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Quando surgiu a AmBev no ano de 2000, resultante da união da Antarctica e da Brahma,

via-se através de toda polêmica que fora gerada em torno desta fusão que sua trajetória
ficaria marcada para sempre na história da economia brasileira. No dia 31 de março de
2000, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE deu seu parecer final
sobre a fusão que criava a partir de então a maior cervejaria da América Latina. Aqui no
Brasil a AmBev passou a concentrar 67% do mercado de cervejas, após a fusão passou a
atuar em mais de 15 estados da Federação, além de fábricas no Uruguai, na Argentina e
na Venezuela.
A criação da AmBev enfrentou muitos críticos, principalmente dos seus concorrentes, a
exemplo da Schincariol e Kaiser, porém a decisão do CADE já havia sido tomada e só
cabia aos seus concorrentes aceitar. O CADE aprovou a fusão, porém impôs a AmBev
algumas obrigações, dentre uma destas obrigações estava a venda da marca Bavária e das
suas respectivas fábricas. Mesmo com tantas críticas, a AmBev também teve votos de
pessoas importantes que saíram em sua defesa colocando alguns pontos positivos que a
nova e grande organização traria para o país, uma destas pessoas que na época saiu em
defesa da fusão foi o presidente na época da FIESP - Horácio Lofer Liva, na visão dele já
era hora de o Brasil criar suas próprias multinacionais. Jorge Siqueira, também foi outro
importante defensor da fusão, na época ele era gerente comercial e marketing da Santa
Marina – empresa fornecedora das marcas Antarctica e Brahma, ele afirmou que a fusão
criara um potencial exportador incrível, o que aumentaria consideravelmente a demanda
por seus produtos.
A AmBev conseguiu com o passar dos anos se tornar referência em gestão, crescimento
e rentabilidade. A empresa persegue continuamente a maior eficiência em custos,
característica marcante da economia neoclássica que tem seu foco fundamentalmente
sobre a eficiência dos recursos. (HASENCLEVER, KUPFER 2000).
A AmBev não deixa de ser ao mesmo tempo uma empresa que segundo analistas é
arrojada e obstinada, agressiva e principalmente inovadora e diante dessas características,
vemos através das ações desta empresa traços que vão de encontro a uma economia de
inovação. A economia de inovação que tem em Schumpeter seu principal teórico acredita
que a introdução de novos produtos, produtos aperfeiçoados, novos métodos de produção,
novas formas de organização, bem como o uso de novas fontes de matérias primas e a
penetração em novos mercados, são fatores que levam a expansão industrial das
organizações que fazem uso destas políticas (HASENCLEVER, KUPFER 2000).
Com a rica diversidade da nossa gente, compartilhar a mesma cultura em busca de um
sonho em comum é que o traz a união dos nossos colaboradores. Na Ambev, temos 10
princípios que mostram o caminho que devemos seguir e que garantem a consistência no
nosso jeito de trabalhar.