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PROPOSTA PEDAGÓGICA

I - Apresentação

II - Justificativa

III - Fins e objetivos

IV - Concepção de criança, de desenvolvimento infantil e de aprendizagem

V - Características da população a ser atendida e da comunidade na qual se


insere

VI - Regime de funcionamento

VII - Espaço físico, instalações e equipamentos

VIII - Relação de recursos humanos, especificando cargos e funções,


habilitação e ou formação profissional

IX – Parâmetros de organização de grupo e relação professor/aluno

X – Organização do cotidiano de trabalho junto às crianças

XI – Proposta de Articulação da instituição com a família e a comunidade

XII – Metodologia utilizada

XIII – Processo de avaliação do desenvolvimento integral da criança

XIV – Processo de planejamento geral e avaliação institucional

XV – Processo de Articulação da educação infantil com o ensino fundamental

XVI – Considerações Finais

XVII - Bibliografia

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I – APRESENTAÇÃO

A educação infantil, como primeira etapa da Educação Básica, tem a primazia


dos momentos livres para brincar, estabelecer elos afetivos, indispensáveis na
reestruturação de personalidade sadia e feliz.
Educar uma criança de 04 e 05 anos, significa propiciar situações de cuidados,
brincadeiras e aprendizagens, orientadas de forma integrada e que possam
contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relações
interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação,
respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais
amplos da realidade social e cultural.
Durante o período da Educação Infantil, a criança estabelece toda a base do
seu desenvolvimento motor, intelectual e social. A aprendizagem surge da
descoberta e curiosidade natural do indivíduo pelo mundo que o cerca.
Portanto, a criança precisa de condições para experimentar, criar, construir e
expressar-se livremente.
A Escola Ana Luiza, baseada em sua própria filosofia e também nos
Parâmetros Curriculares Nacionais, trabalha de forma a tornar tudo isso
possível.
Os professores, experientes e com formação adequada, são treinados para
tornar possível que os objetivos pedagógicos sejam cumpridos, respeitando
cada aluno como indivíduo único, estimulando suas habilidades e
competências para que, além de aprender, possam tornar-se pessoas capazes,
independentes, empreendedoras, seguras e felizes.

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II – JUSTIFICATIVA

Enquanto sujeito histórico, construtor de conhecimento, a criança ao mesmo


tempo em que constitui o mundo, torna-se constituída por ele. Cada
criança/sujeito constrói conceitos pessoais. Tudo aquilo que a criança sabe,
que foi construído por ela, passa a fazer parte de um patrimônio próprio, fruto
de suas condutas, e não de algo depositado por outra pessoa (Deheinzelin,
1994).
Cabe à nossa escola uma proposta pedagógica consistente no sentido de
fomentar a transformação dos conhecimentos espontâneos em científicos,
promovendo um trabalho onde as crianças desenvolvam atividades em grupo,
incitando discussões acerca de suas impressões sobre os fatos, levantando
hipóteses a partir de seus conhecimentos prévios e, concomitantemente, se
constituindo enquanto sujeito cooperativo.
O papel da Educação Infantil é dar acesso ao universo letrado,
proporcionando às crianças, desde seu ingresso, contato com os mais variados
suportes de leitura e escrita, pois entendemos que ler e escrever transcende a
mera decodificação, visto que é no mundo escrito e lido que se arquiva o
saber acumulado pela humanidade.
A partir destas considerações, devemos então ter claro que é preciso
estabelecer metas coerentes para que esta proposta pedagógica seja viva,
podendo acontecer em diferentes lugares com suas especificidades, história,
cultura e necessidades.

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III-FINS E OBJETIVOS

1. FINALIDADE DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Entendemos que ler e escrever transcende a mera decodificação, visto que é


no mundo escrito e lido que se arquiva o saber acumulado pela humanidade.
Então parece acertado refletir sobre a apropriação deste saber, o sentido das
coisas é construído pela sociedade, o verdadeiro significado do mundo só
existirá para o individuo a partir do processo de elaboração deste. Isto quer
dizer que o sentido só se efetiva na construção do significado por parte de
cada pessoa.
A partir destas considerações, devemos então ter claro que as finalidades
educativas traçadas nesta proposta curricular seja viva, podendo acontecer em
diferentes lugares com suas especificidades, históricas, culturais, necessidades
vivenciais, e ainda, longe de uma idéia de pré-escola tradicional, com o
objetivo de preparação para a escola do ensino fundamental.

2. OBJETIVO GERAL

Desenvolver esta proposta em que as ações de cuidar e educar sejam


permeados por atividades lúdicas, na perspectiva do direito da criança, quanto
às questões relacionadas à sua saúde, higiene, alimentação, segurança,
desenvolvimento e aprendizagem.

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Auxiliar a criança a desenvolver uma imagem positiva de si com vistas ao


processo de diferenciação e autonomia do sujeito;
 Intervir no sentido de proporcionar a criança sua descoberta e
conhecimento progressivo de seu próprio corpo, seu potencial e limitações,
hábitos de cuidado com a própria saúde e bem estar;
 Estabelecer vínculos afetivos, ampliando as possibilidades de
comunicação e socialização infantil;
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 Operar no sentido de propiciar o desenvolvimento da competência
relacional da criança no sentido desta considerar seus interesses e o interesse
dos demais parceiros, direcionando-a ao sentido de bem comum, ajuda,
colaboração e consciência de regra;
 Proporcionar situações onde a criança possa explorar e observar o
ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se como integrante,
dependente e agente de transformação do seu meio;
 Possibilitar abertura para que a criança possa se inscrever subjetivamente
na realidade por meio de brincadeiras e da expressão de sua afetividade e do
seu pensamento;
 Estimular para que a criança utilize as diferentes linguagens, seja corporal,
musical, plástica, oral e escritas ajustadas às diferentes intenções e situações
de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas
idéias, sentimentos, necessidades e desejos a avançar no seu processo de
construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade
expressiva;
 Levar a criança a conhecer diferentes manifestações culturais,
considerando as atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas,
bem como a valorização da diversidade.

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IV – CONCEPÇÕES

1. EDUCAÇÃO INFANTIL

A concepção de Educação Infantil vem mudando radicalmente nos


últimos anos. A visão assistencialista esta dando lugar a um novo
enfoque educacional.
É primordial na primeira etapa da educação básica (definida pela
LDB 9394/96), que os educadores proporcionem as crianças
atividades que desenvolvam suas potencialidades no aspecto
cognitivo, afetivo, psicomotor e social.
A criança passa a ser vista como um ser criativo que tem a
participação ativa na construção de seu conhecimento. Cabe ao
educador proporcionar atividades prazerosas favorecendo as
interações, respeitando acima de tudo o desenvolvimento de cada
criança, que acontecerá de forma natural e gradativa.
Deve estar em constante busca de novos materiais e idéias para
enriquecer seu trabalho em sala.
Nessa perspectiva os artigos publicados contribuirão de forma a
enriquecer o trabalho educativo, ressaltando a importância no
desenvolvimento infantil.

2. CRIANÇA

A criança é um ser social e histórico, que faz parte de uma organização


familiar inserida em uma sociedade caracterizada por uma determinada
cultura.
É profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas
também o marca.
Tem na família, biológica ou não, um ponto de referência fundamental.
As crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres
que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio.
Através das interações que estabelecem com as pessoas e com o meio que as
circunda, as crianças revelam o seu esforço para compreender o mundo em
que vivem e por meio das brincadeiras revelam as condições de vida a que
estão submetidas, seus anseios e desejos.
As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que
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estabelecem com as pessoas e o meio em que vivem.
O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um
intenso trabalho de criação, significação e ressignificação.

3. EDUCAR E CUIDAR

A criança para ser educada e cuidada deve ser compreendida a partir da noção
de criança como ser completo, total e indivisível, o que torna indispensável à
atenção as práticas que localizem o atendimento das necessidades físicas,
emocionais, afetivas, cognitivas lingüísticas e sociais de forma integrada sem
privilegiar uma necessidade em detrimento de outra, procurando atende-las na
medida do interesse das crianças e de acordo com os padrões e valores da
cultura e da sociedade, tem-se assim a educação da pessoa na sua
integralidade.
As crianças pequenas e suas famílias devem estar nos centros da Educação
Infantil, não valorizando o fato de muitas dessas famílias serem
desestruturadas. Devemos proporcionar um ambiente físico e humano, através
de estruturas e funcionamento adequado, que propiciem experiências e
situações planejadas intencionalmente, de modo a democratizar o acesso a
todos, aos bens culturais e educacionais.
As situações planejadas intencionalmente devem prever momentos de
atividades espontâneas e outras dirigidas com objetivos claros, que aconteçam
num ambiente iluminado pelos princípios éticos, políticos e estéticos
definidos na LDB/96.

4. DESENVOLVIMENTO INFANTIL

De zero a sete anos, segundo Piaget, a criança está no período pré-operatório


ou da inteligência intuitiva, seu pensamento é egocêntrico (centrado no
sujeito),e não separa o físico do psicológico, o objetivo do subjetivo .
Aprende na interação com o outro, com o adulto e com o meio, vai
estabelecendo invariantes nas transformações as quais submete o seu mundo
físico e daí construindo suas bases para vida .

5. APRENDIZAGEM

A aprendizagem no seu todo encarada como ação educativa, tem como


finalidade ajudar a desenvolver nos indivíduos as capacidades que os tornem
capazes de estabelecer uma relação pessoal com o meio em que vivem (físico
e humano), servindo-se para este efeito, das suas estruturas sensório-motoras,
cognitivas, afetivas e lingüísticas.
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V – CARACTERIZAÇÃO DA CLIENTELA E DA
COMUNIDADE

1 – Clientela Escolar

A nossa clientela é composta por crianças de diferentes níveis e com histórias


de vida as mais diversas. A mesma está inserida num contexto em que os
filhos, por vários motivos, não tem os pais presentes no seu dia-a-dia ou até
mesmo não os têm presentes em suas vidas, acarretando com isso dificuldades
no processo ensino-aprendizagem. Muitas dessas crianças ao saírem das
Creches ficam com parentes, amigos ou vizinhos, sem ter o acompanhamento
e educação familiar adequada e nem os pré-requisitos essenciais para seu
desempenho escolar e social como ser humano.
Essa desestruturação familiar verificada em nossa comunidade escolar, tem
como fatores preponderantes: o desemprego, a baixa renda familiar, pais
separados, violência doméstica, alcoolismo, etc. (diagnóstico escolar). Diante
disso, a escola se torna o espaço necessário para agregar essas crianças.
A nossa escola devido a grande procura pela modalidade de educação infantil
e em decorrência da localização privilegiada no bairro, foi escolhida para
atender crianças de 04 e 05 anos.
Atenderemos 07(sete) turmas por período, desenvolvendo uma educação com
o planejamento de atividades pedagógicas inerentes a faixa etária.
Porém, nos deparamos com um problema sério quanto ao espaço para
desenvolver as atividades físicas e recreativas na escola, pois não temos pátio
ou quadra coberta para tais atividades.
Esperamos superar o nosso problema de espaço adequando a quadra com
cobertura e nele o único espaço disponível construir um Parque Infantil e
pátio coberto para que nossas crianças possam realizar atividades de
recreação, práticas esportivas. Esta é nossa maior meta atualmente.
Quanto aos professores, há uma alta rotatividade, pois a maioria é de
interinos, mudando o quadro de professores constantemente. Gostaríamos
muito que esse quadro fosse mudado.
Apesar dos problemas, acreditamos que com a formação continuada para
professores, o trabalho em equipe, a parceria com os pais e a SME possamos
oferecer um ensino de qualidade para as crianças desta comunidade.

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2 – Comunidade

O bairro Osmar Cabral foi fundado em 1985. O bairro foi criado com o
objetivo de assentar famílias carentes e sem moradia para que assim
pudessem ser donos do seu próprio terreno. Os lotes foram doados pelo
governador Júlio José de Campos e a profª. Isabel Campos. Após esse
momento, houve invasões aos lotes que ainda não haviam sido ocupados e à
área de lazer na quadra 13.
Com o decorrer do tempo, alguns moradores mais antigos mudaram-se,
vendendo sua moradia para outros.
Os primeiros moradores residentes neste bairro foram: Ana Maria dos Santos
Souza (Rua 08) e que hoje reside na Avenida Principal ao lado da nossa
escola; Dona Carmozinha (Rua 09) e que se mudou para o bairro Pedra 90.
O primeiro presidente do bairro foi Sr. Adelson Souza e a primeira presidente
do clube de mães foi a Srª. Ana Maria. A eleição aconteceu no ano de 1986,
porém os mesmos não chegaram a terminar o mandato, pois se desentenderam
com os moradores. No ano de 1987 houve nova eleição, sendo eleito o Sr.
Jamil. O 3º presidente foi o Sr. Clementino Gomes, popular Gasolina.
Em 1985, foi improvisado um barracão, pelo presidente, para o
funcionamento da escola com o nome de “Osmar José do Carmo Cabral”,
tendo como diretor o Sr. Celso Piretoni.
Ainda em 1985 iniciou-se a construção da igreja católica, realizada por
mutirões comandados pelo 1º pároco, o Padre Mário da Paróquia Nossa
Senhora da Guia, Dona Generosa, Dona Ana Maria, Dona Dorotéia e os
moradores. O 2º pároco dessa comunidade foi o Padre Carlos que permaneceu
na comunidade por 02 (dois) anos e foi indicado como o padroeiro da igreja
São Francisco de Assis.
Várias casas comerciais, com atividades diversificadas, foram instaladas no
bairro proporcionando à comunidade mais comodidade. O bairro conta ainda
com posto de saúde, posto da polícia comunitária, mini-estádio, creche,
biblioteca comunitária, universidade popular, ginásio poli esportivo coberto,
terminal rodoviário etc. Contamos ainda com uma feira livre bem
diversificada e com algumas avenidas asfaltadas.
Há uma grande deficiência quanto a áreas de lazer no bairro e as famílias
ficam sem opções, sendo as igrejas os locais mais freqüentados. O bairro
conta com as seguintes denominações religiosas: Igreja Católica, Assembléia
de Deus, Deus é Amor, Congregação Cristã, A Voz da Verdade, Igreja
Internacional da Graça de Deus, Igreja Batista e Universal.
Os bares e lanchonetes servem de refúgio aos moradores nos dias quentes e os
mesmos estão sempre lotados, porém, ainda acontecem muitas brigas e
confusões e até mesmo assassinatos nesses locais, o que afugenta as famílias
de os freqüentarem.

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No transporte coletivo o bairro é servido com um itinerário diversificado,
porém, a população usuária sofre com a superlotação dos ônibus, devido ao
número de ônibus não ser suficiente para atender a comunidade.
A clientela escolar é caracterizada, na sua grande maioria, por famílias
numerosas, com carência afetivo-social e baixo nível de instrução.
A desagregação familiar é bem visível e tem causas diversas que leva a
comunidade a ser massificada como violenta, trazendo reflexos prejudiciais
ao desempenho escolar e provocando conflitos dentro da escola.
A agressão constante entre alunos acaba dificultando a aprendizagem dos
mesmos e, por muitas vezes, estes acabam abandonando a escola.
Temos vários problemas de ordem social: famílias desestruturadas, onde os
filhos estão sendo deixados para serem cuidados pelos avós, muita
criminalidade, delinqüência juvenil e algumas doenças. A maioria destes
problemas é fruto da falta de instrução das pessoas, sendo que, cerca de 30%
dos moradores não concluíram o ensino fundamental e cerca de 50% o ensino
médio e cerca de 90% o ensino superior.
Apesar das dificuldades inerentes a um bairro de periferia, aqui vive um povo
cordial e receptivo aos Projetos Sócio-Educativos como: o Siminima, PM
Júnior, Saúde na Escola, etc., e que quanto à construção educativa, a escola
tem o dever de propiciar a viabilização destes projetos como forma concreta
de um ensino de qualidade para as crianças do bairro.

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VI – REGIME DE FUNCIONAMENTO

ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA ESCOLA

 Calendário Escolar

De acordo com a Lei Nº. 9394/96, que estabelece a carga horária anual
mínima de 800 horas distribuídas por no mínimo de 200 dias letivos.
Carga horária semanal de 20 horas para o aluno e 16 horas para o
professor em sala de aula, sendo complementada com 4 horas de atividades.
O Recesso Escolar e as Férias deverão ocorrer respeitando o ano letivo
de 200 dias, prevendo intervalo em julho e janeiro.

 Matrículas

Serão efetuadas matrículas para crianças de 04 e 05 anos, respeitando o


limite de 20 alunos no mínimo a 23 alunos no máximo por turma.
Quando houver demanda superior ao estabelecido acima, devem ser
organizadas listas de espera e a medida que forem surgindo vagas, esses irão
sendo chamados.

 Organização das Turmas

As turmas serão organizadas por faixa etária, obedecendo aos critérios


abaixo:
Etapa II – a partir de 03 anos e 08 meses a 04 anos de idade;
Etapa III – a partir de 04 anos e 08 meses a 05 anos de idade.

 Salas de Aula

07 salas com cantos temáticos.

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VII- ESPAÇO FISICO, INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

 Das Salas de Aula

As salas devem ser apropriadas para atender crianças de 04 a 05 anos. O


interior das salas e seus mobiliários devem ser revestidos com material
lavável.
O mobiliário deve atender as seguintes exigências:
- cadeiras com altura de 56 cm (assento- 29cmX30cm);
- mesas coletivas com 4 lugares (52 cm de altura, 80X80 de largura);
- Armários para guardar os materiais do professor;
- Estantes para utilização e acesso às crianças aos jogos e brinquedos;
- Estante “display” ou prateleira para livros infantis;
- 01 mesa com cadeira para o professor;
- Quadro branco;
- Ar condicionado e ventiladores.

 Sala do Professor e Secretaria

A sala do professor e secretaria deve conter; mesas em tamanho


adequado e com cadeiras suficientes para o quantitativo de professores e
administrativos, computadores, armários, estantes, prateleiras, quadro mural
para informações, arquivos, impressoras, ar condicionado, etc.

 Almoxarifado

- Estantes e armários para guardar materiais de consumo e equipamentos


esportivos.

 Brinquedoteca

- Estantes para livros e brinquedos;


- Brinquedos apropriados à faixa etária;
- Livros infantis;
- TV e Vídeo;
- Aparelho de som;
- Mesas coletivas e cadeiras;
- Almofadas;
- Ar condicionado e ventilador.

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 Cozinha

- Prateleiras e armários;
- Fogão industrial;
- Geladeira e freezer;
- Equipamentos para a preparação da merenda;
- utensílios domésticos para servir a merenda.

 Equipamentos de Uso Comum

- Data show
- Micro system;
- Caixa de som;
- DVD e TV;
- CDs/ Fitas;
- Bebedouros;
- Copiadora;
- Computadores;
- Material de Pesquisa;
- Filmadora e máquina fotográfica;
- Mimeógrafo, etc.

 Materiais de Apoio

- Livros infantis/ gibis;


- Jogos pedagógicos;
- Brinquedos;
- Revistas para recortes;
- Fantoches/ máscaras;
- Materiais pedagógicos;
- Materiais esportivos;
-utensílios pedagógicos (tesouras, pistola de cola quente, estiletes,etc.).
-Espelhos

 Área Externa

- Quadra de esportes coberta ( a ser coberta);


- Refeitório apropriado;
- Pátio;
- Parque infantil (a ser implantado).
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VIII – RECURSOS HUMANOS

Recursos humanos necessários e sua habilitação para efetivação do trabalho


com a Educação Infantil.

1 - RECURSOS HUMANOS

Equipe Gestora (diretor, coordenador e secretário);


06 professores Regentes de sala;
01 professor de Artes;
01 professor de Educação Física;
02 professores auxiliares (ADI) para cada período;
01 multímeio por período;
01 equipe para serviços de limpeza;
01 equipe de merendeiras.

DIRETOR - Graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia.

COORDENADOR - Graduação em Pedagogia com habilitação em Educação


Infantil, especialização ou experiência de 02 anos comprovados na área.

14 PROFESSORES REFERÊNCIA - Pedagogos, ou formados em


Educação Física, ou Artes com habilitação ou especialização em Educação
Infantil ou 02 anos de experiência comprovados na área.

06 PROFESSORES AUXILIARES - formados em curso Técnico de


Educação Infantil ou habilitados em Pedagogia.

01 SECRETÁRIO ESCOLAR com curso Técnico de Administração Escolar


e curso superior na área da educação.

04 TÉCNICAS EM NUTRIÇÃO ESCOLAR, sendo duas efetivas e duas


contratadas habilitadas, conforme disposto na Lei Orgânica dos Profissionais
da Educação do município de Cuiabá/MT.

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09 TÉCNICOS EM MANUTENÇÃO E INFRA-ESTRUTURA, sendo seis
efetivos e três contratados, conforme disposto na Lei Orgânica dos
Profissionais da Educação do município de Cuiabá/MT.

02 MULTI MEIOS DIDÁTICOS, sendo um efetivo com habilitação em


História e com curso Técnico da FUNEC e outro, ainda, a ser disponibilizado
para atuar no período vespertino.

2 - DAS RESPONSABILIDADES

DIRETOR – profissional que atua na gestão da unidade escolar. É o


responsável pela consolidação dos princípios da gestão democrática, bem
como pelo pleno funcionamento da escola nas suas diferentes perspectivas,
sendo elas relacionadas à infra-estrutura, planejamento, concepção,
elaboração e execução da proposta pedagógica; articulação com a
comunidade, com a SME e demais órgãos públicos e grupos da sociedade
organizada.

COORDENADOR PEDAGÓGICO – profissional que atua em ação conjunta


com os professores, a elaboração de trabalho em articulação com o Projeto
Pedagógico da Escola; participação nas ações coletivas, proposições de
práticas educativas consonantes com os princípios da Educação Infantil.
Observação e avaliação processual do desenvolvimento infantil,
acompanhamento da criança, considerando a necessária articulação junto a
seus familiares; envolvimento com atividades dirigidas ao seu
desenvolvimento profissional, trabalho articulado junto à gerência,
coordenação pedagógica e assessoria pedagógica da escola.

PROFESSORES AUXILIARES – profissionais com participação integrada em


todas as atividades atribuídas ao professor, especialmente aquelas relativas ao
planejamento pedagógico, práticas educativas e recreativas; realiza
intervenções, com observação e avaliação das crianças como membro do
coletivo da escola, envolvimento com atividades dirigidas ao seu
desenvolvimento profissional. Trabalha articuladamente junto a Direção e
Coordenação da escola ,poderá assumir turmas conforme necessidade da
escola,faz parte do quadro de professores e em nosso caso irá substituir o
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professor referencia em sua hora atividade ,com atividades recreativas para as
crianças ,bem como ajudá-lo em atividades em sala e extra classe.

PROFESSORES REFERENCIA – profissionais com ação conjunta na


elaboração do plano de trabalho em articulação com o projeto pedagógico da
escola; participação nas ações coletivas; proposição de práticas educativas
consonantes com os princípios da Educação Infantil; observação e avaliação
processual do desenvolvimento infantil; acompanhamento da criança,
considerando a necessária articulação junto a seus familiares; envolvimento
com atividades dirigidas ao seu desenvolvimento profissional, trabalho
articulado junto à coordenação e assessoria pedagógica da escola.

DEMAIS SERVIDORES – profissionais independentes do setor onde atuam,


estes deverão implicar-se no pleno exercício de sua função e, em consonância
com o seu perfil de educador; deverão participar das atividades coletivas junto
às crianças, considerando o âmbito da sua área de atuação; cabe também aos
servidores participar de formação continuada junto a SME ou promovida pela
escola ou outras agências formadoras ligadas à educação, garantindo assim o
seu desenvolvimento pessoal e profissional conforme LEI DE Gestão
Democrática que especifica sua função.

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IX-PARÂMETROS DE ORGANIZAÇÃO DE GRUPOS E RELAÇÃO
PROFESSOR /ALUNO

O atendimento à criança pequena no âmbito pedagógico


perpassa pelos:

 Concepção de desenvolvimento humano;

 Indicadores e processos de desenvolvimento;

 Facilitadores do desenvolvimento e aprendizagem infantil que orientam o


trabalho na Educação Infantil.

1-CONCEPÇÃO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

O desenvolvimento se dá por meio de fatores orgânicos e culturais. Os


primeiros são responsáveis pela seqüência fixa do desenvolvimento, no
entanto, podem sofrer as influências das circunstâncias sociais e mesmo
individuais nas quais se insere cada sujeito.
As referências interacionistas e sócio-interacionistas indicam que a criança na
Educação Infantil tem como principal desafio a constituição de sua
identidade, compreendida inicialmente como a representação de si, a
construção do pensamento representacional e simbólico e o movimento
ideomotor. ( VIGOTSKY E LURIA)

2-INDICADORES E PROCESSOS DE DESENVOLVIMENTO

a) Movimento – movimento reflexo, impulsivo e incoordenado/movimento


ideomotor.

Na 1ª infância toda aprendizagem é simbólica da criança depende da


organização das percepções que ela colhe do ambiente em forma de estruturas
cognitivas e motoras, ou seja, depende mais do qualquer outra fase da vida, da
ação corporal. (Moura,1996)

b) Pensamento - Incentivar o jogo simbólico, a função simbólica em todas as


suas manifestações.

O brincar com finalidades educativas;


 Jogos de imitação;
 Jogos de construção;

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*Grafismo (desenho em cena) acompanhado de uma narrativa que pode ser
individual e coletiva.

*Contar e recontar histórias, individualmente ou coletivamente, com o


auxilio de algum marcador social, seja as imagens das histórias, as músicas
que marcam diferentes pontos no enredo.

Registro gráfico e livre da ação da criança e seu grupo (por exemplo:


desenho de cenas dramatizadas pela criança e seus colegas ou de um passeio
que a criança fez com sua família).
Associação do próprio nome da criança, na forma de grafia espontânea, a
uma imagem de sua preferência (recorte e cola) ou ao desenho que a
represente (desenho livre de si).

Classificação dos objetos na forma, podendo este exercício propiciar a


construção de cantinhos temáticos tais como o canto da sucata, dos
brinquedos, dos sapatos e mochilas, das brincadeiras de construção, da
brincadeira de casinha, dentre outros.

Jogos de construção (blocos lógicos, lego, sucata).

O educador como escriba e interprete, assume o papel de representante da


cultura escrita. Seu trabalho não se define pela codificação de letras e
números e sim pela interpretação dos mesmos.
Introdução da grafia normal do nome da criança e seus colegas, gradualmente
demarcando os espaços da sala de atividade (por exemplo: no mural de
chamadas, na cadeira onde a criança senta, no rol de crianças que ocupam
aquela sala). É importante que o nome da criança, e principalmente o seu
desenho, entendido como sua marca, façam parte da decoração da sala de
atividades.

Elaboração do livro de histórias do grupo. Neste caso o grupo pode elaborar


a história, o educador registra em cartaz e as crianças ilustram. Pode-se
trabalhar com livros gigantes ou em tamanhos e formas variados.
Contato com diferentes tipos de veículo da língua escrita (revista, jornal,
panfleto, embalagens, livro, bilhetes, lista de afazeres, carta, telegrama, e-
mail, página da internet).

A função social da leitura e escrita (para que ler e escrever?).


Situações concretas associadas ao cotidiano da criança.
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Grande diversidade de canais para a expressão de si. Novas possibilidades
para o trabalho com: histórias mágicas, o baú da fantasia, brincar de dançar,
brincar de pintar, brincar de ouvir histórias sobre si mesmo.

Educar é sinônimo de abastecer com material, sugestões e proposições de


natureza artística (música, pintura, escultura, dança, poesia, narrativa, teatro).

c) Afetividade – Indiferenciação eu - outro.

Brincar com o EU emergente através de sombra, fotos, filmes,


dentre outras formas de duplicação.
Envolvimento direto ou indireto da família em atividades de cunho
pedagógico.
Narrativas espontâneas sobre história de vida com registros
individuais ou coletivos.
Atividades associadas à identidade cultural da criança e sua família.
Temática recorrente: Eu, família e amigos.

Atividades que o exercício de se considerar diferentes pontos de vistas, como


por exemplo, discussão de regras com variados graus de complexidade.
Dramatizações e narrativas que contenham conteúdos afetivos tais como
raiva, medo, saudades, ciúmes ou que permitam a elaboração dos significados
relativos aos papéis sociais (ser homem, pai, mulher, mãe, menino, menina,
trabalhador).
Dramatizações, narrativas e desenho sobre si, associado à escrita do próprio
nome.
Temática recorrente: Eu no mundo-espaço e tempo, diferentes lugares e
culturas, a identidade cultural (pertencimento a grupos).

3- FACILITADORES DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM


INFANTIL QUE ORIENTAM O TRABALHO NA EDUCAÇÃO
INFANTIL

a) - LUDICIDADE

Ludicidade – abrange tanto a atividade individual e livre, quanto à coletiva e


regrada. A expressão lúdica caracteriza a qualidade do jogo, em seu caráter
livre, não sério, não produtivo, um processo prazeroso por natureza. E deve
ser tomado como a principal dimensão do trabalho junto às crianças
pequenas.

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O lúdico revela-se por meio das brincadeiras, estas são o lúdico em ação,
forma pela qual a criança inicia sua aprendizagem sobre o mundo e sobre si
mesma em um processo que caminha de um estado de indiferenciação para a
diferenciação e tem como instrumento primordial a internalização dos signos
que se dá mediante a aquisição da fala. Esse processo possibilita a criança
atingir o autocontrole e a simbolização.

b) -Narrativa – se a brincadeira é considerada um complexo sistema de fala,


ela é, em síntese, uma forma de narrativa.
Por narrativa entendem-se uma forma discursiva que envolve tanto o contar
estórias, quanto histórias de vida e histórias societais. Aplica-se a vida real
dos grupos sociais quando estes agem conjuntamente e experimentam suas
próprias ações.
As narrativas são consideradas infinitas em sua variedade e universais à
medida que contar histórias é uma necessidade e uma forma elementar de
comunicação humana e está vinculada á manifestação ou transformação de
tradições e de identidades grupais.
As narrativas auxiliam os indivíduos a tomar o mundo um lugar estável para
viver, isto porque revela a busca de sentido para as experiências da vida.

RELAÇÃO PROFESSOR /ALUNO

Em primeiro lugar o educador tem que gostar de crianças e respeitar suas


especificidades na hora de realizar seu trabalho e se propor a educar e cuidar.
Este educador é caracterizado como um adulto identificado com a dimensão
criança, com a estética e a linguagem infantil. Um adulto sensível à interpretação
do mundo pela óptica infantil e cuja a formação pessoal lhe dê suporte para
estabelecer uma relação de continência e reciprocidade,orientada pela idéia de
tutor ou por mais desenvolvido responsável por organizar espaços e tempos que
atuem na zona proximal das crianças. ( Vygotsky, 1989)
Esse educador é mediador que deve utilizar varias idéias infantis e delas
deixar que a criança construa o seu aprendizado através da imaginação.
Educador este que vê na família das crianças parceiros que o irão auxiliar no
processo de ensino e aprendizagem.

20
ARTICULAÇÃO QUE DEVEM ORIENTAR O TRABALHO
PEDAGÓGICO

Dos princípios que norteiam esta proposta

Princípios éticos:
Referem-se à construção da cidadania, a responsabilidade, solidariedade e
respeito ao bem comum;

Princípios políticos: Associados aos direitos e deveres de


cidadania, exercício da criticidade e respeito à ordem democrática,
que inclui a valorização da noção da alteridade.

Princípios estéticos: Incluem a ênfase na sensibilidade, criatividade,


ludicidade e diversidade de manifestações artísticas e culturais.

CONTEÚDOS:

É preciso que se olhe para o conhecimento não como fragmentos de conceitos


produzidos pelo homem, mas que se busque a sua totalidade. A sua divisão
em âmbitos de conhecimento, enquanto um recurso pedagógico permite que a
criança tenha acesso a forma como o conhecimento circula na humanidade,
facilitando também a eleição de objetivos específicos e de conteúdos no
planejamento do professor. Ressaltamos que não existe ruptura, já que a
interdisciplinaridade acontece a todo o momento, seja na hora em que a
criança vivencia suas aprendizagens, realiza suas leituras de mundo, seja no
momento do planejamento, e no desenrolar das atividades com a turma.
Em torno da articulação entre as três leituras e os âmbitos de conhecimento
estão os conteúdos, que permitem desenvolver nas crianças aquilo que está
nos objetivos gerais de cada área. Eles são correlacionados a cada tipo de
leitura, sendo estruturados em grupos de conteúdos que se dividem em três
tipos: conceitos, procedimentos e atitudes. Para que fique mais claro,
resolvemos utilizar parte do texto extraído do documento
“ORIENTACIONES DIDÁCTICAS para la Educación Infantil – Ministério
de Educación y Ciencia/S.E.E.E – 1992”.

a) “Conceituais - o que o aluno precisa saber. Conhecimento de conceitos,


fatos e princípios, representações, símbolos, imagens, idéias com ênfase na
construção da consciência do eu e do outro. Na Educação Infantil se
constituem em fatos bem simples e nas primeiras noções que servem para que
21
as crianças compreendam e interpretem a realidade, e que, nas etapas
sucessivas, poderão dar lugar a conceitos cada vez mais complexos. Portanto,
o processo de ensino e aprendizagem deve oferecer experiências que ajudem
as crianças a elaborar e ampliar seus âmbitos de interpretação da realidade,
reelaborando e construindo novos conceitos”. Por isso, as
experiências/atividades devem estar voltadas para a elaboração e ampliação
de interpretações/leituras por parte das crianças, o que irá gerar a construção
de novos conceitos.

b) Procedimentais – o que o aluno precisa fazer. Ferramentas culturais


necessárias para viver, com ênfase no conhecimento de mundo, na relação do
eu com a cultura. Os conteúdos procedimentais se constituem em um
conjunto organizado de ações dirigidas à execução de uma meta. Comumente
são empregados outros termos como: habilidades, destrezas, etc.; torna-se
complexo definir seus limites, mas o que parece importante é levar em conta
que pode haver procedimentos de diferentes complexidades, em relação aos
passos que os compõem e a meta que se pretende com cada um deles.
Assim, em relação a essas diferenças, alguns procedimentos se iniciam na
etapa da Educação Infantil e se desenvolvem, melhoram e se completam ao
longo de toda vida, como, por exemplo, a observação, cujo grau de
complexidade pode ser muito diferente. Outros procedimentos mais simples
estão limitados ao tempo e têm, durante essa etapa, um período no qual são
praticados com maior intencionalidade educativa, como, por exemplo, o
procedimento de lavar as mãos. De qualquer forma, os procedimentos têm de
ser funcionais para as crianças, e seu exercício em diferentes situações
favorece sua consolidação.
Um procedimento não deve ser confundido com uma determinada
metodologia, posto que, o que se deseja que o aluno construa é a habilidade.
É, portanto, um dos conteúdos escolares objeto de planejamento e intervenção
educativa; a aprendizagem de cada procedimento pode ser trabalhada através
de diferentes métodos.
Por outro lado, um dos princípios de organização específicos dessa etapa
refere-se à importância das atividades e às experiências nos processos de
ensino e aprendizagem. Levando isso em conta, os procedimentos que
implicam processos de ação têm um lugar importante no planejamento das
situações de ensino e aprendizagem da Educação Infantil.
Esse enfoque insiste, sobretudo, na necessidade de proporcionar às crianças
situações nas quais os procedimentos sejam abordados, pois, nos primeiros
anos, esses se constituem em meios privilegiados para se trabalhar os
conceitos, atitudes, normas e valores, assim como outros procedimentos, mas
deve também estabelecer os conteúdos atitudinais e conceituais, visto que
todos os conteúdos são igualmente importantes.
22
c) Atitudinais – valores, normas e atitudes, com ênfase nos relacionamentos
humanos, atitudes cotidianas, normas de conduta, inclusão dos portadores de
necessidades especiais e Questões Etnos Raciais. No que se refere aos
conteúdos atitudinais, convém destacar que frequentemente se enfatizou seu
ensino em uma reflexão em torno das atitudes, normas e valores, ainda que
sejam transmitidos durante esses conteúdos. Esse fato favoreceu para que em
muitas ocasiões passassem a fazer parte do denominado “currículo oculto”. O
professor deve refletir sobre esses conteúdos, explicitá-los, concretiza-los,
reelaborá-los durante o processo educativo, sem perder de vista que ele
(professor) atua como modelo e que deve ser coerente em suas propostas e
ações.
Os valores, atitudes e normas (...) devem ser planejados conjuntamente com
outros tipos de conteúdos.
A discrepância cultural também se manifesta na relação com esses conteúdos;
portanto; convém destacar a importância dos valores transmitidos durante o
processo de ensino e aprendizagem.
Os valores são princípios que se integram na estrutura do conhecimento,
movem a conduta, orientam a vida e formam a personalidade (por exemplo, o
respeito pela natureza). Os valores se concretizam em normas de atuação que
a pessoa cumpre de acordo com eles; como cuidar da mata, recolher seus
dejetos, etc.
Essas normas, entre outros aspectos, contribuirão para a criação de algumas
formas de agir, que são as atitudes resultantes de tais valores.
A educação dos valores não pode ser nunca um processo impingido, no qual
se pretenda impor aos alunos critérios determinados, mas deve ser fruto de
uma fundamentação baseada no conhecimento, na reflexão e na ação. Os
valores devem ser desenvolvidos em um “clima” e em algumas relações
educativas coerentes com o sistema de valores aceito e compartilhado por
toda comunidade sem que isso pressuponha avalizar atitudes de intolerância,
etc.
O professor deve estabelecer na programação os três tipos de conteúdos,
já que, com cada um deles, os alunos precisam realizar algumas tarefas ou
formas de trabalho concretas.
Dessa forma, trabalhar procedimentos significa realizar as ações que os
compõem, isto é, a execução dos passos que conduzem à meta definida no
procedimento (por exemplo, utilização dos sentidos). Esses procedimentos
conduzem, em muitas ocasiões – ainda que nem sempre -, à elaboração das
primeiras noções, conceitos e atitudes (por exemplo, ver se as mãos estão
limpas, pôr a mesa).
(...) Toda essa reflexão não pretende conduzir a uma separação exaustiva na
forma de trabalhar os conteúdos; trata-se de um instrumento que o educador
23
deve ter presente, mas na escola, aparecerão entrelaçados os diferentes tipos
de conteúdos, de modo que sempre que se trabalhe um conteúdo qualquer,
seja de um tipo ou de outro, existe a possibilidade de que as crianças estejam
aprendendo simultaneamente outros de outro tipo. A reflexão ajuda
simplesmente a se insistir em um tipo ou outro em cada momento.
Portanto, o professor programará atividades nas quais intervenham os três
tipos de conteúdos e, somente em circunstâncias excepcionais, quando as
características dos alunos o aconselhem ou algum dos elementos que intervêm
na definição do “Projeto Curricular”, pode ser aconselhável enfocar de
maneira específica o trabalho sobre um outro tipo de conteúdo.

EIXOS DE TRABALHO

 Identidade e autonomia;
 Movimento, Artes Visuais, Música, Linguagem oral e escrita, Natureza e
Sociedade, Matemática;
 Narrativas, Ludicidade e Arranjos Espaciais.

Conteúdos a serem trabalhados nos projetos por âmbitos de conhecimento

Os conteúdos serão organizados por projetos pedagógicos.

Conhecimento Lingüístico

Falar e escutar

 Uso da linguagem oral para conversar, brincar, comunicar, expressar


desejos, necessidades, opiniões, idéias, preferências e sentimentos e relatar
suas vivências nas diversas situações e interação presentes no cotidiano;
 Elaboração de perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos
de que participa;
 Participação em situações que envolvam a necessidade de explicar e
argumentar suas idéias e pontos de vista;
 Relato de experiências vividas e narração de fatos em seqüência temporal
e casual;
 Reconto de histórias com aproximação das características da história
original;
24
 Conhecimento e reprodução oral de jogos verbais, como trava-línguas,
parlendas, adivinhas, quadrinhas, poemas, canções, etc.

Práticas de Leitura

 Participação em situações em que os adultos lêem textos de diferentes


gêneros: contos, poemas, notícias, etc.;
 Participação em situações que as crianças leiam, ainda que não façam de
maneira convencional;
 Reconhecimento do próprio nome dentro do conjunto de nomes do grupo
de alunos;
 Observação e manuseios impressos, como livros, revistas, histórias em
quadrinho, etc.;
 Valorização da leitura como fonte de prazer e entretenimento.

Práticas da Escrita

 Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da


escrita;
 Escrita do próprio nome em situações em que isso é necessário;
 Produção de textos individuais e/ ou coletivos ditado oralmente ao
professor para diversos fins;
 Prática de escrita do próprio punho, utilizando o conhecimento de que
dispõe, no momento, sobre o sistema de escrita em língua materna;
 Respeito pela produção própria e alheia.

Conhecimentos Matemáticos

 Utilização de contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as


crianças reconheçam sua necessidade;
 Utilização de noções simples de cálculo mental como ferramenta para
resolver problemas;

Números

25
 Comunicação de quantidades, utilizando a linguagem oral, anotação e/ ou
registros não convencionais;
 Identificação da posição de um objeto ou número numa série, explicitando
a noção de sucessor e antecessor;
 Identificação de números nos diferentes contextos em que se encontram;
 Comparação de escritas numéricas, identificando algumas regularidades.

Contagem

 Jogos de esconder ou de pega-pega, nos quais um dos participantes deve


contar;
 Brincadeiras e cantigas que incluem diferentes formas de contagem.

Grandezas e Medidas

 Exploração de diferentes formas para comparar grandezas;


 Introdução de medidas de comprimento, peso, volume e tempo, etc.;
 Marcação do tempo por meio de calendário;
 Experiência com “dinheiro” em brincadeiras, em situações de interesse da
criança.

Espaço e Forma

 Exploração e identificação de propriedades geométricas de objetivos e


figuras, como formas, etc.;
 Representações bidimensionais e tridimensionais de objetos;
 Identificação de pontos de referência para situar-se e deslocar-se no
espaço;
 Descrição e representação de pequenos percursos e trajetos, observando
pontos de referência.

Conhecimentos das Ciências Sociais

Organização dos Grupos e seu modo de Ser, Viver e Trabalhar

26
 Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e
canções que digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de
outros;
 Conhecimento de modos de ser, viver e trabalhar de alguns grupos social
no presente e passado;
 Identificação de alguns papéis sociais existentes em seu grupo de convívio,
dentro e fora da instituição;
 Valorização do patrimônio cultural do seu social e interesse por conhecer
diferentes formas de expressão cultural.

Os Lugares e Paisagens

 Observação da paisagem local (rios, vegetação, construções, florestas,


campos, dunas, açudes, mar, montanhas, etc.);
 Utilização com ajuda do professor, de fatos, relatos e outros registros para
a observação de mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo;
 Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços
coletivos e do meio ambiente.

Objetos e Processos de Transformação

 Participação em atividades que envolvam processos de confecção de


objetos;
 Reconhecimento de algumas características de objetos produzidos em
diferentes épocas e por diferentes grupos sociais;
 Conhecimento de algumas propriedades dos objetivos: refletir, ampliar ou
inverter as imagens, produzir, transmitir ou ampliar sons, propriedades
ferromagnéticas, etc.;
 Cuidados no uso dos objetos do cotidiano, relacionados à segurança e
prevenção de acidentes, e à sua conservação.

Conhecimentos Ciências Naturais

Os Seres Vivos

 Estabelecimento de algumas relações entre diferentes espécies dos seres


vivos, suas características e suas necessidades vitais;
 Conhecimento dos cuidados básicos de pequenos animais e vegetais por
meio da sua criação e cultivo;
 Conhecimento de algumas espécies da fauna e da flora brasileira e
mundial;
27
 Percepção dos cuidados necessários à preservação da vida e do ambiente;
 Valorização da vida nas situações que impliquem cuidados prestados a
animais e plantas;
 Percepção dos cuidados com o corpo, à preservação de acidentes e a saúde
de forma geral;
 Valorização de atitudes relacionadas à saúde e ao bem-estar individual e
coletivo.

Os Fenômenos da Natureza

 Estabelecimento de relações dos fenômenos da natureza de diferentes


regiões (relevo, rios, chuvas, secas, etc.) e as formas de vida dos grupos
sociais que ali vivem;
 Participação em diferentes atividades envolvendo a observação e a
pesquisa sobre a ação de luz, calor, som, força e movimento.

Artes

Apreciação em Artes Visuais

 Conhecimento das diversas produções artísticas: desenhos e pinturas,


esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema, etc.;
 Apreciação das produções dos outros;
 Observação dos elementos da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor,
volume, contraste, luz e texturas;
 Leitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição e
interpretação de imagens e objetos.

Música

 Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das


diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves e
agudos), duração (curtos e longos), intensidade (fracos ou fortes) e timbre;
 Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade na
organização de algumas produções musicais;
 Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e/ ou
improvisação musical;
 Repertório de canções para desenvolver memória musical.

28
Movimento

Movimento e Possibilidades Expressivas

 Utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e


em suas brincadeiras;
 Percepção de estruturas rítmicas para expressarem-se corporalmente por
meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos;
 Valorização e ampliação das possibilidades estéticas do movimento pelo
conhecimento e utilização de diferentes modalidades de dança;
 Percepção das sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e
integridade do próprio corpo.

Equilíbrio e Coordenação

 Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer,


escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar, etc.
 Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força,
velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras dos quais
participa;
 Valorização de suas conquistas corporais;
 Manipulação de materiais, objetos e brinquedos diversos para
aperfeiçoamento de suas habilidades manuais.

Temas Transversais a serem trabalhados no Currículo

- Educação do Meio Ambiente;


- Educação para o Trânsito;
- Direito do Idoso;
- Educação Étnica Racial.

29
XI – PROPOSTA DE ARTICULAÇÃO DA INSTITUIÇÃO COM A
FAMÍLIA E A COMUNIDADE.

Se toda relação humana estabelecida com a criança é educativa, observamos


que a família e escola parecem ter seus papéis um tanto misturados.
Perceba que o espaço e o tempo infantil na família está relacionado á total
dependência inicial e ao início do desenvolvimento sócio emocional,
intelectual e afetivo, além dos aspectos físicos, básicos, para viver e conviver
no grupo social (mundo/família).
Portanto, o espaço e o tempo formalizado da educação infantil exigirão
pessoal especializado para a função educativa explícita a que se propõe, com
o objetivo de atender as necessidades especificas de comunicação, de arte, de
ludicidade, da área cognitiva e de vida prática, predispondo a criança à
educação fundamental.
Numa instituição de Educação Infantil, adultos e crianças reúnem-se, a partir
das necessidades e desejos dos diversos grupos, buscando objetivos comuns.
A instituição, sem ser uma família, é familiar, ou seja, com rotinas e
organização próprias, leis e escolhas, voltadas para proporcionar bem-estar,
segurança e orientação adequada no período em que adultos e crianças
convivem na comunidade escolar.

30
XII - METODOLOGIA

A metodologia a ser utilizada será de Projetos de trabalho, tidos como um


conjunto de atividades articuladas que trabalham com conhecimentos
específicos constituídos a partir de temas que podem ser gerados ou pelo
interesse espontâneo dos grupos de crianças, mediante suas narrativas e
necessidades, vivências ou pela iniciativa dos educadores, segundo uma
intencionalidade pedagógica bem definida.
Esta será a forma de organizar o trabalho pedagógico.
Os projetos precisam ser planejados, controlados, revisados e divulgados. O
lúdico são os elementos articuladores dos projetos para as crianças.
O referencial será o Histórico Cultural que enfatiza a construção do
conhecimento como uma interação mediada por várias relações. Na troca com
outros sujeitos e consigo próprio vai se internalizando os conhecimentos,
papéis e funções sociais, o que permite a constituição de conhecimentos e da
própria consciência onde se faz uso de dialética, onde a linguagem não
exerceria primordialmente o papel cognitivo em novas explorações feitas pela
criança, para Vygotsky, é ela quem abre caminhos para a gana de
Desenvolvimento Proximal, isto é, ajuda a criança a avançar de um nível de
desenvolvimento real para uma área de potencialidades, através da mediação
realizada pelo “outro”.
Piaget e Vygotsky reconhecem o papel ativo da criança na construção do
conhecimento. Vygotsky afirma que “a experiência prática mostra que o
ensino de conceitos é impossível”. Um professor que tenta fazer isto incorrerá
num verbalismo vazio, uma repetição de palavras pela criança, semelhante a
um papagaio que simula um conhecimento dos conceitos correspondentes,
mas que na realidade oculta um “vácuo” (1973, p.69).
Piaget, por outro lado, afirma: “O objeto da educação intelectual não é saber
repetir verdades acabadas, é aprender por si próprio...” (1973, p.69).
Na realidade, pode-se afirmar que tanto um quanto o outro distinguem na
educação o que precisa ser construído pelos alunos: os conceitos.
Nesta perspectiva onde crianças e adultos são os cidadãos que participam,
atuam, cooperam e é plena de responsabilidades, a tendência crítica (Celestine
Freinet 1896-1966) será a pedagogia apropriada a Escola. Para Freinet é o
elemento de mudança social, popular, sem discriminações. Centrada na
criança sem individualismos, pertencendo a uma comunidade “onde serve e é
servida”. Trabalho para Freinet, é a atividade coletiva do homem (a relação
direta do homem com o mundo físico e social). Liberdade para Freinet, não é
falta de limite e sim o que decidimos fazer em conjunto.
31
A metodologia desta proposta definiu atividades para construção de uma
escola popular, dinâmica que busca a integração e participação de todos os
envolvidos na escola, questionando deveres enfadonhos, propomos então
algumas atividades:
 Textos e desenhos livres; (criatividade)
 Diários coletivos e individuais; (narrativas)
 Aulas-passeio; (exploração de ambientes)
 Jornais, murais e impressos; (exploração do cotidiano)
 Cooperação nos trabalhos;
 Trabalho com atividade verdadeira (elementos do cotidiano), etc.

Metodologia de projetos de trabalho

Em geral as atividades giram em torno de uma situação de resolução de


problema ou de um produto final que se deseja obter. Estes regulam a duração
do projeto que é flexível podendo se estender em etapas ao longo de um mês,
semestre ou ano.
O interesse, desejo, participação das crianças em todas as etapas e conteúdos
lúdicos são os principais elementos articuladores do projeto. Ainda a temática
deve ser significativa para as crianças, partir de uma indagação da realidade e
possuir desafios possíveis de serem enfrentados pelas crianças.

Os conteúdos serão organizados por projetos didáticos com tempo


determinado pelos mesmos.

ETAPAS DO PROJETO

1- Exploração do conhecimento espontânea, conhecimento prévio das


crianças sobre o tema em questão.
2- Sociabilização dos conhecimentos para o grupo.
3- Elaboração das ações, partindo para a coleta de informações e o seu
desenvolvimento.
4- Registro de diferentes formas de compor uma espécie de diário coletivo,
memórias do grupo, uma espécie de portifólio.
5- Culminância. Elaboração de um produto final ou a resolução de um
problema.

Eixos de Trabalho
 Identidade e autonomia;
32
 Movimento, Artes Visuais, Música, Linguagem oral e escrita, Natureza e
Sociedade, Matemática;
 Narrativas, Ludicidade e Arranjos Espaciais.
XIII - PROCESSO DE AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DA
CRIANÇA

Seu caráter é processual e formativa, que se dá mediante a observação e o


registro em fichas avaliativas que seguem nos anexos, sobre os processos de
aprendizagem e desenvolvimento das crianças e a qualidade das interações
estabelecidas entre as crianças e adultos.

Modalidades da Avaliação

 Formativa – visa coletar informações a respeito do desenvolvimento global


da criança no que se refere à sua sociabilização e aprendizagem, compatíveis
com os objetivos programados no bimestre;
*Contínua e Sistemática – baseada nas observações do professor nos aspectos
referentes às atitudes/comportamentos e produções dos alunos. Os resultados
serão registrados nas fichas de desempenho acadêmico dos alunos e no
caderno do professor.
*processual: consiste no processo global de juízo/ avaliação do
desenvolvimento, avanços e dificuldades de cada criança.Ao final de cada
bimestre um professor ficará responsável por uma turma da qual será o
conselheiro ou tutor, sendo o responsável pelo preenchimento das fichas de
avaliação e relatório síntese da aprendizagem dos alunos no final do ano
letivo.

33
XIV - PROCESSO DE PLANEJAMENTO GERAL E
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

Articulação das noções básicas que deverão orientar as proposições de


atividades pedagógicas segundo os RCNEI.

Eixos do trabalho na Educação Infantil:

 Identidade e Autonomia;
 Movimento;
 Artes visuais;
 Música;
 Linguagem oral e escrita;
 Natureza e sociedade;
 Matemática.

Conteúdos:

 Conteúdos conceituais, atitudinais, procedimentais.

Âmbitos da Experiência

Formação pessoal e social (ênfase na construção da consciência do eu e do


outro);
Conhecimento de mundo (ênfase na relação do eu com a cultura).

Bases fundamentais da Proposta Pedagógica da Educação:

 Narrativas, Ludicidade e Arranjos Espaciais.


34
Anual a escola deverá ser avaliada pela comunidade escolar, por segmentos,
pais, alunos, professores e funcionários. Será analisada a dinâmica de
atendimento levando em conta as categorias tais como:

 Infra-estrutura;
 Materiais e equipamentos;
 Relacionamento Interpessoal entre os profissionais da escola;
 Gerenciamento;
 Formação de professores;
 Planejamento e execução das ações coletivas;
 Planejamento e prática pedagógica;
 Articulação com a família;
 Relação escola X SME e outras instituições;
 Gestão democrática;
 Atuação do CEC.

Esta avaliação será registrada em ata, tendo como objetivo de reorientar a


construção de ajustes da proposta da escola e fortalecimento da identidade
coletiva e pessoal dos profissionais e das famílias atendidas.

35
XV – PROCESSO DE ARTICULAÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
COM O ENSINO FUNDAMENTAL.

O trabalho pedagógico na Educação Infantil deve ser orientado pelo princípio


do desenvolvimento da autonomia, isto é, a capacidade de construir suas
próprias regras e meios de ação, que sejam flexíveis e negociáveis com outras
pessoas sem os colegas ou professores. Esta construção inicia-se na Educação
Infantil (0 a 6 anos), portanto ela é a base de tudo. A ciência mostra que o
período desde a gestação até o 6º ano é o mais importante na organização das
bases para competências e habilidades que mais tarde serão desenvolvidas.
(LUZURIAGA, 1967)
Para que essas bases sejam organizadas de maneira os educadores devem ter
formação continuadas para desenvolver o trabalho pedagógico de maneira
eficaz.
Conteúdos das capacitações para professores:
 Ludicidade;
 Afetividade;
 Relações Desenvolvimento X Aprendizagem (VYGOSTKY – PIAGET e
outros);
 Currículo Básico da Educação Infantil;
 Planejamento Pedagógico;
 Metodologias de práticas de ensino.

Obrigatoriamente a escola deverá proporcionar capacitação anual para todos


os professores com carga horária de 40 horas. Sendo o processo de formação
de professor continua, além desta capacitação anual, realizaremos esta
formação por meio de diferentes modalidades:

 Reuniões para estudo e discussões relativas a outros saberes e conteúdos


que representam elementos culturais e sociais contemporâneas contidas
em filmes, exposições, concertos, vídeos, palestras, peças de teatros,
etc.
 Formação em parceria com SME, UFMT, faculdades, editoras, outras
escola, etc.
 Curso, Congressos e Eventos promovidos pela comunidade;

Toda esta formação do professor é essencial para ele realmente ser o mediador
na construção das bases que as crianças da Educação Infantil necessidade com
objetivo da preparação para ensino fundamental e as bases para exercício
inicial de cidadania.

36
XVI - CONSIDERAÇOES FINAIS

É extremamente necessário que a escola de Educação Infantil seja conduzida


por profissionais que possuam experiência ou especialização na área, para que
não ocorra que a escola se torne um lugar que “ficam” os professores ou
“guardam” a criança por algumas horas.
Se for apontada como uma “boa escola” por apresentar o projeto de trabalho
fundamentado e porque se propõe a trabalhar com as crianças no sentido de
avançar no desenvolvimento cognitivo múltiplo, fornecendo experiências,
estimulando seus sentidos, abrindo espaço para a ação infantil, para a música,
a mímica, a arte, materiais táteis, jogos lógico-matemáticos, naturalistas e
lingüísticas e quando iniciam uma verdadeira alfabetização cartográfica,
musical, pictórica e emocional da criança.
A escola deve proporcionar meios para que as crianças explorem e ampliem
os seus inúmeros saberes que traz quando chega à escola.
“De nada vale a teoria se esta não se orienta pela prática. É nessa relação
dialética prática-teoria-prática, que Paulo Freire nos convida a tecer ativa e
solidariamente nossa esperança de uma educação comprometida com os
interesses amplos da maioria da população, com a democracia, com a justiça,
com a liberdade e os direitos da cidadania” (Multieducação – Núcleo
Curricular Básico, 1996/97).

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XVII - BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Edna Regina, História da Educação e Desenvolvimento


Infantil /Vilhena- Belém- 2005- Ed. Copyrigth.
SESC, Proposta Pedagógica da Ed. Infantil - Rio de Janeiro/2001- Ed.
Serviço Social do Comercio, Divisão de Assistência à Educação.
DIRETRIZES DA SME, Política Educacional – SME- Cuiabá-MT – 2008.
ANDRADE, DANIELA, B. S. FREIRE. A Criança na Ed. Infantil: por entre
Emílias e Chapeuzinhos – Revista de Educação Pública - Cuiabá-MT- v.16 –
nº. B1 - Maio/Agosto/2007 – p. 97-104.
VYGOTSKY – Leusemenovich. Formação Social da Mente – São Paulo –
Martins Fontes, 1998.
KAMII, Constance - Jogos em grupo na Educação Infantil - Artes Médicas -
SP, 1991.
MARCOS LEGAIS DA EDUCAÇÃO. Legislação Estadual e Municipal-
Vol. Único – DIPE – SMEDEL, 2005.
BRASIL. Ministério da Educação e Desporto Criança: Revista do Professor
da Ed. Infantil, nº. 27 e 28 – Brasília-DF – Ed. Gráfica Charbel, 1995.
A Fome com a vontade de comer. Petrópolis: Vozes, 1994.

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