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SIMULADO
DELEGADO
POLÍCIA FEDERAL

CARGO: DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

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CADERNO DE PROVA OBJETIVA

LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO:

1. Ao receber este caderno de prova, confira inicialmente se os seus dados pessoais estão corretos
e coincidem com o que está registrado na sua Folha de Respostas. Em seguida, verique se ele
contém a quantidade de itens indicados em sua Folha de Respostas, correspondentes à prova
objetiva. Caso o caderno esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente divergência
quanto aos seus dados pessoais, solicite ao fiscal de sala mais próximo que tome as providências
cabíveis, pois não serão aceitas reclamações posteriores nesse sentido.

2. Quando autorizado pelo chefe de sala, no momento da identificação, escreva, no espaço


apropriado da Folha de Respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: VAMOS
QUEBRAR A BANCA! O descumprimento dessa instrução implicará a anulação da sua prova e
a sua eliminação no concurso.

3. Não se comunique com outros candidatos nem se levante sem autorização do fiscal de sala.

4. Você recebeu este PDF contendo sua folha de respostas e 40 questões objetivas com duas
alternativas. Resolva a prova entre 08h30 e 13h30. Na duração da prova, está incluído o tempo
destinado à identificação – que será feita no decorrer da prova – e ao preenchimento da Folha
de Respostas. Após resolver o simulado, visite o site do Estratégia ou abra sua caixa de email,
para acessar o link do preenchimento do cartão de respostas eletrônico até as 13h30. Se você
pular ou deixar de resolver algumas questões, não precisa preenchê-las no cartão de
respostas. Assim que você terminar de preencher o cartão de respostas eletrônico, o sistema
vai mostrar a sua nota.

5. Ao terminar a prova, chame o fiscal de sala, devolva-lhe a sua Folha de Respostas e deixe o
local de prova.

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• De acordo com o comando a que cada um dos itens a seguir se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo
designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO.
A ausência de marcação ou a marcação de ambos os campos não serão apenadas, ou seja, não receberão pontuação negativa.
Para as devidas marcações, use a folha de respostas, único documento válido para a correção da sua prova objetiva.
• Sempre que utilizadas, as siglas subsequentes devem ser interpretadas com a significação associada a cada uma delas, da seguinte
forma: CF = Constituição Federal de 1988; CP = Código Penal; MP = Ministério Público; RGPS = regime geral de previdência
social; STF = Supremo Tribunal Federal; STJ = Superior Tribunal de Justiça.

PROVA OBJETIVA
Quanto ao controle de constitucionalidade, julgue o item primitivamente dotado de ilegalidade, para a mesma
a seguir: finalidade deste, com retroação dos seus efeitos ao
momento da edição do ato original.
1 Se o conteúdo e a forma forem compatíveis, haverá o
fenômeno da recepção pela Constituição 8 Se for reconhecida a nulidade do contrato
superveniente. administrativo por ausência de prévia licitação, a
Administração Pública, sempre tem o dever de
2 Lei de contratação temporária por excepcional indenizar os serviços prestados pelo contratado.
interesse público, prevista na Constituição Federal, não
pode prever hipóteses genéricas nem a prorrogação 9 É possível tanto o exercício do poder de polícia
indefinida dos contratos. fiscalizatório quanto a aplicação de sanções pecuniárias
por sociedade de economia mista.
No que concerne ao habeas corpus e ao poder
executivo, julgue os itens a seguir. Sobre os atos de improbidades, à luz da jurisprudência,
julgue o próximo item.
3 STF não tem competência para julgar HC contra chefe
da Interpol no Brasil. 10 É possível o instituto do foro por prerrogativa de
função em ação de improbidade administrativa
4 A definição dos crimes de responsabilidade e o proposta contra agente político.
estabelecimento das respectivas normas de processo e
julgamento são de competência legislativa exclusiva da Quanto ao direito penal, processual penal, levando-se em
União. consideração posicionamento da doutrina e
jurisprudência, julgue os itens a seguir.
No tocante à administração pública indireta, julgue o
item subsecutivo. 11 É valida a interceptação decretada por Juiz da Central
de Inquéritos, que não será o competente para julgar
5 Sendo o Regime de precatórios um privilégio instituído a ação penal.
em favor da Fazenda Pública, também é aplicável às
sociedades de economia mista prestadoras de serviço 12 O delito de lavagem de bens, direitos ou valores
público próprio do Estado e de natureza não (“lavagem de dinheiro”), previsto no art. 1º da Lei nº
concorrencial. 9.613/98, quando praticado na modalidade de
ocultação, tem natureza de crime permanente.
Acerca das regras estatutárias, julgue o item seguinte.
13 É possível a aplicação da súmula vinculante n. 24/STF
6 A recondução pode ocorrer apenas em 2 hipóteses, que a fatos ocorridos antes da sua publicação por se tratar
são Inabilitação em estágio probatório relativo a outro de consolidação da interpretação jurisprudencial e
cargo ou Reintegração do anterior ocupante. não de caso de retroatividade da lei penal mais
gravosa.
Conforme o instituto do ato administrativo, do contrato
administrativo e poder de polícia, com base na doutrina, 14 Não é possível o crime de extorsão previsto no art.
julgue os itens que se seguem. 158 do CP, por ameaça espiritual, devido ineficácia
absoluta do meio.
7 As modalidades de saneamento do ato administrativo
são: convalidação, ratificação e conversão. Neste 15 Considerando-se a legislação pertinente e o
sentido, a conversão é o ato editado com entendimento dos tribunais superiores sobre o tema,
aproveitamento de elementos válidos de outro ato o crime de organização criminosa é de tipo penal

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misto alternativo, não admite a forma culposa e deve 23 Lei processual nova de conteúdo material, também
ser punido com a fixação da pena pelo sistema de denominada híbrida ou mista não tem pronta
acumulação material. aplicabilidade nos moldes do art. 2º do CPP,
vigorando a irretroatividade da lei, salvo para
16 A constituição definitiva do crédito tributário é beneficiar o réu.
pressuposto ou condição objetiva de punibilidade
para a instauração da ação penal pela prática do delito 24 Atos infracionais pretéritos não podem ser utilizados
descaminho. Neste sentido, se houver a quitação do como fundamento para decretação ou manutenção da
tributo devido se extinguirá a punibilidade do agente. prisão preventiva.

Acerca da excludente de ilicitude, crime organizado e No que toca à competência, IP no processual penal,
lavagem, julgue os itens subsecutivos. julgue os itens a seguir.

17 Situação hipotética: Um ladrão pula o muro de uma 25 O crime cometido a bordo de avião pousado é de
casa para praticar, em tese, crime de contra o competência da Justiça Federal.
patrimônio. Quando realiza o intento, acaba sendo
morto por ataques de cães bravios. Nesse caso 26 O arquivamento de inquérito policial por excludente
hipotético, o proprietário da casa deve responder por de ilicitude realizado com base em provas fraudadas
homicídio culposo. não faz coisa julgada material.

18 Situação hipotética: A, B, C e D foram indiciados 27 A grande quantidade de droga, isoladamente,


por, supostamente, terem se organizado para cometer constitui fundamento idôneo para afastar a causa de
crimes de tráfico de drogas e lavagem de capitais. No diminuição de pena do art. 33, § 4º da LD
curso do inquérito, A e C, sucessivamente com
intervalo de cinco dias, fizeram acordo de Quanto à criminologia, julgue os itens seguintes.
colaboração premiada. Nessa situação hipotética, no
que se refere à colaboração premiada, o MP poderá 28 Controle social é o conjunto de mecanismos e sanções
deixar de oferecer denúncia contra C, caso ele não sociais que pretendem submeter o indivíduo aos
seja o líder da organização criminosa. modelos e normas comunitários, existem três tipos de
controle social, o formal, informal e o familiar que
19 À luz do STJ, há atipicidade da conduta de exerce o controle social similar ao da polícia.
organização criminosa, tornada típica apenas após o
advento da Lei nº 12.850/13, haja vista caracterizar a 29 Para a criminologia, as medidas despenalizadoras,
inexistência do crime antecedente e, com efeito, com o viés reparador à vítima, condizem com o
ausente qualquer delito antecedente a figurar como modelo dissuasório de reação ao delito, de modo a
elementar do tipo penal, o crime de lavagem de inserir os interessados como protagonistas na solução
capitais por fatos praticados antes do advento das Leis do conflito.
nº 12.683/12 e nº 12.850/13 não subsiste.
Em relação ao direito civil, julgue os itens a seguir.
20 É possível o mesmo autor da infração antecedente
responder pela lavagem de capitais, inclusive um 30 O agente público responderá pessoalmente por suas
crime de lavagem pode ser antecedente de outro decisões ou opiniões técnicas em caso de dolo ou
crime de lavagem, mesmo que haja no Brasil a erro.
aplicação do instituto da reserva de autolavagem.
31 Um soldado do corpo de bombeiros arrombou a porta
Julgue os itens a seguir, relativos no sistema processual de uma casa para ingressar no imóvel vizinho e salvar
penal. uma senhora que corria perigo de vida por causa de
um incêndio. Neste caso, não se aplica ao soldado a
21 É necessária prévia autorização judicial para que a regra de responsabilidade civil do Código Civil
autoridade policial possa ter acesso ao WhatsApp da segundo a qual o agente que atua para remover perigo
pessoa que foi presa em flagrante delito. iminente pode ser chamado a indenizar terceiro
inocente.
22 O direito de permanecer em silêncio é causa de
nulidade absoluta, podendo ser alegado a qualquer
tempo.

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Em relação ao direito empresarial, julgue os itens a Quanto ao direito internacional público, julgue os itens
seguir. subsecutivos.

32 A sociedade empresária, por ser uma pessoa jurídica, 39 No que se refere à imunidade de jurisdição dos
tem patrimônio próprio, distinto do patrimônio dos Estados e de agentes diplomáticos e consulares, a
sócios que a integram. Contudo, os bens particulares bagagem pessoal do agente diplomático não está
dos sócios podem ser executados por dívidas da sujeita em nenhuma hipótese à inspeção pelo Estado
sociedade. acreditado.

33 No que tange ao patrimônio, o empresário individual 40 Quando se tratar de manifestação de ato de império,
goza de separação patrimonial, assim como ocorre na a imunidade de jurisdição é absoluta.
sociedade empresarial, ficando os bens particulares
deste resguardados na hipótese de risco do
empreendimento.

Em relação às normas procedimentais adotadas pelo


direito processual civil, julgue os itens abaixo.

34 O cônjuge sobrevivente é parte legítima para propor


habeas data (tipo de processo) com o objetivo de obter
informações documentais a respeito do falecido, em
caso de recusa ou demora do órgão detentor dos
registros em conceder os documentos solicitados.

35 A Justiça Comum nem sempre competente para julgar


causa relacionada ao direito de greve de servidor
público, dependerá se se trata de celetista ou
estatutário.

Com base na jurisprudência, sobre fiscalização da


administração tributária, julgue o item que segue.

36 A autoridade fiscal poderá efetuar apreensão


temporária de mercadorias desacompanhadas de
documento fiscal idôneo e retê-las até comprovação
de legitimidade de sua posse pelo proprietário.

Quanto ao direito previdenciário, julgue os itens abaixo.

37. O delito de apropriação indébita previdenciária,


previsto no art. 168-A do CP, é omissivo próprio,
dispensando-se, para a sua caracterização, qualquer
especial fim de agir.

38 A respeito dos princípios previdenciários conforme a


doutrina, o princípio da solidariedade representa o
sistema de repartição da seguridade social e garante a
prestação de benefícios e serviços
independentemente do aporte individual das
contribuições sociais.

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GABARITOS COMENTADOS
1. Comentário: O Item está errado. Vejamos: A recepção ocorre em dois planos, formal e material. O
formal diz respeito ao tipo de norma, ao quórum de aprovação e à roupagem jurídica. Aqui, a norma
anterior é recepcionada levando-se em conta o novo status que quis lhe dar o novo constituinte, não se
importando com o tipo e quórum anterior. Já na recepção material, é considerada a mens legis, não
podendo a norma anterior contrastar em nada o novo texto Constitucional, sob pena de não operar a
recepção, mas a revogação.
Portanto, caso a norma tiver entrado em vigor posteriormente, tratar-se-á de controle de
constitucionalidade, caso a norma tiver entrado em vigor anteriormente à reforma, estaremos no campo
da Recepção ou revogação.
Somente ocorrerá a Recepção em face de leis que encontravam-se em vigor na data da entrada em
vigor do texto constitucional, não alcançando leis ainda não em vigor, como as em estado de vacatio
etc.
O STF não admite a teoria da inconstitucionalidade superveniente de ato normativo produzido antes
da nova Constituição e perante o novo paradigma. Neste caso, ou se fala em compatibilidade e aí
haverá receptação (que, inclusive, pode adquirir uma nova "roupagem", como foi o caso do CTN, que
embora tenha sido elaborado com quorum de lei ordinária, foi recepcionada pela norma ordem como
lei complementar), ou em revogação, por inexistência de recepção. Estamos diante do
denominado princípio da contemporaneidade.

2. Comentário: O Item está certo. Vejamos: Primeiramente, não confunda a contratação por excepcional
interesse público, prevista na Constituição Federal, com o trabalho temporário, de natureza privada,
disciplinado pela 6.019/74, recentemente alterada pela Lei 13.429/2017.
Em regra, a CF/88 instituiu o “princípio do concurso público”, segundo o qual, em regra, a pessoa
somente pode ser investida em cargo ou emprego público após ser aprovada em concurso público (art.
37, II). Como exceção ao princípio do concurso público temos algumas hipóteses, dentre as quais está
a contratação temporária.
Quanto ao enunciado, recentemente o STF decidiu: São inconstitucionais, por violarem o art. 37, IX,
da CF/88, a autorização legislativa genérica para contratação temporária e a permissão de
prorrogação indefinida do prazo de contratações temporárias. STF. Plenário. ADI 3662/MT, Rel.
Min. Marco Aurélio, julgado em 23/3/2017 (Info 858).

3. Comentário: O Item está certo. Vejamos: Por unanimidade, os ministros STF reconheceram que não
compete à Suprema Corte processar e julgar Habeas Corpus (HC) impetrado contra delegado da Polícia
Federal, ainda que ele exerça o cargo de chefe da Interpol no Brasil.
O caso analisado pelos ministros – o HC 119056 – foi impetrado por um equatoriano naturalizado
brasileiro, que informava ter conhecimento de que correria contra ele uma ação penal na Flórida (EUA),
e que teria sido decretada sua prisão naquele País. Por conta dessa informação, ele pedia ao STF a
concessão de um HC preventivo.
Em agosto último, o caso foi remetido à presidência da Corte que, por meio de despacho e mencionando
dois precedentes julgados em 2002, reconheceu a competência do STF e determinou a livre distribuição
do processo.
Designada relatora, a ministra Cármen Lúcia decidiu levar ao Pleno uma Questão de Ordem, por
entender que neste caso nem o autor do habeas e nem a autoridade coatora estão sujeitos à
competência originária do STF. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 102 inciso I, não prevê
competência para o Supremo processar delegado da polícia federal, mesmo que exercendo o cargo de
chefe da Interpol no Brasil, frisou a ministra, lembrando que não existe, no caso, pedido de extradição.
esse sentido, a ministra citou um precedente do Pleno mais recente do que os citados pelo presidente
em seu despacho, em que o Pleno reconheceu a incompetência do Supremo em um caso semelhante.
Na ocasião – junho de 2009 – ao julgar o HC 96074, relatado pelo ministro Marco Aurélio e impetrado
contra o Chefe do Departamento de Estrangeiros - Divisão de Medidas Compulsórias da PF, os ministros

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entenderam que o caso não deveria ser julgado pelo STF. Na ocasião, o relator ressaltou que a
competência para processar e julgar é restrita aos casos previstos no artigo 102, inciso I, da Constituição
Federal.
Com esse argumento, a ministra encaminhou seu voto no sentido de reconhecer a incompetência da
Corte para processar o HC, determinando a remessa dos autos para uma das varas federais do Distrito
Federal, no que foi seguida em votação unânime.

4. Comentário: O Item está errado. Vejamos: Perceba que o enunciado contém uma pegadinha muito
sutil, que se o candidato não estiver atento, pode ser induzido a erro, pois a competência é privativa da
União, e não, exclusiva. Segundo teor da Súmula Vinculante 46 STF: A definição dos crimes de
responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são de
competência legislativa privativa da União.

5. Comentário: O Item está certo. Vejamos: Com base no art. 100 da CF/88 se a Fazenda Pública Federal,
Estadual, Distrital ou Municipal for condenada por sentença judicial transitada em julgado a pagar
determinada quantia a alguém, este pagamento será feito sob um regime especial chamado de
“precatório”, previsto na CF, ‘Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal,
Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem
cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação
de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim’.
Portanto, primeiramente verifica-se que o instituto de precatório significa que o Poder Público não terá
que pagar imediatamente o valor para o qual foi condenado, ganhando, assim, um "prazo" maior, sendo
o regime de precatórios um privilégio instituído em favor da Fazenda Pública, e nesta classificação
temos como Administração Direta: União, Estados, DF e Municípios; e Administração Indireta:
autarquias; fundações; empresas públicas prestadoras de serviço público (ex: Correios); sociedades de
economia mista prestadoras de serviço público de atuação própria do Estado e de natureza não
concorrencial.
Havia uma controvérsia se as sociedades de economia mista seriam alcançadas por esse privilégio,
pois são pessoas jurídicas de direito privado formadas majoritariamente com capital público, mas
possuem também capital privado.
Objetivando por um fim nesse dilema, o STF pacificou o tema no sentido de que é possível: “É aplicável
o regime dos precatórios às sociedades de economia mista prestadoras de serviço público próprio
do Estado e de natureza não concorrencial.” STF. Plenário. ADPF 387/PI, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgado em 23/3/2017 (Info 858).

6. Comentário: O item está certo. Vejamos: Conforme verifica-se do artigo 29, da Lei 8.112/90, a
recondução só pode ocorrer nas hipóteses mencionadas nas hipóteses descritas no enunciado.
Vale aqui dizer, que a inabilitação em estágio probatório pode ocorrer tanto por reprovação neste, como
por desistência voluntária do cargo ocupante. Ressalta-se por fim, que a reintegração do anterior
ocupante ocorre quando o anterior ocupante do cargo tem sua demissão julgada ilegal, de modo que
este tem direito a reintegrar a ocupação.

7. Comentário: O item está certo. Vejamos: Muito embora dotado de ilegalidade, um ato administrativo
pode ser mantido pela Administração Pública, pela utilização do instituto da sanatória. Dentre as
modalidades de saneamento do ato administrativo temos: convalidação, ratificação e conversão. A Lei
nº 9.784/99 cuida expressamente do instituto da convalidação em seu art. 55. Convalidação é o ato
administrativo que suprime um defeito de ato administrativo anteriormente editado, retroagindo seus
efeitos a partir da data da edição do ato administrativo convalidado. A ratificação é o ato por meio do
qual é expurgado ou corrigido um defeito relativo a competência, declarando-se sua validade desde o
momento em que foi editado. Não podem ser ratificados atos cuja competência para edição é de
competência exclusiva de autoridades indicadas na Constituição Federal. Conversão, como afirmado
no enunciado, é o ato editado com aproveitamento de elementos válidos de outro ato primitivamente

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dotado de ilegalidade, para a mesma finalidade deste, com retroação dos seus efeitos ao momento da
edição do ato original.

8. Comentário: O item está errado. Vejamos: Via de regra a Administração Púbica tem o dever de
indenizar os serviços prestados pelo contrato, quando reconhecida a nulidade do contrato administrativo
por ausência de prévia licitação, com exceção da hipótese em que o contratado tenha agido de má-
fé ou concorrido para a nulidade do contrato. Neste caso, a Administração Pública não terá o dever
de indenizar os serviços prestados, com base no disposto no art. 59, P.Ú., da Lei 8.666/93. Também
neste sentido, temos posicionamento do STJ. 2a Turma. AgRg no REsp 1.394.161-SC, Rel. Min.
Herman Benjamin, julgado em 8/10/2013 (Informativo 529).

9. Comentário: O item está errado. Vejamos: Tal entendimento é pacificado pelo Superior Tribunal de
Justiça de que não é possível a aplicação de sanções pecuniárias por sociedade de economia
mista, facultado apenas o exercício do poder de polícia fiscalizatório. Em outras palavras, o STJ
entendeu que somente os atos relativos ao consentimento e à fiscalização são delegáveis, pois aqueles
referentes à legislação e à sanção deriva do poder de coerção do Poder Público. No que tange aos atos
de sanção, o bom desenvolvimento por particulares estaria, inclusive, comprometido pela busca do lucro
- aplicação de multas para aumentar a arrecadação. (AgInt no AREsp 541532/MG,Rel. Ministra DIVA
MALERBI (DESEMBARGADORA CONVOCADA TRF 3ª REGIÃO), SEGUNDA TURMA, Julgado em
16/08/2016,DJE 23/08/2016).

10. Comentário: O item está errado. Vejamos: Em recentíssimo julgamento, o Supremo Tribunal Federal
manteve sua posição de que não existe foro por prerrogativa de função em ação de improbidade
administrativa proposta contra agente político, entendendo que o foro por prerrogativa de função é
previsto pela Constituição Federal apenas para as infrações penais comuns, não podendo ser
estendida para ações de improbidade administrativa, que têm natureza civil. (STF. Plenário. Pet
3240/DF, Rel. para acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 10/05/2018).

11. Comentário: O item está certo.

12. Comentário: O item está certo.

13. Comentário: O item está certo.

14. Comentário: O item está errado.

15. Comentário: O item está certo.

16. Comentário: O item está errado.

17. Comentário: O item está errado.

18. Comentário: O item está errado.

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19. Comentário: O item está certo.

20. Comentário: O item está errado.

21. Comentário: O item está certo.

22. Comentário: O item está errado.

23. Comentário: O item está certo.

24. Comentário: O item está errado.

25. Comentário: O item está certo.

26. Comentário: O item está certo.

27. Comentário: O item está errado.

28. Comentário: O item está errado.

29. Comentário: O item está errado.

30. Comentário: O item está errado.

31. Comentário: O item está certo.

32 Comentário: Este item está errado.

33. Comentário: Este item está errado.

34. Comentário: O item está certo.

35. Comentário: O item está errado.

36. Comentário: O item está certo. Vejamos:

37. Comentário: O item está certo.

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39. Comentário: O item está errado.

40. Comentário: O item está certo.

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Todos os simulados são confeccionados com questões objetivas inéditas com foco na filosofia da
CESPE, abordando os temais mais potenciais ligados ao cargo de Delegado da PF.
Os simulados terão os gabaritos comentados, item a item, com riqueza de detalhes para facilitar os
estudos nessa reta final.
No total, você terá acesso a quatro simulado para DPF, sendo o 1º Bônus e três a partir de sua matrícula
conforme calendário de liberação.

SIMULADOS COMENTADOS PARA DELTA PF:


Serão 04 rodadas de simulados com 40 itens cada, acompanhados de questões inéditas objetivas
comentadas para Delegado da PF 2018.

VANTAGENS:
O treinamento será disponibilizado na área do aluno, em nosso site consoante o cronograma:

CRONOGRAMA DE LIBERAÇÃO DOS SIMULADOS DPF


1º [BÔNUS] SIMULADO 23/07/18
2º SIMULADO 30/07/18
3º SIMULADO 06/08/18
4º SIMULADO 13/07/18

TREINAMENTOS PARA DELEGADO PF 2018


EDITAL CODIFICADO
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QUEBRANDO A BANCA | DISCURSIVA E PEÇA


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