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Prouni

Fies
Abertas 1,5 mil vagas gratuitas de mestrado para professor de
Sisu

Gabinete do Ministro
matemática

Estão abertas até o dia 26 próximo as inscrições para curso de mestrado pro ssional, gratuito, destinado à
ACESSO À  quali cação de professores de matemática. São oferecidas 1.525 vagas, em todo país, em 65 polos da
INFORMAÇÃO Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da


Educação, o curso de pós-graduação destina-se a professores de matemática da educação básica,
SECRETARIAS 
especialmente de escolas públicas. Ele será ministrado na modalidade semipresencial por uma rede de
instituições de educação superior ligadas à UAB, sob a coordenação da Sociedade Brasileira de Matemática.

PROFESSORES /  Para concorrer às vagas, os candidatos terão de passar pelo Exame Nacional de Acesso, que consiste em prova
DIRETORES única, em 26 de novembro, com questões objetivas e discursivas e duração máxima de quatro horas. Cada
polo do programa destinará 80% das vagas a professores da rede pública de educação básica.

Matrícula — Ao fazer a matrícula, como determina o edital do Exame Nacional de Acesso, os candidatos
ESTUDANTES 
aprovados devem apresentar contracheque ou declaração da Secretaria de Educação, estadual ou municipal,
ou ato de nomeação publicado no Diário O cial do estado ou município. Além disso, devem apresentar
declaração do diretor da escola, com rma reconhecida, de que estão no exercício da docência de matemática
BRASILEIROS NO  no ensino básico.
MUNDO
Mais informações e inscrições na página eletrônica do curso.

Diego Rocha
PAIS E 
FAMILIARES

Con ra os polos que oferecem o curso

GOVERNO 
Abertas inscrições para mestrado pro ssional em história

Estão abertas a partir desta segunda-feira, 14, as inscrições para o exame de acesso à edição 2018 do
IES 
mestrado pro ssional em ensino de história (ProfHistória). No total, são 467 vagas disponíveis para o curso
presencial, organizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com oferta simultânea em 27
instituições brasileiras associadas. O prazo para se inscrever vai até o dia 28 de setembro.
CENTRAL DE 
CONTEÚDOS Programa de pós-graduação stricto sensu, o ProfHistória tem como objetivo ofertar formação continuada que
contribua para a melhoria da qualidade da docência em história na educação básica. O curso é reconhecido
pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da
Áudios
Educação.

Podem participar do processo seletivo aqueles que tenham diploma em licenciatura e que atuem como
Imagens
professores de história em qualquer ano da educação básica. As provas para ingresso no ProfHistória
ocorrerão em 22 de outubro e a divulgação do resultado está prevista para 30 de novembro. As matrículas

Vídeos deverão ser feitas em 8 de dezembro.

O edital, a distribuição das vagas em cada instituição, o formulário para inscrição nas provas e mais

Publicações informações estão disponíveis na página eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Assessoria de Comunicação Social

Aplicativos

Abertas vagas para mestrado e doutorado em neurociências

O Programa de Pós-Graduação em Neurociências (PGNeuro) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte


(UFRN) está selecionando alunos para 13 vagas do curso de mestrado e nove para doutorado. As inscrições
podem ser feitas de 1o a 20 de novembro.

Previsto para o período de 4 a 8 de dezembro, o processo seletivo será composto por prova de conhecimentos
gerais e neurociências (PCGN), avaliação de habilidades especí cas (AHE) e análise do currículo Lattes. A PCGN
será realizada no campus central da UFRN, enquanto a AHE poderá ser feita no Instituto do Cérebro da
universidade ou por videoconferência, pelo aplicativo Skype.

As vagas serão distribuídas em 21 linhas de pesquisa nas áreas de Neurobiologia celular e molecular e


Neurobiologia de sistemas e cognição. O resultado da seleção será divulgado até 15 de dezembro pelo site da
PGNeuro e no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).

Con ra, na página da PGNeuro, o edital e o formulário de inscrição.

Assessoria de Comunicação Social 

Acordo inédito entre Brasil e Reino Unido vai agilizar


reconhecimento mútuo de diplomas

O Ministério da Educação e o governo do Reino Unido


criaram nesta quarta-feira, 13, uma comissão técnica
bilateral para discutir os processos de diplomação de
mestrado e doutorado dos dois países e estudar
formas de ampliar o reconhecimento mútuo de
diplomas de pós-graduação. O acordo é inédito para o
Brasil.

O protocolo de intenções foi rmado entre o ministro


Aloizio Mercadante e o embaixador do Reino Unido
no Brasil, Alexander Ellis. O documento também foi assinado pelo assessor sênior governamental para
assuntos cientí cos do Governo Britânico, Sir Mark Walport, e o presidente da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Nobre.

“Considerando que a Capes tem um sistema que avalia a qualidade de todos os programas de pós-graduação
no Brasil e o Reino Unido tem um sistema equivalente, o diploma será automaticamente aceito”, a rma o
presidente da Capes. No caso do Brasil, esta é uma das tarefas da Capes, que avalia 4,3 mil programas de pós-
graduação “O Reino Unido reconhece a qualidade desse sistema e é isso que vai possibilitar todos os títulos
brasileiros serem reconhecidos e vice-versa”, diz.

A proposta já estava em discussão há mais de um ano. As primeiras reuniões do grupo ocorrem em maio, nos
dois países. A perspectiva é de que o sistema mútuo de reconhecimento esteja em funcionamento no início do
próximo semestre.

A comissão vai trocar informações, consultar e solicitar orientação sobre a legislação educacional vigente nos
respectivos países. A intenção é chegar a um acordo comum de compreensão dos sistemas de ensino e graus
acadêmicos, além de garantia de qualidade do ensino. A iniciativa deve ser discutida também com outros
países que tenham sistemas de avaliações semelhantes ao do Brasil.

Reconhecimento – Atualmente, no Brasil, as instituições de ensino superior estabelecem acordos bilaterais


com instituições no exterior para reconhecimento de títulos. A pessoa interessada em ter seu diploma de
mestrado ou doutorado no exterior reconhecido no Brasil precisa buscar uma universidade que tenha curso
equivalente e que seja recomendado pela Capes com nota igual ou superior a 3.

Para o aluno dar entrada no processo, precisa apresentar uma série de documentos, além da dissertação ou
tese. Tudo precisa ser registrado no consulado do país de origem para o reconhecimento o cial. O diploma
precisa também ser traduzido. “A universidade brasileira identi ca qual curso e departamento têm curso
equivalente e uma banca constituída avalia e atesta ou não a equivalência da dissertação ou tese”, observa
Carlos Nobre.

Graduação – A iniciativa começa com pós-graduação e a perspectiva é que sirva de parâmetro para o estudo
do reconhecimento de graduação. De acordo com o presidente da Capes, os cursos de graduação têm
diferenças complexas de conteúdos que demandam mais tempo para uma possível análise de equivalência e
reconhecimento. “No Brasil, medicina requer seis anos de estudo. Em alguns países, primeiro o aluno faz
quatro anos de graduação para depois se inscrever na escola de medicina”, explica.

Instituições que compõem a comissão:

BRASIL

Ministério da Educação – Secretaria de Educação Superior (Sesu);


Ministério da Educação – Assessoria Internacional;
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes);
Conselho Nacional de Educação (CNE);
Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes);
Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem);
Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc);
Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap);
Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop).
REINO UNIDO

Departamento de Negócios, Inovação e Habilidades (BIS);


Representantes de universidades;
Departamento de Educação e Aprendizagem ao Longo da Vida, Escócia;
Departamento de Emprego e Aprendizagem, Irlanda do Norte;
Departamento de Educação e Habilidades, País de Gales;
Agência de Garantia de Qualidade (AGQ);
British Council (BC);
Universities UK (UUK);
Centro Nacional de Informação sobre Reconhecimento de Títulos e Graus Acadêmicos do Reino Unido
(NARIC).
 

Saiba mais sobre o processo de reconhecimento de diplomas no Brasil e sobre os cursos recomendados pela
Capes.

Assessoria de Comunicação Social

Ouça:

                
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Bolsista da Capes é premiada em seminário tecnológico

A bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) Laís Nascimento Alves
teve sua dissertação de mestrado premiada durante o 5º Seminário Anual Cientí co e Tecnológico de Bio-
Manguinhos, promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no dia 3 de maio. O trabalho Viabilidade do
uso de 1,10 fenantrolina e aptâmeros anti-MUC1 como radiossensibilizadores em células de câncer de mama
recebeu o prêmio Jovem Talento – Sergio Arouca, que tem entre seus critérios de premiação a relevância para
o desenvolvimento cientí co e tecnológico e para a saúde pública brasileira. A categoria é voltada para jovens
pesquisadores, de até 26 anos.

Laís é bolsista do programa Demanda Social da Capes, que tem o objetivo de promover a formação de
recursos humanos de alto nível, por meio de concessão de bolsas a cursos de pós-graduação stricto sensu
(mestrado e doutorado). Segundo a pesquisadora, a premiação foi uma surpresa, que lhe serviu como
estímulo.

“Eu não esperava essa premiação agora, pelo fato de o projeto ainda estar em fase inicial. Não imaginava uma
repercussão desse tipo. Mas, ao mesmo tempo, o reconhecimento foi importante para mim. Foi uma injeção
de combustível para seguir com mais garra ainda. Nós, jovens pesquisadores, somos apaixonados pelo que
fazemos. E com o tempo vamos crescer, amadurecer e nos equiparar a quem hoje nos espelhamos, que são os
gigantes que nos acompanham no dia a dia e sobre os quais apenas lemos nas publicações cientí cas”,
a rmou a jovem.

Projeto –A ideia geral do projeto é de contribuir no aprimoramento da abordagem do tratamento


quimioterápico de câncer de mama. “A classe de moléculas chamadas de aptâmeros apresenta inúmeras
possibilidades que podem e devem ser exaustivamente exploradas. Tal avanço nos protocolos de tratamento
de câncer de mama representaria maior preservação de tecidos sadios e, consequentemente, menor
debilidade pós tratamento oncológico que envolva o uso dessa possível nova classe de fármacos. O método
cientí co permite que esforços sejam conjugados em uma sinergia, visando o bem-estar da humanidade. Não
seria diferente nesse estudo, que abre portas para pesquisadores contribuírem com o assunto”, explicou a
mestranda, que desenvolve sua pesquisa no Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD/CNEN), no Rio de
Janeiro.

A bolsista explica os resultados iniciais encontrados: “Nossos resultados indicam que o aptâmero em questão
pode ser usado como vetor de carreamento de moléculas, por intercalação. O próximo passo será testar o
complexo quanto ao seu potencial de radiossensibilização in vitro sob diversas forma de uso: antes, durante e
depois da irradiação”.

Na visão de Laís, o apoio a pesquisas por órgãos de fomento como a Capes é imprescindível. “Esse apoio [à
pesquisa] é necessário e deve ser contínuo. A Capes me proporcionou, durante a concessão de bolsa de
estudos, constante exposição a oportunidades e novos horizontes. Por meio deste apoio, foi possível viabilizar
a dedicação necessária e praticamente integral para o desenvolvimento deste projeto”, disse.

Saiba mais sobre o programa Demanda Social da Capes.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

Bolsista desenvolve plataforma para detecção de doença canina

Julia Pereira Postigo, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no
Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu uma plataforma de
baixo custo para detecção de cinomose – doença provocada por um vírus – em cães. Trata-se de um
dispositivo de papel com determinadas proteínas que interagem com os anticorpos presentes no sangue do
animal, o que permite identi car o vírus por meio de linhas vermelhas bem de nidas e detectáveis a olho nu,
em qualquer estágio da doença.

A pesquisa foi desenvolvida durante a dissertação de mestrado da estudante, sob orientação do professor
Emanuel Carrilho, do grupo Bioanalítica, Microfabricação e Separações (BioMicS). “A cinomose é a segunda
doença que mais mata cães em todo o mundo, perdendo apenas para a raiva. Seus sintomas iniciais são
comuns a outras doenças do sistema nervoso, o que di culta muito o diagnóstico clínico. Quando os sintomas
característicos aparecem, a chance de cura diminui consideravelmente, visto que o animal já está muito
debilitado para responder ao tratamento”, explica Julia. Assim, o dispositivo tem grande importância para
auxiliar no diagnóstico precoce e na cura de animais de pequeno porte.

O aparelho tem custo menor que os importados e fornece o resultado em poucos minutos. Sendo assim, pode
ser utilizado sempre que o animal passar por consulta preventiva, aumentando sua expectativa de vida. Com a
indicação de que o cão está doente, pode-se iniciar o tratamento de imediato, mesmo que não apresente os
sintomas característicos.

Parceria – O estudo foi feito em parceria com a empresa ParteCurae, especializada no desenvolvimento de
testes para a detecção de doenças de animais de pequeno e grande porte, assim como testes diagnósticos
para infecções virais em plantas. “A ParteCurae viu uma necessidade de mercado, visto que no país não existe
diagnóstico rápido e barato para a cinomose canina”, ressalta Julia. “Como a empresa é parceira do grupo
BioMicS desde sua fundação, me foi oferecida a oportunidade de desenvolvimento do projeto, que resultou na
dissertação. O grupo já é famoso pelo uso de papéis na fabricação de dispositivos de baixo custo, então a
plataforma foi desenvolvida em papel de ltro, bem como nos moldes das plataformas convencionais”.

A ParteCurae foi fundada por ex-alunos do professor Emanuel Carrilho, egressos do grupo BioMicS, o que
permite a realização de pesquisas aplicadas. Para a bolsista, esse tipo de cooperação rende frutos positivos a
todos os envolvidos. “A parceria entre empresas e a pós-graduação é muito bem-vinda, visto que direciona
muito bem a pesquisa, pela união de conhecimentos vindos da universidade com os conhecimentos da
iniciativa privada, em que sempre se visa maximizar os resultados com a diminuição dos custos”, destaca.
Nesse tipo de parceria, a propriedade intelectual é compartilhada entre as instituições envolvidas,
considerando a extensão do envolvimento de cada participante.

Fomento – Julia foi nanciada como bolsista da Capes e a ParteCurae recebeu recursos da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Esse trabalho mostra o quão importante é o
nanciamento do governo à pesquisa, em todos os aspectos. No Brasil, a pesquisa de ponta, dentro das
universidades é feita pelos alunos de mestrado, doutorado e pesquisadores pós-doutorandos que, por meio
das bolsas, conseguem se sustentar e se dedicar com exclusividade ao trabalho, objetivando o crescimento e
desenvolvimento do país. Sem o nanciamento pela Capes, a pesquisa seria inviável por falta de mão de obra
para a sua realização”, avalia a bolsista.

O próximo passo é levar o produto à comercialização. “O projeto atual continua em desenvolvimento pela
empresa, nas etapas de validação da plataforma com amostras reais para, posteriormente, realizar o
desenvolvimento comercial – marketing, escala de produção e venda. Como pesquisadora, vou focar na
publicação desse trabalho e encontrar novas oportunidades de projetos que estabeleçam parcerias similares a
m de ampliar o meu conhecimento”, conclui Julia, que defendeu a dissertação de mestrado no último dia 24.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

Bolsista indígena é o primeiro da etnia iecuana a obter título

Castro Costa da Silva, bolsista do programa Observatório da Educação (Obeduc), é o primeiro membro da etnia
iecuana a obter o título de mestre. Com a dissertação Transformações socioespaciais das comunidades
indígenas ye'kuana e sanumã na região de Auaris – Roraima, o estudante recebeu nota máxima na defesa de
mestrado em geogra a pela Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Em seu trabalho, Castro abordou problemas enfrentados atualmente


pelos indígenas, como a escassez de recursos naturais e o
sedentarismo, derivado de mudanças culturais. “Ao longo dos anos, o
sedentarismo das comunidades indígenas começou a trazer como
consequência a escassez dos recursos naturais, como falta de caça,
pesca e de solos férteis para as roças, palhas e madeiras, que cavam
cada vez mais distantes. As comunidades indígenas eram
caracterizadas pela mobilidade”, lembrou.

Duas comunidades foram seu objeto de pesquisa: ashikamau (dos


sanumãs, subgrupo ianomâmi) e fuduwaadunha (dos iecuanas do
tronco linguístico caribe), localizadas na região de Auaris, no município
de Amajari, na Terra Indígena Ianomâmi, estado de Roraima. “Essas
duas comunidades ocupam o mesmo espaço há mais de meio século,
desde a chegada do homem branco à região, em 1963. Atualmente, é
um polo de atração para moradores de outras comunidades, inclusive
da Venezuela”, explicou Castro.

Segundo o pesquisador, a presença de políticas públicas, como postos de saúde e escolas, além de
missionários e militares, atraíram as populações indígenas. “O carro-chefe de tudo isso foi a construção da
pista de pouso que, na década de 90, foi ampliada e asfaltada”, completou o geógrafo.

Para a orientadora da dissertação, Maria Bárbara de Magalhães Bethonico, os vários mapas e levantamentos
feitos por Castro sobre o uso e organização do espaço servem de referência para os moradores da área nas
discussões sobre a presença sanumã junto aos iecuanas e o crescimento populacional. “O estudo conseguiu
elucidar a situação que leva a con itos no uso dos recursos naturais”, acrescentou.

 – Entender a dinâmica das comunidades indígenas é fundamental na formação de um geógrafo, explica


Castro. “Antes de entrar na faculdade, eu me perguntava: ‘como chegamos aqui? Será que sempre vivemos
aqui? Nossos vizinhos sanumã vieram de onde?’ Consegui entender todos esses questionamentos durante
nosso trabalho. A ciência da geogra a tem muito a contribuir com os povos indígenas no Brasil”, ponderou.

Com sua formação, Castro pretende contribuir na construção de um plano de gestão territorial e ambiental na
Terra Indígena Ianomâmi. “Os organizadores sempre me convidam para dar palestra sobre o plano, sobre o
uso do espaço e dos recursos naturais. Essa é a maior contribuição que posso dar daqui para frente ao diálogo
entre meu povo e os não-indígenas, principalmente com os órgãos públicos”, diz.

Oportunidades – Para o geógrafo, os povos indígenas do Brasil tiveram ampliado seu acesso à educação a
partir dos anos 2000, por meio de iniciativas de reserva de vagas. “Atualmente, sou mestre, e o que me
garantiu essa conquista foi a bolsa do Obeduc”, salientou o pesquisador.

Para Maria Bárbara, a abertura de espaços especí cos para a formação de alunos indígenas foi decisiva para
consolidar a oferta de oportunidades. “Sempre nos deparamos com vários pesquisadores interessados em
estudar os índios, porém, existia pouca abertura para que esses indígenas realizassem suas próprias
pesquisas. Com a criação de institutos como o Insikiran, na UFRR, os alunos indígenas podem promover um
diálogo sobre outras formas de ver, pensar e viver no mundo”.

Castro pretende prosseguir na vida acadêmica e pesquisar o uso do território e as mudanças culturais em um
doutorado. “Esses são os temas que estamos discutindo atualmente em nossas comunidades. Escolas foram
implantadas sem muitas discussões e hoje as comunidades sofrem com a falta de jovens para realizar os
trabalhos comunitários, pois a maioria deles vive nas cidades. A partir dessas pesquisas, quero conhecer o
mundo em que vivemos e como ele funciona”, concluiu o bolsista.

Obeduc –O programa Observatório da Educação é resultado da parceria entre a Secretaria de Educação


Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, a Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep).

Instituído pelo Decreto nº 5.803/2006, tem o objetivo de fomentar estudos e pesquisas em educação, que
utilizem a infraestrutura disponível das instituições de educação superior e as bases de dados do Inep. O
programa visa, principalmente, proporcionar a articulação entre pós-graduação, licenciaturas e escolas de
educação básica e estimular a produção acadêmica e a formação de mestres e doutores.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

Capes divulga o regulamento da Avaliação Quadrienal 2017

O cronograma de avaliação dos programas acadêmicos e pro ssionais geridos pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia ligada ao Ministério da Educação, foi
publicado nesta segunda-feira, 27, no Diário O cialda União. O Regulamento da Avaliação Quadrienal 2017
compreende o período de 2013 a 2016.

De acordo com a diretora de Avaliação da Capes, Rita de Cássia Barradas Barata, o objetivo da avaliação é
contribuir para a qualidade da pós-graduação brasileira. “A avaliação é feita com base em cinco grandes eixos:
proposta do programa; corpo docente; corpo discente, teses e dissertações; produção intelectual e inserção
social”, explica. “A cada nova avaliação esses cinco eixos são atualizados, modi cados e aprimorados.”

Para isso, o cronograma envolve quatro fases. A primeira, avaliação dos programas pelas comissões de área,
vai de 3 de julho a 4 de agosto. A segunda fase, divulgação dos resultados da avaliação quadrienal, está
prevista para 15 de setembro. De 16 de setembro a 16 de outubro, desenvolve-se a terceira fase, pedido de
reconsideração do resultado. Por último, a publicação dos resultados nais será feita em 20 de dezembro.

Novidades –Em 24 de março, foi publicada a Portaria nº 389, que trata das modalidades de mestrado e
doutorado pro ssional, sendo o doutorado pro ssional a novidade no sistema. “Como esses cursos são novos,
eles terão que passar pelo mesmo processo que todos os outros para dar entrada no Sistema Nacional de Pós-
graduação”, destaca Rita de Cássia. “O Conselho Técnico-Cientí co da Educação Superior (CTC-ES), então,
atribui uma nota à proposta e a recomenda ou não ao início de funcionamento.”

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

Capes lança campanha de alerta sobre oferta irregular de cursos

Ministério da Educação
Capes: campanha alerta para cursos de mestrado e doutorado i…

Política de Cookies

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao MEC, acaba
de lançar uma campanha de alerta sobre a oferta irregular de cursos de mestrado e doutorado. A iniciativa
esclarece que programas de pós-graduação stricto sensu que não cumprirem a legislação em vigor e não
forem aprovados por meio da Avaliação de Propostas de Cursos Novos (APCN) não possuem autorização para
iniciar suas atividades.

 “Ter pessoas formadas por cursos de baixa qualidade e desautorizados gera grande prejuízo ao cidadão e à
sociedade, além do prejuízo nanceiro”, adverte a diretora de Avaliação da Capes, Sonia Báo. “É triste ser
enganado por instituição que não é válida e nem creditada dentro do Sistema Nacional de Pós-Graduação”.

Os programas considerados irregulares não podem emitir diploma com validade nacional. “Esses cursos
acabaram proliferando e aproveitando a boa-fé de cidadãos brasileiros que, querendo se quali car, acabam
comprando gato por lebre”, acrescenta o chefe da Coordenação Geral de Normas e Estudos da Diretoria de
Avaliação da Capes, Sergio Avellar. Em 2018, a Capes recebeu 84 demandas a respeito de oferta de cursos
irregulares.

A coordenadora de Normatização da Avaliação da Capes, Maria de Lourdes Fernandes Neto, explica que o
órgão tem ação limitada no sentido de fazer com que cursos irregulares sejam fechados. “Quando recebemos
denúncias, acionamos o Ministério Público do estado em que está ocorrendo o curso irregular”, explica. Ela
ressalta que a denúncia pode ser feita de maneira anônima e solicita que seja fornecido o máximo de
informações possíveis.

O Ministério Público tem competência legal para investigar a oferta de cursos irregulares, cabendo à Capes a
responsabilidade de avaliar e acompanhar programas regulares. Os irregulares estão fora do sistema e não
podem ser monitorados. “Devemos combater o máximo que pudermos para fazer com que a sociedade não
seja enganada por oportunistas”, lembra Sonia Báo.

Assessoria de Comunicação Social

Capes seleciona 1,5 mil professores para mestrado pro ssional


em matemática

O resultado para o Programa de Mestrado Pro ssional em Matemática (Profmat) já está disponível. Foram pré-
selecionados 1.570 professores de escolas públicas para a turma 2013 do curso de pós-graduação, em
modalidade semipresencial, nanciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes) do Ministério da Educação. Entre os dias 1 e 3 de outubro, os candidatos poderão pedir a revisão das
notas e, em 14 de outubro, será divulgado o resultado nal.

Atualmente, 2.767 professores participam do programa, que tem como rede de apoio 59 instituições de ensino
superior, num total de 74 polos presenciais em todo o Brasil. As aulas para os aprovados nesse terceiro
processo seletivo iniciarão em março. O Profmat destina-se prioritariamente a professores da educação básica
de escolas públicas e as aulas presenciais ocorrem uma vez na semana, geralmente na sexta-feira ou sábado.
“O programa permite ao professor acesso as melhores universidades públicas do país”, observa Marcelo Viana,
presidente do conselho gestor do Profmat.

Segundo ele, o programa é uma peça importante no processo de valorização pro ssional e precisa ser
considerado pelas secretarias de educação, que empregam esses mestrandos. “Não é apenas uma questão
salarial, mas esses professores vão voltar para a sala de aula mais quali cados”, acrescenta Viana.

“O Profmat é uma oportunidade única porque visa rever conceitos da graduação, mas focados na prática da
sala de aula”, conta Fábio Luis de Brito, 39 anos, professor de ensino médio do Colégio Pedro II, no Rio de
Janeiro. Na reta nal para concluir o curso, o professor pretende escrever sobre a metodologia do ensino de
funções. “Os alunos têm muita di culdade nessa matéria e é possível buscar uma nova abordagem desse
conteúdo”, explica.

Vanguarda – O Profmat é o primeiro e único programa de mestrado pro ssional stricto sensu, na modalidade
semipresencial para professores do ensino médio em atividade, reconhecido e nanciado pela Capes. O
programa é coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e é oferecido por instituições que
integram o Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Como a experiência tem se mostrado satisfatória, há propostas de mestrados pro ssionais em outras
disciplinas em análise no comitê técnico cientí co da educação superior da Capes e próximos de serem
lançados. “Estão sendo avaliados propostas de mestrados em letras e em física. O Pro etras, por exemplo,
será um programa de mestrado pro ssional para professores do ensino fundamental que dão aulas de
português”, explica João Carlos Teatini, diretor de educação a distância da Capes.

Rovênia Amorim

Ouça Marcelo Viana fala sobre a melhoria do ensino com o Profmat

Mais informações na página do Profmat

Como funciona a revalidação de diploma de mestrado e/ou


doutorado expedido por universidades estrangeiras?

Os diplomas de mestrado e doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos
por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados na mesma área de
conhecimento e em nível equivalente ou superior.

Curso de mestrado pro ssional pretende preparar professores

Estão abertas até 31 de outubro as inscrições para o processo seletivo do programa de mestrado pro ssional
em práticas de educação básica do Colégio Pedro II. O objetivo do curso é integrar a construção de
conhecimentos pedagógicos e saberes disciplinares, de modo a produzir resultados mais efetivos nas salas de
aula dos diversos sistemas escolares. O programa pretende unir o aprofundamento teórico com a experiência
didática em sala de aula.

De acordo com o edital, poderá se inscrever para o mestrado pro ssional em práticas de educação básica o
candidato que possua diploma, certi cado ou declaração de conclusão de licenciatura plena em instituições de
ensino devidamente reconhecidas pelo MEC; seja professor da educação básica, em regência de turma; e
possua experiência de, no mínimo, dois anos no magistério. O edital prevê o oferecimento de 10 vagas.

O processo de seleção dos candidatos será constituído em três etapas: exame escrito, de caráter eliminatório e
classi catório, exame de pro ciência em inglês, de caráter eliminatório, e por m, exame oral, de caráter
eliminatório e classi catório.

O edital com maiores informações sobre inscrição, seleção e matrícula do concurso está disponível na página
do Colégio Pedro II na internet. O material contém todas as informações necessárias aos candidatos. No
entanto, esclarecimentos mais especí cos sobre grade curricular, linhas de pesquisa, docentes, datas do curso,
uxograma, entre outros, podem ser encontrados na página especí ca do mestrado. A instituição recomenda
que os interessados veri quem as informações nesse endereço antes de efetuarem sua inscrição.

Assessoria de Comunicação Social

Curso seleciona professores de biologia da rede pública

A coordenação do Mestrado Pro ssional em Ensino de Biologia em Rede Nacional (ProfBio) publicou o novo
edital de seleção 2018. O curso é semipresencial, com oferta simultânea nacional, e tem como objetivo a
quali cação pro ssional de professores das redes públicas de ensino em efetivo exercício da docência de
biologia. As inscrições vão de 13 de março a 23 de abril.

O ProfBio pauta-se na lógica da construção e consolidação dos conhecimentos biológicos por meio da
aplicação do método cientí co e de utilização de tecnologias da informação e comunicação (TICs). O
conhecimento construído é pensado para transposição didática imediata para a sala de aula, de maneira que o
mestrando possa trabalhar simultaneamente com seus alunos do ensino médio os conceitos-chave explorados
em cada tópico de biologia.

A rede nacional do ProfBio congrega 18 instituições de ensino superior públicas, federais e estaduais, em 20
campi distintos, distribuídos por todo território nacional, contemplando 14 estados da federação, além do
Distrito Federal. As instituições integrantes do ProfBio, ou instituições associadas, participam do Sistema
Nacional de Pós-Graduação e do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

A rede ProfBio está sob a coordenação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O curso foi aprovado
pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do Ministério da
Educação, em dezembro de 2016, obtendo a nota 4, de um máximo de 5, atribuída a programas de mestrado.

Rede – O ProfBio é parte do Programa de Mestrado Pro ssional para Quali cação de Professores da Educação
Básica (Proeb). Gerido pela Diretoria de Educação a Distância da Capes, o Proeb reúne cursos de mestrado
pro ssional em rede nacional, nos formatos presencial ou semipresencial, voltados a professores da educação
básica.

O Proeb possui atualmente cursos nas áreas de matemática (Profmat); letras (Pro etras); ensino de física –
MNPEF (ProFis); artes (ProfArtes); história (ProfHistória); educação física (ProEF); química (ProfQui); loso a
(Prof-Filo); e biologia (ProfBio). Também são ofertados neste mesmo formato os cursos em administração
pública (Pro AP); em gestão e regulação de recursos hídricos (ProfÁgua); e em ensino de ciências ambientais
(ProfCiamb).

UAB – Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) é uma rede formada por instituições públicas
que oferece cursos de nível superior por meio de educação a distância. A prioridade da UAB é ofertar
formação para pessoal atuante na educação básica – professores, gestores e colaboradores –, mas existem
ofertas de formação para o público em geral. O Sistema UAB é coordenado pela Diretoria de Educação a
Distância (DED) da Capes.

Con ra o edital do ProfBio 

Obtenha mais informações sobre o ProfBio

Saiba mais sobre a Universidade Aberta do Brasil (UAB)

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

Educador jovem domina procura por mestrado em matemática

Nas três primeiras edições, de 2011 a 2013, o programa Mestrado


Pro ssional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) registrou
maior procura de professores jovens, com menos de dez anos de
graduação, e de aprovados, de modo majoritário, das regiões Sudeste
e Nordeste. A maioria do sexo masculino. Esses dados fazem parte do
estudo Uma Análise Qualiquantitativa de Per s de Candidatos do Profmat,
agora divulgada no portal do programa.

O documento, de 198 páginas, foi elaborado a partir de dados


fornecidos pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e de
questionário digital desenvolvido e aplicado por pesquisadores. O Profmat é um programa da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que oferece bolsas de estudo para mestrado a
professores de matemática das redes públicas. Os cursos, semipresenciais, têm duração de 24 meses, em
instituições de educação superior do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), em parceria com a SBM.

De 2011 a 2013, conforme o documento, o Profmat ofereceu 4.337 vagas em seleções anuais e registrou 75,1
mil professores interessados no mestrado. Fizeram as provas de seleção 40,6 mil educadores. Nas três
edições, diz o estudo, as regiões Sudeste e Nordeste tiveram destaque quanto à procura de candidatos. Em
2011, o Nordeste registrou 33%; o Sudeste, 32%. Em 2012, o Nordeste teve 31%; o Sudeste, 32%. Em 2013, o
Nordeste aparece com 34%; o Sudeste, 33%.

Per l — Ao se deter sobre o per l dos classi cados, o estudo aponta em todos os anos que o maior
contingente de professores tem formação em matemática — cerca de 90%. A segunda posição é de graduados
em outras áreas, seguidos por físicos e engenheiros.

No que se refere ao tempo decorrido entre a graduação e a candidatura ao mestrado, a maior parte dos
classi cados tem de cinco a nove anos. Do mesmo modo, as notas mais elevadas estão entre os professores
com menos de dez anos de graduação. Em todos os anos da série pesquisada, o estudo constata que o melhor
desempenho é dos educadores na faixa etária de 23 a 27 anos, mas que o desempenho considerado
excepcional, com notas maiores ou iguais a 80 pontos, é dos classi cados na faixa de 28 a 32 anos de idade.

Com relação ao gênero, nas três edições do Profmat, a maioria dos candidatos é do sexo masculino, que
também obteve as melhores notas. Em 2011, 2012 e 2013, as mulheres representaram cerca de 20% dos
classi cados.

Na parte nal da análise, há a constatação de que o mestrado, embora oferecido em todas as regiões do país,
ainda não chegou a localidades com grande carência de capacitação de professores de matemática, uma vez
que os polos estão concentrados nas capitais. Na região Norte, são oito universidades e oito polos; no
Nordeste, 18 instituições e 25 polos; no Centro-Oeste, seis universidades e 11 polos; no Sudeste, 18 instituições
e 25 polos; no Sul, oito universidades e nove polos.

Autoestima — O programa, segundo o estudo, aponta um cenário marcado em todo o país por histórias de
superação pessoal e pro ssional, de enfrentamento de di culdades diversas e de elevação da autoestima de
centenas de educadores. A análise é concluída com a sugestão de um estudo microssociológico sobre casos de
professores que tiveram histórias positivamente afetadas pelo programa. “Professores que se apoiam na
formação promovida pelo Profmat para reinventar sua prática docente, reavaliar seu papel social e para se
recolocar como pro ssionais fundamentais que são”, ressalta a análise em suas considerações nais.

Para a edição de 2014, o Profmat recebeu 16.431 inscrições ao exame de acesso. A oferta é de 1,5 mil vagas. A
seleção foi realizada no segundo semestre do ano passado.

Ionice Lorenzoni

Estudante bem cotado no Enade pode ganhar bolsa de estudos

Os estudantes que obtiveram, em 2007 e 2008, as melhores notas no Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (Enade) podem ter bolsas de estudos em cursos de pós-graduação stricto sensu. Segundo a
Portaria Normativa nº 9, publicada nesta terça-feira, 27, no Diário O cial da União, os estudantes devem
participar de processo seletivo em instituições de educação superior. Eles têm prazo de um ano para ingressar
em programas de pós-graduação oferecidos por essas instituições e reconhecidos pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Após aprovados no processo seletivo, os candidatos às bolsas terão de apresentar cópia do boletim de
desempenho do estudante, emitido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). As
instituições responsáveis pelos cursos encaminharão o pedido de bolsas ao Inep e à Capes, órgão do
Ministério da Educação responsável pela avaliação dos cursos no Brasil e pelas concessões de bolsas de
estudos.

As disposições da portaria abrangem também estudantes já matriculados em cursos de pós-graduação. As


bolsas terão duração máxima de 24 meses para os cursos de mestrado e de 48 meses para os de doutorado.

Assessoria de Imprensa da Capes

Estudante participa no Equador de debate sobre urbanização

A estudante Inara Pagnussat, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior


(Capes), participou, em outubro último, como delegada, da 3ª Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e
Desenvolvimento Urbano Sustentável. No encontro, realizado em Quito, Equador, foram debatidos os desa os
da urbanização e as oportunidades para a implementação do desenvolvimento sustentável.

Estudante do curso de mestrado da Faculdade Meridional (Imed), em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, a
bolsista produz trabalho de pesquisa sobre espaços públicos, especi camente parques urbanos. O estudo de
caso teve como referência o Parque da Gare, naquela cidade gaúcha. “Este tema é importante, uma vez que
estamos mundialmente migrando e aumentando o número das cidades e, em alguns casos, tornando-as mais
densas”, diz a estudante. “Os parques e espaços públicos proporcionam cidades mais inclusivas.”

Durante a conferência em Quito, lideranças globais debateram sobre iniciativas tomadas nos últimos 20 anos e
as perspectivas para as novas políticas de desenvolvimento relativas ao processo de urbanização sustentável
inclusiva. “Participar do evento teve importância signi cativa, pois reitera o compromisso a favor do
desenvolvimento urbano sustentável, das questões de pobreza, dos desa os urbanos do século 21 e, em
caráter o cial, podemos debater acerca da nova agenda urbana”, a rma Inara.

Essas e outras pesquisas contam com o apoio da Capes, órgão vinculado ao Ministério da Educação, com a
oferta de bolsas. No caso especí co de universidades não públicas, os pesquisadores contam com o Programa
de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup). Segundo Inara, bons
pesquisadores se formam com tempo e muita dedicação. “A bolsa nos proporciona mais tranquilidade frente
aos altos custos das universidades não públicas quanto ao valor das mensalidades”, destaca.

Para recorrer ao Prosup, as instituições precisam oferecer programas de pós-graduação stricto sensu
recomendados pela Capes, com nota igual ou superior a 3. Os estudantes devem entrar em contato com a pró-
reitoria de pós-graduação ou unidade equivalente das instituições em que estudam, desde que elas contem
com o apoio do programa.

Assessoria de Comunicação Social 

Estudo de pesquisadora da Bahia aborda tecnologia em sala de


aula

Ministério da Educação
Pesquisadora desenvolve dissertação sobre uso de novas tecn…

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Como as novas tecnologias têm impactado a forma de ensinar? Essa foi a inquietação que motivou a
professora Nice Santos a desenvolver sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A partir do estudo, realizado com nove escolas públicas de ensino médio – uma em cada capital da região
Nordeste –, ela pretende inspirar outras escolas a utilizarem ou intensi carem o uso dessas novas tecnologias.

Intitulado As políticas de informação digital adotadas nas escolas públicas do Nordeste, o estudo aponta que
celulares e computadores portáteis são os meios mais utilizados pelos professores em sala de aula. Não há
di culdade no manuseio e o uso tem agregado valor ao aprendizado. Já os tablets são os aparelhos
tecnológicos menos utilizados.

A professora entrou em contato com as secretarias de educação de todos os estados e do Distrito Federal para
de nir quais escolas entrariam na pesquisa. Após receber as respostas, aplicou o primeiro ltro: de niu que
seriam apenas dos estados da região Nordeste, no intuito de viabilizar a pesquisa. No entanto, buscou escolas
diferentes das sugeridas, já que, por serem aleatórias, aproximariam mais o estudo da realidade.

Nice centrou o estudo nos professores, por meio de entrevistas e visitas às escolas. A pesquisadora ressalta
que o próprio uso da tecnologia em si exige conhecimento prévio por parte do docente. Também utilizou
questionários respondidos por áreas técnicas do MEC e dados disponíveis no portal da pasta para
complementar as informações.

“O professor tem que se preparar para esse menino que está na sala de aula e que não quer escrever mais e,
sim, tirar uma foto do que o professor está colocando no quadro. Em vez de o aluno usar uma rede social, ele
está pesquisando um assunto por meio do celular ou de outro dispositivo que ele tenha. Queremos dizer que
essas experiências são possíveis”, defende a pesquisadora.

Destaque – Nice observou na pesquisa que duas escolas mereciam destaque: a Escola Estadual de Educação
Pro ssional Jaime Alencar de Oliveira, em Fortaleza, e a Escola Técnica Estadual de João Pessoa Pastor João
Pereira Gomes Filho, em João Pessoa. Segundo a pesquisadora, ambas instituições utilizam bem as novas
tecnologias e têm conseguido alcançar bons resultados.

O diretor-geral da escola paraibana, Francio Xavier Santos Costa, explica que os laboratórios de informática da
unidade são utilizados para aulas de inglês, espanhol e disciplinas das áreas técnicas, como marketing e
técnicas de vendas on-line. Além disso, a rede wi- da escola é liberada para os estudantes. Isso faz com que a
internet possa ser utilizada em qualquer aula, com atividades que podem ser desenvolvidas nos celulares dos
próprios estudantes.

“As tecnologias digitais signi cam o futuro. Formar cidadãos que não estejam familiarizados com as novas
tecnologias signi ca entregá-los à sociedade com uma carga de conhecimento defasada. Então, sempre que
possível, é interessante trabalhar as novas tecnologias digitais com os alunos, mostrando a eles, inclusive, que
se pode fazer muito mais com um simples celular do que apenas interagir nas redes sociais”, opina.

Assessoria de Comunicação Social

Governo oferece bolsas para pesquisas na área de defesa

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Secretaria de Assuntos


Estratégicos (SAE) da Presidência da República vão oferecer bolsas de estudos para a formação de
pesquisadores na área de defesa. Serão selecionados e apoiados até 25 projetos. O valor do nanciamento
será de até R$ 150 mil por ano, totalizando o máximo de R$ 600 mil por projeto. O prazo para a entrega dos
projetos é 30 de março.

O Programa de Apoio ao Ensino e à Pesquisa Cientí ca e Tecnológica em Assuntos Estratégicos de Interesse


Nacional (Pró-Estratégia) está aberto a empresas públicas e privadas, instituições militares de ensino e
pesquisa, centros de estudos estratégicos, institutos de pesquisa e empresas públicas. Serão bene ciadas as
modalidades mestrado, doutorado, mestrado sanduíche e doutorado sanduíche.

Os projetos deverão ser desenvolvidos de acordo com três áreas estratégicas: gestão de políticas públicas nas
áreas relativas à defesa; setores espacial, cibernético ou nuclear, ou aqueles voltados para a ampliação das
condições de segurança e aperfeiçoamento do desenvolvimento nacional.

Além de promover pesquisas e estimular a formação de mestres e doutores, o Pró-Estratégia visa ampliar a
produção cientí ca no setor de defesa, contribuindo para a formulação de políticas públicas nessa área. A
seleção será realizada por uma comissão julgadora formada por consultores independentes, especializados
em áreas a ns. Os resultados deverão ser divulgados a partir do dia 15 de maio.

Assessoria de Imprensa da Capes

Con ra o edital

Inscrições para mestrado em matemática vão até 2 de julho

Professores de matemática em salas de aula de escolas públicas podem se inscrever, até 2 de julho, no
Programa de Mestrado Pro ssional em Matemática (Profmat). Estão em disputa 1.570 vagas em 59 instituições
de educação superior nas cinco regiões do país, num total de 74 polos presenciais.

Os candidatos farão prova de seleção, com 35 questões de múltipla escolha e três discursivas, em 25 de
agosto. Os classi cados vão iniciar o curso, na modalidade semipresencial, em instituições públicas de ensino
superior no primeiro semestre letivo de 2013.

O Profmat é o único programa de pós-graduação stricto sensu semi-presencial em matemática reconhecido


pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação. O
objetivo do programa é quali car professores de matemática em exercício na educação básica. O curso de
mestrado tem duração de dois anos.

O Profmat teve início no primeiro semestre de 2011. Atualmente, 2,5 mil professores da rede pública cursam
mestrado pelo programa. Todos os professores recebem bolsa da Capes de R$ 1,2 mil, valor que será
reajustado para R$ 1,35 mil em julho.

A Capes registra 423 mestrados pro ssionais no país. Na modalidade semipresencial, o Profmat, coordenado
pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), é o único. Ele é oferecido por instituições que integram o
Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Hilário Alencar, presidente da SBM, explica que o programa
reserva 80% das vagas a professores de matemática em exercício nas redes públicas de educação básica.

As inscrições devem ser feitas na página do Profmat na internet, onde também é encontrado o edital do
programa. A taxa de inscrição é de R$ 43, a ser paga em agências do Banco do Brasil.

Rovênia Amorim

Con ra o  áudio com Hilário Alencar, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática

Inscrições para mestrado em matemática vão até 5 de julho

Professores de matemática das redes públicas de educação básica, com curso de graduação, podem concorrer
a 1.570 vagas do programa de Mestrado Pro ssional em Matemática em Rede Nacional (Profmat), oferecido
pelo governo federal. A quarta edição do exame recebe inscrições até 5de julho, pela internet. As provas serão
aplicadas em 31 de agosto próximo, e o curso começa em março de 2014.

De acordo com o presidente do conselho gestor do Profmat, Marcelo Viana, o mestrado, com duração de 24
meses, prevê três períodos letivos por ano. Um de quatro meses, seguido de intervalo, e outro de mais quatro
meses, além de um intensivo nas férias de verão. O formato, explica o coordenador, visa a facilitar a vida dos
educadores, uma vez que 80% dos mestrandos combinam o exercício da atividade docente com a pós-
graduação.

Na seleção deste ano, participam 59 instituições de educação superior federais e estaduais das cinco regiões
do país que integram a Universidade Aberta do Brasil (UAB). Viana explica que 80% das vagas são reservadas a
professores das redes públicas e 20% a educadores das redes particulares, recém-formados e licenciados de
outras áreas do conhecimento. Professores em exercício no sistema público da educação básica podem pedir
bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da
Educação. A bolsa de mestrado para formação no Brasil é de R$ 1,5 mil por mês.

Exame — Ao fazer a inscrição, o candidato a vaga deve informar dados pessoais, da formação acadêmica e da
atuação pro ssional e selecionar a instituição de educação superior e o polo nos quais pretende realizar o
exame e fazer o mestrado. Conforme o edital, a prova, presencial, será aplicada no polo em que o candidato
zer a inscrição. Ela consta de 40 questões de múltipla escolha e avalia o domínio de conhecimentos
numéricos, geométricos, de estatística e probabilidade, algébricos e algébrico-geométricos. O edital detalha o
conteúdo a ser cobrado, as instituições de educação superior e os polos.

Como o mestrado pro ssional é totalmente gratuito, o educador assume o compromisso de continuar na rede
pública na qual trabalha por cinco anos após a certi cação.

Aproveitamento — Na avaliação do presidente do conselho gestor do programa, nas três primeiras edições
do mestrado, o aproveitamento dos cursistas esteve na faixa de 70%. “É um índice de sucesso em qualquer
programa, especialmente neste, no qual os educadores trabalham e estudam, inclusive nas férias”, diz. Da
primeira turma, que ingressou em 2011, 405 foram certi cados. Outros 500 estão terminando os últimos
trabalhos. Estes, segundo Marcelo Viana, receberão o certi cado em agosto próximo.

O presidente do conselho explica que os ingressos anuais no mestrado pro ssional a distância vão continuar
porque o número de educadores em salas de aula sem pós-graduação ainda é muito alto. Ele estima que o
país tenha 400 mil professores de matemática nas redes pública e particular. Destes, 30% nem sequer têm a
graduação. A cada ano, a seleção recebe cerca de 20 mil inscrições.

A cha de inscrição, o edital e o calendário do exame estão disponíveis na página do Profmat na internet.

Ionice Lorenzoni

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