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4/17/2017

Eletricidade e Magnetismo ‐ IGC

Capacitância e Dielétricos

tia s
ris ote
no
Prof. Cristiano Oliveira
Ed. Basilio Jafet – sala 202
crislpo@if.usp.br
.C n
of re
Pr ctu

CAPACITORES
Le

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Definição de Capacitância
Capacitor: Combinação de dois condutores carregados
com mesma carga mas sinais opostos. Os condutores
são denominados placas e uma diferença de potencial
existe entre devido a presença das cargas.

tia s
A capacitância C de um capacitor é definida como a
razão entre a magnitude da carga em cada condutor e a

ris ote
diferença de potencial entre os condutores:

Q
C

no
V
Como a diferença de potencial varia linearmente com a carga
armazenada, a capacitância é constante para um dado capacitor,
.C n
dependendo apenas do tamanho e forma do condutor. Capacitância é
uma medida da capacidade do capacitor de armazenar carga.
of re
Pr ctu

Unidade de Capaciância
Le

Da definição anterior, vemos que no SI, capaciância tem unidades de coulombs por
volt (C/V). Esta unidade foi batizada de farad (F):

1F  1C / V
1F é uma quantidade muito grande de capacitância e tipicamente componentes
elétricos possuem capaciâncias variando de microfarads (10-6) a picofarads (10-12)

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Calculando Capacitâncias
Energia Elétrica

tia s
ris ote
no
.C n
http://sdsu-physics.org/physics180/physics196/Topics/electricPotential.html
of re
Pr ctu

Calculando Capacitâncias
Potencial Elétrico

Energia elétrica/ unidade de carga

U
Le

V 
q
 
V    E .d s
C

http://sdsu-physics.org/physics180/physics196/images_196/e_potential_eq.gif

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Calculando Capacitâncias
Capacitor de Placas paralelas
O campo elétrico no interior do capacitor é dado por:
 Q
E 
0 0 A
Para obtermos o potencial entre as placas, temos
f
 
V    E  ds

tia s
i

Como para capacitores estamos interessados no

ris ote
valor absoluto de V podemos reescrever esta
expressão como
 
d
V    E ds  V  E  ds  Ed  V 

no
 
0
Usando a definição de capacitância,

Q Q 0 A
C 
V Qd /  0 A
C 
d
.C n
Capacitor de placas paralelas
of re
Pr ctu

Calculando Capacitâncias
Capacitor Cilíndrico
Como superfície gaussiana escolhemos um cilindro de comprimento
L e raio r fechado nas bases:
 
Le

 0  E  dA  Q  Q   0 EA  Q   0 E 2 r L   E  Q
2 0 Lr

Para obtermos o potencial entre as placas, temos



b
b
Q dr Q
2 L 
V   E ds  V  ln 
 0 a
r 2 0 L  a 

Usando a definição de capacitância,

Q L
 C  2 0
Q
C 
V Q ln(b / a ) / 2 0 L ln(b / a )
Superfície Gaussiana
Capacitor cilíndrico

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Calculando Capacitâncias
Capacitor Esférico

Como superfície gaussiana escolhemos uma esfera de raio r : r


 
 0  E  dA  Q  Q   0 EA  Q   0 E 4 r 2   E  1 Q
4 0 r 2

Para obtermos o potencial entre as placas, temos

tia s

Q ba
b
Q dr Q 1 1
V   E ds 
4 0 r 2
    V 
4 0  a b  4 0 ab
 a

ris ote
Usando a definição de capacitância,

Caso particular: Esfera carregada

no
Q Q
C 
V Qb  a  / ab / 4 0
Colocando a carga negativa -Q no infinito, b  

ab
 C  4 0 C  4 0 R
ba
.C n
Esfera isolada
Capacitor Esférico
of re
Pr ctu

Combinando Capacitâncias
Capacitores em Paralelo
Os pontos a e b estão conectados a uma bateria que mantém a
Le

diferença de potencial V=Va-Vb contante. Se as capacitancias


forem dadas por C1 e C2, as cargas armazanadas nos capacitores
serão:
Q1  C1V e Q2  C2V

A carga total armazenada é,


Q  Q1  Q2  C1V  C2V  C1  C2 V

Isso nos permite definir a capacitância equivalente

 C1  C2 
Q
Ceq 
V
O mesmo procedimento pode ser extendido para n capacitores
em paralelo:

Ceq  C1  C2  C3  ...  Cn

Capacitância equivalente para associação


em paralelo

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Combinando Capacitâncias
Os pontos a e b estão conectados a uma bateria que mantém a diferença de
Capacitores em Série potencial V=Va-Vb contante através dos capacitores. Se uma carga +Q é
colocada na placa superior do primeiro capacitor, o campo elétrico induzirá
uma carga -Q na placa inferior deste. Esta carga virá dos elétrons tirados da
placa superior do segundo capacitor, induzindo cargas +Q e -Q nas placas
deste.neste:
Q
O potencial através do primeiro capacitor será: V1  Va  Vm 
C1

tia s
Q
No segundo capacitor, V2  Vm  Vb 
C2
A diferença de potencial através dos dois capacitores é a soma destes dois

ris ote
valores
Q Q  1 1 
V  Va  Vb  V1  V2    V  Q  
C1 C2  1
C C 2 

no
Isso nos permite definir a capacitância equivalente
Q 1 1 1
Ceq    
V Ceq C1 C2
O mesmo procedimento pode ser extendido para n capacitores em
série:
.C n
1 1 1 1
   ...  Capacitância equivalente para
Ceq C1 C2 Cn associação em série
of re
Pr ctu

Exemplo: Obtendo a capacitância equivalente
Le

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Energia Armazenada em um Capacitor
Seja q a carga no capacitor durante o processo de carga. Neste instante, a diferença de potencial em suas
placas é V=q/C. O trabalho necessário para transferir um incremento de carga dq da placa com carga -q
para a placa com carga +q (que possui um potencial elétrico maior) é:

q
dW  Vdq  dq
C
O trabalho total necessário para carregar o capacitor de q=0 para a carga q=Q é

tia s
Q Q 2
q 1
W  dq   qdq  W  Q
0
C C0 2C

ris ote
Este trabalho “gasto” na carga do capacitor, aparece como energia potencial U armazenada no capacitor.
Esta energia pode ser escrita de várias formas, conforme a conveniência:

no
Q2 1
 QV  C V 
1
U
2

2C 2 2

Este resultado aplica-se para qualquer capacitor, independente de sua geometria. Na prática existe um
limite máximo de energia (ou cargas) que pode ser armazenado em um capacitor. Desta forma, os
capacitores possuem a indicação da máxima tensão suportada em suas placas.
.C n
of re
Pr ctu

Densidade de Energia
Assumindo-se uma dada geometria podemos calcular a energia por unidade de volume para um capacitor:

Capacitor de placas paralelas Capacitor Cilíndrico

U  C V 
1 2
L Q b
U  C V 
1 2
C  2 0 V ln 
2 2 0 L  a 
2 ln(b / a )
Le

0 A
C V  Ed 2
1 L Q2 b
d U 2 0 ln 
2 ln(b / a) 2 0 2 L2  a 
1 0 A 2 2 1
U E d   0 Ad E 2
2 d 2 Q2 b
U ln 
4 0 L a
Vol  Ad
1 Q
  0E2 E
2 2 0 Lr

U

1 1
 0 Ad E 2  1  0 E 2
Vol Ad 2 2
1 Q2
dU  dVol   0 2rLdr
1 2 2 0 L 2 r 2
  0E 2
2 Q2 1
dU  dr
4 0 L r
Densidade de energia contida
b
b b
Q2 1 Q2
U   dVol 
4 L  r
no campo elétrico – dr  U  ln 
a 0 a
4 L  a  0
Independe do capacitor

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Densidade de Energia
Capacitor Esférico
1 1 Q
  0E2 E
U  C V 
1 2
2 4 0 r 2
2
1 1 Q2
Q ba dU  dVol   0 4r 2 dr
C  4 0
ab
V 2 4 0 2 r 4
ba 4 0 ab

tia s
Q2 1
dU  dr
8 0 r 2
Q2  b  a 
2
1 ab
U 4 0  

ris ote
2 b  a 4 0 2  ab 
Q2  1 1 
b b
Q2 1
U  dVol   dr    

no
8 0 a r 2
8 0  a b 
Q2  b  a  a
U   Q2  b  a 
8 0  ab  U  
8 0  ab 
.C n
of re
Pr ctu

Capacitores com Dielétricos
Dielétrico: Material isolante como borracha, vidro, papel
Dielétrico
encerado, etc.

Quando a região entre as placas de um capacitor são


completamente preenchidas pelo material dielétrico, o
Le

potencial, medido por um voltímetro, diminui de um fator ,


V0
V 

Como a carga entres as placas é a mesma, conclui-se que a
capacitância deve se alterar:

Q0 Q0 Q
C    0  C   C0
V V0 /  V0
Quando a região entre as placas de um capacitor são
completamente preenchidas pelo material dielétrico, a
capacitância aumenta por um fator adimensional , denominado
constante dielétrica.
V  V0 Para um capacitor de placas paralelas, C0   0 A / d então,
 0 A A
C 
d d
Onde  é denominado permissividade do dielétrico

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Capacitor comercial típico

tia s
ris ote
no
.C n
of re
Pr ctu

Constantes dielétricas conhecidas
Le

Rididez
dielétrica

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Diminuição do potencial – Efeito da polarização 
da moléculas
E  E0  Eind

tia s
ris ote
no
Moléculas Se orientam quando Esta orientação gera um
randomicamente sugeitas ao campo campo induzido que se
orientadas elétrico das placas acaba por diminuir o
do capacitor campo inicial
.C n
of re
Pr ctu

Capacitor de placas paralelas
O campo elétrico original tem grandeza E0 e é dado por
  ind   ind f
E0 
Le

0

O campo elétrico dentro das placas do dielétrico, oposto ao


campo original, devido as cargas ind induzidas é,
 ind
0 0 E 
0
O campo resultante E é a diferença destes dois campos mas
também vale E0 / 

E0  1   1
E  E0  E    E   E0 1    E0
   

Escrevendo ind/0 no lugar de E´ e 0/0 no lugar de E0,

 1
 ind  0

A carga ligada ind é sempre menor que a carga livre 0, e nula
quando  = 1, caso em que não há dielétrico.

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Tipos de Capacitores “reais”

tia s
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Aplicações
Placas de circuito impresso Desfibrilador Flash fotográfico
Le

Filtros de sinal

Todo e qualquer equipamento


eletrico/eletronico possui um
ou mais capacitores nele.

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