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Império Romano: Perseguição aos cristãos http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/perseguicao-aos-cristaos.

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TE R Ç A -F E I R A , 16 D E M A RÇ O D E 20 10
Quem sou eu
Perseguição aos cristãos
As perseguições do Império Romano aos cristãos durante o segundo e
terceiro séculos eram cruéis. Mesmo quando havia paz, a perseguição
podia recomeçar a qualquer momento, cada vez mais violenta

V AL TE R PI T TA

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Fases de Roma
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República Romana
Últimos suspiros da
República Romana
Surgimento do Império
Pax Romana O governo imperial se incomodava com o crescimento e com os “mistérios”
Alto Império que envolviam os cristãos, que se negavam a participar das cerimônias
Baixo Império religiosas regulares realizadas pelos romanos, bem como aceitar que o
Declínio do Império imperador fosse adorado como um deus. Este foi o principal motivo das
A queda do Império perseguições. Mas, também existiam outros motivos, como por exemplo:

Religiosos: As reuniões dos cristãos despertavam suspeitas, por isso


foram acusados de praticarem atos imorais e criminosos durante a
celebração da Ceia do Senhor. Eles se reuniam antes do nascer do sol, ou
então à noite, quase sempre em cavernas ou nas catacumbas subterrâneas.
Eram acusados de incesto, de canibalismo e de praticas desumanas, a
ponto de serem acusados de infanticídio em adoração ao seu Deus. A
Artigos saudação com o ósculo santo (beijo) foi transformado em forma de
conduta imoral.
Interessantes
Políticos: Os cristãos rejeitavam a escravidão e a adoração ao imperador.
► Todos os caminhos levam a
A adoração ao imperador era considerada prova de lealdade. Havia
Roma
estátuas de imperadores reinantes nos lugares mais visíveis para o povo
► A queda de Cartago adorar. Só que os cristãos não faziam essa adoração. Pelo fato de cantarem
► As Guerras Civis na Roma hinos e louvores e adorarem a “outro Rei, um tal Jesus”, eram
antiga considerados pelo povo como desleais e conspiradores de uma revolução.
► Spartacus, o homem que Dentro da igreja misturavam escravos com o povo. E o que era
desafiou Roma considerado mais absurdo, o escravo podia tornar-se líder da igreja. Não
► Império Romano no Norte havia dentro da igreja a divisão: senhor e escravo, os dois eram tratados de
da África forma igual.
► O verdadeiro Asterix foi
derrotado por César Primeiras perseguições

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Império Romano: Perseguição aos cristãos http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/perseguicao-aos-cristaos.html

► Mãe de todas as A primeira tomada de posição do Estado Romano contra os Cristãos


Constituições remonta ao imperador Cláudio (41-54 d.C). Os historiadores Suetônio e
► Jerash – uma jornada no Dione Cássio referem que Cláudio mandou expulsar os judeus porque
tempo estavam continuamente em litígio entre si por causa de um certo Chrestos.
► Conhecendo a história de «Estaríamos diante das primeiras reações provocadas pela mensagem
Júlio César cristã na comunidade de Roma», comenta Karl Baus.
► Relações entre Romanos e
Bretões
O historiador Gaio Suetônio Tranquilo (70-140 c.), funcionário imperial de
alto nível sob Trajano e Adriano, intelectual e conselheiro do imperador,
► Os enigmáticos etruscos
justificará a decisão e as sucessivas intervenções do Estado contra os
► Pompeu, o guerreiro de
Cristãos definindo-os como «superstição nova e maléfica»; palavras muito
Roma pesadas. Como superstição, o cristianismo é relacionado com as mágicas.
► A China Han e o Ocidente Para os romanos ela é aquele conjunto de práticas irracionais que magos e
► Ácio, Marco Antônio X feiticeiros de personalidade sinistra usam para enganar a gente ignorante,
Otaviano briga de romanos sem educação filosófica.
► Las Médulas - Minas de Magia é o irracional contra o racional, o conhecimento vulgar contra o
ouro Romanas conhecimento filosófico. A acusação de magia (como também de loucura) é
► Aníbal e seu exército - O uma arma com que o Estado Romano timbra e submete ao controle os
pesadelo de Roma novos e duvidosos componentes da sociedade como o cristianismo.
► A Gália ocupada pelos Com a palavra maléfica (= portadora de males) é encorajada a obtusa
romanos suspeita do povinho que imagina essa novidade (como qualquer novidade)
► Augusto – O Herdeiro de impregnada dos delitos mais inomináveis e, portanto, causa dos males que
César de vez em quando se desencadeiam inexplicavelmente, da peste aos
► A normalidade da violência
aluviões, da carestia à invasão dos bárbaros.
em Roma
Corpo aberto mas etnia fechada e desconfiada
► Mare Nostrvm
► Cerco a Jerusalém: judeus O Império Romano é (e manifestar-se-á especialmente nas perseguições
e romanos em combate contra os Cristãos) como um grande campo aberto, disposto a assimilar
► Antigüidade greco-romana qualquer novo povo que abandone a própria identidade, mas também uma
deixou marcas na Líbia etnia fechada e desconfiada. Com a palavra etnia, grupo étnico (éthnos em
► Romanos e Partos grego) indicamos um agregado social que se distingue pela língua e
► Termas: no banho romano cultura, desconfiada em relação a qualquer outra etnia.
► Romanização da Península
Ibérica Roma, com sua organização social de livres com todos os direitos e
► As mulas de Marius escravos sem qualquer direito, de patrícios ricos e de plebeus miseráveis,
► A emboscada de Teutoburg de centro explorador e periferia explorada, vive persuadida de ter realizado
► O Egito Romano o sonho de Alexandre Magno: fazer a unidade da humanidade, fazer de
► Festa em Roma
cada homem livre um cidadão do mundo, e do império uma "assembléia
universal" (oikuméne) que coincide com a "civilização humana".
► Petra, sinfonia inacabada
dos nabateus
Quem quiser viver fora dela, manter a própria identidade para não se
► Ano dos quatro
confundir com ela, é excluído da civilização humana. Roma tinha um
imperadores grande temor dos "estrangeiros", dos "diferentes" que poderiam pôr em
► A Tragédia de Pompéia discussão a sua segurança. E assim como estabeleceu a "concórdia
► Para enaltecer o imperador universal" com a feroz eficiência de suas legiões, entende mantê-la
► Os Jogos Circenses também a golpes de espada, crucifixões, condenações aos trabalhos
► Calígula, um maluco no forçados, exílios. Numa palavra: Roma usa a "limpeza étnica" como
poder método para tutelar a própria tranqüila segurança de ser "o mundo civil".
► A Mulher Romana
► Massada: a última fortaleza Nero e os Cristãos vistos pelo intelectual Tácito
► Perseguição aos cristãos
► A »Cortina de Ferro« da
Antiguidade
► Bath: a cidade romana
construída na Inglaterra
► A anarquia militar entre os
anos 235 d.C. e 284 d.C.
► O Altar da Vitória
► Constantino e as
transformações do Império
Romano no século IV
► A Religião e os Soldados
► Invasão da Bretanha: os
lobos que vieram do mar
► O calendário romano

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► Cesaréia - de cidade Uma mulher cristã é martirizada sob Nero em seu re-decreto do mito de Dirce
romana a fortaleza cruzada (pintado por Henryk Siemiradzki, 1897, Museu Nacional, Warsaw).
► A Cavalaria Númida
► Sarmizegetusa: vingança à Um incêndio devastou 10 dos 14 bairros de Roma no ano 65. O imperador
romana Nero, acusado pelo povo de ser o seu autor, lançou a culpa sobre os
► Roma no auge Cristãos. Inicia, assim, a primeira grande perseguição que durará até 68 e
► Germanos e Romanos verá perecer, entre outros, os apóstolos Pedro e Paulo.
► Aspectos importantes do
O grande historiador Tácito Cornélio (54-120), senador e cônsul,
Direito Romano
descreverá esse acontecimento em seus "Anais", escrito no tempo de
► Os Bárbaros
Trajano. Ele acusa Nero de ter injustamente culpado os Cristãos, mas
► Leptis Magna – um pedaço declara-se convencido de que eles merecem as mais severas punições
de Roma na África porque a sua superstição os leva a cometer infâmias. Não compartilha nem
► Os leões e os germanos mesmo da compaixão que muitos experimentaram ao vê-los torturados.
► A chama das virgens Eis a célebre página de Tácito:
► O fracasso do evergetismo «Para acabar logo com as vozes públicas, Nero inventou os culpados, e
romano na Judéia submeteu a refinadíssimas penas aqueles que o povo chamava de cristãos,
► O Panteão de Agripa e que eram mal vistos pelas suas infâmias. O nome deles provinha de
► Inimigos de Roma Cristo, que sob o reinado de Tibério fora condenado ao suplício por ordem
► Famílias nada tradicionais do procurador Pôncio Pilatos.
► Marcos Aurélio no Momentaneamente adormecida, essa superstição maléfica prorrompeu de
Danúbio novo, não só na Judéia, lugar de origem daquele flagelo, mas também em
► Adrianópolis: a batalha que Roma onde tudo que seja vergonhoso e abominável acaba confluindo e
valeu por uma guerra
encontrando a própria consagração.
«Foram inicialmente aprisionados os que faziam confissão aberta da
► Escravidão e liberdade no
crença. Depois, denunciados por estes, foi aprisionada uma grande
seio da antiguidade
multidão, não tanto porque acusados de terem provocado o incêndio, mas
► Invasões Germânicas na porque eram tidos como acesos de ódio contra o gênero humano.
Península Ibérica
► A gestão pública de
Diocleciano
► A conversão religiosa dos
germanos
► O Legado Romano para o
Ocidente

Cristãos sendo usados como tochas humanas, na perseguição sob Nero,


por Henryk Siemiradzki, Museu Nacional, Cracóvia, Polônia, 1876.
Imperadores
«Os que se encaminhavam à morte estavam também expostos à burla:
Adriano cobertos de pele de feras, morriam dilacerados pelos cães, ou eram
Aleixo I Comneno crucificados, ou queimados vivos como tochas que serviam para iluminar
Antonio Pio as trevas quando o sol se punha. Nero tinha oferecido seus jardins para
Augusto gozar desse espetáculo, enquanto oferecia os jogos do circo e, vestido como
Aureliano cocheiro misturava-se ao povo ou mantinha-se hirto sobre o coche.
Calígula «Embora os suplícios fossem contra gente culpada, que merecia tais
Caracala tormentos originais, nascia por eles, um senso de piedade, porque eram
Cláudio sacrificados não em vista de um vantagem comum, mas pela crueldade do
Constantino I
príncipe» (15,44).
Contâncio "o Cloro"
Os cristãos eram, portanto, tidos também por Tácito como gente
Diocleciano
desprezível, capaz de crimes horrendos. Os crimes mais infames atribuídos
Domiciano
aos cristãos eram o infanticídio ritual (como se na renovação da Ceia do
Décio Senhor, quando alimentavam-se da Eucaristia, sacrificassem uma criança
Filipe, o Árabe e comessem suas carnes!) e o incesto (clara deformação do abraço da paz
Flavius Theodosius que se dava na celebração da Eucaristia "entre irmãos e irmãs"). As
Galiano acusações, nascidas do mexerico do povo simples, foram assim
Galério sancionadas pela autoridade do Imperador, que perseguia os cristãos e os

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Germanicus Julius Ceasar condenava à morte.


Gordiano II
Gordiano III A partir daquele momento (testemunha Tácito) acrescentou-se à conta dos
Graciano Cristãos um novo crime: o ódio contra o gênero humano. Plínio o Jovem
Joviano escreverá, ironicamente, que daquele momento em seguida poder-se-ia
Marco Aurélio condenar qualquer um à morte.
Marco Aurélio Caro
Nero
Acusados de ateísmo
Nerva
São muito poucas as notícias da perseguição que atingiu os Cristãos no ano
Numeriano
89, sob o imperador Domiciano. É, de particular importância, a notícia
Pertinax trazida pelo historiador grego Dione Cássio, que foi pretor e cônsul em
Séptimio Severo Roma. Ele afirma no livro 67 da sua História Romana que sob Domiciano
Tacitus foram acusados e condenados "por ateísmo" (ateòtes) o cônsul Flávio
Teodósio I Clemente e sua mulher Domitila, e com eles muitos outros que «tinham
Tibério adotado os costumes judaicos».
Tito Vespasiano A acusação de ateísmo, nesse século, dirige-se a quem não considerava a
Trajano majestade imperial como divindade absoluta. Domiciano, duríssimo
Valente restaurador da autoridade central, pretende o culto máximo à sua pessoa,
Valentiniano I centro e garantia da "civilização romana".
Valentiniano III
Vespasiano É admirável que um intelectual como Dione Cássio chame de "ateísmo" a
recusa do culto ao imperador. Significa que em Roma não se admite
nenhuma idéia de Deus que não coincida com a majestade imperial. Quem
tem uma idéia diversa é eliminado como gravemente perigoso à
"civilização romana".

Plínio o Jovem, governador da Bitínia no Mar Negro, estava voltando em


111 de uma inspeção em sua populosa e rica província quando um incêndio
devastou a capital, Nicomédia. Muito poderia ter sido salvo se houvessem
O império mais rico bombeiros. Plínio relata ao imperador Trajano (98-117): «Cabe-te, senhor,
que já existiu. avaliar a necessidade criar uma associação de bombeiros de 150 homens.
Para conhecê-lo... De minha parte, farei com que essa associação não acolha senão
→ Clique aqui bombeiros…».
Trajando responde recusando a iniciativa: «Não esqueças que a tua
província está nas mãos de sociedades desse tipo. Qualquer que seja o seu
Províncias nome, qualquer que seja a destinação que quisermos dar a homens
Acaia reunidos em corporação, isso permite, sempre e rapidamente as hetérias.
Alpes Cottiae
O temor das hetérias (nome grego das "associações") prevaleceu sobre o
medo dos incêndios.
Alpes Marítimos
Arábia Pétrea
O fenômeno era antigo. As associações de qualquer tipo que se
Bitínia
transformavam em grupos políticos tinham levado César a interditar todas
Britânia as associações no ano 7 a. C.: «Quem quer que forme uma associação sem
Capadócia autorização especial, é passível das mesmas penas dos que atacam à mão
Cirenaica armada os lugares públicos e os templos». A lei estava sempre em vigor,
Córsega e Sardenha mas as associações continuavam a florescer: dos barqueiros do Sena aos
Dalmácia médicos de Avenches, dos mercantes de vinho de Lion aos trombeteiros de
Dácia Lamesi. Todas defendiam os interesses de seus inscritos fazendo pressões
Egito sobre os poderes públicos.
Galácia
Germânia Inferior Plínio não demorou em aplicar a interdição das hetérias num caso
Germânia Superior particular que lhe foi apresentado no outono de 112. A Bitínia estava cheia
Gália Aquitânia de Cristãos: «É uma multidão de gente de todas as idades, de todas as
Gália Belga
condições, espalhada pelas cidades, nas aldeias e nos campos», escreve ao
Imperador. Continua dizendo que recebeu denúncias dos construtores de
Gália Lugdunense
amuletos religiosos, perturbados pelos Cristãos que pregavam a inutilidade
Gália Narbonense
de tais bugigangas.
Hispânia Bética
Hispânia Tarraconense Instituíra uma espécie de processo para conhecer bem os fatos, e tinha
Itália descoberto que eles costumavam «reunir-se num dia fixo, antes do
Judéia levantar-se do sol, cantar um hino a Cristo como a um deus, empenhar-se
Licônia com juramento a não cometer crimes, a não cometer nem roubos, nem
Lusitânia assaltos, nem adultérios, e a não faltar à palavra dada. Eles têm também o
Macedônia hábito de reunir-se para tomar a própria refeição que, apesar dos boatos, é
Mauritânia alimento ordinário e inócuo».
Mésia Os cristãos não tinham cessado as reuniões nem mesmo depois do edito do

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Numídia governador que insistia na interdição das hetérias. Continuando a carta


Nórica (10,96), Plínio refere ao Imperador que nada vê de mal nisso tudo. A
Panfília recusa, porém, de oferecer incenso e vinho diante das estátuas do
Panônia Imperador parece-lhe um ato sacrílego de desprezo. A obstinação dos
Ponto Cristãos parece-lhe «irracional e tola».
Récia
Sofena Parece claro, da carta de Plínio, que caíram as absurdas acusações de
Síria
infanticídio ritual e incesto. Permanecem a de «recusarem a oferecer culto
ao Imperador» (portanto de lesa majestade), e da formação de hetérias.
Trácia
O Imperador responde: «Os cristãos não devem ser perseguidos por ofício.
África Proconsular
Sendo, porém, denunciados e reconhecidos culpados, é preciso condená-
Ásia los». Em outras palavras: Trajano encoraja a fechar um olho sobre eles:
são uma hetéria inócua como os barqueiros do Sena e os vendedores de
vinho de Lion. Uma vez, porém, que estão praticando uma «superstição
irracional, tola e fanática» (como é julgada por Plínio e outros intelectuais
do tempo, como Epíteto, e continuam a recusar o culto ao imperador (e
portanto consideram-se «estranhos» à vida civil), não se pode fazer de
conta que não há nada. Quando denunciados, sejam condenados.
Continua então (embora de forma menos rígida) o "Não é lícito ser
cristão". Vítimas desse período são seguramente o bispo Simeão de
Cultura Romana Jerusalém, crucificado quando tinha 120 anos de idade, e Inácio Bispo de
Antioquia, levado a Roma como cidadão romano, e aí justiçado. A mesma
A vida na Roma Antiga política, em relação aos Cristãos, é exercida pelos imperadores Adriano
Arquitetura Romana (117-138) e Antonino Pio (138-161).
Arte Romana
Marco Aurélio: o cristianismo é uma loucura
Educação Romana
Cultura Romana
Marco Aurélio (161 - 180), imperador filósofo, passou guerreando 17 dos
Direito Romano
seus 19 anos de império. Em suas Memórias, em que anotava todas as
Filosofia em Roma noites alguns pensamentos «para si mesmo», nota-se um grande desprezo
O Coliseu pelo cristianismo. Considerava-o uma loucura porque propunha à gente
comum, ignorante, uma maneira de comportar-se (fraternidade universal,
Economia perdão, sacrifício pelos outros sem esperar recompensa) que só os filósofos
como ele podiam compreender e praticar ao final de longas meditações e
Economia disciplinas.
Comércio
Rota do Âmbar Ele proibiu, num rescrito de 176-7, que sectários fanáticos, com a
Rota da Seda introdução de cultos até então desconhecidos, pusessem em perigo a
Colonato religião de Estado. A situação dos cristãos, sempre difícil, endureceu-se
ainda mais com ele.

Organização Militar
Guarda Pretoriana
Legião Romana
Tropas Auxiliares

A última prece dos mártires cristãos, de Jean-Léon Gérôme (1883).

As comunidades florescentes da Ásia Menor, fundadas pelo apóstolo Paulo


foram submetidas dia e noite a roubos e saques por parte da ralé. Em
Roma, o filósofo Justino e um grupo de intelectuais cristãos foram
condenados à morte. A florescente comunidade de Lion foi destruída sob a
Batalhas acusação de ateísmo e imoralidade. Pereceram entre torturas refinadas,
também, a muito jovem Blandina, e Pôntico de quinze anos.
Batalha da Floresta de
Teutoburg Os relatórios que chegaram até nós dão a entender que a opinião pública
Batalha da Ponte Mílvio foi endurecendo em relação aos cristãos. Grandes calamidades públicas
Batalha de Abrito (das guerras à peste) despertaram a convicção de que os deuses estivessem

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Batalha de Adrianópolis encolerizados contra Roma. Quando percebeu-se que os cristãos ficavam
Batalha de Alésia ausentes das funções expiatórias, ordenadas pelo Imperador, o furor
Batalha de Aquae Sextiae popular encontrou pretextos para excitar-se contra eles. A mesma situação
Batalha de Arausio continuou nos primeiros anos do imperador Cômodo, filho de Marco
Batalha de Baecula Aurélio. Sob o reinado de Marco Aurélio, a ofensiva dos intelectuais de
Batalha de Betar Roma contra os Cristãos atingiu o auge.
Batalha de Bete-Horon
Batalha de Bibracte
«Freqüente e erroneamente - escreve Fábio Fuggiero - acredita-se que o
mundo antigo tenha combatido a nova fé com as armas do direito e da
Batalha de Brumath
política. Numa palavra, com as perseguições. Se isso pode ser verdade
Batalha de Burdigala
(embora apenas em parte) para o primeiro século da era cristã, já não o é a
Batalha de Canas partir de meados do segundo século. Seja o mundo da "gentios" (= pagãos)
Batalha de Cinoscéfalos seja a Igreja compreendem, mais ou menos na mesma época, a
Batalha de Cízico necessidade de combater-se e de dialogar no terreno da argumentação
Batalha de Estrasburgo filosófica e teológica.
Batalha de Fano
Batalha de Farsália «A cultura antiga, treinada por séculos em todas as subtilezas da dialética,
Batalha de Ilipa pode opor armas intelectuais refinadíssimas ao complexo doutrinal cristão
Batalha de Laugarício e, logo, a própria Igreja, tomando consciência da força que o pensamento
Batalha de Magnésia clássico exerce como freio da expansão do evangelho, vê a necessidade de
Batalha de Mursa Major elaborar um pensamento filosófico e teológico genuinamente cristão, mas
Batalha de Niceia capaz ao mesmo tempo, de exprimir-se numa linguagem e em categorias
Batalha de Noreia culturais inteligíveis por parte do mundo greco-romano, no qual se vem
Batalha de Philippopolis
inserindo sempre mais».
Batalha de Pidna
As argumentações dos intelectuais anticristãos
Batalha de Placência
Batalha de Resaena As argumentações de Marco Aurélio (121-180), Galeno (129-200), Luciano,
Batalha de Vercellae Pelegrino Proteo e, especialmente, Celso (que escreveram suas obras na
Batalha de Watling Street segunda metade do século segundo) podem-se condensar assim:
Batalha de Zama «A 'salvação' da insignificatividade da vida, da desordem dos
Batalha de Áccio acontecimentos, do aniquilamento da morte, da dor, só pode ser
Batalha do Lago Trasimeno encontrada numa 'sabedoria filosófica' por parte de uma elite de raros
Batalha do Margus intelectuais. Trata-se de uma loucura o fato de os cristãos colocarem esta
Batalha do Trébia 'salvação' na 'fé' num homem crucificado (como os escravos) na Palestina
Batalha dos Campos (uma província marginal) e declarado ressuscitado.
Catalônicos «O fato de os cristãos crerem na mensagem do crucificado, que se dirige
Cerco de Gamla preferencialmente aos marginalizados e pobres (à 'poeira humana') e que
Cerco de Gergovia
pregue a fraternidade universal (numa sociedade bem escalonada em
pirâmide e considerada como 'ordem natural') é outra loucura intolerável,
Cerco de Jerusalém
que incomoda, que revira tudo. É preciso eliminar os Cristãos como
Primeira Batalha do Lago
transgressores da civilização humana».
Benacus
Segunda Batalha do Lago A crítica dos intelectuais anticristãos volta-se contra a própria idéia de
Benacus "revelação do alto", não baseada numa "sabedoria filosófica"; contra as
Escrituras cristãs, que têm contradições históricas, textuais, lógicas; contra
os dogmas "irracionais"; contra o fato do LOGOS de Deus fazer-se carne
(Evangelho de João) e submeter-se à morte dos escravos; contra a moral
cristã (fidelidade no matrimônio, honestidade, respeito pelos outros, ajuda
recíproca), que pode ser alcançada por um pequeno grupo de filósofos,
mas não certamente pela massa intelectualmente pobre.

Toda a doutrina cristã, para esses intelectuais, é loucura, como é loucura a


pretensão da ressurreição (ou seja, da prevalência da vida sobre a morte),
como é loucura a preferência de Deus pelos humildes e a fraternidade
universal. É tudo irracional.

Armamento O filósofo grego Celso, em seu Discurso sobre a verdade, escreve:


«Recolhendo gente ignorante, que pertence à mais vil população, os
Aríete cristãos desprezam as honras e a púrpura, e chegam até mesmo a chamar-
Balista se indistintamente de irmãos e irmãs… O objeto de sua veneração é um
Catapulta homem punido com o último dos suplícios e, do lenho funesto da cruz, eles
Corvus fazem um altar, como convém a depravados e criminosos».
Elmo
Gládio As primeiras reações dos Cristãos
Onagro
Por decênios, os cristãos permaneceram calados. Difundem-se com a força
Pilum

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Torre de Cerco silenciosa da proibição. Opõem amor e martírio às acusações mais


infamantes. É no segundo século que seus primeiros apologistas (Justino,
Links interessantes Atenágoras, Taciano) negam, com a evidência dos fatos, as acusações mais
infamantes, e procuram exprimir a própria fé (nascida em terra semítica e
Aventuras na História confiada a "narrações") em termos culturalmente aceitáveis por um
Blog do Professor Alexandre mundo embebido de filosofia greco-romana. Os "tijolos" bem alinhados da
Blog História Viva mensagem de Jesus Cristo começam a ser organizados segundo uma
Café História estrutura arquitetônica que possa ser valorizada pelos greco-romanos.
Civilização Turca Serão Tertuliano, no Ocidente, e Orígenes, no Oriente (terceiro século), a
Civilizações Antigas darem uma forma sistemática e imponente a toda a "sabedoria cristã".
CLIO História Com os "tijolos" da mensagem de Jesus Cristo tentar-se-á delinear a
Construindo História Hoje
harmonia da basílica romana, como depois, com o passar dos séculos,
tentar-se-á delinear a ousadia da basílica gótica, a sólida pacatez da
História Digital
catedral românica, o fasto da igreja barroca…
História do Mundo
História Viva
A grave crise do terceiro século (200-300)
Leituras da História
Olhar Crítico O século terceiro vê Roma em gravíssima crise. As relações entre
Portal de História Cristianismo e império romano transformam-se, embora nem todos o
Portal São Francisco percebam. A grande crise é assim descrita pelo historiador grego
Portal Veritas Herodiano: «Jamais houve, nos duzentos anos passados, um tão freqüente
SO História suceder-se de soberanos, nem tantas guerras civis e contra os povos
Super Interessante limítrofes, nem tantos movimentos de povos. Houve uma quantidade
Tecnologias na Educação incalculável de assaltos a cidades no interior do Império e em muitos
Wikipédia países bárbaros, de terremotos e pestilências, de reis e usurpadores.
Alguns deles exerceram o comando longamente, outros mantiveram o
Buscar No Blog poder por brevíssimo tempo. Algum deles, proclamado imperador e
glorificado, permaneceu um só dia e logo desapareceu».

O Império Romano estendera-se progressivamente com a conquista de


novas províncias. A conquista continuada permitira a exploração de
sempre novas vastíssimas terras (o Egito era o celeiro de Roma, a Espanha
"O homem não teria e as Gálias, a sua vinha e o seu olival). Roma apossara-se de sempre novas
alcançado o possível, se minas (a Dácia tinha sido conquistada pelas suas minas de ouro). As
inúmeras vezes não guerras de conquista tinham providenciado multidões infinitas de escravos
tivesse tentado atingir o (prisioneiros de guerra), mão-de-obra gratuita.
impossível."
Max Weber Em meados do século terceiro (por volta de 250) percebeu-se que a festa
acabara. A Leste, formara-se o poderoso império Sassânida, que fez
duríssimos ataques aos Romanos. Em 260 foram capturados o imperador
Valeriano e todo o seu exército de 70 mil homens, e devastadas as
províncias do Leste. A peste acabou com as legiões supérstites e espalhou-
se por todo o Império. Ao Norte formara-se um outro aglomerado de povos
fortes: os Godos. Espalharam-se pela Mésia e pela Dácia. O Imperador
Décio e o seu exército tinham sido massacrados em 251. Os Godos
desceram devastando do Norte até Esparta, Atenas, Ravena. Eram terríveis
os amontoados de destroços que deixavam. A maior parte das pessoas
cultas, que não puderam ser substituídas, perderam a vida ou tornaram-se
escravas. A vida regrediu ao estado primitivo e selvagem. A agricultura e o
comércio foram aniquilados.
Universo da Nesse tempo de grave incerteza cai a segurança garantida pelo Estado.
História Agora são os gentios (=pagãos) que se tornam "irracionais", a confiar não
mais na ordem imperial mas na proteção das divindades mais misteriosas
Civilizações Africanas e estranhas. Surge no Quirinal, em Roma, um templo à deusa egípcia Isis,
Os Berberes na o imperador Heliogábalo impõe a adoração do deu Sol, o povo recorre a
Antiguidade ritos mágicos para manter a peste distante. Entretanto, mesmo no século
Há 7 anos terceiro dão-se anos de terríveis perseguições contra os cristãos. Não mais
Povos da Antiguidade por causa da sua "irracionalidade" (num mar de gente que se entrega a
A Arte Trácia ritos mágicos, o cristianismo é agora o único sistema racional), mas em
Há 7 anos nome da renascida limpeza étnica. Muitos imperadores, mesmo sendo
bárbaros de nascimento, vêem no retorno à unidade centralizada a única
Povos Germanos
via de salvação. E decretam a extinção dos cristãos, sempre mais
A onda vermelha do norte numerosos, para lançar fora da etnia romana esse "corpo estranho", que se
Há 7 anos
apresenta sempre mais como uma nova etnia, pronta a substituir aquela
Sármatas que já declina do império fundado nas armas, na rapina, na violência.
Sármatas: sociedade,

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guerra e arte Setímio Severo, Maximino, Décio e Galo


Há 8 anos

Turcos Com Setímio Severo (193-211), fundador da dinastia siríaca, parece


Tamerlão x Bayazid I
anunciar-se ao cristianismo uma fase de desenvolvimento não perturbado.
Há 7 anos Muitos cristãos ocupam posições influentes na corte. Só no décimo ano de
seu reinado (202), o imperador muda radicalmente de atitude.
Vikings
A Muralha Dinamarquesa Em 202 surge um edito de Setímio Severo, que comina graves penas à
Há 7 anos passagem ao judaísmo e à religião cristã. A repentina mudança do
imperador pode ser compreendida apenas pensando que ele percebera que
os cristão estavam se unindo sempre mais fortemente numa sociedade
.::Nossos Banners::. religiosa universal e organizada, dotada de uma íntima forte capacidade de
oposição que a ele, por considerações de política estatal, parece suspeita.
As devastações mais vistosas foram sofridas pela célebre escola cristã de
Alexandria e pelas comunidades cristãs da África.
Maximino Trace (235-238) teve uma reação violenta e brutal contra o que
tinham sido amigos do seu predecessor, Alexandre Severo, tolerante com
os cristãos. A igreja de Roma foi devastada com a deportação às minas da
Sardenha dos dois chefes da comunidade cristã, o bispo Ponciano e o
presbítero Hipólito.

A atitude para com os Cristãos não fora alterada entre a gente simples;
demonstra-o a verdadeira caça aos cristãos desencadeada na Capadócia
quando se acreditava ver neles os culpados de um terremoto. A revolta
popular diz-nos o quanto os cristãos ainda fossem considerados "estranhos
e maléficos" pelo povo. (Cf. K. Baus, Le origini, p. 282-287).

Sob o imperador Décio (249-251) desencadeia a primeira perseguição


sistemática contra a Igreja, com a intenção de desenraiza-la para sempre.
Décio (sucessor de Filipe o Árabe, muito favorável aos cristão, se não ele
mesmo cristão), é um senador originário da Panônia, e muito apegado às
tradições romanas. Sentindo profundamente a desagregação política e
econômica do império, acreditou que podia restaurar a sua unidade
recolhendo todas as energias ao redor dos protetores do Estado. Todos os
habitantes são obrigados a sacrificar aos deuses e recebem, depois disso,
um certificado.
As comunidades cristãs estão abaladas pela tempestade. Quem recusa-se
ao ato de submissão é preso, torturado, justiçado: como o bispo Fabiano
em Roma e, com ele, muitos sacerdotes e leigos. Em Alexandria houve uma
perseguição acompanhada de saques. Na Ásia, os mártires foram
numerosos; entre eles, os bispos de Pérgamo, Antioquia, Jerusalém. O
Divulgue nosso Portal!!!
grande estudioso Orígenes foi submetido a uma tortura desumana, e
sobreviveu quatro anos aos suplícios, reduzido a uma larva humana.

Nem todos os Cristãos suportam a perseguição. Muitos aceitam sacrificar.


Outros, mediante suborno, obtêm escondidamente os famosos
Outros assuntos certificados. Entre eles, segundo a carta 67 de Cipriano, estão pelo menos
dois bispos espanhóis. A perseguição, que parece golpear até à morte a
Guerra dos 100 anos
Igreja, termina com a morte de Décio em batalha contra os Godos na
Expansão Islâmica
planície de Dobrug (Romênia). (Cf. M. Clèvont, I Cristiani e il potere. P.
Período das navegações 179s).
Descobrimento da América
Revolução Francesa Os setes anos seguintes (250-257) são de tranqüilidade para a Igreja,
Revolução Russa perturbada apenas em Roma por uma breve onda de perseguição quando o
1º Guerra Mundial imperador Trebônio Galo (251-253) manda prender o chefe da
2º Guerra Mundial comunidade cristã Cornélio, mandando-o em exílio a Centum Cellae
(Civitavecchia). Sua conduta foi devida, provavelmente, à condescendência
Acompanhe nosso aos humores do povo, que atribuía aos cristãos a culpa pela peste que
assolava o império. O cristianismo continuava a ser visto como
blog!!! "superstição" estranha e maléfica! (Cf. K. Baus, Le origini, p. 292).

Valeriano e as finanças do império

No quarto ano do reino de Valeriano (257) tem-se um improvisa, dura e


cruenta perseguição dos cristãos. Não se tratou contudo de assunto
religioso, mas econômico. Diante da precária situação do império, o
conselheiro imperial (depois usurpador) Macriano induziu Valeriano a

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tentar tapar o rombo seqüestrando os bens dos cristãos ricos. Houve


Seguidores (128) mártires ilustres (do bispo Cipriano ao papa Sisto II, ao diácono Loureço).
Próxima
Foi, porém, apenas um furto encoberto por motivos ideológicos, que
terminou com o trágico fim de Valeriano. Em 259, ele caiu prisioneiro dos
persas com todo o seu exército, foi obrigado à vida de escravo e morreu
com tal.
Os quarenta anos de paz que se seguiram, favoreceram o desenvolvimento
interno e externo da Igreja. Muitos cristãos acederam a altos cargos do
Estado e demonstraram-se homens capazes e honestos.

O desastre financeiro cai nos braços de Diocleciano

Em 271 o imperador Aureliano ordenou aos soldados e cidadãos romanos


que abandonassem aos Godos a vasta província da Dácia e suas minas de
ouro: a defesa daquelas terras já tinha custado muito sangue.

Como não existiam mais províncias a conquistar e explorar, todas as


tenções voltaram-se para o cidadão comum. Sobre eles abateram-se taxas,
corvéias (= manutenção de aquedutos, canais, esgotos, estradas, edifícios
públicos…) sempre mais onerosos. Já não se sabia, literalmente, se o
trabalho realizado era para sobreviver ou para pagar as taxas.

Seguir Em 284, depois de uma brilhante carreira militar, Diocleciano, de origem


dálmata, foi aclamado imperador. Desde então as taxas seriam pagas per
Um portal criado capita e per jugero, ou seja, um tanto por cada pessoa e por cada pedaço de
para você terra cultivável.
A coleta das taxas foi confiada a uma atilada e imensa burocracia, que
tornava impossível fugir ao fisco, punia de modo desumano quem
conseguia fazê-lo e custava muitíssimo ao estado.
As taxas eram tão pesadas que tiravam a vontade de trabalhar. A solução
foi proibir que se abandonasse o lugar de trabalho, o pedaço de terra que
se cultivava, a oficina, o uniforme militar.
«Teve início, dessa forma - escreve F. Oertel, professor de história antiga
na Universidade de Bonn - a feroz tentativa do Estado de espremer a
população até à última gota… Sob Diocleciano é realizado um socialismo
A simplicidade de um blog, integral de estado: terrorismo de funcionários, fortíssima limitação da
com a qualidade ação individual, progressiva interferência estatal, pesadas taxações».
de um grande site.
Perseguições de Galério em nome de Diocleciano
Contato Os primeiros vinte anos do reino de Diocleciano não molestaram os
Dúvidas, críticas
cristãos. Em 303, como um golpe de cena, desencadeou-se a última
e sugestões...
perseguição contra eles. «É obra de Galério, o "César" de Diocleciano»,
→ Clique aqui escreve F. Ruggiero. «Ele pôs fim em 303 à política prudente de
Diocleciano, que se abstivera, embora nutrisse sentimentos
Visitas tradicionalistas, de atos intransigentes e intolerantes». Quatro editos
consecutivos (fevereiro de 303 - fevereiro de 304) impuseram aos cristãos
a destruição das igrejas, o confisco dos bens, a entrega dos livros sagrados,
a tortura até à morte para quem não sacrificasse em honra do imperador.
Como sempre, é difícil determinar os motivos que levaram Diocleciano a
aprovar uma política do gênero. Pode-se supor que tenha sido objeto de
pressões por parte de ambientes pagãos fanáticos, que estavam por detrás
de Galério. Numa situação de "angústia difusa" (como diz Dodds), só o
retorno à antiga fé de Roma poderia, segundo Galério e seus amigos,
Levando o universo unificar o povo e persuadi-lo a enfrentar tantos sacrifícios. Era preciso
da História a você. retornar às vetera instituta, isto é, às antigas leis e à tradicional disciplina
romana.
Voltar à página principal
A perseguição atingiu a sua máxima intensidade no Oriente, especialmente
na Síria, Egito e Ásia Menor. A Diocleciano, que abdicou em 305, sucedeu
como "Augusto" Galério, e como "César" Maximino Daia, que se
demonstrou mais fanático do que ele.
Só em 311, seis dias antes de morrer de câncer na garganta, Galério
emanou um irritado decreto com que detinha a perseguição. Com o
decreto (que marcou historicamente a definitiva liberdade de ser cristão),
Galério deplorava o obstinação, a loucura dos cristãos, que em grande
número se tinham recusado a retornar à religião da antiga Roma;

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declarava que perseguir os cristãos tornara-se inútil; e exortava-os a rezar


ao próprio Deus pela saúde do imperador.

Comentando o decreto, F. Ruggiero escreve: «Os cristãos foram um


inimigo extremamente anômalo. Por mais de dois séculos Roma tinha
procurado assimilá-los ao próprio tecido social… estavam fisicamente no
interior da civitas Romana, mas por motivos diversos eram-lhe
estranhos»; tinham finalmente determinado «uma radical transformação
da própria civitas em sentido cristão».

A profunda revolução

As últimas perseguições sistemáticas do terceiro e quarto séculos


resultaram ineficazes como aquelas esporádicas do primeiro e segundo
séculos. A limpeza étnica invocada e apoiada pelos intelectuais greco-
romanos não fora realizada. Porque?

Porque, à distância, as acusações indignadas de Celso resultaram o melhor


elogio aos Cristãos: «recolhendo gente ignorante, pertencente à população
mais vil, os cristãos desprezam as honras e a púrpura, e chegam até mesmo
a chamar-se indistintamente de irmãos e irmãs».
O apelo à dignidade de toda pessoa, mesmo a mais humilde, a igualdade
diante de Deus (o ponto mais revolucionário da mensagem cristã) tinha
feito silenciosamente o seu caminho na consciência de tantas pessoas e de
tantos povos, que os Romanos tinham relegado a posições miseráveis de
nascidos escravos e de lixo humano.

As perseguições só se encerram totalmente depois do edito de Constantino


I, em 321D.C..

Fontes: Santo Vivo.net / Wikipédia / Catacombe.Roma.it


Postado por Valter Pitta às 12:24

32 comentários:
luiz benedito disse...
osenhor jesus foi persiguido e agora todos nos que cremos em
jesus como salvador,muitas vezes tambem samos persiguidos
de alguma forma,mas ha alguns que pagam com sua propria
vida ,mas tambem jesus vem buscar para ir para o paraiso
celestial...
3 de outubro de 2013 10:13

Gabriela disse...
Ótima matéria
27 de outubro de 2013 14:17

Ivani Medina disse...


A religião percebida como um instrumento político é bem
diferente de quando é percebida como um instrumento de
aperfeiçoamento moral. A tendência é que ela seja apreciada
preferencialmente pela segunda possibilidade. No entanto, é
sob o ponto de vista secular que faço essa reflexão a respeito da
origem do cristianismo. Conheça um pouco mais a respeito da
maior farsa histórica de todos os tempos. Visite a página do
livro A Origem do Cristianismo em Reflexão, no Facebook:
https://www.facebook.com
/aorigemdocristianismoemreflexao?ref_type=bookmark

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Império Romano: Perseguição aos cristãos http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/perseguicao-aos-cristaos.html

E adquira o seu exemplar em:


http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-
detalhe.php?idLivro=1702&idProduto=1734

21 de julho de 2014 06:52

Adryel Victor disse...


me ajudou muito.eu tava precisando dessa pesquisa de historia.
11 de maio de 2015 09:38

taty disse...
Seu texto é muito bom, embora esteja com vários erros
gramaticais que mereciam uma revisão, e principalmente por
tendenciosismo católico; veja bem, Roma nunca teve 1 religião,
todo seu território tinha todo tipo de gente e crenças, a limpeza
étnica não faz sentido, pois inúmeros povos faziam parte do
império! Os cristãos que sofreram perseguição foi em sua maior
parte por causar danos ao império (ainda que em pequena
escala, como desordem pública e o desrespeito à fé alheia, que
era pagã; os próprios pagãos que se tornaram cristãos primeiro,
os próprios gregos = gentios). Tudo para os cristãos que fugia
da fé deles (assim como hoje) era demonizado; se pensar como
os romanos viam a fé deles, faz sentido ser considerada uma fé
maléfica: o velho testamento implica um deus de guerra,
infanticida, misógino e cruel, que escolhe um povo e
elimina/exclui/mata todos os outros, depois encarna como
humano para morrer pelos seu e somente os seus, depois
ressuscita perdoando a todos... o que tem de mais estranho
nisso é que não se falava em inferno antes de cristo mas depois
dele e sua redenção e perdão, surge o apocalipse! Não faz
sentido mesmo! Repense a palavra cristão. O que ela significa?
Seguidor/imitador de cristo, isso é, ser também um mártir, era
uma honra morrer por cristo, pois estariam eles sendo salvos,
hoje temos fanáticos homens bomba que pensam em paraíso
com deleites e 70 virgens para cada um... não é ão diferente...
ambos são fanatismo.
27 de junho de 2015 07:28

Ivani Medina disse...


Se a fé nunca dependeu da história, porque fazem tanta questão
desta última? Por que insistem em preservar essa bruma que
envolve os primeiros séculos do cristianismo? Não devia ser
assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos
com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão.
http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver
17 de agosto de 2015 06:53

taty disse...
Por que insistem em preservar essa bruma que envolve os
primeiros séculos do cristianismo? simples, ele é a origem de
quase todo crente no mundo ocidental, suas raízes e costumes,

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Império Romano: Perseguição aos cristãos http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/perseguicao-aos-cristaos.html

suas superstições, até mesmo leis q regem quase todo mundo


civilizado é baseado nisso, já ouviu falar q se deve jurar pela
bíblia qnd vai testemunhar num júri? como se aquela fosse a
verdade absoluta e incontestável, e é a bíblia toda q é usada no
juramento, não só as partes benéficas de um deus bonzinho e
justo. Honestamente, não entendi o resto de seu comentário,
quais seriam essas outras conclusões? E quem disse q fé nunca
dependeu da história? ficou louca? quem hoje venera zeus ou
júpiter? essas coisa já passaram, não têm mais espaço.
18 de agosto de 2015 13:02

Alencar Nogueira disse...


Este comentário foi removido pelo autor.
2 de dezembro de 2015 09:04

Mônica Levinski disse...


tudo o q dizem: Jesus disse isso, Jesus disse aquilo... nada disso
pode ser comprovado, pois o q foi escrito, foi escrito depois q
ele já havia morrido há décadas, nem mesmo a maioria das
pessoas q o ouviram não estavam mais vivas. Constantino viu
no cristianismo uma forma de política muito eficiente, ele
prega a pobreza e a humildade de bens materiais, correto?
então o povo teria q ser pobre p/ agradar deus... qualquer um q
contestasse as santas escrituras, iria pagar muito caro... isso q é
imperador esperto! p/ mim, e isso nunca vai mudar, Jesus foi
um grande homem, cheio de bondade, mas só, ele não era o
filho de Deus, nem nada disso, o cristianismo é só mais uma
das muitas formas de controle de massas, simples e cruel, mas
eficiente.
4 de dezembro de 2015 13:38

Jedi disse...
Jesus ama vocês, todos vocês, se ele não morresse por nós, se
fosse apenas um homem, por que ele não deixou que seus
discipulos o defendessem?
Por que Isaias e outros profetas disseram tudo o que ia
acontecer com Jesus, se ele não era o Filho de Deus? "Examinai
as escrituras"
Ele morreu por você. Pense nisso
21 de dezembro de 2015 06:24

taty disse...
Só pq alguém escreveu isso de 'Escrituras', não significa que eu
tenho que acreditar, se assim fosse, eu posso escolher acreditar
em todas as 'Escrituras' espalhadas p/ aí, algumas inclusive
mais antigas.
Entenda: Jesus foi apenas um homem bom e sábio, mas só isso,
eu não tenho dívidas para com ele, nem ninguém tem; ele não é
filho de Deus, era só um ser humano.
22 de dezembro de 2015 08:01

12 of 17 16/10/2018 18:07
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Maria Antonia disse...


Claro que os Cristãos não adoravam e nem se prostravam
diante do imperador, pois na bíblia fala que um dos
mandamentos do Senhor é: Não adorem a nenhuma imagem
de escultura, adorem só a Deus. Jesus é o REI!
30 de março de 2016 13:04

Maria Antonia disse...


Claro que os Cristãos não adoravam e nem se prostravam
diante do imperador, pois na bíblia fala que um dos
mandamentos do Senhor é: Não adorem a nenhuma imagem
de escultura, adorem só a Deus. Jesus é o REI!
30 de março de 2016 13:04

Alexandre Costa disse...


louvado seja o Senhor nas alturas.Rei dos reis, Senhor dos
senhores. Que a misericórdia dele continue nos alcançando, e
que seu amor infinito não se retire de todos nós. A palavra de
Deus nunca vai passar ou sair de moda. Ela está na boca do são
( quem não acredita e blasfema contra ela) e na boca do louco (
nós, nação eleita..que professamos a fé)...Só se dê uma chance.
Use sua inteligência em prol e não contra, só por um instante.
Deus é educado e bate à porta, atenda uma vez só. E ele se
encarregará de te mostrar, não dizer, que ele é o Deus que você
não entende.
26 de julho de 2016 07:56

Unknown disse...
Quais os resultados positivos e negativos com o fim das
perseguições imperais?
3 de setembro de 2016 18:44

rute rosa caron disse...


Que falta de fé.Creia mulher.
29 de outubro de 2016 16:19

rute rosa caron disse...


Que falta de fé.Creia mulher.
29 de outubro de 2016 16:19

Maria Eduarda disse...


Kkkkkkk já que o que Jesus falou não tem valor e não pode ser
comprovado porque foi escrito quando ele já tinha morrido,
entao você perde tempo ao acreditar em fatos históricos,
porque toda historia é feita quando o que existe deixa de existir.
Sendo assim ninguém que não viveu na época estudada
também não pode provar nada, quando estudam imperadores?
Kkkk burrisse sua querida
28 de janeiro de 2017 05:33

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eatmyump disse...
Jesus era um judeu que lutava pelo judaísmo e achava que as
outras facções de judeus estavam se desvirtuando do
verdadeiro judaísmo. Os judeus rivais (fariseus) fizeram os
romanos matarem ele, e ele virou mártir, mas duvido muito
que ele pensava em fundar uma nova religião.
Como os judeus nada podiam fazer contra os ocupantes
romanos, decidiram usar a história e ensinamentos de Jesus ao
seu favor, se esforçaram para transportar esse culto na
sociedade romana. Coisas como ''igualdade'', ''amar a todos'' e
demais características cristãs são ótimas se vc quer destruir um
povo, os romanos sabiam que isso era uma vingança contra
eles, mas acabou saindo fora de controle e o resto é história.
O cristianismo é uma farsa, é um fato que não tem nada sobre a
intenção de Cristo fundar uma nova religião e as coisas que
sabemos sobre ele foram passadas por pessoas que mal tiveram
contato com o mesmo. Até sua história mítica é bem similar a
de outras religiões anteriores, e o Cristianismo adotou muitas
coisas dos paganismos. É uma religião que fazia sentido para os
judeus daquele tempo e para as classes mais pobres e
ignorantes de Roma como válvula de escape, hoje não tem
qualquer sentido tentar preservar esse culto semita.
9 de fevereiro de 2017 11:19

Glaucio Da Costa Mathias disse...


O engraçado é que o império romano fez tanta coisa ruim no
passado,e ainda assim TODO MUNDO continua fazendo as
mesmas coisas que se faziam nessa época:
Adorar deuses,celebrando festas como o
Natal,carnaval,páscoa,corpus cristi,....
Um exemplo disso foi na semana santa,em que TODAS AS
RELIGIÕES,sentem medo de comer carne bovina,sem saber
seu real motivo.
TODO MUNDO está seguindo os mesmo costumes criados na
Babilônia e remodelados no império romano.
Os deuses são os mesmos,os costumes são os mesmos,a cultura
é a mesma.
O sistema político-religioso é o mesmo, e estão todos presos
nessa arapuca.

19 de abril de 2017 15:18

taty disse...
tem toda razão! a cultura continua a mesma coisa, o jeito é
escapar dela se iluminando, pois tudo isso é a matrix, uma
ilusão!
20 de abril de 2017 13:46

Alessando disse...
Quanto à correcado gramatocar não faço alusão mas no que diz
respeito ao tendecionismo catolicom acho que a senhora

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deveria calar a boca diante do registro da própria história.


Quem não sabe ler a história é a senhora.
4 de maio de 2017 14:25

Alessando disse...
Quanto à correcado gramatocar não faço alusão mas no que diz
respeito ao tendecionismo catolicom acho que a senhora
deveria calar a boca diante do registro da própria história.
Quem não sabe ler a história é a senhora.
4 de maio de 2017 14:32

JML disse...
Taty parabéns por sua crítica. Muito bem centrada e nas não foi
tendenciosa.
15 de maio de 2017 20:17

JML disse...
Perfeita sua colocação!!!
15 de maio de 2017 20:24

NATALIA OSSAME disse...


Wuem é chrestos
11 de setembro de 2017 16:46

Ana Karolinne disse...


Quais foram os 5 tipos de torturas realizadas na roma antiga
contra os cristão?
20 de setembro de 2017 18:16

Cleverton bispo disse...


Oi Taty...
Amo vc!
Pecebo que não teve um encontro com o SENHOR. Suas
posições são meramente racionais.
A ressureicão é um FATO, e a base do Cristianismo. Cristo
morreu para pagar os nossos pecados e reconciliar-nos com
Deus, se , tão somente creres Nele. Cristo venceu a morte
quando ressuscitou,e Nele temos plena certeza e paz que
ocorrerá da maneira que Ele falou.
E como vc é uma boa historiadora. Pesquise os Túmulos de
TODOS os lideres de Religiões, ou homens bons e éticos.
Aproveite e passe também em Jerusalém...porém irás
encontrar vazio.
abçs!
13 de outubro de 2017 15:17

Geraldo Magela Contador disse...


Taty, não concordo que Roma não tinha uma religião, tinha
sim, só que politeísta e não monoteísta os cristãos. Os romanos
temiam as divindades, porém, era comum os imperadores se

15 of 17 16/10/2018 18:07
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autodenominarem deuses e exigirem culto à sua personalidade,


o que os cristãos não admitiam, porque somente adoravam a
seu Deus único.

E também não concordo que as perseguições deram-se devido a


vandalismos ou comportamentos ilegais dos cristãos, mas
simplesmente por sua fé, que era diferente o politeísmo
romano.

Os cristãos foram desumanamente presos, torturados e


assassinados pelas autoridades romanas, como também eram
os prisioneiros de guerra e os escravos. Era uma sociedade
desumana, despótica, cruel. Infelizmente essa vil característica
da humanidade, durou milênios, séculos e, talvez, hoje,
possamos nos vangloriar de vivermos em uma sociedade, em
tese, "mais humanizada".
6 de dezembro de 2017 11:36

Geraldo Magela Contador disse...


Cleverton, você sugere em seu texto que os líderes religiosos,
homens bons e éticos ressuscitaram, mas e os demais cristãos?
Também não ressuscitaram?
6 de dezembro de 2017 11:44

Unknown disse...
Você cita os cristãos por "morrerem pelo seu deus" e fala que é
isso que os muçulmanos fazem hoje em , porém, o que você nao
percebe é que ,diferente dos muçulmanos, nenhum cristão
pegava uma faca e matava cidadãos romanos para mostrar sua
fé , ou incendiava construções e templos de outras religiões,
eles apenas eram contra a adoração do imperador e dos cultos
romanos , porém nao se tem nenhum relato histórico ( se
conhecer algum me mande) que diz sobre cristãos fazendo
atentados ou matando pessoas porque eram contra sua fé , você
confunde cristianismo primitivo com o cristianismo da idade
média e o protestantismo,os cristãos eram mortos nao porque
eles faziam atentados mas apenas por serem cristãos e nao
aceitaren o imperador romano , logo é completamente sem
sentido comparar um louco muçulmano que mata pela sua fé
com um cristão do século 2 que era queimado vivo apenas por
nao aceitar a ideia de um imperador , tal comparação nao tem
sentido
14 de dezembro de 2017 03:43

Unknown disse...
Odiei isso com todas as minhas forças
29 de agosto de 2018 07:22

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