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DIREITO TRIBUTÁRIO

Competência Tributária II
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COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA II

TIPOS DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

COMPETÊNCIA PRIVATIVA

União
1. Compete à União instituir impostos sobre: importação de produtos estran-
geiros (II);
2. Exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE);
3. Renda e proventos de qualquer natureza (IR, IRPJ ou IRPF/IRRF);
4. Produtos industrializados (IPI);
5. Operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores
mobiliários (IOF) – acrescenta-se a esses o ouro;
6. Propriedade territorial rural (ITR ou IPTR);
7. Grandes fortunas, nos termos de lei complementar (IGF) – CF/1988, art.
153, I a VI.
Há também a competência privativa citada na Constituição Federal para:
• Empréstimos Compulsórios (art. 148); e
• Contribuições Especiais (art. 149).

A competência privativa é sempre colocada como aquela que é expressa no


texto da Constituição Federal, mas há casos em que o texto constitucional versa
a respeito de uma exclusividade.
É importante destacar que, no âmbito do Direito Tributário, o fato de uma
competência ser privativa ou exclusiva não possui nenhum valor, a não ser em
relação à classificação, pois ambas são indelegáveis. Isso é diferente da classi-
ficação no âmbito do Direito Constitucional.

Estados e Distrito Federal


Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
1. Transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos
(ITCMD);
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2. Operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de


serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda
que as operações e as prestações se iniciem no exterior (ICMS);
3. Propriedade de veículos automotores (IPVA) – CF/1988, art. 155, I a III; EC
n. 03/1993.
Além desses também há a Contribuição Previdenciária a cargo de seus ser-
vidores (art. 149, § 1º, CF/1988).

Municípios
Compete aos Municípios instituir impostos sobre:
1. Propriedade predial e territorial urbana (IPTU);
2. Transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imó-
veis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os
de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição (ITBI);
3. Serviços de qualquer natureza, não compreendidos na CF/1988, art. 155,
II (ICMS), definidos em lei complementar (ISS ou ISSQN) – CF/1988, art. 156.
Há também duas contribuições:
• Contribuição Previdenciária a cargo de seus servidores (art. 149, § 1º,
CF/1988); e
• Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (art. 149-A,
CF/1988).

 Obs.: Ao todo são 13 impostos que estão no âmbito da competência privativa


dos entes políticos (sete federais, três estaduais e três municipais). É
importante guardar essas informações para fins de prova.

Competência Privativa
União Estados Municípios
II ITCMD/ITCD/ITD/IT ITBI
IE IPVA IPTU
IPI ICMS ISS
Contribuição Previdenciária Contribuição Previdenciária
IR
(SV) (SV)
ITR COSIP
IOF
IGR

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COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA COMUM (CF/1988, ART. 145, II e III).

“...as taxas e contribuições de melhoria são atribuídas às pessoas políticas, titulares


do poder de tributar, de forma genérica e comum e os impostos de forma privativa
e discriminada. Como corolário lógico temos que os impostos são enumerados pelo
nome e discriminados na Constituição, um a um. São nominados e atribuídos pri-
vativamente, portanto, a cada uma das pessoas políticas, enquanto as taxas e as
contribuições de melhoria são indiscriminadas, são inominadas e são atribuídas em
comum às pessoas políticas.” (Sacha Calmon Navarro Coelho).

Em suma, as taxas (e também as contribuições de melhoria) são inominadas


e indiscriminadas, sendo de competência comum; já os impostos são nominados
e discriminados, sendo de competência privativa.
Competência para instituir taxas e contribuições de melhoria e com-
petência político-administrativa: “Cada ente federado tem competência para
cobrar taxas pelos serviços que preste ou pelo poder de polícia que exerça no
desempenho de sua competência político-administrativa. Note-se que o art. 145
do CTN dispõe sobre a cobrança de taxas pela União, pelos Estados, pelo Dis-
trito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições”.

 Obs.: Os serviços que, a princípio, são da União estão previstos na Constitui-


ção Federal entre os arts. 22 a 24. Quanto aos Municípios, a competência
para instituir serviços de interesse local está prevista nos arts. 30 e 31. Já
os Estados ficariam com a competência residual, ou seja, aquilo que não
for da União ou dos Municípios (de acordo com tese minoritária).

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA ESPECIAL

Referentes à competência da União para instituir empréstimos compulsó-


rios (CF/1988, art. 148) e para instituir contribuições sociais, de intervenção
no domínio econômico e de interesse de categorias profissionais ou eco-
nômicas, com as ressalvas às competências dos Municípios e Estados, tudo em
conformidade com a CF/1988, art. 149.
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 Obs.: Segundo o art. 149 da CF/1988, a União poderá estabelecer as chamadas


contribuições sociais, as contribuições de intervenção no domínio econô-
mico (CIDE) e as contribuições de interesse de categorias profissionais
ou econômicas (contribuições corporativas). Além disso, poderá realizar
os empréstimos compulsórios previstos no art. 148 da CF/1988.

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA RESIDUAL

A União poderá instituir, mediante lei complementar, impostos não previs-


tos no artigo anterior, desde que sejam não cumulativos e não tenham fato
gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição
(CF/1988, art. 154, I).
Isso também ocorre para as novas contribuições para a seguridade social
(art. 195, § 4º, CF/1988).

Atenção!
Para a prova, é importante lembrar que a competência residual é
característica da União. Somente ela poderá criar novos impostos além dos
que estão previstos na Constituição Federal e também novas contribuições
para a seguridade social.

Os novos impostos serão criados por meio de lei complementar, não repeti-
rão base de cálculo ou fato gerador dos que já estão previstos na CF (fato que
impede o bis in idem) e devem possuir a característica da não cumulatividade.
Em relação às novas contribuições para a seguridade social, o STF declarou
que se elas não inovarem no fato gerador ou na base de cálculo já existente,
então podem ser feitas por meio de lei ordinária. Contudo, se houver inovação,
então há a necessidade de lei complementar e de se seguir todo o rito (não repe-
tir base de cálculo ou fato gerador e não cumulatividade).
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COMPETÊNCIA RESIDUAL PARA TAXAS E CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA

Aos Estados restam competências sobre serviços, poder de polícia e obras


públicas não destinadas expressamente às outras pessoas políticas (CF/1988,
art. 25, § 1º). Logo, essa competência residual estende-se às taxas e contribui-
ções de melhoria, incidentes sobre estas competências.
Assim, para taxas, a competência residual é dos Estados (segundo posição
minoritária, mas que já foi cobrada em prova). A competência da União e dos
Municípios é definida na CF.

Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Vilson Cortez.

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