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ASSOCIAÇÃO DE ENSINO E CULTURA PIO DÉCIMO

FACULDADE PIO DÉCIMO


ENGENHARIA ELÉTRICA

GUSTAVO AIRTON TELES DE BARROS SANTOS

UTILIZAÇÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO PARA AQUECIMENTO DE ÁGUA E


ILUMINAÇÃO RESIDÊNCIAL

ARACAJU
2014
GUSTAVO AIRTON TELES DE BARROS SANTOS

UTILIZAÇÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO PARA AQUECIMENTO DE ÁGUA E


ILUMINAÇÃO RESIDÊNCIAL

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharel em
Engenharia Elétrica pela Faculdade Pio
Décimo.

ORIENTADOR: PROF. MSC. ENG. ALMIR QUERINO DE MELO

ARACAJU
2014
GUSTAVO AIRTON TELES DE BARROS SANTOS

UTILIZAÇÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO PARA AQUECIMENTO DE


ÁGUA E ILUMINAÇÃO RESIDÊNCIAL

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharel em
Engenharia Elétrica pela Faculdade Pio
Décimo.

APROVADO EM __ / __ / ____

BANCA EXAMINADORA

AVALIADOR: M. Sc. RODRIGO RIBEIRO SANTOS


INSTITUTO FEDERAL DE SERGIPE (IFS)

AVALIADOR: PROF. Esp. EDIVALDO GÓIS DO SANTOS JUNIOR


FACULDADE PIO DÉCIMO

ORIENTADOR: M. Sc. ALMIR QUERINO DE MELO


FACULDADE PIO DÉCIMO
Dedico a primeiramente a Deus, e a meus
Pais por está vitória
AGRADECIMENTOS

Quero agradecer primeiramente a Deus, que me ensinou a ser perseverante,


me enchendo de esperança e força de vontade para construir uma nova estrada, e
conseguir chegar até esta vitória.
A minha mãe Maria das Graças que se dedicou por inteiro e renunciou os
seus sonhos, para que, muitas vezes eu pudesse realizar os meus.
A meu pai que me inspirou diretamente a me torna um engenheiro eletricista.
A todos que se empenharam nesta minha caminhada por mim, não tenho
palavras para agradecer tudo isto, somente dizer muito obrigado de coração.
Ao meu Orientador Prof. Eng. Msc. Almir Querino de Melo por ter aceitado me
orientar na elaboração deste trabalho.
Ao professor Eng. Msc. Michael Arcieri pelo vosso apoio, amizade, atenção e
consideração. Agradeço tudo que recebi oferecendo-lhe, a alegria de minha vitória.
A todos que puderam contribuir diretamente ou indiretamente na elaboração
deste trabalho.
RESUMO

Neste trabalho foi discutido sobre uma fonte de energia renovável não poluidora que
poderá ser mais que uma alternativa nos próximos anos, a fonte de energia
estudada foi o Sistema Fotovoltaico para iluminação e aquecimento de água
residencial. Trata-se de um sistema com alto investimento inicial, todavia, necessita
de características técnicas simples para o funcionamento, visto que se utiliza um
painel solar fotovoltaico ou coletor solar, um controlador de carga e uma bateria para
armazenamento. Em diversas regiões do Brasil a energia fotovoltaica já está sendo
implantada. É uma busca por novas alternativas energéticas, que contribuam para a
sustentabilidade de um projeto.

Palavras-Chaves: Energia Fotovoltaica, Aquecedor Solar.


ABSTRACT

On this paper it was discussed about a non-polluting source that can be more than
an alternative in the next years. The source that was studied is the photovoltaic
system for lighting and residential water heating. This is a system that requires high
initial investiments, however, for its operation, simple techniques are necessary,
since it is used a photovoltaic solar panel or solar colector, a charge controller and a
battery for storage. The photovoltaic energy has been deployed in some regions of
Brazil and it is a search for new alternative energy which contributes to the
sustainability of a project.

Keywords: Photovoltaics, Solar heater.


LISTA DE FIGURAS

Figura 01 - Distribuição Brasileira Energética por Fonte ...................................................... 12


Figura 02 - Consumo de energia elétrica por setor no Brasil................................................ 13
Figura 03 - Movimento da terra em torno do Sol .................................................................. 17
Figura 04 - Radiação Solar no Brasil anual (Wh/m².dia) ...................................................... 18
Figura 05 - Incidência de radiação solar na terra ................................................................. 18
Figura 06 - Célula de silício policristalino ............................................................................. 23
Figura 07 - Célula de silício monocristalino .......................................................................... 24
Figura 08 - Célula de silício amorfo...................................................................................... 25
Figura 09 - Princípio de funcionamento da célula fotovoltaica.............................................. 26
Figura 10 - Esquema ilustrativo de instalação do sistema fotovoltaico ................................. 27
Figura 11 - Sistema de aquecimento de água ...................................................................... 29
Figura 12 - Detalhe construtivo da placa coletora ................................................................ 30
Figura 13 - Reservatório Boiler de água quente ................................................................... 31
LISTA DE TABELAS

Tabela 01 – Capacidade de Produção por Painel Solar ....................................................... 28


Tabela 02 – Levantamento Quantitativo para o Estudo de Caso Tipo 1 ............................... 38
Tabela 03 – Levantamento de Consumo para o Estudo de Caso Tipo 1.............................. 39
Tabela 04 – Dados do Módulo para Estudo de Caso Tipo 1 ................................................ 39
Tabela 05 – Dados Complementares do Módulo para o Estudo de Caso Tipo 1 ................. 40
Tabela 06 – Analise de Custo para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 1 ..... 40
Tabela 07 – Investimento Inicial para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 1 .. 41
Tabela 08 – Cálculos Finais do Investimento no Estudo Caso Tipo 1 .................................. 41
Tabela 09 – Levantamento Quantitativo para o Estudo de Caso Tipo 2 ............................... 42
Tabela 10 – Levantamento de Consumo para o Estudo de Caso Tipo 2.............................. 42
Tabela 11 – Dados do Módulo para o Estudo de Caso Tipo 2 ............................................. 43
Tabela 12 – Dados Complementares do Módulo para o Estudo de Caso Tipo 2 ................ 44
Tabela 13 – Analise de Custo para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 2 ..... 44
Tabela 14 – Investimento Inicial para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 2 .. 45
Tabela 15 – Cálculos Finais do Investimento no Estudo Caso Tipo 2 .................................. 45
LISTA DE ABREVEATURAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica
ENERGISA Distribuidora de Energia S/A
INMETRO Instituto Nacional de Metrologia
NDU Norma de Distribuição Unificada
OFF-GRIDE Sistema Isolado
ROI Return On Investment
LISTA DE SIMBOLOS

NP Número de painéis necessários


PT Peso total dos painéis (Kg)
PP Peso de um painel (Kg)
PMÁX Potencia máxima de pico do painel
AT Área total ocupada pelos painéis
AP Área do painel (m²)
ἠP Eficiência de conversão do painel
Enecessária Energia necessária para suprir o consumo mensal (KWh)
EM Energia mensal produzida com um painel (KWh/mês)
ED Energia produzida pelo sistema com apenas um painel (KWh/dia)
ES Energia diária recebida pelo sol (KWh/m²/dia)
TD Taxa de Desempenho do sistema
kWh Kilowatt-hora
kW Kilowatt
Wh/m² Watt hora por metro quadrado
R$ Real
kV Kilovolt
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 12
2 OBJETIVO ................................................................................................... 15
2.1 OBJETIVO ESPECÍFICO ............................................................................. 15
3 JUSTIFICATIVA ........................................................................................... 16
4 RADIAÇÃO SOLAR NO BRASIL ................................................................ 17
4.1 ANÁLISE DE INCIDÊNCIA DA ENERGIA SOLAR ....................................... 17
4.2 RADIAÇÃO SOLAR ...................................................................................... 18
4.3 RADIAÇÃO SOLAR NO NÍVEL DO SOLO ................................................... 19
4.4 CAPTAÇÃO E CONVERSÃO ....................................................................... 19
5 MÉTODO DE APROVEITAMENTO DA ENERGIA SOLAR ........................ 22
5.1 CÉLULA FOTOVOLTAICA ........................................................................... 22
5.2 TIPOS DE CÉLULAS FOTOVOLTAICAS..................................................... 23
5.3 PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DA CÉLULA FOTOVOLTAICA ......... 25
6 SISTEMA DE ILUMNAÇÃO RESIDENCIAL ................................................ 27
7 ENERGIA SOLAR COMO FONTE DE AQUECIMENTO ............................. 29
7.1 O EQUIPAMENTO ....................................................................................... 29
7.2 COLETOR SOLAR ....................................................................................... 30
7.3 RESERVATÓRIOS DE AGUA QUENTE. ..................................................... 31
7.4 CÁLCULO DO RENDIMENTO DO COLETOR ............................................. 31
7.5 ARMAZENAMENTO DE ÁGUA QUENTE .................................................... 33
8 METODOLOGIA........................................................................................... 34
8.1 CÁLCULO DE RETORNO ............................................................................ 37
9 ESTUDO DE CASO ..................................................................................... 38
9.1 SIMULAÇÃO DE CASO TIPO 01 ................................................................. 38
9.2 RESULTADOS E DISCUSSÕES DO ESTUDO DE CASO TIPO 01 ............ 41
9.3 SIMULAÇÃO DE CASO TIPO 02 ................................................................. 42
9.4 RESULTADOS E DISCUSSÕES DO ESTUDO DE CASO TIPO 02 ............ 46
10 RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................. 47
11 CONCLUSÃO............................................................................................... 48
REFERÊNCIAS ............................................................................................ 49
12

1 INTRODUÇÃO

Devido as instabilidades climáticas que ocasionarão crises no setor


energético e diminuição na capacidade de geração de energia elétrica através das
hidrelétricas e também a disponibilidades de outros recursos energéticos que estão
cada vez mais escassos e caros. A implementação de novas tecnologias pode
minimizar o impacto sobre a sociedade, uma vez que a energia elétrica é
indispensável para uma boa qualidade de vida.
Grande parte dos recursos energéticos do Brasil depende de forma
significativa das usinas hidrelétricas, sendo necessário a construção e manutenção
das redes de transmissão de energia elétrica, para que se possa interligar os
grandes centro consumidores com as usinas hidrelétricas que se localizam em
regiões afastadas das regiões urbanas.
Existe uma grande necessidade de que o governo incentive o estudo e a
utilização eficiente da luz proveniente do sol, principalmente em regiões rurais onde
o sistema convencional de distribuição de energia elétrica não atende de forma
significativa. Na figura 1 podemos observar a distribuição Brasileira por fonte
energética.

Figura 01 - Distribuição Brasileira Energética por Fonte

Fonte: ANP 2010

A utilização da energia solar em escala comercial ainda não é viável quando


comparada com a energia proveniente das usinas hidrelétricas, mas como podemos
13

observar na figura 2, as residências são responsáveis pelo segundo maior


consumidor de energia elétrica, surgindo a necessidade de implantação desta
tecnologia neste setor conforme dados obtidos na figura 2.

Figura 02 - Consumo de energia elétrica por setor no Brasil

Fonte: MME2010

Conforme dados do Ministério de Minas e Energia no Balanço de Energia Útil


publicado em 2010, existe a viabilidade de implantação sistemas de captação de
energia solar em todo o território Brasileiro com eficácia devido ao grande potencial
de aproveitamento energético. Os bilhões em KW\h utilizados diariamente com
aquecimento doméstico de água para banho, podem ser supridos de forma eficiente,
assim não sobrecarregando o sistema elétrico em horas específicas do dia.
A utilização da energia solar no setor residencial torna-se estratégico, pois se
trata de uma energia limpa, não poluente que dispensa a utilização de novas redes
de distribuição e geração elétrica. Sendo assim podemos utilizar esta tecnologia de
captação da luz solar para iluminação e aquecimento de água, diminuindo os custos
com tarifas energéticas.
A energia solar térmica é uma "geração distribuída" não causando demanda
por "upgrade" de linhas de transmissão e não requer investimentos por parte dos
governos municipais, estaduais e federal.
O alto custo de instalação e manutenção de uma planta de captação de
energia solar que é estimado em R$ 280 a R$ 300 por megawatt-hora (MWh),
poderia cair para R$ 165/MWh dentro de cinco anos. Ainda é um grande obstáculo
14

para o que esse tipo de geração seja implantado de forma significante no Brasil,
tendo uma capacidade atual instalada de 8MW de acordo com os dados de
dezembro de 2012 do Ministério de Minas e Energia. Atualmente, o Ministério de
Minas e Energia vem desenvolvendo diversos projetos para implantação do sistema
fotovoltaico de geração de eletricidade para promover o desenvolvimento de regiões
rurais isoladas ou não atendidas pelo sistema de rede elétrica convencional, em
universidades, órgãos públicos e uso residencial principalmente em locais onde
existe elevado valor tarifário de energia elétrica.
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), publicou resolução normativa
nº 482 em abril de 2012 que permite que o consumidor ou empresário possa
produzir em seu terreno energia fotovoltaica do tipo mini geração e a micro geração
para utilizar de forma parcial ou completa, podendo também repassar para a
concessionaria de energia o excedente.
Através deste estudo baseado em literaturas obteremos conhecimento
necessário para viabilidade de implantação do sistema de células fotovoltaicas em
residências para a utilização da energia na iluminação residencial e aquecimento de
água.
15

2 OBJETIVO

Demonstrar um estudo de caso de um sistema fotovoltaico de captação de


energia solar através da aplicação da tecnologia de painéis solares, no sistema Off-
Gride, para trabalhar de forma independente e autônoma a rede elétrica da
concessionaria, através de um sistema devidamente dimensionado e instalado em
edificações residenciais em áreas urbanas

2.1 OBJETIVO ESPECÍFICO

Apresentar um estudo de caso com um sistema fotovoltaico instalado em


residências familiares para utilização da energia solar na iluminação e no
aquecimento de agua.
16

3 JUSTIFICATIVA

Com a utilização do sistema fotovoltaico em residências surge uma


importante alternativa de aproveitamento da energia solar que pertence a uma
grande tendência mundial neste tipo de sistema energético. A energia solar é
inesgotável e principalmente renovável não causando impactos ao meio ambiente e
atuando diretamente contra o maior causador de problemas climáticos atuais o efeito
estufa.
O alto custo financeiro nas instalações de redes de transmissão da energia
elétrica gerada nas hidrelétricas pode ser minimizado como programas de incentivo
a utilização de sistemas alternativos de geração energética nos centros urbanos.
Tais medidas podem impactar positivamente no sistema de distribuição da
concessionária uma vez que o consumidor residencial é o segundo maior
consumidor de energia elétrica.
17

4 RADIAÇÃO SOLAR NO BRASIL

4.1 ANÁLISE DE INCIDÊNCIA DA ENERGIA SOLAR

O total de radiação solar incidente sobre a superfície terrestre depende da


sua posição no tempo (hora do dia e dia do ano), da latitude local e isso se deve à
inclinação do eixo imaginário em torno do qual a Terra gira diariamente (movimento
de rotação), de fatores atmosféricos como (nebulosidade, umidade relativa do ar e
etc.), e à trajetória elíptica que a Terra descreve ao redor do Sol (translação ou
revolução), como demonstrado na Figura 3

Figura 03 - Movimento da terra em torno do Sol

Fonte: MAGNOLI, D.; SCALZARETTO. R. Geografia, espaço, cultura e cidadania. São


Paulo: Moderna, 1998.

Na maior parte do território brasileiro não ocorre grandes variações na


duração solar do dia, pelo fato de estar localizada próxima da linha do Equador,
existindo a viabilidade de utilização eficiente da energia solar
Em alguns períodos do ano e regiões, o tempo de claridade ou visibilidade do
Sol, varia com a duração solar do dia.
Observamos na figura 4 um alto índice de radiação solar na região nordeste
favorece a instalação de módulos fotovoltaicos de forma eficiente.
18

Figura 04 - Radiação Solar no Brasil anual (Wh/m².dia)

Fonte: Atlas Solari métrico do Brasil

4.2 RADIAÇÃO SOLAR

A radiação solar é afetada durante a passagem pela atmosfera, alterando


algumas de suas características como (intensidade, angular e distribuição espectral)
, parte desta radiação é refletida ou espalhada e uma outra parte é absorvida, estas
alterações ocorrem devido a espessura da atmosfera e a existência de uma massa
de ar na atmosfera representada por um coeficiente representado na figura 5.
Figura 5 - Incidência de radiação solar na terra

Fonte: http://electronicatuga.webnode.pt/renovaveis/energia-solar/
19

4.3 RADIAÇÃO SOLAR NO NÍVEL DO SOLO

Apenas uma parte da radiação solar consegue atingir o solo da terra, essa
radiação é classificada como componente difusa ou energia difusa e componente
direta ou componente de feixe, o resto da radiação solar é refletida para o espaço ou
absorvida na atmosfera.
Ainda existe uma terceira componente que se chama “Albedo” este
componente de radiação se manifesta através da reflexão da energia solar pelas
plantas, rochas, pelo ambiente e demais obstáculos refletores naturais ou artificiais
este fenômeno ocorre em superfícies receptores não horizontais.
Devido as diversas estação no ano as mudanças climáticas fazem com que
não se possa calcular uma capacitação constante de radiação solar a mudança
entre dia e noite e a ocorrência de dias nublados e chuvosos, fazem com que não
exista um padrão de incidência solar no solo terrestre.
Através de lentes e espelhos parabólicos podemos realizar um processo de
captação e concentração dos raios do componente direto ou componente feixe. Com
isso podemos elevar a temperatura de forma significativa de determinado ambiente
ou superfície.
Levando em consideração as condições climáticas e atmosféricas que
interferem diretamente e significativamente nos sistemas e captação, geração e
conversão da energia solar em elétrica e térmica, faz com que a todos os dias
diferentes tecnologias sejam criadas ou aprimoradas com o objetivo de conseguir
minimizar e superar estes desafios para que as placas coletoras se tornem cada dia
mais eficiente.

4.4 CAPTAÇÃO E CONVERSÃO

A captação da energia solar é baseada transformação de energia solar em 3


tipos diferentes de energia sendo elas (química, elétrica e térmica). O
dimensionamento correto garante a eficiência do sistema garantindo um
aproveitamento otimizado dos sistemas de captação e utilização.
O sistema térmico de captação da energia solar será incialmente abordado
neste estudo, pois se trata de captação da irradiação solar através de coletores onde
20

poderemos utiliza lá em diversas atividades diárias do cotidiano do consumidor,


ressaltando que neste estudo focalizarem a utilização no sistema de iluminação e
aquecimento residencial.
Os captadores são a formas mais comuns de
captação de energia, convertem a energia
solar com baixo custo e de forma
conveniente. O processo geral empregado é o
de efeito estufa, o nome vem da própria
aplicação, em estufas, onde se podem criar
plantas exóticas em climas frios, pela melhor
utilização da energia solar disponível.
WOLFGAG (1994, p. 69).

Com as movimentações de elétrons na superfície gera calor que resulta na


transmissão de energia entre dois corpos que devido a diferença de temperatura
acaba ocorrendo uma parcela de perca até que haja um equilíbrio de temperatura.
Szokolay (1991) salienta que:

Se a superfície da placa do absorvedor se


cobre com uma lâmina de vidro (com um
espaço de ar de 20-30 mm), reduz-se muito a
perda de calor, sem grande redução de
admissão de calor. Isto se deve a
transmitância seletiva do vidro, que é muito
transparente para radiações solares de alta
temperatura e onda curta, mas virtualmente
opaco para radiações infravermelhas de
amplitudes de onda maiores, emitidas pela
placa do absorvedor a cerca de 100oC.
(SZOKOLAY, 1991, p. 129).

Conforme Mendes (1998, p. 82) existe dois processos de conversão de


energia solar em elétrica “conversão termoelétrica e conversão fotoelétrica, cada um
deles podendo ser realizado de diversas maneiras”. Segundo SZOKOLAY, 1991:

Os métodos de conversão térmica da energia


solar se fundamentam na absorção da
energia radiante por uma superfície negra.
Este pode ser um processo complexo, que
varia segundo o tipo de material absorvente.
Envolve difusão, absorção de fótons,
aceleração de elétrons, múltiplas colisões,
mas o efeito final é o aquecimento, ou seja,
toda a energia radiante se transforma em
21

calor. As moléculas das superfícies se


excitam, ocorrendo um incremento na
temperatura. O coeficiente de absorção de
vários tipos de absorventes negros varia entre
0,8 e 0,98 (os 0,2 ou 0,02 restantes se
refletem). (SZOKOLAY, 1991, p. 124).

A energia solar pode também ser transformada em energia química através


dos processos foto-bioquímicos, onde a classificação de organismos biológicos que
absorvem e armazenam com a utilização de ligações químicas a energia solar com a
utilização da água, dióxido de carbono e a sintetização de carboidratos. Esta energia
pode ser reirradiada para o espaço ou dissipada na cadeia alimentar.
As placas coletoras de energia solar possuem cores escuras, comumente
pintadas de preto fosco, para aumentar a absorção de energia solar, a conversão de
energia solar em térmica se dá ao conjunto de instalação, onde a capacidade do
vidro em reter radiação solar a uma distância de 2 a 3 cm das placas escuras
resultam num bom aproveitamento de captação e conversão. Com o aumento da
temperatura na chapa pintada de preto o calor se dissipa em parte na forma de
radiação infravermelha de acordo com a lei de Wein.
O correto dimensionamento do sistema fotovoltaico e fundamental para o
correto e eficiente aproveitamento da energia solar para a conversão em energia
elétrica, de acordo com Wolfgang (1994):
O As células solares, dispostas em painéis
solares já produziam eletricidade nos
primeiros satélites espaciais e, atualmente,
são uma solução para a eletrificação rural,
com clara vantagem sobre alternativas. A
energia elétrica obtida a partir destas células
pode ser usada de maneira direta, como para
se retirar água de um poço com uma bomba
elétrica, ou ser armazenada em
acumuladores para ser utilizada durante a
noite. É possível, inclusive, inserir a energia
excedente na rede geral, obtendo um
importante benefício. WOLFGANG (1994, p.
67).
22

5 MÉTODO DE APROVEITAMENTO DA ENERGIA SOLAR

5.1 CÉLULA FOTOVOLTAICA

Alexandre Edmond Becquerel um físico e cientista francês, observou no ano


de 1839 que placas metálicas, de platina ou prata, quando mergulhadas em uma
solução química de eletrólito e expostas diretamente à luz produziam uma pequena
diferença de potencial este efeito foi denominado efeito fotovoltaico. Mas somente
no ano de 1883 foram construídas as primeiras células fotoelétricas por Charles
Fritts.
Com a evolução cientifica do século XX, Albert Einstein através da explicação
do efeito fotoelétrico em 1905, apresentou a primeira célula fotovoltaica usando
silício (com eficiência de 6%), já que a célula de selênio não chegava a 1% de
eficiência através da mecânica quântica com a teoria das bandas de energia.
Mas somente no ano de 1950 com a descoberta de materiais semicondutores
a energia solar começou a ser utilizada em larga escala, e nos anos 70 com a crise
energética no mundo devido a supervalorização do barril de petróleo pela
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), surgiram grandes
projetos de utilização de energia solar como fonte energética alternativa em países
como a França, Estados Unidos, Índia, Japão e outros países desenvolveram
projetos ambiciosos baseados no sistema solar tipo torre, a exemplo da Central
Solar De Barstow.
Em 1978 foi criado no Brasil a Associação Brasileira de Energia Solar
(ABENS), na cidade de João Pessoa / PB, para o estudo e incentivo na utilização da
energia solar e no dia 18 de novembro de 2013 foi realizado no Brasil o primeiro
leilão de energia solar do país, contemplando 109 projetos fotovoltaicos em 9
estados da federação com uma capacidade de geração que pode chegar a 2.729
megawatts (MW).
23

5.2 TIPOS DE CÉLULAS FOTOVOLTAICAS

As células fotovoltaicas constituintes dos painéis solares são fabricadas, na


sua grande maioria, usando o silício cristalizado e podendo ser constituída
de cristais policristalinos, monocristalinos ou de silício amorfo.

 Silício Policristalino

As células de silício policristalino - são vistas como opções viáveis no ponto


de vista financeiro, pois são bem mais baratas que as de silício monocristalino. Esta
vantagem se deve a uma menor exigência no processo de preparação de
preparação das pastilhas.
Devido o custo de fabricação ser menor, paralelamente a eficiência desta
célula também é menor, visto que ao longo dos anos, o processo de fabricação tem
alcançado eficiência máxima em escalas industriais de 12,5% modelo visto na figura
06.

Figura 06 - Célula de silício policristalino

Fonte: Met.pet (2014)


24

 Silício Monocristalino

A célula de silício monocristalino – é historicamente a mais usada e


comercializada como conversor direto de energia solar em eletricidade. Produzida
de um material que atinge a faixa de 99% de pureza, tornando se altamente
eficientes no ponto de vista energético e de custo de produção. Estas fotocélulas
atingem uma eficiência que varia de 15% a 18% modelo visto na figura 7.

Figura 07 – Célula de silício monocristalino

Fonte: Met.pet (2014)

 Silício Amorfo

As células de silício amorfo são diferentes das demais estruturas cristalinas


porque o mineral não apresenta estrutura cristalina definida e ordenada como no
caso das células de silício mono ou policristalino; no silício amorfo predomina o alto
grau de desordem na estrutura dos átomos.
Mesmo assim, a utilização de silício amorfo para uso em fotocélulas tem
mostrado grandes vantagens tanto nas propriedades elétricas quanto no processo
de fabricação. O silício amorfo tem como característica absorver a radiação solar na
faixa do visível e assim, pode ser fabricado mediante deposição de diversos tipos de
25

substratos. Desta forma, o silício amorfo vem se mostrando uma opção muito
interessante para sistemas fotovoltaicos de baixo custo, modelo visto na figura 8.

Figura 08: Célula de silício amorfo

Fonte: Met.pet (2014)

5.3 PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DA CÉLULA FOTOVOLTAICA

A célula fotoelétrica ou fotovoltaica permite a conversão direta de energia


luminosa em energia elétrica, proveniente do Sol ou de outra fonte de luz em energia
elétrica ou térmica, através de placas e coletores solares. A principal fonte está na
radiação solar, à capacidade de conversão dos painéis fotovoltaicos, atualmente
está em torno de 17%. Existem diversos estudos visando à redução de custo na
faixa de 30% para implantação de uma planta e a melhoria da eficiência de
conversão. A energia solar térmica também pode ser captada em dias nublados
devido à radiação solar.
A célula fotovoltaica é uma aplicação simples do efeito fotoelétrico, quando a
energia solar incide sobre certas substâncias, descola elétrons que, circulando
livremente de átomo para átomo, formam uma corrente que pode ser armazenada. A
célula fotovoltaica que transforma a luz (natural ou artificial) diretamente em
eletricidade é composta geralmente por uma placa de ferro recoberta por uma
26

camada de selênio e uma película transparente de ouro. A luz atravessa a película,


incide sobre o selênio e retira elétrons, que são atraídos pelo outro, um ótimo
condutor de eletricidade. A película de ouro é conectada à placa de ferro, que
recebe os elétrons e os devolve para o selênio, fechando o círculo e formando uma
corrente contínua (como a das pilhas comuns), de pequena intensidade. Esse tipo
de energia, comum em satélites de comunicação, só não é utilizado em larga escala
devido ao seu baixo rendimento, servindo apenas para projetos experimentais e
alguns de relógios e calculadoras, visto na figura 9.

Figura 09 - Princípio de funcionamento da célula fotovoltaica

Fonte: https://www.google.pt/search?q=celula+fotovoltaica&source
27

6 SISTEMA DE ILUMNAÇÃO RESIDENCIAL

Devido a grande disponibilidade tecnológica disponível no mercado nos dias


de hoje é possível instalar um sistema de iluminação residencial com o sistema
fotovoltaico totalmente autônomo da rede elétrica da concessionária de energia.
O sistema é formado por um conjunto de equipamentos responsáveis pela
captação de energia solar através da tecnologia dos painéis fotovoltaicos, está
energia seria controlada por um controlador de cargas e posteriormente armazenada
num banco de baterias até ser distribuída para o sistema de iluminação e
aquecimento de água ou seja, seu destino final. Os chamados semicondutores que
são sustâncias isolantes a temperaturas muito baixas são mais eficientes, com visto
na figura 10.

Figura 10 – Esquema ilustrativo de instalação do sistema fotovoltaico

Fonte - fonte: centro de referência para a energia solar e eólica sérgio de salvo brito -
cresesb. Informe técnico, rio de janeiro, v. 2, n. 1, jun. 1996

O correto dimensionamento do sistema fotovoltaico, equipamentos de


qualidade devidamente testados pelos órgãos competentes e uma instalação com
mão de obra qualificada, resulta diretamente num ótimo desempenho de todo o
sistema que vai da geração, controle, armazenamento, distribuição e utilização. Este
sistema corresponde a soma de 3 fatores vitais que são a capacidade de produção
do sistema instalado, a quantidade de energia solicitada do sistema e a eficiência da
conversão de energia térmica em elétrica das placas solares.
28

A quantidade nominal de captação ou geração de energia é igual a


capacidade de produção do sistema instalado. A capacidade de produção de um
modelo de placa solar da Siemens e da Heliodinâmica é demonstrado conforme
tabela 01.

Tabela 01 - Capacidade de Produção por Painel Solar


Dados Técnicos a 1.000 W/m²
Potência Tensão Tensão Corrente Dimensão
Módulo Corrente
Nominal Nominal em em Curto (CxLxA)
(A)
(Wp) (V) Aberto (V) (A) (mmxmmxmm)
SP65 65 16,5 21,4 3,95 4,50 1200x527x56
HM-
45 17,0 21,0 2,64 2,90 1007x402x45
45D12
Módulo Dados Técnicos a 1.000 W/m²
SP65 - - 18,5 - 3,5 1200x527x56
HM-
- - 20,8 - 2,3 1007x402x45
45D12
Fonte: Catálogos técnicos dos fabricantes: Siemens e Heliodinâmica,
respectivamente

Para dimensionar um sistema fotovoltaico podemos calcular a relação entre


tempo de consumo, quantidade e a potência dos equipamentos elétricos que
utilizarão a energia produzida.
A eficiência da conversão de energia térmica em elétrica das placas solares
consiste na captação de radiação solar com o mínimo possível de perda, depois que
ocorre a conversão de energia térmica em energia elétrica, a energia se dissipa e
gera uma transformação em outros tipos de energia e que acabam não chegando
até o equipamento elétrico de destino.
De acordo com (Palz, 1978), o máximo aproveitamento de rendimento solar
que podemos obter da energia solar teoricamente de uma célula fotovoltaica está
entre 10 e 15%. É muito importante que os equipamentos que utilizaram está
energia produzida também tenham um bom aproveitamento para que o sistema
tenha uma boa eficiência como um todo.
29

7 ENERGIA SOLAR COMO FONTE DE AQUECIMENTO

O sistema para aquecimento de agua em residências através de coletores


solares é realizado com placas solares planas que podem utilizar dispositivos que
concentram à irradiação solar.
Instalados em local que receba bastante luz solar preferencialmente nos
telhados. O sistema é constituído de uma serpentina de cobre interligada as placas
solares e a um reservatório térmico isolado.
Para uma residência de 3 a 4 moradores é necessário 4m² de placas
coletoras de irradiação solar para o suprimento de água quente, visto na figura 11.

Figura 11 - Sistema de aquecimento de água

Fonte: https://www.google.pt/search?q =sistema+de+aqueciemtno+de+agua&tbm.

7.1 O EQUIPAMENTO

Para que o aproveitamento no aquecimento de água residencial seja feito


com uma determina eficiência o painel coletor deve ser coberta com vidro, ficando
assim parecendo uma estufa. Assim a radiação solar pode incidir no coletor através
vidro uma vez que este é transparente.
No interior existe uma chapa de alumínio que recebe uma parte da radiação,
esta chapa deve ser pintada de preto, para aumentar a absorção da energia
incidente. A serpentina deve ficar de 2 a 3 cm da placa de vidro, para maximizar o
retorno da radiação térmica e assim evitar perdas por convecção.
30

Durante a instalação as placas devem ser instaladas voltadas para o norte


uma vez que estamos localizados no hemisfério sul. A instalação correta deste
conjunto de equipamento pode maximizar a absorção da radiação solar chegando a
obter temperaturas na faixa dos 150 °C sem perdas de calor, para isso é necessário
que haja a retirada do ar que fica entre a placa metálica e o painel de vidro
eliminando assim quase toda à perca de calor por convecção dentro do sistema.

7.2 COLETOR SOLAR

Coletores solares são dispositivos responsáveis pela captação e conversão


da irradiação solar em calor utilizável, podendo ser planos ou de concentração.
Estes são fabricados com materiais como alumínio, cobre ou nobre, visto na figura
12.

Figura 12 - Detalhe construtivo da placa coletora

Fonte: https://www.google.pt/search?q= placa+coletora&tbm=isch&facrc

Para uma instalação segura e eficiente é necessário tomar algumas medidas


de segurança e na obtenção de materiais certificados e de qualidade.
31

7.3 RESERVATÓRIOS DE AGUA QUENTE.

Reservatório termicamente isolado onde será armazenada toda água quente


utilizada na residência em chuveiros. Comumente encontrado de aço inoxidável
recoberto de alumínio. A Figura 13 mostra os componentes do do Boiler
(TEKHOUSE, 2014).

Figura 13 - Reservatório Boiler de água quente

Fonte: Enciclopédia Tigre 2012

7.4 CÁLCULO DO RENDIMENTO DO COLETOR

Para se chegar a um cálculo confiável sobre a eficiência do coletor devemos


levar em consideração diferentes fatores tornando isso uma tarefa muito difícil, o
coeficiente de eficiência depende diretamente do sol e da quantidade de radiação
que será absorvida durante o dia, uma vez que o coletor não recebe radiação solar
constante durante todo o dia, dificultando assim o rendimento térmico. O coletor
aumenta a captação de energia solar gradativamente durante o decorrer do dia com
o aquecimento gradual e levando em consideração as condições climáticas locais.
Durante a noite o sistema tende a ficar com temperaturas mais baixas que
durante o dia, então existe a necessidade de aquecimento do mesmo pela manhã,
sabendo que caso as placas solares não fiquem expostas a luz solar durante todo o
dia e sim fiquem encobertas parcialmente por arvores, edificações ou até mesmo
32

devido a condições climáticas não favoráveis irá diminuir consideravelmente o


rendimento do sistema e aquecimento de água.
O rendimento térmico da variação de intensidade de luz solar varia com a
temperatura do sistema uma vez que a mesma não se mantém a mesma durante
todo o dia e noite. Paim (1994) ressalta:

O desempenho de um dado coletor de calor


depende muito de sua localização. Nas
regiões onde na maior parte do tempo a
intensidade solar é adversamente afetada por
nuvens, neblinas, e outros tipos de absorção
atmosférica, o rendimento médio pode ser
substancialmente inferior aos climas
ensolarados; pode mesmo mostrar-se
impraticável o uso do aquecimento solar
durante parte do ano. Em qualquer caso, o
uso dos coletores solares exige um
dimensionamento cuidadoso, levando em
consideração pormenores das condições
climáticas do local do usuário. Isto demanda
medidas precisas do perfil da intensidade
solar durante dias, semanas e anos. PAIM
(1994, p. 112).

Em ambientes residenciais é muito comum encontrar os sistemas de


aquecimento de água através de captores de energia para aquecimento de água em
piscinas e chuveiros.
O sistema funciona de forma muito simples uma vez que o reservatória
localizado na parte superior ao sistema do coletor abastece por gravidade a
serpentina durante a passagem da água pela serpentina ela é aquecida no coletor
diminuindo assim sua densidade ficando mais leve e saindo pela outra extremidade
da serpentina, com isso gera um fluxo, pois a agua fria mais densa e pesada desce
para o fundo e a água quente agora menos densa fica na superfície, esta mesma
água fria passa pelo coletor solar para ser aquecida.
Enquanto houver intensidade de luz solar suficiente para manter o sistema o
fluxo aumenta sua velocidade de troca de calor enquanto a água quente também
aquece o coletor juntamente com a energia solar.
Como durante a noite é a hora em que se mais necessita de agua quente nos
chuveiros de uma residência, devemos incluir um dispositivo de aquecimento elétrico
ao nosso sistema, pois em momentos que não houver incidência de luz solar existirá
33

a necessidade de utilização complementar de aquecimento que será mantido com a


energia absorvia e armazenada em um banco de baterias.
O sistema constituir na captação de radiação solar (energia solar) e sua
conversão em energia térmica para utilização no sistema de aquecimento de água.
Existe a necessidade de instalação de uma tubulação adequada para este sistema
de aquecimento de água e de um aquecedor a gás ou elétrico para que em estações
mais frias ou que não haja incidência de luz solar suficiente a temperatura do
sistema seja mantida.

7.5 ARMAZENAMENTO DE ÁGUA QUENTE

Existe uma grande preocupação para que se possa armazenar de forma


adequada e eficiente a água aquecida durante todo o dia para que se possa utilizar
durante a noite ou em dias chuvosos e de frio, caso contrário nada serviria o sistema
de captação de luz solar se não pudéssemos conservar determinado volume de
água aquecida termicamente.
A equação a seguir demonstra que através da calorimetria o fluxo consegue
guardar a energia.
Q = mcΔT

Onde, a variação de temperatura é (ΔT) medido K, o calor especifico é c, Q é


medido em Cal (calorias), m em g (gramas), a capacidade de armazenar energia na
forma de calor é dado por Cal/g.K e na este valor é 1.
Vale ressaltar que existe uma necessidade real de armazenamento, pois nos
momentos em que existe o maior índice de incidência solar não é a mesma hora em
que se realmente faz necessário à utilização de agua aquecida residencial.
Independente da região faz se necessário um sistema integrado de aquecimento já
anteriormente mencionado para uma otimização do sistema.
34

8 METODOLOGIA

Com o objetivo de apresentar a utilização do sistema fotovoltaico em


residências para iluminação, trabalhando em paralelo com o sistema de
aquecimento de água visando um retorno econômico através da economia na conta
de luz, conforme foi descrito anteriormente neste estudo existe uma enorme
incidência de radiação solar em nosso País, mais especificamente na região
nordeste do Brasil.
Neste trabalho foi elaborado um estudo de viabilidade na utilização da energia
solar como fonte de complementar de energia elétrica residencial, com fins de
iluminação e aquecimento de água. Tal estudo foi desenvolvido em duas etapas
onde a 1° consistiu no estudo de uma residência com quatro moradores sendo dois
adultos e duas crianças a segunda etapa numa residência com seis adultos e duas
crianças.
O sistema foi desenvolvido com utilização de painéis solares e placas de
captação com o apoio de um aquecedor elétrico de potência de 1.700 W no primeiro
caso e 3.000 W no segundo caso estuado, que é acionado por termostato uma vez
que as placas coletoras não consigam suprir a demanda de aquecimento das caixas
de água.
Foi realizada uma substituição instalação de uma rede de cobre interligando o
reservatório aos chuveiros dos banheiros para o sistema de agua quente e o
restante da instalação hidráulica utilizou-se a tubulação padrão de PVC para o
sistema de agua fria da residência. Para o sistema de iluminação houve a
necessidade de elaboração e um projeto elétrico para um correto dimensionamento
do sistema.
No primeiro passo para iniciar o estudo de dimensionamento do sistema foto
voltaico iremos descobrir a energia produzida pelo sistema com apenas um painel
(KWh/dia), através da seguinte formula:

ED = ES X AP x ἠP x TD

Onde:
ED - Energia produzida pelo sistema com apenas um painel (KWh/dia)
ES - Energia diária recebida pelo sol (KWh/m²/dia)
ηP - Eficiência de conversão do painel
TD – Taxa de Desempenho do sistema
35

De posse desta informação podemos chegar a eficiência de conversão de um


painel foto voltaico (%).
Pmáx
𝜂p =
Ap x 1000

Onde:
ηP - Eficiência de conversão do painel
AP - Área do painel (m²)
PMÁX - Potência máxima de pico do painel

Agora podemos chegar até o cálculo da energia mensal produzida pelo


sistema com um apenas um painel foto voltaico (kWh/dia).

EM = ED x 30

Onde:
EM - Energia mensal produzida com um painel (kWh/dia)
ED - Energia produzida pelo sistema com apenas um painel (kWh/dia)

Em posse destas informações, existe a necessidade de se saber a real


demanda de energia que seria necessário produzir para atender a demanda uma
vez que este sistema está diretamente interligado ao desempenho como um todo,
dado que pode ser obtido através do histórico de faturas da residência em estudo
uma vez que a mesma obteve uma média de consumo com pequenas variações ao
longo de um ano.
Podemos calcular a número de painéis fotovoltaicos serão necessários para
suprir a demanda de consumo no estudo citado.
Enecesária
𝑁𝑝 =
Em
Onde:
ηP - Eficiência de conversão do painel
Enecessária – Energia necessária para suprir o consumo mensal (kWh)
EM - Energia mensal produzida com um painel (kWh/mês)
36

A localização dos painéis foto voltaicos é crucial para um bom aproveitamento


do sistema de captação de energia solar, então através das plantas no projeto
arquitetônico da residência foi possível fazer um levantamento da área da cobertura
da edificação. Com isso definimos a área ocupada pelos painéis foto voltaicos no
telhado da edificação.

A T = NP x A P

Onde:
AT – Área total ocupada pelos painéis
AP - Área do painel (m²)
NP – Número de painéis necessários

Sabendo que este sistema gera uma sobre carga na cobertura da edificação,
devemos calcular o peso total dos painéis (Kg) para que se saiba se existe a
necessidade de reforço na estrutura de cobertura.

P T = NP x P P
Onde:
NP – Número de painéis necessários
PT - Peso total dos painéis (Kg)
PP – Peso de um painel (Kg)

Para dimensionarmos o banco de baterias utilizaremos a seguintes fórmula.

Consumo total x Autonomia (dias)


Capacidade (Ah) =
Tensão da bateria (v)𝑥 𝑃𝑟𝑜𝑓𝑢𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑠𝑐. 𝐴𝑢𝑡𝑜𝑛𝑜𝑚𝑖𝑎 (𝑝𝑢)
37

8.1 CÁLCULO DE RETORNO

Para avaliarmos a taxa de eficiência do sistema utilizaremos o método


chamado de ROI - Taxa de retorno sobre investimento, designada pela sigla em
inglês ROI ou Return On Investment, consiste em uma métrica utilizada para
mensurar o rendimento obtido com uma dada quantia de recursos. O ROI é dado
pela razão entre o lucro líquido alcançado e o investimento efetuado dentro de um
dado período.
Para calcular o ROI podemos calcular a relação entre o ganho obtido a partir
do investimento pela quantia gasta com o investimento e dividindo o resultado
novamente pela quantia gasta com o investimento. Assim, temos a fórmula abaixo:

ROI (%) = (Ganho obtido – Quantia gasta com o investimento) / Quantia gasta
com o investimento

A taxa de retorno sobre investimento é uma métrica que também pode ser
estabelecida em porcentagem. Nesse caso, o cálculo do ROI pode ser feito pela
divisão entre o ganho obtido a partir do investimento pela quantia gasta com o
investimento, multiplicando esse quociente por 100. Confira a fórmula:

ROI (%) = Ganho obtido / Quantia gasta com o investimento x 100 %


38

9 ESTUDO DE CASO

9.1 SIMULAÇÃO DE CASO TIPO 01

O estudo foi realizado em uma residência familiar no município de Lagarto


onde moram dois adultos e duas crianças, o sistema fotovoltaico irá suprir a
demanda de um aquecedor elétrico de 1.700 W, responsável pela manutenção da
temperatura de uma caixa de 150 litros e 11 lâmpadas de 20 W. Foi realizado um
estudo preliminar para descobrir a energia requerida, que foi calculada em função do
consumo dos elementos, do tempo de utilização e da potência requerida de cada
equipamento. Os dados da tabela 02 descreve o levantamento de dados do objetivo
de nosso estudo.

Tabela 02 - Levantamento Quantitativo para o Estudo de Caso Tipo 01


Tempo de Consumo em Total
Aparelho Quant. Pot. (W)
Consumo (kW) kWh/dia
Uso cotidiano

Lâmpadas 11 20 4,5 h 0,22 0,99

Aquecedor 1 1700 4h 1,7 6,80

Total/dia 7,79

Total/mês 233,70

Os dados da tabela 03 descreve o levantamento do consumo médio mensal


no período de 12 meses conforme dados obtidos na fatura de energia da
concessionária.
.
39

Tabela 03 - Levantamento de Consumo para o Estudo de Caso Tipo 01


Consumo Médio Dias de Consumo/ Média Diária
Mês
(kWh) Mês (kWh/dia)
Janeiro 275 31 8,87
Fevereiro 278 29 9,59
Março 258 31 8,32
Abril 272 30 9,07
Maio 303 31 9,77
Junho 351 30 11,70
Julho 347 31 11,19
Agosto 286 31 9,23
Setembro 269 30 8,97
Outubro 395 31 12,74
Novembro 197 30 6,57
Dezembro 277 31 8,94
Total 292,33 30 9,74

Foram definidos os dados do módulo fotovoltaico do estudo de caso tipo 1 na


tabela 04:

Tabela 04 - Dados do Módulo para Estudo de Caso Tipo 01


Dados do Módulo Fotovoltaico
Fabricante SIEMENS
Modelo SP240
Tecnologia Silício Monocristalino
Potência Nominal 240 Wp
Perda de Potência Anual 0,80 %
Área do Painel 1,7231 m²
Peso 19 Kg
Tensão de Circuito Aberto (Voc) 36,8 V
Coeficiente de Temperatura da Tensão - 0,32% / °C
Classificação na ENCE A
Vida Útil 20 Anos
40

Na tabela 05 contem os dados que definem a necessidade de consumo e de


eficiência do painel no estudo de caso tipo 1 :

Tabela 05 - Dados Complementares do Módulo para o Estudo de Caso Tipo 01


Dados Complementares do Módulo
Eficiência do Painel 14,80%
Energia Diária Produzida pelo Painel 2,07 kWh
Energia Mensal Produzida pelo Painel 62,03 kWh
Área Total Ocupada 6,67 m²
Peso Total 76,00 Kg

Na tabela 06 foi feito uma análise de custo para implantação do sistema


fotovoltaico no estudo de caso tipo 1.

Tabela 06 - Analise de Custo para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 01

Resultado dos Cálculos

Preço dos Painéis R$ 1.500,00


Número de Painéis Instalados 4
Energia Inicial Anual Produzida por Painel 744,38 kWh
Energia Inicial Anual Produzida pelo Sistema 2880,00 kWh
Perda de Potência Anual do Painel 0,80%
Tarifa de Energia da Concessionária 0,34479 R$/kWh
Custo de Manutenção Anual 0,50%
Vida Útil do Sistema 20 Anos

Na tabela 07 foi feito uma análise do investimento inicial para implantação do


sistema fotovoltaico no estudo de caso tipo 1.
41

Tabela 07 - Investimento Inicial para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 1


Investimento Inicial para Implantação do Sistema
Equipamentos Quant. Custo Unit. Custo Total
Módulo fotovoltaico Bosch M240-3BB 4 1.500,00 R$ 6.000,49
Equipamentos de Controle de Carga - - R$ 162,00
Instalação do sistema e equipamentos adicionais - - R$ 1.345,00
Baterias Estacionárias 220 AH 8 1284,00 R$ 10.272,00
Boiler / Reservatório De 150 Litros Aquecedor Solar Inox - - R$ 830,00
Total R$ 8.412,49

Na tabela 15 contem os dados dos cálculos finais do investimento no estudo


de caso tipo 2.

Tabela 08 - Cálculos Finais do Investimento no Estudo Caso Tipo 1


Cálculos Finais do Investimento
Custo de Instalação R$ 18.412,49
Custo de Troca de Baterias R$ 5.136,00
Custo Total R$ 23.548,49
Economia Anual R$ 993,00
Economia em 20 Anos R$ 19.859,90
Tempo Util do Sistema 20 Anos
Saldo Financeiro - R$ 3.688,59
Retorno financeiro em Meses 23 anos e 8 meses

9.2 RESULTADOS E DISCUSSÕES DO ESTUDO DE CASO TIPO 01

Para a implantação do sistema fotovoltaico é necessário um custo inicial de


instalação, possui uma durabilidade considerável e foi constatado em nosso estudo
de caso que este investimento não pode ser recuperado no prazo de vida útil do
equipamento.
42

Sendo assim, o modelo proposto em nosso estudo não viabiliza esta forma
alternativa de energia no sistema Off-Gride.

9.3 SIMULAÇÃO DE CASO TIPO 02

O referido estudo foi realizado em uma residência familiar no município de


Aracaju onde moram 6 adultos e duas crianças onde o sistema fotovoltaico irá suprir
a demanda de um aquecedor elétrico de 3000 W, responsável pela manutenção da
temperatura de uma caixa de 500 litros e 25 lâmpadas de 15 W. Foi realizado um
estudo preliminar para descobrir a energia requerida, que foi calculada em função do
consumo dos elementos, do tempo de utilização e da potência requerida de cada
equipamento. Os dados da tabela 09 descreve o levantamento de dados do objetivo
de nosso estudo.

Tabela 09 - Levantamento Quantitativo para o Estudo de Caso Tipo 2


Tempo de Consumo em Total
Aparelho Quant. Pot. (W)
Consumo (kW) kWh/dia
Uso cotidiano

Lâmpadas 25 15 5h 0,375 1,875

Aquecedor 1 3000 5,5 h 3,00 16,5

Total/dia 18,375

Total/mês 551,25

Os dados da tabela 10 descreve o levantamento do consumo médio mensal


no período de 12 meses conforme dados obtidos na fatura de energia da
concessionária.

Tabela 10 - Levantamento de Consumo para o Estudo de Caso Tipo 2


Consumo Médio Dias de Consumo/ Média Diária
Mês
(kWh) Mês (kWh/dia)

Janeiro 925 31 29,84


Fevereiro 1040 29 35,86
Março 1010 31 32,58
43

Abril 990 30 33,00


Maio 1071 31 34,55
Junho 1253 30 41,77
Julho 1202 31 38,77
Agosto 1000 31 32,26
Setembro 1024 30 34,13
Outubro 1307 31 42,16
Novembro 1106 30 36,87
Dezembro 1068 31 34,45
Total 1083,00 30 36,10

Foram definidos os dados do módulo fotovoltaico do estudo de caso tipo 2 na


tabela 11:

Tabela 11 - Dados do Módulo para o Estudo de Caso Tipo 2


Dados do Módulo Fotovoltaico
Fabricante SIEMENS
Modelo SP240
Tecnologia Silício Monocristalino
Potência Nominal 240 Wp
Perda de Potência Anual 0,80 %
Área do Painel 1,7231 m²
Peso 19 Kg
Tensão de Circuito Aberto (Voc) 36,8 V
Coeficiente de Temperatura da Tensão - 0,32% / °C
Classificação na ENCE A
Vida Útil 20 Anos

Na tabela 12 contem os dados que definem a necessidade de consumo e de


eficiência do painel no estudo de caso tipo 2 :
44

Tabela 12 - Dados Complementares do Módulo para o Estudo de Caso Tipo 2


Resultado dos Cálculos
Eficiência do Painel 14,80%
Energia Diária Produzida pelo Painel 2,07 kWh
Energia Mensal Produzida pelo Painel 62,03 kWh
Área Total Ocupada 15,56 m²
Peso Total 171,53 Kg

Na tabela 13 foi feito uma análise de custo para implantação do sistema


fotovoltaico no estudo de caso tipo 2.

Tabela 13 - Analise de Custo para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 2


Resultado dos Cálculos
Preço dos Painéis R$ 1.500,00
Número de Painéis Instalados 9
Energia Inicial Anual Produzida por Painel 744,38 kWh

Energia Inicial Anual Produzida pelo Sistema 6720,00 kWh

Perda de Potência Anual do Painel 0,80%


Tarifa de Energia da Concessionária 0,34479 R$/kWh
Custo de Manutenção Anual 0,50%
Vida Útil do Sistema 20 Anos

Na tabela 14 foi feito uma análise do investimento inicial para implantação do


sistema fotovoltaico no estudo de caso tipo 2.
45

Tabela 14 - Investimento Inicial para Implantação do Sistema no Estudo de Caso Tipo 2


Investimento Inicial para Implantação do Sistema
Equipamentos Quant. Custo Unit. Custo Total
Módulo fotovoltaico Bosch M240-3BB 9 1.500,00 R$ 13.500,49
Equipamentos de Controle de Carga - - R$ 162,00

Instalação do sistema e equipamentos adicionais - - R$1.345,00

Baterias Estacionárias 220 AH 8 1284,00 R$10.272,00


Boiler / Reservatório De 150 Litros Aquecedor
- - R$R$ 830,00
Solar Inox
Total R$ 26.150,49

Na tabela 15 contem os dados dos cálculos finais do investimento no estudo


de caso tipo 2.

Tabela 15 - Cálculos Finais do Investimento no Estudo de Caso Tipo 2


Resposta de Cálculo de Investimento
Custo de Instalação R$ 26.150,49

Custo de Troca de Baterias R$ 5.136,00


Custo Total R$ 31.286,49
Economia Anual R$ 2.316,99
Economia em 20 Anos R$ 46.339,78
Tempo Útil do Sistema 20 Anos
Saldo Financeiro R$ 15.053,29
Resultado Financeiro em Meses 13 anos e 6 meses
46

9.4 RESULTADOS E DISCUSSÕES DO ESTUDO DE CASO TIPO 02

Para a implantação do sistema fotovoltaico é necessário um custo inicial de


instalação, possui uma durabilidade considerável e foi constatado em nosso estudo
de caso que este investimento pode ser recuperado no prazo de vida útil do
equipamento de forma significativa.
Sendo assim, o modelo proposto em nosso estudo viabiliza esta forma
alternativa de energia no sistema Off-Gride.
47

10 RESULTADOS E DISCUSSÕES

De acordo com este estudo constatou-se que dependendo da carga


consumida na residência o sistema fotovoltaico pode ser viável, apesar do seu alto
custo de implantação, seu longo prazo de vida útil viabiliza , garante um retorno
financeiro para o consumidor e se implantar um sistema conectado a rede torna o
investimento para implantação do sistema fotovoltaico mais barato do que com um
banco de baterias.
Dessa forma, o modelo proposto em nosso estudo viabiliza esta forma
alternativa de energia no sistema Off-Gride.
48

11 CONCLUSÃO

O sol é a maior fonte de energia e ainda estamos longe de aproveitarmos com


eficiência toda essa energia que chega até o solo uma vez que parte da energia
solar é refletida e retorna para o espaço “energia planetária”, muito dessa deficiência
está ligada ao alto custo dos sistemas utilizados hoje.
A falta de políticas públicas que trabalhem com um maior entusiasmo as
novas tecnologias de geração elétrica que diminuam os altos valores de impostos
hoje cobrados sobre estas tecnologias os quais inviabilizam sua instalação em
grande escala nos centros urbanos e rural.
49

REFERÊNCIAS

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12269: Execução de


instalações de sistemas de energia solar.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10184: Coletores
solares planos para líquidos: determinação do rendimento térmico. Rio de Janeiro,
1988 a.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 10185: Reservatórios
térmicos para líquidos destinados a sistemas de energia determinação de
desempenho térmico. Rio de Janeiro, 1988 b.
Fonte: CENTRO DE REFERÊNCIA PARA A ENERGIA SOLAR E EÓLICA SÉRGIO
DE SALVO BRITO - CRESESB. Informe Técnico, Rio de Janeiro, v. 2, n. 1, jun. 1996
ANEEL. Resolução Normativa Nº 414. Disponível em:
<http://www.aneel.gov.br/cedoc/ren2010414.pdf. Acesso em: 30/11/2013
PAIM, M.V. A Energia Solar: Alternativas. São Paulo: Scipione, 1994.
WOLFGANG, P. Energia Solar e Fontes Alternativas. São Paulo: Pioneira, 1994.
PAINEL SOLAR FOTOVOLTAICO POLICRISTALINO. Disponível em:
<http://minhacasasolar.lojavirtualfc.com.br/prod,IDLoja,14743,IDProduto,3950028>.A
cesso em: 30/11/2013
PALZ, W. Electricidad solar, Editorial Blume, Barcelona, 1978.
PEREIRA, F. Guia de Manutenção de Instalações Fotovoltaicas. Porto-Portugal:
Ed. Publindustria, 2012.