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PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE_0001064-47.2015.5.09.0130

Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região

AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO


RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130
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Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 04/08/2015


Valor da causa: R$ 35.000,00

Partes:
AUTOR: IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR - CPF: 625.355.951-68
ADVOGADO: MATEUS AUGUSTO ZANLORENSI - OAB: PR42469
RÉU: KUHN-MONTANA INDUSTRIA DE MAQUINAS S/A - CNPJ: 01.186.305/0001-00
ADVOGADO: DIEGO LENZI REYES ROMERO - OAB: PR40504
PERITO: LUIZ VALDIR SLOMPO DE LARA - CPF: 259.283.849-04
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TERMO DE PETICIONAMENTO EM PDF

AUTUAÇÃO: [Mateus Augusto Zanlorensi, IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR] x [KUHN - MONTANA INDUSTRIA DE
M A Q U I N A S S / A ]

PETICIONANTE: Mateus Augusto Zanlorensi

Nos termos do artigo 1º do Ato número 423/CSJT/GP/SG, de 12 de novembro de 2013, procedo à juntada, em anexo, de petição
em arquivo eletrônico, tipo “Portable Document Format” (.pdf), de qualidade padrão “PDF-A”, nos termos do artigo 1º, § 2º,
inciso II, da Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006, e em conformidade com o parágrafo único do artigo 1º. do Ato acima
mencionado, sendo que eventuais documentos que a instruem também serão anexados.

4 de Agosto de 2015

Mateus Augusto Zanlorensi

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=15080415183542000000004730030
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 339598d - Pág. 1
Número do documento: 15080415183542000000004730030
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DA MMª ____ª


VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PARANÁ

IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR, brasileiro, casado, inscrito no CPF


sob o nº 625.355.951-68, portador do RG nº 4.294.649/GO, portador da CTPS nº 68905-
00021/MT, nascido em 24/08/1973, filho de Julieta Maria de Jesus dos Santos, residente e
domiciliado na Rodovia RSC 453, km 142, s/n, Bairro Santa Fé, Caxias do Sul – Rio Grande do
Sul, CEP – 95.045-630, por meio de seus advogados, infra-assinados – conforme procuração
em anexo –, vem respeitosamente à presença desse D. Juízo propor:

RECLAMATÓRIA TRABALHISTA

em face de:

KUHN-MONTANA INDÚSTRIA DE MAQUINAS S/A., pessoa jurídica


de direito privado, devidamente inscrita no CNPJ sob o n° 01.186.305/0001-00, com sede na
Rua Francisco Dal Negro, nº 3400, Bairro Colônia Rio Grande, São José dos Pinhais – PR, CEP
83.025-320 pelos motivos de fato e direito a seguir descritos.

DAS NOTIFICAÇÕES E INTIMAÇÕES

Cumpre registrar que todas as notificações e intimações (inclusive por


meio de publicações) ao Autor no presente processo deverão ser realizadas em nome do Dr.
MATEUS AUGUSTO ZANLORENSI, OAB/PR 42.469, com escritório estabelecido em
Curitiba – PR, à Rua Júlia Wanderley, nº 430 – Bairro Mercês – CEP 80.430-030 – Tel/Fax
(41) 3044-2826, nos termos da Súmula 427 do C. TST, o que expressamente se requer,
sob pena de nulidade processual.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 1c5e26a - Pág. 1
Número do documento: 15080415192924800000004730032
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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1. DO CONTRATO DE TRABALHO

O Autor foi contratado pela Ré em 01/07/2010, para exercer a função de


Vendedor I, sendo promovido, em 01/11/2011, para a função de Vendedor III. Em
01/05/2012, o Reclamante foi novamente promovido, passando a exercer a função de
Executivo de Vendas Sr., função esta que exerceu até a data da sua dispensa sem justa
causa, ocorrida em 14/08/2014.

Percebeu, como maior salário, o importe de R$ 8.454,97 (oito mil,


quatrocentos e cinqüenta e quatro reais e noventa e sete centavos) mensais.

A Ré sonegou diversos direitos do obreiro, motivo pelo qual não restou


ao Reclamante alternativa senão a de buscar o Poder Judiciário para ver garantido os seus
direitos, o que faz consoante as razões de fato e de direito a seguir aduzidas:

2. DO PAGAMENTO E DA PROJEÇÃO DO AVISO PRÉVIO

A Reclamada não efetuou corretamente o pagamento e a projeção do


aviso prévio no tempo de serviço, o que se requer desde já, a fim de gerar reflexos para
todos os fins.

Tendo em visto o tempo de serviço do Reclamante, o aviso prévio que lhe


é devido é de 45 (quarenta e cinco) dias – e não 42 (quarenta e dois) dias, como
equivocadamente fez a Ré –, conforme dispõe a Lei 12.506/2011.

Neste sentido, requer-se o pagamento e a projeção do aviso prévio de 45


(quarenta e cinco) dias no tempo de serviço do obreiro, a fim de gerar os devidos reflexos em
todas as verbas rescisórias, havendo, assim, diferenças a título de 13º salário proporcional,
férias proporcionais + 1/3, devendo, ainda, gerar reflexos previdenciários, bem como para o
depósito fundiário, e multa de 40%.

Por fim, tal período deverá ser anotado na CTPS obreira, sob pena de
multa diária em favor do Autor, em caso de descumprimento da determinação judicial, visto
que, nos termos da OJ 82, da SDI-I, do C. TST, “a data de saída a ser anotada na CTPS deve
corresponder à do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado”.

3. DO VEÍCULO FORNECIDO – INTEGRAÇÃO

A Ré forneceu, durante toda a contratualidade, veículo para uso


particular do Autor, o qual não era fornecido para possibilitar a prestação de serviços, mas
sim como contraprestação aos serviços prestados, tendo, assim, nítido caráter salarial.

O art. 458 da CLT assim dispõe:

Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para


todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras
prestações "in natura" que a empresa, por força do contrato ou do costume,
fornecer habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o
pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas.

Referido veículo permanecia tempo integral com o Autor e sua família, o


qual o utilizava para fins exclusivamente particulares.

Ademais, a natureza do trabalho a ser desenvolvido não necessitava de


locomoção constante, não havendo que se falar em concessão da presente utilidade para
viabilizar a prestação de serviços.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Referido veículo era, na verdade, uma forma de remuneração pelos


serviços prestados pelo Autor, devendo, assim, ser declarado o caráter salarial do mesmo.

O veículo tanto era tratado pela Ré como uma contraprestação pelos


serviços prestados que havia ajuste expresso da concessão do mesmo como salário.

A jurisprudência firmou entendimento de que possui natureza salarial a


utilidade fornecida pelo empregador que pretende remunerar o obreiro por sua prestação de
serviços, vejamos:

TRT-PR-06-03-2007 SALÁRIO "IN NATURA". CARACTERIZAÇÃO. De


forma a que se caracterize o salário em utilidades, é necessário que
se analise sua finalidade. Se a utilidade é ofertada ao trabalhador em
virtude de contraprestação ao serviço, vislumbra-se sua natureza
salarial. Por outro lado, assume contornos indenizatórios, na medida em que
se destine a permitir o desempenho das atividades pelo trabalhador. Uma vez
demonstrada a função habilitadora da prestação de serviços, a utilização de
veículo pelo obreiro tem natureza indenizatória, sendo indevida a integração
salarial. Recurso Ordinário do Reclamante a que se nega provimento. TRT-
PR-16267-2004-002-09-00-4-ACO-05720-2007 - 1A. TURMA - Relator:
UBIRAJARA CARLOS MENDES - Publicado no DJPR em 06-03-2007

Assim, tem-se que o veículo fornecido pela Ré não se trata de benefício


fornecido para possibilitar a realização do trabalho. Deste modo, deve ser afastada, de plano,
a aplicação da Súmula 367, I, do C. TST.

Cabe destacar, ainda, que o aluguel de veículo equivalente ao fornecido


pela Ré ao obreiro, resulta na importância média mensal de R$ 4.500,00 (quatro mil e
quinhentos reais).

Ante o exposto, requer-se a integração do veículo concedido pela Ré à


remuneração do obreiro, gerando reflexos nos descansos semanais remunerados (sábados,
domingos e feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional
de férias, abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso
prévio indenização, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas de natureza salarial ora
pleiteadas.

Outrossim, tais valores deverão compor a base de cálculo das demais


verbas ora pleiteadas, dentre as quais as horas extras, intervalares e etc.

Por fim, deverá a Reclamada juntar aos autos, sob pena do art. 359, do
CPC, todos os documentos acerca do veículo concedido ao obreiro.

4. DO AUXÍLIO-COMBUSTÍVEL FORNECIDO – INTEGRAÇÃO

A Ré, além de fornecer ao Autor veículo para uso particular, forneceu,


durante toda a contratualidade, auxílio-combustível no importe mensal médio de R$ 700,00
(setecentos reais) –, o qual possui nítido caráter salarial.

Conforme exposto alhures, o art. 458 da CLT prevê, expressamente, que


possui natureza salarial a utilidade fornecida pelo empregador que pretende remunerar o
obreiro por sua prestação de serviços.

Assim como o veículo, o auxílio-combustível era tratado pela Ré como


uma contraprestação pelos serviços prestados, sendo que havia ajuste expresso da concessão
do mesmo como salário.

Neste sentido a jurisprudência pátria:

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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TRT-PR-28-11-2008 INSTITUIÇÃO BANCÁRIA - REMUNERAÇÃO "OFFSHORE"


- SALÁRIO "IN NATURA" ("AJUDA ALUGUEL" E AUTOMÓVEL COM COTA DE
COMBUSTÍVEL) - INTEGRAÇÃO DE VALORES - DEVIDA - CARÁTER SALARIAL
- Ainda que o Regulamento interno do Banco estipulasse o caráter temporário
das vantagens conferidas ao autor (remuneração "offshore" - "ajuda aluguel"
e automóvel com cota de combustível) em razão de sua transferência para o
exterior, o tratamento conferido pelo reclamado a estas parcelas revela seu
nítido caráter salarial, pois não tinham por finalidade propiciar um padrão de
vida compatível com a função exercida, servindo de suporte ao alto custo de
vida a que se sujeitou o autor. Se o autor somente recebia tais vantagens em
razão do alto cargo que ocupava dentro da estrutura organizacional do Banco
reclamado e, como vice presidente e gerente geral, possuía padrão destacado
de vencimentos, fazendo parte deste as benesses ora comentadas, correta a
r. sentença que determinou a integração à remuneração dos benefícios
recebidos. TRT-PR-04876-2005-664-09-00-7-ACO-42185-2008 - 4A. TURMA
- Relator: SÉRGIO MURILO RODRIGUES LEMOS - Publicado no DJPR em 28-
11-2008

Requer-se, assim, a integração do salário utilidade auxílio combustível à


remuneração obreira, gerando reflexos nos descansos semanais remunerados (sábados,
domingos e feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional
de férias, abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso
prévio indenização, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas de natureza salarial ora
pleiteadas.

Outrossim, tais valores deverão compor a base de cálculo das demais


verbas ora pleiteadas, dentre as quais as horas extras, intervalares e etc.

Por fim, deverá a Reclamada juntar aos autos, sob pena do art. 359, do
CPC, os recibos e comprovantes do auxílio-combustível fornecido ao obreiro.

5. DO CELULAR FORNECIDO – INTEGRAÇÃO

A Ré forneceu, durante toda a contratualidade, aparelho de celular sem


nenhum custo para obreiro, sendo que as contas telefônicas de referido aparelho giravam em
torno de R$ 600,00 (seiscentos reais) mensais.

Tal utilidade possui nítido caráter salarial, nos termos do art. 458 da CLT,
eis que a mesma era fornecida pelo empregador a fim de remunerar o obreiro por sua
prestação de serviços. Não há que se falar em concessão da presente utilidade para viabilizar
a prestação de serviços.

Ademais, assim como o veículo e o auxílio-combustível, o aparelho


celular gratuito era tratado pela Ré como uma contraprestação pelos serviços prestados,
sendo que havia ajuste expresso da concessão do mesmo como salário.

Requer-se a integração do valor gasto mensalmente pelo Autor com


celular à sua remuneração, gerando reflexos nos descansos semanais remunerados (sábados,
domingos e feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional
de férias, abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso
prévio indenizado, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas de natureza salarial ora
pleiteadas.

Ainda, tais valores deverão compor a base de cálculo das demais verbas
ora pleiteadas, dentre as quais as horas extras, intervalares e etc.

Por fim, deverá a Reclamada juntar aos autos, sob pena do art. 359, do
CPC, todos os documentos referente ao celular fornecido ao obreiro.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=15080415192924800000004730032
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 1c5e26a - Pág. 4
Número do documento: 15080415192924800000004730032
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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6. DAS DIFERENÇAS SALARIAIS DEVIDAS AO OBREIRO

Inicialmente, cumpre esclarecer que todo o processo seletivo do Autor foi


conduzido pelo Sr. Carlos Magno, Diretor Comercial da Reclamada, o qual já conhecia o
obreiro e o havia convidado para conhecer a Reclamada e os termos da proposta que lhe seria
ofertada.

Porém, antes mesmo do Autor vir à cidade de São José dos Pinhais-PR
para conversar com o Sr. Carlos e conhecer os termos da proposta da Ré, recebeu outra
proposta da empresa Agres, para receber, a título de salário fixo, o importe mensal de R$
6.000,00 (seis mil reais), bem como comissão de 2% (dois por cento) sobre as vendas.

Assim, por lealdade e boa-fé, o Reclamante informou o teor de referida


proposta ao Sr. Carlos Magno através do e-mail em anexo, datado de 20/05/2010, inclusive
indagando qual seria o teor da proposta da Reclamante, até mesmo para evitar eventual
deslocamento desnecessário do obreiro à sede da Ré.

Ocorre que, na resposta ao Autor, o Sr. Carlos Magno expressamente


disse que cobriria a proposta da Agres no quesito salário e comissões, aduzindo, ainda, que
tratariam da admissão do obreiro e dos “pormenores” quando o Reclamante viesse até à
Reclamada no final do mês.

Porém, quando da admissão do Reclamante, em total contrariedade ao


ajustado com o Sr. Carlos Magno, a Ré contratou salário inicial no valor de R$ 2.453,33 (dois
mil, quatrocentos e cinqüenta e três reais e trinta e três centavos), sendo que o valor
ajustado com o Sr. Carlos apenas foi instituído em 01/11/2011, quando passou o obreiro a
perceber o importe mensal de R$ 6.748,91 (seis mil, setecentos e quarenta e oito reais e
noventa e um centavos).

No entanto, por certo que devida a remuneração ajustada entre Autor e o


Sr. Carlos Magno, ou seja, R$ 6.000,00 (seis mil reais), desde a data da sua admissão.

Assim, tem direito em receber diferenças salariais decorrentes da


diferença entre o salário ajustado entre o Autor e o Sr. Carlos Magno – R$ 6.000,00 (seis mil
reais) –, e o salário que a Reclamada o contratou – R$ 2.453,33 (dois mil, quatrocentos e
cinqüenta e três reais e trinta e três centavos) –, devendo integrar a remuneração obreira
para todos os fins, gerando reflexos em descanso semanal remunerado (sábados, domingos e
feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional de férias,
abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso prévio e FGTS
+ multa de 40%, bem como nas demais verbas pleiteadas na exordial.

As diferenças salariais ora pleiteadas deverão ser consideradas para o


cálculo das demais verbas requeridas na presente petição inicial, dentre as quais as horas
extras e intervalares.

7. DAS COMISSÕES DEVIDAS AO OBREIRO

Conforme exposto alhures, todo o processo seletivo do Autor foi


conduzido pelo Sr. Carlos Magno, Diretor Comercial da Reclamada, o qual já conhecia o
obreiro e o havia convidado para conhecer a Reclamada e os termos da proposta que lhe seria
ofertada.

Porém, antes mesmo do Autor vir à cidade de São José dos Pinhais-PR
para conversar com o Sr. Carlos e conhecer os termos da proposta da Ré, recebeu outra
proposta da empresa Agres, para receber, a título de salário fixo, o importe mensal de R$
6.000,00 (seis mil reais), bem como comissão de 2% (dois por cento) sobre as vendas.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=15080415192924800000004730032
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 1c5e26a - Pág. 5
Número do documento: 15080415192924800000004730032
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Assim, por lealdade e boa-fé, o Reclamante informou o teor de referida


proposta ao Sr. Carlos Magno através do e-mail em anexo, datado de 20/05/2010, inclusive
indagando qual seria o teor da proposta da Reclamante, até mesmo para evitar eventual
deslocamento desnecessário do obreiro à sede da Ré.

Ocorre que, na resposta ao Autor, o Sr. Carlos Magno expressamente


disse que cobriria a proposta da Agres no quesito salário e comissões, aduzindo, ainda, que
tratariam da admissão do obreiro e dos “pormenores” quando o Reclamante viesse até à
Reclamada no final do mês.

No entanto, em que pese o ajustado entre o Autor e o Sr. Carlos Magno,


a Ré nunca pagou ao Reclamante valor algum a título de comissão, sendo certo que lhe era
devido, nos termos ajustados quando da contratação do obreiro, o percentual de 2% (dois por
cento) sobre as vendas.

Durante a contratualidade, as vendas do Autor, referente aos produtos


da linha GPS, em números totais, foram as seguintes:

ANO TOTAL DE VENDAS COMISSÃO DEVIDA


2010 R$ 923.850,00 R$ 18.477,00
2011 R$ 2.142.396,00 R$ 42.847,92
2012 R$ 4.358.871,00 R$ 87.177,42
2013 R$ 5.345.085,00 R$ 106.901,70
2014 (até a data da dispensa R$ 2.285.181,62 45.703,63
do Autor)
TOTAL R$ 15.055.383,62 R$ 301.107,67

Ainda, apenas no tocante às peças sem giro, o Reclamante vendeu o


valor aproximado de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) no mês de Julho/2014, quando de
grande campanha realizada pela Ré, sendo-lhe devido, por tais vendas, o importe de R$
14.000,00 (quatorze mil reais).

Deste modo, por certo que o mesmo faria jus ao percebimento do valor
de R$ 315.107,67 (trezentos e quinze mil, cento e sete reais e sessenta e sete centavos),
correspondente a 2% (dois por cento) sobre o valor total das vendas efetuadas pelo obreiro.

Ante o exposto, requer seja a Ré condenada ao pagamento das


comissões devidas ao obreiro, no valor de R$ 315.107,67 (trezentos e quinze mil, cento e
sete reais e sessenta e sete centavos), correspondente a 2% (dois por cento) sobre o valor
total das vendas efetuadas pelo obreiro durante a contratuadidade, devendo integrar a
remuneração obreira para todos os fins, gerando reflexos em descanso semanal remunerado
(sábados, domingos e feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço
constitucional de férias, abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de
salário, aviso prévio e FGTS + multa de 40%, bem como nas demais verbas pleiteadas na
exordial.

Ainda, as comissões ora pleiteadas deverão incorporar a base de cálculo


das demais parcelas pretendidas na exordial, dentre as quais as horas extras e intervalares.

Por fim, requer seja a Ré compelida a apresentar todos os comprovantes


e relatórios das vendas realizadas pelo obreiro, durante toda a contratualidade, sob as penas
do art. 359, do CPC.

8. DA JORNADA DE TRABALHO

Primeiramente, cumpre registrar que o Autor foi admitido para laborar


em jornada semanal de 40 (quarenta) horas.

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=15080415192924800000004730032
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 1c5e26a - Pág. 6
Número do documento: 15080415192924800000004730032
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Porém, o Autor, durante toda a contratualidade, laborou de segunda a


sexta-feira, das 08:00 às 19:00, com 30 (trinta) minutos de intervalo. Laborava, ainda, em 2
(dois) sábados por mês, das 08:00 às 14:00, sem intervalo intrajornada.

Ainda, durante toda 1 (uma) semana do ano, o Autor participava das


reuniões de vendas, quanto laborava de segunda a sexta-feira, das 07:00 às 21:00, com 30
(trinta) minutos de intervalo.

Além da jornada supracitada, o Autor realizava viagens e participava de


feiras em favor da Reclamada.

Pode-se dizer que o Autor realizava de 1 (uma) a 2 (duas) viagens por


mês, laborando, nestas oportunidades, de segunda a domingo, inclusive feriados, das 07:30
às 20:00, com 30 (trinta) minutos de intervalo para alimentação e descanso.

Participava, ainda, de 30 (trinta) feiras por ano, as quais perduravam 1


(uma) semana, laborando, nestas oportunidades, de segunda a domingo, inclusive feriados,
das 06:00 às 22:00, com 30 (trinta) minutos de intervalo para alimentação e descanso.

Destaque-se, apenas para sustentar o alegado, que o horário acima


declinado reflete a média diária de trabalho do Reclamante.

A jornada de trabalho do Autor sempre foi controlada pela Ré, porém


nunca lhe foi permitido anotar a jornada de trabalho corretamente, nunca tendo recebido
pelas horas extras efetivamente prestadas.

Tendo em vista que a Ré possui mais do que 10 (dez) empregados,


incumbe à esta o ônus do registro da jornada de trabalho de seus funcionários, na forma do
art. 74, § 2º, da CLT, nos termos da Súmula 338 do C. TST.

Assim sendo, em caso da Reclamada não apresentar os controles de


jornada do Autor, requer seja reconhecida a veracidade da jornada supra informada, nos
termos da Súmula 338, do C. TST.

Desde já, o Autor requer seja declarada a nulidade de eventual regime de


compensação de jornada instituído pela Reclamada, posto haver a prorrogação desta de
forma habitual.

Diante do exposto, requer-se a condenação da Ré, ao pagamento das


horas laboradas além da 8ª diária e 40ª semanal, a serem remuneradas tendo por base na
maior remuneração do Autor, utilizando-se o divisor 200.

Frente ao labor habitual, o Autor também tem direito a receber os


reflexos das horas extras em repouso semanal remunerado (sábados, domingos e feriados) e,
com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional de férias, abono de
férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso prévio indenizado,
verbas rescisórias, FGTS + 40% e demais verbas de cunho salarial pleiteadas na presente
lide.

9. DAS HORAS EM SOBREAVISO E DO EFETIVO LABOR PRESTADO PELO AUTOR

Além dos horários supracitados, o Autor permanecia em sobreaviso, à


disposição da Ré, após o término de sua jornada, tendo em vista ser o responsável pelo setor
comercial da linha GPS da Reclamada, devendo atender, ainda que remotamente, eventuais
clientes e problemas que ocorressem após o término do seu expediente.

Ainda, ao menos em 4 (quatro) dias da semana, após o término do


expediente, o Autor tinha que efetivamente laborar em favor da Reclamada, de sua
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 1c5e26a - Pág. 7
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residência, atendendo telefonemas e respondendo e-mails, sendo certo que, durante este
período, o Reclamante encontrava-se em efetivo labor para a Reclamada, devendo, deste
modo, ser remunerado.

Para melhor delimitação do pedido, pode-se afirmar que o Autor despedia


8 (oito) horas por semana em efetivo labor, atendendo telefonemas e respondendo e-mails de
sua residência, sendo este trabalho desenvolvido integralmente em horário noturno.

No que tange ao sobreaviso, incumbia ao Autor, como responsável pelo


setor comercial da linha GPS da Reclamada, atender, ainda que remotamente, eventuais
clientes e problemas que ocorressem após o término do seu expediente, devendo, para tanto
utilizar-se do celular da empresa ou, ainda, de conexão de internet segura e autorizada pela
Reclamada, não podendo, assim, conectar-se de qualquer localidade, mas, tão-somente, de
sua residência.

Assim, ante ao fato de ser a responsável por tais tarefas, é óbvio e


incontroverso que o Reclamante tinha que ficar adstrito à localidade da sede da Ré e que,
embora pudesse se locomover e ir para casa, não podia ir longe, vez que distante não
poderia resolver eventuais problemas havidos.

Assim, por certo que tal situação se amolda ao previsto no art. 244º, §
2º, da CLT, in verbis:

Art. 244. As estradas de ferro poderão ter empregados extranumerários, de


sobre-aviso e de prontidão, para executarem serviços imprevistos ou para
substituições de outros empregados que faltem à escala organizada.

§ 2º Considera-se de "sobre-aviso" o empregado efetivo, que permanecer


em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o
serviço. Cada escala de "sobre-aviso" será, no máximo, de vinte e quatro
horas, As horas de "sobre-aviso", para todos os efeitos, serão contadas à
razão de 1/3 (um terço) do salário normal.

Ora, evidente que tal previsão legal, dada as inovações tecnológicas,


devem se amoldar a atualidade!

Trata-se de uma interpretação teleológica do referido dispositivo


legal, considerando, sobretudo, dentro dos critérios de interpretação do texto legal, a
interpretação dentro do contexto histórico, sociológico e evolutivo, sendo necessário ver as
condições específicas do tempo em que a norma incide, sem desconhecer das
condições em que ocorreu a sua gênese e as condições atuais.

Cumpre destacar que a interpretação teleológica é um método de


interpretação legal que tem por critério a finalidade da norma.

De acordo com esse método, ao se interpretar um dispositivo legal deve-


se levar em conta as exigências econômicas e sociais que ele buscou atender e conformá-lo
aos princípios da justiça e do bem comum.

Tal forma de interpretação é tão imprescindível que o Legislador tratou


de esculpir tal preceito interpretativo no art. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil, como
norte do referido Código Legal.

Ora, impossível crer hoje em dia, com todas as inovações tecnológicas


criadas após o advento da CLT, de fato algum funcionário tenha que ficar efetivamente em
sua casa, estático.

Contudo, não se pode ignorar que a situação prevista pelo legislador


continue a ocorrer, mas dentro da realidade atual, sobretudo a realidade tecnológica hoje
existente.
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Ora, é exatamente o caso do Autor!

A situação in casu encaixa-se exatamente dentro da situação prevista


pelo Legislador quando da criação do art. 244º, § 2º, da CLT, amoldada, por certo, dentro do
prisma atual, com o qual não pode contar o Legislador quando da criação da CLT.

Ademais, a situação in casu enquadra-se perfeitamente no disposto na


Súmula 428 do C. TST, in verbis:

Súmula nº 428 do TST - SOBREAVISO


O uso de aparelho de intercomunicação, a exemplo de BIP, “pager” ou
aparelho celular, pelo empregado, por si só, não caracteriza o regime de
sobreaviso, uma vez que o empregado não permanece em sua residência
aguardando, a qualquer momento, convocação para o serviço. (grifamos)

Ora, referido entendimento Sumular deixa claro que o uso de aparelho


celular, POR SI SÓ, não caracteriza o regime de sobreaviso, deixando claro,
PORTANTO, que o uso de celular da empresa para permanecer em regime de plantão
(aguardando o chamado para o serviço fora do horário normal de trabalho)
configura regime de sobreaviso.

E tal é o que ocorria com o Reclamante!

Importante destacar que tudo o que restou abordado até o momento é,


nada mais, nada menos, do que o traduzido de forma brilhante nos recentes julgados do C.
TST acerca da matéria, vejamos:

"[...] HORAS DE SOBREAVISO. PLANTÃO. CELULAR. A sujeição de


empregado a regime de plantão se diferencia daquela em que apenas
se obriga a trabalhar se acionado por celular. O empregado que
permanece à disposição da empresa em dias e horários
preestabelecidos, na sua escala de plantão, devendo atender à ordem
de serviço, ainda que por telefone celular, faz jus ao pagamento do
sobreaviso. Dessa forma, não se vislumbra contrariedade à
Orientação Jurisprudencial 49 da SBDI-1 do TST (convertida na
Súmula 428 do TST), pois não versa especificamente sobre a situação
em tela. Também os arestos aduzidos não enfrentaram os aspectos
que foram destacados. Incidência das Súmulas 23 e 296 do TST.
Recurso de revista não conhecido. [...]" (TST - RR - 350000-
81.2006.5.09.0021 – Rel. Min. Augusto César Leite de Carvalho – Publicado
em 10/08/2012) – grifamos).

"[...] HORAS DE SOBREAVISO. USO DO CELULAR. PLANTÕES. A e. SBDI-1


vem conferindo interpretação teleológica do art. 244, § 2º, da CLT, no
sentido de que a norma alcança as situações em que o empregado
tem a sua liberdade restrita, como nos casos em que é
especificamente convocado para trabalhar em regime de sobreaviso,
ou em que dele é exigido o trabalho em regime de plantão, pois pode
ser localizado e chamado a qualquer momento por meio de celular.
Tais hipóteses não são enfrentadas na Súmula nº 428 do TST. Recurso de
revista não conhecido" (TST - RR - 44600-61.2006.5.09.0668 – Rel. Min. Luiz
Philippe Vieira de Mello Filho – Pub. em 10/08/2012 – grifo nosso).

"[...] HORAS DE SOBREAVISO. USO DO CELULAR. Conforme registrado no


acórdão recorrido, as horas de sobreaviso não foram deferidas pelo
simples fato de o empregado utilizar aparelho celular, mas, sim,
porque, após a jornada normal de trabalho, ficava aguardando
eventual chamada para atender casos de emergência, nos termos da
norma interna da empresa. Em sendo assim, para chegar-se à
conclusão pretendida pela Reclamada, ter-se-ia, necessariamente,
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que reexaminar o conjunto fático-probatório, o que é vedado nesta


instância extraordinária, nos termos da Súmula 126/TST. Recurso de
Revista não conhecido. [...]" (TST - RR - 34540-74.2003.5.09.0008 , Relator
Ministro: Márcio Eurico Vitral Amaro, Data de Julgamento: 14/12/2011, 8ª
Turma, Data de Publicação: 10/02/2012).

Ainda, também a título exemplificativo, vejamos recentes julgados de


outros Egrégios Pretórios Trabalhista acerca da questão:

HORAS DE SOBREAVISO E PLANTÕES. Verificando-se, pela prova


colhida nos autos, que a reclamante permanecia à disposição do
empregador, à espera de chamados, os quais eram iminentes e
ocorreram em todas as ocasiões em que permaneceu de sobreaviso,
mesmo que aguardando em sua residência, por meio de telefone
celular, tem-se por configurada a restrição de sua liberdade de
locomoção, sendo devido, portanto, o pagamento das horas de
sobreaviso, assim como das horas efetivamente laboradas nos
plantões. Inaplicável, na hipótese, o entendimento consubstanciado
na Súmula nº 428 do TST. Recurso não provido. (TRT 4ª Região – RO
0010150-84.2011.5.04.0271 – 8ª Turma – Rel. Des. Juraci Galvão Júnior –
Pub. em 03/07/2012 – grifamos)

ADICIONAL DE SOBREAVISO. USO DE CELULAR NOS FINAIS DE


SEMANA. RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS A DISTÂNCIA. Havendo provas
de que o trabalhador não apenas portava aparelho celular nos finais
de semana para eventual contato, mas sujeitava-se a escala de
plantão e tinha que solucionar problemas a distância, faz jus ao
pagamento do adicional de sobreaviso, nos termos do artigo 244 da
CLT, aplicado por analogia. (TRT 2ª Região – RO 20120024466 – 3ª
Turma – Rel. Des. Rosana de Almeida Buono – Pub. em 27/06/2012 – grifo
nosso)

SOBREAVISO. PLANTÃO. EFETIVA RESTRIÇÃO DE AFASTAMENTO. Faz


jus a horas de sobreaviso o empregado que permanece em plantão,
com efetiva restrição de deslocamento, em razão da natureza
emergencial das atividades, portando telefone celular, ou
permanecendo disponível através de qualquer outro sistema de
convocação, fornecido pela empresa para atendimento imediato dos
chamados dos clientes. A restrição da liberdade de locomoção resta
configurada. (TRT 4ª Região – RO 0000508-61.2010.5.04.0291 – 2ª Turma
– Rel. Des. Raul Zoratto Sanvicente – Pub. em 12/04/2012 – grifamos)

Regime de sobreaviso. Inserção em escala semanal alternada.


Necessidade de resolução do problema em lapso temporal
previamente estabelecido e de deslocamento ao local de trabalho.
Cerceio ao direito de liberdade de locomoção diante da situação
fática. Extrai-se do conjunto probatório que o reclamante realmente
constava de escala semanal de sobreaviso em alternância com a
paradigma, que existia um tempo previamente estabelecido para a
resolução do problema verificado e que as convocações chegavam a
exigir o deslocamento do trabalhador à empresa para a resolução do
problema dentro do período de tempo fixado. Esses elementos são
suficientes para se concluir que o reclamante tinha cerceado o seu
direito de liberdade de locomoção nos finais de semana em que
estava de sobreaviso, já que, independentemente de portar telefone
celular, tinha a necessidade de atender a convocação da
empregadora imediatamente e resolver o problema num interregno
pré-fixado, muitas vezes tendo a necessidade de se deslocar até o
local de trabalho, o que exigia que permanecesse a uma determinada
distância da empresa. A situação fática aqui verificada enseja o
pagamento das horas de sobreaviso. Recurso provido. (TRT 2ª Região –

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RO 01866007820095020020 – 4ª Turma – Rel. Des. Ivani Contini Bramante


– Pub. em 07/10/2011 – grifo nosso)

HORAS DE SOBREAVISO. Havendo comprovação de que o reclamante


participava de escalas de sobreaviso, para atendimento nos sábados
e domingos, na média de duas vezes por mês, o que exigia que ele
permanecesse em casa à disposição da empregadora em tais dias,
tendo sua liberdade cerceada, são devidas as horas de sobreaviso.
(TRT 4ª Região – RO 0060000-86.2009.5.04.0721 – 9ª Turma – Rel. Des.
João Alfredo Borges Antunes de Miranda – Pub. em 26/04/2012 – grifamos)

Diante do exposto, requer-se a condenação da Reclamada ao pagamento


de horas em sobreaviso, a razão de 1/3 da hora normal, nos termos do art. 244 da CLT, de
todo o período em que o Reclamante permaneceu nesta condição, a serem remuneradas
tendo por base na maior remuneração do Autor e demais verbas de cunho salarial ora
pleiteadas, utilizando-se o divisor 200.

Ainda, requer-se a condenação da Ré ao pagamento das horas


efetivamente laboradas pelo obreiro, como extraordinárias, a serem remuneradas tendo por
base na maior remuneração do Autor e demais verbas de cunho salarial ora pleiteadas,
utilizando-se o divisor 200.

Frente ao labor habitual, o Autor também tem direito a receber os


reflexos das referidas horas em repouso semanal remunerado (sábados, domingos e feriados)
e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional de férias, abono de
férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso prévio, verbas
rescisórias, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas pleiteadas nesta exordial.

10. DOS TREINAMENTOS

Ainda, o Autor era obrigado a participar, em média, de 4 (quatro)


treinamentos por ano, os quais eram realizados aos finais de semana (tanto no sábado,
quanto no domingo), das 08:00 às 18:00, com intervalo de 30 (trinta) minutos para descanso
e alimentação.

Diante do exposto, requer a condenação da Reclamada ao pagamento de


referidos treinamentos como horas extraordinárias, inclusive no que tange ao desrespeito ao
intervalo intrajornada, a serem calculadas com base na maior remuneração do Autor e demais
verbas pleiteadas de natureza salarial, utilizando o divisor 200.

Frente ao labor habitual, o Autor também tem direito a receber os


reflexos das horas em treinamento em repouso semanal remunerado (sábados, domingos e
feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional de férias,
abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso prévio, verbas
rescisórias, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas de cunho salarial pleiteadas na
exordial.

11. DA SUPRESSÃO DO INTERVALO INTRAJORNADA

Conforme exposto alhures, o Reclamante, durante todo o contrato de


trabalho, não gozou corretamente do intervalo mínimo de 1 (uma) hora previsto no art. 71 da
CLT.

Logo, o obreiro tem direito a receber o pagamento de 1 hora diária em


face do desrespeito à norma legal nos termos da Súmula 437 do C. TST.

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Destaca-se que tal entendimento resta sedimentado, inclusive, no


E. Tribunal Regional da 9ª Região, conforme Súmula 19 de referido Regional.

Caso não seja este o entendimento deste D. Juízo, requer-se,


SUCESSIVAMENTE, o pagamento como extraordinário, do tempo faltante para completar o
intervalo previsto no art. 71.

Ante o exposto, requer-se o pagamento das horas intervalares a serem


remuneradas tendo por base a maior remuneração do Autor e demais verbas pleiteadas de
natureza salarial, utilizando-se o divisor 200.

Frente ao labor habitual, o Autor também tem direito a receber os


reflexos das horas do intervalo desrespeitado em repouso semanal remunerado (sábados,
domingos e feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional
de férias, abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso
prévio, verbas rescisórias, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas de cunho
salarial pleiteadas na exordial.

12. DO LABOR EM DESRESPEITO AOS ARTS. 66 E 67 DA CLT

O Autor sempre laborou nos horários acima declinados, sendo que, por
diversas ocasiões, não teve o intervalo interjornada respeitado, conforme dispõem os arts. 66
e 67 da CLT.

O objetivo deste descanso é o restabelecimento das forças do


trabalhador, pelo repouso e dedicação a atividades outras que não as profissionais. O
conteúdo imperativo da norma é realçado não só pela sua vocação, mas pela imposição de
multa ao empregador que a descumpre. Ademais, a matéria encontra-se pacificada pela
Súmula 110 do C. TST.

Diante do exposto, requer-se a condenação da Reclamada ao pagamento


como extra, utilizando-se por analogia o disposto no art. 71, § 4º, da CLT, bem como da
Súmula 437 do C. TST, da totalidade do intervalo previsto nos citados intervalos – arts. 66 e
67 da CLT –, a serem remuneradas tendo por base a maior remuneração do Autor e demais
verbas de natureza salarial ora pleiteadas, utilizando-se o divisor 200.

Requer-se, SUCESSIVAMENTE, a condenação da Reclamada ao


pagamento como extraordinárias, das horas laboradas antes de decorrido os citados
intervalos – arts. 66 e 67 da CLT –, a serem remuneradas tendo por base a maior
remuneração do Autor e demais verbas de natureza salarial ora pleiteadas, utilizando-se o
divisor 200.

Frente ao labor habitual, o Autor também tem direito a receber os


reflexos das horas do intervalo desrespeitado em repouso semanal remunerado (sábados,
domingos e feriados) e, com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional
de férias, abono de férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso
prévio, verbas rescisórias, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas de cunho
salarial pleiteadas na exordial.

13. DO INTERVALO DO ART. 384 DA CLT

Ainda, durante todo o período contratual, teve o Reclamante obstado seu


direito ao intervalo disposto no artigo 384 da CLT, visto que realizava habitualmente labor
extraordinário.

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Ressalte-se que, conforme entendimento da 4ª Turma do C. TST – RR


04506-2001-011-09-00-1 – o art. 384 da CLT permanece em vigor, pois foi recepcionado pelo
texto constitucional de 1988.

Assim, tal norma deve ser aplicada indistintamente, tanto para a


proteção do trabalho da mulher como do homem, a fim de resguardar o bem estar físico
e psíquico do empregado, sem exigir-lhe trabalho contínuo além de suas forças. Ainda,
conforme o art. 5º, I, da Constituição Federal, deve se conceder a igualdade de direitos aos
homens e as mulheres para ampliar o alcance das normas a todos os trabalhadores.

Vejamos o entendimento de Mozart Victor Russomano acerca da


controvérsia:

"Já vimos, através dos artigos 59 e 61, os casos em que a jornada de


trabalho pode ser prorrogada, mediante a prestação de trabalho em horas
extraordinárias e, bem assim, as condições de pagamento de serviço
suplementar.
Vê-se, entretanto, através do texto desses dispositivos, que, entre o fim da
jornada normal e o início do trabalho extraordinário, não foi, expressamente,
marcado nenhum intervalo para descanso.
Poder-se-á, com efeito, entender de modo diferente, conjugando-se o artigo
71, parágrafo 1º, com os citados artigos 59 e 61. Por outras palavras: o
serviço extraordinário pressupõe a prorrogação de um turno de trabalho.
Assim, o turno de trabalho prorrogado, para efeito das horas extras,
normalmente, ultrapassará o limite de quatro horas de serviço contínuo e,
ipso facto, por força do artigo 71, parágrafo 1º, será assegurado ao
trabalhador um descanso de quinze minutos, no mínimo.
(...)
Será, finalmente, possível – com boas razões – aproveitar-se a regra do
artigo 384 para confrontá-la, sucessivamente, com os artigos 5º, 61 e 71,
parágrafo 1º, desta Consolidação a fim de reforçar nessa interpretação,
acima referida, de que esse intervalo para descanso pode ser devido em
qualquer caso de prorrogação do serviço de qualquer trabalhador, sempre
que tal prorrogação determinar sua permanência em atividade por mais de
quatro horas consecutivas
(...)
O artigo 384, pois, seria subsídio para a interpretação exata dos outros
dispositivos acima citados, caso sejam considerados expressos, ou para sua
aplicação, por analogia, aos casos gerais, caso sejam os primeiros encarados
como omissos a propósito” 1

O E. Tribunal Regional da 9a Região já possui entendimento neste


sentido, senão vejamos:

TRABALHO DA MULHER. O artigo 384, da CLT, dispondo ser obrigatório


um descanso de 15 minutos antes do período extraordinário do
trabalho da mulher foi recepcionado pela Nova Carta Constitucional,
expandindo seus efeitos também sobre o trabalho do homem. É que o
artigo em comento deve ser resolvido em favor do trabalhador, pois o
objetivo da norma constitucional, longe de mitigar direitos, visa a
ampliação dos mínimos existentes, sendo válida a ilação de que, ante
o ditado do art. 5º, I, da Carta Política de 1988, homens e mulheres
são iguais em direitos e obrigações. (TRT 9a R. – RO 02659/2001 - Rel.
Juiz Roberto Dala Barba - DJ/PR 19.10.01 – grifamos)

INTERVALO – ARTIGO 384 DA CLT – O artigo 384 da CLT, ao determinar


que, entre a jornada normal e a extraordinária, a empregada tem direito a
um intervalo mínimo de quinze minutos, oferece proteção a situação
desigual, sem qualquer ofensa ao princípio da constitucional da
igualdade (art. 5º, I da Constituição). Trata-se de aplicação da justiça

1
RUSSOMANO. Mozart Victor. Curso de Direito do Trabalho. 8ª ed. Revista e atualizada. Curitiba: Juruá, 2001.
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distributiva, já defendida por Aristóteles (“…tratamento igual aos iguais e


desigual aos desiguais…”). Se o que se questiona é a igualdade de
tratamento, a luta deve ser pela extensão do direito a todos os
trabalhadores, e não pela exclusão da garantia que já existe. Recurso
provido. (…) Recurso provido, em parte”. .(TRT 9a R. – RO 02080/2002 -
Rel. Juiz Marlene T. Fuverki Suguimatsu - DJ/PR 22.11.2002 – grifo nosso)

Neste sentido, o intervalo de 15 minutos para descanso entre a


jornada normal e extraordinária é devido em todos os casos de prorrogação de
serviço de qualquer trabalhador.

Assim, face a supressão do intervalo previsto no art. 384 da CLT, fica


obrigada a Reclamada a remunerar o período correspondente, ou seja, 15 (quinze) minutos,
como extras, a serem calculadas com base na maior remuneração do Autor, utilizando-se o
divisor 200 para o cálculo das horas extras.

Frente ao labor habitual, o Autor também tem direito a receber os


reflexos das horas extras em repouso semanal remunerado (sábados, domingos e feriados) e,
com estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional de férias, abono de
férias, 13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso prévio, verbas
rescisórias, FGTS acrescido da multa de 40% e demais verbas de cunho salarial pleiteadas na
exordial.

14. DA JORNADA NOTURNA

A Ré nunca efetuou o pagamento correto do adicional noturno devido, o


pagamento da hora noturna reduzida, tampouco o pagamento da prorrogação da jornada
noturna.

Assim, tendo em vista a jornada desempenhada pelo Autor, requer-se o


pagamento do adicional noturno no importe de 25% (vinte e cinco por cento) – conforme
cláusulas 13ª das CCT’s 2009/2010, 2010/2011, 2011/2012 e 2012/2013, e cláusula 12ª da
CCT 2013/2015 –, o pagamento da hora noturna reduzida prevista no art. 73, § 2º, da CLT,
bem como o pagamento da prorrogação da jornada noturna, conforme previsto na Súmula
60, II, do C. TST.

Frente ao labor habitual, requer-se, ainda, a incidência de reflexos de


referidas parcelas em repouso semanal remunerado (sábados, domingos e feriados) e, com
estes, em férias (integrais e proporcionais), terço constitucional de férias, abono de férias,
13º salário (integrais e proporcionais), saldo de salário, aviso prévio, verbas rescisórias, FGTS
acrescido da multa de 40% e demais verbas de cunho salarial pleiteadas na exordial.

15. DO ADICIONAL CONVENCIONAL

Para fim de cálculos das horas extras e intervalares, inclusive as


prestadas aos domingos e feriados, deverá ser observado o adicional previsto no instrumento
normativo em anexo, in verbis:

CCT 2009/2010 (REPETIDA NAS CCT’S 2010/2011, 2011/2012 E


2012/2013)

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - HORAS EXTRAS


As horas extraordinárias quando prestadas de segunda a sábado, serão
remuneradas na forma da tabela abaixo:
a) Até 20 (vinte) horas mensais, 50% (cinqüenta por cento) de acréscimo à
hora normal;

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 1c5e26a - Pág. 14
Número do documento: 15080415192924800000004730032
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 17

b) As horas excedentes a 20 (vinte) horas mensais e até 40 (quarenta) horas


mensais, 70% (setenta por cento) de acréscimo em relação à hora normal;
c) As horas excedentes a 40 (quarenta) horas mensais e até 60 (sessenta)
horas mensais, 80% (oitenta por cento) de acréscimo em relação à hora
normal;
d) As horas excedentes a 60 (sessenta) horas mensais, 100% (cem por
cento) de acréscimo em relação à hora normal;
Parágrafo Único:- As horas extras realizadas em dia destinado a repouso
semanal remunerado (domingos e feriados), ou em dias pontes já
compensados, até o limite de 8 (oito) horas diárias, serão remuneradas com
o adicional de 100%, sem prejuízo do recebimento do próprio dia, a que o
empregado já fizera jus, enquanto as excedentes serão pagas com o
adicional de 150%.

CCT 2013/2015

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - HORAS EXTRAS


As horas extraordinárias quando prestadas de segunda a sábado, serão
remuneradas na forma da tabela abaixo:
a) Até 20 (vinte) horas mensais, 50% (cinqüenta por cento) de acréscimo à
hora normal;
b) As horas excedentes a 20 (vinte) horas mensais e até 40 (quarenta) horas
mensais, 70% (setenta por cento) de acréscimo
em relação à hora normal;
c) As horas excedentes a 40 (quarenta) horas mensais e até 60 (sessenta)
horas mensais, 80% (oitenta por cento) de acréscimo
em relação à hora normal;
d) As horas excedentes a 60 (sessenta) horas mensais, 100% (cem por
cento) de acréscimo em relação à hora normal;
Parágrafo Único:- As horas extras realizadas em dia destinado a repouso
semanal remunerado (domingos e feriados), ou em dias pontes já
compensados, até o limite de 8 (oito) horas diárias, serão remuneradas com
o adicional de 100%, sem prejuízo do recebimento do próprio dia, a que o
empregado já fizera jus, enquanto as excedentes serão pagas com o
adicional de 150%.

É o que se requer!

16. DAS FÉRIAS – DESCARACTERIZAÇÃO – PAGAMENTO EM DOBRO

Durante a contratualidade, a Ré efetuou o pagamento das férias após o


início de referido descanso, descumprindo, assim, o disposto no art. 145 da CLT, in verbis:

Art. 145 – O pagamento da remuneração das férias e, se for o caso o do


abono referido no art. 143, serão efetuados até 2 (dois) dias antes do início
do respectivo período.

O entendimento da Jurisprudência pátria, quando do não pagamento das


férias no prazo previsto no art. 145 da CLT, é de que estas devem ser pagas em dobro,
conforme dispõe o art. 137 da CLT, posto que o pagamento em atraso de referida parcela
prejudica o gozo do período de descanso pelo empregado, senão vejamos:

TRT-PR-15-06-2010 FÉRIAS PAGAS APÓS A FRUIÇÃO - CONDENAÇÃO


EM DOBRO - A interpretação sistemática e teleológica dos artigos
134, 137 e 145 da CLT levam à conclusão de que a dobra também
deve incidir em caso de inobservância do prazo previsto no artigo
145, não se restringindo apenas às hipóteses do art. 134. Logo,
prospera o pedido de pagamento em dobro das férias pagas a destempo.
Sentença que se reforma. TRT-PR-22118-2009-016-09-00-1-ACO-18078-

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2010 - 4A. TURMA - Relator: SÉRGIO MURILO RODRIGUES LEMOS -


Publicado no DJPR em 15-06-2010

TRT-PR-13-04-2010 FÉRIAS. PAGAMENTO EXTEMPORÂNEO. DOBRA.


Consoante prescreve o art. 145 da CLT, o pagamento da remuneração
das férias acrescidas do terço constitucional deve ser realizado até
dois dias antes do início do período de fruição. O adimplemento em
atraso da parcela prejudica a plena fruição do período de descanso pela parte
obreira, razão pela qual deve incidir a dobra prevista no art. 137 da CLT.
TRT-PR-38180-2007-009-09-00-5-ACO-10071-2010 - 3A. TURMA - Relator:
CÁSSIO COLOMBO FILHO - Publicado no DJPR em 13-04-2010

Inclusive, este é o entendimento do C. TST, consubstanciado na Súmula


386:

SÚMULA 386. FÉRIAS. GOZO NA ÉPOCA PRÓPRIA. PAGAMENTO FORA DO


PRAZO. DOBRA DEVIDA. ARTS. 137 E 145 DA CLT. É devido o pagamento em
dobro da remuneração de férias, incluído o terço constitucional, com base no
art. 137 da CLT, quando, ainda que gozadas na época própria, o empregador
tenha descumprido o prazo previsto no art. 145 do mesmo diploma legal.

Assim, caracterizada está a não concessão regular dos períodos de férias


do Autor, devendo ser declarados nulos os registros de férias do Reclamante, devendo a
Reclamada ser condenada a indenizar o Reclamante no valor referente às férias, em dobro,
acrescidas do terço constitucional, devendo, ainda, ser acrescida das demais verbas de
natureza salarial buscadas na presente reclamatória.

17. DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS

Deve a Reclamada ser condenada ao pagamento de uma indenização por


danos morais pelos seguintes fatos:

• DA APREENSÃO DO VEÍCULO FORNECIDO AO AUTOR

Conforme exposto alhures, a Ré forneceu, durante toda a


contratualidade, veículo para uso particular do Autor.

Ocorre que, em determinada ocasião, quando em viagem para a cidade


de Esteio/RS, o Reclamante foi parado em um posto da Polícia Rodoviária, e os policiais
passaram a realizar os procedimentos de praxe.

Porém, em uma das consultas realizadas pelos policiais, constatou-se que


o referido veículo tinha uma restrição consubstanciada em um bloqueio judicial, motivo pelo
qual o mesmo foi apreendido e o Autor ficou literalmente a pé, na beira da estrada, com toda
a sua bagagem, sem qualquer respaldo da Reclamada.

Ora, por certo que tal situação, além de expor o obreiro à situação
humilhante e constrangedora, gerou dano à sua honra, pois o Autor ficou na beira da estrada,
há muitos quilômetros de distância de sua cidade, sem qualquer auxílio da Ré.

• DA HOSPEDAGEM FORNECIDA AO RECLAMANTE

Não fosse isso, em Abril/2014, quando da realização de uma feira na


cidade de Ribeirão Preto/SP, ao chegar ao hotel em que tinha agendado sua reserva – a qual
estava inclusive paga –, o Autor foi informado, pela recepcionista deste, que o Diretor da
Reclamada havia cancelado a reserva do obreiro e o mesmo deveria se dirigir a uma chácara,
na qual o Reclamante ficou hospedado com outros 11 (onze) homens, tendo, em referida
localidade, apenas 1 (um) banheiro.

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Fls.: 19

Ora, por certo que a hospedagem imposta ao Reclamante sequer tinha


condições de receber a quantidade de pessoas lá hospedadas. E mais, o Autor sequer
conhecia as outras 11 (onze) pessoas que lá estavam, tendo, inclusive, que dividir o mesmo
quarto com outros 3 (três) estranhos.

Deste modo, pela situação que lhe foi imposta, sem qualquer
comunicação prévia, por certo que o obreiro sofreu abalo de cunho moral, ocasionado pelo
total descaso da Reclamada.

• DAS DESPESAS CUSTEADAS PELO AUTOR

Por fim, o Autor, quando em viagens, sempre utilizava de recurso próprio


para custear as despesas em favor da Reclamada, como, por exemplo, passagem aérea,
hotel, combustível, alimentação, pedágio, dentre outros.

Ainda, muitas destas despesas eram pagas pelo Autor através de seu
cartão de crédito, sendo que o reembolso das referidas despesas ocorria, na melhor das
hipóteses, no prazo de 40 (quarenta) dias, através de depósito na conta do obreiro.

Porém, diante dos altos valores das despesas suportadas pelo obreiro, e
principalmente pela demora da Reclamada em efetuar o crédito de referidas despesas na
conta do obreiro, o mesmo, sem recursos para pagar a totalidade da fatura dos seus cartões
de crédito, tinha que efetuar o pagamento parcial destas, incidindo juros e multas, que eram
suportadas exclusivamente pelo obreiro.

Ora, por certo que a atitude da Reclamada configura grave abalo à moral
e à honra do Reclamante.

• CONCLUSÃO

Assim, diante do acima narrado, por certo que houve agressão à


dignidade e a moral do Reclamante.

Não há dúvidas que tais atitudes praticadas pela Reclamada causaram


grande constrangimento e humilhação ao Autor, fatos estes que não podem passar
despercebidos pelo Poder Judiciário.

No dizer de JORGE PINHEIRO CASTELO, dano moral é “aquele que surte


efeitos na órbita interna do ser humano, causando-lhe uma dor, uma tristeza ou qualquer
outro sentimento capaz de lhe afetar o lado psicológico, sem qualquer repercussão de caráter
econômico, ao passo que dano patrimonial se verifica quando uma pessoa causa a outra um
dano consistente em prejuízo de ordem econômica, ou seja, o patrimônio material é lesado”.
In Dano Moral Trabalhista, LTr 59-04/488.

Assim, restou violado pela Reclamada em detrimento do Autor o direito


constitucionalmente assegurado (CF, Art. 5º, X), de inviolabilidade da honra e imagem,
implicando em imediata responsabilidade patronal.

Ainda, não se pode olvidar que a responsabilidade civil envolve a


empresa, o patrão ou seus prepostos, nos exatos termos da Súmula n.º 341 do Colendo
Supremo Tribunal federal:

“É presumida a culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo do empregado


ou preposto”.

A responsabilidade civil abarca todos os acontecimentos que extravasam


o campo de atuação do risco profissional.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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O empregador tem obrigação implícita de assegurar a incolumidade de


reputação e honra do trabalhador durante todo o contrato de trabalho, e quando descumprida
essa obrigação, tem o dever de indenização pela sua inexecução.

É bom que se diga sobre a gravidade das atitudes perpetradas pela


Reclamada, bem que se pense nas consequências desastrosas que se seguiram após estas
atitudes ilícitas. Seria bom que os empregadores refletissem nos danos perante amigos,
colegas de trabalho e familiares.

Óbvio que a condição psicológica do Autor, sua moral e sua dignidade


foram agredidos.

Cumpre aqui citar um trecho da obra do eminente e atual doutrinador


MARCO ANTÔNIO SCHEUER DE SOUZA, “O dano moral nas relações entre empregados e
empregadores”, pág. 344:

“O empregado, outrossim, também possui o direito de ver mantida íntegra a


imagem que ele conseguiu, pelos esforços próprios, criar em torno de sua
pessoa, como homem de bem, como profissional de competência e confiança,
e assim por diante. O empregador não poderá atacar essa imagem, sem que
com isso venha ter que raparar os danos morais resultantes.”

Assim, tem direito o Autor ao ressarcimento de todos os males,


aborrecimentos e danos que o empregador lhe causou.

Destarte, é evidente, comum aos homens de bem, a dor de ser


humilhado, ver sua pessoa enxovalhado, que põe abaixo a atuação séria, digna e honesta.

Logo, o dano decorrente da relação de emprego, que ultrajou


irresponsavelmente o Autor, deve ser ressarcido.

Conclui-se, portanto, pelos fatos acima narrados, que o dano moral


sofrido pelo Autor é evidente, devendo a Reclamada ser condenada ao pagamento de
indenização à título de danos morais.

Diante do exposto, com base nos artigos: 5º, X e 114, da Constituição


Federal C/C art. 186 e 927, ambos do Código Civil Brasileiro e 8º, da CLT, requer-se o
pagamento de indenização por danos morais em valor não inferior à R$ 30.000,00 (trinta mil
reais) ou, SUCESSIVAMENTE, outro valor a ser arbitrado por este D. Juízo.

18. DOS DANOS MATERIAIS

Conforme exposto alhures, o Autor, quando em viagens, sempre utilizava


de recurso próprio para custear as despesas em favor da Reclamada, como, por exemplo,
passagem aérea, hotel, combustível, alimentação, pedágio, dentre outros.

Ainda, muitas destas despesas eram pagas pelo Autor através de seu
cartão de crédito, sendo que o reembolso das referidas despesas ocorria, na melhor das
hipóteses, no prazo de 40 (quarenta) dias, através de depósito na conta do obreiro.

Porém, diante dos altos valores das despesas suportadas pelo obreiro, e
principalmente pela demora da Reclamada em efetuar o crédito de referidas despesas na
conta do obreiro, o mesmo, sem recursos para pagar a totalidade da fatura dos seus cartões
de crédito, tinha que efetuar o pagamento parcial destas, incidindo juros e multas, que eram
suportadas exclusivamente pelo obreiro.

A título meramente exemplificativo, cita-se o mês de Agosto/2013, no


qual o valor total da fatura de um dos cartões de crédito do obreiro foi de R$ 7.722,33 (sete
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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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mil, setecentos e vinte e dois reais e trinta e três centavos) e o Reclamante pagou apenas R$
4.000,00 (quatro mil reais), o mesmo ocorrendo em todos os meses da contratualidade, com
todos os cartões de crédito do Reclamante.

Cabe citar, por oportuno, que o Reclamante teve, durante a


contratualidade mantida com a Ré, os seguintes cartões de créditos: Visa Gold da Caixa
Econômica Federal, com 4 (quatro) últimos números 5610; MasterCard Platinum da Caixa
Econômica Federal, com 4 (quatro) últimos números 9098; MasterCard Platinum da Caixa
Econômica Federal, com 4 (quatro) últimos números 3952; Visa Gold da Caixa Econômica
Federal, com 4 (quatro) últimos números 6803; Visa do HSBC, com 4 (quatro) últimos
números 2737; MasterCard do HSBC, com 4 (quatro) últimos números 0523; dentre outros.

Ora, dos documentos em anexo, se denota que o Autor suportou


encargos pelo pagamento parcial de suas faturas, os quais restam discriminados sob as
seguintes rubricas: JUROS, IOF, IOF ADICIONAL, ENCARGOS CONTRATUAIS, IOF ROTATITO,
MULTA 2,00%, JUROS DE MORA 1,00% A.M, AVAL. EMERG. CRÉDITO, dentre outros.

No presente caso, estão preenchidos todos os pressupostos do dever de


indenizar estabelecido nos arts. 186 e 927 do Código Civil, quais sejam: a) existência do
dano – consubstanciado nos encargos, multas, juros, impostos e etc. suportados pelo
obreiro; b) culpa do empregador – caracterizada pela mora em efetuar o reembolso das
despesas ao Autor; c) nexo de causalidade – o dano sofrido pelo obreiro decorreu de ato
ilícito praticado pelo empregador, pois não haveria os citados encargos, multas, juros,
impostos e etc., se a Reclamada tivesse reembolsado o Reclamante em tempo hábil para que
este pudesse pagar as suas faturas de cartão de crédito ou, ainda, se a Ré providenciasse um
cartão corporativo ao obreiro.

Ante o exposto, requer seja a Reclamada condenada ao pagamento de


indenização por danos materiais, dos valores suportados pelo Reclamante a título de
encargos, multas, juros, impostos e etc. sobre as suas faturas de cartões de crédito, nos
termos expostos alhures, em valor a ser apurado em regular liquidação de sentença,
devidamente acrescido de juros e correção monetária.

Ainda, requer seja a Ré compelida a apresentar todos os relatórios de


viagem do obreiro, sob as penas do art. 359 do CPC.

Por fim, requer o Autor a expedição de ofício aos Bancos HSBC e Caixa
Econômica Federal, a fim de que os mesmos apresentem todas as faturas dos cartões de
crédito do Reclamante, durante todo o período do vínculo empregatício mantido pelas partes,
possibilitando, assim, apurar-se o real montante devido pela Ré, a tal título.

19. DO DANO EXISTENCIAL

Como visto acima, o Autor, durante toda a contratualidade, laborou de


segunda a sexta-feira, das 08:00 às 19:00, com 30 (trinta) minutos de intervalo. Laborava,
ainda, em 2 (dois) sábados por mês, das 08:00 às 14:00, sem intervalo intrajornada.

Ainda, durante toda 1 (uma) semana do ano, o Autor participava das


reuniões de vendas, quanto laborava de segunda a sexta-feira, das 07:00 às 21:00, com 30
(trinta) minutos de intervalo.

Além da jornada supracitada, o Autor realizava viagens e participava de


feiras em favor da Reclamada.

Pode-se dizer que o Autor realizava de 1 (uma) a 2 (duas) viagens por


mês, laborando, nestas oportunidades, de segunda a domingo, inclusive feriados, das 07:30
às 20:00, com 30 (trinta) minutos de intervalo para alimentação e descanso.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Participava, ainda, de 30 (trinta) feiras por ano, as quais perduravam 1


(uma) semana, laborando, nestas oportunidades, de segunda a domingo, inclusive feriados,
das 06:00 às 22:00, com 30 (trinta) minutos de intervalo para alimentação e descanso.

Ademais, permanecia em sobreaviso, bem como efetivamente laborava


de sua residência, conforme exposto alhures.

Assim, por certo que o Autor sofreu evidente dano existencial,


ocasionado pela sobrecarga de serviço e pela exigência de labor em regime extraordinário de
forma habitual, visto que a Reclamada impunha ao obreiro uma jornada desumana, sem o
correto adimplemento de horas extraordinárias.

Ora, a jornada praticada pelo Reclamante fere todos os dispositivos


legais de proteção ao trabalhador, em especial a sua saúde, segurança e higiene no ambiente
de trabalho, visto que em desrespeito ao limite diário e semanal estabelecido no art. 7º, XIII,
da Constituição Federal, o qual assim prevê:

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social:
(...)
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e
quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a
redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;
(...)

Ainda, as jornadas praticadas pelo Autor desrespeitaram o disposto no


art. 59, da CLT, visto que o Reclamante, diariamente, prestava mais do que 2 (duas) horas
extras.

E devido à jornada exaustiva a que foi submetido o Reclamante, por


certo que lhe foram cerceados diversos direitos, inclusive constitucionais, dentre os quais o
direito à liberdade e à dignidade humana.

Frise-se que, no caso em tela, diante da jornada extenuante do obreiro, o


mesmo passou a sofrer com problemas psicológicos.

Importante frisar que desempenhando referida jornada de trabalho, bem


como laborando em diversos dias destinados ao descanso semanal, por certo que o Autor teve
o seu direito ao lazer e ao convívio familiar limitado, cerceando-lhe direitos e prejudicando a
sua vida.

Assim, por certo que caracterizado o dano existencial in casu.

Neste sentido é a Jurisprudência do E. Tribunal da 9ª Região, vejamos:

DANO EXISTENCIAL. DANO MORAL. DIFERENCIAÇÃO. CARGA DE TRABALHO


EXCESSIVA. FRUSTRAÇÃO DO PROJETO DE VIDA. PREJUÍZO À VIDA DE
RELAÇÕES. O dano moral se refere ao sentimento da vítima, de modo que
sua dimensão é subjetiva e existe in re ipsa, ao passo que o dano existencial
diz respeito às alterações prejudiciais no cotidiano do trabalhador, quanto ao
seu projeto de vida e suas relações sociais, de modo que sua constatação é
objetiva. Constituem elementos do dano existencial, além do ato ilícito, o
nexo de causalidade e o efetivo prejuízo, o dano à realização do projeto de
vida e o prejuízo à vida de relações. Caracteriza-se o dano existencial
quando o empregador impõe um volume excessivo de trabalho ao
empregado, impossibilitando-o de desenvolver seus projetos de vida
nos âmbitos profissional, social e pessoal, nos termos dos artigos 6º
e 226 da Constituição Federal. O trabalho extraordinário habitual,
muito além dos limites legais, impõe ao empregado o sacrifício do
desfrute de sua própria existência e, em última análise, despoja-o do

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direito à liberdade e à dignidade humana. Na hipótese dos autos, a


carga de trabalho do autor deixa evidente a prestação habitual de
trabalho em sobrejornada excedente ao limite legal, o que permite a
caracterização de dano à existência, eis que é empecilho ao livre
desenvolvimento do projeto de vida do trabalhador e de suas
relações sociais. Recurso a que se dá provimento para condenar a ré
ao pagamento de indenização por dano existencial. TRT-PR-28161-
2012-028-09-00-6-ACO-40650-2013 - 2A. TURMA - Relator: ANA CAROLINA
ZAINA - Publicado no DEJT em 11-10-2013 (grifamos)

Ainda, a Jurisprudência de outros E. Regionais compartilha do mesmo


entendimento do E. Tribunal da 9ª Região, conforme se vislumbra da ementa abaixo
transcrita do Tribunal da 3ª Região:

DANO EXISTENCIAL. NEGATIVA DE DIREITO AO LAZER E DESCASO.


INDENIZAÇÃO PELOS DANOS MORAIS DEVIDA. O direito ao lazer e ao
descanso é direito humano fundamental, assegurado
constitucionalmente - art. 6º - e está diretamente relacionado com a
relação de trabalho. A prorrogação excessiva da jornada de trabalho
justifica a indenização compensatória pelo dano causado. Trata-se de
desrespeito contínuo aos limites de jornada previstos no
ordenamento jurídico, sendo, pois, ato ilícito. É o chamado
dano existencial, uma espécie de dano imaterial em que o
trabalhador sofre limitações em sua vida fora do ambiente de
trabalho. (TRT da 3.ª Região; Processo: 0001924-09.2011.5.03.0113 RO;
Data de Publicação: 11/12/2013; Disponibilização: 10/12/2013, DEJT, Página
44; Órgão Julgador: Primeira Turma; Relator: Convocado Paulo Eduardo
Queiroz Goncalves; Revisor: Cristiana M.Valadares Fenelon (grifo nosso)

Não é diferente o entendimento do C. TST, vejamos:

DANO MORAL. DANO EXISTENCIAL. SUPRESSÃO DE DIREITOS


TRABALHISTAS. NÃO CONCESSÃO DE FÉRIAS. DURANTE TODO O PERÍODO
LABORAL. DEZ ANOS. DIREITO DA PERSONALIDADE. VIOLAÇÃO. 1. A teor do
artigo 5º, X, da Constituição Federal, a lesão causada a direito da
personalidade, intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas
assegura ao titular do direito a indenização pelo dano decorrente de sua
violação. 2. O dano existencial, ou o dano à existência da pessoa, -
consiste na violação de qualquer um dos direitos fundamentais da
pessoa, tutelados pela Constituição Federal, que causa uma alteração
danosa no modo de ser do indivíduo ou nas atividades por ele
executadas com vistas ao projeto de vida pessoal, prescindindo de
qualquer repercussão financeira ou econômica que do fato da lesão
possa decorrer.- (ALMEIDA NETO, Amaro Alves de. Dano existencial:
a tutela da dignidade da pessoa humana. Revista dos Tribunais, São
Paulo, v. 6, n. 24, mês out/dez, 2005, p. 68.). 3. Constituem
elementos do dano existencial, além do ato ilício, o nexo de
causalidade e o efetivo prejuízo, o dano à realização do projeto de
vida e o prejuízo à vida de relações. Com efeito, a lesão decorrente da
conduta patronal ilícita que impede o empregado de usufruir, ainda
que parcialmente, das diversas formas de relações sociais fora do
ambiente de trabalho (familiares, atividades recreativas e
extralaborais), ou seja que obstrua a integração do trabalhador à
sociedade, ao frustrar o projeto de vida do indivíduo, viola o direito
da personalidade do trabalhador e constitui o chamado dano
existencial. 4. Na hipótese dos autos, a reclamada deixou de conceder férias
à reclamante por dez anos. A negligência por parte da reclamada, ante o
reiterado descumprimento do dever contratual, ao não conceder
férias por dez anos, violou o patrimônio jurídico personalíssimo, por
atentar contra a saúde física, mental e a vida privada da reclamante.
Assim, face à conclusão do Tribunal de origem de que é indevido o
pagamento de indenização, resulta violado o art. 5º, X, da Carta
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Fls.: 24

Magna. Recurso de revista conhecido e provido, no tema. (Processo:


RR - 727-76.2011.5.24.0002 Data de Julgamento: 19/06/2013, Relator
Ministro: Hugo Carlos Scheuermann, 1ª Turma, Data de Publicação: DEJT
28/06/2013). Grifo nosso.

Assim, conforme supramencionado, resta evidente o dano existencial


sofrido pelo Autor, visto que a Reclamada impôs uma sobrecarga excessiva de trabalho ao
obreiro, muito além do permitido pelo texto constitucional e infraconstitucional, tendo obstado
seus direitos sociais, pessoais e profissionais contidos no art. 6º e 226 da Constituição
Federal.

Deste modo, requer-se a condenação da Reclamada ao pagamento de


uma indenização relativa ao dano existencial sofrido pelo Autor, no importe de R$ 30.000,00
(trinta mil reais) ou, SUCESSIVAMENTE, outro valor a ser arbitrado por este D. Juízo.

20. DAS VERBAS RESCISÓRIAS

Tendo em vista as verbas pleiteadas na presente ação, o Reclamante faz


jus ao percebimento de diferenças de saldo de salário, aviso prévio indenizado, 13º salário
proporcional e férias (integrais e proporcionais) + 1/3.

21. DO FGTS + MULTA DE 40%

Requer-se o pagamento do FGTS + multa de 40% decorrentes das


verbas pleiteadas nesta exordial.

22. MULTA DO ART. 477 DA CLT DA CLT

Requer-se o pagamento da multa do § 8º do art. 477, da CLT, visto que


o pagamento dos haveres rescisórios não respeitou o prazo estabelecido no § 6º do mesmo
dispositivo legal.

Neste sentido, impõe-se a incidência da multa do art. 477 da CLT.

23. MULTA DO ART. 467 DA CLT

Requer-se, ainda, o pagamento das verbas incontroversas na data da


primeira audiência, sob pena de pagá-las acrescidas de 50%, nos termos do art. 467 da CLT.

24. DA MULTA CONVENCIONAL

A Reclamada infringiu diversas cláusulas convencionais, dentre as quais:

ANO/ VIGÊNCIA CLÁUSULAS VIOLADAS


CCT 2009/2010 12, 13, 24, 43;
CCT 2010/2011 12, 13, 24, 43;
CCT 2011/2012 12, 13, 43, 51;
CCT 2012/2013 12, 13, 43, 51;
CCT 2013/2015 11, 12, 42, 49;

Assim sendo, a Ré deve ser condenada ao pagamento de uma multa


convencional por cláusula violada, conforme previsto na cláusula 71ª das CCT’s

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2009/2010 e 2010/2011, na cláusula 72ª das CCT’s 2011/2012 e 2012/2013, bem como na
cláusula 69ª da CCT 2013/2015.

É o que requer!

25. DOS DESCONTOS FISCAIS E PREVIDENCIÁRIOS

Os encargos previdenciários e fiscais devem ser de responsabilidade


exclusiva da Reclamada, vez ter sido esta a responsável pelo inadimplemento dos haveres
trabalhistas do Autor.

O recolhimento previdenciário, por parte da Reclamada, deveria ter


ocorrido quando do pagamento dos salários ao obreiro e, não tendo procedido de tal maneira,
deve responsabilizar-se integralmente por este encargo.

Quanto ao recolhimento fiscal, a Reclamada também deverá ser


responsabilizada exclusivamente, vez que se os valores fossem recolhidos mês a mês, por
certo que o Autor seria isento do pagamento de tal tributo, ou ao menos enquadrar-se-ia em
alíquota diversa.

No entanto, a incidência do encargo pela soma globalizada das parcelas


da ação, provoca a incidência da faixa máxima de contribuição, sendo repassado ao Autor o
efeito da inadimplência de seu empregador, o que não é justo.

Em entendendo este Juízo que os recolhimentos ficais deverão ser


descontados do crédito do Autor, o que não se espera, mas admite-se, face ao PRINCÍPIO
DA EVENTUALIDADE, requer-se a incidência mensal de tais valores, a fim de não restar
prejuízos ao obreiro.

Neste sentido, inclusive, é o recente ATO DECLARATÓRIO N. 1, da


Procuradoria da Fazenda Nacional, o qual dispensa o recurso por parte da Fazenda
quando resta determinado por esta Justiça Especializada, a apuração do imposto de renda de
forma mensal.

Outrossim, nos termos do art. 404 do Código Civil, não há que se falar
em incidência de imposto de renda sobre juros de mora, diante do caráter indenizatório de
referida parcela. Neste sentido a Orientação Jurisprudencial nº 400, da SDI-I, do C. TST.

Requer-se, ainda, o acréscimo ao valor final da condenação, a título de


indenização, dos valores referentes aos recolhimentos fiscais, nos termos do art. 159 do
Código Civil de 1916 e dos arts. 186 e 927 do Código Civil de 2002, visto que, se a
Reclamada efetuasse os recolhimentos à época própria, o Reclamante estaria isento do
recolhimento fiscal, ou estaria obrigado a recolher tal tributo em valor inferior ao imposto na
esfera da Justiça do Trabalho, qual seja, sobre o total da condenação.

Pelo deferimento, nos termos acima expostos.

26. DA FORMA DE ATUALIZAÇÃO DO DÉBITO TRABALHISTA – APLICAÇÃO DE


ÍNDICES DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA E JUROS

As parcelas deferidas na presente ação terão de sofrer a atualização


monetária segundo o percentual devido no próprio mês da prestação do serviço, não sendo
justo que a atualização se dê no mês seguinte ao vencido.

Com relação à correção monetária, postula a aplicação das leis que


regulamentam a matéria, resumidas na utilizada e acolhida Tabela APEJUST, a qual contempla
os índices mensais de atualização dos créditos trabalhistas.
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É o que se requer!

27. DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA E DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

O Reclamante não tem condições de pagar eventuais despesas com a


presente reclamatória sem prejuízo do sustento próprio e de sua família.

Assim, conforme autoriza a legislação vigente, o Autor declara-se pobre


na acepção jurídica da palavra, requerendo o benefício da assistência judiciária gratuita.

Quanto aos honorários advocatícios, a Lei n. 5.584/70 estabelece que


fará jus à assistência judiciária gratuita o Reclamante que demonstrar que sua situação
econômica não lhe permite demandar, sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família.

O Reclamante declara-se nessas condições, neste ato, através de seu


procurador, requerendo a gratuidade de eventuais custas processuais, fazendo jus, assim, à
condenação da Reclamada ao pagamento dos honorários advocatícios nos termos do art. 16
da Lei supracitada e também nos termos do Estatuto da Advocacia.

Ainda, o novo Código Civil dispõe de inovação quanto aos honorários


advocatícios, visto que, para referido texto legal, tal condenação também ocorre quando não
houver cumprimento de uma obrigação contratual assumida, senão vejamos:

Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos,
mais juros e atualização monetária, segundo índices oficiais estabelecidos, e
honorários do advogado.

Ademais, diante do alto grau de complexidade das teses jurídicas


ventiladas nos dias de hoje, por certo que o jus postulandi tornou-se incompatível com o
Processo do Trabalho.

Outrossim, o novo Código Civil, no capítulo referente às Perdas e Danos,


dispõe, no art. 404, que:

Art. 404. As perdas e danos, nas obrigações de pagamento em dinheiro,


serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente
estabelecidos, abrangendo juros, custas e honorários do advogado, sem
prejuízo da pena convencional.

O entendimento de que no Processo do Trabalho não há condenação em


honorários advocatícios, trata-se de posicionamento que fere preceitos constitucionais e não
se sustenta diante dos preceitos jurídicos que lhe dizem respeito, ainda mais diante das
alterações legislativas supracitadas.

Diante do exposto, requer-se a condenação de honorários advocatícios


em 30% (trinta por cento) do total da condenação bem como o benefício da assistência
judiciária gratuita.

SUCESSIVAMENTE, requer-se o pagamento de indenização


correspondente à 30% (trinta por cento) do valor total da condenação, nos termos da
fundamentação supra.

DOS PEDIDOS

Ante o exposto, pelos fatos e fundamentos acima aduzidos requer a esse


D. Juízo a condenação da Reclamada nas seguintes verbas:
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01) o pagamento e a projeção do aviso prévio de 45 (quarenta e cinco)


dias no tempo de serviço do obreiro, a fim de gerar os devidos reflexos, inclusive no tocante à
retificação da CTPS obreira, sob pena de multa diária em favor do Autor, conforme item 2 da
fundamentação;

02) a integração do veículo concedido pela Ré à remuneração do obreiro,


gerando os devidos reflexos, conforme item 3 da fundamentação;

03) a integração do auxílio-combustível concedido pela Ré à


remuneração do obreiro, gerando os devidos reflexos, conforme item 4 da fundamentação;

04) a integração do celular fornecido pela Ré à remuneração do obreiro,


gerando os devidos reflexos, conforme item 5 da fundamentação;

05) o pagamento das diferenças salariais decorrentes da diferença entre


o salário ajustado entre o Autor e o Sr. Carlos Magno – R$ 6.000,00 (seis mil reais) –, e o
salário que a Reclamada o contratou – R$ 2.453,33 (dois mil, quatrocentos e cinqüenta e três
reais e trinta e três centavos) –, devendo gerar os devidos reflexos, conforme item 6 da
fundamentação;

06) o pagamento das comissões devidas ao obreiro, correspondente a


2% (dois por cento) sobre o valor total das vendas efetuadas pelo obreiro durante a
contratualidade, devendo gerar os devidos reflexos, conforme item 7 da fundamentação;

07) o pagamento das horas laboradas além da 8ª diária e 40ª semanal, a


serem remuneradas tendo por base a maior remuneração do Autor e demais verbas de
caráter salarial, gerando os devidos reflexos, utilizando-se o divisor 200, conforme item 8 da
fundamentação;

08) o pagamento de horas em sobreaviso, a razão de 1/3 da hora


normal, nos termos do art. 244 da CLT, de todo o período em que o Reclamante permaneceu
nesta condição, a serem remuneradas tendo por base na maior remuneração do Autor e
demais verbas de cunho salarial ora pleiteadas, gerando os devidos reflexos, conforme item 9
da fundamentação;

09) o pagamento das horas efetivamente laboradas pelo obreiro, como


extraordinárias, a serem remuneradas tendo por base na maior remuneração do Autor e
demais verbas de cunho salarial ora pleiteadas, gerando os devidos reflexos, conforme item 9
da fundamentação;

10) o pagamento dos treinamentos como horas extraordinárias, inclusive


no que tange ao desrespeito ao intervalo intrajornada, a serem calculadas com base na maior
remuneração do Autor e demais verbas pleiteadas de natureza salarial, gerando os devidos
reflexos, conforme item 10 da fundamentação;

11) pagamento de 1 (uma) hora extra diária, tendo em vista a supressão


do intervalo previsto no art. 71, da CLT, a serem remuneradas tendo por base a maior
remuneração do Autor e demais verbas de caráter salarial, gerando os devidos reflexos,
conforme item 11 da fundamentação;

- sucessivamente, no caso do intervalo de 1 (uma) hora, o pagamento do


tempo faltante para completar o intervalo de 1 (uma) hora previsto no art. 71, da CLT, a
serem remuneradas tendo por base a maior remuneração do obreiro e demais verbas de
caráter salarial, gerando os devidos reflexos, conforme item 11 da fundamentação;

12) o pagamento, como labor extraordinário, da totalidade dos intervalos


previstos nos arts. 66 e 67 da CLT, aplicando-se, analogicamente, o disposto no art. 71, § 4º,
da CLT, bem como a Súmula 437 do C. TST, a serem remuneradas tendo por base a maior
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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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remuneração do Autor e demais verbas de cunho salarial ora pleiteadas, gerando os devidos
reflexos, conforme item 12 da fundamentação;

- sucessivamente, o pagamento, como labor extraordinário, das horas


prestadas em descumprimento aos arts. 66 e 67 da CLT, aplicando-se, analogicamente, o
disposto no art. 71, § 4º, da CLT, a serem remuneradas tendo por base a maior remuneração
do Autor e demais verbas de cunho salarial ora pleiteadas, gerando os devidos reflexos,
conforme item 12 da fundamentação;

13) o pagamento de 15 (quinze) minutos, como extra face à supressão


do intervalo concedido no art. 384 da CLT, a serem remuneradas tendo por base a maior
remuneração do Autor e demais verbas de caráter salarial, gerando os devidos reflexos,
conforme item 13 da fundamentação;

14) o pagamento do adicional noturno no importe de 25% (vinte e cinco


por cento), conforme instrumentos normativos da categoria, o pagamento da hora noturna
reduzida prevista no art. 73, § 2º, da CLT, bem como o pagamento da prorrogação da
jornada noturna, conforme previsto na Súmula 60, II, do C. TST, a serem remuneradas tendo
por base a maior remuneração do Autor e demais verbas de caráter salarial, gerando os
devidos reflexos, nos termos do item 14 da fundamentação;

15) o pagamento de todas as horas extras e intervalares pleiteadas com


a utilização do adicional convencional, inclusive quanto às horas extras e intervalares
prestadas nos dias destinados ao descanso semanal remunerado, conforme item 15 da
fundamentação;

16) o pagamento das férias, em dobro, acrescidas do terço


constitucional, devidamente acrescidos das demais verbas de natureza salarial buscadas na
presente reclamatória, diante da descaracterização de referido descanso anual, conforme item
16 da fundamentação;

17) o pagamento de indenização por danos morais, no importe de R$


30.000,00 (trinta mil reais) ou, sucessivamente, outro valor a ser arbitrado por este D. Juízo,
conforme item 17 da fundamentação;

18) o pagamento de indenização por danos materiais, dos valores


suportados pelo Reclamante a título de encargos, multas, juros, impostos e etc. sobre as suas
faturas de cartões de crédito, em valor a ser apurado em regular liquidação de sentença,
devidamente acrescido de juros e correção monetária, conforme item 18 da fundamentação;

19) o pagamento de indenização por dano existencial em valor não


inferior a R$ 30.000,00 (trinta mil reais) ou, sucessivamente, outro valor a ser arbitrado por
este D. Juízo, conforme item 19 da fundamentação;

20) o pagamento das verbas rescisórias, conforme item 20 da


fundamentação;

21) o pagamento do FGTS + multa de 40%, conforme item 21 da


fundamentação;

22) o pagamento da multa prevista no art. 477 da CLT, conforme item 22


da fundamentação;

23) o pagamento das verbas incontroversas na data da primeira


audiência, sob pena de pagá-las acrescidas de 50%, nos termos do art. 467, da CLT,
conforme item 23 da fundamentação;

24) o pagamento de uma multa convencional por cláusula inobservada,


conforme item 24 da fundamentação;
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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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25) a responsabilização exclusiva da Reclamada pelos recolhimentos


previdenciários e fiscais ou, sucessivamente, a incidência mensal para os recolhimentos
fiscais, conforme item 25 da fundamentação;

26) o pagamento de indenização acerca do regime de caixa dos


recolhimentos fiscais, conforme item 25 da fundamentação;

27) a aplicação da correção monetária a partir do mês da prestação dos


serviços, conforme item 26 da fundamentação;

28) a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita, conforme


item 27 da fundamentação;

29) o pagamento de honorários advocatícios no percentual de 30%


(trinta por cento) sobre o valor total da condenação, conforme item 27 da fundamentação;

- sucessivamente, o pagamento de indenização correspondente a 30%


(trinta por cento) do valor total da condenação, conforme item 27 da fundamentação.

DOS REQUERIMENTOS FINAIS

Requer, ainda, que a Reclamada junte aos autos os documentos abaixo


relacionados, sob pena do art. 359 do CPC:

1) o contrato de trabalho do Autor;


2) a ficha de registro e os comprovantes de pagamentos do Autor, de
todas as verbas do período contratual;
3) os controles de jornada do Autor, durante todo o período reclamado;
4) documentos acerca do veículo concedido ao obreiro;
5) documentos referente ao auxílio-combustível fornecido ao obreiro;
6) documentos referente ao celular fornecido ao obreiro;
7) os comprovantes e relatórios das vendas realizadas pelo obreiro,
durante toda a contratualidade;
8) os relatórios de viagem do obreiro, contendo todas as despesas
custeadas pelo mesmo, durante toda a contratualidade.

Requer sejam as verbas postuladas, apuradas em liquidação de sentença,


com a aplicação dos juros de mora na forma da lei.

Requer-se a notificação da Reclamada, no endereço supracitado, para


querendo, responder aos termos da presente ação, sob pena de confissão, na forma e nos
prazos legais.

Outrossim, protesta provar o alegado por todos os meios admitidos em


direito, em especial o depoimento pessoal do representante legal da Reclamada, que desde já
se requer, sob pena de confissão.

Requer-se, por fim, seja julgada totalmente procedente a presente


reclamatória trabalhista.

Dá-se a causa o valor de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais)


exclusivamente para fins de alçada.

Nestes termos,
Pede deferimento.

Curitiba, 14 de julho de 2015.


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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 30

LUIZ GUILHERME MANFRÉ KNAUT MATEUS AUGUSTO ZANLORENSI


OAB/PR 45.514 OAB/PR 42.469

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 38

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 39

Produtos Pós­Venda
GPS ­ 2010

Executivo de Vendas Exclusivo: Irlan S. Junior

Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro TOTAL


95.300,00 113.500,00 253.950,00 259.500,00 103.200,00 98.400,00

95.300,00 113.500,00 253.950,00 259.500,00 103.200,00 98.400,00 923.850,00

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 40

Estratégia e Planejamento Peças KMB

“Diagnóstico”

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 41

Classificação de Canais

Grande Canal
Serviço de Pós-Venda (conforme política pós-vendas)
Estoque elevado ( R$ 500 mil a 2 milhões)
Programação na Compra de Peças
Meta de faturamento
Saúde financeira

Revenda Diferenciada
Serviço de Pós-Venda (conforme política pós-vendas)
Estoque médio ( R$ 200 mil )
Meta de faturamento

Revenda
Serviço de Pós-Venda limitado (conforme política pós-vendas)
Estoque limitado
Faturamento limitado

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Número do documento: 15080415271411200000004730173
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 42

Politica de Canais
2012

Filial MT

Distribuidores
- Berthovan: RS
- Agro NZ: SC Revendas diferenciadas
- Maquisolo: PR - Cvale: PR, MS e MT
- Planta: PR - Tork: PR
- Expotrevo: PR/PY - RL: SP
- Centro Agricola: PY - Agromaq: GO
- SAKanna: SP - Agricola Balsas: MA
- Uniparst: MG e BA - Pulvetec: PE

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Fls.: 43

Politica de Canais
2013

Revendas diferenciadas
1. Cvale: PR, MS e MT
2. Tork: PR
3. Marckel: PR
4. RL: SP
5. JP: SP
6. Simoni: SP
Distribuidores
7. Comigo: GO 1. Berthouvan: RS
8. Agromaq: GO 2. Agro NZ: SC
9. Precisão: GO 3. Maquisolo: PR
10. Agro Sol: MS 4. Planta: PR
11. Valmac: MS 5. Centro Agricola: PY
12. Pantanal: MS 6. S&A Kanna: SP
13. Agropal: RS 7. Uniparts: MG
14. Agricola Balsas: MA 8. Unicampo: BA/TO
15. Pulvetec: PE 9. Francisquini: MT

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 44

Politica de Canais
2014

Revendas diferenciadas
1. Tork: PR
2. Marckel: PR
3. RL: SP
4. JP: SP
5. Simoni: SP
6. Comigo: GO
Grande Canal
7. Agromaq: GO 1. Berthouvan: RS
8. Precisão: GO 2. Agro NZ: SC
9. Agro Sol: MS 3. Maquisolo: PR
10. Valmac: MS 4. Planta: PR
11. Pantanal: MS 5. Centro Agricola: PY
12. Agropal: RS 6. Uniparts: MG
13. Agricola Balsas: MA 7. Unicampo: BA/TO
14. Pulvetec: PE 8. Cvale: PR, MS e MT
15. S&A Kanna: SP

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Fls.: 45

Faturamento
Grandes Canais

Somente Peças 2011 2012 2013


RS 1 - Berthouvan R$ 557.370,50 R$ 660.198,66 R$ 937.332,18
SC 2 - Agro NZ R$ 938.169,57 R$ 942.223,02 R$ 919.747,68
3 - Maquisolo R$ 562.137,60 R$ 923.114,03 R$ 1.851.604,49
PR
4 - Planta R$ 230.860,10 R$ 182.873,99 R$ 301.483,22
SP 5 - S&Akanna* R$ 187.415,95 R$ 203.539,50 R$ 178.644,49
MG 6 - Uniparts R$ 1.175.033,28 R$ 1.357.702,05 R$ 1.649.511,70
BA/TO 7 - Unicampo R$ 357.671,34 R$ 434.975,69 R$ 698.023,07
PY 8 - Centro Agricola R$ 669.279,32 R$ 226.395,24 R$ 112.569,15
PY 9 - Expotrevo R$ 127.983,24 R$ 105.655,56 R$ 360.012,04
MS/MT/GO 10 - Filial Rondonópolis** R$ 2.964.935,06 R$ 3.611.663,18 R$ 2.676.994,82
Total R$ 7.770.855,96 R$ 8.648.340,92 R$ 7.338.388,07

5 - S&Akanna* = Revenda diferenciada 2014


10 - Filial Rondonópolis** = Abertura da Francisquini em Abril/14

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 46

Faturamento
Revendas Diferenciadas
Revendas Diferenciadas 2011 2012 2013
PR/MS/MT 1 –CVale* R$ 573.021,27 R$ 480.833,77 R$ 826.057,05
GO 2 - Comigo R$ 164.502,33 R$ 148.776,12 R$ 37.397,64
3 - Tork (W W Londrina) R$ 57.030,48 R$ 149.887,84 R$ 271.227,61
PR
5 - Markel ( Neckel) - R$ - R$ 54.244,55
5 - R.L. R$ 149.478,32 R$ 211.847,02 R$ 230.553,92
SP 6 - J.P. R$ 33.291,69 R$ 43.060,31 R$ 131.890,67
7 - SIMONI MAQUINAS R$ 8.544,21 R$ 15.175,95 R$ 36.789,77
8 - AGROMAQ R$ 18.664,70 R$ 194.487,03 R$ 218.290,32
GO
9 - PRECISAO R$ 46.261,31 R$ 112.485,47 R$ 201.421,92
10 - AGRO SOL R$ 26.794,72 R$ 140.522,65 R$ 96.528,50
MS 11 - VALMAC R$ 76.917,54 R$ 135.906,03 R$ 149.566,17
12 - PANTANAL R$ 25.322,21 R$ 24.233,35 R$ 64.661,75
MA 13 - Agricola Balsas R$ 79.912,75 R$ 220.600,96 R$ 217.173,35
PE 14 - Pulvetec R$ 102.266,70 R$ 120.705,40 R$ 115.593,18
RS 15 - AGROPAL R$ 3.945,10 R$ 17.889,21 R$ 37.823,21
R$ 1.365.953,33 R$ 2.016.411,11 R$ 2.689.219,61

1 –CVale* : Grande Canal em 2014

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 47

CLASSIFICAÇÃO DE PEDIDOS

REVENDA REVENDA DIFERENCIADA Revendas Ouro ( GRANDES CANAIS )


Sem estoque e serviço Classe C Estoque ( R$ 200 mil) e Serviço Classe B Estoque ( R$ 700 mil) e Serviço Classe A

l - EMERGENCIAL l - EMERGENCIAL l - EMERGÊNCIA


Desconto 25% Desconto 25% Desconto 25%
Prazo embarque 5 dias Prazo embarque 5 dias Prazo embarque 5 dias

II – RESSUPRIMENTO II - RESSUPRIMENTO II - RESSUPRIMENTO


Desconto 35% Desconto 35% + 5% Desconto 35% + 15%
Prazo embarque 30 dias Prazo embarque 30 dias Prazo embarque 30 dias

III - PROGRAMADO III - PROGRAMADO III - ROGRAMADO


Desconto 35% + 10% Desconto 35% + 10% Desconto 35% + 20%
Prazo embarque 45/60/90 dias Prazo embarque 45/60/90 dias Prazo embarque 45/60/90 dias

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 48

CLASSIFICAÇÃO DE PEDIDOS

Grande Canal
Meta: 70 % dos pedidos programados e ou Ressuprimento
Programado: 35 + 20 %
Ressuprimento: 35 + 15 %
Emergencial: 25 %

Revenda Diferenciada
Meta: 50 % dos pedidos Programados e ou Ressuprimento
Programado: 35 + 10 %
Ressuprimento: 35 + 05 %
Emergencial: 25 %

Revenda
Programação limitada
Programado: 35 + 10 %
Ressuprimento: 35 %
Emergencial: 25 %

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 49

Resultados Até Agosto

Período 2011 2012 2013 2014


JAN 861.133 R$ 861.133,14 1.017.057 R$ 1.017.057,41 1.428.657 R$ 1.428.656,65 1.231.207 R$ 1.231.207,34
FEV 913.001 R$ 1.774.134,60 1.091.129 R$ 2.108.186,56 1.366.818 R$ 2.795.475,06 1.589.790 R$ 2.820.996,97
MAR 681.642 R$ 2.455.776,72 1.104.915 R$ 3.213.101,77 1.389.101 R$ 4.184.576,37 1.293.995 R$ 4.114.991,71
ABR 864.258 R$ 3.320.035,10 782.646 R$ 3.995.747,80 1.856.713 R$ 6.041.289,23 1.244.500 R$ 5.359.491,28
MAI 611.770 R$ 3.931.805,37 1.423.025 R$ 5.418.773,28 1.104.693 R$ 7.145.982,54 1.783.420 R$ 7.142.910,87
JUN 993.121 R$ 4.924.926,32 1.212.201 R$ 6.630.974,36 1.466.600 R$ 8.612.582,15 1.355.853 R$ 8.498.763,82
JUL 970.011 R$ 5.894.937,38 1.363.518 R$ 7.994.491,97 1.981.315 R$ 10.593.897,13 1.712.447 R$ 10.211.210,92
AGO 1.471.458 R$ 7.366.395,37 2.129.781 R$ 10.124.272,83 2.180.591 R$ 12.774.487,70 2.211.698 R$ 12.422.908,82
SET 1.498.520 R$ 8.864.915,35 1.676.903 R$ 11.801.175,61 2.068.955 R$ 14.843.442,36 R$ 12.422.908,82
OUT 1.460.060 R$ 10.324.975,64 1.823.253 R$ 13.624.428,20 2.143.163 R$ 16.986.605,85 R$ 12.422.908,82
NOV 1.528.623 R$ 11.853.598,47 1.852.235 R$ 15.476.663,36 2.093.310 R$ 19.079.916,11 R$ 12.422.908,82
DEZ 1.258.072 R$ 13.111.670,48 1.529.052 R$ 17.005.714,94 1.370.094 R$ 20.450.009,97 R$ 12.422.908,82

Jan/Agosto 2013 2014 Relação


Peças R$ 10.163.589,00 R$ 10.138.612,49 -0,2%
GPS R$ 2.610.628,00 R$ 2.285.181,62 -12,5%
Total R$ 12.774.217,00 R$ 12.423.794,11 -2,7%

1
0

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 50

Resultados Até Agosto

Out line Peças:


- Peças faturadas para Agres: R$ 352.158,65
- Faturamento estoque filial para Francisquini: R$ 752.690,96
- Unidade colheitadeira de algodão: R$ 450 mil
- Total: R$ 1.554,848

Entraves GPS:
- Retirada dos técnicos
- Entrada de novos concorrentes
- Restrição da demanda de piloto
- Demora para lanças novos produtos

1
1

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 51

Resultados Até Agosto

Ações para aumentar faturamento


Peças:
- Remate
- Abertura de novos canais
- Condições para formação de estoque
- Disponibilidade de estoque
- Executivos de peças

GPS:
- Campanha Cvale
- Safra de Oportunidades

1
2

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 52

Ações Comerciais

1 - Remate : Exclusivo Peças

- Programação de entrega: 50 % devem ser colocado como Prog/Ress


- Condição de desconto adicional: adicional de 10 % sob desconto
vigente na época.
- Condição de pagamento: 30/60/90/120/150.
- Itens exclusos do desconto adicional: PPV
Estado Total de Revendas Soma de Cotas
RS 2 R$ 175.000,00
PR* 11 R$ 1.625.000,00
SC 1 R$ 125.000,00
MG 1 R$ 375.000,00
MS 1 R$ 25.000,00
MT 7 R$ 300.000,00
GO 6 R$ 275.000,00
BA 1 R$ 250.000,00
MA 1 R$ 100.000,00
PI 1 R$ 25.000,00
PY 1 R$ 250.000,00
Total 33 R$ 3.525.000,00

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 53

Ações Comerciais

2 – Mato Grosso: Revendas sem estoque , campanha de formação.

Não foram identificados os itens, mas sim negociado condições


especiais para compras.

- Valores fechados: R$ 525 mil , 05 Revendas.

1- Condições especiais de desconto:30 + 15 + 10.

2- Condições especiais de Pagamento: 30/60/90/120/150.

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Ações Comerciais

3 – Linha GPS:

- Campanha Cvale: Meta R$ 1.200.000,00


- Safra de Oportunidades: Meta R$ 1.500.000,00

- Pacote 01:
Valor Mínimo : R$ 30 mil
Condição de pagamento: 30/60/90

- Pacote 02:
Valor Mínimo: R$ 50 mil
Condição de pagamento: 30/60/90/120

- Pacote 03:
Valor Mínimo: R$ 70 mil
Condição de pagamento: 30/60/90/120/150

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Ações Comerciais

3 – Linha GPS:

- Centro de Competência: Instalação e Serviço.


- Treinamento capacitação Revenda:

- 2011: R$ 2.142,396
- 2012: R$ 4.358,871
- 2013: R$ 5.345,085
- 2014: R$ 1,275,110 até junho

- Revisão de todos os preços para adequação e recuperação de


vendas.
- Resultados:
- Julho: R$ 375.250,00
- Agosto: R$ 616.021,62
- Setembro : R$ 361.930,00 ( Até dia 23 )
- Total: R$ 1.353,201,00

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Ações Comerciais

3 – Linha GPS: sazonalidade

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Ações Comerciais

4 - Revisões Programadas
Fase 01: Kit Revisão Elementos Filtrantes (Filtros de Óleo, Motor, Cabine)
Adesivo programação das revisões

Obrigatório em Máquinas entregues a partir de Junho/12

Peças Genuínas Montana

“ Pacote fechado de revisão: 20% mais econômico em relação a compra


individual do itens

Faturamento :
2012: R$ 311.996,75
2013: R$ 904.834,60 (kit) + R$ 273.941,33 (Lubrificante ) Total R$ 1.178,775,00
2014*: R$ 423.644,81 (Kit) + R$ 439.491,42 (Lubrificante ) Total R$ 863.135,23

* Ate Agosto

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GESTORES DE CANAIS

Principais funções dos vendedores:


- Visita a revendas com rota programada
- Estímulo a programação de pedidos
- Treinamento de extranet
- Treinamento de peças para os canais
- Prospecção de novos canais de vendas de peças

Principais vantagens dos vendedores:


- Combate ao paralelo com a aproximação da revenda.
- Estímulo de vendas de “PPV” (Insumos)
- Divulgar campanhas de vendas
- Prospecção de novos canais de vendas de peças

1
9

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Fls.: 59

Histórico faturamento
Relação: Fabricados x Comprados
Fabricados Rel % Comprados Rel % Peças Total Rel %
2011 3.496.439 7.859.828 11.356.267
2012 3.568.129 2% 9.078.715 16% 12.646.844 12 %
2013 4.657.595 31 % 11.135.564 23% 15.793.160 25 %
Meta
2014 6.079.711 31 % 13.658.407 23% 19.738.119 25 %

31% 28% 29% 29%


69% 72% 71% 71%

Fabricados Fabricados Fabricados Fabricados


Comprados Comprados Comprados Comprados
2011 2012 2013 2014

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Fls.: 60

Histórico faturamento
Relação: Fabricados x Comprados
Fabricados Rel % Comprados Rel % Peças Total Rel %
2011 3.496.439 7.859.828 11.356.267
2012 3.568.129 2% 9.078.715 16% 12.646.844 12 %
2013 4.657.595 31 % 11.135.564 23% 15.793.160 25 %
Meta
2014 6.079.711 31 % 13.658.407 23% 19.738.119 25 %

Participação e Crescimento
R$ 25.000.000,00

R$ 20.000.000,00

R$ 15.000.000,00

R$ 10.000.000,00

R$ 5.000.000,00

R$ -
Realizado 2011 Realizado 2012 Realizado 2013 Meta 2014

Fabricados Comprados Peças Total

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Fls.: 61

Fabricados
Mensal R$
Total 6.079.711
R$
4.657.595 ,98
R$
R$ ,72
3.568.129
3.496.439 ,20
,17

2011 2012 2013 Meta 2014

2011 2012 2013 meta 2014

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Fabricados
Oportunidades:
- Maior dificuldade de paralelo
- Maiores Margens

Dificuldades:
- Terceirizações:
Aumento dos custos internos
Faturamento migrou para comprados
Alterações de custos ( GGF )
Perda considerável de competitividade
- Paralelo:
Prazo de entrega
Custos

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Fls.: 63

Fabricados

Estratégia para crescimento 2014:


- Rever processos e custos:

- NAP: Histórico anual 2011/2012/2013


30/60 dias e revisado com reunião 1 vez por mês. Itens
de maior gira à disponibilidade de entrega.

Urgências e Garantia continuam igual tratados carteira.

Disponibilidade mínima
Diminuição prazos de entrega
Promoções pontuais

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Comprados
Mensal Mensal
R$
13.658.407,84
R$
11.135.564,31
R$
R$ 9.078.715,02
7.859.828,49

2011 2012 2013 Meta 2014

2011 2012 2013 meta 2014

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Comprados
Dificuldades:
Produtos inferiores em sua maioria, itens de caminhão ,
Compramos de distribuidores e não do fabricante.

- Nacionais :
Paralelo com fácil acesso
Custos semelhantes a compra direta ( paralelo )
Perda considerável de competitividade
Dificuldades para planejamento de estoques mínimos
- Importados:
Prazos longos de entrega
Custos altos
Forte rejeição a estoque pelo canal

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Fls.: 66

Comprados
Estratégia para crescimento 2014:
( Programação de estoque )

Acompanhamento dos maiores fornecedores


Negociação em cima de programação 30/60/90

1 – Aumento do desconto
2 – Comprar direto dos fabricantes
3 - Diminuição dos prazos entrega
4 - Redução de margem ( itens de combate* )
5 - Disponibilidade de estoque

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Fls.: 67

Situação de Estoque

Situação atual custo/giro:

TRATOR
TRATOR R$ 1.307.332,88
COLHEITADEIRA ALGODAO R$ 195.510,00 COLHEITADEIRA
COLHEITADEIRA CAFÉ R$ 11.878,00 ALGODAO
PULVERIZADOR R$ 4.697.460,75 COLHEITADEIRA CAFÉ
Total R$ 6.212.181,63
PULVERIZADOR

ALTISSIMO GIRO R$ 270.117,91


ALTO GIRO R$ 804.499,18
MÉDIO GIRO R$ 834.049,57
BAIXO GIRO R$ 1.020.938,77
SEM GIRO/ÚNICO GIRO R$ 2.327.946,09
NÃO IDENTIFICADO GIRO R$ 960.000,00
Total R$ 6.217.551,52

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Fls.: 68

Situação de Estoque
Estrutura física atual:
Planta Baixa 2014

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Fls.: 69

Estrutura Reposição Fábrica


Estrutura física atual:
Planta Baixa 2014
Espaço Itens Fabricados

Espaço que era Agres:


- Adm da Logística de reposição
- Embalagens

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Fls.: 70

Indicadores

- Faturamento líquido: Meta Mensal


- Taxa de entrega: meta 90 %

Programado: 100% ( 45/60/90 dias )


Ressuprimento: 90 % ( 30 Dias )
Emergencial: 75 % ( 5 dias )
Garantia: 90 % ( 15 dias )

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Fls.: 71

Principais Canais
Faturamento de peças
KMB/KBR

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Fls.: 72

CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

3
3

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Fls.: 73

CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

Revenda KBR / KMB:

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CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

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Fls.: 75

CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

Revenda KBR / KMB: B

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CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

Revenda KBR / KMB:

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CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

Revenda KBR / KMB:

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CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

Revenda KBR / KMB:

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CANAIS KBR / KMB

Revenda KBR:

Revenda KMB:

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Número do documento: 15080415280813600000004730182
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 80

Rede de serviços KMB – região sul

R10 R9
R11
Berthouvan – Cruz Alta/RS – R1 R13
R16
Agropal – Sananduva/RS – R2 R12
R8
Agronz – Fraiburgo/SC – R3 R14
R7
R15
C.Vale – Abelardo Luz/SC – R4 R6

Coinca – Abelardo Luz/SC – R5


Maquisolo – Ponta Grossa/PR – R6 R4
R5
C.Vale – Guarapuava/PR – R R3

Produtecnica – Pitanga/PR – R
R2
Bavária – Cornélio Procópio/PR – R9
Tork – Londrina/PR – R10
R1
Bavária – Rolândia/PR – R1
C.Vale – Campo Mourão/PR – R1
C. Vale – Palotina/PR – R13
C.Vale – Assis Chateaubriand/PR – R1
Mognol – São Miguel do Iguaçu/PR – R1
Copagril – Marechal Candido Rondon/PR

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=15080415280813600000004730182
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 0499a9a - Pág. 21
Número do documento: 15080415280813600000004730182
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 81

CALENDÁRIO DE FEIRAS 2010


Cidade Data Evento Horário Observações
Esteio-RS 26/08 a 05/09/2010 Expointer 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)

CALENDÁRIO DE FEIRAS 2011


Cidade Data Evento Horário Observações
Palotina-PR 18/01 a 20/01/2011 Dia de Campo C. Vale 07:00 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Maracajú-MS 01/02 a 03/02/2011 Showtec 06:00 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Cascavel-PR 07/02 a 11/02/2011 Show Rural Coopavel 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Ma. Candido Rondon-PR 02/03 a 03/03/2011 Dia de Campo Coopagril 07:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Não me Toque-RS 14/03 a 18/03/2011 Expodireto 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Rio Verde-GO 12/04 a 16/04/2011 Tecno Show Comigo 07:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para runião pré feira (19 às 22:00)
Ribeirão Preto-SP 02/05 a 06/05/2011 Agrishow 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Brasilia-DF 17/05 a 21/05/2011 AgroBrasilia 06:30 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Luis Ed. Magalhães-BA 31/05 a 04/06/2011 Bahia Farm Show 07:00 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Esteio-RS 27/08 a 04/08/2011 Expointer 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)

CALENDÁRIO DE FEIRAS 2012


Cidade Data Evento Horário Observações
Palotina-PR 17/01 a 19/01/2012 Dia de Campo C. Vale 07:00 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Ma. Candido Rondon-PR 25/01 a 26/01/2012 Dia de Campo Coopagril 07:30 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Guaxupé-MG 01/02 a 03/02/2012 FEMAGRI 07:00 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Cascavel-PR 06/02 a 10/02/2012 Show Rural Coopavel 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Não me Toque-RS 05/03 a 09/03/2012 Expodireto 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Rio Verde-GO 09/04 a 13/04/2012 Tecno Show Comigo 07:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Ribeirão Preto-SP 30/04 a 04/05/2012 Agrishow 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para runião pré feira (19 às 22:00)
Brasilia-DF 15/05 a 19/05/2012 AgroBrasilia 06:30 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Luis Ed. Magalhães-BA 29/05 a 02/06/2012 Bahia Farm Show 07:00 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Esteio-RS 25/08 a 02/09/2012 Expointer 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)

CALENDÁRIO DE FEIRAS 2013


Cidade Data Evento Horário Observações
Palotina-PR 17/01 a 19/01/2013 Dia de Campo C. Vale 07:00 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Ma. Candido Rondon-PR 25/01 a 26/01/2013 Dia de Campo Coopagril 07:30 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Guaxupé-MG 01/02 a 03/02/2013 FEMAGRI 07:00 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Cascavel-PR 06/02 a 10/02/2013 Show Rural Coopavel 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 96e8948 - Pág. 1
Número do documento: 15080415285480900000004730205
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 82

Não me Toque-RS 05/03 a 09/03/2013 Expodireto 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Rio Verde-GO 09/04 a 13/04/2013 Tecno Show Comigo 07:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Ribeirão Preto-SP 30/04 a 04/05/2013 Agrishow 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para runião pré feira (19 às 22:00)
Brasilia-DF 15/05 a 19/05/2013 AgroBrasilia 06:30 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Luis Ed. Magalhães-BA 29/05 a 02/06/2013 Bahia Farm Show 07:00 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Esteio-RS 25/08 a 02/09/2013 Expointer 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)

CALENDÁRIO DE FEIRAS 2014


Cidade Data Evento Horário Observações
Palotina-PR 14/01 a 16/01/2014 Dia de Campo C. Vale 07:00 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Ma. Candido Rondon-PR 23/01 a 24/01/2014 Dia de Campo Coopagril 07:30 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Cascavel-PR 03/02 a 07/02/2014 Show Rural Coopavel 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Guaxupé-MG 12/02 a 14/02/2014 FEMAGRI 07:00 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Não me Toque-RS 10/03 a 14/03/2014 Expodireto 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Rio Verde-GO 07/04 a 11/04/2014 Tecno Show Comigo 07:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Ribeirão Preto-SP 28/04 a 02/05/2014 Agrishow 06:30 as 21:00 viagem de carro na vespera para runião pré feira (19 às 22:00)
Brasilia-DF 13/05 a 17/05/2014 AgroBrasilia 06:30 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)
Luis Ed. Magalhães-BA 27/05 a 31/05/2014 Bahia Farm Show 07:00 as 21:00 viagem de avião e carro na vespera para reunião pré feira (19 às 22:00)

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 96e8948 - Pág. 2
Número do documento: 15080415285480900000004730205
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 80bfc26 - Pág. 1
Número do documento: 15080415295169500000004730218
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 80bfc26 - Pág. 2
Número do documento: 15080415295169500000004730218
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 80bfc26 - Pág. 3
Número do documento: 15080415295169500000004730218
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 80bfc26 - Pág. 4
Número do documento: 15080415295169500000004730218
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 80bfc26 - Pág. 5
Número do documento: 15080415295169500000004730218
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 80bfc26 - Pág. 6
Número do documento: 15080415295169500000004730218
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do documento: 15080415302943800000004730234
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. de92a67 - Pág. 2
Número do documento: 15080415302943800000004730234
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. de92a67 - Pág. 3
Número do documento: 15080415302943800000004730234
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. de92a67 - Pág. 4
Número do documento: 15080415302943800000004730234
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. de92a67 - Pág. 5
Número do documento: 15080415302943800000004730234
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do documento: 15080415313018900000004730247
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 6cb925c - Pág. 2
Número do documento: 15080415313018900000004730247
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 6cb925c - Pág. 3
Número do documento: 15080415313018900000004730247
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 6cb925c - Pág. 4
Número do documento: 15080415313018900000004730247
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 6cb925c - Pág. 5
Número do documento: 15080415313018900000004730247
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 6cb925c - Pág. 6
Número do documento: 15080415313018900000004730247
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. aae64c9 - Pág. 1
Número do documento: 15080415321145700000004730257
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. aae64c9 - Pág. 2
Número do documento: 15080415321145700000004730257
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. aae64c9 - Pág. 3
Número do documento: 15080415321145700000004730257
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. aae64c9 - Pág. 4
Número do documento: 15080415321145700000004730257
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 5be2ce2 - Pág. 1
Número do documento: 15080415330893600000004730277
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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 123

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2009/2010

SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA, CNPJ n.
76.684.943/0001-42, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). SERGIO
BUTKA, CPF n. 275.092.579-72;

SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS, CNPJ n.


62.646.617/0001-36, neste ato representado(a) por seu Procurador, Sr(a). NELSON
LUIZ PENTEADO ALVES, CPF n. 085.276.959-87;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as


condições de trabalho previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de


1º de dezembro de 2009 a 30 de novembro de 2010 e a data-base da categoria em 1º
de dezembro.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) abrange as


categorias economicas e profissionais representadas pelas Entidades
Convenentes, compreendidas no 19ºGrupo da CNI e 1º da CNTM , do Quadro
Geral de Enquadramento Sindical,a que alude o artigo 577 da CLT, em suas
respectivas bases territoriais, com abrangência territorial em Adrianópolis/PR,
Agudos do Sul/PR, Almirante Tamandaré/PR, Araucária/PR, Balsa Nova/PR,
Bocaiúva do Sul/PR, Campina Grande do Sul/PR, Campo do Tenente/PR,
Campo Largo/PR, Cerro Azul/PR, Colombo/PR, Contenda/PR, Curitiba/PR,
Fazenda Rio Grande/PR, Lapa/PR, Mandirituba/PR, Piên/PR, Piraquara/PR,
Quatro Barras/PR, Quitandinha/PR, Rio Branco do Sul/PR, Rio Negro/PR, São
José dos Pinhais/PR e Tijucas do Sul/PR, com abrangência territorial em
Adrianópolis/PR, Agudos do Sul/PR, Almirante Tamandaré/PR, Araucária/PR,
Balsa Nova/PR, Bocaiúva do Sul/PR, Campina Grande do Sul/PR, Campo do
Tenente/PR, Campo Largo/PR, Cerro Azul/PR, Colombo/PR, Contenda/PR,
Curitiba/PR, Fazenda Rio Grande/PR, Lapa/PR, Mandirituba/PR, Piên/PR,
Piraquara/PR, Quatro Barras/PR, Quitandinha/PR, Rio Branco do Sul/PR, Rio
Negro/PR, São José dos Pinhais/PR e Tijucas do Sul/PR. , com abrangência
territorial em Adrianópolis/PR, Agudos do Sul/PR, Almirante Tamandaré/PR,
Araucária/PR, Balsa Nova/PR, Bocaiúva do Sul/PR, Campina Grande do Sul/PR,
Campo do Tenente/PR, Campo Largo/PR, Cerro Azul/PR, Colombo/PR,
Contenda/PR, Curitiba/PR, Fazenda Rio Grande/PR, Lapa/PR,
Mandirituba/PR, Piên/PR, Piraquara/PR, Quatro Barras/PR, Quitandinha/PR,
Rio Branco do Sul/PR, Rio Negro/PR, São José dos Pinhais/PR e Tijucas do

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 124

Sul/PR.

Salários, Reajustes e Pagamento

Piso Salarial

CLÁUSULA TERCEIRA - PISO SALARIAL

Fica assegurado a partir de 01.12.2009, aos empregados abrangidos por esta


Convenção Coletiva de Trabalho, e que vierem a ser admitidos pelas empresas,
um Salário Normativo correspondente a R$ 902,00 (Novecentos e dois reais) ao
mês, ou R$ 4,10 (quatro reais e dez centavos) por hora, reajustado pelo
percentual integral do INPC/IBGE do período de 01.12.2008 a 30.11.2009,
acrescido de 2% (dois por cento) de aumento real.
Parágrafo único:- O salário normativo estabelecido nesta cláusula será corrigido
na mesma forma da correção dos salários da categoria em geral, que
eventualmente vier a ser fixado por Lei ou norma coletiva de trabalho, sendo
certo que, a partir de 01.04.2010, será reajustado pelo percentual de 1,67% (um
inteiro e sessenta e sete centésimos por cento), como complemento do aumento
real concedido, passando a ser de R$ 917,40 (novecentos e dezessete reais e
quarenta centavos) por mês ou R$ 4,17 (quatro reais e dezessete centavos) por
hora.

Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA QUARTA - REAJUSTE SALARIAL

REAJUSTE SALARIAL
Os salários dos empregados da categoria profissional acordante serão majorados:
a) a partir de 1º de dezembro 2009, com o percentual de 6,25% (seis inteiros e vinte e cinco
centésimos por cento), a ser aplicado sobre os salários vigentes em 30/11/2009;
b) em 01.04.2010 os salários vigentes em 01.12.2009 serão majorados com mais 1,67% (um
inteiro de sessenta e sete centésimos por cento), como complemento do aumento real
concedido.
PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os salários dos empregados da categoria
profissional acordante, iguais ou superiores a R$ 4.317,43 (quatro mil,
trezentos e dezessete reais e quarenta e três centavos), vigentes em
30/11/2009, serão majorados:
a) a partir de 1º de dezembro de 2009, com um valor fixo de R$ 269,84 (duzentos e sessenta
e nove reais e oitenta e quatro centavos), resultante da aplicação do percentual de reajuste
sobre o limitador estabelecido;
b) a partir de 1º de abril de 2010, com um valor fixo de R$ 73,30 (setenta e três reais e trinta
centavos), resultante da aplicação do percentual do complemento do aumento real sobre o
limitador estabelecido, estabelecendo novo teto de R$ 4.389,35 (Quatro mil trezentos e
oitenta e nove reais e trinta e cinco centavos).
PARÁGRAFO SEGUNDO: Por força da majoração de que trata esta
cláusula, as partes consideram fechado e encerrado para todos os fins de
direito o período de 1º/12/2008 a 30/11/2009, já que estão sendo atendidos
os termos da legislação vigente;

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Número do documento: 15080415355675000000004730310
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 125

PARÁGRAFO TERCEIRO: As empresas, em razão de possíveis dificuldades


financeiras, poderão procurar os sindicatos envolvidos na presente
Convenção Coletiva de Trabalho (profissional e patronal), para acordar
ajustes diferenciados de majoração salarial, inclusive aquelas que possuem
sistema de participação nos lucros ou resultados.
PARÁGRAFO QUARTO: Ficam desobrigadas da aplicação desta cláusula as
empresas que tenham porventura firmado acordos coletivos diretamente com
o Sindicato Profissional signatário desta Convenção Coletiva de Trabalho e
que contenham cláusulas a título de aumento, ou reajuste salarial.

Pagamento de Salário – Formas e Prazos

CLÁUSULA QUINTA - ADIANTAMENTO DE SALÁRIO/VALE

As empresas concederão aos seus empregados, adiantamento de salários, nas


seguintes condições:

a) O adiantamento será de, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do salário


nominal mensal, desde que o empregado já tenha trabalhado, na quinzena, o
período correspondente;

b) O pagamento deverá ser efetuado no 15° (décimo quinto) dia que anteceder o
dia do pagamento normal;

c) O adiantamento somente não será concedido aos empregados que assim se


manifestarem expressamente;

d) Deverão ser mantidas as condições atuais mais favoráveis.

Descontos Salariais

CLÁUSULA SEXTA - DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTO

a) As empresas efetuarão nas folhas de pagamento de seus empregados o


desconto das mensalidades de convênios médicos e odontológicos firmados pelo
sindicato obreiro, desde que por estes autorizado.

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Número do documento: 15080415355675000000004730310
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 126

Parágrafo Único:- O repasse das importâncias descontadas deverá ser


efetuado para o sindicato profissional até o terceiro dia útil, após o
pagamento dos salários.

b) As empresas poderão descontar mensalmente dos salários de seus empregados,


de acordo com o artigo 462, da CLT, além dos descontos permitidos em Lei, os
referentes a planos médico-odontológicos com participação dos empregados nos
custos, alimentação, alimentos, convênios com supermercados, medicamentos e
clube/agremiações desde que previamente autorizados por escrito, pelos próprios
empregados, ressalvado o direito dos mesmos reconsiderarem, no primeiro dia
útil do mês e por escrito, a autorização anteriormente firmada, desde que não
tenham débitos pendentes.

Outras normas referentes a salários, reajustes, pagamentos e critérios para


cálculo

CLÁUSULA SÉTIMA - COMPENSAÇÕES

Serão compensados todos os reajustes e aumentos espontâneos ou compulsórios


concedidos no período de 1° de fevereiro de 2009 a 01 de dezembro de 2009 salvo
os decorrentes de término de aprendizagem, implemento de idade, promoção por
antigüidade ou merecimento, mérito, transferência de cargo, função,
equiparação salarial determinada por sentença transitada em julgado e aumento
real, expressamente concedido a esse título.

CLÁUSULA OITAVA - PAGAMENTO DO SALÁRIO/VALE

As empresas que não efetuam o pagamento, do SALÁRIO ou do VALE, em


moeda corrente, deverão, proporcionar aos empregados tempo hábil para o
recebimento no banco, dentro da jornada de trabalho, desde que
coincidentemente com o horário bancário, excluindo-se horários de refeição.

CLÁUSULA NONA - ERRO NA FOLHA DE PAGAMENTO

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 127

No caso de ocorrência inequívoca de diferença de salário, em prejuízo do


empregado, na folha de pagamento ou adiantamento, a empresa se obriga a
efetuar o pagamento da respectiva diferença, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, a
partir da data da constatação da diferença.

CLÁUSULA DÉCIMA - PAGAMENTO DO PIS

As empresas, quando possível, promoverão o pagamento do PIS dos seus


empregados, no próprio local de trabalho.
Em caso contrário a empresa oferecerá condições para que o empregado receba
o PIS.

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - CÁLCULO DA MULTA DO FGTS

Recomenda-se que para o pagamento da multa sobre o saldo da conta vinculada


do FGTS, sejam observadas as disposições legais vigentes, considerando, para
efeito do seu cálculo todos os depósito efetuados, ainda que tenha ocorrido saque
para efeito de aquisição de casa própria. Nos termos do ADITAMENTO à
CONVENÇÃO COLETIVA anterior, firmado em 16 de junho de 2003, em sua
cláusula terceira, as empresas garantirão a todos os empregados, no caso de
demissão sem justa causa, o pagamento da multa de 40%, inclusive aos
aposentados.

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Adicional de Hora-Extra

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - HORAS EXTRAS

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 128

As horas extraordinárias quando prestadas de segunda a sábado, serão


remuneradas na forma da tabela abaixo:
a) Até 20 (vinte) horas mensais, 50% (cinqüenta por cento) de acréscimo à hora
normal;

b) As horas excedentes a 20 (vinte) horas mensais e até 40 (quarenta) horas


mensais, 70% (setenta por cento) de acréscimo em relação à hora normal;

c) As horas excedentes a 40 (quarenta) horas mensais e até 60 (sessenta) horas


mensais, 80% (oitenta por cento) de acréscimo em relação à hora normal;

d) As horas excedentes a 60 (sessenta) horas mensais, 100% (cem por cento) de


acréscimo em relação à hora normal;

Parágrafo Único:- As horas extras realizadas em dia destinado a repouso


semanal remunerado (domingos e feriados), ou em dias pontes já
compensados, até o limite de 8 (oito) horas diárias, serão remuneradas
com o adicional de 100%, sem prejuízo do recebimento do próprio dia, a
que o empregado já fizera jus, enquanto as excedentes serão pagas com o
adicional de 150%.

Adicional Noturno

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - ADICIONAL NOTURNO

A remuneração do trabalho noturno prestado entre 22h00 e 5h00, será acrescida


do adicional de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora normal.

Comissões

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - SALÁRIO DO COMISSIONADO

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Garante-se ao empregado que recebe exclusivamente a título de comissão, o piso


salarial da categoria previsto nesta convenção, quando estas comissões não
atingirem o valor do piso salarial.

Parágrafo único:- Para efeito de cálculo da média salarial do


comissionado ao pagamento do 13° salário e férias, serão utilizados os
valores percebidos a título de comissão, referentes aos últimos 12 (doze)
meses, devidamente corrigidos pelos mesmos índices que eventualmente
vierem a corrigir os salários em geral da categoria.

Auxílio Doença/Invalidez

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - COMPLEMENTAÇÃO DE AUXÍLIO-


DOENÇA

As empresas complementarão o valor do salário líquido no período de


afastamento por doença, ou acidente de trabalho, compreendido entre o 16o. e o
60o. dia, em valor equivalente a diferença entre o efetivamente percebido da
Previdência Social e o Salário Liquido, respeitando sempre para efeito de
complementação, o limite máximo da contribuição previdenciária.

Parágrafo Primeiro:- Para os empregados que não tenham direito ao


auxílio previdenciário por não terem ainda completado o período de
carência exigido pela Previdência Social, a empresa pagará 70% do
salário mensal entre o 16°. e o 60°. dia, respeitado também o limite
máximo de contribuição previdenciária;

Parágrafo Segundo:- Não sendo conhecido o valor básico da Previdência


Social a complementação deverá ser paga em valores estimados. Em
ocorrendo diferença a maior ou a menor, deverá ser compensado no
pagamento imediatamente posterior;

Parágrafo Terceiro:- Excluem-se os empregados afastados durante a


vigência do contrato de experiência.

Parágrafo Quarto:- Estando o empregado em gozo de auxílio doença, as


empresas fornecerão os vales-transporte necessários à locomoção do
mesmo para a realização da Perícia Médica, quando solicitada pelo órgão
previdenciário.

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Auxílio Morte/Funeral

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - AUXÍLIO POR MORTE OU INVALIDEZ


PERMANENTE

No caso de falecimento do empregado que receba até 10 (dez) vezes o salário


mínimo, como salário nominal, a empresa pagará a título de auxílio por morte,
em parcela única, juntamente com o saldo de salários e outras verbas
trabalhistas remanescentes, 2 (dois) salários nominais (base).
Se o falecimento tiver sido ocasionado por acidente do trabalho, será pago o
valor equivalente a 3 (três) salários nominais (base).

Parágrafo Primeiro:- Os valores estabelecidos nesta cláusula, para os


empregados que percebam salário nominal (base) acima de 10 (dez) vezes
o salário mínimo será de 1 (um) e 2 (dois) salários nominais,
respectivamente.

Parágrafo Segundo:- A empresa que assim o desejar, poderá fazer


substituir esta obrigação por seguro de vida equivalente, cujo custeio
deverá ser de sua responsabilidade.

Parágrafo Terceiro:- O estabelecido nesta cláusula ("caput" e parágrafos


primeiro e segundo) aplica-se aos casos de infortúnio dos quais venham a
decorrer invalidez permanente.

Auxílio Creche

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - AUXÍLIO CRECHE

a) As empresas com pelo menos 30 (trinta) empregadas, com mais de 16


(dezesseis) anos de idade e que não possuam creche própria, poderão optar entre

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celebrar o convênio previsto no parágrafo segundo do artigo 389 da CLT, ou


reembolsar as despesas diretamente havidas com a guarda, vigilância e
assistência de filho legítimo ou legalmente adotado, em creche credenciada, de
sua livre escolha, até o limite de 20% (vinte por cento) do salário normativo da
categoria, vigente na época do evento, por filho (a) com idade de 0 (zero) até 6
(seis) meses.
Na falta do comprovante acima mencionado, será pago diretamente à empregada
o valor fixo de 10% (dez por cento) do salário normativo da categoria, vigente na
época do evento, por filho (a) com idade entre 0 (zero) e 6 (seis) meses.
b) O auxílio creche objeto desta cláusula não integrará, para nenhum efeito, o
salário da empregada.
c) Estão excluídas do cumprimento desta cláusula, as empresas que tiverem
condições mais favoráveis ou acordos específicos celebrados com o sindicato
representativo da categoria profissional.

Outros Auxílios

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - AUXÍLIO NATALIDADE

Recomenda-se às empresas que efetuem o pagamento do auxílio natalidade a seus


funcionários, na forma da Legislação pertinente em vigor.

Aposentadoria

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - ABONO POR APOSENTADORIA

O empregado que contar entre 5 (cinco) a 10 (dez) anos de serviço na mesma


empresa e solicitar demissão em decorrência de sua aposentadoria definitiva,
terá assegurado um abono de 1,5 (um e meio) salário base.
Aos empregados com mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa o
abono será de 2 (dois) salários base.

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Contrato de Trabalho – Admissão, Demissão, Modalidades

Normas para Admissão/Contratação

CLÁUSULA VIGÉSIMA - ADMISSÕES APÓS A DATA-BASE

A correção dos salários dos empregados admitidos após a data-base obedecerá os


seguintes critérios, de acordo com o percentual correspondente:

a) Os empregados admitidos após a data base, para as funções sem paradigma,


terão seus salários corrigidos obedecendo a proporcionalidade, de acordo com a
aplicação do percentual à razão de 1/12 (um doze avos) ao mês, contados da data
da admissão;

b) Os empregados admitidos após a data-base, para funções com paradigma,


terão aplicado aos seus salários o mesmo percentual de correção concedido ao
paradigma, até o limite do menor salário da função;

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - SALÁRIO ADMISSÃO

Será garantido ao empregado admitido para a mesma função de outro, cujo


contrato de trabalho foi rescindido sob qualquer condição, igual salário ao
menor salário pago na função, sem considerar as vantagens pessoais.

Parágrafo Único:- Não se incluem na garantia do item anterior as funções


individualizadas, ou seja, aquelas que possuam um único empregado no
seu exercício.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - CONTRATO DE EXPERIÊNCIA

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Será vedada a utilização de contrato de experiência, quando da readmissão de


empregado para exercer a mesma função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - TESTE ADMISSIONAL

a) A realização de testes práticos operacionais não podem ultrapassar a 01 (um)


dia.
b) As empresas que possuírem refeitório próprio fornecerão gratuitamente
alimentação aos candidatos em testes, desde que estes coincidam com horários de
refeição.

Desligamento/Demissão

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - PAGAMENTOS DAS VERBAS


RESCISÓRIAS

A empresa incorrerá em multa de 1% (um por cento) do valor devido, para


hipótese de, ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho, não serem pagas as
verbas decorrentes da rescisão a partir do dia legalmente exigível, multa esta que
incidirá por dia de atraso e que reverterá em favor do empregado.
No caso do empregado não comparecer para o recebimento do valor devido, a
empresa comunicará o fato ao Sindicato Profissional, isentando-se, em
conseqüência, da referida pena pecuniária.

Parágrafo Único:- No caso de alegação de cometimento de falta grave,


ensejadora de justa causa, incluem-se na obrigatoriedade estabelecida no
"caput", apenas as verbas tidas como incontroversas (salário, férias
vencidas, etc.).

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - COMUNICAÇÃO DE FALTA GRAVE

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Nos casos de rescisão de contrato de trabalho por justa causa, a empresa deverá
comunicar ao empregado, indicando por escrito, contra recibo passado pelo
empregado, a falta grave cometida pelo mesmo.
Havendo recusa do empregado em fornecer o recibo de comunicação, à empresa
será facultado supri-lo mediante a assinatura de duas testemunhas.

Aviso Prévio

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - AVISO PRÉVIO

O aviso prévio será comunicado, obrigatoriamente, por escrito, contra recibo do


empregado, esclarecendo se o empregado deve, ou não trabalhar no período.

Estágio/Aprendizagem

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - ESTAGIÁRIO

As empresas mantenedoras de convênios com entidades específicas ou


instituições de ensino, para realização de estágios, em havendo vagas disponíveis,
poderão contratar os estagiários ao final do respectivo estágio.

Outras normas referentes a admissão, demissão e modalidades de contratação

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Fls.: 135

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - SALÁRIO DE SUBSTITUIÇÃO

Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, o


empregado substituto perceberá os salários do substituído.

Parágrafo Único:- A substituição superior a 90 (noventa) dias, deixará de


ser eventual, passando o substituto a ser efetivado na função do
substituído, exceto se este estiver sob amparo da Previdência Social.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - COMPROVANTE DE PAGAMENTO

As empresas fornecerão comprovantes de pagamento de salário a seus


empregados, com a discriminação das importâncias pagas e descontos efetuados,
contendo a identificação da empresa e o valor do recolhimento a ser efetuado na
conta vinculada do FGTS.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA - PROMOÇÕES

A promoção e aumento salarial dela decorrente deverão ser anotadas na CTPS


do empregado, não sendo compensável ou dedutível.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - ANOTAÇÕES DA FUNÇÃO NA


CARTEIRA PROFISSIONAL

As empresas anotarão na Carteira de Trabalho e Previdência Social de seus


empregados, suas corretas funções de acordo com a Legislação e técnicas em
vigor.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - PREENCHIMENTO DE VAGAS

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Fls.: 136

As empresas darão preferência ao remanejamento interno de seus trabalhadores


em atividades, para preenchimento de vagas de níveis superiores.
As empresas poderão utilizar o balcão de emprego do sindicato.
As empresas, sempre que possível darão preferência a readmissão dos ex-
empregados.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - QUADRO FUNCIONAL

Recomenda-se às empresas que na medida do possível, mantenham em seu


quadro funcional, empregados com idade superior a 40 (quarenta) anos.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO


EXTERIOR

As empresas que prestam serviços fora do território nacional, especificarão


diretamente com seus empregados, nos contratos de trabalho ou em aditamento,
as condições ajustadas, tais como remuneração, pagamento, despesas, visitas aos
familiares, forma e horário de trabalho.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - EXAMES LABORATORIAIS

O empregado será dispensado do trabalho, no caso de existir a necessidade de


submeter-se a exames laboratoriais, quando solicitado pelo médico da empresa,
do Sindicato ou da Previdência Social, pelo tempo necessário a realização dos
exames, mediante a respectiva comprovação posterior.

Relações de Trabalho – Condições de Trabalho, Normas de Pessoal e


Estabilidades

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Fls.: 137

Estabilidade Mãe

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

Garante-se a estabilidade provisória da empregada gestante até 150 (cento e


cinqüenta) dias após o parto, assegurando-se-lhe o direito de, em permanecendo
no emprego, amamentar o seu filho, gozando de descanso de 30 (trinta) minutos
em cada turno de trabalho.

Parágrafo Primeiro:- A critério da empregada, o descanso a que alude o


caput da cláusula poderá ser gozado cumulativamente no início ou
término da jornada diária.

Parágrafo Segundo:- A comunicação do estado de gestante, deverá ser


feita até 30 (trinta) dias após a rescisão.

Parágrafo Terceiro:- A garantia acima cessará no caso de rescisão de


contrato de trabalho por mútuo acordo entre empregado e empregador,
com a assistência do Sindicato Profissional.

Estabilidade Serviço Militar

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - EMPREGADO COM IDADE DE


PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MILITAR

Os empregados selecionados para prestarem Serviço Militar Obrigatório terão


estabilidade provisória desde a convocação até 30 dias após a dispensa pelos
órgãos das Forças Armadas.
As empresas que desejarem poderão reverter esta estabilidade antes da
incorporação pela liberação do FGTS, um salário a título de indenização além do
aviso prévio. Não se aplica o disposto nesta cláusula aos casos de rescisão de
contrato de trabalho por justa causa, término de contrato por prazo determinado
ou experiência e pedido de demissão.

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Fls.: 138

Estabilidade Aposentadoria

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - EMPREGADOS EM VIAS DE


APOSENTADORIA

EMPREGADOS EM VIAS DE APOSENTADORIA


a) Aos empregados que comprovarem mediante documentação e manifestarem,
por escrito e na vigência do seu contrato de trabalho, a condição de estarem a um
máximo de 12 (doze) meses da aquisição do direito a aposentadoria, e, que
contem com um mínimo de 5 (cinco) anos na atual empresa, ou, que estejam a 18
(dezoito) meses da aquisição do direito de aposentadoria, e, contem com 10 (dez)
anos de serviço na atual empresa, fica assegurado o emprego ou salário durante o
período que falta para aposentar-se. Completado o período necessário a obtenção
de aposentadoria, normal ou especial, sem que o empregado requeira, fica
extinta esta garantia convencional.

Outras normas referentes a condições para o exercício do trabalho

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA - REFEITÓRIO

As empresas com mais de 10 (dez) empregados fornecerão aos mesmos


instalações adequadas para que façam suas refeições, no recinto da empresa, ou
pelo menos, fornecerão mesas, cadeiras, fogão e geladeira para que os
empregados os utilizem para as refeições.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA - TRANSPORTE

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Fls.: 139

Na hipótese da empresa fornecer ou subsidiar transporte para o trabalho, o


tempo gasto durante o trajeto entre a residência e o local de trabalho e vice-
versa, não será considerado para fins salariais ou quaisquer outros efeitos
trabalhistas.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - ÁGUA POTÁVEL

A água potável oferecida aos trabalhadores deverá ser submetida anualmente à


análise bacteriológica. Os reservatórios e caixas d'água deverão ser mantidos em
condições de higiene e limpeza.
Parágrafo Único:- O resultado do exame anual deverá afixado no quadro
de avisos da empresa. Recomenda-se que o mesmo seja enviado ao
Sindicato Profissional, o qual também poderá solicitá-lo uma vez ao ano.

Outras normas de pessoal

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - SUBSÍDIO PARA


MEDICAMENTOS

Recomenda-se às empresas, sempre que possível o seguinte:

a) Estabelecimento de convênios com farmácias e drogarias para aquisição de


remédios pelos seus empregados.

b) Reembolso mediante o adiantamento para desconto em duas parcelas dos


medicamentos adquiridos com receita médica, cujo custo de aquisição ultrapasse
de 20% do salário base do empregado.

c) Estabelecimento de convênio com farmácias e drogarias, para desconto em


folho de pagamento do mês seguinte ao da aquisição dos medicamentos, sempre
que não for possível o parcelamento recomendado na letra "b".

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - MARCAÇÃO DO CARTÃO DE


PONTO NOS HORÁRIOS DE REFEIÇÃO

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a) O intervalo para refeição e descanso, poderá ser reduzido para até 30 (trinta)
minutos, para aquelas empresas que mantenham local apropriado para refeições,
desde que ajustado com o Sindicato representativo da categoria profissional;
b) As empresas poderão dispensar os empregados da marcação de ponto nos
horários de início e término do intervalo de refeição, desde que o horário de
intervalo seja registrado no respectivo cartão ou folha de ponto.
c) As empresas poderão substituir o atual sistema de registro de hora de entrada
e saída, adotando-se o sistema eletrônico, respeitada a Portaria GM/MTb 1.120,
de 08.11.95 que regulamentou o § 2º do art. 74 da CLT.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - PREENCHIMENTO DE


FORMULÁRIO PARA PREVIDÊNCIA

As empresas deverão preencher a documentação exigida pelo INSS quando


solicitado pelo empregado, a fornecê-la obedecendo aos seguintes prazos
máximos:
a) para fins de obtenção de Auxílio Doença: 5 (cinco) dias úteis;
b) para fins de aposentadoria: 10 (dez) dias úteis;
c) para fins de obtenção de aposentadoria especial: 15 (quinze) dias úteis.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - NECESSIDADES HIGIÊNICAS

a) Nas empresas que utilizam mão-de-obra feminina, as enfermarias ou caixas de


primeiros socorros deverão conter absorventes higiênicos para ocorrências
emergenciais.
b) As empresas proporcionarão, gratuitamente, produtos adequados a higiene pessoal de seus
empregados, de acordo com as condições específicas do trabalho realizado.

Jornada de Trabalho – Duração, Distribuição, Controle, Faltas

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Prorrogação/Redução de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - HORÁRIOS ESPECIAIS DE


TRABALHO

As empresas poderão firmar acordos com os seus empregados em sua totalidade


ou em setores específicos, relativamente a horários especiais de trabalho, tendo
em vista manter o processo de produção, evitando assim a interrupção nas áreas
em que por motivo de ordem técnica não seja possível a parada das máquinas
e/ou equipamentos, desde que tais acordos sejam aprovados por ASSEMBLÉIA
GERAL EXTRAORDINÁRIA, conforme determina a legislação vigente.

Compensação de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - COMPENSAÇÃO DA JORNADA


DE TRABALHO

I- Para as empresas que optarem pelo regime de compensação da jornada de


trabalho, o horário será o seguinte:

a) extinção completa do trabalho aos sábados: as horas de trabalho


correspondentes aos sábados, serão compensadas no decurso da semana de
segunda a sexta-feira, com o acréscimo de até, no máximo, 2 (duas) horas diárias,
de maneira que nesses dias sejam completadas as horas semanais conveniadas,
respeitados os intervalos de Lei.

b) extinção parcial do trabalho aos sábados: as horas correspondentes a redução


do trabalho aos sábados, serão da mesma forma compensadas pela prorrogação
da jornada de segunda a sexta-feira, observadas as condições gerais básicas
referidas no item anterior.

c) competirá a cada empresa, de comum acordo com seus empregados, fixar a


jornada de trabalho para efeito de compensação, objetivando a extinção total ou

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parcial do expediente aos sábados, dentro das normas aqui estabelecidas. Com a
manifestação expressa do comum acordo antes referido, homologada pelo
Sindicato Profissional, tem-se como cumpridas as exigências legais, sem outras
formalidades.

II- As empresas poderão estabelecer programas de compensação de dias úteis


intercalados com feriados de fim de semana, de sorte que possam os empregados
ter períodos de descanso mais prolongados, inclusive nos dias de carnaval, com
comunicação prévia ao Sindicato Profissional e antecedência mínima de 10 (dez)
dias.

III- Quando o feriado coincidir com sábado, a empresa que trabalhar sob o
regime de compensação de horas de trabalho poderá, alternativamente:

a) reduzir a jornada diária de trabalho, subtraindo os minutos relativos à


compensação.
b) pagar o excedente como horas extraordinárias, de domingos e feriados, nos
termos desta Convenção Coletiva de Trabalho.

IV- A utilização do regime de compensação de horas de trabalho, para extinção


do trabalho aos sábados, não impede a realização de trabalho extraordinário,
mesmo nestes dias, sendo tais horas remuneradas como extras e mantida a
validade e eficácia do acordo de compensação.

Faltas

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - ABONO DE FALTAS AO


ESTUDANTE

Será abonada a falta do empregado estudante no horário do exame escolar,


inclusive exame vestibular ao curso superior prestado pelo empregado estudante
na base territorial de seu Sindicato, desde que em estabelecimento oficial, pré-
avisado o empregador e feita posterior comprovação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA - AUSÊNCIAS LEGAIS

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a) O empregado que contrair matrimônio terá direito a 3 (três) dias úteis


consecutivos de gala, sem prejuízo de salário, pré-avisada a empresa e mediante
apresentação da competente certidão de casamento.
b) O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço por 1 (um) dia em caso
de falecimento de sogro ou sogra, mediante comprovação.
c) No caso de internação, devidamente comprovada, de cônjuge, coincidente com
a jornada de trabalho, ou de filhos quando houver impossibilidade de outro
cônjuge ou companheiro (a) efetuá-la, a ausência do (a) empregado (a), naquele
dia, será integralmente abonada, sem prejuízo no salário, descanso semanal
remunerado, férias e 13° salário.
d) No caso de ausência do empregado motivada pela necessidade de obtenção de
documentos legais pessoais, mediante posterior comprovação, a falta não será
considerada para efeito de descanso semanal remunerado, férias e 13o. salário.
Não se aplicará este item (idem "d"), quando o documento puder ser obtido em
dia não útil.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA - EXAMES MÉDICOS

As empresas se obrigam a realizar exames médicos para os empregados, quando


da admissão, periódicos e despedida.

Parágrafo Primeiro:- Os resultados dos exames serão entregues ao


empregado, quando por este ou seu médico forem requeridos.

Parágrafo Segundo:- Os critérios relativos ao serviço médico, local e


outros aspectos aos exames, são de responsabilidade da empresa.
Parágrafo Terceiro:- As empresas fabricantes ou recuperadoras de
baterias que manipulam óxido de chumbo, submeterão seus empregados a
exames médicos específicos.

Férias e Licenças

Duração e Concessão de Férias

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CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA - OPÇÃO PELO PERÍODO DE


GOZO DAS FÉRIAS

O empregado poderá manifestar sua opção preferencial em relação ao período de


gozo de férias individuais, quando da elaboração, pela empresa, da respectiva
escala.
A empresa, na medida de suas possibilidades, programará as férias de seus
empregados, segundo essa opção preferencial, permanecendo, entretanto, com as
prerrogativas contidas no art. 136, da CLT.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA - INÍCIO DAS FÉRIAS

O início das férias dos empregados, deverá se dar nas segundas-feiras, exceto se o
feriado cair neste dia, quando o início se dará no dia seguinte. Nas empresas que
compensam a 2ª, 3ª e 4ª feiras, no carnaval, as férias poderão ter início na quinta-
feira.

Parágrafo primeiro:- No caso de férias coletivas os feriados não serão


considerados para efeito da contagem dos dias gozados, portanto, não
incidindo sobre os dias referidos, o terço constitucional de férias.

Parágrafo segundo:- No caso de turnos diferenciados o início das férias se


dará após a folga semanal ou o feriado que suceder.

Parágrafo terceiro:- Quando do retorno das férias individuais, será


garantido ao empregado emprego ou salário pelo prazo de trinta dias.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA - FÉRIAS PROPORCIONAIS

Os empregados com menos de 12 (doze) meses de contrato de trabalho que


rescindirem, por demissão espontânea, o pacto laboral farão jus ao recebimento
de férias proporcionais.

Saúde e Segurança do Trabalhador

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Equipamentos de Segurança

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA - MEDIDAS DE PROTEÇÃO

a) No primeiro dia de trabalho do empregado, a empresa fará o treinamento com


equipamentos de proteção, dará conhecimento das áreas perigosas e/ou
insalubres e informará sobre os riscos dos eventuais agentes e/ou de seu
posto de trabalho.
b) O EPI deverá ser fornecido gratuitamente, mediante prescrição médica,
visando a sua melhor adaptação ao empregado.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA - PREVENÇÃO DE ACIDENTES


COM PRENSAS MECÂNICAS

As prensas mecânicas deverão dispor de mecanismo de segurança que previnam


a ocorrência de acidentes com os empregados que operam essas máquinas.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA - UNIFORMES, FERRAMENTAS E


EPI S

a) As empresas fornecerão, gratuitamente, aos empregados uniformes,


fardamentos, macacões e outras peças de vestimentas bem como equipamentos
individuais de proteção e segurança, quando exigidos na prestação de serviços:
b) O empregado se obrigará ao uso devido, à manutenção e limpeza adequada
dos equipamentos e uniformes que receber e a indenizar a empresa por extravio
ou dano, desde que se comprove o caráter doloso.
Extinto ou rescindido o seu contrato de trabalho deverá o empregado devolver
os equipamentos e uniformes, que continuam de propriedade da empresa.
c) Quando do fornecimento do equipamento, as empresas instruirão seus
empregados quanto ao uso adequado, manutenção e cuidados necessários.
Quando, do desempenho de suas funções, for exigido o uso de óculos de
segurança será garantido, gratuitamente, aos empregados com deficiência visual,

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óculos corretivos de segurança.


d) As empresas fornecerão, sem qualquer ônus ao empregado, as ferramentas e
instrumentos de precisão, necessários e utilizados no local de trabalho, para a
prestação dos serviços respectivos.
e) As ferramentas ou instrumento de precisão serão reembolsadas pelo
empregado na ocorrência da perda ou dano causado pelo uso indevido,
ressalvado o desgaste normal das ferramentas.

Insalubridade

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA - EMISSÃO DE LAUDO DE


INSALUBRIDADE

A empresa entregará ao empregado, por ocasião de seu desligamento, quando


por esta solicitado, uma cópia do Laudo de Insalubridade existente, bem como
preencherá o formulário para aposentadoria especial, para fins de comprovação
junto ao instituto previdenciário.

CIPA – composição, eleição, atribuições, garantias aos cipeiros

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA OITAVA - CIPA

A eleição da CIPA deverá ser precedida de ampla divulgação interna,


sendo convocada com antecedência de 60 (sessenta) dias, em relação a
data da eleição, com cópia da convocação enviada ao sindicato
profissional, estabelecendo prazo de até 10 (dez) dias antes do pleito
para registro de candidatos, que no ato deverão receber comprovante
de sua inscrição.

Parágrafo Primeiro:- A eleição será procedida sem a constituição

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e inscrição de chapas, realizando-se o pleito através de votação


em lista única contendo o nome de todos os candidatos. As
empresas setorializarão, se for o caso, a inscrição e a eleição dos
candidatos.

Parágrafo Segundo:- Todo o processo eleitoral e a respectiva


apuração poderão ser coordenadas pelo vice-presidente da CIPA
em exercício, se este assim o quiser, em conjunto com o Serviço
de Segurança e Medicina do Trabalho da empresa, caso em que,
os membros coordenadores da eleição e apuração não poderão
participar da eleição.

Parágrafo Terceiro:- Após a realização das eleições o seu


resultado, com cópia da respectiva ata de posse, deverá ser
enviado ao sindicato profissional no prazo de 10 (dez) dias úteis.

Parágrafo Quarto:- Os representantes dos empregados na CIPA,


efetivos ou suplentes, não poderão sofrer despedida arbitrária,
entendendo-se como tal a que não se fundamentar em motivo
disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.

Aceitação de Atestados Médicos

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA NONA - ATESTADOS MÉDICOS

As faltas ocorridas por motivo de doença poderão ser justificadas por atestados
médicos fornecidos pela instituição Previdenciária, bem como por atestados
médicos ou odontológicos fornecidos por facultativo do Sindicato Profissional.

Parágrafo Único:- Tais atestados, que somente poderão ser concedidos até
o prazo máximo de 15 (quinze) dias, não serão questionados quanto a sua
origem, se portarem o carimbo do respectivo Sindicato representativo da
categoria profissional e a assinatura do seu facultativo.

Profissionais de Saúde e Segurança

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CLÁUSULA SEXAGÉSIMA - TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

É vedado aos Técnicos de Segurança do Trabalho, nas empresas abrangidas pela


NR-4, o exercício de outras atividades nas empresas durante o horário de sua
atuação profissional no respectivo serviço.

Acompanhamento de Acidentado e/ou Portador de Doença Profissional

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA - ATENDIMENTO EMERGENCIAL

As empresas que trabalhem no período noturno oferecerão condições de remoção, em caso de


acidente do trabalho ou doença, quando necessário o afastamento do empregado do local de
trabalho.

Primeiros Socorros

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEGUNDA - AUTOMAÇÃO

Aos funcionários que tiverem suas funções extintas ou modificadas por alterações
tecnológicas dos meios ou processo de produção e que permanecerem no quadro
de Lotação, recomenda-se o treinamento adequado para aprendizagem a
eventual ocupação de novas funções.

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Outras Normas de Prevenção de Acidentes e Doenças Profissionais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA TERCEIRA - COMISSÃO TÉCNICA


INTERSINDICAL

COMISSÃO TÉCNICA INTERSINDICAL PARA ESTUDOS DE ACIDENTES


DO TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS - Em conformidade com o seu
Regimento Interno em vigor, a comissão técnica a nível regional, dará
continuidade ao desenvolvimento de estudos na área de prevenção de acidentes
de trabalho, e doenças profissionais.

Relações Sindicais

Acesso do Sindicato ao Local de Trabalho

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUARTA - COMUNICADOS DO SINDICATO

As empresas colocarão a disposição local apropriado e acessível aos


trabalhadores para a fixação de comunicados oficiais de interesse da categoria,
os quais serão encaminhados ao setor competente da empresa.

Representante Sindical

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CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUINTA - ESTABILIDADE DE DIRIGENTE


SINDICAL

As empresas garantirão estabilidade a DEZ (10) dirigentes sindicais


profissionais, NA CATEGORIA, independente de empresas e pessoas, até o final
da gestão, sendo certo que o Sindicato dos Trabalhadores fornecerá ao
SINDIMAQ a relação nominal dos eleitos, imediatamente a sua posse.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEXTA - LIBERAÇÃO DE DIRIGENTES


SINDICAIS

Os dirigentes sindicais eleitos e no máximo de um por empresa, pertencentes ao


Sindicato Profissional convenente, serão liberados por até 15 (quinze) dias,
sucessivos ou alternados, no prazo de vigência desta Convenção, para que. sem
prejuízo de seus salários, nas empresas onde sejam empregados, possam
comparecer a assembléias, congressos, cursos e outras promoções sindicais ou de
organismos oficiais, desde que haja a comunicação prévia, no mínimo de 5
(cinco) dias, com a comprovação do efetivo comparecimento no evento.

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SÉTIMA - PARTICIPAÇÃO DAS EMPRESAS


EM FUNDO DE EDUCAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

As empresas recolherão, as suas expensas, diretamente para a Entidade Sindical


Profissional dos empregados, abrangidos por esta CONVENÇÃO COLETIVA
DE TRABALHO, a título de participação na manutenção de fundo sindical de
educação e qualificação profissional, o equivalente a 13% (treze por cento), em
três parcelas, conforme deliberação da respectiva assembléia e na forma e
condições abaixo explicitadas:

a) A base de incidência tem como referência o salário base de cada um dos


empregados beneficiados por esta CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO,
vigente em 01 de dezembro de 2009, observado o teto de aplicação atribuído em

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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cada parcela abaixo.


b) A primeira parcela de 5% (cinco por cento), observado o teto de R$ 4.317,43
(quatro mil, trezentos e dezessete reais e quarenta e três centavos), será recolhida
até o dia 15 de fevereiro de 2010, através de guias a serem encaminhadas pela
Entidade Sindical Profissional;
c) A segunda parcela de 5% (cinco por cento), observado o teto de R$ 4.389,35
(Quatro mil trezentos e oitenta e nove reais e trinta e cinco centavos), será
recolhida até o dia 15 de abril de 2010, através de guias a serem encaminhadas
pela Entidade Sindical Profissional;
d) A terceira parcela de 3% (três por cento), observado o teto de R$
4.389,35(Quatro mil trezentos e oitenta e nove reais e trinta e cinco centavos),
será recolhida até o dia 15 de junho de 2010, através de guias a serem
encaminhadas pela Entidade Sindical Profissional.

Parágrafo Primeiro - Excluem-se da aplicação desta cláusula, os


funcionários pertencentes a categorias profissionais diferenciadas, bem
como os que estiverem com seus contratos de trabalho suspensos, seja a
que título for.

Parágrafo Segundo - A presente cláusula constitui mera reprodução da


deliberação das Assembléias realizadas pelos Sindicatos Profissionais,
ficando pelas partes convencionado que toda e qualquer divergência,
esclarecimentos, dúvidas ou ações de ordem econômica, administrativa ou
judicial deverão ser tratadas direta e exclusivamente com o Sindicato
Profissional, bem como qualquer ônus financeiro e/ou impostos incidentes
sobre referidas contribuições serão integralmente assumidos pelo
Sindicato representativo dos trabalhadores, únicos beneficiários da
Contribuição prevista nesta Cláusula, os quais assumem toda e qualquer
responsabilidade pela sua fixação, estando isento o Sindicato Patronal
signatário da presente, bem como as Empresas por ele representadas.
Paragrafo Terceiro - As partes signatarias ajustam que em março de 2010
será formada uma comissão composta pelos interessados para buscarem
alternativas de comum acordo para custeio da participação das empresas
no fundo de qualificação profissional, dentro das competências e
capacidades de cada um dos envolvidos.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL


PATRONAL

A cláusula de contribuição assistencial do aludido instrumento normativo,


estabelece que as empresas não associadas deverão recolher, de uma única vez ao
Sindicato Patronal, que é o caso do SINDIMAQ, uma Contribuição Assistencial
de acordo com os seguintes critérios

CAPITAL SOCIAL CONTRIBUIÇÃO

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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R$ R$
De 1.000,00 a 2.500,00 200,00
De 2.500,01 a 5.000,00 300,00
De 5.000,01 a 7.500,00 550,00
De 7.500,01 a 11.000,00 800,00
De 11.000,01 a 18.000,00 1.500,00
De 18.000,01 a 27.000,00 2.000,00
De 27.000,01 a 40.500,00 2.500,00
De 40.500,01 a 60.750,00 3.000,00
De 60750,01 a 100.000,00 4.000,00
Acima de 100.000,00 5.000,00

A contribuição em apreço, deverá ser recolhida, através de guia própria, que


seguirá via Banco do Brasil S.A., em qualquer agência bancária, a favor desta
Entidade, devendo ser paga até o dia 10 de Janeiro de 2010.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA NONA - MULTA POR ATRASO NO


RECOLHIMENTO DE MENSALIDADES

A empresa deverá recolher a mensalidade do Sindicato, paga por seus


empregados, até 10 (dez) dias após ter sido feito o desconto, desde que o
Sindicato Profissional forneça, mensalmente, até o dia 15 de cada mês a relação
de seus associados.

Parágrafo Primeiro:- Com o repasse, deverão as empresas remeter ao


Sindicato Profissional a relação dos Trabalhadores que sofreram o
desconto, individualizando os respectivos valores.

Parágrafo Segundo:- No caso de cobrança feita pelo próprio sindicato, a


empresa terá 5 (cinco) dias após receber a notificação de cobrança, para
proceder o pagamento.

Parágrafo Terceiro:- No caso de descumprimento dos prazos acima


estabelecidos, a empresa fica obrigada a recolher a mensalidade corrigida
com base no índice da TR., ou seu substituto até o dia do efetivo
recolhimento.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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Disposições Gerais

Aplicação do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA - NÃO OCORRÊNCIA DE SUPERPOSIÇÃO


DE VANTAGENS

A promulgação de legislação ordinária e/ou complementar, regulamentadora dos


preceitos constitucionais, substituirá, onde aplicável, direitos e deveres previstos
nesta convenção, ressalvando-se sempre as condições mais favoráveis aos
empregados, vedada em qualquer hipótese a acumulação.

Descumprimento do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA PRIMEIRA - PENALIDADE

Fica instituída multa penal, por infração as disposições clausuladas nesta


Convenção, por empregado, no valor equivalente a 2% (dois por cento) do piso
salarial, exclusivamente nas obrigações de fazer, a qual reverterá em favor do
prejudicado.

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA SEGUNDA - ATRASO NO RECOLHIMENTO


DA PARTICIPAÇÃO SINDICAL NAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 154

A empresa que deixar de recolher à respectiva entidade sindical representativa


da categoria profissional beneficiada, dentro do prazo previsto nesta
CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, incorrerá em multa no valor
correspondente a 5% (cinco por cento) do montante não recolhido, se paga nos
primeiro 30 (trinta) dias subsequentes do vencimento, após esse prazo incorrerá
em multa de 2% (dois por cento), de inadimplência, do montante não recolhido,
cumulativamente, por mês de atraso.

Outras Disposições

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA TERCEIRA - FORO

Fica eleito o foro da sede do Sindicato Profissional, para dirimir conflitos


oriundos da presente Convenção Coletiva de Trabalho.

SERGIO BUTKA
Presidente
SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA

NELSON LUIZ PENTEADO ALVES


Procurador
SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS

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CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2010/2011 Fls.: 155

SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA, CNPJ n. 76.684.943/0001-42,
neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). SERGIO BUTKA, CPF n. 275.092.579-72;

SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS, CNPJ n. 62.646.617/0001-36, neste ato


representado(a) por seu Procurador, Sra. SUELI FERREIRA DE SOUZA, CPF n. 024.527.789-74;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho


previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 1º de dezembro


de 2010 a 30 de novembro de 2011 e a data-base da categoria em 1º de dezembro.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) abrange as categorias


econômicas e profissionais representadas pelas Entidades Convenentes, compreendidas no
19ºGrupo da CNI e 1º da CNTM , do Quadro Geral de Enquadramento Sindical,a que alude o artigo
577 da CLT, em suas respectivas bases territoriais, com abrangência territorial em Adrianópolis/PR,
Agudos do Sul/PR, Almirante Tamandaré/PR, Araucária/PR, Balsa Nova/PR, Bocaiúva do Sul/PR,
Campina Grande do Sul/PR, Campo do Tenente/PR, Campo Largo/PR, Cerro Azul/PR, Colombo/PR,
Contenda/PR, Curitiba/PR, Fazenda Rio Grande/PR, Lapa/PR, Mandirituba/PR, Piên/PR,
Piraquara/PR, Quatro Barras/PR, Quitandinha/PR, Rio Branco do Sul/PR, Rio Negro/PR, São José
dos Pinhais/PR e Tijucas do Sul/PR.

Salários, Reajustes e Pagamento

Piso Salarial

CLÁUSULA TERCEIRA - PISO SALARIAL

Fica assegurado a partir de 01.12.2010, aos empregados abrangidos por esta Convenção Coletiva de
Trabalho, e que vierem a ser admitidos pelas empresas, um Salário Normativo correspondente a R$
1005,00 ao mês, ou R$ 4,57 por hora.

PARÁGRAFO ÚNICO - O salário normativo estabelecido nesta cláusula será corrigido na mesma forma
da correção dos salários da categoria em geral, que eventualmente vier a ser fixado por Lei ou norma
coletiva de trabalho.

Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA QUARTA - REAJUSTE SALARIAL

Os salários dos empregados da categoria profissional, até o teto de R$ 4.810,73, serão majorados, a
partir de 1º de dezembro 2010, com o percentual de 9,60% (nove vírgula sessenta por cento), a ser
aplicado sobre os salários vigentes em 30/11/2010;

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os salários dos empregados da categoria profissional acordante, iguais ou


superiores a R$ 4.810,73, vigentes em 30/11/2010, serão majorados, a partir de 1º de dezembro de 2010,
com um valor fixo de R$ 461,83, resultante da aplicação do percentual de reajuste sobre o limitador
estabelecido;

PARÁGRAFO SEGUNDO: As empresas poderão optar em conceder o aumento salarial integral de


9,60% (nove vírgula sessenta por cento) a partir de 1º de dezembro de 2010, e nesse caso, não
pagarão o Abono Especial previsto na cláusula própria ;

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
PARÁGRAFO TERCEIRO: Por força da majoração de que trata esta cláusula, as partes consideram
Fls.: 156
fechado e encerrado para todos os fins de direito o período de 1º/12/2009 a 30/11/2010, já que estão
sendo atendidos os termos da legislação vigente;

PARÁGRAFO QUARTO – As empresas em razão de possíveis dificuldades financeiras,poderão procurar


os sindicatos envolvidos na presente Convenção Coletiva de Trabalho (profissional e patronal), para
acordar ajustes diferenciados de majoração salarial, inclusive aquelas que possuem sistema de
participação nos lucros e resultados.

PARÁGRAFO QUINTO – Ficam desobrigadas da aplicação desta cláusula as empresas que tenham
porventura firmado acordos coletivos diretamente com o Sindicato Profissional signatário desta
Convenção Coletiva de Trabalho e que contenham cláusulas a título de aumento, ou reajuste salarial.

PARÁGRAFO SEXTO - Serão compensados todos os reajustes e aumentos espontâneos ou


compulsórios concedidos no período de 1° de abril de 2010 a 31 de novembro de 2010, salvo os
decorrentes de término de aprendizagem, implemento de idade, promoção por antigüidade ou
merecimento, mérito, transferência de cargo, função, equiparação salarial determinada por sentença
transitada em julgado e aumento real, expressamente concedido a esse título.

CLÁUSULA QUINTA – ABONO ESPECIAL

a) As empresas que optarem por aplicar o reajuste salarial somente a partir de 1º de fevereiro de
2011, concederão em caráter especial e eventual, aos seus empregados, um abono especial de 30%
(trinta por cento) do salário base vigente em 30/11/2010, desvinculado do salário, observado o teto de
R$ 4.810,73 (quatro mil, oitocentos e dez reais e setenta e três centavos), a ser pago até 05 de janeiro de
2011;

b) Os empregados que em 30/11/2010 percebiam salário igual ou superior a R$ 4.810,73 (quatro mil,
oitocentos e dez reais e setenta e três centavos), receberão o abono referido no “caput” no valor fixo de
R$ 1.443,22 (hum mil, quatrocentos e quarenta e três reais e vinte e dois centavos) a ser pago até 05 de
janeiro de 2011.

c) O abono será devido apenas aos empregados com contrato de trabalho vigente em 30/11/2010, e que
estejam trabalhando na empresa nas respectivas datas de pagamento, respeitado o teto salarial;

d) Os empregados que entrarem em férias, coincidindo o período de gozo com os meses de novembro e
dezembro de 2010, receberão o abono complementar de 9,6 % apenas sobre o terço constitucional e
sobre o abono pecuniário, se houver respeitado o teto salarial.

Pagamento de Salário – Formas e Prazos

CLÁUSULA SEXTA - ADIANTAMENTO DE SALÁRIO/VALE

As empresas concederão aos seus empregados, adiantamento de salários, nas seguintes condições:

a) O adiantamento será de, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do salário nominal mensal, desde que o
empregado já tenha trabalhado, na quinzena, o período correspondente;

b) O pagamento deverá ser efetuado no 15° (décimo quinto) dia que anteceder o dia do pagamento
normal;

c) O adiantamento somente não será concedido aos empregados que assim se manifestarem
expressamente;

d) Deverão ser mantidas as condições atuais mais favoráveis.

Descontos Salariais

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CLÁUSULA SETIMA - DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTO

a) As empresas efetuarão nas folhas de pagamento de seus empregados o desconto das mensalidades
de convênios médicos e odontológicos firmados pelo sindicato obreiro, desde que por estes autorizado.

Parágrafo Único:- O repasse das importâncias descontadas deverá ser efetuado para o sindicato
profissional até o terceiro dia útil, após o pagamento dos salários.

b) As empresas poderão descontar mensalmente dos salários de seus empregados, de acordo com o
artigo 462, da CLT, além dos descontos permitidos em Lei, os referentes a planos médico-odontológicos
com participação dos empregados nos custos, alimentação, alimentos, convênios com supermercados,
medicamentos e clube/agremiações desde que previamente autorizados por escrito, pelos próprios
empregados, ressalvado o direito dos mesmos reconsiderarem, no primeiro dia útil do mês e por escrito,
a autorização anteriormente firmada, desde que não tenham débitos pendentes.

Outras normas referentes a salários, reajustes, pagamentos e critérios para cálculo

CLÁUSULA OITAVA - PAGAMENTO DO SALÁRIO/VALE

As empresas que não efetuam o pagamento, do SALÁRIO ou do VALE, em moeda corrente, deverão,
proporcionar aos empregados tempo hábil para o recebimento no banco, dentro da jornada de trabalho,
desde que coincidentemente com o horário bancário, excluindo-se horários de refeição.

CLÁUSULA NONA - ERRO NA FOLHA DE PAGAMENTO

No caso de ocorrência inequívoca de diferença de salário, em prejuízo do empregado, na folha de


pagamento ou adiantamento, a empresa se obriga a efetuar o pagamento da respectiva diferença, no
prazo de 5 (cinco) dias úteis, a partir da data da constatação da diferença.

CLÁUSULA DÉCIMA - PAGAMENTO DO PIS

As empresas, quando possível, promoverão o pagamento do PIS dos seus empregados, no próprio local
de trabalho. Em caso contrário a empresa oferecerá condições para que o empregado receba o PIS.

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - CÁLCULO DA MULTA DO FGTS

Recomenda-se que para o pagamento da multa sobre o saldo da conta vinculada do FGTS, sejam
observadas as disposições legais vigentes, considerando, para efeito do seu cálculo todos os depósito
efetuados, ainda que tenha ocorrido saque para efeito de aquisição de casa própria. As empresas
garantirão a todos os empregados, no caso de demissão sem justa causa, o pagamento da multa de
40%, inclusive aos aposentados.

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros


Adicional de Hora-Extra

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - HORAS EXTRAS

As horas extraordinárias quando prestadas de segunda a sábado, serão remuneradas na forma da tabela
abaixo:

a) Até 20 (vinte) horas mensais, 50% (cinqüenta por cento) de acréscimo à hora normal;

b) As horas excedentes a 20 (vinte) horas mensais e até 40 (quarenta) horas mensais, 70% (setenta por
cento) de acréscimo em relação à hora normal;

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c) As horas excedentes a 40 (quarenta) horas mensais e até 60 (sessenta) horas mensais, 80%
Fls.:(oitenta
158
por cento) de acréscimo em relação à hora normal;

d) As horas excedentes a 60 (sessenta) horas mensais, 100% (cem por cento) de acréscimo em relação
à hora normal;

Parágrafo Único:- As horas extras realizadas em dia destinado a repouso semanal remunerado
(domingos e feriados), ou em dias pontes já compensados, até o limite de 8 (oito) horas diárias, serão
remuneradas com o adicional de 100%, sem prejuízo do recebimento do próprio dia, a que o empregado
já fizera jus, enquanto as excedentes serão pagas com o adicional de 150%.

Adicional Noturno

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - ADICIONAL NOTURNO

A remuneração do trabalho noturno prestado entre 22h00 e 5h00, será acrescida do adicional de 25%
(vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora normal.

Comissões

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - SALÁRIO DO COMISSIONADO

Garante-se ao empregado que recebe exclusivamente a título de comissão, o piso salarial da categoria
previsto nesta convenção, quando estas comissões não atingirem o valor do piso salarial.

PARÁGRAFO ÚNICO - Para efeito de cálculo da média salarial do comissionado ao pagamento do 13°
salário e férias, serão utilizados os valores percebidos a título de comissão, referentes aos últimos 12
(doze) meses, devidamente corrigidos pelos mesmos índices que eventualmente vierem a corrigir os
salários em geral da categoria.

Auxílio Doença/Invalidez

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - COMPLEMENTAÇÃO DE AUXÍLIO-DOENÇA

As empresas complementarão o valor do salário líquido no período de afastamento por doença, ou


acidente de trabalho, compreendido entre o 16o. e o 60o. dia, em valor equivalente a diferença entre o
efetivamente percebido da Previdência Social e o Salário Liquido, respeitando sempre para efeito de
complementação, o limite máximo da contribuição previdenciária.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Para os empregados que não tenham direito ao auxílio previdenciário por
não terem ainda completado o período de carência exigido pela Previdência Social, a empresa pagará
70% do salário mensal entre o 16°. e o 60°. dia, respeitado também o limite máximo de contribuição
previdenciária;

PARÁGRAFO SEGUNDO - Não sendo conhecido o valor básico da Previdência Social a


complementação deverá ser paga em valores estimados. Em ocorrendo diferença a maior ou a menor,
deverá ser compensado no pagamento imediatamente posterior;

PARÁGRAFO TERCEIRO - Excluem-se os empregados afastados durante a vigência do contrato de


experiência.

PARÁGRAFO QUARTO - Estando o empregado em gozo de auxílio doença, as empresas fornecerão os


vales-transporte necessários à locomoção do mesmo para a realização da Perícia Médica, quando
solicitada pelo órgão previdenciário.

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Auxílio Morte/Funeral Fls.: 159

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - AUXÍLIO POR MORTE OU INVALIDEZ PERMANENTE

No caso de falecimento do empregado que receba até 10 (dez) vezes o salário mínimo, como salário
nominal, a empresa pagará a título de auxílio por morte, em parcela única, juntamente com o saldo de
salários e outras verbas trabalhistas remanescentes, 2 (dois) salários nominais (base).
Se o falecimento tiver sido ocasionado por acidente do trabalho, será pago o valor equivalente a 3 (três)
salários nominais (base).

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os valores estabelecidos nesta cláusula, para os empregados que percebam
salário nominal (base) acima de 10 (dez) vezes o salário mínimo será de 1 (um) e 2 (dois) salários
nominais, respectivamente.

PARÁGRAFO SEGUNDO - A empresa que assim o desejar, poderá fazer substituir esta obrigação por
seguro de vida equivalente, cujo custeio deverá ser de sua responsabilidade.

PARÁGRAFO TERCEIRO - O estabelecido nesta cláusula ("caput" e parágrafos primeiro e segundo)


aplica-se aos casos de infortúnio dos quais venham a decorrer invalidez permanente.

Auxílio Creche

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - AUXÍLIO CRECHE

a) As empresas com pelo menos 30 (trinta) empregadas, com mais de 16 (dezesseis) anos de idade e
que não possuam creche própria, poderão optar entre celebrar o convênio previsto no parágrafo segundo
do artigo 389 da CLT, ou reembolsar as despesas diretamente havidas com a guarda, vigilância e
assistência de filho legítimo ou legalmente adotado, em creche credenciada, de sua livre escolha, até o
limite de 20% (vinte por cento) do salário normativo da categoria, vigente na época do evento, por filho (a)
com idade de 0 (zero) até 6 (seis) meses.
Na falta do comprovante acima mencionado, será pago diretamente à empregada o valor fixo de 10%
(dez por cento) do salário normativo da categoria, vigente na época do evento, por filho (a) com idade
entre 0 (zero) e 6 (seis) meses.

b) O auxílio creche objeto desta cláusula não integrará, para nenhum efeito, o salário da empregada.

c) Estão excluídas do cumprimento desta cláusula, as empresas que tiverem condições mais favoráveis
ou acordos específicos celebrados com o sindicato representativo da categoria profissional.

Outros Auxílios

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - AUXÍLIO NATALIDADE

Recomenda-se às empresas que efetuem o pagamento do auxílio natalidade a seus funcionários, na


forma da Legislação pertinente em vigor.

Aposentadoria

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - ABONO POR APOSENTADORIA

O empregado que contar entre 5 (cinco) a 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa e solicitar
demissão em decorrência de sua aposentadoria definitiva, terá assegurado um abono de 1,5 (um e meio)
salário base. Aos empregados com mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa o abono será
de 2 (dois) salários base.

Contrato de Trabalho – Admissão, Demissão, Modalidades


Normas para Admissão/Contratação

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CLÁUSULA VIGÉSIMA - ADMISSÕES APÓS A DATA-BASE

A correção dos salários dos empregados admitidos após a data-base obedecerá os seguintes critérios,
de acordo com o percentual correspondente:

a) Os empregados admitidos após a data base, para as funções sem paradigma, terão seus salários
corrigidos obedecendo a proporcionalidade, de acordo com a aplicação do percentual à razão de 1/12
(um doze avos) ao mês, contados da data da admissão;

b) Os empregados admitidos após a data-base, para funções com paradigma, terão aplicado aos seus
salários o mesmo percentual de correção concedido ao paradigma, até o limite do menor salário da
função;

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - SALÁRIO ADMISSÃO

Será garantido ao empregado admitido para a mesma função de outro, cujo contrato de trabalho foi
rescindido sob qualquer condição, igual salário ao menor salário pago na função, sem considerar as
vantagens pessoais.

PARÁGRAFO ÚNICO - Não se incluem na garantia do item anterior as funções individualizadas, ou seja,
aquelas que possuam um único empregado no seu exercício.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - CONTRATO DE EXPERIÊNCIA

Será vedada a utilização de contrato de experiência, quando da readmissão de empregado para exercer
a mesma função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - TESTE ADMISSIONAL

a) A realização de testes práticos operacionais não podem ultrapassar a 01 (um) dia.

b) As empresas que possuírem refeitório próprio fornecerão gratuitamente alimentação aos candidatos
em testes, desde que estes coincidam com horários de refeição.

Desligamento/Demissão

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - PAGAMENTOS DAS VERBAS RESCISÓRIAS

A empresa incorrerá em multa de 1% (um por cento) do valor devido, para hipótese de, ocorrendo a
rescisão do contrato de trabalho, não serem pagas as verbas decorrentes da rescisão a partir do dia
legalmente exigível, multa esta que incidirá por dia de atraso e que reverterá em favor do empregado.
No caso do empregado não comparecer para o recebimento do valor devido, a empresa comunicará o
fato ao Sindicato Profissional, isentando-se, em conseqüência, da referida pena pecuniária.

PARÁGRAFO ÚNICO - No caso de alegação de cometimento de falta grave, ensejadora de justa causa,
incluem-se na obrigatoriedade estabelecida no "caput", apenas as verbas tidas como incontroversas
(salário, férias vencidas, etc.).

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - COMUNICAÇÃO DE FALTA GRAVE

Nos casos de rescisão de contrato de trabalho por justa causa, a empresa deverá comunicar ao
empregado, indicando por escrito, contra recibo passado pelo empregado, a falta grave cometida pelo
mesmo. Havendo recusa do empregado em fornecer o recibo de comunicação, à empresa será
facultado supri-lo mediante a assinatura de duas testemunhas.

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Fls.: 161

Aviso Prévio

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - AVISO PRÉVIO

O aviso prévio será comunicado, obrigatoriamente, por escrito, contra recibo do empregado,
esclarecendo se o empregado deve, ou não trabalhar no período.

Estágio/Aprendizagem

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA – ESTAGIÁRIO

As empresas mantenedoras de convênios com entidades específicas ou instituições de ensino, para


realização de estágios, em havendo vagas disponíveis, poderão contratar os estagiários ao final do
respectivo estágio.

Outras normas referentes a admissão, demissão e modalidades de contratação

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - SALÁRIO DE SUBSTITUIÇÃO

Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, o empregado substituto
perceberá os salários do substituído.

PARÁGRAFO ÚNICO - A substituição superior a 90 (noventa) dias, deixará de ser eventual, passando o
substituto a ser efetivado na função do substituído, exceto se este estiver sob amparo da Previdência
Social.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - COMPROVANTE DE PAGAMENTO

As empresas fornecerão comprovantes de pagamento de salário a seus empregados, com a


discriminação das importâncias pagas e descontos efetuados, contendo a identificação da empresa e o
valor do recolhimento a ser efetuado na conta vinculada do FGTS.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA – PROMOÇÕES

A promoção e aumento salarial dela decorrente deverão ser anotadas na CTPS do empregado, não
sendo compensável ou dedutível.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - ANOTAÇÕES DA FUNÇÃO NA CARTEIRA PROFISSIONAL

As empresas anotarão na Carteira de Trabalho e Previdência Social de seus empregados, suas corretas
funções de acordo com a Legislação e técnicas em vigor.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - PREENCHIMENTO DE VAGAS

As empresas darão preferência ao remanejamento interno de seus trabalhadores em atividades, para


preenchimento de vagas de níveis superiores. As empresas poderão utilizar o balcão de emprego do
sindicato. As empresas, sempre que possível darão preferência a readmissão dos ex-empregados.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - QUADRO FUNCIONAL

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Recomenda-se às empresas que na medida do possível, mantenham em seu quadro Fls.:
funcional,
162
empregados com idade superior a 40 (quarenta) anos.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO EXTERIOR

As empresas que prestam serviços fora do território nacional, especificarão diretamente com seus
empregados, nos contratos de trabalho ou em aditamento, as condições ajustadas, tais como
remuneração, pagamento, despesas, visitas aos familiares, forma e horário de trabalho.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - EXAMES LABORATORIAIS

O empregado será dispensado do trabalho, no caso de existir a necessidade de submeter-se a exames


laboratoriais, quando solicitado pelo médico da empresa, do Sindicato ou da Previdência Social, pelo
tempo necessário a realização dos exames, mediante a respectiva comprovação posterior.

Relações de Trabalho – Condições de Trabalho, Normas de Pessoal e Estabilidades

Estabilidade Mãe

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

Garante-se a estabilidade provisória da empregada gestante até 150 (cento e cinqüenta) dias após o
parto, assegurando-se-lhe o direito de, em permanecendo no emprego, amamentar o seu filho, gozando
de descanso de 30 (trinta) minutos em cada turno de trabalho.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - A critério da empregada, o descanso a que alude o caput da cláusula poderá
ser gozado cumulativamente no início ou término da jornada diária.

PARÁGRAFO SEGUNDO - A comunicação do estado de gestante, deverá ser feita até 30 (trinta) dias
após a rescisão.

PARÁGRAFO TERCEIRO - A garantia acima cessará no caso de rescisão de contrato de trabalho por
mútuo acordo entre empregado e empregador, com a assistência do Sindicato Profissional.

Estabilidade Serviço Militar

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - EMPREGADO COM IDADE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO


MILITAR

Os empregados selecionados para prestarem Serviço Militar Obrigatório terão estabilidade provisória
desde a convocação até 30 dias após a dispensa pelos órgãos das Forças Armadas. As empresas
que desejarem poderão reverter esta estabilidade antes da incorporação pela liberação do FGTS, um
salário a título de indenização além do aviso prévio. Não se aplica o disposto nesta cláusula aos casos de
rescisão de contrato de trabalho por justa causa, término de contrato por prazo determinado ou
experiência e pedido de demissão.

Estabilidade Aposentadoria

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - EMPREGADOS EM VIAS DE APOSENTADORIA

Aos empregados que comprovarem mediante documentação e manifestarem, por escrito e na vigência
do seu contrato de trabalho, a condição de estarem a um máximo de 12 (doze) meses da aquisição do
direito a aposentadoria, e, que contem com um mínimo de 5 (cinco) anos na atual empresa, ou, que
estejam a 18 (dezoito) meses da aquisição do direito de aposentadoria, e, contem com 10 (dez) anos de
serviço na atual empresa, fica assegurado o emprego ou salário durante o período que falta para

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aposentar-se. Completado o período necessário a obtenção de aposentadoria, normal ou especial, sem
Fls.: 163
que o empregado requeira, fica extinta esta garantia convencional.

Outras normas referentes a condições para o exercício do trabalho

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA – REFEITÓRIO

As empresas com mais de 10 (dez) empregados fornecerão aos mesmos instalações adequadas para
que façam suas refeições, no recinto da empresa, ou pelo menos, fornecerão mesas, cadeiras, fogão e
geladeira para que os empregados os utilizem para as refeições.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA – TRANSPORTE

Na hipótese da empresa fornecer ou subsidiar transporte para o trabalho, o tempo gasto durante o trajeto
entre a residência e o local de trabalho e vice-versa, não será considerado para fins salariais ou
quaisquer outros efeitos trabalhistas.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - ÁGUA POTÁVEL

A água potável oferecida aos trabalhadores deverá ser submetida anualmente à análise bacteriológica.
Os reservatórios e caixas d'água deverão ser mantidos em condições de higiene e limpeza.

PARÁGRAFO ÚNICO - O resultado do exame anual deverá afixado no quadro de avisos da empresa.
Recomenda-se que o mesmo seja enviado ao Sindicato Profissional, o qual também poderá solicitá-lo
uma vez ao ano.

Outras normas de pessoal

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - SUBSÍDIO PARA MEDICAMENTOS

Recomenda-se às empresas, sempre que possível o seguinte:

a) Estabelecimento de convênios com farmácias e drogarias para aquisição de remédios pelos seus
empregados.

b) Reembolso mediante o adiantamento para desconto em duas parcelas dos medicamentos adquiridos
com receita médica, cujo custo de aquisição ultrapasse de 20% do salário base do empregado.

c) Estabelecimento de convênio com farmácias e drogarias, para desconto em folho de pagamento do


mês seguinte ao da aquisição dos medicamentos, sempre que não for possível o parcelamento
recomendado na letra "b".

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - MARCAÇÃO DO CARTÃO DE PONTO NOS HORÁRIOS


DE REFEIÇÃO

a) O intervalo para refeição e descanso, poderá ser reduzido para até 30 (trinta) minutos, para aquelas
empresas que mantenham local apropriado para refeições, desde que ajustado com o Sindicato
representativo da categoria profissional;

b) As empresas poderão dispensar os empregados da marcação de ponto nos horários de início e


término do intervalo de refeição, desde que o horário de intervalo seja registrado no respectivo cartão ou
folha de ponto.

c) As empresas poderão substituir o atual sistema de registro de hora de entrada e saída, adotando-se o
sistema eletrônico, respeitada a Portaria GM/MTb 1.120, de 08.11.95 que regulamentou o § 2º do art. 74
da CLT.

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CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - PREENCHIMENTO DE FORMULÁRIO PARA


PREVIDÊNCIA

As empresas deverão preencher a documentação exigida pelo INSS quando solicitado pelo empregado,
a fornecê-la obedecendo aos seguintes prazos máximos:

a) para fins de obtenção de Auxílio Doença: 5 (cinco) dias úteis;

b) para fins de aposentadoria: 10 (dez) dias úteis;

c) para fins de obtenção de aposentadoria especial: 15 (quinze) dias úteis.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - NECESSIDADES HIGIÊNICAS

a) Nas empresas que utilizam mão-de-obra feminina, as enfermarias ou caixas de


primeiros socorros deverão conter absorventes higiênicos para ocorrências
emergenciais.

b) As empresas proporcionarão, gratuitamente, produtos adequados a higiene pessoal de seus


empregados, de acordo com as condições específicas do trabalho realizado.

Jornada de Trabalho – Duração, Distribuição, Controle, Faltas

Prorrogação/Redução de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - HORÁRIOS ESPECIAIS DE TRABALHO

As empresas poderão firmar acordos com os seus empregados em sua totalidade ou em setores
específicos, relativamente a horários especiais de trabalho, tendo em vista manter o processo de
produção, evitando assim a interrupção nas áreas em que por motivo de ordem técnica não seja possível
a parada das máquinas e/ou equipamentos, desde que tais acordos sejam aprovados por ASSEMBLÉIA
GERAL EXTRAORDINÁRIA, conforme determina a legislação vigente.

Compensação de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - COMPENSAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

I- Para as empresas que optarem pelo regime de compensação da jornada de trabalho, o horário será o
seguinte:

a) extinção completa do trabalho aos sábados: as horas de trabalho correspondentes aos


sábados, serão compensadas no decurso da semana de segunda a sexta-feira, com o acréscimo
de até, no máximo, 2 (duas) horas diárias, de maneira que nesses dias sejam completadas as
horas semanais conveniadas, respeitados os intervalos de Lei.

b) extinção parcial do trabalho aos sábados: as horas correspondentes a redução do trabalho aos
sábados, serão da mesma forma compensadas pela prorrogação da jornada de segunda a sexta-
feira, observadas as condições gerais básicas referidas no item anterior.

c) competirá a cada empresa, de comum acordo com seus empregados, fixar a jornada de
trabalho para efeito de compensação, objetivando a extinção total ou parcial do expediente aos
sábados, dentro das normas aqui estabelecidas. Com a manifestação expressa do comum
acordo antes referido, homologada pelo Sindicato Profissional, tem-se como cumpridas as
exigências legais, sem outras formalidades.

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II- As empresas poderão estabelecer programas de compensação de dias úteis intercalados com feriados
Fls.: 165
de fim de semana, de sorte que possam os empregados ter períodos de descanso mais prolongados,
inclusive nos dias de carnaval, com comunicação prévia ao Sindicato Profissional e antecedência mínima
de 10 (dez) dias.

III- Quando o feriado coincidir com sábado, a empresa que trabalhar sob o regime de compensação de
horas de trabalho poderá, alternativamente:

a) reduzir a jornada diária de trabalho, subtraindo os minutos relativos à compensação.

b) pagar o excedente como horas extraordinárias, de domingos e feriados, nos termos desta
Convenção Coletiva de Trabalho.

IV- A utilização do regime de compensação de horas de trabalho, para extinção do trabalho aos sábados,
não impede a realização de trabalho extraordinário, mesmo nestes dias, sendo tais horas remuneradas
como extras e mantida a validade e eficácia do acordo de compensação.

Faltas

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - ABONO DE FALTAS AO ESTUDANTE

Será abonada a falta do empregado estudante no horário do exame escolar, inclusive exame vestibular
ao curso superior prestado pelo empregado estudante na base territorial de seu Sindicato, desde que em
estabelecimento oficial, pré-avisado o empregador e feita posterior comprovação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA - AUSÊNCIAS LEGAIS

a) O empregado que contrair matrimônio terá direito a 3 (três) dias úteis consecutivos de gala, sem
prejuízo de salário, pré-avisada a empresa e mediante apresentação da competente certidão de
casamento.

b) O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço por 1 (um) dia em caso de falecimento de sogro
ou sogra, mediante comprovação.

c) No caso de internação, devidamente comprovada, de cônjuge, coincidente com a jornada de trabalho,


ou de filhos quando houver impossibilidade de outro cônjuge ou companheiro (a) efetuá-la, a ausência do
(a) empregado (a), naquele dia, será integralmente abonada, sem prejuízo no salário, descanso semanal
remunerado, férias e 13° salário.

d) No caso de ausência do empregado motivada pela necessidade de obtenção de documentos legais


pessoais, mediante posterior comprovação, a falta não será considerada para efeito de descanso
semanal remunerado, férias e 13o. salário. Não se aplicará este item (idem "d"), quando o documento
puder ser obtido em dia não útil.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA - EXAMES MÉDICOS

As empresas se obrigam a realizar exames médicos para os empregados, quando da admissão,


periódicos e despedida.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os resultados dos exames serão entregues ao empregado, quando por este
ou seu médico forem requeridos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Os critérios relativos ao serviço médico, local e outros aspectos aos exames,
são de responsabilidade da empresa.

PARÁGRAFO TERCEIRO - As empresas fabricantes ou recuperadoras de baterias que manipulam óxido


de chumbo, submeterão seus empregados a exames médicos específicos.

Férias e Licenças

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Fls.: 166
Duração e Concessão de Férias

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA - OPÇÃO PELO PERÍODO DE GOZO DAS FÉRIAS

O empregado poderá manifestar sua opção preferencial em relação ao período de gozo de férias
individuais, quando da elaboração, pela empresa, da respectiva escala. A empresa, na medida de suas
possibilidades, programará as férias de seus empregados, segundo essa opção preferencial,
permanecendo, entretanto, com as prerrogativas contidas no art. 136, da CLT.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA - INÍCIO DAS FÉRIAS

O início das férias dos empregados, deverá se dar nas segundas-feiras, exceto se o feriado cair neste
dia, quando o início se dará no dia seguinte. Nas empresas que compensam a 2ª, 3ª e 4ª feiras, no
carnaval, as férias poderão ter início na quinta-feira.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - No caso de férias coletivas os feriados não serão considerados para efeito da
contagem dos dias gozados, portanto, não incidindo sobre os dias referidos, o terço constitucional de
férias.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de turnos diferenciados o início das férias se dará após a folga
semanal ou o feriado que suceder.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Quando do retorno das férias individuais, será garantido ao empregado
emprego ou salário pelo prazo de trinta dias.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA - FÉRIAS PROPORCIONAIS

Os empregados com menos de 12 (doze) meses de contrato de trabalho que rescindirem, por demissão
espontânea, o pacto laboral farão jus ao recebimento de férias proporcionais.

Saúde e Segurança do Trabalhador

Equipamentos de Segurança

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA - MEDIDAS DE PROTEÇÃO

a) No primeiro dia de trabalho do empregado, a empresa fará o treinamento com


equipamentos de proteção, dará conhecimento das áreas perigosas e/ou
insalubres e informará sobre os riscos dos eventuais agentes e/ou de seu
posto de trabalho.

b) O EPI deverá ser fornecido gratuitamente, mediante prescrição médica, visando a sua melhor
adaptação ao empregado.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA - PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM PRENSAS


MECÂNICAS

As prensas mecânicas deverão dispor de mecanismo de segurança que previnam a ocorrência de


acidentes com os empregados que operam essas máquinas.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA - UNIFORMES, FERRAMENTAS E EPI’S

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a) As empresas fornecerão, gratuitamente, aos empregados uniformes, fardamentos, macacões e 167
Fls.: outras
peças de vestimentas bem como equipamentos individuais de proteção e segurança, quando exigidos na
prestação de serviços:

b) O empregado se obrigará ao uso devido, à manutenção e limpeza adequada dos equipamentos e


uniformes que receber e a indenizar a empresa por extravio ou dano, desde que se comprove o caráter
doloso.
Extinto ou rescindido o seu contrato de trabalho deverá o empregado devolver
os equipamentos e uniformes, que continuam de propriedade da empresa.

c) Quando do fornecimento do equipamento, as empresas instruirão seus empregados quanto ao uso


adequado, manutenção e cuidados necessários. Quando, do desempenho de suas funções, for exigido o
uso de óculos de segurança será garantido, gratuitamente, aos empregados com deficiência visual,
óculos corretivos de segurança.

d) As empresas fornecerão, sem qualquer ônus ao empregado, as ferramentas e instrumentos de


precisão, necessários e utilizados no local de trabalho, para a prestação dos serviços respectivos.

e) As ferramentas ou instrumento de precisão serão reembolsadas pelo empregado na ocorrência da


perda ou dano causado pelo uso indevido, ressalvado o desgaste normal das ferramentas.

Insalubridade

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA - EMISSÃO DE LAUDO DE INSALUBRIDADE

A empresa entregará ao empregado, por ocasião de seu desligamento, quando por esta solicitado, uma
cópia do Laudo de Insalubridade existente, bem como preencherá o formulário para aposentadoria
especial, para fins de comprovação junto ao instituto previdenciário.

CIPA – composição, eleição, atribuições, garantias aos cipeiros

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA OITAVA – CIPA

A eleição da CIPA deverá ser precedida de ampla divulgação interna, sendo convocada com
antecedência de 60 (sessenta) dias, em relação a data da eleição, com cópia da convocação enviada ao
sindicato profissional, estabelecendo prazo de até 10 (dez) dias antes do pleito para registro de
candidatos, que no ato deverão receber comprovante de sua inscrição.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - A eleição será procedida sem a constituição e inscrição de chapas,


realizando-se o pleito através de votação em lista única contendo o nome de todos os candidatos. As
empresas setorializarão, se for o caso, a inscrição e a eleição dos candidatos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Todo o processo eleitoral e a respectiva apuração poderão ser coordenadas
pelo vice-presidente da CIPA em exercício, se este assim o quiser, em conjunto com o Serviço de
Segurança e Medicina do Trabalho da empresa, caso em que, os membros coordenadores da eleição e
apuração não poderão participar da eleição.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Após a realização das eleições o seu resultado, com cópia da respectiva ata
de posse, deverá ser enviado ao sindicato profissional no prazo de 10 (dez) dias úteis.

PARÁGRAFO QUARTO - Os representantes dos empregados na CIPA, efetivos ou suplentes, não


poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundamentar em motivo
disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.

Aceitação de Atestados Médicos

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA NONA - ATESTADOS MÉDICOS

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Fls.: 168
As faltas ocorridas por motivo de doença poderão ser justificadas por atestados médicos fornecidos pela
instituição Previdenciária, bem como por atestados médicos ou odontológicos fornecidos por facultativo
do Sindicato Profissional.

PARÁGRAFO ÚNICO - Tais atestados, que somente poderão ser concedidos até o prazo máximo de 15
(quinze) dias, não serão questionados quanto a sua origem, se portarem o carimbo do respectivo
Sindicato representativo da categoria profissional e a assinatura do seu facultativo.

Profissionais de Saúde e Segurança

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA - TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

É vedado aos Técnicos de Segurança do Trabalho, nas empresas abrangidas pela NR-4, o exercício de
outras atividades nas empresas durante o horário de sua atuação profissional no respectivo serviço.

Acompanhamento de Acidentado e/ou Portador de Doença Profissional

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA - ATENDIMENTO EMERGENCIAL

As empresas que trabalhem no período noturno oferecerão condições de remoção, em caso de acidente
do trabalho ou doença, quando necessário o afastamento do empregado do local de trabalho.

Primeiros Socorros

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEGUNDA – AUTOMAÇÃO

Aos funcionários que tiverem suas funções extintas ou modificadas por alterações tecnológicas dos
meios ou processo de produção e que permanecerem no quadro de Lotação, recomenda-se o
treinamento adequado para aprendizagem a eventual ocupação de novas funções.

Outras Normas de Prevenção de Acidentes e Doenças Profissionais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA TERCEIRA - COMISSÃO TÉCNICA INTERSINDICAL

COMISSÃO TÉCNICA INTERSINDICAL PARA ESTUDOS DE ACIDENTES DO TRABALHO E


DOENÇAS PROFISSIONAIS - Em conformidade com o seu Regimento Interno em vigor, a comissão
técnica a nível regional, dará continuidade ao desenvolvimento de estudos na área de prevenção de
acidentes de trabalho, e doenças profissionais.

Relações Sindicais

Acesso do Sindicato ao Local de Trabalho

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUARTA - COMUNICADOS DO SINDICATO

As empresas colocarão a disposição local apropriado e acessível aos trabalhadores para a fixação de
comunicados oficiais de interesse da categoria, os quais serão encaminhados ao setor competente da
empresa.

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Fls.: 169
Representante Sindical

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUINTA - ESTABILIDADE DE DIRIGENTE SINDICAL

As empresas garantirão estabilidade a DEZ (10) dirigentes sindicais profissionais, NA CATEGORIA,


independente de empresas e pessoas, até o final da gestão, sendo certo que o Sindicato dos
Trabalhadores fornecerá ao SINDIMAQ a relação nominal dos eleitos, imediatamente a sua posse.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEXTA - LIBERAÇÃO DE DIRIGENTES SINDICAIS

Os dirigentes sindicais eleitos e no máximo de um por empresa, pertencentes ao Sindicato Profissional


convenente, serão liberados por até 15 (quinze) dias, sucessivos ou alternados, no prazo de vigência
desta Convenção, para que. sem prejuízo de seus salários, nas empresas onde sejam empregados,
possam comparecer a assembléias, congressos, cursos e outras promoções sindicais ou de organismos
oficiais, desde que haja a comunicação prévia, no mínimo de 5 (cinco) dias, com a comprovação do
efetivo comparecimento no evento.

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SÉTIMA - CONTRIBUIÇÃO PARA TREINAMENTO, REQUALIFICAÇÃO


PROFISSIONAL, APOIO À RECOLOCAÇÃO DE PESSOAL, AÇOES SÓCIO-SINDICAIS E PARA
CONTRATAÇÃO DE SEGURO DE VIDA

O propósito da presente cláusula é o de constituir um pacote de benefícios que possam ser usufruídos
diretamente pelos empregados e seus familiares, além de garantir e dar eficiência ao cumprimento de
várias cláusulas sociais da presente Convenção Coletiva de Trabalho, com redução de encargos para as
empresas.

PARÁGRAFO PRIMEIRO – Para os fins de treinamento, requalificação profissional, apoio à recolocação


profissional, prática de ações sócio-sindicais e para contratação de seguro de vida, as empresas
abrangidas pela presente Convenção Coletiva de Trabalho, às suas expensas, deverão contribuir para o
sindicato de empregados signatário, com a quantia anual única de R$ 350,00 (trezentos e cinqüenta
reais) por empregado, quantia esta que deverá ser paga da seguinte forma:

a) R$ 135,00 (cento e trinta e cinco reais) até 15 de fevereiro de 2011, em favor do sindicato
respectivo;

b) R$ 135,00 (cento e trinta e cinco reais) até 15 de abril de 2011, em favor do sindicato
respectivo;

c) R$ 80,00 (oitenta reais) até 15 de junho de 2011, em favor do sindicato respectivo.

PARÁGRAFO SEGUNDO – Os custos para a prestação dos serviços indicados no Parágrafo Primeiro
desta cláusula deverão ser cobertos pela contribuição ali prevista.

PARÁGRAFO TERCEIRO – O seguro deverá englobar morte natural, morte acidental, invalidez
permanente total por acidente, invalidez permanente parcial por acidente, garantindo o cumprimento da
Cláusula própria (INDENIZAÇÃO POR MORTE OU INVALIDEZ) da presente Convenção Coletiva de
Trabalho. Nos casos em que a indenização desta cláusula seja superior à cobertura do presente seguro,
as empresas deverão pagar apenas a diferença correspondente. As coberturas serão as seguintes:

a) Morte Natural: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

b) Morte Acidental: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

c) Invalidez Permanente Total por Acidente: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

d) Invalidez Permanente Parcial por Acidente (Tabela SUSEP): até R$ 10.000,00 (dez mil reais)

e) Auxílio Funeral por morte por qualquer causa: R$ 2.200,00 (dois mil e duzentos reais)

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 170
PARÁGRAFO QUARTO – A contratação da seguradora/corretora será feita diretamente pelo Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânica e Material Elétrico da Grande Curitiba, que
deverá apresentar ao Sindicato Patronal a comprovação de tal contratação, se assim restar formalmente
solicitado.

PARÁGRAFO QUINTO – A empresa contratada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico da Grande Curitiba, para prestar os serviços de seguro
deverá ser idônea, ter comprovada capacidade econômica e financeira, ser especializada neste ramo e
estar devidamente registrada na SUSEP.

PARÁGRAFO SEXTO – O seguro ora previsto deverá beneficiar todos os empregados representados
pelos sindicatos signatários, independentemente da data de sua contratação, desde que dentro da
vigência do presente instrumento.

PARÁGRAFO SÉTIMO – O seguro ora previsto terá vigência a partir do pagamento da primeira parcela
do Fundo e terá validade pelos 12 meses seguintes.

PARÁGRAFO OITAVO – O Sindicato Profissional signatário comprometem-se a fornecer ao Sindicato


Patronal signatário e às empresas ora representadas todas as informações necessárias para o acesso à
seguradora/corretora, de modo a garantir a efetividade do presente benefício em caso de sinistros
cobertos pelas presentes disposições.

PARÁGRAFO NONO – Excluem-se da aplicação desta cláusula os empregados pertencentes a


categorias profissionais diferenciadas.

PARÁGRAFO DEZ – A presente cláusula constitui mera reprodução da deliberação da Assembléia


realizada pelo Sindicato Patronal signatário, ficando convencionado que toda e qualquer divergência,
necessidade de esclarecimento ou dúvida ou ações, questionamentos ou investigações de ordem
econômica, administrativa ou judicial deverão ser tratadas diretamente com ambos os Sindicatos
signatários, bem como quaisquer ônus financeiros e/ou impostos incidentes sobre as referidas
contribuições serão integralmente assumidos pelo Sindicato Profissional signatário, beneficiários,
juntamente com os empregados, da contribuição mencionada, e que assume toda e qualquer
responsabilidade, isentando, neste caso, o Sindicato Patronal signatário, e as respectivas empresas
representadas, de quaisquer ônus ou responsabilidades.

PARÁGRAFO ONZE – A contribuição ora prevista não terá natureza de salários para quaisquer fins de
direito, não se incorporando à remuneração e não gerando qualquer reflexo trabalhista ou previdenciário.

PARÁGRAFO DOZE – As Empresas que não completarem, integralmente, os pagamentos previsto no


parágrafo primeiro, desta cláusula, além das penalidades de estilo, ficarão obrigadas a cumprir, sob suas
expensas, o definido na cláusula de INDENIZAÇÃO POR MORTE OU INVALIDEZ, prevista nesta
Convenção Coletiva de Trabalho.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL

A cláusula de contribuição assistencial do aludido instrumento normativo estabelece que as empresas


não associadas deverão recolher, de uma única vez ao Sindicato Patronal, que é o caso do SINDIMAQ,
uma Contribuição Assistencial de acordo com os seguintes critérios

CAPITAL SOCIAL – R$ CONTRIBUIÇÃO - R$


Até 2.500,00
200,00
De 2.500,01 a 5.000,00
300,00
De 5.000,01 a 7.500,00
550,00
De 7.500,01 a 11.000,00
800,00
De 11.000,01 a 18.000,00
1.500,00
De 18.000,01 a 27.000,00
2.000,00
De 27.000,01 a 40.500,00
2.500,00

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De 40.500,01 a 60.750,00 Fls.: 171
3.000,00
De 60.750,01 a 100.000,00
4.000,00
De 100.000,01 a 300.000,00
5.000,00
Acima de 300.000,01
7.500,00

A Contribuição em apreço deverá ser recolhida, através de guia própria, que seguirá voa Banco do Brasil
S.A., em qualquer agência bancária, a favor desta Entidade, devendo ser paga até o dia 20 de janeiro de
2011.

O não pagamento da mencionada Contribuição no prazo estabelecido, acarretará à empresa a obrigação


da atualização monetária, multa de 5% (cinco por cento), se paga nos primeiros 30 (trinta) dias e com o
adicional de 2% (dois por cento) por mês subsequente de atraso, além de juros de mora de 1% (um por
cento) ao mês.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA NONA - MULTA POR ATRASO NO RECOLHIMENTO DE


MENSALIDADES

A empresa deverá recolher a mensalidade do Sindicato, paga por seus empregados, até 10 (dez) dias
após ter sido feito o desconto, desde que o Sindicato Profissional forneça, mensalmente, até o dia 15 de
cada mês a relação de seus associados.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Com o repasse, deverão as empresas remeter ao Sindicato Profissional a


relação dos Trabalhadores que sofreram o desconto, individualizando os respectivos valores.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de cobrança feita pelo próprio sindicato, a empresa terá 5 (cinco)
dias após receber a notificação de cobrança, para proceder o pagamento.

PARÁGRAFO TERCEIRO - No caso de descumprimento dos prazos acima estabelecidos, a empresa


fica obrigada a recolher a mensalidade corrigida com base no índice da TR., ou seu substituto até o dia
do efetivo recolhimento.

Disposições Gerais

Aplicação do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA - NÃO OCORRÊNCIA DE SUPERPOSIÇÃO DE VANTAGENS

A promulgação de legislação ordinária e/ou complementar, regulamentadora dos preceitos


constitucionais, substituirá, onde aplicável, direitos e deveres previstos nesta convenção, ressalvando-se
sempre as condições mais favoráveis aos empregados, vedada em qualquer hipótese a acumulação.

Descumprimento do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA PRIMEIRA – PENALIDADE

Fica instituída multa penal, por infração as disposições clausuladas nesta Convenção, por empregado, no
valor equivalente a 2% (dois por cento) do piso salarial, exclusivamente nas obrigações de fazer, a qual
reverterá em favor do prejudicado.

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Fls.: 172
CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA SEGUNDA - ATRASO NO RECOLHIMENTO DA PARTICIPAÇÃO
SINDICAL NAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS.

A empresa que deixar de recolher à respectiva entidade sindical representativa da categoria profissional
beneficiada, dentro do prazo previsto nesta CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, incorrerá em
multa no valor correspondente a 5% (cinco por cento) do montante não recolhido, se paga nos primeiro
30 (trinta) dias subsequentes do vencimento, após esse prazo incorrerá em multa de 2% (dois por cento),
de inadimplência, do montante não recolhido, cumulativamente, por mês de atraso.

Outras Disposições

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA TERCEIRA – FORO

Fica eleito o foro da sede do Sindicato Profissional, para dirimir conflitos oriundos da presente Convenção
Coletiva de Trabalho.

Curitiba, 23 de dezembro de 2010.

SERGIO BUTKA
Presidente
SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA

SUELI FERREIRA DE SOUZA


Procuradora
SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE MAQUINAS

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Mateus Augusto Zanlorensi


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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 966c13d - Pág. 18
Número do documento: 15080415363040900000004730315
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 173

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2011/2012

NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR014063/2012

SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA, CNPJ n.
76.684.943/0001-42, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). SERGIO
BUTKA;
E
SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS, CNPJ n.
62.646.617/0001-36, neste ato representado(a) por seu Procurador, Sr(a). CARLOS
ANTONIO PENA;
celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as
condições de trabalho previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE


As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de
1º de dezembro de 2011 a 30 de novembro de 2012 e a data-base da categoria em 1º
de dezembro.
CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA
A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s)
Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Material Elétrico, com
abrangência territorial em Adrianópolis/PR, Agudos do Sul/PR, Almirante
Tamandaré/PR, Araucária/PR, Balsa Nova/PR, Bocaiúva do Sul/PR, Campina
Grande do Sul/PR, Campo do Tenente/PR, Campo Largo/PR, Cerro Azul/PR,
Colombo/PR, Contenda/PR, Curitiba/PR, Fazenda Rio Grande/PR, Lapa/PR,
Mandirituba/PR, Piên/PR, Piraquara/PR, Quatro Barras/PR, Quitandinha/PR,
Rio Branco do Sul/PR, Rio Negro/PR, São José dos Pinhais/PR e Tijucas do
Sul/PR.

Salários, Reajustes e Pagamento

Piso Salarial

CLÁUSULA TERCEIRA - PISO SALARIAL

Fica assegurado a partir de 01.12.2011, aos empregados abrangidos por esta Convenção Coletiva de
Trabalho, e que vierem a ser admitidos pelas empresas, um Salário Normativo correspondente a R$
1105,50 ao mês, ou R$ 5,02 por hora.

PARÁGRAFO ÚNICO - O salário normativo estabelecido nesta cláusula será corrigido na mesma
forma da correção dos salários da categoria em geral, que eventualmente vier a ser fixado por Lei ou
norma coletiva de trabalho.

Reajustes/Correções Salariais

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CLÁUSULA QUARTA - REAJUSTE SALARIAL

Os salários dos empregados da categoria profissional, até o teto de R$ 5.291,80, serão majorados, a
partir de 1º de dezembro 2011, com o percentual de 10,00% (dez por cento), a ser aplicado sobre os
salários vigentes em 30/11/2011;

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os salários dos empregados da categoria profissional acordante, iguais ou


superiores a R$ 5.291,80, vigentes em 30/11/2011, serão majorados, a partir de 1º de dezembro de
2011, com um valor fixo de R$ 529,18, resultante da aplicação do percentual de reajuste sobre o
limitador estabelecido;

PARÁGRAFO SEGUNDO: As empresas poderão optar em conceder o aumento salarial integral de


10,00% (dez por cento) a partir de 1º de dezembro de 2011, e nesse caso, não pagarão o Abono
Especial previsto na cláusula própria;

PARÁGRAFO TERCEIRO: Por força da majoração de que trata esta cláusula, as partes consideram
fechado e encerrado para todos os fins de direito o período de 1º/12/2010 a 30/11/2011, já que estão
sendo atendidos os termos da legislação vigente;

PARÁGRAFO QUARTO: As empresas em razão de possíveis dificuldades financeiras, poderão


procurar os sindicatos envolvidos na presente Convenção Coletiva de Trabalho (profissional e
patronal), para acordar ajustes diferenciados de majoração salarial, inclusive aquelas que possuem
sistema de participação nos lucros e resultados.

PARÁGRAFO QUINTO: Ficam desobrigadas da aplicação desta cláusula as empresas que tenham
porventura firmado acordos coletivos diretamente com o Sindicato Profissional signatário desta
Convenção Coletiva de Trabalho e que contenham cláusulas a título de aumento, ou reajuste salarial.

PARÁGRAFO SEXTO - Serão compensados todos os reajustes e aumentos espontâneos ou


compulsórios concedidos no período de 1° de abril de 2011 a 31 de novembro de 2011, salvo
os decorrentes de término de aprendizagem, implemento de idade, promoção por antigüidade
ou merecimento, mérito, transferência de cargo, função, equiparação salarial determinada por
sentença transitada em julgado e aumento real, expressamente concedido a esse título.

PARÁGRAFO SÉTIMO  As empresas que não efetuarem o reajuste na sua totalidade ou


proporcionalidade até o mês de fevereiro de 2012 deverão efetuar o pagamento da diferença
salarial juntamente com a folha de março de 2012.

CLÁUSULA QUINTA - ABONO ESPECIAL

a) As empresas que optarem por aplicar o reajuste salarial somente a partir de 1º de fevereiro de 2012,
concederão em caráter especial e eventual, aos seus empregados, um abono especial de 25% (vinte e
cinco por cento) do salário base vigente em 30/11/2011, desvinculado do salário, observado o teto de
R$ 5.291,80 (cinco mil duzentos e noventa e um reais e oitenta centavos), a ser pago até 31 de março de
2012;

b) Os empregados que em 30/11/2011 percebiam salário igual ou superior a R$ 5.291,80 (cinco mil
duzentos e noventa e um reais e oitenta centavos), receberão o abono referido no caput no valor fixo de
R$ 1.322,95 (hum mil, trezentos e vinte e dois reais e noventa e cinco centavos) a ser pago até 31 de
março de 2012.

c) O abono será devido apenas aos empregados com contrato de trabalho vigente em 30/11/2011, e que
estejam trabalhando na empresa nas respectivas datas de pagamento, respeitado o teto salarial;

d) Os empregados que entrarem em férias, coincidindo o período de gozo com os meses de novembro e
dezembro de 2011, receberão o abono complementar de 10% apenas sobre o terço constitucional e

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sobre o abono pecuniário, se houver respeitado o teto salarial.

Pagamento de Salário  Formas e Prazos

CLÁUSULA SEXTA - ADIANTAMENTO DE SALÁRIO/VALE

As empresas concederão aos seus empregados, adiantamento de salários, nas seguintes condições:

a) O adiantamento será de, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do salário nominal mensal, desde que
o empregado já tenha trabalhado, na quinzena, o período correspondente;

b) O pagamento deverá ser efetuado no 15° (décimo quinto) dia que anteceder o dia do pagamento
normal;

c) O adiantamento somente não será concedido aos empregados que assim se manifestarem
expressamente;

d) Deverão ser mantidas as condições atuais mais favoráveis.

Descontos Salariais

CLÁUSULA SÉTIMA - DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTO

a) As empresas efetuarão nas folhas de pagamento de seus empregados o desconto das mensalidades de
convênios médicos e odontológicos firmados pelo sindicato obreiro, desde que por estes autorizado.

Parágrafo Único:- O repasse das importâncias descontadas deverá ser efetuado para o sindicato
profissional até o terceiro dia útil, após o pagamento dos salários.

b) As empresas poderão descontar mensalmente dos salários de seus empregados, de acordo com o
artigo 462, da CLT, além dos descontos permitidos em Lei, os referentes a planos médico-
odontológicos com participação dos empregados nos custos, alimentação, alimentos, convênios com
supermercados, medicamentos e clube/agremiações desde que previamente autorizados por escrito,
pelos próprios empregados, ressalvado o direito dos mesmos reconsiderarem, no primeiro dia útil do
mês e por escrito, a autorização anteriormente firmada, desde que não tenham débitos pendentes.

Outras normas referentes a salários, reajustes, pagamentos e critérios para


cálculo

CLÁUSULA OITAVA - PAGAMENTO DO SALÁRIO/VALE

As empresas que não efetuam o pagamento, do SALÁRIO ou do VALE, em moeda corrente, deverão,
proporcionar aos empregados tempo hábil para o recebimento no banco, dentro da jornada de trabalho,
desde que coincidentemente com o horário bancário, excluindo-se horários de refeição.

CLÁUSULA NONA - ERRO NA FOLHA DE PAGAMENTO

No caso de ocorrência inequívoca de diferença de salário, em prejuízo do empregado, na folha de


pagamento ou adiantamento, a empresa se obriga a efetuar o pagamento da respectiva diferença, no
prazo de 5 (cinco) dias úteis, a partir da data da constatação da diferença.

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CLÁUSULA DÉCIMA - PAGAMENTO DO PIS

As empresas, quando possível, promoverão o pagamento do PIS dos seus empregados, no próprio local
de trabalho. Em caso contrário a empresa oferecerá condições para que o empregado receba o PIS.
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - CÁLCULO DA MULTA DO FGTS

Recomenda-se que para o pagamento da multa sobre o saldo da conta vinculada do FGTS, sejam
observadas as disposições legais vigentes, considerando, para efeito do seu cálculo todos os depósito
efetuados, ainda que tenha ocorrido saque para efeito de aquisição de casa própria. As empresas
garantirão a todos os empregados, no caso de demissão sem justa causa, o pagamento da multa de 40%,
inclusive aos aposentados.

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Adicional de Hora-Extra

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - HORAS EXTRAS

As horas extraordinárias quando prestadas de segunda a sábado, serão remuneradas na forma da tabela
abaixo:

a) Até 20 (vinte) horas mensais, 50% (cinqüenta por cento) de acréscimo à hora normal;

b) As horas excedentes a 20 (vinte) horas mensais e até 40 (quarenta) horas mensais, 70% (setenta por
cento) de acréscimo em relação à hora normal;

c) As horas excedentes a 40 (quarenta) horas mensais e até 60 (sessenta) horas mensais, 80% (oitenta
por cento) de acréscimo em relação à hora normal;

d) As horas excedentes a 60 (sessenta) horas mensais, 100% (cem por cento) de acréscimo em relação à
hora normal;

Parágrafo Único:- As horas extras realizadas em dia destinado a repouso semanal remunerado
(domingos e feriados), ou em dias pontes já compensados, até o limite de 8 (oito) horas diárias, serão
remuneradas com o adicional de 100%, sem prejuízo do recebimento do próprio dia, a que o empregado
já fizera jus, enquanto as excedentes serão pagas com o adicional de 150%.

Adicional Noturno

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - ADICIONAL NOTURNO

A remuneração do trabalho noturno prestado entre 22h00 e 5h00, será acrescida do adicional de 25%
(vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora normal.

Comissões

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - SALÁRIO DO COMISSIONADO

Garante-se ao empregado que recebe exclusivamente a título de comissão, o piso salarial da categoria
previsto nesta convenção, quando estas comissões não atingirem o valor do piso salarial.

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PARÁGRAFO ÚNICO - Para efeito de cálculo da média salarial do comissionado ao pagamento do


13° salário e férias, serão utilizados os valores percebidos a título de comissão, referentes aos últimos
12 (doze) meses, devidamente corrigidos pelos mesmos índices que eventualmente vierem a corrigir os
salários em geral da categoria.

Auxílio Doença/Invalidez

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - COMPLEMENTAÇÃO DE AUXÍLIO-


DOENÇA

As empresas complementarão o valor do salário líquido no período de afastamento por doença, ou


acidente de trabalho, compreendido entre o 16o. e o 60o. dia, em valor equivalente a diferença entre o
efetivamente percebido da Previdência Social e o Salário Liquido, respeitando sempre para efeito de
complementação, o limite máximo da contribuição previdenciária.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Para os empregados que não tenham direito ao auxílio previdenciário por
não terem ainda completado o período de carência exigido pela Previdência Social, a empresa pagará
70% do salário mensal entre o 16°. e o 60°. dia, respeitado também o limite máximo de contribuição
previdenciária;

PARÁGRAFO SEGUNDO - Não sendo conhecido o valor básico da Previdência Social a


complementação deverá ser paga em valores estimados. Em ocorrendo diferença a maior ou a menor,
deverá ser compensado no pagamento imediatamente posterior;

PARÁGRAFO TERCEIRO - Excluem-se os empregados afastados durante a vigência do contrato de


experiência.

PARÁGRAFO QUARTO - Estando o empregado em gozo de auxílio doença, as empresas fornecerão


os vales-transporte necessários à locomoção do mesmo para a realização da Perícia Médica, quando
solicitada pelo órgão previdenciário.

Auxílio Morte/Funeral

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - AUXÍLIO POR MORTE OU INVALIDEZ


PERMANENTE

No caso de falecimento do empregado que receba até 10 (dez) vezes o salário mínimo, como salário
nominal, a empresa pagará a título de auxílio por morte, em parcela única, juntamente com o saldo de
salários e outras verbas trabalhistas remanescentes, 2 (dois) salários nominais (base).
Se o falecimento tiver sido ocasionado por acidente do trabalho, será pago o valor equivalente a 3 (três)
salários nominais (base).

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os valores estabelecidos nesta cláusula, para os empregados que


percebam salário nominal (base) acima de 10 (dez) vezes o salário mínimo será de 1 (um) e 2 (dois)
salários nominais, respectivamente.

PARÁGRAFO SEGUNDO - A empresa que assim o desejar, poderá fazer substituir esta obrigação por
seguro de vida equivalente, cujo custeio deverá ser de sua responsabilidade.

PARÁGRAFO TERCEIRO - O estabelecido nesta cláusula ("caput" e parágrafos primeiro e segundo)


aplica-se aos casos de infortúnio dos quais venham a decorrer invalidez permanente.

Auxílio Creche

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CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - AUXÍLIO CRECHE

a) As empresas com pelo menos 30 (trinta) empregadas, com mais de 16 (dezesseis) anos de idade e
que não possuam creche própria, poderão optar entre celebrar o convênio previsto no parágrafo
segundo do artigo 389 da CLT, ou reembolsar as despesas diretamente havidas com a guarda, vigilância
e assistência de filho legítimo ou legalmente adotado, em creche credenciada, de sua livre escolha, até o
limite de 20% (vinte por cento) do salário normativo da categoria, vigente na época do evento, por filho
(a) com idade de 0 (zero) até 6 (seis) meses.
Na falta do comprovante acima mencionado, será pago diretamente à empregada o valor fixo de 10%
(dez por cento) do salário normativo da categoria, vigente na época do evento, por filho (a) com idade
entre 0 (zero) e 6 (seis) meses.

b) O auxílio creche objeto desta cláusula não integrará, para nenhum efeito, o salário da empregada.

c) Estão excluídas do cumprimento desta cláusula, as empresas que tiverem condições mais favoráveis
ou acordos específicos celebrados com o sindicato representativo da categoria profissional.

Outros Auxílios

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - AUXÍLIO NATALIDADE

Recomenda-se às empresas que efetuem o pagamento do auxílio natalidade a seus funcionários, na


forma da Legislação pertinente em vigor.

Aposentadoria

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - ABONO POR APOSENTADORIA

O empregado que contar entre 5 (cinco) a 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa e solicitar
demissão em decorrência de sua aposentadoria definitiva, terá assegurado um abono de 1,5 (um e meio)
salário base. Aos empregados com mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa o abono será
de 2 (dois) salários base.

Contrato de Trabalho  Admissão, Demissão, Modalidades

Normas para Admissão/Contratação

CLÁUSULA VIGÉSIMA - ADMISSÕES APÓS A DATA-BASE

A correção dos salários dos empregados admitidos após a data-base obedecerá os seguintes critérios, de
acordo com o percentual correspondente:

a) Os empregados admitidos após a data base, para as funções sem paradigma, terão seus salários
corrigidos obedecendo a proporcionalidade, de acordo com a aplicação do percentual à razão de 1/12
(um doze avos) ao mês, contados da data da admissão;

b) Os empregados admitidos após a data-base, para funções com paradigma, terão aplicado aos seus
salários o mesmo percentual de correção concedido ao paradigma, até o limite do menor salário da

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função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - SALÁRIO ADMISSÃO

Será garantido ao empregado admitido para a mesma função de outro, cujo contrato de trabalho foi
rescindido sob qualquer condição, igual salário ao menor salário pago na função, sem considerar as
vantagens pessoais.

PARÁGRAFO ÚNICO - Não se incluem na garantia do item anterior as funções individualizadas, ou


seja, aquelas que possuam um único empregado no seu exercício.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - CONTRATO DE EXPERIÊNCIA

Será vedada a utilização de contrato de experiência, quando da readmissão de empregado para exercer a
mesma função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - TESTE ADMISSIONAL

a) A realização de testes práticos operacionais não podem ultrapassar a 01 (um) dia.

b) As empresas que possuírem refeitório próprio fornecerão gratuitamente alimentação aos candidatos
em testes, desde que estes coincidam com horários de refeição.

Desligamento/Demissão

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - PAGAMENTOS DAS VERBAS


RESCISÓRIAS

A empresa incorrerá em multa de 1% (um por cento) do valor devido, para hipótese de, ocorrendo a
rescisão do contrato de trabalho, não serem pagas as verbas decorrentes da rescisão a partir do dia
legalmente exigível, multa esta que incidirá por dia de atraso e que reverterá em favor do empregado.
No caso do empregado não comparecer para o recebimento do valor devido, a empresa comunicará o
fato ao Sindicato Profissional, isentando-se, em conseqüência, da referida pena pecuniária.

PARÁGRAFO ÚNICO - No caso de alegação de cometimento de falta grave, ensejadora de justa


causa, incluem-se na obrigatoriedade estabelecida no "caput", apenas as verbas tidas como
incontroversas (salário, férias vencidas, etc.).

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - COMUNICAÇÃO DE FALTA GRAVE

Nos casos de rescisão de contrato de trabalho por justa causa, a empresa deverá comunicar ao
empregado, indicando por escrito, contra recibo passado pelo empregado, a falta grave cometida pelo
mesmo. Havendo recusa do empregado em fornecer o recibo de comunicação, à empresa será
facultado supri-lo mediante a assinatura de duas testemunhas.

Aviso Prévio

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - AVISO PRÉVIO

O aviso prévio será comunicado, obrigatoriamente, por escrito, contra recibo do empregado,
esclarecendo se o empregado deve, ou não trabalhar no período.

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Estágio/Aprendizagem

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - ESTAGIÁRIO

As empresas mantenedoras de convênios com entidades específicas ou instituições de ensino, para


realização de estágios, em havendo vagas disponíveis, poderão contratar os estagiários ao final do
respectivo estágio.

Outras normas referentes a admissão, demissão e modalidades de contratação

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - SALÁRIO DE SUBSTITUIÇÃO

Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, o empregado substituto
perceberá os salários do substituído.

PARÁGRAFO ÚNICO - A substituição superior a 90 (noventa) dias, deixará de ser eventual, passando
o substituto a ser efetivado na função do substituído, exceto se este estiver sob amparo da Previdência
Social.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - COMPROVANTE DE PAGAMENTO

As empresas fornecerão comprovantes de pagamento de salário a seus empregados, com a


discriminação das importâncias pagas e descontos efetuados, contendo a identificação da empresa e o
valor do recolhimento a ser efetuado na conta vinculada do FGTS.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA - PROMOÇÕES

A promoção e aumento salarial dela decorrente deverão ser anotadas na CTPS do empregado, não
sendo compensável ou dedutível.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - ANOTAÇÕES DA FUNÇÃO NA


CARTEIRA PROFISSIONAL

As empresas anotarão na Carteira de Trabalho e Previdência Social de seus empregados, suas corretas
funções de acordo com a Legislação e técnicas em vigor.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - PREENCHIMENTO DE VAGAS

As empresas darão preferência ao remanejamento interno de seus trabalhadores em atividades, para


preenchimento de vagas de níveis superiores. As empresas poderão utilizar o balcão de emprego do
sindicato. As empresas, sempre que possível darão preferência a readmissão dos ex-empregados.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - QUADRO FUNCIONAL

Recomenda-se às empresas que na medida do possível, mantenham em seu quadro funcional,


empregados com idade superior a 40 (quarenta) anos.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO


EXTERIOR

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As empresas que prestam serviços fora do território nacional, especificarão diretamente com seus
empregados, nos contratos de trabalho ou em aditamento, as condições ajustadas, tais como
remuneração, pagamento, despesas, visitas aos familiares, forma e horário de trabalho.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - EXAMES LABORATORIAIS

O empregado será dispensado do trabalho, no caso de existir a necessidade de submeter-se a exames


laboratoriais, quando solicitado pelo médico da empresa, do Sindicato ou da Previdência Social, pelo
tempo necessário a realização dos exames, mediante a respectiva comprovação posterior.

Relações de Trabalho  Condições de Trabalho, Normas de Pessoal e


Estabilidades

Estabilidade Mãe

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

Garante-se a estabilidade provisória da empregada gestante até 150 (cento e cinqüenta) dias após o
parto, assegurando-se-lhe o direito de, em permanecendo no emprego, amamentar o seu filho, gozando
de descanso de 30 (trinta) minutos em cada turno de trabalho.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - A critério da empregada, o descanso a que alude o caput da cláusula


poderá ser gozado cumulativamente no início ou término da jornada diária.

PARÁGRAFO SEGUNDO - A comunicação do estado de gestante, deverá ser feita até 30 (trinta) dias
após a rescisão.

PARÁGRAFO TERCEIRO - A garantia acima cessará no caso de rescisão de contrato de trabalho por
mútuo acordo entre empregado e empregador, com a assistência do Sindicato Profissional.

Estabilidade Serviço Militar

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - EMPREGADO COM IDADE DE


PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MILITAR

Os empregados selecionados para prestarem Serviço Militar Obrigatório terão estabilidade provisória
desde a convocação até 30 dias após a dispensa pelos órgãos das Forças Armadas. As empresas que
desejarem poderão reverter esta estabilidade antes da incorporação pela liberação do FGTS, um salário
a título de indenização além do aviso prévio. Não se aplica o disposto nesta cláusula aos casos de
rescisão de contrato de trabalho por justa causa, término de contrato por prazo determinado ou
experiência e pedido de demissão.

Estabilidade Aposentadoria

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - EMPREGADOS EM VIAS DE


APOSENTADORIA

Aos empregados que comprovarem mediante documentação e manifestarem, por escrito e na vigência
do seu contrato de trabalho, a condição de estarem a um máximo de 12 (doze) meses da aquisição do

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direito a aposentadoria, e, que contem com um mínimo de 5 (cinco) anos na atual empresa, ou, que
estejam a 18 (dezoito) meses da aquisição do direito de aposentadoria, e, contem com 10 (dez) anos de
serviço na atual empresa, fica assegurado o emprego ou salário durante o período que falta para
aposentar-se. Completado o período necessário a obtenção de aposentadoria, normal ou especial, sem
que o empregado requeira, fica extinta esta garantia convencional.

Outras normas referentes a condições para o exercício do trabalho

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA - REFEITÓRIO

As empresas com mais de 10 (dez) empregados fornecerão aos mesmos instalações adequadas para que
façam suas refeições, no recinto da empresa, ou pelo menos, fornecerão mesas, cadeiras, fogão e
geladeira para que os empregados os utilizem para as refeições.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA - TRANSPORTE

Na hipótese da empresa fornecer ou subsidiar transporte para o trabalho, o tempo gasto durante o trajeto
entre a residência e o local de trabalho e vice-versa, não será considerado para fins salariais ou
quaisquer outros efeitos trabalhistas.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - ÁGUA POTÁVEL

A água potável oferecida aos trabalhadores deverá ser submetida anualmente à análise bacteriológica.
Os reservatórios e caixas d'água deverão ser mantidos em condições de higiene e limpeza.

PARÁGRAFO ÚNICO - O resultado do exame anual deverá afixado no quadro de avisos da empresa.
Recomenda-se que o mesmo seja enviado ao Sindicato Profissional, o qual também poderá solicitá-lo
uma vez ao ano.

Outras normas de pessoal

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - SUBSÍDIO PARA


MEDICAMENTOS

Recomenda-se às empresas, sempre que possível o seguinte:

a) Estabelecimento de convênios com farmácias e drogarias para aquisição de remédios pelos seus
empregados.

b) Reembolso mediante o adiantamento para desconto em duas parcelas dos medicamentos adquiridos
com receita médica, cujo custo de aquisição ultrapasse de 20% do salário base do empregado.

c) Estabelecimento de convênio com farmácias e drogarias, para desconto em folho de pagamento do


mês seguinte ao da aquisição dos medicamentos, sempre que não for possível o parcelamento
recomendado na letra "b".

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - MARCAÇÃO DO CARTÃO DE


PONTO E INTERVALO PARA REFEIÇÃO E DESCANSO

a) O intervalo para refeição e descanso, poderá ser reduzido para até 30 (trinta) minutos, para aquelas
empresas que mantenham local apropriado para refeições, desde que ajustado com o Sindicato
representativo da categoria profissional;

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b) As empresas poderão dispensar os empregados da marcação de ponto nos horários de início e


término do intervalo de refeição, desde que o horário de intervalo seja registrado no respectivo cartão
ou folha de ponto.

   


 

  
        

 
 

 

  


    
       


   

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CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - PREENCHIMENTO DE


FORMULÁRIO PARA PREVIDÊNCIA

As empresas deverão preencher a documentação exigida pelo INSS quando solicitado pelo empregado,
a fornecê-la obedecendo aos seguintes prazos máximos:

a) para fins de obtenção de Auxílio Doença: 5 (cinco) dias úteis;

b) para fins de aposentadoria: 10 (dez) dias úteis;

c) para fins de obtenção de aposentadoria especial: 15 (quinze) dias úteis.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - NECESSIDADES HIGIÊNICAS

a) Nas empresas que utilizam mão-de-obra feminina, as enfermarias ou caixas de


primeiros socorros deverão conter absorventes higiênicos para ocorrências
emergenciais.

b) As empresas proporcionarão, gratuitamente, produtos adequados a higiene pessoal de seus


empregados, de acordo com as condições específicas do trabalho realizado.

Jornada de Trabalho  Duração, Distribuição, Controle, Faltas

Prorrogação/Redução de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - HORÁRIOS ESPECIAIS DE


TRABALHO

As empresas poderão firmar acordos com os seus empregados em sua totalidade ou em setores
específicos, relativamente a horários especiais de trabalho, tendo em vista manter o processo de
produção, evitando assim a interrupção nas áreas em que por motivo de ordem técnica não seja possível
a parada das máquinas e/ou equipamentos, desde que tais acordos sejam aprovados por ASSEMBLÉIA
GERAL EXTRAORDINÁRIA, conforme determina a legislação vigente.

Compensação de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - COMPENSAÇÃO DA JORNADA


DE TRABALHO

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I- Para as empresas que optarem pelo regime de compensação da jornada de trabalho, o horário será o
seguinte:

a) extinção completa do trabalho aos sábados: as horas de trabalho correspondentes aos


sábados, serão compensadas no decurso da semana de segunda a sexta-feira, com o acréscimo
de até, no máximo, 2 (duas) horas diárias, de maneira que nesses dias sejam completadas as
horas semanais conveniadas, respeitados os intervalos de Lei.

b) extinção parcial do trabalho aos sábados: as horas correspondentes a redução do trabalho


aos sábados, serão da mesma forma compensadas pela prorrogação da jornada de segunda a
sexta-feira, observadas as condições gerais básicas referidas no item anterior.

c) competirá a cada empresa, de comum acordo com seus empregados, fixar a jornada de
trabalho para efeito de compensação, objetivando a extinção total ou parcial do expediente aos
sábados, dentro das normas aqui estabelecidas. Com a manifestação expressa do comum
acordo antes referido, homologada pelo Sindicato Profissional, tem-se como cumpridas as
exigências legais, sem outras formalidades.

II- As empresas poderão estabelecer programas de compensação de dias úteis intercalados com feriados
de fim de semana, de sorte que possam os empregados ter períodos de descanso mais prolongados,
inclusive nos dias de carnaval, com comunicação prévia ao Sindicato Profissional e antecedência
mínima de 10 (dez) dias.

III- Quando o feriado coincidir com sábado, a empresa que trabalhar sob o regime de compensação de
horas de trabalho poderá, alternativamente:

a) reduzir a jornada diária de trabalho, subtraindo os minutos relativos à compensação.

b) pagar o excedente como horas extraordinárias, de domingos e feriados, nos termos desta
Convenção Coletiva de Trabalho.

IV- A utilização do regime de compensação de horas de trabalho, para extinção do trabalho aos
sábados, não impede a realização de trabalho extraordinário, mesmo nestes dias, sendo tais horas
remuneradas como extras e mantida a validade e eficácia do acordo de compensação.

Faltas

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - ABONO DE FALTAS AO


ESTUDANTE

Será abonada a falta do empregado estudante no horário do exame escolar, inclusive exame vestibular
ao curso superior prestado pelo empregado estudante na base territorial de seu Sindicato, desde que em
estabelecimento oficial, pré-avisado o empregador e feita posterior comprovação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA - AUSÊNCIAS LEGAIS

a) O empregado que contrair matrimônio terá direito a 3 (três) dias úteis consecutivos de gala, sem
prejuízo de salário, pré-avisada a empresa e mediante apresentação da competente certidão de
casamento.

b) O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço por 1 (um) dia em caso de falecimento de
sogro ou sogra, mediante comprovação.

c) No caso de internação, devidamente comprovada, de cônjuge, coincidente com a jornada de trabalho,


ou de filhos quando houver impossibilidade de outro cônjuge ou companheiro (a) efetuá-la, a ausência
do (a) empregado (a), naquele dia, será integralmente abonada, sem prejuízo no salário, descanso

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semanal remunerado, férias e 13° salário.

d) No caso de ausência do empregado motivada pela necessidade de obtenção de documentos legais


pessoais, mediante posterior comprovação, a falta não será considerada para efeito de descanso semanal
remunerado, férias e 13o. salário. Não se aplicará este item (idem "d"), quando o documento puder ser
obtido em dia não útil.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA - EXAMES MÉDICOS

As empresas se obrigam a realizar exames médicos para os empregados, quando da admissão,


periódicos e despedida.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os resultados dos exames serão entregues ao empregado, quando por este
ou seu médico forem requeridos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Os critérios relativos ao serviço médico, local e outros aspectos aos
exames, são de responsabilidade da empresa.

PARÁGRAFO TERCEIRO - As empresas fabricantes ou recuperadoras de baterias que manipulam


óxido de chumbo, submeterão seus empregados a exames médicos específicos.

Férias e Licenças

Duração e Concessão de Férias

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA - OPÇÃO PELO PERÍODO DE


GOZO DAS FÉRIAS

O empregado poderá manifestar sua opção preferencial em relação ao período de gozo de férias
individuais, quando da elaboração, pela empresa, da respectiva escala. A empresa, na medida de suas
possibilidades, programará as férias de seus empregados, segundo essa opção preferencial,
permanecendo, entretanto, com as prerrogativas contidas no art. 136, da CLT.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA - INÍCIO DAS FÉRIAS

O início das férias dos empregados, deverá se dar nas segundas-feiras, exceto se o feriado cair neste
dia, quando o início se dará no dia seguinte. Nas empresas que compensam a 2ª, 3ª e 4ª feiras, no
carnaval, as férias poderão ter início na quinta-feira.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - No caso de férias coletivas os feriados não serão considerados para efeito
da contagem dos dias gozados, portanto, não incidindo sobre os dias referidos, o terço constitucional de
férias.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de turnos diferenciados o início das férias se dará após a folga
semanal ou o feriado que suceder.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Quando do retorno das férias individuais, será garantido ao empregado
emprego ou salário pelo prazo de trinta dias.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA - FÉRIAS PROPORCIONAIS

Os empregados com menos de 12 (doze) meses de contrato de trabalho que rescindirem, por demissão

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espontânea, o pacto laboral farão jus ao recebimento de férias proporcionais.

Saúde e Segurança do Trabalhador

Equipamentos de Segurança

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA - MEDIDAS DE PROTEÇÃO

a) No primeiro dia de trabalho do empregado, a empresa fará o treinamento com


equipamentos de proteção, dará conhecimento das áreas perigosas e/ou
insalubres e informará sobre os riscos dos eventuais agentes e/ou de seu
posto de trabalho.

b) O EPI deverá ser fornecido gratuitamente, mediante prescrição médica, visando a sua melhor
adaptação ao empregado.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA - PREVENÇÃO DE ACIDENTES


COM PRENSAS MECÂNICAS

As prensas mecânicas deverão dispor de mecanismo de segurança que previnam a ocorrência de


acidentes com os empregados que operam essas máquinas.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA - UNIFORMES, FERRAMENTAS E


EPI S

a) As empresas fornecerão, gratuitamente, aos empregados uniformes, fardamentos, macacões e outras


peças de vestimentas bem como equipamentos individuais de proteção e segurança, quando exigidos na
prestação de serviços:

b) O empregado se obrigará ao uso devido, à manutenção e limpeza adequada dos equipamentos e


uniformes que receber e a indenizar a empresa por extravio ou dano, desde que se comprove o caráter
doloso.
Extinto ou rescindido o seu contrato de trabalho deverá o empregado devolver
os equipamentos e uniformes, que continuam de propriedade da empresa.

c) Quando do fornecimento do equipamento, as empresas instruirão seus empregados quanto ao uso


adequado, manutenção e cuidados necessários. Quando, do desempenho de suas funções, for exigido o
uso de óculos de segurança será garantido, gratuitamente, aos empregados com deficiência visual,
óculos corretivos de segurança.

d) As empresas fornecerão, sem qualquer ônus ao empregado, as ferramentas e instrumentos de


precisão, necessários e utilizados no local de trabalho, para a prestação dos serviços respectivos.

e) As ferramentas ou instrumento de precisão serão reembolsadas pelo empregado na ocorrência da


perda ou dano causado pelo uso indevido, ressalvado o desgaste normal das ferramentas.

Insalubridade

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA - EMISSÃO DE LAUDO DE

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INSALUBRIDADE

A empresa entregará ao empregado, por ocasião de seu desligamento, quando por esta solicitado, uma
cópia do Laudo de Insalubridade existente, bem como preencherá o formulário para aposentadoria
especial, para fins de comprovação junto ao instituto previdenciário.

CIPA  composição, eleição, atribuições, garantias aos cipeiros

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA OITAVA - CIPA

A eleição da CIPA deverá ser precedida de ampla divulgação interna, sendo convocada com
antecedência de 60 (sessenta) dias, em relação a data da eleição, com cópia da convocação enviada ao
sindicato profissional, estabelecendo prazo de até 10 (dez) dias antes do pleito para registro de
candidatos, que no ato deverão receber comprovante de sua inscrição.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - A eleição será procedida sem a constituição e inscrição de chapas,


realizando-se o pleito através de votação em lista única contendo o nome de todos os candidatos. As
empresas setorializarão, se for o caso, a inscrição e a eleição dos candidatos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Todo o processo eleitoral e a respectiva apuração poderão ser


coordenadas pelo vice-presidente da CIPA em exercício, se este assim o quiser, em conjunto com o
Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho da empresa, caso em que, os membros coordenadores da
eleição e apuração não poderão participar da eleição.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Após a realização das eleições o seu resultado, com cópia da respectiva
ata de posse, deverá ser enviado ao sindicato profissional no prazo de 10 (dez) dias úteis.

PARÁGRAFO QUARTO - Os representantes dos empregados na CIPA, efetivos ou suplentes, não


poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundamentar em motivo
disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.

Aceitação de Atestados Médicos

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA NONA - ATESTADOS MÉDICOS

As faltas ocorridas por motivo de doença poderão ser justificadas por atestados médicos fornecidos pela
instituição Previdenciária, bem como por atestados médicos ou odontológicos fornecidos por
facultativo do Sindicato Profissional.

PARÁGRAFO ÚNICO - Tais atestados, que somente poderão ser concedidos até o prazo máximo de
15 (quinze) dias, não serão questionados quanto a sua origem, se portarem o carimbo do respectivo
Sindicato representativo da categoria profissional e a assinatura do seu facultativo.

Profissionais de Saúde e Segurança

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA - TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

É vedado aos Técnicos de Segurança do Trabalho, nas empresas abrangidas pela NR-4, o exercício de
outras atividades nas empresas durante o horário de sua atuação profissional no respectivo serviço.

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Acompanhamento de Acidentado e/ou Portador de Doença Profissional

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA - ATENDIMENTO EMERGENCIAL

As empresas que trabalhem no período noturno oferecerão condições de remoção, em caso de acidente
do trabalho ou doença, quando necessário o afastamento do empregado do local de trabalho.

Primeiros Socorros

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEGUNDA - AUTOMAÇÃO

Aos funcionários que tiverem suas funções extintas ou modificadas por alterações tecnológicas dos
meios ou processo de produção e que permanecerem no quadro de Lotação, recomenda-se o
treinamento adequado para aprendizagem a eventual ocupação de novas funções.

Outras Normas de Prevenção de Acidentes e Doenças Profissionais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA TERCEIRA - COMISSÃO TÉCNICA


INTERSINDICAL

COMISSÃO TÉCNICA INTERSINDICAL PARA ESTUDOS DE ACIDENTES DO TRABALHO E


DOENÇAS PROFISSIONAIS - Em conformidade com o seu Regimento Interno em vigor, a comissão
técnica a nível regional, dará continuidade ao desenvolvimento de estudos na área de prevenção de
acidentes de trabalho, e doenças profissionais.

Relações Sindicais

Acesso do Sindicato ao Local de Trabalho

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUARTA - COMUNICADOS DO SINDICATO

As empresas colocarão a disposição local apropriado e acessível aos trabalhadores para a fixação de
comunicados oficiais de interesse da categoria, os quais serão encaminhados ao setor competente da
empresa.

Representante Sindical

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUINTA - ESTABILIDADE DE DIRIGENTE


SINDICAL

As empresas garantirão estabilidade a DEZ (10) dirigentes sindicais profissionais, NA CATEGORIA,


independente de empresas e pessoas, até o final da gestão, sendo certo que o Sindicato dos
Trabalhadores fornecerá ao SINDIMAQ a relação nominal dos eleitos, imediatamente a sua posse.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEXTA - LIBERAÇÃO DE DIRIGENTES


SINDICAIS

Os dirigentes sindicais eleitos e no máximo de um por empresa, pertencentes ao Sindicato Profissional


convenente, serão liberados por até 15 (quinze) dias, sucessivos ou alternados, no prazo de vigência

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desta Convenção, para que. sem prejuízo de seus salários, nas empresas onde sejam empregados,
possam comparecer a assembléias, congressos, cursos e outras promoções sindicais ou de organismos
oficiais, desde que haja a comunicação prévia, no mínimo de 5 (cinco) dias, com a comprovação do
efetivo comparecimento no evento.

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SÉTIMA - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL


PATRONAL

A cláusula de contribuição assistencial do aludido instrumento normativo estabelece que as empresas


não associadas deverão recolher, de uma única vez ao Sindicato Patronal, que é o caso do SINDIMAQ,
uma Contribuição Assistencial de acordo com os seguintes critérios

CAPITAL SOCIAL  R$ CONTRIBUIÇÃO - R$


Até 2.500,00
200,00
De 2.500,01 a 5.000,00
300,00
De 5.000,01 a 7.500,00
550,00
De 7.500,01 a 11.000,00
800,00
De 11.000,01 a 18.000,00
1.500,00
De 18.000,01 a 27.000,00
2.000,00
De 27.000,01 a 40.500,00
2.500,00
De 40.500,01 a 60.750,00
3.000,00
De 60.750,01 a 100.000,00
4.000,00
De 100.000,01 a 300.000,00
5.000,00
Acima de 300.000,01
7.500,00

A Contribuição em apreço deverá ser recolhida, através de guia própria, que seguirá voa Banco do
Brasil S.A., em qualquer agência bancária, a favor desta Entidade, devendo ser paga até o dia 10 de
abril de 2012.

O não pagamento da mencionada Contribuição no prazo estabelecido, acarretará à empresa a obrigação


da atualização monetária, multa de 5% (cinco por cento), se paga nos primeiros 30 (trinta) dias e com o
adicional de 2% (dois por cento) por mês subsequente de atraso, além de juros de mora de 1% (um por
cento) ao mês.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO PARA


TREINAMENTO, REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

O propósito da presente cláusula é o de constituir um pacote de benefícios que possam ser


usufruídos diretamente pelos empregados e seus familiares, além de garantir e dar eficiência
ao cumprimento de várias cláusulas sociais da presente Convenção Coletiva de Trabalho,
com redução de encargos para as empresas.

PARÁGRAFO PRIMEIRO: Para os fins de treinamento, requalificação profissional, apoio à

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Fls.: 190

recolocação profissional, prática de ações sócio-sindicais e para contratação de seguro de


vida, as empresas abrangidas pela presente Convenção Coletiva de Trabalho, às suas
expensas, deverão contribuir para o sindicato de empregados signatário, com a quantia
anual única de R$ 290,00 (duzentos e noventa reais) por empregado, quantia esta que
deverá ser paga da seguinte forma:

a) R$ 100,00 (cem reais) até 15 de abril de 2012, em favor do sindicato respectivo;

b) R$ 100,00 (cem reais) até 15 de junho de 2012, em favor do sindicato respectivo;

c) R$ 90,00 (noventa reais) até 15 de agosto de 2012, em favor do sindicato


respectivo.

PARÁGRAFO SEGUNDO: Os custos para a prestação dos serviços indicados no Parágrafo


Primeiro desta cláusula deverão ser cobertos pela contribuição ali prevista.

PARÁGRAFO TERCEIRO: O seguro deverá englobar morte natural, morte acidental,


invalidez permanente total por acidente, invalidez permanente parcial por acidente,
garantindo o cumprimento da Cláusula própria (INDENIZAÇÃO POR MORTE OU
INVALIDEZ) da presente Convenção Coletiva de Trabalho. Nos casos em que a indenização
desta cláusula seja superior à cobertura do presente seguro, as empresas deverão pagar
apenas a diferença correspondente. As coberturas serão as seguintes:

a) Morte Natural: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

b) Morte Acidental: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

c) Invalidez Permanente Total por Acidente: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

d) Invalidez Permanente Parcial por Acidente (Tabela SUSEP): até R$ 10.000,00


(dez mil reais)

e) Auxílio Funeral por morte por qualquer causa: R$ 2.200,00 (dois mil e duzentos
reais)

PARÁGRAFO QUARTO: A contratação da seguradora/corretora será feita diretamente pelo


Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânica e Material Elétrico da
Grande Curitiba, que deverá apresentar ao Sindicato Patronal a comprovação de tal
contratação, se assim restar formalmente solicitado.

PARÁGRAFO QUINTO: A empresa contratada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas


Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico da Grande Curitiba, para prestar os
serviços de seguro deverá ser idônea, ter comprovada capacidade econômica e financeira,
ser especializada neste ramo e estar devidamente registrada na SUSEP.

PARÁGRAFO SEXTO: O seguro ora previsto deverá beneficiar todos os empregados


representados pelos sindicatos signatários, independentemente da data de sua contratação,
desde que dentro da vigência do presente instrumento.

PARÁGRAFO SÉTIMO: O seguro ora previsto terá vigência a partir do pagamento da


primeira parcela do Fundo e terá validade pelos 12 meses seguintes.

PARÁGRAFO OITAVO: O Sindicato Profissional signatário comprometem-se a fornecer ao


Sindicato Patronal signatário e às empresas ora representadas todas as informações
necessárias para o acesso à seguradora/corretora, de modo a garantir a efetividade do
presente benefício em caso de sinistros cobertos pelas presentes disposições.

PARÁGRAFO NONO: Excluem-se da aplicação desta cláusula os empregados pertencentes


a categorias profissionais diferenciadas.

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PARÁGRAFO DÉCIMO: A presente cláusula constitui mera reprodução da deliberação da


Assembléia realizada pelo Sindicato Patronal signatário, ficando convencionado que toda e
qualquer divergência, necessidade de esclarecimento ou dúvida ou ações, questionamentos
ou investigações de ordem econômica, administrativa ou judicial deverão ser tratadas
diretamente com ambos os Sindicatos signatários, bem como quaisquer ônus financeiros
e/ou impostos incidentes sobre as referidas contribuições serão integralmente assumidos
pelo Sindicato Profissional signatário, beneficiários, juntamente com os empregados, da
contribuição mencionada, e que assume toda e qualquer responsabilidade, isentando, neste
caso, o Sindicato Patronal signatário, e as respectivas empresas representadas, de
quaisquer ônus ou responsabilidades.

PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO: A contribuição ora prevista não terá natureza de salários
para quaisquer fins de direito, não se incorporando à remuneração e não gerando qualquer
reflexo trabalhista ou previdenciário.

PARÁGRAFO DÉCIMO SEGUNDO: As Empresas que não completarem, integralmente, os


pagamentos previsto no parágrafo primeiro, desta cláusula, além das penalidades de estilo,
ficarão obrigadas a cumprir, sob suas expensas, o definido na cláusula de INDENIZAÇÃO
POR MORTE OU INVALIDEZ, prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA NONA - MULTA POR ATRASO NO


RECOLHIMENTO DE MENSALIDADES

A empresa deverá recolher a mensalidade do Sindicato, paga por seus empregados, até 10 (dez) dias
após ter sido feito o desconto, desde que o Sindicato Profissional forneça, mensalmente, até o dia 15 de
cada mês a relação de seus associados.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Com o repasse, deverão as empresas remeter ao Sindicato Profissional a


relação dos Trabalhadores que sofreram o desconto, individualizando os respectivos valores.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de cobrança feita pelo próprio sindicato, a empresa terá 5 (cinco)
dias após receber a notificação de cobrança, para proceder o pagamento.

PARÁGRAFO TERCEIRO - No caso de descumprimento dos prazos acima estabelecidos, a empresa


fica obrigada a recolher a mensalidade corrigida com base no índice da TR., ou seu substituto até o dia
do efetivo recolhimento.

Disposições Gerais

Aplicação do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA - NÃO OCORRÊNCIA DE SUPERPOSIÇÃO


DE VANTAGENS

A promulgação de legislação ordinária e/ou complementar, regulamentadora dos preceitos


constitucionais, substituirá, onde aplicável, direitos e deveres previstos nesta convenção, ressalvando-se
sempre as condições mais favoráveis aos empregados, vedada em qualquer hipótese a acumulação.

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA PRIMEIRA - APLICAÇÃO DO


INSTRUMENTO COLETIVO

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Aplicam-se as categorias econômicas e profissionais representadas pelas Entidades Convenentes,


compreendidas no 19º. Grupo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Quadro
Geral de Enquadramento Sindical, a que alude o Artigo 577, da Consolidação das Leis do Trabalho, em
suas respectivas bases territoriais, que abrange os Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, de
Máquinas, Mecânicas, de Material Elétrico, de Veículos Automotores, de Autopeças e de Componentes
e Partes para Veículos Automotores com abrangência territorial em: Adrianópolis, Agudos do Sul,
Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo do
Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Doutor Ulysses,
Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Piên, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras,
Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Tunas do Paraná.

Descumprimento do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA SEGUNDA - PENALIDADE

Fica instituída multa penal, por infração as disposições clausuladas nesta Convenção, por empregado,
no valor equivalente a 2% (dois por cento) do piso salarial, exclusivamente nas obrigações de fazer, a
qual reverterá em favor do prejudicado.

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA TERCEIRA - ATRASO NO


RECOLHIMENTO DA PARTICIPAÇÃO SINDICAL NAS NEGOCIAÇÕES
COLETIVAS

A empresa que deixar de recolher à respectiva entidade sindical representativa da categoria profissional
beneficiada, dentro do prazo previsto nesta CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, incorrerá
em multa no valor correspondente a 5% (cinco por cento) do montante não recolhido, se paga nos
primeiro 30 (trinta) dias subsequentes do vencimento, após esse prazo incorrerá em multa de 2% (dois
por cento), de inadimplência, do montante não recolhido, cumulativamente, por mês de atraso.

Outras Disposições

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA QUARTA - FORO

Fica eleito o foro da sede do Sindicato Profissional, para dirimir conflitos oriundos da presente
Convenção Coletiva de Trabalho.

SERGIO BUTKA
Presidente
SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA

CARLOS ANTONIO PENA


Procurador
SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS

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CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2012/2013

NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR075684/2012

SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA, CNPJ
n. 76.684.943/0001-42, neste ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). SERGIO
BUTKA;
E
SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS, CNPJ n.
62.646.617/0001-36, neste ato representado(a) por seu Procurador, Sr(a). CARLOS
ANTONIO PENA;
celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as
condições de trabalho previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE


As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período
de 1º de dezembro de 2012 a 30 de novembro de 2013 e a data-base da categoria em
1º de dezembro.
CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA
A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s)
Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico,
com abrangência territorial em Adrianópolis/PR, Agudos do Sul/PR, Almirante
Tamandaré/PR, Araucária/PR, Balsa Nova/PR, Bocaiúva do Sul/PR, Campina
Grande do Sul/PR, Campo do Tenente/PR, Campo Largo/PR, Cerro Azul/PR,
Colombo/PR, Contenda/PR, Curitiba/PR, Fazenda Rio Grande/PR, Lapa/PR,
Mandirituba/PR, Piên/PR, Piraquara/PR, Quatro Barras/PR, Quitandinha/PR,
Rio Branco do Sul/PR, Rio Negro/PR, São José dos Pinhais/PR e Tijucas do
Sul/PR.

Salários, Reajustes e Pagamento

Piso Salarial

CLÁUSULA TERCEIRA - PISO SALARIAL

Fica assegurado a partir de 01.12.2012, aos empregados abrangidos por esta Convenção Coletiva de
Trabalho, e que vierem a ser admitidos pelas empresas, um Salário Normativo correspondente a R$
1.193,94 ao mês, ou R$ 5,43 por hora.

PARÁGRAFO ÚNICO - O salário normativo estabelecido nesta cláusula será corrigido na mesma
forma da correção dos salários da categoria em geral, que eventualmente vier a ser fixado por Lei ou
norma coletiva de trabalho.

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Fls.: 194

Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA QUARTA - REAJUSTE SALARIAL

Os salários dos empregados da categoria profissional, até o teto de R$ 5.715,14, serão majorados, a
partir de 1º de dezembro 2012, com o percentual de 8,00% (oito por cento), a ser aplicado sobre os
salários vigentes em 30/11/2012;

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os salários dos empregados da categoria profissional acordante, iguais ou


superiores a R$ 5.715,14, vigentes em 30/11/2012, serão majorados, a partir de 1º de dezembro de 2012,
com um valor fixo de R$ 457,21, resultante da aplicação do percentual de reajuste sobre o limitador
estabelecido;

PARÁGRAFO SEGUNDO: As empresas poderão optar em conceder o aumento salarial integral de


8,00% (oito por cento) a partir de 1º de dezembro de 2012, e nesse caso, não pagarão o Abono Especial
previsto na cláusula própria;

PARÁGRAFO TERCEIRO: Fica, desde já, acordado um complemento de aumento real no percentual
de 1% (um por cento), a ser concedido a partir de 1º de dezembro de 2013 e que estabelecerá novos
valores para os salários, Piso Salarial e limitador, acima especificado, servindo como base de aplicação
do aumento salarial total e Piso Salarial que vierem a ser estabelecidos na negociação para a renovação
da presente convenção coletiva de trabalho.

PARÁGRAFO QUARTO: Por força da majoração de que trata esta cláusula, as partes consideram
fechado e encerrado para todos os fins de direito o período de 1º/12/2011 a 30/11/2012, já que estão
sendo atendidos os termos da legislação vigente;

PARÁGRAFO QUINTO: As empresas em razão de possíveis dificuldades financeiras, poderão procurar


os sindicatos envolvidos na presente Convenção Coletiva de Trabalho (profissional e patronal), para
acordar ajustes diferenciados de majoração salarial, inclusive aquelas que possuem sistema de
participação nos lucros e resultados.

PARÁGRAFO SEXTO: Ficam desobrigadas da aplicação desta cláusula as empresas que tenham
porventura firmado acordos coletivos diretamente com o Sindicato Profissional signatário desta
Convenção Coletiva de Trabalho e que contenham cláusulas a título de aumento, ou reajuste salarial.

PARÁGRAFO SÉTIMO - Serão compensados todos os reajustes e aumentos espontâneos


ou compulsórios concedidos no período de 1° de abril de 2012 a 30 de novembro de 2012,
salvo os decorrentes de término de aprendizagem, implemento de idade, promoção por
antigüidade ou merecimento, mérito, transferência de cargo, função, equiparação salarial
determinada por sentença transitada em julgado e aumento real, expressamente concedido a
esse título.

CLÁUSULA QUINTA - ABONO ESPECIAL

a) As empresas que optarem por aplicar o reajuste salarial somente a partir de 1º de fevereiro de 2013,
concederão em caráter especial e eventual, aos seus empregados, um abono especial de 22% (vinte e dois
por cento) do salário base vigente em 30/11/2012, desvinculado do salário, observado o teto de R$
5.715,14 (cinco mil, setecentos e quinze reais e quatorze centavos), a ser pago até 20 de janeiro de 2013;

b) Os empregados que em 30/11/2012 percebiam salário igual ou superior a 5.715,14 (cinco mil,
setecentos e quinze reais e quatorze centavos), receberão o abono referido no caput no valor fixo de R$
1.257,33 (hum mil, duzentos e cinquenta e sete reais e trinta e três centavos) a ser pago até 20 de janeiro
de 2013.

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Fls.: 195

c) O abono será devido apenas aos empregados com contrato de trabalho vigente em 30/11/2012, e que
estejam trabalhando na empresa nas respectivas datas de pagamento, respeitado o teto salarial;

d) Os empregados que entrarem em férias, coincidindo o período de gozo com os meses de novembro e
dezembro de 2012, receberão o abono complementar de 8% apenas sobre o terço constitucional e sobre
o abono pecuniário, se houver, respeitado o teto salarial.

Pagamento de Salário  Formas e Prazos

CLÁUSULA SEXTA - ADIANTAMENTO DE SALÁRIO/VALE

As empresas concederão aos seus empregados, adiantamento de salários, nas seguintes condições:

a) O adiantamento será de, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do salário nominal mensal, desde que
o empregado já tenha trabalhado, na quinzena, o período correspondente;

b) O pagamento deverá ser efetuado no 15° (décimo quinto) dia que anteceder o dia do pagamento
normal;

c) O adiantamento somente não será concedido aos empregados que assim se manifestarem
expressamente;

d) Deverão ser mantidas as condições atuais mais favoráveis.

Descontos Salariais

CLÁUSULA SÉTIMA - DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTO

a) As empresas efetuarão nas folhas de pagamento de seus empregados o desconto das mensalidades de
convênios médicos e odontológicos firmados pelo sindicato obreiro, desde que por estes autorizado.

Parágrafo Único:- O repasse das importâncias descontadas deverá ser efetuado para o sindicato
profissional até o terceiro dia útil, após o pagamento dos salários.

b) As empresas poderão descontar mensalmente dos salários de seus empregados, de acordo com o
artigo 462, da CLT, além dos descontos permitidos em Lei, os referentes a planos médico-odontológicos
com participação dos empregados nos custos, alimentação, alimentos, convênios com supermercados,
medicamentos e clube/agremiações desde que previamente autorizados por escrito, pelos próprios
empregados, ressalvado o direito dos mesmos reconsiderarem, no primeiro dia útil do mês e por escrito,
a autorização anteriormente firmada, desde que não tenham débitos pendentes.

Outras normas referentes a salários, reajustes, pagamentos e critérios para


cálculo

CLÁUSULA OITAVA - PAGAMENTO DO SALÁRIO/VALE

As empresas que não efetuam o pagamento, do SALÁRIO ou do VALE, em moeda corrente, deverão,
proporcionar aos empregados tempo hábil para o recebimento no banco, dentro da jornada de trabalho,
desde que coincidentemente com o horário bancário, excluindo-se horários de refeição.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 196

CLÁUSULA NONA - ERRO NA FOLHA DE PAGAMENTO

No caso de ocorrência inequívoca de diferença de salário, em prejuízo do empregado, na folha de


pagamento ou adiantamento, a empresa se obriga a efetuar o pagamento da respectiva diferença, no
prazo de 5 (cinco) dias úteis, a partir da data da constatação da diferença.

CLÁUSULA DÉCIMA - PAGAMENTO DO PIS

As empresas, quando possível, promoverão o pagamento do PIS dos seus empregados, no próprio
local de trabalho. Em caso contrário a empresa oferecerá condições para que o empregado receba o
PIS.
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - CÁLCULO DA MULTA DO FGTS

Recomenda-se que para o pagamento da multa sobre o saldo da conta vinculada do FGTS, sejam
observadas as disposições legais vigentes, considerando, para efeito do seu cálculo todos os depósito
efetuados, ainda que tenha ocorrido saque para efeito de aquisição de casa própria. As empresas
garantirão a todos os empregados, no caso de demissão sem justa causa, o pagamento da multa de 40%,
inclusive aos aposentados.

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Adicional de Hora-Extra

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - HORAS EXTRAS

As horas extraordinárias quando prestadas de segunda a sábado, serão remuneradas na forma da tabela
abaixo:

a) Até 20 (vinte) horas mensais, 50% (cinqüenta por cento) de acréscimo à hora normal;

b) As horas excedentes a 20 (vinte) horas mensais e até 40 (quarenta) horas mensais, 70% (setenta por
cento) de acréscimo em relação à hora normal;

c) As horas excedentes a 40 (quarenta) horas mensais e até 60 (sessenta) horas mensais, 80% (oitenta
por cento) de acréscimo em relação à hora normal;

d) As horas excedentes a 60 (sessenta) horas mensais, 100% (cem por cento) de acréscimo em relação
à hora normal;

Parágrafo Único:- As horas extras realizadas em dia destinado a repouso semanal remunerado
(domingos e feriados), ou em dias pontes já compensados, até o limite de 8 (oito) horas diárias, serão
remuneradas com o adicional de 100%, sem prejuízo do recebimento do próprio dia, a que o empregado
já fizera jus, enquanto as excedentes serão pagas com o adicional de 150%.

Adicional Noturno

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - ADICIONAL NOTURNO

A remuneração do trabalho noturno prestado entre 22h00 e 5h00, será acrescida do adicional de 25%
(vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora normal.

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Fls.: 197

Comissões

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - SALÁRIO DO COMISSIONADO

Garante-se ao empregado que recebe exclusivamente a título de comissão, o piso salarial da categoria
previsto nesta convenção, quando estas comissões não atingirem o valor do piso salarial.

PARÁGRAFO ÚNICO - Para efeito de cálculo da média salarial do comissionado ao pagamento do 13°
salário e férias, serão utilizados os valores percebidos a título de comissão, referentes aos últimos 12
(doze) meses, devidamente corrigidos pelos mesmos índices que eventualmente vierem a corrigir os
salários em geral da categoria.

Auxílio Doença/Invalidez

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - COMPLEMENTAÇÃO DE AUXÍLIO-


DOENÇA

As empresas complementarão o valor do salário líquido no período de afastamento por doença, ou


acidente de trabalho, compreendido entre o 16o. e o 60o. dia, em valor equivalente a diferença entre o
efetivamente percebido da Previdência Social e o Salário Liquido, respeitando sempre para efeito de
complementação, o limite máximo da contribuição previdenciária.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Para os empregados que não tenham direito ao auxílio previdenciário por
não terem ainda completado o período de carência exigido pela Previdência Social, a empresa pagará
70% do salário mensal entre o 16°. e o 60°. dia, respeitado também o limite máximo de contribuição
previdenciária;

PARÁGRAFO SEGUNDO - Não sendo conhecido o valor básico da Previdência Social a


complementação deverá ser paga em valores estimados. Em ocorrendo diferença a maior ou a menor,
deverá ser compensado no pagamento imediatamente posterior;

PARÁGRAFO TERCEIRO - Excluem-se os empregados afastados durante a vigência do contrato de


experiência.

PARÁGRAFO QUARTO - Estando o empregado em gozo de auxílio doença, as empresas fornecerão


os vales-transporte necessários à locomoção do mesmo para a realização da Perícia Médica, quando
solicitada pelo órgão previdenciário.

Auxílio Morte/Funeral

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - AUXÍLIO POR MORTE OU INVALIDEZ


PERMANENTE

No caso de falecimento do empregado que receba até 10 (dez) vezes o salário mínimo, como salário
nominal, a empresa pagará a título de auxílio por morte, em parcela única, juntamente com o saldo de
salários e outras verbas trabalhistas remanescentes, 2 (dois) salários nominais (base).
Se o falecimento tiver sido ocasionado por acidente do trabalho, será pago o valor equivalente a 3 (três)
salários nominais (base).

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os valores estabelecidos nesta cláusula, para os empregados que percebam
salário nominal (base) acima de 10 (dez) vezes o salário mínimo será de 1 (um) e 2 (dois) salários
nominais, respectivamente.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 198

PARÁGRAFO SEGUNDO - A empresa que assim o desejar, poderá fazer substituir esta obrigação por
seguro de vida equivalente, cujo custeio deverá ser de sua responsabilidade.

PARÁGRAFO TERCEIRO - O estabelecido nesta cláusula ("caput" e parágrafos primeiro e segundo)


aplica-se aos casos de infortúnio dos quais venham a decorrer invalidez permanente.

Auxílio Creche

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - AUXÍLIO CRECHE

a) As empresas com pelo menos 30 (trinta) empregadas, com mais de 16 (dezesseis) anos de idade e que
não possuam creche própria, poderão optar entre celebrar o convênio previsto no parágrafo segundo do
artigo 389 da CLT, ou reembolsar as despesas diretamente havidas com a guarda, vigilância e assistência
de filho legítimo ou legalmente adotado, em creche credenciada, de sua livre escolha, até o limite de
20% (vinte por cento) do salário normativo da categoria, vigente na época do evento, por filho (a) com
idade de 0 (zero) até 6 (seis) meses.
Na falta do comprovante acima mencionado, será pago diretamente à empregada o valor fixo de 10%
(dez por cento) do salário normativo da categoria, vigente na época do evento, por filho (a) com idade
entre 0 (zero) e 6 (seis) meses.

b) O auxílio creche objeto desta cláusula não integrará, para nenhum efeito, o salário da empregada.

c) Estão excluídas do cumprimento desta cláusula, as empresas que tiverem condições mais favoráveis
ou acordos específicos celebrados com o sindicato representativo da categoria profissional.

Outros Auxílios

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - AUXÍLIO NATALIDADE

Recomenda-se às empresas que efetuem o pagamento do auxílio natalidade a seus funcionários, na


forma da Legislação pertinente em vigor.

Aposentadoria

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - ABONO POR APOSENTADORIA

O empregado que contar entre 5 (cinco) a 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa e solicitar
demissão em decorrência de sua aposentadoria definitiva, terá assegurado um abono de 1,5 (um e meio)
salário base. Aos empregados com mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa o abono será
de 2 (dois) salários base.

Contrato de Trabalho  Admissão, Demissão, Modalidades

Normas para Admissão/Contratação

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Fls.: 199

CLÁUSULA VIGÉSIMA - ADMISSÕES APÓS A DATA-BASE

A correção dos salários dos empregados admitidos após a data-base obedecerá os seguintes critérios, de
acordo com o percentual correspondente:

a) Os empregados admitidos após a data base, para as funções sem paradigma, terão seus salários
corrigidos obedecendo a proporcionalidade, de acordo com a aplicação do percentual à razão de 1/12
(um doze avos) ao mês, contados da data da admissão;

b) Os empregados admitidos após a data-base, para funções com paradigma, terão aplicado aos seus
salários o mesmo percentual de correção concedido ao paradigma, até o limite do menor salário da
função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - SALÁRIO ADMISSÃO

Será garantido ao empregado admitido para a mesma função de outro, cujo contrato de trabalho foi
rescindido sob qualquer condição, igual salário ao menor salário pago na função, sem considerar as
vantagens pessoais.

PARÁGRAFO ÚNICO - Não se incluem na garantia do item anterior as funções individualizadas, ou


seja, aquelas que possuam um único empregado no seu exercício.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - CONTRATO DE EXPERIÊNCIA

Será vedada a utilização de contrato de experiência, quando da readmissão de empregado para exercer
a mesma função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - TESTE ADMISSIONAL

a) A realização de testes práticos operacionais não podem ultrapassar a 01 (um) dia.

b) As empresas que possuírem refeitório próprio fornecerão gratuitamente alimentação aos candidatos
em testes, desde que estes coincidam com horários de refeição.

Desligamento/Demissão

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - PAGAMENTOS DAS VERBAS


RESCISÓRIAS

A empresa incorrerá em multa de 1% (um por cento) do valor devido, para hipótese de, ocorrendo a
rescisão do contrato de trabalho, não serem pagas as verbas decorrentes da rescisão a partir do dia
legalmente exigível, multa esta que incidirá por dia de atraso e que reverterá em favor do empregado.
No caso do empregado não comparecer para o recebimento do valor devido, a empresa comunicará o
fato ao Sindicato Profissional, isentando-se, em conseqüência, da referida pena pecuniária.

PARÁGRAFO ÚNICO - No caso de alegação de cometimento de falta grave, ensejadora de justa causa,
incluem-se na obrigatoriedade estabelecida no "caput", apenas as verbas tidas como incontroversas
(salário, férias vencidas, etc.).

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - COMUNICAÇÃO DE FALTA GRAVE

Nos casos de rescisão de contrato de trabalho por justa causa, a empresa deverá comunicar ao
empregado, indicando por escrito, contra recibo passado pelo empregado, a falta grave cometida pelo

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Fls.: 200

mesmo. Havendo recusa do empregado em fornecer o recibo de comunicação, à empresa será


facultado supri-lo mediante a assinatura de duas testemunhas.

Aviso Prévio

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - AVISO PRÉVIO

O aviso prévio será comunicado, obrigatoriamente, por escrito, contra recibo do empregado,
esclarecendo se o empregado deve, ou não trabalhar no período.

Estágio/Aprendizagem

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - ESTAGIÁRIO

As empresas mantenedoras de convênios com entidades específicas ou instituições de ensino, para


realização de estágios, em havendo vagas disponíveis, poderão contratar os estagiários ao final do
respectivo estágio.

Outras normas referentes a admissão, demissão e modalidades de contratação

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - SALÁRIO DE SUBSTITUIÇÃO

Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, o empregado substituto
perceberá os salários do substituído.

PARÁGRAFO ÚNICO - A substituição superior a 90 (noventa) dias, deixará de ser eventual, passando
o substituto a ser efetivado na função do substituído, exceto se este estiver sob amparo da Previdência
Social.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - COMPROVANTE DE PAGAMENTO

As empresas fornecerão comprovantes de pagamento de salário a seus empregados, com a discriminação


das importâncias pagas e descontos efetuados, contendo a identificação da empresa e o valor do
recolhimento a ser efetuado na conta vinculada do FGTS.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA - PROMOÇÕES

A promoção e aumento salarial dela decorrente deverão ser anotadas na CTPS do empregado, não sendo
compensável ou dedutível.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - ANOTAÇÕES DA FUNÇÃO NA


CARTEIRA PROFISSIONAL

As empresas anotarão na Carteira de Trabalho e Previdência Social de seus empregados, suas corretas
funções de acordo com a Legislação e técnicas em vigor.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - PREENCHIMENTO DE VAGAS

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As empresas darão preferência ao remanejamento interno de seus trabalhadores em atividades, para


preenchimento de vagas de níveis superiores. As empresas poderão utilizar o balcão de emprego do
sindicato. As empresas, sempre que possível darão preferência a readmissão dos ex-empregados.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - QUADRO FUNCIONAL

Recomenda-se às empresas que na medida do possível, mantenham em seu quadro funcional,


empregados com idade superior a 40 (quarenta) anos.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO


EXTERIOR

As empresas que prestam serviços fora do território nacional, especificarão diretamente com seus
empregados, nos contratos de trabalho ou em aditamento, as condições ajustadas, tais como
remuneração, pagamento, despesas, visitas aos familiares, forma e horário de trabalho.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - EXAMES LABORATORIAIS

O empregado será dispensado do trabalho, no caso de existir a necessidade de submeter-se a exames


laboratoriais, quando solicitado pelo médico da empresa, do Sindicato ou da Previdência Social, pelo
tempo necessário a realização dos exames, mediante a respectiva comprovação posterior.

Relações de Trabalho  Condições de Trabalho, Normas de Pessoal e


Estabilidades

Estabilidade Mãe

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

Garante-se a estabilidade provisória da empregada gestante até 150 (cento e cinqüenta) dias após o parto,
assegurando-se-lhe o direito de, em permanecendo no emprego, amamentar o seu filho, gozando de
descanso de 30 (trinta) minutos em cada turno de trabalho.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - A critério da empregada, o descanso a que alude o caput da cláusula poderá
ser gozado cumulativamente no início ou término da jornada diária.

PARÁGRAFO SEGUNDO - A comunicação do estado de gestante, deverá ser feita até 30 (trinta) dias
após a rescisão.

PARÁGRAFO TERCEIRO - A garantia acima cessará no caso de rescisão de contrato de trabalho por
mútuo acordo entre empregado e empregador, com a assistência do Sindicato Profissional.

Estabilidade Serviço Militar

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - EMPREGADO COM IDADE DE


PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MILITAR

Os empregados selecionados para prestarem Serviço Militar Obrigatório terão estabilidade provisória
desde a convocação até 30 dias após a dispensa pelos órgãos das Forças Armadas. As empresas que
desejarem poderão reverter esta estabilidade antes da incorporação pela liberação do FGTS, um salário
a título de indenização além do aviso prévio. Não se aplica o disposto nesta cláusula aos casos de

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Fls.: 202

rescisão de contrato de trabalho por justa causa, término de contrato por prazo determinado ou
experiência e pedido de demissão.

Estabilidade Aposentadoria

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - EMPREGADOS EM VIAS DE


APOSENTADORIA

Aos empregados que comprovarem mediante documentação e manifestarem, por escrito e na vigência
do seu contrato de trabalho, a condição de estarem a um máximo de 12 (doze) meses da aquisição do
direito a aposentadoria, e, que contem com um mínimo de 5 (cinco) anos na atual empresa, ou, que
estejam a 18 (dezoito) meses da aquisição do direito de aposentadoria, e, contem com 10 (dez) anos de
serviço na atual empresa, fica assegurado o emprego ou salário durante o período que falta para
aposentar-se. Completado o período necessário a obtenção de aposentadoria, normal ou especial, sem
que o empregado requeira, fica extinta esta garantia convencional.

Outras normas referentes a condições para o exercício do trabalho

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA - REFEITÓRIO

As empresas com mais de 10 (dez) empregados fornecerão aos mesmos instalações adequadas para que
façam suas refeições, no recinto da empresa, ou pelo menos, fornecerão mesas, cadeiras, fogão e
geladeira para que os empregados os utilizem para as refeições.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA - TRANSPORTE

Na hipótese da empresa fornecer ou subsidiar transporte para o trabalho, o tempo gasto durante o trajeto
entre a residência e o local de trabalho e vice-versa, não será considerado para fins salariais ou quaisquer
outros efeitos trabalhistas.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - ÁGUA POTÁVEL

A água potável oferecida aos trabalhadores deverá ser submetida anualmente à análise bacteriológica.
Os reservatórios e caixas d'água deverão ser mantidos em condições de higiene e limpeza.

PARÁGRAFO ÚNICO - O resultado do exame anual deverá afixado no quadro de avisos da empresa.
Recomenda-se que o mesmo seja enviado ao Sindicato Profissional, o qual também poderá solicitá-lo
uma vez ao ano.

Outras normas de pessoal

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - SUBSÍDIO PARA


MEDICAMENTOS

Recomenda-se às empresas, sempre que possível o seguinte:

a) Estabelecimento de convênios com farmácias e drogarias para aquisição de remédios pelos seus
empregados.

b) Reembolso mediante o adiantamento para desconto em duas parcelas dos medicamentos adquiridos
com receita médica, cujo custo de aquisição ultrapasse de 20% do salário base do empregado.

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c) Estabelecimento de convênio com farmácias e drogarias, para desconto em folho de pagamento do


mês seguinte ao da aquisição dos medicamentos, sempre que não for possível o parcelamento
recomendado na letra "b".

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - MARCAÇÃO DO CARTÃO


DE PONTO E INTERVALO PARA REFEIÇÃO E DESCANSO

a) O intervalo para refeição e descanso, poderá ser reduzido para até 30 (trinta) minutos, para aquelas
empresas que mantenham local apropriado para refeições, desde que ajustado com o Sindicato
representativo da categoria profissional;

b) As empresas poderão dispensar os empregados da marcação de ponto nos horários de início e término
do intervalo de refeição, desde que o horário de intervalo seja registrado no respectivo cartão ou folha
de ponto.

   


 

  
        

 
 

 




  
    


  

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CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - PREENCHIMENTO DE


FORMULÁRIO PARA PREVIDÊNCIA

As empresas deverão preencher a documentação exigida pelo INSS quando solicitado pelo empregado,
a fornecê-la obedecendo aos seguintes prazos máximos:

a) para fins de obtenção de Auxílio Doença: 5 (cinco) dias úteis;

b) para fins de aposentadoria: 10 (dez) dias úteis;

c) para fins de obtenção de aposentadoria especial: 15 (quinze) dias úteis.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - NECESSIDADES HIGIÊNICAS

a) Nas empresas que utilizam mão-de-obra feminina, as enfermarias ou caixas de


primeiros socorros deverão conter absorventes higiênicos para ocorrências
emergenciais.

b) As empresas proporcionarão, gratuitamente, produtos adequados a higiene pessoal de seus


empregados, de acordo com as condições específicas do trabalho realizado.

Jornada de Trabalho  Duração, Distribuição, Controle, Faltas

Prorrogação/Redução de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - HORÁRIOS ESPECIAIS DE


TRABALHO

As empresas poderão firmar acordos com os seus empregados em sua totalidade ou em setores
específicos, relativamente a horários especiais de trabalho, tendo em vista manter o processo de

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produção, evitando assim a interrupção nas áreas em que por motivo de ordem técnica não seja possível
a parada das máquinas e/ou equipamentos, desde que tais acordos sejam aprovados por ASSEMBLÉIA
GERAL EXTRAORDINÁRIA, conforme determina a legislação vigente.

Compensação de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - COMPENSAÇÃO DA JORNADA


DE TRABALHO

I- Para as empresas que optarem pelo regime de compensação da jornada de trabalho, o horário será o
seguinte:

a) extinção completa do trabalho aos sábados: as horas de trabalho correspondentes aos


sábados, serão compensadas no decurso da semana de segunda a sexta-feira, com o acréscimo
de até, no máximo, 2 (duas) horas diárias, de maneira que nesses dias sejam completadas as
horas semanais conveniadas, respeitados os intervalos de Lei.

b) extinção parcial do trabalho aos sábados: as horas correspondentes a redução do trabalho aos
sábados, serão da mesma forma compensadas pela prorrogação da jornada de segunda a sexta-
feira, observadas as condições gerais básicas referidas no item anterior.

c) competirá a cada empresa, de comum acordo com seus empregados, fixar a jornada de
trabalho para efeito de compensação, objetivando a extinção total ou parcial do expediente aos
sábados, dentro das normas aqui estabelecidas. Com a manifestação expressa do comum acordo
antes referido, homologada pelo Sindicato Profissional, tem-se como cumpridas as exigências
legais, sem outras formalidades.

II- As empresas poderão estabelecer programas de compensação de dias úteis intercalados com feriados
de fim de semana, de sorte que possam os empregados ter períodos de descanso mais prolongados,
inclusive nos dias de carnaval, com comunicação prévia ao Sindicato Profissional e antecedência
mínima de 10 (dez) dias.

III- Quando o feriado coincidir com sábado, a empresa que trabalhar sob o regime de compensação de
horas de trabalho poderá, alternativamente:

a) reduzir a jornada diária de trabalho, subtraindo os minutos relativos à compensação.

b) pagar o excedente como horas extraordinárias, de domingos e feriados, nos termos desta
Convenção Coletiva de Trabalho.

IV- A utilização do regime de compensação de horas de trabalho, para extinção do trabalho aos sábados,
não impede a realização de trabalho extraordinário, mesmo nestes dias, sendo tais horas remuneradas
como extras e mantida a validade e eficácia do acordo de compensação.

Faltas

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - ABONO DE FALTAS AO


ESTUDANTE

Será abonada a falta do empregado estudante no horário do exame escolar, inclusive exame vestibular
ao curso superior prestado pelo empregado estudante na base territorial de seu Sindicato, desde que em
estabelecimento oficial, pré-avisado o empregador e feita posterior comprovação.

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CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA - AUSÊNCIAS LEGAIS

a) O empregado que contrair matrimônio terá direito a 3 (três) dias úteis consecutivos de gala, sem
prejuízo de salário, pré-avisada a empresa e mediante apresentação da competente certidão de
casamento.

b) O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço por 1 (um) dia em caso de falecimento de sogro
ou sogra, mediante comprovação.

c) No caso de internação, devidamente comprovada, de cônjuge, coincidente com a jornada de trabalho,


ou de filhos quando houver impossibilidade de outro cônjuge ou companheiro (a) efetuá-la, a ausência
do (a) empregado (a), naquele dia, será integralmente abonada, sem prejuízo no salário, descanso
semanal remunerado, férias e 13° salário.

d) No caso de ausência do empregado motivada pela necessidade de obtenção de documentos legais


pessoais, mediante posterior comprovação, a falta não será considerada para efeito de descanso semanal
remunerado, férias e 13o. salário. Não se aplicará este item (idem "d"), quando o documento puder ser
obtido em dia não útil.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA - EXAMES MÉDICOS

As empresas se obrigam a realizar exames médicos para os empregados, quando da admissão, periódicos
e despedida.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os resultados dos exames serão entregues ao empregado, quando por este
ou seu médico forem requeridos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Os critérios relativos ao serviço médico, local e outros aspectos aos
exames, são de responsabilidade da empresa.

PARÁGRAFO TERCEIRO - As empresas fabricantes ou recuperadoras de baterias que manipulam


óxido de chumbo, submeterão seus empregados a exames médicos específicos.

Férias e Licenças

Duração e Concessão de Férias

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA - OPÇÃO PELO PERÍODO DE


GOZO DAS FÉRIAS

O empregado poderá manifestar sua opção preferencial em relação ao período de gozo de férias
individuais, quando da elaboração, pela empresa, da respectiva escala. A empresa, na medida de suas
possibilidades, programará as férias de seus empregados, segundo essa opção preferencial,
permanecendo, entretanto, com as prerrogativas contidas no art. 136, da CLT.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA - INÍCIO DAS FÉRIAS

O início das férias dos empregados, deverá se dar nas segundas-feiras, exceto se o feriado cair neste dia,
quando o início se dará no dia seguinte. Nas empresas que compensam a 2ª, 3ª e 4ª feiras, no carnaval,
as férias poderão ter início na quinta-feira.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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PARÁGRAFO PRIMEIRO - No caso de férias coletivas os feriados não serão considerados para efeito
da contagem dos dias gozados, portanto, não incidindo sobre os dias referidos, o terço constitucional de
férias.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de turnos diferenciados o início das férias se dará após a folga
semanal ou o feriado que suceder.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Quando do retorno das férias individuais, será garantido ao empregado
emprego ou salário pelo prazo de trinta dias.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA - FÉRIAS PROPORCIONAIS

Os empregados com menos de 12 (doze) meses de contrato de trabalho que rescindirem, por demissão
espontânea, o pacto laboral farão jus ao recebimento de férias proporcionais.

Saúde e Segurança do Trabalhador

Equipamentos de Segurança

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA - MEDIDAS DE PROTEÇÃO

a) No primeiro dia de trabalho do empregado, a empresa fará o treinamento com


equipamentos de proteção, dará conhecimento das áreas perigosas e/ou
insalubres e informará sobre os riscos dos eventuais agentes e/ou de seu
posto de trabalho.

b) O EPI deverá ser fornecido gratuitamente, mediante prescrição médica, visando a sua melhor
adaptação ao empregado.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA - PREVENÇÃO DE ACIDENTES


COM PRENSAS MECÂNICAS

As prensas mecânicas deverão dispor de mecanismo de segurança que previnam a ocorrência de


acidentes com os empregados que operam essas máquinas.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA - UNIFORMES, FERRAMENTAS E


EPI S

a) As empresas fornecerão, gratuitamente, aos empregados uniformes, fardamentos, macacões e outras


peças de vestimentas bem como equipamentos individuais de proteção e segurança, quando exigidos na
prestação de serviços:

b) O empregado se obrigará ao uso devido, à manutenção e limpeza adequada dos equipamentos e


uniformes que receber e a indenizar a empresa por extravio ou dano, desde que se comprove o caráter
doloso.
Extinto ou rescindido o seu contrato de trabalho deverá o empregado devolver
os equipamentos e uniformes, que continuam de propriedade da empresa.

c) Quando do fornecimento do equipamento, as empresas instruirão seus empregados quanto ao uso


adequado, manutenção e cuidados necessários. Quando, do desempenho de suas funções, for exigido o

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
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uso de óculos de segurança será garantido, gratuitamente, aos empregados com deficiência visual,
óculos corretivos de segurança.

d) As empresas fornecerão, sem qualquer ônus ao empregado, as ferramentas e instrumentos de precisão,


necessários e utilizados no local de trabalho, para a prestação dos serviços respectivos.

e) As ferramentas ou instrumento de precisão serão reembolsadas pelo empregado na ocorrência da


perda ou dano causado pelo uso indevido, ressalvado o desgaste normal das ferramentas.

Insalubridade

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA - EMISSÃO DE LAUDO DE


INSALUBRIDADE

A empresa entregará ao empregado, por ocasião de seu desligamento, quando por esta solicitado, uma
cópia do Laudo de Insalubridade existente, bem como preencherá o formulário para aposentadoria
especial, para fins de comprovação junto ao instituto previdenciário.

CIPA  composição, eleição, atribuições, garantias aos cipeiros

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA OITAVA - CIPA

A eleição da CIPA deverá ser precedida de ampla divulgação interna, sendo convocada com
antecedência de 60 (sessenta) dias, em relação a data da eleição, com cópia da convocação enviada ao
sindicato profissional, estabelecendo prazo de até 10 (dez) dias antes do pleito para registro de
candidatos, que no ato deverão receber comprovante de sua inscrição.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - A eleição será procedida sem a constituição e inscrição de chapas,


realizando-se o pleito através de votação em lista única contendo o nome de todos os candidatos. As
empresas setorializarão, se for o caso, a inscrição e a eleição dos candidatos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Todo o processo eleitoral e a respectiva apuração poderão ser coordenadas
pelo vice-presidente da CIPA em exercício, se este assim o quiser, em conjunto com o Serviço de
Segurança e Medicina do Trabalho da empresa, caso em que, os membros coordenadores da eleição e
apuração não poderão participar da eleição.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Após a realização das eleições o seu resultado, com cópia da respectiva
ata de posse, deverá ser enviado ao sindicato profissional no prazo de 10 (dez) dias úteis.

PARÁGRAFO QUARTO - Os representantes dos empregados na CIPA, efetivos ou suplentes, não


poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundamentar em motivo
disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.

Aceitação de Atestados Médicos

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA NONA - ATESTADOS MÉDICOS

As faltas ocorridas por motivo de doença poderão ser justificadas por atestados médicos fornecidos pela
instituição Previdenciária, bem como por atestados médicos ou odontológicos fornecidos por facultativo
do Sindicato Profissional.

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PARÁGRAFO ÚNICO - Tais atestados, que somente poderão ser concedidos até o prazo máximo de
15 (quinze) dias, não serão questionados quanto a sua origem, se portarem o carimbo do respectivo
Sindicato representativo da categoria profissional e a assinatura do seu facultativo.

Profissionais de Saúde e Segurança

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA - TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

É vedado aos Técnicos de Segurança do Trabalho, nas empresas abrangidas pela NR-4, o exercício de
outras atividades nas empresas durante o horário de sua atuação profissional no respectivo serviço.

Acompanhamento de Acidentado e/ou Portador de Doença Profissional

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA - ATENDIMENTO EMERGENCIAL

As empresas que trabalhem no período noturno oferecerão condições de remoção, em caso de acidente
do trabalho ou doença, quando necessário o afastamento do empregado do local de trabalho.

Primeiros Socorros

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEGUNDA - AUTOMAÇÃO

Aos funcionários que tiverem suas funções extintas ou modificadas por alterações tecnológicas dos
meios ou processo de produção e que permanecerem no quadro de Lotação, recomenda-se o treinamento
adequado para aprendizagem a eventual ocupação de novas funções.

Outras Normas de Prevenção de Acidentes e Doenças Profissionais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA TERCEIRA - COMISSÃO TÉCNICA


INTERSINDICAL

COMISSÃO TÉCNICA INTERSINDICAL PARA ESTUDOS DE ACIDENTES DO TRABALHO E


DOENÇAS PROFISSIONAIS - Em conformidade com o seu Regimento Interno em vigor, a comissão
técnica a nível regional, dará continuidade ao desenvolvimento de estudos na área de prevenção de
acidentes de trabalho, e doenças profissionais.

Relações Sindicais

Acesso do Sindicato ao Local de Trabalho

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUARTA - COMUNICADOS DO SINDICATO

As empresas colocarão a disposição local apropriado e acessível aos trabalhadores para a fixação de
comunicados oficiais de interesse da categoria, os quais serão encaminhados ao setor competente da
empresa.

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Representante Sindical

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUINTA - ESTABILIDADE DE DIRIGENTE


SINDICAL

As empresas garantirão estabilidade a DEZ (10) dirigentes sindicais profissionais, NA CATEGORIA,


independente de empresas e pessoas, até o final da gestão, sendo certo que o Sindicato dos Trabalhadores
fornecerá ao SINDIMAQ a relação nominal dos eleitos, imediatamente a sua posse.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEXTA - LIBERAÇÃO DE DIRIGENTES


SINDICAIS

Os dirigentes sindicais eleitos e no máximo de um por empresa, pertencentes ao Sindicato Profissional


convenente, serão liberados por até 15 (quinze) dias, sucessivos ou alternados, no prazo de vigência
desta Convenção, para que. sem prejuízo de seus salários, nas empresas onde sejam empregados, possam
comparecer a assembléias, congressos, cursos e outras promoções sindicais ou de organismos oficiais,
desde que haja a comunicação prévia, no mínimo de 5 (cinco) dias, com a comprovação do efetivo
comparecimento no evento.

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SÉTIMA - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL


PATRONAL

A cláusula de contribuição assistencial do aludido instrumento normativo estabelece que as empresas


não associadas deverão recolher, de uma única vez ao Sindicato Patronal, que é o caso do SINDIMAQ,
uma Contribuição Assistencial de acordo com os seguintes critérios

CAPITAL SOCIAL  R$ CONTRIBUIÇÃO - R$


Até 2.500,00
200,00
De 2.500,01 a 5.000,00
300,00
De 5.000,01 a 7.500,00
550,00
De 7.500,01 a 11.000,00
800,00
De 11.000,01 a 18.000,00
1.500,00
De 18.000,01 a 27.000,00
2.000,00
De 27.000,01 a 40.500,00
2.500,00
De 40.500,01 a 60.750,00
3.000,00
De 60.750,01 a 100.000,00
4.000,00
De 100.000,01 a 300.000,00
5.000,00
Acima de 300.000,01
7.500,00

A Contribuição em apreço deverá ser recolhida, através de guia própria, que seguirá voa Banco do Brasil
S.A., em qualquer agência bancária, a favor desta Entidade, devendo ser paga até o dia 20 de janeiro de
2013.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 210

O não pagamento da mencionada Contribuição no prazo estabelecido, acarretará à empresa a obrigação


da atualização monetária, multa de 5% (cinco por cento), se paga nos primeiros 30 (trinta) dias e com o
adicional de 2% (dois por cento) por mês subsequente de atraso, além de juros de mora de 1% (um por
cento) ao mês.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO PARA


TREINAMENTO, REQUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

O propósito da presente cláusula é o de constituir um pacote de benefícios que possam ser


usufruídos diretamente pelos empregados e seus familiares, além de garantir e dar eficiência
ao cumprimento de várias cláusulas sociais da presente Convenção Coletiva de Trabalho,
com redução de encargos para as empresas.

PARÁGRAFO PRIMEIRO: Para os fins de treinamento, requalificação profissional, apoio à


recolocação profissional, prática de ações sócio-sindicais e para contratação de seguro de
vida, as empresas abrangidas pela presente Convenção Coletiva de Trabalho, às suas
expensas, deverão contribuir para o sindicato de empregados signatário, com a quantia anual
única de R$ 300,00 (trezentos reais) por empregado, quantia esta que deverá ser paga da
seguinte forma:

a) R$ 100,00 (cem reais) até 15 de fevereiro de 2013, em favor do sindicato


respectivo;

b) R$ 100,00 (cem reais) até 15 de abril de 2013, em favor do sindicato respectivo;

c) R$ 100,00 (cem reais) até 15 de junho de 2013, em favor do sindicato respectivo.

PARÁGRAFO SEGUNDO: Os custos para a prestação dos serviços indicados no Parágrafo


Primeiro desta cláusula deverão ser cobertos pela contribuição ali prevista.

PARÁGRAFO TERCEIRO: O seguro deverá englobar morte natural, morte acidental,


invalidez permanente total por acidente, invalidez permanente parcial por acidente, garantindo
o cumprimento da Cláusula própria (INDENIZAÇÃO POR MORTE OU INVALIDEZ) da
presente Convenção Coletiva de Trabalho. Nos casos em que a indenização desta cláusula
seja superior à cobertura do presente seguro, as empresas deverão pagar apenas a diferença
correspondente. As coberturas serão as seguintes:

a) Morte Natural: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

b) Morte Acidental: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

c) Invalidez Permanente Total por Acidente: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

d) Invalidez Permanente Parcial por Acidente (Tabela SUSEP): até R$ 10.000,00 (dez
mil reais)

e) Auxílio Funeral por morte por qualquer causa: R$ 2.200,00 (dois mil e duzentos
reais)

PARÁGRAFO QUARTO: A contratação da seguradora/corretora será feita diretamente pelo


Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânica e Material Elétrico da
Grande Curitiba, que deverá apresentar ao Sindicato Patronal a comprovação de tal
contratação, se assim restar formalmente solicitado.

PARÁGRAFO QUINTO: A empresa contratada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas


Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico da Grande Curitiba, para prestar os
serviços de seguro deverá ser idônea, ter comprovada capacidade econômica e financeira,
ser especializada neste ramo e estar devidamente registrada na SUSEP.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 211

PARÁGRAFO SEXTO: O seguro ora previsto deverá beneficiar todos os empregados


representados pelos sindicatos signatários, independentemente da data de sua contratação,
desde que dentro da vigência do presente instrumento.

PARÁGRAFO SÉTIMO: O seguro ora previsto terá vigência a partir do pagamento da primeira
parcela do Fundo e terá validade pelos 12 meses seguintes.

PARÁGRAFO OITAVO: O Sindicato Profissional signatário comprometem-se a fornecer ao


Sindicato Patronal signatário e às empresas ora representadas todas as informações
necessárias para o acesso à seguradora/corretora, de modo a garantir a efetividade do
presente benefício em caso de sinistros cobertos pelas presentes disposições.

PARÁGRAFO NONO: Excluem-se da aplicação desta cláusula os empregados pertencentes


a categorias profissionais diferenciadas.

PARÁGRAFO DÉCIMO: A presente cláusula constitui mera reprodução da deliberação da


Assembléia realizada pelo Sindicato Patronal signatário, ficando convencionado que toda e
qualquer divergência, necessidade de esclarecimento ou dúvida ou ações, questionamentos
ou investigações de ordem econômica, administrativa ou judicial deverão ser tratadas
diretamente com ambos os Sindicatos signatários, bem como quaisquer ônus financeiros e/ou
impostos incidentes sobre as referidas contribuições serão integralmente assumidos pelo
Sindicato Profissional signatário, beneficiários, juntamente com os empregados, da
contribuição mencionada, e que assume toda e qualquer responsabilidade, isentando, neste
caso, o Sindicato Patronal signatário, e as respectivas empresas representadas, de quaisquer
ônus ou responsabilidades.

PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO: A contribuição ora prevista não terá natureza de salários
para quaisquer fins de direito, não se incorporando à remuneração e não gerando qualquer
reflexo trabalhista ou previdenciário.

PARÁGRAFO DÉCIMO SEGUNDO: As Empresas que não completarem, integralmente, os


pagamentos previsto no parágrafo primeiro, desta cláusula, além das penalidades de estilo,
ficarão obrigadas a cumprir, sob suas expensas, o definido na cláusula de INDENIZAÇÃO
POR MORTE OU INVALIDEZ, prevista nesta Convenção Coletiva de Trabalho.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA NONA - MULTA POR ATRASO NO


RECOLHIMENTO DE MENSALIDADES

A empresa deverá recolher a mensalidade do Sindicato, paga por seus empregados, até 10 (dez) dias
após ter sido feito o desconto, desde que o Sindicato Profissional forneça, mensalmente, até o dia 15 de
cada mês a relação de seus associados.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Com o repasse, deverão as empresas remeter ao Sindicato Profissional a


relação dos Trabalhadores que sofreram o desconto, individualizando os respectivos valores.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de cobrança feita pelo próprio sindicato, a empresa terá 5 (cinco)
dias após receber a notificação de cobrança, para proceder o pagamento.

PARÁGRAFO TERCEIRO - No caso de descumprimento dos prazos acima estabelecidos, a empresa


fica obrigada a recolher a mensalidade corrigida com base no índice da TR., ou seu substituto até o dia
do efetivo recolhimento.

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Fls.: 212

Disposições Gerais

Aplicação do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA - NÃO OCORRÊNCIA DE SUPERPOSIÇÃO


DE VANTAGENS

A promulgação de legislação ordinária e/ou complementar, regulamentadora dos preceitos


constitucionais, substituirá, onde aplicável, direitos e deveres previstos nesta convenção, ressalvando-
se sempre as condições mais favoráveis aos empregados, vedada em qualquer hipótese a acumulação.

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA PRIMEIRA - APLICAÇÃO DO


INSTRUMENTO COLETIVO

Aplicam-se as categorias econômicas e profissionais representadas pelas Entidades Convenentes,


compreendidas no 19º. Grupo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Quadro
Geral de Enquadramento Sindical, a que alude o Artigo 577, da Consolidação das Leis do Trabalho,
em suas respectivas bases territoriais, que abrange os Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, de
Máquinas, Mecânicas, de Material Elétrico, de Veículos Automotores, de Autopeças e de
Componentes e Partes para Veículos Automotores com abrangência territorial em: Adrianópolis,
Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do
Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba,
Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Piên, Pinhais, Piraquara, Quatro
Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Tunas do
Paraná.

Descumprimento do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA SEGUNDA - PENALIDADE

Fica instituída multa penal, por infração as disposições clausuladas nesta Convenção, por empregado,
no valor equivalente a 2% (dois por cento) do piso salarial, exclusivamente nas obrigações de fazer, a
qual reverterá em favor do prejudicado.

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA TERCEIRA - ATRASO NO


RECOLHIMENTO DA PARTICIPAÇÃO SINDICAL NAS NEGOCIAÇÕES
COLETIVAS

A empresa que deixar de recolher à respectiva entidade sindical representativa da categoria profissional
beneficiada, dentro do prazo previsto nesta CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, incorrerá
em multa no valor correspondente a 5% (cinco por cento) do montante não recolhido, se paga nos
primeiro 30 (trinta) dias subsequentes do vencimento, após esse prazo incorrerá em multa de 2% (dois
por cento), de inadimplência, do montante não recolhido, cumulativamente, por mês de atraso.

Outras Disposições

CLÁUSULA SEPTUAGÉSIMA QUARTA - FORO

Fica eleito o foro da sede do Sindicato Profissional, para dirimir conflitos oriundos da presente
Convenção Coletiva de Trabalho.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 213

SERGIO BUTKA
Presidente
SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA

CARLOS ANTONIO PENA


Procurador
SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS

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Número do documento: 15080415374882300000004730331
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 214

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2015

NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: PR001488/2014


DATA DE REGISTRO NO MTE: 16/04/2014
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR014703/2014
NÚMERO DO PROCESSO: 46212.004494/2014-11
DATA DO PROTOCOLO: 16/04/2014

Confira a autenticidade no endereço http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/.

TERMOS ADITIVO(S) VINCULADO(S)


Processo n°: 46212005339201411e Registro n°: PR001762/2014
SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS, CNPJ n. 62.646.617/0001-36, neste ato
representado(a) por seu Procurador, Sr(a). CARLOS ANTONIO PENA;

SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA, CNPJ n. 76.684.943/0001-42, neste
ato representado(a) por seu Presidente, Sr(a). SERGIO BUTKA;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho


previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 01º de dezembro de
2013 a 30 de novembro de 2015 e a data-base da categoria em 01º de dezembro.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) trabalhadores nas indústrias
metálúrgicas, mecânicas e material elétrico, com abrangência territorial em Adrianópolis/PR, Agudos
do Sul/PR, Almirante Tamandaré/PR, Araucária/PR, Balsa Nova/PR, Bocaiúva do Sul/PR, Campina
Grande do Sul/PR, Campo do Tenente/PR, Campo Largo/PR, Cerro Azul/PR, Colombo/PR,
Contenda/PR, Curitiba/PR, Fazenda Rio Grande/PR, Lapa/PR, Mandirituba/PR, Piên/PR, Piraquara/PR,
Quatro Barras/PR, Quitandinha/PR, Rio Branco do Sul/PR, Rio Negro/PR, São José dos Pinhais/PR e
Tijucas do Sul/PR.

Salários, Reajustes e Pagamento

Piso Salarial

CLÁUSULA TERCEIRA - PISO SALARIAL

Fica assegurado a partir de 01.12.2013, aos empregados abrangidos por esta Convenção Coletiva de Trabalho, e que vierem a
ser admitidos pelas empresas, um Salário Normativo correspondente a R$ 1.302,35 (hum mil, trezentos e dois reais e trinta e
cinco centavos) por mês, ou R$ 5,92 (cinco reais e noventa e dois centavos) por hora.

PARÁGRAFO PRIMEIRO: As empresas que ainda não estejam praticando os valores de piso salarial previstos no "caput"
deverão pagar as diferenças relativas a dezembro/2013, 13º salário/2013, janeiro/2014, fevereiro/2014 e março/2014 até o dia
20/04/2014.

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 215

PARÁGRAFO SEGUNDO: A partir de 01/11/2014, os pisos salariais previstos na alínea "a" passarão a R$ 1.315,37 (hum
mil, trezentos e quinze reais e trinta e sete centavos) por mês ou R$ 5,98 (cinco reais e noventa e oito centavos) por hora.

PARÁGRAFO TERCEIRO: Os pisos salariais previstos nesta cláusula serão reajustados na data-base relativa ao ano de 2014,
ou seja, a partir de 01.12.2014, nos mesmos percentuais e forma previstos para o aumento salarial.

Reajustes/Correções Salariais

CLÁUSULA QUARTA - REAJUSTE SALARIAL

Os salários dos empregados da categoria profissional, até o teto de R$ 6.234,07 (seis mil, duzentos e trinta e quatro reais e
sete centavos), serão majorados, a partir de 1º de dezembro 2013, com o percentual de 8,00% (oito por cento), a ser aplicado
sobre os salários vigentes em 30/11/2013;

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os salários dos empregados da categoria profissional acordante, iguais ou superiores a R$
6.234,07 (seis mil, duzentos e trinta e quatro reais e sete centavos), vigentes em 30/11/2013, serão majorados, a partir de 1º de
dezembro de 2013, com um valor fixo de R$ 498,72 (quatrocentos e noventa e oito reais e setenta e dois centavos), resultante
da aplicação do percentual de reajuste sobre o limitador estabelecido;

PARÁGRAFO TERCEIRO: Os salários dos empregados da categoria profissional acordante serão majorados, a partir de
01.11.2014 com o percentual de 1% (um por cento), a ser aplicado sobre os salários vigentes em 31.10.2014.

PARÁGRAFO QUARTO: Por força da majoração de que trata esta cláusula, as partes consideram fechado e encerrado para
todos os fins de direito o período de 1º/12/2012 a 30/11/2013 já que estão sendo atendidos os termos da legislação vigente;

PARÁGRAFO QUINTO: As empresas que ainda não tenham concedido antecipação em valor equivalente aos previstos no
"caput", ou que tenham dado valor menor, deverão pagar as diferenças salariais relativas a dezembro/2013, 13º salário/2013,
janeiro/2014, fevereiro/2014 e março/2014 até o dia 20/04/2014.

PARÁGRAFO SEXTO: As empresas em razão de possíveis dificuldades financeiras, poderão procurar os sindicatos
envolvidos na presente Convenção Coletiva de Trabalho (profissional e patronal), para acordar ajustes diferenciados de
majoração salarial, inclusive aquelas que possuem sistema de participação nos lucros e resultados.

PARÁGRAFO SÉTIMO: Ficam desobrigadas da aplicação desta cláusula as empresas que tenham porventura firmado
acordos coletivos diretamente com o Sindicato Profissional signatário desta Convenção Coletiva de Trabalho e que
contenham cláusulas a título de aumento, ou reajuste salarial.

PARÁGRAFO OITAVO- Serão compensados todos os reajustes e aumentos espontâneos ou compulsórios concedidos a
partir de 01.12.2012, inclusive aqueles concedidos na forma de abono especial conforme cláusula quinta da convenção
coletiva anterior, salvo os decorrentes de término de aprendizagem, implemento de idade, promoção por antigüidade ou
merecimento, mérito, transferência de cargo, função, equiparação salarial determinada por sentença transitada em julgado e
aumento real, expressamente concedido a esse título.

PARÁGRAFO NONO - Fica garantido que o aumento salarial na data-base relativa ao ano de 2014 será composto pelo
percentual equivalente ao INPC acumulado dos doze meses anteriores à data-base acrescido do aumento real de 1,5%
(um vírgula cinco por cento), aplicado a partir de 1º de dezembro de 2014, sobre os salários vigentes em 30/11/2014, e 1%
(um por cento) em 1º de novembro de 2015, aplicado sobre os salários vigentes em 31/10/2015.

Pagamento de Salário Formas e Prazos

CLÁUSULA QUINTA - ADIANTAMENTO DE SALÁRIO/VALE

As empresas concederão aos seus empregados, adiantamento de salários, nas seguintes condições:

a) O adiantamento será de, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do salário nominal mensal, desde que o empregado já tenha

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 216

trabalhado, na quinzena, o período correspondente;

b) O pagamento deverá ser efetuado no 15° (décimo quinto) dia que anteceder o dia do pagamento normal;

c) O adiantamento somente não será concedido aos empregados que assim se manifestarem expressamente;

d) Deverão ser mantidas as condições atuais mais favoráveis.

Descontos Salariais

CLÁUSULA SEXTA - DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTO

a) As empresas efetuarão nas folhas de pagamento de seus empregados o desconto das mensalidades de convênios médicos e
odontológicos firmados pelo sindicato obreiro, desde que por estes autorizado.

Parágrafo Único:- O repasse das importâncias descontadas deverá ser efetuado para o sindicato profissional até o terceiro dia
útil, após o pagamento dos salários.

b) As empresas poderão descontar mensalmente dos salários de seus empregados, de acordo com o artigo 462, da CLT, além
dos descontos permitidos em Lei, os referentes a planos médico-odontológicos com participação dos empregados nos custos,
alimentação, alimentos, convênios com supermercados, medicamentos e clube/agremiações desde que previamente
autorizados por escrito, pelos próprios empregados, ressalvado o direito dos mesmos reconsiderarem, no primeiro dia útil do
mês e por escrito, a autorização anteriormente firmada, desde que não tenham débitos pendentes.

Outras normas referentes a salários, reajustes, pagamentos e critérios para cálculo

CLÁUSULA SÉTIMA - PAGAMENTO DO SALÁRIO/VALE

As empresas que não efetuam o pagamento, do SALÁRIO ou do VALE, em moeda corrente, deverão, proporcionar aos
empregados tempo hábil para o recebimento no banco, dentro da jornada de trabalho, desde que coincidentemente com o
horário bancário, excluindo-se horários de refeição.

CLÁUSULA OITAVA - ERRO NA FOLHA DE PAGAMENTO

No caso de ocorrência inequívoca de diferença de salário, em prejuízo do empregado, na folha de pagamento ou


adiantamento, a empresa se obriga a efetuar o pagamento da respectiva diferença, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, a partir da
data da constatação da diferença.

CLÁUSULA NONA - PAGAMENTO DO PIS

As empresas, quando possível, promoverão o pagamento do PIS dos seus empregados, no próprio local de trabalho. Em
caso contrário a empresa oferecerá condições para que o empregado receba o PIS.

CLÁUSULA DÉCIMA - CÁLCULO DA MULTA DO FGTS

Recomenda-se que para o pagamento da multa sobre o saldo da conta vinculada do FGTS, sejam observadas as disposições
legais vigentes, considerando, para efeito do seu cálculo todos os depósito efetuados, ainda que tenha ocorrido saque para
efeito de aquisição de casa própria. As empresas garantirão a todos os empregados, no caso de demissão sem justa causa, o
pagamento da multa de 40%, inclusive aos aposentados.

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https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=15080415384781500000004730348
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 82eda52 - Pág. 3
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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 217

Gratificações, Adicionais, Auxílios e Outros

Adicional de Hora-Extra

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - HORAS EXTRAS

As horas extraordinárias quando prestadas de segunda a sábado, serão remuneradas na forma da tabela abaixo:

a) Até 20 (vinte) horas mensais, 50% (cinqüenta por cento) de acréscimo à hora normal;

b) As horas excedentes a 20 (vinte) horas mensais e até 40 (quarenta) horas mensais, 70% (setenta por cento) de acréscimo
em relação à hora normal;

c) As horas excedentes a 40 (quarenta) horas mensais e até 60 (sessenta) horas mensais, 80% (oitenta por cento) de acréscimo
em relação à hora normal;

d) As horas excedentes a 60 (sessenta) horas mensais, 100% (cem por cento) de acréscimo em relação à hora normal;

Parágrafo Único:- As horas extras realizadas em dia destinado a repouso semanal remunerado (domingos e feriados), ou em
dias pontes já compensados, até o limite de 8 (oito) horas diárias, serão remuneradas com o adicional de 100%, sem prejuízo
do recebimento do próprio dia, a que o empregado já fizera jus, enquanto as excedentes serão pagas com o adicional de 150%.

Adicional Noturno

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - ADICIONAL NOTURNO

A remuneração do trabalho noturno prestado entre 22h00 e 5h00, será acrescida do adicional de 25% (vinte e cinco por cento)
sobre o valor da hora normal.

Comissões

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - SALÁRIO DO COMISSIONADO

Garante-se ao empregado que recebe exclusivamente a título de comissão, o piso salarial da categoria previsto nesta
convenção, quando estas comissões não atingirem o valor do piso salarial.

PARÁGRAFO ÚNICO - Para efeito de cálculo da média salarial do comissionado ao pagamento do 13° salário e férias, serão
utilizados os valores percebidos a título de comissão, referentes aos últimos 12 (doze) meses, devidamente corrigidos pelos
mesmos índices que eventualmente vierem a corrigir os salários em geral da categoria.

Auxílio Doença/Invalidez

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - COMPLEMENTAÇÃO DE AUXÍLIO-DOENÇA

As empresas complementarão o valor do salário líquido no período de afastamento por doença, ou acidente de trabalho,
compreendido entre o 16o. e o 60o. dia, em valor equivalente a diferença entre o efetivamente percebido da Previdência
Social e o Salário Liquido, respeitando sempre para efeito de complementação, o limite máximo da contribuição
previdenciária.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Para os empregados que não tenham direito ao auxílio previdenciário por não terem ainda
completado o período de carência exigido pela Previdência Social, a empresa pagará 70% do salário mensal entre o 16°. e o
60°. dia, respeitado também o limite máximo de contribuição previdenciária;

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 82eda52 - Pág. 4
Número do documento: 15080415384781500000004730348
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PARÁGRAFO SEGUNDO - Não sendo conhecido o valor básico da Previdência Social a complementação deverá ser paga
em valores estimados. Em ocorrendo diferença a maior ou a menor, deverá ser compensado no pagamento imediatamente
posterior;

PARÁGRAFO TERCEIRO - Excluem-se os empregados afastados durante a vigência do contrato de experiência.

PARÁGRAFO QUARTO - Estando o empregado em gozo de auxílio doença, as empresas fornecerão os vales-transporte
necessários à locomoção do mesmo para a realização da Perícia Médica, quando solicitada pelo órgão previdenciário.

Auxílio Morte/Funeral

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - AUXÍLIO POR MORTE OU INVALIDEZ PERMANENTE

No caso de falecimento do empregado que receba até 10 (dez) vezes o salário mínimo, como salário nominal, a empresa
pagará a título de auxílio por morte, em parcela única, juntamente com o saldo de salários e outras verbas trabalhistas
remanescentes, 2 (dois) salários nominais (base).
Se o falecimento tiver sido ocasionado por acidente do trabalho, será pago o valor equivalente a 3 (três) salários nominais
(base).

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os valores estabelecidos nesta cláusula, para os empregados que percebam salário nominal
(base) acima de 10 (dez) vezes o salário mínimo será de 1 (um) e 2 (dois) salários nominais, respectivamente.

PARÁGRAFO SEGUNDO - A empresa que assim o desejar, poderá fazer substituir esta obrigação por seguro de vida
equivalente, cujo custeio deverá ser de sua responsabilidade.

PARÁGRAFO TERCEIRO - O estabelecido nesta cláusula ("caput" e parágrafos primeiro e segundo) aplica-se aos casos de
infortúnio dos quais venham a decorrer invalidez permanente.

Auxílio Creche

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - AUXÍLIO CRECHE

a) As empresas com pelo menos 30 (trinta) empregadas, com mais de 16 (dezesseis) anos de idade e que não possuam creche
própria, poderão optar entre celebrar o convênio previsto no parágrafo segundo do artigo 389 da CLT, ou reembolsar as
despesas diretamente havidas com a guarda, vigilância e assistência de filho legítimo ou legalmente adotado, em creche
credenciada, de sua livre escolha, até o limite de 20% (vinte por cento) do salário normativo da categoria, vigente na época do
evento, por filho (a) com idade de 0 (zero) até 6 (seis) meses.
Na falta do comprovante acima mencionado, será pago diretamente à empregada o valor fixo de 10% (dez por cento) do
salário normativo da categoria, vigente na época do evento, por filho (a) com idade entre 0 (zero) e 6 (seis) meses.

b) O auxílio creche objeto desta cláusula não integrará, para nenhum efeito, o salário da empregada.

c) Estão excluídas do cumprimento desta cláusula, as empresas que tiverem condições mais favoráveis ou acordos específicos
celebrados com o sindicato representativo da categoria profissional.

Outros Auxílios

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - AUXÍLIO NATALIDADE

Recomenda-se às empresas que efetuem o pagamento do auxílio natalidade a seus funcionários, na forma da Legislação
pertinente em vigor.

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Aposentadoria

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - ABONO POR APOSENTADORIA

O empregado que contar entre 5 (cinco) a 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa e solicitar demissão em decorrência de
sua aposentadoria definitiva, terá assegurado um abono de 1,5 (um e meio) salário base. Aos empregados com mais de 10
(dez) anos de serviço na mesma empresa o abono será de 2 (dois) salários base.

Contrato de Trabalho Admissão, Demissão, Modalidades

Normas para Admissão/Contratação

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - ADMISSÕES APÓS A DATA-BASE

A correção dos salários dos empregados admitidos após a data-base obedecerá os seguintes critérios, de acordo com o
percentual correspondente:

a) Os empregados admitidos após a data base, para as funções sem paradigma, terão seus salários corrigidos obedecendo a
proporcionalidade, de acordo com a aplicação do percentual à razão de 1/12 (um doze avos) ao mês, contados da data da
admissão;

b) Os empregados admitidos após a data-base, para funções com paradigma, terão aplicado aos seus salários o mesmo
percentual de correção concedido ao paradigma, até o limite do menor salário da função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA - SALÁRIO ADMISSÃO

Será garantido ao empregado admitido para a mesma função de outro, cujo contrato de trabalho foi rescindido sob qualquer
condição, igual salário ao menor salário pago na função, sem considerar as vantagens pessoais.

PARÁGRAFO ÚNICO - Não se incluem na garantia do item anterior as funções individualizadas, ou seja, aquelas que
possuam um único empregado no seu exercício.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - CONTRATO DE EXPERIÊNCIA

Será vedada a utilização de contrato de experiência, quando da readmissão de empregado para exercer a mesma função.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - TESTE ADMISSIONAL

a) A realização de testes práticos operacionais não podem ultrapassar a 01 (um) dia.

b) As empresas que possuírem refeitório próprio fornecerão gratuitamente alimentação aos candidatos em testes, desde que
estes coincidam com horários de refeição.

Desligamento/Demissão

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CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - PAGAMENTOS DAS VERBAS RESCISÓRIAS

A empresa incorrerá em multa de 1% (um por cento) do valor devido, para hipótese de, ocorrendo a rescisão do contrato de
trabalho, não serem pagas as verbas decorrentes da rescisão a partir do dia legalmente exigível, multa esta que incidirá por dia
de atraso e que reverterá em favor do empregado.
No caso do empregado não comparecer para o recebimento do valor devido, a empresa comunicará o fato ao Sindicato
Profissional, isentando-se, em conseqüência, da referida pena pecuniária.

PARÁGRAFO ÚNICO - No caso de alegação de cometimento de falta grave, ensejadora de justa causa, incluem-se na
obrigatoriedade estabelecida no "caput", apenas as verbas tidas como incontroversas (salário, férias vencidas, etc.).

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - COMUNICAÇÃO DE FALTA GRAVE

Nos casos de rescisão de contrato de trabalho por justa causa, a empresa deverá comunicar ao empregado, indicando por
escrito, contra recibo passado pelo empregado, a falta grave cometida pelo mesmo. Havendo recusa do empregado em
fornecer o recibo de comunicação, à empresa será facultado supri-lo mediante a assinatura de duas testemunhas.

Aviso Prévio

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - AVISO PRÉVIO

O aviso prévio será comunicado, obrigatoriamente, por escrito, contra recibo do empregado, esclarecendo se o empregado
deve, ou não trabalhar no período.

Estágio/Aprendizagem

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - ESTAGIÁRIO

As empresas mantenedoras de convênios com entidades específicas ou instituições de ensino, para realização de estágios, em
havendo vagas disponíveis, poderão contratar os estagiários ao final do respectivo estágio.

Outras normas referentes a admissão, demissão e modalidades de contratação

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - SALÁRIO DE SUBSTITUIÇÃO

Enquanto perdurar a substituição que não tenha caráter meramente eventual, o empregado substituto perceberá os salários do
substituído.

PARÁGRAFO ÚNICO - A substituição superior a 90 (noventa) dias, deixará de ser eventual, passando o substituto a ser
efetivado na função do substituído, exceto se este estiver sob amparo da Previdência Social.

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - COMPROVANTE DE PAGAMENTO

As empresas fornecerão comprovantes de pagamento de salário a seus empregados, com a discriminação das importâncias
pagas e descontos efetuados, contendo a identificação da empresa e o valor do recolhimento a ser efetuado na conta vinculada

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do FGTS.

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - PROMOÇÕES

A promoção e aumento salarial dela decorrente deverão ser anotadas na CTPS do empregado, não sendo compensável ou
dedutível.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA - ANOTAÇÕES DA FUNÇÃO NA CARTEIRA PROFISSIONAL

As empresas anotarão na Carteira de Trabalho e Previdência Social de seus empregados, suas corretas funções de acordo com
a Legislação e técnicas em vigor.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - PREENCHIMENTO DE VAGAS

As empresas darão preferência ao remanejamento interno de seus trabalhadores em atividades, para preenchimento de vagas
de níveis superiores. As empresas poderão utilizar o balcão de emprego do sindicato. As empresas, sempre que possível
darão preferência a readmissão dos ex-empregados.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - QUADRO FUNCIONAL

Recomenda-se às empresas que na medida do possível, mantenham em seu quadro funcional, empregados com idade superior
a 40 (quarenta) anos.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NO EXTERIOR

As empresas que prestam serviços fora do território nacional, especificarão diretamente com seus empregados, nos contratos
de trabalho ou em aditamento, as condições ajustadas, tais como remuneração, pagamento, despesas, visitas aos familiares,
forma e horário de trabalho.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - EXAMES LABORATORIAIS

O empregado será dispensado do trabalho, no caso de existir a necessidade de submeter-se a exames laboratoriais, quando
solicitado pelo médico da empresa, do Sindicato ou da Previdência Social, pelo tempo necessário a realização dos exames,
mediante a respectiva comprovação posterior.

Relações de Trabalho Condições de Trabalho, Normas de Pessoal e Estabilidades

Estabilidade Mãe

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

Garante-se a estabilidade provisória da empregada gestante até 150 (cento e cinqüenta) dias após o parto, assegurando-se-lhe
o direito de, em permanecendo no emprego, amamentar o seu filho, gozando de descanso de 30 (trinta) minutos em cada turno
de trabalho.

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PARÁGRAFO PRIMEIRO - A critério da empregada, o descanso a que alude o caput da cláusula poderá ser gozado
cumulativamente no início ou término da jornada diária.

PARÁGRAFO SEGUNDO - A comunicação do estado de gestante, deverá ser feita até 30 (trinta) dias após a rescisão.

PARÁGRAFO TERCEIRO - A garantia acima cessará no caso de rescisão de contrato de trabalho por mútuo acordo entre
empregado e empregador, com a assistência do Sindicato Profissional.

Estabilidade Serviço Militar

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - EMPREGADO COM IDADE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MILITAR

Os empregados selecionados para prestarem Serviço Militar Obrigatório terão estabilidade provisória desde a convocação até
30 dias após a dispensa pelos órgãos das Forças Armadas. As empresas que desejarem poderão reverter esta estabilidade
antes da incorporação pela liberação do FGTS, um salário a título de indenização além do aviso prévio. Não se aplica o
disposto nesta cláusula aos casos de rescisão de contrato de trabalho por justa causa, término de contrato por prazo
determinado ou experiência e pedido de demissão.

Estabilidade Aposentadoria

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - EMPREGADOS EM VIAS DE APOSENTADORIA

Aos empregados que comprovarem mediante documentação e manifestarem, por escrito e na vigência do seu contrato de
trabalho, a condição de estarem a um máximo de 12 (doze) meses da aquisição do direito a aposentadoria, e, que contem com
um mínimo de 5 (cinco) anos na atual empresa, ou, que estejam a 18 (dezoito) meses da aquisição do direito de aposentadoria,
e, contem com 10 (dez) anos de serviço na atual empresa, fica assegurado o emprego ou salário durante o período que falta
para aposentar-se. Completado o período necessário a obtenção de aposentadoria, normal ou especial, sem que o empregado
requeira, fica extinta esta garantia convencional.

Outras normas referentes a condições para o exercício do trabalho

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - REFEITÓRIO

As empresas com mais de 10 (dez) empregados fornecerão aos mesmos instalações adequadas para que façam suas refeições,
no recinto da empresa, ou pelo menos, fornecerão mesas, cadeiras, fogão e geladeira para que os empregados os utilizem para
as refeições.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA - TRANSPORTE

Na hipótese da empresa fornecer ou subsidiar transporte para o trabalho, o tempo gasto durante o trajeto entre a residência e o
local de trabalho e vice-versa, não será considerado para fins salariais ou quaisquer outros efeitos trabalhistas.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA - ÁGUA POTÁVEL

A água potável oferecida aos trabalhadores deverá ser submetida anualmente à análise bacteriológica. Os reservatórios e
caixas d'água deverão ser mantidos em condições de higiene e limpeza.

PARÁGRAFO ÚNICO - O resultado do exame anual deverá afixado no quadro de avisos da empresa. Recomenda-se que o
mesmo seja enviado ao Sindicato Profissional, o qual também poderá solicitá-lo uma vez ao ano.

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Fls.: 223

Outras normas de pessoal

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - SUBSÍDIO PARA MEDICAMENTOS

Recomenda-se às empresas, sempre que possível o seguinte:

a) Estabelecimento de convênios com farmácias e drogarias para aquisição de remédios pelos seus empregados.

b) Reembolso mediante o adiantamento para desconto em duas parcelas dos medicamentos adquiridos com receita médica,
cujo custo de aquisição ultrapasse de 20% do salário base do empregado.

c) Estabelecimento de convênio com farmácias e drogarias, para desconto em folho de pagamento do mês seguinte ao da
aquisição dos medicamentos, sempre que não for possível o parcelamento recomendado na letra "b".

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - MARCAÇÃO DO CARTÃO DE PONTO E INTERVALO PARA


REFEIÇÃO E DESCANSO

a) O intervalo para refeição e descanso, poderá ser reduzido para até 30 (trinta) minutos, para aquelas empresas que
mantenham local apropriado para refeições, desde que ajustado com o Sindicato representativo da categoria profissional;

b) As empresas poderão dispensar os empregados da marcação de ponto nos horários de início e término do intervalo de
refeição, desde que o horário de intervalo seja registrado no respectivo cartão ou folha de ponto.

c) As empresas que adotarem o sistema eletrônico de controle de jornada, ficarão dispensadas de disponibilizar meios para
a emissão do Comprovante de Registro de Ponto do Trabalhador, previsto no artigo. 11 da Portaria 1.510/2009, conforme
autorizado pela Portaria MTE nº 373/2011.
.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - PREENCHIMENTO DE FORMULÁRIO PARA PREVIDÊNCIA

As empresas deverão preencher a documentação exigida pelo INSS quando solicitado pelo empregado, a fornecê-la
obedecendo aos seguintes prazos máximos:

a) para fins de obtenção de Auxílio Doença: 5 (cinco) dias úteis;

b) para fins de aposentadoria: 10 (dez) dias úteis;

c) para fins de obtenção de aposentadoria especial: 15 (quinze) dias úteis.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - NECESSIDADES HIGIÊNICAS

a) Nas empresas que utilizam mão-de-obra feminina, as enfermarias ou caixas de


primeiros socorros deverão conter absorventes higiênicos para ocorrências
emergenciais.

b) As empresas proporcionarão, gratuitamente, produtos adequados a higiene pessoal de seus empregados, de acordo com as
condições específicas do trabalho realizado.

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Fls.: 224

Jornada de Trabalho Duração, Distribuição, Controle, Faltas

Prorrogação/Redução de Jornada

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - HORÁRIOS ESPECIAIS DE TRABALHO

As empresas poderão firmar acordos com os seus empregados em sua totalidade ou em setores específicos, relativamente a
horários especiais de trabalho, tendo em vista manter o processo de produção, evitando assim a interrupção nas áreas em que
por motivo de ordem técnica não seja possível a parada das máquinas e/ou equipamentos, desde que tais acordos sejam
aprovados por ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, conforme determina a legislação vigente.

Faltas

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - ABONO DE FALTAS AO ESTUDANTE

Será abonada a falta do empregado estudante no horário do exame escolar, inclusive exame vestibular ao curso superior
prestado pelo empregado estudante na base territorial de seu Sindicato, desde que em estabelecimento oficial, pré-avisado o
empregador e feita posterior comprovação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - AUSÊNCIAS LEGAIS

a) O empregado que contrair matrimônio terá direito a 3 (três) dias úteis consecutivos de gala, sem prejuízo de salário, pré-
avisada a empresa e mediante apresentação da competente certidão de casamento.

b) O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço por 1 (um) dia em caso de falecimento de sogro ou sogra, mediante
comprovação.

c) No caso de internação, devidamente comprovada, de cônjuge, coincidente com a jornada de trabalho, ou de filhos quando
houver impossibilidade de outro cônjuge ou companheiro (a) efetuá-la, a ausência do (a) empregado (a), naquele dia, será
integralmente abonada, sem prejuízo no salário, descanso semanal remunerado, férias e 13° salário.

d) No caso de ausência do empregado motivada pela necessidade de obtenção de documentos legais pessoais, mediante
posterior comprovação, a falta não será considerada para efeito de descanso semanal remunerado, férias e 13o. salário. Não se
aplicará este item (idem "d"), quando o documento puder ser obtido em dia não útil.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - EXAMES MÉDICOS

As empresas se obrigam a realizar exames médicos para os empregados, quando da admissão, periódicos e despedida.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Os resultados dos exames serão entregues ao empregado, quando por este ou seu médico forem
requeridos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Os critérios relativos ao serviço médico, local e outros aspectos aos exames, são de
responsabilidade da empresa.

PARÁGRAFO TERCEIRO - As empresas fabricantes ou recuperadoras de baterias que manipulam óxido de chumbo,
submeterão seus empregados a exames médicos específicos.

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Fls.: 225

Férias e Licenças

Duração e Concessão de Férias

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA - OPÇÃO PELO PERÍODO DE GOZO DAS FÉRIAS

O empregado poderá manifestar sua opção preferencial em relação ao período de gozo de férias individuais, quando da
elaboração, pela empresa, da respectiva escala. A empresa, na medida de suas possibilidades, programará as férias de seus
empregados, segundo essa opção preferencial, permanecendo, entretanto, com as prerrogativas contidas no art. 136, da CLT.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA - INÍCIO DAS FÉRIAS

O início das férias dos empregados, deverá se dar nas segundas-feiras, exceto se o feriado cair neste dia, quando o início se
dará no dia seguinte. Nas empresas que compensam a 2ª, 3ª e 4ª feiras, no carnaval, as férias poderão ter início na quinta-feira.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - No caso de férias coletivas os feriados não serão considerados para efeito da contagem dos dias
gozados, portanto, não incidindo sobre os dias referidos, o terço constitucional de férias.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de turnos diferenciados o início das férias se dará após a folga semanal ou o feriado que
suceder.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Quando do retorno das férias individuais, será garantido ao empregado emprego ou salário pelo
prazo de trinta dias.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA - FÉRIAS PROPORCIONAIS

Os empregados com menos de 12 (doze) meses de contrato de trabalho que rescindirem, por demissão espontânea, o pacto
laboral farão jus ao recebimento de férias proporcionais.

Saúde e Segurança do Trabalhador

Equipamentos de Segurança

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA - MEDIDAS DE PROTEÇÃO

a) No primeiro dia de trabalho do empregado, a empresa fará o treinamento com


equipamentos de proteção, dará conhecimento das áreas perigosas e/ou
insalubres e informará sobre os riscos dos eventuais agentes e/ou de seu
posto de trabalho.

b) O EPI deverá ser fornecido gratuitamente, mediante prescrição médica, visando a sua melhor adaptação ao empregado.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA - PREVENÇÃO DE ACIDENTES COM PRENSAS


MECÂNICAS

As prensas mecânicas deverão dispor de mecanismo de segurança que previnam a ocorrência de acidentes com os

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Fls.: 226

empregados que operam essas máquinas.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA - UNIFORMES, FERRAMENTAS E EPI S

a) As empresas fornecerão, gratuitamente, aos empregados uniformes, fardamentos, macacões e outras peças de vestimentas
bem como equipamentos individuais de proteção e segurança, quando exigidos na prestação de serviços:

b) O empregado se obrigará ao uso devido, à manutenção e limpeza adequada dos equipamentos e uniformes que receber e a
indenizar a empresa por extravio ou dano, desde que se comprove o caráter doloso.
Extinto ou rescindido o seu contrato de trabalho deverá o empregado devolver
os equipamentos e uniformes, que continuam de propriedade da empresa.

c) Quando do fornecimento do equipamento, as empresas instruirão seus empregados quanto ao uso adequado, manutenção e
cuidados necessários. Quando, do desempenho de suas funções, for exigido o uso de óculos de segurança será garantido,
gratuitamente, aos empregados com deficiência visual, óculos corretivos de segurança.

d) As empresas fornecerão, sem qualquer ônus ao empregado, as ferramentas e instrumentos de precisão, necessários e
utilizados no local de trabalho, para a prestação dos serviços respectivos.

e) As ferramentas ou instrumento de precisão serão reembolsadas pelo empregado na ocorrência da perda ou dano causado
pelo uso indevido, ressalvado o desgaste normal das ferramentas.

Insalubridade

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA - EMISSÃO DE LAUDO DE INSALUBRIDADE

A empresa entregará ao empregado, por ocasião de seu desligamento, quando por esta solicitado, uma cópia do Laudo de
Insalubridade existente, bem como preencherá o formulário para aposentadoria especial, para fins de comprovação junto ao
instituto previdenciário.

CIPA composição, eleição, atribuições, garantias aos cipeiros

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA - CIPA

A eleição da CIPA deverá ser precedida de ampla divulgação interna, sendo convocada com antecedência de 60 (sessenta)
dias, em relação a data da eleição, com cópia da convocação enviada ao sindicato profissional, estabelecendo prazo de até 10
(dez) dias antes do pleito para registro de candidatos, que no ato deverão receber comprovante de sua inscrição.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - A eleição será procedida sem a constituição e inscrição de chapas, realizando-se o pleito através
de votação em lista única contendo o nome de todos os candidatos. As empresas setorializarão, se for o caso, a inscrição e a
eleição dos candidatos.

PARÁGRAFO SEGUNDO - Todo o processo eleitoral e a respectiva apuração poderão ser coordenadas pelo vice-presidente
da CIPA em exercício, se este assim o quiser, em conjunto com o Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho da empresa,
caso em que, os membros coordenadores da eleição e apuração não poderão participar da eleição.

PARÁGRAFO TERCEIRO - Após a realização das eleições o seu resultado, com cópia da respectiva ata de posse, deverá ser
enviado ao sindicato profissional no prazo de 10 (dez) dias úteis.

PARÁGRAFO QUARTO - Os representantes dos empregados na CIPA, efetivos ou suplentes, não poderão sofrer despedida
arbitrária, entendendo-se como tal a que não se fundamentar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 82eda52 - Pág. 13
Número do documento: 15080415384781500000004730348
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 227

Aceitação de Atestados Médicos

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA - ATESTADOS MÉDICOS

As faltas ocorridas por motivo de doença poderão ser justificadas por atestados médicos fornecidos pela instituição
Previdenciária, bem como por atestados médicos ou odontológicos fornecidos por facultativo do Sindicato Profissional.

PARÁGRAFO ÚNICO - Tais atestados, que somente poderão ser concedidos até o prazo máximo de 15 (quinze) dias, não
serão questionados quanto a sua origem, se portarem o carimbo do respectivo Sindicato representativo da categoria
profissional e a assinatura do seu facultativo.

Profissionais de Saúde e Segurança

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA OITAVA - TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

É vedado aos Técnicos de Segurança do Trabalho, nas empresas abrangidas pela NR-4, o exercício de outras atividades nas
empresas durante o horário de sua atuação profissional no respectivo serviço.

Acompanhamento de Acidentado e/ou Portador de Doença Profissional

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA NONA - ATENDIMENTO EMERGENCIAL

As empresas que trabalhem no período noturno oferecerão condições de remoção, em caso de acidente do trabalho ou doença,
quando necessário o afastamento do empregado do local de trabalho.

Primeiros Socorros

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA - AUTOMAÇÃO

Aos funcionários que tiverem suas funções extintas ou modificadas por alterações tecnológicas dos meios ou processo de
produção e que permanecerem no quadro de Lotação, recomenda-se o treinamento adequado para aprendizagem a eventual
ocupação de novas funções.

Outras Normas de Prevenção de Acidentes e Doenças Profissionais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA - COMISSÃO TÉCNICA INTERSINDICAL

COMISSÃO TÉCNICA INTERSINDICAL PARA ESTUDOS DE ACIDENTES DO TRABALHO E DOENÇAS


PROFISSIONAIS - Em conformidade com o seu Regimento Interno em vigor, a comissão técnica a nível regional, dará
continuidade ao desenvolvimento de estudos na área de prevenção de acidentes de trabalho, e doenças profissionais.

Relações Sindicais

Acesso do Sindicato ao Local de Trabalho

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEGUNDA - COMUNICADOS DO SINDICATO

As empresas colocarão a disposição local apropriado e acessível aos trabalhadores para a fixação de comunicados oficiais de

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 228

interesse da categoria, os quais serão encaminhados ao setor competente da empresa.

Representante Sindical

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA TERCEIRA - ESTABILIDADE DE DIRIGENTE SINDICAL

As empresas garantirão estabilidade a DEZ (10) dirigentes sindicais profissionais, NA CATEGORIA, independente de
empresas e pessoas, até o final da gestão, sendo certo que o Sindicato dos Trabalhadores fornecerá ao SINDIMAQ a relação
nominal dos eleitos, imediatamente a sua posse.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUARTA - LIBERAÇÃO DE DIRIGENTES SINDICAIS

Os dirigentes sindicais eleitos e no máximo de um por empresa, pertencentes ao Sindicato Profissional convenente, serão
liberados por até 15 (quinze) dias, sucessivos ou alternados, no prazo de vigência desta Convenção, para que. sem prejuízo de
seus salários, nas empresas onde sejam empregados, possam comparecer a assembléias, congressos, cursos e outras
promoções sindicais ou de organismos oficiais, desde que haja a comunicação prévia, no mínimo de 5 (cinco) dias, com a
comprovação do efetivo comparecimento no evento.

Contribuições Sindicais

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUINTA - CONTRIBUIÇÃO PARA TREINAMENTO, REQUALIFICAÇÃO


PROFISSIONAL

As empresas abrangidas pela presente Convenção Coletiva de Trabalho, para fins de treinamento, requalificação
profissional, apoio à recolocação profissional e prática de ações sócio sindicais poderão, facultativamente e às
suas expensas, contribuir para o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, ou para a Federação dos
Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas do Paraná, com a quantia anual de R$ 300,00 (trezentos reais) por
empregado, conforme deliberado pelas assembleias das respectivas partes.

PARÁGRAFO PRIMEIRO: O pagamento acima citado será realizado em parcelas, da seguinte forma:

a) R$ 120,00 (cento e vinte reais) até 20 de maio de 2014;

b) R$ 100,00 (cem reais) até 20 de julho de 2014 ;

c) R$ 80,00 (oitenta reais) até 20 de setembro de 2014.

d) O pagamento dar-se-á sempre através de guias próprias que serão encaminhadas pela Entidade
Sindical Profissional.

PARÁGRAFO SEGUNDO: As empresas que optarem por não contribuir para o respectivo programa deverão,
até 15/04/2014, procurar a Entidade Sindical Profissional para implantar programa de sua iniciativa que substitua
o programa acima citado.

PARÁGRAFO TERCEIRO: As empresas que optarem por não contribuir para o programa da Entidade Sindical
Profissional, e não desenvolverem seu próprio programa, conforme citado nos parágrafos anteriores, ficam
sujeitas ao pagamento de multa no valor de 01 (hum) salário mínimo regional por empregado, multa esta que
será paga pela empresa até 30/04/2014 a cada empregado abrangido pelo presente instrumento.

PARÁGRAFO QUARTO: Excluem-se da aplicação desta cláusula os empregados que estiverem com seus
contratos de trabalho suspensos, seja a que título for.

PARÁGRAFO QUINTO: Para a data-base de 01.12.2014, o valor anual de R$ 300,00 (trezentos reais) por

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 229

empregado, e suas respectivas parcelas, será reajustado conforme o percentual de reajuste salarial, ou
seja, inflação acumulada dos últimos doze meses acrescida de 2,5%.

O pagamento referente a esta data-base será realizado em 3 parcelas, da seguinte forma:

a) 1ª parcela até 20 de maio de 2015;


b) 2ª parcela até 20 de julho de 2015;
c) 3ª parcela até 20 de setembro de 2015;
d) O pagamento dar-se-á sempre através de guias próprias que serão encaminhadas pela Entidade Sindical
Patronal.

PARÁGRAFO SEXTO: Quaisquer divergências, esclarecimentos ou dúvidas, deverão ser tratadas diretamente
com o Sindicato Profissional, que assume toda e qualquer responsabilidade em relação a esta cláusula.

Outras disposições sobre relação entre sindicato e empresa

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEXTA - MULTA POR ATRASO NO RECOLHIMENTO DE MENSALIDADES

A empresa deverá recolher a mensalidade do Sindicato, paga por seus empregados, até 10 (dez) dias após ter sido feito o
desconto, desde que o Sindicato Profissional forneça, mensalmente, até o dia 15 de cada mês a relação de seus associados.

PARÁGRAFO PRIMEIRO - Com o repasse, deverão as empresas remeter ao Sindicato Profissional a relação dos
Trabalhadores que sofreram o desconto, individualizando os respectivos valores.

PARÁGRAFO SEGUNDO - No caso de cobrança feita pelo próprio sindicato, a empresa terá 5 (cinco) dias após receber a
notificação de cobrança, para proceder o pagamento.

PARÁGRAFO TERCEIRO - No caso de descumprimento dos prazos acima estabelecidos, a empresa fica obrigada a recolher
a mensalidade corrigida com base no índice da TR., ou seu substituto até o dia do efetivo recolhimento.

Disposições Gerais

Aplicação do Instrumento Coletivo

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SÉTIMA - NÃO OCORRÊNCIA DE SUPERPOSIÇÃO DE VANTAGENS

A promulgação de legislação ordinária e/ou complementar, regulamentadora dos preceitos constitucionais, substituirá, onde
aplicável, direitos e deveres previstos nesta convenção, ressalvando-se sempre as condições mais favoráveis aos empregados,
vedada em qualquer hipótese a acumulação.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA OITAVA - APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO COLETIVO

Aplicam-se as categorias econômicas e profissionais representadas pelas Entidades Convenentes, compreendidas no 19º.
Grupo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Quadro Geral de Enquadramento Sindical, a que alude o
Artigo 577, da Consolidação das Leis do Trabalho, em suas respectivas bases territoriais, que abrange os Trabalhadores nas
Indústrias Metalúrgicas, de Máquinas, Mecânicas, de Material Elétrico, de Veículos Automotores, de Autopeças e de
Componentes e Partes para Veículos Automotores com abrangência territorial em: Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante
Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo
Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Piên,
Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Tunas
do Paraná.
Descumprimento do Instrumento Coletivo

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Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 230

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA NONA - PENALIDADE

Fica instituída multa penal, por infração as disposições clausuladas nesta Convenção, por empregado, no valor equivalente a
2% (dois por cento) do piso salarial, exclusivamente nas obrigações de fazer, a qual reverterá em favor do prejudicado.

CLÁUSULA SEPTAGÉSIMA - ATRASO NO RECOLHIMENTO DA PARTICIPAÇÃO SINDICAL NAS


NEGOCIAÇÕES COLETIVAS

A empresa que deixar de recolher à respectiva entidade sindical representativa da categoria profissional beneficiada, dentro do
prazo previsto nesta CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, incorrerá em multa no valor correspondente a 5% (cinco
por cento) do montante não recolhido, se paga nos primeiro 30 (trinta) dias subsequentes do vencimento, após esse prazo
incorrerá em multa de 2% (dois por cento), de inadimplência, do montante não recolhido, cumulativamente, por mês de
atraso.

Outras Disposições

CLÁUSULA SEPTAGÉSIMA PRIMEIRA - FORO

Fica eleito o foro da sede do Sindicato Profissional, para dirimir conflitos oriundos da presente Convenção Coletiva de
Trabalho.

CLÁUSULA SEPTAGÉSIMA SEGUNDA - CLÁUSULAS SUPRIMIDAS DA CONVENÇÃO COLETIVA DE


TRABALHO

Em atendimento ao contido na Súmula 277 do C. Tribunal Superior do Trabalho, os sindicatos signatários


da presente acordam que ficam excluídas deste instrumento normativo as seguintes cláusulas e
condições da convenção coletiva de trabalho anterior: "Abono Especial" (cláusula quinta) e "Compensação
da Jornada de Trabalho" (cláusula quadragésima sétima).

CARLOS ANTONIO PENA


Procurador
SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE MAQUINAS

SERGIO BUTKA
Presidente
SIND TRABS INDS METAL MEC MAT ELET DA GRANDE CURITIBA

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 82eda52 - Pág. 17
Número do documento: 15080415384781500000004730348
Data de Juntada: 04/08/2015 15:41
Fls.: 231

Destinatário: Mateus Augusto Zanlorensi

INTIMAÇÃO DE AUDIÊNCIA

Ficam a parte autora e seu procurador intimados para comparecer à AUDIÊNCIA UNArelativa
ao processo em referência, a realizar-se no dia 15/03/2016 às 14h30min, na sala de audiência da 05ª
VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS. O não comparecimento da parte autora
importará na extinção do processo sem resolução do mérito e no arquivamento dos autos, nos termos dos
artigos 844 da CLT e 267, I, do CPC, ficando responsável pelo pagamento das custas processuais.

Nessa audiência, as testemunhas (estas no máximo de três) deverão ser arroladas, devidamente
qualificadas (sendo imprescindível a informação do nº. de seus CPF's), até 30 (trinta) dias antes da
audiência, sob pena de virem a ser inquiridas apenas aquelas que se fizerem presentes, tudo nos termos do
art. 845 da CLT c/c art. 396 do CPC.

São José dos Pinhais: 26/01/2016.

pp Renata Domingues

Estagiária

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: MARCELO ROSSI


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16012616100403900000006190017
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 246b86a - Pág. 1
Número do documento: 16012616100403900000006190017
Data de Juntada: 26/01/2016 16:10
Fls.: 232

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO - 05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
RUA DAS NACOES UNIDAS, 1101, CIDADE JARDIM, SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PR - CEP: 83035-310

Processo: 0001064-47.2015.5.09.0130
Autor: IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR
Destinatário:KUHN - MONTANA INDUSTRIA DE MAQUINAS S/A
Francisco Dal Negro, 3400, SANTO ANTONIO, SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PR - CEP: 83025-320

NOTIFICAÇÃO DE AUDIÊNCIA: 15/03/2016 às 14h30min na Sala de Audiência 01-Títular da 05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS
PINHAIS

Fica o Réu (acima identificado como "Destinatário") CITADO do ajuizamento da reclamatória e de que deverá comparecer à AUDIÊNCIA UNA acima designada,
pessoalmente ou por meio de preposto que tenha conhecimento dos fatos e cujas declarações obrigarão o proponente (CLT, Art. 843), devendo apresentar resposta
(art. 847 da CLT) e todos os documentos de prova que julgar necessárias, em meio eletrônico oficial (http://pje.trt9.jus.br/primeirograu) ATÉ O HORÁRIO DE
ABERTURA DA AUDIÊNCIA, ficando expressamente advertido de que os documentos obrigatórios ao empregador necessários à solução do litígio, notadamente,
recibos de pagamento e registros de jornada, deverão ser apresentados sob as penas do art. 359 do CPC, sendo que as testemunhas, estas no máximo de 03 (três),
deverão ser arroladas, devidamente qualificadas (sendo imprescindível a informação do nº. de seus CPF's), até 30 (trinta) dias antes da audiência, sob pena de virem
a ser inquiridas apenas aquelas que se fizerem presentes, tudo nos termos do art. 845 da CLT c/c art. 396 do CPC. O não comparecimento à audiência importará
REVELIA e CONFISSÃO quanto à matéria de fato (CLT, Art. 844), INDEPENDENTEMENTE DO PROTOCOLO DA RESPOSTA. O processo tramitará
exclusivamente por meio eletrônico (Lei 11.419/2006 e Resolução CSJT nº 94/2012). Não se admitirá a apresentação de contestação ou documentos por meio físico
ou de dispositivos móveis (e.g. pendrives, CDs, DVDs ou cartões de memória). Todavia, em caso de dificuldade de acesso ao meio eletrônico oficial até o momento
da audiência, deverá a reclamada apresentar em audiência as cópias da resposta e dos documentos, as quais ficarão arquivadas na Secretaria para fins de conferência
pela parte autora, quando do protocolo eletrônico, que deverá ocorrer em 48 h, contadas da audiência. A não apresentação de defesa nesse prazo importará
REVELIA e CONFISSÃO quanto à matéria de fato (CLT, Art. 844). Fica a ré advertida, desde já, que somente serão admitidas petições com pedido de sigilo,
nos casos previstos em lei (art. 155, I, do CPC), sob pena de fixação de multa por ato atentatório a dignidade da justiça. A petição inicial está disponível para
visualização e impressão no sítio do TRT 9 na internet (http://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam), por meio do código
impresso na parte final deste documento. Caso o réu não disponha de equipamento com acesso a internet, deverá verificar o conteúdo da petição inicial no
equipamento disponível no átrio do Fórum Trabalhista de São José dos Pinhais, cujo endereço consta no cabeçalho desta notificação. OBS.: O navegador de
internet homologado para o PJe é o MOZILLA FIREFOX 3.x ou superior.

OBS.: É aconselhável a contratação de advogado, embora não seja obrigatória. Para orientação, consulte a Subseção da OAB em São José dos Pinhais, fone: (41)
3035-1800.

São José dos Pinhais, 26 de Janeiro de 2016.

pp Renata Domingues

Estagiária

NÃO UTILIZAR ESTE ESPAÇO

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 32ad853 - Pág. 1
Número do documento: 16012616100471300000006190018
Data de Juntada: 26/01/2016 16:10
Fls.: 233

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DA

MMª 05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PARANÁ

Numeração CNJ: 0001064-47.2015.5.09.0130

IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR, já qualificado nos autos de RECLAMAÇÃO TRABALHISTA


em epígrafe, em que é parte adversa KUHN MONTANA INDUSTRIA DE MAQUINAS S/A., vem, respeitosamente, à presença de
Vossa Excelência, apresentar rol de testemunhas, conforme determinado em fls.:

-JULIO CEZAR PEREIRA, portador do CPF nº 037.261.089-71, residente e domiciliado Rua Moacir Tomelin, nº
52, Bairro Santo Antonio - CEP 83.025-325 - São José dos Pinhais/PR.

-ALENCAR OLIVEIRA, portador do CPF nº 598.150.949-04, residente e domiciliado Av. Ulisses faria, 1407,
Bairro Centro - CEP 83900-000 - São Mateus do Sul/PR.

Ainda, o Autor informa que pretende ouvir outra testemunha, ou neste Juízo, comparecendo
independentemente de intimação, ou através de carta precatória.

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 41becf6 - Pág. 1
Número do documento: 16020414070115800000006323753
Data de Juntada: 04/02/2016 14:07
Fls.: 234

Termos em que,

Pede Deferimento.

Curitiba, 04 de fevereiro de 2016.

MATEUS AUGUSTO ZANLORENSI LUIZ GUILHERME MANFRÉ KNAUT

OAB/PR 42.469 OAB/PR


45.514

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 41becf6 - Pág. 2
Número do documento: 16020414070115800000006323753
Data de Juntada: 04/02/2016 14:07
Fls.: 235

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO


05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
Rua das Nações Unidas, 1101, Cidade Jardim
São José dos Pinhais - PR. CEP: 83035-310
Fone: (41) 3358-2755
e-mail: vdt05sjp@trt9.jus.br

Processo: 0001064-47.2015.5.09.0130 AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO (985)


Reclamante: IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR
Reclamada: KUHN - MONTANA INDUSTRIA DE MAQUINAS S/A

ATO ORDINATÓRIO

Certifico que, por determinação verbal do Juiz Titular desta Vara e, conforme o disposto na alínea "c" do
art. 53 do Provimento-Geral da E. Corregedoria, tendo em vista a apresentação de rol de testemunhas,
será tomada a seguinte providência:

- serão notificadas as testemunhas, desde que residentes na área de competência da Vara ou em comarca
contígua (art. 230 do CPC) e que tenham sido indicadas pelas partes em tempo hábil.

São José dos Pinhais, 5 de Fevereiro de 2016.

pp Renata Domingues

Estagiária

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: MARCELO ROSSI


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16020516094447900000006348142
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. bcbe7c0 - Pág. 1
Número do documento: 16020516094447900000006348142
Data de Juntada: 05/02/2016 16:09
Fls.: 236

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO - 05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
RUA DAS NACOES UNIDAS, 1101, CIDADE JARDIM, SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PR - CEP: 83035-310

Processo: 0001064-47.2015.5.09.0130
AUTOR: IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR
RÉU: KUHN - MONTANA INDUSTRIA DE MAQUINAS S/A

Destinatário/Testemunha: JULIO CEZAR PEREIRA


Rua Moacir Tomelin, 52, SANTO ANTONIO, SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PR - CEP: 83025-325

AUDIÊNCIA: 15/03/2016 14:30 na Sala de Audiência da 05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

INTIMAÇÃO DE TESTEMUNHA

Fica Vossa Senhoria intimada para comparecer à sala de audiências deste Juízo, no local, dia e hora supra mencionados, para prestar depoimento como testemunha
nos autos supracitados, devendo trazer a carteira de trabalho e a carteira de identidade. Deverá aguardar o chamado na sala de espera para ser ouvido, não podendo
ser dispensado senão pelo juiz ou por servidor autorizado.

O comparecimento é obrigatório conforme art. 825, parágrafo único, da CLT.

Em caso de ausência, será expedido mandado de condução coercitiva e aplicada multa de até UM SALÁRIO MÍNIMO, sem prejuízo de outras penalidades legais.

Fica ciente o empregador de que a testemunha não poderá sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço ocasionadas pelo seu comparecimento para depor,
conforme art. 822 da CLT.

São José dos Pinhais, 05 de Fevereiro de 2016.

pp Renata Domingues

Estagiária

NÃO UTILIZAR ESTE ESPAÇO

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 215e636 - Pág. 1
Número do documento: 16020516262447300000006348699
Data de Juntada: 05/02/2016 16:26
Fls.: 237

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO - 05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
RUA DAS NACOES UNIDAS, 1101, CIDADE JARDIM, SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PR - CEP: 83035-310

Processo: 0001064-47.2015.5.09.0130
AUTOR: IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR
RÉU: KUHN - MONTANA INDUSTRIA DE MAQUINAS S/A

Destinatário/Testemunha: ALENCAR DE OLIVEIRA


Av. Ulisses Faria, 1407, São Mateus do Sul, SÃO MATEUS DO SUL - PR - CEP: 83900-000

AUDIÊNCIA: 15/03/2016 às 14:30 na Sala de Audiência da 05ª VARA DO TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS

INTIMAÇÃO DE TESTEMUNHA

Fica Vossa Senhoria intimada para comparecer à sala de audiências deste Juízo, no local, dia e hora supra mencionados, para prestar depoimento como testemunha
nos autos supracitados, devendo trazer a carteira de trabalho e a carteira de identidade. Deverá aguardar o chamado na sala de espera para ser ouvido, não podendo
ser dispensado senão pelo juiz ou por servidor autorizado.

O comparecimento é obrigatório conforme art. 825, parágrafo único, da CLT.

Em caso de ausência, será expedido mandado de condução coercitiva e aplicada multa de até UM SALÁRIO MÍNIMO, sem prejuízo de outras penalidades legais.

Fica ciente o empregador de que a testemunha não poderá sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço ocasionadas pelo seu comparecimento para depor,
conforme art. 822 da CLT.

pp Renata Domingues

Estagiária

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. a30ed46 - Pág. 1
Número do documento: 16020516262515900000006348700
Data de Juntada: 05/02/2016 16:26
Fls.: 238

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 5e02a4e - Pág. 1
Número do documento: 16021815261133200000006496214
Data de Juntada: 18/02/2016 15:26
Fls.: 239

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. e158582 - Pág. 1
Número do documento: 16022514510163200000006625863
Data de Juntada: 25/02/2016 14:51
Fls.: 240

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. e158582 - Pág. 2
Número do documento: 16022514510163200000006625863
Data de Juntada: 25/02/2016 14:51
Fls.: 241

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 143aac1 - Pág. 1
Número do documento: 16030414474811800000006810333
Data de Juntada: 04/03/2016 14:47
Fls.: 242

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 143aac1 - Pág. 2
Número do documento: 16030414474811800000006810333
Data de Juntada: 04/03/2016 14:47
Fls.: 243

Petição e anexos, em pdf.

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https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16031512563963000000007022066
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 0ecad70 - Pág. 1
Número do documento: 16031512563963000000007022066
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 244
Ana Beatriz Ramalho de Oliveira Ribeiro Leila Gonçalves Gomes Coelho
Andrea Carla Alvarenga de Lima Luís Alberto Gonçalves Gomes Coelho
Bruno de Mello Brunetti Marília Gabriela Antunes de Castro
Diego Lenzi Reyes Romero Mauro Joselito Bordin
Giácomo Oliveira dos Santos Rafael Antônio Rebicki
Helio Gomes Coelho Junior Valéria dos Santos Estorillio
José Roberto Ramos de Almeida

Excelentíssimo Juiz da 5ª Vara do Trabalho de São José dos Pinhais.


Processo: 0001064-47.2015.5.09.0130 (RTOrd)

KUHN MONTANA INDÚSTRIA DE MÁQUINAS S.A. comparecem, por seu adv ogado, nos
autos supracitados, de ação trabalhista mov ida por Irlandino dos Santos Júnior, requerer o seguinte:

I. DO INSTRUMENTO DE MANDATO

A juntada aos autos do incluso instrumentos de mandato e atos constitutivos.

O adv ogado subscritor da presente declara, neste ato, que as cópias em questão correspondem ao original, em
conformidade com o disposto no artigo 830, da CLT, bem como, a regra do artigo 11, caput e §1º, da Lei nº
11419/2006, e artigos 7º e 25º, §1º, da Instrução Normativ a nº 30/2007, do C. TST.

II. DAS NOTIFICAÇÕES / INTIMAÇÕES / PUBLICAÇÕES

Que todas as notificações, intimações e publicações, de caráter não pessoal, dorav ante ex pedidas à reclamada,
sob as penas da Súmula nº 427/TST, tenham como destinatários únicos os adv ogados abaixo indicados, assim:

 Mauro Joselito Bordin – OAB/PR 15.755


 Diego Lenzi Reyes Romero – OAB/PR 40.504

Alameda Dr. Carlos de Carvalho, nº 555, 8º andar.


Centro - Curitiba – PR - CEP 80.430 – 180

Curitiba, em março, 15, 2016.

DIEGO LENZI REYES ROMERO


ADVOGADO - OAB/PR 40.504

Alam eda Doutor Carlos de Carvalho, nº 555 - 8º andar – Centro – Curitiba – Paraná - CEP 80430-180 - Tel. 41 3014-4040 - gcb.adv.br

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 938fad0 - Pág. 1
Número do documento: 16031512573860600000007022068
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 245

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 72ac94d - Pág. 1
Número do documento: 16031512575398400000007022072
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 246

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 72ac94d - Pág. 2
Número do documento: 16031512575398400000007022072
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 247

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 1
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 248

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 2
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 249

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 3
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 250

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 4
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 251

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 5
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 252

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 6
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Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 7
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
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Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 255

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 9
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 256

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 10
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 257

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 11
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 258

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 12
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 259

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 13
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 260

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 14
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 261

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 15
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 262

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 7a0080b - Pág. 16
Número do documento: 16031512581239400000007022085
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 263

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https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16031512583077500000007022091
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 1156de4 - Pág. 1
Número do documento: 16031512583077500000007022091
Data de Juntada: 15/03/2016 12:58
Fls.: 264

TERMO DE PETICIONAMENTO EM PDF

AUTUAÇÃO: [Mateus Augusto Zanlorensi, IRLANDINO DOS SANTOS JUNIOR] x [KUHN - MONTANA INDUSTRIA DE
MAQUINAS S/A, Diego Lenzi Reyes Romero]

PETICIONANTE: Diego Lenzi Reyes Romero

Nos termos do artigo 1º do Ato número 423/CSJT/GP/SG, de 12 de novembro de 2013, procedo à juntada, em anexo, de petição
em arquivo eletrônico, tipo “Portable Document Format” (.pdf), de qualidade padrão “PDF-A”, nos termos do artigo 1º, § 2º,
inciso II, da Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006, e em conformidade com o parágrafo único do artigo 1º. do Ato acima
mencionado, sendo que eventuais documentos que a instruem também serão anexados.

15 de Março de 2016

Diego Lenzi Reyes Romero

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: Diego Lenzi Reyes Romero


https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16031512591608800000007022110
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 75f97de - Pág. 1
Número do documento: 16031512591608800000007022110
Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 265
Ana Beatriz Ramalho de Oliveira Ribeiro Leila Gonçalves Gomes Coelho
Andréa Carla Alvarenga de Lima Leonardo Pamplona do Carmo
Diego Lenzi Reyes Romero Luís Alberto Gonçalves Gomes Coelho
Edson José Giocondo Júnior Ma rília Ga briela Antunes de Ca stro Romero
Elias Tisato Mauro Joselito Bordin
Giácomo Oliveira dos Santos Rafael Antonio Rebicki
Helio Gomes Coelho Junior Valéria dos Santos Estorillio
José Roberto Ramos de Almeida

Excelentíssimo Juiz da 5ª Vara do Trabalho de São José dos Pinhais.


Processo: 0001067-47.2015.5.09.0130 (RTOrd)

KUHN MONTANA INDÚSTRIA DE MÁQUINAS S.A. comparece, por seu advogado,


nos autos supracitados, de ação trabalhista proposta por Irlandino dos Santos Junior, oferecer sua
resposta, o que faz através da presente

CONTESTAÇÃO

com fulcro no artigo 847, da CLT, pelos fundamentos a seguir aduzidos:

I. DA PREJUDICIAL DE MÉRITO

Em prejudicial ao mérito, aduz a ora contestante que:

I.1. DA PRESCRIÇÃO QUINQUENAL

Argui a reclamada a prescrição inserta no art. 7°, XXIX, da CF/88, para que sejam declarados
fulminados quaisquer verbas, títulos e direitos postulados anteriormente ao quinquênio que antecede a
data do ajuizamento da presente ação, inclusive fundiário, a teor da Súmula nº 206, do C. TST,
tornando indisputáveis as demandas anteriores a 04.08.2010, consoante o entendimento inserto
na Súmula nº 308-I, do C. TST.

Alam eda Doutor Carlos de Carvalho, nº 555 - 8º andar – Centro – Curitiba – Paraná - CEP 80430-180 - Tel. 41 3014-4040 - gcb.adv.br

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https://pje.trt9.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16031512594990500000007022119
Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 3e88ec6 - Pág. 1
Número do documento: 16031512594990500000007022119
Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 266

II. NO MÉRITO

No mérito, aduz a reclamada o seguinte:

II.1. DO ESCORÇO DO PACTO LABORAL

O autor foi admitido pela ré em 01.07.2010, como vendedor.

A sua evolução funcional e salarial pode ser extraída dos anexos ficha de registro e demonstrativos de
pagamento.

Em 14.08.2014 ocorreu a resilição contratual, por iniciativa do empregador, sem justo motivo.

O último salário do autor foi de R$ 8.454,97 fixos por mês.

II.2. DA PROJEÇÃO DO AVISO PRÉVIO

Alega o que o seu aviso prévio indenizado deveria ser de 45 dias e não 42, como considerado pela
reclamada, pugnando por diferenças de reflexos em v erbas rescisórias.

Sem qualquer razão.

A Lei nº 12.506/11, que instituiu o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, em seu artigo 1º, §
único, é eloquente ao modular, para fins de dimensionamento do aviso prévio, a expressão “... por ano
de serviço...”.

Logo, o autor que contou com 4 anos, 1 mês e 14 dias de trabalho para a ré tem direito a um aviso
prévio de 42 dias, justamente conforme quitado na rescisão.

Somente teria direito a 45 dias, caso completasse, integralmente, 5 anos de serviço, o que,
efetivamente, não ocorreu.

A facilitar a visualização da conta, as reclamadas trazem a seguinte tabela, que evidencia o acerto no
pagamento:

Ano (s) de serviço Duração do aviso prévio


02 anos 36 dias
03 anos 39 dias
04 anos 42 dias
05 anos 45 dias

Alam eda Doutor Carlos de Carvalho, nº 555 - 8º andar – Centro – Curitiba – Paraná - CEP 80430-180 - Tel. 41 3014-4040 - gcb.adv.br

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 3e88ec6 - Pág. 2
Número do documento: 16031512594990500000007022119
Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 267

Assim, indevidas as diferenças postuladas, pela reclamada, sendo indevida também a anotação em
CTPS reclamada, na exata medida em que a ré efetivamente anotou a projeção do aviso prévio no
referido documento.

Pela rejeição do pleito de item “01” dos pedidos da inicial.

II.3. DOS SALÁRIOS IN NATURA


DO VEÍCULO, AUXÍLIO COMBUSTÍVEL E CELULAR
DA INTEGRAÇÃO E DIFERENÇAS

Pleiteia o reclamante a integração ao seu salário e a condenação da ré ao pagamento de reflexos, dos


valores referentes ao veículo e celular fornecido e os valores alegadamente quitados a título de
“auxílio-combustível”.

Sem qualquer razão.

Inicialmente, ressalta a ré que jamais quitou ao autor qualquer valor a título de “auxílio-combustível”.

Em verdade, em face da função exercida pelo autor durante a contratualidade, de vendedor externo,
este se deslocava constantemente em visitas a clientes, acompanhamento de feiras, dentre outras
atividades correlatas, com veículo fornecido pela ré a tanto e o combustível utilizado era integralmente
reembolsado pela ré, mediante a apresentação pelo autor do respectivo relatório de despesas e
comprovação destas.

Jamais houve pagamento de valor fixo ou afim, sendo este absolutamente variável, na exata medida
dos gastos do reclamante, consoante faz prova a farta documentação em anexo.

Assim, o valor reembolsado pela reclamada não se reveste de caráter salarial, na exata medida em que
se limitava única e exclusivamente a ressarcir o autor pelos gastos tidos a título de combustível, no seu
desempenho profissional, de caráter eminentemente indenizatório, consoante o contido no §2º, do
artigo 457, da CLT:

Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos


legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como
contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.

...

§ 2º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para
viagem que não excedam de 50% (cinquenta por cento) do salário percebido pelo
empregado.

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 3e88ec6 - Pág. 3
Número do documento: 16031512594990500000007022119
Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 268

A propósito, eis a jurisprudência do E. Nono Regional:

TRT-PR-03-12-2004 AJUDA DE CUSTO. VALOR PAGO


MENSALMENTE PARA COBRIR DESPESAS A TÍTULO DE
COMBUSTÍVEL - NÃO INTEGRAÇÃO. A ajuda de custo paga ao
empregado, visando cobrir despesas a título de combustível, resultantes
da utilização de veículo próprio, possui caráter eminentemente
indenizatório, não devendo, assim, integrar a remuneração. Com efeito,
desenvolvendo a Autora a função de "chefe administrativa", cujo
exercício tornava necessária a utilização de veículo, é justo considerar
que o pagamento de verba destinada a indenizar as despesas tidas com
o combustível visava facilitar a prestação dos serviços em face da
necessidade de viabilizar uma locomoção mais rápida. Frise-se que o
objetivo do empregador, ao efetuar tal pagamento, era de ressarcir os
gastos tidos com o uso do veículo para a execução dos trabalhos, e,
não, pela realização dos mesmos. Recurso Adesivo da Reclamante a que
se nega provimento.
TRT-PR-20268-2001-003-09-00-7-ACO-28266-2004. Relator: UBIRAJARA CARLOS MENDES.
Publicado no DJPR em 03-12-2004

VALE-COMBUSTÍVEL - PARCELA PAGA PARA A EXECUÇÃO DAS


ATIVIDADES POR PARTE DO TRABALHADOR - INTEGRAÇÃO
SALARIAL INDEVIDA - O Reclamante não fazia uso de veículo próprio
para se dirigir aos clientes da Reclamada. Comparecia diariamente à Ré,
o que o fazia através de transporte público coletivo, para daí, então,
pegar o automóvel desta, que permanecia em seu estabelecimento,
precisando, ainda, entregá-lo ao final do expediente. Assim, o Autor,
que exercia atividade externa, fazia uso de veículo de propriedade de
sua empregadora exclusivamente para atender aos clientes desta,
razão pela qual o vale-combustível que lhe era pago se
destinava, de forma exclusiva, a fazer frente a despesas
decorrentes do exercício de seu mister, ou seja, eram para o
trabalho, e não pelo trabalho, não possuindo, desse modo,
qualquer caráter contraprestativo. Não se cogita, por corolário,
de suposta natureza salarial da parcela. Recurso ordinário da
Reclamada a que se dá provimento, no particular.
(TRT-09ª R. - RO 1745-64.2012.5.09.0019 - Rel. Ubirajara Carlos Mendes - DJe 11.10.2013 - p.
378)

Ainda, quer quantos valores reembolsados a título de combustível, quer quanto ao uso do veículo, quer
quanto ao aparelho celular fornecidos pela ré e utilizados pelo autor durante o vínculo de emprego,
nega veementemente a reclamada que estes tenham sido entregues como contraprestação pelo

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Número do processo: RTOrd 0001064-47.2015.5.09.0130 ID. 3e88ec6 - Pág. 4
Número do documento: 16031512594990500000007022119
Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 269

trabalho, aduzindo que, como visto, referidos equipamentos somente foram fornecidos para
possibilitar o trabalho do autor, um vendedor externo e não para a sua utilização particular, ou
seja, para o trabalho e não pelo trabalho. Ou seja, o pagamento dos valores a título de ressarcimento
de combustível, bem assim a entrega do celular, não representava em um plus nos ganhos do autor.

O inciso IV, do §2º, do artigo 458, da CLT, afasta por completo o pedido obreiro:

Art. 458 - Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os


efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in natura" que
a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer habitualmente ao
empregado. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou
drogas nocivas.

...

§ 2º Não serão considerados como salário, para os efeitos previstos neste artigo, os
vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados
no local de trabalho, para a prestação dos respectivos serviços.

O entendimento ora exposto resta sedimentado na Justiça do Trabalho, consoante redação do item I,
da Súmula nº 367 do TST, que admite, inclusive, a possibilidade do veículo fornecido para possibilitar
o trabalho também ser utilizado para fins particulares, sem que se configure prestação “in natura”:

UTILIDADES "IN NATURA". HABITAÇÃO. ENERGIA ELÉTRICA. VEÍCULO. CIGARRO. NÃO


INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO.

I - A habitação, a energia elétrica e veículo fornecidos pelo empregador ao empregado,


quando indispensáveis para a realização do trabalho, não têm natureza salarial, ainda
que, no caso de veículo, seja ele utilizado pelo empregado também em atividades
particulares.

O entendimento em tela, também deve ser estendido ao celular, instrumento absolutamente


indispensável à realização do mister do autor, mormente diante da natureza externa das atividades.

Destarte, cabem ser rejeitados os pedidos de itens “02”, “03” e “04” da inicial.

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Número do documento: 16031512594990500000007022119
Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 270

II.4. DAS DIFERENÇAS SALARIAIS


DAS COMISSÕES

Alega o reclamante que, quando da contratação, lhe foi prometida remuneração mensal de R$
6.000,00, o que somente teria se concretizado em 01.11.2011, além de que lhe foi prometido, pelo Sr.
Carlos Magno (gerente da ré), que receberia comissões de 2% sobre as vendas que realizasse,
promessa essa não honrada.

Daí que, pugna por diferenças salariais entre a contratação e 31.10.2011, bem como o pagamento de
comissões no importe de R$ 315.107,67.

Totalmente improcedente tal pretensão.

Em direção totalmente oposta àquela indicada na peça inaugural, em verdade, o autor foi sim
contratado para receber salário fixo no importe de R$ 2.453,33, com registro em CTPS, ou seja, com o
recebimento de todas as vantagens e direitos assegurados na CLT.

No que tange aos e-mails mencionados pelo reclamante e juntados sob os IDs 44f29f1, d24ace6 e
d0ed9bf restam impugnados, na exata medida em que não tem o condão pretendido pelo autor, pois a
ventilada proposta/oferta feita pela empresa Agres, é totalmente distinta, não servindo como sequer
como parâmetro, pois oferecia o cargo de Gerente Comercial, na condição de sócio, com recebimento
de pró-labore, assim:

Mais ainda, através de singela leitura de referida proposta, verifica-se também o extenso rol de
atribuições que seriam atribuídas ao autor, senão v ejamos:

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 271

Daí que, os e-mails trocados entre o autor e o Sr. Carlos Magno da ré, trataram-se sim de negociações
preliminares que, resultaram na contratação do autor nos exatos termos em que foi efetivada, ou seja,
mediante o salário fixo, com registro em CTPS, além da entrega dos instrumentos de trabalho veículo e
aparelho celular, com a possibilidade de acréscimos salariais consoante o desempenho da empresa,
situação esta que efetivamente veio a ocorrer.

Nega a ré que houve a promessa e o ajuste de valores diversos daqueles efetivamente pactuados e
pagos ao autor, bem assim do pagamento de comissões, restando expressamente impugnados os
montantes e porcentuais informados na exordial, eis que dissociados da realidade.

Mais, não soa minimamente razoável o autor ter trabalhado para a ré por mais de 4 (quatro) anos sem
receber qualquer valor a título de comissões e, somente ao final do pacto, pretender transmudar tal
quadro. Ainda, mesmo que se admita que o autor tivesse a proposta da empresa “Agres”, referida nos
e-mails juntados, soa muito estranho ter este aceitado a proposta de emprego da ora contestante para
receber valores consideravelmente inferiores.

Ainda, também causa espécie o autor ter permanecido longo período trabalhando para a ré, mesmo
contando com suposta proposta de trabalho em melhores condições.

Insta ressaltar que o autor não se trata de um simplório trabalhador do chão de fábrica, com pouca
cultura e baixo nível de conhecimento, o qual poderia ser facilmente ludibriado, mas sim de um
profissional bem instruído, com curso superior. Vale ressaltar, também, que ao final do pacto laboral o
autor percebia salário de padrão elevado e diferenciado para um vendedor – ou consoante
denominação adotada “Executivo de Vendas” – no importe de R$ 8.454,97, o que também contribui
para a conclusão de que, efetivamente, não houve promessa ou qualquer ajuste de pagamento de
comissões ao reclamante.

Mais, impugna-se, com absoluta veemência, os valores lançados pelo autor na petição inicial como
devidos, pois totalmente inverídicos e carentes de qualquer base documental ou fática que os embase.

Desta forma, restam impugnados os e-mails juntados pelo autor nos IDs f40be9e, 657214e, 0499a9a,
aos fins pretendidos pelo mesmo.

Ainda, em respeito ao princípio da eventualidade, por cautela extrema, mesmo que se admitisse a
suposta promessa de pagamento de comissões, ainda assim é indevido o pleito, na exata medida em
que, como visto, o pagamento da parcela em tela não é vinculado em lei, decorrendo de negociação e
ajuste específico entre empregado e empregador quando da contratação.

Assim, mesmo que eventualmente comprovada a suposta promessa, tal não pode vincular a reclamada
ao pagamento da verba, pois ausente ajuste específico quanto ao pagamento.

A propósito, eis a jurisprudência:

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 272

COMISSÕES - PAGAMENTO POR FORA - ÔNUS DO RECLAMANTE -


SIMPLES PROMESSA - Negado pela empregadora o pagamento de
comissões, uma vez que contratado o autor para receber salário fixo, e,
apesar de a alegação exordial de que houve a promessa, sem
identificação e antes da contratação, de pagamento de comissões ter
sido corroborada pela prova oral produzida, tanto não possui efeito
vinculatório à reclamada. Sentença a ser mantida pelos seus próprios
termos.
(TRT-01ª R. - RO 0011274-27.2013.5.01.0074 - 10ª T. - Rel. Celio Juacaba Cavalcante - DOERJ
13.08.2015)

Destarte, pugna a ré pela rejeição dos pedidos formulados nos itens “05” e “06” da inicial.

II.5. DAS HORAS EXTRAS


DOS INTERVALOS
DAS HORAS DE SOBREAVISO
DO ADICIONAL NOTURNO

Pleiteia o reclamante a condenação da ré ao pagamento de horas extras, inclusive intervalares, horas


de sobreaviso e adicional noturno, com reflexos.

Sem qualquer razão.

As horas extras e de sobreaviso pleiteadas pelo reclamante são totalmente indevidas, pois, este foi
contratado e laborou durante a integralidade do pacto laboral em jornada externa incompatível
com a fixação de horários de trabalho, muito menos controle patronal, enquadrando-se na hipótese
prevista no inciso I, do artigo 62, da CLT.

Por conseguinte, impugna-se com absoluta veemência a alegação de realização de jornadas


extraordinárias, inclusive por supostas violações a intervalos, bem como o pedido de horas de
sobreaviso.

A função exercida pelo autor, de vendedor– ou como posteriormente denominada: “Executivo de


Vendas” – era realizada integralmente em ambiente externo, basicamente em viagens de visitas a
clientes e atendimentos de feiras agropecuárias. Jamais incidiu sobre o autor qualquer tipo de controle
sobre a sua jornada.

O reclamante não realizava jornada interna, exceto em raras ocasiões anuais, em que eram realizadas
reuniões.

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Número do documento: 16031512594990500000007022119
Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 273

Assim, impossível à ré – mesmo que quisesse fazê-lo – o controle da frequência e horários de trabalho
praticados pelo autor, pois era o próprio autor que definia em que dias ou em que horários trabalharia,
bem como seus intervalos, pelo que estava enquadrado de forma plena na exceção prevista no inciso I,
do artigo 62, da CLT.

Bem a propósito:

HORAS EXTRAS. ATIVIDADE EXTERNA - IMPOSSIBILIDADE DE


CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DA JORNADA - ART. 62, I, DA CLT.
ENQUADRAMENTO - A configuração do exercício de atividade externa
incompatível com a fixação de horário de trabalho, nos termos do artigo
62, inciso I, da CLT, surge da impossibilidade de o empregador fiscalizar
a jornada, diante da natureza dos serviços prestados. A exceção decorre
da efetiva incompatibilidade entre a atividade e o controle de horário, e
nãoda mera ausência de fiscalização por parte do empregador. O
trabalhador que goza de liberdade para definir seu itinerário e passa o
dia visitando diversos clientes e pontos de venda, muitos deles
localizados em outras cidades, exerce atividade incompatível com o
controle de jornada pela empresa. Meios alternativos de fiscalização de
horário, como relatórios semanais, preenchidos prévia e unilateralmente
pelo empregado, não são aptos a uma efetiva fiscalização da jornada
laboral. Recurso da ré a que se dá provimento, neste particular.
(TRT-09ª R. - RO 629-17.2012.5.09.0021 - Rel. Benedito Xavier da Silva - DJe 21.05.2013 - p. 136)

Frise-se que o reclamante iniciava e terminava a jornada onde bem entendesse, no horário que melhor
lhe conviesse, tendo total liberdade, inclusive, de realizar atividades ou resolver assuntos de cunho
pessoal entre uma visita ou outra a clientes.

Portanto, por imposição legal, indevidas as horas extras, inclusive intervalares, e de sobreaviso
restando prejudicados os reflexos.

Ainda, por cautela extrema, em respeito ao princípio da eventualidade, aduz a ré que obteve
conhecimento que o autor, em regra, não realizava labor além de 8 horas diárias ou 44 semanais, bem
como, também tem ciência de que este não laborava em todos os dias da semana, sendo certo que
não tinha nenhuma obrigação de comparecimento diário ou sequer semanal na sede da reclamada,
reiterando a ré que este tinha plena liberdade de iniciar e finalizar o dia de trabalho onde bem
entendesse. Restam especificamente impugnados os horários e frequências de labor indicados na
exordial, pois completamente dissociados da realidade.

Impugna a reclamada o documento de ID 96e8948, pois produzido unilateralmente pelo reclamante,


não reconhecendo a ré as datas, locais e horários nele indicados como de efetivo trabalho por parte do
autor.

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 274

Da mesma forma, impugna a reclamada os supostos horários e frequência de treinamentos, sendo


certo que estes ocorriam, sim, em uma ou duas oportunidades anuais, em dias de semana, em horário
comercial, não durando mais do que 4 ou 5 horas.

Vale frisar, ainda, que era impossível ao autor laborar em horário noturno, até pela própria natureza da
atividade de vendedor.

Ainda, o autor tinha plena liberdade de horários para realização de intervalos, sendo absolutamente
inverídica a alegação de não fruição integral dos previstos nos artigos 66, 67, 71, §4º, e 384 da CLT.

A alegação de labor em sábados e domingos também resta veementemente impugnada, por inverídica.
Também pela natureza da atividade prestada, o autor não laborava nestes dias.

Pela rejeição dos pedidos de itens “07” a “15” da inicial, inclusive quanto aos reflexos, pois acessórios.

Sucessivamente, ainda, também em respeito ao princípio da eventualidade, na remotíssima hipótese


de não enquadramento do autor na exceção do inciso I, do artigo 62, da CLT, a ré aduz em sua defesa
o que segue:

a. Do intervalo intrajornada:

Na hipótese de verificada eventual violação ao intervalo intrajornada mínimo de 1h aduz a ré que não
há que se falar em pagamento do período integral do mesmo, pena de enriquecimento ilícito do
obreiro e bis in idem, na exata medida em que há confissão por parte do autor da fruição de, no
mínimo, 30 minutos diários.

A propósito, cita-se entendimento proferido pelo E. TRT da 9ª Região, mesmo após a edição da
Súmula 437 do C. TST, a qual não tem efeito vinculante, e no entender da ora contestante revela
interpretação da norma totalmente deslocada da realidade, razoabilidade e proporcionalidade, violando
frontalmente o disposto no artigo 5º, incisos II e V, da Constituição Federal, assim:

INTERVALO INTRAJORNADA - CONCESSÃO PARCIAL - O§ 4º do


art. 71, da CLT, obriga o pagamento do tempo correspondente ao
intervalo não concedido, de modo que a concessão parcial do intervalo
limita esse pagamento ao tempo faltante. Não há justiça em igualar
a situação do empregado que usufrui parcialmente do intervalo
intrajornada à do empregado que, fazendo jus a esse descanso,
labora sem intervalo algum.
(TRT-09ª R. - RO 23-89.2012.5.09.0020 - Rel. Ney Fernando Olivé Malhadas - DJe 09.04.2013 - p.
132)

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 275

Pelo observar.

b. Dos intervalos dos artigos 66 e 67, da CLT:

Quanto aos intervalos dos artigos 66 e 67, da CLT, tem-se que, pelos próprios horários e frequência de
trabalho indicados pelo autor na inicial estes não restaram violados em qualquer hipótese.

Ainda, em respeito ao princípio da eventualidade, mesmo na remota hipótese de comprovada a não


fruição do descanso aludido no artigo 67, da CLT, ainda assim seriam indevidas horas extras, sob pena
da ocorrência de bis in idem.

A propósito do tema, eis a jurisprudência do E. Nono Regional:

HORAS EXTRAS - ART. 67 DA CLT - O art. 67 da CLT não trata de


intervalo propriamente dito, mas de repouso semanal de 24h, o
mesmo previsto no art. 1º da Lei nº 605/49. Tão somente a
supressão do repouso de 24h, em si, não induz condenação em
horas extras por aplicação analógica do art. 71, parágrafo 4º,
da CLT, pois, não concedida a folga compensatória, o tempo
respectivo será pago em dobro, nos termos da Lei nº 605/49,
que trata especificamente dessa situação, sob pena de "bis in
idem". Somente haverá condenação em horas extras se, laborando no
dia destinado ao repouso, o Obreiro extrapolar o limite semanal máximo
de trabalho ("in casu", 44h semanais, conforme art. 7º, XIII, da CF),
mas referida situação já se encontra albergada pelo r. comando
sentencial, que acatou a pretensão obreira e determinou o pagamento
de horas extras, assim compreendidas aquelas "excedentes da 8ª diária
ou 44ª semanal". Recurso ordinário do Reclamante a que se nega
provimento, no particular.
(TRT-09ª R. - RO 0002289-62.2013.5.09.0651 - Rel. Ubirajara Carlos Mendes - DJe 19.01.2016 - p.
569)

Pelo observar.

c. Do sobreaviso:

Nega a ré que o autor tenha permanecido à disposição, restrito a escala de plantão, ou mesmo em

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 276

estado de sobreaviso depois de finalizada a sua jornada ou em finais de semana.

Inverídica a alegação de que o autor era o responsável pelo setor comercial da linha de GPS da ré,
bem como que atendia remotamente clientes e problemas que ocorressem após o seu expediente. Ora
bem, ainda que os clientes efetuassem eventualíssimas ligações diretamente ao celular utilizado pelo
autor, estes também tinham opção de entrar em contato com outro vendedor, gerente ou mesmo
diretamente no número fixo da ré não havendo obrigatoriedade do autor em atender imediatamente
qualquer ocorrência que lhe fosse demandada. Assim, certo que o reclamante podia usufruir do seu
tempo livre da forma que bem entendesse, não havendo qualquer restrição de locomoção ou liberdade
em razão de tal fato.

Cumpre aduzir, ainda, que as eventualíssimas chamadas de clientes direcionadas não demandavam
atendimento imediato, havendo ocasiões em que o atendimento poderia ser encaminhado pelo autor à
reclamada ou a outro empregado desta.

Assim, o simples fato do reclamante portar aparelho celular da empresa não leva à conclusão direta da
existência de sobreaviso.

Bem a propósito, eis a jurisprudência do E. Nono Regional:

TRT-PR-11-10-2013 SOBREAVISO. SÚMULA 428 DO C. TST.


APARELHO CELULAR FORNECIDO PELA EMPRESA. À luz do
entendimento consubstanciado na Súmula 428 do TST, o pagamento de
horas de sobreaviso pressupõe que o empregado permaneça
aguardando a qualquer momento chamados para o serviço, sofrendo
efetiva restrição à liberdade de locomoção. A utilização de celular
fornecido pela empresa, por si só, não caracteriza regime de
sobreaviso. Recurso do autor a que se nega provimento, no particular.
TRT-PR-15060-2009-010-09-00-1-ACO-40592-2013 - 7A. TURMA - Relator: BENEDITO XAVIER DA
SILVA - Publicado no DEJT em 11-10-2013 – destacamos.

Mais ainda, em situações semelhantes a presente, assim decidem os Tribunais:

C A RTÕES D E P O N TO - P RE S U N Ç Ã O RE LA TIV A D E V E RA C ID A D E - P RO V A E M
C O NTRÁRIO - E LIS ÃO - H ORAS E XTRAS - D EFERIMENTO - S obre os registros de horário
constantes dos cartões de ponto colacionados aos autos recai presunção apenas relativ a
de v eracidade. A ssim, restando demonstrado pelo reclamante, mediante prov a oral
robusta, que a jornada documentalmente registrada não se coaduna com a realidade
v iv enciada no contrato de trabalho, tem-se por inv álidos os assentos oficiais, restando
dev ido o pagamento pelo labor extraordinário prestado. REGIME DE
SOBREAVISO - CHAMADOS EVENTUAIS - SITUAÇÕES
EMERGENCIAIS - LIMITAÇÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO -
INEXISTÊNCIA - HORAS DE SOBREAVISO INDEVIDAS - O regime

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de sobreaviso se caracteriza pela obrigatoriedade de permanência do


empregado em determinada área geográfica, fora de sua jornada
normal de trabalho, o que significa limitação à sua liberdade de
locomoção e óbice ao exercício de suas atividades habituais em seu
horário de descanso. A simples ocorrência de chamados eventuais
ao local de trabalho, em situações de emergência, não
caracteriza, por si só, esse tipo de regime excepcional. Recurso
parcialmente provido.
(TRT-13ª R. - RO 72800-25.2011.5.13.0011 - Rel. Des. Ubiratan Moreira Delgado - DJe 25.01.2013
- p. 21) – destacamos

No caso em tela, portanto, não se amolda ao disposto no item II, da Súmula nº 428, do C. TST, mas
sim ao item I, do mesmo verbete sumular, que prevê:

SOBREAVISO. APLICAÇÃO ANALÓGICA DO ART. 244, § 2º DA CLT.

I - O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao


empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso.

Destarte, mesmo na hipótese não enquadramento do autor na exceção do inciso I, do artigo 62, da
CLT, cabe ser rejeitado o pleito de recebimento de horas de sobreaviso.

Por derradeiro, em respeito ao princípio da eventualidade, por cautela e argumento, impugna a ré a


frequência e número de horas de sobreaviso indicadas na inicial, pois dissociados da realidade e não
comprovados por quaisquer elementos de prova juntados aos autos.

d. Do intervalo do artigo 384, da CLT:

Quanto ao pedido de pagamento de extras pela não fruição do intervalo previsto no artigo 384, da
CLT, carece de razão o autor.

De plano, cumpre aduzir a ré que o artigo em questão não foi recepcionado pela Constituição
Federal de 1988, eis que fere diretamente o Princípio da Isonomia, consubstanciado no artigo 5º, I,
da Carta Magna.

Frise-se que o Acórdão proferido no Recurso Extraordinário (RE) 658.312, no STF, que determinou a
alteração do entendimento quanto à constitucionalidade do artigo em questão no TST e, por

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consequência, nos TRTs, foi anulado pela própria Corte Suprema.

Eis o extrato de ata do Acórdão proferido no referido processo, pelo Min. Dias Toffoli:

Assim, deve prevalecer o entendimento que o artigo em questão é inconstitucional por não
respeitar a garantia constitucional da isonomia e, portanto, deve ser afastado pedido.

Mais, inda que assim não fosse, tem-se que o reclamante é do gênero masculino, ou seja, o referido
intervalo não seria aplicável ao mesmo.

Por derradeiro, em respeito ao princípio da eventualidade, tem-se que a eventual não fruição do
intervalo do artigo 384/CLT não gera direito ao pagamento de horas extras, diante do previsto no
artigo 401 da CLT, segundo o qual se verifica tratar-se de infração administrativa, nada sendo
devido ao autor.

Nesse sentido:

TRT-PR-18-09-2009 INTERVALO ART. 384 DA CLT. INDEVIDO. De


leitura ao artigo 401 consolidado fica evidenciado que a
supressão do intervalo em comento confira tão-somente

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Fls.: 279

infração administrativa. Ademais, conforme destacado em sentença,


o artigo 384 da CLT restou revogado pela disposição do inciso I, artigo
5º, da Constituição Federal. Ressalta-se que a questão bio-social da
mulher é contemplada pelo princípio da isonomia quando em situações
peculiares à condição feminina, como no caso da licença maternidade,
tempo para amamentação, limites quanto a peso em trabalho contínuo
ou intermitente. No mais, iguais os direitos entre as partes, pois ausente
amparo científico que justifique tratamento diferenciado.
TRT-PR-22469-2007-014-09-00-8-ACO-30481-2009 - 4A. TURMA - Relator: MÁRCIA DOMINGUES -
Publicado no DJPR em 18-09-2009 – destacamos.

Pela rejeição do pleito formulado na letra na letra “a” dos pedidos da inicial.

e. Dos parâmetros de eventual condenação:

Em respeito ao princípio da eventualidade, em prol do argumento e por cautela extrema, na hipótese de


condenação ao pagamento de horas extras, invoca a ré, como matéria de defesa, o seguinte:

 Adoção do limite constitucional de 8h de trabalho diárias e 44h semanais, com aplicação


do divisor 220, em razão de inexistir ajuste diverso;

 Incidência do entendimento contido na OJ nº 394 da SDI-1 do TST.

II.6. DAS FÉRIAS

Alega o autor que a ré quitou extemporaneamente, em desacordo com o disposto no artigo 145, da
CLT, as suas férias anuais, pleiteando a condenação da ré no pagamento dos períodos em dobro.

Sem qualquer razão.

Diferentemente do que alega o autor, os anexos documentos referentes às férias comprovam


robustamente que os pagamentos referentes às férias foram feitos, todos, tempestivamente, consoante
prazo do artigo 145, da CLT.

Destarte, não há que se falar em qualquer irregularidade na concessão e pagamento das férias pela ré.

Pela rejeição do pleito de item “12” dos pedidos da exordial.

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 280

Por derradeiro, em respeito ao princípio da eventualidade, por cautela, aduz a ré que eventual
condenação deverá ser restrita a novo pagamento simples, caracterizando-se assim a dobra e não
novamente em dobro, pena de efetiva quitação em triplo, o que não é previsto no ordenamento jurídico
pátrio e gera o enriquecimento lícito do obreiro.

II.7. DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS

Postula o autor a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais e materiais.

Improsperáveis tais pretensões, pois:

A UMA,

Restam veementemente impugnadas todas as alegações trazidas nos itens 17 e 18 da causa de pedir
da inicial, por absolutamente inverossímeis.

Inverídica a alegação de que o autor tenha ficado “a pé” em viagem à localidade de Esteio/RS, em
razão do veículo da ré, que dirigia, ter sido apreendido pela Polícia Rodoviária Federal por ter sido
verificado um “bloqueio judicial”.

Em verdade, o veículo que dirigia foi efetivamente retido pela Polícia Federal em razão de débito de
licenciamento e não por “bloqueio judicial”, sendo que o reclamante, quando da ocorrência,
simplesmente providenciou a chegada ao seu destino através de taxi, cuja despesa foi reembolsada
pela ré através do respectivo relatório de reembolso e comprovante do gasto. Mais, tão logo foi
efetuado o pagamento do licenciamento atrasado, o autor voltou a poder usufruir do veículo fornecido
pela ré para o seu trabalho.

Não se trata, portanto, da ocorrência de qualquer ato ilícito perpetrado ré, muito menos houve
exposição do autor a situação “humilhante e constrangedora”, a qual resta impugnada.

Ainda, os fatos narrados pelo autor quanto à hospedagem fornecida em abril/2014, em feira na cidade
de Ribeirão Preto/SP são totalmente inverossímeis. O autor jamais ficou hospedado em uma chácara,
com mais 11 pessoas desconhecidas. A hospedagem do autor, em suas viagens, era autorizada e
realizada em hotéis de classe econômica, tendo este, inclusive, liberdade de escolha.

Mais, mesmo na hipótese de serem admitidos como verdadeiros os fatos narrados pelo autor, o que se
alega apenas pelo argumentar, tal situação também não seria geradora de dano indenizável, pois
ausente o cometimento de qualquer ato ilícito por parte da ré.

Nesta senda, há que se diferenciar os dissabores decorrentes do trabalho diário de eventuais situações
ocorridas neste com a ocorrência de dano moral.

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 281

Bem a propósito, eis a jurisprudência do E. Nono Regional:

DANO MORAL CARACTERIZAÇÃO CF, ARTIGO 5º, X PARA QUE SE


CARACTERIZE, EFETIVAMENTE, A DOR MORAL, CAPAZ DE GERAR
DIREITO A UMA EVENTUAL INDENIZAÇÃO, MISTER QUE A AGRESSÃO
AO PSICOLÓGICO DO OFENDIDO, FUJA À NORMALIDADE,
INTERFERINDO INTENSAMENTE NO SEU COMPORTAMENTO NORMAL,
CAUSANDO-LHE AFLIÇÕES, ANGÚSTIA E DESEQUILÍBRIO EM SEU BEM-
ESTAR - Dissabores, mágoas, irritações ou sensibilidade
exacerbada, são sentimentos que fazem parte da normalidade
do ser humano, no trabalho, na rua, entre os amigos e até no
ambiente familiar. Pondere-se que tais situações não são
penosas e persistentes, a ponto de se romper o equilíbrio
mental do indivíduo, impingindo-lhe dor psicológica suficiente a
ensejar ressarcimento por dano moral. Atente-se ao fato de que a
ocorrência de reuniões sem a presença da trabalhadora não autoriza, de
per si, indenização por danos morais, vez que, in casu, a prova
testemunhal deu conta de que havia a possibilidade de ocorrer a
ausência de qualquer empregado da instituição de ensino, inclusive de
seu diretor, e não somente da autora.
(TRT-09ª R. - RO 0000400-60.2013.5.09.0041 - Relª Rosemarie Diedrichs Pimpão - DJe 20.10.2015
- p. 283 - destacamos)

DANO MORAL INDENIZÁVEL - Dissabores, contratempos,


desentendimentos, irritações, discussões fazem parte do dia a dia das
pessoas, na família, no trânsito e não é diferente no ambiente de
trabalho. Porém, tais incômodos, disputas, fazem parte do "viver
em sociedade", do próprio crescimento e desenvolvimento
espiritual, sem que redundem em indenizações por danos
morais. Recurso do Reclamante a que se nega provimento.
(TRT-09ª R. - RO 0000523-02.2014.5.09.0016 - Rel. Paulo Ricardo Pozzolo - DJe 10.07.2015 - p.
178 - destacamos)

Mais, quanto à alegação de que os reembolsos de despesas eram feitos somente após 40 dias, esta
resta veementemente impugnada, na exata medida em que, tão logo fosse enviado o relatório de
despesas, com as devidas comprovações dos gastos, a reclamada efetuava o imediato reembolso
destas ao reclamante, conforme documentos anexos.

Assim, dependia do autor, que confeccionava os relatórios e juntava os comprovantes de despesas, a


periodicidade dos reembolsos.

Impugna a reclamada, ainda, que o autor tenha custeado multas, juros e encargos de cartões de

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 282

crédito em razão do suposto atraso no pagamento de despesas, restando impugnados os documentos


de IDs 80bfc26, de92a67, 6cb925c, aae64c9, 5be2ce2, c4e24c3, 6036c1b e f26906d, pois não
comprovam que o autor tenha suportado qualquer custo extra (juros, iof, iof adicional, encargos
contratuais, iof rotativo, multa, aval. emerg. crédito) por culpa da reclamada.

Aduz a ré, ainda, que não obrigava o autor a efetuar o pagamento de quaisquer despesas com cartões
de crédito, sendo tal decisão de única e exclusiva deliberação do autor.

Ademais, dos documentos acima citados, não se verifica qualquer pagamento extemporâneo ou parcial
das faturas, muito menos por culpa de atraso em reembolsos de despesas pela ré, o que reforça a
improcedência dos pleitos de recebimento de indenizações morais e materiais em razão das mesmas.

Desta feita, indevidas as indenizações por danos morais e materiais pleiteadas pelo reclamante.

Ainda, por cautela, aduz a ora contestante o que segue:

A DUAS,

Somente caracteriza o dever de indenizar, quando comprovados requisitos básicos para tanto, quais
sejam: ato ilícito praticado pelo agente, por dolo ou culpa; prejuízos à vítima; e comprovação do nexo
da causalidade.

Assim, a ré, no caso concreto, jamais cometeu qualquer ato ilícito ou praticou qualquer atitude que
atentasse contra a honra e a moral do autor.

Logo, tem-se que:

RECURSO ORDINÁRIO DO RECLAMANTE - INDENIZAÇÃO POR DANOS


MORAIS - Para que se configure o dever da empresa de ressarcir o dano
moral ocasionado ao trabalhador, devem estar presentes todos os
elementos configuradores da responsabilidade civil, quais sejam,
conduta humana culposa, dano psicológico e nexo de causalidade (art.
186, CC). Ausente qualquer desses requisitos essenciais, não há que se
falar em indenização por dano moral (art. 927, CC). No caso em tela não
existe qualquer indício de ato ilícito praticado pela Reclamada, o que
inviabiliza a condenação pretendida. Recurso ordinário de que se
conhece e a que se nega provimento.
(TRT-09ª R. - RO 0001796-49.2014.5.09.0005 - Rel. Sergio Guimarães Sampaio - DJe 29.01.2016 -
p. 171)

Destarte, o pleito em questão é totalmente descabido.

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 283

A TRÊS,

Não há nos autos prova de quais os eventuais danos e/ou prejuízos que sofreu o autor, os quais
autorizem uma reparação/indenização, sendo certo que este não sofreu qualquer ofensa por parte da
ré.

Ora bem, em verdade, emanam dos autos meras ilações do autor, de caráter exclusivamente
subjetivo, inexistindo qualquer elemento objetivo capaz de configurar o alegado dano moral.

Eis a jurisprudência:

DANO MORAL - REPARAÇÃO - A reparação por dano moral é


caracterizada por elementos objetivos e não por mera
consideração subjetiva da parte que se declara atingida. "In
casu", não houve comprovação de desrespeito à intimidade ou à vida
privada da autora, ou, ainda, abalo que denegrisse a sua imagem de
forma que culminasse em grave dano ao seu conceito social. Indevida
qualquer reparação.
(TRT-09ª R. - RO 0002097-12.2013.5.09.0011 - Rel. Sérgio Murilo Rodrigues Lemos - DJe
26.01.2016 - p. 180 - destacamos)

DANO MORAL. CONFIGURAÇÃO. O dano moral somente se configura


quando for demonstrada efetiva violação ao patrimônio moral do
empregado, gerado pelo ato patronal. Esta violação, entretanto, não
pode ser presumida, nem reconhecida com base em meras
alegações. O dano moral se caracteriza por elementos
objetivos, que devem ser demonstrados, não por meras
considerações subjetivas da parte que se declara atingida.
Destarte, não comprovada a ocorrência de dano moral, indevida a
indenização pretendida.
(TRT-PR-52438-2004-011-09-00-0-ACO-28074-2004, Relator: ARNOR LIMA NETO, Publicado no
DJPR em 03-12-2004, destacamos)

Assim, tem-se por improsperável a indenização buscada.

A QUATRO,

Por fim, ainda que entenda esse juízo ocorrente a hipótese de dano moral, jamais pode se olvidar que
o valor da reparação por danos morais deve ter como objetivo a atenuação do sofrimento da vítima
causado pelo ato ilícito, eventualmente oferecendo-lhe um certo “conforto espiritual”.

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A indenização não pode representar obtenção de vantagens econômicas, ou seja, a vítima não poderá
obter lucros de seu sofrimento.

Nesta mesma esteira a jurisprudência:

[...] DANO MORAL – FIXAÇÃO DO "QUANTUM" INDENIZATÓRIO –


CRITÉRIOS – RAZOABILIDADE E EQUIDADE – No ordenamento jurídico
pátrio não existe fórmula objetiva para estabelecer o valor da
indenização por lesão imaterial cabendo ao juiz fixar o "quantum" da
reparação da dor moral com razoabilidade e equidade, de acordo com
as circunstâncias do caso concreto e levando em consideração a
extensão do dano, o grau de culpa do ofensor, a capacidade econômica
das partes e o caráter compensatório da indenização para a vítima e
pedagógico para o agressor sendo o respectivo valor suficiente para
desencorajar este a reincidência e não acarretar enriquecimento sem
causa.
(TRT 14ª R. – RO 00816.2008.002.14.00-5 – Rel. Juiz Fed. Conv. Shikou Sadahiro – DE
26.02.2009). – sem sublinhado no original.

Assim, para a hipótese de se reputar devida alguma indenização a título de dano moral ou assédio
moral, diante da ausência de parâmetros objetivos no direito positivo e de molde a respeitar as normas
previstas na Constituição Federal, no artigo 5o, inciso V, que assegura a proporcionalidade da
resposta ao agravo sofrido, bem como no artigo 944, do Código Civil, que assegura a
razoabilidade na fixação do quantum, pois dispõe que a indenização deve ser medida pela exata
extensão do dano, cabendo tais parâmetros serem observados.

A propósito:

TRT-PR-03-06-2008 DANO MORAL - VALOR DA INDENIZAÇÃO - O valor


da indenização por dano moral deve proporcionar um lenitivo para
suplantar a dor interna sofrida atendendo-se ao princípio da satisfação
compensatória e ter caráter pedagógico que desestimule a prática de
ulterior ato lesivo. Leva-se em conta, ainda, o grau de culpa na prática
do ato ilícito, a extensão do dano, as condições econômico-sociais das
partes envolvidas e as circunstâncias do caso concreto, sem acarretar o
outro extremo do enriquecimento indevido.
TRT-PR-01459-2001-670-09-00-0-ACO-18259-2008 - 3A. TURMA- Relator: PAULO RICARDO
POZZOLO - Publicado no DJPR em 03-06-2008.

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Logo, em remotíssima hipótese de condenação, deve o montante respectivo adequar-se a um destes


critérios, pena de enriquecimento sem causa da parte contrária, restando impugnado o excessivo valor
pleiteado (R$ 30.000,00), por abusivo.

Pela rejeição dos pleitos formulados nos itens “17” e “18” da inicial.

II.8. DA INDENIZAÇÃO POR DANO EXISTENCIAL

Pugna o reclamante a condenação da ré ao pagamento de indenização por dano existencial.

Sem qualquer razão.

Ora bem, o pleito em questão deriva de verdadeiro modismo criado perante esta Justiça Especializada,
através do qual a grande maioria das reclamatórias trabalhistas contém, invariavelmente, pedidos
indenizatórios dos mais variados, inclusive sob a presente denominação, de “dano existencial”, o que
acaba por caracterizar a banalização do instituto.

Dito isso, aduz a reclamada serem totalmente inverídicas as alegações de volume excessivo de
trabalho, imposição de realização de jornadas extraordinárias exacerbadas, impossibilidade de
realização de atividades particulares ou desenvolvimento de projetos de vida profissional, social e
pessoal.

Da mesma forma, resta rechaçada a alegação de que, em razão do ora exposto, teria o autor adquirido
problemas psicológicos, pois não há nenhum elemento nos autos que comprove tal afirmação.

As alegações em questão, totalmente genéricas e infundadas, em verdade são lançadas pelo


reclamante em mera tentativa de enriquecer ilicitamente.

Mais:

A UMA,

Somente caracteriza eventual dano existencial, na hipótese de efetiva comprovação de que a forma
com que executado o labor causou alguma frustração, abalo, etc. ao empregado.

O seguinte julgado corrobora o retro aduzido, a saber:

DANOS EXISTENCIAIS - DESCUMPRIMENTO DE NORMAS


TRABALHISTAS - Não é a mera inobservância de um direito que gera o
dever de reparação por danos morais, gênero do qual é espécie o dano
existencial, para estes havendo a possibilidade de reparação material.
Nessa senda, para que não se crie uma verdadeira indústria de

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reparações pelas frustrações de sonhos e projetos futuros corrompidos


pelo descumprimento de direitos trabalhistas reparáveis materialmente,
é que se torna imprescindível a demonstração de sério e indubitável
abalo moral/dano aos valores mais íntimos da pessoa, mesmo que seja
a frustração de um sonho ou projeto, que, igualmente, deve ser
robustamente provada. Inexistente a prova, indevida a reparação
postulada.
(TRT-18ª R. - RO 493-55.2013.5.18.0111 - 1ª T. - Rel. Eugênio José Cesário Rosa - DJe 28.11.2013
- p. 102)

DANO EXISTENCIAL - SIMPLES ALEGAÇÃO - NÃO COMPROVAÇÃO - O


dano existencial, assim como o dano moral, exige prova das alegações,
pois a responsabilidade civil subjetiva adequada a ensejar a reparação
requer a presença de três elementos, a saber: o dano, o nexo de
causalidade e a culpa empresarial, o que não se verifica na hipótese dos
autos, pois, o autor sequer mencionou os efetivos prejuízos à sua
existência, e não apontou quais projetos de vida teria sido privado de
realizar. De resto, a mera alegação de sofrimento de dano existencial
sem a demonstração da efetiva repercussão na vida pessoal do autor
não é capaz de gerar o direito à indenização pretendido. Recurso ao
qual se nega provimento.
(TRT-02ª R. - Proc. 0000569-33.2014.5.02.0065 - (20140986337) - Rel. Sergio Roberto Rodrigues -
DJe 11.11.2014 )

Destarte, somente por este argumento, resta indevida qualquer condenação da ré.

A DUAS,

Emanam dos autos meras ilações do autor, de caráter exclusivamente subjetivo, inexistindo
qualquer elemento objetivo capaz de configurar o alegado dano existencial.

Ora bem, como visto, o autor laborava em jornada eminentemente externa, tendo absoluta liberdade de
horários em relação à realização da atividade laboral, bem como para realização de atividades
particulares, não havendo que se cogitar em alienação do trabalhador de sua família, tendo este tempo
abundante à realização de todas as atividades por ele pretendidas.

Mais, em respeito ao princípio da eventualidade, mesmo que se admitisse o labor em sobrejornada, o


que se cogita apenas pelo argumentar, tal fato não seria suficiente a configurar-se o dano existencial.

Bem a propósito:

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DANO EXISTENCIAL - LABOR EM HORAS EXTRAS - AUSÊNCIA DOS


REQUISITOS - INDENIZAÇÃO INDEVIDA - "Indenização. Danos
existenciais. Labor em horas extras. Não caracterização. O dano
existencial é espécie de dano imaterial, que, como o próprio nome
sugere, refere-se ao impacto gerado pelo ato ou omissão que provoca
um vazio existencial no indivíduo pela perda do sentido da vida. Nessa
espécie de dano, sua existência não se apresenta como dano in re ipsa,
devendo haver comprovação do dano alegado. Ademais, o não
cumprimento da legislação trabalhista decorrente da prestação de
jornada extraordinária enseja tão somente o pagamento da verba, não
repercutindo em ofensa à honra, à imagem ou à sua dignidade
profissional asseguradas pelos incisos V e X do art. 5º da Constituição
Federal, capaz de justificar a condenação do empregador ao pagamento
da indenização por dano existencial. Recurso não provido."
(TRT-24ª R. - RO 575-88.2012.5.24.0003 - Rel. Des. Ricardo G. M. Zandona - DJe 27.11.2012 - p.
22)

INDENIZAÇÃO POR DANO EXISTENCIAL - PRESTAÇÃO DE HORAS


EXTRAS - A realização de extensa jornada pelo empregado não
configura, por si só, o dano existencial, o qual depende de prova. Caso
em que o reclamante não se desonerou do ônus que lhe competia de
demonstrar suas alegações no sentido de que o fato de ter laborado em
jornada extraordinária tenha ofendido sua dignidade, ou que tenha
ensejado prejuízo para as suas relações interpessoais.
(TRT-04ª R. - RO 0000777-57.2011.5.04.0003 - 5ª T. - Relª Desª Rejane Souza Pedra - DJe
04.10.2013)

RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA - INDENIZAÇÃO POR JORNADA


EXCESSIVA - DANO EXISTENCIAL - A exigência de realização de horas
extras habituais, por si só, não constitui ato ilícito passível de ser
indenizado pelo empregador, ensejando, apenas, o dever de adimpli-las.
Recurso ordinário provido no aspecto.
(TRT-04ª R. - RO 0000293-39.2010.5.04.0371 - 8ª T. - Relª Juíza Conv. Angela Rosi Almeida
Chapper - DJe 04.09.2013)

Assim, tem-se por improsperável a indenização buscada, também em face de referido argumento.

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A TRÊS,

A pretensão obreira deverá ser prontamente repelida na medida, em que, consoante argumentos já
aduzidos, a ora contestante não cometeu nenhum ato que seja passível de indenização por dano
moral.

Ora bem, cabe ao Judiciário Trabalhista ceifar esta prática, pena de banalização total do instituto.

Nesta direção o Egrégio Nono Regional já proclamou que:

TRT-PR-05-11-2004 DANO MORAL – INDENIZAÇÃO INDEVIDA – PENA


DE BANALIZAÇÃO - Não obstante o texto constitucional assegurar a
reparação pelo dano moral (art. 5º, incisos V e X, da CF-88), não
havendo prova de que o suposto ato ilícito perpetrado pelo empregador
fora grave ao ponto de repercutir na vida pessoal e privada, na honra ou
mesmo na imagem do trabalhador, que pudesse ensejar a pretendida
indenização, para a qual se exige a presença concomitante do ato
ilícito, do dano, do nexo causal e da culpa do réu, não se cogita
de tal pagamento, sob pena de banalização do dano moral, uma
vez que a obrigação civil funda-se no princípio geral de direito
segundo o qual quem causa dano a outrem tem o dever de
repará-lo (186 e 927, do novo Código Civil).
TRT-PR-04019-2002-019-09-00-0-ACO-25194-2004, Relatora: ROSEMARIE DIEDRICHS PIMPAO,
Publicado no DJPR em 05-11-2004, destacamos)

Mais um motivo à improcedência do pedido.

A QUATRO,

Ainda que entenda esse juízo ocorrente a hipótese de dano, reitera a ré que jamais pode se olvidar que
o valor da reparação deve ter como objetivo a atenuação do sofrimento da vítima causado pelo ato
ilícito, bem como que a indenização não pode representar obtenção de vantagens econômicas, ou seja,
a vítima não poderá obter lucros de seu sofrimento.

Assim, para a hipótese de se reputar devida alguma indenização, diante da ausência de parâmetros
objetivos no direito positivo e de molde a respeitar as normas previstas na Constituição Federal, no
artigo 5o, inciso V, que assegura a proporcionalidade da resposta ao agravo sofrido, bem como
no artigo 944, do Código Civil, que assegura a razoabilidade na fixação do quantum, pois dispõe
que a indenização deve ser medida pela exata extensão do dano, cabendo tais parâmetros serem
observados.

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Logo, vez nova, na remotíssima hipótese de condenação, deve o montante respectivo adequar-se a um
destes critérios, pena de enriquecimento sem causa da parte contrária, restando impugnado o
excessivo valor pleiteado (R$ 30.000,00), por abusivo.

Pelo não acolhimento do pleiteado no item “19” da peça preambular.

II.9. DAS MULTAS CONVENCIONAIS

Pretende o reclamante a condenação da ré ao pagamento de multas convencionais.

Sem qualquer razão.

De plano, tem-se que somente é devida a sanção prev ista nas cláusulas 70ª/69ª das CCTs na hipótese
de violação das cláusulas que prevejam obrigação de fazer, senão vejamos a redação destas:

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA NONA - PENALIDADE

Fica instituída multa penal, por infração as disposições clausuladas nesta Convenção,
por empregado, no valor equivalente a 2% (dois por cento) do piso salarial,
exclusivam ente nas obrigações de fazer, a qual reverterá em favor do prejudicado.

Assim, já de início, não tendo o autor alegado nenhum descumprimento de obrigação de fazer, não há
que se falar em aplicação da(s) sanção(ões) em tela.

Mais, por cautela e argumento, aduz a ré que, ao inverso do alegado em peça preambular, não
restaram violadas as regras contidas nas CCT's da categoria profissional do autor, logo, inaplicáveis as
multas ora pretendidas.

Conforme declinado nos tópicos específicos da presente peça contestatória, todas as regras
convencionais foram corretamente observadas durante o contrato de trabalho.

Pelo não acolhimento do pleiteado no item “24” dos pedidos da peça vestibular.

II.10. DA MULTA DO ARTIGO 467, DA CLT

Indevida a pleiteada multa do artigo 467, da CLT, no caso em tela, eis que presente profunda
controvérsia em relação a todos os pleitos formulados em peça inicial.

Consoante se denota da presente peça contestatória e da documentação ora colacionada aos autos,
inexistem verbas rescisórias incontroversas a serem quitadas ao autor, pelo que não há que se falar na

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Fls.: 290

incidência da sanção em tela.

Pela rejeição do pedido de item “23” da inicial.

II.11. DA MULTA DO ARTIGO 477, DA CLT

Por alegar que as verbas rescisórias não contemplaram a totalidade dos valores salariais devidos, o
autor pugna pela condenação da ré ao pagamento da multa do art. 477, da CLT.

Sem razão.

De plano, aduz a ré que as verbas rescisórias foram quitadas ao autor no prazo legal, conforme se
verifica do anexo comprovante de transferência bancária, datado de 22.08.2014, ou seja, 8 (oito) dias
após a rescisão do seu contrato de trabalho.

Mais, cumpre à ré aduzir que, mesmo que verificadas diferenças em prol do autor, o que se admite
apenas pelo argumentar, estas não têm o condão de assegurar a incidência da sanção em tela.

Ora, a multa do artigo em questão se refere única e exclusivamente ao não pagamento das verbas
rescisórias no prazo previsto, não fazendo ressalvas quanto ao valor ou eventuais diferenças
reconhecidas em Juízo.

Neste ínterim, eis a jurisprudência:

ARTIGO 477 DA CLT - MULTA - DIFERENÇAS JUDICIAIS - O artigo 477


da Consolidação das Leis do Trabalho dispõe sobre o pagamento de
multa por atraso no pagamento de verbas rescisórias, e não por
pagamento insuficiente. Portanto, quando as diferenças pleiteadas
derivarem de matéria controvertida nos autos, não há que se falar em
pagamento da multa prevista no mencionado dispositivo legal. Assim, a
multa do parágrafo 8º do artigo 477 da CLT somente incide na
hipótese do empregador deliberadamente não pagar ao
empregado as verbas rescisórias, e não é devida quando há
posterior reconhecimento judicial de diferenças. Quitadas as
verbas rescisórias entendidas como devidas pelo empregador dentro do
prazo estipulado no § 6º, do art. 477 da CLT, inaplicável a multa
prevista no § 8º do artigo já referido.
(TRT-09ª R. - RO 8209/2009-029-09-00.0 - 4ª T. - Relª Sueli Gil El-rafihi - DJe 23.06.2011 - p. 272)
– destacamos.

MULTA DO PARÁGRAFO 8º DO ARTIGO 477 DA CONSOLIDAÇÃO DAS


LEIS DO TRABALHO (CLT) - DIFERENÇAS DAS PARCELAS RESCISÓRIAS

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Data de Juntada: 15/03/2016 13:00
Fls.: 291

RECONHECIDAS JUDICIALMENTE - INDEVIDA - É incabível a


aplicação da multa prevista no parágrafo 8º do artigo 477 da
CLT pela não-quitação integral dos haveres rescisórios, quando
as diferenças são objeto de discussão judicial. Ao fixar prazos
máximos para pagamento, o parágrafo 6º do mesmo artigo visou coibir
atrasos na satisfação de verbas incontroversas decorrentes de rescisão
contratual, de modo que, se o direito foi reconhecido em juízo, não ficou
configurada a mora patronal. Recurso ordinário do reclamante
conhecido e desprovido.
(TRT-09ª R. - RO 2449/2009-022-09-00.7 - 3ª T. - Rel. Altino Pedrozo dos Santos - DJe 17.05.2011
- p. 140) – destacamos.

Destarte, cabe ser rejeitado o pedido de item “22” da inicial.

II.12. DAS DIFERENÇAS REFLEXAS


DAS RESCISÓRIAS E DO FGTS

As diferenças decorrentes dos reflexos das verbas principais, em DSR e feriados, férias com 1/3, 13º
salários, aviso prévio e FGTS com multa de 40% , por serem verbas de caráter meramente acessório,
deverão ter o mesmo destino que as parcelas principais, que no caso em tela são totalmente indevidas.

Logo, diante da total improcedência das diferenças salariais e horas extras postuladas, igual destino
cabe as diferenças reflexas, inclusive quanto à verbas rescisórias e o FGTS 11,2% .

Pela rejeição do pedido de itens “20” e “21” da inicial.

II.13. DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS


DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA

Não poderá prosperar o pleito relativo aos honorários advocatícios, posto que não restaram
comprovados nos autos os requisitos exigidos pela Lei 5584/70, na exata medida em que:

• Impresente a indispensável assistência sindical.

• A época da rescisão contratual, o reclamante percebia valores superiores a 2 mínimos.

Requer-se sejam adotados os entendimentos insertos nas Súmulas nº 219 e 329, do C. TST, bem
assim na OJ/SDI-1/TST nº 305.

Ainda, insta ressaltar que a matéria também é sedimentada nesse E. TRT da Nona Região, através da
Súmula nº 17, senão vejamos:

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SÚMULA 17. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. JUSTIÇA DO TRABALHO.


LIDES DECORRENTES DA RELAÇÃO DE EMPREGO. LEIS N. 5.584/70 E
10.537/02. O deferimento dos honorários advocatícios na Justiça do
Trabalho, em lides decorrentes da relação de emprego, pressupõe o
preenchimento concomitante dos requisitos da insuficiência econômica e
da assistência sindical, nos moldes do disposto no art. 14, parágrafo
primeiro, da Lei 5.584/1970, mesmo após a vigência da Lei
10.537/2002.

A