Você está na página 1de 10

Associação Cultural e Educacional de Garça – ACEG / Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal – FAEF

Revista Científica Eletrônica de Engenharia Florestal


Re.C.E.F.
ISSN: 1678-3867
Ano X - Volume 20 – Número 1 – Agosto 2012 - Garça, SP

CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E CONSERVAÇÃO DE


Arthrocereus odorus F. Ritter.

SBRISSA, Felipe Carneiro1; MELO, Augusto Gabriel Claro de2

RESUMO – (CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA E CONSERVAÇÃO DE Arthrocereus odorus F.


Ritter.). As plantas da família Cactaceae são em geral xerófitas, suculentas, perenes e adaptadas às regiões
semi-áridas das Américas. Dotadas de feições peculiares, as cactáceas apresentam notáveis
especializações anatômicas, morfológicas e funcionais. Graças a elas, conseguem rápida absorção, grande
retenção e mínimo consumo de água, captada das chuvas ou diretamente do ar. Arthrocereus odorus F.
Ritter. são plantas colunares, cespitosas, atingindo até 1 metro de altura. São dotadas de espinhos e
florescem nos meses de outubro e novembro, possuindo flores alvas, delgadas, perfumadas e de antese
noturna. Essa espécie está inserida na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de
Extinção sob a categoria ‘vulnerável’ da IUCN e uma das atividades desenvolvidas para a sua preservação
é o Plano de Ação Nacional para Conservação de Cactáceas, que tem como objetivo promover a
conservação efetiva e a redução de risco de extinção de espécies de cactáceas no Brasil.

Palavras-chave: espécie ameaçada, Cactaceae, campo rupestre.

ABSTRACT – (MORPHOLOGICAL CHARACTERIZATION AND CONSERVATION OF


Arthrocereus odorus F. Ritter.). The plant family Cactaceae are generally xerophytic, succulents,
perennials and adapted to semi-arid regions of the Americas. Endowed with peculiar features, the cacti
have remarkable specializations anatomical, morphological and functional. Thanks to them, get quick
absorption, great retention and minimal consumption of water from rain or captured directly from the air.
Arthrocereus odorus F. Ritter. plants are columnar, caespitose, reaching up to 1 meter in height. They are
endowed with thorns and flowers in the months of October and November, possessing lily flowers, thin,
fragrant and nocturnal anthesis. This species is placed on the Official List of Endangered Species of Flora
Brazilian Endangered under the category 'vulnerable' IUCN and one of the activities for its preservation is
the National Action Plan for Conservation of Cacti, which aims to promote conservation and effective
reduction of endangered species of cacti in Brazil.

Keywords: endangered species, Cactaceae, rocky field.

1
Engenheiro Florestal – Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal – FAEF – Garça/SP;
2
Engenheiro Florestal, Coordenador e Docente do curso de Engenharia Florestal da FAEF – Garça/SP.

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 19


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

1 INTRODUÇÃO Lepismium, Epiphyllum e Hatiora, ou


florestais, como Pereskia e Brasiliopuntia
A perda de diversidade biológica, sobre as espécies rupícolas ou de campo
medida, sobretudo através da extinção de aberto, os gêneros Arthrocereus, Cipocereus
espécies, é um dos grandes problemas e Pilosocereus. Os gêneros Cipocereus,
ambientais da atualidade. Embora sejam Uebelmannia e Arthrocereus, têm a
conhecidos eventos de extinção em massa ao ocorrência restrita ou quase totalmente
longo da história da vida na terra, acredita-se restrita aos campos rupestres da Serra do
que após o contato com o homem a extinção Espinhaço de Minas Gerais (TAYLOR;
de espécies passou a acontecer em taxas ZAPPI, 2008).
elevadas, sem precedentes (BURNEY; Salvar a espécie ameaçada de
FLANNERY, 2005). extinção exige esforços em duas frentes
Estudos detalhados sobre o principais: reduzir as ameaças e viabilizar as
endemismo e a distribuição das cactáceas populações. Para atingir esses objetivos é
indicam que a diversidade encontrada nos necessário o desenvolvimento de um
campos rupestres é comparável àquela programa de conservação, sendo o mesmo
encontrada na caatinga. De um total de 160 composto por pesquisas que visem
cactáceas ocorrentes no Brasil, 42 espécies, identificar a situação dessas espécies na
ou seja, 26% da família ocorrem nos campos natureza e a formular um programa de
rupestres, ao passo que 31% estão manejo específico, o qual deve prever ações
distribuídas na caatinga. Devemos levar em voltadas para as populações naturais e em
conta que a extensão do Bioma Caatinga é cativeiro, a manutenção do hábitat da
muitas vezes superior àquela dos campos espécie e o envolvimento de setores da
rupestres, aumentando o significado do comunidade (CASSANO, 2006). A Portaria
endemismo encontrado na Cadeia do nº 84, de 27 de agosto de 2010, Aprova o
Espinhaço (TAYLOR; ZAPPI, 2004). Plano de Ação Nacional para a Conservação
Nas localidades ao Sul da Cadeia do de Cactáceas do Brasil, que tem como
Espinhaço, encontra-se um predomínio de objetivo promover a conservação efetiva e a
Cactaceae epífitas, como Rhipsalis,

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 20


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

redução de risco de extinção de espécies de diretamente do ar. E algumas espécies, até os


cactáceas no Brasil (BRASIL, 2010). espinhos integram o aparelho de renovação
Arthrocereus odorus F. Ritter. está do suprimento hídrico, facilitando a
inserida na Lista Oficial das Espécies da adaptação a ambientes hostis (RIZZINI,
Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção 1987). A família Cactaceae conta com 124
(BRASIL, 2008) sob a categoria ‘vulnerável’ gêneros e aproximadamente 1.440 espécies
da IUCN (União Internacional para de distribuição quase exclusivamente
Conservação da Natureza) (2001), usando o neotropical, com apenas uma espécie,
critério D2, ou seja, populações muito Rhipsalis baccifera, ocorrendo nas Américas
pequenas ou restritas com uma área de e atingindo a África, Madagascar e Sri
ocupação menor que 20km² e 5 ou menos Lanka (HUNT et al., 2006).
populações, de modo que o efeito de As espécies de cactáceas são em
atividades humanas ou outros eventos geral xerófitas, suculentas, perenes e
repentinos pode rapidamente transformá-las adaptadas às regiões semi-áridas das
em criticamente ameaçadas ou até mesmo Américas. Os cactos possuem hábitos
extingui-las em um período de tempo muito diversos: arbóreo, arbustivo, subarbustivo,
curto. trepador, epífito ou geófito; apresentam raiz
Nesse contexto, o presente trabalho fibrosa ou tuberosa. O caule pode assumir
teve como objetivo realizar uma revisão formas colunares, cilíndricas, globulares,
sobre A. odorus. aladas ou achatadas, sendo freqüentemente
segmentado e, na maioria das vezes, sem
2 REVISÃO DE LITERATURA folhas típicas, geralmente modificadas em
espinhos (ZAPPI et al., 2008).
2.1 Cactaceae Os membros da família Cactaceae
Dotadas de feições peculiares, as são caracterizados através da presença de
cactáceas apresentam notáveis três tipos de ramos: além dos ramos
especializações anatômicas, morfológicas e vegetativos normais, temos as aréolas, que
funcionais. Graças a elas, conseguem rápida são ramos reduzidos capazes de produzir
absorção, grande retenção e mínimo folhas, espinhos, outros ramos vegetativos
consumo de água, captada das chuvas ou e/ou flores, e os ramos floríferos nos quais o

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 21


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

ovário da flor encontra-se imerso formando obstam a transpiração, como, cutícula


um hipanto de origem receptacular (BOKE, espessa, revestimento de cera, variadas
1964), externamente recoberto por tecidos coberturas de pêlos, estômatos pouco
vegetativos e, comumente dotado de aréolas, numerosos abaixo da superfície,
também denominado pericarpelo. Dentro da espinescência muito densa, gema terminal
família, podemos observar tendências que resguardada por pelos longos e espinhos
não são exclusivas de Cactaceae, nem são denso que, inclinados sobre ela, compõem
manifestadas na totalidade das espécies, um manto protetor; dispositivos que
como, por exemplo, a presença de caules favorecem a retenção hídrica, como, a
fotossintetizantes e suculência, a redução das presença de substâncias viscosas nos tecidos
folhas, presença de espinhos e tricomas de mucilagem; meios que permitem pronta
abundantes, flores com muitos segmentos do absorção de água como sistemas radiculares
perianto gradando de sepalóides até extensos e superficiais, rápida formação de
petalóides, ovário ínfero unilocular com raízes absorventes e absorção imediata da
muitos óvulos, inúmeros estames (ZAPPI et água atmosférica pelos espinhos (RIZZINI,
al,. 2008). 1987).
Uma serie de adaptações Nas cactáceas e na maioria das
morfológicas e fisiológicas permite as plantas suculentas, o processo de assimilação
cactáceas sobreviver em lugares pobres em do carbono é essencialmente diferente e
nutrientes e em água, sob intensa radiação peculiar, em decorrência das características
solar e temperaturas elevadas. Garças a esses adaptativas desses vegetais. Esse
dispositivos estruturais e funcionais, os metabolismo é conhecido na literatura como
cactos são capazes de consumir e perder um metabolismo ácido das crassuláceas, ou
mínimo de água que armazenam. Com simplesmente metabolismo crassuláceo. Esta
relação à suculência e à xerofilia (resistência presente em cerca de 25 famílias,
a falta d’água), são estas as adaptações mais principalmente na África do Sul e na
importantes: Expedientes que evitam a perda América tropical: euforbiáceas, cactáceas,
de água e reduzem a superfície evaporante, orquidáceas e crassuláceas são exemplos
tais como formas globosas e elipsóides, além usuais (RIZZINI, 1987).
da afilia (ausência de folhas); estruturas que

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 22


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

2.2 Arthrocereus sp. ramificado, não articulados, com diâmetro


O gênero Arthrocereus A. Berger é variando entre 2,0 a 3,3 centímetros.
endêmico dos campos rupestres do Brasil, Possuem de 10 a 12 costelas de secção
com três espécies ocorrentes em Minas arredondada (3,0 milímetros de altura e 5,0
Gerais e uma restrita ao Mato Grosso milímetros de largura) e aréolas circulares,
(TAYLOR; ZAPPI, 2004), que apresentam ligeiramente tomentosas (as basais com forte
distribuição altamente restrita, ocupando crescimento secundário dos espinhos). Os
habitats muito específicos, o que aliado à espinhos são áureos a avermelhados,
intensa destruição que os campos rupestres ocorrendo em número de 6 a 7 centrais,
vêm sofrendo, as coloca sob forte ameaça de aciculares. O maior é ereto e possui até 58,0
extinção (MENDONÇA; LINS, 2000; milímetros de comprimento. Os radiais são
GODÌNEZ-ALVAREZ et al., 2003; numerosos, cerdosos e apresentam entre 4,0
TAYLOR; ZAPPI. 2004). a 5,0 milímetros de comprimento. As flores
Arthrocereus melanurus ocorre nascem em aréolas não diferenciadas,
apenas no estado de Minas Gerais. A. apresentando entre 13,0 a 16,6 centímetros
melanurus subsp. melanurus é encontrada de comprimento. São fortemente odoríferas e
em cinco municípios (Alpinópolis, o hipanto é recoberto por escamas vermelha-
Tiradentes, Furnas, Itutinga, São Tomé das escuras, triangulares, agudas, carnosas,
Letras), A. melanurus subsp. magnus em dotadas de longos tricomas castanho-
dois (Lima Duarte, Juiz de Fora ) e A. rosados, com 15,0 milímetros de
melanurus subsp. odorus em três comprimento. O tubo floral é longo e
(Diamantina, Santana do Riacho, estreito, possuindo 12,0 centímetros de
Jaboticatubas) (ALVES et al. 2007). comprimento. Os estames apresentam
anteras oblongas e são numerosos, dispostos
2.2.1 Arthrocereus odorus F. Ritter. em duas séries, a série basal inserida a 40,0
São plantas colunares, cespitosas, milímetros de altura, no interior do tubo, e a
atingindo até 1 metro de altura, apical formando uma coroa ao redor do
mucilaginosas. Brotam de um sistema estigma. O ovário é circular em secção
subterrâneo fibroso desenvolvido e longitudinal, o estilete delgado (de 10,0 a
apresentam cladódios verde claro pouco 13,0 centímetros de comprimento) e o

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 23


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

estigma é exserto. Os frutos são ovóides, Florescendo nos meses de outubro e


apresentando entre 2,5 a 4,0 centímetros de novembro, possui flores alvas, delgadas e,
diâmetro, e indeiscentes, com pericarpo segundo Ritter (1979), perfumadas e de
verde-vináceo. As sementes são castanhas antese noturna. Tais fatos indicam uma
escuras, com células tectais verrucosas possível polinização por mariposas, embora
(ZAPPI, 1990). Suas características não tenha havido a oportunidade de observar
morfológicas podem ser observadas na suas flores durante a antese (ZAPPI, 1990).
figura 1.

Figura 1 - Imagens de ocorrência de Arthrocereus odorus sob cupinzeiro morto (a), sob densa vegetação
(b), sob pedras (c), em solo pedregoso (d), associado a tronco (e) e isolado (f).

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 24


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

2.3 Ameaças às Cactáceas enfatiza que é necessário pelo menos 1


A maioria dos casos de ameaça de espécime/km² para o desenvolvimento de
extinção de espécies de Cactaceae da Cadeia uma flora regional.
do Espinhaço deve-se à destruição de Como elemento central do Projeto de
habitats únicos nos quais encontramos Conservação e Uso Sustentável da
espécies muito restritas. No caso da Cadeia Diversidade Biológica do Brasil (Probio), o
do Espinhaço, mineração (ouro, pedras Ministério do Meio Ambiente (MMA)
preciosas e semipreciosas, cristais, outros realizou cinco seminários (entre 1998 e
minérios), turismo não planejado, prática de 2000) para identificar as áreas prioritárias
‘esportes radicais’, construção de estradas, para a conservação da Mata Atlântica e
incêndios, pastoreio e utilização não Campos Sulinos, da Amazônia, do Cerrado e
planejada de recursos hídricos formam uma Pantanal, da Caatinga e das zonas costeira e
longa lista de ameaças não só às Cactaceas, marinha (BRASIL, 2002).
mas à biodiversidade impressionante dessa Os cinco seminários resultaram na
região (TAYLOR; ZAPPI, 2008). O identificação de 900 áreas prioritárias para a
endemismo é umf ator que aumenta as conservação e o uso sustentável da
chances da espécie se tornar ameaçada, biodiversidade no país, quase 18% das áreas
devido ocorrer em locais específicos, como prioritárias da Caatinga, da Mata Atlântica e
no caso do gênero Arthrocereus que é dos Campos Sulinos foram classificadas
endêmico dos campos rupestres do Brasil. como de “conhecimento insuficiente”. A
necessidade de inventários e estudos
2.4 Conservação de espécies biológicos foi uma recomendação constante
Os estudos científicos sobre a para a maioria das áreas prioritárias,
biodiversidade do Brasil e sua geografia principalmente da região costeira e marinha.
ainda estão no estágio exploratório. As Na dinâmica dos seminários foi determinado
coleções botânicas no Brasil têm uma média que a ênfase dos trabalhos se desse na
de 0,441 espécimes/km², variando de 1,807 distribuição, extensão e representação dos
no Sudeste do Brasil até 0,133 no Norte tipos de vegetação com pouca alteração mais
(GIULIETTI et al., 2005). Shepherd (2003) do que na distribuição das espécies vegetais,

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 25


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

nos padrões de endemismos e na ocorrência 3 CONCLUSÃO


de espécies ameaçadas (GIULIETTI et al.,
2005). Arthrocereus odorus é uma espécie com
características morfológicas peculiares,
2.4.1 Plano de Ação Nacional para endêmica dos campos rupestres e que está
Conservação de Cactáceas ameaçada de extinção, dependendo de ações
O Plano de Ação Nacional para conservacionistas para que a mesma não se
Conservação de Cactáceas tem como torne extinta, tais como, criação de Unidades
objetivo promover a conservação efetiva e a de Conservação, controle de incêndios,
redução de risco de extinção de espécies de monitoramento de populações, entre outras.
cactáceas no Brasil. Abrange vinte e oito
espécies ameaçadas de extinção, bem como 4 REFERÊRENCIAS
estabelece estratégias para proteção de
outras consideradas em risco. Suas metas ALVES, R. J. V. & ARAÚJO, G. U. C. &
SEDA, L. F. P. & MAIA, V. C. R. &
são: ampliação do conhecimento sobre as
OLIVEIRA, C. W. & MARTINS, L. S. &
espécies de cactáceas, divulgação e proteção VIANNA, M. & CONCEIÇÃO, S. P. &
AZEVEDO, V. M. & LOPES, B. C. 2007.
de áreas de ocorrência de cactáceas
Disjunções em Arthrocereus melanurus
ameaçadas, aprimoramento e fortalecimento (Cactaceae). Revista Brasileira de
Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl. 2, p.
das políticas públicas relacionadas às
429-431, jul.
cactáceas ameaçadas de extinção. A previsão
BOKE, N.H. 1964. The cactus gynoecium: a
de implementação está estabelecida em um
new interpretation. American Journal of
prazo de cinco anos, com validade até Botany 51: 598-610.
dezembro de 2015. A conservação contará
BRASIL / MMA. 2002. Biodiversidade
com a parceria do Centro Nacional de brasileira: avaliação e identificação de
áreas e ações prioritárias para
Pesquisa e Conservação da Biodiversidade
conservação, utilização, sustentável e
do Cerrado e Caatinga - CECAT e da repartição de benefícios da biodiversidade
brasileira. Secretaria de Biodiversidade e
Coordenação-geral de Espécies Ameaçadas
Florestas (SBF), Ministério do Meio
da Diretoria de Conservação da Ambiente. Brasília, 2002.
Biodiversidade - COPAN/CGESP/DIBIO
BRASIL. Portaria n.84 de 27 de agosto de
(BRASIL, 2010). 2010. Aprova o Plano de Ação Nacional

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 26


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

para a Conservação de Cactáceas do Brasil, em Biologia Vegetal. Belo Horizonte, MG.


prioritariamente 28 espécies ameaçadas de 2009.
extinção. Disponível em:
<HTTP://www.icmbio.gov.br/biodiversidade DIAS, H. C. T.; FERNANDES FILHO, E.
/fauna-brasileira/planos-de-acao- I.; SCHEFER, C. E. G. R.; FONTES, L. E.
nacionais/lista-planos-de-acao- F.; VENTORIM, L. B. 2002. Geoambientes
nacionais/148-pan-cactaceas>. Acesso em 13 do Parque Estadual do Ibitipoca, município
out. 2011. de Lima Duarte-MG. Revista Árvore 26
(6): 777-786.
BRASIL/MMA. Instrução Normativa nº
06, de 23 de Setembro de 2008. Anexo I. FELFILI, J. M.; SULVA JÚNIOR, M. C.
Lista Oficial das Espécies da Flora 1988. Distribuição dos diâmetros numa faixa
Brasileira Ameaçadas de Extinção. de cerrado na Fazenda Água Limpa (FAL)
Ministério do Meio Ambiente. Brasília, em Brasília-DF. Acta Botanica Brasilica, 2:
2008. 85-104.

BURNEY, D. A.; FLANNERY, T. F. Fifty GIULIETTI, A. M.; HARLEY, R. M.;


millenia of catastrophic extinctions alter QUEIROZ, L. P.; WANDERLEY, M. G. L.;
human contact. Trenes in Ecology and VAN DEN BERG, C. Biodiversidade e
Evolution, 20(7):395-401, 2005. conservação das plantas no Brasil.
Megadiversidade, Volume 1, Nº 1,Julho
CASSANO, C. R. Ecologia e conservação 2005.
da preguiça-de-coleira (Bradypus
torquatus Illiger, 1811) no sul da Bahia. GIULIETTI, A. M.; MENEZES, N. L.;
Dissertação apresentada ao Programa de PIRANI, J. R.; MEGURO,
Pós-graduação em Zoologia da Universidade M.;WANDERLEY, M. G. L. 1987. Flora da
Estadual de Santa Cruz, como requisito para Serra do Cipó, Minas Gerais: caracterização
obtenção do grau de Mestre em Zoologia. e lista das espécies. Boletim de Botânica da
Universidade Estadual de Santa Cruz. Universidade de São Paulo, 9:1-151.
Programa de Pós-graduação em Zoologia.
Ilhéus, BA. 2006. GODÍNEZ-ÁLVAREZ, H.; VALVERDE,
T.; ORTEGA-BAES, P. Demographic trends
CHEIB, A. L. Ecologia da germinação e in the Cactaceae. The Botanical Review
potencial para formação de banco de 69(2): 173-203. 2003
sementes de espécies de Arthrocereus A.
Berger (Cactaceae) endêmicas dos campos HUNT, D.R.; TAYLOR, N.; CHARLES, G.
rupestres de Minas Gerais, Brasil. 2006. The New Cactus Lexicon. Text. dh
Dissertação apresentada ao Instituto de Publications, Milborne Port.
Ciências Biológicas da Universidade Federal
de Minas Gerais como parte dos requisitos IUCN 2001. IUCN Red List Categories:
para obtenção do título de Mestre em Version 3.1. IUCN, Gland, Switzerland and
Biologia Vegetal. Universidade Federal de Cambridge, UK, 23 p.
Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 27


SBRISSA & MELO:
Caracterização de Arthrocereus odorus.

MARQUES, A. L. Termitofauna associada RIZZINI, C. T. 1987. Cactáceas: Os


a pastagens cultivadas: parâmetros para segredos da sobrevivência. Revta. Ciência
sua utilização como indicador ecológico Hoje. 5 (30): 30-37.
na pecuária. Dissertação apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em Ciências SCOLFORO, J. R. S.; PULZ, F. A.;
Ambientais da Universidade do Estado de MELLO, J. M. 1998. Modelagem da
Mato Grosso como requisito para obtenção produção, idade das florestas nativas,
do título de Mestre em Ciências Ambientais. distribuição espacial das espécies e a análise
Universidade Estadual de Mato Grosso. estrutural. In: Scolforo, J. R. S (Org.).
Programa de Pós-Graduação em Ciências Manejo Florestal. UFLA/ FAEPE, Lavras,
Ambientais. CÁCERES, MT. 2008. Brasil, p.189-245.

MENDONÇA, M. P.; LINS, L. V. 2000. SHEPHERD, G. J. 2003. Conhecimento de


Lista vermelha das espécies ameaçadas de diversidade de plantas terrestres do
extinção da flora de Minas Gerais. Brasil. Ministério do Meio Ambiente
Fundação Biodiversitas, Fundação Zôo- (MMA), Brasília. Disponível em
Botânica de Belo Horizonte. www.mma.gov.br/estruturas/chm/_arquivos/
plantas1. Acesso em novembro de 2011.
PULZ, F. A.; SCOLFORO, J. R.;
OLIVEIRA, A. D.; MELLO, J. M. E.; TAYLOR, N.; ZAPPI, D. 2004. Cacti of
OLIVEIRA FILHO, T. 1999. A curacidade Eastern Brazil. The Royal Botanic Gardens,
da predição da distribuição diamétrica de Kew.
uma floresta inequiânea com a matriz de
transição. Cerne, 5: 1-14. ZAPPI, D. C. 1990. Flora da Serra do
Cipó, Minas Gerais: Cactaceae. Boletim
RITTER, F. 1979. Kakteen in Südamerika Botânico, Univ. São Paulo, 12: 43-59.
v.1 (Brasilien, Paraguay, Uruguay).
Selbstverlag, Spangenberg ZAPPI, D. C.; TAYLOR, N. 2008.
Diversidade e endemismo das Cactaceae
RIZZINI, C. T. 1979. Tratado de na Cadeia do Espinhaço.
Fitogeografia do Brasil, aspectos Megadiversidade. Volume 4 (Nº 1-2). 111-
sociológicos e florísticos. 2º vol. Ed. 116.
Universidade de São Paulo.

A Revista Científica Eletrônica de Engenharia Florestal é uma publicação semestral da Faculdade de Agronomia e
Engenharia Florestal – FAEF e da Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça – ACEG.
Rod. João Ribeiro de Barros km 420 – via de acesso à Garça km 1 – CEP 17400-000 – Tel. (14) 3407-8000.
www.revista.inf. br/florestal - www.grupofaef.edu.br - www.editorafaef.com.br – florestal@faef.br

Re.C.E.F., v.20, n.1, ago, 2012. 28