Você está na página 1de 17

HISTÓRIA – APOSTILA I

Formação do mundo moderno no continente europeu

I. Crise do sistema feudal

A partir do século XII, ocorreram várias transformações na Europa que contribuíram para a
crise do sistema feudal:
O crescimento demográfico, observado na Europa a partir do século X, modificou o
modelo autossuficiente dos feudos. Entre os séculos XI e XIII a população europeia mais que
dobrou. O aumento das populações impulsionou o crescimento das lavouras e a dinamização
das atividades comerciais. No entanto, essas transformações não foram suficientes para suprir
a demanda alimentar daquela época. Nesse período, várias áreas florestais foram utilizadas
para o aumento das regiões cultiváveis. A discrepância entre a capacidade produtiva e a
demanda de consumo retraiu as atividades comerciais e a dieta alimentar das populações se
empobreceu bastante. Em condições tão adversas, o risco de epidemias se transformou em
um grave fator de risco. No século XIV, a peste negra se espalhou entre as populações
causando uma grande onda de mortes que ceifou, aproximadamente, um terço da Europa. No
século XV, o contingente populacional europeu atingia a casa dos 35 milhões de habitantes.
A falta de mão de obra disponível reforçou a rigidez anteriormente observada nas relações
entre senhores e servos. Temendo perder os seus servos, os senhores feudais criavam novas
obrigações que reforçassem o vínculo dos camponeses com a terra. Além disso, o pagamento
das obrigações sofreu uma notória mudança com a reintrodução de moedas na economia da
época. Os senhores feudais preferiam receber parte das obrigações com moedas que,
posteriormente, viessem a ser utilizadas na aquisição de mercadorias e outros gêneros
agrícolas comercializados em feiras.
Os camponeses, nessa época, responderam ao aumento de suas obrigações com uma
onda de violentos protestos acontecidos ao longo do século XIV. As chamadas jacqueries
foram uma série de revoltas camponesas que se desenvolveram em diferentes pontos da
Europa. Entre 1323 e 1328, os camponeses da região de Flandres organizaram uma grande
revolta; no ano de 1358 uma nova revolta explodiu na França; e, em 1381, na Inglaterra.
Passadas as instabilidades do século XIV, o contingente populacional cresceu
juntamente com a produção agrícola e as atividades comerciais. Em contrapartida, a melhoria
dos índices sociais e econômicos seguiu-se de novos problemas a serem superados pelas
sociedades europeias. A produção agrícola dos feudos não conseguia abastecer os centros
urbanos e os centros comerciais não conseguiam escoar as mercadorias confeccionadas. Ao
mesmo tempo, o comércio vivia grandes entraves com o monopólio exercido pelos árabes e
pelas cidades italianas. As rotas comerciais e feiras por eles controladas inseriam um grande
número de intermediários, encarecendo o valor das mercadorias vindas do Oriente. Como se
não bastassem os altos preços, a falta de moedas impedia a dinamização das atividades
comerciais do período. Nesse contexto, somente a busca de novos mercados de produção e
consumo poderiam amenizar tamanhas dificuldades. Foi assim que, nos séculos XV e XVI, a
expansão marítimo-comercial se desenvolveu.
Crescimento Demográfico: a partir do século X, o aumento considerável do número de
pessoas foi um fator decisivo para que surgisse uma nova classe social interessada sobre tudo,
no comércio: a burguesia. A classe burguesa, formada por artesões, mercadores, banqueiros e
donos de companhias de comércio, eram habitantes das antigas cidades medievais
fortificadas, denominadas de burgos.
Com isso, o poder da nobreza, dos senhores feudais e do clero também entram em declínio.
Diante desse sistema, ficou difícil suprir as diversas necessidades da população (alimentação,
moradia, saúde, etc.) que praticamente duplicou nos séculos seguintes. Essa explosão
demográfica gerou uma população marginal, sem emprego e sem terras. A partir do século XV
o renascimento urbano e comercial propiciou o aumento e a estabilidade da população.
Revolução Burguesa: com o surgimento da burguesia, muitas pessoas fugiam dos feudos
(êxodo rural) para as cidades em busca de melhores condições. O surgimento da moeda, o
desenvolvimento das cidades medievais e da intensificação das atividades comerciais, foram
essenciais para que o sistema feudal entrasse em declínio.
A nova classe social que surgia aspirava contra o absolutismo, almejando independência e
propondo uma nova economia, baseada no sistema capitalista (burguesia mercantil). Além
disso, a burguesia lutava pelo enriquecimento e pela mobilidade social, sistema desconhecido
na sociedade feudal.
Peste Negra: um dos fatores que assolaram a população na Idade Média, foi a epidemia da
peste negra (ou peste bubônica), que matou milhões de pessoas a partir do século XIV, ou seja,
cerca de um terço da população europeia.
Entre 1346 e 1353, a falta de higiene e de condições favoráveis de vida foram determinantes
para que a peste atingisse grande parte da população. Assim, a diminuição da mão de obra
caiu drasticamente, revelando um pouco da crise feudal que se iniciava.
A população vivia em condições precárias de habitação e higiene, o que fez com que o vírus da
peste, que se alojava nas pulgas dos ratos, se proliferasse drasticamente.
Isso implicou principalmente, na maior opressão e exploração dos poucos servos que ainda
trabalhavam nos feudos, o que deixou cada vez mais a população descontente, levando a
diversas revoltas camponesas, das quais se destacam a Jacquerie (1358) e a Revolta
Camponesa de 1381.
As Cruzadas: Foi a partir do movimento das Cruzadas (entre os séculos XI e XIII), uma série de
oito expedições de caráter religioso, econômico e militares organizadas pela Igreja, que o
comércio se intensificou e o renascimento comercial surgiu na Europa.
As comercializações de produtos com o Oriente a partir da abertura do mar mediterrâneo foi
um fator determinante para a queda do sistema feudal, com o aumento das rotas comerciais.
Ainda que do ponto de vista religioso elas não tenham atingido muitos objetivos, as Cruzadas
favoreceram o desenvolvimento comercial, pondo fim a dominação árabe no Mar
Mediterrâneo.
Renascimento: Com novas descobertas e mudanças nos âmbitos religioso, comercial, urbano,
cultural, artístico e científico, surge no século XV na Itália, o Renascimento: movimento
artístico, filosófico e cultural que permitiu a mudança de mentalidades na sociedade europeia.
Com ele, o antropocentrismo humanista, deu lugar ao teocentrismo que dominava a vida da
população na Idade Média, junto ao poder da Igreja, a qual participava inteiramente da vida
dos cidadãos. O renascimento comercial favoreceu as trocas comerciais, aumentando a
economia e gerando o sistema capitalista.

EXERCÍCIOS:
1. (UEL-PR) “[...] o aumento demográfico, ocorrido do século XI ao XVI, permitiu a
multiplicação da nobreza cada vez mais parasitária. Seus hábitos de consumo tornaram-se
mais exigentes e maiores, o que determinava uma necessidade de renda cada vez mais
elevada. Segue-se, pois, uma super exploração do trabalho dos servos, exigindo-se destes um
maior tempo de trabalho [...]”.
O texto descreve uma das causas, na Europa, da:

A- formação do modo de produção asiático.


B- consolidação do despotismo esclarecido.
C- decadência do comércio que produziu a ruralização.
D- crise que levou à desintegração do feudalismo.
E- prosperidade que provocou o processo de industrialização.
2. (UFRGS) Leia o texto abaixo:

“Tão grande era o número de mortos que, escasseando os caixões, os cadáveres eram postos
em cima de simples tábuas. Não foi um só o caixão a receber dois ou três mortos
simultaneamente. Também não sucedeu uma vez apenas de esposa e marido, ou dois e três
irmãos, ou pai e filhos, serem enterrados no mesmo féretro [...].

Para dar sepultura à grande quantidade de corpos que se encaminhavam a qualquer igreja,
todos os dias, quase toda hora, não era suficiente a terra já sagrada; e menos ainda seria
suficiente se se desejasse dar a cada corpo um lugar próprio, conforme o antigo costume. Por
isso, passaram-se a edificar igrejas nos cemitérios, pois todos os lugares estavam repletos,
ainda que alguns fossem muito grandes; punham-se nessas igrejas, às centenas, os cadáveres
que iam chegando; e eles eram empilhados como as mercadorias dos navios [...].”

BOCCACCIO, Giovanni. Decamerão. São Paulo: Abril, 1981.

O testemunho do escritor italiano Boccaccio faz referência ao advento da Peste Negra na


Europa ocidental, a qual acelerou a crise do sistema feudal dos séculos XIV e XV.

Assinale, entre as alternativas abaixo, o fator ao qual essa crise pode ser relacionada.

a. Nos séculos XIV e XV, a economia europeia tornou-se predominantemente urbana, o


que acarretou a falta de trabalhadores no campo para a produção agrícola. Sem boas
condições de alimentação, a população ficou mais sujeita às doenças.
b. O crescimento demográfico afirmou-se ao longo da Baixa Idade Média até um ponto em
que a produção do sistema feudal não foi mais capaz de alimentar a população que
ficou fragilizada.
c. As técnicas de produção eram muito desenvolvidas para a época, a ponto de
provocarem uma superprodução que gerou o desequilíbrio do sistema.
d. A servidão, instaurada como forma predominante de trabalho na Europa ocidental a
partir do século XV, enfraqueceu a população e levou à mortalidade endêmica.
e. Como resultado da mortalidade provocada pela Peste Negra, os nobres decretaram leis
para auxiliar a população camponesa.

3. Analise as afirmativas abaixo sobre a crise do feudalismo:


I - Os camponeses responderam ao aumento das obrigações impostas pelos senhores com
uma onda de violentos protestos que ocorreu ao longo do século XIV. As
chamadas jacqueries foram uma série de revoltas camponesas que se desenvolveram em
diferentes pontos da Europa.
II - No século XIV, a peste negra espalhou-se pela Europa, causando uma grande onda de
mortes que ceifou, aproximadamente, um terço da população do continente. No século XV, o
contingente populacional europeu atingia a casa dos 35 milhões de habitantes.
III - A falta de mão de obra disponível decorrente da Peste Negra reforçou a rigidez
anteriormente observada nas relações entre senhores e servos. Temendo perder os seus
servos, os senhores feudais criaram novas obrigações para reforçar o vínculo dos camponeses
com a terra.
Assinale as alternativas:

A- somente se as afirmativas I e II estiverem incorretas.


B- somente se as afirmativas I e III estiverem incorretas.
C- somente se as afirmativas II e III estiverem incorretas.
D- somente se todas as afirmativas estiverem corretas.
E- somente se todas as afirmativas estiverem incorretas.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
II. Renascimento
O Renascimento foi o primeiro grande movimento artístico, científico, literário e filosófico da
modernidade.
O que foi o Renascimento?
“O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, cultural e científica que se
deflagrou na passagem da Idade Média para a Moderna.” Em um quadro de sensíveis
transformações que não mais correspondiam ao conjunto de valores apregoados pelo
pensamento medieval, o renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses
aos meios científicos e culturais de sua época. Ao contrário do que possa parecer, o
renascimento não pode ser visto como uma radical ruptura com o mundo medieval.
Características do Renascimento
A razão, de acordo com o pensamento da Renascença, era uma manifestação do espírito
humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de
questionar o mundo, o homem simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus
(neoplatonismo). Outro aspecto fundamental das obras renascentistas era o privilégio dado
àsações humanas, ou humanismo. Tal característica representava-se na reprodução de
situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo).
Esse aspecto humanista inspirava-se em outro ponto-chave do Renascimento: o elogio às
concepções artísticas da Antiguidade Clássica ou Classicismo.
Relação com a burguesia e o individualismo
Essa valorização das ações humanas abriu um diálogo com a burguesia, que floresceu desde
a Baixa Idade Média. Suas ações pelo mundo, a circulação por diferentes espaços e seu ímpeto
individualista ganharam atenção dos homens que viveram todo esse processo de
transformação privilegiado pelo Renascimento. Ainda é interessante ressaltar que muitos
burgueses, ao entusiasmarem-se com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos
artistas e cientistas surgidos entre os séculos XIV e XVI. Além disso, podemos ainda destacar a
busca por prazeres (hedonismo) como outro aspecto fundamental que colocava
o individualismo da modernidade em voga.
As cidades italianas e o mecenato
A aproximação do Renascimento com a burguesia foi claramente percebida no interior das
grandes cidades comerciais italianas do período. Gênova, Veneza, Milão, Florença e Romaeram
grandes centros de comércio, onde a intensa circulação de riquezas e ideias promoveu a
ascensão de uma notória classe artística italiana. Até mesmo algumas famílias comerciantes da
época, como os Médici e os Sforza, realizaram o mecenato, ou seja, o patrocínio às obras e
estudos renascentistas. A profissionalização desses renascentistas foi responsável por um
conjunto extenso de obras que acabou dividindo o movimento em três períodos: o Trecento,
o Quatrocento e Cinquecento. Cada período abrangia respectivamente uma parte do período
que vai do século XIV (14) ao XVI (16).
Períodos do Renascimento
Durante o Trecento, podemos destacar o legado literário de Petrarca (“De África” e “Odes a
Laura”) e Dante Alighieri (“Divina Comédia”), bem como as pinturas de Giotto di Bondoni (“O
beijo de Judas”, “Juízo Final”, “A lamentação” e “Lamento ante Cristo Morto”). Já
no Quatrocento, com representantes dentro e fora da Itália, foi desenvolvido durante os anos
de 1400, daí surge seu nome. É uma fase de consolidação das artes, com a difusão de diversas
obras e artistas. Representa o auge do renascimento artístico e cultural na Itália e por isso,
pode ser chamado de Alta Renascença.
Cada vez mais, outros países europeus começam a aderir ao movimento, produzindo obras
que aproximem do renascimento italiano. Além do aprofundamento dos aspectos que
envolvem o humanismo renascentista, a busca da beleza e da perfeição das formas, inspirados
na cultura greco-romana, é uma marca do período. Ainda que os temas explorados estejam
relacionados a religião, muitos artistas dessa fase utilizaram a mitologia e outros temas pagãos
para expressar nas obras. Os mecenas, ricos (reis, príncipes, condes, duques, bispos, nobres e
burgueses) que financiavam as artes, foram essenciais para o desenvolvimento da arte
renascentista desse período. Na fase final do Renascimento, o Cinquecento se desenvolveu
durante os anos de 1500, e por isso recebe esse nome. Ganhou grandes proporções,
dominando várias regiões do continente europeu. No campo científico, devemos destacar o
rebuliço da teoria heliocêntrica defendida pelos estudiosos Nicolau Copérnico, Galileu
Galilei e Giordano Bruno. Tal concepção abalou o monopólio dos saberes, até então
controlados pela Igreja.. Nessa fase, os artistas já começam a se distanciar dos temas religiosos
e assim, notamos a mescla dos temas religiosos e profanos nas obras. Nessa época, o estilo
renascentista se consolida em diversas partes do continente europeu: Portugal, Espanha,
França e Alemanha
Impacto do Renascimento
Ao abrir o mundo à intervenção do homem, o Renascimento sugeriu uma mudança da posição
a ser ocupada pelo homem no mundo. Ao longo dos séculos posteriores ao Renascimento, os
valores por ele empreendidos vigoraram ainda por diversos campos da arte, da cultura e
da ciência. Graças a essa preocupação em revelar o mundo, o Renascimento suscitou valores e
questões que se fizeram presentes em outros movimentos concebidos ao longo da história
ocidental.
EXERCÍCIOS
1. O que foi renascimento?
a- O Renascimento foi a época do nascimento dos gênios culturais como
Michelangelo,Leonardo da Vinci,Rafael Sanzio e etc.
b- O Renascimento foi um movimento cultural que começou no século XIV e se propagou pela
Europa nos séculos seguintes espalhando a cultura
c- O Renascimento foi somente um movimento cultural que se restringiu a Itália.

2. Como eram chamados os protetores das artes e das ciências?_________________________

3. De onde veio o termo Renascimento?


a- Os renascentistas acreditavam que ao morrerem na luta para renascer a cultura eles
morreriam e depois renasceriam novamente. Daí o termo Renascentismo
b- Os renascentistas acreditavam que depois de 100 anos a Idade Média iria acabar e iria vir o
reino da Cultura, que seria chamado de Renascimento
c- Os renascentistas acreditavam que, ao desconsiderar a Idade Média e se inspirar nas obras
dos gregos e romanos, eles estavam fazendo renascer a cultura. Daí o termo Renascimento.

4. As críticas dos humanistas do Renascimento era dirigida a qual sociedade?_______________

5. Durante o renascimento, aconteceram muitos fatos que influenciaram significavelmente em


tudo que sabemos hoje. Qual a alternativa abaixo que mostra algumas coisas que aconteceram
durante o renascimento?
a- Grandes Navegações e Reformas Protestantes
b- Invenção da televisão e reformas protestantes
c- Nascimento de Cristo e Reformas protestantes
d- Império Romano e Grandes Navegações
e-Apogeu da Grécia e Nascimento de Cristo
6- Qual país abaixo é considerado o berço do Renascimento?___________________________

7- Na Itália Renascentista quem eram os mecenas?


________________________________________________________
________________________________________________________
8- Qual das alternativas abaixo apresenta características do Renascimento Cultural?
a- Antropocentrismo; valorização da cultura greco-romana; valorização da Ciência e da razão;
busca do conhecimento em várias áreas.
b- Geocentrismo; valorização apenas de temas religiosos; influência do misticismo; estética
monocromática.
c- Teocentrismo; valorização da cultura egípcia; valorização da religião; estética fora da
realidade.
d- Temas não relacionados com a realidade; pobreza de cores nas pinturas; Teocentrismo;
valorização de temas abstratos.

9- O renascimento comercial iniciou durante qual período?_____________________________

10- Quais as principais características do Renascimento?


__________________________________________________________
__________________________________________________________

11- (PUC-RIO 2007) À EXCEÇÃO DE UMA, as alternativas abaixo apresentam de modo correto
características do Renascimento. Assinale-a.

A- O retorno aos valores do mundo clássico, na literatura, nas artes, nas ciências E
na Filosofia

B- A valorização da experimentação como um dos caminhos para a investigação


dos fenômenos da natureza.

C- A possibilidade de uma estreita relação entre os diferentes campos do


conhecimento.

D- O fato de ter ocorrido com exclusividade nas cidades italianas.

E- O uso da linguagem matemática e da experimentação nos estudos dos


fenômenos da natureza.

12- “A história da cultura renascentista nos ilustra com clareza todo o processo de
construção cultural do homem moderno e da sociedade contemporânea. Nele se
manifestam, já muito dinâmicos e predominantes, os germes do individualismo, do
racionalismo e da ambição ilimitada, típicos de comportamentos mais imperativos
e representativos do nosso tempo.” (SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São
Paulo: Atual, 1987.)
Sobre a cultura renascentista, a que se refere Nicolau Sevcenko, assinale V
(Verdadeiro) para as afirmações verdadeiras e F (Falso) paras as afirmações falsas.
( ) O Renascimento marcou a transição da mentalidade medieval para a
mentalidade moderna, ao traduzir novas concepções que tinham como referência
o humanismo, enquanto base intelectual que procurava definir e afirmar o novo
papel do homem no universo.
( ) Em meio à desorganização administrativa, econômica e social, principais
características da cultura renascentista, praticamente apenas a Igreja Católica
conseguiu manter-se como instituição, conquistando assim grandes poderes e
ampliando sua influência sobre a sociedade.
( ) Ao formular princípios como o humanismo, o racionalismo e o individualismo,
o movimento renascentista estabeleceu as bases intelectuais do mundo moderno.
( ) A cultura renascentista consagrou a vitória da razão abstrata, instância
suprema de toda a cultura moderna, pautada no rigor das matemáticas que
passaram a reger os sistemas de controle do tempo, do espaço, do trabalho e do
domínio da natureza.
( ) Em meio a esse processo, transformações socioeconômicas culminaram na
substituição de pequenas oficinas de artesãos por fábricas, assim como as
ferramentas simples foram trocadas pelas novas máquinas que então haviam
surgido.
13. (Mack-1996) O Humanismo foi um movimento que não pode ser definido por:
a) ser um movimento diretamente ligado ao Renascimento, por suas características
antropocentristas e individuais.
b) ter uma visão do mundo que recupera a herança grecoromana, utilizando-a como tema de
inspiração.
c) ter valorizado o misticismo, o geocentrismo e as realizações culturais medievais.
d) centrar se no homem, em oposição ao teocentrismo, encarando-o como "medida comum
de todas as coisas".
e) romper os limites religiosos impostos pela Igreja às manifestações culturais.

14. (Unirio-1998) As manifestações culturais expressas no Renascimento, ocorrido na Europa


entre os séculos XIV e XVI, apresentam as características abaixo com EXCEÇÃO de uma.
Assinale-a.
a) Repúdio aos ideais escolásticos.
b) Crítica ao pensamento escolástico.
c) Valorização das obras clássicas da cultura greco-romana.
d) Fortalecimento do humanismo e do individualismo.
e) Negação das concepções antropocêntricas e naturalistas

15. (FEI-1994) As principais características do Renascimento foram:


a) teocentrismo, realismo e intensa espiritualidade;
b) romantismo, espírito critico em relação à política, temas de inspiração exclusivamente
naturalistas;
c) ausência de perspectiva e adoção de temas do cotidiano religioso, tendo como foco apenas
os valores espirituais;
d) uso de temas ecológicos evidenciando a preocupação com o meio ambiente, execução de
variados retratos de personalidades da época;
e) antropocentrismo, humanismo e inspiração grecoromana.

16. (PUC-SP-2003) (...) Outras coisas que viu, mui numerosas, Pedem tempo que o verso meu
não dura, Pois lá encontrou, guardadas e copiosas, Mil coisas de que andamos à procura. Só de
loucura não viu muito ou pouco Que ela não sai de nosso mundo louco. Mostrou-se-lhe
também o que era seu, O tempo e as muitas obras que perdia, (...) Viu mais o que ninguém
suplica ao céu, Pois todos cremos tê-lo em demasia: Digo o siso, montanha ali mais alta Que as
erguidas do mais que aqui nos falta. ARIOSTO, Ludovico. Orlando Furioso. São Paulo: Atelier,
2002. p. 261. O trecho acima, de um livro de 1516, narra parte de uma viagem imaginária à
Lua. Lá, o personagem encontra o que não há na Terra e não encontra o que aqui há em
excesso. Pode-se identificar o caráter humanista do texto na
a) certeza, de origem cristã, de que a reza ( suplicar ao céu) é a única forma de se obter o que
se busca.
b) constatação da pouca razão ( siso) e da grande loucura existente entre os homens.
c) aceitação da limitada capacidade humana de fazer poesia ( o verso meu não dura).
d) percepção do desleixo e da indiferença humanos ( o tempo e as muitas obras que perdia).
e) ambição dos homens em sua busca de bens ( Mil coisas de que andamos à procura).

17. UEL-1995) Considere os itens adiante.


I. "... a busca da perfeição no retratar o homem levou a uma simbiose entre arte e ciência,
desenvolvendo-se estudos de anatomia, técnicas de cores, perspectivas..."
II. ' ... o teocentrismo, o coletivismo, a tradição marcaram as obras de arte do período e
estiveram presentes na pintura, na arquitetura e na escultura..."
III. " ... procuram explicar o mundo através de novas teorias, fugindo às interpretações
religiosas típicas do período anterior. O grande destaque é a utilização do método
experimental...' O Renascimento é identificado em:

a) somente II. b) somente I e II. c) somente I e III. d) somente II e III. e) I, II e III.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

III. Formação dos estados nacionais

EXPLICAÇÃO:O termo "Estados Nacionais" costuma ser utilizado para designar o resultado da
dinâmica política e econômica que levaria a uma nova formulação de Estado nos reinos
europeus, possibilitando o fortalecimento e subsequente centralização do poder real. Durante
a Idade Média, a Europa em geral seria caracterizada pela forte presença política dos senhores
feudais. Junto com a influência da Igreja, isso acabaria por assegurar a fragmentação do poder
durante o período. No século XIV, porém, este sistema afundou em uma forte crise depois da
desagregação social causada pela epidemia de peste bubônica, que em muito agravaria a
crescente paralisação do mercado agrícola. Neste contexto, ocorreu a ascensão da burguesia.
Anteriormente mais predominante nas atividades comerciais das cidades feudais, o grupo se
tornaria cada vez mais influente ao adquirir as terras dos arruinados senhores feudais, o que
lentamente alteraria o eixo da economia para as atividades comerciais no meio urbano. Isso
desenvolveria substancialmente o comércio. A diminuição do poder dos senhores feudais
também levaria ao fortalecimento político dos reis. Aliados com a ascendente burguesia, os
monarcas tiveram maior possibilidade de arrecadar os impostos necessários para desenvolver
e manter as instituições necessárias para a administração e segurança pública. Os recursos
para isso eram garantidos por meio da promoção da economia mercantil. Ao mesmo tempo
em que beneficiava a burguesia, entretanto, o rei ainda cultivava o apoio da nobreza,
reforçando os laços de fidelidade entre eles ao atraí-los para a corte e promovendo seus
membros mais destacados para importantes cargos no Estado. Desta forma, a nobreza perdia
sua autonomia e se tornava subserviente ao rei. Ao mesmo tempo, as fronteiras tornavam-se
melhor definidas, gerando paulatinamente o sentimento de uma identidade nacional pelo
reino. A maioria dos reinos europeus passou mais cedo ou mais tarde por este processo. Um
caso precoce foi Portugal, consolidado já no século XIII, apesar de ter sua independência
frequentemente ameaçada pela vizinha Castela – que, por sua vez, apenas se uniria com
Aragão e formaria a Espanha moderna no século XV. As monarquias em França e Inglaterra
também mostrariam cedo sinais de fortalecimento do poder real, mas apenas depois
da Guerra dos Cem Anos travada entre ambos desde o século XIV – e, especificamente no caso
inglês, a Guerra das Duas Rosas, que opôs a Casa Lancaster e a Casa York no século XV – foi
que o poder real se consolidou respectivamente com a dinastia Valois e a dinastia Tudor. Esse
processo de centralização política acabaria por resultar, mais tarde, na formação de um
sistema característico da Era Moderna: o absolutismo, que encontraria sua expressão mais
famosa em França com Luís XIV, o Rei Sol.

PORTUGUÊS: A origem do Estado português está relacionada ‘a Reconquista (séc. XI ao XV),


processo que ocorreu na Península ibérica com o objetivo de expulsar os mouros (árabes) que
haviam se fixado na região, a partir do séc. VIII. Sendo assim, foi possível observar neste
processo a participação de elementos da nobreza européia, com o objetivo de conquistarem
terras. Dois nobres franceses, Raimundo e Henrique de Borgonha receberam como
recompensa de Afonso VI, rei de Leão, as mãos de suas filhas em casamento e uma porção de
terra cada um. Henrique de Borgonha recebe a mão da princesa D. Teresa e o Condado
Portucalense. É este território que dará origem a Portugal. Porém, foi somente o filho de D.
Henrique de Borgonha, Afonso Henriques que, no ano de 1139 tornou o território
independente do reino de Leão, após a morte de seu avô e de uma disputa com sua própria
mãe. O confronte com as tropas de Leão e Castela ocorreram onde hoje temos a cidade
de Guimarães. Durante a dinastia de Borgonha, Portugal deu continuidade ‘as guerras de
Reconquista, ampliando seu território. A economia portuguesa, no final desta dinastia (séc.
XIV), sofreu impulso com o surgimento de uma nova rota comercial que ligava as cidades
italianas ‘a região da Flandres, fazendo escala em Lisboa. Isto, sem dúvida, fortaleceu o grupo
mercantil português. Esta situação explica porque quando ocorreu a Revolução de Avis (1383-
1385), após a morte do último rei da dinastia de Borgonha, D. Fernando, formaram-se em
Portugal dois grupos: um liderado pela burguesia portuguesa, que apoiava a ascensão do
Mestre de Avis, filho bastardo do pai de D. Fernando de Borgonha, representante dos
interesses desta contra a nobreza; e outro, liderado pela nobreza que apoiava a anexação de
Portugal ao reino de Castela, pois a filha de D. Fernando era casada com o rei de Castela. Com
a ascensão do Mestre de Avis, coroado como D. João I, temos o início da dinastia de Avis que
marcou a vitória dos interesses burgueses. Como se pode observar a unificação do território
português deu-se paralelamente ao fortalecimento do poder real – dinastia de Borgonha – e, a
Revolução de Avis marcou o início de um período na história portuguesa onde a burguesia terá
grande influência sobre este Estado criando as condições necessárias para a expansão
marítima. A instalação das monarquias espanhola e portuguesa é usualmente compreendida a
partir das guerras que tentaram expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. Desde o século
VIII os árabes haviam dominado boa parte do território ibérico em função da expansão
muçulmana ocorrida no final da Alta Idade Média. A partir do século XI, no contexto das
Cruzadas, os reinos cristãos que dominavam a região norte formaram exércitos com o objetivo
de reconquistar as terras dos chamados “infiéis”.Os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão
juntaram forças para uma longa guerra que chegou ao fim somente no século XV. Nesse
processo, os reinos participantes desta guerra buscaram o auxílio do nobre francês Henrique
de Borgonha que, em troca, recebeu terras do chamado condado Portucalense e casou-se com
Dona Teresa, filha ilegítima do rei de Leão. Após a morte de Henrique de Borgonha, seu filho,
Afonso Henriques, lutou pela autonomia política do condado .A partir desse momento, a
primeira dinastia monárquica se consolidou no Condado Portucalense dando continuidade ao
processo de expulsão dos muçulmanos. As terras conquistadas eram diretamente controladas
pela autoridade do rei, que não concedia a posse hereditária dos feudos cedidos aos membros
da nobreza. Paralelamente, a classe burguesa se consolidou pela importante posição
geográfica na circulação de mercadorias entre o Mar Mediterrâneo e o Mar do Norte. No ano
de 1383, o trono português ficou sem herdeiros com a morte do rei Henrique I. Nesse
momento, o reino de Castela tentou reivindicar o domínio das terras lusitanas apoiando o
genro de Dom Fernando. Sentindo-se ameaçada, a burguesia lusitana empreendeu uma
resistência ao processo de anexação de Portugal formando um exército próprio. Na batalha de
Aljubarrota, os burgueses venceram os castelhanos e, assim, conduziram Dom João, mestre de
Avis, ao trono português. Essa luta – conhecida como Revolução de Avis – marcou a ascensão
de uma nova dinastia comprometida com os interesses da burguesia lusitana. Com isso, o
estado nacional português se fortaleceu com o franco desenvolvimento das atividades
mercantis e a cobrança sistemática de impostos. Tal associação promoveu o pioneirismo
português na expansão marítima que se deflagrou ao longo do século XV.
ESPANHOL: Durante o século VIII d.C., a Península Ibérica (onde estão localizados os atuais
países de Portugal e Espanha) passou a sofrer com a ocupação islâmica, que perdurou até o
século XIV, época em que os últimos muçulmanos foram expulsos pelos cristãos. Foi nessa
atmosfera que se formou a Monarquia Nacional Espanhola.
A maior organização política islâmica na Península Ibérica foi o Califado de Córdoba, que
chegou a criar grandes polos comerciais, milhares de mesquitas, hospitais, entre outras
atividades sofisticadas se comparadas com o passado medieval da Península. Com a instituição
desse califado e, posteriormente, com a ascensão do Império Almorávida, os cristãos
refugiaram-se no extremo norte da Península, de onde se organizaram para combater os
árabes.
O processo de expulsão dos árabes iniciou-se no século XI, quando houve também a formação
e consolidação da monarquia astur-leonesa. Foi nesse século também que se iniciaram
as Cruzadas e as tentativas de quebra da hegemonia islâmica sobre o mar Mediterrâneo. No
século XII, destacaram-se as efetivas Guerras de Reconquista. Os cristãos foram avançando e
conseguindo ocupar as regiões de Meseta Central e de Al-Andaluz, culminando na expulsão
dos mouros de Andaluzia. Foi nesse processo também que se formou Portugal a partir
do Condado Portucalense, administrado por Henrique de Borgonha, conhecido
como Afonso Henrique. Na medida em que os espanhóis ganharam terreno com suas
conquistas, passaram a desenvolver reinos e vice-reinos. Os quatro principais reinos eram o
de Castela, de Aragão, de Navarra e de Leão. Os reinos de Castela, Leão e Aragão unificaram-
se com o casamento de Fernando (de Aragão) e Isabel (de Castela e Leão). Dessa união,
resultou a formação da Monarquia Espanhola, que no ano de 1492 expulsou o último reduto
islâmico do sul da Península Ibérica. Essa unificação transformou a Espanha no maior império
ultramarino da época do Mercantilismo, sobretudo quando esteve sob o reinado de Felipe II.

FRANCÊS: O absolutismo vigorou na França entre os séculos 16 e 18, período conhecido como
Antigo Regime - ou Ancien Regime, para os franceses. Trata-se de uma longa fase da história
monárquica francesa, dominada em sua maior parte pela dinastia dos Bourbon. O ápice do
absolutismo francês ocorreu sob o reinado de Luís 14, o Rei Sol. Seu extenso governo foi o
modelo acabado do Antigo Regime francês, tendo influenciado outras monarquias europeias,
suas contemporâneas.
Fortalecimento do poder real A Guerra dos Cem Anos, conflito que opôs França e Inglaterra
entre 1337 e 1453, contribuiu para a consolidação do poder do monarca francês, na medida
em que garantiu um dos elementos centrais da formação do Estado-Nação moderno: a
constituição de um exército permanente. No final do século 14, a França já havia se constituído
também num amplo território nacional, deixando para trás o passado feudal e as divisões que
a caracterizaram ao longo do período medieval. Ao mesmo tempo, as finanças tinham sido
centralizadas, os impostos estendidos à nação e a burocracia estatal, formada. Diante desse
cenário, novos conflitos militares - dessa vez contra a Espanha e a Áustria - contribuíram para
fortalecer ainda mais o poder do monarca Na transição do período medieval para o moderno,
a dinastia que reinava na França era a dos Valois. Foi sob o reinado dos Valois que a França
viveu um dos momentos mais importantes desse período: as chamadas guerras de religião,
ocorridas ao longo do século 16, entre católicos e protestantes franceses - estes conhecidos
como huguenotes. Embora, num primeiro momento, essas guerras tenham enfraquecido o
processo de centralização política, em razão das consequências que uma guerra civil poderia
ter para a unidade do reino francês, os conflitos religiosos acabaram servindo para fortalecer o
poder central, processo visto como necessário para encerrar as divisões religiosas.
Teóricos do absolutismo francês A Guerra dos Cem Anos e as guerras de religião foram
eventos importantes na transição francesa do período medieval para o moderno - e em sua
constituição como estado nacional. Mas, paralelamente a isso, houve também um processo de
justificação teórica da centralização do poder nas mãos do governante, paralelamente à
formação do próprio estado-nação francês. Foram dois os principais teóricos do absolutismo
na França: Jean Bodin e Jacques Bossuet. Em meados do século 16, Bodin, tido como o
primeiro teórico do absolutismo, publicou um livro que ficaria famoso pela discussão do tema
da soberania, chamado Six Livres de la République. Para Bodin, a soberania era um poder
indivisível. Na qualidade de soberano, o rei não poderia partilhar seu poder com ninguém nem
estar submetido a outra instituição. Mas havia uma ressalva: embora não se encontrasse
submetido nem mesmo às próprias leis que formulava, o soberano estava abaixo da lei divina,
numa concepção que mesclava religião e política. Note-se que Bodin viveu na mesma época
em que ocorriam as guerras de religião na França. Bossuet conservou a teoria de Bodin acerca
da soberania, acrescentando-lhe elementos novos, também como consequência da mistura
entre religião e política. Sua obra mais importante a respeito foi A política tirada da Santa
Escritura, publicada postumamente, em 1709. Segundo Bossuet, o regime monárquico era
sagrado, justo e paternal. O rei, como representante de Deus, governava com justiça,
mantendo uma relação paternal para com os súditos - considerados seus filhos, conforme a
teoria de Bossuet. Trata-se de uma explicação que reforçou o papel do rei na sociedade e a
legitimidade do poder de que este dispunha.
Luís 14, o Rei Sol Se a França serviu de inspiração a outros regimes absolutistas, o reinado de
Luís 14 foi seu tipo mais acabado. Também conhecido como Rei Sol, Luís 14 governou a França
entre 1643 a 1715, período em que promoveu mudanças na economia, na política, no exército
e nos costumes franceses. Nos primeiros anos de seu reinado, Luís 14 permaneceu sob a
regência de sua mãe, a rainha Ana de Áustria - viúva de Luís 13, morto em maio de 1643. Luís
14 assumiu o trono em 1651, aos 13 anos. De 1661 até o final de seu reinado, governou
sozinho a França, sem nomear um primeiro-ministro, como era o costume. Exerceu de maneira
centralizada suas prerrogativas reais, associando sua figura a imagens míticas, como a do Sol.
Luís 14 foi um dos maiores exemplos de rei absolutista, não apenas pelo grande poder que
exerceu, mas por toda a organização político-social que construiu em torno de si mesmo.
Talvez por isso se explique a famosa frase atribuída a ele, e que tão bem representa o espírito
do absolutismo: L'État c'est moi - o Estado sou eu.

EXERCÍCIOS:
1. (FGV) Sobre a formação do absolutismo na França, é incorreto afirmar que:
a) seus antecedentes situam-se, também, nos reinados de Felipe Augusto, Luís IX e Felipe IV,
entre os séculos XII e XIV.
b) fez-se necessária nesse processo a centralização dos exércitos, dos impostos, da justiça e
das questões eclesiásticas;
c) a abolição da soberania dos nobres feudais não teve um importante papel nesse contexto;
d) a Guerra dos Cem Anos foi fundamental nesse processo;
e) durante esse processo que a aliança com a burguesia fez-se necessária para conter e
controlar a resistência de nobres feudais.

2. (Fatec- SP) "A França é uma monarquia. O rei representa a nação inteira, e cada pessoa não
representa outra coisa senão um só indivíduo ante o rei. Em consequência, todo poder, toda
autoridade, reside nas mãos do rei, e só deve haver no reino a autoridade que ele estabelece.
Deve ser o dono, pode escutar os conselhos, consultá-los mas deve decidir. Deus que fez o rei
dar-lhe-á as luzes necessárias, contanto que mostre boas intenções" (Luiz XIV - "Memórias
sobre a Arte de Governar"). Podemos caracterizar o absolutismo monárquico posto em prática
nos países europeus durante a Idade Moderna como:

a) uma aliança entre um monarca absolutista e a burguesia mercantil, a fim de dominar e


excluir o poder da nobreza.
b) uma aliança bem-sucedida entre a burguesia e o proletariado.
c) uma forma de governo autoritária, cujo poder está centralizado nas mãos de uma pessoa
que exerce todas as funções do Estado.
d) um sinônimo de tirania exercida pelo monarca sobre seus súditos.
e) um poder total concentrado nas mãos da nobreza, no qual cabia aos juízes e deputados a
tarefa de julgar e legislar.

3. Qual importância teve a criação da Assembleia dos Estados Gerais por Felipe IV, o Belo, para
a consolidação da Monarquia Nacional Francesa?
a) isentou os comerciantes da cobrança de impostos, deixando-os livres da influência do rei.
b) garantiu ao rei a imposição de sua figura política sobre as demais instâncias da sociedade.
c) isentou a Igreja Católica de ter que prestar tributos à coroa.
d) resolveu o problema da falta de distribuição de terras no campo.
e) deu legitimidade política à burguesia.

4. A Guerra dos Cem Anos foi um dos principais acontecimentos ocorridos no contexto da
formação da Monarquia Nacional Francesa. Tal guerra contribuiu para a solidificação do
Estado absolutista francês na medida em que:
a) os levantes populares e a reorganização do exército, durante a guerra contra os ingleses,
deram ao rei Carlos VII poderes capazes de consolidar um Estado forte e moderno.
b) Joana D'Arc acabou fazendo com o que o exército francês fosse desestruturado de dentro
para fora.
c) os ingleses compadeceram-se da França por causa da ação da Peste Negra neste Estado e
perdoaram as dívidas da guerra.
d) os levantes de camponeses tiveram papel decisivo para a reforma agrária, feita no século
XV.
e) as bases do poder real passaram a estar associadas diretamente à burguesia, e não mais às
linhagens aristocráticas.

5. (Pucsp) "O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Os reis são
deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de
mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor..." (Jacques Bossuet.).
Essas afirmações de Bossuet referem-se ao contexto:
a) do século XII, na França, no qual ocorria uma profunda ruptura entre Igreja e Estado pelo
fato de o Papa almejar o exercício do poder monárquico por ser representante de Deus.
b) do século X, na Inglaterra, no qual a Igreja Católica atuava em total acordo com a nobreza
feudal.
c) do século XVIII, na Inglaterra, no qual foi desenvolvida a concepção iluminista de governo,
como está exposta.
d) do século XVII, na França, no qual se consolidavam as monarquias nacionais.
e) do século XVI, na Espanha, no momento da união dos tronos de Aragão e Castela.
6. (UEL) Por volta do século XVI, associa-se à formação das monarquias nacionais europeias:
a) a demanda de protecionismo por parte da burguesia mercantil emergente e a circulação de
um ideário político absolutista.
b) a afirmação político-econômica da aristocracia feudal e a sustentação ideológica liberal para
a centralização do Estado.
c) as navegações e conquistas ultramarinas e o desejo de implantação de uma economia
mundial de livre mercado.
d) o crescimento do contingente de mão de obra camponesa e a presença da concepção
burguesa de ditadura do proletariado.
e) o surgimento de uma vanguarda cultural religiosa e a forte influência do ceticismo francês
defensor do direito divino dos reis.

7. Os Estados Nacionais Português e Espanhol só se consolidaram efetivamente a partir do


século XV. A formação desses dois Estados, que se localizam na Península Ibérica, está
relacionada diretamente:
a) à aliança com holandeses, que venderam os seus domínios para ambos os Estados.
b) à expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica.
c) ao acordo com o califado de Córdoba, que cedeu territórios para a criação desses Estados.
d) ao acordo com o Império Romano, que até então dominava a região.
e) à Reforma Protestante, que mudou completamente os hábitos religiosos da Península
Ibérica.

8. Luiz XIV, da França, foi considerado o modelo de monarca absolutista. Sua expressão “O
Estado sou Eu” traduz uma premissa básica da formação do Estado Moderno, que é:
a) o rei como aquele que não intervém no Estado.
b) o rei como o primeiro cidadão do Estado.
c) o rei como aquele que apenas simbolicamente tem poder político.
d) a generosidade do monarca para com os seus súditos.
e) o rei como fonte da soberania nacional.

9. (PUC-MG) A Revolução do Mestre de Avis (1383-1385) possibilitou a ascensão de uma nova


dinastia em Portugal, com d. João I, estendendo-se até 1580, quando ocorreu a União Ibérica.
A vitória de d. João I, o mestre de Avis:
a) implicou uma reorientação da política expansionista portuguesa, ameaçando os interesses
espanhóis na região de Flandres.
b) proporcionou o alargamento territorial com uma política agrária agressiva, visando à
obtenção de recursos destinados à colonização ultramarina.
c) contou com o apoio da França contra a Inglaterra e a Espanha, países rivais de Portugal nas
disputas ultramarinas.
d) deu uma nova orientação à política expansionista, voltando-se para o ultramar, sendo a
conquista de Ceuta seu marco inicial.
e) viabilizou a organização da expedição de Vasco da Gama, com o Erário Real destinando
somas elevadas para o empreendimento.

10. (Mackenzie-SP) As razões do pioneirismo português na expansão marítima dos séculos XV


e XVI foram:
a) a invasão da península Ibérica pelos árabes e a conquista de Calicute pelos turcos.
b) a assinatura do Tratado de Tordesilhas por Portugal e pelos demais países europeus.
c) um Estado liberal centralizado, voltado para a acumulação de novos mercados
consumidores.
d) as guerras religiosas, a descentralização política do Estado e o fortalecimento dos laços
servis.
e) uma monarquia centralizada, interessada no comércio de especiarias.

11. Sobre o processo de formação da Monarquia Nacional Portuguesa, é incorreto afirmar


que:

a. No ano de 1383, o trono português ficou sem herdeiros com a morte do rei Fernando I,
o que levou o reino de Castela a reivindicar o domínio das terras lusitanas apoiando um
novo sucessor.
b. A Revolução de Avis marcou a ascensão de uma nova dinastia comprometida com os
interesses da burguesia lusitana, além de fortalecer o Estado Nacional Português com o
desenvolvimento das atividades mercantis e a cobrança sistemática de impostos.
c. A dinastia de Borgonha não se consolidou no Condado Portucalense, devido à luta com
os muçulmanos. As terras continuavam a ser controladas pelos membros da nobreza,
impedindo a centralização do Estado.
d. A burguesia lusitana empreendeu uma resistência ao processo de anexação de Portugal,
formando um exército próprio. Na batalha de Aljubarrota, os burgueses venceram os
castelhanos e conduziram o mestre de Avis ao trono português.

12. A formação da Monarquia Nacional Portuguesa foi marcada por uma batalha importante
contra os castelhanos, que levou ao trono o mestre de Avis, d. João I, em 1385. Qual foi essa
batalha?

a. Batalha de Alcacér-quibir.
b. Batalha dos Atoleiros.
c. Batalha de Montes Claros.
d. Batalha de Aljubarrota.
e. Batalha do Vimeiro

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
IV. ABSOLUTISMO

Conceito: Resultante do processo de centralização política das monarquias nacionais


europeias, o absolutismoera um sistema político da Idade Moderna. Suas principais
características são: ausência de divisão de poderes, poder concentrado no Estado e política
econômica mercantilista. Numa monarquia absolutista, o rei tinha com seus súditos uma
relação marcada pelo princípio da fidelidade: todos, sem exceção, deviam obediência e
respeito ao monarca e seus representantes. Estes possuíam a prerrogativa de julgar e legislar
ao invocar a mera vontade do soberano. Isso quer dizer, é claro, que questionar publicamente
o desejo do monarca ou de seus agentes poderia ser considerado por si só um crime passível
de punição, como pôde ser visto durante o reinado daquele que é considerado o expoente
máximo do absolutismo: o monarca francês Luís XIV (1638-1715), cognominado como o Rei
Sol. Durante seu reinado, ele concederia prêmios em dinheiro e incentivos fiscais
à burguesia de modo a favorecer as manufaturas, e aplacaria a influência da nobreza ao
distribuir favores, pensões e empregos na sede da corte dos Bourbon em Versalhes, onde
viveriam milhares de aristocratas subordinados a ele. Deste modo, Luís XIV obteve sucesso em
controlar ambos os grupos sociais. Nesta época, surgiriam teorias políticas que justificavam
tamanho poder. A primeira apareceria ainda no século XVI, na obra A República, do francês
Jean Bodin (1530-96). Esses escritos defendiam que o fortalecimento do Estado, gerando uma
soberania inalienável e indivisível por parte do soberano, era a única maneira realmente eficaz
para se combater a instabilidade política. Essa linha de pensamento seria complementada
por O Leviatã, do inglês Thomas Hobbes (1588-1679), que afirmaria que o rei não deveria
justificar seus atos perante ninguém. Mas seriam as ideias do bispo francês Jacques Bénigne
Bossuet (1627-1704) que se provariam mais influentes para o regime absolutista. Em sua
obra A política inspirada na Sagrada Escritura, ele apresenta a origem da realeza como divina.
O monarca seria o representante de Deus na Terra, e, como tal, suas vontades seriam
infalíveis, não cabendo aos súditos questioná-las. Essas ideias formariam a base da doutrina
política oficial do absolutismo francês, sendo conhecidas em seu conjunto como a teoria
do direito divino dos reis.
Uma condição essencial para a formação deste tipo de monarquia foi a grande quantidade de
arrecadação alcançada após a consolidação do projeto de colonização nas Américas. Isso
enriqueceria substancialmente as monarquias nacionais, possibilitando a manutenção dos
exércitos e marinhas. Com o tempo, surgiria a noção do metalismo, uma das questões mais
importantes da nova política econômica do período que se convencionou chamar de
mercantilismo. Para o metalismo, a riqueza de um reino seria medida pela quantidade de
metais preciosos dentro de suas fronteiras. Para garantir isso, era fundamental que fossem
vendidas mais mercadoria do que compradas, a fim de que fosse alcançada uma balança
comercial positiva. Para conseguir tal objetivo, o Estado intervinha na economia e impunha
o protecionismo, de modo que as barreiras alfandegárias ficassem praticamente
intransponíveis para os produtos estrangeiros.

Principais reinos absolutistas:

- Henrique VIII (Dinastia Tudor) - governou a Inglaterra no século XVII, fundou a Igreja
Anglicana e no mesmo ano que que se tornou o rei da Inglaterra em 1509, se casou com
Catarina de Aragão, viúva do seu irmão Arthur e filha do rei espanhol Fernando de Aragão. Dos
cinco filhos, apenas a Princesa Maria sobreviveu. Henrique VIII sentiu que a dinastia estava
ameaçada por não ter um filho homem, então pediu o seu divorcio ao Papa Clemente VII, que
foi negado, pois a Igreja Católica proibia. Com a ajuda do Arcebispo da Cantuária, seu divorcio
foi efetivado. O rei se proclamou Chefe Supremo da Igreja na Inglaterra e fundou a Igreja
Anglicana. O Parlamento Inglês declarou que o direito divino dos reis substituía a autoridade
da Igreja. Sabendo disso o Papa o excomungou. O divorcio de Henrique VIII e Catarina de
Aragão marcou o início da Reforma Inglesa .Em 1533 casa-se com Ana Bolena, dama de honra
de Catarina, com quem teve apenas uma filha, Elizabeth I.
- Elizabeth I (Dinastia Tudor) - rainha da Inglaterra no século XVI, Elizabeth I (1533-1603),
rainha da Inglaterra e da Irlanda (1558-1603), filha de Henrique VIII e de Ana Bolena. Última
representante da dinastia Tudor a ocupar o trono da Inglaterra. Em 1558, com a morte de sua
meia-irmã Maria I, a Católica, também conhecida como Maria Tudor, Elizabeth tornou-se
rainha. Na ocasião, a Inglaterra estava dividida pelo conflito religioso, economicamente
instável e em guerra com a França. O primeiro problema enfrentado por Elizabeth I foi de
natureza religiosa. Converteu-se ao protestantismo, imediatamente após a morte de Maria I,
que havia restaurado o catolicismo e se casado com Felipe II da Espanha. O seu primeiro
Parlamento (1559), de maioria protestante, aprovou a legislação religiosa que mais tarde se
converteria na base doutrinária da igreja anglicana da Inglaterra.
- Luís XIII - (Dinastia Bourbon) - governou a França entre 1610 e 1643.
-Luis XIV (Dinastia dos Bourbons) = (conhecido como Rei Sol) governou a França entre 1643 e
1715, Luís XIV foi o homem que batizou o papa, pois foi um religioso muito convicto que virou
rei com a morte do pai, Luís XIII. Credita-se a ele a frase "Eu quase que esperei". Dizia isso,
mesmo com todas as suas carruagens chegando à hora marcada, o que demonstra bem o
carácter absolutista e a visão de Rei-sol que ele tinha de si mesmo. O período de
regência exercido pela mãe de Luís terminou oficialmente em 1651, quando ele tinha 16 anos.
Luís assumiu o trono, mas Mazarino continuou a controlar os assuntos de Estado até 1661.
Outros membros do governo esperavam que fosse substituído por Nicolas Fouquet, o
superintendente de finanças. Ele não só não assumiu como foi preso por má administração do
Tesouro francês. O Tesouro estava perto da falência quando Luís XIV assumiu o poder. As
coisas não melhoraram já que ele gastava dinheiro extravagantemente, despendendo vastas
somas de dinheiro financiando a Corte Real.
- Luis XV, O Bem Amado (Dinastia dos Bourbons) = governou a França entre 1715 e 1774. Em
termos sociais, no campo os agricultores tinham baixíssimos rendimentos e os privilégios ainda
eram pertença de uma minoria de nobres e do alto clero. O monarca propôs reformas fiscais
relativamente a estes privilégios, mas de uma forma autoritária, o que veio a reflectir-se
negativamente, porque se voltaram contra si quer os privilegiados quer as facções contrárias
ao absolutismo.
O agravamento da situação teve origem na política externa da França: a rivalidade com os
Habsburgos e as necessidades impostas pela expansão marítima. O monarca não soube gerir
simultaneamente com sucesso estes dois assuntos, dado que perdeu quase todos os territórios
ultramarinos no Tratado de Paris, conseguindo no entanto fazer uma aliança com os
Habsburgos contra a Prússia. O duque de choiseul tentou restaurar a ordem, procurando
soluções para os danos causados pela Guerra dos Sete Anos. Ele reorganizou a marinha e o
exército, anexou a Lorena e a Córsega, mas, excessivamente favorável ao Parlement, teve de
ceder seu lugar ao triunvirato constituído por Maupeou, Terray e d'Aiguillon (1770-1774). Sua
profecia, "depois de mim, o dilúvio", cumpriu-se, duas décadas mais tarde, com a queda da
monarquia francesa.
- Luis XVI ( Dinastia dos Bourbons) = governou a França entre 1774 e 1791.Luís XVI(1754-
1793), rei francês da dinastia de Bourbon, foi o último monarca a governar antes da Revolução
Francesa e acabaria sendo guilhotinado em 1793 após a ascensão da Convensão e a abolição
da monarquia na França, em 1792.A queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, pelos
opositores do Antigo Regime, foi um dos símbolos máximos das revoluções burguesas que
assolaram o mundo a partir da segunda mentade do século XVIII e considerada pela
historiografia tradicional o marco inicial da Revolução Francesa.
- Fernando de Aragão e Isabel de Castela = governaram a Espanha no século XVI. A Península
Ibérica, durante o século VIII, teve grande parte de seus territórios dominados pelos árabes
que, inspirados pela jihad muçulmana, empreenderam a conquista de diversas localidades do
Oriente e do Ocidente. Na porção centro-sul, os árabes consolidaram a formação do Califado
de Córdoba, enquanto a região norte ficou sob controle dos reinos cristãos de Leão, Castela,
Navarra, Aragão e o Condado de Barcelona. Por volta do século XI, esses reinos católicos
resolveram formar exércitos que – inspirados pelo movimento cruzadista – teriam a missão de
expulsar os “infiéis” muçulmanos daquela região. A partir de então, a chamada Guerra de
Reconquista se alongou até o século XV. Com o desenvolvimento desses conflitos, os
diferentes reinos participantes do combate conseguiram reduzir a presença dos muçulmanos e
conquistar novas terras que enriqueceram tais governos.
- D. João V (Dinastia de Bragança) = governou Portugal de 1707 até 1750. Ainda que as cortes
confirmaram a ascensão da dinastia de Bragança e a coroação de João IV em 28 de Janeiro de
1641, o sucesso do novo regime não foi assegurado senão em 1668 quando a Espanha
reconheceu a independência de Portugal.Para poder enfrentar o perigo das invasão Espanhola,
João IV mandou emissários a todas as cortes da Europa para conseguir alianças. A França
recusou um tratado formal, Os Holandeses que se tinham apoderado do nordeste do Brasil,
aceitaram tréguas na Europa mas capturaram Angola aos Portugueses. João IV fez um tratado
(1641) com Carlos I de Inglaterra, que foi cancelado devido à sua execução (1649). Entretanto,
os portugueses bateram os espanhóis no Montijo (26 de Março de 1644) e defenderam-se de
várias invasões. Em 1654 negociaram um tratado com a Inglaterra, conseguindo ajuda para
concessões comerciais.
Os Holandeses foram finalmente expulsos do Pernambuco no nordeste do Brasil . Num artigo
secreto do Tratado dos Pirinéus (1659), a França prometeu à Espanha não dar mais ajuda a
Portugal, mas em 1661 Portugal assinou um tratado com a restaurada monarquia Inglesa. Em
1662 Charles II de Inglaterra casou com a filha de João IV, Catarina de Bragança que levou
como dote Bombaim e Tanger, e os ingleses forneceram homens e armas para a guerra com a
Espanha.
- Fernando VII (Dinastia de Bourbon) - governou a Espanha de 1808 a 1833
- Nicolau II (Dinastia Romanov) - governou a Rússia entre 1894 e 191

FIM DA APOSTILA I