Você está na página 1de 2

Mudança de hábitos e estilo de vida

Talvez o mais importante para prevenção da recaída envolve o sentir-se útil. Por isso é
importante realizar atividades habituais, seja voltando a estudar, trabalhar, fazendo cursos,
realizando alguma atividade habitual e rotineira. Mudar o estilo de vida, ter compromissos,
aprender novas habilidades e manter uma agenda pouco ociosa são fatores que contribuem
para elevar a autoestima do paciente, o que é positivo na prevenção de recaídas.

Acompanhamento psicoterapêutico e farmacológico

O uso das drogas é um falso atenuante de sentimentos como: frustração, cansaço, baixa
autoestima, tristeza, rejeição social, desmotivação, pensamentos impulsivos, sensação de
monotonia, falta de sentido e aborrecimentos.

O paciente, que antes utilizava das substâncias para “mascarar” essas sensações, deve agora
trabalhar de forma a identificá-los e compreendê-los, passo importante para trazer maior
crescimento, autoconhecimento e, consequentemente, evitar pensamentos que o levem às
recidivas de uso de drogas.

Tratamentos psicoterapêuticos e farmacológicos são imprescindíveis nesse sentido.

Participar de grupos de apoio

O apoio de pessoas recuperadas pode auxiliar na prevenção de recaídas. Por isso, participar de
reuniões e eventos nos grupos de apoio é de extrema importância, pois permite ao paciente
conviver com pessoas que passaram por dificuldades similares, além de motivá-lo a expressar
seus pensamentos, suas dificuldades, anseios e êxitos.

Evitar situações que lembrem o antigo hábito

É muito importante que sejam evitados hábitos que antes eram realizados com o uso das
drogas, por exemplo: ir a um lugar que antes era frequentado usualmente para utilização da
droga, realizar uma tarefa que antes era dependente do uso de drogas (como escutar uma
determinada música) ou mesmo evitar o convívio com pessoas que continuam utilizando
drogas.

Restabelecimento de relações afetivas


É consensual que o convívio e reinserção social são pontos-chave na prevenção de recaídas.
Encontros com amigos, colegas recuperados, manutenção de um ambiente familiar sadio e
fortalecido são fatores extremamente positivos e benéficos à recuperação do paciente.

Aprender a dizer “não”

Ter autocontrole sobre ações destrutivas e saber conduzir impulsos e desejos são
aprendizados que se adquirem com ajuda especializada (psicoterapia), mas que devem ser
destacados como fatores importantes na prevenção às recaídas pois, na maioria das vezes,
elas acontecem por ineficiência em saber lidar com situações que requerem maior
autocontrole.

Todos esses fatores, juntos, são primordiais para a recuperação definitiva do adicto. Outros
fatores também contribuem para isso, como manter um contato com uma religião, evitar fugir
dos problemas, manter o foco e força de vontade, reconhecer e trabalhar as dificuldades e
conflitos internos, entre outros.