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REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E

SAÚDE GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA


INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO E SAÚDE EMÍLIA NSANGU
(IMPSEN)

Pré – Projecto de Pesquisa

INCIDÊNCIA DE INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO EM


GESTANTES DOS 17 AOS 35 ANOS DE IDADE ATENDIDOS NO
LABORATÓRIO DO CENTRO DE SAÚDE DO KILAMBA II EM
AGOSTO DE 2019

LUANDA, 2019
INCIDENCIA DE INFECCOES DO TRATO URINÁRIO EM
GESTANTES DOS 17 AOS 35 ANOS DE IDADE ATENDIDOS NO
LABORATÓRIO DO CENTRO DE SAÚDE DO KILAMBA EM
AGOSTO DE 2019.

Pre-projecto apresentado no
Instituto Médio Politécnico e
Saúde Emilia Nsangu para
obtenção de título de Técnico
Médio de Análises Clínicas

Integrantes do grupo Nᵒ 12

1. Isaura Caxala Matabicho


2. João Fernandes Cabata
3. Luísa da Silva Neto
4. Lourença Inácio Caldeiro
5. Manasses Anisseto Kikuete
6. Matondo Cláudia Calemba
7. Natália Chissola Militão Manuel
8. Nzumba Mpova Daniel
9. Sara Vaneza Mário Fiana
10. Silvana Rodrigues Lata

Orientadora

Margarida Fernanda
Xavier
Licenciada em análises
clínicas e saúde pública
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO

O período pré-natal começa com a fertilização do óvulo e termina antes do início


do trabalho do parto. A gestação acarreta diversas alterações anatômicas, fisiológicas e
bioquímicas na mulher (Melson, 2002). O profissional que acompanha a gestação deve
reconhecer essas adaptações e mudanças normais e diferenciá-las de quaisquer
anormalidades. Esses cuidados destacam a identificação da gestante, a implementação
das medidas que assegurem um prognóstico materno fetal favorável a prevenção e o
diagnóstico dos problemas associados a gravidez. A gravidez é um evento social, um
momento especial na vida da mulher. Os profissionais de saúde, assim como a equipe
toda, são parte desse processo, desempenhando um papel de individualidade e
humanização (Figueiredo, 2013).

A infecção do tracto urinário é um termo genérico que descreve a colonização


microbiana da urina e a infecção das estruturas do tracto urinário - rim, pelve renal,
uréteres, bexiga e uretra, bem como as estruturas adjacentes, tais como a fáscia
perinéfrica, próstata e epidídimo.

Segundo MINSA, (2012) a maioria destas infecções ocorre no primeiro trimestre


da gravidez, 9% sob a forma de infecção urinária baixa (cistite e uretrite) e 2% em
infecção urinária alta (piolonefrite e ureterite). Em Luanda esta doença cria varias
situações doentias e contribui para os altos índices de mortalidade materno-infantil.
IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

No decurso da formação a materialização dos conhecimentos teóricos e práticos


na ária de estágio no Laboratório em várias Unidades Sanitárias da nossa capital foi
notório o nível elevado de pedidos de exames positivos de infecção urinária em
gestantes.
A situação acima referida preocupou-nos visto que a infecção urinária para
mulheres durante a gestação aumenta a incidência de baixo peso ao nascer, parto
prematuro e morte neonatal.
Dai, surgiu nos a seguinte questão: Qual será a incidência da infecção
urinária em gestantes dos 14 aos 35 anos de idades atendidas no Centro de Saúde
Kilamba – 2 em Agosto 2019?
JUSTIFICATIVA

De acordo Santos (2010), gestação consiste no período que se inicia com a


fertilização do óvulo e termina com o nascimento de uma criança,

É um processo fisiológico e a sua evolução, ocorre na maioria das vezes, sem


complicações. É um período de mudanças físicas e emocionas, que cada gestante
vivência de forma distinta podendo também ser interferido por um processo patológico.

A gestante que não obedece o calendário das consultas pré-natais, não tem a
oportunidade de receber orientações sobre os cuidados a ter durante o período
gestacional. Razão pela qual, propusemos realizar este estudo, com o propósito de
contribuir na prevenção e nos cuidados de uma boa gestação.

OBJECTIVOS
Geral:
Descrever a incidência de ITU em gestantes dos 15 aos 35 anos de idade,
atendidas no laboratório do centro de saúde kilamba 2, em Agosto de 2019.
Específicos:
Caracterizar a amostra de acordo com os dados sócio demográficos (Idade, Local
de Residência, Estado Civil e Nível de Escolaridade).
Descrever os resultados laboratoriais.
FUNDAMENTAÇÃO TEORICA
SISTEMA URINÁRIO

O Aparelho urinário ou sistema urinário é um conjunto de órgãos envolvidos


com a formação, depósito e eliminação da urina. O sistema urinário é constituído pelos
órgãos uropoéticos, isto é, incumbidos de elaborar a urina e armazená-la
temporariamente até a oportunidade de ser eliminada para o exterior. Na urina
encontramos ácido úrico, ureia, sódio, potássio, bicarbonato, etc.

Este aparelho pode ser dividido em órgãos secretores – que produzem a urina – e
órgãos excretores – que são encarregados de processar a drenagem da urina para fora do
corpo.

Os órgãos urinários compreendem os rins (2), que produzem a urina, os ureteres


(2) ou ductos, que transportam a urina para a bexiga (1), onde fica retida por algum
tempo, e a uretra (1), através da qual é expelida do corpo.

Além dos rins, as estruturas restantes do sistema urinário funcionam como um


encanamento constituindo as vias do trato urinário. Essas estruturas – ureteres, bexiga e
uretra – não modificam a urina ao longo do caminho, ao contrário, elas armazenam e
conduzem a urina do rim para o meio externo.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

A infecção do trato urinário (ITU) é uma patologia extremamente frequente, que


ocorre em todas as idades, do neonato ao idoso, mas durante o primeiro ano de vida,
devido ao maior número de malformações congênitas, especialmente válvula de uretra
posterior; acomete preferencialmente o sexo masculino. A partir deste período, durante
toda a infância e principalmente na fase pré-escolar, as meninas são acometidas por ITU
10 a 20 vezes mais do que os meninos.

A ITU é definida como a colonização, invasão e propagação de agentes


infecciosos no tratao urinário.

Na vida adulta, a incidência de ITU se eleva e o predomínio no sexo feminino se


mantém, com picos de maior acometimento no início ou relacionado à atividade sexual,
durante a gestação ou na menopausa, de forma que 48% das mulheres apresentam pelo
menos um episódio de ITU ao longo da vida.

As infecções no trato urinário (ITU) representam a forma mais comum de


infecções bacterianas em gestantes e não-gestantes1-3. Vários fatores tornam a
ITU relevante complicação do período gestacional, agravando tanto o prognóstico
materno e quanto o fetal. Essa infecção pode se apresentar de forma sintomática
ou assintomática.

A infecção do trato urinário no período gestacional é mais comum em


mulheres jovens, que corresponde à complicação clínica mais constante da
gestação, acontecendo em 17% a 20% das mulheres nesse período. Estando
associada ao trabalho de parto prematuro, ao aborto, à rotura prematura de
membranas, à corioaminionite, ao baixo peso ao nascer, à infecção neonatal, ainda
é considerada uma das principais de causas de sepcemia na gravidez.
Aproximadamente de 2% a 10% das grávidas desenvolvem bacteriúria
assintomática, porém 25% a 35% apresentam pielonefrite aguda.
As maiores incidências dessas infecções são as pacientes grávidas, onde é
justamente neste período que o arsenal terapêutico antimicrobiano e as possibilidades
profiláticas são mais restritos, considerando-se a toxicidade e as consequências dessas
drogas para o feto (DUARTE et al., 2008).

FISIOPATOLOGIA

A gravidez foi considerada durante muitos anos, como o fator predisponente a


todas as formas de ITU. Atualmente, há evidências de como evento isolado, não é
responsável por maior incidência de infecção urinária

As modificações anatómicas e fisiológicas impostas pela gravidez sobre o


sistema urinário favorecem a colonização e persistência de bactérias na urina. Dentre
essas mudanças destacam-se: a dilatação pélvica e hidroureter, aumento do tamanho
renal, aumento da produção de urina, mudança na posição da bexiga que de pélvica
passa a abdominal, redução do tônus vesical e relaxamento da musculatura lisa da
bexiga e do uréter causado pela impregnação de progesterona, glicosúria e
aminoacidúria (VETTORE et al, 2013).

A associação destes factores à redução do tônus vesical favorece a estase


urinária e o refluxo vésico-ureteral, tornando as infecções assintomáticas em
sintomáticas. Além disso, sabe-se que a redução da capacidade renal de concentrar
a urina durante a gravidez reduz a atividade antibacteriana deste fluido, passando
a excretar quantidades menores de potássio e maiores de glicose e aminoácidos,
além de produtos de degradação hormonal. Neste período, observa-se também que
a urina da gestante apresenta um pH mais alcalino, favorecendo o crescimento
bacteriano no trato urinário

Adicionalmente, o hiperestrogenismo gestacional contribui para a adesão de


certas cepas de Escherichia coli, portadoras de adesinas tipo 1, às células
uroepiteliais. Assim, parece claro que, durante a gravidez, fatores mecânicos e
hormonais contribuem para provocar mudanças no trato urinário materno,
tornando-o mais susceptível às formas sintomáticas de infecções.
As ITUs correspondem ao crescimento e a multiplicação de bactérias dentro do
trato urinário provocando lesões de graus variáveis. Estas infecções podem ser
agrupadas em quatro entidades clínicas diferentes, de acordo com a localização
anatômica do agravo e sítio de proliferação bacteriana, mantendo, todavia, relações
entre elas: BA (urina), uretrite (uretra), cistite (bexiga) e pielonefrite (rim).

AGENTES ETIOLÓGICOS

As infecções clinicamente mais importantes são produzidas por bactérias,


entretanto fungos, vírus e parasitos também podem causar ITU. Os micro-
organismos podem atingir o trato urinário pela propagação hematógena ou
linfática, mas há evidências clínicas e experimentais abundantes para mostrar
que a ascensão de micro-organismos da uretra é o caminho mais comum que
leva a ITU, especialmente organismos de origem entérica. Isso fornece
explicação lógica para a maior frequência de infecções do trato urinário em
mulheres que em homens. No entanto, a frequência dos germes causadores de
ITUs varia na dependência de onde foi adquirida a infecção.

Tal como em gestantes e não gestantes as ITU são causadas por bactérias
comensais da flora perineal e periuretral, através de uma via de infecção
ascendente.
A principal causa da ITU é bacteriana

 Escherichia coli (85 - 90% dos casos);


 Klebsiella, enterobacter (3% cada);
 Enterococcus;
 Streptococcus do grupo B (10%);
 Staphylococus coagulase negativa;
 Proteus (2%);
 Pseudomonas;
 Citrobacter;
 Staphylococcus saprophyticus,
 Staphylococcus aureus
De todos estes, estima-se que a Escherichia coli–extra intestinal (UPEC) é
responsável por 85% a 90% dos casos de ITU comunitários e por 50% dos casos de
ITU hospitalares (ZORC 2005, LINDSAY 2001-2006, ECHEVARRÍA 2006).
Estas bactérias são encontradas na urina quando se rompe o equilíbrio entre a sua
virulência e a defesa do organismo, na gravidez a urina é normalmente mais rica em
nutrientes como: glicose, aminoácidos e vitaminas, o que propícia um meio de cultura
mais e facilitando o crescimento das bactérias.

CLASSIFICAÇÃO

A infecção do trato urinário pode ser sintomática ou assintomática, recebendo na


ausência de sintomas a denominação de bacteriúria assintomática. As ITUs são
classificadas quanto à localização, podendo ser baixas ou altas. As baixas referem-se a
infecções que acometem a bexiga e a uretra e são denominadas cistites.

As altas podem acometer os rins e as cavidades pielocaliciais ou


simultaneamente, os rins, cavidades pielocaliciais, bexiga e uretra, também
chamadas pielonefrites. Quanto à gravidade, podem ser complicadas ou não
complicadas. São complicadas quando agridem um sistema urinário com
alterações estruturais ou funcionais e não complicadas quando investem em um
sistema urinário previamente normal (CARVALHO, 2002).

FACTORES DE RISCOS

As alterações mecânicas e fisiológicas da gravidez que contribuem para ITU


incluem: dilatação pélvica e hidroureter, aumento do tamanho renal, modificação da
posição da bexiga que se torna um órgão abdominal e não pélvico, aumento da
capacidade vesical devido à redução do tônus vesical harmónio-mediado, relaxamento
da musculatura lisa da bexiga e uréter progesterona-mediados (HEILBERG & SCHOR,
2003).

São numerosos os factores de riscos que favorecem o aparecimento da ITU


como:
 Relações sexuais,
 Obstrução intestinal,
 Diabetes mellitus,
 Isquemia renal,
 Desnutrição,
 Diminuição da resposta imunitária,
 Hiperestrogenismo,
 Alteração anatómica e fisiológica gestacional,
 Alteração da flora vaginal,
 Alteração do padrão miccional, gestantes anémicas,
 Aumento do tamanho renal,
 Presença de glicose e aminoácidos na urina,
 Higiene deficiente,
 Aumento do pH urinário,
 Insuficiência renal e hepática (JACOCIUNAS, 2016).

MODIFICAÇÕES FISIOLÓGICAS DO APARELHO URINÁRIO NA


GESTAÇÃO

É importante compreender as alterações bem marcadas e definidas em função do


rim que ocorre durante a gravidez, para tratar adequadamente os problemas que ocorre
no trato urinário e dos rins durante a gravidez, os rins aumentam de 1 a 1,5 cm em
comprimento.

Estas mudanças predispõem à transformação das bacteriúrias assintomáticas em


infecções sintomáticas do trato urinário. Estas modificações fisiológicas resultam em:
 Aumento da frequência urinária
 Glicosúria
 Formação do hidroureter
 Níveis elevados de progesterona e prostaglandinas
 Aumento da complacência vesical
 Redução do tônus muscular ureteral e da sua peristalse
 Dilatação das pelves renais e ureteres, detectável a partir da Sétima semana de
gravidez. Essa dilatação progride até o momento do parto e retorna às condições
normais até o segundo mês do puérpero ().

EPIDEMIOLOGIA
A infecção do trato urinário é a terceira infecção mais comum nos humanos
ficando atrás somente das infecções respiratórias e gastrointestinais. No mundo, são
descritos aproximadamente 150 milhões de casos por ano, com uma maior incidência
em mulheres jovens e sexualmente ativas (NAJAR et al., 2009).

As ITU ocorrem em todas as faixas etárias, da neonatologia à geriatria Durante o


período gestacional, aproximadamente 2-7% das mulheres apresentam ITU em alguma
etapa da gravidez ou ITU recorrentes durante todo o período gestacional. Além
disso, até 17-20% das mulheres grávidas apresentam bacteriúria assintomática que, se
não tratada, pode resultar em infecção urinaria acometendo as vias superiores. Este
quadro ocorre com maior frequência no segundo trimestre da gravidez, sendo o mais
frequente a pielonefrite aguda, aumentando a morbidade na gestante e o risco de
parto prematuro com ruptura prematura das membranas (MAC LEAN, 2001;
VALLEJOS et al., 2010).

As ITUs representam as infecções bacterianas mais comuns durante a gravidez,


sendo responsável por aproximadamente 10% internações hospitalares. No Brasil, um
total de 80% das consultas clinicas está relacionado com a infecção do trato urinário,
com maior número de casos de cistites nas mulheres grávidas. Em África calcula-se
que, no intervalo de 25 aos 35 anos, 50% das mulheres grávidas apresentam casos de
ITU. Em Angola as ITU na gravidez representam as infecções bacterianas mais
frequentes, complicando cerca de 20% das gestações e sendo responsáveis por 10% dos
internamentos durante a gravidez (LOPES, 2015).

TRANSMISSÃO

Na maioria das vezes, a transmissão ocorre de forma ascendente no trato


urinário, por meio da contaminação por bactérias provenientes do intestino grosso.
Esse tipo de contaminação ocorre principalmente em mulheres, em razão de o
canal da uretra ser mais curto que nos homens e por causa da proximidade da
região genital com o ânus.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E COMPLICAÇÕES

A suspeita de infecção urinário sintomático se dá pela:


 Policiúria,
 Urgência miccional,
 Disúria,
 Alteração na cor e no aspecto da urina,
 Com surgimento de urina turva acompanhada de alteração no sedimento
urinário, hematúria,
 Piúria,
 Urina com cheiro muito forte,
 Ardência ao urinar,
 Micção frequente,
 Vómitos,
 Febre alta,
 Dor lombar (LAURENTI et al, 2015).

De acordo com Stamm (2009), as infecções do trato urinário superior durante a


gestação aumentam a incidência de baixo peso ao nascer, parto prematuro e morte
neonatal.

A ITU durante a gravidez pode causar sérias complicações, como:


 O trabalho de parto pré-termo,
 Recém-nascidos de baixo peso,
 Rotura prematura de membranas,
 Restrição de crescimento intraútero,
 Paralisia cerebral ou retardo mental na infância,
 Além do óbito perinatal. (NOGUEIRA; MOREIRA, 2006).

De acordo com MATA et al (2014), as complicações desses casos ocorrem em cerca


de 20 % das gestações e são responsáveis por 10% dos internamentos durante a
gravidez, associando-se a significativos problemas relacionados à morbimortalidade
materna e perinatal.
OUTRAS COMPLICAÇÕES:
URETRITE

A uretrite é caracterizada como o acometimento uretral traduzido clinicamente


por disúria e polaciúria. Na maioria dos casos as mulheres acometidas apresentam
bacteriúria não significativa (<105 UFC/mL de urina). Outro detalhe importante é
que os principais agentes etiológicos envolvidos na gênese da uretrite são os germes
habitualmente encontrados na cavidade vaginal e que provocam as infecções genitais –
alguns não detectáveis nos cultivos urinários de rotina, no entanto, o potencial de
invasibilidade dos micro-organismos no trato urinário é baixo, explicando a baixa
frequência da associação com estes micro-organismos.

CISTITE BACTERIANA

A cistite bacteriana aguda caracteriza-se pela aderência da bactéria à bexiga


levando ao quadro de infecção do trato urinário baixo. O diagnóstico, embora
essencialmente clínico, inclui cultura positiva com ≥105 UFC/mL de urina de um
único uropatógeno. Apresenta como sinais e sintomas clínicos urgência, frequência,
disúria, piúria, hematúria sem evidência de doença sistêmica, te nesmo vesical, sensação
de peso e dor no hipogástrio.

Ao contrário da BA, o diagnóstico de cistite na gravidez não aumenta o risco de


desenvolver pielonefrite. Os fatores de risco para o desenvolvimento de cistite durante a
gravidez incluem os indicados para BA, bem como história de Chlamydia
trachomatis, uso de drogas ilícitas, e menos de 12 anos de escolaridade. A cistite
hemorrágica durante a gravidez é uma forma de apresentação clínica de processo que
pode ter etiologia bacteriana, viral, fúngica, imune (alérgica) e radioterápica. Para seu
diagnóstico, frequentemente é necessário estudo cistoscópico. Associa-se com
trabalho de parto pré-termo e deve ser tratada tão logo seja diagnosticada.

PIELONEFRITE AGUDA

A pielonefrite aguda também é denominada de infecção do trato urinário alto


ou nefrite intersticial bacteriana, por refletir alterações anatômicas e/ou estruturais
renais, decorrentes de processo inflamatório agudo acometendo o rim e suas
estruturas adjacentes. A pielonefrite é considerada positiva quando a urocultura
apresentar contagem de colônias ≥ 100 mil do mesmo germe. Clinicamente, a
pielonefrite aguda costuma se diferenciar da cistite pela presença de sintomas
clínicos mais exuberantes e sistêmicos.
\
Os sinais e sintomas clínicos incluem: dor no flanco (uni ou bilateral) ou
abdominal, febre, mal-estar geral, anorexia, náuseas e vômitos, frequentemente
associados a graus variáveis de desidratação, calafrios, cefaleia e taquipnéia. A
insuficiência respiratória e a septicemia significam extrema gravidade.

A febre é elevada nas formas agudas, porém são comuns os episódios de


febrícula nos casos crônicos. Associada com a morbidade materna e fetal é a
forma mais grave de ITUs e a indicação mais comum de internação pré-parto. Os
fatores de risco para o desenvolvimento de pielonefrite incluem os da BA e
cistite, bem como uma história de pielonefrites, mal formações do trato urinário e
cálculos renais.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da infecção urinária é feito por meio da realização de exames de
urina, como a urocultura, para a identificação do agente etiológico. Alguns exames
complementares podem ser solicitados, principalmente para a análise de alterações no
trato urinário, como exames de imagem.

DIAGNÓSTICO CLÍNICO:

Para diagnóstico clínico das ITU durante a gravidez é necessário relembrar que
alguns sintomas da infecção são difíceis de caracterizar, visto que, durante a gravidez,
alguns deles podem estar presentes, a exemplo da polaciúria. Por sua vez, a bacteriúria
assintomática não apresenta nenhuma manifestação clinica. No entanto, a anamnese
permite identificar gestante com maior risco para ITU (Nowicki, 2002).

Dentre as informações clínicas que fundamentam o diagnóstico de uretrite,


destacam-se a disúria e a poliaciúria. A urgência miccional pode estar presente,
mas em percentual de ocorrência mais baixo. No entanto, estas manifestações
podem também estar presentes na cistite e na pielonefrite, por irritação do epitélio
uretral ou como dor irradiada de um processo infeccioso mais alto no trato
urinário (Duarte, 2004).

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL:

A análise da urina é considerada um exame de rotina devido à facilidade na


obtenção da amostra para análise, ao baixo custo, à simplicidade e por fornecer
informações valiosas sobre muitas das principais funções metabólicas do
organismo. (FUNCHAL; MASCARENHAS; GUEDES, 2008).

Segundo Strasinger e Di Lorenzo (2009) também confirmam essas


características, uma vez respondem bem à tendência atual da medicina preventiva
e de menores custos médicos.

Para Lima e outros (2010) o exame de urina proporciona ao clínico,


informações preciosas sobre patologia renal e do trato urinário, bem como
algumas moléstias extrarrenais. As técnicas laboratoriais mais empregadas
incluem a análise qualitativa e a cultura da urina (urocultura), sendo esse último o
método considerado padrão-ouro para o diagnóstico de ITU

Urianálise

É um exame que abrange três compartimentos: Físico (Inclui identificar


características físicas: cor, aspecto, cheiro e outros), Bioquímico (inclui o pH,
Proteínas, Glicose, Cetonas, Sangue, Bilirrubina, Nitrito, Densidade,
Urobilinogeneo). Microscópico.

A uroanálise ou urinálise fornece informações importantes, de forma rápida


e econômica para o diagnóstico e monitoramento de doenças renais e do trato
urinário e para a detecção de doenças sistêmicas e metabólicas não diretamente
relacionadas com o rim. É um exame laboratorial não-invasivo que se realizado
corretamente, fornece diversas informações úteis para o diagnóstico e a evolução
de patologias do trato urogenital, além de avaliar a eficácia do tratamento e
constatar a cura. (FUNCHAL; MASCARENHAS; GUEDES, 2008).

Exame físico

De acordo com Funchal, Mascarenhas e Guedes (2008), o exame físicoda urina


fornece informações preliminares no que diz respeito a distúrbios,como hepatopatias,
hemorragia glomerular, erros inatos do metabolismo eITUs.Conforme Strasinger e Di
Lorenzo (2009), as características físicas da urina são a cor, o aspecto, gravidade
específica, odor. A urina normal apresenta ampla variedade de cores, sendo determinada
principalmente por sua concentração. Podendo variar de amarelo pálido a âmbar escuro,
dependendo da concentração dos pigmentos urocromo(amarelo) e, em menor extensão,
urobilina (laranja) e uroeritrina (vermelho).(MUNDT; SHANAHAN 2012).

O volume depende de vários fatores, como ingestão de líquidos,quantidade de


resíduos que o rim necessita eliminar, equilíbrio acidobásico, etc. Em geral, o indivíduo
adulto elimina em torno de 18,5 ml por quilograma nas 24 horas, o que corresponde à
média de 800 a 1.500ml/24horas. (NEVES,2011).

A gravidade específica é a razão entre o peso de um volume de urina eo peso de


um volume de urina e o peso do mesmo volume de água destilada à uma temperatura
constante. Sendo utilizada para medir a capacidade de concentração e diluição do rim
em seu esforço para manter a Homeostase corporal.

Exame químico da urina

O exame químico de urina durante a rotina inclui a leitura do pH, proteínas,


glicose, cetonas, sangue oculto, bilirrubina, urobilinogênio, nitrito, esterase leucocitária,
e um método com tira reagente de gravidade específica. (MUND; SHANAHAN, 2012).

O exame químico de rotina da urina mudou drasticamente desde os primórdios


testes na urina, devido ao desenvolvimento de métodos de tiras reagentes para análise
química, que permitem atualmente, um meio simples e rápido para realização de
análises químicas da urina, de parâmetros significativos. (STRASINGER; DI
LORENZO, 2009).

Os dois principais tipos de tiras reagentes, de acordo com Strasinger e Di


Lorenzo (2009) são fabricados sob os nomes comerciais Multistix (Siemens Medical
Solutions Diagnostics) e Chemstrip (Roche Diagnostics). A urina normal é ligeiramente
ácida, podendo o pH variar entre 4,5 e 8.
Para a determinação do pH, utilizam-se tiras reagentes com graduação em cores,
simples ou múltiplas. (NEVES, 2011).

A presença de quantidades aumentadas de proteínas na urina pode ser um


importante indicador de doença renal. Pode corresponder ao primeiro sinal de um
problema grave, podendo manifestar-se antes de outros sintomas clínicos. Existem,
entretanto, condições fisiológicas como exercícios físicos e febre, que podem levar à
excreção aumentada de proteínas na urina na ausência de doença renal. Pode ocorrer
também certos distúrbios renais com ausência de proteinúria. A bilirrubina é formada
pela degradação da hemoglobina no sistema reticuloendotelial. Ela então liga-se à
albumina, sendo transportada pelo sangue até o fígado. (MUNDT; SHANAHAN,
2012).

Para Duarte e outros (2008), têm-se buscado atualmente, testes rápidos e de


baixo custo para o diagnóstico de infecção urinária, baseados na mudança de cor dos
reagentes de acordo com a bioquímica urinária. Dois desses testes se revestem de
importância: o teste do nitrito e o da esterase de leucócitos.

O teste do nitrito é baseado na capacidade de certas bactérias para reduzirem o


nitrato urinário em nitrito. Tem sensibilidade de 50% e especificidade de 97 a 100% e
pode apresentar resultados falsos-positivos quando utilizado em urina contaminada por
germes vaginais ou urina concentrada, uma vez que segue princípios colorimétricos. O
teste da esterase de leucócitos possui baixa sensibilidade e especificidade (25%) e
também pode apresentar resultados falsos-positivos. Ambos os testes apresentam baixa
sensibilidade e, portanto, não servem como testes de screening para diagnóstico, a
menos que sejam utilizados em associação a outros testes (DUARTE et al., 2008).
De acordo com Strasinger e Di Lorenzo (2009) o teste de tiras reagentes para
nitrito oferece um método rápido de triagem para a presença de ITU. O teste de nitrito é
valioso para detectar infecção inicial da bexiga (cistite), porque muitas vezes, os
pacientes são assintomáticos ou tem sintomas vagos que não levariam o médico a
solicitar urocultura. E também pode ser avaliado para avaliar o êxito da terapia
antibiótica e para exame periódico de pessoas com infecções recorrentes, pacientes com
diabetes e mulheres grávidas, os quais são considerados de alto risco para ITU.
A grande maioria das infecções urinárias é caracterizada pela presença de um
número elevado de leucócitos na amostra (piúria0, sendo importante correlacionar,
juntamente com o resultado da cultura, a contagem de leucócitos e a presença de
microrganismos (bacteriúria). A não presença de leucocitúria é uma resposta
inflamatória e, em algumas situações, sua presença não está relacionada com a infecção
urinária. É importante ressaltar que há situações em que as infecções urinárias podem
apresentar contagem normal (ou pouco elevada) de leucócitos, ou seja, presença de
bacteriúria sem leucocitúria. Daí a importância da quantificação e não somente a
verificação da presença ou ausência de leucócitos. (OPLUSTIL et al., 2010,

Sedimento urinário

De acordo com Neves (2011) o estudo do sedimento urinário foi normalizado


pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) –Programa Nacional de
Controle de Qualidade em 2005.

Em geral, as amostras de urina coletadas aleatoriamente sãosatisfatórias param a


avaliação microscópica; todavia, recomenda-se que o exame seja realizado com
amostras recentes, particularmente se não fora acrescentado nenhum conservante. As
células e os cilindros começam a lisar dentro de duas horas após a coleta. A refrigeração
(2°C a 8°C) ajuda a prevenir a lise das entidades patológicas; no entanto, isso pode
aumentar a precipitação dos vários materiais amorfos e cristalinos. A coleta do fluxo
intermediário da urina é recomendada para mulheres visando reduzir a contaminação
com elementos do trato vaginal. (HENRY, 2008).
A amostra preferencial é a urina coletada pelo jato médio no início da manhã. O
uso de amostras de jato médio evita a contaminação da amostra com células epiteliais,
microrganismos ou muco da uretra. No início da manhã, n as amostras são normalmente
mais concentradas com pH ácido, aumentando a possibilidade de se encontrar
determinado componente no sedimento. Além disso, as urinas concentradas protegem
alguns componentes do sedimento da deterioração. As hemácias, os leucócitos e as
células epiteliais podem ser danificados e destruídos em urinas diluídas, ocasionando
números falsamente reduzidos desses componentes. (ESTRIDGE; REYNOLDS, 2011).

Todas as amostras devem ser examinadas logo após a coleta, prevenindo assim a
deterioração celular e a multiplicação de qualquer bactéria presente. O método de coleta
por jato médio é usado para coletas de primeira amostra da manhã, de jejum, aleatória e
cronometradas. (ESTRIDGE;REYNOLDS, 2011).

Para proceder-se ao exame microscópico do sedimento urinário, Lima e outros


(2010 afirmam que a urina deve ser recente, do contrário, os elementos organizados
(cilindros, hemácias, leucócitos) perdem sua estrutura normal, o que dificulta ou torna
impossível a identificação. Caso não seja possível realizar o exame logo após a emissão
da urina, é necessário adicionar à mesma substância conservadora, sendo que as mais
recomendadas são formol, quatro gotas; ácido bórico, 0,3 gramas; ou toluol, 1 ml, para
cada 120 ml de urina. E, sempre que possível manter a urina no refrigerador até o
momento da centrifugação.

De acordo com o diagnóstico laboratorial do sedimento urinário (exame


microscópico feito após a sedimentação da urina), são considerados apenas ITU,
contagens superiores a 10.000 leucócitos/ml ou 10 leucócitos/campo,
independentemente da morfologia desses leucócitos. (HEILBERG; SCHOR, 2003).

Urocultura

A urina para urocultura deve ser obtida a partir do jato médio, e colhida através
de técnicas assépticas, não em vigência de antibioticoterapia. Apesar da primeira urina
da manhã conter potencialmente maior população de bactérias, devido ao maior tempo
de incubação, a sintomatologia exuberante da ITU com elevada frequência urinária
dificulta esta medida. Desta forma, a urina de qualquer micção pode ser valorizada
desde que obtida com um intervalo de no mínimo duas horas após a micção anterior,
período que corresponde ao tempo de latência para o crescimento bacteriano, para que
se evitem falsos negativos.

Antibiograma

O método antibiograma tem como base o padrão de sensibilidade dos


microrganismos a uma série de antibióticos. Muitas das vezes, perfis de sensibilidade
antibiótica diferentes são suficientes para distinguir duas linhagens bacterianas, porém,
tem pouca utilidade nos casos de microrganismos cujo padrão de sensibilidade seja
previsível e estável. Seu valor é inquestionável na monitoração dos microrganismos
resistentes aos diversos antimicrobianos, como os estafilococos resistentes a meticilina,
ou as enterobactérias resistentes à gentamicina. (GILLESPIE, 2006).

Em linhas gerais, o antibiograma fornecerá os antimicrobianos potencialmente


úteis a serem prescritos.

Coloração de gram consiste na diferenciação de bactérias Gram positivas das


bactérias Gram negativas.

TRATAMENTO

Estratégias envolvendo diferentes esquemas terapêuticos de acordo com


grupos específicos de pacientes com ITU maximizam os benefícios terapêuticos,
além de reduzir os custos e as incidências de efeitos adversos. No período
gestacional, a incidência das ITUs é aumentada e faz deste período, um arsenal
terapêutico antimicrobiano e possibilidades profiláticas restritas, considerando-se
a toxicidade das drogas para o feto.

O tratamento da ITU sintomática não é modificado pela gestação, exceto


que as drogas que causam dano fetal devem ser evitadas ( Alguns medicamentos
com efeitos adversos durante a gestação). Bacteriúria assintomática pode levar à
pielonefrite, que deve ser tratada, de modo semelhante a uma ITU aguda, com
antibióticos.

A seleção das drogas antimicrobianas baseia-se na suscetibilidade individual e


local, bem como nos padrões de resistência aos microrganismos, mas boas escolhas
empíricas iniciais incluem:

 Cefalexina
 Nitrofurantoína
 Sulfametoxazol/trimetoprima
 Após a terapia, é necessário urocultura de controle.

Mulheres que tiveram pielonefrite ou mais de um episódio de ITU podem exigir


terapia supressora, em geral com sulfametoxazol/trimetoprima (antes da trigésima
quarta semana) ou nitrofurantoína pelo resto da gestação. Em mulheres com bacteriúria
assintomática com ou sem ITU ou pielonefrite, realizam-se uroculturas mensais.

PREVENÇÃO

A prevenção das infecções urinárias é feita através da adoção de algumas medidas:

 Ingestão de bastante líquido ao longo do dia;


 Evitar reter urina, devendo urinar sempre que sentir necessidade;
 Praticar relações sexuais com proteção;
 Urinar após as relações sexuais;
 Não utilizar antibióticos indiscriminadamente.
 Limpar-se sempre de frente para trás, após utilizar o toalete;
 Lavar a região perianal depois de evacuar;
 Evitar o uso por longos períodos de absorvente íntimo;
 Evitar o uso constante de roupas íntimas de tecido sintético (SILVA, 2016).
METODOLOGIA

4.1-Tipo de estudo

Será realizado um estudo Observacional Descritivo e Transversal.

4.2- Local de estudo

Será realizado no centro de saúde do kilamba 2 localizado no golf 2

4.3- População em estudo

Será constituído por todas as gestantes que frequentarão o laboratório do centro de


saúde do kilamba 2 nos dias da recolha de dados

4.4-Amostra

Farão parte das nossas amostras 50 gestantes retiradas de forma aleatória simples

4.5- Critérios de inclusão

Serão incluídas todas as gestantes dos 15 aos 35 anos de idade que frequentarão o
laboratório do centro de saúde do kilamba 2 nos dias da recolha de dados

4.6- Critérios de Exclusão


Serão excluídas todas as gestantes que a idade não estava dentro dos parâmetros e
aquelas que não frequentarão o laboratório do centro de saúde do kilamba 2 nos dias da
recolha de dados.

4.7- Aspectos éticos

Todas as pacientes gestantes que concordarem em participar voluntariamente do estudo


depois de lhes ter sido esclarecido os objectivos, terão de assinar o termo de
consentimento livre esclarecido.

4.8-Métodos de recolha de dados

Os dados serão recolhidos por meio de uma entrevista com um questionário elaborado
por perguntas abertas e fechadas onde o pesquisador e o pesquisado terão de assinar o
termo de consentimento livre esclarecidos.

4.9- Variável de estudo

4.9.1-Variaveis dependente

 Idade
 Proveniência
 Nível de escolaridade
 Estado Civil

4.9.2 Variável independente

 Conhecimentos das gestantes sobre a patologia


 Urianalise (Exame físico, químico, sedimento urinário)
 Resultados de urocultura

4.10-Processamentos de dados

Serão analisados e processados no programa Estatístico Epi-info Versão 3.5.2, e


digitalizados em Microsoft Word 2012 e será apresentado em Microsoft Power Point
2012 em forma de tabelas e numa versão do Windows 7.
5. Recursos
Humanos
O estudo será realizado por 9 finalistas do curso de análises clínicas com
auxilio dos técnicos efectivos locais.

Plano Orçamental

Material Preço Quantidade Total %


Nᵒ Actividades Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro

Total kz

CRONOGRAMA
01 Entrega das
propostas de
temas e títulos

02 Realização de
Pré-projecto

03 Análise e
avaliação do
Pré - projecto
04 Elaboração
final do
trabalho
05 Correcção do
trabalho ao
departamento
de Língua
Portuguesa
06 Época das pré-
defesas
07 Ínicio das
defesas (PAPs)

Referências
Apêndice A
REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PROVINCIAL DA EDUCAÇÃO E SAÚDE
INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO E SAÚDE EMÍLIA NSANGU

Termo de consentimento livre esclarecido


O actual trabalho de investigação, “tem como objectivo geral” Calcular a
incidência de tuberculose pulmonar em pacientes dos 18 aos 50 anos de idades
atendidos na secção da Baciloscopia do Centro de Saúde da Terra Nova em Agosto de
2019.
Pretendemos contribuir para um melhor conhecimento sobre este tema, sendo o
necessário, para tal, incluir neste estudo a participação de todos os pacientes dos 18 aos
50 anos de idade atendidos na secção de Baciloscopia do Centro de Saúde da Terra
Nova. É por isso que a sua colaboração é fundamental.
Este estudo não lhe trará nenhuma despesa ou risco. As informações recolhidas
serão efectuadas através de um questionário e de uma pequena entrevista para permitir
uma melhor compreensão dos factos.
Qualquer informação será confidencial e não será revelada a terceiros, nem
publicada.
A sua participação neste estudo é voluntária e pode retirar-se a qualquer altura, ou
recusar participar, sem que tal facto tenha consequências para si.
Depois de ouvir as explicações acima referidas, declaro que aceito participar nesta
investigação.
Assinatura do participante:______________________________________________
Assinatura do autor:____________________________________________________
Data: ______________

Apêndice B
REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PRONVINCIAL DA EDUCAÇÃO E SAÚDE
INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO E SAÚDE EMILIA NSANGU
QUESTIONÁRIO
1- Dados sócios demográficos
Idades_____
Local de residência___________________________________
Nível de escolaridade_________________________________
2- Perguntas de acordo o estilo de vida
1. Já te relacionaste com alguém que tem ou já teve infecção urinaria ?
Sim_____ Não_______
2. Fazes o uso de bebidas alcoólicas?
Sim_____ Não_______
3. Fazes o Uso de tabacos?
Sim_____ Não_______
4. Quando tosses há presença de escarro?
Sim____ Não_______
5. Práticas exercícios físicos?
Sim___ Não_______
6. Sentes dores do peito?
Sim___ Não_____
ANEXOS
Figura 1 – Mecanismo de remoção das bactérias ascendentes através do fluxo
urinário
Fonte – http://www.especialista24.com/cistite, consultada em 19/12/2014).

Figura 2 – Representação das estruturas pertencentes ao aparelho urinário.


(Retirado de Berkow & Fletcher, 2002, consultada em 18/03/2015).
Figura 3- Antibiotico
Fonte: www.google.com acessado dia 12.05.20