscrito no CNPJ sob o nº 21.158.241/0004-86 foi anexado, em 1975, ao
Instituto Sagrada Família (Calafate) registrado no Cartório de Registros de Títulos e
Documentos “Jero Oliveira”, de Belo Horizonte, sob o nº de ordem 3.558 no livro A-4
às folhas 254 v 255 em 14 de março de 1963 e através dos atos:
 Decreto Estadual nº 7.897, de 05/10/64;
 Lei Municipal nº 2.007, de 12/11/71, declarado de Utilidade Pública
Municipal;
 Lei Estadual nº 11.369 de 09/10/68, declarado de Utilidade Pública
Estadual;
 Lei Federal nº 67.393, de 16/10/70, declarado de Utilidade Pública
Federal;
O Instituto Sagrada Família - Unidade Caiçaras assim designados pela
portaria nº 143/76, de 19/07/76, mantém os seguintes cursos:
 Ensino Fundamental (5ª a 8ª Série) reconhecido pela Resolução nº 956,
de 27/08/1974(SEE);
 Ensino Médio autorizado pela Portaria nº 488 de 30/08/1976 (SEE),
reconhecido pela portaria nº 322 de 11/09/79;
 Escola Infantil “São Francisco” - Registro nº 1083/85, livro de nº 4, folha
61;
 Ensino Fundamental I (1ª a 4ª Série) autorizado pela portaria nº 089/86
de 15/02/1986 (SEE);
 Educação de Jovens e Adultos, Ensino Fundamental e Médio, começou a
ser ofertada a partir de 2004, sendo oferecida duas fases em 1 semestre
letivo, e regulamentada pela LDB 9394/96 a partir de 2005, pelos
decretos que já regulamentam o Instituto Sagrada Família.
 O Ensino Fundamental passou a ser oferecido em 09 anos, de acordo
com a Lei 11.114/05, a partir de 2006.
5

1- INTRODUÇÃO
Os alunos da Educação de Jovens e Adultos-EJA são pessoas que não tiveram
oportunidade e possibilidade de terminar ou concluir a escolaridade.
As maiorias dos integrantes de uma sala de EJA são idosos, trabalhadores de
serviços pouco qualificados, dona-de-casa, portadores de necessidades especiais entre
outros, podemos dizer que foram excluídas das salas de aula no tempo normal de
escolaridade, devemos ficar atentas, pois essas pessoas também tiveram uma trajetória
de vida e aprendizados, mesmo que fora da escola.
Para lecionar para essas pessoas temos que ficar atenta à questão: Quem são
nossos alunos? Esses alunos fazem parte de uma estatística preocupante sobre a
população do Brasil e para esses jovens e adultos a escola é um espaço que representa a
oportunidade de adquirir conhecimentos para enfrentar os desafios da vida e a chance de
melhores oportunidades no mercado de trabalho.
As escolas da EJA e os educadores presente nelas devem estar preparados para
esse desafio e saber que essas pessoas apostam que a escola vai fazer diferença da vida
deles e os professores devem saber quem são seus alunos, quais são seus objetivos e
realidades para fazer a aula ter sentido e significado.

Toda criança, jovem e adulto tem direito humano de se beneficiar de uma


educação que satisfaça suas necessidades básicas de aprendizagem, no
melhor e mais pelo sentido, e que inclua uma aprendizagem efetiva e
satisfatória. 1

Não se deve ensinar como se ensina uma criança, mesmo sabendo que os
conteúdos são adequados para pessoas com “pouca” idade. Infantilizar desestimula as
pessoas que já sabem o que quer da vida e estão ali assentados em uma cadeira depois
de um dia todo de trabalho e preocupações. Preparar aulas com temas presente no
cotidiano faz com que o interesse e o aprendizado sejam ainda mais prazerosos.

1
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes e práticas educativas. Editora: Paz e Terra. São
Paulo, 1997 6ª ed.p.148.
6

2- HISTÓRICO DA ESCOLA

Inspirado em São Francisco, Santa Clara e Madre Serafina, o Instituto Sagrada


Família propõe a vivência dos valores evangélicos, o respeito à natureza, o
comprometimento com o saber científico e crítico voltado para a realidade e formação
do cidadão consciente.
Estes ideais persistem à história e ao tempo de 50 anos, desde a fundação em 06
de fevereiro de 1950.
Nesta data, preocupada com as crianças carentes do Bairro Engenho Nogueira,
(naquela época, periferia de BH), a Madre Noemi Getesêmani criou classes anexas à
Escola Doméstica Sagrada Família (Bairro Calafate) com o nome de Escolinha São
Francisco.
Em 1952 passou-se a Escola Reunida São Francisco, sendo designada para
dirigir os trabalhos a Irmã Rute Tomás Pessoa (Irmã Maria Amélia). Para dar
continuidade aos estudos das alunas que terminavam o “antigo primário”, 1954, a
Madre Noemi (visitadora da Congregação) criou o Ginásio São Francisco como
Departamento Feminino do Colégio Arquidiocesano.
A 04 de abril de 1956 tornou-se autônomo sob a direção da Irmã Esther Corrêa
Mourão. Em 1966, Irmã Edwiges Andrade Carneiro deu início à construção do prédio
que ocupamos atualmente, com recursos autorizados e cedidos pelo Economato da
Província.
Passou a denominar-se Instituto São Francisco em 30/10/1969, atendendo, ainda,
na maioria, a alunos carentes dos bairros circunvizinhos. As salas “mistas” surgiram
bem no início da década de 70. Por questões administrativas, foi incorporado como
Unidade do Instituto Sagrada Família (Calafate) e pela portaria número 143/76 o
“Instituto Sagrada Família – Unidade Caiçaras”.
O Jardim São Francisco foi criado em 1984 por Irmã Mercedes Viana e Irmã
Domingas Leão. Em 1986, dando continuidade ao 3º período da Educação Infantil, a
Irmã Maria Cecília Padovanni criou, gradativamente, as séries do Ensino Fundamental
(1ª à 4ª série) através da Portaria nº 089/86, de 15/02/1986.
Introduz-se o novo sistema de avaliação de acordo com as mais modernas e
ousadas tendências pedagógicas, onde os resultados são expressos em conceitos, sendo
utilizado, também, o parecer descritivo no processo avaliativo.
7

Há seu tempo e no seu espaço, todas as Diretoras tomaram passos decisivos que
possibilitaram a existência e o crescimento do Instituto Sagrada Família. Uma
experiência nova de leigo na Direção começa em 1995 com o convite feito a Sra. Dalva
Maria Santos para assumir a coordenação dos trabalhos como Diretora Pedagógica,
juntamente com a Ir. Sara Silva, Ecônoma.
A sede do sistema de Ensino Clarissas Franciscanas, CAPP (Centro
Administrativo Pastoral e Pedagógico) cuja construção foi projetada, administrada e
financiada pela Província, veio ampliar a rede física da Escola – 1996, com o objetivo
de unificar os trabalhos dos Colégios: Instituto Sagrada Família (Belo Horizonte),
Instituto Regina Pacis (Sete Lagoas), Instituto “Santo Antônio” (Curvelo) e Instituto
Imaculada Conceição (Governador Valadares).
São ministradas palestras, cursos, seminários, trocas de experiências – um
investimento constante na atualização e enriquecimento do currículo dos educadores.
Em novembro de 1997 foi editado o 1º Jornal da Escola. O laboratório, a
biblioteca, a sala de informática foram cuidadosamente equipados, de acordo com os
mais altos padrões de exigência, possibilitando acompanhar os avanços tecnológicos e
pedagógicos de uma grande escola. Algumas outras alterações de reformas internas
foram atendidas a tempo.
Em finais de 1998 inicia-se um trabalho de revitalização e o Instituto Sagrada
Família passa por ajustes administrativos financeiros bem rigorosos. Surgem as
terceirizações de cantina e serviço de reprografia.
Em 1999 a Ir. Sara Silva assume como Diretora Administrativa. No ano de 2000
inicia-se a construção do Ginásio Poliesportivo ampliando as possibilidades de
incentivo e valorização do lazer, esporte e cultura para os alunos e para a comunidade
do bairro Caiçara.
Concomitante, há reforma nas portarias visando maior segurança para todos. As
quadras internas e área verde são cuidadosamente refeitas e muda-se a fachada de frente
para a Avenida Presidente Carlos Luz, integrando o antigo prédio às alterações mais
modernas que ocorreram.
Este trabalho é concluído em Agosto de 2001. Destaca-se neste processo de
ampliação, o zelo, dedicação e experiência da Ir. Sara, bem como a atenção das irmãs
do Governo Provincial, presidido por Ir. Regina Lúcia de Abreu Lima Rezende, sempre
atentas às necessidades do ISFUC, solícitas às reivindicações e, a exemplo da fundadora
Madre Serafina, comprometidas com o ideal de educação das crianças e jovens.
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Para atender ainda mais aos Projetos Pedagógicos, são adquiridos novos
equipamentos como TV(s), vídeos, equipamentos de som, retro-projetor, projetor
multimídia, computadores, sistema de informatização em rede e aquisição de software
para os departamentos (secretaria e tesouraria).
Continuam e intensificam-se os investimentos em palestras, cursos, seminários,
congressos tanto internos como do CAPP, AEC e outros, oferecidos aos professores e
profissionais dos setores administrativos.
Um circuito de 04 (quatro) palestras anuais para pais e educadores ganha o seu
3º ano de concretização, além do estudo sobre Limites para pais da 1ª série, e outras
atividades desenvolvidas.
O programa de Orientação Vocacional para os alunos do Ensino Médio visa
orientá-los do 1º ano ao 3º ano integrado, fazendo-os conhecedores de diversas
profissões, através de entrevistas a profissionais das áreas em geral, testes e projetos
específicos.
Aliado a um ensino de qualidade que acompanha as mais novas tendências da
Educação e à preocupação constante com a formação humana, procura-se estabelecer na
Comunidade Educativa um “clima família” de muito carinho, respeito, valorização,
fraternidade “grande tônica” do Instituto Sagrada Família.
No ano de 2002, Irmã Raquel de Oliveira Tavares assume a direção geral do
Instituto Sagrada Família como Diretora Geral. Em 2003 fez-se a reforma do auditório
que foi atualizado, transformando-se em um Centro Artístico cultural que atende com
beleza e conforto ao que se apresenta ali. Este espaço, eventualmente é usado pela
Faculdade Newton de Paiva, Polícia Militar e outras entidades.
Em 2004, situado atrás do Ginásio Poliesportivo foi construído um prédio de 3
andares. No 1º andar funciona a Biblioteca que ampliada, atende a todas as modalidades
de ensino com espaço exclusivamente reservado à Educação Infantil. Nos demais
andares funcionam o Ensino Médio.
Em agosto de 2004, voltado para a demanda carente local iniciou-se a oferta da
Educação de Jovens e Adultos - EJA, em caráter filantrópico. Durante o ano de 2004,
até julho de 2005, no Instituto Sagrada Família funcionou um curso Pré-Vestibular.
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Observando a tendência de crescimento do Instituto Sagrada Família e a


demanda da época, fez-se a reforma na Escola Infantil: pátio, área de recreação e
interior das salas de aula.
Em 2005 foi erguido o Poste da Paz no pátio da escola – um obelisco de 2,5
metros de altura, com a parte superior piramidal, trazendo escrito em cada um dos seus
quatro lados, em idiomas diferentes (espanhol, Italiano, Inglês e Português), a oração
“QUE A PAZ PREVALEÇA NA TERRA” atendendo assim, a inspiração do poeta
filósofo japonês, Masahisa Goi, que concluiu que um simples pensamento sobre a paz já
seria um impulso nessa direção.
A partir de 2006, a direção da escola firmou contrato de cessão de espaço com:
A Faculdade de Educação São Luís (Jaboticabal) para a realização das aulas do curso de
Pós-Graduação à Distância, aos sábados e Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para
o funcionamento do curso “Brasil Alfabetizado” no turno da noite.
Ainda em 2006, foram implantados no primeiro semestre o Maternal 2, a partir
do segundo semestre, o Maternal 1 e o Ensino Fundamental passa a ser estruturado em
09 anos, atendendo desta forma a legislação Estadual vigente. Realiza também reformas
nas áreas administrativas; Diretoria e Tesouraria e intensificam investimentos voltados
para a coordenação pedagógica, professores e aparelhos de multimídia.
10

3- DESCRIÇÃO DA PARTE FÍSICA

O Instituto Sagrada Família dispõe de amplo espaço para desenvolvimento de suas


atividades.

1º Andar:
Rol de Entrada:
 Recepção;
 Sala da Diretoria;
 Sala da Tesouraria;
 Sala da Coordenação Pedagógica I;
 Enfermaria;
 Sala de Arquivo Morto;
 Sala da Secretaria;
 Banheiros (04);
 Interior do Andar
 Sala de Aula
 Capela
 Sala de Material Esportivo
 Cantina
 Cozinha
 Almoxarifado I
 Sala de Material de Limpeza
 Refeitório de Funcionários
 Sala de Professores
 Sala de Xerox
 Sala de Digitação e Almoxarifado II
 Sala de Atendimento da Educação Infantil
 Auditório;
 Banheiro de Funcionários (03);
 Banheiro para Alunos (02);
 Parque Infantil;
 Ginásio Poliesportivo;
 Quadra de Esporte Coberta (01);
 Quadra de Esporte Descoberta (02);
 Capela;
 Quiosque;
 Barracão de guarda de material de construção;
 Sala da Irmã;
 Estacionamento (02);
 Prédio da Educação Infantil
 Salas de Aula (08);
 Sala da Coordenação Pedagógica II;
 Banheiro Infantil (04);
 Quadra de Esporte Descoberta;
 Pátio com playground;
 2º Andar - Interior do Andar
 Salas de Aula (11)
11

 Laboratório de Informática;
 Laboratório de Química e Física;
 Departamento de Psicologia;
 Sala da Coordenação Pedagógica III;
 Sala de Som;
 Banheiro de Aluno (01);
 Banheiro de Funcionário (01);
 Dormitórios com banheiros (03)
 Banheiro (01)
 Sala de Material (01)
 Sala de Marketing
 Prédio Anexo
 Salas de aula (09);
 Biblioteca;
 Banheiros (05);
 Sala da Coordenação Pedagógica IV;
 Sala de Atendimento;
 Biblioteca.

Cinco salas são utilizadas para alunos da EJA, cada sala com media de 15
alunos. As salas são grandes, bem iluminadas e arejadas e limpas. A parte externa da
escola também está sempre limpa e pode ser utilizada pelos alunos na hora do intervalo.
A cantina também funciona à noite para alunos da EJA.

4- CONTATO COM A ESCOLA

A escola Província Santa Clara Instituto Sagrada família é uma escola particular
e minha impressões em relação à escola foram muito boas, pois seu aspecto é de muita
organização e todos os funcionários e alunos foram muito receptivos.
A escola é grande com boa estruturada física, o prédio está em ótimo estado de
conservação, os banheiros estavam limpos e a biblioteca bem equipada.
Observei a chegada das turmas de EJA e me espantei ao ver todos os alunos
uniformizados. Isso mesmo, o uso de uniforme é obrigatório! O horário de entrada e
saída também deve ser o mesmo para todos os alunos, nada de chegar depois do sinal ou
sair antes do mesmo.
Logo no primeiro dia percebi um respeito grande entre alunos e educadores,
mesmo com essas regras de uniforme e horário, tudo parece ser resolvido da melhor
maneira. Educadores me informaram que realmente quem freqüenta esta escola
realmente tem vontade de aprender, pois não são todos que conseguem cumprir regras.
12

Os professores recebem os alunos com entusiasmo e os escuta com atenção


individualizada. A maioria dos educadores lecionam também do turno manhã ou tarde.
Os alunos da EJA são pessoas que não tiveram oportunidade de estudar na idade
correta e agora querem recuperar o tempo perdido. Nas sala de EJA encontramos dona-
de-casa, pais de família, idosos, trabalhadores em serviços poucos qualificados, entre
outros.
Tive contato com o projeto político pedagógico da escola onde aparece na
pagina 31 uma parte reservada especifica de Educação de Jovens e Adultos:
Art. 37 - A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram
acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
1º - Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos,
que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais
apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de
vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
2º - O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do
trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
Art. - 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que
compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de
estudos em caráter regular.
1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze anos;
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.
2º. Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios
informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.
Em conversas informais com diretoria, professores e funcionário percebi que a o
EJA foi inserido na Instituição com o compromisso com o desenvolvimento humano,
social, político, cultural e ético com a sociedade, sem perder o padrão de qualidade.
Garantindo a pessoas que não tiveram oportunidade uma cultura letrada, o calculo, a
compreensão do ambiente natural e social, sistema políticos, tecnologia, valores sociais.
Assim possibilitando na educação básica uma participação mais ativa no universo
profissional e pessoal.
A Província Santa Clara Instituto Sagrada família tem como objetivo fortalecer a
auto-estima e o exercício da autonomia pessoal, respeitando os conhecimentos
construídos pelos jovens e adultos em sua vida cotidiana; promover aos alunos o direito
13

a uma escola de qualidade, e o reconhecimento da igualdade ontológica de todo e


qualquer ser humano.
A escola tem função equalizadora, relacionada à igualdade de oportunidades que
possibilite oferecer aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social
e nos canais de participação.
Garantir à diferença, a identificação e o reconhecimento da alteridade própria e
inseparável dos jovens e adultos em seu processo formativo, da valorização do mérito
de cada qual e do direito à educação.
Proporcionar igualdade de condições para o acesso e permanência na escola,
desenvolvendo o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.
Haver vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.

5- CONTATO COM OS DOCUMENTOS DA ESCOLA

Tive acesso aos documentos da escola: Regimento e Projeto político


Pedagógico. Contei com a boa vontade da diretora que na medida do possível
disponibilizava o que eu solicitava.
A escola tem o cuidado ao emprestar esses documentos apenas para consulta, os
mesmos não podem sair da escola nem serem xerocados.
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6-RELATOS DAS AULAS DE OBSERVAÇÃO

1- Primeiro dia 25-08-09: Quando cheguei à sala de aula percebi que os alunos
ficaram curiosos, tímidos e alguns pareciam até espantado com minha presença. Parecia
não ser tão comum receber uma pessoa “diferente” na sala de aula.
A turma è bem heterogênea e os alunos demonstraram ser bem entrosados,
mesmo tendo começado a estudar juntos no inicio deste semestre.
A professora da disciplina matemática falava sobre adição e subtração, onde a
mesma começou resolvendo no quadro contas simples de somar e subtrair, depois
passou para a resolução de problemas envolvendo a mesma matéria. A professora
parecia tomar cuidados para colocar nos problemas assuntos pertinentes ao cotidiano
dos alunos.
No intervalo de 15 minutos, alguns alunos foram logo conversar comigo.
Fizeram perguntas e pareciam sentir-se mais a vontade ao saber que eu também era uma
estudante, queriam o tempo todo se justificar por ainda estar estudando.
Depois do intervalo a aula era da disciplina de português e os alunos teriam
prova. Alguns se sentem amedrontados com tal atividade avaliativa, porem a professora
os tranqüiliza o tempo todo. Era uma prova de interpretação de texto.
15

2- Segundo dia 01-09-09: Aula de Historia, a professora começou falando sobre


uma visita ao museu (a turma tinha feito uma visita ao museu da UFMG), então era um
debate sobre museu, resgate da historia, relação que temos com o passado e a
importância de se estudar historia.
A professora da disciplina de Historia é dinâmica que o tempo todo estimula os
alunos a debater sobre os assuntos abordados, onde não apresenta resposta pronta e sim
estimular a reflexão e o olhar crítico dos alunos. Respeitando o ponto de vista de cada
um.

Ao voltar do intervalo a mesma professora propôs uma redação sobre o museu.


16

3- Terceiro dia 04-09-09: Aula de matemática a professora continuou com os


problemas envolvendo adição e subtração, porem desta vez eles apresentavam mais
dificuldades. Ela deu um tempo para os alunos resolverem e depois os convidou para
resolver no quadro. Achei fantástico, estimular os alunos a expor as dificuldades.
Depois do intervalo teve uma palestra para falar sobre a gripe suína e os
cuidados que os alunos deveriam tomar. Os bebedouros estavam interditados e parece
que isso tinha causado estranhamentos por parte de alguns alunos.
17

4- Quarto dia 011-09-09: Aula de Historia a professora organizou os alunos em


roda para falar sobre a prova que vai acontecer na próxima aula. Ela fazia e pergunta e
esclarecia as duvidas. Falou sobre algarismo romano, mês, dia e ano, pré-história e
História.
Na prova pode consultar o caderno e vai ser individual.
Depois do intervalo ela deixou os alunos “completarem” os cadernos copiando
dos colegas. Ela informou que quanto mais estimular a leitura e escrita é melhor, pois
eles apresentam grandes dificuldades ao realizarem essas tarefas.
18

5- Quinto dia 15-09-09: Aula de matemática a professora, conteúdo


multiplicação e divisão. A aula foi dinâmica e a professora levou o material dourado.
Fez algumas contas, falou sobre zero a esquerda e passou problemas no quadro
envolvendo esses conteúdos.
Enquanto os alunos resolviam os problemas ela passou de mesa em mesa para
ver os cadernos dar visto, o carinho e atenção por parte dessa professora é algo
fantástico!
Depois do intervalo a professora fez uma aula que trabalhou também a arte, Ela
levou diversos materiais e os alunos tinham que criar um objeto, desenho, colagem entre
outros, eles deveriam usar a criatividade.
Depois tinham que apresentar a “obra” em forma de texto. Essa atividade foi
feita em dupla.
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7- RELATOS SEMI-REGÊNCIA
Foram ao todo cinco aulas que tive a oportunidade de ministrar. Praticamente
todos os professores me informaram que todas as atividades têm como foco principal a
leitura e a escrita. Os alunos são o tempo todo incentivados a praticar a escrita e a
leitura, já os mesmo possuem muita dificuldade quanto essas habilidades.
Devido a isso escolhi trabalhar o português em minhas aulas de semi-regência.
Com base nas discussões sobre Educação de Jovens e Adultos tive o cuidado de
trabalhar com a realidade dos alunos da EJA. A sala que vou ministrar é uma sala onde
os alunos já são alfabetizados, porem apresentam uma lacuna na interpretação de textos.

Objetivos

- Ampliar o repertório literário, estimular a leitura e a escrita


- Trocar opiniões sobre a leitura.
- Acionar estratégias que permitam descobrir o que está escrito e onde.

Conteúdos
- Leitura de texto poético.
- Sistema de escrita.

Série
5 ano

Tempo estimado
Cinco aulas

Material necessário
Cartões, lápis e cópias da poesia Das Pedras, de Cora Coralina.

Desenvolvimento

1ª dia-18/09/09
Apresentar a autora Cora Coralina aos alunos. Contar a eles que ela teve uma vida
marcada por dificuldades comuns a muitas mulheres: viveu presa aos afazeres
domésticos e com pouco dinheiro. Casou-se com alguém que não gostava que ela se
ocupasse com atividades que lhe dessem evidência. Relatar que Cora Coralina sempre
gostou de escrever, mas só muito tarde foi estimulada a publicar suas produções.

2ª dia- 24/09/09
Transcrever o poema Das Pedras no quadro e ler em voz alta para a turma, apontando
cada palavra e verso. Repetir a leitura mais de uma vez, usando a mesma estratégia para
que todos possam entrar em contato com o texto. No fim, perguntar o que mais chamou
atenção e que ideias estão presentes no material. Fazer uma lista com as palavras
relacionadas ao que for dito pelos estudantes e os convidar a escrever nos cartões a
palavra que resume a principal ideia ou sentimento do texto. Expor no mural da sala.
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3ª dia-25/09/09
Dividir os alunos em duplas e distribuir uma cópia do texto para cada uma delas. A
tarefa é encontrar e grifar as palavras que já se sabe ler e interpretar, inclusive o termo
pedra, que aparece muitas vezes. Pedir que eles explicassem como fizeram para
encontrá-lo.

4ª dia-01/10/09
Ler este verso em voz alta: "Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim" e perguntar
à turma a que pedras Cora Coralina pode estar se referindo. Anotar as respostas em uma
lista e ampliar a discussão para formar outra, com respostas a questões como: quais as
pedras que costumam cair sobre os velhos? E sobre os brasileiros?

5ª dia-02/09/09
Sugerir que os alunos escrevam a palavra pedra e a associem à sua experiência de vida.
Lembrá-los de que associar uma palavra a seus significados é uma descoberta
importante para quem está aprendendo a língua escrita.

Avaliação dia 08/09/09


Reler o poema e perguntar ao grupo o que mudou na compreensão do texto depois das
atividades. Analisar a coerência entre as respostas e as perguntas que foram feitas
durante todo o trabalho e as mudanças efetivas entre a leitura inicial e a final.

Essa foi à poesia trabalhada durante esse projeto que realizei na sala de EJA.

Das Pedras

Ajuntei todas as pedras


que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos. Cora Coralin
21

8- PROPOSTAS PEDAGÓGICAS

O Projeto Político pedagógico da Instituição em questão: Província Santa Clara


Instituto Sagrada Família informa que:
Art. 37 - A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram
acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
1º - Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos,
que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais
apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de
vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
2º - O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do
trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
Art. - 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que
compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de
estudos em caráter regular.
O nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze anos;
No nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.
Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educando por meios informais
serão aferidos e reconhecidos mediante exames.
Universalizar a educação básica como um compromisso com o desenvolvimento
humano, social, político, econômico, cultural e ético da Nação, sem perder o padrão de
qualidade.
Garantir a cultura letrada, o cálculo, a compreensão do ambiente natural e
social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores sociais, possibilitando uma
participação mais ativa no universo profissional e na vida social;
Apropriar dos instrumentos básicos necessários ao acesso a outros graus de
ensino.
Fortalecer a auto-estima e o exercício da autonomia pessoal, respeitando os
conhecimentos construídos pelos jovens e adultos em sua vida cotidiana.
Ter função reparadora no sentido de ter acesso não só aos direitos civis pela
restauração de um direito negado, mas o direito a uma escola de qualidade, e o
reconhecimento da igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano.
22

Ter função equalizadora, relacionada à igualdade de oportunidades que


possibilite oferecer aos indivíduos novas inserções no mundo do trabalho, na vida social
e nos canais de participação.
Ter função qualificadora, que se refere à educação permanente, com base no
caráter incompleto do ser humano, cujo potencial de desenvolvimento e de adequação
pode se atualizar em quadros escolares ou não escolares. Mais que uma função, é o
próprio sentido da educação de jovens e adultos.
Garantir à diferença, a identificação e o reconhecimento da alteridade própria e
inseparável dos jovens e adultos em seu processo formativo, da valorização do mérito
de cada qual e do direito à educação.
Assegurar à proporcionalidade, a disposição e alocação adequadas aos
componentes curriculares face às necessidades próprias da EJA com espaços e tempos
nos quais as práticas pedagógicas assegurem aos seus estudantes identidade formativa
comum aos demais participantes da educação básica.
Proporcionar igualdade de condições para o acesso e permanência na escola,
desenvolvendo o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.

9- PROJETO POLITICO PEDAGOGICO

Portanto a organização pedagógica é estruturada de acordo com os


princípios pedagógicos, éticos, políticos e filosóficos do Instituto Sagrada Família e do
Sistema de Ensino Clarissas Franciscanas.
As ações pedagógicas realizadas no cotidiano da escola são:
Em relação à escola como um todo:
 Atendimento e apoio à direção em suas exigências e necessidades;
 Colaboração com a secretaria e tesouraria nas atividades onde envolvem
pedagogicamente professores, pais e alunos;
 Atendimentos externos a representantes, palestrantes, estagiários,
divulgadores, etc.;
 Seleção e organização de currículos;
 Seleção de alunos novatos;
 Apoio ao SOR (Serviço de Orientação Religiosa) em atividades
específicas como manhãs de formação, celebrações tradicionais,
gincanas e outros;
23

 Participação em organização e realização de festas tradicionais da escola


como: Festa Junina, Formatura e eventos variados: Dia do Amigo, Tarde
Cultural, Festa da Família (etc.).
 Reuniões Semanais da Equipe Pedagógica;
 Apoio aos assistentes de turno em suas ações disciplinares e atendimento
a professores e alunos que apresentam indisposição de saúde;
 Montagem de formulários de planejamento, registro de atividades, cartas
e outros;
 Redação, elaboração e divulgação de informativo, jornais semestrais,
agenda escolar, folder, etc.;
 Participação em palestras e encontros como o da AEC (Associação de
Educação Católica) SINEPE (Sindicato Nacional dos Estabelecimentos
Particulares de Ensino) CAPP (Centro Administrativo Pedagógico e
Pastoral), COPEVE.
 Apoio na elaboração do calendário escolar;
 Organização e realização da Semana Pedagógica
 Coordenação e elaboração com professores e alunos das normas de
convivência;
 Valorização do exercício da auto-avaliação;
 Busca de uma postura ética e boa convivência de toda comunidade
educativa;
 Participação na elaboração do regimento, da proposta político pedagógica
pastoral;
 Participação nos Projetos Sociais e Voluntariado;
Em relação às famílias:
 Organização e realização de reuniões de pais;
 Entrega de resultados finais e boletins;
 Atendimento individualizado aos pais de alunos;
 Promoção de cursos de formação para pais;
 Realização de circuitos de palestras;
 Preparação de plantões de professores para atendimento aos pais e
assistência aos mesmos;
em relação aos alunos:
 Atendimento individualizado a alunos;
24

 Dinâmicas e sessões coletivas com as turmas;


 Escuta e encaminhamento de alunos para profissionais especializados;
 Orientação vocacional;
 Encontro com grupos de alunos com dificuldades afins;
 Criação de estratégias promovendo o aluno parceiro e monitoria;
 Promoção de encontros com autores de livros, poetas, dramaturgos,
políticos e outros;
 Acolhida e assistência aos alunos em suas necessidades imediatas sejam
elas intelectuais ou afetivas;
 Apoio e assistência à comissão de formatura;
 ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio-MEC)
 Acompanhamento e assistência pedagógica aos alunos que apresentam
dificuldades de aprendizagem;
em relação aos professores:
 Planejamento semanal do conteúdo com o professor;
 Atendimento individual e em grupos aos professores;
 Sugestões de atividades para o enriquecimento dos projetos e aulas;
 Trabalho de valorização do professor;
 Integração do professor com os alunos numa relação de crescimento
cultural e profissional;
 Eleição do Professor representante de turma;
 Criação de estratégias para entrega de avaliações e atividades corrigidas e
comentadas para os alunos até uma semana após a aplicação;
 Apresentação do planejamento de uma maneira criativa aos alunos e pais;
 Valorização da curiosidade, da pesquisa, da leitura, da interpretação, do
pensar e da resolução de problemas;
 Realização de reuniões (área, SOR, Serviço de Psicologia, Capacitação)
 Retomada nas aulas, dos aspectos conceituais do conteúdo a ser
introduzido, garantindo a revisão e fixação dos mesmos (partir do
conhecimento prévio do aluno)
 Incentivo a pratica do dever de casa reforçando e fixando o que foi
estudado em sala de aula;
25

 Adoção da prática de indicar bibliografia e recursos para os trabalhos,


projetos e atividades orientando melhor, as tarefas a serem
desempenhadas pelos alunos;
 Entrega, ao serviço de apoio e reprografia, de todo o material a ser
utilizado pelo aluno, com 48 horas de antecedência no mínimo;
 Empenho em buscar a criatividade e o diálogo tornando as aulas cada vez
mais agradáveis e desafiadoras;
 Articulação dos conteúdos com a vida prática do aluno;
 Contextualização do trabalho buscando a interdisciplinaridade e fazendo
com que os conteúdos sejam mais significativos;
 Acompanhamento do desempenho do aluno em sala, com anotações das
observações feitas no caderno de registro;
 Encaminhamento à assistência dos alunos que têm três anotações de
comportamento e desempenho;
 Participação em manhãs e tardes de formação, catequese, grupo
adolescer, GAS;
Em relação ao conteúdo:
 Enriquecimento do conteúdo com atividades lúdicas como jogos
pedagógicos, experiências, excursões, dramatizações, manhãs e tardes
de formação;
 Leitura e análise dos RDA (Registros de Desenvolvimento do aluno)
 Colaboração nos projetos de excursão e acompanhamento das mesmas;
 Organização geral dos ‘desafiandos’, ‘testões’, provas integradas e
interdisciplinares;
 Organização e realização dos conselhos de classe em seus objetivos
específicos;
 Leitura das atividades, exercícios, provas e todo material a ser
apresentado ao aluno;
 Apoio aos projetos de interdisciplinaridade;
 Coordenação e acompanhamento das atividades de avaliação,
recuperação e reforço paralelo;
 Acompanhamento específico das áreas;
26

 Colaboração no planejamento de projetos e atividades que visam o


desenvolvimento dos temas transversais: Ética, Saúde, Meio Ambiente,
Pluralidade Cultural e Orientação Afetivo Sexual;
 Manutenção de no mínimo, uma avaliação mensal escrita, além de outros
instrumentos de avaliação;
 Apresentação de objetivos em todas as atividades, compatíveis com as
questões propostas;

Organização Curricular

A construção da proposta curricular contou com a participação dos professores e


Coordenação Pedagógica. O desenvolvimento do trabalho teve como norteadores:
 Diretrizes Curriculares Nacionais;
 PCNS (Parâmetros Curriculares Nacionais) propostos pela LDB;
 Fundamentação Teórica que rege os princípios pedagógicos constantes
desta proposta;
 Experiências e vivencias de sala de aula;
As matrizes curriculares oficiais com discriminação de carga horária
estão detalhadas nos anexos.

Sistema de avaliação

O Instituto Sagrada Família com base na Lei de Diretrizes e Bases, Diretrizes


Curriculares Nacionais, PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), Projeto Pedagógico
da escola, estudo de teorias do desenvolvimento humano, teorias de aprendizagem,
teorias cognitivas, constatação das necessidades pessoais e sociais do homem atual,
evoluções tecnológicas, necessidades do avanço da criatividade, sensibilidade, estética e
ética, necessidades do mercado de trabalho e as diferentes formas de linguagem propõe
um sistema de avaliação abrangente, diagnóstico e integrado a todo o processo
educacional representando de forma sistêmica e contínua a principal referência para a
reformulação das ações pedagógicas da escola.
27

As avaliações não podem continuar a ser um instrumento de torturas. Eles


devem trazer ao educando o prazer não a raiva e a insatisfação. WERNECK,
Hamilton. Prova, Provão, camisa de força da educação. Petrópolis, 19952.

Avaliação do desempenho pedagógico da escola:


O desempenho pedagógico e a avaliação o institucional são feitos anualmente
através da análise da pesquisa geral de satisfação quanto à escola, bem como através de
exames de avaliação realizados pelo MEC / SEE (Secretaria Estadual de Educação).
Avaliação de desempenho pedagógico do corpo técnico administrativo.
O Instituto Sagrada Família avalia o corpo técnico utilizando instrumento
próprio, auto-avaliação, entrevista e observação da ação pedagógica e administrativa.
A atuação do profissional é acompanhada durante o ano com foco nos aspectos
identificados como alvo de aprimoramento da prática, crescimento e busca constante de
sua promoção pessoal e profissional.
Avaliação de desempenho e rendimento escolar do aluno:
O Instituto Sagrada Família adota uma concepção de avaliação que procurar
estar em sintonia com os estudos e avanços na área do conhecimento. “Avaliar é ver,
julgar e agir, num processo contínuo”. Requer permanentemente tomada de decisões
para promover um sistema de avaliação justo, processual e conseqüentemente um
processo de aprendizagem de qualidade.
A avaliação de desempenho do aluno e do professor é contínua, dinâmica,
diagnóstica, processual e mediadora, pois, os mesmos são avaliados em todos os
aspectos necessários para a sua formação (aspectos conceituais, atitudinais,
procedimentais e factuais).
Para o Instituto Sagrada Família avaliar o processo de aprendizagem do aluno
significa perceber até que ponto as competências e habilidades explicitadas no plano
curricular e nos princípios filosóficos e pedagógicos foram ou não adquiridos durante o
tempo de escolaridade.
O Instituto oferece recursos pedagógicos ao aluno que apesar da avaliação
continuada não conseguiu o desempenho esperado.

2
WERNECK, Hamilton. Prova Provão, camisa de força da educação. Editora: Vozes, 1995. Pg. 42.
28

10-CONCLUSÃO

O Estagio na Educação de Jovens e Adultos foi um momento muito importante


na minha vida acadêmica, principalmente no ultimo período onde as aprendizagens
possuem mais significado.
Foram 60 horas de observação e durante essas horas pude perceber alguns detalhes
como o relacionamento dos alunos com a professora, o relacionamento ente os alunos e
como eles vêem a EJA, documentos da escola, funcionamento da mesma e a experiência
de semi-regência.
Foi um contato novo com a educação já que trabalho na Educação Infantil.
Participar do momento de escolarização para pessoas jovens e adultas foi um processo
prazeroso e gratificante.
Fazer estágio e ter um contato direto com o universo estudantil é de enorme
importância para que eu reflita sobre a minha pratica e sobre as muitas possibilidades
que minha profissão de Pedagoga pode me oferecer.
Compreender toda estrutura escolar, regimento, projeto político pedagógico e
todo funcionamento de uma escola também é tarefa importante que realizamos no
decorrer do estágio, pois cabe a nós educadores buscar conhecer toda essa dimensão
escolar.
Particularmente na EJA foi fácil perceber os desafios encontrados com
conteúdos, relacionamento, convivências, diferenças... Porem todos esses pontos são
favoráveis para um trabalho verdadeiro e de qualidade. Já que os alunos que ali estão
tem muita vontade de aprender.
Ensinar alunos da EJA é ir alem da didática e do planejamento da sala de aula é
inseri-los em uma formação para vida e se sentirem cidadãos. Perdendo os rótulos de
coitados que não sabem ler, escrever e interpretar.
Acredito que estamos longe de encontrarmos uma escola perfeita,
principalmente uma escola de Educação de Jovens e Adultos- EJA, porem creio que tive
a oportunidade de fazer o meu estágio em uma escola que em vários momentos
demonstra buscar essa tão sonhada perfeição.
Os alunos têm disciplina, respeito pelo professor, longe de ser uma escola
tradicional regida apenas por regras.
29

O carinho e o respeito parecem fazer parte do cotidiano das pessoas que estão ali
inseridas.
As aulas são ministradas de forma pedagógica e com planejamento, sempre
levando em consideração que é uma sala da EJA e está longe de ser um ensino
infantilizado. Porem eu acredito que deveria ter mais entrosamento entre as disciplinas.
Os professores mudam, mas deveria permear uma interdisciplinaridade.
Os professores poderiam se preparar para aulas que integrasse as várias
disciplinas e fosse capaz de substituir a fragmentação pela interação, daria ao sujeito a
oportunidade de aprender a relacionar conceitos e, conseqüentemente, de construir
novos conhecimentos, com muito mais autonomia e criatividade.
Por isso tive vontade de ao realizar minha semi-regência procurei dar
continuidade ao trabalho e ao tema.
Foi muito valido e importante estar em uma sala de Educação de Jovens e
Adultos, conhecer essa realidade tão presente nos dias de hoje e ensinar pessoas com
tanta vontade de aprender, isso é fantástico!
30

11-REFERENCIAS BIBLIOGRAFICA

BRASIL. Referencial Curricular Nacional Educação Básica (RCNEI)


Brasília: MEC, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo, Paz e Terra, 1996.

LIBÂNEO, José Carlos. Educação Escolar: Políticas, Estruturas e Organização.


Cortez. São Paulo, 2003

Projeto Político Pedagógico da EJA – Província Santa Clara Instituto Sagrada Família.
Belo Horizonte, MG.

SILVA, G.J; LIMA; M.L.S. Educação de Jovens e Adultos Convivendo e


Aprendendo com as Diferenças. Rio de Janeiro, MemVavMem, 2007.