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Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Departamento de Engenharia Elétrica

ELE0649 - Tópicos Especiais em Sistemas de Potência II

Docente: Prof. Dr. Max Chianca Pimentel Filho

RELATÓRIO DOS EXPERIMENTOS EFETUADOS DURANTE


A UNIDADE I – MEDIDAS ELÉTRICAS

André Fellipe da Silva

Cris Anne Rodrigues de Araújo

Isabelle Vitória Medeiros dos Santos

Larissa Paloma da Silva Pereira

Wilkeon Moura Ferreira

Natal/RN
2018
1. INTRODUÇÃO

Medir é estabelecer uma relação numérica entre uma grandeza e outra, de mesma
espécie, tomada como unidade. Medidas elétricas só podem ser realizadas com a utilização de
instrumentos medidores, que permitem a quantificação de grandezas cujo valor não poderia
ser determinado através dos sentidos humanos. Denominam-se básicos os instrumentos
destinados à medida das grandezas elétricas básicas: corrente, tensão, potência e energia.
Outras grandezas elétricas – como resistência e capacitância - podem ser determinadas a partir
de adaptações feitas nesses medidores básicos.

Este relatório tem como objetivo apresentar os experimentos realizados no Laboratório


de Eletrotécnica da UFRN, mostrando a fundamentação teórica utilizada para embasamento,
procedimento experimental efetuado e resultados obtidos.

EXPERIMENTO 1 - LEI DE OHM

Pela primeira Lei de Ohm, a corrente elétrica que atravessa um dispositivo qualquer é
sempre diretamente proporcional à diferença de potencial aplicada a esse dispositivo. Para o
caso do gráfico da ddp e da corrente seja retilíneo (Figura 1), a resistência do dispositivo
independerá da variação da ddp, e esse equipamento será conhecimento como ôhmico.

Figura 1 - Corrente versus ddp

Desta forma, sendo a resistência elétrica uma constante, a intensidade da corrente


elétrica cresce proporcionalmente ao valor da tensão aplicada, obedecendo à seguinte
expressão:

𝑉 = 𝑅. 𝐼
Para os valores de tensão e resistência utilizados na teoria, temos que a corrente
esperada no circuito é de

12 𝑉 = 100. 𝐼

𝐼 = 0,12 𝐴

Foi solicitado a montagem do circuito da Figura 2, necessitando de um fonte 12VCC,


um amperímetro, um voltímetro e um resistor de 100Ω.

Figura 2 - Circuito para observar a Lei de Ohm

Com base no princípio de funcionamento do voltímetro, sabendo que este


equipamento possui sua resistência alta, o mesmo deve ser instalado em paralelo com o
resistor, assim como o amperímetro, por possuir sua resistência baixa, deve ser alocado em
série no circuito para que funcione de maneira correta.

Após a montagem, foi medida a corrente do circuito e a tensão, obtendo os seguintes


resultados.

Comparando os resultados medidos com os calculados de acordo com a teoria, temos


Tensão (V) Corrente (A)

Calculado 12 0,12

Medido 14 0,149

Com base na comparação dos resultados obtidos e calculados, conclui-se que o


experimento foi satisfatório visto que as medições estão bem próximas ao que se espera com
base na teoria. A pequena diferença é justificada pela não exatidão dos valores medidos visto
que os aparelhos estão sujeitos a perdas.

EXPERIMENTO 2 – CURVA V X I DE UMA RESISTÊNCIA

Quando aplicamos uma diferença de potencial (ddp) entre as extremidades de um


resistor, fazemos com que uma corrente elétrica flua através do mesmo. Definimos, então, a
resistência do resistor pela razão entre a tensão aplicada e a corrente elétrica que circula.
Matematicamente, temos:

𝑉
𝑅=
𝐼

Nesta equação, R é a resistência cujo valor deseja-se determinar, V é a tensão aplicada


e I, a corrente elétrica através do resistor. Dependendo da natureza do material do qual o
resistor é feito, esta relação ou pode se manter constante ou pode variar. No primeiro caso, a
resistência é constante e dizemos que o resistor é linear. Isto significa que existe uma relação
linear entre a tensão e a corrente no resistor. Então podemos determinar a resistência
experimentalmente, através de medidas de diferentes correntes obtidas em virtude de
diferentes tensões aplicadas, relacionando a resistência ao coeficiente angular da reta obtida
no gráfico V × I.

Os componentes eletrônicos são geralmente caracterizados por suas curva V × I. Para


obter a curva V × I de um componente, neste experimento foi utilizado o circuito da Figura 1.
Nesta Figura, observa-se que há um amperímetro ligado em série com o componente,
medindo a corrente que o atravessa, e um voltímetro ligado em paralelo com o componente,
medindo a tensão em seus terminais. Assim é possível se obter uma curva que relaciona a
tensão e a corrente a que está submetido o componente a ser caracterizado. Vale salientar que
o voltímetro deve ser ligado em paralelo, pois sabemos que a tensão de dois componentes em
paralelo é a mesma, e sua resistência interna deve ser muito alta para que não haja desvio de
corrente – a corrente percorre o caminho mais fácil. Já o amperímetro deve ser ligado em
série, porque ele deve ser percorrido pela mesma corrente elétrica do resistor, e sua resistência
interna deve ser a menor possível para que não afete o valor da corrente.

Figura 1. Circuito para variação de corrente

Para o circuito da Figura 1, a partir de uma análise de malha, considerando que o


potenciômetro aplica resistência nula ao circuito, podemos concluir que:

12 − (100 × 𝐼) − (0 × 𝐼) = 0 ∴ 𝐼 = 0,12 𝐴

𝑉 = 100 × 0,12 = 12𝑉

Como há, no circuito, um potenciômetro, variando o valor da sua resistência e


medindo os valores de corrente e tensão no resistor de 100Ω, é possível obter a curva V × I.

2.1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

O circuito utilizado para efetuar o experimento foi apresentado na Figura 1. Os


materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);
 1 Resistor de 100Ω;
 1 Potenciômetro de 5kΩ;
 1 Amperímetro;
 1 Voltímetro;
 Cabos para ligação.
Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 1, colocando-se o amperímetro em série
com o resistor de 100Ω e o voltímetro em paralelo com o resistor de 100Ω, e em seguida
alimentou-se o circuito com a tensão de 12Vcc. Com o potenciômetro aplicando resistência
nula ao circuito, foi necessário efetuar a leitura de tensão e corrente no resistor de 100Ω.
Posteriormente, efetuou-se a leitura de tensão e corrente no resistor de 100Ω para 10 valores
diferentes de resistência do potenciômetro. Como o potenciômetro utilizado no experimento
foi de 5kΩ, utilizamos valores de resistência de 5kΩ a 0Ω, variando em 500Ω de um valor
para outro. Com os valores de tensão e corrente nas 10 medidas, foi possível construir um
gráfico V × I da resistência.

2.2. RESULTADOS OBTIDOS

Com o potenciômetro aplicando resistência nula ao circuito, a leitura de tensão e


corrente no resistor de 100Ω obtida é apresentada na Tabela 1.

Resistência do Potenciômetro Tensão Medida Corrente Medida


[Ω] [V] [A]
0 13,6 0,14
Tabela 1. Leitura de tensão e corrente no resistor de 100 Ω

Como explicado no item anterior, efetuou-se a leitura de tensão e corrente no resistor


de 100Ω para 10 valores diferentes de resistência do potenciômetro. Como o potenciômetro
utilizado no experimento foi de 5kΩ, utilizamos valores de resistência de 5kΩ a 0Ω, variando
em 500Ω de um valor para outro. Os valores obtidos são apresentados na Tabela 2.

Resistência do Potenciômetro Tensão Medida Corrente Medida


[Ω] [V] [A]
5000 0,4 0,000
4500 0,4 0,010
4000 0,5 0,010
3500 0,5 0,010
3000 0,6 0,010
2500 0,7 0,010
2000 0,9 0,010
1500 1,0 0,010
1000 1,4 0,010
500 2,0 0,030
0 13,6 0,140
Tabela 2. Leitura de tensão e corrente no resistor de 100 Ω

Com as leituras obtidas, foi possível construir um gráfico V × I da resistência. O


gráfico obtido está apresentado na Figura 2.

16.0

14.0
VARIAÇÃO DE TENSÃO [V]

12.0

10.0

8.0

6.0 CURVA V X I
4.0

2.0

0.0

VARIAÇÃO DE CORRENTE [A]

Figura 2. Curva V x I do resistor de 100 Ω

Analisando o gráfico obtido, podemos perceber que o comportamento na curva se


aproxima da linearidade, ou seja, existe uma relação linear entre a tensão e a corrente no
resistor de 100Ω.

2.3. COMPARAÇÃO DE RESULTADOS

Para verificar a qualidade das medições efetuadas no experimento, é necessário


comparar os resultados práticos com os resultados teóricos. A Tabela 3 apresenta a
comparação dos valores teóricos e práticos.

RESULTADOS TEÓRICOS RESULTADOS PRÁTICOS


Resistência do Tensão Corrente Resistência do Tensão Corrente
Potenciômetro Medida Medida Potenciômetro Medida Medida
[Ω] [V] [A] [Ω] [V] [A]
5000 0,2 0,002 5000 0,4 0,000
4500 0,3 0,003 4500 0,4 0,010
4000 0,3 0,003 4000 0,5 0,010
3500 0,3 0,003 3500 0,5 0,010
3000 0,4 0,004 3000 0,6 0,010
2500 0,5 0,005 2500 0,7 0,010
2000 0,6 0,006 2000 0,9 0,010
1500 0,8 0,008 1500 1,0 0,010
1000 1,1 0,011 1000 1,4 0,010
500 2,0 0,020 500 2,0 0,030
0 12,0 0,120 0 13,6 0,140
Tabela 3. Comparação dos Resultados Teóricos e Práticos obtidos no experimento

Ao observar a Tabela 3, podemos perceber que os valores obtidos com as medições


realizadas no experimento divergem um pouco dos valores esperados/teóricos. Isso pode ser
explicado pelo fato de que, como o experimento foi realizado em Corrente Contínua, foi
necessário transformar a tensão alternada em contínua, e nesse processo, a tensão obtida na
fonte CC foi de V=14,4V. Ainda, o resistor utilizado no experimento apresentou R=99,8Ω, e
não exatamente 100Ω.

Outro aspecto relevante que deve ser levado em consideração é o fato de que ao
colocar resistências muito altas no potenciômetro (muito altas em relação ao resistor de
100Ω), é como se houvesse um circuito aberto (resistência infinita). Dessa forma, o valor da
corrente que passa no circuito fica em torno de zero. Logo, não foi possível chegar a
resultados mais precisos a respeito da linearidade do resistor.

EXPERIMENTO 3 – CURVA V X I DE UMA LÂMPADA INCANDESCENTE

A lâmpada incandescente é um dispositivo eléctrico que transforma energia elétrica


em energia luminosa e energia térmica através do efeito Joule. Elas foram os primeiros
modelos que permitiram usar a eletricidade para a geração de luz. Por isso, se consolidaram
durante muito tempo como as mais populares no Brasil e no mundo. Seu princípio de
funcionamento é o mesmo dos resistores: um elemento que oferece certa resistência à
passagem da corrente. No entanto, neste caso, o elemento é um fino filamento de tungstênio
colocado num bolbo de vidro com atmosfera que não contenha oxigênio, e o calor gerado pela
passagem da corrente é suficiente para produzir luz. Neste experimento, podemos admitir que
a lâmpada incandescente utilizada funciona como um resistor, com resistência 𝑅𝑙â𝑚𝑝𝑎𝑑𝑎 =
57,3Ω.
Conforme foi explicado no experimento anterior, quando aplicamos uma diferença de
potencial (ddp) entre as extremidades de um resistor, fazemos com que uma corrente elétrica
flua através do mesmo. Definimos, então, a resistência do resistor pela razão entre a tensão
aplicada e a corrente elétrica que circula. Matematicamente, temos:

𝑉
𝑅=
𝐼

Dependendo da natureza do material do qual o resistor é feito, esta relação ou pode se


manter constante ou pode variar. No primeiro caso, a resistência é constante e dizemos que o
resistor é linear. Isto significa que existe uma relação linear entre a tensão e a corrente no
resistor. Então podemos determinar a resistência experimentalmente, através de medidas de
diferentes correntes obtidas em virtude de diferentes tensões aplicadas, relacionando a
resistência ao coeficiente angular da reta obtida no gráfico V × I.

Para obter a curva V × I de uma lâmpada incandescente, neste experimento foi


utilizado o circuito da Figura 3. Nesta Figura, observa-se que há um amperímetro ligado em
série com a lâmpada, medindo a corrente que a atravessa, e um voltímetro ligado em paralelo
com a lâmpada, medindo a tensão em seus terminais. Assim é possível obter uma curva que
relaciona a tensão e a corrente a que está submetido a lâmpada. Vale salientar que o
voltímetro deve ser ligado em paralelo, pois sabemos que a tensão de dois componentes em
paralelo é a mesma, e sua resistência interna deve ser muito alta para que não haja desvio de
corrente – a corrente percorre o caminho mais fácil. Já o amperímetro deve ser ligado em
série, porque ele deve ser percorrido pela mesma corrente elétrica do resistor, e sua resistência
interna deve ser a menor possível para que não afete o valor da corrente.

Figura 3. Circuito para variação de corrente na lâmpada


Para o circuito da Figura 3, a partir de uma análise de malha, considerando que o
potenciômetro aplica resistência nula ao circuito e que 𝑅𝑙â𝑚𝑝𝑎𝑑𝑎 = 57,3Ω, podemos concluir
que:

12 − (57,3 × 𝐼) − (0 × 𝐼) = 0 ∴ 𝐼 = 0,20942 𝐴

𝑉 = 57,3 × 0,20942 = 12𝑉

Como há, no circuito, um potenciômetro, variando o valor da sua resistência e


medindo os valores de corrente e tensão na lâmpada incandescente, é possível obter a curva V
× I.

3.1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

O circuito utilizado para efetuar o experimento foi apresentado na Figura 3. Os


materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);
 1 Lâmpada Incandescente;
 1 Potenciômetro de 5kΩ;
 1 Amperímetro;
 1 Voltímetro;
 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 3, colocando-se o amperímetro em série


com a lâmpada incandescente e o voltímetro em paralelo com a lâmpada incandescente, e em
seguida alimentou-se o circuito com a tensão de 12Vcc. Com o potenciômetro aplicando
resistência nula ao circuito, foi necessário efetuar a leitura de tensão e corrente na lâmpada
incandescente. Posteriormente, efetuou-se a leitura de tensão e corrente na lâmpada
incandescente para 10 valores diferentes de resistência do potenciômetro. Como o
potenciômetro utilizado no experimento foi de 5kΩ, utilizamos valores de resistência de 5kΩ
a 0Ω, variando em 500Ω de um valor para outro. Com os valores de tensão e corrente nas 10
medidas, foi possível construir um gráfico V × I da lâmpada incandescente.

3.2. RESULTADOS OBTIDOS

Com o potenciômetro aplicando resistência nula ao circuito, a leitura de tensão e


corrente na lâmpada incandescente obtida é apresentada na Tabela 4.
Resistência do Potenciômetro Tensão Medida Corrente Medida
[Ω] [V] [A]
0 13,4 0,23
Tabela 4. Leitura de tensão e corrente na lâmpada incandescente

Como explicado no item anterior, efetuou-se a leitura de tensão e corrente na lâmpada


incandescente para 10 valores diferentes de resistência do potenciômetro. Como o
potenciômetro utilizado no experimento foi de 5kΩ, utilizamos valores de resistência de 5kΩ
a 0Ω, variando em 500Ω de um valor para outro. Os valores obtidos são apresentados na
Tabela 5.

Resistência do Potenciômetro Tensão Medida Corrente Medida


[Ω] [V] [A]
5000 0,4 0,000
4500 0,4 0,010
4000 0,5 0,010
3500 0,5 0,010
3000 0,5 0,010
2500 0,5 0,010
2000 0,5 0,010
1500 0,7 0,010
1000 1,0 0,020
500 1,5 0,030
0 13,4 0,230
Tabela 5. Leitura de tensão e corrente na lâmpada incandescente

Com as leituras obtidas, foi possível construir um gráfico V × I da lâmpada


incandescente. O gráfico obtido está apresentado na Figura 4.
16.0
14.0
TENSÃO MEDIDA [V]
12.0
10.0
8.0
6.0 CURVA V X I
4.0
2.0
0.0
0.000 0.010 0.010 0.010 0.010 0.010 0.010 0.010 0.020 0.030 0.230
CORRENTE MEDIDA [A]

Figura 4. Curva V x I da lâmpada incandescente

Analisando o gráfico obtido, podemos perceber que o comportamento na curva se


aproxima da não-linearidade, ou seja, existe uma relação não-linear entre a tensão e a corrente
na lâmpada incandescente. A não-linearidade de uma lâmpada incandescente se dá pelo efeito
da temperatura. Quando está apagada, a mesma apresenta uma baixa resistência pois o
filamento de tungstênio está frio. À medida que se aplica uma corrente ao filamento, o mesmo
aquece por efeito Joule, o que aumenta a resistividade do metal devido à maior agitação
térmica dos elétrons. Entretanto, neste experimento, ao colocar resistências muito altas no
potenciômetro (muito altas em relação a resistência da lâmpada incandescente), é como se
houvesse um circuito aberto (resistência infinita). Dessa forma, o valor da corrente que passa
no circuito fica em torno de zero. Logo, não foi possível chegar a resultados mais precisos a
respeito da não-linearidade da lâmpada incandescente.

3.3. COMPARAÇÃO DE RESULTADOS

Para verificar a qualidade das medições efetuadas no experimento, é necessário


comparar os resultados práticos com os resultados teóricos. A Tabela 6 apresenta a
comparação dos valores teóricos e práticos.

RESULTADOS TEÓRICOS RESULTADOS PRÁTICOS


Resistência do Tensão Resistência do Tensão
Potenciômetro Medida Corrente Potenciômetro Medida Corrente
[Ω] [V] Medida [A] [Ω] [V] Medida [A]
5000 0,1 0,002 5000 0,4 0,000
4500 0,2 0,003 4500 0,4 0,010
4000 0,2 0,003 4000 0,5 0,010
3500 0,2 0,003 3500 0,5 0,010
3000 0,2 0,004 3000 0,5 0,010
2500 0,3 0,005 2500 0,5 0,010
2000 0,3 0,006 2000 0,5 0,010
1500 0,4 0,008 1500 0,7 0,010
1000 0,7 0,011 1000 1,0 0,020
500 1,2 0,022 500 1,5 0,030
0 12,0 0,209 0 13,4 0,230
Tabela 6. Comparação dos Resultados Teóricos e Práticos obtidos no experimento

Ao observar a Tabela 6, podemos perceber que os valores obtidos com as medições


realizadas no experimento divergem um pouco dos valores esperados/teóricos. Isso pode ser
explicado pelo fato de que, como o experimento foi realizado em Corrente Contínua, foi
necessário transformar a tensão alternada em contínua, e nesse processo, a tensão obtida na
fonte CC foi de V=14,4V.

Outro aspecto relevante que deve ser levado em consideração é o fato de que ao
colocar resistências muito altas no potenciômetro (muito altas em relação a resistência da
lâmpada incandescente), é como se houvesse um circuito aberto (resistência infinita). Dessa
forma, o valor da corrente que passa no circuito fica em torno de zero. Logo, não foi possível
chegar a resultados mais precisos a respeito da não-linearidade da lâmpada incandescente.

EXPERIMENTO 4 – POTÊNCIA EM CIRCUITO CC

A potência elétrica pode ser definida como a quantidade de energia liberada em certo
intervalo de tempo, logo, quanto maior a energia liberada em um menor intervalo de tempo
maior será a potência. A potência elétrica em qualquer circuito é dada pela expressão abaixo,
quando um resistor é submetido a uma ddp e atravessado por uma corrente elétrica

𝑃 = 𝑉. 𝐼

Quando uma corrente elétrica passa por um resistor, este converte energia elétrica em
energia térmica. O resistor dissipa a energia em forma de calor. Assim, a potência total do
sistema diminuiu, culminando no Efeito Joule. Esse efeito é muito aplicado nos aquecedores
em geral, como chuveiro elétrico, o ferro de passar, lâmpadas incandescentes, secador de
cabelos e muitos outros.
Foi solicitado a montagem do circuito da Figura abaixo, em que foi necessário uma
fonte 12VCC, um amperímetro, um voltímetro e um resistor de 100Ω.

Figura 1 - Circuito para observar a Lei de Ohm

Com base no princípio de funcionamento do voltímetro, sabendo que este


equipamento possui sua resistência alta, o mesmo deve ser instalado em paralelo com o
resistor, assim como o amperímetro, por possuir sua resistência baixa, deve ser alocado em
série no circuito para que funcione de maneira correta.

A partir dos valores obtidos, é possível fazer o cálculo da potência dissipada pelo
resistor. Após a montagem, foi medida a corrente do circuito e a tensão, obtendo os seguintes
resultados.

Figura 2 - Tensão medida

Comparando os resultados medidos com os calculados de acordo com a teoria, temos

Tensão (V) Corrente (A)


Calculado 12 0,12
Medido 14 0,149
A partir dos valores de tensão e corrente medidos, pode-se calcular a potência
dissipada pelo resistor.

𝑃 = 𝑉. 𝐼

𝑃 = 12.0,149

𝑃 = 1,788 𝑊

EXPERIMENTO 5 – PRIMEIRA LEI DE KIRCHHOFF

Neste experimento, montou-se o circuito da imagem abaixo:

O objetivo é medir as correntes indicadas.

A tabela abaixo exibe, de acordo com a Primeira Lei de Kirchhoff, os resultados


calculados e obtidos na prática:

Parâmetro Calculado (mA) Prática (mA)


I1 214,29 215,00
I2 120,00 115,00
I0 334,29 330,00
Os resultados estão de acordo com o esperado e nota-se que a Primeira Lei de
Kirchhoff é obedecida, pois I0 = I1 + I2. A minúscula divergência ocorre porque estamos
lidando com valores baixos de corrente e porque os equipamentos apresentam um nível
imensurável de imprecisão.

EXPERIMENTO 6 – SEGUNDA LEI DE KIRCHHOFF


Essa experiência serviu para comprovar na prática a teoria a respeito da Segunda Lei
de Kirchhoff. Temos que essa é chamada de Lei das Malhas, a qual é uma consequência da
conservação de energia, indicando que quando percorremos uma malha em um dado sentido,
a soma algébrica das diferenças de potencial (ddp ou tensão) é igual a zero. O material
utilizado para a experiência foi uma fonte 12VCC, dois voltímetros CC, um amperímetro CC,
um resistor de 56 e resistor de 150, resultando na montagem do circuito abaixo

Temos que ao percorrer a malha do circuito acima, podemos encontrar a corrente que
passa pelo mesmo a partir da Lei de Ohm. Logo, temos que

𝑉 = 𝑅. 𝐼

E com o valor dessa corrente, obtém-se a queda de tensão em cima dos resistores do
circuito. A corrente calculada para o circuito foi I = 0,0583A, logo, podemos calcular a tensão
em cima dos resistores.

Resistor Tensão
56Ω 𝑉1= 3,262V
Calculado 150Ω 𝑉2= 8,738V
56Ω 𝑉1= 5V
Medido 150Ω 𝑉2= 8,9V
No laboratório foi verificado qual a tensão que estava alimentando o circuito, obtendo
o valor de 14V, logo, podemos comprovar que a soma das tensões 𝑉1 e 𝑉2 medidas foi
próxima a tensão da fonte.

𝑉𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 = 5 + 8,9 = 13,9V

Assim como a soma das tensões calculadas resulta em aproximadamente 12V, valor
levado em consideração nos cálculos.

𝑉𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑜 = 3,262 + 8,738 = 12V


EXPERIMENTO 7 – LEIS DE KIRCHHOFF EM CIRCUITO MISTO

Na maioria das vezes, deseja-se descobrir os valores de corrente e de tensão sobre o


componente em um circuito misto, circuito esse que dispõe de componentes eletrônicos
conectados tanto em paralelo quanto em série, associado a uma ou várias fontes de tensão.
Para isso, utiliza-se os conceitos de Lei de Ohm e da Lei de Kirchhoff. Nesse experimento, foi
necessária uma fonte de tensão de 12VCC, dois resistores de 56 ohm, dois resistores de 100
ohm, e resistor de 150 ohm, voltímetro CC e um amperímetro CC, resultando no circuito
abaixo.

Para esse primeiro circuito, foi solicitado calcular as correntes e as tensões sobre cada
um dos resistores. Conforme a teoria da lei das malhas, obteve-se os valores das correntes
calculadas e na prática os valores medidos, a partir dos valores das correntes foi calculada as
tensões, resultando na tabela comparativa abaixo.

Resistor Corrente Corrente Tensão medida Tensão


medida (A) calculada (A) (V) calculada (V)
𝑅1 : 56Ω 0,125 0,1034 6,7 5,8
𝑅2 : 100Ω 0,05 0,0621 7 6,21
𝑅3 : 150Ω 0,075 0,0413 7 6,2

Foi proposta a montagem de um segundo circuito mostrado a seguir


Para essa segunda montagem, foi feita a medição das correntes em cada ramo e das
tensões nos cinco resistores, obtendo a tabela comparativa abaixo

Corrente Corrente Tensão medida Tensão


Resistor
medida (A) calculada (A) (V) calculada (V)
𝑅1 : 56Ω 0,09 0,0765 4,9 4,3
𝑅2 : 100Ω 0,06 0,0459 5 4,6
𝑅3 : 150Ω 0,03 0,0306 5 4,6
𝑅4 : 56Ω 0,06 0,0557 3,5 3,1
𝑅5 : 150Ω 0,03 0,0208 3,5 3,1
Pode-se observar que os valores obtidos estão próximos do esperado de acordo com a
prática, levando em consideração que os instrumentos de medição possuem diferente classes
de exatidão, o que não garante na prática a literalidade dos resultados.

EXPERIMENTO 8 – ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE

Em um circuito elétrico, é possível organizar conjuntos de resistores interligados, o


que comumente se chama de associação de resistores. A associação de resistores é muito
comum em vários sistemas, quando se quer alcançar um nível de resistência em que somente
um resistor não é suficiente. Qualquer associação de resistores será representada por um
Resistor Equivalente, que representa a resistência total dos resistores associados. Há três tipos
de associação: em série, em paralelo e mista. Neste experimento, trataremos apenas da
associação em série.

Em uma associação em série de resistores, o resistor equivalente é igual à soma de


todos os resistores que compõem a associação. A resistência equivalente de uma associação
em série sempre será maior que o resistor de maior resistência da associação. Ainda, a
corrente elétrica que passa em cada resistor da associação é sempre a mesma e a tensão no
gerador elétrico é igual à soma de todas as tensões dos resistores. Dessa forma, a expressão da
resistência equivalente da associação de resistores em série é:

𝑅𝐸𝑄 = 𝑅1 + 𝑅2 + 𝑅3 + ⋯ + 𝑅𝑁

Neste experimento, foram realizados dois exemplos de associação em série: a


associação a dois resistores e a associação a quatro resistores. A Figura 5 apresenta o circuito
da associação série a dois resistores. Nesta Figura, podemos observar a associação em série de
dois resistores, 𝑅1 = 56Ω e 𝑅2 = 150Ω , os quais estão submetidos a uma diferença de
potencial de 12 V em corrente contínua. Calculando a resistência equivalente deste circuito,
obtém-se:

𝑅𝐸𝑄 = 𝑅1 + 𝑅2 = 56 + 150 = 206Ω

Figura 5. Circuito da associação série a dois resistores

A Figura 6 apresenta o circuito da associação série a quatro resistores. Nesta Figura,


podemos observar a associação em série de quatro resistores, 𝑅1 = 56Ω, 𝑅2 = 100Ω, 𝑅3 =
56Ω e 𝑅4 = 150Ω, os quais estão submetidos a uma diferença de potencial de 12 V em
corrente contínua. Calculando a resistência equivalente deste circuito, obtém-se:

𝑅𝐸𝑄 = 𝑅1 + 𝑅2 + 𝑅3 + 𝑅4 = 56 + 100 + 56 + 150 = 362Ω


Figura 6. Circuito da associação série a quatro resistores

8.1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Neste experimento, foram realizados dois exemplos de associação em série: a


associação a dois resistores e a associação a quatro resistores. Para abordar a associação série
de dois resistores, foi utilizado o circuito apresentado na Figura 5. Os materiais utilizados
neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);

 1 Resistor de 56Ω;

 1 Resistor de 150Ω;

 1 Amperímetro;

 1 Voltímetro;

 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 5, colocando-se o amperímetro em série


com os resistores de 56Ω e 150Ω e o voltímetro em paralelo com a fonte de tensão. Em
seguida, alimentou-se o circuito com a tensão de 12Vcc. Com a ligação da fonte de tensão, o
circuito foi energizado, sendo possível assim efetuar as leituras de tensão na fonte e de
corrente absorvida no circuito. A partir dos valores de tensão e corrente medidos, foi possível
calcular a resistência equivalente do circuito.
Para abordar a associação série de quatro resistores, foi utilizado o circuito
apresentado na Figura 6. Os materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);

 2 Resistores de 56Ω;

 1 Resistor de 100Ω;

 1 Resistor de 150Ω;

 1 Amperímetro;

 1 Voltímetro;

 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 6, colocando-se o amperímetro em série


com os resistores de 56Ω, 100Ω e 150Ω e o voltímetro em paralelo com a fonte de tensão. Em
seguida, alimentou-se o circuito com a tensão de 12Vcc. Com a ligação da fonte de tensão, o
circuito foi energizado, sendo possível assim efetuar as leituras de tensão na fonte e de
corrente absorvida no circuito. A partir dos valores de tensão e corrente medidos, foi possível
calcular a resistência equivalente do circuito.

8.2. RESULTADOS OBTIDOS

Para o circuito utilizado na abordagem da associação série a dois resistores, como dito
anteriormente, foram obtidas medições da tensão na fonte e da corrente absorvida no circuito.
Os valores obtidos foram:

 𝑉 = 13,9𝑉
 𝐼 = 0,07𝐴

Com os valores de tensão e corrente, é possível calcular a resistência equivalente do circuito a


partir da Lei de Ohm.

𝑉 13,9
𝑅𝐸𝑄 = = = 198,57Ω
𝐼 0,07

Para o circuito utilizado na abordagem da associação série a quatro resistores, como


dito anteriormente, foram obtidas medições da tensão na fonte e da corrente absorvida no
circuito. Os valores obtidos foram:
 𝑉 = 14,0𝑉
 𝐼 = 0,04𝐴

Com os valores de tensão e corrente, é possível calcular a resistência equivalente do circuito a


partir da Lei de Ohm.

𝑉 14,0
𝑅𝐸𝑄 = = = 350Ω
𝐼 0,04

8.3. COMPARAÇÃO DE RESULTADOS

Para verificar a qualidade das medições efetuadas no experimento, é necessário


comparar os resultados práticos com os resultados teóricos. A Tabela 7 apresenta a
comparação dos valores teóricos e práticos para os dois exemplos de associação em série.

RESISTÊNCIA EQUIVALENTE

VALOR MEDIDO [Ω] VALOR CALCULADO [Ω]

ASSOCIAÇÃO SÉRIE A
198,57 206
DOIS RESISTORES

ASSOCIAÇÃO SÉRIE A
350 362
QUATRO RESISTORES
Tabela 7. Comparação dos Resultados Teóricos e Práticos obtidos no experimento

Ao observar a Tabela 7, podemos perceber que os valores obtidos com as medições


realizadas no experimento condizem com os valores esperados/teóricos. Há uma pequena
divergência, a qual pode ser explicada pelo fato de os resistores utilizados no experimento
apresentaram valores pouco acima do que realmente deveriam apresentar. Por exemplo, na
associação série a dois resistores, os resistores utilizados apresentaram resistências de R=57Ω,
e R=160,5Ω ao invés de R=56Ω e R=150Ω. Entretanto, apesar da pequena diferença, os
resultados obtidos foram bastante satisfatórios e estão dentro do esperado.

EXPERIMENTO 9 – ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO

Os resistores são dispositivos que transformam energia elétrica em energia térmica por
meio do Efeito Joule, dissipando assim a energia produzida por uma fonte de tensão. Quando
colocados nos circuitos elétricos, eles têm o objetivo de limiar a corrente que atravessa o
circuito. Porém, nem sempre se encontra resistor com a resistência desejada, logo, há a
possiblidade de fazer a combinação desses componentes e obter um valor equivalente. Para a
experiência, foi utilizados os seguintes materiais: uma fonte CC, um resistor de 56 ohm, dois
resistores de 100 ohm, um resistor de 150 ohm, voltímetro CC e amperímetro CC, resultando
na montagem do circuito abaixo.

A princípio, é feita a resistência equivalente do circuito para em seguida encontrar a


corrente que passa em cada um dos resistores. Temos que a resistência equivalente será:

1 1 1
= +
𝑅𝑒𝑞 56 100

Logo, a 𝑅𝑒𝑞 = 35,9Ω. A partir da Lei de Ohm, temos que a corrente total será igual a I =
0,1671A, valor esse que deve ser igual a soma das correntes que passam em cada um dos
resistores em paralelo. Com os valores calculados e medidos, foi possível obter a seguinte
tabela.

Resistor Corrente Corrente Tensão medida Tensão


medida (A) calculada (A) (V) calculada (V)
𝑅𝑒𝑞 = 35,9Ω 0,14 0,1671 5,5 6
𝑅2 : 56Ω 0,1 0,107 5,6 6
𝑅3 : 100Ω 0,06 0,06 5,6 6

Para o segundo circuito proposto, mostrado abaixo, foram feitas as mesmas medições
e cálculos, resultando na tabela comparativa de valores.
Resistor Corrente Corrente Tensão medida Tensão
medida (A) calculada (A) (V) calculada (V)
𝑅𝑒𝑞 = 22,46Ω 0,195 0,2671 5,5 6
𝑅1 : 56Ω 0,082 0,1071 4,5 6
𝑅2 : 100Ω 0,055 0,06 4,5 6
𝑅2 : 100Ω 0,055 0,06 4,5 6
𝑅3 : 150Ω 0,03 0,04 4,5 6

Pode-se observar que os valores obtidos estão próximos ao esperado, comprovando na


prática o que diz a teoria sobre a resistência em paralelo. Observa-se que a tensão é a mesma
para todos os resistores e que a corrente é proporcional a resistência de cada resistor, correntes
essas que somando totalizam a corrente total do circuito.

EXPERIMENTO 10 – ASSOCIAÇÃO SÉRIE-PARALELO DE RESISTORES

Inicialmente, montou-se o circuito abaixo:


Associando os resistores, temos uma resistência equivalente de 104,39 Ω. A partir do
circuito montado, medimos valores de tensão e corrente e calculamos a resistência prática do
circuito. A corrente medida foi 0,13 A e a tensão medida foi 13,5 V. Assim, temos uma
resistência equivalente de 103,85 Ω, um valor fenomenal diante das expectativas.

Em seguida, montou-se o seguinte circuito:

Aqui temos uma resistência equivalente de 64,87 Ω. A corrente medida foi 0,17 A e a
tensão medida foi 13,0 V. Assim, temos uma resistência equivalente de 77,47 Ω, um valor
bastante diferente daquele calculado, provavelmente graças à imprecisão dos equipamentos ou
erro humano. Nota-se que a segunda parte do experimento foi um desastre.

EXPERIMENTO 11 – DIVISOR DE CORRENTE

Há aplicações onde é necessário dividir a corrente de uma carga, equilibrando assim a


potência sobre ela. Para esse tipo de situação, existe o divisor de corrente, o qual se refere a
uma técnica de análise utilizada para calcular a corrente que flui em um determinado ramo de
um conjunto de ramos sabendo-se apenas a impedância equivalente presente em cada ramo e
a corrente total que flui por eles. A Figura 7 representa um circuito base para a aplicação do
divisor de corrente. O circuito possui dois resistores em paralelo.
Figura 7. Circuito base para aplicação do divisor de corrente

Considera-se a corrente I como a corrente total do circuito, a qual vem da fonte, e as


correntes 𝐼1 e 𝐼2 como as que fluem nos ramos dos resistores 𝑅1 e 𝑅2 , respectivamente.
Calculando as correntes que fluem nos ramos dos resistores a partir do Divisor de Corrente,
tem-se:

𝑅2
𝐼1 = ×𝐼
𝑅1 + 𝑅2

𝑅1
𝐼2 = ×𝐼
𝑅1 + 𝑅2

Neste experimento, foram utilizados dois circuitos para aplicação do divisor de


corrente: circuito para divisor de corrente a dois resistores e circuito para divisor de corrente a
três resistores. A Figura 8 apresenta o circuito para divisor de corrente a dois resistores. Nesta
Figura, podemos observar a associação em paralelo de dois resistores, 𝑅1 = 56Ω e 𝑅2 =
100Ω, os quais estão submetidos a uma diferença de potencial de 6V em corrente contínua.
Para aplicar o divisor de corrente nos ramos do circuito, é preciso obter a corrente total
absorvida no circuito. Para calcular a corrente total do circuito, é necessário calcular a
resistência equivalente, e em seguida aplicar a Lei de Ohm.

𝑉 6
𝐼𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 = = 56×100 = 0,16714𝐴
𝑅𝐸𝑄
56+100

Com o valor da corrente total do circuito, é possível aplicar o divisor de corrente para calcular
as correntes 𝐼1 e 𝐼2 . Dessa forma:

100
𝐼1 = × 0,16714 = 0,10714𝐴
56 + 100
56
𝐼2 = × 0,16714 = 0,06𝐴
56 + 100
Figura 8. Circuito para divisor de corrente a dois resistores

A Figura 9 apresenta o circuito para divisor de corrente a três resistores. Nesta Figura,
podemos observar a associação mista dos resistores, 𝑅1 = 56Ω, 𝑅2 = 100Ω e 𝑅3 = 150Ω, os
quais estão submetidos a uma diferença de potencial de 12V em corrente contínua. Para
aplicar o divisor de corrente nos ramos do circuito, é preciso obter a corrente total absorvida
no circuito. Para calcular a corrente total do circuito, é necessário calcular a resistência
equivalente, e em seguida aplicar a Lei de Ohm.

𝑉 12
𝐼𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 = = = 0,10345𝐴
𝑅𝐸𝑄 56 + 100×150
100+150

Como o resistor 𝑅1 está em série com a fonte de tensão, a corrente que passa por ele será a
corrente total do circuito. Logo:

𝐼1 = 𝐼𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 = 0,10345𝐴

Com o valor da corrente total do circuito, é possível aplicar o divisor de corrente para calcular
as correntes 𝐼2 e 𝐼3 . Dessa forma:

150
𝐼2 = × 0,10345 = 0,06207𝐴
100 + 150
100
𝐼3 = × 0,10345 = 0,04138𝐴
100 + 150
Figura 9. Circuito para divisor de corrente a três resistores

11.1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Neste experimento, foram realizados dois circuitos para a aplicação do divisor de


corrente: o circuito para divisor de corrente a dois resistores e o circuito para divisor de
corrente a três resistores. Para abordar o circuito para divisor de corrente a dois resistores, foi
utilizado o circuito apresentado na Figura 8. Os materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 6Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);

 1 Resistor de 56Ω;

 1 Resistor de 100Ω;

 1 Amperímetro;

 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 8, colocando-se o amperímetro em série


com a fonte de tensão, e em seguida em série com cada resistor. Como havia disponível
apenas um amperímetro, as medidas de corrente foram realizadas uma por vez. O circuito foi
alimentado com tensão de 6Vcc. Com a ligação da fonte de tensão, o circuito foi energizado,
sendo possível assim efetuar as leituras de corrente absorvida no circuito e nos resistores.

Para abordar o circuito para divisor de corrente a três resistores, foi utilizado o circuito
apresentado na Figura 9. Os materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);
 1 Resistor de 56Ω;

 1 Resistor de 100Ω;

 1 Resistor de 150Ω;

 1 Amperímetro;

 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 9, colocando-se o amperímetro em série


com cada resistor. Como havia disponível apenas um amperímetro, as medidas de corrente
foram realizadas uma por vez. O circuito foi alimentado com tensão de 12Vcc. Com a ligação
da fonte de tensão, o circuito foi energizado, sendo possível assim efetuar as leituras de
corrente absorvida no circuito e nos resistores.

11.2. RESULTADOS OBTIDOS

Para o circuito utilizado na abordagem do divisor de corrente a dois resistores, como


dito anteriormente, foram obtidas medições da corrente absorvida no circuito e nos resistores.
Os valores obtidos foram:

 𝐼𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 = 0,15𝐴
 𝐼1 = 0,10𝐴
 𝐼2 = 0,05𝐴

Para o circuito utilizado na abordagem do divisor de corrente a três resistores, como


dito anteriormente, foram obtidas medições da corrente absorvida no circuito e nos resistores.
Os valores obtidos foram:

 𝐼1 = 𝐼𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿 = 0,12𝐴
 𝐼2 = 0,075𝐴
 𝐼3 = 0,05𝐴

11.3. COMPARAÇÃO DE RESULTADOS

Para verificar a qualidade das medições efetuadas no experimento, é necessário


comparar os resultados práticos com os resultados teóricos. A Tabela 8 apresenta a
comparação dos valores teóricos e práticos para os dois circuitos usados para aplicar o divisor
de corrente.
CORRENTE ELÉTRICA
VALOR MEDIDO VALOR
[A] CALCULADO [A]
DIVISOR DE ITOTAL 0,15 0,16714
CORRENTE A
I1 0,10 0,10714
DOIS
RESISTORES I2 0,05 0,06
DIVISOR DE I1 0,12 0,10345
CORRENTE A
I2 0,075 0,06207
TRÊS
RESISTORES I3 0,05 0,04138
Tabela 8. Comparação dos Resultados Teóricos e Práticos obtidos no experimento

Ao observar a Tabela 8, podemos perceber que os valores obtidos com as medições


realizadas no experimento condizem com os valores esperados/teóricos. Há uma pequena
divergência entre os valores, a qual pode ser explicada pelo fato de os resistores utilizados no
experimento apresentaram valores pouco acima do que realmente deveriam apresentar. Além
disso, as correntes foram calculadas considerando as tensões de 6V e de 12V, entretanto
durante o experimento a fonte de tensão entregou uma tensão maior do que esses valores.
Entretanto, apesar da pequena diferença, os resultados obtidos foram bastante satisfatórios e
estão dentro do esperado.

EXPERIMENTO 12 – DIVISOR DE TENSÃO

O Divisor de Tensão é uma ferramenta importante quando utilizada para analisar


circuitos elétricos com elementos em série. O divisor de tensão apresenta as seguintes
características: a soma da queda de tensão é igual à tensão aplicada; a corrente é a mesma em
qualquer ponto do circuito; a queda de tensão sobre qualquer resistor em um circuito em série
é igual à razão do valor da resistência e da resistência total vezes a tensão aplicada. A Figura
10 representa um circuito base para a aplicação do divisor de tensão. O circuito possui dois
resistores em série.
Figura 10. Circuito base para aplicação do divisor de tensão

Considera-se a corrente I como a corrente total do circuito, a qual vem da fonte de


tensão V, e as tensões 𝑉1 e 𝑉2 como as tensões absorvidas pelos resistores 𝑅1 e 𝑅2 ,
respectivamente. Calculando as tensões absorvidas pelos resistores a partir do Divisor de
Tensão, tem-se:

𝑅1
𝑉1 = ×𝑉
𝑅1 + 𝑅2

𝑅2
𝑉2 = ×𝑉
𝑅1 + 𝑅2

Neste experimento, foram utilizados dois circuitos para aplicação do divisor de tensão:
circuito para divisor de tensão a dois resistores e circuito para divisor de tensão a três
resistores. A Figura 11 apresenta o circuito para divisor de tensão a dois resistores. Nesta
Figura, podemos observar a associação em série de dois resistores, 𝑅1 = 56Ω e 𝑅2 = 100Ω,
os quais estão submetidos a uma diferença de potencial de 12V em corrente contínua. Ao
aplicar o divisor de tensão nos resistores do circuito, obtêm-se:

56
𝑉1 = × 12 = 4,30769𝑉
56 + 100
100
𝑉2 = × 12 = 7,69231𝑉
56 + 100
Figura 11. Circuito para divisor de tensão a dois resistores

A Figura 12 apresenta o circuito para divisor de tensão a três resistores. Nesta Figura,
podemos observar a associação mista dos resistores, 𝑅1 = 56Ω, 𝑅2 = 100Ω e 𝑅3 = 150Ω, os
quais estão submetidos a uma diferença de potencial de 12V em corrente contínua. Para
aplicar o divisor de tensão nos resistores do circuito, inicialmente, é preciso calcular a
resistência equivalente entre os resistores 𝑅2 e 𝑅3 , visto que estes resistores estão dispostos
em paralelo, logo, a tensão sobre eles é a mesma.

100 × 150
𝑅𝐸𝑄 = = 60Ω
100 + 150

Com o valor da resistência equivalente entre os resistores 𝑅2 e 𝑅3 (𝑅𝐸𝑄 ), é possível aplicar o


divisor de tensão para aplicar as tensões 𝑉1, 𝑉2 e 𝑉3 . Dessa forma:

56
𝑉1 = × 12 = 5,79310𝑉
56 + 60
60
𝑉2 = 𝑉3 = × 12 = 6,20690𝑉
56 + 60
Figura 12. Circuito para divisor de tensão a três resistores

12.1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Neste experimento, foram realizados dois circuitos para a aplicação do divisor de


tensão: o circuito para divisor de tensão a dois resistores e o circuito para divisor de tensão a
três resistores. Para abordar o circuito para divisor de tensão a dois resistores, foi utilizado o
circuito apresentado na Figura 11. Os materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);

 1 Resistor de 56Ω;

 1 Resistor de 100Ω;

 1 Voltímetro;

 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 11, colocando-se o voltímetro em paralelo com


cada resistor. Como havia disponível apenas um voltímetro, as medidas de tensão foram
realizadas uma por vez. O circuito foi alimentado com tensão de 12Vcc. Com a ligação da
fonte de tensão, o circuito foi energizado, sendo possível assim efetuar as leituras de tensão
nos resistores.

Para abordar o circuito para divisor de corrente a três resistores, foi utilizado o circuito
apresentado na Figura 12. Os materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);

 1 Resistor de 56Ω;

 1 Resistor de 100Ω;

 1 Resistor de 150Ω;

 1 Voltímetro;

 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 12, colocando-se o voltímetro em paralelo com


cada resistor. Como havia disponível apenas um voltímetro, as medidas de tensão foram
realizadas uma por vez. O circuito foi alimentado com tensão de 12Vcc. Com a ligação da
fonte de tensão, o circuito foi energizado, sendo possível assim efetuar as leituras de tensão
nos resistores.

12.2. RESULTADOS OBTIDOS

Para o circuito utilizado na abordagem do divisor de tensão a dois resistores, como


dito anteriormente, foram obtidas medições da tensão nos resistores. Os valores obtidos
foram:

 𝑉1 = 5,0𝑉
 𝑉2 = 8,9𝑉

As Figuras 13 e 14 ilustram os resultados de tensão obtidos com as medições efetuadas.

Figura 13. Valor de tensão medido no resistor R1=56Ω

Figura 14. Valor de tensão medido no resistor R2=100Ω


Para o circuito utilizado na abordagem do divisor de tensão a três resistores, como dito
anteriormente, foram obtidas medições da tensão nos resistores. Os valores obtidos foram:

 𝑉1 = 6,6𝑉
 𝑉2 = 7,0𝑉
 𝑉3 = 7,0𝑉

As Figuras 15, 16 e 17 ilustram os resultados de tensão obtidos com as medições efetuadas.

Figura 15. Valor de tensão medido no resistor R1=56Ω

Figura 16. Valor de tensão medido no resistor R2=100Ω


Figura 17. Valor de tensão medido no resistor R3=150Ω

12.3. COMPARAÇÃO DE RESULTADOS

Para verificar a qualidade das medições efetuadas no experimento, é necessário


comparar os resultados práticos com os resultados teóricos. A Tabela 9 apresenta a
comparação dos valores teóricos e práticos para os dois circuitos usados para aplicar o divisor
de corrente.
TENSÃO ELÉTRICA
VALOR MEDIDO VALOR
[V] CALCULADO [V]

DIVISOR DE V1 4,30769 5,0


TENSÃO A DOIS
RESISTORES V2 7,69231 8,9
V1 5,79310 6,6
DIVISOR DE
TENSÃO A TRÊS V2 6,20690 7,0
RESISTORES
V3 6,20690 7,0
Tabela 9. Comparação dos Resultados Teóricos e Práticos obtidos no experimento

Ao observar a Tabela 9, podemos perceber que os valores obtidos com as medições


realizadas no experimento condizem com os valores esperados/teóricos. Há uma pequena
divergência entre os valores, a qual pode ser explicada pelo fato de os resistores utilizados no
experimento apresentaram valores pouco acima do que realmente deveriam apresentar. Além
disso, as tensões foram calculadas considerando a tensão na fonte de 12V, entretanto durante
o experimento a fonte de tensão entregou uma tensão maior do que esse valor. Entretanto,
apesar da pequena diferença, os resultados obtidos foram bastante satisfatórios e estão dentro
do esperado.
EXPERIMENTO 13 – TEOREMA DE THÉVENIN

Na prática, há situações em que se deseja determinar a tensão, corrente ou potência


somente em um par de terminais, por exemplo, na carga de um circuito. Nesses casos, onde
não existe necessidade de calcular todas as tensões e correntes em todos os elementos do
circuito, muitas vezes aplica-se o teorema de Thévenin, o qual afirma que “qualquer estrutura
linear ativa pode ser substituída por uma única fonte de tensão 𝑉𝑇𝐻 em série com uma
resistência 𝑅𝑇𝐻 ”.

O Teorema de Thévenin nos permite substituir qualquer malha complexa formada por
componentes lineares e fontes de tensão e/ou corrente em um circuito simplificado. Este
circuito simplificado, por sua vez, é composto de uma única fonte de tensão com uma
impedância em série. No caso de malhas resistivas, teremos uma fonte de tensão em série com
uma resistência. O principal motivo de estudar e aplicar o Teorema de Thévenin é simplificar
a análise de circuitos elétricos. A Figura 18 ilustra o circuito equivalente de Thévenin, onde o
circuito original é resumido a uma única fonte de tensão (Vt) em série com um resistor (Rt). O
valor da tensão de Thévenin é igual ao valor da tensão em circuito aberto, ou seja, com a
carga removida. O valor da resistência de Thévenin é igual ao valor da resistência "vista" do
ponto de vista da carga, com as fontes de tensão substituídas por curto circuitos e as fontes de
corrente substituídas por circuito aberto.

Figura 18. Exemplo de circuito equivalente de Thévenin

Neste experimento, foram utilizados dois circuitos para aplicação do teorema de


Thévenin: circuito misto para análise de Thévenin a três resistores e circuito misto para
análise de Thévenin a quatro resistores. A Figura 19 apresenta o circuito misto para análise de
Thévenin a três resistores.

Figura 19. Circuito misto para análise de Thévenin a três resistores

Nesta Figura, podemos observar a associação mista de três resistores, 𝑅1 = 56Ω, 𝑅2 = 100Ω
e 𝑅3 = 150Ω, os quais estão submetidos a uma diferença de potencial de 12V em corrente
contínua. A carga do circuito é o resistor 𝑅3 . Ao fazer a análise do circuito pelo teorema de
Thévenin, obtém-se:

100
𝑉𝑇𝐻 = × 12 = 7,69231𝑉
56 + 100

56 × 100
𝑅𝑇𝐻 = = 35,9Ω
56 + 100

Com esses valores, é possível montar o circuito equivalente de Thévenin, assim como na
Figura 18, com 𝑉𝑇𝐻 = 7,69231𝑉 , 𝑅𝑇𝐻 = 35,9Ω e 𝑅𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴 = 𝑅3 = 150Ω . Para calcular a
tensão na carga, aplica-se divisor de tensão no circuito equivalente de Thévenin. Com o valor
da tensão na carga, é possível calcular a corrente na carga a partir da lei de Ohm. Dessa
forma:

150
𝑉𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴 = × 7,69231 = 6,20681𝑉
35,9 + 150

6,20681
𝐼𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴 = = 0,04138𝐴
150
A Figura 20 apresenta o circuito misto para análise de Thévenin a quatro resistores.
Nesta Figura, podemos observar a associação mista de três resistores, 𝑅1 = 100Ω , 𝑅2 =
100Ω, 𝑅3 = 100Ω e 𝑅4 = 56Ω, os quais estão submetidos a uma diferença de potencial de
12V em corrente contínua. A carga do circuito é o resistor 𝑅4 .

Figura 20. Circuito misto para análise de Thévenin a quatro resistores

Ao fazer a análise do circuito pelo teorema de Thévenin, podemos observar que ao retirar a
carga do circuito, os terminais ficam em aberto e desse modo não vai passar corrente elétrica
no resistor 𝑅3 = 100Ω. Dessa forma, não se considera o resistor 𝑅3 para o cálculo da tensão
de Thévenin. Por fim, obtêm-se:

100
𝑉𝑇𝐻 = × 12 = 6,0𝑉
100 + 100

100 × 100
𝑅𝑇𝐻 = + 100 = 150Ω
100 + 100

Com esses valores, é possível montar o circuito equivalente de Thévenin, assim como na
Figura 18, com 𝑉𝑇𝐻 = 6,0𝑉, 𝑅𝑇𝐻 = 150Ω e 𝑅𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴 = 𝑅4 = 56Ω. Para calcular a tensão na
carga, aplica-se divisor de tensão no circuito equivalente de Thévenin. Com o valor da tensão
na carga, é possível calcular a corrente na carga a partir da lei de Ohm. Dessa forma:

56
𝑉𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴 = × 6,0 = 1,63107𝑉
150 + 56

1,63107
𝐼𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴 = = 0,02913𝐴
56
13.1. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Neste experimento, foram realizados dois circuitos para a aplicação do teorema de


Thévenin: o circuito misto para análise de Thévenin a três resistores e o circuito misto para
análise de Thévenin a quatro resistores. Para abordar o circuito misto para análise de
Thévenin a três resistores, foi utilizado o circuito apresentado na Figura 19. Os materiais
utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);

 1 Resistor de 56Ω;

 1 Resistor de 100Ω;

 1 Resistor de 150Ω;

 1 Amperímetro;

 1 Voltímetro;

 Cabos para ligação.

Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 19, colocando-se o voltímetro em paralelo com a


carga e o amperímetro em série com a carga. O circuito foi alimentado com tensão de 12Vcc.
Com a ligação da fonte de tensão, o circuito foi energizado, sendo possível assim efetuar as
leituras de tensão e corrente no resistor de carga.

Para abordar o circuito misto para análise de Thévenin a quatro resistores, foi utilizado
o circuito apresentado na Figura 20. Os materiais utilizados neste experimento foram:

 Fonte de tensão de 12Vcc (foi utilizado um transformador para converter a tensão CA


para CC);

 1 Resistor de 56Ω;

 3 Resistores de 100Ω;

 1 Amperímetro;

 1 Voltímetro;

 Cabos para ligação.


Inicialmente, montou-se o circuito da Figura 20, colocando-se o voltímetro em paralelo com a
carga e o amperímetro em série com a carga. O circuito foi alimentado com tensão de 12Vcc.
Com a ligação da fonte de tensão, o circuito foi energizado, sendo possível assim efetuar as
leituras de tensão e corrente no resistor de carga.

13.2. RESULTADOS OBTIDOS

Para o circuito utilizado na análise de Thévenin a três resistores, como dito


anteriormente, foram obtidas medições da tensão e corrente no resistor de carga. Os valores
obtidos foram:

 𝑉𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴(150Ω) = 7,0𝑉
 𝐼𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴(150Ω) = 0,052𝐴

As Figuras 21 e 22 ilustram os resultados de tensão e corrente obtidos com as medições


efetuadas.

Figura 21. Valor de tensão medido no resistor de carga R3=150Ω


Figura 22. Valor de corrente medido no resistor de carga R3=150Ω

Para o circuito utilizado na análise de Thévenin a quatro resistores, como dito


anteriormente, foram obtidas medições de tensão e corrente no resistor de carga. Os valores
obtidos foram:

 𝑉𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴(56Ω) = 1,9𝑉
 𝐼 𝐶𝐴𝑅𝐺𝐴(56Ω) = 0,035𝐴

As Figuras 23 e 24 ilustram os resultados de tensão e corrente obtidos com as medições


efetuadas.

Figura 23. Valor de tensão medido no resistor de carga R4=56Ω


Figura 24. Valor de corrente medido no resistor de carga R4=56Ω

13.3. COMPARAÇÃO DE RESULTADOS

Para verificar a qualidade das medições efetuadas no experimento, é necessário


comparar os resultados práticos com os resultados teóricos. A Tabela 10 apresenta a
comparação dos valores teóricos e práticos para os dois circuitos usados para aplicar o
teorema de Thévenin.

VALOR
VALOR MEDIDO
CALCULADO
ANÁLISE DE
THÉVENIN A 𝑽𝑪𝑨𝑹𝑮𝑨(𝟏𝟓𝟎Ω) 7,0 V 6,20681 V
TRÊS
RESISTORES 𝑰𝑪𝑨𝑹𝑮𝑨(𝟏𝟓𝟎Ω) 0,052 A 0,04138 A

ANÁLISE DE
THÉVENIN A 𝑽𝑪𝑨𝑹𝑮𝑨(𝟓𝟔Ω) 1,9 V 1,63107 V
QUATRO
RESISTORES 𝑰𝑪𝑨𝑹𝑮𝑨(𝟓𝟔Ω) 0,035 A 0,02913 A
Tabela 10. Comparação dos Resultados Teóricos e Práticos obtidos no experimento

Ao observar a Tabela 10, podemos perceber que os valores obtidos com as medições
realizadas no experimento condizem com os valores esperados/teóricos. Há uma pequena
divergência entre os valores, a qual pode ser explicada pelo fato de os resistores utilizados no
experimento apresentaram valores pouco acima do que realmente deveriam apresentar. Além
disso, as tensões foram calculadas considerando a tensão na fonte de 12V, entretanto durante
o experimento a fonte de tensão entregou uma tensão maior do que esse valor. Entretanto,
apesar da pequena diferença, os resultados obtidos foram bastante satisfatórios e estão dentro
do esperado.

EXPERIMENTO 20 – IMPEDÂNCIA CAPACITIVA EQUIVALENTE

Foram montados dois circuitos diferentes nesta prática. O primeiro está ilustrado
abaixo:

Percebe-se na imagem que tem-se quatro parâmetros do circuito sendo medidos:


tensão, corrente, frequência e fator de potência na carga, sendo o último indicado pelo ângulo
da impedância equivalente da associação em série dos resistores em série com o paralelo dos
capacitores. A tabela a seguir exibe cada um dos parâmetros medidos em comparação com os
calculados:

Parâmetro Calculado Medido


Tensão (V) 220,00 219,00
Corrente (A) 0,95 0,90
Frequência (Hz) 60* 60
Fator de Potência 0,65 capacitivo (-49,69º) 0,60 capacitivo (-53,13º)**
(Defasagem)
* Frequência conhecida da rede.

** Defasagem calculada a partir do fator de potência medido.


O ângulo visto acima indica a defasagem entre a tensão e corrente elétrica, permitindo
o esboço de um diagrama fasorial. Admite-se que a tensão tem fase 0º para traçar o diagrama
abaixo:

Como o fasor da tensão tem magnitude muito maior do que o da corrente, ele aqui foi
normalizado utilizando como base 220 V, o que não é prejudicial, considerando que o objetivo
é exibir a defasagem entre os fasores. Além disso, os valores das correntes estão ilustrados em
ampere.

Em seguida, montou-se o circuito abaixo:

Os parâmetros medidos são os mesmos. Nota-se que agora que o fator de potência na
carga é indicado pelo ângulo da impedância equivalente da associação em paralelo dos
resistores em série com o paralelo dos capacitores. A tabela a seguir exibe cada um dos
parâmetros medidos em comparação com os calculados:

Parâmetro Calculado Medido


Tensão (V) 220,00 219,00
Corrente (A) 1,10 1,00
Frequência (Hz) 60* 60
Fator de Potência 0,66 capacitivo (-48,52º) 0,60 capacitivo (-53,13º)**
(Defasagem)
* Frequência conhecida da rede.

** Defasagem calculada a partir do fator de potência medido.

O diagrama fasorial está ilustrado abaixo:

EXPERIMENTO 21 – IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE DE CIRCUITO SÉRIE

Foi montado um circuito nesta prática. Ele está ilustrado abaixo:

O objetivo aqui é o mesmo da prática anterior, então não vamos nos delongar muito. A tabela
a seguir exibe cada um dos parâmetros medidos em comparação com os calculados:

Parâmetro Calculado Medido


Tensão (V) 220,00 219,00
Corrente (A) 1,03 0,85
Frequência (Hz) 60* 60
Fator de Potência 0,70 capacitivo (-45,41º) 0,60 capacitivo (-53,13º)**
(Defasagem)
* Frequência conhecida da rede.

** Defasagem calculada a partir do fator de potência medido.

A seguir, o diagrama fasorial:

Os resultados estão de acordo com o esperado, porém com uma discrepância mais
acentuada que a anterior. É possível inferir que o amperímetro utilizado está com sua precisão
levemente comprometida.

Segue a tabela de comparação das impedâncias equivalentes:

Parâmetro Circuito RLC Série


Impedância Equivalente 150 – j152,16
Teórica (Ω)
Impedância Equivalente Prática 154,59 – j206,12
(Ω)

Os resultados das impedâncias são satisfatórios.


É perceptível que os resultados são coerentes e que os dois circuitos montados não diferem
muito no que diz respeito a impedância equivalente, mesmo um sendo uma associação em
série e o outro em paralelo.

Optamos por não escrever aqui o desenvolvimento do cálculo da impedância


equivalente do circuito porque digitar as fórmulas no Word ou em LaTeX é um exercício
maçante. A tabela a seguir exibe numericamente a diferença entre as impedâncias
equivalentes. A teórica é feita pela associação das impedâncias e a prática é feita a partir dos
valores de tensão, corrente e fator de potência medidos.

Parâmetro Circuito Série* Circuito Paralelo*


Impedância Equivalente 150,00 – j176,84 131,62 – j148,88
Teórica (Ω)
Impedância Equivalente Prática 146,00 – j194,67 131,40 – j175,20
(Ω)
* Denominação da apostila, não nossa.

Como pode-se observar, os valores obtidos são extremamente satisfatórios.

EXPERIMENTO 22 – IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE DE CIRCUITO PARALELO

Foi montado um circuito nesta prática. Ele está ilustrado abaixo:


O objetivo aqui é o mesmo da prática anterior, então não vamos nos delongar muito. A
tabela a seguir exibe cada um dos parâmetros medidos em comparação com os calculados:

Parâmetro Calculado Medido


Tensão (V) 220,00 219,00
Corrente (A) 1,56 1,50
Frequência (Hz) 60* 60
Fator de Potência 0,99 indutivo (5,86º) 1 (0)**
(Defasagem)
* Frequência conhecida da rede.

** Defasagem calculada a partir do fator de potência medido.

A seguir, o diagrama fasorial:

Os resultados estão de acordo com o esperado. As grandezas estão praticamente em fase.


Assim, pode-se raciocinar que os valores dos capacitores e dos indutores estão produzindo
impedâncias complexas que, nesta frequência, praticamente se anulam. O gráfico com o zoom
foi feito apenas para ilustrar a minúscula diferença entre as correntes.

Segue a tabela de comparação das impedâncias equivalentes:

Parâmetro Circuito RLC Paralelo


Impedância Equivalente 140,23 + j14,39
Teórica (Ω)
Impedância Equivalente Prática 146,00 + j0,00
(Ω)
Os resultados são extremamente satisfatórios.

EXPERIMENTO 23 – IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE DE CIRCUITO MISTO

Foi montado um circuito nesta prática. Ele está ilustrado abaixo:

O objetivo aqui é o mesmo da prática anterior, então não vamos nos delongar muito. A
tabela a seguir exibe cada um dos parâmetros medidos em comparação com os calculados:

Parâmetro Calculado Medido


Tensão (V) 220,00 225,00
Corrente (A) 0,85 0,80
Frequência (Hz) 60* 60
Fator de Potência 0,66 capacitivo (-48,7º) 0,6 capacitivo (-53,13º)**
(Defasagem)
* Frequência conhecida da rede.
** Defasagem calculada a partir do fator de potência medido.

A seguir, o diagrama fasorial:

Os resultados estão de acordo com o esperado. Os fasores diferem provavelmente


graças à precisão dos equipamentos e do fator humano para análise das medidas analógicas.

Segue a tabela de comparação das impedâncias equivalentes:

Parâmetro Circuito RLC Misto


Impedância Equivalente 170,69 – j194,27
Teórica (Ω)
Impedância Equivalente Prática 168,75 – j225,00
(Ω)

Os resultados são satisfatórios.

EXPERIMENTO 24 – MEDIÇÃO DE POTÊNCIA EM CIRCUITO MONOFÁSICO

Esse experimento possibilitou aferir a potência elétrica total de uma carga resistiva e
indutiva de acordo com o circuito ilustrado abaixo.
Figura 1 - Experimento nº 25

Com uma análise prévia de circuitos elétricos, tem-se os resultados esperados


descritos a seguir:
Com uma frequência de 60 Hz:
𝑋𝐿 = 2𝜋𝑓𝐿 = 2 ∗ 𝜋 ∗ 60 ∗ 300 ∗ 10−3 = 113,097 Ω
𝑍 = 𝑅 + 𝑗𝑋𝐿 = 150 + 𝑗113.097 = 187.86 ∡ 37.016 Ω
Com V = 220V, a corrente esperada é de:
𝑉 220
𝐼= = = 1.17 𝐴
𝑍 187.86
O fator de potência é dado pelo ângulo do fator de potência, então:
𝜑 = cos 37.016 = 0.8 𝑖𝑛𝑑
Então, o valor esperado para a potência é:
𝑃 = 𝑉 ∗ 𝐼 ∗ cos 𝜑 = 220 ∗ 1.17 ∗ 0.8 ≅ 206 𝑊
Experimentalmente foram encontrados os seguintes valores, todos próximos do
esperado:

Tensão (V) Corrente (A) FP Potência (W)


Valor esperado 220 1,17 0,8 206
Valor experimental 229 1,07 0,85 200
Figura 2 – Medições referentes ao experimento 25

EXPERIMENTO 25 – CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA EM CIRCUITO


MONOFÁSICO

O experimento 26 possibilitou o uso do de capacitores para aumentar o fator de


potência e reduzir a corrente total do circuito.

Para realizar a correção do fator de potência de acordo com o valor regulatório


mínimo de 0.92, será necessário calcular qual a potência reativa do capacitor:
Sem capacitor:
𝑄0 = 206.1 ∗ tan 37.016 = 155.397 𝑉𝑎𝑟
Calculando o novo valor da potência reativa de acordo com o fator de potência de
0.92:
𝜑 = cos −1 0.92 = 23.07 °
Com isso:
𝑄1 = 𝑃 ∗ tan 𝜑 = 206,1 ∗ tan 23,07 = 87.74 𝑉𝑎𝑟
Calculando o capacitor:
𝑄𝑐𝑎𝑝 = 𝑄0 − 𝑄1 = 155.397 − 87.74 = 67.657 𝑉𝑎𝑟
Então:
𝑉2 𝑄𝑐 65.657
𝑄𝑐 = = 𝑤 ∗ 𝐶 ∗ 𝑉2 → 𝐶 = 2
= = 3.598 𝑢𝐹
𝑋𝐶 𝑤∗𝑉 377 ∗ 2202

Para elevar o fator de potência para o nível mínimo requisitado, é necessário incluir um
capacitor de no mínimo 3.6 uF. No laboratório colocado dois capacitores de 10uF em série
para chegar ao valor próximo de 5uF. Com isso, o fator de potência foi elevado para 0.97 ind.

Figura 3 – Medições de corrente e FP do experimento 26

EXPERIMENTO 26 – MÉTODO DOS DOIS WATTÍMETROS

O experimento 27 permitiu a aplicação prática do método de medição de potência


trifásica utilizando dois wattímetros.
Figura 4 - Experimento nº 27

Como a carga é trifásica e equilibrada e montado em estrela. Fazendo o circuito


monofásico equivalente, temos:
𝑋𝐿 = 2 ∗ 𝜋 ∗ 𝑓 ∗ 𝐿 = 2 ∗ 𝜋 ∗ 60 ∗ 300 ∗ 10−3 = 113,097 Ω
𝑍𝑓𝑎𝑠𝑒 = 150 + 𝑗113.097 = 187.86 ∡ 37.016 Ω
220
𝑉𝑓𝑎𝑠𝑒 = = 127,01𝑉
√3
𝑉𝑓𝑎𝑠𝑒 127,01
𝐼𝑓𝑎𝑠𝑒 = = = 0,676 𝐴
𝑍𝑓𝑎𝑠𝑒 187,86
Com isso, a potência trifásica total é:
𝑃3𝐹 = 3 ∗ 𝑉𝑓𝑎𝑠𝑒 ∗ 𝐼𝑓𝑎𝑠𝑒 = 3 ∗ 127,01 ∗ 0,676 = 257,58 𝑊
Com o método dos dois wattímetros a potência total se dá pela soma da potência
mostrada pelos dois wattímetros.
Potência ativa total (W)
Valor esperado 257,58
Valor experimental 260

Figura 5 – Wattímetros referente a experiência 27

EXPERIÊNCIA 27 – ANÁLISE DA POTÊNCIA EM CIRCUITO TRIFÁSICO

Para o experimento 28, foi analisado a potência elétrica em um circuito trifásico. A


carga trifásica imposta possui ligação em estrela, com 1 resistor de 100 Ω em série com um
indutor de 300 mH em cada ramo. Abaixo se encontra um exemplo do diagrama de
montagem.
Figura 6 – Diagrama referente a experiência.

Com as condições já expostas, temos:


𝑋𝐿 = 2 ∗ 𝜋 ∗ 𝑓 ∗ 𝐿 = 2 ∗ 𝜋 ∗ 60 ∗ 300 ∗ 10−3 = 113,097 Ω
𝑍𝑓𝑎𝑠𝑒 = 100 + 𝑗113.097 = 150.97 ∡ 48.52 Ω
220
𝑉𝑓𝑎𝑠𝑒 = = 127,01𝑉 ; 𝜑 = cos 48.52 = 0.662 𝑖𝑛𝑑
√3

𝑉𝑓𝑎𝑠𝑒 127,01
𝐼𝑓𝑎𝑠𝑒 = = = 0,841 𝐴
𝑍𝑓𝑎𝑠𝑒 150.97

A corrente em cada uma das fases, devido à natureza da carga, deve ser cerca de
0.841A.

Ia Ib Ic Van Vbn Vcn P3F (W)


Valor esperado 0.841 0.841 0.841 127.01 127.01 127.01 212,135
Valor experimental 0.780 0.778 0.781 135 133 130 200
Figura 7 – Correntes em cada uma das fases.

EXPERIMENTO 28 – MEDIÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA EM CARGAS


TRIFÁSICAS EQUILIBRADAS

Foi montado um circuito nesta prática. Ele está ilustrado abaixo:

A carga trifásica é composta por uma ligação Y, onde cada ramo contém um resistor
de 150 Ω e um indutor de 300 mH ligados em série. Assim, temos uma carga equilibrada.
O objetivo aqui é realizar as medições dos parâmetros medidos pelos equipamentos de
medição indicados na figura. A tabela a seguir exibe cada um dos parâmetros medidos em
comparação com os calculados:

Parâmetro Calculado Medido


Tensão VRN (V) 127,00 127,00
Tensão VSN (V) 127,00 127,00
Tensão VTN (V) 127,00 127,00
Corrente IRS (A) 0,68 0,70
Corrente IST (A) 0,68 0,65
Corrente ITR (A) 0,68 0,65
Wattímetro R (W) 147,61 125,00
Wattímetro T (W) 58,06 70,00
Potência Ativa (W) 205,67 195,00*
Potência Reativa (var) 155,09 141,93*
Potência Aparente (VA) 257,59 247,68*
Fator de Potência 0,80 indutivo (37,02º) 0,80 indutivo (37,02º)*
* Valores calculados a partir das medições.

A seguir, o triângulo de potências do circuito calculado:

Além disso, temos o triângulo de potências dos parâmetros medidos:


Os resultados estão de acordo com o esperado e os triângulos são idênticos a olho nu. Os
valores medidos no wattímetro e no fator de potência estão comprometidos por causa da
imprecisão dos equipamentos utilizados.

EXPERIMENTO 29 – CORREÇÃO DE FATOR DE POTÊNCIA EM CIRCUITO


TRIFÁSICO EQUILIBRADO

O circuito montado é semelhante ao anterior, porém com capacitores conectados em


paralelo com a carga para correção do fator de potência. Vimos na prática anterior que a carga
equilibrada necessita de 257,59 VA com fator de potência de 0,8 indutivo. Como queremos
manter a potência ativa a mesma e diminuir a potência reativa, o banco de capacitores
fornecerá a diferença para termos o fator de potência desejado de 0,92 indutivo (equivalente a
uma defasagem de 23,07º). Analisando o triângulo de potências, observamos que precisamos
que o banco forneça 67,49 var, o que significa que cada capacitor deve produzir uma reatância
capacitiva de 716,95 Ω. Assim, cada capacitor do banco deve ser de 3,70 µF.

Como não se tem esse valor específico, foram usados os capacitores de 5,00 µF. Com
isso, espera que o circuito não tenha um fator de potência de 0,92 indutivo como calculado.

A tabela a seguir exibe a comparação entre o fator de potência calculado (capacitores de 3,70
µF) e o medido (capacitores de 5,00 µF):
Parâmetro Calculado (3,70 µF) Medido (5,00 µF)
Fator de Potência 0,92 indutivo (23,07º) 0,95 indutivo (18,19º)*
(Defasagem)
* Defasagem calculada a partir do fator de potência medido.
Nota-se que os resultados estão condizentes com a teoria, porém como não há o
capacitor exato que precisamos para corrigir o fator de potência para 0,92 indutivo, não foi
possível obter exatamente esse valor na medição.

Como o roteiro apenas pede a medição do novo fator de potência, encerramos aqui
essa experiência diferenciada que foi a primeira unidade do curso de Tópicos Especiais em
Sistemas de Potência II. Que a segunda venha o mais rápido possível.