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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 8614
Segunda edição
10.07.2006
Exemplar para uso exclusivo - REBOGAS REQUALIFICADORA DE BOTIJAO DE GAS LTDA - EPP - 06.249.838/0001-08 (Pedido 619101 Impresso: 10/07/2018)

Válida a partir de
10.08.2006

Válvulas automáticas para recipientes


transportáveis de aço para até 13 kg de
gás liquefeito de petróleo (GLP)
Automatic valve for transportable steel container from 2 kg up to
13 kg of liquified petroleum gas (LPG)

Palavras-chave: Válvula automática. Recipiente para GLP. GLP.


Descriptors: Safety. Valve. LPG container. LPG.

ICS 23.060.01

Número de referência
ABNT NBR 8614:2006
14 páginas
©ABNT 2006
ABNT NBR 8614:2006
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Sumário Página
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Prefácio ....................................................................................................................................................................... iv
1 Objetivo .......................................................................................................................................................... 1
2 Referências normativas ................................................................................................................................ 1
3 Definições ....................................................................................................................................................... 2
4 Requisitos ...................................................................................................................................................... 3
4.1 Materiais ......................................................................................................................................................... 3
4.2 Vedação .......................................................................................................................................................... 3
4.3 Mola de pressão............................................................................................................................................. 4
4.4 Construção ..................................................................................................................................................... 4
4.5 Funcionamento da válvula ........................................................................................................................... 4
4.6 Projeto............................................................................................................................................................. 4
4.7 Rosca de fixação da válvula ......................................................................................................................... 5
4.8 Conexões para utilização ............................................................................................................................. 5
4.8.1 Rosca de utilização ....................................................................................................................................... 5
4.8.2 Acoplamento rápido ...................................................................................................................................... 5
4.9 Formas e dimensões ..................................................................................................................................... 5
4.10 Montagem ....................................................................................................................................................... 5
4.11 Identificação ................................................................................................................................................... 6
4.11.1 Identificação do dispositivo limitador de enchimento (DLE) .................................................................... 6
4.12 Dispositivo limitador de enchimento (DLE) ................................................................................................ 6
5 Métodos de ensaio ........................................................................................................................................ 6
5.1 Introdução ...................................................................................................................................................... 6
5.1.1 Ensaios de tipo .............................................................................................................................................. 6
5.1.2 Ensaios por amostragem .............................................................................................................................. 6
5.1.3 Ensaios de rotina ........................................................................................................................................... 7
5.2 Ensaios de tipo .............................................................................................................................................. 7
5.2.1 Ensaio hidrostático para aprovação da resistência do corpo e dos componentes da válvula ............ 7
5.2.2 Ensaio do conjunto da válvula (fadiga) ....................................................................................................... 7
5.2.3 Válvula de segurança .................................................................................................................................... 7
5.3 Ensaios por amostragem .............................................................................................................................. 7
5.3.1 Ensaios de verificação das roscas .............................................................................................................. 7
5.3.2 Ensaio de estanqueidade da vedação ......................................................................................................... 7
5.3.3 Ensaio do conjunto da válvula com DLE .................................................................................................... 8
5.3.4 Ensaio de compatibilidade dos elastômeros ao gás liquefeito de petróleo ........................................... 8
5.4 Ensaios de rotina ........................................................................................................................................... 8
5.4.1 Abertura e fechamento da válvula ............................................................................................................... 8
5.4.2 Estanqueidade interna .................................................................................................................................. 8
5.4.3 Fechamento do DLE ...................................................................................................................................... 8
6 Inspeção ......................................................................................................................................................... 8
7 Aceitação e rejeição ...................................................................................................................................... 9
Anexo A (informativo) Terminologia ....................................................................................................................... 10
Anexo B (normativo) Conexões de utilização ........................................................................................................ 11
Anexo C (informativo) Exemplos construtivos ...................................................................................................... 13
Anexo D (informativo) Exemplos construtivos com dispositivos de segurança ............................................... 14

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ABNT NBR 8614:2006

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
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cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

A ABNT NBR 8614 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis (ABNT/CB-09), pela Comissão de
Estudo de Reguladores de Pressão, Válvulas e Acessórios para Gases Combustíveis (CE-09:301.03). O Projeto
circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 12, de 30.12.2005, com o número de Projeto ABNT NBR 8614.

Esta Norma cancela e substitui as ABNT NBR 8618:1984 e ABNT NBR 12776:1992.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 8614:1999), a qual foi tecnicamente
revisada.

Esta Norma contém os anexos A, C e D, de caráter informativo, e o anexo B, de caráter normativo.

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Válvulas automáticas para recipientes transportáveis de aço para até 13 kg


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de gás liquefeito de petróleo (GLP)

1 Objetivo
Esta Norma especifica os requisitos mínimos exigíveis para fabricação (formas, dimensões e ensaios) de válvulas
automáticas e seus componentes para recipientes transportáveis de aço para até 13 kg de gás liquefeito de
petróleo (GLP).

2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições
para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está
sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de
se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em
vigor em um dado momento.

ABNT NBR 5021:1982 – Cobre e ligas de cobre – Barra e perfil extrudados e trefilados – Especificação

ABNT NBR 5023:1982 – Barra e perfil de ligas de cobre-zinco-chumbo – Especificação

ABNT NBR 5426:1985 – Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos

ABNT NBR 6188:1982 – Barra e perfil de cobre e de ligas de cobre para forjar – Especificação

ABNT NBR 8460: 2003 – Recipiente transportável de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP) – Requisitos e
métodos de ensaios

ABNT NBR 8469:2002 – Roscas de fixação das válvulas dos recipientes transportáveis para GLP – Dimensões

ABNT NBR 10165:1987 – Arame redondo de aço-carbono beneficiado para molas de solicitação estática –
Especificação

ABNT NBR 11708:1991 – Válvulas de segurança para recipientes transportáveis para gases liquefeitos de
petróleo (GLP) – Especificação

ABNT NBR 12178:1992 – Emprego de dispositivos de segurança nos recipientes transportáveis para gases
liquefeitos de petróleo (GLP) – Procedimento

ABNT NBR 13366:1995 – Arame redondo de aço inoxidável para molas – Especificação

ASTM D-2000:1990 – Classification system for rubber products in automotive applications

UL – SUBJECT 2227:1996 – Second draft of the standard for safety for OPD

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3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições, complementadas e ilustradas pela figura do
anexo A.
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3.1 anel de vedação: Elemento que permite vedação, quando do enchimento ou retirada do gás.

3.2 arruela: Elemento auxiliar de fixação da vedação no porta-vedação.

3.3 conexões de utilização: Parte do corpo da válvula onde se conecta o dispositivo de entrada e saída do gás
para consumo.

3.4 corpo: Elemento principal da válvula, composto de conexão de utilização, rosca de fixação e válvula de
segurança, quando incorporada. No interior do corpo estão montados todos os elementos para o seu perfeito
funcionamento.

3.5 dispositivos de segurança: Destinados a proteger os recipientes e/ou as instalações, contra o excesso de
nível de enchimento (DLE), contra excesso de vazão para o consumo (válvula de excesso de fluxo) e contra
pressões (válvula de segurança) que excedam os limites preestabelecidos.

3.6 dispositivo limitador de enchimento (DLE): Dispositivo com função de controlar o nível máximo de GLP
líquido para um determinado recipiente de GLP, dotado de mecanismo sensor, com flutuador ou outro dispositivo
qualquer, capaz de provocar operação de fechamento do mecanismo interruptor do fluxo líquido de GLP durante o
enchimento do recipiente de GLP, normalmente montado na válvula automática.

3.7 ensaios: Métodos utilizados para verificação do cumprimento dos requisitos específicos, sendo divididos
nas seguintes categorias:

a) ensaios para aprovação de tipo feito por amostragem: Ensaios que são realizados quando ocorrem
alterações na válvula, ou um novo projeto, ou ainda a pedido do comprador;

b) ensaios de rotina: Ensaios de funcionamento da válvula montada efetuados na linha de produção em 100%
das válvulas produzidas;

c) ensaios de aprovação do lote: Ensaios por amostragem exigidos para a liberação de venda de peças
produzidas.

NOTA Devem ser feitos por amostragem, mediante acordo entre fabricante e comprador.

3.8 guia do porta-vedação: Elemento que guia o porta-vedação e apóia a mola.

3.9 lacre: Elemento que fecha a porca de regulagem, não permitindo a violação após a calibragem, na qual se
deve gravar a data de calibração (mês e ano).

3.10 lote: Cada conjunto de no máximo 1 000 válvulas, oriundas da mesma produção.

3.11 mola: Elemento que mantém o porta-vedação na posição fechada.

3.12 mola da válvula de segurança: Elemento que permite manter a vedação sob pressão constante.

3.13 parafuso de acionamento: Elemento que fixa a vedação no porta-vedação e que possui uma fenda de
passagem do gás na sua cabeça.

3.14 porca de regulagem da válvula de segurança: Elemento que permite a regulagem de abertura da válvula
de segurança.

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3.15 porta-vedação da válvula de segurança: Elemento de sustentação da vedação que permite a pressão da
mola para mantê-la fechada.

3.16 porta-vedação: Elemento que mantém a vedação na sua posição correta, permitindo o movimento de abrir
e fechar.
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3.17 recipientes transportáveis: Recipientes com capacidade volumétrica de até 500 L, de acordo com a
ABNT NBR 8460.

3.18 rosca de fixação: Parte do corpo da válvula que permite uma conexão estanque com o recipiente
transportável.

3.19 válvulas automáticas: Dispositivos mecânicos que, conectados direta e permanentemente à zona de vapor
dos recipientes transportáveis de aço para gases liquefeitos de petróleo, permitem o enchimento e a retirada de
gás, podendo ser dotados de dispositivo de segurança.

3.20 válvula de excesso de fluxo: Dispositivo mecânico que, integrado ao corpo da válvula, reduz a passagem
ou bloqueia a passagem do fluxo de gás em caso de excesso de vazão.

3.21 válvula de segurança ou alívio de pressão: Dispositivo destinado a aliviar a pressão no interior dos
recipientes, quando esta atinge um valor predeterminado, interrompendo o fluxo do gás, quando a pressão voltar
ao nível considerado aceitável.

3.22 vedação: Elemento que permite a estanqueidade do conjunto.

3.23 vedação da válvula de segurança: Elemento que mantém a estanqueidade da válvula de segurança.

4 Requisitos

4.1 Materiais

O material para o corpo da válvula deve ser latão de forja ou de corte livre.

Podem ser usados outros materiais, desde que possuam as seguintes características:

a) resistência à ação dos hidrocarbonetos de petróleo e aos agentes atmosféricos;

b) ponto de amolecimento superior a 600°C (873 K);

c) características mecânicas iguais ou superiores ao latão de forja ou de corte livre.

As características químicas e físicas do latão devem ser conforme a NBR 6188 para as peças forjadas e injetadas,
e conforme a ABNT NBR 5023 para as peças usinadas.

O porta-vedação, o parafuso de acionamento e o guia do porta-vedação devem ser fabricados em latão ou outro
material com resistência à ação dos hidrocarbonetos de petróleo e aos agentes atmosféricos.

4.2 Vedação

As vedações devem ser de materiais elastoméricos ou outros materiais resistentes à ação dos hidrocarbonetos do
GLP, com elasticidade suficiente para produzir um fechamento estanque, de acordo com a tabela 1.

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Tabela 1 — Especificações

Especificação Observações
ASTM D-2000 90 M 2BG 710 Z1 F16 temperatura de - 20°C
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B14 Z1 Z2 Z2 ensaio compatibilidade do GLP


Dureza (70 ± 5) Shore A
ASTM D-2000 90 M 2BG 810 Z1 F16 temperatura de - 20°C
B14 Z1 Z2 Z2 ensaio compatibilidade do GLP
Dureza (80 ± 5) Shore A

4.3 Mola de pressão

A mola de pressão deve ser conforme estabelecido na ABNT NBR 13366 ou na ABNT NBR 10165, devendo
possuir acabamento anti-corrosivo.

4.4 Construção

O corpo e os demais componentes da válvula devem ser fabricados por processos que assegurem um produto
isento de foliações, dobra, fissuras ou quaisquer outros defeitos.

Não é permitida a fabricação do corpo por processos tipo fundição.

4.5 Funcionamento da válvula

Nas válvulas automáticas para recipientes transportáveis de aço para GLP, o elemento obturador é normalmente
mantido em contato com a sede pela ação de uma mola, assegurando o fechamento estanque nas condições
normais de armazenamento e transporte. A abertura da válvula é conseguida pela introdução de um pino que,
mantido em posição por meio de um dispositivo adequado, comprime a mola e provoca a abertura do elemento
obturador.

O elemento obturador deve ser disposto de maneira que a pressão interna do recipiente atue no sentido do
fechamento da válvula.

4.6 Projeto

O projeto da válvula deve obedecer ao princípio de funcionamento, de forma a assegurar a vedação estanque na
posição fechada e proporcionar, na posição aberta, uma vazão suficiente que permita o enchimento dos
recipientes, admitindo-se que a vazão do bico seja maior que as condições máximas estabelecidas na tabela 2.

Tabela 2 — Funcionamento

Recipiente Tempo Pressão


kg S MPa
2 20 1,7
5 28 1,7
8 37 1,7
13 45 1,7

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4.7 Rosca de fixação da válvula

A rosca de fixação da válvula nos recipientes transportáveis para GLP deve obedecer aos padrões de roscas,
conforme os tipos de recipientes da tabela 3 e ABNT NBR 8469.
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Tabela 3 — Rosca de fixação

Tipo de válvula (recipiente) Padrão de rosca


P-2 1/2” - 14 NGT

P-2 à P-13 3/4” - 14 NGT

4.8 Conexões para utilização

As conexões para utilização podem ser de dois tipos:

4.8.1 Rosca de utilização

A rosca de utilização da válvula deve obedecer aos padrões de roscas, conforme os tipos de recipientes da
tabela 4.

Tabela 4 — Rosca de utilização

Tipo de válvula Padrão de rosca Observação


(recipiente)
P-2 RF 3/8” - 19 BSP RF = Rosca fina
P-2 RG a P-13 5/8” - 11 UNC 2B RG = Rosca grossa

4.8.2 Acoplamento rápido

Sistemas de acoplagem interno ou externo para reguladores de acoplamento rápido devem estar conforme
anexo B.

4.9 Formas e dimensões

As formas e dimensões são apresentadas no anexo B.

O sextavado deve obedecer às dimensões e tolerâncias da ABNT NBR 5021.

NOTA As medidas sem tolerância são meramente indicativas.

4.10 Montagem

As formas construtivas das válvulas automáticas estão exemplificadas no anexo C e as válvulas com dispositivos
de segurança integrados no anexo D.

4.10.1 O guia do porta-vedação deve ser montado com os seguintes torques de aperto:

a) 20  5 N.m para válvulas com rosca de fixação de 3/4“ NGT;

b) 15  5 N.m para válvulas com rosca de fixação 1/2“ NGT.

4.10.2 O parafuso de acionamento deve ser apertado com um torque mínimo de 1,0 N.m.

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4.11 Identificação

Deve ser gravado de forma legível, no corpo da válvula, em alto ou baixo relevo, permitindo a sua visualização
após instalado. A gravação deve contemplar:
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a) identificação do fabricante;

b) data de fabricação (mês e ano);

c) citação “DLE” e tipo de recipiente, quando existente.

Podem ser estabelecidas outras gravações, desde que em comum acordo entre fabricante e comprador.

4.11.1 Identificação do dispositivo limitador de enchimento (DLE)

Cada DLE deve ser marcado como segue:

a) nome do fabricante ou iniciais ou símbolo de identificação;

b) identificação que permita a rastreabilidade do período ou lote de fabricação;

c) pressão de serviço nominal.

4.12 Dispositivo limitador de enchimento (DLE)

4.12.1 Deve incluir todos os componentes necessários para sua função normal e instalação, devendo ser
fornecido como uma unidade única ou montado na válvula.

4.12.2 Deve ser instalado somente no respectivo tipo de válvula e recipiente de GLP para qual foi projetado.

4.12.3 Quando operado por bóia, deve estar provido de um mecanismo que mantenha a orientação adequada da
bóia na condição de utilização.

4.12.4 Todo DLE com bóia deve ser fornecido com a garantia do fabricante de execução dos ensaios descritos
na UL - SUBJECT 2227.

5 Métodos de ensaio

5.1 Introdução

Os ensaios apresentados nesta seção estão subdivididos em três categorias, apresentadas em 5.1.1 a 5.1.3.

5.1.1 Ensaios de tipo

Devem ser realizados no mínimo uma vez por ano ou obrigatoriamente quando houver alteração do
projeto/processo ou das especificações de qualquer componente do regulador de pressão. Os ensaios relativos a
esta alteração devem ser realizados em 10 peças, sendo que, se houver uma peça reprovada, implica a
reprovação da alteração. Neste caso, deve ser elaborado laudo do problema / falha com ações corretivas.

5.1.2 Ensaios por amostragem

a) em um lote diário: foi adotado como padrão uma peça a cada lote de 1 000 válvulas produzidas,
opcionalmente pode-se adotar para lotes com quantidades superiores o nível de inspeção S3, nível de
qualidade aceitável (NQA) 2,5%, conforme ABNT NBR 5426;

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b) em lote mensal: ensaios não verificados em 100% do lote, pode-se adotar - nível de inspeção S3 e NQA 1,0%
do plano de amostragem simples, regime de inspeção normal da ABNT NBR 5426, quando necessário.

5.1.3 Ensaios de rotina


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Devem ser verificados em 100% do lote, nível de inspeção S3 e NQA 1,0% do plano de amostragem simples,
regime de inspeção normal da ABNT NBR 5426.

Os ensaios são realizados conforme descritos na seção 5. A inspeção de lote deve seguir a seção 6 e a aceitação
e rejeição do lote deve estar conforme a seção 7.

5.2 Ensaios de tipo

5.2.1 Ensaio hidrostático para aprovação da resistência do corpo e dos componentes da válvula

A válvula deve ser fixada ao suporte, estando o seu acoplamento ligado à fonte de pressão hidrostática de
8,5 MPa, a qual deve ser mantida durante 60 s. A válvula não deve apresentar vazamentos ou deformações.

5.2.2 Ensaio do conjunto da válvula (fadiga)

Deve proceder à abertura e ao fechamento do conjunto da válvula por 5 000 ciclos consecutivos.
Após completados os ciclos, a válvula deve ser ensaiada e avaliada, segundo os requisitos dos ensaios descritos
em 5.3.2, 5.4.1 e 5.4.2; no caso de algum deles não ser atendido, deve-se proceder conforme seção 7.

NOTA As válvulas que forem dotadas de dispositivos solidários ou fixados ao corpo devem ser ensaiadas com os
respectivos dispositivos instalados ao conjunto.

5.2.3 Válvula de segurança

Deve atender às exigências da ABNT NBR 12178 e também às especificações da ABNT NBR 11708.

5.3 Ensaios por amostragem

5.3.1 Ensaios de verificação das roscas

As roscas de utilização devem ser verificadas através de calibradores tipo tampão, conforme as dimensões
padronizadas em 4.8.

As roscas de fixação devem ser verificadas através de calibradores tipo anel, conforme as dimensões
padronizadas em 4.7.

A freqüência do ensaio deve ser no mínimo 1 a cada lote de 1 000 peças.

NOTA As roscas devem estar isentas de defeitos de fabricação, rebarbas e imperfeições.

5.3.2 Ensaio de estanqueidade da vedação

Deve ser usado um dispositivo com conexão de utilização, com extremidade que simule o pino do regulador, para
verificação de vazamentos no anel de vedação, quando da aplicação da pressão pneumática de 0,7 + 0,1 Mpa
por 2 s.

A freqüência do ensaio deve ser de no mínimo 1 a cada lote de 1 000 peças.

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5.3.3 Ensaio do conjunto da válvula com DLE

Efetuado com o conjunto acoplado em um contêiner que sugestione o recipiente para o qual o DLE foi projetado,
ocorrendo a entrada de líquido pela válvula e esvaziamento posterior do recipiente, de forma a executar um ciclo
de 1 000 vezes o fechamento da passagem do fluxo pelo DLE.
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5.3.4 Ensaio de compatibilidade dos elastômeros ao gás liquefeito de petróleo

5.3.4.1 A peça ou corpo-de-prova, quando o ensaio assim exigir, deve ser imersa em butano comercial líquido
durante 24 h, à temperatura ambiente, e, após 15 min da retirada da imersão, devem ser determinadas:

a) variação da massa em relação à inicial: ± 8%;

b) variação do volume em relação ao inicial: ± 5%;

c) variação da dureza Shore A em relação à inicial: ± 5 pontos.

Bolha e/ou delaminação na superfície da peça não são admitidas.

5.3.4.2 Após retirada da imersão, a peça ou corpo-de-prova deve permanecer por 1 h à temperatura ambiente
e em seguida ser submetida à temperatura de 70°C por 24 h, sendo determinadas, após 15 min de retirada do
ensaio, as características descritas em 5.5.1.

NOTA Estes ensaios são de responsabilidade do fabricante dos elastômeros, devendo seus certificados serem mantidos à
disposição do cliente pelo prazo mínimo de um ano.

5.4 Ensaios de rotina

5.4.1 Abertura e fechamento da válvula

Abertura e fechamento do conjunto interno da válvula, devendo ser acionado no mínimo por duas vezes, sem que
ocorra travamento.

A freqüência do ensaio deve ser de 100%.

5.4.2 Estanqueidade interna

Deve ser aplicada uma pressão pneumática de 0,7 MPa na parte inferior da válvula que fica em contato com a
fase gasosa do gás liquefeito de petróleo, no mínimo por 2 s, não devendo apresentar vazamentos.

A freqüência do ensaio deve ser de 100%.

5.4.3 Fechamento do DLE

O conjunto da válvula ensaiada quanto ao fechamento do DLE deve ser submetido à pressão de 1,7 MPa aplicada
pela entrada da válvula, não devendo apresentar vazamento.

A freqüência deste ensaio deve ser de 100%.

6 Inspeção
Se for do interesse do comprador, ele pode solicitar e acompanhar os ensaios das válvulas ou de seus
componentes.

O fabricante deve fornecer todas as facilidades necessárias para a verificação da conformidade da encomenda
com o pedido.

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7 Aceitação e rejeição
A válvula que não atender aos requisitos desta Norma deve ser rejeitada.

Quando a amostra for representativa de um lote, a sua rejeição, por não atender às condições específicas desta
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Norma, implica a rejeição de todo o lote que ela representa.

No lote rejeitado, é permitido ao fabricante realizar os reparos necessários, colocando os produtos nas condições
estabelecidas por esta Norma.

Em caso de dúvida quanto à legitimidade da documentação, todo o lote deve ser rejeitado. Nesse caso, é
permitida ao fabricante a realização de todos os ensaios correspondentes, desde que na presença do comprador.

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Anexo A
(informativo)

Terminologia
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Legenda:
Posição Denominação
1 Corpo
2 Anel de vedação
3 Parafuso
4 Arruela
5 Vedação (plana ou cônica)
6 Pino
7 Porca de regulagem da válvula de segurança
8 Mola da válvula de segurança
9 Porta-vedação da válvula de segurança
10 Mola
11 Guia do porta-vedação
12 Prolongador
13 DLE
14 Bóia

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Anexo B
(normativo)

Conexões de utilização
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Dimensões em milímetros

Figura B.1 — Roscas de utilização

Dimensões em milímetros

Figura B.2 — Engates de utilização

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Figura B.3 — Roscas de fixação

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Anexo C
(informativo)

Exemplos construtivos

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Anexo D
(informativo)

Exemplos construtivos com dispositivos de segurança

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