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26.7.

2019
1. Crédito ampliado ao setor não financeiro

O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$9,7 trilhões em junho, elevações de 0,9% no mês
e de 6,9% em doze meses, representando 138,3% do PIB. Dentre seus componentes, os títulos de dívida,
públicos e privados, totalizaram R$4,1 trilhões, com variações de 2,9% no mês e de 9,9% em doze meses.
Os empréstimos e financiamentos atingiram R$3,5 trilhões no mês, com crescimentos respectivos de 0,5%
e de 5,4%, enquanto a dívida externa acumulou R$2 trilhões, após retração de 2,2% em junho, refletindo
a apreciação cambial, e expansão de 3,7% em doze meses.

O crédito ampliado às
Crédito ampliado a empresas e famílias - Variação em 12
empresas e famílias,
meses
exclusive governo geral,
35 atingiu R$5,4 trilhões, 77,5%
30 do PIB, apresentando
25 estabilidade no mês e
20 crescimento de 7,7% em
doze meses. Os
% 15
empréstimos e
10
financiamentos totalizaram
5
R$3,4 trilhões, 93% dos
0 quais referentes às
-5 operações de crédito do
jun/16 jun/17 jun/18 jun/19 sistema financeiro nacional
Emprest./financ. Merc. de capitais Dív. externa (US$) (SFN). A dívida externa
alcançou R$1,3 trilhão, com
redução de 2,9% no mês e expansão de 1,4% em doze meses. O componente títulos de dívida privados
manteve-se como o mais dinâmico dentre o crédito ampliado, com taxas de crescimento respectivas de
3,1% e de 34,4%, acumulando R$723 bilhões em junho.

2. Operações de crédito do SFN

O saldo das operações de crédito da carteira do SFN totalizou R$3,3 trilhões em junho, aumento de 0,4%
no mês, destacando-se a carteira de pessoas físicas (+0,6%, para R$1,9 trilhão). As operações com pessoas
jurídicas permaneceram estáveis (+0,1%, saldo de R$1,4 trilhão), ocorrendo baixas de saldos para prejuízo
na carteira de crédito direcionado, que contrabalançaram a elevação na carteira livre de empresas. No
primeiro semestre, a carteira total cresceu 1,2%, refletindo elevações no crédito livre a famílias e
empresas, 6,8% e 1,5%, respectivamente. Na comparação em doze meses, o crédito total acumulou
variação de 5,1%.

O crédito livre às famílias alcançou R$1 trilhão, com expansões de 0,7% no mês e de 14,2% na comparação
interanual. No mês, destaque para as operações de crédito pessoal (consignado e não consignado) e
financiamentos de veículos.

Nota para a Imprensa – 26.7.2019


O crédito livre para
Saldos de crédito - Variação em 12 meses empresas atingiu R$826
14
bilhões (+2,1% no mês e +9%
12
em doze meses), com
10
variação mensal mais
8
significativa nas modalidades
6
R$ bilhões

4
sazonais voltadas para fluxo
2 de caixa (descontos de
0 duplicatas e recebíveis,
-2 antecipação de faturas de
-4 cartão), além do crescimento
-6 continuado em capital de
giro e aquisição de veículos.
jun 17

ago 17

jun 18

ago 18

jun 19
fev 17

out 17

fev 18

out 18

fev 19
dez 16

dez 17

dez 18
abr 17

abr 18

abr 19
Total Livre Direcionado As concessões totais de
crédito somaram R$342
bilhões em junho, redução
Concessões acumuladas 1º semestre - Recursos livres - de 3,6% no mês, com dois
Variação % dias úteis a menos que maio.
20
Na série com ajuste sazonal,
houve expansão mensal de
15
1,2% (+1,3% no crédito com
10 famílias e +0,2% com
5 empresas). No acumulado do
% primeiro semestre do ano,
0
comparado com o mesmo
-5 período do ano anterior, as
-10 concessões totais cresceram
10,9%, resultado do
-15
2016 2017 2018 2019
aumento de 12% nas
contratações do crédito livre,
Livres Total Livres PJ Livres PF
com variações de 13% a
pessoas físicas e 20,7% para
jurídicas.

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), referente ao custo médio de toda a carteira do SFN, alcançou 21,4%
a.a. em junho (+0,1 p.p. no mês e +0,3 p.p. em doze meses). No crédito livre não rotativo, o ICC registrou
reduções de 0,2 p.p. e 0,8 p.p. nos mesmos períodos, situando-se em 28,8%. O spread geral do ICC atingiu
14,8 p.p., praticamente estável no mês (+0,1 p.p.).

A taxa média de juros das concessões permaneceu estável em 25,2% a.a. em junho (+0,6 p.p. na
comparação interanual). No crédito livre, a taxa média declinou 0,2 p.p. no mês e em doze meses, para
38,3% a.a., influenciada pela redução do custo médio às empresas (-0,8 p.p. mês, para 18,7%). Nas

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operações do segmento livre com famílias, a taxa média elevou-se em 0,3 p.p. no mês, para 53,2% a.a.
(cheque especial: +1,3 p.p., cartão não regular e parcelado: +2,4 p.p. e +1,5 p.p., respectivamente).

Excluindo-se as operações rotativas, a taxa de juros das concessões do crédito livre diminuiu 0,4 p.p. no
mês, alcançando 28,6% a.a. O spread geral das taxas de juros elevou-se 0,4 p.p. no mês, para 19,6 p.p.,
refletindo o efeito da retração no custo de captação.

3. Agregados monetários

A base monetária alcançou R$276 bilhões em junho, com redução de 0,7% no mês e aumento de 2,3%
em doze meses. No mês, ocorreu queda de 7,8% nas reservas bancárias e aumento de 0,7% no papel
moeda emitido. Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se os
impactos contracionistas das operações com derivativos (R$9 bilhões) e do setor externo (R$8,9 bilhões)
- que refletiram, especialmente, as vendas à vista com recompra a termo de divisas. Em contrapartida, as
operações do Tesouro Nacional promoveram expansão de R$11,9 bilhões e as operações com títulos
públicos federais, de R$4,6 bilhões (compras líquidas de R$70,7 bilhões no mercado secundário e
colocações líquidas de R$66,1 bilhões no mercado primário).

Os meios de pagamento restritos (M1) alcançaram R$372,6 bilhões em junho, elevação de 1,6% no mês,
destacando-se aumento de 3% em depósitos à vista. Considerando-se dados dessazonalizados, o M1
cresceu 0,9% em junho. O M2 alcançou saldo de R$2,9 trilhões (+0,9% mês), resultado do aumento de
0,8% no saldo dos títulos emitidos por instituições financeiras (R$1,7 trilhão) e de 0,7% nos depósitos de
poupança (R$804 bilhões). No mês, ocorreram captações líquidas de R$11,1 bilhões nos depósitos a prazo
e de R$2,5 bilhões na poupança. O M3 expandiu-se 0,8% no mês, totalizando R$6,5 trilhões,
acompanhando a elevação de 1,3% nas quotas de fundos do mercado monetário, que alcançou saldo de
R$3,4 trilhões. O M4 registrou elevação de 0,2% no mês e de 5,9% na comparação interanual, atingindo
R$6,9 trilhões em junho.

Nota para a Imprensa – 26.7.2019