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Aula 00

Direito Penal p/ OAB 1ª Fase XXV Exame - Com videoaulas


Professor: Renan Araujo

12557693863 - Daniel
DIREITO PENAL para o XXV EXAME DA OAB
Teoria e exerc’cios comentados
Araujo Ð Aula DEMONSTRATIVA
Prof. Renan

AULA DEMONSTRATIVA: HISTîRIA DO DIREITO PENAL.


CRIMINOLOGIA E POLêTICA CRIMINAL. PRINCêPIOS
CONSTITUCIONAIS E GERAIS DO DIREITO PENAL.

SUMçRIO

1. HISTîRIA DO DIREITO PENAL .................................................................... 9
2. CRIMINOLOGIA E POLêTICA CRIMINAL ..................................................... 11
3. PRINCêPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO PENAL ................................ 12
3.1. Princ’pio da legalidade ........................................................................... 12
3.1.1. Princ’pio da Reserva Legal ....................................................................... 13
3.1.2. Princ’pio da anterioridade da Lei penal ...................................................... 16
3.2. Princ’pio da individualiza•‹o da pena ..................................................... 18
3.3. Princ’pio da intranscend•ncia da pena ................................................... 19
3.4. Princ’pio da limita•‹o das penas ou da humanidade............................... 20
3.5. Princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia ou presun•‹o de n‹o culpabilidade 20
3.6. Disposi•›es constitucionais relevantes .................................................. 23
3.6.1. Veda•›es constitucionais aplic‡veis a crimes graves .................................... 23
3.6.2. Tribunal do Jœri ...................................................................................... 24
3.6.3. Menoridade Penal ................................................................................... 24
4. OUTROS PRINCêPIOS DO DIREITO PENAL ................................................. 24
4.1. Princ’pio da alteridade (ou lesividade) ................................................... 25
4.2. Princ’pio da ofensividade ....................................................................... 25
4.3. Princ’pio da Adequa•‹o social ................................................................ 25
4.4. Princ’pio da Fragmentariedade do Direito Penal ..................................... 25
4.5. Princ’pio da Subsidiariedade do Direito Penal ........................................ 25
4.6. Princ’pio da Interven•‹o m’nima (ou Ultima Ratio)................................ 26
4.7. Princ’pio do ne bis in idem ..................................................................... 26
4.8. Princ’pio da proporcionalidade ............................................................... 26
4.9. Princ’pio da confian•a ............................................................................ 26
4.10. Princ’pio da insignific‰ncia (ou da bagatela) ....................................... 27
5. RESUMO .................................................................................................... 31
6. EXERCêCIOS DA AULA ............................................................................... 35
7. GABARITO ................................................................................................. 37

Ol‡, meus amigos!

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Hoje, aqui no ESTRATƒGIA CONCURSOS (Projeto ESTRATƒGIA


OAB), daremos in’cio ˆ sua prepara•‹o para o XXV EXAME DA OAB.
Vamos estudar muito Direito Penal, rumo ˆ sua aprova•‹o. A
vermelhinha est‡ chegando!!
O edital ainda n‹o foi publicado, mas a Banca, como sabemos, Ž
a FGV.
E a’, povo, preparados para a maratona?
Como Ž de conhecimento comum, o ’ndice de reprova•‹o na prova
da OAB Ž muito elevado. Mais de 80% dos candidatos n‹o consegue
ser aprovado. Para ser mais exato, o ’ndice de aprova•‹o Ž de
17,5% (’ndice hist—rico). ƒ muito pouco!
N‹o conhecer a Banca e n‹o resolver quest›es anteriores talvez
sejam os principais motivos para um ’ndice de reprova•‹o t‹o elevado.
Isso faz com que os candidatos percam tempo estudando temas pouco
importantes. AlŽm disso, quem n‹o conhece a Banca muitas vezes acaba
se enrolando na hora da prova, pois n‹o est‡ acostumado com o ÒestiloÓ
da organizadora.
No nosso curso iremos adotar uma metodologia que visa a evitar
exatamente estes problemas. Vamos estudar teoria e quest›es, da
seguinte forma:
a)! Teoria resumida Ð Daremos •nfase ˆquilo que MAIS ƒ
COBRADO. Claro que estudaremos as outras partes do conteœdo,
mas de forma menos aprofundada. Foco!
b)! Resolu•‹o de TODAS as quest›es cobradas pela FGV no
Exame da OAB Ð Como a pr‡tica Ž fundamental, vamos analisar
em nosso curso todas as quest›es anteriores cobradas pela FGV
no exame da OAB.
c)! F—rum de dœvidas Ð Por meio do f—rum de dœvidas voc•s
poder‹o entrar em contato comigo para esclarecerem aqueles
pontos que, eventualmente, n‹o tenham sido compreendidos ou
para refor•ar a compreens‹o, etc.

Como disse, vamos dar mais import‰ncia ˆquilo que, efetivamente,


mais importa. E como saberemos o que mais importa? Somente Ž
poss’vel descobrir isso mediante uma an‡lise minuciosa das provas
anteriores. E foi isso que fiz, um RAIO-X do exame da OAB:
ASSUNTOS (atualizado atŽ o XXII Exame) N¼ de
quest›es

TEMA 1: HISTîRIA DO DIREITO PENAL 00

TEMA 2: CRIMINOLOGIA 00

TEMA 3: POLêTICA CRIMINAL 00

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TEMA 4: PRINCêPIOS DO DIREITO PENAL 05

TEMA 5: APLICA‚ÌO DA LEI PENAL 06

Aplica•‹o da lei penal no tempo 01

Aplica•‹o da lei penal no espa•o 03

TEMA 6: TEORIA GERAL DO DELITO 31

Conduta 00

Rela•‹o de causalidade 05

Teoria da imputa•‹o objetiva 02

Tipo penal doloso 00

Tipo penal culposo 01

Tipicidade 00

Antijuridicidade 04

Culpabilidade 04

Consuma•‹o e tentativa 01

Desist•ncia volunt‡ria 01

Arrependimento eficaz 00

Arrependimento posterior 01

Crime imposs’vel 02

Erro 10

TEMA 7: CONCURSO DE PESSOAS 04

TEMA 8: PENAS E SEUS CRITƒRIOS DE APLICA‚ÌO 13

Origens e finalidades 00

EspŽcies de penas 00

Aplica•‹o da pena 06

Concurso de crimes 05

Suspens‹o condicional da pena 02

TEMA 9: EFEITOS DA CONDENA‚ÌO 03

TEMA 10: REABILITA‚ÌO 00

TEMA 11: MEDIDAS DE SEGURAN‚A 00

Execu•‹o das medidas de seguran•a 00

TEMA 12: CAUSAS EXTINTIVAS DA PUNIBILIDADE 07

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Prescri•‹o 06

Outras causas de extin•‹o da punibilidade 01

TEMA 13: A‚ÌO PENAL 00

TEMA 14: CRIMES EM ESPƒCIE 44

Crimes contra a pessoa 12

Crimes contra o patrim™nio 12

Crimes contra a dignidade sexual 05

Crimes contra a fŽ pœblica 02

Crimes contra a administra•‹o pœblica 10

Outros crimes previstos no CP 03

TEMA 15: EXECU‚ÌO PENAL 04

Livramento condicional 01

Progress‹o e regress‹o de regime 02

Remi•‹o 00

Detra•‹o 00

Incidentes da execu•‹o 01

TEMA 16: LEIS PENAIS ESPECIAIS 11

Lavagem de capitais (Lei 9.613/98) 01

Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei 7.492/86) 01

Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) 01

Crimes do CTB (Lei 9.503/97) 02

Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) 01

Crimes contra a Ordem Tribut‡ria (Lei 8.137/90) 01

Lei de Drogas (Lei 11.343/06) 01

Tortura (Lei 9.455/97) 03

TOTAL 128

Como voc•s podem perceber, existem temas que s‹o recorrentes e


temas que s‹o absolutamente ESQUECIDOS pela Banca. Para se ter uma
ideia, quem souber ÒTeoria Geral do DelitoÓ j‡ sabe praticamente 25%
daquilo que costuma cair na prova. Por outro lado, ficar estudando
Hist—ria do Direito Penal n‹o vai levar voc• a lugar algum.
Bom, est‡ na hora de me apresentar a voc•s, n‹o Ž?

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Meu nome Ž Renan Araujo, tenho 30 anos, sou Defensor Pœblico
Federal desde 2010, atuando na Defensoria Pœblica da Uni‹o no Rio de
Janeiro, e mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da
UERJ. Antes, porŽm, fui servidor da Justi•a Eleitoral (TRE-RJ), onde
exerci o cargo de TŽcnico Judici‡rio, por dois anos. Sou Bacharel em
Direito pela UNESA e p—s-graduado em Direito Pœblico pela Universidade
Gama Filho. Fiz o exame da OAB em 2009 e, gra•as a Deus, deu
tudo certo!
Neste curso voc•s receber‹o todas as informa•›es necess‡rias para
que possam ter sucesso na prova da OAB. Acreditem, voc•s n‹o v‹o se
arrepender! O EstratŽgia OAB est‡ comprometido com sua
aprova•‹o, ou seja, com voc•!
Mas Ž poss’vel que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, voc•
ainda n‹o esteja plenamente convencido de que o EstratŽgia OAB Ž a
melhor escolha. Eu entendo voc•, j‡ estive deste lado do computador. Ës
vezes Ž dif’cil escolher o melhor material para sua prepara•‹o. Contudo,
alguns colegas de caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:

Esse print screen acima foi retirado da p‡gina de avalia•‹o do curso


de Direito Penal para o XIX Exame da OAB. Vejam que, dos 11 alunos
que avaliaram o curso, todos o aprovaram. Um percentual de...100%.
Abaixo das avalia•›es temos alguns coment‡rios de alunos do
curso.
Ainda n‹o est‡ convencido? Continuo te entendendo. Voc• acha
que pode estar dentro daqueles 1,79%. Em raz‹o disso, disponibilizamos
gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que voc• possa
analisar o material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa Ž pouco para testar o
material? Pois bem, o EstratŽgia concursos d‡ a voc• o prazo de 30
DIAS para testar o material. Isso mesmo, voc• pode baixar as aulas,

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estudar, analisar detidamente o material e, se n‹o gostar, devolvemos
seu dinheiro.
Sabem porque o EstratŽgia Concursos d‡ ao aluno 30 dias
para pedir o dinheiro de volta? Porque sabemos que isso n‹o vai
acontecer! N‹o temos medo de dar a voc• essa liberdade.
Bom, como j‡ adiantei, neste curso estudaremos todo o conteœdo
de Direito Penal previsto no edital do exame da OAB. Adotaremos o
seguinte cronograma:
Abaixo segue o plano de aulas do curso todo:
!
AULA CONTEòDO DATA

Hist—ria do Direito Penal. Criminologia.


Aula 00 Pol’tica Criminal. Princ’pios penais e 22.11
constitucionais.

Aplica•‹o da Lei Penal: Lei Penal no


Aula 01 Tempo; Lei Penal no Espa•o. Infra•‹o 29.11
penal.

Teoria Geral do Delito; Conduta; Rela•‹o


de Causalidade; Teoria da imputa•‹o
objetiva; Tipo penal doloso; Tipo penal
culposo; Tipicidade; Antijuridicidade. 06.12
Aula 02
Consuma•‹o e tentativa; Desist•ncia
Volunt‡ria; Arrependimento eficaz;
Arrependimento posterior; Crime
imposs’vel.

Culpabilidade. Erro de tipo; Erro de 13.12


Aula 03
proibi•‹o; Erro de tipo permissivo.

Aula 04 Concurso de pessoas e concurso de crimes 20.12

Penas e seus critŽrios de aplica•‹o; 27.12


Origens e Finalidades da pena; EspŽcies
de penas; Aplica•‹o da pena; Suspens‹o
condicional da pena. Efeitos da
condena•‹o. Reabilita•‹o. Medidas de
Aula 05 seguran•a; Execu•‹o das medidas de
seguran•a. Execu•‹o Penal: Livramento
condicional; Progress‹o e regress‹o de
regime; Remi•‹o; Detra•‹o; Incidentes de
execu•‹o. Causas Extintivas de
Punibilidade. A•‹o Penal.

Crimes em espŽcie (parte I): Crimes 03.01


Aula 06
contra a pessoa

Crimes em espŽcie (parte II): Crimes 10.01


Aula 07
contra o patrim™nio

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Crimes em espŽcie (parte III): Crimes 17.01


contra a dignidade sexual. Crimes contra:
A propriedade imaterial, a organiza•‹o do
Aula 08 trabalho, contra o sentimento religioso,
contra o respeito aos mortos, contra a
fam’lia, contra a incolumidade pœblica,
contra a paz pœblica.

Crimes em espŽcie (parte IV): Crimes 24.01


Aula 09
contra a fŽ pœblica

Crimes em espŽcie (parte V): Crimes 31.01


Aula 10
contra a administra•‹o pœblica (parte i)

Crimes em espŽcie (parte VI): Crimes 07.02


Aula 11
contra a administra•‹o pœblica (parte ii)

Aula 12 Leis Penais Especiais (parte I) 14.02

Aula 13 Leis Penais Especiais (parte II) 21.02


Como disse, o conteœdo cobre todo o programa exigido no
exame da OAB. Contudo, ser‡ dada •nfase ao que mais Ž cobrado. Em
rela•‹o aos temas menos cobrados, faremos uma an‡lise menos
aprofundada.
AlŽm do nosso material em formato PDF, teremos ainda 16
videoaulas (30 minutos cada) especificamente gravadas para o
Exame da OAB. Nestas videoaulas vamos tratar dos pontos mais
relevantes para a prova da OAB1, inclusive mediante a resolu•‹o de
diversas quest›es cobradas anteriormente no Exame de Ordem.
Voc•s ter‹o acesso, ainda, a todos os v’deos do curso intensivo
para a OAB, bem como ter‹o acesso aos resumos disponibilizados no
Òcurso de resumosÓ (02 aulas contendo um resumo da matŽria, com
50 p‡ginas cada)
No mais, desejo a todos uma boa maratona de estudos!
Prof. Renan Araujo


1
N‹o haver‡ videoaulas sobre todos os pontos, apenas sobre os pontos MAIS IMPORTANTES.

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Observa•‹o importante: este curso Ž protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida
a legisla•‹o sobre direitos autorais e d‡ outras provid•ncias.

Grupos de rateio e pirataria s‹o clandestinos, violam a lei e prejudicam os


professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe
adquirindo os cursos honestamente atravŽs do site EstratŽgia Concursos.
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1.!HISTîRIA DO DIREITO PENAL



A Hist—ria do Direito Penal pode ser dividida, basicamente, em tr•s
grandes momentos:
¥!VINGAN‚A DIVINA
¥!VINGAN‚A PRIVADA
¥!VINGAN‚A PòBLICA
A vingan•a divina Ž a primeira forma de manifesta•‹o do Direito
Penal. Para os primitivos povos que adotaram este sistema, a Lei
emanava de Deus, e sua eventual viola•‹o constituiria numa ofensa a
Deus (ou deuses), de forma que a pena surgiria como forma de repara•‹o
do elo rompido com o criador, promovendo a expia•‹o do ÒpecadoÓ do
infrator (confus‹o entre crime e pecado) e a purifica•‹o de todo o grupo.
As penas variavam, com not—ria men•‹o ˆ pena capital (pena de
morte) e ˆ pena de Òperda da pazÓ, que consistia na retirada do
delinquente da prote•‹o do grupo em que vivia, de forma a demonstrar ˆ
divindade ofendida que o ofensor n‹o era benvindo no grupo.
A vingan•a privada surgiu posteriormente, j‡ como reflexo da
evolu•‹o da sociedade e das rela•›es entre os povos e o processo de
desvincula•‹o entre Deus e o Estado.
Aqui o crime era visto como ofensa ˆ v’tima e, em œltima an‡lise, ao
pr—prio grupo a que pertencia, tanto que se a ofensa partisse de alguŽm
de fora do grupo, a vingan•a era exercida pelo grupo ofendido contra o
ÒgrupoÓ ofensor (o grupo a que pertencia o ofensor).
Como a vingan•a ficava a cargo do particular ofendido, naturalmente
havia uma despropor•‹o entre ofensa e retalia•‹o, j‡ que o Homem Ž
passional por natureza. Assim, surgiram os primeiros diplomas
normativos que materializavam (ainda que de forma rudimentar) o
princ’pio da proporcionalidade, como a Lei de Tali‹o, que previa: Òolho por
olho, vida por vida, etc.Ó, como forma de impedir uma resposta mais
severa do que a ofensa inicial.
Por fim, chegamos ˆ era da vingan•a pœblica, cuja principal
caracter’stica Ž a assun•‹o, pelo Estado, do IUS PUNIENDI, ou seja, o
Estado chama para si o poder-dever de exercer o poder punitivo na
sociedade, n‹o havendo mais espa•o para a vingan•a privada, para a
ÒJusti•a pelas pr—prias m‹osÓ2.
Com o passar dos anos, v‡rias sociedades desenvolveram sistemas
penais que contribu’ram muito para a constru•‹o deste modelo de Direito
Penal que possu’mos nos dias de hoje (Com varia•›es em cada pa’s, mas
com uma unidade em geral). Dentre estas comunidades destacam-se:
¥! IDADE ANTIGA Ð Direito GREGO, com apelo fortemente
social (o homem como indiv’duo da polis), com in’cio das discuss›es

2
Vale ressaltar que o Direito Penal admite, de forma EXCEPCIONAL, a ÒJusti•a pelas pr—prias
m‹osÓ, quando alguŽm est‡ em situa•‹o de leg’tima defesa, por exemplo.

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acerca dos fundamentos da pena, finalidade da pena, etc. Direito
ROMANO, com in’cio da distin•‹o entre crimes pœblicos (que
afetavam mais a sociedade que o particular) e crimes privados
(afetavam mais o particular que a sociedade). Os crimes pœblicos
eram julgados pelo Estado, enquanto os crimes privados eram
resolvidos pelo pr—prio ofendido, com a supervis‹o do Estado. Aqui
tivemos um grande desenvolvimento da Doutrina Penal, com
estudos importantes sobre dolo, culpa, nexo de causalidade,
imputabilidade, etc.;
¥! IDADE MƒDIA Ð Direito Penal GERMåNICO, que se
caracterizava pela aus•ncia de leis escritas, sendo eminentemente
consuetudin‡rio (costumes). Posteriormente, adotaram-se algumas
normas oriundas do Direito Romano e da Lei do Tali‹o. Curioso era
o sistema probat—rio, em que se adotavam as îRDçLIAS OU
JUêZOS DE DEUS, que consistiam por supersti•›es como, por
exemplo, submeter o acusado a atos cruŽis, de forma que se n‹o
apresentasse ferimentos Ž porque Deus estava a indicar que era
inocente, caso contr‡rio, seria considerado culpado. Vai entender,
rs... O Direito CANïNICO era o ordenamento jur’dico da
(PODEROSêSISMA) Igreja Cat—lica. Primeiramente tinha car‡ter
disciplinar (apenas em rela•‹o aos membros), mas com a crescente
influ•ncia da Igreja no Estado, se estendeu aos demais, sempre que
o delito tivesse conota•‹o religiosa, tendo servido de base para a
famosa Inquisi•‹o;
¥! IDADE MODERNA Ð A idade moderna (PERêODO
HUMANITçRIO) se caracteriza pela forte influ•ncia do movimento
iluminista, do qual se destaca a Obra de Cesare Beccaria, Dos
delitos e das penas, que, surpreendentemente para a Žpoca, pugna
pelo fim das penas cruŽis e da pena de morte, antecipando aquelas
que seriam as bases axiol—gicas da futura Declara•‹o Universal dos
Direitos do Homem e do Cidad‹o (1789). Para ele a pena deveria
ser imposta apenas como forma de o condenado n‹o vir a cometer
novos crimes, servindo de exemplo aos demais. Nessa fase, o Juiz
somente poderia aplicar as penas previstas em Lei, a consagra•‹o
do princ’pio da reserva legal (subprinc’pio do princ’pio da
legalidade).

No Brasil, podemos destacar as seguintes legisla•›es no per’odo


COLONIAL:
¥! ORDENA‚ÍES AFONSINAS Ð Vigoraram de 1500 (ano de
descobrimento) atŽ 1514 (embora tenham sido promulgadas em
1446). Possu’am penas muito cruŽis, bem como desconheciam
princ’pios basilares dos atuais Estados Democr‡ticos de Direito, como
ampla defesa e legalidade. A pris‹o era tida como mera medida
cautelar, ˆ semelhan•a do que ocorria no mundo ent‹o.

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¥! ORDENA‚ÍES MANUELINAS Ð Foram promulgadas em
1514 e foram mera continuidade das Ordena•›es Afonsinas, sem
grandes altera•›es.
¥! ORDENA‚ÍES FILIPINAS Ð Vigoraram entre 1603 e 1830.
TambŽm n‹o introduziram altera•›es substanciais no sistema
vigente.

Com a proclama•‹o da Independ•ncia em 1822, foi necess‡rio


instituir um C—digo Penal para o mais novo Estado Soberano (o Brasil).
Nesse sentido, em 1830 foi editado o C—digo Criminal do ImpŽrio.
O C—digo Criminal de 1830 foi marcado por uma GRANDE
EVOLU‚ÌO no processo de humaniza•‹o do Direito Penal3, com a
aus•ncia de previs‹o de penas cruŽis, embora ainda houvesse previs‹o de
pena de morte, trabalhos for•ados e outras.
No per’odo REPUBLICANO tivemos o C—digo Penal de 1890,
que foi promulgado antes da primeira Constitui•‹o Republicana, datada
de 1891.
Este C—digo foi considerado pela Doutrina como um dos piores da
hist—ria, por n‹o representar os avan•os doutrin‡rios e filos—ficos
da Žpoca, tendo sido alterado por diversas vezes, tanto que foi
necess‡rio criar uma CONSOLIDA‚ÌO DAS LEIS PENAIS em 1932,
como forma de codificar o excessivo nœmero de leis extravagantes
vigentes no pa’s.
Posteriormente, em 1940, foi criado o atual C—digo Penal, cuja
elabora•‹o se iniciou no Estado Novo (O per’odo ditatorial de Getœlio
Vargas), em 1937. O C—digo vigora de 1942 atŽ os dias atuais.
Em 1969 chegou-se a aprovar um novo C—digo Penal, cujo
Projeto fora desenvolvido pelo penalista NELSON HUNGRIA. O ÒC—digo
HungriaÓ, no entanto, fora revogado durante seu per’odo de vacatio legis,
n‹o tendo, portanto, chegado a entrar em vigor.
Em 1984 o CP (de 1942, que vigora atŽ hoje) sofreu grandes
altera•›es, tendo havido a reforma de toda a sua Parte Geral, cujas
principais mudan•as foram a introdu•‹o de penas alternativas ˆ pris‹o e o
restabelecimento do sistema de dias-multa.

2.!CRIMINOLOGIA E POLêTICA CRIMINAL


Inicialmente, devemos entender as diferen•as entre criminologia e
suas ‡reas correlatas (pol’tica criminal e ci•ncias criminais).
A Criminologia Ž a ci•ncia que emp’rica, interdisciplinar, que se
ocupa do estudo do crime, do criminoso, da v’tima e da sociedade,
conforme n—s j‡ vimos.


3
A Constitui•‹o de 1824 j‡ havia dado um grande passo nesse sentido, ao abolir as penas cruŽis,
como de tortura, a•oites, etc. AlŽm disso, a mesma Constitui•‹o instituiu o princ’pio da
PERSONALIDADE DA PENA, ao prever que nenhuma pena poderia passar da pessoa do apenado.

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A Pol’tica Criminal, por sua vez, Ž o ramo que estuda os meios de
preven•‹o e repress‹o ˆ criminalidade. Ou seja, a pol’tica criminal se vale
da criminologia para tra•ar estratŽgias de controle penal, seja pela
amplia•‹o ou restri•‹o de condutas incriminadas, estabelecimento das
penas adequadas, etc.
As ci•ncias criminais, por seu turno, englobam:
¥! CRIMINOLOGIA
¥! POLêTICA CRIMINAL
¥! DIREITO PENAL

Este œltimo Ž a materializa•‹o dos dois primeiros, por meio da


convers‹o de suas conclus›es em termos jur’dicos.
Com rela•‹o ao sistema de Justi•a Criminal, ele pode ser conceituado
como o aparato desenvolvido pelo Estado para que seja realizado o
controle punitivo.
Voltando ao estudo da Pol’tica Criminal, n‹o podemos deixar de
atrelar suas proposi•›es ao Sistema de Justi•a Criminal, j‡ que este
œltimo, ao fim e ao cabo, tambŽm atua na preven•‹o e repress‹o ao
delito. Embora a atua•‹o se d• com muito maior •nfase na repress‹o ao
delito, o car‡ter preventivo tambŽm Ž encontrado quando entendemos
que a pena tambŽm possui car‡ter preventivo. Assim, qualquer atua•‹o
do sistema de Justi•a Criminal sobre determinada viola•‹o ˆ norma penal
ser‡, ao mesmo tempo, repress‹o e preven•‹o, j‡ que adotada a teoria
eclŽtica da pena por nosso sistema jur’dico-penal.

3.!PRINCêPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO


PENAL

Os princ’pios constitucionais do Direito Penal s‹o normas que,


extra’das da Constitui•‹o Federal, servem como base
interpretativa para todas as outras normas de Direito Penal do
sistema jur’dico brasileiro. Entretanto, n‹o possuem somente fun•‹o
informativa, n‹o servem somente para auxiliar na interpreta•‹o de outras
normas. Os princ’pios constitucionais, na atual interpreta•‹o
constitucional, possuem for•a normativa, devendo ser respeitados, sob
pena de inconstitucionalidade da norma que os contrariar.
No que tange ao Direito Penal, a Constitui•‹o Federal traz alguns
princ’pios aplic‡veis a este ramo do Direito. Vamos analis‡-los um a um.

3.1.! Princ’pio da legalidade

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O princ’pio da legalidade est‡ previsto no art. 5¡, XXXIX da
Constitui•‹o Federal4 e TAMBƒM est‡ previsto no C—digo Penal, em seu
art. 1¡5.
Nas palavras de Cezar Roberto Bitencourt:
Òpelo princ’pio da legalidade, a elabora•‹o de normas incriminadoras Ž fun•‹o
exclusiva da lei, isto Ž, nenhum fato pode ser considerado crime e nenhuma
pena criminal pode ser aplicada sem que antes da ocorr•ncia deste fato
exista uma lei definindo-o como crime e cominando-lhe a san•‹o
correspondente.Ó6

Este princ’pio, quem vem do latim (Nullum crimen sine praevia


lege), estabelece que uma conduta n‹o pode ser considerada criminosa
se antes de sua pr‡tica n‹o havia lei nesse sentido7. Trata-se de uma
exig•ncia de seguran•a jur’dica. Entretanto, o Princ’pio da
Legalidade se divide em dois outros princ’pios, o da Reserva Legal e o
da Anterioridade da Lei Penal. Desta forma, vamos estud‡-los em
t—picos distintos.

3.1.1.! Princ’pio da Reserva Legal


O princ’pio da Reserva Legal estabelece que SOMENTE LEI (EM
SENTIDO ESTRITO) pode definir condutas criminosas e estabelecer
san•›es penais (penas e medidas de seguran•a).8
Assim, somente a Lei (editada pelo Poder Legislativo) pode definir
crimes e cominar penas. Logo, Medidas Provis—rias, Decretos, e demais
diplomas legislativos9 NÌO PODEM ESTABELECER CONDUTAS
CRIMINOSAS NEM COMINAR SAN‚ÍES.
CUIDADO! H‡ FORTE diverg•ncia a respeito da possibilidade de
Medida Provis—ria tratar sobre matŽria penal, havendo duas correntes.
§! Primeira corrente Ð N‹o pode, pois a CF/88 veda a utiliza•‹o de
MP em matŽria penal.
§! Segunda corrente Ð Pode, desde que seja matŽria favor‡vel ao
rŽu (descriminaliza•‹o de condutas, por exemplo). Prevalece esta
corrente no STF.10


4
XXXIX - n‹o h‡ crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prŽvia comina•‹o legal;
5
Art. 1¼ - N‹o h‡ crime sem lei anterior que o defina. N‹o h‡ pena sem prŽvia comina•‹o legal.
6
BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Ð Parte Geral. Ed. Saraiva, 21¼ edi•‹o.
S‹o Paulo, 2015, p. 51
7
BITENCOURT, Op. cit., P. 51
8
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Curso de Direito Penal. JusPodivm. Salvador, 2015, p. 66
9
Inclusive os tratados internacionais, que devem ser incorporados ao nosso ordenamento jur’dico
por meio de Lei. GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 67
10
STF, RE 254.818-PR.

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O princ’pio da reserva legal implica a proibi•‹o da edi•‹o de leis
vagas, com conteœdo impreciso. Isso porque a exist•ncia de leis cujo
conteœdo n‹o seja claro, que n‹o se sabe ao certo qual conduta est‡
sendo criminalizada, acaba por retirar toda a fun•‹o do princ’pio da
reserva legal, que Ž dar seguran•a jur’dica ˆs pessoas, para que estas
saibam exatamente se as condutas por elas praticadas s‹o, ou n‹o,
crime.
EXEMPLO: Imagine que a Lei X considere como criminosas as
condutas que atentem contra os bons costumes. Ora, alguŽm sabe
definir o que s‹o bons costumes? N‹o, pois se trata de um termo muito
vago, muito genŽrico, que pode abranger uma infinidade de condutas.
Assim, n‹o basta que se trate de lei em sentido estrito (Lei formal), esta
lei tem que estabelecer precisamente a conduta que est‡ sendo
criminalizada, sob pena de ofensa ao princ’pio da legalidade. Trata-se do
princ’pio da taxatividade da lei penal.11
Entretanto, fiquem atentos! Existem as chamadas NORMAS
PENAIS EM BRANCO. As normas penais em branco s‹o aquelas que
dependem de outra norma para que sua aplica•‹o seja poss’vel. Por
exemplo: A Lei de Drogas (Lei 11.343/06) estabelece diversas condutas
criminosas referentes ˆ comercializa•‹o, transporte, posse, etc., de
subst‰ncia entorpecente. Mas quais seriam as subst‰ncias
entorpecentes proibidas? As subst‰ncias entorpecentes proibidas est‹o
descritas em uma portaria expedida pela ANVISA. Assim, as normas
penais em branco s‹o legais, n‹o violam o princ’pio da reserva
legal, mas sua aplica•‹o depende da an‡lise de outra norma jur’dica.12
A Doutrina divide, ainda, as normas penais em branco13 em:
¥! Homog•neas (norma penal em branco em sentido amplo) Ð
A complementa•‹o Ž realizada por uma fonte hom—loga, ou
seja, pelo mesmo —rg‹o que produziu a norma penal em
branco.
¥! Heterog•neas (norma penal em branco em sentido estrito)
Ð A complementa•‹o Ž realizada por fonte heter—loga, ou seja,
por —rg‹o diverso daquele que produziu a norma penal
em branco.

AlŽm disso, em raz‹o da reserva legal, em Direito Penal Ž


proibida a analogia in malam partem14, que Ž a analogia em desfavor

11
Ou, para alguns, a garantia da lex certa. GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 68
12
Mas a portaria da ANVISA n‹o seria uma viola•‹o ˆ reserva legal, por se tratar de
criminaliza•‹o de conduta por portaria? N‹o, pois a portaria estabelece quais s‹o as
subst‰ncias entorpecentes em raz‹o de ter sido assim determinado por lei, no caso, pela pr—pria
lei de drogas, que em seu art. 66, estabelece como subst‰ncias entorpecentes aquelas previstas
na Portaria SVS/MS n¡344/98.
13
BITENCOURT, Op. cit., p. 201/202.
14
BITENCOURT, Op. cit., p. 199/200. No mesmo sentido, GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice.
Op. cit., p. 101

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do rŽu. Assim, n‹o pode o Juiz utilizar uma norma penal X para um caso
Y, por entender que o caso Ž semelhante, de forma a tornar mais gravosa
a situa•‹o daquele que praticou a conduta. Isso seria analogia in malam
partem.
Com rela•‹o ˆ interpreta•‹o extensiva, parte da Doutrina entende
que Ž poss’vel, outra parte entende que, ˆ semelhan•a da analogia in
malam partem, n‹o Ž admiss’vel. A interpreta•‹o extensiva difere da
analogia, pois naquela a previs‹o legal existe, mas est‡ impl’cita. Nesta, a
previs‹o legal n‹o existe, mas o Juiz entende que por ser semelhante a
uma hip—tese existente, deva ser assim enquadrada. Cuidado com essa
diferen•a!
Entretanto, em prova objetiva, o que fazer? Nesse caso, sugiro
adotar o entendimento de que Ž poss’vel a interpreta•‹o extensiva,
mesmo que prejudicial ao rŽu, pois este foi o entendimento adotado pelo
STF (ainda que n‹o haja uma jurisprud•ncia s—lida nesse sentido).15

(FGV Ð 2013 Ð OAB Ð XI Ð EXAME DA OAB)


O Art. 33 da Lei n. 11.343/06 (Lei Antidrogas) diz: ÒImportar,
exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender,
expor ˆ venda, oferecer, ter em dep—sito, transportar, trazer
consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou
fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza•‹o ou em
desacordo com determina•‹o legal ou regulamentar. Pena Ð
reclus‹o de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500
(quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.Ó
Analisando o dispositivo acima, pode-se perceber que nele n‹o
est‹o inseridas as espŽcies de drogas n‹o autorizadas ou que se
encontram em desacordo com determina•‹o legal ou
regulamentar.
Dessa forma, Ž correto afirmar que se trata de uma norma penal
A) em branco homog•nea.
B) em branco heterog•nea.
C) incompleta (ou secundariamente remetida).
D) em branco inversa (ou ao avesso).
COMENTçRIOS: No caso em tela tem-se uma norma penal em branco
heterog•nea, pois a complementa•‹o Ž realizada por meio de diploma
normativo emanado de —rg‹o diverso daquele que produziu a norma
penal.


15
RHC 106481/MS - STF

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

3.1.2.! Princ’pio da anterioridade da Lei penal


O princ’pio da anterioridade da lei penal estabelece que n‹o basta
que a criminaliza•‹o de uma conduta se d• por meio de Lei em sentido
estrito, mas que esta lei seja anterior ao fato, ˆ pr‡tica da conduta.
EXEMPLO: Pedro dirige seu carro embriagado no dia 20/05/2010, tendo
sido abordado em blitz e multado. Nesta data, n‹o h‡ lei que criminalize
esta conduta. Em 26/05/2010 Ž publicada uma Lei criminalizando o ato
de dirigir embriagado. O —rg‹o que aplicou a multa remete os autos do
processo administrativa da Multa ao MP, que oferece denœncia pelo crime
de dirigir alcoolizado. A conduta do MP foi correta? N‹o! Pois embora
Pedro tivesse cometido uma infra•‹o de tr‰nsito, na data do fato a
conduta n‹o era considerada crime.

Houve viola•‹o ao princ’pio da reserva legal? N‹o, pois a


criminaliza•‹o da conduta se deu por meio de lei formal. Houve viola•‹o
ao princ’pio da anterioridade da lei penal? Sim, e essa viola•‹o se
deu pelo MP, que ofereceu denœncia sobre um fato acontecido antes da
vig•ncia da lei incriminadora.
O princ’pio da anterioridade da lei penal culmina no princ’pio
da irretroatividade da lei penal. Pode-se dizer, inclusive, que s‹o
sin™nimos. Entretanto, a lei penal pode retroagir. Como assim?
Quando ela beneficia o rŽu16, estabelecendo uma san•‹o menos
gravosa para o crime ou quando deixa de considerar a conduta como
criminosa. Nesse caso, estamos haver‡ retroatividade da lei penal, pois
ela alcan•ar‡ fatos ocorridos ANTES DE SUA VIGæNCIA.
EXEMPLO: Imagine que Maria seja acusada em processo criminal por
uso de entorpecentes (coca’na), fato cometido em 20.04.2005. A pena
para este crime varia (apenas um exemplo!) de um a quatro anos. Se
uma lei for editada posteriormente, estabelecendo que a pena para este
crime seja de dois a seis MESES, essa lei Ž favor‡vel ˆ Maria. Assim,
dever‡ ser aplicada ao seu processo, n‹o podendo Maria ser condenada a
mais de seis meses de pris‹o.

Mas e se Maria j‡ tiver sido condenada a dois anos de pris‹o e


esteja cumprindo pena h‡ mais de um ano? Nesse caso, Maria
dever‡ ser colocada em liberdade, pois se sua condena•‹o fosse hoje, n‹o
poderia superar o limite de seis meses. Como j‡ cumpriu mais de seis
meses, sua pena est‡ extinta.

16
Essa previs‹o se encontra no art. 5¡, XL da Constitui•‹o:
XL - a lei penal n‹o retroagir‡, salvo para beneficiar o rŽu;

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Obviamente, se a lei nova, ao invŽs de estabelecer uma pena mais
branda, estabelece que a conduta deixa de ser crime (O que chamamos
de abolitio criminis), TAMBƒM SERç APLICADA AOS FATOS
OCORRIDOS ANTES DE SUA VIGæNCIA, POR SER MAIS BENƒFICA
AO RƒU.

ATEN‚ÌO! No caso das Leis tempor‡rias, a lei


continuar‡ a produzir seus efeitos mesmo ap—s o tŽrmino de sua
vig•ncia, caso contr‡rio, perderia sua raz‹o de ser. O caso mais cl‡ssico Ž
o da lei seca para o dia das elei•›es. Nesse dia, o consumo de bebida
alco—lica Ž proibido durante certo hor‡rio. Ap—s o tŽrmino das elei•›es, a
ingest‹o de bebida alco—lica passa a n‹o ser mais crime novamente.
Entretanto, n‹o houve abolitio criminis, houve apenas o tŽrmino do
lapso temporal em que a proibi•‹o vigora. Somente haveria abolitio
criminis caso a lei que pro’be a ingest‹o de bebidas alco—licas no dia da
elei•‹o fosse revogada, o que n‹o ocorreu!

Assim, lembrando:
Legalidade = Anterioridade + Reserva Legal

NÌO SE ESQUE‚AM: Trata-se de um princ’pio com duas vertentes!

(FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


O Presidente da Repœblica, diante da nova onda de protestos,
decide, por meio de medida provis—ria, criar um novo tipo penal
para coibir os atos de vandalismo. A medida provis—ria foi
convertida em lei, sem impugna•›es.
Com base nos dados fornecidos, assinale a op•‹o correta.
a) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos
penais por meio de medida provis—ria, quando convertida em lei.
b) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos
penais por meio de medida provis—ria, pois houve avalia•‹o prŽvia
do Congresso Nacional.
c) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o Ž poss’vel a
cria•‹o de tipos penais por meio de medida provis—ria.
d) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o cabe ao
Presidente da Repœblica a iniciativa de lei em matŽria penal.

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COMENTçRIOS: H‡, aqui, ofensa ao subprinc’pio da reserva legal (um
dos subprinc’pios do princ’pio da LEGALIDADE), pois em matŽria penal
somente LEI EM SENTIDO ESTRITO (Diploma legal emanado do Poder
Legislativo) pode criar tipos penais, n‹o podendo haver a cria•‹o de tipo
penal por meio de decretos, medidas provis—rias, etc.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.

3.2.! Princ’pio da individualiza•‹o da pena

A Constitui•‹o Federal estabelece, em seu art. 5¡, XLVI:


XLVI - a lei regular‡ a individualiza•‹o da pena e adotar‡, entre outras, as
seguintes:
A individualiza•‹o da pena Ž feita em tr•s fases distintas:
Legislativa, judicial e administrativa.17
Na esfera legislativa, a individualiza•‹o da pena se d‡ atravŽs da
comina•‹o de puni•›es proporcionais ˆ gravidade dos crimes, e com o
estabelecimento de penas m’nimas e m‡ximas, a serem aplicadas pelo
Judici‡rio, considerando as circunst‰ncias do fato e as caracter’sticas do
criminoso.
Na fase judicial, a individualiza•‹o da pena Ž feita com base na
an‡lise, pelo magistrado, das circunst‰ncias do crime, dos antecedentes
do rŽu, etc. Nessa fase, a individualiza•‹o da pena sai do plano
meramente abstrato e vai para o plano concreto, devendo o Juiz fixar a
pena de acordo com as peculiaridades do caso (Tipo de pena a ser
aplicada, quantifica•‹o da pena, forma de cumprimento, etc.), tudo para
que ela seja a mais apropriada para cada rŽu, de forma a cumprir seu
papel ressocializador-educativo e punitivo.
Na terceira e œltima fase, a individualiza•‹o Ž feita na execu•‹o da
pena, a parte administrativa. Assim, quest›es como progress‹o de
regime, concess‹o de sa’das eventuais do local de cumprimento da pena
e outras, ser‹o decididas pelo Juiz da execu•‹o penal tambŽm de forma
individual, de acordo com as peculiaridades de cada detento18.
Outra indica•‹o clara de individualiza•‹o da pena na fase de
execu•‹o est‡ no artigo 5¡, XLVIII da Constitui•‹o, que estabelece o
cumprimento da pena em estabelecimentos distintos, de acordo com as
caracter’sticas do preso19.


17
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 76
18
Por esta raz‹o, em 2006, o STF declarou a inconstitucionalidade do artigo da Lei de Crimes
Hediondos (Lei 8.072/90) que previa a impossibilidade de progress‹o de regime nesses casos, nos
quais o rŽu deveria cumprir a pena em regime integralmente fechado. O STF entendeu que a
terceira fase de individualiza•‹o da pena havia sido suprimida, violando o princ’pio constitucional.
19
XLVIII - a pena ser‡ cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do
delito, a idade e o sexo do apenado;

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3.3.! Princ’pio da intranscend•ncia da pena20
Este princ’pio constitucional do Direito Penal est‡ previsto no art. 5¡,
XLV da Constitui•‹o Federal:
XLV - nenhuma pena passar‡ da pessoa do condenado, podendo a
obriga•‹o de reparar o dano e a decreta•‹o do perdimento de bens ser, nos
termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, atŽ o
limite do valor do patrim™nio transferido; (grifo nosso)
Esse princ’pio impede que a pena ultrapasse a pessoa do infrator.
EXEMPLO: Se Paulo comete um crime, e morre em seguida, est‡ extinta
a punibilidade, ou seja, o Estado n‹o pode mais punir em raz‹o do crime
praticado, pois a morte do infrator Ž uma das causas de extin•‹o do
poder punitivo do Estado.

Entretanto, como voc•s podem d extrair da pr—pria reda•‹o do


dispositivo constitucional, isso n‹o impede que os sucessores do
condenado falecido sejam obrigados a reparar os danos civis
causados pelo fato. Explico:
EXEMPLO: Roberto mata Maur’cio, cometendo o crime previsto no art.
121 do C—digo Penal (Homic’dio). Roberto Ž condenado a 15 anos de
pris‹o, e na esfera c’vel Ž condenado ao pagamento de R$
100.000,00 (Cem mil reais) a t’tulo de indeniza•‹o ao filho de
Maur’cio. Durante a execu•‹o da pena criminal, Roberto vem a falecer.
Embora a pena privativa de liberdade esteja extinta, pela morte do
infrator, a obriga•‹o de reparar o dano poder‡ ser repassada aos
herdeiros, atŽ o limite do patrim™nio deixado pelo infrator
falecido.

Assim, se Roberto deixou um patrim™nio de R$ 500.000,00


(Quinhentos mil reais), desse valor, que j‡ pertence aos herdeiros (pelo
princ’pio da saisine, do Direito das Sucess›es), poder‡ ser debitado os R$
100.000,00 (cem mil reais) que Roberto foi condenado a pagar ao filho de
Maur’cio. Se, porŽm, o patrim™nio deixado por Roberto Ž de apenas R$
30.000,00 (Trinta mil reais), esse Ž o limite ao qual os herdeiros est‹o
obrigados.
Desta forma, tecnicamente falando, os herdeiros n‹o s‹o
responsabilizados pelo crime de Roberto, pois n‹o respondem com
seu pr—prio patrim™nio, apenas com o patrim™nio eventualmente deixado
pelo de cujus.
CUIDADO! A multa n‹o Ž Òobriga•‹o de reparar o danoÓ, pois n‹o
se destina ˆ v’tima. A multa Ž espŽcie de PENA e, portanto, n‹o pode ser
executada em face dos herdeiros, ainda que haja transfer•ncia de

20
TambŽm chamado de princ’pio da personifica•‹o da pena, ou princ’pio da responsabilidade
pessoal da pena, ou princ’pio da pessoalidade da pena.

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patrim™nio. Neste caso, com a morte do infrator, extingue-se a
punibilidade, n‹o podendo ser executada a pena de multa.

3.4.! Princ’pio da limita•‹o das penas ou da humanidade


A Constitui•‹o Federal estabelece em seu art. 5¡, XLVII, que:
XLVII - n‹o haver‡ penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de car‡ter perpŽtuo;
c) de trabalhos for•ados;
d) de banimento;
e) cruŽis;
Podemos perceber, caros concurseiros, que determinados tipos de
pena s‹o terminantemente proibidos
c pela Constitui•‹o Federal.
No caso da pena de morte, a Constitui•‹o estabelece uma œnica
exce•‹o: No caso de guerra declarada, Ž poss’vel a aplica•‹o de pena de
morte por crimes cometidos em raz‹o da guerra! Isso n‹o quer dizer que
basta que o pa’s esteja em guerra para que se viabilize a aplica•‹o da
pena de morte em qualquer caso. N‹o pode o legislador, por exemplo,
editar uma lei estabelecendo que os furtos cometidos durante estado de
guerra ser‹o punidos com pena de morte, pois isso n‹o guarda qualquer
razoabilidade. Esta ressalva Ž direcionada precipuamente aos
crimes militares.
A veda•‹o ˆ pena de trabalhos for•ados impede, por exemplo, que o
preso seja obrigado a trabalhar sem remunera•‹o. Assim, ao preso que
trabalha no estabelecimento prisional Ž garantida remunera•‹o mensal e
abatimento no tempo de cumprimento da pena.
A pris‹o perpŽtua tambŽm Ž inadmiss’vel no Direito brasileiro.
Em raz‹o disso, uma lei que preveja a pena m’nima para um crime em 60
anos, por exemplo, estaria violando o princ’pio da veda•‹o ˆ pris‹o
perpŽtua, por se tratar de uma burla ao princ’pio, j‡ que a idade m’nima
para aplica•‹o da pena Ž 18 anos. Logo, se o preso tiver que ficar, no
m’nimo, 60 anos preso, ele ficar‡ atŽ os 78 anos preso, o que significa,
na pr‡tica, pris‹o perpŽtua.

CUIDADO! Esta veda•‹o Ž cl‡usula pŽtrea! Trata-se de


direitos fundamentais do cidad‹o, que n‹o podem ser restringidos ou
abolidos por emenda constitucional. Desta forma, apenas com o advento
de uma nova Constitui•‹o seria poss’vel falarmos em aplica•‹o destas
penas no Brasil.

3.5.! Princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia ou presun•‹o de n‹o


culpabilidade

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A Presun•‹o de inoc•ncia Ž o maior pilar de um Estado
Democr‡tico de Direito, pois, segundo este princ’pio, nenhuma pessoa
pode ser considerada culpada (e sofrer as consequ•ncias disto) antes do
tr‰nsito em julgado se senten•a penal condenat—ria. Nos termos do art.
5¡, LVII da CRFB/88:
LVII - ninguŽm ser‡ considerado culpado atŽ o tr‰nsito em julgado de
senten•a penal condenat—ria;
O que Ž tr‰nsito em julgado de senten•a penal condenat—ria?
ƒ a situa•‹o na qual a senten•a proferida no processo criminal,
condenando o rŽu, n‹o pode mais ser modificada atravŽs de recurso.
Assim, enquanto n‹o houver uma senten•a criminal condenat—ria
irrecorr’vel, o acusado n‹o pode ser considerado culpado e, portanto,
n‹o pode sofrer as consequ•ncias da condena•‹o.

Em raz‹o dele existe, ainda, o2princ’pio do in dubio pro reo, segundo


o qual, durante o processo (inclusive na senten•a), havendo dœvidas
acerca da culpa ou n‹o do acusado, dever‡ o Juiz decidir em favor deste,
pois sua culpa n‹o foi cabalmente comprovada.
CUIDADO: Existem hip—teses em que o Juiz n‹o decidir‡ de acordo com
princ’pio do in dubio pro reo, mas pelo princ’pio do in dubio pro societate.
Por exemplo, nas decis›es de recebimento de denœncia ou queixa e na
decis‹o de pronœncia, no processo de compet•ncia do Jœri, o Juiz decide
contrariamente ao rŽu (recebe a denœncia ou queixa no primeiro caso, e
pronuncia o rŽu no segundo) com base apenas em ind’cios de autoria e
prova da materialidade. Ou seja, nesses casos, mesmo o Juiz tendo
dœvidas quanto ˆ culpa do rŽu, dever‡ decidir contrariamente a ele, e em
favor da sociedade, pois destas decis›es n‹o h‡ consequ•ncias para o
rŽu, permitindo-se, apenas, que seja iniciado o processo ou a fase
processual, na qual ser‹o produzidas as provas necess‡rias ˆ elucida•‹o
dos fatos.

Desta maneira, sendo este um princ’pio de ordem


Constitucional, deve a legisla•‹o infraconstitucional
(especialmente o CP e o CPP) respeit‡-lo, sob pena de viola•‹o ˆ
Constitui•‹o. Portanto, uma lei que dissesse, por exemplo, que o
cumprimento de pena se daria a partir da senten•a em primeira inst‰ncia
seria inconstitucional, pois a Constitui•‹o afirma que o acusado ainda n‹o
Ž considerado culpado nessa hip—tese.

CUIDADO! A exist•ncia de pris›es provis—rias


(pris›es decretadas no curso do processo) n‹o ofende a
presun•‹o de inoc•ncia, pois nesse caso n‹o se trata de uma pris‹o

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como cumprimento de pena, mas sim de uma pris‹o cautelar, ou seja,
para garantir que o processo penal seja devidamente instru’do ou
eventual senten•a condenat—ria seja cumprida. Por exemplo: Se o rŽu
est‡ dando sinais de que vai fugir (tirou passaporte recentemente), e o
Juiz decreta sua pris‹o preventiva, o faz n‹o por consider‡-lo culpado,
mas para garantir que, caso seja condenado, cumpra a pena. Voc•s
ver‹o mais sobre isso na aula sobre Pris‹o e Liberdade Provis—ria! J

Vou transcrever para voc•s agora alguns pontos que s‹o pol•micos e
a respectiva posi•‹o dos Tribunais Superiores, pois isto Ž importante.
¥! Processos criminais em curso e inquŽritos policiais em
face do acusado podem ser considerados maus
antecedentes? Segundo o STJ e o STF n‹o, pois em nenhum
deles o acusado foi condenado
9 de maneira irrecorr’vel, logo,
n‹o pode ser considerado culpado nem sofrer qualquer
consequ•ncia em rela•‹o a eles (sœmula 444 do STJ).
¥! Regress‹o de regime de cumprimento da pena Ð O STJ e
o STF entendem que NÌO Hç NECESSIDADE DE
CONDENA‚ÌO PENAL TRANSITADA EM JULGADO para que
o preso sofra a regress‹o do regime de cumprimento de pena
mais brando para o mais severo (do semiaberto para o
fechado, por exemplo).21
¥! Revoga•‹o do benef’cio da suspens‹o condicional do
processo em raz‹o do cometimento de crime Ð Prev• a Lei
9.099/95 que em determinados crimes, de menor potencial
ofensivo, pode ser o processo criminal suspenso por
determinado prazo, devendo o rŽu cumprir algumas obriga•›es
durante este prazo (dentre elas, n‹o cometer novo crime),
findo o qual estar‡ extinta sua punibilidade. Nesse caso, o STF
e o STJ entendem que, descoberta a pr‡tica de crime pelo
acusado beneficiado com a suspens‹o do processo, este
benef’cio deve ser revogado, por ter sido descumprida uma das
condi•›es, n‹o havendo necessidade de tr‰nsito em
julgado da senten•a condenat—ria do crime novo.

CUIDADO MASTER! Recentemente, no julgamento do HC 126.292


(entendimento confirmado posteriormente) o STF decidiu que o
cumprimento da pena pode se iniciar com a mera condena•‹o em
segunda inst‰ncia por um —rg‹o colegiado (TJ, TRF, etc.). Isso
significa que o STF relativizou o princ’pio da presun•‹o de

21
Nesses casos, basta que o preso tenha cometido novo crime doloso ou falta grave,
durante o cumprimento da pena pelo crime antigo, para que haja a regress‹o, nos termos do art.
118, I da Lei 7.210/84 (Lei de Execu•›es Penais), n‹o havendo necessidade, sequer, de que tenha
havido condena•‹o criminal ou administrativa. A Jurisprud•ncia entende que esse artigo da LEP
n‹o ofende a Constitui•‹o.

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inoc•ncia, admitindo que a ÒculpaÓ (para fins de cumprimento da pena)
j‡ estaria formada nesse momento (embora a CF/88 seja expressa em
sentido contr‡rio). Isso significa que, possivelmente, teremos (num
futuro breve) altera•‹o na jurisprud•ncia consolidada do STF e do STJ,
de forma que a•›es penais em curso passem a poder ser consideradas
como maus antecedentes, desde que haja, pelo menos, condena•‹o em
segunda inst‰ncia por —rg‹o colegiado (mesmo sem tr‰nsito em julgado),
alŽm de outros reflexos que tal relativiza•‹o provoca (HC 126292/SP,
rel. Min. Teori Zavascki, 17.2.2016).

3.6.! Disposi•›es constitucionais relevantes


Vamos sintetizar, neste t—pico algumas disposi•›es constitucionais
relativas ao Direito Penal que s‹o relevantes, embora n‹o possam ser
consideradas princ’pios. b

3.6.1.! Veda•›es constitucionais aplic‡veis a crimes graves


A CRFB/88 prev• uma sŽrie de veda•›es (imprescritibilidade,
inafian•abilidade, etc.) que s‹o aplic‡veis a determinados crimes, por sua
especial gravidade, conforme consta no art. 5¼, XLII a XLIV22. Vejamos o
esquema:
VEDA‚ÍES CONSTITUCIONAIS APLICçVEIS A CRIMES GRAVES
IMPRESCRITIBILIDADE INAFIAN‚ABILIDADE VEDA‚ÌO DE
GRA‚A E ANISTIA
¥! Racismo ¥!Racismo ¥! Tortura
¥! A•‹o de grupos ¥! A•‹o de grupos ¥! Tr‡fico de
armados, civis ou armados, civis ou Drogas
militares, contra a militares, contra a ¥! Terrorismo
ordem constitucional e o ordem constitucional e
¥! Crimes
Estado Democr‡tico. o Estado Democr‡tico.
hediondos
¥! Tortura
¥! Tr‡fico de Drogas
¥! Terrorismo
¥! Crimes hediondos

22
Art. 5¼ (...)
XLII - a pr‡tica do racismo constitui crime inafian•‡vel e imprescrit’vel, sujeito ˆ pena de reclus‹o,
nos termos da lei;
XLIII - a lei considerar‡ crimes inafian•‡veis e insuscet’veis de gra•a ou anistia a pr‡tica da
tortura, o tr‡fico il’cito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evit‡-los, se
omitirem;
XLIV - constitui crime inafian•‡vel e imprescrit’vel a a•‹o de grupos armados, civis ou militares,
contra a ordem constitucional e o Estado Democr‡tico;

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Assim:
¥! INAFIAN‚ABILIDADE Ð Todos
¥! IMPRESCRITIBILIDADE Ð Somente RA‚ÌO (Racismo +
A‚ÌO de grupos armados)
¥! INSUSCETIBILIDADE GRA‚A E ANISTIA Ð TTTH (Tortura,
Terrorismo, Tr‡fico e Hediondos)

3.6.2.! Tribunal do Jœri


A Constitui•‹o Federal reconhece a institui•‹o do Jœri, e estabelece
algumas regrinhas. Vejamos:
Art. 5¼ (...)
XXXVIII - Ž reconhecida a institui•‹o do jœri, com a organiza•‹o que lhe der a
lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das vota•›es;
c) a soberania dos veredictos;
d) a compet•ncia para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
Sem maiores considera•›es a respeito deste tema, apenas
ressaltando que o STF entende que em havendo choque entre a
compet•ncia do Jœri e uma compet•ncia de foro por prerrogativa de
fun•‹o prevista na Constitui•‹o, prevalece a œltima.
EXEMPLO: JosŽ, Deputado Federal, pratica crime doloso contra a vida
em face de Mariana. Neste caso, h‡ um aparente conflito entre a
compet•ncia prevista par ao Jœri (crime doloso contra a vida) e a
compet•ncia do STF (crime praticado por deputado federal). Neste caso,
o STF entende que prevalece a compet•ncia por prerrogativa de fun•‹o,
sendo competente, portanto, o pr—prio STF.

3.6.3.! Menoridade Penal


A Constitui•‹o prev•, ainda, que os menores de 18 anos s‹o
inimput‡veis. Vejamos:
Art. 228. S‹o penalmente inimput‡veis os menores de dezoito anos, sujeitos
ˆs normas da legisla•‹o especial.

Isso quer dizer que eles n‹o respondem penalmente, estando


sujeitos ˆs normas do ESTATUTO DA CRIAN‚A E DO ADOLESCENTE.

4.!OUTROS PRINCêPIOS DO DIREITO PENAL

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4.1.! Princ’pio da alteridade (ou lesividade)
Este princ’pio preconiza que o fato, para ser MATERIALMENTE
crime, ou seja, para que ele possa ser considerado crime em sua
ess•ncia, ele deve causar les‹o a um bem jur’dico de terceiro. Desse
princ’pio decorre que o DIREITO PENAL NÌO PUNE A AUTOLESÌO.
Assim, aquele que destr—i o pr—prio patrim™nio n‹o pratica crime de dano,
aquele que se lesiona fisicamente n‹o pratica o crime de les›es corporais,
etc.

4.2.! Princ’pio da ofensividade


N‹o basta que o fato seja formalmente t’pico (tenha previs‹o legal
como crime) para que possa ser considerado crime. ƒ necess‡rio que este
fato ofenda, de maneira grave, o bem jur’dico pretensamente protegido
pela norma penal. Assim, condutas que n‹o s‹o capazes de afetar o bem
jur’dico s‹o desprovidas de ofensividade e, portanto, n‹o podem ser
consideradas criminosas.23

4.3.! Princ’pio da Adequa•‹o social


Prega que uma conduta, ainda quando tipificada em Lei como crime,
quando n‹o afrontar o sentimento social de Justi•a, n‹o seria crime, em
sentido material, por possuir adequa•‹o social (aceita•‹o pela sociedade).
ƒ o que acontece, por exemplo, com o crime de adultŽrio, que foi
recentemente revogado. Atualmente a sociedade n‹o entende mais o
adultŽrio como um fato criminoso, mas algo que deva ser resolvido entre
os particulares envolvidos.

4.4.! Princ’pio da Fragmentariedade do Direito Penal


Estabelece que nem todos os fatos considerados il’citos pelo Direito
devam ser considerados como infra•‹o penal, mas somente aqueles
que atentem contra bens jur’dicos EXTREMAMENTE RELEVANTES. Ou
seja, o Direito Penal s— deve tutelar bens jur’dicos de grande relev‰ncia
social.24

4.5.! Princ’pio da Subsidiariedade do Direito Penal


Estabelece que o Direito Penal n‹o deve ser usado a todo momento,
como regra geral, e sim como uma ferramenta subsidi‡ria, ou seja,
dever‡ ser utilizado apenas quando os demais ramos do Direito


23
DÕçVILA, F‡bio Roberto. Ofensividade em Direito Penal: Escritos sobre a teoria do crime como
ofensa a bens jur’dicos. Porto Alegre: Ed. Livraria do Advogado, 2009. p. 67.
24
BECHARA, Ana Elisa Liberatore Silva. Bem jur’dico-penal. Ed. Quartier Latin. S‹o Paulo, 2014, p.
77.

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n‹o puderem tutelar satisfatoriamente o bem jur’dico que se
busca proteger.25

4.6.! Princ’pio da Interven•‹o m’nima (ou Ultima Ratio)


Este princ’pio decorre do car‡ter fragment‡rio e subsidi‡rio do Direito
Penal. Este Ž um princ’pio limitador do poder punitivo estatal, que
estabelece uma regra a ser seguida para conter poss’veis arb’trios do
Estado.
Assim, por for•a deste princ’pio, num sistema punitivo, como Ž o
Direito Penal, a criminaliza•‹o de condutas s— deve ocorrer quando se
caracterizar como meio absolutamente necess‡rio ˆ prote•‹o de bens
jur’dicos ou ˆ defesa de interesses cuja prote•‹o, pelo Direito Penal,
seja absolutamente indispens‡vel ˆ coexist•ncia harm™nica e
pac’fica da sociedade.
Embora n‹o esteja previsto na Constitui•‹o, nem na legisla•‹o
infraconstitucional, decorre da pr—pria l—gica do sistema jur’dico-penal.
Tem como principais destinat‡rios o legislador e, subsidiariamente, o
operador do Direito. O primeiro Ž instado a n‹o criminalizar condutas que
possam ser resolvidas pelos demais ramos do Direito (Menos dr‡sticos). O
operador do Direito, por sua vez, Ž incumbido da tarefa de, no caso
concreto, deixar de realizar o ju’zo de tipicidade material. Resumindo: O
Direito Penal Ž a œltima op•‹o para um problema (Ultima ratio).26

4.7.! Princ’pio do ne bis in idem


Por este princ’pio entende-se que uma pessoa n‹o pode ser punida
duplamente pelo mesmo fato. AlŽm disso, estabelece que uma pessoa
n‹o possa, sequer, ser processada duas vezes pelo mesmo fato.

4.8.! Princ’pio da proporcionalidade


Este princ’pio determina que as penas devem ser aplicadas de
maneira proporcional ˆ gravidade do fato. Mais que isso: Estabelece que
as penas devem ser COMINADAS (previstas) de forma a dar ao infrator
uma san•‹o proporcional ao fato abstratamente previsto. Assim, se o CP
previsse que o crime de homic’dio teria como pena m‡xima dois anos de
reclus‹o, e que o crime de furto teria como pena m‡xima quatro anos de
reclus‹o, estaria, claramente, violado o princ’pio da proporcionalidade.

4.9.! Princ’pio da confian•a


25
ROXIN, Claus. Derecho penal, parte general: Tomo I. Civitas. Madrid, 1997, p. 65.
26
TOLEDO, Francisco de Assis. Princ’pios b‡sicos de Direito Penal. S‹o Paulo: Ed. Saraiva, 1994.
p. 13-14.

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Este princ’pio nem sempre Ž citado pela Doutrina. Prega que todos
possuem o direito de atuar acreditando que as demais pessoas ir‹o agir
de acordo com as normas que disciplinam a vida em sociedade.
Assim, exemplificativamente, quando alguŽm ultrapassa um sinal
VERDE e acaba colidindo lateralmente com outro ve’culo que avan•ou o
sinal VERMELHO, aquele que ultrapassou o sinal verde agiu amparado
pelo princ’pio da confian•a, n‹o tendo culpa, j‡ que dirigia na expectativa
de que os demais respeitariam as regras de sinaliza•‹o.

4.10.!Princ’pio da insignific‰ncia (ou da bagatela)


As condutas que ofendam minimamente os bens jur’dico-penais
tutelados n‹o podem ser consideradas crimes, pois n‹o s‹o capazes de
lesionar de maneira eficaz o sentimento social de paz27. Imagine um furto
de um pote de manteiga, dentro de um supermercado. Nesse caso, a
les‹o Ž insignificante, devendo a quest‹o ser resolvida no ‰mbito civil
(dever de pagar pelo produto furtado). Agora imagine o furto de um
sandu’che que era de propriedade de um morador de rua, seu œnico
alimento. Nesse caso, a les‹o Ž grave, embora o bem seja do mesmo
valor que anterior. Tudo deve ser avaliado no caso concreto. Para o STF,
os requisitos OBJETIVOS para a aplica•‹o deste princ’pio s‹o:
¥! M’nima ofensividade da conduta
¥! Aus•ncia de periculosidade social da a•‹o
¥! Reduzido grau de reprovabilidade do comportamento
¥! Inexpressividade da les‹o jur’dica
O STJ, no entanto, entende que, alŽm destes, existem ainda
requisitos de ordem subjetiva:
¥! Import‰ncia do objeto material do crime para a v’tima, de
forma a verificar se, no caso concreto, houve ou n‹o, de fato,
les‹o

Na verdade, esse requisito n‹o passa de uma an‡lise mais


aprofundada do œltimo dos requisitos objetivos estabelecidos pelo STF.
Sendo aplicado este princ’pio, n‹o h‡ tipicidade, eis que ausente um
dos elementos da tipicidade, que Ž a TIPICIDADE MATERIAL,
consistente no real potencial de que a conduta produza alguma les‹o ao
bem jur’dico tutelado. Resta, portanto, somente a tipicidade formal
(subsun•‹o entre a conduta e a previs‹o contida na lei), o que Ž
insuficiente.
Este princ’pio, em tese, possui aplica•‹o a todo e qualquer delito, e
n‹o somente aos de ’ndole patrimonial. Contudo, a jurisprud•ncia firmou
entendimento no sentido de ser incab’vel tal princ’pio em rela•‹o aos
seguintes delitos:

27
BITENCOURT, Op. cit., p. 60

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Ø! Furto qualificado
Ø! Moeda falsa
Ø! Tr‡fico de drogas
Ø! Roubo (ou qualquer crime cometido com viol•ncia ou grave
amea•a ˆ pessoa) 28
Ø! Crimes contra a administra•‹o pœblica29

Podemos resumir o entendimento Jurisprudencial no seguinte


quadro:
M’nima ofensividade OBS.: N‹o cabe
da conduta para:
Ø! Furto qualificado
Aus•ncia de
periculosidade social Ø! Moeda falsa
da a•‹o Ø! Tr‡fico de drogas
Ø! Roubo (ou
PRINCêPIO DA Reduzido grau de
qualquer crime
INSIGNIFICåNCIA reprovabilidade da
cometido com
conduta viol•ncia ou grave
(Requisitos)
Inexpressividade da amea•a ˆ pessoa)
les‹o jur’dica Ø! Crimes contra a
administra•‹o
pœblica
OBS.2: O STJ entende
que n‹o se aplica aos
crimes contra a
administra•‹o pœblica.
H‡ decis›es no STF em
sentido contr‡rio.

Import‰ncia do SOMENTE PARA O


objeto material para STJ
a v’tima*

CUIDADO! Em rela•‹o ao crime de descaminho h‡ um entendimento


pr—prio, no sentido de que Ž CABêVEL o princ’pio da insignific‰ncia, pois
apesar de se encontrar entre os crimes contra a administra•‹o pœblica,
trata-se de crime contra a ordem tribut‡ria. Qual o patamar
considerado para fins de insignific‰ncia em rela•‹o a tal delito? O

28
STF, RHC 106.360/DF, Rel. Ministra ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/10/2012
29
Embora o STJ entenda n‹o se aplicar aos crimes contra a administra•‹o pœblica, por se
resguardar n‹o s— o patrim™nio, mas a moralidade administrativa, o STF n‹o recha•a
absolutamente a hip—tese, havendo decis›es nas quais se admitiu a aplica•‹o deste
princ’pio ainda quando se trate de crimes contra a administra•‹o pœblica, desde que
presentes os requisitos citados (HC 107370, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma,
julgado em 26/04/2011, DIVULG 21-06-2011 PUBLIC 22-06-2011).

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STJ entende que Ž R$ 10.000,00, enquanto o STF sustenta que Ž
R$ 20.000,00.

CUIDADO MASTER! A reincid•ncia Ž uma circunst‰ncia que pode


afastar a aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia. Contudo, esse
afastamento Ž discutido na jurisprud•ncia.30
Objetivamente, sugiro adotar o entendimento do STF: apenas a
reincid•ncia espec’fica Ž capaz de afastar a aplica•‹o do princ’pio da
insignific‰ncia.31

(FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Pedro Paulo, prim‡rio e de bons antecedentes, foi denunciado pelo
crime de descaminho (Art. 334, caput, do C—digo Penal), pelo
transporte de mercadorias procedentes do Paraguai e
desacompanhadas de documenta•‹o comprobat—ria de sua
importa•‹o regular, no valor de R$ 3.500,00, conforme atestam o
Auto de Infra•‹o e o Termo de Apreens‹o e Guarda Fiscal, bem
como o Laudo de Exame Merceol—gico, elaborado pelo Instituo
Nacional de Criminal’stica.
Em defesa de Pedro Paulo, segundo entendimento dos Tribunais
Superiores, Ž poss’vel alegar a aplica•‹o do
a) princ’pio da proporcionalidade.
b) princ’pio da culpabilidade.
c) princ’pio da adequa•‹o social.
d) princ’pio da insignific‰ncia ou da bagatela.

30
A QUINTA TURMA do STJ possui entendimento no sentido de que n‹o cabe aplica•‹o deste
princ’pio se o rŽu Ž reincidente (RHC 48.510/MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA
TURMA, julgado em 07/10/2014, DJe 15/10/2014). A SEXTA TURMA entende que a
reincid•ncia, por si s—, n‹o Ž apta a afastar a aplica•‹o do princ’pio (AgRg no AREsp
490.599/RS, Rel. Ministro SEBASTIÌO REIS JòNIOR, SEXTA TURMA, julgado em
23/09/2014, DJe 10/10/2014), havendo decis›es, contudo, no sentido de que a reincid•ncia
espec’fica (ou seja, reincid•ncia em crimes contra o patrim™nio) afastaria a aplica•‹o do princ’pio
(RHC 43.864/MG, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA,
julgado em 07/10/2014, DJe 17/10/2014). O O STF, por sua vez, firmou entendimento no
sentido de que somente a reincid•ncia espec’fica (pr‡tica reiterada de crimes da mesma
espŽcie) afastaria a aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia (HC 114723/MG, rel. Min.
Teori Zavascki, 26.8.2014. (HC-114723) Ð Informativo 756 do STF). Embora este tenha
sido o entendimento firmado, h‡ decis›es no sentido de que a reincid•ncia, seja de que natureza
for, NÌO PODE impedir a caracteriza•‹o do princ’pio da insignific‰ncia, por uma quest‹o l—gica: A
insignific‰ncia Ž analisada na TIPICIDADE (tipicidade material), de maneira que, nesta fase, n‹o se
procede ˆ nenhuma an‡lise da pessoa do agente.
31
Existem decis›es recentes do STF no sentido de que cabe ao Juiz de primeira inst‰ncia analisar,
caso a caso, a pertin•ncia da aplica•‹o do princ’pio. Como s‹o decis›es muito recentes, ainda n‹o
Ž poss’vel afirmar que forma uma nova jurisprud•ncia, de forma que Ž mais prudente aguardar a
consolida•‹o deste entendimento.

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COMENTçRIOS: Tratando-se de crime de descaminho, e sendo o valor
de apenas R$ 3.500,00, deve ser aplicado o princ’pio da insignific‰ncia, j‡
que o valor se encontra abaixo do patamar estabelecido pelos Tribunais
Superiores para que a tipicidade MATERIAL da conduta esteja
configurada.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.

(FGV Ð 2012 - OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Acerca dos princ’pios que limitam e informam o Direito Penal,
assinale a afirmativa correta.
a) O princ’pio da insignific‰ncia diz respeito aos comportamentos
aceitos no meio social.
b) A conduta da m‹e que autoriza determinada enfermeira da
maternidade a furar a orelha de sua filha recŽm-nascida n‹o
configura crime de les‹o corporal por conta do princ’pio da
adequa•‹o social.
c) O princ’pio da legalidade n‹o se aplica ˆs medidas de
seguran•a, que n‹o possuem natureza de pena, tanto que
somente quanto a elas se refere o art. 1¼ do C—digo Penal.
d) O princ’pio da lesividade imp›e que a responsabilidade penal
seja exclusivamente subjetiva, ou seja, a conduta penalmente
relevante deve ter sido praticada com consci•ncia e vontade ou,
ao menos, com a inobserv‰ncia de um dever objetivo de cuidado.
COMENTçRIOS:
A) ERRADA: O princ’pio da insignific‰ncia est‡ relacionado ˆ aus•ncia de
ofensa grave ao bem jur’dico protegido pela norma, dada a pequena les‹o
provocada pela conduta.
B) CORRETA: Aqui temos, na verdade, o consentimento do ofendido (por
meio de seu representante legal) como causa supralegal de exclus‹o da
ilicitude. N‹o se trata do princ’pio da adequa•‹o social. Contudo, esta foi
a resposta considerada correta pela Banca!
C) ERRADA: O princ’pio da legalidade se aplica a ambas as espŽcies de
san•‹o penal (penas e medidas de seguran•a).
D) ERRADA: A afirmativa n‹o guarda rela•‹o com o princ’pio da
lesividade. O princ’pio da lesividade est‡ relacionado ˆ necessidade de
que a conduta produza uma les‹o (ainda que meramente potencial) a um
bem jur’dico alheio.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

(FGV Ð 2012 Ð OAB Ð VIII EXAME DA OAB)


Em rela•‹o ao princ’pio da insignific‰ncia, assinale a afirmativa
correta.

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A) O princ’pio da insignific‰ncia funciona como causa de exclus‹o
da culpabilidade. A conduta do agente, embora t’pica e il’cita, n‹o
Ž culp‡vel.
B) A m’nima ofensividade da conduta, a aus•ncia de
periculosidade social da a•‹o, o reduzido grau de reprovabilidade
do comportamento e a inexpressividade da les‹o jur’dica
constituem, para o Supremo Tribunal Federal, requisitos de ordem
objetiva autorizadores da aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia.
C) A jurisprud•ncia predominante dos tribunais superiores Ž
acorde em admitir a aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia em
crimes praticados com emprego de viol•ncia ou grave amea•a ˆ
pessoa (a exemplo do roubo).
D) O princ’pio da insignific‰ncia funciona como causa de
diminui•‹o de pena.
COMENTçRIOS:
A) ERRADA: O princ’pio da insignific‰ncia Ž causa de exclus‹o da
tipicidade MATERIAL, pois a conduta do agente Ž minimamente ofensiva,
ou seja, incapaz de ofender gravemente o bem jur’dico tutelado pela
norma penal.
B) CORRETA: Como vimos, o STF entende que estes s‹o requisitos
objetivos para a caracteriza•‹o do princ’pio da insignific‰ncia.
C) ERRADA: Os tribunais superiores entendem que o princ’pio da
insignific‰ncia n‹o se aplica aos crimes praticados com viol•ncia ou grave
amea•a ˆ pessoa.
D) ERRADA: O princ’pio da insignific‰ncia gera a absolvi•‹o, pela
atipicidade da conduta (aus•ncia de tipicidade material).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.

5.!RESUMO

PRINCêPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO PENAL


Conceito
Normas que, extra’das da Constitui•‹o Federal, servem como base
interpretativa para todas as outras normas de Direito Penal do sistema
jur’dico brasileiro. Possuem for•a normativa, devendo ser respeitados,
sob pena de inconstitucionalidade da norma que os contrariar. Em
resumo:

Legalidade - Uma conduta n‹o pode ser considerada criminosa se antes


de sua pr‡tica (anterioridade) n‹o havia lei formal (reserva legal) nesse
sentido. Pontos importantes:

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Ø! O princ’pio da legalidade se divide em Òreserva legalÓ (necessidade
de Lei formal) e ÒanterioridadeÓ (necessidade de que a Lei seja
anterior ao fato criminoso)
Ø! Normas penais em branco n‹o violam tal princ’pio
Ø! Lei penal n‹o pode retroagir, sob pena de viola•‹o ˆ anterioridade.
EXCE‚ÌO: poder‡ retroagir para beneficiar o rŽu.
Ø! Somente Lei formal pode criar condutas criminosas e cominar
penas. OBS.: Medida Provis—ria pode descriminalizar condutas e
tratar de temas favor‡veis ao rŽu (h‡ diverg•ncias, mas isto Ž o
que prevalece no STF).

Individualiza•‹o da pena Ð Ocorre em tr•s esferas:


Ø! Legislativa - Comina•‹o de puni•›es proporcionais ˆ gravidade dos
crimes, e com o estabelecimento de penas m’nimas e m‡ximas.
Ø! Judicial - An‡lise, pelo magistrado, das circunst‰ncias do crime,
dos antecedentes do rŽu, etc.
Ø! Administrativa Ð Ocorre na fase de execu•‹o penal,
oportunidade na qual ser‹o analisadas quest›es como progress‹o
de regime, livramento condicional e outras.

Intranscend•ncia da pena Ð NinguŽm pode ser processado e punido


por fato criminoso praticado por outra pessoa. Isso n‹o impede que os
sucessores do condenado falecido sejam obrigados a reparar os
danos civis causados pelo fato.
OBS.: A multa n‹o Ž Òobriga•‹o de reparar o danoÓ, pois n‹o se destina ˆ
v’tima. A multa Ž espŽcie de PENA, e n‹o pode ser executada contra os
sucessores.

Limita•‹o das penas (ou humanidade) Ð Determinadas espŽcies de


san•‹o penal s‹o vedadas. S‹o elas:
Ø! Pena de morte. EXCE‚ÌO: No caso de guerra declarada (crimes
militares).
Ø! Pena de car‡ter perpŽtuo
Ø! Pena de trabalhos for•ados
Ø! Pena de banimento
Ø! Penas cruŽis
OBS.: Trata-se de cl‡usula pŽtrea.

Presun•‹o de inoc•ncia (ou presun•‹o de n‹o culpabilidade) Ð


NinguŽm pode ser considerado culpado se ainda n‹o h‡ senten•a penal
condenat—ria transitada em julgado.
OBS.: O STF decidiu, recentemente, que o cumprimento da pena pode se
iniciar com a mera condena•‹o em segunda inst‰ncia por um —rg‹o

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colegiado (TJ, TRF, etc.), relativizando o princ’pio da presun•‹o de
inoc•ncia (HC 126292/SP, rel. Min. Teori Zavascki, 17.2.2016).
Desse princ’pio decorre que o ™nus da prova cabe ao acusador. O rŽu Ž,
desde o come•o, inocente, atŽ que o acusador prove sua culpa.
Pontos importantes:
Ø! A exist•ncia de pris›es provis—rias (pris›es decretadas no curso do
processo) n‹o ofende a presun•‹o de inoc•ncia
Ø! Processos criminais em curso e inquŽritos policiais em face do
acusado NÌO podem ser considerados maus antecedentes (nem
circunst‰ncias judiciais desfavor‡veis) Ð Sœmula 444 do STJ
Ø! N‹o se exige senten•a transitada em julgado (pelo novo crime) para
que o condenado sofra regress‹o de regime (pela pr‡tica de novo
crime)
Ø! N‹o se exige senten•a transitada em julgado (pelo novo crime) para
==dc29b==

que haja revoga•‹o da suspens‹o condicional do processo.



OUTROS PRINCêPIOS DO DIREITO PENAL

Princ’pio da alteridade (ou lesividade) - O fato deve causar les‹o a


um bem jur’dico de terceiro. Desse princ’pio decorre que o DIREITO
PENAL NÌO PUNE A AUTOLESÌO.

Princ’pio da ofensividade - N‹o basta que o fato seja formalmente


t’pico. ƒ necess‡rio que este fato ofenda, de maneira grave, o bem
jur’dico pretensamente protegido pela norma penal.

Princ’pio da Adequa•‹o social Ð Uma conduta, ainda quando tipificada


em Lei como crime, quando n‹o afrontar o sentimento social de Justi•a,
n‹o seria crime (em sentido material).

Princ’pio da Fragmentariedade do Direito Penal - Nem todos os fatos


considerados il’citos pelo Direito devam ser considerados como infra•‹o
penal, mas somente aqueles que atentem contra bens jur’dicos
EXTREMAMENTE RELEVANTES.

Princ’pio da Subsidiariedade do Direito Penal - O Direito Penal n‹o


deve ser usado a todo momento, mas apenas como uma ferramenta
subsidi‡ria, quando os demais ramos do Direito se mostrarem
insuficientes.

Princ’pio da Interven•‹o m’nima (ou Ultima Ratio) - Decorre do


car‡ter fragment‡rio e subsidi‡rio do Direito Penal. A criminaliza•‹o de
condutas s— deve ocorrer quando se caracterizar como meio
absolutamente necess‡rio ˆ prote•‹o de bens jur’dicos ou ˆ defesa de
interesses cuja prote•‹o, pelo Direito Penal, seja absolutamente
indispens‡vel ˆ coexist•ncia harm™nica e pac’fica da sociedade.

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Princ’pio do ne bis in idem Ð NinguŽm pode ser punido duplamente


pelo mesmo fato. NinguŽm poder‡, sequer, ser processado duas vezes
pelo mesmo fato.

Princ’pio da proporcionalidade - As penas devem ser aplicadas de


maneira proporcional ˆ gravidade do fato. AlŽm disso, as penas devem
ser cominadas de forma a dar ao infrator uma san•‹o proporcional ao fato
abstratamente previsto.

Princ’pio da confian•a - Todos possuem o direito de atuar acreditando


que as demais pessoas ir‹o agir de acordo com as normas que
disciplinam a vida em sociedade. NinguŽm pode ser punido por agir com
essa expectativa.

Princ’pio da insignific‰ncia (ou da bagatela) - As condutas que n‹o


ofendam significativamente os bens jur’dico-penais tutelados n‹o podem
ser consideradas crimes (em sentido material). A aplica•‹o de tal princ’pio
afasta a tipicidade MATERIAL da conduta.
Quadro-resumo:
M’nima ofensividade OBS.: N‹o cabe
da conduta para:
Ø! Furto qualificado
Aus•ncia de
periculosidade social Ø! Moeda falsa
da a•‹o Ø! Tr‡fico de drogas
Ø! Roubo (ou
PRINCêPIO DA Reduzido grau de
qualquer crime
INSIGNIFICåNCIA reprovabilidade da
cometido com
conduta viol•ncia ou grave
(Requisitos)
Inexpressividade da amea•a ˆ pessoa)
les‹o jur’dica Ø! Crimes contra a
administra•‹o
pœblica
OBS.2: O STJ entende
que n‹o se aplica aos
crimes contra a
administra•‹o pœblica.
H‡ decis›es no STF em
sentido contr‡rio.

Import‰ncia do SOMENTE PARA O


objeto material para STJ
a v’tima*

Pontos importantes:

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Ø! Descaminho Ð Cabe aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia.
PATAMAR: O STJ entende que Ž R$ 10.000,00, enquanto o STF
sustenta que Ž R$ 20.000,00.

Ø! Reincid•ncia Ð H‡ diverg•ncia jurisprudencial. STF: apenas a


reincid•ncia espec’fica Ž capaz de afastar a aplica•‹o do princ’pio da
insignific‰ncia (h‡ decis›es em sentido contr‡rio).


Bons estudos!
Prof. Renan Araujo

___________

6.!EXERCêCIOS DA AULA
01.! (FGV Ð 2013 Ð OAB Ð XI Ð EXAME DA OAB)
O Art. 33 da Lei n. 11.343/06 (Lei Antidrogas) diz: ÒImportar, exportar,
remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor ˆ venda,
oferecer, ter em dep—sito, transportar, trazer consigo, guardar,
prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que
gratuitamente, sem autoriza•‹o ou em desacordo com determina•‹o legal
ou regulamentar. Pena Ð reclus‹o de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e
pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.Ó
Analisando o dispositivo acima, pode-se perceber que nele n‹o est‹o
inseridas as espŽcies de drogas n‹o autorizadas ou que se encontram em
desacordo com determina•‹o legal ou regulamentar.
Dessa forma, Ž correto afirmar que se trata de uma norma penal
A) em branco homog•nea.
B) em branco heterog•nea.
C) incompleta (ou secundariamente remetida).
D) em branco inversa (ou ao avesso).

02.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


O Presidente da Repœblica, diante da nova onda de protestos, decide, por
meio de medida provis—ria, criar um novo tipo penal para coibir os atos de
vandalismo. A medida provis—ria foi convertida em lei, sem impugna•›es.
Com base nos dados fornecidos, assinale a op•‹o correta.
a) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos penais
por meio de medida provis—ria, quando convertida em lei.
b) N‹o h‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal na cria•‹o de tipos penais
por meio de medida provis—ria, pois houve avalia•‹o prŽvia do Congresso
Nacional.

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c) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o Ž poss’vel a cria•‹o de
tipos penais por meio de medida provis—ria.
d) H‡ ofensa ao princ’pio da reserva legal, pois n‹o cabe ao Presidente da
Repœblica a iniciativa de lei em matŽria penal.

03.! (FGV Ð 2014 Ð OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Pedro Paulo, prim‡rio e de bons antecedentes, foi denunciado pelo crime
de descaminho (Art. 334, caput, do C—digo Penal), pelo transporte de
mercadorias procedentes do Paraguai e desacompanhadas de
documenta•‹o comprobat—ria de sua importa•‹o regular, no valor de R$
3.500,00, conforme atestam o Auto de Infra•‹o e o Termo de Apreens‹o
e Guarda Fiscal, bem como o Laudo de Exame Merceol—gico, elaborado
pelo Instituo Nacional de Criminal’stica.
Em defesa de Pedro Paulo, segundo entendimento dos Tribunais
Superiores, Ž poss’vel alegar a aplica•‹o do
a) princ’pio da proporcionalidade.
b) princ’pio da culpabilidade.
c) princ’pio da adequa•‹o social.
d) princ’pio da insignific‰ncia ou da bagatela.

04.! (FGV Ð 2012 - OAB Ð EXAME DE ORDEM)


Acerca dos princ’pios que limitam e informam o Direito Penal, assinale a
afirmativa correta.
a) O princ’pio da insignific‰ncia diz respeito aos comportamentos aceitos
no meio social.
b) A conduta da m‹e que autoriza determinada enfermeira da
maternidade a furar a orelha de sua filha recŽm-nascida n‹o configura
crime de les‹o corporal por conta do princ’pio da adequa•‹o social.
c) O princ’pio da legalidade n‹o se aplica ˆs medidas de seguran•a, que
n‹o possuem natureza de pena, tanto que somente quanto a elas se
refere o art. 1¼ do C—digo Penal.
d) O princ’pio da lesividade imp›e que a responsabilidade penal seja
exclusivamente subjetiva, ou seja, a conduta penalmente relevante deve
ter sido praticada com consci•ncia e vontade ou, ao menos, com a
inobserv‰ncia de um dever objetivo de cuidado.

05.! (FGV Ð 2012 Ð OAB Ð VIII EXAME DA OAB)


Em rela•‹o ao princ’pio da insignific‰ncia, assinale a afirmativa correta.
A) O princ’pio da insignific‰ncia funciona como causa de exclus‹o da
culpabilidade. A conduta do agente, embora t’pica e il’cita, n‹o Ž culp‡vel.
B) A m’nima ofensividade da conduta, a aus•ncia de periculosidade social
da a•‹o, o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a

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inexpressividade da les‹o jur’dica constituem, para o Supremo Tribunal
Federal, requisitos de ordem objetiva autorizadores da aplica•‹o do
princ’pio da insignific‰ncia.
C) A jurisprud•ncia predominante dos tribunais superiores Ž acorde em
admitir a aplica•‹o do princ’pio da insignific‰ncia em crimes praticados
com emprego de viol•ncia ou grave amea•a ˆ pessoa (a exemplo do
roubo).
D) O princ’pio da insignific‰ncia funciona como causa de diminui•‹o de
pena.

7.!GABARITO

01.! ALTERNATIVA B
02.! ALTERNATIVA C
03.! ALTERNATIVA D
04.! ALTERNATIVA B
05.! ALTERNATIVA B

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