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Colégio Estadual Prof.ª Hildegard Sondahl – E.F.M.

Rua Joaquim de Siqueira Cortês, 62 Caiuá – CIC Curitiba/PR


E-mail: colegiohildegard@gmail.com. – Fone/Fax: (41) 32495420

INTRODUÇÃO

O Colégio Estadual Professora Hildegard Sondahl apresenta a sua


Proposta Curricular como um documento básico norteador da prática pedagógica
resultante de discussões entre os profissionais da educação e aprofundamento
teórico-metodológico das disciplinas que compõem o currículo. Numa perspectiva
da construção de uma escola pública de qualidade para a comunidade em que
está inserida, está fundamentada nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica
do Estado do Paraná que aborda o conhecimento historicamente construído e
socializado pela humanidade e os desafios educativos da sociedade
contemporânea. Propõe a formação de sujeitos críticos, conscientes e
socialmente atuantes.
A legislação educacional reforça essa intencionalidade ao expressar os
objetivos da educação para esta sociedade. Assim, conforme a Lei Federal nº
9.394, de 1996, – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –, o Ensino
Fundamental, no Brasil, tem por objetivo a formação básica do cidadão mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a
aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e
de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. (BRASIL, 1996)
A escola define que formação proporcionará aos estudantes a partir do
compromisso que assume com a concepção de currículo. No caso do Colégio
Hildegard, o currículo tem sido produto de ampla discussão entre os profissionais
e é fundamentado de maneira dinâmica nas teorias críticas e com organização
disciplinar proposta pelas Diretrizes para a rede estadual de ensino do Paraná e
no atual contexto histórico. Neste sentido a importância não é somente destacar a
seleção de conteúdos e a sua organização, mas como os sujeitos poderão

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compreender o mundo e conseqüentemente atuar nele. Isto porque todas as


disciplinas que compõem o conhecimento que é tratado na escola estão
diretamente ligadas aos fatores sócio-políticos, filosóficos, artísticos, religiosos,
econômicos, tecnológicos, entre outros. Daí se justifica a abordagem
interdisciplinar e contextualizada que propomos neste documento.
Por outro lado o docente tomará o cuidado para que não ocorra o
empobrecimento da construção do conhecimento ou o esvaziamento dos
conteúdos disciplinares quando aborda os temas contemporâneos em nome de
uma prática de contextualização, fundamentando a organização pedagógica a
partir dos conteúdos estruturantes de sua disciplina. Lembrando que de acordo
com as DCEs:
“entende-se por conteúdos estruturantes os conhecimentos de grande amplitude,
conceitos, teorias ou práticas, que identificam e organizam os campos de estudos
de uma disciplina escolar, considerados fundamentais para a compreensão de
seu objeto de estudo/ ensino. Esses conteúdos são selecionados a partir de uma
análise histórica da ciência de referência ( quando for o caso) e da disciplina
escolar, sendo trazidos para a escola e socializados, apropriados pelos alunos,
por meio das metodologias críticas de ensino-aprendizagem.” ( DCEs, p.25)
Dos conteúdos estruturantes desdobram-se os conteúdos básicos
articulados entre si e que serão trabalhados por ano/série, e compostos por
assuntos permanentes das disciplinas que se apresentam em função de sua
historicidade e das atuais relações sociais, sendo suporte para a realização do
plano de trabalho docente do professor. Este por sua vez, explicitará no seu plano
os conteúdos específicos que serão trabalhados nos bimestres e que estarão
vinculados à realidade e às necessidades de suas diferentes turmas.
Para acompanhar o desenvolvimento do processo de aprendizagem a
avaliação fará parte do trabalho docente e subsidiará as ações para a
compreensão das dificuldades dos alunos com vistas à tomadas de decisões
necessárias para que a aprendizagem se concretize e nossa escola se faça mais
próxima da comunidade e da sociedade como um todo. O atual contexto histórico
e o espaço onde os alunos estão inseridos serão alvos de transformações
qualitativas.

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Com este documento propomos formar sujeitos que compreendam o


momento histórico e social de maneira crítica e construtora de uma sociedade
cidadã e transformadora. Neste contexto o Colégio Estadual Hildegard se define
como espaço de socialização do conhecimento historicamente produzido pelos
sujeitos e de construção e produção do saber. Espaços de transformação do meio
onde os estudantes vivem em um local com igualdade de oportunidades. Espaço
de pesquisa e de experimentação do conhecimento, de hipóteses, de análises e
reflexão. Enfim espaço de exercício da cidadania.

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PROPOSTA CURRICULAR DE ENSINO RELIGIOSO


ENSINO FUNDAMENTAL

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

O Ensino Religioso como componente curricular da educação básica


apresenta o grande desafio em efetivar uma pratica de ensino voltado para a
superação do preconceito religioso desprendendo-se do histórico confessional
catequético e construir o respeito à diversidade cultural religiosa. Deve propiciar a
compreensão, comparação e análise das diferentes manifestações do sagrado
com vistas à interpretação dos seus múltiplos significados.
Na Escola o ensino deve abordar de maneira a superar com todo e
qualquer forma de apologia ou imposição de qualquer grupo religioso, evitando
assim atitudes de exclusão ou impedimento de agir e pensar ou de exercer a
cidadania.
As DCEs apresentam como objeto de estudo do Ensino Religioso o
Sagrado e definem este saber em caráter pedagógico articulando o estudo do
fenômeno religioso e a diversidade religiosa. Assim é fundamental que o estudo
do Sagrado seja precedido de uma interpretação etimológica de religião, pois esta
auxilia na construção da identidade humana, e como a pluralidade das confissões
religiosas constitui-se um campo interessante para os estudiosos das religiões e
do sagrado, se justificam a sua abordagem neste estudo.
A disciplina oferecerá subsídios para que os estudantes entendam como os
grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado
e contribuirá para superar desigualdades étnico-religiosas, garantindo o direito
Constitucional de liberdade de crença e de expressão e consequentemente o
direito à liberdade individual e política.

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Apresentará, portanto caráter pedagógico, garantindo o acesso a


conhecimentos que promovem a educação do senso religioso, respeitando as
diferentes culturas.
Como citado nas Diretrizes:

[...] aquilo que para as igrejas é objeto de fé, para a escola é objeto
de estudo. Isto supõe a distinção entre fé/crença e religião, entre o
ato subjetivo de crer e o fato objetivo que o expressa. Essa
condição implica a superação da identificação entre religião e
igreja, salientando sua função social e o seu potencial de
humanização das culturas. Por isso, o Ensino Religioso na escola
pública não pode ser concebido, de maneira nenhuma, como uma
espécie de licitação para as Igrejas (neste caso é melhor não dar
nada). A instituição escolar deve reivindicar a título pleno a
competência sobre essa matéria (COSTELLA, 2004, p. 105-106).

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

O Ensino Religioso visa a propiciar aos educandos a oportunidade de


identificação, de entendimento, de conhecimento, de aprendizagem em relação às
diferentes manifestações religiosas presentes na sociedade, de tal forma que
tenham a amplitude da própria cultura em que se insere. Essa compreensão deve
favorecer o respeito à diversidade cultural religiosa, em suas relações éticas e
sociais diante da sociedade fomentando medidas de repúdio a toda e qualquer
forma de preconceito e discriminação e o reconhecimento de que, todos nós,
somos portadores de singularidade.
Dessa forma, o Ensino Religioso, ao resgatar o sagrado, busca explicitar a
experiência que repassa as diferentes culturas expressas tanto nas religiões mais
sedimentares, como em outras manifestações mais recentes.

CONTEÚDOS

Conteúdos Estruturantes: Paisagem Religiosa, Universo Simbólico Religioso e


Texto Sagrado

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5º e 6º Ano

- Organizações religiosas.
- Lugares Sagrados
- Textos Sagrados Orais ou Escritos
- Símbolos Religiosos
7º e 8º Ano

- Festas religiosas
- Vida e morte.
- Ritos
- Temporalidade Sagrada

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

O Ensino Religioso pretende o respeito por meio da socialização do


conhecimento religioso, promovendo o estabelecimento de novas relações do
aluno consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com o transcendente.
Promover uma abertura ao diálogo inter religioso, na perspectiva dos valores
universais comuns a todas as tradições religiosas, tendo por base a alteridade e o
direito à liberdade de consciência e opção religiosa. Deve ser entendida como um
processo interativo entre educador e aluno, na busca da realização destes como
seres humanos, inseridos numa sociedade em que devem ser reconhecidos e
respeitados como cidadãos. Superar com as aulas baseadas com a pedagogia
tradicional que davam ênfase ao estudo confessional.
Desse modo, busca-se decodificar e analisar os elementos básicos que
compõe o fenômeno religioso, enfocando os conteúdos em uma rede de relações
e de forma progressiva, propiciando ao aluno, a ampliação de sua visão de
mundo, o exercício do diálogo inter-religioso e a valorização das diferentes
expressões religiosas e místicas a partir do seu contexto sociocultural.
A construção e socialização do conhecimento religioso são subsidiadas por
meio dos esclarecimentos do professor, do compartilhar de experiências entre os

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alunos, da pesquisa em diversas fontes, leitura e interpretação de textos, análise


de fotos, imagens digitais, ilustrações e objetos simbólicos, confecção de
cartazes, maquetes, álbuns, acesso a filmes, peças de teatro, visitas dirigidas a
museus e igrejas, entre outros.
Um exemplo disso será articular de maneira reflexiva os vários elementos
religiosos que envolvem as questões da História e Cultura Afro-Brasileira e
Indígena, a Prevenção ao uso indevido de drogas, o Enfrentamento a Violência
contra a criança e o Adolescente, o Gênero e Diversidade Sexual, a Educação
fiscal e Educação Tributária e a Educação Ambiental conforme sugere a
legislação vigente.

AVALIAÇÃO

A avaliação como parte integrante do processo educativo deve


implementar práticas que permitam acompanhar e registrar o processo de
apropriação de conhecimentos pelo aluno em articulação com a intencionalidade
do Plano de Trabalho Docente. Ser de forma somatória, cumulativa e reflexiva.
Deve propor pesquisas, trabalhos em grupos, seminários, apresentação oral e
toda oportunidade possível de expressão por parte do educando.
A partir dos instrumentos de avaliação provocar no aluno a compreensão e
o respeito pela diversidade religiosa e o acesso ao resgate histórico das
manifestações religiosas em cada cultura. Só compreendendo e respeitando as
manifestações religiosas de cada cultura poderemos evitar qualquer tipo de
preconceito e discriminação.

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REFERÊNCIAS

ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes,


2003.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9394, de 20


de dezembro de 1996.

CLASTRES, P. A fala sagrada: mitos e cantos Sagrados dos índios guarani.


Tradução Nícia Adan Bonatti. Campinas, SP: Papirus, 1990.

COSTELLA, D. O fundamento epistemológico do ensino religioso. In:


JUNQUEIRA,

S.; WAGNER, R. (Orgs.) O ensino religioso no Brasil. Curitiba: Champagnat,


2004.

FEUERBACH, L. A essência do Cristianismo. Lisboa: Fundação Calouste


Gulbenkian, 2002.

GEERTZ, C. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.

SAVIANI, D. Escola e Democracia. São Paulo: Cortez, 1991.

ROGÉRIO FRANCISCO NARLOCH. Redescobrindo o Universo


Religioso.Editora Vozes .2012.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Ensino


Religioso para a Educação Básica. Departamento de Educação Básica.
Curitiba, 2008.

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Física
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PROPOSTA CURRICULAR DE FÍSICA


ENSINO MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

A Física tem como objeto de estudo o Universo em toda a sua


complexidade e, por isso, como disciplina escolar, propõe aos estudantes o
estudo da natureza entendida como realidade material sensível (MENEZES,
2005).
De acordo com as DCEs, o quadro conceitual de referência capaz de
abordar este objeto de estudo, que é o Universo, sua evolução, transformação e
interações que nele ocorrem, sintetiza o ensino da Física para o Ensino Médio em
três campos:
- A Mecânica e a Gravitação, elaboradas pó Newton na obra:Pilusophiae Naturalis
Principia Mathematica ( os principia );
- A Termodinâmica, elaborada por autores como Mayer, Carnot, Joule, Clausius,
Kelvin, Helmhotz e outros;
- O Eletromagnetismo, síntese elaborada por Maxwell a partir dos trabalhos de
Ampére e Faraday.
Para compreender esse quadro conceitual, é imperativo que a pesquisa faça
parte do processo educacional, ou seja, que cada professor, ao preparar suas
aulas estude e se fundamente na história e na Epistemologia da Física.
Segundo BARRETO, 2007, p.10 “Como princípio educativo, o conhecimento, que
tem como fonte de pesquisa, está na base do processo emancipatório, que
sempre começa com a tomada de consciência crítica e a capacidade de dizer
não: ato que inaugura o processo político questionador e que jamais se conclui. O
confronto de idéias, o embate entre posições, o reconhecimento do conflito, a
constatação da desigualdade, são fundamentais para a organização política dos
desiguais no sentido da emancipação”.

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No ensino da Física deve-se considerar o conhecimento trazido pelo aluno


e a experimentação vivenciada com o conhecimento físico a fim de se estabelecer
relações com os conceitos do ponto de vista científico. Como é uma ciência em
construção é significativa a compreensão da evolução dos sistemas físicos, suas
aplicações e influências na sociedade.
Quando o professor leva em conta e valoriza o conhecimento prévio do
aluno, ele considera o rompimento que a ciência atual apresenta sobre o
imediato, então o estudante apropria-se das teorias científicas. Por outro lado as
DCEs propõem que a aprendizagem a além de considerar a educação científica
deve envolver uma participação política que capacite os estudantes para uma
atuação crítica na sociedade com vistas à melhoria e possíveis transformações e
exercício da cidadania.

OBJETIVOS GERAIS

O ensino de Física terá um significado real quando a aprendizagem partir


de idéias e fenômenos que façam parte do contexto do aluno, possibilitando
analisar o senso comum e fortalecer os conceitos científicos na sua experiência
de vida.
Para que isto ocorra esperamos que ao final do Ensino Médio nosso aluno
possa:
- Compreender e utilizar a Física como uma linguagem para expressar o
conhecimento adquirido e reconhecer seus limites e valores com vistas à melhoria
e transformação social.
- Interpretar textos básicos ou originais de Física, como divulgação
científica, leituras em livros, jornais, etc. sempre observando os conceitos e as leis
fundamentais da Física.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

O Ensino da Física deve estar voltado para a constituição de um saber


significativo e de integração social, que leve à construção de conhecimentos, que

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promova a compreensão de conceitos e a aplicação desses às situações


concretas.
As aulas devem ser contextualizadas com elementos e exemplos que façam
parte do cotidiano dos alunos. Contextualizar o processo de ensino-aprendizagem
significa vinculá-lo à experiência ou vivencia sócio-cultural do aluno, de maneira a
torná-lo menos abstrato, motivando o interesse, para que ele busque nas ciências
as respostas as suas indagações.
É necessário problematizar o conhecimento já construído pelo aluno, para
verificar e localizar suas limitações, é fundamental, para então transmitir um
conhecimento mais científico para que esse aluno avance em sua formação e
perceba que seu conhecimento ainda não esta totalmente pronta.
Para Tavares (2004), a partir do conhecimento físico, o estudante deve ser
capaz de perceber e aprender em outras circunstâncias semelhantes às
trabalhadas em sala de aula, para transformar a nova informação em
conhecimento.
O professor poderá estabelecer relações entre essa ciência e outros
campos de conhecimento, que contribuam para que o aluno amplie sua visão de
mundo por meio da Física, como por exemplo, contemplar em suas aulas os
temas obrigatórios previstos na Legislação:
Lei 9795/99- Educação Ambiental (EA) - Segundo Alcântara, 2009; BRASIL, 1997
a Física pode desempenhar um papel importante para inserção da EA, aliada com
os conteúdos específicos da sua grade curricular, principalmente temas
relevantes como efeito estufa, aquecimento global, derretimento das geleiras,
consumo racional dos recursos hídricos e energéticos e contribuindo para a
integralização da EA no ensino médio. Conforme proposto nos Parâmetros
Curriculares Nacionais, PCN’s, o ensino de Física deve contribuir para a formação
de uma cultura científica efetiva, que permita ao indivíduo a interpretação dos
fatos, fenômenos e processos naturais.
Prevenção ao Uso Indevido de Drogas - Combater o uso de drogas é um
trabalho desafiador, e que deve ser visto de forma adequada e com muito
cuidado. Professores e alunos são chamados a conhecer a legislação de forma
direta ou indiretamente para esse desafio educacional e contemporâneo, bem

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como proporcionar debates sobre: drogaria, vulnerabilidade, preconceito e


discriminação ao usuário de drogas, narcotráfico, violência, influência da mídia,
entre outros.
Lei 11.645/08 – História e Cultura Afro - Brasileira e Indígena. Demonstrar que a
Física estuda a natureza e seus fenômenos. Trabalhar com o aluno a importância
dos negros e índios nas invenções de objetos utilizados no dia - dia da sociedade
brasileira. Trabalhando assim a diversidade cultural e combatendo o preconceito.
Ainda em garantia à legislação, o professor deverá prever em seu plano de
aula a presença de conteúdos relacionados ao uso indevido de drogas, à
educação fiscal e tributária, ao enfrentamento a violência contra a criança e o
adolescente e ao gênero e diversidade sexual. Essas temáticas deverão estar
inseridas de maneira prática, integrada e contextualizada através de abordagem
problematizadora, relação contextual e interdisciplinar, a pesquisa, a leitura
científica, atividades em grupo, a observação, a atividade experimental, recursos
instrucionais e atividades lúdicas na disciplina.
Educação Fiscal - A missão é conseguir transformar um tema muitas vezes
considerado complicado em algo leve e de fácil visualização através do ensino
multidisciplinar. Com isso, promover a compreensão do mundo dos tributos para o
alcance de uma cidadania crítica. A Educação Fiscal tem como objetivo
fundamental despertar a consciência do aluno a função social do tributo, com
vista a formação da consciência tributária do estudante e ao exercício da
cidadania, Para que haja uma mudança de comportamento na sociedade, com o
despertar da consciência de cidadania, é necessária uma educação permanente e
sistemática, voltada para o desenvolvimento de hábitos, atitudes e valores. É
fundamental o aprimoramento da consciência social do cidadão.
Enfrentamento a Violência contra a criança e o Adolescente - O processo
histórico permite visualizar como crianças e adolescentes foram, ao longo do
tempo, envolvidos em relações de agressões e maus tratos por diversas
instituições sociais. As gradativas transformações socioculturais, incluindo a
caracterização desse grupo social como “sujeitos de direito”, exigiram a
mobilização de diferentes segmentos da sociedade pública e civil. Para
apresentar um panorama geral desses movimentos, resgatamos os, principais,

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marcos da legalização e da institucionalização que hoje protegem crianças e


adolescentes. Essa proteção está expressa no Estatuto da Criança e do
Adolescente de1990, em seu artigo 5o, que reflete a Convenção das Nações
Unidas sobre os Direitos da Criança de 1989: “Nenhuma criança ou adolescente
será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por
ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.
Gênero e Diversidade Sexual - Se a escola deseja ter uma visão integrada das
experiências vividas pelos alunos, buscando desenvolver o prazer pelo
conhecimento, é necessário reconhecer que desempenha um papel importante na
educação para uma sexualidade ligada à vida, à saúde, ao prazer e ao bem-estar
e que englobe as diversas dimensões do ser humano. A sexualidade é
primeiramente abordada no espaço privado, por meio das relações familiares.
Assim, de forma explícita ou implícita, são transmitidos os valores que cada
família adota como seus e espera que as crianças e os adolescentes assumam.
De forma diferente, cabe à escola abordar os diversos pontos de vista, valores e
crenças existentes na sociedade para auxiliar o aluno a construir um ponto de
autorreferência por meio da reflexão. Nesse sentido, o trabalho realizado pela
escola, denominado aqui Orientação Sexual, não substitui nem concorre com a
função da família, mas a complementa. Constitui um processo formal e
sistematizado que acontece dentro da instituição escolar.
Na realização das práticas pedagógicas, ações e atividades serão
utilizadas como recursos: aulas expositivas, práticas experimentais, atividades
práticas de pesquisa, leitura de textos, pesquisas na internet, seminários, aulas
com data show e TV pendrive, utilização de ferramentas tecnológicas como:
computador, data show, multimídias (materiais audiovisuais) e aplicativos
(softwares e jogos educacionais).

CONTEÚDOS

CONTEÚDO ESTRUTURANTE: MOVIMENTO


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CONTEÚDOS BÁSICOS - Momentum e inércia, Conservação de quantidade de


movimento (momentum), Variação da quantidade de movimento = Impulso 2ª Lei
de Newton, 3ª Lei de Newton e condições de equilíbrio Energia e o Princípio da
Conservação da energia Gravitação.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Quantidade de momentum, inércia e papel da
massa; A conservação do momentum; Variação da quantidade de movimento o
impulso: 2º lei de Newton; Idéia de força; Conceito de equilíbrio e 3º lei de
Newton; Potencia; Movimentos retilíneos e curvilíneos; Gravitação universal; A
energia e princípio da conservação de energia; Movimento dos fluidos:
propriedades físicas da matéria, estados de agregação, viscosidade dos
fluidos,comportamento de superfície e interfaces, estrutura dos materiais;

CONTEÚDO ESTRUTURANTE: TERMODINÂMICA

CONTEÚDOS BÁSICOS - Leis da Termodinâmica: Lei zero da Termodinâmica,


1ª Lei da Termodinâmica, 2ª Lei da Termodinâmica.

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Temperatura e calor; Leis da termodinâmica: Lei


zero da termodinâmica; Equilíbrio térmico, propriedades termométricas, medidas
de temperatura; 1º lei do termo: idéia de calor como energia; sistemas
termodinâmicos que realizam trabalho; a conservação da energia; 2º lei do termo:
maquinas térmicas; a idéia de entropia; processos irreversíveis/reversíveis; A
quantização da energia no contexto da termodinâmica.

CONTEÚDO ESTRUTURANTE: ELETROMAGNETISMO

CONTEÚDOS BÁSICOS - Carga, corrente elétrica, campo e ondas


eletromagnéticas, Força eletromagnética, Equações de Maxwell: Lei de Gauss
para eletrostática/Lei de Coulomb, Lei de Ampère, Lei de Gauss magnética, Lei
de Faraday) A natureza da luz e suas propriedades.

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CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Conceitos de carga elétrica e pólos magnéticos;As


leis de Maxwell: Lei de Coulomb; Lei de Gaus; Lei de Faraday; Lei de Ampere; Lei
de Lenz; Campos elétricos e magnéticos, as linhas de campo; Força elétrica e
magnética, Força de Lorentz; Circuitos elétricos e magnéticos: elementos do
circuito, fontes de energia num circuito; As ondas eletromagnéticas: a luz como
uma onda eletromagnética; Propriedade da luz como uma onda e como partícula:
a dualidade onda partícula; Óptica Física e Geométrica; A dualidade da matéria;
As interações eletromagnéticas, a estrutura da matéria.

AVALIAÇÃO

A avaliação tem o objetivo fundamental de fornecer informações sobre o


processo de ensino-aprendizagem como um todo, informando não apenas o aluno
sobre seu desempenho em Física, mas também tem o papel de nortear o
professor sobre sua prática em sala de aula, isto é, deve ser vista como um ato
educativo essencial para a condução de um trabalho pedagógico inclusivo, no
qual o direito de aprendizagem seja dado a todos.
A avaliação deve ter um caráter diversificado tanto qualitativo quanto do
ponto de vista instrumental. Para os critérios de avaliação em Física o professor
deve observar:
- A compreensão dos conceitos físicos essenciais a cada unidade de ensino
aprendizagem planejada;
- A compreensão do conteúdo físico expressado em textos científicos;
- A compreensão de conceitos físicos presentes em textos não científicos;
- A capacidade de elaborar relatórios tendo como referência os conceitos, as leis
e as teorias físicas sobre um experimento ou qualquer outro evento que envolva
os conhecimentos da Física.
A avaliação será de maneira diagnóstica, processual, somatória e
cumulativa.

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REFERÊNCIAS

BARRA, V. M. & LORENZ, K. M. Produção de materiais didáticos de ciências no


Brasil, período: 1950 a 1980. In Revista Ciência e Cultura 38 (12), dezembro
1986, p. 1970-1983.

BRASIL MEC -PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS, Orientação


Sexual. VOL.10,5 Temas Transversais – Orientação Sexual. Brasília, 1998.

EISBERG, R.; RESNICK R. Física quântica. Rio de Janeiro: Editora Campus,


1979.

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física :


Gravitação, Ondas e Termodinâmica. 4 Edição. Rio de Janeiro: LTC, 1996.

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DO BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente.


Secretaria da Cidadania e Departamento da Criança e do Adolescente.
Brasília,1990.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação do. Diretrizes Curriculares da


Educação Básica do Ensino de Física.Curitiba,2008

PARANÁ. Secretaria de Estado da educação. Diretrizes Curriculares da


Educação Básica. Curitiba: Seed/DEB-PR,2008.

PARANÁ/SEED. Programa expansão, melhoria e inovação no Ensino Médio


Documento elaborado para elaboração do Projeto. Curitiba: Seed, 1994.

PARANÁ/SEED/DESG. Reestruturação do Ensino de 2º Grau – Física. Curitiba:


SEED/DESG, 1993.

SILVA,Claudio Xavier da; BENIGNO,Barreto filho; Física aula por aula 1-ed; ;
p.347 v.3.FTD São Paulo 2010

TAVARES, R. Aprendizagem significativa. In: Revista Conceitos, jul.


2003/jul.2004.

TIPLER. Paul A. Física quinta edição VOL. 1 Rio de Janeiro Ed. LTC 2006.

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PROPOSTA CURRICULAR CIÊNCIAS


ENSINO FUNDAMENTAL

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Podemos dizer que a disciplina de Ciências trata da investigação da


natureza tendo como objeto de estudo o conhecimento científico que evoluiu pela
observação de regularidades percebidas e compreensão dos fenômenos
ocorridos. Numa perspectiva histórica, é fundamental considerar a evolução do
pensamento do ser humano acerca da ciência, pois é a partir dele que a história
se constrói, influencia e sofre influências de questões sociais, tecnológicas,
culturais, éticas e políticas. Exemplo: A descoberta do fogo foi um marco na
história da humanidade pois, a partir dela, o ser humano acostumou com a
comodidade, como cozinhar os alimentos. Devido a essa comodidade foram
criados objetos próprios para esse fim e descobertas formas de conservação e de
fermentação dos alimentos. Uma forma primitiva de experiências químicas é
criada para ajudar na transformação de uma substância em outra e facilitar a vida
dos seres humanos.
A partir desse momento, o homem assumiu outras condutas frente ao seu
meio, tornando-se um observador ainda mais atento da natureza, com o objetivo
de tirar melhor proveito dela para a sua sobrevivência.
Essas observações possibilitam o homem aperfeiçoar suas técnicas,
fabricar novos instrumentos, aprender a armazenar o excesso de suas produções,
desenvolverem noções de cálculo para construção de novos espaços para
armazenamento de produção e criar calendários a partir dos movimentos
celestes.
As Diretrizes Curriculares Estaduais apontam as contribuições de Gaston
Bachelard (1884-1962) sobre a existência de três períodos do desenvolvimento
do conhecimento científico:
 O estado pré-científico: seria a busca da superação das explicações
míticas e a construção racional e empírica do conhecimento científico;

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 O estado científico: por volta do século XIX seria a explicação e a


compreensão da natureza a partir de um único método científico. A
investigação constituía os procedimentos experimentais levantando
hipóteses e conseqüentemente a síntese em leis e teorias;
 Estado do novo espírito científico: configura-se como um período
fortemente marcado pela aceleração da produção científica e a
necessidade de divulgação onde a tecnologia influenciou e sofreu
influência dos avanços científicos.
A ciência sendo uma atividade humana tão complexa, não propõe a
revelação da verdade, mas sim modelos explicativos construídos a partir da
aplicação de método (s) científico (s) que também são incapazes de diante da
complexidade dos fenômenos naturais, descreverem a sua universalidade. Ou
seja, “é impossível, mesmo ao mais completo cientista, dominar todo o
conhecimento no âmbito de uma única especialidade” ( MENEZES, 2000,p.51).
De acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Paraná
em Ciências deve-se considerar o caminho percorrido pelos pesquisadores na
produção do conhecimento científico, visto que como resultado da investigação da
natureza, não há uma única ciência que dê conta de explicar o estudo da
realidade em todas as suas dimensões. Porém as etapas que o compõem são
determinadas historicamente pelas influências e exigências sociais, econômicas,
éticas e políticas.
Para o processo de ensino-aprendizagem a construção dos conceitos pelos
estudantes, deve-se considerar que ele começa muito antes do contato com a
escola, de maneira não sistematizada e em sua vida cotidiana. A apropriação do
conhecimento científico no contexto escolar utiliza-se dos conhecimentos da vida
prática para o desenvolvimento de novas concepções e implica a superação de
obstáculos conceituais e estabelece novas relações de saber, fazendo dos
conceitos científicos algo significativo para o cotidiano. Segundo MOREIRA, 1999,
p.77 “ Quando o estudante relaciona uma noção a ser aprendida com um conceito
já presente em sua estrutura cognitiva, ele incorpora a substancia do novo
conhecimento, das novas idéias e esse processo denomina-se substantividade.

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O professor então é o responsável e mediador que orienta e direciona este


processo de construção dos conceitos científicos que envolvem: a origem e
evolução do universo, a constituição e propriedades da matéria, os sistemas
biológicos de funcionamento dos seres vivos, a conservação e transformação da
energia, a diversidade de espécies em relação dinâmica com o ambiente em que
vivem, bem como os processos evolutivos envolvidos. Assim ele também fará
intervenções para que o estudante compreenda o real significado dos conteúdos
científicos escolares e do objeto de estudo de ciências, visando uma
aprendizagem realmente significativa para a sua vida.

OBJETIVOS GERAIS.

- Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e


condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica.
- Compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano
parte integrante e agente de transformação do mundo em que vive e outros
componentes do ambiente.
- Formular questões, diagnósticas e propor soluções para problemas reais a
partir de elementos das ciências naturais, colocando em prática conceitos,
procedimentos e atitudes de elementos das ciências naturais.
- Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados à energia matéria,
transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida.
- Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa
para construção coletiva de conhecimento
- Compreender a saúde como bem individual e comum que deve ser
promovido pela ação coletiva.
- Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas,
distinguindo uso corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da
natureza e ao homem.

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CONTEÚDOS

6º Ano
Conteúdo Estruturante

Astronomia: Universo, Sistema solar, Movimentos terrestres, Movimentos


celestes, Astros.

Matéria: Constituição da matéria

Sistemas Biológicos: Níveis de organização

Energia: Formas de energia, Conversão de energia,Transmissão de energia.

Biodiversidade: Organização dos seres vivos, Ecossistemas, Evolução dos seres


vivos.

7º Ano

Astronomia: Astros, Movimentos terrestres, Movimentos celeste

Matéria: Constituição da matéria

Sistemas Biológicos: Célula, Morfologia e fisiologia dos seres vivos

Energia: Formas de energia e Transmissão de energia.

Biodiversidade: Origem da vida, Organização dos seres vivos e


Sistemática

8º Ano

Astronomia: Origem e evolução do Universo

Matéria: Constituição da matéria


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Sistemas Biológicos: Célula, Morfologia e fisiologia dos seres vivos

Energia: Formas de energia

Biodiversidade: Evolução dos seres vivos.

9º Ano

Astronomia: Astros, Gravitação universal

Matéria: Propriedades da matéria

Sistemas Biológicos: Morfologia e fisiologia dos seres vivos, Mecanismos de


herança genética

Energia: Formas de energia e Conservação de energia

Biodiversidade: Interações ecológicas

METODOLOGIA

Para trabalhar a disciplina, o professor estabelece as relações entre os


diversos conteúdos específicos, superando o engessamento desses, no âmbito
escolar. Esse engessamento se refere ao tratamento dos conteúdos, numa
abordagem “tradicional”, apresentada em muitos livros didáticos que trata os
conteúdos sem estabelecer noções, sem integrar, sem contextualizar os
conteúdos de uma mesma série e com as outras.
O encaminhamento deve então ter por objetivo a reflexão, a análise e a
compreensão de aspectos importantes dos fenômenos da natureza e as suas
contribuições para o ambiente e, melhores condições e qualidade de vida humana
e no planeta. É importante dar referência a problemas locais e da comunidade
que possam ser ampliadas para problemáticas mais abrangentes. Os conteúdos

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específicos podem ser tratados, ainda por meio das atividades e aulas práticas,
desde que se considere a coerência entre a teoria e a prática.
As aulas práticas em laboratório são valorizadas como o recurso que
tornam concreto o tratamento dos conteúdos.
O encaminhamento metodológico para essa disciplina não pode ficar
restrito a um único método.
Nesse sentido, algumas possibilidades de encaminhamentos
metodológicos são: a observação, o trabalho de campo, os jogos de simulação e
desempenho de papéis; visitas às indústrias, fazendas, museus, projetos
individuais e em grupos, redação de cartas para autoridades, palestrantes
convidados, fóruns, debates, seminários, conservação dirigida, dentre outros.
Ainda em garantia à legislação, o professor deverá prever em seu plano de
aula a presença de conteúdos relacionados à História da cultura Afro-Brasileira e
Indígena, aos conteúdos da Educação Ambiental, ao uso indevido de drogas, à
educação fiscal e tributária, ao enfrentamento a violência contra a criança e o
adolescente e ao gênero e diversidade sexual. Essas temáticas deverão estar
inseridas de maneira prática, integrada e contextualizada através de abordagem
problematizadora, relação contextual e interdisciplinar, a pesquisa, a leitura
científica, atividades em grupo, a observação, a atividade experimental, recursos
instrucionais e atividades lúdicas na disciplina.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO.

A avaliação tem que ser constante, assim podendo avaliar o desempenho


do aluno.
A avaliação desta disciplina tem que ser:
- Um processo contínuo e sistemático, portanto, deve ser constante e
planejada, fornecendo retorno ao professor e permitindo a recuperação do
aluno.
- Funcional porque verifica se os objetivos previstos estão sendo atingidos.
- Orientadora, pois permite ao aluno conhecer erros e corrigi-los o quanto
antes.

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- Integral, pois considera o aluno como um todo, ou seja, não apenas os


aspectos cognitivos são analisados, mas igualmente os comportamentos e
habilidades psico-motoras.
MODALIDADE DE AVALIAÇÃO.
- Prova escrita.
- Prova oral
- Auto avaliação
- Trabalhos de pesquisa feitos em casa
- Trabalhos em classe
- Trabalho integrado
- Pesquisas e análise de resultados de experiências
Através de todo este processo busca-se no aluno uma atitude mais
investigativa com elementos de observação, análise e conclusão dos fatos,
fenômenos e da realidade que o cerca.
É de suma importância que conceitos básicos sejam despertados e
apreendidos desde cedo como a preservação ambiental e a capacidade de
resolução de problemas reais que afetam o planeta e, consequentemente, a
própria pessoa.

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REFERÊNCIAS

ALVES,J.F. Metrópolis – Cidadania e qualidade de vida. São


Paulo,Moderna,1995.

BRUNER, J. Realidade mental, mundos possíveis. Porto Alegre, ARTMED,


2000.

CAPRA, F. A teia da vida – Uma nova compreensão científica dos sistemas


vivos. Trad. De Newton Roberval Eichemberga. São Paulo. Cultrix, 2000.

_____. Corpo Humano e Saúde. Ciência Hoje, Rio de Janeiro, v.3: Global SBPC,
1992.

NEISSMAN, H. Didático das Ciências Naturais – Contribuição e reflexões. Porto


Alegre, ARTMED, 2001.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação do. Diretrizes Curriculares da


Educação Básica: Ciências. Paraná, 2008.

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PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

O ensino da língua estrangeira no Brasil remete diretamente à Criação do


sistema escolar brasileiro. Desde o início da colonização os Jesuítas implantaram
o latim como língua culta e após a expulsão dos padres jesuítas do Brasil houve
uma continuação do ensino das línguas clássicas: latim e o grego, ministradas por
professores não religiosos.
Com a chegada da família real houve uma mudança com a fundação da 1ª
escola pública de ensino médio na qual constou em seu currículo: 7 anos de
francês, 5 anos de inglês e 3 anos de alemão.
No primeiro governo de Getúlio Vargas o método de ensino de Língua
Estrangeira foi oficialmente estabelecido. Com a industrialização na década de 50
o sistema nacional brasileiro viu-se responsável pela formação de seus alunos
para o mundo do trabalho.
Em 2005 com a criação do MERCOSUL houve uma necessidade de
intercâmbio com países de língua espanhola e por este motivo político-econômico
foi criada a lei 11.161 que tornou obrigatória a oferta nos estabelecimentos de
Ensino Médio. Ainda assim, a abordagem Comunicativa fundamentava o ensino
centrado em funções da linguagem do cotidiano, o que esvaziava as práticas
sociais mais amplas de uso da língua.
A partir de várias reflexões, apontaram-se os diferentes tons que permeiam
as relações sociais e as relações de poder marcadas por questões político-
econômicas e ideológicas, que influenciam no imperialismo de uma determinada
língua em uma comunidade. Assim a possibilidade da escolha da Língua
Estrangeira a ser ensinada é garantida pela legislação a partir da valorização e
respeito à diversidade cultural.
O ensino da Língua Estrangeira Moderna torna-se importante devido a sua
abrangência cultural e discursiva. Com isso, verificamos que a escola oferece
meios para a efetivação do confrontamento de idéias pluralizadas, dialógicas,
sistemáticas, contextualizadas com o conhecimento vivenciado pelo aluno e
inseridos nesse ambiente. Ao relacionarmos esses mecanismos de aprendizagem
com o saber escolar, conclui-se que há um despertar no interesse do aluno, uma
vez que são trazidos e aproveitados os seus conhecimentos de mundo e
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escolares já aprendidos. Com esse conhecimento aproveitado e readequado,


consegue-se transformar os seus saberes, aperfeiçoá-los e inserí-los no processo
de globalização.
No caso do Colégio Hildegard Sondahl o enfoque será a Língua
Estrangeira Moderna Inglesa.
Segundo as Diretrizes Curriculares Estaduais os princípios que orientaram
esta escolha foram:
 O atendimento às necessidades da sociedade contemporânea brasileira e
a garantia da equidade no tratamento da disciplina de Língua Estrangeira
em relação às demais obrigatórias do currículo;
 O resgate da função social e educacional do ensino de Língua Estrangeira
no currículo da Educação Básica;
 O respeito à diversidade (cultura, identitária, lingüística), pautado no ensino
de línguas que não priorize a manutenção da hegemonia cultural.
Diante dessa visão, o Colégio Hildegard não só tem o compromisso de
prover os meios necessários para que o aluno assimile o saber, mas aprendam o
processo de sua produção bem como a sua transformação. Que o estudante
reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, perceba as
possibilidades de construção de significados do mundo em que vive e
compreenda os significados historicamente construídos e passíveis de
transformação social.
É no espaço discursivo entre o eu e o outro que os sujeitos se constituem
socialmente. Então a Língua, objeto de estudo da disciplina é concebida como
discurso e não como estrutura ou código a ser decifrado. Ela constrói os
significados contemplando as relações com a cultura, o sujeito e a identidade.
Assim espera-se que os alunos analisem as questões sociais, políticas,
econômicas, culturais, ideológicas e educacionais a partir da contextualização da
Língua estrangeira e as possíveis influências das práticas vivenciadas na
sociedade atual.

OBJETIVOS

 Ampliar a visão de mundo de nossos alunos, tornando-os cidadãos mais


críticos e reflexivos.
 Proporcionar reflexões sobre as relações de interações individuais e
coletivas.
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 Compreender os significados históricos estabelecidos pelas gerações


anteriores.
 Comparar sua própria língua com a língua estrangeira estudada.

 Reafirmar a percepção de sua própria cultura por meio do conhecimento da


cultura de outros povos.

 Reconhecer o valor da língua inglesa e a importância de seu uso em nossa


sociedade.

 Cultivar a linguagem para um melhor relacionamento com os semelhantes,


como expressão do mundo interior e exterior do educando.

 Levar o educando a integrar-se no mundo atual, caracterizado pelo avanço


tecnológico e pelo grande intercâmbio entre os povos.

 Perceber a importância da língua inglesa considerada hoje como


instrumento de comunicação universal.

ENSINO FUNDAMENTAL CONTEÚDOS

CONTEÚDO ESTRUTURANTE: DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL

6º Ano.

CONTEÚDOS BÁSICOS:

GÊNEROS DISCURSIVOS E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS:


Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos, Convites, Curriculum
Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Par lendas, Piadas, Provérbios,
Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-Línguas,
Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em Quadrinhos,
Lendas, Memórias, Debate, Diálogo/Discussão Argumentativa, Pesquisas,
Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge,
Classificados, Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

LEITURA

• Identificação do tema;

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• Intertextualidade;
• Intencionalidade;
• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística.
• Acentuação gráfica;
• Ortografia.

ESCRITA

• Tema do texto;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade do texto;
• Intertextualidade;
• Condições de produção;
• Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação, recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística;
• Ortografia;
• Acentuação gráfica.

ORALIDADE

• Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc...;


• Adequação do discurso ao gênero;
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• Turnos de fala;
• Variações linguísticas;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição.
• Pronúncia

7º Ano

CONTEÚDOS BÁSICOS:

GÊNEROS DISCURSIVOS E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS:


Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos, Convites, Curriculum
Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Parlendas , Piadas, Provérbios,
Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-Línguas,
Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em Quadrinhos,
Lendas, Memórias, Debate , Diálogo/Discussão Argumentativa, Pesquisas,
Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge ,
Classificados,Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

LEITURA
• Identificação do tema;
• Intertextualidade;
• Intencionalidade;
• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística;
• Acentuação gráfica;
• Ortografia.

ESCRITA
• Tema do texto;
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• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade do texto;
• Intertextualidade;
• Condições de produção;
• Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística;
• Ortografia;
• Acentuação gráfica.

ORALIDADE

• Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc;


• Adequação do discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição.
• Pronúncia.

8º Ano

CONTEÚDOS BÁSICOS:

GÊNEROS DISCURSIVOS E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS:


Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos, Convites, Curriculum

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Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Parlendas , Piadas, Provérbios,


Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-Línguas,
Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em Quadrinhos,
Lendas, Memórias, Debate , Diálogo/Discussão Argumentativa, Pesquisas,
Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge ,
Classificados,Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

LEITURA
• Identificação do tema;
• Intertextualidade;
• Intencionalidade;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística;
• Acentuação gráfica;
• Ortografia.

ESCRITA
• Tema do texto;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade do texto;
• Intertextualidade;
• Condições de produção;
• Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
• Vozes sociais presentes no texto;

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• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística;
• Ortografia;
• Acentuação gráfica.

ORALIDADE

• Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc;


• Adequação do discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Variações linguísticas;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
• Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito;
• Adequação da fala ao contexto;
• Pronúncia.

9º Ano.
CONTEÚDOS BÁSICOS:
GÊNEROS DISCURSIVOS E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS:
Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos, Convites, Curriculum
Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Parlendas , Piadas, Provérbios,
Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-Línguas,
Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em Quadrinhos,
Lendas, Memórias, Debate , Diálogo/Discussão Argumentativa, Pesquisas,

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Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge ,


Classificados,Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

LEITURA
• Identificação do tema;
• Intertextualidade;
• Intencionalidade;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Discurso direto e indireto;
• Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística.
• Acentuação gráfica;
• Ortografia.

ESCRITA
• Tema do texto;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade do texto;
• Intertextualidade;
• Condições de produção;
• Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
• Vozes sociais presentes no texto;
• Discurso direto e indireto;
• Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;

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• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística;
• Ortografia;
• Acentuação gráfica.

ORALIDADE
• Elementos extralingüísticos: entonação, pausas, gestos, etc;
• Adequação do discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Variações linguísticas;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
• Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito;
• Adequação da fala ao contexto;
• Pronúncia.

ENSINO MÉDIO CONTEÚDOS

CONTEÚDO ESTRUTURANTE: DISCURSO COMO PRÁTICA SOCIAL


CONTEÚDOS BÁSICOS:

GÊNEROS DISCURSIVOS – Fábula, poema, Carta pessoal, Relato pessoal,


seminário, artigo de opinião, Tipos de discurso, o Conto, a notícia, dissertação e
narração, a crônica, a dissertação, texto argumentativo, artigo de opinião.

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LEITURA
• Identificação do tema;
• Intertextualidade;
• Intencionalidade;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Marcadores do discurso;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Discurso direto e indireto;
• Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística.
• Acentuação gráfica;
• Ortografia.

ESCRITA

• Tema do texto ;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Intencionalidade do texto;
• Intertextualidade;
• Condições de produção;
• Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
• Vozes sociais presentes no texto;
• Vozes verbais;
• Discurso direto e indireto;
• Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;

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• Léxico;
• Coesão e coerência;
• Funções das classes gramaticais no texto;
• Elementos semânticos;
• Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
• Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Variedade linguística;
• Ortografia;
• Acentuação gráfica.

METODOLOGIA

ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

O trabalho com a Língua Estrangeira em sala de aula deve ser visto como
uma possibilidade de conhecer, expressar e transformar as maneiras, de
entender o mundo e de construir significados.
Partindo do Conteúdo Estruturante Discurso como prática social, trabalhar
questões linguísticas, sociopragmáticas, culturais e discursivas, bem como as
práticas do uso da língua: leitura, oralidade e escrita.
O ponto inicial da aula de Língua Estrangeira Moderna será o texto, verbal
e não-verbal, a partir do texto compreender o contexto e aplicar os diversos
conteúdos estruturantes de cada série, abordando-os conforme o nivelamento da
turma. Explorar-se-á a intertextualidade, a comunicação, os recursos coesivos, a
coerência e posteriormente a gramática em si.
Abaixo, elencamos algumas metodologias possíveis para o
desenvolvimento das atividades:
- Exploração textual ( leitura e compreensão).
- Produções escritas.
- Diálogos dramatizações, músicas.
- Repetição oral em grupo.

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- Repetição oral individual.


- Leituras expressivas.
- Jogos de atenção.
- Traduções e versões.
- Uso de material didático como: livros, revistas, CDs, DataShow, TV pendrive
etc.
A metodologia desenvolverá a percepção, a observação e o gosto pela
aprendizagem, motivando e despertando o interesse e o senso crítico. Para isso o
professor poderá lançar mão de temáticas contextualizadas que contribuirão para
essa interação social e considere os aspectos sociais e históricos em que os
estudantes estão envolvidos, como a História e Cultura Afro-brasileira e Indígena
(Consciência política e diversidades, Fortalecimento de identidades e de Direitos,
Ações educativas), o Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente
(A escravidão na história, os direitos da criança), a Prevenção ao uso indevido de
drogas ( Anúncios, cartazes, histórias em quadrinhos, slogan), a Educação
ambiental ( Globalização, Aquecimento Global, Sustentabilidade), a Educação
fiscal e tributária( Consumo consciente), o Gênero e a diversidade sexual ( Tribos
de jovens, respeito às diferenças).
Recursos didáticos e tecnológicos:
 TV Pendrive;
 Quadro;
 Cartazes;
 Rádio;
 Internet;
 Laboratório de informática;
 Revistas;
 Livro;
 Projetor.

AVALIAÇÃO
A avaliação observará a participação dos alunos no decorrer da
aprendizagem de maneira contínua, cumulativa e processual, e de acordo com
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as Diretrizes Curriculares é importante que o professor organize o ambiente


pedagógico, observando a participação dos alunos e considerando que o
engajamento discursivo na sala de aula se faz pela interação verbal, a partir da
escolha de textos consistentes, e de diferentes formas: entre os alunos e o
professor; entre os alunos na turma; na interação com o material didático; nas
conversas em Língua Materna e Língua Estrangeira; no próprio uso da língua,
que funciona como recurso cognitivo ao promover o desenvolvimento de idéias
(Vygotsky, 1989).
A avaliação do rendimento do trabalho escolar será feita através de:

1) Conversações e diálogos;

2) Traduções;

3) Seminários;

4) Debates;

5) Painéis;

6) Discussões;

7) Provas;

8) Análise de produções textuais.

Com os procedimentos elencados, visamos avaliar o percurso pedagógico,


no qual o educando está inserido, valorando todos os aspectos envolvidos nesse
processo de ensino aprendizagem.

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REFERÊNCIAS

BERTOLIN, Siqueira. New Dynamic English. São Paulo. IBEP. 2000.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer


n. 04/98,de 29 de janeiro de 1998. Diretrizes curriculares nacionais para o ensino
fundamental. Relatora Conselheira: Regina Alcântara de Assis. Diário Oficial da
União, Brasília, p.31, 15 abr. 1998.

BRASIL. Lei n. 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e


bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 1996.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação


Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua estrangeira. Brasília:
MEC/SEF, 1998.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação


Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais - ensino médio: língua
estrangeira. Brasília: MEC/SEF,1999.

EDUARDO, Amos, Elizabeth Prescher, Ernesto Pasqualim. Challenge Ed.


Publishing Richmond. 2006.

MARQUES, Amadeu. English. SP: Ática.1989.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Currículo Básico para a Escola


Pública do Paraná. Curitiba: SEED, 1990.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação.


Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo básico da escola pública
do Paraná. Curitiba, 1990.

PARANA.Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares


Educacionais – LEM. Curitiba: SEED. 2008.

PEREIRA, C.F. As várias faces do livro didático de língua estrangeira. In:


SARMENTO, S.; MULLER, V. (Orgs.). O ensino de língua estrangeira: estudo e
reflexões. Porto Alegre: APIRS, 2004.

ROCHA, Ana Luiza Machado e Zuleica Agueda Ferrari. Take Your Time . São
Paulo. ED. Moderna. 2004.

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PROPOSTA CURRICULAR EDUCAÇÃO FÍSICA


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Inúmeros são os estudos realizados no âmbito da Educação Física com o


objetivo de dar-lhe forma, de concebê-la, de verificar qual seu papel na escola, na
sociedade e na vida do aluno.
Na evolução histórica da Educação Física foi-lhe atribuída várias
concepções.
A Educação Física teve seu berço na Escola Militar, passando pela
Educação Física convencional, modernizada e a Revolucionária.
A Educação Física Revolucionária é definida como arte e a ciência do
movimento humano que através de atividades específicas, auxiliam no
desenvolvimento integral dos seres humanos, renovando-os e transformando-os
no sentido de sua autoestima e em conformidade com a própria realização de
uma sociedade mais justa e livre.
O que deve ficar claro é que uma Educação Física mais genuína e
significativa implica em uma cultura de corpo e em uma cultura popular
igualmente mais genuínas e significativas, buscando fazer parte da educação
como um todo e não ser paralela a ela.
Neste âmbito entendemos que a Educação Física deve primar por um ser
total, formando um cidadão crítico e consciente, para então recuperarmos o
sentido “humano” do corpo.
No Brasil passou por momentos distintos conforme situação e
transformações sociais, políticas e econômicas que o país atravessou.
No começo do século passado a educação passou por sua fase
HIGIENISTA que se preocupava com a saúde do corpo e os hábitos de higiene,
manifestando na escola através da ginástica. A Segunda fase foi a chamada

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MILITARISTA influenciada pelas instituições militares e visava formar cidadãos


fortes e saudáveis e seu principal objetivo era a disciplina.
A partir da década de 50, o esporte no Brasil começa a ganhar força e a
educação física escolar segue a linha TECNICISTA , que tem como objetivo
formar atletas e os esportes olímpicos ( vôlei, basquete, handebol e atletismo
entre outros) foram priorizados. Nos anos setenta com as novas teorias da
educação, a educação física na escola torna-se meramente um instrumento para
a aprendizagem de outras disciplinas. Já nos anos 80 surgiram várias tendências
progressistas como: desenvolvimentista e construtivista.
Sendo parte do projeto geral de escolarização, hoje se apresenta articulada
ao Projeto Político Pedagógico e institui-se como disciplina integrante da
formação humana possibilitando aos estudantes o acesso ao conhecimento
produzido pela humanidade, relacionando-os às práticas corporais, ao contexto
histórico, político, econômico e social.
A compreensão de que a Educação Física vai além da aptidão física, da
aprendizagem motora ou da performance esportiva, deve permear a prática
pedagógica com a disciplina, e relacionar a gênese da cultura corporal na
sociedade com a existência humana e a sua atuação nas diferentes atividades
que garantiram a sobrevivência da espécie nos diversos contextos históricos ou
na relação com a natureza. Neste sentido, a Educação Física é composta por
interações que se estabelecem nas relações sociais, políticas, econômicas e
culturais em que esta Escola está inserida.
Tendo como objeto de estudo a Cultura Corporal a ação pedagógica deverá
estimular a reflexão sobre o acervo de formas e representações do mundo que a
comunidade local tem produzido e exteriorizado através da cultura corporal a
partir dos jogos, brincadeiras, danças, lutas, ginásticas e esportes e estabelecer
relações com a formação histórica do homem na sociedade por meio do trabalho
e dessas práticas corporais que construíram as suas formas de relação com a
natureza.

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OBJETIVOS GERAIS

A Educação Física tem como objetivo formar a atitude crítica dos


estudantes perante a cultura corporal, exigindo domínio do conhecimento e a
possibilidade de sua construção. Rompendo com a visão tradicional, faz-se
necessário integrar e interligar as práticas corporais de forma reflexiva e
contextualizada a partir das seguintes maneiras:
- Conhecer o funcionamento do organismo humano;
- Adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade na prática dos
jogos, lutas e dos esportes, buscando encaminhar os conflitos de forma não-
violenta e pelo diálogo;
- Saber diferenciar os contextos amador, recreativo, escolar e o profissional,
reconhecendo e evitando o caráter excessivamente competitivo em quaisquer
desses contextos.
- Analisar alguns dos padrões de beleza, saúde e desempenho presentes no
cotidiano, e compreender sua inserção no contexto sociocultural em que são
produzidos, despertando para o senso crítico e relacionando-os com as
práticas da cultura corporal de movimento.
- Refletir sobre as informações específicas da cultura cultural corporal, sendo
capaz de discerni-las e reinterpretá-las em bases científicas, adotando uma
postura autônoma, na seleção de atividades e procedimentos para a
manutenção ou aquisição da saúde.
- Adotar uma postura ativa de praticante de atividades físicas, consciente da
importância das mesmas na vida do cidadão.
- Estudar a cultura corporal que se manifesta através de seus conteúdos:
esporte, ginástica, dança, jogo e lutas.
- Resgatar os valores coletivos sobre o individual, o compromisso da
solidariedade e respeito humano, a importância do esporte como manifestação
social e o direito dos alunos a prática esportiva, adaptando o esporte à
realidade escolar.
- A ginástica no Ensino Médio deve abranger as diversas formas de ginástica
aprofundando o conhecimento técnico científico.

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- A dança no ensino médio deve estudar os aspectos culturais e sociais que se


manifeste através da dança e expressão corporal.
- Lutas devem valorizar a capoeira por ser uma luta de origem brasileira, mas
mostrar para os alunos outras lutas como as artes marciais ( Karatê, judô) e as
lutas ocidentais como o boxe.
Conteúdos do Ensino Fundamental

6° Ano

Conteúdos Estruturantes:

 Esporte (regras)
- Coletivos: handebol, voleibol, futebol de salão e basquete
- Individuais: Tênis de mesa

 Jogos:
Jogos e brincadeiras – amarelinha, elástico, peteca, mãe-pega, corridas de
saco, queimada, bets.
Jogos de Tabuleiro: de percurso,dama, trilha, resta um, xadrez
Jogos cooperativos: cadeira livre, dança das cadeiras cooperativas, volençol
 Dança – Danças folclóricas
 Ginástica – ginástica geral
 Lutas – capoeira

7° Ano

Conteúdos Estruturantes:

 Esporte ( recorte histórico/ regras)


Coletivos: handebol, voleibol, futebol de salão e basquete
Individuais: Tênis de mesa, atletismo

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 Jogos e brincadeiras – amarelinha, elástico, peteca, mãe-pega, corridas de


saco, queimada, bets,
Jogos de Tabuleiro: dama, trilha, resta um, xadrez
Jogos cooperativos: cadeira livre, dança das cadeiras cooperativas,
volençol
 Dança – Danças criativas e folclóricas
 Ginástica – ginástica geral e rítmica
 Lutas – capoeira

8° Ano

Conteúdos Estruturantes:

 Esporte:
- Coletivos: handebol, voleibol, futebol de salão e basquete
- Individuais: Tênis de mesa, atletismo, badminton
- Radicais ( lazer, condicionamento físico, histórico)

 Jogos e brincadeiras – corridas de saco, queimada, bets,


Jogos de Tabuleiro: dama, trilha, xadrez
Jogos cooperativos: cadeira livre, dança das cadeiras cooperativas,
volençol
 Dança – Danças de rua
 Ginástica – ginástica geral e rítmica
 Lutas – capoeira

9° Ano

Conteúdos Estruturantes:

 Esporte:
- Coletivos: handebol, voleibol, futebol de salão e basquete
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- Individuais: Tênis de mesa, atletismo, badminton


- Radicais ( lazer, condicionamento físico, contexto cultural)
 Jogos e brincadeiras – corridas de saco, queimada, bets, corrida da colher,
maçã do amor
Jogos de Tabuleiro: dama, trilha, xadrez
Jogos cooperativos: cadeira livre, dança das cadeiras cooperativas,
volençol
Jogos Dramáticos
 Dança – Danças de rua
Danças circulares
 Ginástica – ginástica geral e rítmica
 Lutas – capoeira

Conteúdos do Ensino Médio

1° Ano
Conteúdos Estruturantes:

 Esporte ( qualidade de vida, nutrição e saúde)– Coletivos: handebol,


voleibol, futebol de salão e basquete
Individuais: Tênis de mesa, atletismo, badminton
Radicais
 Jogos - Tabuleiro: dama, trilha, xadrez
Cooperativos: cadeira livre, dança das cadeiras cooperativas, volençol
Dramáticos
 Dança – Danças de rua
Danças de salão
 Ginástica – ginástica geral e de condicionamento físico
 Lutas – capoeira

2° Ano
Conteúdos Estruturantes:
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 Esporte ( relação com a ciência e mídia) – Coletivos: handebol, voleibol,


futebol de salão e basquete
Individuais: Tênis de mesa, atletismo, badminton
Radicais
 Jogos - Tabuleiro: dama, trilha, xadrez
Cooperativos: cadeira livre, dança das cadeiras cooperativas, volençol
Dramáticos
 Dança – Danças de salão e Danças circulares
 Ginástica – ginástica de condicionamento físico
 Lutas – capoeira

3° Ano

Conteúdos Estruturantes:

 Esporte ( função social):


Coletivos: handebol, voleibol, futebol de salão e basquete
Individuais: Tênis de mesa, atletismo, badminton
Radicais
 Jogos - Tabuleiro: dama, trilha, xadrez
Cooperativos: cadeira livre, dança das cadeiras cooperativas, volençol
Dramáticos
 Dança – Danças de salão
Danças circulares
 Ginástica – ginástica de condicionamento
 Lutas – capoeira

METODOLOGIA

A metodologia a ser utilizada deverá respeitar vários aspectos da natureza


social dos alunos e os recursos materiais e físicos disponíveis. O professor
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deverá abordar os conteúdos de maneira contextualizada histórica, social e


política de modo que façam sentido para os alunos nas diversas realidades
regionais, culturais e econômicas, contribuindo com a sua formação cidadã.
Serão consideradas as exposições, as vivências, os confrontos, as
pesquisas e trabalhos, tanto práticos quanto teóricos, respeitando a
individualidade de cada um, onde o professor organizará e sistematizará o
conhecimento sobre as práticas corporais.
A metodologia ainda dará valor ao pensamento crítico onde:
O conhecimento deve ser tratado metodologicamente de forma a favorecer
a compreensão dos princípios da lógica dialética materialista: totalidade,
movimento, mudança qualitativa e contradição. É organizado de modo a ser
compreendido como provisório produzido historicamente e de forma espiralada
vai ampliando a referência do pensamento do aluno (Coletivo de
Autores,1992:40). Então, o professor poderá lançar mão de temáticas que
contextualizem e contribuam para que o educando amplie sua visão de mundo
por meio da Educação Física, como: a História e Cultura Afro-Brasileira e
Indígena, a Prevenção ao uso indevido de drogas, a Educação Ambiental, a
Educação Fiscal e Tributária, o Enfrentamento a violência contra a criança e o
adolescente, o Gênero e Diversidade sexual, oportunizando a reelaboração de
idéias em relação às diversas práticas e manifestações corporais historicamente
produzidas e acumuladas pelo homem.
Cabe a disciplina organizar e sistematizar a prática possibilitando ao
educando desenvolver, o senso de investigação e pesquisa, ampliando sua visão
de mundo por meio da cultura corporal.
Na realização das práticas pedagógicas, ações e atividades serão
utilizados, como recursos, filmes e debates, jogos, aulas expositivas, pesquisas
na internet, elaboração de painel, exercícios individuais e em grupo, rodas de
conversa, eventos e discussões em grupo. Para as aulas de educação física,os
recursos materiais do colégio são; quadra coberta poliesportiva, cancha de areia,
sala de aula com TV pendrive e data show, tênis de mesa, bolas para diversas
modalidades esportivas, arco, cordas, cones, jogos intelectivos, som.

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AVALIAÇÃO

Por ser a Educação Física uma disciplina das mais agradáveis a avaliação
deverá ser também muito saudável.
Será cumulativa, interativa, participativa, respeitando as particularidades e
possibilidades da aprendizagem de cada etapa do desenvolvimento cognitivo,
afetivo, social e psicomotor do aluno.
Respeitando as plenas condições de desenvolvimento pessoal do aluno a
avaliação será também contínua, diagnóstica cumulativa e progressiva, dando
ênfase aos objetivos propostos. Sendo que o aluno deverá se manifestar de forma
crítica sobre os conteúdos propostos, através de trabalhos, debates, provas e
apresentações práticas.
O trabalho realizado na disciplina o aluno deverá Ter consciência do
próprio corpo e de que a atividade física é primordial para seu desenvolvimento
integral.
Através dos jogos cooperativos desenvolver-se-ão o espírito de equipe, a
integração, o relacionamento e compromisso com o respeito a todos.
O professor deverá valer-se de um apanhado de registros e indicadores
que evidenciem as diferentes expressões dos alunos em relação à sua
capacidade de criação, de socialização e de conceitos sobre as determinadas
temáticas.

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REFERÊNCIAS

ALBERTI, Heinz. Ensino de Jogos Esportivos. Livro Técnico S/A.Rio de


Janeiro. 1984.

ARAÚJO, Barros Jorge. Voleibol Moderno. Grupo Palestra Sport, Rio de Janeiro,
1994

BORSARI, Roberto José – Educação Física da Pré- Escola à Universidade.


EPU, São Paulo, 1980.

CAMARGO, Francisco. Handebol. Editora Meridional EMMA, 2ª ed., Porto


Alegre,1972

CAMARGO, Francisco. Basquetebol – Metodologia de Ensino. São Paulo,


1974.

FAHLBUSCH, Hannelore. Dança Moderna Contemporânea, Sprint, Rio de


Janeiro, 1990.

FERNANDES, Luiz José – Os Saltos. Editora EPU, 2ª Ed., São Paulo, 1978

FERNANDES, Luiz José. Arremessos. Editora EPU, 2ª Ed., São Paulo,1978.

FERNANDES, Luiz José. Corridas. Editora EPU, 2ª Ed., São Paulo, 1978.

FERREIRA, Lucena Ricardo Futsal e a Iniciação Sprint, 2ª., Rio de Janeiro, 1994.

GUTIERREZ, Washington. História da Educação Física, IPA 4ª Ed., Porto


Alegre, 1985.

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino de educação física. São


Paulo, Cortez,1992.

PARANA. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da


Educação Básica. Curitiba: Seed /DEB-PR-2008.Parâmetros curriculares
Nacionais(PCN'S) 2008;

PARANÀ. Secretaria de Estado da Educação Departamento de ensino


Fundamental. Cadernos temáticos. Educação indígenas .Curitiba SEED/PR
2006.

PARANÀ. Secretaria de Estado da Educação Departamento de ensino


Fundamental. Cadernos temáticos. Direitos sexuais são direitos humanos
Curitiba SEED/PR 2007.

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PROPOSTA CURRICULAR DE FILOSOFIA


ENSINO MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Trabalhar com a filosofia parte do princípio de ampliar a capacidade crítica


e de abstração do educando, oportunizando que o mesmo consiga enxergar o
mundo com outros olhos.
Portanto trabalhar os conceitos filosóficos não fica contido em apenas
transmissão do conhecimento, mas também em instigar a capacidade intelectual
do educando, para que ele possa refletir e compreender os eventos que
moldaram o mundo na configuração que temos atualmente.
O trabalho com a filosofia tem como pretensão dar ao aluno a condição de
emancipação de seu intelecto, para assim o mesmo interagir no meio em que vive
compreendendo as relações abstratas que norteiam o caminho da humanidade,
para tal feito os conteúdos da disciplina devem ser aplicados de forma onde o
aluno possa desenvolver sua capacidade de compreender as relações do meio e
também criar conceitos de análise da forma que todos agimos no meio social,
para assim ter consciência de sua posição social, pois só assim ele poderá ter
sua participação no mundo, compreendendo, questionando e atuando para formar
um ambiente melhor a todos.
Para tal feito que a filosofia se destine é preciso que no exercício docente o
educador tenha o discernimento de associar o mundo de nossos alunos com os
conteúdos filosóficos, revelando para ele o quanto a filosofia está atrelada com o
cotidiano e o quanto podemos usá-la para nos posicionarmos perante o mundo.
Assim a proposta desta disciplina forma uma nova dimensão interpretativa
do real, a dimensão filosófica, na qual se encontra o processo mesmo do filosofar.

OBJETIVOS GERAIS
Estimular a aprendizagem reflexiva que proporcione a articulação efetiva
entre teoria e prática, tendo como princípio de que o sujeito do conhecimento

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deve não tão somente exercer sua capacidade de questionar, indagar,


problematizar, mas sim agir sobre tais problemas, um sujeito compromissado
consigo mesmo, com o meio em que vive e com o mundo, pois é um sujeito
universalmente humano.
Tentar fazer emergir o “pensar filosófico”, o que implica justamente em uma
ação reflexiva do pensamento, que se volta a si mesmo, questionando a própria
validade das indagações suscitadas. O “uso autônomo” da razão é trazido à tona.
Há o pensar por si mesmo, e como conseqüência, o libertar-se dos pré-conceitos
do senso comum.
Praticar a leitura e releitura, a interpretação e reinterpretação de textos
filosóficos clássicos, situando tais obras e seus respectivos autores numa
contextualização ao mesmo tempo histórica e atual, ou seja, o que foi pensado, o
que ainda se pensa, e o que mudou sobre tal pensamento.
Exercitar a produção de textos que sejam claros , demonstrando clareza e
opiniões próprias sobre as idéias .
Deixar claro a necessidade de se adotar uma postura crítica perante os
fatos, acontecimentos ou mesmo, fenômenos, com os quais nos deparamos em
nossa vida social.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:

- Mito e Filosofia
- Teoria do conhecimento
- Ética
- Filosofia Política
- Estética
- Filosofia da Ciência

1° Ano do Ensino Médio

1º BIMESTRE: Mito e Filosofia:


 Saber Mítico.

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 Saber Filosófico.
 Relação Mito e Filosofia.
 Atualidade Do Mito.
 O Que é Filosofia?

2º BIMESTRE: Teoria Do Conhecimento

 Possibilidade do Conhecimento.
 As Formas de Conhecimento.
 O Problema da Verdade.
 A Questão do Método.
 Conhecimento e Lógica.

2° ANO DO ENSINO MÉDIO

1º BIMESTRE: Ética

 Ética e Moral.
 Pluralidade de Idéias.
 Ética e Violência.
 Razão, Desejo e Vontade.
 Liberdade: Autonomia do Sujeito e a Necessidade das Normas.

2º BIMESTRE: Filosofia e Política

 Relações entre Comunidade e Poder.


 Liberdade e Igualdade Politica.
 Politica e Ideologia.
 Esfera Privada e Pública.
 Cidadania Formal e/ ou Participativa.

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Filosofia

3° ANO DO ENSINO MÉDIO

1º BIMESTRE : Filosofia da Ciência

 Concepções de Ciência.
 A Questão do Método Científico.
 Contribuições e Limites da Ciência.
 Ciência e Ideologia.
 Ciência e Ética.

2º BIMESTRE: Estética

 Natureza da Arte.
 Filosofia e Arte.
 Categorias Estéticas – Feio, Belo, Sublime, Trágico, Cômico, Grotesco,
Gosto, etc.
 Estética e Sociedade.

METODOLOGIA

A proposta de trabalho com os conteúdos da Filosofia deverá de acordo


com as Diretrizes Curriculares Estaduais, “acontecer em quatro momentos: a
mobilização para o conhecimento, a problematização, a investigação e a criação
de conceitos.” (DCE, p.231)
A análise de textos filosóficos constitui-se como importante tarefa a ser
realizada, e para isso, tanto a exposição, como os debates, juntamente com
propostas de trabalho com temáticas que envolvam o cotidiano do educando,
mostrando o ambiente social no qual ele está inserido e como o educando pode e
deve usar o que aprende para alterar o ambiente social. Portanto é preciso
trabalhar elementos como relação de poder, organização social, os
desenvolvimentos tecnológicos entre outras coisas, para que o estudante tenha
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Filosofia

senso critico, tentando sempre estabelecer relações com a realidade discente.


Um exemplo disso será articular de maneira investigatória e problematizada os
vários elementos filosóficos que envolvem as questões da História e Cultura Afro-
Brasileira e Indígena, a Prevenção ao uso indevido de drogas, o Enfrentamento a
Violência contra a criança e o Adolescente, o Gênero e Diversidade Sexual, a
Educação fiscal e Educação Tributária e a Educação Ambiental conforme a
legislação vigente.
O professor deverá fazer uso de diferentes recursos didáticos e
tecnológicos que o orientem no processo de aprendizagem como: utilização de
textos literários e jornalísticos, pesquisa em fontes diversas, analise de imagens,
filmes, peças teatrais e todas as ferramentas tecnológicas de comunicação e
informação disponíveis.
A partir dos problemas atuais estudados na História da Filosofia, nas
reflexões dos textos clássicos e de sua abordagem contemporânea, o estudante
do Ensino Médio poderá formular conceitos e construir o seu discurso filosófico.

AVALIAÇÃO

A avaliação deve ter critérios voltados á diagnosticar o perfil do aluno com


a intenção de desenvolver um trabalho pensando em melhorar a qualidade de
ensino ao educando, a avaliação deve ser processual, cumulativa e contínua, de
forma que a construção do saber do mesmo se torne uma ação diária, que forme
o aluno e possa avaliar tanto quem aprende como quem ensina.
Tanto nas avaliações dissertativas e orais, sejam elas de ordem individual
ou seminários, tem-se por objetivos: verificar a compreensão nas exposições e
produções textuais sobre os assuntos trabalhados, levando-se em conta a
organização e coesão das idéias presentes, principalmente a capacidade de
trabalhar, argumentar e criar conceitos.
A avaliação se inicia com a mobilização para o conhecimento, por meio da
análise comparativa do que o estudante pensava antes e do que pensa após o
estudo.

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Filosofia

REFERÊNCIAS

CHAUI, M. O retorno do teológico- político.In: Sergio Cardoso ( org). Retorno ao


republicanismo. Belo Horizonte: ed: UFMG, 2004.

GALLINA, S. O ensino da Filosofia e a criação de conceitos. In: CADERNOS


CEDES, Nº 64

ARANHA,M.; Martins, Temas da Filosofia. São Paulo : moderna,1992

CHAUÍ, ,m.Oliveira,P. Filosofia e sociologia : série novo ensino médio. São


paulo; ática,2008.

PARANA.Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da


Educação Básica. Curitiba: Seed /DEB-PR-2008.

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PROPOSTA CURRICULAR HISTÓRIA


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

No momento em que vivemos, com o avanço da tecnologia através de


rádios, tvs, Internet entre outros meios, as informações são repassadas num curto
prazo de tempo. Existe uma grande diferença entre “informação” e
“conhecimento” e um conceito não é confundido com o outro. O ensino da
disciplina de História não pode ser meramente informativo, porém se utiliza da
informação para entender e analisar estruturas sociais, econômicas, políticas e
culturais e as suas respectivas relações e transformações nos contextos espaços-
temporais.
A história não é pronta e acabada e tem como objeto de estudo os
processos históricos relativos às ações e às relações humanas praticadas no
tempo, ou seja, as formas de pensar, agir, sentir, representar, imaginar, instituir e
de se relacionar social, cultural e politicamente necessitando assim, ser
pesquisada, interpretada, discutida exigindo assim, um certo conhecimento e
domínio de outras disciplinas.
A disciplina de História conduz o educando a buscar no passado respostas
para questões presentes, relacionadas ao cotidiano, elaborando idéias históricas,
pautada em diferentes pesquisas de diversos documentos, analisados, criticados
sendo expresso em forma de narrativas, que contribuirão para uma racionalidade
do sujeito, apropriando-se de uma ótica concebida por diferentes atores históricos
e da cultura que se apresenta na diversidade, “antes relegados a invisibilidade”,
no sentido de formar uma consciência histórica emancipadora, para que cada um
se torne agentes históricos capaz de construir projetos futuros.
Dessa maneira, será necessário adequar às fundamentações históricas ao
currículo escolar procurando dialogar entre as diferentes vertentes, visando a
complementação do debate histórico. De acordo com as diretrizes o viés
historiográfico optado pelo Paraná propõe uma relação dialética entre a Nova
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Esquerda Inglesa e a Nova história Cultural. Insere-se historiadores que aborda


os conceitos relativos a consciência histórica, dentre eles:Raymond Williams, Eric
Hobsbawm, Christopher Hill, Perry Anderson, Edward Thompson (referente a
Nova Esquerda Inglesa), Roger Chartier, Carlo Ginzburg, Norbert Elias e Michel
Foucault (referente a Nova História Cultural).

OBJETIVO GERAL

- Compreender e refletir sobre as novas demandas sociais e refletir a respeito


dos contextos históricos que envolvem os aspectos políticos, econômicos,
culturais e sociais em que os saberes foram produzidos e sua repercussão na
sociedade atual.
- Aprender a pensar historicamente de tal forma que possa provocar debates,
discussões alimentando cada vez mais, o conhecimento.
- O conhecimento é infinito e exige além de disciplina, um domínio de
linguagens tais como: Economia, Geografia Política, Religião, Ética, Cultura,
etc.
- Ter a preocupação tanto em transmitir o conhecimento de forma clara quanto
fazer despertar o interesse em ampliar seu conhecimento, buscando outros
meios de informação e a “ autonomia de pensamentos”.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES (PARA TODAS AS SÉRIES):

-Relações de trabalho.
-Relações de poder.
-Relações culturais

CONTEÚDOS POR SÉRIES/ANO.

6º Ano.

Conteúdos Básicos;

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-As experiências humanas;


-Os sujeitos e suas relações com o outro no tempo;
-As culturas locais e a cultura comum.
Conteúdos Específicos:
Os diferentes sujeitos, suas culturas e suas histórias.
- O que é História.
- A Pré – história.
- A Mesopotâmia.
- O Egito.
- Os Fenícios, Hebreus e Persas.
- O Extremo oriente.
- A Grécia Antiga
- Roma: O mundo romano.
- Idade Média e Medieval.
- Gênero e Diversidade Sexual

7º Ano
Conteúdos Básicos:
-As relações de propriedade;
-A constituição histórica do mundo do campo e do mundo da cidade;
-As relações entre campo e cidade;
-Conflitos, resistências e produção cultural: campo e cidade.

Conteúdos Específicos:

A constituição histórica do mundo rural e urbano e a formação da propriedade em


diferentes tempos e espaços.
- A Europa medieval.
- O Absolutismo.
- A conquista da América.
- Colonização.
- Reforma protestante.

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- A África.
- História do Paraná.
- O sistema colonial.
- O escravismo.
- História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena
- A economia do açúcar.
- América Espanhola.
- Expansão do Brasil.
- Gênero e Diversidade sexual

8º Ano.
Conteúdos Básicos:

-História das relações da humanidade com o trabalho;


-O trabalho e a vida em sociedade;
-O trabalho e as contradições da modernidade;
-Os trabalhadores e as conquistas.

Conteúdos Específicos:
O mundo do trabalho e os movimentos de resistência.
- Revolução Inglesa – Iluminismo.
- Independência dos EUA
- Revolução Francesa.
- Revolução Industrial.
- Independência do Brasil e Espanha.
- 1º e 2º Império.
- Abolição da escravatura.
- República.
- Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente
- História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena

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História

9º Ano.

Conteúdos Básicos:
-A constituição das instituições sociais;
-A formação do Estado;
-Sujeitos, gravuras e revoluções.
Conteúdos Específicos:
Relações de Dominação e Resistência: A formação do Estado é das Instituições
Sociais.
- 1ª Guerra Mundial.
- República Velha
- Revolução Russa / Mexicana.
- Crise de 1929.
- A ditadura Facista.
- O Populismo.
- 2ª Guerra Mundial.
- A guerra fria.
- O golpe de 64
- Os anos rebeldes.
- Os anos 70.
- A ditadura militar.
- O mundo contemporâneo/História do Paraná.
- Prevenção ao uso de drogas
- Guerra do ópio

ENSINO MÉDIO

1º Ano.
Conteúdos Básicos:
-Trabalho (escravo, servil,assalariado e livre).
-Urbanização e industrialização.
Conteúdos Específicos:

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- Os primeiros seres humanos.


- O ser humano na América.
- O antigo oriente próximo.
- O Egito.
- Mesopotâmia.
- Os Fenícios, Persas, Hebreus.
- A Grécia.
- Período Helenístico.
- Roma.
- O mundo Medieval/Feudalismo ( crise).
- Império Bizantino.
- O reino dos Francos.
- Gênero e Diversidade Sexual

2º Ano.
Conteúdos Básicos:
-O Estado e a relação de Poder.
-Os sujeitos, as Revoltas e as Guerras.

Conteúdos Específicos:
- A América subjugada.
- Portugueses na América.
- História do Paraná.
- Açúcar e escravidão.
- Sob o domínio da Espanha.
- Revolução Inglesa.
- A colonização inglesa na América do Norte.
- O ciclo do ouro das gerais.
- Revolução Industrial. Revolução Francesa.
- Enfrentamento da violência contra a criança e o adolescente
- Gênero e Diversidade sexual

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3º Ano.
Conteúdos Básicos:
-Movimentos Sociais, políticos e culturais. As Guerras e Revoluções;
-Cultura e Religiosidade;

Conteúdos Específicos:
- Século XIX – Luta de classes.
- A unificação da Alemanha.
- O curto reinado de D. Pedro.
- O 2º Reinado.
- Guerra do Paraguai.
- A abolição da escravatura.
- Os imigrantes.
- A grande guerra – 1914.
- Revolução Russa.
- A República do café com leite.
- Revoltas urbanas ( Contestado, Canudos, Balaiada).
- Conflitos sociais.
- Revolução de 1930.
- 2ª Guerra mundial/ Guerra Fria.
- A Era de Vargas.
- A Ditadura militar.
- Globalização.
- Prevenção ao uso de drogas
- Educação Ambiental
- Educação Fiscal / Tributária

Legislação
A História tem como finalidade construir uma identidade nacional
relacionada a uma História Universal de desenvolvimento da Humanidade. Essas
contribuições, lanças novas perspectiva, novos problemas, pois os novos objetos
de estudos introduzirão novas temporalidades, bem como as valorizações das

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quais a História tradicional não revelava suas relações humanas bem como suas
capacidades de transformação e resistência cultural, através do estudo da Lei
11.645/08-História da Cultura Afro-Brasileira e Indígena; Dec.4201/02, Educação
Ambiental; Educação Fiscal Dec.1143/99; História do Paraná Lei 13.381/01
Prevenção ao Uso indevido de Drogas,Enfrentamento da Violência contra a
criança e o Adolescente em todo o EF e EM, valorizará a concepção de Mundo,
das classes populares, através de uma abordagem micro histórica,antropológica e
cotidiana , interpretando os contextos, analisando as mudanças , as rupturas e
permanências privilegiando ao sujeito e a sua história e cultura como ações dos
agentes históricos. As leis citadas serão abordadas dentro dos conteúdos de cada
ano específico, respeitando a maturidade de cada faixa etária respeitando o
calendário escolar e maneira de aprender de cada turma tanto no EF como EM.

METODOLOGIA

A partir da compreensão da organização do pensamento histórico, o professor


poderá encaminhar as aulas de maneira que o aprendizado seja significativo para
os estudantes, propondo elementos que constituem o pensamento histórico como:
a observação da vida cotidiana e a prática social de como os sujeitos buscam no
passado as respostas para as questões do presente; a investigação como critério
de verificação, classificação e confrontação científica de documentos; a
interpretação a partir de teorias historiográficas; narrativas e fatos históricos.
Durante as aulas, após a apresentação de um acontecimento, explicação,
leitura e interpretação de textos, artigos, livros e imagens, pode-se provocar
debates, discussões, troca de experiências com intuito de fazer despertar a
curiosidade, tornando o fato histórico mais próximo, resgatando a história de
antepassados, ligando-a ao presente.
Usar da História para contribuir com o desenvolvimento de algumas
habilidades tais como: saber interpretar um documento escrito ou uma fotografia,
analisar um gráfico ou mapa, entender uma caricatura ou charge, Ter noção de
espaço e tempo histórico, produzir textos, debater sobre um determinado assunto,
reconstruir um fato histórico sendo este, ligado à Literatura, Arte, Música, Teatro,

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História

Cinema, etc. Contestar um determinado fato na História, buscando novas


propostas.

AVALIAÇÃO

Para que a avaliação do ensino da História sirva à democratização do ensino,


deve ser compreendida como fenômeno compartilhado, contínuo, processual e
diversificado e que propicie uma análise crítica das práticas que podem ser
retomadas e reorganizadas pelo professor e os alunos. Os pressupostos da
avaliação (finalidades, objetivos, critérios e instrumentos) permitem rever o que
precisa ser melhorado ou o que já foi aprendido e o professor poderá lançar mão
de várias formas avaliativas como: Avaliação diagnóstica, formativa ou somativa.
O professor poderá, a partir dos elementos históricos, propor indicadores
de compreensão pelos alunos, por exemplo: A possibilidade de atividades que
desenvolvam a capacidade de síntese e redação de narrativas históricas, ou que
permitam ao aluno expressar o desenvolvimento de idéias e conceitos históricos,
ou ainda analisar, identificar,explicar e interpretar documentos históricos como
textos e imagens.
A disciplina de História deve dar condições para que os alunos identifiquem
os processos históricos, reconheçam criticamente as relações de poder neles
existentes, e possam intervir no mundo histórico em que vivem, se fazendo
sujeitos da própria História.
Estudar e avaliar de modo processual e cumulativo, as estruturas que
possibilitam as ações políticas em que os sujeitos promovem a aprendizagem
com responsabilidade assumida individualmente ou em grupo na sociedade em
que está inserido através da pesquisa de documentos escritos (cartas, falas,
poemas,literaturas, produção de texto);Imagens (pinturas, filmes, fotografias);
Teatro, Debates, Charges, Paródias e provas escritas.Sendo através da avaliação
diagnóstica, permitir aos alunos elaborar idéias, conceitos históricos superando
dificuldades, propondo caminhos de aprendizagens que ampliem a análise de
passado/presente através de diversas produções historiográficas.

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Deseja-se que, ao final do trabalho da disciplina de História os alunos


tenham condições de identificar os processos históricos, reconhecer criticamente
as relações de poderes existentes, intervirem no mundo histórico em que vivem,
de modo a serem sujeitos da própria História.

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REFERÊNCIAS

FERREIRA, Marieta de Moraes. Aprendendo História:Reflexão e Ensino.SP


Editora Brasil, 2009.

GOFF,Jacques Lê. História e Memória. Campinas Editora Unicamp,2003.

KARNAL, Leandro. História na sala de aula: conceitos e práticas propostas.


SP Contextos, 2010.

PARANÁ, Secretaria de Estado da educação do.Dep. da Educação Básica.


Diretrizes Curriculares da Educação Básica História.PR 2008.

SCHIMIT,Maria Auxiliadora.Ensinar História. SP Scipione 2009

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Língua Portuguesa

PROPOSTA CURRICULAR LÍNGUA PORTUGUESA


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Historicamente no Brasil o ensino da Língua Portuguesa teve início e


evoluiu ao lado da história da educação, isto porque esteve atrelado aos
interesses de diversos contextos políticos e sociais e conseqüentemente à
diferentes concepções e metodologias de ensino. Na época dos jesuítas, a
educação era instrumento de formação de uma elite colonial e ao mesmo tempo
em que se propunha alfabetizar e catequizar os indígenas e não havia uma
educação institucionalizada, as práticas pedagógicas eram restritas à
alfabetização. A língua mais falada era o tupi, sendo que o português era a língua
utilizada nas transações comerciais e documentos legais.
Por volta do século XVIII ocorreu a padronização linguística onde a Língua
Portuguesa foi revertida em idioma oficial do Brasil. Neste período os propósitos
colonialistas não mais interessavam e os ideais iluministas influenciaram
ocorrendo mudanças estruturais na educação: além de continuar com as escolas
de ler e contar, foram mantidos cursos de Letras e Filosofia como secundários e
Teologia para a formação de sacerdotes. Após a expulsão dos Jesuítas a
educação teve o seu foco voltado para os interesses da Coroa Portuguesa e
assim ficou até a vinda da família real ao Brasil, onde se produziu ainda mais a
manutenção do status quo negligenciando o ensino primário às classes
populares.
Somente no final do século XIX é que a disciplina de Língua Portuguesa
passou a ser integrada aos currículos escolares do Brasil, seguindo os moldes do
latim, de maneira fragmentada: Gramática, Retórica e Poética.
Ainda no final do século XIX com a necessidade de se atender a
industrialização, houve a multiplicação das escolas públicas, o que expulsou o
curso de Retórica do currículo e o conteúdo gramatical recebeu a denominação

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Língua Portuguesa

de Português e o Latim perdeu o prestígio sendo que a Língua Nacional foi


valorizada.
A partir do modernismo rompem-se os modelos tradicionais e a língua
escrita se aproxima do falar cotidiano do Brasil. Na década de 60 inicia-se o
processo de expansão do ensino primário público e em 1971 a ampliação de
vagas com a multiplicação de alunos, e com isto as exigências culturais e práticas
pedagógicas ganham repercussão diferente. De acordo com a concepção
tecnicista a memorização e reforço atendiam ao contexto autoritário da ditadura
militar e impunham uma formação passiva e acrítica.
Com a denominação de Comunicação e Expressão, a disciplina foi sendo
questionada teoricamente quanto à eficácia das aulas de gramática no ensino,
pois na prática a concepção tradicional era reforçada com metodologias que não
possibilitavam o aprimoramento da Língua Materna e da Literatura.
A partir da abertura política fortaleceu-se a pedagogia histórico-crítica,
sendo inseria, nos anos 80, a vertente progressista. A dimensão tradicional no
ensino da Língua Materna cedeu aos poucos espaço a novos paradigmas,
envolvendo questões de uso, contextuais e valorizando o texto como unidade
fundamental de análise, pois as práticas repetitivas centravam no repasse de
conteúdos gramaticais.
Os PCNs no final dos anos 90 também fundamentaram a disciplina de
Língua Portuguesa na concepção interacionista, conduzindo à reflexão da
linguagem oral e escrita. Também foram criticados por alguns autores quanto ao
trabalho com textos pré-estabelecidos excluídos do contexto social e também
quanto à definição ou separação do que é ou não literário, privando o aluno de
experienciar através da Literatura possibilidades diferentes de elaborações
linguísticas e suas significações.
As Diretrizes Curriculares Estaduais de Língua Portuguesa no Paraná
apresentam diante de todo esse percurso histórico que envolveu o ensino da
disciplina na educação brasileira, novos posicionamentos em relação às práticas
de ensino, envolvimento dos professores e a consideração das práticas
linguísticas trazidas pelos alunos. Propõe que seja trabalhada a inclusão dos

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saberes necessários ao uso da norma padrão e acesso aos conhecimentos para


os multiletramentos.
Nessa perspectiva a escola assumirá a função de propiciar diferentes
práticas sociais do uso da leitura, escrita e oralidade inserindo os alunos nas
diversas esferas de interação. É na escola que o aluno encontrará o espaço
sistemático para as práticas de linguagem que lhe possibilitem interagir na
sociedade, nas mais diferentes circunstâncias no uso da língua. Ao entrar na
escola, ele já vem com domínio da oralidade, e o ensino da Língua Portuguesa
possibilitará que ele aprimore os seus conhecimentos linguísticos e discursivos e
compreenda os discursos que os cerca e tenha condições de interagir com os
mesmos. A intenção é assumir novos posicionamentos que dêem ênfase à língua
viva, dialógica, em constante movimentação, permanentemente reflexiva e
produtiva.
Assim, a escola necessita de ser um espaço que promova por meio de
projetos pedagógicos possibilidades de diálogo entre as diversas áreas do
conhecimento. Com eles, é possível vincular o aprendizado escolar aos
interesses dos alunos, a sua realidade fora da escola, à sociedade em que vivem
e a cultura, proporcionando ao estudante um maior entendimento nos textos, seus
sentidos, suas intenções e visões.
A Literatura também apresenta contribuições para que o aluno tenha a
capacidade de desenvolver o raciocínio e a imaginação, aprofundando as
relações socioeconômicas e culturais da época em que vivem as personagens.
As DCEs citam as atribuições que Cândido (1972) apresenta nas três funções em
relação à Literatura: a psicológica, que permite ao homem a fuga da realidade; a
formadora, que retrata realidades não reveladas pela ideologia dominante; e a
social, que retrata os segmentos da social.
Como a literatura se manifesta em todos os setores da vida, por ser
extremamente dinâmica deve tratar da relação entre o leitor e a obra na qual
representação de mundo do autor se confronta com a representação de mundo
do leitor. O leitor amplia o seu universo a partir de sua experiência cultural e
torna-se um ser crítico em relação ao seu contexto histórico com a ação dialógica
da leitura.

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Ainda nessa proposta curricular deve-se salientar a importância dos


modelos teóricos e as linhas de pesquisa, que vão da linguística estrutural à
análise do discurso, passando pelo gerativismo, pela linguística textual e pela
análise da conversação, dentre outros.
Observa-se que todas essas concepções têm algo em comum. Elas
entendem a linguagem como uma realidade em si como um conjunto aberto e
múltiplo de práticas sócio interacionais, orais ou escritas, desenvolvidas por
sujeitos historicamente situados na dinâmica das relações sociais, dos
movimentos da história.
A utilização dos gêneros discursivos que circulam socialmente será
componente do trabalho com o intuito de que o aluno compreenda as
especificidades e similaridades das relações sociais nas diferentes esferas da
comunicação essa expressão é sinônima de ensino contextualizado de gramática,
compreendendo-se contexto como um texto em que se verificam determinados
usos da língua.
O texto raramente é tomado como uma unidade de sentido e, mais
raramente ainda, como discurso relegado ao papel de suporte, o texto quase
sempre acaba se transformando em mero pretexto para a exemplificação teórica
ou para exercícios de reconhecimento ou classificação gramatical.
Nesse processo os alunos perceberão aos poucos quanto a prática
significativa da escrita é desafiadora e cativante.
Nesse sentido, o ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa terá a função
de instrumentalizar o educando como sujeito atuante no contexto histórico e nas
interações de manifestação, seja de lida, escrita, falada, escutada que são
habilidades que permitem agir no mundo que nos cerca e com ele interage.
Coloca-se em prática essas habilidades por meio da linguagem que poderá ser
verbal (leitura de textos) e outras linguagens ( as artes visuais, a música, o
cinema, a fotografia, a televisão, a publicidade, as charges, os quadrinhos). Por
isso, quanto mais se conhece a linguagem e as inúmeras possibilidades de usá-
la, tanto melhor se expressa e compreende-se a expressão do outro.
Dominando a linguagem consegue-se “chave” para criação e interação.

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OBJETIVOS

ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO


- Desenvolver a escrita e a oralidade em situações discursivas por meio de
práticas sociais.
- Comunicar-se com clareza em diferentes situações adequando cada contexto.
- Ler com autonomia diferentes gêneros textuais, identificando a idéia central
neles contida.
- Identificar, nos textos lidos e ouvidos, as idéias do autor e sua intenção ao
produzi-los.
- Produzir textos escritos com clareza, coesão e objetividade, utilizando
estrutura adequada aos gêneros textuais.
- Reconhecer e utilizar-se das variantes da língua, de acordo com as situações
apresentadas.
- Refletir sobre a língua e linguagem e a descrição gramatical dos textos e
contextos à medida que forem significativas para sua compreensão.
- Explorar recursos da língua reconhecendo o efeito de seu sentido.
- Realizar atividades de reflexão que conduzam à compreensão da variedade
lingüística e ao reconhecimento das modalidades padrão e coloquial, em
situações de uso real em sala de aula, tais como: debates, relatórios orais de
narrativas ouvidas, exposição oral de trabalhos escolares (feira de Ciências,
seminários, júri simulado, jornal falado, entre outras)

CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

6° Ano

CONTEÚDO ESTRUTURANTE : O discurso como prática Social

CONTEÚDOS BÁSICOS:
- Gêneros Discursivos: Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos,
Convites, Curriculum Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Parlendas , Piadas,

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E-mail: colegiohildegard@gmail.com. – Fone/Fax: (41) 32495420
Língua Portuguesa

Provérbios, Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-


Línguas, Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em
Quadrinhos, Lendas, Memórias, Debate , Diálogo/Discussão Argumentativa,
Pesquisas, Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge ,
Classificados,Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

- Oralidade:
• Tema do texto;
• Finalidade;
• Papel do locutor e interlocutor;
• Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc;
• Adequação do discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
• Semântica

- Leitura:
• Tema do texto;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Argumentos do texto;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Informações explícitas e implícitas;
• Discurso direto e indireto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Repetição proposital de palavras;
• Léxico;
• Ambiguidade;

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• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no


texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras de
linguagem.

- Escrita:
• Contexto de produção;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Informatividade;
• Argumentatividade;
• Discurso direto e indireto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Divisão do texto em parágrafos;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras de
linguagem;
• Processo de formação de palavras;
• Acentuação gráfica;
• Ortografia;
• Concordância verbal/nominal.

7° Ano

Conteúdo Estruturante: O discurso como prática Social

Conteúdos Básicos:
- Gêneros Discursivos: Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos,
Convites, Curriculum Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Parlendas , Piadas,
Provérbios, Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-
Línguas, Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em
Quadrinhos, Lendas, Memórias, Debate , Diálogo/Discussão Argumentativa,

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Pesquisas, Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge ,


Classificados,Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

- Oralidade:
• Tema do texto;
• Finalidade;
• Papel do locutor e interlocutor;
• Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc;
• Adequação do discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
• Semântica.
- Leitura:
• Tema do texto;
• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Argumentos do texto;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Informações explícitas e implícitas;
• Discurso direto e indireto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Repetição proposital de palavras;
• Léxico;
• Ambiguidade;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras de
linguagem

- Escrita:
• Contexto de produção;

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• Interlocutor;
• Finalidade do texto;
• Informatividade;
• Discurso direto e indireto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras de
linguagem;
• Processo de formação de palavras;
• Acentuação gráfica;
• Ortografia;
• Concordância verbal/nominal

8° Ano

CONTEÚDO ESTRUTURANTE : O discurso como prática Social

CONTEÚDOS BÁSICOS:

- Gêneros Discursivos: Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos,


Convites, Curriculum Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Parlendas , Piadas,
Provérbios, Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-
Línguas, Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em
Quadrinhos, Lendas, Memórias, Debate , Diálogo/Discussão Argumentativa,
Pesquisas, Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge ,
Classificados,Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

- Oralidade:
• Conteúdo temático;
• Finalidade;
• Argumentos;
• Papel do locutor e interlocutor;

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• Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,


pausas ...;
• Adequação do discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras);
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
• Elementos semânticos;
• Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc);
• Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito.
- Leitura:
Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Intencionalidade do texto;
• Argumentos do texto;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito);
• Semântica:
- operadores argumentativos;
- ambiguidade;
- sentido figurado;
- expressões que denotam ironia e humor no texto.
- Escrita:
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Intencionalidade do texto;
• Informatividade;
• Contexto de produção;

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• Intertextualidade;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
• Concordância verbal e nominal;
• Papel sintático e estilístico dos pronomes na organização, retomadas e
sequenciação do texto;
• Semântica:
- operadores argumentativos;
- ambiguidade;
- significado das palavras;
- sentido figurado;
- expressões que denotam ironia e humor no texto.

9° Ano

CONTEÚDO ESTRUTURANTE : O discurso como prática Social

CONTEÚDOS BÁSICOS:

- Gêneros Discursivos: Adivinhas, Anedotas, Bilhetes, Carta Pessoal, Causos,


Convites, Curriculum Vitae, Diário, Exposição Oral, Músicas, Parlendas , Piadas,
Provérbios, Quadrinhas, Receitas, Relatos de Experiências Vividas, Trava-
Línguas, Biografias, Contos, Crônicas de Ficção, Fábulas, Haicai, Histórias em
Quadrinhos, Lendas, Memórias, Debate , Diálogo/Discussão Argumentativa,
Pesquisas, Anúncio de Emprego, Artigo de Opinião, Caricatura, Cartum, Charge ,
Classificados,Crônica Jornalística, Entrevista (oral e escrita)

- Oralidade:
• Conteúdo temático;

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• Finalidade;
• Argumentos;
• Papel do locutor e interlocutor;
• Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas;
• Adequação do discurso ao gênero;
• Turnos de fala;
• Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas entre outras);
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, conectivos;
• Semântica;
• Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc.);
• Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito.

- Leitura:
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Intencionalidade do texto;
• Argumentos do texto;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Discurso ideológico presente no texto;;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
• Partículas conectivas do texto;
• Progressão referencial no texto;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
• Semântica:
• polissemia;
• expressões que denotam ironia e humor no texto.

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- Escrita:
• Conteúdo temático;
• Interlocutor;
• Intencionalidade do texto;
• Informatividade;
• Contexto de produção;
• Intertextualidade;
• Vozes sociais presentes no texto;
• Elementos composicionais do gênero;
• Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
• Partículas conectivas do texto;
• Progressão referencial no texto;
• Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito, etc.;
• Sintaxe de concordância;
• Sintaxe de regência;
• Processo de formação de palavras;
• Vícios de linguagem;
• Semântica:
• operadores argumentativos;
• modalizadores;
• polissemia.

Conteúdos do Ensino Médio

1° Ano

Conteúdo Estruturante : O discurso como prática Social

CONTEÚDOS BÁSICOS:
Gêneros discursivos – Fábula, poema, Carta pessoal, Relato pessoal,
seminário, artigo de opinião.

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Oralidade

 Conteúdo temático.
 Finalidade.
 Intencionalidade.
 Argumentos.
 Papel do locutor e do interlocutor.
 Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas...
 Adequação do discurso ao gênero.
 Turnos de fala.
 Variações linguísticas ( lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras).
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição.
 Elementos semânticos.
 Adequação da fala ao contexto ( uso de conectivos, gírias, repetições, etc.).
 Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e escrito.

Leitura
 Conteúdo temático.
 Interlocutor.
 Finalidade do texto.
 Intencionalidade.
 Argumentos do texto.
 Contexto de produção.
 Intertextualidade.
 Vozes sociais presentes no texto.
 Discurso ideológico presente no texto.
 Elementos composicionais do gênero.
 Contexto de produção da obra literária.
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, Função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito.

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 Progressão referencial.
 Partículas conectivas do texto.
 Relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto.
 Semântica.
 Operadores argumentativos.
 Modalizadores.
 Figuras de linguagem.

Escrita
 Conteúdo temático.
 Interlocutor.
 Informalidade.
 Contexto de produção.
 Intertextualidade.
 Intencionalidade.
 Referência textual.
 Vozes sociais presentes no texto.
 Ideologia presente no texto.
 Elementos composicionais do gênero.
 Progressão referencial.
 Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto.
 Operadores argumentativos.
 Modalizadores.
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, conectores, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão,
negrito, etc.
 Figuras de linguagem, Introdução à semântica, sons e letras, a expressão
escrita, acentuação, estrutura das palavras e formação das palavras.
 Literatura – Comunicação e interação; o que é literatura; Trovadorismo,
Humanismo, Classicismo, Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, História e
Cultura Afro-brasileira e Indígena, Livros de Literatura.

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2° Ano

CONTEÚDO ESTRUTURANTE: O discurso como prática Social


CONTEÚDOS BÁSICOS:

Gêneros discursivos – Tipos de discurso, o Conto, a notícia, dissertação e


narração.

Oralidade
 Conteúdo temático.
 Finalidade.
 Intencionalidade.
 Argumentos.
 Papel do locutor e do interlocutor.
 Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas...
 Adequação do discurso ao gênero.
 Turnos de fala.
 Variações linguísticas ( lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras).
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição.
 Elementos semânticos.
 Adequação da fala ao contexto ( uso de conectivos, gírias, repetições, etc.).
 Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e escrito.

Leitura
 Conteúdo temático.
 Interlocutor.
 Finalidade do texto.
 Intencionalidade.
 Argumentos do texto.
 Contexto de produção.
 Intertextualidade.
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Língua Portuguesa

 Vozes sociais presentes no texto.


 Discurso ideológico presente no texto.
 Elementos composicionais do gênero.
 Contexto de produção da obra literária.
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, Função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito.
 Progressão referencial.
 Partículas conectivas do texto.
 Relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto.
 Semântica.
 Operadores argumentativos.
 Modalizadores.
 Figuras de linguagem.

Escrita
 Conteúdo temático.
 Interlocutor.
 Informalidade.
 Contexto de produção.
 Intertextualidade.
 Intencionalidade.
 Referência textual.
 Vozes sociais presentes no texto.
 Ideologia presente no texto.
 Elementos composicionais do gênero.
 Progressão referencial.
 Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto.
 Operadores argumentativos.
 Modalizadores.

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E-mail: colegiohildegard@gmail.com. – Fone/Fax: (41) 32495420 Língua Portuguesa

 Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no


texto, conectores, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito,
etc.
 Substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronomes, verbo, advérbio, conjunção,
interjeição, preposição, sujeito, predicado, termos ligados ao verbo, adjunto
adnominal, complemento nominal, aposto e vocativo.

Literatura
– Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, História e
Cultura Afro-brasileira e Indígena, Livros de Literatura.

3° Ano

CONTEÚDO ESTRUTURANTE : O discurso como prática Social

CONTEÚDOS BÁSICOS:
Gêneros discursivos – a crônica, a dissertação, texto argumentativo, artigo de
opinião.

Oralidade
 Conteúdo temático.
 Finalidade.
 Intencionalidade.
 Argumentos.
 Papel do locutor e do interlocutor.
 Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas...
 Adequação do discurso ao gênero.
 Turnos de fala.
 Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras).
84
Colégio Estadual Prof.ª Hildegard Sondahl – E.F.M.
Rua Joaquim de Siqueira Cortês, 62 Caiuá – CIC Curitiba/PR
E-mail: colegiohildegard@gmail.com. – Fone/Fax: (41) 32495420 Língua Portuguesa

 Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição.


 Elementos semânticos.
 Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc.).
 Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e escrito.

Leitura
 Conteúdo temático.
 Interlocutor.
 Finalidade do texto.
 Intencionalidade.
 Argumentos do texto.
 Contexto de produção.
 Intertextualidade.
 Vozes sociais presentes no texto.
 Discurso ideológico presente no texto.
 Elementos composicionais do gênero.
 Contexto de produção da obra literária.
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, Função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito.
 Progressão referencial.
 Partículas conectivas do texto.
 Relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto.
 Semântica.
 Operadores argumentativos.
 Modalizadores.
 Figuras de linguagem.

Escrita
 Conteúdo temático.
 Interlocutor.
 Informalidade.

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Rua Joaquim de Siqueira Cortês, 62 Caiuá – CIC Curitiba/PR
E-mail: colegiohildegard@gmail.com. – Fone/Fax: (41) 32495420 Língua Portuguesa

 Contexto de produção.
 Intertextualidade.
 Intencionalidade.
 Referência textual.
 Vozes sociais presentes no texto.
 Ideologia presente no texto.
 Elementos composicionais do gênero.
 Progressão referencial.
 Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto.
 Operadores argumentativos.
 Modalizadores.
 Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, conectores, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão,
negrito, etc.
 Período composto por subordinação e coordenação, a pontuação,
concordância verbal e nominal, Regência verbal e nominal, Colocação
pronominal, a crase.

Literatura
– o Modernismo ( Pré, Vanguardas em ação, 1ª, 2ª e 3ª fase, Poesia e Prosa,
Tendências da Literatura Contemporânea e Teatro Brasileiro do Séc. XX), História
da Cultura Afro-brasileira e Indígena, Livros de Literatura.

METODOLOGIA
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

Tendo como eixo norteador as Diretrizes Curriculares Estaduais, propõe-se


para o ensino da Língua Portuguesa, que seja trabalhada num processo de
interação social onde o significado da palavra se faz na relação com o outro e em
seu contexto de produção. Sendo que o ato da fala é de natureza social
(BAKHTIN/VOLOCHINOV, 1999, p.109), almeja-se que os alunos aprimorem os
conhecimentos linguísticos e discursivos com o qual interagem e compreendam a
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interação verbal que ocorrem tanto na constituição social da linguagem quanto


nas relações sociais, políticas, econômicas e culturais em que estão envolvidos.
Para isso é necessário que a escola seja de fato um espaço onde o aluno se
envolva em práticas de uso da língua, como a leitura, oralidade e escrita.
As Diretrizes apontam a definição de gênero segundo BAKHTIN (1992) que
compreende a dinâmica, a mobilidade e a imprecisão da linguagem e que não
aprisiona em propriedades formais os textos. Já BRAIT ( 2000, p.20) fala dos
gêneros e as esferas diferentes em que eles atuam. Assim o professor poderá se
valer de uma gama de variedades textuais como: os gêneros na esfera
jornalística: reportagem, notícia, classificados; os gêneros na esfera cotidiana:
listas, receitas, recados, convites; os gêneros na esfera escolar: Ata, mapas,
cartazes; os gêneros na esfera midiática: Blog, chat, email...
Como a língua é viva, os gêneros podem ser adaptados e transformados de
acordo com os processos interativos. Sendo uma prática social, eles constituem e
orientam a ação pedagógica com a língua.
O trabalho com os gêneros não deve abandonar a norma culta, mas
ampliar o uso dos registros e oportunizar que os alunos tenham acesso aos
conteúdos socialmente valorizados pela língua como: as normas fonológicas,
morfológicas, sintáticas e semânticas.
Assim pretende-se que no processo de ensino-aprendizagem com a Língua
Portuguesa o professor utilize uma metodologia ativa e diversificada
compreendendo o trabalho individual, o trabalho em duplas ou em pequenos
grupos e o trabalho com toda a turma, além de atividades expositivas do
professor.
O professor irá trabalhar atividades de Língua Portuguesa que explorem as
diferentes variantes linguísticas, por exemplo: diferença do texto oral para o
escrito, respeitando a diversidade cultural; análise da linguagem popular e
elaboração de textos que abordem traços da linguagem de grupos específicos:
diferentes gerações, grupos profissionais e classe social, estabelecendo uma
comparação entre textos sobre o mesmo tema, porém, produzidos em épocas
diferentes. Dentro do desenvolvimento do trabalho de produção o professor
conduz o aluno à reflexão ortográfica e linguística dentro de um trabalho

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Língua Portuguesa

interdisciplinar e contínuo, tendo início por meio de sondagens realizadas no


começo do ano letivo.
A oralidade será valorizada em todas as suas variantes, pois constituem
sistemas linguísticos eficazes que atendem diferentes propósitos de práticas, de
comunicação e de hábitos de cultura. Serão propostas atividades que envolvam a
linguagem oral como rodas de conversa, contação de histórias, apresentações ou
exposições orais e análises linguísticas. A leitura numa dimensão dialógica
deverá ser experienciada pelo aluno constantemente nas aulas de Língua
Portuguesa como um ato interlocutivo que envolve diferentes demandas. O leitor
é convocado pelo texto a participar de elaboração de significados e confrontá-los
com o próprio saber e experiência de vida. As atividades que envolvam a leitura
serão desenvolvidas a partir de práticas como a leitura de diferentes portadores
de textos: charges, músicas, piadas, parlendas, fotos, trava-línguas, fábulas... A
escrita deverá ser praticada em uma perspectiva que se tenha um destinatário e
finalidades para então se decidir o que será escrito. ( ANTUNES, 2003). O aluno
assumirá a autoria do que escreve e apresentará a posição de falante, se
posicionando, tendo voz em seu texto e interagindo com as práticas de linguagem
na sociedade. O aluno terá oportunidade de praticar diferentes formas de escrita
como: poesias, paródias, relatos, memórias, resenhas, textos de opinião e
argumentativos entre outros.
A literatura também se apresentará como forte aliada no processo de
ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa como produção humana e ligada à
vida social. Sendo trabalhada em sua dimensão estética, as teorias visam formar
um leitor capaz de sentir e de expressar o que sentiu com condições de
reconhecer, nas aulas de literatura um envolvimento de subjetividades que se
expressam na interação que está presente nas práticas de leitura. É a relação
entre o leitor e a obra e na obra a representação de mundo do autor e o confronto
com a representação de mundo do leitor. É um ato ao mesmo tempo solitário e
dialógico da leitura.
Textos em prosa, poesia, teatral, literatura de Cordel, letras de música
permitem o estudo da linguagem utilizada em uma determinada época ou em uma
localidade qualquer, que permitem múltiplas interpretações. Porém não é

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qualquer interpretação. Estes textos darão pistas que orientem o leitor para uma
leitura coerente. Assim buscando uma dinâmica de interação, o professor poderá
oportunizar para os estudantes dramatizações, criação de trilha sonora, pesquisa
sobre autores, reconstrução de narrativa com alteração de personagens,
mudança de foco narrativo, reescrita de texto em poesia para prosa ou vice –
versa e debates, conduzindo o trabalho com a Literatura de maneira crítica,
reflexiva e confrontando com a realidade conhecida e experiência de vida dos
alunos.
Por outro lado o trabalho com a reflexão linguística deve estar voltado para a
observação e a análise da língua em uso. Segundo ANTUNES (2007, p.81) ele
aponta que se faz necessário fixar nas condições do uso e efeitos discursivos
possibilitados pelo recurso de uma ou outra regra. O professor deve ir além da
tradicional exploração da palavra e da frase e apoiar o estudo da língua no texto,
criando oportunidades na dimensão lingüístico-discursiva, que o aluno reflita,
construa e considere hipóteses sobre a organização do texto falado e escrito. O
aluno também deverá desenvolver a análise para adequar o discurso
considerando o destinatário, o contexto de produção e efeitos provocados pelos
recursos utilizados nos textos.
É tarefa da escola, possibilitar que os alunos participem de diferentes
práticas sociais que utilizem a leitura, escrita e a oralidade, com a finalidade de
inseri-los nas diversas esferas de interação e reflexão diante das contradições e
diferenças que caracterizam a contemporaneidade. Para isso o professor poderá
lançar mão de temáticas contextualizadas que contribuirão para essa interação
social e considere os aspectos sociais e históricos em que os estudantes estão
envolvidos, como a História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, o Enfrentamento
à violência contra a criança e o adolescente, a Prevenção ao uso indevido de
drogas, a Educação ambiental, a Educação fiscal e tributária, o Gênero e a
diversidade sexual.
A leitura de múltiplas linguagens, realizada com propriedade, garante o
envolvimento do sujeito com as práticas discursivas, alterando “seu estado ou
condição em aspectos sociais, psíquicos, culturais, políticos, cognitivos,
lingüísticos e até mesmo econômicos” ( SOARES, 1998, p. 18).

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Os principais recursos utilizados serão: obras literárias, livros paradidáticos,


livros didáticos, jornais, jogos, dicionários, uma variedade de tipologia textual alem
de recursos tecnológicos tais como: rádios, aparelhos de som, DVD, TV Pendrive,
data show,computadores. O laboratório de informática passa a ser outro espaço
de aprendizagem, seja no uso de suas ferramentas para a elaboração de
trabalhos ou como meio de pesquisa. As atividades realizadas no laboratório de
informática podem ser convertidas e apresentadas na TV PENDRIVE,
socializando os saberes no espaço de sala de aula. Todos esses instrumentos
contribuirão para melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem em
Língua Portuguesa.

AVALIAÇÃO

A avaliação deverá apresentar maior importância sobre os aspectos


qualitativos do que os quantitativos, sendo de caráter somatório, contínuo e
processual conforme o Projeto Político Pedagógico. Serão observados os
progressos dos alunos através de instrumentos variados que envolvam a
utilização de situações de fala, de escrita e de leitura e a utilização dos recursos
que a língua oferece. A postura comparativa e reflexiva dos alunos, expressas
em suas produções e a capacidade de argumentar diante das situações também
demonstram o seu desenvolvimento, aprendizado e construção de autonomia
crítica elaborando assim suas próprias idéias acerca das informações a que tem
acesso com vistas à vivência de sua cidadania.
Serão utilizados diferentes instrumentos de avaliação como: leitura,
interpretação, conhecimentos gramaticais, produção de texto ( individual ou em
grupo), pesquisa sobre conteúdos linguísticos, atividades e estudos
desencadeados pela leitura extraclasse, seminário, trabalho criativo de
representação teatral, shows musicais, exposições, etc.
As avaliações são centradas na leitura de textos e na resolução de
questões de compreensão e/ou atividade de escrita (resumo, parágrafos, textos)
alimentada pelo texto de referência ou por discussões dos respectivos temas em
sala.

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Todas as atividades podem e devem ser permanentemente avaliadas,


considerando-se que o caráter da avaliação consiste em verificar se as atividades
propostas e realizadas atingiram o objetivo de aprendizagem.
Cada aluno deverá ser considerado em seu ritmo e processo próprio de
aprendizagem, pois a avaliação diagnóstica aponta dificuldades e possibilita a
intervenção pedagógica a todo tempo, e o professor poderá buscar estratégias
para que os alunos aprendam a avaliar o conteúdo não assimilado e oriente
sobre os critérios a serem observados. E se necessário reescrever até que esteja
de acordo com a finalidade proposta.

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REFERÊNCIAS

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Parábola, Editorial, 2003.

BARBOSA, Jaqueline Peixoto. Trabalhando com os gêneros do discurso: uma


perspectiva enunciativa para o ensino da Língua Portuguesa. Tese
(Doutorado em Linguística) Aplicada ao Ensino de Línguas, Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2001.

BOFF, Leonardo: 500 anos depois, o Brasil que queremos. Petrópolis, Vozes,
2000.

FARACCO, C. A. Área de Linguagem: algumas contribuições para sua


organização. In : KUENZER, Acácia . (org.) Ensino Médio– Construindo uma
proposta para os que vivem do trabalho. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2002.

KLEIMAN, Angela. Leitura e Interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos


da escola. Campinas, São Paulo: Mercado de letras, 1999.

JAUSS, H. R. A história da literatura como provocação a teoria literária. São


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LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática,


2001.

PIOVAR, Altair. Leitura e escrita: A captura de um objeto de ensino.


Dissertação de mestrado . UFPR. Curitiba, 1999.

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Pública do Paraná. Curitiba: SEED, 1990, p. 50 – 62.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação do. Diretrizes Curriculares da


Educação Básica: Língua Portuguesa. Paraná, 2008.

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Matemática

PROPOSTA CURRICULAR MATEMÁTICA


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

O conhecimento matemático surgiu da necessidade do homem primitivo, de


quantificar, contar e realizar trocas. Ao longo do processo, esse conhecimento foi
sendo desenvolvido a partir das necessidades de sobrevivência, fazendo com que
os homens, gradativamente, elaborassem códigos de representações, sejam de
objetos por eles manipulados.
A sociedade humana, em seu processo evolutivo, dadas as necessidades
de sobrevivência foi produzindo os conceitos, leis e aplicações matemáticas que
compõem a matemática como ciência universal. Organizadas por meio de signos,
ela se constituem em linguagem que deve ser transmitida para as próximas
gerações.
Os conhecimentos matemáticos, historicamente produzidos, se constituem
em bem cultural da humanidade, desenvolvido como instrumento para resolução
de problemas e necessidades sociais dentro de cada contexto. Esses
conhecimentos são considerados como ferramentas para a transformação da
natureza, nas relações de trabalho, políticas econômicas, sociais e culturais e
como base científica, dando suporte para outras ciências.
Dominar esta ciência é uma questão emancipação como ferramenta de
compreensão e intervenção na sociedade, pois através do conhecimento
matemático o homem quantifica, geometriza e mede, organizando suas atividades
e seus espaços. Assim sendo, é impossível não ressaltar o valor educativo desta
ciência como ferramenta indispensável para a resolução de diversas situações do
cotidiano, desde uma simples compra de supermercado até o mais complexo
projeto de desenvolvimento econômico.
Há necessidade de que o professor se preocupe em trabalhar com seus
alunos o valor científico da matemática, fazendo a relação entre a teoria e a
prática. Para isso o professor deve buscar diferentes metodologias para embasar
o seu fazer pedagógico, proporcionando ao aluno a abstração dos conceitos
matemáticos e contribuindo para o desenvolvimento intelectual do aluno.
A Educação Matemática deve ter como meta a incorporação do
conhecimento, objetivando que o aluno seja capaz de superar senso comum.
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Assim a alfabetização matemática, como processo educativo, tem como função


desenvolver a consciência crítica, provocando alterações de concepções e
atitudes, permitindo a interpretação do mundo e a compreensão das relações
sociais. Neste movimento de desenvolver os conceitos fundamentais da
matemática e suas aplicações é que se instaura a autonomia do aluno, pois ele
confronta a utilização da matemática independente do conhecimento escolar, nas
mais diversas atividades humanas, isto é a utilização da matemática
sistematizada. Nem sempre essa matemática permite solucionar todos os
problemas, podendo ser necessários conhecimentos sistematizados. Sistematizar
o conhecimento matemático é papel da escola. Junto com as outras áreas do
conhecimento, esta ciência, ajuda a humanidade a pensar sobre a vida,
resolvendo a história para compreender o presente e pensar no futuro.
O ensino da matemática possibilita a leitura do caminho percorrido pela
humanidade nas relações homem – homem e homem – natureza. Essas relações
se modificam ao longo do tempo, assim sendo, o conhecimento matemático
deverá acompanhar essas mudanças em decorrências das novas necessidades
humanas. Isso significa que este conhecimento não está pronto e acabado, mas
deve ser presente nas futuras gerações para que, se necessário, elas possam
reconstruir o caminho, possibilitando assim, a proteção da espécie humana e dos
recursos naturais do planeta.

OBJETIVOS GERAIS DA MATEMÁTICA.

Ao longo do Ensino Fundamental espera-se que o aluno consiga:


- Desenvolver a capacidade de analisar, comparar, conceituar, representar,
abstrair e generalizar.
- Desenvolver a capacidade de julgamento e o hábito de concisão e rigor.
- Habituar-se ao estudo, atenção, responsabilidade e cooperação.
- Conhecer, interpretar e utilizar corretamente a linguagem matemática
associando-a com a linguagem usual.
- Adquirir conhecimentos básicos, a fim de possibilitar sua integração na
sociedade em que vive.
- Desenvolver, a partir de suas experiências, um conhecimento organizado que
proporcione a construção de seu aprendizado.
- Desenvolver um pensamento reflexivo que lhe permita a elaboração de
conjecturas, a descoberta de soluções e a capacidade de concluir.
- Associar a matemática a outras áreas do conhecimento.
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- Construir uma imagem da Matemática como algo agradável e prazeroso,


desmitificando o mito da “ genialidade”.

ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS

Segundo MEDEIROS, 1987, na ação reflexiva, abrem-se espaço para um


discurso matemático voltado tanto para aspectos cognitivos como para a
relevância social do ensino da Matemática. Isso implica olhar tanto do ponto de
vista do ensinar e do aprender Matemática, quanto do seu fazer, do seu pensar e
da sua construção histórica, buscando compreendê-los.
Então o professor fundamentará a sua ação docente numa perspectiva
crítica que conceba a Matemática como atividade humana em construção e que
possibilite que os estudantes façam análise, discussões, conjecturas, apropriação
de conceitos e formulação de idéias a fim de ampliar seu conhecimento e
contribua para o desenvolvimento da sociedade.
Os conteúdos da disciplina de matemática serão trabalhados utilizando-se
de metodologias como a resolução de problemas, a Etnomatemática, a
modelagem matemática as mídias tecnológicas, a investigação matemática e a
própria história da matemática. O professor fará então, uso do conhecimento
trazido pelo aluno promovendo um ensino contextualizado para a formação dos
conceitos. Poderá lançar mão de temáticas que tragam à tona o conhecimento
acumulado pelo homem e a necessidade de interpretação da realidade atual
como:
A História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena – a consciência política e
histórica da diversidade, fortalecimento de identidades e de direitos, análise de
dados do IBGE sobre a composição da população brasileira por raça, renda e
escolaridade, análise de pesquisas relacionada ao negro no e ao índio mundo do
trabalho e a seleção nos estudos por meio de cotas.
A Prevenção ao uso indevido de drogas- programas de prevenção,
palestras, dados estatísticos, expectativa de vida e a violência causada pelo vício
e tráfico.
A Educação Ambiental- Coleta de dados, estimativas, análises de gráficos
e conseqüências no Planeta.
A Educação Fiscal e Tributária- Tratamento da informação, porcentagem,
juros, função, estatística e órgãos responsáveis pela arrecadação dos principais
tributos.

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O Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente- coleta de


dados, estimativa, estatística, gráficos e a prevenção.
O Gênero e Diversidade Sexual- trabalho com textos referentes ao
assunto, sites governamentais, gráficos, tabelas, porcentagem e seminário.
Serão feitos trabalhos individuais e ou em grupos, resoluções de
problemas, listas de exercícios, descrições e interpretações de fenômenos nas
diferentes situações que envolvam estas temáticas.
O professor também poderá variar os recursos didáticos disponíveis como:
tecnológicos (calculadoras, a televisão, aplicativos da internet, softwares e o site
de matemática do Portal Dia-a-dia Educação), materiais concretos (sólidos
geométricos, material dourado, ábaco, jogos), além de gráficos, escalas e tabelas,
relacionados a contas de luz/água, extrato bancário, dados estatísticos de
revistas, jornais e mapas.
Faz-se necessário que o processo pedagógico em Matemática contribua
para que o estudante tenha condições de constatar regularidades, generalizações
e apropriação de linguagem adequada à matemática em sua vida prática.

CONTEÚDOS:
Ensino Fundamental

6º Ano
ESTRUTURANTES BÁSICOS ESPECÍFICOS
NÚMEROS E • Sistemas de • Diferentes sistemas de numeração;
ÁLGEBRA numeração; • Conjunto dos números naturais,
• Números Naturais; comparando e reconhecendo seus
• Múltiplos e divisores; elementos;
• Potenciação e • Operações com números naturais;
radiciação; • Situações-problema envolvendo
• Números fracionários; operações
• Números decimais. com números naturais;
• Relação de igualdade e transformação
entre: fração e número decimal; fração e
número
misto;
• MMC e MDC entre dois ou mais
números naturais;
• Potências como multiplicação de
mesmo fator e a radiciação como sua
operação
inversa;
• Potências e raízes quadradas e
cúbicas com padrões numéricos e
geométricos.
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GRANDEZAS E • Medidas de • O metro como unidade-padrão de


MEDIDAS comprimento; medida de comprimento;
• Medidas de massa; • Aprendizado dos diversos sistemas de
• Medidas de área; medidas;
• Medidas de volume; • Múltiplos e submúltiplos do
• Medidas de tempo; quilograma;
• Medidas de ângulos; • Calculo de perímetro usando unidades
• Sistema monetário. de medida padronizadas;
• O metro cúbico como padrão de medida
de volume;
• Transformações de unidades de medida
de tempo envolvendo seus múltiplos e
sub-múltiplos;
• Reconhecimento e classificação de
ângulos (retos, agudos e obtusos);
• A evolução do Sistema Monetário
Brasileiro com os demais sistemas
mundiais;
• Calculo de área de uma superfície.
GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Representação de ponto, reta, plano,
• Geometria Espacial. semireta
e segmento de reta;
• Conceito de polígonos;
• Identificação de corpos redondos;
• Elementos geométricos que envolvem o
cálculo de área e perímetro de diferentes
figuras planas;
• Círculo e circunferência, e identificação
de seus elementos;
• Sólidos geométricos em sua forma
planificada e seus elementos.
TRATAMENTO • Dados, tabelas e • Diferentes tipos de gráficos e
DA gráficos; compilação de dados, e leitura desses
INFORMAÇÃO • Porcentagem. recursos nas diversas formas em que se
apresentam;
• Situações-problema que envolvam
porcentagem e relação com os números
na
forma decimal e fracionária.

7º Ano
NÚMEROS E • Números Inteiros; • Números inteiros em diferentes
ÁLGEBRA • Números Racionais; contextos;
• Equação e Inequação • Operações com números inteiros;
do 1º • Números racionais em diferentes
grau; contextos;
• Razão e proporção; • Operações com números racionais;
• Regra de três simples. • Princípio de equivalência da igualdade e
desigualdade;
• Conceito de incógnita;
• Utilização e interpretação da linguagem

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algébrica para expressar valores


numéricos através de incógnitas;
• A razão como uma comparação entre
duas grandezas numa ordem determinada
e a proporção como uma igualdade entre
duas razões;
• Sucessões de grandezas direta e
inversamente proporcionais;
• Situações-problema aplicando regra de
três simples.
GRANDEZAS • Medidas de • Medidas de temperatura em diferentes
E temperatura; contextos;
MEDIDAS • Medidas de ângulos. • Conceito de ângulo;
• Classificação de ângulos e uso do
transferidor e esquadros para medi-los;
GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Classificação e construção, a partir de
• Geometria Espacial; figuras planas, sólidos geométricos;
• Geometrias não- • Noções topológicas utilizando os
euclidianas. conceitos de interior, exterior, fronteira,
vizinhança, conexidade, curvas e
conjuntos abertos e fechados.
TRATAMENTO • Pesquisa Estatística; • Analise e interpretação informações de
DA • Média Aritmética; pesquisas estatísticas;
INFORMAÇÃO • Moda e mediana; • Leitura, interpretação, construção e
• Juros simples. analise de gráficos;
• Média aritmética e moda de dados
estatísticos;
• Problemas envolvendo cálculo de juros
simples.

8º Ano

NÚMEROS E • Números Racionais e • Raiz quadrada exata e aproximada de


ÁLGEBRA Irracionais; números racionais;
• Sistemas de Equações • Números irracionais em diferentes
do 1º grau; contextos;
• Potências; • Operações com números irracionais;
• Monômios e • O número π (pi) como um número
Polinômios; irracional especial;
• Produtos Notáveis. • O objetivo da notação científica e sua
aplicação;
• Sistema de equações do 1º grau;
• Monômios e polinômios e suas
operações;
• Regras de Produtos Notáveis para
resolver problemas que envolvam
expressões algébricas.
GRANDEZAS • Medidas de • Comprimento da circunferência;
E comprimento; • Comprimento e área de polígonos e
MEDIDAS • Medidas de área; círculo;
• Medidas de volume; • Ângulos formados entre retas paralelas
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• Medidas de ângulos. interceptadas por transversal.


• Cálculo de área e volume de poliedros.
GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Triângulos semelhantes;
• Geometria Espacial; • Identificação e soma os ângulos internos
• Geometria Analítica; de um triângulo e de polígonos regulares;
• Geometrias não • Noção de paralelismo, e reconhecimento
euclidianas. retas paralelas num plano;
• Sistema de Coordenadas
Cartesianas, e análise de seus elementos
sob diversos contextos;
• Os fractais através, sua visualização e
manipulação de materiais, e suas
propriedades.
TRATAMENTO • Gráfico e Informação; • Interpretação e representação de dados
DA • População e amostra. em diferentes gráficos;
INFORMAÇÃO • Conceito de amostra para levantamento
de dados.

9º Ano

NÚMEROS E • Números Reais; • Operações com expoentes fracionários;


ÁLGEBRA • Propriedades dos • Potência de expoente fracionário como
radicais; um radical e aplicação das propriedades
• Equação do 2º grau; para a sua simplificação;
• Teorema de Pitágoras; • Extração de raiz usando fatoração;
• Equações Irracionais; • Equação do 2º grau na forma completa
• Equações Biquadradas; e incompleta, e seus elementos;
• Regra de Três • Raízes de uma equação do 2º grau
Composta. utilizando diferentes processos;
• Problemas em linguagem gráfica e
algébrica;
• Equações irracionais;
• Equações biquadradas através das
equações do 2ºgrau;
• Regra de três composta em situações-
problema.
GRANDEZAS • Relações Métricas no • As relações métricas e trigonométricas
E Triângulo Retângulo; no triângulo retângulo;
MEDIDAS • Trigonometria no • O Teorema de Pitágoras na
Triângulo Retângulo. determinação das medidas dos lados de
um triângulo retângulo;
• Cálculo da superfície e volume de
poliedros.
FUNÇÕES • Noção intuitiva de • Dependência de uma variável em
Função relação à outra;
Afim. • Função afim e sua representação
• Noção intuitiva de gráfica, e sua declividade em relação ao
Função sinal da função;
Quadrática. • Gráficos com tabelas que descrevem
uma função;
• A função quadrática e sua
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representação gráfica e associação da


concavidade da parábola em relação ao
sinal da função;
• Análise gráfica das funções afins;
• Análise gráfica das funções quadráticas.
GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Semelhança entre polígonos, e as
• Geometria Espacial; relações entre eles;
• Geometria Analítica; • O conceito de semelhança de triângulos
• Geometrias não para resolver situações-problemas;
euclidianas. • Critérios de semelhança dos triângulos;
• O Teorema de Tales em situações
problema;
• Noções básicas de geometria projetiva.
TRATAMENTO • Noções de Análise • Raciocínio combinatório por meio de
DA Combinatória; situações-problema que envolvam
INFORMAÇÃO • Noções de contagens, aplicando o princípio
Probabilidade; multiplicativo;
• Estatística; • Descrição do espaço amostral em um
• Juros Compostos. experimento aleatório;
• Calculo da chance de ocorrência de um
determinado evento;
• Situações-problema que envolvam
cálculos de juros compostos.

ENSINO MÉDIO

1º ANO
NÚMEROS • Números Reais; • Conhecimentos sobre conjuntos
E • Equações e Inequações numéricos e aplique em diferentes
ÁLGEBRA Exponenciais, contextos;
Logarítmicas • Identifique e resolva equações, sistemas
e Modulares. de equações e inequações, inclusive as
exponenciais, logarítmicas e modulares.
FUNÇÕES • Função Afim; • Identificação de diferentes funções e
• Função Quadrática; cálculos envolvendo-as;
• Função Polinomial; • Conhecimentos sobre funções para
• Função Exponencial; resolver situações-problema;
• Função Logarítmica; • Análise gráfica de diferentes funções;
• Função Trigonométrica; • Particularidades que remetam ao conceito
• Função Modular; das progressões aritméticas e geométricas;
• Progressão Aritmética; • Cálculos para a determinação de termos
• Progressão Geométrica. de uma seqüência numérica.

2º Ano
NÚMEROS E • Matrizes e • Conceito e interpretação de matrizes e
ÁLGEBRA Determinantes; suas operações;
• O conceito e as soluções de problemas
que se realizam por meio de
determinante;
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GRANDEZAS • Trigonometria. • Lei dos senos e a lei dos cossenos de


E MEDIDAS um triângulo para determinar elementos
desconhecidos.
TRATAMENTO • Análise Combinatória; • Interpretação e análise de dados
DA • Binômio de Newton; através de cálculos, permitindo uma
INFORMAÇÃO leitura crítica dos mesmos;
• Cálculos utilizando Binômio de Newton;
3º Ano

NÚMEROS E • Números Complexos; • Os números complexos e suas


ÁLGEBRA • Sistemas lineares; operações;
• Polinômios; • Operações com polinômios;
• Resolução de problemas utilizando
sistemas lineares.
GRANDEZAS • Medidas de Área; • As unidades de medidas utilizadas para
E MEDIDAS • Medidas de Volume; a determinação de diferentes grandezas
• Medidas de Grandezas e as relações matemáticas existentes nas
Vetoriais; suas unidades.
• Medidas de Informática;
• Medidas de Energia.
GEOMETRIAS • Geometria Plana; • Conhecimentos sobre geometria Plana
• Geometria Espacial; e Espacial;
• Geometria Analítica; • Determinação de posições e medidas
• Geometrias não- de elementos geométricos através da
euclidianas. Geometria Analítica;
• A necessidade das geometrias não-
euclidianas para a compreensão de
conceitos geométricos, quando
analisados em planos diferentes do plano
de Euclides;
• A necessidade das geometrias não-
euclidianas para o avanço das teorias
científicas;
• Articulação de ideias geométricas em
planos de curvatura nula, positiva e
negativa;
• Os conceitos básicos da Geometria
Elíptica, Hiperbólica e Fractal.
TRATAMENTO • Análise Combinatória; • Recolhimento, interpretação e análise
DA • Binômio de Newton; dados através de cálculos, permitindo
INFORMAÇÃO • Estudo das uma leitura crítica dos mesmos;
Probabilidades; • Ideia de probabilidade;
• Estatística; • Realização de estimativas, conjecturas
• Matemática Financeira. a respeito de dados e informações
estatísticas;
• Matemática Financeira aplicada ao
diversos ramos da atividade humana;
• Percepção, através da leitura, da
construção e interpretação de gráficos,
da transição da álgebra para a
representação gráfica e vice-versa.

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AVALIAÇÃO

A avaliação deve ser parte integrante do processo ensino- aprendizagem,


em que o objetivo não é verificar ( através de uma medição) a quantidade de
informações “ retidas” pelo aluno ao longo de um determinado período, já que não
se concebe ensino como transmissão do conhecimento.
Deve servir como um instrumento de diagnóstico do processo de ensino
aprendizado, oferecendo elementos para uma revisão de postura de todos os
componentes desse processo (aluno – professor – conteúdo – metodologia –
instrumentos de avaliação).
Restringir a avaliação a um conceito obtido em uma prova não retrata com
fidelidade ao aproveitamento obtido.
A avaliação tem sido objeto de estudo e atualmente estamos num processo
de reflexão que nos leva a questionar. O que é avaliar? Qual o papel da escola?
Do professor? Do aluno?
Em vez de ser um instrumento de penalidade, a avaliação será de grande
valia para a continuidade para o repensar do trabalho do professor, indicando os
pontos que não estão bem claros para os alunos e que, por isso deverão ser
trabalhados com mais intensidade; e para o aluno será o momento de grande
significação situando- o em relação a seus progressos.
Portanto, é necessário considerar a avaliação como um recurso a serviço
do desenvolvimento do aluno, que o leve a participar do processo ensino-
aprendizagem.
A avaliação de matemática não deve ser vista como isolada, mas como
parte integrante de todo o processo. Ela deve ocorrer numa série de situações
(entrevistas, instrumentos de observação, discussões, por exemplo). Qualquer
avaliação do conhecimento matemático adquirido ou construído pelos alunos
deve, entre outros, fornecer informações sobre a capacidade que o aluno tem de
distinguir atributos relevantes e irrelevantes de um dado conceito, ou seja, de
verificar se o aluno consegue:

- comunicar-se matematicamente, oral ou por escrito;


- compreender por meio da leitura o problema matemático;
- elaborar um plano que possibilite a solução do problema;
- encontrar meios diversos para a resolução;
- sistematizar o conhecimento construído;
- socializar os resultados obtidos;
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Matemática

- argumentar contra ou a favor dos resultados.


A avaliação deve fornecer informações que possibilitem o progresso
pessoal do aluno, bem como sua autonomia, podendo melhorar o ensino e
efetuando mudanças quando necessárias.
Como instrumentos o professor poderá se utilizar de mecanismos como:

- Seminários
- Debates
- Provas escritas e orais
- Pesquisas
- Listas de exercícios
- Interpretações e situações problemas

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KOSIK. K. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 14. Ed. São Paulo:


Cortez, 2002.

SAVIANI, D. Escola e Democracia. 31 ed. Campinas: Autores Associados, 1997.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação do. Diretrizes Curriculares da


Educação Básica: Matemática. Paraná, 2008.

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PROPOSTA CURRICULAR DE BIOLOGIA


ENSINO MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

A construção do pensamento biológico fundamenta-se na concepção


histórica da ciência articulada aos princípios da filosofia da ciência. Ao tentar
encontrar explicações para os fatos, a ciência torna-se sujeita às interferências e
interfere nas possíveis transformações da sociedade, demarcando conflitos entre
as diversas explicações ou definições de conceitos.
De acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica do |Paraná
em Biologia a imersão pela história e filosofia da ciência permite identificar a
concepção de ciência presente nas relações sociais de cada momento histórico,
bem como as interferências de tal concepção sofre e provoca no processo de
construção de conceitos sobre o fenômeno vida, reafirmando como objeto de
estudo da Biologia.
Neste sentido, o avanço da ciência e mais especificamente da Biologia
deve estar determinado a serviço do desenvolvimento do ser humano e às suas
necessidades materiais em cada momento histórico. A ciência não só buscará a
explicação dos fenômenos através de teorias como também apresentará na
prática científica, utilidades da ciência em respostas às necessidades da
sociedade.
Portanto ao se estudar Biologia, compreende-se melhor a vida, os seres
vivos e as relações que eles estabelecem entre si e com o meio ambiente. O
aluno aprende a pensar cientificamente, refletindo sobre o desenvolvimento nos
diferentes contextos históricos, sobre os fenômenos e as interferências humanas
ocorridas nas esferas sociais, políticos, econômicos e culturais.
Nas Diretrizes Curriculares Estaduais, são apresentados quatro modelos
interpretativos do fenômeno vida, com base estrutural para o currículo de Biologia
no Ensino Médio. Cada um deles da origem a um conteúdo estruturante que
permite conceituar vida em distintos momentos da história e, desta forma auxiliar

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para que as grandes problemáticas da contemporaneidade sejam entendidas


como construção humana.
Sendo então o professor o responsável e mediador que orienta e direciona
este processo de construção dos conceitos científicos que envolvem: a
organização dos seres vivos, os mecanismos biológicos, a biodiversidade e a
manipulação genética.
Diante dessas propostas de trabalho, entende-se que a Biologia pode
contribuir para a formação de sujeitos críticos, atuantes, reflexivo e analítico, por
meio dos conteúdos que ampliam o seu entendimento acerca do seu objeto de
estudo que é o fenômeno Vida, valorizando a construção histórica dos
conhecimentos biológicos articulados à cultura científica.

OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA.

O ensino de Biologia deve propiciar ao estudante condições para que ele


problematize a realidade, formule hipóteses acerca dos problemas, planeje e
execute investigações (experimentais ou não); analise dados, estabeleça e
critique as conclusões, embora não necessariamente nessa ordem, nem de forma
completa, nem visando apenas a alcançar resultados previamente estabelecidos.
A finalidade é fazer com que os alunos construam e reconstruam seus
próprios conceitos, a partir de uma exploração intelectual constante de seu meio.

O aluno deverá:

- Reconhecer a Biologia como fazer humano e, portanto histórico, fruto da


conjunção de fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos e
tecnológicos.
- Identificar a interferência de aspectos místicos e culturais nos conhecimentos
do senso comum relacionados a aspectos biológicos.
- Reconhecer o ser humano como agente de transformações intencionais por ele
produzidos no ambiente.

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- Identificar as relações entre o conhecimento científico e o desenvolvimento


tecnológico, considerando a preservação da vida, as condições de vida e as
concepções de desenvolvimento sustentável.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:

 Organização dos seres vivos.


 Mecanismos Biológicos.
 Biodiversidade
 Manipulação Genética

CONTEÚDOS BÁSICOS:

 Classificação dos seres vivos: critérios taxonômicos e filogenéticos.


 Sistemas biológicos: anatomia, morfologia e fisiologia.
 Mecanismos de desenvolvimento embriológico.
 Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos.
 Teorias evolutivas.
 Transmissão das características hereditárias.
 Dinâmicas dos ecossistemas: relações entre os seres vivos e
interdependência com o ambiente.
 Organismos geneticamente modificados.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO

A análise da Biologia como ciência em transformação compreende o


fenômeno Vida em toda a sua complexidade e relações que permite reavaliar
resultados, mudar conceitos e teorias já elaboradas em outros momentos.
A partir dos Conteúdos Estruturantes propostos nas DCEs, pretende-se
trabalhá-los de forma integrada e elencar os conteúdos específicos que se
relacionarão entre si e com outras áreas de conhecimento. A metodologia
utilizada para desenvolver os conteúdos será baseada na problematização e
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pesquisa, no uso de diferentes imagens em vídeo, slides, fotos e textos de apoio.


Também serão realizadas estratégias como debates e diálogos, leitura e escrita,
experiências e jogos didáticos. O estudo do meio também poderá ser realizado
em diferentes espaços com visitação a parques, grutas, a comunidade local
(bairro), etc.
Os Desafios Educacionais Contemporâneos e a Diversidade deverão estar
inseridos de maneira prática, integrada e contextualizada na disciplina evitando
que sejam apresentadas isoladamente. Assim, as temáticas relacionadas à:

 História da cultura Afro-Brasileira e Indígena: serão abordados


relacionando o conteúdo básico de Mecanismos celulares bioquímicos
os hábitos e a cultura dos povos à saúde das pessoas. De que forma a
cultura, principalmente a culinária e as atividades físicas que aprendemos
com estes grupos podem influenciar as nossas características e a saúde
da população brasileira. Ao conteúdo básico Transmissão das
características hereditárias serão relacionadas as características e a
herança genética da população brasileira, através de leituras das
pesquisas científicas, de debates e produção de painéis.
 Educação Ambiental (L.F. 9795/99, Dec. 4201/02): será trabalhada através
de aulas de campo no bairro onde a escola está situada, no Parque Gruta
Bacaetava e outros locais, abordando a ação do ser humano na natureza
e as consequências dessa interferência. A temática estará inserida no
conteúdo de Dinâmicas dos ecossistemas: relações entre os seres
vivos e interdependência com o ambiente.
 Prevenção ao uso indevido de drogas: inserida ao conteúdo de
Mecanismos celulares bioquímicos a ação dos diferentes tipos de
drogas no organismo serão trabalhados através de pesquisas, palestras,
debates, teatro, visita ao Museu da Droga.
 Educação fiscal e tributária (Dec. 1143/99, Portaria 413/02): Em
continuidade ao conteúdo de Educação Ambiental, à medida que a
transformação da paisagem acontece pela ação humana, interferindo na
qualidade de vida da população serão estudados a origem dos recursos

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destinados: - às questões ambientais (destino e tratamento de lixo,


preservação de remanescentes florestais, criação e manutenção de
parques, etc) – à saúde e prevenção de doenças – à educação e
moradia. Através de pesquisas, entrevistas e vídeos os alunos terão a
oportunidade de conhecer os principais tributos e suas respectivas
aplicações na comunidade.
 Enfrentamento a violência contra a criança e o adolescente (L.F.
11525/07): ao conteúdo Mecanismos de desenvolvimento
embriológico serão relacionadas às necessidades básicas das crianças e
adolescentes, as consequências dos maus tratos e violência nessas fases
de desenvolvimento. A temática será abordada através de palestras, rodas
de conversa, filmes e documentários, oferecendo oportunidade dos alunos
manifestarem suas opiniões e enfrentamentos.

 Gênero e diversidade sexual: Aliada ao conteúdo de Transmissão das


características hereditárias e Sistemas Biológicos, esta temática será
trabalhada abrangendo os vários aspectos relacionados à formação sexual
e afetiva dos seres humanos, genéticos, hormonais, psicológicos,
culturais. Através de pesquisas, filmes e documentários, depoimentos,
entrevistas, os alunos poderão conhecer, analisar e discutir de forma
ampla e contextualizada este tema polêmico.

Como recurso metodológico para as aulas de Biologia tem-se:


 Problematização e pesquisa;
 Debates;
 Entrevistas;
 Filmes e documentários;
 Seminários;
 Aulas práticas de laboratório;
 Visitas de campo, museus, parques;
 Construção de materiais;
 Desenvolvimento de projetos:
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Dentre os recursos tecnológicos utilizados para o desenvolvimento das


metodologias citadas inclui-se o uso de materiais de laboratório, computadores,
projetores de slides, TV pendrive, vídeos e materiais impressos.

AVALIAÇÃO

A avaliação deve servir para se diagnosticar a situação de aprendizagem,


contribuir para que o aluno constate o que aprendeu e o que ainda precisa
aprender e para que o professor reflita sobre sua prática, no sentido de verificar a
eficácia ou as falhas de seu desempenho.
Através do trabalho desenvolvido pretende-se que o aluno problematize,
planeje e execute investigações acerca do objeto de estudo e da realidade
elaborando ou reconstruindo conceitos.
Reconhecer-se enquanto agente transformador do meio e, portanto
responsável por suas ações, compreendendo que destas ações resultarão a
preservação da vida e o desenvolvimento sustentável.
A avaliação deve ser contínua e cumulativa, com prevalência dos aspectos
qualitativos sobre os quantitativos, portanto, deve ser planejada, fornecendo
retorno ao professor e permitindo a recuperação do aluno; funcional porque
verifica se os objetivos previstos estão sendo atingidos; orientadora, pois permite
ao aluno conhecer erros e corrigi-los o quanto antes; integral, pois considera o
aluno como um todo, ou seja, não apenas os aspectos cognitivos são analisados,
mas igualmente os comportamentos e habilidades psicomotoras.
Para identificar os avanços na aprendizagem dos alunos, os professores
utilizarão instrumentos avaliativos diversificados como: avaliação escrita,
avaliação oral, autoavaliação, trabalhos de pesquisa, trabalhos em classe,
trabalho integrado, pesquisas e análise de resultados de experiências, relatórios
de atividades práticas e de campo, seminários e debates, produção de textos
científicos (resenhas, artigos, resumos), elaboração e construção de materiais
(folders, maquetes, cartazes, painéis). À medida que interpretam, produzem,
discutem, relacionam, refletem, analisam, justificam, se posicionam e
argumentam, defendendo o próprio ponto de vista.

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Biologia
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Desta forma, o professor pode interpretar e analisar as informações obtidas


na avaliação no processo de ensino-aprendizagem, fazendo uma autoavaliação,
que orientará a continuidade da prática pedagógica o seu redimensionamento
realizando intervenções coerentes com os objetivos previamente propostos para o
ensino da disciplina de Biologia.
REFERÊNCIAS

ARAUJO, I. L. Introdução à filosofia da ciência. Curitiba: UFPR, 2002.

ARROYO, M. G. A função do ensino de Ciências. In: Em Aberto, ano 7, nº 40,


out/dez, Brasilia, 1988.

FEIJO, R. Metodologia e filosofia da ciência. São Paulo: Atlas, 2003.

FUTUYMA , D. J. Biologia Evolutiva . São Paulo: Ática , 2004.

GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:


autores associados, 2002.

KRASILCHIK, M. Pratica de Ensino de Biologia. São Paulo: Editora da USP :


2004.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Caderno de Expectativas de


aprendizagem. Curitiba: SEED/DEB-PR, 2012.

________. Cadernos temáticos:História e cultura afro-brasileira e africana.


SEE/PR. 2008.

________. Cadernos temáticos: Educação Escolar Indígena. SEED/PR. 2008.

________. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Biologia. Curitiba:


SEED/DEB-PR, 2008.

PARANÁ. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Departamento de Ensino


Médio. Reestruturação do Ensino de 2º grau. Proposta de conteúdos do
Ensino de 2º grau – Biologia. Curitiba, 1993.

Sociologia

PROPOSTA CURRICULAR DE SOCIOLOGIA


ENSINO MÉDIO
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PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

A Sociologia quer possibilitar ao estudante a compreensão da estrutura


social, sendo, portanto os fatos sociais o objeto de estudo e por excelência da
ciência sociológica. Cria caminhos que levem o estudante a assumir um
comportamento reflexivo e questionador diante da sociedade, no sentido de ser a
maneira sólida para que as pessoas possam exercer plenamente sua cidadania.
A Sociologia tem um papel muito importante na formação das pessoas,
pois se propõe a trabalhar com as questões que leve os indivíduos a refletir sobre
sua própria existência e sobre tudo requer que se pense sobre o que está a sua
volta. Deste modo a Sociologia permite que se tenha uma visão mais ampla e
profunda daquilo que nos circunda, facilitando o entendimento humano e nos
fornecerá uma visão crítica, a respeito de tudo aquilo no seu dia a dia que é
muitas vezes imposto ou apresentado de uma maneira obscura.
A Sociologia quer, portanto, possibilitar ao estudante a compreensão da
existência humana de uma forma geral, não fragmentada, criando caminhos que
levem os alunos a assumir um comportamento questionador da realidade, no
sentido de formar estes indivíduos de uma maneira sólida para que desta forma
possam exercer plenamente sua cidadania.
A Sociologia está em constante processo de construção e de acordo com
as Diretrizes Curriculares Estaduais, se vale do conhecimento acumulado pelos
intelectuais ou pensadores como: o francês Émile Durkheim, o alemão Max
Weber, o filósofo Karl Marx, o francês Charles Tocqueville, o inglês Herbert
Spencer ou o italiano Vilfredo Pareto que impulsionaram o pensamento,
avançaram as idéias e suscitaram aspectos novos na compreensão da realidade
social.
A contribuição desses autores parte da premissa que a produção teórica é um
constructo e corresponde a uma interpretação da realidade vivida e observada.
Assim cada autor analisa a realidade social de sua época, reconhecendo a
concepção de ciência, de realidade e de sociedade histórica e lidam com

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questões da mudança social, a religião, o trabalho ou a preocupação de


manutenção da ordem ou conflito inerente a ela.
Assim a Sociologia tem mostrado que as estruturas sociais perduram e que
ela está ligada às questões próprias de cada época e contexto e por isto o seu
desafio é perceber o novo e compreender como o velho se reproduz na realidade
nova. Então o aluno deverá ser levado à compreensão de como as sociedades se
organizam, estruturam-se, legitimam-se e se mantém, habilitando-os para uma
atuação crítica e transformadora.
Ainda em conformidade com as DCEs “entende-se o conhecimento
sociológico crítico como autoconsciência científica da sociedade, tal como
proposto na história da Sociologia no Brasil por Florestan Fernandes (1976a), ou
seja da Sociologia assumir o caráter de uma consciência técnica e de explicação
das condições de existência e do curso dos eventos históricos-sociais”.
Neste sentido professores e alunos são pesquisadores em busca de fontes
seguras que esclareçam questões relativas a desigualdades sociais, políticas e
culturais e que possam alterar de maneira qualitativa a sua prática social.

OBJETIVOS GERAIS

A filosofia da Sociologia tem como objetivo compreender a conduta social


dos indivíduos na sociedade, desta maneira se pretende com os estudos da
sociologia levar o aluno a refletir sobre sua ação social, auxiliá-lo na constituição
de seus valores e sua formação ética.

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:

Primeiro ano:
 O SURGIMENTO DA SOCIOLOGIA E TEORIA SOCIOLÓGICAS
 O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO E AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS

1º BIMESTRE: (conteúdos básicos)


 FORMAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA E O

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DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO SOCIAL.


 TEORIAS SOCIOLOGICAS CLÁSSICAS: COMTE E MARX, WEBER.
 O DESENVOLVIMENTO DA SOCIOLOGIA NO BRASIL.

2º BIMESTRE: (conteúdos básicos)

 PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO.
 INSTITUIÇÕES SOCIAIS: FAMILIARES, ESCOLARES, RELIGIOSAS
 INSTITUIÇÕES DE REINSERÇÃO (PRISÕES E
MANICÔMIOSEDUCANDÁRIOS, ASILOS, ETC)

Segundo ano:
CULTURA E INDÚSTRIA CULTURAL
TRABALHO, PRODUÇÃO E CLASSES SOCIAIS

1º BIMESTRE: (conteúdos básicos)

 DESENVOLVIMENTO ANTROPOLÓGICO DO CONCEITO DE CULTURA


E SUA CONTRIBUIÇÃO NA ANÁLISE DAS DIFERENTES SOCIEDADES.
 DIVERSIDADE CULTURAL.
 IDENTIDADE.
 INDÚSTRIA CULTURAL.
 MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA.
 SOCIEDADE DE CONSUMO.
 INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL.
 CULTURA AFRO BRASILEIRA E AFRICANA.
 CULTURA INDÍGENA.

Sociologia
2º BIMESTRE: (conteúdos básicos)
 O CONCEITO DE TRABALHO NAS DIFERENTES SOCIEDADES.
 DESIGUALDADES SOCIAIS: ESTAMENTOS CASTAS, CLASSES
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SOCIAIS.
 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO NAS SOCIEDADES CAPITALISTAS E
SUAS CONTRADIÇÕES.
 GLOBALIZAÇÃO E NEOLIBERALISMO.
 RELAÇÕES DE TRABALHO.
 TRABALHO NO BRASIL.

Terceiro ano:
PODER POLÍTICA E IDEOLOGIA.
DIREITO, CIDADANIA E MOVIMENTOS SOCIAIS.

1º BIMESTRE: (conteúdos básicos)

 FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ESTADO MODERNO.


 DEMOCRACIA E AUTORITARISMO, TOTALITARISMO.
 ESTADO NO BRASIL.
 CONCEITOS DE PODER.
 CONCEITOS DE IDEOLOGIA
 CONCEITOS DE DOMINAÇÃO E LEGITIMIDADE.
 AS EXPRESSÕES DA VIOLÊNCIA NAS SOCIEDADES
CONTEMPORÂNEAS.

2º BIMESTRE: (conteúdos básicos)


 DIREITOS CIVIS, POLITICOS E SOCIAIS.
 DIREITOS HUMANOS.
 CONCEITO DE CIDADANIA.
 MOVIMENTOS SOCIAIS.
 MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL.
 Sociologia
A QUESTÃO AMBIENTAL E OS MOVIMENTOS AMBIENTALISTAS.
 A QUESTÃO DAS ONG’S.
METODOLOGIA
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É indispensável que se desenvolva durante as aulas uma diversidade de


formas ou que se utilizem os mais diferentes instrumentos metodológicos para
que a aula possa contemplar os objetivos previamente determinados pelo
professor. A problematização, a análise de fatos históricos, a ação sobre a
natureza, as condições de sobrevivência humana, os conflitos, a cultura, o
desenvolvimento tecnológico, a economia, a religião, a política e outros fatos
sociais que se estabelecem no interior dos grupos na sociedade deverão ser
tratados de maneira articulada a partir da reflexão crítica dos Conteúdos
Estruturantes e Básicos próprios da contextualização dos fenômenos, recusando
qualquer espécie de síntese teórica ou reducionismo sociológico, mas seguindo o
rigor metodológico que a ciência requer.
Para isso as DCEs sugerem: a utilização de materiais e exemplos próximos
à realidade dos alunos, iniciar o estudo da sociologia a partir de um recorte
histórico e contextualizado enfocando a modernidade, não apresentar resposta
prontas e sim provocar o estudante com questionamentos e a busca pelas
respostas em seu entorno, interpretação analítica e contextual de filmes, vídeos e
textos sociológicos.
A análise desses textos constitui-se como importante tarefa a ser realizada,
e para isso, tanto a exposição, como os debates - sobre diversos temas
sociológicos - serão privilegiados nas aulas, tentando sempre estabelecer
relações com a realidade social do discente. Um exemplo disso será articular de
maneira investigatória e problematizadora os vários elementos sociais que
envolvem as questões da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, a
Prevenção ao uso indevido de drogas, o Enfrentamento a Violência contra a
criança e o Adolescente, o Gênero e Diversidade Sexual, a Educação fiscal e
Educação Tributária e a Educação Ambiental conforme a legislação vigente.

AVALIAÇÃO

Através de uma concepção diagnóstica, formativa e continuada os


instrumentos de avaliação deverão atentar para a construção da autonomia do

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estudante. Espera-se que o aluno adquira uma compreensão e percepção do


mundo assim como as formas de convívio social, interagindo consciente de sua
cidadania e a sua possível ação transformadora na sociedade. Apropriar-se do
conhecimento com relação às instituições sociais, movimentos sociais, relações
de poder e as reflexões de trabalho e produção para que seja capaz de
argumentar e compreender a realidade em que está inserido buscando a
transformação para uma democracia justa.
Pensando na perspectiva de construir um cidadão com um olhar voltado à
sociedade temos que adaptar não só a forma de ensino mas também a avaliação,
para isso com o objetivo de tornar a aula um local de debate é possível fazer a
construção de seminários nos quais oportunizará que o educando exponha suas
idéias, e que o conhecimento não esteja unicamente nas mãos do educador, com
esta dinâmica o conhecimento através da pesquisa do aluno se encontra em toda
a sala, cabendo apenas o professor orientar os caminhos que deve ser seguido.
Avaliações com provas também são importantes, contanto que a prova
remeta o aluno ao exercício de pensar, perguntas factuais devem ser
reelaboradas para questões onde o educando associe a matéria que se aprende
na escola com o seu próprio cotidiano.
Além das formas tradicionais de avaliações devemos também explorar
novos campos, como o mundo virtual, sabemos que grande parte dos jovem
usam bastante essa ferramenta, então é possível fazer uma construção de blogs
ou mesmo sites que tornarão a prática docente mais divertida e dinâmica,
oportunizando junto o ensino à sociologia quanto o bom uso da internet.
Desta forma vemos que o processo de avaliação não é um elemento da
educação estanque, pelo contrário pode e deve ser dinâmico acompanhando
sempre as novas possibilidades que o mundo nos oferece junto com a realidade
de nossos educandos.

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Sociologia

REFERÊNCIAS

COSTA,C.. Introdução a Ciência da sociedade 2 Ed. SP. Moderna.1990.

CASTRO,C .Sociologia Geral Ed. Atlas, 2000.

OLIVEIRA,P. Introdução a Sociologia Ed. Ática, 2006.

LAKATOS,E .Sociologia Geral Ed. Atlas. 2000.

AZEVEDO,F, Princípios da sociologia 11 Ed. SP Duas Cidades.1987.

PARANA. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da


Educação Básica. Curitiba: Seed /DEB-PR-2008.

________. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Sociologia. Curitiba:


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Química

PROPOSTA CURRICULAR DE QUÍMICA


ENSINO MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

De modo mais sintetizado, temos um ponto a tomar como marco de uma


maneira de pensamento, quando tratamos de compreender os fundamentos da
Química, formar entendimentos abrangentes e integrados com relação à
possibilidade de ter seu papel social, intrinsecamente no meio político, econômico
e ambiental, trazendo assim a possibilidade de construção de novos
conhecimentos com a mediação de uma aprendizagem escolar e vivencia do
aluno no contexto e geral. Esse processo de ensino-aprendizagem vem sendo
gerado na precisão de que funcione a nossa intenção de consciência para um
mundo melhor ao saber como funciona no mundo e que vive, desenvolvendo no
aluno o gosto pela investigação e juntamente com a sede de descobrir o novo,
compreender os fenômenos naturais estimulado pelos educadores, a criar
soluções para as diversas situações do cotidiano. A abordagem construtivista vem
sendo aplicada exatamente para despertar no aluno o gosto pela disciplina.
Os processos de aprendizagem fazem da metodologia algo eficaz, trazendo
em um todo, um marco da evolução educacional brasileira. Entender e fazer disso
primordial para toda e qualquer evolução da execução da prática do trabalho do
professor e aprendizado do aluno.
“Acredita-se numa abordagem de ensino de química voltada à construção e
reconstrução de significados e conceitos científicos” (MALDANER, 2003, p.144).
O aluno deve se apropriar e absorver os conceitos científicos para ter a
capacidade de recriá-los e transformá-los, modificando a sua concepção de
realidade.
A química é uma ciência que estuda as modificações e características dos
elementos que encontramos na natureza. Esta importante ciência, através de
técnicas específicas, desenvolve formas de sintetizar e purificar os elementos

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químicos. Muitas substâncias químicas são criadas a partir da união de


determinados elementos naturais.
A química está presente em todos os lugares e em todas as coisas que
podemos visualizar. Tudo em nosso planeta é formado por partículas, substâncias
e elementos químicos. O átomo, por exemplo, a menor parte da matéria, está
presente em tudo. A indústria química trabalha no sentido de colocar os
conhecimentos e procedimentos para a elaboração de produtos, alimentos e
materiais de usos diversos. Desde os primórdios da história que o homem vem
acumulando conhecimentos de química. Na Idade dos Metais, por exemplo, o
homem pré-histórico utilizou conhecimentos básicos para poder produzir metais.
Sem o conhecimento de determinados minérios e suas características principais,
isso se tornaria impossível. Os egípcios, por exemplo, utilizaram conhecimentos
de destilação e fermentação, para produzirem algumas bebidas como a cerveja.
Os árabes, no período de formação do Império Árabe (século VIII),
desenvolveram muito a química através da chamada alquimia. Buscavam produzir
a pedra filosofal e através destes estudos, descobriram a propriedade de diversas
substâncias. No Renascimento (séculos XV e XVI) a química atingiu um grande
avanço. Diversos cientistas, ansiosos em descobrir o funcionamento da natureza,
embarcaram em profundas experiências científicas, desenvolvendo diversos
conhecimentos químicos.

OBJETIVOS GERAIS

- Desenvolver uma visão mais abrangente do mundo que o rodeia,


relacionando conceitos teóricos com aplicações cotidianas da química a fim de
evitar que a matéria seja vista apenas como um amontoado de fórmulas ou como
um conjunto de cálculos matemáticos ou de conceitos abstratos.
- Compreender que o conhecimento científico é resultado do trabalho de
geração de homens e mulheres em busca do conhecimento para
a compreensão do mundo, como instrumento para o exercício da cidadania
competente.

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Química

- Selecionar e utilizar idéias e procedimentos científicos (leis,


teorias, modelos) para a resolução de problemas qualitativos e quantitativos
em química, identificando e acompanhando as variáveis relevantes.
- Compreender os códigos e símbolos próprios da química atual.
- Traduzir a linguagem discursiva em linguagem simbólica da química e vice-
versa.
- Utilizar a representação simbólica das transformações químicas
e reconhecer suas modificações ao longo do tempo.
- Identificar fontes de informação e formas de obter informações
relevantes para o conhecimento da química (livro, computador, jornais,
manuais, etc.).
- Compreender e utilizar conceitos químicos dentro de uma
visão macroscópica.
- Reconhecer tendências e as relações a partir de dados experimentais ou
de outros dados (classificação, seriação e correspondência em química).
- Desenvolver conexões que possibilitem previsões a cerca das
transformações químicas.
- Reconhecer aspectos químicos relevantes na interação do ser humano,
individual e coletiva com o ambiente.
- Reconhecer o papel da química no sistema produtivo, industrial e rural.

METODOLOGIA

É importante que o processo pedagógico parta do conhecimento prévio do


aluno, no qual se incluem as idéias preconcebidas sobre o conhecimento da
Química, ou de concepções espontâneas, a partir das quais será elaborado um
conceito científico.
A concepção espontânea sobre os conceitos que o estudante adquire no
seu dia a dia, na interação com os diversos objetos no seu espaço de
convivência, se faz presente no início do processo de ensino-aprendizagem. Por
sua vez, a concepção científica envolve um saber socialmente construído e
sistematizado, que requer metodologias específicas para ser disseminado no

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ambiente escolar. A escola é por excelência, o lugar onde se lida com o


conhecimento científico historicamente produzido.
Ao chegar à escola os alunos já trazem conhecimento e na sala de aula
reúnem-se pessoas com diferentes costumes, tradições, preconceitos e idéias
que dependem também dessa origem. Isso torna impossível a adoção de um
único encaminhamento metodológico.
A aprendizagem da Química passa necessariamente pela utilização de
fórmulas, equações, símbolos, enfim, de uma série de representações que pode
tornar muito difícil de ser absorvida. Por isso, desde o início do curso, o professor
precisa tentar desmistificar as fórmulas e equações, sendo isso feito de várias
maneiras.
Em primeiro lugar, não se deve incentivar a memorização dos símbolos
dos elementos, das fórmulas e dos nomes das substâncias. Em segundo lugar,
desde o começo do estudo dos símbolos e das fórmulas químicas, se deve
mostrar seu significado tanto do ponto de vista do que é observável, experimental,
o que é constatado diretamente, o que é teórico ou modelo. O que o professor
deseja ensinar? É conveniente listar aquilo que é mais significativo na Química,
ou seja, é preciso escolher as informações que tenham maior relevância dentro
dessas ciências. O aluno não pode, por exemplo, desconhecer a diferença entre
substância e mistura.
O conteúdo de Química, como o de qualquer outra ciência, é praticamente
inesgotável. Cumpre, portanto ao professor fazer a escolha do que trabalhar com
os alunos do ensino médio. O programa deve ser amplo; afinal de contas quanto
mais se ensina da matéria, melhor. Porém, a extensão não pode prejudicar a
clareza dos conceitos, nem confundir as suas conexões.
Não se quer dos alunos que eles apenas decorem definições, propriedades e
métodos de preparação. Somente reter essas informações na memória nada
significa em termos de conhecer Química. É preciso trabalhar os conteúdos de
maneira a inserir definitivamente ao conhecimento do aluno.
A extensão do programa de Química é outra preocupação. Não adianta
elaborar um curso de grande extensão, mas incompreensível para os alunos e
que os levem apenas a decorar definições, leis, teorias entre outras. O excesso

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de informações frequentemente diminui a profundidade do entendimento. Além


disso, o aluno que sabe os conceitos básicos é capaz de progredir com facilidade
no resto da matéria.
O aprendizado fica mais fácil e mais veloz quando há uma compreensão de
como são organizados os conhecimentos de Química. Atitude mais sensata
parece-nos é dar a chave de como o conhecimento químico se constrói;
compreendido isto, estará aberta a via para o verdadeiro entendimento do que é a
Ciência chamada Química.
O conceito de substância permeia toda a Química; daí a sua importância.
Dominando-o, o aluno pode, a qualquer tempo, articular esse conhecimento com
outros fatos que lhe serão apresentados. Outros conceitos fundamentais que
podem ser assinalados são os de elemento, reação química, átomo, molécula,
íon, mol, entre outros. O conhecimento deles e das relações permitirá que a
estrutura do conhecimento químico comece a se revelar ao estudante; em
consequência, se tornar gradativamente explicitada a construção do saber em
Química.
Após a escolha dos principais conceitos a serem trabalhados durante o
curso, é necessário organizar de uma forma coerente. Essa atitude é de
fundamental importância, pois visa assegurar a unidade do ensino pela sequência
lógica a que obedecem aos assuntos tratados. Examinemos um caso: é
desaconselhável iniciar o ensino de Química por estrutura atômica. Por quê? Para
uma efetiva compreensão de estrutura atômica são necessários alguns conceitos
como o de substância, o de elemento químico, o de reação química e outros.
Caso estes pré-requisitos não sejam satisfeitos, cria-se um fosso entre o
conteúdo do assunto e a sua efetiva compreensão pelo aluno.
Partir de coisas mais próximas à realidade sensível parece ser um caminho
melhor; observar os materiais à nossa volta, comparar as suas propriedades e
entrar lentamente com os conceitos de substância e elemento químico parece ser
uma atitude mais eficaz. A idéia de substância como um tipo de matéria com
propriedades determinadas é mais acessível ao entendimento do aluno.
Posteriormente, o conceito pode ser requisitado, na perspectiva de que a
cada substância corresponde um tipo de molécula. Mais adiante ainda, o estudo

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das ligações químicas se encarregará de mostrar as interações atômicas e de


justificar as propriedades macroscópicas dos materiais.
Assim, é melhor o aluno analisar primeiro as propriedades do sal de cozinha
e só em seguida aprender o que é uma ligação iônica. Após isso, estará em
condições de entender, entre outras coisas, por que o ponto de fusão do cloreto
de sódio é muito mais alto que a temperatura ambiente.
Insistimos então na necessidade de uma sequência que privilegie os
conceitos básicos mais relevantes da Química, ordenados de forma a
constituírem um todo orgânico. Dessa maneira, garante um encadeamento
durante todo o curso, ganhará familiaridade e segurança para tratar com os
assuntos dados. Não pode haver áreas estanques no ensino de Química. A
matéria não pode ser apresentada como se fosse constituída por folhas soltas,
sem relação entre si.
Deve-se fazer todo o possível para ensinar muita Química, mas levando em
conta que a extensão do programa não é a prova da qualidade dele. Essa prova é
a sua unidade, sua lógica interna e sua capacidade de se transmitir claramente ao
aluno, permitindo também a própria construção do conhecimento químico.
A interpretação correta de uma equação de reação química é fundamental
para o estudo dos cálculos que determinam as quantidades de substâncias
envolvidas numa reação química. Saber expressar as quantidades de uma
substância em massa, número de moléculas, em volume de líquido, em volume
de gás nas diversas condições de temperatura e de pressão e em volume de
solução aquosa, é fundamental para a compreensão dessa parte da Química.
Não se deve exigir que o aluno memorize equações. O que ele precisa saber
é representar as reações químicas com equações. Para isso ele deve ter
aprendido muito bem os conceitos básicos de reação química, substância,
elemento e teoria atômica molecular.
Para que o aluno possa dar sentido ao que aprende, o professor precisa
entender a maneira que o mesmo se expressa, através de atividades práticas ou
atitudes do cotidiano. A prevenção das drogas deve ser trabalhada sempre que
necessário, pois são múltiplas as oportunidades que surgirão durante o processo.
Isso é mais do que interagir com os alunos, é dialogar com suas maneiras de ver

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o mundo e atuar nele. Se nós simplesmente ouvimos a forma de pensar dos


alunos para dizer que estão erradas ou para ignorar podemos até dar a impressão
de que estamos dialogando, mas esse diálogo não é real, pois não contempla a
forma como o aluno pensa. Acreditamos que para implementar essa perspectiva
dialógica em sala de aula é necessário também contemplar a visão de mundo
implícita na linguagem cotidiana e nos contextos sociais e tecnológicos onde a
ciência se materializa.(Mortimer 2002,p.9 ).
Os saberes desta disciplina deverão estar pertinentes aos seus objetos de
estudo: as substâncias e os materiais. Esse processo deve ser planejado,
organizado e dirigido pelo professor numa relação dialógica, em que a
aprendizagem dos conceitos químicos constitua apropriação de parte do
conhecimento científico e que os sujeitos da educação compreendam e
questionem a ciência do seu tempo.
Sendo assim, objetivando o trabalho com conteúdos tecnológicos e práticos,
o aprendizado deverá contribuir não somente para o conhecimento técnico, mas
também para o desenvolvimento amplo da cultura, desenvolvendo a interpretação
de fatos, a compreensão dos procedimentos, fazendo a articulação entre a visão
do mundo natural e o social.
A Educação ambiental deverá ser trabalhada, ressaltando que o meio
ambiente não é responsabilidade e obrigação do governo, órgãos especializados
e indústrias, mas de cada um de nós. Preservar o meio ambiente significa cuidar
de nós. Propiciar a construção e a compreensão da vivência material, do convívio
natural, do mundo da informação, do entendimento histórico da vida social e
produtiva, percebendo a evolução da vida do planeta, o aprendizado se dará de
forma prática, crítica e consciente.
Propomos uma transformação educacional por meio da mudança na
condução da aprendizagem, no conjunto das práticas e principalmente na adoção
de novas diretrizes para o processo educativo e do espaço ao diálogo.
Pensando na universalização da educação básica, devemos então
desenvolver o saber científico e tecnológico tendo como meta a cidadania, a
interação do aluno, com os recursos materiais e naturais de maneira consciente,

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ativa e uma prática de elaboração cultural, isto é, dando condições para


desenvolver a visão crítica do mundo.
O estudo do que está ao nosso redor, ao nosso alcance, incluindo
necessariamente nós (homens) por intermédio da compreensão química, dos
materiais (do que e como são formados) bem como suas possíveis
transformações. Como parte integrante deste planeta terá que ter a preocupação
com as questões ambientais dando um exemplo para os outros das soluções que
o nosso planeta exige para uma melhor qualidade de vida.
Para o desenvolvimento do trabalho em sala de aula o ponto de partida será
o conhecimento resultante da prática social do aluno, admitindo que ele já possui
uma determinada vivência em relação aos conteúdos. Portanto as aulas serão
ministradas de forma expositiva, práticas, através de slides, cartazes, vídeo,
textos, livros e outros recursos materiais.
Os temas: Desafios Educacionais Contemporâneos e a Diversidade Sexual
serão trabalhados através de uma abordagem contextualizada, articuladas aos
conteúdos e as especificidades da disciplina.
A História da Cultura Afro-Brasileira (Lei 10.639/03) será abordada nas
seguintes questões: contribuição da cultura nos usos e costumes, na 3a série ao
trabalhar hidrocarbonetos, será feita uma atividade sobre os diamantes,
destacando que a África é uma grande fornecedora de pedras preciosas.
Também ao tratar de compostos orgânicos abordará a alimentação africana
e sua contribuição na nossa alimentação. Será organizada uma feira pelos alunos
com pratos típicos. Quando forem trabalhados pigmentos, os alunos farão uma
pesquisa sobre o colorido no uso da vestimenta e pintura africana.
Prevenção ao Uso Indevido de Drogas: este tema será abordado em todas
as séries. O esclarecimento do que são drogas lícitas e ilícitas, onde são
encontradas, os perigos do uso e as dificuldades de sair do vício. As
consequências físicas e sociais que elas causam.
Educação Ambiental (Lei 9799/95): este tema será abordado em todas as
séries, sua importância e consequências da não preservação para a humanidade.
Os trabalhos serão focados na poluição, lixo, reciclagem e materiais como:
baterias, pilhas, remédios, levando o aluno a pensar sobre a gravidade destes

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materiais na natureza. Será organizado um museu do lixo e materiais reciclados.


Também os alunos irão fazer uma pesquisa sobre os pontos de coletas de lixo
tóxicos na cidade.
Educação Fiscal: no conteúdo as funções orgânicas os alunos tomarão
conhecimento sobre diversos produtos de higiene e limpeza usados em suas
casas. Baseado nisso os alunos farão uma pesquisa sobre o impacto fiscal destes
produtos no salário mensal da família.
Enfrentamento à Violência Contra a Criança e o Adolescente: O tema será
abordado em todas as séries, baseando nas experiências e vivências dos alunos,
será feito um trabalho de esclarecimento sobre a interação entre, drogas e
violência doméstica e social.
Gênero e Diversidade Sexual: os alunos farão uma pesquisa e depois
organizarão um teatro sobre “bullyng”, onde o tema será abordado de forma
lúdica, passando maiores informações e consequência de seus atos com relação
ao próximo.
Os experimentos de química utilizando ou não o laboratório convencional,
podem ser o ponto de partida para a compreensão e o despertar do interesse do
aluno para o assunto a ser abordado, viabilizando seu conhecimento e melhor
andamento da aula.
Poderemos utilizar os seguintes recursos: TV pendrive, com vídeos
ilustrativos e também com produções dos alunos. Laboratório de química
(experimentos) e laboratório de informática com simuladores e pesquisas
científicas com a orientação do professor, revistas, jornais, quadro e giz.

CONTEÚDOS
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

Matéria e sua natureza


Biogeoquímica
Química sintética

CONTEÚDOS BÁSICOS

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Química

Matéria
Solução
Velocidade das reações
Equilíbrio químico
Ligação química
Reações químicas
Radioatividade
Gases
Funções químicas

AVALIAÇÃO

A avaliação deve ser concebida de forma processual e formativa, sob os


condicionantes de diagnóstico e da continuidade. Esse processo ocorre em
interações recíprocas, no dia-a-dia, no transcorrer da própria aula e não apenas
de modo pontual; portanto, está sujeita a alteração no seu desenvolvimento. A
partir da L.D.B. n. 9394/06, a avaliação formativa e processual, como resposta às
históricas relações pedagógicas de poder, passa a ter prioridade no processo
educativo. Esse tipo de avaliação leva em conta o conhecimento prévio do aluno
e como ele supera suas concepções espontâneas, além de orientar e facilitar a
aprendizagem. A avaliação não tem finalidade em si, mas deve subsidiar e
mesmo redimensionar o curso da ação do professor, em busca de assegurar a
qualidade do processo educacional no coletivo da escola.
Em química, o principal critério de avaliação é a formação de conceitos
científicos. Tratando de um processo de “construção e reconstrução de
significados dos conceitos científicos”(MALDANER,2003,P.144).
Por isso, ao invés de avaliar apenas por meio de provas, o professor deve
usar instrumentos de avaliação que contemplem várias formas de expressão dos
alunos, como: leitura e interpretação de textos, produções de textos, leitura e
interpretação da Tabela Periódica, pesquisas bibliográficas, relatórios de aulas em
laboratório, apresentação de seminários, entre outras. Estes instrumentos devem
ser selecionados de acordo com cada conteúdo e objetivo de ensino.

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Em relação à leitura de mundo, o aluno deve ter um posicionamento crítico


portanto, não é portador de verdades absolutas. A avaliação não deve separar a
teoria da prática, antes buscar estratégias que articulem a análise dos
experimentos com conceitos químicos. Tal prática avaliativa requer do professor
uma ação inovadora e crítica na concepção do ensino de Química.
É necessário que os critérios e formas de avaliação fiquem bem claros para
os alunos, como direito de apropriação efetiva de conhecimentos que contribuam
para transformar a própria realidade.
Uma vez que os conteúdos de aprendizagem abrangem domínios dos
conceitos, das capacidades e das atitudes, é objeto da avaliação o progresso do
aluno em todos os seus domínios. De comum acordo com o ensino desenvolvido,
a avaliação deve dar informação sobre: conhecimento e compreensão de
conceitos e procedimentos, capacidade para aplicar conhecimentos na resolução
de problemas do cotidiano e capacidade para utilizar a química nas questões
práticas. Dentro dos conteúdos específicos também serão trabalhados temas do
cotidiano como: uso indevido de drogas, gênero e diversidade sexual, educação
fiscal, enfrentamento a violência contra criança e adolescente, trabalho infantil,
educação ambiental e outros. Estes assuntos serão ministrados de maneira
contextualizada conforme o desenvolvimento dos conhecimentos científicos
dando maior enfoque ao uso indevido de drogas e educação ambiental.

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Química

REFERÊNCIAS

BIANCHI, José Carlos A. Carlos Henrique Albrecht. Daltamir Justino Maia.


Universo da Química, volume único. Ed. FTD, 1a edição.

CAMARGO, Geraldo. Celso Lopes de Souza. Química.Ed. Scipione,1a edição,


2004.

COVRE, Geraldo. Química, o homem e a natureza, volumes I, II, III. Ed. FTD.

FELTRE, Ricardo. Química, volumes I, II, III. Ed. Moderna. 6a edição, 2004.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da


Educação Básica- Química, Curitiba: SEED, 2008.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do Paraná Livro Didático Público


de Química, Curitiba: SEED, 2006.

SARDELA. Química, volume único. Ed. Ática, 5a edição, 2003.

TITO e CANTO. Química na abordagem do cotidiano. Ed. Moderna, 1998.

USBERCO e SALVADOR. Química, 1a edição, Ed. Moderna 1997

UTIMURA, Teruko Y, Maria Linguanoto. Química Fundamental, volume único.


Ed. FTD, 1998.

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PROPOSTA CURRICULAR GEOGRAFIA


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

A Geografia é uma área de conhecimento comprometida em tornar


compreensível a ocupação do homem no espaço, sua relação com a natureza e a
sua ação transformadora neste ambiente. Na história da humanidade os
conhecimentos geográficos sempre estiveram presentes orientando os povos ou
garantindo a partir de suas relações com a natureza, estratégias de sobrevivência
e condições de existência. A princípio de uma forma ainda não sistemática ela foi
evoluindo, consolidando e conquistando conhecimentos que contribuíram com
informações de localização, movimentos da natureza, representações espaciais,
distribuição de recursos entre outros. Gradativamente o acúmulo dos saberes
geográficos permitiram a ampliação de conhecimentos que culminaram em
elaboração e estudos de mapas, discussões sobre o tamanho e forma da terra,
distribuição de terras e águas, cálculos, definições climáticas e pensamentos
especulativos baseados especificamente na Ciência e Filosofia, vistas como
únicas no campo racional. Somente a partir do século XVI e final do século XVII é
que os temas relacionados passaram a ter um olhar mais objetivo de Ciência e
reconhecimentos que teriam abrangência em torno da Geografia. Em função de
interesses capitalistas, a partir do século XIX houve a criação de sociedades
geográficas com a intenção de organizarem expedições nos continentes a fim de
obterem informações para os países colonizadores. Então surgiram de maneira
mais sistematizadas as escolas alemã e francesa como precursoras da
investigação entre a relação do homem com o meio em que vivia.
No Brasil, as idéias de Geografia que apareciam de maneira indireta e
superficial foram inseridas no currículo do Ensino Médio no Colégio Dom Pedro II
com o objetivo de descrever as belezas naturais do território brasileiro. A partir da
década de 30, a fim de servir a interesses políticos, os conteúdos foram

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consolidados enfatizando os recursos naturais do país, a descrição do espaço e o


nacionalismo.
Contrapondo esse ensino tradicional da Geografia, no século XX, novos
pensamentos começaram a surgir a partir do confronto de idéias entre o
Capitalismo e o Socialismo. Essa renovação trouxe à tona, discussões de
assuntos relacionados à degradação da natureza, às desigualdades sociais e
questões culturais, políticas e econômicas. Para atender a necessidade industrial
de formação técnica e de mão-de-obra, após o golpe militar de 1964, institui-se
pela Lei 5692/71 a disciplina de Estudos Sociais que envolveria conteúdos de
Geografia e História no 1º grau e as disciplinas de Organização Social e Política
Brasileira e Educação Moral e Cívica no 2º grau, excluindo a Filosofia e Sociologia
do Currículo e causando conseqüentemente o empobrecimento de conteúdos.
Esse fato persistiu por mais de uma década, até que em meados dos anos
80 e especificamente em 1983 no Estado do Paraná aconteceram movimentos
que após o envio de documento à Secretaria Estadual de Educação culminou
num parecer que permitia a opção das escolas trabalharem com a disciplina de
Estudos Sociais ou História e Geografia separadamente e posteriormente em
1986 o desmembramento das disciplinas.
Concomitantemente a esses fatos emerge de maneira precursora a
Geografia Crítica no Brasil que propõe o método dialético com a valorização de
aspectos históricos e análise dos processos econômicos, sociais e políticos do
espaço geográfico, ou seja, a totalidade somando-se aos aspectos empíricos que
já eram tão valorizados. Santos (1985) entende a sociedade como totalidade, e
por este motivo defende que é necessário compreender determinantes políticos,
sociais e culturais que sofrem interferência e produzem transformações sociais
nos espaços geográficos.
O Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná em 1990 baseava em
sua proposta a compreensão do espaço geográfico como social, produzido e
reproduzido pela sociedade humana. Esta Geografia crítica começou a apresentar
interferência das reformas políticas e econômicas da década de 90 que estavam
vinculadas ao pensamento neoliberal que consideravam a formação do
trabalhador polivalente que atendesse à demanda capitalista, sendo que as

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organizações internacionais mantinham empréstimos ao Brasil com intuito de


atender os interesses políticos, sociais e educacionais. Nesse contexto aprova-se
a nova LDBN 9394/96 e elaboram-se os Parâmetros Curriculares Nacionais e as
Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Com os PCNs a Geografia
Crítica é acusada de enfatizar a economia e fazer política militante e propõe a
inserção de temas vinculados às discussões ambientais e multiculturais
diminuindo a importância das especificidades da disciplina e sem clareza do seu
objeto de estudo.
Assim a retomada da importância dos estudos teóricos e epistemológicos
da Geografia estimulou a reflexão sobre essa disciplina e o seu ensino,
começando então pela análise do seu objeto de estudo, conforme apontam as
DCEs. No documento, o ensino da Geografia prioriza a compreensão do espaço
geográfico como o seu objeto de estudo, sendo manifestação territorial da
atividade social em todas as suas dimensões e contradições, sejam elas
econômicas, políticas ou culturais. Entende-se o espaço produzido, transformado
e organizado pela ação humana, de forma direta ou indireta, composto pela inter-
relação entre sistemas de objetos (naturais, culturais e técnicos) e sistemas de
ações ( relações sociais, culturais, políticas e econômicas) Santos, 1996.
Por isso, partindo das reflexões e estudos a ênfase do- ensino nesta
proposta recai sobre a investigação de como a sociedade ocupa, organiza e
transforma o lugar onde vive em espaço geográfico.
A partir dos conceitos de lugar, paisagens, região, território, natureza,
sociedade entre outros, o aluno que faz parte dessa comunidade local e se
relaciona e convive com outras compreenderá a formação do espaço geográfico,
as transformações nele ocorrida assim como a função humana dentro dele.
Ao analisar sobre os conceitos já adquiridos, o aluno poderá ser orientado
sobre o pensamento geográfico numa perspectiva crítica através de
questionamentos como: onde, como é este lugar, por que aqui e não em outro,
por que as coisas estão dispostas assim neste espaço geográfico, qual o
significado ou as conseqüências deste ordenamento espacial, por que e como
este ordenamento se distingue dos outros.

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Ao propor também a análise de conflitos e contradições sociais, econômica,


culturais e políticas o aluno constitui e reconstitui seus conceitos compreendendo
os diferentes papéis historicamente vividos e as ações humanas na relação com o
espaço geográfico como resultado das necessidades naturais ou criadas.
Para abordar o objeto de estudo, que é o espaço geográfico, será
apresentado os conteúdos estruturantes atrelados a uma concepção crítica de
educação e tratados a partir da análise relação (espaço temporal) e relação
(sociedade natureza).
Ainda de acordo com as Diretrizes Estaduais, o ensino da Geografia deverá
cumprir a sua função na Escola: desenvolver o raciocínio geográfico e despertar
uma consciência espacial e que o aluno seja capaz de compreender o espaço
geográfico, nas mais diversas escalas e atuar de maneira crítica na produção
socioespacial do seu lugar, território, região, enfim do seu espaço.
Através dos estudos de geografia: física, humana, econômica e política, o
aluno poderá relacionar sua importância perante a globalização mundial sendo
crítico, para perceber as conseqüências que as alterações dos territórios
ocasionam, sem esquecer que é falsa a idéia de domínio absoluto do homem
sobre a natureza.

OBJETIVOS GERAIS

- Compreender conceitos dos objetos que formam espaço geográfico, para que
ocorra sua localização e inserção nesse espaço.
- Ampliar e associar seu conhecimento às relações de poder que vão da escala
micro (local) à macro (global).
- Entender as diversidades e as mudanças que acontecem no espaço
geográfico tornando-o capaz de “pensar” esse espaço e perceber-se como
parte integrante dele.
- Solucionar e interpretar os conceitos de fatos geográficos e transferir para
situações reais esses conhecimentos sendo capaz de tomar posições críticas
com argumentações.

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- Compreender as mudanças ocorridas no espaço geográfico, identificando-as


em seu contexto histórico e estabelecendo entre elas uma relação temporal.
- Comparar os vários processos de formação econômica, identificando o papel
que desempenham nas diferenças existentes entre países desenvolvidos e
subdesenvolvidos.
- O direcionamento do estudo da disciplina é o de deixar claro e, com
objetividade, conceitos básicos levando em consideração a visão de diferentes
geógrafos, com o intuito de se aplicar o conhecimento em conjunto com as
práticas e realidades escolares.

CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:

Dimensão econômica do espaço geográfico


Dimensão política do espaço geográfico
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico
Dimensão socioambiental do espaço geográfico

6º Ano
Formação e transformação das paisagens naturais e culturais.
Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração
e produção.
A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.
A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re) organização do espaço
geográfico.
As relações entre campo e a cidade na sociedade capitalista.
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos
da população.
A mobilidade populacional e as manifestações socioespaciais da diversidade
cultural.
As diversas regionalizações do espaço geográfico.

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7º Ano
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território brasileiro.
A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
As diversas regionalizações do espaço brasileiro.
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos
da população.
Movimentos migratórios e suas motivações.
O espaço rural e a modernização da agricultura.
A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a
urbanização.
A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço
geográfico.
A circulação de mão - de- obra, das mercadorias e das informações.

8º Ano
As diversas regionalizações do espaço geográfico.
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios do
continente americano.
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.
O comércio em suas implicações socioespaciais.
A circulação da mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações.
A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço
geográfico.
As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista.
O espaço rural e a modernização da agricultura.
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos
da população.
Os movimentos migratórios e suas motivações.
As manifestações sociespaciais da diversidade cultural.
Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.

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9º Ano.
As diversas regionalizações do espaço geográfico.
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.
A revolução tecnicocientífico-informacional e os novos arranjos no espaço da
produção.
O comércio mundial e as implicações socioespaciais.
A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios.
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores
estatísticos da população.
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
Os movimentos migratórios mundiais e suas motivações.
A distribuição das atividades produtivas, a transformação da paisagem
e a (re)organização do espaço geográfico.
A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
O espaço em rede: produção, transporte e comunicações na atual
configuração territorial.

CONTEÚDOS DO ENSINO MÉDIO

Conteúdos Estruturantes:
Dimensão econômica do espaço geográfico
Dimensão política do espaço geográfico
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico
Dimensão socioambiental do espaço geográfico

1º Ano
A formação e transformação das paisagens.
O espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual configuração
territorial.
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
As diversas regionalizações do espaço geográfico.

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A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.

2º Ano
A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção.
A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço
geográfico.
A revolução técnicocientífica-informacional e os novos arranjos no espaço da
produção.
O espaço rural e a modernização da agricultura.
As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista.
O comércio e as implicações socioespaciais.
As implicações socioespaciais do processo de mundialização.
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.

3º Ano
A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.
A circulação de mão-de-obra, do capital, das mercadorias e das informações.
Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios.
A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a
urbanização recente.
A transformação demográfica, a distribuição espacial e os indicadores estatísticos
da população.
Os movimentos migratórios e suas motivações.
As manifestações socioespaciais da diversidade cultural.
As implicações socioespaciais do processo de mundialização.
A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.

METODOLOGIA

A compreensão do ensino da Geografia e do espaço geográfico depende


ou pode ser entendido como espaço produzido e apropriado pela sociedade e

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deve ser proposto através de trabalhos que não negue o sujeito do conhecimento
e nem supervalorize o objeto, mas estabeleça uma relação entre eles,
entendendo-os como atuantes no processo do conhecimento. A análise
geográfica da realidade numa perspectiva crítica deverá orientar o pensamento
geográfico e o trabalho do professor partindo de questionamentos que busquem a
compreensão da intencionalidade dos sujeitos, ou seja, os conflitos e
contradições sociais, econômicas, culturais e políticas constitutivas de um
determinado espaço e tempo.
Os conceitos de Paisagem, Região, Lugar, Território, Natureza e
Sociedade, deverão ser reconhecidos em suas dimensões subjetivas e,
percebidos como a materialização de um momento histórico que atendem funções
sociais diferentes e estão em constante processo de mudança. Que sofrem
influência exercida por grupos, governos ou classes sociais e das relações de
poder institucionalizadas ou não.
No ensino da Geografia o estudo desses conceitos deve evidenciar a
análise das contradições sociais: etnias, religião, gênero, faixa etária, densidade
demográfica, migrações desenvolvendo o raciocínio geográfico e o despertar de
uma consciência espacial nas mais diversas escalas.
O professor deverá considerar o conhecimento espacial prévio dos alunos e
relacioná-los com o conhecimento científico, criando uma situação de
problemática, instigante que venha a estimular o raciocínio, a reflexão crítica de
modo que eles se tornem sujeitos do seu processo de aprendizagem. Para isso o
professor deverá fazer uso de diferentes recursos metodológicos que o orientem
no processo de aprendizagem como: a utilização da cartografia, aulas de campo,
pesquisa em fontes diversas, análise de fotos, entrevistas com moradores,
elaboração de maquetes, murais, recursos áudio visuais ( imagens, exploração de
luzes, filmes, TV pendrive) imagens( foto, ilustração, cartões postais, quadros ,
mapas e outdoors) obras literárias entre outros.
A abordagem de temáticas, sugeridas na legislação, e a problematização
das mesmas também contribuirão para o aprendizado: a História e Cultura Afro-
Brasileira e Indígena, a Prevenção ao uso indevido de drogas, o Enfrentamento a

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Violência contra a criança e o Adolescente, o Gênero e Diversidade Sexual, a


Educação fiscal e Educação Tributária e a Educação Ambiental.
Ao considerar a situação em que o mundo está inserido historicamente nas
relações políticas, sociais, econômicas, culturais, nas manifestações espaciais e
diversas escalas geográficas, o educando percebe que poderá interferir e
modificar as situações humanas, políticas e econômicas do local onde ele habita.

AVALIAÇÃO

Que o educando tenha uma visão crítica às alterações historicamente


construídas no espaço geográfico, compreendendo e reconstruindo conceitos,
levando em consideração a interferência gerada pela necessidade humana.
A aprendizagem do aluno deve considerar o conhecimento adquirido
demonstrando uma opinião crítica da realidade local e mundial, sabendo que
depende dele as transformações sociais, econômicas e políticas que contribuirão
para a qualidade do desenvolvimento do espaço geográfico.
A avaliação de acordo com a LDBEN deverá ser formativa, diagnóstica e
processual e pelas DCEs, deverá tanto acompanhar a aprendizagem do aluno
como nortear o trabalho do professor
Serão utilizados, como instrumentos, produções de textos, provas
dissertativas ou objetivas, questionários, pesquisas, apresentações orais,
exposições entre outros.

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Geografia

REFERÊNCIAS

SILVA, M.C.T. da O método e a abordagem dialética em Geografia. Revista


Geografia. Campo Grande: Editora UFMS, set/dez 1995.

SOUZA. M.J.L. O território: sobre espaço e poder, autonomia e


desenvolvimento. In.: CASTRO, I.E. et. al. ( Orgs). Geografia: conceitos e
temas.Rio de Janeiro: Bertrand, Brasil,1995.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção.


São Paulo: Hucitec, 1996.

SANTOS, Milton. Espaço e Método. São Paulo: Nobel, 1985.

ANDRADE, M.C. de Geografia ciência da Sociedade: Uma introdução à


análise do pensamento geográfico. São Paulo: Atlas, 1987

CAVALCANTI, L. de S. Geografia, escola e construção do Conhecimento.


Campinas: Papirus: 1998

CARLOS, A F.A . (Org). A Geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto,


1999.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação do. Diretrizes Curriculares da


Educação Básica: Geografia. Paraná, 2008.

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Arte

PROPOSTA CURRICULAR ARTE


ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

A importância do ensino da arte:

“Tanto o pensamento quanto as formas artísticas se


inserem em uma síntese subjetiva de significações construídas
através de imagens poéticas (visuais, sonoras, corporais ou de
conjunto de palavras). Não se faz de forma reta e sem obstáculos
e nem é um simples discurso sobre objetos, fatos, questões e
sentimentos.” ( Ferraz , p23)

O universo da arte marca um tipo particular de conhecimento que exige


atenção especial, onde o ser humano produz a partir de perguntas fundamentais
que, desde sempre, foram feitas com relação ao seu lugar no mundo. O caráter
de inovação que determina o conhecimento científico, técnico ou filosófico
também se encontra nos tipos de manifestações artísticas.
Como afirma Munford, o homem encontrou os meios, de interiorizar o
mundo externo e de exteriorizar o seu mundo interno. Através da arte, é possível
materializar todo este leque de significações criadas pelo universo imaginário do
homem.
A partir do momento em que, o homem se desprendeu da mais pura
animalidade, e se desprendeu porque tratou logo de atribuir significado às coisas,
a arte como forma de representação ou como meio de expressão se fez sempre
presente no decorrer da evolução da espécie humana.
Arte e técnica representam ambos os aspectos formativos do organismo
humano. A arte representa o lado interior e subjetivo do homem, todas as suas
estruturas simbólicas são esforços para inventar um vocabulário e uma linguagem
através da qual o homem possa exteriorizar e projetar os seus estados mais

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Arte
internos e, mais particularmente de forma concreta e pública às suas emoções,
sentimentos e intuições dos significados e valores da vida. (Munford, 1952, p.23).
A arte nos dá a possibilidade de comunicar a concepção que temos das
coisas através de procedimentos que não podem ser expressos de outras formas,
não apenas por seu valor descritivo, mas por sua significação simbólica.
Tanto na arte como na linguagem o homem tem as potencialidades de um
inventor de símbolos que transmite idéias complexas sob formas novas. Porém, é
preciso capacitá-lo, para que se descubra como um ser sensível, desenvolva suas
habilidades e para que possa interagir não somente com materiais e idéias, mas
também com processos mentais. (Barbosa, 1989, p. 61)
Da mesma forma que na ciência, também na arte se faz necessária a
instrução de objetos de conhecimento especialmente ligados dentro das relações
sociais, políticas e econômicas, em sistemas filosóficos e óticos, inseridos em
conjuntos de manifestações simbólicas de uma determinada cultura; ciência e arte
são produtos das representações imaginárias das diversas culturas. Não é
possível que se faça ciência sem imaginação, muito menos arte,sem
conhecimento. Arte e ciência são ações criadoras da construção do pensamento
humano.
A qualidade do conhecimento que existe entre os seres humanos propicia a
criação artística e a distingue das outras modalidades de conhecimento. A obra
de arte possibilita a utilização de formas particulares de linguagens. Portanto, o
entendimento das linguagens, objetivas ou subjetivas do mundo artístico, é
essencial no desenvolvimento do ensino da arte e requisita a sua presença da
arte. Sem ela, o aluno depende exclusivamente do professor, fará suas relações a
partir de apontamentos que obviamente, estão diretamente ligados a significações
atribuídas pelo professor, enquanto que, na presença da obra construirá as suas
próprias significações. (Ferraz, 1996, p.27)
A imaginação criadora estabelece as condições com as quais o ser
humano concebe situações, fatos, idéias e sentimentos, que aparecem como
imagens internas, quando se manipula a linguagem. E esta capacidade de
manipulação de linguagem é geradora de novas formas e imagens, tornando
possível a evolução do homem e a desenvolvimento da criança.

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Ana Mae Barbosa salienta que o ensino criativo é aquele que dá estímulo,
Arte
entusiasmo e satisfação à aprendizagem. Esse ambiente criativo de ensino deve
prover o aluno com experiências ricas e com encontros que lhe permita lidar com
a fantasia, ser imaginativo, fazendo perguntas, maravilhando-se, investigando e
testando suas próprias idéias e sentimentos contra os fatos. (Barbosa, 1989, p.60)
A qualidade imaginativa da experiência de aprender deveria estar presente
na base do ensino de todas as disciplinas do currículo escolar, pois é o elemento
que complementa a apreensão racional de conteúdos, conferindo-lhes
significações subjetivas. (Ferraz, Brein e Lavelberg, 1996, p.18)
Além do conhecimento artístico como experiência estética da obra de arte,
o universo da arte contém também outro tipo de conhecimento, gerado pela
necessidade de investigar o campo artístico como atividade humana. É
determinado por um tipo de conhecimento que se volta para a contemplação, para
a análise que introduz a arte como fenômeno sociocultural, como processo de
desenvolvimento histórico, definindo-a como “estrutura formal”, estudando os
elementos que a compõem e os princípios que regem suas combinações. (Mayer,
1979, p.63)
A arte - educação, vista como um processo de desenvolvimento da
criatividade da sensibilidade estética, que visa a expressão, livre de preconceitos
e condicionamentos, que objetiva a expansão das possibilidades do aluno, na
criação de imagens, na inventividade de novas formas, na habilidade de
manipulação de materiais, percebe que a instrumentação do aluno atende a um
rico processo de aprendizagem, e é função da instituição escolar criar
mecanismos que permitam uma pedagogia também voltada para a
instrumentação. Estes processos só podem levar à compreensão, respeitando a
individualidade de cada um, em cada nível de desenvolvimento, enriquecendo sua
relação sobre arte como objeto de conhecimento.
Alguns autores apontam que o fazer artístico de fato é uma das
necessidades que se insere no processo de humanização.
Então no ensino da Arte cabe ao professor Instigar o aluno para que
atribuir novas significações, para que idealize novas formas e em seguida
exteriorize-as.

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Ana Mae Barbosa aponta que um dos papéis da arte é preparar o povo
Arte
para os novos modos de percepção, largamente introduzidos pela revolução
tecnológica e da comunicação de massa. Tendo em vista que é as artes plásticas,
na escola, o único veículo diretamente exploratório de percepção visual, é de sua
competência articular os meios para a construção de um olhar atento a estas
mudanças. (Barbosa, 1989, p. 93).
A arte - educação é parte essencial do processo educativo e também
implica uma compreensão de como esse conhecimento pode ser utilizado.
No texto disponibilizado SEED, “Diretrizes Curriculares de arte, para o
ensino médio”, página 19, versa sobre campos conceituais, elencando três formas
de conhecimento – o conhecimento estético – o conhecimento artístico – o
conhecimento contextualizado. Já sabemos sobre a importância do ensino da
arte, sobre o saber estético e a importância do contato com a obra de arte.
O conhecimento artístico está relacionado com a fazer e com o processo
criativo e sobre este assunto, salientamos a importância da relação de paridade
entre teoria e prática.
No que diz respeito ao conhecimento contextualizado (político, econômico
e sociocultural) os objetos artísticos contribuem para a compreensão de seus
conteúdos explícitos e implícitos, possibilitando um aprofundamento na
investigação deste objeto. Sobre essas afirmações, se faz necessário lembrar que
para contextualizar é preciso estar familiarizado com o contexto, ou seja,
conhecer as faces daquela formulação. Vivenciar, sentir, tocar, experimentar, são
atribuições interligadas ao ato de contextualizar.
Segundo Fischer a definição de arte como um meio de tornar-se com o
todo da realidade, como o caminho do indivíduo para a plenitude, para o mundo
em geral, como expressão do desejo do indivíduo no sentido de se identificar
com aquilo que ele não é; essa definição e demasiado romântica. No entanto, a
emoção para a artista não é tudo, ele precisa também saber tratá-la, precisa
conhecer todas as regras, técnicas, recursos, formas e convenções. O trabalho
para o artista é um processo altamente consciente e racional, um processo ao fim
do qual resulta a obra de arte, como realidade dominada, e não de modo algum
um estado de inspiração embriagante (Fischer, p. 15).

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OBJETIVOS GERAIS
Arte

O ensino da arte deve contemplar (prioritariamente) o sentir e o perceber.


Que são as formas de apreciação e apropriação. O trabalho artístico, que é a
prática criativa e o conhecimento que fundamenta e possibilita ao aluno um sentir
/ perceber e um trabalho artístico mais sistematizado, de modo a direcionar o
aluno à formação de conceitos. Um olhar atento às novas linguagens, que permita
a compreensão das formas de utilização das linguagens expressivas, no século
XXI, da Indústria cultural e da massificação da cultura.

ENSINO FUNDAMENTAL

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
Elementos formais, Composição, Movimentos e períodos

CONTEÚDOS BÁSICOS POR ANO:

6º Ano
Primeiro bimestre - Área Música:
 Elementos formais (Altura, Duração, Timbre, Intensidade e Densidade)
 Composição (Ritmo, Melodia, Escalas: diatônica/ pentatônica/ cromática/
improvisação)
 Movimentos e períodos ( Greco-Romana/ Oriental/ Ocidental/ Africana)

Segundo bimestre - Área Artes Visuais:


 Elementos formais ( Ponto/ Linha/Textura/ Forma/ Superfície/ Volume/ Cor/
Luz)
 Composição ( Bidimensional/ Figurativa/ Geométrica/ Simetria/ Técnicas de
pintura, escultura e arquitetura/ Gêneros: cenas da mitologia)
 Movimentos e períodos ( Arte Greco-Romana/ Arte Oriental/ Arte Pré-
Histórica/ Arte Africana)

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Terceiro bimestre - Área Teatro:


 Elementos formais ( Personagem/ Ação/ Espaço)
 Composição ( Enredo, Roteiro, Espaço Cênico, Adereços/ Técnica: Jogos
Arte
teatrais, Teatro direto e indireto, improviso, manipulação e máscara/
Gênero: Tragédia, Comédia e Circo)
 Movimentos e períodos ( Greco-Romana/ Teatro Oriental/ Teatro Medieval/
Renascimento )

Quarto bimestre - Área Dança:


 Elementos formais ( Movimento Corpora/ Tempo Espaço)
 Composição (Kinesfera, Eixo, Ponto de Apoio, Movimentos articulares,
Fluxo livre e interrompido, Rápido e lento/ Formação Níveis alto, médio e
Baixo, Deslocamento/ Dimensões/ Técnica: Improvisação/ Gênero: Circular
 Movimentos e períodos (Pré-história/ Greco-Romana/
Renascimento/ Dança Clássica)

7º Ano

Primeiro bimestre - Área Música:


 Elementos formais ( Altura, Duração, Timbre, Intensidade e Densidade)
 Composição (Ritmo/ Melodia/ Escalas/ Gêneros: folclórico, indígena,
popular e Étnico/ Técnicas: vocal, instrumental e mista Improvisação)
 Movimentos e períodos (Música popular e étnica (ocidental e oriental)

Segundo bimestre - Área Artes Visuais:


 Elementos formais ( Ponto/ Linha/Textura/ Forma/ Superfície/ Volume/ Cor/
Luz)
 Composição (Proporção/ Tridimensional/ Figura e fundo/ Abstrata/
Perspectiva/Técnicas:Pintura, escultura, modelagem, gravura.../Gêneros:
Paisagem, retrato, natureza morta...)

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 Movimentos e períodos (Arte Indígena/Arte Popular /Brasileira e


Paranaense/ Renascimento/ Barroco)

Terceiro bimestre - Área Teatro:


 Elementos formais ( Personagem/ Ação/ Espaço)
 Composição (Representação,Leitura dramática,Cenografia/ Técnicas: jogos
teatrais, mímica, improvisação, formas animadas.../ Gêneros: Rua e arena,
Caracterização)
 Movimentos e períodos (Comédia dell’ arte/ Teatro Popular / Brasileiro e
Paranaense/ Teatro Africano)

Quarto bimestre - Área Dança:


 Elementos formais ( Movimento Corpora/ Tempo Espaço)
 Composição (Ponto de Apoio,Rotação,Coreografia,Salto e queda, Peso
(leve e pesado), Fluxo (livre, interrompido e conduzido)/ Lento, rápido e
moderado/ Níveis (alto, médio e baixo)/ Formação/ Direção/ Gênero:
Folclórica, popular e étnica)
 Movimentos e períodos (Dança Popular/ Brasileira/ Paranaense/ Africana/
Indígena)

8º Ano
Primeiro bimestre - Área Música:
 Elementos formais ( Altura, Duração, Timbre, Intensidade e Densidade)
 Composição (Ritmo/ Melodia/ Harmonia/ Tonal, modal e a fusão de
ambos./ Técnicas: vocal, instrumental e mista)
 Movimentos e períodos (Indústria Cultural/ Eletrônica/ Minimalista/ Rap,
Rock, Tecno)
Segundo bimestre - Área Artes Visuais:
 Elementos formais ( Ponto/ Linha/Textura/ Forma/ Superfície/ Volume/ Cor/
Luz)
 Composição (Semelhanças/ Contrastes/ Ritmo Visual/ Estilização/
Deformação/ Técnicas: desenho, fotografia, audiovisual e mista...)
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 Movimentos e períodos (Indústria Cultural/ Arte no Séc. XX/ Arte


Contemporânea)

Terceiro bimestre - Área Teatro:


 Elementos formais ( Personagem/ Ação/ Espaço)
 Composição (Representação no Cinema e Mídias / Texto dramático/
Maquiagem/ Sonoplastia/ Roteiro/ Técnicas: jogos teatrais, sombra,
adaptação cênica...)
 Movimentos e períodos (Indústria Cultural/ Realismo/ Expressionismo/
Cinema Novo)

Quarto bimestre - Área Dança:


 Elementos formais ( Movimento Corpora/ Tempo Espaço)
 Composição ( Giro,Rolamento,Saltos/ Aceleração e desaceleração/
Direções (frente, atrás, direita e esquerda)/ Improvisação/ Coreografia/
Sonoplastia/ Gênero: Indústria Cultural e espetáculo)
 Movimentos e períodos (Hip Hop/ Musicais/ Expressionismo/ Indústria
Cultural / Dança Moderna

9º Ano

Primeiro bimestre - Área Música:


 Elementos formais ( Altura, Duração, Timbre, Intensidade e Densidade)
 Composição (Ritmo/ Melodia/ Harmonia/ Técnicas: vocal, instrumental e
mista / Gêneros: popular, folclórico e étnico)
 Movimentos e períodos (Música Engajada/ Música Popular Brasileira /
Música Contemporânea)

Segundo bimestre - Área Artes Visuais:


 Elementos formais ( Ponto/ Linha/Textura/ Forma/ Superfície/ Volume/ Cor/
Luz)

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 Composição (Bidimensional/ Tridimensional/ Figura-fundo / Ritmo Visual/


Técnica: Pintura, grafite, performance.../ Gêneros: Paisagem urbana,
cenas do cotidiano...)
 Movimentos e períodos (Realismo/ Vanguardas/ Muralismo e Arte / Latino-
Americana/ Hip Hop)

Terceiro bimestre - Área Teatro:


 Elementos formais (Personagem/ Ação/ Espaço)
 Composição (Técnicas: Monólogo, jogos teatrais, direção, ensaio, Teatro-
Fórum.../ Dramaturgia/ Cenografia/ Sonoplastia/ Iluminação/ Figurino)
 Movimentos e períodos (Teatro Engajado/ Teatro do Oprimido/ Teatro
Pobre/ Teatro do Absurdo/ Vanguardas)

Quarto bimestre - Área Dança:


 Elementos formais ( Movimento Corpora/ Tempo Espaço)
 Composição ( Kinesfera/ Ponto de Apoio/ Peso/ Fluxo/ Quedas/ Saltos/
Giros Rolamentos/ Extensão (perto e longe)/ Coreografia/ Deslocamento/
Gênero: Performance e moderna
 Movimentos e períodos (Vanguardas/ Dança Moderna/ Dança /
Contemporânea)
ENSINO MÉDIO ( 1º, 2º e 3º Ano)
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
Elementos formais, Composição, Movimentos e períodos

CONTEÚDOS BÁSICOS:
Primeiro ano
Primeiro bimestre - Área Música:
 Elementos formais: Altura, Duração, Timbre, Intensidade e Densidade
 Composição, Ritmo/ Melodia/ Harmonia/ Escalas Modal, Tonal e fusão de
ambos.
 Gêneros: popular, étnico, folclórico.
 Movimentos e períodos Música Popular / Brasileira/ Paranaense/ Popular.
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Segundo bimestre - Área Artes Visuais:


 Elementos formai: Ponto/ Linha/Textura/ Forma/ Superfície/ Volume/ Cor/
Luz.
 Composição Bidimensional/ Tridimensional/ Figura e fundo/ Figurativo/
Abstrato/ Perspectiva/ Semelhanças/ Contrastes/ Ritmo Visual/ Simetria/
Deformação/ Estilização.
 Técnica: Pintura, desenho, modelagem, escultura, arquitetura, religião e
mitologia.
 Movimentos e períodos, Arte Ocidental/ Arte Oriental/ Arte Africana.

Terceiro bimestre - Área Teatro:


 Elementos formais: personagem, expressões corporais, vocais, gestuais e
faciais, ação / Espaço.
 Gêneros: Tragédia, Comédia, Drama e Épico, Dramaturgia.
 Movimentos e períodos: Teatro Greco-Romano, Teatro Medieval, Teatro
Renascentista, Teatro Latino-Americano Teatro Realista e Teatro
Simbolista

Quarto bimestre - Área Dança:


 Elementos formais: Movimento Corporal / Tempo Espaço.
 Composição: Kinesfera/ Fluxo/ Peso/ Eixo/ Salto e Queda/ Giro/ Rolamento
Movimentos articulares Lento, rápido e moderado/ Aceleração e
desaceleração Níveis / Deslocamento/ Direções/ Planos/ Improvisação/
Coreografia.
 Gêneros: Étnica, folclórica, populares e salão.
 Movimentos e períodos: Pré-história/ Greco-Romana/ Medieval/
Renascimento Dança Clássica.

Segundo ano:

Primeiro bimestre: Área Música:


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 Elementos formais: Altura, Duração, Timbre, Intensidade e Densidade.


 Composição, Ritmo/ Melodia/ Harmonia/ Escalas Modal, Tonal e fusão de
ambos.
 Gêneros: Popular
 Movimentos e períodos: música popular, indústria cultural e engajada.

Segundo bimestre - Área Artes Visuais:


 Elementos formais: Ponto/ Linha/Textura/ Forma/ Superfície/ Volume/ Cor/
Luz.
 Composição Bidimensional/ Tridimensional/ Figura e fundo/ Figurativo/
Abstrato/ Perspectiva/ Semelhanças/ Contrastes/ Ritmo Visual/ Simetria/
Deformação/ Estilização.
 Técnica: Pintura, desenho, modelagem, escultura, arquitetura, religião e
mitologia, história em quadrinho, paisagem, natureza-morta, cenas do
cotidiano e cenas históricas.
 Movimentos e períodos: Arte brasileira, arte paranaense e arte popular.

Terceiro bimestre - Área Teatro:


 Elementos formais: personagem, expressões corporais, vocais, gestuais e
faciais, ação / Espaço.
 Gêneros: Tragédia, Comédia, Drama e Épico e Dramaturgia,
representações nas mídias, caracterizações e cenografia.
 Técnicas: jogos teatrais, teatro direto e indireto, mímica e ensaio, teatro
fórum.
 Movimentos e períodos: Teatro brasileiro, teatro paranaense, teatro popular
e industria cultural.

Quarto bimestre - Área Dança:


 Elementos formais: Movimento Corporal, Tempo e Espaço.
 Composição: Improvisação, coreografia, direções planos, deslocamentos.
 Gêneros: Étnica, folclórica e espetáculo.
 Movimentos e períodos: Dança popular, paranaense/africana/indígena.
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Terceiro ano.
Primeiro bimestre - Área Música:
 Elementos formais: Altura, Duração, Timbre, Intensidade e Densidade
 Composição: Ritmo/ Melodia/ Harmonia/ Escalas Modal, Tonal e fusão de
ambos.
 Gêneros: popular, étnico, folclórico.
 Movimentos e períodos: Vanguarda, ocidental, oriental, africana e latino
americana.
Segundo bimestre - Área Artes Visuais:

 Elementos formais: Ponto/ Linha/Textura/ Forma/ Superfície/ Volume/ Cor/


Luz.
 Composição Bidimensional, Tridimensional/ Figura e fundo/ Figurativo/
Abstrato/ Perspectiva/ Semelhanças/ Contrastes/ Ritmo Visual/ Simetria/
Deformação/ Estilização.
 Técnica: Pintura, desenho, modelagem, escultura, arquitetura, religião e
mitologia.
 Movimentos e períodos: arte de vanguarda, indústria cultural, arte
contemporânea e arte latino americana,

Terceiro bimestre - Área Teatro:

 Elementos formais: personagem, expressões corporais, vocais, gestuais e


faciais, ação / Espaço.
 Gêneros: Tragédia, Comédia, Drama e Épico, Dramaturgia.
 Movimentos e períodos: Teatro dialético, teatro essencial, teatro do
oprimido, teatro pobre, teatro de vanguarda e teatro latino americano.

Quarto bimestre - Área Dança:

 Elementos formais: Movimento Corporal, tempo Espaço.


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Arte

 Composição: Kinesfera/ Fluxo/ Peso/ Eixo/ Salto e Queda/ Giro/ Rolamento


Movimentos articulares Lento, rápido e moderado/ Aceleração e
desaceleração Níveis / Deslocamento/ Direções/ Planos/ Improvisação/
Coreografia.
 Gêneros: Espetáculo, industria cultual, étinica, folclórica, popular e salão.
 Movimentos e períodos: Hip hop, industria cultural, dança moderna,
vanguardas e dança contemporânea.

METODOLOGIA DA DISCIPLINA

De acordo com as Diretrizes Curriculares Estaduais o ensino de Arte deve


basear-se num processo de reflexão sobre a finalidade da Educação, os
objetivos específicos dessa disciplina e a coerência entre tais objetivos, os
conteúdos programados e a metodologia proposta. Pretende-se que os alunos
adquiram conhecimentos sobre a diversidade de pensamento e de criação
artística para expandir sua capacidade de criação e desenvolver o pensamento
crítico. Portanto a partir de uma análise histórica a seleção de conteúdos deve ser
abordada por meio do conhecimento estético e da produção artística. A maneira
crítica possibilitará que o aluno tenha uma percepção da arte em suas múltiplas
dimensões cognitiva e contribuirá desta forma para a construção de uma
sociedade mais justa e sem desigualdades.
A abordagem deve permear as concepções de arte como ideologia, arte
como forma de conhecimento e arte como trabalho criador, pois no processo de
formação cultural e social o homem teve que criar meios de comunicação e
expressão para atender as suas necessidades de organização, produção e
também de sobrevivência. Assim através da transformação do trabalho ele pôde
abstrair, simbolizar e criar a arte, e por isso em todas as culturas constata-se as
diferentes maneira de Arte.
O professor em sala de aula ao valer-se de temáticas contextualizadas e
até sugeridas pela legislação como: a História e Cultura Afro-brasileira e Indígena,

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o Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente, a Prevenção ao uso


indevido de drogas, a Educação ambiental, a Educação fiscal e tributária, o
Gênero e a diversidade sexual, poderá considerar os aspectos sociais e históricos
em que os estudantes estão envolvidos e relacionar com as formas artísticas e
expressões concretas de visões do mundo, determinando o contexto histórico,
social, econômico e político, e buscar as transformações da sociedade.
Além disso, como práticas no ensino da Arte poderão ser utilizadas
diferentes encaminhamentos de acordo com as diferentes áreas propostas nos
conteúdos de Música, Artes Visuais, Teatro e Dança.

AVALIAÇÃO

Segundo Terezinha Diniz, é comum atribuir o mesmo significado para


mensuração e avaliação. Mensurar é medir, ato de colher informações e ordená-
las, levando-se em conta seu aspecto quantitativo numérico.
Avaliar é um processo mais amplo que medir. Utiliza tanto descrições
quantitativas, como qualitativas. A avaliação nunca deve ser um fim em si mesmo,
deve contribuir para tomadas de decisão: melhoria do ensino, melhoria da
aprendizagem, reformulação curricular, etc.
“A avaliação integral, ocupa-se do aluno como um todo. Julga não apenas
aspectos cognitivos, mas também o domínio afetivo e psicomotor.”
 A avaliação tem como função:
 Assegurar o domínio da aprendizagem;
 Demonstrar os efeitos da metodologia empregada no processo ensino -
aprendizagem;
 Analisar os objetivos de ensino;
 Revelar consequências da atuação do professor;
A avaliação no ensino da Arte deverá ser processual, cumulativa e
contínua.
A avaliação tem como finalidade fundamental, perceber o aluno de acordo
com suas características tais como: personalidade, atitudes, habilidades servindo
de referencia ao professor para planejar suas aulas e avaliar os alunos.

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A avaliação processual ocorre durante o processo pedagógico e tem como


finalidade retomar os objetivos de ensino propostos, para que a partir dos
mesmos, determinar o grau de domínio de uma determinada tarefa de
aprendizagem e assinalar com exatidão a parte não dominada. Não pretende
qualificar o aluno, mas, ajudá-lo a atingir a domínio necessário de aprendizagem.

DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS

O ensino da arte visa que o aluno crie uma percepção exigente, ativa,
crítica em relação à realidade humana - social, proporcionando a aquisição dos
instrumentos necessários para compreensão da realidade expressa na obra de
arte, bem como a possibilidade de expressão na atividade artística, também visa
a musicalidade como uma proposta relativa à lei 11.796/08 que torna obrigatória o
ensino de música desde os anos iniciais.
Tem como função analisar a seu papel na formação da percepção e
sensibilidade do aluno através do trabalho criador, da apropriação do
conhecimento artístico e do contado com a produção cultural existente.
“O ensino da arte não visa formar artistas, e sim, aprimorar a sensibilidade, a
estimular o aluno a encontrar e a desenvolver suas potencialidades e,
fundamentalmente, a educar para a apreciação e compreensão de valores.”
Talvez o aspecto mais relevante seja o fato desta disciplina não depender
exclusivamente de apostilas, cadernos lápis e caneta, como na maioria das
demais disciplinas. Arte depende de uma infinidade de materiais tais como: lápis
de cor, tintas, pincéis, massa de modelar, papéis de diversos tipos, cola, tesoura,
madeira, papelão, fibras, resinas, argila, isto se, o planejamento estiver voltado
para o ensino das artes plásticas; também uma infra-estrutura adequada à
realização das atividades, incluindo áudio, vídeo, visitas à museus, teatros e
exposições.
Com referência ao ensino e aprendizagem de arte, o ato avaliativo não
pode ser uma simples mensuração de produtos finalizados. Isso porque nem
sempre o resultado de um trabalho em arte reflete os procedimentos e as

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motivações presentes em seu surgimento, “o valor de uma experiência não se


torna subitamente visível no final”.
Para que o professor tenha condições de perceber as habilidades, as
características comportamentais e a personalidade de cada um de seus alunos, a
avaliação diagnostica seria de grande valia para a disciplina. Este tipo de
avaliação fornece dados, que permitem conhecer cada aluno em função daquilo
que ele é realmente, auxiliando na tomada de decisões, de forma mais
individualizada.
A avaliação tem como finalidade determinar o grau de domínio de uma
determinada tarefa de aprendizagem e assinalar com exatidão a parte não
dominada. Não pretende qualificar o aluno, mas, ajudá-lo a atingir a domínio
necessário de aprendizagem.

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REFERÊNCIAS

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1930-1970. 3. ed. São Paulo: Nobel, 2003.

BARBOSA, Ana Mae. Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo:


Cortez, 2007.

GOMBRICH, E.H. A História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

FISCHER, Ernest. A Necessidade da Arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

KOSIK, K. Dialética do Concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

LABAN, R. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978.

MAGALDI, S. Iniciação ao Teatro. São Paulo: Editora Ática, 2004

MARQUES, I. Dançando na escola. São Paulo: Cortez, 2005.

MORAES, J. J. O que é música? São Paulo: Brasiliense, 1983.

NETO, M. J. de S. (Org.). A (des)construção da Música na Cultura


Paranaense. Curitiba: Aos Quatro Ventos, 2004.

OSTROWER, Forysa. A sensibilidade do intelecto. Rio de Janeiro: Editora


Campus, 1998.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Caderno de Expectativas de


aprendizagem. Curitiba: SEED/DEB-PR, 2012.

________. Cadernos temáticos:História e cultura afro-brasileira e africana.


SEE/PR. 2008.

________. Cadernos temáticos: Educação Escolar Indígena. SEED/PR. 2008.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Caderno de Musicalização:


Canto e Flauta Doce – 2008.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Médio.


Texto elaborado pelos participantes dos encontros de formação continuada/
Orientações Curriculares. Curitiba: SEED/DEM, 2003/2005.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino de


primeiro Grau. Currículo básico para a escola pública do Paraná. Curitiba:
SEED/DEPG, 1992.

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Arte

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Ensino Médio.


LDP: Livro Didático Público de Arte. Curitiba: SEED-PR, 2006.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Arte


para a Educação Básica. Departamento de Educação Básica. Curitiba, 2008.

VIGOTSKI, L.S. Psicologia da arte. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

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