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Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso

PJe - Processo Judicial Eletrônico

18/07/2019

Número: 1031711-70.2018.8.11.0041
Classe: PROCEDIMENTO ORDINÁRIO
Órgão julgador: 5ª VARA CÍVEL DE CUIABÁ
Última distribuição : 24/09/2018
Valor da causa: R$ 50.000,00
Assuntos: ENERGIA ELÉTRICA, FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA, INDENIZAÇÃO POR
DANO MORAL
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? SIM
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? SIM
Partes Procurador/Terceiro vinculado
GIZELE MARQUES RODRIGUES (AUTOR(A)) RODRIGO PEREIRA DOS SANTOS (ADVOGADO(A))
MARIA APARECIDA DA CRUZ OLIVEIRA ARAUJO
(ADVOGADO(A))
ENERGISA MATO GROSSO - DISTRIBUIDORA DE ENERGIA EVANDRO CESAR ALEXANDRE DOS SANTOS
S.A. (RÉU) (ADVOGADO(A))
Documentos
Id. Data da Documento Tipo
Assinatura
15509 24/09/2018 12:09 GIZELE X ENERGISA - PETIÇÃO INICIAL -PJE UC Petição inicial em pdf
687 DESLIGADA - DEMORA EXECESSIVA PARA
LIGAÇÃO DE NOVA UC- D
SANTOS & ARAUJO – ADVOGADOS ASSOCIADOS

RODRIGO PEREIRA DOS SANTOS


OAB/MT 12.921

MARIA APARECIDA DA CRUZ OLIVEIRA ARAUJO


OAB/MT 12.933

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A)


DE DIREITO DA _____ VARA CIVEL DA COMARCA DE
CUIABÁ.

URGENTE - PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA E CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR PARA


LIGAÇÃO NOVA DE ENERGIA SOLICITADA NA RESIDENCIA DA AUTORA.

GISELE MARQUES RODRIGUES RONDON, brasileira, portadora da Carteira


de Identidade nº 1616079-7- SSP/MT e do CPF Nº 017.705.901-02, residente e
domiciliada na Rua Goiás, Casa: 470, Qd.49; Bairro: Novo Horizonte, CEP:
78058-681, na Cidade de Cuiabá-MT, por seus procuradores infra-assinados,
com endereço do escritório estampado no rodapé, onde recebem as intimações
de estilo, vem com o devido respeito e acatamento à presença de Vossa
Excelência, propor a presente:

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DEMORA EXECESSIVA PARA LIGAÇÃO


DE NOVA UNIDADE CONSUMIDORA – DEMORA NA INSTALAÇÃO E NO
FORNECIMENTO DE ENERGIA ELETRICA!

Em face da Energisa Mato Grosso - Distribuidora de Energia S.A. – pessoa


jurídica de direito privado, devidamente inscrita no CNPJ Nº. 03.467.321/0023-
02, estabelecida na Rua Manoel Ferreira de Mendonça, 02, Bairro:
Bandeirantes, na Cidade de Cuiabá-MT, CEP: 78010-050, pelos fatos e
fundamentos a seguir expostos.
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Rua das Orquídeas nº 798, Bairro JD Cuiabá, CEP: 78043-165 Cuiabá-MT
Email-pereirasantos77@hotmail.com- mariaaraujoadvogada@hotmail.com
Fones: (65) 9201-5516 - 84029694

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PRELIMINARMENTE
Pleiteia a parte Requerente, lhe sejam deferidos os benefícios da
assistência judiciária gratuita, eis que o mesmo, não dispõe de condições
financeiras para arcar com as custas e honorários advocatícios da presente
demanda, sem prejuízo de sua própria sobrevivência e a de sua família, na
forma autorizada pela Lei 1.060/50, e artigo 98 do CPC. Requer ainda a
inversão do ônus da prova em favor da parte requerente face a hipossuficiência
técnica e financeira em relação da requerente.
CÓPIA DA CARTEIRA DE TRABALHO ANEXA.

DOS FATOS
A parte requerente adquiriu um imóvel no qual foi contemplada
com titulo definitivo em 20 de dezembro de 2017, conforme se comprova pelo
documento anexo, no qual mudou-se para o endereço há aproximados 30
dias, bem como solicitou ligação do RELÓGIO para seu nome
administrativamente, no qual foi prontamente aceita pela requerida , bem como
foi comprado o novo padrão e instalado pela autora em sua residência
conforme as normas da requerida e solicitado a ligação desde o dia
17/08/2018, conforme protocolo anexo, vejamos:

A ré desde o requerimento administrativo a ré alega falta de


relógio para instalação da unidade consumidora, porém tal fato vem trazendo
prejuízos a autora, pois a mesma quer regularizar sua unidade consumidora,
pois acabou de mudar com sua família e necessita da energia elétrica, no qual
a ré se nega a fazer a prestação de serviços.
A parte autora encontra-se sem energia elétrica até a presente
data, ou seja de 17/08/2018 até a presente data, tendo que se socorrer a
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vizinhos para ter energia elétrica em sua residência, o que é humilhante, haja
vista que a autora já solicitou há mais de 30 dias a ligação de energia no qual a
ré não voltou para ligar a unidade consumidora da parte autora, extrapolando o
prazo administrativo, o que configura sem sombra de duvidas o dano moral na
forma in re ipsa E CLARO FOGE DO MERO ABORRECIMENTO DO
COTIDIANO.

Veja Excelência, que a foto retirada da casa da autora acima


colacionado comprova que a mesma somente aguarda a devida instalação de
sua unidade consumidora referente a energia elétrica solicitada
administrativamente no qual aguarda sua instalação há mais de 30 dias, veja
ainda Excelência que a autora cumpriu com sua obrigação de instalar o padrão
novo de acordo com as novas normas da requerida.
A parte requerente pediu a troca de titularidade e o pedido de
religação no qual não foi efetivado há mais de 30 (trinta) dias conforme
protocolos de atendimentos acima colacionados:

50904163 (17/08/2018) e 44360637; (20/12/2017) TODOS


PROTOCOLOS ADMINISTRATIVOS DE SOLICITAÇÃO DE
SERVIÇOS;

A demora excessiva para INSTALAÇÃO e religamento de energia


no endereço da parte requerente está causando enormes prejuízos de ordem
moral e material, cabalmente os fatos aqui narrados assim requer a instalação
e a ligação nova da unidade consumidora em nome da autora já solicitado
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administrativamente pela autora conforme protocolos acima anexados e
informados nesta exordial.
Por outro viés Excelência, inexiste OUTROS débitos em aberto
para coma requerente e em nome da parte requerente no qual a requerida
ENERGISA, ao não efetivar o ligação NOVA desde 17/08/2018 até o protocolo
desta ação, abusa do seu direito, cometendo graves danos morais para a parte
requerente que amarga a falta de energia há aproximados 30 (trinta) dias, no
qual já reclamou administrativamente via tel. Conforme protocolos acima
colacionados estando a ré inerte.
Veja Excelência que em consulta no sistema interno da requerida
prova-se que inexiste débitos no CPF da autora com a requerida, provando
aqui que a autora não possui óbice para que tenha sua unidade consumidora
instalada conforme requerido administrativamente:

Ato continuo, a parte requerente está em dia com a requerida,


não restando qualquer motivo para que a mesma permaneça com a sua
energia NÃO LIGADA e sem motivo algum, fato este que configura o dano
moral in re ipsa, posto que a energia é bem essencial mais de 24h (vinte e
quatro horas) sem energia, ultrapassa sem dúvida o mero aborrecimento do
cotidiano, por se tratar de bem essencial nos dias hodiernos, sem falar do alto
custo cobrado atualmente do consumidor, por isso a requerida deve prestar um
serviço a contento, sem falar ainda que a requerida está gerando consumo sem
sequer estar ligada a sua rede.
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Ressalta-se que existe norma e regulamento de prazos para que
se ligue a energia dos consumidores, vejamos:
Como é cediço, a Requerida deve cumprir todas as diretrizes
imposta através da Resolução Normativa nº 414/2010, na qual estabelece
normas e responsabilidades das partes, onde no presente caso NÃO cumpriu
devidamente o que exige a Resolução em seu artigo 176, inciso III, que impõe
o seguinte:

Art. 176 – A distribuidora deve restabelecer o fornecimento nos


seguintes prazos, contados ininterruptamente:

I- “24 (vinte quatro) horas, para


religação normal de unidade
consumidora localizada em
área urbana; (...)”.
No caso em tela houve um GRAVE abuso de direito da ré, uma
vez que se inexiste débitos em aberto, logo o NÃO RELIGAMENTO EM
DEMORA EXCESSIVA de forma ABUSIVA, se trata de ABUSO DE DIREITO,
devendo Vossa Excelência determinar o religamento urgente da UC da parte
requerente em prazo razoável, haja vista inexistir débitos em abertos conforme
cabalmente se comprova nestes autos.
Sem mais delongas desnecessárias, a presente lide reside na
falha na prestação de serviços da concessionária REDE ENERGISA,
SIMPLESMENTE NÃO INSTALA A ENERGIA ELÉTRICA DA PARTE AUTORA
no prazo legal, sem nenhum motivo plausível no qual o requerente está no
aguardo há mais de 30 (trinta) dias, necessitando FAZER SUA MUDANÇA
DEFINITIVA para a residência do endereço da UC. Motivo da lide.
A requerente tem que pegar energia do vizinho conforme foto
abaixo colacionada.

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Diante do todo o exposto e a grande humilhação que vem
passando resta comprovados a presença do FUMUS BONI IURIS E DO
PERICULUM IN MORA, posto que é sabido por Vossa Excelência que a falta
de fornecimento de energia elétrica causa enormes transtornos ao cidadão
comum, assim a requerente vem requerer a imediata ligação NOVA da
energia elétrica na UC. SEM NÚMERO POR SE TRATAR DE INSTALAÇÃO
NOVA . Sendo concedida a tutela antecipada liminarmente PARA
INSTALAÇÃO DO RELÓGIO e que seja cadastrada a UNIDADE
CONSUMIDORA EM SEU NOME por ser medida de inteira JUSTIÇA!

Desta feita, resta demonstrado sem sombras de dúvidas o dano


moral causado a requerente, requer no mérito seja condenado a energisa a
pagar os DANOS MORAIS no importe de R$ 50.000,00 (CINQUENTA MIL
REAIS), ou outro valor que Vossa Excelência entender justo sendo este IN RE
IPSA, a PARTE requerente QUE não teve outra alternativa a não ser
recorrer ao Poder Judiciário para que se fosse feita a mais LIDIMA
JUSTIÇA!

DO DIREITO E DA FUNDAMENTAÇÃO
JURÍDICA DA CAUSA DE PEDIR.
Dessa feita, conforme os fatos narrados acima e com
DOCUMENTAÇÃO ROBUSTA ANEXADA NOS AUTOS QUE COMPRAVAM
SEM SOMBRA DE DÚVIDAS O TRANSTORNO VIVIDO PELA
REQUERENTE, pois a requerida causou e vem causando comprovados Danos
Morais e Materiais a mesma, por falha na prestação dos serviços, FATO ESTE
QUE LHE CAUSOU PREJUÍZOS MORAIS, QUE ULTRAPASSAM DE LONGE
O MERO ABORRECIMENTO DO COTIDIANO.

Assim sendo, o requerido, infringiu o ARTIGO 5º INCISO


V, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988, BEM COMO O ARTIGO 927 DO
CÓDIGO CIVIL DE 2002, CONFORME COLACIONADIO ABAIXO IN VERBIS:

“ARTIGO 5º da Constituição Federal, inciso V “É assegurado o


direito de resposta proporcional ao agravo, além todo cidadão é
“assegurado o direito de resposta, proporcionalmente ao
agravo, além de indenização por dano material, moral ou à
imagem”

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“Aquele que por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado
a repará-lo.” (Código Civil, artigo 927)”.

Ainda a nossa Constituição Federal de 1988 no seu inciso.


V e também pelo seu inciso X traz os seguintes dizeres abaixo:

“são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem


das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano
material ou moral decorrente de sua violação.”

Sobrevindo, em razão de ilícito, perturbação nas relações


psíquicas, na tranqüilidade, nos sentimentos e nos afetos do requerente,
configura-se o dano moral puro, passível de ser indenizado, conforme
previsão do artigo 5º, X, da Constituição Federal, porquanto molestados
direitos inerentes à personalidade, atributos imateriais e ideais”.

O Código de Defesa do Consumidor nesse ponto, também


prevê o dever de reparação, posto que ao enunciar os direitos do consumidor,
em seu art. 6º, traz, dentre outros, o direito de “a efetiva prevenção e reparação
de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos” (inciso VI) e “o
acesso aos órgãos judiciários e administrativos, com vistas à prevenção ou
reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos
assegurados à proteção jurídica, administrativa e técnica aos necessitados”
(inciso VII).

O mesmo se vislumbra no ordenamento civil e constitucional


a justificar a reparação pretendida. Vê-se, desde logo, que a lei prevê a
possibilidade de reparação de danos morais decorrentes do sofrimento,
do constrangimento, da situação vexatória, do desconforto em que se
encontram a autora, prevalecendo a respeito o entendimento de que:

“O dano moral dispensa prova em concreto, tratando-se de


presunção absoluta, não sendo, outrossim, necessária a prova
do dano patrimonial” (CARLOS ALBERTO BITTAR, Reparação
Civil por Danos Morais, ed. RT, 1993, pág. 204). Trata-se o
presente caso de dano moral IN RE IPSA.

O Ministro Oscar Correa, em acórdão do STF


(RTJ 108/287), ao falar sobre dano moral, bem salientou que:

“Não se trata de pecúnia doloris, ou pretium doloris, que se não


pode avaliar e pagar; mas satisfação de ordem moral, que não
ressarce prejuízo e danos e abalos e tribulações irreversíveis,
mas representa a consagração e o reconhecimento pelo direito,
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do valor da importância desse bem, que é a consideração moral,


que se deve proteger tanto quanto, senão mais do que os bens
materiais e interesses que a lei protege.” Disso resulta que a
toda injusta ofensa ao patrimônio moral deve existir a devida
reparação.

A jurisprudência da Turma Recursal Única de Mato


Grosso, em caso idêntico já manifestou favorável ao consumidor em caso
semelhante, conforme pode se ver baixo:

“RECURSO CÍVEL INOMINADO VIRTUAL Nº 0056473-


30.2017.811.0001Primeiro Juizado Especial Cível de
CuiabáRELATOR: VIVIANE BRITO REBELLO
ISERNHAGEN Recorrente : ENERGISA MATO GROSSO
DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.AADVOGADO(S):
EVANDRO CESAR ALEXANDRE DOS SANTOS Recorrido :
LUCIANO PEDROSO LINOADVOGADO(S): RODRIGO
PEREIRA DOS SANTOSMARIA APARECIDA DA CRUZ
OLIVEIRA ARAUJO- EMENTA:RECURSO CIVIL INOMINADO ?
DEMANDA INDENIZATÓRIA
POR DANOS MORAIS ?
CONSUMIDOR ? FALHA NA PRESTAÇÃO DE
SERVIÇO ? DEMORA NA LIGAÇÃO DE REDE DE
ENERGIA ELETRICA ? REITERADAS TENTATIVAS
PARA SOLUCIONAR O PROBLEMA NA ESFERA
ADMINISTRATIVA ? DANO MORAL ?
CONFORMAÇÃO COM AS FINALIDADES LEGAIS ?
MANUTENÇÃO DO ?QUANTUM? INDENIZATÓRIO ?
SENTENÇA MANTIDA ? RECURSO CONHECIDO E
DESPROVIDO.A concessionária dos serviços de energia elétrica
deve responder objetivamente pelos danos que causar aos usuários,
face à sua condição de prestador de serviços que lhe impõe o dever
de zelar pela perfeita qualidade do serviço prestado (art. 14 c/c 22
do Código de Defesa do Consumidor).Deve ser mantido o valor
indenizatório que se apresenta em conformidade com a finalidade
reparatória e pedagógica atinentes aos danos morais.”

AINDA,

“ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO


TURMA RECURSAL ÚNICA Turma Recursal Única

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Recurso Cível Nº 0029305-58.2014.811.0001 Quarto Juizado
Especial de Cuiabá/MT Recorrente: Centrais Elétricas
Matogrossenses S.A. – CEMAT Recorrido: Carlos José
Milani EMENTA RECURSO INOMINADO.
SOLICITAÇÃO DE RELIGAÇÃO DE
ENERGIA. DEMORA EXCESSIVA PELA
CONCESSIONÁRIA. AUSÊNCIA DE
JUSTIFICATIVA PLAUSÍVEL. DANO
MORAL CONFIGURADO. SENTENÇA
MANTIDA. Demora excessiva no atendimento da
solicitação de religação de energia e de transferência da
unidade consumidora realizada pelo consumidor. Pedido
formulado na concessionária em 26/2/2014, mas que só foi
atendido após o deferimento da liminar na ação judicial
movida pelo requerente. Concessionária que deixou de
comprovar que o solicitante foi cientificado quanto à
necessidade de expansão da rede para atendimento da
solicitação. Juntada de documento unilateral, sem prova do
recebimento pelo requerente. Situação versada que
ultrapassa a barreira do mero aborrecimento cotidiano, pois
o requerente aguardou mais de 02 (dois) meses para que a
energia fosse religada. Indenização fixada em R$ 5.000,00
(cinco mil reais), valor que entendo razoável para o caso dos
autos. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos,
conforme inteligência do artigo 46 da Lei nº 9.099/95.
RELATÓRIO Dispensado o relatório, nos termos do art. 46
da Lei nº 9.099/95. VOTO Egrégia Turma: A douta
magistrada que proferiu a sentença analisou com
percuciência as alegações das partes e as provas dos autos,
aplicando com justeza o direito. Assim, a sentença deve ser
mantida, pelos próprios fundamentos, conforme permite o
art. 46 da Lei nº 9.099/95. Transcrevo excertos da respeitável
sentença: “(...) Da análise dos autos, verifica-se que a
reclamada demorou mais de 02 (dois) meses para ligar a
energia no imóvel que o reclamante aluga, impedindo assim
o reclamante de usar o imóvel locado por falta de religação
da energia. Evidencia-se que os fatos narrados na exordial
apresentaram-se verossímeis. Cabe mencionar, que o prazo
para a Ligação de energia está regulamentado pelo artigo 31
da Resolução Normativa da ANEEL, nº 414, de 9 de
setembro de 2010, sendo este de 02 (dois) dias úteis para
unidade consumidora em área urbana. A responsabilidade
da empresa reclamada como fornecedora de serviços é
objetiva, nos termos do art. 14 do CDC, que assim dispõe: “O
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fornecedor de serviços responde, independentemente da
existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços,
bem como por informações insuficientes ou inadequadas
sobre sua fruição e riscos.” Tal responsabilidade é afastada
apenas quando comprovado que, tendo prestado o serviço, o
defeito inexiste, ou, a culpa exclusiva do consumidor ou de
terceiro (§ 3º, inc. I e II, do art. 14, do CDC). Sendo o ônus
da prova relativo a essas hipóteses do prestador do serviço, e
não tendo ele se desincumbido do ônus que lhe cabia, deve
ser responsabilizado pelos danos causados à parte
reclamante. Logo, tenho que efetivamente houve falha na
prestação do serviço por parte da reclamada. Nesse sentido,
verbis: “RECURSO INOMINADO. ENERGIA ELETRICA.
AÇÃO INDENIZATÓRIA. TROCA DE TITULARIDADE
DA UNIDADE CONSUMIDORA. DEMORA NO
RESTABELECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. DANO
MORAL CONFIGURADO. QUANTUM INDENIZATÓRIO
MANTIDO. 1- Manifesta a falha na prestação dos serviços
da ré e o descaso para com o consumidor, porquanto
demonstrado nos autos que o restabelecimento da energia
elétrica perdurou por 19 (dezenove) dias, incluindo o Natal.
De mais a mais, a ocorrência de tempestades, temporais e/ou
vendavais não justifica a demora para o restabelecimento do
serviço, uma vez que se trata de evento previsível, incapaz de
configurar caso fortuito ou força maior e afastar, assim, a
responsabilidade da concessionária ré. 2. Cumpre à
demandada o cumprimento dos prazos previstos na
Resolução nº 414/2010 da ANEEL, no que tange à ligação.
Não tendo a cessionária observado o prazo de 24h previsto no
artigo 176, evidenciado o seu agir ilícito. 3. A interrupção do
serviço de fornecimento de energia elétrica ultrapassou os
limites de meros aborrecimentos e dissabores, ao passo que se
cuida de utilidade absolutamente indispensável à vida
moderna, sendo, por evidente, presumíveis os danos morais
decorrentes. 3-Manutenção do quantum indenizatório fixado
(R$ 3.000,00), dado que em consonância com os parâmetros
adotados pelas Turmas Recursais Cíveis em casos análogos.
4-Sentença confirmada por seus próprios fundamentos.
RECURSO IMPROVIDO”. (Recurso Cível Nº 71004956884,
Segunda Turma Recursal Cível, Turmas Recursais, Relator:
Ana Cláudia Cachapuz Silva Raabe, Julgado em 16/07/2014)
No que pertine aos danos morais, a reparação do dano é
garantida tanto pelo inciso X, do art. 5º, da Constituição
Federal de 1988, como pelo art. 186 do Código Civil, bem
como pelo art. 6°, inciso VI, do Código de Defesa do
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Consumidor, e não pode deixar de ser observada, uma vez
que no presente caso, restou patente a desídia da reclamada.
O dano moral passível de indenização é aquele consistente na
lesão de um bem jurídico extrapatrimonial contido nos
direitos da personalidade, tais como: vida, integridade
corporal, no seu aspecto subjetivo, liberdade, honra, decoro,
intimidade, sentimentos afetivos e a própria imagem. Dessa
forma, resta evidente a ocorrência de dano moral, ante os
transtornos e dissabores causados a parte reclamante, sendo
desnecessária, nestes casos, a comprovação específica do
prejuízo, pois o dano se extrai da verificação da conduta.
Neste sentido, verbis: “APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO
MONOCRÁTICA. RESPONSABILIDADE CIVIL. 1.
RELAÇÃO DE CONSUMO. FALHA NA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO. ART. 14 DO CDC. A responsabilidade por
defeitos no fornecimento de serviços está estatuída no art. 14
do CDC e decorre da violação de um dever de segurança. 2.
FATO EXTINTIVO, IMPEDITIVO OU MODIFICATIVO
DO DIREITO DO AUTOR COMPROVADO. EXEGESE DO
ART. 333, INCISO II, DO CPC. AUSÊNCIA DE
ILICITUDE. APELAÇÃO A QUE SE NEGA
SEGUIMENTO.” (Apelação Cível Nº 70047096714, Nona
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marilene
Bonzanini Bernardi, Julgado em 31/01/2012) (grifei) No que
tange ao quantum indenizatório, insta ressaltar que para a
fixação do dano moral à vista da inexistência de critérios
legais e pré-estabelecidos para o seu arbitramento incumbe,
ao Juiz, por seu prudente arbítrio, estimar, atento às
peculiaridades de cada caso concreto, um valor justo a título
de indenização, tendo-se em mente os princípios da
proporcionalidade e da razoabilidade. A indenização por
dano moral deve representar para a vítima uma satisfação
capaz de amenizar de alguma forma o sofrimento impingido.
A eficácia da contrapartida pecuniária está na aptidão para
proporcionar tal satisfação em justa medida, de modo que
não signifique um enriquecimento sem causa para a vítima e
produza impacto bastante no causador do mal a fim de
dissuadi-lo de novo atentado. Assim, sopesando os fatos
ocorridos e incontroversos nos autos, e ainda, os critérios
comumente utilizados pelos Tribunais para sua fixação,
reputo justa e razoável a condenação da reclamada ao
pagamento da importância de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
que servirá, a um só tempo, para amainar o sofrimento
experimentado pela parte reclamante, sem que isso importe
em enriquecimento indevido, e ainda, para desestimular a
reclamada a agir com a negligência que restou demonstrada
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nestes autos, como medida de caráter pedagógico. (...)” Pelo
exposto, nego provimento ao recurso. Arcará a parte
recorrente com o pagamento das custas processuais e
honorários advocatícios, que fixo em 15% (quinze por cento)
do valor da condenação, atualizada na data do pagamento. É
como voto. NELSON DORIGATTI Juiz de Direito/Relator
(Execução de Título Judicial 293055820148110001/2015, ,
Turma Recursal Única, Julgado em 06/07/2015, Publicado
no DJE 06/07/2015)”

DO VALOR DO DANO MORAL.


Nesse sentido, o Ministro Sálvio de Figueiredo
Teixeira, ao julgar o Recurso Especial nº. 245.727, publicado no DJ
5/6/2000, página 174, asseverou que:
“O valor da indenização por dano moral se sujeita ao
controle do Superior Tribunal de Justiça, sendo certo que
a indenização a esse título deve ser fixada em termos
razoáveis, não se justificando que a reparação venha a
constituir-se em enriquecimento indevido, com manifestos
abusos e exageros, devendo o arbitramento operar com
moderação, proporcionalmente ao grau de culpa e ao
porte econômico das partes, orientando-se o juiz pelos
critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência,
com razoabilidade, valendo-se de sua experiência e do
bom senso, atento à realidade da vida e às peculiaridades
de cada caso. Ademais, deve procurar desestimular o
ofensor a repetir o ato.”

DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA


Como já mencionado, trata-se aqui de uma relação de consumo,
na qual o requerente é consumidor e o requerido fornecedor dos serviços.
Então, de acordo com o art. 14 do CDC, o fornecedor responde pelos danos,
independentemente de culpa. Vejamos:

“Art. 14 – O fornecedor de serviços responde,


independentemente da existência de culpa, pela
reparação dos danos causados aos consumidores por
defeitos relativos á prestação dos serviços, bem como
por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua
fruição e riscos. ”

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Ademais, por ser uma relação de consumo, a requerida também
pisoteou Código de Defesa do Consumidor no qual teve que arcar por falha na
prestação de serviços da requerida, assim sendo configura o dano moral aqui
pleiteado, AMPARADO no CDC. PELA MÁ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, NÃO
PODENDO TAL ATO ILÍCITO PRATICADO PELA REQUERIDA EM
NENHUMA HIPÓTESE PODE SER INTERPRETADO COMO MERO
ABORRECIMENTO DO COTIDIANO, SOB PENA DE TAL ATO ILÍCITO SER
CHANCELADO POR NOSSO PODER JUDICIÁRIO, FATO ESTE QUE
CERTAMENTE NÃO IRÁ OCORRER.

Restando cristalina a aplicação do Código de Defesa do


Consumidor, cumpre mencionar agora a necessidade de inversão do ônus
da prova, vez que, nesta relação o consumidor é hipossuficiente. O artigo
6º, inciso VIII do Código de Defesa do Consumidor, permite ao magistrado que
determine a inversão do ônus da prova em favor do consumidor.

A inversão do ônus da prova no caso em tela deve se dar devido


a hipossuficiência tanto técnica quanto financeira do requerente, que mesmo
acostando aos autos documentação que cabalmente já elucida o caso ora em
tela, DOCUMENTOS ESTES QUE FORAM PRODUZIDOS PELA PRÓPRIA
REQUERIDA e SUA PREPOSTA, CONFORME SE PODE COMPROVAR NOS
DOCUMENTOS ANEXADOS NA EXORDIAL, ainda assim poderá ser
contestada pelo requerido.
INVERTENDO O ÔNUS DA PROVA, IMCUMBIRÁ A REDE
ENERGISA ORA REQUERIDA PROVAR COM DOCUMENTOS A NÃO
OCORRÊNCIA DO ATO ILÍCITO JÁ COMPROVADO COM DOCUMENTOS
JÁ ANEXADOS NA EXORDIAL QUE NESTE CASO A REQUERIDA DEVE
TRAZER AOS AUTOS DOCUMENTOS CABAIS QUE COMPROVAM QUE A
UNIDADE CONSUMIDORA É DO REQUERENTE.

Corroborando com esta idéia, o professor Antonio


Herman de Vasconcelos ensina que:
“A regra do art. 6º, inc. VIII do CDC, por conseguinte, deve ser
usada com generosidade pelo magistrado, pois é exatamente para
situações como essas que foi moldada: de um lado, um fornecedor
habitual, bem organizado, com excepcional suporte técnico-
humano e responsabilidades rígidas, de outro, um leigo, sem
conhecimento especializado e que, normalmente, só em último
caso, busca a tutela jurisdicional” e ainda “A inversão do ônus da
prova comumente é a única solução capaz de reequilibrar a relação
a relação de poder e tecnologia que separa o pretenso devedor e
fornecedor de serviços”.

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DA CONCESSÃO DA MEDIDA LIMINAR E DA


TUTELA ANTECIPADA URGENTEMENTE!
A tutela antecipada, neste caso, determinará que A REQUERIDA
FAÇA A LIGAÇÃO NOVA CONFORME JÁ SOLICITADO
ADMINISTRATIVAMENTE CONFORME PROTOCOLOS ANEXOS,
imediatamente, NO PRAZO DE 04 (QUATRO HORAS), SOB PENA DE
MULTA DIÁRIA A SER ARBITRATA POR VOSSA EXCELÊNCIA e QUE O
VALOR DA MULTA SEJA REVERIDO A PARTE REQUERENTE.

Com as últimas inovações em nosso ordenamento jurídico NOVO


CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, o Legislador Pátrio instituiu a figura da
Antecipação da Tutela, destinada a salvaguardar os interesses da parte,
enquanto aguarda a decisão definitiva, com o intuito de cunho preventivo.

A tutela antecipada, no caso em tela irá determinar ao requerido


que INSTALE E LIGUE O RELÓGIO DE ENERGIA ELETRICA DA
REQUERENTE JÁ SOLICITADO EM SEU NOME, até ulterior decisão deste
Douto Juízo sob pena de multa diária e que o valor da multa seja revertido a
favor da requerente.

O novo código de processo civil diz que:

“Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos


que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco
ao resultado útil do processo.
(...)”

“§ 2o A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após


justificação prévia. ”

Por todo o acima exposto necessário se faz que Vossa conceda


a Tutela Antecipada Liminarmente por estarem preenchidos os requisitos do
“periculum in mora” e o “fumus boni iures”, por ser medida de inteira
JUSTIÇA!

Por todo o acima exposto necessário se faz que Vossa Excelência


ordene POR MEIO DE MANDADO DE CITAÇÃO E CUMPRIMENTO DE
LIMINAR, obrigando a requerida a proceder o IMEDIATO RELIGAMENTO e a
abstenção de inserir o nome cadastros de inadimplentes e por estarem
preenchidos os requisitos do PERICULUM IN MORA E O FUMUS BONI
IURIS, COM O COMPROVADO CORTE INDEVIDO O QUE VEM LHE
CAUSANDO INDISCUTIVEIS PREJUÍZOS DE ORDEM MORAL e
MATERIAL, justificando então o pedido de liminar que deve ser
concedida, por ser medida de inteira JUSTIÇA!

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DOS PEDIDOS
Por tudo que foi exposto, o requerente, com as fartas provas
documentais acostadas aos autos, vem à presença de Vossa Excelência para
requerer sucessivamente o seguinte:

a) Seja concedida a tutela antecipada que neste caso,


determinará que a REQUERIDA INSTALE
imediatamente a LIGAÇÃO NOVA SOLICITADA EM
NOME DA AUTORA, e que a UC. SEJA CADASTRADA
EM SEU NOME COMO SOLICITADO, CONFORME
PROTOCOLOS ANEXOS, NO prazo de 04 (QUATRO)
horas, SOB PENA DE MULTA DIÁRIA A SER
ARBITRATA POR VOSSA EXCELÊNCIA E QUE O
VALOR DA MULTA SEJA REVERIDO A PARTE
REQUERENTE, RESSALTA QUE A CONCESSÃO DA
LIMINAR EM NADA TRARÁ PREJUIZO A RÉ UMA VEZ
QUE A AUTORA TERÁ QUE PAGAR PELO CONSUMO
DA ENERGIA ORA INSTALADA E SOLICITADA
NESTES AUTOS.

b) A citação da requerida rede energisa para que


responda aos termos da presente demanda e para
comparecer a audiência de conciliação e de instrução e
julgamento a ser designada por Vossa Excelência, nesta
oferecendo, se quiser, contestação, sob pena de revelia;

c) A produção de todas as provas admitidas em direito,


no qual já foram produzidas antecipadamente e já
anexadas aos autos;

d) No MÉRITO requer a procedência da presente ação,


bem como a condenação da requerida, no dever de
indenizar os DANOS MORAIS causados a requerente no
importe de R$ 50.000,00 (CINQUENTA MIL REAIS)
por danos morais in re ipsa.

e) O deferimento da concessão da Assistência


Judiciária Gratuita, haja vista a requerente não ter
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condições de arcar com custas processuais e
honorários advocatícios, sem prejuízo da sua
manutenção e da sua família, nos termos da Lei no.
1.060/50 (declaração de hipossuficiência) e CÓPIA DA
CARTEIRA DE TRABALHO.

f) Diante da hipossuficiência tanto técnica quanto


financeira do requerente em relação a requerida, requer a
Vossa Excelência, a aplicação da Inversão do Ônus da
Prova, em favor da parte autora, conforme dispõe o artigo
6º inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor;

Dá-se a presente causa o valor R$ 50.000,00


(CINQUENTA MIL REAIS) para efeitos meramente fiscais.

DOCUMENTOS ANEXADOS
01. PROCURAÇÃO, DECLARAÇÃO DE HIPOSSUFICIÊNCIA E
DOCUMENTOS PESSOAIS, COMPROVANTE DE ENDEREÇO;

02. PROTOCOLOS DE ATENDIMENTOS E DEMAIS PROVAS


QUE INSTRUEM A INICIAL.

Nestes Termos

Pede deferimento.

Cuiabá, 24 de setembro de 2018.

RODRIGO PEREIRA DOS SANTOS


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