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Aula 01

Matemática, Probabilidade e Estatística p/ Banco do Brasil (Escriturário) Com


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Professor: Arthur Lima

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MATEMÁTICA, PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA P/ BANCO DO BRASIL
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
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AULA 01: JUROS COMPOSTOS

Caro aluno, seja bem-vindo a esta aula! Neste encontro vamos


estudar o trecho a seguir do seu edital:

Juros Compostos

Tenha uma excelente aula, e lembre-se de seguir meu Instagram,


onde posto dicas diárias para complementar sua preparação:
www.instagram.com/ProfArthurLima
(@ProfArthurLima)

SUMÁRIO
JUROS COMPOSTOS – INTRODUÇÃO ............................................................ 2
TAXAS NOMINAIS, EFETIVAS, PROPORCIONAIS, EQUIVALENTES ..................... 7
EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS ..................................................................... 12
CONVENÇÃO LINEAR E EXPONENCIAL ........................................................ 13
TAXAS DE INFLAÇÃO. TAXA REAL E APARENTE. ........................................... 16
TAXAS BRUTA E LÍQUIDA .......................................................................... 19
RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS .................................................................... 20
LISTA DE QUESTÕES DESTA AULA ............................................................. 50
GABARITO DAS QUESTÕES ....................................................................... 62
PRINCIPAIS PONTOS DA AULA ................................................................... 63

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JUROS COMPOSTOS – INTRODUÇÃO

No regime de juros simples, vimos que os juros eram aplicamos


sempre sobre o capital inicial. Isso fazia com que, a cada período, o valor
dos juros devidos fosse igual ao dos períodos anteriores e posteriores.
Em alguns casos, os juros não incidirão apenas sobre o capital
inicial de um empréstimo. Eles incidirão sobre o valor devido, que
aumenta a cada período (pois ao capital inicial vão sendo somados os
juros devidos nos períodos anteriores). Por isso, os juros devidos em um
mês serão diferentes dos juros devidos no mês seguinte. Vamos usar o
seguinte exemplo: você contrata R$1000 de empréstimo junto ao banco,
por um período de 5 meses e taxa de juros compostos de 10% ao mês.
Qual é o valor devido ao final de 5 meses?
Ao final do primeiro mês, aplicaremos a taxa de 10% sobre todo o
valor devido, que neste caso é o próprio capital inicial (1000 reais),
resultado em juros de 100 reais. Ou seja, ao fim deste mês você estará
devendo 1100 reais. Ao final do segundo mês, aplicaremos novamente a
taxa de 10% sobre todo o valor devido, que não é mais 1000 reais, e sim
1100 reais. Logo, os juros relativos ao segundo mês somam R$110 reais
(e não 100). A dívida total chegou a R$1210 (1100+110). Portanto, ao
final do terceiro mês serão devidos mais R$121 em juros, que resulta da
aplicação de 10% sobre R$1210. E assim sucessivamente.
Se esta aplicação tivesse ocorrido no regime de juros simples,
teríamos juros de 100 reais a cada mês, de modo que ao final do primeiro
mês a dívida seria de 1100 reais, ao final do segundo seria 1200, ao final
do terceiro 1300, e assim sucessivamente. Comparando esses dois
regimes, veja que:
- ao final do primeiro período, o valor total devido é o mesmo que
no caso dos juros simples (R$1100). Essa propriedade é importantíssima:
juros simples e juros compostos são equivalentes para um único período.
- a partir do segundo período, o valor total devido é maior no caso
de juros compostos (R$1210) do que no caso de juros simples (R$1200).

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Ou seja, os juros compostos são mais onerosos que os juros simples, a


partir do segundo período!
Uma informação adicional: para períodos de tempo fracionários (t
entre 0 e 1), os juros simples são mais onerosos que os juros compostos!

Veja esta questão recente:

CESPE – TCE/PE – 2017) Considere que dois capitais, cada um de R$


10.000, tenham sido aplicados, à taxa de juros de 44% ao mês — 30 dias
—, por um período de 15 dias, sendo um a juros simples e outro a juros
compostos. Nessa situação, o montante auferido com a capitalização no
regime de juros compostos será superior ao montante auferido com a
capitalização no regime de juros simples.
RESOLUÇÃO:
Veja que a taxa de juros é mensal, e o prazo da aplicação foi de t =
0,5 mês (quinze dias).
Quando o prazo é fracionário (inferior a 1 unidade temporal), juros
simples rendem MAIS que juros compostos.
Logo, o montante auferido com a capitalização no regime de juros
compostos será INFERIOR ao montante auferido no regime simples. Item
ERRADO.
Resposta: E

Dando continuidade, vejamos qual é a fórmula para cálculo de juros


compostos:

Montante final = Capital inicial x (1 + taxa de juros)prazo

ou seja:

M  C  (1  j )t

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As questões que versam a respeito de juros compostos costumam


seguir a mesma linha: apresentam 3 das 4 variáveis e pedem para você
calcular a restante. Veja esta:

ISS/Bauru – 2017) Uma dívida de R$11.200,00 foi contraída para ser


paga de uma única vez após 2 meses. O valor atualizado dessa dívida,
considerando uma taxa de juros composta de 3% a.m, será de:
A) R$ 11.652,48
A) R$ 11.536,00
A) R$11.872,00
A) R$11.882,08
RESOLUÇÃO:
Temos uma operação de juros compostos em que o valor inicial da
dívida é C = 11200, a taxa é de j = 3%am, e o prazo é de t = 2 meses. O
montante final é:
M = C x (1+j)t
M = 11200 x (1+0,03)2
M = 11200 x (1,03)2
M = 11200 x 1,0609
M = 11882,08 reais
Resposta: D

Como o tempo (“t”) está no expoente, nas questões em que é


preciso calcular o prazo você deverá utilizar logaritmos. Sobre logaritmos,
a propriedade mais importante a ser lembrada é que, sendo dois números
A e B, então:

log AB = B x log A
(o logaritmo de A elevado ao expoente B é igual a multiplicação de B pelo
logaritmo de A)

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Esta propriedade é útil quando nosso objetivo é encontrar o valor


do prazo “t”, que se encontra no expoente da fórmula M  C  (1  j )t .

Imagine que vamos investir C = 2000 reais a uma taxa composta j = 2%


ao mês, e pretendemos obter o triplo do valor inicial, ou seja, M = 6000
reais. Veja como obter o prazo deste investimento:
M = C x (1 + j)t
6000 = 2000 x (1 + 0,02)t
6000 / 2000 = 1,02t
3 = 1,02t

Aplicando o logaritmo aos dois lados dessa igualdade, temos:


log 3 = log 1,02t

O enunciado normalmente fornecerá o valor de alguns logaritmos.


Digamos que seja informado que log 3 = 0,477, e que log 1,02 = 0,0086.
Antes de utilizar esses valores, devemos lembrar que log AB = B x log A,
ou seja, log 1,02t = t x log 1,02. Assim:
log 3 = t x log 1,02
0,477 = t x 0,0086
t = 0,477 / 0,0086
t = 55,46 meses

Portanto, é preciso investir os 2000 reais por mais de 55 meses


para obter o valor pretendido.

Para facilitar as contas, em alguns casos a sua prova pode fornecer


tabelas com valores para (1  j )t , normalmente usando as letras (1  i )n ,

para diferentes valores de i e diferentes valores de n. O termo é chamado


de Fator de Acumulação de Capital (FAC). Basta você olhar na tabela
qual o valor correto da expressão para a taxa de juros “i” e tempo “n” que
você tiver em seu exercício. Veja abaixo um exemplo desta tabela:

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Se, em uma questão de prova, a taxa de juros de um empréstimo


for de 5% ao mês e o período do empréstimo for de 7 meses, teríamos
uma fórmula de juros compostos assim:
M = C x (1 + 5%)7

Calcular o fator (1 + 5%)7 manualmente seria impraticável em uma


prova. Entretanto, veja que marquei na tabela fornecida o valor do fator
de acumulação de capital para i = 5% e n = 7 períodos. Podemos dizer
que (1 + 5%)7 = 1,4071. Portanto, uma pessoa que contratasse um
empréstimo no valor inicial C teria que pagar, ao final de 7 meses e com
taxa de 5% ao mês, o valor final M = 1,4071xC.

Atenção: ao invés de fornecer a tabela, o exercício poderia ter


simplesmente dito que, para taxa de 5% ao mês e 7 períodos, o valor do
fator de acumulação de capital é 1,4071.

Pratique os conceitos relativos a juros compostos resolvendo a


questão abaixo:

FGV – ICMS/RJ – 2011 – Adaptada) Um indivíduo tem uma dívida de


R$ 500,00 cuja taxa de juros é de 10% ao mês, juros compostos. Após
três meses, essa dívida é
(A) R$ 675,00.
(B) R$ 650,00.
(C) R$ 645,50.
(D) R$ 665,50.
(E) R$ 680,50.

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RESOLUÇÃO:
O enunciado informa que há uma dívida inicial C = 500, que é
corrigida sob o regime de juros compostos, tendo taxa de juros j = 10%
ao mês e período t = 3 meses. Aplicando a fórmula, temos o montante
final:

M = C x (1 + j)t
M = 500 x (1 + 0,10)3
M = 500 x 1,1 x 1,1 x 1,1
M = 500 x 1,21 x 1,1
M = 665,50
Resposta: D

Nos próximos tópicos veremos alguns assuntos mais específicos,


ainda dentro do tema juros compostos, que podem ser bastante
explorados em sua prova.

TAXAS NOMINAIS, EFETIVAS, PROPORCIONAIS,


EQUIVALENTES

Para aplicar corretamente uma taxa de juros compostos, é


importante saber:
- a unidade de tempo sobre a qual a taxa de juros é definida. Isto é, não
adianta saber apenas que a taxa de juros é de “10%”. É preciso saber se
essa taxa é mensal, bimestral, anual etc.
- de quanto em quanto tempo os juros devem ser calculados e seu valor
incorporado no total devido. Este é o período de capitalização. Por
exemplo, se tivermos juros com capitalização semestral, isso quer dizer
que a cada semestre os juros devem ser calculados, e o valor calculado
deve ser acrescido à dívida.
Em regra, a unidade de tempo sobre a qual a taxa de juros é
definida é a mesma do período de capitalização. Ex.: 10% ao mês com

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capitalização mensal (isto é, calculados a cada mês), 12% ao ano com


capitalização anual etc. Quando isso acontece, temos uma taxa de juros
efetiva, isto é, uma taxa de juros que efetivamente corresponde à
realidade da operação. Nestes casos normalmente omite-se a informação
sobre o período de capitalização, dizendo-se apenas “10% ao mês” ou
“12% ao ano”.
Porém podemos ter uma taxa de juros de 10% ao ano com
capitalização semestral. Neste caso, a unidade de tempo sobre a qual a
taxa de juros é definida (ao ano) é diferente do período de capitalização
(a cada semestre). Assim, essa é chamada taxa de juros de nominal, pois
ela precisará ser “adaptada” para então ser utilizada nos cálculos.
Quando temos uma taxa de juros nominal, é preciso obter a taxa
efetiva para só então efetuar os cálculos devidos. Isto é muito simples,
pois basta uma simples divisão, de modo a levar a taxa de juros para a
mesma unidade de tempo da capitalização. Veja alguns exemplos:
- Taxa nominal de 10% ao ano com capitalização semestral: como a taxa
é anual, devemos dividi-la por 2 (pois 1 ano possui 2 semestres) para
chegar à taxa efetiva de 5% ao semestre.
- Taxa nominal de 6% ao semestre com capitalização mensal: basta
dividir a taxa por 6 (afinal temos 6 meses em 1 semestre) para obter a
taxa efetiva de 1% ao mês.

Resumidamente, temos até aqui os seguintes conceitos:


a) Taxa de juros efetiva: é aquela onde o período de capitalização é
igual da unidade temporal da taxa (10% ao ano, com capitalização
anual).
b) Taxa de juros nominal: é aquela onde o período de capitalização é
diferente da unidade temporal da taxa (10% ao ano, com capitalização
bimestral).

Vamos relembrar ainda dois conceitos vistos na aula anterior, que


são importantíssimos na resolução dos exercícios, e que geralmente são

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cobrados juntos dos que acabamos de ver: as taxas de juros equivalentes


e as taxas proporcionais.
Dizemos que duas taxas de juros são equivalentes quando são
capazes de levar o mesmo capital inicial C ao montante final M,
após o mesmo intervalo de tempo. Por exemplo, sabemos que a taxa
de 12% ao ano leva o capital C ao montante final 1,12C após o período
de 1 ano. Existe uma taxa de juros mensal que é capaz de levar o mesmo
capital inicial C ao montante final 1,12C após transcorrido o mesmo
período (1 ano, ou 12 meses). Esta é a taxa mensal que é equivalente à
taxa anual de 12%, motivo pelo qual vamos chamá-la de jeq. Podemos
obtê-la substituindo t = 12 meses e M = 1,12C na fórmula de juros
compostos:

M  C  (1  j eq )t

1,12C  C  (1  j eq )12

1,12  (1  j eq )12
1
1  j eq  1,12 12

1
j eq  1,12  1  0,0095  0,95%
12

Portanto, uma taxa de juros de 0,95% ao mês é equivalente a uma


taxa de juros anual de 12% ao ano, pois ambas levam o mesmo capital
inicial C ao mesmo montante final M após o mesmo período transcorrido.
Tendo uma taxa de juros compostos “j”, é possível obter uma
equivalente “jeq” através da fórmula:
(1  jeq )  (1  j )t
t eq

Em nosso exemplo, teríamos teq = 12 meses, j = 12% ao ano, e t =


1 ano. Portanto:

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(1  jeq )12  (1  12%)1


1
1  jeq  (1,12) 12

1
jeq  (1,12) 12
 1  0, 0095  0,95%am

Obs.: fique tranquilo, pois em sua prova você nunca precisará


calcular algo como à mão.
Veja a seguir um exercício sobre o assunto:

FEPESE – ISS/Criciúma – 2017) A taxa de juros compostos


trimestrais, equivalente à taxa de juros compostos mensais de 3%, é:
a. ( ) Maior que 9,3%.
b. ( ) Maior que 9,25% e menor que 9,3%.
c. ( ) Maior que 9,2% e menor que 9,25%.
d. ( ) Maior que 9% e menor que 9,2%.
e. ( ) Igual a 9%.
RESOLUÇÃO:
Podemos usar a fórmula:
(1 + j)t = (1 + jeq)teq

Temos a taxa de 3%:


(1 + 3%)t = (1 + jeq)teq

No lado esquerdo da igualdade as informações estão em MESES, no


lado direito elas devem estar em TRIMESTRES (pois queremos a taxa
trimestral). Sabemos que teq = 1 trimestre corresponde a t = 3 meses.
Assim, podemos substituir os expoentes:
(1 + 3%)3 = (1 + jeq)1
(1,03)3 = 1 + jeq
1,092727 = 1 + jeq
jeq = 0,092727
jeq = 9,2727% ao trimestre

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Resposta: B

Dizemos ainda que duas taxas de juros são proporcionais


quando guardam a mesma proporção em relação ao prazo. Por
exemplo, 12% ao ano é proporcional a 6% ao semestre, e também é
proporcional a 1% ao mês. Para obter taxas proporcionais com
segurança, basta efetuar uma regra de três simples. Vamos obter a taxa
de juros bimestral que é proporcional à taxa de 12% ao ano:

12% ao ano ----------------------------------- 1 ano


Taxa bimestral ---------------------------------- 2 meses

Substituindo 1 ano por 12 meses, para deixar os valores da coluna


da direita na mesma unidade temporal, temos:

12% ao ano ----------------------------------- 12 meses


Taxa bimestral ---------------------------------- 2 meses

Efetuando a multiplicação cruzada, temos:

12% x 2 = Taxa bimestral x 12


Taxa bimestral = 2% ao bimestre

Quando trabalhamos com juros simples, taxas de juros


proporcionais são também taxas de juros equivalentes. Entretanto, isto
não é verdade no regime de juros compostos, ou seja, taxas
proporcionais não necessariamente são também equivalentes (em regra
elas não são equivalentes).
Veja esta questão:

CESPE – TCE/PE – 2017) A taxa de 24% ao ano é proporcional à taxa


de 2% ao mês.

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RESOLUÇÃO:
Item CORRETO, afinal 2% está para 1 mês assim como 24% está para 12
meses (um ano). As taxas guardam uma proporção em relação aos seus
respectivos prazos.
Resposta: C

EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS

Se temos 100 reais aplicados em um investimento que rende juros


de 10% ao mês, sabemos que estes 100 reais terão se transformado em
110 reais ao final do primeiro mês. Podemos dizer que ter 100 reais hoje
ou 110 daqui a um mês tem o mesmo valor, ou seja, são situações
equivalentes. É por isso que dizemos, neste caso, que o capital C 1 = 100
reais na data de hoje (t = 0) é equivalente ao capital C2 = 110 reais daqui
a 1 mês (t = 1).
Se estivermos tratando de juros compostos, podemos dizer que os
capitais C1 na data t1 e C2 na data t2 são equivalentes se respeitarem a
seguinte igualdade:

C1 C2

(1  j )t1
(1  j )t2
Utilizando o exemplo acima, podemos verificar essa igualdade:
100 110

(1  0,10)0
(1  0,10)1
100 110

1 1,1
100  100
Se estivermos tratando de juros simples, podemos dizer que os
capitais C1 na data t1 e C2 na data t2 são equivalentes se respeitarem a
seguinte igualdade:
C1 C2

(1  j  t1 ) (1  j  t2 )

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Faça este exercício comigo:

ISS/Bauru – 2017) Sobre equivalência de capitais é correto afirmar


que:
A) Dois ou mais valores nominais com datas de vencimento iguais são
equivalentes se trazidos para a mesma data de referência se
manifestarem como valores diferentes.
B) Dois ou mais valores nominais com datas de vencimento diferentes são
equivalentes se trazidos para a mesma data de referência se
manifestarem como valores diferentes.
C) Dois ou mais valores nominais com datas de vencimento diferentes são
equivalentes se trazidos para a mesma data de referência se
manifestarem como valores iguais.
D) Dois ou mais valores nominais com datas de vencimento iguais são
equivalentes se trazidos para a mesma data de referência se
manifestarem como valores reais.
RESOLUÇÃO:
Sabemos que dois capitais, com valores nominais C1 e C2, em
datas t1 e t2, respectivamente, são equivalentes se a seguinte igualdade
se verificar:
C1/(1+j)t1 = C2/(1+j)t2
Assim, é correto dizer que dois capitais são equivalentes se, ao
trazê-los a uma mesma data de referência, os seus valores se igualarem.
Resposta: C

CONVENÇÃO LINEAR E EXPONENCIAL

Em alguns cálculos de juros compostos, podemos ter um prazo de


aplicação não-inteiro, isto é, com uma parte fracionária. Exemplificando,
imagine que pretendemos aplicar 1000 reais à taxa de juros compostos j
= 3% ao mês, pelo período de 5,2 meses. Veja que o tempo de aplicação
possui uma parte inteira (5 meses) e uma parte fracionária (0,2 meses).

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Nesses casos, existem duas formas básicas de se calcular o


montante final: a convenção linear e a convenção exponencial. Vejamos
cada uma delas:

- convenção exponencial: neste caso, basta utilizar diretamente a fórmula


de juros compostos, isto é:

M  C  (1  j )t
M  1000  (1  0,03)5,2

Observe que elevar 1,03 à potência 5,2 não é trivial. Você não
conseguirá efetuar essa conta na prova sem o auxílio de uma calculadora
ou uma tabela. Por esses e outros motivos, geralmente as provas de
concurso solicitam o cálculo através da convenção linear, que vemos a
seguir.

- convenção linear: neste caso, o cálculo é dividido em 2 etapas:


1. Calcular, com a fórmula de juros compostos, o montante
produzido após a parte inteira do prazo de aplicação.
2. Considerando o montante calculado no passo 1 como sendo o
capital inicial C, calcular, com a fórmula de juros simples, o montante
final gerado pela parte fracionária do prazo.
Em nosso exemplo, devemos usar a fórmula de juros compostos
para obter o montante após t = 5 meses (parte inteira):

M  C  (1  j )t
M  1000  (1  0,03)5  1159,27

Aplicar a fórmula de juros simples pelo prazo fracionário (t = 0,2


meses), utilizando o montante acima como sendo o capital inicial:

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M  C  (1  j  t )
M  1159,27  (1 0,03  0,2)  1166,22

Obs.: Se a questão for de juros compostos e não mencionar a


convenção linear, usar a convenção exponencial. O que falamos aqui não
se aplica às questões de juros simples, onde basta aplicar a fórmula
M  C  (1  j  t ) considerando t = 5,2 (isto é, a parte inteira e a

fracionária).

Tente resolver este exercício a seguir:


Atenção: Use a tabela abaixo para resolver as questões da prova DOM
CINTRA – FISCAL ITABORAÍ – 2011.

DOM CINTRA – FISCAL ITABORAÍ – 2011) Um investidor aplicou


R$1.000,00 a juros compostos durante três períodos e meio, a uma taxa
de 18% ao período. Considerando-se a convenção linear para cálculo do
montante, o montante representa, em relação ao capital inicial, uma
variação percentual de:
A) 90%
B) 89%
C) 85%
D) 83%
E) 79%
RESOLUÇÃO:

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Nesta questão foi explicitado que o regime de juros é composto,


mas ainda que isso não fosse dito deveríamos usar juros compostos. Isto
porque se trata de uma questão sobre convenção linear/exponencial, e
não faz sentido falar neste assunto ao tratar de juros simples (pois, como
vimos, em juros simples nós sempre aplicamos a fórmula normal, mesmo
que o prazo seja não-inteiro).
Aqui temos um número não-inteiro de períodos: 3,5 períodos. A
convenção linear nos diz para aplicar juros compostos durante o número
inteiro de períodos (3) e, sobre o montante obtido, aplicar juros simples
pelo tempo restante (0,5 período).
Ao fim dos 3 períodos, temos:

M = 1000 x (1 + 0,18)3
M = 1000 x (1,18)3
M = 1000 x 1,643032 = 1643,032

Para a parte fracionária (0,5 período), vamos utilizar a fórmula de


juros simples, tendo como capital inicial o montante calculado acima:

Mfinal = 1643,032 x (1 + 0,18 x 0,5) = 1790,90

Portanto, o montante (1790,90) é aproximadamente 1,79 vezes o


capital inicial (1000). Isto é, o montante é 79% maior.
Resposta: E
Obs.: veja que calculamos (1 + 0,18)3 através da tabela de fator de
acumulação de capital fornecida, usando i = 18% e n = 3.

TAXAS DE INFLAÇÃO. TAXA REAL E APARENTE.

Quando aplicamos certa quantia em um investimento, ela renderá


juros ao longo do tempo. Isto é, o nosso capital irá crescer. Entretanto,
uma parte deste crescimento é “corroída” pela inflação. Isto é, apesar do

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nosso investimento ter certo rendimento nominal, ou aparente, é preciso


tirar deste valor o que foi corroído pela inflação, restando o rendimento
real.
A fórmula abaixo relaciona o rendimento nominal, ou aparente (ou
taxa de juros nominal/aparente) jn com a taxa de juros real jreal, de
acordo com a taxa de inflação “i”:
(1  jn )
 (1  jreal )
(1  i )

Exemplificando, se a inflação é de 5% ao ano, e o nosso rendimento


foi remunerado à taxa de juros jn = 8% ao ano, então o rendimento real
do investimento foi de:

(1  8%)
 (1  jreal )
(1  5%)
1,08
 (1  jreal )
1,05
1,028  1  jreal
jreal  0,028  2,8%
Portanto, a taxa de juros real do investimento foi de apenas 2,8%,
pois boa parte do rendimento nominal serviu apenas para repor a inflação
do período.
Veja as questões abaixo:

FCC - ISS/Teresina - 2016) Uma aplicação no valor de R$ 25.000,00


por um período de 1 ano permitirá que seja resgatado, no final do período
da aplicação, um montante no valor de R$ 28.730,00. Para que a taxa
real de juros desta aplicação seja no mínimo de 4%, a taxa de inflação
deste ano terá que ser no máximo igual a
(A) 10,92%
(B) 12,00%
(C) 11,20%
(D) 9,80%
(E) 10,50%

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RESOLUÇÃO:
Temos o ganho aparente de 28730 – 25000 = 3730 reais.
Percentualmente, este ganho corresponde a:
3730 / 25000 = 7460 / 50000 = 14920 / 100000 = 14,92%

Esta é a taxa aparente “jn”. Portanto,


(1+jreal) = (1+jn)/(1+i)
(1 + jn) = (1 + jreal) x (1 + i)
(1 + 14,92%) = (1 + 4%) x (1 + i)
1,1492 = 1,04 x (1+i)
1 + i = 1,1492 / 1,04
1 + i = 1,105
i = 0,105
i = 10,5%
Resposta: E

ISS/Bauru – 2017) A taxa de juros real é obtida da seguinte maneira:


A) Expurgando a taxa de inflação da taxa de juros nominal.
B) Somando a taca de juros efetiva com a taxa de inflação.
C) Expurgando a taxa de juros efetiva da taxa de juros nominal.
D) Somando a taxa de juros nominal com a taxa de juros efetiva.
RESOLUÇÃO:
Para obter a taxa de juros real, utilizamos a fórmula:
1 + jreal = (1 + jnominal) / (1 + inflação)

Veja que, para obter a taxa real, nós partimos da taxa nominal e
expurgamos a taxa de inflação. Vale lembrar ainda a fórmula de cálculo
aproximado, que é:
j real = j nominal – inflação
Resposta: A

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TAXAS BRUTA E LÍQUIDA

Imagine que você invista R$1.000 reais em uma aplicação bancária


que, após um ano, paga juros de 20%. Em um primeiro momento, você
acredita que receberá, ao final daquele prazo, o valor de 1.200 reais,
afinal:
M = 1.000 x (1 + 20%) = 1.200 reais

Só depois você descobre que, sobre o seu rendimento, incide


imposto de renda à alíquota de 22,5%. O que significa isso? Veja que
tivemos um rendimento de 200 reais.
e Assim, o imposto de renda é de:
Imposto de renda = 22,5% x 200 = 45 reais

Portanto, ao invés de receber 1.200 reais, você vai receber apenas


1.155 reais, pois 45 reais serão retidos pelo banco para entrega aos
cofres públicos, a título de imposto de renda.
Ou seja, na prática você investiu 1.000 reais e recebeu 1.155 reais
após um ano, ou seja, teve um rendimento de 155 reais.
Percentualmente, o seu rendimento em relação ao valor investido
inicialmente foi de 155 / 1.000 = 15,5% ao ano, e não de 20% ao ano
como prometido pelo banco.
Neste exemplo acima, podemos dizer que a taxa de 20% é
chamada de taxa BRUTA de juros. Já a taxa de 15,5% é chamada de taxa
LÍQUIDA, pois ela é a taxa que você efetivamente percebe após levar em
consideração os encargos tributários (neste caso, o imposto de renda) e
outros encargos financeiros (por exemplo, o banco poderia cobrar uma
taxa de administração).
Portanto, grave essa diferença: a taxa líquida é aquela obtida a
partir da taxa bruta, após a dedução dos encargos aos quais o capital é
submetido.

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RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

Chegou a hora de praticarmos tudo o que trabalhamos nesta aula.


Procure sempre tentar resolver os exercícios antes de ler as minhas
resoluções, ok? E marque aqueles exercícios que geraram maior
dificuldade para que você possa revisá-los posteriormente. Além disso, se
você já está em uma fase mais avançada dos estudos, CRONOMETRE o
tempo gasto, para ter uma ideia se você está dentro do esperado para a
sua prova.

1. CESGRANRIO – Banco do Brasil – 2015) Um cliente fez um


investimento de 50 mil reais em um Banco, no regime de juros
compostos. Após seis meses, ele resgatou 20 mil reais, deixando o
restante aplicado. Após um ano do início da operação, resgatou 36 mil
reais, zerando sua posição no investimento. A taxa semestral de juros
proporcionada por esse investimento pertence a que intervalo abaixo?
Dado 76  8,7
(A) 7,40% a 7,89%
(B) 8,40% a 8,89%
(C) 6,40% a 6,89%
(D) 6,90% a 7,39%
(E) 7,90% a 8,39%
RESOLUÇÃO:
Sendo j a taxa de juros semestral, podemos dizer que após 1
semestre o
montante era:
M = C x (1 + j)t
M = 50.000 x (1 + j)1

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M = 50.000 x (1 + j)

Neste momento, foram retirados 20.000 reais, sobrando:


50.000 x (1+j) – 20.000

Este foi o capital aplicado por mais 1 semestre (até completar o


ano), chegando ao montante final de 36.000 reais (que, ao ser resgatado,
zerou o investimento). Ou seja:
M = C x (1 + j)t
36.000 = [50.000 x (1+j) – 20.000 ] x (1+j)1
a
36.000 = [50.000 + 50.000j – 20.000 ] x (1+j)
36.000 = [30.000 + 50.000j ] x (1+j)
36.000 = 30.000 + 50.000j + 30.000j + 50.000j2
3,6 = 3 + 5j + 3j + 5j2
3,6 = 3 + 8j + 5j2
5j2 + 8j – 0,6 = 0
delta = (-8)2 – 4 x 5 x (-0,6) = 64 + 12 = 76
Portanto,
delta = 76  8,7 –> dado no enunciado
j = [ -(8) ± 8,7 ] / (2×5)

O valor positivo da taxa de juros é dado por:


j = [ -(8) + 8,7 ] / (2×5)
j = 0,7 / 10 = 0,07
j = 7% ao semestre
Resposta: D

2. CESGRANRIO – Banco do Brasil – 2015) Um investimento


rende à taxa de juros compostos de 12% ao ano com capitalização
trimestral. Para obter um rendimento de R$ 609,00 daqui a 6 meses,
deve-se investir, hoje, em reais,
(A) 6.460

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(B) 10.000
(C) 3.138
(D) 4.852
(E) 7.271
RESOLUÇÃO:
A taxa nominal de 12% ao ano com capitalização trimestral
corresponde à taxa efetiva de 12% / 4 = 3% ao trimestre (pois temos 4
trimestres em um ano).

Assim, ficamos com:


2
M = C x (1 + j)t
C + 609 = C x (1 + 3%)2
C + 609 = C x (1,03)2
C + 609 = C x (1,0609)
609 = C x (1,0609) – C
609 = C x (1,0609) – 1 x C
609 = C x (1,0609 – 1)
609 = C x 0,0609
609 / 0,0609 = C
10.000 = C
Resposta: B

3. CESGRANRIO – Banco do Brasil – 2015) Um cliente foi a um


banco tomar um empréstimo de 100 mil reais, no regime de juros
compostos, a serem pagos após 3 meses por meio de um único
pagamento. Para conseguir o dinheiro, foram apresentadas as seguintes
condições:
I - taxa de juros de 5% ao mês, incidindo sobre o saldo devedor
acumulado do mês anterior;
II - impostos mais taxas que poderão ser financiados juntamente com os
100 mil reais. Ao fazer a simulação, o gerente informou que o valor total
de quitação após os 3 meses seria de 117.500 reais. O valor mais

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próximo do custo real efetivo mensal, ou seja, a taxa mensal equivalente


desse empréstimo, comparando o que pegou com o que pagou, é de
(A) [(1,1751/3 - 1) x 100]%
(B) [(1,1931/3 - 1) x 100]%
(C) [(1,051/3 - 1) x 100]%
(D) [(1,1581/3 - 1) x 100]%
(E) [(1,1891/3 - 1) x 100]%
RESOLUÇÃO:
Observe que o cliente pegou um valor inicial de C = 100.000 reais
mas
7
pagou, após t = 3 meses, o valor de M = 117.500 reais. Assim, a taxa de
juros efetivamente praticada (ou custo efetivo) é obtida por:
M = C x (1+j)t
117.500 = 100.000 x (1+j)3
117.500 / 100.000 = (1+j)3
1,175 = (1+j)3
1,1751/3 = 1+j
1,1751/3 – 1 = j

Essa é a taxa de juros no formato decimal. Para escrevê-la na forma


de porcentagem, basta multiplicar por 100%, ficando com:
[(1,1751/3 – 1)x100]% = j
Resposta: A

4. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2015) Uma conta de R$


1.000,00 foi paga com atraso de 2 meses e 10 dias. Considere o mês
comercial, isto é, com 30 dias; considere, também, que foi adotado o
regime de capitalização composta para cobrar juros relativos aos 2
meses, e que, em seguida, aplicou-se o regime de capitalização simples
para cobrar juros relativos aos 10 dias.
Se a taxa de juros é de 3% ao mês, o juro cobrado foi de
(A) R$ 64,08

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(B) R$ 79,17
(C) R$ 40,30
(D) R$ 71,51
(E) R$ 61,96
RESOLUÇÃO:
Para os 2 meses onde houve capitalização composta, temos:
M = C x (1+j)t
M = 1.000 x (1+3%)2
M = 1.000 x (1,03)2
M = 1.000 x 1,0609
M = 1.060,90 reais

Este valor é capitalizado, pelo regime simples, pelos 10 dias


restantes, ou seja, 10/30 = 1/3 de mês. Logo,
Mfinal = 1.060,90 x (1+3%x1/3)
Mfinal = 1.060,90 x (1+1%)
Mfinal = 1.060,90 x (1,01)
Mfinal = 1.071,51 reais

Assim, os juros totalizam 1.071,51 – 1.000 = 71,51 reais.


Resposta: D

5. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2015) Em um período no


qual a inflação acumulada foi de 100%, R$ 10.000,00 ficaram guardados
em um cofre, ou seja, não sofreram qualquer correção.
Nessas condições, houve uma desvalorização dos R$ 10.000,00 de
(A) 1/4
(B) 1/2
(C) 2/3
(D) 3/4
(E) 1
RESOLUÇÃO:

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Veja que temos uma inflação de i = 100%, e o rendimento nominal


(ou aparente) do capital foi jn = 0%, afinal não houve qualquer correção.
Assim, o ganho real é:
(1 + jreal) = (1 + jn) / (1 + i)
(1 + jreal) = (1 + 0%) / (1 + 100%)
(1 + jreal) = 1 / (1 + 1)
(1 + jreal) = 1/2
jreal = 1/2 – 1
jreal = -1/2 = -50%

Portanto, a desvalorização foi de ½, ou de 50% (o sinal negativo


indica desvalorização).
Resposta: B

6. CESGRANRIO - BASA/AM – 2015) Aplicaram-se R$ 2.000,00


em um fundo de investimento, por um ano, que rende à taxa bruta de
18% ao ano. O imposto de renda é de 22,5% sobre o ganho nominal. Em
um ano em que a inflação foi de 7,5%, a taxa real de juros anual obtida
nesse investimento foi de:
(A) 5,5%
(B) 6,5%
(C) 5,0%
(D) 4,5%
(E) 6,0%
RESOLUÇÃO:
O rendimento bruto é de 18% no ano. Como é pago 22,5% deste
rendimento a título de imposto, sobra 100% - 22,5% = 77,5% do
rendimento, ou seja, 77,5% x 18% = 13,95%. Este é o ganho aparente.
Como a inflação foi de 7,5% neste mesmo período, podemos obter a taxa
real lembrando que:
(1 + taxa real) = (1 + taxa aparente) / (1 + inflação)
(1 + taxa real) = (1 + 13,95%) / (1 + 7,5%)

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(1 + taxa real) = (1,1395) / (1,075)


(1 + taxa real) = 1,06
taxa real = 0,06 = 6%
Resposta: E

7. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011)

A taxa efetiva anual de juros correspondente à taxa nominal de 12% ao


ano, capitalizada mensalmente, monta a:
(A) 12,68%
(B) 12,75%
(C) 12,78%
(D) 12,96%
(E) 13,03%
RESOLUÇÃO:
Essa questão é sobre juros simples ou compostos? Esta é uma
dúvida que pode surgir em muitas questões, e você deve estar atento às
dicas que eu vou passar ao longo da aula para facilitar essa identificação.
Nesta questão, saiba que a palavra “capitalizada” já nos remete ao
regime de juros compostos. Isto porque “capitalizar” juros significa
“incluir os juros no capital”, que é exatamente o que acontece no regime
de juros compostos.
Uma vez identificado o regime de juros, veja que temos uma taxa
anual com capitalização mensal. Basta dividi-la por 12 para obter a taxa
efetiva, uma vez que temos 12 meses em 1 ano. Assim, 12% ao ano,
capitalizada mensalmente, corresponde à taxa efetiva de 1% ao mês.

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Para obter o valor da taxa anual equivalente a esta, basta


lembrarmos que, após o mesmo período (1 ano, ou 12 meses) as duas
taxas devem levar o mesmo capital inicial C ao mesmo montante final M:

M  C  (1  j )t  C  (1  jeq ) eq
t

C  (1  1%)12  C  (1  jeq )1

Observe que na fórmula da esquerda temos a taxa mensal (1%) e o


tempo em meses (12), já na da direita temos a taxa anual equivalente
(jeq) e o tempo em anos (1). Cortando a variável C, temos:
(1  1%)12  (1  jeq )
jeq  (1,01)12  1

Para auxiliar as nossas contas, o exercício disse que (1,01)11 =


1,1157. Basta multiplicarmos este valor por 1,01 e teremos (1,01)12:

(1,01)12  1,01  1,1157  1,1268

Assim,
jeq  (1,01)12  1  1,1268  1  0,1268  12,68%a.a.

Resposta: A

8. CESGRANRIO – ANP – 2008) A Empresa Mar Aberto Ltda.


realizou uma aplicação de R$ 10.000,00 pelo prazo de 3 meses, obtendo
uma taxa de juros compostos de 2% ao mês. O valor que a empresa vai
resgatar no vencimento da aplicação, em reais, será
(A) 10.612,08
(B) 10.620,00
(C) 10.822,34
(D) 10.888,34
(E) 10.913,56
RESOLUÇÃO:

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O enunciado nos diz que um capital inicial C = 10000 foi aplicado


pelo prazo t = 3 meses a uma taxa de juros j = 2% ao mês. Note que a
taxa de juros e o prazo já estão na mesma unidade temporal (meses).
Através da fórmula de juros compostos, podemos obter o montante final
M:

M  C  (1  j )t

M  10000  (1  0,02)3

M  10000  (1,02)3
M  10000  (1,02)  (1,02)  (1,02)
M  10000  1,061208
M  10612,08

Portanto, o valor a ser resgatado ao final do prazo de 3 meses é de


R$10.612,08.
Resposta: A

9. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011) A taxa anual equivalente


à taxa composta trimestral de 5% é
(A) 19,58%
(B) 19,65%
(C) 19,95%
(D) 20,00%
(E) 21,55%
RESOLUÇÃO:
Aplicando o capital C ao longo de 1 ano (t = 4 trimestres) à taxa de
5% ao trimestre, temos o seguinte montante:

M  C  (1  j )t  C  (1  0,05)4
M  C  1,2155

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A taxa anual equivalente (jeq), que leva o mesmo capital C ao


montante final Cx1,2155, após o mesmo período (t = 1 ano), é:

M  C  (1  jeq )1
C  1, 2155  C  (1  jeq )1
1, 2155  (1  jeq )1
jeq  0, 2155  21,55%

Note que aqui nós obtemos a taxa equivalente sem recorrer a


fórmulas como aquela (1  jeq )t  (1  j )t , mas apenas utilizando o conceito
eq

de taxas equivalentes. Considero esta a melhor forma de resolver (uma


fórmula a menos para decorar!).
Resposta: E

10. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2014) Um cliente contraiu


um empréstimo, junto a um banco, no valor de R$ 20.000,00, a uma taxa
de juros compostos de 4% ao mês, com prazo de 2 trimestres, contados
a partir da liberação dos recursos. O cliente quitou a dívida exatamente
no final do prazo determinado, não pagando nenhum valor antes disso.
Qual o valor dos juros pagos pelo cliente na data da quitação dessa
dívida?

(A) R$ 5.300,00
(B) R$ 2.650,00
(C) R$ 1.250,00
(D) R$ 1.640,00
(E) R$ 2.500,00

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RESOLUÇÃO:

Temos um empréstimo de valor inicial C = 20.000 reais, com taxa


de juros j = 4% ao mês, e prazo de 2 trimestres, ou seja, t = 6 meses
(pois cada trimestre tem 3 meses). O montante final desta dívida, no final
do prazo, é dado pela fórmula de juros compostos:
M = C x (1 + j)t
M = 20.000 x (1 + 4%)6
M = 20.000 x (1 + 0,04)6
M = 20.000 x (1,04)6

Repare que a tabela fornecida no enunciado disse que o valor


aproximado de (1,04)6 é 1,265. Fazendo essa substituição na equação
acima, temos:
M = 20.000 x 1,265
M = 25.300 reais

Portanto, ao final do prazo a dívida era de R$25.300,00. Portanto, o


valor
dos juros pagos pelo cliente na data da quitação dessa dívida é:
J=M–C
J = 25.300 – 20.000
J = 5.300 reais
Resposta: A

11. CESGRANRIO – BNDES – 2013) Uma pessoa que vive de


rendimentos do mercado financeiro aplicou todos os seus recursos, o que
lhe rendeu um retorno nominal de 20% no ano.
Considerando-se que a inflação da cesta básica foi de 6% nesse mesmo
ano, quantas cestas básicas a mais, em termos percentuais, ela poderá
comprar após o retorno da aplicação?
(A) 12,8%
(B) 13,2%

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(C) 14,0%
(D) 14,8%
(E) 15,0%
RESOLUÇÃO:
Temos um ganho nominal jn = 20%, e inflação i = 6%. Deste modo,
o ganho real é:
(1 + jreal) = (1 + jreal) / (1 + i)
(1 + jreal) = (1 + 20%) / (1 + 6%)
(1 + jreal) = 1,20 / 1,06
1 + jreal = 1,132
jreal = 0,132 = 13,2%

O ganho real reflete justamente o acréscimo de riqueza, portanto


podemos dizer que a pessoa poderá comprar 13,2% cestas básicas a
mais.
Resposta: B

12. CESGRANRIO – LIQUIGAS – 2013) Uma empresa fez uma


aplicação no mercado financeiro de R$ 500,00, pelo prazo de um ano, à
taxa de 10% a.s. sob regime de juros compostos. Qual a taxa de juros,
ao ano, que resultaria no mesmo valor de resgate no mesmo prazo?
(A) 20%
(B) 21%
(C) 22%
(D) 23%
(E) 24%
RESOLUÇÃO:
Queremos saber a taxa anual que equivale a 10% ao semestre.
Podemos obtê-la assim:
(1 + 10%)2 = (1 + jeq)1
1,12 = (1 + jeq)1
1,21 = 1 + jeq

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jeq = 0,21 = 21% ao ano


Resposta: B

13. CESGRANRIO – LIQUIGAS – 2013) Qual a taxa nominal anual,


capitalizada mensalmente, que transforma um investimento de R$
12.000,00 em um montante de R$ 14.520,00 no período de 2 meses?
(A) 10%
(B) 12%
(C) 60%
(D) 120%
(E) 144%
RESOLUÇÃO:
Devemos começar essa questão calculando a taxa efetiva que neste
caso será a uma taxa mensal. Assim:
M = C x (1 + j)t
14520 = 12000 x (1 + j)2
14520 / 12000 = (1 + j)2
1,21 = (1 + j)2

Observe que 1,21 é o mesmo que 1,12. Portanto, podemos


reescrever a igualdade acima:
1,12 = (1 + j)2

Podemos tirar a raiz quadrada dos dois lados da igualdade, ficando


com:
1,1 = 1 + j
j = 1,1 - 1 = 0,1 = 10% ao mês

Portanto, a taxa efetiva será de 10 por cento ao mês. Para obter a


taxa nominal anual, basta multiplicarmos essa taxa por 12 , obtendo
120% ao ano. Veja que esse é o processo inverso do que costumamos

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fazer, pois normalmente é fornecida a taxa nominal anual e, para obter a


taxa efetiva mensal, nós dividimos por 12.
Resposta: D

14. CESGRANRIO – BANCO DA AMAZÔNIA – 2013) As


capitalizações oferecidas por dois fundos de investimento foram simuladas
por uma operadora financeira. A aplicação inicial em ambos os fundos foi
a mesma. Na simulação, a capitalização no primeiro fundo de
investimento durou 48 meses e se deu a juros mensais de 1%, no regime
composto. No segundo fundo de investimento, a capitalização durou 24
meses apenas. A operadora buscava determinar qual deveria ser a taxa
mensal de juros oferecida pelo segundo fundo, em regime composto,
para, ao final dos 24 meses, gerar o mesmo montante gerado pelo
primeiro ao final dos 48 meses.
Essa taxa é de
(A) 2% a.m.
(B) 2,01% a.m.
(C) 2,02% a.m.
(D) 2,1% a.m.
(E) 2,2% a.m.
RESOLUÇÃO:
Precisamos descobrir a taxa que em 24 meses gera o mesmo
montante que a taxa de um por cento ao mês gera em 48 meses. Ou
seja, queremos saber a taxa equivalente. Podemos igualar:
Montante 1 = Montante 2
M1 = M2
C x (1 + 1%)48 = C x (1 + j)24
(1 + 1%)48 = (1 + j)24
(1 + 1%)24x2 = (1 + j)24

Podemos tirar a “raiz de 24º grau” dos dois lados da igualdade


anterior, ficando com:

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(1 + 1%)2 = (1 + j)
1,012 = 1 + j
1,0201 = 1 + j
j = 0,0201 = 2,01% ao mês
Resposta: B

15. CESGRANRIO – BNDES – 2010)

Uma pessoa fez, com o capital de que dispunha, uma aplicação


diversificada: na Financeira Alfa, aplicou R$ 3.000,00 a 24% ao ano, com
capitalização bimestral; na Financeira Beta, aplicou, no mesmo dia, o
restante desse capital a 42% ao semestre, com capitalização mensal. Ao
final de 1 semestre, os montantes das duas aplicações somavam R$
6.000,00. A taxa efetiva de juros da aplicação diversificada no período foi
de
a) 60%
b) 54%
c) 46%
d) 34%
e) 26%
RESOLUÇÃO:
Uma taxa de 24% ao ano, com capitalização bimestral, corresponde
à taxa efetiva de 4% ao bimestre (basta dividir por 6, pois temos 6
bimestres em 1 ano). Ao final de um semestre (3 bimestres), a aplicação
de 3000 reais corresponderá ao montante:
M1 = 3000 x (1 + 4%)3
M1 = 3000 x 1,12 = 3360 reais

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Obs.: o valor de (1 + 4%)3 foi obtido na tabela do enunciado

Como a soma dos dois montantes é de 6000 reais, então o


montante da segunda aplicação é:
M1 + M2 = 6000
3360 + M2 = 6000
M2 = 2640 reais

42% ao semestre, com capitalização mensal, corresponde à taxa


efetiva de 7% ao mês. Logo, o capital inicial desta segunda aplicação foi:
M2 = C2 x (1 + j)t
2640 = C2 x (1 + 7%)6
2640 = C2 x 1,50
C2 = 1760 reais
Obs.: o valor de (1 + 7%)6 foi obtido na tabela do enunciado

Portanto, o capital inicial somava:


C1 + C2 = 3000 + 1760 = 4760 reais

Como este capital chegou ao montante de 6000 reais, os juros


efetivos do período foram:
6000 = 4760 x (1 + j)
j = 26%
Resposta: E

16. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011) A taxa anual equivalente


à taxa composta trimestral de 5% é
(A) 19,58%
(B) 19,65%
(C) 19,95%
(D) 20,00%
(E) 21,55%

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RESOLUÇÃO:
Aplicando o capital C ao longo de 1 ano (t = 4 trimestres) à taxa de
5% ao trimestre, temos o seguinte montante:

M  C  (1  j )t  C  (1  0,05)4
M  C  1,2155

A taxa anual equivalente (jeq), que leva o mesmo capital C ao


montante final Cx1,2155, após o mesmo período (t = 1 ano), é:

M  C  (1  jeq )1
C  1, 2155  C  (1  jeq )1
1, 2155  (1  jeq )1
jeq  0, 2155  21,55%

Note que aqui nós obtemos a taxa equivalente sem recorrer a


fórmulas como aquela (1  jeq )t  (1  j )t , mas apenas utilizando o conceito
eq

de taxas equivalentes. Considero esta a melhor forma de resolver (uma


fórmula a menos para decorar!).
Resposta: E

17. CESGRANRIO – BNDES – 2009) O investimento, que


proporcionou a um investidor obter um montante de R$ 15.000,00
aplicado a uma taxa de juros compostos de 1,5% ao mês, pelo período de
seis meses, em reais, foi
a) 12.222,22
b) 13.718,13
c) 13.761,46
d) 14.061,75
e) 14.138,93
RESOLUÇÃO:

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Temos M = 15000 reais, j = 1,5% ao mês, t = 6 meses, juros


compostos. Assim,
M = C x (1 + j)t
15000 = C x (1 + 1,5%)6

(1 + 1,5%)6 = (1,0152)3 = (1,0302)3 = 1,0933

15000 = C x 1,0933
C = 13719,93 reais

Temos, aproximadamente, o resultado da alternativa B.


Resposta: B

18. CESGRANRIO – BNDES – 2010) Augusto emprestou R$


30.000,00 a César, à taxa de juros de 10% ao mês. Eles combinaram que
o saldo devedor seria calculado a juros compostos no número inteiro de
meses e, a seguir, corrigido a juros simples, com a mesma taxa de juros,
na parte fracionária do período, sempre considerando o mês com 30 dias.
Para quitar a dívida 2 meses e 5 dias após o empréstimo, César deve
pagar a Augusto, em reais,
a) 39.930,00
b) 39.600,00
c) 37.026,00
d) 36.905,00
e) 36.300,00
RESOLUÇÃO:
Veja que temos uma questão sobre convenção linear. Calculando a
juros compostos durante 2 meses (parte inteira do período), temos:
M = 30000 x (1 + 10%)2 = 36300 reais

Calculando a juros simples durante o período fracionário (5 dias, ou


5/30 mês), temos:

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M = 36300 x (1 + 10% x 5/30) = 36300 x (1,01667) = 36905 reais


Resposta: D

19. CESGRANRIO – TJ/RO – 2008) Um capital de R$ 25.000,00,


aplicado por 6 meses, obtém um montante de R$ 28.992,33. A taxa
mensal de juros compostos, aplicada neste caso, foi
(A) 1,137%
(B) 1,933%
(C) 2,005%
(D) 2,222%
(E) 2,500%
RESOLUÇÃO:
Aqui temos um capital inicial C = 25000 aplicado pelo prazo t = 6
meses, obtendo montante M = 28992,33. Assim, na fórmula de juros
compostos temos:
M  C  (1  j )t

28992,33  25000  (1  j )6
28992,33
 (1  j )6
25000
1,15969  (1  j )6

Até aqui a conta é relativamente fácil. Em algumas provas, será


fornecida uma tabela com valores de (1  j )t para diversos valores de j e

de t. Com isso, bastaria encontrar o valor mais próximo de 1,15969 na


tabela e obter o valor de j, dado que t = 6.
Nessa prova isso não aconteceu. Aqui, a “solução” é testar as
alternativas de resposta. Mas não vamos testar qualquer uma. Veja que
1,1596 significa um rendimento de 15,96% de juros. Dividindo por 6,
teríamos aproximadamente 2,66% de juros por mês, se estivéssemos
trabalhando com juros simples. Esta é uma boa aproximação da resposta,
pois o prazo (6 meses) não é muito longo, de modo que juros simples ou

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compostos ficam muito próximos. Vamos testar a alternativa 2,5% (letra


E), que mais se aproxima deste valor:
(1  j )6  (1  2,5%)6  1,025  1,025  1,025  1,025  1,025  1,025  1,1596

Veja que chegamos ao valor que queríamos. Portanto, a taxa de


juros compostos é de j = 2,50%.
Resposta: E

20. CESGRANRIO – CAIXA – 2012) O montante gerado por uma


instituição financeira, em uma aplicação no regime de juros compostos, é
R$ 5.000,00, em 10 meses, ou R$ 5.202,00, em 1 ano. Se a taxa de
juros é constante, o valor aplicado é, em reais, de, aproximadamente,

(A) 1.950
(B) 3.100
(C) 3.400
(D) 3.950
(E) 4.100
RESOLUÇÃO:
Em 10 meses, temos:
M = C x (1 + j)t
5000 = C x (1 + j)10

Em 12 meses (1 ano), temos:


5202 = C x (1 + j)12

Nas duas expressões encontradas podemos isolar C, obtendo:


5000 5202
C 
(1  j )10
(1  j )12

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5000
 (1  j )12  5202
(1  j )10

5000  (1  j ) 2  5202

5202
(1  j ) 2 
5000
(1  j ) 2  1, 0404

Na tabela fornecida, para n = 2, a expressão (1 + i)n é


aproximadamente igual a 1,0404 para i = 2%:

Portanto, a nossa taxa de juros é j = 2% ao mês. O valor aplicado


pode ser obtido da equação:
5000 = C x (1 + j)10
5000 = C x (1 + 2%)10
5000 = C x 1,22
C = 4098,36 reais

Obtivemos, aproximadamente, 4100 reais.


Resposta: E

21. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2011) Uma aplicação financeira é


realizada em período com inflação de 2,5%. Se a taxa real foi de 5,6%, a
taxa aparente da aplicação no período foi de
(A) 3,02%
(B) 3,10%
(C) 8,10%
(D) 8,24%
(E) 8,32%
RESOLUÇÃO:

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Para resolver esta questão, podemos usar a fórmula que relaciona a


taxa nominal (aparente) com a taxa real e a inflação:
(1  jn )
 (1  jreal )
(1  i )

(1  jn )  (1  jreal )  (1  i )

(1  jn )  (1  5,6%)  (1  2,5%)

(1  jn )  1,056  1,025  1,0824


jn  0,0824  8,24%

Resposta: D

22. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2010 ) Um investimento


obteve variação nominal de 15,5% ao ano. Nesse mesmo período, a taxa
de inflação foi 5%. A taxa de juros real anual para esse investimento foi
(A) 0,5%.
(B) 5,0%.
(C) 5,5%.
(D) 10,0%.
(E) 10,5%.
RESOLUÇÃO:
Temos taxa aparente jn = 15,5%, taxa de inflação i = 5%. Logo,

(1  jn )
 (1  jreal )
(1  i )
(1  0,155)
 (1  jreal )
(1  0, 05)

jreal  0,1  10%

Resposta: D

23. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2012 ) Um investimento


rende a taxa nominal de 12% ao ano com capitalização trimestral.
A taxa efetiva anual do rendimento correspondente é, aproximadamente,
(A) 12%
(B) 12,49%

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(C) 12,55%
(D) 13%
(E) 13,43%
RESOLUÇÃO:
Como a taxa nominal é anual e a capitalização é trimestral, basta
dividi-la por 4 (pois temos 4 trimestres em 1 ano) para obter a taxa
efetiva, que é 12% / 4 = 3% ao trimestre.
Agora precisamos obter a taxa anual que EQUIVALE a 3% ao
trimestre. Fazemos isso assim:
(1 + jeq)teq = (1 + j)t
(1 + jeq)1 = (1 + 3%)4
1 + jeq = 1,034
1 + jeq = 1,1255
jeq = 0,1255 = 12,55% ao ano

Resposta: C

24. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2012 ) João tomou um


empréstimo de R$900,00 a juros compostos de 10% ao mês. Dois meses
depois, João pagou R$600,00 e, um mês após esse pagamento, liquidou o
empréstimo.
O valor desse último pagamento foi, em reais, aproximadamente,
(A) 240,00
(B) 330,00
(C) 429,00
(D) 489,00
(E) 538,00
RESOLUÇÃO:
Dois meses após o empréstimo inicial, a dívida era de:
M = 900 x (1 + 10%)2
M = 1089 reais

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Foram pagos 600 reais, sobrando uma dívida de 489 reais. Essa
dívida sofreu mais a correção pelos juros por mais 1 mês, chegando ao
valor de:
M = 489 x (1 + 10%)1
M = 537,90 reais
(aproximadamente 538 reais)

Resposta: E

25. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) Uma loja oferece duas


opções de pagamento aos clientes. A primeira opção é à vista, com
desconto de 5%, e a segunda é a prazo, com dois pagamentos mensais
iguais, sendo o primeiro no ato da compra, e o segundo, um mês após a
compra. A taxa mensal dos juros pagos por quem opta pela compra a
prazo é, de, aproximadamente,
a) 2,5%
b) 5,0%
c) 5,5%
d) 10,0%
e) 11,1%
RESOLUÇÃO:
Suponha que o preço original é 100. Deste modo, pagando a vista
devemos pagar apenas 95 reais (5% de desconto). A prazo, pagamos 2
parcelas de 100 / 2 = 50 reais. A primeira é no ato da compra, de modo
que saímos da loja com uma dívida de 95 – 50 = 45 reais. Após 1 mês
vamos pagar o montante de 50 reais, ou seja,
M = C x (1 + j)t
50 = 45 x (1 + j)1
50 / 45 = 1 + j
1,111 = 1 + j
j = 0,111 = 11,1%
Resposta: E

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26. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) A política de aumento


salarial de uma empresa fez com que, em dez anos, os salários dos seus
funcionários aumentassem nominalmente 274%. Se, nesse mesmo
período, a inflação foi de 87%, o ganho real foi de
a) 87%
b) 100%
c) 187%
d) 200%
e) 215%
RESOLUÇÃO:
Temos o ganho nominal jn = 274% e a inflação i = 87%. O ganho
real é:
(1 + jreal) = (1 + jn) / (1 + i)
(1 + jreal) = (1 + 274%) / (1 + 87%)
(1 + jreal) = (1 + 2,74) / (1 + 0,87)
(1 + jreal) = (3,74) / (1,87)
(1 + jreal) = 2
jreal = 2 – 1
jreal = 1
jreal = 100%
Resposta: B

27. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) Um principal de R$ 600,00


é aplicado, por um ano, a juros compostos de 40% a.a., com
capitalização semestral. Sabendo-se que foi utilizado o regime de
capitalização composta, conclui-se que o montante produzido, após um
ano, em reais, é de
(A) 864,00
(B) 840,00
(C) 784,00
(D) 720,00

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(E) 624,00
RESOLUÇÃO:
A taxa nominal de 40%aa com capitalização semestral corresponde
à taxa efetiva de 40% / 2 = 20% ao semestre, pois temos 2 semestres
em 1 ano. Assim,
M = C x (1 + j)t
M = 600 x (1 + 20%)2
M = 600 x (1,20)2
M = 600 x 1,44
M = 864 reais
Resposta: A

28. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) Aplicaram-se R$ 5.000,00


em um investimento que remunera, além da taxa de inflação, uma taxa
real de juros de 6% ao ano, capitalizados mensalmente. Se, no primeiro
mês, a inflação foi de 1%, o montante dessa aplicação, ao fim do primeiro
mês, em reais, foi de
a) 5.075,25
b) 5.100,30
c) 5.302,50
d) 5.350,00
e) 5.353,00
RESOLUÇÃO:
A taxa nominal de 6%aa, capitalizada mensalmente, corresponde à
taxa efetiva de 6% / 12 = 0,5%am. Essa é a taxa real do investimento.
Como a inflação é i = 1%, a taxa aparente do investimento é:
(1 + jn) = (1 + jreal) x (1 + i)
(1 + jn) = (1 + 0,5%) x (1 + 1%)
(1 + jn) = 1,005 x 1,01
(1 + jn) = 1,01505

Após 1 mês, o capital é corrigido pela taxa aparente, passando a:

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M = 5000 x 1,01505 = 5075,25 reais


Resposta: A

29. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2010) Uma aplicação inicial de


R$10.000,00 à taxa composta de 3% a. m., terá o valor do resgate, ao
fim de 5 meses, em reais, de
(A) 10.323,31
(B) 10.625,36
(C) 10.981,00
(D) 11.273,25
(E) 11.592,74
RESOLUÇÃO:
Temos o montante:
M = C x (1 + j)t
M = 10.000 x (1 + 0,03)5
M = 10.000 x (1,03)5
M = 10.000 x 1,1592
M = 11.592 reais
Resposta: E

30. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2010) Sendo de 40% a variação


do índice de preços em determinado período, a taxa real de uma
aplicação de 70%, nesse mesmo período, é
a) 18,58%
b) 19,12%
c) 20,24%
d) 21,43%
e) 22,75%
RESOLUÇÃO:
O índice de preços, no caso, é a inflação i = 40%. Tivemos taxa
nominal jn = 70% em nosso investimento, de modo que a taxa real é
dada por:

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(1 + jreal) = (1 + jn) / (1 + i)
(1 + jreal) = (1,70) / (1,40)
(1 + jreal) = 1,214
jreal = 0,214
jreal = 21,4%
Resposta: D

31. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2010) Um empréstimo é


contratado pelo prazo de 2 meses à taxa de 3% a.m.. O valor da
comissão percentual a ser cobrada no ato da liberação do dinheiro, para
que a taxa passe a ser de 5% a.m., é
(A) 1,21 %
(B) 1,83 %
(C) 2,00 %
(D) 3,77 %
(E) 3,95 %
RESOLUÇÃO:
Em ambos os casos o cliente vai pegar um empréstimo de valor C e
pagar no final um montante de valor M.
No primeiro caso, a taxa é de 3%, e o montante a ser pago no final
é:
M = C x (1 + j)t
M = C x (1 + 3%)2
M = C x 1,0609

Caso seja cobrada uma comissão de “p” pontos percentuais, o valor


inicialmente contratado pelo cliente será de C + Cxp = C x (1 + p), pois
assim será possível o cliente ficar com o valor C e pagar a comissão cujo
valor é Cxp. Assumindo que a nova taxa será de 5%am, teremos o
montante final:
M = C x (1 + p) x (1 + 5%)2
M = C x (1 + p) x 1,1025

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Para que os montantes finais sejam iguais nos dois casos,


precisamos que:
C x (1 + p) x 1,1025 = C x 1,0609
(1 + p) x 1,1025 = 1,0609
1,1025 + 1,1025p = 1,0609
1,1025 - 1,0609 = 1,1025p
0,0416 = 1,1025p
p = 0,0416 / 1,1025
p = 0,0377
p = 3,77%
Resposta: D

32. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2015) Em dois meses, um capital


inicial de R$100.000,00 foi corrigido duas vezes, por uma mesma taxa
mensal de juros (compostos). Ao final dos dois meses, após a segunda
correção, o valor corrigido era de R$104.040,00.
Ao final do primeiro mês, após a primeira correção, o valor corrigido era
de
(A) R$ 102.000,00
(B) R$ 102.018,00
(C) R$ 102.020,00
(D) R$ 104.000,00
(E) R$ 104.036,00
RESOLUÇÃO:
Temos:
M = C x (1 + j)t
104.040 = 100.000 x (1 + j)2
104.040 / 100.000 = (1 + j)2
1,0404 = (1 + j)2
(1,02)2 = (1 + j)2
1,02 = 1 + j

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j = 1,02 – 1 = 0,02 = 2%am

Apos t = 1 mês temos:


M = C x (1 + j)t
M = 100.000 x (1 + 0,02)1
M = 100.000 x 1,02
M = 102.000 reais
Resposta: A

Fim de aula. Até o próximo encontro! Abraço,

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LISTA DE QUESTÕES DESTA AULA

1. CESGRANRIO – Banco do Brasil – 2015) Um cliente fez um


investimento de 50 mil reais em um Banco, no regime de juros
compostos. Após seis meses, ele resgatou 20 mil reais, deixando o
restante aplicado. Após um ano do início da operação, resgatou 36 mil
==e9a27==

reais, zerando sua posição no investimento. A taxa semestral de juros


proporcionada por esse investimento pertence a que intervalo abaixo?
Dado 76  8,7

(A) 7,40% a 7,89%


(B) 8,40% a 8,89%
(C) 6,40% a 6,89%
(D) 6,90% a 7,39%
(E) 7,90% a 8,39%

2. CESGRANRIO – Banco do Brasil – 2015) Um investimento


rende à taxa de juros compostos de 12% ao ano com capitalização
trimestral. Para obter um rendimento de R$ 609,00 daqui a 6 meses,
deve-se investir, hoje, em reais,
(A) 6.460
(B) 10.000
(C) 3.138
(D) 4.852
(E) 7.271

3. CESGRANRIO – Banco do Brasil – 2015) Um cliente foi a um


banco tomar um empréstimo de 100 mil reais, no regime de juros
compostos, a serem pagos após 3 meses por meio de um único

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pagamento. Para conseguir o dinheiro, foram apresentadas as seguintes


condições:
I - taxa de juros de 5% ao mês, incidindo sobre o saldo devedor
acumulado do mês anterior;
II - impostos mais taxas que poderão ser financiados juntamente com os
100 mil reais. Ao fazer a simulação, o gerente informou que o valor total
de quitação após os 3 meses seria de 117.500 reais. O valor mais
próximo do custo real efetivo mensal, ou seja, a taxa mensal equivalente
desse empréstimo, comparando o que pegou com o que pagou, é de
(A) [(1,1751/3 - 1) x 100]%
(B) [(1,1931/3 - 1) x 100]%
(C) [(1,051/3 - 1) x 100]%
(D) [(1,1581/3 - 1) x 100]%
(E) [(1,1891/3 - 1) x 100]%

4. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2015) Uma conta de R$


1.000,00 foi paga com atraso de 2 meses e 10 dias. Considere o mês
comercial, isto é, com 30 dias; considere, também, que foi adotado o
regime de capitalização composta para cobrar juros relativos aos 2
meses, e que, em seguida, aplicou-se o regime de capitalização simples
para cobrar juros relativos aos 10 dias.
Se a taxa de juros é de 3% ao mês, o juro cobrado foi de
(A) R$ 64,08
(B) R$ 79,17
(C) R$ 40,30
(D) R$ 71,51
(E) R$ 61,96

5. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2015) Em um período no


qual a inflação acumulada foi de 100%, R$ 10.000,00 ficaram guardados
em um cofre, ou seja, não sofreram qualquer correção.
Nessas condições, houve uma desvalorização dos R$ 10.000,00 de

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(A) 1/4
(B) 1/2
(C) 2/3
(D) 3/4
(E) 1

6. CESGRANRIO - BASA/AM – 2015) Aplicaram-se R$ 2.000,00


em um fundo de investimento, por um ano, que rende à taxa bruta de
18% ao ano. O imposto de renda é de 22,5% sobre o ganho nominal. Em
um ano em que a inflação foi de 7,5%, a taxa real de juros anual obtida
nesse investimento foi de:
(A) 5,5%
(B) 6,5%
(C) 5,0%
(D) 4,5%
(E) 6,0%

7. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011)

A taxa efetiva anual de juros correspondente à taxa nominal de 12% ao


ano, capitalizada mensalmente, monta a:
(A) 12,68%
(B) 12,75%
(C) 12,78%
(D) 12,96%
(E) 13,03%

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8. CESGRANRIO – ANP – 2008) A Empresa Mar Aberto Ltda.


realizou uma aplicação de R$ 10.000,00 pelo prazo de 3 meses, obtendo
uma taxa de juros compostos de 2% ao mês. O valor que a empresa vai
resgatar no vencimento da aplicação, em reais, será
(A) 10.612,08
(B) 10.620,00
(C) 10.822,34
(D) 10.888,34
(E) 10.913,56

9. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011) A taxa anual equivalente


à taxa composta trimestral de 5% é
(A) 19,58%
(B) 19,65%
(C) 19,95%
(D) 20,00%
(E) 21,55%

10. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2014) Um cliente contraiu


um empréstimo, junto a um banco, no valor de R$ 20.000,00, a uma taxa
de juros compostos de 4% ao mês, com prazo de 2 trimestres, contados
a partir da liberação dos recursos. O cliente quitou a dívida exatamente
no final do prazo determinado, não pagando nenhum valor antes disso.
Qual o valor dos juros pagos pelo cliente na data da quitação dessa
dívida?

(A) R$ 5.300,00
(B) R$ 2.650,00

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(C) R$ 1.250,00
(D) R$ 1.640,00
(E) R$ 2.500,00

11. CESGRANRIO – BNDES – 2013) Uma pessoa que vive de


rendimentos do mercado financeiro aplicou todos os seus recursos, o que
lhe rendeu um retorno nominal de 20% no ano.
Considerando-se que a inflação da cesta básica foi de 6% nesse mesmo
ano, quantas cestas básicas a mais, em termos percentuais, ela poderá
comprar após o retorno da aplicação?
(A) 12,8%
(B) 13,2%
(C) 14,0%
(D) 14,8%
(E) 15,0%

12. CESGRANRIO – LIQUIGAS – 2013) Uma empresa fez uma


aplicação no mercado financeiro de R$ 500,00, pelo prazo de um ano, à
taxa de 10% a.s. sob regime de juros compostos. Qual a taxa de juros,
ao ano, que resultaria no mesmo valor de resgate no mesmo prazo?
(A) 20%
(B) 21%
(C) 22%
(D) 23%
(E) 24%

13. CESGRANRIO – LIQUIGAS – 2013) Qual a taxa nominal anual,


capitalizada mensalmente, que transforma um investimento de R$
12.000,00 em um montante de R$ 14.520,00 no período de 2 meses?
(A) 10%
(B) 12%
(C) 60%

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(D) 120%
(E) 144%

14. CESGRANRIO – BANCO DA AMAZÔNIA – 2013) As


capitalizações oferecidas por dois fundos de investimento foram simuladas
por uma operadora financeira. A aplicação inicial em ambos os fundos foi
a mesma. Na simulação, a capitalização no primeiro fundo de
investimento durou 48 meses e se deu a juros mensais de 1%, no regime
composto. No segundo fundo de investimento, a capitalização durou 24
meses apenas. A operadora buscava determinar qual deveria ser a taxa
mensal de juros oferecida pelo segundo fundo, em regime composto,
para, ao final dos 24 meses, gerar o mesmo montante gerado pelo
primeiro ao final dos 48 meses.
Essa taxa é de
(A) 2% a.m.
(B) 2,01% a.m.
(C) 2,02% a.m.
(D) 2,1% a.m.
(E) 2,2% a.m.

15. CESGRANRIO – BNDES – 2010)

Uma pessoa fez, com o capital de que dispunha, uma aplicação


diversificada: na Financeira Alfa, aplicou R$ 3.000,00 a 24% ao ano, com
capitalização bimestral; na Financeira Beta, aplicou, no mesmo dia, o
restante desse capital a 42% ao semestre, com capitalização mensal. Ao
final de 1 semestre, os montantes das duas aplicações somavam R$

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6.000,00. A taxa efetiva de juros da aplicação diversificada no período foi


de
a) 60%
b) 54%
c) 46%
d) 34%
e) 26%

16. CESGRANRIO – TRANSPETRO – 2011) A taxa anual equivalente


à taxa composta trimestral de 5% é
(A) 19,58%
(B) 19,65%
(C) 19,95%
(D) 20,00%
(E) 21,55%

17. CESGRANRIO – BNDES – 2009) O investimento, que


proporcionou a um investidor obter um montante de R$ 15.000,00
aplicado a uma taxa de juros compostos de 1,5% ao mês, pelo período de
seis meses, em reais, foi
a) 12.222,22
b) 13.718,13
c) 13.761,46
d) 14.061,75
e) 14.138,93
18. CESGRANRIO – BNDES – 2010) Augusto emprestou R$
30.000,00 a César, à taxa de juros de 10% ao mês. Eles combinaram que
o saldo devedor seria calculado a juros compostos no número inteiro de
meses e, a seguir, corrigido a juros simples, com a mesma taxa de juros,
na parte fracionária do período, sempre considerando o mês com 30 dias.
Para quitar a dívida 2 meses e 5 dias após o empréstimo, César deve
pagar a Augusto, em reais,

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a) 39.930,00
b) 39.600,00
c) 37.026,00
d) 36.905,00
e) 36.300,00

19. CESGRANRIO – TJ/RO – 2008) Um capital de R$ 25.000,00,


aplicado por 6 meses, obtém um montante de R$ 28.992,33. A taxa
mensal de juros compostos, aplicada neste caso, foi
(A) 1,137%
(B) 1,933%
(C) 2,005%
(D) 2,222%
(E) 2,500%

20. CESGRANRIO – CAIXA – 2012) O montante gerado por uma


instituição financeira, em uma aplicação no regime de juros compostos, é
R$ 5.000,00, em 10 meses, ou R$ 5.202,00, em 1 ano. Se a taxa de
juros é constante, o valor aplicado é, em reais, de, aproximadamente,

(A) 1.950
(B) 3.100
(C) 3.400
(D) 3.950
(E) 4.100
21. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2011) Uma aplicação financeira é
realizada em período com inflação de 2,5%. Se a taxa real foi de 5,6%, a
taxa aparente da aplicação no período foi de
(A) 3,02%
(B) 3,10%

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(C) 8,10%
(D) 8,24%
(E) 8,32%

22. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2010 ) Um investimento


obteve variação nominal de 15,5% ao ano. Nesse mesmo período, a taxa
de inflação foi 5%. A taxa de juros real anual para esse investimento foi
(A) 0,5%.
(B) 5,0%.
(C) 5,5%.
(D) 10,0%.
(E) 10,5%.

23. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2012 ) Um investimento


rende a taxa nominal de 12% ao ano com capitalização trimestral.
A taxa efetiva anual do rendimento correspondente é, aproximadamente,
(A) 12%
(B) 12,49%
(C) 12,55%
(D) 13%
(E) 13,43%

24. CESGRANRIO – BANCO DO BRASIL – 2012 ) João tomou um


empréstimo de R$900,00 a juros compostos de 10% ao mês. Dois meses
depois, João pagou R$600,00 e, um mês após esse pagamento, liquidou o
empréstimo.
O valor desse último pagamento foi, em reais, aproximadamente,
(A) 240,00
(B) 330,00
(C) 429,00
(D) 489,00
(E) 538,00

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25. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) Uma loja oferece duas


opções de pagamento aos clientes. A primeira opção é à vista, com
desconto de 5%, e a segunda é a prazo, com dois pagamentos mensais
iguais, sendo o primeiro no ato da compra, e o segundo, um mês após a
compra. A taxa mensal dos juros pagos por quem opta pela compra a
prazo é, de, aproximadamente,
a) 2,5%
b) 5,0%
c) 5,5%
d) 10,0%
e) 11,1%

26. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) A política de aumento


salarial de uma empresa fez com que, em dez anos, os salários dos seus
funcionários aumentassem nominalmente 274%. Se, nesse mesmo
período, a inflação foi de 87%, o ganho real foi de
a) 87%
b) 100%
c) 187%
d) 200%
e) 215%

27. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) Um principal de R$ 600,00


é aplicado, por um ano, a juros compostos de 40% a.a., com
capitalização semestral. Sabendo-se que foi utilizado o regime de
capitalização composta, conclui-se que o montante produzido, após um
ano, em reais, é de
(A) 864,00
(B) 840,00
(C) 784,00
(D) 720,00

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(E) 624,00

28. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2012) Aplicaram-se R$ 5.000,00


em um investimento que remunera, além da taxa de inflação, uma taxa
real de juros de 6% ao ano, capitalizados mensalmente. Se, no primeiro
mês, a inflação foi de 1%, o montante dessa aplicação, ao fim do primeiro
mês, em reais, foi de
a) 5.075,25
b) 5.100,30
c) 5.302,50
d) 5.350,00
e) 5.353,00

29. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2010) Uma aplicação inicial de


R$10.000,00 à taxa composta de 3% a. m., terá o valor do resgate, ao
fim de 5 meses, em reais, de
(A) 10.323,31
(B) 10.625,36
(C) 10.981,00
(D) 11.273,25
(E) 11.592,74

30. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2010) Sendo de 40% a variação


do índice de preços em determinado período, a taxa real de uma
aplicação de 70%, nesse mesmo período, é
a) 18,58%
b) 19,12%
c) 20,24%
d) 21,43%
e) 22,75%

31. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2010) Um empréstimo é


contratado pelo prazo de 2 meses à taxa de 3% a.m.. O valor da

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comissão percentual a ser cobrada no ato da liberação do dinheiro, para


que a taxa passe a ser de 5% a.m., é
(A) 1,21 %
(B) 1,83 %
(C) 2,00 %
(D) 3,77 %
(E) 3,95 %

32. CESGRANRIO – PETROBRAS – 2015) Em dois meses, um capital


inicial de R$100.000,00 foi corrigido duas vezes, por uma mesma taxa
mensal de juros (compostos). Ao final dos dois meses, após a segunda
correção, o valor corrigido era de R$104.040,00.
Ao final do primeiro mês, após a primeira correção, o valor corrigido era
de
(A) R$ 102.000,00
(B) R$ 102.018,00
(C) R$ 102.020,00
(D) R$ 104.000,00
(E) R$ 104.036,00

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GABARITO DAS QUESTÕES

01 D 02 B 03 A 04 D 05 B 06 E 07 A
08 A 09 E 10 A 11 B 12 B 13 D 14 B
15 E 16 E 17 B 18 D 19 E 20 E 21 D
22 D 23 C 24 E 25 E 26 B 27 A 28 A
29 E 30 D 31 D 32 A

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PRINCIPAIS PONTOS DA AULA

Veja a seguir um resumo com os principais conceitos que você


precisa guardar sobre o tema desta aula.

Fórmula que relaciona o montante final (M), o capital


Regime de juros
inicial (C), a taxa de juros (j) e o prazo de aplicação (t)

Juros compostos M  C  (1  j )t

- no regime composto, os juros são capitalizados a cada período

- para um único período (t = 1), juros simples e compostos geram o


mesmo montante. Se temos t > 1, juros compostos geram montante
maior. Se temos t < 1, juros simples rendem mais que juros compostos.

- Taxa de juros nominal: período de capitalização é diferente da unidade


da taxa

- Taxa de juros efetiva: período de capitalização é igual à unidade da taxa

- Taxas equivalentes: levam o mesmo capital inicial C ao mesmo


montante final M após o mesmo período de tempo:
- para juros compostos, temos: (1  jeq )t  (1  j )t
eq

- dois capitais (C1 e C2) em datas distintas (t1 e t2) são equivalentes se,
na mesma data, representarem o mesmo valor:

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Prof. Arthur Lima Aula 01

C1 C2
- juros compostos: 
(1  j ) t1
(1  j )t2

- quando temos prazos fracionários em juros compostos, temos:


- convenção exponencial: basta aplicar a fórmula M = C x (1 +
j)t
- convenção linear: aplicar a fórmula M = C x (1 + j)t,
considerando apenas a parte inteira do prazo. Em seguida,
aplicar o resultado encontrado usando a fórmula de juros
simples, e o prazo restante;

- relação entre as taxas de juros real, nominal/aparente e inflação:


(1  jnominal )
(1  jreal ) 
(1  i )

- para usar logaritmos, lembre-se que:


- logAb = b x logA;
- log(A / B) = logA – logB;

- “sinais” que indicam o regime de juros a ser utilizado:


- taxas médias ou prazos médios  juros simples;
- convenção linear/exponencial, taxas equivalentes, ou com
taxas nominais ou questões envolvendo operações bancárias ou
que forneçam logaritmos  normalmente juros compostos.

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37905668886 - Thiago