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ATESTADOS MÉDICOS

DIFERENÇAS ENTRE
B 31 E B 91
ACIDENTE DE TRABALHO

Santos
26/11/2015
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Constituição Federal
 Art. 5º (...):
 ...
 II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei;
CLT


CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de


outros que visem à melhoria de sua condição social:
...
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de
trabalho;

Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o


seguinte:
...
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações
coletivas de trabalho;
CLT

Art. 611 - Convenção Coletiva de Trabalho é o acôrdo de caráter


normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de
categorias econômicas e profissionais estipulam condições de
trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações,
às relações individuais de trabalho.
§ 1º É facultado aos Sindicatos representativos de categorias
profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais
emprêsas da correspondente categoria econômica, que
estipulem condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da
emprêsa ou das acordantes respectivas relações de trabalho.
CLT
CLT
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário:

I - até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge,


ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira de
Trabalho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica;

CLÁUSULA 18 - ABONO DE FALTAS:


Os empregados poderão deixar de comparecer ao trabalho, sem
prejuízo dos salários nos seguintes casos:

a) Por 3 (três) dias úteis em virtude de morte de filhos,


cônjuge ou companheiro, pai, mãe, irmão, mediante
comprovação.

(CCT Santos)
CLT
CLT
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário:

II - até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;

CLÁUSULA 18 - ABONO DE FALTAS:


Os empregados poderão deixar de comparecer ao trabalho,
sem prejuízo dos salários nos seguintes casos:

b)por 5 (cinco) dias consecutivos em virtude de casamento.

(CCT Santos)
CLT
CLT
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem
prejuízo do salário:

III - por um dia, em caso de nascimento de filho no decorrer da primeira semana;


art. 10 (...)§1º - Até que a lei venha a disciplinar o disposto no Art. 7º, XIX, da
Constituição, o prazo da licença-paternidade a que se refere o inciso é de cinco dias .
(ADCT) cláusula 18
CLT
CLT
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem
prejuízo do salário:
IV - por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de
doação voluntária de sangue devidamente comprovada;

V - até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar


eleitor, nos têrmos da lei respectiva.

VI - no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do


Serviço Militar referidas na letra “c” do art. 65 da Lei nº 4.375, de
17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).
Art. 65. Constituem deveres do Reservista:
c) apresentar-se, anualmente, no local e data que forem fixados, para fins de exercício
de apresentação das reservas ou cerimônia cívica do "Dia do Reservista";

VIII - pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que


comparecer a juízo
CLT
CLT
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário:

VII - nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular
para ingresso em estabelecimento de ensino superior.

CLÁUSULA 24 - ABONO DE FALTAS DO EMPREGADO ESTUDANTE:


Será concedido abono de falta ao empregado estudante no horário da
prestação de exames escolares, desde que tal horário coincida com o da
respectiva jornada, total ou parcialmente, condicionando-se o benefício
à prévia comunicação ao empregador e à posterior comprovação.

(CCT Santos)
CLT
CLT
Art. 473. O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário:

IX - pelo tempo que se fizer necessário, quando, na qualidade de representante de


entidade sindical, estiver participando de reunião oficial de organismo internacional
do qual o Brasil seja membro.
CLÁUSULA 37 - AFASTAMENTO DO DIRIGENTE SINDICAL:
Os Dirigentes Sindicais não afastados de suas funções na empresa,
desde que remunerados pelo Sindicato Profissional, poderão ausentar-
se do serviço até 8 (oito) dias por ano, sem prejuízo nas férias, 13º
salário e DSR, desde que avisada a empresa por escrito pelo
Sindicato.

CLÁUSULA 21 - AFASTAMENTO:
Fica estabelecido como tempo de serviço, sem remuneração o período
de afastamento de até 3 (três) empregados por empresa, para o
desempenho de mandato sindical.

(CCT Santos)
NÚMERO MÁXIMO DE DIRETORES DO
SINDICATO – CLT
Art. 522. A administração do sindicato será exercida por uma diretoria constituída no
máximo de sete e no mínimo de três membros e de um Conselho Fiscal composto de três
membros, eleitos esses órgãos pela Assembléia Geral.
...
Art. 523 - Os Delegados Sindicais destinados à direção das delegacias ou seções instituídas na
forma estabelecida no § 2º do art. 517 serão designados pela diretoria dentre os associados
radicados no território da correspondente delegacia.
...
Art. 543 - O empregado eleito para cargo de administração sindical ou representação
profissional, inclusive junto a órgão de deliberação coletiva, não poderá ser impedido do
exercício de suas funções, nem transferido para lugar ou mister que lhe dificulte ou torne
impossível o desempenho das suas atribuições sindicais.
...
§ 4º - Considera-se cargo de direção ou de representação sindical aquele cujo exercício ou
indicação decorre de eleição prevista em lei.
...
§ 5º - Para os fins dêste artigo, a entidade sindical comunicará por escrito à emprêsa, dentro
de 24 (vinte e quatro) horas, o dia e a hora do registro da candidatura do seu empregado e,
em igual prazo, sua eleição e posse, fornecendo, outrossim, a êste, comprovante no mesmo
sentido. (...).
SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
Súmula nº 369 do TST
DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA
É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente sindical, ainda que a
comunicação do registro da candidatura ou da eleição e da posse seja realizada fora do prazo
previsto no art. 543, § 5º, da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio,
ocorra na vigência do contrato de trabalho.
II - O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Fica limitada, assim,
a estabilidade a que alude o art. 543, § 3.º, da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número
de suplentes.
III - O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se
exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi
eleito dirigente.
IV - Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do sindicato, não
há razão para subsistir a estabilidade.
V - O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de
aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a
regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho.
CLT
 Art. 389 - Toda empresa é obrigada:
 § 1º - Os estabelecimentos em que trabalharem pelo menos 30 (trinta) mulheres
com mais de 16 (dezesseis) anos de idade terão local apropriado onde seja
permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no
período da amamentação.
 § 2º - A exigência do § 1º poderá ser suprida por meio de creches distritais
mantidas, diretamente ou mediante convênios, com outras entidades públicas ou
privadas, pelas próprias empresas, em regime comunitário, ou a cargo do SESI, do
SESC, da LBA ou de entidades sindicais.
 Art. 396 - Para amamentar o próprio filho, até que este complete 6 (seis) meses
de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois)
descansos especiais, de meia hora cada um.
 Parágrafo único - Quando o exigir a saúde do filho, o período de 6 (seis)
meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente.
 Art. 400 - Os locais destinados à guarda dos filhos das operárias durante o período
da amamentação deverão possuir, no mínimo, um berçário, uma saleta de
amamentação, uma cozinha dietética e uma instalação sanitária.
Convenção Coletiva de Trabalho
 CLÁUSULA 41 - AMAMENTAÇÃO:
 Os empregadores que tenham entre seus empregados mais
de 30 (trinta) mulheres, com idade acima de 16 (dezesseis)
anos, manterão no local de trabalho lugar apropriado para
crianças no período de amamentação;
 Parágrafo Único: Será garantido às mulheres, no tempo
gasto para amamentação, o recebimento dos salários sem
prestação de serviço, quando o empregador não cumprir o
“caput" da preente cláusula.
Atestado para acompanhamento
Adoção
Convenção Coletiva de Trabalho

 CLÁUSULA 46 - MÃE ADOTANTE:


 Conceder licença a empregada
adotante para fins de adoção legal
de crianças na forma da Lei nº
10.421/2002.
CLT
 Art. 392-A. À empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins
de adoção de criança será concedida licença-maternidade nos termos
do art. 392, observado o disposto no seu § 5o.
 § 1o No caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 (um) ano de
idade, o período de licença será de 120 (cento e vinte) dias.
 § 2o No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 1 (um)
ano até 4 (quatro) anos de idade, o período de licença será de 60
(sessenta) dias.
 § 3o No caso de adoção ou guarda judicial de criança a partir de 4
(quatro) anos até 8 (oito) anos de idade, o período de licença será de
30 (trinta) dias.
 § 4o A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação
do termo judicial de guarda à adotante ou guardiã.
Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991
Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da Previdência Social que
adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de
criança é devido salário-maternidade pelo período de 120
(cento e vinte) dias.
§ 1o O salário-maternidade de que trata este artigo será pago
diretamente pela Previdência Social.
§ 2o Ressalvado o pagamento do salário-maternidade à mãe
biológica e o disposto no art. 71-B, não poderá ser concedido
o benefício a mais de um segurado, decorrente do mesmo
processo de adoção ou guarda, ainda que os cônjuges ou
companheiros estejam submetidos a Regime Próprio de
Previdência Social.
Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991
Art. 71-B. No caso de falecimento da segurada ou segurado que
fizer jus ao recebimento do salário-maternidade, o benefício
será pago, por todo o período ou pelo tempo restante a que
teria direito, ao cônjuge ou companheiro sobrevivente que
tenha a qualidade de segurado, exceto no caso do
falecimento do filho ou de seu abandono, observadas as
normas aplicáveis ao salário-maternidade.
...
§ 3o Aplica-se o disposto neste artigo ao segurado que adotar ou
obtiver guarda judicial para fins de adoção
ABORTO
Art. 93.
DECRETO Nº 3.048/1999
O salário-maternidade é devido à segurada da previdência social,
durante cento e vinte dias, com início vinte e oito dias antes e término noventa e
um dias depois do parto, podendo ser prorrogado na forma prevista no § 3o.
...
§ 3º Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao
parto podem ser aumentados de mais duas semanas, mediante atestado médico
específico.
§ 4º Em caso de parto antecipado ou não, a segurada tem direito aos cento e
vinte dias previstos neste artigo.
§ 5º Em caso de aborto não criminoso, comprovado mediante atestado
médico, a segurada terá direito ao salário-maternidade correspondente a duas
semanas.

Considera-se parto, o nascimento ocorrido a partir da 23ª semana (6° mês) de


gestação, inclusive em caso de natimorto.

http://www.dataprev.gov.br/servicos/salmat/salmat_def.htm.
CLT

Art. 131. Não será considerada falta ao serviço, para os efeitos do artigo
anterior, a ausência do empregado:
I - nos casos referidos no artigo 473;
II - durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de
maternidade ou aborto, observados os requisitos para percepção do salário-
maternidade custeado pela Previdência Social.
III - por motivo de acidente do trabalho ou enfermidade atestada pelo Instituto
Nacional do Seguro Social - INSS, excetuada a hipótese do inciso IV do artigo 133
IV - justificada pela empresa, entendendo-se como tal a que não tiver
determinado o desconto do correspondente salário;
V - durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo
ou de prisão preventiva, quando for impronunciado ou absolvido; e
VI - nos dias em que não tenha havido serviço, salvo na hipótese do inciso III do
artigo 133.
CLT
Art. 133. Não terá direito a férias o empregado que, no curso do período aquisitivo:
I - deixar o emprego e não for readmitido dentro dos 60 (sessenta) dias subsequentes à
sua saída;
II - permanecer em gozo de licença, com percepção de salários, por mais de 30 (trinta)
dias;
III - deixar de trabalhar, com percepção do salário, por mais de 30 (trinta) dias em
virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa; e
IV - tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente de trabalho ou de
auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses, embora descontínuos.
§ 1º. A interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na Carteira de Trabalho
e Previdência Social.
§ 2º. Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo quando o empregado, após o
implemento de qualquer das condições previstas neste artigo, retornar ao serviço.
§ 3º. Para os fins previstos no inciso III deste artigo, a empresa comunicará ao órgão
local do Ministério do Trabalho, com antecedência mínima de quinze dias, as datas de
início e fim da paralisação total ou parcial dos serviços da empresa e, em igual prazo,
comunicará, nos mesmos termos, ao Sindicato representativo da categoria profissional,
bem como afixará aviso nos respectivos locais de trabalho.
CLT
Art. 130 - Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do
contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte
proporção:

I - 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais


de 5 (cinco) vezes;
II - 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a
14 (quatorze) faltas;
III - 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23
(vinte e três) faltas;
III - 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23
(vinte e três) faltas;
IV - 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro)
a 32 (trinta e duas) faltas.
§ 1º - É vedado descontar, do período de férias, as faltas do
empregado ao serviço.
DESCANSO SEMANAL
REMUNERADO
LEI Nº 605, DE 5 DE JANEIRO
DE 1949
Art. 1º Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de vinte e quatro horas
consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das
empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local.
...
Art. 7º A remuneração do repouso semanal corresponderá:
a) para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês, à de um dia de serviço, computadas
as horas extraordinárias habitualmente prestadas;
...
Art. 6º. Não será devida a remuneração quando, sem motivo justificado, o empregado não tiver
trabalhado durante toda a semana anterior, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.
§ 1º. São motivos justificados:
a) os previstos no artigo 473 e seu parágrafo único da Consolidação das Leis do Trabalho;
b) a ausência do empregado, devidamente justificada, a critério da administração do
estabelecimento;
c) a paralisação do serviço nos dias em que, por conveniência do empregador, não tenha havido
trabalho;
d) a ausência do empregado, até três dias consecutivos, em virtude do seu casamento;
e) a falta do serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho;
f) a doença do empregado, devidamente comprovada.
LEI Nº 605, DE 5 DE JANEIRO
DE 1949
 Art. 6º. (...).
 § 2º. A doença será comprovada mediante atestado de
médico da instituição de previdência social a que estiver
filiado o empregado, e, na falta deste e
sucessivamente, de médico do Serviço Social do
Comércio ou da Indústria; de médico da empresa ou por
ela designado; de médico a serviço de repartição federal,
estadual ou municipal, incumbida de assuntos de higiene
ou de saúde pública; ou não
existindo estes, na
localidade em que trabalhar, de médico de
sua escolha.

DECRETO Nº 27.048, DE 12 DE
AGOSTO DE 1949
 Art. 12. Constituem motivos justificados:
 ...

 § 1º. A doença será comprovada mediante


atestado passado por médico da empresa ou
por ela designado e pago.
 § 2º. Não dispondo a empresa de médico, o atestado
poderá ser passado por médico do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), por
médico do Serviço Social da Indústria ou do Serviço Social do Comércio, por médico de
repartição federal, estadual ou municipal, incumbida de assuntos de higiene ou saúde,

inexistindo na localidade médicos nas


ou,

condições acima especificadas, por médico do sindicato a


que pertença o empregado ou por profissional da escolha deste.
 § 3º. As entradas no serviço, verificadas com atraso, em decorrência de acidentes de transportes,
quando devidamente comprovadas mediante atestado da empresa concessionária, não acarretarão,
para o trabalhador, a aplicação do disposto no artigo 11.
Ordem preferencial de atestados
médicos

 Súmula nº 15 do TST
 ATESTADO MÉDICO (mantida) -
Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003
 A justificação da ausência do empregado
motivada por doença, para a percepção do
salário-enfermidade e da remuneração do
repouso semanal, deve observar a ordem
preferencial dos atestados médicos
estabelecida em lei
Ordem preferencial de atestados
médicos

 Médico da empresa ou por ela designado


 Médico da Previdência Social
 Médico do SESI ou do SESC
 Médico de repartição federal, estadual ou municipal
 Médico do Sindicato da categoria
 Médico particular
Comprovação da doença
Convenção Coletiva de Trabalho

 CLÁUSULA 26 - ATESTADOS
MÉDICOS:
 Serão reconhecidos pelas empresas,
os atestados médicos e
odontológicos, passados por outros
estabelecimentos hospitalares, ou
pelos facultativos do Sindicato
Profissional, desde que mantenham
convênio com o SUS.
Abono de Faltas
Médico da Empresa
Abono de Faltas
Médico da Empresa

Decreto nº 27.048/49
Art 11. Perderá a remuneração do dia de repouso o trabalhador que, sem
motivo justificado ou em virtude de punição disciplinar, não tiver trabalhado
durante tôda a semana, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho.
...
2º Não prejudicarão a freqüência exigida as ausências decorrentes de férias.
§ 3º Não serão acumuladas a remuneração do repouso semanal e a do
feriado civil ou religioso, que recaírem no mesmo dia.

Conforme se verifica pelo §1º do artigo 12 do Decreto nº 27.048/49, os


atestados médicos que comprovam a doença do trabalhador devem ser
verificados pelo médico da empresa.

Art 12.(...)
§ 1º A doença será comprovada mediante atestado passado por médico da
emprêsa ou por ela designado e pago.
NR 04 - SESMT
QUADRO II
DIMENSIONAMENTO DOS SESMT
Grau N.º de Empregados 101 251 501
de no estabelecimento/ Técnicos a a a 1001
Risco 250 500 1.000 a
2000
Técnico Seg. Trabalho 1 2 3 4
Engenheiro Seg. Trabalho 1* 1
3 Aux. Enferm. do Trabalho 1
Enfermeiro do Trabalho
Médico do Trabalho 1* 1
(*) Tempo parcial (mínimo de três horas)
OBS.: Hospitais, Ambulatórios, Maternidade, Casas de Saúde e Repouso, Clínicas e estabelecimentos
similares com mais de 500 (quinhentos) empregados deverão contratar um Enfermeiro em tempo
integral
Abono de Faltas
Médico da Empresa

LEI Nº 8213/1991

Art. 60. (...)

§ 3º Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da


atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado
empregado o seu salário integral.

§ 4º. A empresa que dispuser de serviço médico, próprio ou em convênio,


terá a seu cargo o exame médico e o abono das faltas correspondentes ao
período referido no § 3º, somente devendo encaminhar o segurado à
perícia médica da Previdência Social quando a incapacidade ultrapassar 15
(quinze) dias.
Abono de Faltas
Médico da Empresa

Súmula nº 282 do TST


ABONO DE FALTAS. SERVIÇO MÉDICO DA
EMPRESA
Ao serviço médico da empresa ou ao mantido
por esta última mediante convênio compete
abonar os primeiros 15 (quinze) dias de
ausência ao trabalho.
Abono de Faltas
Médico da Empresa


CLT
Art. 168 - Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condições estabelecidas
neste artigo e nas instruções complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho:
I - a admissão;
II - na demissão;
III - periodicamente.
§ 1º - O Ministério do Trabalho baixará instruções relativas aos casos em que serão exigíveis
exames:
a) por ocasião da demissão;
b) complementares.
§ 2º - Outros exames complementares poderão ser exigidos, a critério médico, para apuração da
capacidade ou aptidão física e mental do empregado para a função que deva exercer.
§ 3º - O Ministério do Trabalho estabelecerá, de acordo com o risco da atividade e o tempo de
exposição, a periodicidade dos exames médicos.
§ 4º - O empregador manterá, no estabelecimento, o material necessário à prestação de primeiros
socorros médicos, de acordo com o risco da atividade.
§ 5º - O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado ao
trabalhador, observados os preceitos da ética médica.
Art. 169 - Será obrigatória a notificação das doenças profissionais e das produzidas em virtude de
condições especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeita, de conformidade com as
instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho.
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a
obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos
os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como
empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação
da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.
...
7.2.3 O PCMSO deverá ter caráter de prevenção, rastreamento e
diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho,
inclusive de natureza subclínica, além da constatação da existência
de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos
trabalhadores.
...
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.3.1 Compete ao empregador:
a) garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO, bem como
zelar pela sua eficácia;
b) custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos
relacionados ao PCMSO;
c) indicar, dentre os médicos dos Serviços Especializados em Engenharia
de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, da empresa, um
coordenador responsável pela execução do PCMSO;
d) no caso da empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho,
de acordo com a NR-4, deverá o empregador indicar médico do trabalho,
empregado ou não da empresa, para reordenar o PCMSO;
e) inexistindo médico do trabalho na localidade, o empregador poderá
contratar médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO.
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.3.2 Compete ao médico coordenador:

a) realizar os exames médicos previstos no item 7.4.1 ou encarregar


os mesmos a profissional médico familiarizado com os princípios da
patologia ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as
condições de trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada
trabalhador da empresa a ser examinado;

b) encarregar dos exames complementares previstos nos itens,


quadros e anexos desta NR profissionais e/ou entidades
devidamente capacitados, equipados e qualificados.
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.4.1 O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória
dos exames médicos:
a) admissional;
b) periódico;
c) de retorno ao trabalho;
d) de mudança de função;
e) demissional.
7.4.2 Os exames de que trata o item 7.4.1 compreendem:
a) avaliação clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exame
físico e mental;
b) exames complementares, realizados de acordo com os termos
específicos nesta NR e seus anexos.
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.4.3.1 no exame médico admissional, deverá ser realizada antes que o
trabalhador assuma suas atividades;
7.4.3.2 no exame médico periódico, de acordo com os intervalos mínimos de
tempo abaixo discriminados:
...
b) para os demais trabalhadores:
b.1) anual, quando menores de 18 (dezoito) anos e maiores de 45 (quarenta e
cinco) anos de idade;
b.2) a cada dois anos, para os trabalhadores entre 18 (dezoito) anos e 45
(quarenta e cinco) anos de idade.
7.4.3.3 No exame médico de retorno ao trabalho, deverá ser realizada
obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente
por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou
acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto.
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.4.3.4 No exame médico de mudança de função, será
obrigatoriamente realizada antes da data da mudança.
7.4.3.4.1 Para fins desta NR, entende-se por mudança de função
toda e qualquer alteração de atividade, posto de trabalho ou de
setor que implique a exposição do trabalhador a risco diferente
daquele a que estava exposto antes da mudança.

7.4.3.5 No exame médico demissional, será obrigatoriamente


realizada até a data da homologação, desde que o último exame
médico ocupacional tenha sido realizado há mais de:
...
- 90 (noventa) dias para as empresas de grau de risco 3 e 4, segundo
o Quadro I da NR-4.
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.4.4.3 O ASO deverá conter no mínimo:
a) nome completo do trabalhador, o número de registro de sua identidade e sua
função;
b) os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade
do empregado, conforme instruções técnicas expedidas pela Secretaria de
Segurança e Saúde no Trabalho-SSST;
c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador,
incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados;
d) o nome do médico coordenador, quando houver, com respectivo CRM;
e) definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai
exercer, exerce ou exerceu;
f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato;
g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu
número de inscrição no Conselho Regional de Medicina.
APTO COM RESTRIÇÃO

INSTRUÇÃO NORMATIVA SRT Nº 15, DE 14 DE JULHO DE 2010.


Art. 12. São circunstâncias impeditivas da homologação:
...
VI - atestado de saúde ocupacional - ASO com declaração de inaptidão; e

 É comum aparecerem ASOs com inapto temporário, apto com restrições, etc.

 Nenhuma SRTE ou Gerência Regional do Trabalho e Emprego aceita e


considera como inapto, o que impede a homologação da rescisão.

 Forças Armadas utilizam estes diagnósticos intermediários em seus pareceres


ocupacionais bem antes de existir a Medicina do Trabalho no Brasil; para evitar
problemas é melhor optar apenas por apto e inapto
Norma Regulamentadora n.º 07
Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional
7.4.4 Para cada exame médico realizado, previsto no item
7.4.1, o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional -
ASO, em 2 (duas) vias.

7.4.4.1 A primeira via do ASO ficará arquivada no local de


trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou
canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho.

7.4.4.2 A segunda via do ASO será obrigatoriamente


entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via
Resolução CFM nº 1.658/2000

CONSIDERANDO que é vedado ao médico atestar falsamente


sanidade ou atestar sem o exame direto do paciente;
CONSIDERANDO que o profissional que faltar com a verdade nos
atos médicos atestados, causando prejuízos às empresas, ao
governo ou a terceiros, está sujeito às penas da lei;
...
Art. 2º Ao fornecer o atestado, deverá o médico registrar em
ficha própria e/ou prontuário médico os dados dos exames e
tratamentos realizados, de maneira que possa atender às
pesquisas de informações dos médicos peritos das empresas ou
dos órgãos públicos da Previdência Social e da Justiça.
Resolução CFM nº 1.658/2000

REQUISITOS PARA VALIDADE DO ATESTADO MÉDICO


Art. 3º Na elaboração do atestado médico, o médico assistente
observará os seguintes procedimentos:
I - especificar o tempo concedido de dispensa à atividade,
necessário para a recuperação do paciente;
II - estabelecer o diagnóstico, quando expressamente
autorizado pelo paciente;
III - registrar os dados de maneira legível;
IV - identificar-se como emissor, mediante assinatura e carimbo
ou número de registro no Conselho Regional de Medicina
Náusea e vômitos

Influenza (gripe)
Resolução CFM nº 1658/2002

CID EM ATESTADOS MÉDICOS – OBRIGATORIEDADE

Art. 5º Os médicos somente podem fornecer atestados com o


diagnóstico codificado ou não quando por justa causa,
exercício de dever legal, solicitação do próprio paciente ou de
seu representante legal.
Parágrafo único No caso da solicitação de colocação de
diagnóstico, codificado ou não, ser feita pelo próprio paciente
ou seu representante legal, esta concordância deverá estar
expressa no atestado.
Resolução CFM nº 1658/2002
Art. 6º Somente aos médicos e aos odontólogos, estes no estrito
âmbito de sua profissão, é facultada a prerrogativa do fornecimento
de atestado de afastamento do trabalho.
Atestado médico da empresa prevalece sobre
laudo de clínica particular
 14 de fevereiro de 2015, 16h51
 Um médico particular emite um atestado dizendo que uma empregada deve
mudar de função no trabalho. Outro médico, contratado pelo empregador,
discorda e diz que a funcionária tem condições de saúde para executar suas
atribuições normais. Ao analisar conflito envolvendo a empresa de
telemarketing Contax e uma analista de recursos humanos, os
desembargadores da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região
(CE) decidiram, por unanimidade, que o atestado do médico de empresa
prevalece.
 A empregada procurou a Justiça do Trabalho pedindo uma indenização por
dano moral pelo fato de a empresa não ter cumprido as orientações do médico
particular. Reivindicava pagamento de R$ 10 mil.
 "Não caracteriza dano moral o mero dissabor de a empresa ter acatado o
atestado médico que não ratificou o laudo de médico particular", explicou na
decisão o desembargador-relator Francisco Gomes. Ele destacou que as
súmulas números 15 e 282 do Tribunal Superior do Trabalho destacam que a
empresa não é obrigada a acatar atestado de clínico particular, podendo
recorrer ao serviço médico próprio.
 A empregada foi admitida pela empresa em janeiro de 2001,
tendo como responsabilidade administrar os afastamentos e
retornos de funcionários à empresa. Em novembro de 2013,
ela precisou se afastar para tratar de um problema de saúde.
Ao fim da licença, apresentou a recomendação médica para
que tivesse sua função alterada.
 A decisão da 2ª Turma do TRT-7 altera sentença anterior da
16ª vara do trabalho de Fortaleza, que concedia a indenização
por dano moral.
 Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-7.
 Processo 0000576-37.2014.5.07.0016
Resolução CFM nº 1658/2002

 Art. 6º Somente aos médicos e aos odontólogos, estes no


estrito âmbito de sua profissão, é facultada a prerrogativa
do fornecimento de atestado de afastamento do trabalho.

 § 1º Os médicos somente devem aceitar atestados para


avaliação de afastamento de atividades quando emitidos
por médicos habilitados e inscritos no Conselho Regional
de Medicina, ou de odontólogos, nos termos do caput do artigo.
OUTROS PROFISSIONAIS NÃO
PODEM ATESTAR A FALTA AO
TRABALHO
DECLARAÇÃO DE
COMPARECIMENTO
NÃO É ATESTADO MÉDIDO
CLT

 Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou


expresso, correspondente à relação de emprego.

 Art. 444 - As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de


livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não
contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos
contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das
autoridades competentes.
PRAZO PARA APRESENTAÇÃO
DE ATESTADO MÉDICO


PRAZO PARA APRESENTAÇÃO
DE ATESTADO MÉDICO

 Regimento interno / Regulamento interno/ Circular interna


 Das Ausências e Atrasos
 Art. 12 – O empregado que se atrasar ao serviço, sair antes do término da jornada ou faltar por
qualquer motivo, justifica o fato ao superior imediato, verbalmente ou por escrito, quando
solicitado.
 § 1º - À empresa cabe descontar os períodos relativos a atrasos, saídas mais cedo, faltas ao
serviço e o conseqüente repouso semanal, excetuadas as faltas e ausências legais.
 §2º - As faltas ilegais, não justificadas perante a correspondente chefia, acarretam a aplicação
das penalidades previstas no Capítulo (...).
 § 3º - As faltas decorrentes de doença, deverão ser abonadas através de Atestado
Médico fornecido pelo Serviço Médico da Empresa, ou na inexistência deste, por
Médico do INSS, Médico do Serviço Público Federal, Estadual ou Municipal, do
Sindicato da categoria desde que conveniado com o SUS ou Médico Particular, nessa
ordem de prioridade.
 § 4º - As solicitações de abono de faltas, somente serão aceitas, se as justificativas,
com os correspondentes documentos de comprovação, forem apresentadas até 2
(dois) dias úteis após a data do início da ausência.
 § 5º - As faltas, quando não abonadas, acarretarão, além da perda do salário correspondente, a
redução legal das férias, devendo ser descontadas no pagamento do salário do mês corrente,
caso ocorram até o dia 20 (vinte) do mês, ou no pagamento do salário do mês subseqüente, caso
ocorram faltas após esta data.

ATESTADO MÉDICO FALSO:
JUSTA CAUSA
CLT
 Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho
pelo empregador:
 a) ato de improbidade;
 b) incontinência de conduta ou mau procedimento;
 c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do
empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a
qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço;
 d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não
tenha havido suspensão da execução da pena;
 e) desídia no desempenho das respectivas funções;
 f) embriaguez habitual ou em serviço;
 g) violação de segredo da empresa;
 h) ato de indisciplina ou de insubordinação;
 i) abandono de emprego;
 j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer
pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de
legítima defesa, própria ou de outrem;
 k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra
o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa,
própria ou de outrem;
 l) prática constante de jogos de azar.
JURISPRUDÊNCIA
114000209564– APRESENTAÇÃO DE ATESTADO MÉDICO FALSO – TIPIFICAÇÃO DE FALTA GRAVE – JUSTA
CAUSA RECONHECIDA – A autora foi dispensada por justa causa em virtude de ter apresentado atestado
médico falso à empregadora. O d. Juízo a quo considerou incompatível a dispensa motivada com o
respeito ao lapso temporal do aviso prévio indenizado na anotação aposta na CTPS da empregada em
relação à data de saída, entendimento com o qual, data maxima venia, não se pode coadunar. A mera
formalidade indicada na sentença não se sobrepõe aos fatos descortinados no relatório de apuração
elaborado pela empregadora, sobretudo à força da declaração emitida pela própria médica cujo nome
foi indevidamente usado no atestado médico apresentado pela obreira para justificar faltas ao
serviço. Veja-se que todos os demais documentos da contratualidade referentes à dispensa trazem o
registro da justa causa (v.g., TRCT, formulário gerencial de desligamento e, por fim, aviso de "dispensa
por justa causa"). Com efeito, o princípio da primazia da realidade em detrimento das formas é uma via
de mãodupla, isto é, pode beneficiar tanto o empregado quanto o patrão, pois opera em favor do justo,
não tendo como finalidade a exclusiva proteção aos interesses do empregado. Quanto à motivação para
dispensa, a apresentação de atestado médico falso, no intuito de obter afastamento do trabalho,
enseja a aplicação da disposição contida na alínea "a", artigo 482 da CLT, autorizando a respectiva
dispensa por justa causa, pois o ato faltoso constitui grave violação de uma das principais obrigações
do contrato de trabalho, eliminando totalmente a confiança necessária à manutenção da relação de
emprego. E nem se cogite de perdão tácito, pois, diante de gravidade da conduta, reputa-se razoável o
tempo despendido na apuração do ato faltoso (em torno de três meses), valendo lembrar que a conduta
da autora também pode ecoar na área criminal. Nesse cenário, ao direito potestativo do empregador
de romper o contrato agrega-se o direito de fazê-lo por justo motivo, sem as onerações típicas da
dispensa imotivada. (TRT 03ª R. – RO 01309/2013-038-03-00.6 – Relª Juíza Conv. Maria Raquel Ferraz
Zagari Valentim – DJe 20.02.2014 – p. 275)
JURISPRUDÊNCIA
14000207418 – JUSTA CAUSA – APRESENTAÇÃO DE ATESTADO MÉDICO FALSO – ATO DE
IMPROBIDADE – A apresentação de atestado médico falso importa em quebra da fidúcia
inerente ao contrato de emprego, por causar prejuízo financeiro à empregadora,
justificando a dispensa por justa causa da empregada. (TRT 03ª R. – RO 2062/2012-109-03-
00.7 – Rel. Juiz Conv. Danilo Siqueira de C. Faria – DJe 10.02.2014 – p. 143)

124000036071– APRESENTAÇÃO DE ATESTADO MÉDICO FALSO – JUSTA CAUSA – ARTIGO


482 ALINEA A – CONFIGURAÇÃO – Comprovado que o atestado médico apresentado pela
reclamante foi forjado, uma vez que subscrito por médico inexistente, tem-se configurada
a prática de ato de improbidade, que macula a fidúcia essencial à manutenção do contrato
de trabalho. Portanto, entendo como adequada e proporcional a aplicação da pena de
dispensa motivada, a teor do art. 482, a, da CLT. (TRT 13ª R. – RO 0099000-
10.2013.5.13.0008 – Relª Desª Ana Maria Ferreira Madruga – DJe 25.02.2014 – p. 43)

116000159782– JUSTA CAUSA COMPROVADA – APRESENTAÇÃO DE ATESTADO MÉDICO


FALSO – Comprovado nos autos que o empregado apresentou atestado médico falso,
caracterizados estão a quebra de fidúcia e o ato de improbidade, devendo ser reformada a
sentença que desautorizou a pena da justa causa para rompimento do contrato de
trabalho com base no art. 482, "a" da CLT. (TRT 05ª R. – RO 0099800-24.2009.5.05.0033 –
2ª T. – Rel. Des. Renato Mário Simões – DJe 13.11.2013)
JURISPRUDÊNCIA
 117000051309 – APRESENTAÇÃO DE ATESTADO FALSO – IMPUTAÇÃO DE JUSTA CAUSA
– IMPROBIDADE – Prova existente de que o atestado médico apresentado pelo
recorrente era falso. Não comparecimento no hospital na data fixada no atestado.
Ato de gravidade suficiente para confirmar a justa causa aplicada pelo empregador,
por improbidade. O ato é considerado tão grave pela legislação que chega a ser
relevante até mesmo pelo direito penal. Recurso improvido no ponto. (TRT 06ª R. –
Proc. 0000383-90.2011.5.06.0004 – 1ª T. – Rel. Juiz Paulo Alcântara – DJe 14.08.2012 –
p. 24)

 128000037085 – JUSTA CAUSA – APRESENTAÇÃO DE ATESTADO MÉDICO FALSO – ATO


DE IMPROBIDADE – A entrega de atestado médico falsificado, pelo empregado ao
empregador, tipifica justa causa por ato de improbidade, prevista no art. 482, a, da
CLT. (TRT 17ª R. – RO 39300-42.2006.5.17.0007 – Rel. Des. Claudio Armando Couce de
Menezes – DJe 23.04.2012 – p. 150)

 114000104818 – JUSTA CAUSA – ATESTADO MÉDICO FALSO – Uma vez provado que a
reclamante entregou atestado falso a seu empregador, por certo tal comportamento
compromete a relação havida entre as partes, pois implica na destruição dos
requisitos de confiança e boa-fé, indispensáveis ao prosseguimento do vínculo de
emprego, impondo-se a manutenção da sentença que autorizou a dispensa por justa
O AUXÍLIO DOENÇA

DECRETO Nº 3.048, DE 6 DE MAIO DE 1999

Art. 71. O auxílio-doença será devido ao segurado que, após cumprida, quando for o
caso, a carência exigida, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua
atividade habitual por mais de quinze dias consecutivos.

Aconselha-se utilizar a lei em benefício da empresa. Não é qualquer atestado médico


que deve ser aceito, e quem deve verificar se os afastamentos justificados pelos
atestados médicos apontam uma doença do trabalhador e sua efetiva incapacidade
para o trabalho é o médico do trabalho da empresa.
Auxílio Doença
O AUXÍLIO DOENÇA
 LEI Nº 8.213, DE 24 DE JUNHO DE 1991
 Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto
dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do
início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz.
 § 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade por mais de 30 (trinta) dias,
o auxílio-doença será devido a contar da data da entrada do requerimento.
 § 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por
motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário
integral.

 MEDIDA PROVISÓRIA No. 664, DE 30.12.2014


 Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado que ficar incapacitado para seu
trabalho ou sua atividade habitual, desde que cumprido, quando for o caso, o período
de carência exigido nesta Lei:
 I - ao segurado empregado, a partir do trigésimo primeiro dia do afastamento da
atividade ou a partir da data de entrada do requerimento, se entre o afastamento e a
data de entrada do requerimento decorrerem mais de quarenta e cinco dias; e
 § 3º Durante os primeiros trinta dias consecutivos ao do afastamento da atividade por
motivo de doença ou de acidente de trabalho ou de qualquer natureza, caberá à
empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral.
 (VIGÊNCIA A PARTIR DE 01.03.2015)
O AUXÍLIO DOENÇA

 A partir do dia 18 de junho de 2015, volta a ser de 15 dias o período


de afastamento do trabalhador que a empresa deve pagar o salário.
 É sabido que a Medida Provisória nº 664, de 30/012/2015 havia
alterado o artigo 60 da Lei nº 8213, de 24/07/1991 para que o auxílio
doença somente passasse a ser devido ao trabalhador que ficasse
incapacitado para suas atividades a partir do 31º dia.
 Tal Medida Provisória foi objeto de votação pela Câmara de Deputados
e pelo Senado, e sua redação foi alterada consideravelmente.
 Ao ser encaminhado para sanção pela Presidência da República, no dia
28/05/2015, já não existia mais o artigo que alterava de 15 para 30
dias a responsabilidade da empresa pelo pagamento do salário do
trabalhador afastado por incapacidade.
 Foram acrescentados os parágrafos 5º e 6º ao artigo 60 pela Medida
Provisória, no entanto, após a votação da Câmara e do Senado, tais
parágrafos sofreram alteração em sua redação e ainda foi
acrescentado o parágrafo 7º.
Lei nº 8213, de 24/07/1991
Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do
décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais
segurados, a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele
permanecer incapaz
§ 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade por mais de 30
(trinta) dias, o auxílio-doença será devido a contar da data da entrada do
requerimento.§ 2º. (Revogado pela Lei nº 9.032, de 28.04.1995)

§ 3º Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da


atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado
empregado o seu salário integral.

§ 4º. A empresa que dispuser de serviço médico, próprio ou em convênio,


terá a seu cargo o exame médico e o abono das faltas correspondentes ao
período referido no § 3º, somente devendo encaminhar o segurado à perícia
médica da Previdência Social quando a incapacidade ultrapassar 15 (quinze)
dias.
O AUXÍLIO DOENÇA

Até 30 de De 31 de março 2015 a A partir de 18 de junho


março de 2015 17 de junho de 2015 de 2015

15 dias 30 dias 15 dias


Decreto nº 3.048/1999

 Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da


atividade por motivo de doença, incumbe à empresa pagar ao segurado empregado o
seu salário.

 § 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o


exame médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias
de afastamento.

 § 2º Quando a incapacidade ultrapassar quinze dias consecutivos, o segurado


será encaminhado à perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social.

 § 3º Se concedido novo benefício decorrente da mesma doença dentro de


sessenta dias contados da cessação do benefício anterior, a empresa fica
desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias de afastamento,
prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for o
caso.
Lei nº 8213, de 24/07/1991

 Art. 63. O segurado empregado em gozo de auxílio-


doença será considerado pela empresa como
licenciado.
CIRURGIA PLÁSTICA x AUXÍLIO DOENÇA
 Em regra, doença é algo sem previsão e a cirurgia plástica estética não é doença, salvo
se reparadora.
 Se a cirurgia plástica decorre de doença ou acidente, devem os dias ser devidamente
abonados.
 Ocorre que, a cirurgia plástica por mera questão estética não é justificativa plausível
para ausência no trabalho, pois pode o empregado ajustar momento oportuno com seu
empregador.
 Assim, indispensável que o atestado médico de cirurgia estética mencione o motivo
expresso de sua realização.
 A imagem é um atributo, que atualmente, é ponto vital de análise da comunidade, bem
como para auto-estima, entretanto não pode servir de mera justificativa para ausência
em serviço.
 Nesse sentido, empregados e empregadores devem se tutelar na referida situação, com
intuito pleno preventivo de desconfortos, descontos e eventuais lides judiciais.
 http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,do-abono-de-faltas-em-razao-de-cirurgia-
plastica,31723.html
 MARCELO ROBERTO BRUNO VÁLIO
Decreto nº 3.048/1999
 Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da
atividade por motivo de doença, incumbe à empresa pagar ao segurado
empregado o seu salário.

 § 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o


exame médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias
de afastamento.

 § 2º Quando a incapacidade ultrapassar quinze dias consecutivos, o segurado


será encaminhado à perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social.

 novo benefício decorrente da mesma


§ 3º Se concedido
doença dentro de sessenta dias contados da
cessação do benefício anterior, a empresa fica
desobrigada do pagamento relativo aos quinze
primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício
anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for o caso.
EXERCÍCIO DE MAIS DE UMA
ATIVIDADE
Decreto nº 3048/1999
 Art. 73. O auxílio-doença do segurado que exercer mais de uma atividade
abrangida pela previdência social será devido mesmo no caso de incapacidade
apenas para o exercício de uma delas, devendo a perícia médica ser
conhecedora de todas as atividades que o mesmo estiver exercendo.
 § 1º Na hipótese deste artigo, o auxílio-doença será concedido em relação à
atividade para a qual o segurado estiver incapacitado, considerando-se para
efeito de carência somente as contribuições relativas a essa atividade.
 § 2º Se nas várias atividades o segurado exercer a mesma profissão, será
exigido de imediato o afastamento de todas.
 § 3º Constatada, durante o recebimento do auxílio-doença concedido nos
termos deste artigo, a incapacidade do segurado para cada uma das demais
atividades, o valor do benefício deverá ser revisto com base nos respectivos
salários-de-contribuição, observado o disposto nos incisos I a III do artigo 72.
 § 4º Ocorrendo a hipótese do § 1º, o valor do auxílio-doença poderá ser inferior
ao salário mínimo desde que somado às demais remunerações recebidas resultar
valor superior a este.
 O INSS, na hora de calcular o benefício, vai levar em conta se
a pessoa está incapacitada para ambos os empregos.

 Ela terá de se afastar das duas atividades? Se sim, vai somar


os dois salários e calcular o valor do auxílio-doença.

 Mas se estiver incapacitada para apenas um emprego, vai


calcular o benefício com base no salário deste emprego - no
outro, ela continuaria a trabalhar normalmente.

 http://noticias.r7.com/economia/noticias/tenho-dois-empregos-e-vou-
fazer-cirurgia-tenho-direito-a-dois-auxilios-doenca-20110126.html
FRAUDE AO INSS

 Um dos meios mais eficazes de comunicar a fraude é fazer com que ela
seja investigada, devendo denunciá-la à ouvidoria do INSS, com todos os
dados do segurado, objetivando a cassação do benefício.
 ...
 Se cassado o auxílio-doença e o empregador possuir provas suficientes
comprovando a fraude, o empregado poderá ser dispensado por Justa
Causa.
 ...
 Não há dúvida, perpetuada e comprovada a fraude, cabe ao órgão
previdenciário reaver o pagamento ao empregado fraudador a título de
benefícios percebidos.

 http://www.celestinoadv.com.br/artigos/trabalhadores-fraudam-a-
previdencia-e-o-proprio-empregador/
FRAUDE AO INSS

 O artigo 348, §2.º do Decreto 3.048/99 dispõe que "na hipótese de


ocorrência de dolo, fraude ou simulação, a seguridade social pode, a
qualquer tempo, apurar e constituir seus créditos". Verifica-se, assim, que
não há prescrição na ocorrência de dolo, fraude ou simulação.

 De forma inequívoca se pode afirmar que diante do pagamento indevido do


benefício pela previdência social, a mesma deverá cancelar imediatamente
a concessão do mesmo. Haverá a possibilidade de cobrança de toda a
quantia eventualmente paga, acrescida de juros, correção monetária e
multa quando o segurado agiu com má-fé para a obtenção do benefício
previdenciário. Ao revés, não caracterizada a má-fé, mas simples falha do
INSS, o valor referente ao benefício previdenciário já pago ao segurado não
terá que ser devolvido, especialmente em razão do caráter alimentar do
mesmo.

Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/19175/o-exercicio-de-atividade-


laborativa-pelo-segurado-durante-o-periodo-de-incapacidade-e-as-
repercussoes-no-direito-previdenciario#ixzz2WPitFziq
Decreto nº 3048/1999

 Art. 74. Quando o segurado que exercer mais de uma atividade se


incapacitar definitivamente para uma delas, deverá o auxílio-doença ser
mantido indefinidamente, não cabendo sua transformação em
aposentadoria por invalidez, enquanto essa incapacidade não se
estender às demais atividades.
 Parágrafo único. Na situação prevista no caput, o segurado somente
poderá transferir-se das demais atividades que exerce após o
conhecimento da reavaliação médico-pericial
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 A CLT em seu artigo 476, a Lei nº 8213/1991 no artigo
63 e o artigo 80 do Decreto nº 3048/1999 estabelecem
que o empregado afastado por auxílio doença encontra-
se em licença não remunerada, e o contrato de trabalho
está suspenso.

 "Art. 476. Em caso de seguro-doença ou auxílio-


enfermidade, o empregado é considerado em licença
não remunerada, durante o prazo desse benefício."
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 O § 2º do artigo 472 da CLT, que exige cláusula
específica sobre a contagem ou não do tempo de
afastamento para terminação do contrato.
 Segundo entendimento de nossos tribunais, ”o
afastamento previdenciário para gozo de auxílio-doença
não possui o condão de prorrogar o término do
contrato de trabalho por prazo determinado, tampouco
suspendê-lo, a não ser que tal hipótese integre os
termos formais do ajuste (art. 472, §2º, da CLT),
porquanto o seu termo final é, previamente, conhecido
pelas partes”.
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 Conclui-se, assim, que se o contrato de experiência não
contiver cláusula que determine que será computado na
contagem do período de experiência o afastamento do
trabalhador por auxílio doença, deve-se formalizar a
rescisão do contrato na data final do contrato de
experiência, mesmo que o trabalhador esteja afastado.

 Sugere-se como redação para o contrato de experiência:


CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 PRAZO DO CONTRATO
 CLÁUSULA ______- O presente contrato terá como vigência o prazo
determinado de __ (____) dias, com início na data de sua assinatura e término
no dia __/__/__.
 § 1º- A não prorrogação, ou a não extinção deste contrato no dia de seu
término, implicará na sua conversão automática, como de prazo
indeterminado, nos termos do art. 445, parágrafo único da CLT -
Consolidação das Leis do Trabalho.
 § 2º - Ocorrendo afastamento do EMPREGADO por motivo de auxílio
doença, o tempo de afastamento não será computado na contagem do
prazo para a respectiva terminação, conforme permite o artigo 472, §
2º, da CLT.
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 "Art. 472. O afastamento do empregado em virtude das
exigências do serviço militar ou de outro encargo
público não constituirá motivo para a alteração ou
rescisão do contrato de trabalho por parte do
empregador.
 ...
 § 2º. Nos contratos por prazo determinado, o
tempo de afastamento, se assim acordarem as
partes interessadas, não será computado na
contagem do prazo para a respectiva terminação.
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 Se o trabalhador esteve afastado pela Previdência Social e
retornou dentro do período de vigência do contrato de
experiência, nada impede que a empresa o dispense na data
final do contrato.
 No entanto, se o período de afastamento por auxílio doença
exceder a data de encerramento do contrato de experiência, a
empresa deve enviar ao empregado uma notificação via carta
registrada com aviso de recebimento ou um telegrama com
comprovante de recebimento, para a residência do mesmo,
comunicando que não haverá a prorrogação do contrato de
experiência. É importante que a empresa tenha este
documento.
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 A Súmula 378, do Tribunal Superior do Trabalho, foi
recentemente alterada para constar o direito do
trabalhador que sofre acidente do trabalho de ter
estabilidade de 12 meses, mesmo que durante o
contrato de experiência.
 “III - O empregado submetido a contrato de trabalho
por tempo determinado goza da garantia provisória de
emprego, decorrente de acidente de trabalho, prevista
no art. 118 da Lei nº 8.213/1991
CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
x
AUXÍLIO DOENÇA
 Assim, se cumpridos os dois requisitos da Lei nº 8213/1991
(afastamento por mais de 15 dias e recebimento de auxilio
doença acidentário – espécie 91), não importa se o contrato de
trabalho era por prazo determinado ou indeterminado, é
garantido o emprego do trabalhador por 12 meses após a alta
concedida pelo Ministério da Previdência Social.
 Caso o afastamento dado pelo INSS tenha sido pela espécie 31,
não haverá a estabilidade de 12 meses, mas há que se observar a
convenção coletiva de trabalho da categoria, que, em geral,
concede 30 dias de garantia de emprego após a alta, quando o
afastamento é superior a 90 dias.
Decreto nº 3048/1999

 Art. 30. Independe de carência a concessão das seguintes prestações:


 ...
 III - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de acidente
de qualquer natureza ou causa, bem como nos casos de segurado que, após
filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social, for acometido de alguma das
doenças ou afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da
Saúde e da Previdência e Assistência Social a cada três anos, de acordo com os
critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe
confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado;

 Art. 71..
 § 2º Será devido auxílio-doença, independentemente de carência, aos
segurados obrigatório e facultativo, quando sofrerem acidente de qualquer
natureza.
Decreto nº 3048/1999

 Art. 78. O auxílio-doença cessa pela recuperação da capacidade para o trabalho,


pela transformação em aposentadoria por invalidez ou auxílio-acidente de qualquer
natureza, neste caso se resultar seqüela que implique redução da capacidade para o
trabalho que habitualmente exercia.
 § 1º O INSS poderá estabelecer, mediante avaliação médico-pericial, o
prazo que entender suficiente para a recuperação da capacidade para o
trabalho do segurado, dispensada nessa hipótese a realização de nova
perícia.
 § 2º Caso o prazo concedido para a recuperação se revele insuficiente, o
segurado poderá solicitar a realização de nova perícia médica, na forma
estabelecida pelo Ministério da Previdência Social.
 § 3º O documento de concessão do auxílio-doença conterá as informações
necessárias para o requerimento da nova avaliação médico-pericial.
AUXÍLIO DOENÇA
ACIDENTÁRIO
EMISSÃO DE CAT
Art. 22. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à
Previdência Social até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência
e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena
de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário-
de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências,
aplicada e cobrada pela Previdência Social. (Lei no. 8213, de
24.07.1991)

Art. 336. Para fins estatísticos e epidemiológicos, a empresa deverá


comunicar à previdência social o acidente de que tratam os arts.
19, 20, 21 e 23 da Lei nº 8.213, de 1991, ocorrido com o segurado
empregado, exceto o doméstico, e o trabalhador avulso, até o primeiro
dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à
autoridade competente, sob pena da multa aplicada e cobrada na
forma do art. 286. (Decreto no. 3048, de 06.05.1999)
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre
pelo exercício do trabalho a serviço da
empresa ou pelo exercício do trabalho dos
segurados referidos no inciso VII do artigo 11
desta Lei, provocando lesão corporal ou
perturbação funcional que cause a morte
ou a perda ou redução, permanente ou
da capacidade
temporária,
para o trabalho.
AUXÍLIO DOENÇA
ACIDENTÁRIO – B 91

Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades
mórbidas:
I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do
Trabalho e da Previdência Social;
II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação
mencionada no inciso I.
§ 1º. Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo
comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do
trabalho.
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou
produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
AUXÍLIO DOENÇA
ACIDENTÁRIO – B 91

Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
...
II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;
IV - o acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para
melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de
propriedade do segurado;
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção,
inclusive veículo de propriedade do segurado.
§ 1º. Nos períodos destinados à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades
fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.
§ 2º. Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante de acidente de
outra origem, se associe ou se superponha às conseqüências do anterior.
AUXÍLIO DOENÇA
ACIDENTÁRIO – B 91

 LEI Nº 8213/1991
 Art. 20. Consideram-se acidente do
trabalho, nos termos do artigo anterior, as
seguintes entidades mórbidas:
 I - doença profissional, assim entendida a
produzida ou desencadeada pelo exercício
do trabalho peculiar a determinada
atividade e constante da respectiva relação
elaborada pelo Ministério do Trabalho e da
Previdência Social;
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
A N E X O II
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO,
CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI No 8.213, DE 1991
(Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 9 de setembro de 2009)

AGENTES PATOGÊNICOS TRABALHOS QUE CONTÊM O RISCO


BIOLÓGICOS

XXV - MICROORGANISMOS E
PARASITAS INFECCIOSOS VIVOS E
SEUS PRODUTOS TÓXICOS

7-Mycobacteria, vírus; outros Hospital; laboratórios e outros ambientes


organismos responsáveis por doenças envolvidos no tratamento
transmissíveis.
de doenças
transmissíveis.
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
A N E X O II -
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO,
CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI No 8.213, DE 1991
(Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 9 de setembro de 2009)

AGENTES PATOGÊNICOS TRABALHOS QUE CONTÊM O RISCO


QUÍMICOS

FÍSICOS

XXIV – RADIAÇÕES IONIZANTES


3. trabalhos executados com exposições a
raios X, rádio e substâncias radioativas
para fins industriais, terapêuticos e
diagnósticos;
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
A N E X O II -
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO,
CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI No 8.213, DE 1991
(Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 9 de setembro de 2009)

AGENTES PATOGÊNICOS TRABALHOS QUE CONTÊM O RISCO

XXVII - AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS OU Trabalhadores mais expostos: (...)


BIOLÓGICOS, QUE AFETAM A PELE,
NÃO CONSIDERADOS EM OUTRAS
dos serviços de saúde
RUBRICAS. (medicamentos, anestésicos
locais, desinfetantes);
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991

 Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho,


nos termos do artigo anterior, as seguintes
entidades mórbidas:
 ...
 II - doença do trabalho, assim entendida a
adquirida ou desencadeada em função de
condições especiais em que o trabalho é
realizado e com ele se relacione
diretamente, constante da relação
mencionada no inciso I.
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
A N E X O II -
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO,
CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI No 8.213, DE 1991 LISTA A

AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL RELACIONADOS


COM A ETIOLOGIA DE DOENÇAS PROFISSIONAIS E DE OUTRAS DOENÇAS
RELACIONADAS COM O TRABALHO
AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADAS COM OS
NATUREZA OCUPACIONAL RESPECTIVOS AGENTES OU FATORES DE RISCO
(DENOMINADAS E CODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)

XXIV - Radiações Ionizantes


1. Neoplasia maligna da cavidade nasal e dos seios
paranasais (C30-C31.-)
2. Neoplasia maligna dos brônquios e do pulmão (C34.-)
3. Neoplasia maligna dos ossos e cartilagens articulares
dos membros (Inclui "Sarcoma Ósseo")
4. Outras neoplasias malignas da pele (C44.-)
5. Leucemias (C91-C95.-)
6. Síndromes Mielodisplásicas (D46.-)
7. Anemia Aplástica devida a outros agentes externos
(D61.2)
8. Hipoplasia Medular (D61.9)
9. Púrpura e outras manifestações hemorrágicas (D69.-)
10. Agranulocitose (Neutropenia tóxica) (D70)
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
LISTA A

AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL RELACIONADOS


COM A ETIOLOGIA DE DOENÇAS PROFISSIONAIS E DE OUTRAS DOENÇAS
RELACIONADAS COM O TRABALHO

AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADAS COM OS


NATUREZA OCUPACIONAL RESPECTIVOS AGENTES OU FATORES DE RISCO
(DENOMINADAS E CODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)

XXIV - Radiações Ionizantes


11. Outros transtornos especificados dos glóbulos brancos:
Leucocitose, Reação Leucemóide (D72.8)
12. Polineuropatia induzida pela radiação (G62.8)
13. Blefarite (H01.0)
14. Conjuntivite (H10)
15. Queratite e Queratoconjuntivite (H16)
16. Catarata (H28)
17. Pneumonite por radiação (J70.0 e J70.1)
18. Gastroenterite e Colites tóxicas (K52.-)
19. Radiodermatite (L58.-): Radiodermatite Aguda (L58.0);
Radiodermatite Crônica (L58.1); Radiodermatite, não
especificada (L58.9); Afecções da pele e do tecido
conjuntivo relacionadas com a radiação, não especificadas
(L59.9)
20. Osteonecrose (M87.-): Osteonecrose Devida a Drogas
(M87.1); Outras Osteonecroses Secundárias (M87.3)
21. Infertilidade Masculina (N46)
22. Efeitos Agudos (não especificados) da Radiação (T66
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
LISTA A

AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL RELACIONADOS


COM A ETIOLOGIA DE DOENÇAS PROFISSIONAIS E DE OUTRAS DOENÇAS
RELACIONADAS COM O TRABALHO

AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADAS COM OS RESPECTIVOS


NATUREZA OCUPACIONAL AGENTES OU FATORES DE RISCO (DENOMINADAS E
CODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)

XXV - Microorganismos e parasitas infecciosos 1. Tuberculose (A15-A19.-)


vivos e seus produtos tóxicos (Exposição 2. Carbúnculo (A22.-)
ocupacional ao agente e/ou transmissor da 3. Brucelose (A23.-)
doença, em profissões e/ou 4. Leptospirose (A27.-)
5. Tétano (A35.-)
condições de trabalho 6. Psitacose, Ornitose, Doença dos Tratadores de Aves (A70.-)
especificadas) 7. Dengue (A90.-)
8. Febre Amarela (A95.-)
9. Hepatites Virais (B15-B19.-)
10. Doença pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)
(B20-B24.-)
11. Dermatofitose (B35.-) e Outras Micoses Superficiais (B36.-)
12. Paracoccidiomicose (Blastomicose Sul Americana,
Blastomicose Brasileira, Doença de Lutz) (B41.-)
13. Malária (B50-B54.-)
HEPATITES
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
LISTA A

AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL RELACIONADOS


COM A ETIOLOGIA DE DOENÇAS PROFISSIONAIS E DE OUTRAS DOENÇAS
RELACIONADAS COM O TRABALHO

AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADAS COM OS RESPECTIVOS


NATUREZA OCUPACIONAL AGENTES OU FATORES DE RISCO (DENOMINADAS E
CODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)

XXV - Microorganismos e parasitas infecciosos 14. Leishmaniose Cutânea (B55.1) ou Leishmaniose Cutâneo-
vivos e seus produtos tóxicos (Exposição Mucosa (B55.2)
ocupacional ao agente e/ou transmissor da 15. Pneumonite por Hipersensibilidade a Poeira Orgânica
doença, em profissões e/ou (J67.-): Pulmão do Granjeiro (ou Pulmão do Fazendeiro)
(J67.0); Bagaçose (J67.1); Pulmão dos Criadores de
condições de trabalho Pássaros (J67.2);Suberose (J67.3);Pulmão dos
especificadas) Trabalhadores de Malte (J67.4); Pulmão dos que
Trabalham com Cogumelos (J67.5); Doença Pulmonar
Devida a Sistemas de Ar Condicionado e de Umidificação
do Ar (J67.7); Pneumonites de Hipersensibilidade Devidas
a Outras Poeiras Orgânicas (J67.8); Pneumonite de
Hipersensibilidade Devida a Poeira Orgânica não
especificada (Alveolite Alérgica Extrínseca SOE;
Pneumonite de Hipersensibilidade SOE (J67.0)
16. "Dermatoses Pápulo-Pustulosas e suas complicações
infecciosas" (L08.9)
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991

 Art. 20. (...):


 § 1º. Não são consideradas como doença do
trabalho:
 a) a doença degenerativa;
 b) a inerente a grupo etário;
 c) a que não produza incapacidade laborativa;
 d) a doença endêmica adquirida por segurado
habitante de região em que ela se desenvolva,
salvo comprovação de que é resultante de exposição
ou contato direto determinado pela natureza do
trabalho.
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991

 Art. 21. Equiparam-se também ao acidente


do trabalho, para efeitos desta Lei:
 I - o acidente ligado ao trabalho que,
embora não tenha sido a causa única, haja
contribuído diretamente para a morte do
segurado, para redução ou perda da sua
capacidade para o trabalho, ou produzido lesão
que exija atenção médica para a sua
recuperação;
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991

 Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para


efeitos desta Lei:
 ...
 II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário
do trabalho, em conseqüência de:
 a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por
terceiro ou companheiro de trabalho;
 b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo
de disputa relacionada ao trabalho;
 c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de
terceiro ou de companheiro de trabalho;
 d) ato de pessoa privada do uso da razão;
 e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos
ou decorrentes de força maior;
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991
 Art. 21. Equiparam-se também ao acidente
do trabalho, para efeitos desta Lei:
 ...
 III - a doença proveniente de
contaminação acidental do empregado no
exercício de sua atividade;
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
...
IV - o acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de
trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta
dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente
do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado;
d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela,
qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do
segurado.
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
...
§ 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da
satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante
este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.
ACIDENTE DURANTE
INTERVALO PARA REFEIÇÃO
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991
Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta
Lei:
(...)
Art. 21-A. A perícia médica do INSS considerará caracterizada a
natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de
nexo técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo, decorrente
da relação entre a atividade da empresa e a entidade mórbida
motivadora da incapacidade elencada na Classificação Internacional de
Doenças - CID, em conformidade com o que dispuser o regulamento.
§ 1o A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto neste
artigo quando demonstrada a inexistência do nexo de que trata
o caput deste artigo.
§ 2o A empresa poderá requerer a não aplicação do nexo técnico
epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso com efeito suspensivo, da
empresa ou do segurado, ao Conselho de Recursos da Previdência Social.
REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL –
DECRETO Nº 3048/1999

A N E X O II
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO
TRABALHO, CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI Nº 8.213, DE 1991

LISTA A
AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL RELACIONADOS
COM A ETIOLOGIA DE DOENÇAS PROFISSIONAIS E DE OUTRAS DOENÇAS
RELACIONADAS COM O TRABALHO

LISTA B
(Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
Nota:
1. As doenças e respectivos agentes etiológicos ou fatores de risco de natureza ocupacional listados são
exemplificativos e complementares.

LISTA C
(Incluído pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
Nota:
1 - São indicados intervalos de CID-10 em que se reconhece Nexo Técnico Epidemiológico, na forma do §
3o do art. 337, entre a entidade mórbida e as classes de CNAE indicadas, nelas incluídas todas as
subclasses cujos quatro dígitos iniciais sejam comuns
Decreto no. 3048, de 06.05.1999
A N E X O II -
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO, CONFORME PREVISTO
NO ART. 20 DA LEI No 8.213, DE 1991 (Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 9 de setembro de 2009)

LISTA B
DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS RELACIONADAS COM
O TRABALHO (Grupo I da CID-10)
DOENÇAS AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE
NATUREZA OCUPACIONAL

Tuberculose (A15-A19.-)

Exposição ocupacional ao Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch)


ou Mycobacterium bovis, em atividades em laboratórios de biologia, e
atividades realizadas por pessoal de saúde, que propiciam contato
direto com produtos contaminados ou com doentes cujos
exames bacteriológicos são positivos (Z57.8) (Quadro XXV)
Hipersuscetibilidade do trabalhador exposto a poeiras de sílica (Sílico-
tuberculose) (J65.-)
Decreto no. 3048, de 06.05
LISTA B
DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS RELACIONADAS COM O
TRABALHO (Grupo I da CID-10)
DOENÇAS AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE
NATUREZA OCUPACIONALI -
IX - Hepatites Virais (B15-B19.-)

Exposição ocupacional ao Vírus da Hepatite A (HAV);


Vírus da Hepatite B (HBV); Vírus da Hepatite C (HCV);
Vírus da Hepatite D (HDV); Vírus da Hepatite E (HEV),
em trabalhos envolvendo manipulação,
acondicionamento ou emprego de sangue humano
ou de seus derivados; trabalho com “águas usadas” e
esgotos; trabalhos em contato com materiais
provenientes de doentes ou objetos contaminados
por eles. (Z57.8) (Quadro XXV)
DECRETO Nº 3048/1999

 Art. 337. O acidente do trabalho será caracterizado tecnicamente pela


perícia médica do INSS, mediante a identificação do nexo entre o
trabalho e o agravo.
 § 1º O setor de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social
reconhecerá o direito do segurado à habilitação do benefício acidentário.
 § 2º Será considerado agravamento do acidente aquele sofrido pelo
acidentado quanto estiver sob a responsabilidade da reabilitação
profissional.
 § 3º Considera-se estabelecido o nexo entre o trabalho e o agravo
quando se verificar nexo técnico epidemiológico entre a atividade da
empresa e a entidade mórbida motivadora da incapacidade, elencada
na Classificação Internacional de Doenças - CID em conformidade com o
disposto na Lista C do Anexo II deste Regulamento.
DECRETO Nº 3048/1999

 ANEXO V
 (Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
 RELAÇÃO DE ATIVIDADES PREPONDERANTES E CORRESPONDENTES GRAUS DE RISCO (CONFORME A
CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS)

 CNAE 2.0 Descrição Alíquota


 8610-1/01 Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto-socorro
 e unidades para atendimento a urgências 2
 8610-1/02 Atividades de atendimento em pronto-socorro e unidades
 hospitalares para atendimento a urgências 2
 ...
 8630-5/01 Atividade médica ambulatorial com recursos para realização de
 procedimentos cirúrgicos 1
 8640-2/01 Laboratórios de anatomia patológica e citológica 2
 8640-2/02 Laboratórios clínicos 2
 8640-2/03 Serviços de diálise e nefrologia 2
DECRETO Nº 3048/1999

 ANEXO V
 (Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
 RELAÇÃO DE ATIVIDADES PREPONDERANTES E CORRESPONDENTES GRAUS DE RISCO (CONFORME A
CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS)

 CNAE 2.0 Descrição Alíquota


 8640-2/04 Serviços de tomografia 1
 8640-2/05 Serviços de diagnóstico por imagem com uso de radiação
 ionizante, exceto tomografia 2
 8640-2/06 Serviços de ressonância magnética 2
 8640-2/07 Serviços de diagnóstico por imagem sem uso de radiação
 ionizante, exceto ressonância magnética 1
 8640-2/08 Serviços de diagnóstico por registro gráfico - ECG, EEG
 e outros exames análogos 3
 8640-2/09 Serviços de diagnóstico por métodos ópticos - endoscopia
 e outros exames análogos 2
DECRETO Nº 3048/1999

 ANEXO V
 (Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
 RELAÇÃO DE ATIVIDADES PREPONDERANTES E CORRESPONDENTES GRAUS DE RISCO (CONFORME A
CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DE ATIVIDADES ECONÔMICAS)

 CNAE 2.0 Descrição Alíquota


 8640-2/10 Serviços de quimioterapia 2
 8640-2/11 Serviços de radioterapia 2
 8640-2/12 Serviços de hemoterapia 1
 8640-2/13 Serviços de litotripsia 1
 ...
 8650-0/01 Atividades de enfermagem 1
 8650-0/02 Atividades de profissionais da nutrição 3
DECRETO Nº 3048/1999

 LISTA C
 (Incluído pelo Decreto nº 6.957, de 2009)
 Nota:
 1 - São indicados intervalos de CID-10 em que se reconhece Nexo Técnico
Epidemiológico, na forma do § 3o do art. 337, entre a entidade mórbida e as
classes de CNAE indicadas, nelas incluídas todas as subclasses cujos quatro
dígitos iniciais sejam comuns.

 CID 10

 www.datasus.gov.br/cid10/V2008/cid10.htm
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 A15-A19= Tuberculose

 F 30= Episódio Maníaco


 F 31 = Transtorno Afetivo Bipolar
 F 32 = Episódios Depressivos
 F 33 = Transtorno Depressivo Recorrente
 F 34 = Transtorno de Humor (afetivos) Persistentes
 F 38 = Outros Transtornos de Humor (afetivos)
 F 39 = Transtorno de Humor (afetivo) não especificado
 F 40 = Transtornos de Fóbicos-ansiosos
 F 41 = Outros Transtornos ansiosos
 F 42 = Transtorno Obssessivo-compulsivo
 F 43 = Reações ao “stress” grave e transtornos de adaptação
 F 44 = Transtornos dissociados (de conversão)
 F 45 = Transtornos somatoformes
 F 48 = Outros Transtornos neuróticos
 Transtorno
 Afetivo
 Bipolar
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C

 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 G 50 = Transtornos de nervo trigêmeo


 G 51 = Transtornos de nervo facial
 G 52 = Transtornos de outros nervos cranianos
 G 53 = Transtornos nervos cranianos em doenças classificadas em
outra parte
 G 54 = Transtornos das raízes e dos plexos nervosos
 G 55 = Compressões das raízes e dos plexos nervosos em doenças
classificadas em outra parte
 G 56 = Mononeuropatias dos membros superiores
 G 57 = Mononeuropatias dos membros inferiores
 G 58 = Outras Mononeuropatias
 G 59 = Síndromes comportamentais associados a transtornos das funções
fisiológicas e a fatores físicos,não
 especificadas
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

I 80 = Flebite e tromboflebite
 I 81 = Trombose da veia porta
 I 82 = Outra embolia ou trombose venosas
 I 83 = Varizes dos membros inferiores
 I 84 = Hemorrróidas
 I 85 = Varizes esofagianas
 I 86 = Varizes de outras localizações
 I 87 = Outros Transtornos das veias
 I 88 = Linfadenite inespecífica
 I 89 = Outros Transtornos não-infecciosos dos vasos linfáticos e dos gânglios
linfáticos
 K 35 = Apendicite aguda
 K 36 = Outras formas de apendicite
 K 37 = Apendicite, sem outras especificações
 K 38 = Outras doenças do apêndice
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C

 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

L 60 = Afecções das unhas


 L 62 = Afecções das unhas em doenças classificadas em outra parte
 L 63 = Alopécia areata
 L 64 = Alopécia androgênica
 L 65 = Outras formas não cicatriciais de perda de cabelos ou pêlos
 L 66 = Alopécia cicatricial (perda de cabelos ou pêlos, cicatricial)
 L 67 = Anormalidades da cor e do pedículo dos cabelos e dos pêlos
 L 68 = Hipertricose
 L 70 = Acne
 L 71 = Rosácea
 L 72 = Cistos foliculares da pele e do tecido subcutâneo
 L 73 = Outras afecções foliculares
 L 74 = Afecções das glândulas sudoríparas écrinas
 L 75 = Afecções das glândulas sudoríparas apócrinas
L 68 = Hipertricose
L 70 = Acne
L 71 = Rosácea
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 L 80 = Vitiligo
 L 81 = Outros transtornos de pigmentação
 L 82 = Ceratose ceborréica
 L 83 = Argantose nigricans
 L 84 = Calos e calosidades
 L 85 = Outras formas de espessamento epidérmico
 L 86 = Ceratodermia em doenças classificadas em outra parte
 L 87 = Transtornos de eliminação transepidérmica
 L 88 = Piodermite gangrenosa
 L 89 = Úlcera de decúbito
 L 90 = Afecções atróficas da pele
 L 91 = Afecções hipertróficas da pele
 L 92 = Afecções granulamotosas da pele e do tecido subcutâneo
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610


L 93 = Lúpus eritematoso
 L 94 = Outras afecções localizadas do tecido conjuntivo
 L 95 = Vasculite limitada a pele não classificadas em outra
parte
 L 97 = Úlcera dos membros inferiores não classificadas em
outra parte
 L 98 = Outras afecções da pele e do tecido subcutâneo não
classificadas em outra parte
 L 99 = Outras afecções da pele e do tecido subcutâneo em
doenças classificadas em outra parte
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 M 00 = Artrite piogênica
 M 01 = Infecções diretas da articulação em doenças infecciosas e
parasitárias classificadas em outra parte
 M 02 = Artropatias reacionais
 M 03 =Artropatias pós-infecciosas e reacionais em doenças infecciosas
classificadas em outra parte
 M 05 =Artrite reumatóide soro-positiva
 M 06 =Outras artrites reumatóides
 M 07 =Artropatias psoriásicas e enteropáticas
 M 08 =Artrite juvenil
 M 09 =Artrite juvenil em doenças classificadas em outra parte
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C

 CNAE: 8610
 M 10 = Gota
 M 11 =Outras artropatias por deposição de cristais
 M 12 =Outras artropatias especificadas
 M 13 =Outras artrites
 M 14 =Artropatias em outras doenças classificadas
em outra partes
 M 15 =Poliartrose
 M 16 =Coxartrose [artrose do quadril]
 M 17 =Gonartrose [artrose do joelho]
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 M 18 = Artrose da primeira articulação carpometacarpiana


 M 19 =Outras artroses
 M 20 =Deformidades adquiridas dos dedos das mãos e dos
pés
 M 21 = Outras deformidades adquiridas dos membros
 M 22 =Transtornos da rótula [patela]
 M 23 =Transtornos internos dos joelhos
 M 24 =Outros transtornos articulares específicos
 M 25 =Outros transtornos articulares não classificados em
outra parte
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 M 30 =Poliarterite nodosa e afecções correlatas


 M 31 =Outras vasculopatias necrotizantes
 M 32 =Lúpus eritematoso disseminado [sistêmico]
 M 33 =Dermatopoliomiosite
 M 34 =Esclerose sistêmica
 M 35 =Outras afecções sistêmicas do tecido
conjuntivo
 M 36 =Doenças sistêmicas do tecido conjuntivo
em doenças classificadas em outra parte
A esclerose sistêmica ou esclerodermia é uma doença reumática
auto-imune, ou seja, o organismo passa a produzir anticorpos que
atacam as próprias células da pessoa afetada. Paralelamente à
produção desses anticorpos acontece uma produção exagerada de
tecidos fibrosos. Ocorrem também alterações dos vasos sangüíneos,
principalmente nos capilares, que levam a um déficit crônico de
oxigênio e nutrientes nos tecidos.
Quais são as causas da doença?
A causa da esclerose sistêmica é desconhecida. Algumas pesquisas
recentes demostraram que a troca de células entre mãe e feto
durante a gestação poderia causar a doença em algumas pessoas.
Porém, esse fato não explica a totalidade dos casos.
 http://emedix.uol.com.br/doe/reu012_1g_esclerosesist.php#texto2
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C

 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 M 40 = Cifose e lordose
 M 41 = Escoliose
 M 42 =Osteocondrose da coluna vertebral
 M 43 =Outras dorsopatias deformantes
 M 45 =Espondilite ancilosante
 M 46 =Outras espondilopatias inflamatórias
 M 47 = Espondilose
 M 48 =Outras espondilopatias
 M 49 =Espondilopatias em doenças classificadas em outra parte
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610
 M 50 = Transtornos dos discos cervicais
 M 51 =Outros transtornos de discos intervertebrais
 M 53 =Outras dorsopatias não classificadas em
outra parte
 M 54 =Dorsalgia
DECRETO Nº 3048/1999
LISTA C
 INTERVALO CID-10 CNAE: 8610

 S 90 =Traumatismo superficial do tornozelo e do pé


 S 91 =Ferimentos do tornozelo e do pé
 S 92 =Fratura do pé (exceto do tornozelo)
 S 93 =Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível
do tornozelo e do pé
 S 94 =Traumatismo dos nervos ao nível do tornozelo e do pé
 S 95 =Traumatismo de vasos sangüíneos ao nível do tornozelo e do pé
 S 96 = Traumatismos do músculo e tendão ao nível do tornozelo e do pé
 S 97 =Lesão por esmagamento do tornozelo e do pé
 S 98 = Amputação traumática do tornozelo e do pé
 S 99 =Outros traumatismos e os não especificados do tornozelo e do pé
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991

 Art. 22. A empresa deverá comunicar o


acidente do trabalho à Previdência Social até
o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da
ocorrência e, em caso de morte, de
imediato, à autoridade competente, sob pena
de multa variável entre o limite mínimo e o
limite máximo do salário-de-contribuição,
sucessivamente aumentada nas reincidências,
aplicada e cobrada pela Previdência Social.
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991
Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre
pelo exercício do trabalho a serviço da
empresa ou pelo exercício do trabalho dos
segurados referidos no inciso VII do artigo 11
desta Lei, provocando lesão corporal ou
perturbação funcional que cause a morte
ou a perda ou redução, permanente ou
da capacidade
temporária,
para o trabalho.
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991

 Art. 23. Considera-se como dia do acidente,


no caso de doença profissional ou do
trabalho, a data do início da incapacidade
laborativa para o exercício da atividade
habitual, ou o dia da segregação
compulsória, ou o dia em que for
realizado o diagnóstico, valendo para
este efeito o que ocorrer primeiro.
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO
DE 1991
Art. 20. Consideram-se acidente do trabalho, nos termos do artigo anterior, as
seguintes entidades mórbidas:
I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo
exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva
relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social;
II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em
função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se
relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I.
§ 1º Não são consideradas como doença do trabalho:
a) a doença degenerativa;
b) a inerente a grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela
se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato
direto determinado pela natureza do trabalho.
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
A N E X O II
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO,
CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI No 8.213, DE 1991
(Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 9 de setembro de 2009)

AGENTES PATOGÊNICOS TRABALHOS QUE CONTÊM O RISCO


BIOLÓGICOS

XXV - MICROORGANISMOS E
PARASITAS INFECCIOSOS VIVOS E
SEUS PRODUTOS TÓXICOS

7-Mycobacteria, vírus; outros Hospital; laboratórios e outros ambientes


organismos responsáveis por doenças envolvidos no tratamento
transmissíveis.
de doenças
transmissíveis.
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
A N E X O II -
AGENTES PATOGÊNICOS CAUSADORES DE DOENÇAS PROFISSIONAIS OU DO TRABALHO,
CONFORME PREVISTO NO ART. 20 DA LEI No 8.213, DE 1991
(Redação dada pelo Decreto nº 6.957, de 9 de setembro de 2009)

AGENTES PATOGÊNICOS TRABALHOS QUE CONTÊM O RISCO

XXVII - AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS OU Trabalhadores mais expostos: (...)


BIOLÓGICOS, QUE AFETAM A PELE,
NÃO CONSIDERADOS EM OUTRAS
dos serviços de saúde
RUBRICAS. (medicamentos, anestésicos
locais, desinfetantes);
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
LISTA A

AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL RELACIONADOS


COM A ETIOLOGIA DE DOENÇAS PROFISSIONAIS E DE OUTRAS DOENÇAS
RELACIONADAS COM O TRABALHO

AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADAS COM OS RESPECTIVOS


NATUREZA OCUPACIONAL AGENTES OU FATORES DE RISCO (DENOMINADAS E
CODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)

XXV - Microorganismos e parasitas infecciosos 1. Tuberculose (A15-A19.-)


vivos e seus produtos tóxicos (Exposição 2. Carbúnculo (A22.-)
ocupacional ao agente e/ou transmissor da 3. Brucelose (A23.-)
doença, em profissões e/ou 4. Leptospirose (A27.-)
5. Tétano (A35.-)
condições de trabalho 6. Psitacose, Ornitose, Doença dos Tratadores de Aves (A70.-)
especificadas) 7. Dengue (A90.-)
8. Febre Amarela (A95.-)
9. Hepatites Virais (B15-B19.-)
10. Doença pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)
(B20-B24.-)
11. Dermatofitose (B35.-) e Outras Micoses Superficiais (B36.-)
12. Paracoccidiomicose (Blastomicose Sul Americana,
Blastomicose Brasileira, Doença de Lutz) (B41.-)
13. Malária (B50-B54.-)
DECRETO Nº 3.048, DE 06 DE
MAIO DE 1999
LISTA A

AGENTES OU FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL RELACIONADOS


COM A ETIOLOGIA DE DOENÇAS PROFISSIONAIS E DE OUTRAS DOENÇAS
RELACIONADAS COM O TRABALHO

AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE DOENÇAS CAUSALMENTE RELACIONADAS COM OS RESPECTIVOS


NATUREZA OCUPACIONAL AGENTES OU FATORES DE RISCO (DENOMINADAS E
CODIFICADAS SEGUNDO A CID-10)

XXV - Microorganismos e parasitas infecciosos 14. Leishmaniose Cutânea (B55.1) ou Leishmaniose Cutâneo-
vivos e seus produtos tóxicos (Exposição Mucosa (B55.2)
ocupacional ao agente e/ou transmissor da 15. Pneumonite por Hipersensibilidade a Poeira Orgânica
doença, em profissões e/ou (J67.-): Pulmão do Granjeiro (ou Pulmão do Fazendeiro)
(J67.0); Bagaçose (J67.1); Pulmão dos Criadores de
condições de trabalho Pássaros (J67.2);Suberose (J67.3);Pulmão dos
especificadas) Trabalhadores de Malte (J67.4); Pulmão dos que
Trabalham com Cogumelos (J67.5); Doença Pulmonar
Devida a Sistemas de Ar Condicionado e de Umidificação
do Ar (J67.7); Pneumonites de Hipersensibilidade Devidas
a Outras Poeiras Orgânicas (J67.8); Pneumonite de
Hipersensibilidade Devida a Poeira Orgânica não
especificada (Alveolite Alérgica Extrínseca SOE;
Pneumonite de Hipersensibilidade SOE (J67.0)
16. "Dermatoses Pápulo-Pustulosas e suas complicações
infecciosas" (L08.9)
Decreto no. 3048,
LISTA B
de 06.05.1999
DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS RELACIONADAS COM O
TRABALHO (Grupo I da CID-10)
DOENÇAS AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE
NATUREZA OCUPACIONALI -
X - Doença pelo Vírus da Imunodeficiência Humana
(HIV) (B20-B24)
Exposição ocupacional ao Vírus da Imunodeficiência
Humana (HIV) ), principalmente em trabalhadores
da saúde, em decorrência de acidentes pérfuro-
cortantes com agulhas ou material cirúrgico
contaminado, e na manipulação, acondicionamento
ou emprego de sangue humano ou de seus
derivados, e contato com materiais
provenientes de pacientes infectados.
(Z57.8) (Quadro XXV)
Decreto no. 3048, de 06.05.1999
LISTA B
DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS RELACIONADAS COM O
TRABALHO (Grupo I da CID-10)
DOENÇAS AGENTES ETIOLÓGICOS OU FATORES DE RISCO DE
NATUREZA OCUPACIONALI -
IX - Hepatites Virais (B15-B19.-)

Exposição ocupacional ao Vírus da Hepatite A (HAV);


Vírus da Hepatite B (HBV); Vírus da Hepatite C (HCV);
Vírus da Hepatite D (HDV); Vírus da Hepatite E (HEV),
em trabalhos envolvendo manipulação,
acondicionamento ou emprego de sangue humano
ou de seus derivados; trabalho com “águas usadas” e
esgotos; trabalhos em contato com materiais
provenientes de doentes ou objetos contaminados
por eles. (Z57.8) (Quadro XXV)
AUTORIZAÇÃO PACIENTE
AUTORIZAÇÃO
Autorizo o LABORATÓRIO____ a realizar exames laboratoriais nos casos de qualquer
funcionário deste estabelecimento de serviço de saúde ter se acidentado com meu
sangue ou secreção.
Esclareço que tenho ciência que os exames serão para pesquisar doenças transmitidas
nesse tipo de acidente, como hepatite B (HbsAg), hepatite C (anti-HVC), vírus da
imunodeficiência humana (anti-HIV), etc. e que poderiam levar ao adoecimento do
funcionário acidentado.
É importante frisar que o resultado dos exames é confidencial e será somente do meu
conhecimento e dos profissionais do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do
Laboratório ____.

____,.... de............................ de .........

Assinatura:______________
Nome__________________
CPF: __________________
 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

 MINISTÉRIO DA SAÚDE
 SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE
 DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS
 ÁREA TÉCNICA DE SAÚDE DO TRABALHADOR
 Protocolos Médicos Assistenciais de Complexidade Diferenciada
 PROTOCOLO DE EXPOSIÇÃO À MATERIAIS BIOLÓGICOS
 Autores:
 Dr. Damásio Macedo Trindade
 Dr. Álvaro Roberto Crespo Merlo
 Dra. Dvora Joveleviths
 Dra. Maria Cecília Verçoza Viana
 Dr. Vinícius Guterres de Carvalho
 MS / COSAT / 2005

 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

 1. CONDUTAS APÓS O ACIDENTE


 1.1. Cuidados com a área exposta
 1.2. Avaliação do acidente
 1.3. Orientações e Aconselhamento ao acidentado
 1.4. Notificação do acidente (CAT/SINAN)
 1.1. CUIDADOS COM A ÁREA EXPOSTA(1, 4, 16, 18, 24-28)
 • Lavagem do local exposto com água e sabão nos casos de exposição percutânea ou cutânea.
 • Nas exposições de mucosas deve-se lavar exaustivamente com água ou solução salina fisiológica.
 • Não há evidência de que o uso de anti-sépticos ou a expressão do local do ferimento reduzam o risco de transmissão,
entretanto o uso de anti-séptico não é contra-indicado.
 • Não devem ser realizados procedimentos que aumentem a área exposta, tais como cortes, injeções locais. A utilização
de soluções irritantes (éter, glutaraldeído, hipoclorito de sódio) também está contra-indicada.
 -
 1.2. AVALIAÇÃO DO ACIDENTE(1, 4, 16, 18, 24-29)
 • Estabelecer o material biológico envolvido: sangue, fluídos orgânico potencialmente infectante (sêmen, secreção
vaginal, líquor, líquido sinovial, peritoneal, pericárdico e amniótico), fluídos orgânicos potencialmente não infectantes
(suor, lágrima, fezes, urina e saliva), exceto se contaminado com sangue;
 • Tipo de acidente: pérfuro cortante, contato com mucosa, contato com pele com solução de continuidade;
 • Conhecimento da fonte (paciente-fonte comprovadamente infectado ou exposto a comportamento de risco);
 • Fonte desconhecida.

 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

 2.4. Status sorológico do acidentado


 - Verificar realização de vacinação para Hepatite B;
 - Comprovação de imunidade através do Anti HBs
 3. MANEJO FRENTE A EXPOSIÇÃO À MATERIAL BIOLÓGICO
 3.1. Condutas Frente à Exposição ao HIV(4, 5, 6, 7, 10, 17, 24 a 27, 29)
 Paciente-fonte comprovadamente HIV positivo
 Um paciente-fonte é considerado infectado pelo HIV quando há documentação de exames anti-HIV positivos
ou o diagnóstico clínico de AIDS.(23, 25)
 Conduta Indicada: quimioprofilaxia anti-retroviral (analisar o acidente)
 Paciente-fonte comprovadamente HIV negativo
 Envolve a existência de documentação laboratorial disponível recente (até 30 dias para o HIV) ou no momento
do acidente, através do teste rápido. Não está indicada a quimioprofilaxia anti-retroviral. Além do teste rápido
deve ser coletado material para a testqagem convencional do HIV.
 Paciente-fonte com situação sorológica desconhecida ou paciente-fonte desconhecido
 Um paciente-fonte com situação sorológica desconhecida deve, sempre que possível, ser testado para o vírus
HIV, após obtido o seu consentimento; deve-se colher também sorologias para HBV e HCV. Na
impossibilidade de se colher as sorologias do paciente-fonte ou de não se conhecer o mesmo (p.e., acidente
com agulha encontrada no lixo), recomenda-se a avaliação do risco de infecção pelo HIV, levando-se em conta
o tipo de exposição, dados clínicos e epidemiológicos.(11)
 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

 Quando indicada, a PPE (profilaxia pós exposição) deverá ser iniciada o mais rápido
possível, idealmente, nas primeiras horas após o acidente. Estudos em animais sugerem que a
quimioprofilaxia não é eficaz, quando iniciada 24 a 48 horas após a exposição. Recomenda-se que
o prazo máximo, para início de PPE, seja de até 72h após o acidente. A duração da
quimioprofilaxia é de 28 dias. Atualmente, existem diferentes medicamentos anti-retrovirais
potencialmente úteis, embora nem todos indicados para PPE, com atuações em diferentes fases
do ciclo de replicação viral do HIV.
 Mulheres em idade fértil, oferecer o teste de gravidez para aquelas que não sabem, informar sobre
a possibilidade de gestação em curso.
 Nos casos em que se suspeita que o paciente-fonte apresente uma resistência viral encaminhar o
acidentado para especialista.
 Os esquemas preferenciais para PPE estabelecidos pelo Ministério da Saúde são:
 1) Básico - ZIDIVUDINA (AZT) + LAMIVUDINA (3TC) – Preferencialmente combinados
em um mesmo comprimido (por exemplo: Biovir®)
 2) Ampliado – AZT + 3TC + INDINAVIR OU NELFINAVIR
 Doses habitualmente utilizadas na infecção pelo HIV/aids devem ser prescritas nos
esquemas de PPE.
 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

 Medicamentos anti-retrovirais diferentes do esquema padrão podem estar indicados quando há


suspeita de exposição a cepas virais resistentes. Nestes casos, uma avaliação criteriosa deve ser
feita por médicos especialistas na área de infecção pelo HIV/aids. Como a resistência
provavelmente afeta toda uma classe de anti-retrovirais, é prudente incluir uma droga de uma
outra classe. Ressalta-se que a falta de um especialista, no momento imediato do
atendimento pós-exposição, não é razão suficiente para retardar o início da
quimioprofilaxia. Nestes casos, recomenda-se o uso dos esquemas habituais (como AZT + 3TC
+ IP) até que o profissional acidentado seja reavaliado quanto à adequação da PEP, iniciada
dentro do prazo ideal de até 72h após a exposição.
 Na dúvida sobre o tipo de acidente, é melhor começar a profilaxia e posteriormente
reavaliar a manutenção ou mudança do tratamento.
 Prevenção à Transmissão Secundária.
 Nos casos de exposição ao HIV o Profissional de saúde deve evitar atividade sexual sem proteção
pelo período de seguimento, mas principalmente nas primeiras 6 a 12 semanas pós-exposição.
Deve evitar gravidez, doação de sangue, plasma, orgãos, tecidos e sêmen. O aleitamento materno
deve ser interrompido.
 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

 3.1.2. Termo de Consentimento Informado para o paciente-fonte,autorizando a realização dos


exames.
 Modelo de Termo de Consentimento Informado ( para o paciente-fonte )
 Informamos que durante o seu atendimento neste Serviço ( UBS, Hospital, etc) um funcionário foi vítima de
um acidente onde houve contato com seu material biológico. Com o objetivo de evitar tratamentos
desnecessários e prevenir situações de risco, estamos solicitando, através da equipe médica que está
atendendo, autorização para que sejam realizados alguns exames. Serão solicitados exames para AIDS; e
hepatites B e C. Para a realização destes exames será necessária uma coleta simples de sangue venoso, em
torno de 8 ml, como realizada para qualquer outro exame convencional já realizado anteriormente. O risco
associado a este tipo de coleta é o de poder haver um pequeno derrame local (hematoma), que habitualmente
não tem conseqüências além de um pequeno desconforto local. O benefício que você poderá vir a ter é
receber informações diagnósticas sobre estas três doenças já citadas e orientação do seu tratamento, se for o
caso.
 Todas as informações serão mantidas em sigilo, servindo unicamente para orientar a condução do tratamento
do funcionário acidentado. A sua equipe médica será informada a respeito dos resultados de seus exames que
serão incluídos no seu prontuário médico.
 Caso você não concorde com a realização dos exames, esta decisão não causará prejuízo em seu atendimento
nesta instituição.
 Eu,___________________________________ após ter sido adequadamente informado do objetivo desta
solicitação e dos procedimentos que serei submetido,
 concordo ( ) não concordo ( ) que seja coletado meu sangue para a realização dos exames diagnósticos acima
descritos.
 Cidade,____ de ________ de _______.
 Nome:
 Assinatura:
 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

 3.1.3. Termo de Consentimento Informado ( para o acidentado)


 Modelo de Termo de Consentimento Informado do acidentado
 Eu,___________________________________ estou de acordo em me submeter a PROFILAXIA PÓS-
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO HIV adotada por este serviço de saúde, após ter sido exposto à contato
com material biológico e recebido as seguintes informações:
 1. Que existe de risco de transmissão de HIV pós-exposição ocupacional;
 2. Qual é a quimioprofilaxia indicada para o grau de risco de exposição;
 3. Os conhecimentos sobre a quimioprofilaxia pós-exposição ocupacional ao HIV são limitados;
 4. Os dados de outros medicamentos, que não o AZT, são limitados quanto a toxicidade em pessoas sem
infecção por HIV ou que estão grávidas;
 5. Algumas ou todas as drogas da quimioprofilaxia podem não ser toleradas pelos profissionais expostos;
 6. Recebi informações sobre os efeitos adversos que as medicações poderão causar.
 7. Fui orientado sobre a importância de comparecer às consultas nas datas determinadas para a realização dos
exames de controle; assim como para informar qualquer manifestação que possa ocorrer em relação ao uso da
profilaxia indicada.
 Nome:
 Telefone:
 Endereço:
 Nº prontuário:
 Assinatura do Médico

• A vacina atual para HBV é aplicada, na dosagem de 20 mcg/ml (ou conforme o fabricante), no esquema de 3 doses,
exclusivamente em deltóide, com intervalos de 0, 1 e 6 meses; o esquema de 0, 1, 2 meses pode ser utilizado em
situações em que a vacinação rápida é necessária, pois os anticorpos protetores são observados em quase todos os
vacinados a partir do terceiro mês. É esperado o desaparecimento do título de anticorpos ao longo do tempo mas a
imunidade está mantida.
Cerca de 95% a 99% atingem níveis protetores de anticorpos.
O uso de dosagem dupla de vacina (40mcg/2ml) nos esquemas habituais, ou variantes desse, estão indicados nos casos
de trabalhadores com imunidade comprometida.
Após obter-se uma dosagem de Anti-HBs Ag > 10 UI/l não está indicada dosagens posteriores. As pessoas que fizeram um
esquema vacinal completo e não respondem à vacinação, ou seja, Anti-HBs < 10 UI/L, devem receber uma dose de
reforço, testar novamente o nível de anticorpos e caso continuem não respondedoras, devem receber mais duas doses de
vacina e após 1 a 3 meses realizar o Anti-HBs. Se ainda persistirem não respondedoras, não são indicadas outras doses da
vacina (2).
Não há nenhuma restrição quanto às atividades laborais, para as pessoas que não responderam à vacinação para hepatite
B; no entanto, caso sofram acidente com material biológico, elas devem procurar o serviço médico de referência com a
maior brevidade para avaliar a necessidade de profilaxia pós-exposição. As pessoas que trabalham nos centros de
hemodiálise e que são não respondedoras devem realizar Anti-HBc e HBs Ag a cada 6 meses.
3.2.1. FLUXOGRAMA DE PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO À HEPATITE B
(...)
3.3. Condutas Frente à Exposição ao HCV (41)
Até o momento não existe nenhuma profilaxia pós exposição contra o HCV. A incubação do HCV é de 2 a 24 semanas
(em média 6 a 7 semanas). Pode ocorrer alteração na TGP em torno de 15 dias e a positividade do RNA - anti HCV
(PCR) aparece entre 8 a 21 dias. O anti-HCV (3ª geração) já pode ser detectado cerca de 6
semanas após a exposição. Dessa forma, o acompanhamento preconizado para trabalhadores que se acidentaram com
fonte HCV positiva ou desconhecida consiste na realização dos seguintes exames:

Momento zero 30 dias 6 meses


Momento zero 45 dias 3 meses 6 meses
ALT (TGP) REALIZAR REALIZAR REALIZAR
ALT (TGP) REALIZAR REALIZAR REALIZAR REALIZAR
Anti-HCV REALIZAR NÃO REALIZAR
Anti-HCV REALIZAR NÃO NÃO REALIZAR
PCR (RNA-HCV) REALIZAR
-------- Rotina adaptada do esquema sugerido pelo CDC

Tabela sugerida para discussão:


Em caso de soroconversão, deve-se realizar teste confirmatório por RIBA ou PCR.
Quando se identifica precocemente a infecção pelo HCV, o acidentado deve ser esclarecido e assinar
Termo de Consentimento Informado e após encaminhado para médico capacitado para provável
tratamento.
Prevenção da transmissão secundária.
O profissional de saúde exposto ao vírus da hepatite B e/ou hepatite C não precisa tomar precauções
especiais para transmissão secundária, durante o período de seguimento. Entretanto, deve evitar
doação de sangue, plasma, órgãos, tecidos ou sêmen. Não precisa modificar suas práticas sexuais,
evitar gravidez ou interromper o
aleitamento materno.
3.3.1. FLUXOGRAMA DE PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO À HEPATITE C (esquema clássico) (4, 24,
34)
(...)
3.3.2. FLUXOGRAMA DE PROFILAXIA PÓS - EXPOSIÇÃO À HEPATITE C (proposta para
discussão) (33, 35, 36,, 40, 41, 42, 43, 44)
Provável cura em três meses, redução de custos para a instituição, com menos retorno e menor
estresse do acidentado
(...)
 http://www.opas.org.br/saudedotrabalhador/Arquivos/Sala284.pdf

3.3.4. Termo de Consentimento Informado


Interferon Alfa, Interferon Alfa Peguilado e Ribavirina
Eu,___________________________________ (nome do (a) paciente), abaixo identificado (a) e
firmado (a), declaro ter sido informado (a) claramente sobre todas as indicações, contra-
indicações, principais efeitos colaterais e riscos relacionados ao uso de interferon alfa ou
interferon peguilado, associados ou não com ribavirina, preconizados para o tratamento de
hepatite viral aguda / crônica C.
Estou ciente de que este (s) medicamento (s) somente poderá ser utilizado por mim,
comprometendo-me a devolvê-lo (s) caso o tratamento seja
interrompido.
Os termos médicos foram explicados e todas as minhas dúvidas foram esclarecidas pelo
médico _______________________________________ (nome do médico que prescreve).
Expresso também minha concordância e espontânea vontade em submeter-me ao referido
tratamento, assumindo a responsabilidade e os riscos por eventuais efeitos indesejáveis
decorrentes.
Assim declaro que:
Fui claramente informado (a) de que a associação de interferon alfa + ribavirina ou interferon
alfa peguilado + ribavirina podem trazer os seguintes
benefícios:
• Redução de replicação viral;
• melhora da inflamação de fibrose hepática.
RECONHECIMENTO DE AUXÍLIO
DOENÇA ACIDENTÁRIO-ESPÉCIE 91
Para verificar se o trabalhador está afastado pelo benefício auxílio
doença acidentário:
http://www3.dataprev.gov.br/conadem/ConsultaAuxDoenca.asp

Consulta Benefícios por Incapacidade por Empresa

De acordo com o art. 76-A do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto
nº 3048/99, é facultado à empresa protocolar requerimento de auxílio-doença ou
documento dele originário de seu empregado ou de contribuinte individual a ela
vinculado ou a seu serviço, sendo que a empresa que adotar esse procedimento terá
acesso às decisões administrativas dos benefícios requeridos.

Para consultar os Benefícios por Incapacidade de seus empregados é necessário informar o


número do CNPJ e a senha da Empresa. Caso não possua, a senha poderá ser
retirada junto à Receita Federal do Brasil da jurisdição do estabelecimento
centralizador (raiz ou estabelecimento centralizador).
http://www3.dataprev.gov.br/cona
dem/ConsultaAuxDoenca.asp
RECONHECIMENTO DE AUXÍLIO
DOENÇA ACIDENTÁRIO-ESPÉCIE 91

Art. 337. (...)


§ 4º Para os fins deste artigo, considera-se agravo a lesão, doença,
transtorno de saúde, distúrbio, disfunção ou síndrome de evolução
aguda, subaguda ou crônica, de natureza clínica ou subclínica,
inclusive morte, independentemente do tempo de latência.
§ 5º Reconhecidos pela perícia médica do INSS a
incapacidade para o trabalho e o nexo entre o trabalho e o
agravo, na forma do § 3º, serão devidas as prestações
acidentárias a que o beneficiário tenha direito.
§ 6º A perícia médica do INSS deixará de aplicar o disposto no § 3º
quando demonstrada a inexistência de nexo entre o trabalho e o
agravo, sem prejuízo do disposto nos §§ 7º e 12
DECRETO Nº 3048/1999
Art. 337. (...)
§ 7º A empresa poderá requerer ao INSS a não aplicação do nexo técnico
epidemiológico ao caso concreto mediante a demonstração de inexistência de
correspondente nexo entre o trabalho e o agravo.
§ 8º O requerimento de que trata o § 7º poderá ser apresentado no prazo de
quinze dias da data para a entrega, na forma do inciso IV do art. 225, da
GFIP que registre a movimentação do trabalhador, sob pena de não
conhecimento da alegação em instância administrativa.
Art. 225. A empresa é também obrigada a:
IV - informar mensalmente ao Instituto Nacional do Seguro Social, por intermédio da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, na forma por ele estabelecida, dados cadastrais, todos os fatos geradores de
contribuição previdenciária e outras informações de interesse daquele Instituto;.

§ 9º Caracterizada a impossibilidade de atendimento ao disposto no § 8º,


motivada pelo não conhecimento tempestivo do diagnóstico do agravo, o
prazo de
requerimento de que trata o § 7º poderá ser apresentado no
quinze dias da data em que a empresa tomar ciência
da decisão da perícia médica do INSS referida no § 5º.
B 31 x B 91
http://mpas.gov.br
DECRETO Nº 3048/1999
Art. 337. (...)
§ 10. Juntamente com o requerimento de que tratam os §§ 8º e 9º, a
empresa formulará as alegações que entender necessárias e
apresentará as provas que possuir demonstrando a inexistência de
nexo entre o trabalho e o agravo.
§ 11. A documentação probatória poderá trazer, entre outros meios
de prova, evidências técnicas circunstanciadas e tempestivas à
exposição do segurado, podendo ser produzidas no âmbito de
programas de gestão de risco, a cargo da empresa, que possuam
responsável técnico legalmente habilitado.
§ 12. O INSS informará ao segurado sobre a contestação da
empresa para que este, querendo, possa impugná-la, obedecendo,
quanto à produção de provas, ao disposto no § 10, sempre que a
instrução do pedido evidenciar a possibilidade de reconhecimento
de inexistência do nexo entre o trabalho e o agravo.
Resolução 1488/98 do Conselho Federal
de Medicina
De acordo com a Resolução 1488/98 do Conselho Federal de Medicina, aplicável a todos
os Médicos em exercício profissional no país, “para o estabelecimento do Nexo causal entre os
transtornos de Saúde e as atividades do trabalhador, além do exame clínico (físico e mental) e
os exames complementares, quando necessários, deve o médico considerar:

- A História clínica e ocupacional, decisiva em qualquer Diagnóstico e/ou investigação


de Nexo causal;
- O estudo do local de Trabalho;
- O estudo da organização do Trabalho;
- Os dados epidemiológicos;
- A literatura atualizada;
- A ocorrência de quadro clínico ou subclínico em trabalhador exposto a condições agressivas;
- A Identificação de riscos físicos, químicos, biológicos, mecânicos, estressantes, e outros;
- O depoimento e a experiência dos trabalhadores;
- Os conhecimentos e as práticas de outras disciplinas e de seus profissionais, sejam ou não
da Área de Saúde.” (Artigo 2o da Resolução CFM 1488/98).
Resolução 1488/98 do Conselho Federal
de Medicina
Recomenda-se, ademais, incluir nos procedimentos e no raciocínio médico-
pericial, a resposta a dez questões essenciais, a saber:

1-Natureza da exposição: o “agente patogênico” é claramente identificável


pela História ocupacional e/ou pelas informações colhidas no local de
Trabalho e/ou de fontes idôneas familiarizadas com o Ambiente ou local
de Trabalho do Segurado?;

2-“Especificidade” da relação causal e “força” da associação causal: o “agente


patogênico” ou o “fator de risco” podem estar pesando de Forma importante
entre os fatores causais da doença?;

3- Tipo de relação causal com o Trabalho: o Trabalho é Causa necessária (Tipo


I)? Fator de Risco contributivo de Doença de Etiologia multicausal (Tipo II)?
Fator desencadeante ou Agravante de Doença pré-existente (Tipo III)?;
Resolução 1488/98 do Conselho Federal
de Medicina
3-No Caso de doenças relacionadas com o trabalho, do Tipo II, foram as outras causas gerais, não ocupacionais,
devidamente analisadas e, no Caso concreto, excluídas ou colocadas em hierarquia Inferior às causas de
natureza ocupacional?;

4-Grau ou intensidade da exposição: é ele compatível com a produção da doença?;

5- Tempo de exposição: é ele suficiente para produzir a doença?;

6- Tempo de Latência: é ele suficiente para que a Doença se desenvolva e apareça?;

7- Há o registro do “estado anterior” do trabalhador segurado?;

8- O conhecimento do “estado anterior” favorece o estabelecimento do Nexo causal entre o “estado atual” e
o trabalho?;

9- Existem outras evidências epidemiológicas que reforçam a hipótese de relação causal entre a Doença e
o Trabalho presente ou pregresso do segurado?;

10- A resposta positiva à maioria destas questões irá conduzir o raciocínio na direção
do Reconhecimento técnico da relação causal entre a Doença e o Trabalho.
INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/PRES Nº 31, DE
10 DE SETEMBRO DE 2008
Art. 7º A empresa poderá requerer ao INSS, até quinze dias após a data para a
entrega da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e
Informações à Previdência Social- GFIP, a não aplicação do nexo técnico
epidemiológico, ao caso concreto, quando dispuser de dados e informações que
demonstrem que os agravos não possuem nexo técnico com o trabalho exercido
pelo trabalhador, sob pena de não conhecimento da alegação em instância
administrativa, caso não protocolize o requerimento tempestivamente.
§ 1º Caracterizada a impossibilidade de atendimento ao disposto no caput,
motivada pelo não conhecimento tempestivo da informação do diagnóstico do
agravo, o requerimento de que trata este artigo poderá ser apresentado no prazo
de quinze dias da data para entrega da GFIP do mês de competência da
realização da perícia que estabeleceu o nexo entre o trabalho e o agravo.
§ 2º A informação de que trata o § 1º será disponibilizada para consulta pela
empresa, por meio do endereço eletrônico www.previdencia.gov.br ou,
subsidiariamente, pela Comunicação de Decisão do requerimento de benefício
por incapacidade, entregue ao segurado.
INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/PRES Nº 31, DE
10 DE SETEMBRO DE 2008
Art. 7º (...)
§ 3º Com o requerimento, a empresa formulará as alegações que entender
necessárias e apresentará a documentação probatória, em duas vias, para
demonstrar a inexistência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo.
§ 4º A Agência da Previdência Social-APS, mantenedora do benefício,
encaminhará o requerimento e as provas produzidas à perícia médica, para análise
prévia. Sempre que a instrução do pedido evidenciar a possibilidade de
reconhecimento de inexistência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo, o
segurado será oficiado sobre a existência do requerimento da empresa,
informando-lhe que poderá retirar uma das vias apresentada pela mesma para,
querendo, apresentar contra razões no prazo de quinze dias da ciência do
requerimento.
§ 5º Com as contra razões, o segurado formulará as alegações que entender
necessárias e apresentará a documentação probatória, com o objetivo de
demonstrar a existência do nexo técnico entre o trabalho e o agravo.
INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS/PRES Nº 31, DE
10 DE SETEMBRO DE 2008
Art. 7º (...)
§ 6º A análise do requerimento e das provas produzidas será realizada pela perícia
médica, cabendo ao setor administrativo da APS comunicar o resultado da análise
à empresa e ao segurado.
§ 7º Da decisão do requerimento cabe recurso com efeito suspensivo, por parte
da empresa ou, conforme o caso, do segurado, ao CRPS.
§ 8º O INSS procederá à marcação eletrônica do benefício no Sistema de
Administração de Benefícios por Incapacidade-SABI, que estará sob efeito
suspensivo, deixando para alterar a espécie após o julgamento do recurso pelo
CRPS, quando for o caso.
§ 9º O disposto no § 7º não prejudica o pagamento regular do benefício, desde
que atendidos os requisitos de carência que permitam a manutenção do
reconhecimento do direito ao benefício como auxílio-doença previdenciário.
§ 10. Será considerada apenas a documentação probante que contiver a indicação,
assinatura e número de registro, anotação técnica, ou
equivalente do responsável legalmente habilitado, para os
respectivos períodos e escopos, perante o conselho de profissão.
DECRETO Nº 3048/1999
Art. 337. (...)
§ 13. Da decisão do requerimento de que trata o § 7º cabe recurso,
com efeito suspensivo, por parte da empresa ou, conforme o caso, do
segurado ao Conselho de Recursos da Previdência Social, nos termos dos
arts. 305 a 310.
...
Art. 305. Das decisões do INSS nos processos de interesse dos
beneficiários caberá recurso para o CRPS, conforme o disposto neste
Regulamento e no regimento interno do CRPS.
§ 1º É de trinta dias o prazo para interposição de recursos e para o
oferecimento de contra-razões, contados da ciência da decisão e da
interposição do recurso, respectivamente.
§ 3º O Instituto Nacional do Seguro Social e a Secretaria da Receita
Previdenciária podem reformar suas decisões, deixando, no caso de
reforma favorável ao interessado, de encaminhar o recurso à instância
competente.
DECRETO Nº 3048/1999
Art. 305. (...).
§ 4º Se o reconhecimento do direito do interessado ocorrer na fase de instrução
do recurso por ele interposto contra decisão de Junta de Recursos, ainda que de
alçada, ou de Câmara de Julgamento, o processo, acompanhado das razões do
novo entendimento, será encaminhado:
I - à Junta de Recursos, no caso de decisão dela emanada, para fins de reexame da
questão; ou
II - à Câmara de Julgamento, se por ela proferida a decisão, para revisão do
acórdão, na forma que dispuser o seu Regimento Interno.
Art. 306. (Revogado pelo Decreto nº 6.722, de 30.12.2008, DOU 31.12.2008 -
Ed. Extra)
Art. 307. A propositura pelo beneficiário de ação judicial que tenha por
objeto idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo
importa renúncia ao direito de recorrer na esfera administrativa e
desistência do recurso interposto.
DECRETO Nº 3048/1999
 Art. 308. Os recursos tempestivos contra decisões das Juntas de Recursos do
Conselho de Recursos da Previdência Social têm efeito suspensivo e
devolutivo.
 § 1º Para fins do disposto neste artigo, não se considera recurso o pedido de revisão
de acórdão endereçado às Juntas de Recursos e Câmaras de Julgamento.
 § 2º É vedado ao INSS escusar-se de cumprir as diligências solicitadas pelo CRPS,
bem como deixar de dar cumprimento às decisões definitivas daquele colegiado,
reduzir ou ampliar o seu alcance ou executá-las de modo que contrarie ou
prejudique seu evidente sentido.
 Art. 309. Havendo controvérsia na aplicação de lei ou de ato normativo, entre
órgãos do Ministério da Previdência e Assistência Social ou entidades vinculadas,
ou ocorrência de questão previdenciária ou de assistência social de relevante
interesse público ou social, poderá o órgão interessado, por intermédio de seu
dirigente, solicitar ao Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social solução
para a controvérsia ou questão.
BENEFÍCIOS APÓS
AFASTAMENTO PELO NSS
FGTS

 Consequência para a empresa do afastamento do trabalhador pelo INSS por auxílio


doença acidentário é o recolhimento de FGTS durante a licença médica, como está
descrito no §5º, do artigo 15 da Lei nº 8.036, de 11/05/1990.

 Art. 15. Para os fins previstos nesta Lei, todos os empregadores ficam obrigados a
depositar, até o dia sete de cada mês, em conta bancária vinculada, a importância
correspondente a oito por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior, a
cada trabalhador, incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os artigos 457 e
458 da CLT e a gratificação de Natal a que se refere a Lei nº 4.090, de 13 de julho de
1962, com as modificações da Lei nº 4.749, de 12 de agosto de 1965.
 ...
 § 5º. O depósito de que trata o caput deste artigo é obrigatório nos casos de
afastamento para prestação do serviço militar obrigatório e licença por acidente
do trabalho.
Súmula 440 do TST, divulgada em
25, 26 e 27.09.2012

 AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO. APOSENTADORIA POR


INVALIDEZ. SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO.
RECONHECIMENTO DO DIREITO À MANUTENÇÃO DE
PLANO DE SAÚDE OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA - Res.
185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012
Assegura-se o direito à manutenção de plano de saúde ou de
assistência médica oferecido pela empresa ao empregado, não obstante
suspenso o contrato de trabalho em virtude de auxílio-doença
acidentário ou de aposentadoria por invalidez.
B 31 x B 91

 O auxílio doença que dá direito ao trabalhador de ser mantido o convênio


médico é o acidentário, qual seja, aquele que o trabalhador recebe da Previdência
Social em decorrência de acidente do trabalho ou doença profissional.

 Mero afastamento por doença que não se caracterize como acidente do trabalho não
obriga a empresa a fornecer o convênio médico.

 Portanto, deve ser verificado qual é o tipo ou espécie de benefício concedido pelo
Ministério da Previdência Social. Se for B 91 – auxílio doença acidentário, o
convênio médico deve ser mantido. Caso o benefício seja B 31 – auxílio doença
previdenciário, não se faz necessária a manutenção do convênio médico.

B 31 x B 91
Eis as diferenças quanto aos benefícios de auxílio doença B 31 e B 91:

Espécie de Benefício FGTS – Garantia de Plano de Vale Vale


recolhimento 8% Emprego de 12 Saúde Transporte Refeição
ao mês meses após a alta
B 31 – Auxilio Doença Não Não Não Não Não
Previdenciário

B 91 – Auxílio Doença Sim Sim Sim Não Não


Acidentário (Art. 15, §5º, Lei (Art. 118, Lei nº (Súmula
8036/1990) 8.213/1991) 440 do
TST)
Convenção Coletiva de Trabalho
Santos
CLÁUSULA 45 - CESTA BÁSICA:
A partir de 01/10/2014, as empresas concederão,
mensalmente, uma cesta básica, a título de incentivo ao
empregado que não tiver faltas injustificadas no decorrer
do mês, no valor de R$171,20 (cento e setenta e um reais e
vinte centavos), podendo este ser pago em vale alimentação ou
em dinheiro sem integração aos salários para nenhum fim.

Parágrafo Único - A cesta básica a que alude a presente cláusula


não integra para qualquer efeito, a remuneração do empregado,
inclusive o seu salário de contribuição para fins de seguridade
social, desde que concedida de acordo com o sistema PAT
(Programa de Alimentação do Trabalhador).
.
Garantia de Emprego/Estabilidade
Lei nº 8213/1991

 Art. 118. O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo
prazo mínimo de doze meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na
empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário,
independentemente de percepção de auxílio-acidente.

 TRT-18 - 873201101018002 GO 00873-2011-010-18-00-2 (TRT-18)


Data de publicação: 11/06/2012
Ementa: . ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ART. 118 DA LEI Nº 8.213 /91. São
pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento
superior a 15 dias e a consequente percepção do
auxílio-doença acidentário. Sendo o afastamento de 15 dias,
com o pagamento dos salários do período pelo empregador, não faz jus o trabalhador
à estabilidade prevista no art. 118 da Lei 8.213 /91.
CARÊNCIA
 Art. 25. A concessão das prestações pecuniárias do Regime Geral de
Previdência Social depende dos seguintes períodos de carência, ressalvado o
disposto no art. 26:
 I - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez: 12 (doze) contribuições
mensais;

 Art. 26. Independe de carência a concessão das seguintes prestações:


 II - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de
qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem
como nos casos de segurado que, após filiar-se ao Regime Geral de
Previdência Social, for acometido de alguma das doenças e afecções
especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e do Trabalho e da
Previdência Social a cada três anos, de acordo com os critérios de estigma,
deformação, mutilação, deficiência, ou outro fator que lhe confira
especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado;
Decreto nº 3048/1999
 Art. 32. O salário-de-benefício consiste:
 ...
 II - para as aposentadorias por invalidez e especial, auxílio-doença e auxílio-
acidente na média aritmética simples dos maiores salários-de-
contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período
contributivo;
TABELA VIGENTE
Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e
trabalhador avulso, para pagamento de remuneração
a partir de 1º de Janeiro de 2015

Alíquota para fins de


Salário-de-contribuição (R$) recolhimento
ao INSS (%)

até 1.399,12 8,00

de 1.399,12 até 2.331,98 9,00


de 2.331,98 até 4.663,75 11,00

Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 09 de janeiro de 2015


Decreto nº 3048/1999
 Art. 39. A renda mensal do benefício de prestação continuada será
calculada aplicando-se sobre o salário-de-benefício os seguintes percentuais:
 I - auxílio-doença - noventa e um por cento do salário-de-benefício;.
TÉRMINO DO BENEFÍCIO
ALTA MÉDICA
Decreto nº 3048/1999

 Art. 78. O auxílio-doença cessa pela recuperação da capacidade para o trabalho,


pela transformação em aposentadoria por invalidez ou auxílio-acidente de qualquer
natureza, neste caso se resultar seqüela que implique redução da capacidade para o
trabalho que habitualmente exercia.
 § 1º O INSS poderá estabelecer, mediante avaliação médico-pericial, o
prazo que entender suficiente para a recuperação da capacidade para o
trabalho do segurado, dispensada nessa hipótese a realização de nova
perícia.
 § 2º Caso o prazo concedido para a recuperação se revele insuficiente, o
segurado poderá solicitar a realização de nova perícia médica, na forma
estabelecida pelo Ministério da Previdência Social.
 § 3º O documento de concessão do auxílio-doença conterá as informações
necessárias para o requerimento da nova avaliação médico-pericial.
Acidente de Trajeto
LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE
1991
 Art. 21. Equiparam-se também ao acidente do
trabalho, para efeitos desta Lei:
 ...
 IV - o acidente sofrido pelo segurado, ainda que
fora do local e horário de trabalho:
 ...
 d) no percurso da residência para o local de
trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o
meio de locomoção, inclusive veículo de
propriedade do segurado.
 115000106287 – ACIDENTE DE TRAJETO NÃO COMPROVADO
– AUSÊNCIA DE NEXO CAUSAL OU CONCAUSA –
REINTEGRAÇÃO AO EMPREGO E INDENIZAÇÕES INDEVIDAS –
Hipótese em que inexiste prova da ocorrência de acidente
do trabalho ou mesmo "in itinere" entre a residência e o
local de trabalho do autor, não havendo contexto para a
responsabilização da empregadora. (TRT 04ª R. – RO
0000232-37.2010.5.04.0030 – 9ª T. – Rel. Ricardo Martins
Costa – DJe 01.07.2011)
Acidente de Trajeto

 A Lei nº 8213/91 exige a emissão de CAT


quando ocorrer acidente de trabalho, e, para
ser considerado acidente de trabalho deve o
empregado apresentar incapacidade para o
trabalho seja parcial ou permanente.

 Acidente de trajeto que gera a emissão de


CAT deve ter ocorrido entre a residência e o
trabalho ou entre o trabalho e a residência.
 115000255900 – ACIDENTE DE PERCURSO – O acidente de
percurso equipara-se a acidente de trabalho típico unicamente
para efeitos da legislação previdenciária e de garantia do
emprego, não ensejando a responsabilidade civil do
empregador por indenizações acessórias, como as decorrentes
de danos morais ou materiais, por exemplo, pois não há nexo
de causalidade com o trabalho, nos termos da Lei nº. 8.213/91,
no seu art. 21, IV, d. Para a configuração do acidente de
percurso é mister que o infortúnio tenha ocorrido no trajeto
entre a residência até o local do trabalho, ou vice-versa,
situação inocorrente no caso dos autos. Recurso ordinário do
reclamante improvido. (TRT 04ª R. – RO 0000512-
56.2012.5.04.0541 – 11ª T. – Relª Desª Flávia Lorena Pacheco –
DJe 28.02.2014)
Instruções Normativas INSS/PRES nº 11, de
20 setembro de 2006, nº 15, de 15 de março
de 2007 e nº 17, de 9 de abril de 2007.

 Art. 216. Os acidentes do trabalho são classificados em três


tipos:
 ...
 § 2º Não se caracteriza como acidente de trabalho o
acidente de trajeto sofrido pelo segurado que, por interesse
pessoal, tiver interrompido ou alterado o percurso habitual.
Acidente de Trajeto


 135000004094 – ACIDENTE DE TRABALHO – TRAJETO DE
RETORNO – ALTERAÇÃO PROMOVIDA PELO TRABALHADOR,
POR MOTIVOS PARTICULARES – DESCARACTERIZAÇÃO –
Tendo o trabalhador, depois de concluído o serviço, se
encaminhado para uma lanchonete e lá permanecido por
algumas horas, antes de retornar para sua residência
(fazenda onde também prestava serviços), tem-se como
descaracterizado como de trabalho o acidente acontecido no
trajeto de retorno. Recurso não provido por unanimidade.
(TRT 24ª R. – RO 1170/2008-006-24-00.4 – Rel. Des. Amaury
Rodrigues Pinto – DJe 01.10.2010 – p. 51)
INSTRUÇÃO NORMATIVA INSS Nº 45/2010

 Art. 348. Equiparam-se também ao acidente do trabalho:


 (...)
 IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
 (...)
 d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela,
qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do
segurado.

 § 5º Não se caracteriza como acidente de trabalho o


acidente de trajeto sofrido pelo segurado que, por
interesse pessoal, tiver interrompido ou alterado o
percurso habitual.
 § 6º Quando houver registro policial da
ocorrência do acidente, será exigida a
apresentação do respectivo boletim.
DPVAT

• R$ 13.500,00, por vítima, em caso de morte;


• até R$ 13.500,00, por vítima, para invalidez permanente, de acordo com a gravidade das sequelas;
• até R$ 2.700,00, por vítima, para reembolso de despesas médico-hospitalares.

Documentos básicos
• Boletim de Ocorrência ou Certidão de ocorrência policial (original ou fotocópia autenticada,
frente e verso) - No documento deverão constar carimbo e assinatura do delegado de Policia e/ou
escrivão), número da placa, chassi, nome do proprietário do veículo, descrição do acidente, nome
completo da vítima e data do ocorrido.
• Autorização de pagamento / Crédito de indenização – O formulário deverá conter somente os
dados do beneficiário e de que forma (conta corrente ou conta poupança) ele deseja receber a
indenização ou reembolso.
• Documentação da vítima (fotocópia, frente e verso) - Carteira de identidade/RG da vítima ou
documento substitutivo (certidão de nascimento ou certidão de casamento ou carteira de trabalho
ou carteira nacional de habilitação) e CPF. • Documentação do(s) beneficiário(s) (fotocópia, frente e
verso) - Carteira de identidade/RG ou documento substitutivo (certidão de nascimento ou certidão
de casamento ou carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação), CPF (deverá estar
regularizado junto a Receita Federal, pois a pendência implicará no cancelamento do pagamento da
indenização) e comprovante de residência (conta de luz, gás ou telefone) ou declaração assinada
pelo(s) beneficiário(s) informando os dados completos do endereço (CEP inclusive).

http://www.tudosobreseguros.org.br/portal/pagina.php?l=389#direito_indeniza%C3%A7%C3%A3o_
Acidente de Trajeto
OFÍCIO Nº 64/2013 FEHOESP
ANEXO
MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO - CAT
Maio/99
 Campo 42. Descrição da situação geradora do
acidente ou doença - descrever a situação ou a
atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e
por outros diretamente relacionados ao acidente.
 - tratando-se de acidente de trajeto, especificar o
deslocamento e informar se o percurso foi ou não
alterado ou interrompido por motivos alheios ao
trabalho.
 - no caso de doença, descrever a atividade de
trabalho, o ambiente ou as condições em que o
trabalho era realizado

ANEXO
MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO - CAT
Maio/99
 1.3.2 - Entende-se como percurso o trajeto da
residência ou do local de refeição para o trabalho
ou deste para aqueles, independentemente do
meio de locomoção, sem alteração ou
interrupção por motivo pessoal do percurso
do segurado. Não havendo limite de prazo
estipulado para que o segurado atinja o local de
residência, refeição ou do trabalho, deve ser
observado o tempo necessário compatível com
a distância percorrida e o meio de locomoção

 116000126721 – ACIDENTE DE PERCURSO – DESCARACTERIZAÇÃO –
ALTERAÇÃO SUBSTANCIAL DE ROTA – De acordo com a alínea "d", inciso
IV, do art. 21, da Lei nº 8.212/91, "Equiparam-se também ao acidente do
trabalho, para efeitos desta Lei: o acidente sofrido pelo segurado ainda
que fora do local e horário de trabalho: (...) no percurso da residência
para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio
de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado". A
jurisprudência, é verdade, considera dentro do nexo causal pequenos
desvios de percursos quando o empregado, por exemplo, se dirige a uma
farmácia ou supermercado para comprar determinado produto. No
entanto, se o tempo do deslocamento fugir do usual ou se o trajeto
habitual for alterado substancialmente, rompe-se o nexo de causalidade
do acidente com o trabalho. (TRT 05ª R. – RO 0000820-05.2010.5.05.0131
– 2ª T. – Relª Desª Dalila Andrade – DJe 17.12.2012)
 132000025129 – RECURSO ORDINÁRIO ACIDENTE AUTOMOTIVO
FALECIMENTO DO EMPREGADO LOCAL DO ACIDENTE FORA DO
PERCURSO DE DESTINO DESVIO DE ROTA CONFIGURAÇÃO
INDENIZAÇÕES INDEVIDAS – Ficando devidamente comprovado que o
acidente que vitimou de forma fatal o empregado ocorreu em
localidade estranha ao percurso que deveria realizar (Juazeiro do
Norte Fortaleza), não há falar em acidente de percurso, tornando
indevidas as indenizações pleiteadas na inicial. Recurso não provido.
(TRT 21ª R. – RO 175600-67.2010.5.21.0004 – (114.712) – Rel. Des.
José Barbosa Filho – DJe 10.02.2012 – p. 92)
DECRETO Nº 95.247, DE 17 DE
NOVEMBRO DE 1987
Art. 7° Para o exercício do direito de receber o Vale-Transporte o empregado
informará ao empregador, por escrito:
I - seu endereço residencial;
II - os serviços e meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento
residência-trabalho e vice-versa.
§ 1° A informação de que trata este artigo será atualizada anualmente ou
sempre que ocorrer alteração das circunstâncias mencionadas nos itens I e II,
sob pena de suspensão do benefício até o cumprimento dessa exigência.
§ 2° O benefício firmará compromisso de utilizar o Vale-Transporte
exclusivamente para seu efetivo deslocamento residência-trabalho e vice-
versa.
§ 3° A declaração falsa ou o uso indevido do Vale-Transporte constituem
falta grave.
 250900025019 – DANO MORAL – ACIDENTE NO TRAJETO – UTILIZAÇÃO DE VEÍCULO PRÓPRIO –
FORNECIMENTO DE VALE-TRANSPORTE – COMPROVAÇÃO – RESPONSABILIDADE PATRONAL –
INOCORRÊNCIA – "Dano moral. Acidente no trajeto. Opção por veículo próprio. Ausência de
opta por locomover-se em
nexo causal. Indenização indevida. Se o trabalhador
veículo próprio no trajeto residência-trabalho exime o empregador de
qualquer culpa quanto a acidente ocorrido no percurso, mormente na situação dos autos, em
que restou provado o fornecimento regular do vale-transporte. Não
comprovada a alegação de insuficiência do número de vales, como justificativa para o uso da
condução própria, é forçoso concluir que a utilização da bicicleta se deu por inteiro alvedrio do
empregado, o que tornaria até mesmo despiciendo o fornecimento do vale-transporte. Não há,
portanto, como se atribuir qualquer responsabilidade, decorrente de culpa ou dolo, à reclamada,
em face do acidente sofrido no trajeto, decorrente do desprendimento de uma das rodas da
bicicleta, até porque incumbia ao empregado manter seu veículo em condição de uso seguro. Ao
deixar de cuidar da manutenção e preservação da bicicleta, revelou-se desidioso o autor,
manifestando desapreço pela própria segurança, não podendo a culpa pelo acidente ser
debitada à reclamada. Ausente o nexo de causalidade entre o acidente e a atividade laboral, não
há que se falar em acidente do trabalho, restando caracterizado tão-somente, um acidente
comum, para o qual a reclamada não concorreu. Ainda que o acidente de trajeto pudesse ser
considerado para fins previdenciários, não há como imputar a responsabilidade civil por ato
ilícito à reclamada, por ausência de provas de que tenha contribuído com culpa ou dolo para
evento danoso, ônus que incumbia ao reclamante." (TRT 02ª R. – RO 00584200725302009 – 4ª
T. – Rel. Juiz Ricardo Artur Costa e Trigueiros – DJe 29.04.2008)
121000033536– INDENIZAÇÃO DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRABALHO –
ACIDENTE DE TRAJETO – O acidente in itinere, ou de trajeto, é expressão
utilizada para caracterizar o acidente que, tendo ocorrido fora do
ambiente de trabalho, ainda assim se considera acidente de trabalho,
pois decorrente do deslocamento do empregado entre sua residência e
local de trabalho, e vice-versa (art. 21 da Lei nº 8.213/91). O desvio de
trajeto do reclamante quando ia do trabalho para sua residência, teve
o condão de afastar a responsabilidade da recorrente, pois o autor
desviou-se conscientemente do percurso normal que ele se utilizava
para chegar em sua residência. Recurso parcialmente provido. (TRT 10ª
R. – RO 1004-68.2010.5.10.0018 – Relª Desª Maria Piedade Bueno
Teixeira – DJe 03.06.2011 – p. 80)
Instruções Normativas INSS/PRES nº 11, de
20 setembro de 2006, nº 15, de 15 de março
de 2007 e nº 17, de 9 de abril de 2007.
 Art. 216. Os acidentes do trabalho são classificados em três
tipos:
 I - acidente típico (tipo 1), é aquele que ocorre pelo exercício
do trabalho a serviço da empresa;
 II - doença profissional ou do trabalho (tipo 2);
 III - acidente de trajeto (tipo 3), é aquele que ocorre no
percurso do local de residência para o de trabalho, desse
ou de um para outro local de
para aquele,
trabalho habitual, considerando a distância e o tempo
de deslocamento compatíveis com o percurso do referido
trajeto.
ANEXO
MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO - CAT
Maio/99
 1.3 - Equiparam-se também a acidente do trabalho:
 (...)
 IV - o acidente sofrido, ainda que fora do local e horário de
trabalho:
 (...)
 e) no percurso da residência para o local de trabalho ou
deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção,
inclusive veículo de propriedade do segurado, desde que
não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo
alheio ao trabalho;
 Nota: Não será considerado acidente do trabalho o
ato de agressão relacionado a
motivos pessoais.
ANEXO


Instruções Normativas INSS/PRES nº 11, de
20 setembro de 2006, nº 15, de 15 de março
de 2007 e nº 17, de 9 de abril de 2007.

 Art. 224. Serão responsáveis pelo preenchimento e encaminhamento da CAT


de que trata o art. 336 do RPS, aprovado pelo Decreto nº 3.048/1999:
 I - no caso de segurado empregado, a empresa empregadora;
 ...
 § 1º É considerado como agravamento do acidente aquele sofrido pelo
acidentado quando estiver sob a responsabilidade da Reabilitação
Profissional. Neste caso, caberá ao profissional técnico da Reabilitação
Profissional emitir a CAT e encaminhá-la para a Perícia Médica, que
preencherá o campo atestado médico.
 § 2º No caso do segurado empregado e trabalhador avulso exercerem
atividades concomitantes e vierem asofrer acidente de trajeto
entre uma e outra empresa na qual trabalhe, observado
o contido no inciso III do art. 216 desta Instrução Normativa, será
obrigatória a emissão da CAT pelas duas empresas.
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO
(CAT)

 1.4 São documentos necessários para o registro da CAT no sistema da Previdência


Social:
 1.4.2 relatório médico ou atestado médico, constando:
 - a descrição do atendimento realizado ao acidentado do trabalho, inclusive o
diagnóstico com CID e o período provável para o tratamento;
 - assinatura, carimbo com o número do CRM (Conselho Regional de Medicina) e
data, seja o documento emitido por particular, convênio ou pelo SUS;

 1.4.3 - cópia do boletim de ocorrência, quando houver.

 http://www.saudedafamilia.org/funcionarios/norma_interna_acidente_trabalho_
2012.pdf
 116000117384 – ACIDENTE DE TRABALHO – ACIDENTE NO PERCURSO
PARA O TRABALHO – Cabe à vítima comprovar, ainda que por
presunção, o acidente de trabalho ocorrido no percurso entre sua
residência e o local de trabalho ou vice-versa. (TRT 05ª R. – RO
0000132-30.2010.5.05.0006 – 1ª T. – Rel. Des. Edilton Meireles – DJe
08.11.2012)

 18000033606 – ESTABILIDADE ACIDENTÁRIA – ACIDENTE DE


PERCURSO – DESVIO SUBSTANCIAL DO TRAJETO HABITUAL DO LOCAL
DE TRABALHO PARA RESIDÊNCIA – QUEBRA DO NEXO CAUSAL – O
desvio substancial da rota trabalho/residência afasta o
enquadramento do desastre como acidente de trabalho. Recurso
desprovido. (TRT 07ª R. – RO 776-07.2011.5.07.0030 – Rel. Plauto
Carneiro Porto – DJe 24.10.2012 – p. 15)
 122000010660– ACIDENTE DE PERCURSO – AUSÊNCIA DE PROVA DOS
ELEMENTOS CARACTERIZADORES – Embora o sinistro com o autor tenha
ocorrido após a sua saída do trabalho, verificou-se que houve alteração do
percurso trabalho-residência, o que descaracteriza o acidente de trabalho
previsto no art. 21, III, "d", da Lei 8.213/91. Ora, forçoso reconhecer a
necessidade do nexo de causalidade entre o trabalho e o acidente nesta
hipótese, requisito imprescindível para a configuração do dever de
indenizar, o que não restou visualizado. (TRT 11ª R. – RO 0001154-64-
2010-5-11-0004 – Relª Luíza Maria de Pompei Falabela Veiga – DJe
01.12.2011 – p. 5)
 121000043418 – ACIDENTE DO TRABALHO – PERCURSO "RESIDÊNCIA –
TRABALHO" – CONFIGURAÇÃO – Hipótese em que se analisa a
configuração de acidente de trabalho sofrido pela trabalhadora, no
percurso "residência-trabalho", nos moldes do art. 21, IV, "d", da Lei
8.213/91. Elementos de convicção que indicam, de forma cabal e
incontestável, que a trabalhadora recebeu atendimento médico em
hospital público, em dia útil de trabalho e em horário compatível com o
horário de saída de sua residência para chegar à empresa a tempo de
iniciar sua jornada. Sem embargo das dificuldades naturais de
apresentação de provas dos chamados "acidentes de percurso", que
geralmente ocorrem fora do ambiente de trabalho, as circunstâncias
fáticas demonstradas autorizam a admissão do fato constitutivo do direito
pretendido, com base nos artigos 212, IV, do CC, 131 e 332 do CPC, 8º e
769 da CLT. Recurso conhecido e provido. (TRT 10ª R. – RO 1050-
75.2010.5.10.0012 – Rel. Des. Douglas Alencar Rodrigues – DJe 25.11.2011
– p. 231)
 125000019198– ACIDENTE DE PERCURSO – EQUIPARAÇÃO A ACIDENTE DE
TRABALHO – NÃO GOZO DE AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO –
PRESSUPOSTO OBJETIVO – ESTABILIDADE ACIDENTÁRIA – NÃO
CONFIGURAÇÃO – São pressupostos para a concessão da estabilidade
acidentária o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção
do auxílio-doença acidentário, nos exatos termos do art. 118 da Lei nº
8.213/91, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que
guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego,
exceção esta que, contudo, não se enquadra no caso concreto em que se
noticia a ocorrência de acidente de trabalho típico por equiparação legal
do acidente de percurso (art. 21, IV, Lei nº 8.213/91), de forma que não
caracterizada a estabilidade acidentária "in casu", ademais porque se
tratou de afastamento igual a 15 dias, sem gozo do referido benefício
previdenciário. (TRT 14ª R. – RO 0001055-36.2012.5.14.0006 – 1ª T. – Rel.
Juiz Conv. Shikou Sadahiro – DJe 01.10.2013 – p. 27)
ALTA DO INSS
116000034315 – CESSAÇÃO DE AUXÍLIO-DOENÇA – RETORNO AO TRABALHO
IMPEDIDO PELO EMPREGADOR – PAGAMENTO DE SALÁRIOS – Compete ao Órgão
Previdenciário a responsabilidade sobre os exames médicos para concessão e
manutenção de benefícios, conforme art. 170 do Decreto nº 3.048/99. Nesse
passo, ao ser considerada apta para o exercício das atividades habituais e o
conseqüente retorno ao serviço pelo órgão competente, afasta-se a
responsabilidade do INSS pelo pagamento do benefício, cabendo à reclamada
dar seguimento ao contrato de trabalho, cumprindo as cláusulas que foram
avençadas, dentre as quais o pagamento de salários à obreira. Recurso
improvido. (TRT 05ª R. – RO 0039300-51.2007.5.05.0036 – 5ª T. – Rel. Esequias de
Oliveira – DJe 22.07.2010)
Súmula nº 32 - TST
 Se o trabalhador recebeu alta da Previdência Social, deve retornar às
atividades sob pena de ser considerado abandono de emprego.
 O Tribunal Superior do Trabalho através da Súmula nº 32 respalda
a dispensa por justa causa de empregado que não retorna às atividades
após a alta do INSS.
 Nº 32 - ABANDONO DE EMPREGO
 Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao
serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício
previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer.
 Há que se lembrar, no entanto, que não se faz necessário aguardar trinta
dias para a dispensa por justa causa, quando o empregado não comparece
ao trabalho. Como é obrigação do Empregador manter o endereço do
trabalhador, deve-se encaminhar ao empregado que não retorna ao
trabalho carta registrada, com aviso de recebimento, ou telegrama,
solicitando que compareça a empresa para retomar suas atividades, uma vez
que não há motivo para sua ausência, e em havendo recusa em voltar ao
trabalho, que pode ser aplicada a pena de justa causa por abandono de
emprego.
ALTA DO INSS X APTA PELO MÉDICO DO TRABALHO X
RECUSA EM RETORNAR = RESCISÃO DE CONTRATO
 Cessado o benefício devido à alta da Previdência Social que considerou o
trabalhador capacitado para o exercício de suas funções, e
injustificadamente recusando-se este a retornar ao trabalho, cabível a
rescisão contratual

 117000009670 – AUXÍLIO DOENÇA ACIDENTÁRIO – ALTA MÉDICA


CONCEDIDA PELO INSS – Após o término do benefício previdenciário, o
reclamante deveria ter retornado ao trabalho. Como confessadamente
não voltou a desempenhar suas atividades, não há como se imputar à
empresa o ônus quanto ao pagamento dos salários, já que não houve
prestação laboral. Apelo a que se nega provimento. (TRT 06ª R. – RO
0030400-55.2009.5.06.0271 – 1ª T. – Relª Aline Pimentel Gonçalves – DJe
14.07.2010 – p. 146)

 Se o trabalhador alegar que não está comparecendo ao trabalho porque
aguarda a decisão de seu recurso administrativo ou pedido de reconsideração
por parte da Previdencia Social, não é motivo que justifique suas ausências,
sendo passível de desconto dos dias não trabalhados.
 LEI Nº 605, DE 5 DE JANEIRO DE 1949
 Art. 6º(...)
 § 1º. São motivos justificados:
 ...
 e) a falta do serviço com fundamento na lei sobre acidente do trabalho;
 f) a doença do empregado, devidamente comprovada.
 § 2º. A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição
de previdência social a que estiver filiado o empregado, e, na falta deste e
sucessivamente, de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria;
de médico da empresa ou por ela designado; de médico a serviço de
repartição federal, estadual ou municipal, incumbida de assuntos de higiene
ou de saúde pública; ou não existindo estes, na localidade em que trabalhar,
de médico de sua escolha
 No entanto, se o trabalhador apresenta atestado de seu médico
assistente afirmando que está incapacitado para o retorno às atividades,
deve o trabalhador ser encaminhado ao serviço de medicina ocupacional
da empresa, para verificar se é necessário o reencaminhamento à
Previdência Social, como dispõe o §1º do artigo 75 do Decreto nº 3048/99

Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da


atividade por motivo de doença, incumbe à empresa pagar ao segurado
empregado o seu salário.
§ 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em
convênio o exame médico e o abono das faltas correspondentes aos
primeiros quinze dias de afastamento.
 Importante ressaltar, que sempre deve tanto o Médico Perito do INSS quanto
o Médico do Trabalho da Empresa, estarem atentos ao analisarem o
trabalhador, de que a incapacidade deve relacionar-se com o trabalho
habitualmente executado, como destacado no artigo 78 do Decreto nº
3048/99

 Art. 78. O auxílio-doença cessa pela recuperação da capacidade para o


trabalho, pela transformação em aposentadoria por invalidez ou auxílio-
acidente de qualquer natureza, neste caso se resultar seqüela que implique
redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.
 37064117 – ACIDENTE DE TRABALHO – INTERREGNO ENTRE A ALTA DO INSS
ATÉ A REINTEGRAÇÃO – INDENIZAÇÃO – A autora foi vítima de acidente de
trabalho comprovado por perícia médica. Diante de tal circunstância não
poderia a sua empregadora deixar-lhe sem trabalho e sem salário, mas
deveria tê-la submetido a exame médico e, após constatar sua inaptidão para
o trabalho, encaminhá-la à Previdência Social para avaliação de incapacidade
e definição da conduta previdenciária, o que não ocorreu. Assim, optando o
empregador por omitir-se quanto à aferição das condições de saúde da obreira
de acordo com as instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho, Portaria
nº 3.214/78, que aprovou a NR-7, deve responder pelo seu ato. (TRT 17ª R. –
RO 01131.2004.006.17.00.1 – Rel. Des. Carlos Henrique Bezerra Leite – J.
06.11.2008)
ALTA INSS X MÉDICO DO TRABALHO
= PREVALECÊNCIA DA ALTA

ALTA INSS X MÉDICO DO TRABALHO
= PREVALECÊNCIA DA ALTA
 Jamais manter-se em compasso de espera pelo resultado do recurso administrativo ou
reconsideração de decisão, já que, não há na legislação, nenhuma justificativa para que o
empregado deixe de comparecer ao trabalho sem justificativa prevista em lei.
 115000098431– RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA – DIAS NÃO TRABALHADOS EM
QUE A RECLAMANTE NÃO SE ENCONTRAVA EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO –
DIVERGÊNCIA DE ENTENDIMENTOS ENTRE A PERÍCIA DO INSS E A MÉDICA DA EMPRESA
– SALÁRIOS DO PERÍODO DEVIDOS PELA RÉ, CONSIDERANDO TER TIDO CIÊNCIA DA
ALTA PREVIDENCIÁRIA – Havendo divergência entre as conclusões da perícia do INSS,
apontando a aptidão da empregada para o trabalho, e da médica da empresa,
indicando a inaptidão para tanto, prevalece a posição da autarquia, pois a ela compete
a responsabilidade sobre os exames médicos para concessão e manutenção de
benefícios, conforme art. 170 do Decreto nº 3.048/99, devendo a empregadora
responder pelo pagamento dos salários devidos no período em que a empregada esteve
à disposição da empresa para trabalhar (art. 4º da CLT), pois não se admite permaneça o
empregado sem o recebimento de salário. Ademais, se a empresa não concorda com a
situação de discrepância entre as posições dos pareceres médicos, deve intentar ação em
âmbito próprio a fim de discutir a decisão do INSS. Sentença mantida, desprovendo-se o
recurso. (TRT 04ª R. – RO 0034200-40.2008.5.04.0382 – 7ª T. – Relª Desª Beatriz Zoratto
Sanvicente – DJe 14.04.2011)
RECUSA INSS = READAPTAÇÃO OU RESCISÃO
CONTRATUAL

 Havendo justificativa para as faltas, deve o trabalhador ser remunerado, pois


apenas em caso de faltas injustificadas pode haver o desconto dos dias não
trabalhados
 128000001918 – PAGAMENTO DE SALÁRIOS APÓS A ALTA DO INSS –
EMPREGADO GARI – EPILEPSIA – A epilepsia é uma doença que cria certa
limitação ao trabalhador, pois há funções que não devem ser exercidas
porque são de risco, tais como: trabalho em altura, motorista profissional,
berçarista/babá, piloto, cirurgião, operador de máquinas industriais, trabalho
junto ao fogo (cozinheiro, padeiro, bombeiro), guarda-vidas e mergulhador,
dentre outras. Contudo, não é uma doença que por si só incapacita o
trabalhador para a atividade laboral, mas somente quando as crises são
descontroladas, ao ponto de criar riscos a própria integridade física do
trabalhador ou a de terceiros é que deve ser encaminhado ao INSS para
obtenção de benefício (auxílio-doença). Quando as crises são controláveis, o
trabalhador deve ser aproveitado e indicado a profissões adequadas e sem
riscos, deve ser incentivado a trabalhar para sentir-se parte integrante da
sociedade.
Tal comportamento afasta o preconceito que, sabemos, é comum nesses casos.
Por outro lado, não se pode perder de vista que em muitas das vezes a epilepsia
de difícil controle incapacita definitivamente o trabalhador para atividades diárias
e laborativas. Pois bem. Se o empregador estava ciente das dificuldades
encontradas pelo empregado, portador de epilepsia, junto ao INSS, que insistia
em considerá-lo apto ao trabalho, deveria ter redirecionado o reclamante para
outra atividade laboral menos exposta às intempéries da natureza e que lhe
desse condições mais brandas de labor em ambiente de trabalho não sujeito a
riscos e não desencadeador do agravamento do seu quadro clínico. Se assim
não agiu, tecnicamente é forçoso concluir que não tendo ocorrido a suspensão
ou o encerramento do contrato do trabalho, pois o INSS entendeu que o
reclamante estava apto para o labor, únicas hipótese de serem indevidos os
salários do autor, devidos são os salários do período, pois como bem observou o
juiz de primeiro grau "... Dessa luta do rochedo com o mar..." Não pode o
reclamante levar a pior!. (TRT 17ª R. – RO 01153.2008.010.17.00.4 – 1ª T. – Rel.
Des. Gerson Fernando da Sylveira Novais – J. 15.09.2009)
ALTA DO INSS X AUXÍLIO DOENÇA 31 X DESINTERESSE
PELO VÍNCULO = RESCISÃO DO CONTRATO

 Se não houver interesse em manter o trabalhador em seu quadro de


empregados, e não for este portador de estabilidade por ter recebido o auxílio
doença acidentário – B 91, deve-se rescindir o contrato, mas, nunca manter o
afastamento das atividades sem a devida prestação de serviços para o qual foi o
trabalhador contratado.
 116000041115 – ALTA MÉDICA DO INSS – CESSAÇÃO DO AUXÍLIO DOENÇA
PREVIDENCIÁRIO – CIÊNCIA DA EMPRESA – NÃO EXTINÇÃO DO CONTRATO DE
TRABALHO – SUBSISTÊNCIA DAS OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR – Uma vez
concedida alta médica pelo INSS à reclamante, caberia à empresa, ciente do
fim da causa suspensiva do contrato de trabalho, reintegrá-la ao trabalho, ou
ainda, por não ser a ela portadora de estabilidade acidentária - Porquanto
beneficiária de auxílio doença, espécie 31 - Rescindir o contrato, no exercício do
poder potestativo que lhe é facultado por lei. Não o fazendo, entendo que
optou a reclamada pela manutenção do vínculo de emprego, subsistindo o
dever de cumprir todas as obrigações dele decorrentes, dentre elas a de dar
trabalho à empregada e a de pagar os salários correspondentes - Nos termos do
art. 483, da CLT. (TRT 05ª R. – RO 0227600-12.2009.5.05.0461 – 2ª T. – Relª Luíza
Lomba – DJe 10.09.2010)

 116000043354 – RECUSA DA EMPRESA EM ACEITAR RETORNO DE
FUNCIONÁRIO QUE OBTEVE ALTA DO INSS – PAGAMENTO DE SALÁRIOS – É
devido o pagamento dos salários referentes ao período em que o reclamante,
apesar de não ter prestado serviços à reclamada, se colocou à sua disposição,
tendo o seu retorno sido impedido por ser considerado inapto para a função
no exame médico da empresa. (TRT 05ª R. – RO 0000420-60.2010.5.05.0011
– 2ª T. – Relª Desª Dalila Andrade – DJe 20.10.2010)

 Sempre prevalecerá o entendimento do Médico Perito do INSS, ou seja, se


for concedida da alta, deve-se providenciar o retorno do trabalhador às suas
atividades, ou, se verificado que não há condições deste executá-las, colocar
à disposição outras tarefas que sejam compatíveis com a situação.
 Se para a empresa o trabalhador não possui nenhuma condição de executar as
funções que normalmente desenvolvia e para nenhuma outra função, pode buscar
realizar exames que ajudem o mesmo a comprovar perante o INSS que está
incapaz para o trabalho e não há como ser reabilitado para outra atividade, o
que motiva a obtenção da aposentadoria por invalidez, como descreve o artigo 43,
do Decreto nº 3048/99
 Art. 43. A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida a carência exigida,
quando for o caso, será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de
auxílio-doença, for considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de
reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-
lhe-á paga enquanto permanecer nessa condição.
 § 1º A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação da
condição de incapacidade, mediante exame médico-pericial a cargo da previdência
social, podendo o segurado, às suas expensas, fazer-se acompanhar de médico de
sua confiança.
 § 2º A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao Regime
Geral de Previdência Social não lhe conferirá direito à aposentadoria por
invalidez, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou
agravamento dessa doença ou lesão.
 Conclui-se, então, que:
 - se o trabalhador receber alta do INSS e não retornar ao trabalho, deve ser
notificado para comparecer sob pena de aplicação de pena de abandono de
emprego;
 - havendo o retorno, e constatada a incapacidade para o exercício de sua
atividade habitual pelo médico do trabalho da empresa, procurar adaptá-lo a
outra atividade, de modo que não deixe de prestar serviços, já que o Médico
Perito do INSS constatou a capacidade laboral;
 - se o trabalhador apresenta atestado de seu médico assistente afirmando
que está incapacitado para o retorno às atividades, deve o trabalhador ser
encaminhado ao serviço de medicina ocupacional da empresa, para verificar
se é necessário o reencaminhamento à Previdência Social, como dispõe o §1º
do artigo 75 do Decreto nº 3048/99
 - sempre prevalecerá o entendimento do Médico Perito do INSS, ou seja, se
for concedida da alta, deve-se providenciar o retorno do trabalhador às suas
atividades, ou, se verificado que não há condições deste executá-las, colocar à
disposição outras tarefas que sejam compatíveis com a situação.
- se o trabalhador não volta a trabalhar sob alegação de que espera pelo
resultado do recurso administrativo ou reconsideração de decisão, deve ser
notificado para voltar a exercer suas atividades, pois , não há na legislação,
nenhuma justificativa para que o empregado deixe de comparecer ao trabalho
sem justificativa prevista em lei.
- atestados médicos justificam faltas, o que impõe o pagamento de salário
- imprescindível que após a alta do INSS, o trabalhador seja examinado pelo
Médico do Trabalho da empresa, para fins de cumprimento da NR 7 – PCMSO,
- se não houver interesse em manter o trabalhador em seu quadro de
empregados, e não for este portador de estabilidade por ter recebido o auxílio
doença acidentário – B 91, deve-se rescindir o contrato, mas, nunca manter o
afastamento das atividades sem a devida prestação de serviços para o qual foi o
trabalhador contratado.
- se para a empresa o trabalhador não possui nenhuma condição de executar as
funções que normalmente desenvolvia e para nenhuma outra função, pode
buscar realizar exames que ajudem o mesmo a comprovar perante o INSS que
está incapaz para o trabalho e não há como ser reabilitado para outra atividade, o
que motiva a obtenção da aposentadoria por invalidez, como descreve o artigo
43, do Decreto nº 3048/99
Bombril é condenada a ressarcir cinco anos de
salários de embaladora que não retornou ao
trabalho após alta do INSS

Uma embaladora da Bombril conseguiu obter na Justiça do Trabalho o direito a


receber cinco anos de salários correspondentes ao período em que já havia
recebido alta previdenciária, mas sem retornar ao trabalho. A decisão é do juiz
substituto Geraldo Magela Melo, em sua atuação na 1ª Vara do Trabalho de Sete
Lagoas. Para o magistrado, a reclamada não poderia ter permitido essa situação,
devendo responder pelos danos materiais causados à trabalhadora.
Admitida em 02/05/91, a reclamante relatou que foi acometida de LER em
10/06/98 e, por vários períodos consecutivos, esteve afastada do trabalho
recebendo benefício previdenciário. O último deles terminou em 31/08/06. A
partir de então, segundo a trabalhadora, começou sua peregrinação para recorrer
da decisão do INSS, que veio a indeferir o benefício já em 30/04/12, por perda da
qualidade de segurada. Ainda de acordo com a reclamante, não houve reabilitação
profissional.
A perícia médica determinada pelo juízo constatou o diagnóstico de patologias
ortopédicas, como bursite e tendinite dos ombros, quadros intimamente
ligados ao diabetes. Contudo, a perita afastou a relação das patologias com as
atividades da reclamante, informando não haver restrições funcionais. Ela
considerou a trabalhadora apta para o trabalho, assim como já havia feito o
INSS.
Ao examinar a farta documentação do processo, o juiz sentenciante não teve
dúvidas de que a empresa sabia que o INSS havia considerado a reclamante
apta. O magistrado lembrou, inclusive, que a decisão do órgão previdenciário
tem presunção de legitimidade. Mesmo assim, o médico da empresa não
autorizou o retorno dela ao trabalho. Como observou o magistrado, não houve
tentativa de readaptação profissional da reclamante. O médico apontou
apenas que ela teria que ficar de pé, com movimentos repetitivos.
"Ora, se ele (médico do trabalho) entendia que a trabalhadora não deveria ficar
em pé e realizar movimentos repetitivos, cabia à Empresa providenciar outra
atividade para readaptar a Autora, como portaria, telefonista, recepcionista ou
qualquer outra atividade que fosse compatível com a capacidade laboral da
Demandante", ponderou o julgador. No seu modo de entender, ao agir dessa
forma, a reclamada assumiu o risco de ter que arcar com os salários do período.
Afinal, não havia como garantir que os recursos administrativos da reclamante
seriam acatados pelo INSS.
"A Reclamante não trabalhou porque a Ré não permitiu, inclusive até a presente
data não dispensou a Autora e nem determinou o retorno imediato ao trabalho,
o que já deveria ter feito", registrou o julgador na sentença. Diante desse quadro,
decidiu condenar a empresa a pagar os salários referentes aos cinco anos
anteriores à data do ajuizamento da reclamação, período não alcançado pela
prescrição, excetuando-se um período em que a reclamante recebeu benefício em
razão de insuficiência renal, também relacionada a diabetes. Na decisão, foi
determinado que o salário mínimo legal seja observado no cálculo, uma vez que a
reclamante não apresentou normas coletivas da categoria que pudessem indicar
dados diferentes.
A reclamada recorreu, mas o TRT manteve a decisão. No voto, os julgadores
destacaram que, se a empregadora não desejava readaptar a empregada,
deveria ela própria ter recorrido da decisão da autarquia. A colocação da
empregada no que chamaram de "limbo jurídico", com impedimento de
assumir suas funções, foi considerada inaceitável. Também ressaltaram que a
empresa pode buscar em ação própria o devido ressarcimento contra a
autarquia. Os julgadores também lembraram que, nos termos do art. 4º da
CLT, "Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado
esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo
disposição especial expressamente consignada". Para eles, esta é a situação, já
que a empresa não aceitou o retorno da empregada ao seu posto de
trabalho.
FAP – FATOR ACIDENTÁRIO DE
PREVENÇÃO

 http://www.ntu.org.br/novosite/arquivos/OrientaFAP.pdf
Obrigada pela atenção!

 Lucinéia A. Nucci

E-mail: juridico@sindhosp.com.br