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Vlogueiro e política:  

inventário do cotidiano jovem no YouTube 1 
Filipe Speck 

 
Resumo 
O  presente  artigo  científico  é  um  inventário  sobre  as  evidências  da  manifestação  da 
juventude com relação às eleições brasileiras de 2010 por meio da análise da narrativa 
de canais de videolog (ou vlog) no YouTube. A pesquisa nasceu de inquietações da aula 
de  Produção  em  Hipermídia,  da  pós‐graduação  de  Jornalismo  Digital  da  PUC/RS, 
ministrada  pela  professora  doutora  Pollyana  Ferrari.  Usa‐se  dos  estudos  sobre 
cotidiano, visibilidade, linearidade e pós‐modernidade para entender qual o contexto 
da narrativa dos vlogueiros e seu ponto de vista sobre a sensibilização social durante o 
processo eleitroal de 2010. 
 
Palavras‐chave 
Socialidade; narrativa; remix; visibilidade; videolog; YouTube 
 
 
1. Um inventário 
 
A compreensão do presente passa, necessariamente, pela leitura dedicada do 
discurso popular e seus processos. Ressignificadas pelo imediatismo e pelos registros 
efetuados na comunicação mediada por computador (CMC), as narrativas do cotidiano 
observadas em redes sociais da internet parecem trazer uma noção mais apurada dos 
sintomas  sociais.  A  apropriação  cada  vez  mais  sistemática  dos  produtos  oferecidos 
pela web, fenômeno que instiga a produção deste artigo, levou‐me à investigação de 
como  a  juventude  utilizou  serviços  como  o  YouTube  a  manifestar  o  vetor  de 
manifestação  sobre  política  durante  as  eleições  de  2010  no  Brasil  em  um  grupo 
específico  de  produtores  de  conteúdo:  os  videologgers.  A  análise  que  aqui  se 
apresenta é um esboço com as primeiras impressões e as mais imediatas referências 
sobre  como  a  construção  das  narrativas  nos  vídeos  da  plataforma  gratuita  de 
transmissão  de  vídeos  podem  indicar  essa  ressignificação,  dando  evidências  do 
cotidiano  apresentado  pelas  narrativas  dos  produtores  de  videologs,  aqui  chamados 
de vlogs. 

                                                             
1
Artigo final da disciplina de Produção em Hipermídias, da pós-graduação em Jornalismo Digital da
PUC/RS, ministrada pela professora doutora Pollyana Ferrari
As  narrativas  dos  vlogs  são  construídas,  basicamente,  por  meio  de  várias 
conversas  em  forma  de  monólogo  dentro  de  um  mesmo  canal  de  vídeo  na  internet. 
Observar  como  os  proprietários  desses  canais  se  manifestam  diante  da  discussão 
política atualmente pressupõe que as redes socio‐técnicas, como é o caso do YouTube, 
corroboraram  para  a  que  relação  entre  usuários  se  aproximasse  da  ideia  de 
socialidade, proposta pelo sociólogo Georg Simmel e imensamente reflexionada pelo 
colega  francês  Michel  Maffesoli  (Lemos).  Isso  porque  fica  aparente  que  o  vlogueiro 
(aquele  que  atualiza  o  vlog)  constrói,  em  uma  mídia,  uma  narrativa  mais  lúdica  e 
voltada  para  o  presente.  Essa  socialidade  distingue‐se  da  antiga  noção  de 
sociabilidade. Na primeira, o retrato presenteísta, conceito aprimorado por Maffesoli 
(1984)  em  uma  série  de  estudos  sobre  o  cotidiano,  ganha  vigor  na  análise  teórica  e 
assume  que  as  relações  estão  mais  efêmeras  e  têm  as  partes  mais  interessadas  em 
estar‐junto para celebrar o aqui e o agora, fenômeno já observado em mídias sociais 
como  o  Twitter  (Speck).  Nesse  sentido,  a  proposta  do  artigo  é  retomar  alguns 
conceitos  para  se  analisar  a  produção  de  conteúdo  de  dois  canais  de  vlogueiros 
brasileiros durante as eleições 2010. 
 
2. O retrato do cotidiano no YouTube 
 
O efêmero e o estar junto são marcas registradas da narrativa dos vlogueiros. O 
tipo  de  imersão  feita  no  universo  jovem  e  a  interação  em  diversas  mídias  sociais, 
principalmente entre YouTube e Twitter, que dão esse caráter de busca pelo presente 
na  construção  do  cotidiano  pelo  internauta,  evidenciada  pela  comunicação  todos‐
todos  (Lévy,  1999),  baliza  melhor  esse  um  novo  paradigma  de  sociabilidade 
estabelecido no ciberespaço: a socialidade.  
Entre  as  plataformas  de  redes  sociais  que  se  sobressaem  no  final  da  primeira 
década  do  século  XXI,  o  YouTube  ganha  espaço  por  conta  da  liberalização  da  banda 
larga  e  a  subseqüente  produção  e  reprodução  ininterrupta  de  conteúdo  audiovisuais 
principalmente  na  web.  Nesse  espaço  histórico,  o  YouTube  foi  um  serviço  gratuito 
criado em fevereiro de 2005 como uma “empresa customizada para dividir vídeos em 
todo o mundo como uma experiência web”, de acordo com o site oficial. Sem custos, 
qualquer  pessoa  pode  subir  ou  assistir  a  um  vídeo,  bastando  estar  conectado  à 
internet.  
Nos  últimos  cinco  anos,  o  YouTube  experimentou  um  acréscimo 
impressionante tanto de conteúdos publicados quanto de vídeos assistidos e chegou a 
incrível marca de 2 bilhões de visualizações por dia no aniversário de 5 anos, em maio 
de 2010. Originalmente dedicado para dividir vídeos gerados por membros da rede do 
YouTube,  o  vídeo  passou  sistematicamente  a  ser  abastecido  por  conteúdo  de 
programação  de  TV  nos  Estados  Unidos  (Chapman  &  Freeman),  o  que  despertou  a 
atenção do espaço como veículo de convergência e de possibilidades de veiculação por 
qualquer pessoa. Enquanto o vídeo passava a ter um papel protagonista nas narrativas 
produzidas  na  web,  o  YouTube  garantia  a  hegemonia  de  produção  e  emissão  de 
conteúdo visual. 
Um relato interessante para assimilar o tipo de apropriação feita no YouTube é 
o  posfácio  do  livro  de  Henry  Jenkins,  “Cultura  da  Convergência”,  em  que  o  autor 
analisa  o  uso  que  a  CNN  fez  do  YouTube  em  um  debate  das  eleições  de  2008  nos 
Estados  Unidos.  Um  usuário,  que  enviou  um  vídeo  com  um  boneco  de  neve 
perguntando  se  o  filho  dele  continuaria  vivo,  em  uma  lúdica  referência  ao 
aquecimento  global,  gerou  uma  discussão  sobre  o  ingresso  do  vídeo  autoral  e  sem 
caráter  de  ‘seriedade’  em  cadeia  nacional  e  durante  o  debate  eleitoral.  Utilizando  a 
controvérsia  do  boneco  de  neve,  Jenkins  investiga  como  o  usuário  se  apropria  do 
YouTube e o resignifica a partir de narrativas relatadas do ponto de vista do cotidiano 
da pessoa. Além de levantar questões sobre o poder da mídia, bastante balançado por 
conta  do  boom  da  Internet,  busca  entender  como  a  inteligência  coletiva  e  a  cultura 
participativa,  dentro  da  cultura  da  convergência,  impactam  no  processo  político. 
Dentro da lógica do jogo de poder na sociedade, Jenkins aponta que 
 
o Youtube representa o encontro entre uma série de comunidades alternativas 
diversas,  cada  uma  delas  produzindo  mídia  independente  há  algum  tempo, 
mas  agora  reunidas  por  esse  portal  compartilhado.  Ao  fornecer  um  canal  de 
distribuição  de  conteúdo  de  mídia  amador  e  semiprofissional,  o  YouTube 
estimula  novas  atividades  de  expressão,  seja  através  de  eventos  como  os 
debates da CNN/YouTube, seja em suas operações cotidianas (Jenkins:348) 
 
Os  videologs  que  trataram  sobre  eleições  no  Brasil  trazem  manifestações 
autorais  similares,  onde  usuários  prezam  pela  fluidez  narrativa  e  respondem  a  um 
palco para a comunidade alternativa à grande mídia para os jovens. 
 
3. Visibilidade: problemática e espetáculo do vlogueiro 
 
A  construção  da  narrativa,  componente  expositivo  da  identidade  do  vlogeiro, 
me fez pensar na pensar a visibilidade alcançada e a vigiliância feita pela audiência aos 
vídeos  postados  no  YouTube.  A  conversa  jogada  fora  do  jovem  como  processo  de 
construção  narrativa  não  está  mais  dentro  de  um  espaço  privado.  Pelo  contrário,  há 
uma privatização do espaço público. De acordo com Fernanda Bruno: 
 
A vida privada e íntima é neste caso exposta à visibilidade não por um desejo 
deliberado  do  indivíduo,  mas  pelo  fato  de  suas  ações  em  esferas  públicas  ou 
semipúblicas se converterem facilmente e quase que imediatamente em dados 
e  informações  que  concernem  à  esfera  íntima  e  privada  (dados  biográficos  e 
biométricos, desejos e preferências pessoais etc) sem que o indivíduo tenha o 
controle sobre estas fronteiras (Lyon, op. cit., Poster, op. cit.). 
 
Bruno  faz  atentar  a  como  a  visibilidade  pode  problematizar  e  constranger  o 
discurso  emitido  pelo  vlogueiro.  O  que  talvez  seja  o  motivo  para  que  a  criação 
contenha  produção,  gravação  e  edição  antes  da  veiculação,  escolhendo  o  que  vai  ou 
não  vai  ser  divulgado  no  canal  do  YouTube.  Dessa  forma,  construi  uma  ou  várias 
identidades,  independente  do  ator  que  encarnar  em  um  episódio.  Isso  porque  a 
visibilidade apresenta‐se como dispositivo de “produção artificial do foro íntimo e da 
intimidade” (Bruno). É nesse contexto em que nascem as performances. 
De modo geral, o vlog tem valores similares ao weblog e o fotolog, só que com 
uma visibilidade muito maior, como também aponta Burno, para quem essas imagens 
publicadas  na  Internet  denotam  a  mudança  da  questão  da  maior  intimidade 
explorada:  
 
Os weblogs e webcams serão ainda explorados tendo em vista as mudanças no 
sentido  e  na  experiência  da  intimidade,  que  deixa  de  corresponder  à  tópica 
moderna  do  sujeito,  onde  se  opunha  aparência  e  realidade  vinculando  a 
primeira à superfície, à exterioridade e à máscara e a segunda à profundidade, 
à interioridade e à verdade. 
Do  ponto  de  vista  da  veiculação  na  internet,  Lemos  indica  que  essa  mídia  de 
visibilidades é também chamada de mídia pós‐massiva, em referência à privatização de 
espaços  em  weblogs  e  webcams.  Assim,  a  construção  de  identidade  passa, 
necessariamente,  pela  veiculação  de  perfis  em  redes  sociais  na  Internet.  Alem  da 
produção  e  da  oralidade  diária,  os  tweets,  posts  fotos  e  vídeos  que  são  publicados 
rendem um mosaico capaz de dar indícios de como, a partir da visibilidade que você 
encarna  na  mídia  pós‐massiva,  é  capaz  de  indicar  quem  você  é.  Esse  pensamento  é 
bem  resolvido  por  Bruno,  que  traça  um  panorama  entre  o  que  é  comunicação  de 
massa e o que é pós‐massivo: 
 
Talvez  desde  os  meios  de  comunicação  de  massa  a  entrada  no  campo 
do  visível  equivale  à  entrada  no  mundo  comum  onde  o  necessário 
reconhecimento  pelo  outro  dignifica  e  autentifica  a  existência 
individual.  A  exposição  de  si  na  Internet  constitui  um  segundo  passo 
nesta  demanda  por  visibilidade  na  medida  em  que  esta  se  desconecta 
do  pertencimento  ao  mundo  extraordinário  da  fama,  do  sucesso  e  da 
celebridade para se estender ao indivíduo qualquer, naquilo mesmo que 
ele  tem  de  mais  ordinário  e  banal.  Como  aponta  Lemos,  neste  novo 
meio  “a  máxima  é:  ‘minha  vida  é  como  a  sua,  logo  tranquilize‐se, 
estamos todos na banalidade do quotidiano’” (op. cit., p. 10). 
  

5. Dois pontos centrais da narrativa de um vlog: não‐linearidade e remix  
 
No que diz respeito à produção de conteúdo do vlogueiro, a não‐linearidade e o 
remix são dois conceitos observados em cima do corpus encontrdo. A linearidade, que 
perdeu  espaço  no  processo  de  hibridização  da  modernidade  (Maffesoli),  era  o  piso 
certo  na  hora  de  se  construir  narrativas  longas.  Em  um  elogio  à  linearidade,  o 
professor  Träsel  lembra  que  a  não‐linearidade  é  o  resultado  do  processo  de 
ressignificações e choques de culturas, similares aos processos sociais de hibridização: 
 
O homem se esforça há milênios para tentar ser linear. A linearidade só 
perdeu prestígio no século XX, sob ataque das artes e da teoria literária. 
No  momento  em  que  os  seres  humanos,  através  da  indústria  cultural, 
sobretudo  da  televisão,  passaram  a  ter  contato  diário  com  diferentes 
culturas  —  por  mais  enquadrado  numa  determinada  visão  de  mundo 
que fosse esse contato –, perceberam estar sob o domínio um discurso 
monolítico,  de  um  imaginário  do progresso,  e sentiram‐se prisioneiros. 
Veio  o  Maio  de  1968,  veio  a  contracultura  americana,  veio  o  punk  e 
diversos  outros  movimentos  de  libertação  dos  discursos.  Veio  o  Pós‐
modernismo  e  o  elogio  da  hipertextualidade,  da  polissemia.  (Fonte: 
http://trasel.com.br/?p=354. acessado em: 29 de setembro de 2010. às 
13h.) 
 

Essa  falta  de  linearidade  nos  leva  a  repensar  como  a  internet  possibilita  uma 
estética de remixes de narrativas já petrificadas, um contraponto ao homem da cultura 
de massas, que era “homogeneizado e despersonalizado” (Santaella). A mídia já vinha, 
paulatinamente,  se  voltando  para  a  segmentação  do  conteúdo,  também  uma 
tendência  da  personalização  midiática.  A  Internet  e  a  liberação  do  pólo  emissor 
(Lemos)  só  veio  a  confirmar  o  processo.  Há,  com  a  falta  de  referencial  da  produção, 
uma resultante não‐linear.  
 
“na  medida  em  que  o  usuário  foi  aprendendo  a  falar  com  as  telas, 
através  dos  computadores,  telecomandos,  gravadores  de  vídeo  e 
câmeras  caseiras,  seus  hábitos  exclusivos  de  consumismo  automático 
passaram  a  conviver  com  hábitos  mais  autônomos  de  descriminação  e 
escolhas próprias” (Ibdem, p. 82). 
 
A capacidade de edição e a construção narrativa não‐linear, onde os vlogueiros 
recontam  as  histórias  sem  maiores  compromissos  com  começo‐meio‐e‐fim  de  uma 
história  são  as  evidências  mais  perenes  de  como  o  poder  de  produção  transformou, 
por  meio  de  uma  narrativa  imersiva  de  si  mesmos,  a  forma  de  contar  o  próprio 
cotidiano. 
 
6. A transfiguração da política pelo vlogueiro 
 

Todas os esboços de análise foram construídos graças a dezenas de canais de 
vlogueiros do YouTube que eu assisti nas últimas semanas. No entanto, para efeitos de 
análise,  os  exemplos  citados  acima  estão  concentrados  em  dois  personagens  de 
destaque hoje na vlogosfera: Felipe Neto e PC Siqueira. Neles, foi possível encontrar a 
evidência de dois tipos de narrativas comuns aos jovens que tratam de política hoje. 
De um lado, o canal do designer PC Siqueira traz a visão da indiferença diante 
do  que  ocorre  na  politica.  Do  outro,  Felipe  Neto  apresenta  o  teor  da  indignação. 
Ambos valores expressados pelos jovens são observados por Michel Maffesoli no livro 
“A  Transfiguração  do  Politico”  como  reflexo  do  fim  de  credibilidade  de  instituições  e 
valores societais modernos.  
Felipe  Neto,  no  episódio  “Políticos”,  insinua  que  o  ouvinte,  supostamente 
jovem, não se interessa por política porque não é interesse do político que alguém se 
manifeste  a  respeito.  “Desde  pequeno  você  é  condicionado  a  pensar  que  isso  é 
desinteressante.  /  corte  /  E  não  existe.  /  corte  /  A  forma  de  melhorar  o  pais  é 
investindo em educação. / corte / Quero ver quem tem culhões de fazer isso sabendo 
que  não  vai  ser  eleito”,  diz  Felipe  Neto,  em  tom  explosivo.  Esse  tipo  de  discurso  de 
indignação  traz  evidências  de  uma  frustração  subsequente  ao  término  de  um  largo 
período de esperanças diante de um projeto de futuro. Pode‐se considerar como uma 
visão otimista do ponto de vista da capacidade de mudança. E essa gana por mudança 
é parte integrante do vetor de mobilização que tange a juventude. Em um cenário em 
rede,  as  complicações  são  as  mais  variadas,  e  essas  características  de  mudança  eu 
pretendo estudar em um próximo momento. 
PC Siqueira faz o indiferente, afirmando que geralmente escolhe “gente louca”, 
e que dessa vez irá votar em Monteiro Lobato (em referencia aos candidatos utilizados 
nas  urnas  de  teste).  Essa  outra  referência  de  narrativa  representa  uma  visão  mais 
pessimista, mas interagindo com da noção de lúdico. Maffesoli pontua que o governo 
tem uma razão monovalente, linear e progressista, que não comporta a pluralidade da 
vida social. Na tentativa de atingir a perfeição, negando as diversidades e pluralidades, 
a sociedade acaba caindo na indiferença ou indignação. 
Indignação  e  indiferença  são,  assim,  vetores  de  uma  narrativa  evidente,  que 
emerge  e  faz  parte  da  superficialidade  mobilizatória  da  rede.  Este  breve  artigo 
levantou que, a partir da imagem criada em um discurso de indiferença ou indignação, 
nascem  as  reações  das  mais  variadas  por  parte  da  juventude.  Mas  existem  outras 
quimeras que podem ser exploradas partindo do mesmo marco teórico e aplicando‐se 
ao  mesmo  objeto.  Afinal,  fica  evidente  que  videolog  permite  com  que  as  pessoas 
tenham a possibilidade de construir narrativas descontinuadas, o que garante abarcar 
a pluralidade identitária de uma geração. 
 
Referências bibliográficas 

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FREEMAN,  B,  CHAPMAN,  S.  Is  “Youtube”  telling  or  selling  you  something?  Tobacco 
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JENKINS,  H.,  Cultura  de  Convergência.  Trad.  Suzana  Alexandria.  –  2.  ed.  –  São  Paulo: 
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LEMOS, André. Ciber‐Socialidade ‐ Tecnologia e Vida Social na Cultura Contemporânea. 
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LÉVY, P. O que é virtual? 1ª edição. São Paulo: 34, 1996.  
 
MAFFESOLI, Michel. A conquista do presente. 1ª edição. Rio de Janeiro: Rocco, 1984. 
 
SANTAELLA,  Lucia.  Culturas  e  artes  do  pós‐humano:  da  cultura  das  mídias  à 
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SPECK,  Filipe.  O  que  você  está  fazendo?  Um  estudo  da  socialidade  no  Twitter. 
Florianópolis: Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, 2009.  
 
YouTube: 
 
PC Siqueira: Maspoxavida ‐ Vuvuzela, Eleições e Bullying 
http://www.youtube.com/watch?v=CCJGbijrGYg 
 
Felipe Neto: Não faz sentido! Políticos: 
http://www.youtube.com/watch?v=dAQkMjebkeA