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ATENÇÃO

Caro estudante, os conteúdos desta apostila foram baseados nos três ultimos
concursos da fadesp no estado do pará, ainda não saiu o edital, mas esperar o
edital é um erro, prepare-se antes com conteúdos comuns aos concursos do
estado que preparamos especialmente para você

Prezado(a) Concurseiro (a)

Em primeiro lugar queremos lhe dar os parabéns por ter adquirido nossa apostila.
Como você poderá atestar, trata-se de material didático com alta qualidade de conteúdo,
abordando de forma clara e precisa os assuntos requeridos para as provas desse concurso.

O mundo dos concursos públicos tem ganhado uma importância cada vez maior.
É surpreendente o número de pessoas que concorrem todos os anos às oportunidades de
emprego estável, boas condições de trabalho e salários.

A nossa equipe preocupa-se em oferecer a você um material de estudo


especialmente criado para prepara-lo e conduzi-lo ao sucesso.
CONTEÚDO:

1. Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não –


literário, narrativo, descritivo e argumentativo); interpretação e organização interna. 2.
Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos;
emprego de tempos e modos dos verbos em português. 3. Morfologia: reconhecimento
, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras;
mecanismos de flexão dos nomes e verbos. 4. Ortografia. Acentuação gráfica 4. 5.
Sílaba; 6. Fonologia: Fonema; Encontros Vocálicos; Encontros Consonantais.
7. Sintaxe: frase, oração e período. 8. Pontuação.
1. O Estado do Pará: geografia, história, principais fatos e acontecimentos do estado.
2 Lei orgânica do município de marabá

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1. Leitura e escrita dos números naturais (inteiros e não-negativos). 2. Números pares
e números ímpares, antecessor e sucessor de um número natural. 3. Conceito de
dobro, triplo, dezena, centena, dúzia. 4. Operações com números naturais. 5. Conceito
de fração e operações elementares. 6. Números decimais. 7. Operações elementares
envolvendo números decimais. 8. Unidades de
comprimento (centímetro, metro, quilômetro), tempo (hora, minuto e segundo, dia, mês
e ano) e área (metro quadrado). 9. Problemas envolvendo a nossa moeda, o real. 10.
Operações numéricas e resoluções de problemas.

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Informática

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3 internet
LINGUA PORTUGUESA
compromisso com a verdade cientifica, o texto
não é literário, mesmo que ao elaborar a
linguagem, seu autor tenha feito uso de figuras de
estilo, utilizando recursos estilísticos de
expressão. O texto não literário trata de um
assunto/problema concreto da realidade. A
função predominante neste tipo de texto é a
denotativa.
GÊNERO DO TEXTO (LITERÁRIO E
NÃO LITERÁRIO, NARRATIVO, Já o texto literário não tem essa
DESCRITIVO E ARGUMENTATIVO) função nem esse compromisso com a realidade
exterior: é expressão da realidade interior e
subjetiva de seu autor. São textos escritos para
 Elementos de Construção do Texto e entreter, emocionar e sensibilizar o leitor; por isso
seu Gênero muitas vezes utilizam a linguagem poética. Esse
tipo de texto cria uma história ficcional a partir de
dados da realidade. A função emotiva e a poética
As frases produzem significados
predominam no texto literário.
diferentes de acordo com o contexto em que
Os textos literários exploram bastante
estão inseridas. Torna-se, assim, necessário
as construções de base conotativa, numa
sempre fazer um confronto entre todas as partes
tentativa de extrapolar o espaço do texto e
que compõem um texto. Além disso, é
provocar reações diferenciadas em seus leitores.
fundamental apreender as informações
apresentadas por trás do texto e as inferências a
Exemplos de textos não literários: notícias e
que ele remete. Este procedimento justifica-
reportagens jornalísticas, textos de livros
se por um texto ser sempre produto de uma
didáticos, textos científicos em geral, manuais de
postura ideológica do autor diante de uma
instrução, receitas culinárias, bulas de remédio,
temática qualquer.
cartas comerciais etc.
 Denotação e Conotação: Sentido Exemplos de textos literários: poemas,
denotativo das palavras é aquele encontrado nos romances literários, contos, novelas, letras de
dicionários, o chamado sentido real e verdadeiro. música, peças de teatro, crônicas etc.
Já o uso conotativo das palavras é a atribuição de
um sentido figurado, fantasioso e que, para Perceba que existem publicações que veiculam
compreensão, depende do contexto. textos dos dois tipos. Os jornais e as revistas, por
exemplo, que, além de notícias e reportagens,
 Polissemia: São algumas palavras, contêm fotos, desenhos, charges, passatempos,
que dependendo do contexto, assumem múltiplos receitas, resenhas, sinopses, resumos, poemas,
significados, como, por exemplo, a palavra ponto: crônicas, editoriais etc.
ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto
de cruz... Neste caso, não se está atribuindo um 2. Interpretação e Organização interna
sentido fantasioso à palavra ponto, e sim
ampliando sua significação através de
expressões que lhe completem e esclareçam o Os concursos apresentam questões
sentido. interpretativas que têm por finalidade a
identificação de um leitor autônomo. Portanto, o
1.Textos literários e não literários candidato deve compreender os níveis estruturais
da língua por meio da lógica, além de necessitar
de um bom léxico internalizado. Para
Os diferentes tipos de textos devem-se, ler e entender bem um texto basicamente deve-se
principalmente, às diferenças de finalidade/função alcançar os dois níveis de leitura: a informativa e
e ao público destinatário de cada um deles. de reconhecimento e a interpretativa. A
primeira deve ser feita de maneira cautelosa por
Dica: As funções de linguagem na língua ser o primeiro contato com o novo texto. Desta
portuguesa ajudam a diferenciar um texto literário leitura, extraem-se informações sobre o conteúdo
de um texto não literário. abordado e prepara-se o próximo nível de leitura.
Durante a interpretação propriamente dita, cabe
Para perceber se um texto é ou não destacar palavras-chave, passagens importantes,
literário, é preciso analisar sua função bem como usar uma palavra para resumir a ideia
predominante, isto é, qual é o seu objetivo central de cada paragrafo. Este tipo de
principal. Se este for informar algo de modo procedimento aguça a memória visual,
objetivo, de acordo com os conhecimentos que se favorecendo o entendimento.
tem da realidade exterior, ou se tiver um

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LINGUA PORTUGUESA
Não se pode desconsiderar que, 10 - Cuidado com os vocábulos: destoa (=
embora a interpretação seja subjetiva, há limites. diferente de...), não, correta, incorreta, certa,
A preocupação deve ser a captação da essência errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras;
do texto, a fim de responder às interpretações a palavras que aparecem nas perguntas e que, às
banca considerou como pertinentes. vezes, dificultam a entender o que se perguntou e
No caso de textos literários, é o que se pediu;
preciso conhecer a ligação daquele texto com 11 - Quando duas alternativas lhe parecem
outras formas de cultura, outros textos e corretas, procurar a mais exata ou a mais
manifestações de arte da época em que o autor completa;
viveu. Se não houver está visão global dos 12 - Quando o autor apenas sugerir ideia,
momentos literários e dos escritores, a procurar um fundamento de lógica objetiva;
interpretação pode ficar comprometida. Aqui não 13 - Cuidado com as questões voltadas para
se podem dispensar as dicas que aparecem na dados superficiais;
referência bibliográfica da fonte e na identificação 14 - Não se deve procurar a verdade exata
do autor. dentro daquela resposta, mas a opção que
melhor se enquadre no sentido do texto;
A ultima fase da interpretação 15 - Às vezes a etimologia ou a semelhança das
concentra-se nas perguntas e opções de palavras denuncia a resposta;
resposta. Aqui são fundamentais marcações de 16 - Procure estabelecer quais foram as opiniões
palavras como não, exceto, errada, expostas pelo autor, definido o tema e a
respectivamente e etc que fazem diferença na mensagem;
escolha adequada. Muitas vezes, em 17 - O autor defende ideias e você deve percebê-
interpretação, trabalha-se com o conceito do las;
"mais adequado", isto é, o que responde melhor 18 - Os adjuntos adverbiais e os predicativos do
ao questionamento proposto. Por isso, uma sujeito são importantissimos na interpretação do
resposta pode estar certa para responda à texto.
pergunta, mas não ser a adotada como gabarito
pela banca examinadora por haver uma outra Ex: Ele morreu de fome.
alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar de fome: adjunto adverbial de causa, determina a
que algumas questões apresentam um fragmento causa na realização do fato ( = morte de "ele" ).
do texto transcrito para ser a base de análise.
Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que Ex: ele morreu faminto
aparentemente pareça ser perda de tempo. A faminto: predicativo do sujeito, é o estado em
descontextualização de palavras ou frases, certas que "ele" se encontrava quando morreu.
vezes, são também um recurso para instaurar a
dúvida do candidato. Leia a frase anterior e a
posterior para ter a ideia do sentido global
proposto pelo autor, desta maneira a resposta Tipos Textuais
será mais consciente e segura.
Para escrever um texto, necessitamos de
Podemos, tranquilamente, ser técnicas que implicam no domínio de
bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para capacidades linguísticas. Temos dois momentos:
isso, devemos observar o seguinte: o de formular pensamentos (o que se quer dizer)
e o de expressá-los por escrito (o escrever
1 - Ler todo o texto, procurando ter uma visão propriamente dito). Fazer um texto, seja ele de
geral do assunto; que tipo for, não significa apenas escrever de
2 - Se encontrar palavras desconhecidas, não forma correta, mas sim, organizar ideias sobre
interrompa a leitura, vá até o fim, determinado assunto.
ininterruptamente;
3 - Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler E para expressarmos por escrito, existem
o texto pelo menos umas três vezes ou mais; alguns modelos de expressão escrita:
4 - Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas Descrição –Narração – Dissertação.
entrelinhas;
5 - Volar ao texto quantas vezes precisar;
6 - Não permitir que prevaleçam suas ideias Ø Narração : A Narração é um tipo de texto que
sobre as do autor; relata uma história real, fictícia ou mescla
7 - Partir o texto em pedações (parágrafos, dados reais e imaginários.
partes) para melhor compreensão; O texto narrativo apresenta personagens
8 - Centralizar cada questão ao pedaço que atuam em um tempo e em um espaço,
(parágrafo, partes) do texto correspondente; organizados por uma narração feita por um
9 - Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado narrador.
de cada questão; É uma série de fatos situados em
um espaço e notempo, tendo mudança de um
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estado para outro, segundo relações de heróis ou anti-heróis, protagonistas ou
sequencialidade e causalidade, e não antagonistas.
simultâneos como na descrição. Expressa as
relações entre os indivíduos, os conflitos e as Narrador: é quem conta a história.
ligações afetivas entre esses indivíduos e o Espaço: local da ação. Pode ser físico ou
mundo, utilizando situações que contêm essa psicológico.
vivência. Tempo: época em que se passa a
Todas as vezes que uma história é ação. Cronológico: o tempo convencional (horas,
contada (é narrada), o narrador acaba sempre dias, meses);
contando onde, quando, como e com quem Psicológico: o tempo interior, subjetivo.
ocorreu o episódio. É por isso que numa narração
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto Elementos Estruturais (II):
de ações; assim sendo, a maioria dos verbos que
compõem esse tipo de texto são os verbos de Personagens -
ação. O conjunto de ações que compõem o texto Quem? Protagonista/Antagonista
narrativo, ou seja, a história que é contada nesse Acontecimento - O quê? Fato
tipo de texto recebe o nome de enredo. As ações Tempo – Quando Época em que ocorreu o fato
contidas no texto narrativo são praticadas Espaço - Onde? Lugar onde ocorreu o fato
pelas personagens, que são justamente as Modo - Como? De que forma ocorreu o fato
pessoas envolvidas no episódio que está sendo Causa - Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
contado. As personagens são identificadas Resultado - previsível ou imprevisível.
(nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos Final - Fechado ou Aberto.
próprios.
Além de contar onde, o narrador também Esses elementos estruturais combinam-
pode esclarecer "quando" ocorreram as ações da se e articulam-se de tal forma, que não é possível
história. Esse elemento da narrativa é o tempo, compreendê-los isoladamente, como simples
representado no texto narrativo através dos exemplos de uma narração. Há uma relação de
tempos verbais, mas principalmente pelos implicação mútua entre eles, para garantir
advérbios de tempo. É o tempo que ordena as coerência e verossimilhança à história narrada.
ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor Quanto aos elementos da narrativa, esses não
"como" o fato narrado aconteceu. estão, obrigatoriamente sempre presentes no
discurso,exceto as personagens ou o fato a ser
A história contada, por isso, passa por narrado.
uma introdução(parte inicial da história, também
chamada de prólogo), pelodesenvolvimento do Exemplo:
enredo (é a história propriamente dita, o meio, o
"miolo" da narrativa, também chamada de trama) Porquinho-da-índia
e termina com a conclusão da história (é o final
ou epílogo). Aquele que conta a história é Quando eu tinha seis anos
o narrador, que pode serpessoal (narra em 1ª Ganhei um porquinho-da-índía.
pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: Que dor de coração me dava
Ele). Assim, o texto narrativo é sempre Porque o bichinho só queria estar debaixo do
estruturado por verbos de ação, por advérbios de fogão!
tempo, por advérbios de lugar e pelos Levava ele pra sala
substantivos que nomeiam as personagens, que Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
são os agentes do texto, ou seja, aquelas Ele não gostava:
pessoas que fazem as ações expressas pelos Queria era estar debaixo do fogão.
verbos, formando uma rede: a própria história Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
contada. - O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira
namorada.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz
que conta a história. Observe que, no texto acima, há um
conjunto de transformações de situação: ganhar
Elementos Estruturais (I): um porquinho-da-índia é passar da situação de
não ter o animalzinho para a de tê-lo; levá-lo para
Enredo: desenrolar dos acontecimentos. a sala ou para outros lugares é passar da
Personagens: são seres que se movimentam, se situação de ele estar debaixo do fogão para a de
relacionam e dão lugar à trama que se estabelece estar em outros lugares; ele não gostava: “queria
na ação. Revelam-se por meio de características era estar debaixo do fogão” implica a volta à
físicas ou psicológicas. Os personagens podem situação anterior; “não fazia caso nenhum das
ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais minhas ternurinhas” dá a entender que o menino
(trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos passava de uma situação de não ser terno com o
humanos (o medroso, o tímido, o avarento etc.), animalzinho para uma situação de ser; no último
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verso tem-se a passagem da situação de não ter ações, do que ela vai fazendo e do modo como
namorada para a de ter. vai fazendo.
Verifica-se, pois, que nesse texto há
um grande conjunto de mudanças de situação. É - Em 1ª pessoa:
isso que define o que se chama o componente
narrativo do texto, ou seja, narrativa é uma Personagem Principal: há um “eu” participante
mudança de estado pela ação de alguma que conta a história e é o protagonista.
personagem, é uma transformação de situação. Exemplo:
Mesmo que essa personagem não apareça no
texto, ela está logicamente implícita. Assim, por “Parei na varanda, ia tonto, atordoado, as pernas
exemplo, se o menino ganhou um porquinho-da- bambas, o coração parecendo querer sair-me
índia, é porque alguém lhe deu o animalzinho. pela boca fora. Não me atrevia a descer à
chácara, e passar ao quintal vizinho. Comecei a
andar de um lado para outro, estacando para
amparar-me, e andava outra vez e estacava.”
Existem três tipos de foco narrativo:
(Machado de Assis. Dom Casmurro)
- Narrador-personagem: é aquele que conta a Observador: é como se dissesse: É verdade,
história na qual é participante. Nesse caso ele é pode acreditar, eu estava lá e vi.
narrador e personagem ao mesmo tempo, a
história é contada em 1ª pessoa. Exemplo:
- Narrador-observador: é aquele que conta a
história como alguém que observa tudo que “Batia nos noventa anos o corpo magro, mas
acontece e transmite ao leitor, a história é sempre teso do Jango Jorge, um que foi capitão
contada em 3ª pessoa. duma maloca de contrabandista que fez cancha
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o nos banhados do Ibirocaí.
enredo e as personagens, revelando seus Esse gaúcho desabotinado levou a existência
pensamentos e sentimentos íntimos. Narra em 3ª inteira a cruzar os campos da fronteira; à luz do
pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece Sol, no desmaiado da Lua, na escuridão das
misturada com pensamentos dos personagens noites, na cerração das madrugadas...; ainda que
(discurso indireto livre). chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse
como por alma de padre, nunca errou vau, nunca
Estrutura: perdeu atalho, nunca desandou cruzada!...
(...)
- Apresentação: é a parte do texto em que são Aqui há poucos – coitado! – pousei no
apresentados alguns personagens e expostas arranchamento dele. Casado ou doutro jeito,
algumas circunstâncias da história, como o afamilhado. Não nos víamos desde muito tempo.
momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. (...) Fiquei verdeando, à espera, e fui dando um
- Complicação: é a parte do texto em que se ajutório na matança dos leitões e no tiramento
inicia propriamente a ação. Encadeados, os dos assados com couro.”
episódios se sucedem, conduzindo ao clímax.
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação (J. Simões Lopes Neto –
atinge seu momento crítico, tornando o desfecho Contrabandista)
inevitável.
- Desfecho: é a solução do conflito produzido - Em 3ª pessoa:
pelas ações dos personagens.
Onisciente: não há um eu que conta; é uma
Tipos de Personagens: terceira pessoa.

Os personagens têm muita importância Exemplo:


na construção de um texto narrativo, são
elementos vitais. Podem “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a
ser principais ou secundários, conforme o papel fantasiaram de borboleta. Por isso não pôde
que desempenham no enredo, podem ser defender-se. E saiu à rua com ar menos
apresentados direta ou indiretamente. carnavalesco deste mundo, morrendo de
vergonha da malha de cetim, das asas e das
A apresentação direta acontece quando o antenas e, mais ainda, da cara à mostra, sem
personagem aparece de forma clara no texto, máscara piedosa para disfarçar o sentimento
retratando suas características físicas e/ou impreciso de ridículo.”
psicológicas, já a apresentação indireta se dá (Ilka Laurito. Sal do Lírico)
quando os personagens aparecem aos poucos e
o leitor vai construindo a sua imagem com o
desenrolar do enredo, ou seja, a partir de suas
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Narrador Objetivo: não se envolve, conta a
história como sendo vista por uma câmara ou Que ninguém o incomode agora. Larguem os
filmadora. seus braços. Rosinha está dormindo. Não
acordem Rosinha. Não é preciso segurá-lo, que
ele não está bêbado... O céu baixou, se abriu...
Esse temporal assim é bom, porque Rosinha não
Tipos de Discurso: sai. Tenham paciência... Largar Rosinha ali, ele
não larga não... Não!
Discurso Direto: o narrador passa a palavra
diretamente para o personagem, sem a sua E esses tambores? Ui! Que venham... É guerra...
interferência. ele vai se espalhar... Por que não está malhando
em sua cabeça?... (...) Ele vai tirar Rosinha da
Exemplo: cama... Ele está dormindo, Rosinha... Fugir com
ela, para o fundo do País... Abraçá-la no alto de
Caso de Desquite uma colina...

__ Vexame de incomodar o doutor (a mão


trêmula na boca). Veja, doutor, este velho Narrativa e Narração
caducando.
Bisavô, um neto casado. Agora com mania de Existe alguma diferença entre as duas?
mulher. Todo velho é sem-vergonha. Sim. A narratividade é um componente narrativo
__ Dobre a língua, mulher. O hominho é muito que pode existir em textos que não são
bom. Só não me pise, fico uma jararaca. narrações. A narrativa é a transformação de
__ Se quer sair de casa, doutor, pague uma situações. Por exemplo, quando se diz “Depois da
pensão. abolição, incentivou-se a imigração de europeus”,
__ Essa aí tem filho emancipado. Criei um por temos um texto dissertativo, que, noentanto,
um, está bom? Ela não contribuiu com nada, apresenta um componente narrativo, pois contém
doutor. Só uma mudança de situação: do não incentivo ao
deu de mamar no primeiro mês. incentivo da imigração européia.
__Você desempregado, quem é que fazia roça?
Se a narrativa está presente em quase
Discurso Indireto: o narrador conta o que o todos os tipos de texto, o que é narração?
personagem diz, sem lhe passar diretamente a A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três
palavra. características:

Exemplo: - é um conjunto de transformações de situação (o


texto de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”,
Frio como vimos, preenche essa condição);

- é um texto figurativo, isto é, opera com


O menino tinha só dez anos. Quase meia personagens e fatos concretos (o texto
hora andando. No começo pensou num bonde. "Porquinho-da-índia" preenche também esse
Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem requisito);
feito que trazia, afastou a idéia como se estivesse
fazendo uma coisa errada. (Nos bondes, àquela
hora da noite, poderiam roubá-lo, sem que - as mudanças relatadas estão organizadas de
percebesse; e depois?... Que é que diria a maneira tal que, entre elas, existe sempre uma
Paraná?) Andando. Paraná mandara-lhe não ficar relação de anterioridade e posterioridade (no
observando as vitrines, os prédios, as coisas. texto "Porquinho-da-índia" o fato de ganhar o
Como fazia nos dias comuns. Ia firme e animal é anterior ao de ele estar debaixo do
esforçando-se para não pensar em nada, nem fogão, que por sua vez é anterior ao de o menino
olhar muito para nada. levá-lo para a sala, que por seu turno é anterior
ao de o porquinho-da-índia voltar ao fogão).
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre
a fala do personagem e a fala do narrador. É um Essa relação de anterioridade e
recurso relativamente recente. Surgiu com posterioridade é sempre pertinente num texto
romancistas inovadores do século XX. narrativo, mesmo que a sequência linear da
temporalidade apareça alterada. Assim, por
exemplo, no romance machadiano Memórias
Exemplo: póstumas de Brás Cubas, quando o narrador
começa contando sua morte para em seguida
A Morte da relatar sua vida, a sequência temporal foi
Porta-Estandarte
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LINGUA PORTUGUESA
modificada. No entanto, o leitor reconstitui, ao
longo da leitura,
as relações de anterioridade e de
posterioridade.

SENTIDO E EMPREGO DOS VOCÁBULOS


Resumindo: na narração, as três
características explicadas acima (transformação Semântica é o estudo do sentido das
de situações, figuratividade e relações de palavras de uma língua.
anterioridade e posterioridade entre os episódios Na língua portuguesa, o significado das
relatados) devem estar presentes conjuntamente. palavras leva em consideração:
Um texto que tenha só uma ou duas dessas
características não é uma narração. Falaremos, portanto, um pouquinho sobre
a semântica (parte da gramática que estuda o
sentido das palavras e da interpretação das
sentenças e dos enunciados)
I) Sabemos que as palavras podem associar-se
de várias maneiras, ou seja, quando as palavras
se relacionam pelo sentido, temos um campo
semântico. Não se trata de sinônimos ou
antônimos, mas de aproximação de sentido num
dado contexto.
Ex.: perna, braço, cabeça, olhos, cabelos, nariz ->
partes do corpo humano
azul, verde, amarelo, cinza, marrom, lilás – cores
martelo, serrote, alicate, torno, enxada ->
ferramentas
II) As palavras têm de assumir significados
variados de acordo com o contexto –
POLISSEMIA.
Ex.: Ele anda muito.
Mário anda doente.
Aquele executivo só anda de avião.
Meu relógio não anda mais.
ATENTEM-SE!
O verbo andar tem origem no latim ambulare.
Possui inúmeros significados em português,
portanto polissêmico.
III) Há sinonímia quando duas ou mais
palavras têm o mesmo significado em
determinado contexto. Diz-se, então, que são
sinônimos.
Ex.: O comprimento da sala é de oito metros.
A extensão da sala é de oito metros.
ATENTEM-SE!
Em verdade, as palavras são sinônimas em
certas situações, mas podem não ser em outras.
Por exemplo, pode-se dizer, em princípio, que
face e rosto são dois sinônimos: ela tem um belo
rosto, ela tem uma bela face. Mas não se
consegue fazer a troca de face por rosto numa
frase do tipo: em face do exposto, aceitarei.
IV) A ideia antonímia, o emprego de palavras
de sentido contrário, requer os mesmos
cuidados da sinonímia.
Na realidade, tudo é uma questão de bom
vocabulário.

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LINGUA PORTUGUESA
Ex.: É um menino corajoso. viagem – jornada
É um menino medroso. viajem – flexão do verbo viajar
V) Relações de hominínia e/ou paronímia
* Palavras homônimas ou homônimos são
* Palavras parônimas ou parônimos são
palavras que são pronunciadas da mesma forma,
palavras que são escritas de forma parecida e
mas têm significados diferentes.
são pronunciadas de forma parecida, mas que
Existem três tipos de homônimos: homônimos apresentam significados diferentes.
perfeitos, homófonos e homógrafos. Ex.: O tráfego era intenso naquela estrada.
acender – pôr fogo a O tráfico de escravos é uma nódoa em nossa
ascender – elevar-se história.
acento – inflexão da voz As palavras tráfego e tráfico são parecidas, mas
assento – objeto onde se senta não se trata de homônimos, pois a pronúncia e a
grafia são diferentes.
asado – com asas
azado – oportuno Tráfego é movimento de veículo; tráfico,
comércio.
caçar – perseguir
cassar – anular amoral – sem o senso da moral
imoral – contrário à moral
cegar – tirar a visão
segar – ceifar, cortar apóstrofe – chamamento
apóstrofo – tipo de sinal gráfico
cela – cômodo pequeno
sela – arreio cavaleiro – que anda a cavalo
cavalheiro – gentil
censo – recenseamento
senso – juízo comprimento – extensão
cumprimento – saudação
cerração – nevoeiro
serração – ato de serrar conjetura – hipótese
conjuntura – situação
cheque – ordem de pagamento
xeque – lance do jogo de xadrez delatar – denunciar
dilatar – alargar
cidra – certa fruta
sidra – um tipo de bebida descrição – ato de descrever
discrição – qualidade de discreto
conserto – reparo
concerto – harmonia descriminar – inocentar
discriminar – separar
estático – firme, parado
extático – em êxtase despercebido – sem ser notado
desapercebido – desprevenido
espiar – olhar
expiar – sofrer destratar – insultar
distratar – desfazer
estrato – camada; tipo de nuvem
extrato – que se extraiu docente – professor
discente – estudante
passo – passada
paço – palácio imperial emergir – vir à tona, sair
imergir – mergulhar
incerto – duvidoso
inserto – inserido emigrar – sair de um país
imigrar – entrar em um país
incipiente – que está no início
insipiente – que não sabe eminente – importante
iminente – que está para ocorrer
lasso – cansado
laço – tipo de nó estada – permanência de alguém
estadia – permanência de veículo
remissão – perdão
remição – resgate flagrante – evidente
fragrante – aromático
seda – tipo de tecido
ceda – flexão do verbo ceder fluir – correr; manar
fruir -desfrutar
taxa – imposto
tacha – tipo de prego inflação – desvalorização
infração – transgressão
Central de Atendimento: (91) 983186353 ou pelo site: www.apostilasautodidata.com.br Página 7
LINGUA PORTUGUESA
infligir – aplicar pena
infringir – transgredir 7) Aponte o antônimo do vocábulo "sucinto":
a) conciso
mandado – ordem judicial
b) inerente
mandato – procuração
c) ampliado
prescrever – receitar; expirar (prazo) d) breve
proscrever – afastar, desterrar e) eficaz
ratificar – confirmar 8) Assinale o homônimo de "censo":
retificar – corrigir a) senço
sortir – abastecer b) cenço
surtir – resultar c) sensso
d) cenzo
tráfego – movimento de veículo e) senso
tráfico – comércio
vultoso – grande
vultuoso – vermelho e inchado RESPOSTAS:
1-B 2-A 3-D 4-C 5-B 6-B 7-C 8-E

TESTES

1) Devemos alterar, ou seja, ............... agora


este projeto, porque, após, não serão permitias CAMPOS SEMÂNTICOS
................ O campo semântico, é o conjunto de
a) ratificar - ratificações possibilidades que uma mesma palavra ou
b) retificar - retificações conceito tem de ser empregada (o) em diversos
c) ratificar - retificações
contextos. O conceito de campo semântico está
d) retificar - ratificações ligado ao conceito de polissemia.
2) ............. as minhas palavras iniciais, pois Uma mesma palavra pode tomar vários
não sou homem de fazer modificações no que significados diferente em um mesmo texto,
está feito. Acho que tenho o equilíbrio suficiente dependendo de como ela for empregada e de que
para não ............ certas normas. palavras a acompanham para tornar claro o
a) Ratifico - infringir significado que ela assume naquela situação.
b) Ratifico - infligir
Por exemplo:
c) Retifico - infringir
d) Retifico - infligir conhecer: ver, aprofundar-se, saber que
existe, etc.
3) No .......... do violoncelista ......... havia muitas
bacia: utensílio de cozinha, parte do
pessoas, pois era uma ......... beneficente.
esqueleto humano.
a) conserto - eminente - sessão
b) concerto - iminente - seção brincadeira: divertimento, distração,
c) conserto - iminente - seção passatempo, gozação, piada, etc.
d) concerto - eminente - sessão
estado: situação, particípio de estar,
divisão de um país, etc.
4) O submarino .............. do mar.
a) holandês imergiu O campo semântico pode também ser o
b) holandez imergiu conjunto das maneiras que são utilizadas para
c) holandês emergiu expressar um mesmo conceito.
d) holandez emergiu
Exemplos:
5) .......... sem licença; teve a licença ............ Campo semântico em torno do conceito
a) Caçava - caçada de morte: bater as botas, falecer, ir dessa para a
b) Caçava - cassada melhor, passar para um plano superior, falecer,
c) Cassava - caçada apagar, etc.
d) Cassava - cassada
Campo semântico em torno do conceito
6) Dê o sinônimo da palavra "propensão": de enganar: trapacear, engabelar, fazer de bobo,
a) vontade vacilar, etc.
b) tendência campo semântico de nota
c) indiferença
d) firmeza Que nota você me daria?
e) indisposição
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LINGUA PORTUGUESA
Aquela boneca custou uma nota preta! Ex.: Ontem eu fiz uma série de
exercícios.
campo semântico de pé
Tempo futuro: exprime um fato que irá
Meu pé está todo machucado.
ocorrer depois do ato da fala.
Ela bateu o pé. Disse que queria ir e foi.
Ex.: Daqui a quinze minutos irei para a
campo semântico de bola academia fazer exercícios.
Nunca joguei bola na rua. O pretérito (ou passado) subdivide-se em:
Aquele ali está uma bola. • Pretérito perfeito: indica um fato
passado totalmente concluído.
campo semântico de morte
Ex.: Ninguém relatou o seu delírio.
Ele partiu.
• Pretérito imperfeito: indica um processo
O rapaz lá bateu as botas.
passado não totalmente concluído, revela o fato
em sua duração.
EMPREGO DE TEMPOS E MODOS DOS Ex.: Ele conversava muito durante a
VERBOS EM PORTUGUÊS palestra.
EMPREGO DE TEMPOS DOS VERBOS • Pretérito mais-que-perfeito: indica um
processo passado anterior a outro também
TEMPO VERBAL informa, de uma passado.
maneira geral, se o verbo expressa algo que já
aconteceu, que acontece no momento da fala ou Ex.: “... sempre nos faltara aquele
que ainda irá acontecer. aproveitamento da vida...” (Mário de Andrade)
São essencialmente três tempos: O futuro subdivide-se em:
PRESENTE, PASSADO ou PRETÉRITO e
• Futuro do presente: indica um fato
FUTURO.
posterior ao momento em que se fala.
Os tempos verbais são:
Ex.: Não tenho a intenção de esconder
 PRESENTE SIMPLES (amo) – nada, assim que seus pais chegarem contarei o
expressa algo que acontece no momento da fala. fato ocorrido.
 PRETÉRITO PERFEITO (amei) – • Futuro do pretérito: indica um processo
expressa uma ação pontual, ocorrida em um futuro tomado em relação a um fato passado.
momento anterior à fala. Ex.: Ontem você ligou dizendo que viria
 PRETÉRITO IMPERFEITO ao hospital.
(amava) – expressa uma ação contínua, ocorrida Empregos especiais:
em um intervalo de tempo anterior à fala.
• Presente:
 PRETÉRITO MAIS-QUE-
PERFEITO (amara) – contrasta um - pode ocorrer com valor de perfeito,
acontecimento no passado ocorrido anteriormente indicando um processo já ocorrido no passado
a outro fato também anterior ao momento da fala. (presente histórico).

 FUTURO DO PRESENTE Ex.: Em 15 de agosto de 1769 nasce


(amarei) – expressa algo que possivelmente Napoleão Bonaparte. (nasce = nasceu)
acontecerá em um momento posterior ao da fala. - pode indicar futuro próximo.
 FUTURO DO PRETÉRITO Ex.: Amanhã eu compro o doce pra você.
(amaria) – expressa uma ação que era esperada (compro = comprarei)
no passado, porém que não aconteceu.
- pode indicar um processo habitual,
O verbo indica um processo localizado no ininterrupto.
tempo. Podemos distinguir: presente, pretérito e
futuro. Ex.: Os animais nascem, crescem, se
reproduzem e morrem.
Tempo presente: exprime um fato que
ocorre no momento da fala. • Imperfeito:

Ex.: Estou fazendo exercícios - pode ocorrer com valor de futuro do


diariamente. pretérito.

Tempo passado: exprime um fato que Ex.: Se eu não tivesse motivo, calava.
ocorreu antes do momento da fala. (calava = calaria)

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LINGUA PORTUGUESA
• Mais-que-perfeito: concretização da ação verbal ou com a certeza
comprovada da realização daquela ação.
- pode ser usado no lugar do futuro do
pretérito ou do imperfeito do subjuntivo.  SUBJUNTIVO: Ao contrário do
indicativo, é o modo que expressa a dúvida, a
Ex.: Mais fizera se não fora pouco o
incerteza, trabalhando com remotas
dinheiro que dispunha. (fizera = faria, fora =
possibilidades de concretização da ação verbal.
fosse)
- pode ser usado em orações optativas.  IMPERATIVO: Apresenta-se na
forma afirmativa e na forma negativa. Com ele
Quem me dera ter um novo amor! nos dirigimos diretamente a alguém, em segunda
pessoa, expressando o que queremos que esta(s)
• Futuro do presente:
pessoa(s) faça(m). Pode indicar uma ordem, um
- pode exprimir ideia de dúvida, incerteza. pedido, um conselho etc., dependendo da
entonação e do contexto em que é aplicado.
Ex.: O rapaz que processou o patrão por
racismo, receberá uns trinta mil de indenização.
- pode ser usado com valor de imperativo.
Ex.: Não levantarás falso testemunho.
• Futuro do pretérito:
- pode ocorrer com valor de presente,
exprimindo polidez ou cerimônia.
Ex.: Você me faria uma gentileza?
MODOS DOS VERBOS EM PORTUGUÊS
MODO VERBAL caracteriza as várias
maneiras como podemos utilizar o verbo,
dependendo da significação que pretendemos dar
a ele. Rigorosamente,
São três os modos verbais: INDICATIVO,
SUBJUNTIVO e IMPERATIVO. Porém, alguns
gramáticos incluem, também como modos
verbais, o PARTICÍPIO, o GERÚNDIO e o
INFINITIVO.
Alguns autores, no entanto, as
denominam FORMAS NOMINAIS DO VERBO.
Segundo o gramático Rocha Lima,
existem algumas particularidades em cada uma
destas formas que podem impedir-nos de
considerá-las modos verbais:
 INFINITIVO: tem características
de um substantivo, podendo assumir a função de
sujeito ou de complemento de um outro verbo, e
até mesmo ser precedido por um artigo.
 GERÚNDIO: assemelha-se mais
a um advérbio, já que exprime condições de
tempo, modo, condição e lugar.
 PARTICÍPIO: possui valor e
forma de adjetivo, pois além de modificar o
substantivo, apresenta ainda concordância
em gênero e número.
Mas voltemos aos modos verbais,
propriamente ditos:
 INDICATIVO: O verbo expressa
um ação que provavelmente acontecerá, uma
certeza, trabalhandocom reais possibilidades de

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LINGUA PORTUGUESA
Agora, referindo-nos às desinências verbais,
constata-se que elas são representadas pelas
desinências de modo e tempo (DMT) e pelas
RECONHECIMENTO, EMPREGO E desinências de número e pessoa (DNP).
Observemos então o exemplo que segue:
SENTIDO DAS CLASSES
GRAMATICAIS Estávamos com muita saudade de todos
vocês.

classes de palavras variáveis e Assim, infere-se que:


invariáveis e seus empregos no texto.
- va – DMT - desinência modo-temporal indicando
o pretérito imperfeito do modo indicativo.
Consultando a gramática, descobrimos
que dentre as partes que a constituem há uma - mos – DNP – desinência número-pessoal
que, por excelência, permite-nos tornar indicando a primeira pessoa do plural (nós).
conhecedores da forma como se estruturam as
palavras, levando em conta aspectos Diante de tais elucidações, afirmamos que elas se
específicos, como é caso das flexões, por aplicam às chamadas palavras variáveis.
exemplo. Estamos fazendo referência à
morfologia, obviamente, aquela responsável por Para completar nossos estudos acerca do caso
nos apresentar acerca das dez classes em questão cumpre afirmar que palavras
gramaticais. invariáveis, como nos revela o próprio nome, são
aquelas que não sofrem flexão nenhuma,
Em se tratando delas, das classes demarcadas pelos advérbios, preposições,
gramaticais, um dos aspectos que lhes são conjunções e interjeições.
inerentes diz respeito à flexão e não flexão das
palavras, que, por sua vez, traduz os nossos
objetivos ao travar essa importante discussão, por
isso, iremos falar um pouco mais acerca das CLASSES DE PALAVRAS CLASSIFICAÇÃO E
palavras variáveis e das palavras invariáveis. EMPREGO:
Cabe, portanto, ressaltar que as palavras
variáveis são aquelas que sofrem variações em As palavras são classificadas de acordo
sua forma, o que resulta nas chamadas com as funções exercidas nas orações.
desinências nominais de gênero e de número,
bem como nas desinências verbais, de modo, Na língua portuguesa podemos classificar
tempo, número e pessoa. as palavras em:

Assim, ao revelarmos acerca das


desinências nominais, já que estamos fazendo  Substantivo
referência à morfologia, equivale afirmar que elas  Adjetivo
se aplicam às classes gramaticais representadas
pelo substantivo, artigo, adjetivo, pronome e  Pronome
numeral, haja vista que se classificam,  Verbo
gramaticalmente dizendo, como nomes. Dessa
forma, nada melhor que analisarmos alguns  Artigo
exemplos, tornando nosso aprendizado ainda  Numeral
mais efetivo:
 Advérbio
Ele é um menino esperto – gênero masculino, o
que nos permite concluir que há a ausência de  Preposição
desinência.  Interjeição

Ela é uma garota esperta – Constatamos agora  Conjunção


o gênero feminino e a desinência “a”.

Mário é um rapaz educado – Em se tratando do SUBSTANTIVO:


número, afirmamos ser tal elemento demarcado
no singular, bem como constatamos a ausência
de desinência. É a palavra variável que denomina
qualidades, sentimentos, sensações, ações,
Eles são uns rapazes educados – constatamos estados e seres em geral.
se tratar de um número plural associado à
presença da desinência “s”.

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LINGUA PORTUGUESA
Quanto a sua formação, o substantivo Os nomes terminados em -ão fazem
pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa,
simples (alface) ou composto (guarda-chuva). valentona).
Já quanto a sua classificação, ele pode Os nomes terminados em -e mudam-no
ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), para -a, entretanto a maioria é invariável (monge
concreto (mesa) ou abstrato (felicidade). X monja, infante X infanta, mas o/a dirigente, o/a
estudante).
Os substantivos concretos designam
seres de existência real ou que a imaginação Quanto ao número (singular X plural), os
apresenta como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos simples formam o plural em função
substantivos abstratos designam qualidade, do final da palavra.
sentimento, ação e estado dos seres: beleza,
 vogal ou ditongo (exceto -ÃO):
cegueira, dor, fuga.
acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus);
Os substantivos próprios são sempre
concretos e devem ser grafados com iniciais  ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS,
maiúsculas. variando em cada palavra (pagãos, cidadãos,
cortesãos, escrivães, sacristães, capitães,
Certos substantivos próprios podem capelães, tabeliães, deães, faisães, guardiães).
tornar-se comuns, pelo processo de derivação
imprópria (um judas = traidor / um panamá = Os substantivos paroxítonos terminados
chapéu). em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos,
gólfãos). Alguns gramáticos registram artesão
Os substantivos abstratos têm existência (artífice) - artesãos e artesão (adorno
independente e podem ser reais ou não, materiais arquitetônico) - artesões.
ou não. Quando esses substantivos abstratos são
de qualidade tornam-se concretos no plural  -EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo
(riqueza X riquezas). de -NS (jardim X jardins);

Muitos substantivos podem ser  -R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz


variavelmente abstratos ou concretos, conforme o X raízes);
sentido em que se empregam (a redação das leis -S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país
requer clareza / na redação do aluno, assinalei X países). Os não-oxítonos terminados em -S são
vários erros). invariáveis, marcando o número pelo artigo (os
Já no tocante ao gênero (masculino X atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são
feminino) os substantivos podem ser: invariáveis;

 biformes: quando apresentam -N: -S ou -ES, sendo a última menos comum


uma forma para o masculino e outra para o (hífen X hifens ou hífenes), cânon > cânones;
feminino. (rato, rata ou conde X condessa). -X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax
 uniformes: quando apresentam X os tórax);
uma única forma para ambos os gêneros. Nesse -AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X
caso, eles estão divididos em: animais, barril X barris). Exceto mal por males,
 epicenos: usados para animais cônsul por cônsules, real (moeda) por réis, mel
de ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, por méis ou meles;
badejo, besouro, codorniz; IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos,
trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis).
 comum de dois gêneros:
Observação: réptil / reptil por répteis / reptis,
aqueles que designam pessoas, fazendo a
projétil / projetil por projéteis / projetis;
distinção dos sexos por palavras determinantes -
aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a
médium, silvícola; palavra primitiva no plural, retirar o -S e
acrescentar o sufixo diminutivo (caezitos,
 sobrecomuns - apresentam um
coroneizinhos, mulherezinhas). Observação:
só gênero gramatical para designar pessoas de
palavras com esses sufixos não recebem acento
ambos os sexos - algoz, apóstolo, cônjuge, guia,
gráfico.
testemunha, verdugo;
metafonia: -o tônico fechado no singular muda
Alguns substantivos, quando mudam de
para o timbre aberto no plural, também variando
gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o
em função da palavra. (ovo X ovos, mas bolo X
corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura
bolos). Observação: avôs (avô paterno + avô
X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o
materno), avós (avó + avó ou avô + avó).
língua X a língua / o moral X a moral / o maria-
fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga). Os substantivos podem apresentar diferentes
graus, porém grau não é uma flexão nominal. São
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LINGUA PORTUGUESA
três graus: normal, aumentativo e diminutivo e cólera (doença);
podem ser formados através de dois processos:
derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);
analítico: associando os adjetivos (grande ou
filoxera (inseto e doença);
pequeno, ou similar) ao substantivo;
gênese, guriatã (ave);
sintético: anexando-se ao substantivo sufixos
indicadores de grau (meninão X menininho). hélice (FeM classificam como gênero vacilante);
Certos substantivos, apesar da forma, não jaçanã (ave);
expressam a noção aumentativa ou diminutiva.
juriti (tipo de aves);
(cartão, cartilha).
libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);
alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az,
-ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão; sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);
alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, - usucapião (FeM classificam como gênero
ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é vacilante);
obrigatório quando o substantivo terminar em
vogal tônica ou ditongo: cafezinho, paizinho); xerox (cópia).

O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, Gênero vacilante:


ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão); acauã (falcão);
enquanto o diminutivo pode indicar carinho
(filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre). inambu (ave);

Algumas curiosidades sobre os substantivos: laringe, personagem (Ceg. fala que é usada
indistintamente nos dois gêneros, mas que há
Palavras masculinas: preferência de autores pelo masculino);
ágape (refeição dos primitivos cristãos); víspora.
anátema (excomungação);
axioma (premissa verdadeira); Alguns femininos:
caudal (cachoeira); abade - abadessa;
carcinoma (tumor maligno); abegão (feitor) - abegoa;
champanha, clã, clarinete, contralto, coma, alcaide (antigo governador) - alcaidessa,
diabete/diabetes (FeM classificam como gênero alcaidina;
vacilante);
aldeão - aldeã;
diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);
anfitrião - anfitrioa, anfitriã;
herpes, hosana (hino);
beirão (natural da Beira) - beiroa;
jângal (floresta da Índia);
besuntão (porcalhão) - besuntona;
lhama, praça (soldado raso);
bonachão - bonachona;
praça (soldado raso);
bretão - bretoa, bretã;
proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como
gênero vacilante); cantador - cantadeira;

suéter, tapa (FeM classificam como gênero cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz;
vacilante); castelão (dono do castelo) - castelã;
teiró (parte de arma de fogo ou arado); catalão - catalã;
telefonema, trema, vau (trecho raso do rio). cavaleiro - cavaleira, amazona;
Palavras femininas: charlatão - charlatã;
abusão (engano); coimbrão - coimbrã;
alcíone (ave doa antigos); cônsul - consulesa;
aluvião, araquã (ave); comarcão - comarcã;
áspide (reptil peçonhento); cônego - canonisa;
baitaca (ave); czar - czarina;
cataplasma, cal, clâmide (manto grego); deus - deusa, déia;

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LINGUA PORTUGUESA
diácono (clérigo) - diaconisa; alão - alões, alãos, alães;
doge (antigo magistrado) - dogesa; aldeão - aldeãos, aldeões;
druida - druidesa; capelão - capelães;
elefante - elefanta e aliá (Ceilão); castelão - castelãos, castelões;
embaixador - embaixadora e embaixatriz; cidadão - cidadãos;
ermitão - ermitoa, ermitã; cortesão - cortesãos;
faisão - faisoa (Cegalla), faisã; ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães;
hortelão (trata da horta) - horteloa; escrivão - escrivães;
javali - javalina; folião - foliões;
ladrão - ladra, ladroa, ladrona; hortelão - hortelões, hortelãos;
felá (camponês) - felaína; pagão - pagãos;
flâmine (antigo sacerdote) - flamínica; sacristão - sacristães;
frade - freira; tabelião - tabeliães;
frei - sóror; tecelão - tecelões;
gigante - giganta; verão - verãos, verões;
grou - grua; vilão - vilões, vilãos;
lebrão - lebre; vulcão - vulcões, vulcãos.
maestro - maestrina;
maganão (malicioso) - magana; Alguns substantivos que sofrem
metafonia no plural:
melro - mélroa;
abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro,
mocetão - mocetona;
despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo,
oficial - oficiala; forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço,
porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco,
padre - madre; torno, torto, troco.
papa - papisa; Substantivos só usados no plural:
pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja;
anais, antolhos, arredores, arras (bens,
parvo - párvoa; penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs
(cabelos brancos), cócegas, condolências, damas
peão - peã, peona; (jogo), endoenças (solenidades religiosas),
perdigão - perdiz; esponsais (contrato de casamento ou noivado),
esposórios (presente de núpcias), exéquias
prior - prioresa, priora; (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias,
mu ou mulo - mula; fezes, manes (almas), matinas (breviário de
orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras,
rajá - rani; primícias (começos, prelúdios), pêsames,
rapaz - rapariga; vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes.

rascão (desleixado) - rascoa;


sandeu - sandia; Coletivos:

sintrão - sintrã;
sultão - sultana; alavão - ovelhas leiteiras;

tabaréu - tabaroa; armento - gado grande (búfalos, elefantes);

varão - matrona, mulher; assembléia (parlamentares, membros de


associações);
veado - veada;
atilho - espigas;
vilão - viloa, vilã.
baixela - utensílios de mesa;
Substantivos em -ÃO e seus plurais:
banca - de examinadores, advogados;

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LINGUA PORTUGUESA
bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios; Os substantivos compostos formam o plural da
seguinte maneira:
bando - aves, ciganos, crianças, salteadores;
sem hífen formam o plural como os simples
boana - peixes miúdos;
(pontapé/pontapés);
cabido - cônegos (conselheiros de bispo);
caso não haja caso específico, verifica-se a
cáfila - camelos; variabilidade das palavras que compõem o
substantivo para pluralizá-los. São palavras
cainçalha - cães; variáveis: substantivo, adjetivo, numeral,
cambada - caranguejos, malvados, chaves; pronomes, particípio. São palavras invariáveis:
verbo, preposição, advérbio, prefixo;
cancioneiro - poesias, canções;
em elementos repetidos, muito parecidos ou
caterva - desordeiros, vadios; onomatopaicos, só o segundo vai para o plural
choldra, joldra - assassinos, malfeitores; (tico-ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-
pongues);
chusma - populares, criados;
com elementos ligados por preposição, apenas o
conselho - vereadores, diretores, juízes militares; primeiro se flexiona (pés-de-moleque);
conciliábulo - feiticeiros, conspiradores; são invariáveis os elementos grão, grã e bel
concílio - bispos; (grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres);
canzoada - cães; só variará o primeiro elemento nos compostos
formados por dois substantivos, onde o segundo
conclave - cardeais; limita o primeiro elemento, indicando tipo,
congregação - professores, religiosos; semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo,
bananas-maçã)
consistório - cardeais;
nenhum dos elementos vai para o plural se
fato - cabras; formado por verbos de sentidos opostos e frases
feixe - capim, lenha; substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-
mansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os
junta - bois, médicos, credores, examinadores; ganha-pouco, os diz-que-me-diz);
girândola - foguetes, fogos de artifício; compostos cujo segundo elemento já está no
grei - gado miúdo, políticos; plural não variam (os troca-tintas, os salta-
pocinhas, os espirra-canivetes);
hemeroteca - jornais, revistas;
palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia
legião - anjos, soldados, demônios; por ser substantivo. Caso represente o verbo
malta - desordeiros; guardar, não pode variar (guardas-noturnos,
guarda-chuvas).
matula - desordeiros, vagabundos;
miríade - estrelas, insetos;
ADJETIVO:
nuvem - gafanhotos, pó;
panapaná - borboletas migratórias;
É a palavra variável que restringe a
penca - bananas, chaves; significação do substantivo, indicando qualidades
récua - cavalgaduras (bestas de carga); e características deste. Mantém com o
substantivo que determina relação de
renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas; concordância de gênero e número.
réstia - alho, cebola; adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a
ror - grande quantidade de coisas; origem geográfica, normalmente são formados
pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de
súcia - pessoas desonestas, patifes; que se originam (Alagoas por alagoano). Podem
talha -lenha; ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou
mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos
tertúlia - amigos, intelectuais; casos assumem sua forma reduzida e erudita,
tropilha - cavalos; com exceção do último elemento (franco-ítalo-
brasileiro).
vara - porcos.
locuções adjetivas: expressões formadas por
Substantivos compostos: preposição e substantivo e com significado
equivalente a adjetivos (anel de prata = anel

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LINGUA PORTUGUESA
argênteo / andar de cima = andar superior / estar O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X
com fome = estar faminto). honesto[a]). Quanto ao gênero, não se diz que
um adjetivo é masculino ou feminino, e sim que
São adjetivos eruditos:
tem terminação masculina ou feminina.
açúcar - sacarino;
No tocante a número, os adjetivos simples
águia - aquilino; formam o plural segundo os mesmos princípios
dos substantivos simples, em função de sua
anel - anular; terminação (agradável X agradáveis). Já os
astro - sideral; substantivos utilizados como adjetivos ficam
invariáveis (blusas cinza).
bexiga - vesical;
Os adjetivos terminados em -OSO, além do
bispo - episcopal; acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do
cabeça - cefálico; primeiro -o, num processo de metafonia.
chumbo - plúmbeo; Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas
formas: comparativo e superlativo.
chuva - pluvial;
O grau comparativo refere-se a uma mesma
cinza - cinéreo; qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais
cobra - colubrino, ofídico; qualidades de um mesmo ser. Pode ser de
igualdade: tão alto quanto (como / quão); de
dinheiro - pecuniário; superioridade: mais alto (do) que (analítico) /
estômago - gástrico; maior (do) que (sintético) e de inferioridade:
menos alto (do) que.
fábrica - fabril;
O grau superlativo exprime qualidade em grau
fígado - hepático; muito elevado ou intenso.
fogo - ígneo; O superlativo pode ser classificado como
guerra - bélico; absoluto, quando a qualidade não se refere à de
outros elementos. Pode ser analítico (acréscimo
homem - viril; de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo,
inverno - hibernal; -érrimo, -ílimo). (muito alto X altíssimo)

lago - lacustre; O superlativo pode ser também relativo,


qualidade relacionada, favorável ou
lebre - leporino; desfavoravelmente, à de outros elementos. Pode
lobo - lupino; ser de superioridade analítico (o mais alto
de/dentre), de superioridade sintético (o maior
marfim - ebúrneo, ebóreo; de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto
memória - mnemônico; de/dentre).

moeda - monetário, numismático; São superlativos absolutos sintéticos eruditos


da língua portuguesa:
neve - níveo;
acre - acérrimo;
pedra - pétreo;
alto - supremo, sumo;
prata - argênteo, argentino, argírico;
amável - amabilíssimo;
raposa - vulpino;
amigo - amicíssimo;
rio - fluvial, potâmico;
baixo - ínfimo;
rocha - rupestre;
cruel - crudelíssimo;
sonho - onírico;
doce - dulcíssimo;
sul - meridional, austral;
dócil - docílimo;
tarde - vespertino;
fiel - fidelíssimo;
velho, velhice - senil;
frio - frigidíssimo;
vidro - vítreo, hialino.
humilde - humílimo;
Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam
as seguintes características: livre - libérrimo;
magro - macérrimo;

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mísero - misérrimo; A seguir um quadro com todas as formas do
pronome pessoal:
negro - nigérrimo;
pobre - paupérrimo; Pronomes pessoais
sábio - sapientíssimo;
Pronomes
sagrado - sacratíssimo; oblíquos
Pronomes
Número Pessoa
são - saníssimo; retos
veloz - velocíssimo. Átonos Tônicos

Os adjetivos compostos formam o plural da


seguinte forma: mim,
comigo
têm como regra geral, flexionar o último elemento me
primeira eu
em gênero e número (lentes côncavo-convexas, ti,
te
problemas sócio-econômicos); são invariáveis singular segunda tu contigo
cores em que o segundo elemento é um o, a,
terceira ele, ela ele, ela,
substantivo (blusas azul-turquesa, bolsas branco- lhe, se
si,
gelo); não variam as locuções adjetivas formadas consigo
pela expressão cor-de-... (vestidos cor-de-rosa);
as cores: azul-celeste e azul-marinho são nós,
invariáveis; conosco
nos
em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos. primeira nós vós,
vos
convosc
plural segunda vós
os, as, o
terceira eles, elas lhes,
eles,
se
elas, si,
PRONOME: consigo

É palavra variável em gênero, número e Os pronomes pessoais apresentam


pessoa que substitui ou acompanha um variações de forma dependendo da função
substantivo, indicando-o como pessoa do sintática que exercem na frase. Os pronomes
discurso. pessoais retos desempenham, normalmente,
função de sujeito; enquanto os oblíquos,
A diferença entre pronome substantivo e geralmente, de complemento.
pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer
tipo de pronome, podendo variar em função do Os pronomes oblíquos tônicos devem vir
contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é regidos de preposição. Em comigo, contigo,
aquele que substitui um substantivo, conosco e convosco, a preposição com já é parte
representando-o. (Ele prestou socorro). Já o integrante do pronome.
pronome adjetivo é aquele que acompanha um
substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é Os pronomes de tratamento estão
belo). Os pronomes pessoais são sempre enquadrados nos pronomes pessoais. São
substantivos. empregados como referência à pessoa com quem
se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é
Quanto às pessoas do discurso, a língua feita com a 3ª pessoa. Também são considerados
portuguesa apresenta três pessoas: pronomes de tratamento as formas você, vocês
1ª pessoa - aquele que fala, emissor; (provenientes da redução de Vossa Mercê),
2ª pessoa - aquele com quem se fala, receptor; Senhor, Senhora e Senhorita.
3ª pessoa - aquele de que ou de quem se fala,
referente. Quanto ao emprego, as formas oblíquas
o, a, os, as completam verbos que não vêm
Pronome pessoal: regidos de preposição; enquanto lhe e lhes para
verbos regidos das preposições a ou para (não
Indicam uma das três pessoas do expressas).
discurso, substituindo um substantivo. Podem
também representar, quando na 3ª pessoa, uma Apesar de serem usadas pouco, as
forma nominal anteriormente expressa (A moça formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam
era a melhor secretária, ela mesma agendava os da fusão de dois objetos, representados por
compromissos do chefe). pronomes oblíquos (Ninguém mo disse =
ninguém o disse a mim).

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se, apiedar-se, condoer-se, ufanar-se, queixar-se,
Os pronomes átonos o, a, os e as viram vangloriar-se.
lo(a/s), quando associados a verbos terminados
em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação Já os pronomes oblíquos podem ser usados
verbal for em ditongo nasal. como expressão expletiva (Não me venha com
essa).
Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos
desempenham função se sujeitos de infinitivo ou Pronome possessivo:
verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar,
mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair Fazem referência às pessoas do discurso,
/ Deixei-as chorando). apresentando-as como possuidoras de algo.
Concordam em gênero e número com a coisa
A forma você, atualmente, é usada no possuída.
lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular
quanto no plural, levando o verbo para a 3ª São pronomes possessivos da língua portuguesa
pessoa. as formas:
1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s);
Já as formas de tratamento serão 2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s);
precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos 3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s).
diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos
referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo Quanto ao emprego, normalmente, vem
S. antes do nome a que se refere; podendo,
também, vir depois do substantivo que determina.
Quando precedidos de preposição, os Neste último caso, pode até alterar o sentido da
pronomes retos (exceto eu e tu) passam a frase.
funcionar como oblíquos. Eu e tu não podem vir
precedidos de preposição, exceto se funcionarem O uso do possessivo seu (a/s) pode
como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para causar ambigüidade, para desfazê-la, deve-se
eu fazer ≠ para mim fazer). preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria
estava trancada em sua casa - casa de quem?);
Os pronomes acompanhados de só ou pode também indicar aproximação numérica (ele
todos, ou seguido de numeral, assumem forma tem lá seus 40 anos).
reta e podem funcionar como objeto direto
(Estava só ele no banco / Encontramos todos Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não
eles). tem valor de posse por ser uma alteração fonética
Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor de Senhor.
reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor
reflexivo e recíproco.
Pronome demonstrativo:
As formas si e consigo têm valor
Indicam posição de algo em relação às pessoas
exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª
do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço.
pessoa. Já conosco e convosco devem aparecer
São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s),
na sua forma analítica (com nós e com vós)
aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se
quando vierem com modificadores (todos, outros,
mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva). empregam exclusivamente como substitutos de
substantivos.
Os pronomes pessoais retos podem As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o
desempenhar função de sujeito, predicativo do (a/s) podem desempenhar papel de pronome
sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós demonstrativo.
temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu,
Senhor Jesus). Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos
apresentam-se da seguinte maneira:
Quanto ao uso das preposições junto aos uso dêitico, indicando localização no espaço -
pronomes, deve-se saber que não se pode este (aqui), esse (aí) e aquele (lá);
contrair as preposições de e em com pronomes
que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, uso dêitico, indicando localização temporal - este
desistiu ≠ Vi as bolsas dele bem aqui). (presente), esse (passado próximo) e aquele
(passado remoto ou bastante vago);
Os pronomes átonos podem assumir uso anafórico, em referência ao que já foi ou será
valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / dito - este (novo enunciado) e esse (retoma
Pesavam-lhe os olhos), enquanto alguns átonos informação);
são partes integrantes de verbos como suicidar-

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o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem quem = relativo indefinido quando é empregado
a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence); sem antecedente claro, não vindo precedido de
preposição;
tal é demonstrativo se puder ser substituído por
esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse
quando anteposto ao substantivo a que se refere e não concorda com o antecedente e sim com
e equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema seu conseqüente. Ele tem sempre valor adjetivo e
ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as não pode ser acompanhado de artigo.
negociações / Não brigue por semelhante causa);
Pronome indefinido:
mesmo e próprio são demonstrativos, se
Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando
precedidos de artigo, quando significarem
considerada de modo vago, impreciso ou
"idêntico", "igual" ou "exato". Concordam com o
genérico, representando pessoas, coisas e
nome a que se referem (Separaram crianças de
lugares. Alguns também podem dar idéia de
mesmas séries);
conjunto ou quantidade indeterminada. Em
como referência a termos já citados, os pronomes função da quantidade de pronomes indefinidos,
aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira merece atenção sua identificação.
e segunda ocorrências, respectivamente, em
São pronomes indefinidos de:
apostos distributivos (O médico e a enfermeira
estavam calados: aquele amedrontado e esta pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem;
calma / ou: esta calma e aquele amedrontado);
lugares: onde, algures, alhures, nenhures;
pode ocorrer a contração das preposições a, de,
pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo,
em com os pronomes demonstrativos (Não
acreditei no que estava vendo / Fui àquela região tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a),
de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s),
pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s),
de branco);
cada.
podem apresentar valor intensificador ou
Sobre o emprego dos indefinidos devemos
depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele
atentar para:
estava com aquela paciência / Aquilo é um
marido de enfeite); algum, após o substantivo a que se refere,
assume valor negativo (= nenhum) (Computador
nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados
algum resolverá o problema);
com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso,
ela entrou triunfante - nisso = advérbio). cada deve ser sempre seguido de um substantivo
Pronome relativo: ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma);
alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do
Retoma um termo expresso anteriormente
(antecedente) e introduz uma oração dependente, nome a que estiverem se referindo, passam a ser
adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus
adjetiva.
lugares certos / Comprei várias balas de sabores
Os pronome nomes demonstrativos apresentam- vários)
se da seguinte maneira: mento, armamentomes
bastante pode vir como adjetivo também, se
relativos são: que, quem e onde - invariáveis;
além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s). estiver determinando algum substantivo, unindo-
se a ele por verbo de ligação (Isso é bastante
Os relativos são chamados relativos indefinidos para mim);
quando são empregados sem antecedente
o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa";
expresso (Quem espera sempre alcança / Fez
quanto pôde). o pronome nada, colocado junto a verbos ou
adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está
Quanto ao emprego, observa-se que os relativos
nada contente hoje);
são usados quando:
o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o pronome nada, colocado junto a verbos ou
adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está
o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que lêem ou
nada contente hoje);
não);
existem algumas locuções pronominais
como relativo, quanto refere-se ao antecedente
indefinidas - quem quer que, o que quer, seja
tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava)
quem for, cada um etc.
quem será precedido de preposição se estiver
todo com valor indefinido antecede o substantivo,
relacionado a pessoas ou seres personificados
sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠
expressos;
Toda a cidade parou para ver a banda).
Pronome interrogativo:

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LINGUA PORTUGUESA
São os pronomes indefinidos que, quem, qual, descobertos, mas os meus ainda estão em
quanto usados na formulação de uma pergunta segredo);
direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do
omite-se o artigo definido antes de nomes de
discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei
parentesco precedidos de possessivo (A moça
quem lhe contou).
deixou a casa a sua tia);
Alguns interrogativos podem ser adverbiais
(Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como antes de nomes próprios personativos, não se
foi tudo?). deve utilizar artigo. O seu uso denota
familiaridade, por isso é geralmente usado antes
de apelidos. Os antropônimos são determinados
pelo artigo se usados no plural (os Maias, Os
Homeros);
ARTIGO
geralmente dispensado depois de cheirar a, saber
a (= ter gosto a) e similares (cheirar a jasmim /
Precede o substantivo para determiná-lo, isto sabe a vinho);
mantendo com ele relação de concordância.
não se usa artigo diante das palavras casa (= lar,
Assim, qualquer expressão ou frase fica
moradia), terra (= chão firme) e palácio a menos
substantivada se for determinada por artigo (O
que essas palavras sejam especificadas (venho
'conhece-te a ti mesmo' é conselho sábio). Em
de casa / venho da casa paterna);
certos casos, serve para assinalar gênero e
número (o/a colega, o/os ônibus). na expressão uma hora, significando a primeira
hora, o emprego é facultativo (era perto de / da
Os artigos podem ser classificado em:
uma hora). Se for indicar hora exata, à uma hora
definido - o, a, os, as - um ser claramente (como qualquer expressão adverbial feminina);
determinado entre outros da mesma espécie;
diante de alguns nomes de cidade não se usa
indefinido - um, uma, uns, umas - um ser artigo, a não ser que venham modificados por
qualquer entre outros de mesma espécie; adjetivo, locução adjetiva ou oração adjetiva
(Aracaju, Sergipe, Curitiba, Roma, Atenas);
Podem aparecer combinados com preposições
(numa, do, à, entre outros). usa-se artigo definido antes dos nomes de
estados brasileiros. Como não se usa artigo nas
Quanto ao emprego do artigo:
denominações geográficas formadas por nomes
não é obrigatório seu uso diante da maioria dos ou adjetivos, excetuam-se AL, GO, MT, MG, PE,
substantivos, podendo ser substituído por outra SC, SP e SE;
palavra determinante ou nem usado (o rapaz ≠ expressões com palavras repetidas repelem
este rapaz / Lera numa revista que mulher fica artigo (gota a gota / face a face);
mais gripada que homem). Nesse sentido,
convém omitir o uso do artigo em provérbios e não se combina com preposição o artigo que faz
máximas para manter o sentido generalizante parte de nomes de jornais, revistas e obras
(Tempo é dinheiro / Dedico esse poema a homem literárias, bem como se o artigo introduzir sujeito
ou a mulher?); (li em Os Lusíadas / Está na hora de a onça
beber água);
não se deve usar artigo depois de cujo e suas
flexões; depois de todo, emprega-se o artigo para conferir
idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá
outro, em sentido determinado, é precedido de participar / toda a cidade ≠ toda cidade). "Todos"
artigo; caso contrário, dispensa-o (Fiquem dois
exige artigo a não ser que seja substituído por
aqui; os outros podem ir ≠ Uns estavam atentos; outro determinante (todos os familiares / todos
outros conversavam); estes familiares);
não se usa artigo diante de expressões de repete-se artigo: a) nas oposições entre pessoas
tratamento iniciadas por possessivos, além das e coisas (o rico e o pobre) / b) na qualificação
formas abreviadas frei, dom, são, expressões de antonímica do mesmo substantivo (o bom e o
origem estrangeira (Lord, Sir, Madame) e sóror ou mau ladrão) / c) na distinção de gênero e número
sóror; (o patrão e os operários / o genro e a nora);
é obrigatório o uso do artigo definido entre o não se repete artigo: a) quando há sinonímia
numeral ambos (ambos os dois) e o substantivo a
indicada pela explicativa ou (a botânica ou
que se refere (ambos os cônjuges); fitologia) / b) quando adjetivos qualificam o
diante do possessivo (função de adjetivo) o uso é mesmo substantivo (a clara, persuasiva e discreta
facultativo; mas se o pronome for substantivo, exposição dos fatos nos abalou).
torna-se obrigatório (os [seus] planos foram

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LINGUA PORTUGUESA
NUMERAL: Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais;
os multiplicativos, quando têm função adjetiva; os
Numeral é a palavra que indica quantidade, fracionários, dependendo do cardinal que os
número de ordem, múltiplo ou fração. Classifica- antecede.
se como cardinal (1, 2, 3), ordinal (primeiro,
segundo, terceiro), multiplicativo (dobro, duplo, Os cardinais, quando substantivos, vão para o
triplo), fracionário (meio, metade, terço). Além plural se terminarem por som vocálico (Tirei dois
desses, ainda há os numerais coletivos (dúzia, dez e três quatros).
par).
Quanto ao valor, os numerais podem apresentar
valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem ADVÉRBIO:
acompanhando e modificando um substantivo,
terão valor adjetivo. Já se estiverem substituindo
um substantivo e designando seres, terão valor É a palavra que modifica o sentido do verbo
substantivo. [Ele foi o primeiro jogador a chegar. (maioria), do adjetivo e do próprio advérbio
(valor adjetivo) / Ele será o primeiro desta vez. (intensidade para essas duas classes). Denota
(valor substantivo)]. em si mesma uma circunstância que determina
sua classificação:
Quanto ao emprego:
lugar: longe, junto, acima, ali, lá, atrás, alhures;
os ordinais como último, penúltimo,
antepenúltimo, respectivos... não possuem tempo: breve, cedo, já, agora, outrora,
cardinais correspondentes. imediatamente, ainda;

os fracionários têm como forma própria meio, modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria
metade e terço, todas as outras representações dos adv. com sufixo -mente;
de divisão correspondem aos ordinais ou aos negação: não, qual nada, tampouco,
cardinais seguidos da palavra avos (quarto, absolutamente;
décimo, milésimo, quinze avos);
dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, porventura,
designando séculos, reis, papas e capítulos, possivelmente;
utiliza-se na leitura ordinal até décimo; a partir daí
usam-se os cardinais. (Luís XIV - quatorze, Papa intensidade: muito, pouco, bastante, mais, meio,
Paulo II - segundo); quão, demais, tão;
Se o numeral vier antes do substantivo, será afirmação: sim, certamente, deveras, com efeito,
obrigatório o ordinal (XX Bienal - vigésima, IV realmente, efetivamente.
Semana de Cultura - quarta); As palavras onde (de lugar), como (de modo),
zero e ambos(as) também são numerais porque (de causa), quanto (classificação variável)
cardinais. 14 apresenta duas formas por extenso e quando (de tempo), usadas em frases
catorze e quatorze; interrogativas diretas ou indiretas, são
classificadas como advérbios interrogativos
a forma milhar é masculina, portanto não existe (queria saber onde todos dormirão / quando se
"algumas milhares de pessoas" e sim alguns realizou o concurso).
milhares de pessoas;
Onde, quando, como, se empregados com
alguns numerais coletivos: grosa (doze dúzias), antecedente em orações adjetivas são advérbios
lustro (período de cinco anos), sesquicentenário relativos (estava naquela rua onde passavam os
(150 anos); ônibus / ele chegou na hora quando ela ia falar /
um: numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção não sei o modo como ele foi tratado aqui).
é feita pelo contexto. As locuções adverbiais são geralmente
Numeral indicando quantidade e artigo quando se constituídas de preposição + substantivo - à
opõe ao substantivo indicando-o de forma direita, à frente, à vontade, de cor, em vão, por
indefinida. acaso, frente a frente, de maneira alguma, de
manhã, de repente, de vez em quando, em breve,
Quanto à flexão, varia em gênero e número: em mão (em vez de "em mãos") etc. São
variam em gênero: classificadas, também, em função da
circunstância que expressam.
Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos;
todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, Quanto ao grau, apesar de pertencer à categoria
quando expressam uma idéia adjetiva em relação das palavras invariáveis, o advérbio pode
ao substantivo. apresentar variações de grau comparativo ou
superlativo.
variam em número:
Comparativo:

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LINGUA PORTUGUESA
igualdade - tão + advérbio + quanto exclusão: apesar, somente, só, salvo,
unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer,
superioridade - mais + advérbio + (do) que
apenas etc. (Todos saíram, menos ela / Não me
inferioridade - menos + advérbio + (do) que descontou sequer um real);
Superlativo: explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li
vários livros, a saber, os clássicos);
sintético - advérbio + sufixo (-íssimo)
inclusão: até, ainda, além disso, também,
analítico - muito + advérbio. inclusive etc. (Eu também vou / Falta tudo, até
Bem e mal admitem grau comparativo de água);
superioridade sintético: melhor e pior. As formas limitação: só, somente, unicamente, apenas etc.
mais bem e mais mal são usadas diante de (Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa);
particípios adjetivados. (Ele está mais bem
informado do que eu). Melhor e pior podem realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E
corresponder a mais bem / mal (adv.) ou a mais você lá sabe essa questão?);
bom / mau (adjetivo).
retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc.
(Somos três, ou melhor, quatro);
situação: então, mas, se, agora, afinal etc.
(Afinal, quem perguntaria a ele?).
Quanto ao emprego:
três advérbios pronominais indefinidos de lugar
vão caindo em desuso: algures, alhures e PREPOSIÇÃO:
nenhures, substituídos por em algum, em outro e
em nenhum lugar;
É a palavra invariável que liga dois
na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo
termos entre si, estabelecendo relação de
diminutivo. Nesses casos, o advérbio assume
subordinação entre o termo regente e o regido.
valor superlativo absoluto sintético (cedinho /
São antepostos aos dependentes (objeto indireto,
pertinho). A repetição de um mesmo advérbio
complemento nominal, adjuntos e orações
também assume valor superlativo (saiu cedo,
subordinadas). Divide-se em:
cedo);
essenciais (maioria das vezes são preposições):
quando os advérbios terminados em -mente
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em,
estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo
entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre,
só no último (Falou rápida e pausadamente);
trás;
muito e bastante podem aparecer como advérbio
acidentais (palavras de outras classes que
(invariável) ou pronome indefinido (variável -
podem exercer função de preposição): afora,
determina substantivo);
conforme (= de acordo com), consoante, durante,
otimamente e pessimamente são superlativos exceto, salvo, segundo, senão, mediante, visto (=
absolutos sintéticos de bem e mal, devido a, por causa de) etc. (Vestimo-nos
respectivamente; conforme a moda e o tempo / Os heróis tiveram
como prêmio aquela taça / Mediante meios
adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis escusos, ele conseguiu a vaga / Vovó dormiu
(terminaram rápido o trabalho / ele falou claro). durante a viagem).
As palavras denotativas são séries de palavras As preposições essenciais regem pronomes
que se assemelham ao advérbio. A Norma oblíquos tônicos; enquanto preposições
Gramatical Brasileira considera-as apenas como acidentais regem as formas retas dos pronomes
palavras denotativas, não pertencendo a pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu,
nenhuma das 10 classes gramaticais. vieram).
Classificam-se em função da idéia que
expressam: As locuções prepositivas, em geral, são formadas
de advérbio (ou locução adverbial) + preposição -
adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e
abaixo de, acerca de, a fim de, além de, defronte
ainda queria mais); a, ao lado de, apesar de, através de, de acordo
afastamento: embora (Foi embora daqui); com, em vez de, junto de, perto de, até a, a par
de, devido a.
afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente
(Ainda bem que passei de ano); Observa-se que a última palavra da locução
prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a
aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, última palavra de uma locução adverbial nunca é
por volta de etc. (É quase 1h a pé); preposição.
designação: eis (Eis nosso carro novo);

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LINGUA PORTUGUESA
Quanto ao emprego, as preposições podem São palavras que expressam estados emocionais
ser usadas em: do falante, variando de acordo com o contexto
emocional. Podem expressar:
combinação: preposição + outra palavra sem
perda fonética (ao/aos); alegria - ah!, oh!, oba!
contração: preposição + outra palavra com perda advertência - cuidado!, atenção
fonética (na/àquela);
afugentamento - fora!, rua!, passa!, xô!
não se deve contrair de se o termo seguinte for
alívio - ufa!, arre!
sujeito (Está na hora de ele falar);
animação - coragem!, avante!, eia!
a preposição após, pode funcionar como advérbio
(= atrás) (Terminada a festa, saíram logo após.); aplauso - bravo!, bis!, mais um!
trás, atualmente, só se usa em locuções chamamento - alô!, olá!, psit!
adverbiais e prepositivas (por trás, para trás por
desejo - oxalá!, tomara! / dor - ai!, ui!
trás de).
espanto - puxa!, oh!, chi!, ué!
Quanto à diferença entre pronome pessoal
oblíquo, preposição e artigo, deve-se observar impaciência - hum!, hem!
que a preposição liga dois termos, sendo
invariável, enquanto o pronome oblíquo substitui silêncio - silêncio!, psiu!, quieto!
um substantivo. Já o artigo antecede o São locuções interjetivas: puxa vida!, não diga!,
substantivo, determinando-o. que horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz
As preposições podem estabelecer as seguintes credo!
relações: isoladamente, as preposições são
palavras vazias de sentido, se bem que algumas
contenham uma vaga noção de tempo e lugar.
Nas frases, exprimem diversas relações: CONJUNÇÃO:
autoria - música de Caetano
lugar - cair sobre o telhado, estar sob a mesa É a palavra que liga orações basicamente,
tempo - nascer a 15 de outubro, viajar em uma estabelecendo entre elas alguma relação
hora, viajei durante as férias (subordinação ou coordenação). As conjunções
classificam-se em:
modo ou conformidade - chegar aos gritos,
votar em branco Coordenativas, aquelas que ligam duas orações
independentes (coordenadas), ou dois termos
causa - tremer de frio, preso por vadiagem que exercem a mesma função sintática dentro da
assunto - falar sobre política oração. Apresentam cinco tipos:
fim ou finalidade - vir em socorro, vir para ficar aditivas (adição): e, nem, mas também, como
também, bem como, mas ainda;
instrumento - escrever a lápis, ferir-se com a
faca adversativas (adversidade, oposição): mas,
porém, todavia, contudo, antes (= pelo contrário),
companhia - sair com amigos / meio - voltar a não obstante, apesar disso;
cavalo, viajar de ônibus
alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou,
matéria - anel de prata, pão com farinha ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer;
posse - carro de João conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois
oposição - Flamengo contra Fluminense (depois do verbo), por conseguinte, por isso;

conteúdo - copo de (com) vinho explicativas (justificação): - pois (antes do


verbo), porque, que, porquanto.
preço - vender a (por) R$ 300, 00
Subordinativas - ligam duas orações
origem - descender de família humilde dependentes, subordinando uma à outra.
especialidade - formou-se em Medicina Apresentam dez tipos:

destino ou direção - ir a Roma, olhe para frente. causais: porque, visto que, já que, uma vez que,
como, desde que;
Palavra que liga orações basicamente,
INTERJEIÇÃO: estabelecendo entre elas alguma relação
(subordinação ou coordenação). As conjunções
classificam-se em:

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comparativas: como, (tal) qual, assim como, 4. Marque a frase em que o termo destacado
(tanto) quanto, (mais ou menos +) que; expressa circunstância de causa:
condicionais: se, caso, contanto que, desde que, a) Quase morri de vergonha.
salvo se, sem que (= se não), a menos que; b) Agi com calma.
consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): c) Os mudos falam com as mãos.
que (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores d) Apesar do fracasso, ele insistiu.
de intensidade), de modo que, de maneira que, e) Aquela rua é demasiado estreita.
de sorte que, de maneira que, sem que;
5. “Enquanto punha o motor em movimento.” O
conformativas (conformidade, adequação): verbo destacado encontra-se no:
conforme, segundo, consoante, como;
a) Presente do subjuntivo.
concessiva: embora, conquanto, posto que, por
b) Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo.
muito que, se bem que, ainda que, mesmo que;
c) Presente do indicativo.
temporais: quando, enquanto, logo que, desde d) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
que, assim que, mal (= logo que), até que; e) Pretérito imperfeito do indicativo.
finais - a fim de que, para que, que; 6. Aponte a opção em que muito é pronome
proporcionais: à medida que, à proporção que, indefinido:
ao passo que, quanto mais (+ tanto menos);
a) O soldado amarelo falava muito bem.
integrantes - que, se. b) Havia muito bichinho ruim.
As conjunções integrantes introduzem as orações c) Fabiano era muito desconfiado.
subordinadas substantivas, enquanto as demais d) Fabiano vacilava muito para tomar decisão.
iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas e) Muito eficiente era o soldado amarelo.
vezes a função de interligar orações é
7 . A flexão do número incorreta é:
desempenhada por locuções conjuntivas,
a) tabelião – tabeliães.
advérbios ou pronomes.
b) melão – melões
c) ermitão – ermitões.
d) chão – chãos.
e) catalão – catalões.
Exercícios
8. Dos verbos abaixo apenas um é regular,
identifique-o:
1. A alternativa que apresenta classes de
a) pôr.
palavras cujos sentidos podem ser modificados
b) adequar.
pelo advérbio são:
c) copiar.
a) adjetivo – advérbio – verbo. d) reaver.
b) verbo – interjeição – conjunção. e) brigar.
c) conjunção – numeral – adjetivo.
9. A alternativa que não apresenta erro de flexão
d) adjetivo – verbo – interjeição.
verbal no presente do indicativo é:
e) interjeição – advérbio – verbo.
a) reavejo (reaver).
2. Das palavras abaixo, faz plural como
b) precavo (precaver).
“assombrações”
c) coloro (colorir).
a) perdão. d) frijo (frigir).
b) bênção. e) fedo (feder).
c) alemão.
10. A classe de palavras que é empregada para
d) cristão.
exprimir estados emotivos:
e) capitão.
a) adjetivo.
3. Na oração “Ninguém está perdido se der
b) interjeição.
amor…”, a palavra grifada pode ser classificada c) preposição.
como:
d) conjunção.
a) advérbio de modo. e) advérbio.
b) conjunção adversativa.
11. Todas as formas abaixo expressam um
c) advérbio de condição.
tamanho menor que o normal, exceto:
d) conjunção condicional.
e) preposição essencial.

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a) saquitel. c) O cantar dos pássaros alegra as manhãs –
b) grânulo. (verbo).
c) radícula. d) A metade da classe já chegou – (numeral).
d) marmita. e) Os jovens gostam de cantar música moderna –
e) óvulo. (verbo).

12. Em “Tem bocas que murmuram preces…”, a 18. Quanto à flexão de grau, o substantivo que
seqüência morfológica é: difere dos demais é:

a) verbo-substantivo-pronome relativo-verbo- a) viela.


substantivo. b) vilarejo.
b) verbo-substantivo-conjunção integrante-verbo- c) ratazana.
substantivo. d) ruela.
c) verbo-substantivo-conjunção coordenativa- e) sineta.
verbo-adjetivo.
d) verbo-adjetivo-pronome indefinido-verbo- 19. Está errada a flexão verbal em:
substantivo.
e) verbo-advérbio-pronome relativo-verbo- a) Eu intervim no caso.
substantivo. b) Requeri a pensão alimentícia.
c) Quando eu ver a nova casa, aviso você
13. A alternativa que possui todos os substantivos d) Anseio por sua felicidade.
corretamente colocados no plural é: e) Não pudeste falar.

a) couve-flores / amores-perfeitos / boas-vidas. 20. Das classes de palavra abaixo, as invariáveis


b) tico-ticos / bem-te-vis / joões-de-barro. são:
c) terças-feiras / mãos-de-obras / guarda-roupas.
d) arco-íris / portas-bandeiras / sacas-rolhas. a) interjeição – advérbio – pronome possessivo.
e) dias-a-dia / lufa-lufas / capitães-mor. b) numeral – substantivo – conjunção.
c) artigo – pronome demonstrativo – substantivo.
14. “…os cipós que se emaranhavam…” . A d) adjetivo – preposição – advérbio.
palavra sublinhada é: e) conjunção – interjeição – preposição.

a) conjunção explicativa. 21. Todos os verbos abaixo são defectivos,


b) conjunção integrante. exceto:
c) pronome relativo.
d) advérbio interrogativo. a) abolir.
e) preposição acidental. b) colorir.
c) extorquir.
15. Indique a frase em que o verbo se encontra d) falir.
na 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo: e) exprimir.

a) Faça o trabalho. 22. O substantivo composto que está


b) Acabe a lição. indevidamente escrito no plural é:
c) Mande a carta.
d) Dize a verdade. a) mulas-sem-cabeça.
e) Beba água filtrada. b) cavalos-vapor.
c) abaixos-assinados.
16. Em “Escrever é alguma coisa extremamente d) quebra-mares.
forte, mas que pode me trair e me abandonar.”, e) pães-de-ló.
as palavras grifadas podem ser classificadas
como, respectivamente: 23. A alternativa que apresenta um substantivo
invariável e um variável, respectivamente, é:
a) pronome adjetivo – conjunção aditiva.
b) pronome interrogativo – conjunção aditiva. a) vírus – revés.
c) pronome substantivo – conjunção alternativa. b) fênix – ourives.
d) pronome adjetivo – conjunção adversativa. c) ananás – gás.
e) pronome interrogativo – conjunção alternativa. d) oásis – alferes.
e) faquir – álcool.
17. Marque o item em que a análise morfológica
da palavra sublinhada não está correta: 24. “Paula mirou-se no espelho das águas”: Esta
oração contém um verbo na voz:
a) Ele dirige perigosamente – (advérbio).
b) Nada foi feito para resolver a questão – a) ativa.
(pronome indefinido). b) passiva analítica.
c) passiva pronominal.
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d) reflexiva recíproca. d) pronome oblíquo e adjunto adnominal.
e) reflexiva. e) pronome oblíquo e objeto indireto.

25. O único substantivo que não é sobrecomum 32. O item em que temos um adjetivo em grau
é: superlativo absoluto é:

a) verdugo. a) Está chovendo bastante.


b) manequim. b) Ele é um bom funcionário.
c) pianista. c) João Brandão é mais dedicado que o vigia.
d) criança. d) Sou o funcionário mais dedicado da repartição.
e) indivíduo. e) João Brandão foi tremendamente inocente.

26. A alternativa que apresenta um verbo 33. A alternativa em que o verbo abolir está
indevidamente flexionado no presente do incorretamente flexionado é:
subjuntivo é:
a) Tu abolirás.
a) vade. b) Nós aboliremos.
b) valham. c) Aboli vós.
c) meçais. d) Eu abolo.
d) pulais. e) Eles aboliram.
e) caibamos.
34. A alternativa em que o verbo “precaver” está
27. A alternativa que apresenta uma flexão corretamente flexionado é:
incorreta do verbo no imperativo é:
a) Eu precavejo.
a) dize. b) Precavê tu.
b) faz. c) Que ele precavenha.
c) crede. d) Eles precavêm.
d) traze. e) Ela precaveu.
e) acudi.
35. A única alternativa em que as palavras são,
28. A única forma que não corresponde a um respectivamente, substantivo abstrato, adjetivo
particípio é: biforme e preposição acidental é:

a) roto. a) beijo-alegre-durante
b) nato. b) remédio-inteligente-perante
c) incluso. c) feiúra-lúdico-segundo
d) sepulto. d) ar-parco-por
e) impoluto. e) dor-veloz-consoante

29. Na frase: “Apieda-te qualquer sandeu”, a 1 A / 2 A / 3 D / 4 A / 5 E / 6 B / 7 E / 8 E / 9 D / 10


palavra sandeu (idiota, imbecil) é um substantivo: B / 11 D / 12 A / 13 B / 14 C / 15 D / 16 D / 17 C /
18 C / 19 C / 20 E / 21 E / 22 C / 23 A / 24 E / 25
a) comum, concreto e sobrecomum C / 26 D / 27 B / 28 D / 29 D / 30 E / 31 C / 32 E /
b) concreto, simples e comum de dois gêneros. 33 D / 34 E / 35 C
c) simples, abstrato e feminino.
d) comum, simples e masculino
e) simples, abstrato e masculino.

30. A alternativa em que não há erro de flexão do


verbo é:

a) Nós hemos de vencer.


b) Deixa que eu coloro este desenho.
c) Pega a pasta e a flanela e pole o meu carro.
d) Eu reavi o meu caderno que estava perdido.
e) Aderir, eu adiro; mas não é por muito tempo!

31. Em “Imaginou-o, assim caído…” a palavra


destacada, morfologicamente e sintaticamente, é:

a) artigo e adjunto adnominal.


b) artigo e objeto direto.
c) pronome oblíquo e objeto direto.

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Verbo: As três formas nominais do verbo (infinitivo,
gerúndio e particípio) não possuem função
É a palavra variável que exprime um
exclusivamente verbal. Infinitivo é antes
acontecimento representado no tempo, seja ação,
substantivo, o particípio tem valor e forma de
estado ou fenômeno da natureza.
adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao
Os verbos apresentam três conjugações. Em adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que
função da vogal temática, podem-se criar três exprime.
paradigmas verbais. De acordo com a relação
Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os
dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a
seguintes valores:
seguinte classificação:
presente do indicativo: indica um fato real
regulares: seguem o paradigma verbal de sua
situado no momento ou época em que se fala;
conjugação;
presente do subjuntivo: indica um fato provável,
irregulares: não seguem o paradigma verbal da
duvidoso ou hipotético situado no momento ou
conjugação a que pertencem. As irregularidades
época em que se fala;
podem aparecer no radical ou nas desinências
(ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão); pretérito perfeito do indicativo: indica um fato
real cuja ação foi iniciada e concluída no
Entre os verbos irregulares, destacam-se os
passado;
anômalos que apresentam profundas
irregularidades. São classificados como anômalos pretérito imperfeito do indicativo: indica um
em todas as gramáticas os verbos ser e ir. fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas
não foi concluída ou era uma ação costumeira no
defectivos: não são conjugados em
passado;
determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no
presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um
pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi
três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou iniciada mas não concluída no passado;
ruídos de animais, só conjugados nas 3ª
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
pessoas) por eufonia ou possibilidade de
indica um fato real cuja ação é anterior a outra
confusão com outros verbos;
ação já passada;
abundantes - apresentam mais de uma forma
futuro do presente do indicativo: indica um fato
para uma mesma flexão. Mais freqüente no
real situado em momento ou época vindoura;
particípio, devendo-se usar o particípio regular
com ter e haver; já o irregular com ser e estar futuro do pretérito do indicativo: indica um fato
(aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei possível, hipotético, situado num momento futuro,
aceitado ≠ é/está aceito); mas ligado a um momento passado;
auxiliares: juntam-se ao verbo principal futuro do subjuntivo: indica um fato provável,
ampliando sua significação. Presentes nos duvidoso, hipotético, situado num momento ou
tempos compostos e locuções verbais; época futura;
certos verbos possuem pronomes pessoais Quanto à formação dos tempos, os chamados
átonos que se tornam partes integrantes deles. tempos simples podem ser primitivos (presente e
Nesses casos, o pronome não tem função pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo
sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.); impessoal) e derivados:
formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu São derivados do presente do indicativo:
canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do
pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do
radical - nós cantaríamos).
presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) +
Quanto à flexão verbal, temos: Desinência número pessoal (DNP);
número: singular ou plural; presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa
singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª
pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;
conj.) + DNP;
tempo: referência ao momento em que se fala
Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei"
(pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo
na 1ª pessoa do plural (passeio, mas
só tem um tempo, o presente;
passeemos).
voz: ativa, passiva e reflexiva;
imperativo negativo (todo derivado do presente do
modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas
subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização vêm do presente do indicativo sem S, as demais
de um fato ou incerteza do estado) e imperativo também vêm do presente do subjuntivo).
(expressa ordem, advertência ou pedido).

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São derivados do pretérito perfeito do gerúndio composto: gerúndio do auxiliar +
indicativo: particípio do VP (Tendo falado).
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do O modo subjuntivo apresenta três pretéritos,
perfeito + RA + DNP; sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e
o mais-que-perfeito nas formas compostas. Não
pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do
há presente composto nem pretérito imperfeito
perfeito + SSE + DNP;
composto
futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R +
Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:
DNP.
ativa: sujeito é agente da ação verbal;
São derivados do infinitivo impessoal:
passiva: sujeito é paciente da ação verbal;
futuro do presente do indicativo: TEMA do
infinitivo + RA + DNP; A voz passiva pode ser analítica ou sintética:
futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo
DNP; principal;
infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (- sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE
ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM) (partícula apassivadora);
gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO; reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação
verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo
particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal
tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo,
temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO
variável em função da pessoa do verbo);
(2ª e 3ª conjugação).
Na transformação da voz ativa na passiva, a
Quanto à formação, os tempos compostos da voz
variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na
ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou
maioria das vezes), como notamos nos exemplos
HAVER + particípio do verbo que se quer
a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito
conjugar, dito principal.
por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo)
No modo Indicativo, os tempos compostos / O vento ia levando as folhas - As folhas iam
são formados da seguinte maneira: sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio
do verbo principal).
pretérito perfeito: presente do indicativo do
auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho Alguns verbos da língua portuguesa apresentam
falado]; problemas de conjugação. A seguir temos uma
lista, seguida de comentários sobre essas
pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito
dificuldades de conjugação.
do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha
falado); Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do
singular do presente do indicativo, por isso não
futuro do presente: futuro do presente do
possui presente do subjuntivo e o imperativo
indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir,
falado); demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir,
futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo fulgir, haurir, retorquir, urgir)
do auxiliar + particípio do VP (Teria falado). Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do
No modo Subjuntivo a formação se dá da indicativo - acudo, acodes... e pretérito perfeito do
seguinte maneira: indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir,
engolir, fugir) / Adequar (defectivo) - só possui a
pretérito perfeito: presente do subjuntivo do 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do
auxiliar + particípio do VP (Tenha falado); indicativo
pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do
subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse indicativo - adiro, adere... (= advertir, cerzir,
falado); despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)
futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do
+ particípio do VP (Tiver falado). indicativo - ajo, ages... (= afligir, coagir, erigir,
Quanto às formas nominais, elas são espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir)
formadas da seguinte maneira: Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do
infinitivo composto: infinitivo pessoal ou indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos,
impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir,
falado / Teres falado); transgredir) / Aguar (regular) - presente do
indicativo - águo, águas..., - pretérito perfeito do
indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos,

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aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância
minguar) vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges,
frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito
Aprazer (irregular) - presente do indicativo -
indicativo - frigi, frigiste...
aprazo, aprazes, apraz... / pretérito perfeito do
indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais,
aprouvemos, aprouvestes, aprouveram vai, vamos, ides, vão - pretérito perfeito indicativo
- fui, foste... - presente subjuntivo - vá, vás, vá,
Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) -
vamos, vades, vão
presente do indicativo - arguo (ú), argúis, argúi,
argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo,
argüi, argüiste... (com trema) jazes... - pretérito perfeito indicativo - jazi, jazeste,
jazeu...
Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio,
atrais... / pretérito perfeito - atraí, atraíste... (= Mobiliar (irregular) - presente do indicativo -
abstrair, cair, distrair, sair, subtrair) mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais,
mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei,
Atribuir (irregular) - presente do indicativo -
mobiliaste... / Obstar (regular) - presente do
atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís,
indicativo - obsto, obstas... - pretérito perfeito
atribuem - pretérito perfeito - atribuí, atribuíste,
indicativo - obstei, obstaste...
atribuiu... (= afluir, concluir, destituir, excluir,
instruir, possuir, usufruir) Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço,
pedes, pede, pedimos, pedis, pedem - pretérito
Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do
perfeito indicativo - pedi, pediste... (= despedir,
indicativo - averiguo (ú), averiguas (ú), averigua
expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) -
(ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) -
presente do indicativo - pulo, pules, pule, polimos,
pretérito perfeito - averigüei, averiguaste... -
polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli,
presente do subjuntivo - averigúe, averigúes,
poliste...
averigúe... (= apaziguar)
Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente
Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio,
do indicativo - precavemo-nos, precaveis-vos -
ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito
pretérito perfeito indicativo - precavi-me,
perfeito indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos,
precaveste-te... / Prover (irregular) - presente do
ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear:
indicativo - provejo, provês, provê, provemos,
falsear, passear... - alguns apresentam pronúncia
provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo -
aberta: estréio, estréia...)
provi, proveste, proveu... / Reaver (defectivo) -
Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, presente do indicativo - reavemos, reaveis -
côas, côa, coamos, coais, coam - pretérito pretérito perfeito indicativo - reouve, reouveste,
perfeito - coei, coaste, coou... (= abençoar, reouve... (verbo derivado do haver, mas só é
magoar, perdoar) / Comerciar (regular) - presente conjugado nas formas verbais com a letra v)
do indicativo - comercio, comercias... - pretérito
Remir (defectivo) - presente do indicativo -
perfeito - comerciei... (= verbos em -iar , exceto
remimos, remis - pretérito perfeito indicativo -
os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar,
remi, remiste...
incendiar, odiar)
Requerer (irregular) - presente do indicativo -
Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do
requeiro, requeres... - pretérito perfeito indicativo -
indicativo - compilo, compeles... - pretérito
requeri, requereste, requereu... (derivado do
perfeito indicativo - compeli, compeliste...
querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do
Compilar (regular) - presente do indicativo - presente do indicativo e no pretérito perfeito do
compilo, compilas, compila... - pretérito perfeito indicativo e derivados, sendo regular)
indicativo - compilei, compilaste...
Rir (irregular) - presente do indicativo - rio, rir, ri,
Construir (irregular e abundante) - presente do rimos, rides, riem - pretérito perfeito indicativo - ri,
indicativo - construo, constróis (ou construis), riste... (= sorrir)
constrói (ou construi), construímos, construís,
Saudar (alternância vocálica) - presente do
constroem (ou construem) - pretérito perfeito
indicativo - saúdo, saúdas... - pretérito perfeito
indicativo - construí, construíste...
indicativo - saudei, saudaste...
Crer (irregular) - presente do indicativo - creio,
Suar (regular) - presente do indicativo - suo,
crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito
suas, sua... - pretérito perfeito indicativo - suei,
perfeito indicativo - cri, creste, creu, cremos,
suaste, sou... (= atuar, continuar, habituar,
crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias,
individuar, recuar, situar)
cria, críamos, críeis, criam
Valer (irregular) - presente do indicativo - valho,
Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos,
vales, vale... - pretérito perfeito indicativo - vali,
falis - pretérito perfeito indicativo - fali, faliste... (=
valeste, valeu...
aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)
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Também merecem atenção os seguintes verbos Seguem esse modelo os derivados bendizer,
irregulares: condizer, contradizer, desdizer, maldizer,
predizer.
Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-
se, precaver-se Os particípios desse verbo e seus derivados são
irregulares: dito, bendito, contradito, etc.
Caber
Estar
presente do indicativo: caibo, cabes, cabe,
cabemos, cabeis, cabem; presente do indicativo: estou, estás, está,
estamos, estais, estão;
presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba,
caibamos, caibais, caibam; presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja,
estejamos, estejais, estejam;
pretérito perfeito do indicativo: coube,
coubeste, coube, coubemos, coubestes, pretérito perfeito do indicativo: estive,
couberam; estiveste, esteve, estivemos, estivestes,
estiveram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
coubera, couberas, coubera, coubéramos, pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
coubéreis, couberam; estivera, estiveras, estivera, estivéramos,
estivéreis, estiveram;
pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse,
coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse,
coubessem; estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis,
estivessem;
futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber,
coubermos, couberdes, couberem. futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver,
estivermos, estiverdes, estiverem;
Dar
Fazer
presente do indicativo: dou, dás, dá, damos,
dais, dão; presente do indicativo: faço, fazes, faz,
fazemos, fazeis, fazem;
presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos,
deis, dêem; presente do subjuntivo: faça, faças, faça,
façamos, façais, façam;
pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu,
demos, destes, deram; pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez,
fizemos, fizestes, fizeram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera,
deras, dera, déramos, déreis, deram; pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;
pretérito imperfeito do subjuntivo: desse,
desses, desse, déssemos, désseis, dessem; pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse,
fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;
futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos,
derdes, derem. futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer,
fizermos, fizerdes, fizerem.
Dizer
Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e
presente do indicativo: digo, dizes, diz,
satisfazer.
dizemos, dizeis, dizem;
Os particípios desse verbo e seus derivados são
presente do subjuntivo: diga, digas, diga,
irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito,
digamos, digais, digam;
etc.
pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste,
Haver
disse, dissemos, dissestes, disseram;
presente do indicativo: hei, hás, há, havemos,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
haveis, hão;
dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis,
disseram; presente do subjuntivo: haja, hajas, haja,
hajamos, hajais, hajam;
futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;
pretérito perfeito do indicativo: houve,
futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;
houveste, houve, houvemos, houvestes,
pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, houveram;
dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
dissessem;
houvera, houveras, houvera, houvéramos,
futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, houvéreis, houveram;
dissermos, disserdes, disserem;

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pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser,
houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, pusermos, puserdes, puserem.
houvessem;
Todos os derivados do verbo pôr seguem
futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, exatamente esse modelo: antepor, compor,
houvermos, houverdes, houverem. contrapor, decompor, depor, descompor, dispor,
expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor,
Ir
predispor, pressupor, propor, recompor, repor,
presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, sobrepor, supor, transpor são alguns deles.
ides, vão;
Querer
presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos,
presente do indicativo: quero, queres, quer,
vades, vão;
queremos, quereis, querem;
pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia,
presente do subjuntivo: queira, queiras, queira,
íamos, íeis, iam;
queiramos, queirais, queiram;
pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi,
pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste,
fomos, fostes, foram;
quis, quisemos, quisestes, quiseram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis,
pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, quiseram;
fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse,
futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis,
fordes, forem. quisessem;
Poder futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser,
quisermos, quiserdes, quiserem;
presente do indicativo: posso, podes, pode,
podemos, podeis, podem; Saber
presente do subjuntivo: possa, possas, possa, presente do indicativo: sei, sabes, sabe,
possamos, possais, possam; sabemos, sabeis, sabem;
pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba,
pôde, pudemos, pudestes, puderam; saibamos, saibais, saibam;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pretérito perfeito do indicativo: soube,
pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, soubeste, soube, soubemos, soubestes,
puderam; souberam;
pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, soubera, souberas, soubera, soubéramos,
pudessem; soubéreis, souberam;
futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse,
pudermos, puderdes, puderem. soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
soubessem;
Pôr
futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber,
presente do indicativo: ponho, pões, põe,
soubermos, souberdes, souberem.
pomos, pondes, põem;
Ser
presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha,
ponhamos, ponhais, ponham; presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois,
são;
pretérito imperfeito do indicativo: punha,
punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham; presente do subjuntivo: seja, sejas, seja,
sejamos, sejais, sejam;
pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste,
pôs, pusemos, pusestes, puseram; pretérito imperfeito do indicativo: era, eras,
era, éramos, éreis, eram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo:
pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi,
puseram; fomos, fostes, foram;
pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora,
pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
pusessem;

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pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, pretérito imperfeito do subjuntivo: visse,
fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem; visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;
futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos,
fordes, forem. virdes, virem.
As segundas pessoas do imperativo afirmativo Seguem esse modelo os derivados antever,
são: sê (tu) e sede (vós). entrever, prever, rever. Prover segue o modelo
acima apenas no presente do indicativo e seus
Ter
tempos derivados; nos demais tempos, comporta-
presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, se como um verbo regular da segunda
tendes, têm; conjugação.
presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, Vir
tenhamos, tenhais, tenham;
presente do indicativo: venho, vens, vem,
pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, vimos, vindes, vêm;
tinha, tínhamos, tínheis, tinham;
presente do subjuntivo: venha, venhas, venha,
pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, venhamos, venhais, venham;
teve, tivemos, tivestes, tiveram;
pretérito imperfeito do indicativo: vinha,
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham;
tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;
pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste,
pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, veio, viemos, viestes, vieram;
tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera,
futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;
tivermos, tiverdes, tiverem.
pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse,
Seguem esse modelo os verbos ater, conter, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem;
deter, entreter, manter, reter.
futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos,
Trazer vierdes, vierem;
presente do indicativo: trago, trazes, traz, particípio e gerúndio: vindo.
trazemos, trazeis, trazem;
Seguem esse modelo os verbos advir, convir,
presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, desavir-se, intervir, provir, sobrevir.
tragamos, tragais, tragam;
O emprego do infinitivo não obedece a regras
pretérito perfeito do indicativo: trouxe, bem definidas.
trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes,
O impessoal é usado em sentido genérico ou
trouxeram;
indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pessoal refere-se às pessoas do discurso,
trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre
trouxéreis, trouxeram; o uso da forma pessoal se for necessário dar à
frase maior clareza e ênfase.
futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.;
Usa-se o impessoal:
futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;
sem referência a nenhum sujeito: É proibido
pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse,
fumar na sala;
trouxesses, trouxesse, trouxéssemos,
trouxésseis, trouxessem; nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua
situação;
futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer,
trouxermos, trouxerdes, trouxerem. quando o infinitivo exerce função de complemento
de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;
Ver
quando o infinitivo possui valor de imperativo - Ele
presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos,
respondeu: "Marchar!"
vedes, vêem;
Usa-se o pessoal:
presente do subjuntivo: veja, vejas, veja,
vejamos, vejais, vejam; quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito
da oração principal: Eu não te culpo por saíres
pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu,
daqui;
vimos, vistes, viram;
pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira,
viras, vira, víramos, víreis, viram;
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quando, por meio de flexão, se quer realçar ou 7. Se eles __________ suas razões e
identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro __________ suas teses, não os __________ .
responderes dessa maneira;
a) expuserem – mantiverem – censura
quando queremos determinar o sujeito (usa-se a b) expuserem – mantiverem – censures
3ª pessoa do plural): - Escutei baterem à porta. c) exporem – manterem – censures
d) exporem – manterem – censura

8. Se o __________ por perto, __________; ele


__________ o esforço construtivo de qualquer
Exercícios pessoa.

a) veres – precavenha-se – obstrue


b) vires – precavém-te – obstrui
1. A forma correta do verbo submeter-se, na 1a. c) veres – acautela-te – obstrui
pessoa do plural do imperativo afirmativo é: d) vires – acautela-te – obstrui

a) submetamo-nos 9. Se ele se __________ em sua exposição,


b) submeta-se __________ bem. Não te __________.
c) submete-te
d) submetei-vos a) deter – ouça-lhe – precipites
b) deter – ouve-lhe – precipita
2. __________ mesmo que és capaz de vencer; c) detiver – ouve-o precipita
__________ e não __________ . d) detiver – ouve-o -precipites

a) Mostra a ti – decide-te – desanime 10. Os habitantes da ilha acreditam que, quando


b) Mostre a ti – decida-te – desanimes Jesus __________ e __________ todos em paz,
c) Mostra a ti – decida-te – desanimes haverá de abençoá-los.
d) Mostra a ti – decide-te – desanimes
a) vier – os ver
3. Depois que o sol se __________, haverão de b) vir – os ver
__________ as atividades. c) vier – os vir
d) vier – lhes vir
a) pôr – suspender
b) por – suspenderem 11. Os pais ainda __________ certos princípios,
c) puser – suspender mas os filhos já não __________ neles e
d) puser – suspenderem __________ de sua orientação.

4. Não se deixe dominar pela solidão. a) mantém – crêem – divergem


__________ a vida que há nas formas da b) mantêem – crêem – divergem
natureza, __________ atenção à transbordante c) mantêm – crêem – divergem
linguagem das coisas e __________ o mundo d) mantém – crêem – divirgem
pelo qual transita distraído.
12. Se todas as pessoas __________ boas
a) Descobre – presta – vê relações e __________ as amizades, viveriam
b) Descubra – presta – vê mais felizes.
c) Descubra – preste – veja
d) Descubra – presta – veja a) mantivessem – refizessem
b) mantivessem – refazessem
5. Se __________ a interferência do Ministro nos c) mantiverem – refizerem
programas de televisão e se ele __________, não d) mantessem – refizessem
ocorreriam certos abusos.
13. __________ graves problemas que o
a) requerêssemos – interviesse __________, durante vários anos, no porto, e
b) requiséssemos – interviesse impediram que __________ , em tempo devido,
c) requerêssemos – intervisse sua promoção.
d) requizéssemos – interviesse
a) sobreviram – deteram – requeresse
6. Se __________ o livro, não __________ com b) sobreviram – detiveram – requisesse
ele; __________ onde combinamos. c) sobrevieram – detiveram – requisesse
d) sobrevieram – detiveram – requeresse
a) reouveres – fiques – põe-no
b) reouveres – fiques – põe-lo 14. Eu não __________ a desobediência, embora
c) reaveres – fica – ponha-o ela me _________, portanto, não __________
d) reaveres fique – ponha-o comigo.
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a) premio – favoreça – contes d) O autor extrai alguns detalhes do personagem
b) premio – favorece – conta de pessoas conhecidas
c) premio – favoreça – conta
d) premeio – favoreça – contas * Instruções para as questões subsequentes:
Passe a frase dada, se for ativa, para a voz
15. Se ao menos ele __________ a confusão que passiva, e vice-versa. Assinale a alternativa
aquilo ia dar! Mas não pensou, não se que, feita a transformação, substitui
__________, e __________ na briga que não era corretamente a forma verbal grifada, sem que
sua. haja mudança de tempo e modo verbais.

a) prevesse – continha – interveio 21. Não se faz mais nada como antigamente.
b) previsse – conteve – interveio
c) prevesse – continha – interviu a) é feito
d) previsse – conteve – interviu b) têm feito
c) foi feito
16. A locução verbal que constitui voz passiva d) fazem
analítica é:
22. Saí de lá com a certeza de que os livros me
a) Vais fazer essa operação? seriam enviados por ele, sem falta, na data
b) Você teria realizado tal cirurgia? marcada.
c) Realizou-se logo a intervenção.
d) A operação foi realizada logo. a) iria enviar
b) foram enviados
17. O seguinte período apresenta uma forma c) enviará
verbal na voz passiva: “as pessoas d) enviaria
comprometidas com a corrupção deveriam ser
punidas de forma mais rigorosa”. Qual a 23. Em meio àquele tumulto, ele ia terminando o
alternativa que apresenta a forma verbal ativa complicado trabalho.
correspondente?
a) foi terminando
a) deveria punir b) foi sendo terminado
b) puniria c) foi terminado
c) puniriam d) ia sendo terminado
d) deveriam punir
24. Seria bom que o projeto fosse submetido à
18. A oração “o alarma tinha sido disparado pelo apreciação da equipe, para que se retificassem
guarda” está na voz passiva. Assinale a possíveis falhas.
alternativa que apresenta a forma verbal ativa
correspondente. a) submeteram – retifiquem
b) submeter – retificar
a) disparara c) submetessem – retificassem
b) fora disparado d) se submetesse – retifiquem
c) tinham disparado
d) tinha disparado 25. Se fôssemos ouvidos, muitos aborrecimentos
seriam evitados.
19. A oração “o engenheiro podia controlar todos
os empregados da estação ferroviária” está na a) ouvíssemos – estaríamos
voz ativa. Assinale a forma verbal passiva b) formos ouvidos – serão evitados
correspondente. c) nos ouvissem – se evitariam
d) nos ouvissem – evitariam
a) podiam ser controlados
b) seriam controlados 1A/2D/3C/4C/5A/6A/7B/8D/9D/
c) podia ser controlado 10 C / 11 C / 12 A / 13 D / 14 A / 15 B / 16 D / 17
d) controlavam-se D / 18 D / 19 A / 20 C / 21 D / 22 D / 23 D / 24 C /
25 D
20. Assinale a oração que não tem condições de
ser transformada em passiva.

a) As novelas substituíram os folhetins do


passado
b) O diretor reuniu para esta novela um elenco
especial
c) Alguns episódios estão mexendo com as
emoções do público

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PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE Modificamos os verbos, conjugando-os;
PALAVRAS modificamos os substantivos e os adjetivos em
gênero e número.
Estudar a estrutura das palavras é Existem dois tipos de desinências:
estudar os elementos que formam a palavra,
denominados de morfemas. São os seguintes os Desinências verbais
morfemas da Língua Portuguesa.
Modo-temporais = indicam o tempo e o modo.
Radical São quatro as desinências modo-temporais:
-va- e -ia-, para o Pretérito Imperfeito do
O que contém o sentido básico do vocábulo. Indicativo = estudava, vendia, partia.
Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra -ra-, para o Pretérito Mais-que-perfeito do
for modificada. Indicativo = estudara, vendera, partira.
Ex. falar, comer, dormir, casa, carro. -ria-, para o Futuro do Pretérito do Indicativo =
Obs: Em se tratando de verbos, descobre-se o estudaria, venderia, partiria.
radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR. -sse-, para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo =
estudasse, vendesse, partisse.
Vogal Temática Número-pessoais = indicam a pessoa e o
número. São três os grupos das desinências
Nos verbos, são as vogais A, E e I, presentes à númeropessoais.
terminação verbal. Elas indicam a que
conjugação o Grupo I: i, ste, u, mos, stes, ram, para o
verbo pertence: Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu
• 1ª conjugação = Verbos terminados em AR. cantaste, ele cantou, nós cantamos, vós
• 2ª conjugação = Verbos terminados em ER. cantastes, eles cantaram.
• 3ª conjugação = Verbos terminados em IR.
Grupo II: -, es, -, mos, des, em, para o Infinitivo
Obs.: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para
que proveio do antigo verbo poer. eu
cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos,
Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, vós cantardes, eles cantarem. Quando eu
I, O e U, no final da palavra, evitando que ela puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos,
termine em consoante. Por exemplo, nas palavras vós puserdes, eles puserem.
meia, pente, táxi, couro, urubu.
Grupo III: -, s, -, mos, is, m, para todos os outros
* Cuidado para não confundir vogal temática de tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós
substantivo e adjetivo com desinência nominal de cantamos, vós cantais, eles cantam.
gênero, que estudaremos mais à frente.
Desinências nominais

Tema de gênero = indica o gênero da palavra. A


palavra terá desinência nominal de gênero,
É a junção do radical com a vogal temática. Se quando houver a oposição masculino - feminino.
não existir a vogal temática, o tema e o radical Por exemplo: cabeleireiro - cabeleireira. A vogal
serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, a será desinência nominal de gênero sempre que
quando o radical for terminado em vogal. Por indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o
exemplo, em se tratando de verbo, o tema masculino não seja terminado em o. Por exemplo:
sempre será a soma do radical com a vogal crua, ela, traidora.
temática - estuda, come, parti; em se tratando de número = indica o plural da palavra. É a letra
de substantivos e adjetivos, nem sempre isso s, somente quando indicar o plural da palavra.
acontecerá. Vejamos alguns exemplos: No Por exemplo: cadeiras, pedras, águas.
substantivo pasta, past é o radical, a, a vogal
temática, e pasta o tema; já na palavra leal, o Afixos: São elementos que se juntam a radicais
radical e o tema são o mesmo elemento - leal, para formar novas palavras. São eles:
pois não há vogal temática; e na palavra tatu
também, mas agora, porque o radical é terminado Prefixo: É o afixo que aparece antes do radical.
pela vogal temática. Por exemplo destampar, incapaz, amoral.

Desinências Sufixo: É o afixo que aparece depois do radical,


do tema ou do infinitivo. Por exemplo
É a terminação das palavras, flexionadas ou pensamento, acusação, felizmente.
variáveis, posposta ao radical, com o intuito de
modificá-las.
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Vogais e consoantes de ligação: São vogais e É a formação de uma nova palavra pela mudança
consoantes que surgem entre dois morfemas, de classe gramatical. Por exemplo: a palavra gelo
para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de é um substantivo, mas pode ser transformada em
certas palavras. Por exemplo flores, bambuzal, um adjetivo: camisa gelo.
gasômetro, canais.
Composição

Formação das palavras Formação de novas palavras a partir de dois ou


mais radicais.
Para analisar a formação de uma palavra, deve-
se procurar a origem dela. Caso seja formada por Composição por justaposição
apenas um radical, diremos que foi formada por Na união, os radicais não sofrem qualquer
derivação; por dois ou mais radicais, alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se
composição. São os seguintes os processos de unirem os radicais ponta e pé, obtém-se a
formação de palavras: palavra pontapé. O mesmo ocorre com
mandachuva, passatempo, guarda-pó.
Derivação: Formação de novas palavras a partir
de apenas um radical. Composição por aglutinação

Derivação Prefixal Na união, pelo menos um dos radicais sofre


Acréscimo de um prefixo à palavra primitiva; alteração em sua estrutura. Por exemplo: ao se
também chamado de prefixação. Por exemplo: unirem os radicais água e ardente, obtém-se a
antepasto, reescrever, infeliz. palavra aguardente, com o desaparecimento do
a. O mesmo acontece com embora (em boa
Derivação Sufixal hora), planalto (plano alto).
Acréscimo de um sufixo à palavra primitiva;
também chamado de sufixação. Por exemplo:
felizmente, igualdade, florescer. Hibridismo

Derivação Prefixal e Sufixal É a formação de novas palavras a partir da união


Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, em de radicais de idiomas diferentes. Por exemplo:
tempos diferentes; também chamado de automóvel, sociologia, sambódromo,
prefixação e sufixação. Por exemplo: burocracia.
infelizmente, desigualdade, reflorescer.
Onomatopéia
Derivação Parassintética Consiste em criar palavras, tentando imitar sons
da natureza. Por exemplo: zunzum, cricri,
Acréscimo de um prefixo e de um sufixo, tiquetaque, pingue-pongue.
simultaneamente; também chamado de
parassíntese. Por exemplo: envernizar, Abreviação Vocabular
enrijecer, anoitecer. Consiste na eliminação de um segmento da
Obs.: A maneira mais fácil de se estabelecer a palavra, a fim de se obter uma forma mais curta.
diferença entre Derivação Prefixal e Sufixal e Por exemplo: de extraordinário forma-se extra;
Derivação Parassintética é a seguinte: retira-se o de telefone, fone; de fotografia, foto; de
prefixo; se a palavra que sobrou existir, será Der. cinematografia, cinema ou cine.
Pref. e Suf.; caso contrário, retira-se, agora, o Siglas
sufixo; se a palavra que sobrou existir, será Der.
Pref. e Suf.; caso contrário, será Der. As siglas são formadas pela combinação das
Parassintética. Por exemplo, retire o prefixo de letras iniciais de uma seqüência de palavras que
envernizar: não existe a palavra vernizar; agora, constitui um nome: Por exemplo: IBGE (Instituto
retire o sufixo: também não existe a palavra Brasileiro de Geografia e Estatística); IPTU
enverniz. Portanto, a palavra foi formada por (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
Parassíntese.
Neologismo semântico
Derivação Regressiva Forma-se uma palavra por neologismo semântico,
quando se dá um novo significado, somado ao
É a retirada da parte final da palavra primitiva, que já existe. Por exemplo, a palavra legal
obtendo, por essa redução, a palavra derivada. significa dentro da lei; a esse significado
Por exemplo: do verbo debater, retira-se a somamos outro: pessoa boa, pessoa legal.
desinência de infinitivo -r: formou-se o substantivo
debate. Empréstimo lingüístico
É o aportuguesamento de palavras estrangeiras;
Derivação Imprópria se a grafia da palavra não se modifica, ela deve
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ser escrita entre aspas. Por exemplo: estresse, b) passatempo;
estande, futebol, bife, "show", xampu, c) pontiagudo;
"shopping center". d) vidraceiro;
e) anoitecer.

EXERCÍCIOS 7- Todas as palavras abaixo são formadas por


derivação, exceto:
Estrutura e Formação de Palavras a) esburacar;
b) pontiagudo;
1- Os elementos mórficos sublinhados estão c) rouparia;
corretamente classificados nos parênteses, d) ilegível;
exceto em: e) dissílabo.
a) aluna (desinência de gênero);
b) estudássemos (desinência modo-temporal); 8- "Achava natural que as gentilezas da esposa
c) reanimava (desinência número-pessoal); chegassem a cativar um homem". Os elementos
d) deslealdade (sufixo); constitutivos da forma verbal grifada estão
e) agitar (vogal temática). analisados corretamente, exceto:
a) CHEG - radical;
2- Tendo em vista o processo de formação de b) A - vogal temática;
palavras, não é exemplo de hibridismo: c) CHEGA - tema;
a) automóvel; d) SSE - sufixo formador de verbo;
b) sociologia; e) M - desinência número-pessoal.
c) alcoômetro;
d) burocracia; 9- O elemento mórfico sublinhado não é
e) biblioteca. desinência de gênero, que marca o feminino, em:
3-(AL) Tendo em vista a estrutura das palavras, o a) tristonha;
elemento sublinhado está incorretamente b) mestra;
classificado c) telefonema;
nos parênteses em: d) perdedoras;
a) velha (desinência de gênero); e) loba.
b) legalidade (vogal de ligação);
c) perdeu (tema); 10- A afirmativa a respeito do processo de
d) organizara (desinência modo-temporal); formação de palavras não está correta em:
e) testemunhei (desinência número-pessoal). a) Choro e castigo originaram-se de chorar e
castigar, através de derivação regressiva;
4- O processo de formação da palavra sublinhada b) Esvoaçar é formada por derivação sufixal com
está incorretamente indicado nos parênteses em: sufixo verbal freqüentativo;
a) Só não foi necessário o ataque porque a vitória c) O amanhã não pode ver ninguém bem. - a
estava garantida. (derivação parassintética); palavra sublinhada surgiu por derivação
b) O castigo veio tão logo se receberam as imprópria;
notícias. (derivação regressiva); d) Petróleo e hidrelétrico são formadas através de
c) Foram muito infelizes as observações feitas composição por aglutinação;
durante o comício. (derivação prefixal); e) Pólio, extra e moto são obtidas por redução.
d) Diziam que o vendedor seria capaz de fugir.
(derivação sufixal); 11- O processo de formação de palavras é o
e) O homem ficou boquiaberto com as nossas mesmo em:
respostas. (composição por aglutinação). a) desfazer, remexer, a desocupação;
Polícia Rodoviária Federal b) dureza, carpinteiro, o trabalho;
Apostila de Português para Concursos 42 c) enterrado, desalmado, entortada;
d) machado, arredondado, estragado;
5- Tendo em vista o processo de formação de e) estragar, o olho, o sustento.
palavra, todos os vocábulos abaixo são
parassintéticos, 12- O processo de formação da palavra amaciar
exceto: está corretamente indicado em:
a) entardecer; a) parassíntese;
b) despedaçar; b) sufixação;
c) emudecer; c) prefixação;
d) esfarelar; d) aglutinação;
e) negociar. e) justaposição.

6- É exemplo de palavra formada por derivação 13- O processo de formação das palavras
parassintética: grifadas não está corretamente indicado em:
a) pernalta;
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a) As grandes decisões saem do Planalto. "Beijo pouco, falo menos ainda. / Mas invento
(composição por justaposição); palavras / Que traduzem a ternura mais funda / E
b) Sinto saudades do meu bisavô. (derivação mais
prefixal); cotidiana. / Inventei, por exemplo, o verbo
c) A pesca da baleia deveria ser proibida. teadorar. / Intransitivo: / Teadoro, Teodora."
(derivação regressiva); (Manuel
d) Procuremos regularmente o dentista. Bandeira)
(derivação sufixal); a) o verbo "teadorar" e o substantivo próprio
e) As dificuldades de hoje tornam o homem "Teodora" são palavras cognatas, pois possuem o
desalmado. (derivação parassintética). mesmo
radical;
14- O processo de formação de palavras está b) as classes das palavras que compõem a
indicado corretamente em: estrutura do vocábulo "teadorar" são pronome e
a) Barbeado: derivação prefixal e sufixal; verbo;
Polícia Rodoviária Federal c) o verbo "teadorar", por se tratar de um
Apostila de Português para Concursos 43 neologismo, não possui morfemas;
b) Desconexo: derivação prefixal; d) a vogal temática dos verbos "beijo", "falo",
c) Enrijecer: derivação sufixal; "invento" e "teadoro" é a mesma, ou seja, "o".
d) Passatempo: composição por aglutinação;
e) Pernilongo: composição por justaposição. 19- Está INCORRETO afirmar que:
a) malcheiroso é formada por prefixação e
15- Apenas um dos itens abaixo contém palavra sufixação;
que não é formada por prefixação. Assinale-o: b) televisão é formada por prefixação que
a) anômalo e analfabeto; significa ao longe;
b) átono e acéfalo; c) folhagem é formada por derivação sufixal que
c) ateu e anarquia; significa noção coletiva;
d) anônimo e anêmico; d) em amado e malcheiroso, ambos os sufixos
e) anidro e alma. significam provido ou cheio de.

16- Em que alternativa a palavra grifada resulta 20- Farejando apresenta em sua estrutura:
em derivação imprópria? a) radical farej - vogal temática a - tema fareja -
a) "De repente, do riso fez-se o pranto / desinência ndo;
Silencioso e branco como a bruma / E das bocas b) radical far - tema farej - vogal temática e -
fez-se a desinência ndo;
espuma / E das mãos espalmadas fez-se o c) radical fareja - vogal temática a - sufixo ndo;
espanto." (Vinícius de Moraes); d) tema farej - radical fareja - sufixo ndo.
b) "Agora, o cheiro áspero das flores / leva-me os
olhos por dentro de suas pétalas."(Cecília Respostas
Meireles);
c) "Um gosto de amora / Comida com sal. A vida / 1- C 2- E 3- C 4- A 5- E 6- E 7-
Chamava-se "Agora"." (Guilherme de Almeida); B
d) "A saudade abraçou-me, tão sincera, / 8- D 9- C 10- B 11- C 12- A 13- A14-
soluçando no adeus de nunca mais. / A ambição B
de olhar 15- E 16- D 17- D 18- B 19- B 20- A
verde, junto ao cais, / me disse: vai que eu fico à
tua espera." (Cassiano Ricardo).

17- Marque a opção em que todas as palavras


possuem um mesmo radical:
a) batista - batismo - batistério - batisfera -
batiscafo;
b) triforme - triângulo - tricologia - tricípite -
triglota;
c) poligamia - poliglota - polígono - política -
polinésio;
d) operário - opereta - opúsculo - obra - operação;
e) gineceu - ginecologia - ginecofobia - ginostênio
- gimnosperma.

18- Com relação ao seguinte poema, é


CORRETO afirmar que:
Neologismo

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MECANISMOS DE FLEXÃO DOS a cabeça (parte do corpo)/ o cabeça (o
NOMES E VERBOS chefe) a grama (relva)/ o grama (unidade de
peso)
Flexão nominal e verbal:
O que é exatamente?
São morfemas colocados no final das
palavras para indicar flexões verbais ou nominais. De números:

Elas podem ser: Os nomes (substantivos, adjetivos,


pronomes, numerais), de modo geral admitem a
Flexões Nominais: flexão de número: Singular e plural.
indicam gênero e número Ex.: casa – Plural dos substantivos simples
casas, gato – gata
Aos substantivos que terminam em vogal,
De gênero: ditongo oral e consoante ‘n’ devem ser acrescidos
a consoante ‘s’ ao final da palavra.
Os substantivos masculinos são
antecedidos pelo artigo “o”. Como exemplo temos Observe os exemplos:
os substantivos o lança-perfume, o tapa, o
champanha, o dó, o diabetes. herói – heróis

Já os substantivos femininos são irmão – irmãos


antecedidos pelo artigo “a”. É o caso de a plâncton – plânctons
agravante, a bacanal, a fênix, a alface, a ênfase,
a poetisa. Aos substantivos que terminam em
consoante ‘m’ devem ser acrescidos as
A maioria dos substantivos têm duas consoantes ‘ns’ ao final da palavra.
formas: uma para o masculino, e outra para o
feminino. São os substantivos biformes. Veja Observe os exemplos:
algumas regras de formação do feminino: abordagem – abordagens
Substantivos terminados em -o mudam modelagem – modelagens
para -a. o sapo = a sapa o canário = a canária o
piloto = a pilota homem – homens

Substantivos terminados em -ão mudam Aos substantivos que terminam com as


para -ã, outros para -oa e ainda para -ona (neste consoantes ‘r’ e ‘z’ devem ser acrescidos ‘es’ ao
caso, em aumentativos). o capitão = a capitã o final da palavra.
tecelão = a tecelã/ teceloa o chorão = a chorona Observe os exemplos:
Substantivos terminados em -or formam o hambúrguer – hambúrgueres
feminino com o acréscimo de -a. o doutor =
doutora o coletor = coletora o trabalhador = chafariz – chafarizes
trabalhadora colher – colheres
Alguns substantivos terminados em -or Nos substantivos que terminam em ‘al’,
podem fazer feminino mudando essa terminação ‘el’, ‘ol’, ‘ul’, deve ser substituída a consoante ‘l’
para -eira. o arrumador = a arrumadeira o lavador por ‘is’
= lavadeira o trabalhador = trabalhadeira 0 sufixo
-eira pode indicar qualidade e, portanto, Observe os exemplos:
adjetivação: mulher trabalhadeira; pessoa girassol – girassóis
faladeira
vogal – vogais
Alguns substantivos com terminação -e
podem fazer o feminino mudando a terminação azul – azuis
para -a. o infante = infanta o governante = a * Há duas exceções:
governanta o elefante = a elefanta
mal – males
Substantivos terminados em -ês, -L e -z
fazem o feminino com o acréscimo de -a. o cônsul – cônsules
freguês =a freguesa o oficial = oficiala o juiz = Os substantivos que terminam em ‘il’ são
juíza pluralizados de duas formas:
Há ainda substantivos que são a) Em palavras oxítonas terminadas em
masculinos ou femininos, conforme o sentido com ‘il’:
que se acham empregados:
anil – anis

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juvenil – juvenis Plural
b) Em palavras paroxítonas terminadas Eu gosto de estudar
em ‘il’:
Nós chegamos cedo
inútil – inúteis
Tu andas depressa
réptil – répteis
Vós estais com pressa
Os substantivos terminados em
Ele é muito gentil
consoante ‘s’ fazem o plural de duas formas:
Eles são educados
a) Em substantivos monossilábicos ou
oxítonos, há o acréscimo de ‘es’. Por meio dos exemplos em evidência,
podemos constatar que o processo verbal se
paz – pazes
encontra devidamente flexionado, tendo em vista
algoz – algozes as pessoas do discurso (eu, tu, ele, nós, vós,
eles).
b) Os substantivos paroxítonos ou
proparoxítonos são invariáveis. Tempo – Relaciona-se ao momento
expresso pela ação verbal, denotando a ideia de
férias – férias um processo ora concluído, em fase de conclusão
ônibus – ônibus ou que ainda está para concluir, representado
pelo tempo presente, pretérito e futuro.
Os substantivos terminados em ‘ão’ Modo – Revela a circunstância em que o
podem ser pluralizados de três formas:
fato verbal ocorre. Assim expresso:
a) Substituindo o ‘ão’ por ‘es’: Modo indicativo – exprime um fato certo,
doação – doações concreto.
Modo subjuntivo – exprime um fato
emoção – emoções hipotético, duvidoso.
b) Substituindo o ‘ão’ por ‘ães’: Modo imperativo – exprime uma ordem,
alemão – alemães expressa um pedido.
Para que possamos constatar acerca de
pão – pães todos esses pressupostos, basear-nos-emos no
c) Substituindo o ‘ão’ por ‘ãos’: caso do verbo cantar, tendo em vista o modo
indicativo.
cidadão – cidadãos
Modo Indicativo
Os substantivos terminados em
consoante ‘x’ são invariáveis
córtex – córtex
1. Flexões Verbais:
Dentre todas as classe gramaticais, a que
mais se apresenta passível de flexões é a
representada pelos verbos. Flexões estas
relacionadas a:
Pessoa – Indica as três pessoas
relacionadas ao discurso, representadas tanto no
modo singular, quanto no plural.
Número – Representa a forma pela qual o
verbo se refere a essas pessoas gramaticais.
Singular Voz
A voz verbal caracteriza a ação expressa
pelo verbo em relação ao sujeito, classificada em:
Voz ativa – o sujeito é o agente da ação
verbal.
Os professores aplicaram as provas.
Voz passiva – o sujeito sofre a ação
expressa pelo verbo.
As provas foram aplicadas pelos
professores.

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Voz reflexiva – o sujeito, de forma
simultânea, pratica e recebe a ação verbal.
O garoto feriu-se com o instrumento.
Voz reflexiva recíproca – representa
uma ação mútua entre os elementos expressos
pelo sujeito. A NOVA ORTOGRAFIA .
Os formandos cumprimentaram-se
O que muda
respeitosamente.
Existem dois tipos de desinências
O Novo Acordo Ortográfico foi elaborado
verbais:
para uniformizar a grafia das palavras dos países
Desinências modo-temporal (DMT) e lusófonos, ou seja, os que têm o português como
desinências número-pessoal (DNP). língua oficial. Ele entrou em vigor em janeiro de
Ex.: Nós corremos, se eles corressem 2009.
(DNP); se nós corrêssemos, tu correras (DMT)
Os brasileiros terão quatro anos para se
adequar às novas regras. Durante esse tempo,
tanto a grafia anterior como a nova serão aceitas
oficialmente. A partir de 1 de janeiro de 2013, a
grafia correta da língua portuguesa será a
prevista no Novo Acordo.

As mudanças são poucas em relação ao


número de palavras que a língua portuguesa tem,
porém são significativas e importantes.
Basicamente o que nos atinge mais fortemente no
dia a dia é o uso dos acentos e do hífen. Neste
site você encontra as novas regras, o que muda e
como devemos escrever a partir de janeiro de
2009.

1. ENTENDA O CASO:

A língua portuguesa tem dois sistemas


ortográficos: o português (adotado também pelos
países africanos e pelo Timor) e o brasileiro.

Essa duplicidade decorre do fracasso do


Acordo unificador assinado em 1945: Portugal
adotou, mas o Brasil voltou ao Acordo de 1943.

As diferenças não são substanciais e não


impedem a compreensão dos textos escritos
numa ou noutra ortografia. No entanto, considera-
se que a dupla ortografia dificulta a difusão
internacional da língua (por exemplo, os testes de
proficiência têm de ser duplicados), além de
aumentar os custos editoriais, na medida em que
o mesmo livro, para circular em todos os
territórios da lusofonia, precisa normalmente ter
duas impressões diferentes. O Dicionário
Houaiss, por exemplo, foi editado em duas
versões ortográficas para poder circular também
em Portugal e nos outros países lusófonos.
Podemos facilmente imaginar quanto custou essa
“brincadeira”. Essa situação estapafúrdia motivou
um novo esforço de unificação que se consolidou
no Acordo Ortográfico assinado em Lisboa em
1990 por todos os países lusófonos. Na ocasião,
estipulou-se a data de 1o de janeiro de 1994 para
a entrada em vigor da ortografia unificada, depois

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de o Acordo ser ratificado pelos parlamentos de
todos os países. Algumas pessoas – por absoluta
Contudo, por várias razões, o processo incompreensão do sentido do Acordo e talvez
de ratificação não se deu conforme o esperado induzidas por textos imprecisos da imprensa –
(só o Brasil e Cabo Verde o realizaram) e o chegaram a afirmar que a abolição do trema
Acordo não pôde entrar em vigor. (prevista pelo Acordo) implicaria a mudança da
pronúncia das palavras (não diríamos mais o u de
Diante dessa situação, os países lingüiça, por exemplo). Isso não passa de um
lusófonos, numa reunião conjunta em 2004, grosseiro equívoco: o Acordo só altera a forma de
concordaram que bastaria a manifestação grafar algumas palavras. A língua continua a
ratificadora de três dos oito países para que o mesma.
Acordo passasse a vigorar.
E) FICA ABOLIDO, NAS PALAVRAS
Em novembro de 2006, São Tomé e Príncipe PAROXÍTONAS, O ACENTO AGUDO NO I E NO
ratificou o Acordo. Desse modo, ele, em princípio, U TÔNICOS QUANDO PRECEDIDOS DE
está vigorando e deveríamos colocá-lo em uso. DITONGO :
palavras como feiúra, baiúca passam a ser
2. AS MUDANÇAS grafadas feiura, baiuca;
F) FICA ABOLIDO, NAS FORMAS VERBAIS
As mudanças, para nós brasileiros, são RIZOTÔNICAS (QUE TÊM O ACENTO TÔNICO
poucas. Alcançam a acentuação de algumas NA RAIZ), O ACENTO AGUDO DO U TÔNICO
palavras e operam algumas simplificações nas PRECEDIDO DE G OU Q E SEGUIDO DE E OU
regras de uso do hífen. I.

2.1. Acentuação Essa regra alcança algumas poucas


formas de verbos como averiguar, apaziguar,
A) FICA ABOLIDO O TREMA: arg(ü/u)ir: averigúe, apazigúe e argúem passam a
palavras como lingüiça, cinqüenta, seqüestro ser grafadas averigue, apazigue, arguem;
passam a ser grafadas linguiça, cinquenta, G) DEIXA DE EXISTIR O ACENTO AGUDO OU
sequestro; CIRCUNFLEXO USADO PARA DISTINGUIR
PALAVRAS PAROXÍTONAS QUE, TENDO
B) DESAPARECE O ACENTO CIRCUNFLEXO RESPECTIVAMENTE VOGAL TÔNICA ABERTA
DO PRIMEIRO ‘O’ EM PALAVRAS OU FECHADA, SÃO HOMÓGRAFAS DE
TERMINADAS EM ‘OO’: PALAVRAS ÁTONAS. ASSIM, DEIXAMDE SE
DISTINGUIR PELO ACENTO GRÁFICO:
palavras como vôo, enjôo, abençôo passam a ser —para (á), flexão do verbo parar, e para,
grafadas voo, enjoo, abençoo; preposição;
—pela(s) (é), substantivo e flexão do verbo pelar,
C) DESAPARECE OACENTO CIRCUNFLEXO e pela(s), combinação da preposição per e o
DAS FORMAS VERBAIS DA TERCEIRA artigo a(s);
PESSOA DO PLURAL TERMINADAS EM –EEM: —polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação
palavras como lêem, dêem, crêem, vêem passam antiga e popular de por e lo(s);
a ser grafadas leem, deem, creem, veem; —pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê),
substantivo, e pelo(s) combinação da preposição
D) DEIXAM DE SER ACENTUADOS OS per e o artigo o(s);
DITONGOS ABERTOS ÉI E ÓI DAS PALAVRAS —pera (ê), substantivo (fruta), pera (é),
PAROXÍTONAS: substantivo arcaico (pedra) e pera preposição
palavras como idéia, assembléia, heróico, arcaica.
paranóico passam a ser grafadas ideia,
assembleia, heroico, paranoico; 2.2 O caso do hífen

MUDANÇAS ORTOGRÁFICAS NO HORIZONTE O hífen é, tradicionalmente, um sinal


gráfico mal sistematizado na ortografia da língua
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE portuguesa. O texto do Acordo tentou organizar
as regras, de modo a tornar seu uso mais racional
A mídia costuma apresentar o Acordo e simples:
como uma unificação da língua. Há, nessa a) manteve sem alteração as disposições
maneira de abordar o assunto, um grave anteriores sobre o uso do hífen nas palavras e
equívoco. expressões compostas.
O Acordo não mexe na língua (nem Determinou apenas que se grafe de forma
poderia, já que a língua não é passível de ser aglutinada certos compostos nos quais se perdeu
alterada por leis, decretos e acordos) – ele a noção de composição (mandachuva e
apenas unifica a ortografia. paraquedas, por exemplo).
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Para saber quais perderão o hífen, 2.4. O caso das letras maiúsculas
teremos de esperar a publicação do novo
Vocabulário Ortográfico pela Academia das Se compararmos o disposto no Acordo
Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de com o que está definido no atual Formulário
Letras. É que o texto do Acordo prevê a Ortográfico brasileiro, vamos ver que houve uma
aglutinação, dá alguns exemplos e termina o simplificação no uso obrigatório das letras
enunciado com um etc. – o que, infelizmente, maiúsculas. Elas ficaram restritas a nomes
deixa em aberto a questão; próprios de pessoas (João, Maria, Dom Quixote),
lugares (Curitiba, Rio de Janeiro), instituições
b) no caso de palavras formadas por prefixação, (Instituto Nacional da Seguridade Social,
houve as seguintes alterações: Ministério da Educação) e seres mitológicos
● só se emprega o hífen quando o segundo (Netuno, Zeus), a nomes de festas (Natal,
elemento começa por h Páscoa, Ramadão), na designação dos pontos
Ex.: pré-história, super-homem, pan-helenismo, cardeais quando se referem a grandes regiões
semi-hospitalar EXCEÇÃO: manteve-se a regra (Nordeste, Oriente), nas siglas (FAO, ONU), nas
atual que descarta o hífen nas palavras formadas iniciais de abreviaturas (Sr., Gen. V. Exª) e nos
com os prefixos des- e in- e nas quais o segundo títulos de periódicos (Folha de S.Paulo, Gazeta
elemento perdeu o h inicial (desumano, inábil, do Povo).
inumano).
● e quando o prefixo termina na mesma vogal Ficou facultativo usar a letra maiúscula
com que se inicia o segundo elemento nos nomes que designam os domínios do saber
Ex.: contra-almirante, supra-auricular, auto- (matemática ou Matemática), nos títulos
observação, micro-onda, infra-axilar (Cardeal/cardeal Seabra, Doutor/ doutor
EXCEÇÃO: manteve-se a regra atual em relação Fernandes, Santa/santa Bárbara) e nas
ao prefixo co-, que em geral se aglutina com o categorizações de logradouros públicos (Rua/rua
segundo elemento mesmo quando iniciado por o da Liberdade), de templos (Igreja/igreja do
(coordenação, cooperação, coobrigação) Bonfim) e edifícios (Edifício/edifício Cruzeiro).
Com isso, ficou abolido o uso do hífen:
● quando o segundo elemento começa com s ou 2.5. Uma curiosa (e infeliz) determinação
r, devendo estas consoantes ser duplicadas Ex.:
antirreligioso, antissemita, contrarregra, Alegando que o sujeito de uma sentença
infrassom. não pode ser preposicionado, há uma certa
EXCEÇÃO: manteve-se o hífen quando os tradição gramatical que proíbe, na escrita, a
prefixos terminam com r, ou seja, hiper-, inter- e contração da preposição com o artigo ou com o
super- pronome em sentenças como:
Ex.: hiper-requintado, inter-resistente, super-
revista. Não é fácil de explicar o fato de os professores
● quando o prefixo termina em vogal e o segundo ganharem tão pouco.
elemento começa com uma vogal diferente Ex.: É tempo de ele sair.
extraescolar, aeroespacial, autoestrada, Nem todos os gramáticos subscrevem tal
autoaprendizagem, antiaéreo, agroindustrial, proibição.
hidroelétrica Evanildo Bechara, por exemplo, argumenta, em
sua Moderna gramática portuguesa (Rio de
OBSERVAÇÃO Janeiro: Editora Lucerna, 2000, p. 536-7), que
ambas as construções são corretas e cita o uso
Permanecem inalteradas as demais regras do da contração em vários escritores clássicos da
uso do hífen. língua. No entanto, há uma cláusula do Acordo
Ortográfico que adota aquela proibição.
2.3. O caso das letras k, w, y
Assim, cometeremos, a partir da vigência
Embora continuem de uso restrito, elas do Acordo, erro gráfico se fizermos a contração.
ficam agora incluídas no nosso alfabeto, que Parece que alguns filólogos não conseguem
passa, então, a ter 26 letras. Importante deixar mesmo viver sem cultivar alguma picuinha...
claro que essa medida nada altera do que está
estabelecido. Apenas fixa a seqüência dessas 2.6. Apreciação geral
letras para efeitos da listagem alfabética de
qualquer natureza. Adotou-se a convenção O Acordo é, em geral, positivo. Em
internacional: o primeiro lugar, porque unifica a ortografia do
k vem depois do j, o w depois do v e o y depois português, mesmo mantendo algumas
do x. duplicidades. Por outro lado, simplifica as regras
de acentuação, limpando o Formulário Ortográfico

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de regras irrelevantes e que alcançam um
número muito pequeno de palavras. A
simplificação das regras do hífen é também
positiva: torna um pouco mais racional o uso
deste sinal gráfico.

CONHEÇA AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES A


IMPLEMENTAR PELA REFORMA
ORTOGRÁFICA:

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Silaba inicial o > usa-se s - hosana, Osório,
Osíris, Oséias...
Exceção: ozônio

Sílaba inicial u > usa-se s - usar, usina, usura,


usufruto ...
b) No segmento final da palavra (sílaba ou
sufixo), pode ser representado pelas letras z e s:

1) letra z - se o fonema /z/ não vier entre vogais:


az, oz - (adj. oxítonos) audaz, loquaz, veloz, atroz
...
iz, uz - (pal. oxítonas) cicatriz, matriz, cuscuz,
mastruz ...
Exceções: anis, abatis, obus.
ez, eza - (subst. abstratos) maciez, embriaguez,
avareza ...

2) letra s - se o fonema /z/ vier entre vogais:


asa - casa, brasa ...
ase - frase, crase ...
aso - vaso, caso ...

Exceções: gaze, prazo.


ês(a) - camponês, marquesa ...
ese - tese, catequese ...
esia - maresia, burguesia ...
eso - ileso, obeso, indefeso ...
isa - poetisa, pesquisa ...
Exceções: baliza, coriza, ojeriza.
ise - valise, análise, hemoptise ...
Exceção: deslize.
iso – aviso, liso, riso, siso ...
Exceções: guizo, granizo.
oso(a) - gostoso, jeitoso, meloso ...
Exceção: gozo.
ose – hipnose, sacarose, apoteose ...
uso(a) - fuso, musa, medusa ...
Exceção: cafuzo(a).

c) Verbos:
Terminação izar - derivados de nomes sem "s" na
última sílaba:
REGRAS PRÃTICAS PARA O EMPREGO DE  utilizar, avalizar, dinamizar, centralizar ...
LETRAS - cognatos (derivados com mesmo radical) com
sufixo "ismo":
1. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /Z/  (batismo) batizar - (catecismo)
catequizar ...
a) Dependendo da sílaba inicial da palavra, Terminação isar - derivados de nomes com "s"
pode ser representado pelas letras z, x, s: na última sílaba:
 avisar, analisar, pesquisar, alisar, bisar
Sílaba inicial a > usa-se z - azar, azia, azedo, ...
azorrague, azêmola ... Verbos pôr e querer - com "s" em todas as
Exceções: Ásia, asa, asilo, asinino. flexões:
 pus, pusesse, pusera, quis, quisesse,
Sílaba inicial e > usa-se x - exame, exemplo, quisera ...
exímio, êxodo, exumar ...
Exceções: esôfago, esotérico, (há também d) Nas derivações sufixais:
exotérico) letra z - se não houver "s” na última sílaba da
palavra primitiva:
Sílaba inicial i > usa-se s - isento, isolado, Isabel,  marzinho, canzarrão, balázio, bambuzal,
Isaura, Isidoro ... pobrezinho ...

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letra s - se houver "s" na última sílaba da palavra Ender pretender > pretensão;
primitiva: ascender > ascensão.
 japonesinho, braseiro, parafusinho, Ergir imergir > imersão;
camiseiro, extasiado... submergir > submersão.
Erter inverter > inversão;
e) Depois de ditongos: perverter > perversão.
letra s - lousa, coisa, aplauso, clausura, maisena, Pelir repelir > repulsa;
Creusa ... compelir > compulsão.
correr discorrer > discurso;
2. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /X/ percorrer > percurso.
ceder ceder > cessão;
Emprego da letra X conceder > concessão.
gredir agredir > agressão;
a) depois das sílabas iniciais: regredir > regresso.
me - mexerico, mexicano, mexer ... primir exprimir > expressão;
Exceção: mecha comprimir > compressa.
Ia – laxante ... tir permitir > permissão;
li – lixa ... discutir > discussão.
lu – lixo ...
gra – graxa ... EXERCíCIOS E QUESTÕES DE CONCURSOS
bru – bruxa ...
en - enxame, enxoval, enxurrada ... Falso / verdadeiro
Exceção: enchova.
Todas as palavras estão corretas:
Observação: Quando en for prefixo, prevalece a 1. ( ) ananás, loquaz, vorás, lilaz;
grafia da palavra primitiva: 2. ( ) freguês, pequenez, duquesa, rijeza;
 encharcar, enchapelar, encher, 3. ( ) encapusado, cuscus, pirezinho, atroz;
enxadrista... 4. ( ) azia, asilado, azinhavre, azedo;
b) depois de ditongos: 5. ( ) guiso, aviso. riso, graniso;
6. ( ) extaziar, gase, ojeriza, deslisar;
 caixa, ameixa, frouxo, queixo ... 7. ( ) valize, deslize, varize, garnizé;
Exceção: recauchutar. 8. ( ) batizar, catequizar, balizar, bisar;
9. ( ) papisa, balásio, ginásio, episcopisa;
3. OUTROS CASOS DE ORTOGRAFIA 10. ( ) maisena, deslizar, revezar, pequinês;
11. ( ) azoto, ozônio, atrasado, esotérico;
1. Letra g 12. ( ) Izabel, Neuza, Souza, Isidoro;
Palavras terminadas em: 13. ( ) passoca, ajiota, cafuso, enchurrada;
ágio - presságio 14. ( ) albatroz, permição, interceção, puz;
égio – privilégio 15. ( ) logista, gerimum, gibóia, pajem;
ígio – vestígio 16. ( ) retrós, algoz, atroz, ilhós;
ógio – relógio 17. ( ) pretencioso, êxodo, baliza, aziago;
úgio – refúgio 18. ( ) embaixatriz, sacerdotisa, coriza, az;
agem – viagem 19. ( ) enxarcado, enxotar, enxova, enxido;
ege – herege 20. ( ) discussão, aversão, ajeitar, gorjear;
igem – vertigem 21. ( ) sarjeta, pajem, monje, argila;
oge – paragoge 22. ( ) tigela, rijeza, rabugento, gesto;
ugem – penugem 23. ( ) ascenção, obscessão, massiço, sucinto;
24. ( ) pixe, flexa, xispa, xucro;
Exceções: pajem, lajem, lambujem. 25. ( ) cachumba, esguixo, lagarticha, toxa.

2. Letra c (ç) Múltipla escolha


a) nos sufixos: 26. Assinale a opção onde há erro no emprego do
 barcaça, viração, cansaço, bonança, dígrafo sc:
roliço. a) aquiescer; d) florescer;
b) depois de ditongos: b) suscinto; e) intumescer.
 louça, foice, beiço, afeição. c) consciência;
c) cognatas com "t":
 exceto > exceção - isento > isenção. 27. Assinale o vocábulo cuja lacuna não deve ser
d) derivações do verbo "ter": preenchida com "i":
 deter > detenção, obter > obtenção. a) pr___vilégio; d) cum___eira;
b) corr___mão; e) cas___mira.
3. Letra s / ss c) d___senteria;
Nas derivações, a partir das terminações verbais:
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28. Assinale a série em que todas as palavras
ou circunflexo
estão corretamente grafadas:
de acordo com
a) sarjeta - babaçu - praxe - repousar;
a pronúncia da
b) caramanchão - mixto - caos - biquíni;
região:
c) ultrage - discução - mochila - flexa;
acadêmico,
d) enxerto - represa - sossobrar - barbárie;
fenômeno
e) acesso - assessoria - ascenção - silvícola.
(Brasil)
académico,
29. Aponte a opção de grafia incorreta.
fenómeno
a) usina - buzina;
(Portugal).
b) ombridade - ombro;
c) úmido - humilde; Continua tudo
d) erva - herbívoro; igual.
e) néscio - cônscio. Observe:
1) Terminadas
30. Aponte a alternativa com incorreção. emENS não
a) Há necessidade de fiscalizar bem as provas. levam acento:
b) A obsessão é prejudicial ao discernimento. fácil, táxi,
hifens, polens.
c) A pessoa obscecada nada enxerga. tênis,
Se 2) Usa-se
d) Exceto Paulo, todos participaram da hífen,
terminad indiferentement
organização. próton,
as em: R, e agudo ou
e) Súbito um rebuliço: a confusão era total. álbum(ns
X, N, L, I, circunflexo se
), vírus,
IS, UM, houver variação
caráter,
UNS, US, de pronúncia:
GABARITO látex,
PS, Ã, sêmen, fêmur
Paroxítonas bíceps,
ÃS, ÃO, (Brasil) ou
1.F 7.F 13.F 19.F 25.F ímã,
ÃOS; sêmen, fémur
2.V 8.V 14.F 20.V 26.B órfãs,
ditongo (Portugal).
3.F 9.F 15.F 21.F 27.D bênção,
oral, 3) Não ponha
4.V 10.V 16.V 22.V 28.A órfãos,
seguido acento nos
5.F 11.V 17.F 23.F 29.B cárie,
ou não prefixo
6.F 12.F 18.V 24.F 30.C árduos,
de S paroxítonos que
pólen,
terminam em R
éden.
nem nos que
terminam emI:
inter-helênico,
super-homem,
anti-herói, semi-
internato

Continua tudo
igual.
Ortografia Observe:
1. terminadas
É a parte da gramática que trata do emprego em I,IS, U, US
correto das letras e dos sinais gráficos na língua não levam
Se
escrita. É a maneira correta de escrever as acento: tatu,
terminad vatapá,
palavras. Morumbi,
as igarapé,
abacaxi.
Emprego da acentuação gráfica em: A, avô,
Oxítonas 2. Usa-se
AS, E, avós,
indiferentement
ACENTUAÇÃO GRÁFICA ES, O, refém,
e agudo ou
OS, EM, parabéns
Tipo de Exemplo circunflexo se
Quando Observações ENS
palavra ou (como houver variação
acentuar (como ficaram)
sílaba eram) de pronúncia:
Continua tudo bebê,
igual ao que era purê(Brasil);
simpática bebé,
antes da nova
Proparo , lúcido, puré(Portugal).
sempre ortografia.
xítonas sólido,
Observe:
cômodo
Pode-se usar
acento agudo

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Continua tudo serão


igual. acentuados
Monossílab terminad Atente para os porque
os tônicos os em A, vá, pás, acentos nos terminam em R.
(são AS, E, pé, mês, verbos com
oxítonas ES, pó, pôs formas
também) O,OS oxítonas:
adorá-lo,
debatê-lo, etc.
1. Se o i e u Continua tudo
forem seguidos papéis, igual(mas,
de s, a regra se Ditongos herói, cuidado:
ÉIS,
mantém: abertos em heróis, somente para
ÉU(S),
balaústre, palavras troféu, palavras
ÓI(S)
egoísmo, baús, oxítonas céu, mói oxítonas com
jacuís. (moer) uma ou mais
2. Não se sílabas).
acentuam ie u arguir e
se depois vier Esta regra
redarguir
‘nh‘: rainha, desapareceu.
usavam
tainha, moinho. Os verbos
acento
3. Esta regra é arguir e
saída, agudo
nova: nas redarguir
saúde, em
ÍeÚ paroxítonas, o i perderam o
miúdo, Verbos algumas
levam e unão serão acento agudo
Í e Ú em aí, arguir e pessoas
acento se mais em várias
palavras Araújo, redarguir do
estiverem acentuados se formas
oxítonas e Esaú, (agora sem indicativo
sozinhos vierem depois (rizotônicas):
paroxítonas Luís, trema) , do
na sílaba de um ditongo: eu arguo (fale:
Itaú, subjuntiv
(hiato) baiuca, ar-gú-o, mas
baús, o e do
bocaiuva, não acentue);
Piauí imperativ
feiura, maoista, ele argui (fale:
o
saiinha (saia ar-gúi), mas
afirmativo
pequena), não acentue.
.
cheiinho
(cheio). Esta regra
4. Mas, se, sofreu
nasoxítonas, aguar alteração.
mesmo com enxaguar Observe:.
ditongo, oi , Quando o verbo
e uestiverem no averiguar admitir duas
final, haverá , pronúncias
acento: tuiuiú, apazigua diferentes,
Piauí, teiú. r, usando a ou i
delinquir, tônicos, aí
Esta regra obliquar acentuamos
desapareceu usavam estas vogais:
(para palavras Verbos
acento eu águo,
paroxítonas). terminados
agudo eleságuam e
Escreve-se em guar,
em enxáguam a
agora: ideia, quar e quir
algumas roupa (a
colmeia, pessoas tônico); eu
Ditongos
idéia, celuloide, boia. do delínquo, eles
abertos em
EI, OI, colméia, Observe: há indicativo delínquem (í
palavras
bóia casos em que a , do tônico).
paroxítonas
palavra se subjuntiv tu apazíguas as
enquadrará em o e do brigas;
outra regra de imperativ apazíguem os
acentuação. o grevistas.
Por exemplo: afirmativo Se a tônica, na
contêiner, pronúncia, cair
Méier, destróier sobre o u, ele

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não será seus


acentuado: Eu compostos (ver
averiguo (diga acima).
averi-gú-o, mas Observe:
não acentue) o 1) Perdem o
caso; eu aguo a acento as
planta (diga a- palavras
gú-o, mas não compostas com
acentue). o
Esta regra verbo PARAR:
desapareceu. Para-raios,
vôo, zôo, para-choque.
Agora se
ôo, ee enjôo, 2) FÔRMA (de
escreve: zoo,
vêem bolo): O acento
perdoo veem,
magoo, voo. será opcional;
se possível,
na deve-se evitá-
terceira Continua tudo lo: Eis aqui a
pessoa igual. forma para
Verbos ter e do plural eles têm, Ele vem aqui; pudim, cuja
vir do eles vêm eles vêm aqui. forma de
presente Eles têm sede; pagamento é
do ela tem sede. parcelada.
indicativo
na Trema (O trema não é acento gráfico.)
terceira Desapareceu o trema sobre o U em todas as
pessoa palavras do português: Linguiça, averiguei,
do delinquente, tranquilo, linguístico.
singular Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele
ele Bündchen, müleriano.
leva
obtém,
Derivados acento
detém,
de ter e vir agudo;
mantém; Continua tudo
(obter, na
eles igual.
manter, terceira
obtêm,
intervir) pessoa
detêm,
do plural
mantêm
do
presente
levam
circunflex
o
Esta regra
desapareceu,
exceto para os
verbos:
PODER
(diferença entre
passado e
presente.
Ele não pôde ir
Acento ontem, mas
diferencial pode ir hoje.
PÔR (diferença
com a
preposição
por):
Vamos por um
caminho novo,
então vamos
pôr casacos;
TER e VIR e

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LINGUA PORTUGUESA
Observação:

vogal fica na sílaba anterior.


Entender a estrutura das sílabas nas
palavras é essencial também para saber acentuá-
las, já que as regras de acentuação estão ligadas
às sílabas tônicas das palavras.
Não se separam:
O conceito é simples. Basta entender que
sílaba é a menor unidade estruturada de som da As letras dos dígrafos ch, lh, nh, gu, qu
palavra. Em português, cada sílaba tem, pelo
menos, uma vogal - às vezes acompanhada de cha-péu, lha-ma, mi-nha, man-gue,
consoantes. Exemplo:
es-qui-lo

Isso quer dizer que as sílabas podem ter mais de


uma vogal (caso dos encontros vocálicos), mais As letras dos encontros consonantais
de uma consoante (caso dos encontros formados por: consoante + L e consoante + R.
consonantais), mas nunca ficam sem vogais.

Veja quadro com principais regras de como


separar as sílabas: re-cla-me, fla-ma, glo-bo, pre-to, dra-
Exemplo
ma, cri-me

Separam-se: As letras que representam ditongo ou


tritongo.
As letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç, xc.
ditongos: pai-sa-gem, cau-sa, sé-rie
car-ro, as-sa-do, des-cer, des-çam, Exemplos
Exemplo:
ex-ces-so tritongos: a-ve-ri-guei, sa-guão, Pa-
ra-guai
As vogais dos hiatos.

Observação:
co-or-de-nar, gra-ú-do, hi-a-to, ra-i-
Exemplo
nha, ru-í-na
separada. Exemplos: pneu-má-ti-co, psi-co-lo-gi-
a, gno-mo, psi-co-se.
Os encontros consonantais em que as
consoantes se destaquem foneticamente uma TESTES
da outra.
1. (UNAMA) Assinale a opção em que a
divisão de sílabas não está corretamente
uma consoante + uma consoante: feita:
ap-to, af-ta, op-tar a) a-bai-xa-do.
b) si-me-tria.
c) es-fi-a-pa-da.
uma consoante + duas consoantes: d) ba-i-nhas.
as-tro, es-tre-la e) ha-vi-a.
Exemplos
duas consoantes + uma consoante: 2. (ITA-SP) Assinale a alternativa em que a
pers-pi-caz, sols-tí-cio palavra não tem as suas sílabas corretamente
duas consoantes + duas separadas:
consoantes: pers-cru-tar a) in-te-lec-ção.
b) cons-ci-ên-cia.
três consoantes + uma consoante: c) psi-co-lo-gia.
tungs-tê-nio d) ca-a-tin-ga.

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LINGUA PORTUGUESA
3. (UCS-RS) A alternativa em que todas as
palavras apresentam separação correta de 10. (OBJ-SP) Feita a divisão silábica das
sílaba é: palavras:
a) ex-ce-ção, cre-sci-men-to, pro-fes-sor. 1. psi-qui-a-tra
b) ins-tru-ção, ex-ci-tar, eu-ro-pe-u. 2. suc-ção
c) ex-ce-len-te, a-vi-ão, m-e-i-o. 3. pneu-má-ti-co
d) pers-pe-cti-va, am-bí-guo, trans-por-te. consideramos que está(estão) correta(s):
e) rit-mo, dig-no, ap-to. a) apenas a palavra nº 1.
b) apenas a palavra nº 2.
4. (UFSC) A seqüência em que a separação c) apenas a palavra nº 3.
silábica está correta é: d) todas as palavras.
a) pa-lha, ca-ia-das, lar-ei-ra, a-ce-sa. e) n.d.a.
b) is-so, por-que, u-si-nei-ro, ra-me-rão.
c) an-da-ra, miú-das, pre-mia-va, té-cni-ca.
d) di-gno, pas-sa-ri-nho, ar-re-ne-ga-va,
ex-i-bi-am. GABARITO
e) Mar-za-gão, quei-ma-da, mar-oi-ços,
oá-sis. 1-b 5-a 9-b
2-d 6-d 10 - d
5. (ESCOLA NAVAL-RJ) Assinale a série
que apresenta erro na divisão silábica de um 3-e 7-c
de seus vocábulos: 4-b 8-a
a) rít-mi-co, a-bs-ti-ve.
b) cons-ci-ên-cia, der-ra-dei-ra.
c) oc-ci-pi-tal, pre-en-cher.
d) jói-a, subs-cre-ver.
e) rit-mo, res-ci-são.

6. (FAU-SANTOS) Assinale a alternativa em


que a divisão silábica está incorreta:
a) Má-rio.
b) cons-tru-í-do.
c) e-gíp-cio.
d) Ma-ria.
e) ab-rup-to.

7. (UEPG-PR) A alternativa em que todas as


palavras apresentam correta divisão silábica
é:
a) bis-a-vô, as-sa-do, in-tro-mis-são.
b) cir-cun-scri-to, ab-di-car, pneu-má-ti-co.
c) en-san-güen-tar, re-crei-o, abs-ces-so.
d) in-tro-ver-são, ne-ces-si-da-de, ri-tmo.
e) trans-pa-rên-cia, sus-pei-tar, a-bre-u-grafia.

8. (ACAFE-SC) Assinale a série de palavras em


que a separação das sílabas está correta:
a) ab-so-lu-to; pug-nar; ap-to; a-poi-o.
b) pers-pi-cá-ci-a; en-xa-gu-ou; ca-iais;
obstru-ir.
c) sa-gu-ões; aor-ta; e-xci-tar; e-gí-pcio.
d) an-zóis; es-quá-li-do; i-déia; pse-udô-
nimo.
e) bis-a-vô; transa-tlân-ti-co; exér-ci-to,
nu-pci-al.

9. (ITA-SP) A separação silábica de: cooperar -


caíeis - tainha - feldspato é, respectivamente:
a) coo-pe-rar; caí-eis; tai-nha; feld-spa-to
b) co-o-pe-rar; ca-í-eis; ta-i-nha; felds-pa-to.
c) coo-pe-rar; ca-í-eis; ta-i-nha; fel-dspa-to.
d) coo-pe-rar; ca-í-eis; tai-nha; fel-dspa-to.
e) co-o-pe-rar; caí-eis; tai-nha; feld-spa-to.
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LINGUA PORTUGUESA
1) As letras e e o também podem representar
semivogal:
2) põe = [põi] mão = [mãu]
3) Consoantes - são fonemas resultantes de
obstáculos encontrados pela corrente de ar vinda
som e fonema, encontros vocálicos e dos pulmões. São assilábicos porque não podem
consonantais e dígrafos. formar sílaba sem auxílio de uma vogal.
4) bo-ca, ca-sa, da-do, fa-ca

FONOLOGIA
Encontros vocálicos
Fonologia é a parte da gramática que estuda as
Seqüência de fonemas vocálicos na mesma
palavras sob o aspecto sonoro.
sílaba ou em sílabas distintas, sem intermediação
de consoante. Os encontros vocálicos podem ser:
Fonemas são as unidades fônicas distintivas da
palavra.
DITONGOS, TRITONGOS ou HIATOS.
O número de fonemas é limitado dentro de um
Ditongo
sistema lingüístico. Com poucos fonemas,
podemos formar uma grande quantidade de
Ocorrência de uma vogal e uma semivogal na
signos, simplesmente comutando um por outro.
mesma sílaba. O ditongo podem ser:
Assim: lata, mata, pata,data, etc. Trocados os
fonemas, altera-se logicamente o significado das
Crescentes
palavras.
A semivogal antecede a vogal:
Letras são os sinais gráficos que representam os
perícia
fonemas.
espécie
Uma letra pode representar fonemas diferentes. É
fastio
o caso de fonema /z/, por exemplo, que pode ser
vácuo
representado pelas seguintes letras:
ténue
s = mesa
água
x = exato
z = azarado
Decrescentes
O alfabeto português possui 23 letras: a, b, c, d ...
Além destas, temos k, w e y, empregadas em
A vogal antecede a semivogal:
abreviaturas, símbolos e na transcrição de nomes
pai
próprios estrangeiros. A letra h não representa
feito
fonema algum. Aparece em certas palavras por
varapau
força da etimologia ou da tradição escrita, em
réu
certas interjeições e na formação dos dígrafos.
biscoito
muito

 Classificação dos fonemas Orais

Vogais - são fonemas que fazem vibrar as cordas O som sai só pela boca:
vocais, em cuja produção a corrente de ar vinda saia
dos pulmões não encontra obstáculos. São doze, farnéis
e não cinco como muitos imaginam. São fugiu
silábicos, isto é, constituem a base da sílaba. boi
uivar
/a//â//é//ê///i///ó//õ//u// Nasais

Semivogais - são os fonemas /i/ e /u/ quando O som sai pela boca e fossas nasais:
formam sílabas com uma vogal. mãe
cãimbra
can-tai a = vogal i = semivogal vem
le-vou o = vogal u = semivogal mão
comeram
Observação: Abertas
au, mau, éu, ilhéu, ói, dói

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LINGUA PORTUGUESA
Fechadas b) dissílabos - vocábulos que apresentam duas
eu, seu, oi, foi, õe, põe vogais: da-do, cor-da, sa-ci;
c) trissílabos - vocábulos que apresentam três
Tritongo vogais: sa-la-da, ca-lo-te, pi-po-ca;
Seqüência de três fonemas vocálicos, sem d) polissílabos - vocábulos que apresentam
intermediação de consoante (semivogal + vogal + quatro ou mais vogais: tri-ân-gu-lo, ca-fe-zi-nho,
semivogal) na mesma sílaba: a-ma-vel-men-te.

Paraguai , enxaguei, saguão

Hiato  Acento Tônico


É o encontro de vogais em sílabas diferentes:
Acento tônico é a maior intensidade de voz de
ru-im , a-inda , goi-aba , chei-o
uma sílaba. É importante observar que nem todas
as sílabas tônicas são marcadas com acento
gráfico. Este é um mero sinal de escrita.
As sílabas sobre as quais incide o acento tônico
Dígrafos são chamadas de tônicas, sendo átonas as que
não recebem tal acento. São pretônicas as
sílabas átonas que se posicionam antes da
Dígrafo é o agrupamento de duas letras com tônica, e postônicas as que figuram depois da
apenas um fonema. Os principais dígrafos são rr, tônica:
ss, sc, sç, xc, lh, nh, ch, qu, gu. Representam-se
os dígrafos por letras maiores que as demais, pa - re - de
exatamente para estabelecer a diferença entre || || ||
uma letra e um dígrafo. Qu e gu só serão atona tônica átona
dígrafos, quando estiverem seguidos de e ou i, pretônica postônica
sem trema. Os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc têm suas
letras separadas silabicamente; lh, nh, ch, qu, gu, Além das sílabas tônicas e átonas, existe uma de
não. intensidade intermediária chamada subtônica,
própria de palavras derivadas e correspondente à
arroz = ar-roz tônica da palavra primitiva. Vejamos a
assar = as-sar correspondência:
nascer = nas-cer ca - fé
desço = des-ço || ||
exceção = ex-ce-ção átona tônica
alho = a-lho ||
banho = ba-nho
cacho = ca-cho ca - fe - zal
querida = que-ri-da - Kerida; || || ||
sangue = san-gue átona subtônica tônica

Dígrafo Vocálico = É o outro nome que se dá ao Conforme a posição do acento tônico, os


Ressôo Nasal, pelo fato de serem duas letras vocábulos classificam-se em:
com um fonema vocálico. a) oxítonos - a última sílaba é a tônica: gua-ra-ná,
ca-fé, sa-ci;
sangue = san-gue b) paroxítonos - a penúltima sílaba é a tônica: pa-
Dífono = É o conjunto de dois fonemas re-de, pe-te-ca, so-lú-vel;
representados por uma única letra. No português, c) proparoxítonos - antepenúltima sílaba é a
o único dífono é representado pela letra X tônica: mé-di-co, ân-gu-lo, ló-gi-ca.
- axila
- fixo  Classificação dos monossílabos quanto à
 Sílaba
tonicidades

Ao fonema ou conjunto de fonema emitidos num a) monossílabos tônicos - são proferidos sem
só impulso expiratório dá-se o nome de sílaba. O apoio na palavra vizinha: más, dê, nó...
seu centro é sempre uma vogal, pois sem ela não b) monossílabos átonos - não têm autonomia
pode haver sílaba. Uma palavra pode ser formada fonética, ou seja, apóiam-se na palavra vizinha:
por uma ou mais sílabas, recebendo a mas, de, no...
classificação seguinte:

a) monossílabos - vocábulos que apresentam


apenas uma vogal: nó, já, rei;
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EXERCÍCIOS COM GABARITOS 8. Assinale a alternativa que não apresenta todas
as palavras separadas corretamente.
1. Assinale a alternativa errada a respeito da a) de-se-nho, po-vo-ou, fan-ta-si-a, mi-lhões
palavra "churrasqueira". b) di-á-rio, a-dul-tos, can-tos, pla-ne-ta
a) apresenta 13 letras e 10 fonemas c) per-so-na-gens, po-lí-cia, ma-gia, i-ni-ci-ou
b) apresenta 3 dígrafos: ch, rr, qu d) con-se-guir, di-nhei-ro, en-con-trei, ar-gu-men-
c) divisão silábica: chur-ras-quei-ra tou
d) é paroxítona e polissílaba e) pais, li-ga-ção, a-pre-sen-ta-do, au-tên-ti-co
e) apresenta o tritongo: uei
9. Dadas as palavras: Sub-ter-râ-neo / su-bes-ti-
2. Qual das alternativas abaixo possui palavras mar / trans-tor-no, constatamos que a separação
com mais letras do que fonemas? silábica está correta:
a) Caderno a) apenas nº 1;
b) Chapéu b) apenas nº 2;
c) Flores c) apenas nº 1 e 2;
d) Livro d) em todas as palavras
e) Disco e) n. d. a.

3. Assinale a melhor resposta. Em papagaio, 10. Dadas as palavras: tung-stê-nio / bis-a-vô /


temos: du-e-lo, constatamos que a separação silábica
a) um ditongo está correta:
b) um tritongo a) apenas nº 1
c) um trissílabo b) apenas nº 2
d) um oxítono c) apenas nº 3
e) um proparoxítono d) em todas as palavras
e) n. d. a.
4. Assinale a série em que apenas um dos
vocábulos não possui dígrafo: 11. Nas palavras alma, pinto e porque, temos,
a) folha - ficha - lenha - fecho respectivamente:
b) lento - bomba - trinco - algum a) 4 fonemas - 5 fonemas - 6 fonemas.
c) águia - queijo - quatro - quero b) 5 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.
d) descer - cresço - exceto - exsudar c) 4 fonemas - 4 fonemas - 5 fonemas.
e) serra - vosso - arrepio - assinar d) 5 fonemas - 4 fonemas - 6 fonemas.
e) 4 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.
5. Assinale a alternativa que inclui palavras da
frase abaixo que contêm, respectivamente, um 12. A alternativa que apresenta uma incorreção é:
ditongo oral crescente e um hiato. As mágoas de a) o fonema está diretamente ligado ao som da
minha mãe, que sofria em silêncio, jamais foram fala.
compreendidas por mim e meus irmãos. b) as letras são representações gráficas dos
a) foram - minha fonemas.
b) sofria - jamais c) a palavra "tosse" possui quatro fonemas.
c) meus - irmãos d) uma única letra pode representar fonemas
d) mãe - silêncio diferentes.
e) mágoas - compreendidas e) a letra "h" sempre representa um fonema.

6. Assinale a seqüência em que todas as palavras 13. Todas as palavras abaixo possuem um
estão partidas corretamente. encontro vocálico e um encontro consonantal,
a) trans-a-tlân-ti-co / fi-el / sub-ro-gar exceto:
b) bis-a-vô / du-e-lo / fo-ga-réu a) destruir.
c) sub-lin-gual / bis-ne-to / de-ses-pe-rar b) magnésio.
d) des-li-gar / sub-ju-gar / sub-scre-ver c) adstringente.
e) cis-an-di-no / es-pé-cie / a-teu d) pneu.
e) autóctone.
7. Segundo as normas do vocabulário oficial, a
separação silábica está corretamente efetuada 14. A série em que todas as palavras apresentam
em ambos os vocábulos das opções: dígrafo é:
a) assinar / bocadinho / arredores.
a) to-cas-sem, res-pon-dia b) residência / pingue-pongue / dicionário.
b) mer-ce-ná-ri-o, co-in-ci-di-am c) digno / decifrar / dissesse.
c) po-e-me-to, pré-dio d) dizer / holandês / groenlandeses.
d) ru-i-vo, pe-rí-o-do e) futebolísticos / diligentes / comparecimento.
e) do-is, pau-sas

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15. Verificamos a presença de um hiato em: d) espinhos.
a) entendia. e) ressoou.
b) trabalho.
c) conjeturou. 22. A palavra que apresenta ditongo crescente é:
d) mais. a) acordou.
e) saguão. b) teriam.
c) noites.
16. A alternativa que apresenta certa dificuldade d) jamais.
de distinção entre ditongo crescente e hiato é: e) quando.
a) pai-saúde-mau-juízo.
b) Saara-preencher-cruel-doer. 23. Só não existe hiato em:
c) faísca-degrau-chapéu-vôo. a) atoleiros.
d) piada-miolo-poente-miudeza. b) miaram.
e) frear-foi-saída-rei. c) ruído.
d) defendiam.
17. A alternativa que apresenta uma incorreção é: e) haviam.
a) "chapéu" possui um dígrafo e um ditongo
decrescente. 24. Indique a palavra que tem 5 fonemas:
b) "guerreiro" possui dois dígrafos e um ditongo a) ficha.
decrescente. b) molhado.
c) "mangueira" possui dois dígrafos e um ditongo c) guerra.
decrescente. d) fixo.
d) "enxagüei" possui dois dígrafos e um tritongo. e) hulha.
e) "exato" não possui dígrafos e nem encontro
vocálico. 25. Assinale o vocábulo com ditongo nasal
decrescente:
18. A alternativa em que as letras sublinhadas a) quando.
nas palavras constituem, respectivamente, b) zangou.
dígrafo e encontro consonantal é: c) misteriosos.
a) exceção / étnico d) vitória.
b) banho / desça e) moravam.
c) seguir / nascimento
d) aquático / psicologia 26. A palavra "charuto" apresenta:
e) occipital / represa a) um dígrafo e seis fonemas.
b) um dígrafo e sete fonemas.
19. Observe os encontros vocálicos e os dígrafos c) sete letras e sete fonemas.
e assinale a única afirmativa incorreta: d) sete letras e dois dígrafos.
a) na palavra cãibra ocorre um ditongo nasal e) sete letras e cinco fonemas.
decrescente.
b) na palavra freqüente ocorre um ditongo oral 27. Marque o item que apresenta erro na divisão
crescente. silábica:
c) na palavra radiouvinte ocorre um tritongo oral. a) téc-ni-co
d) na palavra pneumonia ocorrem um ditongo b) de-ce-pção
decrescente e um hiato. c) ad-jun-to
e) na palavra zoologia ocorrem dois hiatos. d) con-fec-ção
e) obs-tá-cu-lo
20. Observe os encontros vocálicos e os dígrafos
e assinale a única afirmativa incorreta:
a) a palavra discente tem dígrafo consonantal e GABARITOS
um dígrafo vocálico.
b) a palavra entranhas tem um dígrafo vocálico e 1 E / 2 B / 3 A / 4 C / 5 E / 6 C / 7 C / 8 C / 9 d / 10
um dígrafo consonantal. C / 11 C / 12 E / 13 C / 14 A / 15 A / 16 D / 17 D /
c) a palavra também tem dois dígrafos vocálicos. 18 A / 19 B / 20 C / 21 A / 22 E / 23 A / 24 D / 25
d) a palavra tranqüilo tem um dígrafo vocálico e E / 26 A / 27 B
não apresenta dígrafo consonantal.
e) a palavra borracha tem dois dígrafos
consonantais.

21. O vocábulo cujo número de letras é igual ao


número de fonemas está em:
a) sucedida.
b) habitando.
c) grandes.
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Exemplo: O cortejo seguia pelas ruas.

Agente da voz passiva: liga-se a um verbo


passivo por meio de preposição para indicar
ESTRUTURA DA ORAÇÃO, ESTRUTURA DO quem executou a ação.
PERÍODO,
Exemplo: O fogo foi apagado pela água.

1. Sujeito e predicado 3. Termos ligados ao nome

Sujeito: termo sobre o qual recai a afirmação do Adjunto adnominal: caracteriza o nome a que se
predicado e com o qual o verbo concorda. refere sem a mediação de verbo.

Predicado:termo que projeta uma afirmação Exemplo: As fortes chuvas de verão estão
sobre o sujeito. caindo.

Predicativo: caracteriza o nome a que se refere


sempre por meio de um verbo. Pode ser do
sujeito e do objeto.
Ache os cursos e faculdades ideais para você
Tipos de sujeito

Determinado: o predicado se refere a um termo


explícito na frase. Mesmo que venha implícito,
pode ser explicitado.

Exemplo: A noite chegou fria.


Aposto: termo de núcleo substantivo, que se liga
O sujeito determinado pode ser: a um nome para identificá-lo. O aposto é sempre
um equivalente do nome a que se refere.
Simples: tem um só núcleo: A caravana
passa. Exemplo: O tempo, inimigo impiedoso, foge
apressado.
Composto: tem mais de um núcleo: A água e
o fogo não coexistem. Complemento nominal: liga-se ao nome por
meio de preposição obrigatória e indica o alvo
Indeterminado: o predicado não se refere a sobre o qual se projeta a ação.
qualquer elemento explícito na frase, nem é
possível identificá-lo pelo contexto. Exemplo: Procederam à remoção das
pedras.
(?) Falaram de você.
(?) Falou-se de você. 4. Vocativo:

Inexistente: o predicado não se refere a Termo isolado, que indica a pessoa a quem se
elemento algum. faz um chamado. Vem sempre entre vírgulas e
admite a anteposiçãoo da interjeição ó.
Choverá amanhã.
Haverá reclamações. Exemplo: Amigos, eu os convido a sentar.
Faz quinze dias que vem chovendo.
É tarde. SINTAXE DO PERÍODO

2. Termos ligados ao verbo 1. Orações subordinadas substantivas


Objeto direto: completa o sentido do verbo sem São aquelas que desempenham a mesma função
preposição obrigatória. sintática do substantivo.
Exemplo: Os pássaros fazem seus ninhos.
Exemplo: Os meninos observaram | que
Objeto indireto: completa o sentido do verbo por você chegou. (a sua chegada)
meio de preposição obrigatória.
Exemplo: A decisão cabe ao diretor. Subjetiva: exerce a funçãoo de sujeito do verbo
da oração principal.
Adjunto adverbial: liga-se ao verbo, não para
completá-lo, mas para indicar circunstância em Exemplo: É necessário que você volte.
que ocorre a ação.

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Objetiva direta: exerce a função de objeto direto Exemplo: A moça é tão bonita, que atrai a
da oração principal. atenção de todos.

Exemplo: Eu desejava que você voltasse. Condicional: indica um evento ou fato do qual
depende a ocorrência indicada na oração
Objetiva indireta: exerce a função de objeto principal.
indireto do verbo principal.
Exemplo: Se você correr demais, ficará
Exemplo: Não gostaram de que você viesse. cansado.
Predicativa: exerce a funçãoo de predicativo. Comparativa: estabelece uma comparação com
o fato expresso na oração principal.
Exemplo: A verdade é que ninguém se
omitiu. Exemplo: Lutou como luta um bravo.

Completiva nominal: desempenha a função de Concessiva: concede um argumento contrário ao


complemento nominal. evento relatado na oração principal.
Exemplo: Não tínhamos dúvida de que o Exemplo: O time venceu embora tenha
resultado seria bom. jogado mal.
Apositiva: desempenha a função de aposto em Conformativa: indica que o fato expresso na
relação a um nome. oração subordinada está de acordo com o da
oração principal.
Exemplo: Só nos disseram uma coisa: que
nos afastássemos. Exemplo: Tudo ocorreu conforme os
jornalistas previram.
2. Orações subordinadas adjetivas
São aquelas que desempenham função sintática Final: indica o fim, o objetivo com que ocorre a
própria do adjetivo. ação do verbo principal.
Exemplo: Na cidade há indústrias que Exemplo: Estudou para que fosse aprovado.
poluem. (poluidoras)
Temporal: indica o tempo em que se realiza o
Restritiva: É aquela que restringe ou particulariza evento relatado na oração principal.
o nome a que se refere. Vem iniciada por
pronome relativo e não vem entre vírgulas. Exemplo: Chegou ao local, quando davam
dez horas.
Exemplo: Serão recebidos os alunos que
passarem na prova. Proporcional: estabelece uma relação de
proporcionalidade com o verbo principal.
Explicativa: É aquela que não restringe nem
particulariza o nome a que se refere. Indica uma Exemplo: Aprendemos à medida que o
propriedade pressuposta como pertinente a todos tempo passa.
os elementos do conjunto a que se refere. Inicia-
se por pronome relativo e vem entre vírgulas. 4. Orações coordenadas
São todas as orações que não se ligam
Exemplo: Os homens, que são racionais, sintaticamente a nenhum termo de outra oração.
não agem só por instinto.
Exemplo: Chegou ao local // e vistoriou as
3. Orações subordinadas adverbiais obras.
São aquelas que desempenham função sintática
própria do advérbio. As coordenadas podem ou nãoo vir iniciadas por
conjunção coordenativa. Chamam-se
Exemplo: O aluno foi bem na prova porque coordenadas sindéticas as que se iniciam por
estava calmo. (devido à sua calma) conjunção e assindéticas as que nã;o se iniciam.

Causal: indica a causa que provocou a Exemplo: Presenciei o fato, mas ainda
ocorrência relatada na oração principal. não acredito.
or. c. assindética or. c. sindética
Exemplo: A moça atrai a atenção de todos
porque é muito bonita. As coordenadas assindéticas não se
subclassificam.
Consecutiva: indica a consequência que proveio
da ocorrência relatada na oração principal.

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As coordenadas sindéticas subdividem-se em a) Ele já partiu;
cinco tipos:
b) Os dois sumiram;
Aditiva: estabelece uma relação de soma.
c) Um sim é suave e sugestivo.
Exemplo: Entrou e saiu logo.
Os sujeitos são classificados a partir de dois
Adversativa: estabelece uma relação de elementos: o de determinação ou indeterminação
contradição. e o de núcleo do sujeito.

Exemplo: Trouxe muitas sugestões, mas Um sujeito é determinado quando é facilmente


nenhuma foi aceita. identificável pela concordância verbal. O sujeito
determinado pode ser simples ou composto.
Alternativa: estabelece uma relação de
alternância. A indeterminação do sujeito ocorre quando não é
possível identificar claramente a que se refere a
Exemplo: Aceite a proposta ou procure outra concordância verbal. Isso ocorre quando não se
solução. pode ou não interessa indicar precisamente o
sujeito de uma oração.
Conclusiva: estabelece relação de conclusão.
a) Estão gritando seu nome lá fora;
Exemplo: Penso, portanto existo.
b) Trabalha-se demais neste lugar.
Explicativa: estabelece uma relação de
explicação ou justificação. Contém sempre um O sujeito simples é o sujeito determinado que
argumento favorável ao que foi dito na oração possui um único núcleo. Esse vocábulo pode
anterior. estar no singular ou no plural; pode também ser
um pronome indefinido.
Exemplo: Ele deve ser estrangeiro, pois fala
mal o português. a) Nós nos respeitamos mutuamente;

b) A existência é frágil;

c) Ninguém se move;
1.1 Termos essenciais da oração:
d) O amar faz bem.
O sujeito e o predicado são considerados termos
essenciais da oração, ou seja, sujeito e predicado O sujeito composto é o sujeito determinado que
são termos indispensáveis para a formação das
possui mais de um núcleo.
orações. No entanto, existem orações formadas
exclusivamente pelo predicado. O que define, a) Alimentos e roupas andam caríssimos;
pois, a oração, é a presença do verbo.
b) Ela e eu nos respeitamos mutuamente;
O sujeito é o termo que estabelece concordância
com o verbo. c) O amar e o odiar são tidos como duas faces da
mesma moeda.
a) "Minha primeira lágrima caiu dentro dos teus
olhos."; Além desses dois sujeitos determinados, é
comum a referência ao sujeito oculto, isto é, ao
b) "Minhas primeiras lágrimas caíram dentro dos núcleo do sujeito que está implícito e que pode
teus olhos". ser reconhecido pela desinência verbal ou pelo
contexto.
Na primeira frase, o sujeito é minha primeira
lágrima. Minha e primeira referem-se ao conceito Abolimos todas as regras.
básico expresso em lágrima. Lágrima é, pois, a
principal palavra do sujeito, sendo, por isso, O sujeito indeterminado surge quando não se
denominada núcleo do sujeito. O núcleo do quer ou não se pode identificar claramente a que
sujeito se relaciona com o verbo, estabelecendo a o predicado da oração se refere. Existe uma
concordância. referência imprecisa ao sujeito, caso contrário
teríamos uma oração sem sujeito.
A função do sujeito é basicamente
desempenhada por substantivos, o que a torna Na língua portuguesa o sujeito pode ser
uma função substantiva da oração. Pronomes indeterminado de duas maneiras:
substantivos, numerais e quaisquer outras
palavras substantivadas (derivação imprópria)
também podem exercer a função de sujeito.
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a) com verbo na terceira pessoa do plural, desde O predicado é o conjunto de enunciados que
que o sujeito não tenha sido identificado numa dada oração contém a informação nova
anteriormente: para o ouvinte.

a.1) Bateram à porta; Nas orações sem sujeito, o predicado


simplesmente enuncia um fato qualquer:
a.2) Andam espalhando boatos a respeito da
queda do ministro. a) Chove muito nesta época do ano;

b) com o verbo na terceira pessoa do singular, b) Houve problemas na reunião.


acrescido do pronome se. Esta é uma construção
típica dos verbos que não apresentam Nas orações que surge o sujeito, o predicado é
complemento direto: aquilo que se declara a respeito desse sujeito.

b.1) Precisa-se de mentes criativas; Com exceção do vocativo, que é um termo à


parte, tudo o que difere do sujeito numa oração é
b.2) Vivia-se bem naqueles tempos; o seu predicado.

b.3) Trata-se de casos delicados; a) Os homens (sujeito) pedem amor às mulheres


(predicado);
b.4) Sempre se está sujeito a erros.
b) Passou-me (predicado) uma idéia estranha
O pronome se funciona como índice de (sujeito) pelo pensamento (predicado).
indeterminação do sujeito.
Para o estudo do predicado, é necessário verificar
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo se seu núcleo está num nome ou num verbo.
predicado, articulam-se a partir de m verbo Deve-se considerar também se as palavras que
impessoal. A mensagem está centrada no formam o predicado referem-se apenas ao verbo
processo verbal. Os principais casos de orações ou também ao sujeito da oração.
sem sujeito com:
Os homens sensíveis (sujeito) pedem amor
a) os verbos que indicam fenômenos da natureza: sincero às mulheres de opinião.

a.1) Amanheceu repentinamente; O predicado acima apresenta apenas uma


palavra que se refere ao sujeito: pedem. As
a.2) Está chuviscando. demais palavras ligam-se direta ou indiretamente
ao verbo.
b) os verbos estar, fazer, haver e ser, quando
indicam fenômenos meteorológicos ou se A existência (sujeito) é frágil (predicado).
relacionam ao tempo em geral:
O nome frágil, por intermédio do verbo, refere-se
b.1) Está tarde. ao sujeito da oração. O verbo atua como
elemento de ligação entre o sujeito e a palavra a
b.2) Ainda é cedo. ele relacionada.
b.3) Já são três horas, preciso ir; O predicado verbal é aquele que tem como
núcleo significativo um verbo:
b.4) Faz frio nesta época do ano;
a) Chove muito nesta época do ano;
b.5) Há muitos anos aguardamos mudanças
significativas; b) Senti seu toque suave;
b.6) Faz anos que esperamos melhores c) O velho prédio foi demolido.
condições de vida;
Os verbos acima são significativos, isto é, não
b.7) Deve fazer meses que ele partiu. servem apenas para indicar o estado do sujeito,
mas indicam processos.
c) o verbo haver, na indicação de existência ou
acontecimento: O predicado nominal é aquele que tem como
núcleo significativo um nome; esse nome atribui
c.1) Havia bons motivos para nossa apreensão;
uma qualidade ou estado ao sujeito, por isso é
c.2) Deve haver muitos interessados no seu chamado de predicativo do sujeito. O predicativo
trabalho; é um nome que se liga a outro nome da oração
por meio de um verbo.
c.3) Houve alguns problemas durante o trabalho.

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Nos predicados nominais, o verbo não é b) Os homens sinceros pedem-no às mulheres de
significativo, isto é, não indica um processo. O opinião;
verbo une o sujeito ao predicativo, indicando
circunstâncias referentes ao estado do sujeito: c) Dou-lhes três.

"Ele é senhor das suas mãos e das ferramentas." d) Buscamos incessantemente o Belo;

Na frase acima o verbo ser poderia ser e) Houve muita confusão na partida final.
substituído por estar, andar, ficar, parecer,
permanecer ou continuar, atuando como O objeto direto preposicionado ocorre
elemento de ligação entre o sujeito e as palavras principalmente:
a ele relacionadas.
a) com nomes próprios de pessoas ou nomes
A função de predicativo é exercida normalmente comuns referentes a pessoas:
por um adjetivo ou substantivo.
a.1) Amar a Deus;
O predicado verbo-nominal é aquele que
apresenta dois núcleos significativos: um verbo e a.2) Adorar a Xangô;
um nome. No predicado verbo-nominal, o
a.3) Estimar aos pais.
predicativo pode referir-se ao sujeito ou ao
complemento verbal. b) com pronomes indefinidos de pessoa e
pronomes de tratamento:
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre
significativo, indicando processos. É também b.1) Não excluo a ninguém;
sempre por intermédio do verbo que o predicativo
se relaciona com o termo a que se refere. b.2) Não quero cansar a Vossa Senhoria.
a) O dia amanheceu ensolarado; c) para evitar ambigüidade:
b) As mulheres julgam os homens inconstantes Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, a
situação seria outra)
No primeiro exemplo, o verbo amanheceu
apresenta duas funções: a de verbo significativo e d) com pronomes oblíquos tônicos (preposição
a de verbo de ligação. Esse predicado poderia ser obrigatória):
desdobrado em dois, um verbal e outro nominal:
Nem ele entende a nós, nem nós a ele.
a) O dia amanheceu;
O objeto indireto é o complemento que se liga
b) O dia estava ensolarado. indiretamente ao verbo, ou seja, através de uma
preposição.
No segundo exemplo, é o verbo julgar que
relaciona o complemento homens como o a) Os homens sensíveis pedem amor sincero às
predicativo inconstantes. mulheres;

b) Os homens pedem-lhes amor sincero;


1.2 Termos integrantes da oração:
c) Gosto de música popular brasileira.
Os complementos verbais (objeto direto e
indireto) e o complemento nominal são chamados O termo que integra o sentido de um nome
termos integrantes da oração. chama-se complemento nominal. O complemento
nominal liga-se ao nome que completa por
Os complementos verbais integram o sentido do intermédio de preposição:
verbos transitivos, com eles formando unidades
significativas. Esses verbos podem se relacionar a) Desenvolvemos profundo respeito à arte;
com seus complementos diretamente, sem a
b) A arte é necessária à vida;
presença de preposição ou indiretamente, por
intermédio de preposição. c) Tenho-lhe profundo respeito.
O objeto direto é o complemento que se liga Os nomes que se fazem acompanhar de
diretamente ao verbo. complemento nominal pertencem a dois grupos:
a) Os homens sensíveis pedem amor às a) substantivos, adjetivos ou advérbios derivados
mulheres de opinião; de verbos transitivos,

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b) adjetivos transitivos e seus derivados.  negação: Não há ninguém que mereça.

 preço: As casas estão sendo vendidas a


1.3 Termos acessórios da oração e vocativo:
preços exorbitantes.
Os termos acessórios recebem esse nome por
serem acidentais, explicativos, circunstanciais.  substituição ou troca: Abandonou suas
convicções por privilégios econômicos.
São termos acessórios o adjunto adverbial,
adjunto adnominal e o aposto.  tempo: Ontem à tarde encontrou o velho
amigo.
O adjunto adverbial é o termo da oração que
indica uma circunstância do processo verbal, ou O adjunto adnominal é o termo acessório que
intensifica o sentido de um adjetivo, verbo ou determina, especifica ou explica um substantivo.
advérbio. É uma função adverbial, pois cabe ao É uma função adjetiva, pois são os adjetivos e as
advérbio e às locuções adverbiais exercer o papel locuções adjetivas que exercem o papel de
de adjunto adverbial. adjunto adnominal na oração. Também atuam
como adjuntos adnominais os artigos, os
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha numerais e os pronomes adjetivos.
praça.
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao
As circunstâncias comumente expressas pelo seu amigo de infância.
adjunto adverbial são:
O adjunto adnominal se liga diretamente ao
 acréscimo: Além de tristeza, sentia substantivo a que se refere, sem participação do
profundo cansaço. verbo.

 afirmação: Sim, realmente irei partir. Já o predicativo do objeto se liga ao objeto por
meio de um verbo.
 assunto: Falavam sobre futebol.
O poeta português deixou uma obra
 causa: Morrer ou matar de fome, de originalíssima.
raiva e de sede... são tantas vezes
gestos naturais. O poeta deixou-a.

 companhia: Sempre contigo bailando O poeta português deixou uma obra inacabada.
sob as estrelas.
O poeta deixou-a inacabada.
 concessão: Apesar de você, amanhã há
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a
de ser outro dia.
um substantivo, adjetivo ou advérbio; o adjunto
nominal relaciona-se apenas ao substantivo.
 conformidade: Fez tudo conforme o
combinado. O aposto é um termo acessório que permite
ampliar, explicar, desenvolver ou resumir a idéia
 dúvida: Talvez nos deixem entrar.
contida num termo que exerça qualquer função
sintática.
 fim: Estudou para o exame.
Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-
 freqüência: Sempre aparecia por lá.
humorado.
 instrumento: Fez o corte com a faca. Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de
tempo ontem. Dizemos que o aposto é
 intensidade: Corria bastante.
sintaticamente equivalente ao termo que se
 limite: Andava atabalhoado do quarto à relaciona porque poderia substituí-lo:
sala.
Segunda-feira passei o dia mal-humorado.
 lugar: Vou à cidade. O aposto pode ser classificado, de acordo com
seu valor na oração, em:
 matéria: Compunha-se de substâncias
estranhas. a) explicativo: A lingüística, ciência das línguas
humanas, permite-nos interpretar melhor nossa
 meio: Viajarei de trem. relação com o mundo.
 modo: Foram recrutados a dedo.

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b) enumerativo: A vida humana se compõe de As orações coordenadas sindéticas aditivas são
muitas coisas: amor, arte, ação. ligadas por meio de conjunções aditivas. Ocorrem
quando os fatos estão em seqüência simples,
c) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sem que acrescente outra idéia. As aditivas
sonho, tudo isso forma o carnaval. típicas são e e nem.

d) comparativo: Seus olhos, indagadores Discutimos as várias propostas e analisamos


holofotes, fixaram-se por muito tempo na baía possíveis soluções.
anoitecida.
Não discutimos as várias propostas, nem (e não)
Além desses, há o aposto especificativo, que analisamos quaisquer soluções.
difere dos demais por não ser marcado por sinais
de pontuação (dois-pontos ou vírgula). As orações sindéticas aditivas podem também ser
ligadas pelas locuções não só, mas (também),
A rua Augusta está muito longe do rio São tanto ... como.
Francisco.
Não só provocaram graves problemas, mas
O vocativo é um termo que serve para chamar, (também) abandonaram os projetos de
invocar ou interpelar um ouvinte real ou reestruturação social do país.
hipotético.
As coordenadas sindéticas adversativas são
A função de vocativo é substantiva, cabendo a introduzidas pelas conjunções adversativas. A
substantivos, pronomes substantivos, numerais e segunda oração exprime contraste, oposição ou
palavras substantivadas esse papel na compensação em relação à anterior. As
linguagem. adversativas típicas são mas, porém, contudo,
todavia, entanto, entretanto, e as locuções no
entanto, não obstante, nada obstante.
Coordenação e Subordinação; Este mundo é redondo mas está ficando muito
chato.
2. Período composto por coordenação:
O país é extremamente rico; o povo, porém, vive
O período composto por coordenação é formado em profunda penúria.
por orações sintaticamente completas, ou seja,
equivalentes. Já as coordenadas sindéticas alternativas são
introduzidas por conjunções alternativas,
Os homens investigam o mundo, descobrem suas indicando pensamentos ou fatos que se alternam
riquezas e constroem suas sociedades ou excluem. A conjunção alternativa típica é ou.
competitivas. Há também os pares ora... ora, já... já, quer...
quer, seja... seja.
O período acima é formada por três orações, no
entanto essas orações são independentes e Diga agora ou cale-se para sempre.
poderiam constituir orações absolutas,
caracterizando o período composto por Ora atua com dedicação e seriedade, ora age de
coordenação. forma desleixada e relapsa.

Quanto às orações coordenadas, elas estão As coordenadas sindéticas conclusivas são


divididas em assindéticas e sindéticas, sendo introduzidas por conjunções conclusivas. Nesse
estas aditivas, adversativas, alternativas, caso, a segunda oração exprime conclusão ou
conclusivas e explicativas. conseqüência lógica da primeira. As conjunções e
locuções típicas são logo, portanto, então,
As orações coordenadas assindéticas são assim, por isso, por conseguinte, de modo
aquelas ligadas sem o uso da conjunção: que, em vista disso, pois (apenas quando não
anteposta ao verbo).
Um pé-de-vento cobria de poeira a folhagem das
imburanas, sinhá Vitória catava piolhos no filho Aquela substância é altamente tóxica, logo deve
mais velho, Baleia descansava a cabeça na pedra ser manuseada cautelosamente.
de amolar.
A situação econômica é delicada; devemos, pois,
Já as orações coordenadas sindéticas são agir cuidadosamente.
aquelas ligadas por meio de conjunções:
As coordenadas sintéticas explicativas são
Dormiu e sonhou. introduzidas por conjunções explicativas e
exprimem o motivo, a justificativa de se ter feito a

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declaração anterior. As conjunções explicativas  verbos do tipo convir, cumprir, importar,
são que, porque e pois (anteposta ao verbo). ocorrer, acontecer, suceder, parecer,
constar, quando na terceira pessoa do
"Vem, que eu te quero fraco." singular.
Ele se mudou, pois seu apartamento está vazio. As subordinadas substantivas objetivas diretas
exercem a função de objeto direto do verbo da
oração principal:
3. Período composto por subordinação:
Juro que direi a verdade.
O período composto por subordinação é aquele
composto por uma oração principal (aquela que Juro dizer a verdade.
tem pelo menos um dos termos representado por
uma oração subordinada) e por orações Algumas objetivas diretas são introduzidas pela
subordinadas (aquelas que exercem função conjunção subordinativa integrante se e por
sintática em outra oração). pronomes interrogativos (onde, por que, como,
quando, quando).
As orações subordinadas podem ser
substantivas, adjetivas e adverbiais. Essas orações ocorrem em formas interrogativas
diretas:
Quanto às formas, elas podem ser desenvolvidas
(apresentam verbos numa das formas finitas Desconheço se ele chegou.
[tempos do indicativo, subjuntivo, imperativo],
Desconheço quando ele chegou.
apresentam normalmente conjunção e pronome
relativo) e reduzidas (apresentam verbos numa Os verbos auxiliares causativos (deixar, mandar e
das formas nominais [infinitivo, gerúndio, fazer) e os auxiliares sensitivos (ver, sentir, ouvir
particípio] e não apresentam conjunções nem e perceber) formam orações principais que
pronomes relativos, podem apresentar apresentam objeto direto na forma de orações
preposição): subordinadas substantivas reduzidas de infinitivo:
Eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto. Deixe-me partilhar seus segredos.
Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto. As subordinadas substantivas objetivas indiretas
exercem o papel de objeto indireto do verbo da
As orações subordinadas substantivas exercem
oração principal:
funções substantivas no interior da oração
principal de que fazem parte. Elas podem ser Aspiramos a que a situação nacional melhore.
desenvolvidas ou reduzidas e são classificadas
de acordo com suas seis funções: sujeito, objeto Lembre-me de ajudá-lo em seus afazeres.
direto, objeto indireto, complemento nominal,
predicativo do sujeito e aposto. As subordinadas substantivas completivas
nominais exercem papel de complemento nominal
As subordinadas substantivas subjetivas são de um termo da oração principal:
aquelas orações que exercem a função de sujeito
do verbo da oração principal: Tenho a sensação de que estamos alcançando
uma situação mais alentadora.
É preciso que haja alguma coisa de flor em
tudo isso. Já as subordinadas substantivas predicativas
exercem o papel de predicativo do sujeito da
É preciso haver alguma coisa de flor em tudo oração principal:
isso.
Nossa constatação é que vida e morte são duas
O verbo da oração principal sempre se apresenta faces de uma mesma realidade.
na terceira pessoa do singular. E os verbos e
expressões que apresentam essa oração como As subordinadas substantivas apositivas exercem
sujeito podem ser divididos em três grupos: função de aposto de um termo da oração
principal:
 verbos de ligação mais predicativo (é
bom, é claro, parece certo); Só desejo uma coisa: que nossa situação
melhore.
 verbos na voz passiva sintética ou
analítica (sabe-se, conta-se, foi As orações subordinadas adjetivas exercem a
anunciado); função sintática dos pronome relativo. Exerce a
função sintática de adjunto adnominal de um

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termo da oração principal, sendo introduzida por adverbiais. A ordem direta do período é oração
pronome relativo (que, qual/s, como, quanto/a/s, principal + oração subordinada adverbial,
cujo/a/s, onde). Estes pronomes relativos podem entretanto muitas vezes a oração adverbial vem
ser precedidos de preposição. antes da oração principal.

As subordinadas adjetivas dividem-se em As orações subordinadas adverbiais podem ser


restritivas e explicativas. do tipo:

As restritivas restringem o sentido da oração  Causal, fator determinante do


principal, sendo indispensáveis. Apresentam acontecimento relatado na oração
sentido particularizante do antecedente. principal. (Saí apressado, porque estava
atrasado)
O professor castigava os alunos que se
comportavam mal. As principais conjunções são: porque,
porquanto, desde que, já que, visto que, uma
As explicativas tem a função de explicar o sentido vez que, como, que...
da oração principal, sendo dispensável.
Apresentam sentido universalizante do A oração causal introduzida por como fica
antecedente. obrigatoriamente antes da principal.

Grande Sertão: Veredas, que foi publicado em  Consecutiva, resultado ou efeito da ação
1956, causou muito impacto. manifesta na oração principal. (Saímos
tão distraídos, que esquecemos os
Geralmente, as orações explicativas vêm ingressos)
separadas da oração principal por vírgulas ou
travessões. As principais conjunções são: que (precedido de
tão, tal, tanto, tamanho), de maneira que, de
Os pronomes relativos que introduzem as forma que...
orações subordinadas adjetivas desempenham
funções sintáticas. Para esse tipo de análise,  Comparativa, comparação com o que
deve-se substituir o pronome relativo por seu aparece expresso na oração principal,
antecedente e proceder a análise como se fosse buscando entre elas semelhanças ou
um período simples. diferenças. Pode aparecer com o verbo
elíptico. (Naquele lugar chovia, como
O homem, que é um ser racional, aprende com chove em Belém)
seus erros - sujeito
As principais conjunções são: assim como, tal
Os trabalhos que faço me dão prazer - objeto qual, que, do que, como, quanto...
direto
 Condicional, circunstância da qual
Os filmes a que nos referimos são italianos - depende a realização do fato expresso na
objeto indireto oração principal. (Sairei, se você der
autorização)
O homem rico que ele era hoje passa por
dificuldades - predicativo do sujeito As principais conjunções são: se (= caso), caso,
contanto que, dado que, desde que, uma vez
O filme a que fizeram referência foi premiado -
que, a menos que, sem que, salvo se, exceto
complemento nominal
se...
O filme cujo artista foi premiado não fez sucesso -
 Conformativa, idéia de adequação, de
adjunto adnominal
não contradição com o fato relatado na
O bandido por quem fomos atacados fugiu - oração principal. (Saímos na hora,
agente da passiva conforme havíamos combinado)

A escola onde estudamos foi demolida - adjunto As principais conjunções são: conforme, como,
adverbial segundo, consoante...

Cujo sempre funciona como adjunto adnominal;  Concessiva, admissão de uma


onde como adjunto adverbial de lugar e como circunstância ou idéia contrária, a qual
será adjunto adverbial de modo. não impede a realização do fato
manifesto na oração principal. (Saímos
As oração subordinadas adverbial corresponde cedo, embora o espetáculo fosse mais
sintaticamente a um adjunto adverbial, sendo tarde)
introduzida por conjunções subordinativas

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As principais conjunções: embora, ainda que, se As orações adverbiais, em geral, vêm precedidas
bem que, mesmo que, apesar de que, de preposição. Entretanto, as proporcionais e as
conquanto, sem que... comparativas são sempre desenvolvidas.

As conjunções concessivas sempre aparecem Algumas orações reduzidas de infinitivo merecem


com verbo no subjuntivo. atenção: vem depois dos verbos deixar, mandar,
fazer, ver, ouvir, olhar, sentir e outros verbos
 Temporal, circunstância de tempo em que causativos e sensitivos. Deixei-os fugir (= que
ocorreu o fato relatado na oração eles fugissem) - orações subordinada substantiva
principal. (Saímos de casa, assim que objetiva direta. Este é o único caso em que o
amanheceu) pronome oblíquo exerce função sintática de
sujeito (caso de sujeito de infinitivo).
As principais conjunções são: quando, assim
que, logo que, tão logo, enquanto, mal, As reduzidas de gerúndio, geralmente adverbial,
sempre que... raramente adjetiva e coordenada aditiva. A
maioria das adverbiais são temporais. Não há
 Final, objetivo ou destinação do fato consecutiva, comparativa e final reduzida de
relatado na oração principal. (Fomos gerúndio.
embora, para que não houvesse
confusão) Segundo Rocha Lima, as orações subordinadas
adverbiais modais só aparecem sob a forma
As principais conjunções são: para que, para, a reduzida de gerúndio, uma vez que não existem
fim de que, com a finalidade de... conj. modais. (A disciplina não se aprende na
fantasia, sonhando, ou estudando)
 Proporcional, relação existente entre dois
elementos, de modo que qualquer A reduzida de particípio, geralmente adjetiva ou
alteração em um deles implique alteração adverbial, também sendo mais comuns as
também no outro. (Os alunos saíram, à temporais. Eventualmente, uma oração
medida que terminavam a prova) coordenada pode vir como reduzida de gerúndio.

As principais conjunções são: à medida que, à As adjetivas reduzidas de particípio são ponto de
proporção que, enquanto, ao passo que, discussão entre os gramáticos. A tendência atual
quanto... é considerar estes particípios simples adjetivos
(adjuntos adnominais).
Uma oração pode ser subordinada a uma
principal e, ao mesmo tempo, principal em
relação a outra (ele age / como você / para estar EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
em evidência)
DE SINTAXE
A Norma Gramatical Brasileira não faz referência
às orações adverbiais modais e locativas 1. Dê a função sintática dos termos assinalados
(introduzida por onde) - Falou sem que ninguém pelas
notasse / Estaciona-se sempre onde é proibido. aspas: "O lucro", que é um dos incentivos do
sistema, foi "excelente".
As subordinadas reduzidas apresentam duas
características básicas: a) objeto direto – adjunto adverbial.
b) sujeito – predicativo do sujeito.
 não é introduzida por conectivos, mas c) sujeito – predicativo do objeto.
equivale a uma oração desenvolvida; d) predicativo do sujeito – predicativo do objeto.

 apresenta verbo numa das três formas 2. "Pagam bem lá?" Nesta oração o sujeito é:
nominais.
a) Oculto
Não é a falta de conectivo que determina a b) simples
existência de uma oração reduzida, e sim a forma c) indeterminado
nominal do verbo. d) oração sem sujeito

Classificam-se em reduzida de particípio, 3. "Em nossa terra não se vive senão de


gerúndio ou infinitivo, em função da forma verbal política." Nesta
que apresentam. oração o sujeito é:

As reduzidas de infinitivo podem vir ou não a) Indeterminado


precedidas de preposição e, geralmente, são b) oração sem sujeito
substantivas ou adverbiais, raramente adjetivas.

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LINGUA PORTUGUESA
c) oculto 10. Quanto à espécie, o sujeito de uma oração
d) simples pode ser:

4. "Afinal, lá se está sempre contente." Nesta a) Determinado ou indeterminado


oração o b) Simples ou composto
tipo de sujeito é: c) As duas alternativas anteriores estão corretas.
d) Nenhuma alternativa está correta.
a) Oculto
b) composto 11. A oração sem sujeito caracteriza-se por:
c) determinado
d) indeterminado a) O sujeito está indeterminado.
b) Não se atribui o fato a nenhum ser.
5. "Precisa-se de operários para a obra." Nesta c) O sujeito está simplesmente oculto.
oração o d) O fato é atribuído a um ser determinado.
tipo de sujeito é:
12. A oração sem sujeito possui apenas:
a) composto
b) indeterminado a) Objeto direto.
c) simples b) Objeto indireto.
d) oração sem sujeito c) Predicado.
d) Sujeito oculto.
6. "Os livros escolares devem ser tratados com
carinho." 13. "Anoitecia silenciosamente." Nesta oração
Nesta oração o tipo de sujeito é: temos:

a) composto a) Sujeito simples


b) indeterminado b) Oração sem sujeito.
c) simples c) Sujeito indeterminado.
d) oração sem sujeito d) Sujeito oculto.

7. Meu amigo José estuda à noite. Nesta oração 14. "Será muito cedo?" "Como está calor!" Quais
o tipo de são os
sujeito é: sujeitos destas orações?

a) indeterminado a) Orações sem sujeito.


b) composto b) cedo / calor.
c) simples c) muito / como.
d) nenhuma das anteriores d) nenhuma das anteriores.

15. Defina o tipo de sujeito desta oração: "Fazia


8. "Entusiasmo, garbo e disciplina caracterizaram um calor
o infernal no sertão."
desfile." Nesta oração o tipo de sujeito é:
a) Sujeito indeterminado
a) indeterminado b) Oração sem sujeito.
b) composto c) Sujeito simples
c) oração sem sujeito d) Sujeito oculto.
d) simples

16. Defina o tipo de sujeito desta oração: "Faz


9. O sujeito de uma oração é determinado dez anos
quando: que cheguei aqui."

a) O seu núcleo é um substantivo, palavra a) Sujeito oculto.


substantivada, b) Sujeito simples.
pronome ou oração substantiva. c) Sujeito indeterminado.
b) O seu núcleo é sempre um substantivo d) Oração sem sujeito.
c) O seu núcleo é sempre uma oração
substantiva ou um substantivo
d) O seu núcleo é sempre um pronome pessoal 17. Defina o tipo de sujeito desta oração: "Seriam
ou um substantivo. quatro
horas da tarde."

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LINGUA PORTUGUESA
a) Oração sem sujeito. NUMERO 3
b) Sujeito indeterminado.
c) Sujeito oculto. Resposta: A
d) Sujeito composto.

Explicação da Resposta:
18. "Aqui não me cheira bem". Neste exemplo Quando o pronome "se" está ligado a verbos
temos uma intransitivos, transitivos indiretos
oração sem sujeito, pois: ou de ligação, o tipo de sujeito da oração é
indeterminado. Neste caso, o verbo
a) Não há sujeito simples. é intransitivo.
b) Não há um sujeito possível, agente da ação.
c) Não há um sujeito composto. NUMERO 4
d) Nenhuma das anteriores.
Resposta: D

19. "Já deve passar de dois anos." Qual é o tipo


de Explicação da Resposta:
sujeito? Quando o pronome "se" está ligado a verbos
intransitivos, transitivos indiretos
a) Sujeito oculto. ou de ligação, o tipo de sujeito da oração é
b) Sujeito indeterminado. sempre indeterminado. Neste caso, o
c) Sujeito simples. verbo é de ligação.
d) Oração sem sujeito.
NUMERO 5

Resposta: B
20. "Nunca ninguém acariciou uma cabeça de
galinha." Qual
é o sujeito e o tipo de sujeito desta oração? Explicação da Resposta:
Quando o pronome "se" está ligado a verbos
a) Nunca ninguém / composto. instransitvos, transitivos indiretos
b) Ninguém / simples. ou de ligação, o tipo de sujeito é sempre
c) Ninguém /indeterminado. indeterminado. Neste caso o verbo é
d) Nunca / simples. transitivo indireto.

NUMERO 6

RESPOSTAS: Resposta: C

Explicação da Resposta:
NUMERO 1 O sujeito é simples, pois nele há apenas um
núcleo (livros).
Resposta: B
NUMERO 7

Explicação da Resposta: Resposta: C


"O lucro" é o agente da ação (sujeito) –
"excelente" é uma qualidade do sujeito
Explicação da Resposta:
(predicativo do sujeito) O tipo de sujeito é simples, pois há apenas um
núcleo (José).
NUMERO 2
NUMERO 8
Resposta: C
Resposta: B

Explicação da Resposta:
O sujeito é indeterminado porque o verbo está na Explicação da Resposta:
terceira pessoa do plural e não Este sujeito é composto, pois possui três núcleos:
se refere a nenhum substantivo no plural (1) entusiasmo, (2) garbo e
anteriormente expresso, tampouco aos (3) disciplina. Dois ou mais núcleos tornam o
pronomes eles ou elas. sujeito composto.

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LINGUA PORTUGUESA
NUMERO 9 meteorológico, caracteriza uma oração
sem sujeito.
Resposta: A

Explicação da Resposta: NUMERO 16


O que caracteriza um sujeito determinado é o seu
núcleo exercendo função de: Resposta: D
substantivo, palavra substantivada, pronome ou
oração substantiva.
Explicação da Resposta:
NUMERO 10 O verbo "fazer", ao exprimir tempo decorrido,
também caracteriza uma oração sem
Resposta: C sujeito.

Explicação da Resposta:
Quanto a sua espécie, o sujeito pode ser: simples NUMERO 17
ou composto, determinado ou
indeterminado. Resposta: A

NUMERO 11
Explicação da Resposta:
Resposta: B O verbo "ser" quando utilizado na indicação de
Explicação da Resposta: horas e datas caracteriza uma
Uma oração sem sujeito ocorre quando se oração sem sujeito.
enuncia um fato e não se pode atribuí-lo
a nenhum ser. NUMERO 18

NUMERO 12 Resposta: B

Resposta: C
Explicação da Resposta: Explicação da Resposta:
Numa oração sem sujeito não é possível saber a Não se pode determinar com clareza quem está
quem o fato é atribuído. Assim, praticando a ação de "cheirar". É
há apenas o predicado. um caso de oração sem sujeito.

NUMERO 13 NUMERO 19

Resposta: B Resposta: D

Explicação da Resposta: Explicação da Resposta:


Verbos que exprimem fenômenos meteorológicos Trata-se de oração sem sujeito, posto que não é
implicam orações sem sujeito. possível determinar qual é o
Exemplo: Choveu muito naquele dia. agente que está praticando a ação verbal.

NUMERO 14 NUMERO 20

Resposta: A Resposta: B

Explicação da Resposta: Explicação da Resposta:


Ambas orações exprimem fenômenos O agente que pratica a ação de "acariciar" é
meteorológicos, seus verbos são de ligação. "ninguém", como possui um único
Apresentam assim, características das orações núcleo, é sujeito simples.
sem sujeito.

NUMERO 15

Resposta: B

Explicação da Resposta:
O verbo "fazer", ao exprimir um fenômeno

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LINGUA PORTUGUESA
(Constituição da República Federativa do
Brasil)
 dois-pontos:
Há certos recursos da linguagem - pausa,
melodia, entonação e até mesmo, silêncio - que Os dois-pontos são empregados para:
só estão presentes na oralidade. Na linguagem
a) uma enumeração:
escrita, para substituir tais recursos, usamos os
sinais de pontuação. ... Rubião recordou a sua entrada no
escritório do Camacho, o modo porque falou: e
Estes são também usados para destacar
daí tornou atrás, ao próprio ato.
palavras, expressões ou orações e esclarecer o
sentido de frases, a fim de dissipar qualquer tipo Estirado no gabinete, evocou a cena: o
de ambigüidade. menino, o carro, os cavalos, o grito, o salto que
deu, levado de um ímpeto irresistível...
 ponto:
(Machado de Assis)
Emprega-se o ponto, basicamente, para
indicar o término de um frase declarativa de um b) uma citação:
período simples ou composto.
Visto que ela nada declarasse, o marido
Desejo-lhe uma feliz viagem. indagou:
A casa, quase sempre fechada, parecia - Afinal, o que houve?
abandonada, no entanto tudo no seu interior era
c) um esclarecimento:
conservado com primor.
Joana conseguira enfim realizar seu
O ponto é também usado em quase todas
desejo maior: seduzir Pedro. Não porque o
as abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro,
amasse, mas para magoar Lucila.
hab. = habitante, rod. = rodovia.
Observe que os dois-pontos são também
O ponto que é empregado para encerrar
usados na introdução de exemplos, notas ou
um texto escrito recebe o nome de ponto final.
observações.
 o ponto-e-vírgula:
Parônimos são vocábulos diferentes na
Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar significação e parecidos na forma. Exemplos:
uma pausa maior do que a da vírgula, ratificar/retificar, censo/senso,
praticamente uma pausa intermediária entre o descriminar/discriminar etc.
ponto e a vírgula. Nota: A preposição per, considerada
Geralmente, emprega-se o ponto-e- arcaica, somente é usada na frase de per si (=
vírgula para: cada um por sua vez, isoladamente).
a) separar orações coordenadas que Observação: Na linguagem coloquial
tenham um certo sentido ou aquelas que já pode-se aplicar o grau diminutivo a alguns
apresentam separação por vírgula: advérbios: cedinho, longinho, melhorzinho,
pouquinho etc.
Criança, foi uma garota sapeca; moça,
era inteligente e alegre; agora, mulher madura, NOTA
tornou-se uma doidivanas.
A invocação em correspondência (social
b) separar vários itens de uma ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou
enumeração: de vírgula:
Art. 206. O ensino será ministrado com Querida amiga:
base nos seguintes princípios: Prezados senhores,
I - igualdade de condições para o acesso
 ponto de interrogação:
e permanência na escola;
O ponto de interrogação é empregado
II - liberdade de aprender, ensinar,
para indicar uma pergunta direta, ainda que esta
pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o
não exija resposta:
saber;
O criado pediu licença para entrar:
III - pluralismo de idéias e de concepções,
e coexistência de instituições públicas e privadas - O senhor não precisa de mim?
de ensino;
- Não obrigado. A que horas janta-se?
IV - gratuidade do ensino em
- Às cinco, se o senhor não der outra
estabelecimentos oficiais;
ordem.

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LINGUA PORTUGUESA
- Bem. Gastamos R$ 5.000,00 na reforma do
apartamento, isto é, tudo o que tínhamos
- O senhor sai a passeio depois do
economizado durante anos.
jantar? de carro ou a cavalo?
Eles viajaram para a América do Norte,
- Não.
aliás, para o Canadá.
(José de Alencar)
e) para isolar o adjunto adverbial
 ponto de exclamação: antecipado:
O ponto de exclamação é empregado Lá no sertão, as noites são escuras e
para marcar o fim de qualquer enunciado com perigosas.
entonação exclamativa, que normalmente Ontem à noite, fomos todos jantar fora.
exprime admiração, surpresa, assombro,
indignação etc. f) para isolar elementos repetidos:
- Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis O palácio, o palácio está destruído.
aqui um comedouro muito compreensível e muito
Estão todos cansados, cansados de dar
repousante, Jacinto!
dó!
- Então janta, homem!
g) para isolar, nas datas, o nome do
(Eça de Queiroz) lugar:
NOTA São Paulo, 22 de maio de 1995.
O ponto de exclamação é também usado Roma, 13 de dezembro de 1995.
com interjeições e locuções interjetivas:
h) para isolar os adjuntos adverbiais:
Oh!
A multidão foi, aos poucos, avançando
Valha-me Deus! para o palácio.
 O uso da vírgula: Os candidatos serão atendidos, das sete
às onze, pelo próprio gerente.
Emprega-se a vírgula (uma breve pausa):
i) para isolar as orações coordenadas,
a) para separar os elementos exceto as introduzidas pela conjunção e:
mencionados numa relação:
Ele já enganou várias pessoas, logo não
A nossa empresa está contratando é digno de confiança.
engenheiros, economistas, analistas de sistemas
e secretárias. Você pode usar o meu carro, mas tome
muito cuidado ao dirigir.
O apartamento tem três quartos, sala de
visitas, sala de jantar, área de serviço e dois Não compareci ao trabalho ontem, pois
banheiros. estava doente.
Mesmo que o e venha repetido antes de j) para indicar a elipse de um elemento da
cada um dos elementos da enumeração, a vírgula oração:
deve ser empregada: Foi um grande escândalo. Às vezes
Rodrigo estava nervoso. Andava pelos gritava; outras, estrebuchava como um animal.
cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e ria, Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela
e roía as unhas. se suicidou, a irmã, que foi um acidente.
b) para isolar o vocativo: k) para separar o paralelismo de
Cristina, desligue já esse telefone! provérbios:
Por favor, Ricardo, venha até o meu Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
gabinete. Ouvir cantar o galo, sem saber onde.
c) para isolar o aposto: l) após a saudação em correspondência
Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do (social e comercial):
quarto andar, ficou presa no elevador. Com muito amor,
Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu Respeitosamente,
em Urbino.
m) para isolar as orações adjetivas
d) para isolar palavras e expressões explicativas:
explicativas (a saber, por exemplo, isto é, ou
melhor, aliás, além disso etc.):

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Marina, que é uma criatura maldosa, 04. Ambientalistas que passaram ..... lutar pelo
"puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho. controle do desmatamento na Amazônia são vistos
Vidas Secas, que é um romance como inimigos ....... serem neutralizados, originando-
contemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos. se daí os as asassinatos relacionados ....... luta pela
posse da terra.
n) para isolar orações intercaladas:
Não lhe posso garantir nada, respondi As lacunas da frase acima serão corretamente
secamente. preenchidas por

O filme, disse ele, é fantástico. (A) à - à - a (B) a - a - à (C) à - a - a


(D) a – à – a (E) a - à - à

Exercícios 05. A necessidade ou não do sinal de crase está


inteiramente observada na frase:
01. Coloque o acento grave, caso seja necessário:
(A)) Deve-se à luta das feministas o respeito aos
A) Irei a Europa no próximo mês. direitos que cabem também às outras parcelas de
B) Penetrou no recinto as pressas. injustiçados que integram a nossa sociedade.

C) Tomou o remédio gota a gota. (B) Encontra-se a disposição dos interessados a nova
edição do Código Civil, à qual, aliás, já se fizeram
D) Refiro-me a José. objeções à torto e à direito.
E) O trem chegou as 18 horas. (C) À vista do que dispõe o novo código, não caberá à
F) Ela se manteve alheia aquela fofoca. ninguém a condição "natural" de cabeça de casal, à
qual, até então, se reservava para o homem.
G) Ele é sério concorrente a vitória.
(D) Pode ser que à curto prazo o novo código esteja
H) Faz humorismo a Millôr.
obsoleto em vários pontos, à exemplo do que ocorreu
com o antigo.
02. Resolva este exercício, colocando V ou F entre (E) Não se impute à uma mulher a culpa de não ter
parênteses: lutado por seus direitos; todas as pressões sociais
A. ( ) Refiro-me a pessoas sensatas, não a você. sempre a conduziram àquela "virtuosa" resignação.

B. ( ) Refiro-me às pessoas sensatas, não a você.


C. ( ) Cheguei a tempo de assistir a conferência. 06. A necessidade de deslocamentos de populações
entre pontos geográficos diferentes deu origem ......
D. ( ) Diga à diretoria que chegarei atrasada. uma infraestrutura física e ...... criação de veículos que
E. ( ) Devemos obedecer a voz da consciência. poderiam mover-se ...... velocidades cada vez maiores.

F. ( ) Ele se candidatou a Deputado Federal. (A) a - a - a

G. ( ) Não pude assistir a tuas aulas. (B) a - a - à

H. ( ) Ainda não fui à Roma dos Césares. (C) à - à - a

I. ( ) Prefiro ler a ver televisão. (D)) a - à - a

J. ( ) Dirijo-me as alunas presentes. (E) à - à - à

07. Observe as frases.


03. Preencha os vazios com há, a., as, à, às, I - Dedicou-se às artes e ao estudo da língua
convenientemente: portuguesa.
I. Irei ...... Belo Horizonte daqui .... três semanas. II - O texto faz referência às importações estrangeiras
desnecessárias.
II. Esta roupa é semelhante .... que comprei.
III - Compete à nós zelar pelo nosso vocabulário.
III. Aprecio muito andar .....pé. O acento indicativo da crase foi corretamente
empregado
IV. Ele chegou ...... dias.
APENAS na(s) frase(s)
A) a – a – a – a – a D) a – a – à – a – há (A) I (B) II (C) III (D) I e II (E) I e III
B) a – há – a – à – há E) à – à – à – à – há
08. Assinale a opção em que está correto o uso do
C) a – a – à – à – há
acento indicativo da crase.

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LINGUA PORTUGUESA
(A) Atribui-se à Sérgio Buarque uma visão otimista do 13. ___ vários anos, existem hábitos pouco
Brasil. recomendáveis como copiar obras alheias. ___ partir
(B) O autor refere-se, no texto, à uma monumental de livros reconhecidos, faz-se, ___ margem dos bons
desigualdade. costumes, ___ prática da cópia.
(C) O Brasil passou a ser entendido à partir desses A opção que preenche as lacunas do texto acima com
estudos. as palavras corretamente escritas, de acordo com a
(D) O povo brasileiro é dado à festas folclóricas. norma culta, é
(E) Muitos universitários recorrem às pesquisas destes (A) À, A, a, à (B) A, À, à, a
dois autores. (C) A, A, há, à (D) Há, A, à, a
(E) Há, À, a, a

09. A opção que está redigida de acordo com a norma 14. Em qual das frases a seguir o acento indicativo de
culta é: crase deve realmente ser empregado?
(A) Daqui à 3 ou 4 anos comprarei um carro. (A) É preciso considerar à opinião dos mais velhos.
(B) Os habitantes do planeta devem ter preocupações (B) Ela deu asas à imaginação.
referentes à ecologia. (C) Os imigrantes vieram à esta terra com fé.
(C) A maior preocupação das empresas é à quem doar (D) Finalmente, chegou à uma decisão.
os computadores. (E) Hora à hora, ouvia vozes interiores.
(D) Fatos que ocorreram a uma década, não mais nos
preocupam. 15. A transformação da escola em espaço aberto
(E) Os alunos vão à uma aula de ecologia na ___novas estratégias tecnológicas certamente vai
Amazônia. deixá-la ___ par do que é mais adequado ___
formação cidadã.
10. O vocábulo a deveria estar grafado com o acento A seqüência que preenche corretamente as lacunas da
indicativo de crase em: frase acima é
(A) Quem se preocupa com a água ajuda o planeta. (A) a – a – à (B) à – a – à
(B) O texto se refere a possibilidade de escassez de (C) à – a – a (D) as – a – à
água. (E) as – a – a
(C) É centro das pesquisas dos ecologistas a
preservação 16. Assinale a sentença em que deve haver o sinal
da água. indicativo da crase.
(D) Muitos acreditam que a abundância pode levar ao (A) O número de consumidores conscientes cresce a
desperdício. cada ano.
(E) Daqui a vários anos, talvez a água seja um (B) Consumidores interessados ajudam a salvar o
problema. planeta.
(C) Sabe-se, a partir de pesquisas, como se
11.Assinale a opção em que falta o acento indicativo da comportam os
crase na palavra destacada. compradores.
(A) O Google incentiva os funcionários a desenvolver (D) Vale a pena investir no meio ambiente.
idéias inovadoras. (E) Os estudantes conscientes podem ir a escola de
(B) O Google Earth Solidário nasceu a partir de um bicicleta.
projeto de Rebecca.
(C) Rebecca tinha uma tarefa voluntária, a qual 17. Dentre as expressões destacadas abaixo, qual a
dedicava parte de seu tempo. que NÃO deve usar o sinal indicativo de crase?
(D) De 2005 a 2007, Rebecca enviou sugestões para o (A) As 10 horas, o rei saía para seu passeio diário.
Google. (B) O Brasil cumpre o seu destino, a medida que o
(E) Em 2007, o Google aceitou a proposta de criação tempo vai passando.
do Solidário. (C) Os frangos eram feitos a moda da casa imperial.
(D) A dedicação a população fez de D. João um rei
12. Indique a opção em que o sinal indicativo de crase querido.
está corretamente usado. (E) D. João VI declarou a seus diplomatas a intenção
(A) Essa proposta convém à todos. de partir.
(B) O governo aumentou à quantidade de subsídios.
(C) A empresa considerou a oferta inferior à outra. 18. “E depois discorde à vontade.” .
(D) Ele está propenso à deixar o cargo. Assinale a opção em que a palavra destacada também
(E) Não vou aderir à modismos passageiros. deve ter acento grave, como a do trecho acima.
(A) Caminhava a pé refletindo sobre a situação.
(B) Dia a dia enfrentava novos desafios.

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LINGUA PORTUGUESA
(C) Pense a respeito do que lhe disse.
(D) As vezes em que chegava cedo dormia tarde.
(E) Pôs fim a discussão iniciada há dias.

GABARITOS DOS EXERCÍCIOS

CRASE

01.--- 02.--- 03.D 04.B 05.A 06.D 07.D


08.E 09.B 10.B 11.B 12.C 12.C 13.D
14.B 15.A 16.D 17E 18.E.

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1. Leitura e escrita dos números naturais (inteiros e não-negativos). 2. Números pares
e números ímpares, antecessor e sucessor de um número natural. 3. Conceito de
dobro, triplo, dezena, centena, dúzia. 4. Operações com números naturais. 5. Conceito
de fração e operações elementares. 6. Números decimais. 7. Operações elementares
envolvendo números decimais. 8. Unidades de
comprimento (centímetro, metro, quilômetro), tempo (hora, minuto e segundo, dia, mês
e ano) e área (metro quadrado). 9. Problemas envolvendo a nossa moeda, o real. 10.
Operações numéricas e resoluções de problemas.
MATEMÁTICA

c u
d
e n
e
n i
z
c u t d c
d . d
e n . . e
e d e
n i d d n
z e z
 Por extenso: mil trezentos e t d e e t
e e unidades
cinquenta e duas unidades. e a e
n m n
n d m m n
a i a
 Por classes: um milhar, a e i i a
s l s
trezentas e cinquenta e duas s s l l s
h
unidades. h h
a
a a
 Por ordem: uma unidade de r
r r
milhar, 3 centenas, 5 dezenas e
2 unidades 5 3 2 6 9 3 4 1 7

classe classe
Na leitura de um número com vários dos dos
classe das unidades
algarismos, fazem-se grupos de três milhõ milhar
algarismos, da direita para a esquerda. es es
O último grupo da esquerda pode ficar com
um, dois ou três algarismos.
Cada grupo de algarismos representa uma
classe.

Da direita para a esquerda:


- A primeira classe é a das unidades.
- A segunda classe é a dos milhares.
- A terceira classe é a dos milhões.

532 milhões, 693 milhares, 417 unidades

 Em cada classe há três ordens,


unidades, dezenas e centenas.

 Em todos os números inteiros, o


primeiro algarismo da direita
representa a ordem das unidades.

 As classes têm de ser formadas por


três algarismos, excepto a última, a
da esquerda, que pode ter só dois
ou um algarismos.

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MATEMÁTICA
DEZ cachorrinhos serão representados pelo
número 10.
Veja a representação abaixo:

NÚMEROS PARES E ÍMPARES

Vamos relembrar:

“Sistema de numeração é o conjunto de


regras que permite escrever e ler qualquer
número, utilizando símbolos e palavras.”

Na história da civilização, as pessoas


costumavam registrar quantidades fazendo
nós em cordas, marcas em pedaços de
paus ou ossos... Cada nó, cada marquinha
no pau ou no osso correspondia a um Observando ATENTAMENTE:
elemento da quantidade que se queria As quantidades são diferentes e podem ser
contar. SEPARADAS em DOIS grupos diferentes.
Vamos separar os DOIS grupos e
Nos dias de hoje, em lugar dos nós em IDENTIFICAR cada grupo com um NOME:
cordas, marcas em pedaços de paus ou O primeiro grupo vamos chamar de
ossos ou ainda pedrinhas, utilizam-se, em NÚMEROS PARES e o segundo grupo vamos
todo o mundo, os símbolos: chamar de NÚMEROS ÍMPARES.
Veja na página seguinte como serão
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. representados estes grupos.
O conjunto dos números naturais é
representado pela letra IN e escreve-se: NUMEROS PARES
IN = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,...}

Cada número representa uma quantidade.

Se temos UM cachorrinho representamos


esta quantidade com o número 1.
Se a quantidade de cachorrinhos aumentar
MAIS um, teremos DOIS cachorrinhos e
representamos esta quantidade com o
número 2.
Para cada cachorrinho que aumentar, Para representarmos este grupo de
termos SEMPRE mais um. números na matemática,
Assim, para TRÊS cachorrinhos, escrevemos assim:
representaremos esta quantidade com o Números pares = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12,
número 3. 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 30...}
QUATRO cachorrinhos serão representados Este grupo de números AUMENTA de DOIS
pelo número 4. em DOIS. A partir de ZERO
CINCO cachorrinhos serão representados somamos MAIS dois e temos o próximo
pelo número 5. número par, ou seja:
SEIS cachorrinhos serão representados pelo 0+2=2
número 6. Para sabermos qual será o número par
SETE cachorrinhos serão representados DEPOIS do número 2, vamos SOMAR
pelo número 7. mais 2, veja:
OITO cachorrinhos serão representados 2+2=4
pelo número 8. O próximo número par DEPOIS do 4, será:
NOVE cachorrinhos serão representados 4+2=6
pelo número 9. Para cada NOVO número par que surge,
vamos SOMAR mais 2 e teremos o
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MATEMÁTICA
número. Assim construímos o conjunto dos Todo número natural dado, exceto o zero,
números pares! tem um antecessor (número que vem antes
E o segundo grupo de números, como do número dado).
representamos?
Veja na página seguinte o grupo dos Por exemplo:

NÚMEROS ÍMPARES: o antecessor de 1é1–1=0


o antecessor de 7é7–1=6
o antecessor de 14 é 14 – 1 = 13
o antecessor de 73 é 73 – 1 = 72

Para representarmos este grupo de


números na matemática, escrevemos
assim:
Números Ímpares = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13,
15, 17, 19, 21, 23, 25, 27, 29, 31...}
Este grupo de números AUMENTA de DOIS
em DOIS. A partir do
NÚMERO UM somamos MAIS dois e temos o
próximo número par, ou seja:
1+2=3
Para sabermos qual será o número ímpar
DEPOIS do número 3, vamos
SOMAR mais 2, veja:
3+2=5
O próximo número par DEPOIS do 5, será:
5+2=7
Para cada NOVO número ímpar que surge,
vamos SOMAR mais 2 e teremos o
número. Assim construímos o conjunto dos
números pares!
LEMBRE-SE:
Os números pares INICIAM com o número
zero e vamos SOMAR mais 2!
Os números ímpares INICIAM com o
numero um e vamos SOMAR mais 2!

ANTECESSOR E SUCESSOR DE UM
NÚMERO NATURAL

Todo número natural dado tem um


sucessor (número que vem depois do
número dado), considerando também o
zero.

Por exemplo: o sucessor de 0 é 0 + 1 = 1


o sucessor de 5 é 5 + 1 = 6
o sucessor de 57 é 57 + 1 = 58
o sucessor de 113 é 113 + 1 = 114

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MATEMÁTICA
o triplo de produção.

Quando atuam em funções adjetivas, esses


numerais flexionam-se em gênero e
número:
Numeral é a palavra que quantifica entes Teve de tomar doses triplas do
ou conceitos ou indica a posição que medicamento.
ocupam numa determinada ordem.
Quando apenas nomeia o número de entes, Os numerais fracionários flexionam-se em
o numeral é chamado de cardinal: gênero e número:
um dois três um terço dois terços
cinquenta cem cem mil uma terça parte duas terças partes

Quando indica a ordem que o ente ocupa Os numerais coletivos flexionam-se em


numa série, o numeral é denominado número:
ordinal: uma dúzia um milheiro
primeiro segundo terceiro duas dúzias dois milheiros
quinquagésimo centésimo milésimo
Emprego dos numerais
Os numerais multiplicativos exprimem
aumentos proporcionais de quantidade, • Para designar papas, reis, imperadores,
indicando números que são múltiplos de séculos e partes em que se divide uma
outros: obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
dobro triplo quádruplo partir daí os cardinais, desde que o numeral
venha depois do substantivo:
Os numerais fracionários indicam a
diminuição proporcional da quantidade, o ordinais cardi
seu fracionamento: nais
metade um terço um décimo João Paulo II (segundo) Tomo XV
(quinze)
Os numerais coletivos designam D.Pedro II (segundo) Luís
conjuntos de entes e indicam o número XVI (dezesseis)
exato de indivíduos que compõem o Século VIII
conjunto: (oitavo) Século XX (vinte)
dezena quinzena dúzia Canto IX (nono) João
cento milhar milheiro XXIII (vinte e três)

• Para designar leis, decretos e portarias,


Flexões dos numerais utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de
dez em diante.
Os numerais cardinais que variam em Artigo 1.º (primeiro) Artigo 10
gênero são um/uma, dois/duas e os que (dez)
indicam centenas de duzentos/duzentas em Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
diante: trezentos/trezentas;
quatrocentos/quatrocentas etc. • Para designar dias do mês, utilizam-se os
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão etc. cardinais, exceto na indicação do primeiro
variam em número: milhões, bilhões, dia, que é tradicionalmente feita pelo
trilhões etc. ordinal:
Os demais cardinais são invariáveis. Chegamos dia dois de setembro.
Os numerais ordinais variam em gênero e Chegamos dia primeiro de dezembro.
número:
primeiro segundo milésimo / primeiros • Ambos/ambas são considerados
segundos milésimos numerais. Significam “um e outro”, “os
primeira segunda milésima / primeiras dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são
segundas milésimas largamente empregados para retomar
pares de seres aos quais já se fez
Os numerais multiplicativos são invariáveis referência:
quando atuam em funções substantivas: Pedro e João parecem ter finalmente
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram percebido a importância da solidariedade.

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MATEMÁTICA
Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.

A forma “ambos os dois” é considerada Quando os homens começaram a


enfática. Atualmente, seu uso indica adquirir animais e coisas, surgiu a
afetação, artificialismo. necessidade de se quantificar os elementos
que possuiam. Assim, os Números Naturais
foram criados e foram evoluindo com o
passar do tempo. Mas os Números Naturais
não satisfazem todas as necessidades que
os problemas cotidianos colocam para a
Matemática.

Numa consulta bancária, por exemplo, não


basta a informação de que temos 200 reais
na conta, sem saber se o saldo é positivo
ou negativo. De situações como esta
percebeu-se a necessidade da criação dos
números negativos que juntamente com os
positivos formam os números Inteiros

Conjunto dos Números Naturais

Este é mais um conjunto numérico


que devemos conhecer para futuros
estudos, representado pela letra Z.

Conjunto dos Números Naturais


representado pela letra N.
O conjunto N =
,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14....},
este conjunto é infinito ou seja não tem
fim.
Este ficou pequeno para a matemática,
observe os exemplos:
a) 9 - 12 = ? b) 8 - 100 = ?

Dentro do conjunto dos número


naturais não existe resposta para estas
perguntas, ou seja as respostas estão
dentro do conjunto dos números inteiros.
Vamos conhecer este conjunto:

O conjunto Z = {....-5,-4,-3,-2,-
,0,+1,+2,+3,+4,+5....}, observe que este
conjunto é formado por números negativos,
zero e números positivos. Vale lembrar que
zero é um número nulo ou neutro, não é
negativo e nem positivo.

No seu dia a dia você já dever ter


deparado com números inteiros.
Quando temos um crédito temos um
número positivo, um débito é um número
negativo,
temperaturas acima de zero são positivas,
abaixo de zero são negativas, também em

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MATEMÁTICA
relação ao nível do mar, os países que Adição e Subtração de Números
estão acima do nível do mar tem altitudes Inteiros
positivas, abaixo do nível do mar altitudes
negativas, se você prestar atenção ao seu Exemplos:
redor vai encontrar muitos números a) (+3) + (+7) = + 3 + 7 = +10 (tiramos
negativo e positivos. os parentes e conservamos os sinais dos
números)
Reta Numérica Inteira b) (-9) + (-8) = - 9 - 8 = -17 (tiramos os
parentes e conservamos os sinais dos
números)
c) (+12) + (-10) = + 12 - 10 = +2
(tiramos os parentes e conservamos os
Observe que a reta tem uma seta sinais dos números)
que indica a ordem de crescimento dos d) (+15) - (+25) = + 15 - 25 = 5 (tiramos
números, eles estãocrescendo da esquerda os parentes e trocamos o sinal do número
para a direita, -7 é menor que -6, 0 é maior que estava depois da subtração)
que -1 e assim em diante. e) (-18) - (-12) = -18 + 12 = -6 (tiramos
Vamos comparar alguns números inteiros. os parentes e trocamos o sinal do número
a) -5 > -10, que
b) +8 > -1000, estava depois da subtração)
c) -1 > -200.000,
d) -200 < 0, Lembrete:
e) -234 < -1, Para facilitar seu entendimento, efetue esta
f) +2 > -1, operações pensando em débito(número
g) g) -9 < +1 negativo) e crédito(número positivo), + 3
Lembrete: + 7, tenho 3 reais se ganhar 7 fico com 10,
1º: Zero é maior que qualquer número - 15 + 10, devo 15 reais se tenho só dez
negativo. para pagar ainda fico devendo sete ou seja
2º: Um é o maior número negativo. -7, - 5 - 8, tenho uma divida de 5 reais
3º: Zero é menor que qualquer número faço mais uma divida de 8 eu fico devendo
positivo. treze ou seja -13.
4º: Qualquer número positivo é maior que
qualquer número negativo.

Números opostos ou simétricos Multiplicação e Divisão de Números


Inteiros

Exemplos:
a) (+5) x (+8) = + 40 ( + x + = +)
Observe que a distancia do -3 até o zero é b) (-8) x (-7) = + 56 (- x - = +)
a mesma do +3 até o zero, estes números c) (-4) x (+7) = - 28 (- x + = -)
são d) (+6) x (-7) = - 42 (+ x - = -)
chamados de opostos ou simétricos. e) (-8) : (-2) = + 4 (- : - = +)
f) (+18) : (-6) = - 3 (+ : - = -)
Logo: g) (+48) : (+2) = + 24 (+ : + = +)
- 2 é oposto ou simétrico do + 2, + 20 é h) (-14) : (-7) = + 2 (- : - = +)
oposto ou simétrico do - 20, - 100 é oposto Lembrete:
ou
simétrico de + 100. Observe que a multiplicação ou divisão de
números de mesmo sinal o resultado e
sempre positivo, a multiplicação ou divisão
Adição, subtração, multiplicação, divisão, de números de sinais diferentes o resultado
potenciação e radiciação; é sempre negativo.

Potenciação de Números Inteiros

Exemplos:
a) (+3)2 = (+3) x (+3) = + 9

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MATEMÁTICA
b) (-2)5 = (-2) x (-2) x (-2) x (-2) x (-2) = logo após eliminamos os colchetes, como
- 32 antes deste tinha um sinal de mais, todo os
c) (-8)0 = 1 (todo número elevado a zero é números saíram sem trocar sinal,
igual a 1 positivo) eliminamos também as chaves, observe
d) (+9)0 = 1 (todo número que também não teve troca de sinais pelo
elevado a zero é igual a 1 positivo) mesmo motivo anterior, juntamos positivo
e) (18)1 = 18 (todo número elevado a um e negativos.
é igual a ele mesmo)
Importante: EXERCÍCIOS PROPOSTOS
(-2)2 = (-2) x (-2) = 4 é diferente de - 22
= -(2) x (2) = - (4) = - 4 1. Numa adição com três parcelas, o total
No primeiro caso tanto o sinal quanto ao era 58. Somando-se 13 à primeira parcela,
número estão ao quadrado e no segundo 21 à segunda e subtraindo-se 10 da
caso apenas o número está elevado ao terceira, qual será o novo total?
quadrado.
2. Numa subtração a soma do minuendo
Radiciação de Números Inteiros com o subtraendo e o resto resultou 412.
Exemplos: Qual o valor do minuendo?

3. O produto de dois números é 620. Se


adicionasse-mos 5 unidades a um de seus
fatores, o produto ficaria aumentado de
155 unidades. Quais são os dois fatores?

4. Numa divisão inteira, o divisor é 12, o


quociente é uma unidade maior que o
divisor e o resto, uma unidade menor que o
divisor. Qual é o valor do dividendo?

5. Certo prêmio será distribuído entre três


vendedores de modo que o primeiro
receberá R$ 325,00; o segundo receberá
R$ 60,00 menos que o primeiro; o terceiro
receberá R$ 250,00 menos que o primeiro
e o segundo juntos. Qual o valor total do
Resolvendo Expressões Numéricas com prêmio repartido entre os três vendedores?
Números Inteiros
6. Um dicionário tem 950 páginas; cada
a) - [ - 3 + 2 - ( 4 - 5 - 6)] página é dividida em 2 colunas; cada
= - [ - 3 + 2 - 4 + 5 + 6] coluna tem 64 linhas; cada linha tem, em
=3-2+4-5-6 média, 35 letras. Quantas letras há nesse
= 7 - 13 dicionário?
=-6
Primeiro eliminamos os parênteses, como 7. Uma pessoa ganha R$ 40,00 por dia de
antes dele tinha um sinal de menos todos trabalho e gasta R$ 800,00 por mês.
os números saíram com sinais trocados, Quanto ela economizará em um ano se ela
logo depois eliminamos os colchetes, como trabalhar, em média, 23 dias por mês?
também tinha um sinal de menos todos os
números saíram com os sinais trocados, 8. Um negociante comprou 8 barricas de
somamos os positivo e o negativos. vinho, todas com a mesma capacidade.
b) { - 5 + [ - 8 + 3 x (-4 + 9) - 3]} Tendo pago R$ 7,00 o litro e vendido a R$
= { - 5 + [ - 8 + 3 x ( + 5 ) - 3]} 9,00, ele ganhou, ao todo, R$ 1.760,00.
= { - 5 + [ - 8 + 15 - 3]} Qual era a capacidade de cada barrica?
= {- 5 - 8 + 15 - 3}
= - 5 - 8 + 15 - 3 9. Em um saco havia 432 balinhas.
= - 16 + 15 Dividindo-as em três montes iguais, um
=-1 deles foi repartido entre 4 meninos e os
dois montes restantes foram repartidos
Primeiro resolvemos dentro dos parênteses,
depois multiplicamos o resultado por 3,
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MATEMÁTICA
entre 6 meninas. Quantas balinhas recebeu
cada menino e cada menina?

10. Marta, Marisa e Yara têm, juntas, R$ Fração é uma forma de se representar
275,00. Marisa tem R$ 15,00 mais do que uma quantidade a partir de um valor, que é
Yara e Marta possui R$ 20,00 mais que dividido por um determinado número de
Marisa. Quanto tem cada uma das três partes iguais.
meninas?
Como é que você representaria a
11. Do salário de R$ 3.302,00, Seu José quantidade referente ao número 1 que foi
transferiu uma parte para uma conta de dividida em 8 partes iguais?
poupança. Já a caminho de casa, Seu José
considerou que se tivesse transferido o
Simplesmente através da seguinte fração:
dobro daquele valor, ainda lhe restariam R$
2.058,00
do seu salário em conta corrente. De Generalizando, a fração é a representação
quanto foi o depósito feito? genérica do valor a que é dividido por b
partes iguais, sendo b ≠ 0.
12. Renato e Flávia ganharam, ao todo, 23
bombons. Se Renato comesse 3 bombons e Em toda fração, o termo superior é
desse 2 para Flávia, eles ficariam com o chamado de numerador e o termo inferior
mesmo número de bombons. Quantos chamamos de denominador.
bombons ganhou cada um deles?
Em nossa fração genérica temos que o
GABARITO
termo a é o numerador e o termo b é o
seu denominador.
1. 82
2. 206 Apesar de matematicamente a forma
3. 20 e 31 correta de representação de uma fração ser
4. 167
5. R$ 930,00 , por motivos técnicos em função das
6. 4.256.000 limitações da linguagem de marcação de
7. R$ 1.440 hipertexto, geralmente utilizaremos a
8. 110 litros representação a/b.
9. Cada menino recebeu 36 e cada menina,
48
1.1 Interpretação de Frações
10. Marta: R$ 110,00, Marisa: R$ 90,00 e
Yara: R$ 75,00 Veja a figura abaixo, que foi divida em 16
11. R$ 622,00 partes iguais, 4 partes em laranja e 12
12. Renato: 15 e Flávia: 8 partes em amarelo. Em termos de fração,
podemos dizer que o 4 corresponde ao
numerador da fração e que o 16
corresponde ao seu denominador.

Podemos então representar a seguinte


fração: 4/16

Mas o que significa isto?

A fração 4/16 pode significar que das 16


partes que compõe a figura, estamos
considerando apenas 4 delas, ou seja,
estamos considerando apenas quatro
dezesseis avos da figura.

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MATEMÁTICA
Agora veja a figura seguinte: A fração 4/7 nos dá a ideia de que a a
classe foi dividida em 7 partes iguais e que
separando-se os meninos das meninas,
estas iriam ocupar exatamente 4 partes.
Cada parte iria conter 6 alunos, já que 42
dividido por 7 dá 6. Multiplicando-se 6 por 4
teríamos 24.

Temos 12 das 16 partes em laranja, que Portanto:


podemos então representar por 12/16.
Em minha classe há um total de 24
Neste caso estamos considerando doze meninas.
dezesseis avos da figura.

E se ao invés das 4 ou 12 partes,


tivéssemos considerado todas?

A figura abaixo nos representa esta OPERAÇÕES ELEMENTARES


hipótese: ENVOLVENDO FRAÇÕES.

Neste módulo iremos abordar a realização


das quatro operações aritméticas
fundamentais com números fracionários.

Iremos analisar cada uma das operações


Nela temos 16 das 16 partes em laranja, aritméticas separadamente para que
que podemos então representar por 16/16. possamos observar as características
individuais de cada uma delas.
Se você estiver atento, já percebeu que
16
/16 equivale a 1, ou seja, a figura toda Caso você tenha dúvidas quanto às
em laranja. operações aritméticas fundamentais,
trabalhando com números inteiros ou
Outra coisa que podemos perceber, é que a
decimais, tal como a realização de divisões
fração referente à terceira figura (16/16), é
com muitos algarismos no divisor ou com
exatamente igual a soma das frações
casas decimais, você pode acessar as
referentes às duas figuras anteriores ( 4/16
páginas a seguir, onde cada uma delas
+ 12/16). Isto ocorre porque soma de
possui uma calculadora, que assim como as
frações com o mesmo denominador, é
demais presentes neste site, informam em
realizada somando-se os numeradores e
detalhes como realizar cada uma destas
mantedo-se o denominador em comum.
quatro operações aritméticas
fundamentais: Adição, subtração,
1.2 Exemplo de Utilização de Frações multiplicação e divisão.
A minha sala de aula é composta por
42 alunos, dos quais 4/7 (quatro 1.3 Adição
sétimos) são de meninas. Quantas
A soma ou adição de frações requer que
meninas há em minha classe?
todas as frações envolvidas possuam o
A fração de número em relação a outro é mesmo denominador. Se inicialmente todas
obtida multiplicando-se o número pelo as frações já possuírem um denominador
fração. comum, basta que realizemos a soma de
todos os numeradores e mantenhamos este
Neste caso o número em questão é 42 e a denominador comum.
4
fração é /7. Para realizarmos a
multiplicação de um pelo outro, basta que Vejamos o seguinte exemplo:
multipliquemos o número pelo numerador e
que em seguida dividamos o produto
encontrado pelo denominador:
Podemos observar que todas elas possuem
o denominador 7. Neste caso a fração final

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MATEMÁTICA
terá como numerador a soma dos números as frações contenham um denominador
1, 2 e 3, assim como terá o mesmo comum. Quando as frações possuírem um
denominador 7: mesmo denominador, temos apenas que
subtrair um numerador do outro,
mantendo-se este denominador comum.

Vejamos o exemplo:
Vejamos agora este outro exemplo:

Observamos que todas as frações possuem


Neste caso não podemos simplesmente
o denominador 9. Neste caso a fração final
realizar a soma dos numeradores.
terá como numerador a diferença dos
Primeiramente devemos converter todas as
numeradores, assim como irá manter o
frações ao mesmo denominador. O
denominador 9:
denominador escolhido será o mínimo
múltiplo comum dos denominadores. Será o
MMC(3, 5, 13):

Como sabemos, o MMC(3, 5, 13) = 195. Observemos este outro exemplo:


Logo todas as frações terão o denominador
comum 195.

O novo numerador de cada uma delas será Como as frações não possuem todas o
apurado, simplesmente dividindo-se 195 mesmo denominador, primeiramente
pelo seu denominador atual e em seguida devemos a apurar o MMC(9, 3, 7) para
multiplicando-se o produto encontrado pelo utilizá-lo como denominador comum.
numerador original:
Sabemos que o MMC(9, 3, 7) = 63. Logo
 Para 1/3 temos que: 195 : 3 . 1 = utilizaremos 63 como o denominador
65, logo: 1/3 = 65/195 comum.
 Para 2/5 temos que: 195 : 5 . 2 = Como já visto, para encontrarmos as
78, logo: 2/5 = 78/195 frações equivalentes às do exemplo, que
possuam o denominador igual a 63, para
 Para 3/13 temos que: 195 : 13 . 3
cada uma delas iremos dividir 63 pelo seu
= 45, logo: 3/13 = 45/195
denominador e em seguida multiplicaremos
o resultado pelo seu numerador:
Obtemos assim, três frações equivalentes
às frações originais sendo que todas  Para 8/9 temos que: 63 : 9 . 8 =
contendo o denominador 195. Agora resta-
56, logo: 8/9 = 56/63
nos proceder como no primeiro exemplo:
 Para 1/3 temos que: 63 : 3 . 1 =
21, logo: 1/3 = 21/63

No caso de adição de frações mistas  Para 2/7 temos que: 63 : 7 . 2 =


devemos colocar a parte fracionária toda 18, logo: 2/7 = 18/63
com o mesmo denominador e depois
Finalmente podemos realizar a subtração:
realizarmos separadamente a soma das
partes inteiras e das partes fracionárias:

Assim como na adição, no caso da


Podemos também transformar as frações subtração de frações mistas também
mistas em impróprias antes de realizarmos devemos colocar a parte fracionária toda
a operação de soma: com o mesmo denominador e depois
realizarmos separadamente a subtração das
partes inteiras e das partes fracionárias:
1.4 Subtração

A diferença ou subtração de frações, assim


como a adição, também requer que todas
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MATEMÁTICA
Alternativamente podemos transformar as 1.7 Múltiplas Operações
frações mistas em impróprias antes de
realizarmos a operação de subtração: Assim como nas operações aritméticas com
números naturais, nas operações
aritméticas com frações, a multiplicação e a
1.5 Multiplicação divisão têm precedência sobre a adição e a
Ao menos conceitualmente, a multiplicação subtração, por isto em expressões
ou produto de frações, talvez seja a mais compostas que envolvam múltiplas
simples das operações aritméticas que as operações, devemos primeiro realizar as
operações de multiplicação e de divisão e
envolvem. Diferentemente da adição e da
subtração, a multiplicação não requer que por último as operações de soma e
tenhamos um denominador comum. Para subtração.
realizarmos o produto de frações, basta que
Vejamos a expressão a seguir:
multipliquemos os seus numerados entre si,
fazendo-se o mesmo em relação aos seus
denominadores.

Vejamos o exemplo abaixo: A sequência para a sua resolução é a


seguinte:

Primeiramente executamos a multiplicação:


Independentemente de os denominadores
serem todos iguais ou não, iremos realizar
a multiplicação conforme mostrado abaixo:

Em seguida executamos a divisão,


A multiplicação de frações mistas deve ser invertendo a fração e transformando a
precedida da conversão das mesmas em divisão em uma multiplicação:
frações impróprias:

1.6 Divisão

A divisão de frações resume-se a inversão


Agora podemos utilizar o MMC(3, 35, 77)
das frações divisoras, trocando-se o seu
= 1155 como o denominador comum das
numerador pelo seu denominador e
frações e realizarmos a soma e a
realizando-se então a multiplicação das
subtração:
novas frações.

Vejamos como realizar a divisão abaixo:

Finalmente obtemos o resultado da


expressão:
Realizando-se a inversão das divisoras e
mudando-se de divisão para multiplicação
teremos:

Operações

Realizando-se a multiplicação teremos: As operações com número racionais segue as


mesma regras de operação das frações.
A divisão de frações mistas segue o mesmo
principio, no entanto devemos
primeiramente convertê-las em frações
impróprias:

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MATEMÁTICA

Números decimais são numerais


que indicam um número que não é inteiro.
Geralmente após o algarismo das unidades,
usa-se uma vírgula, indicando que o
algarismo a seguir pertence à ordem das
décimas, ou casas decimais. Todos os
números decimais finitos ou infinitos e
periódicos podem ser escritos na forma de
fração, porém, os números decimais
irracionais, como o pi, por exemplo, não
podem ser escritos na forma de fração pois
são infinitos e não têm período.

História

Os números decimais têm origem nas

frações decimais. Por exemplo, a fração

equivale à fração que equivale ao


número decimal .

Stevin, engenheiro e matemático holandês,


em 1585 elaborou um método para efetuar
operações por meio de números inteiros,
sem o uso de frações, no qual ordenava os
números naturais sobre os algarismos do
numerador, o que indicava a posição a ser
ocupada pela vírgula no numeral decimal.

A representação proveniente de frações


decimais recebia um traço no numerador
indicando o número de zeros existentes no
denominador.

Em 1617 a notação introduzida por Stevin


foi adaptada por John Napier, matemático
escocês, que sugeriu o uso de um ponto ou
de uma vírgula para separar a parte inteira
da parte decimal.

Durante muito tempo os números decimais


foram empregados apenas para cálculos
astronômicos em virtude da precisão
proporcionada. Esses números
simplificaram muito os cálculos e passaram
a ser usados com mais ênfase após a
criação do sistema métrico decimal.

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MATEMÁTICA

OPERAÇÕES ELEMENTARES ENVOLVENDO NÚMEROS DECIMAIS.

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MATEMÁTICA

GABARITOS DOS EXERCÍCOS

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MATEMÁTICA
O Kelvin para unidade de temperatura
termodinâmica (K);
Comprimento (centímetro, metro, A Candela para unidade de intensidade
luminosa (cd);
quilômetro), tempo (hora, minuto e
O Ampère como unidade elétrica (A);
segundo, dia, mês e ano), massa (grama, O Mole para a quantidade de substância (mol).
quilograma e tonelada), capacidade (litro),
área (metro quadrado) e volume (metro
cúbico). Unidades de Comprimento

Sistemas de Unidades - Teoria - Parte I


É importante compreendermos que medir é
comparar com uma medida padrão adotada.
Para medirmos comprimento utilizamos o
Sistemas de Unidades - Introdução padrão universal metro. Como a medida
padrão metro se torna pequena para
medirmos grandes comprimentos e muito
grande ao
Desde o aparecimento do homem na terra a medirmos pequenos comprimentos foram
necessidade de contar e mensurar as coisas criados os múltiplos e submúltiplos do metro.
sempre esteve presente. Cada pais,
cada região criava suas próprias medidas e Como mostramos na tabela a seguir:
isso dificultava em muito o comércio e o
intercâmbio entre os povos.
Unidad
e
Séculos se passaram até que uma comissão Múltiplos Submúltiplos
Funda
de físicos e matemáticos organizassem um
mental
sistema de pesos e medidas e
padronizassem as medições. hect decí
quilô decâme centí milímet
ôme metro metr
metro tro metro ro
A criação do Sistema Métrico Decimal foi uma tro o
contribuição fundamental da Revolução km hm dam m dm cm mm
Francesa. Ele se baseia em múltiplos
1 000 100 0,01 0,001
de dez, daí o nome decimal. 10 m m 0,1 m
m m m m
A sua unidade básica é o Metro inicialmente
definido como a décima milionésima parte do
Mudanças de Unidade - Unidades de
comprimento do meridiano terrestre.
Comprimento
Entre 1960 e 1983 foi redefinido como o
comprimento de onda do isótopo 86 do Como o próprio nome indica, o sistema
Krypton; e em 1983 voltou a ser redefinido métrico é decimal, ou seja, cada unidade é 10
como o vezes maior que a unidade que a antecede.
comprimento do percurso efetuado pela luz, Assim :
no vácuo, em 1/299.792.458 segundos: medida
que é reproduzível em laboratório. O metro é 10 vezes maior que o decímetro, 100
vezes maior que o centímetro e 1 000 vezes
Hoje, o sistema métrico decimal é maior que o milímetro.
universalmente aceito. Apenas os Estados
Unidos (USA) por inércia ou pela importância O metro é 10 vezes menor que o decâmetro,
da sua 100 vezes menor que o hectômetro e 1 000
economia ainda não sentiram a necessidade vezes menor que o quilômetro.
de adaptar este sistema.
Exemplo 1 - Transformar 12,45 hm em dm.
Em 1960, a 10ª Conferência Internacional de Como o decímetro é a terceira casa à direita
Pesos e Medidas adotou o International do hectômetro, caminharemos com a vírgula
System of Units (SI). Este sistema é baseado três casas para a direita, e se necessário,
em sete unidades de medida: completaremos o número com zeros.

O Metro para unidade de comprimento (m); Então : 12,45 hm = 12 450 dm


O Quilograma para unidade de massa (kg);
O Segundo para unidade de tempo (s); Exemplo 2 - Transformar 367 mm em dam.

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MATEMÁTICA
Como o decímetro é a quarta casa à esquerda O metro quadrado é 100 vezes maior que o
do milímetro, caminharemos com a vírgula decímetro quadrado, 10 000 vezes maior que o
quatro casas para a esquerda, e se centímetro quadrado e 1 000 000 vezes
necessário, completaremos o número com maior que o milímetro quadrado.
zeros.
O metro quadrado é 100 vezes menor que o
Então : 367 mm = 0,0367 dam decâmetro quadrado, 10 000 vezes menor que
o hectômetro quadrado e 1 000 000
vezes menor que o quilômetro quadrado.
Unidades de Área ou Superfície
Exemplo 3 - Transformar 93,02 km2 em m2.
Como o metro quadrado é a terceira casa à
O metro quadrado (m2) é a unidade direita do quilômetro quadrado,
fundamental de área ou superfície. caminharemos com a vírgula duas casas até o
hectômetro quadrado, duas casas até o
Já sabemos que medir é comparar com uma decâmetro quadrado e mais duas casas até o
medida padrão adotada. A unidade metro quadrado, ou seja, caminharemos
fundamental de superfície chama-se metro 3 x 2 = 6 casas para a direita, e se necessário,
quadrado ( m2 ), que é a medida completaremos o número com zeros.
correspondente à superfície de um quadrado Então : 93,02 km2 = 93 020 000 m2
com 1 metro de lado. Quando afirmamos,
por exemplo, que a área de uma sala é igual a Exemplo 4 - Transformar 431,8 cm2 em hm2.
38 m2, estamos afirmando que nessa sala Como o hectômetro quadrado é a quarta casa
"cabem" 38 quadrados à esquerda do quilômetro quadrado,
de 1m x 1m. caminharemos com a vírgula duas casas até o
decímetro quadrado, duas casas até o metro
Como a medida padrão metro quadrado se quadrado, duas casas até o decâmetro
torna pequena para medirmos grandes quadrado e mais duas casas até o hectômetro
superfícies e muito grande ao medirmos quadrado, ou seja, caminharemos 4 x 2 = 8
pequenas superfícies foram criados os casas para a esquerda, e se necessário,
múltiplos e submúltiplos do metro quadrado. completaremos o número com zeros.
Como mostrado na tabela a seguir: Então : 431,8 cm2 = 4,31 dm2 = 0,0431 m2 =
0,000 431 dam2 = 0,000 004 31 hm2

Múltiplos Unidade Fundamental Submúltiplos

quilômetro hectômetro decâmetro metro centímetro


decímetro quadrado milímetro quadrado
quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado

km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2

1 000 000 m2 10 000 m2 100 m2 1 m2 0,01 m2 0,000 1 m2 0,000 000 1 m2

Mudanças de Unidade - Unidades de Área ou


Superfície

Como a tabela nos mostra cada unidade é 100


vezes maior que a unidade posicionada à sua
direita e 100 vezes menor que a
unidade posicionada à sua esquerda. Assim :

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MATEMÁTICA
Tempo (hora, minuto e segundo, dia, mês  milésimo de segundo
e ano),

Medidas de tempo
Cuidado: Nunca escreva 2,40h como forma de
Introdução representar 2 h 40 min. Pois o sistema de
medidas de tempo não é decimal.
É comum em nosso dia-a-dia pergunta do tipo:
Observe:
Qual a duração dessa partida de futebol?

Qual o tempo dessa viagem?

Qual a duração desse curso?

Qual o melhor tempo obtido por esse


corredor?

Todas essas perguntas serão respondidas


tomando por base uma unidade padrão de
medida de tempo.

A unidade de tempo escolhida como padrão no


Sistema Internacional (SI) é o segundo.

Segundo

O Sol foi o primeiro relógio do homem: o


intervalo de tempo natural decorrido entre as
sucessivas passagens do Sol sobre um dado
meridiano dá origem ao dia solar.

O segundo (s) é o tempo equivalente a

do dia solar médio.

As medidas de tempo não pertencem ao


Sistema Métrico Decimal.

Múltiplos e Submúltiplos do Segundo

Quadro de unidades

Múltiplos

minutos hora dia


min h d
60 min = 24 h = 1.440 min =
60 s
3.600 s 86.400s

São submúltiplos do segundo:

 décimo de segundo

 centésimo de segundo

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MATEMÁTICA
Luiz Carlos Brésser Pereira, ministro da
Fazenda, anunciou o Plano Brésser: um
Plano Cruzado “requentado”, avaliou Mário
SISTEMA MONETÁRIO NACIONAL Henrique Simonsen.

O primeiro dinheiro do Brasil foi a moeda- Em 15 de janeiro de 1989, Maílson da


mercadoria. Durante muito tempo, o Nóbrega, ministro da Fazenda, anunciou o
comércio foi feito por meio da troca de Plano Verão (Medida Provisória nº 32, de
mercadorias, mesmo após a introdução da 15 jan. 1989): o cruzado – Cz$ se
moeda de metal. As primeiras moedas transformou em cruzado novo – NCz$, na
metálicas (de ouro, prata e cobre) base de NCz$ 1,00 por Cz$ 1.000,00
chegaram com o início da colonização (vigorou de 16 jan. 1989 a 15 mar. 1990).
portuguesa.
Em 15 de março de 1990, Zélia Cardoso de
A unidade monetária de Portugal, o REAL, Mello, ministra da Fazenda, anunciou o
foi usada no Brasil durante todo o período Plano Collor (Medida Provisória nº 168, de
colonial. Assim, tudo se contava em réis 15 mar. 1990): o cruzado novo – NCz$ se
(plural popular de real) com moedas transformou em cruzeiro – Cr$, na base de
fabricadas em Portugal e no Brasil. O REAL Cr$ 1,00 por NCz$ 1,00 (vigorou de 16
(R) vigorou até 07 out. 1833. mar. 1990 a 28 jul. 1993). Em janeiro de
1991, a inflação já passava de 20% ao
De acordo com a Lei nº 59, de 08 out. mês, e o Plano Collor II tentou novamente
1833, entrou em vigor o MIL-RÉIS (Rs), a estabilização da moeda.
múltiplo do real, como unidade monetária,
adotada até 31 out. 1942. A Medida Provisória nº 336, de 28 jul.1993,
transformou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro
No século XX, o Brasil adotou nove real – CR$, na base de CR$ 1,00 por Cr$
sistemas monetários ou nove moedas 1.000,00 (vigorou de 29 jul. 1993 a 29 jun.
diferentes (mil-réis, cruzeiro, cruzeiro novo, 1994).
cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro,
cruzeiro real, real). Em 30 de junho de 1994, Fernando
Henrique Cardoso, ministro da Fazenda,
Por meio do Decreto-Lei nº 4.791, de 05 anunciou o Plano Real: o cruzeiro real –
out. 1942, uma nova unidade monetária, o CR$ se transformou em real – R$, na base
cruzeiro – Cr$, veio substituir o mil-réis, na de R$ 1,00 por CR$ 2.750,00 (Medida
base de Cr$ 1,00 por mil-réis. Provisória nº 542, de 30 jun. 1994,
convertida na Lei nº 9.069, de 29 jun.
A denominação “cruzeiro” origina-se das 1995).
moedas de ouro (pesadas em gramas ao
título de 900 milésimos de metal e 100 O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 dez.
milésimos de liga adequada), emitidas na 1964, delegou ao Banco Central do Brasil
forma do Decreto nº 5.108, de 18 dez. competência para emitir papel-moeda e
1926, no regime do ouro como padrão moeda metálica, competência exclusiva
monetário. consagrada pelo artigo 164 da Constituição
Federal de 1988.
O Decreto-lei nº 1, de 13 nov. 1965,
transformou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro Antes da criação do BCB, a
novo – NCr$, na base de NCr$ 1,00 por Cr$ Superintendência da Moeda e do Crédito
1.000. A partir de 15 maio 1970 e até 27 (SUMOC), o Banco do Brasil e o Tesouro
fev. 1986, a unidade monetária foi Nacional desempenhavam o papel de
novamente o cruzeiro (Cr$). autoridade monetária.

Em 27 de fevereiro de 1986, Dílson Funaro, A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do


ministro da Fazenda, anunciou o Plano BCB, tinha por finalidade exercer o controle
Cruzado (Decreto-lei nº 2.283, de 27 fev. monetário. A SUMOC fixava os percentuais
1986): o cruzeiro – Cr$ se transformou em de reservas obrigatórias dos bancos
cruzado – Cz$, na base de Cz$ 1,00 por comerciais, as taxas do redesconto e da
Cr$ 1.000 (vigorou de 28 fev. 1986 a 15 assistência financeira de liquidez, bem
jan. 1989). Em novembro do mesmo ano, o como os juros. Além disso, supervisionava
Plano Cruzado II tentou novamente a a atuação dos bancos comerciais, orientava
estabilização da moeda. Em junho de 1987,
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MATEMÁTICA
a política cambial e representava o País 4.750 (quatro mil,
junto a organismos internacionais. setecentos e
cinqüenta
O Banco do Brasil executava as funções de cruzeiros).
banco do governo, e o Tesouro Nacional era
o órgão emissor de papel-moeda.
CRUZEIRO
MOEDAS DO BRASIL  O Decreto-lei nº 1,
NOVO de 13.11.1965
Cr$1000 =
Aqui nesta seção do Portal Matemático (D.O.U. de
NCr$1
você confere as Reformas do Sistema 17.11.65),
(com
Monetário Brasileiro, ou seja, as mudanças regulamentado
centavos)
de moeda pelas quais o Brasil já passou. pelo Decreto nº
13.02.1967 60.190, de
CRUZEIRO 08.02.1967
 O Decreto-lei nº
1000 réis = (D.O.U. de
4.791, de
Cr$1 09.02.67),
05.10.1942
(com instituiu o Cruzeiro
(D.O.U. de
centavos) Novo como
06.10.42),
01.11.1942 unidade monetária
instituiu o
CRUZEIRO como transitória,
unidade monetária equivalente a um
brasileira, com mil cruzeiros
equivalência a um antigos,
mil réis. Foi criado restabelecendo o
o centavo, centavo. O
correspondente à Conselho
centésima parte Monetário
do cruzeiro. Nacional, pela
Resolução nº 47,
Exemplo: de 08.02.1967,
4:750$400 (quatro estabeleceu a data
contos, setecentos de 13.02.67 para
e cinqüenta mil e início de vigência
quatrocentos réis) do novo padrão.
passou a
expressar-se Cr$ Exemplo: Cr$
4.750,40 (quatro 4.750 (quatro mil,
mil, setecentos e setecentos e
cinqüenta cinqüenta
cruzeiros e cruzeiros) passou
quarenta a expressar-se
centavos) NCr$ 4,75(quatro
cruzeiros novos e
setenta e cinco
CRUZEIRO centavos).
 A Lei nº 4.511, de
(sem 01.12.1964
centavos) (D.O.U. de
02.12.1964 CRUZEIRO
02.12.64),  A Resolução nº
de NCr$
extinguiu a fração 144, de
para Cr$
do cruzeiro 31.03.1970
(com
denominada (D.O.U. de
centavos)
centavo. Por esse 06.04.70), do
15.05.1970
motivo, o valor Conselho
utilizado no Monetário
exemplo acima Nacional,
passou a ser restabeleceu a
escrito sem denominação
centavos: Cr$ CRUZEIRO, a
partir de
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15.05.1970, 1.100, de
mantendo o 28.02.1986, do
centavo. Conselho
Monetário
Exemplo: NCr$ Nacional.
4,75 (quatro
cruzeiros novos e Exemplo: Cr$
setenta e cinco 1.300.500 (um
centavos) passou milhão, trezentos
a expressar-se Cr$ mil e quinhentos
4,75(quatro cruzeiros) passou
cruzeiros e setenta a expressar-se Cz$
e cinco centavos). 1.300,50 (um mil
e trezentos
cruzados e
CRUZEIRO cinqüenta
 A Lei nº 7.214, de
(sem centavos).
15.08.1984
centavos) (D.O.U. de
16.08.1984 16.08.84),
CRUZADO
extinguiu a fração  A Medida
NOVO
do Cruzeiro Provisória nº 32,
Cz$ 1000 =
denominada de 15.01.1989
NCz$1
centavo. Assim, a (D.O.U. de
(com
importância do 16.01.89),
centavos)
exemplo, Cr$ 4,75 convertida na Lei
16.01.1989
(quatro cruzeiros e nº 7.730, de
setenta e cinco 31.01.1989
centavos), passou (D.O.U. de
a escrever-se Cr$ 01.02.89),
4, eliminando-se a instituiu o
vírgula e os CRUZADO NOVO
algarismos que a como unidade do
sucediam. sistema
monetário,
correspondente a
CRUZADO um mil cruzados,
 O Decreto-lei nº
Cr$ 1000 = mantendo o
2.283, de
Cz$1 centavo. A
27.02.1986
(com Resolução nº
(D.O.U. de
centavos) 1.565, de
28.02.86),
28.02.1986 16.01.1989, do
posteriormente
substituído pelo Conselho
Decreto-lei nº Monetário
2.284, de Nacional,
10.03.1986 disciplinou a
(D.O.U. de implantação do
11.03.86), novo padrão.
instituiu o
CRUZADO como Exemplo: Cz$
nova unidade 1.300,50 (um mil
monetária, e trezentos
equivalente a um cruzados e
mil cruzeiros, cinqüenta
restabelecendo o centavos) passou
centavo. A a expressar-se
mudança de NCz$ 1,30 (um
padrão foi cruzado novo e
disciplinada pela trinta centavos).
Resolução nº
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cruzeiro real a um
CRUZEIRO mil cruzeiros, com
 A Medida a manutenção do
de NCz$ Provisória nº 168, centavo. A
para Cr$ de 15.03.1990 Resolução nº
(com (D.O.U. de 2.010, de
centavos) 16.03.90), 28.07.1993, do
16.03.1990
convertida na Lei Conselho
nº 8.024, de Monetário
12.04.1990 Nacional,
(D.O.U. de disciplinou a
13.04.90), mudança na
restabeleceu a unidade do
denominação sistema
CRUZEIRO para a monetário.
moeda,
correspondendo Exemplo: Cr$
um cruzeiro a um 1.700.500,00 (um
cruzado novo. milhão, setecentos
Ficou mantido o mil e quinhentos
centavo. A cruzeiros) passou
mudança de a expressar-se
padrão foi CR$ 1.700,50 (um
regulamentada mil e setecentos
pela Resolução nº cruzeiros reais e
1.689, de cinqüenta
18.03.1990, do centavos).
Conselho
Monetário
Nacional. REAL  A Medida
CR$ 2.750
Exemplo: NCz$ Provisória nº 542,
= R$ 1
1.500,00 (um mil de 30.06.1994
(com
e quinhentos (D.O.U. de
centavos)
cruzados novos) 30.06.94),
01.07.1994
passou a instituiu o REAL
expressar-se Cr$ como unidade do
1.500,00 (um mil sistema
e quinhentos monetário, a partir
cruzeiros). de 01.07.1994,
com a equivalência
de CR$ 2.750,00
CRUZEIRO (dois mil,
 A Medida setecentos e
REAL Provisória nº 336, cinqüenta
Cr$ 1000 = de 28.07.1993 cruzeiros reais),
CR$ 1 (D.O.U. de igual à paridade
(com 29.07.93), entre a URV e o
centavos) convertida na Lei Cruzeiro Real
01.08.1993 nº 8.697, de fixada para o dia
27.08.1993 30.06.94. Foi
(D.O.U. de mantido o
28.08.93), centavo.
instituiu o Como medida
CRUZEIRO REAL, a preparatória à
partir de implantação do
01.08.1993, em Real, foi criada a
substituição ao URV - Unidade
Cruzeiro, Real de Valor -
equivalendo um prevista na Medida

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Provisória nº 434,
publicada no
D.O.U. de
28.02.94,
reeditada com os Introdução
números 457
(D.O.U. de O raciocínio lógico é uma ferramenta
30.03.94) e 482 indispensável para a realização de muitas
(D.O.U. de tarefas
29.04.94) e específicas em quase todas as atividades
convertida na Lei humanas, pois é fundamental para a
nº 8.880, de estruturação do pensamento na resolução
27.05.1994 de problemas.
(D.O.U. de
28.05.94). Assim, é imprescindível selecionar
atividades que incentivem os alunos a
Exemplo: CR$ resolver problemas, tomar decisões,
11.000.000,00 perceber regularidades, analisar dados,
(onze milhões de discutir e aplicar idéias.
cruzeiros reais)
passou a Para desenvolver o raciocínio é
expressar-se R$ fundamental deixar o aluno escolher
4.000,00 (quatro livremente o método que
mil reais). vai utilizar. De nada adianta ensinar-lhes a
resolver um problema, porque, se eles não
pensam por si mesmos, os próximos já não
saberão fazer. O raciocínio necessário para
resolvê-los precisa ser exigido em situações
novas e variadas, para que seja exercitado
e se desenvolva.

As atividades propostas devem estar


sempre relacionadas com situações que
tragam desafios
e levantem problemas que precisam ser
resolvidos, ou que dêem margem à criação
e devem permitir que os alunos se sintam
capazes de vencer as dificuldades com as
quais se defrontam e de tomar a iniciativa
para resolvê-las de modo independente.

Nesse tipo de atividade, os alunos são


tratados como indivíduos capazes de
construir, modificar e integrar idéias. Para
tanto, precisam ter a oportunidade de
interagir com outras pessoas,
com objetos e situações que exijam
envolvimento, dispondo de tempo para
pensar e refletir acerca de seus
procedimentos. Percebendo o próprio
progresso, eles se sentem mais estimulados
a participar ativamente das atividades
propostas.

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Exercícios de Raciocínio

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15 + (-4) . (+3) -10
15 – 12 – 10
3 – 10
-7

Para resolver uma expressão 5°) exemplo


numérica, efetuamos as operações
obedecendo à seguinte ordem : 5² + √9 – [(+20) : (-4) + 3]
25 + 3 – [ (-5) +3 ]
1°) Potenciação e radiciação 25 + 3 - [ -2]
2°) Multiplicações e divisões 25 +3 +2
3°) Adições e Subtrações 28 + 2
30
EXEMPLOS

1) 5 + 3² x 2 = PRIORIDADE DAS OPERAÇÕES NUMA


= 5+9x2= EXPRESSÃO ALGÉBRICA
= 5 + 18 =
= 23 Nas operações em uma expressão
algébrica, devemos obedecer a seguinte
2) 7² - 4 x 2 + 3 = ordem:
= 49 – 8 + 3 =
= 41 + 3 = 1. Potenciação ou Radiciação
= 44 2. Multiplicação ou Divisão
3. Adição ou Subtração
Há expressões onde aparecem os sinais de
associação e que devem ser eliminados Observações:
nesta ordem:
1°) parênteses ( ) Antes de cada uma das três operações
2°) colchetes [ ] citadas anteriormente, deve-se realizar a
3°) chaves { } operação que estiver dentro dos
parênteses, colchetes ou chaves.
exemplos
A multiplicação pode ser indicada por x ou
1°) 40 – [5² + ( 2³ - 7 )] = por um ponto . ou às vezes sem sinal,
= 40 – [5² + ( 8 - 7 )] desde que fique clara a intenção da
= 40 – [25 + 1 ]= expressão.
= 40 – 26 =
= 14 Muitas vezes devemos utilizar parênteses
quando substituímos variáveis por valores
2°) 50 –{ 15 + [ 4² : ( 10 – 2 ) + 5 x 2 ] } negativos.
=
= 50 –{ 15 + [ 16 : 8 + 10 ]}=
= 50 – { 15 + [ 2 + 10 ] } = EXERCICIOS
= 50 – { 15 +12 } =
= 50 – 27 = 1) Calcule o valor das expressões:
= 23
a) 7² - 4 = (R:45)
3°) exemplo b) 2³ + 10 = (R:18)
c) 5² - 6 = (R:19)
(-3)² - 4 - (-1) + 5² d) 4² + 7⁰= (R:17)
9 – 4 + 1 + 25 e) 5⁰+ 5³= (R:126)
5 + 1 + 25 f) 2³+ 2⁴ = (R:24)
6 + 25 g) 10³ - 10² = (R:900)
31 h) 80¹ + 1⁷⁰ = (R:81)
i) 5² - 3² = (R:16)
j) 1⁷⁰ + 0⁶⁰ = (R:1)
4°) exemplo
2) Calcule

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d) 20 – [6 – 4 x( 10 - 3²) + 1] = (R:17)
a) 3² + 5 = (R:14) e) 50 + [ 3³ : ( 1 + 2) + 4 x 3] = (R:71)
b) 3 + 5² = (R:28) f) 100 –[ 5² : (10 – 5 ) + 2⁴ x 1 ] = (R:79)
c) 3² + 5² = (R:34) g) [ 4² + ( 5 – 3)³] : ( 9 – 7)³ = (R:3)
d) 5² - 3² = (R:16) h) 7²+ 2 x[(3 + 1)² - 4 x 1³] = (R:73)
e) 18 - 7⁰ = (R:17) i) 25 + { 3³ : 9 +[ 3² x 5 – 3 x (2³- 5¹)]}
f) 5³ - 2² = (R:121) = (R:64)
g) 10 + 10² = (R:110)
h) 10³ - 10² = (R:900) 8) Calcule as expressões:
i) 10³ - 1¹ = (R:999)
a) ( 8 : 2) . 4 + {[(3² - 2³) . 2⁴ - 5⁰] .
3) Calcule o valor das expressões 4¹}= (R:76)
b) ( 3² - 2³) . 3³ - 2³ + 2² . 4² = ( R:83)
a) 2³ x 5 + 3² = (R:49) c) ( 2⁵ - 3³) . (2² - 2 ) = (R: 10)
b) 70⁰+ 0⁶⁰ - 1 = (R:0) d) [2 . (10 - 4² : 2) + 6²] : ( 2³ - 2²) = (
c) 3 x 7¹ - 4 x 5⁰ = (R:17) R:10)
d) 3⁴- 2⁴: 8 – 3 x 4 = (R:67) e) (18 – 4 . 2) . 3 + 2⁴ . 3 - 3² . ( 5 – 2) =
e) 5² + 3 x 2 – 4 = (R:27) (R: 51)
f) 5 x 2² + 3 – 8 = (R:15) f) 4² . [2⁴ : ( 10 – 2 + 8 ) ] + 2⁰ = (R: 17)
g) 5² - 3 x 2² - 1 = (R:12) g) [( 4² + 2 . 3²) + ( 16 : 8)² - 35]² + 1¹⁰
h) 16 : 2 – 1 + 7² = (R:56) - 10⁰ = (R : 9)
h) 13 + ( 10 – 8 + (7 – 4)) = (R: 18)
4) calcule o valor das expressões: i) (10 . 4 + 18 – ( 2 . 3 +6)) = (R:46)
j) 7 . ( 74 – ( 4 + 7 . 10)) = (R: 0)
a) 5² : ( 5 +1 -1)+ 4 x 2 = (R:13) k) ( 19 : ( 5 + 3 . 8 – 10)) = (R : 1)
b) (3 +1)² +2 x 5 - 10⁰ = (R:25) l) (( 2³ + 2⁴) . 3 -4) + 3² = (R: 77)
c) c) 3²: ( 4 – 1) + 3 x 2² = (R:15) m) 3 + 2 . [(3²- 2⁰) + ( 5¹ - 2²)] + 1 = (R:
d) 70 –[ 5 x (2² : 4) + 3²] = (R:56) 22)
e) ( 7 + 4) x ( 3² - 2³) = (R:11)
f) 5² + 2³ - 2 x (3 + 9) = (R:9) 9) Calcule as expressões:
g) 6² : 3² + 4 x 10 – 12 = (R:32)
h) (7² - 1 ) : 3 + 2 x 5 = (R:26) a) 7 – ( 1 + 3) = (R:3)
b) 9 – ( 5 – 1 + 2) = (R: 3)
c) 10 – ( 2 + 5 ) + 4 = (R: 7)
5) calcule o valor das expressões: d) ( 13 – 7 ) + 8 – 1 = (R: 13)
e) 15 – ( 3 + 2) – 6 = (R: 4)
a) 5 + 4²- 1 = (R:20) f) ( 10 – 4 ) – ( 9 -8) + 3 = (R: 8)
b) 3⁴ - 6 + 2³ = (R:83) g) 50 – [ 37 – ( 15 – 8 ) ] = (R: 20)
c) 2⁵ - 3² + 1⁹ = (R:24) h) 28 + [50 – (24 – 2) -10 ] = (R: 46)
d) 10²- 3² + 5 = (R:96) i) 20 + [ 13 + (10 – 6) + 4] = (R: 41)
e) 11² - 3² + 5 = (R:117) j) 52 – { 12 + [ 15 – ( 8 – 4)]} = (R: 29)
f) 5 x 3² x 4 = (R:180) l) 25 + { 12 + [ 2 – ( 8 – 6 ) + 2 ]} = (R:
g) 5 x 2³ + 4² = (R:56) 39)
h) 5³ x 2² - 12 = (R:488) m) { [ ( 18 – 3 ) + ( 7 + 5) – 2 ] + 5 } –
12 = (R:18)
6) Calcule o valor das expressões: n) 65 – { 30 – [ 20 – ( 10 – 1 + 6) + 1 ]}
= (R: 41)
a) ( 4 + 3)² - 1 = (R:48) o)45 + { 15 – [ ( 10 – 8 ) + ( 7 – 4) – 3 ] –
b) ( 5 + 1 )² + 10 = (R:46) 4 } = (R:54)
c) ( 9 – 7 )³ x 8 = (R:64) p) 40 + { 50 – [35 – ( 25 +5) – 1 ]} + 7 =
d) ( 7² - 5²) + ( 5² - 3 ) = (R:46) (R:93)
e) 6² : 2 - 1⁴ x 5 = (R:13) q)38 – { 20 – [ 22 – ( 5 + 3) + ( 7 – 4
f) 3² x 2³ + 2² x 5² = (R:172) +1)]} = ( R:36)
r) 26 + { 12 – [ ( 30 – 18) + ( 4 – 1) – 6 ]
7) Calcule o valor das expressões: – 1 } = (R::28)
s) 25-[10 + (7 - 4)] = (R:12)
a) 4²- 10 + (2³ - 5) = (R:9) t) 32+ [10-(9-4)+8] = (R:45)
b) 30 – (2 + 1)²+ 2³ = (R:29) u)45-[12-4+(2+1)] = (R:31)
c) 30 + [6² : ( 5 – 3) + 1 ] = (R:49) v)70-{20-[10-(5-1)]} = (R:56)

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x) 28 + {13 - [6 -(4 + 1) + 2] - 1 } = a) (-3)² + 5 = (R:14)
(R:37) b) (-8)² - (-9)² = (R:-17)
z) 53-{20-[30-(15-1+6) + 2 ]} = (R:45) c) -72⁰ + (-1)⁷ = (R:0)
d) (-12)⁰ + (+12)⁰ = (R:2)
10) Calcule as expressões: e) 10³ - (-10)² - 10⁰ = (R:899)
f) (-7)² + (-6)² - (-1)² = (R:84)
a) [-7+14 : (5 - √ 49 ) ] : 7 g) (-1)⁶ + (+1)⁵ + (-1)⁴ + (+1)³ = (R:4)
b) [ -13 + 13 . ( -1 -3 . 2²)] : 14 h) 2⁶ - 2⁵ - 2⁴ - 2³ - 2² - 2 = (R:2)
c) -5 – [ (-5}² - (-2 -√9 ). 5 ] : 10
d) (-2)² - [ -2³ - √16 . ( 2³ - 10) ] : 171 14) Calcule o valor das expressões:
e) 2 .[10-(3²- 4 . 5) - √9] : 18
f) 10 – [ 3º - (-2)³ - ( 4 – 8 : 2)] - √4 a) (-3) . (+7) + (-8) . (-3) = (R:3)
g) [(13 – 3 .4)³ - ( 18 – 4 . 5)³] : 3 b) (-3)³ + (+2)² - 7 = (R:-30)
h) 100 – {[25 + ( -2 – 1 )³] : 2 + √49} : 3 c) 8 + (-3 -1)² = (R:24)
i) 100 – {[30 – ( 5 + 1)²] : 6 + √81 } : 8 d) (-2 + 6)³ : (+3 – 5)² = (R:16)
j) 72. [ 4³ - ( √121 + 2 .26)] e) –(-5)² + (-7 + 4) = (R:-28)
l) 42 . [ 4. ( 32 – 4 . √49 ) -1 ] : 63 f) (-2)⁶ + (+5) . (-2) = (R:54)
m) -5 + 2 .3² + 2 . √4
n) -6 + 2 . (-2)³ + 5 . 7º 15) Calcule o valor das expressões:
o) 10 + 2 . 2² - 5 . √49
p) √100 + 3 .(-3)³- 2 a) (-3)³ . (-2)² + (3) + 5⁰ = (R:-110)
q) 11 – 100 : (-10) b) (-1)³ + 3 + (+2) . (+5) = (R:12)
r) -13 + (-800) : 80 c) (-2) . (-7) + (-3)² = (R:23)
s) 5 – 2 . [ (-3) . (-2 – 6) : 4 + 15] d) 2 . (-5)² - 3 . (-1)³ + 4 = (R:57)
t) (3 -2 . 9 ) : 5 e) –[ -1 + (-3) . (-2)]² = (R:-25)
u) (3 – 2 .9) : (-5) : (-3) f) –(5 – 7)³ - [ 5 - 2² - (4 – 6)] = (R:5)
v) ( 7 – 2 .14) : (-21) – ( 5 – 2 ) : 3 g) (-3 + 2 – 1)³ - ( -3 + 5 – 1)⁷ + 3 = (R:-
x) [(7 – 2 . 14) : (-21) – (5 – 2)] : 2 6)
z) [4 – 2 . (3 – 7)] : (-2) -5 h) 8 – [ -7 + )-1) . (-6) + 4]²= (R:-1)
i) 14 – [(-1)³ . (-2)² + (-35) : (+5)] =
11) Calcule as expressões: (R:25)
j) 5³ - [ 10 + (7 -8)² ]² - 4 + 2³ = (R:8)
a) 1 – [7 – (4 – 3 . 2 ) . (-1 – 1)] . 5 k) (-1)⁷ + 6⁰ - [15 + (-40) : (-2)³ ] = (R:-
b) 125 : (-5) : (-5) 18)
c) (-64) : (-4) : (-4) l) -3 –{ -2 – [(-35) : (+5) + 2² ]} = (R:-4)
d) 5 + ( -3)² + 1 = (R:15)
e) 10 + (-2)³ -4 = (R:-2) 16) Calcule o valor das expressões:
f) 12 – 1 + (-4)² = (R:27)
g) (-1)⁵ + 3 – 9 = (R:-7) a) (- 3 + 5 + 2) : (-2) = (R:-2)
h) 18 – (+7) + 3² = (R:20) b) (+3 – 1)² - 15 = (R:-11)
i) 6 + (-1)⁵ - 2 = (R:3) c) (-2)³ - (-1 + 2)⁵ = (R:-9)
j) (-2)³ - 7 – (-1) = (R:-14) d) 40 : (-1)⁹ + (-2)³ - 12 = (R:-60)
l) (-5)³ - 1 + (-1)⁹ = (R:-127) e) 10 – [5 – (-2) + (-1)] = (R:4)
m) 5⁰ - ( -10) + 2³ = (R:19) f) 2 – { 3 + [ 4 – (1 – 2) + 3 ] – 4} = (R:-
n) (-2)³ + (-3)² - 25 = (R:-24) 5)
g) 15 – [ (-5)² - (10 - 2³ ) ] = (R:-8)
12) Calcule o valor das expressões: h) 13 – [(-2) – (-7) + (+3)² ] = (R:-1)
i) 7² - [ 6 – (-1)⁵ - 2²] = (R:46)
a) 3 - 4² + 1 = (R:-12) j) 2³ - [(-16) : (+2) – (-1)⁵] = (R:15)
b) 2³ - 2² - 2 = (R:2) k) 50 : { -5 + [ -1 –(-2)⁵ : (-2)³ ]} = (R:-
c) (-1)⁴ + 5 - 3² = (R:-3) 5)
d) 5⁰ - 5¹ - 5⁰ = (R:-5)
e) (-3)². (+5) + 2 = (R:47) 17) Calcule o valor das expressões:
f) (-1)⁶ - (-1)⁷ = (R:-2)
g) 5 + (-3)² + 7⁰ = (R:15) a) 10 + (-3)² = (R:19)
h) √49 + 2³ - 1 = (R:14) b) (-4)² - 3 = (R:13)
c) 1 + (-2)³ = (R:-7)
13) Calcule o valor das expressões: d) -2 + (-5)² = (R:23)
e) (-2)² + (-3)³ = (R:-23)

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MATEMÁTICA
f) 15 + (-1)⁵ - 2 = (R:12) 23) Calcule o valor de cada expressões:
g) (-9)² -2 – (-3) = (R:82)
h) 5 + (-2)³ + 6 = (R:3) a) -1/3 + 2/9 – 4/3 = (R: -13/9)
b) -4 + ½ - 1/6 = (R:-11/3)
18) Calcule o valor das expressões: c) 0,3 + ½ - ¾ = (R: 1/20)
d) 1 + ¼ - 3/2 + 5/8 = (R: 3/8)
a) 5 – { +3 – [(+2)² -(-5)² + 6 – 4 ]} = e) 0,1 + 3/2 – ¼ + 2 = (R: 67/20)
(R:-17) f) ¾ + 0,2 – 5/2 – 0,5 = ( R: - 41/20)
b) 15 – { -3 + [(5 – 6)² . (9 -8 ) ² + 1]} =
(R:16) 24) Calcule o valor de cada expressão
c) 18 – { 6 – [ -3 – (5 – 4) – (7- 9)³ ] – 1 }
= (R:17) a) 1/2 – (-3/5) + 7/10 = (R: 9/5)
d) -2 + { -5 –[ -2 – (-2)³ - 3- (3 -2 )⁹ ] + 5 b) -(-1) – (- 4/3) + 5/6 = (R: 19/6)
} = (R:-4) c) 2 – ( - 2/3 – ¼) + 0,1 = (R: 181/60)
e) 4 – {(-2)² . (-3) – [ -11 + (-3) . (-4)] – d) ( -1 + ½) – ( -1/6 + 2/3) = (R: -1)
(-1)} = (R:16) e) 2 – [ 3/5 – ( -1/2 + ¼ ) ] = (R: 23/20)
f) 3 – [ -1/2 – (0,1 + ¼ )] = (R: 77/20)
19) Efetue as subtrações: g) (1/3 + ½) – (5/6.- ¾) = (R: ¾)
h) (5/2 – 1/3 – ¾ ) – (1/2 + 1) = (R: -
a) (+5/7) – (+2/3) = (R: 1/21) 1/12)
b) (+2/3) – (+1/2) = (R: 1/6) i) (1/4 + ½ + 2 ) + (-1/6 + 2/3) = (R:
c) (+2/3) – (+4/5) = (R: -2/15) 13/4)
d) (-7/8) – (-3/4) = (R: -1/8) j) (-0,3 + 0,5 ) – ( -2 - 4/5) = (R: 3)
e) (-2/5) – (-1/4) = (R: -3/20) k) (1/6 + 2/3) – (4/10 – 3/5) + 1/3 = (R:
f) (-1/2) – (+5/8) = (R: -9/8) 41/30)
g) (+2/3) – ( (+1/5) = (R: 7/15) l) 0,2 + (2/3 – ¼) – ( -7/12 + 4/3) = (R: -
h) (-2/5) – ( +1/2) = (R: -9/10) 2/15)
m) (1 – ¼) + (2 + ½) – (1 - 1/3) – ( 2 – ¼
20) Efetue as subtrações: ) = (R: 5/6)

a) (+1/2) – (+5) = (R: -9/2)


b) (+5/7) – (+1) = (R: -2/7) 25) Calcule o valor das expressões
c) 0 – ( -3/7) = (R:3/7)
d) (-4) – (-1/2) = (R: -7/2) a) 30-(5+3) = (R: 22)
e) (+0,3) – (-1/5) = (R: ½) b) 15+(8+2) = (R: 25)
f) (+0,7) – (-1/3) = (R:31/30) c) 15-(10-1-3) = (R: 9)
d) 23-(2+8)-7 = (R: 6 )
21) Calcule e) (10+5)-(1+6) = (R: 8)
f) 7-(8-3)+1= (R: 3 )
a) -1 – ¾ = (R: -7/4)
b) (-3/5) + (1/2) = (R: -1/10)
c) 2 – ½ -1/4 = (R: 5/4) 26) Calcule o valor das expressões
d) -3 -4/5 + ½ = (R: -33/10)
e) 7/3 + 2 -1/4 = (R: 49/12) a) 25-[10+(7-4)] = (R:12)
f) -3/2 + 1/6 + 2 -2/3 = (R: 0) b) 32+[10-(9-4)+8] = (R:45)
g) 1 – ½ + ¼ - 1/8 = (R:5/8) c) 45-[12-4+(2+1)] = (R:34)
h) 0,2 + ¾ + ½ - ¼ = (R:6/5) d) 70-{20-[10-(5-1)]} = (R:56)
i) ½ + (-0,3) + 1/6 = (R:11/30) e) 28+{13-[6-(4+1)+2]-1} = (R:37)
j) 1/5 + 1/25 + (-0,6) = (R: 1/10) f) 53-{20-[30-(15-1+6)+2]} = (R:45)
g) 62-{16-[7-(6-4)+1]} = (R:52)
22) Calcule o valor de cada expressão: h) 20-{8+[3+(8-5)-1]+6} = (R:1)
i) 15+{25-[2-(8-6)]+2} = (R:42)
a) 3/5 – 1 – 2/5 = (R: -4/5) j) 56-[3+(8-2)+(51-10)-(7-2)] = (R:11)
b) 3/5 – 0,2 + 1/10 = (R: ½) l){42+[(45-19)-(18-3)+1]-(28-15)-1} =
c) -3 – 2 – 4/3 = (R: -19/3) (R:)
d) 4 – 1/10 + 2/5 = (R: 43/10)
e) 2/3 – ½ -5 = (R: 29/6) 27) Calcule o valor da expressões
f) -5/12 – 1/12 + 2/3 = (R: 1/6)
a) 7-(1+3)= (R:3)

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MATEMÁTICA
b) 9-(5-1+2)= (R:3) r) 53 – { 20 – [ 30 – ( 15 – 1 + 6 ) + 2 ]}
c) 10-(2+5)+4= (R:7) = (R: 45)
d) (13-7)+8-1= (R:13) s) 62 – { 16 – [ 7 – ( 6 – 4 ) + 1 ]} = (R:
e) 15-(3+2)-6= (R:4) 52)
f) (10-4)-(9-8)+3= (R:8) t) 20 – { 8 + [ 3 + ( 8 – 5 ) – 1 ] + 6} =
g) 50-[37-(15-8)]= (R:20) (R: 1)
h) 28+[50-(24-2)-10]= (R:46) u) 15 + { 25 – [ 2 – ( 8 – 6 )] + 2 } = ( R:
i) 20+[13+(10-6)+4]= (R:41) 42)
j) 52-{12+[15-(8-4)]}= (R:29) v) 56 – [ 3 + ( 8 – 2 ) + ( 51 – 10 ) – ( 7 –
2 )] = (R: 1)
28) Calcule o valor das expressões: w) { 42 + [ (45 – 19) – ( 18 – 3 ) + 1 –
(28 – 15 ) ]} = (R: 41)
a) 25 + { 12 + [ 2 – ( 8 – 6 ) + 2 ]} = x) 7 – ( 1 + 3 ) = (R: 3)
(R:39) y) 9 – ( 5 – 1 + 2 ) = (R: 3)
b) { [ ( 18 – 3 ) + ( 7 + 5) – 2 ] + 5 } – 12 z) 10 – ( 2 + 5 ) + 4 = (R: 7)
= (R:18)
c) 65 – { 30 – [ 20 – ( 10 – 1 + 6) + 1 ]}
= (R: 41)
d)45 + { 15 – [ ( 10 – 8 ) + ( 7 – 4) – 3 ] – 31) Calcule o valor das expressões:
4 } = (R:54)
e) 40 + { 50 – [35 – ( 25 +5) – 1 ]} + 7 = a) 16+[10-(18:3+2)+5] = (R: 23)
(R:93) b) 25-[12-(3x2+1)] = (R: 20)
f)38 – { 20 – [ 22 – ( 5 + 3) + ( 7 – 4 c) 90-[25+(5x2-1)+3] = ( R: 53)
+1)]} = ( R:36) d) 45+[(8x5-10:2)+(18:6-2)] = (R: 81)
g) 26 + { 12 – [ ( 30 – 18) + ( 4 – 1) – 6 ] e) 50-2x{7+8:2-[9-3x(5-4)]} = (R: 40)
– 1 } = (R:28) f) 100-3x{5+8:2-[3x(7-6)]} = (R: 82)

29) Calcule o valor das expressões 32) Determine o valor de cada expressão

a) 10 - 5 - 2 + 3 = (R: 6) a) 1000 - [(2 . 4 - 6) + ( 2 + 6 . 4)] = (R:


b) 10 - ( 5 + 2) + 3 = (R:6) 972)
c) ( 10 - 5) - ( 2 + 3) = ( R: 0) b) 60 + 2 . {[ 4 . ( 6 + 2 ) - 10 ] + 12} = (
d) 10 - ( 5 - 2 + 3) = ( R: 4) R: 128 )
e) ( 17 + 9 ) - 8 - ( 11 + 4) = (R: 3) c) [( 4 + 16 . 2) . 5 - 10] . 100 = (R:
f) 86 + ( 31 - 16 + 60 ) - ( 200 - 70 - 50 ) 17.000)
= ( R: 81) d) { 10 + [ 5 . ( 4 + 2 . 5) - 8] . 2 } - 100
g) ( 79 + 21 - 84) + ( 63 - 41 + 17 ) - 26 = ( R: 34)
= ( R: 29) e) 80 - 5 . ( 28 - 6 . 4 ) + 6 - 3 . 4 = (R:
54)
30) Calcule o valor das expressões:
33) Calcule
a) 10 – 1 + 8 – 4 = (R 13)
b) 12 – 8 + 9 – 3 = (R: 10) a) 4 . ( 10 + 20 + 15 + 30) = (R: 300)
c) 25 – 1 – 4 – 7 = ( R: 13) b) (10 . 6 + 12 . 4 + 5 . 8 ) - 40 = (R: 108)
d) 30 – ( 5 + 3 ) = ( R: 22) c) [ 6 . ( 3 . 4 - 2 . 5) - 4 ] + 3 . ( 4 - 2) - (
e) 15 + ( 8 + 2 ) = (R: 25) 10 : 2 ) = (R: 9)
f) 25 – ( 10 – 1 – 3 ) = (R: 19) d) 67 + { 50 . [ 70 : ( 27 + 8 ) + 18 : 2 ]
g) 45 – 18 + 3 + 1 – 2 = ( R: 29) + 21 } = (R:638)
h) 75 – 10 – 8 + 5 – 1 = (R: 61) e) [ 30 . ( 9 - 6)] + { 30 : ( 9 + 6 ) ] = (R:
i) 10 + 5 – 6 – 3 – 3 + 1 = (R: 4) 92)
j) 23 – ( 2 + 8 ) – 7 = (R: 6) f) 58 - [ 20 - ( 3 . 4 - 2) : 5 ] = (R: 40)
k) ( 10 + 5 ) – ( 1 + 6 ) = ( R: 8) g) 40 + 2 . [ 20 - ( 6 + 4 . 7 ) : 2 ] = ( R:
l) 7 – ( 8 – 3 ) + 1 = (R: 3) 46)
m) 25 – [ 10 + ( 7 – 4 ) ] = (R: 12)
n)32+ [ 10 – ( 9 – 4 ) + 8 ] =- (R: 45)
o) 45 – [ 12 – 4 + ( 2 + 1 )] = (R: 34) 34) Calcule o valor das expressões
p) 70 – { 20 – [ 10 – ( 5 – 1 ) ]} = (R: 56)
q) 28 + { 13 – [ 6 – ( 4 + 1 ) + 2 ] – 1 } = a) (12 + 2 . 5) - 8 = (R: 14)
( R: 37) b) 25 - ( 15 + 6 : 3) = (R: 8)

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c) 25 +[7 + ( 8 - 4 :2)] = (R: 38)
d) 60 - [8 + ( 10 - 2 ) : 2] = (R: 46) 3) O valor da expressão (-10)² - 10² é:
e) 80 - [ 22 + ( 5 . 2 - 1 ) + 6] = (R: 43)
f) 14 : 2 + [ 13 - ( 4 . 2 + 1 ) ] = (R: 11)
g) [ 30 + 2 x ( 5 – 3 ) ] x 2 – 10 a) 0 x
h) 20 : 10 + 10 b) 40
i) 10 + [ 4 + ( 7 x 3 + 1 ) ] – 3 c) -20
d) -40

35) Resolva as expressões numéricas:


4) O valor da expressão √16 - √4 é
a) 8 – ( 1 + 3) = (R: 4)
b) 7x 3 – 2 x 5 = (R: 11)
c) ( 13 – 7 ) + 8 – 1 = (R : 13) a) 2 x
d)4 x 3 + 10 : 2 = (R: 17) b) 4
e) 15 – ( 3 + 2 ) – 6 = (R: 4) c) 6
f) 40 – 2 x 4 + 5 = (R: 37) d) 12
g) ( 10 – 4 ) – ( 9 – 8 ) + 3 = (R: 8)
h) 50 – 16 : 8 + 7 = ( R: 55)
i) 50 – [37 – ( 15 – 8 ) ] = (R: 20) 5) O valor da expressão 10 + √9 – 1 é:
j) 32 : 4 : 2 : 2 = (R: 2)
l) 28 + [ 50 – ( 24 – 2 ) – 10 ] = (R: 46)
m) ( 13 + 2) x 3 + 5 = (R: 50) a) 14
n) 20 + [ 13 + ( 10 – 6 ) + 4 ] = (R: 18) b) 18
o) 52 – { 12 + [ 15 – ( 8 – 4 )]}: (R: 41) c) 12 x
p) ( 7 + 2 ) x ( 3 – 1 ) = d) 20
q) ( 4 + 2 x 5 ) – 3
r) 7 + 15 : 3
s) 20 – ( 15 + 6 : 3) 6) O valor da expressão (-4)⁴ - (-4) é :
t) 4 x 5 + 1
u) 15 + [ 6 + ( 8 – 4 : 2 )]
v) 10 : 2 + 8 a) 20
x) 40 – [ 3 – (10 – 2 ) : 2 ] b) -20
z) 32 + 12 : 2 c) 252
d) 260 x

7) O valor da expressão (-2)⁴ + (-9)⁰ - (-


3)² é :

Exercícios em forma de teste: a) 8 x


b) 12
c) 16
1) O resultado de (-1001)² é: d) -26
a) 11 011
b) -11 011
c) 1 002 001 x 8) O valor da expressão (-7)² + (+3) . (-4)
d) -1 002 001 – (-5) é :

2) O valor da expressão 2⁰ - 2¹ - 2² é: a) 7
b) 37
c) 42 x
a) -4 d) 47
b) -5 x
c) 8
d) 0 9) A expressão (-7)¹⁰ : (-7)⁵ é igual a:

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MATEMÁTICA

a) (-7)⁵ x
b) (-7)²
c) (-7)¹⁵
d) (-1)²

10) O valor da expressão –[-2 + (-1) . (-


3)]² é :

a) -1 x
b) -4
c) 1
d) 4

11) O valor da expressão numérica -4² +


(3 -5) . (-2)³ + 3² - (-2)⁴ é

a) 7
b) 8
c) 15
d) -7 x

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1. O Estado do Pará: geografia, história, principais fatos e acontecimentos do estado.
2 Lei orgânica do município de marabá
CONHECIMENTOS GERAIS E LEGISLAÇÃO
Vegetação
O território paraense apresenta basicamente
mangues, campos, cerrados e floresta Amazônica, a
GEOGRAFIA última predomina no estado. A variedade vegetativa é
muito grande, nesse caso as composições principais
GEOGRAFIA DO ESTADO DO PARÁ de cobertura vegetal dão origem a cinco tipos
específicos de vegetação, como Mata de terra firme
Pará é uma das 27 unidades federativas do (não sofre inundações), Mata de várzea (margens de
Brasil, sendo a segunda maior destas em território, rios que sofrem inundações), Mangue (porção
com uma área de 1 247 954,666 km², pouco menor litorânea do Estado), Campos e Cerrados.
que o Peru e também a 13ª maior entidade
subnacional do mundo. Se fosse um país, seria o Hidrografia
22º do mundo em área. É maior que a área da A bacia hidrográfica do estado abrange área
Região Sudeste brasileira, com seus quatro de 1.253.164 km², sendo 1.049.903 km² pertencentes
estados, e um pouco menor que o estado norte- à bacia Amazônica e 169.003 km² pertencentes à
americano do Alasca. É dividido em 144 municípios, bacia do Tocantins. É formada por mais de 20 mil
que possuem área média de 8 664,50 km². O maior quilômetros de rios como o Amazonas, que corta o
deles é Altamira com 159 696 km², o quinto estado no sentido oeste/leste e deságua num grande
município mais extenso do mundo, e o menor é delta marajoara, ou os rios Tocantins e Guamá que
Marituba, com 103,279 km². formam bacias independentes.
Sua capital é o município de Belém, que Estão também no Pará alguns dos mais
reúne em sua região metropolitana cerca de 2,4 importantes afluentes do Amazonas como Tapajós,
milhões de habitantes, sendo a segunda região Xingu e Curuá, pela margem direita, Trombetas,
metropolitana mais populosa da região Norte, Nhamundá, Maicuru e Jari pela margem esquerda.
apenas perde para a de Manaus, que abriga 2,5 Os rios principais são: rio Amazonas, rio Tapajós, rio
milhões de habitantes. Outras cidades importantes Tocantins, rio Xingu, rio Jari e rio Pará.
do estado são: Ananindeua, Santarém, Castanhal,
Abaetetuba, Capanema, Bragança, Salinópolis, Esta rede hidrográfica garante duas
Altamira, Barcarena, Cametá, Dom Eliseu, Itaituba, importantes vantagens:
Marituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas e • Facilidade da navegação fluvial.
Tucuruí. O relevo é baixo e plano; 58% do território
se encontram abaixo dos 200 metros. As altitudes • Potencial hidroenergético avaliado em mais
superiores a 500 metros estão nas seguintes de 25.000 MW.
serras: Serra dos Carajás, Serra do Cachimbo e O Pará possui 144 municípios, dentre os
Serra do Acari. quais, importantes para a economia do estado são,
O estado é o mais populoso da região Altamira, Ananindeua, Barcarena, Belém, Canaã dos
norte, contando com uma população de 7.321.493 Carajás, Castanhal, Itaituba, Marabá, Paragominas,
habitantes. Parauapebas, Redenção, Salinópolis, Tucuruí e
Santarém.
Pertencente à Região Norte, é a unidade
federativa mais populosa desta macrorregião, com
seus 8,2 milhões de habitantes em 2016, e ao
mesmo tempo a de maior PIB. O estado é
subdividido em 22 microrregiões e 6 mesorregiões.
Seus limites são com o estado do Amapá a norte,
Roraima a noroeste, Amazonas a oeste, Mato
Grosso a sul, Tocantins a sudeste, Maranhão a
leste; além do Suriname e Guiana ao extremo
norte.
Clima
O clima do estado do Pará é equatorial (Af
na classificação climática de Köppen-Geiger), com
médias térmicas anuais entre 24 e 26 °C, além de
alto índice pluviométrico, que chega a alcançar
2.000 mm nas proximidades do rio Amazonas. A
quase totalidade de sua área encontra-se na
floresta Amazônica, exceto nas partes onde existem
formações de campos - região do baixo rio
Trombetas e Arquipélago do Marajó.

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CONHECIMENTOS GERAIS E LEGISLAÇÃO
HISTÓRIA DO PARÁ massacre ou escravização das populações indígenas
e no confronto bélico com as outras potências
Primórdios europeias que possuíam feitorias na Amazônia. Aos
A região do vale amazônico, pelo Tratado poucos, através de expedições militares, novas
de Tordesilhas (1494), era de posse da Coroa regiões foram sendo anexadas: os vales dos rios
espanhola. Assim sendo, a foz do rio Amazonas foi Guamá, Acará e Mojú, o baixo Tocantins, a costa dos
descoberta por Vicente Yáñez Pinzón, um Caetés (hoje costa do Salgado), a região da “estrada
navegador espanhol que a alcançou em fevereiro do Maranhão”, que hoje chamamos de Bragantina, a
de 1500. Seu primo, Diego de Lepe, também Ilha Grande de Joannes, atual Marajó, a penísula de
alcançou a foz do rio Amazonas, em abril do Gurupá, o Cabo Norte, atual Amapá, o baixo
mesmo ano. Os portugueses, com a finalidade de Amazonas, os vales do Xingu e Tapajós, o Alto
consolidar a região como território português, Amazonas e o vale do Rio Negro.
fundaram o Forte do Presépio, na então chamada Cada um desses territórios correspondia a
Santa Maria de Belém do Grão-Pará. A construção novas rotas de exploração riquezas, fossem elas as
foi a primeira do modelo na Amazônia, e também a drogas do sertão, fossem terras, a acrescentar ao
mais significativa no território amazônico até 1660. patrimônio dos principais colonos, ou fossem, enfim,
Apesar da construção do Forte, a ocupação as populações indígenas escravizadas.
do território foi desde cedo marcada por incursões Esse padrão econômico, baseado na coleta
de Neerlandeses e Ingleses em busca de extrativista, na navegação fluvial e na escravização
especiarias. Daí a necessidade dos portugueses de dos índios, juntamente com os aspectos geográficos
fortificar a área. da floresta equatorial, acabou diferenciando a nova
Em 1541, Gonzalo Pizarro e Francisco de colônia do restante da América Portuguesa. Por isso,
Orellana, também espanhóis, partiram de Quito, no desde 1626, eram duas as colônias de Portugal na
atual Equador, e atravessaram a cordilheira dos América: O Brasil, que incluía o Nordeste e toda a
Andes, explorando o curso do rio até o Oceano parte meridional da colônia e o Grão-Pará e
Atlântico, onde atualmente encontra-se Belém. A Maranhão, que incluía toda a Amazônia, o Maranhão
viagem durou de 1540 a 1542 e seus relatos foram e, junto com este, o Piauí e parte do Ceará. O que
concebidos pelo frei dominicano Gaspar de diferenciava essas duas colônias era, basicamente, o
Carvajal. Ainda no século XVI, os espanhóis modo de produção: no Brasil, predominava a
realizaram outra expedição similar à de Orellana. monocultura e, no Grão-Pará, a atividade extrativa.
Pedro de Ursua também navegou o Amazonas, A igreja católica também fez parte dessa
partindo do Peru, em busca do lendário Eldorado empresa colonizadora. Seu trabalho missionário,
(1559-1561). O navegador foi assassinado durante porém, entrava muitas vezes em concorrência com
a viagem, e a expedição passou a ser comandada os interesses mercantis dos colonos, haja vista que
por Lopo de Aguirre, que chegou ao oceano em as missões religiosas eram, ao mesmo tempo,
1561. Como resultado dessa jornada, a colonização grandes espaços de produção, com interesse na
espanhola na região acabou sendo adiada, pois os propriedade de terra, no comércio das drogas do
espanhóis mostraram-se cientes das dificuldades sertão e na manutenção das populações indígenas
de conquistar tão vasto espaço. nesses espaços de produção. O debate entre
No século XVII, a região, integrada à colonos e a igreja atravessou os séculos XVII e XVIII,
capitania do Maranhão, conheceu a prosperidade até que, nesse momento, a nova mentalidade política
com a lavoura e a pecuária. No ano de 1616 é em vigor na metrópole iniciou um processo de
criada a Capitania do Grão-Pará, pertencente ao expropriação de seus bens e, também, de
Estado Colonial Português do Maranhão. Em 1751, dinamização da economia local.
com a expansão para o oeste, cria-se o Estado Tratava-se da política do marquês de
Colonial Português do Grão-Pará, que além da Pombal, personagem emblemático do despotismo
Capitania do Grão Pará abrigará também a esclarecido em Portugal. Carvalho e Mello, o famoso
Capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado marquês, ministro de d. José I, passou a governar a
do Amazonas). nação com mãos de ferro após a grande tragédia que
O impulso militar que trouxe os portugueses foi a destruição de Lisboa por um terremoto, seguido
ao Pará, em 1616, fez parte de um projeto político por um maremoto e por um imenso incêndio, em
ambicioso de conquista do vale amazônico 1775. Seu projeto político privilegiava um novo
associado a um projeto econômico, não menos padrão de economia mercantilista, o tráfico negreiro
ambicioso, de exploração da biodiversidade local – como instrumento de elevação da produção e a
as chamadas “drogas do sertão”, especiarias valorização de colônias portuguesas antes
ocidentais de alto valor no mercado europeu. descentradas, como era o caso do Grão-Pará e
Maranhão.
A fundação de Belém, a 16 de janeiro de
1616, foi o primeiro passo desse projeto de Com efeito, a política externa de Portugal
conquista territorial. O processo foi contínuo e tenso para a América, a partir desse último quartel do
e a ocupação do território se deu com base no século XVIII, mudou nitidamente sua orientação,

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CONHECIMENTOS GERAIS E LEGISLAÇÃO
passando seu foco central da região do rio da Prata historiados estimam que um terço da população
para o vale amazônico. Pombal promoveu morreu no conflito, que foi cheio de episódios
mudanças significativas na estrutura social e trágicos. O movimento foi liderado pelas camadas
econômica do Grão-Pará. Trouxe para a região populares. Iniciado em 1835, tomou Belém e
centenas de especialistas, dentre cientistas, espalhou-se por toda a Amazônia. Um governo do
militares, engenheiros, naturalistas, desenhistas, povo foi instalado e vigorou até 1838, quando a
arquitetos e geógrafos. À pretexto de demarcar os capital foi conquistada, novamente, pelas forças
limites entre Portugal e Espanha promoveu um legalistas. Porém, os conflitos duraram até por volta
levantamento científico acurado da região, de sua de 1840.
hidrografia, fauna, flora e populações humanas. O
A partir de então o Pará começou a receber
conhecimento acumulado nesse projeto foi
fortes punições pelo governo brasileiro. Colônia
fundamental para firmar o direito do Grão-Pará
popular, indianizada, subversiva, independentista e
sobre a parte mais extensa do território amazônico.
arrivista, aos olhos de muitos, passou a perder
Além disso, preocupou-se em colonizar gradativamente seu status. A língua geral, um misto
melhor a região: da antiga praça colonial de várias línguas indígenas amalgamadas com o
portuguesa de Mazagão, na África, trouxe 1.700 latim, falada correntemente por todos os
famílias, a grande maioria delas nobres e, do comerciantes e populações caboclas do vale
arquipélago dos Açores, trouxe também milhares de amazônico e, praticamente, a língua do comércio no
habitantes. Destituindo os frades jesuítas e Ver-o-Peso e a língua da política, nos bairros
mercedários de seu patrimônio material e populares de Belém, foi proibida. As populações
expulsando-os do Grão-Pará, distribuiu suas caboclas foram, muitas vezes, perseguidas e as
posses entre militares fiéis. Nos antigos grandes propriedades agrícolas ou extrativistas
assentamentos missionários, firmando a liberdade deixaram de contar com a atenção e o apoio do
dos índios, criou mais de trinta vilas e cidades. E governo central.
também incrementou o comércio e o tráfico
Essa situação foi superada com a descoberta
negreiro, criando para isso a Companhia Geral de
dos processos de vulcanização da borracha, o que
Comércio do Grão-Pará e Maranhão. O objetivo era
permitia a sua utilização em indústrias diversificadas.
dinamizar a economia, incentivando o surgimento
Era a “Era da Borracha” que começava. Belém
de múltiplas experiências, exitosas ou não, de
converteu-se numa praça comercial febril, centro do
atividades extrativistas ou monoculturas agrícolas,
comércio mundial da borracha. A prosperidade era
com o cacau, por exemplo, que passou a constituir
tão grande que esse período ficou conhecido como
uma riqueza importante da região.
uma Belle Époque Amazônica. No imaginário
O interesse do marquês de Pombal no burguês do período, a capital do Pará era a “petite
Grão-Pará era quase pessoal: nomeou seu próprio Paris”, ou a “Paris n’ América”. Grandes lojas e
irmão como governante da província, um sobrinho magazines foram abertos, bem como bancos, casas
seu como bispo do Pará e vários outros parentes e seguradoras, empresas de crédito e firmas de toda
amigos para cargos de destaque na burocracia sorte. Nesse período, por exemplo, o centro da
colonial que dizia respeito a esta colônia americana. cidade foi intensamente arborizado por mangueiras
trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas
Também incentivou o embelezamento de
árvores (já centenárias) dão à capital paraense.
Belém: a construção do Palácio dos Governadores
(atual Museu Histórico do Estado do Pará), a O Pará enriqueceu rapidamente, e toda a
reconstrução das principais igrejas da cidade – base econômica anterior, essencialmente
como a Sé, Santo Alexandre, Carmo, Sant’Anna e diversificada, cedeu lugar, rapidamente, ao
São Joãozinho e de outros prédios públicos ou extrativismo “monocultor” do látex. A proclamação de
residenciais. Nessa atividade destacou-se o República, em 1889, não teve impacto maior sobre a
arquiteto bolonhês Antônio José Landi, que, como formação das classes dominantes locais – como, de
vários outros dos especialistas trazidos por Pombal, resto, em todo Brasil, e os mesmos instrumentos de
acabou por fixar residência na colônia. reprodução e controle social foram mantidos em sua
essência, mesmo com o fim da escravidão.
Porém, a destituição do marquês lançou o
Grão-Pará e Maranhão num ciclo de decadência A débâcle, ou melhor, a queda da economia
que perdurou por quase um século, até por volta de seringueira, se deu repentinamente e, tal como na
1870. Nesse período a colônia experimentou muitas sucessão do ciclo de desenvolvimento pombalino,
mudanças: a conturbada adesão à independência gerou décadas de estagnação. O fato é que a maior
do Brasil, o surgimento da imprensa e de uma vida parte da riqueza gerada pela borracha não foi
intelectual ativa e, mais que tudo, a experiência da internalizada, ou seja, não foi transformada em
guerra civil, que foi a Cabanagem. capital de investimento. Ainda que uma parte dela
tenha dado origem a uma pequena, mas importante
A Cabanagem, essa revolução popular tão
atividade industrial, a maior parte foi usada em bens
mal compreendida pela história, foi um momento de
de consumo ou transferida para praças mais sólidas,
explosão social com impacto demográfico e cultural
como Lisboa – com quem sempre Belém teve uma
que marcaram para sempre o Pará. Alguns
relação de proximidade intelectual e comercial – e
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CONHECIMENTOS GERAIS E LEGISLAÇÃO
Rio de Janeiro, capital da república, para onde boa Divisão do estado
parte das elites paraenses se deslocaram com a
O plenário da Câmara dos Deputados
crise da borracha.
aprovou em 2011, dois Decretos Legislativos (nº
Com o declínio dos dois ciclos da borracha, 136/2011 e nº137/2011) que autorizavam a
veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará realização de um plebiscito que iria decidir pela
só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento criação dos estados de Carajás e Tapajós, que seria
de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da uma divisão do estado do Pará. Os decretos ao todo,
década de 1960, mas principalmente na década de destinaram recursos de R$ 10,4 milhões para a
1970, o crescimento foi acelerando com a realização, sendo promulgados pelo presidente do
exploração de minérios (principalmente na região Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP).
sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Depois de promulgado, o plebiscito foi realizado em
Carajás e do ouro em Serra Pelada dezembro de 2011.
Em 1821, a Revolução Constitucionalista do No resultado final, 66,6% dos eleitores
Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o rejeitaram a criação dos estados de Carajás e do
levante acabou reprimido. Em 1823, o Pará decidiu Tapajós, enquanto 33,4% se disseram favoráveis.
unir-se ao Brasil independente, do qual estivera Houve 1,05% de votos nulos e 0,41% em branco, em
separado no período colonial, reportando-se um total de 3,6 milhões de votos válidos.
diretamente a Lisboa.[17] No entanto, as lutas
Cerca de 4.848.495 eleitores estavam aptos
políticas continuaram. A mais importante delas, a
a votar, mas houve 1.246.646 abstenções, o
Cabanagem (1835), chegou a decretar a
equivalente a 25,71% do total. Os eleitores
independência da província do Pará. Este foi,
compareceram a 14.249 seções espalhadas em todo
juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio
o estado.
Grande do Sul, o único levante do período regencial
onde o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem Alguns analistas criticaram a cobertura
foi a única revolta liderada pelas camadas considerada excessivamente parcial dos órgãos de
populares. imprensa do Pará. De um lado, veículos
declaradamente contrários à criação dos estados de
A economia cresceu rapidamente no século
Tapajós e Carajás; do outro, jornais favoráveis à
XIX e início do século XX com a exploração da
medida.[23]
borracha, pela extração do látex, época esta que
ficou conhecida como Belle Époque, marcada pelos Estudos apresentados pelo Instituto de
traços artísticos da Art Nouveau. Nesse período a Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostraram que,
Amazônia experimentou dois ciclos econômicos em caso de separação do Pará em três estados, no
distintos com a exploração da mesma borracha. plebiscito realizado no dia 11 de dezembro, todos
ficariam deficitários. O Pará registra atualmente um
Estes dois ciclos (principalmente o primeiro)
superavit anual de aproximadamente R$ 300
deram não só a Belém, mas também a Manaus
milhões. Subtraindo as despesas da receita
(Amazonas), um momento áureo no que diz
orçamentária do estado, Carajás terá déficit de pelo
respeito à urbanização e embelezamento destas
menos R$ 1 bilhão anual, Tapajós, de R$ 864
cidades. A construção do Teatro da Paz (Belém) e
milhões, e o Pará remanescente, de R$ 850 milhões.
do Teatro Amazonas (Manaus) são exemplos da
Totalizando aproximadamente um saldo negativo
riqueza que esse período marcou na história da
anual de R$ 2.714 bilhões à União.[24]
Amazônia.
Sobrerrepresentação
O então intendente Antônio Lemos foi o
principal personagem da transformação urbanística Politicamente, haveria o nascimento de dois
que Belém sofreu, onde chegou a ser conhecida estados com populações comparáveis às dos
como Paris n'América (como referência à influência estados de Tocantins e Rondônia, fazendo
da urbanização que Paris sofrera na época, que proporcionalmente jus a uma bancada de apenas
serviu de inspiração para Antônio Lemos).[19] Nesse quatro deputados federais e de fração de um senador
período, por exemplo, o centro da cidade foi — uma vez que não atinge a proporção de 8/513
intensamente arborizado por mangueiras trazidas (cerca de 1,56%) da população nacional. Entretanto,
da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores por motivos constitucionais, é obrigatório respeitar o
(já centenárias) dão à capital paraense. piso de oito deputados federais e o fixo de três
senadores por unidade federativa: o que produziria
Com o declínio dos dois ciclos da borracha,
uma sobrerrepresentação na Câmara dos Deputados
veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará
e uma super-representação no Senado Federal,
só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento
vindo assim a facilitar substancialmente o acesso a
de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da
cargos eletivos por parte da classe política desses
década de 1960, mas principalmente na década de
possíveis estados.
1970, o crescimento foi acelerando com a
exploração de minérios (principalmente na região O atual território correspondente ao estado
sudeste do estado), como o ferro na Serra dos do Pará é um dos maiores responsáveis pela pauta
Carajás e do ouro em Serra Pelada. exportadora nacional, costumando ficar entre quinto
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CONHECIMENTOS GERAIS E LEGISLAÇÃO
ou sexto maior exportador nos últimos anos — PRINCIPAIS FATOS E
aproximadamente 87% de suas exportações são de ACONTECIMENTOS DO ESTADO
minérios diversos, destinados sobretudo à China.
Contudo, a legislação brasileira, através da Lei O impulso militar que trouxe os portugueses
Kandir, isenta de ICMS as empresas exportadoras, ao Pará, em 1616, fez parte de um projeto político
justamente as principais responsáveis por maior ambicioso de conquista do vale amazônico associado
parte da geração de riquezas no estado paraense. a um projeto econômico, não menos ambicioso, de
As reservas minerais em exploração estão exploração da biodiversidade local – as chamadas
localizadas quase todas na região do Sudeste “drogas do sertão”, especiarias ocidentais de alto
Paraense, pretenso Estado de Carajás. valor no mercado europeu.

Expressa-se assim que os grandes projetos A fundação de Belém, a 16 de janeiro de


mineroenergéticos pouco colaboram de maneira 1616, foi o primeiro passo desse projeto de conquista
direta para a arrecadação das esferas públicas no territorial. O processo foi contínuo e tenso e a
Pará. Neste cenário, de grandes perdas tributárias ocupação do território se deu com base no massacre
para a esfera estadual, percebe-se a fragilidade de ou escravização das populações indígenas e no
um modelo assentado nas exportações, no sentido confronto bélico com as outras potências européias
de viabilizar recursos para a administração que possuíam feitorias na Amazônia. Aos poucos,
satisfatória de um estado, independente de seu através de expedições militares, novas regiões foram
tamanho ou demografia. sendo anexadas: os vales dos rios Guamá, Acará e
Mojú, o baixo Tocantins, a costa dos Caetés (hoje
costa do Salgado), a região da “estrada do
Maranhão”, que hoje chamamos de Bragantina, a Ilha
Grande de Joannes, atual Marajó, a penísula de
Gurupá, o Cabo Norte, atual Amapá, o baixo
Amazonas, os vales do Xingu e Tapajós, o Alto
Amazonas e o vale do Rio Negro.

Cada um desses territórios correspondia a


novas rotas de exploração riquezas, fossem elas as
drogas do sertão, fossem terras, a acrescentar ao
patrimônio dos principais colonos, ou fossem, enfim,
as populações indígenas escravizadas.

Esse padrão econômico, baseado na coleta


extrativista, na navegação fluvial e na escravização
dos índios, juntamente com os aspectos geográficos
da floresta equatorial, acabou diferenciando a nova
colônia do restante da América Portuguesa. Por isso,
desde 1626, eram duas as colônias de Portugal na
América: O Brasil, que incluía o Nordeste e toda a
parte meridional da colônia e o Grão-Pará e
Maranhão, que incluía toda a Amazônia, o Maranhão
e, junto com este, o Piauí e parte do Ceará. O que
diferenciava essas duas colônias era, basicamente, o
modo de produção: no Brasil, predominava a
monocultura e, no Grão-Pará, a atividade extrativa.

A igreja católica também fez parte dessa


empresa colonizadora. Seu trabalho missionário,
porém, entrava muitas vezes em concorrência com
os interesses mercantis dos colonos, haja vista que
as missões religiosas eram, ao mesmo tempo,
grandes espaços de produção, com interesse na
propriedade de terra, no comércio das drogas do
sertão e na manutenção das populações indígenas
nesses espaços de produção. O debate entre
colonos e a igreja atravessou os séculos XVII e XVIII,
até que, nesse momento, a nova mentalidade política
em vigor na metrópole iniciou um processo de
expropriação de seus bens e, também, de
dinamização da economia local.

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CONHECIMENTOS GERAIS E LEGISLAÇÃO
Tratava-se da política do marquês de São Joãozinho e de outros prédios públicos ou
Pombal, personagem emblemático do despotismo residenciais. Nessa atividade destacou-se o arquiteto
esclarecido em Portugal. Carvalho e Mello, o bolonhês Antônio José Landi, que, como vários
famoso marquês, ministro de d. José I, passou a outros dos especialistas trazidos por Pombal, acabou
governar a nação com mãos de ferro após a grande por fixar residência na colônia.
tragédia que foi a destruição de Lisboa por um
terremoto, seguido por um maremoto e por um Porém, a destituição do marquês lançou o
imenso incêndio, em 1775. Seu projeto político Grão-Pará e Maranhão num ciclo de decadência que
privilegiava um novo padrão de economia perdurou por quase um século, até por volta de 1870.
mercantilista, o tráfico negreiro como instrumento Nesse período a colônia experimentou muitas
de elevação da produção e a valorização de mudanças: a conturbada adesão à independência do
colônias portuguesas antes descentradas, como era Brasil, o surgimento da imprensa e de uma vida
o caso do Grão-Pará e Maranhão. intelectual ativa e, mais que tudo, a experiência da
guerra civil, que foi a Cabanagem.
Com efeito, a política externa de Portugal
para a América, a partir desse último quartel do A Cabanagem, essa revolução popular tão
século XVIII, mudou nitidamente sua orientação, mal compreendida pela história, foi um momento de
passando seu foco central da região do rio da Prata explosão social com impacto demográfico e cultural
para o vale amazônico. Pombal promoveu que marcaram para sempre o Pará. Alguns
mudanças significativas na estrutura social e historiados estimam que um terço da população
econômica do Grão-Pará. Trouxe para a região morreu no conflito, que foi cheio de episódios
centenas de especialistas, dentre cientistas, trágicos. O movimento foi liderado pelas camadas
militares, engenheiros, naturalistas, desenhistas, populares. Iniciado em 1835, tomou Belém e
arquitetos e geógrafos. À pretexto de demarcar os espalhou-se por toda a Amazônia. Um governo do
limites entre Portugal e Espanha promoveu um povo foi instalado e vigorou até 1838, quando a
levantamento científico acurado da região, de sua capital foi conquistada, novamente, pelas forças
hidrografia, fauna, flora e populações humanas. O legalistas. Porém, os conflitos duraram até por volta
conhecimento acumulado nesse projeto foi de 1840.
fundamental para firmar o direito do Grão-Pará
sobre a parte mais extensa do território amazônico. A partir de então o Pará começou a receber
fortes punições pelo governo brasileiro. Colônia
Além disso, preocupou-se em colonizar popular, indianizada, subversiva, independentista e
melhor a região: da antiga praça colonial arrivista, aos olhos de muitos, passou a perder
portuguesa de Mazagão, na África, trouxe 1.700 gradativamente seu status. A língua geral, um misto
famílias, a grande maioria delas nobres e, do de várias línguas indígenas amalgamadas com o
arquipélago dos Açores, trouxe também milhares de latim, falada correntemente por todos os
habitantes. Destituindo os frades jesuítas e comerciantes e populações caboclas do vale
mercedários de seu patrimônio material e amazônico e, praticamente, a língua do comércio no
expulsando-os do Grão-Pará, distribuiu suas Ver-o-Peso e a língua da política, nos bairros
posses entre militares fiéis. Nos antigos populares de Belém, foi proibida. As populações
assentamentos missionários, firmando a liberdade caboclas foram, muitas vezes, perseguidas e as
dos índios, criou mais de trinta vilas e cidades. E grandes propriedades agrícolas ou extrativistas
também incrementou o comércio e o tráfico deixaram de contar com a atenção e o apoio do
negreiro, criando para isso a Companhia Geral de governo central.
Comércio do Grão-Pará e Maranhão. O objetivo era
dinamizar a economia, incentivando o surgimento Essa situação foi superada com a descoberta
de múltiplas experiências, exitosas ou não, de dos processos de vulcanização da borracha, o que
atividades extrativistas ou monoculturas agrícolas, permitia a sua utilização em indústrias diversificadas.
com o cacau, por exemplo, que passou a constituir Era a “Era da Borracha” que começava. Belém
uma riqueza importante da região. converteu-se numa praça comercial febril, centro do
comércio mundial da borracha. A prosperidade era
O interesse do marquês de Pombal no tão grande que esse período ficou conhecido como
Grão-Pará era quase pessoal: nomeou seu próprio uma Belle Époque Amazônica. No imaginário
irmão como governante da província, um sobrinho burguês do período, a capital do Pará era a “petite
seu como bispo do Pará e vários outros parentes e Paris”, ou a “Paris n’ América”. Grandes lojas e
amigos para cargos de destaque na burocracia magazines foram abertos, bem como bancos, casas
colonial que dizia respeito a esta colônia americana. seguradoras, empresas de crédito e firmas de toda
sorte. Nesse período, por exemplo, o centro da
Também incentivou o embelezamento de cidade foi intensamente arborizado por mangueiras
Belém: a construção do Palácio dos Governadores trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas
(atual Museu Histórico do Estado do Pará), a árvores (já centenárias) dão à capital paraense.
reconstrução das principais igrejas da cidade –
como a Sé, Santo Alexandre, Carmo, Sant’Anna e O Pará enriqueceu rapidamente, e toda a
base econômica anterior, essencialmente
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diversificada, cedeu lugar, rapidamente, ao ANOTAÇÕES
extrativismo “monocultor” do látex. A proclamação
__________________________________________
de República, em 1889, não teve impacto maior
sobre a formação das classes dominantes locais – __________________________________________
como, de resto, em todo Brasil, e os mesmos
__________________________________________
instrumentos de reprodução e controle social foram
mantidos em sua essência, mesmo com o fim da __________________________________________
escravidão.
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A débâcle, ou melhor, a queda da economia __________________________________________
seringueira, se deu repentinamente e, tal como na
sucessão do ciclo de desenvolvimento pombalino, __________________________________________
gerou décadas de estagnação. O fato é que a maior __________________________________________
parte da riqueza gerada pela borracha não foi
internalizada, ou seja, não foi transformada em __________________________________________
capital de investimento. Ainda que uma parte dela __________________________________________
tenha dado origem a uma pequena, mas importante
atividade industrial, a maior parte foi usada em bens __________________________________________
de consumo ou transferida para praças mais __________________________________________
sólidas, como Lisboa – com quem sempre Belém
teve uma relação de proximidade intelectual e __________________________________________
comercial – e Rio de Janeiro, capital da república, __________________________________________
para onde boa parte das elites paraenses se
deslocaram com a crise da borracha. __________________________________________
__________________________________________
Com o declínio dos dois ciclos da borracha,
veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará __________________________________________
só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento __________________________________________
de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da
década de 1960, mas principalmente na década de __________________________________________
1970, o crescimento foi acelerando com a __________________________________________
exploração de minérios (principalmente na região
sudeste do estado), como o ferro na Serra dos __________________________________________
Carajás e do ouro em Serra Pelada __________________________________________
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1

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

LEI
ORGÂNICA
DO
MUNICÍPIO
DE MARABÁ
(Texto consolidado com as modificações introduzidas pela Emenda à Lei Orgânica n.º
35, de 28 de dezembro de 2000 – Emenda de Revisão, atualizado até a Emenda à Lei
Orgânica n.º 43, de 10/6/2009 e atualizado até a Emenda à Lei Orgânica n.º 51, de 27
dezembro de 2017).
2

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE MARABÁ

PREÂMBULO

O povo de Marabá, reunido na Câmara Municipal Constituinte, através de seus


legítimos representantes, sob a proteção de Deus, promulga esta Lei Orgânica, na
certeza de haver lutado pelo engrandecimento do Município e pela honradez de sua
gente, respeitando os princípios constitucionais da República Federativa do Brasil e,
em particular, os do Estado do Pará.
Repudiando qualquer forma de governo autoritário e, acreditando na
participação do povo, de forma organizada, no processo de desenvolvimento político,
reafirmamos o ideal de justiça, liberdade e eqüidade social, os direitos da mulher, da
criança, do adolescente e do idoso – antes tão discriminados –, a garantia do trinômio
saúde, educação e agricultura – sustentáculos de qualquer grande civilização –, o bem-
estar geral da população e o real atendimento às suas necessidades e, ainda, a
preocupação pelo zelo ao nosso patrimônio histórico e ambiental.
3

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

TÍTULO I
Dos Direitos e Garantias Fundamentais

CAPÍTULO I
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Art. 1.° Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no Município a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade,
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos da Constituição Federal.
§ 1.º Nenhuma pessoa será discriminada, ou de qualquer forma prejudicada, pelo fato de
litigar com o Município no âmbito administrativo ou judicial.
§ 2.° Ninguém poderá ser apenado, especialmente com a perda de cargo, função ou emprego,
quando se recusar a trabalhar em ambiente que ofereça iminente risco de vida, não se aplicando o
aqui disposto aos casos em que esse risco seja inerente à atividade exercida, salvo se não for dada a
devida proteção.
Art. 2.° A Prefeitura e a Câmara Municipal são obrigadas a fornecer, a qualquer interessado,
no prazo máximo de trinta dias, certidões de atos, contratos e decisões, sob pena de incorrer em
infração político-administrativa a autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição.
Art. 3.° (Revogado.)

TÍTULO II
Da Organização Municipal e Distrital

CAPÍTULO I
Do Município

SEÇÃO I
Disposições Gerais
Art. 4.° O Município de Marabá, pessoa jurídica de direito público interno, é unidade
territorial que integra a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil, dotado
de autonomia política, administrativa, financeira e legislativa nos termos assegurados pela
Constituição da República, pela Constituição do Estado do Pará e por esta Lei Orgânica.
Art. 5.° São poderes do Município, independentes e harmônicos entre si o Legislativo e o
Executivo.
Parágrafo único. São símbolos do Município: o Brasão, a Bandeira e o Hino, representativos
de sua cultura e história e a data cívica, dia do Município, comemorado em 5 de abril.
Art. 6.° (Revogado.)
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Art. 7.º A organização político-administrativa do Município compreende a cidade, os distritos
e os subdistritos.
§ 1.° A sede do Município dá-lhe o nome e tem a categoria de cidade.
§ 2.° Os distritos e subdistritos têm o nome das respectivas sedes, cuja categoria é a vila.

SEÇÃO II
Da Divisão Administrativa do Município
Art. 8.° O Município poderá dividir-se, para fins administrativos, em distritos a serem criados,
organizados, suprimidos ou fundidos, de acordo com a lei.

CAPÍTULO II
Competência do Município

SEÇÃO I
Da Competência Privativa
Art. 9.º Ao Município compete prover a tudo quanto diga respeito ao seu peculiar interesse e
ao bem-estar da sua população, cabendo-lhe, privativamente, dentre outras, as seguintes atribuições:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e estadual, no que couber;
III - elaborar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;
IV - criar, organizar e suprimir distritos;
V - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do estado, programas de
educação pré-escolar e de ensino fundamental;
VI - elaborar o orçamento anual e plurianual de investimentos;
VII - instituir e arrecadar tributos, bem como aplicar as suas rendas;
VIII - fixar, fiscalizar e cobrar tarifas ou preços públicos municipais;
IX - dispor sobre a organização, administração e execução dos serviços locais;
X - dispor sobre administração, utilização e alienação dos bens públicos municipais;
XI - organizar o quadro e estabelecer o regime jurídico dos seus servidores;
XII - organizar e prestar diretamente, ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços
públicos municipais;
XIII - planejar o uso e ocupação do solo em seu território e especialmente, em sua zona
urbana;
XIV - estabelecer normas de edificação, de loteamento, de arruamento e de zoneamento
urbano e rural, bem como as limitações urbanísticas convenientes à ordenação de seu território,
observada a lei federal;
XV - conceder e renovar licenças para localização e funcionamento de estabelecimentos
industriais, comerciais, prestadores de serviços e quaisquer outros;
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XVI - cassar a licença que houver concedido ao estabelecimento que se tornar prejudicial à
saúde, à higiene, ao sossego, à segurança, fazendo cessar a atividade ou determinando o seu
fechamento;
XVII - estabelecer servidões administrativas, e usar a propriedade particular nos casos de
perigo iminente, assegurada indenização ulterior;
XVIII - adquirir bens, inclusive mediante desapropriações;
XIX - regular a disposição, o traçado e as demais condições dos bens de uso comum;
XX - regulamentar a utilização das vias e dos logradouros públicos e, especialmente, no
perímetro urbano, determinar os pontos de paradas dos veículos de transporte coletivo;

XXI - fixar os locais de estacionamento de táxis e demais veículos;


XXII - conceder, permitir ou autorizar os serviços de transportes coletivos e individuais de
passageiros, fixando as respectivas tarifas;
XXIII - fixar e sinalizar as zonas de silêncio de trânsito e tráfego em condições especiais;
XXIV - disciplinar os serviços de carga e descarga e fixar a tonelagem máxima permitida a
veículos que circulem em vias públicas municipais;
XXV - tornar obrigatória a utilização da estação rodoviária pelos coletivos intermunicipais;
XXVI - sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais, bem como regulamentar e fiscalizar
a sua utilização;
XXVII - prover sobre a limpeza das vias e logradouros públicos, remoção e destino do lixo
domiciliar e de outros resíduos de qualquer natureza;
XXVIII - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários de funcionamento de
estabelecimentos industriais, comerciais é de serviços, observadas as normas federais pertinentes;
XXIX - dispor sobre os serviços funerários, administração dos cemitérios públicos, e a
fiscalização dos cemitérios particulares;
XXX - regulamentar, licenciar, permitir, autorizar e fiscalizar a afixação de cartazes e
anúncios, bem como a utilização de qualquer outro meio de publicidade e propaganda;
XXXI - prestar assistência nas emergências médico-hospitalares, de pronto-socorro, por seus
próprios serviços ou mediante convênio com instituição especializada;
XXXII - organizar e manter os serviços de fiscalização necessários ao exercício do seu poder
de polícia administrativa;
XXXIII - fiscalizar, nos locais de vendas, peso, medidas e condições sanitárias dos gêneros
alimentícios;
XXXIV - dispor sobre o depósito e vendas de animais e mercadorias apreendidas em
decorrência de transgressão da legislação municipal;
XXXV - dispor sobre registros, vacinação a captura de animais, com a finalidade precípua de
erradicar as moléstias de que possam ser portadores ou transmissores;
XXXVI - estabelecer e impor penalidades por infração de suas leis e regulamentos;
XXXVII - promover os seguintes serviços:
a) mercados, feiras e matadouros;
b) construção e conservação de estradas e caminhos municipais;
c) transportes coletivos estritamente municipais;
d) iluminação pública;
e) comércio ambulante;
XXXVIII - regulamentar o serviço de carros de aluguel, inclusive o uso do taxímetro;
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XXXIX - assegurar a expedição de certidões requeridas às repartições administrativas
municipais, para defesa de direitos e esclarecimentos de situações:
XL - estabelecer o sistema estatístico, cartográfico e de geologia municipal;
XLI – criar, regular, organizar, bem como manter a Guarda Municipal, com atribuição de
proteger seus serviços, instalações e bens, dentre estes seu patrimônio cultural, histórico, artístico,
natural, paisagístico e turístico;
XLII - instituir o Conselho de Política de Administração e Remuneração de pessoal, integrado
por servidores designados pelos respectivos Poderes, na forma da lei.
Parágrafo único. As normas de loteamento e arruamento a que se refere o inciso XIV deste
artigo deverão exigir reservas de áreas destinadas a:
a) zonas verdes e demais logradouros públicos;
b) vias de tráfego;

c) passagem de canalizações públicas de esgotos e de águas pluviais, com largura mínima de


dois metros nos fundos dos lotes, cujo desnível seja superior a um metro da frente ao fundo.

SEÇÃO II
Da Competência Comum
Art. 10. É da competência administrativa comum do Município, da União e do Estado,
observada a lei, o exercício das seguintes medidas:
I - zelar pela guarda das constituições, das leis e das instituições democráticas e conservação
do patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de
deficiências;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os
monumentos, as paisagens notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
V - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
VI - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
VIII - promover programas de construção de moradias e melhoria das condições habitacionais
e de saneamento básico;
IX - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração
social dos setores desfavorecidos;
X - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de
recursos hídricos e minerais em seu território;
XI - estabelecer e implantar política de educação para segurança do trânsito.

CAPÍTULO III
Das vedações
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Art. 11. Ao Município é vedado:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento
ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma
da lei, a colaboração de interesse público:
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si;
IV - subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com recursos pertencentes aos cofres
públicos, quer pela imprensa, rádio, televisão, serviços de alto falante ou qualquer outro meio de
comunicação, propaganda político-partidária, ou fins estranhos à administração pública;
V - outorgar isenções ou anistias fiscais, ou permitir a remissão de dívida sem interesse
público justificado, sob pena de nulidade do ato;
VI - exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça;
VII - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação
equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles
exercida, independentemente da denominação jurídica, dos rendimentos, títulos ou direitos;

VIII - estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão de
sua procedência ou destino;
IX - cobrar tributos:
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver
instituído ou aumentado;
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou;
X - utilizar tributos com efeito de confisco;
XI - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens por meio de tributos, ressalvada a
cobrança de pedágios pela utilização de vias conservadas pelo poder público municipal;
XII - instituir impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços da União, do estado ou de outros Municípios;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social sem fins
lucrativos, atendidos os requisitos da lei federal;
d) livros, jornais, periódicos ou papéis destinados a sua impressão, desde que não apresentem
fins lucrativos;
XIII - despender com pessoal mais do que o previsto em lei complementar federal.
§ 1.° O Município, quando a respectiva despesa de pessoal exceder o limite previsto no inciso
XIII, deverá retornar àquele limite, reduzindo o percentual excedente à razão de um quinto por ano.
§ 2.° A vedação do inciso XII, alínea a, é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e
mantidas pelo poder público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados às
suas finalidades essenciais e às delas decorrentes.
§ 3.° As vedações do inciso XII, alínea a, e do parágrafo anterior, não se aplicam ao
patrimônio, à renda e aos serviços relacionados com exploração de atividades econômicas seguidas
pelas normas aplicáveis e empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento
de preços ou tarifas pelo usuário nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar
imposto relativo ao bem imóvel.
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§ 4.° As vedações expressas no inciso XII, alíneas b e c compreendem somente o patrimônio,
a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.

TÍTULO III
Da Administração Pública Municipal

CAPÍTULO I
Dos Princípios Gerais
Art. 12. A administração pública direta ou indireta do Município obedecerá aos princípios da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, transparência, eficiência e
participação popular.

CAPÍTULO II
Dos Servidores Públicos Municipais
Art. 13. Compete ao Município instituir regimes jurídicos e planos de carreira para os
servidores da administração pública direta e indireta, mediante lei.
Art. 14. É obrigatória a fixação de quadros de lotação numérica de cargos e funções, sem o
que não será permitida a nomeação ou contratação de servidores.
Art. 15. O regime jurídico de que trata o art. 13 disporá sobre direitos, deveres e regime
disciplinar, assegurando os direitos adquiridos pelos servidores.
Art. 16. Os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na
mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também
estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente
concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de transformação ou
reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de base para a
concessão da pensão, na forma da lei.
Art. 17. O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou
proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade
na data de seu falecimento, na forma da lei, observado o disposto no art. 16.
Art. 18. Aplicam-se aos servidores públicos municipais, para efeito de estabilidade, os
requisitos estabelecidos na Constituição Federal.
Art. 19. É assegurado aos servidores públicos, de todos os órgãos da administração, o vale-
transporte e o vale-refeição, na forma da lei.
Art. 20. É vedada, conforme estabelece a Constituição Federal, a vinculação ou equiparação
remuneratória de pessoal do serviço público municipal.
§ 1.° A relação de valores entre o maior e o menor vencimento será de um para vinte.
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§ 2.° O sistema remuneratório de pessoal obedecerá a critérios disciplinados em lei e
considerará, obrigatoriamente, a natureza, o grau de responsabilidade, requisitos para investidura, a
complexidade e peculiaridades dos cargos componentes de cada carreira, e a relação entre a maior e a
menor remuneração.
Art. 21. A remuneração do serviço extraordinário será superior, no mínimo, em cinqüenta por
cento à do normal.
Art. 22. Nenhum servidor poderá ser diretor ou integrar conselho de empresa fornecedora, ou
que realize qualquer modalidade de contrato com o Município, sob pena de demissão do serviço
público.
Art. 23. As vantagens de qualquer natureza só poderão ser concedidas por lei quando
atenderem, efetivamente, o interesse público e as exigências do serviço.
Art. 24. A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em
concurso público de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego,
na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão, declarado em lei de
livre nomeação e exoneração, obedecendo-se às seguintes condições:
I - para investidura em cargo ou emprego público, de que trata o caput deste artigo, o
Município não exigirá limite de idade, ressalvado o limite constitucional para a aposentadoria
compulsória;
II - o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por
igual período;

III - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em


concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos
concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
IV - é garantido aos servidores o direito à livre associação sindical;
V - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei federal;
VI – (revogado);
VII - fica garantido ao servidor a participação em cursos em que esteja inscrito ou venha a se
inscrever, com o compromisso de compensação de horário.
Art. 25. A lei assegurará ao servidor licença por motivo de doença do cônjuge e de parentes
até o segundo grau.
Art. 26. O Município assegurará ao homem ou à mulher e seus dependentes o direito dos
benefícios previdenciários decorrentes de contribuição do cônjuge ou companheiro, nos termos da lei
federal.
Art. 27. O Município garantirá especial atenção à servidora pública gestante, adequando e/ou
mudando temporariamente, suas funções nos tipos de trabalho comprovadamente prejudiciais à saúde
do nascituro.
Art. 28. O Município assegura aos servidores públicos, além de outros que visem à melhoria
de sua condição social, os seguintes direitos:
I - vencimento nunca inferior ao salário mínimo, fixado em lei e nacionalmente unificado;
II - irredutibilidade de vencimento, observado o disposto na Constituição Federal;
III – (revogado);
IV - décima terceira remuneração, a ser paga no décimo segundo mês do ano trabalhado e
observado o disposto na Constituição federal;
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V - remuneração de trabalho noturno superior em vinte e cinco por cento à do diurno;
VI - adicional de tempo de serviço na base de três inteiros e cinco décimos por cento dos seus
vencimentos mensais a cada dois anos de serviço;
VII - salário-família para seus dependentes, nos termos da lei federal;
VIII - duração da jornada normal de trabalho não superior a oito horas diárias, e quarenta e
quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada mediante lei, acordo ou
convenção coletiva de trabalho;
IX - repouso semanal remunerado;
X - licença-paternidade de acordo com a lei federal;
XI - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do salário normal e
pago antecipadamente;
XII - Licença Maternidade à mãe natural ou à mãe adotiva de criança de até um ano de idade,
com todos os direitos e vantagens, com duração de cento e oitenta dias1.
XIII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e
segurança;
XIV - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma
da lei:
XV – adicional de nível superior na base de até cem por cento sobre o vencimento, na forma
da lei, não podendo ser inferior a cinqüenta por cento;2
XVI – (revogado);
XVII - proibição de diferença de vencimentos, de exercício de funções e de critério de
admissão por motivo de sexo, idade, cor, estado civil, convicção política ou religiosa;

XVIII – (revogado);
XIX - ao profissional da educação e ao da saúde fica assegurado jornada de vinte, trinta e
quarenta horas semanais, conforme dispuserem seus respectivos estatutos;
XX - licença-prêmio de noventa dias a cada cinco anos de serviço;
XXI - à servidora municipal, mãe de recém-nascido, serão concedidos, diariamente, dois
intervalos de meia hora, subtraídos de sua jornada de trabalho, para amamentação, até os seis meses
de vida da criança;
XXII - gratificação de cinqüenta por cento do vencimento para os servidores em atividade de
assistência direta a pessoas portadoras de necessidades especiais.
Parágrafo único. O pagamento dos vencimentos aos servidores será efetuado, no máximo, até
o dia dez do mês subseqüente, com antecipação desta data se coincidir com feriado ou final de
semana.
Art. 29. (Revogado.)
Art. 30. São estáveis, após três anos de efetivo serviço, os servidores nomeados para cargos de
provimento efetivo em virtude de concurso público.
§ 1.º A aquisição da estabilidade será obrigatoriamente precedida de avaliação especial do
desempenho do candidato por comissão instituída exclusivamente para esse fim.

1
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 49, de 23 de setembro de 2015. Redação anterior: XII - licença
maternidade à mãe natural ou adotiva, na forma da lei;
2
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 38, de 31 de janeiro de 2003. Redação anterior: “adicional de nível superior
na base de até cem por cento sobre o vencimento, não podendo ser inferior a sessenta por cento; ”
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§ 2.º Constatada a insuficiência de desempenho, a perda do cargo somente ocorrerá mediante
processo administrativo em que sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa.
§ 3.º O servidor público estável só perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei
complementar, assegurada ampla defesa;
§ 4.º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado e o
eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização,
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de
serviço.
§ 5.º Extinto o cargo ou declarado a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em
disponibilidade, com remuneração integral, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.
Art. 31. É facultado ao servidor público eleito para cargo de direção de sindicato ou entidade
de fiscalização profissional o afastamento do seu cargo, sem prejuízo de seus vencimentos, vantagens
e ascensão funcional.
Parágrafo Único. O número de servidores afastados para o exercício do cargo de que trata o
caput fica limitado a um servidor por entidade.
Art. 32. (Revogado.)

CAPÍTULO III
Das Obras e Serviços Municipais
Art. 33. Nenhum empreendimento de obras e serviços do Município poderá ter início sem
prévia elaboração do plano respectivo, no qual, obrigatoriamente, conste:
I - viabilidade do empreendimento, sua conveniência e oportunidade para o interesse comum;
II - os pormenores para sua execução;
III - os recursos para o atendimento das respectivas despesas;

IV - os prazos para seu início e conclusão, acompanhados da respectiva justificação.


§ 1.° Nenhuma obra, serviço ou melhoramento, salvo casos de extrema urgência, será
executada sem prévio orçamento de seu custo.
§ 2.º As obras públicas poderão ser executadas pela Prefeitura, por suas autarquias e demais
entidades da administração indireta e por terceiros, mediante licitação.
§ 3.° Nas licitações do Município e de suas entidades de administração indireta, observar-se-
ão, sob pena de nulidade, os princípios de isonomia, publicidade, probidade, vinculação ao
instrumento convocatório e julgamento objetivo.
§ 4.º Em empreendimento de obra ou serviço, o Poder Executivo encaminhará previamente ao
Legislativo, para conhecimento, o plano prévio respectivo a que se refere o caput deste artigo.
§ 5.º A concessionária de serviços públicos só poderá firmar contrato de Parceria Público-
Privada ou transferir a execução dos serviços concedidos a terceiros se autorizada pela Câmara
Municipal de Marabá, com quórum de deliberação previsto no parágrafo único do art. 37-A.3

3
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 47, de 06 de abril de 2015.
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Art. 34. A permissão do serviço a título precário será outorgada por decreto do Prefeito, após
edital de chamamento de interessados por escolha de melhor pretendente, mediante contrato
precedido de concorrência pública.
§ 1.º A permissão de que trata o caput deste artigo não será superior a 24 (vinte quatro) meses.
§ 2.º Serão nulas de pleno direito as permissões, as concessões, bem como quaisquer outros
ajustes feitos em desacordo com o estabelecido neste artigo.
§ 3.º Os serviços permitidos ou autorizados ficarão sempre sujeitos à regulamentação e
fiscalização do Município, incumbindo aos que os executem sua permanente atualização e adequação
às necessidades.
§ 4.º O Município poderá retomar, sem indenização, os serviços concedidos, permitidos ou
autorizados, desde que executados em desacordo com o contrato, bem como aqueles que se
revelarem insuficientes para o atendimento dos usuários.
§ 5.º As concorrências para concessão de serviços públicos deverão ser precedidas de ampla
publicidade em jornais e rádios locais, inclusive no órgão oficial de imprensa do Município, mediante
edital ou comunicado resumido.
Art. 35. As tarifas dos serviços públicos deverão ser fixadas pelo Executivo, tendo-se em vista
a justa remuneração e a preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Art. 36. Nos serviços, obras e concessões do Município, bem como nas compras e alienações,
será adotada a licitação, nos termos da lei federal.
Art. 37. O Município poderá realizar obras e serviços de interesse comum, mediante convênio
com o Estado, a União ou entidades particulares, bem como através de consórcio com outros
Municípios.
Art. 37- A. Lei Municipal instituirá o programa municipal de Parcerias Público-Privadas
(PPP), destinadas a promover, fomentar, coordenar, disciplinar, regular e fiscalizar a atividade de
agentes do setor privado que, na condição de parceiros da Administração Pública, atuem na
implementação das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do município e ao bem-estar
coletivo4.
Parágrafo único. A contratação de parceria público-privada será precedida de autorização
legislativa, com quórum deliberativo qualificado de dois terços dos votos dos membros da Câmara
Municipal de Marabá5.

CAPÍTULO IV
Do Planejamento Municipal

Art. 38. O Município organizará suas ações com base num processo permanente de
planejamento, nos termos desta Lei Orgânica.
§ 1.º O planejamento municipal compreenderá todos os órgãos setoriais da administração
direta e indireta, garantindo a compatibilização interna dos planos e programas de governo, relativos
a projetos, orçamento público e modernização administrativa.
§ 2.º São instrumentos de execução do planejamento municipal:
I - de caráter global:
4
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 47, de 06 de abril de 2015.
5
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 47, de 06 de abril de 2015.
13

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a) plano plurianual de governo;
b) lei de diretrizes orçamentárias;

c) lei de orçamento anual;


d) plano diretor.
II - de caráter social:
a) planos municipais e seus desdobramentos, nos termos desta Lei Orgânica;
b) planos de desenvolvimento regional.
§ 3.º Os planos integrantes do processo de planejamento terão as seguintes funções:
I - fornecer bases para a elaboração orçamentária;
II - orientar a programação física e financeira dos órgãos e entidades da administração
pública;
III - tornar públicos dados e informações referentes ao Município, bem como objetivos e
diretrizes da administração pública;
IV - orientar as ações do Governo Municipal em suas relações com órgãos da União e do
Estado.
§ 4.º Os planos vinculam os atos dos órgãos e entidades que compõem a administração direta
e indireta.
§ 5.º É assegurada, na forma e nos prazos da lei, a participação da sociedade civil na
elaboração, acompanhamento e fiscalização da execução dos instrumentos referidos nos incisos I e II
do § 2.º no que concerne à definição de prioridades, objetivos dos gastos públicos e formas de
custeio.
§ 6.º A elaboração e execução dos planos municipais obedecerão às diretrizes do plano diretor
e terão acompanhamento e avaliação permanentes.
§ 7.º O planejamento é determinante para o setor público e indicativo para o setor privado,
cuja iniciativa é livre, desde que não contrarie os interesses do Poder Público e da sociedade.
Art. 39. O Poder Executivo levantará e registrará, sob forma de cadastros, dados
correspondentes à situação econômica, social, físico-territorial, institucional e administrativo-
financeira, os quais, mantidos em arquivo, constituirão o sistema de informações do Município,
organizado segundo estes preceitos:
I - adequação aos requisitos do planejamento municipal e aos seus objetivos;
II - atualização permanente dos cadastros, para acompanhar o processo de desenvolvimento
do Município;
III - obrigatoriedade da prestação de dados às pessoas físicas e jurídicas, na forma da lei.
§ 1.º O sistema de informações será elaborado com recursos técnicos capazes de garantir a
fidelidade e a segurança dos dados e a agilidade necessária ao manuseio e recuperação das
informações.
§ 2.º O Poder Executivo poderá firmar convênios e tomar as demais medidas necessárias à
compatibilização e integração dos dados e informações de posse dos concessionários de serviços
públicos federais e estaduais e dos órgãos de outros entes estatais, visando a complementar o sistema
de informações.
§ 3.º O Poder Executivo programará recursos orçamentários anuais para constituição e
manutenção do sistema de informações.
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Art 39-A. O Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Município disporá sobre as
funções da vida coletiva, abrangendo habitação, trabalho, circulação e recreação e considerando em
conjunto os aspectos físico, econômico, social e administrativo, na forma da lei.
Art. 39-B. O desenvolvimento do Município terá suas metas específicas detalhadas e
quantificadas em plano de governo, para o prazo de quatro anos.

§ 1.º O plano de governo, elaborado pelo Poder Executivo, será submetido à Câmara
Municipal em até cento e oitenta dias contados da posse do Prefeito e votado no prazo de noventa
dias, a partir do recebimento.
§ 2.º Caso a Câmara Municipal não vote o plano de governo no prazo previsto neste artigo,
ficará sobrestada a ordem do dia até que se delibere sobre a matéria.
§ 3.º O plano de governo será desdobrado anualmente, por secretaria e órgão da administração
indireta, em planos anuais de trabalho que serão encaminhados à Câmara Municipal juntamente com
a mensagem de orçamento anual.
§ 4.º Os incentivos concedidos ao setor privado constarão dos planos anuais de trabalho, com
explicitação de estimativa dos valores decorrentes da renúncia fiscal, na forma da lei.
Art. 39-C. O Município propiciará, na elaboração de suas políticas de desenvolvimento, a
efetiva participação dos diversos setores produtivos, através de suas representações de trabalhadores
e de empresários.
Art. 39-D. O Poder Público concentrará esforços para promover, com participação majoritária
de recursos privados, a criação de uma agência de desenvolvimento, que terá como atribuição
precípua o desenvolvimento das atividades produtivas no âmbito municipal.
Art. 39-E. Nenhuma obra ou serviço será contratado sem prévia anuência do órgão de
planejamento municipal.

CAPÍTULO V
Dos Bens Municipais
Art. 40. Constituem bens municipais, todos os bens móveis e imóveis, direitos e ações que por
qualquer título lhe pertençam.
Art. 41. Cabe ao prefeito a administração do patrimônio municipal, respeitada a competência
da Câmara quanto aos bens utilizados em seus serviços.
Art. 42. Pertencem ao patrimônio municipal as terras devolutas que se localizem dentro de
seus limites urbanos.
Art. 43. Todos os bens municipais deverão ser cadastrados, com a identificação respectiva,
numerando-se os móveis segundo o que for estabelecido em regulamento, os quais ficarão sob
responsabilidade do chefe da secretaria a que forem atribuídos.
Art. 44. Os bens patrimoniais do Município deverão ser classificados:
I - de uso comum do povo:
II - de uso especial;
III - dominicais.
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


§ 1.° Deverá ser feita anualmente conferência da escrituração patrimonial com os bens
existentes e na prestação de contas de cada exercício, será incluído o inventário de todos os bens
municipais.
§ 2.° O uso de bens públicos pode ser gratuito ou oneroso conforme disposto em lei.
Art. 45. A aquisição dos bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação
e autorização de dois terços da Câmara Municipal.
Art. 46. A alienação dos bens municipais, subordinada à existência de interesse público
devidamente justificado, será sempre precedida de avaliação do órgão municipal de planejamento e
autorização legislativa:

I - quando imóvel, dependerá de autorização de dois terços do Poder Legislativo e a


concorrência será dispensada nos seguintes casos:
a) doação, devendo constar no contrato os encargos do donatário, o prazo de seu cumprimento
e a cláusula de retrocessão sob pena de nulidade do ato;
b) permuta;
II - quando móveis, dependerá de aprovação de dois terços do Poder Legislativo e a licitação
será dispensada nos seguintes casos:
a) a doação exclusivamente para entidades populares, sindicais e assistenciais da comunidade
com atuação devidamente comprovada no Município;
b) permuta;
c) ações que sejam vendidas na bolsa.
§ 1.º O Município, preferentemente à venda ou doação de seus bens imóveis, outorgará
concessão de direito real de uso, mediante prévia autorização de dois terços do Poder Legislativo e
concorrência, dispensada esta, na forma da lei, quando o uso se destinar a entidades populares,
sindicais, assistenciais, ou quando houver relevante interesse público.
§ 2.º A venda aos proprietários de imóveis lindeiros de áreas urbanas remanescentes e
inaproveitáveis para edificação, resultante de obra pública, dependerá de prévia avaliação do órgão
municipal de planejamento e autorização de dois terços do Poder Legislativo.
§ 3.º As áreas resultantes de modificação de alinhamento serão alienadas nas mesmas
condições do parágrafo anterior, quer sejam aproveitadas ou não.
Art. 47. O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão,
permissão e autorização, na forma da lei.
§ 1.º A concessão administrativa de bens públicos de uso especial e dominical far-se-á
mediante contratos precedidos de autorização legislativa e concorrência, dispensada esta quando o
uso se destinar a entidades populares, sindicais e assistenciais, ou quando de interesse público
relevante devidamente justificado.
§ 2.° A autorização que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita por portaria,
para atividades ou usos específicos e transitórios, pelo prazo máximo de noventa dias.
Art. 48. Os bens considerados inservíveis deverão ser protegidos da ação do tempo ou serem
leiloados, visando à obtenção do melhor preço em função de seu estado e utilidade.
§ 1.º O bem, para ser considerado inservível, será submetido à vistoria e expedição de laudo a
cargo do órgão municipal de planejamento, o qual indicará o seu estado e, em se tratando de veículos
e equipamentos, os seus componentes e acessórios.
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


§ 2.° As avaliações previstas neste capítulo serão apresentadas na forma de laudo técnico
elaborado:
I - pelo órgão municipal de planejamento;
II - por comissão designada pelo Legislativo para este fim específico.

CAPÍTULO VI
Dos Atos Municipais

SEÇÃO I
Da Publicidade e da Comunicação
Art. 49. A publicação das leis e dos atos municipais far-se-á em órgão de imprensa oficial do
Município e, conforme o ato, no Diário Oficial do Estado ou no da União.

§ 1.º (Revogado.)
§ 2.° Nenhum ato produzirá efeito antes de sua publicação.
§ 3.º A publicação dos atos não normativos, pela imprensa, poderá ser resumida.
Art. 50. O Prefeito fará publicar no órgão de imprensa oficial do Município:
I - até o último dia do mês subseqüente, o balancete resumido da receita e despesa do
trimestre;
II - até o dia 31 de março, as contas da administração, constituídas de balanço financeiro,
balanço patrimonial, balanço orçamentário e demonstração das variações patrimoniais em forma
sintética, referentes ao exercício anterior.

Art. 51. A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos
deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes,
símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
§ 1.° (Revogado.)
§ 2.° (Revogado.)
§ 3.º A veiculação de publicidade a que se refere este artigo é restrita ao território do
Município, exceto aquela que vise à promoção e desenvolvimento deste.
§ 4.° (Revogado.)
§ 5.° (Revogado.)
§ 6.° (Revogado.)
Art. 51-A. Caberá ao órgão de comunicação social do Município inteirar-se permanentemente
das ações desenvolvidas pelos diversos órgãos e entidades da Administração, a fim de dar-lhes a
obrigatória publicidade de caráter educativo, informativo ou de orientação social.

SEÇÃO II
Dos Livros
Art. 52. O Município terá os livros que forem necessários aos seus serviços e,
obrigatoriamente, os de:
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I - termo de compromisso e posse;
II - declaração de bens;
III - atas de sessão da Câmara Municipal;
IV - registro de lei, decreto, resoluções, regulamentos, instruções e portarias;
V - cópia de correspondência oficial;
VI - protocolo, índice de papéis e livros arquivados;
VII - licitações e contratos para obras e serviços;
VIII - contratos e serviços;
IX - contratos em geral;
X - contabilidade e finanças;
XI - concessões e permissões de bens imóveis e serviços;
XII - tombamento de bens imóveis;
XIII - registro de loteamentos aprovados;
XIV - transferência de cargo quando das ausências do Prefeito e do Presidente da Câmara,
conforme o caso.

§ 1.° Os livros serão abertos, rubricados e encerrados pelo Prefeito e pelo Presidente da
Câmara, conforme o caso, ou por funcionários designados para tal fim.
§ 2.° Os livros referidos estarão abertos à consulta de qualquer cidadão, bastando para tanto,
apresentar requerimento no protocolo da Prefeitura ou da Câmara Municipal.

TÍTULO IV
Da Organização dos Poderes

CAPÍTULO I
Do Poder Executivo

SEÇÃO I
Do Prefeito Municipal
Art. 53. O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito com funções políticas, executivas e
administrativas.
Art. 54. O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos simultaneamente, para cada legislatura, por
sufrágio universal, e voto direto e secreto, de acordo com a legislação federal.
Art. 55. O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse no dia 1.° de janeiro do ano subseqüente à
eleição, em sessão solene na Câmara Municipal ou, se esta não estiver reunida, perante a autoridade
judiciária competente, ocasião em que prestarão o seguinte compromisso:

PROMETO MANTER, DEFENDER, CUMPRIR E FAZER CUMPRIR A


CONSTITUIÇÃO FEDERAL, A CONSTITUIÇÃO ESTADUAL E A LEI
ORGÂNICA DO MUNICÍPIO, OBSERVAR E FAZER OBSERVAR AS
LEIS, PROMOVER O BEM GERAL DO POVO MARABAENSE,
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


DESEMPENHAR LEAL E HONESTAMENTE O MANDATO QUE ME
FOI CONFIADO COM O OBJETIVO DE CONSTRUIR UMA
SOCIEDADE LIVRE, JUSTA E IGUALITÁRIA.

§ 1.° Se a Câmara não estiver instalada ou deixar de se reunir para dar posse, o Prefeito e o
Vice-Prefeito tomarão posse dentro de quinze dias da data fixada para esta, perante o Juiz de Direito
da Comarca ou seu substituto legal.
§ 2.° Se até o dia 15 de janeiro o Prefeito e o Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, não
tiverem assumido o cargo, este será declarado vago pelo Poder Legislativo.
§ 3.º Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o cargo o Vice-Prefeito, e. na falta
ou impedimento deste, o Presidente da Câmara Municipal.
§ 4.° No ato da posse e no término do mandato, o Prefeito e o Vice-Prefeito farão declaração
pública de seus bens, as quais serão transcritas em livro próprio resumidas em atas e divulgadas para
o conhecimento público, ficando uma cópia autêntica de tal documento, na Câmara Municipal.
§ 5.° A inobservância à formalidade estabelecida no parágrafo anterior, implicará,
obrigatoriamente, o adiamento do ato de posse.
§ 6.° O Vice-Prefeito não poderá recusar-se a substituir o Prefeito, sob pena de extinção do
respectivo mandato.

§ 7.º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pela legislação
local, auxiliará o Prefeito sempre que por ele convocado para missões especiais, o substituirá nos
casos de licença e sucederá no caso de vacância do cargo.
Art. 56. Os subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais serão fixados
por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõe a Constituição Federal.
Art. 57. (Revogado.)
Art. 58. O Prefeito será substituído, no caso de ausência do Município ou impedimento, e
sucedido, no de vaga, pelo Vice-Prefeito.
§ 1.º Em caso de ausência ou impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, ou vacância dos
respectivos cargos, serão sucessivamente chamados para o exercício da Prefeitura o Presidente, o
Vice-Presidente, o 1.º Secretário e o 2.º Secretário da Câmara Municipal, lavrando-se o ato de
transmissão em livro próprio.
§ 2.º Implica em responsabilidade a não transmissão de cargo em casos de impedimento.
§ 3.º (Revogado.)
§ 4.º Ocorrendo afastamento por qualquer período para tratamento de saúde ou de interesse
particular, dar-se-á transmissão do cargo, caracterizando-se, nessas hipóteses, impedimento legal.
§ 5.º Em se tratando de viagem oficial do Prefeito Municipal, ou do Vice-Prefeito, quando no
exercício do cargo, ao exterior, é imprescindível prévia autorização da Câmara Municipal, na forma
do caput deste artigo.
Art. 59. Na vacância dos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, na primeira metade do exercício
de seus mandatos, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1.° Ocorrendo a vacância no último ano de mandato, a eleição para ambos os cargos será
feita até trinta dias após a última vaga pela Câmara Municipal, na forma da lei.
§ 2.° Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.
Art. 60. O mandato do Prefeito é de quatro anos, observado o preceito estatuído na
Constituição Federal.
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SEÇÃO II
Das Proibições
Art. 61. O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão, desde a posse, sob pena de perda de
mandato:
I - firmar ou manter contrato com o Município ou com as autarquias, empresas públicas,
sociedade de economia mista, fundações ou empresas concessionárias de serviço público municipal,
salvo se o contrato contiver cláusulas uniformes;
II - aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que seja
admissível ad nutum, na administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em concurso,
aplicando-se, nessa hipótese, o disposto na Constituição Federal;
III - ser titular de mais de um mandato eletivo;
IV - patrocinar causas em que seja interessada qualquer das entidades mencionadas no inciso I
deste artigo;
V - ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de
contrato celebrado com o Município ou nela exercer função remunerada;
VI - fixar residência fora do Município;
VII – (revogado.)

Art. 62. São infrações político-administrativas, além de outras que a legislação federal
dispuser, apenadas com perda de mandato, os atos do Prefeito que atentem contra as Constituições
Federal e Estadual, a Lei Orgânica do Município e especialmente contra:
I - a existência do Município;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e do Ministério Público;
III - o exercício dos direitos políticos individuais e sociais;
IV - a segurança interna do Município;
V - a probidade na Administração;
VI - a Lei Orçamentária;
VI - o cumprimento das leis e decisões judiciais.
§ 1.º Comprovada qualquer irregularidade do Prefeito, que implique em infração político-
administrativa, o infrator será afastado do cargo até a conclusão do processo.
§ 2.º A perda do cargo de Prefeito e de Vice-Prefeito será decidida pela Câmara Municipal,
por voto aberto de dois terços de seus membros, mediante provocação de qualquer munícipe eleitor,
da mesa ou de partido político com representação na Câmara assegurada ampla defesa6.

SEÇÃO III
Das Licenças

6
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 46, de 23 de abril de 2014. Redação anterior:
“A perda do cargo de Prefeito e de Vice-Prefeito será decidida pela Câmara Municipal, por voto secreto de dois terços de seus membros,
mediante provocação de qualquer munícipe eleitor, da mesa ou de partido político com representação na Câmara assegurada ampla defesa”
20

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Art. 63. O Prefeito não poderá ausentar-se do Município, sem licença da Câmara Municipal,
sob pena de perda do mandato, salvo por período inferior a quinze dias consecutivos.
Parágrafo Único. Em se tratando de ausência ou afastamento para viagem oficial do Prefeito
ou do Vice-Prefeito, ou do sucessor quando no exercício do cargo, ao exterior, é imprescindível
prévia licença da Câmara Municipal, independentemente de qualquer período.
Art. 64. O Prefeito poderá licenciar-se quando impossibilitado de exercer o cargo, por motivo
de doença devidamente comprovado.
Art. 65. (Revogado.)

SEÇÃO IV
Das Atribuições do Prefeito
Art. 66. Compete ao Prefeito entre outras atribuições:
I - representar o Município em juízo e fora dele;
II - exercer a direção superior da administração pública municipal;
III - iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos nesta lei orgânica;
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis aprovadas pela Câmara e expedir decretos e
regulamentos para sua fiel execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI - enviar à Câmara Municipal o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento
anual do Município;
VII - dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal, na forma de
lei;
VIII - remeter mensagem e plano de governo à Câmara Municipal por ocasião da abertura da
sessão legislativa, expondo a situação do Município e solicitando as providências que julgar
necessárias;

IX - prover e extinguir os cargos, os empregos e as funções municipais, na forma de lei;


X - decretar, nos termos legais, desapropriações por necessidade ou utilidade pública ou por
interesse social;
XI - celebrar convênios com a União, com o Estado, com outros Municípios e entidades
privadas, encaminhando cópia do instrumento ao Poder Legislativo, no prazo máximo de trinta dias;
XII – (revogado);
XIII - organizar os serviços internos das repartições criadas por lei, sem exceder as verbas
para tal destinadas;
XIV - contrair empréstimos e realizar operações de crédito mediante prévia autorização de
dois terços dos membros da Câmara;
XV - providenciar sobre a administração dos bens do Município e sua alienação na forma de
lei;
XVI - organizar e dirigir, nos termos da lei, os serviços relativos às terras do Município;
XVII - desenvolver o sistema viário do Município;
XVIII – conceder auxílios, prêmios e subvenções, nos limites das respectivas verbas
orçamentárias;
XIX - (revogado);
XX - estabelecer a divisão administrativa do Município, de acordo com a lei;
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XXI - adotar providências para conservação e salvaguarda do patrimônio municipal;
XXII - entregar a Câmara Municipal, no prazo legal, os recursos correspondentes às suas
dotações orçamentárias;
XXIII - solicitar o auxílio das forças policiais para garantir o cumprimento de seus atos;
XXIV - decretar calamidade pública, quando ocorrerem fatos que a justifiquem;
XXV - convocar extraordinariamente e Câmara quando o interesse da administração o exigir;
XXVI – fixar tarifas dos serviços públicos, concedidos e permitidos, bem como aqueles
explorados pelo próprio Município, conforme critérios estabelecidos na legislação municipal,
respeitado o disposto no art. 35 desta lei;
XXVII - requerer à autoridade competente a prisão administrativa do servidor público
municipal omisso ou remisso na prestação de contas do dinheiro público;
XXVIII - superintender arrecadação dos tributos e preços, bem como a guarda e aplicação da
receita, autorizando as despesas e os pagamentos, dentro das disponibilidades orçamentárias ou dos
créditos autorizados pela Câmara;
XXIX - aplicar as multas previstas na legislação e nos contratos ou convênios, bem como
relevá-las quando for o caso;
XXX – (revogado);
XXXI - resolver sobre os requerimentos, as reclamações e as representações que lhe forem
dirigidas;
XXXII - oficializar, obedecidas as normas urbanísticas aplicáveis, as vias e logradouros
públicos, mediante denominação aprovada pela Câmara Municipal.

SEÇÃO V
Das Obrigações
Art. 67. São obrigações do Prefeito:
I - repassar à Câmara Municipal, até o dia 20 de cada mês, os recursos correspondentes às
dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, conforme o art. 168 da
Constituição Federal, relativos ao seu duodécimo, cuja base de cálculo é composta pelas seguintes
receitas:
a) Receita Tributária:
1. IPTU (Imposto sobre propriedade predial e territorial urbana);
2. IRRF (Imposto de renda retido na fonte);
3. ITBI (Imposto sobre a transmissão de bens inter vivos);
4. ISS (Imposto sobre serviços);
5. Taxas
6. Contribuição de Melhorias;
7. Juros e multa das receitas tributária;
8. Receita da dívida ativa tributária;
9. Juros e multa da dívida ativa tributária;
10. COSIP (Contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública);
11. Contribuição Previdenciária dos Servidores Públicos do Município de Marabá.
b) Transferência da União:
1. FPM (Fundo de participação dos municípios);
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2. ITR (Imposto Territorial Rural);
3. IOF OURO (Imposto sobre operações financeiras);
4. ICMS Desoneração (Lei Complementar 87/96);
5. CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).
c) Transferência dos Estados:
1. ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
2. IPVA (Imposto sobre a propriedade de veículos automotores);
3. IPI EXPORTAÇÃO (Imposto sobre produtos industrializados).7

II - prestar dentro de trinta dias, as informações solicitadas pela Câmara, Conselhos Populares
e ou entidades representativas de classes ou trabalhadores do Município, referente aos negócios
públicos municipais;
III – encaminhar ao Tribunal de Contas dos Municípios e à Câmara Municipal, trinta dias
após o término de cada bimestre, o relatório resumido da execução orçamentária, nos termos do art.
165, § 3.º, da Constituição Federal e dos arts. 52 e 53 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de
2000;8
IV – encaminhar ao Tribunal de Contas dos Municípios e à Câmara Municipal, trinta dias
após o término de cada quadrimestre, o relatório de gestão fiscal, nos termos dos arts. 54 e 55 da Lei
Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000;9
V – apresentar, anualmente, à Câmara Municipal, relatório circunstanciado sobre o estado das
obras e dos serviços municipais, bem como o programa da administração para o ano seguinte; 10
VI – (revogado);11
VII – (revogado);12
VIII - efetuar todo e qualquer pagamento através de cheque nominal em banco oficial.
Parágrafo único. O não atendimento de qualquer dos incisos incidirá em infração político-
administrativa do Prefeito, com perda de mandato.13

SEÇÃO VI
Da Perda e Extinção do Mandato
7
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 48, de 15 de setembro de 2015. Redação anterior: I - repassar à
Câmara, até o dia 20 de cada mês, a importância correspondente ao duodécimo de sua dotação orçamentária
acrescida da quantia que atenda às reais necessidades do Poder Legislativo;
8
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 37, de 21 de agosto de 2002. Redação anterior:
“III – encaminhar ao Tribunal de Contas dos Municípios e à Câmara Municipal:
a) trimestralmente, até o dia vinte do mês subseqüente ao trimestre vencido, balancete das receitas e das despesas
realizadas, acompanhados dos respectivos comprovantes;
b - até o dia trinta e um de março do ano subseqüente ao exercício encerrado, o Balanço Geral acompanhado dos
anexos exigidos em lei;”
9
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 37, de 21 de agosto de 2002. Redação anterior: “IV – apresentar,
anualmente, à Câmara Municipal, relatório circunstanciado sobre o estado das obras e dos serviços municipais,
bem como o programa da administração para o ano seguinte;”
10
Era o inciso IV, renumerado para V pelo art. 3.º da Emenda à Lei Orgânica n.º 37, de 21 de agosto de 2002.
11
Era o inciso V, renumerado para VI pelo art. 3.º da Emenda à Lei Orgânica n.º 37, de 21 de agosto de 2002.
12
Era o inciso VI, renumerado para VII pelo art. 3.º da Emenda à Lei Orgânica n.º 37, de 21 de agosto de 2002.
13
Era o inciso VII, renumerado para VIII pelo art. 3.º da Emenda à Lei Orgânica n.º 37, de 21 de agosto de 2002.
23

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

Art. 68. O Prefeito perderá o mandato:


I – por extinção, quando:
a) perder ou tiver suspensos seus direitos políticos;
b) o decretar a Justiça Eleitoral;
c) sentença definitiva o condenar por crime de responsabilidade;
d) assumir outro cargo ou função na administração pública direta, indireta ou
fundacional, ressalvada a posse em virtude de concurso público.
II – por cassação, quando:
a) sentença definitiva o condenar por crime comum;
b) incidir em infração político-administrativa.

SEÇÃO VII
Da Transição Administrativa

Art. 69. Até trinta dias antes do término do mandato, o Prefeito Municipal, deverá preparar
para entregar ao sucessor e para a publicação imediata, relatório da situação da Administração
Municipal que conterá, entre outras, informações atualizadas sobre:
I – dívidas do Município, por credor, com as datas dos respectivos vencimentos, inclusive das
dívidas a longo prazo e encargos decorrentes de operações de crédito de qualquer natureza;
II - medidas necessárias à regularização das contas municipais perante o Tribunal de Contas
ou órgão equivalente, se for o caso;
III – prestação de contas sobre convênios celebrados com organismos da União e do Estado,
de outros Municípios e entidades privadas, bem como do recebimento de subvenções ou auxílios;
IV - situação dos contratos com concessionárias e permissionárias de serviços públicos;
V - estado dos contratos de obras e serviços em execução ou apenas formalizados, informando
sobre o que foi realizado e pago e o que há Por executar e pagar, com os prazos respectivos;
VI – transferências a serem recebidas da União, do Estado, de outros Municípios e entidades
privadas, por força de mandato constitucional ou de convênios;
VII - projetos de lei de iniciativa do Poder Executivo em trâmite na Câmara Municipal, para
permitir que a nova administração decida quanto à conveniência de lhes dar prosseguimento, acelerar
seu andamento ou retirá-los;
VI - situação dos servidores do Município, seu custo, quantidade e órgão em que estão lotados
e em exercício.
Art. 70. É vedado ao Prefeito Municipal assumir, por qualquer forma, compromissos
financeiros para execução de programas ou projetos após o término do seu mandato, não previstos na
legislação orçamentária.
§ 1.° O disposto neste artigo não se aplica aos casos comprovados de calamidade pública.
§ 2.º Serão nulos e não produzirão nenhum efeito, os empenhos e atos praticados em
desacordo a este artigo, sem prejuízo da responsabilidade do Prefeito Municipal.

SEÇÃO VII-A
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Das Infrações Político-Administrativas

Art. 70-A. São infrações político-administrativas do Prefeito aquelas definidas em lei federal,
nesta Lei Orgânica e também:
I – deixar de fazer declaração de bens, nos termos do § 4.º do artigo 55 desta Lei;
II – impedir o livre e regular funcionamento da Câmara Municipal;
III – deixar de repassar, no prazo devido, o duodécimo da Câmara Municipal;
IV – impedir o exame de livros, folhas de pagamento ou documentos que devam ser do
conhecimento da Câmara Municipal ou constar dos arquivos desta, e a verificação de obras e serviços
por comissões de investigação da Câmara Municipal e suas comissões permanentes, assim como de
auditorias regularmente constituídas;
V – retardar a publicação ou deixar de publicar leis e atos sujeitos a essa formalidade;
VI – deixar de enviar à Câmara Municipal, no prazo devido, os projetos de lei relativos ao
plano plurianual de investimentos, às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual;

VII – descumprir o orçamento aprovado para o exercício financeiro;


VIII – praticar ato contra expressa disposição de lei ou omitir-se na prática daqueles de sua
competência;
IX – deixar de prestar contas, na forma e prazos estabelecidos em lei;
X – omitir-se ou negligenciar na defesa de recursos financeiros, bens, rendas, direitos ou
interesses do Município, sujeitos à administração da Prefeitura;
XI – ausentar-se do Município, por tempo superior ao permitido nesta Lei Orgânica, sem
obter licença da Câmara Municipal;
XII – proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.
Parágrafo Único – Sobre o Vice-Prefeito, ou quem vier a substituir o Prefeito, incidem as
infrações político-administrativas de que trata este artigo, sendo-lhe aplicável o processo pertinente,
ainda que cessada a substituição.
Art. 70-B. A apuração da responsabilidade do Prefeito, do Vice Prefeito e de quem vier a
substituí-lo, na hipótese do parágrafo único do artigo anterior, será promovida nos termos da
legislação federal, desta Lei Orgânica e do Regimento Interno da Câmara Municipal, observando-se:
I – a iniciativa da denúncia por qualquer munícipe eleitor, vereador ou partido político com
representação na Câmara Municipal;
II – o recebimento da denúncia por dois terços dos membros da Câmara Municipal;
III – a garantia de amplo direito de defesa e acompanhamento de todos os atos do
procedimento;
IV – a conclusão do processo em até noventa dias, a contar do recebimento da denúncia, findo
os quais o processo será incluído na ordem do dia, sobrestando-se deliberação quanto a qualquer
outra matéria;
V – perda do mandato pelo voto favorável de dois terços dos membros da Câmara Municipal.

SEÇÃO VIII
Dos Auxiliares Diretos do Prefeito
Art. 71. São auxiliares diretos do Prefeito:
25

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


I - os secretários municipais ou diretores equivalentes;
II - os diretores de autarquias ou sociedade de economia mista.
Art. 72. A lei ordinária estabelecerá as atribuições dos auxiliares, definindo-lhes a
competência, deveres e responsabilidades.
Art. 73. São condições essenciais para investidura no cargo de Secretário municipal ou diretor
equivalente:
I - ser brasileiro;
II - estar no exercício dos direitos políticos;
III - ser maior de vinte e um anos.
Art. 74. Além das atribuições fixadas em lei, compete aos Secretários ou diretores:
I - subscrever atos é regulamentos referentes aos seus órgãos;
II - expedir instruções à boa execução das leis, decretos e regulamentos;
III - apresentar ao Prefeito e à Câmara Municipal, relatório anual dos serviços realizados por
suas repartições;
IV - comparecer à Câmara Municipal, sempre que convocado pela mesma, para prestação de
esclarecimentos oficiais na data estabelecida.

§ 1º. Os decretos, atos e regulamentos referentes aos serviços autônomos ou autárquicos serão
referendados pelo Secretário.
§ 2°. A infringência do inciso IV deste artigo, sem justificação, importará em infração
político-administrativa.
Art. 75. Os Secretários ou diretores são solidariamente responsáveis, com o Prefeito pelos
atos que assinarem, ordenarem ou praticarem.
Art. 76. Os auxiliares diretos do Prefeito serão sempre nomeados em comissão, farão
declaração de bens no ato da posse e no término do exercício do cargo e terão os mesmos
impedimentos dos Vereadores enquanto nele permanecerem.
SEÇÃO IX
Da Procuradoria Geral do Município

Art. 77. A Procuradoria-Geral do Município é a instituição que representa o Município,


judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, ainda, nos termos da lei, as atividades de consultoria do
Poder Executivo e, privativamente, a execução da dívida ativa de natureza tributária.
Parágrafo único. O ingresso na carreira inicial de Procurador do Município far-se-á por
concurso público de provas e títulos.
Art.78. O Procurador-Geral do Município se sujeitará às restrições e obrigações atribuídas aos
Secretários e Diretores Municipais.
Parágrafo único. Ao Procurador-Geral do Município é vedado:
I - receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas
processuais, nas causas decorrentes de sua atividade institucional, salvo honorários advocatícios
decorrentes de sucumbência;
II - exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, exceto como cotista ou
acionista;
III - acumular qualquer cargo público, exceto quando houver compatibilidade de horários, um
cargo de magistério.
Art. 79. A Procuradoria-Geral do Município tem por chefe o Procurador-Geral do Município.
26

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

SEÇÃO X
Do Conselho do Município
Art. 80. O Conselho do Município é o órgão superior de consulta do Prefeito e dele
participam, sob sua presidência:
I – o Vice-Prefeito;
II – o Presidente da Câmara Municipal;
III – os Vereadores líderes das bancadas partidárias na Câmara Municipal;
IV – o Procurador-Geral do Município;
V – quatro cidadãos brasileiros, com mais de vinte e um anos de idade, pertencentes a
entidades representativas da comunidade marabaense, sendo dois nomeados pelo Prefeito e dois pela
Câmara Municipal, todos com mandatos de dois anos, vedada a recondução.
Art. 81. Compete ao Conselho do Município pronunciar-se sobre questões de relevante
interesse para o Município.
Art. 82. O Conselho do Município será convocado pelo Prefeito ou pela maioria de seus
membros, obedecendo a intervalos nunca superiores a noventa dias.

§ 1.º O Prefeito poderá convocar Secretário Municipal para participar da reunião do


Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com a respectiva secretaria.
§ 2.º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho do Município.

SEÇÃO XI
Do Conselho Popular
Art. 83. (Revogado.)
Art. 84. (Revogado.)

SEÇÃO XII
Da Soberania Popular
Art. 85. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos, e mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.
Art. 86. Mediante plebiscito, o eleitorado se manifestará, especificamente, sobre fato,
medida, decisão política, programa ou obra pública, e, pelo referendo, sobre emenda à Lei Orgânica,
lei, projeto de emenda à Lei Orgânica e projeto de lei, no todo ou em parte.
§ 1.º Pode requerer plebiscito ou referendo:
I – cinco por cento do eleitorado do Município;
27

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II – o Prefeito Municipal;
III – um quinto, pelo menos, dos membros da Câmara Municipal.
§ 2.º A realização do plebiscito ou referendo depende de autorização da Câmara Municipal.
§ 3.º A decisão do eleitorado, mediante plebiscito ou referendo, considerar-se-á tomada,
quando obtiver a maioria absoluta dos votos.
§ 4.º É permitido circunscrever plebiscito à área ou população diretamente interessada na
decisão a ser tomada, o que deve constar do ato de convocação, devendo ser estabelecida pela lei a
competência para requerer e convocar o plebiscito, neste caso, bem como os demais aspectos de sua
realização.
Art. 87. A iniciativa popular pode ser exercida, nos termos desta Lei Orgânica, pela
apresentação à Câmara Municipal de projetos subscritos por, no mínimo, cinco por cento do
eleitorado do Município.
Art. 88. (Revogado.)

CAPÍTULO II
Do Poder Legislativo

SEÇÃO I
Disposições Gerais
Art. 89. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, composta de Vereadores,
eleitos para cada legislatura, pelo sistema proporcional, entre cidadãos maiores de dezoito anos, no
exercício dos direitos políticos, pelo voto direto e secreto, na forma da legislação federal.

§ 1.º Cada legislatura terá duração de quatro anos, correspondendo cada ano a uma sessão
legislativa.

§ 2.º O número de Vereadores que serão eleitos em cada legislatura, proporcional à população
do Município, nos termos do art. 29, inciso IV, da Constituição Federal, é fixado da seguinte forma:
I – vinte e um Vereadores, quando o Município tiver mais de cento e sessenta mil e até
trezentos mil habitantes;
II – vinte e três Vereadores, quando o Município tiver mais de trezentos mil e até quatrocentos
e cinquenta mil habitantes;
III – vinte e cinco Vereadores, quando o Município tiver de mais de quatrocentos e cinquenta
mil e até seiscentos mil habitantes;
28

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


IV – vinte e sete Vereadores, quando o Município tiver mais de seiscentos mil e até setecentos
cinquenta mil habitantes;
V – vinte e nove Vereadores, quando o Município tiver mais de setecentos e cinquenta mil e
até novecentos mil habitantes;
VI – trinta e um Vereadores, quando o Município tiver mais de novecentos mil e até um
milhão e cinquenta mil habitantes;
VII – trinta e três Vereadores, quando o Município tiver mais de um milhão e cinquenta mil e
até um milhão e duzentos mil habitantes;
VIII – trinta e cinco Vereadores, quando o Município tiver mais de um milhão e duzentos mil
e até um milhão e trezentos e cinquenta mil habitantes;
IX – trinta e sete Vereadores, quando o Município tiver mais de um milhão e trezentos e
cinquenta mil e até um milhão e quinhentos mil habitantes;
X – trinta e nove Vereadores, quando o Município tiver mais de um milhão e quinhentos mil e
até um milhão e oitocentos mil habitantes;
XI – quarenta e um Vereadores, quando o Município tiver mais de um milhão e oitocentos mil
e até dois milhões e quatrocentos mil habitantes;
XII – quarenta e três Vereadores, quando o Município tiver mais de dois milhões e
quatrocentos mil e até três milhões de habitantes;
XIII – quarenta e cinco Vereadores, quando o Município tiver mais de três milhões e até
quatro milhões de habitantes;
XIV – quarenta e sete Vereadores, quando o Município tiver de mais de quatro milhões e até
cinco milhões de habitantes;
XV – quarenta e nove Vereadores, quando o Município tiver mais cinco milhões e até seis
milhões de habitantes;

XVI – cinquenta e um Vereadores, quando o Município tiver mais de seis milhões e até sete
milhões de habitantes;
XVII – cinquenta e três Vereadores, quando o Município tiver mais de sete milhões e até oito
milhões de habitantes; e
XVIII – cinquenta e cinco Vereadores, quando o Município tiver mais de oito milhões de
habitantes.14

14
Redação dada pela Emenda à LOM n.º 45, de 5 de outubro de 2011.
Redação anterior, dada pela Emenda à LOM n.º 42, de 25 de junho de 2008: “Art. 89. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal,
composta de Vereadores, eleitos para cada legislatura, pelo sistema proporcional, entre cidadãos maiores de dezoito anos, no exercício dos direitos
políticos, pelo voto direto e secreto, na forma da legislação federal.
§ 1.º Cada legislatura terá duração de quatro anos, correspondendo cada ano a uma sessão legislativa.
§ 2.º O número de Vereadores que serão eleitos em cada legislatura, proporcional à população do Município, nos termos do art. 29, inciso IV, da
Constituição Federal, é fixado da seguinte forma:
I – treze Vereadores, quando a população for de 190.477 até 238.095 habitantes;
II – catorze Vereadores, quando a população for de 238.096 até 285.714 habitantes;
III – quinze Vereadores, quando a população for de 285.715 até 333.333 habitantes;
IV – dezesseis Vereadores, quando a população for de 333.334 até 380.952 habitantes;
V – dezessete Vereadores, quando a população for de 380.953 até 428.571 habitantes;
VI – dezoito Vereadores, quando a população for de 428.572 até 476.190 habitantes;
VII – dezenove Vereadores, quando a população 476.191 até 523.809 habitantes;
VIII – vinte Vereadores, quando a população for de 523.810 até 571.428 habitantes;
IX – vinte e um Vereadores, quando a população for de 571.429 até 1.000.000 de habitantes;
X – trinta e três Vereadores, quando a população for de 1.000.001 até 1.121.952 habitantes;
XI – trinta e quatro Vereadores, quando a população for de 1.121.953 até 1.243.903 habitantes;
XII – trinta e cinco Vereadores, quando a população for de 1.243.904 até 1.365.854 habitantes;
XIII – trinta e seis Vereadores, quando a população for de 1.365.855 até 1.487.805 habitantes;
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SEÇÃO II
Do Processo Legislativo
Art. 90. O Processo Legislativo compreende a elaboração de:
I – emendas à Lei Orgânica;
II – leis complementares;
III – leis ordinárias;
IV – (revogado);
V – decretos legislativos;
VI – resoluções.

SEÇÃO III
Da Câmara Municipal
Art. 91. Compete à Câmara Municipal dispor sobre:
I - organização dos seus trabalhos, pela elaboração do Regimento Interno, aprovado por dois
terços de seus membros;
II - nomeação dos funcionários da sua secretaria e ou elaboração do respectivo regimento;
III - decisão, por maioria absoluta dos seus membros, sobre a rejeição dos vetos do Prefeito;
IV - zelo pelo fiel cumprimento das leis internas.
Art. 92. A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, na sede do Município, de quinze de
fevereiro a trinta de junho e de primeiro de agosto a quinze de dezembro.
§ 1.° As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil
subseqüente, quando recaírem em sábado, domingo ou feriado.

§ 2.° A convocação extraordinária da Câmara Municipal far-se-á pelo Prefeito, por seu
Presidente ou requerimento de um terço dos Vereadores, em caso de urgência ou de interesse público
relevante.

XIV – trinta e sete Vereadores, quando a população for de 1.487.806 até 1.609.756 habitantes;
XV – trinta e oito Vereadores, quando a população for de 1.609.757 até 1.731.707 habitantes;
XVI – trinta e nove Vereadores, quando a população for de 1.731.708 até 1.853.658 habitantes;
XVII – quarenta Vereadores, quando a população for de 1.853.659 até 1.975.609 habitantes;
XVIII – quarenta e um Vereadores, quando a população for de 1.975.610 até 4.999.999 habitantes;
XIX – quarenta e dois Vereadores, quando a população for de 5.000.000 até 5.119.047 habitantes;
XX – quarenta e três Vereadores, quando a população for de 5.119.048 até 5.238.094 habitantes;
XXI – quarenta e quatro Vereadores, quando a população for de 5.238.095 até 5.357.141 habitantes;
XXII – quarenta e cinco Vereadores, quando a população for de 5.357.142 até 5.476.188 habitantes;
XXIII – quarenta e seis Vereadores, quando a população for de 5.476.189 até 5.595.235 habitantes;
XXIV – quarenta e sete Vereadores, quando a população for de 5.595.236 até 5.714.282 habitantes;
XXV – quarenta e oito Vereadores, quando a população for de 5.714.283 até 5.833.329 habitantes;
XXVI – quarenta e nove Vereadores, quando a população for de 5.833.330 até 5.952.376 habitantes;
XXVII – cinqüenta Vereadores, quando a população for de 5.952.377 até 6.071.423 habitantes;
XXVIII – cinqüenta e um Vereadores, quando a população for de 6.071.424 até 6.190.470 habitantes;
XXIX – cinqüenta e dois Vereadores, quando a população for de 6.190.471 até 6.309.517 habitantes;
XXX – cinqüenta e três Vereadores, quando a população for de 6.309.518 até 6.428.564 habitantes;
XXXI – cinqüenta e quatro Vereadores, quando a população for de 6.428.565 até 6.547.611 habitantes;
XXXII – cinqüenta e cinco Vereadores, quando a população de 6.547.612 ou mais habitantes”
30

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Art. 93. A Câmara Municipal ou qualquer de suas Comissões permanentes poderá convocar
os auxiliares do Prefeito, Secretários Municipais e diretores de autarquias, empresas públicas,
empresas de economia mista e fundações ou qualquer servidor, para prestarem, pessoalmente,
informações sobre assunto previamente determinado, podendo esses ser responsabilizados pela
recusa injustificada ou informações falsas.
§ 1.° O Prefeito, o Vice-Prefeito ou seus auxiliares poderão comparecer à Câmara, mediante
entendimento com a Mesa, ou a qualquer de suas comissões por iniciativa própria, para expor assunto
de relevância da administração municipal.
§ 2.º A Mesa poderá encaminhar pedidos escritos de informação ao Prefeito, ao Vice-Prefeito
ou seus auxiliares, importando em infração político-administrativa a recusa, a prestação de
informações falsas ou o não atendimento no prazo de trinta dias.
Art. 94. A administração financeira da Câmara Municipal é independente do Poder Executivo
e será exercida pela Mesa Diretora.
Art. 95. O Município não poderá contrair empréstimos sem a prévia autorização da Câmara
Municipal.
Art. 96. (Revogado.)

SEÇÃO IV
Da Competência do Vereador, do Exercício e do Mandato

Art. 97. Os Vereadores são agentes políticos investidos de mandato eletivo municipal, para
uma legislatura pelo sistema partidário e da representação proporcional, por voto secreto e direto.
Art. 98. No ato da posse, os Vereadores, legalmente diplomados, farão a leitura do
compromisso nos seguintes termos:

PROMETO CUMPRIR DIGNAMENTE O MANDATO A MIM


CONFIADO, OBSERVANDO E ZELANDO PELO FIEL CUMPRIMENTO
DAS LEIS E TRABALHANDO PELO PROGRESSO E BEM -ESTAR
DESSE MUNICÍPIO E DE SEU POVO.

Parágrafo único. Compromissados os Vereadores, o Presidente dar-lhes-á posse aos cargos,


mediante termo lavrado no livro próprio que deverá ser assinado pelos empossados.
Art. 99. Deixando de prestar o compromisso de posse, na sessão destinada para este ato
atribui-se ao Vereador o direito de fazê-lo ante o Presidente da Mesa ou qualquer membro da mesma,
desde que haja recusa daquele, lavrando-se o competente termo.
Parágrafo único. Perderá o mandato o Vereador que deixar de tomar posse sem motivo justo
aceito pela Câmara, dentro do prazo de quinze dias.
Art. 100. Verificadas as condições de existência de vaga de Vereador, mediante apresentação
do diploma e da carteira de identidade, cumpridas as exigências legais, não poderá o Presidente negar
posse ao suplente, sob nenhuma alegação.

SUBSEÇÃO I
31

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Da Competência da Câmara
Art. 101. Compete privativamente à Câmara Municipal:
I – elaborar seu Regimento Interno, eleger sua Mesa Diretora, proibida a reeleição para
qualquer cargo na mesma legislatura, constituir suas comissões, bem como destituí-las;
II – dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, conhecer de sua renúncia ou afastá-lo
definitivamente do cargo, nos termos da lei;
III – conceder licença para o afastamento do cargo bem como autorizar o Prefeito, o Vice-
Prefeito e os Vereadores a se ausentarem do Município, quando a ausência exceder a quinze dias, e
do País, por qualquer tempo;
IV – processar e julgar o Prefeito e Vice-Prefeito por infrações político-administrativas,
observado o processo e o rito previstos na legislação federal em vigor, e nos termos desta Lei;
V – (revogado);
VI - dispor sobre sua organização, seu funcionamento, sua política e mudança de sede;
VII – dispor sobre a criação, transformação ou extinção de cargos, emprego e funções de seus
servidores; e sobre a fixação da respectiva remuneração;
VIII – proceder à tomada de contas do Prefeito quando não apresentada dentro de sessenta
dias após a abertura da sessão legislativa;
IX – julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Prefeito e apreciar as da Mesa Diretora, após
julgadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios;
X – apreciar os relatórios anuais do Prefeito e da Mesa Diretora;
XI – fiscalizar e controlar, diretamente, os atos do Poder Executivo, incluídos os da
administração indireta;
XII – (revogado);
XIII - suspender, no todo ou em parte, a execução da lei ou ato normativo declarados
inconstitucionais por decisão irrecorrível do tribunal competente;
XIV – sustar os atos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites
da delegação legislativa;
XV – dispor sobre regime jurídico de seus servidores;
XVI – convocar, por si ou por quaisquer de suas comissões, secretários municipais ou
diretores de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mistas e fundações, ou qualquer
servidor, para prestarem, pessoalmente, informações sobre assuntos previamente determinados,
podendo esses ser responsabilizados na forma da lei, em caso de recusa ou informações falsas;
XVII – encaminhar pedidos escritos de informações ao Prefeito Municipal, Secretários
Municipais, diretores de autarquia, fundação, empresa pública ou sociedade de economia mista;
XVIII – (revogado);
XIX – (revogado);
XX – (revogado);
XXI – (revogado);
XXII – representar pela intervenção no Município, e de acordo com a Constituição do Estado
do Pará;
XXIII – (revogado);
XXIV – (revogado);
XXV – declarar vago o cargo de Prefeito, nos termos do artigo 68, da Lei Orgânica do
Município;
32

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

XXVI – (revogado);
XXVII – eleger o Prefeito e Vice-Prefeito, na forma da lei, no caso previsto no art. 59, § 1.º,
desta lei.
§ 1.° (Revogado.)
§ 2.° (Revogado.)
§ 3.° (Revogado.)

SUBSEÇÃO II
Das Obrigações e Deveres

Art. 102. São obrigações e deveres do Vereador:


I – desincompatibilizar-se e fazer a declaração de bens, no início e término do mandato;
II – cumprir os deveres dos cargos para os quais for eleito ou designado;
III – atualizar ao término do mandato a declaração de bens, sob pena de impedimento para o
exercício de qualquer outro cargo no Município, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.
Parágrafo único. Da declaração de bens tanto no início como no término do mandato, será
remetida uma via ao Tribunal de Contas dos Municípios e uma via será arquivada na Secretaria da
Câmara, constando em ata o seu resumo.

SEÇÃO V
Dos Vereadores
Art. 103. Os Vereadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos no exercício do
mandato e na circunscrição do Município.
Art. 104. Os Vereadores não poderão:
I - desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contratos com o Município com suas autarquias, fundações públicas,
empresas públicas, sociedade de economia mista ou de suas empresas concessionárias de serviço
público;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam
demissíveis ad nutum, nas entidades constantes na alínea anterior, salvo mediante aprovação em
concurso público, de acordo com a Lei Federal;
II - desde a posse:
a) ser proprietário, controladores ou diretores de empresas que goze de favor decorrente de
contrato com pessoa jurídica de direito público municipal. ou nelas exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no
inciso I, alínea a;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I,
alínea a;
d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Art.105. Ao Vereador que seja servidor público, aplicam-se as seguintes normas:


33

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


I - havendo compatibilidade de horário, exercerá cumulativamente seu cargo, função ou
emprego, percebendo-lhe as vantagens, sem prejuízo da remuneração da vereança;
II - não havendo compatibilidade de horário ficará afastado de seu cargo, função ou emprego,
sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração e contando-se-lhe o tempo de serviço para todos os
efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
III - afastado ou não de seu cargo, emprego ou função no serviço municipal, quando sujeito à
avaliação de desempenho, tê-la-á desde a posse no conceito máximo;
IV - para efeitos de beneficio previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão
determinados como se no exercício estivesse;
V - os Vereadores se sujeitam às proibições e incompatibilidades similares. no que couber,
previstas na Constituição Estadual para os membros da Assembléia Legislativa

Art. 106. Perderá o mandato o Vereador:


I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar ou atentatório às
instituições vigentes;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, a terça parte das sessões ordinárias
da Câmara, salvo licença para missão por esta autorizada;
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
V - que fixar residência fora do Município;
VI - que sofrer condenação criminal em sentença definitiva e irrecorrível;
VII - que não tomar posse nas condições estabelecidas nesta Lei Orgânica.
VIII – que não observar as vedações previstas nesta Lei Orgânica.
§ 1.º Nos casos dos incisos I, II, VI e VIII, a perda do mandato será decidida pela Câmara por
voto aberto e maioria de dois terços, mediante provocação da Mesa da Câmara, de qualquer eleitor ou
de partido político representado na Câmara, assegurada ampla defesa15.
§ 2.º Nos casos previstos nos incisos III, IV e VII, a perda será declarada pela Mesa da
Câmara, de oficio ou mediante provocação de qualquer de seus vereadores ou de partido representado
na Câmara, assegurada ampla defesa.
Art. 107. Não perderá o mandato o Vereador:
I – investido no cargo de Secretário Municipal, Secretário-Adjunto, Procurador-Geral do
Município ou equivalente, em nível estadual ou federal, ou de diretor de autarquia, de empresa
pública, de fundação ou de sociedade de economia mista, em nível municipal , estadual ou federal;16
II – licenciado por motivo de doença ou para tratar de assunto particular, neste caso, sem
remuneração e por período não superior a noventa dias por sessão legislativa;
III – licenciado para desempenho de missão temporária de caráter cultural de interesse geral
do Município.
Parágrafo único. Na hipótese do inciso I, o Vereador considerar-se-á automaticamente
licenciado e poderá optar pela remuneração.

15
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 46, de 23 de abril de 2014. Redação anterior:
“§ 1.º Nos casos dos incisos I, II, VI e VIII, a perda do mandato será decidida pela Câmara por voto secreto e maioria de dois terços, mediante
provocação da Mesa da Câmara, de qualquer eleitor ou de partido político representado na Câmara, assegurada ampla defesa.”
16
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 41, de 27 de fevereiro de 2008. Redação anterior: “I – investido no cargo de
Secretário ou Procurador Municipal;”
34

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Art. 108. No caso de vaga ou impedimento igual ou superior a quinze dias, o Presidente
convocará imediatamente o suplente.17
Art. 109. Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou
prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou delas
receberam informações.
Art. 110. O Vereador poderá licenciar-se somente:

I – por moléstia devidamente comprovada, pelo prazo nunca superior a cento e cinqüenta dias,
devendo no seu retorno apresentar à Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal o laudo
médico e exame comprobatório;
II – em caso de licença maternidade, pelo prazo de cento e vinte dias;
III – para desempenhar missão temporária de caráter cultural de interesse do Município;
IV – para tratar de interesse particular, por prazo determinado, não podendo reassumir o
mandato antes do término da licença.
§ 1.° Para fins de remuneração, considerar-se-á como em exercício, o Vereador licenciado nos
termos dos incisos I, II e III.
§ 2.º No caso do inciso I, fica a Comissão Permanente de Saúde da Câmara, responsável por
renovação da licença, devendo para isto ouvir parecer de médicos com especialização na área, e de
ilibado conceito e reputação profissional.

SEÇÃO VI
Das Sessões

SUBSEÇÃO I
Da Sessão Legislativa Ordinária
Art. 111. A Câmara Municipal se reunirá em sessões ordinárias, extraordinárias ou solenes,
conforme dispuser o seu regimento interno, e as remunerará de acordo com a legislação específica.
Parágrafo único. O primeiro período da sessão legislativa anual não será interrompido sem a
aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.
Art. 112. As sessões da Câmara serão públicas, salvo deliberação contrária, tomada pela
maioria simples de seus membros quando houver motivo relevante de preservação de decoro
parlamentar.
Art. 113. As sessões só poderão ser abertas com a presença de, no mínimo, um terço dos
membros da Câmara.
Art. 114. A Câmara Municipal realizará regularmente sessões especiais abertas à participação
de entidades representativas da população, para debater assuntos de seu interesse.

SUBSEÇÃO II
Da Sessão Legislativa Extraordinária
17
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 40, de 10 de maio de 2005. Redação anterior: “No caso de vaga ou licença
superior a 120 (cento e vinte) dias, o Presidente convocará imediatamente o suplente.”
35

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

Art. 115. A convocação extraordinária da Câmara Municipal far-se-á pelo Prefeito, pelo seu
Presidente ou a requerimento de maioria dos Vereadores.
Parágrafo único. O Presidente da Câmara convocará as sessões extraordinárias em sessão ou
por oficio na forma regimental.

SEÇÃO VII
Das Comissões

Art. 116. A Câmara terá Comissões Permanentes e temporárias, constituídas na forma e com
as atribuições previstas no respectivo Regimento, ou no ato de que resultar a sua criação.
§ 1.° Na constituição da Mesa e de cada Comissão é assegurado, tanto quanto possível, a
representação proporcional dos partidos de que participam da Câmara.
§ 2.º Às Comissões, em razão da matéria de sua competência cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do Regimento, a competência do
plenário, salvo se houver recurso de um quinto dos membros da Casa;
II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
III - convocar secretários municipais para prestar informações sobre assuntos inerentes às suas
atribuições;
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos
ou omissões das autoridades ou entidades públicas municipais;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras e planos municipais de desenvolvimento e sobre eles emitir
parecer:
VII - acompanhar e elaborar proposta para a Lei de Diretrizes Orçamentárias e fiscalizar a
execução do orçamento.
§ 3.° As Comissões Parlamentares de Inquérito, que terão poderes de investigação próprios
das autoridades judiciais, além de outros previstos no regimento interno da Câmara Municipal, serão
criadas mediante requerimento de um terço de seus membros, independentemente de aprovação
plenária, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso,
encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade criminal ou civil dos
infratores, assegurando-se às comissões ou seus membros, em conjunto ou isoladamente, poderes
para:
I - proceder a vistorias e levantamento nas repartições públicas municipais e entidades
descentralizadas, onde terão livre ingresso e permanência;
II - requisitar de seus responsáveis a exibição de documentos e a prestação dos
esclarecimentos necessários;
III - transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença, ali realizando os atos que
lhe competirem.
36

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


§ 4.° No exercício de suas atribuições poderão ainda, as Comissões Parlamentares de
Inquérito, por intermédio de seu Presidente:
I - determinar as providências que reputarem necessárias;
II - requerer a convocação de Secretário Municipal;
III - tomar o depoimento de qualquer servidor municipal, intimar testemunhas e inquiri-las
sob compromisso;
IV - proceder a verificações contábeis em livros, papéis e documentos dos órgãos da
administração direta ou indireta.
§ 5.° Nos termos da legislação federal, as testemunhas serão intimadas, de acordo com as
prescrições estabelecidas na legislação penal, e, em caso de não comparecimento sem motivo
justificado, a intimação será solicitada ao Juiz Criminal da localidade onde residirem ou se
encontrarem, na forma do Código de Processo Penal.

Art. 117. No início de cada legislatura será eleita uma Comissão Representativa da Câmara
Municipal, com mandato de um ano, sendo renovada, mediante eleição, a cada final de sessão
legislativa, em sua última sessão ordinária, com atribuições definidas no Regimento Interno da
Câmara Municipal, e composta de três Vereadores, reproduzindo, tanto quanto possível, a
proporcionalidade da representação partidária.
Art. 118. As Comissões Permanentes obedecerão ao estabelecido no Regimento Interno da
Casa, acrescidas as prerrogativas previstas no arts. 103 e 105, inciso V.

SEÇÃO VIII
Das Leis
Art. 119. A apresentação de projeto de lei se dará por iniciativa dos Vereadores, do Prefeito,
ou por iniciativa popular, neste caso através de abaixo-assinado com pelo menos cinco por cento de
assinaturas dos eleitores do Município, da cidade, do bairro ou da comunidade rural, conforme
interesse ou abrangência da proposta.
Art. 120. O projeto de lei encaminhado por iniciativa popular será apresentado na ordem do
dia da Câmara e deverá ser apreciado no prazo máximo de sessenta dias, a contar do seu recebimento,
findo o qual o projeto de lei irá automaticamente à votação, independente de pareceres.
Art. 121. Não tendo sido votado, até o encerramento da sessão legislativa, o projeto de lei será
inscrito prioritariamente para votação na sessão seguinte da mesma legislatura ou na primeira sessão
da legislatura subseqüente.
Art. 122. Na discussão dos projetos de iniciativa popular, é garantida sua defesa em plenário
por um dos cinco primeiros signatários.
Art. 123. Nenhum projeto de lei de iniciativa do Executivo, Legislativo ou popular poderá ser
aprovado por decurso de prazo.
Art. 124. Não será permitido o instituto da medida provisória.
Art. 125. O Prefeito, os Vereadores, ou os autores de projetos de iniciativa popular poderão
solicitar urgência para a apreciação de projetos de sua autoria.
§ 1.º Se, no caso deste artigo, a Câmara Municipal não se manifestar em até quarenta e cinco
dias sobre a proposição, será esta incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação dos demais
assuntos, para que se ultime a votação.
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


§ 2.º O prazo do parágrafo anterior não corre no período de recesso da Câmara Municipal nem
se aplica aos projetos de código e de emenda à Lei Orgânica.
§ 3.° A solicitação de urgência poderá ser feita após a remessa do projeto à Câmara e em
qualquer fase de sua tramitação.
§ 4.° Em qualquer dos casos deste artigo, o prazo para deliberação começa a ser contado da
data do recebimento da solicitação.
Art. 126. Não será permitido aumento de despesa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva
do Prefeito, salvo no projeto de lei de Diretrizes Orçamentárias, no projeto de lei orçamentária anual
ou nos projetos que o modifiquem, conforme a Constituição Federal.
Art. 127. O projeto de lei aprovado pela Câmara será enviado ao Prefeito, no prazo de dez
dias úteis, para sanção ou veto no prazo de quinze dias úteis.
Art. 128. Se o Prefeito julgar o Projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao
interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do
recebimento e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Câmara, os motivos do
veto.

§ 1.° O veto parcial somente abrangerá o texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de
alínea.
§ 2.º O veto será apreciado dentro de trinta dias, a contar do recebimento, podendo ser
rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores, em sessão pública.
§ 3.º Rejeitado o veto, será o projeto enviado ao Prefeito, para promulgação.
§ 4.º Esgotado, sem deliberação, o prazo estabelecido no § 2° deste artigo, o veto será
colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições até sua votação
final.
§ 5.º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Prefeito, no caso do §
3.º, o Presidente da Câmara a promulgará e se não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente
fazê-lo.
§ 6.° A manutenção do veto não restaura matéria suprimida ou modificada pela Câmara.
§ 7.° Na apreciação do veto a Câmara não poderá introduzir qualquer modificação no texto
aprovado.
Art. 129. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de
novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da
Câmara Municipal.
Art. 130. O projeto de lei que receber, quanto ao mérito, parecer contrário de todas as
comissões, será considerado rejeitado.
Art. 131. Os projetos, motivo de iniciativa popular, deverão ser articulados, exigindo para seu
recebimento, a identificação dos assinantes, mediante indicação do número do respectivo título
eleitoral.
Art. 132. A tramitação dos projetos de lei de iniciativa popular obedecerá às normas relativas
ao processo legislativo estabelecido nesta Lei Orgânica e no Regimento Interno da Câmara.
Art. 133. Salvo voto em contrário de um terço dos membros da Câmara, os projetos de lei
poderão ser apreciados com dispensa de interstícios.
Art. 134. As leis complementares serão aprovadas por dois terços dos membros da Câmara
Municipal e as leis ordinárias por maioria simples, exceto nos casos previstos no Regimento Interno
da Câmara, ou nesta Lei Orgânica.
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Art. 135. (Revogado.)

SEÇÃO IX
Da Emenda à Lei Orgânica

Art. 136. A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante projeto:


I – de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal;
II – do Prefeito;
III – da população, subscrita por cinco por cento do eleitorado, conforme o art. 119 desta lei.
§ 1.º O projeto de emenda à Lei Orgânica será votado em dois turnos, com interstício mínimo
de dez dias e considerar-se-á aprovado quando obtiver, em ambos, a votação favorável de dois terços
dos membros da Câmara.
§ 2.º A emenda aprovada nos termos deste artigo será promulgada pela Mesa da Câmara
Municipal, dentro de vinte e quatro horas, com o respectivo número de ordem.

§ 3.º A matéria constante de projeto de emenda rejeitado ou havido por prejudicado não
poderá ser objeto de novo projeto na mesma sessão legislativa, salvo requerimento da maioria
absoluta dos membros da Câmara.

TÍTULO V
Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária

CAPÍTULO I
Das Finanças Públicas

SEÇÃO I
Normas Gerais
Art. 137. A receita do Município constitui-se da arrecadação de seus tributos, da participação
em tributos federais e estaduais, dos preços resultantes da utilização dos seus bens, serviços,
utilidades e outros ingressos.
Art. 138. A fixação dos preços públicos, devidos pela utilização de bens e atividades
municipais, será regulamentada em lei aprovada por dois terços do Poder Legislativo.
Art. 139. A despesa pública atenderá às normas gerais de direito financeiro federal e aos
princípios orçamentários.
Art. 140. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do
Município e das entidades de sua administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Câmara
Municipal mediante controle externo e controle interno de cada Poder.
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores municipais ou pelos quais o
Município responda ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária.
Art. 141. O controle externo, a cargo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio do
Tribunal de Contas dos Municípios e compreenderá a apreciação das contas, o acompanhamento das
atividades financeiras e orçamentárias do Município, o desempenho das funções de auditoria
financeira e orçamentária, bem como o julgamento das contas dos administradores e demais
responsáveis por bens e valores públicos.
§ 1.º As contas da Mesa Diretora da Câmara Municipal, após julgadas pelo Tribunal de
Contas dos Municípios, serão apreciadas pelo Plenário, sem participação dos membros da Mesa,
funcionando como Presidente, neste procedimento, o Vereador mais idoso.
§ 2.º O parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas dos Municípios sobre as contas que o
Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da
Câmara Municipal que sobre ele deverá pronunciar-se, no prazo de noventa dias após o seu
recebimento.
§ 3.º O Vereador que der causa ao não julgamento das contas do Prefeito no prazo do
parágrafo anterior incorrerá em infração político-administrativa, punível com a cassação do mandato.
Art. 142. As contas do Município ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de
qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos
termos da lei.

Art. 143. (Revogado.)


Art. 144. (Revogado.)
Art. 145. (Revogado.)
Art. 146. A Câmara e a Prefeitura manterão sistemas de controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução de programa de
governo e dos orçamentos do Município;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração municipal, bem como
da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais de garantia, bem como dos direitos e
haveres dos Municípios;
IV – apoiar o controle externo, exercido em face de sua missão institucional.
V – cumprir as normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal
estabelecida na legislação federal.
§ 1.° Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer
irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas dos Municípios sob pena de
responsabilidade solidária.
§ 2.° Qualquer munícipe eleitor, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para
denunciar, mediante petição escrita e devidamente assinada, sobre irregularidades ou ilegalidades
perante o Tribunal de Contas dos Municípios.

SEÇAO II
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Dos Orçamentos
Art. 147. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o Plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.
§ 1.º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá diretrizes, objetivos e metas da
administração municipal para as despesas de capital e outras delas decorrentes, e para as relativas aos
programas de duração continuada, contendo um anexo com metas plurianuais da política fiscal,
considerando despesas, receitas, resultado primário e estoque da dívida.
§ 2.º A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelecerá metas e prioridades da administração
municipal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a
elaboração da Lei Orçamentária Anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária, bem
como sobre:
I - equilíbrio entre receitas e despesas;
II - critérios e forma de limitação de empenho;
III – normas relativas ao controle de custos e à avaliação do resultado dos programas
financiados com recursos dos orçamentos;
IV – demais condições e exigências para transferência de recursos para entidades públicas e
privadas;
V – metas fiscais, que constarão de anexo próprio, denominado Anexo de Metas Fiscais,
acompanhado de demonstrativos;

VI – riscos fiscais, que constarão de anexo próprio, denominado Anexo de Riscos Fiscais.
§ 3.º O Poder Executivo publicará e enviará ao Poder Legislativo, até trinta dias após o
encerramento de cada trimestre, relatório resumido a execução orçamentária da administração direta
e indireta.
Art. 148. O projeto de Lei Orçamentária Anual, elaborado de forma compatível com o Plano
Plurianual, com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com as normas desta Lei Orgânica:
I – conterá demonstrativo de compatibilidade da programação dos orçamentos com os
objetivos e metas constantes do anexo de Metas Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias;
II – será acompanhado de documento que demonstra os efeitos sobre as receitas e despesas,
decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia, bem como das medidas de compensação à renúncia de receitas e ao aumento de despesas
obrigatórias de caráter continuado;
III – conterá dotação para reserva de contingência, calculada com base em percentual da
receita corrente líquida, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e efeitos
fiscais imprevistos, cuja forma de utilização deverá ser regulada na Lei de Diretrizes Orçamentárias;
IV – não poderá consignar dotação para investimentos com duração superior a um exercício
financeiro que não esteja previsto no Plano Plurianual ou em lei que autorize a sua inclusão;
V – só poderá incluir novos projetos após adequadamente atendidos os em andamento e
contempladas as despesas de conservação do patrimônio público, nos termos em que dispuser a Lei
de Diretrizes Orçamentárias;
VI – todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e às receitas que as
atenderão, constarão da Lei Orçamentária Anual;
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VII – o refinanciamento da dívida pública constará separadamente na Lei Orçamentária;
VIII – é vedado consignar na Lei Orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com
dotação ilimitada.

CAPÍTULO II
Dos Tributos
Art. 149. Tributos municipais são os impostos, as taxas e a contribuição de melhoria
instituídos por lei local, atendidos os princípios da Constituição Federal e as normas gerais de direito
tributário estabelecidas em lei complementar federal, sem prejuízo de outras garantias que a
legislação tributária municipal assegure ao contribuinte.
Art. 150. Compete ao Município instituir impostos sobre:
I - propriedade predial e territorial urbana;
II - transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso de bens imóveis, por natureza
ou acessão física e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos
à sua aquisição;
III – (revogado);
IV - serviços de qualquer natureza não compreendidos na competência do Estado e definidos
em lei complementar federal.
§ 1.° A lei municipal poderá estabelecer alíquotas progressivas do imposto previsto no inciso
I, em função do tamanho, do luxo e do tempo de ociosidade do imóvel tributado.
§ 2.º O imposto referido no inciso I poderá ter alíquota diversificada em função de zonas de
interesse estabelecidas no plano diretor.

§ 3.° Lei municipal estabelecerá critérios e objetivos para edição da planta de valores de
imóveis, tendo em vista a incidência do imposto previsto no inciso I.
§ 4.º O imposto previsto no inciso II compete ao Município e não incide sobre a transmissão
de bens ou direitos incorporados ao patrimônio da pessoa jurídica em realização de capital, nem
sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação, cisão ou extinção de
pessoa jurídica, salvo se nesses casos a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda
dos mesmos, locação de bens imóveis e arrendamento mercantil.
Art. 151. As taxas só poderão ser instituídas por lei municipal em razão do exercício do poder
de polícia, ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição pelo Município.
§ 1.° As taxas não poderão ter base de cálculo própria de imposto.
§ 2.° A Lei estabelecerá os casos de isenção de taxas e impostos.
Art. 152. A contribuição de melhoria será instituída por lei, para ser cobrada em decorrência
da execução de obras públicas municipais.
Art. 153. (Revogado.)
Art. 154. Os projetos de lei relativos ao Plano Plurianual, ás diretrizes orçamentárias, ao
orçamento anual e aos créditos adicionais serão de iniciativa exclusiva do prefeito e serão apreciados
pela Câmara Municipal.
§ 1.° O Prefeito enviará à Câmara Municipal projeto de lei:
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I – de diretrizes orçamentárias, até trinta de abril de cada exercício, que será apreciado pela
Câmara até o dia vinte de junho, observado o disposto no art. 111, parágrafo único;
II – do orçamento anual até trinta de outubro, que será apreciado pela Câmara até o final da
sessão legislativa, não podendo a sessão ser interrompida sem que a Câmara haja deliberado sobre o
assunto;
III – do plano plurianual, cuja elaboração contará com a participação de entidades
representativas da sociedade civil e dos distritos e será aprovado no primeiro ano de cada
administração municipal até o dia 30 de setembro, tendo vigência de quatro anos.
§ 2.° A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma setorizada, as diretrizes,
objetivos e metas da administração pública municipal, para as despesas de capital, inclusive para as
relativas aos programas de duração continuada.
§ 3.° Caberá à Comissão de Finanças e Orçamento:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas
apresentadas anualmente pelo Prefeito;
II - exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo das demais
comissões criadas, de acordo com o disposto no art. 116.
§ 4.° As emendas serão apresentadas na Comissão de Finanças e Orçamento, que sobre elas
emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário da Câmara Municipal.
§ 5.° As emendas ao projeto de lei anual ou aos projetos que o modifiquem somente poderão
ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias;
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de
despesas, excluídas as que incidem sobre:
a) dotações de pessoal e de seus encargos;
b) serviços de dívida municipal;
III - sejam relacionados com:
a) a correção ou omissão;
b) os dispositivos do texto do projeto de lei.

§ 6.° As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas se
incompatíveis com o plano plurianual.
§ 7.º O Prefeito poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificações nos
projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação na respectiva Comissão.
§ 8.º Os recursos que, em decorrência do veto, emenda ou rejeição do projeto de lei
orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados. conforme o caso,
mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
Art. 155. São vedados:
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
II - a realização de despesa ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos
orçamentários ou adicionais;
III - a realização de operações de créditos que excedam o montante da despesa de capital,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais, com finalidade precisa,
aprovados pela Câmara, por maioria absoluta;
IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvados:
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a) a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado
pelo art. 257 desta lei;
b) a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação da receita;
c) o disposto no § 4.º do art. 167 da Constituição Federal.
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem a prévia autorização legislativa e sem a
indicação dos recursos correspondentes;
VI – a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de
programação para outra, ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos do orçamento fiscal
para suprir necessidades ou cobrir déficit de entidades da administração indireta e de fundos;
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa.
§ 1.º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser
iniciado sem prévia inclusão no Plano Plurianual ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de
incorrer em infração político-administrativa.
§ 2.º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que
tenham sido autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses
daquele exercício, caso em que, reaberto nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento
do exercício financeiro subseqüente.
§ 3.º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender despesas
imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de calamidade pública.
Art. 156. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos
suplementares e especiais destinados à Câmara Municipal, ser-lhe-ão entregues em duodécimos, até o
dia vinte de cada mês.

TÍTULO VI
Da Ordem Econômica

CAPÍULO I
Dos Princípios Gerais e do Desenvolvimento Econômico

Art. 157. O Município de Marabá promoverá o desenvolvimento de uma ordem econômica


que valorize o trabalho e a livre iniciativa, com o objetivo de assegurar, a todo cidadão uma
existência digna, através da elevação do nível de vida e bem-estar da população, observados os
preceitos dispostos nas Constituições Federal e Estadual, e mais os seguintes:
I - democratização do acesso à propriedade dos meios de produção;
II - estímulo à participação da comunidade, através de suas entidades representativas;
III - preferências aos projetos de cunho comunitário e social, nos financiamentos públicos e
incentivos fiscais;
IV – implantação de programas que garantam a renda mínima e fomentem a atividade
produtiva, sob gestão do órgão de desenvolvimento econômico do Município com a participação do
órgão de planejamento.
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Art. 158. O Município dispensará especial apoio às microempresas e às empresas de pequeno
porte, as quais terão tratamento diferenciado, visando incentivar sua criação, manutenção e
desenvolvimento.
Art. 159. O Código de Posturas do Município se adequará no sentido de ordenar, disciplinar,
organizar e viabilizar as atividades econômicas, principalmente as informais, em vias e logradouros
públicos, sem prejuízo para lazer e livre trânsito da população.
Art. 160. O Município incentivará as pesquisas tecnológicas, objetivando a modernização do
processo produtivo em todos os níveis.
Art. 161. O Município criará mecanismos institucionais para implantação e manutenção de
escolas profissionalizantes, objetivando a formação técnica de mão-de-obra.
Art. 162. Fica criado o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Município, na forma a
lei.
Art. 163. Fica criado o Fundo de Desenvolvimento Econômico do Município, com a
composição, destinação e gestão que a lei lhe conferir.
Art. 164. O Município estimulará a execução de programas de desenvolvimento do artesanato,
prioritariamente o regional, fortalecendo institucional e financeiramente os órgãos que se dedicam à
promoção de artesanato artístico e utilitário.
Art. 165. O Município implantará centrais de intermediação para trabalhadores autônomos, de
forma a tornar acessíveis o mercado de serviços domiciliares especializados.
Art. 166. O Município promoverá o desenvolvimento de programas para financiamento de
equipamentos e ferramentas para trabalhadores autônomos especializados.

CAPÍTULO II
Da Política Urbana
Art. 167. A política de desenvolvimento urbano, conforme diretrizes fixadas no Plano Diretor,
objetivará ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais do Município e garantir o bem-estar
de sua população, obedecendo aos dispositivos constitucionais e mais aos seguintes:
I - adequada distribuição das atividades econômicas e sociais e dos equipamentos urbanos
públicos e privados;
II - a identificação e perfeita integração das atividades urbanas e rurais do Município;
III - promoção de direito aos cidadãos, à moradia, aos transportes coletivos, à comunicação,
saneamento básico, energia elétrica, abastecimento, iluminação pública, saúde, educação, lazer e
segurança, assim como a preservação do patrimônio cultural e ambiental;

IV - harmonização, racionalização e articulação dos investimentos das atividades e serviços


de competência do Município.
Art. 168. O Plano Diretor aprovado pela Câmara Municipal é o instrumento básico da política
de desenvolvimento e expansão urbana.
Parágrafo único. Na elaboração do Plano Diretor, o Município deverá considerar a totalidade
de seu território em seus aspectos físico, econômicos e sociais.
Art. 169. Para assegurar a função social da propriedade, poderá o poder público utilizar os
seguintes instrumentos:
I - planejamento urbano:
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a) plano de desenvolvimento urbano;
b) zoneamento;
c) parcelamento de solo;
d) leis de obras e edificações;
e) cadastro técnico.
II - tributários e financeiros:
a) imposto predial e territorial urbano, progressivo no tempo, conforme previsto em lei
específica;
b) contribuição de melhoria;
c) fundos destinados ao desenvolvimento urbano;
d) taxas e tarifas diferenciadas por zona urbana, segundo os serviços públicos oferecidos.
III - institutos jurídicos:
a) desapropriações;
b) servidão administrativa:
c) tombamento;
d) direito real de concessão de uso;
e) usucapião urbano e especial;
f) transferência do direito de construir;
g) parcelamento, edificação ou utilização compulsória;
h) discriminação de terra pública.
Art. 170. A lei disciplinará a alienação das terras patrimoniais do Município.
Art. 171. As autorizações para projetos de loteamento urbano deverão ser encaminhadas para
aprovação da Câmara e só poderão ser concedidas àqueles que garantam infra-estrutura estabelecida
em lei.
Art. 172. Fica criado o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano, cujo
funcionamento, atribuições e composição a lei disciplinará.
Art. 173. Será criado um fundo especial para desenvolvimento urbano, formado pela
incorporação da receita proveniente da taxação do solo, contribuição de melhoria e imposto predial e
territorial urbano.
Art. 174. Fica proibida qualquer construção na área de duzentos metros das margens dos rios,
lagos, igarapés, grandes valas de esgoto pluvial, assim como nas áreas de declives que superem o
ângulo de trinta graus, sem prévio parecer favorável dos Conselhos de Desenvolvimento Urbano e de
Meio Ambiente e laudo técnico do órgão de terras do Município.
Art. 175. (Revogado.)
Art. 176. (Revogado.)
Art. 177. A distribuição de lotes pelo Poder Executivo Municipal, em áreas de
desapropriação, dará prioridade a pessoas comprovadamente carentes, não sendo a área de cada lote
superior a trezentos metros quadrados.

Parágrafo único. O pretendente a esses lotes deverá comprovar não ser proprietário de terra no
perímetro urbano do Município. o mesmo se aplicando a seu cônjuge ou companheiro.
Art. 178. (Revogado.)
Art. 179. (Revogado.)
Art. 180. O Plano Diretor do Município de Marabá deverá contemplar necessariamente os
seguintes aspectos:
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I - discriminação das áreas urbanas, da expansão urbana e rural;
II - discriminação das áreas de urbanização restrita em função de suas características de
proteção ambiental, proteção de mananciais, praias e cursos d'água, preservação do patrimônio
natural paisagísticos, histórico e arqueológico;
III - definição e ocupação do solo urbano, baseado em parâmetros de densidade em relação
aos quais sejam consideradas as peculiaridades do sítio urbano, evitando-se a exagerada concentração
de massa edificada e garantindo a circulação de ventos. A densidade levará em conta as condições de
infra-estrutura existentes e assim consideradas: o sistema viário, redes d'água, energia elétrica,
esgotos e telefones.

CAPÍTULO III
Da Política Habitacional
Art. 181. A política habitacional do Município, integrada à da União e à do Estado,
objetivando a solução da carência habitacional, agirá de acordo com os seguintes princípios:
I - oferta de lotes urbanizados;
II - estímulo e incentivo à formação de cooperativas populares de habitação;
III - atendimento prioritário à família carente;
IV - formação de programas habitacionais pelo sistema de mutirão e autoconstrução.
Art. 182. Os órgãos da administração direta e indireta, responsáveis pelo setor habitacional,
contarão com recursos orçamentários próprios e específicos à implantação de sua política.
Art. 183. A lei criará o Conselho Municipal de Habitação e o Fundo Municipal de Habitação,
com vistas a implantar a política habitacional do Município.

CAPÍTULO IV
Da Política Agrícola, Agrária, Fundiária e do Abastecimento
Art. 184. O Município, no desempenho de sua organização econômica, planejará e executará
políticas voltadas para a agricultura e o abastecimento, especialmente quanto:
I - ao desenvolvimento da propriedade em todas as suas potencialidades, a partir da vocação e
da capacidade de uso do solo, levando-se em consideração a preservação do meio ambiente;
II – ao fomento à produção agropecuária e à de alimentos, mediante projetos de
desenvolvimento sustentável;
III – ao fomento direcionado ao desenvolvimento agroindustrial para processamento de
produtos derivados de animais e vegetais;
IV – ao incentivo do cooperativismo, ao sindicalismo e ao associativismo;
V – ao planejamento e coordenação da política municipal de comercialização de produtos e
subprodutos oriundos da agricultura familiar;

VI – à intermediação e à facilitação das linhas especiais de crédito produtivo para pequenos


produtores rurais;
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VII – à elaboração de programas dirigidos à formação e capacitação de técnicos do setor
agrícola e fundiário e de produtores familiares;
VIII – ao fomento, à produção de essências florestais nativas, para o atendimento de projetos
de recuperação ou repovoamento de áreas degradadas, anteriormente povoadas por essas espécies;
IX – à política de repovoamento dos rios que banham o Município, mediante a formulação de
diretrizes e programas especiais para o pescado originário da região.
§ 1.º O desenvolvimento agroindustrial será alicerçado pela implantação de microcomplexos
agroindustriais para processamentos multidiversificados de matéria-prima de origem vegetal e
animal, oriunda da produção agrícola familiar.
§ 2.º A política municipal de comercialização viabilizará a implantação de feiras do produtor
e de entrepostos de comercialização localizados estrategicamente nos pólos de desenvolvimento
rural.
Art. 185. O planejamento e a execução da política de desenvolvimento rural será viabilizado,
basicamente, através de um plano municipal de desenvolvimento rural, prioritariamente voltado aos
pequenos produtores rurais.
Parágrafo único. A política de desenvolvimento rural será executada com recursos
provenientes de dotações orçamentárias próprias do Tesouro Municipal, de cooperação financeira da
União e do Estado ou de convênios celebrados com instituições não-governamentais e outros
Municípios.
Art. 186. O abastecimento do mercado interno, dado seu caráter social, será priorizado em
todos os setores produtivos, através de sistemas de comercialização direta entre produtores e
consumidores, competindo ao Município intervir no sistema de abastecimento local, desenvolvendo
programas sociais específicos, no sentido de garantir a oferta de alimentos básicos à população,
dando prioridade à estrutura varejista de feiras livres e mercados.
Art. 187. O Município estimulará a produção agrícola em suas áreas, especialmente naquelas
consideradas degradadas ou improdutivas, mediante a implantação de programas ou projetos
caracterizados pelos objetivos e mecanismos que ofereçam perspectivas de sustentabilidade, através
de desapropriação, compra ou arrendamento.
Art. 188. Com a finalidade de garantir o escoamento da produção, principalmente ao pequeno
produtor, o Município abrirá estradas vicinais e dará manutenção às já existentes.
§ 1.° (Revogado.)
§ 2.° O Município garantirá, como forma de incentivo ao pequeno produtor, meios e
condições de transportes para escoamento de sua produção.
§ 3.° O Município destinará áreas nas feiras livres e mercados aos pequenos agricultores, para
comercialização de seus produtos.
Art. 189. O Município prestará assistência técnica aos trabalhadores rurais.
Art. 190. O Município terá sua política agrícola, agrária e fundiária, formada e executada com
efetiva participação dos diversos setores de produção, comercialização e consumo, devendo garantir:
I - ocupação estável da terra;
II - desenvolvimento econômico, cultural e social dos trabalhadores rurais;
III - adequação da atividade agrícola à preservação e recuperação dos recursos naturais
renováveis e do meio ambiente, bem como à conservação do solo, objetivando manter o fluxo
continuo de benefícios à população;
IV – investimentos em benefícios sociais, inclusive infra-estrutura para pequenos produtores e
comunidades rurais;
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V - viabilização da mecanização na zona rural para o atendimento exclusivo do pequeno


produtor;
VI – prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural, como instrumento
prioritário desta política, direcionada preferencialmente ao pequeno produtor rural e sua família;
VII - implantação e manutenção de órgão de pesquisa agropecuária que garanta a melhoria
das condições ambientais e o desenvolvimento do setor de produção de alimentos com progresso
tecnológico;
VIII – estímulo ao desenvolvimento de atividades associativistas;
IX – criação de um programa de armazenamento comunitário, com a implantação de
armazéns ou depósitos localizados nos pólos rurais em que a agricultura familiar apresente
significativo potencial produtivo;
X – criação do serviço de informação especializada sobre produtos e subprodutos do mercado
agrícola;
XI – criação do serviço de prevenção, controle e combate a doenças dos rebanhos de animais
domésticos ou domesticáveis que se prestem à alimentação da população como um todo.
§ 1.º O serviço a que se refere o inciso X deverá ser coordenado pelo órgão gestor municipal
de Agricultura, que para tanto implantará um setor especializado, dotado de infra-estrutura logístico-
operacional e pessoal habilitado para captação de informações pesquisas e divulgação dos
indicadores de mercado para os produtos agrícolas em geral.
§ 2.º O serviço a que se refere o inciso XI deverá ser coordenado pelo órgão gestor municipal
de Agricultura, que para tanto implantará um setor especializado em fiscalização, inspeção, controle,
combate e erradicação das doenças que acometam os animais que propiciam carne para o consumo da
população e disporá de infra-estrutura logístico-operacional e pessoal habilitado para a execução dos
trabalhos a que se destina o referido setor.
Art. 191. Fica criado o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, com as atribuições e
composição que lhe conferir a lei.
Art. 192. (Revogado.)
Art. 193. Observada a legislação federal e estadual pertinentes, o Poder Público Municipal
participará das iniciativas para viabilização do processo de implantação da reforma agrária no
Município.
Art. 194. Fica criado o Fundo de Desenvolvimento do Setor Agrícola Municipal, cuja
regulamentação será definida em lei.
Art. 195. O Município adotará medidas para a preservação da pesca artesanal e destinará,
prioritariamente ao pescador artesanal, áreas nas feiras livres e mercados municipais para
comercialização de seu produto diretamente à população.
Art. 196. (Revogado.)

CAPÍTULO V
Dos Transportes

SEÇÃO I
Do Sistema Viário
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Art. 197. O sistema viário e os meios de transporte no Município de Marabá atenderão,
prioritariamente, às necessidades sociais do cidadão, como as de deslocamento da pessoa humana, no
exercício do direito de ir e vir, sendo observados em sua organização, planejamento, implantação,
operação, gerenciamento e fiscalização, os seguintes princípios:
I - segurança, higiene e conforto dos usuários.
II - desenvolvimento econômico;
III - preservação do meio ambiente, do patrimônio arquitetônico e paisagístico e da topologia
do Município, respeitando as diretrizes de uso do solo;
IV – responsabilidade do poder público pelo transporte coletivo, considerado de caráter
essencial, assegurado mediante tarifa condizente com o poder aquisitivo da população e garantia de
serviço adequado ao usuário;
V - estabelecimento de critérios de fixação de tarifas e obrigatoriedade
de publicação a cada fixação ou reajuste. dos critérios e das planilhas de cálculos nos órgãos de
imprensa existentes no Município;
VI - isenção tarifária nos transportes coletivos, rodoviários e aquaviários municipais, para:
a) a pessoa portadora de deficiência física, mental, visual, renal crônica ou surdez profunda,
com reconhecida dificuldade na área locomotora e ao seu acompanhante;18
b) crianças de até oito anos de idade;
c) escoteiros e desbravadores uniformizados, quando no exercício de suas atividades;19
d) policiais civis, policiais militares e bombeiros militares, quando legalmente identificados;
VII – concessão de meia-passagem nos transportes coletivos urbanos, terrestres e aquaviários,
para estudantes de estabelecimentos oficiais ou reconhecidos oficialmente, de todos os níveis,
inclusive os de cursos pré-vestibulares existentes no Município;
VIII – (revogado);
IX – (revogado);
X – (revogado);
XI – a concessão da meia-passagem nos transportes coletivos urbanos, terrestres e
aquaviários, fica condicionada à apresentação, pelos estudantes regularmente matriculados nos
estabelecimentos da rede oficial e particular, de documento de identificação emitido pelo órgão
competente do Município:20
a) (suprimida);21
b) o presente benefício é assegurado aos alunos de cursos pré-vestibulares mediante aquisição
de passe escolar até o limite de 60 (sessenta) passes por mês.22
§ 1.º Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos
urbanos, terrestres ou aquaviários, mediante a simples apresentação de carteira de identidade ou
documento similar, punível o descumprimento com sanções administrativas, sem prejuízo de outras
cominações legais.
§ 2.º (Revogado.)23

18
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 39, de 1.º de julho de 2004. Redação anterior: “pessoa portadora de
deficiência física com reconhecida dificuldade na área locomotora;”
19
Redação dada pela Emenda à LOM n.º 43, de 10 de junho de 2009. Redação anterior: “escoteiros uniformizados,
quando no exercício de suas atividades;”
20
Redação de acordo com a Emenda à Lei Orgânica n.º 36, de 20/6/2001.
21
Essa alínea foi “suprimida” pela Emenda à Lei Orgânica n.º 36, de 20/6/2001.
22
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 36, de 20/6/2001.
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§ 3.º Para efeito de cancelamento do benefício da meia-passagem, os estabelecimentos de
ensino, a cada sessenta dias, apresentarão ao órgão competente do Município a relação dos alunos
desistentes.

XII - A confecção da carteira estudantil ficará a cargo da Prefeitura, sendo que a distribuição e
controle das mesmas ficará sob a coordenação da Prefeitura Municipal, com participação do
Conselho Municipal de Transportes;
XIII - A validade da carteira estudantil será de um ano, a contar de sua data de expedição.
Art. 198. (Revogado.)

SEÇÃO II
Do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes Públicos
Art. 199. Fica criado o Conselho Municipal de Trânsito e Transportes Públicos, constituído
na forma da lei, com as seguintes atribuições:
I – discutir e opinar sobre as planilhas de custos de transporte coletivo e individual de
passageiros e sobre a fixação de tarifas;
II – opinar sobre concessões ou permissões para operação de linha de empresas públicas e
privadas;
III – manifestar-se sobre as reivindicações da comunidade quanto ao trânsito e ao transporte
público de passageiros;
IV – manifestar-se quanto às orientações normativas relacionadas aos assuntos de trânsito e
transporte;
V – subsidiar o órgão executivo no exercício de suas atividades, sugerindo-lhe diretrizes para
o trânsito e transporte.
Art. 200. O serviço de transporte coletivo tem caráter essencial e as empresas públicas e
privadas, concessionárias ou permissionárias, serão obrigadas a cumprir a freqüência e os itinerários
estabelecidos pelo órgão gestor.
Art. 201. As empresas públicas e privadas, concessionárias ou permissionárias, do serviço de
transporte coletivo são obrigadas a fixar cartazes nos pontos de parada, com os horários das linhas
que passam pelo ponto, devendo o órgão gestor aplicar, em caso de inobservância. as penalidades
previstas em lei.
Art. 202. O Município poderá intervir nas empresas privadas, concessionárias ou
permissionárias, de serviço de transporte coletivo, na forma da lei, para:
I - fazer observar as normas de regulamento de transporte público de passageiros:
II - fazer cumprir as normas do Código Disciplinar dos Transportes;
III – apurar denúncia fundamentada na prática de atos que atentem contra o ato administrativo
de permissão ou contrato de concessão.
Parágrafo único. A intervenção será executada pelo Poder Público Municipal de oficio ou por
provocação da Câmara Municipal.

23
O § 2.º do art. 197 foi revogado pela Emenda à Lei Orgânica n.º 39, de 1.º de julho de 2004. Texto revogado: “A
estipulação de novos benefícios tarifários pelo poder concedente fica condicionada à previsão, em lei, da origem dos recursos ou da simultânea
revisão da estrutura tarifária do concessionário ou permissionário, de forma a preservar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.”
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SEÇÃO III
Da Política dos Transportes
Art. 203. A orientação e fiscalização do tráfego e do trânsito nas vias urbanas e nas estradas
municipais são de competência do Município, o qual poderá, mediante convênio com o Estado,
utilizar para os fins mencionados neste artigo contingente da Polícia Militar.
Art. 204. (Revogado.)

Art. 205. (Revogado.)


Art. 206. (Revogado.)
Art. 207. (Revogado.)

TÍTULO VII
Do Meio Ambiente

CAPÍTULO I
Dos Princípios Gerais
Art. 208. Todos têm direito ao meio ambiente saudável, ecologicamente equilibrado e
adequado para o desenvolvimento da vida, impondo-se a todos
e, em especial ao Poder Público Municipal, o dever de defendê-lo e preservá-lo para benefício das
gerações atuais e futuras.
Parágrafo único. O direito ao meio ambiente sadio estende-se ao ambiente de trabalho.
Art. 209. A proteção e a melhoria do meio ambiente serão, prioritariamente, consideradas na
definição de qualquer política, programa ou projeto, público ou privado, nas áreas do Município.
Art. 210. É assegurada a participação popular em todas as decisões relacionadas ao meio
ambiente e o direito à informação sobre essa matéria, na forma da lei.
Art. 211. O Poder Público Municipal realizará o zoneamento ecológico-econômico do
Município, de modo a compatibilizar o desenvolvimento com a preservação e a conservação do meio
ambiente, bem como promoverá o levantamento e o monitoramento periódico da área geográfica
municipal, de acordo com as tendências e desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que o
zoneamento ecológico-econômico esteja sempre atualizado, garantindo a conservação das amostras
representativas dos ecossistemas.
Art. 212. Competem ao Município a defesa, conservação, preservação e controle do meio
ambiente, cabendo-lhe:
I – zelar pela conservação das florestas e reservas extrativistas, fomentando a restauração das
áreas já degradadas ou exauridas, de acordo com as técnicas adequadas, bem como elaborar política
específica para o setor;
II – zelar pelas áreas de preservação dos corpos aquáticos, principalmente as nascentes,
inclusive os “olhos d’água”, cuja ocupação só se fará na forma da lei, mediante estudos de impactos
ambientais;
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III – assegurar a diversidade das espécies e dos ecossistemas, de modo a preservar o
patrimônio genético, biológico, ecológico e paisagístico e definir espaços territoriais a serem
especialmente protegidos;
IV – promover a educação ambiental em todos os níveis e proporcionar, na forma da lei,
informação ambiental;
V – criar unidades de conservação da natureza, de acordo com as diversas categorias de
manejo, implantando-as e mantendo-as com os serviços indispensáveis às suas finalidades;
VI – estabelecer obrigatoriedades aos que explorem os recursos naturais, renováveis ou não,
para, por seus próprios meios, procederem à recuperação do meio ambiente alterado, de acordo com a
solução técnica aprovada pelos órgãos públicos competentes, envolvendo, na fiscalização, as
entidades ligadas à questão ambiental ou representativas da sociedade civil, na forma da lei;
VII – realizar a integração das ações de defesa do meio ambiente com as ações dos demais
setores da atividade pública;

VIII – criar um conselho específico, de atuação colegiada, que contará com a participação de
representantes do Poder Público e, majoritariamente, da sociedade civil organizada, especialmente,
através de entidades voltadas para a questão ambiental, na forma da lei, que terá, dentre outras, as
seguintes competências:
a) acompanhar, avaliar, controlar e fiscalizar o meio ambiente;
b) opinar, obrigatoriamente, sobre a política municipal do meio ambiente, oferecendo
subsídios à definição de mecanismos e medidas que permitam a utilização atual e futura dos recursos
hídricos, minerais, pedológicos, florestais e faunísticos, bem como o controle da qualidade da água,
do ar e do solo, como suporte do desenvolvimento sócio-econômico;
c) assessorar o Poder Público em matérias e questões relativas ao meio ambiente;
d) emitir parecer prévio sobre projetos públicos ou privados, que apresentem aspectos
potencialmente poluidores ou causadores de significativa degradação do meio ambiente, como tal
caracterizados na lei.
§ 1.º Todo e qualquer plano, programa, projeto, atividade ou obra potencialmente causadora
de desequilíbrio ecológico ou de significativa degradação do meio ambiente, exigirá, na forma da lei,
estudo prévio de impacto ambiental e só será autorizada sua implantação, bem como liberado
incentivo, financiamento ou aplicação de recursos públicos, após aprovação, na forma da legislação
aplicável, pelo órgão técnico de controle ambiental do Município, ouvido o órgão de atuação
colegiada de que trata o inciso VIII.
§ 2.º Os órgãos da administração direta ou indireta do Município não poderão contratar,
conceder incentivos ou destinar recursos públicos a pessoas físicas ou jurídicas que descumprirem a
legislação ambiental, ficando suspensos os contratos celebrados, enquanto perdurar o
descumprimento.
§ 3.º A implantação de projeto ou atividade, pública ou privada, que possa colocar em risco o
equilíbrio ecológico ou provocar significativa degradação do meio ambiente, só será autorizada após
consulta à população interessada, na forma da lei.
§ 4.º As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores a sanções
administrativas, com aplicação de multas diárias e progressivas, na forma da lei e, nos casos de
continuidade da infração ou reincidência, inclusive a redução do nível da atividade e a interdição,
independentemente da obrigação de restaurar os danos causados.
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§ 5.º A pesquisa, a experimentação, a produção, o armazenamento, a comercialização, o uso,
o transporte, a importação, a exportação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos,
domotóxicos, ecotóxicos, seus componentes afins, no território marabaense, estão condicionados a
prévio cadastramento dos mesmos nos órgãos municipais responsáveis pelos setores da ciência e
tecnologia, indústria e comércio, agricultura, transporte, saúde e meio ambiente.
§ 6.º As indústrias poluentes só serão implantadas em áreas previamente delimitadas pelo
Poder Público, respeitada a política de meio ambiente e adotarão, obrigatoriamente, técnicas eficazes
que evitem a contaminação ambiental.
Art. 213. As pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, que exercem atividades
consideradas poluidoras ou potencialmente poluidoras serão obrigadas a promover a conservação
ambiental pela coleta, tratamento e disposição final dos resíduos por elas produzidos, cessando, com
a entrega dos resíduos a eventuais adquirentes, quando tal for devidamente autorizado pelo órgão de
controle ambiental competente, a responsabilidade daquelas e iniciando-se, imediatamente, a destes.
Art. 214. É vedada a construção, o armazenamento e o transporte de armas nucleares no
Município de Marabá, bem como a utilização de seu território para o depósito de lixo ou rejeito
atômico ou para experimentação nuclear com finalidade bélica.

Parágrafo Único. A lei preverá os casos e locais em que poderá ser depositado o lixo ou
rejeito atômico produzido em território marabaense e resultante de atividades não bélicas.
Art. 215. O Poder Público fiscalizará a circulação e o transporte de produtos perecíveis,
perigosos ou nocivos, exigindo tratamento e acondicionamento adequados, na forma da lei, sendo
obrigatória a estipulação de seguro contra danos ambientais pelo transportador ou produtor de cargas
ou produtos que possam causar danos ao homem ou ao meio ambiente.
Art. 216. As empresas públicas ou privadas que realizarem obras de usinas hidrelétricas, de
formação de barragens ou outras quaisquer que determinem a submersão, exploração, consumo ou
extinção de recursos naturais localizados em terras públicas ou devolutas, ainda que aforadas ou
concedidas, ficarão obrigadas a indenizar o Município, na forma que a lei definir.
Parágrafo Único. Ocorrendo necessidades de desapropriação, no caso das obras referidas
neste artigo, o valor da indenização será pago pelas empresas interessadas nas obras.
Art. 217. São áreas de proteção permanente, além de outras definidas em lei:
I – as praias do Tucunaré, São Félix, Geladinho, Espírito Santo, Lençol e Croa Pelada;
II – os balneários:
a) Pirucaba;
b) Flecheira.
III – todos os lagos que compõem o paleocanal dos rios Tocantins e Itacaiúnas.
Art. 218. (Revogado.)

CAPÍTULO II
Do Conselho Municipal do Meio Ambiente
Art. 219. (Revogado.)
Art. 220. (Revogado.)
Art. 221. (Revogado.)
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TÍTULO VIII
Da Ordem Social

CAPÍTULO I
Da Seguridade Social

SEÇÃO I
Disposição Geral
Art. 222. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos
poderes públicos e da sociedade destinada a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e
assistência social nos termos da Constituição Federal, da Constituição Estadual e desta Lei Orgânica.

SEÇÃO II
Da Previdência Social
Art. 223. O Município, para garantir a previdência a seus servidores, instituirá regime
próprio, respeitados os preceitos da Constituição Federal.

SEÇÃO III
Da Saúde

Art. 224. A saúde é um direito de todo cidadão e dever do Poder Público, garantido mediante
políticas sociais, econômicas, educacionais e ambientais, visando à eliminação ou redução do risco
de doença e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção,
proteção e recuperação, competindo ao Município as atribuições previstas em lei federal.
Art. 225. As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou
conveniados, que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), serão desenvolvidos de acordo com o
disposto na Constituição Federal, obedecendo-se, ainda, aos princípios inscritos em lei federal.
§ 1.º As entidades contratadas ou conveniadas submeter-se-ão à normatização do Sistema
Único de Saúde (SUS), aos seus princípios e programas fundamentais.
§ 2.º É vedada a cobrança ao usuário pela prestação de serviços à saúde mantidos pelo Poder
Público ou serviços privados contratados pelo Sistema Único de Saúde, referente ao previsto nas
Constituições Federal e Estadual.
Art. 226. O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá organizar-se em distritos, de forma a
integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltados para a cobertura total das ações de saúde.
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Art. 227. A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) será exercida pelo titular do órgão de
saúde do Município.
Art. 228. Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços contratados
é vedado exercer cargo de direção, chefia ou função de confiança no Sistema Único de Saúde.
Art. 229. É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros na
assistência à saúde do Município, salvo através de doações de organismos internacionais vinculados à
Organização das Nações Unidas, de entidades de cooperação técnica e de financiamento e
empréstimos.
Art. 230. O Sistema Único de Saúde do Município será financiado através do Fundo
Municipal de Saúde, constituído na forma da lei.
Parágrafo único. É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenções às
instituições privadas com fins lucrativos.
Art. 231. É dever do órgão gestor do Sistema Único de Saúde (SUS) realizar uma conferência
bienal de saúde com o objetivo de analisar e avaliar as ações desenvolvidas no referido Sistema.
Art. 232. (Revogado.)
Art. 233. (Revogado.)
Art. 234. (Revogado.)
Art. 235. Ao gestor do Sistema Único de Saúde do Município compete, entre outras, as
seguintes atribuições:
I - exercer o controle e normatização das atividades públicas e privadas conveniadas ao SUS;
II - administrar e executar as ações e serviços públicos de saúde no Município;

III - assegurar, no âmbito do Município, uma política de insumos e equipamentos destinados


ao setor de saúde, de acordo com a política nacional;
IV - coordenar as ações de controle de infecção hospitalar no Município;
V – buscar meios que visem ao controle sanitário dos deslocamentos migratórios;
VI - assegurar á população do Município, o atendimento emergencial nos serviços de saúde
pública ou privados contratados:
VII - coordenar e executar as ações de vigilância sanitária;
VIII - coordenar e executar as ações de controle de zoonose;
IX – assegurar aos pré-escolares e escolares, assistência odontológica, oftalmológica e
aplicação sistemática de flúor nas escolas públicas de ensino fundamental e creches;
X – implantar e implementar uma política de recursos humanos, de forma a garantir aos
profissionais de saúde planos de cargos e salários e de carreira, para o profissional de saúde, da
administração direta e indireta;
XI - implementar o sistema de informação em saúde do Município;
XII - colaborar com os órgãos afins na proteção e controle do meio ambiente;
XIII – (revogado);
XIV – (revogado);
XV - compatibilizar e complementar normas técnicas do Ministério da Saúde e da Secretaria
Estadual de Saúde, de acordo com a realidade municipal;
XVI - planejar e executar ações de controle das condições do ambiente de trabalho no serviço
público e rios problemas de saúde a ele relacionados;
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XVII - administrar e executar ações e serviços de saúde e de promoção nutricional, de
abrangência municipal;
XVIII – implementar programa de saúde da mulher, que assegure:
a) atenção à adolescente;
b) assistência à gravidez, ao parto e ao pós-parto;
c) oferecer à mulher e ao homem pleno acesso às informações, aos meios técnicos e
científicos disponíveis na sociedade tanto para concepção como para contracepção;
XIX - incentivar e colaborar para incrementação, em sua área de atuação do desenvolvimento
científico e tecnológico;
XX – coletar, processar e transfundir o sangue e seus derivados, promovendo eventos que
visem esclarecer e informar a população a respeito do assunto, bem como desenvolvendo medidas de
estímulo à prática da doação, em cooperação com o Estado;
XXI - defender e promover as condições cientificamente necessárias ao pleno exercício do
aleitamento materno;
XXII - instituir no Município de Marabá, em convênio com o Estado e ou União, a criação
de Banco de Leite, que não terá fins lucrativos;
XXIII – (revogado);
XXIV – garantir a distribuição de medicamentos básicos e realização de exames laboratoriais,
bem como os exames especializados;
XXV - criar e executar programas que visem a prevenção de doenças;
XXVI – implementar programas de reabilitação, com a garantia de que as órteses e próteses
sejam adequadas às necessidades das pessoas portadoras de necessidades especiais;
XXVII – (revogado);
XXVIII - garantir o atendimento domiciliar ao enfermo sem condições de locomover-se;
XXIX – garantir prioridade no atendimento do enfermo idoso;
XXX – (revogado);

XXXI – (revogado);
XXXII – implementar programa de tratamento fora de domicílio;
XXXIII – (revogado);
XXIV – (revogado);
Art. 236. (Revogado.)
Art. 237. O Poder Público Municipal, através de seu sistema de saúde, prestará atendimento
médico-hospitalar para a prática do aborto nos casos previstos na Constituição Federal.
Art. 238. (Revogado.)
Art. 239. O Fundo Municipal de Saúde será administrado pelo gestor municipal de saúde,
tendo o Conselho Municipal de Saúde como órgão de acompanhamento e fiscalização.

SEÇÃO IV
Do Saneamento
Art. 240. É dever do Município promover o serviço de saneamento, incluindo-se entre outros,
a drenagem urbana, o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a coleta e a destinação final de
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resíduos sólidos, o controle de vetores transmissíveis de doenças, bem como todas as atividades
relevantes para a promoção e garantia da qualidade de vida da população.
Parágrafo único. A lei estabelecerá as condições técnicas, administrativas, financeiras e
institucionais, com vistas ao atendimento do estabelecido neste artigo.
Art. 241. Compete ao Poder Público, na área de saneamento, entre outras, as seguintes
atribuições:
I - promover, coordenar, executar e fiscalizar, em conjunto com o Poder Público Estadual ou
Federal, conforme o caso, as ações de saneamento;
II - promover a educação sanitária através da rede escolar municipal e de programações
específicas;
III - assegurar à comunidade o livre acesso às informações sobre saneamento e participação
popular no acompanhamento das atividades;
IV - estabelecer, conjuntamente com os municípios limítrofes, Políticas municipais
integradas, com vistas às definições na área de saneamento;
V - estabelecer diretrizes para a utilização racional das águas superficiais e subterrâneas,
assegurando, prioritariamente, o suprimento de água à população, através do programa permanente
de conservação e proteção contra a poluição de coleções de águas para abastecimento. lazer e
recreação;
VI - manter em pleno e eficaz funcionamento, permanente sistema de drenagem, que assegure
o livre fluxo das águas, a preservação do meio ambiente natural e a sua recuperação, onde couber,
VII - exigir, na forma da lei, para instalação de obras ou atividades causadoras de poluição e
as potencialmente degradadoras do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental;
VIII – aplicar, na forma da lei, sanções administrativas aos infratores da legislação atinente ao
saneamento.
Art. 242. É dever do Poder Público garantir a infra-estrutura de saneamento básico,
previamente, a qualquer serviço de pavimentação de vias urbanas.
Art. 243. O plano diretor de desenvolvimento urbano do município contemplará,
necessariamente, diretrizes para o saneamento do município.

Art. 244. O acompanhamento e avaliação das ações de saneamento no Município serão


exercidos pelo Conselho Municipal de Saúde, com as atribuições, funcionamento e competência
definidos em lei.
Art. 245. O Município fará a avaliação e controle da qualidade da água tratada e conservada
com flúor em todos os bairros e distritos.
Art. 246. A coleta de lixo domiciliar far-se-á com a separação do lixo reciclável e seu
aproveitamento, sendo a parte não-aproveitável destinada a aterros sanitários. .
Parágrafo único. Todas as vias e logradouros públicos da cidade de Marabá, assim como as
praias destinadas ao lazer da população, terão seu lixo recolhido diariamente.
Art. 247. O lixo hospitalar não será reaproveitado, sendo criado o serviço de incineração para
esse fim.

SEÇÃO V
Da Assistência Social
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Art. 248. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, respeitado o que dispõem
as Constituições Federal e Estadual, esta Lei Orgânica e a Lei Orgânica de Assistência Social.
Art. 249. A política de assistência social do município será executada pelo seu órgão de
assistência social.
Art. 250. Cabe ao órgão de assistência social do Município, entre outras, as seguintes
atribuições:
I - elaborar a política de assistência social do município, levando em conta as diretrizes gerais
das esferas estadual e federal, com a participação da sociedade civil organizada, através dos
segmentos que atuam na área social;
II – coordenar, junto às entidades federais e estaduais, a execução da política de assistência
social destinada ao município;
III - promover, no processo de elaboração da política de assistência social, assim como no seu
processo de avaliação, a participação dos organismos representativos dos profissionais da assistência
social;
IV – monitorar, acompanhar, fiscalizar e avaliar a rede de serviços conveniados existente no
município.
Art. 251. O Conselho Municipal de Assistência Social, órgão consultivo e fiscalizador da
política de assistência social, terá sua composição, funcionamento e competência definidos em lei.

CAPÍTULO II
Da Educação, da Cultura e do Desporto

SEÇÃO I
Da Educação
Art. 252. A educação, direito de todos, dever da família e do Estado, promovida e incentivada
com a colaboração da sociedade, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Art. 253. O ensino no Município será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;


II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte, o saber e o
conhecimento;
III – valorização dos profissionais do ensino, garantindo, na forma da lei, plano de carreira
para o magistério público, com piso salarial profissional, conforme disporá o estatuto dos
profissionais da educação, ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos;
IV – o conhecimento e o progresso cientifico universal, que assegure a coexistência do
pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
V - direito de organização autônoma dos diversos segmentos da comunidade escolar;
59

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


VI – Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática de ensino público na
educação básica, de acordo com as peculiaridades e conforme os seguintes princípios24:
a) participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da
escola25;
b) participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. 26;
VII – gratuidade do ensino em estabelecimentos públicos;
VIII – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IX – garantia de padrão de qualidade;
X – valorização da experiência extra-escolar;
XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
Art. 254. O Município deve incumbir-se de:
I – organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do seu sistema de ensino,
integrando-os às políticas e planos educacionais da União e do Estado;
II – exercer ação redistributiva em relação às suas escolas;
III – baixar normas complementares para o seu sistema de ensino;
IV – acesso indistinto à educação a qualquer faixa etária;
V – atendimento educacional especializado a pessoas portadoras de necessidades especiais,
inclusive àqueles com problemas de conduta;
VI – garantia de desenvolvimento de programas suplementares de material didático-
pedagógico, transporte, alimentação e assistência à saúde a todos os educandos da rede municipal de
ensino.
VII – (revogado.)
Parágrafo único. O Município investirá na formação, a nível médio e superior, de
profissionais da rede municipal que atuam na educação infantil e ensino fundamental.
Art. 255. A lei disporá sobre o sistema municipal de ensino, definindo formas de colaboração
com o Estado e a União e assegurando:
I – oferta de vagas para atender a toda a demanda de educação infantil, em creches e pré-
escolas, e do ensino fundamental;
II – erradicação do analfabetismo;
III – especial atenção às práticas educacionais do meio rural, de forma a promover as
adaptações necessárias às peculiaridades da vida rural da região, especialmente:
a) conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos
alunos da zona rural;
b) organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às condições
climáticas;
c) adequação à natureza do trabalho na zona rural;
IV – educação escolar em três turnos, sendo dois diurnos e um noturno, exceto a educação
infantil, que será ofertada somente nos turnos diurnos;

24
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 51, de 27 de dezembro de 2017. Redação anterior: VI – gestão
democrática de ensino público, assegurando a participação dos professores, funcionários, pais de alunos e alunos com
idade superior a doze anos no processo de eleição direta para escolha da direção da escola, o qual será coordenado pelo
Conselho Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Educação.
25
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 51, de 27 de dezembro de 2017.
26
Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica n.º 51, de 27 de dezembro de 2017.
60

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


V – programas de educação profissionalizante nos níveis básico, técnico e tecnológico nas
áreas que demandam necessidade na comunidade local.
Parágrafo único. O Município deverá atuar prioritariamente no ensino fundamental, no qual o
ingresso dos educandos poderá ocorrer a partir dos seis anos.
Art. 256. O educador cumprirá turno mínimo de trabalho equivalente a quatro horas, para a
prática de ensino em sala de aula, garantindo-se gratificação de vinte e cinco por cento de sua
remuneração para o planejamento de suas atividades pedagógicas, no âmbito de sua unidade escolar,
devendo ele incumbir-se de:
I – participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento
de ensino;
III – zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV – estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
V – ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos
períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI – colaborar com as atividades de articulação da escola com a família e a comunidade.
Art. 257. As verbas públicas destinadas à educação municipal não poderão ser inferiores a
vinte e cinco por cento da receita de impostos, compreendidas neste percentual as provenientes de
transferências.
Parágrafo único. O Executivo Municipal obriga-se a divulgar trimestralmente à população do
Município. comunidade escolar, Câmara Municipal e Conselho Municipal de Educação, relatório
detalhando os gastos efetuados com a educação, a cada mês decorrido, referindo-se especialmente às
despesas com reformas, ampliação, manutenção e conservação das escolas, bem como a aquisição e
recuperação de equipamentos, no prazo máximo de quinze dias após o encerramento das atividades
letivas do trimestre.
Art. 258. É obrigatório, para matrícula na rede municipal de ensino, apresentação do atestado
de vacinação, ou documento similar, contra moléstias infectocontagiosas.
Art. 259. A destinação de verbas públicas para escolas comunitárias, confessionais e
filantrópicas definidas em lei, poderá ocorrer desde que:
I – a oferta de vaga na rede pública gratuita e municipal seja insuficiente para atender toda a
demanda escolar:
II – o ensino oferecido seja de qualidade;
III – sejam garantidas condições adequadas para capacitação, remuneração e exercício do
magistério:
IV – (revogado.)
Parágrafo único. As escolas citadas no caput deste artigo deverão oferecer condições à prática
da educação que garantam a otimização do nível de aprendizagem do educando, atender plenamente
aos requisitos dos incisos I, II e III e ainda:
a) comprovar finalidade não lucrativa e aplicar seus excedentes financeiros na educação;
b) assegurar a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica,
confessional ou do poder público municipal, no caso de encerramento de suas atividades.
Art. 260. O currículo do ensino fundamental obedecerá à base nacional comum, conforme
determinação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a ser complementada por uma parte
diversificada exigida pelas características regionais e locais da sociedade,
61

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


I - conteúdos específicos à evolução histórica e cultural do Município de Marabá, relativos a
hábitos, costumes e vocabulários;

II – conteúdos programáticos que retratem a situação do meio ambiente no município, de


modo a desenvolver a consciência ecológica, na perspectiva de encontrar mecanismo e alternativas
de preservação e desenvolvimento sustentável;
III – atividades complementares que investiguem a origem e caracterização das manifestações
culturais do município, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.
IV – (revogado.)
§ 1.º Os temas relacionados nos incisos I, II e III no trabalho junto ao educando deverão
prescindir de análise comparativa do contexto sócio-econômico do município, a situação de vida da
clientela escolar da rede pública municipal e ser desenvolvidos de forma interdisciplinar.
§ 2.º O ensino religioso, de matrícula facultativa, não poderá restringir-se a apenas uma
religião.
Art. 261. O Conselho Municipal de Educação, órgão normativo do sistema municipal de
ensino, atuará em regime de colaboração com os sistemas estadual e nacional de ensino, com a
composição e atribuições definidas em lei.
Art. 262. (Revogado.)
Art. 263. O Conselho municipal de Educação terá mandato fixo de dois anos, permitida a
reeleição por igual período.
Art. 264. O Conselho Escolar de cada estabelecimento de ensino público funcionará como
órgão de controle, avaliação e fiscalização de sua gestão administrativo-pedagógica e financeira.
§ 1.º O Poder Público não embaraçará a criação e o funcionamento de entidades
representativas de estudantes.
§ 2.º No âmbito das unidades escolares poderão funcionar colegiados constituídos de pais ou
responsáveis de alunos regularmente matriculados na unidade escolar, com a competência de:
a) promover o intercâmbio entre as famílias e a escola;
b) propor ao Conselho Escolar medidas que visem ao aprimoramento do ensino;
c) auxiliar nas obras de promoção social da escola.
Art. 265. Além do que fixam os arts. 280 e 281 da Constituição Estadual, as ações do Poder
Público municipal na área educacional devem voltar-se para:
I - universalização do atendimento escolar;
II - melhoria da qualidade de ensino ministrado;
III - oferecer condições necessárias à qualificação e reciclagem periódica dos profissionais de
educação, assegurando-lhes o direito de afastamento temporário de suas atividades sem perda
salarial;
IV - gradativa adequação da rede física do ensino público, levando-se em consideração ás
condições climáticas do município, de modo a favorecer o nível de aprendizagem dos alunos.
Parágrafo único. A não-apresentação em tempo hábil do Plano Diretor de Educação do
Município à Câmara Municipal, importa em responsabilidade da autoridade competente.
Art. 266. (Revogado.)
62

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SEÇÃO II
Da Cultura

Art. 267. No Município de Marabá será garantido o pleno exercício dos direitos culturais e o
acesso às fontes de cultura, sendo apoiado e estimulado o desenvolvimento das ciências, das artes,
das letras, do folclore e da cultura em geral.
§ 1.° A cultura, considerada bem social e de livre acesso, é direito de todos.
§ 2.° A cultura popular, com base na criatividade e no saber do povo, manifestada sob as suas
mais diversas formas, merecerá especial amparo, proteção e incentivo pelo Poder Executivo,
incluídas as demais manifestações culturais de origem indígena e africana e dos demais grupos de
nosso processo civilizatório e formadores de nossa sociedade.
§ 3.° O carnaval, manifestação popular genuína e cultural, merecerá do Poder Executivo o
devido apoio e patrocínio.
§ 4.° As produções e obras de autores e artistas brasileiros, especialmente as dos paraenses e,
prioritariamente, as dos marabaenses, que residem no município, sobre qualquer manifestação
cultural, merecerão do poder público municipal a devida divulgação, apoio, patrocínio e até edição,
se for o caso, na forma da lei.
Art. 268. (Revogado.)
Art. 269. Constituem patrimônio cultural do Município de Marabá os bens de natureza
material ou imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à
identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos, formadores da sociedade paraense e
marabaense, nos quais sejam incluídos:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas, tecnológicas e artesanais, carnavalescas e folclóricas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações
artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico,
paleontológico, científico e inerentes a reminiscências de formação de nossa história popular.
§ 1.° O poder público municipal, com a colaboração de associações e fundações culturais
públicas e privadas e, ainda, se possível, dos poderes públicos do estado e da União, promoverá e
protegerá o patrimônio cultural marabaense, como parte do paraense. inclusive preservando as
características de prédios de valor histórico por meio de inventário, registro, vigilância, tombamento,
desapropriação e outras formas de acautelamento e preservação.
§ 2.° Deverão ser tombados todos os documentos e locais de reminiscências culturais e
históricas de qualquer natureza.
§ 3.° Cabe ao Poder Público a gestão da documentação governamental e municipal, bem
como providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitarem.
63

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


§ 4.º Os órgãos e entidades públicas são responsáveis pela guarda e conservação de todos e
quaisquer documentos considerados de ordem histórica e cultural por si arrecadados ou coletados,
bem como pelas providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitarem.
§ 5.° As entidades culturais de direito privado consideradas de utilidade pública, e a Fundação
Casa da Cultura de Marabá, serão fortalecidas e incentivadas pelo poder público, com apoio técnico e
financeiro, para incremento a produções locais, sem fins lucrativos.
§ 6.° As pessoas que provocarem danos e ameaças ao patrimônio cultural. assim como
aquelas que, fazendo parte do poder público, o negligenciarem. serão punidas na forma da lei.

§ 7.° O município realizará em ação conjunta com o estado e a União, promoção e divulgação
da história dos valores humanos e das tradições locais.
§ 8.° É dever do Poder Executivo recursos necessários à manutenção efetiva da Fundação
Casa da Cultura de Marabá.
Art. 270. (Revogado.)
Art. 271. A Prefeitura Municipal de Marabá, através de convênios, apoiará e incentivará a
atividade cultural nos sindicatos, associações de moradores. clubes e associações populares.
Art. 272. A Prefeitura promoverá festivais culturais e artísticos, garantindo, de preferência, a
participação de artistas e conjuntos locais.
Art. 273. As ações culturais no âmbito do Município serão desenvolvidas ou incentivadas
pelo Poder Público, mediante:
I - orientação às pessoas ou instituições interessadas no sentido de concessão de incentivos e
financiamentos para produções e ações culturais;
II - implantação de bibliotecas nas escolas da rede municipal de ensino;
III - fixação de datas comemorativas de alta significação cultural e histórica para o Município
de Marabá.
Art. 274. A lei regulará a criação, composição e funcionamento do Conselho Municipal de
Cultura, que virá subsidiar, com orientação normativa, as ações culturais desenvolvidas no Município
de Marabá, ressalvada a espontaneidade das mesmas, bem como a criação e destinação do Fundo
Municipal de Cultura.
Art. 275. (Revogado.)
Art. 276. (Revogado.)
Art. 277. É dever do município resgatar, manter, conservar, preservar, restaurar, pesquisar,
expor e divulgar, bem como garantir os meios de ampliação do patrimônio documental, fonográfico,
audiovisual, plástico, bibliográfico, museológico, histórico, artístico e arquivístico das instituições
culturais sem fins lucrativos e de utilidade pública.

SEÇÃO III
Do Desporto
Art. 278. É dever do município fomentar práticas desportivas como direito de cada um,
observados:
I – a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto escolar, do lazer
e das atividades desportivas comunitárias, definida em ação conjunta com os órgãos públicos afins;
64

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II – o desporto escolar se desenvolverá a partir da educação física curricular ou correlata, com
matrícula obrigatória, em todos os estabelecimentos de ensino do município, contribuindo na
formação do educando para o exercício da cidadania;
III – a garantia às pessoas portadoras de necessidades especiais das condições à prática de
educação física, de esporte e lazer, bem como o incentivo a esta prática;
IV - o tratamento diferenciado para o desporto amador;
V – terão suas faltas abonadas os servidores no exercício de funções em órgãos colegiados em
matéria desportiva municipal ou que forem convocados para integrar representação desportiva.
Art. 278-A. O funcionamento de academias e demais estabelecimentos especializados em
atividades desportivas fica sujeito à regulamentação, registro e supervisão do Poder Público, na
forma da lei.

Art. 278-B. A lei regulará a criação, composição e funcionamento do Conselho Municipal de


Desporto.
Art. 278-C. O Município proporcionará meios de recreação sadia e construtiva à comunidade.
Art. 278-D. Os serviços municipais de esporte e recreação articular-se-ão com as atividades
culturais do Município, visando à implantação e o desenvolvimento do turismo.

CAPÍTULO III
Do Turismo
Art. 279. É dever do poder público municipal desenvolver programas específicos destinados a
incentivar o turismo, como fator de desenvolvimento econômico e social, através de:
I – criação de infra-estrutura física e viabilidade econômica para o gerenciamento do setor;
II – criação de Conselho e Fundo Municipal de Turismo formado por integrantes do setor
público e privado, no intuito de captar e gerenciar recursos para implantação de programas de
desenvolvimento do turismo sustentável, na forma da lei;
III – proteção e preservação do patrimônio de valor histórico, cultural, artístico, turístico e
paisagístico do município;
IV – promoção das atividades culturais, educativas, artísticas e esportivas, através de eventos;
V – organização de calendário anual de eventos de interesse turístico;
VI – incentivo e apoio financeiro ao ecoturismo e às manifestações folclóricas populares,
como forma de atração turística;
VII – incentivo à criação de jardins zoológicos e apoio aos existentes, com animais silvestres
da região;
VIII – contribuição no processo de desenvolvimento e modernização das empresas do setor
turístico, articulando e promovendo ações e parcerias nos ambientes técnico, político e institucional;
IX – divulgação e promoção dos atrativos do Município, usando de marketing institucional
para comercialização do produto turístico, assegurando sempre o respeito ao meio ambiente, às
paisagens notáveis e à cultura local;
X – implantação de programas educativos do Município sobre a importância do turismo como
instrumento sócio-econômico e na preservação do patrimônio histórico, cultural e natural;
65

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XI – conscientização da população para assegurar o desenvolvimento da vocação turística da
cidade;
XII – adoção de medidas específicas para o desenvolvimento dos recursos humanos para o
turismo.
XIII – priorizar a participação efetiva das populações locais de áreas com potencial turístico.
Art. 279-A. O Município poderá celebrar convênios:
I – com entidades do setor privado para promover a recuperação e a conservação de
monumentos, logradouros de interesse turístico, obras de artes e pontos turísticos;
II – com entidades e órgãos competentes para a utilização de monumentos históricos da
cidade, em atividades de caráter turístico e cultural.
Art. 279-B. O turismo será gerido por empresa pública municipal, conforme a lei, vinculada
ao órgão de desenvolvimento econômico.
Art. 280. (Revogado.)
Art. 281. (Revogado.)
Art. 282. (Revogado.)

CAPÍTULO IV
Da Defesa do Consumidor

Art. 283. A lei criará o Serviço Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, com a
finalidade de orientar, fiscalizar e punir, observado o que dispuser o Código de Defesa do
Consumidor.
Art. 284. Poder público municipal incentivará a criação de cooperativas de consumo
organizadas e administradas pelas entidades sindicais e populares.
Art. 285. (Revogado.)
Art. 286. (Revogado.)
Art. 287. O poder público municipal incentivará a criação de associações, visando à defesa do
consumidor.
Art. 288. (Revogado.)

CAPÍTULO V
Da Família, da Criança, do Adolescente e do Idoso

SEÇÃO I
Da Família
Art. 289. A fam1ia, base da sociedade, tem especial atenção do município.
§ 1.º À família será garantida a livre opção quanto ao tamanho de sua prole, competindo ao
município apoiar a população através de estratégias educacionais, na operacionalização do
planejamento familiar.
§ 2.º (Revogado.)
§ 3.º O Poder Público, na forma da lei, proporcionará aos legalmente necessitados todas as
facilidades para celebração do casamento.
66

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

SEÇÃO II
Da Criança e do Adolescente
Art. 290. É dever da fam0ia, da sociedade e do município, assegurar à criança e ao
adolescente, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde. à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito. à liberdade
e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Parágrafo único. Os setores e áreas diretamente relacionados com a proteção e assistência à
criança e ao adolescente serão aquinhoados de forma privilegiada na elaboração da Lei Orçamentária.
Art. 291. (Revogado.)
Art. 292. (Revogado.)
Art. 293. (Revogado.)
Art. 294. O Município contará com um Conselho Municipal de Defesa da Criança e do
Adolescente, com caráter consultivo, na forma da lei.
SEÇÃO III
Do Idoso
Art. 295. A família, a sociedade e o Município, através de política integrada com o Estado,
têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando a sua participação na comunidade,
defendendo sua dignidade, bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.
Parágrafo único. (Revogado.)
Art. 296. (Revogado.)
Art. 297. O município, através de ação conjunta entre as Secretarias de Educação, Cultura e
Saúde, implantará cursos de orientação de idosos, cuja metodologia propicie:
I - terapia ocupacional, onde o produto final resulte na complementação do orçamento
familiar;
II - orientação dietética;
III - orientação sobre prevenção e tratamento de doenças comuns aos idosos.
Art. 298. O Município valorizará a mão-de-obra do idoso sem discriminação salarial.
Art. 299. Ao idoso será garantido atendimento prioritário em qualquer órgão ou instituição do
Município.
Art. 300. Ao poder público municipal compete implantar e implementar uma política de
atendimento sistemático à população idosa, com a criação e execução de programas especiais,
voltados para o desenvolvimento de atividades sócio-culturais e de lazer, utilizando espaços ociosos e
construindo centros comunitários.

CAPÍTULO VI
Da Pessoa Portadora de Deficiência
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Art. 301. É dever do Município assegurar às pessoas portadoras de deficiências físicas,
sensoriais ou mentais e com problemas de conduta, além dos direitos gerais instituídos nesta lei, os
especiais necessários à compreensão de sua necessidade e, em especial, os seguintes:
I - atendimento educacional especializado e gratuito;
II - assistência, tratamento médico, reabilitação e habilitação, através de serviços prestados
por órgãos da administração municipal ou mediante convênios com entidades privadas com serviços
especializados;
III - garantia, na forma da lei, de aproveitamento de todas as pessoas portadoras de deficiência
física aprovadas em concurso público nos órgãos da administração direta e indireta do Município;
IV - facilidade de acesso a prédios, logradouros públicos e transportes coletivos, observando o
disposto em lei;
V – redução da jornada de trabalho e flexibilidade de horário à servidora municipal mãe de
pessoa portadora de necessidades especiais, obedecido o que dispõe a lei federal;
VI - assistência especializada ao detentor de problema de conduta, bem como
acompanhamento junto à família, visando sua reintegração à sociedade.
Art. 302. As pessoas portadoras de necessidades especiais receberão atenção especial do
poder público, conforme o seguinte:
I - garantia de equipamentos necessários ao acesso do deficiente visual às informações
oferecidas pelos serviços públicos municipais;
II - garantia ao deficiente de participação nos programas de esporte e lazer, promovidos pelos
órgãos municipais que desenvolvam estas modalidades;

III – articulação com organizações comunitárias para conjugar esforços em prol das pessoas
portadoras de necessidades especiais;
IV - garantia da inclusão de participação dos deficientes junto às instituições públicas, no
planejamento de projetos que ofereçam serviços e programas aos mesmos;
V - criação de local de atendimento especial para abrigar de deficientes abandonados.
Art. 303. O Município de Marabá promoverá a integração dos deficientes ¡unto à sociedade e
a conscientização desta através das seguintes medidas:
I - maior divulgação dos trabalhos realizados pelas pessoas portadoras de deficiência, de um
modo geral, através dos veículos de comunicação;
II - maior compreensão e respeito da sociedade para com as pessoas portadoras de deficiência;
III - maior oferta de trabalho para o portador de deficiência;
IV - viabilização, através de órgãos competentes, de sinalização voltada às necessidades de
todos;
V - colocação de rampas e faixas de segurança nas esquinas e outros equipamentos que
facilitem o direito de ir e vir do deficiente físico;
VI - facilidade de acesso a todas as dependências de atendimento ao público e aos veículos,
nos transportes rodoviários e hidroviários;
VII - garantia de que os cargos de direção de órgãos especializados no atendimento à pessoa
deficiente sejam, preferencialmente, preenchidos por pessoas portadoras de deficiência devidamente
qualificadas.

CAPÍTULO VII
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CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Da Mulher
Art. 304. É dever do Município:
I - garantir perante a sociedade a imagem social da mulher como trabalhadora e cidadã
responsável, em igualdade de condições com o homem;
II - criar, juntamente com os órgãos e instituições estaduais e/ou federais, mecanismos para
coibir a violência doméstica, criando serviços de apoio integral à mulher e à criança, vítimas dessa
violência;
III – (revogado);
IV - não permitir a discriminação em relação ao papel social da mulher e garantir a educação
não diferenciada através da preparação de seus agentes educacionais, seja no comportamento
pedagógico ou no conteúdo do material didático;
V – promover a criação e manutenção de uma entidade de atendimento para assistência, apoio
e orientação jurídica à mulher na defesa de seus direitos, na forma da lei;
VI - auxiliar o estado e a União na criação e manutenção das delegacias
especializadas no atendimento à mulher e seus filhos;
VII - garantir, juntamente com o estado e a União, através do Sistema Único de Saúde,
assistência integral à saúde da mulher em todas as fases de sua vida;
VIII - garantir a aplicação da licença-maternidade de cento e vinte dias com salário integral às
servidoras gestantes;
IX - garantir à mulher livre opção pelo tamanho da prole, e lhe assegurar a assistência pré-
parto, parto, pós-parto, na rede pública de saúde;

X - oferecer condições de acesso gratuito aos métodos anticoncepcionais, indicações e contra-


indicações, ampliando a possibilidade de escolha adequada à individualidade e ao momento
específico de sua vida;
XI - criar mecanismos, na forma da lei, que facilitem o trânsito de gestantes nos coletivos
urbanos, sendo assegurada sua entrada diferenciada dos demais usuários, bem como sejam facilitadas
as suas atividades em estabelecimentos de qualquer tipo, que apresentem filas e exijam espera, como
também no seu local de trabalho;
XII – (revogado);
XIII – criar, através de lei, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher.
XIV – (revogado.)
Art. 305. (Revogado.)

TÍTULO IX
Das Disposições Gerais
Art. 306. Não se aplica à eleição realizada em 15 de novembro de 1988 o disposto no art. 89
desta lei.
Art. 307. Ficam extintos os efeitos jurídicos de qualquer ato legislativo ou administrativo,
lavrado há menos de seis meses da promulgação da LOM, que tenham por objetivo a estabilidade do
servidor da administração direta ou indireta, admitido em concurso público.
69

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Art. 308. A lei estabelecerá os casos de concessão de bolsas de estudo aos universitários
matriculados em estabelecimentos de ensino público localizados em outros municípios.
Art. 309. Fica proibida a produção de carvão vegetal com a derrubada de floresta nativa para
fins comerciais ou industriais.
Art. 310. O Município não poderá arcar com despesas de aluguel de imóveis para servidores
públicos de qualquer nível, inclusive dirigentes da administração direta, indireta, autárquica e
fundacional.
Art. 311. (Revogado.)
Art. 312. Somente por lei especifica, aprovada por dois terços dos membros da Câmara,
poderão ser criadas empresas públicas, sociedades de economia mista, autarquias ou fundações
públicas.
Parágrafo único. Depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias
das entidades mencionadas no caput deste artigo, assim como a participação de qualquer delas em
empresa privada.
Art. 313. (Revogado.)
Art. 314. É vedado, a partir da promulgação desta Lei Orgânica, beneficio de aposentadoria a
ex-prefeitos e ex-vice-prefeitos.
Art. 315. (Revogado.)
Art. 316. O Poder Executivo Municipal devera prover todas as escolas de sua rede, e
instituições congêneres com um exemplar da Lei Orgânica.
Art. 317. (Revogado.)
Art. 318. (Revogado.)
Art. 319. (Revogado.)
Art. 320. Ficam anistiados todos os débitos originários de tributos devidos ao Tesouro
Municipal até 3.1-12-89, no valor atual de até uma Unidade Fiscal Municipal (UFM).
Art. 321. (Revogado.)

ATO DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS

Art. 1.° Será criada, até trinta dias após a promulgação desta lei, uma comissão de transição,
com a finalidade de propor à Câmara Municipal e ao Prefeito, as medidas legislativas e
administrativas necessárias à organização institucional, estabelecida na LOM, sem prejuízos de
representantes dos dois poderes, na esfera de sua competência.
Parágrafo único. A comissão de transição será composta de seis membros: três indicados pelo
Prefeito e três pelo Presidente da Câmara Municipal, com os respectivos suplentes.
Art. 2.º As leis complementares previstas na LOM e as leis que a ela deverão adaptar-se, serão
elaboradas até o final da presente legislatura.
Art. 3.° Serão revistos, através da comissão parlamentar, nos dois anos a contar da
promulgação da LOM, todas as doações, vendas e concessões de terras públicas municipais,
realizadas no período de maio de 1981 a 1.° de janeiro de 1989.
§ 1.° No tocante às vendas, a revisão será feita com base no critério de legalidade da
operação.
§ 2.º No caso de concessões e doações, a revisão obedecerá aos critérios de legalidade e de
conveniência do interesse público.
70

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Art. 3.º Nas hipóteses previstas nos parágrafos anteriores, comprovada a ilegalidade, ou
quando existir conveniência de interesse público, as terras reverterão ao patrimônio do Município.
Art. 4.º Para efeito do cumprimento das disposições previstas na LOM, que impliquem
variações de receitas e despesas do Município, o Poder Executivo Municipal deverá elaborar e a
Câmara aprovar, projeto revendo a Lei Orçamentária referente ao exercício financeiro de 1990.
Art. 5.° Todas as permissões para prestação de serviço público a empresas privadas serão
revistas pela Câmara Municipal, no prazo de seis meses após a promulgação desta Lei Orgânica, e as
consideradas lesivas aos interesses públicos serão cassadas pelo Poder Executivo Municipal ou por
deliberação da Câmara Municipal.
Art. 6.° Após seis meses da promulgação desta Lei Orgânica, deverão ser revistas pela
Câmara Municipal, todas as concessões de bens imóveis e empresas de propriedade do Município,
que se encontrem sob posse, exploração ou cessão, qualquer que seja a forma, a terceiros, devendo
haver nova licitação e aprovação por dois terços dos membros da Câmara.
Art. 7.° Até dois anos após a promulgação desta lei, o Poder Executivo deverá tomar as
medidas necessárias para regularização de todos os terrenos ocupados por posse, no perímetro urbano
do Município.
Art. 8.° (Revogado.)
Art. 9.° Até sessenta dias após a promulgação da Lei Orgânica, o Código de Posturas do
Município deverá se adequar, proibindo a poluição sonora e pelo monóxido de carbono,
regulamentando:
I - o uso de alto-falantes;
II - normas para uso de filtros para todos os veículos que eliminem monóxido de carbono;
III - normas para uso de canos de descargas que impossibilitem a poluição ambiental por
veículos movidos a diesel;
IV - aplicação de multas aos infratores.
Art. 10. (Revogado.)
Art. 11. No que se refere o inciso XXV do art. 9.° desta LOM, será dado o prazo de dois anos
para que a rodoviária de Marabá se adeqüe às exigências da lei.
Art. 12. (Revogado.)

Art. 13. O Poder Público Municipal transferirá, até trinta dias após a promulgação da Lei
Orgânica, para o Poder Legislativo em caráter definitivo, todos os direitos inerentes à administração
do imóvel Palacete Augusto Dias, sede da Câmara Municipal.
Art. 14. O Poder Executivo encaminhara, no prazo de três meses, contados a partir da
promulgação desta Lei Orgânica, projeto de lei do regime jurídico único dos servidores públicos
civis, para apreciação do poder Legislativo, que terá o prazo de quarenta e cinco dias para
deliberação, ficando assegurado a participação das entidades representativas dos servidores, na
elaboração do projeto de lei a que se refere este artigo.
Art. 15. Fica estabelecido o prazo de noventa dias a partir da promulgação desta Lei Orgânica,
para encaminhamento, pelo Prefeito, de lei do plano plurianual, que deverá ser apreciado pela
Câmara no prazo de noventa dias.
Art. 16. No prazo de noventa dias, a contar da promulgação da Lei Orgânica, o Estatuto do
Magistério do Município de Marabá será revisto através de mensagem enviada pelo Executivo à
Câmara Municipal.
71

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Art. 17. O regulamento do serviço de transporte coletivo de passageiros e o código disciplinar
do serviço de transporte coletivo deverão ser aprovados pela Câmara Municipal no prazo máximo de
seis meses contados a partir da promulgação desta Lei Orgânica.
Art. 18. Todas as permissões para prestação de serviço público a empresas privadas de
transporte coletivo serão revistas pela Câmara Municipal, no prazo de seis meses após a promulgação
desta Lei Orgânica e as consideradas lesivas ao interesse público serão cassadas pelo Poder
Executivo ou por deliberação da Câmara Municipal.
72

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ

ÍNDICE

PREÂMBULO 2
TÍTULO I
Dos Direitos e Garantias Fundamentais 3
CAPÍTULO I
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos 3
TÍTULO II
Da Organização Municipal e Distrital 3
CAPÍTULO I
Do Município 3
SEÇÃO I
Disposições Gerais 3
SEÇÃO II
Da Divisão Administrativa do Município 3
CAPÍTULO II
Competência do Município 4
SEÇÃO I
Da Competência Privativa 4
SEÇÃO II
Da Competência Comum 5
CAPÍTULO III
Das Vedações 6
TÍTULO III
Da Administração Pública Municipal 7
CAPÍTULO I
Dos Princípios Gerais 7
CAPÍTULO II
Dos Servidores Públicos Municipais 7
CAPÍTULO III
Das Obras e Serviços Municipais 9
CAPÍTULO IV
Do Planejamento Municipal 10
CAPÍTULO V
Dos Bens Municipais 11
CAPÍTULO VI
Dos Atos Municipais 13
SEÇÃO I
Da Publicidade e da Comunicação 13
SEÇÃO II
Dos Livros 13
TÍTULO IV
73

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Da Organização dos Poderes 14
CAPÍTULO I
Do Poder Executivo 14
SEÇÃO I
Do Prefeito Municipal 14
SEÇÃO II
Das Proibições 15
SEÇÃO III
Das Licenças 16
SEÇÃO IV
Das Atribuições do Prefeito 16
SEÇÃO V
Das Obrigações 17
SEÇÃO VI
Da Perda e Extinção do Mandato 17
SEÇÃO VII
Da Transição Administrativa 18
SEÇÃO VII-A
Das Infrações Político-Administrativas 18
SEÇÃO VIII
Dos Auxiliares Diretos do Prefeito 19
SEÇÃO IX
Da Procuradoria Geral do Município 20
SEÇÃO X
Do Conselho do Município 20
SEÇÃO XI
Do Conselho Popular 20
SEÇÃO XII
Da Soberania Popular 21
CAPÍTULO II
Do Poder Legislativo 21
SEÇÃO I
Das Disposições Gerais 21
SEÇÃO II
Do Processo Legislativo 21
SEÇÃO III
Da Câmara Municipal 21
SEÇÃO IV
Da Competência do Vereador, do Exercício e do Mandato 22
SUBSEÇÃO I
Da Competência da Câmara 23
SUBSEÇÃO II
Das Obrigações e Deveres 24
SEÇÃO V
Dos Vereadores 24
74

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


SEÇÃO VI
Das Sessões 25
SUBSEÇÃO I
Da Sessão Legislativa Ordinária 25
SUBSEÇÃO II
Da Sessão Legislativa Extraordinária 26
SEÇÃO VII
Das Comissões 26
SEÇÃO VIII
Das Leis 27
SEÇÃO IX
Da Emenda à Lei Orgânica 28
TÍTULO V
Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária 29
CAPÍTULO I
Das finanças Públicas 29
SEÇÃO I
Normas Gerais 29
SEÇÃO II
Dos Orçamentos 30
CAPÍTULO II
Dos Tributos 31
TÍTULO VI
Da Ordem Econômica 33
CAPÍTULO I
Dos Princípios Gerais e do Desenvolvimento Econômico 33
CAPÍTULO II
Da Política Urbana 34
CAPÍTULO III
Da Política Habitacional 35
CAPÍTULO IV
Da Política Agrícola, Agrária, Fundiária e do Abastecimento 35
CAPÍTULO V
Dos Transportes 37
SEÇÃO I
Do Sistema Viário 37
SEÇÃO II
Do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes Públicos 38
SEÇÃO III
Da Política dos Transportes 39
TÍTULO VII
Do Meio Ambiente 39
CAPÍTULO I
Dos Princípios Gerais 39
CAPÍTULO II
75

CÂMARA MUNICIPAL DE MARABÁ


Do Conselho Municipal do Meio Ambiente 41
TÍTULO VIII
Da Ordem Social 41
CAPÍTULO I
Da Seguridade Social 41
SEÇÃO I
Disposição Geral 41
SEÇÃO II
Da Previdência Social 42
SEÇÃO III
Da Saúde 42
SEÇÃO IV
Do Saneamento 43
SEÇÃO V
Da Assistência Social 44
CAPÍTULO II
Da Educação, da Cultura e do Desporto 45
SEÇÃO I
Da Educação 45
SEÇÃO II
Da Cultura 47
SEÇÃO III
Do Desporto 49
CAPÍTULO III
Do Turismo 49
CAPÍTULO IV
Da Defesa do Consumidor 50
CAPÍTULO V
Da Família, da Criança, do Adolescente e do Idoso 50
SEÇÃO I
Da Família 50
SEÇÃO II
Da Criança e do Adolescente 50
SEÇÃO III
Do Idoso 51
CAPÍTULO VI
Da Pessoa Portadora de Deficiência 51
CAPÍTULO VII
Da Mulher 52
TÍTULO IX
Das Disposições Gerais 53
ATO DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 53
Informática
INFORMÁTICA
recursos de economia de energia, segurança
como BitLocker e BitLocker To Go, recursos de
mobilidade como Direct Access que funciona
integrado a uma rede com Windows Server
CONCEITO DE PASTAS, DIRETÓRIOS, 2008 R2.
ARQUIVOS E ATALHOS, ÁREA DE
TRABALHO, ÁREA DE TRANSFERÊNCIA, ÁREA DE TRABALHO
MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS E PASTAS,
USO DOS MENUS, PROGRAMAS E A Área de trabalho é composta pela
APLICATIVOS, INTERAÇÃO COM O maior parte de sua tela, em que ficam
CONJUNTO DE APLICATIVOS dispostos alguns ícones. Uma das novidades do
Windows 7 é a interface mais limpa, com menos
ícones e maior ênfase às imagens do plano de
WINDOWS 7 fundo da tela. Com isso você desfruta uma
área de trabalho suave. A barra de tarefas
que fica na parte inferior também sofreu
É Sistema Operacional multitarefa e
mudanças significativas.
para múltiplos usuários. O sistema operacional
da Microsoft trouxe, além dos recursos do
Windows XP, muitos recursos que tornam a
utilização do computador mais amigável.

Algumas características não mudam,


inclusive porque os elementos que constroem
a interface são os mesmos.

VERSÕES DO WINDOWS 7

Foram desenvolvidas muitas versões do


Windows 7 para que atendam às diversas
características de plataformas computacionais
e necessidades tecnológicas diferentes e
existentes no mercado (residencial e
corporativo).

especificamente para ajudar mais as pessoas em


mercados de tecnologia em desenvolvimento a LIXEIRA
aprender habilidades valiosas com computador e
a atingir novas oportunidades. Ideal para A Área de trabalho do Windows 7 é bem
netbooks. colorida e possui apenas um ícone: o da Lixeira.

É Na Lixeira ficam armazenados os


ideal para residências com necessidades arquivos que são apagados pelo usuário, ou
básicas de computação como e-mail, navegação intencionalmente ou acidentalmente. Mas eles
na Internet e compartilhamento/visualização de podem ser recuperados, por isso ela possui a
fotos, músicas e vídeos. ilustração do símbolo da reciclagem.

para aqueles que preferem trabalhar tanto no Como padrão, na instalação do


ambiente doméstico quanto no ambiente de Windows, será colocado na área de trabalho
trabalho. Com todos os recursos do Windows apenas o ícone Lixeira, porém, você poderá
Home Premium, ele ainda permite trabalhar inserir quantos ícones desejar.
com funcionalidades como Modo Windows XP
para executar aplicativos mais antigos que se
executam normalmente no Windows XP e
possui backup automático para os seus dados.

para quem quer ter tudo. Alterne facilmente entre BARRA DE TAREFAS
os mundos de produtividade e experimente a
edição mais completa do Windows 7. Além
É uma área de suma importância para a
das funcionalidades do Windows Home Premium
utilização do Windows 7, pois no botão Iniciar
e do Windows Professional, o Ultimate tem os

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INFORMÁTICA
ficam os principais comandos e recursos do
Windows.

A Barra de tarefas tem ainda a importante


função de avisar quais são os aplicativos em uso,
pois é mostrado um retângulo pequeno com
a descrição do(s) aplicativo(s) que está(ão)
ativo(s) no momento, mesmo que algumas
estejam minimizadas ou ocultas sob outra
janela, permitindo assim, alternar entre estas BOTÃO INICIAR
janelas ou entre programas com rapidez e
facilidade.

Podemos alternar entre as janelas


abertas com a sequência de teclas ALT+TAB
(FLIP) permitindo escolher qual janela, ou
programa deseja manipular, ALT+ESC que
alterna entre as janelas abertas Está no mesmo local do menu Iniciar,
sequencialmente e Tecla Windows (WINKEY) + encontrado na Barra de tarefas, o qual,
TAB (FLIP 3D) abre o Windows Aero (FLIP3D). quando clicado, apresenta a listagem de
comandos existentes.

O botão Iniciar é o principal elemento


da Barra de Tarefas. Ele dá acesso ao Menu
Iniciar, de onde se podem acessar outros
menus que, por sua vez, acionam programas
do Windows. Ao ser acionado, o botão Iniciar
mostra um menu vertical com várias opções.
Alguns comandos do menu Iniciar têm uma seta
para a direita, significando que há opções
adicionais disponíveis em um menu secundário.
Se você posicionar o ponteiro sobre um item com
uma seta, será exibido outro menu.

O botão Iniciar é a maneira mais


fácil de iniciar um programa que estiver
A barra de tarefas também possui o instalado no computador, ou fazer alterações
menu Iniciar, barra de inicialização rápida e a nas configurações do computador, localizar
área de notificação, onde você verá o relógio. um arquivo, abrir um documento. É
Outros ícones na área de notificação podem apresentado em duas colunas. A coluna da
ser exibidos temporariamente, mostrando o esquerda apresenta atalhos para os
status das atividades em andamento. Por programas instalados e para os programas
exemplo, o ícone da impressora é exibido abertos recentemente. Na coluna da direita o
quando um arquivo é enviado para a impressora menu personalizado apresentam atalhos para
e desaparece quando a impressão termina. Você as principais pastas do usuário como
também verá um lembrete na área de Documentos, Imagens, Músicas e Jogos. A
notificação quando novas atualizações do sequência de teclas para ativar o Botão Iniciar é
Windows estiverem disponíveis para download no CTRL+ESC ou a Tecla do Windows (WINKEY).
site da Microsoft.
As opções existentes no botão Iniciar
O Windows 7 mantém a barra de tarefas estão dispostas no lado esquerdo do menu e no
organizada consolidando os botões quando há direito. À esquerda você encontra os aplicativos
muitos acumulados. Por exemplo, os botões que ou recursos colocados na sua máquina.
representam arquivos de um mesmo programa
são agrupados automaticamente em um único
botão. Clicar no botão permite que você
selecione um determinado arquivo do programa.

Outra característica muito interessante


é a pré-visualização das janelas ao passar a
seta do mouse sobre os botões na barra de
tarefas.

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INFORMÁTICA
• Conectar a um Projetor: Aplicativo
que permite a conexão facilitada a um
projetor para exibição da tela em ambientes
apropriados, tais como auditórios, salas de
reunião, salas de treinamento etc.

• Ponto de Partida: Central de tarefas


em que são oferecidos recursos que facilitam
o uso do Windows, tais como Backup de
arquivos, personalizar o Windows, conexão à
internet, entre outros.

• Windows Live Messenger: Aplicativo


que permite a conversa com outras pessoas
em tempo real, no modo texto.

DESLIGANDO SEU COMPUTADOR

Quando você termina de usar o


computador, é importante desligá-lo corretamente
não apenas para economizar energia, mas
também para garantir que os dados sejam salvos
e para ajudar a manter seu computador mais
seguro. E o melhor de tudo: o computador iniciará
rapidamente na próxima vez que você quiser
utilizá-lo.

Algumas opções que poderão estar no Desligamento: O novo conjunto de


botão Iniciar: comandos permite Desligar o computador,
Bloquear o computador, Fazer Logoff, Trocar
• Todos os Programas: Exibe uma lista Usuário, Reiniciar, Suspender ou Hibernar.
completa com todos os programas do
Windows 7 e aplicativos instalados em seu
computador.

• Lupa: A Lupa amplia partes


diferentes da tela. Esse recurso é útil para a
exibição de partes difíceis de ver.

• Windows Fax e Scan: Permite que se


receba ou emita fax, além de escanear um
documento.
Para desligar o computador, clique no
botão Iniciar e, em seguida, clique no botão
• Visualizador XPS: Visualizador dos
para ligar/desligar no canto inferior direito do
arquivos criados em formato XPS (XML Paper
menu Iniciar. Normalmente, o botão
Specification).
Ligar/desligar tem a seguinte aparência:
• Calculadora: Aplicativo calculadora que
Suspender: Quando você clica neste
auxilia na criação de contas simples.
botão, o computador entra em modo de
suspensão. O Windows salva automaticamente
• Paint: Aplicativo para edição de seu trabalho, o monitor é desativado e o
imagens, além de permitir criá-las. ruído da ventoinha do computador para.
Geralmente, uma luz na parte externa do
• Conexão de Área de Trabalho gabinete do computador pisca ou fica amarela
Remota: Aplicativo que possibilita a conexão para indicar que o computador está em
com outros computadores remotamente, desde suspensão. Todo o processo leva apenas
que se obedeçam às permissões. alguns segundos.
• Notas Autoadesivas: São lembretes que Como o Windows salva seu trabalho,
ficam pendurados na Área de trabalho do não há necessidade de fechar os programas
Windows. e arquivos antes de colocar o computador em
suspensão. Na próxima vez que você ligar o

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INFORMÁTICA
computador (e inserir sua senha, se Computador, Painel de Controle, Rede, Lixeira e
necessário), a aparência da tela será a Pasta do usuário.
exatamente igual a quando você desligou o
computador. Os ícones de atalho são identificados
pela pequena seta no canto inferior esquerdo da
Para acordar o computador, pressione o imagem. Eles permitem que você acesse
botão para ligar/desligar no gabinete do programas, arquivos, pastas, unidades de
computador. Como você não tem de esperar disco, páginas da web, impressoras e outros
o Windows iniciar, o computador acorda em computadores.
segundos e você pode voltar ao trabalho quase
imediatamente. Os ícones de atalho oferecem links para
os programas ou arquivos que eles representam.
PLANO DE FUNDO Você pode adicioná-los e excluí-los sem afetar
os programas ou arquivos atuais. Para
Todos nós temos uma foto preferida, selecionar ícones aleatórios, pressione a tecla
não é mesmo? Qual é a sua? Aquela que CTRL e clique nos ícones desejados.
está no porta- retratos da sua mesa de trabalho
ou de estudos? Com o Windows, você pode exibir Quando você instala programas em
suas fotos favoritas como plano de fundo da área seu computador, alguns deles
de trabalho de seu computador. automaticamente criam um ícone de atalho na
área de trabalho. Veja a seguir alguns exemplos
Além de fotos, o plano de fundo pode ser de ícones:
uma imagem ou um desenho, que deixa o
ambiente de trabalho do Windows mais bonito cu
até mesmo personalizado, ou seja, do jeito que
você gosta.

Quando vai a alguma loja ou escritório,


você já deve ter notado que algum monitor exibe Cada ícone contém o nome, do
fotos de família ou mesmo belas paisagens, não é progra