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Memorial de Cálculo

Junho, 2016
Sumário
1. Água Fria ...................................................................................................................... 4
1.1. Consumo diário ..................................................................................................... 4
1.2. Dimensionamento dos reservatórios ................................................................... 5
1.2.1. RTI ...................................................................................................................... 5
1.2.2. Reservatório Superior ....................................................................................... 5
1.2.3. Reservatório Inferior ........................................................................................ 5
1.3. Dimensionamento da coluna de água fria (CAF’s) ............................................ 6
1.4. Dimensionamento dos ramais e sub-ramais ..................................................... 14
1.5. Dimensionamento tubulação do Barrilete ........................................................ 14
1.6. Altura do reservatório ........................................................................................ 15
1.6.1. Pressão Mínima ........................................................................................... 15
1.7. Dimensionamento do Ramal de Entrada .......................................................... 19
1.8. Sistema Elevatório .............................................................................................. 19
1.8.1. Dimensionamento da tubulação de Recalque ........................................... 19
1.8.2. Dimensionamento da tubulação de Sucção ............................................... 19
1.8.3. Dimensionamento da bomba de Recalque ................................................ 20
1.9. Recomendações de uso........................................................................................ 21
1.10. Materiais utilizados ......................................................................................... 21
2. Dimensionamento Da rede de Água Quente ........................................................... 21
2.1. Dimensionamento da coluna de água quente ................................................... 22
2.2. Dimensionamento dos Ramais e Sub-Ramais .................................................. 23
2.3. Aquecedores ........................................................................................................ 24
2.4. Materiais Utilizados ............................................................................................ 25
3. Águas Pluviais ......................................................................................................... 26
3.1. Dimensionamento das calhas ............................................................................. 26
3.2. Dimensionamento dos Condutores verticais de água pluvial ......................... 27
3.3. Dimensionamento dos condutores horizontais de água pluvial ...................... 28
3.4. Reserva de águas Pluviais .................................................................................. 29
3.5. Área de Infiltração .............................................................................................. 30
4. Esgoto Sanitário ......................................................................................................... 31
4.1. Dimensionamento do ramal e sub-ramal .......................................................... 31
4.2. Dimensionamento da tubulação de gordura .................................................... 35
4.3. Dimensionamento da caixa de gordura ............................................................ 36
4.4. Dimensionamento dos ramais de ventilação ..................................................... 37
4.5. Coluna de ventilação ........................................................................................... 38
4.6. Dimensionamento dos coletores e subcoletores de esgoto ............................... 39

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4.7. Caixas de Inspeção .............................................................................................. 40
5. Quantitativo de Materiais. ........................................................................................ 41

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1. Água Fria
1.1. Consumo diário
Para calcular o consumo diário, foi determinado que o consumo é 200 litros por pessoa e 2
pessoas por dormitório.

A edificação possui 8 pavimentos tipo, sendo que cada pavimento possui 2 apartamentos e
cada um possui com 1 suíte e 1 dormitório. No térreo fica localizado o apartamento do
zelador, com 1 dormitório.

Total de habitantes na edificação ficou em 66.

Estimativa de consumo:

𝑪𝑫 = 𝑪 ∗ 𝑷

CD= Consumo diário em litros.

P= População.

C= Consumo por pessoa (L/dia).

N° N° N° de pessoas Consumo
Pavimento Consumo/Habitante
Pavimentos Dormitórios/Pavimento por dormitório diário (L)
Tipo 8 4 2 200 12800
Térreo 1 1 2 200 400
Total 13200

Como a edificação tem uma piscina com área de 13m2, foi considerado uma lâmina de
água de 2,5cm para que seja feita uma reposição diária de água.

Reposição diária de água:

= 𝟎, 𝟎𝟐𝟓 ∗ 𝟏𝟑 = 𝟎, 𝟑𝟐𝟓𝒎 𝒐𝒖 𝟑𝟐𝟓𝒍/𝒅𝒊𝒂

Portanto o consumo diário total deve ser de 13525 litros por dia.

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1.2. Dimensionamento dos reservatórios
Pela NBR 5626, deve ser estimado uma reserva para o consumo de no mínimo de 1 dia
para todo o edifício, mas nos cálculos foi considerado uma reserva para 2 dias. O
dimensionamento deverá ser feito após ter números da RTI.

1.2.1. RTI
A RTI foi calculada no projeto de preventivo contra incêndio, sendo que a mesma deve
possuir capacidade para 10000 litros nos reservatórios. Portanto esse valor deverá ser
acrescentado no dimensionamento dos reservatórios superiores.

1.2.2. Reservatório Superior


No reservatório superior, deve comportar 40% do total da reserva estimada, e soma-se
os 10000 litros estipulados pela RTI.

𝑅𝑠 = ((13525 ∗ 0,4 ∗ 2) + 10000) = 20820 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜𝑠

Portanto os reservatórios superiores serão compostos de 2 reservatório fibra de vidro


com capacidade de 15000 litros e outro de 10000 litros, totalizando 25000 litros.

1.2.3. Reservatório Inferior


Os reservatórios inferiores deverão comportar 60% de todo o consumo. Portanto:

𝑅𝑖 = 13525 ∗ 0,6 ∗ 2 = 22230 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜𝑠

Foi considerado 2 reservatórios de fibra de vidro, sendo que um tem capacidade de 15000
litros e o outro é de 10000 litros.
Devido a edificação não possuir sub-solo, os reservatórios inferiores serão enterrados abaixo
da laje do térreo, aonde foi localizado o fitness center na planta baixa. Para ter acesso será
posto um alçapão de 0,70x0,70 com uma escada marinheiro.

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Dimensões 10.000l 15.000l
D1 2650mm 3190mm
D2 2020mm 2640mm
H1 2690mm 2560mm
H2 2430mm 2200mm
H3 2400mm 2150mm
H4 2270mm 2020mm
H5 1000mm 1000mm

1.3. Dimensionamento da coluna de água fria (CAF’s)


No dimensionamento das colunas da água fria (CAF’s), foi utilizado o método do máximo
provável (método dos pesos), onde cada aparelho possui um peso atribuído, conforme a
tabela a seguir da NBR 5626.

6
Assim, o dimensionamento das colunas, foi feito o somatório dos pesos dos pavimentos e
posteriormente da coluna que alimentava determinada quantidade de ambientes. Depois da
somatória dos pesos é possível calcular a vazão do trecho em análise pela formula da NBR
5626 a seguir:

𝑄 = 0,3 × √∑P

Sendo:
Q=Vazão estimada na seção considerada (L/s);
P= Soma dos pesos relativos de todas as peças de utilização alimentada pela tubulação
considerada;

Para a determinação da bitola a ser utilizada no trecho em análise, foi utilizado o ábaco de
vazões e diâmetros em função dos pesos, logo, para cada somatório de pesos o ábaco
indicava um diâmetro. Mas para garantir o abastecimento em horários de picos pelas CAF’s,
foi sempre considerado um diâmetro maior que o indicado na tabela.
CAF 01
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Pia 1 0,7
0,25
Total 0,7

CAF 01
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 5,6 0,71 32
7° 4,9 0,66 32
6° 4,2 0,61 32
5° 3,5 0,56 32
4° 2,8 0,50 32
3° 2,1 0,43 32
2° 1,4 0,35 25
1° 0,7 0,25 25

7
CAF 02
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Pia 1 0,7
0,25
Total 0,7

CAF 02
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 5,6 0,71 32
7° 4,9 0,66 32
6° 4,2 0,61 32
5° 3,5 0,56 32
4° 2,8 0,50 32
3° 2,1 0,43 32
2° 1,4 0,35 25
1° 0,7 0,25 25

CAF 03
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Maqui.
1 1
Roupa
0,39
Tanque 1 0,7
Total 1,7

CAF 03
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 13,6 1,11 40
7° 11,9 1,03 40
6° 10,2 0,96 40
5° 8,5 0,87 32
4° 6,8 0,78 32
3° 5,1 0,68 32
2° 3,4 0,55 32
1° 1,7 0,39 32

8
CAF 04
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Banheira 1 1
Lavatório 2 0,6
Bacia
0,52
Sanitária 2 0,6
Chveiro 2 0,8
Total 3

CAF 04
Térreo (x1)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Pia 1 0,7
Torneira 1 0,4 0,31
Total 1,1

CAF 04
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 25,1 1,50 40
7° 22,1 1,41 40
6° 19,1 1,31 40
5° 16,1 1,20 40
4° 13,1 1,09 40
3° 10,1 0,95 40
2° 7,1 0,80 32
1° 4,1 0,61 32
Térreo 1,1 0,31 32

CAF 05
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Lavatório 1 0,3
Bacia
0,23
Sanitária 1 0,3
Total 0,6

9
CAF 05
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 4,8 0,66 32
7° 4,2 0,61 32
6° 3,6 0,57 32
5° 3 0,52 32
4° 2,4 0,46 32
3° 1,8 0,40 32
2° 1,2 0,33 25
1° 0,6 0,23 25

CAF 06
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Tanque 1 0,7
Maqui.
0,39
Roupa 1 1
Total 1,7

Térreo (x1)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Tanque 1 0,7
Maqui.
Roupa 1 1
Chuveiro 1 0,4
0,49
Bacia
Sanitária 1 0,3
Lavatório 1 0,3
Total 2,7

CAF 06
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 16,3 1,21 40
7° 14,6 1,15 40
6° 12,9 1,08 40
5° 11,2 1,00 40
4° 9,5 0,92 32
3° 7,8 0,84 32
2° 6,1 0,74 32
1° 4,4 0,63 32
Térreo 2,7 0,49 32

10
CAF 07
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Lavatório 1 0,3
Chuveiro 1 0,4
Bacia 0,30
Sanitária 1 0,3
Total 1

Térreo (x1)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Bacia
Sanitária 2 0,6
0,33
Lavatório 2 0,6
Total 1,2

CAF 07
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 9,2 0,91 32
7° 8,2 0,86 32
6° 7,2 0,80 32
5° 6,2 0,75 32
4° 5,2 0,68 32
3° 4,2 0,61 32
2° 3,2 0,54 32
1° 2,2 0,44 32
Térreo 1,2 0,33 32

CAF 08
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Lavatório 1 0,3
Bacia
0,23
Sanitária 1 0,3
Total 0,6

11
CAF 08
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 4,8 0,66 32
7° 4,2 0,61 32
6° 3,6 0,57 32
5° 3 0,52 32
4° 2,4 0,46 32
3° 1,8 0,40 32
2° 1,2 0,33 25
1° 0,6 0,23 25

CAF 09
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Lavatório 2 0,6
Bacia Sanitária 1 0,3
Banheira 1 1 0,45
Chuveiro 1 0,4
Total 2,3

CAF 09
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 18,4 1,29 40
7° 16,1 1,20 40
6° 13,8 1,11 40
5° 11,5 1,02 32
4° 9,2 0,91 32
3° 6,9 0,79 32
2° 4,6 0,64 32
1° 2,3 0,45 32

CAF 10
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Pia 1 0,7
0,25
Total 0,7

12
CAF 10
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 5,6 0,71 32
7° 4,9 0,66 32
6° 4,2 0,61 32
5° 3,5 0,56 32
4° 2,8 0,50 32
3° 2,1 0,43 32
2° 1,4 0,35 25
1° 0,7 0,25 25

CAF 11
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Pia 1 0,7
0,25
Total 0,7

Térreo (x1)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Lavatório 1 0,3
Bacia
0,23
Sanitária 1 0,3
Total 0,6

13
CAF 11
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 6,2 0,75 32
7° 5,5 0,70 32
6° 4,8 0,66 32
5° 4,1 0,61 32
4° 3,4 0,55 32
3° 2,7 0,49 32
2° 2 0,42 32
1° 1,3 0,34 25
Térreo 0,6 0,23 25

1.4. Dimensionamento dos ramais e sub-ramais


O dimensionamento dos ramais de cada CAF foi efetuado também pelos critérios dos pesos,
onde a somatória dos pesos de cada trecho resultava em um determinado diâmetro de acordo
com o ábaco dos diâmetros em função das vazões e pesos. Assim foi adotado em todas as
oportunidades um diâmetro acima ao correspondente pelo ábaco representando desta forma
o valor do diâmetro externo do tubo. O diâmetro correspondente a cada trecho dos ramais
está representado nas vistas dos ramais.
Sub Ramal
Vazão DE
Aparelho Peso (l/s) (mm)
Lavatório 0,3 0,16 20
Bacia Sanitária 0,3 0,16 20
Banheira 1 0,30 25
Chuveiro 0,4 0,19 20
Maqui. Roupa 1 0,30 25
Pia 0,7 0,25 20
Tanque 0,7 0,25 25

1.5. Dimensionamento tubulação do Barrilete


O dimensionamento do barrilete foi feito da mesma maneira que as caf’s, onde o somatório
dos pesos de cada trecho do barrilete indicava o diâmetro a ser utilizado por meio do ábaco
de vazões e diâmetros em função dos pesos.
Para o dimensionamento do barrilete, cada trecho não poderia exceder a velocidade de
3,0m/s, segundo a NBR 5626 (1998). Logo a velocidade é dada pela formula:

𝑉 = 𝑄/𝐴

14
Onde:
V= Velocidade da água (m/s);
Q= Vazão (m³/s);
A= Área da seção da tubulação (m²);

A tabela a seguir indica o diâmetro, as vazões e a velocidade da água de cada trecho no


barrilete.

Tubulação do Barilete
TRECHO ∑PESOS Vazão DE (mm) DN (mm) Área Velocidade (m/s)
A-B 115,2 3,22 60 53,4 0,00224 1,44
B-C 24,8 1,49 40 35,2 0,00097 1,54
C-D 11,2 1,00 40 35,2 0,00097 1,03
B-E 90,4 2,85 50 44 0,00152 1,88
E-F 65,3 2,42 50 44 0,00152 1,59
F-G 60,5 2,33 50 44 0,00152 1,53
G-H 35 1,77 40 35,2 0,00097 1,82
H-I 30,2 1,65 40 35,2 0,00097 1,69
I-J 18,4 1,29 40 35,2 0,00097 1,32
I-K 11,8 1,03 32 27,8 0,00061 1,70

1.6. Altura do reservatório


A altura do reservatório deve encontrada, para que o chuveiro menos desfavorável
tenha no mínimo de 1 m.c.a ou a pressão no hidrante mais desfavorável de 4 m.c.a.

Neste caso, o pior deles foi determinado através do hidrante menos desfavorável
encontrando uma altura de 6,29 metros.

1.6.1. Pressão Mínima


Para verificar se a pressão mínima foi atingida, foi calculado pela distância real que
foi medida nas tubulações e a distância virtual, que é o comprimento dos
equipamentos pelo trajeto da tubulação.

A CAF com o chuveiro mais desfavorável foi a CAF 09.

15
Comprimento Virtual
Diâmetro Quantidade Comprimento Equivalente Comprimento Eq.Total
Trecho Descrição
(mm) (Unidade) (m) (m)
1 Entrada Canalização 1,5
2 Tê Saída de Lado 2,2
A-B 60 9,3
1 Registro de Gaveta 0,8
2 Curva 90° 1,3
B-E 50 1 Tê Saída de Lado 7,3 7,3
E-F 50 1 Tê Pass. Direta 2,2 2,2
F-G 50 1 Tê Pass. Direta 2,2 2,2
G-H 40 1 Tê Pass. Direta 1,5 1,5
H-I 40 1 Tê Saída de Lado 4,6 4,6
I-J 40 1 Joelho 90° 2 2
CAF
32 1 Tê Saída de Lado 3,1 3,1
09
1 Registro De gaveta Aberto 0,2
T1-T2 25 1 Tê Pass. Direta 0,8 4,6
3 Joelho 90° 1,2
T2-T3 25 1 Tê Saída de Lado 2,4 2,4
2 Joelho 90° 1,2
T3-T4 25 4,8
1 Tê Saída de Lado 2,4
T4-T5 25 1 Tê Saída de Lado 0,8 0,8
3 Joelho 90° 1,2
T5 25 1 Registro De Globo Aberto 11,4 17,4
1 Tê Saída de Lado 2,4

16
Então foi usado a expressão que na NBR 5626, (1998) que é a expressão de Fair-Whipple-Hsiao.

𝐽 = 8,69 ∗ 105 ∗ 𝑄1,75 ∗ 𝐷−4,75

Sendo que:

J= Perda de carga unitária (m/m);

Q= Vazão estimada na seção considerada (l/s);

D= Diâmetro interno do tubo (mm);

Calculo de Pressão Mínima do Chuveiro Mais Desfavorável


Diâmetro J Velocidade L (m)
Trechos ∑Pesos Vazão HP
(mm) (m/m) (m/s) L (real) L (equiva.) L (total)
A-B 115,2 3,22 60 0,024 1,14 7 9,3 16,3 0,392
B-E 90,4 2,85 50 0,046 1,45 4,7 7,3 12 0,556
E-F 65,3 2,42 50 0,035 1,23 4,7 2,2 6,9 0,240
F-G 60,5 2,33 50 0,033 1,19 3,65 2,2 5,85 0,191
G-H 35 1,77 40 0,058 1,41 4,7 1,5 6,2 0,361
H-I 30,2 1,65 40 0,051 1,31 0,36 4,6 4,96 0,254
I-J 18,4 1,29 40 0,033 1,02 5,75 2 7,75 0,257
CAF 09 18,4 1,29 40 0,033 1,024 1 3,1 4,1 0,136
Total 2,39

17
Perda De Carga Ramal 09
Diâmetro J Velocidade L (m)
Trechos ∑Pesos Vazão HP
(mm) (m/m) (m/s) L (real) L (equiva.) L (total)
T1 2,3 0,45 25 0,050 0,93 3,2 4,6 7,8 0,391
T2 2 0,42 25 0,044 0,86 0,62 2,4 3,02 0,134
T3 1 0,30 25 0,024 0,61 4,75 4,8 9,55 0,231
T4 0,7 0,25 25 0,018 0,51 0,3 0,8 1,1 0,019
T5 0,4 0,19 25 0,011 0,39 3,11 17,4 20,51 0,223
Total = 0,998

A perda de carga no barrilete até a CAF 09 é de 2,39 m.c.a e no ramal é de 1,418 m.c.a, assim totalizando uma perda de carga de 3,388 m.c.a. Como a
distância vertical até o chuveiro mais desfavorável é de 6,29 metros. Portanto;

𝐻𝑑𝑖𝑛 = 6,29 − 3,388 = 2,902 𝑚. 𝑐. 𝑎


Assim a pressão mínima do chuveiro foi atendida já que 1m.c.a<2,902m.c.a.

18
1.7. Dimensionamento do Ramal de Entrada
Para o cálculo do ramal de entrada, foi feito em função do consumo diário:

𝑄 = 𝐶𝐷/86400
Onde:
Q= Vazão diária;
CD= Consumo diário;

Logo:
13525
𝑄= = 0,1565 𝑙/𝑠
86400
Assim de acordo com o ábaco dos diâmetros em função dos pesos e vazões, o diâmetro
externo necessário para atender a demanda do ramal predial é de 25mm.

1.8. Sistema Elevatório


1.8.1. Dimensionamento da tubulação de Recalque
Foi definido que o sistema elevatório deve ter um funcionamento diário de 5 horas, e o
consumo da edificação é de 13,525 m³, assim a vazão do sistema elevatório precisa atender
0,000751 m³/s, assim é possível determinar o diâmetro interno da tubulação de recalque;

4
𝐷𝑟 = 1,3 ∗ √𝑄 ∗ √𝑥
Assim;
Q= Vazão da bomba (m³/s)
X= Horas de funcionamento (s)

4 5
𝐷𝑟 = 1,3 ∗ √0,000751 ∗ √ = 0,02378𝑚
24

𝐷𝑟 = 23,78𝑚𝑚
Portanto, o diâmetro interno mínimo é de 25 mm, mas o adotado foi de 32 mm.

1.8.2. Dimensionamento da tubulação de Sucção


A tubulação de sucção deve ter um diâmetro superior ao diâmetro de recalque, assim o
diâmetro externo deve ser de 40 mm para a tubulação de sucção.

19
1.8.3. Dimensionamento da bomba de Recalque
Para fazer o cálculo da potência da bomba de recalque, deve ser considerado a pressão
manométrica do sistema elevatório, onde é necessário a altura estática e as perdas de carga
na tubulação.

Comprimento Virtual
Trecho DN (mm) Quantidade Descrição J p/ equip. J total
1 Saída Canalização 1,3 1,3
Recalque 32 8 Curvas 90° 0,6 4,8
1 Valv. Retenção 3,8 3,8
Total 9,9
5 Curvas 90° 0,7 3,5
Sucção 40
1 Tê Saída direta 1,5 1,5
Total 5

Perda de Carga na tubulação de sucção e recalque


Trecho Vazão DE DI Área Velocidade Comprimento J Hp
L/s mm mm m² <3,0 m/s Real Equipamento Total m/m m
Recalque 0,95 32,00 27,80 0,000607 1,57 59,20 9,90 69,10 0,11 7,59
Sucção 0,95 40,00 35,20 0,000973 0,98 6,50 5,00 11,50 0,04 0,41
Total 8,00

A pressão manométrica (Hman) é a soma da pressão manométrica do recalque mais a


pressão manométrica da sucção.

𝐻𝑚𝑎𝑛 = 𝐻𝑚𝑎𝑛𝑅𝑒𝑐 + 𝐻𝑚𝑎𝑛𝑆𝑢𝑐


Hman Rec é igual ao desnível da entrada do reservatório até o conjunto motor bomba, mais
a perda de carga do trecho (ΔHRec).

Portanto;
𝐻𝑚𝑎𝑛𝑅𝑒𝑐 = 𝐻𝑟𝑒𝑐 + ΔHrec
𝐻𝑚𝑎𝑛𝑅𝑒𝑐 = 59,2 + 7,59 = 66,79m. c. a

Hman Suc é o desnível do conjunto motor-bomba, até a captação de água no reservatório


inferior, mais a perda de carga da tubulação de sucção.

𝐻𝑚𝑎𝑛𝑆𝑢𝑐 = 𝐻𝑆𝑢𝑐 + ΔHSuc


𝐻𝑚𝑎𝑛𝑆𝑢𝑐 = 2,65 + 0,41 = 3,06m. c. a

20
Assim;
𝐻𝑚𝑎𝑛 = 66,79 + 3,06 = 70m. c. a

Calculando a potência da moto-bomba pela formula;

𝛾 ∗ 𝑄 ∗ 𝐻𝑚𝑎𝑛
𝑃=
𝑛 ∗ 75

Onde;
𝛾= Massa especifica da água;
Q= Vazão na Bomba;
η= Eficiência da Bomba;
1000 ∗ 0,00095 ∗ 70
𝑃= = 1,77𝐻𝑝
0,5 ∗ 75
Assim, adota-se uma bomba com 2 hp de potência.

1.9. Recomendações de uso


Deve-se a cada seis meses, ser feito uma higienização nos reservatórios superiores e nos
inferiores. Como no superior e inferior possui dois reservatórios, pode então intercalar as
limpezas, assim quando está sendo feita a limpeza em um reservatório, é interrompida a
alimentação do mesmo.
Quando a limpeza estiver em andamento, as tampas devem permanecer fechadas para não
proliferar doenças e evitando que a água entre em contato com materiais deletérios.

1.10. Materiais utilizados


Recomenda-se a utilização das tubulações Tigre, pois foram levados em consideração
catálogos contendo especificações sobre os materiais.

2. Dimensionamento Da rede de Água Quente

O conjunto de água quente terá um aquecedor para cada apartamento, tendo localização na
área de serviços. No apartamento do zelador que fica localizado no térreo e as demais
instalações que lá se encontram, deverão possuir um sistema de aquecimento elétrico.

21
Foi calculado uma CAF especifica para a água quente, assim a edificação contará com
duas CAF’s destinadas a atender o aquecedor a gás. A tubulação será distribuída ao
ambientes acima do forro de gesso, sendo que como a tubulação passa acima do forro, não
foi necessário a compatibilização com a rede de distribuição a gás.

2.1. Dimensionamento da coluna de água quente


O dimensionamento das duas colunas especificas, seguiu a mesma metodologia que o
dimensionamento das CAF’s de água fria, sendo considerado o peso dos aparelhos de cada
pavimento, assim determinando o diâmetro dos trechos específicos das colunas.

CAF 12
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Lavatório 4 0,3
Chuveiro 2 0,4
Banheira 1 1 0,58
Pia 1 0,7
Total 3,7

CAF 12
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 29,6 1,63 50
7° 25,9 1,53 50
6° 22,2 1,41 50
5° 18,5 1,29 50
4° 14,8 1,15 40
3° 11,1 1,00 40
2° 7,4 0,82 40
1° 3,7 0,58 40

CAF 13
Pavimento Tipo (x8)
Vazão
Aparelho Quantidade Peso
(l/s)
Lavatório 3 0,3
Chuveiro 2 0,4
Banheira 1 1 0,55
Pia 1 0,7
Total 3,4

22
CAF 12
Vazão DE
Pavimento ∑Pesos
(l/s) (mm)
8° 29,3 1,62 50
7° 25,6 1,52 50
6° 21,9 1,40 50
5° 18,2 1,28 50
4° 14,5 1,14 40
3° 10,8 0,99 40
2° 7,1 0,80 40
1° 3,4 0,55 40

2.2. Dimensionamento dos Ramais e Sub-Ramais


Os ramais e sub-ramais foram dimensionados da mesma maneira que os ramais de água
fria, sendo respeitado os diâmetros mínimos, pois a tubulação de água quente possui
paredes mais espeças que a convencional, assim foi levado em consideração o diâmetro
interno.

Ramal De Água Quente (Caf 12)


Trecho Peso Vazão DN (mm)
T1 5,3 0,69 35
T2 0,7 0,25 28
T3 4,6 0,64 35
T4 0,3 0,16 28
T5 4,3 0,62 35
T6 1,1 0,31 28
T7 2 0,42 35
T8 1 0,30 35
T9 0,4 0,19 28
T10 1 0,30 28

Ramal De Água Quente (Caf 13)


Trecho Peso Vazão DN (mm)
T1 3,4 0,55 35
T2 0,7 0,25 28
T3 2,7 0,49 35
T4 0,3 0,16 28
T5 2,4 0,46 35
T6 0,3 0,16 28
T7 2,5 0,47 35
T8 1,8 0,40 35

23
Todos os sub-ramais tem o mesmo diâmetro nominal de 28mm.
2.3. Aquecedores
Cada apartamento deverá ter um aquecedor individual para alimentar os aparelhos que
possuem o misturador. Seguindo os cálculos das potências dos aquecedores.

Apartamento 1;
M=Consumo= 0,58l/s=34,8l/min
ΔT= 20 °C
C=1
𝑄 = 𝑚 ∗ 𝑐 ∗ 𝛥𝑇
𝑄 = 34,8 ∗ 1 ∗ 20 = 696𝐾𝑐𝑎𝑙/𝑚𝑖𝑛
𝑄 = 41760𝐾𝑐𝑎𝑙/ℎ

Apartamento 2;
M=Consumo= 0,55l/s=33l/min
ΔT= 20 °C
C=1
𝑄 = 𝑚 ∗ 𝑐 ∗ 𝛥𝑇
𝑄 = 33 ∗ 1 ∗ 20 = 660𝐾𝑐𝑎𝑙/𝑚𝑖𝑛
𝑄 = 39600𝐾𝑐𝑎𝑙/ℎ

Assim deverá ser adotado o aquecedor do apartamento 01, sendo capaz de elevar a
temperatura 20°C com uma vazão de 34,81l/min com uma potência de 41760Kcal/h.

24
Dados do aquecedor;

2.4. Materiais Utilizados


A tubulação que foi usada pra ser feito o dimensionamento foi do tipo Aquatherm da tigre,
pois oferece uma espessura maior das paredes, devido à alta temperatura da água.

25
3. Águas Pluviais
3.1. Dimensionamento das calhas
O dimensionamento das calhas segue as orientações da norma NBR 10844. Assim a vazão
de projeto para o dimensionamento das calhas é dado por:

𝑄 = 𝐼𝑥𝐴/60
Sendo:
Q= Vazão de projeto (L/min);
A= Área de contribuição da calha;
I= Intensidade pluviométrica (mm/h);

A intensidade pluviométrica adotada foi de 155 mm/h para a cidade de Chapecó.

No projeto, foi utilizado calhas metálicas no formato retangular onde a altura mínima da
calha é determinada pela soma da lâmina da água mais o menor valor entre 2/3 da altura da
lâmina ou 75 mm, já a base da calha deve ser correspondente ao dobro da altura da lâmina
da água, b=2h. Dessa forma a altura da lâmina da água é determinada pela formula a
seguir:

3
𝑄𝑥𝑁 8
𝐻=( ∗ 𝐼 0,5 )
75614,37
Onde:
H= Altura na vazão máxima da calha;
Q= Vazão de projeto (L/min);
N= Rugosidade da tubulação;
I= Inclinação da Calha;

O valor da rugosidade foi determinado em 0,011, conforme a tabela 4 da NBR 10844.


A tabela a seguir mostra a altura de dimensionamento das calhas.

26
Memorial de Cálculo para Águas Pluviais
Altura
Área de Índice Altura
Vazão Inclinação da Base
Calha Contribuição Pluviométrico da Água
Calha
m² mm/h l/min % m m m
1 22 155 57 2 0,032 0,107 0,064
2 35 155 90 2 0,038 0,113 0,076
3 24 155 62 2 0,033 0,108 0,066
4 28 155 134 2 0,044 0,119 0,088
5 54 155 274 2 0,058 0,133 0,115
6 48 155 124 2 0,043 0,118 0,086
7 12 155 31 2 0,025 0,100 0,051
8 1,2 155 3 2 0,011 0,086 0,021
9 80 155 207 2 0,052 0,127 0,104
10 56 155 145 2 0,045 0,120 0,091
11 68 155 176 2 0,049 0,124 0,098

O maior dimensionamento das calhas foi de 11 cm de altura, tendo 7,3 cm de base, mas
para ser evitado problemas de transbordamento foi adotado uma calha de dimensão 0,15 m
de altura por 0,15 de base.

3.2. Dimensionamento dos Condutores verticais de água pluvial


A residência possui 4 condutores verticais de água pluvial, que sendo que são provenientes
da coleta da água da chuva que incide diretamente sobre o telhado. Para o
dimensionamento dos condutores foi levado em consideração a área de captação
pluviométrica e também a intensidade pluviométrica da cidade, assim resultando no
diâmetro da tubulação.

27
Desta forma os valores para os condutores verticais são apresentados a seguir:

Condutores Verticais da água pluvial


Área de Contribuição I. Pluviométrico Diâmetro
CVP
Área m² Vazão(l/min) mm/h mm
TQP
1 22 56,83 155 75
01
TQP
2 1,2 3,10 155 50
02
RS 3 24 62,00 155 75
TQP
3+4 52 134,33 155 100
10
TQP
2 35,0 90,42 155 100
03
TQP
9 80,00 206,67 155 100
04
TQP
3+4+5 106,00 273,83 155 100
05
TQP
10 56 144,67 155 100
06
TQP
11 68,00 175,67 155 100
07
TQP
6 48 124,00 155 100
08
TQP
7 12 31,00 155 75
09
TQP
12 6,25 16,25 155 75
12
TQP
13 8,9 23,29 155 75
13
TQP
14 31 81,63 155 100
14
TQP
15 17 45,05 155 75
15
TQP
16 15 40,00 155 75
16
TQP
17 24 64,40 155 75
17

3.3. Dimensionamento dos condutores horizontais de água pluvial

Para os condutores horizontais foi utilizado a tabela 4 da NBR 10844. A rede horizontal da
água pluvial é composta pela tubulação que liga os condutores verticais até o reservatório
de água pluvial, e também pela tubulação que liga as caixas de areia até a sarjeta. A seguir
a tabela utilizada para o dimensionamento dos condutores horizontais por meio da vazão
de projeto e considerado o coeficiente de rugosidade igual a 0,011 e inclinação de 2%.

28
A tabela a seguida mostra os valores para as vazões e os diâmetros para a rede coletora que
envia a água até a cisterna pluvial.

Área De I.
Inclinação Q Diâmetro
SCP Contribuição Pluviométrico
(m²) (mm/h) (%) (l/min) (mm)
1 29,2 155 1 75,43 75
2 77,2 155 1 199,43 100
3 174,20 155 1 450,02 125
4 245,20 155 1 633,43 150
5 337,20 155 1 871,10 200
6 68,25 155 1 176,31 100
7 405,45 155 1 1047,41 200
8 6,25 155 1 16,15 75
9 46,15 155 1 119,22 100

3.4. Reserva de águas Pluviais


Conforme a lei complementar 387/09, as residências unifamiliares maiores que 150m²,
multifamiliar ou comercial fica obrigada a construir mecanismos de coleta, reserva e
infiltração das águas pluviais sob sua posse. Dessa maneira, para a determinação da
capacidade da reserva o Art. 3° o Capitulo do artigo 4° da Lei Complementar n° 324, de 10
de março de 2008, determina com a seguinte redação: Será usado o coeficiente da razão
entre a área de contribuição do telhado sobrea a área do terreno (c= área telhado/ área
terreno); se c<0,5 reserva de 500 litros, se 0,5<c<0,7 reserva de 2000 litros e se c>0,7
reserva de 5000 litros.

29
Logo:
𝐴. 𝑡𝑒𝑙ℎ𝑎𝑑𝑜
𝐶=
𝐴. 𝑡𝑒𝑟𝑟𝑒𝑛𝑜

423,2
𝐶= = 0,579
730

Portanto, 0,5<c<0,7 será utilizado uma cisterna com capacidade para 2000 litros com
diâmetro de 1,35m e altura de 1,8 metros nos ao lado do duto de ventilação, e será posta no
enterrado, assim necessitando de uma bomba de recalque para alimentar duas torneiras e
assim para que nas torneiras tenham pressão. Ambas as torneiras deverão ser utilizadas
para jardinagem e limpeza. Será levada a água por um shaft, assim alimentando 2 torneiras
nos pavimentos de garagem. Nas torneiras, deverá ter o aviso de “Água não potável”.

A bomba de recalque irá alimentar 4 torneiras, assim cada uma tendo peso de 0,7 e vazão
de 0,35l/s, vindo do método dos pesos.

1000 ∗ 0,00095 ∗ 12
𝑃=
0,5 ∗ 75
P= 0,65 hp

Adota-se uma bomba de 0,7 hp e a tubulação que alimenta as torneiras terá diâmetro de
25mm.

3.5. Área de Infiltração


A área de infiltração foi calculada de acordo com a seguinte equação:

𝐴𝑖𝑛𝑓 = (𝐴𝑡 − (𝐴𝑡 ∗ 𝑇𝑜)) ∗ 30%


Onde:
At= Área do terreno
To= Taxa de ocupação de acordo com o zoneamento que abrange o terreno edificado.

𝐴𝑖𝑛𝑓 = (730 − (730 ∗ 0,9)) ∗ 30%


𝐴𝑖𝑛𝑓 = 21𝑚²

30
A área de infiltração mínima deve ser de 21 m², mas no terreno, mas no empreendimento,
possui uma área de infiltração de 93,9m².

4. Esgoto Sanitário
4.1. Dimensionamento do ramal e sub-ramal

O dimensionamento dos ramais internos, que ligam cada aparelho ao ramal principal, foi
executado conforme a NBR 8160 que aplica o tamanho da tubulação de acordo com as
unidades de Hunter de contribuição de cada aparelho. Dessa forma, a tabela 3 da NBR
8160 indica o diâmetro de cada sub-ramal de acordo com as unidades de Hunter de
contribuição atribuídas a cada aparelho. Toda a tubulação que compõe os ramais de esgoto,
possuem uma inclinação de 2% no sentido do escoamento.

Já a ligação entre os aparelhos e os ramais, foi levado em consideração a tabela 5 da NBR


8160, que define o diâmetro do tubo de acordo com as unidades de hunters de contribuição
da somatória entre os aparelhos.

31
Portanto:
Ramal TQE 01
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Mq. Lavar roupa 1 3 50
Tanque 1 3 40
Total (Ramal) 6 50

Ramal TQE 02
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Banheiro 1
Lavatório 1 1 40
Banheira 1 2 40
Chuveiro 1 2 40
Bacia Sanitária 1 6 100
Total (Ramal) 11 100
Banheiro 2
Lavatório 1 1 40
Chuveiro 1 2 40
Bacia Sanitária 1 6 100
Total 9 100

Ramal TQE 03
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Lavatório 1 1 40
Bacia Sanitária 1 6 100
Total (Ramal) 7 100

32
Ramal TQE 04
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Mq. Lavar
1 3
roupa 50
Tanque 1 3 40
Total (Ramal) 6 50
Térreo
Mq. Lavar
1 3
roupa 50
Tanque 1 3 40
Bacia Sanitária 1 6 100
Lavatório 1 1 40
Chuveiro 1 2 40
Total (Ramal) 15 100

Ramal TQE 05
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Lavatório 1 1 40
Chuveiro 1 2 40
Bacia Sanitária 1 6 100
Total 9 100
Térreo
Lavatório 2 1 50
Bacia Sanitária 2 6 100
Total (Ramal) 14 100

Ramal TQE 06
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Lavatório 1 1 40
Bacia Sanitária 1 6 100
Total (Ramal) 7 100

Ramal TQE 07
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Lavatório 2 1 40
Banheira 1 2 40
Chuveiro 1 2 40
Bacia Sanitária 1 6 100
Total (Ramal) 12 100

33
Ramal TQ 08
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Bacia Sanitária 2 6 100
Lavatório 2 1 40
Total (Ramal) 14 100

Ramal TQ 09
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Bacia Sanitária 1 6 100
Lavatório 1 1 40
Total (Ramal) 7 100

O dimensionamento da tubulação de queda vertical foi utilizado a tabela 6 da NBR 8160.

TQE 01
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 6 48 75

TQE 02
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 20 160 100

TQE 03
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 7 56 100

TQE 04
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 6 48 75

TQE 05
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 9 72
100
1 14 14

TQE 06
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 7 56 100

34
TQE 07
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 12 96 100

4.2. Dimensionamento da tubulação de gordura

Ramal TQG 01
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Pia cozinha 1 3 50

Ramal TQG 02
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Pia cozinha 1 3 50

Ramal TQG 03
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Pia cozinha 1 3 50

Ramal TQG 04
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Pia cozinha 1 3 50

Ramal TQG 05
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Pia cozinha 1 3 50

Ramal TQG 06
Aparelho Quantidade UHC Diâmetro (mm)
Pvto. Tipo (8x)
Pia cozinha 1 3 50

TQE 03 + 05
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 9 72
1 14 14 100
8 7 56

35
TQE 06, 07
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 7 56
100
8 12 96

Dimensionamento da tubulação de queda de gordura

TQG 01
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 3 24 75

TQG 02
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 3 24 75

TQG 03
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 3 24 75

TQG 04
Pvtos UHC UHC total Diâmetro (mm)
8 3 24 75

4.3. Dimensionamento da caixa de gordura


A edificação irá possuir 4 caixas de gordura que ficam posicionadas no pavimento térreo,
sendo uma para cada tudo de queda de gordura. Foram dimensionadas através da equação:

𝑉 = 20 + 𝑁 ∗ 2

Onde:
V= volume da caixa de gordura (L);
N= Número da população total da edificação;

𝑉 = 20 + 64 ∗ 2 = 148𝐿
Foram adotados 8 caixas de gordura tigre com diâmetro de 40 cm, totalizando 152L
também foram adotadas 2 caixas de gorduras na cozinha do salão de festas, e na cozinha
do apartamento do zelador. Cada caixa comporta 19 litros de gordura.

36
4.4. Dimensionamento dos ramais de ventilação
Os ramais de ventilação foram determinados por meios das unidades de hunters de
contribuição conforme a tabela 8 da NBR 8160, apresentada a seguir. Foram considerados
para o dimensionamento dos ramais os mesmos aparelhos e suas respectivas unidades de
hunters que o dimensionamento dos ramais de esgoto.

Ramais de Ventilação 01
UHC DN (mm)
RV1 6 40

Ramais de Ventilação 02
UHC DN (mm)
RV2 20 75

Ramais de Ventilação 03
UHC DN (mm)
RV3 7 50

Ramais de Ventilação 04
UHC DN (mm)
RV4 6 40

Ramais de Ventilação 05
UHC DN (mm)
RV5 9 50

Ramais de Ventilação 06
UHC DN (mm)
RV6 7 50

Ramais de Ventilação 07
UHC DN (mm)
RV7 12 50

37
Ramais de Ventilação 08 (Térreo)
UHC DN (mm)
RV 08 3 40

Ramais de Ventilação 09 (Térreo)


UHC DN (mm)
RV 09 3 40

Ramais de Ventilação 10
UHC DN (mm)
RV 10 3 40

Ramais de Ventilação 11
UHC DN (mm)
RV 11 3 40

Ramais de Ventilação 12 (Térreo)


UHC DN (mm)
RV 12 3 40

Ramais de Ventilação 13 (Térreo)


UHC DN (mm)
RV 13 3 40

Ramais de Ventilação 14
UHC DN (mm)
RV 14 14 50

Ramais de Ventilação 15
UHC DN (mm)
RV 15 7 50

4.5. Coluna de ventilação


As colunas de ventilação foram dimensionados de acordo com o somatório das unidades de
hunter de todos os ramais da mesma coluna e obedeceu ao critério da NBR 8160 conforme
a tabela a seguir:

38
Colunas de ventilação
DN TQ Comprimento DN
(mm) (m) UHC (mm)
CV1 75 36 48 75
CV2 100 36 160 75
CV3 100 36 56 75
CV4 75 36 48 75
CV5 100 36 72 75
CV6 100 36 56 75
CV7 100 36 96 75
CV14 100 11 14 50
CV15 100 11 7 50
CV8 75 36 24 75
CV9 75 36 24 75
CV10 75 36 24 75
CV11 75 36 24 75
CV12 50 11 3 50
CV13 50 11 3 50

4.6. Dimensionamento dos coletores e subcoletores de esgoto


O dimensionamento dos coletores e subcoletores obedeceu a norma NBR 8160 e
considerou também as unidades de hunter de contribuição dos tubos de queda de esgoto e
também dos tubos de queda de gordura após a passagem da caixa de gordura. A inclinação
utilizada foi de 1%. A tabela a seguir indica o diâmetro dos coletores e subcoletores de
acordo com a somatória das unidades de hunters de contribuição.

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Logo, a tabela a seguir indica o diâmetro e a inclinação utilizada em cada trecho da rede de
esgoto.

Dimensionamento dos Subcoletores de Esgoto


SCE UHC I (%) DN (mm)
1 24 1 100
2 163 1 150
3 305 1 150
4 457 1 150
5 24 1 100
6 72 1 100
7 75 1 100
8 123 1 100
9 130 1 100
10 48 1 100
11 178 1 100
12 635 1 150

4.7. Caixas de Inspeção


Foram instaladas caixas de inspeção no pavimento térreo, todas de fibra com dimensão de
50 cm de diâmetro e 50 de altura.

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5. Quantitativo de Materiais.

Quantitativo
Item Descrição Unidade Quantidade
Água fria
1.0 Reservatório de fibra (15000L) Unidade 2
1.1 Reservatório de fibra (10000L) Unidade 2
1.2 Bomba de recalque (2 Cv) Unidade 1
1.3 Tubos e conexões de PVC soldável 25 mm Metros 635
1.4 Tubos e conexões de PVC soldável 32 mm Metros 275
1.5 Tubos e conexões de PVC soldável 40 mm Metros 75
1.6 Tubos e conexões de PVC soldável 50 mm Metros 53
1.7 Tubos e conexões de PVC soldável 60 mm Metros 15
1.8 Registros Unidade 120

Água Quente
2.0 Aquecedor a gás com vazão 32 l/min Unidade 16
2.1 Tubos e conexões água quente 28mm Metros 410
2.2 Tubos e conexões água quente 35mm Metros 400
2.3 Registros Unidade 72

Água Pluvial
3.0 Calha metálica Perfil retangular Metros 53,2
3.1 Reservatório de fibra (2000L) Unidade 1
3.1 Filtro para águas pluviais Unidade 1
3.2 Bomba de recalque (0,7 Cv) Unidade 1
3.3 Tubos e conexões PVC 50mm Metros 43
3.4 Tubos e conexões PVC 75mm Metros 106
3.5 Tubos e conexões PVC 100mm Metros 293
3.6 Tubos e conexões PVC 125mm Metros 35
3.7 Tubos e conexões PVC 150mm Metros 10
3.8 Tubos e conexões PVC 200mm Metros 15
3.9 Caixa de areia Unidade 7
3.10 Ralos Unidade 40

Esgoto Sanitário
4.0 Tubos e conexões de PVC 40mm Metros 215
4.1 Tubos e conexões de PVC 50mm Metros 191
4.2 Tubos e conexões de PVC 75mm Metros 168
4.3 Tubos e conexões de PVC 100mm Metros 336
4.4 Tubos e conexões de PVC 125mm Metros 100
4.5 Tubos e conexões de PVC 150mm Metros 91
4.6 Tubos e conexões de PVC 200 mm Metros 15
4.7 Caixa de gordura Unidade 10

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4.8 Ralo Sifonado Unidade 80
4.9 Tê de inspeção Unidade 8
4.10 Caixa de Inspeção Unidade 14

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