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DOMINA CONCURSOS

09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do


assunto;
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
leitura;
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
menos duas vezes;
04) Inferir;
1 Compreensão e interpretação 05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
de textos de gêneros variados: 06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
Compreensão literal e inferencial autor;
Reescritura de períodos. 07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
Coerência e utilização de compreensão;
estratégias coesivas. 08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
Substituição de palavras e (ou) questão;
expressões 09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;

Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
interpretacao-de-textos-em-provas/

Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar


Interpretação de texto
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
primeiro, algumas definições importantes:
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
dúvidas.
Texto
Uma interpretação de texto competente depende de
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
televisão também são formas textuais.
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
Interlocutor
surpreendentes que não foram observados anteriormente.
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
É a pessoa a quem o texto se dirige.
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
Texto-modelo
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
da sua vida.”
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
(Revista Capricho)
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
Modelo de Perguntas
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
é o seu interlocutor preferencial?
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
Um leitor jovem.
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
interpretacao-texto.html
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
Questões
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
( Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP – Vunesp)
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
O uso da bicicleta no Brasil
A linguagem informal típica dos adolescentes.
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil

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ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países (B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta mais seguro do que dirigir um carro.
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez (C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa no Brasil.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
oferecem mais vantagens. locomoção se consolidou no Brasil.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais dar prioridade ao pedestre.
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 03. (Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP –
prioridade sobre os automotores. Vunesp) Considere o cartum de Evandro Alves.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes Afogado no Trânsito
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
espalhadas em pontos estratégicos. concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão Televisão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.

(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)

01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de


locomoção nas metrópoles brasileiras (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br.
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra Adaptado)
devido à falta de regulamentação.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido É correto concluir que, de acordo com o cartum,
incentivado em várias cidades. (A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro ou
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela pela TV são equivalentes.
maioria dos moradores. (B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma imaginação
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os mais ativa.
demais meios de transporte. (C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade que não sabe se distrair.
arriscada e pouco salutar. (D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto assistir
a um programa de televisão.
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos (E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo
objetivos centrais do texto é idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
ciclista.

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(Oficial Estadual de Trânsito - DETRAN-SP - Vunesp) Leia (A) aprimora uma atitude de reconhecimento de regras.
o texto para responder às questões: (B) implica tomada de decisões sem racionalidade.
(C) conduz a um comportamento coerente.
Propensão à ira de trânsito (D) resulta do comportamento essencialmente comunitário
dos motoristas.
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente (E) decorre de imperícia na condução de um veículo.
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como 07. De acordo com o perito Dr. James,
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas. (A) os congestionamentos representam o principal fator
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas para a ira no trânsito.
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas (B) a cultura dos motoristas é fator determinante para o
também se engajam num comportamento de risco – algumas até aumento de suas frustrações.
agem especificamente para irritar o outro motorista ou impedir (C) o motorista, ao dirigir, deve ser individualista em suas
que este chegue onde precisa. ações, a fim de expressar sua liberdade e garantir que outros
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá motoristas não o irritem.
ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um (D) a principal causa da direção agressiva é o
motorista a tomar decisões irracionais. desconhecimento das regras de trânsito.
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. (E) o comportamento dos pais ao dirigirem com ira contradiz
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa o aprendizado das crianças em relação às regras de civilidade.
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos.
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas Respostas
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no 1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) / 6. (B) / 7. (E)
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que Inferência
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao O texto não se reduz à palavra, segundo Mayra Pavan, por isso
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um é importante aprender a ler outras linguagens, não só a escrita.
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos Antigamente, aprendia-se a ler somente textos literários, não
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de havendo a preocupação de como os textos não literários seriam
dirigir. lidos. Atualmente, busca-se formar cidadãos, portanto, a leitura
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o ganhou novo significado.
Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não
são os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim Ler é um exercício. Levantar hipóteses, analisar, comparar,
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças relacionar são passos que auxiliam nessa tarefa. Entretanto,
aprendem que as regras normais em relação ao comportamento existe uma habilidade que merece destaque: a inferência.
e à civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa Segundo Houaiss, inferir é: concluir pelo raciocínio, a partir
ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em de fatos, indícios; deduzir.
alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino.
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos Entretanto, na prática, como isso pode ajudar na
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar interpretação? Ao ler um texto, as informações podem estar
a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de explícitas ou implícitas. Inferir é conseguir chegar a conclusões
frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira a partir dessas informações.
de trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um
incidente em uma violenta briga. Para facilitar o entendimento, vamos ao exemplo. Leia a
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas tirinha abaixo:
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está
predisposta a apresentar um comportamento irracional quando
dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior parte das
pessoas fica emocionalmente incapacitada quando dirige. O que
deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado
emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver
tentado a agir só com a emoção.

(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/ Criada pelo cartunista Quino, Mafalda atravessa gerações
furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado) com seus questionamentos
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é Após uma leitura atenta de todos os quadrinhos, o que é
correto afirmar que possível concluir? Perceberam a profundidade da pergunta?
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à O objetivo da interpretação não é simplesmente descrever os
medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes. fatos, mas acrescentar sentido a eles.
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto Muitos estudantes param na superfície do texto. Por
comunitário do ato de dirigir. exemplo, na tirinha acima, muitos diriam: “Mafalda estava em
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é sua casa, quando seu amigo chegou. Ela pediu que ele não fizesse
o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção barulho, porque tinha alguém doente. O amigo pensou que fosse
agressiva. um familiar, mas deparou-se com o mundo.” Qual sentido tem
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de essa descrição? Nenhum, não é verdade?
experiências e atividades não só individuais como também
sociais. Então, para encontrar a essência do texto, é preciso partir
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das dos fatos e procurar o sentido que eles querem estabelecer.
emoções positivas por parte dos motoristas.
O fato apresentado na tira é que o mundo está doente, por
06. A ira de trânsito

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isso precisa de cuidados. Isso é possível? Literalmente, não. Reescritura de Frases
Entretanto, se usarmos a linguagem conotativa, é possível
inferir, ou seja, interpretar, deduzir, que o objetivo da tira era Antes de discorrermos acerca de um assunto tão importante,
chamar a atenção das pessoas para a “doença” do mundo. Em convidamos você, caro (a) usuário (a), a se enlevar mediante as
que aspectos? Os mais diversos: desigualdade social, fome, palavras do grandioso mestre de nossas letras, João Cabral de
guerras, violência, poluição, preconceito, falta de amor etc. E Melo Neto, que, por meio de uma metalinguagem, cumpre bem
agora, faz sentido? Então, só agora houve entendimento. seu trabalho de lidar com as palavras e deixar claro para nós,
leitores, quão grandioso e magnífico é o exercício da escrita.
É importante destacar que quando a área de atuação é a Voltemo-nos a elas, portanto:
escola, falar de interpretação é falar de inferência, de conclusão,
de dedução. Então, ao ler um texto, busque sempre sua essência. Catar feijão

Informações Literais e Inferências 1.

Muitas vezes, os leitores reconhecem e compreendem as Catar feijão se limita com escrever:
palavras de um texto, mas se mostram incapazes de perceber joga-se os grãos na água do alguidar
satisfatoriamente o seu sentido como um todo. e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que o texto nem Certo, toda palavra boiará no papel,
sempre fornece todas as informações possíveis. Há elementos água congelada, por chumbo seu verbo:
implícitos que precisam ser recuperados pelo leitor para a pois para catar esse feijão, soprar nele,
produção do sentido. A partir de elementos presentes no texto, e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
estabelecemos relações com as informações implícitas. Por isso,
o leitor precisa estabelecer relações dos mais diversos tipos 2.
entre os elementos do texto e o contexto, de forma a interpretá-
lo adequadamente. Algumas atividades são realizadas com Ora, nesse catar feijão entra um risco:
esse objetivo. Entre elas está a produção de pressuposições, o de que entre os grãos pesados entre
inferências ou subentendidos. um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Pressuposição: é o conteúdo que fica à margem da discussão, Certo não, quando ao catar palavras:
é o conteúdo implícito. Assim, a frase “José parou de beber ” a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
veicula a pressuposição de que José bebia antes; “José passou obstrui a leitura fluviante, flutual,
a estudar à noite” contém a pressuposição de que antes estudava açula a atenção, isca-a como o risco.
de dia, mas contém também a pressuposição de que ele não
estudava antes, dependendo da ênfase colocada em passar a ou Poema intitulado “Catar feijão”, parte constituinte do livro
em à noite. “Educação pela pedra”, publicado em 1965.

Inferências: são informações normais que não precisam ser A comparação ora estabelecida parece casar perfeitamente
explicitadas no momento da produção do texto; são também diante daquele momento em que as ideias são elencadas. No
chamadas de subentendidos. entanto, é preciso ser hábil para escolher palavra por palavra,
de modo a fazer com que o discurso (as orações, os períodos, os
O exemplo seguinte ajuda a entender esta noção: parágrafos) torne-se claro e preciso, atendendo às expectativas
de nosso interlocutor. Dessa forma, como aqueles grãos que
“Maria foi ao cinema, assistiu ao filme sobre dinossauros e boiam fora, desnecessários por sinal, algumas palavras também
voltou para casa.” parecem não se encaixar, pois por um motivo ou outro acabam
escapando aos nossos olhos.
Lendo esta frase, o leitor recupera os conhecimentos
relativos ao ato de ir ao cinema: no cinema existem cadeiras, O porquê de escaparem? É simples, haja vista que nesse
tela, bilheteria; há uma pessoa que vende bilhetes, outra que momento essa habilidade antes mencionada entra em ação e, em
os recolhe na entrada; a sala fica escura durante a projeção, etc. meio a esse ínterim, conhecimentos de toda ordem parecem se
Enfim, isto não precisa ser dito explicitamente. Se assim não relacionar, sejam eles de ordem ortográfica, semântica, sintática
fosse, que extensão teriam nossos textos para fornecer, sempre e, sobretudo, aqueles indispensáveis a todo bom redator: o
que necessário, todas estas informações? conhecimento de mundo.
Dada essa manifestação, é impossível não abordar um
Daí a importância das inferências na interação verbal. Se procedimento, tão útil quanto necessário: a reescrita textual.
quiséssemos dizer que Maria não conseguiu ver o filme até o Acredite que, por meio dele, você, enquanto emissor, encontrará
final, isto teria que ser explicitado, porque, normalmente, a os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um
pessoa vê o filme inteiro. grão imastigável, de quebrar dente. Vale dizer, contudo, que essa
reescrita não deve se dar somente no âmbito de corrigir aqueles
A retomada do texto através de inferências é feita com possíveis erros... digamos assim... gramaticais. Importantes eles?
base em significados que compreendemos, mas não estão Sim, sem dúvida alguma, mas não são tudo. Cumpre afirmar que
manifestados, ao contrário do que se passa com os processos de a reescrita deve ir além, haja vista que nos permite reconhecer
informação literais. aquelas “falhas” que certamente seriam reconhecidas por
outra pessoa, sobretudo em se tratando do “teor”, da “essência”
Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula. discursiva.
html?aula=49268
Tendo em vista que a coesão representa um dos principais
RESUMINDO aspectos na produção textual, muitas vezes, mediante a leitura
daquilo que escrevemos, constatamos que os parágrafos não se
As inferências são de extrema importância para a leitura, encontram assim tão harmoniosamente ligados como deveriam.
pois delas depende a compreensão de textos. Às vezes, uma conjunção ali, um advérbio acolá e um pronome
Um texto só terá sentido para o leitor que for capaz de adiante não se encontram bem distribuídos. Outras vezes,
estabelecer as relações entre as suas partes, ou seja, entre as percebemos uma quebra de simetria (revelada pela falta de
palavras, frases, parágrafos, a relação entre o texto e o título, paralelismo), em que uma ideia poderia ter sido expressa de
entre o texto e a ilustração, etc., e isto implica fazer inferências. outra forma.

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Assim, de modo a constatar como esse aspecto assimétrico - devido a.
se manifesta na prática, analise o seguinte enunciado: Opção: em razão de, em virtude de, graças a, por causa
de.
A leitura é importante, necessária, útil e traz benefícios a
todo emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência - dito.
discursiva. Opção: citado, mencionado.

Inferimos que com o uso de “traz benefícios” houve uma - enquanto.


quebra de simetria dos adjetivos explicitados (importante, Opção: ao passo que.
necessária, útil...). Não que isso seja considerado uma falha de
grande extensão, mas a ideia ficaria mais clara se outro adjetivo - inclusive (a não ser quando significa incluindo-se).
tivesse sido utilizado, justamente para acompanhar o raciocínio Opção: até, ainda, igualmente, mesmo, também.
antes firmado, ou seja:
- no sentido de, com vistas a.
A leitura é importante, necessária, útil e benéfica a todo Opção: a fim de, para, com a finalidade de, tendo em vista.
emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência
discursiva. - pois (no início da oração).
Opção: já que, porque, uma vez que, visto que.
Outro aspecto, não menos importante, materializa-se pela
“abundância” de orações intercaladas, as quais corroboram - principalmente.
para a extensão da ideia, fazendo com que o interlocutor perca Opção: especialmente, sobretudo, em especial, em
o “fio da meada” e passe a não entender mais o que se afirma particular.
no início da oração. Dessa forma, para que fique um pouco mais
claro, analisemos o parágrafo que segue, revelando ser um bom Expressões que demandam atenção
exemplo da ocorrência em questão: - acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se
- aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e estar,
A leitura, esse importante instrumento – o qual o torna aceito
mais culto, mais apto a expressar seus pensamentos –, pois - acendido, aceso (formas similares) – idem
amplia significativamente seu vocabulário, contribui para o - à custa de – e não às custas de
aperfeiçoamento da escrita. - à medida que – à proporção que, ao mesmo tempo que,
conforme
Tudo aquilo que se afirma acerca da eficácia da leitura, ainda - na medida em que – tendo em vista que, uma vez que
que relevante, tornou extensa e cansativa a ideia abordada. - a meu ver – e não ao meu ver
Dessa forma, retificando a oração, poderíamos obter como - a ponto de – e não ao ponto de
essencial somente estes dizeres, os quais seguem expressos: - a posteriori, a priori – não tem valor temporal
- em termos de – modismo; evitar
A leitura contribui para o aperfeiçoamento da escrita. - enquanto que – o que é redundância
Mediante os pressupostos aqui elencados, acreditamos ter - entre um e outro – entre exige a conjunção e, e não a
contribuído de forma significativa para que você aprimore ainda - implicar em – a regência é direta (sem em)
mais suas habilidades no que tange à construção textual. E que, - ir de encontro a – chocar-se com
por meio da reescrita de suas ideias, possa ser hábil em jogar - ir ao encontro de – concordar com
fora o leve o oco, assim mesmo como ressalta nosso grande - se não, senão – quando se pode substituir por caso não,
mestre, e reelabore seu discurso pautando-se na concretude das separado; quando não se pode, junto
palavras, tornando-as claras, precisas, objetivas. - todo mundo – todos
- todo o mundo – o mundo inteiro
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/reescrita- - não pagamento = hífen somente quando o segundo termo
textual.html for substantivo
- este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a tempo
ATITUDES NÃO RECOMENDADAS presente; a futuro próximo; ao anunciar e a que se está tratando)
- esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte
(tempo futuro, desejo de distância; tempo passado próximo do
EXPRESSÕES USO RECOMENDADO presente, ou distante ao já mencionado e a ênfase).
CONDENÁVEIS
A nível de / Ao nível Em nível, No nível Erros Comuns
Face a / Frente a Ante, Diante, Em face de, Em - “Hoje ao receber alguns presentes no qual completo vinte
vista de, Perante anos tenho muitas novidades para contar”.
Onde (Quando não Em que, Na qual, Nas quais, No Uso inadequado do pronome relativo. Ele provoca falta de
exprime lugar) qual, Nos quais coesão, pois não consegue perceber a que antecedente ele se re-
fere, portanto nada conecta e produz relação absurda.
Sob um ponto de vista De um ponto de vista
Sob um prisma Por (ou através de) um prisma - “Ainda brincava de boneca quando conheci Davi, piloto de
cart, moreno, 20 anos, com olhos cor de mel. “Tudo começou na-
Em função de Em virtude de, Por causa de, quele baile de quinze anos”, “... é aos dezoito anos que se começa
Em consequência de, Por, Em a procurar o caminho do amanhã e encontrar as perspectiva que
razão de nos acompanham para sempre na estrada da vida”.
Você pode ter conhecimento do vocabulário e das regras
Expressões não recomendadas gramaticais e, assim, construir um texto sem erros. Entretanto,
- a partir de (a não ser com valor temporal). se você reproduz sem nenhuma crítica ou reflexão expressões
Opção: com base em, tomando-se por base, valendo-se gastas, vulgarizadas pelo uso contínuo. A boa qualidade do texto
de... fica comprometida.

- através de (para exprimir “meio” ou instrumento). - Tema: Para você, as experiências genéticas de clonagem
Opção: por, mediante, por meio de, por intermédio de, põem em xeque todos os conceitos humanos sobre Deus e a
segundo... vida? “Bem a clonagem não é tudo, mas na vida tudo tem o seu

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valor e os homens a todo momento necessitam de descobrir todos à sessão.
os mistérios da vida que nos cerca a todo instante”. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou)
É de extrema importância seguir o que foi proposto no tema. à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. /
Antes de começar o texto leia atentamente todos os elementos Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à
que o examinador apresentou. Esquematize as ideias e perceba carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
se não há falta de correspondência entre o tema proposto e o
texto criado. - Preferia ir “do que” ficar.
Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É
- “Uma biópsia do tumor retirado do fígado do meu primo (...) preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer
mostrou que ele não era maligno”. sem glória.
Esta frase está ambígua. Não se sabe se o pronome ele refere-
-se ao fígado ou ao primo. Para se evitar a ambiguidade, deve-se - Não há regra sem “excessão”.
observar se a relação entre cada palavra do texto está correta. O certo é exceção.
Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma
- “Ele me tratava como uma criança, mas eu era apenas uma correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente),
criança”. “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso),
Problema com o uso do conectivo “mas”. O conectivo mas indi- “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado),
ca uma circunstância de oposição, de ideia contrária a. Portanto, “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-
a relação adversativa introduzida pelo “mas” no fragmento aci- -vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho”
ma produz uma ideia absurda. (empecilho), “envólucro” (invólucro).

- “Entretanto, como já diziam os sábios: depois da tempestade - Comprei “ele” para você.
sempre vem a bonança. Após longo suplício, meu coração apazi- Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. As-
guava as tormentas e a sensatez me mostrava que só estaríamos sim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos
separadas carnalmente”. entrar, viu-a, mandou-me.
Não utilize provérbios ou ditos populares. Eles empobrecem
a redação e fazem parecer que o autor não tem criatividade ao - “Aluga-se” casas.
lançar mão de formas já gastas pelo uso frequente. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-
-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se
- “Todos os deputados são corruptos”. terrenos. / Procuram-se empregados.
Evite pensamentos radicais. É recomendável não generali-
zar e evitar, assim, posições extremistas. - Chegou “em” São Paulo.
Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Pau-
- “Bem, acho que - você sabe - não é fácil dizer essas coisas. lo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.
Olhe, acho que ele não vai concordar com a decisão que você to-
mou, quero dizer, os fatos levam você a isso, mas você sabe - todos - Todos somos “cidadões”.
sabem - ele pensa diferente. É bom a gente pensar como vai fazer O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de
para, enfim, para ele entender a decisão”. caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.
O ato de escrever é diferente do ato de falar. O texto escrito
não deve apresentar marcas de oralidade. - A última “seção” de cinema.
Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo
- “Mal cheiro”, “mau-humorado”. de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, se-
Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom ção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, ses-
cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau hu- são do Congresso.
mor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
- Vendeu “uma” grama de ouro.
- “Fazem” cinco anos. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitami-
Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / na C de dois gramas.
Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
- “Porisso”.
- “Houveram” muitos acidentes. Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de
Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos
acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos - Não viu “qualquer” risco.
iguais. Deve-se usar “nenhum”, e não “qualquer.
Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. /
- Para “mim” fazer. Nunca promoveu nenhuma confusão.
Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fa-
zer, para eu dizer, para eu trazer. - A feira “inicia” amanhã.
Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugu-
- Entre “eu” e você. ra-se) amanhã.
Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. /
Entre eles e ti. - O peixe tem muito “espinho”.
Peixe tem espinha.
- “Há” dez anos “atrás”. Veja outras confusões desse tipo: O “fuzil” (fusível) queimou.
Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos / Casa “germinada” (geminada), “ciclo” (círculo) vicioso, “cabe-
ou dez anos atrás. çário” (cabeçalho).

- “Entrar dentro”. - Não sabiam «aonde» ele estava.


Problema de redundância. O certo seria: entrar em. O certo: Não sabiam onde ele estava.
Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de liga- Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei
ção, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?
falecido.
- “Obrigado”, disse a moça.
- Vai assistir “o” jogo hoje. Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. /
Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.

Língua Portuguesa 6
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- Ela era “meia” louca. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia.
Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só exis-
amiga. te i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: re-
ceiem, passeias, enfeiam).
- “Fica” você comigo.
Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo - Eles “tem” razão.
é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / No plural, têm é com acento. Tem é a forma do singular. O
Chegue aqui. mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm;
ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
- A questão não tem nada «haver» com você.
A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. - Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos,
Da mesma forma: Tem tudo a ver com você. só o último elemento varia: acordos político-partidários. Ou-
tros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-
- Vou “emprestar” dele. -financeiras, partidos social-democratas.
Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar
o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu - Andou por “todo” país.
irmão. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país
Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas. (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi
demitida.
- Ele foi um dos que “chegou” antes. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada
Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um
dos que sempre vibravam com a vitória. - “Todos” amigos o elogiavam.
No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era
- “Cerca de 18” pessoas o saudaram. Cerca de indica arredon- difícil apontar todas as contradições do texto.
damento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20
pessoas o saudaram. - Ela “mesmo” arrumou a sala.
“Mesmo” é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. /
- Tinha “chego” atrasado. As vítimas mesmas recorreram à polícia.
“Chego” não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
- Chamei-o e “o mesmo” não atendeu.
- Queria namorar “com” o colega. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou
O com não existe: Queria namorar o colega. substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários pú-
blicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos
- O processo deu entrada “junto ao” STF. servidores (e não “dos mesmos”).
Processo dá entrada no STF
- Vou sair “essa” noite.
- As pessoas “esperavam-o”. É este que designa o tempo no qual se está o objeto próximo:
Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este
e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
/ Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
- A temperatura chegou a 0 “graus”. Zero indica singular sem-
- Vocês “fariam-lhe” um favor? pre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.
Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) de-
pois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicio- - Comeu frango “ao invés de” peixe.
nal) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de pei-
favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca “imporá- xe.
-se”). / Os amigos nos darão (e não “darão-nos”) um presente. / Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar,
Tendo-me formado (e nunca tendo “formado-me”). saiu.

- Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos. - Se eu “ver” você por aí...
Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime dis- O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier
tância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Che- (de vir); se eu tiver (de ter); se ele puser (de pôr); se ele fizer (de
gou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco fazer); se nós dissermos (de dizer).
minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12
metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias. - Evite que a bomba “expluda”. Explodir só tem as pessoas em
que depois do “d” vêm “e” e “i”: Explode, explodiram, etc. Portan-
- Estávamos “em” quatro à mesa. to, não escreva nem fale “exploda” ou “expluda”,
O “em” não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis.
/ Ficamos cinco na sala. - Disse o que “quiz”.
Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis,
- Sentou “na” mesa para comer. quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram,
Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o cer- puséssemos.
to: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina,
ao computador. - O homem “possue” muitos bens.
O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm
- Ficou contente “por causa que” ninguém se feriu. a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admi-
A locução não existe. Use porque: Ficou contente porque nin- tem ue: Continue, recue, atue, atenue.
guém se feriu.
- A tese “onde”.
- O time empatou “em” 2 a 2. Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. /
A preposição é “por”: O time empatou por 2 a 2. Repare que Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use
ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por. em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que...
/ A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
- Não queria que “receiassem” a sua companhia.

Língua Portuguesa 7
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- Já “foi comunicado” da decisão. básico para uma boa redação, chamado de coerência textual.
Uma decisão é comunicada, mas ninguém “é comunicado” Você pode até não conhecer a exata definição desse elemento
de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da linguística textual, mas possivelmente evita construções
da decisão. Outra forma errada: A diretoria “comunicou” os em- ininteligíveis em sua redação e recorre aos seus conhecimentos
pregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a sociocognitivos. A coerência é uma conformidade entre fatos
decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empre- ou ideias, próprio daquilo que tem nexo, conexão, portanto,
gados. podemos associá-la ao processo de construção de sentidos do
texto e à articulação das ideias. Por serem os sentidos elementos
- A modelo “pousou” o dia todo. subjetivos, podemos dizer que a coerência não pode ser
Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, delimitada, pois o leitor é o responsável pela constituição dos
etc. significados do texto.

- Espero que “viagem” hoje. A coerência é imaterial e não está na superfície textual.
Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma ver- Compreender aquilo que está escrito dependerá dos níveis de
bal é viajem (de viajar). interação entre o leitor, o autor e o texto. Por esse motivo, um
Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações. Quando
(saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é ex- lemos um texto, estamos ao mesmo tempo construindo sua
tensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concreti- interpretação, e fazer isso de maneira eficiente está relacionado
zado). com os conhecimentos que já possuímos. Como vamos entender
um texto que trate de química nuclear se não soubermos o que
- O pai “sequer” foi avisado. são os elementos da tabela periódica? Como entender um texto
Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi que fale sobre coerência se não soubermos o básico sobre a
avisado. / Partiu sem sequer nos avisar. interpretação de textos?

- O fato passou “desapercebido”. Três princípios básicos são necessários para


Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. De- compreendermos melhor o que é coerência textual:
sapercebido significa desprevenido.
1) Princípio da Não Contradição: Um texto deve apresentar
- “Haja visto” seu empenho... situações ou ideias lógicas que em momento algum se
A expressão é “haja vista” e não varia: Haja vista seu empe- contradigam;
nho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
2) Princípio da Não Tautologia: A tautologia nada mais é
- A moça “que ele gosta”. do que um vício de linguagem que repete ideias com palavras
Quem gosta, gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta diferentes ao longo do texto, o que compromete a transmissão
da informação;
- É hora “dele” chegar.
Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou 3) Princípio da Relevância: Um texto com informações
pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. fragmentadas torna as ideias incoerentes, ainda que cada
/ Apesar de o amigo tê-lo convidado. / Depois de esses fatos te- fragmento apresente certa coerência individual. Se as ideias não
rem ocorrido. dialogam entre si, então elas são irrelevantes.

- A festa começa às 8 “hrs.”. É importante ressaltarmos que o uso adequado dos


As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural conectivos também colabora na construção de um texto coerente:
nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg. a coesão textual é um importante mecanismo de estruturação do
texto, presente em dois movimentos essenciais: restrospecção
- “Dado” os índices das pesquisas... e prospecção. Lembre-se de que a coerência é um princípio de
A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / interpretabilidade, portanto, cabe a você depreender os sentidos
Dado o resultado... / Dadas as suas ideias... do texto.

- Ficou “sobre” a mira do assaltante. Tipos de coerência


Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltan-
te. / Escondeu-se sob a cama. São seis os tipos de coerência: sintática, semântica, temática,
Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre pragmática, estilística e genérica. Conhecê-los contribui para a
o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o escrita de uma boa redação.
piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz
alguma coisa e alguém vai para trás. Você já deve saber que alguns elementos são indispensáveis
para a construção de um bom texto. Entre esses elementos,
- “Ao meu ver”. Não existe artigo nessas expressões: A meu está a coerência textual, fator que garante a inteligibilidade das
ver, a seu ver, a nosso ver. ideias apresentadas em uma redação. Quando falta coerência, a
construção de sentidos fica seriamente comprometida.
Coerência
É importante que você saiba que existem tipos de coerência,
A coerência textual não está na superfície do texto: a elementos que colaboram para a construção da coerência global
construção de sentidos será feita de acordo com o conhecimento de um texto. São eles:
prévio de cada leitor
Coerência sintática: está relacionada com a estrutura
Quando você se propõe a escrever um texto, certamente se linguística, como termo de ordem dos elementos, seleção
lembra de quem vai ler, não é verdade? Provavelmente, você lexical etc., e também à coesão. Quando empregada, eliminamos
também se lembra de que alguns cuidados devem ser tomados estruturas ambíguas, bem como o uso inadequado dos
para que o leitor compreenda o texto. Nessa tentativa de fazer- conectivos.
se compreendido, você estabelece alguns padrões mentais que
diferem o que é coerente daquilo que não faz o menor sentido, Coerência semântica: Para que a coerência semântica esteja
certo? presente em um texto, é preciso, antes de tudo, que o texto não
seja contraditório, mesmo porque a semântica está relacionada
Pois bem, intuitivamente, você está seguindo um princípio com as relações de sentido entre as estruturas. Para detectar

Língua Portuguesa 8
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uma incoerência, é preciso que se faça uma leitura cuidadosa,
ancorada nos processos de analogia e inferência.

Coerência temática: Todos os enunciados de um texto


precisam ser coerentes e relevantes para o tema, com exceção
das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes devem ser
evitados, impedindo assim o comprometimento da coerência
temática.

Coerência pragmática: Refere-se ao texto visto como


uma sequência de atos de fala. Os textos, orais ou escritos,
são exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer
às condições para a sua realização. Se o locutor ordena algo
a alguém, é contraditório que ele faça, ao mesmo tempo, um
pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém, esperamos
receber como resposta uma afirmação ou uma negação, jamais
uma sequência de fala desconectada daquilo que foi indagado.
Quando essas condições são ignoradas, temos como resultado a
incoerência pragmática.

Coerência estilística: Diz respeito ao emprego de uma


variedade de língua adequada, que deve ser mantida do início ao
fim de um texto para garantir a coerência estilística. A incoerência
estilística não provoca prejuízos para a interpretabilidade
de um texto, contudo, a mistura de registros — como o uso
concomitante da linguagem coloquial e linguagem formal —
deve ser evitada, principalmente nos textos não literários.

Coerência genérica: Refere-se à escolha adequada do gênero


textual, que deve estar de acordo com o conteúdo do enunciado.
Em um anúncio de classificados, a prática social exige que ele
tenha como objetivo ofertar algum serviço, bem como vender
ou comprar algum produto, e que sua linguagem seja concisa e
objetiva, pois essas são as características essenciais do gênero. Para cada situação interativa existe uma variedade de língua
Uma ruptura com esse padrão, entretanto, é comum nos textos adequada. O falante pode optar pela variedade padrão ou pela
literários, nos quais podemos encontrar um determinado gênero variedade não padrão
assumindo a forma de outro.
Sobre o nível de linguagem adotado por Calvin, podemos
É importante ressaltar que em alguns tipos de texto, afirmar que se trata, em relação aos tipos de coerência, de uma
especialmente nos textos literários, uma ruptura com os tipos de a) incoerência pragmática.
coerência descritos anteriormente pode acontecer. Nos demais b) incoerência genérica.
textos, a coerência contribui para a construção de enunciados c) incoerência estilística.
cuja significação seja aceitável, ajudando na compreensão d) incoerência temática.
do leitor ou do interlocutor. Todavia, a coerência depende de e) incoerência semântica.
outros aspectos, como o conhecimento linguístico de quem
acessa o conteúdo, a situacionalidade, a informatividade, a 03. Observe o discurso de Calvin e responda à questão:
intertextualidade e a intencionalidade.

Fontes: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/
coerencia-textual.htm
http://portugues.uol.com.br/redacao/tipos-coerencia.html

Questões

01. Sobre a coerência textual, é incorreto afirmar:


a) A coerência é uma conformidade entre fatos ou ideias,
própria daquilo que tem nexo, conexão, portanto, podemos A identificação de elementos textuais como as figuras de
associá-la ao processo de construção de sentidos do texto e à linguagem é essencial para a interpretação de textos
articulação das ideias.
b) Por serem os sentidos elementos subjetivos, podemos A incoerência na fala de Calvin sobre a TV pode ser explicada
dizer que a coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o através da seguinte figura de linguagem:
responsável pela constituição dos significados do texto. a) Eufemismo.
c) A coerência é imaterial e não está na superfície textual. b) Hipérbole.
Compreender aquilo que está escrito dependerá dos níveis de c) Paradoxo.
interação entre o leitor, o autor e o texto. Por esse motivo, um d) Ironia.
mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações. e) Personificação.
d) A não contradição, a não tautologia e o princípio da
relevância são elementos básicos que garantem a coerência 04.
textual.
e) A coerência textual dispensa o uso adequado dos Oito Anos
conectivos, elementos que apenas colaboram para a estruturação
do texto sem apresentar relação direta com a semântica textual. “Por que você é Flamengo
E meu pai Botafogo
02. Observe a tirinha Calvin e Haroldo, de Bill Watterson, O que significa
e responda à questão: “Impávido colosso”?

Língua Portuguesa 9
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Por que os ossos doem entre as frases e os parágrafos.
enquanto a gente dorme
Por que os dentes caem Observe a coesão presente no texto a seguir:
Por onde os filhos saem
Por que os dedos murcham “Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a
quando estou no banho política agrária do país, porque consideram injusta a atual
Por que as ruas enchem distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura
quando está chovendo considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
Quanto é mil trilhões projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-
vezes infinito terra.”
Quem é Jesus Cristo
Onde estão meus primos JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional,
Well, well, well 2007, p. 566
Gabriel (...)”.
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do
(Paula Toller/Dunga. CD Partimpim, de Adriana Calcanhoto, texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
São Paulo, 2004) texto.
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os
Julgue as seguintes proposições: principais são:
I. Pode-se dizer que se trata de um conjunto de frases
interrogativas sem ligação entre si, configurando então um texto - Palavras de transição: são palavras responsáveis pela
desprovido de coerência. coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os enunciados
II. Embora o texto apresente uma série de interrogações (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções,
aparentemente sem ligação entre si, existem nele elementos alguns advérbios e locuções adverbiais.
linguísticos que nos permitem construir a coerência textual.
III. A letra da canção é constituída por uma “lista” das Veja algumas palavras e expressões de transição e seus
perguntas que um filho faz para a mãe, e a sequenciação de respectivos sentidos:
perguntas aparentemente desconexas, na verdade, explicita o
grande número de questionamentos que povoam o imaginário - inicialmente (começo, introdução)
infantil. - primeiramente (começo, introdução)
IV. A ausência de elementos sintáticos, como conectivos, - primeiramente (começo, introdução)
prejudica a construção de sentidos do texto. - antes de tudo (começo, introdução)
- desde já (começo, introdução)
a) Todas estão corretas. - além disso (continuação)
b) Apenas II e III estão corretas. - do mesmo modo (continuação)
c) Apenas I e IV estão corretas. - acresce que (continuação)
d) Apenas I e III estão corretas. - ainda por cima (continuação)
e) I, III e IV estão corretas. - bem como (continuação)
- outrossim (continuação)
Respostas - enfim (conclusão)
- dessa forma (conclusão)
01. (E) - em suma (conclusão)
O uso adequado dos conectivos é um importante mecanismo - nesse sentido (conclusão)
de estruturação do texto, seja nos aspectos relacionados à - portanto (conclusão)
semântica, seja nos aspectos relacionados à sintaxe. Um texto - afinal (conclusão)
pode ser coerente sem conectivos, contudo, esses elementos - logo após (tempo)
garantem dois movimentos de leitura essenciais em uma - ocasionalmente (tempo)
redação: a retrospecção e a prospecção. - posteriormente (tempo)
- atualmente (tempo)
02. (C) - enquanto isso (tempo)
De acordo com a coerência estilística, cada situação - imediatamente (tempo)
interativa exige do falante ou do produtor do texto a adequação - não raro (tempo)
à variedade linguística, ou seja, devemos optar, de acordo com - concomitantemente (tempo)
o contexto comunicacional, pela variedade padrão ou pela - igualmente (semelhança, conformidade)
variedade não padrão. Analisando as falas de Calvin, podemos - segundo (semelhança, conformidade)
inferir que, ao adotar a variedade padrão fora de seu contexto - conforme (semelhança, conformidade)
ideal de uso, ele cometeu uma incoerência estilística. - assim também (semelhança, conformidade)
- de acordo com (semelhança, conformidade)
03. (D) - daí (causa e consequência)
A ironia é a figura de linguagem capaz de explicar a - por isso (causa e consequência)
incoerência presente no discurso de Calvin. Sem captar a ironia - de fato (causa e consequência)
de sua fala, o discurso transforma-se em apologia, quando, na - em virtude de (causa e consequência)
verdade, a intenção do cartunista foi tecer uma crítica aos meios - assim (causa e consequência)
de comunicação. - naturalmente (causa e consequência)
- então (exemplificação, esclarecimento)
04. (B) - por exemplo (exemplificação, esclarecimento)
- isto é (exemplificação, esclarecimento)
Coesão - a saber (exemplificação, esclarecimento)
- em outras palavras (exemplificação, esclarecimento)
Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de - ou seja (exemplificação, esclarecimento)
um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal definição - quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases - rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).
e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao
outro. Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor

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qualidade de vida. adequadamente o gerúndio “advertindo” é:
(A) com a advertência de;
- Coesão por referência: existem palavras que têm a função (B) quando adverte;
de fazer referência, são elas: (C) em que adverte;
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os... (D) no qual advertia;
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso... (E) para advertir.
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo... 03. (PC/RJ – Papilocopista – IBF/2014)
- pronomes relativos: que, o qual, onde...
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá... Texto III - Corrida contra o ebola

Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional,
o objetivo que tanto almejava. mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear
o avanço da doença tenham sido eficazes.
- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações
objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas,
palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermidade. A
repetição no corpo do texto. escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção
de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”; está fora de controle.
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”; O vírus encontrou ambiente propício para se propagar.
João Paulo II: Sua Santidade; De um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países
Vênus: A Deusa da Beleza. afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização
Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas
Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o mais localidades afetadas.
importante da geração a qual representou. Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica
por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o
agrupados em conjuntos. restante é formado por doações voluntárias.
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área,
Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento
bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação, o CDC
Questões dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6
bilhões.
01. (TJ/RJ – Analista Judiciário – FGV/2014) Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência
passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades globais
Texto 1 – Bem tratada, faz bem crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O departamento
de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado
Sérgio Magalhães, O Globo a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus
cargos.
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para
carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram
cultural que se deu no consumo do tabaco? limitados e mal liderados.
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais
jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS.
privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África
transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado Ocidental, com representantes dos países afetados.
que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso Espera-se também maior comprometimento das potências
típico de cidade rodoviária e dispersa. mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França,
Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,
geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento respectivamente.
global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente A comunidade internacional tem diante de si um desafio
básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez.
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.) Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta
O transporte também esteve no centro dos protestos de a favor da doença.
junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a
moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/
o debate do tema. opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml:
Acesso em: 08/09/2014)
“Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.”
Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o
Substituindo o termo destacado por uma oração referente do termo em destaque.
desenvolvida, a forma correta e adequada seria: (A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) –
(A) para que se debatesse o tema; organização
(B) para se debater o tema; (B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS
(C) para que se debata o tema; (C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS
(D) para debater-se o tema; (D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – gravidade
(E) para que o tema fosse debatido. da situação
(E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade
02. (TJ/RJ – Analista Judiciário – FGV/2014) internacional
“A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a poluição
em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”. 04. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário –
A oração em forma desenvolvida que substitui correta e VUNESP-2014)

Língua Portuguesa 11
DOMINA CONCURSOS
Leia o texto para responder a questão. 02. (C) - “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”.
sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade Os verbos acabar e matar contidos na frase estão no
pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de presente do indicativo. Logo, o verbo advertir ficará no presente
tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo dados do do indicativo. EX: eu advirto, tu advertes, ele adverte.
Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos
convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 03. (D) - Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a
pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A diferença demora para reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços
entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ entrevistou iniciais foram limitados e mal liderados.
educadores e todos disseram que essa distância é mais do que De quem foram os esforços? Da ONU, pois estes formam
razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão limitados e mal liderados.
concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3%
separa os privilegiados, que estudaram em colégios privados, 04. (A) - “a nota de corte para os candidatos convencionais
dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 pontos. Para os
é justo supor que a diferença mínima pode, perfeitamente, ser cotistas, foi de 761,67 pontos”
igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da A DIFERENÇA ENTRE ELES é de 3%.
disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro eles quem ? (os candidatos convencionais e os cotistas) que
(UFRJ), uma das mais conceituadas do País, os resultados do estão postos em relação a diferença de NOTA .
último vestibular surpreenderam. “A maior diferença entre
as notas de ingresso de cotistas e não cotistas foi observada 05. (C)
no curso de economia”, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ. (A) Se você ir (for) pelos caminhos da verdade, leve um
“Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente, capacete.
não é significativo”. (B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se
(www.istoe.com.br) (lembre-se) de levar um capacete.
(C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um
Para responder a questão, considere a passagem – A capacete.
diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. (D) Caso você se mantém (mantenha) nos caminhos da
O pronome eles tem como referente: verdade, lembre de levar um capacete.
(A) candidatos convencionais e cotistas. (D) Ainda que você se mantêm (mantenha) nos caminhos
(B) beneficiados. da verdade, leva (leve) um capacete.
(C) dados do Sistema de Seleção Unificada.
(D) dados do Sistema de Seleção Unificada e pontos. Adequação Vocabular
(E) pontos.
Adequação Vocabular é obter das palavras os melhores
05. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – efeitos. É conseguir usar as palavras adequadas ao contexto
VUNESP-2014) em que elas são produzidas: para quem são produzidas, quem
Leia os quadrinhos para responder a questão. produz, com que finalidade, em que ambiente e momento.
É conseguir usar as palavras corretamente e, como recurso,
conseguir substituí-las por outras sem prejuízo de sentido.

Como adequar as palavras? Uma das formas de adequação


vocabular, é a substituição de um termo por um hipônimo ou
hiperônimo. Hiperônimo é uma palavra que apresenta um
significado mais abrangente que o seu hipônimo, palavra com
significado mais restrito. É o que acontece com as palavras
doença (hiperônimo) e gripe (hipônimo).

Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro Também podemos adequar bem as palavras usando e
quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua aplicando os conceitos de homonímia, paronímia, sinonímia,
portuguesa, é: antonímia, conotação e denotação, discutidos em aulas
(A) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um capacete. anteriores. A adequação vocabular depende de uma boa escolha
(B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se de lexical.
levar um capacete.
(C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um
capacete.
(D) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre
de levar um capacete.
(E) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade,
leva um capacete.

Respostas

01. (C) - As orações subordinadas desenvolvidas possuem


conjunção e verbos conjugados em modos e tempos verbais.
Na letra “a” o verbo está num tempo diferente da frase.
Na letra “b” o verbo está no infinitivo o que caracteriza como
oração reduzida.
Na letra “c” a oração apresenta a conjunção “para que” que
exprime finalidade e o verbo está conjugado no tempo correto
da frase. Agostinho Dias Carneiro em seu livro Redação em
Na letra “d” não apresenta conjunção. Construção* descreve seis critérios de adequação vocabular,
Na letra “e” o verbo está no particípio caracterizando oração listados a seguir:
reduzida.
Portanto, a resposta certa é a letra “c”. 1. A adequação ao referente

Língua Portuguesa 12
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Esse critério baseia-se na utilização de vocábulos gerais Fonte:s http://slideplayer.com.br/slide/1270845/
frente a vocábulos específicos. O exemplo que o autor dá é http://conversadeportugues.com.br/2015/11/adequacao-e-
a palavra ver, que tem emprego mais amplo que observar, inadequacao-linguistica/
contemplar, distinguir, espiar, fitar etc.

Se eu disser, por exemplo, Pedro estava muito triste com a


separação. Por isso, foi à praia, sentou-se na areia e viu o sol, 2 Tipos e gêneros textuais
certamente causará estranhamento no interlocutor. Ao passo
que se eu disser Pedro estava muito triste com a separação.
Por isso, foi à praia, sentou-se na areia e contemplou o sol,
não haverá nenhum problema na comunicação, pois houve Texto Literário: expressa a opinião pessoal do autor
adequação quanto ao uso do vocábulo. que também é transmitida através de figuras, impregnado
de subjetivismo. Ex: um romance, um conto, uma poesia...
2. Adequação ao ponto de vista (Conotação, Figurado, Subjetivo, Pessoal).

Aqui serão levados em consideração os vocábulos positivos, Texto Não-Literário: preocupa-se em transmitir uma
neutros e negativos. mensagem da forma mais clara e objetiva possível. Ex: uma
notícia de jornal, uma bula de medicamento. (Denotação, Claro,
Em Você me deu um café gelado, a palavra gelado assume Objetivo, Informativo).
valor negativo, entretanto, assume valor positivo em Depois do O objetivo do texto é passar conhecimento para o leitor.
trabalho vamos tomar uma cerveja gelada? Nesse tipo textual, não se faz a defesa de uma ideia. Exemplos
de textos explicativos são os encontrados em manuais de
3. Adequação aos interlocutores instruções.

Há, nesse critério, quatro tipos de seleção vocabular: quanto Informativo: Tem a função de informar o leitor a respeito
à atividade profissional com o uso dos jargões; quanto à imagem de algo ou alguém, é o texto de uma notícia de jornal, de revista,
social de um dos interlocutores, ou seja, um chefe de Estado se folhetos informativos, propagandas. Uso da função referencial
expressa como o que se espera de alguém que ocupa tal cargo; da linguagem, 3ª pessoa do singular.
quanto à idade com o uso de vocábulos modernos (luminária)
ou antigos (abajur) ou quanto à origem dos interlocutores com Descrição: Um texto em que se faz um retrato por escrito
emprego do vocábulo regional (piá – criança). de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de
palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela sua
4. Adequação à situação de comunicação função caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-
se até descrever sensações ou sentimentos. Não há relação de
Refere-se, esse critério, ao uso de vocábulos formais ou anterioridade e posterioridade. Significa “criar” com palavras a
informais e ainda aos estrangeirismos. imagem do objeto descrito. É fazer uma descrição minuciosa do
objeto ou da personagem a que o texto se refere.
Lembrando que palavras estrangeiras devem ser grafadas
entre aspas nas redações e só devem ser usadas quando Narração: Modalidade em que se conta um fato, fictício ou
necessárias, ou seja, quando forem importantes para o não, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo
entendimento; em uma situação de estilo ou quando não houver certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há
palavra equivalente na Língua Portuguesa. uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal
predominante é o passado. Estamos cercados de narrações
5. Adequação ao código desde as que nos contam histórias infantis, como o “Chapeuzinho
Vermelho” ou a “Bela Adormecida”, até as picantes piadas do
É relevante para esse critério a correção não só ortográfica, cotidiano.
mas também semântica, respeitando os significados
dicionarizados. Dissertação: Dissertar é o mesmo que desenvolver ou
explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto
Agostinho ressalta que os empregos “de moda” devem dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos,
evitados, pois “em nada contribuem para o real enriquecimento juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório,
de um idioma” e dá um exemplo: colocar em lugar de apresentar o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto
e assumir em lugar de responsabilizar-se: dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com
a transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto
– Vou colocar aqui um problema… informativo.

– Se der errado, eu assumo… Argumentativo: Os textos argumentativos, ao contrário, têm


por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista
Somam-se a esse caso, os parônimos e os homônimos do autor a respeito do assunto. Quando o texto, além de explicar,
(homógrafos e homófonos), já tratados em outra aula. ( tópico também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento,
jà tratado aqui) temos um texto dissertativo-argumentativo.
Exemplos: texto de opinião, carta do leitor, carta de
6. Adequação ao contexto solicitação, deliberação informal, discurso de defesa e acusação
(advocacia), resenha crítica, artigos de opinião ou assinados,
As situações textuais revelam-se nas relações desenvolvidas editorial.
entre as palavras do texto. Por exemplo, se há relação de causa
e efeito – tropeçar / cair; se há relação de finalidade – livro / Exposição: Apresenta informações sobre assuntos, expõe
estudar; se há relação de parte e todo – rei / xadrez; se há relação ideias, explica, avalia, reflete. Estrutura básica; ideia principal;
de sinonímia – aroma / perfume; se há relação de antonímia desenvolvimento; conclusão. Uso de linguagem clara. Ex:
– entrar / sair; se há relação de unidade e coletivo – livro / ensaios, artigos científicos, exposições,etc.
biblioteca; se há relação de objeto e ação – cadeira / sentar e se
há relação simbólica – pomba / paz. Injunção: Indica como realizar uma ação. É também
utilizado para predizer acontecimentos e comportamentos.
O uso do vocábulo fora de um desses critérios e até mesmo Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos são, na sua
em critério inadequado à situação será erro. maioria, empregados no modo imperativo. Há também o uso do

Língua Portuguesa 13
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futuro do presente. Ex: Receita de um bolo e manuais. Publicada em jornal ou revista destina-se à leitura diária
ou semanal e trata de acontecimentos cotidianos. A crônica se
Diálogo: é uma conversação estabelecida entre duas ou mais diferencia no jornal por não buscar exatidão da informação.
pessoas. Pode conter marcas da linguagem oral, como pausas e Diferente da notícia, que procura relatar os fatos que acontecem,
retomadas. a crônica os analisa, dá-lhes um colorido emocional, mostrando
aos olhos do leitor uma situação comum, vista por outro ângulo,
singular.
Entrevista: é uma conversação entre duas ou mais pessoas O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio,
(o entrevistador e o entrevistado), na qual perguntas são feitas um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor
pelo entrevistador para obter informação do entrevistado. Os é que faz com que, dentre os assuntos tratados, o cronista dê
repórteres entrevistam as suas fontes para obter declarações maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do
que validem as informações apuradas ou que relatem situações mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a
vividas por personagens. Antes de ir para a rua, o repórter recebe dia comuns nas grandes cidades.
uma pauta que contém informações que o ajudarão a construir Jornalismo e literatura: É assim que podemos dizer que
a matéria. Além das informações, a pauta sugere o enfoque a ser a crônica é uma mistura de jornalismo e literatura. De um
recebe a observação atenta da realidade cotidiana e do outro,
trabalhado assim como as fontes a serem entrevistadas. Antes da a construção da linguagem, o jogo verbal. Algumas crônicas são
entrevista o repórter costuma reunir o máximo de informações editadas em livro, para garantir sua durabilidade no tempo.
disponíveis sobre o assunto a ser abordado e sobre a pessoa que
será entrevistada. Munido deste material, ele formula perguntas Questão
que levem o entrevistado a fornecer informações novas e
relevantes. O repórter também deve ser perspicaz para perceber Velocidade do metrô supera muito a dos carros em SP
se o entrevistado mente ou manipula dados nas suas respostas,
fato que costuma acontecer principalmente com as fontes
oficiais do tema. Por exemplo, quando o repórter vai entrevistar Os trens da Companhia do Metropolitano de São Paulo
o presidente de uma instituição pública sobre um problema que (metrô) circulam com velocidade média até quatro vezes
está afetando o fornecimento de serviços à população, ele tende maior do que a dos carros nas ruas da metrópole. No horário
a evitar as perguntas e a querer reverter a resposta para o que de pico da noite, entre 17h e 20h, os usuários do transporte
considera positivo na instituição. É importante que o repórter público sobre trilhos deslocam-se a 32,4 quilômetros por hora
seja insistente. O entrevistador deve conquistar a confiança (km/h), em média. Enquanto isso, os paulistanos que estão
do entrevistado, mas não tentar dominá-lo, nem ser por ele atrás do volante trafegam a 7,6 km/h, quase no ritmo de um
dominado. Caso contrário, acabará induzindo as respostas ou pedestre.
perdendo a objetividade. Na manhã, entre 7h e 10h, os números sofrem algumas
As entrevistas apresentam com frequência alguns sinais de alterações. O carro melhora seu desempenho e atinge a
pontuação como o ponto de interrogação, o travessão, aspas, velocidade de uma bicicleta, 20,6 km/h. O metrô mantém os
reticências, parêntese e às vezes colchetes, que servem para dar 32,4 km/h, conforme mostram os dados obtidos pelo estado
ao leitor maior informações que ele supostamente desconhece. por meio da Lei de Acesso à Informação. As velocidades
O título da entrevista é um enunciado curto que chama a atenção dos carros foram medidas pela Companhia de Engenharia
do leitor e resume a ideia básica da entrevista. Pode estar todo em de Tráfego (CET) no corredor modelo da cidade – Avenidas
letra maiúscula e recebe maior destaque da página. Na maioria Eusébio Matoso e Rebouças e Rua da Consolação.
dos casos, apenas as preposições ficam com a letra minúscula. O Circulam diariamente pela cidade 4,2 milhões de
subtítulo introduz o objetivo principal da entrevista e não vem carros. O metrô paulistano recebe 4,7 milhões de
seguido de ponto final. É um pequeno texto e vem em destaque passageiros, provenientes de toda a região metropolitana.
também. A fotografia do entrevistado aparece normalmente Embora o metrô seja mais rápido, muitos paulistanos
na primeira página da entrevista e pode estar acompanhada preferem usar carro.
por uma frase dita por ele. As frases importantes ditas pelo Disponível em: <http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/
entrevistado e que aparecem em destaque nas outras páginas da velocidade-do-metro-upera-muito-a-dos-carros-em-sp>. Acesso em:
entrevista são chamadas de “olho”. 7/3/2014, com adaptações.

Crônica: Assim como a fábula e o enigma, a crônica é um 1. (SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO


gênero narrativo. Como diz a origem da palavra (Cronos é o deus PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL/DF – TÉCNICO EM
grego do tempo), narra fatos históricos em ordem cronológica, ELETRÔNICA – IADES/2014) Quanto à tipologia, o texto lido é,
ou trata de temas da atualidade. Mas não é só isso. Lendo esse predominantemente,
texto, você conhecerá as principais características da crônica, (A) descritivo, pois está voltado apenas para a representação
técnicas de sua redação e terá exemplos. das características dos trens do metrô e dos carros de São Paulo.
(B) narrativo, pois desenvolve uma sequência de
Uma das mais famosas crônicas da história da literatura luso- acontecimentos durante alguns períodos do dia em São Paulo.
brasileira corresponde à definição de crônica como “narração (C) dissertativo, pois apresenta e analisa dados sobre a
histórica”. É a “Carta de Achamento do Brasil”, de Pero Vaz de velocidade dos trens do metrô de São Paulo e a dos carros que
Caminha, na qual são narrados ao rei português, D. Manuel, o circulam pela metrópole.
descobrimento do Brasil e como foram os primeiros dias que (D) narrativo, pois relata episódios sobre os horários de pico
os marinheiros portugueses passaram aqui. Mas trataremos, de São Paulo.
sobretudo, da crônica como gênero que comenta assuntos do dia (E) dissertativo, pois apresenta e discute uma opinião sobre
a dia. Para começar, uma crônica sobre a crônica, de Machado a qualidade do serviço prestado pelo metrô de São Paulo.
de Assis:
Resposta
O nascimento da crônica 1. Resposta: C
O texto apresenta características da descrição, mas, como é
“Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. destacado no enunciado: predomina o dissertativo, analisando
É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando dados que dão ao autor base para argumentação.
as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente
sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos
atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e
da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a 3 Ortografia oficial: Emprego das
Petrópolis, e la glace est rompue está começada a crônica. (...)”
letras. Acentuação gráfica
(Machado de Assis. “Crônicas Escolhidas”. São Paulo: Editora
Ática, 1994)

Língua Portuguesa 14
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Ortografia Escreve-se com a letra E:

A palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orto - A sílaba final de formas dos verbos terminados em –uar:
“correto” e grafia “escrita” sendo a escrita correta das palavras da continue, habitue, pontue, etc.
língua portuguesa, obedecendo a uma combinação de critérios - A sílaba final de formas dos verbos terminados em –oar:
etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos abençoe, magoe, perdoe, etc.
(ligados aos fonemas representados). - As palavras formadas com o prefixo ante– (antes, anterior):
Somente a intimidade com a palavra escrita, é que acaba antebraço, antecipar, antedatar, antediluviano, antevéspera, etc.
trazendo a memorização da grafia correta. Deve-se também - Os seguintes vocábulos: Arrepiar, Cadeado, Candeeiro,
criar o hábito de consultar constantemente um dicionário. Cemitério, Confete, Creolina, Cumeeira, Desperdício, Destilar,
Disenteria, Empecilho, Encarnar, Indígena, Irrequieto,
Alfabeto Lacrimogêneo, Mexerico, Mimeógrafo, Orquídea, Peru, Quase,
Quepe, Senão, Sequer, Seriema, Seringa, Umedecer.
O alfabeto passou a ser formado por 26 letras. As letras “k”,
“w” e “y” não eram consideradas integrantes do alfabeto (agora Emprega-se a letra I:
são). Essas letras são usadas em unidades de medida, nomes
próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. - Na sílaba final de formas dos verbos terminados em –air/–
Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano. oer /–uir: cai, corrói, diminuir, influi, possui, retribui, sai, etc.
Vogais: a, e, i, o, u, y, w. - Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra):
Consoantes: b,c,d,f,g,h,j,k,l,m,n,p,q,r,s,t,v,w,x,z. antiaéreo, Anticristo, antitetânico, antiestético, etc.
Alfabeto: a,b,c,d,e,f,g,h,i,j,k,l,m,n,o,p,q,r,s,t,u,v,w,x,y,z. - Nos seguintes vocábulos: aborígine, açoriano, artifício,
artimanha, camoniano, Casimiro, chefiar, cimento, crânio, criar,
Observações: criador, criação, crioulo, digladiar, displicente, erisipela, escárnio,
A letra “Y” possui o mesmo som que a letra “I”, portanto, ela feminino, Filipe, frontispício, Ifigênia, inclinar, incinerar,
é classificada como vogal. inigualável, invólucro, lajiano, lampião, pátio, penicilina,
pontiagudo, privilégio, requisito, Sicília (ilha), silvícola, siri,
A letra “K” possui o mesmo som que o “C” e o “QU” nas terebintina, Tibiriçá, Virgílio.
palavras, assim, é considerada consoante. Exemplo: Kuait / Kiwi.
Grafam-se com a letra O: abolir, banto, boate, bolacha,
Já a letra “W” pode ser considerada vogal ou consoante, boletim, botequim, bússola, chover, cobiça, concorrência,
dependendo da palavra em questão, veja os exemplos: costume, engolir, goela, mágoa, mocambo, moela, moleque,
mosquito, névoa, nódoa, óbolo, ocorrência, rebotalho, Romênia,
No nome próprio Wagner o “W” possui o som de “V”, logo, é tribo.
classificado como consoante.
Grafam-se com a letra U: bulir, burburinho, camundongo,
Já no vocábulo “web” o “W” possui o som de “U”, classificando- chuviscar, cumbuca, cúpula, curtume, cutucar, entupir, íngua,
se, portanto, como vogal. jabuti, jabuticaba, lóbulo, Manuel, mutuca, rebuliço, tábua,
tabuada, tonitruante, trégua, urtiga.

Emprego da letra H Parônimos: Registramos alguns parônimos que se


diferenciam pela oposição das vogais /e/ e /i/, /o/ e /u/.
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor Fixemos a grafia e o significado dos seguintes:
fonético; conservou-se apenas como símbolo, por força da
etimologia e da tradição escrita. Grafa-se, por exemplo, hoje, área = superfície
porque esta palavra vem do latim hodie. ária = melodia, cantiga
arrear = pôr arreios, enfeitar
Emprega-se o H: arriar = abaixar, pôr no chão, cair
- Inicial, quando etimológico: hábito, hélice, herói, hérnia, comprido = longo
hesitar, haurir, etc. cumprido = particípio de cumprir
- Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh e nh: chave, comprimento = extensão
boliche, telha, flecha, companhia, etc. cumprimento = saudação, ato de cumprir
- Final e inicial, em certas interjeições: ah!, ih!, hem?, hum!, costear = navegar ou passar junto à costa
etc. custear = pagar as custas, financiar
- Algumas palavras iniciadas com a letra H: hálito, harmonia, deferir = conceder, atender
hangar, hábil, hemorragia, hemisfério, heliporto, hematoma, diferir = ser diferente, divergir
hífen, hilaridade, hipocondria, hipótese, hipocrisia, homenagear, delatar = denunciar
hera, húmus; dilatar = distender, aumentar
- Sem h, porém, os derivados baianos, baianinha, baião, descrição = ato de descrever
baianada, etc. discrição = qualidade de quem é discreto
emergir = vir à tona
Não se usa H: imergir = mergulhar
- No início de alguns vocábulos em que o h, embora emigrar = sair do país
etimológico, foi eliminado por se tratar de palavras que entraram imigrar = entrar num país estranho
na língua por via popular, como é o caso de erva, inverno, e emigrante = que ou quem emigra
Espanha, respectivamente do latim, herba, hibernus e Hispania. imigrante = que ou quem imigra
Os derivados eruditos, entretanto, grafam-se com h: herbívoro, eminente = elevado, ilustre
herbicida, hispânico, hibernal, hibernar, etc. iminente = que ameaça acontecer
recrear = divertir
Emprego das letras E, I, O e U recriar = criar novamente
soar = emitir som, ecoar, repercutir
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i/, suar = expelir suor pelos poros, transpirar
/o/ e /u/ nem sempre é nítida. É principalmente desse fato que sortir = abastecer
nascem as dúvidas quando se escrevem palavras como quase, surtir = produzir (efeito ou resultado)
intitular, mágoa, bulir, etc., em que ocorrem aquelas vogais. sortido = abastecido, bem provido, variado
surtido = produzido, causado

Língua Portuguesa 15
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vadear = atravessar (rio) por onde dá pé, passar a vau excelso, excêntrico, excepcional, excesso, excessivo, exceto,
vadiar = viver na vadiagem, vagabundear, levar vida de vadio excitar, etc.

Emprego das letras G e J Homônimos

Para representar o fonema /j/ existem duas letras; g e j. acento = inflexão da voz, sinal gráfico
Grafa-se este ou aquele signo não de modo arbitrário, mas de assento = lugar para sentar-se
acordo com a origem da palavra. Exemplos: gesso (do grego acético = referente ao ácido acético (vinagre)
gypsos), jeito (do latim jactu) e jipe (do inglês jeep). ascético = referente ao ascetismo, místico
cesta = utensílio de vime ou outro material
Escrevem-se com G: sexta = ordinal referente a seis
círio = grande vela de cera
- Os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: sírio = natural da Síria
garagem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, cismo = pensão
lanugem. Exceção: pajem sismo = terremoto
- As palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: empoçar = formar poça
contágio, estágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio. empossar = dar posse a
- Palavras derivadas de outras que se grafam com g: incipiente = principiante
massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem), insipiente = ignorante
ferruginoso (de ferrugem), engessar (de gesso), faringite (de intercessão = ato de interceder
faringe), selvageria (de selvagem), etc. interseção = ponto em que duas linhas se cruzam
- Os seguintes vocábulos: algema, angico, apogeu, auge, ruço = pardacento
estrangeiro, gengiva, gesto, gibi, gilete, ginete, gíria, giz, russo = natural da Rússia
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, sugestão,
tangerina, tigela. Emprego de S com valor de Z

Escrevem-se com J: - Adjetivos com os sufixos –oso, -osa: gostoso, gostosa,


gracioso, graciosa, teimoso, teimosa, etc.
- Palavras derivadas de outras terminadas em –já: laranja - Adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa: português,
(laranjeira), loja (lojista, lojeca), granja (granjeiro, granjense), portuguesa, inglês, inglesa, milanês, milanesa, etc.
gorja (gorjeta, gorjeio), lisonja (lisonjear, lisonjeiro), sarja - Substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino
(sarjeta), cereja (cerejeira). –esa: burguês, burguesa, burgueses, camponês, camponesa,
- Todas as formas da conjugação dos verbos terminados em camponeses, freguês, freguesa, fregueses, etc.
–jar ou –jear: arranjar (arranje), despejar (despejei), gorjear - Verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s:
(gorjeia), viajar (viajei, viajem) – (viagem é substantivo). analisar (de análise), apresar (de presa), atrasar (de atrás),
- Vocábulos cognatos ou derivados de outros que têm j: laje extasiar (de êxtase), extravasar (de vaso), alisar (de liso), etc.
(lajedo), nojo (nojento), jeito (jeitoso, enjeitar, projeção, rejeitar, - Formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: pus,
sujeito, trajeto, trejeito). pusemos, compôs, impuser, quis, quiseram, etc.
- Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi- - Os seguintes nomes próprios de pessoas: Avis, Baltasar,
guarani) ou africana: canjerê, canjica, jenipapo, jequitibá, Brás, Eliseu, Garcês, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa,
jerimum, jiboia, jiló, jirau, pajé, etc. Queirós, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás, Valdês.
- As seguintes palavras: alfanje, alforje, berinjela, cafajeste, - Os seguintes vocábulos e seus cognatos: aliás, anis, arnês,
cerejeira, intrujice, jeca, jegue, Jeremias, Jericó, Jerônimo, jérsei, ás, ases, através, avisar, besouro, colisão, convés, cortês, cortesia,
jiu-jítsu, majestade, majestoso, manjedoura, manjericão, ojeriza, defesa, despesa, empresa, esplêndido, espontâneo, evasiva, fase,
pegajento, rijeza, sabujice, sujeira, traje, ultraje, varejista. frase, freguesia, fusível, gás, Goiás, groselha, heresia, hesitar,
- Atenção: Moji, palavra de origem indígena, deve ser escrita manganês, mês, mesada, obséquio, obus, paisagem, país, paraíso,
com J. Por tradição algumas cidades de São Paulo adotam a pêsames, pesquisa, presa, presépio, presídio, querosene, raposa,
grafia com G, como as cidades de Mogi das Cruzes e Mogi-Mirim. represa, requisito, rês, reses, retrós, revés, surpresa, tesoura,
tesouro, três, usina, vasilha, vaselina, vigésimo, visita.
Representação do fonema /S/
Emprego da letra Z
O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por:
- Os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita:
- C, Ç: acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, cimento, cafezal, cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita, etc.
dança, dançar, contorção, exceção, endereço, Iguaçu, maçarico, - Os derivados de palavras cujo radical termina em –z:
maçaroca, maço, maciço, miçanga, muçulmano, muçurana, cruzeiro (de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar (de vazio), etc.
paçoca, pança, pinça, Suíça, suíço, vicissitude. - Os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cognatas:
- S: ânsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado, fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização, etc.
descansar, descanso, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia, - Substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos
pretensão, pretensioso, propensão, remorso, sebo, tenso, e denotando qualidade física ou moral: pobreza (de pobre),
utensílio. limpeza (de limpo), frieza (de frio), etc.
- SS: acesso, acessório, acessível, assar, asseio, assinar, - As seguintes palavras: azar, azeite, azáfama, azedo, amizade,
carrossel, cassino, concessão, discussão, escassez, escasso, aprazível, baliza, buzinar, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, prezar,
essencial, expressão, fracasso, impressão, massa, massagista, prezado, proeza, vazar, vizinho, xadrez.
missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego, procissão,
profissão, profissional, ressurreição, sessenta, sossegar, sossego, Sufixo –ÊS e –EZ
submissão, sucessivo.
- SC, SÇ: acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, - O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes
consciente, crescer, cresço, descer, desço, desça, disciplina, substantivos) derivados de substantivos concretos: montês (de
discípulo, discernir, fascinar, florescer, imprescindível, monte), cortês (de corte), burguês (de burgo), montanhês (de
néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscetível, montanha), francês (de França), chinês (de China), etc.
suscetibilidade, suscitar, víscera. - O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos
- X: aproximar, auxiliar, auxílio, máximo, próximo, derivados de adjetivos: aridez (de árido), acidez (de ácido),
proximidade, trouxe, trouxer, trouxeram, etc. rapidez (de rápido), estupidez (de estúpido), mudez (de mudo)
- XC: exceção, excedente, exceder, excelência, excelente, avidez (de ávido) palidez (de pálido) lucidez (de lúcido), etc.

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Sufixo –ESA e –EZA Cocha = recipiente de madeira
Coxa = capenga, manco
Usa-se –esa (com s): Tacha = mancha, defeito; pequeno prego; prego de cabeça
- Nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados larga e chata, caldeira
em –ender: defesa (defender), presa (prender), despesa Taxa = imposto, preço de serviço público, conta, tarifa
(despender), represa (prender), empresa (empreender), Chá = planta da família das teáceas; infusão de folhas do chá
surpresa (surpreender), etc. ou de outras plantas
- Nos substantivos femininos designativos de títulos Xá = título do soberano da Pérsia (atual Irã)
nobiliárquicos: baronesa, dogesa, duquesa, marquesa, princesa, Cheque = ordem de pagamento
consulesa, prioresa, etc. Xeque = no jogo de xadrez, lance em que o rei é atacado por
- Nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: uma peça adversária
burguesa (de burguês), francesa (de francês), camponesa (de
camponês), milanesa (de milanês), holandesa (de holandês), etc. Consoantes dobradas
- Nas seguintes palavras femininas: framboesa, indefesa,
lesa, mesa, sobremesa, obesa, Teresa, tesa, toesa, turquesa, etc. - Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes C,
R, S.
Usa-se –eza (com z): - Escreve-se com CC ou CÇ quando as duas consoantes soam
- Nos substantivos femininos abstratos derivados de distintamente: convicção, occipital, cocção, fricção, friccionar,
adjetivos e denotando qualidade, estado, condição: beleza (de facção, sucção, etc.
belo), franqueza (de franco), pobreza (de pobre), leveza (de - Duplicam-se o R e o S em dois casos: Quando,
leve), etc. intervocálicos, representam os fonemas /r/ forte e /s/
sibilante, respectivamente: carro, ferro, pêssego, missão, etc.
Verbos terminados em –ISAR e -IZAR Quando a um elemento de composição terminado em vogal
seguir, sem interposição do hífen, palavra começada com /r/
Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes ou /s/: arroxeado, correlação, pressupor, bissemanal, girassol,
correspondentes termina em –s. Se o radical não terminar em minissaia, etc.
–s, grafa-se –izar (com z): avisar (aviso + ar), analisar (análise
+ ar), alisar (a + liso + ar), bisar (bis + ar), catalisar (catálise CÊ - cedilha
+ ar), improvisar (improviso + ar), paralisar (paralisia + ar),
pesquisar (pesquisa + ar), pisar, repisar (piso + ar), frisar (friso É a letra C que se pôs cedilha. Indica que o Ç passa a ter som
+ ar), grisar (gris + ar), anarquizar (anarquia + izar), civilizar de /S/: almaço, ameaça, cobiça, doença, eleição, exceção, força,
(civil + izar), canalizar (canal + izar), amenizar (ameno + izar), frustração, geringonça, justiça, lição, miçanga, preguiça, raça.
colonizar (colono + izar), vulgarizar (vulgar + izar), motorizar Nos substantivos derivados dos verbos: ter e torcer e seus
(motor + izar), escravizar (escravo + izar), cicatrizar (cicatriz + derivados: ater, atenção; abster, abstenção; reter, retenção;
izar), deslizar (deslize + izar), matizar (matiz + izar). torcer, torção; contorcer, contorção; distorcer, distorção.
O Ç só é usado antes de A, O, U.
Emprego do X
Emprego das iniciais maiúsculas
- Esta letra representa os seguintes fonemas:
- A primeira palavra de período ou citação. Diz um provérbio
Ch – xarope, enxofre, vexame, etc. árabe: “A agulha veste os outros e vive nua”. No início dos versos
CS – sexo, látex, léxico, tóxico, etc. que não abrem período é facultativo o uso da letra maiúscula.
Z – exame, exílio, êxodo, etc. - Substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos,
SS – auxílio, máximo, próximo, etc. nomes sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes,
S – sexto, texto, expectativa, extensão, etc. Brasil, Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã,
Minerva, Via-Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.
- Não soa nos grupos internos –xce- e –xci-: exceção, exceder, - Nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas
excelente, excelso, excêntrico, excessivo, excitar, inexcedível, etc. religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência
- Grafam-se com x e não com s: expectativa, experiente, do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
expiar, expirar, expoente, êxtase, extasiado, extrair, fênix, texto, - Nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da
etc. República, etc.
- Escreve-se x e não ch: Em geral, depois de ditongo: caixa, - Nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja,
baixo, faixa, feixe, frouxo, ameixa, rouxinol, seixo, etc. Excetuam- Nação, Estado, Pátria, União, República, etc.
se caucho e os derivados cauchal, recauchutar e recauchutagem. - Nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos,
Geralmente, depois da sílaba inicial en-: enxada, enxame, agremiações, órgãos públicos, etc: Rua do Ouvidor, Praça da Paz,
enxamear, enxaguar, enxaqueca, enxergar, enxerto, enxoval, Academia Brasileira de Letras, Banco do Brasil, Teatro Municipal,
enxugar, enxurrada, enxuto, etc. Excepcionalmente, grafam- Colégio Santista, etc.
se com ch: encharcar (de charco), encher e seus derivados - Nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas,
(enchente, preencher), enchova, enchumaçar (de chumaço), literárias e científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina,
enfim, toda vez que se trata do prefixo en- + palavra iniciada Arquitetura, Os Lusíadas, O Guarani, Dicionário Geográfico
por ch. Em vocábulos de origem indígena ou africana: abacaxi, Brasileiro, Correio da Manhã, Manchete, etc.
xavante, caxambu, caxinguelê, orixá, maxixe, etc. Nas seguintes - Expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente,
palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.
lixo, mexer, mexerico, puxar, rixa, oxalá, praxe, vexame, xarope, - Nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os
xaxim, xícara, xale, xingar, xampu. povos do Oriente, o falar do Norte. Mas: Corri o país de norte
Emprego do dígrafo CH a sul. O Sol nasce a leste.
- Nomes comuns, quando personificados ou individuados: o
Escreve-se com ch, entre outros os seguintes vocábulos: Amor, o Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc.
bucha, charque, charrua, chavena, chimarrão, chuchu, cochilo,
fachada, ficha, flecha, mecha, mochila, pechincha, tocha. Emprego das iniciais minúsculas

Homônimos - Nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes


gentílicos, nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais,
Bucho = estômago carnaval, ingleses, ave-maria, um havana, etc.
Buxo = espécie de arbusto - Os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando

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empregados em sentido geral: São Pedro foi o primeiro papa. Apreender: prender: O fiscal apreendeu a carteirinha do
Todos amam sua pátria. menino.
- Nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o
rio Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc. À toa: é uma locução adverbial de modo, equivale a
- Palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação (inutilmente, sem razão): Andava à toa pela rua.
direta: “Qual deles: o hortelão ou o advogado?”; “Chegam os À toa: é um adjetivo (refere-se a um substantivo), equivale
magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, mirra”. a (inútil, desprezível). Foi uma atitude à toa e precipitada. (até
- No interior dos títulos, as palavras átonas, como: o, a, com, 01/01/2009 era grafada: à-toa)
de, em, sem, grafam-se com inicial minúscula.
Baixar: os preços quando não há objeto direto; os preços
Algumas palavras ou expressões costumam apresentar funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos
dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar supermercados. Vamos comemorar, pessoal!
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente incorporar (sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto) da
tais palavras certas em situações apropriadas. gasolina.
A anos: a indica tempo futuro: Daqui a um ano iremos à
Europa. Bebedor: é a pessoa que bebe: Tornei-me um grande
Há anos: há indica tempo passado: não o vejo há meses. bebedor de vinho.
Bebedouro: é o aparelho que fornece água. Este bebedouro
“Procure o seu caminho está funcionando bem.
Eu aprendi a andar sozinho
Isto foi há muito tempo atrás Bem-Vindo: é um adjetivo composto: Você é sempre bem
Mas ainda sei como se faz vindo aqui, jovem.
Minhas mãos estão cansadas Benvindo: é nome próprio: Benvindo é meu colega de classe.
Não tenho mais onde me agarrar.”
(gravação: Nenhum de Nós) Boêmia/Boemia: são formas variantes (usadas
normalmente): Vivia na boêmia/boemia.
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo. Botijão/Bujão de gás: ambas formas corretas: Comprei um
botijão/bujão de gás.
Acerca de: equivale a (a respeito de): Falávamos acerca de
uma solução melhor. Câmara: equivale ao local de trabalho onde se reúnem os
Há cerca de: equivale a (faz tempo). Há cerca de dias vereadores, deputados: Ficaram todos reunidos na Câmara
resolvemos este caso. Municipal.
Câmera: aparelho que fotografa, tira fotos: Comprei uma
Ao encontro de: equivale (estar a favor de): Sua atitude vai ao câmera japonesa.
encontro da verdade.
De encontro a: equivale a (oposição, choque): Minhas opiniões Champanha/Champanhe (do francês): O champanha/
vão de encontro às suas. champanhe está bem gelado.

A fim de: locução prepositiva que indica (finalidade): Vou a Cessão: equivale ao ato de doar, doação: Foi confirmada a
fim de visitá-la. cessão do terreno.
Afim: é um adjetivo e equivale a (igual, semelhante): Somos Sessão: equivale ao intervalo de tempo de uma reunião: A
almas afins. sessão do filme durou duas horas.
Seção/Secção: repartição pública, departamento: Visitei hoje
Ao invés de: equivale (ao contrário de): Ao invés de falar a seção de esportes.
começou a chorar (oposição).
Em vez de: equivale a (no lugar de): Em vez de acompanhar- Demais: é advérbio de intensidade, equivale a muito, aparece
me, ficou só. intensificando verbos, adjetivos ou o próprio advérbio. Vocês
falam demais, caras!
Faça você a sua parte, ao invés de ficar me cobrando! Demais: pode ser usado como substantivo, seguido de artigo,
Quantas vezes usamos “ao invés de” quando queremos dizer equivale a os outros. Chamaram mais dez candidatos, os demais
“no lugar de”! devem aguardar.
Contudo, esse emprego é equivocado, uma vez que “invés” De mais: é locução prepositiva, opõe-se a de menos, refere-se
significa “contrário”, “inverso”. Não que seja absurdamente sempre a um substantivo ou a um pronome: Não vejo nada de
errado escrever “ao invés de” em frases que expressam sentido mais em sua decisão.
de “em lugar de”, mas é preferível optar por “em vez de”.
Observe: Em vez de conversar, preferiu Dia a dia: é um substantivo, equivale a cotidiano, diário, que
gritar para a escola inteira ouvir! (em lugar de) faz ou acontece todo dia. Meu dia a dia é cheio de surpresas. (até
Ele pediu que fosse embora ao invés de ficar e discutir o caso. 01/01/2009, era grafado dia-a-dia)
(ao contrário de) Dia a dia: é uma expressão adverbial, equivale a diariamente.
Use “ao invés de” quando quiser o significado de “ao O álcool aumenta dia a dia. Pode isso?
contrário de”, “em oposição a”, “avesso”, “inverso”.
Use “em vez de” quando quiser um sentido de “no lugar de” Descriminar: equivale a (inocentar, absolver de crime). O réu
ou “em lugar de”. No entanto, pode assumir o significado de “ao foi descriminado; pra sorte dele.
invés de”, sem problemas. Porém, o que ocorre é justamente o Discriminar: equivale a (diferençar, distinguir, separar). Era
contrário, coloca-se “ao invés de” onde não poderia. impossível discriminar os caracteres do documento. Cumpre
discriminar os verdadeiros dos falsos valores. /Os negros ainda
A par: equivale a (bem informado, ciente): Estamos a par das são discriminados.
boas notícias.
Ao par: indica relação (de igualdade ou equivalência entre Descrição: ato de descrever: A descrição sobre o jogador foi
valores financeiros – câmbio): O dólar e o euro estão ao par. perfeita.
Discrição: qualidade ou caráter de ser discreto, reservado:
Aprender: tomar conhecimento de: O menino aprendeu a Você foi muito discreto.
lição.

Língua Portuguesa 18
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Entrega em domicílio: equivale a lugar: Fiz a entrega em Nem um: equivale a nem um sequer, nem um único; a palavra
domicílio. “um” expressa quantidade: Nem um filho de Deus apareceu para
Entrega a domicílio com verbos de movimento: Enviou as ajudá-la.
compras a domicílio. Nenhum: pronome indefinido variável em gênero e número;
vem antes de um substantivo, é oposto de algum: Nenhum jornal
As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” divulgou o resultado do concurso.
são muito recorrentes em restaurantes, na propaganda televisa,
no outdoor, no folder, no panfleto, no catálogo, na fala. Convivem Obrigada: As mulheres devem dizer: muito obrigada, eu
juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma mesma, eu própria.
forma, com um mesmo sentido. No entanto, quando falamos de Obrigado: Os homens devem dizer: muito obrigado, eu
gramática normativa, temos que ter cuidado, pois “a domicílio” mesmo, eu próprio.
não é aceita. Por quê? A regra estabelece que esta última locução
adverbial deve ser usada nos casos de verbos que indicam Onde: indica o lugar em que se está; refere-se a verbos que
movimento, como: levar, enviar, trazer, ir, conduzir, dirigir-se. exprimem estado, permanência: Onde fica a farmácia mais
próxima?
Portanto, “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. Aonde: ideia de movimento; equivale (para onde) somente
Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos com verbo de movimento desde que indique deslocamento, ou
sem noção de movimento: entregar, dar, cortar, fazer. seja, a+onde. Aonde vão com tanta pressa?

A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria “Pode seguir a tua estrada
movimento? De acordo com a gramática purista não, uma vez o teu brinquedo de estar
que quem entrega, entrega algo em algum lugar. fantasiando um segredo
Porém, há aqueles que afirmam que este verbo indica sim o ponto aonde quer chegar...”
movimento, pois quem entrega se desloca de um lugar para
outro. (gravação: Barão Vermelho)
Contudo, obedecendo às normas gramaticais, devemos usar
“entrega em domicílio”, nos atentando ao fato de que a finalidade Por ora: equivale a “por este momento”, “por enquanto”: Por
é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma ora chega de trabalhar.
pessoa. Por hora: locução equivale a “cada sessenta minutos”: Você
deve cobrar por hora.
Espectador: é aquele que vê, assiste: Os espectadores se
fartaram da apresentação. Emprego do Porquê
Expectador: é aquele que está na expectativa, que espera
alguma coisa: O expectador aguardava o momento da chamada.
Orações
Estada: permanência de pessoa (tempo em algum lugar): A Interrogativas
Exemplo:
estada dela aqui foi gratificante. (pode ser
Por que devemos nos preocupar
Estadia: prazo concedido para carga e descarga de navios substituído por:
com o meio ambiente?
ou veículos: A estadia do carro foi prolongada por mais algumas por qual motivo,
semanas. Por Que por qual razão)
Exemplo:
Fosforescente: adjetivo derivado de fósforo; que brilha no
escuro: Este material é fosforescente. Equivalendo a Os motivos por que não respondeu
Fluorescente: adjetivo derivado de flúor, elemento químico, “pelo qual” são desconhecidos.
refere-se a um determinado tipo de luminosidade: A luz branca Exemplos:
do carro era fluorescente. Final de frases Você ainda tem coragem de
e seguidos de perguntar por quê?
Haja - do verbo haver - É preciso que não haja descuido. Por Quê
Aja - do verbo agir - Aja com cuidado, Carlinhos. pontuação Você não vai? Por quê?
Não sei por quê!
Houve: pretérito perfeito do verbo haver, 3ª pessoa do Exemplos:
singular. Conjunção
A situação agravou-se porque
Ouve: presente do indicativo do verbo ouvir, 3ª pessoa do que indica
ninguém reclamou.
singular. explicação ou
Ninguém mais o espera, porque ele
causa
Porque sempre se atrasa.
Levantar: é sinônimo de erguer: Ginês, meu estimado
cunhado, levantou sozinho a tampa do poço. Conjunção de
Levantar-se: pôr de pé: Luís e Diego levantaram-se cedo e, Finalidade – Exemplos:
dirigiram-se ao aeroporto. equivale a “para Não julgues porque não te
que”, “a fim de julguem.
Mal: advérbio de modo, equivale a erradamente, é oposto que”.
de bem: Dormi mal. (bem). Equivale a nocivo, prejudicial,
Função de
enfermidade; pode vir antecedido de artigo, adjetivo ou pronome:
A comida fez mal para mim. Seu mal é crer em tudo. Conjunção substantivo
Exemplos:
subordinativa temporal, equivale a assim que, logo que: Mal – vem
Não é fácil encontrar o porquê de
chegou começou a chorar desesperadamente. acompanhado
Porquê toda confusão.
Mau: adjetivo, equivale a ruim, oposto de bom; plural=maus; de artigo ou
Dê-me um porquê de sua saída.
feminino=má. Você é um mau exemplo (bom). Substantivo: Os pronome
maus nunca vencem.

Mas: conjunção adversativa (ideia contrária), equivale a 1. Por que (pergunta)


porém, contudo, entretanto: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. 2. Porque (resposta)
Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos: 3. Por quê (fim de frase: motivo)
Há mais flores perfumadas no campo. 4. O Porquê (substantivo)

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Emprego de outras palavras IV. Há diferença entre as formas por “gilete” ser a designação
de qualquer lâmina descartável de barbear e “Gillette”, uma
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa lâmina descartável de uma marca específica.
nenhuma senão criticar.
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais Estão corretas apenas as afirmativas
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá (A) I e III.
desta situação crítica. (B) II e III.
(C) II e IV.
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não (D) III e IV.
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão 03. (CRF-SC - Operador de Computador - IESES)
pouco esta semana.
Pra que serve um vereador?
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.
Traz - do verbo trazer. por César Cerqueira
Disponível em Http://revistagalileu.globo.com/Revista/
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. Common/0
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está EMI3171-1-PRA+QUE+SERVE+UM+VEREADOR. Html/Acesso
vultuosa e deformada. em 06 de outubro de 2012.
Questões
(...) Mas se o prefeito e seus secretários planejam e coordenam
01. (TJ/SP - Assistente Social - VUNESP). Assinale a toda a administração da cidade, o que sobra ao vereador, esse
alternativa em que todas as palavras estão grafadas segundo a cargo que em 2012 será disputado por 440 mil pessoas? (Há
ortografia oficial. mais candidatos a vereador do que a soma de budistas e judeus
(A) Diante da paralização das atividades dos agentes dos no Brasil segundo o Censo de 2010).
correios, pede-se a compreenção de todos, pois ouve exceções A constituição de 1988 ajudou a defninir a função desses
na distribuição dos processos. políticos, apontando suas competências genéricas. Segundo
(B) O revesamento dos funcionarios entre o Natal e o a Carta, as principais são legislar e fiscalizar. As leis que eles
Ano Novo será feito mediante sorteio, para que não ocorra redigem e aprovam não podem contrariar as das esferas
descriminação. superiores (estadual e federal), mas podem regulamentar
(C) Durante o período de recessão, os chefes serão algumas coisas importantes, como restrições a fumo em locais e
encumbidos de controlar a imissão de faxes e copias xerox. regras para venda de carne moída. Mas outras nem tanto, como
(D) A concessão de férias obedece a critérios legais, o mesmo o nome novo daquela rua que você nem sabe que existe. Na área
ocorrendo com os casos de rescisão contratual. de fiscalização, cabe a eles acompanhar gastos do município,
(E) É certo que os cuidados com o educando devem dobrar avaliar ações do prefeito e cobrar trasnparência. Além disso,
durante a adolecencia, para que o jovem haja sempre de acordo eles devem atuar como administradores das próprias Câmaras,
com a lei. e às vezes até como juízes, ao processar e julgar o prefeito e os
próprios colegas em caso de irregularidades. Isso é o que diz a
02. (CIAAR - Capelão Militar Católico - CIAAR) lei.
No dia a dia, porém, a atividade que toma mais tempo
O “gilete” dos tablets dos vereadores é o atendimento de pedidos dos indivíduos,
comunidades e outros grupos de eleições. Sabe aquelas faixas
Num mundo capitalista como este em que vivemos, onde que dizem “Obrigado, vereador Fulano, por trazer o asfalto à
as empresas concorrem para posicionar suas marcas e fixar comunidade da Vila Ribeirinha”? Pode ser asfalto, mas também
logotipos e slogans na cabeça dos consumidores, a síndrome do pode ser emprego, remédios, óculos, dinheiro para pagar contas,
“Gillette” pode ser decisiva para a perpetuação de um produto. É material de construção. Ou seja, atender a demandas específicas
isso que preocupa a concorrência do iPad, tablet da Apple. e imediatas, sejam individuais ou coletivas. Isso é o que a maioria
Assim como a marca de lâminas de barbear tornou-se dos vereadores tenta fazer – até porque é justamente isso que os
sinônimo de toda a categoria de barbeadores, eclipsando o eleitores esperam dele.
nome das marcas que ofereciam produtos similares, o mesmo Uma pesquisa publicada pelo luperj (Instituto Universitário
pode estar acontecendo com o tablet lançado por Steve Jobs. O de Pesquisa do rio de Janeiro) em 2009 mostra como um
maior temor do mercado é que as pessoas passem a se referir vereador da zona oeste do Rio construiu sua fama a partir da
aos tablets como “iPad” em geral, dizendo “iPad da Samsung” ou manutenção de “centros sociais” privados, com 80 funcionários
“iPad da Motorola”, e assim por diante. cada um, que ofereciam desde cursos de lambaeróbica até
[...] O mesmo se deu com os lenços Kleenex, os curativos Band- consultas médicas e jurídicas. O Brasil está cheio de exemplos
aid e as fotocopiadoras Xerox. Resta saber se os consumidores se assim. E como esas atividades não estão proibidas em lei – ao
habituarão com outros nomes para produto tecnológico. menos fora do período eleitoral -, é complicado dizer se isso é
certo ou errado.
Disponível em: http//revistalingua.uol.com.br/textos/blog- “Medir o clientelismo, a troca de benefícios entre pessoas
edgard/o-gilete-dos-tablets-260395-1.asp – Adaptado. com diferentes níveis de poder, é muito difícil. A fronteira ética
neste caso é muito borrada, porque, por mais que isso possa ter
No texto I, a palavra “gilete” (com inicial minúscula e apenas uma conotação negativa, o vereador é importante como canal
uma letra “L” na segunda sílaba) compõe o título, ao passo para resolver problemas pontuais da população”, diz Felix Lopez,
que no primeiro parágrafo tem-se a forma “Gillette” (com cientísta político do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica
inicial maiúscula e duas letras “L” na segunda sílaba). Julgue as Aplicada). Ele lembra que, afinal, esse é o representante político
afirmativas a respeito dessa diferença. mais acessível ao cidadão comum.
“A maioria dos eleitores acha inadequado o vereador dizer:
I. A diferença de grafia entre as duas formas é fruto de um “Meu papel é legislar e fiscalizar e não vou fazer isso que você
erro de ortografia. está me pedindo”, afirma Lopez, coautor de um estudo que
II. A diferença de grafia se dá devido “gilete”, do título, ser analisou em detalhes a rotina de vereadores de 12 cidades
um nome comum e “Gillette”, do primeiro parágrafo, um nome de Minas Gerais. Quando questionados sobre o que era mais
próprio. importante em seu trabalho, 60% deles responderam que era
III. Há diferença entre as formas por “Gillette” ser parte “atender a pedidos individuais ou coletivos de eleitores” (...).
do nome de um problema recorrente em economia chamado Não por acaso, 44% deles disseram que essa era a atividade que
síndrome do “Gillette”. mais ocupa seu tempo de trabalho.

Língua Portuguesa 20
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No estudo, os autores apontam três fatores que ajudam (A) têm – ascensão – vem – desastrosas
a explicar esse perfil assistencialista do vereador. Um deles (B) tem – ascenção – vêm – desastrozas
é a natureza quase amadora da gestão municipal brasileira, (C) têm – ascensão – vem – desastrozas
baseada em redes de contato pessoal. Outro seria o tamanho (D) têm – ascenção – veem – desastrozas
relativamente pequeno dos municípios no país – nos 89% com (E) tem – ascenção – vêm – dezastrosas
menos de 50 mil habitantes, não existe mesmo tanta coisa sobre o
que legislar. Inclusive, a maior parte das câmaras nessas cidades 05. (IFC - Auxiliar administrativo - IFC). Assinale a opção
só tem uma ou duas sessões por semana. A última explicação em que todas as palavras são vocábulos de sentidos iguais ou
seria o poder reduzido desses políticos: questões importantes, aproximados:
como a definição do orçamento, acabam na mão dos prefeitos.
Para compensar e mostrar serviço na Câmara, os vereadores (A) Escopo; Intento; Mira; Tronco.
acabam sugerindo e aprovando um grande volume de leis que (B) Adiado; Adiantado; Delongado; Moroso.
pouco ajudam a vida do cidadão (...) (C) Dúctil; Madeira; Lenha; Brando.
(D) Branco; Níveo; Cândido; Alvo.
Analise as proposições a seguir e em seguida assinale a (E) Tangerina; Bergamota; Jambo; Mexerica.
alternativa correta:
I. O termo “isso”, destacado no terceiro parágrafo, retoma 06. (TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário - Prova versão
a expressão “pode ser asfalto, mas também pode ser emprego, 1 - VUNESP)
remédio, óculos, dinheiro para pagar contas, material de
construção”. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até
II. No trecho: “Há mais candidatos a vereador do que a soma sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
de budistas” temos a presença de palavras parônimas. ........................ praticar atividade física..........................benefícios
III. Em: “consultas médicas e jurídicas”, as duas palavras para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
acentuadas recebem acento pelo mesmo motivo. terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
IV. O emprego dos parênteses no final do 1º parágrafo tem a .......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
função de indicar possibilidade alternativa de leitura. avanço da idade.
(A) Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas.
(B) Apenas as assertivas II e III estão corretas. (Ciência Hoje, março de 2012)
(C) Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
(D) Apenas a assertiva III está correta. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
respectivamente, com:
04. (MPE-RS - Técnico em Informática - Sistemas - MPE) (A) porque … trás … previnir
(B) porque … traz … previnir
A empresa de segurança móvel LookOut afirmou nesta (C) porquê … tras … previnir
segunda-feira que algumas redes de publicidade recolheram (D) por que … traz … prevenir
secretamente informações pessoais de usuários de aplicativos (E) por quê … tráz … prevenir
durante o ano passado e agora ________ acesso a milhões de
smartphones em todo o mundo. Segundo a LookOut, essas Respostas
práticas não regulamentadas estão em ________. Por essa razão,
urge que desenvolvedores de aplicativos e anunciantes se 01. Resposta D
unam na busca de soluções para que o consumidor não fique a) Diante da paralização das atividades dos agentes dos
vulnerável a esse tipo de invasão. A empresa afirma que mais correios, pede-se a compreenção de todos, pois ouve exceções na
de 80 milhões de aplicativos que foram baixados carregam uma distribuição dos processos. (paralisação - compreensão - houve)
forma de anúncios invasivos que podem pegar os dados pessoais b) O revesamento dos funcionarios entre o Natal e o Ano Novo
dos usuários a partir de telefones ou instalar software sem o será feito mediante sorteio, para que não ocorra descriminação.
conhecimento deles. Algumas redes mais agressivas conseguem (revezamento - funcionários - discriminação)
até mesmo coletar endereços de e-mail ou números de telefone c) Durante o período de recessão, os chefes serão encumbidos
de controlar a imissão de faxes e copias xerox. (incumbidos -
sem a permissão do usuário. emissão - cópias)
As redes de publicidade atuam como intermediárias, ligando d) A concessão de férias obedece a critérios legais, o mesmo
um grande número de anunciantes com editores de mídia. Os ocorrendo com os casos de rescisão contratual.
casos estão crescendo especialmente a partir da expansão da e) É certo que os cuidados com o educando devem dobrar
plataforma Android, do Google, onde aplicativos como o Angry durante a adolecencia, para que o jovem haja sempre de acordo
Birds são distribuídos gratuitamente e financiados por meio de com a lei. (adolescência - aja)
anúncios. As empresas de publicidade estão acompanhando de
perto como o setor de anúncios móveis ________ representando 02. Resposta C
uma oportunidade para novos fluxos de receita. Todavia, com A palavra “gilete” significa apenas uma lâmina de barbear, já
consumidores cada vez mais conscientes das questões de a palavra “Gillette” está diretamente relacionada a uma marca
privacidade, algumas dizem que práticas agressivas como essas de lâminas de barbear, escreve-se com letra maiúscula porque
poderiam ser ________ para o aumento da comercialização de trata-se de um nome próprio.
smartphones. “Estamos vivendo os primórdios da publicidade
móvel, e os modelos são muito similares aos da web, onde as 03. Resposta D
práticas não são muito respeitosas”, disse Anne Bezançon, As palavras a e há são HOMÓFONAS (Homo: IGUAIS; Fonas:
presidente da Placecast, que fornece serviços baseados SOM) ou seja, tem GRAFIAS DIFERENTES mas possuem o
em localização de marketing, mas garante não vender as MESMO SOM. O Há descrito no texto vem do verbo Haver, no
informações de seus 10 milhões de clientes. A experiência móvel sentido de existir. e o “a” não é considerado uma palavra e sim é
é muito mais íntima e pessoal — um telefone é como se fosse um artigo! Por isso a opção 2 está errada. Parônimos comparam
uma extensão da pessoa. É o equivalente a alguém sussurrar em palavras, e não palavras e conjunções, palavras e artigo, etc.
seu ouvido”, afirma Bezançon.
04. Resposta A
Adaptado de:< http://oglobo.globo.com/tecnologia/ têm (ees) – ascensão – vem (ele)– desastrosas (na palavra
empresa-deseguranca-alerta-para-ameaca-privacidade-em- desastrosas não há a utilização da consoante z).
smartphones-5429137>. Acesso em: 09 de julho de 2012.
05. Resposta D
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas Nesta alternativa todas as palavras significam algo claro,
das linhas, nesta ordem. branco.

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06. Resposta D FONEMAS REGRAS
Por que - equivale a “por qual razão”;
Traz - na oração o “traz” está no sentido de trazer, portanto A Apenas VOGAL
com Z sem acento pois acentua-se os monossílabos tônicos VOGAIS, exceto quando está com A ou
apenas se estes terminarem com A, E, O (s). E- O quando estão juntas
Trás - com S apenas se a oração der por entender que o “trás” (neste caso a segunda é semivogal)
está em sentido de posição posterior.
SEMIVOGAIS, exceto quando formam um
Letra e Fonema I-U hiato ou quando estão juntas
(neste caso a letra “I” é vogal)
Fonologia, palavra de origem grega na qual “fono” significa AM Quando aparece no final da palavra é
voz/som e “logia” estudo), é o campo da Linguística que se SEMIVOGAL. Exemplo: Cantam
ocupa dos estudos sonoros do idioma, deste modo, ao estudar a
maneira como os sons se organizam dentro da língua é possível EM - EN Quando aparecem no final de palavras são
classificá-los em unidades significativas, ou seja, em fonemas. SEMIVOGAIS. Exemplos: Vendem / Pólen

Fonema é o menor elemento sonoro capaz de estabelecer Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar,
uma distinção de significado entre palavras. Veja, nos exemplos, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na boca.
os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: Estes fonemas só podem ser produzidos com o auxílio de uma
vogal. Exemplos: gato, pena, lado.
bar – mar tela – vela sela – sala
Encontros Vocálicos
Letra é a representação gráfica dos sons. Exemplos: pipoca
(tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semivogal
(ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai (vogal
Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um + semivogal = ditongo decrescente – a vogal vem antes da
elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa semivogal); ginásio (semivogal + vogal = ditongo crescente – a
o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra vogal vem depois da semivogal).
corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la.
Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é, Tritongos: é o encontro de SEMIVOGAL + VOGAL +
quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras. SEMIVOGAL numa mesma sílaba. Exemplo: Saguão.
Certos fonemas podem ser representados por diferentes
letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma palavra,
(pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc mas que pertencem a sílabas diferentes, já que nunca há mais
(excelente) – c (cinto) – sç (desço) de uma vogal numa sílaba. Exemplos: variedade (va-ri-e-da-de),
situações (si-tu-a-ções), saída (sa-í-da), juiz (ju-iz).
Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema,
como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons, Encontro Consonantal
pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e
cinco fonemas. Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal
intermediária. Exemplos: flor, grade, digno.
A palavra é formada pela combinação de vários elementos
sonoros (fonemas). Em certas palavras, algumas letras não Dígrafos
representam nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em
palavras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando Duas letras representadas por um único fonema. Exemplos:
são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, passo (ss = fonema /s/),quilômetro (qu = fonema /k/)
como em canto, tinta, etc.
Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos.
Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e
consoantes. - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç (desça),
lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr (ferro), gu
Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das cordas (guerra)
vocais e em cuja produção a corrente de ar passa livremente na - Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, vento),
cavidade bucal. As vogais podem ser orais e nasais. im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un (tumba,
mundo)
Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavidade
bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, ali, pó, dor, Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um só
uva. fonema; nos encontros consonantais, cada letra representa um
Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade bucal e fonema.
nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~) ou pelas letras Analisando os exemplos abaixo é possível perceber que o
n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, nunca. número de letras e fonemas não precisa ser a mesma quantidade.
- Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem um único
Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou átonas, som.
dependendo da intensidade com que são pronunciadas. A vogal - Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” não
tônica é pronunciada com maior intensidade: café, bola, vidro. A tem som.
vogal átona é pronunciada com menor intensidade: café, bola, - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem um
vidro. único som.
- Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem um
Semivogais: são as letras “e”, “i”, “o”, “u”, representadas único som.
pelos fonemas /e, y, o, w/, quando formam sílaba com uma - Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pronuncia
vogal. Exemplo: no vocábulo “história” a sílaba “ria” apresenta o “s” e o “en” tem um único som.
a voga “a” e a semivogal “i”. - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o “x”.
- Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de “ks”.
Quadro de Vogais e Semivogais - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um único
som e o “rr” também tem um único som.

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- Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um único o braço dado com a filha.
som. Eu quero a cada vez olhar e dizer:
Estava chorando. E chorar.
Questões Eu quero a dor do homem na festa do casamento,
seu passo guardado, quando pensou:
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as a vida é amarga e doce?
letras que a compõem é: Eu quero o que ele viu e aceitou corajoso,
(A) importância os olhos cheios d´água sob as lentes.
(B) milhares
(C) sequer Quantos fonemas há na palavra “homem”? Assinale a
(D) técnica alternativa que responde corretamente a essa pergunta:
(E) adolescente (A) Seis;
(B) Dois;
02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um, (C) Três;
mas dois fonemas? (D) Cinco;
(A) exemplo (E) Quatro.
(B) complexo
(C) próximos 09. Assinale a alternativa em que a palavra “x” não possui a
(D) executivo pronúncia de /ks/:
(E) luxo (A) tóxico
(B) léxico
03. (SEDUC/AM - MERENDEIRO – FGV/2014). Marque a (C) máximo
opção que apresenta uma palavra classificada como trissílaba. (D) prolixo
(A) Alimentação
(B) Carentes Respostas
(C) Instrumento
(D) Fome 01. Resposta D
(E) Repetência (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas demais
alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 fonemas / 8
04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11 letras).
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, hiato,
ditongo. 02. Resposta B
(A) jamais / Deus / luar / daí (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/).
(B) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
(C) ódio / saguão / leal / poeira 03. Resposta B
(D) quais / fugiu / caiu / história (A) Alimentação = a-li-men-ta-ção - polissílaba
(B) Carentes = ca-ren-tes - trissílaba
05. (IF SP – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – FUNDEP/2014- (C) Instrumento = ins-tru-men-to - polissílaba
ADAPTADO) (D) Fome = fo-me - dissílaba
(E) Repetência = re-pe-tên-cia – polissílaba
Dígrafo - sm. Gram. reunião de duas letras que, juntas,
representam um único fonema (som). 04. Resposta B
(Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu).
Considerando o significado do verbete dígrafo, acima,
assinale a alternativa em que TODAS as palavras apresentam um 05. Resposta D
dígrafo. sobreSSaltado
(A) Porque – ignorado – trabalho – cochilar. soRRiso
(B) Sobressaltado – sorriso – trabalho – dinheiro. trabaLHo
(C) Publicidade – fruta – cochilar – ressentimento. diNHeiro
(D) Molha – madrugada – sanduíche – passarinhos.
06. Resposta D
06. (PREFEITURA DE PINHAIS/PR – INTÉRPRETE DE Coloquei entre barras( / / ) o fonema representado pela
LIBRAS – FAFIPA/2014). Assinale a alternativa em que os itens letra destacada:
destacados possuem o mesmo fonema consonantal em todas as (A) Externo /s/ – precisa /s/ – som /s/ – usuário /z/
palavras da sequência. (B) Gente /j/ – segurança /g/ – adjunto /j/ – Japão /j/
(A) Externo – precisa – som – usuário. (C) Chefe /x/ – caixas /x/ – deixo /x/ – exatamente /z/
(B) Gente – segurança – adjunto – Japão. (D) cozinha /z/ – pesada /z/ – lesão /z/– exemplo /z/
(C) Chefe – caixas – deixo – exatamente.
(D) cozinha – pesada – lesão – exemplo. 07. Resposta: A
(A) prazo – “pr” é encontro consonantal
07. (PREFEITURA DE PINHAIS/PR – INTÉRPRETE DE (B) cantor – “an” é dígrafo
LIBRAS – FAFIPA/2014). Em todas as palavras a seguir há um (C) trabalho – “tr” encontro consonantal / “lh” é dígrafo
dígrafo, EXCETO em: (D) professor – “pr” encontro consonantal q “ss” é dígrafo
(A) prazo.
(B) cantor. 08. Reposta E
(C) trabalho. Homem: Possui cinco letras, mas só quatro fonemas. O “H”
(D) professor. não é pronunciado, então temos os fonemas \HO\M\E\M\.

08. (PREFEITURA DE SERTANEJA PR – AGENTE 09. Resposta C


ADMINISTRATIVO – UNIUV/2015) Leia o texto “O Retrato”, de Máximo = /s/
Adélia Prado, para responder a pergunta seguinte.
Acentuação gráfica
Eu quero a fotografia,
os olhos cheios d´água sob as lentes; Tonicidade
caminhando de terno e gravata,

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Num vocábulo de duas ou mais sílabas, há, em geral, uma Acentuação dos Monossílabos
que se destaca por ser proferida com mais intensidade que as
outras: é a sílaba tônica. Nela recai o acento tônico, também Acentuam-se os monossílabos tônicos: a, e, o, seguidos ou
chamado acento de intensidade ou prosódico. Exemplos: café, não de s: há, pá, pé, mês, nó, pôs, etc.
janela, médico, estômago, colecionador.
O acento tônico é um fato fonético e não deve ser confundido Acentuação dos Ditongos
com o acento gráfico (agudo ou circunflexo) que às vezes o
assinala. A sílaba tônica nem sempre é acentuada graficamente. Acentuam-se a vogal dos ditongos abertos éi, éu, ói, quando
Exemplo: cedo, flores, bote, pessoa, senhor, caju, tatus, siri, tônicos.
abacaxis. Segundo as novas regras os ditongos abertos “éi” e “ói” não
As sílabas que não são tônicas chamam-se átonas (=fracas), e são mais acentuados em palavras paroxítonas: assembléia,
podem ser pretônicas ou postônicas, conforme apareçam antes platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia,
ou depois da sílaba tônica. Exemplo: montanha, facilmente, apóio, heróico, paranóico, etc. Ficando: Assembleia, plateia,
heroizinho. ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio,
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos com heroico, paranoico, etc.
mais de uma sílaba classificam-se em: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em
éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói,
Oxítonos: quando a sílaba tônica é a última: café, rapaz, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.
escritor, maracujá.
Paroxítonos: quando a sílaba tônica é a penúltima: mesa, Acentuação dos Hiatos
lápis, montanha, imensidade.
Proparoxítonos: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: A razão do acento gráfico é indicar hiato, impedir a
árvore, quilômetro, México. ditongação. Compare: caí e cai, doído e doido, fluído e fluido.
- Acentuam-se em regra, o /i/ e o /u/ tônicos em hiato com
Monossílabos são palavras de uma só sílaba, conforme a vogal ou ditongo anterior, formando sílabas sozinhas ou com
intensidade com que se proferem, podem ser tônicos ou átonos. s: saída (sa-í-da), saúde (sa-ú-de), faísca, caíra, saíra, egoísta,
heroína, caí, Xuí, Luís, uísque, balaústre, juízo, país, cafeína,
Monossílabos tônicos são os que têm autonomia fonética, baú, baús, Grajaú, saímos, eletroímã, reúne, construía, proíbem,
sendo proferidos fortemente na frase em que aparecem: é, má, influí, destruí-lo, instruí-la, etc.
si, dó, nó, eu, tu, nós, ré, pôr, etc. - Não se acentua o /i/ e o /u/ seguidos de nh: rainha, fuinha,
moinho, lagoinha, etc; e quando formam sílaba com letra que
Monossílabos átonos são os que não têm autonomia fonética, não seja s: cair (ca-ir), sairmos, saindo, juiz, ainda, diurno, Raul,
sendo proferidos fracamente, como se fossem sílabas átonas do ruim, cauim, amendoim, saiu, contribuiu, instruiu, etc.
vocábulo a que se apoiam. São palavras vazias de sentido como De acordo com as novas regras da Língua Portuguesa não se
artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação, preposições, acentua mais o /i/ e /u/ tônicos formando hiato quando vierem
conjunções: o, a, os, as, um, uns, me, te, se, lhe, nos, de, em, e, que. depois de ditongo: baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva, etc.
Ficaram: baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva, etc.
Acentuação dos Vocábulos Proparoxítonos Os hiatos “ôo” e “êe” não são mais acentuados: enjôo, vôo,
perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem.
Todos os vocábulos proparoxítonos são acentuados na vogal Ficaram: enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem,
tônica: veem, releem.
- Com acento agudo se a vogal tônica for i, u ou a, e, o abertos:
xícara, úmido, queríamos, lágrima, término, déssemos, lógico, Acento Diferencial
binóculo, colocássemos, inúmeros, polígono, etc.
- Com acento circunflexo se a vogal tônica for fechada Emprega-se o acento diferencial como sinal distintivo de
ou nasal: lâmpada, pêssego, esplêndido, pêndulo, lêssemos, vocábulos homógrafos, nos seguintes casos:
estômago, sôfrego, fôssemos, quilômetro, sonâmbulo etc. - pôr (verbo) - para diferenciar de por (preposição).
- verbo poder (pôde, quando usado no passado)
Acentuação dos Vocábulos Paroxítonos - é facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as
palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa
Acentuam-se com acento adequado os vocábulos paroxítonos a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
terminados em:
- ditongo crescente, seguido, ou não, de s: sábio, róseo, Segundo as novas regras da Língua Portuguesa não existe
planície, nódua, Márcio, régua, árdua, espontâneo, etc. mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual,
- i, is, us, um, uns: táxi, lápis, bônus, álbum, álbuns, jóquei, som e sentido diferentes) como:
vôlei, fáceis, etc. - côa(s) (do verbo coar) - para diferenciar de coa, coas (com
- l, n, r, x, ons, ps: fácil, hífen, dólar, látex, elétrons, fórceps, + a, com + as);
etc. - pára (3ª pessoa do singular do presente do indicativo do
- ã, ãs, ão, ãos, guam, guem: ímã, ímãs, órgão, bênçãos, verbo parar) - para diferenciar de para (preposição);
enxáguam, enxáguem, etc. - péla (do verbo pelar) e em péla (jogo) - para diferenciar de
Não se acentua um paroxítono só porque sua vogal tônica pela (combinação da antiga preposição per com os artigos ou
é aberta ou fechada. Descabido seria o acento gráfico, por pronomes a, as);
exemplo, em cedo, este, espelho, aparelho, cela, janela, socorro, - pêlo (substantivo) e pélo (v. pelar) - para diferenciar de
pessoa, dores, flores, solo, esforços. pelo (combinação da antiga preposição per com os artigos o, os);
- péra (substantivo - pedra) - para diferenciar de pera (forma
Acentuação dos Vocábulos Oxítonos arcaica de para - preposição) e pêra (substantivo);
- pólo (substantivo) - para diferenciar de polo (combinação
Acentuam-se com acento adequado os vocábulos oxítonos popular regional de por com os artigos o, os);
terminados em: - pôlo (substantivo - gavião ou falcão com menos de um ano)
- a, e, o, seguidos ou não de s: xará, serás, pajé, freguês, vovô, - para diferenciar de polo (combinação popular regional de por
avós, etc. Seguem esta regra os infinitivos seguidos de pronome: com os artigos o, os);
cortá-los, vendê-los, compô-lo, etc.
- em, ens: ninguém, armazéns, ele contém, tu conténs, ele Emprego do Til
convém, ele mantém, eles mantêm, ele intervém, eles intervêm,
etc. O til sobrepõe-se às letras “a” e “o” para indicar vogal nasal.

Língua Portuguesa 24
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Pode figurar em sílaba: (C) Apenas III.
- tônica: maçã, cãibra, perdão, barões, põe, etc; (D) Apenas II e III.
- pretônica: ramãzeira, balõezinhos, grã-fino, cristãmente, (E) I, II e III.
etc;
- átona: órfãs, órgãos, bênçãos, etc. 02. (TJ/AC - Analista Judiciário - Conhecimentos
Básicos - Cargos 1 e 2 - CESPE)
Trema (o trema não é acento gráfico) A água, ingrediente essencial à vida, certamente é o
recurso mais precioso de que a humanidade dispõe. Embora
Desapareceu o trema sobre o /u/ em todas as palavras se observe pelo mundo tanta negligência e falta de visão com
do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, relação a esse bem vital, é de se esperar que os seres humanos
linguístico. Exceto em palavras de línguas estrangeiras: Günter, procurem preservar e manter os reservatórios naturais desse
Gisele Bündchen, müleriano. líquido precioso. De fato, o futuro da espécie humana e de
muitas outras espécies pode ficar comprometido, a menos
Questões que haja uma melhora significativa no gerenciamento dos
recursos hídricos. Entre esses fatores que mais têm afetado esse
01. (MPE/RS - Técnico Superior de Informática) recurso estão o crescimento populacional e a grande expansão
Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou dos setores produtivos, como a agricultura e a indústria. Essa
que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir situação, responsável pelo consumo e também pela poluição
com amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de da água em escala exponencial, tem conduzido à necessidade
conhecer. Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e de reformulação do seu gerenciamento. No ambiente agrícola,
estará formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo as perspectivas de mudança decorrem das alterações do clima,
de todo mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm que afetarão sensivelmente não só a disponibilidade de água,
o poder de transformar os chamados elos latentes (pessoas mas também a sobrevivência de diversas espécies de animais
que frequentam o mesmo ambiente social, mas não são suas e vegetais. O atual estado de conhecimento técnico-científico
amigas) em elos fracos – uma forma superficial de amizade. nesse âmbito já permite a adoção e implementação de ténicas
Pois é, por mais que existam exceções _______qualquer regra, direcionadas para o equilíbrio ambiental, porém o desafio está
todos os estudos mostram que amizades geradas com a ajuda em colocá-las em prática, uma vez que isso implica mudança
da Internet são mais fracas, sim, do que aquelas que nascem de comportamento e de atitude por parte do produtor, aliadas
e se desenvolvem fora dela. Isso não é inteiramente ruim. Os à necessidade de uma política pública que valorize a adoção
seus amigos do peito geralmente são parecidos com você: dessas medidas.
pertencem ao mesmo mundo e gostam das mesmas coisas. Os
elos fracos, não. Eles transitam por grupos diferentes do seu e, Marco Antonio Ferreira Gomes e Lauro Charlet Pereira. Água no
por isso, podem lhe apresentar novas pessoas e ampliar seus século XXI: desafios e oportunidade. Internet: www.agsolve.com.br
horizontes – gerando uma renovação de ideias que faz bem a (com adaptações)
todos os relacionamentos, inclusive às amizades antigas. O
problema é que a maioria das redes na Internet é simétrica: se As palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e
você quiser ter acesso às informações de uma pessoa ou mesmo “equilíbrio” apresentam acentuação gráfica em decorrência da
falar reservadamente com ela, é obrigado a pedir a amizade mesma regra gramatical.
dela. Como é meio grosseiro dizer “não” ________ alguém que você Certo ( )
conhece, todo mundo acaba adicionando todo mundo. E isso vai Errado ( )
levando ________ banalização do conceito de amizade. É verdade.
Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou diferente. Esse 03. (TJ/SP - Assistente Social - VUNESP) Observe as
tipo de sítio é uma rede social completamente assimétrica. E isso palavras acentuadas, em destaque no seguinte texto:
faz com que as redes de “seguidores” e “seguidos” de alguém
possam se comunicar de maneira muito mais fluida. Ao estudar A Itália empreende atualmente uma revolução em sua
a sua própria rede no Twitter, o sociólogo Nicholas Christakis, indústria vinícola, apresentando modernos e dinâmicos vinhos,
da Universidade de Harvard, percebeu que seus amigos tinham não abandonando seu inigualável caráter gastronômico.
começado a se comunicar entre si independentemente da
mediação dele. Pessoas cujo único ponto em comum era o Assinale a alternativa cujas palavras são acentuadas,
próprio Christakis acabaram ficando amigas. No Twitter, eu respectivamente, segundo as regras que determinam a
posso me interessar pelo que você tem a dizer e começar a te acentuação das palavras destacadas no texto.
seguir. Nós não nos conhecemos. Mas você saberá quando eu o (A) Saída; mostrará; hífen.
retuitar ou mencionar seu nome no sítio, e poderá falar comigo. (B) Comprá-la; político; nível.
Meus seguidores também podem se interessar pelos seus tuítes (C) Ócio; fenômeno; inútil.
e começar a seguir você. Em suma, nós continuaremos não (D) Dá-lo; anônima; estéril.
nos conhecendo, mas as pessoas que estão ________ nossa volta (E) Eólica; órfã; ninguém.
podem virar amigas entre si.
04. (ANAC - Técnico Administrativo - CESPE)
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet- cresceu 7,65% em setembro desde ano em relação ao mês de
estamudando-amizade-619645.shtml>. setembro de 2011. Trata-se do maior nível de demanda para
Acesso em: 1º de outubro de 2012. o mês de setembro desde o início da série de medições, em
2000. De janeiro a setembro de 2012, a demanda acumulada
Considere as seguintes afirmações sobre acentuação gráfica. apresentou crescimento de 7,30% e a oferta ampliou-se em
I. A palavra têm recebe acento gráfico pela mesma regra que 5,52% em relação ao mesmo período de 2011. Entretanto,
prescreve o uso do acento em alguém. a oferta (assentos-quilômetros oferecidos – ASK), no mês
II. A palavra você é acentuada pela mesma regra que de setembro, apresentou queda de 2,13%, após oito anos
determina o uso do acento em saberá. consecutivos de crescimento, sendo essa a primeira redução de
III. A palavra tuítes, distintamente da palavra fluida, recebe oferta para o mês de setembro desde 2003. A taxa de ocupação
acento gráfico porque apresenta duas vogais contíguas que dos voos domésticos de passageiros alcançou 75,57% em
pertencem a sílabas diferentes. setembro de 2012, enquanto, no mesmo mês, em 2011, essa taxa
foi de 68,71%, o que representou uma melhora de 9,99%. A taxa
Quais estão corretas de ocupação registrada é a mais alta para o mês de setembro
(A) Apenas I. desde o início da série em 2000. De janeira a setembro de
(B) Apenas II. 2012, a taxa de ocupação cresceu 1,69%, passando de 70,81%,

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em 2011, para 72,01%, em 2012. A taxa de ocupação dos voos Paroxítona terminada em L. (inigualável = inútil)
internacionais operados por empresas brasileiras alcançou
82,80% em setembro de 2012, ao passo que, no mesmo mês, 04. Resposta ”ERRADA”
em 2011, a taxa foi de 82,60%, o que representa uma variação I-NÍ-CIO = Paroxítona terminada em ditongo;
positiva de 0,23%. Entretanto, a demanda do transporte aéreo SÉ-RIE = Paroxítona terminada em ditongo.
internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras Exemplos:
apresentou redução de 2,43% em setembro de 2012 em relação História, ignorância, relógio, sábia, comentário, critério...
ao mesmo mês de 2011.
http://www.anac.gov.br/Noticia.aspx?ttCD_CHAVE=765 05. Resposta “ERRADA”
MÍDIAS = Paroxítona - acentua por ser terminada em ditongo
Com relação às ideias e a aspectos linguísticos do texto crecente
acima, julgue os próximos itens. NÚMERO = proparoxítona - acentuam-se todas
POSSÍVEL = paroxítona - acentua por ser terminada em L
As palavras “início” e “série” recebem acento gráfico com Portanto, são acentuadas por regras gramaticais diversas.
base em regras gramaticais distintas.
Certo ( )
Errado ( )
4 Significação das palavras.
05. (TJ/RR - Auxiliar Administrativo - CESPE)
Sinonímia. Antonímia.
Mídias sociais Homonímia. Paronímia

O que você está lendo, fazendo, pensando, seguindo, vendo,


ouvindo? Onde você está? Quem é você? Essas são algumas
perguntas que sdimentam e configuram aplicativos como Quanto à significação, as palavras são divididas nas seguintes
Foursquare, Orkut, Facebook, Twitter, MSN, Skype, blogs e afins, categorias:
que promovem a expansão das relações interpessoais, mantendo
e ampliando os laços sociais, a visibilidade pessoal e a propagação Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.
da informação. O uso desses aplicativos, que constituem as novas Exemplo:
mídias sociais, ou redes sociais digitais, representam um novo - Alfabeto, abecedário.
momento para as relações interpessoais, não só por modificar a - Brado, grito, clamor.
maneira como as pessoas se veem, consomem e se comunicam, - Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
mas também a forma como se comportam. Visualizar algo - Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
divertido ou curioso já não é suficiente. É preciso compartilhar
a informação, contas a novidae para o maior número possível de Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
amigos. Nesse sentido, as mídias sociais tornam-se Verdadeiras pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os
companheiras para quem deseja consumir Informação em sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
tempo real e, principalmente, dizer ao Mundo tudo aquilo que matizes de significação e certas propriedades que o escritor não
lhe vier à cabeça. pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo,
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios
Wesley Moura. Mídias Sociais. In: Informativo Folha Verde, Brasília, da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
nº 5, maio de 2012 com adaptações. à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
Com relação aos sentidos e às estruturas linguísticas do A contribuição Greco-latina é responsável pela existência,
texto, julgue os itens que se seguem. em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos.

As palavras “mídias”, “número” e “possível” são acentuadas Exemplos:


de acordo com a mesma regra gramatical. - Adversário e antagonista.
Certo ( ) - Translúcido e diáfano.
Errado ( ) - Semicírculo e hemiciclo.
- Contraveneno e antídoto.
Respostas - Moral e ética.
- Colóquio e diálogo.
01. Resposta D - Transformação e metamorfose.
As afirmativas que compõem a questão acima podem ser - Oposição e antítese.
respondidas sem que o candidato domine as “novas regras”.
Na afirmativa I, o verbo TER, na terceira pessoa do plural O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
recebe o acento circunflexo por causa da concordância; o motivo, palavra que também designa o emprego de sinônimos.
portanto, de acentuação dessa forma verbal não é o mesmo que
justifica o acento em ALGUÉM, oxítona terminada em EM com Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
mais de uma sílaba. - Ordem e anarquia.
Na afirmativa II, VOCÊ e SABERÁ são acentuadas por serem - Soberba e humildade.
oxítonas terminadas em E e A, respectivamente. Atendem as - Louvar e censurar.
exigências da regra das oxítonas. - Mal e bem.
Na afirmativa III, a palavra TUÍGUES é acentuada porque
apresenta um hiato formado pelas vogais U e I, ao contrário de A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
FLUIDA, que tem um ditongo crescente. oposto ou negativo. Exemplos: bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
02. Resposta “CERTA” implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
Essas palavras são acentuadas por serem paroxítonas anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
terminadas em ditongo oral, seguidas ou não de “s”.
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às
03. Resposta C vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
terminada em ditongo; (Itália = Ócio) - São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
Proparoxítona; (vinícola = fenômeno) - Aço (substantivo) e asso (verbo).

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Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. acontece também a Festa em Louvor a São Sebastião, que
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é tem lugar na localidade de Pissarrão. Até bem pouco tempo,
considerada uma deficiência dos idiomas. contávamos ainda com a Congada em Louvor a Nossa Senhora
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto do Rosário, festa bonita e interessante por sua natureza e
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: constituição mas que, por motivos outros, deixou de acontecer
nesta cidade gloriosa e triste pelo esquecimento de algumas
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes tradições.
no timbre ou na intensidade das vogais. Outra tradição que malgradamente caiu no ocaso foi a bela
- Rego (substantivo) e rego (verbo). Contradança dos Godinhos, folguedo iniciado em princípios do
- Colher (verbo) e colher (substantivo). século XX pela família que dá nome à dança e que transita entre
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). o sagrado e o profano, constituindo um joguete em que homens
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). constituem pares nos quais a outra parte é um homem vestido de
- Para (verbo parar) e para (preposição). mulher (talvez em protesto ao arraigado patriarcalismo católico
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). cristão do estado das Gerais), dançando ao som de uma sanfona,
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo). baixos e um violão e ciceroneados por um palhaço. É interessante
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de notar que a profanação está justamente no vestir-se de mulher
per+o). e questionar os tabus estabelecidos pelos costumes civis e
religiosos e a sagração, ou seja, a manutenção do sagrado nos
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e símbolos sagrados do catolicismo estampados nas vestimentas
diferentes na escrita. dos participantes. A tradição, infelizmente, vem se perdendo, em
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir). parte por falta de investimentos de recursos públicos, através
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar). das secretarias de cultura, em parte pelo crescente afastamento
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de das gerações hodiernas em manifestações culturais tradicionais,
consertar). de forma que há apenas uma pessoa que ainda detém parte do
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). conhecimento desta Contradança.
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar). Outra interessante Festa, que vem perdendo, infelizmente,
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). suas forças ao longo dos anos, é a Festa da Produção, durante a
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). qual o município, através da Prefeitura Municipal e do Sindicado
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). dos Produtores Rurais, expõe, discute e negocia os produtos
- Paço (palácio) e passo (andar). agropecuários da cidade, além de promover shows musicais no
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). parque de exposições e atrações culturais em diferentes pontos
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = da cidade. Infelizmente, como fora dito, esta festa também tem
anular). perdido suas forças, mas nada que não possa ser resolvido
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão com força de vontade e investimentos efetivos nos setores de
(tempo de uma reunião ou espetáculo). educação e cultura, principalmente.
No distrito da Galena também existe uma festa tradicional
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia. que é a Festa de Reis, em devoção aos Três Reis que visitaram
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). o menino Jesus após o seu nascimento, ela acontece a partir do
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). dia 25 de dezembro, quando começa a visita da folia nas casas
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). e nas fazendas e no dia 05 de janeiro (dia dos Santos Reis) o dia
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). da Festa, quando todos se reúnem para rezar e comemorar o dia
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr). dos Santos Reis.
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)
Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, 01. (Câmara Municipal de Presidente Olegário/MG
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e - Técnico em Informática – FUMARC) Pode-se inferir que
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir “profano” e “sagrado” a que se refere o texto são ideias
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade (A) similares.
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, (B) sinonímicas.
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, (C) antagônicas.
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, (D) próximas.
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). TEXTO

Questões 1 As práticas judiciais e penais mobilizaram boa parte


do debate sobre a Inquisição dos séculos XVI, XVII e XVIII. O
HISTÓRIA E CULTURA DE PRESIDENTE OLEGÁRIO Santo Ofício afirmou-se desde cedo como um tribunal que se
sobrepunha 4 a todos os privilégios de jurisdição existentes,
O calendário de eventos da cidade de Presidente Olegário mas a afirmação do seu poder contra os interesses de Estados
conta com algumas festas, religiosas e profanas. O evento particulares suscitou protestos, nomeadamente em Veneza, em
de maior tradição é a Festa de Nossa Senhora da Abadia de Nápoles e nos Países 7 Baixos. A prática de condenação na base
Andrequicé, localidade situada cerca de 60 km da sede; esta de testemunha singular deflagrou a grande controvérsia penal
festa acontece no mês de agosto, e a comemoração propriamente do século XVIII.
dita tem lugar no dia 15 deste mês. É importante lembrar que a Francisco Bethencourt . Muito além do catolicismo.
Romaria de Andrequicé (festa irmã da Romaria de Água Suja), In: Revista de História, ano 7, n.º 73, out./2011 (com
tem origens no final do século XIX, quando da doação do terreno adaptações).
e início das celebrações e peregrinações em homenagem à Nossa
Senhora da Abadia. 02. (Instituto Rio Branco - Diplomata - Bolsa-prêmio de
Nos dias hodiernos, a romaria conta com a presença de vocação para a Diplomacia - Objetiva – CESPE) A expressão
romeiros de diferentes partes do Estado de Minas Gerais e de “todos os privilégios” (L.4) poderia ser substituída por todas
filhos da terra residentes em outros estados e distritos. Ainda as prerrogativas, sem prejuízo para o sentido do período em
no âmbito das festas religiosas, durante o mês de janeiro, o questão e sem a necessidade de ajustes gramaticais no texto.
município conta com uma gama de Folias de Reis, realizadas A) Certo
em diferentes localidades rurais e no distrito sede. Em janeiro B) Errado

Língua Portuguesa 27
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TEXTO técnicas. Enfim, ter acesso ao que de melhor a humanidade
produziu na ciência e na arte. De acordo com a parlamentar, um
1 Olinda é conhecida no mundo inteiro pela fama dos seus dos objetivos da instituição é ampliar 25 os cursos de formação
mamulengos e bonecos carnavalescos gigantes, que, sendo tão na área de políticas públicas para capacitar os servidores
populares, também participam dos festejos 4 da Semana Santa. públicos ao melhor atendimento à população.
A origem da arte de fazer bonecos gigantes em Olinda remete Internet: <www.al.ce.gov.br> (com adaptações).
à Europa de séculos atrás, onde, durante a Idade Média, eram
criadas figuras 7 enormes e malignas para criticar a repressão 04. (AL/CE - Analista Legislativo - Língua Portuguesa
da Inquisição. A criação e a execução dos bonecos constituem – Gramática Normativa e Revisão Ortográfica – CESPE) No
uma arte que, passada de geração para geração 10 familiar, é trecho “define a educação como princípio da democratização de
preservada por iniciativas como a do Museu do Mamulengo. um povo, da manutenção” (L.11-13), o recurso de repetição do
Esse museu, além de realizar apresentações diárias, conta com elemento “da” deve-se à preservação do paralelismo sintático na
cerca de mil e quinhentas peças em seu 13 acervo. oração.
A) Certo
Priscila Gorzoni. Olinda e a tradição dos bonecos. In: Língua B) Errado
Portuguesa, ed. 21 (com adaptações).
TEXTO
TEXTO
1 O governo do estado do Ceará, por meio da Secretaria de
1 Os telejornais, de grande audiência em todas as camadas Planejamento e Gestão, apresenta a segunda edição, revisada, do
da população, nem sempre dedicam espaço à política. Nos Manual do Servidor Público Estadual, com o 4 objetivo de orientar
jornais impressos de circulação nacional — considerados e facilitar o entendimento de assuntos relacionados à área de
4 os principais divulgadores da atividade legislativa e dos pessoal no que concerne aos direitos e deveres, às concessões
fatos de natureza política —, o noticiário, naturalmente, não e obrigações, tendo em vista as 7 constantes alterações da
abrange todas as atividades de plenário, das comissões e muito legislação aplicável ao servidor. As informações inseridas no
menos documento apresentam-se de forma objetiva e em linguagem
7 dos parlamentares individualmente. O espaço dedicado clara, garantindo às pessoas o 10 conhecimento permanente
aos assuntos políticos nos meios de comunicação é insuficiente dessas informações para que não venham a sofrer prejuízo de
para dar ampla cobertura e adequada divulgação às atividades qualquer natureza. Importa ressaltar que esse instrumento
10 do Congresso. Jornalistas políticos de destaque, como está aberto a 13 mudanças, para evitar a obsolescência e de
o veterano Villas Boas Corrêa, já se manifestaram de maneira modo a proporcionar aos servidores uma dinâmica eficiente
incisiva a respeito: “Acho que a imprensa merece seus puxões das atividades e a possibilidade de cooperação intelectual. 16 O
13 de orelha porque não faz nenhum esforço para cobrir governo espera que o manuseio deste manual possa servir como
aquilo que ainda remanesce de importante no Congresso, como, importante instrumento de fortalecimento da conduta ética no
por exemplo, o trabalho das comissões...”, disse o jornalista, em trato dos assuntos relacionados ao serviço 19 público estadual,
16 depoimento ao Centro de Pesquisas e Documentação da como fonte permanente de consulta para dirimir dúvidas
Fundação Getúlio Vargas, em 1995. e também como mecanismo facilitador dos procedimentos
administrativos.
Sérgio Chacon. Congresso, imprensa e opinião pública: o caso Internet: <www.gestaodoservidor.ce.gov.br> (com
da CPMI dos Sanguessugas, 2008. Internet:<www.bd.camara. adaptações).
gov.br> (com adaptações).
05. (AL/CE - Analista Legislativo - Língua Portuguesa
03. (AL/CE - Analista Legislativo - Língua Portuguesa – Gramática Normativa e Revisão Ortográfica – CESPE) A
– Gramática Normativa e Revisão Ortográfica – CESPE) O expressão “tendo em vista” (L.6) poderia ser substituída por
período “O espaço dedicado aos assuntos políticos nos meios haja vista, sem prejuízo para os sentidos do texto, uma vez que
de comunicação é insuficiente para dar ampla cobertura e ambas as expressões estabelecem relação de causalidade entre
adequada divulgação às atividades do Congresso” (L.7-10) ideias.
poderia ser deslocado para a posição inicial do parágrafo, sem A) Certo
prejuízo para a organização e a coerência do texto. B) Errado
A) Certo
B) Errado 06. (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP – 2014 -
adaptada)
TEXTO
Reuso de água
1 As universidades corporativas surgiram no mercado
educacional com o intuito de capacitar os funcionários de A água, um dia, pode acabar. A frase soa alarmista demais,
instituições e grandes empresas. No caso da Universidade do mas basta uma conversa com um especialista na área de
4 Parlamento Cearense (UNIPACE), um dos seus principais recursos hídricos para perceber que o que parecia impossível
focos foi contribuir com a educação dos servidores públicos. – não haver água limpa para todos – é cada vez uma realidade
Criada em 2007, ela surgiu para aperfeiçoar a atuação do 7 mais próxima. Entre as soluções está o seu reaproveitamento.
funcionalismo estadual, promovendo atividades direcionadas E é isso o que engenheiros, sanitaristas, biólogos, empresários
à formação e qualificação profissional dos servidores e agentes e o poder público têm debatido nos últimos anos: formas de
políticos vinculados às assembleias legislativas e às câmaras desenvolver processos produtivos mais limpos, com menor
10 municipais conveniadas. A presidente da UNIPACE, Patrícia utilização de água e produção de esgoto também. A palavra da
Saboya, define a educação como princípio da democratização vez nesta área é reuso, que, simplificando, é o aproveitamento de
de um povo, da 13 manutenção da cultura e das tradições. Em uma água que já foi utilizada. Por exemplo: usar a água do banho
consonância com o discurso do escritor e economista César para a rega de jardim ou aquela que foi utilizada em um processo
Benjamin, que afirma: “O maior patrimônio de um país é seu de resfriamento industrial para lavagem de equipamentos. A
próprio povo, e o maior 16 patrimônio de um povo é a sua vantagem disso? Redução nos gastos, na geração de esgotos e
cultura”, ela acredita que a cultura permite ao cidadão comum uma mudança cultural, que considera necessário usar água com
expressar melhor conceitos e sentimentos, conhecer bem a responsabilidade.
língua que fala, reconhecer sua 19 identidade e ampliar seu Existem no Brasil muitas pesquisas sobre formas de reuso
horizonte de direitos. O resultado disso, segundo a deputada, é e bons especialistas. Só que muitos desses estudos ainda
um aumento de sua capacidade de organização e de comunicar- não saíram do papel e o país ainda engatinha nisso. Um dos
se melhor consigo e com outros 22 povos, aprender novas entraves para tanto é que não existem, por enquanto, leis que

Língua Portuguesa 28
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estabeleçam os sistemas de reuso, suas regras e padrões de Paulo. Só este ano, já foram registrados cerca de 15 mil casos da
qualidade definidos. Essa água pode conter uma quantidade doença, segundo dados da Prefeitura.
elevada de micro-organismos que trazem danos à saúde, como As subprefeituras e a Vigilância Sanitária dizem que existe
bactérias, vírus e afins. Os padrões usados, até o momento, são um protocolo para identificar os focos de reprodução do
os internacionais. mosquito transmissor, depois que uma pessoa é infectada. Mas
Há diretrizes sobre o tema, mas nenhuma regra estabelecida quando alguém fica doente e avisa as autoridades, não é bem
ou políticas de incentivo ao sistema – o que vale, ainda, é a isso que acontece.
consciência de cada um em optar por formas que poluam menos (Saúde Uol).
e deem uma força para o meio-ambiente.
As iniciativas de reuso ainda estão quase que limitadas A palavra “epidemia” tem como melhor significado:
à indústria, mas alguns novos condomínios residenciais já (A) doença que atinge grande número de pessoas.
mostram essa preocupação. (B) enfermidade que é tratada com vacinas.
O reuso em conjuntos residenciais funciona da seguinte (C) problema de saúde a ser tratado pelo poder público.
forma: a água usada no banho e na máquina de lavar roupa, (D) febre causada por motivo desconhecido.
por exemplo, é segregada; passa, então, para um sistema de (E) doença trazida por mosquitos ou aranhas.
tratamento e depois é direcionada para utilização na descarga
sanitária e limpeza das áreas comuns. Comprovou-se que a 10. Na oração: Em sua vida, nunca teve muito ......,
economia acontece, tanto em pagamento de água como em apresentava-se sempre ...... no ..... de tarefas ...... .
lançamento de esgoto. As palavras adequadas para preenchimento das lacunas são:
(A) censo - lasso - cumprimento - eminentes
(Ana Holanda. Reuso de água. Saneas- Associação dos (B) senso - lasso - cumprimento - iminentes
Engenheiros da Sabesp- (C) senso - laço - comprimento - iminentes
Edição Especial/vol. 02/n.°23/agosto 2006. Adaptado). (D) senso - laço - cumprimento - eminentes
(E) censo - lasso - comprimento – iminentes
Um dos entraves para tanto é que não existem, por enquanto,
leis que estabeleçam [...] (2.º parágrafo) Respostas
[...] a água usada no banho e na máquina de lavar roupa,
por exemplo, é segregada; passa, então, para um sistema de 01. Resposta C
tratamento e depois é direcionada para utilização na descarga A alternativa “C” é a correta, pois define exatamente a
sanitária e limpeza das áreas comuns. (4.º parágrafo) contrariedade de sentido entre “profano” e “sagrado”. Profano=
As palavras destacadas podem ser substituídas, correta e tudo que é estranho à religião.
respectivamente, sem prejuízo do sentido do texto, por
(A) obstáculos; evaporada. 02. Resposta A
(B) proveitos; decantada. Alternativa “A” privilégios=prerrogativas=concessões=vanta
(C) riscos; acumulada. gens dadas ao réu no mundo jurídico.
(D) empecilhos; separada.
(E) desígnios; descartada. 03. Resposta A
A alternativa “A” é a correta, pois mesmo se deslocando o
07. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014) Leia o período para o início do parágrafo, o sentido será o mesmo e
trecho do primeiro parágrafo para responder à questão. não afeta sua estrutura.

Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês 04. Resposta A
meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos A alternativa “A” é a correta porque ao se repetir a preposição
trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e de ou sua combinação há a preservação do paralelismo sintático
gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para na oração.
ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém
empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”. 05. Resposta B
A alternativa “B” é a correta porque “tendo em vista” =
A expressão por conta de, em destaque, tem sentido aspirando, destinando-se, intentando, planejando, pretendendo;
equivalente ao de. “haja vista” = tendo em conta, tendo em vista, a julgar por.
(A) a despeito de. É uma expressão que tem uma estrutura semântica invariável,
(B) com o intuito de. e permanece inalterada independentemente da frase onde está
(C) em contrapartida a. inserida.
(D) em detrimento de A substituição de uma pela outra prejudicaria o entendimento
(E) em virtude de. do texto pois estabeleceria uma outra relação (consequência).

08. (POLÍCIA CIVIL/SP - OFICIAL ADMINISTRATIVO - 06. Resposta D


VUNESP/2014) Considere a frase: Questão que exige que o candidato entenda o sentido
De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em da palavra em um contexto. Lendo o texto e realizando as
que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, alterações adequadas, chega-se à conclusão de que “entrave” é
atrás apenas do Japão. algo que atrapalha – poderia ser “obstáculo” ou “empecilho”; já
A expressão destacada pode ser corretamente substituída, “água segregada” não poderia ser substituída por “evaporada”,
mantendo-se inalterado o sentido do texto original e de acordo pois como a reaproveitaríamos? Portanto, chegamos à Resposta:
com a norma-padrão da língua portuguesa, por: empecilhos e separada.
(A) no qual.
(B) pelo qual. 07. Resposta E
(C) do qual A expressão “por conta de” pode ser substituída por “em
(D) com o qual. razão de, em virtude de”.
(E) em cujo o qual.
08. Resposta A
09. (PREFEITURA DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE Eliminemos o item E, já que não deve haver artigo após o
AMBULÂNCIA – FGV/2014) pronome “cujo”. Precisamos de uma preposição que substitua o
“em” – “no” = em + o, Portanto, a opção correta é “no qual”.
Dificuldades no combate à dengue
A epidemia da dengue tem feito estragos na cidade de São

Língua Portuguesa 29
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09. Resposta A Afixos: são elementos secundários (geralmente sem vida
Epidemia é o termo utilizado quando há um número elevado autônoma) que se agregam a um radical ou tema para formar
de pessoas com a mesma doença. palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do morfema
“-mente”, por exemplo, cria uma nova palavra a partir de “certo”:
10. Resposta B certamente, advérbio de modo. De maneira semelhante, o
Censo: conjunto de dados estatísticos que informa diferentes acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo
características dos habitantes de uma cidade, um estado ou uma acertar. Observe que a- e -ar são morfemas capazes de operar
nação. mudança de classe gramatical na palavra a que são anexados.
Senso: qualidade de sensato; prudência. Quando são colocados antes do radical, como acontece com
“a-”, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como “-ar”,
Lasso: fatigado; esgotado. surgem depois do radical, os afixos são chamados de sufixos.
Laço: nó facilmente desatável. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer; inter-nacion-al.

Comprimento: extensão de algo considerado de uma Desinências: são os elementos terminais indicativos das
extremidade à outra flexões das palavras. Existem dois tipos:
Cumprimento: ato ou efeito de cumprir; execução de algo
/ gesto ou palavra (oral ou escrita) que denota delicadeza, - Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero
cortesia, atenção para com outrem ou ainda agradecimento (masculino e feminino) e de número (singular e plural) dos
nomes. Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s. Só
Eminente: que se destaca por sua qualidade ou importância; podemos falar em desinências nominais de gêneros e de
excelente, superior números em palavras que admitem tais flexões, como nos
Iminente: situação que está perto de acontecer exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, telefonema,
por exemplo, não temos desinência nominal de gênero. Já
Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores em pires, lápis, ônibus não encontramos desinência nominal de
das palavras. Assim, compreendemos melhor o significado de número.
cada uma delas. As palavras podem ser divididas em unidades
menores, a que damos o nome de elementos mórficos ou - Desinências Verbais: indicam as flexões de número e
pessoa e de modo e tempo dos verbos. A desinência “-o”,
presente em “am-o”, é uma desinência número-pessoal, pois
5 Processo de formação das indica que o verbo está na primeira pessoa do singular; “-va”, de
“ama-va”, é desinência modo-temporal: caracteriza uma forma
palavras verbal do pretérito imperfeito do indicativo, na 1ª conjugação.

Vogal Temática: é a vogal que se junta ao radical,


morfemas. preparando-o para receber as desinências. Nos verbos,
Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”. Nessa palavra distinguem-se três vogais temáticas:
observamos facilmente a existência de quatro elementos. São - Caracteriza os verbos da 1ª conjugação: buscar, buscavas,
eles: etc.
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele - Caracteriza os verbos da 2ª conjugação: romper, rompemos,
que contém o significado. etc.
inh - indica que a palavra é um diminutivo - Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir, proibirá,
a - indica que a palavra é feminina etc.
s - indica que a palavra se encontra no plural
Tema: é o grupo formado pelo radical mais vogal temática.
Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. Nos verbos citados acima, os temas são: busca-, rompe-, proibi-
Existem palavras que não comportam divisão em unidades
menores, tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos mórficos: Vogais e Consoantes de Ligação: As vogais e consoantes
- Raiz, Radical, Tema: elementos básicos e significativos de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou
- Afixos (Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Temática: seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma
elementos modificadores da significação dos primeiros determinada palavra. Exemplos: parisiense (paris= radical,
- Vogal de Ligação, Consoante de Ligação: elementos de ense=sufixo, vogal de ligação=i); gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-
ligação ou eufônicos. o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira, cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho,
pobr-e-tão, etc.
Raiz: É o elemento originário e irredutível em que se
concentra a significação das palavras, consideradas do ângulo Formação das Palavras: existem dois processos básicos
histórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum às palavras pelos quais se formam as palavras: a Derivação e a Composição.
da mesma família etimológica. Exemplo: Raiz noc [Latim nocere A diferença entre ambos consiste basicamente em que, no
= prejudicar] tem a significação geral de causar dano, e a ela se processo de derivação, partimos sempre de um único radical,
prendem, pela origem comum, as palavras nocivo, nocividade, enquanto no processo de composição sempre haverá mais de
inocente, inocentar, inócuo, etc. um radical.

Uma raiz pode sofrer alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç-ão; ac- Derivação: é o processo pelo qual se obtém uma palavra
ionar; nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada
primitiva. Exemplo: Mar (marítimo, marinheiro, marujo); terra
Radical: (enterrar, terreiro, aterrar). Observamos que “mar” e “terra”
não se formam de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário,
Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho; possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de um
livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento comum sufixo ou prefixo. Logo, mar e terra são palavras primitivas, e as
nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base demais, derivadas. 
para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou
semantema). Elemento básico e significativo das palavras, Tipos de Derivação
consideradas sob o aspecto gramatical e prático. É encontrado
através do despojo dos elementos secundários (quando houver) - Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acréscimo de
da palavra. Exemplo: cert-o; cert-eza; in-cert-eza. prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado:
crer- descrer; ler- reler; capaz- incapaz.

Língua Portuguesa 30
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- Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acréscimo quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo
de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. Neste
significado ou mudança de classe gramatical: alfabetização. processo:
No exemplo, o sufixo -ção  transforma em substantivo o verbo Os adjetivos passam a substantivos: Os bons serão
alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do substantivo contemplados.
alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. Os particípios passam a substantivos ou adjetivos: Aquele
garoto alcançou um feito passando no concurso.
A derivação sufixal pode ser: Os infinitivos passam a substantivos: O andar de Roberta era
Nominal, formando substantivos e adjetivos: papel – fascinante; O badalar dos sinos soou na cidadezinha.
papelaria; riso – risonho. Os substantivos passam a adjetivos: O funcionário fantasma
Verbal, formando verbos: atual - atualizar. foi despedido; O menino prodígio resolveu o problema.
Adverbial, formando advérbios de modo: feliz – felizmente. Os adjetivos passam a advérbios: Falei baixo para que
ninguém escutasse.
- Derivação Parassintética ou Parassíntese: Ocorre quando Palavras invariáveis passam a substantivos: Não entendo o
a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e porquê disso tudo.
sufixo à palavra primitiva. Por meio da parassíntese formam-se Substantivos próprios tornam-se comuns: Aquele
nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. Considere o adjetivo coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente)
“triste”. Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer
através da junção simultânea do prefixo  “en-” e do sufixo “-ecer”. Os processos de derivação vistos anteriormente fazem
A presença de apenas um desses afixos não é suficiente para parte da Morfologia porque implicam alterações na forma das
formar uma nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basicamente
palavras “entriste”, nem “tristecer”. Exemplos: com seu significado, o que acaba caracterizando um processo
emudecer semântico. Por essa razão, entendemos o motivo pelo qual é
mudo – palavra inicial denominada “imprópria”.
e – prefixo
mud – radical Composição: é o processo que forma palavras compostas,
ecer – sufixo a partir da junção de dois ou mais radicais. Existem dois tipos:

desalmado - Composição por Justaposição: ao juntarmos duas ou mais


alma – palavra inicial palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética: passatempo,
des – prefixo quinta-feira, girassol, couve-flor. Em “girassol” houve uma
alm – radical alteração na grafia (acréscimo de um “s”) justamente para
ado – sufixo manter inalterada a sonoridade da palavra.

Não devemos confundir derivação parassintética, em que o - Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou mais
acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo, vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou mais de seus
com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade. elementos fonéticos: embora (em boa hora); fidalgo (filho de algo
Nessas palavras, os afixos são acoplados em sequência: - referindo-se a família nobre); hidrelétrico (hidro + elétrico);
desvalorização provém de desvalorizar, que provém de valorizar, planalto (plano alto). Ao aglutinarem-se, os componentes
que por sua vez provém de valor. subordinam-se a um só acento tônico, o do último componente.
É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por
parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém - Redução: algumas palavras apresentam, ao lado de
de «propriar» ou de «expróprio», pois tais palavras não sua forma plena, uma forma reduzida. Observe: auto - por
existem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, automóvel; cine - por cinema; micro - por microcomputador;
pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. Zé - por José. Como exemplo de redução ou simplificação de
palavras, podem ser citadas também as siglas, muito frequentes
- Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva quando na comunicação atual.
uma palavra é formada não por acréscimo, mas por redução:
comprar (verbo) - compra (substantivo); beijar (verbo) - beijo - Hibridismo: ocorre hibridismo na palavra em cuja
(substantivo). formação entram elementos de línguas diferentes: auto (grego)
+ móvel (latim).
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou
se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte orientação: - Onomatopeia: numerosas palavras devem sua origem a
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, e o uma tendência constante da fala humana para imitar as vozes
verbo palavra primitiva. e os ruídos da natureza. As onomatopeias são vocábulos que
- Se o nome denota algum objeto ou substância, verifica-se reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos seres:
o contrário. miau, zunzum, piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar, etc.
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam
ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não ocorre, - Prefixos: os prefixos são morfemas que se colocam antes
porém, com a palavra âncora, que é um objeto. Neste caso, um dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido;
substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. raramente esses morfemas produzem mudança de classe
gramatical. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se
Por derivação regressiva, formam-se basicamente originam do latim e do grego, línguas em que funcionavam como
substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome de preposições ou advérbios, logo, como vocábulos autônomos. 
substantivos deverbais. Note que na linguagem popular, são Alguns prefixos foram pouco ou nada produtivos em português.
frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação Outros, por sua vez, tiveram grande vitalidade na formação de
regressiva. o portuga (de português); o boteco (de botequim); novas palavras: a- , contra- , des- , em-  (ou en-) , es- , entre- re- ,
o comuna (de comunista); agito (de agitar); amasso (de sub- , super- , anti-.
amassar); chego (de chegar)

O processo normal é criar um verbo a partir de um Prefixos de Origem Grega


substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em
sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo. a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência,
carência: anônimo, amoral, ateu, afônico.
- Derivação Imprópria: A derivação imprópria ocorre ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise,

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anagrama, anacrônico. injetar, importar.
anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado, duplicidade: extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordinário,
anfiteatro, anfíbio, anfibologia. extraviar.
anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal,
antagonista, antítese. impossível, improdutivo.
apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo, apocalipse, inter-, entre-: posição intermediária: internacional,
apologia. interplanetário.
arqui-, arce-: superioridade hierárquica, primazia, excesso: intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso,
arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário. intraverbal.
cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, catálogo, intro-: movimento para dentro: introduzir, introvertido,
catarata. introspectivo.
di-:  duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema. justa-: posição ao lado: justapor, justalinear.
dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, diagonal, ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar, ocupar,
diafragma, diagrama. obstáculo.
dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispepsia, per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar,
disfasia. perverter.
ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento para fora: eclipse, êxodo, pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado.
ectoderma, exorcismo. pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, preliminar.
en-, em-, e-:  posição interior, movimento para dentro: pro-: movimento para frente: progresso, promover,
encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo. prosseguir, projeção.
endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocarpo, re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater, reatar.
endosmose. retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso,
epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epílogo, retroagir, retrógrado.
epidemia, epitáfio. so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima,
eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, euforia, inferioridade: soterrar, sobpor, subestimar.
eucaristia, eufonia. super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: supercílio,
hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemiplégico. supérfluo.
hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipérbole, soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, soto-
hipertrofia. pôr.
hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese, trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movimento
hipodérmico. através: transatlântico, tresnoitar, tradição.
meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora, ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar,
metacarpo. ultrarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta.
para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo, vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vice-
parasita, paradoxo, paradigma. almirante.
peri-: movimento ou posição em torno de: periferia,
peripécia, período, periscópio. Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos) que,
pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prognóstico, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua principal
profeta, programa. característica é a mudança de classe gramatical que geralmente
pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia. opera. Dessa forma, podemos utilizar o significado de um
proto-: início, começo, anterioridade: proto-história, verbo num contexto em que se deve usar um substantivo, por
protótipo, protomártir. exemplo. Como o sufixo é colocado depois do radical, a ele são
poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeísmo. incorporadas as desinências que indicam as flexões das palavras
sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfonia, variáveis. Existem dois grupos de sufixos formadores de
simpatia, sinopse. substantivos extremamente importantes para o funcionamento
tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telégrafo. da língua. São os que formam nomes de ação e os que formam
nomes de agente.
Prefixos de Origem Latina
Sufixos que formam nomes de ação: -ada – caminhada;
a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso, -ança – mudança; -ância – abundância; -ção – emoção; -dão
abstinência, abstração. – solidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza; -ismo
a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjunto, – civismo; -mento – casamento; -são – compreensão; -tude –
advogado, advir, aposto. amplitude; -ura – formatura.
ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessala,
anteontem, antever. Sufixos que formam nomes de agente: -ário(a) –
ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguidade, secretário; -eiro(a) – ferreiro; -ista – manobrista; -or – lutador;
ambivalente. -nte – feirante.
ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: benefício,
bendito. Sufixos que formam nomes de lugar, depositório: -aria
bis-, bi-:  repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bisavô, – churrascaria; -ário – herbanário; -eiro – açucareiro; -or –
biscoito. corredor; -tério – cemitério; -tório – dormitório.
circu(m)-: movimento em torno: circunferência, circunscrito,
circulação. Sufixos que formam nomes indicadores de abundância,
cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino. aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – papelada; -agem
co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio, – folhagem; -al – capinzal; -ario(a) - casario, infantaria; -edo –
cooperativa, condutor. arvoredo; -eria – correria; -io – mulherio; -ume – negrume.
contra-: oposição: contrapeso, contrapor, contradizer.
de-: movimento de cima para baixo, separação, negação: Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência:
decapitar, decair, depor. -ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fósseis).
de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: -oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores).
desventura, discórdia, discussão. -ato, eto, ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais), granito (pedra).
e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão, -ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais).
exportação, expelir. -ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto).
en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para um -ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciência
estado ou forma, revestimento: imergir, enterrar, embeber, linguística).

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-io - sódio, potássio, selênio (corpos simples). (E) derivação regressiva

Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas filosóficas, 03. Que item contém somente palavras formadas por
sistemas políticos: - ismo: budismo, kantismo, comunismo. justaposição?
(A) desagradável – complemente
Sufixos Formadores de Adjetivos (B) vaga-lume - pé-de-cabra
(C) encruzilhada – estremeceu
- de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado; -áceo(a) (D) supersticiosa – valiosas
- herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al – anual; -ar – esco- (E) desatarraxou – estremeceu
lar; -ário - diário, ordinário; -ático – problemático; -az – mor-
daz; -engo – mulherengo; -ento – cruento; -eo – róseo; -esco 04. (RIOPREVIDÊNCIA – ASSISTENTE PREVIDENCIÁRIO –
– pitoresco; -este – agreste; -estre – terrestre; -enho – ferre- CEPERJ/2014 - ADAPTADA) Todas as palavras abaixo têm, em
nho; -eno – terreno; -ício – alimentício; -ico – geométrico; -il sua formação um prefixo, exceto:
– febril; -ino – cristalino; -ivo – lucrativo; -onho – tristonho; (A) incansáveis
-oso – bondoso; -udo – barrigudo. (B) desencadearam
(C) internacionais
- de verbos: (D) hiperconsumo
-(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante, doente, (E) envolvidas
seguinte.
-(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação – lou- 05. (RIOPREVIDÊNCIA – ASSISTENTE PREVIDENCIÁRIO
vável, perecível, punível. – CEPERJ/2014 - ADAPTADA) Quanto à formação das
-io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio, afirmativo, palavras, qual das alternativas a seguir contém composição por
pensativo. aglutinação?
-(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou sofrer uma (A) Girassol.
ação, referência – movediço, quebradiço, factício. (B) Pontapé.
-(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro, preparató- (C) Petróleo.
rio. (D) Passatempo

Sufixos Adverbiais: Na Língua Portuguesa, existe apenas um 06. Indique a palavra que foge ao processo de formação de
único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”, derivado do substan- chape-chape:
tivo feminino latino mens, mentis que pode significar “a mente, (A) zunzum
o espírito, o intento”. Este sufixo juntou-se a adjetivos, na for- (B) reco-reco
ma feminina, para indicar circunstâncias, especialmente a de (C) toque-toque
modo. Exemplos: altiva-mente, brava-mente, bondosa-mente, (D) tlim-tlim
nervosa-mente, fraca-mente, pia-mente. Já os advérbios que se (E) vivido
derivam de adjetivos terminados em –ês (burgues-mente, por-
tugues-mente, etc.) não seguem esta regra, pois esses adjetivos 07. (COBRA TECNOLOGIA S/A – ANALISTA
eram outrora uniformes. Exemplos: cabrito montês / cabrita ADMINISTRATIVO – ESPP/2013) Assinale a alternativa que
montês. indica, correta e respectivamente, os processos de formação das
palavras “guarda-sol”, “felizmente” e “quilo”.
Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via de regra, (A) Derivação por sufixação, composição por justaposição e
ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos. redução.
Em geral, os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo (B) Composição por justaposição, redução e derivação por
da terminação-ar. Exemplos: esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç- sufixação.
-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar. (C) Composição por justaposição, derivação por sufixação e
redução.
Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de ação. (D) Redução, composição por justaposição e derivação por
-ar: cruzar, analisar, limpar sufixação.
-ear: guerrear, golear
-entar: afugentar, amamentar 08. Assinale a palavra que é formada por parassíntese:
-ficar: dignificar, liquidificar (A) entristecer
-izar: finalizar, organizar (B) choro
(C) embora
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida. (D) desfazer
Verbo Factivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou (E) trabalho
causar.
Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco 09. (FUNCAB - 2011 - Prefeitura de Várzea Grande/MT
intensa. – Contador – FUNCAB) Em “...externamos nossos sentimentos
para vivê-los mais INTENSAMENTE” e “Os amores silenciosos
Questões podem provocar o CHORO”, as palavras destacadas são formadas,
respectivamente, a partir de processos de:
01. (RIOPREVIDÊNCIA – ESPECIALISTA EM PREVIDÊNCIA (A) derivação sufixal e composição por justaposição.
SOCIAL – CEPERJ/2014) A palavra “infraestrutura” é formada (B) composição por justaposição e derivação regressiva.
pelo seguinte processo: (C) derivação sufixal e derivação regressiva.
(A) sufixação (D) derivação regressiva e derivação parassintética.
(B) prefixação (E) derivação parassintética e derivação prefixal.
(C) parassíntese
(D) justaposição 10. (DPE/RS - Defensor Público – FCC) Das palavras a
(E) aglutinação seguir, a única formada por derivação prefixal e sufixal é:
(A) destinação.
02. A palavra “aguardente” formou-se por: (B) desocupação.
(A) hibridismo (C) criminológico.
(B) aglutinação (D) carcereiro.
(C) justaposição
(D) parassíntese

Língua Portuguesa 33
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Respostas Análise Sintática
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide
01. Resposta B e classifica as orações que o constituem e reconhece a função
Infra = prefixo + estrutura – temos a junção de um prefixo sintática dos termos de cada oração.
com um radical, portanto: derivação prefixal (ou prefixação). Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo,
função sintática e núcleo de um termo da oração.
02. Resposta B As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são
Aglutinação: é a composição em que pelo menos um dos reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança
elementos têm a pronúncia diferente de quando estavam o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a
separados (água + ardente = aguardente). comunicação com o ouvinte ou o leitor.
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de
03. Resposta B qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de
Justaposição: é a composição em que os elementos juntos uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas
têm a mesma pronúncia de quando estavam separados. em parágrafos minuciosamente construídos.

04. Resposta E Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos


A palavra “envolver” vem do latim, involvere, que significa ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode
“rolar sobre”. Por processo de formação de palavras através de revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até
aglutinação, teríamos in + volvere (rolar), formando envolver. o período mais complexo, elaborado segundo os padrões
sintáticos do idioma. São exemplos de frases:
05. Resposta C
Na composição por aglutinação ocorre a fusão de duas ou Socorro!
mais palavras ou radicais, havendo alteração de um desses Muito obrigado!
elementos formadores. Que horror!
Girassol = gira + sol Sentinela, alerta!
Pontapé = ponta + pé Cada um por si e Deus por todos.
Petróleo = preto + óleo Grande nau, grande tormenta.
Parapeito = passa + tempo Por que agridem a natureza?
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos)
06. Resposta E “Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos)
A palavra “chape-chape” é formada pelo processo chamado “Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.”
de onomatopeia, que consiste na imitação aproximada entre (Adonias Filho)
o som de uma palavra e a realidade que a mesma representa. “As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo)
Assim, a palavra tenta imitar o som natural da coisa significada. “Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos
seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em
07. Resposta C helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo,
GUARDA-SOL: Na composição por justaposição ocorre a mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
junção de duas ou mais palavras ou radicais, sem que haja
alteração desses elementos formadores, ou seja, mantêm a As frases são proferidas com entoação e pausas especiais,
mesma ortografia e acentuação que tinham antes da composição, indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases,
havendo apenas alteração do significado. principalmente as que se desviam do esquema sujeito +
FELIZMENTE: feliz + mente (sufixo) predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (=
QUILO: redução de quilograma o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as
circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases
08. Resposta A nominais as que se apresentam sem o verbo. Exemplo: Tudo
Derivação Parassintética: resulta do acréscimo simultâneo parado e morto.
de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por meio da parassíntese
formam-se nomes (substantivos e adjetivos) e verbos. Quanto ao sentido, as frases podem ser:
ENTRISTECER = TRISTE – prefixo -en; sufixo ecer
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo,
09. Resposta C de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou
A alternativa “C” é a correta porque foi acrescentado um enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa:
sufixo em “intensa”= intensamente e do verbo CHORAR houve Paulo parece inteligente. (afirmativa)
a regressão em choro. A retificação da velha estrada é uma obra inadiável.
(afirmativa)
10. Resposta B Nunca te esquecerei. (negativa)
A alternativa “B” é a correta porque “des (prefixo)ocupa Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (negativa)
(ção) sufixo. Nas outras alternativas só há sufixação.
Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de
6 Domínio da estrutura interrogação). São uma pergunta, uma interrogação:
Por que chegaste tão tarde?
morfossintática do período: Gostaria de saber que horas são.
Termos da oração. Período “Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa)
composto por coordenação “Não sabe, ao menos, o nome do pequeno?” (Machado de
e subordinação. Sintaxe de Assis)
concordância. Sintaxe de
Imperativas: aquela através da qual expressamos uma
regência. Sintaxe de colocação ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa.
dos pronomes oblíquos átonos. Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido:
Emprego do sinal indicativo de “Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa)
crase. Emprego dos sinais de Não cometa imprudências. (negativa)
pontuação “Vamos, meu filho, ande depressa!” (afirmativa)
“Segue teu rumo e canta em paz.” (afirmativa)
“Não me leves para o mar.” (negativa)

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Exclamativas: aquela através da qual externamos uma (A) Deus te guarde!
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, (B) As risadas não eram normais.
etc.: (C) Que ideia absurda!
Como eles são audaciosos! (D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
Não voltaram mais! (E) Tão preta como o túnel!
“Uma senhora instruída meter-se nestas bibocas!” (F) Quem bom!
(Graciliano Ramos) (G) As ovelhas são mansas e pacientes.
(H) Que espírito irônico e livre!
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo:
Bons ventos o levem! 05. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa,
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! interrogativa, imperativa e exclamativa:
“E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet) (A) Que flores tão aromáticas!
“Quem me dera ser como Casimiro Lopes!” (Graciliano (B) Por que é que não vais ao teatro mais vezes?
Ramos) (C) Devemos manter a nossa escola limpa.
(D) Respeitem os limites de velocidade.
Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição): (E) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência?
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo (F) Atravessem a rua com cuidado.
Branco) (G) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido!
“Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) (H) Antes de tomar banho no mar, deve-se olhar para a cor
“Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!” da bandeira.
(Domingos Carvalho da Silva) (I) Não te quero ver mais aqui!
(J) Hoje saímos mais cedo.
Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase
podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro Respostas
caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza
e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora 01. “a” e “d”
ascendente ora descendente.
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser 02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d)
integralmente captados se atentarmos para o contexto em que optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h)
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se declarativa
explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”,
usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de 03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho,
pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
que aparentemente diz. 04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são
A entoação é um elemento muito importante da frase falada,
pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo 05. a) exclamativa; b) interrogativa; c) declarativa; d)
de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar imperativa; e) interrogativa; f) imperativa; g) exclamativa; h)
constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc. declarativa; i) imperativa; j) declarativa
A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o
tom com que a proferimos. Observe: Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido,
Olavo esteve aqui. porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração
Olavo esteve aqui? encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um
Olavo esteve aqui?! período, completando um pensamento e concluindo o enunciado
Olavo esteve aqui! através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns
casos, através de reticências.
Questões Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
01. Marque apenas as frases nominais: não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
(A) Que voz estranha!
(B) A lanterna produzia boa claridade. Socorro!
(C) As risadas não eram normais. Com licença!
(D) Luisinho, não! Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso.
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, “A bênção, mãe Nácia!” (Raquel de Queirós)
exclamativa, optativa ou imperativa.
(A) Você está bem? Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho! partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos
(C) Que alívio! ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado! desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois
(E) Você se machucou? grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
(F) A luz jorrou na caverna. coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
(G) Agora suma, seu monstro! predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
(H) O túnel ficava cada vez mais escuro.
A menina banhou-se na cachoeira.
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o A menina – sujeito
modelo: banhou-se na cachoeira – predicado
Luisinho ficou pra trás. (declarativa) Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
Lusinho, fique para trás. (imperativa)
  O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em
(A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara
(B) Luisinho procurou os fósforos no bolso. algo», «o tema do que se vai comunicar».
(C) Os meninos olharam à sua volta. O predicado é a parte da oração que contém “a informação
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito,
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
Assinale, pois, as frases verbais:

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Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara invadiram minha casa: predicado = termo determinado
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou Há formigas na minha casa.
seja, o predicado, é «é eterno». há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
sujeito: inexistente
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
desembarcar.” (Aníbal Machado) Exemplos:
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Eu acompanho você até o guichê.
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados Vocês disseram alguma coisa?
em três grandes níveis: vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
Marcos: sujeito = substantivo próprio
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Ninguém entra na sala agora.
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente ninguém: sujeito = pronome substantivo
da Passiva). O andar deve ser uma atividade diária.
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo. Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de
Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais oração substantiva subjetiva:
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos: É difícil optar por esse ou aquele doce...
É difícil: oração principal
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva
Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza. O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
Os sertanistas capturavam os índios.
Um vento áspero sacudia as árvores. O sino era grande.
Ela tem uma educação fina.
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao Isto não me agrada.
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
(o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer
análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas: O sujeito pode ser:
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos;
predicado; “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.”
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. cavalo nadavam ao lado da canoa.”
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei
Exemplos: amanhã.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando
A padaria está fechada hoje. não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã.
está fechada hoje: predicado nominal (sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
a padaria: sujeito expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele)
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
vocês)
Nós mentimos sobre nossa idade para você. Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal fertiliza o Egito.
mentimos: verbo = núcleo do predicado Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
nós: sujeito pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, açudes. (= Açudes foram construídos.)
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos
sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina
sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado. trancou-se no quarto.
Exemplos: Indeterminado: quando não se indica o agente da ação
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou
As formigas invadiram minha casa. a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se
as formigas: sujeito = termo determinante bem naquele restaurante.

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Observações: essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”;
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
- Sujeito formado por pronome indefinido não é a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. é, que são responsáveis pela principal informação naquele
Ninguém lhe telefonou. segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.” um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
Pode ser omitido junto de infinitivos. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
Aqui vive-se bem. dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
Devagar se vai ao longe.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz. Minha empregada é desastrada.
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. predicado: é desastrada
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o tipo de predicado: nominal
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas. O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
língua.
Exemplos: A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
É fácil este problema! predicado: demoliu nosso antigo prédio
Vão-se os anéis, fiquem os dedos. núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” sujeito
(José de Alencar) tipo de predicado: verbal
“Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.” (Ramalho
Ortigão) Os manifestantes desciam a rua desesperados.
“Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo predicado: desciam a rua desesperados
Branco) núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o
sujeito; desesperados = atributo do sujeito
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um tipo de predicado: verbo-nominal
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é
pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo. responsável também por definir os tipos de elementos que
Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear, é necessário um complemento que, juntamente com o verbo,
relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer
fenômenos meteorológicos. forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia
do predicado.
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo,
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
que estabelece concordância com outro termo essencial “A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é
subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). depois de algozes)
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo “Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno “A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
Então têm por características básicas: apresentar-se como
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. forma o predicado.
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo,
Exemplos: podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
Carolina conhece os índios da Amazônia.
sujeito: Carolina = termo determinante As flores murcharam.
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo Os animais correm.
determinado As folhas caem.
“Os inimigos de Moreiras rejubilaram.” (Graciliano Ramos)
Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João.
sujeito: todos nós = termo determinante Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem
predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de
determinado predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:

Nesses exemplos podemos observar que a concordância é João puxou a rede.


estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos “Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara

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Resende) Exemplos:
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
(Camilo Castelo Branco) adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, neutros.” (Érico Veríssimo)
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? Américo)
Os verbos de predicação completa denominam-se “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os (José Geraldo Vieira)
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
(bitransitivos). distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
relacionando o predicativo com o sujeito. os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
pois têm sentido completo. depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
(Marquês de Maricá) paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
Observações: Os verbos intransitivos podem vir atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
As orações formadas com verbos intransitivos não podem (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc.,
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos variam de significação conforme sejam usados como transitivos
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com diretos ou indiretos.
o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim) dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias) Exemplos:
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva.
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, Ceda o lugar aos mais velhos.
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na
Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto formação do predicado nominal. Exemplos:
é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: A Terra é móvel.
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, A água está fria.
declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos: O moço anda (=está) triste.
Comprei um terreno e construí a casa. Mário encontra-se doente.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de A Lua parecia um disco.
Maricá)
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de
(Guedes de Amorim) anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente.
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos: (aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria
Consideramos o caso extraordinário. dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma
Inês trazia as mãos sempre limpas. princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com
O povo chamava-os de anarquistas. dificuldades.; Parece que vai chover.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação
Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes O homem anda. (intransitivo)
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os O homem anda triste. (de ligação)
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: O cego não vê. (intransitivo)
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, Deram 12 horas. (intransitivo)
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar, A terra dá bons frutos. (transitivo direto)
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc. Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. objeto.

Língua Portuguesa 38
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Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um - Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos: loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
A bandeira é o símbolo da Pátria. plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do
A mesa era de mármore. livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos
O mar estava agitado. meus escritos?”
A ilha parecia um monstro.
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: esfera semântica:
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava “Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
atrasado.) (Vivaldo Coaraci)
O menino abriu a porta ansioso. “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
Todos partiram alegres. Machado)
Marta entrou séria. “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
de Assis)
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está Em tais construções é de rigor que o objeto venha
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até acompanhado de um adjunto.
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
coisas.; Onde está a criança que fui? principalmente:
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
um verbo transitivo. Exemplos: Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
O juiz declarou o réu inocente. mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
O povo elegeu-o deputado. hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
As paixões tornam os homens cegos. seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
Nós julgamos o fato milagroso. - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se ali”.
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.;
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele - Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a
choque com o mundo me causara.” eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de
Termos Integrantes da Oração duas criaturas que só tinham uma à outra”.
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O
compreensão do enunciado. São os seguintes: estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); - Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto
- Complemento Nominal; direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao
- Agente da Passiva. médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade
conheço desde os seus mais tenros anos”.
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação - Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos: caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
As plantas purificaram o ar. ambos...”.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro) - Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a
Procurei o livro, mas não o encontrei. pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a
Ninguém me visitou. outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos
outros.; A quantos a vida ilude!.
O objeto direto tem as seguintes características: - Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar)
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os
- Normalmente, não vem regido de preposição; livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”;
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou
verbo ativo: Caim matou Abel. da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
por Caim. Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição
O objeto direto pode ser constituído: do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono,
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe,
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável. lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado:
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar expressão.

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Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo;
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais,
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem. obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
significação dos verbos: conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”

- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. pelos pronomes:
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): As flores são umedecidas pelo orvalho.
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a Muitos já estavam dominados por ele.
verdade ao moço.)
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras ativa:
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Tu o acompanharás. (voz ativa)

Observações: Há verbos que podem construir-se com dois Observações:


objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos
adjuntos adverbiais. pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa ruas. (certo)
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos: Termos Acessórios da Oração
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço- Termos acessórios são os que desempenham na oração
vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser,
expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São
Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com adverbial e aposto.
você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina
gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas.
obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal
quem conto são poucas. – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto
adnominal).
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a, mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio,
com, contra, de, em, para e por. este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço,
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto;
Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto, Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade,
o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase. posse, origem, fim ou outra especificação:
Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa - presente de rei (=régio): qualidade
a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, - livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.” - água da fonte, filho de fazendeiros: origem
- fio de aço, casa de madeira: matéria
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado - casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, - homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. - criança com febre (=febril): característica
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao - aviso do diretor: agente
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa
Observações: O complemento nominal representa o o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa

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o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém Um aposto pode referir-se a outro aposto:
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. é, a saber, ou da preposição acidental como:

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica não são banhados pelo mar.
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.; O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu coisas.” (Raquel Jardim)
de repente. De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.

Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No a coisa personificada a que nos dirigimos:
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial de Lourdes Teixeira)
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, “A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto Assis)
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj. “Ei-lo, o teu defensor, ó Liberdade!” (Mendes Leal)
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.). Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
(Carlos Drummond de Andrade) apelo (ó, olá, eh!):
“No Brasil, região do ouro e dos escravos, encontramos a
felicidade.” (Camilo Castelo Branco) “Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
“No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
nossa gente.” (Mário de Andrade) (Graciliano Ramos)
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome Castelo Branco)
substantivo: O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
Foram os dois, ele e ela. oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
O dia amanheceu chuvoso, o que me obrigou a ficar em casa. Questões

O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases 01. (PC-ES – Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) O termo
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do em destaque é adjunto adverbial de intensidade em:
sujeito: (A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. (B) enfrentamos MUITAS novidades
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de (C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
cores. (D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
(E) assumimos MUITO conflito e confusão
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo 02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos: dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; respectivamente:
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc. (A) sujeito – objeto direto;
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (B) sujeito – aposto;
(Graciliano Ramos) (C) objeto direto – aposto;
(D) objeto direto – objeto direto;
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às (E) objeto direto – complemento nominal.
vezes, está elíptico. Exemplos:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. 03. (EEAR – Sargento Administração – Aeronáutica/2014).
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto
alma humana. indireto.
“Irmão do mar, do espaço, amei as solidões sobre os (A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
rochedos ásperos.” (Cabral do Nascimento) (refere-se ao sujeito (B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca
oculto eu). teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos: Pessoa)
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de (C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar
tempestade iminente. / Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito. Guimarães)
Simão era muito espirituoso, o que me levava a preferir sua (D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a
companhia. jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para

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a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) sabiam que lidavam com seres humanos e não com animais. Com
animais tudo é fácil. A um cavalo, se o adestra. A outro homem,
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase faz-se necessário convencê-lo, todo santo dia, a se comportar
o sujeito de “fez”? como escravo. O chicote, o tronco, os ferros, o pelourinho, a
(A) o prêmio; concessão de pequenos privilégios e a esperança de um dia
(B) o jogador; obter uma carta de alforria ajudaram o domínio senhorial no
(C) que; Brasil. Mas, me valendo mais uma vez de Joaquim Nabuco, o que
(D) o gol; contava mesmo, como ele disse, era a habilidade do senhor em
(E) recebeu. infundir o medo, o terror, no espírito do escravo.
O medo também era um sentimento experimentado pelos
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde senhores, pois a qualquer hora tudo poderia ir pelos ares, seja
há predicativo do sujeito: pela sabotagem no trabalho (imagine um canavial pegando
(A) como o povo anda tristonho! fogo ou a maquinaria do engenho quebrada), seja pelo puro e
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; simples assassinato do algoz. Assim, uma espécie de acordo foi o
(C) ele nos garantiu que viria; que ordenou as relações entre senhores e escravos. Desse modo,
(D) no Rio não faltam diversões; os escravos puderam estabelecer limites relativos à proteção de
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação. suas famílias, de suas roças e de suas tradições culturais. Quando
essas coisas eram ignoradas pelo proprietário, era problema
06. (UFAL – Técnico de Laboratório – COPEVE/ na certa, que resultava quase sempre na fuga dos cativos. A
UFAL/2014) contar contra a sorte dos escravos, porém, estava o tráfico
transatlântico intermitente, jogando mais e mais estrangeiros,
Numa noite em que voltei para casa muito bêbado de uma novatos, na população escrava. O tráfico tornava muito difícil
de minhas andanças pela cidade, achei que o gato evitava minha que os limites estabelecidos pelos escravos à volúpia senhorial
presença. criassem raízes e virasse um costume incontestável.
POE, Edgar Allan. Histórias extraordinárias. São Paulo:
Larousse Jovem, 2005. Fonte: GÓES, José Roberto Pinto de. Escravidão. [fragmento].
Biblioteca Nacional, Rede da Memória Virtual Brasileira. Disponível em
A oração “que o gato evitava minha presença”, sintaticamente, http://bndigital.bn.br/redememoria/escravidao.html. Acesso em ago.
é 2012.
(A) o sujeito do verbo “achar”.
(B) um complemento verbal. Texto 2
(C) um complemento nominal. A escrava Isaura
(D) um predicativo.
(E) um aposto. Bernardo Guimarães

07. (UNIRIO - Analista de Tecnologia da Informação - Malvina aproximou-se de manso e sem ser pressentida para
Segurança da Informação - UNIRIO) junto da cantora, colocando-se por detrás dela esperou que
Texto 1 terminasse a última copla.
-- Isaura!... disse ela pousando de leve a delicada mãozinha
Escravidão sobre o ombro da cantora.
José Roberto Pinto de Góes -- Ah! é a senhora?! - respondeu Isaura voltando-se
sobressaltada.
Uma fonte histórica importante no estudo da escravidão no -- Não sabia que estava aí me escutando.
Brasil são os “relatos de viajantes”, geralmente de europeus que -- Pois que tem isso?.., continua a cantar... tens a voz tão
permaneciam algum tempo no Brasil e, depois, escreviam sobre bonita!... mas eu antes quisera que cantasses outra coisa; por
o que haviam visto (ou entendido) nesses trópicos. Existem em que é que você gosta tanto dessa cantiga tão triste, que você
maior número para o século XIX. Todos se espantaram com a aprendeu não sei onde?...
onipresença da escravidão, dos escravos e de uma população -- Gosto dela, porque acho-a bonita e porque... ah! não devo
livre, mulata e de cor preta. O reverendo Roberto Walsh, por falar...
exemplo, que desembarcou no Rio de Janeiro em finais da -- Fala, Isaura. Já não te disse que nada me deves esconder, e
década de 1820, deixou o seguinte testemunho: “Estive apenas nada recear de mim?...
algumas horas em terra e pela primeira vez pude observar um -- Porque me faz lembrar de minha mãe, que eu não
negro africano sob os quatro aspectos da sociedade. Pareceu-me conheci, coitada!... Mas se a senhora não gosta dessa cantiga,
que em cada um deles seu caráter dependia da situação em que não a cantarei mais. Não gosto que a cantes, não, Isaura. Hão de
se encontrava e da consideração que tinham com ele. Como um pensar que és maltratada, que és uma escrava infeliz, vítima de
escravo desprezado era muito inferior aos animais de carga... senhores bárbaros e cruéis. Entretanto passas aqui uma vida
soldado, o negro era cuidadoso com a sua higiene pessoal, que faria inveja a muita gente livre. Gozas da estima de teus
acessível à disciplina, hábil em seus treinamentos, com o porte e senhores. Deram-te uma educação, como não tiveram muitas
a constituição de um homem branco na mesma situação. Como ricas e ilustres damas que eu conheço. És formosa, e tens uma
cidadão, chamava a atenção pela aparência respeitável... E como cor linda, que ninguém dirá que gira em tuas veias uma só gota
padre... parecia até mais sincero em suas ideias, e mais correto de sangue africano. Bem sabes quanto minha boa sogra antes de
em suas maneiras, do que seus companheiros brancos”. expirar te recomendava a mim e a meu marido. Hei de respeitar
Em apenas algumas horas caminhando pelo Rio de Janeiro, sempre as recomendações daquela santa mulher, e tu bem vês,
Walsh pôde ver, pela primeira vez (quantos lugares o reverendo sou mais tua amiga do que tua senhora. Oh! não; não cabe em
terá visitado?), indivíduos de cor preta desempenhando diversos tua boca essa cantiga lastimosa, que tanto gostas de cantar. --
papéis: escravo, soldado, cidadão e padre. Isso acontecia porque Não quero, -- continuou em tom de branda repreensão, -- não
a alforria era muito mais recorrente aqui do que em outras áreas quero que a cantes mais, ouviste, Isaura?... se não, fecho-te o meu
escravistas da América, coisa que singularizou em muito a nossa piano.
história. -- Mas, senhora, apesar de tudo isso, que sou eu mais do
Robert Walsh escreveu que os escravos eram inferiores aos que uma simples escrava? Essa educação, que me deram, e essa
animais de carga. Se quis dizer com isso que eram tratados e beleza, que tanto me gabam, de que me servem?... são trastes de
tidos como tal, acertou apenas pela metade. Tratados como luxo colocados na senzala do africano. A senzala nem por isso
animais de carga eram mesmo, aos olhos do reverendo e aos deixa de ser o que é: uma senzala.
nossos, de hoje em dia. Mas é muito improvável que tenha sido -- Queixas-te da tua sorte, Isaura?...
esta a percepção dos proprietários de escravos. Não era. Eles -- Eu não, senhora; não tenho motivo... o que quero dizer

Língua Portuguesa 42
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com isto é que, apesar de todos esses dotes e vantagens, que me 08. (TJ/SP - Assistente Social - VUNESP/2012)
atribuem, sei conhecer o meu lugar.
Nas últimas três décadas, as milícias, organizações criminosas
Fonte: GUIMARÃES, Bernardo. A Escrava Isaura. [1ª ed. 1875]. lideradas por policiais e ex- policiais, vêm se alastrando no Rio de
Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro . Janeiro. Elas avançaram sobre os domínios do tráfico, passaram a
Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/ comandar territórios da cidade e consolidaram seu poder à base
texto/bv000057.pdf. Acesso em ago.2012 do assistencialismo e do medo. Como têm centenas de milhares
de pessoas sob seu jugo, essas gangues de farda ganham força
Texto 3 em períodos eleitorais, quando são procuradas por candidatos
em busca de apoio, arbitram sobre quem faz campanha em seu
Cotas: continuidade da Abolição pedaço e lançam nomes egressos de suas próprias fileiras.

Eloi Ferreira de Araújo (Veja, 26.09.2012. Adaptado)

Sancionada em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea foi Sabendo que o aposto é empregado para precisar, explicar um
responsável pela libertação de cerca de um milhão de escravos termo antecedente, assinale a alternativa contendo passagem do
ainda existentes no País. Representou a longa campanha texto com essa função.
abolicionista de mais de 380 anos de lutas. No entanto, aos (A) …quem faz campanha em seu pedaço…
ex-cativos não foram assegurados os benefícios dados aos (B) …nomes egressos de suas próprias fileiras.
imigrantes, que tiveram a proteção especial do Estado Imperial (C) …centenas de milhares de pessoas sob seu jugo…
e mais tarde da República. Foram mais de 122 anos desde (D) …quando são procuradas por candidatos em busca de
a abolição, sem que nenhuma política pública propiciasse a apoio…
inclusão dos negros na sociedade, os quais são cerca de 52% da (E) …organizações criminosas lideradas por policiais e ex-
população brasileira. policiais…
A primeira lei que busca fazer com que o Estado brasileiro
inicie a longa caminhada para a construção da igualdade Respostas
de oportunidades entre negros e não negros só veio a ser
sancionada, em 2010, depois de dez anos de tramitação. Trata- 01. Resposta D
se do Estatuto da Igualdade Racial, que oferece as possibilidades, Os advérbios modificam os verbos, os adjetivos ou outros
através da incorporação das ações afirmativas ao quadro jurídico advérbios e são invariáveis.
nacional, de reparar as desigualdades que experimentam os Alternativa A – Muita modifica o substantivo: coisa
pretos e pardos. Este segmento que compõe a nação tem em Alternativa B – Muitas é um pronome adjetivo que modifica
sua ascendência aqueles que, com o trabalho escravo, foram o substantivo novidades
responsáveis pela pujança do capitalismo brasileiro, bem como Alternativa C – Muito está modificando o substantivo caráter
são contribuintes marcantes da identidade nacional. Ressalte- Alternativa D – Muito é um advérbio de intensidade que
se que não há correspondência na apropriação dos bens modifica o adjetivo inteligentes
econômicos e culturais por parte dos descendentes de africanos Alternativa E – Muito é um pronome adjetivo que modifica o
na proporção de sua contribuição para o País. substantivo conflito
O Supremo Tribunal Federal foi instado a decidir sobre a
adoção de cotas para pretos e pardos no ensino superior público, 02. Resposta C
e também no privado, na medida em que o ProUni foi também O verbo haver (sentido de existir) é transitivo direto, seu
levado a julgamento. A mais alta Corte do país decidiu que estas complemento é o objeto direto que na frase apresenta-se por
ações afirmativas são constitucionais. Estabeleceu assim, uma “dois remédios”.
espécie de artigo 2º na Lei Áurea, para assegurar o ingresso “O tempo e o silêncio” é o aposto explicativo de dois remédios.
de pretos e pardos nas universidades públicas brasileiras, e
reconheceu a constitucionalidade também do ProUni. (...) 03. Resposta D
O Brasil tem coragem de olhar para o passado e lançar sem O verbo responder é transitivo indireto, responder a alguém
medo as sementes de construção de um novo futuro. Desta ou a alguma coisa, seu completo é o objeto indireto que nesta
forma, podemos interpretar que tivemos o fim da escravidão frase expressa-se por “a Nhô Augusto”.
como o artigo primeiro do marco legal. A educação com
aprovação das cotas para ingresso no ensino superior como o 04. Resposta: C
artigo segundo. Ainda faltam mais dispositivos que assegurem Na frase há duas orações:
a terra e o trabalho com funções qualificadas. Daí então, em Oração 1: O jogador recebeu o prêmio.
poucas décadas, e com a implementação das ações afirmativas, Oração 2: que fez o gol.
teremos de fato um Estado verdadeiramente democrático, Na primeira oração, o sujeito do verbo “recebeu” é “jogador”.
em que todos, independentemente da cor da sua pele ou da Na segunda, o sujeito do verbo “fez” ´é o pronome relativo
sua etnia, poderão fruir de bens econômicos e culturais em “que” que retorna ao sujeito “jogador” da primeira oração.
igualdade de oportunidades.
05. Resposta A
Fonte: Governo Federal. Fundação Cultural Palmares. O verbo “anda” exprime na frase um estado do sujeito, o
Disponível em http://www.palmares.gov.br/cotas- estado de “tristonho”, deste modo, o vocábulo “tristonho” é o
continuidade-da-abolicao/. predicativo do sujeito.

O tráfico tornava muito difícil que os limites estabelecidos 06. Resposta B


pelos escravos à volúpia senhorial criassem raízes e virasse um A oração “que o gato evitava minha presença” completa o
costume incontestável sentido do verbo “achei”, portanto, é um complemento verbal.
[Texto 1]
07. Resposta E
No período acima, a função sintática do adjetivo grifado é: O predicativo do objeto é o termo da oração que
(A) Sujeito complementa e caracteriza, principalmente, o objeto direto,
(B) Objeto direto atribuindo-lhe uma qualidade. Pode caracterizar também o
(C) Predicativo do sujeito. objeto indireto, sendo contudo mais raro, apenas utilizado com o
(D) Complemento nominal verbo chamar. Aparece apenas com o predicado verbo-nominal.
(E) Predicativo do objeto direto A função de predicativo do objeto pode ser desempenhada:
- Por um adjetivo ou uma locução adjetiva:

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Exemplos: OCA OCA OCA
Ele a viu sorridente.
Todos acusaram-no de desmotivado. “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
- Por um substantivo: Assis)
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
Exemplos: (Antônio Olavo Pereira)
A direção elegeu-o presidente. “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
Todos chamam-lhe mãe. (Coelho Neto)

Exemplos de predicativo do objeto direto: - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
Nós consideramos esta funcionária dispensável. introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
Ontem vi minha vizinha muito preocupada. O homem saiu do carro / e entrou na casa.
OCA OCS
Exemplos de predicativo do objeto indireto:
Eu chamei-lhe de falsa. As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
Os alunos chamaram-lhe incompetente. acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
que as introduzem. Pode ser:
08. Resposta E
APOSTO: - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
É o termo da oração que se refere a um substantivo, a um mas também, não só... mas ainda.
pronome ou a uma oração, para explicá-los, ampliá-los, resumi- Saí da escola / e fui à lanchonete.
los ou identificá-los. Mais comumente o aposto é marcado por OCA OCS Aditiva
uma pausa entre o termo que se refere, mas não é regra geral.
Exemplos: Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
• Àquela hora a avenida Brasil estava intransitável. que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
• O resto, isto é, as louças, os cristais e os talheres, irá nas oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
caixas menores.
A doença vem a cavalo e volta a pé.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um As pessoas não se mexiam nem falavam.
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
interrogação ou com reticências. nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
O período é simples quando só traz uma oração, chamada (Machado de Assis)
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma - Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Estudei bastante / mas não passei no teste.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há OCA OCS Adversativa
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
locuções verbais nele existentes. Exemplos: que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) uma conjunção coordenativa adversativa.
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma A espada vence, mas não convence.
oração) “É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções Tens razão, contudo não te exaltes.
verbais, duas orações) Havia muito serviço, entretanto ninguém trabalhava.

Há três tipos de período composto: por coordenação, por - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo por isso, pois, logo.
tempo (também chamada de misto).
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
Período Composto por Coordenação – Orações OCA OCS Conclusiva
Coordenadas
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
Considere, por exemplo, este período composto: que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
de infância.
1ª oração: Passeamos pela praia Vives mentindo; logo, não mereces fé.
2ª oração: brincamos Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
3ª oração: recordamos os tempos de infância Raimundo é homem são, portanto deve trabalhar.
As três orações que compõem esse período têm sentido
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de ora... ora, seja... seja, quer... quer.
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
sintaticamente. Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
As orações independentes de um período são chamadas OCA OCS Alternativa
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
orações coordenadas é chamado de período composto por Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
coordenação. conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
sindéticas. coordenativa alternativa.

- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando Venha agora ou perderá a vez.
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: “Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. Assis)

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“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço conectivo é denominada assindética. Observando os períodos
muito caro.” (Renato Inácio da Silva) seguintes:
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” I- Não caía um galho, não balançava uma folha.
(Luís Jardim) II- O filho chegou, a filha saiu, mas a mãe nem notou.
III- O fiscal deu o sinal, os candidatos entregaram a prova.
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, Acabara o exame.
porque, pois, porquanto.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. Nota-se que existe coordenação assindética em:
OCA OCS Explicativa (A) I apenas
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção (B) II apenas
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação (C) III apenas
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa (D) I e III
explicativa. (E) nenhum deles

Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. 08. “Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro do ciclo
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico de graves crises que ocupa a energia desta nação. A frustração
Veríssimo) cresce e a desesperança não cede. Empresários empurrados à
“Qualquer que seja a tua infância, conquista-a, que te condição de liderança oficial se reúnem, em eventos como este,
abençoo.” (Fernando Sabino) para lamentar o estado de coisas. O que dizer sem resvalar para
O cavalo estava cansado, pois arfava muito. o pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição?
É da história do mundo que as elites nunca introduziram
Questões mudanças que favorecessem a sociedade como um todo.
Estaríamos nos enganando se achássemos que estas lideranças
01. Relacione as orações coordenadas por meio de empresariais aqui reunidas teriam motivação para fazer a
conjunções: distribuição de poderes e rendas que uma nação equilibrada
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar que a vontade de
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. distribuir renda passe pelo empobrecimento da elite. É também
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. ocioso pensar que nós, de tal elite, temos riqueza suficiente
   para distribuir. Faço sempre, para meu desânimo, a soma do
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar faturamento das nossas mil maiores e melhores empresas, e
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: chego a um número menor do que o faturamento de apenas
(A) causa duas empresas japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um
(B) explicação pouquinho. Sejamos francos. Em termos mundiais somos
(C) conclusão irrelevantes como potência econômica, mas o mesmo tempo
(D) proporção extremamente representativos como população.”
(E) comparação (“Discurso de Semler aos empresários”, Folha de São Paulo)
 
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração Dentre os períodos transcritos do texto acima, um é
sublinhada pode indicar uma ideia de: composto por coordenação e contém uma oração coordenada
(A) concessão sindética adversativa. Assinalar a alternativa correspondente a
(B) oposição este período:
(C) condição (A) A frustração cresce e a desesperança não cede.
(D) lugar (B) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica
(E) consequência pungente ou a auto-absolvição.
   (C) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, riqueza suficiente para distribuir.
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. (D) Sejamos francos.
1. Correu demais, ... caiu. (E) Em termos mundiais somos irrelevantes como potência
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. econômica, mas ao mesmo tempo extremamente representativos
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. como população.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com
detalhes. 09. “O tédio, portanto, foi um produto de luxo, e isso até
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. tão recentemente que Baudelaire, para, há meio século e meio,
descrevê-lo, comparou-se ao rei de um país chuvoso [...]” (linhas
(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto 33-35)
(B) por isso, porque, mas, portanto, que O termo destacado apresenta uma ideia de:
(C) logo, porém, pois, porque, mas (A) causa.
(D) porém, pois, logo, todavia, porque (B) concessão.
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto (C) conclusão.
(D) consequência.
05. Reúna as três orações em um período composto por
coordenação, usando conjunções adequadas. Respostas

Os dias já eram quentes. 01.


A água do mar ainda estava fria. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
As praias permaneciam desertas. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
  Quero desculpar-me, mais consigo encontrá-los.
06. No período “Penso, logo existo”, oração em destaque é:  
(A) coordenada sindética conclusiva 02. Resposta E
(B) coordenada sindética aditiva A conjunção como exercer a função comparativa. Os amplos
(C) coordenada sindética alternativa bocejos ouvidos são comparados à força do marulhar das ondas.
(D) coordenada sindética adversativa
(E) n.d.a 03. Resposta C
A condição necessária para procurar emprego é entrar na
07. Por definição, oração coordenada que seja desprovida de faculdade.

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04. Resposta B “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
Por isso – conjunção conclusiva. Sousa)
Porque – conjunção explicativa.
Mas – conjunção adversativa. - Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
Portanto – conjunção conclusiva. ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
Que – conjunção explicativa. contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
  Irei à sua casa / se não chover.
05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava OP OSA Condicional
fria, por isso as praias permaneciam desertas.
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
06. Resposta A ofensores.
A conjunção “logo” expressa a ideia de conclusão. Desta Se o conhecesses, não o condenarias.
forma, a frase “logo existo” é a conclusão da frase inicial “Penso”. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
Andrade)
07. Resposta D A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
Períodos I e III não possuem conectivos tenha êxito.
Período II: conectivo “mas”
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da
08. Resposta E oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Alternativa A: oração coordenada sindética aditiva: “e” Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
Alternativa B: oração coordenada sindética alternativa: a que, mesmo que.
crítica pungente ou a auto-absolvição Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
Alternativa E: oração coordenada sindética adversativa: OP OSA Concessiva
“mas” Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
09. Resposta C Embora não possuísse informações seguras, ainda assim
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações arriscou uma opinião.
ou dois termos de uma mesma oração. Neste caso a palavra Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando
“portanto” nos remete a uma oração coordenada conclusiva, que ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
exprime idéia de conclusão ou consequência entre as orações. Por mais que gritasse, não me ouviram.
São elas: logo, pois (posposto ao verbo), portanto, assim, por
isso, por conseguinte, então. - Conformativas: Expressam a conformidade de um fato
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
Período Composto por Subordinação O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa
Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal) O homem age conforme pensa.
Todos querem sua participação. (objeto direto) Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
causa) O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.

Veja, agora, como podemos transformar esses termos em - Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
orações com a mesma função sintática: que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
com função de adjunto adnominal) Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
Todos querem / que você participe. (oração subordinada OP OSA Temporal
com função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração Formiga, quando quer se perder, cria asas.
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma “Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, de Maricá)
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo Enquanto foi rico, todos o procuravam.
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a - Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
é classificado como período composto por subordinação. As que, porque (=para que), que.
orações subordinadas são classificadas de acordo com a função Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas. OP OSA Final

Orações Subordinadas Adverbiais “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá)
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal “Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que =
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa para que)
que as introduz: “Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração para que não deixasse)
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
visto que. - Consecutivas: Expressam a consequência do que foi
Não fui à escola / porque fiquei doente. enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (=
OP OSA Causal porque), pois que, visto que.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
O tambor soa porque é oco. OP OSA Consecutiva
Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.

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“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José ele voltará amanhã.
J. Veiga) - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
prolongar minha viagem. ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com da reunião.
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
menos ou mais). necessária.)
Ela é bonita / como a mãe. Parece que a situação melhorou.
OP OSA Comparativa Aconteceu que não o encontrei em casa.
Importa que saibas isso bem.
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
(Marquês de Maricá) - Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. É aquela que exerce a função de complemento nominal de um
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz inocência. (complemento nominal)
daquele olhar. Estou convencido / de que ele é inocente.
OP OSS Completiva Nominal
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
subentendido o verbo ser (como a mãe é). dele.)
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona Estava ansioso por que voltasses.
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Sê grato a quem te ensina.
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.”
mais, quanto menos. (Graciliano Ramos)
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
OSA Proporcional OP - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
À medida que se vive, mais se aprende. vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. felicidade. (predicativo)
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai O importante é / que você seja feliz.
diminuindo. OP OSS Predicativa

Orações Subordinadas Substantivas Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de Não sou quem você pensa.
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser: - Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração do país. (aposto)
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do
O grupo quer / que você ajude. país.
OP OSS Objetiva Direta OP OSS Apositiva

O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
mestre exigia a presença de todos.) coisa: a sua felicidade)
Mariana esperou que o marido voltasse. Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. que virias a morrer...” (Osmã Lins)
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É oculto?” (Machado de Assis)
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto) pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
Necessito / de que você me ajude. principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
OP OSS Objetiva Indireta saúde, tornou-se realidade.

Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua Observação: Além das conjunções integrantes que e se,
viagem.) as orações substantivas podem ser introduzidas por outros
Aconselha-o a que trabalhe mais. conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Daremos o prêmio a quem o merecer. Não sei quando ele chegou.
Lembre-se de que a vida é breve. Diga-me como resolver esse problema.

- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela Orações Subordinadas Adjetivas


que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito) As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
É importante / que você colabore. a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
OP OSS Subjetiva principal. Observe como podemos transformar um adjunto
adnominal em oração subordinada adjetiva:
A oração subjetiva geralmente vem: Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que adjetiva)

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As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem reduzida de particípio.
ser classificadas em:
Observações:
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se - Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
referem. Exemplo: desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
OP OSA Restritiva desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
cidade.
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Exemplos:
Preciso terminar este exercício.
Pedra que rola não cria limo. Ele está jantando na sala.
Os animais que se alimentam de carne chamam-se Essa casa foi construída por meu pai.
carnívoros. - Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas reduzida. Exemplo:
escreveram. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
Mariano) coordenada sindética aditiva)
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas gerúndio.
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
novo livro. diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
OP OSA Explicativa OP indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
oração principal, que traz o efeito.
Deus, que é nosso pai, nos salvará. Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra.
Orações Reduzidas Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Observe que as orações subordinadas eram sempre Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e período agora é composto por coordenação, pois a oração
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela
(infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos: ter chorado.

- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês. Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
(infinitivo) OP OSA Comparativa OSA Condicional
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. Questões
(particípio)
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das para ser mãe”, a oração destacada é:
formas nominais são chamadas de reduzidas. (A) subordinada substantiva objetiva indireta
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, (B) subordinada substantiva completiva nominal
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos (C) subordinada substantiva predicativa
a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e (D) coordenada sindética conclusiva
passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo, (E) coordenada sindética explicativa
conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
da oração desenvolvida. 02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada.
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. realidade.” A oração sublinhada é:
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês. (A) adverbial conformativa
OSA Temporal (B) adjetiva
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal, (C) adverbial consecutiva
reduzida de infinitivo. (D) adverbial proporcional
(E) adverbial causal
Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me. 03. (PREFEITURA DE OSASCO – FARMACÊUTICO –
OSA Condicional FGV/2014) “Esses produtos podem ser encontrados nos
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características
condicional, reduzida de gerúndio. adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o verbal reduzida adequadamente desenvolvida em
vestiário. (A) para se encaixarem.
OSA Temporal (B) para seu encaixotamento.

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(C) para que se encaixassem. Respostas
(D) para que se encaixem.
(E) para que se encaixariam. 01. Resposta B
A oração em destaque exerce a função de completar o
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir nome “certeza”, logo ela é uma oração subordinada substantiva
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das completiva nominal.
orações seguintes?
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. 02. Resposta A
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. A conjunção “como” explícita na frase possui o mesmo
(C) O aluno fez-se passar por doutor. valor do vocábulo “conforme”, assim, tem-se uma conjunção
(D) Precisa-se de operários. conformativa e uma oração subordinada adverbial conformativa.
(E) Não sei se o vinho está bom.
      03. Resposta D
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A As orações subordinadas reduzidas são aquelas que não
oração sublinhada é: apresentam conjunção. Para torná-las desenvolvidas, basta
(A) subordinada substantiva completiva nominal acrescentarmos a conjunção: “para que se encaixem”.
(B) subordinada substantiva objetiva indireta
(C) subordinada substantiva predicativa 04. Resposta E
(D) subordinada substantiva subjetiva Alternativa A: “se” é um pronome reflexivo.
(E) subordinada substantiva objetiva direta   Alternativa B: “se” é parte integrante do verbo
Alternativa C: “se” é pronome reflexivo – “a si mesmo”
06. Neste período “não bate para cortar”, a oração “para Alternativa D: “se” indica uma indeterminação do sujeito –
cortar” em relação a “não bate”, é: alguém precisa de funcionários
(A) a causa Alternativa E: não sei isso - a frase iniciada pelo “se” é objeto
(B) o modo direto
(C) a consequência
(D) a explicação 05. Resposta B
(E) a finalidade O verbo “lembrar” é transitivo indireto (quem lembra,
lembra DE alguma coisa), com isso, a oração introduzida pela
07. (CASAL/AL - ADMINISTRADOR DE REDE - COPEVE/ preposição “de” é classificada como objetiva indireta.
UFAL/2014) A próxima questão refere-se à imagem abaixo.
06. Resposta E
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a
intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração principal.
“Não bate a fim de que não corte”.

07. Resposta B
O termo complementa a palavra “medo”, que é substantivo
(nome – nominal). Portanto é um complemento nominal. O
verbo “ter” tem como complemento verbal (objeto) a palavra
“medo”, que exerce a função sintática de objeto direto.

08. Resposta E
A oração subordinada adjetiva possui a função própria de
um adjetivo ou adjunto adnominal. Quando é restritiva, não
aparece isolada por vírgulas e serve para delimitar ou definir
mais claramente o seu antecedente. Assim, “que nos deleitam”
O cartaz acima divulga a peça de teatro “Quem tem medo de define o vocábulo “enganos”.
Virginia Woolf?” escrita pelo norte-americano Edward Albee.
O termo “de Virginia Woolf”, do título em português da peça, 09. Resposta C
funciona como: No período composto por subordinação sempre aparecem
(A) objeto indireto. dois tipos de oração: oração principal e oração subordinada. As
(B) complemento nominal. orações adverbiais, isto é, aquelas que equivalem a advérbios
(C) adjunto adnominal. em relação a outra oração. Os adjuntos adverbiais são termos
(D) adjunto adverbial. acessórios das orações; são determinantes. Os determinantes
(E) agente da passiva. adverbiais acrescentam “ao predicado o esclarecimento de
lugar, tempo, modo etc.” E as orações adverbiais consecutivas
08. Em - “Há enganos que nos deleitam”, a oração grifada é: são aquelas que são introduzidas por um termo intensivo que
(A) substantiva subjetiva vem em seguida à oração principal, acrescentando-lhe ideias e
(B) substantiva objetiva direta explicações, ou completando-a, ou tirando uma conclusão.
(C) substantiva completiva nominal
(D) substantiva apositiva Concordância Nominal e Verbal
(E) adjetiva restritiva
A concordância consiste no mecanismo que leva as palavras
09. “Elas jogam milhões de toneladas de sedimentos no a adequarem-se umas às outras harmonicamente na construção
rio, inviabilizando sua navegabilidade.” (4º parágrafo) A oração frasal. É o princípio sintático segundo o qual as palavras
grifada acima denota, considerando-se o contexto, dependentes se harmonizam, nas suas flexões, com as palavras
(A) causa. de que dependem.
(B) ressalva. “Concordar” significa “estar de acordo com”. Assim, na
(C) consequência. concordância, tanto nominal quanto verbal, os elementos que
(D) temporalidade. compõem a frase devem estar em consonância uns com os
(E) proporcionalidade. outros.
Essa concordância poderá ser feita de duas formas:
gramatical ou lógica (segue os padrões gramaticais vigentes);
atrativa ou ideológica (dá ênfase a apenas um dos vários

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elementos, com valor estilístico). Os campos estavam floridos, as colheitas seriam fartas.
É proibida a caça nesta reserva.
Concordância Nominal: adequação entre o substantivo e os
elementos que a ele se referem (artigo, pronome, adjetivo). - Quando o sujeito é composto e constituído por
Concordância Verbal: variação do verbo, conformando-se substantivos do mesmo gênero, o predicativo deve concordar
ao número e à pessoa do sujeito. no plural e no gênero deles:
O mar e o céu estavam serenos.
Concordância Nominal A ciência e a virtude são necessárias.
“Torvos e ferozes eram o gesto e os meneios destes homens
Concordância do adjetivo adjunto adnominal: a sem disciplina,” (Alexandre Herculano)
concordância do adjetivo, com a função de adjunto adnominal,
efetua-se de acordo com as seguintes regras gerais: - Sendo o sujeito composto e constituído por substantivos
O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo de gêneros diversos, o predicativo concordará no masculino
a que se refere. Exemplo: O alto ipê cobre-se de flores amarelas. plural:
O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero O vale e a montanha são frescos.
ou número diferentes, quando posposto, poderá concordar no “O céu e as árvores ficariam assombrados.” (Machado de
masculino plural (concordância mais aconselhada), ou com o Assis)
substantivo mais próximo. Exemplo: Longos eram os dias e as noites para o prisioneiro.
“O César e a irmã são louros.” (Antônio Olinto)
- No masculino plural:
“Tinha as espáduas e o colo feitos de encomenda para os - Se o sujeito for representado por um pronome de
vestidos decotados.” (Machado de Assis) tratamento, a concordância se efetua com o sexo da pessoa a
“Os arreios e as bagagens espalhados no chão, em roda.” quem nos referimos:
(Herman Lima) Vossa Senhoria ficará satisfeito, eu lhe garanto.
“Ainda assim, apareci com o rosto e as mãos muito “Vossa Excelência está enganado, Doutor Juiz.” (Ariano
marcados.” (Carlos Povina Cavalcânti) Suassuna)
“...grande número de camareiros e camareiras nativos.” Vossas Excelências, senhores Ministros, são merecedores
(Érico Veríssimo) de nossa confiança.
Vossa Alteza foi bondoso. (com referência a um príncipe)
- Com o substantivo mais próximo:
A Marinha e o Exército brasileiro estavam alerta. O predicativo aparece às vezes na forma do masculino
Músicos e bailarinas ciganas animavam a festa. singular nas estereotipadas locuções é bom, é necessário, é
“...toda ela (a casa) cheirando ainda a cal, a tinta e a barro preciso, etc., embora o sujeito seja substantivo feminino ou
fresco.” (Humberto de Campos) plural:
“Meu primo estava saudoso dos tempos da infância e falava Bebida alcoólica não é bom para o fígado.
dos irmãos e irmãs falecidas.” (Luís Henrique Tavares) “Água de melissa é muito bom.” (Machado de Assis)
“É preciso cautela com semelhantes doutrinas.” (Camilo
- Anteposto aos substantivos, o adjetivo concorda, em Castelo Branco)
geral, com o mais próximo: “Hormônios, às refeições, não é mau.” (Aníbal Machado)
“Escolhestes mau lugar e hora...” (Alexandre Herculano)
“...acerca do possível ladrão ou ladrões.” (Antônio Calado) Observe-se que em tais casos o sujeito não vem determinado
Velhas revistas e livros enchiam as prateleiras. pelo artigo e a concordância se faz não com a forma gramatical
Velhos livros e revistas enchiam as prateleiras. da palavra, mas com o fato que se tem em mente:
Tomar hormônios às refeições não é mau.
Seguem esta regra os pronomes adjetivos: A sua idade, É necessário ter muita fé.
sexo e profissão.; Seus planos e tentativas.; Aqueles vícios e
ambições.; Por que tanto ódio e perversidade?; “Seu Príncipe Havendo determinação do sujeito, ou sendo preciso realçar
e filhos”. Muitas vezes é facultativa a escolha desta ou daquela o predicativo, efetua-se a concordância normalmente:
concordância, mas em todos os casos deve subordinar-se às É necessária a tua presença aqui. (= indispensável)
exigências da eufonia, da clareza e do bom gosto. “Se eram necessárias obras, que se fizessem e largamente.”
(Eça de Queirós)
- Quando dois ou mais adjetivos se referem ao mesmo “Seriam precisos outros três homens.” (Aníbal Machado)
substantivo determinado pelo artigo, ocorrem dois tipos de “São precisos também os nomes dos admiradores.” (Carlos
construção, um e outro legítimos. Exemplos: de Laet)
Estudo as línguas inglesa e francesa.
Estudo a língua inglesa e a francesa. Concordância do predicativo com o objeto: A concordância
Os dedos indicador e médio estavam feridos. do adjetivo predicativo com o objeto direto ou indireto
O dedo indicador e o médio estavam feridos. subordina-se às seguintes regras gerais:

- Os adjetivos regidos da preposição de, que se referem a - O adjetivo concorda em gênero e número com o objeto
pronomes neutros indefinidos (nada, muito, algo, tanto, que, quando este é simples:
etc.), normalmente ficam no masculino singular: Vi ancorados na baía os navios petrolíferos.
Sua vida nada tem de misterioso. “Olhou para suas terras e viu-as incultas e maninhas.”
Seus olhos têm algo de sedutor. (Carlos de Laet)
Todavia, por atração, podem esses adjetivos concordar com O tribunal qualificou de ilegais as nomeações do ex-prefeito.
o substantivo (ou pronome) sujeito: A noite torna visíveis os astros no céu límpido.
“Elas nada tinham de ingênuas.” (José Gualda Dantas)
- Quando o objeto é composto e constituído por elementos
Concordância do adjetivo predicativo com o sujeito: a do mesmo gênero, o adjetivo se flexiona no plural e no gênero
concordância do adjetivo predicativo com o sujeito realiza-se dos elementos:
consoante as seguintes normas: A justiça declarou criminosos o empresário e seus auxiliares.
Deixe bem fechadas a porta e as janelas.
- O predicativo concorda em gênero e número com o
sujeito simples: - Sendo o objeto composto e formado de elementos
A ciência sem consciência é desastrosa. de gênero diversos, o adjetivo predicativo concordará no

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masculino plural: Outros casos de concordância nominal: Registramos aqui
Tomei emprestados a régua e o compasso. alguns casos especiais de concordância nominal:
Achei muito simpáticos o príncipe e sua filha. - Anexo, incluso, leso. Como adjetivos, concordam com o
“Vi setas e carcás espedaçados”. (Gonçalves Dias) substantivo em gênero e número:
Encontrei jogados no chão o álbum e as cartas.
Anexa à presente, vai a relação das mercadorias.
- Se anteposto ao objeto, poderá o predicativo, neste caso, Vão anexos os pareceres das comissões técnicas.
concordar com o núcleo mais próximo: Remeto-lhe, anexas, duas cópias do contrato.
É preciso que se mantenham limpas as ruas e os jardins. Remeto-lhe, inclusa, uma fotocópia do recibo.
Segue as mesmas regras o predicativo expresso pelos Os crimes de lesa-majestade eram punidos com a morte.
substantivos variáveis em gênero e número: Temiam que as Ajudar esses espiões seria crime de lesa-pátria.
tomassem por malfeitoras; Considero autores do crime o
comerciante e sua empregada. Observação: Evite a locução em anexo.
Concordância do particípio passivo: Na voz passiva, o - A olhos vistos. Locução adverbial invariável. Significa
particípio concorda em gênero e número com o sujeito, como visivelmente.
os adjetivos:
Foi escolhida a rainha da festa. “Lúcia emagrecia a olhos vistos”. (Coelho Neto)
Foi feita a entrega dos convites. “Zito envelhecia a olhos vistos.” (Autren Dourado)
Os jogadores tinham sido convocados.
O governo avisa que não serão permitidas invasões de - Só. Como adjetivo, só [sozinho, único] concorda em número
propriedades. com o substantivo. Como palavra denotativa de limitação,
equivalente de apenas, somente, é invariável.
Quando o núcleo do sujeito é, como no último exemplo, um
coletivo numérico, pode-se, em geral, efetuar a concordância Eles estavam sós, na sala iluminada.
com o substantivo que o acompanha: Centenas de rapazes foram Esses dois livros, por si sós, bastariam para torná-los célebre.
vistos pedalando nas ruas; Dezenas de soldados foram feridos Elas só passeiam de carro.
em combate. Só eles estavam na sala.
Referindo-se a dois ou mais substantivos de gênero
diferentes, o particípio concordará no masculino plural: Forma a locução a sós [=sem mais companhia, sozinho]:
Atingidos por mísseis, a corveta e o navio foram a pique; “Mas Estávamos a sós. Jesus despediu a multidão e subiu ao monte
achei natural que o clube e suas ilusões fossem leiloados.” para orar a sós.
(Carlos Drummond de Andrade)
- Possível. Usado em expressões superlativas, este adjetivo
Concordância do pronome com o nome: ora aparece invariável, ora flexionado:

- O pronome, quando se flexiona, concorda em gênero e “A volta, esperava-nos sempre o almoço com os pratos mais
número com o substantivo a que se refere: requintados possível.” (Maria Helena Cardoso)
“Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e “Estas frutas são as mais saborosas possível.” (Carlos Góis)
deitou-o no jazido de sua esposa”. (José de Alencar) “A mania de Alice era colecionar os enfeites de louça mais
“O velho abriu as pálpebras e cerrou-as logo.” (José de grotescos possíveis.” (ledo Ivo)
Alencar) “... e o resultado obtido foi uma apresentação com movimentos
os mais espontâneos possíveis.” (Ronaldo Miranda)
- O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de
gêneros diferentes, flexiona-se no masculino plural: Como se vê dos exemplos citados, há nítida tendência, no
“Salas e coração habita-os a saudade”” (Alberto de Oliveira) português de hoje, para se usar, neste caso, o adjetivo possível
“A generosidade, o esforço e o amor, ensinaste-os tu em toda a no plural. O singular é de rigor quando a expressão superlativa
sua sublimidade.” (Alexandre Herculano) inicia com a partícula o (o mais, o menos, o maior, o menor, etc.)
Conheci naquela escola ótimos rapazes e moças, com os Os prédios devem ficar o mais afastados possível.
quais fiz boas amizades. Ele trazia sempre as unhas o mais bem aparadas possível.
“Referi-me à catedral de Notre-Dame e ao Vesúvio O médico atendeu o maior número de pacientes possível.
familiarmente, como se os tivesse visto.” (Graciliano Ramos) - Adjetivos adverbiados. Certos adjetivos, como sério, claro,
caro, barato, alto, raro, etc., quando usados com a função de
Os substantivos sendo sinônimos, o pronome concorda com advérbios terminados em – mente, ficam invariáveis:
o mais próximo: “Ó mortais, que cegueira e desatino é o nosso!”
(Manuel Bernardes) Vamos falar sério. [sério = seriamente]
Penso que falei bem claro, disse a secretária.
- Os pronomes um... outro, quando se referem a substantivos Esses produtos passam a custar mais caro. [ou mais barato]
de gênero diferentes, concordam no masculino: Estas aves voam alto. [ou baixo]
Marido e mulher viviam em boa harmonia e ajudavam-se
um ao outro. Junto e direto ora funcionam como adjetivos, ora como
“Repousavam bem perto um do outro a matéria e o advérbios:
espírito.” (Alexandre Herculano) “Jorge e Dante saltaram juntos do carro.” (José Louzeiro)
Nito e Sônia casaram cedo: um por amor, o outro, por “Era como se tivessem estado juntos na véspera.” (Autram
interesse. Dourado).
“Elas moram junto há algum tempo.” (José Gualda Dantas)
A locução um e outro, referida a indivíduos de sexos “Foram direto ao galpão do engenheiro-chefe.” (Josué
diferentes, permanece também no masculino: “A mulher do Guimarães)
colchoeiro escovou-lhe o chapéu; e, quando ele [Rubião] saiu,
um e outro agradeceram-lhe muito o benefício da salvação do - Todo. No sentido de inteiramente, completamente,
filho.” (Machado de Assis) costuma-se flexionar, embora seja advérbio:

O substantivo que se segue às locuções um e outro e nem Esses índios andam todos nus.
outro fica no singular. Exemplos: Um e outro livro me agradaram; Geou durante a noite e a planície ficou toda (ou todo) branca.
Nem um nem outro livro me agradaram. As meninas iam todas de branco.
A casinha ficava sob duas mangueiras, que a cobriam toda.

Língua Portuguesa 51
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Mas admite-se também a forma invariável: envolvimento da empresa.
Fiquei com os cabelos todo sujos de terá. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Suas mãos estavam todo ensanguentadas. desnecessária.
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
- Alerta. Pela sua origem, alerta (=atentamente, de prontidão, e a campanha.
em estado de vigilância) é advérbio e, portanto, invariável: (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
desnecessárias.
Estamos alerta.
Os soldados ficaram alerta. 04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos
“Todos os sentidos alerta funcionam.” (Carlos Drummond parênteses.
de Andrade) (A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/
“Os brasileiros não podem deixar de estar sempre alerta.” necessária)
(Martins de Aguiar) (B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/
Contudo, esta palavra é, atualmente, sentida antes como bastantes)
adjetivo, sendo, por isso, flexionada no plural: (D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)
Nossos chefes estão alertas. (=vigilantes) (E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
Papa diz aos cristãos que se mantenham alertas. (meio/ meia)
“Uma sentinela de guarda, olhos abertos e sentidos alertas,
esperando pelo desconhecido...” (Assis Brasil, Os Crocodilos, p. 05. (PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO – GUARDA
25) MUNICIPAL – FJG RIOI/2013) Quanto à concordância nominal,
verifica-se ERRO em:
- Meio. Usada como advérbio, no sentido de um pouco, esta (A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos.
palavra é invariável. Exemplos: (B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre o
assunto.
A porta estava meio aberta. (C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
As meninas ficaram meio nervosas. criança viciadas.
Os sapatos eram meio velhos, mas serviam. (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de
parentes.
- Bastante. Varia quando adjetivo, sinônimo de suficiente:
06. (AL TO - ASSISTENTE LEGISLATIVO - PROGRAMAÇÃO
Não havia provas bastantes para condenar o réu. DE COMPUTADORES – CESGRANRIO/2005)
Duas malas não eram bastantes para as roupas da atriz.
Fica invariável quando advérbio, caso em que modifica um Texto I
adjetivo:
As cordas eram bastante fortes para sustentar o peso. Conta-se que, certa vez, ligaram para Brasília uns cientistas
Os emissários voltaram bastante otimistas. americanos intrigados com o que viram em algumas fotos de
“Levi está inquieto com a economia do Brasil. Vê que se satélite. Eles queriam saber o que havia na região ao norte do
aproximam dias bastante escuros.” (Austregésilo de Ataíde) Distrito Federal, porque as imagens mostravam um brilho
intenso naquelas coordenadas, algo muito incomum. Bem, esse
- Menos. É palavra invariável: telefonema pode nem ter ocorrido, mas o certo é que a Chapada
Gaste menos água. dos Veadeiros, a 230 quilômetros de Brasília, está sobre uma
À noite, há menos pessoas na praça. das mais generosas jazidas de cristal de que se tem notícia.
Os tais cientistas americanos, caso tenham ligado mesmo, não
Questões estavam descobrindo nenhuma América, pois durante longo
tempo a garimpagem do cristal movimentou a Chapada e seus
01. (TJ/SC - Analista Jurídico – TJ/SC) Indique o uso arredores. Esse minério translúcido servia como matéria-prima
INCORRETO da concordância verbal ou nominal: para fabricação de componentes eletrônicos e de computador,
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. em vista de sua altíssima condutividade. Com o tempo, os
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam pesquisadores desenvolveram outros materiais em laboratório
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. e o cava-cava acabou. Os místicos falam que há uma gigantesca
(C) Alguma solução é necessária, e logo! placa de cristal sob toda a região. E sobre ela, como você pode
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a imaginar, uma gigantesca massa de místicos. Atraídos pela
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido inegável atmosfera divinal da Chapada, que é um manancial
não pode prosperar. de água e luz (a solar, ok?) e com visuais que chamam à
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. contemplação, milhares de terapeutas, psicólogos, massagistas e
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de líderes espirituais se mudaram para lá, o que faz de Alto Paraíso
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter e da vizinha vila de São Jorge um “território alto-astral” de fama
certa autonomia econômica. internacional.

02. (TJ/SC - Analista Jurídico – TJ/SC) Aponte a alternativa RODRIGUES, Otávio. Viagem, Edição Especial (Ecoturismo)
em que NÃO ocorre silepse (de gênero, número ou pessoa): Ed. Abril - Edição 108-A.
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
diferença.” Marque a frase em que a concordância nominal está correta.
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às (A) Imagens e telefonemas diárias intrigavam os
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. pesquisadores.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de (B) A garimpagem é proibido naquela região.
longe... (C) Havia místicos e pesquisadoras interessados no lugar.
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais (D) Fotos e imagens eram a mesma de sempre.
compreensivo. (E) A cidade crescia rapidamente, a olho vistos.

03. (CEMIG/TELECOM – Técnico Administrativo - 07. Aponte o erro de concordância nominal.


FUMARC) A concordância nominal está INCORRETA em: (A) Andei por longes terras.
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o (B) Ela chegou toda machucada.

Língua Portuguesa 52
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(C) Carla anda meio aborrecida. - O sujeito é composto e da 3ª pessoa
(D) Elas não progredirão por si mesmo.
(E) Ela própria nos procurou. O sujeito, sendo composto e anteposto ao verbo, leva
geralmente este para o plural. Exemplos:
08. Assinale o erro de concordância nominal. “A esposa e o amigo seguem sua marcha.” (José de Alencar)
(A) – Muito obrigada, disse ela. “Poti e seus guerreiros o acompanharam.” (José de Alencar)
(B) Só as mulheres foram interrogadas. “Vida, graça, novidade, escorriam-lhe da alma como de uma
(C) Eles estavam só. fonte perene.” (Machado de Assis)
(D) Já era meio-dia e meia. É licito (mas não obrigatório) deixar o verbo no singular:
(E) Sós, ficaram tristes. - Quando o núcleo dos sujeitos são sinônimos:
“A decência e honestidade ainda reinava.” (Mário Barreto)
Respostas “A coragem e afoiteza com que lhe respondi, perturbou-o...”
(Camilo Castelo Branco)
01. Resposta D “Que barulho, que revolução será capaz de perturbar esta
A alternativa “D” é a correta porque o correto é “...tenha serenidade?” (Graciliano Ramos)
ficado demonstrada cabalmente a ocorrência...”.
02. Resposta D - Quando os núcleos do sujeito formam sequência gradativa:
A alternativa “D” é a correta porque não houve silepse, pois Uma ânsia, uma aflição, uma angústia repentina começou a
a concordância foi feita pelas classes gramaticais. As outras me apertar à alma.
alternativas apresentaram concordância com a ideia, com o
significado que as palavras representam. (podem ser de gênero, Sendo o sujeito composto e posposto ao verbo, este poderá
número, pessoa). concordar no plural ou com o substantivo mais próximo:

03. Resposta B “Não fossem o rádio de pilha e as revistas, que seria de


O correto seria: A mídia julgou a campanha e a atuação da Elisa?” (Jorge Amado)
empresa desnecessárias “Enquanto ele não vinha, apareceram um jornal e uma
O adjetivo concorda com os dois substantivos femininos: vela.” (Ricardo Ramos)
campanha e atuação da empresa “Ali estavam o rio e as suas lavadeiras.” (Carlos Povina
Cavalcânti)
04. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio ... casa abençoada onde paravam Deus e o primeiro dos seus
ministros.” (Carlos de Laet)
05. Resposta C
SUBSTANTIVO (homem)+ SUBSTANTIVO (mulher)+ Aconselhamos, nesse caso, usar o verbo no plural.
SUBSTANTIVO (criança) +ADJETIVO
Caso exista um substantivo masculino, deverá prevalecer o - O sujeito é composto e de pessoas diferentes
adjetivo no masculino
Se o sujeito composto for de pessoas diversas, o verbo se
06. Resposta C flexiona no plural e na pessoa que tiver prevalência. (A 1ª pessoa
Alternativa A: precisa concordar com o mais próximo – prevalece sobre a 2ª e a 3ª; a 2ª prevale sobre a 3ª):
telefonemas é masculino, portanto, “imagens e telefonemas
diários” “Foi o que fizemos Capitu e eu.” (Machado de Assis) (ela e
Alternativa B: garimpagem é substantivo feminino: “A eu = nós)
garimpagem é proibida” “Tu e ele partireis juntos.” (Mário Barreto) (tu e ele = vós)
Alternativa C: Místicos: substantivo masculino Você e meu irmão não me compreendem. (você e ele =
Pesquisadoras: substantivo feminino vocês)
O adjetivo “interessados” está posposto aos substantivos,
portanto, prevalece a forma masculina no plural. Muitas vezes os escritores quebram a rigidez dessa regra:
Alternativa D: “Fotos e imagens eram AS MESMAS de sempre” - Ora fazendo concordar o verbo com o sujeito mais próximo,
Alternativa E: “a OLHOS vistos” quando este se pospõe ao verbo:

07. Resposta D “O que resta da felicidade passada és tu e eles.” (Camilo


“Elas não progredirão por si MESMAS” Castelo Branco)
“Faze uma arca de madeira; entra nela tu, tua mulher e teus
08. Resposta C filhos.” (Machado de Assis)
Na frase, o vocábulo “só” tem função de adjetivo, desta forma,
deve concordar com o substantivo “eles”. Assim: Eles estavam - Ora preferindo a 3ª pessoa na concorrência tu + ele (tu + ele
SÓS = vocês em vez de tu + ele = vós):

Concordância Verbal “...Deus e tu são testemunhas...” (Almeida Garrett)


“Juro que tu e tua mulher me pagam.” (Coelho Neto)
O verbo concorda com o sujeito, em harmonia com as As normas que a seguir traçamos têm, muitas vezes, valor
seguintes regras gerais: relativo, porquanto a escolha desta ou daquela concordância
- O sujeito é simples: O sujeito sendo simples, com ele depende, freqüentemente, do contexto, da situação e do clima
concordará o verbo em número e pessoa. Exemplos: emocional que envolvem o falante ou o escrevente.

Verbo depois do sujeito: - Núcleos do sujeito unidos por ou


“As saúvas eram uma praga.” (Carlos Povina Cavalcânti)
“Tu não és inimiga dele, não? (Camilo Castelo Branco) Há duas situações a considerar:
“Vós fostes chamados à liberdade, irmãos.” (São Paulo)
- Se a conjunção ou indicar exclusão ou retificação, o verbo
Verbo antes do sujeito: concordará com o núcleo do sujeito mais próximo:
Acontecem tantas desgraças neste planeta! Paulo ou Antônio será o presidente.
Não faltarão pessoas que nos queiram ajudar. O ladrão ou os ladrões não deixaram nenhum vestígio.
A quem pertencem essas terras? Ainda não foi encontrado o autor ou os autores do crime.

Língua Portuguesa 53
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- O verbo irá para o plural se a idéia por ele expressa se referir - Sujeitos resumidos por tudo, nada, ninguém: Quando o
ou puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito: sujeito composto vem resumido por um dos pronomes, tudo,
“Era tão pequena a cidade, que um grito ou gargalhada forte nada, ninguém, etc. o verbo concorda, no singular, com o
a atravessavam de ponta a ponta.” (Aníbal Machado) (Tanto um pronome resumidor. Exemplos:
grito, como uma gargalhada, atravessavam a cidade.) Jogos, espetáculos, viagens, diversões, nada pôde satisfazê-
“Naquela crise, só Deus ou Nossa Senhora podiam acudir- lo.
lhe.” (Camilo Castelo Branco) “O entusiasmo, alguns goles de vinho, o gênio imperioso,
estouvado, tudo isso me levou a fazer uma coisa única.”
Há, no entanto, em bons autores, ocorrência de verbo no (Machado de Assis)
singular: Jogadores, árbitro, assistentes, ninguém saiu do campo.
“A glória ou a vergonha da estirpe provinha de atos
individuais.” (Vivaldo Coaraci) - Núcleos do sujeito designando a mesma pessoa ou coisa:
“Há dessas reminiscências que não descansam antes que a O verbo concorda no singular quando os núcleos do sujeito
pena ou a língua as publique.” (Machado de Assis) designam a mesma pessoa ou o mesmo ser. Exemplos:
“Um príncipe ou uma princesa não casa sem um vultoso “Aleluia! O brasileiro comum, o homem do povo, o João-
dote.” (Viriato Correia) ninguém, agora é cédula de Cr$ 500,00!” (Carlos Drummond
Andrade)
- Núcleos do sujeito unidos pela preposição com: Usa- “Embora sabendo que tudo vai continuar como está, fica
se mais frequentemente o verbo no plural quando se atribui o registro, o protesto, em nome dos telespectadores.” (Valério
a mesma importância, no processo verbal, aos elementos do Andrade)
sujeito unidos pela preposição com. Exemplos: Advogado e membro da instituição afirma que ela é corrupta.
Manuel com seu compadre construíram o barracão.
“Eu com outros romeiros vínhamos de Vigo...” (Camilo - Núcleos do sujeito são infinitivos: O verbo concordará
Castelo Branco) no plural se os infinitivos forem determinados pelo artigo ou
“Ele com mais dois acercaram-se da porta.” (Camilo Castelo exprimirem ideias opostas; caso contrário, tanto é lícito usar o
Branco) verbo no singular como no plural. Exemplos:
Pode se usar o verbo no singular quando se deseja dar O comer e o beber são necessários.
relevância ao primeiro elemento do sujeito e também quando o Rir e chorar fazem parte da vida
verbo vier antes deste. Exemplos: Montar brinquedos e desmontá-los divertiam muito o
menino.
O bispo, com dois sacerdotes, iniciou solenemente a missa. “Já tinha ouvido que plantar e colher feijão não dava
O presidente, com sua comitiva, chegou a Paris às 5h da trabalho.” (Carlos Povina Cavalcânti) (ou davam)
tarde.
“Já num sublime e público teatro se assenta o rei inglês com - Sujeito oracional: Concorda no singular o verbo cujo
toda a corte.” (Luís de Camões) sujeito é uma oração:
Ainda falta / comprar os cartões.
- Núcleos do sujeito unidos por nem: Quando o sujeito é Predicado Sujeito Oracional
formado por núcleos no singular unidos pela conjunção nem, Estas são realidades que não adianta esconder.
usa-se, comumente, o verbo no plural. Exemplos: Sujeito de adianta: esconder que (as realidades)
Nem a riqueza nem o poder o livraram de seus inimigos.
Nem eu nem ele o convidamos. - Sujeito Coletivo: O verbo concorda no singular com o
“Nem o mundo, nem Deus teriam força para me constranger sujeito coletivo no singular. Exemplos:
a tanto.” (Alexandre Herculano) A multidão vociferava ameaças.
“Nem a Bíblia nem a respeitabilidade lhe permitem O exército dos aliados desembarcou no sul da Itália.
praguejar alto.” (Eça de Queirós) Uma junta de bois tirou o automóvel do atoleiro.
É preferível a concordância no singular: Um bloco de foliões animava o centro da cidade.

- Quando o verbo precede o sujeito: Se o coletivo vier seguido de substantivo plural que o
“Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, especifique e anteceder ao verbo, este poderá ir para o plural,
nem a pompa das folhas verdes...” (Machado de Assis) quando se quer salientar não a ação do conjunto, mas a dos
Não o convidei eu nem minha esposa. indivíduos, efetuando-se uma concordância não gramatical, mas
“Na fazenda, atualmente, não se recusa trabalho, nem ideológica:
dinheiro, nem nada a ninguém.” (Guimarães Rosa) “Uma grande multidão de crianças, de velhos, de mulheres
penetraram na caverna...” (Alexandre Herculano)
- Quando há exclusão, isto é, quando o fato só pode ser “Uma grande vara de porcos que se afogaram de escantilhão
atribuído a um dos elementos do sujeito: no mar...” (Camilo Castelo Branco)
Nem Berlim nem Moscou sediará a próxima Olimpíada. (Só “Reconheceu que era um par de besouros que zumbiam no
uma cidade pode sediar a Olimpíada.) ar.” (Machado de Assis)
Nem Paulo nem João será eleito governador do Acre. (Só um “Havia na União um grupo de meninos que praticavam esse
candidato pode ser eleito governador.) divertimento com uma pertinácia admirável.” (Carlos Povina
Cavalcânti)
- Núcleos do sujeito correlacionados: O verbo vai para o
plural quando os elementos do sujeito composto estão ligados - A maior parte de, grande número de, etc: Sendo o sujeito
por uma das expressões correlativas não só... mas também, não uma das expressões quantitativas a maior parte de, parte de, a
só como também, tanto...como, etc. Exemplos: maioria de, grande número de, etc., seguida de substantivo ou
Não só a nação mas também o príncipe estariam pobres.” pronome no plural, o verbo, quando posposto ao sujeito, pode
(Alexandre Herculano) ir para o singular ou para o plural, conforme se queira efetuar
“Tanto a Igreja como o Estado eram até certo ponto uma concordância estritamente gramatical (com o coletivo
inocentes.” (Alexandre Herculano) singular) ou uma concordância enfática, expressiva, com a ideia
“Tanto Noêmia como Reinaldo só mantinham relações de pluralidade sugerida pelo sujeito. Exemplos:
de amizade com um grupo muito reduzido de pessoas.” (José A maior parte dos indígenas respeitavam os pajés.” (Gilberto
Condé) Freire)
“Tanto a lavoura como a indústria da criação de gado não o “A maior parte dos doidos ali metidos estão em seu perfeito
demovem do seu objetivo.” (Cassiano Ricardo) juízo.” (Machado de Assis)
“A maior parte das pessoas pedem uma sopa, um prato de

Língua Portuguesa 54
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carne e um prato de legumes.” (Ramalho Ortigão) foco, o mais acertado é usar no plural o verbo da oração adjetiva:
“A maior parte dos nomes podem ser empregados em O Japão é um dos países que mais investem em tecnologia.
sentido definido ou em sentido indefinido.” (Mário Barreto) Gandhi foi um dos que mais lutaram pela paz.
Quando o verbo precede o sujeito, como nos dois últimos O sertão cearense é uma das áreas que mais sofrem com as
exemplos, a concordância se efetua no singular. Como se vê dos secas.
exemplos supracitados, as duas concordâncias são igualmente Heráclito foi um dos empresários que conseguiram superar
legítimas, porque têm tradição na língua. Cabe a quem fala ou a crise.
escreve escolher a que julgar mais adequada à situação. Pode-
se, portanto, no caso em foco, usar o verbo no plural, efetuando Embora o caso seja diferente, é oportuno lembrar que,
a concordância não com a forma gramatical das palavras, mas nas orações adjetivas explicativas, nas quais o pronome que é
com a ideia de pluralidade que elas encerram e sugerem à nossa separado de seu antecedente por pausa e vírgula, a concordância
mente. Essa concordância ideológica é bem mais expressiva que é determinada pelo sentido da frase:
a gramatical, como se pode perceber relendo as frases citadas de Um dos meninos, que estava sentado à porta da casa, foi
Machado de Assis, Ramalho Ortigão, Ondina Ferreira e Aurélio chamar o pai. (Só um menino estava sentado.)
Buarque de Holanda, e cotejando-as com as dos autores que Um dos cinco homens, que assistiam àquela cena
usaram o verbo no singular. estupefatos, soltou um grito de protesto. (Todos os cinco homens
assistiam à cena.)
- Um e outro, nem um nem outro: O sujeito sendo uma
dessas expressões, o verbo concorda, de preferência, no plural. - Mais de um: O verbo concorda, em regra, no singular. O
Exemplos: plural será de rigor se o verbo exprimir reciprocidade, ou se o
“Um e outro gênero se destinavam ao conhecimento...” numeral for superior a um. Exemplos:
(Hernâni Cidade) Mais de um excursionista já perdeu a vida nesta montanha.
“Um e outro descendiam de velhas famílias do Norte.” Mais de um dos circunstantes se entreolharam com espanto.
(Machado de Assis) Devem ter fugido mais de vinte presos.
Uma e outra família tinham (ou tinha) parentes no Rio.
“Depois nem um nem outro acharam novo motivo para - Quais de vós? Alguns de nós: Sendo o sujeito um dos
diálogo.” (Fernando Namora) pronomes interrogativos quais? quantos? Ou um dos indefinidos
alguns, muitos, poucos, etc., seguidos dos pronomes nós ou vós,
- Um ou outro: O verbo concorda no singular com o sujeito o verbo concordará, por atração, com estes últimos, ou, o que é
um ou outro: mais lógico, na 3ª pessoa do plural:
“Respondi-lhe que um ou outro colar lhe ficava bem.” “Quantos dentre nós a conhecemos?” (Rogério César
(Machado de Assis) Cerqueira)
“Uma ou outra pode dar lugar a dissentimentos.” (Machado “Quais de vós sois, como eu, desterrados...?” (Alexandre
de Assis) Herculano)
“Sempre tem um ou outro que vai dando um vintém.” “...quantos dentre vós estudam conscienciosamente o
(Raquel de Queirós) passado?” (José de Alencar)
Alguns de nós vieram (ou viemos) de longe.
- Um dos que, uma das que: Quando, em orações adjetivas
restritivas, o pronome que vem antecedido de um dos ou Estando o pronome no singular (3ª pessoa) ficará o verbo:
expressão análoga, o verbo da oração adjetiva flexiona-se, em Qual de vós testemunhou o fato?
regra, no plural: Nenhuma de nós a conhece.
“O príncipe foi um dos que despertaram mais cedo.” Nenhum de vós a viu?
(Alexandre Herculano) Qual de nós falará primeiro?
“A baronesa era uma das pessoas que mais desconfiavam de
nós.” (Machado de Assis) - Pronomes quem, que, como sujeitos: O verbo concordará,
“Areteu da Capadócia era um dos muitos médicos gregos que em regra, na 3ª pessoa, com os pronomes quem e que, em frases
viviam em Roma.” (Moacyr Scliar) como estas:
Ele é desses charlatães que exploram a crendice humana. Sou eu quem responde pelos meus atos.
Somos nós quem leva o prejuízo.
Essa é a concordância lógica, geralmente preferida pelos Eram elas quem fazia a limpeza da casa.
escritores modernos. Todavia, não é prática condenável fugir “Eras tu quem tinha o dom de encantar-me.” (Osmã Lins)
ao rigor da lógica gramatical e usar o verbo da oração adjetiva Todavia, a linguagem enfática justifica a concordância com o
no singular (fazendo-o concordar com a palavra um), quando se sujeito da oração principal:
deseja destacar o indivíduo do grupo, dando-se a entender que “Sou eu quem prendo aos céus a terra.” (Gonçalves Dias)
ele sobressaiu ou sobressai aos demais: “Não sou eu quem faço a perspectiva encolhida.” (Ricardo
Ele é um desses parasitas que vive à custa dos outros. Ramos)
“Foi um dos poucos do seu tempo que reconheceu a “És tu quem dás frescor à mansa brisa.” (Gonçalves Dias)
originalidade e importância da literatura brasileira.” (João “Nós somos os galegos que levamos a barrica.” (Camilo
Ribeiro) Castelo Branco)
A concordância do verbo precedido do pronome relativo
Há gramáticas que condenam tal concordância. Por que far-se-á obrigatoriamente com o sujeito do verbo (ser) da
coerência, deveriam condenar também a comumente aceita oração principal, em frases do tipo:
em construções anormais do tipo: Quais de vós sois isentos de Sou eu que pago.
culpa? Quantos de nós somos completamente felizes? O verbo És tu que vens conosco?
fica obrigatoriamente no singular quando se aplica apenas ao Somos nós que cozinhamos.
indivíduo de que se fala, como no exemplo: Eram eles que mais reclamavam.
Jairo é um dos meus empregados que não sabe ler. (Jairo é o
único empregado que não sabe ler.) Em construções desse tipo, é lícito considerar o verbo ser
e a palavra que como elementos expletivos ou enfatizantes,
Ressalte-se, porém, que nesse caso é preferível construir a portanto não necessários ao enunciado. Assim:
frase de outro modo: Sou eu que pago. (=Eu pago)
Jairo é um empregado meu que não sabe ler. Somos nós que cozinhamos. (=Nós cozinhamos)
Dos meus empregados, só Jairo não sabe ler. Foram os bombeiros que a salvaram. (= Os bombeiros a
salvaram.)
Na linguagem culta formal, ao empregar as expressões em Seja qual for a interpretação, o importante é saber que, neste

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caso, tanto o verbo ser como o outro devem concordar com o Em síntese: de acordo com a interpretação que se escolher,
pronome ou substantivo que precede a palavra que. tanto é lícito usar o verbo auxiliar no singular como no plural.
Portanto:
- Concordância com os pronomes de tratamento: Os Não se podem (ou pode) cortar essas árvores.
pronomes de tratamento exigem o verbo na 3ª pessoa, embora Devem-se (ou deve-se) ler bons livros.
se refira à 2ª pessoa do discurso: “Quando se joga, deve-se aceitar as regras.” (Ledo Ivo)
Vossa Excelência agiu com moderação. “Concluo que não se devem abolir as loterias.” (Machado de
Vossas Excelências não ficarão surdos à voz do povo. Assis)
“Espero que V.Sª. não me faça mal.” (Camilo Castelo Branco)
“Vossa Majestade não pode consentir que os touros lhe - Verbos impessoais: Os verbos haver, fazer (na indicação
matem o tempo e os vassalos.” (Rebelo da Silva) do tempo), passar de (na indicação de horas), chover e outros
que exprimem fenômenos meteorológicos, quando usados como
- Concordância com certos substantivos próprios no impessoais, ficam na 3ª pessoa do singular:
plural: Certos substantivos próprios de forma plural, como “Não havia ali vizinhos naquele deserto.” (Monteiro Lobato)
Estados Unidos, Andes, Campinas, Lusíadas, etc., levam o verbo “Havia já dois anos que nós não nos víamos.” (Machado de
para o plural quando se usam com o artigo; caso contrário, o Assis)
verbo concorda no singular. “Aqui faz verões terríveis.” (Camilo Castelo Branco)
“Os Estados Unidos são o país mais rico do mundo.” “Faz hoje ao certo dois meses que morreu na forca o tal
(Eduardo Prado) malvado...” (Camilo Castelo Branco)
Os Andes se estendem da Venezuela à Terra do Fogo.
“Os Lusíadas” imortalizaram Luís de Camões. - Também fica invariável na 3ª pessoa do singular o verbo
Campinas orgulha-se de ter sido o berço de Carlos Gomes. que forma locução com os verbos impessoais haver ou fazer:
Deverá haver cinco anos que ocorreu o incêndio.
Tratando-se de títulos de obras, é comum deixar o verbo no Vai haver grandes festas.
singular, sobretudo com o verbo ser seguido de predicativo no Há de haver, sem dúvida, fortíssimas razões para ele não
singular: aceitar o cargo.
“As Férias de El-Rei é o título da novela.” (Rebelo da Silva) Começou a haver abusos na nova administração.
“As Valkírias mostra claramente o homem que existe por
detrás do mago.” (Paulo Coelho) - O verbo chover, no sentido figurado (= cair ou sobrevir
“Os Sertões é um ensaio sociológico e histórico...” (Celso em grande quantidade), deixa de ser impessoal e, portanto
Luft) concordará com o sujeito:
A concordância, neste caso, não é gramatical, mas ideológica, Choviam pétalas de flores.
porque se efetua não com a palavra (Valkírias, Sertões, Férias “Sou aquele sobre quem mais têm chovido elogios e
de El-Rei), mas com a ideia por ela sugerida (obra ou livro). diatribes.” (Carlos de Laet)
Ressalte-se, porém, que é também correto usar o verbo no plural: “Choveram comentários e palpites.” (Carlos Drummond de
As Valkírias mostram claramente o homem... Andrade)
“Os Sertões são um livro de ciência e de paixão, de análise e “E nem lá (na Lua) chovem meteoritos, permanentemente.”
de protesto.” (Alfredo Bosi) (Raquel de Queirós)

- Concordância do verbo passivo: Quando apassivado pelo - Na língua popular brasileira é generalizado o uso de ter,
pronome apassivador se, o verbo concordará normalmente com impessoal, por haver, existir. Nem faltam exemplos em escritores
o sujeito: modernos:
Vende-se a casa e compram-se dois apartamentos. “No centro do pátio tem uma figueira velhíssima, com um
Gastaram-se milhões, sem que se vissem resultados banco embaixo.” (José Geraldo Vieira)
concretos. “Soube que tem um cavalo morto, no quintal.” (Carlos
“Correram-se as cortinas da tribuna real.” (Rebelo da Silva) Drummond de Andrade)
“Aperfeiçoavam-se as aspas, cravavam-se pregos
necessários à segurança dos postes...” (Camilo Castelo Branco) - Existir não é verbo impessoal. Portanto:
Na literatura moderna há exemplos em contrário, mas que Nesta cidade existem (e não existe) bons médicos.
não devem ser seguidos: Não deviam (e não devia) existir crianças abandonadas.
“Vendia-se seiscentos convites e aquilo ficava cheio.”
(Ricardo Ramos)
“Em Paris há coisas que não se entende bem.” (Rubem - Concordância do verbo ser: O verbo de ligação ser
Braga) concorda com o predicativo nos seguintes casos:
- Quando o sujeito é um dos pronomes tudo, o, isto, isso, ou
Nas locuções verbais formadas com os verbos auxiliares aquilo:
poder e dever, na voz passiva sintética, o verbo auxiliar “Tudo eram hipóteses.” (Ledo Ivo)
concordará com o sujeito. Exemplos: “Tudo isto eram sintomas graves.” (Machado de Assis)
Não se podem cortar essas árvores. (sujeito: árvores; Na mocidade tudo são esperanças.
locução verbal: podem cortar) “Não, nem tudo são dessemelhanças e contrastes entre
Devem-se ler bons livros. (=Devem ser lidos bons livros) Brasil e Estados Unidos.” (Viana Moog)
(sujeito: livros; locução verbal: devem-se ler)
“Nem de outra forma se poderiam imaginar façanhas A concordância com o sujeito, embora menos comum, é
memoráveis como a do fabuloso Aleixo Garcia.” (Sérgio Buarque também lícita:
de Holanda) “Tudo é flores no presente.” (Gonçalves Dias)
“Em Santarém há poucas casas particulares que se possam “O que de mim posso oferecer-lhe é espinhos da minha
dizer verdadeiramente antigas.” (Almeida Garrett) coroa.” (Camilo Castelo Branco)

Entretanto, pode-se considerar sujeito do verbo principal O verbo ser fica no singular quando o predicativo é formado
a oração iniciada pelo infinitivo e, nesse caso, não há locução de dois núcleos no singular:
verbal e o verbo auxiliar concordará no singular. Assim: “Tudo o mais é soledade e silêncio.” (Ferreira de Castro)
Não se pode cortar essas árvores. (sujeito: cortar essas
árvores; predicado: não se pode) - Quando o sujeito é um nome de coisa, no singular, e o
Deve-se ler bons livros. (sujeito: ler bons livros; predicado: predicativo um substantivo plural:
deve-se) “A cama são umas palhas.” (Camilo Castelo Branco)

Língua Portuguesa 56
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“A causa eram os seus projetos.” (Machado de Assis) - Locução de realce é que: O verbo ser permanece invariável
“Vida de craque não são rosas.” (Raquel de Queirós) na expressão expletiva ou de realce é que:
Sua salvação foram aquelas ervas. Eu é que mantenho a ordem aqui. (= Sou eu que mantenho
a ordem aqui.)
O sujeito sendo nome de pessoa, com ele concordará o verbo Nós é que trabalhávamos. (= Éramos nós que trabalhávamos)
ser: As mães é que devem educá-los. (= São as mães que devem
Emília é os encantos de sua avó. educá-los.)
Abílio era só problemas. Os astros é que os guiavam. (= Eram os astros que os
Dá-se também a concordância no singular com o sujeito que: guiavam.)
“Ergo-me hoje para escrever mais uma página neste Diário
que breve será cinzas como eu.” (Camilo Castelo Branco) Da mesma forma se diz, com ênfase:
“Vocês são muito é atrevidos.” (Raquel de Queirós)
- Quando o sujeito é uma palavra ou expressão de sentido “Sentia era vontade de ir também sentar-me numa cadeira
coletivo ou partitivo, e o predicativo um substantivo no plural: junto do palco.” (Graciliano Ramos)
“A maioria eram rapazes.” (Aníbal Machado) “Por que era que ele usava chapéu sem aba?” (Graciliano
A maior parte eram famílias pobres. Ramos)
O resto (ou o mais) são trastes velhos.
“A maior parte dessa multidão são mendigos.” (Eça de Observação: O verbo ser é impessoal e invariável em
Queirós) construções enfáticas como:
Era aqui onde se açoitavam os escravos. (= Aqui se açoitavam
- Quando o predicativo é um pronome pessoal ou um os escravos.)
substantivo, e o sujeito não é pronome pessoal reto: Foi então que os dois se desentenderam. (= Então os dois se
“O Brasil, senhores, sois vós.” (Rui Barbosa) desentenderam.)
“Nas minhas terras o rei sou eu.” (Alexandre Herculano)
“O dono da fazenda serás tu.” (Said Ali) - Era uma vez: Por tradição, mantém-se invariável a
“...mas a minha riqueza eras tu.” (Camilo Castelo Branco) expressão inicial de histórias era uma vez, ainda quando seguida
de substantivo plural: Era uma vez dois cavaleiros andantes.
Mas: Eu não sou ele. Vós não sois eles. Tu não és ele.
- A não ser: É geralmente considerada locução invariável,
- Quando o predicativo é o pronome demonstrativo o ou a equivalente a exceto, salvo, senão. Exemplos:
palavra coisa: Nada restou do edifício, a não ser escombros.
Divertimentos é o que não lhe falta. A não ser alguns pescadores, ninguém conhecia aquela
“Os bastidores é só o que me toca.” (Correia Garção) praia.
“Mentiras, era o que me pediam, sempre mentiras.” ( “Nunca pensara no que podia sair do papel e do lápis, a não
Fernando Namora) ser bonecos sem pescoço...” (Carlos Drummond de Andrade)
“Os responsórios e os sinos é coisa importuna em Tibães.”
(Camilo Castelo Branco) Mas não constitui erro usar o verbo ser no plural, fazendo-o
concordar com o substantivo seguinte, convertido em sujeito da
- Nas locuções é muito, é pouco, é suficiente, é demais, é mais oração infinitiva. Exemplos:
que (ou do que), é menos que (ou do que), etc., cujo sujeito exprime “As dissipações não produzem nada, a não serem dívidas e
quantidade, preço, medida, etc.: desgostos.” (Machado de Assis)
“Seis anos era muito.” (Camilo Castelo Branco) “A não serem os antigos companheiros de mocidade,
Dois mil dólares é pouco. ninguém o tratava pelo nome próprio.” (Álvaro Lins)
Cinco mil dólares era quanto bastava para a viagem. “A não serem os críticos e eruditos, pouca gente manuseia
Doze metros de fio é demais. hoje... aquela obra.” (Latino Coelho)

- Na indicação das horas, datas e distância o verbo ser é - Haja vista: A expressão correta é haja vista, e não haja
impessoal (não tem sujeito) e concordará com a expressão visto. Pode ser construída de três modos:
designativa de hora, data ou distância: Hajam vista os livros desse autor. (= tenham vista, vejam-se)
Era uma hora da tarde. Haja vista os livros desse autor. (= por exemplo, veja)
“Era hora e meia, foi pôr o chapéu.” (Eça de Queirós) Haja vista aos livros desse autor. (= olhe-se para, atente-se
“Seriam seis e meia da tarde.” (Raquel de Queirós) para os livros)
“Eram duas horas da tarde.” (Machado de Assis) A primeira construção (que é a mais lógica) analisa-se deste
modo.
Sujeito: os livros; verbo hajam (=tenham); objeto direto:
OBSERVAÇÕES:
vista.
A situação é preocupante; hajam vista os incidentes de
- Pode-se, entretanto na linguagem espontânea, deixar o verbo
sábado.
no singular, concordando com a ideia implícita de “dia”:
Seguida de substantivo (ou pronome) singular, a expressão,
“Hoje é seis de março.” (J. Matoso Câmara Jr.) (Hoje é dia seis
evidentemente, permanece invariável: A situação é preocupante;
de março.)
haja vista o incidente de sábado.
“Hoje é dez de janeiro.” (Celso Luft)
- Bem haja. Mal haja: Bem haja e mal haja usam-se em frases
- Estando a expressão que designa horas precedida da locução
optativas e imprecativas, respectivamente. O verbo concordará
perto de, hesitam os escritores entre o plural e o singular:
normalmente com o sujeito, que vem sempre posposto:
“Eram perto de oito horas.” (Machado de Assis)
“Bem haja Sua Majestade!” (Camilo Castelo Branco)
“Era perto de duas horas quando saiu da janela.” (Machado
Bem hajam os promovedores dessa campanha!
de Assis)
“Mal hajam as desgraças da minha vida...” (Camilo Castelo
“...era perto das cinco quando saí.” (Eça de Queirós)
Branco)
- O verbo passar, referente a horas, fica na 3ª pessoa do
- Concordância dos verbos bater, dar e soar: Referindo-se
singular, em frases como: Quando o trem chegou, passava das
às horas, os três verbos acima concordam regularmente com o
sete horas.
sujeito, que pode ser hora, horas (claro ou oculto), badaladas ou
relógio:

Língua Portuguesa 57
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“Nisto, deu três horas o relógio da botica.” (Camilo Castelo Meio milhão de refugiados se aproximam da fronteira do
Branco) Irã.
“Bateram quatro da manhã em três torres há um tempo...” Meio milhão de pessoas foram às ruas para reverenciar os
(Mário Barreto) mártires da resistência.
“Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz
Nunes.” (Machado de Assis)
Milhão, bilhão e milhar são substantivos masculinos. Por
“Deu uma e meia.” (Said Ali)
isso, devem concordar no masculino os artigos, numerais e
pronomes que os precedem: os dois milhões de pessoas; os
Passar, com referência a horas, no sentido de ser mais de, é
três milhares de plantas; alguns milhares de telhas; esses
verbo impessoal, por isso fica na 3ª pessoa do singular: Quando
bilhões de criaturas, etc.
chegamos ao aeroporto, passava das 16 horas; Vamos, já passa
das oito horas – disse ela ao filho.
Se o sujeito da oração for milhões, o particípio ou o
adjetivo podem concordar, no masculino, com milhões, ou,
- Concordância do verbo parecer: Em construções com o
por atração, no feminino, com o substantivo feminino plural:
verbo parecer seguido de infinitivo, pode-se flexionar o verbo
Dois milhões de sacas de soja estão ali armazenados (ou
parecer ou o infinitivo que o acompanha:
armazenadas) no próximo ano. Foram colhidos três milhões
As paredes pareciam estremecer. (construção corrente)
de sacas de trigo. Os dois milhões de árvores plantadas estão
As paredes parecia estremecerem. (construção literária)
altas e bonitas.
Análise da construção dois: parecia: oração principal;
as paredes estremeceram: oração subordinada substantiva - Concordância com numerais fracionários: De regra, a
subjetiva. concordância do verbo efetua-se com o numerador. Exemplos:
Outros exemplos: “Mais ou menos um terço dos guerrilheiros ficou atocaiado
“Nervos... que pareciam estourar no minuto seguinte.” perto...” (Autran Dourado)
(Fernando Namora) “Um quinto dos bens cabe ao menino.” (José Gualda Dantas)
“Referiu-me circunstâncias que parece justificarem o Dois terços da população vivem da agricultura.
procedimento do soberano.” (Latino Coelho)
“As lágrimas e os soluços parecia não a deixarem Não nos parece, entretanto, incorreto usar o verbo no plural,
prosseguir.” (Alexandre Herculano) quando o número fracionário, seguido de substantivo no plural,
“...quando as estrelas, em ritmo moroso, parecia tem o numerador 1, como nos exemplos:
caminharem no céu.” (Graça Aranha) Um terço das mortes violentas no campo acontecem no sul
do Pará.
Usando-se a oração desenvolvida, parecer concordará no Um quinto dos homens eram de cor escura.
singular:
“Mesmo os doentes parece que são mais felizes.” (Cecília - Concordância com percentuais: O verbo deve concordar
Meireles) com o número expresso na porcentagem:
“Outros, de aparência acabadiça, parecia que não podiam Só 1% dos eleitores se absteve de votar.
com a enxada.” (José Américo) Só 2% dos eleitores se abstiveram de votar.
“As notícias parece que têm asas.” (Oto Lara Resende) (Isto Foram destruídos 20% da mata.
é: Parece que as notícias têm asas.) “Cerca de 40% do território ficam abaixo de 200 metros.”
(Antônio Hauaiss)
Essa dualidade de sintaxe verifica-se também com o verbo
ver na voz passiva: “Viam-se entrar mulheres e crianças.” Ou Em casos como o da última frase, a concordância efetua-se,
“Via-se entrarem mulheres e crianças.” pela lógica, no feminino (oitenta e duas entre cem mulheres),
ou, seguindo o uso geral, no masculino, por se considerar a
- Concordância com o sujeito oracional: O verbo cujo porcentagem um conjunto numérico invariável em gênero.
sujeito é uma oração concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa
do singular: - Concordância com o pronome nós subentendido: O verbo
Parecia / que os dois homens estavam bêbedos. concorda com o pronome subentendido nós em frases do tipo:
Verbo sujeito (oração subjetiva) Todos estávamos preocupados. (= Todos nós estávamos
Faltava / dar os últimos retoques. preocupados.)
Verbo sujeito (oração subjetiva) Os dois vivíamos felizes. (=Nós dois vivíamos felizes.)
“Ficamos por aqui, insatisfeitos, os seus amigos.” (Carlos
Outros exemplos, com o sujeito oracional em destaque: Drummond de Andrade)
Não me interessa ouvir essas parlendas.
Anotei os livros que faltava adquirir. (faltava adquirir os - Não restam senão ruínas: Em frases negativas em que senão
livros) equivale a mais que, a não ser, e vem seguido de substantivo no
Esses fatos, importa (ou convém) não esquecê-los. plural, costuma-se usar o verbo no plural, fazendo-o concordar
São viáveis as reformas que se intenta implantar? com o sujeito oculto outras coisas. Exemplos:
Do antigo templo grego não restam senão ruínas. (Isto é:
- Concordância com sujeito indeterminado: O pronome não restam outras coisas senão ruínas.)
se pode funcionar como índice de indeterminação do sujeito. Da velha casa não sobraram senão escombros.
Nesse caso, o verbo concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do “Para os lados do sul e poente, não se viam senão edifícios
singular. Exemplos; queimados.” (Alexandre Herculano)
Em casa, fica-se mais à vontade. “Por toda a parte não se ouviam senão gemidos ou clamores.”
Detesta-se (e não detestam-se) aos indivíduos falsos. (Rebelo da Silva)
Acabe-se de vez com esses abusos!
Para ir de São Paulo a Curitiba, levava-se doze horas. Segundo alguns autores, pode-se, em tais frases, efetuar a
concordância do verbo no singular com o sujeito subentendido
- Concordância com os numerais milhão, bilhão e trilhão: nada:
Estes substantivos numéricos, quando seguidos de substantivo Do antigo templo grego não resta senão ruínas. (Ou seja: não
no plural, levam, de preferência, o verbo ao plural. Exemplos: resta nada, senão ruínas.)
Um milhão de fiéis agruparam-se em procissão. Ali não se via senão (ou mais que) escombros.
São gastos ainda um milhão de dólares por ano para a As duas interpretações são boas, mas só a primeira tem
manutenção de cada Ciep. tradição na língua.

Língua Portuguesa 58
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- Concordância com formas gramaticais: Palavras no 03. (TST - Analista Judiciário - Contabilidade - FCC/2012)
plural com sentido gramatical e função de sujeito exigem o
verbo no singular: Uma pergunta
“Elas” é um pronome pessoal. (= A palavra elas é um Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
pronome pessoal.) responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
Na placa estava “veiculos”, sem acento. consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
“Contudo, mercadores não tem a força de vendilhões.” amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
(Machado de Assis) e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
decisão: - Quem sofrerá?
- Mais de, menos de: O verbo concorda com o substantivo Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
que se segue a essas expressões: considerar.
Mais de cem pessoas perderam suas casas, na enchente. (Salvador Nicola, inédito)
Sobrou mais de uma cesta de pães.
Gastaram-se menos de dois galões de tinta. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
Menos de dez homens fariam a colheita das uvas. singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
Questões corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
01. (Prefeitura de Praia Grande/SP - Agente peso de suas mais graves decisões.
Administrativo - IBAM - 2012) (C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
A concordância realizou-se adequadamente em qual tomar decisões sem medir suas consequências.
alternativa? (D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência sobrevir consequências imprevistas e injustas.
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
breve, o ultrapassará. recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos humana.
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode 04. (TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Engenharia
comê-las sem receio! Elétrica - FCC/2012)
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a
janela do hotel! constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas
com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua
02. (PM-BA - Soldado da Polícia Militar - FCC/2012) fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa
“Se os cachorros correm livremente, por que eu não posso (animal) é um fenômeno não tão comum no Universo. Gleiser
fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New Morning”. retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo persuasivo em
Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos nós, humanos “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida microbiana deve ser
supersocializados: o anseio de nos livrarmos de todos os um fenômeno trivial, podendo pipocar até em mundos inóspitos;
constrangimentos artificiais decorrentes do fato de vivermos em já o surgimento de vida multicelular na Terra dependeu de
uma sociedade civilizada em que às vezes nos sentimos presos muitas outras variáveis físicas e históricas, o que, se não permite
a uma correia. Um conjunto cultural de regras tácitas e inibições estimar o número de civilizações extraterráqueas, ao menos faz
está sempre governando as nossas interações cotidianas com os com que reduzamos nossas expectativas. Uma questão análoga
outros. só arranhada por Ward é a da inexorabilidade da inteligência.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato A evolução de organismos complexos leva necessariamente à
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam consciência e à inteligência? Robert Wright diz que sim, mas seu
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. argumento é mais matemático do que biológico: complexidade
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um engendra complexidade, levando a uma corrida armamentista
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela entre espécies cujo subproduto é a inteligência. Stephen J. Gould
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao e Steven Pinker apostam que não. Para eles, é apenas devido a
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós uma sucessão de pré-adaptações e coincidências que alguns
alguma coisa que também quer se expressar. animais transformaram a capacidade de resolver problemas
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para em estratégia de sobrevivência. Se rebobinássemos o filme
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. da evolução e reencenássemos o processo mudando alguns
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima detalhes do início, seriam grandes as chances de não chegarmos
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os a nada parecido com a inteligência.
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas (Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo,
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que 28/10/2012)
as sentem.
A frase em que as regras de concordância estão plenamente
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que late não respeitadas é:
morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, 2005. p 250) (A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado,
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos
A frase em que se respeitam as normas de concordância ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose.
verbal é: (B) Cada um dos organismos simples que vivem na natureza
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de
atraem. criatividade e planejamento.
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos (C) Desde que observe cuidados básicos, como obter energia
atraem. por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
nos atraem. (D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência
atraem. e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros (E) A maioria dos organismos mais complexos possui um
nos atraem. sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a
mudanças ambientais, como alterações na temperatura.

Língua Portuguesa 59
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05. (PRODEST/ES – ASSISTENTE ORGANIZACIONAL – IV. Não apenas a revisão dos mecanismos de acompanhamento
VUNESP/2014) De acordo com a norma-padrão da língua do programa como também o aumento da renda distribuída são
portuguesa, a concordância verbal está correta em: cobrados pela ONU.
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois Quanto à concordância verbal, está correto apenas o contido
acabou os créditos. em:
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis (A) I.
que executa diversos serviços para os clientes. (B) IV.
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis para (C) I e III.
os passageiros que chegavam à cidade. (D) I e IV.
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas (E) II, III e IV.
lembranças que seu tio lhe deixou.
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de táxi Respostas
para bater um papo com o motorista.
01. Resposta C
06. (PREFEITURA DE JOÃO PESSOA/PB – AGENTE O verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito, por
EDUCACIONAL – FGV/2014) isso alternativa C é a correta.
Analise a frase a seguir: “30% da população apoiam”.
Uma frase construída por uma porcentagem seguida de um 02. Resposta A
partitivo tanto pode ter sua concordância verbal realizada com a Quando acompanhado de verbo auxiliar, o verbo impessoal
porcentagem quanto com o partitivo. A esse respeito, assinale a transmite ao auxiliar a sua impessoalidade.
alternativa que mostra uma concordância inaceitável. EX.: Deverá haver feiras de artesanato na praça.
Vai fazer cinco anos que te vi. 
(A) 1,4 dos uruguaios apoiam.
(B) 1,3 da população apoia. 03. Resposta C
(C) 2,2 da população apoiam. A questão diz respeito a concordância verbal, logo, nesse
(D) 3,3 dos uruguaios apoiam. tipo de questão, deve-se achar o sujeito pra analisar se o verbo
(E) 1,8 da população uruguaia apoiam. vai pro plural ou não, dessa forma:
a) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
07. (CPTM - Analista Administrativo Júnior - corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
Makiyama/2012) Assinale a alternativa correta quanto à Colocando na ordem direta: Nossos valores éticos PODEM
concordância. deixar de corresponder a nenhuma de nossas escolhas. (Sujeito
no plural, verbo no plural!)
(A) Tratam-se de questões sociais. b) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
(B) Vendeu-se todos os ingressos. peso de suas mais graves decisões.
(C) Comentou-se as suas atitudes Colocando na ordem direta: Não se POUPEM os que
(D) Necessita-se de colaboradores. governam... (A sentença está na voz passiva, tendo como sujeito
(E) Avaliou-se os riscos paciente “Os que governam”. Dessa forma, sujeito no plural,
verbo no plural!!)
08. Texto: c) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
ONU pede ampliação de programas sociais do Brasil SÃO tomar decisões sem medir suas consequências.
PAULO – Os programas adotados no governo federal ainda Colocando na ordem direta: Tomar decisões sem medir suas
não são suficientes para lidar com problemas de desigualdade, consequências não OCORRE aos governantes mais responsáveis.
reforma agrária, moradia, educação e trabalho escravo, (Sujeito oracional, verbo no singular! Aqui está o nosso gabarito!)
informou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU). d) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
Comitê da entidade pelos direitos econômicos e sociais sobrevir consequências imprevistas e injustas.
pede uma revisão do Bolsa-Família, uma maior eficiência do Colocando na ordem direta: Consequências imprevistas
programa e sua “universalização”. Por fim, constata: a cultura da e injustas COSTUMAM sobrevir a toda decisão tomada
violência e da impunidade reina no País. A ONU sugere que o precipitadamente. (Consequências imprevistas e injustas é o
Brasil amplie o Bolsa-Família para camadas da população que sujeito, portanto, sujeito no plural, verbo no plural!)
não recebem os benefícios, incluindo os indígenas. E cobra a e) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, recomenda
“revisão” dos mecanismos de acompanhamento do programa Gramsci, os critérios que levam em conta a dor humana.
para garantir acesso de todas as famílias pobres, aumentando Colocando na ordem direta: Os critérios que levam em conta
ainda a renda distribuída. Há duas semanas, o comitê sabatinou a dor humana GANHAM prioridade, diante de uma escolha,
membros do governo em Genebra, na Suíça. O documento com recomenda Gramsci. (Os critérios que levam em conta a dor
as sugestões é resultado da avaliação dos peritos do comitê humana é o sujeito, portanto, sujeito no plural, verbo no plural!)
que inclui o exame de dados passados pelo governo e por cinco
relatórios alternativos apresentados por organizações não- 04. Resposta E
governamentais (ONGs). Os peritos reconhecem os avanços no Segue alguns erros apontados:
combate à pobreza, mas insistem que a injustiça social prevalece. a) Podem haver estudos que comprovem que, no passado,
Um dos pontos considerados como críticos é a diferença de as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos
expectativa de vida e de pobreza entre brancos e negros. A ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose. ERRADA. Isso
sugestão da ONU é que o governo tome medidas “mais focadas”. porque o “haver” está no sentido de existir e, portanto impessoal,
Na visão do órgão, a exclusão é decorrente da alta proporção de transferindo a sua impessoalidade para o seu auxiliar.
pessoas sem qualquer forma de segurança social, muitos por b) Cada um dos organismos simples que vivem na natureza
estarem no setor informal da economia. sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de
criatividade e planejamento. ERRADA. A expressão “Cada um”
(www.estadao.com.br/nacional/not_nac377078,0.htm. pede verbo no singular, o correto seria VIVE
26.05.2009. Adaptado) c) Desde que observe cuidados básicos, como obter energia
por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar
Observe as frases: a vida ao longo do tempo com relativa facilidade. ERRADA. Eu
I. Reina no País a violência e a impunidade. acredito que seja porque quem deve observar cuidados básicos
II. Fazem duas semanas que o comitê da ONU sabatinou são os organismos simples e portanto o verbo deveria estar no
membros do governo em Genebra, na Suíça. plural: Desde que observem... É isso?
III. De acordo com o relatório da ONU, cabe às autoridades d) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de
brasileiras medidas mais austeras no combate à pobreza. dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência

Língua Portuguesa 60
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e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças. ERRADO, o quê Este cargo não é acessível
ou quem tem de se adaptar? Alguns animais, portanto deveria Acessível A
a todos
ser: Alguns animais têm de se....
e) A maioria dos organismos mais complexos possui um A O acesso para a região
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a Acesso
PARA ficou impossível
mudanças ambientais, como alterações na temperatura. CERTO.
A expressão “a maioria” seguida de substantivo no plural aceita A Todos estavam
Acostumado
tanto verbo no plural quanto no singular. COM acostumados a ouvílo
Foi difícil adaptarme a esse
05. Resposta C Adaptado A
clima
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois
acabou os créditos. = acabaram COM Tinha um jeito afável para
Afável
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis que PARA COM com os turistas
executa diversos serviços para os clientes. = mantém (singular) COM Ficaram aflitos com o
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis para Aflito
POR resultado do teste
os passageiros que chegavam à cidade. = correta
(D) Passou anos (passaram-se), mas a atriz não se esqueceu A Sua saída não foi agradável
Agradável
das calorosas lembranças que seu tio lhe deixou. DE à equipe
(E) Deve (devem) existir passageiros que aproveitam a
A
corrida de táxi para bater um papo com o motorista. Alheio Estavam alheios às críticas
A mais recente pesquisa, elaborada pelo Instituto..., DE
mostrou que 38%... A PESQUISA MOSTROU (sujeito “pesquisa” A O rústico aliado com o
concordando com verbo “mostrar”). Essa é a real justificativa. Aliado
COM moderno

06. Resposta E O professor fez alusão à


Alusão A
(A) 1,4 dos uruguaios apoiam. prova final
(B) 1,3 da população apoia. A Ele demonstrava grande
(C) 2,2 da população apoiam. Amor
POR amor à namorada
(D) 3,3 dos uruguaios apoiam.
(E) 1,8 da população uruguaia apoiam. = apoia (tanto o A
Antipatia Sentia antipatia por ela
numeral quanto o substantivo estão no singular) POR
A Estava apto para ocupar o
07. Resposta D Apto
PARA cargo
Necessita-se de novos colaboradores
Está correto, pois o verbo necessitar é transitivo indireto A Sempre tive aversão à
Aversão
seu sujeito é indeterminado e “de novos colaboradores” é objeto POR política
indireto, o qual não concorda com o sujeito.
DE A certeza de encontrálo
Certeza
08. Resposta D EM novamente a animou
I – Quando o sujeito composto aparece posposto ao verbo, O projeto está coerente
este pode concordar com o núcleo mais próximo (no caso Coerente COM
com a proposta
“violência”)
II – Na indicação de tempo decorrido, o verbo “fazer” é Essa nova versão é
impessoal, devendo, pois, ser conjugado na 3º pessoa do singular. Compatível COM compatível com meu
III – O verbo “caber” deve concordar com o núcleo do sujeito aparelho
(medidas), sendo, então, conjugado na 3º pessoa do plural. Um quilo equivale a mil
IV – A locução verbal foi flexionada para concordar com o Equivalente A
gramas
sujeito composto, cujos núcleos são “revisão” e “aumento”.
Sou favorável à sua
Favorável A
Regência Nominal e Verbal candidatura

Regência Nominal Tenho muito gosto


DE
Gosto em participar desta
EM
Regência nominal é a relação de dependência que se brincadeira
estabelece entre o nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e Grata a todos que me
o termo por ele regido. Certos substantivos e adjetivos admitem Grato A
ensinaram a ensinar
mais de uma regência. Na regência nominal o principal papel é
desempenhado pela preposição. A Tinha horror a quiabo
Horror
No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta DE refogado
que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime A medida foi necessária
dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo A
Necessárío para acabar com tanta
significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. PARA
dúvida
Observe o exemplo:
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem As regras são passíveis de
complementos introduzidos pela preposição “a”. Passível DE
mudanças
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém. Tudo era preferível à sua
Preferível A
queixa
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados A Os vencedores estavam
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os Próximo
DE próximos dos fãs
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. Eles residem em minha
Residente EM
cidade

Língua Portuguesa 61
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06. Assinale a alternativa que contém as respostas corretas.
A
I. Visando apenas os seus próprios interesses, ele,
COM
involuntariamente, prejudicou toda uma família.
DE É necessário o respeito às II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a
Respeito
ENTRE leis aceitar qualquer ajuda do sogro.
PARA COM III. Desde criança sempre aspirava a uma posição de
POR destaque, embora fosse tão humilde.
COM IV. Aspirando o perfume das centenas de flores que
DE Ficaram satisfeitos com o enfeitavam a sala, desmaiou.
Satisfeito (A) II, III, IV
EM desempenho do jogador
(B) I, II, III
POR (C) I, III, IV
Essa questão é semelhante (D) I, III
Semelhante A (E) I, II
à outra
Pessoas que sofrem com 07. Assinale o item em que há erro quanto à regência:
Sensível A insônia podem ser mais (A) São essas as atitudes de que discordo.
sensíveis à dor (B) Há muito já lhe perdoei.
Minha casa está situada na (C) Ele foi acusadso por roubar aquela maleta.
Situado EM (D) Costumo obedecer a preceitos éticos.
Avenida Internacional
(E) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.
O suspeito do furto foi
Suspeito DE
preso 08. Dentre as frases abaixo, uma apenas apresenta a regência
nominal correta. Assinale-a:
A Esse livro é útil para os
Útil (A) Ele não é digno a ser seu amigo.
PARA estudos (B) Baseado laudos médicos, concedeu-lhe a licença.
Minha vida está vazia de (C) A atitude do Juiz é isenta de qualquer restrição.
Vazio DE (D) Ele se diz especialista para com computadores
sonhos
eletrônicos.
Questões (E) A equipe foi favorável por sua candidatura.

01. (AEB - CETRO- Assistente em C&T 3-I - Apoio 09. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - Prova versão
Administrativo / 2014) Assinale a alternativa em que a 1 - VUNESP) Assinale a alternativa em que o período, adaptado
preposição “a” não deva ser empregada, de acordo com a da revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto
regência nominal. quanto à regência nominal e à pontuação.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento. (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão. seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
(C) Sirlene tem horror ____ aves. notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas. outros.
(E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda (B) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
população. seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto...... outros.
simpatia. (C) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
(A) a, por, menos seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais
(B) do que, por, menos notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em
(C) a, para, menos outros.
(D) do que, com, menos (D) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente
(E) do que, para, menos seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em
03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser outros.
seguidos pela mesma preposição: (E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
(A) ávido, bom, inconsequente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
(B) indigno, odioso, perito notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
(C) leal, limpo, oneroso outros.
(D) orgulhoso, rico, sedento
(E) oposto, pálido, sábio Respostas

04. “As mulheres da noite,......o poeta faz alusão a colorir 01. Resposta D
Aracaju,........coração bate de noite, no silêncio”. A opção que Correção: O diretor está ávido DE melhores metas.
completa corretamente as lacunas da frase acima é:
(A) as quais, de cujo 02. Resposta A
(B) a que, no qual O verbo preferir é acompanhado pela preposição “A”.
(C) de que, o qual
(D) às quais, cujo 03. Resposta D
(E) que, em cujo Orgulhoso por
Rico por
05. (Prefeitura de Ibitinga SP - CONSESP-Escriturário / Sedento por
2012) Com relação à Regência Nominal, indique a alternativa
em que esta foi corretamente empregada. 04. Resposta D
(A) A colocação de cartazes na rua foi proibida. “Às quais” retoma o termo “as mulheres”.
(B) É bom aspirar ao ar puro do campo. “Cujo” – pronome utilizado no sentido de posse, fazendo
(C) Ele foi na Grécia. referência ao termo antecedente e ao substantivo subsequente.
(D) Obedeço o Código de Trânsito.

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05. Resposta A Aludir: (=fazer alusão, referir-se a alguém), emprega-se com
Alternativa B: Aspirar, sentido de inalar, sem preposição – preposição: Na conversa aludiu vagamente ao seu novo projeto.
aspirar o ar (VTI)
Alternativa C: Ir a algum lugar
AAlternativa D: Obedecer a algo / obedecer a alguém Ansiar: emprega-se sem preposição no sentido de causar
malestar, angustiar: A emoção ansiava-me. (VTD); Emprega-
06. Resposta A se com preposição no sentido de desejar ardentemente por:
Frase incorreta: I. Visando apenas os seus próprios Ansiava por vêlo novamente. (VTI)
interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família.
Correção: I. Visando apenas Aos seus próprios interesses, Aspirar: emprega-se sem preposição no sentido de
ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família. respirar, cheirar: Aspiramos um ar excelente, no campo. (VTD)
Emprega-se com preposição no sentido de querer muito,
07. Resposta C ter por objetivo: Gincizinho aspira ao cargo de diretor da
Correção: Ele foi acusado de roubar aquela maleta. Penitenciária. (VTI)
Assistir: emprega-se com preposição no sentido de ver,
08. Resposta C presenciar: Todos assistíamos à novela Almas Gêmeas. (VTI)
Alternativa A: digno DE Nesse caso, o verbo não aceita o pronome lhe, mas apenas os
Alternativa B: baseado EM/SOBRE pronomes pessoais retos + preposição: O filme é ótimo. Todos
Alternativa D: especialista EM querem assistir a ele. (VTI). Emprega-se sem / com preposição
Alternativa E: favorável A no sentido de socorrer, ajudar: A professora sempre assiste
os alunos com carinho. (VTD); A professora sempre assiste aos
09. Resposta E alunos com carinho. (VTI). Emprega-se com preposição no
Quem tem dúvida, tem dúvida “DE” alguma coisa (já elimina sentido de caber, ter direito ou razão: O direito de se defender
a alternativa A e B) as mulheres ampliam. assiste a todos. (VTI). No sentido de morar, residir é intransitivo
Não se separa o sujeito do verbo (elimina a alternativa C e D). e exige a preposição em: Assiste em Manaus por muito tempo.
Só sobra alternativa E. (VI).

Regência Verbal Atender: empregado sem preposição no sentido de


receber alguém com atenção: O médico atendeu o cliente
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre pacientemente. (VTD). No sentido de ouvir, conceder: Deus
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos atendeu minhas preces. (VTD); Atenderemos quaisquer pedido
e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). O via internet. Emprega-se com preposição no sentido de dar
estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade atenção a alguém: Lamento não poder atender à solicitação
expressiva, pois oferece oportunidade de conhecermos as de recursos. (VTI). Emprega-se com preposição no sentido de
diversas significações que um verbo pode assumir com a simples ouvir com atenção o que alguém diz: Atenda ao telefone, por
mudança ou retirada de uma preposição. favor; Atenda o telefone. (preferência brasileira).
A mãe agrada o filho. (agradar significa acariciar, contentar)
A mãe agrada ao filho. (agradar significa “causar agrado ou Avisar: avisar alguém de alguma coisa: O chefe avisou os
prazer”, satisfazer) funcionários de que os documentos estavam prontos. (VTD);
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de Avisaremos os clientes da mudança de endereço. (VTD). Já tem
“agradar a alguém”. tradição na língua o uso de avisar como OI de pessoa e OD de
coisa; Avisamos aos clientes que vamos atendê-los em novo
O conhecimento do uso adequado das preposições é um endereço.
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
também nominal). As preposições são capazes de modificar Bater: emprega-se com preposição no sentido de dar
completamente o sentido do que se está sendo dito. pancadas em alguém: Os irmãos batiam nele (ou batiam-lhe)
Cheguei ao metrô. à toa; Nervoso, entrou em casa e bateu a porta; (fechou com
Cheguei no metrô. força); Foi logo batendo à porta; (bater junto à porta, para
alguém abrir); Para que ele pudesse ouvir, era preciso bater na
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo porta de seu quarto; (dar pancadas).
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se Casar: Marina casou cedo e pobre. (VI não exige
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é complemento). Você é realmente digno de casar com minha
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, filha. (VTI com preposição). Ela casou antes dos vinte anos.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. (VTD sem preposição). O verbo casar pode vir acompanhado
de pronome reflexivo: Ela casou com o seu grande amor; ou Ela
Abdicar: renunciar ao poder, a um cargo, título desistir. Pode casou-se com seu grande amor.
ser intransitivo (VI não exige complemento) / transitivo direto
(TD) ou transitivo indireto (TI + preposição): D. Pedro abdicou Chamar: emprega-se sem preposição no sentido de
em 1831. (VI); A vencedora abdicou o seu direto de rainha. convocar; O juiz chamou o réu à sua presença. (VTD). Emprega-
(VTD); Nunca abdicarei de meus direitos. (VTI) se com ou sem preposição no sentido de denominar, apelidar,
construido com objeto + predicativo: Chamou-o covarde.
Abraçar: emprega-se sem preposição no sentido de apertar (VTD) / Chamou-o de covarde. (VID); Chamou-lhe covarde.
nos braços: A mãe abraçou-a com ternura. (VTD); Abraçou-se a (VTI) / Chamou-lhe de covarde. (VTI); Chamava por Deus nos
mim, chorando. (VTI) momentos difíceis. (VTI).

Agradar: emprega-se com preposição no sentido de Chegar: o verbo chegar exige a preposição a quando indica
contentar, satisfazer.(VTI): A banda Legião Urbana agrada lugar: Chegou ao aeroporto meio apressada. Como transitivo
aos jovens. (VTI); Emprega-se sem preposição no sentido direto (VTD) e intransitivo (VI) no sentido de aproximar;
de acariciar, mimar: Márcio agradou a esposa com um lindo Cheguei-me a ele.
presente. (VTD)
Contentar-se: emprega-se com as preposições com, de, em:
Ajudar: emprega-se sem preposição; objeto direto de Contentam-se com migalhas. (VTI); Contento-me em aplaudir
pessoa: Eu ajudavaa no serviço de casa. (VTD) daqui.
Custar: é transitivo direto no sentido de ter valor de, ser

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caro. Este computador custa muito caro. (VTD). No sentido de pelo carro? Sem complemento: Assistiu aos jogos sem pagar.
ser difícil é TI. É conjugado como verbo reflexivo, na 3ª pessoa
do singular, e seu sujeito é uma oração reduzida de infinitivo: Pedir: somente se usa pedir para, quando, entre pedir
Custou-me pegar um táxi; O carro custou-me todas as economias. e o para, puder colocar a palavra licença. Caso contrário,
É transitivo direto e indireto (TDI) no sentido de acarretar: A díz-se pedir que; A secretária pediu para sair mais cedo.
imprudência custou-lhe lágrimas amargas. (VTDI). (pediu licença); A direção pediu que todos os funcionários
comparecessem à reunião.
Ensinar: é intransitivo no sentido de doutrinar, pregar:
Minha mãe ensina na FAI. (VTI). É transitivo direto no sentido Perdoar: emprega-se sem preposição no sentido de perdoar
de educar: Nem todos ensinam as crianças. (VTD). É transitivo coisa, é TD: Devemos perdoar as ofensas. (VTD). Emprega-se
direto e indireto no sentido de dar ínstrução sobre: Ensino os com preposição no sentido de conceder o perdão à pessoa, é TI:
exercícios mais difíceis aos meus alunos. (VTDI). Perdoemos aos nossos inimigos. (VTI). Emprega-se como verbo
transitivo direto e indireto no sentido de ter necessidade: A
Entreter: empregado como divertir-se exige as preposições: mãe perdoou ao filho a mentira. (VTDI). Admite voz passiva:
a, com, em: Entretínhamo-nos em recordar o passado. Todos serão perdoados pelos pais.

Esquecer / Lembrar: estes verbos admitem as construções: Permitir: empregado com preposição, exige objeto indireto
Esqueci o endereço dele; Lembrei um caso interessante; Esqueci- de pessoa: O médico permitiu ao paciente que falasse. (VTI).
me do endereço dele; Lembrei-me de um caso interessante. Constrói-se com o pronome lhe e não o: O assistente permitiu-
Esqueceu me seu endereço; Lembra-me um caso interessante. lhe que entrasse. Não se usa a preposição de antes de oração
Você pode observar que no 1º exemplo tanto o verbo esquecer infinitiva: Os pais não lhe permite ir sozinha à festa do Peão. (e
como lembrar, não são pronominais, isto é, não exigem os não de ir sozinha).
pronomes me, se, lhe, são transitivos diretos (TD). Nos outros
exemplos, ambos os verbos, esquecer e lembrar, exigem o Pisar: é verbo transitivo direto VTD: Tinha pisado o
pronome e a preposição de; são transitivos indiretos e continente brasileiro. (não exige a preposição no).
pronominais. No exemplo o verbo esquecer está empregado
no sentido de apagar da memória e o verbo lembrar está Precisar: emprega-se com preposição no sentido de ter
empregado no sentido de vir à memória. Na língua culta, os necessidade, é VTI: As crianças carentes precisam de melhor
verbos esquecer e lembrar quando usados com a preposição de, atendimento médico. (VTI). Quando o verbo precisar vier
exigem os pronomes. acompanhado de infinítivo, pode-se usar a preposição de; a
língua moderna tende a dispensá-la: Você é rico, não precisa
Implicar: emprega-se com preposição no sentido de ter trabalhar muito. Usase, às vezes na voz passiva, com sujeito
implicância com alguém: Nunca implico com meus alunos. indeterminado: Precisa-se de funcionários competentes. (sujeito
(VTI). Emprega-se sem preposição no sentido de acarretar, indeterminado). Emprega-se sem preposição no sentido de
envolver: A queda do dólar implica corrida ao over. (VTD); O indicar com exatidão: Perdeu muito dinheiro no jogo, mas não
desestímulo ao álcool combustível implica uma volta ao passado. sabe precisar a quantia. (VTD).
(VTD). Emprega-se sem preposição no sentido de embaraçar,
comprometer: O vizinho implicou-o naquele caso de estupro. Preferir: emprega-se sem preposição no sentido de ter
(VTD). É inadequada a regência do verbo implicar em: Implicou preferência. (sem escolha): Prefiro dias mais quentes. (VTD).
em confusão. Preferir VTDI, no sentido de ter preferência, exige a preposição
a: Prefiro dançar a nadar; Prefiro chocolate a doce de leite. Na
Informar: o verbo informar possui duas construções, VTD linguagem formal, culta, é inadequado usar este verbo reforçado
e VTI: Informei-o que sua aposentaria saiu. (VTD); Informei-lhe pelas palavras ou expressões: antes, mais, muito mais, mil vezes
que sua aposentaria saiu. (VTI); Informou-se das mudanças logo mais, do que.
cedo. (inteirar-se, verbo pronominal)
Presidir: emprega-se com objeto direto ou objeto indireto,
Investir: emprega-se com preposição (com ou contra) no com a preposição a: O reitor presidiu à sessão; O reitor presidiu
sentido de atacar, é TI: O touro Bandido investiu contra Tião. a sessão.
Empregado como verbo transitivo direto e índireto, no sentido
de dar posse: O prefeito investiu Renata no cargo de assessora. Prevenir: admite as construções: A paciência previne
(VTDI). Emprega-se sem preposição no sentido também de dissabores; Preveni minha turma; Quero preveni-los; Prevenimo-
empregar dinheiro, é TD: Nós investimos parte dos lucros em nos para o exame final.
pesquisas científicas. (VTD).
Proceder: emprega-se como verbo intransitivo no sentido
Morar: antes de substantivo rua, avenida, usa-se morar de ter fundamento: Sua tese não procede. (VI). Emprega-se
com a preposição em: D. Marina Falcão mora na Rua Dorival de com a preposição de no sentido de originar-se, vir de: Muitos
Barros. males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.
Namorar: a regência correta deste verbo é namorar Emprega-se como transitivo indireto com a preposição a, no
alguém e NÃO namorar com alguém: Meu filho, Paulo César, sentido de dar início: Procederemos a uma investigação rigorosa.
namora Cristiane. Marcelo namora Raquel. (VTI)

Necessitar: emprega-se com verbo transitivo direto ou Querer: emprega-se sem preposição no sentido de desejar:
indireto, no sentido de precisar: Necessitávamos o seu apoio; Quero vê-lo ainda hoje. (VTD). Emprega-se com preposição no
Necessitávamos de seu apoio. (VTDI). sentido de gostar, ter afeto, amar: Quero muito bem às minhas
cunhadas Vera e Ceiça.
Obedecer / Desobedecer: emprega-se com verbo transitivo
direto e indireto no sentido de cumprir ordens: Obedecia às Residir: como o verbo morar, o verbo responder, constrói-
irmãs e irmãos; Não desobedecia às leis de trânsito. se com a preposição em: Residimos em Lucélia, na Avenida
Internacional. Residente e residência têm a mesma regência de
Pagar: emprega-se sem preposição no sentido de saldar residir em.
coisa, é VTI: Cida pagou o pão; Paguei a costura. Emprega-se
com preposição no sentido de remunerar pessoa, é VTI: Cida Responder: emprega-se no sentido de responder alguma
pagou ao padeiro; Paguei à costureira. Emprega-se como verbo coisa a alguém: O senador respondeu ao jornalista que o projeto
transitivo direto e indireto, pagar alguma coisa a alguém: Cida do rio São Francisco estava no final. (VTDI). Emprega-se no
pagou a carne ao açougueiro. Por alguma coisa: Quanto pagou sentido de responder a uma carta, a uma pergunta: Enrolou,

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enrolou e não respondeu à pergunta do professor. 01. (IFC - Auxiliar Administrativo - IFC). Todas as
alternativas estão corretas quanto ao emprego correto da
Reverter: emprega-se no sentido de regressar, voltar ao regência do verbo, EXCETO:
estado primitivo: Depois de aposentar-se reverteu à ativa. (A) Faço entrega em domicílio.
Emprega-se no sentido de voltar para a posse de alguém: As (B) Eles assistem o espetáculo.
jóias reverterão ao seu verdadeiro dono. Emprega-se no sentido (C) João gosta de frutas.
de destinar-se: A renda da festa será revertida em beneficio da (D) Ana reside em São Paulo.
Casa da Sopa. (E) Pedro aspira ao cargo de chefe.

Simpatizar / Antipatizar: empregam-se com a preposição 02. Assinale a opção em que o verbo
com: Sempre simpatizei com pessoas negras; Antipatizei com ela chamar é empregado com o mesmo sentido que
desde o primeiro momento. Estes verbos não são pronominais, apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara,
isto é, não exigem os pronomes me, se, nos, etc: Simpatizei-me Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
com você. (inadequado); Simpatizei com você. (adequado) (A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
Subir: Subiu ao céu; Subir à cabeça; Subir ao trono; Subir ao (C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
poder. Essas expressões exigem a preposição a. (D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
(E) mandou chamar o médico com urgência.
Suceder: emprega-se com a preposição a no sentido de
substituir, vir depois: O descanso sucede ao trabalho. 03. (Consórcio Intermunicipal Grande ABC -CAIP-
IMES -Procurador / 2015) A regência verbal está correta na
Tocar: emprega-se no sentido de pôr a mão, tocar alguém, alternativa:
tocar em alguém: Não deixava tocar o / no gato doente. (A) Ela quer namorar com o meu irmão.
Emprega-se no sentido de comover, sensibilizar, usa-se com (B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé.
OD: O nascimento do filho tocou-o profundamente. Emprega- (C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
se no sentido de caber por sorte, herança, é OI: Tocou-lhe, por (D) É preferível ir a pé a ir de carro.
herança, uma linda fazenda. Emprega-se no sentido de ser
da competência de, caber: Ao prefeito é que toca deferir ou 04. Em todas as alternativas, o verbo grifado foi empregado
indeferir o projeto. com regência certa, exceto em:
(A) a vista de José Dias lembrou-me o que ele me dissera.
Visar: emprega-se sem preposição, como VTD, no sentido de (B) estou deserto e noite, e aspiro sociedade e luz.
apontar ou pôr visto: O garoto visou o inocente passarinho; O (C) custa-me dizer isto, mas antes peque por excesso;
gerente visou a correspondência. Emprega-se com preposição, (D) redobrou de intensidade, como se obedecesse a voz do
como VTI, no sentido de desejar, pretender: Todos visam ao mágico;
reconhecimento de seus esforços. (E) quando ela morresse, eu lhe perdoaria os defeitos.

Casos Especiais 05. (UFES – UFES - Engenheiro Civil / 2015) A regência


verbal está INCORRETA em:
Dar-se ao trabalho ou dar-se o trabalho? Ambas as (A) Proibiram-no de fumar.
construções são corretas. A primeira é mais aceita: Dava-se ao (B) Ana comunicou sua mudança aos parentes mais íntimos.
trabalho de responder tudo em Inglês. O mesmo se dá com: dar- (C) Prefiro Português a Matemática.
se ao / o incômodo; poupar-se ao /o trabalho; dar-se ao /o luxo. (D) A professora esqueceu da chave de sua casa no carro da
amiga.
Propor-se alguma coisa ou propor-se a alguma coisa? (E) O jovem aspira à carreira militar.
Propor-se, no sentido de ter em vista, dispor-se a, pode vir com
ou sem a preposição a: Ela se propôs levá-lo/ a levá-lo ao circo. 06. A regência verbal está correta em:
(A) A funcionária aspirava ao cargo de chefia.
Passar revista a ou passar em revista? Ambas estão corretas, (B) Custo a crer que ela ainda volte.
porém a segunda construção é mais frequente: O presidente (C) Sua atitude implicará em demissão
passou a tropa em revista. (D) Prefiro mais trabalhar que estudar.

Em que pese a - expressão concessiva equivalendo a ainda 07. (Prefeitura de Carlos Barbosa RS – OBJETIVA –
que custe a, apesar de, não obstante: “Em que pese aos inimigos Agente Administrativo / 2015)
do paraense, sinceramente confesso que o admiro.” (Graciliano (A) A prefeitura ainda atendia naquele período outras 16
Ramos) crianças de cidades da região.
Observações Finais (B) Eles contrataram moradores da região, e nós oferecemos
a escola para os filhos destes funcionários.
Os verbos transitivos indiretos (exceção ao verbo obedecer), (C) A prefeitura decidiu ampliar ainda mais a oferta de vagas
não admitem voz passiva. Os exemplos citados abaixo são comprando e restaurando o antigo prédio do hospital.
considerados inadequados. (D) A menina aprendeu à mexer no teclado brincando em
O filme foi assistido pelos estudantes; O cargo era visado casa e aperfeiçoou à técnica na escola.
por todos; Os estudantes assistiram ao filme; Todos visavam
ao cargo. 08. (TRE RS – CONSULPLAN – Analista Judiciário -
Não se deve dar o mesmo complemento a verbos de regências Administrativa / 2008) Assinale a alternativa em que a
diferentes, como: Entrou e saiu de casa; Assisti e gostei da regência verbal é INCORRETA:
peça. Corrijase para: Entrou na casa e saiu dela; Assisti à peça (A) Os colegas de Antônio implicam com o seu jeito de andar.
e gostei dela. (B) José prefere vinho a cerveja.
As formas oblíquas o, a, os, as funcionam como complemento (C) O policial visou toda a documentação do motorista.
de verbos transitivos diretos, enquanto as formas lhe, lhes (D) Ela sempre se levanta cedo para aspirar o ar da manhã.
funcionam como transitivos indiretos que exigem a preposição (E) Um advogado assistiu ao motorista que atropelou aquele
a. Convidei as amigas. Convidei-as; Obedeço ao mestre. Obedeço rapaz.
lhe.
Respostas
Questões

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01. Resposta B Se, nas frases optativas, o sujeito vem depois do verbo, usa-se a
A frase correta seria “Eles assistem ao espetáculo” ênclise: Proteja-nos Deus.
O verbo “assistir” causa dúvidas porque pode ser transitivo
direto ou indireto. No primeiro caso não admitirá preposição, já Com certos verbos: a próclise pode ser motivada também
no segundo sim. Portanto, quando a pergunta (a quê?) for feita pela forma verbal a que se prende o pronome.
ao verbo, este será transitivo indireto e quando o complemento - Com o gerúndio precedido de preposição ou de negação:
do verbo vir de forma direta, será transitivo direto. Em se ausentando, complicou-se; Não se satisfazendo com os
Veja: a) A enfermeira assistiu o paciente. (Assistiu quem? resultados, mudou de método.
O paciente! Ou seja, a pergunta é respondida diretamente, sem - Com o infinito pessoal precedido de preposição: Por se
intermediários, sem preposição) acharem infalíveis, caíram no ridículo.
b) João assistiu ao programa do Jô! (Assistiu a quê? Ao
programa! Logo, preposição a + artigo o) Mesóclise

02. Resposta A - No trecho citado no enunciado da questão Usa-se a mesóclise tão somente com duas formas verbais,
o verbo “chamar” foi empregado com o sentido de “apelidar o futuro do presente e o futuro do pretérito, assim quando não
/ intitular”. O mesmo sentido do verbo foi empregado na vierem precedidos de palavras atrativas. Exemplos:
alternativa A.
Confrontar-se-ão os resultados.
03. Resposta D Confrontar-se-iam os resultados.
Correções:
Alternativa: Ela quer namorar o meu irmão. Mas:
Alternativa B: Perdi a hora da entrevista porque fui a pé . Não Não se confrontarão os resultados.
se usa crase pelo fato de pé ser palavra masculina, e então o ‘a’ Não se confrontariam os resultados.
fica sendo somente preposição, sem artigo.
Alternativa C: Não pude fazer a prova do concurso porque Não se usa a ênclise com o futuro do presente ou com o
era menor de idade. futuro do pretérito sob hipótese alguma. Será contrária à norma
culta escrita, portanto, uma colocação do tipo:
04. Resposta B - O verbo “apirar” é utilizado no sentido de
“querer / ter por objetivo”, assim, ele precisa ser procedido pela Diria-se que as coisas melhoraram. (errado)
preposição “A”. Dir-se-ia que as coisas melhoraram. (correto)

05. Resposta D Ênclise


Regência dos verbos: ESQUECER – LEMBRAR
- Lembrar algo – esquecer algo Usa-se a ênclise nos seguintes casos:
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal) - Imperativo Afirmativo: Prezado amigo, informe-se de
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja exigem seus compromissos.
complemento sem preposição.
- Gerúndio não precedido da preposição “em” ou
06. Resposta B - O verbo “aspirar” com o sentido de almejar de partícula negativa: Falando-se de comércio exterior,
é transitivo indireto e pede a preposição “A”. progredimos muito.
Correções:
Custa-me crer; implicará demissão; prefiro trabalhar a Mas
estudar. Em se plantando no Brasil, tudo dá.
Não se falando em futebol, ninguém briga.
07. Resposta D - Não se deve usar crase antes de verbos no Ninguém me provocando, fico em paz.
infinitivo.
- Infinitivo Impessoal: Não era minha intenção magoar-te.
08. Resposta E - O verbo “assistir” no sentido de prestar Se o infinitivo vier precedido de palavra atrativa, ocorre tanto a
assistência, ajudar, socorrer: usa-se sem preposição. próclise quanto a ênclise.
Espero com isto não te magoar.
Colocação dos Pronomes Oblíquos Átonos Espero com isto não magoar-te.

Um dos aspectos da harmonia da frase refere-se à colocação - No início de frases ou depois de pausa: Vão-se os anéis,
dos pronomes oblíquos átonos. Tais pronomes situam-se em : ficam os dedos. Decorre daí a afirmação de que, na variante culta
escrita, não se inicia frase com pronome oblíquo átono. Causou-
Próclise me surpresa a tua reação.

Por atração: usa-se a próclise quando o verbo vem precedido O Pronome Oblíquo Átono nas Locuções Verbais
das seguintes partículas atrativas:
- Palavras ou expressões negativas: Não te afastes de mim. - Com palavras atrativas: quando a locução vem precedida
- Advérbios: Agora se negam a depor. Se houver pausa (na de palavra atrativa, o pronome se coloca antes do verbo auxiliar
escrita, vírgula) entre o advérbio e o verbo, usa-se a ênclise: ou depois do verbo principal. Exemplo: Nunca te posso negar
Agora, negam-se a depor. isso; Nunca posso negar-te isso. É possível, nesses casos, o uso
- Pronomes Relativos: Apresentaram-se duas pessoas que se da próclise antes do verbo principal. Nesse caso, o pronome não
identificaram com rapidez. se liga por hífen ao verbo auxiliar: Nunca posso te negar isso.
- Pronomes Indefinidos: Poucos se negaram ao trabalho.
- Conjunções subordinativas: Soube que me dariam a - No início da oração ou depois de pausa: quando a locução
autorização solicitada. se situa no início da oração, não se usa o pronome antes do verbo
auxiliar. Exemplo: Posso-lhe dar garantia total; Posso dar-lhe
Com certas frases: há casos em que a próclise é motivada garantia total. A mesma norma é válida para os casos em que
pelo próprio tipo de frase em que se localiza o pronome. a locução verbal vem precedida de pausa. Exemplo: Em dias de
- Frases Interrogativas: Quem se atreveria a isso? lua cheia, pode-se ver a estrada mesmo com faróis apagados;
- Frases Exclamativas: Quanto te arriscas com esse Em dias de lua cheia, pode ver-se a estrada mesmo com os faróis
procedimento! apagados.
- Frases Optativas (exprimem desejo): Deus nos proteja.

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- Sem atração nem pausa: quando a locução verbal não vem Questões
precedida de palavra atrativa nem de pausa, admite-se qualquer
colocação do pronome. 01. (ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO
Exemplos: DE PERNAMBUCO/PE – ANALISTA LEGISLATIVO –
A vida lhe pode trazer surpresas. ESPECIALIDADE CONTABILIDADE – FCC/2014) Considerada
A vida pode-lhe trazer surpresas. a norma culta escrita, há correta substituição de estrutura
A vida pode trazer-lhe surpresas. nominal por pronome em:
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
Observações lhes antecipadamente.
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do
- Quando o verbo auxiliar de uma locução verbal estiver no verbo fabricar se extraiu-lhe.
futuro do presente ou no futuro do pretérito, o pronome pode vir (C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
em mesóclise em relação a ele: Ter-nos-ia aconselhado a partir. (D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de
conhecê-las.
- Nas locuções verbais, jamais se usa pronome oblíquo átono (E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
depois do particípio. Não o haviam convidado. (correto); Não
haviam convidado-o. (errado). 02. (SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL/DF – TÉCNICO EM
- Há uma colocação pronominal, restrita a contextos ELETRÔNICA – IADES/2014) Caso fosse necessário substituir
literários, que deve ser conhecida: Há males que se não curam o termo destacado em “Basta apresentar um documento” por
com remédios. Quando há duas partículas atraindo o pronome um pronome, de acordo com a norma-padrão, a nova redação
oblíquo átono, este pode vir entre elas. Poderíamos dizer deveria ser
também: Há males que não se curam com remédios. (A) Basta apresenta-lo.
(B) Basta apresentar-lhe.
- Os pronomes oblíquos átonos combinam-se entre si em (C) Basta apresenta-lhe.
casos como estes: (D) Basta apresentá-la.
me + o/a = mo/ma (E) Basta apresentá-lo.
te + o/a = to/ta
lhe + o/a = lho/lha 03. (CEFET/RJ - REVISOR DE TEXTOS –
nos + o/a = no-lo/no-la CESGRANRIO/2014). Em qual período, o pronome átono que
vos + o/a = vo-lo/vo-la substitui o sintagma em destaque tem sua colocação de acordo
com a norma-padrão?
Tais combinações podem vir: (A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho –
- Proclítica: Eu não vo-lo disse? conhecia-o
- Mesoclítica: Dir-vo-lo-ei já. (B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá
- Enclítica: A correspondência, entregaram-lha há muito – tinha encontrado-o.
tempo. (C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no
Museu – relatá-las-ão.
Segundo a norma culta, a regra é a ênclise, ou seja, o pronome (D) Quem explicou às crianças as histórias de seus
após o verbo. Isso tem origem em Portugal, onde essa colocação antepassados? – explicou-lhes.
é mais comum. No Brasil, o uso da próclise é mais frequente, por (E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de
apresentar maior informalidade. Mas, como devemos abordar os um museu virtual – Lhes vinham perguntando.
aspectos formais da língua, a regra será ênclise, usando próclise
em situações excepcionais, que são: 04. (SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO
- Palavras invariáveis (advérbios, alguns pronomes, DISTRITO FEDERAL/DF – ANALISTA – IADES/2014 -
conjunção) atraem o pronome. Por “palavras invariáveis”, adaptada) De acordo com a norma-padrão e as questões
entendemos os advérbios, as conjunções, alguns pronomes gramaticais que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o
que não se flexionam, como o pronome relativo que, os pronomes Escola”, é correto afirmar que
indefinidos quanto/como, os pronomes demonstrativos isso, (A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que
aquilo, isto. Exemplos: “Ele não se encontrou com a namorada.” acompanha.
– próclise obrigatória por força do advérbio de negação. (B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para antes
“Quando se encontra com a namorada, ele fica muito feliz.” – do verbo que acompanha.
próclise obrigatória por força da conjunção; (C) a ênclise em “Frustrei-me” é facultativa.
- Orações exclamativas (“Vou te matar!”) ou que expressam (D) a inclusão do advérbio Não, no inıcio da oração “Frustrei-
desejo, chamadas de optativas (“Que Deus o abençoe!”) – me”, tornaria a próclise obrigatória.
próclise obrigatória. (E) a ênclise em “Frustrei-me” é obrigatória.
- Orações subordinadas – (“... e é por isso que nele se acentua
o pensador político” – uma oração subordinada causal, como a 05. (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014). A substituição
da questão, exige a próclise.). do elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada
de modo INCORRETO em:
Emprego Proibido: (A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu
- Iniciar período com pronome (a forma correta é: Dá-me um (B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os
copo d’água; Permita-me fazer uma observação.); (C) para fazer a dragagem = para fazê-la
- Após verbo no particípio, no futuro do presente e no futuro (D) que desviava a água = que lhe desviava
do pretérito. Com essas formas verbais, usa-se a próclise (desde (E) supriam a necessidade = supriam-na
que não caia na proibição acima), modifica-se a estrutura (troca
o “me” por “a mim”) ou, no caso dos futuros, emprega-se o Respostas
pronome em mesóclise. Exemplos: “Concedida a mim a licença,
pude começar a trabalhar.” (Não poderia ser “concedida-me” 01. Resposta D
– após particípio é proibido - nem “me concedida” – iniciar (A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
período com pronome é proibido). “Recolher-me-ei à minha lhes = agradeço-a
insignificância” (Não poderia ser “recolherei-me” nem “Me (B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do
recolherei”). verbo fabricar se extraiu-lhe. = extraiu-o
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. = não os faltam
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de

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conhecê-las. = correta - Antes de verbo: Ficamos a admirá-los; Ele começou a ter
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. = alucinações.
incluindo-a
- Antes de artigo indefinido: Levamos a mercadoria a uma
02. Resposta E firma; Refiro-me a uma pessoa educada.
Apresentar o quê? O documento = objeto direto, sem
preposição – então esqueçamos o “lhe” (para objeto indireto). - Antes de expressão de tratamento introduzida pelos
Restaram-nos os itens A, D e E. Em D, o pronome está no feminino pronomes possessivos Vossa ou Sua ou ainda da expressão
(la), e o termo a ser substituído é masculino (um documento). Você, forma reduzida de Vossa Mercê: Enviei dois ofícios a
Descartemo-la. A acentuação dos verbos com pronome oblíquo Vossa Senhoria; Traremos a Sua Majestade, o rei Hubertus, uma
segue a regra de acentuação normalmente, desconsiderando-se mensagem de paz; Eles queriam oferecer flores a você.
o pronome, claro! = apresentá-lo (oxítona). Temos, então: “Basta
apresentá-lo”. - Antes dos pronomes demonstrativos esta e essa: Não me
refiro a esta carta; Os críticos não deram importância a essa
03. Resposta C obra.
A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – não
o conhecia - Antes dos pronomes pessoais: Nada revelei a ela; Dirigiu-
B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá se a mim com ironia.
– tinha o encontrado
C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no - Antes dos pronomes indefinidos com exceção de outra:
Museu – relatá-las-ão = correta Direi isso a qualquer pessoa; A entrada é vedada a toda pessoa
D) Quem explicou às crianças as histórias de seus estranha. Com o pronome indefinido outra(s), pode haver crase
antepassados? – explicou-lhes = quem lhes explicou porque ele, às vezes, aceita o artigo definido a(s): As cartas
E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de estavam colocadas umas às outras (no masculino, ficaria “os
um museu virtual = Vinham lhes perguntando. cartões estavam colocados uns aos outros”).

04. Resposta D - Quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte


“Frustrei-me por não ver o Escola” estiver no plural: Falei a vendedoras desta firma; Refiro-me a
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que pessoas curiosas.
acompanha = Me frustrei = incorreta, pois não se inicia período
com pronome oblíquo (é a regra!). - Quando, antes do “a”, existir preposição: Ela compareceu
(B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para antes perante a direção da empresa; Os papéis estavam sob a mesa.
do verbo que acompanha = respondi anteriormente! – na A Exceção feita, às vezes, para até, por motivo de clareza: A água
(C) a ênclise em “Frustrei-me” é facultativa. = incorreta. inundou a rua até à casa de Maria (= a água chegou perto da
Como não há partícula que justifique a próclise, utiliza-se ênclise casa); se não houvesse o sinal da crase, o sentido ficaria ambíguo:
(D) a inclusão do advérbio Não, no inı́cio da oração “Frustrei- a água inundou a rua até a casa de Maria (= inundou inclusive
me”, tornaria a próclise obrigatória. = Não me frustrei = correta a casa). Quando até significa “perto de”, é preposição; quando
(o advérbio de negação “atrairia” o pronome) significa “inclusive”, é partícula de inclusão.
(E) a ênclise em “Frustrei-me” é obrigatória. = incorreta (em
termos!). Se houvesse partícula que justificasse a próclise, a - Com expressões repetitivas: Tomamos o remédio gota a
ênclise seria descartada – por isso que não está correto afirmar gota; Enfrentaram-se cara a cara.
“obrigatória”.
- Com expressões tomadas de maneira indeterminada: O
05. Resposta D doente foi submetido a dieta leve (no masc. = foi submetido a
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu = correta repouso, a tratamento prolongado, etc.); Prefiro terninho a saia
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os = correta e blusa (no masc. = prefiro terninho a vestido).
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la = correta
(D) que desviava a água = que lhe desviava = que a desviava - Antes de pronome interrogativo, não ocorre crase: A que
(E) supriam a necessidade = supriam-na = correta artista te referes?

Crase - Na expressão valer a pena (no sentido de valer o


sacrifício, o esforço), não ocorre crase, pois o “a” é artigo
Crase é a superposição de dois “a”, geralmente a preposição definido: Parodiando Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando
“a” e o artigo a(s), podendo ser também a preposição “a” e o a alma não é pequena...
pronome demonstrativo a(s) ou a preposição “a” e o “a” inicial
dos pronomes demonstrativos aqueles(s), aquela(s) e aquilo. A Crase é Facultativa
Essa superposição é marcada por um acento grave (`).
Assim, em vez de escrevermos “entregamos a mercadoria a - Antes de nomes próprios feminino: Enviamos um
a vendedora”, “esta blusa é igual a a que compraste” ou “eles telegrama à Marisa; Enviamos um telegrama a Marisa. Em
deveriam ter comparecido a aquela festa”, devemos sobrepor os português, antes de um nome de pessoa, pode-se ou não
dois “a” e indicar esse fato com um acento grave: “Entregamos a empregar o artigo “a” (“A Marisa é uma boa menina”. Ou “Marisa
mercadoria à vendedora”. “Esta blusa é igual à que compraste”. é uma boa menina”). Por isso, mesmo que a preposição esteja
“Eles deveriam ter comparecido àquela festa.” presente, a crase é facultativa.
O acento grave que aparece sobre o “a” não constitui, pois, a Quando o nome próprio feminino vier acompanhado de
crase, mas é um mero sinal gráfico que indica ter havido a união uma expressão que o determine, haverá crase porque o artigo
de dois “a” (crase). definido estará presente. Dedico esta canção à Candinha do
Para haver crase, é indispensável a presença da preposição Major Quevedo. [A (artigo) Candinha do Major Quevedo é
“a”, que é um problema de regência. Por isso, quanto mais fanática por seresta.]
conhecer a regência de certos verbos e nomes, mais fácil será - Antes de pronome adjetivo possessivo feminino singular:
para ele ter o domínio sobre a crase. Pediu informações à minha secretária; Pediu informações a
minha secretária. A explicação é idêntica à do item anterior:
Não existe Crase o pronome adjetivo possessivo aceita artigo, mas não o exige
(“Minha secretária é exigente.” Ou: “A minha secretária é
- Antes de palavra masculina: Chegou a tempo ao trabalho; exigente”). Portanto, mesmo com a presença da preposição, a
Vieram a pé; Vende-se a prazo. crase é facultativa.

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- Com o pronome substantivo possessivo feminino aconteceu o acidente. Mas: A distância, via-se um barco
singular, o uso de acento indicativo de crase não é facultativo pesqueiro; Olhava-nos a distância.
(conforme o caso será proibido ou obrigatório): A minha cidade
é melhor que a tua. O acento indicativo de crase é proibido - Pronome Relativo: Todo pronome relativo tem um
porque, no masculino, ficaria assim: O meu sítio é melhor que o substantivo (expresso ou implícito) como antecedente. Para
teu (não há preposição, apenas o artigo definido). Esta gravura saber se existe crase ou não diante de um pronome relativo, deve-
é semelhante à nossa. O acento indicativo de crase é obrigatório se substituir esse antecedente por um substantivo masculino.
porque, no masculino, ficaria assim: Este quadro é semelhante Se o “a” se transforma em “ao”, há crase diante do relativo. Mas,
ao nosso (presença de preposição + artigo definido). se o “a” permanece inalterado ou se transforma em “o”, então
não há crase: é preposição pura ou pronome demonstrativo: A
Casos Especiais fábrica a que me refiro precisa de empregados. (O escritório a
que me refiro precisa de empregados.); A carreira à qual aspiro
- Nomes de localidades: Dentre as localidades, há as que é almejada por muitos. (O trabalho ao qual aspiro é almejado
admitem artigo antes de si e as que não o admitem. Por aí se deduz por muitos.). Na passagem do antecedente para o masculino, o
que, diante das primeiras, desde que comprovada a presença de pronome relativo não pode ser substituído, sob pena de falsear o
preposição, pode ocorrer crase; diante das segundas, não. Para resultado: A festa a que compareci estava linda (no masculino =
se saber se o nome de uma localidade aceita artigo, deve-se o baile a que compareci estava lindo). Como se viu, substituímos
substituir o verbo da frase pelos verbos estar ou vir. Se ocorrer festa por baile, mas o pronome relativo que não foi substituído
a combinação “na” com o verbo estar ou “da” com o verbo vir, por nenhum outro (o qual etc.).
haverá crase com o “a” da frase original. Se ocorrer “em” ou “de”,
não haverá crase: Enviou seus representantes à Paraíba (estou A Crase é Obrigatória
na Paraíba; vim da Paraíba); O avião dirigia-se a Santa Catarina
(estou em Santa Catarina; vim de Santa Catarina); Pretendo - Sempre haverá crase em locuções prepositivas, locuções
ir à Europa (estou na Europa; vim da Europa). Os nomes de adverbiais ou locuções conjuntivas que tenham como núcleo
localidades que não admitem artigo passarão a admiti-lo, quando um substantivo feminino: à queima-roupa, à maneira de, às
vierem determinados. Porto Alegre indeterminadamente não cegas, à noite, às tontas, à força de, às vezes, às escuras, à medida
aceita artigo: Vou a Porto Alegre (estou em Porto Alegre; vim de que, às pressas, à custa de, à vontade (de), à moda de, às mil
Porto Alegre); Mas, acompanhando-se de uma expressão que a maravilhas, à tarde, às oito horas, às dezesseis horas, etc. É bom
determine, passará a admiti-lo: Vou à grande Porto Alegre (estou não confundir a locução adverbial às vezes com a expressão
na grande Porto Alegre; vim da grande Porto Alegre); Iríamos fazer as vezes de, em que não há crase porque o “as” é artigo
a Madri para ficar três dias; Iríamos à Madri das touradas para definido puro: Ele se aborrece às vezes (= ele se aborrece de vez
ficar três dias. em quando); Quando o maestro falta ao ensaio, o violinista faz
as vezes de regente (= o violinista substitui o maestro).
- Pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:
quando a preposição “a” surge diante desses demonstrativos, - Sempre haverá crase em locuções que exprimem
devemos sobrepor essa preposição à primeira letra dos hora determinada: Ele saiu às treze horas e trinta minutos;
demonstrativos e indicar o fenômeno mediante um acento Chegamos à uma hora. Cuidado para não confundir a, à e há com
grave: Enviei convites àquela sociedade (= a + aquela); A solução a expressão uma hora: Disseram-me que, daqui a uma hora,
não se relaciona àqueles problemas (= a + aqueles); Não dei Teresa telefonará de São Paulo (= faltam 60 minutos para o
atenção àquilo (= a + aquilo). A simples interpretação da frase telefonema de Teresa); Paula saiu daqui à uma hora; duas horas
já nos faz concluir se o “a” inicial do demonstrativo é simples depois, já tinha mudado todos os seus planos (= quando ela saiu,
ou duplo. Entretanto, para maior segurança, podemos usar o relógio marcava 1 hora); Pedro saiu daqui há uma hora (= faz
o seguinte artifício: Substituir os demonstrativos aquele(s), 60 minutos que ele saiu).
aquela(s), aquilo pelos demonstrativos este(s), esta(s), isto,
respectivamente. Se, antes destes últimos, surgir a preposição - Quando a expressão “à moda de” (ou “à maneira de”)
“a”, estará comprovada a hipótese do acento de crase sobre o “a” estiver subentendida: Nesse caso, mesmo que a palavra
inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo. Se não surgir subsequente seja masculina, haverá crase: No banquete,
a preposição “a”, estará negada a hipótese de crase. Enviei cartas serviram lagosta à Termidor; Nos anos 60, as mulheres se
àquela empresa./ Enviei cartas a esta empresa; A solução não apaixonavam por homens que tinham olhos à Alain Delon.
se relaciona àqueles problemas./ A solução não se relaciona a
estes problemas; Não dei atenção àquilo./ Não dei atenção a - Quando as expressões “rua”, “loja”, “estação de rádio”,
isto; A solução era aquela apresentada ontem./ A solução era etc. estiverem subentendidas: Dirigiu-se à Marechal Floriano
esta apresentada ontem. (= dirigiu-se à Rua Marechal Floriano); Fomos à Renner (fomos
à loja Renner); Telefonem à Guaíba (= telefonem à rádio Guaíba).
- Palavra “casa”: quando a expressão casa significa “lar”,
“domicílio” e não vem acompanhada de adjetivo ou locução - Quando está implícita uma palavra feminina: Esta
adjetiva, não há crase: Chegamos alegres a casa; Assim que saiu religião é semelhante à dos hindus (= à religião dos hindus).
do escritório, dirigiu-se a casa; Iremos a casa à noitinha. Mas,
se a palavra casa estiver modificada por adjetivo ou locução - Não confundir devido com dado (a, os, as): a primeira
adjetiva, então haverá crase: Levaram-me à casa de Lúcia; expressão pede preposição “a”, havendo crase antes de palavra
Dirigiram-se à casa das máquinas; Iremos à encantadora casa de feminina determinada pelo artigo definido. Devido à discussão
campo da família Sousa. de ontem, houve um mal-estar no ambiente (= devido ao barulho
de ontem, houve...); A segunda expressão não aceita preposição
- Palavra “terra”: Não há crase, quando a palavra terra “a” (o “a” que aparece é artigo definido, não havendo, pois,
significa o oposto a “mar”, “ar” ou “bordo”: Os marinheiros crase): Dada a questão primordial envolvendo tal fato (= dado o
ficaram felizes, pois resolveram ir a terra; Os astronautas problema primordial...); Dadas as respostas, o aluno conferiu a
desceram a terra na hora prevista. Há crase, quando a palavra prova (= dados os resultados...).
significa “solo”, “planeta” ou “lugar onde a pessoa nasceu”: O
colono dedicou à terra os melhores anos de sua vida; Voltei à Excluída a hipótese de se tratar de qualquer um dos
terra onde nasci; Viriam à Terra os marcianos? casos anteriores, devemos substituir a palavra feminina por
outra masculina da mesma função sintática. Se ocorrer “ao”
- Palavra “distância”: Não se usa crase diante da palavra no masculino, haverá crase no “a” do feminino. Se ocorrer “a”
distância, a menos que se trate de distância determinada: Via- ou “o” no masculino, não haverá crase no “a” do feminino. O
se um monstro marinho à distância de quinhentos metros; problema, para muitos, consiste em descobrir o masculino de
Estávamos à distância de dois quilômetros do sítio, quando certas palavras como “conclusão”, “vezes”, “certeza”, “morte”,

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etc. É necessário então frisar que não há necessidade alguma de (E) à … à … à … à
que a palavra masculina tenha qualquer relação de sentido com
a palavra feminina: deve apenas ter a mesma função sintática: 03. (TJ/SP - Assistente Social - VUNESP/2012)
Fomos à cidade comprar carne. (ao supermercado); Pedimos um Observe o trecho a seguir e assinale a alternativa que
favor à diretora. (ao diretor); Muitos são incensíveis à dor alheia. preenche, correta e respectivamente, suas lacunas.
(ao sofrimento); Os empregados deixam a fábrica. (o escritório);
O perfume cheira a rosa. (a cravo); O professor chamou a aluna. ________ pouco mais de um mês da próxima eleição presidencial
(o aluno). dos Estados Unidos, o favoritismo de Barack Obama sofreu um
arranhão. Não________que estranhar a dificuldade de Obama
Questões quando tem de falar de improviso ou exercer________queima-
roupa o contraditório. Obama é instado, agora,______preparar-se
01. (PM-BA - Soldado da Polícia Militar - FCC) muito melhor para os dois outros debates.
“Se os cachorros correm livremente, por que eu não posso
fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New Morning” . (A) Há … há … à … à
Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos nós, humanos (B) Há … à … a … a
supersocializados: o anseio de nos livrarmos de todos os (C) À … a … à … à
constrangimentos artificiais decorrentes do fato de vivermos em (D) A … há … à … a
uma sociedade civilizada em que às vezes nos sentimos presos (E) A … a … a … à
a uma correia. Um conjunto cultural de regras tácitas e inibições
está sempre governando as nossas interações cotidianas com os 04. (MPE/RS - Técnico Superior de Informática - MPE)
outros.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou que
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com amigos,
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer. Se você
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará formado um
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo mundo. Mas,
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao não é bem assim. As redes sociais têm o poder de transformar
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o mesmo
alguma coisa que também quer se expressar. ambiente social, mas não são suas amigas) em elos fracos - uma
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para forma superficial de amizade. Pois é, por mais que existam
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. exceções ______ qualquer regra, todos os estudos mostram que
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima amizades geradas com a ajuda da Internet são mais fracas, sim,
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os do que aquelas que nascem e se desenvolvem fora dela. Isso não
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito geralmente são
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas parecidos com você: pertencem ao mesmo mundo e gostam das
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles transitam por grupos
as sentem, diferentes do seu e, por isso, podem lhe apresentar novas
pessoas e ampliar seus horizontes - gerando uma renovação
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, inclusive às
que late não morde. amizades antigas. O problema é que a maioria das redes na
Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, 2005. p 250) Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às informações
de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com ela, é
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para nós obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro dizer
porque não prestam atenção às nossas convenções sociais. “não’ ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
Sem prejuízo da correção, a crase empregada na frase acima do conceito de amizade. É verdade. Mas, com a chegada de sítios
poderá ser mantida caso o segmento grifado seja substituído como O Twitter, ficou diferente. Esse tipo de sítio é uma rede
por: social completamente assimétrica. E isso faz com que as redes
(A) obedecem. de “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira
(B) aceitam. muito mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter,
(C) conhecem. o sociólogo Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard,
(D) acatam. percebeu que seus Amigos tinham começado a se comunicar
(E) seguem. entre si Independentemente da mediação dele. Pessoas cujo
único ponto em comum era o próprio Christakis acabaram
02. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - Prova versão ficando amigas. No Twitter eu posso me interessar pelo que
1 - VUNESP) você tem a dizer e começar a te seguir. Nós não nos conhecemos
No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar- Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu nome
se ...................... aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também podem
únicas consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. Em suma,
e estatísticas criminais. Raro ler................. respeito envolvendo nós continuaremos não nos conhecendo, mas as pessoas que
questões de saúde pública como programas de esclarecimento estão _______ nossa volta podem virar amigas entre si.
e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
desses ..................... vida. Quantos de nós sabemos o nome de um Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas
médico ou clínica ............................ quem tentar encaminhar um das linhas, respectivamente.
drogado da nossa própria família? (A) a – a – à – à
(B) a – à – a – à
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, (C) à – a – à – a
17.09.2012. Adaptado) (D) à – à – à – a
(E) à – a – a – a
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
respectivamente, com: 05. (IFC - Assistente Administrativo - IFC)
(A) aos … à … a … a O trecho a seguir reproduz uma parte de verbete do Michaelis
(B) aos … a … à … a - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa.
(C) a … a … a … a As.sis.tir (lat assistere) vti 1 Comparecer, estar presente:
(D) a … a … à … à Assistir a um ofício divino. Tendo como base somente a

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informação gramatical acima, assinale a seguir a única possibilidade contextual de emprego, apenas, da preposição a,
alternativa de acordo com a norma padrão para a língua escrita. exigida pela regência de “semelhante”.
(A) Eu assisti a queda das torres gêmeas em 2001. (A) Certo
(B) Quando ela gritou eu assisti a cobra subindo. (B) Errado
(C) Ele assistiu o jogo do Brasil ontem.
(D) Ela assistiu à apresentação do balé municipal. Respostas
(E) Ele assistiu a criança brincando.
01. Resposta A
06. (IFC - Analista de Tecnologia da Informação - IFC)
Leia os períodos: Basta identificar a transitividade do verbo.
I) Os alunos saíram mais cedo da aula para assistir ao novo A) VTI - exige como complemento um objeto indireto, no
episódio de Jornada nas Estrelas. caso a preposição (A). QUEM OBEDECE, OBEDECE A ALGO OU
II) Sou Frankenstein, o terrível, e sempre consigo o que estou OBEDECE A ALGUÉM. Uma vez que há fusão da preposição(A) +
a fim. artigo(A), tem-se a crase
III) Prefiro rosas, meu amor, à espinhos. B) VTD - exige um objeto direto como complemento, não
IV) Depois da manifestação na prefeitura, os alunos necessita de nenhuma preposição. QUEM ACEITA, ACEITA ALGO
retornaram à escola. OU ACEITA ALGUMA COISA. Portando, não há a crase
V) A estrada corre paralelamente a ferrovia e chega a C) VTD
cidadezinha. D) VTD
E) VTD
Assinale a alternativa CORRETA:
(A) somente a afirmativa I está correta. 02. Resposta B
(B) somente as afirmativas II, III e IV estão corretas. CASOS EM QUE SE EMPREGA A CRASE NA FRASE:
(C) somente as afirmativas I, II, IV e V estão corretas. O que é crase? É a fusão de (a+a = à), portanto o verbo
(D) somente as afirmativas I e IV estão corretas. pedirá uma posição junto com  uma palavra feminina.
(E) somente as afirmativas I e II estão corretas. Ex: Irei à festa de Sabrina. (à = a+a)
      Comemos a maçã inteira.
07. Leia a frase e assinale a alternativa que contém os termos Regra geral: Se der para trocar a palavra feminina por uma
que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas. masculina e para obter coerência na frase for preciso usar (ao),
haverá crase no A.
Entre os brasileiros_____ frente de negócios próprios Ex: Refiro-me às candidatas do concurso. ( aos candidatos)
abertos______ menos de quatro anos, a porcentagem dos que___ Emprego da Crase:
de 45___ 54 anos dobrou nesta década – de 7% em 2001 para 1) Na indicação de LUGAR:
15% hoje. (Veja, 15.07.2009) > Se vou “a” e volto “da”, crase no à. > Se vou “a” e volto “de”,
(A) à … à … têm … à crase pra que ? (a).
(B) a … a … tem … à Ex: Cheguei a São Paulo. 
(C) à … há … têm … a       Fomos à Itália.
(D) a … a … tem … a 2) Na indicação de HORAS: > Se der para trocar as horas
(E) a … há … têm … à por “ao meio-dia” = À
> Se der para trocar as horas por “ o meio-dia” = A
08. Assinale a opção em que o uso do acento grave indicativo Ex: Voltamos às duas horas da madrugada. (Voltamos ao
da crase constituiria erro: meio-dia) 
(A) Fez uma proposta a diretora;       Estou aqui desde as cinco da manhã. (Estou aqui desde
(B) Fez uma proposta as diretoras; o meio-dia)
(C) Fez uma proposta a nossa diretora; 3) Antes das locuções verbais femininas: >Indicam
(D) Fez uma proposta a essa diretora; tempo, modo, lugar, dúvida. Ex: Virei à esquerda da rua.       Gosto
(E) Fez uma proposta a competente diretora; de andar a pé. > (pronome masculino)       Comprei à vista.
4)Nas expressões que indicam “A MODA DE”:
09. TEXTO Ex: Fez um gol à Ronaldinho.
 Bife à cavalo.
1 No estudo da história, tem-se a impressão de que, quanto OBS.: Só se usa crase antes da palavra “Casa”, se estiver
mais se recua no tempo, mais dura parece ter sido a vida das especificando.
crianças do passado — e mais privilegiada parece a da garotada Ex: Volto a casa desanimado. 
de 4 hoje. Quando se pensa em como era a infância séculos atrás, Fomos à casa de Pedro ontem.
uma das primeiras imagens que vêm à cabeça é a de meninos
dando duro em minas ou limpando chaminés. A ideia de que CASOS EM QUE NÃO OCORRE A CRASE NA FRASE:
essa fase da vida 7 era simplesmente ignorada e de que as Antes de verbo:
pessoas passavam de bebês a trabalhadores, do dia para a noite, Ex: Comecei a chorar, quando cheguei.
é reforçada por inúmeras pinturas antigas retratando crianças Voltamos a caminhar, ontem à noite.
sérias, tristemente vestidas como 10 mini adultos. As fontes de Entre palavras repetidas:
informações medievais, entretanto, quando analisadas de perto, Ex: Face a face.
não oferecem evidência alguma de que as pessoas daquela época Boca a boca. Dia a dia.
tivessem, com relação às crianças, atitudes 13 muito diferentes Antes de palavras no plural, mantendo-se no singular.
das de hoje — com exceção, talvez, apenas do uso em excesso de Ex: Adoro assistir a comédias.
castigos físicos, que, de qualquer modo, também eram aplicados (Se o “a” fosse colocado no plural, receberia crase. Ficando
em adultos. Apesar de o estilo de vida da época ser 16 muito assim > “às”)
diferente do nosso, as crianças medievais cresciam, em muitos
aspectos, de maneira semelhante à de seus “primos” modernos. 03. Resposta D
___A_____ pouco mais de um mês → Tempo futuro (a),Tempo
Nicholas Orme e Fernanda M. Bem. Pequenos na Idade passado (há)
Média. In: BBC História, ano 1, ed. Nº 4 (com adaptações). Não____há____que estranhar a dificuldade → Verbo haver
sentido existir exercer___à_____queima- oupa → Expressão
(Instituto Rio Branco - Diplomata - Bolsa-prêmio de adverbial feminina ___A___preparar-se muito melhor → Nunca
vocação para a Diplomacia - Objetiva – CESPE) Na linha 17, haverá crase antes de verbo
é facultativo o emprego do acento indicativo de crase, dada a

Língua Portuguesa 71
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04. Resposta A 3° Inspeção de Simples Juízo
A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”, Exemplo: “Esse homem é suspeito”, dizia a vizinhança.
“mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à “junção”
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da 4° Enumerações
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o pronome - sem gradação: Coleciono livros, revistas, jornais, discos.1
demonstrativo “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes aquele (s), - com gradação: Não compreendo o ciúme, a saudade, a dor
aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na da despedida.2
escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O uso
apropriado do acento grave, depende da compreensão da fusão 5° Vocativos, Apostos
das duas vogais. É fundamental também, para o entendimento - vocativos: Queridos ouvintes, nossa programação passará
da crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exigem a por pequenas mudanças.
preposição “a”. Aprender a usar a crase, portanto, consiste em - apostos: É aqui, nesta querida escola, que nos
aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma preposição encontramos.
e um artigo ou pronome.
6° Omissões de Termos
05. Resposta D - elipse: A praça deserta, ninguém àquela hora na rua.
Na alternativa D foi usada corretamente a crase por isso é a (omitiu-se o verbo “estava” após o vocábulo “ninguém”, ou seja,
alternativa correta. ocorreu elipse do verbo estava)
- zeugma: Na classe, alguns alunos são interessados; outros,
06. Resposta D (são) relapsos. (supressão do verbo “são” antes do vocábulo
II incorreto, a frase certa é: sempre consigo o que quero. III “relapsos”)
incorreto, a frase certa é: a espinhos (sem crase) V incorreto, a
frase certa é: à cidadezinha (a com crase) 7° Termos Repetidos
Exemplo: Nada, nada há de me derrotar.
07. Resposta C
À frente – acento grave obrigatório por se tratar de uma 8° Sequência de Adjuntos Adverbiais
locução adverbial feminina. Exemplo: Saíram do museu, ontem, por voltas das 17h.
Há – ideia de passado.
Têm – no plural, pois concorda com o sujeito (brasileiros), 2. Vírgula Proibida
que também está no plural.
A – sem acento grave, pois antes de numerais não há o Não se separa por vírgula:
encontro vocálico, salvo uma regra de exceção, que aqui não - sujeito de predicado;
se encaixa. (o número tem de representar ou se referir a uma - objeto de verbo;
palavra feminina. Veja um exemplo em que há crase: “Eu li o - adjunto adnominal de nome;
texto da página 3 à 12”. No exemplo, o número 12 significa “a - complemento nominal de nome;
página 12”, portanto há crase.) - oração principal da subordinada substantiva (desde que
esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa).
08. Resposta D
Antes dos pronomes demonstrativos “este” e “esse” – e suas Dois Pontos
variantes – nunca haverá crase. A crase é a fusão de duas letras
“a”, logo só existe com a preposição “a” junto à partícula “a” – Usos dos Dois Pontos
artigo ou pronome demonstrativo – ou junto ao demonstrativo
“aquele”, ou suas variantes – as, aquela, aqueles, aquelas. - Antes de enumerações.
Nas frases das opções “A”, “B” e “E”, a crase é obrigatória. Na frase Exemplo: Compre três frutas hoje: maçã, uva e laranja.
da opção “C”, a crase é opcional, pois é opcional a presença do
artigo antes de pronomes possessivos em função adjetiva. - Iniciando citações.
Exemplo: “Segundo o folclórico Vicente Mateus: ‘Quem está
09. Resposta B na chuva é para se queimar’”3.
A alternativa “B” é a correta, pois não é facultativo o uso da
crase nesta situação e sim obrigatório, pois há acento indicativo - Antes de orações que explicam o enunciado anterior
de crase em: a maneira semelhante à (vida) de seus “primos” Exemplo: Não foi explicado o que deveríamos fazer: o que
modernos. nos deixa insatisfeitos.

Pontuação - Depois de verbos que introduzem a fala.


Exemplo: “(...) e disse: aqui não podemos ficar!”
Para a elaboração de um texto escrito deve-se considerar o
uso adequado dos sinais gráficos como: espaços, pontos, vírgula, Ponto e Vírgula
ponto e vírgula, dois pontos, travessão, parênteses, reticências,
aspas e etc. Usos do Ponto e Vírgula
Tais sinais têm papéis variados no texto escrito e, se utilizados
corretamente, facilitam a compreensão e entendimento do texto. Este sinal gráfico é utilizado para anunciar pausas mais
fortes, para separar orações adversativas (enfatizando o
Vírgula contraste de ideias) e para separar os itens de enunciados.

1. Aplicação da Vírgula Exemplos:


A vírgula marca uma breve pausa e é obrigatória nos
seguintes casos: Os dois rapazes estavam desesperados por dinheiro; Ernesto
não tinha dinheiro nem crédito. (pausa longa)
1° Inversão de Termos
Exemplo: Ontem, à medida que eles corrigiam as questões, Sonhava em comprar todos os sapatos da loja; comprei,
eu me preocupava com o resultado da prova. 1 Retirado de: SCHOCAIR, Nelson Maia. Gramática Moderna da Lín-
gua Portuguesa: Teoria e prática. 6ª ed. Rio de janeiro, 2012, p.488.
2° Intercalações de Termos 2 Retirado de: SCHOCAIR, Nelson Maia. Gramática Moderna da Lín-
gua Portuguesa: Teoria e prática. 6ª ed. Rio de janeiro, 2012, p.488.
Exemplo: A distância, que tudo apaga, há de me fazer 3 Retirado de: SCHOCAIR, Nelson Maia. Gramática Moderna da Lín-
esquecê-lo. gua Portuguesa: Teoria e prática. 6ª ed. Rio de janeiro, 2012, p.488.

Língua Portuguesa 72
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porém, apenas um par. (separação da oração adversativa na qual Exemplo: Quantas pessoas!
a conjunção - porém - aparece no meio da oração)
Aspas
Enumeração com explicitação - Comprei alguns livros: de
matemática, para estudar para o concurso; um romance, para Aplicação das Aspas
me distrair nas horas vagas; e um dicionário, para enriquecer
meu vocabulário. - Isolam termos distantes da norma culta, como gírias,
neologismos, arcaísmos, expressões populares entre outros.
Enumeração com ponto e vírgula, mas sem vírgula, para
marcar distribuição - Comprei os produtos no supermercado: Exemplo: Eles tocaram “flashback”, “tipo assim” anos 70 e
farinha para um bolo; tomates para o molho; e pão para o café 80. Foi um verdadeiro “show”.
da manhã.
- Delimitam transcrições ou citações textuais
Parênteses Exemplo: Segundo Rui Barbosa: “A política afina o espírito.”

Usos dos Parênteses - Isolam estrangeirismos.


Exemplo: Os restaurantes “fast food” têm reinado na cidade.
- Isolar datas.
Exemplo: Refiro-me aos soldados da Primeira Guerra Questões
Mundial (1914-1918).
01. (CLIN – Auxiliar de Enfermagem do Trabalho –
- Isolar siglas. COSEAC - 2015).
Exemplo: A taxa de desemprego subiu para 5,3% da
população economicamente ativa (PEA)... Primavera

- Isolar explicações ou retificações 1 A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba
Exemplo: Eu expliquei uma vez (ou duas vezes) o motivo de seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para
minha preocupação. recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras;
e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda
Reticências circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para
a primavera que chega.
Aplicação das Reticências 2 Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro
da terra, nesse mundo confidencial das raízes, - e arautos sutis
- Indicam a interrupção de uma frase, deixando-a com acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no
sentido incompleto. espírito das flores.
Exemplo: Não consegui falar com a Laura... Quem sabe se eu 3 Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão
ligar mais tarde... todos cor-de-rosa, como os palácios de Jaipur. Vozes novas de
passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua
- Sugerem prolongamento de ideias. nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se
Exemplo: “Sua tez, alva e pura como um floco de algodão, pelos ares, - e certamente conversam: mas tão baixinho que não
tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (José de Alencar) se entende.
4 Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto
- Indicam dúvida ou hesitação. inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores,
Exemplo: Não sei... Acho que... Não quero ir hoje. alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio
de sol.
- Indicam omissão de palavras ou frases no período. 5 Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as
Exemplo: “Se o lindo semblante não se impregnasse árvores cobertas de folhas, - e só os poetas, entre os humanos,
constantemente, (...) ninguém veria nela a verdadeira fisionomia sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos
de Aurélia, e sim a máscara de alguma profunda decepção.” (José bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem
de Alencar) dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
6 Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não
Travessão se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da
sua perpetuação.
Usos do Travessão 7 Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia,
talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento
- Nos diálogos, para marcar a fala das personagens. em que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem,
Exemplo: As meninas gritaram: - Venham nos buscar! deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros
cantos e outros hábitos, - e os ouvidos que por acaso os ouvirem
- No meio de sentenças, para dar ênfase em informações. não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora, se entendeu
Exemplo: O garçom - creio que já lhe falei - está muito bem e amou.
no novo serviço - é o que ouvi dizer. 8 Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos
atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos
Ponto de Exclamação para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores,
caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus
Usos do Ponto de Exclamação sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás
roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em
- Após vocativos. cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das
Exemplo: Vem, Fabiano! gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E
flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
- Após imperativos. 9 Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser
Exemplo: Corram! lançado ao vento, - por fidelidade à obscura semente, ao que
- Após interjeição. vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da
Exemplos: Ai! / Ufa! vida - e efêmera.

- Após expressões ou frases de caráter emocional. (MEIRELES, Cecília. “Cecília Meireles - Obra em Prosa?

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Vol. 1. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1998, p. 366.) em que o uso da vírgula é utilizado em uma expressão conclusiva.
(A) O tempo está feio, isto é, choverá ainda esta manhã.
“...e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda (B) Daqui a pouco, iremos todos ao mercado.
circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para (C) O tempo está feio, portanto, choverá em breve.
a primavera que chega” (1º §) (D) Gabriela, a bonita garota, está cheia de alegria.
(E) Cheios de esperança, os meninos saíram alegres.
No fragmento acima, as vírgulas foram empregadas para:
(A) marcar termo adverbial intercalado. 06. Indique a opção em que o trecho está incorreto
(B) isolar oração adjetiva explicativa. gramaticalmente.
(C) enfatizar o termo sujeito em relação ao predicado. (A) As transformações tecnológicas, já que não existe
(D) separar termo em função de aposto. sociedade civilizada sem lei, apenas tornam mais complexas
as regras que, muitas vezes, incomodam e atrapalham,
02. (PC – CE - Escrivão da Policia Civil de 1ª classe – mas que continuarão sendo uma garantia fundamental de
VUNESP - 2015). Assinale a alternativa correta quanto ao uso da desenvolvimento com justiça. 
vírgula, considerando-se a norma-padrão da língua portuguesa. (B) Não existe sociedade civilizada sem lei e as transformações
(A) Os amigos, apesar de terem esquecido de nos avisar, que tecnológicas apenas tornam mais complexas as regras que,
demoraria tanto, informaram-nos de que a gravidez, era algo muitas vezes, incomodam e atrapalham, mas que continuarão
demorado. sendo uma garantia fundamental de desenvolvimento com
(B) Os amigos, apesar de terem esquecido de nos avisar que justiça.
demoraria tanto, informaram-nos de que a gravidez era algo (C) Não existe sociedade civilizada sem lei, por isso as
demorado transformações tecnológicas apenas tornam mais complexas
(C) Os amigos, apesar de terem esquecido, de nos avisar que as regras que, muitas vezes, incomodam e atrapalham, mas,
demoraria tanto, informaram-nos de que a gravidez era algo no entanto, continuarão sendo uma garantia fundamental de
demorado. desenvolvimento com justiça. 
(D) Os amigos apesar de terem esquecido de nos avisar que, (D) Não existe sociedade civilizada sem lei. As transformações
demoraria tanto, informaram-nos, de que a gravidez era algo tecnológicas apenas tornam mais complexas as regras que,
demorado. muitas vezes incomodam e atrapalham, mas que, continuarão
(E) Os amigos, apesar de, terem esquecido de nos avisar que sendo garantias fundamentais de desenvolvimento com justiça. 
demoraria tanto, informaram-nos de que a gravidez, era algo (E) As transformações tecnológicas apenas tornam mais
demorado. complexas as regras que, muitas vezes, incomodam e atrapalham,
mas que continuarão sendo uma garantia fundamental de
03. (TJ/SP - Assistente Social - VUNESP) Observe o texto desenvolvimento com justiça. Não existe sociedade civilizada
dos quadrinhos. sem lei.

07. Uma outra maneira igualmente correta de reescrever-se


a frase “Os riscos da inflação podem ser calculados, e o prejuízo
financeiro deles, previsto”, mantendo-se o seu sentido original é:
(A) Podem ser calculados e previstos os riscos da inflação e
seu prejuízo financeiro.
(B) Os riscos da inflação e seu prejuízo financeiro podem ser
calculados e previstos.
(C) Podem ser calculados os riscos da inflação e pode ser
previsto seu prejuízo financeiro.
(D) Podem ser calculados os prejuízos financeiros e
calculados seus riscos inflacionários.
(E) Podem ser calculados os prejuízos financeiros advindos
dos riscos inflacionários.
Considerando a norma-padrão de pontuação e de emprego
dos pronomes de tratamento, assinale a alternativa que expressa 08. Está inteiramente adequada a pontuação da seguinte
com correção a notícia dada pelo repórter, à vista do texto dos frase:
quadrinhos. (A) A LRF permite, entre outras coisas que, a oposição e a
população, fiscalizem a administração das verbas públicas.
(A) Em sua entrevista, Sua Senhoria o vereador Formigão (B) Alegam alguns prefeitos, que encontram dificuldades,
declara que: a crise continua e ele, também – pois são para fazer frente aos gastos que a Constituição determina, nas
inseparáveis. áreas da saúde e da educação.
(B) Em sua entrevista, Vossa Senhoria o ministro Formigão (C) São graves as penas previstas para quem descumpre, por
declara que, a crise continua, e ele também: pois são inseparáveis. negligência ou má fé, as normas de responsabilidade fiscal da lei
(C) Em sua entrevista, Vossa Excelência o deputado promulgada em 2000.
Formigão, declara que a crise continua e ele, também; pois são (D) Fazem parte da LRF, as instruções que definem os limites
inseparáveis. para as despesas de pessoal, e as regras para a criação de dívidas.
(D) Em sua entrevista, Sua Excelência, o senador Formigão, (E) Qualquer cidadão pode, graças à promulgação da LRF
declara que a crise continua, e ele, também, pois são inseparáveis. entrar com ação judicial para fazê-la cumprir, conforme sua
(E) Em sua entrevista Sua Excelência o Diretor-Presidente da regulamentação.
empresa Formigão, declara que a crise continua; e ele também,
pois, são inseparáveis. Respostas
04. (IFC - Auxiliar administrativo - IFC). Assinale dentre 01. Resposta D
as alternativas a frase que apresenta pontuação adequada: O trecho que está entre vírgulas é um aposto explicativo. Ele
(A) Mãe, venha até meu quarto. remete-se ao termo “habitantes da mata” explicando quem estes
(B) Curitiba 27 de outubro de 2012. são.
(C) O menino, sentia-se mal.
(D) Onde estão os nossos: pais, vizinhos. 02. Resposta B
(E) Assim permite-se roupas, curtas. A frase apresenta um inversão de termos, sua ordem
direta seria: Os amigos informaram-nos de que a gravidez era
05. (IFC - Auxiliar administrativo - IFC). Assinale a opção algo demorado, apesar de terem esquecido de nos avisar que

Língua Portuguesa 74
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demoraria tanto. União, aos Estados e aos Municípios, nas esferas dos poderes
Deste modo, quando há inversão dos termos de uma frase Executivo, Legislativo e Judiciário.
deve-se separá-lo por vírgulas. Pertencente ao campo da linguagem escrita, a Redação
Oficial deve ter as qualidades e características exigidas do texto
03. Resposta D escrito destinado à comunicação impessoal, objetiva, clara,
O pronome de tratamento Vossa Excelência e Sua Excelência correta e eficaz.
tem uso distinto. Por ser “oficial”, expressão verbal dos atos do poder público,
essa modalidade de redação ou de texto subordina-se aos
Vossa Excelência = usar para falar com a autoridade. Sua princípios constitucionais e administrativos aplicáveis a todos
Excelência = usar para falar da autoridade. Logo, não poderia os atos da administração pública, conforme estabelece o artigo
ser a alternativa “b” ou “c”. 37 da Constituição Federal:

a) O vereador Formigão é aposto explicativo, logo deveria “A administração pública direta e indireta de qualquer dos
estar entre vírgulas, e não se admite usar travessão antes do Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
“pois”. obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência ( ... )”.
d) Correta
A forma e o conteúdo da Redação Oficial devem convergir
e) Se tiver adjunto adverbial deslocado, a vírgula é na produção dos textos dessa natureza, razão pela qual, muitas
obrigatória, exceto se for de curta extensão (formada por 1 ou vezes, não há como separar uma do outro. Indicamse, a seguir,
2 palavras) alguns pressupostos de como devem ser redigidos os textos
Portanto, o correto seria: “Em sua entrevista, Sua oficiais.
Excelência...”
Padrão culto do idioma
04. Resposta A
A vírgula aqui, está corretamente empregada pois trata-se A redação oficial deve observar o padrão culto do idioma
de um Vocativo, um “chamamento” . quanto ao léxico (seleção vocabular), à sintaxe (estrutura
gramatical das orações) e à morfologia (ortografia, acentuação
05. Resposta C gráfica etc.).
“Portanto” é uma conjunção coordenada Por padrão culto do idioma devese entender a língua
conclusiva. O objetivo dela é trazer duas ideias, referendada pelos bons gramáticos e pelo uso nas situações
fazendo da segunda uma conclusão da primeira. formais de comunicação. Devem-se excluir da Redação Oficial
Outras do mesmo valor semântico: Logo, por isso, então... a erudição minuciosa e os preciosismos vocabulares que criam
entraves inúteis à compreensão do significado. Não faz sentido
06. Resposta D usar “perfunctório” em lugar de “superficial” ou “doesto” em vez
A opção “D” apresenta uma falha de pontuação, já que o de “acusação” ou “calúnia”. São descabidos também as citações
adjunto adverbial “muitas vezes” interrompe uma sequência em língua estrangeira e os latinismos, tão ao gosto da linguagem
lógica. A gramática normativa até admite o adjunto adverbial forense. Os manuais de Redação Oficial, que vários órgãos têm
deslocado, contendo corpo pequeno, mas este deve aparecer feito publicar, são unânimes em desaconselhar a utilização de
entre vírgulas. certas formas sacramentais, protocolares e de anacronismos
O fato de aparecer vírgula antes do adjunto adverbial que ainda se leem em documentos oficiais, como: “No dia 20
“muitas vezes”, porém não aparecer vírgula após a ele faz com de maio, do ano de 2011 do nascimento de Nosso Senhor Jesus
que a alternativa apresente um erro de pontuação. Cristo”, que permanecem nos registros cartorários antigos.
Não cabem também, nos textos oficiais, coloquialismos,
07. Resposta C neologismos, regionalismos, bordões da fala e da linguagem
A segunda vírgula indica a omissão da locução “verbal pode oral, bem como as abreviações e imagens sígnicas comuns na
ser”, podendo ser reescrita: “Os riscos da inflação podem ser comunicação eletrônica.
calculados, e o prejuízo financeiro deles pode ser previsto”. Diferentemente dos textos escolares, epistolares,
jornalísticos ou artísticos, a Redação Oficial não visa ao efeito
08. Resposta C estético nem à originalidade. Ao contrário, impõe uniformidade,
Usamos a vírgula para isolar orações adjetivas explicativas. sobriedade, clareza, objetividade, no sentido de se obter a maior
As orações subordinadas adjetivas fazem o papel de um adjetivo, compreensão possível com o mínimo de recursos expressivos
ou seja, restringem ou explicam o sentido de um substantivo ou necessários. Portarias lavradas sob forma poética, sentenças e
de um pronome da oração principal. despachos escritos em versos rimados pertencem ao “folclore”
jurídico administrativo e são práticas inaceitáveis nos textos
oficiais. São também inaceitáveis nos textos oficiais os vícios
de linguagem, provocados por descuido ou ignorância, que
7 Correspondência oficial constituem desvios das normas da língua padrão. Enumeram-
(conforme Manual da se, a seguir, alguns desses vícios:
Presidência da República e
respectivas atualizações) - Barbarismos: São desvios:
- da ortografia: “advinhar” em vez de adivinhar; “excessão”
em vez de exceção.
- da pronúncia: “rúbrica” em vez de rubrica.
Conceito - da morfologia: “interviu” em vez de interveio.
- da semântica: desapercebido (sem recursos) em vez de
Entende-se por Redação Oficial o conjunto de normas e despercebido (não percebido, sem ser notado).
práticas que devem reger a emissão dos atos normativos e - pela utilização de estrangeirismos: galicismo (do francês):
comunicações do poder público, entre seus diversos organismos “miseenscène” em vez de encenação; anglicismo (do inglês):
ou nas relações dos órgãos públicos com as entidades e os “delivery” em vez de entrega em domicílio.
cidadãos.
A Redação Oficial inscreve-se na confluência de dois - Arcaísmos: Utilização de palavras ou expressões
universos distintos: a forma rege-se pelas ciências da linguagem anacrônicas, fora de uso. Ex.: “asinha” em vez de ligeira, depressa.
(morfologia, sintaxe, semântica, estilística etc.); o conteúdo
submete-se aos princípios jurídico administrativos impostos à - Neologismos: Palavras novas que, apesar de formadas de

Língua Portuguesa 75
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acordo com o sistema morfológico da língua, ainda não foram prima pela denotação, pela sintaxe clara e pela economia
incorporadas pelo idioma. Ex.: “imexível” em vez de imóvel, que vocabular, ainda que essa regularidade imponha certa
não se pode mexer; “talqualmente” em vez de igualmente. “monotonia burocrática” ao discurso.
Reafirma-se que a intermediação entre o emissor e o
- Solecismos: São os erros de sintaxe e podem ser: receptor nas Redações Oficiais é o código linguístico, dentro do
- de concordância: “sobrou” muitas vagas em vez de padrão culto do idioma; uma linguagem “neutra”, referendada
sobraram. pelas gramáticas, dicionários e pelo uso em situações formais,
- de regência: os comerciantes visam apenas “o lucro” em acima das diferenças individuais, regionais, de classes sociais e
vez de ao lucro. de níveis de escolaridade.
- de colocação: “não tratava-se” de um problema sério em
vez de não se tratava. Formalidade e Padronização

- Ambiguidade: Duplo sentido não intencional. Ex.: As comunicações oficiais impõem um tratamento polido
O desconhecido faloume de sua mãe. (Mãe de quem? Do e respeitoso. Na tradição iberoamericana, afeita a títulos e a
desconhecido? Do interlocutor?) tratamentos reverentes, a autoridade pública revela sua posição
hierárquica por meio de formas e de pronomes de tratamento
- Cacófato: Som desagradável, resultante da junção de duas sacramentais. “Excelentíssimo”, “Ilustríssimo”, “Meritíssimo”,
ou mais palavras da cadeia da frase. Ex.: Darei um prêmio por “Reverendíssimo” são vocativos que, em algumas instâncias do
cada eleitor que votar em mim (por cada e porcada). poder, tornaramse inevitáveis. Entenda-se que essa solenidade
tem por consideração o cargo, a função pública, e não a pessoa
- Pleonasmo: Informação desnecessariamente redundante. de seu exercente.
Exemplos: As pessoas pobres, que não têm dinheiro, vivem na Vale lembrar que os pronomes de tratamento são
miséria; Os moralistas, que se preocupam com a moral, vivem obrigatoriamente regidos pela terceira pessoa. São erros muito
vigiando as outras pessoas. comuns construções como “Vossa Excelência sois bondoso(a)”;
o correto é “Vossa Excelência é bondoso(a)”.
A Redação Oficial supõe, como receptor, um operador A utilização da segunda pessoa do plural (vós), com que
linguístico dotado de um repertório vocabular e de uma os textos oficiais procuravam revestir-se de um tom solene e
articulação verbal minimamente compatíveis com o registro cerimonioso no passado, é hoje incomum, anacrônica e pedante,
médio da linguagem. Nesse sentido, deve ser um texto neutro, salvo em algumas peças oratórias envolvendo tribunais ou
sem facilitações que intentem suprir as deficiências cognitivas juizes, herdeiras, no Brasil, da tradição retórica de Rui Barbosa
de leitores precariamente alfabetizados. e seus seguidores.
Como exceção, citam-se as campanhas e comunicados Outro aspecto das formalidades requeridas na Redação
destinados a públicos específicos, que fazem uma aproximação Oficial é a necessidade prática de padronização dos expedientes.
com o registro linguístico do público alvo. Mas esse é um campo Assim, as prescrições quanto à diagramação, espaçamento,
que refoge aos objetivos deste material, para se inserir nos caracteres tipográficos etc., os modelos inevitáveis de ofício,
domínios e técnicas da propaganda e da persuasão. requerimento, memorando, aviso e outros, além de facilitar a
Se o texto oficial não pode e não deve baixar ao nível de legibilidade, servem para agilizar o andamento burocrático, os
compreensão de leitores precariamente equipados quanto despachos e o arquivamento.
à linguagem, fica evidente o falo de que a alfabetização e É também por essa razão que quase todos os órgãos públicos
a capacidade de apreensão de enunciados são condições editam manuais com os modelos dos expedientes que integram
inerentes à cidadania. Ninguém é verdadeiramente cidadão se sua rotina burocrática. A Presidência da República, a Câmara
não consegue ler e compreender o que leu. O domínio do idioma dos Deputados, o Senado, os Tribunais Superiores, enfim, os
é equipamento indispensável à vida em sociedade. poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm os próprios ritos
na elaboração dos textos e documentos que lhes são pertinentes.
Impessoalidade e Objetividade
Concisão e Clareza
Ainda que possam ser subscritos por um ente público
(funcionário, servidor etc.), os textos oficiais são expressão do Houve um tempo em que escrever bem era escrever “difícil”.
poder público e é em nome dele que o emissor se comunica, Períodos longos, subordinações sucessivas, vocábulos raros,
sempre nos termos da lei e sobre atos nela fundamentados. inversões sintáticas, adjetivação intensiva, enumerações,
Não cabe na Redação Oficial, portanto, a presença do “eu” gradações, repetições enfáticas já foram considerados virtudes
enunciador, de suas impressões subjetivas, sentimentos ou estilísticas. Atualmente, a velocidade que se impõe a tudo o que
opiniões. Mesmo quando o agente público manifesta-se em se faz, inclusive ao escrever e ao ler, tornou esses recursos quase
primeira pessoa, em formas verbais comuns como: declaro, sempre obsoletos. Hoje, a concisão, a economia vocabular, a
resolvo, determino, nomeio, exonero etc., é nos termos da lei que precisão lexical, ou seja, a eficácia do discurso, são pressupostos
ele o faz e é em função do cargo que exerce que se identifica e se não só da Redação Oficial, mas da própria literatura. Basta
manifesta. observar o estilo “enxuto” de Graciliano Ramos, de Carios
O que interessa é aquilo que se comunica, é o conteúdo, Drummond de Andrade, de João Cabral de Melo Neto, de Dalton
o objeto da informação. A impessoalidade contribui para Trevisan, mestres da linguagem altamente concentrada.
a necessária padronização, reduzindo a variabilidade da Não têm mais sentido os imensos “prolegômenos” e
linguagem a certos padrões, sem o que cada texto seria suscetível “exórdios” que se repetiam como ladainhas nos textos oficiais,
de inúmeras interpretações. como o exemplo risível e caricato que segue:
Por isso, a Redação Oficial não admite adjetivação. O “Preliminarmente, antes de mais nada, indispensável se faz
adjetivo, ao qualificar, exprime opinião e evidencia um juízo que nos valhamos do ensejo para congratularmo-nos com Vossa
de valor pessoal do emissor. São inaceitáveis também a Excelência pela oportunidade da medida proposta à apreciação
pontuação expressiva, que amplia a significação (! ... ), ou o de seus nobres pares. Mas, quem sou eu, humilde servidor público,
emprego de interjeições (Oh! Ah!), que funcionam como índices para abordar questões de tamanha complexidade, a respeito das
do envolvimento emocional do redator com aquilo que está quais divergem os hermeneutas e exegetas.
escrevendo. Entrementes, numa análise ainda que perfunctória das causas
Se nos trabalhos artísticos, jornalísticos e escolares o estilo primeiras, que fundamentaram a proposição tempestivamente
individual é estimulado e serve como diferencial das qualidades encaminhada por Vossa Excelência, indispensável se faz uma
autorais, a função pública impõe a despersonalização do sujeito, abordagem preliminar dos antecedentes imediatos, posto que
do agente público que emite a comunicação. São inadmissíveis, estes antecedentes necessariamente antecedem os consequentes”.
portanto, as marcas individualizadoras, as ousadias estilísticas,
a linguagem metafórica ou a elíptica e alusiva. A Redação Oficial Observe que absolutamente nada foi dito ou informado.

Língua Portuguesa 76
DOMINA CONCURSOS
As Comunicações Oficiais As demais autoridades devem ser tratadas com o vocativo
Senhor ou Senhora, seguido do respectivo cargo: Senhor Senador
A redação das comunicações oficiais obedece a preceitos de / Senhora Senadora; Senhor Juiz/ Senhora Juiza; Senhor Ministro
objetividade, concisão, clareza, impessoalidade, formalidade, / Senhora Ministra; Senhor Governador / Senhora Governadora.
padronização e correção gramatical.
Além dessas, há outras características comuns à comunicação Endereçamento
oficial, como o emprego de pronomes de tratamento, o tipo
de fecho (encerramento) de uma correspondência e a forma De acordo com o Manual de Redação da Presidência, no
de identificação do signatário, conforme define o Manual de envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às
Redação da Presidência da República. Outros órgãos e instituições autoridades tratadas por Vossa Excelência, deve ter a seguinte
do poder público também possuem manual de redação próprio, forma:
como a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério A Sua Excelência o Senhor
das Relações Exteriores, diversos governos estaduais, órgãos do Fulano de Tal
Judiciário etc. Ministro de Estado da Justiça
70064900 Brasília. DF
Pronomes de Tratamento
A Sua Excelência o Senhor
A regra diz que toda comunicação oficial deve ser formal Senador Fulano de Tal
e polida, isto é, ajustada não apenas às normas gramaticais, Senado Federal
como também às normas de educação e cortesia. Para isso, é 70165900 Brasília. DF
fundamental o emprego de pronomes de tratamento, que devem
ser utilizados de forma correta, de acordo com o destinatário e A Sua Excelência o Senhor
as regras gramaticais. Fulano de Tal
Embora os pronomes de tratamento se refiram à segunda Juiz de Direito da l0ª Vara Cível
pessoa (Vossa Excelência, Vossa Senhoria), a concordância é Rua ABC, nº 123
feita em terceira pessoa. 01010000 São Paulo. SP
Concordância verbal:
Vossa Senhoria falou muito bem. Conforme o Manual de Redação da Presidência, “em
Vossa Excelência vai esclarecer o tema. comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento
Vossa Majestade sabe que respeitamos sua opinião. digníssimo (DD) às autoridades na lista anterior. A dignidade é
pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo
Concordância pronominal: desnecessária sua repetida evocação”.
Pronomes de tratamento concordam com pronomes
possessivos na terceira pessoa. Vossa Senhoria: É o pronome de tratamento empregado para
Vossa Excelência escolheu seu candidato. (e não “vosso...”). as demais autoridades e para particulares. O vocativo adequado
é: Senhor Fulano de Tal / Senhora Fulana de Tal.
Concordância nominal:
No envelope, deve constar do endereçamento:
Os adjetivos devem concordar com o sexo da pessoa a que se Ao Senhor
refere o pronome de tratamento. Fulano de Tal
Vossa Excelência ficou confuso. (para homem) Rua ABC, nº 123
Vossa Excelência ficou confusa. (para mulher) 70123-000 – Curitiba.PR
Vossa Senhoria está ocupado. (para homem)
Vossa Senhoria está ocupada. (para mulher) Conforme o Manual de Redação da Presidência, em
Sua Excelência - de quem se fala (ele/ela). comunicações oficiais “fica dispensado o emprego do superlativo
Vossa Excelência - com quem se fala (você) Ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento
Emprego dos Pronomes de Tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do
pronome de tratamento Senhor.
As normas a seguir fazem parte do Manual de Redação da
Presidência da República. O Manual também esclarece que “doutor não é forma de
tratamento, e sim título acadêmico”. Por isso, recomenda-se
Vossa Excelência: É o tratamento empregado para as empregá-lo apenas em comunicações dirigidas a pessoas que
seguintes autoridades: tenham concluído curso de doutorado. No entanto, ressalva-se
que “é costume designar por doutor os bacharéis, especialmente
- Do Poder Executivo - Presidente da República; Vice- os bacharéis em Direito e em Medicina”.
presidente da República; Ministros de Estado; Governadores
e vicegovernadores de Estado e do Distrito Federal; Oficiais Vossa Magnificência: É o pronome de tratamento dirigido a
generais das Forças Armadas; Embaixadores; Secretários reitores de universidade. Correspondelhe o vocativo: Magnífico
executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos Reitor.
de natureza especial; Secretários de Estado dos Governos
Estaduais; Prefeitos Municipais. Vossa Santidade: É o pronome de tratamento empregado em
- Do Poder Legislativo - Deputados Federais e Senadores; comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é:
Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados Estaduais Santíssimo Padre.
e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: São os
- Do Poder Judiciário - Ministros dos Tribunais Superiores; pronomes empregados em comunicações dirigidas a cardeais.
Membros de Tribunais; Juizes; Auditores da Justiça Militar. Os vocativos correspondentes são: Eminentíssimo Senhor
Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal.
Vocativos
Nas comunicações oficiais para as demais autoridades
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas eclesiásticas são usados: Vossa Excelência Reverendíssima (para
aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo arcebispos e bispos); Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria
respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República; Reverendíssima (para monsenhores, cônegos e superiores
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional; religiosos); Vossa Reverência (para sacerdotes, clérigos e demais
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. religiosos).

Língua Portuguesa 77
DOMINA CONCURSOS
Fechos para Comunicações Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.

De acordo com o Manual da Presidência, o fecho das - Destinatário. O nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida
comunicações oficiais “possui, além da finalidade óbvia de a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluído também o
arrematar o texto, a de saudar o destinatário”, ou seja, o fecho endereço.
é a maneira de quem expede a comunicação despedir-se de seu
destinatário. - Texto. Nos casos em que não for de mero encaminhamento
Até 1991, quando foi publicada a primeira edição do atual de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
Manual de Redação da Presidência da República, havia 15 padrões
de fechos para comunicações oficiais. O Manual simplificou a Introdução: que se confunde com o parágrafo de abertura,
lista e reduziu-os a apenas dois para todas as modalidades de na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação.
comunicação oficial. São eles: Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”,
“Cumpre-me informar que”,empregue a forma direta;
Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive o
presidente da República. Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado; se o texto
Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia ou contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser
de hierarquia inferior. tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à
exposição;
“Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas
a autoridades estrangeiras, que atenderem a rito e tradição Conclusão: em que é reafirmada ou simplesmente
próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.
Ministério das Relações Exteriores”, diz o Manual de Redação da
Presidência da República. Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos
A utilização dos fechos “Respeitosamente” e “Atenciosamente” casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e
é recomendada para os mesmos casos pelo Manual de Redação subtítulos.
da Câmara dos Deputados e por outros manuais oficiais. Já os
fechos para as cartas particulares ou informais ficam a critério Quando se tratar de mero encaminhamento de documentos,
do remetente, com preferência para a expressão “Cordialmente”, a estrutura deve ser a seguinte:
para encerrar a correspondência de forma polida e sucinta.
Introdução: deve iniciar com referência ao expediente que
Identificação do Signatário solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não
tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo
Conforme o Manual de Redação da Presidência do República, da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados
com exceção das comunicações assinadas pelo presidente da completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou
República, em todas as comunicações oficiais devem constar signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo
o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo de sua encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte: “Em resposta ao Aviso nº 112, de 10 de fevereiro de 2011,
encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 2010, do
(espaço para assinatura) Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do
Nome servidor Fulano de Tal.”
Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República
ou
(espaço para assinatura)
Nome “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do
Ministro de Estado da Justiça telegrama nº 112, de 11 de fevereiro de 2011, do Presidente da
“Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de
em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
menos a última frase anterior ao fecho”, alerta o Manual.
Desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer
Padrões e Modelos algum comentário a respeito do documento que encaminha,
poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso
O Padrão Ofício contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou
ofício de mero encaminhamento.
O Manual de Redação da Presidência da República lista três - Fecho.
tipos de expediente que, embora tenham finalidades diferentes, - Assinatura.
possuem formas semelhantes: Ofício, Aviso e Memorando. A - Identificação do Signatário
diagramação proposta para esses expedientes é denominada
padrão ofício. Forma de Diagramação
O Ofício, o Aviso e o Memorando devem conter as seguintes
partes: Os documentos do padrão ofício devem obedecer à seguinte
forma de apresentação:
- Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão - deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo
que o expede. Exemplos: 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé;
Of. 123/2002-MME - para símbolos não existentes na fonte Times New Roman,
Aviso 123/2002-SG poder-se-ão utilizar as fontes symbol e Wíngdings;
Mem. 123/2002-MF - é obrigatório constar a partir da segunda página o número
da página;
- Local e data. Devem vir por extenso com alinhamento à - os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser
direita. Exemplo: impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens
esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas páginas
Brasília, 20 de maio de 2011 pares (“margem espelho”);
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de
- Assunto. Resumo do teor do documento. Exemplos: distância da margem esquerda;
- o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no
Assunto: Produtividade do órgão em 2010. mínimo 3,0 cm de largura;

Língua Portuguesa 78
DOMINA CONCURSOS
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; Obs: Modelo no final da matéria.
- deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de
6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado Exposição de Motivos
não comportar tal recurso, de uma linha em branco;
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, É o expediente dirigido ao presidente da República ou ao
letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou vice-presidente para:
qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a - informá-lo de determinado assunto;
sobriedade do documento; - propor alguma medida; ou
- a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em - submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas para Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente
gráficos e ilustrações; da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que o
- todos os tipos de documento do padrão ofício devem ser assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição de
impressos em papel de tamanho A4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm; motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvidos,
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
Rich Text nos documentos de texto; Formalmente a exposição de motivos tem a apresentação
- dentro do possível, todos os documentos elaborados devem do padrão ofício. De acordo com sua finalidade, apresenta duas
ter o arquivo de texto preservado para consulta posterior ou formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter
aproveitamento de trechos para casos análogos; exclusivamente informativo e outra para a que proponha alguma
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem medida ou submeta projeto de ato normativo.
ser formados da seguinte maneira: tipo do documento + número No primeiro caso, o da exposição de motivos que
do documento + palavras chave do conteúdo. Exemplo: simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo antes
“Of. 123 relatório produtividade ano 2010” referido para o padrão ofício.
Já a exposição de motivos que submeta à consideração
Aviso e Ofício (Comunicação Externa) do Presidente da República a sugestão de alguma medida a
ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato normativo,
São modalidades de comunicação oficial praticamente embora sigam também a estrutura do padrão ofício, além de
idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido outros comentários julgados pertinentes por seu autor, devem,
exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de obrigatoriamente, apontar:
mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas - na introdução: o problema que está a reclamar a adoção
demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento da medida ou do ato normativo proposto;
de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública - no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou
entre si e, no caso do ofício, também com particulares. aquele ato normativo o ideal para se solucionar o problema, e
Quanto a sua forma, Aviso e Ofício seguem o modelo eventuais alternativas existentes para equacioná-lo;
do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o - na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada,
destinatário, seguido de vírgula. Exemplos: ou qual ato normativo deve ser editado para solucionar o
problema.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Senhora Ministra, Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição
Senhor Chefe de Gabinete, de motivos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte
modelo previsto no Anexo II do Decreto nº 4.1760, de 28 de
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as março de 2010.
seguintes informações do remetente: Anexo à exposição de motivos do (indicar nome do Ministério
- nome do órgão ou setor; ou órgão equivalente) nº ______, de ____ de ______________ de 201_.
- endereço postal; - Síntese do problema ou da situação que reclama
- telefone e endereço de correio eletrônico. providências;
- Soluções e providências contidas no ato normativo ou na
Obs: Modelo no final da matéria. medida proposta;
- Alternativas existentes às medidas propostas. Mencionar:
Memorando ou Comunicação Interna - se há outro projeto do Executivo sobre a matéria;
- se há projetos sobre a matéria no Legislativo;
O Memorando é a modalidade de comunicação entre - outras possibilidades de resolução do problema.
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar - Custos. Mencionar:
hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata- - se a despesa decorrente da medida está prevista na lei
se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-la;
interna. - se a despesa decorrente da medida está prevista na lei
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser orçamentária anual; se não, quais as alternativas para custeá-la;
empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. a - valor a ser despendido em moeda corrente;
serem adotados por determinado setor do serviço público. - Razões que justificam a urgência (a ser preenchido somente
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do se o ato proposto for medida provisória ou projeto de lei que
memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez deva tramitar em regime de urgência). Mencionar:
e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para - se o problema configura calamidade pública;
evitar desnecessário aumento do número de comunicações, - por que é indispensável a vigência imediata;
os despachos ao memorando devem ser dados no próprio - se se trata de problema cuja causa ou agravamento não
documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. tenham sido previstos;
Esse procedimento permite formar uma espécie de processo - se se trata de desenvolvimento extraordinário de situação
simplificado, assegurando maior transparência a tomada de já prevista.
decisões, e permitindo que se historie o andamento da matéria - Impacto sobre o meio ambiente (somente que o ato ou
tratada no memorando. medida proposta possa vir a tê-lo)
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do - Alterações propostas. Texto atual, Texto proposto;
padrão ofício, com a diferença de que seu destinatário deve ser - Síntese do parecer do órgão jurídico.
mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos:
Com base em avaliação do ato normativo ou da medida
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração proposa à luz das questões levantadas no item 10.4.3.
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos. A falta ou insuficiência das informações prestadas pode

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DOMINA CONCURSOS
acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Jurídicos da da Câmara dos Deputados, para que tenha início sua tramitação
Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para que se (Constituição, art. 64, caput).
complete o exame ou se reformule a proposta. Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem
O preenchimento obrigatório do anexo para as exposições plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e
de motivos que proponham a adoção de alguma medida ou a créditos adicionais), as mensagens de encaminhamento dirigem-
edição de ato normativo tem como finalidade: se aos membros do Congresso Nacional, e os respectivos avisos
- permitir a adequada reflexão sobre o problema que se são endereçados ao Primeiro Secretário do Senado Federal.
busca resolver; A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a deliberação
- ensejar mais profunda avaliação das diversas causas do congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais
problema e dos defeitos que pode ter a adoção da medida ou a precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da
edição do ato, em consonância com as questões que devem ser Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal
analisadas na elaboração de proposições normativas no âmbito (Constituição, art. 57, § 5º), que comanda as sessões conjuntas.
do Poder Executivo (v. 10.4.3.) As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido
- conferir perfeita transparência aos atos propostos. no âmbito do Poder Executivo, que abrange minucioso exame
técnico, jurídico e econômico-financeiro das matérias objeto das
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser analisadas proposições por elas encaminhadas.
na elaboração de atos normativos no âmbito do Poder Executivo, Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos
o texto da exposição de motivos e seu anexo complementam-se órgãos interessados no assunto das proposições, entre eles o
e formam um todo coeso: no anexo, encontramos uma avaliação da Advocacia Geral da União. Mas, na origem das propostas, as
profunda e direta de toda a situação que está a reclamar a análises necessárias constam da exposição de motivos do órgão
adoção de certa providência ou a edição de um ato normativo; o onde se geraram, exposição que acompanhará, por cópia, a
problema a ser enfrentado e suas causas; a solução que se propõe, mensagem de encaminhamento ao Congresso.
seus efeitos e seus custos; e as alternativas existentes. O texto da
exposição de motivos fica, assim, reservado à demonstração da - Encaminhamento de medida provisória: Para dar
necessidade da providência proposta: por que deve ser adotada cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presidente
e como resolverá o problema. da República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a
Nos casos em que o ato proposto for questão de pessoal seus membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado
(nomeação, promoção, ascenção, transferência, readaptação, Federal, juntando cópia da medida provisória, autenticada pela
reversão, aproveitamento, reintegração, recondução, Coordenação de Documentação da Presidência da República.
remoção, exoneração, demissão, dispensa, disponibilidade,
aposentadoria), não é necessário o encaminhamento do - Indicação de autoridades: As mensagens que submetem
formulário de anexo à exposição de motivos. Ressalte-se que: ao Senado Federal a indicação de pessoas para ocuparem
- a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurídico determinados cargos (magistrados dos Tribunais Superiores,
não dispensa o encaminhamento do parecer completo; Ministros do TCU, Presidentes e diretores do Banco Central,
- o tamanho dos campos do anexo à exposição de motivos Procurador Geral da República, Chefes de Missão Diplomática
pode ser alterado de acordo com a maior ou menor extensão dos etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III
comentários a serem alí incluídos. e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência
privativa para aprovar a indicação. O currículum vitae do
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente que indicado, devidamente assinado, acompanha a mensagem.
a atenção aos requisitos básicos da Redação Oficial (clareza,
concisão, impessoalidade, formalidade, padronização e uso do - Pedido de autorização para o presidente ou o vice-
padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. A exposição de presidente da República se ausentarem do País por mais
motivos é a principal modalidade de comunicação dirigida ao de 15 dias: Trata-se de exigência constitucional (Constituição,
Presidente da República pelos Ministros. Além disso, pode, em art. 49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa do
certos casos, ser encaminhada cópia ao Congresso Nacional ou Congresso Nacional.
ao Poder Judiciário ou, ainda, ser publicada no Diário Oficial da O presidente da República, tradicionalmente, por cortesia,
União, no todo ou em parte. quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma
comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-lhes
Mensagem mensagens idênticas.

É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos - Encaminhamento de atos de concessão e renovação de
Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo concessão de emissoras de rádio e TV: A obrigação de submeter
Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para informar tais atos à apreciação do Congresso Nacional consta no inciso
sobre fato da Administração Pública; expor o plano de governo XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão efeitos
por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do
Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3º). Descabe pedir
de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer na mensagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição,
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes porquanto o § 1º do art. 223 já define o prazo da tramitação.
públicos e da Nação. Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos mensagem o correspondente processo administrativo.
Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
caberá a redação final.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso - Encaminhamento das contas referentes ao exercício
Nacional têm as seguintes finalidades: anterior: O Presidente da República tem o prazo de sessenta
dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao
- Encaminhamento de projeto de lei ordinária, Congresso Nacional as contas referentes ao exercício anterior
complementar ou financeira: Os projetos de lei ordinária ou (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da Comissão
complementar são enviados em regime normal (Constituição, Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1º), sob pena
art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1º a 4º). Cabe de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas
lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime (Constituição, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art.
normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com 215 do seu Regimento Interno.
solicitação de urgência.
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do - Mensagem de abertura da sessão legislativa: Ela deve
Congresso Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da conter o plano de governo, exposição sobre a situação do País e
Casa Civil da Presidência da República ao Primeiro Secretário solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição,

Língua Portuguesa 80
DOMINA CONCURSOS
art. 84, XI). direita. A mensagem, como os demais atos assinados pelo
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidente da República, não traz identificação de seu signatário.
Presidência da República. Esta mensagem difere das demais
porque vai encadernada e é distribuída a todos os congressistas Obs: Modelo no final da matéria.
em forma de livro.
Telegrama
- Comunicação de sanção (com restituição de autógrafos):
Esta mensagem é dirigida aos membros do Congresso Nacional, Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar
encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de
originaram os autógrafos. Nela se informa o número que tomou a telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de
lei e se restituem dois exemplares dos três autógrafos recebidos, telegrafia, telex etc. Por se tratar de forma de comunicação
nos quais o Presidente da República terá aposto o despacho de dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente superada,
sanção. deve restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações
que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que
- Comunicação de veto: Dirigida ao Presidente do Senado a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu
Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem informa sobre custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela
a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições concisão.
vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a
no Diário Oficial da União, ao contrário das demais mensagens, estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos Correios
cuja publicação se restringe à notícia do seu envio ao Poder e em seu sítio na Internet.
Legislativo.
Obs: Modelo no final da matéria.
- Outras mensagens: Também são remetidas ao Legislativo
com regular frequência mensagens com: Fax
- encaminhamento de atos internacionais que acarretam
encargos ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I); O fax (forma abreviada já consagrada de facsímile) é uma
- pedido de estabelecimento de alíquolas aplicáveis forma de comunicação que está sendo menos usada devido ao
às operações e prestações interestaduais e de exportação desenvolvimento da Internet. É utilizado para a transmissão de
(Constituição, art. 155, § 2º, IV); mensagens urgentes e para o envio antecipado de documentos,
- proposta de fixação de limites globais para o montante da de cujo conhecimento há premência, quando não há condições
dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI); de envio do documento por meio eletrônico. Quando necessário
- pedido de autorização para operações financeiras externas o original, ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe.
(Constituição, art. 52, V); e outros.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia
Entre as mensagens menos comuns estão as de: xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos
modelos, se deteriora rapidamente.
- convocação extraordinária do Congresso Nacional
(Constituição, art. 57, § 6º); Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a
- pedido de autorização para exonerar o Procurador Geral da estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o envio,
República (art. 52, XI, e 128, § 2º); juntamente com o documento principal, de folha de rosto, isto
- pedido de autorização para declarar guerra e decretar é, de pequeno formulário com os dados de identificação da
mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX); mensagem a ser enviada.
- pedido de autorização ou referendo para celebrara paz
(Constituição, art. 84, XX); Correio Eletrônico
- justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua
prorrogação (Constituição, art. 136, § 4º); O correio eletrônico (“email”), por seu baixo custo e
- pedido de autorização para decretar o estado de sítio celeridade, transformou-se na principal forma de comunicação
(Constituição, art. 137); para transmissão de documentos.
- relato das medidas praticadas na vigência do estado de Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é
sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma rígida para
- proposta de modificação de projetas de leis financeiras sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso de linguagem
(Constituição, art. 166, § 5º); incompatível com uma comunicação oficial.
- pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem O campo assunto do formulário de correio eletrônico
sem despesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a organização
ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, documental tanto do destinatário quanto do remetente.
art. 166, § 8º); Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado,
- pedido de autorização para alienar ou conceder terras preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que
públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas
§ 1º); etc. sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de
As mensagens contêm: confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
horizontalmente, no início da margem esquerda: Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem
de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que
Mensagem nº possa ser aceita como documento original, é necessário existir
certificação digital que ateste a identidade do remetente, na
- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o forma estabelecida em lei.
cargo do destinatário, horizontalmente, no início da margem
esquerda: Apostila

Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, É o aditamento que se faz a um documento com o objetivo
de retificação, atualização, esclarecimento ou fixar vantagens,
- o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; evitando-se assim a expedição de um novo título ou documento.
- o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e Estrutura:
horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem - Título: APOSTILA, centralizado.

Língua Portuguesa 81
DOMINA CONCURSOS
- Texto: exposição sucinta da retificação, esclarecimento, Obs: Modelo no final da matéria.
atualização ou fixação da vantagem, com a menção, se for o caso,
onde o documento foi publicado. Declaração
- Local e data.
- Assinatura: nome e função ou cargo da autoridade que É o documento em que se informa, sob responsabilidade,
constatou a necessidade de efetuar a apostila. algo sobre pessoa ou acontecimento. Estrutura:

Não deve receber numeração, sendo que, em caso de - Título: DECLARAÇÃO, centralizado.
documento arquivado, a apostila deve ser feita abaixo dos textos - Texto: exposição do fato ou situação declarada, com
ou no verso do documento. finalidade, nome do interessado em destaque (em maiúsculas) e
Em caso de publicação do ato administrativo originário, sua relação com a Câmara nos casos mais formais.
a apostila deve ser publicada com a menção expressa do ato, - Local e data.
número, dia, página e no mesmo meio de comunicação oficial no - Assinatura: nome da pessoa que declara e, no caso de
qual o ato administrativo foi originalmente publicado, a fim de autoridade, função ou cargo.
que se preserve a data de validade.
A declaração documenta uma informação prestada por
Obs: Modelo no final da matéria. autoridade ou particular. No caso de autoridade, a comprovação
do fato ou o conhecimento da situação declarada deve serem
ATA razão do cargo que ocupa ou da função que exerce.
Declarações que possuam características específicas podem
É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos fatos receber uma qualificação, a exemplo da “declaração funcional”.
e deliberações ocorridos em uma reunião, sessão ou assembleia.
Estrutura: Obs: Modelo no final da matéria.
- Título ATA. Em se tratando de atas elaboradas
sequencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou Despacho
sessão, em caixa alta.
- Texto, incluindo: Preâmbulo registro da situação espacial É o pronunciamento de autoridade administrativa em
e temporal e participantes; Registro dos assuntos abordados e petição que lhe é dirigida, ou ato relativo ao andamento do
de suas decisões, com indicação das personalidades envolvidas, processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expediente.
se for o caso; Fecho termo de encerramento com indicação, Estrutura:
se necessário, do redator, do horário de encerramento, de
convocação de nova reunião etc. - Nome do órgão principal e secundário.
- Número do processo.
A ATA será assinada e/ou rubricada portodos os presentes - Data.
à reunião ou apenas pelo presidente e relator, dependendo das - Texto.
exigências regimentais do órgão. - Assinatura e função ou cargo da autoridade.
A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, deve-se,
em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguido da informação O despacho pode constituir-se de uma palavra, de uma
correta a ser registrada. No caso de omissão de informações ou expressão ou de um texto mais longo.
de erros constatados após a redação, usa-se a expressão “Em
tempo” ao final da ATA, com o registro das informações corretas. Obs: Modelo no final da matéria.

Obs: Modelo no final da matéria. Ordem de Serviço

Carta É o instrumento que encerra orientações detalhadas e/ou


pontuais para a execução de serviços por órgãos subordinados
É a forma de correspondência emitida por particular, da Administração. Estrutura:
ou autoridade com objetivo particular, não se confundindo
com o memorando (correspondência interna) ou o ofício - Título: ORDEM DE SERVIÇO, numeração e data.
(correspondência externa), nos quais a autoridade que assina - Preâmbulo e fundamentação: denominação da autoridade
expressa uma opinião ou dá uma informação não sua, mas, sim, que expede o ato (em maiúsculas) e citação da legislação
do órgão pelo qual responde. Em grande parte dos casos da pertinente ou por força das prerrogativas do cargo, seguida da
correspondência enviada por deputados, deve-se usar a carta, palavra “resolve”.
não o memorando ou ofício, por estar o parlamentar emitindo - Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser dividido
parecer, opinião ou informação de sua responsabilidade, e não em itens, incisos, alíneas etc.
especificamente da Câmara dos Deputados. O parlamentar - Assinatura: nome da autoridade competente e indicação da
deverá assinar memorando ou ofício apenas como titular de função.
função oficial específica (presidente de comissão ou membro da
Mesa, por exemplo). Estrutura: A Ordem de Serviço se assemelha à Portaria, porém possui
caráter mais específico e detalhista. Objetiva, essencialmente, a
- Local e data. otimização e a racionalização de serviços.
- Endereçamento, com forma de tratamento, destinatário,
cargo e endereço. Obs: Modelo no final da matéria.
- Vocativo.
- Texto. Parecer
- Fecho.
- Assinatura: nome e, quando necessário, função ou cargo. É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal ou de
órgão administrativo, sobre tema que lhe haja sido submetido
Se o gabinete usar cartas com frequência, poderá numerá- para análise e competente pronunciamento. Visa fornecer
las. Nesse caso, a numeração poderá apoiar-se no padrão básico subsídios para tomada de decisão. Estrutura:
de diagramação.
O fecho da carta segue, em geral, o padrão da correspondência - Número de ordem (quando necessário).
oficial, mas outros fechos podem ser usados, a exemplo de - Número do processo de origem.
“Cordialmente”, quando se deseja indicar relação de proximidade - Ementa (resumo do assunto).
ou igualdade de posição entre os correspondentes. - Texto, compreendendo: Histórico ou relatório (introdução);

Língua Portuguesa 82
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Parecer (desenvolvimento com razões e justificativas); Fecho - gerar um relatório final consolidado, limitado, se possível,
opinativo (conclusão). ao máximo de dez páginas para o conjunto da Diretoria,
- Local e data. Departamento ou unidade equivalente.
- Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista. Obs: Modelo no final da matéria.

Além do Parecer Administrativo, acima conceituado, existe o Requerimento (Petição)


Parecer Legislativo, que é uma proposição, e, como tal, definido
no art. 126 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. É o instrumento por meio do qual o interessado requer
O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em tantos a uma autoridade administrativa um direito do qual se julga
itens (e estes intitulados) quantos bastem ao parecerista para detentor. Estrutura:
o fim de melhor organizar o assunto, imprimindo-lhe clareza e - Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), ou seja,
didatismo. da autoridade competente.
- Texto incluindo: Preâmbulo, contendo nome do requerente
Obs: Modelo no final da matéria. (grafado em letras maiúsculas) e respectiva qualificação:
nacionalidade, estado civil, profissão, documento de identidade,
Portaria idade (se maior de 60 anos, para fins de preferência na
tramitação do processo, segundo a Lei 10.741/03), e domicílio
É o ato administrativo pelo qual a autoridade estabelece (caso o requerente seja servidor da Câmara dos Deputados,
regras, baixa instruções para aplicação de leis ou trata da precedendo à qualificação civil deve ser colocado o número
organização e do funcionamento de serviços dentro de sua do registro funcional e a lotação); Exposição do pedido, de
esfera de competência. Estrutura: preferência indicando os fundamentos legais do requerimento
- Título: PORTARIA, numeração e data. e os elementos probatórios de natureza fática.
- Ementa: síntese do assunto.
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da autoridade - Fecho: “Nestes termos, Pede deferimento”.
que expede o ato e citação da legislação pertinente, seguida da - Local e data.
palavra “resolve”. - Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou cargo.
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser dividido
em artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens. Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação,
- Assinatura: nome da autoridade competente e indicação do reivindicação ou manifestação, o documento utilizado será um
cargo. abaixoassinado, com estrutura semelhante à do requerimento,
devendo haver identificação das assinaturas.
Certas portarias contêm considerandos, com as razões que
justificam o ato. Neste caso, a palavra “resolve” vem depois deles. A Constituição Federal assegura a todos, independentemente
A ementa justifica-se em portarias de natureza normativa. do pagamento de taxas, o direito de petição aos Poderes
Em portarias de matéria rotineira, como nos casos de Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso
nomeação e exoneração, por exemplo, suprime-se a ementa. de poder (art. 51, XXXIV, “a”), sendo que o exercício desse direito
se instrumentaliza por meio de requerimento. No que concerne
Obs: Modelo no final da matéria. especificamente aos servidores públicos, a lei que institui o
Regime único estabelece que o requerimento deve ser dirigido
Relatório à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por
intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o
É o relato exposilivo, detalhado ou não, do funcionamento requerente (Lei nº 8.112/90, art. 105).
de uma instituição, do exercício de atividades ou acerca do
desenvolvimento de serviços específicos num determinado
período. Estrutura: Obs: Modelo no final da matéria.
- Título RELATÓRIO ou RELATÓRIO DE...
- Texto registro em tópicos das principais atividades Protocolo
desenvolvidas, podendo ser indicados os resultados parciais e
totais, com destaque, se for o caso, para os aspectos positivos O  registro de protocolo (ou simplesmente “o  protocolo“)
e negativos do período abrangido. O cronograma de trabalho a é o livro (ou, mais atualmente, o suporte informático) em que
ser desenvolvido, os quadros, os dados estatísticos e as tabelas são transcritos progressivamente os documentos e os atos
poderão ser apresentados como anexos. em entrada e em saída de um sujeito ou entidade (público ou
- Local e data. privado). Este registro, se obedecerem a normas legais, têm fé
- Assinatura e função ou cargo do(s) funcionário(s)
pública, ou seja, tem valor probatório em casos de controvérsia
relator(es).
No caso de Relatório de Viagem, aconselha-se registrar jurídica.
uma descrição sucinta da participação do servidor no evento O termo protocolo tem um significado bastante amplo,
(seminário, curso, missão oficial e outras), indicando o período identificando-se diretamente com o próprio procedimento. Por
e o trecho compreendido. Sempre que possível, o Relatório de extensão de sentido, “protocolo” significa também um  trâmite
Viagem deverá ser elaborado com vistas ao aproveitamento a ser seguido para alcançar determinado objetivo (“seguir o
efetivo das informações tratadas no evento para os trabalhos protocolo”).
legislativos e administrativos da Casa. A gestão do protocolo é normalmente confiada a uma
Quanto à elaboração de Relatório de Atividades, deve-se repartição determinada, que recebe o material documentário
atentar para os seguintes procedimentos: do sujeito que o produz em saída e em entrada e os anota num
registro (atualmente em programas informáticos), atruibuindo-
- abster-se de transcrever a competência formal das unidades
administrativas já descritas nas normas internas; lhes um número e também uma posição de arquivo de acordo
- relatar apenas as principais atividades do órgão; com suas características.
- evitar o detalhamento excessivo das tarefas executadas O registro tem quatro elementos necessários e obrigatórios:
pelas unidades administrativas que lhe são subordinadas; - Número progressivo.
- priorizar a apresentação de dados agregados, grandes metas - Data de recebimento ou de saída.
realizadas e problemas abrangentes que foram solucionados; - Remetente ou destinatário.
- destacar propostas que não puderam ser concretizadas, - Regesto, ou seja, breve resumo do conteúdo da
identificando as causas e indicando as prioridades para os correspondência.
próximos anos;

Língua Portuguesa 83
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Exemplo de Ofício

5 (Ministério)
cm
(Secretaria/Departamento/Setor/Entidade)
(Endereço para correspondência)
(Endereço – continuação)
(Telefone e Endereço de Correio Eletrônico)

Ofício nº 524/1991/SG-PR

Brasília, 20 de maio de 2011

A Sua Excelência o Senhor


Deputado (Nome)
Câmara dos Deputados
70160-900 – Brasília – DF
3 cm 297 mm
1,5 cm
Assunto: Demarcação de terras indígenas

Senhor Deputado,
2,5
cm
1. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama nº 154, de 24
de abril último, informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta
nº 6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão amparadas pelo procedimento
administrativo de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto nº 22, de 4 de
fevereiro de 1991 (cópia anexa).
2. Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na
definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração as
características sócio-econômicas regionais.
3. Nos termos do Decreto nº 22, a demarcação de terras indígenas deverá
ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art. 231, §
1º, da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir os aspectos etno-históricos,
sociológicos, cartográficos e fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito
conjuntamente com o órgão federal ou estadual competente.
4. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais deverão encaminhas
as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. É igualmente
assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil.
5. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio
serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e das
entidades civis acima mencionadas.
6. Como Vossa Excelência pode verificar, o procedimento estabelecido
assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e
a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos necessários,
inclusive daqueles assinalados em sua carta, com a necessária transparência e agilidade.

Atenciosamente,

(Nome)
(cargo)

210 mm

Língua Portuguesa 84
DOMINA CONCURSOS

Exemplo de Aviso

5
cm

Aviso nº 45/SCT-PR

Brasília, 27 de fevereiro de 2011

A Sua Excelência o Senhor


(Nome e cargo)

3 cm 297 mm
1,5 cm
Assunto: Seminário sobre o uso de energia no setor público

Senhor Ministro,
2,5
cm
Convido Vossa Excelência a participar da sessão de abertura do Primeiro
Seminário Regional sobre o Uso Eficiente de Energia no Setor Público, a ser realizado
em 5 de março próximo, às 9 horas, no auditório da Escola Nacional de Administração
Pública – ENAP, localizada no Setor de Áreas Isoladas, nesta capital.
O Seminário mencionado inclui-se nas atividades do Programa Nacional das
Comissões Internas de Conservação de Energia em Órgãos Públicos, instituído pelo
Decreto nº 99.656, de 26 de outubro de 1990.

Atenciosamente,

(Nome do signatário)
(cargo do signatário)

210 mm

Língua Portuguesa 85
DOMINA CONCURSOS
Exemplo de Memorando

5
cm

Mem. 118/DJ

Em 12 de abril de 2011

Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração


3
cm
Assunto: Administração, Instalação de microcomputadores
297 mm
1,5 cm
2,5
cm

1. Nos termos do Plano Geral de Informatização, solicito a Vossa


Senhoria verificar a possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores neste
Departamento.
2. Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescento, apenas, que o ideal seria
que o equipamento fosse dotado de disco rígido e de monitor padrão EGA. Quanto a
programas, haveria necessidade de dois tipos: um processador de textos e outro
gerenciador de banco de dados.
3. O treinamento de pessoal para operação dos micros poderia ficar a cargo da
Seção de Treinamento do Departamento de Modernização, cuja chefia já manifestou seu
acordo a respeito.
4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste
Departamento ensejará racional distribuição de tarefas entre os servidores e,
sobretudo, uma melhoria na qualidade dos serviços prestados.

Atenciosamente,

(Nome do signatário)

210 mm

Língua Portuguesa 86
DOMINA CONCURSOS

Exemplo de Exposição de Motivos de Caráter Informativo

5 cm

EM nº 00146/1991-MRE

5 cm Brasília, 24 de maio de 2011

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

2,5 cm
O Presidente George Bush anunciou, no último dia 13, significativa mudança da

1,5 cm
posição norte-americana nas negociações que se realizam – na Conferência do
Desarmamento, em Genebra – de uma convenção multilateral de proscrição total das armas 297 mm
3 cm químicas. Ao renunciar à manutenção de cerca de dois por cento de seu arsenal químico até
a adesão à convenção de todos os países em condições de produzir armas químicas, os
Estados Unidos reaproximaram sua postura da maioria dos quarenta países participantes do
processo negociador, inclusive o Brasil, abrindo possibilidades concretas de que o tratado a
ser concluído e assinado em prazo de cerca de um ano. (...)

1 cm

Respeitosamente,

2,5 cm

(Nome)
(cargo)

210 mm

Língua Portuguesa 87
DOMINA CONCURSOS

Exemplo de Mensagem

5 cm

Mensagem nº 118

4 cm

Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,

2 cm

1,5 cm
3 cm
1,5 cm

Comunico a Vossa Excelência o recebimento das mensagens SM nºs 106 a 110, de


1991, nas quais informo a promulgação dos Decretos Legislativos nºs 93 a 97, de 1991, relativos à
exploração de serviços de radiodifusão.
297 mm

2 cm

Brasília, 28 de março de 2011

210
mm

Língua Portuguesa 88
DOMINA CONCURSOS

Exemplo de Telegrama

[órgão Expedidorl
[setor do órgão expedidor]
[endereço do órgão expedidor]

Destinatário: _________________________________________________________
Nº do fax de destino: _________________________________ Data: ___/___/_____
Remetente: __________________________________________________________
Tel. p/ contato: ____________________Fax/correio eletrônico: ________________
Nº de páginas: esta + ______Nº do documento: _____________________________
Observações: _________________________________________________________
_____________________________________________________________________

Exemplo de Apostila

APOSTILA

A Diretora da Coordenação de Secretariado Parlamentar do Departamento de Pessoal declara que o


servidor José da Silva, nomeado pela Portaria CDCC-RQ001/2004, publicada no Suplemento ao Boletim
Administrativo de 30 de março de 2004, teve sua situação funcional alterada, de Secretário Parlamentar
Requisitado, ponto n. 123, para Secretário Parlamentar sem vínculo efetivo com o serviço público, ponto n.
105.123, a partir de 11 de abril de 2004, em face de decisão contida no Processo n. 25.001/2004.

Brasília, em 26/5/2011

Maria da Silva
Diretora

Língua Portuguesa 89
DOMINA CONCURSOS

Exemplo de ATA

CAMARA DOS DEPUTADOS


CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO
Coordenação de Publicações

ATA

As 10h15min, do dia 24 de maio de 2011, na Sala de Reunião do Cedi, a Sra. Maria da Silva, Diretora da
Coordenação, deu início aos trabalhos com a leitura da ala da reunião anterior, que foi aprovada, sem alterações.
Em prosseguimento, apresentou a pauta da reunião, com a inclusão do item “Projetos Concluídos”, sendo
aprovada sem o acréscimo de novos itens. Tomou a palavra o Sr. José da Silva, Chefe da Seção de Marketing,
que apresentou um breve relato das atividades desenvolvidas no trimestre, incluindo o lançamento dos novos
produtos. Em seguida, o Sr. Mário dos Santos, Chefe da Tipografia, ressaltou que nos últimos meses os trabalhos
enviados para publicação estavam de acordo com as normas estabelecidas, parabenizando a todos pelos
resultados alcançados. Com relação aos projeXos concluídos, a Diretora esclareceu que todos mantiveramse
dentro do cronograma de trabalho preestabelecido e que serao encaminhados à gráfica na próxima semana. Às
11h45min a Diretora encerrou os trabalhos, antes convocando reunião para o dia 2 de junho, quarta-feira, às
10 horas, no mesmo local. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi encerrada, e eu, Ana de Souza, lavrei a
presente ata que vai assinada por mim e pela Diretora.

Diretora

Secretária

Língua Portuguesa 90
DOMINA CONCURSOS

Exemplo de Carta

CÂMARA DOS DEPUTADOS


GABINETE DA DEPUTADA MARIA DA SILVA

Brasília, 4 de maio de 2011.

Ao Senhor
José Maria da Silva
Rua Bulhões de Carvalho, 293, Copacabana
20350070 Rio de Janeiro – RJ

Prezado Senhor,

Em atenção à carta de V. Sa., informo que o processo de transferência de estudantes para as escolas técnicas
federais é feito de forma pública, com normas estabelecidas em editais e divulgadas pelas instituições. Cabe ao
candidato pleitear a vaga de acordo com os critérios estabelecidos.
Contando com a compreensão de V. Sª., colocome à disposição para sanar eventuais dúvidas quanto a esse assunto.

Cordialmente,

Maria da Silva
Deputada Federal

Língua Portuguesa 91
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Exemplo de Declaração

CÂMARA DOS DEPUTADOS


DEPARTAMENTO DE PESSOAL
Coordenação de Registro Funcional

DECLARAÇÃO

Declaro, para fins de prova junto ao Supremo Tribunal Federal, que JOSÉ DA SILVA, exservidor da Câmara dos
Deputados, teve declarada a vacância do cargo de Analista Legislativo atribuição Assistente Técnico, a partir de
2/1/2004 (DCD de 3/1/2004). O referido exservidor não usufruiu das férias relativas ao exercício de 2003 e, em
seus assentos funcionais, consta a concessão de 30 (trinta) dias de licença para capacitação, referente ao quinquênio
13/1/1995 a 26/1/2000 (Processo n. 5.777/2003, publicado no Boletim Administrativo n. 15, de 7/1/2004).

Brasília, 10 de fevereiro de 2011.

Maria José da Silva


Diretora

Língua Portuguesa 92
DOMINA CONCURSOS

Exemplo de Despacho

CÂMARA DOS DEPUTADOS


PRIMEIRASECRETARIA

Processo n . .........
Em .... / .... /200 ...

Ao Senhor Presidente da Câmara dos Deputados, por força do disposto no inciso I do art. 70 do Regimento do Cefor,
c/c o art. 95, da Lei n. 8.112/90, com parecer favorável desta Secretaria, nos termos das informações e manifestações
dos órgãos técnicos da Casa.

Deputado José da Silva


PrimeiroSecretário

Língua Portuguesa 93
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Exemplo de Ordem de Serviço

CÂMARA DOS DEPUTADOS


CONSULTORIA TÉCNICA

ORDEM DE SERVIÇO N. 3, DE 6/6/2010

O DIRETOR DA CONSULTORIA TÉCNICA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso de suas atribuições,


resolve:
1. As salas 3 e 4 da Consultoria Técnica ficam destinadas a reuniões de trabalho com deputados, consultores e
servidores dos setores de apoio da Consultoria Técnica.
2. As reuniões de trabalho serão agendadas previamente pela Diretoria da Coordenação de Serviços Gerais.
................................................................................................................................
6. Havendo mais de uma solicitação de uso para o mesmo horário, será adotada a seguinte ordem de preferência:
1 reuniões de trabalho com a participação de deputados;
11 reuniões de trabalho da diretoria;
111 reuniões de trabalho dos consultores;
IV . ..................................................................................................................................
V . ....................................................................................................................................
7. O cancelamento de reunião deverá ser imediatamente comunicado à Diretoría da Coordenação de Serviços Gerais.

José da Silva
Diretor

Língua Portuguesa 94
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Exemplo de Parecer

PARECER JURÍDICO

De: Departamento Jurídico


Para: Gerente Administrativo

Senhor Gerente,

Com relação à questão sobre a estabilidade provisória por gestação, ou não, da empregada Fulana de Tal, passamos a
analisar o assunto.
O artigo 10, letra “b”, do ADCT, assegura estabilidade à empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco
meses após o parto.
Nesta hipótese, existe responsabilidade objetiva do empregador pela manutenção do emprego, ou seja, basta comprovar
a gravidez no curso do contrato para que haja incidência da regra que assegura a estabilidade provisória no emprego. O
fundamento jurídico desta estabilidade é a proteção à maternidade e à infância, ou seja, proteger a gestante e o nascituro,
assegurando a dignidade da pessoa humana.
A confirmação da gravidez, expressão utilizada na Constituição, refere-se à afirmativa médica do estado gestacional da
empregada e não exige que o empregador tenha ciência prévia da situação da gravidez. Neste sentido tem sido as reiteradas
decisões do C. TST, culminando com a edição da Súmula n. 244, que assim disciplina a questão:
I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização decorrente
da estabilidade. (art. 10, II, “b” do ADCT). (ex-OJ nº 88 – DJ 16.04.2004).
II - A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do
contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. (ex-Súmula nº
244 – Res 121/2003, DJ 19.11.2003).
III - Não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de
experiência, visto que a extinção da relação de emprego, em face do término do prazo, não constitui dispensa arbitrária ou
sem justa causa. (ex-OJ nº 196 - Inserida em 08.11.2000).
No caso colocado em análise, percebe-se que não havia confirmação da gestação antes da dispensa. Ao contrário, diante
da suspeita de gravidez, a empresa teve o cuidado de pedir a realização de exame laboratorial, o que foi feito, não tendo sido
confirmada a gravidez. A empresa só dispensou a empregada depois que lhe foi apresentado o resultado negativo do teste de
gravidez. A confirmação do estado gestacional só veio após a dispensa.
Assim, para solução da questão, importante indagar se gravidez confirmada no curso aviso prévio indenizado garante ou
não a estabilidade.
O TST tem decidido (Súmula 371), que a projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão de aviso prévio
indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período de pré-aviso. Este entendimento exclui a
estabilidade provisória da gestante, quando a gravidez ocorre após a rescisão contratual.
A gravidez superveniente à dispensa, durante o aviso prévio indenizado, não assegura a estabilidade. Contudo, na
hipótese dos autos, embora a gravidez tenha sido confirmada no curso do aviso prévio indenizado, certo é que a empregada
já estava grávida antes da dispensa, como atestam os exames trazidos aos autos. A conclusão da ultrossonografia obstétrica
afirma que em 30 de julho de 2009 a idade gestacional ecografica era de pouco mais de 13 semanais, portanto, na data do
afastamento a reclamante já contava com mais de 01 mês de gravidez.
Em face do exposto, considerando os fundamentos jurídicos do instituto da estabilidade da gestante, considerando que a
responsabilidade do empregador pela manutenção do emprego é objetiva e considerando que o desconhecimento do estado
gravídico não impede o reconhecimento da gravidez, conclui-se que:
a) não existe estabilidade quando a gravidez ocorre na vigência do aviso prévio indenizado;
b) fica assegurada a estabilidade quando, embora confirmada no período do aviso prévio indenizado, a gravidez ocorre
antes da dispensa.
De acordo com tais conclusões, entendemos que a empresa deve proceder a reintegração da empregada diante da
estabilidade provisória decorrente da gestação.
É o parecer.

(localidade), (dia) de (mês) de (ano).

(assinatura)
(nome)
(cargo)

Língua Portuguesa 95
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Exemplo de Portaria

CÂMARA DOS DEPUTADOS


DIRETORIAGERAL

PORTARIA N. 1, de 13/1/2010

Disciplina a utilização da chancela eletrônica nas requisições de passagens aéreas e diárias de viagens,
autorizadasem processos administrativos no âmbito da Câmara dos Deputados e assinadas pelo DiretorGeral.

O DIRETORGERAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 147, item
XV, da Resolução n. 20, de 30 de novembro de 1971, resolve:
Art. 11 Fica instituído o uso da chancela eletrônica nas requisições de passagens aéreas e diárias de viagens,
autorizadas em processos administrativos pela autoridade competente e assinadas pelo DiretorGeral, para
parlamentar, servidor ou convidado, no âmbito da Câmara dos Deputados.
Art. 21 A chancela eletrônica, de acesso restrito, será válida se autenticada mediante código de segurança e
acompanhada do atesto do Chefe de Gabinete da DiretoriaGeral ou do seu primeiro substituto.
Art. 31 Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida


DiretorGeral

Língua Portuguesa 96
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Modelo de Relatório

CÂMARA DOS DEPUTADOS


ÓRGÃO PRINCIPAL
órgão Secundário

RELATÓRIO

Introdução
Apresentar um breve resumo das temáticas a serem abordadas. Em se tratando de relatório de viagem, indicar a
denominação do evento, local e período compreendido.

Tópico 1
Atribuir uma temática para o relato a ser apresentado.
........................................................................................................................

Tópico 1.1
Havendo subdivisões, os assuntos subseqüentes serão apresentados hierarquizados à temática geral.
................................................................. ...............................

Tópico 2
Atribuir uma temática para o relato a ser apresentado.
.........................................................................................................................

3. Considerações finais
.........................................................................................................................

Brasília, ............................ de de 201...

Nome
Função ou Cargo

Língua Portuguesa 97
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Modelo de Requerimento

CÂMARA DOS DEPUTADOS


ÓRGÃO PRINCIPAL
Órgão Secundário

(Vocativo)
(Cargo ou função e nome do destinatário)

.................................... (nome do requerente, em maiúsculas) ..........................


.......................................................... (demais dados de qualificação), requer .................
............................................................................................................................................

Nestes termos,
Pede deferimento.

Brasília, ....... de .................. ����������������������������������������������������������������� de 201.....

Nome
Cargo ou Função

Questões

01. Analise:

1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima referido, vimos encaminhar a V. Sª. as informações referentes ao andamento
dos serviços sob responsabilidade deste setor.
2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medidas necessárias para o cumprimento dos prazos estipulados e o atingimento
das metas estabelecidas.

A redação do documento acima indica tratar-se


(A) do encaminhamento de uma ata.
(B) do início de um requerimento.
(C) de trecho do corpo de um ofício.
(D) da introdução de um relatório.
(E) do fecho de um memorando.

02. A redação inteiramente apropriada e correta de um documento oficial é:

(A) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em vosso gabinete
para discutir nossos problemas salariais.

Língua Portuguesa 98
DOMINA CONCURSOS
(B) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê a
redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais para
os departamentos que foram recentemente criados. Anotações
(C) Estou encaminhando a presença de V. Sª. este jovem,
muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os problemas
do sistema de informatização de seu gabinete.
(D) Quando se procurou resolver os problemas de pessoal
aqui neste departamento, faltaram um número grande de ————————————————————————
servidores para os andamentos do serviço.
(E) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos informar ————————————————————————
de quais providências vão ser tomadas para resolver essa
confusão que foi criado pelos manifestantes. ————————————————————————
————————————————————————
03. A frase cuja redação está inteiramente correta e
apropriada para uma correspondência oficial é: ————————————————————————
(A) É com muito prazer que encaminho à V. Exª. Os ————————————————————————
convites para a reunião de gala deste Conselho, em que se
fará homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria, ————————————————————————
importantíssima na execução dos nossos serviços.
(B) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe do ————————————————————————
Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para informar
de que as medidas de austeridade recomendadas por V. Sa. já ————————————————————————
está sendo tomadas, para evitar-se os atrasos dos prazos.
(C) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que
————————————————————————
chegaram nossos analistas sobre as condições de funcionamento ————————————————————————
deste setor, bem como as providências a serem tomadas
para a consecução dos serviços e o cumprimento dos prazos ————————————————————————
estipulados.
(D) As ordens expressas a todos os funcionários é de que se ————————————————————————
possa estar tomando as medidas mais do que importantes para
tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização dos ————————————————————————
trâmites legais dos documentos que passam por aqui.
(E) Peço com todo o respeito a V. Exª., que tomeis ————————————————————————
providências cabíveis para vir novos funcionários para esse
nosso setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar ————————————————————————
todos os documentos que precisamos enviar.
————————————————————————
04. A respeito dos padrões de redação de um ofício, é ————————————————————————
INCORRETO afirmar que:
(A) Deve conter o número do expediente, seguido da sigla do ————————————————————————
órgão que o expede.
(B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita, o local ————————————————————————
de onde é expedido e a data em que foi assinado.
(C) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto do ————————————————————————
documento.
(D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e direta, ————————————————————————
respeitando-se a formalidade que deve haver nos expedientes
oficiais. ————————————————————————
(E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como por ————————————————————————
exemplo: Agradeço a V. Sª. a atenção dispensada.
05. Haveria coerência com as ideias do texto e respeitaria ————————————————————————
as normas de redação de documentos oficiais se o texto
apresentado fosse incluído como parágrafo inicial em um ofício ————————————————————————
complementado pelo parágrafo final e os fechos apresentados
a seguir. ————————————————————————

Solicita-se, portanto, a divulgação desses dados junto aos ————————————————————————


órgãos competentes.
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Atenciosamente,
————————————————————————
Pedro Santos ————————————————————————
Pedro Santos
Secretário do Conselho ————————————————————————
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Respostas
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01-C / 02-B / 03-C / 04-E / 05-C (correta)
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