Você está na página 1de 14

MITOS EM TORNO DO

CRIACIONISMO BÍBLICO
Posted on 06/09/2011 by Mats

1. “Criacionistas não acreditam que as espécies variam”

Uma muito popular caricatura dos criacionistas é a de que eles ensinam o


fixismo (a crença de que as espécies não variam). Como as espécies
obviamente variam, os evolucionistas adoram levantar este argumento-
palha como forma de vencerem um debate que nunca o foi
verdadeiramente.

Antes da publicação do livro On the Origin of Species por parte de Darwin,


alguns cristãos de facto afirmavam que as espécies eram imutáveis.

Convém no entanto ressalvar que parte do problema se deve ao facto da


palavra “espécie” possuir na altura uma definição ligeiramente distinta
daquela que usamos hoje. Como se isso não fosse suficiente, não havia
razão alguma para inicialmente se assumir o fixismo.

Os criacionistas há muito que se maravilham com a diversidade existente


dentro do tipo-criado (ou “baramin“). Nós sabemos que as espécies variam,
mas o problema (para os ateus) é que a variação que a ciência observa é
sempre dentro do mesmo tipo. Por mais que se variem gatos, eles hão-de
sempre ser gatos e nunca cães ou elefantes.

Os militantes ateus, por outro lado, acreditam que, desde que haja
variações, tudo é possível. Parece que a genética mendeliana não ainda não
foi bem aceite pela comunidade ateísta.

A variação das espécies por meio da selecção natural (e mutações) está


perfeitamente de acordo com a Bíblia. Estas variações não são evidência de
“evolução em acção”, mas sim mais um testemunho da variabilidade que
Deus programou nas formas de vida (aumentando assim as suas hipóteses
de sobrevivência nos mais variados ecossistemas deste mundo marcado
pela Maldição do Pecado).
Existem duas razões:

1. Adaptação não explica evolução

Com frequência nos é afirmado pela elite evolucionista que as evidências


para a evolução neo-darwinista – onde a impessoal selecção natural
juntamente com as mutações aleatórias são as forças motoras por trás da
complexidade e diversidade da vida biológica – é “sobrepujante”. No
entanto, e apesar da publicitada confiança darwinista, ventos de dissensão
podem ser encontrados em publicações científicas.

Um artigo publicado no ano passado em “Trends in Ecology and


Evolution”[1] [1]. Michael A. Bell, “Gould’s most cherished concept,
review of Punctuated Equilibrium by Stephen Jay Gould. Belknap Press of
Harvard University Press, 2007,” Trends in Ecology and Evolution, Vol.
23(3):121-122 (2008) (emphasis added).

reconhece que existe um “debate salutar àcerca da suficiência da teoria


neo-darwiniana como explicação para a macro-evolução“.

Convém ressalvar um ponto importante: “macro-evolução” é o que as


pessoas têm em mente quando se fala de evolução. A transformação de um
dinossauro para um pássaro é um exemplo de “macro-evolução”. “Micro-
evolução” (que não é o mesmo que evolução) é apenas e só variação
genética dentro de um tipo de animal. Por exemplo, se um par de gatos
pretos procriar entre si e der à luz gatos brancos, cinzentos, pretos ou
amarelos, isso é um exemplo de variação genética e não de evolução.

O que acontece com muita frequência, e muito devido ao facto de não


haver evidências que confirmem a “macro-evolução”, os darwinistas usam
uma ocorrência de “micro-evolução” (variação) como evidência para a
“macro-evolução”. Ou seja, usam o exemplo de um evento não
controverso, e aceite pelos criacionistas, como evidência exclusiva para a
sua religião evolucionista. Isto é, no mínimo, desonesto.

Os cientistas estão a mostrar com mais frequência que não se pode


extrapolar da variação para a evolução. Isso deve-se muito ao facto do
progresso informacional ser distinto numa e na outra. Enquanto que na
variação a informação genética presente mantém-se ou reduz, na evolução
ela tem que aumentar. Onde não havia informação para codificar asas,
bicos e pulmões específicos para o vôo, essa informação apareceu. De onde
é que ela apareceu é que os darwinistas não dizem.

No princípio do corrente ano, Günter Theißen do Departamento de


Genética da “Friedrich Schiller University” (Jena-Alemanha), escreveu na
publicação científica “Theory in Biosciences” o seguinte:

Embora nós já tenhamos um bom entendimento da forma como os


organismos se adaptam ao seu meio ambiente, muito menos se sabe àcerca
dos mecanismos por trás da origem das novidades evolutivas, processo
distinto da adaptação. Apesar dos inegáveis méritos de Darwin, explicar
como é que a enorme complexidade e diversidade dos seres vivos no nosso
planeta se originaram permanece um dos grandes desafios da Biologia.[2]
[2]. Günter Theißen, “Saltational evolution: hopeful monsters are here to
stay,” Theory in Biosciences, Vol. 128:43–51 (2009).

Por outras palavras, embora se possam explicar os fenómenos por trás da


variação genética, o conhecimento adquirido no estudo deste processo leva
os cientistas a afirmar que o mesmo é distinto do processo através do qual
os seres vivos se originaram.Um criacionista não o teria dito melhor.

Conclusão

As palavras acima referidas por cientistas não criacionistas confirmam o


que os últimos têm afirmado há já algum tempo:

1. Os evolucionistas não estão unânimes em torno da teoria da evolução


(contrariamente ao que alguns evolucionistas acreditam)

2. Variação genética não explica a origem dos seres vivos.

3. Jornais científicos estão repletos de artigos feitos por cientistas não


criacionistas a criticarem um ou mais aspectos do dogma darwinista.

A pergunta que se pode fazer é: como é possível que publicações


científicas deixem passar artigos tão problemáticos para o darwinismo,
especialmente numa altura que a teoria está debaixo de fogo cerrado?
Alguns artigos passam a censura darwiniana porque, apesar de atacar a
teoria da evolução, atacam também qualquer intenção de se propôr uma
alternativa não naturalista. O artigo da Evolution News é mais detalhado
nesse aspecto. [3]. Günter Theißen, “The proper place of hopeful monsters
in evolutionary biology,” Theory in Biosciences, Vol. 124:349–369 (2006).

Os ditos artigos atacam Darwin mas deixam o campo de acção vazio de


alternativas, o que faz com que os naturalistas voltem a cair no barco
evolutivo.

A ideia com que ficámos depois de ler as palavras dos cientistas que
criticam o darwinismo, é a de que a razão pela qual a teoria da evolução
goza do seu estatuto exclusivo, prende-se não as evidências confirmatórias,
mas sim ao facto de ser a única que está dentro do naturalismo.

Referências citadas

2. Variação Genética Não é Evolução

Em mais um esforço para usar todos cenários possíveis como “eventos


evolutivos”, os darwinistas verificaram que o clima pode ter um efeito
directo na velocidade da “evolução molecular” dos mamíferos.

Pesquisadores observaram que, entre pares de mamíferos da mesma


espécie, o ADN daqueles que viviam em climas mais quentes varia com
mais frequência. Estas mutações – onde uma letra do código ADN é
substituída por outra – são os primeiros passos para a evolução.

Da substituição de uma letra do ADN já existente por outra letra do ADN


já existente, os darwinistas inferem que o mundo biológico criou-se a si
próprio e que Deus não existe. Mesmo que se diga aos darwinistas que
“mutação” não é “evolução”, eles não acreditam. Para os darwinistas,
qualquer evento biológico serve de evidência para a evolução.

Infelizmente para os crentes darwinistas, a sua fé nas mutações


“microevolutivas” contradiz o que cientistas não criacionistas têm o
cuidado de afirmar:
A questão central da conferência de Chicago era se os mecanismos
salientes na microevolução podem ser extrapolados para explicar o
fenómeno da macroevolução. A resposta pode ser dada como um rotundo
“Não”. (1)

Por outras palavras, o facto de dois gatos pretos cruzarem e darem à luz
gatos cinzentos não explica como é que os gatos se originaram.

Como se isso não fosse suficiente, podemos afirmar que a variação


genética é um evento que está bem dentro do criacionismo Bíblico. Adão e
Eva são os pais de todos os viventes, no entanto, se olharmos para o
vizinho do lado podêmos vêr que somos bastantes diferentes uns dos
outros. O que têm acontecido desde que os nossos pais Adão e Eva
apareceram na Terra é variação e recombinação de informação genética já
existente. Nada de novo é criado, para grande desespero evolucionista.

Os evolucionistas querem usar um processo que é aceite por todos


(variação genética) como evidência exclusiva para a sua religião
(evolucionismo).

A genética pode ser adequada para explicar a microevolução, mas a


variação microevolutiva nas frequências genéticas não foram
documentadas como sendo capazes de transformar um réptil num
mamífero, ou de converter um peixe num anfíbio.

A microevolução concerne-se a adaptações relativas à sobrevivência do


mais apto e não à origem do mais apto. Como Goodwin (1995) ressalva, “a
origem das espécies - o problema de Darwin – continua por resolver“ (2)

É muito importante não deixarmos os evolucionistas usarem de


malabarismos semânticos porque basta uma palavra mal qualificada para o
evolucionista ficar com vantagem.

……………

1. R. Lewin, “Evolutionary Theory Under Fire”, Science, vol. 210, 21


November, 1980, p. 883
2. – Scott Gilbert, John Opitz, and Rudolf Raff, “Resynthesizing
Evolutionary and Developmental Biology”, Developmental Biology, 173,
Article no. 0032, 1996, p. 361. (ênfase adicionado)

2. “A Teoria do Design Inteligente é Criacionismo”

Embora alguns crentes ateus afirmem que o Movimento do Design


Inteligente (MDI) é um cavalo de Tróia para o ensino do criacionismo nas
escolas públicas, os cientistas envolvidos no MDI não são necessariamente
cristãos, e muito menos criacionistas.

O Criacionismo começa com a crença de que a Bíblia é a Infalível Palavra


de Deus. A Bíblia oferece-nos o suporte ideológico na base do qual nós
melhor podemos interpretar mundo.

Uma vez que a Bíblia ensina que existe Um Criador (Génesis 1:1) e que a
Terra é jovem (Êxodo 21:11), os criacionistas baseiam as suas pesquisas
sobre estes fundamentos.

Por outro lado, os cientistas envolvidos no MDI afirmam que alguns


aspectos dos seres vivos (e do universo) são melhor explicadas como tendo
uma Causa Inteligente. A Identidade do Criador ou a questão da Bíblia ser
ou não ser a Palavra de Deus são irrelevantes para o MDI.

Embora os criacionistas possam concordar com alguns aspectos da teoria


do Design Inteligente, aqueles que o identificam como sendo equivalente
ao Criacionismo Bíblico provavelmente não estão familiarizados com
nenhum dos dois.

3. “A Bíblia não é um Livro de ciência”

A Bíblia não é um Livro de ciência no sentido de descrever


minuciosamente e matematicamente como é que as leis da ciência operam.
No entanto, apesar de não ser um Livro de ciência, a Bíblia faz um leque de
declarações que aludem a princípios científicos, e quando o faz, a Bíblia
mostra-se factual.

Se a Bíblia contém a verdadeira história do universo, como inspirada por


Aquele que criou o dito universo, então fazer-se trabalho científico sem se
levar em conta a cosmovisão Bíblica vai conduzir os cientistas a conclusões
falsas ou imperfeitas.

Não é preciso ir muito longe para se encontrar evidências para isso. As


tentativas evolucionistas em explicar a origem da vida na Terra estão
literalmente envoltas em cenários confusos, mutuamente exclusivos ou
não-científicos. Essa situação deve-se não a falta de empenho dos cientistas
evolucionistas, mas na rejeição da Bíblia como Descrição Autoritária das
origens da vida.

Afinal Não É Fácil Criar a Vida

Não deve ser fácil ser um cientista ateu e ver como as teorias ateístas sobre
a origem da vida são claramente irrealistas. Supostamente criar a vida é
algo tão fácil, que até as forças não-inteligentes da natureza são capazes de
criá-la. Excepto quando não são.

Mas mesmo que as forças da natureza por si só não consigam criar a vida,
talvez nós seres humanos sejamos capazes, certo?

Parece que não.

O cientista americano John Craig Venter, considerado o pai do genoma


humano, reconheceu que seu ambicioso projecto de criar vida a partir de
um cromossoma artificial é mais difícil que pensava.

É sempre mau quando a realidade não se conforma às nossas crenças


ateístas/naturalistas.

O projecto de introduzir um cromossoma artificial em uma célula e


despertá-lo para a vida é mais difícil que pensei.

Reparem que o que John Craig se determinava a criar não era a vida a partir
de onde não havia vida, mas sim, introduzir um cromossoma artificial
numa forma de vida já existente.

Um grupo de cientistas do John Craig Venter Institute conseguiu criar o


primeiro cromossoma sintético, o que é considerado um avanço rumo à
criação de micro-organismos capazes, por exemplo, de produzir
biocombustíveis e de ajudar a limpar o meio ambiente.Os cientistas
transplantaram esse cromossoma em uma célula bacteriana à espera de
alcançar o controle do organismo, algo que ainda não ocorreu, segundo
Venter.

Cientistas inteligentes, a usar a sua inteligência para copiar sistemas


biológicos já existentes, e inseri-lo noutra forma de vida, falharam no seu
propósito, no entanto somos levados/indoutrinados a acreditar que há
[inserir numero] milhões de anos atrás, a natureza por si só, foi capaz de
fazer aquilo que mentes pensantes não conseguem.

Como é normal em círculos evolucionistas, mistura-se boa ciência com


mitos ateus:

Não vamos criar vida a partir do zero. Pegamos o material da vida, os pares
de bases do DNA, e só colocamos estas peças em uma nova ordem.
Construímos sobre a base de mais de três mil milhões de anos de evolução.

A teoria da evolução não foi relevante para a cópia do “material da vida”, e


nem foi relevante para “colocar as peças numa nova ordem”, no entanto
quando se chega a parte de postular sobre as origens dos sistemas, o tio
Darwin recebe a glória que pertence a Deus.

Isaías 62: 2

A Minha Mão fez todas essas coisas, e assim todas elas vieram a existir, diz
o Senhor.

Isaías 44:24

Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que Sozinho estendi os céus, e
espraiei a terra.

Um cientista ateu pode fazer descobertas fantásticas sem acreditar na


Palavra de Deus, mas um conhecimento mais integral do mundo natural
começa com Génesis.

Convém ressalvar um dado importante: o facto da Bíblia não ser um Livro


de ciência até pode ser um elogio se levarmos em conta que, na “ciência”, o
que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira (Homem de Piltdown,
Homem de Nebraska, etc).

Por outro lado a Palavra de Deus mantém a Mesma: Fiel, Transformadora e


portadora de Esperança num mundo marcado pelo desespero.
4. “Os criacionistas possuem uma visão limitada/literal da Bíblia”

Isto é parcialmente verdade. Os criacionistas, tal como a maioria dos


cristãos, acreditam que Deus deu-nos a Bíblia para ser entendida. Como
nós acreditamos que Deus não só não mente, como também deu-nos a
Bíblia para nos instruir, nós assumimos que a Sua Palavra é clara e exata.
Por outras palavras, não há razão para se pensar que nós temos que
interpretar o “verdadeiro sentido” de palavras e frases que foram ditas com
intenções históricas.

Por outro lado, a Bíblia não foi escrita só com um estilo literário. Estão
presentes nas Sagradas Escrituras vários estilos: narrativa histórica, poesia,
figurativo, e outros mais. O Próprio Senhor Jesus Cristo, Aquele que
inspirou os profetas e os santos através dos séculos, era Adepto das
hipérboles e das parábolas.

Portanto, os criacionistas interpretam a Bíblia de forma direta. Nós não


aceitamos como literais as descrições poéticas (nós olhamos para elas tal
como elas são) e nem aceitamos como “poesia” as narrativas históricas
(Génesis 1 e Génesis 7-9).

5. “O criacionismo já foi refutado”

Em vez de se envolverem num debate cordial com os cépticos do


evolucionismo, muitos crentes ateus preferem anunciar arbitrariamente que
a teoria da Criação já foi refutada e como tal, recusam-se a ouvir qualquer
tipo de discussão. No final de contas, o criacionismo é uma ideia
“velhinha” que já foi substituída nas escolas, universidades e nos órgãos de
informação maciça – na sua grande maioria – pela teoria da evolução .

O problema é que a realidade dos factos é exatamente a inversa a que os


crentes ateus mantém. A teoria da evolução já estava refutada mesmo antes
de Darwin ter nascido uma vez que Aquele que criou o universo revelou ao
mundo como é que Ele criou (e não foi através dos não existentes milhões
de anos).

Eu gosto muito da forma como a Bíblia King James Version (KJV) que
tenho em casa põe as coisas:
“Created (Heb. bara’): This verb is used exclusively with God as its
Subject. It referes to the instantaneous and miraculous act of God by which
He brought the universe into existence. Thus the Genesis account of
Creation [a única verdadeira] refutes atheism, pantheism, polytheim and
evolution“ – página 5

Antes mesmo de ter sido postulada, a teoria da evolução já estava refutada.

Isto não é de admirar porque Deus “chama as coisas que não são como se já
fossem” (Rom 4:17) e Ele sabia que mais cedo ou mais tarde o ser humano
haveria de postular mitos como forma de justificar a sua rejeição do
Criador.

A verdadeira questão aqui não é uma de evidências ou a falta delas, mas


sim de ramificações espirituais. Se Deus é o Criador, então Ele é também o
Juiz Supremo (o Ponto de Referência Absoluto para a moralidade).

Ao assumir que a Criação foi “refutada”, a teoria da evolução não só


permite que muitas pessoas neguem a autoridade de Deus, mas também
“ajuda-os” a ignorar as evidências óbvias deixadas pelo Criador (Romanos
1:20).

6. “Os criacionistas são contra a ciência”

É mais fácil atacar as imaginadas “más intenções” do opositor do que lidar


com os seus argumentos. Por essa razão, muitos ateus caracterizam os
criacionistas como sendo “contra a ciência”, ou como pessoas que querem
regredir a ciência para o que ela era durante a “Idade das Trevas”.

A verdade dos factos é que muitos criacionistas amam a ciência porque eles
amam a Deus. Explorar o universo significa ver mais de perto as coisas
maravilhosas que Deus criou e como tal para um cristão é ilógico ser-se
“contra a ciência”.

Existem geólogos, botânicos, astrónomos, químicos, físicos que são


criacionistas, e todos eles gostam do trabalho que eles fazem. Ainda
estamos por encontrar o criacionista que seja “contra a ciência”.
Por outro lado, os criacionistas de facto criticam ideologias e visões do
mundo que negam a autoridade de Deus e o Seu lugar devido como o
Criador. A maior parte dessas ideias emergem de crenças que assumem que
o mundo material é tudo o que existe, e desde logo, assumem que Deus não
existe.

Portanto, o criacionista não é contra a ciência propriamente dita, mas sim


contra uma particular definição e entendimento do que a ciência é. Essa
ideologia que hoje em dia se mascara de ciência é o naturalismo filosófico.

Quando o cristão usa a ciência para criticar a teoria da evolução, ele está
perfeitamente de acordo com 2 Cor 10:5 que diz que ele deve destruir “os
conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e
levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo“.

Ser-se contra a teoria da evolução não é ser-se “contra a ciência”.

7. “Não há evidências para a Criação”

Existem evidências a favor da criação exatamente onde estás, a ler este


texto. Os teus olhos (1,2,3,4,5), o teu cérebro (1, 2, 3, 4), e o oxigénio à tua
volta todos testemunham para o Poder Infinito de Deus.

Obviamente que os ateus vêem essas mesmas coisas como sendo o efeito
de processos naturais através dos milhões de anos. Para os ateus, tais forças
são suficientes para explicar a origem do universo e a complexidade
especifica das formas de vida.

Pode a evolução gerar complexidade?

A complexidade pode aparecer através de um processo não inteligente (por


exemplo, evolução) mas as formas de vida não são só complexas. Elas são
complexas e específicas.

Deixa-me dar um exemplo:

1. Pega em bolas de gude verdes, azuis, amarelos, vermelhos e pretos, atira-


os ao ar e depois vê o padrão que se forma no chão. O que lá está é
complexo mas não é específico.
2. Agora pega nos mesmos bolas de gude, atira-os ao ar, e espera que, ao
cairem, por si só, eles se organizem da seguinte forma:

* As bolas de gude azuis formem a letra “G“, os vermelhos a letra “E“, os


verdes a letra “N“, os pretos a outra letra “E” e os amarelos a letra “S”
[GENES]. Este padrão é complexo e específico (ou especificado).

Como as formas de vida tem o segundo tipo de padrão e não o primeiro, a


existência de complexidade causada pelas forças naturais não é análoga ao
que acontece com a biosfera. Vocês ateus ainda tem que descobrir qual é a
força natural [não-inteligente] que é capaz de formar um padrão complexo
e específico.

De acordo com os dados científicos, todas as estruturas que possuem


complexidade específica tem uma causa inteligente. Como as formas de
vida evidenciam esse mesmo tipo de padrão, quando o cristão afirma que
Deus é o Criador das formas de vida, ele está de acordo com os dados da
ciência.

Jeremias 27:5

Eu [Deus] fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra,
com o Meu Grande Poder e com o Meu Braço Estendido

As evidências por si só são apenas evidências e não uma fonte objetiva de


verdade nelas mesmas. Elas tem que ser inseridas numa cosmovisão de
modo a poder explicar como as coisas funcionam.

Enquanto que um ateu vê nas camadas do Grand Canyon milhões de anos e


pouca água, os criacionistas olham para a mesma estrutura e observam um
dos efeitos do Dilúvio catastrófico de Noé.

A mesma evidência pode ter diferentes interpretações, e é no campo das


interpretações (e não das observações) que os cientistas ateus diferem dos
cientistas criacionistas.

No entanto, e apesar de poder haver distintas interpretações para o mesmo


dado, há algumas interpretações que se ajustam melhor com as
observações. Por exemplo, alguns aspectos do nosso universo fazem muito
mais sentido à luz da Criação e de uma Terra jovem do que à luz da
evolução e de uma Terra com milhões de anos.
Esses aspectos não “provam” que a Bíblia está Certa, mas é consistente
com a informação Bíblica.

8. “Os criacionistas negam as leis da ciência”

Nós estamos muito gratos a Deus pelas leis da Física e da Química que
tornam a vida possível. Aliás, nos vemos essas leis como evidência da Mão
Sustentadora de Deus no universo. Essas leis operam de forma constante
porque Deus é Constante (Malaquias 3:6).

Nós negamos, contudo, que a descendência comum através da evolução


seja uma “lei” ou um “facto”. A selecção natural, as mutações e as
modificações genéticas são tudo processos observáveis (que se encaixam
perfeitamente no modelo Bíblico). No entanto, a descendência comum é
uma cosmovisão e não uma “lei da natureza”.

Nós esperamos que o universo seja ordenado e lógico porque começamos


as nossa interpretações com a Bíblia. As leis da natureza não são nelas
mesmas suficientes para criar o universo e a vida lá contida: elas apontam
para o Criador.

9. “Os criacionistas negam as evidências para a evolução”

Quais evidências? Se algum evolucionista tiver alguma, por favor,


envie.Entre muitas outras acusações que são feitas contra os criacionistas
está a crença de que nós escolhemos as evidências que nos convém, e
rejeitamos as que não nos convém. No entanto, como mencionado no ponto
7, o problema não está com as evidências mas sim com a interpretação e as
conclusões que os crentes ateus dão às observações.

Só porque os ateus nos dizem como é que nós deveríamos interpretar uma
dada observação, isso não significa que a sua interpretação é a melhor. O
que os criacionistas fazem é separar os factos (baseados em observações e
experimentações) das interpretações (baseadas no naturalismo/ateísmo).
Isto não é ignorar-se o que não se gosta, mas sim separar o trigo do joio.
10. “Os criacionistas querem substituir o ensino da evolução pelo
ensino da Criação”

Alguns crentes evolucionistas gostam de anunciar um pouco por todo o


lado que os criacionistas querem banir o ensino da teoria da evolução. O
único problema é que isto não é verdade.

Embora seja difícil negar que muitos cristãos gostariam que o ensino de
uma teoria com efeitos tão devastadores fosse removida das escolas
públicas, muito poucas (se alguma) organizações criacionistas estão nesse
grupo. Ao contrário dos crentes ateus, os criacionistas não tem intenções de
silenciar as vozes dissidentes.

O que nós gostaríamos que fosse promovido é um debate honesto e


civilizado sobre um assunto que nos toca a todos

Além disso, todos os cristãos tem a ganhar quanto mais eles souberem
acerca da fé evolucionista. Enquanto que a Bíblia nos diz que Deus criou o
universo em 6 dias (Êxodo 20:11), a maior parte da população ocidental foi
influenciada pelos escritos de Darwin – mesmo que eles não se apercebam.

Portanto, um conhecimento firme de uma das religiões que se opõe ao


Cristianismo seria sempre benéfico para o cristão na altura de anunciar as
Grandezas de Deus (Actos 2:11) num mundo em passagem (1 João 2:17).