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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS


FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
TEORIA E METODOLOGIA DA HISTÓRIA – 1º semestre de 2019
Professora: Mariana de Moraes Silveira (marianamsilveira@gmail.com)

Proposta do curso:
O curso pretende fornecer um panorama introdutório dos principais problemas teóricos e
metodológicos que as historiadoras e os historiadores devem enfrentar, pensados sempre de maneira
entrelaçada com temas de história da historiografia e questões práticas da pesquisa e da análise
documental. Primeiramente, serão discutidos aspectos epistemológicos da história, tomando como
ponto de partida a sua constituição como disciplina no século XIX, mas contemplando também uma
perspectiva de longa duração sobre diferentes escritos que, desde a Antiguidade Clássica, foram
designados como história(s). Em seguida, serão propostas reflexões sobre categorias centrais para a
construção do conhecimento histórico: tempo, narrativa, memória, gênero. Por fim, a noção de
documento histórico será posta em análise, e os usos de diferentes tipos de fontes serão avaliados,
inclusive no que diz respeito ao seu emprego para fins didáticos. A partir desse percurso por distintos
aspectos da história como campo do conhecimento, espera-se dotar as alunas e os alunos de
ferramentas para refletir criticamente sobre o ofício do historiador, contribuindo, assim, para a sua
capacitação profissional, seja para a docência, seja para a pesquisa.

Os textos do curso estão disponíveis no xerox da FAFICH e na seguinte pasta do Google Drive:
https://drive.google.com/open?id=1jcIw9lir-ihtizZsNxt8FPUghMzWnT-R

INTRODUÇÃO: O LUGAR DA TEORIA E DA METODOLOGIA NA FORMAÇÃO DA HISTORIADORA E DO


HISTORIADOR
Aula 1: Apresentação do curso e do programa
Aula 2: Para que(m) servem a teoria e a metodologia da história? Como e por que as estudar?
Textos de referência: CATROGA, Fernando. O valor epistemológico da história da história. In: RIBEIRO,
Maria Manuela Tavares (coord). Outros combates pela história. Coimbra: Imprensa da Universidade
de Coimbra, 2010, p. 21-47.
CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: A escrita da História. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2008, p. 65-119.
PEREIRA, Ana Carolina Barbosa. Precisamos falar sobre o lugar epistêmico na Teoria da História. Tempo
& Argumento. Florianópolis, v. 10, n. 24, p. 88-114, abr-jun 2018.
RÜSEN, Jörn. Tarefa e função de uma teoria da história. In: Razão Histórica. Teoria da História: os
fundamentos da ciência histórica. Brasília: UnB, 2001, p. 25-51.

UNIDADE I – O QUE FOI A HISTÓRIA? EPISTEMOLOGIA E HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA


Parte 1: Percursos da história disciplinar
Aula 3: A institucionalização da disciplina na Alemanha: a “história universal” de Leopold von Ranke
Leitura obrigatória: RANKE, Leopold von. O conceito de História Universal. In: MARTINS, Estevão de
Rezende (org.). A história pensada: teoria e método na historiografia europeia do século XIX. São Paulo:
Contexto, 2010, p. 202-215.
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Leituras complementares: BENTIVOGLIO, Julio. A Historische Zeitschrift e a historiografia alemã do


século XIX. História da Historiografia. Ouro Preto, n. 6, p. 81-101, mar. 2011.
MARTINS, Estevão de Rezende. Historicismo. O útil e o desagradável. In: VARELLA, Flávia Florentino;
MOLLO, Helena Miranda; MATA, Sérgio Ricardo da; ARAUJO, Valdei Lopes de (orgs.). A Dinâmica do
historicismo: revisitando a historiografia moderna. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2008, p. 15-48.
Aula 4: A institucionalização da disciplina na França: a coleta e a crítica dos documentos vistas por
Langlois e Seignobos
Leitura obrigatória: LANGLOIS, Charles-Victor; SEIGNOBOS, Charles. A busca dos documentos
(Heurística). In: Introdução aos Estudos Históricos. São Paulo: Renascença, 1946, p. 15-31.
Leituras complementares: GARCIA, Patrick. O momento metódico. In: DELACROIX, Christian; DOSSE,
François; GARCIA, Patrick. Correntes históricas na França: séculos XIX e XX. Rio de Janeiro, FGV; São
Paulo: UNESP, 2012, p. 69-135.
PROST, Antoine. Os fatos e a crítica histórica. In: Doze lições sobre a história. Belo Horizonte: Autêntica,
2008, p. 53-73.
Aula 5: O diálogo com as ciências sociais, a “história-problema” e os combates dos Annales
Leitura obrigatória: BLOCH, Marc. A história, os homens e o tempo; A análise histórica. In: Apologia
da história. Rio de Janeiro: Zahar, 2001, p. 51-68; 125-153.
Leituras complementares: BRAUDEL, Fernand. História e ciências sociais: a longa duração. In: NOVAIS,
Fernando A.; SILVA, Rogerio F. da (orgs.). Nova História em perspectiva. São Paulo: Cosac Naify, 2011,
v. 1, p. 87-121.
FEBVRE, Lucien. Contra o vento: manifesto dos novos Annales. In: NOVAIS, Fernando A.; SILVA, Rogerio
F. da (orgs.). Nova História em perspectiva. São Paulo: Cosac Naify, 2011, v. 1, p. 75-85.
Aula 6: A “lógica histórica” e os caminhos da historiografia marxista no século XX
Leitura obrigatória: THOMPSON, E. P.. Intervalo: a lógica histórica. In: A miséria da teoria. Ou um
planetário de erros. Uma crítica ao pensamento de Althusser. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, p. 47-62.
Leitura complementar: MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007,
p. 29-50.
Aula 7: Foucault revoluciona a história: a perspectiva da genealogia
Leitura obrigatória: FOUCAULT, Michel. Nietzsche, a genealogia e a história. In: A microfísica do poder.
Rio de Janeiro: Graal, 1984, p. 15-37.
Leituras complementares: NIETZSCHE, Friedrich. II Consideração Intempestiva sobre a utilidade e os
inconvenientes da História para a vida. In: Escritos sobre história. Rio de Janeiro: PUC-Rio; São Paulo:
Loyola, 2005, p. 67-107 (Prefácio e seções 1 a 4).
O’BRIEN, Patricia. A história da cultura de Michel Foucault. In: HUNT, Lynn (org.). A Nova História
Cultural. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 33-62.
Aula 8: O “giro linguístico” e as dimensões retóricas da historiografia
Leitura obrigatória: LACAPRA, Dominick. Retórica e História. Territórios & Fronteiras. Cuiabá, v. 6, n.
1, p. 97-118, jan-jun. 2013.
Leituras complementares: RANGEL, Marcelo de Mello; ARAUJO, Valdei Lopes de. Apresentação –
Teoria e história da historiografia: do giro linguístico ao giro ético-político. História da Historiografia.
Ouro Preto, n. 17, p. 318-332, abr. 2015.
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Parte 2: Histórias antes e à margem da historiografia


Aula 9: A invenção da história pelos gregos, a invenção dos gregos como inventores da história
Leitura obrigatória: HARTOG, François. Introdução – Como se escreveu a história na Grécia e em Roma.
In: HARTOG, François (org.). A história de Homero a Santo Agostinho. Belo Horizonte: UFMG, 2001, p.
9-20.
Leituras complementares: HERÓDOTO. Prólogo, 1-13. In: Histórias. Livro I – Clio. São Paulo: EDIPRO,
2015, p. 29-38.
TUCÍDIDES. Livro Primeiro, 1-23. In: História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1999, p. 19-29.
Aula 10: A escrita da história na época moderna e a tradição antiquária
Leitura obrigatória: MOMIGLIANO, Arnaldo. O surgimento da pesquisa antiquária. In: As Raízes
clássicas da historiografia moderna. Bauru: EDUSC, 2004, p. 85-117.
Leitura complementar: MABILLON, Jean. Breves reflexões sobre algumas regras da história. Tradução,
apresentação e notas de Fernando Nicolazzi. Disponível em:
https://www.academia.edu/38003832/Jean_Mabillon._Breves_reflex%C3%B5es_sobre_algumas_reg
ras_da_hist%C3%B3ria._Tradu%C3%A7%C3%A3o_apresenta%C3%A7%C3%A3o_e_notas_de_Fernan
do_Nicolazzi
Aula 11: Os outros da historiografia: embates com o eurocentrismo
Leitura obrigatória: SAID, Edward. Introdução. In: Orientalismo. O oriente como invenção do ocidente.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 27-60 e 468-469 (notas).
Leituras complementares: HALL, Stuart. O ocidente e o resto: discurso e poder. Projeto História. São
Paulo, n. 56, p. 314-361, mai-ago. 2016.
SANTOS, Pedro Afonso Cristovão dos; NICODEMO, Thiago Lima; PEREIRA, Mateus Henrique de Faria.
Historiografias periféricas em perspectiva global ou transnacional: o eurocentrismo em questão.
Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v. 30, n. 60, p. 161-186, jan-abr. 2017.
Aula 12: Teorias da história perante a possibilidade de catástrofe ambiental
Leitura obrigatória: CHAKRABARTY, Dipesh. O clima da história: quatro teses. Sopro. n. 91, p. 2-22, jul.
2013.
Leituras complementares: GULDI, Jo; ARMITAGE, David. O longo e o breve: mudança climática,
governança e desigualdade a partir da década de 1970. In: Manifesto pela história. Belo Horizonte:
Autêntica, 2018, p. 93-133.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: n-1, 2018.
Conclusão
Aula 13: Desafios éticos e políticos da historiografia no século XXI
Leitura obrigatória: KLEINBERG, Ethan; SCOTT, Joan Wallach; WILDER, Gary. Teses sobre teoria e
história. 2018. Disponível em: https://theoryrevolt.com/download/WildOnCollective_Theses-
Booklet_PT.pdf
Leitura complementar: IGGERS, Georg. Desafios do século XXI à historiografia. História da
Historiografia. Ouro Preto, n. 4, p. 105-124, mar. 2010.

Aula 14: Avaliação


Prova escrita, em sala de aula, com consulta à bibliografia
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UNIDADE II – HISTÓRIA E TEORIA: QUESTÕES E CAMINHOS


Aula 15: História e conceitos, historicidade dos conceitos
Leitura obrigatória: PROST, Antoine. Os conceitos. In: Doze lições sobre a história. Belo Horizonte:
Autêntica, 2008, p. 115-132.
Leituras complementares: KOSELLECK, Reinhart. História dos conceitos e história social. In: Futuro
Passado: Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: PUC-Rio, 2006,
p. 97-118.
RÜSEN, Jörn. Conceitos históricos. In: Reconstrução do passado. Teoria da História II: os princípios da
pesquisa histórica. Brasília: UnB, 2010, p. 91-100.
Aula 16: O tempo histórico como construção social: apontamentos introdutórios
Textos de referência: CUNHA, Manuela Carneiro da; CASTRO, Eduardo B. Viveiros de. Vingança e
temporalidade: Os Tupinambás. Anuário Antropológico. Brasília, 1985, p. 57-78.
ELIAS, Norbert. Introdução. In: Sobre o Tempo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 7-32.
THOMPSON, E. P.. Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial. In: Costumes em comum. São
Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 267-304; 454-463 (notas).
Aula 17: Modos de articulação do vivido e experiências do tempo
Leitura obrigatória: KOSELLECK, Reinhart. “Espaço de experiência” e “horizonte de expectativa”: duas
categorias históricas. In: Futuro Passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de
Janeiro: Contraponto; Editora PUC-RIO, 2006, p. 305-327.
Leitura complementar: HARTOG, François. Introdução – Ordens do tempo, regimes de historicidade.
In: Regimes de Historicidade. Presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013,
p. 17-41.
Aula 18: O modelo hermenêutico e o problema da narrativa na história
Textos de referência: RICOEUR, Paul. A tríplice mimese. In: Tempo e narrativa. São Paulo: Martins
Fontes, 2010, v. 1, p. 93-140.
RÜSEN, Jörn. A constituição narrativa do sentido histórico. In: Razão Histórica. Teoria da História: os
fundamentos da ciência histórica. Brasília: UNB, 2001, p. 149-174.
Aula 19: O texto historiográfico e suas relações com a ficção
Leitura obrigatória: WHITE, Hayden. O texto histórico como artefato literário. In: Trópicos do discurso.
Ensaios sobre a crítica da cultura. São Paulo: Edusp, 2001, p. 97-116.
Aula 20: Exibição do documentário “Nostalgia da luz”, de Patricio Guzmán (2010)
Aula 21: Memória e história, irmãs inimigas?
Leitura obrigatória: DUTRA, Eliana de Freitas. A memória em três atos. Deslocamentos
interdisciplinares. Revista USP. São Paulo, n. 98, p. 69-86, jun-ago. 2013.
Leituras complementares: ASSMANN, Aleida. Introdução. In: Espaços da recordação. Campinas:
Unicamp, 2011, p. 15-27.
NORA, Pierre. Entre a memória e a história: a problemática dos lugares. Projeto História. São Paulo, n.
10, p. 7-28, dez. 1993.
Aula 22: Usos do conceito de gênero na historiografia
Leitura obrigatória: SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação &
Realidade. Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 71-99, jul-dez. 1995.
Leituras complementares: PEDRO, Joana Maria. Traduzindo o debate: o uso da categoria gênero na
pesquisa histórica. História. São Paulo, v.24, n.1, p.77-98, 2005.
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SCOTT, Joan W.. Os usos e abusos do gênero. Projeto História. São Paulo, n. 45, p. 327-351, dez. 2012.
Aula 23: Teoria queer e feminismos interseccionais
Textos de referência: BUTLER, Judith. Sujeitos do sexo/gênero/desejo. In: Problemas de gênero.
Feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 17-60.
hooks, bell. Raça e gênero. In: O feminismo é para todo mundo. Políticas arrebatadoras. Rio de Janeiro:
Rosa dos Tempos, 2018.
RIBEIRO, Djamila. Introdução – A máscara do silêncio. In: Quem tem medo do feminismo negro?. São
Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 7-28.
SALIH, Sara. O gênero. In: Judith Butler e a teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2012, p. 63-101.
Orientações para a escrita do ensaio
Em duplas ou trios, vocês deverão elaborar um ensaio sobre o filme Nostalgia da Luz, estabelecendo
relações entre a produção de Patricio Guzmán e ao menos dois dos conceitos estudados ao longo da
Unidade II.
O formato do ensaio é livre, e ele poderá ser redigido de maneira criativa, mas todas as referências
bibliográficas empregadas deverão ser claramente identificadas.
Espera-se que o texto demonstre domínio das leituras da unidade, capacidade de argumentação e
aptidão para refletir de forma autônoma tanto sobre o filme quanto sobre os debates da teoria da
história.

UNIDADE III – PRÁTICAS: FONTES E METODOLOGIA


Orientações para as apresentações de trabalho
Após algumas aulas introdutórias problematizando a noção de documento histórico, as alunas e os
alunos deverão apresentar, em pequenos grupos, trabalhos a respeito de diferentes tipos de fontes.
Cada apresentação deverá, obrigatoriamente, contemplar os seguintes itens:
a) Os aspectos metodológicos específicos do trato com o tipo de fonte em questão.
b) Possibilidades de uso no ensino de história.
c) Análise de um documento que se enquadre na categoria discutida, buscando explicitar: seu
momento de produção; indagações sobre autoria, formas de divulgação, intencionalidades,
funções; uma reflexão crítica sobre o conteúdo do documento; problemas de pesquisa para
os quais seu emprego poderia contribuir.
Cada grupo terá 30 minutos para realizar sua exposição. Ao fim de cada dia de apresentações, haverá
uma discussão geral, buscando avaliar as especificidades e potencialidades dos tipos de fontes
discutidos, assim como possíveis combinações e cruzamentos entre diferentes documentos.
As indicações para a preparação de cada apresentação seguem uma mesma estrutura: referências
para as discussões metodológicas; e recursos documentais, contendo sugestões de fontes de fácil
acesso (disponíveis na internet ou em acervos localizados em Belo Horizonte) que poderão ser
mobilizadas nas análises. Recomenda-se que as alunas e os alunos consultem previamente a
professora em relação ao documento específico que pretendem analisar.
Cada grupo deverá entregar, até a última aula do curso, uma transcriação do documento analisado,
ou seja, uma transposição criativa da fonte escolhida para um formato, uma linguagem e/ou um
suporte que não seja aquele em que ela se encontrava originalmente, preferencialmente visando a um
emprego didático ou à comunicação com um público não acadêmico.
A transcriação deverá ser acompanhada de um pequeno texto explicativo (de 500 a 1000 palavras),
que explicite as escolhas realizadas, os passos para sua confecção e os possíveis usos do produto final.
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Aula 24: A construção dos problemas de pesquisa e o estatuto do documento


Leitura obrigatória: FARGE, Arlette. O sabor do arquivo. São Paulo: Edusp, 2009, p. 79-109; 117-119.
Leitura complementar: LE GOFF, Jacques. Documento/Monumento. In: História e memória. Campinas:
Unicamp, 2013, p. 485-499.
Aula 25: Fontes e caminhos de pesquisa: exemplos de análise de documentos
A professora apresentará exemplos de análises de documentos, a partir de fontes extraídas de suas
próprias pesquisas.
Aula 26: Apresentação dos grupos A e B
Aula 27: Apresentação dos grupos C e D
Aula 28: Apresentação dos grupos E e F
Aula 29: Apresentação dos grupos G e H
Aula 30: Apresentação dos grupos I e J; encerramento do curso

Referência sobre usos de fontes em sala de aula:


Dossiê Propostas e desafios nos usos de documentos históricos em sala de aula. História Hoje. São
Paulo, v. 6, n. 12, jul-dez. 2017. Disponível em: https://rhhj.anpuh.org/RHHJ/issue/view/12/showToc

Tipos de fontes (temas para as apresentações em grupo)


A) Imprensa
Referências: CAPELATO, Maria Helena. A imprensa como fonte e objeto de estudo para o historiador.
In: VILLAÇA, Mariana; PRADO, Maria Ligia Coelho (orgs.). História das Américas: fontes e abordagens
historiográficas. São Paulo: Humanitas, 2015, p. 114-136.
LUCA, Tania Regina de. História dos, nos e por meio dos periódicos. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org.).
Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2006, p. 111-153.
Recursos documentais:
 Coleção Linhares (ECI, UFMG): http://linhares.eci.ufmg.br/
 Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional: http://bndigital.bn.br/hemeroteca-digital/
 Acervo do jornal Folha de São Paulo: http://acervo.folha.uol.com.br/
 Acervo do Jornal do Brasil: http://www.jb.com.br/paginas/news-archive/
 Repositório digital do Arquivo Público do Estado de São Paulo:
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital
B) Livros e literatura
Referências: DARNTON, Robert. O que á a história dos livros? In: DARNTON, Robert. O beijo de
Lamourette. Mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 109-131.
FERREIRA, Antonio Celso. A fonte fecunda. O historiador e suas fontes. In: PINSKY, Carla Bassanezi;
LUCA, Tania Regina de (orgs.) O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 61-91.
Recursos documentais:
 Biblioteca Nacional: http://bndigital.bn.gov.br/
 Acervo digital da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (USP):
https://www.bbm.usp.br/node/27
 Biblioteca digital do Instituto de Estudos Brasileiros (USP):
http://200.144.255.59/catalogo_eletronico/consultaDocumentos.asp?Tipo_Consulta=Projet
o_Especial&Acervo_Codigo=3&Setor_Codigo=12
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 Portal Domínio Público: http://www.dominiopublico.gov.br/


C) Acervos pessoais e correspondências
Referências: CUNHA, Maria Teresa. Territórios abertos para a história. In: PINSKY, Carla Bassanezi;
LUCA, Tania Regina de (orgs.) O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 251-280.
MALATIAN, Teresa. Narrador, registro e arquivo. In: PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de
(orgs.) O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 195-221.
VENANCIO, Giselle Martins. Memória guardada em papéis e livros. Revista Trajetos. Fortaleza, v. 3, n.
6, p. 67-84, 2005.
Recursos documentais:
 Acervo de Escritores Mineiros (Biblioteca Central, UFMG):
https://www.ufmg.br/aem/inicial/escritores.htm
 Arquivos pessoais do CPDOC-FGV: http://cpdoc.fgv.br/acervo/arquivospessoais
 Arquivo Público Mineiro: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/
D) Processos judiciais e inventários
Referências: GRINBERG, Keila. A história nos porões dos arquivos judicias. In: PINSKY, Carla Bassanezi;
LUCA, Tania Regina de (orgs.) O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 119-139.
FURTADO, Júnia Ferreira. A morte como testemunho da vida. In: PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania
Regina de (orgs.) O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 93-118.
SCHMIDT, Benito Bisso; SPERANZA, Clarice Gontarski. Acervos do Judiciário trabalhista: lutas pela
preservação e possibilidades de pesquisa. Disponível em:
https://www.academia.edu/2115796/ACERVOS_DO_JUDICI%C3%81RIO_TRABALHISTA_LUTAS_PELA
_PRESERVA%C3%87%C3%83O_E_POSSIBILIDADES_DE_PESQUISA
Sugestões de recursos documentais:
 Acervo Judiciário do Arquivo Nacional:
http://www.an.gov.br/Basedocjud/MenuDocJud/MenuDocJud.php
 Acervos de Minas Gerais (UFV): http://www.lampeh.ufv.br/acervosmg/
 Centro de Memória da Justiça de Trabalho de Minas Gerais:
http://www.trt3.jus.br/escola/institucional/memoria/apresentacao.htm
E) Acervos de repressão política e regimes autoritários
Referências: BAUER, Caroline Silveira; GERTZ, René E.. Fontes sensíveis da história recente. In: PINSKY,
Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de (orgs.) O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009,
p. 173-194.
Dossiê: Os arquivos dos DOPS. Revista do APM. Belo Horizonte, v. XLII, n. 1, jan-jun. 2006, p. 18-94.
STAMPA, Inês; NETTO, Rodrigo de Sá. Documentar a Ditadura, uma reflexão coletiva sobre uma história
que não pode se repetir. In: STAMPA, Inês; NETTO, Rodrigo de Sá (orgs.). Arquivos da repressão e da
resistência. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2013, p. 10-20.
Recursos documentais:
 Arquivos da Polícia Política – 1927-1982 (Arquivo Público Mineiro):
http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/dops/search.php
 Banco de dados Memórias Reveladas: http://www.an.gov.br/mr/Seguranca/Principal.asp
 Repositório digital do Arquivo Público do Estado de São Paulo:
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital/escritos
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F) Cultura material e patrimônio


Referências: CARVALHO, Vânia Carneiro de. Cultura material, espaço doméstico e musealização. Varia
Historia. Belo Horizonte, v.27, n.46, p. 443-469, jul-dez. 2011.
MENESES, José Newton Coelho. Apresentação – Dossiê Elementos materiais da cultura e patrimônio.
Varia Historia. Belo Horizonte, v.27, n.46, p. 397-404, jul-dez. 2011.
REDE, Marcelo. História e Cultura Material. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (orgs.).
Novos Domínios da História. Rio de Janeiro: Campus, 2012, p. 133-150.
Recursos documentais:
 Museu Histórico Abílio Barreto: http://www.amigosdomhab.com.br
 Museu de Artes e Ofícios: http://www.mao.org.br/
 Museu Mineiro: http://www.museumineiro.mg.gov.br/
 Centro de Arte Popular – Cemig:
http://circuitoculturalliberdade.com.br/plus/modulos/listas/?tac=espaco&id=5#/informacao
G) Fontes visuais
Referências: BARBOSA, Carlos Alberto Sampaio. História Visual: Um balanço introdutório. In:
BARBOSA, Carlos Alberto Sampaio; GARCIA, Tânia da Costa (orgs.). Cadernos de Seminários de
Pesquisa. Cultura e política nas Américas. Assis: FCL-Assis-Unesp Publicações, 2009, v.1, p. 72-85.
MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Fontes visuais, cultura visual, História visual. Balanço provisório,
propostas cautelares. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 23, n. 45, p. 11-36, 2003.
NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas.
São Paulo: Contexto, 2011, p. 235-289.
Recursos documentais:
 Acervo iconográfico do Arquivo Público Mineiro:
http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/
 Banco de Conteúdos Digitais (Cinemateca Brasileira): http://www.bcc.org.br/
 Coleção D. Thereza Christina Maria:
http://bndigital.bn.br/projetos/terezacristina/histcolecao.htm
 Instituto Moreira Salles: http://www.ims.com.br/ims/explore/acervo-a-z
 Repositório digital do Arquivo Público do Estado de São Paulo:
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/acervo/repositorio_digital
H) Música
Referências: GARCIA, Tânia da Costa. História e música: consenso, polêmicas e desafios. In: FRANÇA,
Susani Silveira Lemos (org.). Questões que incomodam o historiador. São Paulo: Alameda, 2014, p. 203-
221.
NAPOLITANO, Marcos. A História depois do papel. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas.
São Paulo: Contexto, 2011, p. 235-289.
Recursos documentais:
 Acervo Pixinguinha do Instituto Moreira Salles:
http://www.ims.com.br/ims/explore/artista/pixinguinha
 Biblioteca Nacional – Música e Arquivo Sonoro: https://www.bn.br/explore/acervos/musica-
arquivo-sonoro
 Museu da Imagem e do Som (Rio de Janeiro): http://www.mis.rj.gov.br/acervo/
 Museu da Imagem e do Som (São Paulo): http://acervo.mis-sp.org.br/home
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I) História oral
Referências: ALBERTI, Verena. Histórias dentro da história. In: PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes
históricas. São Paulo: Contexto, 2006, p. 155-202.
DELGADO, Lucília de Almeida Neves. História e memória: metodologia da história oral. In: História oral:
memória, tempo, identidades. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 15-31.
VOLDMAN, Danièle. A invenção do depoimento oral. In: FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO,
Janaína (orgs.). Usos & abusos da História Oral. Rio de Janeiro: FGV, 2000, p. 247-265.
Recursos documentais:
 Arquivo sonoro do LABHOI (UFF): http://www.labhoi.uff.br/arquivo-sonoro
 Associação Brasileira de História Oral: http://historiaoral.org.br/
 Entrevistas do Programa de História Oral – CPDOC/FGV:
http://cpdoc.fgv.br/acervo/historiaoral
 Núcleo de História Oral (FAFICH, UFMG): http://www.fafich.ufmg.br/historiaoral/
J) Fontes digitalizadas e as possibilidades do uso da internet para a pesquisa histórica
Observação: O grupo que optar por este tema deverá realizar, no lugar da análise de documento, um
comentário crítico sobre um projeto em humanidades digitais.
Referências: DACOS, Marin. Manifesto das humanidades digitais. Disponível em:
https://humanidadesdigitais.org/manifesto-das-humanidades-digitais/
CHARTIER, Roger. A história na era digital. In: A história ou a leitura do tempo. Belo Horizonte:
Autêntica, 2009, p. 59-63.
GINZBURG, Carlo. Conversar com Orion. Esboços. Florianópolis, v. 12, n. 14, p. 163-170, 2005.
LUCCHESI, Anita. Histórias no cyberespaço. Viagens sem mapas, sem referências e sem paradeiros no
território incógnito da web. Cadernos do Tempo Presente. São Cristóvão, n. 6, jan. 2012.
Projetos em humanidades digitais e recursos:
 Arquivo Nacional – Torre do Tombo – Exposições virtuais: http://antt.dglab.gov.pt/exposicoes-
virtuais-2/
 Arquivo Público do Estado de São Paulo – Exposições virtuais:
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/site/difusao/exposicoes_virtuais
 Associação das Humanidades Digitais: https://ahdig.org/
 Biblioteca Nacional – Exposições virtuais: http://bndigital.bn.br/exposicoes-virtuais/
 Portal Memórias da Ditadura: http://memoriasdaditadura.org.br/
 Grupo de pesquisa em Humanidades Digitais (USP): https://humanidadesdigitais.org/
 Grupo Hímaco : Grupo Hímaco (UNIFESP): http://www2.unifesp.br/himaco/
 Histography: http://histography.io/
 International Encyclopedia of the First World War: http://encyclopedia.1914-1918-
online.net/home.html
 Journal of Digital Humanities: http://journalofdigitalhumanities.org/

Distribuição dos pontos


Unidade I: Avaliação escrita – 25 pontos
Unidade II: Ensaio sobre o filme “Nostalgia da Luz” – 25 pontos
Unidade III: Apresentação de trabalho e transcriação de documento – 30 pontos (15 pontos cada)
Discussão crítica de texto: escolher uma leitura obrigatória da Unidade I ou II – 10 pontos
Participação nas discussões ao longo do curso: 10 pontos
10

Bibliografia complementar
BOURDÉ, Guy; MARTIN, Hervé. As escolas históricas. Belo Horizonte: Autêntica, 2018.
BURKE, Peter. A escola dos Annales – 1929-1989. São Paulo: Unesp, 1991.
BURKE, Peter. O que é história cultural?. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2008.
CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da história: Ensaios de teoria e metodologia.
Rio de Janeiro: Campus, 1997.
CARR, E. H.. Que é história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
CATROGA, Fernando. Memória, história e historiografia. Rio de Janeiro: FGV, 2015.
CHARTIER, Roger. À beira da falésia: A história entre incertezas e inquietudes. Porto Alegre: UFRGS,
2002.
CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel; Rio de Janeiro:
Bertrand, 1990.
DOSSE, François. A história em migalhas. Dos Annales à Nova História. São Paulo: Ensaio; Campinas:
UNICAMP, 1992.
FARGE, Arlette. Lugares para a história. Belo Horizonte: Autêntica, 2011.
GINZBURG, Carlo. Relações de força: história, retórica, prova. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
GINZBURG, Carlo. Sinais: Raízes de um paradigma indiciário. In: Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e
história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 143-179; 260-275.
HARTOG, François. Evidência da história. O que os historiadores veem. Belo Horizonte: Autêntica,
2011.
KOSELLECK, Reinhart; MEIER, Christian; GÜNTHER, Horst; ENGELS, Odilo. O conceito de História. Belo
Horizonte: Autêntica, 2013.
LIMA, Luiz Costa. História. Ficção. Literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
MALERBA, Jurandir (org.). Lições de história: o caminho da ciência no longo século XIX. Rio de Janeiro:
Editora FGV; Porto Alegre, EDIPUCRS, 2010.
NICOLAZZI, Fernando; MOLLO, Helena Miranda; ARAUJO, Valdei Lopes de (orgs.). Aprender com a
história? O passado e o futuro de uma questão. Rio de Janeiro: FGV, 2011.
OLIVEIRA, Manfredo A. de. Reviravolta Linguístico-pragmática na filosofia contemporânea. São Paulo:
Loyola, 2006.
PARADA, Maurício (org.). Os historiadores: clássicos da história. v. 1, 2 e 3. Petrópolis: Vozes/PUC-Rio,
2012-2014.
RANKE, Leopold von. Heródoto e Tucídides. História da Historiografia. Ouro Preto, n. 6, mar. 2011, p.
252-259.
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: UNICAMP, 2007.
RIOUX, Jean-Pierre; SIRINELLI, Jean-François (orgs.). Para uma história cultural. Lisboa: Estampa, 1998.
SARLO, Beatriz. Tempo passado. Cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das
Letras; Belo Horizonte: UFMG, 2007.
SETH, Sanjay. Razão ou Raciocínio? Clio ou Shiva?. História da Historiografia. Ouro Preto, n. 11, p. 173-
189, abr. 2013.
VEYNE, Paul. Como se escreve a história. Brasília: UNB, 1998.
WHITE, Hayden. Meta-história: a imaginação histórica do século XIX. São Paulo: EDUSP, 1992.