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Livro Eletrônico

Aula 03

Direito Penal p/ PC-RJ (Inspetor) Com Videoaulas - 2019

Renan Araujo, Time Renan Araujo


Renan Araujo, Time Renan Araujo
Aula 03


TEORIA GERAL DO DELITO (PARTE II): CULPABILIDADE (IMPUTABILIDADE). ERRO.

1! CULPABILIDADE ....................................................................................................... 3!
1.1! Conceito ................................................................................................................................... 3!
1.2! Teorias ...................................................................................................................................... 3!
1.2.1! Teoria psicológica ........................................................................................................................................................ 3!
1.2.2! Teoria normativa ou psicológico-normativa ................................................................................................................ 3!
1.2.3! ................................................................................................. 4!
Teoria extremada da culpabilidade (normativa pura)
1.2.4! Teoria limitada da culpabilidade ................................................................................................................................. 4!

1.3! Elementos ................................................................................................................................. 5!


1.3.1! Imputabilidade penal ................................................................................................................................................... 5!
1.3.2! Potencial consciência da ilicitude .............................................................................................................................. 10!
1.3.3! Exigibilidade de conduta diversa ............................................................................................................................... 10!

2! ERRO ..................................................................................................................... 12!


2.1! Erro de tipo essencial ............................................................................................................. 12!
2.2! Erro de tipo acidental ............................................................................................................. 14!
2.2.1! Erro sobre a pessoa (error in persona) ...................................................................................................................... 14!
2.2.2! Erro sobre o nexo causal ............................................................................................................................................ 15!
2.2.3! Erro na execução (aberratio ictus) ............................................................................................................................. 16!
2.2.4! Erro sobre o crime ou resultado diverso do pretendido (aberratio delicti ou aberratio criminis) ............................ 17!
2.2.5! Erro sobre o objeto (error in objecto) ....................................................................................................................... 18!

2.3! Erro determinado por terceiro ............................................................................................... 18!


2.4! Erro de proibição .................................................................................................................... 19!
2.5! Descriminante putativa x delito putativo ............................................................................... 21!
3! DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES ..................................................................... 22!
4! SÚMULAS PERTINENTES ........................................................................................ 23!
4.1! Súmulas do STJ ....................................................................................................................... 23!
5! EXERCÍCIOS DA AULA ............................................................................................. 23!
6! EXERCÍCIOS COMENTADOS .................................................................................... 47!
7! GABARITO ............................................................................................................. 89!


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Olá, meus amigos!

Na última aula nós iniciamos o estudo do crime, seu conceito e elementos, estudando os dois
primeiros deles: o fato típico e a ilicitude.
Hoje, a matéria é hard. Vamos finalizar o estudo dos elementos do Crime, analisando a
culpabilidade e o fenômeno do Erro no Direito Penal.

Bons estudos!
Prof. Renan Araujo


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1! CULPABILIDADE

1.1! CONCEITO

A culpabilidade nada mais é que o juízo de reprovabilidade acerca da conduta do agente,


considerando-se suas circunstâncias pessoais.1
Diferentemente do que ocorre nos dois primeiros elementos (fato típico e ilicitude), onde se
analisa o fato, na culpabilidade o objeto de estudo não é o fato, mas o agente. Daí alguns
doutrinadores entenderem que a culpabilidade não integra o crime (por não estar relacionada ao
fato criminoso, mas ao agente). Entretanto, vamos trabalhá-la como elemento do crime.

1.2! TEORIAS

Três teorias existem acerca da culpabilidade:


1.2.1! Teoria psicológica

Para essa teoria a culpabilidade era analisada sob o prisma da imputabilidade e da vontade
(dolo e culpa). Esta teoria entende que o agente seria culpável se era imputável no momento do
crime e se havia agido com dolo ou culpa. Vejam que essa teoria só pode ser utilizada por quem
adota a teoria causalista (naturalística) da conduta (pois o dolo e culpa estão na culpabilidade). Para
os que adotam a teoria finalista (nosso Código penal), essa teoria acerca da culpabilidade é
impossível, pois a teoria finalista aloca o dolo e a culpa na conduta, e, portanto, no fato típico.

1.2.2! Teoria normativa ou psicológico-normativa

Possui os mesmos elementos da primeira, mas agrega a eles a exigibilidade de conduta diversa,
que é a “possibilidade de agir conforme o Direito” e a consciência da ilicitude (que não está inserida
dentro do dolo, na qualidade de elemento normativo). Para essa teoria, mais evoluída, ainda que o
agente fosse imputável e tivesse agido com dolo ou culpa, só seria culpável se no caso concreto lhe
pudesse ser exigido um outro comportamento que não o comportamento criminoso. Trata-se,
portanto, da inclusão de elementos normativos à culpabilidade, que deixa de ser a mera relação
subjetiva do agente com o fato (dolo ou culpa). A culpabilidade seria, portanto, a conjugação do
elemento subjetivo (dolo ou culpa) e do juízo de reprovação sobre o agente.2


1
BITENCOURT, Op. cit., p. 451/452
2
BITENCOURT, Op. cit., p. 447


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1.2.3! Teoria extremada da culpabilidade (normativa pura)

Essa já muda de ares. Já não mais considera o dolo e culpa como elementos da culpabilidade,
mas do fato típico (seguindo a teoria finalista da conduta). Para esta teoria, os elementos da
culpabilidade são: a) imputabilidade; b) potencial consciência da ilicitude; c) exigibilidade de conduta
diversa. A potencial consciência da ilicitude seria a análise concreta acerca das possibilidades que o
agente tinha de conhecer o caráter ilícito de sua conduta. Vamos estudar cada um desses elementos
mais à frente.
Além disso, o dolo e a culpa passam a integrar o fato típico, como dito anteriormente. Porém,
o dolo que vai para o fato típico é o chamado “dolo natural”, ou seja, a mera vontade e consciência
de praticar a conduta. O dolo “normativo” (consciência POTENCIAL da ilicitude) permanece na
culpabilidade.

1.2.4! Teoria limitada da culpabilidade


Para a maior parte da Doutrina, a teoria normativa pura se divide em:
¥! Teoria extremada
¥! Teoria limitada
Mas o que dizem estas teorias? Basicamente, a mesma coisa. A grande diferença entre elas
reside no tratamento dispensado ao erro sobre as causas de justificação (ou de exclusão da
antijuridicidade), também conhecidas como descriminantes putativas.
A teoria extremada defende que todo erro que recaia sobrea uma causa de justificação seria
equiparado ao erro de proibição.
A teoria limitada, por sua vez, divide o erro sobre as causas de justificação (descriminantes
putativas) em:
¥! Erro sobre pressuposto fático da causa de justificação (ou erro de fato) – Neste caso,
aplicam-se as mesmas regras previstas para o erro de tipo (tem-se aqui o que se chama de
ERRO DE TIPO PERMISSIVO).3
¥! Erro sobre a existência ou limites jurídicos de uma causa de justificação (erro sobre a
ilicitude da conduta) – Neste caso, tal teoria defende que devam ser aplicadas as mesmas
regras previstas para o erro de PROIBIÇÃO, por se assemelhar à conduta daquele que age
consciência da ilicitude.


3
BITENCOURT, Op. cit., p. 508


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Em linhas gerais, portanto, a teoria extremada e a teoria limitada dizem a mesma coisa,
divergindo apenas no que toca ao tratamento que deve ser dispensado às descriminantes putativas.

TEORIA
PSICOLÓGICA

TEORIA
TEORIAS DA
PSICOLÓGICO-
CULPABILIDADE
NORMATIVA
TEORIA
EXTREMADA
TEORIA
NORMATIVA
PURA
TEORIA ADOTADA PELO
LIMITADA CP


Vamos estudar cada um dos elementos da culpabilidade e, ao final, estudaremos com mais
detalhes o tratamento conferido ao ERRO.

1.3! ELEMENTOS

1.3.1! Imputabilidade penal

O Código Penal não define o que seria imputabilidade penal, apenas descreve as hipóteses em
que ela não está presente.
A imputabilidade penal pode ser conceituada como a capacidade mental de entender o caráter
ilícito da conduta e de comportar-se conforme o Direito.
Existem três sistemas acerca da imputabilidade:
Ø! Biológico – Basta a existência de uma doença mental ou determinada idade para que o
agente seja inimputável. É adotado no Brasil com relação aos menores de 18 anos. Trata-
se de critério meramente biológico: Se o agente tem menos de 18 anos, é inimputável.
Ø! Psicológico – Só se pode aferir a imputabilidade (ou não), na análise do caso concreto.
Ø! Biopsicológico – Deve haver uma doença mental (critério biológico, legal, objetivo), mas
o Juiz deve analisar no caso concreto se o agente era ou não capaz de entender o caráter
ilícito da conduta e de se comportar conforme o Direito (critério psicológico). Essa foi a
teoria adotada como REGRA pelo nosso Código Penal.4


4
BITENCOURT, Op. cit., p. 474.


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CUIDADO! A imputabilidade penal deve ser aferida quando do momento em que ocorreu o fato
criminoso. Assim, se A (menor com 17 anos e 11 meses de idade) atira contra B, que fica em coma e
só vem a falecer quando A já tinha mais de 18 anos, A será considerado INIMPUTÁVEL, pois no
momento do crime (momento da ação ou omissão, art. 4º do CP), era menor de 18 anos (critério
puramente biológico, adotado como EXCEÇÃO no CP).
Imaginem, agora, que Marcelo, com 17 anos, sequestra Juliana. O sequestro dura 06 meses e, ao
final, Marcelo já contava com 18 anos. Neste caso, Marcelo será considerado IMPUTÁVEL, pois no
momento do crime Marcelo era imputável (ainda que não fosse imputável no começo, a partir de
um dado momento passou a ser imputável, respondendo pelo delito).

As causas de inimputabilidade estão previstas nos arts. 26, 27 e 28 do CP:
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado,
era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Redução de pena
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de
saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)
Menores de dezoito anos
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas
na legislação especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Embriaguez
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.(Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)

§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior,
era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito
ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito
do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


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Os arts. 26 a 28 do CP trazem hipóteses em que a imputabilidade ficará afastada
(inimputabilidade penal), bem como hipóteses nas quais ela ficará apenas diminuída, mas não será
afastada (semi-imputabilidade). Além disso, trata de casos em que não será possível afastar a
imputabilidade ou reconhecer semi-imputabilidade (emoção e paixão, por exemplo).
Vamos ver, agora, este tema com mais detalhes.

1.3.1.1!Menor de 18 anos
Esse é um critério meramente biológico e taxativo: Se o agente é menor de 18 anos, responde
perante o ECA não se aplicando a ele o CP, nos termos do art. 27 do CP.

1.3.1.2!Doença mental e Desenvolvimento mental incompleto ou retardado
No caso dos doentes mentais, deve-se analisar se o agente era inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito da conduta ou se era parcialmente incapaz disso. No primeiro caso, será
inimputável, ou seja, isento de pena. No segundo caso, será semi-imputável, e será aplicada pena,
porém, reduzida de um a dois terços.
Lembrando que o art. 26 do CP exige, para fins de inimputabilidade por este motivo:
¥! Que o agente possua a doença (critério biológico)
¥! Que o agente seja inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato OU
inteiramente incapaz de determinar-se conforme este entendimento (critério
psicológico)

Por isso se diz que este é um critério BIOPSICOLÓGICO (pois mescla os dois critérios).
Nos dois casos acima, se o agente for inimputável, exclui-se a culpabilidade e ele é isento de
pena. Se for semi-imputável, será considerado culpável (não se exclui a culpabilidade), mas sua pena
será reduzida de um a dois terços.
No caso de o agente ser inimputável, por ser menor de 18 anos, não há processo penal,
respondendo perante o ECA. No caso de ser inimputável em razão de doença mental ou
desenvolvimento incompleto, será isento de pena (absolvido), mas o Juiz aplicará uma medida de
segurança (internação ou tratamento ambulatorial). Isso é o que se chama de sentença absolutória
imprópria (Pois, apesar de conter uma absolvição, contém uma espécie de sanção penal).
No caso de o agente ser semi-imputável, ele não será isento de pena! Será condenado a uma
pena, que será reduzida. Entretanto, a lei permite que o Juiz, diante do caso, substitua a pena
privativa de liberdade por uma medida de segurança (internação ou tratamento ambulatorial).
⇒! Sonâmbulo pode ser considerado doente mental? Embora não seja unânime, prevalece o
entendimento de que a conduta praticada pelo sonâmbulo, durante o estado de sonambulismo, não
configura crime por ausência de conduta, já que não há dolo ou culpa. Afasta-se, portanto, o fato
típico, e não a culpabilidade.


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1.3.1.3!Embriaguez
Segundo o CP, como regra, a embriaguez não é uma hipótese de inimputabilidade, de forma
que o agente responderá pelo crime, ou seja, será considerado IMPUTÁVEL. Vejamos:
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Embriaguez
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.(Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)


Assim, não importa se a embriaguez foi dolosa (o agente queria ficar embriagado) ou culposa
(não queria ficar embriagado, mas bebeu demais e ficou embriagado). O agente, nestes casos, será
considerado imputável.

⇒! Mas, por qual razão o agente é considerado imputável (na hipótese de embriaguez não
acidental), se no momento do fato ele não tinha discernimento? Trata-se da adoção da chamada
“Teoria da actio Libera in causa” (ação livre na causa), que pode aparecer em formato de sigla (ALIC).
Segundo esta Teoria, o agente deve ser considerado imputável mesmo não tendo
discernimento no momento do fato, pois tinha discernimento quando decidiu ingerir a substância.
Ou seja, apesar de não ter discernimento agora (no momento do crime), tinha discernimento
quando se embriagou, ou seja, sua ação era livre na causa (tinha liberdade para decidir ingerir, ou
não, a substância).

Todavia, a embriaguez pode afastar a imputabilidade quando for acidental, ou seja, decorrente
de caso fortuito ou força maior (E mesmo assim, deve ser completa, retirando totalmente a
capacidade de discernimento do agente).

EXEMPLO: Imagine que Luciana é embriagada por Carlos (que coloca álcool em seus
drinks). Sem saber, Luciana ingere as bebidas alcoólicas e fica completamente
embriagada. Luciana sai do local em que estava e acaba por desacatar dois policiais que
a abordaram em uma blitz. Nesse caso, Luciana estava em situação de embriaguez
acidental completa, pois a embriaguez decorreu de caso fortuito e retirou
completamente o discernimento desta. Neste caso, ficará afastada a imputabilidade
penal de Luciana.


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Importante destacar que o Código Penal exige que, EM RAZÃO da embriaguez decorrente de
caso fortuito ou força maior, o agente esteja INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter ilícito
do fato ou de determinar-se conforme este entendimento.
Caso o agente, em razão de embriaguez acidental, esteja parcialmente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com este entendimento, não será considerado
inimputável. O agente, neste caso, será considerado imputável, ou seja, responderá pelo fato
praticado. Todavia, sua pena poderá ser diminuída de um a dois terços.
Em qualquer dos dois casos de embriaguez acidental, não será possível aplicação de medida de
segurança, pois essa visa ao tratamento do agente considerado doente, e que oferece risco à
sociedade. No caso da embriaguez acidental, o agente é sadio, tendo ingerido álcool por caso
fortuito ou força maior.

⇒! E a embriaguez preordenada? A embriaguez preordenada é aquela na qual o agente se
embriaga PARA tomar coragem e praticar o crime. Ou seja, o agente não só quer ficar embriagado,
ele quer ficar embriagado para praticar o crime. Tal embriaguez não afeta a imputabilidade do
agente, ou seja, o agente é considerado imputável. Trata-se, ainda, de circunstância agravante da
pena (a pena, portanto, será aumentada em razão de tal fato).

Vejamos o seguinte esquema:

SITUAÇÃO CAUSA RESULTADO

VOLUNTÁRIA
(DOLOSA OU IMPUTÁVEL
CULPOSA)

IMPUTÁVEL +
PREORDENADA
AGRAVANTE
EMBRIAGUEZ

COMPLETA INIMPUTÁVEL
ACIDENTAL (CASO
FORTUITO OU
FORÇA MAIOR) IMPUTÁVEL COM
CAUSA DE
PARCIAL
DIMINUIÇÃO DE
PENA




⇒! E a embriaguez patológica? A embriaguez patológica pode excluir a imputabilidade, desde
que se configure como embriaguez verdadeiramente doentia (não apenas embriaguez habitual).
Nesse caso, o agente será tratado como doente mental.


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1.3.2! Potencial consciência da ilicitude

A potencial consciência da ilicitude é a possibilidade (daí o termo “potencial”) de o agente, de


acordo com suas características, conhecer o caráter ilícito do fato5. Não se trata do parâmetro do
homem médio, mas de uma análise da pessoa do agente. Assim, aquele que é formado em Direito,
em tese, tem maior potencial consciência da ilicitude que aquele que nunca saiu de uma aldeia de
pescadores e tem pouca instrução. É claro que isso varia de pessoa para pessoa e, principalmente,
de crime para crime, pois alguns são do conhecimento geral (homicídio, roubo), e outros nem todos
conhecem (bigamia, por exemplo).
Quando o agente age acreditando que sua conduta não é penalmente ilícita, comete erro de
proibição (art. 21 do CP), que veremos mais à frente.

1.3.3! Exigibilidade de conduta diversa

Não basta que o agente seja imputável, que tenha potencial conhecimento da ilicitude do fato,
é necessário, ainda, que o agente pudesse agir de outro modo. É necessário que esteja presente,
portanto, a exigibilidade de conduta diversa.
A exigibilidade de conduta diversa é, assim, um juízo que se faz acerca da conduta do agente,
para que se possa definir se, apesar de praticar um fato típico e ilícito, sendo imputável e
conhecendo a ilicitude de sua conduta, o agente podia, ou não, agir de outro modo. Se se conclui
que não era possível exigir do agente uma postura diferente, conforme o Direito, estará afastada a
exigibilidade de conduta diversa, havendo neste caso o que se chama de inexigibilidade de conduta
diversa.
Esse elemento da culpabilidade fundamenta duas causas de exclusão da culpabilidade:
Ø! Coação MORAL irresistível – A coação mora irresistível, também chamada de “vis
compulsiva” ocorre quando uma pessoa coage outra a praticar determinado crime, sob
a ameaça de lhe fazer algum mal grave. Neste caso, aquele que age sob a ameaça atua
em situação de coação moral irresistível, de forma que se entende que não era possível
exigir de tal pessoa uma outra postura.

EXEMPLO: Alberto, mediante ameaça, obriga Poliana a furtar um veículo. Alberto afirma
que se Poliana não realizar o furto, matará seu filho. Poliana, com medo de que Alberto
cumpra a promessa e mate seu filho, pratica o furto e entrega o bem a Alberto. Nesse
caso, a conduta de Poliana é um fato típico (furto) e ilícito (não há nenhuma causa de
exclusão da ilicitude). Todavia, não se pode exigir de Poliana uma outra postura, pois está
sob ameaça de um mal gravíssimo (morte do filho).


5
BACIGALUPO, Enrique. Manual de Derecho penal. Ed. Temis S.A., tercera reimpressión. Bogotá, 1996, p. 153


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Ø! Obediência hierárquica – Na obediência hierárquica o agente pratica o fato em


cumprimento a uma ordem proferida por um superior hierárquico. Todavia, a ordem
não pode ser MANIFESTAMENTE ILEGAL. Se aquele que cumpre a ordem sabe que está
cumprindo uma ordem ilegal, responde pelo crime juntamente com aquele que deu a
ordem. Se a ordem não é manifestamente ilegal, aquele que apenas a cumpriu estará
acobertado pela excludente de culpabilidade da obediência hierárquica, em razão da
inexigibilidade de conduta diversa.

CUIDADO! Nesse caso (obediência hierárquica), só se aplica aos funcionários públicos, não aos
particulares!


Importante destacar que somente a coação MORAL irresistível é que exclui a culpabilidade. A
coação FÍSICA irresistível NÃO EXCLUI A CULPABILIDADE. A coação FÍSICA irresistível EXCLUI O
FATO TÍPICO, pois o fato não será típico por ausência de CONDUTA, já que não há vontade.
Na coação física, também chamada de “vis absoluta” o agente atua sem vontade, pois não controla
seus próprios movimentos.

EXEMPLO: José e Pedro obrigam Paulo a matar Maria. Como Paulo se nega a apertar o
gatilho, José e Pedro seguram Paulo à força e colocam a arma em sua mão, forçando o
dedo de Paulo contra o gatilho. Maria é alvejada e morre. Neste caso, Paulo não teve
vontade alguma, pois não controlava seus movimentos corporais. Seu dedo apertou o
gatilho, mas não porque Paulo assim decidiu, mas porque José e Pedro exerceram coação
física. Assim, Paulo não responde pela morte de Maria.


No caso de coação moral irresistível o agente possui vontade, embora esta vontade seja viciada,
prejudicada pela coação moral exercida contra o agente, por isso o agente pratica fato típico e ilícito,
mas tem sua culpabilidade afastada.
Na coação física irresistível o agente NÃO possui vontade, pois, como dito, não possui qualquer
controle sobre seus movimentos corporais. Se o agente não controla os próprios movimentos
corporais, não há conduta penalmente relevante, pois a conduta pressupõe o controle dos
movimentos corporais pelo agente.


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2! ERRO

2.1! ERRO DE TIPO ESSENCIAL

Sabemos que o crime, em seu conceito analítico, é formado basicamente por três elementos:
fato típico (para alguns, tipicidade, mas a nomenclatura aqui é irrelevante), ilicitude e culpabilidade.
Quando o agente comete um fato que se amolda perfeitamente à conduta descrita no tipo
penal (direta ou indiretamente), temos um fato típico e, como disse, estará presente, portanto, a
tipicidade.
Pode ocorrer, entretanto, que o agente pratique um fato típico por equívoco! Isso mesmo! O
agente pratica um fato considerado típico, mas o faz por ter incidido em erro sobre algum de seus
elementos.
O erro de tipo é a representação errônea da realidade, na qual o agente acredita não se
verificar a presença de um dos elementos essenciais que compõem o tipo penal.

EXEMPLO: Imaginemos o crime de desacato:


Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
Imaginemos que o agente desconhecesse a condição de funcionário público da vítima.
Nesse caso, houve erro de tipo, pois o agente incidiu em erro sobre elemento essencial
do tipo penal.


O erro de tipo pode ocorrer, também, nos crimes omissivos impróprios (comissivos por
omissão), pois o agente pode desconhecer sua condição de garantidor no caso concreto6 (aquele
que tem o dever de impedir o resultado).

EXEMPLO: Imagine que uma mãe presencie o estupro da própria filha, mas nada faça, por
não verificar tratar-se de sua filha. Nesse caso, a mãe incidiu em erro de tipo, pois errou
na representação da realidade fática acerca de elemento que constituía o tipo penal. Ou
seja, não identificou que a vítima era sua filha, elemento este que faria surgir seu dever
de intervir.


6
BITENCOURT, Op. cit., p. 512


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ATENÇÃO! Quando o erro incidir sobre elemento normativo do tipo7, há divergência na Doutrina!
Parte entende que continua se tratando de erro de tipo. Outra parte da Doutrina entende que não
se trata de erro de tipo, mas de erro de proibição, pois o agente estaria errando acerca da licitude
do fato8. Exemplo: O art. 154 do CP diz o seguinte: Art. 154 - Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem
ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena - detenção, de
três meses a um ano, ou multa. Nesse caso, o elemento “sem justa causa” é elemento normativo do tipo.
Se o médico revela um segredo do paciente para um parente, acreditando que este poderá ajudá-
lo, e faz isso apenas para o bem do paciente, acreditando haver justa causa, quando na verdade o
parente é um tremendo fofoqueiro que só quer difamar o paciente, o médico incorreu em erro de
tipo, pois acreditava estar agindo com justa causa, que não havia. Porém, como disse a vocês, parte
==12ed97==

da doutrina entende que aqui se trata de erro de proibição. Mas a teoria que prevalece é a de que
se trata mesmo de erro de tipo.

O erro de tipo pode ser:
¥! Escusável – Quando o agente não poderia conhecer, de fato, a presença do elemento
do tipo. Exemplo: “A” entra numa loja e ao sair, verifica que esqueceu sua bolsa. Ao
voltar, A encontra uma bolsa idêntica à sua, e a leva embora. Entretanto, “A” não sabia
que essa bolsa era de “B”, que estava olhando revistas distraída, tendo sua bolsa sido
levada por outra pessoa no momento em que saiu da loja pela primeira vez. Nesse
caso, “A” não tinha como imaginar que alguém, em tão pouco tempo, haveria furtado
sua bolsa e que outra pessoa deixaria no mesmo lugar uma bolsa idêntica. Nesse caso,
“A” incorreu em erro de tipo escusável, pois não poderia, com um exercício mental
razoável, saber que aquela não era sua bolsa.
¥! Inescusável – Ocorre quando o agente incorre em erro sobre elemento essencial do
tipo, mas poderia, mediante um esforço mental razoável, não ter agido desta forma.
Exemplo: Imaginemos que Marcelo esteja numa repartição pública e acabe por
desacatar funcionário público que lá estava. Marcelo não sabia que se tratava de
funcionário público, mas mediante esforço mental mínimo poderia ter chegado a esta
conclusão, analisando a postura da pessoa com quem falava e o que a pessoa fazia no
local. Assim, Marcelo incorreu em erro de tipo inescusável, e responderia por crime
culposo, caso houvesse previsão de desacato culposo (não há).


7
Com relação a estes termos, CEZAR ROBERTO BITENCOURT os considera como “elementos normativos especiais da ilicitude”. Para o autor,
elementos normativos seriam aqueles que demandam mero juízo de valor acerca de um objeto (saber que o documento falsificado é público,
por exemplo, no crime de falsificação de documento público). Termos como “indevidamente”, “sem justa causa”, etc., seriam antecipação da
ilicitude do fato inseridas dentro do tipo penal. (BITENCOURT, Op. cit., p. 350). Fica apenas o registro, já que a Doutrina majoritária entende que
tais expressões são elementos normativos do tipo penal. Ver, por todos: GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 211.
8
BITENCOURT, Op. cit., p. 514/515


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Assim, lembrem-se:

ERRO SOBRE A EXISTÊNCIA FÁTICA DE


UM DOS ELEMENTOS QUE COMPÕEM ERRO DE TIPO
O TIPO PENAL



Pode ser que se utilize o termo “Erro sobre elemento constitutivo do tipo penal”. Eu prefiro
essa nomenclatura, mas ela não é utilizada sempre.


ATENÇÃO! Existe, ainda, o que se convencionou chamar de “erro de tipo permissivo”. O que é isso?
O erro de “tipo permissivo” é o erro sobre os pressupostos objetivos de uma causa de justificação
(excludente de ilicitude). Assim, o erro de “tipo permissivo” seria, basicamente, uma descriminante
putativa por erro de fato (erro sobre os pressupostos fáticos que autorizariam o agente a atuar
amparado pela excludente de ilicitude). 9

2.2! ERRO DE TIPO ACIDENTAL

O erro de tipo acidental nada mais é que um erro na execução do fato criminoso ou um desvio
no nexo causal da conduta com o resultado10. Pode se apresentar de diversas formas:

2.2.1! Erro sobre a pessoa (error in persona)

Aqui o agente pratica o ato contra pessoa diversa da pessoa visada, por confundi-la com a
pessoa que deveria ser o alvo do delito. Neste caso, o erro é irrelevante, pois o agente responde


9
Fala-se em “tipo permissivo” em razão da teoria dos elementos negativos do tipo, surgida na Alemanha no começo do século passado. Para
esta teoria, as causas de exclusão da ilicitude seriam elementos NEGATIVOS do tipo. Ou seja, enquanto o “tipo incriminador” propriamente
dito seria a descrição da conduta proibida, as excludentes de ilicitude corresponderiam a “ressalvas” à ilicitude da conduta. Desta forma, o que
a Doutrina quis dizer foi que, basicamente, quando o art. 121 do CP diz que “matar alguém” é crime, ele na verdade quer dizer que “matar
alguém é crime, exceto se houver alguma causa de justificação”.
Esta é uma teoria que conta com alguns adeptos e, independentemente disso, o fato é que o termo “erro de tipo permissivo” é largamente
utilizado e, portanto, digno de nota!
10
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 376


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como se tivesse praticado o crime CONTRA A PESSOA VISADA. Essa previsão está no art. 20, §3° do
CP.
Aqui o sujeito executa perfeitamente a conduta, ou seja, não existe falha na execução do delito.
O erro está em momento anterior (na representação mental da vítima).

Ex.: João quer matar seu pai, pois está com raiva em razão da partilha dos bens de sua
mãe. João fica na espreita e, quando vê uma pessoa chegar, acreditando ser seu pai, mira
bem no crânio e lasca um balaço certeiro, fazendo com que a vítima caia desfalecida.
Após, verifica que a pessoa não era seu pai, mas seu irmão.


Neste caso o agente responderá como se tivesse praticado o delito contra seu pai (pessoa
visada) e não pelo homicídio contra seu irmão. Trata-se da teoria da equivalência.

2.2.2! Erro sobre o nexo causal

No erro sobre o nexo causal o agente alcança o resultado efetivamente pretendido, mas em
razão de um nexo causal diferente daquele que o agente planejou. Pode ser de duas espécies:

2.2.2.1!Erro sobre o nexo causal em sentido estrito
Aqui o agente, com um só ato, provoca o resultado pretendido (mas com nexo causal
diferente).
Ex.: José dispara dois tiros contra Maria, visando sua morte. Maria, em razão dos disparos, cai
na piscina, e morre por afogamento.
O agente responde pelo que efetivamente ocorreu (morte por afogamento).11

2.2.2.2!Dolo geral ou aberratio causae
Aqui temos o que se chama de DOLO GERAL OU SUCESSIVO. É o engano no que se refere ao
meio de execução do delito. Ocorre quando o agente, acreditando já ter ocorrido o resultado
pretendido, pratica outro ato, mas ao final verifica que este último foi o que provocou o resultado.

Ex.: O agente atira contra a vítima, visando sua morte. Acreditando que a vítima já
morreu, atira o corpo num rio, visando sua ocultação. Mais tarde, descobre-se que esta
última conduta foi a que causou a morte da vítima, por afogamento, pois ainda estava
viva.


11
Por todos, GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Curso de Direito Penal. JusPodivm. Salvador, 2015, p. 380


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Embora, tenhamos dois crimes (um homicídio doloso tentado na primeira conduta e um
homicídio culposo consumado na segunda conduta), a Doutrina majoritária entende que o agente
responde por apenas um crime, pelo crime originalmente previsto (homicídio doloso
consumado12), tendo sido adotada a TEORIA UNITÁRIA (ou princípio unitário).13
Mas qual o nexo causal que se deve considerar? O pretendido ou o efetivamente ocorrido?
Embora não haja unanimidade, prevalece o entendimento de que deve o agente responder pelo
nexo causal efetivamente ocorrido (e não pelo pretendido).14

2.2.3! Erro na execução (aberratio ictus)

Aqui o agente atinge pessoa diversa daquela que fora visada, não por confundi-la, mas por
ERRAR NA HORA DE EXECUTAR O DELITO. Imagine que o agente, tentando acertar “A”, erre o tiro
e acaba acertando “B”. No erro sobre a pessoa o agente não “erra o alvo”, ele “acerta o alvo”, mas
o alvo foi confundido. SÃO COISAS DIFERENTES!
A aberratio ictus pode decorrer de mero acidente durante a execução do delito (não houve má
execução pelo infrator, mas mero acidente).

Ex.: José deseja matar Maria. Sabendo que Maria usa seu carro todas as manhãs para ir
ao trabalho, coloca uma bomba no veículo, que será acionada assim que for dada a
partida no carro. Maria, contudo, não usa o carro naquele dia, e quem acaba ligando o
veículo é seu marido, que vem a falecer em razão da bomba. Vejam que, aqui, o agente
não errou na hora de executar o ato criminoso, mas acabou atingindo pessoa diversa em
razão de acidente no curso da empreitada criminosa.


Nesse caso, assim como no erro sobre a pessoa, o agente responde pelo crime originalmente
pretendido. Esta é a previsão do art. 73 do CP15.
No que tange às consequências, o erro na execução pode ser de duas ordens:

2.2.3.1!Erro sobre a execução com unidade simples (Aberratio ictus de resultado único)
O agente atinge somente a pessoa diversa daquela visada. Neste caso, responde como se
tivesse atingido a pessoa visada (e não aquela efetivamente atingida), da mesma forma como ocorre
no erro sobre a pessoa.


12
GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal. Volume 1. Ed. Impetus. Niterói-RJ, 2015, p. 360
13
Doutrina minoritária (mas muito importante) sustenta que o agente deva responder por dois crimes em concurso: homicídio doloso tentado
(primeira conduta) + homicídio culposo consumado (segunda conduta). Trata-se da adoção da teoria do desdobramento.
14
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Curso de Direito Penal. JusPodivm. Salvador, 2015, p. 380/381
15
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge
pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código. No caso de
ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste Código.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)


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EXEMPLO: José quer lesionar Maria, e atira contra ela uma pedra. Todavia, erra o alvo e
acaba acertando Paulo. Neste caso, José responde pela lesão corporal praticada. Todavia,
devemos levar em consideração as condições pessoais de Maria, não as de Paulo, na hora
de aplicar a pena. Assim, se Maria era a mãe de José, José terá sua pena agravada (crime
praticado contra ascendente, art. 61, II, “e” do CP), mesmo não tendo atingido Maria.


2.2.3.2!Erro sobre a execução com unidade complexa (Aberratio ictus de resultado duplo)
O agente atinge a vítima não visada, mas atinge também a vítima originalmente pretendida.
Nesse caso, responde pelos dois crimes, em CONCURSO FORMAL.
EXEMPLO: José quer lesionar Maria, e atira contra ela uma pedra. Todavia, além de acertar Maria, a
pedra acaba acertando também Paulo, que passava na hora. Neste caso, José responde pelos dois
crimes.

2.2.4! Erro sobre o crime ou resultado diverso do pretendido (aberratio delicti ou aberratio
criminis)

Aqui o agente pretendia cometer um crime, mas, por acidente ou erro na execução, acaba
cometendo outro. Aqui há uma relação de pessoa x coisa (ou coisa x pessoa). Na aberratio ictus há
uma relação de pessoa x pessoa. Pode ser de duas espécies:

2.2.4.1!Com unidade simples
O agente atinge apenas o resultado NÃO PRETENDIDO. O agente responde apenas por um
delito, da seguinte forma:
§! Pessoa visada, coisa atingida – Responde pelo dolo em relação à pessoa (tentativa de
homicídio ou lesões corporais).

Ex.: José atira contra Maria, querendo sua morte. Contudo, erra na execução e acaba por
atingir uma planta. Neste caso, José responde apenas pela tentativa de homicídio.


§! Coisa visada, pessoa atingida – Responde apenas pelo resultado ocorrido em relação à
pessoa.

Ex.: Imagine que alguém atire uma pedra num veículo parado, com o dolo de danificá-lo
(art. 163 do CP). Entretanto, o agente erra o alvo e atinge o dono, que estava perto,
causando-lhe a morte (art. 121, §3º do CP). Nesse caso, o agente acaba por cometer


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CRIME DIVERSO DO PRETENDIDO. Responderá apenas pelo crime praticado efetivamente


(homicídio culposo).

2.2.4.2!Com unidade complexa


O agente atinge tanto o alvo (coisa ou pessoa) quanto a coisa (ou pessoa) não pretendida.
Aplica-se, neste caso, a mesma regra do erro na execução: atingindo ambos os bens jurídicos (o
pretendido e o não pretendido) responderá por AMBOS OS CRIMES, em CONCURSO FORMAL (art.
70 do CP).16

CUIDADO! Se o agente visa atingir uma pessoa (lesões corporais, por exemplo) e, além de atingir a
pessoa visada, acaba também quebrando uma vidraça, ele NÃO responde por lesões corporais
dolosas + dano culposo, pois NÃO HÁ CRIME DE DANO CULPOSO.

2.2.5! Erro sobre o objeto (error in objecto)

Aqui o agente incide em erro sobre a COISA visada, sobre o objeto material do delito.

Ex.: O agente pretende subtrair uma valiosa obra de arte. Entra à noite na residência mas
acaba furtando um quadro de pequeno valor, por confundir com a obra pretendida.


O CP não previu esta hipótese de erro, mas diante de sua possibilidade fática, a Doutrina se
debruçou sobre o tema. Uma vez ocorrendo erro sobre o objeto, não há qualquer relevância para
fins de afastamento do do dolo ou da culpa, bem como não se afasta a culpabilidade. O agente
responderá pelo delito.
Mas qual delito? Neste caso, há divergência doutrinária. A doutrina majoritária, porém,
sustenta que o agente deve responder pela conduta efetivamente praticada (independentemente
da coisa visada). Assim, no exemplo anterior, o agente responderia pelo furto do quadro de pequeno
valor (e não pelo furto da obra de arte valiosa).

2.3! ERRO DETERMINADO POR TERCEIRO

No erro de tipo o agente comete o erro “sozinho”, ou seja, não é induzido a erro por ninguém.
No erro determinado (ou provocado) por terceiro o agente erra porque alguém o induz a isso.
Neste caso, só responde pelo delito aquele que provoca o erro. Entende-se que há, aqui, uma
modalidade de autoria mediata, na qual o autor mediato (agente provocador) utiliza o autor


16
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 379


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imediato (agente provocado, aquele que comete o erro) como mero instrumento para seu intento
criminoso.

Ex.: Determinado médico, querendo a morte do paciente, entrega à enfermeira


(dolosamente) uma dose de veneno, e a induz a ministra-lo ao paciente, alegando tratar-
se de um sedativo. A enfermeira, sem saber do que se trata, confiando no médico,
ministra o veneno. O paciente morre. Neste caso, somente o médico (aquele que
provocou o erro) responde pelo homicídio (neste caso, doloso).
A enfermeira, em regra, não responde por crime algum, salvo se ficar demonstrado que
agiu de forma negligente (por exemplo, se tinha plenas condições de saber que se tratava
de veneno, ou se podia desconfiar das intenções do médico, etc.).

2.4! ERRO DE PROIBIÇÃO

A culpabilidade (terceiro elemento do conceito analítico de crime) é formada por alguns


elementos, dentre eles, a POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE.
A POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE é a possibilidade de o agente, de acordo com suas
características, conhecer o caráter ilícito do fato. Não se trata do parâmetro do homem médio, MAS
DE UMA ANÁLISE DA PESSOA DO AGENTE.
Quando o agente age acreditando que sua conduta não é ilícita, comete ERRO DE PROIBIÇÃO
(art. 21 do CP).
O erro de proibição pode ser:
Ø! Escusável – Nesse caso, era impossível àquele agente, naquele caso concreto, saber que
sua conduta era contrária ao Direito. Nesse caso, exclui-se a culpabilidade e o agente é
isento de pena.
Ø! Inescusável – Nesse caso, o erro do agente quanto à proibição da conduta não é tão
perdoável, pois era possível, mediante algum esforço, entender que se tratava de
conduta ilícita. Assim, permanece a culpabilidade, respondendo pelo crime, com pena
diminuída de um sexto a um terço (conforme o grau de possibilidade de conhecimento
da ilicitude).

EXEMPLO: Um cidadão, lá do interior, encontra um bem (relógio de ouro, por exemplo)


e fica com ele para si. Entretanto, mal sabe ele que essa conduta é crime, previsto no CP
(apropriação de coisa achada). Vejamos:
Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único - Na mesma pena incorre: (...)
Apropriação de coisa achada
II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou
legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15 (quinze) dias.


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Percebam que até mesmo uma pessoa de razoável intelecto é capaz de não conhecer a ilicitude
desta conduta17. Assim, o agente, diferentemente do que ocorre no erro de tipo, REPRESENTA
PERFEITAMENTE A REALIDADE (Sabe que a coisa não é sua, é uma coisa que foi perdida por alguém),
mas ACREDITA QUE A CONDUTA É LÍCITA.
Imaginem, no mesmo exemplo, que o camarada que achou o relógio, na verdade, soubesse
que não podia ficar com as coisas dos outros, mas acreditasse que o relógio era um relógio que ele
tinha perdido horas antes (quando, na verdade, era o relógio de outra pessoa). Nesse caso, o agente
sabia que não podia praticar a conduta de “se apropriar de coisa alheia perdida” (Não há, portanto,
erro de proibição), mas acreditou que a coisa não era “alheia”, achando que fosse sua (erro de tipo).
Ficou clara a diferença?

Agente comete o fato criminoso POR ACHAR


QUE A CONDUTA NÃO É PROIBIDA ERRO DE PROIBIÇÃO



O erro de proibição pode ser direto (que é a hipótese mencionada) ou indireto. O erro de
proibição indireto ocorre quando o agente atua acreditando que existe uma causa de justificação
que o ampare. Contudo, não confundam o erro de proibição indireto com o erro de tipo permissivo.
Ambos se referem à existência de uma causa de justificação (excludente de ilicitude), mas há uma
diferença fundamental entre eles:
¥! Erro de tipo permissivo – O agente atua acreditando que, no caso concreto, estão
presentes os requisitos fáticos que caracterizam a causa de justificação e, portanto, sua
conduta seria justa. Ex.: José atira contra seu filho, de madrugada, pois acreditava tratar-
se de um ladrão (acreditava que as circunstâncias fáticas autorizariam agir em legítima
defesa).
¥! Erro de proibição indireto – O agente atua acreditando que existe, EM ABSTRATO,
alguma descriminante (causa de justificação) que autorize sua conduta. Trata-se de
erro sobre a existência e/ou limites de uma causa de justificação em abstrato. Erro,
portanto, sobre o ordenamento jurídico18. Ex.: José encontra-se num barco que está a
naufragar. Como possui muitos pertences, precisa de dois botes, um para se salvar e
outro para salvar seus bens. Contudo, Marcelo também está no barco e precisa salvar
sua vida. José, no entanto, agride Marcelo, impedindo-o de entrar no segundo bote, já


17
Não se exige que o agente conheça EXATAMENTE a tipificação penal de sua conduta, bastando que ele saiba que sua conduta é ilícita. Assim,
se o agente pratica uma determinada conduta que sabe ser ilícita (embora não saiba a qual crime se refere), NÃO HÁ ERRO DE PROIBIÇÃO.
Haveria, aqui, o que se chama de “erro de subsunção”, que é irrelevante para fins de determinação da responsabilidade penal do agente. Isso
ocorre porque não se exige do agente que saiba EXATAMENTE a que tipo penal corresponde sua conduta. Basta que se verifique ser possível ao
agente, de acordo com suas características pessoas e sociais, saber que sua conduta é ilícita (Isso é o que se chama de VALORAÇÃO PARALELA
NA ESFERA DO PROFANO, OU DO LEIGO).
18
BITENCOURT, Op. cit., p. 524/525


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que tinha a intenção de utilizá-lo para proteger seus bens. Neste caso, José não
representou erroneamente a realidade fática (sabia exatamente o que estava se
passando). José, contudo, errou quanto aos limites da causa de justificação (estado de
necessidade), que não autoriza o sacrifício de um bem maior (vida de Marcelo) para
proteger um bem menor (pertences de José).

2.5! DESCRIMINANTE PUTATIVA X DELITO PUTATIVO

Não se deve confundir descriminante putativa com delito putativo.


As descriminantes putativas são quaisquer situações nas quais o agente incida em erro por
acreditar que está presente uma situação que, se de fato existisse, tornaria sua ação legítima (a
doutrina majoritária limita estes casos às excludentes de ilicitude).

EXEMPLO: Imagine que o agente está numa casa de festas e ouça gritos de “fogo”!
Supondo haver um incêndio, corre atropelando pessoas, agredindo quem está na frente,
para poder se salvar. Na verdade, tudo não passava de um trote. Nesse caso, o agente
agrediu pessoas (moderadamente, é claro), para se salvar, supondo haver uma situação
que, se existisse (incêndio) justificaria a sua conduta (estado de necessidade). Dessa
forma, há uma descriminante putativa por estado de necessidade putativo
(descriminante putativa).


No delito putativo acontece exatamente o oposto do que ocorre no erro de tipo, no erro de
proibição e nas descriminantes putativas (seja de que natureza forem). O agente acredita que está
cometendo o crime, quando, na verdade, está cometendo um INDIFERENTE PENAL.

EXEMPLO: Um cidadão, sem querer, esbarra no carro de um terceiro, causando danos no


veículo. Com medo de ser preso, foge. Na verdade, ele acredita que está cometendo
crime de DANO CULPOSO, mas não sabe que o CRIME DE DANO CULPOSO NÃO EXISTE.
Portanto, há, aqui, DELITO PUTATIVO.


DESCRIMINANTES PUTATIVAS X DELITO PUTATIVO
DESCRIMINANTES PUTATIVAS Agente acredita não estar cometendo crime
algum, por incidir em erro. Contudo, está
praticando uma conduta típica e ilícita.
DELITO PUTATIVO Agente comete um INDIFERENTE PENAL, mas
acredita estar praticando crime.


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3! DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES


CÓDIGO PENAL
Ä Arts. 26 a 28 do CP - Tratam da inimputabilidade penal:
Inimput‡veis
Art. 26 - ƒ isento de pena o agente que, por doen•a mental ou desenvolvimento mental incompleto
ou retardado, era, ao tempo da a•‹o ou da omiss‹o, inteiramente incapaz de entender o car‡ter
il’cito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
7.209, de 11.7.1984)
Redu•‹o de pena
Par‡grafo œnico - A pena pode ser reduzida de um a dois ter•os, se o agente, em virtude de
perturba•‹o de saœde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado n‹o era
inteiramente capaz de entender o car‡ter il’cito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Menores de dezoito anos
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos s‹o penalmente inimput‡veis, ficando sujeitos ˆs normas
estabelecidas na legisla•‹o especial. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Emo•‹o e paix‹o
Art. 28 - N‹o excluem a imputabilidade penal: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
I - a emo•‹o ou a paix‹o; (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Embriaguez
II - a embriaguez, volunt‡ria ou culposa, pelo ‡lcool ou subst‰ncia de efeitos an‡logos.(Reda•‹o
dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
¤ 1¼ - ƒ isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou
for•a maior, era, ao tempo da a•‹o ou da omiss‹o, inteiramente incapaz de entender o car‡ter
il’cito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Reda•‹o dada pela Lei n¼
7.209, de 11.7.1984)
¤ 2¼ - A pena pode ser reduzida de um a dois ter•os, se o agente, por embriaguez, proveniente de
caso fortuito ou for•a maior, n‹o possu’a, ao tempo da a•‹o ou da omiss‹o, a plena capacidade de
entender o car‡ter il’cito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Reda•‹o
dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984);


Ä Arts. 20 e 21 do CP - Tratam do erro (em suas mais variadas formas):
Erro sobre elementos do tipo(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a
puni•‹o por crime culposo, se previsto em lei. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Descriminantes putativas(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
¤ 1¼ - ƒ isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunst‰ncias, sup›e situa•‹o
de fato que, se existisse, tornaria a a•‹o leg’tima. N‹o h‡ isen•‹o de pena quando o erro deriva de
culpa e o fato Ž pun’vel como crime culposo.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Erro determinado por terceiro (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
¤ 2¼ - Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)


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Erro sobre a pessoa(Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)


¤ 3¼ - O erro quanto ˆ pessoa contra a qual o crime Ž praticado n‹o isenta de pena. N‹o se
consideram, neste caso, as condi•›es ou qualidades da v’tima, sen‹o as da pessoa contra quem o
agente queria praticar o crime. (Inclu’do pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Erro sobre a ilicitude do fato(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Art. 21 - O desconhecimento da lei Ž inescus‡vel. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevit‡vel,
isenta de pena; se evit‡vel, poder‡ diminu’-la de um sexto a um ter•o. (Reda•‹o dada pela Lei n¼
7.209, de 11.7.1984)
Par‡grafo œnico - Considera-se evit‡vel o erro se o agente atua ou se omite sem a consci•ncia da
ilicitude do fato, quando lhe era poss’vel, nas circunst‰ncias, ter ou atingir essa consci•ncia.
(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)

4! SÚMULAS PERTINENTES

4.1! SÚMULAS DO STJ

Ä Súmula 74 do STJ – O STJ sumulou entendimento no sentido de que o reconhecimento da


menoridade penal depende de prova por documento hábil (certidão de nascimento, carteira de
identidade, etc.). Uma vez reconhecida a menoridade penal, o processo deve ser anulado e o agente
submetido ao regramento especial do ECA.
Sœmula 74 do STJ - PARA EFEITOS PENAIS, O RECONHECIMENTO DA MENORIDADE DO REU
REQUER PROVA POR DOCUMENTO HçBIL.

5! EXERCÍCIOS DA AULA


01.! (FGV – 2018 – TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Gabriel, 25 anos, desferiu, de maneira imotivada, diversos golpes de madeira na cabeça de Fábio,
seu irmão mais novo. Após ser denunciado pelo crime de lesão corporal gravíssima, foi realizado
exame de insanidade mental, constatando-se que, no momento da agressão, Gabriel, em razão de
desenvolvimento mental incompleto, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do
fato.
Diante da conclusão do laudo pericial, deverá ser reconhecida a:
(A) inimputabilidade do agente, afastando-se a culpabilidade;


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Aula 03

(B) semi-imputabilidade do agente, afastando-se a culpabilidade;


(C) inimputabilidade do agente, afastando-se a tipicidade;
(D) semi-imputabilidade do agente, que poderá funcionar como causa de redução de pena;
(E) semi-imputabilidade do agente, afastando-se a tipicidade.

02.! (FGV – 2017 – OAB - XXIII EXAME DE ORDEM)
Pedro, jovem rebelde, sai à procura de Henrique, 24 anos, seu inimigo, com a intenção de matá-lo,
vindo a encontrá-lo conversando com uma senhora de 68 anos de idade. Pedro saca sua arma,
regularizada e cujo porte era autorizado, e dispara em direção ao rival. Ao mesmo tempo, a senhora
dava um abraço de despedida em Henrique e acaba sendo atingida pelo disparo. Henrique, que não
sofreu qualquer lesão, tenta salvar a senhora, mas ela falece.
Diante da situação narrada, em consulta técnica solicitada pela família, deverá ser esclarecido pelo
advogado que a conduta de Pedro, de acordo com o Código Penal, configura
A) crime de homicídio doloso consumado, apenas, com causa de aumento em razão da idade da
vítima.
B) crime de homicídio doloso consumado, apenas, sem causa de aumento em razão da idade da
vítima.
C) crimes de homicídio culposo consumado e de tentativa de homicídio doloso em relação a
Henrique.
D) crime de homicídio culposo consumado, sem causa de aumento pela idade da vítima.

03.! (FGV – 2017 – OAB – XXII EXAME DE ORDEM)
Tony, a pedido de um colega, está transportando uma caixa com cápsulas que acredita ser de
remédios, sem ter conhecimento que estas, na verdade, continham Cloridrato de Cocaína em seu
interior. Por outro lado, José transporta em seu veículo 50g de Cannabis Sativa L. (maconha), pois
acreditava que poderia ter pequena quantidade do material em sua posse para fins medicinais.
Ambos foram abordados por policiais e, diante da apreensão das drogas, denunciados pela prática
do crime de tráfico de entorpecentes.
Considerando apenas as informações narradas, o advogado de Tony e José deverá alegar em favor
dos clientes, respectivamente, a ocorrência de
A) erro de tipo, nos dois casos.
B) erro de proibição, nos dois casos.
C) erro de tipo e erro de proibição.
D) erro de proibição e erro de tipo.

04.! (FGV - 2016 - OAB - XX EXAME DE ORDEM)


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Aula 03

Wellington pretendia matar Ronaldo, camisa 10 e melhor jogador de futebol do time Bola Cheia, seu
adversário no campeonato do bairro. No dia de um jogo do Bola Cheia, Wellington vê, de costas, um
jogador com a camisa 10 do time rival. Acreditando ser Ronaldo, efetua diversos disparos de arma
de fogo, mas, na verdade, aquele que vestia a camisa 10 era Rodrigo, adolescente que substituiria
Ronaldo naquele jogo. Em virtude dos disparos, Rodrigo faleceu. Considerando a situação narrada,
assinale a opção que indica o crime cometido por Wellington.
A) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro na
execução.
B) Homicídio consumado, considerando-se as características de Rodrigo.
C) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro sobre a
pessoa.
D) Tentativa de homicídio contra Ronaldo e homicídio culposo contra Rodrigo.

05.! (FGV - 2016 - OAB - XIX EXAME DE ORDEM)
Pedro e Paulo bebiam em um bar da cidade quando teve início uma discussão sobre futebol. Pedro,
objetivando atingir Paulo, desfere contra ele um disparo que atingiu o alvo desejado e também
terceira pessoa que se encontrava no local, certo que ambas as vítimas faleceram, inclusive aquela
cuja morte não era querida pelo agente.
Para resolver a questão no campo jurídico, deve ser aplicada a seguinte modalidade de erro:
A) erro sobre a pessoa.
B) aberratio ictus.
C) aberratio criminis.
D) erro determinado por terceiro.

06.! (FGV – 2015 – TCM-SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO – CIÊNCIAS JURÍDICAS)
Dois prefeitos de cidades vizinhas, Ricardo e Bruno, encontram-se em um bar, após uma reunião
cansativa de negócios. Ricardo bebia doses de whisky e, mesmo não sendo essa sua intenção, acabou
ficando embriagado. Enquanto isso, Bruno bebia apenas refrigerante, mas foi colocado em seu copo
um comprimido de substância psicotrópica por um eleitor de sua cidade, que também o deixou
completamente embriagado. Após, ainda alterados, cada um volta para a sede de sua prefeitura e
apropriam-se de bens públicos para proveito próprio.
Considerando o fato narrado, é correto afirmar que:
(A) Ricardo e Bruno são isentos de pena, pois a embriaguez de ambos decorreu de força maior;
(B) Ricardo deverá responder pelo crime praticado, enquanto Bruno é isento de pena;
(C) Ricardo e Bruno deverão responder pelos crimes praticados, pois a embriaguez nunca exclui a
imputabilidade penal;
(D) Ricardo e Bruno, caso sejam denunciados, responderão criminalmente perante a Câmara de
Vereadores;


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(E) Ricardo e Bruno são isentos de pena, pois a embriaguez do primeiro foi culposa e do segundo
decorreu de força maior.

07.! (FGV – 2015 – TCE-RJ – AUDITOR)
A embriaguez provocada pelo uso do álcool pode excluir a culpabilidade quando:
a) for preordenada;
b) decorrer de força maior e diminuir a capacidade de entender a ilicitude do fato;
c) for culposa;
d) for patológica;
e) for habitual.

08.! (FGV – 2015 – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA-AL – PROCURADOR)
A doutrina majoritária brasileira entende que haverá crime diante de uma conduta típica, ilícita e
culpável.
Sobre a culpabilidade, assinale a afirmativa correta.
a) O erro de tipo é causa de exclusão da culpabilidade em seu elemento potencial da ilicitude.
b) A conduta em coação física irresistível, apesar de típica e ilícita, não enseja punição do agente por
ausência de culpabilidade.
c) O estrito cumprimento do dever legal é tratado pelo Código Penal como causa excludente de
culpabilidade.
d) A embriaguez culposa completa não exclui a imputabilidade penal.
e) O exercício regular do direito é causa legal de exclusão da culpabilidade.

09.! (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM)
Patrício e Luiz estavam em um bar, quando o primeiro, mediante ameaça de arma de fogo, obriga o
último a beber dois copos de tequila. Luiz ficou inteiramente embriagado. A dupla, então, deixou o
local, sendo que Patrício conduzia Luiz, que caminhava com muitas dificuldades. Ao encontrarem
Juliana, que caminhava sozinha pela calçada, Patrício e Luiz, se utilizando da arma que era portada
pelo primeiro, constrangeram-na a com eles praticar sexo oral, sendo flagrados por populares que
passavam ocasionalmente pelo local, ocorrendo a prisão em flagrante. Denunciados pelo crime de
estupro, no curso da instrução, mediante perícia, restou constatado que Patrício era possuidor de
doença mental grave e que, quando da prática do fato, era inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do seu comportamento, situação, aliás, que permaneceu até o momento do
julgamento. Também ficou demonstrado que, no momento do crime, Luiz estava completamente
embriagado. O Ministério Público requereu a condenação dos acusados. Não havendo dúvida com
relação ao injusto, tecnicamente, a defesa técnica dos acusados deverá requerer, nas alegações
finais,


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A) a absolvição dos acusados por força da inimputabilidade, aplicando, porém, medida de segurança
para ambos.
B) a absolvição de Luiz por ausência de culpabilidade em razão da embriaguez culposa e a absolvição
Patrício, com aplicação, para este, de medida de segurança.
C) a absolvição de Luiz por ausência de culpabilidade em razão da embriaguez completa decorrente
de força maior e a absolvição imprópria de Patrício, com aplicação, para este, de medida de
segurança.
D) a absolvição imprópria de Patrício, com a aplicação de medida de segurança, e a condenação de
Luiz na pena mínima, porque a embriaguez nunca exclui a culpabilidade.

10.! (FGV – 2015 – OAB – XVII EXAME DE ORDEM)
Durante um assalto a uma instituição bancária, Antônio e Francisco, gerentes do estabelecimento,
são feitos reféns. Tendo ciência da condição deles de gerentes e da necessidade de que suas digitais
fossem inseridas em determinado sistema para abertura do cofre, os criminosos colocam, à força, o
dedo de Antônio no local necessário, abrindo, com isso, o cofre e subtraindo determinada quantia
em dinheiro. Além disso, sob a ameaça de morte da esposa de Francisco, exigem que este saia do
banco, levando a sacola de dinheiro juntamente com eles, enquanto apontam uma arma de fogo
para os policiais que tentavam efetuar a prisão dos agentes.
Analisando as condutas de Antônio e Francisco, com base no conceito tripartido de crime, é correto
afirmar que
A) Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade, enquanto Francisco não
responderá por ausência de ilicitude em sua conduta.
B) Antônio não responderá pelo crime por ausência de ilicitude, enquanto Francisco não responderá
por ausência de culpabilidade em sua conduta.
C) Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade, enquanto Francisco não
responderá por ausência de culpabilidade em sua conduta.
D) Ambos não responderão pelo crime por ausência de culpabilidade em suas condutas.

11.! (FGV – 2014 – OAB – XIV EXAME DE ORDEM)
Eslow, holandês e usuário de maconha, que nunca antes havia feito uma viagem internacional, veio
ao Brasil para a Copa do Mundo. Assistindo ao jogo Holanda x Brasil decidiu, diante da tensão, fumar
um cigarro de maconha nas arquibancadas do estádio. Imediatamente, os policiais militares de
plantão o prenderam e o conduziram à Delegacia de Polícia. Diante do Delegado de Polícia, Eslow,
completamente assustado, afirma que não sabia que no Brasil a utilização de pequena quantidade
de maconha era proibida, pois, no seu país, é um habito assistir a jogos de futebol fumando
maconha.
Sobre a hipótese apresentada, assinale a opção que apresenta a principal tese defensiva.
a) Eslow está em erro de tipo essencial escusável, razão pela qual deve ser absolvido.
b) Eslow está em erro de proibição direto inevitável, razão pela qual deve ser isento de pena.


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c) Eslow está em erro de tipo permissivo escusável, razão pela qual deve ser punido pelo crime
culposo.
d) Eslow está em erro de proibição, que importa em crime impossível, razão pela qual deve ser
absolvido.

12.! (FGV - 2012 - PC-MA - DELEGADO DE POLÍCIA)
Acerca da culpabilidade no estudo da teoria do crime, assinale a afirmativa incorreta.
a) Para a teoria normativa que surgiu com o finalismo, houve a migração do dolo e da culpa para a
tipicidade, passando a culpabilidade a ser um juízo de valor que se faz sobre a conduta típica e ilícita.
b) No tocante a imputabilidade, o Código Penal adotou o critério biopsicológico, sendo indispensável
que a causa geradora da inimputabilidade esteja presente no momento da conduta.
c) No erro de proibição o erro recai sobre a ilicitude do fato, imaginando o agente ser lícito o que é
ilícito, podendo atenuar a culpabilidade, nunca, porém, a excluindo.
d) Para a teoria limitada da culpabilidade, o erro de tipo permissivo exclui o dolo; se o erro for
vencível há crime culposo se previsto em lei.
e) A coação moral irresistível pode ser exercida diretamente sobre o agente ou sobre um terceiro,
somente respondendo o autor da coação.

13.! (FGV – 2013 – OAB – XI EXAME DE ORDEM)
Para aferição da inimputabilidade por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou
retardado, assinale a alternativa que indica o critério adotado pelo Código Penal vigente.
a) Biológico.
b) Psicológico.
c) Psiquiátrico.
d) Biopsicológico.

14.! (FGV – 2012 – OAB – VIII EXAME DE ORDEM)
Analise as hipóteses abaixo relacionadas e assinale a alternativa que apresenta somente causas
excludentes de culpabilidade.
a) Erro de proibição; embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior; coação
moral irresistível.
b) Embriaguez culposa; erro de tipo permissivo; inimputabilidade por doença mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado.
c) Inimputabilidade por menoridade; estrito cumprimento do dever legal; embriaguez incompleta.
d) Embriaguez incompleta proveniente de caso fortuito ou força maior; erro de proibição;
obediência hierárquica.


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15.! (FGV – IX EXAME UNIFICADO DA OAB)


Acerca das causas excludentes de ilicitude e extintivas de punibilidade, assinale a afirmativa
incorreta.
A) A coação moral irresistível exclui a culpabilidade, enquanto que a coação física irresistível exclui
a própria conduta, de modo que, nesta segunda hipótese, sequer chegamos a analisar a tipicidade,
pois não há conduta penalmente relevante.
B) Em um bar, Caio, por notar que Tício olhava maliciosamente para sua namorada, desfere contra
este um soco no rosto. Aturdido, Tício vai ao chão, levantando-se em seguida, e vai atrás de Caio e
o interpela quando este já estava saindo do bar. Ao voltar-se para trás, atendendo ao chamado, Caio
é surpreendido com um soco no ventre. Tício praticou conduta típica, mas amparada por uma causa
excludente de ilicitude.
C) Mévio, atendendo a ordem dada por seu líder religioso e, com o intuito de converter Rufus,
permanece na residência deste à sua revelia, ou seja, sem o seu consentimento. Neste caso, Mévio,
mesmo cumprindo ordem de seu superior e mesmo sendo tal ordem não manifestamente ilegal,
pratica crime de violação de domicílio (Art. 150 do Código Penal), não estando amparado pela
obediência hierárquica.
D) O consentimento do ofendido não foi previsto pelo nosso ordenamento jurídico-penal como uma
causa de exclusão da ilicitude. Todavia, sua natureza justificante é pacificamente aceita, desde que,
entre outros requisitos, o ofendido seja capaz de consentir e que tal consentimento recaia sobre
bem disponível.

16.! (FGV – IX EXAME UNIFICADO DA OAB)
Jaime, brasileiro, passou a morar em um país estrangeiro no ano de 1999. Assim como seu falecido
pai, Jaime tinha por hábito sempre levar consigo acessórios de arma de fogo, o que não era proibido,
levando-se em conta a legislação vigente à época, a saber, a Lei n. 9.437/97. Tal hábito foi mantido
no país estrangeiro que, em sua legislação, não vedava a conduta. Todavia, em 2012, Jaime resolve
vir de férias ao Brasil. Além de matar as saudades dos familiares, Jaime também queria apresentar
o país aos seus dois filhos, ambos nascidos no estrangeiro. Ocorre que, dois dias após sua chegada,
Jaime foi preso em flagrante por portar ilegalmente acessório de arma de fogo, conduta descrita no
Art. 14 da Lei n. 10.826/2003, verbis : “Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito,
transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou
ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo
com determinação legal ou regulamentar”.
Nesse sentido, podemos afirmar que Jaime agiu em hipótese de
A) erro de proibição direto.
B) erro de tipo essencial.
C) erro de tipo acidental.
D) erro sobre as descriminantes putativas.

17.! (FGV - 2010 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - 3 - PRIMEIRA FASE (FEV/2011)


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Joaquim, desejoso de tirar a vida da própria mãe, acaba causando a morte de uma tia (por confundi-
la com aquela). Tendo como referência a situação acima, é correto afirmar que Joaquim incorre em
erro
A) de tipo essencial escusável – inevitável – e deverá responder pelo crime de homicídio sem a
incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (haja vista que a vítima, de
fato, não era a sua genitora).
B) de tipo acidental na modalidade error in persona e deverá responder pelo crime de homicídio com
a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (mesmo que a vítima não
seja, de fato, a sua genitora).
C) de proibição e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado pelo fato de ter objetivado
atingir ascendente (preserva-se o dolo, independente da identidade da vítima).
D) de tipo essencial inescusável – evitável –, mas não deverá responder pelo crime de homicídio
qualificado, uma vez que a pessoa atingida não era a sua ascendente.

18.! (FGV – 2013 – OAB – XII EXAME DE ORDEM)
Bráulio, rapaz de 18 anos, conhece Paula em um show de rock, em uma casa noturna. Os dois, após
conversarem um pouco, resolvem dirigir-se a um motel e ali, de forma consentida, o jovem mantém
relações sexuais com Paula. Após, Bráulio descobre que a moça, na verdade, tinha apenas 13 anos e
que somente conseguira entrar no show mediante apresentação de carteira de identidade falsa.
A partir da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
A) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável doloso.
B) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável culposo.
C) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de tipo essencial.
D) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de proibição direto.

19.! (FGV – 2010 – OAB – II EXAME DE ORDEM)
Arlete, em estado puerperal, manifesta a intenção de matar o próprio filho recém-nascido. Após
receber a criança no seu quarto para amamentá-la, a criança é levada para o berçário. Durante a
noite, Arlete vai até o berçário, e, após conferir a identificação da criança, a asfixia, causando a sua
morte. Na manhã seguinte, é constatada a morte por asfixia de um recém-nascido, que não era o
filho de Arlete.
Diante do caso concreto, assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe.
(A) Crime de homicídio, pois, o erro acidental não a isenta de reponsabilidade.
(B) Crime de homicídio, pois, uma vez que o art. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob
influência do estado puerperal, não houve preenchimento dos elementos do tipo.
(C) Crime de infanticídio, pois houve erro quanto à pessoa.
(D) Crime de infanticídio, pois houve erro essencial.


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20.! (FCC – 2018 – DPE-AM – ANALISTA)


O erro de tipo, no Direito Penal,
a) exclui a culpabilidade subjetiva, impedindo a punição do agente.
b) quando escusável, permite a punição por crime culposo.
c) é incabível em crimes hediondos e equiparados.
d) é inescusável nos crimes da Lei de Drogas, no desconhecimento da lei penal.
e) incide sobre o elemento constitutivo do tipo e exclui o dolo.

21.! (FCC – 2017 – TRF5 – OFICIAL DE JUSTIÇA)
A coação moral irresistível
a) torna o fato atípico.
b) é causa excludente de ilicitude.
c) é circunstância que sempre atenua a pena.
d) tem o mesmo tratamento legal da coação física irresistível.
e) é causa de isenção da pena.

22.! (FCC – 2017 – POLITEC-AP – PERITO MÉDICO LEGISTA)
Após uma discussão em um bar, Pedro decide matar Roberto. Para tanto, dirige-se até sua residência
onde arma-se de um revólver. Ato contínuo, retorna ao estabelecimento e efetua um disparo em
direção a Roberto. Contudo, erra o alvo, atingindo Antônio, balconista que ali trabalhava, ferindo-o
levemente no ombro. Diante do caso hipotético, Pedro praticou, em tese, o(s) crime(s) de
a) lesão corporal leve.
b) lesão corporal culposa.
c) homicídio tentado e lesão corporal leve.
d) lesão corporal culposa e tentativa de homicídio.
e) homicídio na forma tentada.

23.! (FCC – 2015 – TCM-GO – PROCURADOR)
A respeito das causas excludentes da culpabilidade, é correto afirmar que
a) o desconhecimento da lei nos crimes culposos isenta o agente de pena.
b) o erro invencível sobre a ilicitude do fato não isenta o réu de pena.
c) na coação moral irresistível o coator responde por dolo e o coacto por culpa.
d) as descriminantes putativas excluem a culpabilidade.
e) na obediência hierárquica é dispensável a existência de relação de direito público entre superior
e subordinado.


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24.! (FCC – 2015 – TRE-RR – ANALISTA JUDICIÁRIO)


Paulo é estudante de uma determinada faculdade do Estado de Roraima, cursando o primeiro
semestre. No início deste ano de 2015 Paulo é submetido a um trote acadêmico violento e,
amarrado, é obrigado a consumir à força bebida alcoólica e substância entorpecente. Após o trote,
Paulo, completamente embriagado e incapacitado de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento por conta desta embriaguez e do uso de droga,
desloca-se até uma Delegacia de Polícia da cidade de Boa Vista, onde tramita um inquérito contra
ele por crime de lesão corporal dolosa decorrente de uma briga em uma casa noturna, e oferece R$
10.000,00 em dinheiro ao Delegado de Polícia para que este não dê prosseguimento às
investigações. Paulo acaba preso em flagrante pela Autoridade Policial. No caso hipotético exposto,
Paulo
a) praticou crime de corrupção ativa e terá a pena reduzida de um a dois terços no caso de
condenação.
b) é isento de pena pelo crime cometido nas dependências da Delegacia de Polícia.
c) praticou crime de corrupção ativa e não terá a pena reduzida no caso de condenação pela
embriaguez.
d) praticou crime de concussão e não terá a pena reduzida no caso de condenação.
e) praticou crime de concussão e terá a pena reduzida de um a dois terços no caso de condenação.

25.! (FCC – 2015 – DPE-MA – DEFENSOR PÚBLICO)
Se o agente oferece propina a um empregado de uma sociedade de economia mista, supondo ser
funcionário de empresa privada com interesse exclusivamente particular, incide em
a) erro sobre a pessoa.
b) descriminante putativa.
c) erro de tipo.
d) erro sobre a ilicitude do fato inevitável.
e) erro sobre a ilicitude do fato evitável.

26.! (FCC – 2015 - TCE-CE - PROCURADOR DE CONTAS)
A diferença entre erro sobre elementos do tipo e erro sobre a ilicitude do fato reside na circunstância
de que
a) o erro de tipo exclui a culpabilidade, o de fato a imputabilidade.
b) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a culpabilidade.
c) o erro de tipo exclui a reprovabilidade da conduta, o de fato o elemento do injusto.
d) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a invencibilidade do erro.
e) a discriminante putativa é o que distingue o erro de tipo do erro de fato.

27.! (FCC – 2015 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO)


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Em matéria de erro, correto afirmar que


a) o erro sobre a ilicitude do fato exclui a culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa
b) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal não exclui a possibilidade de punição por crime
culposo.
c) o erro sobre a ilicitude do fato, se evitável, isenta de pena.
d) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal exclui a culpabilidade.
e) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena, considerando-se as
condições ou qualidades da vítima, e não as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime.

28.! (FCC – 2015 – TJ-SE – JUIZ)
A, cidadão americano, vem para o Brasil em férias, trazendo alguns cigarros de maconha. Está ciente
que mesmo em seu país o consumo da substância não é amplamente permitido, mas, como possui
câncer em fase avançada, possui receita médica emitida por especialista americano para utilizar
substâncias que possuam THC. Ao passar pelo controle policial do aeroporto, é detido pelo crime de
tráfico de drogas. Nesta situação, é possível alegar que A encontrava-se em situação de erro de:
a) tipo.
b) tipo permissivo.
c) proibição direto.
d) proibição indireto.
e) tipo indireto.

29.! (FCC – 2015 – TRT9 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Maria, a fim de cuidar do machucado de seu filho que acabou de cair da bicicleta, aplica sobre o
ferimento da criança ácido corrosivo, pensando tratar-se de uma pomada cicatrizante, vindo a
agravar o ferimento. A situação descrita retrata hipótese tratada no Código Penal como:
a) erro de proibição.
b) erro na execução.
c) estado de necessidade.
d) exercício regular de direito.
e) erro de tipo.

30.! (FCC – 2015 – TRT9 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
São causas de inimputabilidade previstas no Código Penal, além de doença mental e
desenvolvimento mental incompleto ou retardado:
a) emoção e paixão; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força maior; idade inferior
a 18 anos.
b) idade inferior a 16 anos; embriaguez voluntária; coação irresistível.


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c) idade inferior a 18 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força maior.
d) idade inferior a 21 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força maior;
legítima defesa.
e) emoção e paixão; idade inferior a 18 anos; embriaguez preordenada.

31.! (FCC – 2015 – TCE-AM – AUDITOR)
O erro sobre a pessoa contra a qual o crime é praticado
a) não isenta de pena o agente.
b) exclui o dolo.
c) exclui o dolo, mas prevalece a culpa.
d) não isenta de pena o agente, porém deve sempre ser considerado na sentença.
e) é um crime impossível

32.! (FCC – 2015 – TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO)
O erro inescusável sobre
a) a ilicitude do fato constitui causa de diminuição da pena.
b) elementos do tipo permite a punição a título de culpa, se acidental.
c) elementos do tipo isenta de pena.
d) elementos do tipo exclui o dolo e a culpa, se essencial.
e) a ilicitude do fato exclui a antijuridicidade da conduta.

33.! (FCC – 2015 – TRE-AP – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Maria é aprovada no vestibular para uma determinada Universidade Federal. No dia da matrícula,
Maria, caloura, é recebida pelos alunos veteranos da universidade e submetida a um trote
acadêmico violento. Além de outras coisas que foi obrigada a fazer, Maria foi amarrada em uma
cadeira de bar e obrigada a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente embriagada e sem
qualquer possibilidade de entender o caráter ilícito de um fato ou de determinar-se de acordo com
este entendimento. Maria é liberada do trote e sai do bar, dirigindo-se até o seu veículo que estava
estacionado em via pública, sem conseguir movimentá-lo. Abordada por policiais, desacatou-os.
Neste caso, no que concerne ao crime de desacato,
(A) terá a pena reduzida de um a dois terços.
(B) estará isenta de pena.
(C) terá a pena reduzida de metade.
(D) terá a pena reduzida em 1/6.
(E) terá a pena aumentada de 1/3.


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Aula 03

34.! (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA)


No direito brasileiro legislado, desde que subtraia por completo o entendimento da ilicitude ou a
determinação por ela, a embriaguez terá, genericamente, o condão de excluir total ou parcialmente
a imputabilidade penal quando for
(A) não preordenada.
(B) oriunda de culpa consciente.
(C) oriunda de culpa inconsciente.
(D) oriunda de caso fortuito.
(E) não premeditada.

35.! (FCC – 2014 – TJ-CE – JUIZ)
Na coação moral irresistível, há exclusão da
a) antijuridicidade.
b) culpabilidade, por inimputabilidade.
c) culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa.
d) tipicidade.
e) culpabilidade, por impossibilidade de conhecimento da ilicitude.

36.! (FCC – 2014 – CÂMARA MUNICIPAL-SP – PROCURADOR LEGISLATIVO)
Há uma crítica doutrinária bastante conhecida e frequente ao fundamento teórico da punição, no
direito brasileiro, dos crimes cometidos em estado de embriaguez. Pode-se sintetizá-la afirmando
que essa punição, ao fundar-se na teoria
a) da equivalência dos antecedentes causais, simplesmente equaliza as diversas modalidades de
embriaguez, não permitindo uma justa diferenciação de seus variados graus de reprovabilidade.
b) objetiva pura alemã, não considera as diversas situações subjetivas desencadeantes da
embriaguez, e, por consequência, não propicia a devida diferenciação entre seus variados graus de
reprovabilidade.
c) da actio libera in causa, não é facilmente extensível aos casos de embriaguez não preordenada ou
mesmo meramente culposa, propiciando-se, eventualmente, situações de responsabilização penal
estritamente objetiva.
d) puramente normativa da culpabilidade (Welzel), esvazia o juízo da consciência da ilicitude que,
de efetivo e concreto, se torna puramente exigível e potencial, respondendo o agente
indistintamente pelo crime, ainda que compreensivelmente não tivesse condições ou razões reais
para não se embriagar nas circunstâncias em que o fato se deu.
e) monista temperada, acaba comportando situações graves de impunidade, notadamente nos
crimes cometidos com culpa consciente e limítrofes ao dolo eventual.

37.! (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL)


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Aula 03

A inimputabilidade por peculiaridade mental ou etária exclui da conduta a


a) tipicidade.
b) tipicidade e a antijuridicidade, respectivamente.
c) antijuridicidade.
d) antijuridicidade e a culpabilidade, respectivamente.
e) culpabilidade.

38.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Em matéria penal, a embriaguez incompleta, resultante de caso fortuito ou de força maior,
a) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade de entendimento gerando uma
causa geral de diminuição de pena.
b) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando qualquer efeito na aplicação da
pena.
c) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a capacidade de compreensão,
tornando o agente isento de pena.
d) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como circunstância agravante.
e) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e serve como circunstância agravante.

39.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR)
Constitui causa de exclusão da culpabilidade
A) a embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, em virtude da
impossibilidade de o agente conhecer a ilicitude do fato.
B) o erro sobre a ilicitude do fato, em decorrência da não imputabilidade do agente.
C) a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou retardado, em função de não se
poder exigir conduta diversa do agente.
D) a menoridade, em virtude da impossibilidade de o agente conhecer a ilicitude do fato.
E) a coação moral irresistível, em função de não se poder exigir conduta diversa do agente.

40.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)
O erro sobre a ilicitude do fato
A) exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.
B) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
C) exclui o dolo e a culpa.
D) reflete na culpabilidade, de modo a excluí-la ou atenuá-la.
E) extingue a punibilidade


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Aula 03

41.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)


A coação moral irresistível e a obediência hierárquica são causas de exclusão da
A) culpabilidade.
B) antijuridicidade.
C) ilicitude.
D) tipicidade.
E) punibilidade.

42.! (FCC – 2010 – MPE-SE – ANALISTA – DIREITO)
Desenvolvimento mental incompleto ou retardado, embriaguez decorrente de caso fortuito e
menoridade constituem, dentre outras, excludentes de
A) tipicidade
B) ilicitude
C) punibilidade
D) antijuridicidade
E) culpabilidade

43.! (FCC – 2011 – TER/AP – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA)
Exclui a imputabilidade penal, nos termos preconizados pelo Código Penal,
A) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
B) a emoção e a paixão.
C) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
D) se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
E) a embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior, se o agente era, ao tempo
da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-
se de acordo com esse entendimento.

44.! (FCC – 2011 – TRT 1°RG – TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA)
O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
E) exclui a ilicitude do fato.


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45.! (FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - TÉCNICO JUDICIÁRIO - SEGURANÇA)
O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
E) exclui a ilicitude do fato.

46.! (FCC - 2010 - TRE-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)
A dispara seu revólver e mata B, acreditando tratar-se de um animal. A respeito dessa hipótese é
correto afirmar que se trata de
A) fato típico, pois o dolo abrangeu todos os elementos objetivos do tipo.
B) erro de proibição, que exclui a culpabilidade.
C) erro de proibição, que gera apenas a diminuição da pena, posto que inescusável.
D) erro de tipo, que exclui o dolo e a culpa, se escusável.
E) erro quanto à existência de excludente de ilicitude (descriminante putativa).

47.! (FCC - 2007 - TRE-MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)
Considere os exemplos abaixo:
I. Casar-se com pessoa cujo cônjuge foi declarado morto para os efeitos civis, mas estava vivo.
II. Aplicar no ferimento do filho ácido corrosivo, supondo que está utilizado uma pomada.
III. Matar pessoa gravemente enferma, a seu pedido, para livrá-la de mal incurável, supondo que a
eutanásia é permitida.
IV. Ingerir a gestante substância abortiva, supondo que estava tomando um calmante.
Há erro de tipo nas situações indicadas APENAS em
A) I, II e III.
B) I e III.
C) I, III e IV.
D) II e III.
E) II e IV.

48.! (FCC – 2009 – TJ/PA – OFICIAL DE JUSTIÇA)
O erro de proibição quando escusável exclui a


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A) imputabilidade.
B) culpabilidade.
C) punibilidade.
D) antijuridicidade.
E) conduta.

49.! (FCC – 2012 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO)
Em Direito Penal, o erro
a) de tipo, se for invencível, exclui a tipicidade dolosa e a culposa.
b) que recai sobre a existência de situação de fato que justificaria a ação, tornando-a legítima, é
tratado pelo Código Penal como erro de proibição, excluindo-se, pois, a tipicidade da conduta.
c) de tipo exclui o dolo e a culpa grave, mas não a culpa leve.
d) de proibição é irrelevante para o Direito Penal, pois, nos termos do caput do art. 21 do Código
Penal, "o desconhecimento da lei é inescusável".
e) de proibição exclui a consciência da ilicitude, que, desde o advento da teoria finalista, integra o
dolo e a culpa.


50.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR)
O erro sobre a ilicitude do fato
a) reflete na culpabilidade, de modo a excluir a pena ou diminuí-la.
b) exclui o dolo e a culpa.
c) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
d) extingue a punibilidade.
e) exclui o dolo, mas permite a punção por crime culposo, se previsto em lei.

51.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR)
Excluem a ilicitude e a imputabilidade, respectivamente,
a) a obediência hierárquica e a embriaguez acidental completa.
b) a coação moral irresistível e a doença mental.
c) a desistência voluntária e o desenvolvimento mental incompleto.
d) o exercício regular de direito e a menoridade.

52.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL)
São pressupostos da culpabilidade


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a) a falta de cuidado, a previsibilidade do resultado e a exigibilidade de conduta diversa.


b) a imputabilidade, a possibilidade de conhecimento da ilicitude e a falta de cuidado.
c) a previsibilidade do resultado, a imputabilidade e a falta de cuidado.
d) a possibilidade de conhecer a ilicitude, a exigibilidade de conduta diversa e a falta de cuidado.
e) a imputabilidade, a possibilidade de conhecer a ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa.

53.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL)
A doença mental, a perturbação de saúde mental e o desenvolvimento mental incompleto ou
retardado
a) refletem na culpabilidade, de modo a excluí-la ou a atenuá-la.
b) excluem a ilicitude da conduta.
c) isentam sempre de pena.
d) extinguem a punibilidade.
e) excluem a tipicidade.

54.! (FCC – 2008 – PGE/SP – PROCURADOR)
Exclui a culpabilidade, em decorrência da não-imputabilidade,
a) a emoção.
b) a embriaguez não-acidental.
c) a coação moral irresistível.
d) a menoridade.
e) o erro sobre a ilicitude do fato.

55.! (FCC – 2007 – MPU – ANALISTA)
Considere:
I. Estado de necessidade.
II. Estrito cumprimento de dever legal.
III. Obediência hierárquica.
IV. Exercício regular de um direito.
V. Legítima defesa putativa.
São excludentes da culpabilidade SOMENTE o que se considera em
a) I e V.
b) II e III.
c) III e V.
d) I, II e IV.


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e) II, III e IV.



56.! (FCC - 2013 - TJ-PE - JUIZ)
A coação moral irresistível e a obediência hierárquica excluem a
a) tipicidade e a culpabilidade, respectivamente.
b) tipicidade.
c) culpabilidade.
d) culpabilidade e a tipicidade, respectivamente.
e) punibilidade e a ilicitude, respectivamente.

57.! (VUNESP – 2018 – PC-BA - ESCRIVÃO)
A respeito da imputabilidade penal, é correto afirmar que tal instituto
(A) figura como um dos elementos da culpabilidade.
(B) cuida da capacidade física do agente de praticar o ilícito.
(C) figura como um dos requisitos da punibilidade.
(D) não exclui da aplicação da lei penal fato praticado durante a embriaguez involuntária completa,
proveniente de caso fortuito ou força maior.
(E) não exclui a menoridade (criança e adolescente) da aplicação da lei penal.

58.! (VUNESP – 2018 – PC-BA - INVESTIGADOR)
De acordo com o Estatuto Penal brasileiro, são elementos da culpabilidade a imputabilidade, a
potencial consciência da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa. Sobre a imputabilidade,
assinale a alternativa correta.
(A) O conceito de imputabilidade penal compreende a capacidade mental do indivíduo,
considerando-se apenas a sua idade ao tempo do crime.
(B) Entre as causas de exclusão da imputabilidade, encontra-se a embriaguez completa ou
incompleta, mas sempre voluntária.
(C) A legislação penal brasileira adotou o critério Biopsicológico como aquele de aferição da
imputabilidade, independentemente da idade do infrator ao tempo do fato.
(D) Ao agente que, em virtude da perturbação da saúde mental, não for inteiramente capaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, poderá
ser imposta pena como sanção, porém com redução de 1 (um) a 2/3 (dois terços).
(E) O agente que por embriaguez incompleta e voluntária não for, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato será isento de pena.

59.! (VUNESP – 2017 – DPE-RO – DEFENSOR PÚBLICO)


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Sendo positivos os elementos que configuram o delito e constatada a semi-imputabilidade do


acusado, o juiz pode, atendendo aos demais critérios legais,
a) aplicar-lhe pena reduzida de 1 a 2/3 ou absolvê-lo, pois não há outra previsão legal.
b) aplicar-lhe pena reduzida de 1 a 2/3 ou determinar que se submeta a tratamento ambulatorial
ou, ainda, determinar sua internação.
c) aplicar-lhe pena reduzida de 1 a 2/3 ou determinar que se submeta a tratamento ambulatorial,
pois não há outra previsão legal.
d) absolver o acusado, por ausência de tipicidade, especialmente por falta de elemento subjetivo do
tipo ou suspender o processo, pois não há outra previsão legal.
e) declarar extinta a punibilidade do acusado ou absolvê-lo por ausência de tipicidade,
especialmente por falta de elemento subjetivo do tipo.

60.! (VUNESP – 2016 – TJ-SP – TITULAR NOTARIAL)
Assinale a alternativa correta.
a) A embriaguez culposa, por álcool ou substância de efeitos análogos, exclui a imputabilidade penal.
b) O agente que em virtude de perturbação da saúde mental não era, ao tempo da ação,
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com este
entendimento, é isento de pena.
c) A paixão ou a emoção não excluem a imputabilidade penal.
d) Os menores de dezoito anos são semi-imputáveis, pois estão sujeitos às normas do Estatuto da
Criança e do Adolescente.

61.! (VUNESP – 2016 – IPSMI – PROCURADOR)
Tício, maior de 18 anos, é portador de doença mental, necessitando de medicação diária. A doença,
por si só, não prejudica a capacidade de compreensão. Todavia, a medicação, ingerida em conjunto
com bebida alcoólica em quantidade, provoca surtos psicóticos, com exclusão da capacidade de
entendimento. Tício sabe dos efeitos do álcool, em excesso, em seu organismo, mas costuma beber,
moderadamente, justamente para desfrutar dos efeitos que, segundo ele, “dá barato”. Em uma
festa, Tício, sem saber que se tratava de uma garrafa de absinto (bebida de alto teor alcoólico),
pensando ser gim, preparou um coquetel de frutas e ingeriu. Ao recobrar a consciência, soube que
esfaqueou dois de seus melhores amigos, causando a morte de um e lesão de natureza grave em
outro. A respeito da situação, é correto afirmar que
a) Tício, devido à doença mental, é inimputável, sendo isento de pena.
b) Tício é inimputável, sendo isento de pena, pois praticou o crime em estado de completa
embriaguez, decorrente de caso fortuito.
c) Tício é imputável, pois a embriaguez completa decorreu de culpa. Entretanto, faz jus à redução da
pena.
d) Tício é imputável, sendo punido de forma agravada, em vista da embriaguez pré-ordenada.


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e) Tício, por ser maior de 18 anos, é imputável, sendo irrelevante a circunstância de ter praticado o
crime em estado de completa embriaguez.

62.! (VUNESP – 2015 – MPE/SP – ANALISTA DE PROMOTORIA)
Assinale a alternativa correta a respeito da imputabilidade penal.
(A) Comprovada a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou retardado, o agente
será considerado inimputável para os efeitos legais.
(B) Aos inimputáveis e aos semi-imputáveis, comprovada essa condição por perícia médica, será
substituída a pena por medida de segurança consistente em internação em hospital de custódia e
tratamento psiquiátrico.
(C) A imputabilidade é um dos elementos da culpabilidade, ao lado da potencial consciência sobre a
ilicitude do fato e a exigibilidade de conduta diversa.
(D) A imputabilidade, de acordo com o Código Penal, pode se dar por doença mental, imaturidade
natural ou embriaguez do agente.
(E) A emoção e a paixão, além de não afastarem a imputabilidade penal do agente, podem ser
consideradas como circunstâncias agravantes no momento da fixação da pena.

63.! (VUNESP – 2015 – PC/CE – ESCRIVÃO)
No tocante às disposições do Código Penal relativas à culpabilidade e imputabilidade, é correto
afirmar que
(A) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
(B) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a imputabilidade penal.
(C) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
(D) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, em virtude de perturbação de saúde
mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
(E) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a imputabilidade
penal.

64.! (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR)
No tocante às disposições previstas no Código Penal relativas à culpabilidade, é correto afirmar que
(A) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.


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(B) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da coação ou da ordem tendo o
autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.
(C) o fato cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, não excluiu a culpabilidade do autor do fato.
(D) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, mesmo que
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
(E) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, mesmo que
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da coação ou da ordem tendo o
autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.

65.! (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR)
Nos termos do Código Penal, a imputabilidade penal é excluída pela
(A) emoção.
(B) doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, que torna o autor, ao
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
(C) embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, que privou o autor, ao tempo da ação
ou da omissão, da plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de
acordo com esse entendimento.
(D) embriaguez completa e culposa que torna o autor, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
(E) paixão.

66.! (VUNESP – 2014 – PC-SP – DELEGADO DE POLÍCIA)
A tese supralegal de inexigibilidade de conduta diversa, se acolhida judicialmente, importa em
exclusão
a) da imputabilidade.
b) da pena.
c) de punibilidade.
d) do crime.
e) de culpabilidade.

67.! (VUNESP – 2014 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
Agente imputável e menor de 21 anos à época do fato criminoso ocorrido em 10 de junho de 2006.
Foi denunciado como incurso no art. 157, caput, do CP. A denúncia foi recebida em 29 de junho de
2006 e até 01 de julho de 2014 não havia sido prolatada sentença. Diante disso, pode-se afirmar que


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a) ocorreu a pretensão punitiva estatal, considerado o máximo da pena abstratamente cominada à


infração.
b) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos seis anos da
data supra mencionada (01.07.2014).
c) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos quatro anos da
data supra mencionada (01.07.2014).
d) antes da prolação da sentença condenatória não se pode falar em ocorrência da pretensão
punitiva estatal.

68.! (VUNESP – 2014 – TJ-SP – JUIZ)
Para o Código Penal (art. 20, § 1.º), quando a descriminante putativa disser respeito aos
pressupostos fáticos da excludente, estamos diante de:
a) Excludente de antijuridicidade.
b) Erro de tipo.
c) Erro de proibição.
d) Excludente de culpabilidade.

69.! (VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO DE POLÍCIA)
Considere que determinado sujeito, portador de desenvolvimento mental incompleto, ao tempo da
ação tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato, mas era inteiramente incapaz de
determinar-se de acordo com esse entendimento – o que fora clinicamente atestado nos autos em
perícia oficial. Em consonância com o texto legal do art. 26 do CP, ao proferir sentença deve o juiz
reconhecer sua
a) inimputabilidade.
b) imputabilidade.
c) semi-imputabilidade, absolvendo-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.
d) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe pena diminuída.
e) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.

70.! (VUNESP - 2013 - TJ-SP - ADVOGADO)
O gerente de uma determinada agência bancária, após longa sessão de tortura psicológica infligida
a ele pelos bandidos, fornece a chave para abertura do cofre da agência bancária. Sua conduta
encontra guarida na excludente de;
a) ilicitude denominada legítima defesa.
b) ilicitude denominada obediência hierárquica.
c) culpabilidade denominada actio libera in causa.
d) ilicitude denominada coação física irresistível.


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e) culpabilidade denominada coação moral irresistível.



71.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - PAPILOSCOPISTA POLICIAL)
Imagine que João confunda seu aparelho de telefone celular com o de seu colega Pedro e,
descuidadamente, leve para sua casa o aparelho de Pedro. Ao perceber o equívoco, João
imediatamente comunica-se com Pedro e informa o ocorrido.
No dia seguinte, João devolve o aparelho ao colega sem qualquer dano. Analisando a hipótese
narrada, é possível afirmar que João
a) cometeu crime de furto, mas não será punido em vista do instituto da desistência voluntária.
b) não cometeu crime algum.
c) cometeu crime de apropriação indébita, mas não será punido em vista do instituto da desistência
voluntária.
d) cometeu crime de furto, mas não será punido em vista do instituto do arrependimento eficaz.
e) cometeu crime de apropriação indébita, mas não será punido em vista do instituto do
arrependimento eficaz.

72.! (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ)
Com relação à coação moral irresistível, é correto afirmar que
a) exclui a culpabilidade.
b) exclui a tipicidade.
c) exclui a antijuridicidade.
d) o coato age sem vontade.

73.! (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ)
O pai que, tendo o filho sequestrado e ameaçado de morte, é coagido por sequestradores armados
e forçado a dirigir-se a certa agência bancária para efetuar um roubo a fim de obter a quantia
necessária para o pagamento do resgate e livrar o filho do cárcere privado em que se encontra pode,
em tese, lograr a absolvição com base na alegação de
a) inexigibilidade de conduta diversa.
b) legítima defesa.
c) exercício regular de direito.
d) estrito cumprimento de dever legal.

74.! (VUNESP – 2008 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
"A" foi condenado por crime de roubo. Todavia, após a prolação da sentença, veio aos autos a prova
de que "A" é menor de 18 anos de idade. Nesse caso,
a) "A" deve ser absolvido por não constituir o fato infração penal.


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b) "A" deve ser absolvido por ser inimputável.


c) deve ser anulada ab initio a ação penal, em razão da inimputabilidade do autor do fato.
d) "A" deve ter declarada extinta a punibilidade.

6! EXERCÍCIOS COMENTADOS


01.! (FGV – 2018 – TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Gabriel, 25 anos, desferiu, de maneira imotivada, diversos golpes de madeira na cabeça de Fábio,
seu irmão mais novo. Após ser denunciado pelo crime de lesão corporal gravíssima, foi realizado
exame de insanidade mental, constatando-se que, no momento da agressão, Gabriel, em razão de
desenvolvimento mental incompleto, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do
fato.
Diante da conclusão do laudo pericial, deverá ser reconhecida a:
(A) inimputabilidade do agente, afastando-se a culpabilidade;
(B) semi-imputabilidade do agente, afastando-se a culpabilidade;
(C) inimputabilidade do agente, afastando-se a tipicidade;
(D) semi-imputabilidade do agente, que poderá funcionar como causa de redução de pena;
(E) semi-imputabilidade do agente, afastando-se a tipicidade.
COMENTÁRIOS: Neste caso, como o agente não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito
do fato, deve ser considerado SEMI-IMPUTÁVEL, respondendo pelo crime, mas com pena reduzida
de um a dois terços em razão da semi-imputabilidade, na forma do art. 26, §único do CP:
Art. 26 (...)
Redu•‹o de pena
Par‡grafo œnico - A pena pode ser reduzida de um a dois ter•os, se o agente, em virtude de
perturba•‹o de saœde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado n‹o era
inteiramente capaz de entender o car‡ter il’cito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)

Perceba-se que há uma diferença ENORME entre ser inteiramente incapaz, que é o caso do
inimputável (art. 26) e não ser inteiramente capaz (parcialmente capaz), que é o caso da questão
(art. 26, §único do CP).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

02.! (FGV – 2017 – OAB - XXIII EXAME DE ORDEM)


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Pedro, jovem rebelde, sai à procura de Henrique, 24 anos, seu inimigo, com a intenção de matá-
lo, vindo a encontrá-lo conversando com uma senhora de 68 anos de idade. Pedro saca sua arma,
regularizada e cujo porte era autorizado, e dispara em direção ao rival. Ao mesmo tempo, a
senhora dava um abraço de despedida em Henrique e acaba sendo atingida pelo disparo.
Henrique, que não sofreu qualquer lesão, tenta salvar a senhora, mas ela falece.
Diante da situação narrada, em consulta técnica solicitada pela família, deverá ser esclarecido pelo
advogado que a conduta de Pedro, de acordo com o Código Penal, configura
A) crime de homicídio doloso consumado, apenas, com causa de aumento em razão da idade da
vítima.
B) crime de homicídio doloso consumado, apenas, sem causa de aumento em razão da idade da
vítima.
C) crimes de homicídio culposo consumado e de tentativa de homicídio doloso em relação a
Henrique.
D) crime de homicídio culposo consumado, sem causa de aumento pela idade da vítima.
COMENTÁRIOS: No presente caso tivemos um homicídio doloso consumado, pois houve erro na
execução, na forma do art. 73 do CP. Não há aumento de pena em razão da agravante de ter sido
praticado contra pessoa idosa, pois consideram-se as condições pessoais da vítima visada, e não as
da vítima atingida, nos termos do art. 73 c/c art. 20, §3º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

03.! (FGV – 2017 – OAB – XXII EXAME DE ORDEM)
Tony, a pedido de um colega, está transportando uma caixa com cápsulas que acredita ser de
remédios, sem ter conhecimento que estas, na verdade, continham Cloridrato de Cocaína em seu
interior. Por outro lado, José transporta em seu veículo 50g de Cannabis Sativa L. (maconha), pois
acreditava que poderia ter pequena quantidade do material em sua posse para fins medicinais.
Ambos foram abordados por policiais e, diante da apreensão das drogas, denunciados pela prática
do crime de tráfico de entorpecentes.
Considerando apenas as informações narradas, o advogado de Tony e José deverá alegar em favor
dos clientes, respectivamente, a ocorrência de
A) erro de tipo, nos dois casos.
B) erro de proibição, nos dois casos.
C) erro de tipo e erro de proibição.
D) erro de proibição e erro de tipo.
COMENTÁRIOS: No primeiro caso temos erro de tipo, previsto no art. 20 do CP, pois o agente
praticou o fato típico por incidir em ERRO sobre um dos elementos do tipo penal (substância
entorpecente), já que acredita que não se tratava de substância entorpecente, e sim de remédio.
No segundo caso tivemos erro de proibição, pois o agente sabia exatamente o que estava
carregando, mas acreditava que sua conduta era lícita perante o Direito Penal, ou seja, trata-se de


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um erro sobre a existência ou limites da norma penal. Portanto, ERRO DE PROIBIÇÃO, nos termos
do art. 21 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

04.! (FGV - 2016 - OAB - XX EXAME DE ORDEM)
Wellington pretendia matar Ronaldo, camisa 10 e melhor jogador de futebol do time Bola Cheia,
seu adversário no campeonato do bairro. No dia de um jogo do Bola Cheia, Wellington vê, de
costas, um jogador com a camisa 10 do time rival. Acreditando ser Ronaldo, efetua diversos
disparos de arma de fogo, mas, na verdade, aquele que vestia a camisa 10 era Rodrigo, adolescente
que substituiria Ronaldo naquele jogo. Em virtude dos disparos, Rodrigo faleceu. Considerando a
situação narrada, assinale a opção que indica o crime cometido por Wellington.
A) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro na
execução.
B) Homicídio consumado, considerando-se as características de Rodrigo.
C) Homicídio consumado, considerando-se as características de Ronaldo, pois houve erro sobre a
pessoa.
D) Tentativa de homicídio contra Ronaldo e homicídio culposo contra Rodrigo.
COMENTÁRIOS: No caso em tela, temos o fenômeno do erro sobre a pessoa, previsto no art. 20, §3º
do CP. Neste caso, o agente responde pelo crime de acordo com as características da vítima
pretendida, e não de acordo com as características da vítima atingida. Assim, Wellington responderá
por homicídio doloso consumado, considerando-se as características pessoais de Ronaldo, a vítima
visada.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

05.! (FGV - 2016 - OAB - XIX EXAME DE ORDEM)
Pedro e Paulo bebiam em um bar da cidade quando teve início uma discussão sobre futebol.
Pedro, objetivando atingir Paulo, desfere contra ele um disparo que atingiu o alvo desejado e
também terceira pessoa que se encontrava no local, certo que ambas as vítimas faleceram,
inclusive aquela cuja morte não era querida pelo agente.
Para resolver a questão no campo jurídico, deve ser aplicada a seguinte modalidade de erro:
A) erro sobre a pessoa.
B) aberratio ictus.
C) aberratio criminis.
D) erro determinado por terceiro.
COMENTÁRIOS: Neste caso ocorreu aberratio ictus, ou erro na execução, pois em virtude de
acidente o agente atingiu pessoa diversa daquela que pretendia atingir (embora também tenha
atingido a vítima visada, motivo pelo qual responderá pelos dois delitos em concurso formal, nos
termos do art. 73 c/c art. 70 do CP).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.


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06.! (FGV – 2015 – TCM-SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO – CIÊNCIAS JURÍDICAS)
Dois prefeitos de cidades vizinhas, Ricardo e Bruno, encontram-se em um bar, após uma reunião
cansativa de negócios. Ricardo bebia doses de whisky e, mesmo não sendo essa sua intenção,
acabou ficando embriagado. Enquanto isso, Bruno bebia apenas refrigerante, mas foi colocado em
seu copo um comprimido de substância psicotrópica por um eleitor de sua cidade, que também o
deixou completamente embriagado. Após, ainda alterados, cada um volta para a sede de sua
prefeitura e apropriam-se de bens públicos para proveito próprio.
Considerando o fato narrado, é correto afirmar que:
(A) Ricardo e Bruno são isentos de pena, pois a embriaguez de ambos decorreu de força maior;
(B) Ricardo deverá responder pelo crime praticado, enquanto Bruno é isento de pena;
(C) Ricardo e Bruno deverão responder pelos crimes praticados, pois a embriaguez nunca exclui a
imputabilidade penal;
(D) Ricardo e Bruno, caso sejam denunciados, responderão criminalmente perante a Câmara de
Vereadores;
(E) Ricardo e Bruno são isentos de pena, pois a embriaguez do primeiro foi culposa e do segundo
decorreu de força maior.
COMENTÁRIOS: No caso em tela, apenas Ricardo responderá pelo delito que praticou, pois sua
embriaguez decorreu de culpa sua, o que não afasta a imputabilidade penal. Bruno, por sua vez, não
pode responder pelo crime praticado, pois sua embriaguez completa decorreu de força maior (ação
de terceira pessoa), não tendo ocorrido por culpa de Bruno. Vejamos:
Emo•‹o e paix‹o
Art. 28 - N‹o excluem a imputabilidade penal: (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de
11.7.1984)
(...)
Embriaguez
II - a embriaguez, volunt‡ria ou culposa, pelo ‡lcool ou subst‰ncia de efeitos
an‡logos.(Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
¤ 1¼ - ƒ isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito
ou for•a maior, era, ao tempo da a•‹o ou da omiss‹o, inteiramente incapaz de entender o
car‡ter il’cito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Reda•‹o dada
pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

07.! (FGV – 2015 – TCE-RJ – AUDITOR)
A embriaguez provocada pelo uso do álcool pode excluir a culpabilidade quando:
a) for preordenada;
b) decorrer de força maior e diminuir a capacidade de entender a ilicitude do fato;
c) for culposa;
d) for patológica;
e) for habitual.


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COMENTÁRIOS: A embriaguez, como regra, não exclui a culpabilidade. Assim, a embriaguez


preordenada, a embriaguez culposa e a embriaguez habitual não são capazes de afastar a
imputabilidade penal.
Com relação à embriaguez decorrente de força maior, ela só excluirá a imputabilidade penal quando
RETIRAR POR COMPLETO a capacidade de o agente entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com este entendimento. Caso apenas diminua essa capacidade (letra B), o
agente responderá pelo delito, mas terá sua pena diminuída.
Por fim, em relação à embriaguez patológica, ela é equiparada à doença mental, motivo pelo qual
PODE afastar a culpabilidade do agente (nos termos do art. 26 do CP, não do art. 28), de forma que
a letra D (apesar de incompleta) está correta.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

08.! (FGV – 2015 – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA-AL – PROCURADOR)
A doutrina majoritária brasileira entende que haverá crime diante de uma conduta típica, ilícita e
culpável.
Sobre a culpabilidade, assinale a afirmativa correta.
a) O erro de tipo é causa de exclusão da culpabilidade em seu elemento potencial da ilicitude.
b) A conduta em coação física irresistível, apesar de típica e ilícita, não enseja punição do agente
por ausência de culpabilidade.
c) O estrito cumprimento do dever legal é tratado pelo Código Penal como causa excludente de
culpabilidade.
d) A embriaguez culposa completa não exclui a imputabilidade penal.
e) O exercício regular do direito é causa legal de exclusão da culpabilidade.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Item errado, pois o erro de tipo afasta a tipicidade, não a culpabilidade.
B) ERRADA: Item errado, pois a coação FÍSICA irresistível exclui a conduta. A coação MORAL
irresistível é que exclui a culpabilidade.
C) ERRADA: Item errado, pois o estrito cumprimento do dever legal não atua sobre a culpabilidade,
mas sobre a ilicitude do fato.
D) CORRETA: Item correto, pois a embriaguez CULPOSA nunca exclui a culpabilidade, ainda que seja
completa.
E) ERRADA: Item errado, pois o exercício regular do direito não atua sobre a culpabilidade, mas sobre
a ilicitude do fato.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

09.! (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM)
Patrício e Luiz estavam em um bar, quando o primeiro, mediante ameaça de arma de fogo, obriga
o último a beber dois copos de tequila. Luiz ficou inteiramente embriagado. A dupla, então, deixou


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o local, sendo que Patrício conduzia Luiz, que caminhava com muitas dificuldades. Ao encontrarem
Juliana, que caminhava sozinha pela calçada, Patrício e Luiz, se utilizando da arma que era portada
pelo primeiro, constrangeram-na a com eles praticar sexo oral, sendo flagrados por populares que
passavam ocasionalmente pelo local, ocorrendo a prisão em flagrante. Denunciados pelo crime de
estupro, no curso da instrução, mediante perícia, restou constatado que Patrício era possuidor de
doença mental grave e que, quando da prática do fato, era inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do seu comportamento, situação, aliás, que permaneceu até o momento do
julgamento. Também ficou demonstrado que, no momento do crime, Luiz estava completamente
embriagado. O Ministério Público requereu a condenação dos acusados. Não havendo dúvida com
relação ao injusto, tecnicamente, a defesa técnica dos acusados deverá requerer, nas alegações
finais,
A) a absolvição dos acusados por força da inimputabilidade, aplicando, porém, medida de
segurança para ambos.
B) a absolvição de Luiz por ausência de culpabilidade em razão da embriaguez culposa e a
absolvição Patrício, com aplicação, para este, de medida de segurança.
C) a absolvição de Luiz por ausência de culpabilidade em razão da embriaguez completa
decorrente de força maior e a absolvição imprópria de Patrício, com aplicação, para este, de
medida de segurança.
D) a absolvição imprópria de Patrício, com a aplicação de medida de segurança, e a condenação
de Luiz na pena mínima, porque a embriaguez nunca exclui a culpabilidade.
COMENTÁRIOS: No caso em tela o Juiz deverá absolver Luiz, em razão da ausência de culpabilidade,
por inimputabilidade decorrente de embriaguez completa proveniente de força maior, nos termos
do art. 28, §1º do CP. Em relação a Patrício, deverá receber sentença de absolvição imprópria, com
aplicação de medida de segurança, nos termos do art. 26 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

10.! (FGV – 2015 – OAB – XVII EXAME DE ORDEM)
Durante um assalto a uma instituição bancária, Antônio e Francisco, gerentes do estabelecimento,
são feitos reféns. Tendo ciência da condição deles de gerentes e da necessidade de que suas
digitais fossem inseridas em determinado sistema para abertura do cofre, os criminosos colocam,
à força, o dedo de Antônio no local necessário, abrindo, com isso, o cofre e subtraindo
determinada quantia em dinheiro. Além disso, sob a ameaça de morte da esposa de Francisco,
exigem que este saia do banco, levando a sacola de dinheiro juntamente com eles, enquanto
apontam uma arma de fogo para os policiais que tentavam efetuar a prisão dos agentes.
Analisando as condutas de Antônio e Francisco, com base no conceito tripartido de crime, é
correto afirmar que
A) Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade, enquanto Francisco não
responderá por ausência de ilicitude em sua conduta.
B) Antônio não responderá pelo crime por ausência de ilicitude, enquanto Francisco não
responderá por ausência de culpabilidade em sua conduta.


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C) Antônio não responderá pelo crime por ausência de tipicidade, enquanto Francisco não
responderá por ausência de culpabilidade em sua conduta.
D) Ambos não responderão pelo crime por ausência de culpabilidade em suas condutas.
COMENTÁRIOS: No caso em tela, Antônio foi vítima de coação FÍSICA irresistível (não teve vontade
alguma, escolha alguma), de forma que fica afastada a própria configuração do fato típico, dada a
ausência de conduta. Francisco, por sua vez, foi vítima de coação MORAL irresistível, de maneira que
agiu sem culpabilidade, nos termos do art. 22 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

11.! (FGV – 2014 – OAB – XIV EXAME DE ORDEM)
Eslow, holandês e usuário de maconha, que nunca antes havia feito uma viagem internacional,
veio ao Brasil para a Copa do Mundo. Assistindo ao jogo Holanda x Brasil decidiu, diante da tensão,
fumar um cigarro de maconha nas arquibancadas do estádio. Imediatamente, os policiais militares
de plantão o prenderam e o conduziram à Delegacia de Polícia. Diante do Delegado de Polícia,
Eslow, completamente assustado, afirma que não sabia que no Brasil a utilização de pequena
quantidade de maconha era proibida, pois, no seu país, é um habito assistir a jogos de futebol
fumando maconha.
Sobre a hipótese apresentada, assinale a opção que apresenta a principal tese defensiva.
a) Eslow está em erro de tipo essencial escusável, razão pela qual deve ser absolvido.
b) Eslow está em erro de proibição direto inevitável, razão pela qual deve ser isento de pena.
c) Eslow está em erro de tipo permissivo escusável, razão pela qual deve ser punido pelo crime
culposo.
d) Eslow está em erro de proibição, que importa em crime impossível, razão pela qual deve ser
absolvido.
COMENTÁRIOS: Na hipótese narrada o agente se encontra em ERRO DE PROIBIÇÃO, pois incidiu em
erro sobre a existência de norma incriminadora. Quanto a ser, ou não, um erro evitável, trata-se de
uma questão mais nebulosa. O enunciado, contudo, tenta deixar claro que o agente, de fato, não
sabia e nem poderia saber da proibição, já que é pessoa que nunca viajou para fora da Holanda, etc.
Assim, o enunciado deixa transparecer que se trata de erro de proibição inevitável e, sendo assim, o
agente fica isento de pena, por força do art. 21 do CP.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

12.! (FGV - 2012 - PC-MA - DELEGADO DE POLÍCIA)
Acerca da culpabilidade no estudo da teoria do crime, assinale a afirmativa incorreta.
a) Para a teoria normativa que surgiu com o finalismo, houve a migração do dolo e da culpa para
a tipicidade, passando a culpabilidade a ser um juízo de valor que se faz sobre a conduta típica e
ilícita.
b) No tocante a imputabilidade, o Código Penal adotou o critério biopsicológico, sendo
indispensável que a causa geradora da inimputabilidade esteja presente no momento da conduta.


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c) No erro de proibição o erro recai sobre a ilicitude do fato, imaginando o agente ser lícito o que
é ilícito, podendo atenuar a culpabilidade, nunca, porém, a excluindo.
d) Para a teoria limitada da culpabilidade, o erro de tipo permissivo exclui o dolo; se o erro for
vencível há crime culposo se previsto em lei.
e) A coação moral irresistível pode ser exercida diretamente sobre o agente ou sobre um terceiro,
somente respondendo o autor da coação.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: A teoria normativa da culpabilidade surgiu para atender à teoria finalista do delito, de
forma que o dolo e a culpa foram transferidos da culpabilidade para o fato típico, restando a
culpabilidade como uma análise meramente normativa, um juízo de valor a respeito da conduta do
agente, à luz da norma penal;
B) CORRETA: O item está correto, pois o CP adotou o critério biopsicológico no que tange à
imputabilidade penal, devendo, no caso de inimputabilidade por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, a causa geradora da inimputabilidade estar
presente quando da realização da conduta. Apenas uma ressalva quanto a este item: O CP também
adotou o critério meramente biológico quanto à inimputabilidade, ao determinar que os menores
de 18 anos são inimputáveis;
C) ERRADA: O item está errado, pois embora a definição de erro de proibição esteja correta, o item
erra ao afirmar que o erro de proibição nunca poderá excluir a culpabilidade, pois o erro de
proibição, quando inevitável, exclui a culpabilidade, na forma do art. 21 do CP:
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se
evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
D) CORRETA: O item está correto, pois a teoria limitada da culpabilidade distingue as descriminantes
putativas em “de fato” e “de direito”. Esta teoria fora adotada pelo CP. Assim, no erro de tipo
permissivo, o agente fica isento de pena, caso se trate de erro inevitável. Caso se trate de erro
evitável, o agente responderá pelo delito na forma culposa (como punição por sua falta de cuidado),
conforme prevê o art. 20 do CP:
Erro sobre elementos do tipo(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime
culposo, se previsto em lei. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Descriminantes putativas(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se
existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como
crime culposo.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
E) CORRETA: A coação moral irresistível, que é causa de exclusão da culpabilidade, pode ser exercida
diretamente sobre o agente ou sobre um terceiro. O que importa, aqui, é que a coação tenha por
finalidade atingir o agente, influenciando na sua tomada de decisão.
PORTANTO, A ALTERNATIVA INCORRETA É A LETRA C.

13.! (FGV – 2013 – OAB – XI EXAME DE ORDEM)


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Para aferição da inimputabilidade por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou


retardado, assinale a alternativa que indica o critério adotado pelo Código Penal vigente.
a) Biológico.
b) Psicológico.
c) Psiquiátrico.
d) Biopsicológico.
COMENTÁRIOS: Para a aferição da inimputabilidade o CP adotou os critérios “meramente biológico”
e “biopsicológico”. O primeiro foi adotado em relação aos menores de idade, ou seja, basta que
sejam menores de 18 anos, sem que haja necessidade de qualquer avaliação específica das
condições psicológicas do agente no caso concreto.
O critério biopsicológico, por sua vez, foi adotado em relação aos doentes mentais, nos termos do
art. 26 do CP.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

14.! (FGV – 2012 – OAB – VIII EXAME DE ORDEM)
Analise as hipóteses abaixo relacionadas e assinale a alternativa que apresenta somente
causas excludentes de culpabilidade.
a) Erro de proibição; embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior; coação
moral irresistível.
b) Embriaguez culposa; erro de tipo permissivo; inimputabilidade por doença mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado.
c) Inimputabilidade por menoridade; estrito cumprimento do dever legal; embriaguez
incompleta.
d) Embriaguez incompleta proveniente de caso fortuito ou força maior; erro de proibição;
obediência hierárquica.
COMENTÁRIOS: Das alternativas apresentadas a única que traz apenas hipóteses de exclusão da
culpabilidade é a letra A, pois tanto o erro de proibição quanto a embriaguez completa proveniente
de caso fortuito ou força maior e a coação moral irresistível são causas de exclusão da culpabilidade,
nos termos dos arts. 21, 22 e 28, §1º do CP.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

15.! (FGV – IX EXAME UNIFICADO DA OAB)
Acerca das causas excludentes de ilicitude e extintivas de punibilidade, assinale a afirmativa
incorreta.
A) A coação moral irresistível exclui a culpabilidade, enquanto que a coação física irresistível exclui
a própria conduta, de modo que, nesta segunda hipótese, sequer chegamos a analisar a tipicidade,
pois não há conduta penalmente relevante.


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B) Em um bar, Caio, por notar que Tício olhava maliciosamente para sua namorada, desfere contra
este um soco no rosto. Aturdido, Tício vai ao chão, levantando-se em seguida, e vai atrás de Caio
e o interpela quando este já estava saindo do bar. Ao voltar-se para trás, atendendo ao chamado,
Caio é surpreendido com um soco no ventre. Tício praticou conduta típica, mas amparada por uma
causa excludente de ilicitude.
C) Mévio, atendendo a ordem dada por seu líder religioso e, com o intuito de converter Rufus,
permanece na residência deste à sua revelia, ou seja, sem o seu consentimento. Neste caso,
Mévio, mesmo cumprindo ordem de seu superior e mesmo sendo tal ordem não manifestamente
ilegal, pratica crime de violação de domicílio (Art. 150 do Código Penal), não estando amparado
pela obediência hierárquica.
D) O consentimento do ofendido não foi previsto pelo nosso ordenamento jurídico-penal como
uma causa de exclusão da ilicitude. Todavia, sua natureza justificante é pacificamente aceita,
desde que, entre outros requisitos, o ofendido seja capaz de consentir e que tal consentimento
recaia sobre bem disponível.
COMENTÁRIOS:
A) O item está perfeito. A coação pode ser física ou moral. A coação física exclui a própria conduta,
já que há mero movimento corporal, sem qualquer elemento subjetivo. Portanto, atuando sobre a
conduta, exclui-se o fato típico (tipicidade). A coação moral irresistível, por sua vez, não exclui o fato
típico, mas a culpabilidade, pois o agente pratica conduta (atividade corporal + elemento subjetivo),
mas essa conduta está viciada, já que o agente está sob forte ameaça, de forma que ausente o
elemento da culpabilidade consistente na exigibilidade de conduta diversa. O art. 22 do CP trata da
situação, embora diga apenas “coação irresistível”:
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
B) O item está errado. No caso, Tício não está amparado por nenhuma causa de exclusão da ilicitude.
Trata-se, apenas, de vingança;
C) O item está correto. Nesse caso não há possibilidade de se falar em obediência hierárquica,
primeiro porque esta causa de exclusão da culpabilidade só é admissível nas relações de serviço
público, e em segundo lugar porque a ordem é manifestamente ilegal;
D) O item está correto. O nosso ordenamento previu apenas quatro espécies de causas de exclusão
da ilicitude, não estando entre elas o consentimento do ofendido. Contudo, a Doutrina entende que
o consentimento do ofendido, desde que válido e em relação a bens disponíveis, constitui-se como
uma causa de exclusão da ilicitude, já que tornaria a ação legítima, deixando de ser injusta, portanto.
Portanto, a ALTERNATIVA ERRADA É A LETRA B.

16.! (FGV – IX EXAME UNIFICADO DA OAB)
Jaime, brasileiro, passou a morar em um país estrangeiro no ano de 1999. Assim como seu falecido
pai, Jaime tinha por hábito sempre levar consigo acessórios de arma de fogo, o que não era
proibido, levando-se em conta a legislação vigente à época, a saber, a Lei n. 9.437/97. Tal hábito
foi mantido no país estrangeiro que, em sua legislação, não vedava a conduta. Todavia, em 2012,


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Jaime resolve vir de férias ao Brasil. Além de matar as saudades dos familiares, Jaime também
queria apresentar o país aos seus dois filhos, ambos nascidos no estrangeiro. Ocorre que, dois dias
após sua chegada, Jaime foi preso em flagrante por portar ilegalmente acessório de arma de fogo,
conduta descrita no Art. 14 da Lei n. 10.826/2003, verbis : “Portar, deter, adquirir, fornecer,
receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter,
empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido,
sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.
Nesse sentido, podemos afirmar que Jaime agiu em hipótese de
A) erro de proibição direto.
B) erro de tipo essencial.
C) erro de tipo acidental.
D) erro sobre as descriminantes putativas.
COMENTÁRIOS: Partindo-se da premissa de que, de fato, Jaime não sabia que sua conduta era
prevista como crime, temos um caso de erro de proibição direto, pois recai sobre a potencial
consciência da ilicitude do fato em abstrato.
Nos termos do art. 21 do CP:
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se
evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

17.! (FGV - 2010 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO - 3 - PRIMEIRA FASE (FEV/2011)
Joaquim, desejoso de tirar a vida da própria mãe, acaba causando a morte de uma tia (por
confundi-la com aquela). Tendo como referência a situação acima, é correto afirmar que Joaquim
incorre em erro
A) de tipo essencial escusável – inevitável – e deverá responder pelo crime de homicídio sem a
incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (haja vista que a vítima, de
fato, não era a sua genitora).
B) de tipo acidental na modalidade error in persona e deverá responder pelo crime de homicídio
com a incidência da agravante relativa ao crime praticado contra ascendente (mesmo que a vítima
não seja, de fato, a sua genitora).
C) de proibição e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado pelo fato de ter objetivado
atingir ascendente (preserva-se o dolo, independente da identidade da vítima).
D) de tipo essencial inescusável – evitável –, mas não deverá responder pelo crime de homicídio
qualificado, uma vez que a pessoa atingida não era a sua ascendente.
COMENTÁRIOS: No caso em tela, Joaquim praticou o que se chama de crime por erro sobre a pessoa,
na medida em que visualizou mal a vítima, mas acertou na execução. Nesse caso, o CP determina
que o agente seja punido pelo crime que tentou em relação à pessoa visada, e não em relação à
pessoa efetivamente atingida. Vejamos:
Art. 20 (...)


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§ 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se consideram, neste caso,
as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a afirmativa CORRETA É A LETRA B.

18.! (FGV – 2013 – OAB – XII EXAME DE ORDEM)
Bráulio, rapaz de 18 anos, conhece Paula em um show de rock, em uma casa noturna. Os dois,
após conversarem um pouco, resolvem dirigir-se a um motel e ali, de forma consentida, o jovem
mantém relações sexuais com Paula. Após, Bráulio descobre que a moça, na verdade, tinha apenas
13 anos e que somente conseguira entrar no show mediante apresentação de carteira de
identidade falsa.
A partir da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
A) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável doloso.
B) Bráulio deve responder por estupro de vulnerável culposo.
C) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de tipo essencial.
D) Bráulio não praticou crime, pois agiu em hipótese de erro de proibição direto.
COMENTÁRIOS: Em tese, Bráulio praticou o delito do art. 217-A do CP (estupro de vulnerável), por
ter mantido relação sexual com pessoa menor de 14 anos. Contudo, no caso concreto, podemos
afirmar que Bráulio agiu em erro de tipo essencial, pois representou equivocadamente a realidade
(acreditava que Paula tivesse mais de 14 anos), incorrendo em erro sobre um dos elementos que
integram o tipo penal (ser a vítima menor de 14 anos), nos termos do art. 20 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

19.! (FGV – 2010 – OAB – II EXAME DE ORDEM)
Arlete, em estado puerperal, manifesta a intenção de matar o próprio filho recém-nascido. Após
receber a criança no seu quarto para amamentá-la, a criança é levada para o berçário. Durante a
noite, Arlete vai até o berçário, e, após conferir a identificação da criança, a asfixia, causando a
sua morte. Na manhã seguinte, é constatada a morte por asfixia de um recém-nascido, que não
era o filho de Arlete.
Diante do caso concreto, assinale a alternativa que indique a responsabilidade penal da mãe.
(A) Crime de homicídio, pois, o erro acidental não a isenta de reponsabilidade.
(B) Crime de homicídio, pois, uma vez que o art. 123 do CP trata de matar o próprio filho sob
influência do estado puerperal, não houve preenchimento dos elementos do tipo.
(C) Crime de infanticídio, pois houve erro quanto à pessoa.
(D) Crime de infanticídio, pois houve erro ssencial.
COMENTÁRIOS: No caso narrado no enunciado Arlete deverá responder pelo delito de infanticídio,
previsto no art. 123 do CP. Isso porque houve o que se chama de ERRO SOBRE A PESSOA, ou seja,
Arlete representou equivocadamente a realidade, agindo contra o filho de outra pessoa, acreditando


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que estava praticando a conduta contra o próprio filho. Em casos tais, o agente responde pelo delito
como se tivesse atingido a pessoa que, de fato, pretendia atingir, nos termos do art. 20, §3º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

20.! (FCC – 2018 – DPE-AM – ANALISTA)
O erro de tipo, no Direito Penal,
a) exclui a culpabilidade subjetiva, impedindo a punição do agente.
b) quando escusável, permite a punição por crime culposo.
c) é incabível em crimes hediondos e equiparados.
d) é inescusável nos crimes da Lei de Drogas, no desconhecimento da lei penal.
e) incide sobre o elemento constitutivo do tipo e exclui o dolo.
COMENTÁRIOS: O erro de tipo (erro sobre os elementos constitutivos do tipo legal) exclui o dolo e
a culpa, se for um erro inevitável (escusável ou desculpável); em se tratando de erro de tipo evitável
(inescusável ou indesculpável), afasta-se a punição a título doloso, mas permite-se a punição a título
culposo, se houver previsão legal, na forma do art. 20 do CP:
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a
puni•‹o por crime culposo, se previsto em lei. (Reda•‹o dada pela Lei n¼ 7.209, de 11.7.1984)

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.



21.! (FCC – 2017 – TRF5 – OFICIAL DE JUSTIÇA)
A coação moral irresistível
a) torna o fato atípico.
b) é causa excludente de ilicitude.
c) é circunstância que sempre atenua a pena.
d) tem o mesmo tratamento legal da coação física irresistível.
e) é causa de isenção da pena.
COMENTÁRIOS: A coação moral irresistível é causa de exclusão da culpabilidade, pois afasta um dos
elementos da culpabilidade que é a “exigibilidade de conduta diversa”. A expressão “causa de
isenção de pena” não é errada, pois o CP, muitas vezes, trata de causas de exclusão da culpabilidade
como “causas de isenção de pena”.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

22.! (FCC – 2017 – POLITEC-AP – PERITO MÉDICO LEGISTA)
Após uma discussão em um bar, Pedro decide matar Roberto. Para tanto, dirige-se até sua
residência onde arma-se de um revólver. Ato contínuo, retorna ao estabelecimento e efetua um
disparo em direção a Roberto. Contudo, erra o alvo, atingindo Antônio, balconista que ali


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trabalhava, ferindo-o levemente no ombro. Diante do caso hipotético, Pedro praticou, em tese,
o(s) crime(s) de
a) lesão corporal leve.
b) lesão corporal culposa.
c) homicídio tentado e lesão corporal leve.
d) lesão corporal culposa e tentativa de homicídio.
e) homicídio na forma tentada.
COMENTÁRIOS: Neste caso houve erro na execução (aberratio ictus), de maneira que o agente
responderá como se tivesse atingido a pessoa que efetivamente pretendia atingir, na forma do art.
73 do CP, c/c art. 20, §3º do CP. Neste caso, é irrelevante que o agente não tivesse dolo de matar
em relação à vítima ATINGIDA. Assim, responderá por tentativa de homicídio (homicídio na forma
tentada).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

23.! (FCC – 2015 – TCM-GO – PROCURADOR)
A respeito das causas excludentes da culpabilidade, é correto afirmar que
a) o desconhecimento da lei nos crimes culposos isenta o agente de pena.
b) o erro invencível sobre a ilicitude do fato não isenta o réu de pena.
c) na coação moral irresistível o coator responde por dolo e o coacto por culpa.
d) as descriminantes putativas excluem a culpabilidade.
e) na obediência hierárquica é dispensável a existência de relação de direito público entre superior
e subordinado.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: Item errado, pois o desconhecimento da lei é inescusável. Em havendo erro de proibição
ESCUSÁVEL o agente ficará isento de pena, nos termos do art. 21 do CP.
b) ERRADA: Item errado, pois em havendo erro de proibição ESCUSÁVEL (invencível) o agente ficará
isento de pena, nos termos do art. 21 do CP.
c) ERRADA: Item errado, pois na coação moral irresistível só responde o coator, nos termos do art.
22 do CP.
d) CORRETA: As descriminantes putativas podem ser de fato ou de direito, ou seja, podem estar
relacionadas aos pressupostos objetivos de uma causa de justificação (erro de fato) ou sobre a
existência e limites da própria causa de justificação (erro de direito). Pela teoria limitada da
culpabilidade, adotada pelo CP, as primeiras recebem tratamento similar ao destinado ao erro de
tipo, e as segundas recebem o mesmo tratamento destinado ao erro de proibição. Isso não significa,
contudo, que as descriminantes putativas por erro de fato sejam SINÔNIMO de erro de tipo. Não se
trata de erro de tipo, pois o agente não comete qualquer equívoco quando aos elementos que
integram o tipo. Trata-se de erro quando à existência fática de uma excludente de ilicitude, mas que
por questões de política criminal recebe tratamento similar ao destinado ao erro de tipo (o agente


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fica isento de pena se o erro é escusável ou responde na modalidade culposa, se prevista em lei,
caso o erro seja inescusável).
e) ERRADA: Item errado, pois tal relação é indispensável para a configuração da obediência
hierárquica.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

24.! (FCC – 2015 – TRE-RR – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Paulo é estudante de uma determinada faculdade do Estado de Roraima, cursando o primeiro
semestre. No início deste ano de 2015 Paulo é submetido a um trote acadêmico violento e,
amarrado, é obrigado a consumir à força bebida alcoólica e substância entorpecente. Após o trote,
Paulo, completamente embriagado e incapacitado de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento por conta desta embriaguez e do uso de droga,
desloca-se até uma Delegacia de Polícia da cidade de Boa Vista, onde tramita um inquérito contra
ele por crime de lesão corporal dolosa decorrente de uma briga em uma casa noturna, e oferece
R$ 10.000,00 em dinheiro ao Delegado de Polícia para que este não dê prosseguimento às
investigações. Paulo acaba preso em flagrante pela Autoridade Policial. No caso hipotético
exposto, Paulo
a) praticou crime de corrupção ativa e terá a pena reduzida de um a dois terços no caso de
condenação.
b) é isento de pena pelo crime cometido nas dependências da Delegacia de Polícia.
c) praticou crime de corrupção ativa e não terá a pena reduzida no caso de condenação pela
embriaguez.
d) praticou crime de concussão e não terá a pena reduzida no caso de condenação.
e) praticou crime de concussão e terá a pena reduzida de um a dois terços no caso de condenação.
COMENTÁRIOS: Paulo praticou a conduta típica prevista no art. 333 do CP, ou seja, em tese teria
praticado o delito de corrupção ativa.
Contudo, a questão deixa claro que ele se encontrava inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com este entendimento, situação decorrente de
embriaguez ocasionada por FORÇA MAIOR. Assim, Paulo é inimputável e, segundo o CP, isento de
pena (afasta a culpabilidade), nos termos do art. 28, §1º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

25.! (FCC – 2015 – DPE-MA – DEFENSOR PÚBLICO)
Se o agente oferece propina a um empregado de uma sociedade de economia mista, supondo ser
funcionário de empresa privada com interesse exclusivamente particular, incide em
a) erro sobre a pessoa.
b) descriminante putativa.
c) erro de tipo.
d) erro sobre a ilicitude do fato inevitável.


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e) erro sobre a ilicitude do fato evitável.


COMENTÁRIOS: Se o agente ignora a condição de funcionário público do agente, pode-se afirmar
que ocorreu, no caso em tela, ERRO DE TIPO (erro sobre um dos elementos que compõem o tipo
penal), previsto no art. 20 do CP.
Portanto, a ALTERNATIAVA CORRETA É A LETRA C.

26.! (FCC – 2015 - TCE-CE - PROCURADOR DE CONTAS)
A diferença entre erro sobre elementos do tipo e erro sobre a ilicitude do fato reside na
circunstância de que
a) o erro de tipo exclui a culpabilidade, o de fato a imputabilidade.
b) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a culpabilidade.
c) o erro de tipo exclui a reprovabilidade da conduta, o de fato o elemento do injusto.
d) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a invencibilidade do erro.
e) a discriminante putativa é o que distingue o erro de tipo do erro de fato.
COMENTÁRIOS: O erro de tipo escusável exclui o dolo, afastando-se, portanto, o fato típico (já que
o dolo é elemento da conduta, que é elemento do fato típico), nos termos do art. 20 do CP. Em se
tratando de erro inescusável se admite a punição a título de culpa, se houver previsão legal.
Em relação ao erro sobre a ilicitude do fato, ou erro de proibição, caso escusável (desculpável), exclui
a culpabilidade do agente. Se inescusável, diminui a pena imposta, nos termos do art. 21 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

27.! (FCC – 2015 - TJ-PE - JUIZ SUBSTITUTO)
Em matéria de erro, correto afirmar que
a) o erro sobre a ilicitude do fato exclui a culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa
b) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal não exclui a possibilidade de punição por crime
culposo.
c) o erro sobre a ilicitude do fato, se evitável, isenta de pena.
d) o erro sobre elemento constitutivo do tipo penal exclui a culpabilidade.
e) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena, considerando-se
as condições ou qualidades da vítima, e não as da pessoa contra quem o agente queria praticar o
crime.
COMENTÁRIOS: O erro de tipo (erro sobre elemento constitutivo do tipo penal) exclui o dolo, mas
permite a punição a título culposo, caso se trate de erro indesculpável e o tipo penal admita punição
na forma culposa, nos termos do art. 20 do CP.
O erro sobre a ilicitude do fato (erro de proibição) isenta de pena (exclui a culpabilidade pela
ausência de potencial consciência da ilicitude, se desculpável. Em se tratando de erro indesculpável,
o agente não fica isento de pena, mas terá a pena diminuída, nos termos do art. 21 do CP.


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Por fim, em caso de erro sobre a pessoa o agente NÃO fica isento de pena. Todavia devem ser
consideradas as condições pessoais da vítima visada, não da vítima atingida, nos termos do art. 20,
§3º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

28.! (FCC – 2015 – TJ-SE – JUIZ)
A, cidadão americano, vem para o Brasil em férias, trazendo alguns cigarros de maconha. Está
ciente que mesmo em seu país o consumo da substância não é amplamente permitido, mas, como
possui câncer em fase avançada, possui receita médica emitida por especialista americano para
utilizar substâncias que possuam THC. Ao passar pelo controle policial do aeroporto, é detido pelo
crime de tráfico de drogas. Nesta situação, é possível alegar que A encontrava-se em situação de
erro de:
a) tipo.
b) tipo permissivo.
c) proibição direto.
d) proibição indireto.
e) tipo indireto.
COMENTÁRIOS: Neste caso o agente incorreu em erro sobre a existência ou limites de uma causa
de justificação. Trata-se, portanto, de erro NORMATIVO, erro sobre a existência (em abstrato) de
uma norma permissiva (que existe em seu país de origem). Trata-se, portanto, de erro de proibição
indireto. Não se trata de erro de proibição direto porque o agente conhece a norma que criminaliza
a conduta, mas acredita que há outra norma excepcionando o caráter criminoso.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

29.! (FCC – 2015 – TRT9 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Maria, a fim de cuidar do machucado de seu filho que acabou de cair da bicicleta, aplica sobre o
ferimento da criança ácido corrosivo, pensando tratar-se de uma pomada cicatrizante, vindo a
agravar o ferimento. A situação descrita retrata hipótese tratada no Código Penal como:
a) erro de proibição.
b) erro na execução.
c) estado de necessidade.
d) exercício regular de direito.
e) erro de tipo.
COMENTÁRIOS: Neste caso, Maria incidiu em erro de tipo, pois incorreu em erro sobre as
circunstâncias fáticas, de maneira que acabou por causar lesões corporais em seu filho sem que
tivesse o dolo de provocar tal resultado. Caso se verifique que se tratou de erro indesculpável,
poderá responder por lesão corporal na forma culposa, nos termos do art. 20 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.


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30.! (FCC – 2015 – TRT9 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
São causas de inimputabilidade previstas no Código Penal, além de doença mental e
desenvolvimento mental incompleto ou retardado:
a) emoção e paixão; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força maior; idade
inferior a 18 anos.
b) idade inferior a 16 anos; embriaguez voluntária; coação irresistível.
c) idade inferior a 18 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força maior.
d) idade inferior a 21 anos; embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força maior;
legítima defesa.
e) emoção e paixão; idade inferior a 18 anos; embriaguez preordenada.
COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas, apenas a letra C traz hipóteses de
inimputabilidade previstas no CP, pois a idade inferior a 18 anos é causa de inimputabilidade, bem
como o é a embriaguez completa, decorrente de caso fortuito ou força maior, nos termos do art. 27
e 28, §1º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

31.! (FCC – 2015 – TCE-AM – AUDITOR)
O erro sobre a pessoa contra a qual o crime é praticado
a) não isenta de pena o agente.
b) exclui o dolo.
c) exclui o dolo, mas prevalece a culpa.
d) não isenta de pena o agente, porém deve sempre ser considerado na sentença.
e) é um crime impossível
COMENTÁRIOS: O erro sobre a pessoa não isenta o agente de pena. Neste caso, porém, devem ser
consideradas as condições pessoais da pessoa visada, e não as da pessoa efetivamente atingida, nos
termos do art. 20, §3º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

32.! (FCC – 2015 – TJ-AL - JUIZ SUBSTITUTO)
O erro inescusável sobre
a) a ilicitude do fato constitui causa de diminuição da pena.
b) elementos do tipo permite a punição a título de culpa, se acidental.
c) elementos do tipo isenta de pena.
d) elementos do tipo exclui o dolo e a culpa, se essencial.
e) a ilicitude do fato exclui a antijuridicidade da conduta.


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COMENTÁRIOS: O erro inescusável (indesculpável) sobre a ilicitude do fato NÃO isenta o agente de
pena, mas é causa de diminuição de pena, nos termos do art. 21 do CP.
O erro inescusável sobre elemento constitutivo do tipo penal afasta o dolo, mas permite a punição
a título culposo, nos casos de erro essencial (desde que haja previsão de punição a título de culpa
em relação ao tipo penal).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

33.! (FCC – 2015 – TRE-AP – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Maria é aprovada no vestibular para uma determinada Universidade Federal. No dia da matrícula,
Maria, caloura, é recebida pelos alunos veteranos da universidade e submetida a um trote
acadêmico violento. Além de outras coisas que foi obrigada a fazer, Maria foi amarrada em uma
cadeira de bar e obrigada a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente embriagada e sem
qualquer possibilidade de entender o caráter ilícito de um fato ou de determinar-se de acordo com
este entendimento. Maria é liberada do trote e sai do bar, dirigindo-se até o seu veículo que estava
estacionado em via pública, sem conseguir movimentá-lo. Abordada por policiais, desacatou-os.
Neste caso, no que concerne ao crime de desacato,
(A) terá a pena reduzida de um a dois terços.
(B) estará isenta de pena.
(C) terá a pena reduzida de metade.
(D) terá a pena reduzida em 1/6.
(E) terá a pena aumentada de 1/3.
COMENTÁRIOS: No caso em tela Maria estará isenta de pena, pois é considerada inimputável neste
caso. A embriaguez completa, desde que proveniente de caso fortuito ou força maior (como foi o
caso), exclui a imputabilidade penal, nos termos do art. 28, §1º do CP, desde que o agente seja, ao
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

34.! (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA)
No direito brasileiro legislado, desde que subtraia por completo o entendimento da ilicitude ou a
determinação por ela, a embriaguez terá, genericamente, o condão de excluir total ou
parcialmente a imputabilidade penal quando for
(A) não preordenada.
(B) oriunda de culpa consciente.
(C) oriunda de culpa inconsciente.
(D) oriunda de caso fortuito.
(E) não premeditada.


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COMENTÁRIOS: A embriaguez somente pode excluir total ou parcialmente a imputabilidade penal


quando for oriunda de caso fortuito ou força maior, nos termos do art. 28, §§1º e 2º do CP:
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
(...)
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de
acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou
força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

35.! (FCC – 2014 – TJ-CE – JUIZ)
Na coação moral irresistível, há exclusão da
a) antijuridicidade.
b) culpabilidade, por inimputabilidade.
c) culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa.
d) tipicidade.
e) culpabilidade, por impossibilidade de conhecimento da ilicitude.
COMENTÁRIOS: A coação MORAL irresistível exclui a culpabilidade, por inexigibilidade de conduta
diversa. Vejamos o art. 22 do CP:
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Embora o artigo fale apenas em coação irresistível, somente a coação MORAL irresistível exclui a
culpabilidade. A coação FÍSICA irresistível exclui o fato típico, pois não há um dos elementos, que é
a conduta, por ausência de vontade.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

36.! (FCC – 2014 – CÂMARA MUNICIPAL-SP – PROCURADOR LEGISLATIVO)
Há uma crítica doutrinária bastante conhecida e frequente ao fundamento teórico da punição, no
direito brasileiro, dos crimes cometidos em estado de embriaguez. Pode-se sintetizá-la afirmando
que essa punição, ao fundar-se na teoria
a) da equivalência dos antecedentes causais, simplesmente equaliza as diversas modalidades de
embriaguez, não permitindo uma justa diferenciação de seus variados graus de reprovabilidade.
b) objetiva pura alemã, não considera as diversas situações subjetivas desencadeantes da
embriaguez, e, por consequência, não propicia a devida diferenciação entre seus variados graus
de reprovabilidade.


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c) da actio libera in causa, não é facilmente extensível aos casos de embriaguez não preordenada
ou mesmo meramente culposa, propiciando-se, eventualmente, situações de responsabilização
penal estritamente objetiva.
d) puramente normativa da culpabilidade (Welzel), esvazia o juízo da consciência da ilicitude que,
de efetivo e concreto, se torna puramente exigível e potencial, respondendo o agente
indistintamente pelo crime, ainda que compreensivelmente não tivesse condições ou razões reais
para não se embriagar nas circunstâncias em que o fato se deu.
e) monista temperada, acaba comportando situações graves de impunidade, notadamente nos
crimes cometidos com culpa consciente e limítrofes ao dolo eventual.
COMENTÁRIOS: O item correto é o da letra C. Isso porque o Brasil adotou a teoria da actio libera in
causa, segundo a qual o agente deve ser punido pelo crime praticado em estado de embriaguez se
ele se colocou livremente nessa situação (ainda que culposamente ou sem intenção de praticar
crimes). Tal teoria prega que embora não haja imputabilidade no momento do crime, existia livre
consciência no momento da embriaguez, ou seja, a ação era consciente “na causa” (a embriaguez).
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

37.! (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL)
A inimputabilidade por peculiaridade mental ou etária exclui da conduta a
a) tipicidade.
b) tipicidade e a antijuridicidade, respectivamente.
c) antijuridicidade.
d) antijuridicidade e a culpabilidade, respectivamente.
e) culpabilidade.
COMENTÁRIOS: A inimputabilidade por doença mental ou em razão da idade gera exclusão da
culpabilidade, por ser a inimputabilidade um elemento da culpabilidade que, por sua vez, é o terceiro
elemento na divisão analítica do crime.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

38.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)
Em matéria penal, a embriaguez incompleta, resultante de caso fortuito ou de força maior,
a) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade de entendimento gerando uma
causa geral de diminuição de pena.
b) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando qualquer efeito na aplicação da
pena.
c) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a capacidade de compreensão,
tornando o agente isento de pena.
d) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como circunstância agravante.


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e) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e serve como circunstância


agravante.
COMENTÁRIOS: Tal embriaguez NÃO exclui a imputabilidade penal, pois não é completa. Contudo,
é causa de diminuição de pena. Vejamos:
Art. 28 (...)
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou
força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

39.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR)
Constitui causa de exclusão da culpabilidade
A) a embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, em virtude da
impossibilidade de o agente conhecer a ilicitude do fato.
B) o erro sobre a ilicitude do fato, em decorrência da não imputabilidade do agente.
C) a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou retardado, em função de não se
poder exigir conduta diversa do agente.
D) a menoridade, em virtude da impossibilidade de o agente conhecer a ilicitude do fato.
E) a coação moral irresistível, em função de não se poder exigir conduta diversa do agente.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Como vimos no art. 28, § 1° do CP a embriaguez fortuita completa só exclui a
culpabilidade quando o agente for inteiramente incapaz de compreender o caráter ilícito da conduta
ou de determinar-se conforme este entendimento, consequência esta que é possível, mas não
inerente à embriaguez completa.
B) ERRADA: Pois nem sempre o erro sobre a ilicitude exclui a culpabilidade. Esse erro deverá ser
escusável. Mais, ainda que exclua a culpabilidade, não será por falta de imputabilidade, mas por
ausência de potencial consciência da ilicitude. CUIDADO!
C) ERRADA: A simples presença da doença não exclui a culpabilidade. Como vimos, o Brasil adotou
o critério biopsicológico, sendo necessário que, além da doença, fique provado que o agente não
era capaz de entender o caráter ilícito da conduta.
D) ERRADA: A menoridade, de fato, exclui a culpabilidade, mas não pela ausência de potencial
consciência da ilicitude, como diz a questão, mas por ausência de imputabilidade, num critério
meramente biológico.
E) CORRETA: A coação moral irresistível exclui a culpabilidade, pois, nas circunstâncias, não se podia
exigir do agente que se comportasse conforme o Direito.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

40.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)
O erro sobre a ilicitude do fato


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A) exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei.
B) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
C) exclui o dolo e a culpa.
D) reflete na culpabilidade, de modo a excluí-la ou atenuá-la.
E) extingue a punibilidade
COMENTÁRIOS:
A) ERRADO: O erro que exclui o dolo é o erro de tipo, e permite a punição por crime culposo se se
tratar de erro inescusável.
B) ERRADO: Embora reflita na culpabilidade, nem sempre isenta de pena, apenas quando se tratar
de erro de proibição escusável, ou seja, o agente não tinha condições de entender o caráter ilícito
de sua conduta.
C) ERRADO: O erro sobre a ilicitude age na culpabilidade, logo, não tem a ver com dolo e culpa, que
são elementos da conduta e, portanto, do fato típico.
D) CORRETA: O erro de proibição reflete na culpabilidade, e a exclui quando for erro escusável.
Quando for erro inescusável, porém, atenua a culpabilidade do agente e, por conseqüência, a pena
aplicável.
E) ERRADA: A extinção da punibilidade pressupõe a sua existência. Desta forma, a alternativa está
errada.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

41.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)
A coação moral irresistível e a obediência hierárquica são causas de exclusão da
A) culpabilidade.
B) antijuridicidade.
C) ilicitude.
D) tipicidade.
E) punibilidade.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Trata-se de causas em que não há um dos elementos da culpabilidade, que é a
inexigibilidade de conduta diversa. Assim, a alternativa está correta.
B) ERRADA: Como vimos, as causas que excluem a ilicitude são: a) estado de necessidade; b) legítima
defesa; c) exercício regular de um direito; d) estrito cumprimento do dever legal.
C) ERRADA: A ilicitude é sinônimo de antijuridicidade, portanto, está incorreta, nos termos do
comentário à alternativa B.
D) ERRADA: A exigibilidade de conduta diversa é um dos elementos da culpabilidade, não da
tipicidade, motivo pelo qual a questão está incorreta, já que a tipicidade é meramente o juízo de
subsunção entre o fato cometido e a hipótese legal incriminadora, que faz surgir a presunção de
ilicitude.


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E) ERRADA: Ocorrendo uma dessas circunstâncias, a culpabilidade resta afastada, de forma que o
crime não existe (pois a culpabilidade é um de seus elementos). Assim, não surge o poder de punir
do Estado (punibilidade).
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

42.! (FCC – 2010 – MPE-SE – ANALISTA – DIREITO)
Desenvolvimento mental incompleto ou retardado, embriaguez decorrente de caso fortuito e
menoridade constituem, dentre outras, excludentes de
A) tipicidade
B) ilicitude
C) punibilidade
D) antijuridicidade
E) culpabilidade
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão da ausência de
imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28 do CP.
B) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão da ausência de
imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28 do CP.
C) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão da ausência de
imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28 do CP.
D) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão da ausência de
imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28 do CP.
E) CORRETA: Conforme estudamos, se o agente se encontrar em uma dessas condições, restará
excluída a sua culpabilidade, posto que a lei considera que, nestas hipóteses, o agente não podia
entender o caráter ilícito de sua conduta e se comportar conforme o Direito.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

43.! (FCC – 2011 – TER/AP – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA)
Exclui a imputabilidade penal, nos termos preconizados pelo Código Penal,
A) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
B) a emoção e a paixão.
C) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
D) se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
E) a embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior, se o agente era, ao tempo
da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.


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COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A embriaguez voluntária não exclui a culpabilidade, em nenhuma hipótese, nos termos
do art. 28, II do CP.
B) ERRADA: Nos termos do art. 28, I do CP, a emoção e a paixão também não excluem a
culpabilidade.
C) ERRADA: A embriaguez culposa, tal qual a voluntária, não exclui a culpabilidade do agente, nos
termos do art. 28, II do CP.
D) ERRADA: Se ele não era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato, será
considerado semi-imputável, mas deverá ser condenado e sua pena ser diminuída, em razão da
menor culpabilidade em relação aos demais.
E) CORRETA: Nos termos do art. 28, § 1° do CP, se o agente estava involuntariamente embriagado,
de maneira completa, de forma que não tinha condições de entender o caráter ilícito do fato e se
comportar conforme o Direito, estará excluída sua culpabilidade.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

44.! (FCC – 2011 – TRT 1°RG – TÉCNICO JUDICIÁRIO – SEGURANÇA)
O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
E) exclui a ilicitude do fato.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: O erro de proibição inevitável (escusável) exclui a culpabilidade, pois o agente,
naquelas circunstâncias, não tinha condições de conhecer o caráter ilícito da conduta.
B) ERRADA: Essa diminuição de pena se aplica ao erro de proibição evitável (ou inescusável), no qual
o agente, mediante algum esforço, poderia conhecer o caráter ilícito da conduta.
C) ERRADA: Como dito acima, presente o erro de proibição escusável, o réu estará isento de pena,
por ser excluída a culpabilidade.
D) ERRADA: Pois, o erro de proibição inevitável (escusável) exclui a culpabilidade, pois o agente,
naquelas circunstâncias, não tinha condições de conhecer o caráter ilícito da conduta.
E) ERRADA: A ilicitude do fato nada tem a ver com as verificações acerca da culpabilidade do agente,
diante de determinado erro sobre a licitude ou não do fato. A ilicitude está ligada ao fato criminoso,
enquanto o erro de proibição se refere à potencial consciência da ilicitude, que é elemento da
culpabilidade.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.


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45.! (FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - TÉCNICO JUDICIÁRIO - SEGURANÇA)


O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
E) exclui a ilicitude do fato.
COMENTÁRIOS: O erro sobre a ilicitude do fato, ou erro de proibição, é o fenômeno no qual o agente
pratica a conduta supondo tratar-se de conduta penalmente admitida, quando, na verdade, a
conduta é penalmente típica.
O art. 21 do CP estabelece que, se esse erro for inevitável (ou seja, se mesmo mediante um esforço
intelectual razoável, não fosse realmente possível saber que era ilícita a conduta), o agente estará
isento de pena:
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se
evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.



46.! (FCC - 2010 - TRE-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)
A dispara seu revólver e mata B, acreditando tratar-se de um animal. A respeito dessa hipótese
é correto afirmar que se trata de
A) fato típico, pois o dolo abrangeu todos os elementos objetivos do tipo.
B) erro de proibição, que exclui a culpabilidade.
C) erro de proibição, que gera apenas a diminuição da pena, posto que inescusável.
D) erro de tipo, que exclui o dolo e a culpa, se escusável.
E) erro quanto à existência de excludente de ilicitude (descriminante putativa).
COMENTÁRIOS: Na hipótese, não se trata de erro de proibição, pois o agente não cometeu erro
quanto à licitude ou ilicitude da conduta (art. 21 do CP), mas cometeu um erro sobre uma
circunstância fática.
Também não há que se falar em fato típico, eis que o agente incidiu em erro sobre elemento
constitutivo do tipo penal do art. 121 (“alguém” = pessoa humana).
Não há, ainda, hipótese de descriminante putativa, pois o agente não imaginou estar diante de uma
situação que lhe permitisse agir em legítima defesa, estado de necessidade ou qualquer outra
excludente de ilicitude (pelo menos a questão não disse isso).
Assim, trata-se, como já disse, de erro sobre elemento constitutivo do tipo penal, ou ERRO DE TIPO,
que se for inevitável (ou escusável) exclui o dolo e a culpa.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.


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47.! (FCC - 2007 - TRE-MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)


Considere os exemplos abaixo:
I. Casar-se com pessoa cujo cônjuge foi declarado morto para os efeitos civis, mas estava vivo.
ERRADA: Nesse caso não há erro de tipo, mas fato atípico, pois se o cônjuge foi declarado morto
para efeitos civis, o casamento anterior não mais existia, de forma que não há que se falar em crime
de bigamia, art. 235 do CP:
Art. 235 - Contrair alguém, sendo casado, novo casamento:
Pena - reclusão, de dois a seis anos.
§ 1º - Aquele que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância, é punido
com reclusão ou detenção, de um a três anos.
§ 2º - Anulado por qualquer motivo o primeiro casamento, ou o outro por motivo que não a bigamia, considera-se
inexistente o crime.
Assim, não houve prática da conduta prevista no tipo penal mediante incursão em erro sobre
circunstância fática. Simplesmente não foi praticada a conduta prevista no tipo penal.
II. Aplicar no ferimento do filho ácido corrosivo, supondo que está utilizado uma pomada.
CORRETA: Aqui, de fato, há a prática da conduta descrita no art. 129 do CP (lesões corporais). No
entanto, essa conduta é praticada mediante erro sobre circunstância fática (o agente imagina que
o ácido é uma pomada). Portanto, é hipótese de erro de tipo.
III. Matar pessoa gravemente enferma, a seu pedido, para livrá-la de mal incurável, supondo que
a eutanásia é permitida.
ERRADA: Aqui temos um caso de erro de proibição, pois o erro do agente reside não na
circunstância fática, que é perfeitamente delimitada, mas nas consequências penais, pois o agente
imagina que sua conduta é permitida pela lei penal, quando não o é.
IV. Ingerir a gestante substância abortiva, supondo que estava tomando um calmante.
CORRETA: Nesse caso, embora o agente pratique a conduta descrita no art. 124 do CP, o faz por
estar representando erroneamente uma situação fática (acreditar que está tomando calmante,
quando, na verdade, está ingerindo substância abortiva):
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:
Pena - detenção, de um a três anos.
Havendo, pois, erro fático quanto a elemento constitutivo do tipo penal, estamos diante de erro de
tipo.
Há erro de tipo nas situações indicadas APENAS em
A) I, II e III.
B) I e III.
C) I, III e IV.
D) II e III.
E) II e IV.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.


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48.! (FCC – 2009 – TJ/PA – OFICIAL DE JUSTIÇA)


O erro de proibição quando escusável exclui a
A) imputabilidade.
B) culpabilidade.
C) punibilidade.
D) antijuridicidade.
E) conduta.
COMENTÁRIOS: O erro sobre a ilicitude do fato, ou erro de proibição, é o fenômeno no qual o agente
pratica a conduta supondo tratar-se de conduta penalmente admitida, quando, na verdade, a
conduta é penalmente típica.
O art. 21 do CP estabelece que, se esse erro for inevitável, ou escusável (ou seja, se mesmo mediante
um esforço intelectual razoável, não fosse realmente possível saber que era ilícita a conduta), o
agente estará isento de pena:
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se
evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Afastando-se, desta forma, a potencial consciência da ilicitude, estará ausente um dos elementos da
culpabilidade, restando esta afastada.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

49.! (FCC – 2012 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO)
Em Direito Penal, o erro
a) de tipo, se for invencível, exclui a tipicidade dolosa e a culposa.
b) que recai sobre a existência de situação de fato que justificaria a ação, tornando-a legítima, é
tratado pelo Código Penal como erro de proibição, excluindo-se, pois, a tipicidade da conduta.
c) de tipo exclui o dolo e a culpa grave, mas não a culpa leve.
d) de proibição é irrelevante para o Direito Penal, pois, nos termos do caput do art. 21 do Código
Penal, "o desconhecimento da lei é inescusável".
e) de proibição exclui a consciência da ilicitude, que, desde o advento da teoria finalista, integra o
dolo e a culpa.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Esta é a previsão do art. 20 do CP:
Erro sobre elementos do tipo(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime
culposo, se previsto em lei. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Descriminantes putativas(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se
existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como
crime culposo.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


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B) ERRADA: Esse erro pode ser tratado como erro de tipo, não como erro de proibição;
C) ERRADA: Não há diferenciação entre culpa grave e leve, tampouco para fins de caracterização do
erro de tipo;
D) ERRADA: O erro de proibição é RELEVANTE e, caso escusável, ISENTA DE PENA; Caso inescusável,
gera redução de pena, nos termos do art. 21 do CP;
E) ERRADA: De fato, o erro de proibição exclui a potencial consciência da ilicitude (se escusável), mas
esse é um elemento da CULPABILIDADE, não estando dentro do dolo ou da culpa, que são elementos
do FATO TÍPICO.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.


50.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR)
O erro sobre a ilicitude do fato
a) reflete na culpabilidade, de modo a excluir a pena ou diminuí-la.
b) exclui o dolo e a culpa.
c) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
d) extingue a punilidade.
e) exclui o dolo, mas permite a punção por crime culposo, se previsto em lei.
COMENTÁRIOS:
O erro sobre a ilicitude do fato, ou ERRO DE PROIBIÇÃO, se caracteriza como a ausência de
conhecimento acerca da proibição do conduta que se realiza, afetando diretamente a análise da
culpabilidade do agente. Pode ser um erro desculpável ou indesculpável, com consequências
diversas.
Se escusável o erro (desculpável) o agente fica isento de pena. Se inescusável (indesculpável), o
agente terá a pena reduzida de um sexto a um terço. Nos termos do art. 21 do CP:
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de pena; se
evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato,
quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Portanto, vemos que o erro sobre a ilicitude do fato pode isentar de pena ou diminuir a pena do
agente, a depender do tipo de erro.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

51.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR)
Excluem a ilicitude e a imputabilidade, respectivamente,
a) a obediência hierárquica e a embriaguez acidental completa.
b) a coação moral irresistível e a doença mental.


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c) a desistência voluntária e o desenvolvimento mental incompleto.


d) o exercício regular de direito e a menoridade.
COMENTÁRIOS: As causas de exclusão da ilicitude estão previstas no art. 23 do CP. Vejamos:
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - em legítima defesa;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Já as causas legais de exclusão da culpabilidade estão previstas no art. 22 do CP, que determina a
exclusão da culpabilidade do agente que pratica o fato sob coação moral irresistível ou em
cumprimento a ordem não manifestamente ilegal de superior hierárquico. Vejamos:
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
No entanto, a menoridade também é considerada causa de exclusão da culpabilidade, pois gera a
inimputabilidade do agente. Vejamos:
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na
legislação especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Assim, a afirmativa que traz respectivamente uma causa de exclusão da ilicitude e uma causa de
exclusão da imputabilidade é a letra D.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

52.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL)
São pressupostos da culpabilidade
a) a falta de cuidado, a previsibilidade do resultado e a exigibilidade de conduta diversa.
b) a imputabilidade, a possibilidade de conhecimento da ilicitude e a falta de cuidado.
c) a previsibilidade do resultado, a imputabilidade e a falta de cuidado.
d) a possibilidade de conhecer a ilicitude, a exigibilidade de conduta diversa e a falta de cuidado.
e) a imputabilidade, a possibilidade de conhecer a ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa.
COMENTÁRIOS: A culpabilidade é um juízo acerca das condições pessoais do agente, de forma a
aferir se a este pode ser imputado o fato típico e ilícito.
A Doutrina moderna elenca três elementos para a culpabilidade:
Imputabilidade - O agente deve ser penalmente imputável (Maior de 18 anos e mentalmente são);
Potencial consciência da ilicitude - Deve ser analisado se aquela pessoa, naquelas circunstâncias,
tinha condições de entender que sua conduta era contrária ao Direito;
Exigibilidade de conduta diversa - Devem ser analisadas as circunstâncias pessoais e fáticas para se
saber se a pessoa que praticou o fato típico e ilícito se encontrava em condições de agir de outra
maneira ou se não era possível exigir desta pessoa que agisse conforme o Direito.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.


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53.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO MUNICIPAL)


A doença mental, a perturbação de saúde mental e o desenvolvimento mental incompleto ou
retardado
a) refletem na culpabilidade, de modo a excluí-la ou a atenuá-la.
b) excluem a ilicitude da conduta.
c) isentam sempre de pena.
d) extinguem a punibilidade.
e) excluem a tipicidade.
COMENTÁRIOS: Todos estes fatores (doença mental, perturbação mental ou desenvolvimento
mental incompleto ou retardado) interferem diretamente na culpabilidade do agente, e podem levar
à inimputabilidade (excluindo a culpabilidade) ou à semi-imputabilidade (atenuando a pena).
Vejamos:
Inimputáveis
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado,
era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-
se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Redução de pena
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde
mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

54.! (FCC – 2008 – PGE/SP – PROCURADOR)
Exclui a culpabilidade, em decorrência da não-imputabilidade,
a) a emoção.
b) a embriaguez não-acidental.
c) a coação moral irresistível.
d) a menoridade.
e) o erro sobre a ilicitude do fato.
COMENTÁRIOS: A culpabilidade é o Juízo de reprovabilidade acerca do fato praticado pelo agente.
Temos como elemento da culpabilidade:
IMPUTABILIDADE;
POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE;
EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA.
Dentre as afirmativas à disposição, a única que contempla uma causa que exclui a IMPUTABILIDADE
é a letra D, que trata da menoridade. Vejamos:
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na
legislação especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


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Aula 03

Embora a coação moral irresistível exclua a culpabilidade, nos termos do art. 22 do CP, não o faz
sobre a imputabilidade, mas sobre a exigibilidade de conduta diversa.
O erro sobre a ilicitude do fato também PODE excluir a culpabilidade, mas não age sobre a
imputabilidade, mas sobre a potencial consciência da ilicitude, nos termos do art. 21 do CP.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

55.! (FCC – 2007 – MPU – ANALISTA)
Considere:
I. Estado de necessidade.
II. Estrito cumprimento de dever legal.
III. Obediência hierárquica.
IV. Exercício regular de um direito.
V. Legítima defesa putativa.
São excludentes da culpabilidade SOMENTE o que se considera em
a) I e V.
b) II e III.
c) III e V.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
COMENTÁRIOS: As causas excludentes de culpabilidade estão previstas no art. 22 do CP. Vejamos:
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
No entanto, a legítima defesa putativa também é considerada causa de exclusão de culpabilidade
(embora parte da Doutrina entenda que se trate de exclusão da ilicitude). A legítima defesa putativa
é a conduta na qual o agente pratica o ato acreditando que está acobertado por uma situação de
legítima defesa, quando, na verdade, não está. Vejamos o que diz o art. 20, §1º do CP:
Art. 20 - (...)
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se
existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como
crime culposo.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

56.! (FCC - 2013 - TJ-PE - JUIZ)
A coação moral irresistível e a obediência hierárquica excluem a
a) tipicidade e a culpabilidade, respectivamente.
b) tipicidade.
c) culpabilidade.


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d) culpabilidade e a tipicidade, respectivamente.


e) punibilidade e a ilicitude, respectivamente.
COMENTÁRIOS: Tanto a coação MORAL irresistível quanto a obediência hierárquica excluem a
culpabilidade, conforme prevê o art. 22 do CP:
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

57.! (VUNESP – 2018 – PC-BA - ESCRIVÃO)
A respeito da imputabilidade penal, é correto afirmar que tal instituto
(A) figura como um dos elementos da culpabilidade.
(B) cuida da capacidade física do agente de praticar o ilícito.
(C) figura como um dos requisitos da punibilidade.
(D) não exclui da aplicação da lei penal fato praticado durante a embriaguez involuntária
completa, proveniente de caso fortuito ou força maior.
(E) não exclui a menoridade (criança e adolescente) da aplicação da lei penal.
COMENTÁRIOS:
a) CORRETA: Item correto, pois a imputabilidade penal é um dos elementos da culpabilidade (os
outros dois são a potencial consciência da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa).
b) ERRADA: Item errado, pois a imputabilidade penal cuida da capacidade MENTAL do agente de
entender o caráter ilícito do fato ou determinar-se de acordo com este entendimento.
c) ERRADA: Item errado, pois a imputabilidade penal é um dos elementos da culpabilidade, não da
punibilidade.
d) ERRADA: Item errado, pois no caso de embriaguez acidental completa (decorrente de caso
fortuito ou força maior), afasta-se a imputabilidade penal do agente, na forma do art. 28, §1º do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois a menoridade afasta a imputabilidade penal, conforme art. 27 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

58.! (VUNESP – 2018 – PC-BA - INVESTIGADOR)
De acordo com o Estatuto Penal brasileiro, são elementos da culpabilidade a imputabilidade, a
potencial consciência da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa. Sobre a imputabilidade,
assinale a alternativa correta.
(A) O conceito de imputabilidade penal compreende a capacidade mental do indivíduo,
considerando-se apenas a sua idade ao tempo do crime.
(B) Entre as causas de exclusão da imputabilidade, encontra-se a embriaguez completa ou
incompleta, mas sempre voluntária.
(C) A legislação penal brasileira adotou o critério Biopsicológico como aquele de aferição da
imputabilidade, independentemente da idade do infrator ao tempo do fato.


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(D) Ao agente que, em virtude da perturbação da saúde mental, não for inteiramente capaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, poderá
ser imposta pena como sanção, porém com redução de 1 (um) a 2/3 (dois terços).
(E) O agente que por embriaguez incompleta e voluntária não for, ao tempo da ação ou da
omissão, inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato será isento de pena.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: Item errado, pois a idade do agente é um dos fatores, mas não é o único. O agente pode
ser maior de idade e ser, ainda assim, considerado inimputável por outro motivo.
b) ERRADA: Item errado, pois a embriaguez voluntária nunca afasta a imputabilidade penal, na forma
do art. 28, II do CP.
c) ERRADA: Item errado, pois em relação à menoridade penal, o critério adotado foi o biológico, ou
seja, leva-se em conta apenas a idade. Em relação ao critério biopsicológico, ele foi adotado, por
exemplo, no que tange à inimputabilidade por doença mental.
d) CORRETA: Item correto, pois neste caso temos a situação do semi-imputável, que pode receber
pena, mas com redução de um a dois terços, conforme art. 26, § único do CP.
e) ERRADA: Item errado, pois a embriaguez voluntária nunca afasta a imputabilidade penal, na forma
do art. 28, II do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

59.! (VUNESP – 2017 – DPE-RO – DEFENSOR PÚBLICO)
Sendo positivos os elementos que configuram o delito e constatada a semi-imputabilidade do
acusado, o juiz pode, atendendo aos demais critérios legais,
a) aplicar-lhe pena reduzida de 1 a 2/3 ou absolvê-lo, pois não há outra previsão legal.
b) aplicar-lhe pena reduzida de 1 a 2/3 ou determinar que se submeta a tratamento ambulatorial
ou, ainda, determinar sua internação.
c) aplicar-lhe pena reduzida de 1 a 2/3 ou determinar que se submeta a tratamento ambulatorial,
pois não há outra previsão legal.
d) absolver o acusado, por ausência de tipicidade, especialmente por falta de elemento subjetivo
do tipo ou suspender o processo, pois não há outra previsão legal.
e) declarar extinta a punibilidade do acusado ou absolvê-lo por ausência de tipicidade,
especialmente por falta de elemento subjetivo do tipo.
COMENTÁRIOS: No caso de semi-imputável o Juiz poderá reduzir a pena de um a dois terços, na
forma do art. 26, § único do CP. Todavia, o Juiz pode, ainda, substituir a pena privativa de liberdade
por medida de segurança, que pode consistir em internação ou tratamento ambulatorial, na forma
do art. 98 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

60.! (VUNESP – 2016 – TJ-SP – TITULAR NOTARIAL)


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Assinale a alternativa correta.


a) A embriaguez culposa, por álcool ou substância de efeitos análogos, exclui a imputabilidade
penal.
b) O agente que em virtude de perturbação da saúde mental não era, ao tempo da ação,
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com este
entendimento, é isento de pena.
c) A paixão ou a emoção não excluem a imputabilidade penal.
d) Os menores de dezoito anos são semi-imputáveis, pois estão sujeitos às normas do Estatuto da
Criança e do Adolescente.
COMENTÁRIOS:
a) ERRADA: Item errado, pois a embriaguez CULPOSA não exclui a imputabilidade penal, nos termos
do art. 28, II do CP.
b) ERRADA: Item errado, pois para que haja a exclusão da imputabilidade é necessário que o agente
seja INTEIRAMENTE INCAPAZ. No caso, a questão disse que o agente não era inteiramente capaz, o
que significa que era parcialmente capaz. Neste caso, não ficará isento de pena, mas poderá ter sua
pena reduzida de um a dois terços, na forma do art. 26, § único do CP.
c) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 28, I do CP.
d) ERRADA: Item errado, pois os menores de 18 anos são INIMPUTÁVEIS, e não semi-imputáveis, nos
termos do art. 27 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

61.! (VUNESP – 2016 – IPSMI – PROCURADOR)
Tício, maior de 18 anos, é portador de doença mental, necessitando de medicação diária. A
doença, por si só, não prejudica a capacidade de compreensão. Todavia, a medicação, ingerida em
conjunto com bebida alcoólica em quantidade, provoca surtos psicóticos, com exclusão da
capacidade de entendimento. Tício sabe dos efeitos do álcool, em excesso, em seu organismo, mas
costuma beber, moderadamente, justamente para desfrutar dos efeitos que, segundo ele, “dá
barato”. Em uma festa, Tício, sem saber que se tratava de uma garrafa de absinto (bebida de alto
teor alcoólico), pensando ser gim, preparou um coquetel de frutas e ingeriu. Ao recobrar a
consciência, soube que esfaqueou dois de seus melhores amigos, causando a morte de um e lesão
de natureza grave em outro. A respeito da situação, é correto afirmar que
a) Tício, devido à doença mental, é inimputável, sendo isento de pena.
b) Tício é inimputável, sendo isento de pena, pois praticou o crime em estado de completa
embriaguez, decorrente de caso fortuito.
c) Tício é imputável, pois a embriaguez completa decorreu de culpa. Entretanto, faz jus à redução
da pena.
d) Tício é imputável, sendo punido de forma agravada, em vista da embriaguez pré-ordenada.
e) Tício, por ser maior de 18 anos, é imputável, sendo irrelevante a circunstância de ter praticado
o crime em estado de completa embriaguez.


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COMENTÁRIOS: Questão polêmica! Em casos como este é difícil entender como o agente poderia
ser considerado inimputável, mas o fato é que houve, a princípio, embriaguez acidental. Vejamos:
O agente não é inimputável por doença mental ou menoridade, então esqueçamos isso.
Com relação à embriaguez, ela foi dolosa? Não, pois o agente não queria se embriagar.
A embriaguez foi culposa ? Aí é que está o ponto central da questão. No meu modo de ver, e no
modo de ver da Banca, não foi culposa. O agente sabia que estava ingerindo álcool (pois pensou que
era Gim), MAS NÃO SABIA que estava ingerindo absinto, que possui uma graduação alcoólica MUITO
superior. Neste caso, podemos dizer que a embriaguez se deu por culpa do agente, ou seja, porque
ele bebeu muito, imprudentemente, e acabou se embriagando? Creio que não.
Neste caso, o mais razoável é admitir que o agente, de fato, se embriagou em razão de caso fortuito.
Assim, por se tratar de embriaguez completa acidental (caso fortuito), será o agente considerado
inimputável.
Naturalmente que o senso comum nos conduz à conclusão de que uma pessoa que faz isso deve ser
punida. Todavia, a resposta da questão deve se pautar exclusivamente pelo que dispõe o CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

62.! (VUNESP – 2015 – MPE/SP – ANALISTA DE PROMOTORIA)
Assinale a alternativa correta a respeito da imputabilidade penal.
(A) Comprovada a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou retardado, o
agente será considerado inimputável para os efeitos legais.
(B) Aos inimputáveis e aos semi-imputáveis, comprovada essa condição por perícia médica, será
substituída a pena por medida de segurança consistente em internação em hospital de
custódia e tratamento psiquiátrico.
(C) A imputabilidade é um dos elementos da culpabilidade, ao lado da potencial consciência sobre
a ilicitude do fato e a exigibilidade de conduta diversa.
(D) A imputabilidade, de acordo com o Código Penal, pode se dar por doença mental, imaturidade
natural ou embriaguez do agente.
(E) A emoção e a paixão, além de não afastarem a imputabilidade penal do agente, podem ser
consideradas como circunstâncias agravantes no momento da fixação da pena.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Será necessário comprovar, ainda, que em razão destes fatos ele era, ao tempo da ação
ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de
acordo com esse entendimento, nos termos do art. 26 do CP.
B) ERRADA: Os semi-imputáveis não recebem medida de segurança, mas pena, que pode ser
reduzida de um a dois terços, nos termos do art. 26, § único do CP.
C) CORRETA: Item correto, pois estes são os três elementos da culpabilidade, segundo a teoria
limitada da culpabilidade, adotada pelo CP.


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D) ERRADA: Item errado, pois a inimputabilidade, segundo o CP, pode se dar por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, por menoridade ou por embriaguez acidental,
decorrente de caso fortuito ou força maior.
E) ERRADA: Item errado, pois a emoção pode, eventualmente, configurar ATENUANTE genérica, e
não agravante, nos termos do art. 61, III, c, do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

63.! (VUNESP – 2015 – PC/CE – ESCRIVÃO)
No tocante às disposições do Código Penal relativas à culpabilidade e imputabilidade, é correto
afirmar que
(A) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
(B) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a imputabilidade
penal.
(C) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
(D) a pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente, em virtude de perturbação de saúde
mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não era inteiramente capaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
(E) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos exclui a imputabilidade
penal.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Item errado, pois o agente, neste caso, será inimputável, nos termos do art. 26 do CP.
B) ERRADA: A embriaguez culposa não exclui a imputabilidade penal.
C) ERRADA: Item errado, pois se a ordem é manifestamente ilegal aquele que cumpre a ordem
também responde pelo delito, não havendo exclusão de sua culpabilidade.
D) CORRETA: Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 26, § único do CP:
Art. 26 (...)
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde
mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
E) ERRADA: A embriaguez voluntária ou culposa não exclui a imputabilidade penal, nos termos do
art. 28, II do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

64.! (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR)


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No tocante às disposições previstas no Código Penal relativas à culpabilidade, é correto afirmar


que
(A) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
(B) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da coação ou da ordem tendo o
autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.
(C) o fato cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, não manifestamente
ilegal, de superior hierárquico, não excluiu a culpabilidade do autor do fato.
(D) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, mesmo que
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.
(E) se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência à ordem, mesmo que
manifestamente ilegal, de superior hierárquico, é punível o autor da coação ou da ordem tendo o
autor do fato a pena diminuída de um a dois terços.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Item correto, pois esta é a previsão contida no art. 22 do CP.
B) ERRADA: O executor do ato, neste caso, não pratica crime, diante da exclusão da culpabilidade.
C) ERRADA: Item errado, pelos fundamentos já expostos.
D) ERRADA: Item errado, pois se a ordem é manifestamente ilegal, o executor da ordem também
responde pelo delito.
E) ERRADA: Item errado, pois se a ordem é manifestamente ilegal, o executor da ordem também
responde pelo delito, sem redução de pena.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

65.! (VUNESP – 2015 – PC/CE – INSPETOR)
Nos termos do Código Penal, a imputabilidade penal é excluída pela
(A) emoção.
(B) doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, que torna o autor, ao
tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
(C) embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, que privou o autor, ao tempo da ação
ou da omissão, da plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de
acordo com esse entendimento.
(D) embriaguez completa e culposa que torna o autor, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
(E) paixão.


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Aula 03

COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas apenas a letra B corresponde a uma causa de


exclusão da culpabilidade, nos termos do art. 26 do CP:
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado,
era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-
se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
A letra C está errada porque não basta que a embriaguez acidental prive o agente da plena
capacidade. É necessário que ele fique INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter ilícito do fato
ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

66.! (VUNESP – 2014 – PC-SP – DELEGADO DE POLÍCIA)
A tese supralegal de inexigibilidade de conduta diversa, se acolhida judicialmente, importa em
exclusão
a) da imputabilidade.
b) da pena.
c) de punibilidade.
d) do crime.
e) de culpabilidade.
COMENTÁRIOS: O reconhecimento da inexigibilidade de conduta diversa implica a exclusão da
culpabilidade, eis que um dos elementos da culpabilidade é a EXIGIBILIDADE de conduta diversa.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

67.! (VUNESP – 2014 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
Agente imputável e menor de 21 anos à época do fato criminoso ocorrido em 10 de junho de 2006.
Foi denunciado como incurso no art. 157, caput, do CP. A denúncia foi recebida em 29 de junho de
2006 e até 01 de julho de 2014 não havia sido prolatada sentença. Diante disso, pode-se afirmar
que
a) ocorreu a pretensão punitiva estatal, considerado o máximo da pena abstratamente cominada
à infração.
b) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos seis anos da
data supra mencionada (01.07.2014).
c) ocorrerá a prescrição da pretensão punitiva estatal somente depois de decorridos quatro anos
da data supra mencionada (01.07.2014).
d) antes da prolação da sentença condenatória não se pode falar em ocorrência da pretensão
punitiva estatal.
COMENTÁRIOS: No caso, o delito previsto é o de roubo, cuja pena máxima prevista é de 10 anos de
reclusão.
Assim, em tese, o crime prescreveria em 16 anos, nos termos do art. 109, II do CP.


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Aula 03

Contudo, o agente era menor de 21 anos na data do fato, logo, esse prazo cai pela metade (08 anos),
nos termos do art. 115 do CP.
O recebimento da denúncia interrompeu o curso do prazo de prescrição (art. 117, I do CP), que
voltou a correr do zero, a partir daquela data.
A data atual (segundo a questão) para fins de cálculo da prescrição é dia 01.07.2014. Vemos que
entre a última interrupção da prescrição e a data atual já transcorreram mais de 08 anos, motivo
pelo qual operou-se a prescrição.
p.s.: a alternativa A contém um erro de digitação. Faltou simplesmente a palavra “prescrição”, o que
torna o item sem sentido. Contudo, foi mero esquecimento da Banca. Para quem fez a prova,
possuem razão em recorrer. Para nós, vamos simplesmente “fingir” que a palavra “prescrição” foi
colocada lá, antes de “pretensão punitiva”. Desta forma não perdemos a questão.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

68.! (VUNESP – 2014 – TJ-SP – JUIZ)
Para o Código Penal (art. 20, § 1.º), quando a descriminante putativa disser respeito aos
pressupostos fáticos da excludente, estamos diante de:
a) Excludente de antijuridicidade.
b) Erro de tipo.
c) Erro de proibição.
d) Excludente de culpabilidade.
COMENTÁRIOS: De acordo com a teoria da culpabilidade adotada pelo CP (teoria limitada), as
descriminantes putativas relativas a erro sobre os pressupostos fáticos da ilicitude serão
consideradas como erro de tipo:
Erro sobre elementos do tipo(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime
culposo, se previsto em lei. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Descriminantes putativas(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se
existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como
crime culposo.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

69.! (VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO DE POLÍCIA)
Considere que determinado sujeito, portador de desenvolvimento mental incompleto, ao tempo
da ação tinha plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato, mas era inteiramente incapaz
de determinar-se de acordo com esse entendimento – o que fora clinicamente atestado nos autos
em perícia oficial. Em consonância com o texto legal do art. 26 do CP, ao proferir sentença deve o
juiz reconhecer sua
a) inimputabilidade.
b) imputabilidade.


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Aula 03

c) semi-imputabilidade, absolvendo-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.


d) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe pena diminuída.
e) semi-imputabilidade, condenando-lhe e aplicando-lhe medida de segurança.
COMENTÁRIOS: Como o agente era, ao tempo da ação ou da omissão, INTEIRAMENTE INCAPAZ de
determinar-se de acordo com o Direito, deverá ser reconhecida sua INIMPUTABILIDADE, por força
do art. 26 do CP:
Inimputáveis
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado,
era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-
se de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Veja que o art. 26 exige que o agente seja inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato
OU (alternativo, portanto) de determinar-se conforme este entendimento, que é o caso da questão.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

70.! (VUNESP - 2013 - TJ-SP - ADVOGADO)
O gerente de uma determinada agência bancária, após longa sessão de tortura psicológica
infligida a ele pelos bandidos, fornece a chave para abertura do cofre da agência bancária. Sua
conduta encontra guarida na excludente de;
a) ilicitude denominada legítima defesa.
b) ilicitude denominada obediência hierárquica.
c) culpabilidade denominada actio libera in causa.
d) ilicitude denominada coação física irresistível.
e) culpabilidade denominada coação moral irresistível.
COMENTÁRIOS: O gerente, neste caso, agiu sob coação moral irresistível, de maneira que sua
conduta está amparada por uma causa de exclusão da culpabilidade. Vejamos:
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

71.! (VUNESP - 2013 - PC-SP - PAPILOSCOPISTA POLICIAL)
Imagine que João confunda seu aparelho de telefone celular com o de seu colega Pedro e,
descuidadamente, leve para sua casa o aparelho de Pedro. Ao perceber o equívoco, João
imediatamente comunica-se com Pedro e informa o ocorrido.
No dia seguinte, João devolve o aparelho ao colega sem qualquer dano. Analisando a hipótese
narrada, é possível afirmar que João
a) cometeu crime de furto, mas não será punido em vista do instituto da desistência voluntária.
b) não cometeu crime algum.


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c) cometeu crime de apropriação indébita, mas não será punido em vista do instituto da
desistência voluntária.
d) cometeu crime de furto, mas não será punido em vista do instituto do arrependimento eficaz.
e) cometeu crime de apropriação indébita, mas não será punido em vista do instituto do
arrependimento eficaz.
COMENTÁRIOS: No caso em tela João não praticou qualquer crime, pois apesar de ter subtraído
para si o aparelho de outra pessoa, agiu em erro sobre um dos elementos constitutivos do tipo penal
(neste caso, o tipo seria o art. 155 do CP, tendo João incidido em erro sobre o elemento “coisa
alheia”, já que acreditou que a coisa era sua, e não alheia). Neste caso, João não pratica crime, pois
fica afastada a tipicidade da conduta:
Erro sobre elementos do tipo(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite a punição por crime
culposo, se previsto em lei. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

72.! (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ)
Com relação à coação moral irresistível, é correto afirmar que
a) exclui a culpabilidade.
b) exclui a tipicidade.
c) exclui a antijuridicidade.
d) o coato age sem vontade.
COMENTÁRIOS: A coação moral irresistível é uma causa de exclusão da culpabilidade, pois o agente
que recebe a coação age em razão de uma vontade viciada, decorrente da coação, de forma que se
reconhece, no caso, a inexigibilidade de conduta diversa (não se pode exigir que pratique outra
conduta). Neste caso, responde apenas o autor da coação.
Vejamos:
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

73.! (VUNESP – 2009 – TJ-SP – JUIZ)
O pai que, tendo o filho sequestrado e ameaçado de morte, é coagido por sequestradores armados
e forçado a dirigir-se a certa agência bancária para efetuar um roubo a fim de obter a quantia
necessária para o pagamento do resgate e livrar o filho do cárcere privado em que se encontra
pode, em tese, lograr a absolvição com base na alegação de
a) inexigibilidade de conduta diversa.
b) legítima defesa.
c) exercício regular de direito.


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d) estrito cumprimento de dever legal.


COMENTÁRIOS: Neste caso temos um exemplo clássico de coação moral irresistível. A coação moral
irresistível é uma causa de exclusão da culpabilidade, pois o agente que recebe a coação age em
razão de uma vontade viciada, decorrente da coação, de forma que se reconhece, no caso, a
inexigibilidade de conduta diversa (não se pode exigir que pratique outra conduta). Neste caso,
responde apenas o autor da coação.
Vejamos:
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal,
de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETR A.

74.! (VUNESP – 2008 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)
"A" foi condenado por crime de roubo. Todavia, após a prolação da sentença, veio aos autos a
prova de que "A" é menor de 18 anos de idade. Nesse caso,
a) "A" deve ser absolvido por não constituir o fato infração penal.
b) "A" deve ser absolvido por ser inimputável.
c) deve ser anulada ab initio a ação penal, em razão da inimputabilidade do autor do fato.
d) "A" deve ter declarada extinta a punibilidade.
COMENTÁRIOS: No caso em tela, a ação penal deve ser anulada desde o início por ilegitimidade
passiva, já que o réu não poderia figurar nesta condição (de réu), pois os menores de 18 anos (na
data do fato) são absolutamente inimputáveis, respondendo perante o ECA apenas. Vejamos:
Menores de dezoito anos
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na
legislação especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

7! GABARITO


1.! ALTERNATIVA D
2.! ALTERNATIVA B
3.! ALTERNATIVA C
4.! ALTERNATIVA C
5.! ALTERNATIVA B


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6.! ALTERNATIVA B
7.! ALTERNATIVA D
8.! ALTERNATIVA D
9.! ALTERNATIVA C
10.! ALTERNATIVA C
11.! ALTERNATIVA B
12.! ALTERNATIVA C
13.! ALTERNATIVA D
14.! ALTERNATIVA A
15.! ALTERNATIVA B
16.! ALTERNATIVA A
17.! ALTERNATIVA B
18.! ALTERNATIVA C
19.! ALTERNATIVA C
20.! ALTERNATIVA E
21.! ALTERNATIVA E
22.! ALTERNATIVA E
23.! ALTERNATIVA D
24.! ALTERNATIVA B
25.! ALTERNATIVA C
26.! ALTERNATIVA B
27.! ALTERNATIVA B
28.! ALTERNATIVA D
29.! ALTERNATIVA E
30.! ALTERNATIVA C
31.! ALTERNATIVA A
32.! ALTERNATIVA A
33.! ALTERNATIVA B
34.! ALTERNATIVA D
35.! ALTERNATIVA C
36.! ALTERNATIVA C
37.! ALTERNATIVA E
38.! ALTERNATIVA A
39.! ALTERNATIVA E
40.! ALTERNATIVA D


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41.! ALTERNATIVA A
42.! ALTERNATIVA E
43.! ALTERNATIVA E
44.! ALTERNATIVA A
45.! ALTERNATIVA A
46.! ALTERNATIVA D
47.! ALTERNATIVA E
48.! ALTERNATIVA B
49.! ALTERNATIVA A
50.! ALTERNATIVA A
51.! ALTERNATIVA D
52.! ALTERNATIVA E
53.! ALTERNATIVA A
54.! ALTERNATIVA D
55.! ALTERNATIVA C
56.! ALTERNATIVA C
57.! ALTERNATIVA A
58.! ALTERNATIVA D
59.! ALTERNATIVA B
60.! ALTERNATIVA C
61.! ALTERNATIVA B
62.! ALTERNATIVA C
63.! ALTERNATIVA D
64.! ALTERNATIVA A
65.! ALTERNATIVA B
66.! ALTERNATIVA E
67.! ALTERNATIVA A
68.! ALTERNATIVA B
69.! ALTERNATIVA A
70.! ALTERNATIVA E
71.! ALTERNATIVA B
72.! ALTERNATIVA A
73.! ALTERNATIVA A
74.! ALTERNATIVA C


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