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ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL TOLEDO 1

FACULDADES INTEGRADAS ANTONIO EUFRÁSIO DE TOLEDO


DIREITO ECONÔMICO E EMPRESARIAL III – 2.013

Aula 05

LETRA DE CÂMBIO (CONTINUAÇÃO)

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

Cláusula-mandato

- vedada pela jurisprudência – Súmula nº 60/STJ

Títulos em branco ou incompletos

- Súmula 387/STF

AVAL

- garantia suplementar

- possível o aval parcial

- aval antecipado (antes do aceite)

- duas características: a) autonomia; e b) equivalência

autonomia: 1) sua existência, validade e eficácia não estão condicionadas à da obrigação


avalizada; 2) eventuais direitos que beneficiam ao avalizado não beneficiam o avalista (ex.:
concordata); 3) não pode opor exceções pessoais do avalizado.

equivalência: 1) devedor da mesma maneira que a pessoa avalizada; 2) o avalista pode acionar
em regresso qualquer pessoa que seria possível ao avalizado

- pode ser: a) no anverso (aval em branco); b) no verso, em branco, com a expressão “por
aval” ou equivalente; c) no verso, em preto, com a expressão “por aval de ......” ou equivalente

- quando o aval é em branco, a lei define quem é o avalizado em cada título de crédito (na letra
de câmbio = sacador)

- simultâneo: mais de um aval para cada obrigação (pode ser em branco ou em preto)

- solidariedade:
a) em relação às cambiais, a solidariedade é diferente do Direito Civil, já que o exercício do
direito de regresso segue regras diferentes (regresso da totalidade da dívida);

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b) só há solidariedade civil entre pessoas que estejam na mesma situação jurídica (ex.: dois
sacadores, co-aceitantes, co-endossantes e co-avalistas)

- aval simultâneo é diferente de aval sucessivo (aval garantido por aval)

Súmula 189/STF (avais em branco e superpostos consideram-se avais simultâneos) – não tem
mais aplicação com relação à letra de câmbio, à nota promissória e ao cheque, posto que a LU
e a LC definem quem são os avalizados no caso de aval em branco; assim, avais em branco
serão considerados co-avalistas do sacador da letra de câmbio, do subscritor da nota
promissória ou do emitente do cheque.

AVAL X FIANÇA:

- o aval é autônomo e a fiança é acessória (a causa de inexigibilidade da dívida macula a fiança,


o que não ocorre com o aval); além disso, o fiador pode opor exceções pessoais cabíveis ao
afiançado, o que não ocorre no aval.

- o fiador pode invocar benefício de ordem, inclusive indicando bens do afiançado

- a fiança, para validade, deve ter anuência do cônjuge, independentemente do regime de


casamento

AVAL E GARANTIAS EXTRACARTULARES:

- comum a assinatura de dois documentos: um contrato e um título de crédito (geralmente NP)

- através do contrato, há um alargamento da obrigação do avalista? (no título de crédito ele


obriga-se apenas pelo valor nominal do título e no contrato pelo que estiver contido nas
cláusulas)

- há quem diga que o contrato não teria validade, pois estaria “alargando” os efeitos do aval

- o “avalista” somente se obriga no contrato se o tiver assinado (Súmula 26/STJ)

- denominar devedor solidário em contrato de “avalista” é um erro, pois equipara-se na


verdade à fiança (aplicação do regime civil, portanto, exigindo-se a outorga marital, por
exemplo)
VENCIMENTO:

- à vista (basta a apresentação do título)

Obs.: a letra de câmbio à vista ou a certo termo da vista admite a estipulação de juros
(art. 5º, L.U.)

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- ordinário (data prevista)

- extraordinário: a) recusa de aceite;


b) falência do aceitante.

- a falência do sacador, do endossante e do avalista não são motivos de antecipação do


vencimento (apenas a do aceitante)

- o vencimento antecipado provoca a redução do valor de acordo com as taxas bancárias no


local de domicílio do credor

- classificação segundo o vencimento:


a) vencimento em dia certo;
b) à vista;
c) a certo termo da vista (prazo contado da data do aceite) ;
d) a certo termo da data (prazo contado da data do saque).

PAGAMENTO

- o pagamento pelo devedor principal (aceitante) extingue todas as obrigações dos co-
devedores

- o pagamento por um dos co-devedores dá o direito de regresso contra os antecessores

- a apresentação do título ao devedor principal é condição sine qua non para a cobrança dos
co-devedores (protesto)

- a apresentação deve ser feita no dia do vencimento (no Brasil, caso o vencimento seja em dia
não útil, prorroga-se para o dia útil imediatamente posterior)

- no exterior, admite-se a apresentação nos dois dias úteis posteriores ao vencimento, sendo ou
não dias úteis (LU, art. 38)

- a distinção é útil para a contagem da data de envio para protesto (no caso da letra de câmbio,
dois dias após o dia em que ela é pagável)

- a existência de cláusula sem despesa desobriga o protesto para responsabilizar os co-


devedores

- é possível a qualquer devedor da letra depositar em juízo o valor quando não seja observado
o prazo para apresentação (ás custas do credor)

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cautelas no pagamento:
a) exigir a quitação no próprio título;
b) exigir a entrega do título;
c) conferir a regularidade dos endossos.

- as cautelas exigidas são hoje minimizadas quando o pagamento é feio pelo sistema bancário
ou quando haja relação de consumo

PROTESTO:

- Lei n. 9.492/97

- a lei fala em “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de
obrigação originada em títulos ...”. Entretanto, há protestos que não se enquadram nessa
hipótese (Ex.: protesto por falta de aceite)

- o protesto se presta para incorporar ao título prova de fato relevante para as relações
cambiais

- protesta-se sempre o sacado

modalidades:
a) por falta de aceite para que conste formalmente a recusa no aceite;
b) por falta de aceite, nas letras com vencimento a certo termo da vista, para constar a data do
aceite;
c) por falta de pagamento.

- o protesto deve ser feito em até dois úteis após o vencimento

- o protesto é condição imprescindível para a exigência das obrigações dos co-devedores

- o protesto deve ser feito pelo último endossatário (credor)

- não efetuado o protesto no prazo legal, o crédito poderá ser cobrado apenas do sacado e de
seu(s) avalista(s)

- protesto necessário (sacador, endossantes e seus respectivos avalistas) e protesto facultativo


(sacado e seus avalistas)

- letra com cláusula “sem despesas” ou “sem protesto”

- pagamento em cartório: com juros e correção monetária a partir do vencimento, além das
custas de cartório

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- cancelamento – necessário, em razão dos efeitos negativos do protesto na concessão de


crédito

Legislação: Lei Uniforme (Decreto nº 57.663/66) e Decreto nº 2.044/1908 (apenas


dispositivos não revogados pela Lei Uniforme).

Doutrina (livro texto): Fábio Ulhoa Coelho, “Curso de Direito Comercial – Direito de
Empresa”, São Paulo: Saraiva, vol. 1, Capítulo 11.

Artigos: Nihil.

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