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Frente 3

Aulas
49 e 50 O���� ����������

A sucessão regular de pulsos chama-se ondas periódicas. – A é a amplitude.


– λ é o comprimento de onda.
λ
Crista
– xp é a coordenada x do ponto p.
A v – v é a velocidade da onda.
Fonte
(MHS) A λ
– v= ⇒ v = λf
Vale
T
λ
• Princípio de Huygens: dada uma frente de onda, cada
Onda periódica de comprimento λ e amplitude A. ponto desta se comporta como uma nova fonte, com
as mesmas características da fonte original.
Os pontos mais altos são denominados cristas, e os • Difração: capacidade que as ondas têm de contornar
pontos mais baixos são denominados vales. obstáculos. Fenômeno mais pronunciado quando o
A distância entre duas cristas ou entre dois vales é chamada tamanho do obstáculo é aproximadamente igual ao
de comprimento de onda (λ). comprimento de onda.
⎡ ⎛ t xp ⎞⎤ Potência ⎡W⎤
• Intensidade: I =
Equação de onda: yp = A cos ⎢2π ⎜ − ⎟⎥ em que: Área da região de atuação ⎢⎣m2 ⎥⎦
⎣ ⎝T λ ⎠⎦

EXERCÍCIOS DE SALA

1 Unesp 2016 Uma corda elástica está inicialmente estica-


da e em repouso, com uma de suas extremidades fixa em
uma parede e a outra presa a um oscilador capaz de gerar
ondas transversais nessa corda. A figura representa o perfil
de um trecho da corda em determinado instante posterior
ao acionamento do oscilador e um ponto P que descreve
um movimento harmônico vertical, indo desde um ponto
mais baixo (vale da onda) até um mais alto (crista da onda).
3m

0,8 m

Sabendo que as ondas se propagam nessa corda com velo-


cidade constante de 10 m/s e que a frequência do oscilador
também é constante, a velocidade escalar média do ponto
P, em m/s, quando ele vai de um vale até uma crista da
onda no menor intervalo de tempo possível é igual a:
A 4
B 8
C 6
D 10
E 12

376 FÍSICA | TETRA IV

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10 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 49 e 50

2 Enem 2015 A radiação ultravioleta (UV) é dividida, de


acordo com três faixas de frequência, em UV-A, UV-B e UV-C,
conforme a figura.

Frequência (s 1)

7,47×1014 9,34×1014 1,03×1015 2,99×1015

UV-A UV-B UV-C


Para selecionar um filtro solar que apresente absorção má-
xima na faixa UV-B, uma pessoa analisou os espectros de
absorção da radiação UV de cinco filtros solares:

0,5

0,4
(unidades arbitrárias)

Filtro solar I
Absorbância

0,3

Filtro solar II
0,2
Filtro solar III
Filtro solar IV
0,1 Filtro solar V

0,0
240 290 340 390 440
Comprimento de onda (nm)

Considere:
velocidade da luz = 3,0 × 108 m/s e 1 nm = 1,0 × 108 m.

O filtro solar que a pessoa deve selecionar é o:


A V
B IV
C III
D II
E I

FÍSICA | TETRA IV 377

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 11


Aulas 49 e 50

3 Unesp 2015 Em ambientes sem claridade, os morcegos


utilizam a ecolocalização para caçar insetos ou localizar
obstáculos. Eles emitem ondas de ultrassom que, ao
atingirem um objeto, são refletidas de volta e permitem
estimar as dimensões desse objeto e a que distância
se encontra. Um morcego pode detectar corpos muito
pequenos, cujo tamanho seja próximo ao do comprimento
de onda do ultrassom emitido.

Disponível em: <http://oreinodosbichos.blogspot.com.br>. (Adapt.).

Suponha que um morcego, parado na entrada de uma


caverna, emita ondas de ultrassom na frequência de
60 kHz, que se propagam para o interior desse ambiente
com velocidade de 340 m/s. Estime o comprimento, em
mm, do menor inseto que esse morcego pode detectar
e, em seguida, calcule o comprimento dessa caverna, em
metros, sabendo que as ondas refletidas na parede do
fundo do salão da caverna são detectadas pelo morcego
0,2 s depois de sua emissão.

378 FÍSICA | TETRA IV

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12 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 49 e 50

4 Fuvest Em um grande tanque, uma haste vertical sobe c) represente, no esquema a seguir, as cristas das ondas
e desce continuamente sobre a superfície da água, em um que seriam visualizadas em uma foto obtida no instante
ponto P, com frequência constante, gerando ondas, que são t = 6,0 s, incluindo as ondas refletidas pela borda do
fotografadas em diferentes instantes. A partir dessas fotos, tanque.
podem ser construídos esquemas, onde se representam
as cristas (regiões de máxima amplitude) das ondas, que
correspondem a círculos concêntricos com centro em P. P

Dois desses esquemas estão apresentados a seguir, para


um determinado instante t0= 0 s, e para outro instante
posterior, t = 2 s. Borda

3m P

Nesta figura, já estão representadas


Borda
as cristas das ondas visíveis no instante t = 2,0 s.
Ondas no instante t0 = 0 s
Considere que ondas, na superfície da água, refletidas por
uma borda vertical e plana, propagam-se como se tivessem
3m P sua origem em uma imagem da fonte, de forma semelhante
à luz refletida por um espelho.

Borda

Ondas no instante t = 2 s

Ao incidirem na borda do tanque, essas ondas são


refletidas, voltando a se propagar pelo tanque, podendo
ser visualizadas através de suas cristas. Considerando tais
esquemas:
a) estime a velocidade de propagação v, em m/s, das ondas
produzidas na superfície da água do tanque.
b) estime a frequência f, em Hz, das ondas produzidas na
superfície da água do tanque.

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 4 | Frente 3 | Capítulo 13
I. Leia as páginas de 109 a 113.
II. Faça os exercícios 2 e 5 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 4 a 6, 11, 12 e
de 14 a 16.

FÍSICA | TETRA IV 379

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 13


Orientações
Apresentar as ondas periódicas e a equação fundamental da ondulatória. Falar sobre a função de onda unidimensional.
Demonstrar o Princípio de Huygens, difração de onda e intensidade.

OPCIONAL 1 UFPE A equação de uma onda que se propaga em um meio homogêneo é y = 0,01sen[2π(0,1x – 0,5t)], onde
x e y são medidos em metros, e t, em segundos.
Determine a velocidade da onda, em m/s.
(a) 2 (c) 4 (e) 6
(b) 3 (d) 5

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: B.
Na figura, nota-se que a distância dada, 3 m, corresponde a 1,5 comprimento de onda. Assim:
15λ = 3 ⇒ λ = 2 m
Aplicando a equação fundamental da ondulatória:
v 10
v = λ⋅f ⇒ f = ⇒f= ⇒ f = 5 Hz
λ 2
O intervalo de tempo (∆t) para o ponto P ir de um vale a uma crista é meio período e a distância (d) percorrida nesse tempo
é 0,8 m. Então:
⎧ T 1 1
⎪ ∆t = = = ⇒ ∆t = 0,1 s d 0, 8
⎨ 2 2f 2 ⋅ 5 ⇒ vm = = ⇒ vm = 8 m / s
⎪d = 0, 8 m ∆t 0,1

2 Alternativa: B.
Usando a equação fundamental da ondulatória, calculamos os comprimentos de ondas mínimo e máximo para a faixa UV-B.
⎧ c 3 ⋅ 10 8
⎪λmín = = = 291⋅ 10 −9 ⇒ λmín = 291 nm
c ⎪ fmáx 1, 0 3 ⋅ 10 15
c = λ⋅f ⇒ λ = ⇒ ⎨
f ⎪ c 3 ⋅ 10 8
λ =
⎪ m áx f = = 321⋅ 10 −9 ⇒ λmáx = 321 nm
14
⎩ mín 9, 34 ⋅ 10
Assim: (291 < λUV-B < 321) nm. Nessa faixa, a curva de maior absorção corresponde ao filtro IV.

3 Dados:
v = 340 m/s;
f = 60 kHz = 60 · 103 Hz;
∆t = 2 s.
O comprimento do inseto (L) é próximo ao comprimento de onda (λ).
v 340
L≅λ= = ⇒ L ≅ 5, 7 ⋅ 10 −3 m ⇒ L ≅ 5, 7 mm
f 60 ⋅ 103

O comprimento (d) da caverna é igual à metade da distância percorrida pela onda em 0,2 s:

v ⋅ ∆t 340 ⋅ 0, 2
d= = ⇒ d = 34 m
2 2
4 a) Entre os instantes t0 = 0 s e t = 2 s, uma crista desloca-se com uma distância equivalente ao lado de um quadrado (na
figura). Considerando a escala dada (5 quadrados → 3 m), nesse intervalo de tempo, uma crista desloca-se 0,6 m. Assim:
∆s 0, 6
v= = ⇒ v = 0, 3 m/s
∆t 2
b) v = λf ⇒ 0, 3 = 0, 6 f ⇒ f = 0, 5 H z

14 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Onde o comprimento de onda λ equivale à distância entre duas cristas.
c)

Borda

Opcional 1: Alternativa: D.
A equação fundamental de uma onda é dada por:
⎛t x ⎞
y = A cos 2π ⎜ − + ϕ⎟ , em que ϕ é a fase.
⎝T λ ⎠
π
Sendo ϕ a fase inicial, para ϕ = , pela relação matemática cos(a + b) = cos(a)cos(b) – sen(a)sen(b) e –sen(a) = sen(–a),
tem-se: 2

⎡ ⎛ x t⎞ ⎤
y = A sen ⎢2π ⎜ − ⎟ ⎥
⎣ ⎝ λ T ⎠⎦
Comparando a equação anterior com a do exercício, tem-se:
1 1
A = 0, 01 m; λ= m e T= s
0,1 0, 5
1
λ 0,1 10
∴v = = = = 5 m/s
T 1 2
0, 5

ANOTAÇÕES

MANUAL DO CADERNO TETRA IV 15


Frente 3

Aulas
51 a 54 I������������

Ondas se propagando em uma corda


• Pulsos em fase: interferência construtiva.
• Pulso em alternância de fase: interferência destrutiva.

A2

A1 F1 F2
A1 A2 S1
0
Ca so 1 – In terferên cia co n stru tiva

S2
P

PB
A
A V V
A2
N V0 N N
A1
V N V N V N V

Marcha das ondas originadas pelas fontes F1 e F2.


0

A2 I. Sendo F1 e F2 duas fontes coerentes e em concordân-


A1
cia de fase, temos, para um ponto P, na região de inter-
ferência:
A2 A1
0 λ
• Se |PF1 − PF2 | = D = n , em que n = 0, 2, 4, 6, 8, ...,
2
então ocorre em P interferência construtiva.
λ
• Se |PF1 − PF2 | = D = i , em que i = 1, 3, 5, 7, ..., então
2
A2
ocorre em P interferência destrutiva.

A2 II. Sendo F1 e F2 duas fontes coerentes e em oposição de


0
A1
fase, temos, para um ponto P, na região de interferência:
Ca so 2 – In terferên cia destru tiva

A1 λ
• Se |PF1 − PF2 | = D = n , em que n = 0, 2, 4, 6, 8, ...,
2
A2 então ocorrerá em P interferência destrutiva.
λ
A • Se |PF1 − PF2 | = D = i , em que i = 1, 3, 5, 7, ..., então
A 2
0
ocorrerá em P interferência construtiva.
A1

A2

A2
0
A1
A1

380 FÍSICA | TETRA IV

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16 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 51 a 54

Resumindo Experiência de Young


• Fontes coerentes em fase:
Anteparo
semiondas.
Franja
∆y escura
de semiondas. Luz
θ
Máximo
Fendas central
• Fontes coerentes em oposição de fase:
Franja
clara
de semiondas.
P

semiondas. F1 θ y
d
Ondas estacionárias em uma corda F2
Anteparo
F1
λ
4
V d θ
V
MHS θ
N V N N F2
dsenθ
λ λ
2 2
Representação da experiência de Young.
Onda estacionária em uma corda. Os pontos N são nós (ou nodos),
e os pontos V são ventres. Além disso, sua amplitude é o dobro da • Franjas claras → interferência construtiva:
amplitude das ondas originais.
yd λ
= n , n = 0, 2, 4, 6, ...
2
• Franjas escuras → interferência destrutiva:
yd λ
= i , i = 1, 3, 5, 7, ...
2

EXERCÍCIOS DE SALA
1 Uece 2014 Uma onda sonora de 170 Hz se propaga no
sentido norte-sul, com uma velocidade de 340 m/s. Nessa
mesma região de propagação, há uma onda eletromagnética
com comprimento de onda 2 × 106 µm viajando em sentido
contrário. Assim, é correto afirmar-se que as duas ondas têm:
A mesmo comprimento de onda, e pode haver interfe-
rência construtiva.
B mesmo comprimento de onda, e pode haver interfe-
rência destrutiva.
C mesmo comprimento de onda, e não pode haver
interferência.
D diferentes comprimentos de onda, e não pode haver
interferência.

FÍSICA | TETRA IV 381

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 17


Aulas 51 a 54

2 Enem 2ª aplicação Um garoto que passeia de carro com 3 Enem 2015 Certos tipos de superfícies na natureza
seu pai pela cidade, ao ouvir o rádio, percebe que a sua podem refletir luz de forma a gerar um efeito de arco-íris.
estação de rádio preferida, a 94,9 FM, que opera na banda Essa característica é conhecida como iridescência e ocorre
de frequência de mega-hertz, tem seu sinal de transmissão por causa do fenômeno da interferência de película fina. A
superposto pela transmissão de uma rádio pirata de mesma figura ilustra o esquema de uma fina camada iridescente
frequência que interfere no sinal da emissora do centro em de óleo sobre uma poça d’água. Parte do feixe de luz
algumas regiões da cidade. branca incidente (1) reflete na interface ar/óleo e sofre
Considerando a situação apresentada, a rádio pirata inter- inversão de fase (2), o que equivale a uma mudança de
fere no sinal da rádio do centro devido à: meio comprimento de onda. A parte refratada do feixe (3)
A atenuação promovida pelo ar nas radiações emitidas. incide na interface óleo/água e sofre reflexão sem inversão
B maior amplitude da radiação emitida pela estação do de fase (4). O observador indicado enxergará aquela região
centro. do filme com coloração equivalente à do comprimento de
C diferença de intensidade entre as fontes emissoras de onda que sofre interferência completamente construtiva
ondas. entre os raios (2) e (5), mas essa condição só é possível
D menor potência de transmissão das ondas da emissora para uma espessura mínima da película. Considere que o
pirata. caminho percorrido em (3) e (4) corresponde ao dobro da
E semelhança dos comprimentos de onda das radiações espessura E da película de óleo.
emitidas.

Esses raios produzem a


interferência observada
1 2
5

Interface ar/óleo

Camada fina de óleo 3 4 E

Água

Disponível em: <http://2011.igem.org>. Acesso em: 18 nov. 2014.


(Adapt.).

Expressa em termos do comprimento de onda (λ), a espessura


mínima é igual a:

A λ
4
B λ
2
C 3λ
4
D λ
E 2λ

382 FÍSICA | TETRA IV

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18 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 51 a 54

4 Unesp Em dezembro de 2004, um grande tsunami (onda gi-


gante do mar, causada por terremoto) varreu a costa de alguns
países asiáticos, deixando um rastro de destruição e morte. Seus
efeitos puderam ser medidos mesmo aqui no Brasil, cerca de
20 horas depois. Segundo uma matéria divulgada pela COPPE-
UFRJ, como consequência do fenômeno de interferência, as on-
das chegaram a subir cerca de 1 m em alguns pontos da Baía de
Guanabara, sendo que sua altura em alto-mar não passou de
alguns poucos centímetros.
Variação(m)
0,6
0,4
0,2
0
–0,2
–0,4
–0,6
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 180
Tempo(h)

Variação da elevação do nível da água na Baía de Guanabara, devido ao tsunami. A


linha tracejada refere-se à interferência no mar aberto, e a linha contínua mostra a
altura da onda na Enseada de Botafogo.
Disponível em: <www.planeta.coppe.ufrj.br>.

Observando os gráficos seguintes, esboce dois gráficos, o


da amplitude resultante da interferência das ondas I e II e
o da amplitude resultante da interferência das ondas I e III.
Indique que tipo de interferência ocorre em cada caso e
qual delas seria a responsável pelas referidas ondas de 1 m.
Gráfico I
1

0,5
Altura(m)

x(m)
1 2 3 4 5

–0,5

–1
Gráfico II
0,3
0,2
0,1
Altura(m)

x(m)
1 2 3 4 5
–0,1
–0,2
–0,3
Gráfico III
1

0,5
Altura(m)

x(m)
1 2 3 4 5

–0,5

–1

FÍSICA | TETRA IV 383

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 19


Aulas 51 a 54

D
5 UFMG Na figura I, estão representados os pulsos P e Q,
que estão se propagando em uma corda e se aproximam
um do outro com velocidades de mesmo módulo.
Na figura II, está representado o pulso P, em um instante t,
posterior, caso ele estivesse se propagando sozinho. 0 20 40 60 80 100 120 140

Pulso P Pulso Q

0 20 40 60 80 100 120 140


Figura I

Pulso P, no instante t

0 20 40 60 80 100 120 140


Figura II

A partir da análise dessas informações, assinale a alternativa


em que a forma da corda no instante t está corretamente
representada.
A

0 20 40 60 80 100 120 140

0 20 40 60 80 100 120 140

0 20 40 60 80 100 120 140

384 FÍSICA | TETRA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 19-06-2018 (14:13)

20 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 51 a 54

6 UFMG 2012 Dois alto-falantes idênticos, bem pequenos, 7 UFPE A figura a seguir ilustra esquematicamente o
estão ligados ao mesmo amplificador e emitem ondas aparato usado na experiência de Young (de fenda dupla)
sonoras em fase, em uma só frequência, com a mesma para observação da interferência óptica. As fendas
intensidade, como mostrado nesta figura: estão separadas por d = 10 µm e a distância delas ao
anteparo é D = 1,0 m. Qual o valor da distância y, em cm,
correspondente ao terceiro máximo lateral do padrão de
interferência quando as duas fendas são iluminadas por luz
de comprimento de onda igual a 0,5 µm?
8,0 m 10,0 m
P

y
M O θ
d
1,0 m

Igor está posicionado no ponto O, equidistante dos dois


alto-falantes, e escuta o som com grande intensidade. Ele D

começa a andar ao longo da linha paralela aos alto-falantes


e percebe que o som vai diminuindo de intensidade, passa
por um mínimo e, depois, aumenta novamente. Quando
Igor chega ao ponto M, a 1,0 m do ponto O, a intensidade
do som alcança, de novo, o valor máximo.
Em seguida, Igor mede a distância entre o ponto M e cada
um dos alto-falantes e encontra 8,0 m e 10,0 m. como
indicado na figura.
a) Explique por que, ao longo da linha OM, a intensidade
do som varia da forma descrita e calcule o comprimento
de onda do som emitido pelos alto-falantes.
b) Se a frequência emitida pelos alto-falantes aumentar,
o ponto M estará mais distante ou mais próximo do
ponto O? Justifique sua resposta.

FÍSICA | TETRA IV 385

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 21


Aulas 51 a 54

8 Uece Através de franjas de interferência é possível de- 9 Fuvest 2014 O Sr. Rubinato, um músico aposentado,
terminar características da radiação luminosa, como, por gosta de ouvir seus velhos discos sentado em uma poltrona.
exemplo, o comprimento de onda. Considere uma figura de Está ouvindo um conhecido solo de violino quando sua
interferência devida a duas fendas separadas de d = 0,1 mm. esposa Matilde afasta a caixa acústica da direita (Cd) de
uma distância , como visto na figura abaixo.

y
d

O anteparo onde as franjas são projetadas fica a D = 50 cm


das fendas. Admitindo-se que as franjas são igualmente
espaçadas e que a distância entre duas franjas claras
consecutivas é de y = 4 mm, o comprimento de onda da luz
incidente, em nm, é igual a: Em seguida, Sr. Rubinato reclama: – Não consigo mais ouvir
A 200 o Lá do violino, que antes soava bastante forte! Dentre as
B 400 alternativas abaixo para a distância , a única compatível
C 800 com a reclamação do Sr. Rubinato é:
D 1.600
Note e adote:
O mesmo sinal elétrico do amplificador é ligado aos dois
alto-falantes, cujos cones se movimentam em fase.
A frequência da nota Lá é 440 Hz.
A velocidade do som no ar é 330 m/s.
A distância entre as orelhas do Sr. Rubinato deve ser ignorada.
A 38 cm
B 44 cm
C 60 cm
D 75 cm
E 150 cm

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 4 | Frente 3 | Capítulo 14
I. Leia as páginas de 125 a 129.
II. Faça os exercícios de 1 a 4 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos 1, de 3 a 6, de 8 a 11
e de 14 a 19.

386 FÍSICA | TETRA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 21-06-2018 (15:23)

22 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Orientações
Falar sobre a interferência em uma corda (construtiva e destrutiva) e apresentar a onda estacionária. Demonstrar
interferência bidimensional e tridimensional (experiência de Young).

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: C.
Comparando os comprimentos de onda:
⎧v s = λ st ⇒ 340 = λ s170 ⇒ λ s = 2 m

⎨ 6
(6 −6
)
⎪⎩λ e = 2 ⋅ 10 µm = 2 ⋅ 10 10 m ⇒ λ e = 2 m
⇒ λe = λ s

A onda sonora é mecânica e longitudinal e a onda eletromagnética é transversal. Assim, as duas ondas são de naturezas e
formas diferentes, não podendo haver interferência entre elas.

2 Alternativa: E.
Da equação fundamental da ondulatória:
Para a rádio do centro: v = cfc
Para a rádio pirata: v = pfp
Como a velocidade de propagação da onda é a mesma, pois se trata do mesmo meio (ar), se as frequências são iguais,
os comprimentos de onda também o são, causando a interferência.

3 Alternativa: A.
A diferença entre os caminhos percorridos pelos dois raios que atingem o olho do observador é: ∆x = 2E.
Como há inversão de fase numa das reflexões, a interferência ocorre com inversão de fase. Assim, a diferença de caminhos
⎛λ⎞ λ
deve ser igual a um número ímpar (i) de semiondas ⎜ ⎟ . Então: ∆ x = i ⋅ ⋅ (i = 1, 3, 5, 7, ...)
⎝ 2⎠ 2
Como o enunciado pede a espessura mínima, i = 1, temos:
λ λ
2Emín = 1⋅ ⇒ Emín =
2 4

4 O gráfico da amplitude resultante da interferência das ondas nos gráficos I e II é dado por:
1,3
Altura(m)

0
1 2 3 4 5 x(m)

–1,3
Interferência construtiva.
O gráfico da amplitude resultante da interferência das ondas nos gráficos I e III é dado por:
1
Altura(m)

0 x(m)

–1
Interferência destrutiva.
A interferência construtiva seria a responsável pelas referidas ondas de 1 m.

5 Alternativa: D.
Notamos que a crista do pulso P deslocou 30 unidades (de 30 até 60) para a direita. Como as velocidades têm mesmo
módulo, a crista do pulso Q também deslocou 30 unidades, mas para esquerda, atingindo, então, a posição 80.

MANUAL DO CADERNO TETRA IV 23


6 a) Dados: x1 = 10 m; x2 = 8 m; d = 1 m.
Ao longo da linha OM, há pontos onde ocorre interferência construtiva (som de intensidade máxima) e pontos onde
ocorre interferência destrutiva (som de intensidade mínima). Percorrendo essa linha, entre um ponto de intensidade
máxima e um de intensidade mínima, o som vai gradativamente diminuindo de intensidade.
Para que ocorra interferência construtiva, o módulo da diferença de distâncias do ponto até cada fonte (∆x = |x1 – x2|)

deve ser um número par de meio comprimento de onda: ⎛⎜ ∆x = p λ ⎞⎟ .


⎝ 2⎠
Para o ponto O, equidistante das fontes, ∆x = 0.
λ
Para o ponto M, próximo ponto de interferência construtiva, ∆x = 2 ⇒ ∆x = l.
2
Então: |x1 – x2| = ⇒ 10 – 8 = ⇒ = 2 m.
b) Analisemos o que ocorre com o aumento da frequência.
Da equação fundamental da ondulatória:
v
v= f ⇒ =
f
Como a velocidade é constante, se a frequência aumenta, o comprimento de onda diminui, diminuindo o módulo da
diferença ∆x. Para tal, x1 diminui e x2 aumenta; consequentemente, o ponto M estará mais próximo do ponto O.

7 A figura mostra a posição do terceiro máximo e a diferença de percurso da luz emitida pelas fendas.
Terceiro
máximo
P

y
θ
d

dsenθ
D

Para que ocorra o terceiro máximo lateral, é preciso que dsen θ = 3 .


Isto é: 10sen θ = 3 · 0,5 → sen θ = 0,15.
Para valores pequenos de θ, podemos fazer a seguinte aproximação: tg θ ≈ sen θ = 0,15.
y y
Por outro lado, tg θ = → 0,15 = → y = 15 cm.
D 100

8 Alternativa: C.
dsenθ = n
Para pequenos valores de θ, tem-se: senθ ≈ tgθ
⇒ dtg θ= n
Como a distância entre 2 franjas é y, tem-se:
y 0,1⋅ 10 −3 ⋅ 4 ⋅ 10 −3
d =λ ⇒ λ= = 8 ⋅ 10 −7 m = 800 nm
D 0, 5

9 Alternativa: A.
Dados: v = 330 m/s; f = 440 Hz.
Se o Sr. Rubinato não está mais ouvindo o Lá é porque está ocorrendo interferência destrutiva. Para que ocorra tal fenômeno
é necessário que a diferença de percurso entre o ouvinte e as duas fontes (no caso, l) seja um número ímpar (i) de meios
comprimentos de onda. O menor valor de l é para i = 1.
v
λ 330
l= ⇒l= f ⇒l= ⇒ l = 0, 375 ⇒ l = 38 cm
2 2 2 ⋅ 400

ANOTAÇÕES

24 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Frente 3

Aulas
A������� 55 a 60
Fenômenos que são de caráter geral com relação às • Faixa audível:
ondas – como a reflexão, a refração, a difração e a interfe-
rência – são observados também em ondas sonoras. Infrassom Som audível Ultrassom
0 20 20.000 f(Hz)
Ondas sonoras
• Características:
– Consistem na vibração do meio no qual se propa- • Nível de intensidade sonora:
gam (ar, por exemplo).
I intensidade do som
– São ondas mecânicas (necessitam de um meio β = log , = log
I0 limiar da audição (10 −12 Wm−2 )
para vibrar).
– São longitudinais quando se propagam em gases e em que I é a intensidade do som e I0 é tomado como
líquidos, podendo ser transversais ou mistas quan- limiar da audição: I0 = 10–12 Wm–2.
do se propagam em sólidos.
– Velocidade de propagação depende do meio em Cordas vibrantes
que se encontra. Para o ar: v = 340 m/s.
T
– v = λf. – v=
µ

Corda com extremidade fixa Corda com uma extremidade livre

V
(a) n=1 V
Fundamental, primeiro harmônico
(a)

V V Fundamental, primeiro harmônico


N
(b) n=2 V V
N
Segundo harmônico (b)

Terceiro harmônico
V V V
N N V V V
(c) n=3 N N
(c)
Terceiro harmônico
Quinto harmônico

V V V V V V V V
N N N N N N
(d) n=4 (d)

Quarto harmônico Sétimo harmônico


V V V V V
V V V V V N N N N
N N N N (e)
(e) n=5
Nono harmônico
Quinto harmônico

2 4
λn = , n ∈ N* λn = , n ímpar
n n

FÍSICA | TETRA IV 387

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 25


Aulas 55 a 60

Tubos sonoros
Tubo com uma extremidade aberta Tubo com duas extremidades abertas
V
n=1 V N V
n=1

Fundamental Fundamental

V N V V N V N V
n=3 n=2

Terceiro harmônico Segundo harmônico

V N V N V V N V N V N V
n=3
n=5

Quinto harmônico Terceiro harmônico

N N N N V N N N V
V V V V V V V
n=7 n=4

Sétimo harmônico Quarto harmônico

N N N N V N V N V N V N V N V
V V V V V n=5
n=9

Quinto harmônico
Nono harmônico

4 2
λn = , n ímpar λn = , n ∈ N*
n n

Efeito Doppler
Consiste na presença de uma frequência aparente (para o ouvinte), quando há movimento relativo entre a fonte sonora
e o ouvinte (detector). A equação geral para a determinação da frequência aparente é dada por:

⎡v ± v ⎤
faparente = ⎢ som o ⎥ ⋅ freal
⎣ vsom ± v f ⎦
Sendo que:
Movimento Fonte e Observador
Aproximação: faparente > freal
Afastamento: faparente < freal

Vale lembrar que o sentindo positivo (+) para as velocidades é aquele cuja velocidade está orientada junto de um eixo
do Observador para a Fonte.

388 FÍSICA | TETRA IV

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26 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 55 a 60

EXERCÍCIOS DE SALA

1 PUC-RS 2015 Nossos sentidos percebem de forma distinta 2 Enem 2015 Ao ouvir uma flauta e um piano emitindo a
características das ondas sonoras, como: frequência, timbre mesma nota musical, consegue-se diferenciar esses instru-
e amplitude. Observações em laboratório, com auxílio de mentos um do outro.
um gerador de áudio, permitem verificar o comportamento Essa diferenciação se deve principalmente ao(a):
dessas características em tela de vídeo e confrontá-las A intensidade sonora do som de cada instrumento musical.
com nossa percepção. Após atenta observação, é correto B potência sonora do som emitido pelos diferentes
concluir que as características que determinam a altura do instrumentos musicais.
som e a sua intensidade são, respectivamente, C diferente velocidade de propagação do som emitido
A frequência e timbre. por cada instrumento musical.
B frequência e amplitude. D timbre do som, que faz com que os formatos das ondas
C amplitude e frequência. de cada instrumento sejam diferentes.
D amplitude e timbre. E altura do som, que possui diferentes frequências para
E timbre e amplitude. diferentes instrumentos musicais.

FÍSICA | TETRA IV 389

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 27


Aulas 55 a 60

3 CPS Você está na avenida assistindo a um desfile de 4 Uece (Adapt.) Os termos a seguir estão relacionados às
escola de samba, ao ar livre, e a cabeça de um espectador ondas sonoras.
se interpõe entre você e a bateria. Apesar da interposição I. Volume se refere à intensidade da sensação auditiva
você continua ouvindo a bateria porque: produzida por um som e depende da intensidade.
A a cabeça do espectador não é suficientemente grande II. Altura se refere a uma qualidade da onda que depende
comparada ao comprimento de onda do som. somente da sua frequência: quanto menor a frequência,
B o comprimento de onda do som é muito menor do que maior a altura.
a cabeça do espectador. III. Batimento se refere às flutuações na intensidade do
C as ondas sonoras atravessam facilmente a cabeça do som quando há interferência de duas ondas sonoras
espectador. de mesma frequência.
D a cabeça do espectador ressoa a onda sonora. IV. Timbre é uma característica que depende da frequência
E o som é refletido pela cabeça do espectador. e da intensidade dos tons harmônicos que se superpõem
para formar a onda sonora.

Está correto o que se afirma em:


A I e II, apenas.
B II e III, apenas.
C III e IV, apenas.
D I e IV, apenas.

390 FÍSICA | TETRA IV

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28 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 55 a 60

5 UFPR (Adapt.) A velocidade de propagação do som num 6 PUC-RS O eco é o fenômeno que ocorre quando um som
gás é de 300 m/s. Um diapasão vibrando neste gás gera emitido e seu reflexo em um anteparo são percebidos por
uma onda com comprimento de onda de 2,0 cm. É correto uma pessoa com um intervalo de tempo que permite ao
afirmar que: cérebro distingui-los como sons diferentes.
01 a frequência do diapasão é de 60,0 Hz. Para que se perceba o eco de um som no ar, no qual a
02 a onda emitida pelo diapasão corresponde a um in- velocidade de propagação é de 340 m/s, é necessário que
frassom. haja uma distância de 17,0 m entre a fonte e o anteparo.
04 outro diapasão que vibrasse com a frequência Na água, em que a velocidade de propagação do som é de
de 5,0 kHz emitiria um som cujo comprimento de onda 1.600 m/s, essa distância precisa ser de:
seria de 6,0 cm nesse gás. A 34,0 m
Soma: B 60,0 m
C 80,0 m
D 160,0 m
E 320,0 m

FÍSICA | TETRA IV 391

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MANUAL DO CADERNO TETRA IV 29


Aulas 55 a 60

7 UFG Os morcegos são mamíferos voadores que dispõem 8 UnB Um barco de pesca está ancorado no meio de
de um mecanismo denominado biossonar ou ecolocalizador um lago, conforme ilustra a figura. No momento da
que permite ações de captura de insetos ou o desvio ancoragem, o capitão observou que a âncora desceu
de obstáculos. Para isso, ele emite um ultrassom a uma exatamente 14,5 m abaixo do nível do sonar até o fundo
distância de 5 m do objeto com uma frequência de 100 kHz e do lago e, querendo verificar sua aparelhagem de bordo,
comprimento de onda de 3,5·10–3 m. Dessa forma, o tempo repetiu a medida com o uso do sonar, constatando que os
de persistência acústica (permanência da sensação auditiva) pulsos gastavam 20,0 ms (milissegundos) no trajeto de ida
desses mamíferos voadores é, aproximadamente: e volta. Considerando que o sonar emite pulsos de onda
A 0,01 s de som de frequência igual a 100 kHz, julgue os itens a
B 0,02 s seguir:
C 0,03 s
D 0,10 s
E 0,30 s

Sonar

14,5 m

(1) Se a água do lago for razoavelmente homogênea,


o módulo da velocidade da onda sonora será constan-
te e superior a 1.200 m/s.
(2) Para percorrer 29 m no ar, a onda de som emitida
pelo sonar levaria 2 ms.
(3) O comprimento de onda do pulso do sonar é
igual a 14,5 mm.
(4) O som só transita na água por ser uma onda do
tipo transversal.

392 FÍSICA | TETRA IV

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30 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 55 a 60

9 UEL 2014 A poluição sonora em grandes cidades é um


problema de saúde pública. A classificação do som como
forte ou fraco está relacionada ao nível de intensidade
sonora I, medido em watt/m2. A menor intensidade audí-
vel, ou limiar de audibilidade, possui intensidade I0 = 10–12
watt/m2, para a frequência de 1.000 Hz. A relação entre as
intensidades sonoras permite calcular o nível sonoro, NS,
do ambiente, em decibéis (dB), dado pela fórmula

⎛ I⎞
NS = 10 ⋅ log ⎜ ⎟ .
⎝ I0 ⎠

A tabela a seguir mostra a relação do nível sonoro com o


tempo máximo de exposição a ruídos.

Nível sonoro Tempo máximo de exposição (em horas) de


(dB) modo a evitar lesões auditivas irreversíveis
80 16
85 8
90 4
95 2
100 1

Com base nessa tabela, no texto e supondo que o ruído em


uma avenida com trânsito congestionado tenha intensidade
de 10−3 watt/m2, considere as afirmativas a seguir.
I. O nível sonoro para um ruído dessa intensidade é de
90 dB.
II. O tempo máximo em horas de exposição a esse ruído, a
fim de evitar lesões auditivas irreversíveis, é de 4 horas.
III. Se a intensidade sonora considerada for igual ao limiar
de audibilidade, então o nível sonoro é de 1 dB.
IV. Sons de intensidade de 1 watt/m2 correspondem ao
nível sonoro de 100 dB.

Assinale a alternativa correta.


A Somente as afirmativas I e II são corretas.
B Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

FÍSICA | TETRA IV 393

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 19-06-2018 (14:13)

MANUAL DO CADERNO TETRA IV 31


Aulas 55 a 60

10 Esc. Naval 2015 Analise a figura abaixo. 11 Fuvest Um músico sopra a extremidade aberta de
um tubo de 25 cm de comprimento, fechado na outra
extremidade, emitindo um som na frequência f = 1.700 Hz.
A velocidade do som no ar, nas condições do experimento,
é v = 340 m/s. Dos diagramas abaixo, aquele que melhor
representa a amplitude de deslocamento da onda sonora
Fonte estacionária, excitada no tubo pelo sopro do músico, é:
25 cm

20

15
Detector A
10

Detector B 0
A B C D E
Uma fonte sonora isotrópica emite ondas numa dada
potência. Dois detectores fazem a medida da intensidade
do som em decibels. O detector A que está a uma
distância de 2,0 m da fonte mede 10,0 dB e o detector B
mede 5,0 dB, conforme indica a figura acima. A distância,
em metros, entre os detectores A e B, aproximadamente,
vale:
A 0,25
B 0,50
C 1,0
D 1,5 12 UFPE 2011 A figura mostra uma corda AB, de comprimento
E 2,0 L, de um instrumento musical com ambas as extremidades
fixas. Mantendo-se a corda presa no ponto P, a uma distância
L/4 da extremidade A, a frequência fundamental da onda
transversal produzida no trecho AP é igual a 294 Hz. Para obter
um som mais grave o instrumentista golpeia a corda no trecho
maior PB. Qual é a frequência fundamental da onda neste
caso, em Hz?
A P B

L
4
L

394 FÍSICA | TETRA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / REGINA.MARCONDES / 21-06-2018 (09:05)

32 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Aulas 55 a 60

13 UFMG Bruna afina a corda mi de seu violino, para que 14 AFA 2011 Um diapasão de frequência conhecida igual
ela vibre com uma frequência mínima de 680 Hz. a 340 Hz é posto a vibrar continuamente próximo à boca de
A parte vibrante das cordas do violino de Bruna mede um tubo, de 1 m de comprimento, que possui em sua base
35 cm de comprimento, como mostrado nesta figura. um dispositivo que permite a entrada lenta e gradativa de
água como mostra o desenho a seguir:
35 cm

h
Considerando essas informações:
a) calcule a velocidade de propagação de uma onda na
Água
corda mi desse violino.
b) considere que a corda mi esteja vibrando com uma Quando a água no interior do tubo atinge uma determi-
frequência de 680 Hz. Determine o comprimento de nada altura h a partir da base, o som emitido pelo tubo
onda, no ar, da onda sonora produzida por essa corda. é muito reforçado. Considerando a velocidade do som no
Velocidade do som no ar = 340 m/s. local de 340 m/s, a opção que melhor representa as ondas
estacionárias que se formam no interior do tubo no mo-
mento do reforço é:
A C

0,35 0,25

B D

0,75
0,5 m

FÍSICA | TETRA IV 395

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 19-06-2018 (14:13)

MANUAL DO CADERNO TETRA IV 33


Aulas 55 a 60

15 Udesc 2015 Um carro de bombeiros transita a 90 km/h, 16 Uern 2015 O barulho emitido pelo motor de um carro
com a sirene ligada, em uma rua reta e plana. A sirene de corrida que se desloca a 244,8 km/h é percebido por
emite um som de 630 Hz. Uma pessoa parada na calçada um torcedor na arquibancada com frequência de 1.200 Hz.
da rua, esperando para atravessar pela faixa de pedestre, A frequência real emitida pela fonte sonora considerando
escuta o som da sirene e observa o carro de bombeiros se que a mesma se aproxima do torcedor é de:
aproximando. Nesta situação, a frequência do som ouvido (Considere a velocidade do som = 340 m/s).
pela pessoa é igual a: A 960 Hz
A 620 Hz B 1.040 Hz
B 843 Hz C 1.280 Hz
C 570 Hz D 1.320 Hz
D 565 Hz
E 680 Hz

GUIA DE ESTUDO
Física | Livro 4 | Frente 3 | Capítulo 15
I. Leia as páginas de 140 a 146.
II. Faça os exercícios de 1 a 5 da seção “Revisando”.
III. Faça os exercícios propostos de 1 a 3, 5, 7 de 10 a 16, 18,
19, de 23 a 28, 32, 33, 35, 36 e 38.

396 FÍSICA | TETRA IV

PDF FINAL / CONFIGURAÇÕES DO DOCUMENTO ATUAL / ELIZETE.FERREIRA / 21-06-2018 (15:24)

34 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


Orientações
Falar sobre as ondas sonoras e os harmônicos em cordas vibrantes (extremidades fixas e livres) e tubos sonoros.

RESOLUÇÕES | EXERCÍCIOS DE SALA

1 Alternativa: B.
A altura de um som é caracterizada pela frequência da onda sonora, diferenciando um som grave de um som agudo.
A intensidade de um som é caracterizada pela amplitude da onda sonora, diferenciando um som fraco de um som forte.

2 Alternativa: D.
A qualidade do som que permite diferenciar sons de mesma frequência e de mesma intensidade é o timbre.

3 Alternativa: A.
A onda sonora consegue atravessar o obstáculo (cabeça do espectador), devido ao fenômeno conhecido como difração.

4 Alternativa: D.
II. Incorreta. Quanto menor a frequência, menor a altura.
III. Incorreta. Batimento se refere às flutuações na intensidade do som quando há interferência de duas ondas sonoras de
frequências muito próximas.

5 Soma: 04
01. Falso. v = λf
300
f= = 15 kHz
0, 02
02. Falso. Infrassons são ondas com frequência abaixo de 20 Hz.
300
04. Verdadeiro. v = λf 5 .000 Hz = λ = 6, 0 cm
λ
6 Alternativa: C.
Com a distância de 17 m no ar, o som percorre, ida e volta, 34 m. Na velocidade de 340 m/s, o som precisa de
34/340 = 0,1 s para ir e voltar. Esse é o intervalo de tempo que permite ao cérebro distinguir o som de ida (emitido)
e o som de volta (eco).
Para a água, com velocidade 1.600 m/s, a distância total percorrida será de 1.600 · 0,1 = 160 m. Como essa distância
é de ida e volta, a pessoa deverá estar do anteparo 160/2 = 80 m.

7 Alternativa: C.
A velocidade do ultrassom é:
v = l f = 3,5 ·10–3 ·100.000 = 350 m/s
Para um objeto afastado de 5 m, o ultrassom precisa viajar, para ir e voltar, 10 m.
∆s 10 10
v= 350 = ∆t = ≈ 0,03 s
∆t ∆t 350
8 1. Verdadeiro.
∆s 2 ⋅ 14, 5
v= = = 1.450 m/s
∆t 20 ⋅ 10 −3
2. Falso.
2 ⋅ 1 4, 5
vsom no ar = 340 m/s ⇒ 340 = ⇒ ∆t ≈ 85 , 3 ms
∆t
3. Verdadeiro.
v= f ⇒ v = 1.450 = ·100·103 ⇒ = 14,5·10–3 m
= 14,5 mm
4. Falso.
Em meios líquidos e gasosos, as ondas sonoras se propagam de maneira longitudinal.

MANUAL DO CADERNO TETRA IV 35


9 Alternativa: A.
I. Correta.
I 10 −3
NS = 10 log = 10 log= 10 log109 = 10 ⋅ 9 ⇒ NS = 90 dB
I0 10 −12
II. Correta, conforme indica a tabela dada.
III. Incorreta. NS = 90 dB.
IV. Incorreta.
I 1
NS = 10 log = 10 log = 10 log1012 = 10 ⋅ 12 ⇒ NS = 120 dB

I0 10 12

10 Alternativa: D.
Da definição de nível de intensidade sonora (N):
I N I N I
N = 10 log ⇒ = log ⇒ 10 10 =
I0 10 I0 I0

⎧ NA I 10 I I
⎪10 10 = A ⇒ 10 10 = A ⇒ A = 10
⎪ I0 I0 I0 I −1 I
⎨ ÷ ⇒ B = 10 2 ⇒ IB = A ⇒
NB 5 1 I 10
⎪ IB IB IB A
⎪10 10 = ⇒ 10 10 = ⇒ = 10 2
⎩ I0 I0 I0
P P
⇒ = ⇒ dB = 4 10dA = 1, 78 (2) = 3, 56 m
2
4πdB 10 4πd2A ( )
dAB = dB − dA = 3, 56 − 2 ⇒ dAB ≅ 1, 5 m

11 Alternativa: E.
O tubo é fechado em uma das extremidades e aberto na outra:
nv n ⋅ 340
fn = → 1 .700 = → n = 5 (quinto harmônico)
4l 4 ⋅ 0, 25

12 A figura mostra o modo fundamental de vibração de uma corda.


2
v
Como sabemos: v = λf = 2lf → f =
2l
v 4v
fAP 2L / 4 294 294
= = 2L = 3 → = 3 → f PB = = 98 Hz
f PB v 4 v f PB 3
6L / 4 6L

13 A figura a seguir mostra o modo fundamental de vibração de uma corda:


2
λ
a) l = → λ = 2l = 7 0 cm = 0, 7 m
2
Como sabemos: v = lf → v = 0,7·680 = 476 m/s
b) A frequência do som emitido é a mesma de vibração da corda.
v= f ⇒ 340 = · 680 ⇒ = 0,5 m = 50 cm

36 MANUAL DO CADERNO TETRA IV


14 Alternativa: D.
Dados: v = 340 m/s; f = 340 Hz
A frequência da onda sonora emitida pelo diapasão tem a mesma frequência que ele.
Calculando o comprimento de onda:
v 340
v = λf ⇒ λ =
= ⇒ λ = 1m
f 340
Trata-se de um tubo fechado. Para os estados de ondas estacionárias em um tubo fechado, o comprimento (l) da coluna de
ar é:
λ
l=n
4

Lembrando que um tubo fechado emite somente harmônicos ímpares. Os comprimentos possíveis para a coluna de ar são:
⎧ 1
⎪n = 1 ⇒ l = 1⋅ 4 ⇒ l = 0, 2 5 m

⎪ 1
⎨n = 3 ⇒ l = 3 ⋅ ⇒ l = 0, 7 5 m
⎪ 4
⎪ 1
⎪n = 5 ⇒ l = 5 ⋅ 4 ⇒ l = 1, 2 5 m (não convém)

O comprimento máximo para a coluna de ar é igual ao comprimento do tubo, portanto, 1 m. São possíveis, então, os estados
mostrados nas figuras a seguir:

0,25 m
0,75 m

0,75 m
0,25 m

15 Alternativa: E.
Utilizando os dados fornecidos no enunciado, sabendo que a fonte está se aproximando do observador e aplicando a
equação do efeito Doppler, tem-se que:
⎛ v ± vo ⎞
fo = ff ⋅ ⎜ , onde v = 340 m/s.
⎝ v ± v f ⎟⎠
⎛ 340 + 0 ⎞
fo = 630 ⋅ ⎜
⎝ 340 − 25 ⎟⎠
340
fo = 630 ⋅
315
fo = 680 Hz

16 Alternativa: A.
Sabendo que a fonte está aproximando-se do observador, temos que a relação entre frequência observada ( fo ) e frequência
emitida pela fonte ( ff ) é dada por:

v
fo = ⋅f
v − vf f

Então:
340
1 .200 = ⋅ f ⇒ ff = 960 Hz
340 − 68 f
Notar que a velocidade do carro (Vf) em m/s é igual a 68.

MANUAL DO CADERNO TETRA IV 37


ANOTAÇÕES

38 MANUAL DO CADERNO TETRA IV