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Frente 1

Aulas
19 e 20 V������

Considerações iniciais – Lei dos cossenos:


• Direção: definida por uma reta.
• Sentido: para cada direção existem dois possíveis sen- θ
a b
tidos.

Grandezas escalares e grandezas vetoriais c


• Grandeza escalar: necessita apenas de um valor numéri-
co e de sua unidade para ficar totalmente determinada. c2 = a2 + b2 – 2abcosθ
• Grandeza vetorial: necessita, além do valor numérico
e da unidade, de uma direção e de um sentido para – Lei dos senos:
ficar totalmente determinada.
a γ b
Vetor
β α
• Definição: ente matemático que representa todos os
c
segmentos orientados com a mesma direção, mesmo
a b c
sentido e mesmo módulo. = =
sen α sen β sen γ
– Vetor oposto: vetor com mesma direção e mesmo
módulo de outro vetor, mas sentido contrário.
– Vetor nulo: vetor com módulo nulo. • Adição de vetores pelo método da decomposição
– Vetor unitário: vetor com módulo igual a 1. de vetores:
– Vetores iguais: vetores com mesmo módulo, mes- – Decomposição de vários vetores sobre os
ma direção e mesmo sentido. eixos x e y:
y
• Adição de vetores pela regra da poligonal:
b a
ay
a c c
cy

d dx ax bx
s cx x
b
by
s = a+b+ c +d

• Adição de vetores pela regra do paralelogramo:


d dy
b

α
a s
a
θ

| s | = s = a2 + b2 + 2ab cos θ

482 FÍSICA | TETRA II

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10 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Aulas 19 e 20

– Soma sobre o eixo x: • Subtração de vetores: idêntica à soma de vetores,


apenas tomando d = a − b = a + (−b).
ax cx

sx bx a
d
– Soma sobre o eixo y:
−b b

by
dy d= a−b

ay sy • Multiplicação de um vetor por um número real: o


produto de n por a é dado por p = n⋅ a.

– Vetor soma resultante:

sy s

θ
sx

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Unicamp 2012 (Adapt.) A figura ilustra as órbitas circu- Quando o segmento de reta que liga Júpiter ao Sol faz um
lares de Júpiter e da Terra em torno do Sol, com raios, res- ângulo de 120o com o segmento de reta que liga a Terra ao
pectivamente, iguais a RJ e RT. Sol, a distância entre os dois planetas é de:

A R2J + R2T − R JR T 3

B R2J + R2T + R JR T 3
Terra
C R2J + R2T − R JR T
120° RT
Júpiter D R2J + R2T + R JR T
RJ
Sol

FÍSICA | TETRA II 483

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MANUAL DO CADERNO TETRA II 11


Aulas 19 e 20

2 Unesp Um caminhoneiro efetuou duas entregas de mer- 3 Unifesp Na figura, são dados os vetores a, b e c.
cadorias e, para isso, seguiu o itinerário indicado pelos ve-
tores deslocamentos d 1 e d 2 ilustrados na figura.
u a b c
d 1 = 10 km

Sendo u a unidade de medida do módulo desses vetores,


d 2 = 6 km pode-se afirmar que o vetor d = a − b + c tem módulo:
A 2u, e sua orientação é vertical, para cima.
30° B 2u, e sua orientação é vertical, para baixo.
C 4u, e sua orientação é horizontal, para a direita.
Para a primeira entrega, ele deslocou-se 10 km e, para a D 2u, e sua orientação forma 45o com a horizontal, no
segunda entrega, percorreu uma distância de 6 km. Ao final sentido horário.
da segunda entrega, a distância a que o caminhoneiro se E 2u, e sua orientação forma 45o com a horizontal, no
encontra do ponto de partida é: sentido anti-horário.
A 4 km
B 8 km
C 2 1 9 km
D 8 3 km
E 16 km

484 FÍSICA | TETRA II

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12 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Aulas 19 e 20

4 Unesp (Adapt.) Um corpo é submetido à ação de 3 for-


ças coplanares, como ilustrado na figura.
y

m 2N

x
2N

Podemos afirmar que o módulo, a direção e o sentido da


força resultante sobre o corpo são, respectivamente:
A 1, paralela ao eixo y e para cima.
B 2, paralela ao eixo y e para baixo.
C 2,5, formando 45o com x e para cima.
D 4, formando 60o com x e para cima.
E 4, paralela ao eixo y e para cima.

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 2 | Frente 1 | Capítulo 6
I. Leia as páginas de 7 a 12.
II. Faça os exercícios de 1 a 4 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 1 a 12.

FÍSICA | TETRA II 485

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MANUAL DO CADERNO TETRA II 13


Orientações
Definir o conceito de direção e o de sentido de uma reta e estabelecer a diferença entre grandezas escalares e gran-
dezas vetoriais.
Apresentar para o aluno o conceito de vetor, vetor oposto, vetor nulo, vetor unitário e vetores iguais.
Expor a adição de vetores pela regra da poligonal, regra do paralelogramo e método de decomposição de vetores.
Abordar a aplicação da lei dos cossenos e da lei dos senos para a obtenção do módulo do vetor resultante e do ângulo
entre vetores, bem como a subtração de vetores e a multiplicação de um vetor por um número real.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: D.

Terra T
120° d
Júpiter RT
120°
J RJ S
Sol

d2 ! R 2J " R 2T # 2R JR T cos120o
% #1(
d2 ! R 2J " R 2T # 2R JR T $ ' *
& 2)
d ! R 2J " R 2T " R JR T

2 Alternativa: C.

dr

d1

60° d2

30°

!
d1 = −10"j
!
d2 = 6 cos 30o "i + 6sen 30o "j
! 3" "
d2 = 6 i + 3j
2
! ! ! 6 3" "
dr = d1 + d2 = i −7 j
2
! 36 ⋅3
dr = + 49 = 27 + 49 = 76
4
!
dr = 2 19 km

14 MANUAL DO CADERNO TETRA II


3 Alternativa: B.
! ! !
a = 2 ui" + 2 uj"⎫⎪ a=b
! ⎪! ! ! !
b = 2 ui" + 2 uj"⎬⎪ d = a −b + c
! ⎪! ! "
c = −2 uj" ⎪⎪⎭ d = c = −2 uj

4 Alternativa: E.

F1

F3

F2

Pela figura, temos:


!
F1 = 6"i + 10 "j
!
F2 = 0 "i −10 "j
!
F3 = −6"i + 4"j
! ! ! !
Fr = F1 + F2 + F3
!
Fr = 6"i + 10 "j −10 "j −6"i + 4"j
!
Fr = 4"j

ANOTAÇÕES

MANUAL DO CADERNO TETRA II 15


Frente 1

Aulas
21 e 22 C��������� ��������

Cinemática vetorial • Velocidade vetorial instantânea:


• Vetor posição: o vetor posição r de um ponto P em re- ∆r
v = lim vm ⇒ v = lim
lação a um referencial O é dado pelo vetor com origem ∆t→0 ∆t→0 ∆t
em O e extremidade em P.
– Direção de v : tangente à trajetória.
y
– Sentido de v: o mesmo do movimento.
– Módulo de v: igual ao módulo da velocidade esca-
ry P lar instantânea.
r – Relação entre v e v :
O
rx
v = v
x

rz • Aceleração vetorial média:


∆v
z am =
r ∆t
r = rx $i + ry $j + rz k$
– Relação entre am e am :
• Vetor deslocamento: a m ≥a m
� � �
∆ r = r2 − r1
a m = a m quando a trajetória é retilínea.
y

s1 ∆s s2
• Aceleração vetorial instantânea:
P1 ∆r P2 ∆v
r1 a = lim a m⇒ a = lim
∆t→0 ∆t→0 ∆t
r2
O
x – Decomposição da aceleração vetorial instantânea:
direçãonormal
z

– Relação entre ∆s e ∆ r : at direção


tangencial
∆ r ≤ ∆s
acp a
∆ r = ∆s quando a trajetória é retilínea.
C (centrode cu rvatu ra da trajetória)
• Velocidade vetorial média:
∆r – Direção de at: tangente à trajetória.
vm =
∆t – Sentido de at: o mesmo de v quando o movimen-
– Relação entre vm e vm : to for acelerado e oposto ao de v quando o movi-
mento for retardado.
vm ≤ vm – Módulo de at: igual ao módulo da aceleração escalar.
vm = vm quando a trajetória é retilínea. – Direção de acp: perpendicular à trajetória.
– Sentido de acp: para o centro de curvatura.
v2
– Módulo de acp : acp =
R

486 FÍSICA | TETRA II

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16 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Aulas 21 e 22

– Velocidade e aceleração vetorial para vários mo- Trajetória


vimentos: Retilínea Curvilínea
Movimento uniforme variado uniforme variado
Módulo de v constante variável constante variável
Direção de v constante constante variável variável
at nula não nula nula não nula
acp nula nula não nula não nula
a 0 at acp at + acp

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Em um bairro, onde todos os quarteirões são quadrados 2 Um corpo descreve um movimento circular unifor-
e as ruas paralelas distam 100 m uma da outra, um menino me de raio 2,5 m com velocidade angular igual a 1 rad/s.
faz o percurso de P a Q em 100 s, pela trajetória represen- Determine:
tada no esquema a seguir. a) o tempo que o corpo leva para percorrer um quarto de
circunferência entre os pontos A e B.
b) o módulo do vetor deslocamento do corpo entre A e B.
P
c) o módulo da velocidade vetorial média do corpo entre
100 m

A e B.
d) o módulo da aceleração centrípeta do corpo.
e) o módulo da aceleração vetorial média do corpo entre
A e B.
Q

100 m

Determine, para o percurso:


a) o módulo do deslocamento escalar.
b) o módulo do deslocamento vetorial.
c) o módulo da velocidade escalar média.
d) o módulo da velocidade vetorial média.

FÍSICA | TETRA II 487

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MANUAL DO CADERNO TETRA II 17


Aulas 21 e 22

3 Uma trajetória circular, de 2 m de raio, é descrita por 4 Uma partícula desloca-se em um plano Oxy, de modo
uma partícula em MUV, a partir do repouso, com acelera- que sua abscissa x e sua ordenada y são dadas pelas seguin-
ção escalar de 8 m/s2. Determine, para a partícula: tes funções horárias:
a) o módulo da aceleração tangencial.
x = 4t e y = t2 + t – 1
b) o módulo da velocidade vetorial após 5 s de movimento.
c) o módulo da aceleração centrípeta após 5 s de movimento. onde x e y são dados em metros e t em segundos.
d) o intervalo de tempo necessário, a partir do repouso,
para que o ângulo formado entre a aceleração vetorial Determine:
e a direção tangencial seja igual a 45°. a) o módulo da velocidade vetorial em t = 1 s.
b) o módulo da aceleração vetorial.
c) a equação da trajetória.
d) a forma da trajetória.

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 2 | Frente 1 | Capítulo 6
I. Leia as páginas de 13 a 16.
II. Faça os exercícios 5 e 6 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 14, de 17 a 21, 23, 25, 26, 29,
30 e de 33 a 39.

488 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 01-02-2018 (15:27)

18 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Orientações
Definir o vetor posição, o vetor deslocamento, a velocidade vetorial média, a velocidade vetorial instantânea, a acele-
ração vetorial média e a aceleração vetorial instantânea. Abordar ainda a aceleração tangencial e a aceleração centrípeta.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 a) !s " 7 # 100 m $ !s " 700 m

b) ∆ r = (4 ⋅100)2 + (3 ⋅100)2 ⇒ ∆ r = 500 m

"s 700 m
c) vm ! ! # vm ! 7 m/s
"t 100 s

∆r 500 m
d) vm = = ⇒ vm = 5 m/s
∆t 100 s

2
vB B vB
vA
rB ∆ r vA
A
rA
∆v

2$ 2$ T 1 T $
a) T ! ! ! 2$ s " ! # 2$ s " ! s
% 1 4 4 4 2

2 2
b) ∆ r = rA + rB = 2, 52 + 2, 52 ⇒ ∆ r = 2, 5 2 m

∆r 2, 5 2 5 2
c) vm = = ⇒ vm = ms
∆t π 2 π

d) acp ! $2R ! 12 " 2, 5 # acp ! 2, 5 m s2

e) v = ω R = 1⋅2, 5 ⇒ v = 2, 5 m s

∆ v = vB − v A ⇒ ∆ v = 2, 5 2 m s

∆v 2, 5 2 5 2
am = = ⇒ am = m s2
∆t π 2 π

3 a) at = a ⇒ at = 8 m/s2

b) v = v = v0 + at = 8 t
t = 5 s ⇒ v = 8 ⋅5 ⇒ v = 4 0 m/s

v 2 402
c) acp = = ⇒ acp = 800 m/s2
R 2

MANUAL DO CADERNO TETRA II 19


d) at
45°

acp a

Nesse caso: at = acp


v2
Logo: acp = 8 = ⇒ v2 = 8 ⋅ 2 = 1 6
R
v = 4 m s ⇒ 4 = 8t ⇒ t = 0 , 5 s

4 a) x = 4t ⇒v x = 4 m/s ⇒ax = 0
y = t 2 + t −1 ⇒ v y = 2t + 1⇒ ay = 2 m/s2
t = 1 s : v x = 4 m/s e v y = 2 ⋅1+ 1 = 3 m/s

v = v 2x + v 2y = 42 + 3 2 ⇒ v = 5 m/s

b) a = a2x + a2y = 02 + 22 ⇒ a = 2 m/s2


2
x ⎛x ⎞ ⎛x ⎞ x2 x
c) t = ⇒ y = ⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ − 1⇒ y = + −1
4 ⎝4 ⎠ ⎝4 ⎠ 16 4

d) A trajetória tem a forma de parábola.

ANOTAÇÕES

20 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Frente 1

Aulas
C��������� �� ���������� 23 e 24
Composição de movimentos Possíveis casos:
⎪A − chuva
⎧ ⎪A − avião
⎧ ⎪A − barco

Relação entre velocidades em uma composição de
movimentos: ⎨B − solo ⎨B − solo ⎨B − solo
v AB = v AC + vCB ⎪C − carro
⎩ ⎪C − ar
⎩ ⎪C − água

em que: Relação entre deslocamentos vetoriais e entre acele-
v AB = velocidade de A em relação a B. rações vetoriais:
v AC = velocidade de A em relação a C. dAB = dAC + dCB
vCB = velocidade de C em relação a B. aAB = aAC + aCB

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Três carros movem-se em uma pista retilínea. As velocida- 2 Um barco desce 24 km de um rio em 2 h e sobe o mes-
des indicadas na figura foram medidas em relação à placa de mo trecho em 4 h. Sabendo que a potência do motor do
estacionamento proibido, presa à pista. barco é constante, tanto ao subir quanto ao descer o rio,
determine:
a) a velocidade do barco em relação ao rio.
E b) a velocidade do rio em relação às margens.
c) o tempo que o barco leva para descer o mesmo trecho
com o motor desligado.

vB = 50 km/h vC = 80 km/h
vA = 100 km/h

Determine o módulo e o sentido da velocidade:


a) de A em relação a B e de B em relação a A.
b) de B em relação a C e de C em relação a B.

FÍSICA | TETRA II 489

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MANUAL DO CADERNO TETRA II 21


Aulas 23 e 24

3 Um barco navega em um rio de 800 m de largura. A 4 Uma criança anda em uma bicicleta que rola sem desli-
velocidade do barco em relação ao rio é igual a 8 m/s e a zar e possui velocidade constante de 4 m/s. Os pneus são
velocidade da correnteza é de 6 m/s. Determine: iguais e têm 50 cm de diâmetro. Na figura, uma pedrinha se
a) o módulo da velocidade do barco em relação às mar- desprende da bicicleta no ponto P.
gens quando ele desce o rio.
b) o módulo da velocidade do barco em relação às mar-
gens quando ele sobe o rio.
c) o menor tempo de travessia do rio.
d) o local que o barco atinge na outra margem, no caso do
P
item c.
e) o módulo da velocidade do barco em relação às mar- Q
gens, no caso do item c. Determine:
a) a velocidade da criança em relação ao solo.
b) a velocidade do ponto Q em relação ao solo.
c) o tempo que o pneu gasta para efetuar uma rotação
completa.
d) a velocidade da pedrinha no ponto P em relação à
criança.
e) a velocidade da pedrinha no ponto P em relação ao
solo.

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 2 | Frente 1 | Capítulo 6
I. Leia as páginas 17 e 18.
II. Faça os exercícios de 7 a 9 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 41 a 47, 49, 50, 52 e de
54 a 58.

490 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 20-01-2018 (08:54)

22 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Orientações
Apresentar aos alunos a composição de movimentos. Explicar a relação entre deslocamentos vetoriais e entre ace-
lerações vetoriais. Aproveitar para expor esses conceitos por meio dos exercícios.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 De forma geral:
! ! ! ! ! !
vPS = vPQ + vQS ⇒ vPQ = vPS − vQS
Onde:
P − carroP Q − carro Q S − solo
! !
E ainda: vQP = −vPQ
Para o problema, tomando o sentido positivo para a direita:
! ! ∧ ! ∧
v A = 100 r" ; vB = −50 r e vc = − 80 r
! ! !
a) v AB = v A − vB = (100 r") − ( −50r") = 150 r"
!
v AB = 150 km h para a direita
! !
vBA = − v AB
!
vBA = 150 km h para a esquerda

! ! !
b) vBC = vB − vC = (− 50 r") − (− 80 r") = 30 r"
!
vBC = 30 km h para a direita
! !
vCB = − vBC
!
vCB = 30 km h para a esquerda

2 Seja vR o módulo da velocidade do rio em relação às margens e vB o módulo da velocidade do barco em relação ao rio.
vBM = vBR + vRM
Quando desce o rio: vBM = vB + vR
Quando sobe o rio: vBM = vB − vR
∆s 24 km
Desce: vBM = ⇒ vB + vR = = 12 km h
∆t 2h
∆s 24 km
Sobe: vBM = ⇒ vB − vR = = 6 km h
∆t 4h

a) vB ! vR " 12
vB # vR " 6
2vB " 18 $ vB " 9 km h

b) 9 ! vR " 12 # vR " 3 km h

c) Com motor desligado: vB = 0 e vBM = vR = 3 km h


∆s 24 km
Assim: ∆ t = ⇒∆ t = ⇒∆t = 8 h
vBM 3 km h

3 a) Em qualquer situação, teremos:


! ! ! ! ! !
v barco −m arg ens = v barco −rio + v rio −m arg ens ⇒ v BM = v BR + v RM

Quando desce o rio:


! ! ! !
"! → + ⎯⎯⎯
⎯⎯⎯ "! → ⇒ v BM = v BR + v RM = 8 + 6 ⇒ v BM = 14 m s
V BR V RM

MANUAL DO CADERNO TETRA II 23


b) Quando sobe o rio:
" " " "
←⎯⎯
!" ⎯ + ⎯⎯⎯
!" → ⇒ v BM = v BR − v RM = 8 − 6 ⇒ v BM = 2 m s
V BR V RM

c) O menor tempo de travessia é obtido quando a velocidade do barco em relação ao rio é perpendicular às margens:
B C

AB 800 m
t AB = = ⇒ t AB = 100 s
v BR v BM v BR 8m s

A v RM

d) BC = v tBC = v t AB = 6 m s ⋅ 100 s
RM RM

BC = 600 m
2 2
e) v BM = v BR + v RM = 82 + 62 ⇒ v BM = 10 m s

4 a) A velocidade da criança em relação ao solo é a própria velocidade da bicicleta: 4 m/s.


b) Como a bicicleta não escorrega, então o ponto da bicicleta em contato com o solo (ponto Q) está parado em relação
a este: vQ=0.
c) Para não haver escorregamento:
v = ωR ⇒ 4 = ω · 0,25 ⇒ ω = 16 rad/s

2π 2π π
T= = ⇒T= s
ω 16 8

d) A velocidade da pedrinha no ponto P em relação à criança é igual à velocidade da pedrinha em relação ao centro do pneu:

v PC
vCS c

v PNEU−CENTRO = v PC = ω R = v

v PC = 4 m s

2 2
e) v PS = v PC + v CS ⇒ v PS = v PC + v CS = 42 + 42

v PS = 4 2 m s

ANOTAÇÕES

24 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Frente 1

Aulas
L��������� ������� �� ����� 25 a 28
Lançamento oblíquo no vácuo
A resistência do ar é desprezada e o corpo fica sujeito a um – Função horária da aceleração:
campo gravitacional considerado uniforme (direção, senti-
ax = 0
do e módulo do vetor aceleração constantes).
• Composição dos movimentos vertical e horizontal: a
• Movimento vertical: movimento retilíneo uniforme- partir da composição dos movimentos, são deduzidas
mente variado. importantes relações.
– Função horária do espaço: – Tempo de subida:
v senθ
1 ts = 0
y = (v0 senθ ) t − gt2 g
2
– Tempo total de movimento:
– Função horária da velocidade:
2v senθ
v y = v0 senθ − gt T= 0
g
– Função horária da aceleração: – Altura máxima:
v2 sen2 θ 2 2
ay = – g hmáx = 0 a +b
2g
– Alcance:
– Equação de Torricelli:
v2 sen2θ
v2y = v20 sen2 θ − 2g∆y A= 0
g
• Movimento horizontal: movimento retilíneo uniforme. – Alcance máximo:
v2
– Função horária do espaço: Amáx = 0
g
x = (v0 cosθ ) t
– Equação da trajetória:
g
– Função horária da velocidade: y = tg θ ⋅ x − x2
vx = v0 cosθ 2v20 cos2 θ

EXERCÍCIOS DE SALA

Dado
Considere, quando necessário, g = 10 m/s2.

1 Um corpo é lançado de um plano horizontal com velo-


cidade de 40 m/s, formando um ângulo de 30° com a hori-
zontal. Determine:
a) o tempo necessário para o corpo atingir a altura máxima.
b) a altura máxima atingida pelo corpo.
c) o tempo necessário para o corpo voltar ao solo.
d) o alcance do lançamento.
e) a mínima velocidade, em módulo, durante o lançamento.

FÍSICA | TETRA II 491

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 20-01-2018 (08:54)

MANUAL DO CADERNO TETRA II 25


Aulas 25 a 28

2 Um corpo é lançado de um plano horizontal com velo-


cidade de 20 m/s, formando um ângulo θ com a horizon-
tal. Determine:
a) o valor de θ para que o alcance seja máximo.
b) o alcance, na situação do item a.
c) a altura máxima, na situação do item a.

3 Uma esfera é arremessada horizontalmente do alto de 4 O canhão da figura dispara um projétil com velocidade
uma casa, com velocidade igual a 6 m/s. Sabendo que o al- inicial de módulo igual a v0, atingindo um alvo estacionário
cance do lançamento é 4,8 m, determine: situado em P.
a) a altura da casa.
b) o módulo da velocidade da esfera imediatamente an-
tes de atingir o solo. P
c) o ângulo que o vetor velocidade forma com a vertical, v0
0,2 s antes de atingir o solo. 20m

30°

100 3 m

Desprezando influências do ar e as dimensões do canhão,


determine:
a) o tempo que o projétil leva para atingir o alvo.
b) o valor de v0.

492 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 30-01-2018 (14:27)

26 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Aulas 25 a 28

5 Na figura, um jogador faz um arremesso certeiro com 6 Do alto de uma ponte de 20 m de altura, um jovem de-
velocidade inicial de 5 2 m/s. seja lançar horizontalmente uma bola, de modo que ela
caia dentro de um barco, de 6 m de comprimento, que se
move em um lago com velocidade de 4 m/s, conforme indi-
cado na figura. Determine o intervalo de velocidades com
θ que a bola pode ser lançada.
3,05 m
1,85 m

d
4 m/s
Sabendo que a bola fica 0,6 s no ar, determine:
a) o ângulo θ de arremesso. 20 m 30 m 6m
b) a distância d.
c) a altura máxima atingida pela bola em relação ao piso.

FÍSICA | TETRA II 493

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MANUAL DO CADERNO TETRA II 27


Aulas 25 a 28

7 Do ponto P, situado 100 m acima do solo, lança-se ho- 8 De um ponto A de uma superfície inclinada de 45°, uma
rizontalmente uma partícula com velocidade v. No mes- partícula é lançada horizontalmente com velocidade de
mo instante, outra partícula é lançada verticalmente para 10 m/s. Se a partícula atinge novamente a superfície no
cima, de um ponto Q situado no solo, com velocidade u. ponto B, determine a distância AB.
Sabe-se que as partículas chocam-se no ponto M, 4 s após
A 10 m/s
o lançamento.
v
P
M B
100 m
45°
u
Q

60 m

Determine:
a) o módulo de v.
b) o módulo de u.
c) a altura do ponto M.

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 2 | Frente 1 | Capítulo 7
I. Leia as páginas de 45 a 48.
II. Faça os exercícios de 1 a 6 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 1 a 8, de 10 a 13, de 18 a
21, 23, 24, de 27 a 29, 32, de 34 a 36, 38, 39 e de 41 a 43.

494 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 20-01-2018 (08:54)

28 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Orientações
Nessas aulas, definir lançamento oblíquo e apresentar a decomposição do movimento oblíquo em um movimento
vertical e em um movimento horizontal. Para o movimento vertical, estabelecer a função horária do espaço, a função
horária da velocidade e a Equação de Torricelli. Expor a função horária do espaço e a função horária da velocidade para
o movimento horizontal. Deduzir os cálculos de tempo de subida, altura máxima e alcance para um lançamento oblíquo,
bem como a equação da trajetória de um lançamento oblíquo.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 a) Na altura máxima: vy = 0
v y ! v0 y " gt s ! v0 sen% " gt s # 0 ! 40sen 30o " 10t s
1
0 ! 40 $ " 10t s # t s ! 2 s
2
b) v y 2 ! v0 y 2 " 2ghmáx. # 02 ! 202 " 2 $ 10hmáx. # hmáx. ! 20 m

c) TT ! 2t s " TT ! 4 s

v02 sen2$ 402 sen 60o 1600 3


d) A ! ! ! " # A ! 80 3 m
g 10 10 2
e) A velocidade em x é constante. Logo, a velocidade é mínima quando vy = 0 e, portanto:
|v| = v x = v0 cos θ
|v|mín = 40 cos 30o ⇒ |v|mní = 20 3 m s

v02sen2"
2 a) A !
g
A é máximo quando sen 2θ for máximo: sen2θ = 1⇒ θ = 45o
v02 202
b) Amáx. = = ⇒ Amáx. = 40 m
g 10
c) Na altura máxima: vy = 0
v 2y = v02y − 2ghmáx = ( v0 senθ) = 2ghmáx
2

( ) 1
2
0 = 20 sen45o − 2 ⋅ 10hmáx ⇒ 20hmáx = 400 ⋅ ⇒ hmáx = 10 m
2

3 x 6 m/s

4,8 m

a) Em x: 4, 8 ! 6t " t ! 0, 8 s
1 1
Em y: h ! # gt 2 ! # 10 # 0, 82 " h ! 3, 2 m
2 2
vx = 6 m s
b) Para t = 0,8 s: v y = gt = 10 ⋅0, 8 ⇒ v y = 8 m s

|v| = v 2x + v 2y = 62 + 8 2 ⇒|v| = 10 m s
c) 0,2 s antes de atingir o solo: t = 0,8 s – 0,2 s = 0,6 s
6 m/s
vx ! 6 m s
v y ! gt ! 10 " 0, 6 ! 6 m s α

6
tg! " " 1 # ! " 45o 6 m/s
6 v

MANUAL DO CADERNO TETRA II 29


3
4 Em x: 100 3 ! v0 cos 30o " t ! v0 " t # v0 t ! 200
2
1 1 1
Em y: 20 ! v0 sen30o t $ gt 2 ! v0 " " t $ " 10t 2
2 2 2
1
20 ! " 200 $ 5t 2 # 5t 2 ! 100 $ 20 ! 80 # t 2 ! 16
2

a) t = 4 s b) v0 ! 4 " 200 # v0 " 50 m s

5 Em x: d ! 5 2cos & " 0, 6 # d ! 3 2 cos &


1
Em y: 3, 05 ! 1, 85 $ 5 2sen & " 0, 6 % " 10 " 0, 62
2
2
1, 2 ! 3 2sen & % 1, 8 # 3 2sen & ! 3 # sen & !
2

a) θ = 45o
2
b) d = 3 2 cos 45o = 3 2 ⋅ ⇒d=3m
2
c) h'máx : v y = 0
2
⎛ 2⎞
v 2y = ( v0 sen θ) − 2gh 'máx ⇒ 0 = ⎜5 2 ⋅
2
− 2 ⋅ 10h 'máx
⎝ 2 ⎟

20h 'máx = 25 ⇒ h 'máx = 1, 25 m
Em relação ao solo: hmáx = 1, 25 + 1, 85 ⇒ hmáx = 3,1 m

6 Vamos resolver o problema de forma genérica.


No encontro: yB = yP e xB = xP
1
B v yB = yP ⇒ 20 − ⋅ 10t 2 = 0 ⇒ 5t 2 = 20 ⇒ t 2 = 4 ⇒ t = 2 s
2
d−8
20 m xB = xP ⇒ vt = d − 4t ⇒ v ⋅ 2 = d − 4 ⋅ 2 ⇒ v =
2
y 30 − 8
Para atingir a proa: d = 30 m ⇒ v = ⇒ v = 11 m s
2
x 4 m/s P 36 − 8
Para atingir a popa: d = 36 m ⇒ v = ⇒ v = 14 m s
d 2
ogo: 11m s ≤ v ≤ 14 m s
Lo

7 P
v No encontro: xP = xQ e yP = yQ, para t = 4 s.

M a) xP ! x Q " vt ! 60 " v # 4 ! 60 " v ! 15 m s


100 m
b) yP ! yQ " 100 # 5t 2 ! ut # 5t 2 " ut ! 100
y u u $ 4 ! 100 " u ! 25 m s
x Q
c) yP ! yQ " 100 # 5 $ 42 ! 100 # 80 " hM ! 20 m
60 m

30 MANUAL DO CADERNO TETRA II


8 x
A 10 m/s
y
45o

O movimento é dado por:


x = 10t
1
y= ⋅ 10t 2 = 5t 2
2
y y
Ao atingir B: tg 45o = ⇒ = 1⇒ y = x
x x
10t = 5t 2 ⇒ t = 0 (ponto A ) ou t = 2 s (ponto B)
AB2 = xB2 + yB2
Mas xB = yB = 10 ⋅ 2 = 20 m
Logo: AB = 202 + 202 ⇒ AB = 20 2 m

ANOTAÇÕES

MANUAL DO CADERNO TETRA II 31


ANOTAÇÕES

32 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Frente 1

Aulas
D������� I 29 a 32
Definições • Segunda Lei de Newton (Princípio Fundamental da
• Massa: obtida comparando o corpo com um corpo padrão. Dinâmica): FR = m a
• Força: grandeza vetorial responsável pela aceleração • Terceira Lei de Newton (Princípio da Ação e Reação):
de um corpo. “Se um corpo A exerce uma força sobre outro corpo B, en-
– Resultante de forças: n tão o corpo B exerce sobre o corpo A uma força de mes-
FR = F1 + F2 + F3 + ... + Fn ou FR = ∑ Fi mo módulo e mesma direção, mas de sentido contrário.”
i=1
– Forças de contato: só existem quando duas super- Principais forças da Mecânica
fícies entram em contato. • Força peso: força que a Terra exerce sobre um corpo situa-
– Forças de ação a distância: existem mesmo que as do nas suas proximidades; é dada por P = mg , em que g
superfícies dos corpos não estejam em contato. representa o campo gravitacional gerado pela Terra.
– Força externa: quando um agente externo ao siste- • Força normal: tem a direção perpendicular à superfí-
ma exerce a força sobre uma parte do sistema. cie de contato entre dois corpos, tem sentido do corpo
– Força interna: quando uma parte do sistema exerce que aplica a força para o corpo que recebe a força.
a força sobre outra parte do mesmo sistema. • Força de tração em fio: tem a direção do fio e o sentido
de tracionar o fio, nunca de comprimi-lo; em fios ideais
Leis de Newton (de massa desprezível, é inextensível e é flexível), todos
• Primeira Lei de Newton (Princípio da Inércia): “Um os seus pontos recebem e exercem a mesma força.
corpo tende a manter seu estado de repouso ou de
movimento retilíneo uniforme se a resultante das for-
ças que agem sobre ele for nula.”

EXERCÍCIOS DE SALA
Dado
Considere, quando necessário, g = 10 m/s2.

1 UFPR Os princípios básicos da mecânica foram estabele-


cidos por Newton e publicados em 1686, sob o título Prin-
cípios matemáticos da filosofia natural. Com base nesses
princípios, é correto afirmar que:
I. a aceleração de um corpo em queda livre depende da
massa desse corpo.
II. as forças de ação e reação são forças de mesmo módu-
lo e estão aplicadas em um mesmo corpo.
III. a massa de um corpo é uma propriedade intrínseca
desse corpo.
IV. as leis de Newton são válidas somente para referen-
ciais inerciais.
V. quanto maior for a massa de um corpo, maior será a
sua inércia.
VI. a Lei da Inércia, que é uma síntese das ideias de Galileu
sobre a inércia, afirma que, para manter um corpo em
movimento retilíneo uniforme, é necessária a ação de
uma força.
FÍSICA | TETRA II 495

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MANUAL DO CADERNO TETRA II 33


Aulas 29 a 32

2 Unifesp Na representação da figura, o bloco A desce 3 Na figura, os corpos A e B, de massas mA = 2 kg e


verticalmente e traciona o bloco B, que se movimenta em mB = 4 kg, estão apoiados em uma superfície plana, hori-
um plano horizontal por meio de um fio inextensível. Con- zontal e lisa. Ao bloco A é aplicada uma força horizontal
sidere desprezíveis as massas do fio e da roldana e todas as F1 = 25 N e ao bloco B é aplicada uma força hori-
forças de resistência ao movimento. zontal F2 = 7 N, conforme a figura.

B
F1 B F2
A

Determine:
A a) a aceleração do conjunto.
b) a força resultante em A.
Suponha que, no instante representado na figura, o fio se c) a força que A exerce em B.
quebre. Pode-se afirmar que, a partir desse instante:
A o bloco A adquire aceleração igual à da gravidade; o
bloco B para.
B o bloco A adquire aceleração igual à da gravidade; o
bloco B passa a se mover com velocidade constante.
C o bloco A adquire aceleração igual à da gravidade; o
bloco B reduz sua velocidade e tende a parar.
D os dois blocos passam a se mover com velocidade
constante.
E os dois blocos passam a se mover com a mesma
aceleração.

496 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 30-01-2018 (14:30)

34 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Aulas 29 a 32

4 Unifesp Suponha que um comerciante inescrupuloso 5 Na figura, uma caixa de 10 kg é arrastada sobre um pla-
aumente o valor assinalado pela sua balança, empurran- no horizontal com aceleração igual a 6 m/s2. O piso exerce
do sorrateiramente o prato para baixo com uma força F de uma força normal sobre a caixa igual a 40 N e uma força
módulo 5,0 N, na direção e sentido indicados na figura. de resistência ao movimento (chamada de atrito), com
sentido contrário ao movimento, de módulo 20 N.
F
6 m/s2
37°
F
θ

Com essa prática, ele consegue fazer com que uma merca- Determine:
doria de massa 1,5 kg seja medida por essa balança como a) o valor do ângulo θ.
se tivesse massa de: b) o valor do módulo de F.

Dado
sen 37o = 0,60; cos 37o = 0,80; g = 10 m/s2.

A 3,0 kg
B 2,4 kg
C 2,1 kg
D 1,8 kg
E 1,7 kg

FÍSICA | TETRA II 497

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 20-01-2018 (08:54)

MANUAL DO CADERNO TETRA II 35


Aulas 29 a 32

6 Dois blocos, A e B, estão ligados pelo fio 2 e, sobre o fio 1, 8 O corpo da figura tem massa igual a 10 kg e o plano in-
é aplicada uma força F, conforme a figura a seguir. As mas- clinado liso forma um ângulo θ com a horizontal, tal que
sas de A e B são, respectivamente, iguais a 3 kg e 2 kg. cos θ = 0,8.
F

Fio 1

Fio 2

B
θ

Determine: Determine:
a) as trações em 1 e 2 quando os corpos são mantidos em a) a força que o plano exerce no corpo quando este é sol-
repouso. to, a partir do repouso, sobre o plano.
b) as trações em 1 e 2 quando os corpos possuem uma b) a aceleração do corpo no caso do item a.
aceleração de 3,0 m/s2, vertical e para cima. c) a força necessária, paralela ao plano inclinado, para o
c) as trações em 1 e 2 quando os corpos estão em queda corpo permanecer em repouso.
livre.

7 Um homem de 90 kg está sobre uma balança graduada


em newtons no interior de um elevador. Determine:
a) a indicação da balança quando o elevador desce com
aceleração constante de 3 m/s2.
b) o módulo e o sentido da aceleração do elevador quan-
do a balança marca 1.080 N.

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 2 | Frente 1 | Capítulo 8
I. Leia as páginas de 70 a 75.
II. Faça os exercícios 6 e 7 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 1, de 3 a 22, 24, de 27 a 30,
32, de 34 a 40, de 43 a 45 e 47.

498 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 30-01-2018 (14:31)

36 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Orientações
Estabelecer o conceito de massa, de força e de resultante de forças, bem como a diferença entre forças de contato e
forças de ação à distância. Formular a Primeira, a Segunda e a Terceira Lei de Newton na lousa. Abordar a diferença entre
forças externas e forças internas.
Definir força peso, força normal e força de tração em fios ideais. Para que os alunos tenham maior entendimento
do conteúdo estudado, explicar como são resolvidos os exercícios clássicos: corpos em repouso, corpos em movimento
sobre plano horizontal (ligados por fio ou em contato), corpos em movimento vertical (ligados por fio ou em elevador) e
corpos em movimento sobre plano inclinado.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 I. Falso. A aceleração é a própria aceleração da gravidade g. Não depende da massa.


II. Falso. As forças de ação e reação são aplicadas em corpos distintos.
III.Verdadeiro. Todo corpo tem algumas propriedades intrínsecas. Uma delas é sua massa.
IV. Verdadeiro. Em referenciais não inerciais, há o surgimento de forças que, muitas vezes, são chamadas de fictícias e não
obedecem às leis de Newton. Um exemplo é a força centrífuga em movimentos circulares.
V. Verdadeiro. Inércia é a capacidade de um corpo de resistir à mudança de sua velocidade. Assim, quanto maior a massa
do corpo, maior sua inércia.
VI. Falso. A Lei da Inércia diz que, para haver uma alteração na velocidade do corpo, é necessária a ação de uma força
sobre esse corpo.

2 Alternativa: B.
Após o rompimento do fio, o bloco A está sujeito apenas à força de seu peso. Já o bloco B tem resultante de forças nula,
visto que as forças de resistência são desprezíveis. Assim, o bloco A adquire aceleração igual à da gravidade, e o bloco B
passa a se mover com velocidade constante.

3 a) Isolando o conjunto:
a

FR ! ma " 25 # 7 ! % 2 $4& ' a " 18 ! 6a " a ! 3 m s


2
25 N B 7N
A

b) FR , A ! mA aA " 2 # 3 " FR , A ! 6 N

c) Isolando B:
3 m/s2

FR ,B ! mBaB " F # 7 ! 4 $ 3 " F ! 1 9 N


F B 7N

4 Alternativa: D.

FN F

37°
x

P y

Na direção y, temos:
FN = P + F sen37o
FN = 1,5 ⋅ 10 + 5 ⋅ 0,60
FN = 15 + 3 = 18 N
Assim, a balança irá registrar 1,8 kg.

MANUAL DO CADERNO TETRA II 37


5 Isolando a caixa e decompondo a força F:
6 m/s2
y Fsen θ F
Em x: FR , x ! max " F cos & # 20 ! 10 $ 6 " F cos & ! 8 0
θ Fcos θ
x 20 N Em y: FR, y ! may " F sen & %40 # 100 ! 10 $ 0 " F sen& ! 60
P =100 N
40 N

⎧Fsen θ = 60 60
a) ⎨ ⇒ tg θ = = 0, 75 ⇒ θ = arc tg0, 75
⎩F cos θ = 80 80

b) (Fsen θ) + (F cos θ) = 60 + 80 ⇒ F sen θ + cos θ = 100


2 22 2 2 2 2 2
( )
2 2
F = 100 ⇒ F = 100 N

6 a) Repouso: a = 0 ⇒
no bloco A: T1 ! PA ! T2 " 0
no bloco B: T2 ! PB " 0
T1 " PA # PB " 50 N
T2 " 20 N

b) No bloco A: T1 ! PA ! T2 " 3a# T1 = 5a + PA + PB = 15+50 = 65 N


$⇒
No bloco B: T2 ! PB " 2a % T2 = 2a + PB = 6 + 20 = 26 N

c) No bloco B: PB – T2 = mB g ⇒ T2 = 0
No bloco A: T2 + PA – T1 = mA g ⇒ T1 = 0

7 Isolando o homem:

P N

a) FR ! ma " P # N ! ma " 900 # N ! 90 $ 3 " N ! 630 N

b) FR ! ma " P # N ! ma " 900 # 1.080 ! 90a


2
#180 ! 90a " a ! #2 m s

Como o sinal é negativo, a aceleração tem sentido contrário ao que foi desenhado.
Logo, a = 2 m/s2 para cima.

8 a) Isolando o corpo e decompondo as forças e a aceleração nas direções do plano e perpendicular a este:

N x
a Em y: FR , y ! may " N # P cos % ! may
θ
θ os N # 100 $ 0, 8 ! 10 $ 0 " N ! 80 N
n Pc
Pse
P

b) Em x: F ! ma " P sen $ ! ma " mg sen $ ! ma


R,x x
2
a ! g sen $ ! 10 # 0, 6 " a ! 6 m s

c) Em x: FR,x = 0 ⇒ P senθ – F = 0
F = m g senθ = 10 ·10 · 0,6 = 60 N

38 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Frente 1

Aulas
D������� II 33 a 36
Principais forças da Mecânica Equilíbrio de um corpo
• Força elástica: força realizada por uma mola na região • Equilíbrio estático: v = 0, corpo em repouso.
elástica de deformação. Tem a direção da mola e o • Equilíbrio dinâmico: v = constante ≠ 0, corpo em
sentido de tracionar ou comprimir a mola; o módulo é MRU.
dado pela Lei de Hooke: • Formas de equilíbrio estático:
– Estável: deslocando o corpo de sua posição de equi-
F = kx
líbrio, ele tende a voltar à sua posição inicial.
em que:
k é a constante elástica da mola.
x é a deformação da mola.
L0
Mola em seu
comprimento
natural L0

Mola solicitada
F – Instável: deslocando o corpo de sua posição de
por força F
x equilíbrio, ele tende a se afastar mais ainda
de sua posição inicial.
– Dinamômetro: instrumento utilizado para medir
forças.
– Associação de molas em série:
k1 k2
1 1 1
= +
keq k1 k2

De forma geral, para n molas em série:


1 1 1 1
= + + + – Indiferente: deslocando o corpo de sua posição de
keq k1 k2 kn
equilíbrio, ele fica em equilíbrio na nova posição.
– Associação de molas em paralelo:
k1

keq = k1 + k2

k2

De forma geral, para n molas em paralelo:


keq = k1 + k2 + ... + kn

FÍSICA | TETRA II 499

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 20-01-2018 (08:54)

MANUAL DO CADERNO TETRA II 39


Aulas 33 a 36

EXERCÍCIOS DE SALA
Dado 2 Na figura, considere desprezível o atrito na polia e nos
Considere, quando necessário, g = 10 m/s2. planos. A polia e os fios são ideais. As massas de A, B e C
são, respectivamente, iguais a 4 kg, 6 kg e 10 kg.
1 No arranjo da figura, o fio e a polia têm massas desprezí-
veis. O fio é inextensível e passa sem atrito pela polia. g
A B

C
T2

30°

T1 Na situação da figura, determine:


a) a aceleração dos corpos.
1 kg b) a tração no fio que liga A e B.
3 kg c) a tração no fio que liga B e C.

Determine: Caso queira manter o sistema em equilíbrio, determine:


a) a aceleração dos corpos. d) a força horizontal necessária, aplicada sobre o corpo A,
b) a tração T1. para a esquerda.
c) a tração T2.

500 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 20-01-2018 (08:54)

40 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Aulas 33 a 36

3 Fuvest (Adapt.) Considere o esquema representado na 4 Fuvest Uma bolinha pendurada na extremidade de uma
figura abaixo. As roldanas e a corda são ideais. O corpo mola vertical executa um movimento oscilatório. Na situa-
suspenso da roldana móvel tem peso P = 500 N. ção da figura a seguir, a mola encontra-se comprimida e a
bolinha está subindo com velocidade V.

V
P

Indicando por F a força da mola e por P a força peso aplica-


das na bolinha, o único esquema que pode representar tais
forças na situação descrita é:

a) Qual o módulo da força vertical (para baixo) que o homem F F


deve exercer sobre a corda para equilibrar o sistema?
P F
b) Qual a aceleração do corpo quando o homem exerce
P
uma força vertical de 400 N para baixo? P
c) Para cada 1 metro de corda que o homem puxa, de A C E
quanto se eleva o corpo suspenso?
F

P
P

B D

FÍSICA | TETRA II 501

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 30-01-2018 (14:32)

MANUAL DO CADERNO TETRA II 41


Aulas 33 a 36

5 FEI Um dinamômetro possui suas duas extremidades 6 Unicamp (Adapt.) Sensores de dimensões muito peque-
presas a duas cordas. Duas pessoas puxam as cordas na nas têm sido acoplados a circuitos microeletrônicos. Um
mesma direção e sentidos opostos, com força de mesma exemplo é um medidor de aceleração que consiste de uma
intensidade F = 100 N. massa m presa a uma micromola de constante elástica k.
Quando o conjunto é submetido a uma aceleração a, a mi-
cromola se deforma, aplicando uma força Fel na massa (ver
10
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9

diagrama a seguir). O gráfico ao lado do diagrama mostra


o módulo da força aplicada versus a deformação de uma
micromola utilizada num medidor de aceleração.

Quanto marcará o dinamômetro? a=0 0,80


m
A 200 N D 50 N
0,60

Força(10-6 N)
B 0 E 400 N
C 100 N
a≠0 0,40
m

0,20

0,00
0,00 0,20 0,40 0,60 0,80
Deformação(µm)

a) Qual é a constante elástica k da micromola?


b) O medidor de aceleração foi dimensionado de forma
que essa micromola sofra uma deformação de 0,50 µm
quando a massa tem uma aceleração de módulo igual
a 25 vezes o da aceleração da gravidade. Qual é o valor
da massa m ligada à micromola?

502 FÍSICA | TETRA II

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 20-01-2018 (08:54)

42 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Aulas 33 a 36

7 Mackenzie A mola da figura varia seu comprimento de 8 UFRRJ Um bloco de massa 5 kg está parado sobre um
10 cm para 22 cm quando penduramos em sua extremida- plano inclinado de um ângulo de 30o com a horizontal, pre-
de um corpo de peso 4 N. so a uma mola, de constante elástica k = 100 N/m, como
mostra a figura. O atrito entre o bloco e o plano pode ser
desprezado.
10 cm
k
22 cm
m

4N
30°
O comprimento total dessa mola, quando penduramos
nela um corpo de peso 6 N, é: a) Represente as forças que atuam na caixa e escreva
A 28 cm D 56 cm quem exerce cada uma das forças.
B 42 cm E 100 cm b) Calcule a deformação da mola nessa situação.
C 50 cm

FÍSICA | TETRA II 503

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MANUAL DO CADERNO TETRA II 43


Aulas 33 a 36

9 Fuvest Uma pessoa pendurou um fio de prumo no inte-


rior de um vagão de trem e percebeu, quando o trem partiu
do repouso, que o fio se inclinou em relação à vertical. Com
auxílio de um transferidor, a pessoa determinou que o ângu-
lo máximo de inclinação, na partida do trem, foi 14°. Nessas
condições:

Dado
tg 14° = 0,25.

a) represente as forças que agem na massa presa ao fio.


b) indique o sentido de movimento do trem.
c) determine a aceleração máxima do trem.

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 2 | Frente 1 | Capítulo 8
I. Leia as páginas de 75 a 77.
II. Faça os exercícios de 8 a 14 e 16 da seção “Revisando”
III. Faça os exercícios propostos 48, de 50 a 52, 54, 55, 57,
58, 62, de 64 a 77, 79 e de 81 a 83.

504 FÍSICA | TETRA II

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44 MANUAL DO CADERNO TETRA II


Orientações
Definir força elástica. Mostrar como calcular a constante elástica equivalente em associação de molas em série e em
associação de molas em paralelo.
Definir equilíbrio estático e dinâmico, bem como equilíbrio estável, instável e indiferente.
Demonstrar como são resolvidos os exercícios clássicos: polia simples e polia móvel, corpos ligados a molas, fios com
massa, fios pendurados ao teto de móveis acelerados e problemas que envolvem vínculo geométrico.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 a) Isolando os corpos separadamente:

T1

T1
A: FR , A ! mA a " 30 # T1 ! 3a
a A b B B: FR ,B ! mBa " T1 # 10 ! 1a
2
20 ! 4a " a!5 m s
Pb = 10 N

Pa = 30 N

b) T1 – 10 = 1· 5 ⇒ T1 = 15 N

c) Isolando a polia:

T2

FR ,p ! mpap " T2 # 2T1 ! mp 0 " T2 ! 2 $ 1 5 " T2 ! 3 0 N

T1 T1

2 a) Isolando e decompondo as forças que atuam nos corpos:

NA NB
a a
TAB TAB TBC NC
A B TBC

C a
PA PB
PC sen30o
PC cos30o

Escrevendo a 2ª Lei de Newton apenas na direção do movimento:

A: FR , A = mA a ⇒ TAB =4a
B: FR ,B = mBa ⇒ TBC − TAB =6a
o
C: FR ,C = mCa ⇒ PC sen 30 − TBC = 10a
1
PC sen 30o = 20a ⇒ 100 ⋅ = 20a
2
2
a = 2, 5 m s

b) TAB = 4a = 4·2,5 ⇒ TAB = 10 N


c) TBC – TAB = 6a ⇒ TBC – 10 = 6·2,5 ⇒ TBC = 25 N
d) Para manter o sistema em equilíbrio: FR,A= 0 ⇒ F = TAB = 10 N

MANUAL DO CADERNO TETRA II 45


3 a) A força sobre a corda é a própria tração. Isolando o conjunto corpo + polia:

T T

P = 500 N

FR ! ma " 2T # 500 ! 50 $ 0
2T ! 500 " T ! 250 N

b) Quando T = 400 N:
FR = ma ⇒ 2·400 – 500 = 50a ⇒ 300 = 50a ⇒ a = 6 m/s2

c) Desenhando o sistema antes e depois de o homem puxar x:

b–y c – y
a+x
a b c

x y

Como o comprimento total não se altera:


x
a+b+c = a+ x +b− y+c − y ⇒ x = 2 y ⇒ y =
2
x = 1m ⇒ y = 0 , 5 m

4 Alternativa: A.
As forças que atuam na bolinha são seu peso P e a força da mola F. A força peso P deve estar apontada para baixo. Como
a bolinha está subindo e a mola está sendo comprimida, esta também exercerá uma força apontada para baixo.
A única alternativa que ilustra essa configuração é a a.

5 Alternativa: C.
A força resultante aplicada ao dinamômetro devido às duas pessoas é nula. Da mesma forma, quando se coloca um corpo
de peso 100 N em um dinamômetro, sua força resultante também é nula, pois a força peso do objeto pendurado em um
dos lados do dinamômetro é igual (em módulo) à tensão na corda.
Assim, no caso da figura, a força registrada é de 100 N.

"F 0, 8 0 # 10$6
6 a) A constante da mola é obtida da inclinação da reta: k ! ! ! 1, 0 N/m
"x 0, 8 0 # 10$6
b) A força elástica da mola é a responsável pela aceleração da massa. Portanto:
1, 0 ! 5, 0 ! 10"7
|F|= m|a|= kx ⇒ m = = 2,0 ·10–9 kg = 2,0 mg
25 ! 10

7 Alternativa: A.
P = kDx ⇒ 4 = k · 0,12

k = 100 N/m
3
Na nova situação, tem-se:
100 18
6= ·Dx ⇒ Dx = = 18 cm
3 100
Assim, o comprimento total da mola é:
x = x0 + Dx = 10 + 18 = 28 cm

46 MANUAL DO CADERNO TETRA II


8
x
y Fel
N
m

P
30°

a) P: a interação gravitacional entre a caixa e a Terra.


N: reação entre o componente do peso na direção y com a rampa.
Fel: força elástica exercida pela mola.

b) Como o bloco está em equilíbrio:


1
|Fel|=|Px| ⇒ kx = mg sen30° ⇒ 100 x = 5 ·10 ·
2
x = 25 cm

9 a)

θ
Fi m T θ = 14°

P: Peso
T: Tração
Fi: Força inercial

b) Pela figura, o trem se move da esquerda para a direita.


Da mesma forma, poderíamos ter a seguinte situação para o item a:

θ
T
Fi
m
P

Nesse caso, o trem estaria se movendo da direita para a esquerda.

c)

θ θ
Fi T

Tcosθ = P I
Tsenθ = Fi II

II F
= tgθ = i ⇒ tgθ mg = mat, em que at = aceleração do trem.
I mg

at = gtg θ = 10 · 0,25 = 2,5 m/s2


at = 2,5 m/s2

MANUAL DO CADERNO TETRA II 47


ANOTAÇÕES

48 MANUAL DO CADERNO TETRA II