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Para entender o desenvolvimento sustentável / José Eli da Veiga.

– São Paulo: Editora


34, 2015 (1ª Edição). 232p.

São duas as fontes básicas para a reprodução material da humanidade: os estoques


terrestres de minerais e energia, mais o fluxo solar. Os estoques terrestres são
limitados, e sua taxa de utilização pela humanidade é facultativa. A fontes solar, por
outro lado, é praticamente ilimitada em quantidade total, mas altamente limitada em
termos da taxa que chega à Terra. (pag. 107-108)

 The Economics of the Coming Spaceship Earth – Kenneth Boulding: o


sucesso da economia não está relacionado ao aumento da produção de
consumo, mas sim às mudanças tecnológicas que resultem na manutenção do
estoque de capital com a menor utilização possível de recursos naturais.

No futuro não haverá escolha: o modus operandi do processo econômico deverá ser
um sistema circular autorrenovável em termos materiais, sendo necessário apenas o
aproveitamento econômico da entrada de energia solar. (pag. 109)

Uma economia que dependesse inteiramente da utilização direta da radiação solar, e


que reciclasse os materiais dissipados pelo processo industrial (...) poderia, em tese,
operar como um ciclo fechado. Dada a disponibilidade de energia de baixa entropia
advinda do Sol, não haveria barreira para reciclar os materiais dissipados pelo
processo industrial. No entanto, para Georgescu-Roegen a “economia do astronauta”
está fundada no mito de que todos os minérios passarão à categoria de recursos
renováveis. De fato, na prática reciclagem total dos materiais não seria possível. Por
isso, o processo econômico necessariamente será declinante a partir de determinado
momento – por mais remoto que possa estar o início dessa tendência. (pag. 111)