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ITINERARIO DE ULRICH SCHMIDEL ATRAVÉS DO

SUL DO BRASIL NOS ANOS DE 155211553 (*)


Uma pesquisa histórico-geográfica

REINHARD MAACK
do Instituto de Biologia e
Pesquisas Tecnológicas e da Faculdade de
Filosofia, Ciências e Letras da Universidade do Paraná

I - GENERALIDADES
Sôbre a pessoa de U I r i c h S c h m i d e I , o qual tam-
bém se denominava U t z S c h m i d l , sôbre suas viagens e
aventuras, assim como sôbre seu livro de 1567 e 1599 (24, 25)
existe uma literatura tão extensa (7, 1 1, 12, 14, 16, 19, 2 0 e 2 7
a 29), que neste lugar torna-se desnecessário entrar nos porme-
nores da personalidade dêste lansquenete alemão e sua obra total
(V. anexo 1 ). As seguintes explanações limitam-se à parte do seu
relatório de viagem que se refere à marcha de Asunción a São
Vicente.
A marcha de U I r i c h S c h m i d e I com seus 20 índios
Cariós representa, na literatura histórica e geográfica, a primeira
tentativa conhecida de atingir a costa leste muito mais ao nor-
te da base utilizada pelos espanhóis na ilha de Santa Catarina,
a partir do interior do continente sul-americano ainda inexplora-
do naquela época. Sôbre nenhuma viagem da antiga época de
descobertas existem tantas controvérsias e confusões referentes
ao roteiro percorrido como sôbre a marcha de U I r i c h Sc h m i -
d e l que terminou suas peregrinacões de 19 anos nêste conti-
nente recém-descoberto.
Alvaro Nunes Cabeza de Vaca (de Vera)
efetuou, em 1541/1542, como primeiro europeu a marcha do li-
toral de Santa Catarina rumo ao interior até Asunción com enor-
mes dificuldades. A êle seguiu, em 1551, como segundo grupo,
uma parte da guarnicão de Don D i o g o d e S e n a b r i a .

í * ) Tese apresentada em língua alemã ao XVIII Congresso Internacional de Geo-


grafia no Rio de Janeiro 1956; Tradução de Ursula Maack Kurowski.
6 Publ. do Conselho de Pesquisas da Univ. do Paraná - N.O 2, 1959

Já que C a b e z a d e V a c a decidiu i r ao Paraguai com


250 homens e 26 cavalos através da terra desconhecida, êle só
o poderia arriscar após ter conhecimento da existência de anti-
gos caminhos no interior do continente e ter achado índios, prá-
ticos dos caminhos, como guias.
Os índios denominaram de PEABIRÚ o caminho transconti-
nental mais importante da época anterior ao descobrimento da
América. Segundo informações da época de descobertas, o Pea-
brrú dirigia-se do atual litoral paulista, e m São Vicente, sôbre
Itú, Piratininga-Sorocaba para o sul, rumo ao r i o Paranapanema
e de lá uma das principais nascentes do r i o Ribeira acima até
aos campos de Castro. Lá, n a atamada aldeia de índios Aba-
pany, u m atalho encontrava-se com o Peabirú, o qual vinha da
foz do rio Itapocú (Tapucá) de Santa Catarina. C a b e z a d e
V a c a usou êste atalho e m sua marcha terra a dentro, para
atingir o Peabirú e m Abapany sobre Tindiquera (Araucária de ho-
je) e A-tibagy-ba.
A partir de Abapany-Castro o caminho principal dirigia-se
sôbre o rio Tibagí ao rio Ivaí, do qual foi cruzado acima do salto
Ubá para vencer a serra da Boa Esperança ao longo do vale do
rio Barra Preta. Depois o caminho conduziu às nascentes do rio
Cantú, Enquanto que daquí o Peabirú, como caminho principal,
estendendo-se ao sul do r i o Piquirí, encontrou a oeste o alto rio
Paraná, acima das Sete Quedas, cortando o Chaco, atingindo o
planalto de Perú e o oceano Pacífico, u m atalho dirigia-se desde
as nascentes do r i o Cantú para o sul, alcançando o rio Iguaçú, o
qual cruzou n a embocadura do rio Cotegipe para chegar, rio
acima, através da parte oeste do atual Estado de Santa Catarina,
ao rio Uruguai e a região de Morpion indiccida nos mapas da ida-
de média (vide anexo 7).
Também rumo ao norte desviou u m caminho do Peabirú, o
qual, passando pelo atual Campo Mourão, acompanliou a mar-
gem oeste do rio Guia (- r i o Mourão) e cortando o rio Guihay
(= rio Ivaí) atingiu o curso médio do rio Pirapó. De lá, o ata-
lho seguiu ao longo do rio Pirapó até o rio Paranapanema e mais
ao norte até o rio Anhembí, onde uniu-se a u m velho caminho
indígena que veio do rio Paraná, conduzindo, rumo leste, para Itú
e ao litoral de São Vicente (vide esboço 14).
Deve-se acentuar que os espanhóis, e m suas viagens para o
Paraguai, nunca seguiram o Peabirú até ao rio Paraná, porém des-
viavam na região das nascentes do r i o Cantú para o sul, rumo ao
rio Iguaçú, o qual, por esta razão, foi representado pelos antigos
cartógrafos como u m dos primeiros afluentes da margem leste do
rio Paraná com a denominação de rio Yguzú o u Y-guazú. De
acordo com as comunicações existentes até fins de 1552, não se
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R Moack . Sôbre o itinerbrio de Ulrich Schmidel otrovés do sul do Brosil 9

cente através dos caminhos do interior. O lansquenete alemão


presenciou, em 1542, a chegada de C a b e z a d e V a c a e,
em 1551, a vinda da tropa de S e n a b r i a . Assim conheceu a
existência de caminhos através das regiões cerradas de matas vir-
gens e pelos campos livres. Baseado nêstes conhecimentos, êle
organizou sua longa e penosa jornada através do continente até
o litoral, escolhendo para isto 2 0 índios Cariós como guias e com-
panheiros. S c h m i d e l tinha bons motivos para levar justa-
mente índios Cariós como camaradas de viagem, pois êstes fre-
quentemente migravam para o litoral e conheciam bem as con-
dições dos caminhos no interior das matas. 6m seu relatório
S c h m i d e I expressa claramente: "Este povo viaja mais longe
do que qualquer nação na região do Rio delta Plata. Eles tam-
bém são excelentes guerreiros na terra".
Sendo o Peabirú, como caminho principal, conhecido já de
antigas viagens a partir do litoral, permanecendo, porém, desco-
nhecida a região do alto rio Paraná e ao norte do rio Paranapa-
nema, assim como a passagem do Peabirú pelo grande rio Paraná
na época da partida de S c h m i d e I , existia para êle a neces-
sidade de atingir o principal caminho pré-colombiano, não a par-
tir do rio Paraná, mas de uma outra direção através da zona sul.
Os viajantes, vindos da costa leste com seus guias índios, sempre
abandonavam o Peabirú na região das nascentes do rio Cantú, di-
rigindo-se para o sul. Ignoram-se os motivos para tal procedi-
mento. Sendo assim, S c h m i d e l nem tentou atingir a re-
gião das correntezas do rio Paraná, ainda desconhecida naquele
tempo. Ele tinha pressa em encontrar ainda em São Vicente o
navio preparando a partida para a Europa. Por esta razão, seus
índios Cariós o guiaram ao rio Paraná abaixo das Sete Quedas
descendo o rio a f i m de evitar a forte correnteza de 6,5 até 8,5
km/h no canhão do rio Paraná, acima da foz do Iguaçú. S c h m i -
d e l indica o seguinte roteiro para sua viagem através do sul
do Brasil (vide esboço fig. 16).

1) Partida de Asunción (Nostra Signora de Sunsion) no dia


2 6 de dezembro de 1552 com 2 0 índios Cariós, subindo
26 milhas o rio Parabol (= rio Paraguai) em duas ca-
noas até a foz do rio Schueschiu (= rio Xexuí ou Jejuy)
para Juegrichssaibe (também escrito Juberich Sabye o u
Juberic Sabai).
Lá juntaram-se ao grupo de S c h m i d e I mais 2
espanhóis e 2 portugueses, desertores, abrangendo a ca-
ravana agora 2 5 homens. N ã o se menciona quantos ín-
dios êstes 4 europeus levaram consigo como carregado-
res e servidores (vide item 5).
1O Publ. do Conselho de Pesquisas da Univ do Paraná - N.O 2, 1959

2 ) Em seguida S c h m i d e I e seus companheiros subiram


o vale do rio Schueschiu (Jejuy) por mais 15 'milhas até
ao lugar Barey (também escrito Warey) e e m mais 4 dias
de viagem 16 milhas até Gebarerge (também denomina-
do Gewarethe o u Gebareche).
3) De Gebarerge foram percorridas 54 milhas e m 9 dias
de caminhadas até Barode (Y-baroti, o u Jbaroti, como é
indicado nos mapas). Em Barode novamente tornou-se
necessário o uso de canoas, com as quais S c h m i d e I
rumou rio abaixo até ao rio Parnau (rio Paraná).
Atingindo o rio Paraná surge uma controvérsia difi-
cilmente explicável no relatório de U I r i c h S c h m i -
d e I , a qual sòmente pode ser elucidada pela própria
pesquisa das relações existentes no rio Paraná. N o ma-
nuscrito do Arquivo Estadual de Munich, após a chegada
em Barode, lê-se o seguinte: "Da pliebenn wir 3 tag lanng,
dasz wir Probannt und Cannouen suchten, dann wir 100
meil die Parnau abwerz mussten farren, und khamen z u
einem fleckhen haist Gienge" (vide fac-símile fig. 8). "Lá
ficamos 3 dias, procurando provisões e canoas, depois
descemos 100 milhas o rio Parnau e chegamos a um lu-
gar chamado Gienge" (v. anexo 7).

Contrariamente, o manuscrito mais primitivo de Stuttgart diz


o seguinte:
"Da pliebe wier 3 tag lanng und musste probandt und
Cannoi suchen, damit dass wier 100 meil die Parnau auf-
wertz furre und khame z u einem Fleckhen der haist
Giengie" (vide fac-símile fig. 9).
"Lá ficamos 3 dias, procurando provisões e canoas
e depois subimos 100 milhas o rio Parnau e chegamos
a u m lugar chamado Gienge".

A contradição de:
Paraná abaixo segundo manuscrito de M u n i c h e
Paraná acima segundo manuscrito de Stuttgart
sòmente pode ser elucidada pelos antigos mapas que indicam o lu-
gar Gienge (Giengie). S c h m i d e I menciona 100 milhas para
a distância Barode-Gienge. N o manuscrito de M u n i c h pode-se
ler êste número com nitidez, sem correções, enquanto que no
manuscrito de Stuttgart primitivamente estava escrito 50; depois
o número 5 foi corrigido para 4. Em seguida, o número total é
riscado, sendo escrito claramente por cima o número 100 (vide
fac-símile fig. 9). Dos antigos mapas ressalta que Gienge não si-
R Moack - Sobre o itinerário de Ulrich Schmidel através do sul do Brasil 11

tuou-se em 100 milhas Paraná acima, medindo-se esta distância


a partir da embocadura do rio Monday ou a partir de Guaira, co-
m o o f i z e r a m K l o s t e r e S o m m e r (1942, 11). Segundo
os mapas, Gienge localizava-se na região do atual território de
Missiones, muito provavelmente na acentuada curva, na qual o
rio Paraná dirige-se para oeste para unir-se ao rio Paraguai, por-
tanto, na região de Posadas-Candelária (figs. 1, 4, 5 e 16).

4) Em Gienge (Giengie ou Gingie) foram abandonados os bo-


tes, iniciando-se uma marcha de 6 semanas através da
cerrada mata virgeni. S c h m i d e I menciona que em
Gienge comeca a terra do rei de Portugal e a dos Thopis.
Após penosa marcha atinge-se a terra dos Thopis (Tupí),
tendo sido indicada em ambos os manuscritos uma distân-
cia de 126 milhas de Gienge até a região dos Thopis. O
nome da piimeira aldeia dos Thopis não é mencionado.
Os viajantes devem ter dado grandes voltas e se perdido
várias vezes até encontrar o caminho certo. Da primeira
aldeia dos Thopis atingiu-se u m local que S c h m i d e I
denomina Karieseba e que figura nos antigos mapas co-
mo Cariesaba ou Carieseba (figs. 4, 5 e 14). Por motivo
da hostilidade dos índios, a tropa de S c h m i d e I não
pôde entrar na aldeia; dois dos europeus, que tentaram
o risco, foram mortos e devorados.
5) A hostilidade dos indios de Karieseba obrigou S c h m i -
d e I a se esconder durante 4 dias na mata cerrada. De-
pois os europeus sobreviventes com os índios Cariós esca-
param durante a noite. Do relatório sobre as ocorrências
em Karieseba deduz-se que em lugar dos 20 indios Ca-
riós, mencionados inicialmente, fala-se agora de 60. Pro-
vavelmente trata-se aqui de outros 40 indios que os 4
companheiros europeus levavam consigo como servidores.
Tanto no manuscrito de M u n i c h como no de Stuttgart,
S c h m i d e I escreve concordantemente de 4 cristãos e
mosqueteiros, assim como de 60 indios Cariós.
Atingiu-se Biessaie (*I após errar durante 6 dias nas
matas virgens tais como S c h m i d e I nunca tinha vis-
to, ou como êle descreve: "bin doch weit und breit ge-
west, kein ergerenn und krausameren weg nit gereist".

('1 Nos mapos espanhóis antigos, os Tinguis são denominados Mbiazais ou


Riesaie, os quois ocupavam o primeiro planalto do Paraná e a região do
atual Estado de Santa Catorina a oeste da serra do Mar. A isto corresponde
a comunicaçáo de S c h m i d e l de ter encontrado um rio (uma água)
de nome Urquaie (Uruguai) perto de uma povmçáo da nação Biessaie
(Mbiazais).
' a + u a u i o ~ ! + ~ a das +a a~ ! l no jquaquy O!J op o6uol
oo no ' o u i a u o d o u o ~ ~op d a + ~ o uoo op!3ayuo3sap o p u ! ~D J J ~ J o nossaAol+o
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.o!ap(o ou J D S ! ~wo!pod ogu ' o ~ u o i a ~ ~'sags!~ ua
1959 R. Maack - Sôbre o itinerario de Ulrich Schrnidel através do sul do Brasil 13

pro- 7 ) De Scherebethueba S c h m i d e I chegou a u m lugare-


jo já habitado por europeus ou cristãos, que para êle era
de l a mesma coisa, ou seja, ao local de habitação de J o -
do o h a n n R e i m u n e I I e ( J o ã o R a m a l h o ) em
s do Santo André da Borda do Campo. A distância e o tem-
"Bei po necessitado desde Scherebethueba não são menciona-
cimo dos no relatório de S c h m i d e I .
No 8) Após mais 20 milhas, S c h m i d e I e seus companhei-
zion ros chegaram a São Vicente no dia 13 de junho de 1553,
c-si- encontrando lá ainda o navio que o devia levar de volta
esta à pátria.
Ur-
São necessárias algumas observaqóes sobre as distâncias per-
en- corridas mencionadas no relatório de S c h m i d e I . O lansque-
1 ao nete alemão indica para o roteiro total de Asunción a São Vicen-
cen- te 476 milhas. Nos mapas da Idade Média constam as diferen-
nte- tes escalas das milhas, ou sejam, a milha germânica o u alemã
óes. com 15 para l0 = 1 1 1 km, a espanhola com 17,5, a gálica com
ein 20 e a italiana com 6 0 para l0 de latitude (vide mapas de H u I -
I ZU s i u s , H o n d i u s , van L a n g e r e n , J a n s o n i u s e
Aie- Blaeu).
nei- Calculando a milha alemã com 7,4 k m ou a espanhola com
ge- 6,343 km para os números de S c h m i d e l , obtém-se com
in- 3570 km, ou 2998 k m respectivamente, uma distância grande de-
ado mais nas medidas nos mapas. A milha italiana com 1,85 é cur-
nos ta demais para o cálculo. Consequentemente, S c h m i d e I ba-
nel; seou seus dcdos de distância e de uma boa hora de marcha na
milha gálica (inglêsa ou francêsa) com 5,55 km. Disto resultam
aproximadamente 2.642 k m para o roteiro de 476 milhas. Esta
distância de 5,55 k m para uma milha também corresponde à "Ié-
~rie-
gua marítima" usada pelos marinheiros espanhóis, pelos quais
Em
,igos S c h m i d e I aprendeu a usar esta medida em suas viagens ma-
?ç60 ritimas e fluviais.
se- Somando-se as cifras citadas de S c h m i d e l , obtém-se
po- sòmente 457 milhas; em seu relatório falta a indicasão das mi-
nos
lhas entre Karieseba e Biessaie (6 dias) e entre Scherebethueba
ni- e o lugar de habitacão de J o ã o R a m a l h o . Se somarmos
este estas prováveis distâncias às 457 milhas, resulta uma distância
rio total demasiadamente extensa. Porém, deve-se levar em conta
'mi-
que o viajante não toma em consideração a projeção horizontal
stas de seu caminho, como pode-se deterininar nos mapas, mas con-
na- ta também o subir e descer de morros e as incontroláveis curvas
percorridas, de maneira que as distâncias dadas podem perfeita-
nõo mente corresponder a uma distância 10% mais longa que a ob-
ao
tida pela projeção horizontal nos mapas.
: 0 0 ~ 0 0L0:~i ap 0103sa
ou souJapow S D ~ D L USOU sDp!paw SD W 0 3 O ~ ~ D J D ~ DWJ OD ~SDyl
-!LU w a o!AoAau!g! a~u!n6aso DqnsaJ ' S O J D ~ S!DJ opuDJap!suoJ
.sop!Dsap a sop!qns no soAJn3 soiawyu! u o 3
s o p o ~ ! dSDA!J!UJ!:~w a S D ~ D ~ U ! I L I Usup~ SD!~UQJS!P SOU as-o~a6oxa
sazaA soJ!nui áJuawlonJo U ~ ~ L L D :sop!paLu J OQU DPU!D a s ! a ~ j ! p
s o y u ! w o ~o ~ o d(aAjsuaaJdwo3 anD o 'souaw o w y p ' l OJUDJJO~
' S ogu a oyl!w ou w y 1 p uiao3aJ aruaucqs jnbo soppsap a sop
s
-!qns soiaa ' w ? ~ o d . ~ o ~ u o z ! ~og!~òio~d
oy D D J D ~spuiap osualxa
upu!a o ! ~ u ~ + s !opw n u y vvv - S D ~ ( ! L U08 woJsaJ '(sjdnl) s!d
- o u sop o!aplo D a a6ud!9 aJJua soyl!ui 921 SDP 'DJDW DU S D J J ~ ~
-u! sopoyu!cuo~a sopsap ou03 'soyl!ui 9p sowJoJuo3sap as
-~a3u!owo3 oJoqcua 'oJ!aJoJ op o g 3 n ~ ~ s u o ~oa .o1~ o dO ! ~ U Q J S ! ~OJ
-sa Johiasuo3 as-apoa 'JDW op ouas D Ja3uah D J D ~so!Asap sosual
-xa so!Jpssa3au as-UOAOUJOJa ~ u a w o d ! ~ u0w02 o ' w ? ~ o d ,wy 9 s
aouoJqo O ~ ~ ?aJs$ J J 'sou~apouisociocu so cuo3 o p ~ p oa a .s!ow
-ar, a p u o ~ b w?quio) . 1 a p ! w y 3 s ~ o d opo3!pu! ' a ~ u a OQS ~ ! ~
a ? ~ p u vOJUDS aJJud soyl!w 02 ap 0!3u?~s!p o ' o ! ~ o p o l .souJap
- o u sodoui so w o aJuawo)!aj~ad
~ w o p ~ o 3 ~ 0SD!~U?JS!P
3 SoJJnO SD
sop?J ano p ; DJS!A w d a!ossa!g-aõua!g O ~ ~ ?OJJJJ ~ ~ Uop ! 'oyu
~
-!I D J ! ~ L U ! J ~w a ' D ~ D J U O ~J S~ ~SaAap soyl!ui 9p ap oSua~aj!p v
oJ!aJo.i op ~ O J O J o p u ? ~ > ! po o ~ o d9 ~ ap p zaA w a soyl!w 22s =
úZ T S9 1- 001 1-921 7 - 001 i- PS t 91 i- S I T 92 o!-as-JaJ
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'oy 1ow oa oQo ap D ~ ! AO 940 ' S O ~ D L USOD!JUD SOU D~DJDU!SSD
aJuawo+aJJo3 yJsa oJ!aq!t( O!J op alo/\ op ~ o y a d n sa)md ou o g 5 o r ~
-!s oln3 ' o q a i q J a q a ~ a y 3ap~ D ! ~ U Q J S !o~ anb as-opu!~aljaa 'SDyi
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soJ!J3snuow sojq ' 6 6 s L ap OUD op s n ! s I n H s n ! A a 1 ap op
-!6!1~03 oghpa o opunoas ' I a p ! w y 3 s ap w a B o ! ~D aJq?s oyl
- D ~ D J Jnas w a s!doyl sop o!ap,o o a aoua!E) aJJua D ! ~ U Q J S ! ap ~
soy~!ui9 2 aJuawos ouopuaw ' o g z o ~oJsa ~ o d' ( L '9261) J a w
- D J 3 4 J n 3 -SD~I!UI 921 SDP opoGay3 ap o ~ u o do o~!pu! ogu
1 a p ! LU y 3 s o ! J ~ ? JO~ .sosouad a so6uol so!Asap ~ o aluauios d
sopo3!(dxa Jas u a p o d s o p ! ~ ~ o 3 ~soy(!ui ad so no 'oqanyJaqa~ay3~
-a!ossa!a O ~ ~ ?oJop!npu! J Jorsa 'ogJua 'opua~ap's!doyl sop O!J?J
-yJaJ o opo4 ap S ~ A D J J DD ~ ~ J D U I aJajaJ as oyu!w03 ap ojodsa
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oy ou !onbn.in a ~ U D J DSO!J ~ so aJJua
o~ponbuaas ogu O ~ ~ ?a)sJ J J .s!aoyl sop o!ap(o o 940 a B u a ! ~ap ~
-sap sapA a s ~ y u ~ ~ auJoq pu a uiabJ!A DJOU op S?AOJJO souowas
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nas ap so!~up)s!p so Jaqos mpod ogu o p u p a($ moda olanbou
s!od ' o y ~ ~ oons w waq o q n w nolnqo3 a4uawlDaJ 1 a p ! ui,y 2 s
anb ' 1 ~ 4 0 4 c!3up~s!p o 0 5 ~ l awa D~
~ '.iaz!p as-apod 9s ' s ! D ! ~ . JSOL^
sunõlr, ap sapcplnD!j!p sopo4!3 D! so as-opuo~ap!suo3 .%9 D
owsaw mau opuoõay3 ogu 'ouaJJa4 op s!oJnJou sac$!puo3 selad
o p ~ s n o ~~ o n bo 'la~!qa3uo3 a oinu!w!p oJ!nw OJJ?wn o apuod
-saJJo3 souJapow sodow sou lo4uoz!~oyogja!oJd op sop?pawap
saJoloA so D J D ~a s o ~ $ a w ~ l ! nwa
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16 Publ. d o Conselho de Pesquisas da Univ. d o Paranó - N.O 2, 1959 i

111 - AS RECONSTRUÇóES EXISTENTES DO ITINERARIO DE ,


ULRICH SCHMIDEL

E' necessário pesquisar até que ponto os diversos autores se


basearam nas comunicações de S c h m i d e I ou deram outras
interpretações para suas reconstruções e se foram consultados
mapas antigos afim de determinar, em traços gerais, a paisagem
percorrida por S c h m i d e I e, finalmente, esclarecer a contro-
vérsia sobre se êle subiu ou desceu o rio Paraná a partir de Ba-
rode (= Y-baroti).

1) As edições alemãs do livro de viagem de U l r i c h


S c h m i d e l por V a l e n t i n L a n g m a n t e l (1889,
14) e C u r t C r a m e r (1926, 7)nãocontêm uma re-
construção do roteiro. Entretanto, de acordo com os dois
autores, S c h m i d e I , no trêcho de Barode para Gien-
ge, desceu o rio Paraná. C r a m e r tenta esclarecer a
controvérsia na distância Giengie-aldeias dos Thopis, in-
dicando para êste trêcho apenas 26 milhas em vez de
126. Ao seu livro está anexado um esboço do Dr. H .
P I i s c h k e , no qual as aldeias dos Thopis (tupís) estão
corretamente assinaladas entre os rios Uruguai e IguaçÚ
e os Riesaies ou Mbiazais a oeste da serra do Mar, no
atual Estado de Santa Catarina.
2) Também B a r t o l o m é M i t r e e S a m u e l A .
L a f o n e Q u e v e d o (1903, 19) não publicam nenhu-
ma reconstrução do roteiro. Em sua tradução do roteiro
de U l r i c h S c h m i d e l para a língua espanhola,
êles defendem a opinião de que S c h m i d e I dirigiu-se
de Barode 100 milhas rio Paraná arriba = acima. No
apêndice, M i t r e - Q u e v e d o anexam, como do-
cumentos mais valiosos, antigos mapas, entre os quais o
mapa da América do Sul de L e u i n u m (Levin) H u I -
s i u m do ano de 1599, 'no qual Giengie está assinalado
na grande curva do Paraná, rumo ao rio Paraguai. Esta
representação está em contradição com uma viagem em
canoa 100 milhas rio acima.
A falta de conhecimentos do percurso do alto rio Pa-
raná até 1599 já ressalta do fato de que no mapa de
H u l s i u s o alargamento lacuniforme "Lacus Eupaiía"
é considerado como origem do rio Paraná, enquanto que
nos mapas posteriores como, por exemplo, no do Para-
guai-Tucuman de G u i I h e r m e B I a e u , esta lagoa
é registrada como Lago de 10s Xarayes com o Puerto de
10s Reyes no curso superior do rio Paraguai. Este lago
'(E ' 6 ! j alJD>I q2no 3 )
)auqD!azaãu!a AonSDiod uoh la!qa3 u ! Y U D J D ~o!a pun loqoiod o!a uaqx!mz
AS! (JpOJDg) A O J D !pU!S
~ JllaJSa6JDp p n 6 O!J ~ pun ( ~ u a u o d o u o ~ D=)
d O!JDnbDlOd O!a Uaq2S
-!fiz pun syxqu!alS sap sas!aJyapuaM sap qmlpns Dqanlaqaqq pun a!osa!g 'Dqasa!ro3
'a!6u!3 a z l q d ualuqDmia I a p ! u q 2 uoh a!p u a p )no ' 0 ~ 9 1aJqor u a p snD n a o 1 a
s n !u a s u D ui 1 a q 1 ! M UOA snqol3 uiap qmu suialsAS-?uD~Ddsap sai!al sau!a a!do>(
'[E '6!4 ~ d D uaplh) !on6oJDd Op O!J?l!JJal O U pUDJDd a IOqDJDd
SO!J SO aJlUa DpDIDU!SSD =)
(ap0JDa) A O J D ~' ( ~ 5 ~ n 6 1p)Z n 6 ~a ( D ~ ~ u D ~ D u D J DO!JDnb
~
- D J D ~ SO!J so
aqua ' o ! u J ? > ! J ~ Dap
~ D > ! ~ ? Jop
J Ins oo sopo+uasaJda~o ~ s1 a p ! u q 3 s ap
oqanlaqaqJS a a!osa!g 'oqasa!JoI 'a!Su!g sa95~ohodSD lonb ou ' 0 ~ 9 1ap OUD op n a o 1 g
s n !u a s u D r u 1 e q.1 ! M ap oqol6 o opun6as ? u o ~ o dop ouia+s!s op a+iDd o u n ap ~ ! d ? 3
P '6!d
099L w m OFQZ aP
3
7-9 s a p Luona?dox
m p a m p i u ~ a y ~ 7 ~snqolg n a q q sn?uasmp auuayZ?ní) ap oqo29 op md03
' l l l a l ~ a f i i ~ (OlUôUDdOUDJOd)
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slo q3!lwnlii! ~ s !(yjon61) n z n 6 ~o ! ~ a a.lauqJ!azaq O!iOnbOlDd o!a slo q30u (sa(ua!i
-103 L ) o p o s a i i o 3 s!q ~ s ?uoiod ! o!a i a a ' p i ! ~JyDapiaA sas!aiyapua/v\ sap iap uon
as!aMl!al i a p 'oi!aq!a o ! sap ~ la!qa6llan?~ w! OqanlaqaqJS pun n z n 6 ~o ! a sap jnolialun
w o a!6u!3 :uau!aqJsia ~ n o i o a .wopialswt/ u! l y ~ n ~ p a' 06 ~ 9 1 - 0 ~ 9 UOA 1 ,,o!I!soJ~,,avD>(
iau!as )no n a o 1 a s a u u o q o U O A 6unllalsioa i a p q ~ o uswalsAs-ouoiod sap \!a1
' ( D U I ~ U O ~ D U D J O ~O) ! i ü n b ~ i ~ O!J
d Op aluanlJD OU
-02 o p o ~ u a s a i d oaluawopoiia a s - o q ~ o( ~ 5 o n 6 1 )n z n 6 ~o!i O 'OlJOnbDiDd o!i OUOJ opou!w
-ouap o p u ! ~~ u o i o do ! ~o (salua!iio> L ) oposaiio> ?lt/ . o ! u i ~ > ~ ! ~ da po >o>!d?ir op oqu!~
olad oliaqo3 a ~ u a u i l o ! x o dlonb o 'oi!aq!y o!i op s a l u a x o u sou DqanlaqaqJs a n z n 6 ~o ! ~
o p io!ia)u! osin3 ou a!6u!9 w a J a i 0 d ~ alaN .wopia)swy w a o p ! w ! i d ~ !' 0 ~ 9 1D 0 ~ 9 1ap
,,o!~!soig,, D ~ D Wnas w a n a D 1 g s a u u D q o r opun6as ouoiod o!) op owals!s op a(iDd
- ,--.-...+~u, snia~!lo -;A;~",s-uiD~\D ?uD;~~"o'gT,F~'o~ ;?!fia1 ';D~JD o u s a p D 6 1 ~ 3 o sl o ~ + n õ
od;P3'"
r-.. -.,.I,.i> rv!. j.D,tY!d sap ~ u n p u n wJ ~ Puv "leuG>!aiaq . . n i ~ n s u ~ ~ o iSI,D, JnDiDp DII o p 20, DU SOPDIDU!SSD O ~
D (SOJ~AIJUO) ~
S ~ J ~ A ! I aO D J ! D ~ .~, , n z o n ~ u ~ mopou
,s! D ~ ~ D ~ D Uo D! ~
i~a D
0 ~'uaua!q>s~a w o p i a ~ s w vu!. O t 9 L w o u ,;>+a A V ~ ~ D I D ~ , , ~JID>( 9' D W ~ U D ~ D U D ID
I!~ ~o ! n b i . u i ~ p ~ a + s u iwv a OP91 s o d ~opo+!pa ,;=+a ~ ~ d f
Jeu!es ,nD M aDI s n w 1 a 1 ! n 3 VOA swa+s~~-Ç'uDiDdsap
a ! SU~((~+SID~ a)lassaqla~ nas o u mn a D 1a s n w 1 a ! 1 ! n 9 a p pu~1o.i O!J OP DWa+s!s 0 p DpDJoqIau
9 '614
'op!n6as w 3 .(U!$JDW UDS) o!J?lapuoD ap og!6a~ ou a4
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D!3UanljUO3 D ?JD OX!DqD ! D ~ ~ D JO!J D ~a&laUlD!3!U! no!
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-ayDS o a!ossa!g ap saw w n aJuoJnp op!n6as oy3~ou.iap
soyl!w wa3 so ? ~ p u vOJUDS a ?JJ aJiua J D J O ~ O la~jssod ~
opuas ogu ' s o ! z ~ u ~ ~ sap! p og5ola~DJaJJo3 own als!xa ogu
'olnod ogs ap o p o ~ s 3ou ? ~ p u voiuos a ?JI aJlua oqanyJ
-aqa~ay~s-a!ossa!ga jn6un3v op aloA ou oqasayoy sou
-JoDolsap as '!~n6nJn O!J OU a!ossa!g qaplo o n!6u!lo
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I a p ! w y 3 s anb ap w ! j v 'aJuaD!A ogs D J! o ~ o d'(ns olad
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' ~ z / P z1)~,,9UDJDd OP 03!j g~60ac)a 03!J?iS!H o!J?u0!3!all
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' I a p ! w y 3 s ap o!J?JolaJ o y d y d op sae5ow~oju!so
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- o ~ ! lo u O!ADUw n JoJJuo3ua ap w ! j o 'lns op apumc) o!a
op o p o ~ s dI o n p o n a ~ ~ o 3 ~' !ao d n 6 n ~ n a D U D J D ~SO!J so
JossaAoJJo soda ' 1 a p ! w y 3 s anb ap og!u!do o ossa~d
-Xa(99L/S91 ' ~ 6 ? d ' S ' 9 & 6 1 ) Y 3 ! Y 3 S n B P J D Y 3 ! a (9
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? -?Jd Op O!J?JDlaJ O WaU DJap!SUO3 OgU O!J?JaU!.)! Op 003
-nJJsuoDaJ v 'aJuaD!A ogs op!6u!go oya4 I a p ! w y 3 s
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.a6ua!c) opoz!(o>ol as o!Jai apuo ' o w a u ~ d o u o ~ oop d oJnp
-oDoqwa op w?lo 940 D W ! ~ DF U D J D ~O!J 0 4 1 ~o o!znpuo3
s ~ o u 0 3w a w a 6 0 ! ~o '!J!nb!d op zoj o a .oppayuoDsap
a4uawo)aldwo3 na3auow~adog!6a~o4sa o g u a ?4y . I a p
- ! w y 3 s ap D P ! ~ J DD soda~ '&ss ( w a o I o J I ~ o zah d DJ
-!aw!~dolad op0~01dxa!o) w p o d lonb o 'u!go~)ap wa6os
-!0d O U 0 4 ~ 0 y o d'!J!nb!d O!J Op Z O j O U ?UDJOd o!J 0 op!6
-u!40 o!Ja4 1 a p ! w y 3 s ' a y 3 ! u J a M opun6as 'oq
-any4aqaJay3~-!0n6nJn o!~-a!ossa!g-oqasa!~~y-a6ua!c) 04
- o ~ons aJq?s o!J?JolaJ nas ou I a p ! w y 3 s ap sag503!p
-u! so D J O U ~ ! lonb o 'opoxauo oh!g!w!~doS?qsa o oxldxa
opu a y 3 ! u J a M oixa4 ON ' u o 6 ~ n qap oJ!nsnuow ou
opoasoq 1 a p ! w y 3 s ap oJ!aroJ o aJq?s o g 3 0 4 a ~ d ~ a ~ u !
oJ4no n o y l q n d (62 ' 8 ~ 6 1 ) a 7 3 ! U J a M 0 P U n W P 3 (S
'DJJa3
-u! n a ~ a u o w l a do g 5 n ~ ~ s u o 30a'w'!ssv
~ 's03!j?~6odo~ sa93
-DlaJ sDJ!apDpJaA s0 opuDJap!suo3 ogu D ~ ! ~ U D !D~DJ~OJJD~
o ia3ay uo3sap a 3 a ~ o d d d a 1 w a q w 0 1 'aiua3!A ogs DJ
-od ajsaplou ownJ an6asso~do y 3 ~ 0 wo '91 a a '!60q!1 O!J
op saJua3sou sop og!6a~ a ySon61 O!J oo ownJ as-a6!~
-!p a(? 'og!u!do opun6as o wo3 O ~ J Q ~apD !DU!JD~D-J DJUDS
ap opo~s3I D ~ J Dop S?ADJJDaJsal D J D ~D!D!A a ! o n 6 n ~ nO!J
o a6u!yo I a p ! w y 3 s 'OJ!aw!Jd o uio3 o p ~ p oap :sasa4
-?d!y sonp opu!6~ns' o $ ~ a ~ u 9 !oJ!aJoJ op o g S n ~ ~ s u o 3Da ~
'bl 6 ~ 6 1'z ,,'N - ? U D J Dop
~ . A ! u ~op sospbsad ap oqlasuo3 op 'Iqnd 81
R. Maack - Sôbre o itinerário de Ulrich Schmidel otravés d o sul do Brasil 19

Schm ide l teria inicialmente descido o rio Paraguai


e em seguida subido todo o curso do rio Paraná até atin-
gir a foz do rio Tietê. Isto significaria uma viagem flu-
vial de aproximadamente 383 milhas, em contraste com
as 100 milhas indicados por S c h m i d e I para o rio Para-
ná. Finalmente, o lansquenete alemão teria alcançado São
Vicente por meio de uma caminhada numa rota ao sul
do rio Tietê-Anhembi. De acordo com isto, Gienge 10-
calizar-se-ia na foz do rio Tietê-Anhembi e todas as ou-
tras aldeias mencionadas por S c h m i d e l encontrar-
se-iam no atual Estado de São Paulo, numa linha oeste-
leste. Errdneamente, E r m e l i n o d e L e ã O trans-
fereaviagem de S c h m i d e l para o ano de 1581. A
reconstrução é falha, pois não leva em conta nem o rela-
tório de S c h m i d e l nem a antiga cartografia.
8) Como última publicação sobre o itinerário de S c h m i -
de1 existe0 trabalhode W . K l o s t e r e F . S o m m e r
(1#2, 1 1). Estes autores seguem a idéia de S o u t h e y ,
porém corrigem a primeira parte de acôrdo com o relatório
de S c h m i d e I, fazendo êste viajar o rio Paraguai e o
vale do Jejui (Schueschiu) acima. Entretanto, por motivo
de errônea fonética, Barey de S c h m i d e l é confundida
com Guaira na foz do rio Piquiri. Não são considerados
por K l o s t e r e S o m m e r orelatóriode S c h m i -
de l sobre a marcha para Barode (Y-baroti) e o fato de
que o território do Alto rio Paraná e os antigos caminhos
setentrionais dos indiaenas ainda eram desconhecidos na
época da viagem de S c h m i d e I e que Guaira foi fun-
dada sòmente no ano de 1556. De acôrdo com K l o -
s t e r e S o m m e r , Gienge localizar-se-ia na foz do
rio Tietê-Anhembi, como também indicou S o u t h e y .
No esbôco do itinerário da viagem de S C h m i d e l ,
anexado por K l o s t e r , não são assinaladas as situa-
cões de Gienge, Karieseba, Biessaie e Scherebethueba.
Correspondendo com a idéia de S o u t h e y , a marcha
percorre ao sul do rio Tietê até Santo André. No texto
de F . S o m m e r , o rio Urquaiõ (Uruguai) é confun-
dido com o Anhembí (Tietê), Biessaie com Weittaca e a
aldeia dos Guaiatacás é colocada no cv -so médio do Tie-
tê; Scherebethueba é confundida com Gerebatiba no rio
Jurubatuba, sendo localizada nas proximidades do atual
Santo André em São Paulo. Dando errôneas interpreta-
cões aos nomes, n3 base fonética, êstes autores chega-
ram a uma reconstrução do roteiro que não corresponde
ao relatório de S c h m i d e l .
20 Publ. do Conselho de Pesquisas da Uiiiv. do Paraná - N.O 2, 1959

IV - RECONSTRUÇÃO DO ROTEIRO DE ULRICH SCHMIDEL


SEGUNDO OS MANUSCRITOS E ANTIGOS DOCUMEN-
TOS CARTOGRÁFICOS EXISTENTES

Nêste lugar deve-se desistir de fazer uma comparação entre


os dois manuscritos sôbre a viagem de S c h m i d e I guardados
nas Bibliotecas do Estado de Stuttgart e Munich. Com exceção
dos têrmos "abaixo" no manuscrito de Munich e "acima" no do-
cumento de Stuttgart, quanto à viagem no rio Paraná, os dois
manuscritos correspondem-se no essencial. Quem estuda os Ima-
nuscritos criticamente, recebe a impressão de que o manuscrito
de Stuttgart, mais primitivo, provàvelmente tenha sido escrito
pelo próprio S c h m i d e l de maneira pesadonha, enquanto que
o manuscrito de Munich parece ser escrito por um escrivão pro-
fissional, segundo o relatório ou ditado de S c h m i d e I . Cer-
tamente nesta ocasião foram corrigidos os êrros e equivocos do
manuscrito primitivo. B a r t o l o m é M i t r e (19) menciona
que a edição do relatório de S c h m i d e I de autoria de L e -
v i n H u l s i u s (1599) é mais correta e completa que as pu-
blicações anteriores, citando que Va I e n t i n L a n g m a n t e I
era da opinião de que o manuscrito de Munich seria o documento
mais antigo e deveria ser considerado como cópia do original de
S c h m i d e l . Seja como for, quando S c h m i d e l assentou
suas aventuras, a mão não pôde acompanhar bem a riqueza de
lembranças e pensamentos precipitados, de maneira que encon-
tram-se palavras riscadas e corrigidas e às vezes até frases in-
completas. Em tais casos, êle volta mais tarde às comunicações
omitidas. reatando o fio dos acontecimentos a relctor. O melhor Porte do mopo "A
opresentoçóo mais
exemplo disto oferece a descricão da viagem de Karieseba para buis situom-se corr
Biessaie (vide fac-simile figs 10, 1 1 e 12). N o manuscrito de minado rio Toqucii
rio Tibogi. Tombé
Munich (fig. 10) os acontecimentos são descritos em sequência indicodo nêste mar
cronológica. Entretanto, no manuscrito de S c h m i d e l arqui- rode ou Iboroti) e1

vado em Stuttgart, por ocasião da primeira menção de Wiessaie Ausschnitt ous der
1700. Auf dieser i
(Biessaie), acha-se uma indicacão para a página seguinte (fig. guzu und Abongot
111, onde são comiinicados os pormenores sobre Wiessaie e Ur- nonnt wurde. Sche
eingezeichnet. AU
quaie (Uruguai, fig. 12). Uma comparacão dos manuscritos (fac- ouf der Korte eing
Den Ort Borejo ( 1
símile figs. 1 1 e 12) revela que nas duas páginas trata-se da
mesma caligrafia, de maneira que nõo se trata de uma intro-
dução postgrior de outra pessoa. H a n s K r i e g escreve em
seu livro que a informa+ sôbre o rio "Urquaie" (Uruguai) pro-
vàvelmente tenha sido introduzido posteriormente e que não par-
tiu do próprio S c h m i d e 1 (1950, 12, pág. 108). Porém, isto
entraria em contradição com a continuação lógica de seu rela-
tório e com a igualdade da caligrafia. Fora disto, o rio Uruguai
também é mencionado no manuscrito de Munich.
Fig. 7
Parte do ma;o "Americo de1 Sud" de W i l l i a m D e l i s l e do ano de 1700. Nesta
apresentqóo mais avançada do sistema do Paraná, as localidades Tocanguzú e Abango-
buis situam-se corretamente na região do curso superior do rio Ivai, antigamente deno-
minado rio Toquaii. Schelebetueba aparece ao sul do rio Paranopanema e o leste do
rio Tibogí. Também o rio Tietê (Anhembi), que falta em todos os mapas anteriores, é
indicado nêste mapa, todavia, como todos os outros rios, sem nome. O local Bareja (Ba-
rode ou Ibarotí) encontra-se a leste de Assomption, n a cabeceira de u m rio sem nome.

Ausschnitt aus der Karte "América de1 Sud" von W i l l i a m D e l i s l e ous dem Jahre
1700. Auf dieser fortschrittlicheren Darstellung des Paraná-Systems liegen die Orte Tocan-
guzu und Abangobuis hier richtig am Oberlouf des Rio Ivai, der fruher Rio Taquari ge-
nannt wurde. Schelebetueba ist sudlich des Rio Paranopanema und ostlich des Rio Tibagí
eingezeichnet. Auch der Rio Tietê (Anhembil, der ouf allen fruheren Korten fehlt, ist
auf der Karte eingezeichnet, allerdings, wie bei den anderen Flussen, ohne Namensangobe.
Den Ort Bareja (Barode oder Iboroti) findet man ostlich von Assomption a m Oberlauf
eines Flusses ohne Namen.
R. Moock - Sôbre o itinerário de Ulrich Schmidel através do sul do Brasil 21

Se o *manuscrito de Munich vale como cópia corrigido ou


como ditado de S c h m i d e l , então a observação "Paraná
abaixo" é correta, o que corresponde tanto às condições geográ-
ficas como à situação de Gienge nos mapas antigos. Quem co-
nhece as relações geográficas no rio Paraná por estudos pró-
.p rios- sabe aue S c h m i d e I nunca ~ o d e r i ater subido cem mi-
lhas o rio Lorn diversas canoas carregadas a partir de Barode,
pois a velocidade da correnteza do rio Paraná, desde a foz do
rio Monday até Pôrto Mendes, é de 6,s até 8,s km por hora.
Portanto, a correnteza é maior do que se pode remar em uma
hora com canoa pesada. Apesar de remar com tôdas as forças,
seria-se levado lentamente rio abaixo. De qualquer mangira,
abaixo das Sete Quedas, S c h m i d e I e seus camaradas teriam
que abandonar as canoas para conseguir outras além das cata-
ratas e correnteza, o que S c h m i d e I indubitàvelmente te-
ria comunicado.
Da situação de Gienge (Gingie) na grande curva do rio Pa-
raná, no mapa de H u I s i u s do ano de 1599 (fig. 11, ressalta
que a viagem deveria-se ter efetuado rio abaixo. Todavia, refe-
rente a representacão dos cursos dos rios nos mapas antigos, de-
ve-se acentuar que naquela época existia muita confusão, pois
os rios em seus percursos eram apenas parcialmente pesquisa-
dos. Não obstante, onde os europeus conheciam a terra por con-
templação própria constam os característicos nos mapas, embo-
ra frequentemente com exagero. Isto refere-se principalmente
aos grupos de ilhas no alargamento lacuniforme do rio Paraná,
assinalado como Lacus Eupana ou Eupama nos mapas de L e u i -
n u m H u l s i u m do ano de 1599 e W i l h e l m J a n s e -
n i u s B l a e u , assim como de J o h a n n e s B l a e u dos
anos de 1630 a 1640. No mapa posterior de G u i I j e I m u s
B l a e u w (após 1640, 31, o lago está corretamente assinalado
na parte superior do rio Paraguai como Lago de 10s Xarayes.
As primeiras representações cartográficas do sistema do rio
Paraná frequentemente baseiam-se nas informações verbais com
rica imaginação, em vista de que os europeus ainda não tinham
atingido a região fluvial norte do rio Paraná na época de S c h m i -
de I . Entretanto, tôdas as regiões que se tornaram conhecidas
aos cartógrafos através das expedicões espanholas de reconheci-
mento, pela viagem de C a b e z a d e V a c a e pela marcha de
U l r i c h S c h m i d e I , são fáceis de serem identificados com
as atuais representações geográficas, apesar de muitas divergên-
cias.
Os seguintes mapas antigos permitem uma reconstrução do
itinerário de U I r i c h S c h m i d e I e a sua transferência para
1 O U 0 3 U!SD ( D U ~ U D ~ D U D=)J DO~! J D ~ ~ D J O!J Q ~ Op InS OD a!DSa!g ' ( ~ q a s
)J Qu no '(62) -a!JD>1) oqwa!ro=) 'a!6u!g O U 0 3 W!SSD ' ! D ~ ~ D Op J Do9!6
~
I ~ J O Uoo nona -aJ ou (apomg) Aorog '( 1 a p ! w q 3 s opun6as 'aqra~
iaWDJDl3 WDI -DMaE) no a 6 ~ a ~ o q aoqlaroqag~)) '(aq!ossq3!~6any) a!oqoS
o sopol 1 alsaqny : I a p ! w q 3 q 3 ! J I n ap oJ!a)oJ op wolou!s
-SD ' 0 ~ 9 1a 6 6 ~ 1 aJlua wopJa&swt/ uia sopo~!lqnd'(c a
os J ! ~ u ! ~ Dap
u v ) aaa!l O!J ~ S o x a u o a p a ~ n' ~a )o l g s a u u o q o r a n a 0 1 9
J! anb OJ!aaOJ s n ! u a s u D r w 1 a I ! M ap sodow a soqo(6 sosJaA!a (G
o9u 'aauauaa '(L .6!4) D ~ ~ ~ U D ~ D UOp D ~
D JSallia3
OU as-UDmZ -sou sop 1"s OD a ! 6 o q ! l O!J op arsal D oqaniaqaleq~sa
IaaqaJav3S ap AD~UOWO!J üp salua3sDu SDp o9!6a~DU ! D ~ ~ DOU J D(ap~
I allaunu!Dd) - o ~ o gno A O J D ~o!arog ) :sa~o6nlsalu!n6as so odow alssu
3103 O J ! W ! J ~ a s - w o ~ l u o ~ u a1 a p ! w q 3 s ap oJ!aloJ o a '(olold o 1
oo sopo~as!6 aP oasnw (ap Q3alo!(q!g) 0 0 L I aP OuQ OP (9 OxauQ a 8)
83adsa~so!pu! a I !Ia a Q ! I I ! M ap ,,P~s I ~ P Q~!J?wv,, Q ~ Q WO (P
D ~
I J ~ O ~ JID!Jal
' ( D W ~ U D ~ D U DO JD! J~D)~ ~ D J
;aJ O U 0 3 -od O!J op 1"s OD ( o q a n y l a q a ~ a q 3 ~oqanlaqaqas
) a !on6
-nJn a (?3on61) n z n 6 ~ O!J o aJlua (Dqasa!JD]) oqwe!rog
:I a p ! ui q 3 s ap o!Jpau!l! op s a ~ o 6 nsalu!n6as l so sopol
- u a s a ~ d aoglsa
~ u a J a 6 u o 1 u o A ap o d ~ wON
' ( U O ~ ~ U ! ~ SwDaMs s a ~ b u o - 4~0 h i o ~ q ! l )6LLZ o'U
qOS I '10" OU O ~ D J J S DlSa ! ~ ~ JS d ! I ( ! q d ' d ap 060104~3
ON .sos!nbsad soqu!w wo:, !anu!luo3 opuonb ' ~ ~ w 6 a1
OI-D~~D l a ~ j s s o dopuas ogu ' w ! l ~ a g ap o u o 3 ! ~ a w v - o ~ a q l
oln)!gsu( op og5alo3 op S D I ~ Du i n u as-o~o~lu03ua odow
1 03!d ais? ~ ~ ap6OUD1 ON ' o q ~ o q oalsa ~ ~ JaAansa oo a3uo3lo
!osa!g Op DJOJ DAD)Sa waJ0d ' ~ 3 0 d aolanbop pUDJDd Op D!3Dq Dp
UOH og5oluasa~da~ Joqlaw o owo3 op!3aquo3 aui a13 .wop
uol!aJ -Jalswv w a opoxlqnd ' 0 ~ 19 ap ( s oxauo a E [ ) u a J o 6
- u o l U D A u ! l u a J o I j p l o u ~ vap L ~ ~ ~ U D ~(cD W O
I
~ o n bo .(p oxauo .A) ? U D J Dop ~ opols3 Ionlo op og!6a~ou
7 wo3 o ! u J ? ~ ! J ~ Dap
- J 03!d?~lOp Ins OD '?5on61 a D ~ ~ U D ~ D U D J
'(E1 -od SO!Jso aJJua a!osa!g owo3 w!sso 'o~!aq!d O!J op JO!J
,U! op -adns osJn3 ou ( 1 a p ! w 3 s opun6as o q a n q ~ a q a ~ a q ~ s )
-096 ~
o q a n w q a q ~aluawop!l!u sopo3!pu! o g s a 91 'wopJa4
I O 'DJ - s w v w a ~pD3!1qnd'1 19 1 ap O ~ S ~ J ~opun6as W! ' ~ 0 19
7anaa'l ap OUD op (6) s n ! p u o H s n 3 ! J u a H ap odow O (Z
; 'S aP '( 1 .6!J) a!6
tauo a -u!g a ! o q q qraqany owo3 aq!osyqrany sop~lou!ssooglsa
P 'IOA
alaN ' 6 J a q w a J n ~Liia o p o ~ ! l q n d(8 OXaUD a 01) 66ÇL ap
& VO N ouo op w n ! s ~ n( s n~y a l ) w n u ~ n a iap odow O (1
~soua6jpu!SOqU!UJQ3 so6!luo sop osJn3Jad o a I a p
- ! lü q 3 S ap O!J?JDlaJ O SOpDJap!SUO3 WaJOJ ' S O U J ~ ~ O W SO
~od0U
959 R. Maack - Sôbre o itinerário de Ulirich Schmidel atravbs do sul do Brasil 23

ni- e ao norte do rio Yguzu e ainda Schebetueba no curso


superior do rio Ribeira e Reinevilla (Ramalho) a oeste
de São Vicente (figs. 4 e 5).
ono
Iêle 6) No Atlas ingua Asia, Africa, America et orbis Antiguus,
iin- vol. 4, mapa 43, de J o a n n e s J a n s o n i u s (30
e anexo 41, encontra-se uma representação do Brasil des-
de S. Salvador até a ilha de Sta. Catarina, estando Sche-
de betueba registrada na região das nascentes do rio Ribei-
ns- ra, o que coincide com o percurso do Peabirú nesta re-
iba gião. O ano da edição dêste mapa é desconhecido, sen-
Pe- do indicado como provável o ano de 1633 (mapa fig.
Pa- 13). O atlas sòmente foi publicado em 1657 de acordo
nio com uma notícia da Geographical Society of New York,
a qual gentilmente me enviou uma fotocópia do mapa 43.
n- A apresentação de J a n s o n i u s corresponde per-
er- feitamente a do mapa de seu cunhado H e n r i c u s
;ão H o n d i u s do ano de 1605 a 1611, sem correçóes.
do Biesaie aparece ao sul do rio Paranapanema e do tró-
ste pico de Capricórnio.
1t0 7) Diversos ,mapas dos séculos X V I I e X V I I I (6, 1 7, 2 1 e 22)
-I0 da "Província Sociedode Jesú, Paraquaria" e da "Capi-
Vo tania São Paulo e seu sertão" entre muitos outros, indi-
ob cando todos o local Barode, mencionado por S c h m i -
d e I , como Ybaroti ou Ibaroti, local onde foram con-
!n- seguidas as canoas para a viagem ao rio Paraná e para
! I:
Gienge (figs. 2, 3 e 4).
'U-
'a-
Como resultado mais importante das pesquisas do antigo ma-
terial cartográfico verifica-se que todos os lugares ou toldos dos
le índios respectivamente, mencionados por S c h m i d e I , são re-
de gistrodos ao sul do rio Paraquario (Paranapanema). Sòmente a
,se primeira colònia européia da família de J o ã o R a m a l h o
'O- (Raimunelle ou Reinevilla), à qual S c h Im i d e I chegou depois
OY de Scherebethueba, e o destino da viagem, São Vicente, locali-
1s- zavam-se na região do atual Estado de São Paulo. Consequen-
temente, não correspondem à realidade todas as reconstruções do
IS roteiro que indicam que S c h m i d e I marchou desde a foz do
2 rio Tietê (Anhembí) e ao sul dêste rio de oeste para leste, afim
1s- de atingir São Vicente.
ve Todos os mapas e globos editados entre 1599 e 1640 reve-
a- lam claramente que a localidade de Gienge (Gingie) não se si-
e- tuou ao norte do rio Paranapanema, como indica W e r n i c k e
e- (291, ou na foz do rio Tietê (Anhembí), segundo S o u t h e y (271,
o) assim como publicam K I o s t e r e S o,m m e r (1 1). Entretan-
24 Publ. do Conselho de Pesquisas da Univ. d o Paraná - N.O 2 1959

to, certos mapas e globos de B 1 a e u (2, 3 e 4) juntam etrô- Abangoboi


neamente o curso superior do rio Uruguai com o rio Yguzu (Igua- (3, fig. 6 ) c
çú) e assinalam Gingie no curso inferior do rio Yguzu, denomi- lidade, o ri
nando-se nos mapas o rio Paraná ainda Paraquaria e deixando de moneirc
nascer o rio Paranaguazu, como mais importante rio, no Lacus construir e
Eupema, o qual realmente é idêntico ao pantanal de Mato Gros- ço, fig. 141
so. As representações de B l a e u são exageradas para estas ter sido um
regiões, pois ainda não se conhecia a paisagem de visão própria, uma Única
sendo registradas tais indicacões apenas segundo informações va- As na
gas (2, 3 e 4). Erroneamente o rio Paraná é assinalado por J o - sim como 5
h a n n e s B l a e u (2, fig. 5) como rio Paraquaria até Corre- cionadas nc
sada ou 7 Corrientes. O nome do rio Paraná aparece sòmente no de importâ
trêcho entre Corresada-Corrientes e Santa Fé (fig. 5). A leste de com a situc
Corresada registram-se Matale e Maipion no globo de W i l - de que S c
h e l m J a n s B l a e u (fig. 4). Portanto, até 1640, o Alto depois estc
rio Paraná era considerado como continuação do rio Paraquaria aldeia de .
ou Paranapanema, segundo W i l h e l m e J o h a n n e s B l a e u Gienge se
(2, 3 e 4). Sòmente no mapa "Paraguay, Tucuman et. Sta. Cruz Paraná em
de Ia Sierra", posteriormente publicado por G u i l j e I m u s s i u s , ou
B I a e u w (3, fig. 61, o sistema do rio Paraná com o rio Yguzu d e 1 nuncc
(Iguaçú), Piquerí e Tocanovazu (= Paranapanema), com seus mas sim P
afluentes Tibagí e Taqucirí, está melhor representado, já corres- de Munich
pondendo aos conhecimentos atuais. Resun
Oliverus (Ontiveros), Guayra, Ciudad Real, estão registrados rio Monda!
na foz do rio Piquerí faltando Gingie, Cariesaba, Biesaie e Sche- o atual tei
betueba (Scherebethueba). Estas antigas aldeias indígenas (tol- tomou u m
dos) são encontradas nos mapas e globos de B I a e u até 1640, seguida ao
a saber, sempre esquemàticamente numa linha ao longo do tró- do do Par(
pico de Capricórnio e ao sul do rio Paranapanema. Também os dr6 e São
mapasde H o n d i u s (91, v a n L a n g e r e n (13) e J o -
a n n e s J a n s o n i u s (30) assinalam Scherebetueba no cur-
sosuperiordo rio Ribeira. Segundo H o n d i u s , J a n s o n i u s
e B l a e u , o rio Ribeira desemboca no oceano ao sul de São
Vicente em vez perto de Iguape.
E' interessante verificar que a distância de Schebetueba até
São Vicente é de 76 milhas gálicas, segundo as escalas indicadas
nos mapas de H o n d i u s e J a n s o n i u s . Isto corresponde
exatamente a 65 milhas até Santo André (Reinevilta, Ramalho)
e 11 milhas até São Vicente. Esta mesma distância também re- r
sulta da reconstrucáo do itinerário nos #mapasmodernos . . . . . . i
1 : 1.000.000 para o trêcho de Schebetueba no curso superior do
rio Ribeira até São Vicente. Ainda em 1700, encontrava-se no
mapa de W i I I i a m D e I i s I e (8, fig. 7) Scherebethueba co-
mo Schelebetueba ao sul do rio Paranapanema e a leste do rio
Tibagí. Nêste mapa também é registrado u m toldo indígena,
' ( v i '6!j odow) a ~ u a o~g! a~~p ~ p
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s o p ! ~ n purals!xa opu 'sodow sou so!a~o6n(salsap op5ongs D wo3
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ahap 1 a p ! w y 3 s ap oqanyiaqaJay3S ap o!aplo v .(v[ .6!j '05
-qqsa) souJapow sodow sou O ~ ~ D Z ! I D o ~aJuawD1oxa
O~ ~!nilsuo3
-aJ as-apod a 1 s ! 1 a a ap odow o p o!l!xno u o 3 anb oJ!auDw ap
'!DAI O!J op Jo!.Jadns o s ~ n 3o W O 03!lu?p! ~ l o 'apop!~
a ! ~ o n b o O!J
-DaJ DN ' ! ~ o n b o lO!J Op JO!JajU! O s J n 3 OU ' ! ~ o ~ u DO ~ U 0v3 (9'6!4 'E)
Nn a o 1 0 s n w I a í I ! n 3 ap D ~ D Wo u opo3!pu! 1s!nqo6uoqy
sz I ! S D J ~op Ins op S?AOJ)D lap!u~q>sq y n ap o!J?J~u!)! o a~qos > I ~ D D W'8
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D ~ ! J ? ~p v o z o p u a w a p o J p a d ~ o o d p o p u o w o ~o@!p
-adxa Dwn DADhal anb D ~ O ~ U Do l ~o lSj D~ n o y u ~ d w 0 3lonb ~ o
'sapuayo sajuo!3JawoD sop O!ADU aisau no!o!h 1 a p ! ui y 3 s
y 3 ! J 1 n ' a w ! D d y 3 ! J u ! a H o p o 6 a ~ ~ o 3 unas a 'apop
-!IDu!~oisa mo3 '91 D J D ~o p u ~ p u o w'oiold o7 w a ~ o ! ~o! w j n
Jopunj w ~ ! p u a l a J danb '06~nqs6nvap ' J a s 1 a M q o 3 o
a iJ o y 1 ! a N u D ! is D q a s SaJoyuas soo ~ ! 3 u a i J a ds o ! ~
-ou p l sassap uin .oyuouialy op a i ~ o dwo!zoj sox!og sasjod
so '03od? ~ l a n bsasapuoloy ~ ~ a saowalo OS 1 soJino wo3 a i
-uawoiun! ' ~ n sop o ~ ! ~ ? wp you!gsap wo3 SO!ADUp l ap DJOJJ
own mo3 a s - ~ o ~ ~ o qDwJaD ~'z!po3 oiod o!di?n$uy op as-n!6
-!J!P a(? apop! ap souo sz w o 3 .apop!D oisap saiisawo6~nq
u m a ?AD a !od nas ' I D ~ J D ! J ~ O ~
o!l!woj o6!iuo o w n ap oyl!j
m o 3 'o!~qhoa '6u!qno~is uia O [ ç uia n a ~ s o u1 a p ! ui y 3 s ( 1
, R Maack - Sôbre o itinerário de Ulrich Schmidel através do sul d6 Brasil 27

cura-se a origem do Paranaguazú no pantanal de M a t o Gros-


so, representado como Lacus Eupana n o mapa de L e w i n
H u l s i u s de 1599. O curso médio do rio Paraná é identi-
ficado com o rio Paraquario (= Paranapanema). Desta for-
ma, o rio lguaçú (Yguazu) ainda aparece como afluente do
rio Paraquario. Sòmente o <mapa de W i l h e l m ( G u i l -
j e I m u s ) B I a e u mostra u m considerável progresso n o re-
conhecimento e apresentação dos rios da bacia Paraná-Para-
guai. Neste mapa, gravado antes de 1638, o pantanal está
corretamente localizado n o curso superior do r i o Paraguai co-
mo lago de los Xarayes. Faltam, aliás, as denominações das
localidades da viagem de S c h m i d e I . Este mapa revela
que o curso superior do rio Paraná e a região ao norte do rio
. Paraquario ou Tocanguazu (= Paranapanema) ainda eram
completamente desconhecidos aos cartógrafos. S c h ,m i d e I
também não informou referente a esta zona, pois seu itine-
rário percorreu ao sul do Paranapanema e entre os rios Uru-
guai, Iguaçú e Ribeira. Os dois mapas foram fotografados
no Museu Germânico em Nuremberg n o ano de 1952 a pe-
dido do autor.
4) H e i n r i c h ( H e n r i c u s ) H o n d i u s (1587 a 1638))
cartógrafo holandês, é filho de J o d o c u s H o n d i u s , o
qual editou em 1606 u m atlas com 143 folhas de mapas, nos
quais H e n r i c u s H o n d i u s colaborou. Após a morte de
J o d o c u s em 1612, H e i n r i c h ( H e n r i c u s ) H o n -
d i u s trabalhou junto com seu cunhado J o h a n n e s J a n -
s o n i u S . O atlas, o qual contém o 'mapa fig. 15, foi edi-
tadoem 1638. H e n r i c u s H o n d i u s e J o a n n e s
J a n s o n i u s assinaram como autores. A t é 1649, êste atlas
foi ampliado por J . J a n s o n i u s de 2 para 4 volumes e
até 1662 para 1 1 volumes.
O ano da gravura do mapa n . O 15 é desconhecido. Co-
mo ano provável indica-se 1633. O mapa apresenta uma edi-
ção não modificada da "Accuratissima Brasiliae" de H e n -
r i c u s H o n d i u s que já tinha aparecido na mesma for-
ma em 1605 e 1611.
Neste mapa, segundo o esquema de B I a e u , estão as-
sinaladas as localidades que S c h jm i d e I visitou, Biesaie
e Schebetueba ao sul do trópico de Capricórnio, estando Sche-
betueba, como em todos os mapas anteriores e posteriores, in-
dicada no curso superior do rio Ribeira do Iguape.
5 ) A r n o l d F l o r e n t i n v a n L a n g e r e n édescenden-
te de uma família de gravadores holandeses que se ocupava
com a execução de mapas e globos. Seu pai J a c o b u s FI o -
r i n construiu seu primeiro globo no ano de 1580 em Amster-
~ o dopDu!wouap oyl! ouinu auiou apap u i a 6 ! ~ oD no~n3oJd
J a w w o s . j .!uo~on6-!dn) on6u!l o u w a 6 ! ~ owa) 'oppn3
-s!p ognui 9 opu!o opo~!j!u6!soín3 'uo!drow D J A D I D ~v
14~~694 .sodow
~ J J O so6!~uosou U O ! J D ~ og!6a~ o as-olou!sso u o ! d ~ o wap lns o v
D u i SOJ
' ( LZ/OZ 36pd ap!A) ox!oqo soyl!ui 00 1 zaA D J ~ ~a O DUI!SD ou
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!P " J O j -aJ ou as-o!asoq 'a6ua!r) ap og5on~!sD aJuaJajaJ ' S O ~ D J ~ ? J J D ~
S Jod so6!)uo sop o g 5 ! p o ~ ~ uoo~~s 3 .ySon6( O!J ou n a o 1 a ' M a
""4's o!J?lapuo3 no soposod ap apop!3 I o n p D o w ! x p d ' p u o ~ o dO!J
oqlqnd
op DAJn3 a p u o ~ 6o u (a6ua!r)) a!6u!r) s n ! s 1 n H ' 1 o3!pu!
i ! n a 7 (8 wa6os!od Dwsaw DN 'a(D4oW o!a~o6nla p u o ~ 6op sapop!w!x
a6 0?!6 - o ~ dsou ySon61 O!J op Ins oo as-o~on)!s'uo!drow opou!wouap
)UD SOU a~uawlon6!'uo!d!ow 'og!6a~ op apop!loDoI l o d p u ! ~ dv
)?5ou!ui .ySon61 a D U I ~ U D ~ D U D J
aa -Dd ' ~ U D J D' ~! D ~ ~ D so!.i J D SO
~ aJJua sDJJa) s0 UJO!~UD.I~D anb
)A OU103 DJ!Dnr) a D ! J D ~ ~ D Jap D ~sag!6a~SDJSDA SDP InS OD aS-D!pUaJSj
axa ~ o d ) .!on6nJn o ?JD D U ! J D J D ~ DJUDS ap IDJOJ!~O a D U D J D ~O!J O aJ$
!on6n~n -ua o5odsa osuaJxa w n o gp9 1 o ~ 6 L sap so~uaw!~q03sap SOP
InJo sou o x d ? op sodow so6!yuo sou opop og5ou6!sap o 9 uo!drow (L
uo!drow d
I a p ! w y 3 s ~ o opouo!3uaw oqanyJaqaJay3S
a g a~ apop!lo3ol D oqanJaqalay3S o u 0 3 a s - ~ ~ ) u o 3 u aodoui aisaN
'(L .6!f a 'L '6!9 w a aJJo3aJ w n o p o ~ u a s a ~ d9a ~lonb op ,,pnS lap D ~ ! J
l u as-oJ4 -?wv,, odow o opu!npu! (!punw odoui) 0 0 ~ w 1a ~ D J ~ ~ ~ J D ~
sV a 1 s ! I a a ap sodoui s o ~ ! a w ! ~s do -ou6oloa ap ( ~ 1 D~~ 1~ 9 1 )
L w a OP . . . i u ! s s o 3 o 3 ! u a w o a ! u u o ~ o ! r )o ! u i o u o ~ ~ s o a p
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Lia s o i ~ a q -ui!lJag ap n a ~ a ~ o d o s a p
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PW v OP JoJno olad opopnisa opuas 'ui!l~aaw a o u o ~ ! ~ a w v - o ~oJnJ!J aq~
u a l q o ~ d0 -sul oo o ! ~ u a i ~ a~d ~ uia6 DPU!D 1 anb SDIJD a p u o ~ 6w n u DADJJ
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