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Aula demonstrativa - LINDB

Curso de Direito Civil p/ Auditor Fiscal


Tributário de Campinas (ISS Campinas)
Professor: Wangney Ilco
Curso de Direito Civil
Teoria e Questões comentadas
Prof. Wangney Ilco - Aula 00

APRESENTAÇÃO

SAIUUUUUUUUUUU!!!!
Olá pessoal! Tudo beleza?
Sejam bem-vindos ao Curso de Direito Civil p/ Auditor Fiscal
Tributário Municipal – CAMPINAS

Curso PÓS-edital
Banca: VUNESP
Prova: 15/09/2019
Remuneração inicial: R$ 15.000,00 (estimados, a
depender de Prêmios Produtividade Variáveis)

Bem, já temos edital!!! Como costumo falar: acredite no concurso!!!


Para mais informações, confira a análise desde concurso em: RAIO-X do
edital.
Pois bem, o diferencial do presente curso de Direito Civil é a
objetividade e a facilidade na assimilação da matéria, por meio de muitos
esquemas gráficos, tabelas e etc. A linguagem do curso pretende ser a
mais próxima possível de uma aula presencial: solta, objetiva, leve; sem
expressões difíceis, como encontramos nos livros e, principalmente, utilizando
muitos recursos gráficos e esquematizações para facilitar a assimilação do
Direito Civil. Afinal, o objetivo do curso é a aprovação; é ensinar a marcar o
“X” na alternativa correta e “partir pro abraço”. Beleza?
Antes, porém, como dica de estudos, sugiro alguns materiais gratuitos
e ferramentas, como os nossos SIMULADOS e o SQ-SISTEMA DE QUESTÕES.
Além disso, ressalta-se que em diversos concursos, o programa traz o
Direito Civil junto com Direito Empresarial. Nem sempre, os assuntos
apresentam-se separados por essas duas disciplinas; é comum virem
misturados. Assim, para facilitar os seus estudos, também temos os
respectivos cursos de Direito Empresarial aqui no Exponencial Concursos.
Basta conferir!!!
Ah, este curso está atualizado com a legislação e questões bem
recentes!!!

Se não puder voar, corra. Se não puder correr,


ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue
em frente de qualquer jeito.
(Martin Luther King Jr.)

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Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro: vigência e


revogação da norma, conflito de normas no tempo e no espaço,
preenchimento de lacuna jurídica: princípios gerais, analogia, usos e
costumes; equidade.

Sumário
Apresentação do Professor .................................................................. 4
Estrutura e cronograma do curso......................................................... 5
1- Introdução ..................................................................................... 7
1.1- Leis naturais x leis jurídicas ........................................................... 7
1.2- Direito Objetivo x Direito Subjetivo ................................................ 7
1.3- Fontes do Direito ......................................................................... 9
1.4- Norma jurídica: Lei em sentido amplo x Lei sentido estrito ................ 9
1.5- Características e classificação das normas jurídicas ........................ 11
1.6- Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro .......................... 13
2- Vigência da lei no tempo .............................................................. 15
2.1- Promulgação e publicação ........................................................... 15
2.2- Vigência da lei ........................................................................... 16
2.3- Vigência x Validade x Eficácia da lei ............................................. 17
2.4- Vacatio Legis ............................................................................. 18
2.5- Correções de lei ......................................................................... 19
2.6- Lei permanente x lei temporária .................................................. 20
2.7- Revogação ................................................................................ 20
2.8- Repristinação ............................................................................ 23
2.9- Erro de direito – princípio da obrigatoriedade ................................ 24
2.10- Lacuna legal - Integração das normas jurídicas .............................. 24
2.10.1 Analogia .............................................................................. 25
2.10.2 Costume .............................................................................. 26
2.10.3 Princípios gerais do direito ..................................................... 26
2.10.4 Equidade ............................................................................. 27
2.11- Interpretação da norma jurídica - hermenêutica ............................ 27
2.12- Conflito de normas no tempo....................................................... 28
2.13- Antinomia jurídica ...................................................................... 29
3- Vigência da lei no espaço ............................................................. 31
3.1- Território .................................................................................. 31
3.2- Territorialidade temperada .......................................................... 31
3.3- Princípio domiciliar – lex domicilii ................................................. 32

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3.3.1 Casamento e regime de bens ................................................. 33


3.3.2 Os bens e suas relações ........................................................ 35
3.3.3 Obrigações .......................................................................... 36
3.4- Sucessão .................................................................................. 37
3.5- Disposições diversas – conflito da lei no espaço ............................. 38
4- Lei nº 13.655/18: segurança jurídica e eficiência na criação e na
aplicação do direito público ............................................................... 40
5- Questões Comentadas .................................................................. 43
5.1- Questões de outras bancas ......................................................... 47
6- Lista de exercícios ........................................................................ 71
6.1- Questões de outras bancas ......................................................... 75
7- Gabarito ....................................................................................... 88

Apresentação do Professor

Meu nome é Wangney Ilco. Sou ex-aluno do Colégio Naval (ingresso


em 1997) e Escola Naval (ingresso em 2000). Bacharel em Ciências Navais
pela Escola Naval com especialidade em Sistemas (2004). Após alguns anos
como Oficial da Marinha, decidi deixar a vida militar e ingressei nesta doce
vida de “concurseiro”. O foco era a área fiscal, mais especificamente o fisco do
Estado do Rio de Janeiro. Nos dois primeiros certames (2008) não fui feliz, por
absoluta perda de foco e por problemas pessoais. Porém, já no ano seguinte,
após alguns meses sem estudar, retornei com muita força já com edital na
praça. Fiz alguns ajustes. Foram 45 dias de dedicação total e foco máximo.
Resumos, gráficos, esquemas, mapas-mentais foram utilizados para aproveitar
o tempo com a máxima eficiência. E deu certo! Obtive a tão sonhada
aprovação: Auditor Fiscal da Receita Estadual do Rio de Janeiro. Cargo
que exerço atualmente! Desde então, final de 2009, me tornei Professor de
Direito Empresarial tendo lecionado em alguns dos principais cursos
preparatórios do país, dentre eles o Exponencial Concursos (meus cursos de
empresarial). No momento, estou cursando Direito na Universidade Federal
do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Pela facilidade com o Direito, mais
especificamente com o Direito Privado, também assumi o Direito Civil.

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Estrutura e cronograma do curso

Pois bem, este curso é de TEORIA + QUESTÕES COMENTADAS e foi


elaborado com base em nossa experiência no “mundo dos concursos” e
estudos a diversos materiais (livros, apostilas, etc.).
Assim, pretende-se proporcionar um material adequado e o melhor
aprendizado para atingir o seu objetivo. Além disso, teremos muitas
esquematizações que ajudam e facilitam a compreensão do conteúdo.
Também, teremos muitas questões, pois essa ideia de fazer muitos
exercícios norteia nossos trabalhos aqui no Exponencial Concurso, tendo em
vista que a experiência nos mostra que os exercícios são ferramentas
indispensáveis à aprovação.
Vejamos o cronograma de nossas aulas:

Aula Conteúdo
Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro: vigência e
revogação da norma, conflito de normas no tempo e no espaço,
00
preenchimento de lacuna jurídica: princípios gerais, analogia, usos
e costumes; equidade.
Pessoa Natural: conceito; capacidade e incapacidade; começo e
01
fim, direitos da personalidade.
Pessoa Jurídica: conceito; classificação; começo e fim de sua
02
existência legal; desconsideração.
Negócio Jurídico (conceito; classificação; elementos essenciais
03 gerais e particulares; elementos acidentais; defeitos; nulidade
absoluta e relativa). Dos Atos Jurídicos Lícitos.
04 Contratos. Dos contratos em geral.
Dos seguintes contratos em espécie: compra e venda, doação e
05
comodato, mútuo, mandato e fiança.
06 Dos Atos Ilícitos; Responsabilidade civil subjetiva e objetiva.
07 Direito das coisas: posse e propriedade.
08 Do penhor, da hipoteca e da anticrese.
09 Questões VUNESP.
BÔNUS RESUMÃO
*Confira o cronograma com as datas de disponibilização das aulas no
site do Exponencial.

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• Foco das questões é a VUNESP. Porém, há um histórico pequeno de


questões de nossa disciplina. Assim, comentaremos o que for viável da
VUNESP (última aula com todas as questões possíveis) e utilizaremos
questões de outras bancas para complementar;
• TOTAL: 500 QUESTÕES
Assim, acreditamos que este curso de Direito Civil seja o suficiente para
a sua aprovação, já que, de forma objetiva, abordamos toda a teoria e ainda
as questões detalhadamente comentadas.
No mais, esperamos contar com a presença de vocês neste curso de
maneira otimista e compromissada, para que possamos caminhar juntos, de
mãos dadas, rumo à aprovação. Tenho certeza que com ESFORÇO,
DISCIPLINA e ORGANIZAÇÃO chegaremos lá. Força na remada! Em caso
de dúvidas sobre nossas aulas, basta usar e abusar de nosso fórum.
Pois bem, vamos ao que interessa! Carpe Diem

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1- Introdução

Inicialmente, devemos fazer uma introdução que abrange não somente


o Direito Civil, mas todo o Direito. São assuntos que costumamos ver no início
da faculdade de Direito. É verdade que são assuntos pouco cobrados em
prova, de forma isolada. E, em relação a nossa área, isso não é diferente.
Porém, é uma introdução necessária sim para o bom andamento do curso e
também porque alguns termos que veremos a seguir podem ser usados em
questões de outros assuntos, ok? Então, vamos seguir!

1.1- Leis naturais x leis jurídicas

Vamos começar nosso trabalho com o estudo da lei. Inicialmente, é


interessante perceber que quando falamos em lei, estamos nos referindo ao
conjunto de normas e regras jurídicas, e não às leis naturais. Mas, qual é a
diferença entre as leis naturais e as leis jurídicas?

Leis naturais
Princípio da causalidade ≠ Leis jurídicas
Princípio da imputabilidade

As leis naturais são decorrentes da própria ação da natureza, na qual


reina o chamado princípio da causalidade. Isso significa que cada causa produz
determinado efeito, e isso independe de ação humana. Podemos citar, como
exemplo, a lei da gravidade.
As leis jurídicas, por sua vez, são convenções que disciplinam regras
de conduta, que funcionam como diretivas para ação. Nesse caso, podemos
citar o princípio da imputabilidade, pois quando um indivíduo pratica uma
conduta prevista em lei como crime ou contravenção, a ele deve ser imputada
determinada consequência prevista em lei.
No nosso estudo, quando nos referirmos à lei, estaremos tratando das
leis jurídicas.

1.2- Direito Objetivo x Direito Subjetivo

Outra diferenciação que precisamos fazer é com relação ao Direito


objetivo e o Direito Subjetivo. Vejamos:

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Direito Objetivo Direito Subjetivo

• É o conjunto de normas • É o poder atribuído ao indivíduo


jurídicas de caráter geral e de para agir conforme a sua
observância obrigatória pelos faculdade para a satisfação dos
indivíduos; seus interesses tutelados pela
•É imposto pelo Estado; lei (Direito objetivo);
•Refere-se ao conceito de Norma •Refere-se à Facultas Agendis -
Agendi - são normas jurídicas faculdade individual de agir
comportamentais; conforme o direito objetivo;
•Estabele limites à conduta •Expressa a vontade individual
humana em sociedade; •É posterior à norma jurídica;
•Expressa a vontade geral; •Deriva e nasce do Direito
•Organiza a sociedade conforme objetivo;
o conjunto de regras jurídicas; •Ex.: O indivíduo poderá usar o
•Ex.: O respeito à propriedade é seu direito à propriedade para
uma imposição do Direito; protegê-la. Poder de coerção.

Portanto, o Direito objetivo e o Direito subjetivo estão intimamente


ligados, representando conceitos distintos. Ressalta-se que há uma corrente
doutrinária que considera que o Direito subjetivo é a faculdade de agir do
indivíduo conforme os seus interesses. Mas há outra corrente que entende que
essa faculdade de agir não é o Direito subjetivo em si, mas está contido nele,
pois a faculdade de agir seria algo inerente ao ser humano e, portanto, estaria
inserido no campo natural. A faculdade humana, por esta correte, seria
anterior ao Direito. Beleza?

1. (ESPP/Juiz do Trabalho-TRT-9ªR/2012) Considerando


a teoria do Direito Civil acerca das locuções "direito objetivo" e "direito
subjetivo", assinale a alternativa incorreta:
a) O direito subjetivo associa-se à noção de "facultas agendi".
b) Visto como um conjunto de normas que a todos se dirige e a todos vincula,
temos o "direito subjetivo".
c) Direito subjetivo é a prerrogativa de invocação da norma jurídica, pelo
titular, na defesa do seu interesse.
d) Visto sob o ângulo subjetivo, o direito é o interesse juridicamente tutelado
(Ihering).
e) 0 direito objetivo refere-se a um conjunto de regras que impõem à conduta
humana certa direção ou limite. Ele descreve condutas obrigatórias e
comina sanções pelo comportamento diverso dessa descrição

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Comentários
Letra “b” incorreta. Na verdade, o conceito expresso na letra “b” qualifica o
Direito objetivo e não o subjetivo. As demais alternativas estão perfeitamente
corretas, representando os conceitos e características do Direito objetivo e do
Direito subjetivo.
Gabarito1: B

1.3- Fontes do Direito

As Fontes do Direito representam a origem, bem como o meio de


expressão das normas jurídicas. Podemos observar duas formas de classificar
as Fontes do Direito:

FONTES do Direito

FORMAIS NÃO FORMAIS

Lei
Analogia
Doutrina
Costume
Jurisprudência
Princípios Gerais de
Direito

Nas fontes formais, a lei é a principal delas, enquanto as demais são


consideradas fontes acessórias. A outra classificação prevista é a seguinte:

Diretas ou Lei + Costumes: criam a regra


Imediatas jurídica.
Fontes do
Direito
Doutrina + Jurisprudência: não
Indiretas ou
criam, mas contribuem para a
Mediatas
criação da regra jurídica.

1.4- Norma jurídica: Lei em sentido amplo x Lei sentido estrito

As normas jurídicas estão na base de um ordenamento jurídico. Elas


estabelecem as regras de conduta e comportamento da sociedade, sendo uma
imposição do Estado, o qual possui a responsabilidade de aplicar as

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penalidades prevista quando infringidas. Reflete também os preceitos, os


mandamentos e os valores do ordenamento jurídico.
Em algumas ocasiões, a norma jurídica é utilizada como sinônimo de lei.
Assim sendo, é importante atentar que a palavra lei (ou norma jurídica) pode
ser utilizada em dois sentidos: amplo (“lato sensu”) e estrito (“stricto
sensu”).

Sentido amplo Não precisa ser proveniente do


(lato sensu) Poder Legislativo
Lei
Sentido estrito Necessariamente proveniente do
(stricto sensu) Poder Legislativo

Em sentido amplo (norma jurídica), a palavra lei abrange não


apenas as leis emanadas pelo Poder Legislativo, mas também outros
normativos, como por exemplo, os decretos e os regulamentos. Outro
exemplo, seria o caso da Medida Provisória, que em situações de urgência e
relevância, é fruto do Poder Executivo e tem força de lei. Embora não seja lei
em sentido estrito, a medida provisória é lei em sentido amplo. A lei em
sentido amplo também é conhecida como lei em sentido material, pois
apesar de não ser uma norma jurídica que seguiu a formalidade legislativa, é
uma norma em sua essência, em seu conteúdo.
Em sentido estrito, a lei precisaria ser introduzida no ordenamento
jurídico somente pelo Poder Legislativo, por meio de atos legislativos formais.
Por isso, a lei sem sentido estrito também é conhecida como lei em sentido
formal.

2. (FCC/Procurador-AL-SP/2010) Em relação às Fontes do


Direito Objetivo, considere:
I. Legislação, lato sensu, é modo de formação de normas jurídicas por meio de
atos competentes.
II. Lei, no sentido material, designa o conjunto de normas que estabelecem os
meios judiciais de se fazerem valer direitos e obrigações.
III. Os costumes são primordiais para o preenchimento de lacunas da lei, pois
muitos não se opõem à lei, mas disciplinam matérias que a lei não conhece.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I

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b) I e II.
c) II.
d) II e III.
e) III.
Comentários
Letra “d”.
I – Incorreta. Esta definição é de legislação (lei) stricto sensu, onde a norma é
formada por meio dos órgãos competentes (poder legislativo).
II – Correta. Refere-se à norma jurídica no que tange ao seu conteúdo,
determinando direitos e obrigações.
III – Correta. Os costumes são uma das fontes do direito – é uma fonte formal
ou direta ou imediata. Sendo assim, os costumes são empregados no
preenchimento das lacunas deixadas pela lei, nos termos do art. 4º da Lei de
Introdução ao Direito Brasileiro (LINDB): “Art. 4o Quando a lei for omissa, o
juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios
gerais de direito”.
Gabarito2: D

1.5- Características e classificação das normas jurídicas

A doutrina costuma abordar algumas características das normas


jurídicas:
CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS JURÍDICAS

Bilateralidade Envolve pelo menos duas partes: uma que exige


determinada conduta de outra parte. Há uma relação
de poder e dever. Ex.: O município tem o poder de
exigir o pagamento do ISS dos contribuintes.
Generalidade A norma objetiva atingir todos as pessoas que se
encontrem na mesma situação jurídica. Ela não é
personalíssima. Não é dirigida especificamente a um
indivíduo; mas, à coletividade.
Abstratividade A norma é dirigida às mais diversas situações de forma
abstrata ou hipotética.
Coercibilidade Significa a possibilidade do uso da força para o
cumprimento da norma. Ex.: Prisão civil, despejo de
imóvel.
Obrigatoriedade e A norma deve ser imposta de forma a ser cumprida,
Imperatividade pois não representa uma declaração de vontade ou de

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conduta. O seu descumprimento pode ensejar a


aplicação de sanção. A norma é uma ordem ou
comando.
Permanência a Lei não pode ser aplicada apenas uma vez.

Autorizamento O direito de o lesado recorrer aos meios competentes e


requisitar reparação.

Pois bem, acerca da classificação da norma jurídica, temos diversas


classificações. Vejamos as principais delas:

Quanto à Imperatividade ou Obrigatoriedade:

COGENTES Não COGENTES


-É absoluta; -É relativa;
-Representa um ação ou abstenção; -Representa faculdade de agir ou de
-Mandamentais ou Proibitivas; se abster;
-Proibida a direção alcoolizada; -Permissivas ou Supletivas;
-Usar o cinto de segurança. -Casamento (escolha do regime de
bens).

Obs.: As leis cogentes também são conhecidas como INJUTIVAS, não


podendo ser modificadas pelas partes ou juiz. São leis de ordem pública.
Obs.: As leis não cogentes também são conhecidas por leis SUPLETIVAS
ou PERMISSIVAS, protegendo o interesse dos particulares e podendo ser
modificadas por vontade das partes.

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Prevê 2 sanções quando violadas:


Mais que a nulidade do ato e uma pena.
perfeitas Ex.: crime de bigamia (penal e
nulidade do casamento)

Prevê a nulidade do ato ou a


possibilidade de sua anulação.
Perfeitas Ex.: Negócio celebrado mediante
coação (art. 171, CC)

Quanto ao
Autorizamento
Prevê a penalidade, mas não a
anulação do ato. Ex.: Viúvo (a)
Menos que que casa antes do inventário e
perfeitas partilha. Pena: casar com
separação de bens (arts. 1523, I
e 1641, CC)

Nã prevê consequências
Imperfeitas jurídicas, quando violadas. Ex.:
Dívidas de jogos (art. 814, CC)

Quanto à natureza de suas disposições:

Adjetivas
Substantivas (materiais)
-Definem os meios de alcançar os
-Definem direitos e deveres;
direitos;
-Estabelecem requisitos, formas e
-Processuais ou formais;
exercício;
-Código de processo civil e código
-Direito Civil e Penal.
de processo penal

1.6- Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro

Bem, pessoal, esta aula vai girar em torno da chamada Lei de


Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei nº 4.657/42),
cuja sigla que adotaremos é a LINDB, ok? Anteriormente, conhecíamos a

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LINDB como Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), porém a Lei nº


12.376/10 alterou o Decreto-Lei em sua ementa; mudou-se de LICC para
LINDB. Pura formalidade! É o que menos importa para a nossa prova.
Na verdade, apesar da LINDB ser tratada didaticamente como uma
norma de introdução ao Direito Civil, na prática é uma lei autônoma aplicada
também aos demais ramos do Direito – daí a razão para a mudança de
nomenclatura. A LINDB, portanto, deve ser tratada como uma lei que
regulamenta outras leis e normas, sendo por isso conhecida pela expressão
lex legum – sobredireito, superdireito, lei das leis, norma sobre as normas.
Logo, a LINDB possui de início duas características principais: CONJUNTO DE
NORMAS SOBRE NORMAS e APLICABILIDADE A TODOS OS RAMOS DO
DIREITO.

Interesses Direito Relações entre


do Estado particulares

Público Privado

D.
D. D. Direito Direito
Tributário,
Constitucional Administrativo Comercial Civil
etc.

No mais, dessa forma, a LINDB vai tratar dos seguintes pontos:

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro


LINDB

Lex Legum

Conflito das
Vigência e Formas de
normas Normas de Critérios de
Eficácia das Integração
jurídicas no Direito Hermenêutica
normas da norma
Tempo e no Internacional Jurídica
jurídicas jurídica
Espaço

3. (CESPE/Delegado de Polícia-AL/2012) Com base no


que dispõe a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e
Direito Civil, julgue os itens subsecutivos.

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A LINDB é considerada uma lex legum, ou seja, uma norma de sobredireito.


Comentários
O item está Certo. A LINDB é considerada uma norma de sobredireito, pois é
um conjunto de normas sobre normas, que atinge não apenas o direito
privado, mas também o direito público, possuindo aplicação nos diversos
ramos do direito.
Gabarito3: Certo

2- Vigência da lei no tempo

Para estudarmos a vigência das leis no tempo, precisaremos trabalhar


com alguns conceitos importantes, entre eles, as fases do processo
legislativo, o significado de vigência, vacatio legis, revogação e
repristinação.

2.1- Promulgação e publicação

No âmbito do Direito Constitucional, estuda-se que a criação de uma lei


segue um procedimento chamado processo legislativo, que pode ser
sintetizado nas seguintes etapas:

Discussão e
Iniciativa Sanção ou Veto
aprovação

Publicação Promulgação

É importante atentar para a diferença entre promulgação e publicação:

Publicação
Promulgação
divulga a existência da lei
declara a existência da lei
exigência para entrada em
"nascimento" da lei vigor

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2.2- Vigência da lei

A vigência da lei deve ser contada a partir de sua publicação. Mas, o


que é vigência? É o período no qual a lei possui obrigatoriedade de
cumprimento. A partir de sua vigência, a lei produz efeitos para situações
concretas. Pode ser analisada sob os seguintes aspectos:

no tempo Início e término dos efeitos

Vigência

no espaço Território no qual produz efeitos

Conforme disposto no caput do artigo 1º da LINDB:

45 dias
Salvo
a lei começa em todo o depois de
disposição
a vigorar país oficialmente
contrária
publicada

Portanto, em regra geral, a vigência da lei ocorre após 45 dias


contados a partir de sua publicação. Esse é o chamado sistema simultâneo
ou sincrônico, pois determinou um prazo único para a obrigatoriedade da lei
em todo o país.

45 dias

Publicação Vigência

4. (CESPE - Auxiliar Judiciário - TJAC/AC - 2012) Com


base na Lei de Introdução às Normas Brasileiras, julgue os itens a seguir.
A vigência da norma começa com sua promulgação.
Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 1° da LINDB, salvo disposição contrária,
a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de
oficialmente publicada. Portanto, o prazo é de 45 dias e deve ser contado a
partir da publicação e não da promulgação da lei.
Gabarito4: Errado

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2.3- Vigência x Validade x Eficácia da lei

Não podemos confundir estes 3 (três) institutos em hipótese alguma.


Isso é pênalti no dia da prova, ok? Vejamos:
• Validade: os aspectos formais (ou condicional) e materiais (ou finalísticas)
exigidos pelo ordenamento jurídico foram observados. Exemplo de aspectos
formais: quórum de votação e aprovação da lei; autoridade competente
para edição da lei. Exemplo de aspectos materiais: assuntos que podem ser
objetos de determinado ato normativo.
• Vigência: relaciona-se à publicidade da lei, pela qual a lei é válida e pública
perante à sociedade. Assim, a vigência da lei representa a possibilidade,
em tese, de produção de seus efeitos. Como regra, uma vez que a lei se
torna válida, ela também se torna vigente e poderá produzir efeitos. Porém,
durante o período de vacância, a lei é válida, mas não pode produzir
efeitos. Só uma lei válida pode ser vigente; toda lei vigente é válida. Mas
nem toda lei válida é, necessariamente, vigente, pois pode estar em seu
período de vacância. Então, diz-se que a lei é vigente quando existe e pode
produzir efeitos, por ser formalmente válida.
• Eficácia: quando a lei está apta a produzir os seus efeitos de forma
concreta. Podemos conceber a eficácia da norma sob 3 (três) aspectos:
técnico, fático e social.
o Eficácia técnica: quando todos os requisitos estatais para sua
produção concreta de efeitos forem preenchidos. Assim, em tese, a lei
já pode produzir seus efeitos, pois é uma lei válida e vigente, porém, de
forma concreta, ainda depende de alguma ação do Estado. Ex.: Lei que
veda o comércio de determinados produtos agrícolas transgênicos.
Acontece que determinado órgão ainda divulgará quais produtos estão
proibidos. Logo, a lei é válida e vigente, mas ainda não possui a
eficácia.
o Eficácia fática: relaciona-se a requisitos sociais para produzir efeitos
da norma. Como por exemplo, uma norma que normatize o uso do
trem-bala. Ora, não temos ainda o trem-bala para que seja normatizado
o seu uso na sociedade.
o Eficácia social: possui eficácia social quando as pessoas a respeitam e
a cumprem.
Importa destacar que o art. 8º da LC nº 95/98 afirma que toda lei deve
indicar, de modo expresso, o início de sua vigência. Este dispositivo tornaria
inútil o art. 1º da LINDB: “Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar
em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada”.
A seu turno, pode haver uma lei inválida e sem vigência, mas que
produza efeitos, ou seja, possua eficácia. Como pode ser isso, professor? Bem,

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é o caso das chamadas leis temporárias ou excepcionais, que veremos mais


adiante.

2.4- Vacatio Legis

Esse período de tempo entre a publicação e o início da vigência é


chamado de “vacatio legis”. Nesse período de vacatio legis, embora a lei já
exista, ainda não produz efeitos, não havendo obrigatoriedade de seu
cumprimento.
Vacatio legis

Publicação Vigência

No entanto, a própria lei pode determinar outro prazo para sua entrada
em vigor. O prazo de 45 dias para vacatio legis é apenas para os casos em
que não houver disposição expressa em lei.
As leis também podem prever sua entrada em vigor na data de sua
publicação, seria o caso das leis de pequena repercussão. O artigo 8º da
Lei complementar n° 95/1998 prevê que “A vigência da lei será indicada de
forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para que dela se
tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em vigor na data de
sua publicação" para as leis de pequena repercussão”.
Portanto, a vacatio legis pode ser expressa ou tácita. Observe, ainda,
que poderá não haver vacatio legis, quando a lei expressamente determinar a
entrada em vigor na data de sua publicação (leis de pequena repercussão).
Nos Estados estrangeiros, quando for admitida a obrigatoriedade da lei
brasileira, a vigência se inicia três meses depois de oficialmente publicada,
conforme § 1° do artigo 1 da LINDB.

expressa prazo disposto em lei

Vacatio legis
45 dias, no país
tácita
3 meses, no estrangeiro

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A contagem do prazo de vacatio legis deve ser feita incluindo a data


da publicação e do último dia do prazo, de forma que a lei entrará em
vigor no dia subsequente a sua consumação integral, conforme disciplinado no
§ 1º do artigo 8º da Lei Complementar no 95/1998.

O dia da publicação de uma lei está inserido na contagem do prazo de vacatio legis.

5. (FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 6ª -


2012) Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando
admitida, se inicia, depois de oficialmente publicada, em:
a) três meses.
b) noventa dias.
c) um mês.
d) trinta dias.
e) quarenta e cinco dias.
Comentários
Letra “a”. Conforme § 1° do artigo 1° da LINDB, nos Estados, estrangeiros, a
obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois
de oficialmente publicada.
Gabarito5: A

2.5- Correções de lei

No caso de, antes de a lei entrar em vigor, ocorrer nova publicação


destinada a correção do texto da lei, o § 3° do artigo 1º determina que os
prazos estudados começam a correr da nova publicação. O § 4° desse artigo
dispõe que as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

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2.6- Lei permanente x lei temporária

Em regra geral, as leis são permanentes (princípio da continuidade),


mas podem ser temporárias, quando forem expedidas com prazo de duração
determinado ou com um objetivo que uma vez cumprido exaure seus efeitos.
Um exemplo de lei temporária seria a lei orçamentária anual.

Lei Temporária Lei Permanente

• prazo determinado •prazo INdeterminado

Conforme disposto no caput do artigo 2º da LINDB:

Não se
até que outra a
destinando à
a lei terá vigor modifique ou
vigência
revogue
temporária

Obs.: Esta regra representa o chamado Princípio da Continuidade ou


Permanência.
Também, há as chamadas Leis excepcionais: são aquelas que
vinculam o seu prazo de vigência a determinadas circunstâncias ou fatos,
como guerra, epidemia, etc.
No caso de leis temporárias ou excepcionais, como já comentamos, são
exemplos onde a lei pode ser inválida e sem vigência, mas com eficácia,
produzindo os seus efeitos próprios. Vejamos o exemplo do Código Penal:
Lei excepcional ou temporária

Art. 3º do CP - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o


período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram,
aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.

2.7- Revogação

Mas, o que é revogação? Significa tornar a lei sem efeito, retirando a


eficácia dos seus dispositivos (e, portanto, sua obrigatoriedade). Pode ser total
(ab-rogação) ou parcial (derrogação).

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Revogação total Revogação parcial


(ab-rogação) (derrogação)
toda a lei é tornada sem parte da lei é tornada sem
efeito efeito

Conforme disposto no § 1° do artigo 2º da LINDB:

expressamente o Revogação
declare expressa

A lei posterior
seja com ela
revoga a
incompatível
anterior quando
Revogação
tácita
regule inteiramente a
matéria de que tratava a
lei anterior

Portanto, a revogação pode ser expressa ou tácita. Será expressa


quando houver dispositivo declarando que a lei anterior encontra-se revogada
(ou parte dela, no caso da revogação parcial) e será tácita quando a lei for
omissa, mas nova lei regular inteiramente a matéria da lei anterior, ou quando
for com ela incompatível.

6. (CESPE – Analista/Área Advocacia - SERPRO - 2013)


A respeito das normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Considerar-se-á revogada uma lei até então vigente quando uma lei nova,
aprovada segundo as regras do processo legislativo, passar a regulamentar
inteiramente a mesma matéria de que tratava a lei anterior, ainda que a lei
nova não o declare expressamente.
Comentários
O item está certo. Quando a lei nova regula inteiramente a matéria de que
tratava a lei anterior, sem declarar expressamente a revogação, ocorre a
chamada revogação tácita. Conforme § 1° do artigo 2°, a lei posterior revoga
a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível
ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
Gabarito6: Certo

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Conforme disposto no § 2° do artigo 2º da LINDB:

que estabeleça
disposições não revoga nem
A lei nova gerais ou modifica a lei
especiais a par anterior
das já existentes

Ou seja, a norma posterior continua coexistindo com a norma anterior,


caso não haja incompatibilidade de conteúdo. Um exemplo seria o caso de
uma lei específica (com disposições especiais) que disciplina o conteúdo de
uma lei com disposições gerais. Nesse caso, a lei nova não revoga a anterior,
ambas coexistem no ordenamento jurídico.

7. (CESPE - Auditor Federal de Controle Externo - TCU -


2013) Julgue os itens a seguir, com fundamento na Lei de Introdução ao
Código Civil Brasileiro e na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça
(STJ).
Após cinco anos de vigência de lei especial sobre determinada matéria, foi
editada nova lei contemplando disposições gerais acerca do mesmo tema.
Nessa situação, a edição da lei mais recente, a qual estabelece disposições
gerais, revoga a lei anterior especial.
Comentários
O item está Errado. A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais
a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior, conforme §
2° do artigo 2° da LINDB.
Gabarito7: Errado
Ainda sobre a revogação expressa ou direta da lei, vale mencionarmos o
art. 9º da LC nº 95/98:
Art. 9o da LC 95/98 - A cláusula de revogação deverá enumerar,
expressamente, as leis ou disposições legais revogadas.

Logo, o legislador não deve utilizar de expressões vagas como “ficam


revogadas as disposições em contrário”.

Obs.: ULTRATIVIDADE da lei: ocorre quando a lei revogada continua a


produzir efeitos jurídicos em relação a determinados fatos ocorridos durante a
sua vigência. Exemplo: Art. 2.039. O regime de bens nos casamentos
celebrados na vigência do Código Civil anterior, Lei no 3.071, de 1o de janeiro
de 1916, é o por ele estabelecido. Portanto, a lei continua a regular fatos
ocorridos antes de sua revogação.

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2.8- Repristinação

Repristinação é a restauração da lei revogada, por ter a lei


revogadora perdido sua vigência. Vamos associar a um exemplo para facilitar
o entendimento. Se uma lei “B” revogar uma lei “A” e, posteriormente, uma lei
“C” revogar a lei “B”, diríamos que ocorreu repristinação se a lei “A” voltasse a
vigorar, por ter a lei revogadora (lei “B”) perdido a vigência.
Conforme disposto no § 3° do artigo 2º da LINDB:

por ter a lei


Salvo
a lei não se revogadora
disposição
revogada restaura perdido a
contrária
vigência

Ou seja, caso não haja disposição em contrário, não haverá


repristinação. Para entender esse dispositivo vamos imaginar que uma lei “B”
revogou uma lei “A”. Nesse caso, se uma lei “C” revogar a lei “B”, isso significa
que a lei “A” não volta a vigorar.

8. (VUNESP - Auditor Fiscal Tributário Municipal -


Prefeitura de São José do Rio Preto/SP - 2014) A repristinação consiste:
a) no lapso temporal entre a promulgação da lei e sua vigência, não podendo
ser inferior a 45 (quarenta e cinco) dias.
b) na supressão de lei ou dispositivo legal, em razão da declaração de
inconstitucionalidade, por controle concentrado.
c) na revogação tácita de lei, em virtude de lei posterior com ela incompatível.
d) no suprimento de omissão da lei pela aplicação da analogia, dos costumes
e dos princípios gerais de direito.
e) na restauração da lei revogada por ter a lei revogadora perdido sua
vigência, sendo admitida apenas quando há expressa disposição legal.
Comentários
Letra “e”. A repristinação consiste na restauração da lei revogada por ter a lei
revogadora perdido sua vigência. Conforme § 3o do artigo 2º da LINDB, salvo
disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei
revogadora perdido a vigência. Portanto, somente haverá repristinação,
quando houver expressa disposição legal.
Gabarito8: E

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2.9- Erro de direito – princípio da obrigatoriedade

O artigo 3º da LINDB dispõe que:

Ninguém se escusa de
alegando que não a conhece
cumprir a lei

Portanto, não vale alegar erro de direito, ou seja, alegar


desconhecimento da lei para deixar de cumpri-la. Eis o princípio da
obrigatoriedade da lei.
Porém, não podemos deixar de considerar o teor do art. 8º da Lei de
Contravenções Penais, que pode relativizar o princípio acima:
Art. 8º No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei, quando
escusáveis, a pena pode deixar de ser aplicada.

2.10- Lacuna legal - Integração das normas jurídicas

Considerando a infinidade de situações existentes na vida em sociedade,


não é possível que o legislador consiga prever todas as situações em lei.
Assim, lacunas ou omissões podem ocorrer nas normas jurídicas. Portanto,
nas situações não previstas em lei, o juiz deverá decidir a respeito.
Neste sentido, conforme o art. 140 do CPC, “O juiz não se exime de
decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do ordenamento jurídico”. Já
o artigo 4º da LINDB dispõe que:

analogia
ORDEM
Quando a lei o juiz decidirá o
costumes
for omissa caso de acordo com

principios gerais de
direito

Portanto, no caso de haver uma lacuna legal, não pode o juiz deixar de
decidir a causa. Nesse caso, ele deve levar em consideração, nessa ordem:

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analogia

costumes

princípios
gerais de
direito

Portanto, tais mecanismos são meios pelos quais integra-se o


ordenamento jurídico. Vejamos, em síntese, cada um deles.

2.10.1 Analogia
Na ordem, a analogia é o primeiro mecanismo a ser utilizado no caso
concreto no qual não há um dispositivo legal específico previsto. Assim,
utiliza-se um outro dispositivo legal aplicado a caso semelhante.
São requisitos para aplicar-se a analogia:

ANALOGIA
Requisitos

Não existe de Há semelhança entre o Os fundamentos lógicos


dispositivo legal para o caso concreto e a e jurídicos são comuns
caso concreto.p hipotese prevista na lei aos dois casos

Destaca-se ainda a diferença entre a analogia e a interpretação


extensiva da norma:
• Analogia: não existe dispositivo legal para determinado caso concreto,
aplicando-se uma norma que é aplicada a caso semelhante;
• Interpretação extensiva: ocorre quando se vai além da interpretação
literal da norma para alcançar determinado caso concreto, sem deixar
de observar o seu sentido íntimo. Exemplo: Dá-se uma interpretação
extensiva ao art. 25 do CC para abarcar a companheiro ou o
companheiro, conferindo-lhe a legitimidade do cônjuge (Art. 25. O
cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado judicialmente, ou
de fato por mais de dois anos antes da declaração da ausência, será o
seu legítimo curador).

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2.10.2 Costume
Esgotada as possibilidades de ser empregada a analogia ao caso
concreto, deve-se utilizar o costume, que é o segundo método de integração
da lei. O costume nada mais é que a prática reiterada de certo comportamento
aliada à convicção de sua obrigatoriedade. É uma forma não escrita do direito
– consuetudinário.
A doutrina costume destacar 3 tipos de costume no que tange à
integração da lei:
1) Secundum Legem: a aplicação do costume está expressamente
previsto na lei.
Art. 569 do CC. O locatário é obrigado: II - a pagar pontualmente o aluguel nos
prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o costume do lugar;

2) Praeter Legem: aplica-se para sanar a omissão da Lei. Ou seja, o


costume é aplicado como forma de suprir ou complementar a lei. Como
exemplo, a doutrina cita o caso do cheque pré-datado (ou pós-datado,
como alguns preferem). De fato, o cheque é uma ordem de pagamento
a vista e, tecnicamente, não seria possível a emissão de cheque pré-
datado, o que significaria permitir o pagamento a prazo. Acontece que a
necessidade de crédito na economia nacional fez surgir essa forma de
emissão do cheque. Portanto, esse é um costume que foi aceito, onde o
juiz afasta a incidência de crime.
3) Contra Legem: seria o costume aplicado contra a lei. A corrente
majoritária é contrária ao costume que vai contra as normas jurídicas,
já que somente uma lei poderia revogar outra lei; tarefa esta que não
cabe ao costume.

2.10.3 Princípios gerais do direito


Após a analogia e os costumes, caso ainda persista a lacuna na lei, os
princípios gerais do direito poderão ser aplicados ao caso concreto.
Segundo Carlos Roberto Gonçalves, os princípios gerais do direito são
“regras que se encontram na consciência dos povos e são
universalmente aceitas, mesmo não escritas. Tais regras, de caráter
genérico, orientam a compreensão do sistema jurídico, em sua
aplicação e integração, estejam ou não incluídas no direito positivo.”.
Exemplo: “a boa-fé se presume”.

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2.10.4 Equidade
De acordo com Paulo Nader, a equidade “é recurso técnico de
aplicação do Direito, destinado a situar a decisão judicial no prumo da
justiça. É tarefa que exige sensibilidade e experiência do aplicador,
pois, ao decidir por equidade, de certa forma desenvolve tarefa
análoga à do legislador”.
Portanto, a equidade busca, antes de mais nada, a justiça no caso
concreto. E, muito embora, não esteja expressamente prevista no art. 4º da
LINDB, quando a lacuna da lei ainda não tiver sido solucionada, a equidade
poderá ser empregada como forma de integração, desde que haja
autorização expressa em lei. Assim é a previsão do CPC: Art. 140, §único.
O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei.
Exemplo: Art. 1.586 do CC. Havendo motivos graves, poderá o juiz, em
qualquer caso, a bem dos filhos, regular de maneira diferente da estabelecida
nos artigos antecedentes a situação deles para com os pais.

9. (CESPE - Técnico Judiciário/Área


Administrativa/Judiciária - TJSE/SE - 2014) No que se refere aos
dispositivos da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro e à vigência,
aplicação, interpretação e integração das leis, julgue o seguinte item.
Conforme previsão expressa da Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro, nas hipóteses de omissão legislativa, serão aplicados a analogia, os
costumes, a equidade e os princípios gerais de direito.
Comentários
O item está Errado. A aplicação da equidade não está expressamente prevista
na LINDB nas hipóteses de omissão legislativa. Conforme artigo 4o da LINDB,
quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
Gabarito9: Errado

2.11- Interpretação da norma jurídica - hermenêutica

Interpretar uma lei, uma norma jurídica, significa determinar a sua


essência, bem como o seu alcance. O estudo da interpretação e de suas
teorias dá-se o nome de hermenêutica. Os métodos mais conhecidos de
interpretação das normas jurídicas são os seguintes:

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Métodos Gramatical ou filológico: é a interpretação literal da


norma, conforme cada termo gramatical do texto.
de
Interpretação
Lógico: é a interpretação racional conforme o espírito da
lei pretendido pelo legislador. Prioriza a intenção do
legislador, em termos lógicos e coerentes com a realidade.

Sistemático: é a interpretação de acordo com o conjunto


do ordenamento jurídico e os princípios pertinentes.
Assemelha-se o método lógico, sendo também chamado de
lógico-sistemático.
Histórico: refere-se a uma análise dos pressupostos da
norma, verificando a vontade e o objetivo do legislador.
Verifica-se as circunstâncias da elaboração da norma sob o
aspecto político, social e econômico.
Teleológico ou sociológica: é a interpretação que
pretende adequar o objetivo da norma ao anseio social
(exigências do bem comum), de acordo com o art. 5º
da LINDB.

2.12- Conflito de normas no tempo

Quando uma nova lei revoga uma lei anterior, o que acontece com as
relações jurídicas que foram constituídas sob a vigência da lei revogada?
Existem dois critérios para o direito intertemporal (resolução de
conflito das leis no tempo): o das disposições transitórias e o da
irretroatividade das leis.
No primeiro, as disposições transitórias trazem regras para regular
os possíveis conflitos entre a lei nova e a lei anterior. No segundo, entende-se
que as leis não retroagem, de forma que uma nova lei não atinge situações
passadas.
Em regra geral, as leis não retroagem (irretroatividade das leis), mas
pode haver retroatividade em determinados casos.
O artigo 6º da LINDB dispõe que:

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A lei em vigor

terá
respeitados
efeito

ato
direito coisa
imediato geral jurídico
adquirido julgada
perfeito

Os §§ 1° a 3° desse artigo esclarecem que:

ato jurídico • o já consumado segundo a lei vigente


perfeito ao tempo em que se efetuou

• os direitos que o seu titular, ou alguém


direito por ele, possa exercer, como aqueles
adquirido cujo começo do exercício tenha termo
pré-fixo, ou condição pré-estabelecida
inalterável, a arbítrio de outrem

coisa julgada • a decisão judicial de que já não caiba


ou caso julgado recurso

Portanto, a lei nova atinge apenas os fatos pendentes e futuros, não


produzindo efeito sobre os fatos passados. Essa proteção, que visa garantir
segurança jurídica, também está prevista no artigo 5°, XXXVI da Constituição
Federal, que dispõe que “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada”.
Obs.: Sobre a coisa julgada, o Código de Processo Civil assim dispõe: “Art.
502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna
imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a
recurso”.

2.13- Antinomia jurídica

A antinomia jurídica ocorre quando existem duas (ou mais) normas


conflitantes, de forma que não há definição de qual deve ser aplicada em um
caso concreto.

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Antinomia

real aparente

A antinomia real ocorre quando ao aplicar uma norma, viola-se a outra,


e vice-versa. Como não há como solucionar o impasse, é necessário editar
uma nova norma para solucionar o conflito em questão.
A antinomia aparente ocorre quando a solução é o uso das normas
integrantes do ordenamento jurídico, visto que o conflito é apenas aparente.
Nesse caso, aplicam-se os seguintes critérios de na seguinte ordem de
prevalência:

Prevalecem as leis de hierarquia


Hierárquico
superior: Lei x regulamento

Prevalecem as leis especiais em


Especialidade
relação às gerais

Prevalecem as leis novas em relação


Cronológico
às anteriores

Por fim, as antinomias classificam-se da seguinte forma:

• Antinomia de primeiro grau: conflito de normas válidas que envolve


apenas um dos critérios do quadro acima.
• Antinomia de segundo grau: conflito de normas válidas que envolve
dois dos critérios do quadro acima.

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3- Vigência da lei no espaço

Para entendermos a vigência das leis no espaço, vamos compreender a


magnitude da palavra território, conhecer o princípio da territorialidade
temperada, para então estudarmos as demais regras da LINDB relacionadas
aos conflitos decorrentes da aplicação espacial das normas. É assunto
atinente ao Direito Internacional Público e Privado.

3.1- Território

O território pode ser considerado como o território real (extensão


geográfica do país) somando-se ao território ficto (embora não seja
geograficamente parte do país, é considerado como seu prolongamento).

Território

real ficto

Dessa forma, os consulados e as embaixadas brasileiras, assim como


navios de guerra e aeronaves militares, que se situam geograficamente em
outros países, pertenceriam ao território ficto.

3.2- Territorialidade temperada

O princípio da territorialidade refere-se à obrigatoriedade da lei em


todo o território nacional. No entanto, devido a situações que surgem com a
globalização, temos casos em que normas estrangeiras possuem validade em
território nacional.
Por isso, dizemos que o Brasil adota o sistema da territorialidade
temperada (ou mitigada ou moderada) ou seja, a lei é obrigatória em todo o
território nacional, sendo também possível que sejam aplicadas leis
estrangeiras em determinados casos (extraterritorialidade). REGRA: A lei
brasileira é aplicada em razão da soberania nacional. Exceção: A lei
estrangeira poderá ser aplicada, conforme o caso e respeitados algumas
condições. São elas:
• O artigo 17 da LINDB:

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bem como
quaisquer soberania
declarações de nacional
vontade não terão
As leis, atos e
eficácia no
sentenças de ordem pública
Brasil quando
outro país
ofenderem

bons costumes

• Vale destacar que para que uma sentença estrangeira produza


efeitos no Brasil, é necessário que haja homologação pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ), conforme artigo 105, inciso I, alínea “i” da
Constituição Federal de 1988: Não se cumprirá sentença
estrangeira no Brasil sem exequatur (cumpra-se).

10. (CESPE - Delegado de Polícia – Polícia Civil/AL –


2012) Com base no que dispões a Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro (LINDB) e Direito Civil, julgue os itens subsecutivos.
A teoria da territorialidade temperada foi adotada pelo direito brasileiro.
Comentários
O item está Certo. Conforme estudamos, o Brasil adota a teoria da
territorialidade temperada, visto que em determinados casos é permitida a
aplicação de leis estrangeiras no país (extraterritorialidade).
Gabarito10: Certo

3.3- Princípio domiciliar – lex domicilii

O artigo 7° da LINDB estabelece que:

A lei do país em que


domiciliada a pessoa
determina as regras sobre

o começo e o
os direitos de
fim da o nome a capacidade
família
personalidade

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Tendo o art. 7º como exemplo, no que tange


à capacidade, mesmo que na Argentina uma pessoa adquira capacidade plena
aos 16 anos, no Brasil essa pessoa será considerada incapaz, pois aqui a
capacidade plena só é adquirida aos 18 anos, em regra.
Assim, o art. 7º da LINDB consagra a lex domicilii (lei do domicílio)
como critério de conexão para determinar a lei aplicável aos casos concretos
no Brasil. Este critério segue uma linha contrária ao princípio nacionalístico,
adotado anteriormente.
Portanto, as situações relacionadas ao começo e fim da personalidade,
tais como as presunções de morte, o nome, a capacidade e os direitos de
família, serão resolvidas segundo o princípio domiciliar previsto no art. 7º da
LINDB.

3.3.1 Casamento e regime de bens


Os §§ 1° a 8° do art. 7º tratam do casamento, divórcio e regime de
bens relacionados ao princípio do domicílio e à territorialidade temperada:
✓ Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira
quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração
=> Independentemente da nacionalidade dos nubentes, se o casamento
for realizado no Brasil, a lei brasileira deverá ser observada em dois
aspectos: impedimentos para casar-se e formalidades da celebração.

Impedimentos
dirimentes
(Ex.: art. 1.521, CC)
Casamento Aplicação da lei
realizado no Brasil brasileira

Formalidades da
celebração

O art. 1.521 do CC traz as hipóteses de impedimentos matrimoniais:


Art. 1.521. Não podem casar:
I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou
civil;

II - os afins em linha reta;

III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com


quem o foi do adotante;

IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o


terceiro grau inclusive;

V - o adotado com o filho do adotante;

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VI - as pessoas casadas;

VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou


tentativa de homicídio contra o seu consorte.

✓ O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades


diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes => Permite
que os estrangeiros, ao contraírem casamento fora de seu país, possam
fazê-lo perante o agente consular ou diplomático de seu país, no consulado
ou fora dele.
✓ Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do
matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal => o primeiro
domicílio conjugal escolhidos pelos nubentes com domicílio diverso deve
reger as situações após o casamento, bem como os casos de invalidade do
matrimônio.
✓ O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que
tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro
domicílio conjugal => mais uma vez a regra do primeiro domicílio
conjugal quando os nubentes tiverem domicílios diversos. Se o Brasil foi
escolhido como primeiro domicílio conjugal, a lei brasileira rege o regime
de bens.
✓ O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante
expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega
do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime
de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e
dada esta adoção ao competente registro.
✓ O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem
brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 ano da data da
sentença, salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual
prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato, obedecidas
as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no
país. O Superior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento
interno, poderá reexaminar, a requerimento do interessado, decisões já
proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de
divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos
legais.
✓ Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se
ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos
incapazes sob sua guarda => De acordo com o critério da unidade
domiciliar, no que diz respeito às relações pessoais entre os cônjuges, seus
direitos e deveres recíprocos, e aos direitos e obrigações decorrentes da
filiação, aplicar-se a lei do domicílio familiar, estendendo-se aos
cônjuges e aos filhos menores.

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✓ Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar


de sua residência ou naquele em que se encontre => Aquele que não
possuir domicílio conhecido, será domiciliado no local de sua residência
acidental ou naquele em que se encontrar, sendo, portanto, vedada a
hipótese de dupla residência.

11. (FCC - Analista Legislativo – Assembleia


Legislativa/PB – 2013) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, é INCORRETO afirmar que a lei do país em que for
domiciliada a pessoa determina as regras sobre
a) a qualificação dos bens e as relações a eles concernentes.
b) o começo e o fim da personalidade.
c) o nome.
d) a capacidade.
e) os direitos de família.
Comentários
Letra “a”. Conforme artigo 7o da LINDB, a lei do país em que domiciliada a
pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade (letra
“b”), o nome (letra “c”), a capacidade (letra “d”) e os direitos de família (letra
“e”). Portanto, não se aplica a qualificação dos bens e as relações a eles
concernentes (letra “a”).
Gabarito11: A

3.3.2 Os bens e suas relações


O artigo 8º da LINDB dispõe que:

Para qualificar os
bens Aplicar-se-á a
lei do pais
E em que
estiverem
regular as situados
relações a eles
concernentes

REGRA: aos bens, aplica-se a leis do país em que estiverem situados.


Exceção: em situações específicas, aplica-se os §§ 1° e 2° do artigo 8º:

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✓ Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto


aos bens móveis que ele trouxer ou se destinarem a transporte
para outros lugares.
✓ O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa, em cuja
posse se encontre a coisa apenhada.

3.3.3 Obrigações

Já com relação às obrigações, o artigo 9º da LINDB dispõe que:

Para qualificar e aplicar-se-á a lei do


reger as país em que se
obrigações constituirem

Os §§ 1° e 2° desse artigo acrescentam que:


✓ Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e
dependendo de forma essencial, será esta observada, admitidas
as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do
ato.
✓ A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar
em que residir o proponente.

O caput do art. 9º traduz a máxima locus regit actum (A lei do local


rege o ato). Exemplo: As partes presencialmente celebraram contrato em
país diverso daquele que residem as partes. É uma regra geral de Direito
Internacional Privado. O Brasil adota esta regra (basta observa o caput do art.
9º). Prosseguindo, em relação ao §2º, seria uma situação específica, onde a
obrigação seria celebrada entre pessoas ausentes e a regra a ser aplicada à
obrigação seria a do “proponente”. Quando se fala em “proponente”,
entendemos que é a pessoa que propõe o negócio, a obrigação. Logo, acaba
que é o local onde a obrigação foi proposta (local do proponente) – não é o
local do aceitante. O art. 435 do CC traz regra semelhante: Reputar-se-á
celebrado o contrato no lugar em que foi proposto.

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3.4- Sucessão

O artigo 10 da LINDB estabelece que:

Obedece à lei do país em por morte


que domiciliado o a sucessão
defunto ou o por ausência
desaparecido

qualquer que seja a


natureza e a situação
dos bens

Já os §§ 1° e 2° desse artigo tratam sobre a sucessão de bens de


estrangeiro, conforme esquematizamos abaixo:

do cônjuge
ou dos filhos
brasileiros
será regulada
A sucessão de
situados no pela lei
bens de
País brasileira em sempre que
estrangeiros
benefício não lhes seja
mais favorável
a lei pessoal
do de cujus

Ou seja, se a lei pessoal do de cujus (estrangeiro) for menos favorável


ao cônjuge/filho brasileiro, a sucessão será regida pela lei brasileira, para os
bens situados no País.
Por fim, a lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade
para suceder.
Em resumo, sobre a sucessão, temos 3 situações:

•Lei do domicílio do defunto ou deseparecido,


REGRA independente da natureza ou situação dos
bens.

•Lei brasileira em benefício do cônjuge e


Bens situados no país,
dos filhos brasileiros, sempre que a lei do
mas de estrangeiros. de cujus não for mais favorável.

Capacidade para •Aplica-se a lei do domicílio do herdeiro ou do


suceder legatário

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12. (FCC - Advogado Júnior – Metrô/SP – 2014)


Christian, empresário alemão, vivia há anos no Brasil com sua esposa
brasileira e filhos brasileiros. Faleceu em trágico acidente aéreo, deixando
diversos bens no Brasil. A sucessão dos bens situados no Brasil, em benefício
do cônjuge ou dos filhos brasileiros, será regulada
a) pela lei brasileira ou pela lei pessoal dos pais do de cujus, caso esta última
seja mais favorável.
b) obrigatoriamente pela lei brasileira.
c) obrigatoriamente pela lei pessoal do de cujus.
d) obrigatoriamente pela lei pessoal dos pais do de cujus.
e) pela lei brasileira ou pela lei pessoal do de cujus, caso esta última seja mais
favorável.
Comentários
Letra “e”. Conforme § 1º do artigo 10 da LINDB, a sucessão de bens de
estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do
cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não
lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
Gabarito12: E

3.5- Disposições diversas – conflito da lei no espaço

Na sequência, a LINDB aborda diversos pontos relacionados ao conflito


da lei no espaço. São dispositivos que não são cobrados em prova com tanta
frequência; quando são, vêm da forma literal, ok? Assim, vejamos tais
dispositivos na sua forma literal:

Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo,


como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que
se constituírem.

§ 1o Não poderão, entretanto ter no Brasil filiais, agências ou


estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo
Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira.

§ 2o Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer


natureza, que eles tenham constituido, dirijam ou hajam investido de
funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou
susceptiveis de desapropriação.
§ 3o Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos
prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos
agentes consulares.

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Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o


réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.

§ 1o Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações


relativas a imóveis situados no Brasil.

§ 2o A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e


segundo a forma estabelecida pele lei brasileira, as diligências
deprecadas por autoridade estrangeira competente, observando a lei desta,
quanto ao objeto das diligências.

Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela
lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não
admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira
desconheça.

Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de


quem a invoca prova do texto e da vigência.
Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que
reuna os seguintes requisitos:

a) haver sido proferida por juiz competente;

b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à


revelia;

c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias


para a execução no lugar em que foi proferida;

d) estar traduzida por intérprete autorizado;

e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. (Vide art.105, I, i


da Constituição Federal).

Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009).

O art. 105, I da CF/88 alterou a competência para homologar sentenças


proferidas no estrangeiro do STF para o STJ.

Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar
a lei estrangeira, ter-se-á em vista a disposição desta, sem considerar-se
qualquer remissão por ela feita a outra lei.
Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer
declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a
soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes.

Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades


consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais
atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de
nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país
da sede do Consulado.
§ 1º As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a
separação consensual e o divórcio consensual de brasileiros, não havendo
filhos menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais
quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as

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disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão


alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu
nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o
casamento.

§ 2o É indispensável a assistência de advogado, devidamente constituído,


que se dará mediante a subscrição de petição, juntamente com ambas as
partes, ou com apenas uma delas, caso a outra constitua advogado
próprio, não se fazendo necessário que a assinatura do advogado conste da
escritura pública.
Art. 19. Reputam-se válidos todos os atos indicados no artigo anterior e
celebrados pelos cônsules brasileiros na vigência do Decreto-lei nº 4.657,
de 4 de setembro de 1942, desde que satisfaçam todos os requisitos
legais.

Parágrafo único. No caso em que a celebração dêsses atos tiver sido


recusada pelas autoridades consulares, com fundamento no artigo 18 do
mesmo Decreto-lei, ao interessado é facultado renovar o pedido dentro em
90 (noventa) dias contados da data da publicação desta lei.

4- Lei nº 13.655/18: segurança jurídica e eficiência na criação e


na aplicação do direito público

Em 25/04/2018 foi sancionada a Lei nº 13.655/18, que dispõe sobre


segurança jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público.
Esta lei adicionou 10 artigos à LINDB (o artigo 25 foi vetado). O artigo
29 deverá observar a vacatio legis de 180 dias.
Essas alterações trazem à LINDB disposições de direito público, em
especial ao direito administrativo, financeiro, orçamentário e tributário.
Logo, devemos ter atenção a essa novidade na LINDB: poderá cair em
sua prova!!! Por ser uma novidade, o mais provável é sua cobrança na
literalidade. Segue a transcrição dos artigos introduzidos na LINDB:
Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com base
em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as consequências práticas
da decisão.

Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da medida


imposta ou da invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa,
inclusive em face das possíveis alternativas.

Art. 21. A decisão que, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, decretar a
invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa deverá indicar
de modo expresso suas consequências jurídicas e administrativas.
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput deste artigo deverá, quando for o
caso, indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e
equânime e sem prejuízo aos interesses gerais, não se podendo impor aos sujeitos

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atingidos ônus ou perdas que, em função das peculiaridades do caso, sejam anormais
ou excessivos.

Art. 22. Na interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados os


obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas públicas a seu
cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados.

§ 1º Em decisão sobre regularidade de conduta ou validade de ato, contrato, ajuste,


processo ou norma administrativa, serão consideradas as circunstâncias práticas que
houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do agente.

§ 2º Na aplicação de sanções, serão consideradas a natureza e a gravidade da


infração cometida, os danos que dela provierem para a administração pública, as
circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes do agente.
§ 3º As sanções aplicadas ao agente serão levadas em conta na dosimetria das
demais sanções de mesma natureza e relativas ao mesmo fato.

Art. 23. A decisão administrativa, controladora ou judicial que estabelecer


interpretação ou orientação nova sobre norma de conteúdo indeterminado, impondo
novo dever ou novo condicionamento de direito, deverá prever regime de transição
quando indispensável para que o novo dever ou condicionamento de direito seja
cumprido de modo proporcional, equânime e eficiente e sem prejuízo aos interesses
gerais.

Parágrafo único. (VETADO).

Art. 24. A revisão, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, quanto à


validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja produção já
se houver completado levará em conta as orientações gerais da época, sendo vedado
que, com base em mudança posterior de orientação geral, se declarem inválidas
situações plenamente constituídas.

Parágrafo único. Consideram-se orientações gerais as interpretações e especificações


contidas em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência judicial ou
administrativa majoritária, e ainda as adotadas por prática administrativa reiterada e
de amplo conhecimento público.
Art. 25. (VETADO).

Art. 26. Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na


aplicação do direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade
administrativa poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o caso, após
realização de consulta pública, e presentes razões de relevante interesse geral,
celebrar compromisso com os interessados, observada a legislação aplicável, o qual só
produzirá efeitos a partir de sua publicação oficial.

§ 1º O compromisso referido no caput deste artigo:

I - buscará solução jurídica proporcional, equânime, eficiente e compatível com os


interesses gerais;
II – (VETADO);

III - não poderá conferir desoneração permanente de dever ou condicionamento de


direito reconhecidos por orientação geral;

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IV - deverá prever com clareza as obrigações das partes, o prazo para seu
cumprimento e as sanções aplicáveis em caso de descumprimento.

§ 2º (VETADO).
Art. 27. A decisão do processo, nas esferas administrativa, controladora ou judicial,
poderá impor compensação por benefícios indevidos ou prejuízos anormais ou injustos
resultantes do processo ou da conduta dos envolvidos.

§ 1º A decisão sobre a compensação será motivada, ouvidas previamente as partes


sobre seu cabimento, sua forma e, se for o caso, seu valor.

§ 2º Para prevenir ou regular a compensação, poderá ser celebrado compromisso


processual entre os envolvidos.

Art. 28. O agente público responderá pessoalmente por suas decisões ou


opiniões técnicas em caso de dolo ou erro grosseiro.

§ 1º (VETADO).

§ 2º (VETADO).
§ 3º (VETADO).

Art. 29. Em qualquer órgão ou Poder, a edição de atos normativos por autoridade
administrativa, salvo os de mera organização interna, poderá ser precedida de
consulta pública para manifestação de interessados, preferencialmente por meio
eletrônico, a qual será considerada na decisão.

§ 1º A convocação conterá a minuta do ato normativo e fixará o prazo e demais


condições da consulta pública, observadas as normas legais e regulamentares
específicas, se houver.

§ 2º (VETADO).”

Art. 30. As autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança jurídica na
aplicação das normas, inclusive por meio de regulamentos, súmulas administrativas e
respostas a consultas.

Parágrafo único. Os instrumentos previstos no caput deste artigo terão caráter


vinculante em relação ao órgão ou entidade a que se destinam, até ulterior revisão.

Então, é isso! Esta foi a nossa aula teórica. Agora é hora de treinar
bastante por meio de questões. Afinal de contas, o nosso é objetivo é acertar
a questão, certo? Assim, sugerimos que primeiro façam as questões da lista
de questões da aula para depois verificar os comentários, beleza?

Muita força na remanda e muita disciplina!

Abraços e bons estudos!

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5- Questões Comentadas

13.(VUNESP/Procurador Jurídico-Bauru-SP/2018) Sobre a elaboração,


redação, alteração e consolidação das leis, previstas na Lei Complementar no
95, de 26 de fevereiro de 1998, bem como a Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, assinale a alternativa correta.
a) As leis que estabelecem período de vacância entram em vigor no primeiro
dia útil subsequente à consumação integral do prazo.
b) Para contagem do prazo de leis que estabelecem período de vacância,
exclui-se a data de publicação e inclui-se o último dia do prazo.
c) As cláusulas de revogação de lei podem ser genéricas.
d) Nos estados estrangeiros que não tiverem tratado de reciprocidade, a
obrigatoriedade da lei brasileira se inicia três meses depois de oficialmente
publicada. Nos demais estados estrangeiros, em regra, a lei entra em vigor
imediatamente.
e) Em razão do princípio da vigência sincrônica, as leis começam a vigorar em
todo o País quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicadas, salvo
disposição em contrário.
Comentários
Letra E – Correta. O gabarito foi na linha doutrinária ao mencionar o princípio
da vigência sincrônica. Ou seja, só o estudo da “lei seca” não seria suficiente
para ter o conhecimento exato desta assertiva. De fato, o art. 1o, caput, da
LINDB consagra o princípio da vigência sincrônica. Portanto, em regra
geral, a vigência da lei ocorre após 45 dias contados a partir de sua
publicação. Esse é o chamado sistema simultâneo ou sincrônico, pois
determinou um prazo único para a obrigatoriedade da lei em todo o país

45 dias
Salvo
a lei começa em todo o depois de
disposição
a vigorar país oficialmente
contrária
publicada

Letras A e B – Incorretas. A LC nº 95/98 não menciona “dia útil” e conta-se o


dia da publicação e o último dia do prazo.
Art. 8º § 1º, LC 95/98. A contagem do prazo para entrada em vigor das
leis que estabeleçam período de vacância far-se-á com a inclusão da
data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia
subseqüente à sua consumação integral.

Letra C – Incorreta. As cláusulas de revogação devem ser específicas e não


genéricas.

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Art. 9º, LC 95/98. A cláusula de revogação deverá enumerar,


expressamente, as leis ou disposições legais revogadas.

Letra D – Incorreta. – Conforme art. 1º, §1º da LINDB, a vacatio legis é de 3


meses nos Estados estrangeiros.
Art. 1º, §1º. Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei
brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente
publicada

Gabarito13: A

14.(VUNESP/Escrevente Técnico Judiciário-TJM-SP/2017) Quanto à


vigência das leis, assinale a alternativa correta.
a) Uma lei é revogada somente quando lei posterior declare expressamente
sua revogação.
b) Lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já
existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
c) A lei revogada se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
d) As correções a texto de lei já em vigor consideram-se a mesma lei.
e) É expressamente proibida a revogação de uma lei repristinada.
Comentários
O examinador simplificou e cobrou a literalidade da norma - LINDB.
Letra B – Correta, conforme o art. 2º, §2º da LINDB.
Art. 2°, § 2º. A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais
a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.

Letra A – Incorreta. O erro está no “somente”, pois a revogação também


poderá ser tácita.
Art. 2º, §1º. A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o
declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule
inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

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C – Incorreta. A assertiva trata da repristinação, que deverá ser expressa. Ou


seja, a regra é a vedação.
Art. 2°, §3º. Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se
restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

Letra D – Incorreta, pois consideram-se lei nova


Art. 1°, §4º. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei
nova.

Letra E – Incorreta. Não há esta previsão legal.


Gabarito14: B

15.(VUNESP - Juiz Leigo - TJRJ/RJ - 2014) Se, antes de entrar a lei em


vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a sua correção, essa
parte entrará em vigor
a) em quarenta e cinco dias após a entrada em vigor da lei corrigida.
b) em trinta dias após oficialmente publicada a correção.
c) em quinze dias após oficialmente publicada a correção.
d) em quarenta e cinco dias após oficialmente publicada a correção.
e) no mesmo prazo da lei corrigida.
Comentários
Letra “d”. Conforme § 3o do artigo 1° da LINDB, se, antes de entrar a lei em
vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo
deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova
publicação. E o artigo 1o da LINDB dispõe que, salvo disposição contrária, a lei
começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada. Portanto, se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova
publicação de seu texto, destinada a sua correção, essa parte entrará em
vigor em quarenta e cinco dias após oficialmente publicada a correção.
Gabarito15: D

16.(VUNESP - Delegado de Polícia – Polícia Civil/SP - 2014) Assinale a


alternativa correta, de acordo com as disposições da Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n.º 4.657/1942).
a) A lei nova revoga a lei antiga, quando com esta incompatível, ainda que
não haja expressa declaração de revogação.
b) As correções a texto de lei já em vigor não implicam em lei nova.
c) A repristinação é regra no direito brasileiro, admitindo-se disposição legal
que afaste sua incidência.

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d) Entende-se por ato jurídico perfeito a decisão judicial da qual não caiba
mais recurso.
e) O Brasil não adota, em regra, o instituto da vacatio legis, salvo no
estrangeiro, quando admitida a obrigatoriedade da lei brasileira.
Comentários
Letra “a”. Correta. Conforme § 1o do artigo 2° da LINDB, a lei posterior
revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela
incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei
anterior. Portanto, a lei nova revoga a lei antiga, quando com esta
incompatível, ainda que não haja expressa declaração de revogação
(revogação tácita).
A letra “b” está errada, pois conforme § 4o do artigo 1°, as correções a texto
de lei já em vigor consideram-se lei nova.
A letra “c” está errada, pois a repristinação não é regra e sim exceção no
direito brasileiro. Conforme § 3o do artigo 2° da LINDB, salvo disposição em
contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a
vigência.
A letra “d” está errada, pois se considera ato jurídico perfeito o já consumado
segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou, conforme § 1º do artigo 6º
da LINDB.
A letra “e” está errada, pois o Brasil adota em regra o instituto da vacatio
legis, uma vez que, conforme artigo 1o da LINDB, salvo disposição contrária, a
lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de
oficialmente publicada.
Gabarito16: A

17.(VUNESP - Auditor Fiscal Tributário Municipal - Prefeitura de São


José do Rio Preto/SP - 2014) Na ausência de disposição expressa, a
autoridade competente para aplicar a legislação tributária deverá utilizar, em
primeiro lugar,
a) os princípios gerais de direito tributário.
b) os princípios específicos de direito tributário.
c) os princípios gerais de direito público.
d) a equidade.
e) a analogia.
Comentários
Letra “e”. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o juiz
decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais

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de direito. Estudamos, ainda, que deverá obedecer essa ordem. Portanto, em


primeiro lugar, deve ser utilizada a analogia.
Gabarito17: E

5.1- Questões de outras bancas

Como não temos um histórico grande de questões VUNESP desta


parte, iremos adotar questões das mais diversas bancas para que você
esteja preparado para qualquer tipo de maldade do examinador no dia
da prova. No mais, fiquemos tranquilos que na última aula
estudaremos mais questões VUNESP, deixando o curso mais
direcionado ainda, ok?

18.(FCC/AJAJ-TRT-6ªRegião/2018) Ao dizer que, salvo disposição em


contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a
vigência, a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro está
referindo-se à
a) anterioridade legal.
b) resilição.
c) retroação da lei.
d) repristinação.
e) sub-rogação.
Comentários
Letra “d”. Correta. A Repristinação é a restauração da lei revogada, por ter a
lei revogadora perdido sua vigência. No Brasil, a repristinação só poderá ser
expressa, ou seja, os efeitos da lei revogada não são restabelecidos no caso
da lei revogadora ter perdido sua vigência (art. 2º, §3º, LINDB).
Letra “a”. Incorreta. A anterioridade é fenômeno jurídico relacionado ao Direito
Penal e Tributário. Significa, no Direito Tributário, que não haverá cobrança de
tributo no mesmo exercício fiscal da lei que o instituiu. Já no Direito Penal,
temos que "Não há crime sem lei ANTERIOR que o defina, nem pena sem
prévia cominação legal." (art. 5º, XXXIX, CF).
Letra “b”. Incorreta. Entende-se por resilição: o desfazimento de um contrato
por simples manifestação de vontade, de uma ou de ambas as partes.
Letra “c”. Incorreta. Analisando o art. 6o da LINDB, percebemos que a lei, em
regra, é irretroativa, devendo ser expedida para disciplinar fatos futuros.
Entretanto, a retroatividade da lei pode ocorrer excepcionalmente para fatos

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pendentes, desde que respeite o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a


coisa julgada.
Letra “e”. Incorreta. Sub-rogação: ocorre quando há o pagamento de uma
dívida por terceiro, que se tornará o novo titular do crédito, ou seja, a dívida
deixa de existir perante o antigo credor, mas ainda existe diante do novo.
Logo, a Sub-rogação é o fenômeno jurídico de substituição do sujeito ou do
objeto em determinada relação jurídica obrigacional.
Gabarito18: D

19.(FCC/AJ-Oficial de Justiça-TRF5/2017) Suponha que venha a ser


editada, sancionada e promulgada lei alterando dispositivos do Código Civil.
Nesse caso, de acordo com a Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro, a nova lei começará a vigorar em todo o País, salvo disposição
em contrário,
a) 30 dias depois de oficialmente publicada.
b) 45 dias depois de oficialmente publicada.
c) 90 dias depois de oficialmente publicada.
d) 180 dias depois de oficialmente publicada.
e) na data da sua publicação oficial.
Comentários
Letra “b”. Questão bem simples e literal.
Art. 1º, da LINDB. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em
todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada.
Gabarito19: B

20.(FCC/Fiscal Defesa do Consumidor-PROCON-AM/2017) De acordo


com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
a) salvo disposição em contrário, a lei começa a vigorar em todo o país
imediatamente após sua publicação oficial.
b) as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
c) como regra geral, a lei revogada restaura-se quando a lei revogadora
perder a vigência.
d) quando a lei for omissa, o juiz decidirá de acordo com a vontade
presumida do legislador em face da realidade social.
e) a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já
existentes, revoga ou modifica a lei anterior.
Comentários

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Letra “b”. Conforme a LINDB, “As correções a texto de lei já em


vigor consideram-se lei nova” (Art. 1º, §4º).
Letra “a”. Incorreta, pois a vigência inicia-se após 45 dias de oficialmente
publicada.
Art. 1º. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o
país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada

Letra “c”. Incorreta. Conforme art. 2º, §1º da LINDB:

expressamente o Revogação
declare expressa

A lei posterior
seja com ela
revoga a
incompatível
anterior quando
Revogação
tácita
regule inteiramente a
matéria de que tratava a
lei anterior

Art. 2º §1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o


declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule
inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior

Letra “d”. Incorreta, pois o “juiz decidirá o caso de acordo com


a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito” (art. 4º). São
mecanismos de integração do ordenamento jurídico.

analogia
ORDEM

o juiz decidirá o
Quando a lei
caso de acordo costumes
for omissa
com
principios gerais de
direito

Letra “e”. Incorreta, conforme “A lei nova, que estabeleça


disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não
revoga nem modifica a lei anterior” (Art. 2º, §2º).
Gabarito20: B

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21.(FCC/AJAJ-TST/2017) João, nascido na Espanha, naturalizou-se


italiano, casou-se na França e estabeleceu domicílio único no Brasil,
juntamente com sua esposa. Nesse caso, de acordo com a Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro, serão definidas pela lei do
Brasil as regras sobre
a) o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de
família.
b) a capacidade e os direitos de família, enquanto as regras sobre o nome
serão definidas pela lei da Espanha.
c) o nome, a capacidade e os direitos de família, enquanto as regras sobre o
começo e o fim da personalidade serão definidas pela lei da Itália.
d) o começo e o fim da personalidade, o nome e a capacidade, enquanto as
regras sobre os direitos de família serão definidas pela lei da França.
e) o começo e o fim da personalidade, enquanto as regras sobre a capacidade
serão definidas pela lei da Itália.
Comentários
Letra “a”, de acordo com a Literalidade do caput do artigo 7º da LINDB.
Art. 7º A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras
sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e
os direitos de família.

A lei do país em que


domiciliada a pessoa
determina as regras sobre

o começo e o
os direitos de
fim da o nome a capacidade
família
personalidade

Como João estabeleceu domicílio único no Brasil juntamente com sua


esposa, aplica-se a regra acima.
Gabarito21: A

22.(FCC/Juiz Substituto-TJ-SC/2017) A sucessão por morte ou ausência


obedece à lei do país
a) em que nasceu o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza
e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros, situados no
Brasil, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos

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brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais


favorável a lei pessoal do de cujus.
b) em que era domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a
natureza e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros,
situados no Brasil, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou
dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
c) de cuja nacionalidade tivesse o defunto ou o desaparecido, mas a sucessão
de bens de estrangeiros, situados no Brasil, será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente,
sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
d) em que era domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a
natureza e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros,
situados no Brasil, será sempre regulada pela lei brasileira, se houver cônjuge
ou filhos brasileiros.
e) de cuja nacionalidade tivesse o defunto, ou desaparecido, qualquer que seja
a natureza e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros,
situados no Brasil, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou
dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, em qualquer circunstância.
Comentários
Letra “b”. Correta, nos termos do art. 10 da LINDB.
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país
em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que
seja a natureza e a situação dos bens.

§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será


regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.

§ 2º A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade


para suceder.

Gabarito22: B

23.(FCC/Defensor Público-DPE-PR/2017) Com base no Decreto-Lei n°


4.657/1942 − Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro − LINDB, é
correto afirmar:
a) As correções de texto, de qualquer natureza, ocorridas após a publicação da
lei, não interferem no termo a quo de sua vigência, na medida em que não se
consideram lei nova por não alterar seu conteúdo.
b) A despeito de ser executada no Brasil, a lei brasileira não será aplicada
quando a obrigação for constituída fora do país, pois, para qualificar e reger as
obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.

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c) Os direitos de família são determinados pela lei do país em que domiciliada


a pessoa. No caso de nubentes com domicílio diverso, a lei do primeiro
domicílio conjugal regerá tanto os casos de invalidade do matrimônio quanto o
regime de bens.
d) Quando a lei estrangeira for aplicada a demanda judicial no Brasil, ter-se-á
em vista somente os dispositivos invocados pelas partes, inclusive eventuais
remissões a outras leis.
e) Compete exclusivamente à autoridade judiciária estrangeira processar e
julgar as ações cujo réu possua domicílio no exterior ou cuja obrigação lá
tenha de ser cumprida, ainda que versadas sobre bens imóveis situados no
Brasil.
Comentários
Letra “c”. Correta, conforme o art. 7º da LINDB:
Art. 7° § 3º Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos
de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal.
§ 4º O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país
em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a
do primeiro domicílio conjugal.

Letra “a”. Incorreta, conforme art. 1º, §§ 3º e 4º, LINDB.


No caso de, antes de a lei entrar em vigor, ocorrer nova publicação destinada
a correção do texto da lei, o § 3° do artigo 1º determina que os prazos
estudados começam a correr da nova publicação. O § 4° desse artigo dispõe
que as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

antes depois Correção


do texto
da lei
Entrada em vigor

Novo período de Lei nova


vacatio legis

Letra “b”. Incorreta, conforme o art. 9º, §1º da LINDB, destinando-se a


obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial,
será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto
aos requisitos extrínsecos do ato. O caput do art. 9º é a regra, mas a
assertiva menciona que “A despeito de ser executada no Brasil”, logo o §1º
deve prevalecer. O caput do art. 9º está esquematizado abaixo:

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Para qualificar e aplicar-se-á a lei do


reger as país em que se
obrigações constituirem

Letra “d”. Incorreta, conforme o art. 16 da LINDB:


Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de
aplicar a lei estrangeira, ter-se-á em vista a disposição desta, sem
considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei.

Letra “e”. Incorreta, conforme art. 12 da LINDB:


Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for
o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a
obrigação.
§ 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das
ações relativas a imóveis situados no Brasil.

Gabarito23: C

24.(CESPE/Procurador-Manaus-AM/2018) À luz das disposições do


direito civil pertinentes ao processo de integração das leis, aos negócios
jurídicos, à prescrição e às obrigações e contratos, julgue o item a seguir.
O conflito de normas que pode ser resolvido com a simples aplicação do
critério hierárquico é classificado como antinomia aparente de primeiro grau.
Comentários
O item está certo. Esta é uma questão definida pela doutrina, que estabelece
os critérios de solução para conflitos entre leis no tempo (antinomias), bem
como classifica essas antinomias. Vejamos:

Prevalecem as leis de hierarquia


Hierárquico
superior: Lei x regulamento

Prevalecem as leis especiais em


Especialidade
relação às gerais

Prevalecem as leis novas em relação


Cronológico
às anteriores

Assim, quanto à classificação das antinomias:

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• Antinomia de primeiro grau: conflito de normas válidas que envolve


apenas um dos critérios do quadro acima.
• Antinomia de segundo grau: conflito de normas válidas que envolve
dois dos critérios do quadro acima.
Gabarito24: Certo

25.(CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.
Se a lei não dispuser em sentido diverso, a sua vigência terá início noventa
dias após a data de sua publicação.
Comentários
O item está errado. Conforme o art. 1º da LINDB, “Salvo disposição contrária,
a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de
oficialmente publicada”. Portanto, a regra prevista na LINDB indica que a
vigência da lei ocorre após 45 dias contados a partir de sua publicação. Esse
é o chamado sistema simultâneo ou sincrônico, pois determinou um prazo
único para a obrigatoriedade da lei em todo o país. Porém, a nova lei poderá
prever o início de sua vigência diversa da regra da LINDB.

45 dias

Publicação Vigência

Gabarito25: Errado

26.(CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.
Lei em vigor tem efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o
direito adquirido e a coisa julgada.
Comentários
O item está certo. Assertiva conforme o art. 6º da LINDB.
Art. 6º. A Lei em vigor ter· efeito imediato e geral, respeitados o ato
jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

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A lei em vigor

terá
respeitados
efeito

ato
direito coisa
imediato geral jurídico
adquirido julgada
perfeito

Gabarito26: Certo

27.(CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.
O intervalo temporal entre a publicação e o início de vigência de uma lei
denomina-se vacatio legis.
Comentários
O item está certo. Denomina-se vacatio legis o período de tempo que se
estabelece entre a publicação e a entrada em vigor da lei. Neste
intervalo de tempo a lei não produzirá efeitos, devendo incidir a lei anterior no
sistema.

Gabarito27: Certo

28.(CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.
O prazo de vacatio legis se aplica às leis, aos decretos e aos regulamentos.
Comentários

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O item está errado, pois aplica-se somente às leis. Os atos normativos


administrativos (decretos e regulamentos) entram em vigor na data de sua
publicação (Decreto nº 572/1890).
Gabarito28: Errado

29.(FCC/Procurador-São Luiz-MA/2016) Considerada a eficácia espacial e


temporal das leis como regulada na Lei da Introdução às Normas do Direito
Brasileiro:
a) Em decorrência do princípio da obrigatoriedade das leis, relevante
estruturante normativa, a lei se aplica a todos indistintamente, valendo a
escusa por desconhecimento legal.
b) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando
seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que
tratava a lei anterior.
c) José, servidor, aposentou-se sob a égide de uma norma vigente na época,
tendo preenchido os requisitos para a concessão do benefício. A referida
norma passa a ter nova redação, após a concessão da aposentadoria,
sendo assim lícito ao Estado promover a revisão dos valores concedidos ao
beneficiário após nova regulamentação legal.
d) Salvo disposição contrária, a lei vigorará em todo o país na data de sua
publicação.
e) A partir da vigência de uma lei, sua eficácia só poderá ser descontinuada
pela revogação por outra, sendo possível a repristinação tácita, em
decorrência do princípio da continuidade das leis.
Comentários
b) Correta. Alternativa literal ao §1º do art. 2º da LINDB. Trata-se das
revogações expressa e tácita das leis.
a) Incorreta, pois não é válido o descumprimento da lei, alegando que não a
conhece, conforme dispõe o art. 3º da LINDB.

Ninguém se escusa de
alegando que não a conhece
cumprir a lei

c) Incorreta. Embora a lei nova tenha efeito imediato e geral, ela deve
respeitar o direito adquirido, conforme o art. 6º da LINDB.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

d) Incorreta, pois a regra geral é que a vigência da lei ocorre 45 dias após a
sua publicação nos termos do art. 1º da LINDB.

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45 dias
Salvo
a lei começa em todo o depois de
disposição
a vigorar país oficialmente
contrária
publicada

e) Incorreta. A Repristinação é a restauração da lei revogada, por ter a lei


revogadora perdido sua vigência. No Brasil, a repristinação só poderá ser
expressa, ou seja, os efeitos da lei revogada não são restabelecidos no caso
da lei revogadora ter perdido sua vigência (art. 2º, §3º, LINDB).
Gabarito29: B

30.(FCC/Juiz Substituto-TJ-PI/2015) Lei nova que estabelecer disposição


geral a par de lei já existente,
a) apenas modifica a lei anterior.
b) não revoga, nem modifica a lei anterior.
c) derroga a lei anterior.
d) ab-roga a lei anterior.
e) revoga tacitamente a lei anterior.
Comentários
Letra “b”. O art. 2º, §2º da LINDB, preconiza que "A lei nova, que estabeleça
disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem
modifica a lei anterior.". Então, nem a lei geral, nem a lei especial, revogam a
lei anterior. Haverá revogação da lei anterior nos seguintes casos (art. 2º,
§1º, LINDB):

expressamente o Revogação
declare expressa

A lei posterior
seja com ela
revoga a
incompatível
anterior quando
Revogação
tácita
regule inteiramente a
matéria de que tratava a
lei anterior

Ressaltando que ab-rogação significa a revogação total da lei, enquanto


que a derrogação significa a derrogação parcial.
Gabarito30: B

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31.(FCC/Analista Judiciário-Área Judiciária-TRT-9ªRegião(PR)/2015)


No Direito Civil, a lei nova
a) tem efeito imediato, mas deve respeitar o ato jurídico perfeito, a coisa
julgada e o direito adquirido, incluindo os negócios sujeitos a termo.
b) retroage para beneficiar a parte hipossuficiente.
c) tem efeito imediato, produzindo efeitos a partir da publicação, ainda que
estabeleça prazo de vacatio legis.
d) tem efeito imediato apenas quando se tratar de norma processual.
e) não pode atingir a expectativa de se adquirir um direito.
Comentários
a) Correta. Este foi o gabarito oficial, apesar de certa impropriedade cometida
pelo examinador no enunciado: “lei nova”. Pode haver uma lei nova, sem que
ainda esteja em vigor. Deve-se considerar a vacatio legis. Então, dizer que
uma lei nova tem efeito imediato não é apropriado. Inclusive o art. 6º da
LINDB diz que “A lei em vigor terá efeito imediato e geral...”. De qualquer
maneira, o fundamento desta alternativa é o art. 6º e seu §2º:
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato
jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou


alguém por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício
tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio
de outrem.

b) Incorreta. A regra é a irretroatividade da lei, ou seja, a lei nova é


direcionada aos fatos pendentes e aos futuros.
c) Incorreta. Os efeitos da lei nova devem observar a vacatio legis.
d) Incorreta. Alternativa sem fundamento algum.
e) Incorreta, pois a lei nova pode sim atingir uma expectativa de direito, tendo
em vista que trata-se apenas de uma “expectativa”. Então, expectativa de
direito é diferente de direito adquirido.
Gabarito31: A

32.(FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária/Especialidade: Execução


de Mandados - TJAP/AP - 2014) A lei começa a vigorar, salvo disposição
em contrário,
a) trinta dias depois de publicada, mas com eficácia plena durante a vacatio
legis.
b) quarenta e cinco dias depois de promulgada, não produzindo efeitos
enquanto não estiver efetivamente em vigor.

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c) quarenta e cinco dias depois de publicada, não produzindo efeitos enquanto


não estiver efetivamente em vigor.
d) quarenta e cinco dias depois de publicada, mas com eficácia plena durante
a vacatio legis.
e) quarenta e cinco dias depois de promulgada, mas com eficácia plena
durante a vacatio legis.
Comentários
Letra “c”. Conforme artigo 1o da LINDB, salvo disposição contrária, a lei
começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada.
A letra “a” está errada, pois o prazo é de 45 dias, e não há eficácia plena
durante a vacatio legis.
A letra “b” está errada, pois o prazo de 45 dias deve ser contado a partir da
publicação e não da promulgação.
A letra “d” está errada, pois durante a vacatio legis não há eficácia plena da
norma, visto que a lei só produzirá efeitos quando estiver em vigor.
A letra “e” está errada, pois o prazo de 45 dias deve ser contado a partir da
publicação e não da promulgação, e durante a vacatio legis não há eficácia
plena da norma, visto que a lei só produzirá efeitos quando estiver em vigor.
Gabarito32: C

33.(FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 16ª - 2014) Uma lei


foi elaborada, promulgada e publicada. Por não conter disposição em
contrário, entrará em vigor 45 dias depois de oficialmente publicada, data que
cairá no dia 18 de abril, feriado (sexta-feira da paixão de Cristo); dia 19 de
abril é sábado; dia 20 de abril é domingo; dia 21 de abril é feriado
(Tiradentes). Essa lei entrará em vigor no dia
a) 19 de abril.
b) 21 de abril.
c) 20 de abril.
d) 22 de abril.
e) 18 de abril.
Comentários
Letra “e”. Conforme artigo 1o da LINDB, salvo disposição contrária, a lei
começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada. Repare que o artigo não estabeleceu que fossem dias úteis,
utilizando apenas a palavra dias. Portanto, não haverá interrupção ou
adiamento em função de feriados. Sendo assim, se contados 45 dias depois de

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oficialmente publicada, a data cairá no dia 18 de abril, será esta a data em


que a lei entrará em vigor.
Gabarito33: E

34.(FCC - Técnico Judiciário/Área Judiciária e Administrativa -


TJAP/AP - 2014) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os
princípios gerais de direito quando a lei
a) for injusta.
b) for omissa.
c) tiver caído em desuso.
d) tiver sido revogada por outra que haja regulado inteiramente a matéria.
e) ofender direito adquirido.
Comentários
Letra “b”. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o juiz
decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais
de direito.
Gabarito34: B

35.(FCC - Analista Judiciário / Área Apoio Especializado /


Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador - TRT 19ª – 2014) João
cumpre os requisitos para se aposentar. No entanto, algum tempo depois, é
editada lei que amplia em 5 anos o prazo para sua aposentação. João
a) poderá se aposentar, mas apenas se o requerer no prazo de 15 dias do
início da vigência da nova lei.
b) terá de aguardar 5 anos para se aposentar, pois a lei nova possui efeito
imediato, impondo-se aos fatos passados, pendentes e futuros.
c) poderá se aposentar, pois, apesar de possuir efeito imediato, a lei nova
deve respeitar o direito que João já havia adquirido.
d) terá que aguardar 5 anos para se aposentar, pois o direito somente é
adquirido com o seu exercício efetivo.
e) poderá se aposentar, pois, apesar de possuir efeito imediato, a lei nova
deve respeitar a expectativa que João possuía sobre o direito, por questão de
justiça.
Comentários
Letra “c”. Caso ainda não tivesse cumprido os requisitos, haveria mera
expectativa de direito. Mas, se João já cumpriu os requisitos para aposentaria,

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então se trata de direito adquirido. Conforme artigo 6° da LINDB, a Lei em


vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito
adquirido e a coisa julgada. Portanto, João poderá se aposentar, pois, apesar
de possuir efeito imediato, a lei nova deve respeitar o direito que João já havia
adquirido.
Gabarito35: C

36.(FCC - Analista Legislativo - Assembleia Legislativa/RN - 2013)


Considere a seguinte situação hipotética: A Lei W entrará em vigor no dia 09
de Setembro de 2013, ou seja, 45 dias após a sua publicação. Ocorre que, no
dia 26 de Agosto de 2013 houve nova publicação do texto legal da Lei W
destinada à correção. Neste caso, de acordo com a Lei de Introdução às
normas do Direito brasileiro, o prazo de quarenta e cinco dias
a) começará a correr da nova publicação.
b) não se interromperá ou suspenderá com a nova publicação fluindo
normalmente.
c) será acrescido de mais dez dias a contar do dia 26 de Agosto de 2013.
d) será contado em dobro, iniciando-se a partir do dia 26 de Agosto de 2013.
e) será acrescido de mais quinze dias a contar do dia 26 de Agosto de 2013.
Comentários
Letra “a”. Se a lei entrará em vigor no dia 09 de setembro de 2013, e a
correção foi publicada no dia 26 de agosto de 2013, portanto, efetuada antes
de a lei entrar em vigor, os prazos começam a correr da nova publicação,
conforme § 3o do artigo 1° da LINDB.
Gabarito36: A

37.(FCC - Analista Legislativo - Assembleia Legislativa/RN - 2013)


Considere a seguinte situação hipotética: A Lei A teve início de vigência no dia
27 de Novembro de 2012. Posteriormente foi publicada a Lei B e a Lei C.
Considerando que a Lei B estabeleceu disposições gerais sobre a Lei A a par
das já existentes e a Lei C estabeleceu disposições especiais sobre a Lei A a
par das já existentes, é certo que a Lei B
a) e a Lei C revogaram a Lei A.
b) e a Lei C não revogaram e nem modificaram a Lei A.
c) e a Lei C modificaram a Lei A.
d) revogou a Lei A e a Lei C modificou a Lei A.
e) modificou a Lei A e a Lei C revogou a Lei A.
Comentários

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Letra “b”. Conforme § 2o do artigo 2° da LINDB, a lei nova, que estabeleça


disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem
modifica a lei anterior. Portanto, considerando que a Lei B estabeleceu
disposições gerais sobre a Lei A a par das já existentes e a Lei C estabeleceu
disposições especiais sobre a Lei A a par das já existentes, a Lei B e a Lei C
não revogaram e nem modificaram a Lei A.
Gabarito37: B

38.(FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária/Especialidade: Oficial de


Justiça Avaliador Federal - TRT 15ª - 2013) Osmar obteve provimento
judicial autorizando matrícula em curso de Ensino Superior
independentemente do pagamento de quaisquer taxas, por sentença da qual
não mais cabe recurso. No entanto, enquanto frequentava o curso, sobreveio
Lei Municipal determinando que todos os estudantes do Ensino Superior
deveriam pagar taxa destinada à alfabetização de adultos carentes. Osmar
a) será atingido pela nova lei, que previu efeito retroativo de maneira tácita.
b) será atingido pela nova lei, que possui efeito imediato e atinge todas as
situações pendentes.
c) será atingido pela nova lei, tendo em vista tratar-se de norma de ordem
pública.
d) não será atingido pela nova lei, mas seria se a norma tivesse previsto
efeito retroativo de maneira expressa.
e) não será atingido pela nova lei, em razão da proteção conferida à coisa
julgada.
Comentários
Letra “e”. Conforme artigo 6º da LINDB, a Lei em vigor terá efeito imediato e
geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
O § 3º desse artigo define coisa julgada ou caso julgado como a decisão
judicial de que já não caiba recurso. Portanto, se Osmar obteve provimento
em sentença judicial da qual não cabe recurso (coisa julgada), não será
atingido pela nova lei, em razão da proteção conferida à coisa julgada.
Gabarito38: E

39.(FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 5ª - 2013) Luís


Caetano, Juiz de Direito de Vitória da Conquista, deixa de julgar um processo
que lhe foi atribuído, alegando que as provas dos autos são boas para ambos
os lados e que, ademais, não há lei prevendo a hipótese em julgamento. De
acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, Luís Caetano
agiu

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a) bem, pois embora a ausência de lei não impedisse o julgamento, por haver
outros meios para supri-la, as provas boas para ambos os lados impedem a
formação da convicção judicial.
b) mal, pois ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece,
como era o caso.
c) mal, pois na aplicação da lei o juiz atenderá às regras de sua interpretação
e ao bom-senso jurídico.
d) bem, pois a ausência de lei impede o julgamento, por falta de parâmetros
para tanto.
e) mal, pois sendo a lei omissa, deveria ter decidido o caso de acordo com a
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito, valorando as provas de
acordo com os ditames legais, já que o provimento jurisdicional é imperativo.
Comentários
Letra “e”. Correta. Luís Caetano agiu mal, pois o juiz não pode deixar de
decidir o caso concreto devido à lacuna legal. Conforme artigo 4o da LINDB,
quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
A letra “b” está errada, pois não se aplica ao disposto, uma vez que não havia
lei prevista para deixar de cumprir a lei.
A letra “c” está errada, pois não são esses os critérios previstos, os critérios
são: a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.
Gabarito39: E

40.(FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 15ª - 2013) Marcelo


trabalhou por mais de 29 anos sob a égide de lei que previa direito a se
aposentar aos 30 anos de trabalho. Durante estes mais de 29 anos, cumpriu
os requisitos à aposentação. Contudo, antes de atingir os 30 anos de trabalho,
sobreveio lei majorando para 32 anos o tempo necessário à aposentação.
Referida lei não previu regras de transição para os trabalhadores que
estivessem trabalhando sob o regime jurídico anterior. Diante deste quadro,
Marcelo ajuizou ação no âmbito da qual requereu a aposentação aos 30 anos
trabalhados. Esta ação deverá ser jugada
a) procedente, porque, passados 29 dos 30 anos necessários à aposentação,
Marcelo passou a ter direito adquirido ao regime jurídico anterior.
b) improcedente, porque, quando do advento da nova lei, Marcelo possuía
mera expectativa de direito.
c) procedente, porque, apesar do advento da lei nova, Marcelo possuía direito
adquirido ao tempo que, de acordo com a lei revogada, faltava para sua
aposentação.

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d) improcedente, porque não existe proteção ao direito adquirido em matéria


de ordem pública.
e) procedente, porque a lei nova não previu regras transitórias explícitas.
Comentários
Letra “b”. Como ainda não havia cumprido os requisitos, não se trata de
direito adquirido, mas sim de mera expectativa de direito. Conforme artigo 6°
da LINDB, a Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato
jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Como Marcelo não
possuía direito adquirido, mas mera expectativa de direito, então a ação
deverá ser julgada improcedente, e ele deverá cumprir os critérios definidos
na nova lei, que terá efeito imediato e geral.
Gabarito40: B

41.(FCC - Analista Judiciário / Área Apoio Especializado /


Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador - TRT 18ª - 2013) A lei nova
tem efeito imediato
a) mas, em regra, não revoga a lei anterior.
b) e atinge as situações em curso, mesmo que configurem direito adquirido.
c) e se projeta inclusive sobre o ato jurídico perfeito, a menos que este tenha
sido objeto de sentença transitada em julgado.
d) mas não é obrigatória para a pessoa que desconhecer o seu conteúdo.
e) mas deve respeitar o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada.
Comentários
Letra “e”. Conforme artigo 6° da LINDB, a Lei em vigor terá efeito imediato e
geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
A letra “a” está errada, pois o artigo 2º da LINDB estabelece que, não se
destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou
revogue.
As letras “b” e “c” estão erradas, pois conforme 6° da LINDB deverão ser
respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
A letra “d” está errada, pois ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que
não a conhece, conforme artigo 3o da LINDB.
Gabarito41: E

42.(CESPE - Atividades Técnicas de Suporte/Área Nível Superior -


Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue os itens seguintes.

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Caso tenha sido publicada uma lei estabelecendo que a pessoa idosa, a partir
de 65 anos de idade, deverá ter descontos de 20% nas passagens de avião e,
posteriormente, no período de 60 dias, publique-se lei retificando a idade para
60 anos, esta será considerada lei nova.
Comentários
O item está Certo. Como a correção foi publicada no período de 60 dias,
considera-se que a lei anterior já estava em vigor, pois salvo disposição
contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois
de oficialmente publicada, conforme artigo 1° da LINDB. E, conforme § 4o do
artigo 1° da LINDB, as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei
nova. Portanto, será considerada lei nova.
Gabarito42: Certo

43.(CESPE - Atividades de Complexidade Intelectual/Área Nível


Superior - Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue o item.
Caso ex-companheiro homossexual requeira judicialmente pensão post
mortem, não havendo norma sobre a matéria, o juiz poderá decidir o caso
com base na analogia e nos princípios gerais de direito.
Comentários
O item está Certo. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o
juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios
gerais de direito.
Gabarito43: Certo

44.(CESPE – Analista/Área Advocacia - SERPRO - 2013) A respeito das


normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Ao decidir uma lide, caso constate que não há lei que regulamente aquela
matéria, o juiz deverá suspender o julgamento e aguardar que seja editada lei
que regulamente a matéria.
Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o
juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios
gerais de direito.
Gabarito44: Errado

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45.(FCC - Analista Judiciário/Área Execução de Mandados - TRF 2ª -


2012) Considere as seguintes assertivas a respeito da Lei de Introdução às
normas do Direito brasileiro:
I. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
II. A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já
existentes, revoga a lei anterior.
III. A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para
suceder.
IV. Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao
tempo em que se efetuou.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) I, III e IV.
c) III e IV.
d) II e IV.
e) I, II e IV.
Comentários
Letra “b”. O item I está certo. Conforme § 4o do artigo 1° da LINDB, as
correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. O item II está
errado. Conforme § 2o do artigo 2° da LINDB, a lei nova, que estabeleça
disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem
modifica a lei anterior. O item III está certo. Conforme § 2o do artigo 10 da
LINDB, a lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para
suceder. O item IV está certo. Conforme § 1º do artigo 6º da LINDB, reputa-
se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em
que se efetuou.
Gabarito45: B

46.(CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.
Considere que determinada lei tenha sido publicada em 25/6/2012 e passado
a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois. Nessa situação, se for
constatada a existência de erro material em seu texto após essa data, a sua
correção será considerada lei nova.
Comentários
O item está Certo. Conforme § 4o do artigo 1° da LINDB, as correções a texto
de lei já em vigor consideram-se lei nova.
Gabarito46: Certo

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47.(CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.
Se a lei for omissa, o juiz poderá usar a equidade para decidir o caso concreto.
Comentários
O item está Errado. A aplicação da equidade não está expressamente prevista
na LINDB na hipótese de omissão legislativa. Conforme artigo 4o da LINDB,
quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
Gabarito47: Errado

48.(CESPE - Analista Judiciário/Área Judiciária - STM – 2011) No que


se refere à Lei de Introdução ao Código Civil e ao Novo Código Civil, julgue os
itens a seguir.
Havendo lacuna no sistema normativo, o juiz não poderá abster-se de julgar.
Nesse caso, para preenchimento dessa lacuna, o juiz deve valer-se, em
primeiro lugar, da analogia; persistindo a lacuna, serão aplicados os costumes
e, por fim, os princípios gerais do direito.
Comentários
O item está Certo. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o
juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios
gerais de direito.
Gabarito48: Certo

49. (CESGRANRIO - Advogado - CEF - 2012) Um contrato de


financiamento, entre uma empresa brasileira e um Banco comercial holandês
com filial em Londres, acaba de ser assinado pelos representantes legais das
partes em Londres. Como garantia, a empresa brasileira deu em hipoteca dois
imóveis situados no Brasil. O contrato nada dispõe sobre a lei aplicável ao
mesmo, limitando-se a indicar Londres como foro competente para as disputas
que vierem a surgir entre as partes.
Segundo o disposto na legislação brasileira, a lei aplicável a esse contrato é a
a) de Londres, em razão da cláusula de foro.
b) de Londres, por ser o local em que o contrato foi concluído.
c) da Holanda, por ser a sede do proponente.
d) brasileira, porque as garantias contratuais estão no Brasil.
e) brasileira, por ser o domicílio do devedor.
Comentários

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Letra “b”. Conforme artigo 9o da LINDB, para qualificar e reger as obrigações,


aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. Como o contrato foi
constituído pelos representantes legais das partes em Londres, a lei aplicável
será a de Londres, não em razão da cláusula de foro, mas por ser o local de
constituição do contrato.
Gabarito49: B

50.(ESAF - Auditor Fiscal da Receita Federal - RFB - 2012) Assinale a


opção incorreta.
Em relação aos conflitos de leis no espaço, a Lei de Introdução ao Código Civil
estabelece os seguintes critérios:
a) Em questões sobre o começo e fim da personalidade, o nome, a capacidade
e os direitos de família, prevalece a lei do país de domicílio da pessoa.
b) Em questões sobre a qualificação e regulação das relações concernentes a
bens, prevalece a lei do país em que for domiciliado o proprietário.
c) Em questões envolvendo obrigações, prevalece a lei do país onde foram
constituídas, reputando-se constituída no lugar em que residir o proponente.
d) Em questões envolvendo sucessão por morte, real ou presumida, prevalece
a lei do país de domicílio do de cujus, ressalvando-se que, quanto à
capacidade para suceder, aplica-se a lei do domicílio do herdeiro ou legatário.
e) Em questões envolvendo sucessão sobre bens do estrangeiro situado no
Brasil, aplicar-se-á a lei brasileira em favor do conjuge brasileiro e dos filhos
do casal, sempre que não lhes for mais favorável a lei do domicílio do de
cujus.
Comentários
Letra “A”. A letra “a” está certa. Conforme artigo 7º da LINDB, a lei do país
em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.
A letra “b” está errada. Conforme artigo 8° da LINDB, para qualificar os bens e
regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei do país em que
estiverem situados.
A letra “c” está certa. Conforme § 2o do artigo 9° da LINDB, a obrigação
resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o
proponente.
A letra “d” está certa. Conforme artigo 10 da LINDB, a sucessão por morte ou
por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o
desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. E o §
2o desse artigo acrescenta que a lei do domicílio do herdeiro ou legatário
regula a capacidade para suceder.

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A letra “e” está certa. Conforme § 1º do artigo 10 da LINDB, a sucessão de


bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente,
sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
Gabarito50: B

51.(CESPE - Técnico Judiciário - TJRR/RR – 2012) Com base no que


dispõe a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens que
se seguem.
Uma lei entrará em vigor no país quarenta e cinco dias após sua publicação
em diário oficial, salvo disposição em contrário. Nos estados estrangeiros,
quando admitida, a lei entrará em vigor seis meses após sua publicação
oficial.
Comentários
O item está Errado. Conforme § 1o do artigo 1° da LINDB, nos Estados,
estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia
três meses depois de oficialmente publicada. Portanto, não são seis meses, e
sim três meses após sua publicação oficial.
Gabarito51: Errado

52.(CESPE - Analista Administrativo – ANCINE – 2013) À luz das


disposições constantes da Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro, julgue o item abaixo.
A lei do país no qual nasce a pessoa determina as regras sobre o início de sua
personalidade.
Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 7o da LINDB, a lei do país em que
domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. Portanto, não é a
lei do país no qual nasce a pessoa, mas sim a lei do país em que a pessoa é
domiciliada que determina as regras sobre o início de sua personalidade.
Gabarito52: Errado

53.(CESPE - Analista Judiciário/Área Administrativa – TRE/ES – 2011)


Acerca da aplicação da lei, julgue o item abaixo.
Se duas pessoas celebrarem um contrato na Alemanha, sem estipular o direito
a ser aplicado, e esse contrato for executado no Brasil, local de domicílio da
parte interessada, serão aplicadas as leis brasileiras.
Comentários

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O item está Errado. Conforme artigo 9o da LINDB, para qualificar e reger as


obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. Como o contrato
foi constituído na Alemanha, serão aplicadas as leis da Alemanha, e não as leis
brasileiras.
Gabarito53: Errado

54.(CESPE - Defensor Público Federal de Segunda Categoria – DPU –


2015) Ainda no que concerne ao direito internacional, julgue os itens
subsequentes.
No que concerne à aplicação da lei estrangeira no país, a Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro refere-se expressamente ao princípio da ordem
pública.
Comentários
O item está Certo. Conforme artigo 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de
outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no
Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons
costumes.
Gabarito54: Certo

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6- Lista de exercícios

1. (ESPP/Juiz do Trabalho-TRT-9ªR/2012) Considerando a teoria do


Direito Civil acerca das locuções "direito objetivo" e "direito subjetivo",
assinale a aiternativa incorreta:
a) O direito subjetivo associa-se à noção de "facultas agendi".
b) Visto como um conjunto de normas que a todos se dirige e a todos vincula,
temos o "direito subjetivo".
c) Direito subjetivo é a prerrogativa de invocação da norma jurídica, pelo
titular, na defesa do seu interesse.
d) Visto sob o ângulo subjetivo, o direito é o interesse juridicamente tutelado
(Ihering).
e) 0 direito objetivo refere-se a um conjunto de regras que impõem à conduta
humana certa direção ou limite. Ele descreve condutas obrigatórias e
comina sanções pelo comportamento diverso dessa descrição

2. (FCC/Procurador-AL-SP/2010) Em relação às Fontes do Direito


Objetivo, considere:
I. Legislação, lato sensu, é modo de formação de normas jurídicas por meio de
atos competentes.
II. Lei, no sentido material, designa o conjunto de normas que estabelecem os
meios judiciais de se fazerem valer direitos e obrigações.
III. Os costumes são primordiais para o preenchimento de lacunas da lei, pois
muitos não se opõem à lei, mas disciplinam matérias que a lei não conhece.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I
b) I e II.
c) II.
d) II e III.
e) III.

3. (CESPE/Delegado de Polícia-AL/2012) Com base no que dispõe a Lei


de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e Direito Civil, julgue os
itens subsecutivos.
A LINDB é considerada uma lex legum, ou seja, uma norma de sobredireito.

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4. (CESPE - Auxiliar Judiciário - TJAC/AC - 2012) Com base na Lei de


Introdução às Normas Brasileiras, julgue os itens a seguir.
A vigência da norma começa com sua promulgação.

5. (FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 6ª - 2012) Nos


Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se
inicia, depois de oficialmente publicada, em:
a) três meses.
b) noventa dias.
c) um mês.
d) trinta dias.
e) quarenta e cinco dias.

6. (CESPE – Analista/Área Advocacia - SERPRO - 2013) A respeito das


normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Considerar-se-á revogada uma lei até então vigente quando uma lei nova,
aprovada segundo as regras do processo legislativo, passar a regulamentar
inteiramente a mesma matéria de que tratava a lei anterior, ainda que a lei
nova não o declare expressamente.

7. (CESPE - Auditor Federal de Controle Externo - TCU - 2013) Julgue os


itens a seguir, com fundamento na Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro
e na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Após cinco anos de
vigência de lei especial sobre determinada matéria, foi editada nova lei
contemplando disposições gerais acerca do mesmo tema. Nessa situação, a
edição da lei mais recente, a qual estabelece disposições gerais, revoga a lei
anterior especial.

8. (VUNESP - Auditor Fiscal Tributário Municipal - Prefeitura de São


José do Rio Preto/SP - 2014) A repristinação consiste:
a) no lapso temporal entre a promulgação da lei e sua vigência, não podendo
ser inferior a 45 (quarenta e cinco) dias.
b) na supressão de lei ou dispositivo legal, em razão da declaração de
inconstitucionalidade, por controle concentrado.
c) na revogação tácita de lei, em virtude de lei posterior com ela incompatível.
d) no suprimento de omissão da lei pela aplicação da analogia, dos costumes
e dos princípios gerais de direito.

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e) na restauração da lei revogada por ter a lei revogadora perdido sua


vigência, sendo admitida apenas quando há expressa disposição legal.

9. (CESPE - Técnico Judiciário/Área Administrativa/Judiciária -


TJSE/SE - 2014) No que se refere aos dispositivos da Lei de Introdução às
normas do Direito Brasileiro e à vigência, aplicação, interpretação e integração
das leis, julgue o seguinte item.
Conforme previsão expressa da Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro, nas hipóteses de omissão legislativa, serão aplicados a analogia, os
costumes, a equidade e os princípios gerais de direito.

10. (CESPE - Delegado de Polícia – Polícia Civil/AL – 2012) Com base no


que dispões a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e
Direito Civil, julgue os itens subsecutivos.
A teoria da territorialidade temperada foi adotada pelo direito brasileiro.

11. (FCC - Analista Legislativo – Assembleia Legislativa/PB – 2013) De


acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, é INCORRETO
afirmar que a lei do país em que for domiciliada a pessoa determina as regras
sobre
a) a qualificação dos bens e as relações a eles concernentes.
b) o começo e o fim da personalidade.
c) o nome.
d) a capacidade.
e) os direitos de família.

12. (FCC - Advogado Júnior – Metrô/SP – 2014) Christian, empresário


alemão, vivia há anos no Brasil com sua esposa brasileira e filhos brasileiros.
Faleceu em trágico acidente aéreo, deixando diversos bens no Brasil. A
sucessão dos bens situados no Brasil, em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, será regulada
a) pela lei brasileira ou pela lei pessoal dos pais do de cujus, caso esta última
seja mais favorável.
b) obrigatoriamente pela lei brasileira.
c) obrigatoriamente pela lei pessoal do de cujus.
d) obrigatoriamente pela lei pessoal dos pais do de cujus.

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e) pela lei brasileira ou pela lei pessoal do de cujus, caso esta última seja mais
favorável.

13. (VUNESP/Procurador Jurídico-Bauru-SP/2018) Sobre a elaboração,


redação, alteração e consolidação das leis, previstas na Lei Complementar no
95, de 26 de fevereiro de 1998, bem como a Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, assinale a alternativa correta.
a) As leis que estabelecem período de vacância entram em vigor no primeiro
dia útil subsequente à consumação integral do prazo.
b) Para contagem do prazo de leis que estabelecem período de vacância,
exclui-se a data de publicação e inclui-se o último dia do prazo.
c) As cláusulas de revogação de lei podem ser genéricas.
d) Nos estados estrangeiros que não tiverem tratado de reciprocidade, a
obrigatoriedade da lei brasileira se inicia três meses depois de oficialmente
publicada. Nos demais estados estrangeiros, em regra, a lei entra em vigor
imediatamente.
e) Em razão do princípio da vigência sincrônica, as leis começam a vigorar em
todo o País quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicadas, salvo
disposição em contrário.

14. (VUNESP/Escrevente Técnico Judiciário-TJM-SP/2017) Quanto à


vigência das leis, assinale a alternativa correta.
a) Uma lei é revogada somente quando lei posterior declare expressamente
sua revogação.
b) Lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já
existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
c) A lei revogada se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
d) As correções a texto de lei já em vigor consideram-se a mesma lei.
e) É expressamente proibida a revogação de uma lei repristinada.

15. (VUNESP - Juiz Leigo - TJRJ/RJ - 2014) Se, antes de entrar a lei em
vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a sua correção, essa
parte entrará em vigor
a) em quarenta e cinco dias após a entrada em vigor da lei corrigida.
b) em trinta dias após oficialmente publicada a correção.
c) em quinze dias após oficialmente publicada a correção.
d) em quarenta e cinco dias após oficialmente publicada a correção.

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e) no mesmo prazo da lei corrigida.

16. (VUNESP - Delegado de Polícia – Polícia Civil/SP - 2014) Assinale a


alternativa correta, de acordo com as disposições da Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n.º 4.657/1942).
a) A lei nova revoga a lei antiga, quando com esta incompatível, ainda que
não haja expressa declaração de revogação.
b) As correções a texto de lei já em vigor não implicam em lei nova.
c) A repristinação é regra no direito brasileiro, admitindo-se disposição legal
que afaste sua incidência.
d) Entende-se por ato jurídico perfeito a decisão judicial da qual não caiba
mais recurso.
e) O Brasil não adota, em regra, o instituto da vacatio legis, salvo no
estrangeiro, quando admitida a obrigatoriedade da lei brasileira.

17. (VUNESP - Auditor Fiscal Tributário Municipal - Prefeitura de São


José do Rio Preto/SP - 2014) Na ausência de disposição expressa, a
autoridade competente para aplicar a legislação tributária deverá utilizar, em
primeiro lugar,
a) os princípios gerais de direito tributário.
b) os princípios específicos de direito tributário.
c) os princípios gerais de direito público.
d) a equidade.
e) a analogia.

6.1- Questões de outras bancas

Como não temos um histórico grande de questões VUNESP desta


parte, iremos adotar questões das mais diversas bancas para que você
esteja preparado para qualquer tipo de maldade do examinador no dia
da prova. No mais, fiquemos tranquilos que na última aula
estudaremos mais questões VUNESP, deixando o curso mais
direcionado ainda, ok?

18. (FCC/AJAJ-TRT-6ªRegião/2018) Ao dizer que, salvo disposição em


contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a

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vigência, a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro está referindo-se


à
a) anterioridade legal.
b) resilição.
c) retroação da lei.
d) repristinação.
e) sub-rogação.

19. (FCC/AJ-Oficial de Justiça-TRF5/2017) Suponha que venha a ser


editada, sancionada e promulgada lei alterando dispositivos do Código Civil.
Nesse caso, de acordo com a Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro, a nova lei começará a vigorar em todo o País, salvo disposição em
contrário,
a) 30 dias depois de oficialmente publicada.
b) 45 dias depois de oficialmente publicada.
c) 90 dias depois de oficialmente publicada.
d) 180 dias depois de oficialmente publicada.
e) na data da sua publicação oficial.

20. (FCC/Fiscal Defesa do Consumidor-PROCON-AM/2017) De acordo


com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
a) salvo disposição em contrário, a lei começa a vigorar em todo o país
imediatamente após sua publicação oficial.
b) as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
c) como regra geral, a lei revogada restaura-se quando a lei revogadora
perder a vigência.
d) quando a lei for omissa, o juiz decidirá de acordo com a vontade
presumida do legislador em face da realidade social.
e) a lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já
existentes, revoga ou modifica a lei anterior.

21. (FCC/AJAJ-TST/2017) João, nascido na Espanha, naturalizou-se


italiano, casou-se na França e estabeleceu domicílio único no Brasil,
juntamente com sua esposa. Nesse caso, de acordo com a Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro, serão definidas pela lei do Brasil as regras
sobre

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a) o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de


família.
b) a capacidade e os direitos de família, enquanto as regras sobre o nome
serão definidas pela lei da Espanha.
c) o nome, a capacidade e os direitos de família, enquanto as regras sobre o
começo e o fim da personalidade serão definidas pela lei da Itália.
d) o começo e o fim da personalidade, o nome e a capacidade, enquanto as
regras sobre os direitos de família serão definidas pela lei da França.
e) o começo e o fim da personalidade, enquanto as regras sobre a capacidade
serão definidas pela lei da Itália.

22. (FCC/Juiz Substituto-TJ-SC/2017) A sucessão por morte ou ausência


obedece à lei do país
a) em que nasceu o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza
e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros, situados no
Brasil, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos
brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais
favorável a lei pessoal do de cujus.
b) em que era domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a
natureza e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros,
situados no Brasil, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou
dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus.
c) de cuja nacionalidade tivesse o defunto ou o desaparecido, mas a sucessão
de bens de estrangeiros, situados no Brasil, será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente,
sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.
d) em que era domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a
natureza e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros,
situados no Brasil, será sempre regulada pela lei brasileira, se houver cônjuge
ou filhos brasileiros.
e) de cuja nacionalidade tivesse o defunto, ou desaparecido, qualquer que seja
a natureza e a situação dos bens, mas a sucessão de bens de estrangeiros,
situados no Brasil, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou
dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, em qualquer circunstância.

23. (FCC/Defensor Público-DPE-PR/2017) Com base no Decreto-Lei n°


4.657/1942 − Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro − LINDB, é
correto afirmar:

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a) As correções de texto, de qualquer natureza, ocorridas após a publicação da


lei, não interferem no termo a quo de sua vigência, na medida em que não se
consideram lei nova por não alterar seu conteúdo.
b) A despeito de ser executada no Brasil, a lei brasileira não será aplicada
quando a obrigação for constituída fora do país, pois, para qualificar e reger as
obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
c) Os direitos de família são determinados pela lei do país em que domiciliada
a pessoa. No caso de nubentes com domicílio diverso, a lei do primeiro
domicílio conjugal regerá tanto os casos de invalidade do matrimônio quanto o
regime de bens.
d) Quando a lei estrangeira for aplicada a demanda judicial no Brasil, ter-se-á
em vista somente os dispositivos invocados pelas partes, inclusive eventuais
remissões a outras leis.
e) Compete exclusivamente à autoridade judiciária estrangeira processar e
julgar as ações cujo réu possua domicílio no exterior ou cuja obrigação lá
tenha de ser cumprida, ainda que versadas sobre bens imóveis situados no
Brasil.

24. (CESPE/Procurador-Manaus-AM/2018) À luz das disposições do


direito civil pertinentes ao processo de integração das leis, aos negócios
jurídicos, à prescrição e às obrigações e contratos, julgue o item a seguir.
O conflito de normas que pode ser resolvido com a simples aplicação do
critério hierárquico é classificado como antinomia aparente de primeiro grau.

25. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.
Se a lei não dispuser em sentido diverso, a sua vigência terá início noventa
dias após a data de sua publicação.

26. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.
Lei em vigor tem efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o
direito adquirido e a coisa julgada.

27. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.

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O intervalo temporal entre a publicação e o início de vigência de uma lei


denomina-se vacatio legis.

28. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro.
O prazo de vacatio legis se aplica às leis, aos decretos e aos regulamentos.

29. (FCC/Procurador-São Luiz-MA/2016) Considerada a eficácia espacial


e temporal das leis como regulada na Lei da Introdução às Normas do Direito
Brasileiro:
a) Em decorrência do princípio da obrigatoriedade das leis, relevante
estruturante normativa, a lei se aplica a todos indistintamente, valendo a
escusa por desconhecimento legal.
b) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare,
quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria
de que tratava a lei anterior.
c) José, servidor, aposentou-se sob a égide de uma norma vigente na
época, tendo preenchido os requisitos para a concessão do benefício. A
referida norma passa a ter nova redação, após a concessão da
aposentadoria, sendo assim lícito ao Estado promover a revisão dos valores
concedidos ao beneficiário após nova regulamentação legal.
d) Salvo disposição contrária, a lei vigorará em todo o país na data de sua
publicação.
e) A partir da vigência de uma lei, sua eficácia só poderá ser descontinuada
pela revogação por outra, sendo possível a repristinação tácita, em
decorrência do princípio da continuidade das leis.

30. (FCC/Juiz Substituto-TJ-PI/2015) Lei nova que estabelecer disposição


geral a par de lei já existente,
a) apenas modifica a lei anterior.
b) não revoga, nem modifica a lei anterior.
c) derroga a lei anterior.
d) ab-roga a lei anterior.
e) revoga tacitamente a lei anterior.

31. (FCC/Analista Judiciário-Área Judiciária-TRT-9ªRegião(PR)/2015)


No Direito Civil, a lei nova

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a) tem efeito imediato, mas deve respeitar o ato jurídico perfeito, a coisa
julgada e o direito adquirido, incluindo os negócios sujeitos a termo.
b) retroage para beneficiar a parte hipossuficiente.
c) tem efeito imediato, produzindo efeitos a partir da publicação, ainda que
estabeleça prazo de vacatio legis.
d) tem efeito imediato apenas quando se tratar de norma processual.
e) não pode atingir a expectativa de se adquirir um direito.

32. (FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária/Especialidade: Execução


de Mandados - TJAP/AP - 2014) A lei começa a vigorar, salvo disposição
em contrário,
a) trinta dias depois de publicada, mas com eficácia plena durante a vacatio
legis.
b) quarenta e cinco dias depois de promulgada, não produzindo efeitos
enquanto não estiver efetivamente em vigor.
c) quarenta e cinco dias depois de publicada, não produzindo efeitos enquanto
não estiver efetivamente em vigor.
d) quarenta e cinco dias depois de publicada, mas com eficácia plena durante
a vacatio legis.
e) quarenta e cinco dias depois de promulgada, mas com eficácia plena
durante a vacatio legis.

33. (FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 16ª - 2014) Uma lei
foi elaborada, promulgada e publicada. Por não conter disposição em
contrário, entrará em vigor 45 dias depois de oficialmente publicada, data que
cairá no dia 18 de abril, feriado (sexta-feira da paixão de Cristo); dia 19 de
abril é sábado; dia 20 de abril é domingo; dia 21 de abril é feriado
(Tiradentes). Essa lei entrará em vigor no dia
a) 19 de abril.
b) 21 de abril.
c) 20 de abril.
d) 22 de abril.
e) 18 de abril.

34. (FCC - Técnico Judiciário/Área Judiciária e Administrativa -


TJAP/AP - 2014) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito

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Brasileiro, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os


princípios gerais de direito quando a lei
a) for injusta.
b) for omissa.
c) tiver caído em desuso.
d) tiver sido revogada por outra que haja regulado inteiramente a matéria.
e) ofender direito adquirido.

35. (FCC - Analista Judiciário / Área Apoio Especializado /


Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador - TRT 19ª – 2014) João
cumpre os requisitos para se aposentar. No entanto, algum tempo depois, é
editada lei que amplia em 5 anos o prazo para sua aposentação. João
a) poderá se aposentar, mas apenas se o requerer no prazo de 15 dias do
início da vigência da nova lei.
b) terá de aguardar 5 anos para se aposentar, pois a lei nova possui efeito
imediato, impondo-se aos fatos passados, pendentes e futuros.
c) poderá se aposentar, pois, apesar de possuir efeito imediato, a lei nova
deve respeitar o direito que João já havia adquirido.
d) terá que aguardar 5 anos para se aposentar, pois o direito somente é
adquirido com o seu exercício efetivo.
e) poderá se aposentar, pois, apesar de possuir efeito imediato, a lei nova
deve respeitar a expectativa que João possuía sobre o direito, por questão de
justiça.

36. (FCC - Analista Legislativo - Assembleia Legislativa/RN - 2013)


Considere a seguinte situação hipotética: A Lei W entrará em vigor no dia 09
de Setembro de 2013, ou seja, 45 dias após a sua publicação. Ocorre que, no
dia 26 de Agosto de 2013 houve nova publicação do texto legal da Lei W
destinada à correção. Neste caso, de acordo com a Lei de Introdução às
normas do Direito brasileiro, o prazo de quarenta e cinco dias
a) começará a correr da nova publicação.
b) não se interromperá ou suspenderá com a nova publicação fluindo
normalmente.
c) será acrescido de mais dez dias a contar do dia 26 de Agosto de 2013.
d) será contado em dobro, iniciando-se a partir do dia 26 de Agosto de 2013.
e) será acrescido de mais quinze dias a contar do dia 26 de Agosto de 2013.

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37. (FCC - Analista Legislativo - Assembleia Legislativa/RN - 2013)


Considere a seguinte situação hipotética: A Lei A teve início de vigência no dia
27 de Novembro de 2012. Posteriormente foi publicada a Lei B e a Lei C.
Considerando que a Lei B estabeleceu disposições gerais sobre a Lei A a par
das já existentes e a Lei C estabeleceu disposições especiais sobre a Lei A a
par das já existentes, é certo que a Lei B
a) e a Lei C revogaram a Lei A.
b) e a Lei C não revogaram e nem modificaram a Lei A.
c) e a Lei C modificaram a Lei A.
d) revogou a Lei A e a Lei C modificou a Lei A.
e) modificou a Lei A e a Lei C revogou a Lei A.

38. (FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária/Especialidade: Oficial de


Justiça Avaliador Federal - TRT 15ª - 2013) Osmar obteve provimento
judicial autorizando matrícula em curso de Ensino Superior
independentemente do pagamento de quaisquer taxas, por sentença da qual
não mais cabe recurso. No entanto, enquanto frequentava o curso, sobreveio
Lei Municipal determinando que todos os estudantes do Ensino Superior
deveriam pagar taxa destinada à alfabetização de adultos carentes. Osmar
a) será atingido pela nova lei, que previu efeito retroativo de maneira tácita.
b) será atingido pela nova lei, que possui efeito imediato e atinge todas as
situações pendentes.
c) será atingido pela nova lei, tendo em vista tratar-se de norma de ordem
pública.
d) não será atingido pela nova lei, mas seria se a norma tivesse previsto
efeito retroativo de maneira expressa.
e) não será atingido pela nova lei, em razão da proteção conferida à coisa
julgada.

39. (FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 5ª - 2013) Luís


Caetano, Juiz de Direito de Vitória da Conquista, deixa de julgar um processo
que lhe foi atribuído, alegando que as provas dos autos são boas para ambos
os lados e que, ademais, não há lei prevendo a hipótese em julgamento. De
acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, Luís Caetano
agiu
a) bem, pois embora a ausência de lei não impedisse o julgamento, por haver
outros meios para supri-la, as provas boas para ambos os lados impedem a
formação da convicção judicial.

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b) mal, pois ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece,
como era o caso.
c) mal, pois na aplicação da lei o juiz atenderá às regras de sua interpretação
e ao bom-senso jurídico.
d) bem, pois a ausência de lei impede o julgamento, por falta de parâmetros
para tanto.
e) mal, pois sendo a lei omissa, deveria ter decidido o caso de acordo com a
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito, valorando as provas de
acordo com os ditames legais, já que o provimento jurisdicional é imperativo.

40. (FCC - Analista Judiciário/Área Judiciária - TRT 15ª - 2013) Marcelo


trabalhou por mais de 29 anos sob a égide de lei que previa direito a se
aposentar aos 30 anos de trabalho. Durante estes mais de 29 anos, cumpriu
os requisitos à aposentação. Contudo, antes de atingir os 30 anos de trabalho,
sobreveio lei majorando para 32 anos o tempo necessário à aposentação.
Referida lei não previu regras de transição para os trabalhadores que
estivessem trabalhando sob o regime jurídico anterior. Diante deste quadro,
Marcelo ajuizou ação no âmbito da qual requereu a aposentação aos 30 anos
trabalhados. Esta ação deverá ser jugada
a) procedente, porque, passados 29 dos 30 anos necessários à aposentação,
Marcelo passou a ter direito adquirido ao regime jurídico anterior.
b) improcedente, porque, quando do advento da nova lei, Marcelo possuía
mera expectativa de direito.
c) procedente, porque, apesar do advento da lei nova, Marcelo possuía direito
adquirido ao tempo que, de acordo com a lei revogada, faltava para sua
aposentação.
d) improcedente, porque não existe proteção ao direito adquirido em matéria
de ordem pública.
e) procedente, porque a lei nova não previu regras transitórias explícitas.

41. (FCC - Analista Judiciário / Área Apoio Especializado /


Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador - TRT 18ª - 2013) A lei nova
tem efeito imediato
a) mas, em regra, não revoga a lei anterior.
b) e atinge as situações em curso, mesmo que configurem direito adquirido.
c) e se projeta inclusive sobre o ato jurídico perfeito, a menos que este tenha
sido objeto de sentença transitada em julgado.
d) mas não é obrigatória para a pessoa que desconhecer o seu conteúdo.

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e) mas deve respeitar o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa


julgada.

42. (CESPE - Atividades Técnicas de Suporte/Área Nível Superior -


Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue os itens seguintes.
Caso tenha sido publicada uma lei estabelecendo que a pessoa idosa, a partir
de 65 anos de idade, deverá ter descontos de 20% nas passagens de avião e,
posteriormente, no período de 60 dias, publique-se lei retificando a idade para
60 anos, esta será considerada lei nova.

43. (CESPE - Atividades de Complexidade Intelectual/Área Nível


Superior - Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue o item.
Caso ex-companheiro homossexual requeira judicialmente pensão post
mortem, não havendo norma sobre a matéria, o juiz poderá decidir o caso
com base na analogia e nos princípios gerais de direito.

44. (CESPE – Analista/Área Advocacia - SERPRO - 2013) A respeito das


normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Ao decidir uma lide, caso constate que não há lei que regulamente aquela
matéria, o juiz deverá suspender o julgamento e aguardar que seja editada lei
que regulamente a matéria.

45. (FCC - Analista Judiciário/Área Execução de Mandados - TRF 2ª -


2012) Considere as seguintes assertivas a respeito da Lei de Introdução às
normas do Direito brasileiro:
I. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
II. A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já
existentes, revoga a lei anterior.
III. A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para
suceder.
IV. Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao
tempo em que se efetuou.
Está correto o que consta APENAS em
a) I e III.
b) I, III e IV.

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c) III e IV.
d) II e IV.
e) I, II e IV.

46. (CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.
Considere que determinada lei tenha sido publicada em 25/6/2012 e passado
a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois. Nessa situação, se for
constatada a existência de erro material em seu texto após essa data, a sua
correção será considerada lei nova.

47. (CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.
Se a lei for omissa, o juiz poderá usar a equidade para decidir o caso concreto.

48. (CESPE - Analista Judiciário/Área Judiciária - STM – 2011) No que


se refere à Lei de Introdução ao Código Civil e ao Novo Código Civil, julgue os
itens a seguir.
Havendo lacuna no sistema normativo, o juiz não poderá abster-se de julgar.
Nesse caso, para preenchimento dessa lacuna, o juiz deve valer-se, em
primeiro lugar, da analogia; persistindo a lacuna, serão aplicados os costumes
e, por fim, os princípios gerais do direito.

49. (CESGRANRIO - Advogado - CEF - 2012) Um contrato de


financiamento, entre uma empresa brasileira e um Banco comercial holandês
com filial em Londres, acaba de ser assinado pelos representantes legais das
partes em Londres. Como garantia, a empresa brasileira deu em hipoteca dois
imóveis situados no Brasil. O contrato nada dispõe sobre a lei aplicável ao
mesmo, limitando-se a indicar Londres como foro competente para as disputas
que vierem a surgir entre as partes.
Segundo o disposto na legislação brasileira, a lei aplicável a esse contrato é a
a) de Londres, em razão da cláusula de foro.
b) de Londres, por ser o local em que o contrato foi concluído.
c) da Holanda, por ser a sede do proponente.
d) brasileira, porque as garantias contratuais estão no Brasil.
e) brasileira, por ser o domicílio do devedor.

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50. (ESAF - Auditor Fiscal da Receita Federal - RFB - 2012) Assinale a


opção incorreta.
Em relação aos conflitos de leis no espaço, a Lei de Introdução ao Código Civil
estabelece os seguintes critérios:
a) Em questões sobre o começo e fim da personalidade, o nome, a capacidade
e os direitos de família, prevalece a lei do país de domicílio da pessoa.
b) Em questões sobre a qualificação e regulação das relações concernentes a
bens, prevalece a lei do país em que for domiciliado o proprietário.
c) Em questões envolvendo obrigações, prevalece a lei do país onde foram
constituídas, reputando-se constituída no lugar em que residir o proponente.
d) Em questões envolvendo sucessão por morte, real ou presumida, prevalece
a lei do país de domicílio do de cujus, ressalvando-se que, quanto à
capacidade para suceder, aplica-se a lei do domicílio do herdeiro ou legatário.
e) Em questões envolvendo sucessão sobre bens do estrangeiro situado no
Brasil, aplicar-se-á a lei brasileira em favor do conjuge brasileiro e dos filhos
do casal, sempre que não lhes for mais favorável a lei do domicílio do de
cujus.

51. (CESPE - Técnico Judiciário - TJRR/RR – 2012) Com base no que


dispõe a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens que
se seguem.
Uma lei entrará em vigor no país quarenta e cinco dias após sua publicação
em diário oficial, salvo disposição em contrário. Nos estados estrangeiros,
quando admitida, a lei entrará em vigor seis meses após sua publicação
oficial.

52. (CESPE - Analista Administrativo – ANCINE – 2013) À luz das


disposições constantes da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue o item abaixo.
A lei do país no qual nasce a pessoa determina as regras sobre o início de sua
personalidade.

53. (CESPE - Analista Judiciário/Área Administrativa – TRE/ES – 2011)


Acerca da aplicação da lei, julgue o item abaixo.
Se duas pessoas celebrarem um contrato na Alemanha, sem estipular o direito
a ser aplicado, e esse contrato for executado no Brasil, local de domicílio da
parte interessada, serão aplicadas as leis brasileiras.

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54. (CESPE - Defensor Público Federal de Segunda Categoria – DPU –


2015) Ainda no que concerne ao direito internacional, julgue os itens
subsequentes. No que concerne à aplicação da lei estrangeira no país, a Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro refere-se expressamente ao
princípio da ordem pública.

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7- Gabarito

Gabarito1: B Gabarito19: B Gabarito37: B


Gabarito2: D Gabarito20: B Gabarito38: E
Gabarito3: Certo Gabarito21: A Gabarito39: E
Gabarito4: Errado Gabarito22: B Gabarito40: B
Gabarito5: A Gabarito23: C Gabarito41: E
Gabarito6: Certo Gabarito24: Certo Gabarito42: Certo
Gabarito7: Errado Gabarito25: Errado Gabarito43: Certo
Gabarito8: E Gabarito26: Certo Gabarito44: Errado
Gabarito9: Errado Gabarito27: Certo Gabarito45: B
Gabarito10: Certo Gabarito28: Errado Gabarito46: Certo
Gabarito11: A Gabarito29: B Gabarito47: Errado
Gabarito12: E Gabarito30: B Gabarito48: Certo
Gabarito13: A Gabarito31: A Gabarito49: B
Gabarito14: B Gabarito32: C Gabarito50: B
Gabarito15: D Gabarito33: E Gabarito51: Errado
Gabarito16: A Gabarito34: B Gabarito52: Errado
Gabarito17: E Gabarito35: C Gabarito53: Errado
Gabarito18: D Gabarito36: A Gabarito54: Certo

Prof. Wangney Ilco 88 de 88


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