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DEPARTAMENTO DE MUSEUS

Projeto: “ Vivência nos Museus”

APRESENTAÇÃO:

Os museus são teoricamente espaços culturais, abertos ou fechados, de grande valor para o
aluno-turista. Os espaços culturais que se caracterizam como “ambientes fechados” cujos principais
conteúdos são os elementos artísticos e culturais, tangíveis ou intangíveis.

Apesar dos museus receber um público diversificado, turistas locais, nacionais, estrangeiros e
principalmente grupos escolar, sua presença num território turístico é às vezes mais escassa,
diferentemente dos espaços monumentais, pois requerem uma infraestrutura mínima que normalmente
se localiza nos espaços urbanos.

Entre os museus que fazem partedo roteiro turística e mais reconhecidos internacionalmente,
destacam-se: o British Museum de Londres (Inglaterra); o Museu do Prado de Madri (na Espanha); o
Museu Dalí, em Figueres (Girona); o Museu de Arte Romana (na Mérida, Badajoz); o Picasso (em
Barcelona); e o Louvre em Paris (França). No Brasil, ainda, o reconhecimento dos museus está inserido
no eixo cultural Rio de Janeiro e São Paulo., apesar de termos museus consagrados nas demais cidades
do país co o Museu de Ricardo Brennand em Recife Pernambuco. Mas esta realidade, aos logo desses
últimos vinte anos, vem com a priorização da museologia e da museografia como elementos culturais
demandados e legitimados como políticas públicas.E dentro da realidade local não podemos de
mencionar o Palacete Provincial; Eduardo Ribeiro e Museu do Homem do Norte, além de outros como
Museu do Seringal e dos centros culturais.
INTRODUÇÃO:

Antropologicamente, o homem é um indivíduo social capaz de construir a sua história, a sua


sociedade, o seu espaço. Sendo assim é um ser histórico que traz consigo, e em si, um conhecimento
adquirido na sua própria história.

Na idade contemporânea, o museu se caracteriza como relevante espaço de vivência e


construção da cidadania. Assim, é mais uma das múltiplas possibilidades de enriquecimento pedagógico
da Educação e de processos educativos posteriores.

Um museu permite”in loco” a vivência de diferentes conteúdos pedagógicos, contextualizando-


os e aplicando-os à realidade. Assim, vivências educacionais em diferentes tempos e espaços permitem
compreender a complexidade e a dimensão de seus anseios, capacidades, desejos, interesses e valores.
O homem está inserido no espaço, que ele próprio ajuda a moldar através de sua ação, crítica e reflexão.
Pensando nesse sentido nas perspectivas de consolidação de uma sociedade mais envolvida com os
conteúdos educacionais do cotidiano, faz-se necessária, cada vez mais, a produção de diferentes
espaços educativos que materializem e reflitam a história da sociedade, e, certamente, um desses
espaços é o museu.

Assim, longe de ser um receptáculo de memória ou um local que apenas nos remeta ao passado,
o museu deve ser compreendido em sua totalidade educacional como um patrimônio em constante
construção, reformulação e reconstrução...ser VIVÊNCIADO. Assim como a educação, o museu se
consolida como um espaço que dialoga passado, presente e futuro. O museu permite conhecer e
experienciar a realidade, e ao permitir compreendê-la, viabiliza também o reconhecimento das
possibilidades de mudança e transformação da percepção de mundo do ser, promovendo, diretamente
e indiretamente, o ato de educar/aprender. Neste sentido, o museu é um instrumento educacional
significativo de consciência social que consolida a formação de cidadãos engajados, questionadores e
confrontadores da atual base estrutural.

A museologia, desta forma, educa e induz à ordem social ao fomentar a percepção, a análise, a
crítica, a participação, dentre outros. Estimulados por diferentes linguagens museológicas, as pessoas
são incentivadas a se articularem, a pensar e agir diante de tantos desafios que transitam do local ao
global a partir de sua apropriação e vivência educativa, que o instrumentaliza na construção e
consolidação de sua cidadania.
OBJETIVOS:

Visa acadêmicos de graduação, de áreas correlacionadas ao segmento cultural, vivenciarem a


prática profissional, isso é, o dia a dia, de um museu como centro de documentação, informações,
serviços, redes de informação, gestão de segmentos culturais e de outras atividades do segmento da
museologia, proporcionando, ainda, visita técnica aos museus em questão.

PÚBLICO ALVO:

O projeto “Vivência nos Museus” destina-se aos acadêmicos de cursos de bacharelados


correlacionados ao segmento culturais, como: arquitetura e urbansimo; artes visuais, turismo, pedagogia,
antropologia, história dentre outros.

METODOLOGIA:

O projeto “Vivência nos Museus” será realizado durante uma semana, sendo pelo turno
matutuno (09:00 as 12:00 hs) visitação técnica dos museus locados no Palacete Provincial e pelo turno
vespertino (15:00 as 18:00 hs) destinado a oficina e palestras.

CRONOGRAMA:

Ao longo do segundo semestre de 2019, em recessos acadêmicos, o corpo técnico do DEMUS


irá cadastrar os acadêmicos dos cursos supracitados visando o agendamento para a realização do
projeto educacional.

TURMA INICIAL – 01:

Acadêmicos: arquitetura e urbanismo ( máximo 30 alunos).


Dias: 16, 17, 18 e 19.07.2019.
Horário: 09: 00 as 12:00 hs e 15:00 as 18:00 hs
Atividade certificada: 24 horas.
REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, A. M. Os visitantes do Museu Paulista: um estudo comparativo com osvisitantes da


Pinacoteca do Estado e do Museu de Zoologia. Anais do Museu Paulista,São Paulo, v. 12, p. 269-306,
2004.

ALMEIDA, A. M. Os públicos de museus universitários. Revista do Museu de Arqueologiae


Etnologia da USP, São Paulo, v. 12, p. 205-217, 2002.

http://www4.fe.usp.br/acesso-rapido4/grupos-de-pesquisa: - Grupo de Estudo e Pesquisa em


Educação Não Formal e Divulgação em Ciência, que possui entre outras coisas, as produções de
pesquisa na área de educação em museus do grupo. Janeiro de 2019.

Manaus, 10 de Julho de 2019

Aníbal Beça Turenko

Diretro de Departamento de Museu

Melissa Toledo

Gerente de Museu Tiradentes e Arqueologia

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