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DAR-SE CONTA...

Uma Introdução à Lógica Global Convergente

Estrutura Lógica Global

Academia Self Power


Marino Fank
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DAR-SE CONTA ...

“Até que o inconsciente não se torna consciente, o subconsciente segue


dirigindo nossa vida e a isso chamamos destino!” (Carl G. Jung)

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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Quem Somos

A Academia Self Power é parte de um movimento, integrado por pessoas que


ressonam com uma nova percepção da realidade. Se funda na observação e no
estudo de uma nova lógica de percepção da realidade. O tempo de mudanças
aceleradas que atravessamos desafia nossa capacidade de perceber as coisas
de maneira diferente.
Essa nova lógica brinda uma maior capacidade de resposta das pessoas frente
à realidade atual que vivem. O paradoxo é que a amplitude dessa capacidade de
responder ao complexo surge da simplicidade de um novo sistema de
referências.
Sabemos que a constante do desenvolvimento evolutivo da humanidade em
seus diferentes cenários e contextos tem sido de alguma maneira conflitante.
No entanto as pessoas, através das distintas etapas do espaço-tempo,
desenvolveram suas capacidades de sobrevivência, proteção, diferenciação e
comunicação em relação ao seu exterior.
Não obstante, se continuarmos como indivíduos, pulsando no sentido de validar
essa estrutura lógica divergente que se ampara em referência externa, sem
prestar atenção à ordem que se encontra implicada ali e que transcende nosso
desenho, em vez de evoluir ficaremos repetindo padrões que não são mais
funcionais..
A Academia Self Power propõe dar passos na direção de um novo paradigma:
o da Auto Referência, onde o Individuo é mais importante que o coletivo
(sociedade) que é feito dos indivíduos.
Sua base é a Perspectiva Universal que parte da Lei do Desdobramento do
Tempo que preferimos chamar e assim faremos de aqui em diante,
simplesmente de Lei do Desdobramento e na compreensão da Lógica Global
Convergente, que soube se encadear com um novo sentido dos diferentes
desenvolvimentos científicos com um olhar simples, mas revolucionário.
Novas possibilidades ocorrem na medida em que questionamos nossa
percepção.
Nossa Missão: “Habilitar circuitos para ativar uma nova lógica de percepção da
realidade”.

Bem vindo a esse novo tempo!

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CONTEÚDO
Apresentação
Introdução
Capítulo 1 - Mosaico de Experiências Repetitivas
• A Saída da Roda: Ver o Que Não se Vê
• A Realidade não Ocorre por Acaso

Capítulo 2 – Universo e Existência


Capítulo 3 - A Consciência Cria a Realidade
• A Lei do Desdobramento

Capítulo 4 - Perspectiva Universal do Desdobramento Aplicado ao Ser


• De Um Universo Original à Um Universo Concreto
• O Universo Desde a Perspectiva Universal
• O Paradigma das Distorções dos Universos Concretos

Capítulo 5 – Os Quatro Erros de Percepção


• Os Quatro Marcadores de Hammer
• Assim se Cria a Realidade

Capítulo 6 - Alinhamento Com o Propósito da Existência


• A Segunda Parte do Sonho

Considerações Finais

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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Apresentação

Esse Ebook é dirigido às pessoas comuns, longe de ter a intenção que você
leitor compreenda de imediato o que aqui é transmitido, nem tão pouco pretende
ser a última palavra sobre esse tema. Trata-se apenas de compreensões obtidas
a partir do estudo e da observação de uma Lei Universal que opera através de
cada um de nós, saibamos disso ou não. Não sabemos o motivo que leva você a
se interessar pelo tema aqui proposto, no entanto saiba que...
No transcurso da história a humanidade teve, em momentos decisivos, ajuda de
um instrumento que dava a orientação necessária para o que desejava. Uma
ferramenta que possibilitou realizar todas e cada uma das viagens que foram
empreendidas: Um Mapa. Porém aqui, com Mapa nos referimos a uma forma de
perceber a realidade. Portanto um Mapa Lógico.
Isso é o que lhe propomos com esse tema. Um mapa para a viagem que você
vai iniciar agora. Mas um mapa que você mesmo irá desenhar.
Esse Ebook pretende ser um guia mínimo que irá ajudar você a iniciar o
desenho de seu próprio mapa, além de ajudar a entender e aplicar a lógica que
torna possível gerar em sua vida uma nova percepção da realidade.
Não estamos isolados e desconectados uns dos outros e da realidade que nos
rodeia, como acreditávamos, somos parte de um sistema integrado e
sincronizado regido por uma comunicação sutil entre Sol e Terra.
Isso não é misticismo nem filosofia, é física pura, configurado por lei própria.
O que apresentamos aqui é um resumo introdutório ao conhecimento da Lei do
Desdobramento.
Apresentamos os conceitos mínimos dessa lei que desde sempre era conhecida
pelas civilizações iniciáticas e que agora está sendo revelada para o público em
geral. Um conhecimento que era dominado por poucos até há pouco tempo e
que agora está cada vez mais ao alcance de todos.
É possível que aquilo que aqui é abordado se contrapõe ao que você sabe e até
em alguns aspectos seja muito abstrato, mas inconscientemente será assimilado
e entendido. Estar aberto ao desconhecido e sem pré julgar é uma condição
recomendada para entender melhor esse conteúdo.
Como dizia René Descartes: “O preço para se chegar à verdade é desfazer-se
do formato de conhecimento adquirido e reconstruí-lo novamente desde o
alicerce”. Por que isso? Para reconstruí-lo com base na lógica, porque de modo
geral as pessoas se orientam pelo argumento de autoridade e não da lógica,
como deveria ser.
O que propomos é uma nova percepção da realidade a partir de uma Lógica
Global Convergente, coerente e coesiva.

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Introdução

Você percebe que vivemos um aparente tempo convulsivo?


Como se tudo estivesse meio confuso. Bastam ver no noticiário alguns minutos
que podemos nos certificar disso. A pergunta é: o que acontece que, as pessoas
comuns, os políticos, a economia, o trabalho, a saúde, as relações pessoais e
um grande etcetra, parecem estar em crise e as pessoas parecendo cegas e
incapazes de encontrar soluções para conflitos que pareciam superados?

É possível que esteja faltando alguma coisa... é possível que na ânsia por
melhorar nossa vida, nosso mundo, nossos direitos, nosso bem-estar, nos
escapa algo? Algo que se ao descobri-lo, poderia mudar nossa percepção das
coisas para sempre?

Seria simplesmente genial conseguir viver de forma relaxada, valorizar-se mais,


desfrutar mais do que fazemos, situação econômica perfeita, um montão de
realizações no currículo, seria maravilhoso. Mas...

Sim, isso é o que todos desejamos. Ainda que possamos dizer a nós mesmos
que estaríamos satisfeitos com muito menos, todos ansiamos o mesmo em
essência, mais e mais bem-estar. Ou seja, passamos a vida perseguindo o bem-
estar e fugindo do mal-estar, o não sofrimento em amplo sentido.

Mas, o que acontece que nunca alcançamos esse tão desejado bem-estar
definitivo? Sim vamos avançando pela vida conseguindo pequenas e grandes
melhoras com o passar dos anos, mas à medida que as conseguimos nossa
lista de necessidades de mais bem-estar também aumenta. O que nos deixa
presos numa roda sem fim de insatisfação e falta de plenitude.

Não te parece algo estranho? Jamais em toda história a humanidade tem vivido
tão comodamente. Temos aparatos que nos fazem a vida mais fácil, encurtando
distâncias, habitações bem aclimatadas, acesso constante a produtos e serviços
que satisfazem nossas necessidades mais básicas e as que nos criamos,
porém... ainda assim tudo isso não é suficiente, é como se faltasse algo.

Pare um momento e observe como vai a realidade em sua volta.

Acaso te parece que falha algo? Ou melhor, que... falta algo?

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É como se faltasse uma peça neste quebra-cabeça. Uma peça que dê sentido a
todas as demais.
A questão é que para encontrar essa peça, não faz falta fazer mais um curso, ler
mais um livro de desenvolvimento pessoal. É mais do que isso, é totalmente
necessário que mude radicalmente nossa visão, nossa percepção e nosso
entendimento de tudo o que temos aprendido sobre a realidade até agora.

A maioria de nós pode formar-se em nível superior, estamos na era da


informação, temos acesso a uma enorme quantidade de informação, no entanto,
as pessoas seguem igualmente confusas e com crises de toda ordem.

Talvez a solução não seja seguir buscando mais conhecimento, mais dados,
mais descobrimentos ou avanços e sim mudar nossa forma de ver a
realidade, resignificar nossa vida, ir além do culturalmente aceito e
promulgado.

Não podemos reescrever os fatos de nossa história individual, mas, podemos


dar-lhe um novo significado através de uma nova percepção da realidade.

Nossa percepção da realidade é o que vemos em nosso consciente e


acreditamos que isso é o único que existe. Mas, quando nos vinculamos
conscientemente com nossa parte inconsciente, que é um processo num tempo
que nos permite criar novas conexões neurais, aumenta nossa perspectiva e por
tanto a velocidade de percepção.

Esse aumento de velocidade ou frequência em nosso consciente vai ativar em


nosso sistema neurológico, mais observadores em distintas velocidades e
frequências, mostrando-nos mais detalhes de uma instância ou evento e de uma
perspectiva ampliada. O que nos permite entender a lógica prévia desse evento
deixando de considerá-lo algo conflitante para considerá-lo uma solução
didática.

Se esse tema te interessa, sigamos.

Nas páginas seguintes vamos propor uma nova perspectiva que brindará a
oportunidade de mudar a lógica com a qual você percebe a si mesmo e tudo o
que te rodeia que, seguramente, te permitirá uma mudança de percepção da
realidade sem precedentes.

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Capítulo 1
Mosaico de Experiências Repetitivas

Você já se deu conta que a história se repete? É como a moda, sempre volta.
Temos séculos e séculos de estudos e informações sobre a evolução da
humanidade a nossa disposição. Muitos de nós temos amplas noções sobre a
história do mundo, de nosso país e, no entanto, são poucos os que se fizeram
seriamente o questionamento mais óbvio.
Por acaso, parece verdadeiro que, sempre estamos repetindo as mesmas
experiências? Os mesmos conflitos, os mesmos erros e o mesmo
sofrimento?
É evidente que algo nos passa despercebido. A questão é o quê. O que estamos
esquecendo?
A civilização humana foi evoluindo ao longo do tempo até alcançar um
refinamento que deu como fruto uma série de direitos, leis, sistemas jurídicos,
normas de conduta, códigos éticos, convencionalismos sociais, educação, etc.
Tudo isso com um claro propósito: evitar que nossos instintos mais primitivos
possam causar dano aos demais para assim poder viver num estado de bem-
estar e em paz uns com os outros.

Até aqui tudo parece correto, porém, você acredita que conseguimos esse
pretendido estado de satisfação e plenitude? Por acaso te dá a sensação de que
por muito civilizados que pretendemos ser, a História se repete? Acontece em
escala diferente, com outros cenários, mas se repete uma e outra vez.

Não me refiro somente aos conflitos internacionais, das guerras, da fome, da


violência e sim das próprias experiências individuais. Proponho-te uma pequena
retrospectiva momentânea, volte seu olhar para trás. Recorde quais foram seus
principais conflitos, teus sofrimentos mais duros, suas discussões mais
repetitivas, as causas de mal-estar geral que experimentou nos últimos anos...
Você consegue perceber em tudo isso certo padrão? Quer dizer, como se com o
passar do tempo, sempre volta experimentar as mesmas coisas. Por exemplo,
cair nos mesmos erros, estar rodeado do mesmo tipo de pessoas, ter o mesmo
tipo de comportamento, o mesmo assunto nas conversas, o mesmo tipo de
situações negativas, os mesmos medos, as mesmas inquietudes.

Seja como for, no âmbito coletivo ou individual a história se repete, apesar da


Civilização ir avançando e evoluindo, algo se nos escapa. Algo que não estamos
tendo em conta.

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A Saída da Roda: Ver o que não se Vê

Algumas pessoas têm investido esforços e recursos para fazer mudanças na


vida, com o objetivo de conseguir melhorar a realidade que viviam. No entanto
posso compartir contigo que tudo o empreendido é válido para melhorar a
situação, mas isso não garante que irá sacar-te dessa roda de estar sempre
repetindo as mesmas experiências, os mesmos erros, conflitos ou problemas.
Por muito que te dediques, se você não entende a lógica causante de tudo isso,
vai continuar enfrentando as mesmas mazelas.
Os cenários, pessoas, problemas e inquietudes serão outros, mas em essência
as experiências são as mesmas, só que em outros níveis. Por quê? Porque não
nos damos conta que aquilo que vemos em nossa volta é apenas parte da
realidade.

Nós nos desenhamos um mapa da realidade que está repleto de erros, que
simplesmente não corresponde a mesma. Parece absurdo, mas em realidade,
vivemos nossas vidas sem ter nem idéia o que é que a cria, o que a ordena, o
que é aquilo nos faz ser como somos. Você pensa que está no comando, mas
isso é apenas uma parte da verdade.

A Realidade não Ocorre por Acaso

Eu dizia anteriormente que nossa realidade repetitiva parece seguir um padrão.


Isto quer dizer, quando nos ocorre uma experiência negativa ou desagradável
consideramos que foi azar ou falta de sorte, isso pode ser um erro de
percepção.

Para começar, se a realidade se repete isso deveria dar-nos uma idéia de que,
seja o que for que cria a realidade, não é a sorte nem o azar. Aí entram em cena
alguns pesquisadores quânticos como David Bohm, Amit Goswani, Nassim
Haramein, Gregg Braden e outros que investigam o conteúdo e o funcionamento
da realidade no nível mais sutil. No decorrer de seus estudos e experimentos
foram se surpreendendo com alguns dos resultados que obtiveram. Todos se
deram conta de que para explicar alguns fenômenos que ocorriam teriam que
introduzir um novo fator. O fator Observador ou fator Consciência.

Esta teoria quântica propõe que o Universo Físico, tal como o compreendemos
agora, não pode existir sem uma consciência que o determine, ou o observe. É
mais, afirma que a observação não somente altera o campo quântico, que se
pode medir, e que inclusive o cria e o incrementa.

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Se por acaso é a primeira vez que você escuta ou lê algo semelhante, vou
explicar de maneira mais simplificada.

Até agora pensávamos que a realidade, tua vida, os acontecimentos, a matéria,


tudo o que existe se havia criado a partir de algo chamado causa-efeito. Quer
dizer, você e eu não tínhamos nada que ver com a criação da realidade, o único
que devia ocupar-nos era resolver nossos problemas e conflitos quando nos
chegavam e nada mais.

Agora os físicos quânticos nos dizem que isso não é bem assim. Resulta que um
Observador, uma Consciência como a nossa, pode modificar e também criar a
realidade.

E agora vem o surpreendente e impactante: se tudo o que existe, a Terra, as


estrelas, o lanche das 10, a tenda da esquina, a multa de trânsito, a mesa, o
papel, toda realidade que nos rodeia, está formada por partículas subatômicas,
então resulta que você e eu, que temos Consciência...
... somos Observadores capazes de criar e transformar a realidade!
E sabe o que é o mais extraordinário de tudo? Isso já foi demonstrado
cientificamente, porém é como se não tivéssemos nos informado disso ainda.

Cientificamente já sabemos que temos o poder de criar nossa realidade, porém


seguimos vivendo nossas vidas como antes, ocupando-nos em resolver nossos
problemas quando aparecem.

E se em lugar de fazer sempre o mesmo, mudássemos o enfoque, e nos


dedicássemos a descobrir que passos segue a realidade até formar-se em
problemas e conflitos? Por acaso seria isso muito mais interessante que limitar-
se a resolvê-los com toda sorte de recursos Psicológicos e outros? Se puder
conhecer de onde se origina o que não queremos podemos usar a mesma lógica
para gerar aquilo que queremos.

Os desafios que nos ocorrem são para que deles aprendamos e se esses se
repetem é porque nada aprendemos do anterior. Se houvéssemos aprendido a
lição, já não era necessário que reocorresse!

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Capítulo 2
Universo e Existência

A expressão ‘Universo’ vem do Latim Universus que, por sua vez, provém de
Unus (um) e Versus (avesso, invertido).
A palavra Unus expressa um integral unificado que não admite divisão, a
singularidade infinita sem localização no espaço-tempo, de onde emerge, se
une, gira e se inverte. Podemos deduzir, então, que o Universo é Um que não
permite divisão, é tudo o que existe, é, pois a totalidade.
É fácil compreender que só pode haver uma totalidade, um todo, simplesmente
porque esse todo, por estrita definição, engloba inevitavelmente tudo o que é
tudo o que existe. No entanto, tudo o que é não necessariamente existe, porque
existir é a expressão do Ser e tudo o que é não está forçosamente manifestado
ainda.
Deixando de lado por um momento os conceitos de espaço-tempo, o que ainda
está inmanifesto se encontra num estado latente, como possibilidade inevitável
de manifestar-se. Além disso, quando se manifestar obrigatoriamente deverá
fazê-lo envolvido, unido e conjugado com o mesmo todo, o Universo.
A totalidade, o todo por definição, necessariamente deve conter tudo o que é e
existe e isso deve equiparar-se a ‘abundância’, tomando esse vocábulo na
acepção mais ampla que nos permite admitir.
Por natureza estamos submergidos, envolvidos e unificados em e com a mais
genuína abundância em todos os aspectos. Abundância daquilo que o ser
humano tem concebido, mas também, abundância daquilo considerado
impossível. Inclusive a abundância de tudo aquilo que ainda nem se quer foi
imaginado, que está no campo das possibilidades.
No entanto, ainda que vivemos implicados e unificados com essa totalidade e
abundância, devem existir necessariamente, esquemas essenciais para que
nosso corpo e entorno físico se submirja na carência, se desarmonize, adquira
enfermidades, se afundar na pobreza, na angústia, na infelicidade e até na
própria morte.
Esses esquemas, todavia, devem proceder de uma decisão estritamente
pessoal e absolutamente subjetiva de perceber esse todo e de percebermos a
nós mesmos de quem somos, estamos e existimos no mesmo e único Todo
como carentes de algo.
Isso poderia parecer absurdo, porque o Todo, no qual somos e existimos não lhe
pode abster nada. Porém, se é uma decisão pessoal então é a mente individual
a única capaz de tomar essas decisões. Com isso não se tenta estabelecer que
as carências, as desarmonias, a pobreza e as enfermidades sejam ilusórias.
Não estou falando de alucinações, e sim do fato, ainda que os citados
problemas sejam perceptíveis e aparentemente reais no plano de nossa decisão

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dentro da percepção e da manifestação física, são nossos próprios processos,


estruturas e decisões, conscientes ou inconscientes os motivadores autênticos e
fundamentais para nossa vida no plano físico, que parecem demonstrar
carências, inconvenientes ou problemas.
Uma coisa é a realidade da qual somos conscientes, outra coisa é a realidade
que nosso inconsciente percebe. O nível de coerência de percepção entre
realidade consciente e realidade inconsciente vai marcar o nível de abundância
de cada individuo.
Os processos, estruturas, decisões e o fato de fazer parte intrinsecamente da
existência, é o fio condutor da pouco compreendida Lei do Desdobramento
trazida à luz pelo Físico Francês Jean Pierre Garner Malet que adiante
apresentaremos com mais detalhes. A boa notícia é que isso, uma vez
compreendido, reverte em enorme benefício e transformará a percepção de
nossa realidade para sempre. É como uma lente que nos corrige a visão. Ou
ainda como as vogais em nosso alfabeto que dão clareza à compreensão das
palavras.

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Capítulo 3
A Consciência Cria a Realidade

Tua Consciência e a de todos, é muito maior e mais poderosa do que podemos


imaginar. Mas, o que é a Consciência? A que nos referimos com esse termo?
Pode ser que você já sabe do que se trata, mas vou esclarecer mais um pouco.
Antes de tudo frisar que Mente e Consciência não é a mesma coisa.
A mente está em nosso cérebro. É constituído de tudo o que captamos de nosso
entorno, familiares, amigos, escola, religião e experiências, desde o nascimento.
E se encontra registrado em nosso cérebro nos seus respectivos níveis.
E a consciência?
Os Cientistas já tentaram de toda forma encontrar a localização da Consciência
em algum ponto do corpo e não a encontraram. Não a encontraram porque está
fora do corpo. Procurar a consciência dentro corpo é como querer encontrar o
locutor dentro do rádio.
A Consciência individual é um sistema de percepção, é uma forma de energia
original agregada da atividade mental no processo de resolução de cada
individuo, está fora do corpo físico em um espaço não local. Por fim,
Consciência é a relação sutil entre o abstrato e o concreto que nos permite
observar o que ocorre em nossa vida desde uma perspectiva neutra.
O que une nossa mente, que está dentro de nós e a consciência, que está fora é
a Glândula Pineal. Situada no centro de nosso cérebro e muito pouco conhecida
em sua amplitude e por tanto pouco divulgada. Essa Glândula tem a função,
entre outras, de atuar como uma espécie de equipamento Wi-Fi.
Graças aos descobrimentos do Físico francês Jean Pierre Garnier Malet,
sabemos hoje que a consciência não existe no plano concreto, quer dizer, é
imaterial, é abstrata e não ocupa nenhum lugar porque não é feita de matéria. A
Consciência é algo como um vazio consciente de si mesmo.
Sabemos que essas palavras podem não ter nenhum sentido para você agora,
porque estamos entrando num campo fora de tudo o culturalmente aprovado e
aprendido. Por isso te peço que apenas me siga, sem resistência, logo tudo isso
se acomoda e será compreendido.
Esse físico francês descobriu a Lei da Física que explica matematicamente
como o Universo inteiro está configurado e como tudo que existe foi criado a
partir de uma Consciência Universal denominada por ele de Observador Inicial.
Segundo sua teoria, este Observador Inicial é o único que havia antes que se
formou o Universo. Este Observador Inicial é o Vazio Consciente do qual
emana todo o Universo e tudo o que existe.
Observe como isto faz sentido. Para que algo possa existir, necessita primeiro
um espaço dentro do qual existir, o Vazio.

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Vou tentar fazê-lo mais fácil, explicando por observação. Quando a noite você
olha para o firmamento, o que vê? Provavelmente, muitas estrelas, a lua, algum
planeta próximo e... Vazio! Na realidade o que existe em maior abundância
neste Universo, é precisamente aquilo em que menos prestamos atenção, o
vazio!

Paradoxalmente, o que se necessita para que algo possa existir é precisamente


o Vazio. É justamente nesta imensidão do Vazio dentro do qual se sustenta toda
a existência, desde os astros, até as partículas subatômicas. Garnier Malet
demonstra matematicamente com a Lei do Desdobramento, que o Universo no
qual vivemos se originou de um Observador Inicial, ou seja, do Vazio
Consciente.

Graças a sua genialidade no momento de introduzir um conceito absolutamente


revolucionário e aparentemente descabido, Garnier Malet conseguiu o que
nenhum outro Cientista havia conseguido até então, unificar em uma só Lei
Física, a compreensão de como funciona o Universo desde o infinitamente
grande até o infinitamente pequeno.

A Lei do Desdobramento

Existe um abismo entre a Física Quântica que se ocupa de estudar as partículas


subatômicas e a Física Relativista que se ocupa de estudar os objetos maiores,
como os astros que conformam a galáxia. Quer dizer, as teorias e leis
descobertas até agora que explicam como funcionam as partículas subatômicas,
não concordam com as teorias e leis que explicam como funcionam os objetos
que podemos ver a simples vista.

Na verdade, a Ciência até hoje não tem podido explicar como se cria e funciona
toda realidade em conjunto, que até agora só podia ser explicado de forma
separada.

No entanto, tudo que você pode ver em realidade, desde o monitor de seu
computador até a Lua, está composta por partículas subatômicas, então, como é
possível que ambos os ramos da física não se encaixem?
Isto, claro, gera um desafio aparte para os físicos que estão há várias gerações
tentando encontrar uma teoria que demonstrasse como funciona toda realidade,
desde o infinitamente grande até o infinitamente pequeno.

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Agora está começando ficar tudo mais claro, desde que em 1998 o físico francês
Jean Pierre Garnier Malet publicou sua teoria sobre o Desdobramento do
Tempo o que em princípio permitiu prever a chegada de planetóides ao sistema
solar e que agora permite pôr um fim a lacuna entre a Física Quântica e a Física
Relativista. Para isso Jean Pierre Garnier Malet teve que adotar várias
hipóteses muito desafiantes para aqueles científicos que, como dizia Descartes,
não querem deixar de lado o até então compreendido e aceito e assim criar
um espaço para um novo conhecimento. Esta teoria do Desdobramento
supõe uma mudança radical de paradigma dentro das ciências físicas, fazendo
com isso que muitos de seus colegas se colocassem contra. Apesar disso Malet
recebeu em 2006 o reconhecimento do American Institute of Physiscs (AIP)
por sua descoberta.

A nossa intenção aqui, é contribuir com nosso entendimento sobre essa Lei e
resumir o que compreendemos sobre essa mudança de paradigma que Malet
apresenta e demonstra finalmente, através de resultados perfeitamente
provados e aceitos.

Algumas hipóteses revolucionárias, matematicamente comprovadas, que


conformam a Lei do Desdobramento.

1 – O Tempo não existe, é nossa percepção que cria a ilusão de um tempo


lineal.
O Tempo tal e como o conhecemos é fruto de nossa percepção, quer dizer que
passado, presente e futuro não existe de forma lineal, um atrás do outro. As
investigações de Malet põem em evidência que percebemos o Tempo
desdobrado em passado, presente e futuro porque na realidade esses três
aspectos de Tempos estão ocorrendo simultaneamente, só que em velocidades
diferentes. Isto significa que o passado e o futuro não existem, é fruto de nossa
percepção, o único que existe é o ‘instante’ presente.

E todos nós que acreditávamos que o mapa da realidade que temos em nossa
mente era isso que agora está demonstrado que não é. O que pensar agora?
Em efeito, temos a sensação que percebemos um tempo contínuo e lineal, mas
só isso, uma percepção. Na realidade futuro, passado e presente ocorrem ao
mesmo tempo, mas como vão a velocidades diferentes não percebemos nem o
passado, nem o futuro.

Vamos usar um exemplo para colocar um pouco de claridade sobre a questão.


Nosso calendário é composto de Ano, Mês e Dia, na realidade todos esses

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tempos ocorrem simultaneamente e nós percebemos com mais intensidade o


passar dos dias. Desta forma se pode concluir que o assim chamado tempo é
um movimento da mente, onde passado é memória, futuro é possibilidade
e presente é atenção. Por isso seria mais correto em vez de afirmar espaço-
tempo, afirmar espaço-memória.

2 – O Universo está organizado por um Observador Inicial inteligente.

O ponto mais alto deste triângulo representa a Origem, o Inicio do Universo.


Neste ponto flutuante, não há existência, há o Vazio. Esse Vazio Consciente ou
Observador Inicial abre virtualmente o Tempo Presente em Passado e
Futuro e assim começa a Existência. Quer dizer, assim se origina o Universo tal
como o conhecemos.

Por que digo que o tempo se abre virtualmente em passado, presente e futuro?
Como dizia antes, o tempo é uma ilusão da percepção, o tempo não existe,
sempre é agora. Os três tempos ocorrem no mesmo instante, no agora, só que
em diferentes velocidades. Assim como no exemplo do calendário: Ano, Mês e
Dia ocorrem sempre no mesmo hoje.
Não estranhe se no começo te custa entender isto, a todos ocorre o mesmo,
isso ocorre porque passamos um longo período com um modelo mental que
agora temos dificuldade de deixar de lado, aos poucos tudo vai se encaixar.

Até agora pensávamos que o inicio do Universo tinha a ver com a Teoria do Big
Bang que propõe uma criação de mundo a partir de um Nada sem consciência.

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Desde o momento da grande Explosão Inicial o resto dos acontecimentos que


sucederam no Universo até hoje em dia, se desenvolveram de forma casual
seguindo uma série de Leis Físicas que os científicos com o paradigma atual da
ciência, não conseguiram combinar em uma única Teoria como disse
anteriormente.

O que Malet demonstra com seus estudos é a hipótese de que esse Vazio
Inicial do qual provém nosso Universo, na realidade tem Consciência e é
Inteligente. De tal maneira que o Universo é uma Abertura Espaço-Temporal que
esse Vazio Consciente abriu seguindo uma lógica muito concreta.
Desde uma Perspectiva Universal, se pode reconhecer que não há caos no
Universo, já que toda a realidade segue uma lógica prévia e uma ordem perfeita
que tem sua origem precisamente neste Observador Inicial.

Como se pode constatar, esta Lei Física revoluciona por completo nossa
percepção da realidade e também nossa identidade dentro da mesma.
A Lei do Desdobramento, absolutamente revolucionária, questiona nossa
percepção atual do espaço e do tempo, da origem do Universo e, por tanto,
nossa própria origem como humanidade.

Entender como essa Lei Universal opera em e através de nós, permite-nos


conhecer a lógica abstrata que funcionaliza nossa realidade concreta.

Para fazer uma analogia, imagina como seria escrever um texto sem as vogais,
apenas com as consoantes, complicado. Com as vogais se torna fácil. A
compreensão dessa lei funciona como as vogais na construção de um texto,
torna-o compreensível.

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Capitulo 4
Perspectiva Universal do Desdobramento Aplicado ao Ser

Desde a infância nos ensinaram e temos acreditado que nossa origem é fruto
do acaso. A Teoria da Evolução nos diz que, de forma fortuita, apareceu no
Universo um planeta que teria as condições ótimas para abrigar a vida. Faz
milhões de anos, a Terra sofreu muitas mutações até chegar a criar em sua
superfície atmosfera e água. Dentro dessa água, causalmente, apareceram as
primeiras moléculas que finalmente deram lugar a seres vivos, que evoluíram ao
longo de milhões de anos, até dar um número impressionante de espécies e
entre elas a Humana.
Desta maneira, a idéia que temos de nós mesmos é que somos fruto da biologia
e do acaso. Por isso nos sentimos separados do resto do Universo. Vivemos
nossa vida, sem saber qual é o Propósito da mesma, dado que cremos que
existimos de forma fortuita e por tanto, não temos nada que ver com a criação
do Universo nem com o resto dos elementos que o compõem.
Fazendo eco com o descobrimento de Malet, sobre a Consciência Inicial como
origem de tudo que existe no Universo, desde a Perspectiva Universal, podemos
introduzir a idéia de que tudo o que existe incluída minha e tua vida, tem um
Propósito Prévio. Quer dizer, se a Consciência Inicial, o Vazio Consciente,
desdobrou virtualmente o tempo para criar este Universo, resulta óbvio que o fez
com um Propósito.
Segundo este conceito, a existência de tudo e de todos tem uma mesma
Origem, O Vazio Consciente, e também tem um mesmo Propósito, que é prévio
a criação deste Universo e de todas as coisas.
Você gostaria de saber qual é o Propósito prévio de tua existência? Seguimos
avançando e pouco a pouco as peças começam a se encaixar e saberá.

Da Consciência Universal à Consciência Particular

Para que esse Vazio Consciente ou Observador Original criou tudo que existe?
A resposta é óbvia: Para ter mais consciência de si mesmo!

Antes de seguir vou propor um exemplo para aclarar um pouco. Quando você,
que é um Ser Consciente, quer saber mais coisas sobre você mesmo, de tua
personalidade, de tua forma de ser, provavelmente vai perguntar a outra pessoa,
talvez um psicólogo, como ela vê você, como te percebe. Assim você pode ter
uma idéia mais expandida de você, como você é. É uma forma de conhecer
melhor a você mesmo. É uma forma de ver em você, o que não vê desde você
mesmo. É como se colocar em frente um espelho para se auto-observar.

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

Assim é como a Consciência Original e Universal, para satisfazer sua própria


inquietude, se desdobra em infinitas Consciências Particulares, através das
quais poderá fazer-se uma idéia melhor de quem É e de porque É como É.

Vamos fazer aqui outra analogia para clarear um pouco mais. Imagina que esse
Observador Original é o Oceano. Para conhecer-se melhor a si mesmo, o
Oceano se desdobra em infinitas gotas de água, cada uma delas com uma
consciência particular. Desta maneira cada gota é em si mesma uma gota e ao
mesmo tempo também o Oceano. Então cada gota pode olhar a outra gota e ver
essa parte do Oceano desde sua própria perspectiva particular. E outra gota a
ter outra perspectiva particular dessa outra parte do Oceano. E assim com todas
as gotas. Logo, todas essas observações, ou pontos de vista, vão retornar ao
Oceano Original para que assim, esse Oceano possa conhecer-se melhor, ter
mais consciência de si e desde aí evoluir.

Aqui é onde começa a grande revelação. Tua Consciência, a minha, do vizinho,


do apresentador de TV, a do padeiro, etc. são Consciências Particulares que
provêm da Consciência Universal ou Observador Inicial.
Vou repetir o mesmo com outras palavras. O Observador Inicial, com o
propósito de ter mais consciência de si mesmo, se desdobra em
Observadores Particulares para se conhecer melhor e daí gerar uma nova
onda de evolução.
Por essa lógica pode se afirmar que tua Consciência, a minha e a de todos é
parte da Consciência Original que criou e continua criando o Universo.
Surpreende-te isso?
Recorda que não estamos falando de filosofia, crenças ou espiritualidade.
Estamos falando de uma Lei Física matematicamente provada e reconhecida.

Estamos expondo esta perspectiva da forma mais simples que se pode, tendo
em conta o grau de distorção que existe no nível de compreensão de cada um,
incluindo você que está lendo isso agora.
Porém o que pretendemos com essas palavras, não é representar a Verdade e
sim, tão somente apontar na direção dela.
Por tanto há algo que vai ocorrer ao compreender essa Lei Universal e alguns
conceitos vão te custar compreender ou até imaginar.
Simplesmente porque nosso cérebro está cheio de dados, teorias e crenças que
vão totalmente contra esses conceitos.
Se desde pequeno nos ensinaram que vazio é vazio, como pode se imaginar
que o Vazio é Consciência e que inclusive é a origem de tua e da minha
verdadeira identidade? Por tanto, a recomendação é: não tente entender nada

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

agora, simplesmente leia isso como se fosse um conto e verá que aos poucos
sua mente se abrirá a esses conceitos. Outra recomendação é que deixe um
pouco de lado o que você acha que sabe ou conhece, sobre tudo, não faça
comparações com nada do que já tenha visto, porque não é comparável e
poderá levá-lo a fazer associações equivocadas.

O Universo desde a Perspectiva Universal

Tente imaginar um Universo totalmente abstrato. Sempre anterior e prévio a


existência de um Universo Concreto, necessariamente deve haver um Universo
Abstrato. Observe que quando se quer construir uma casa, por exemplo, se
necessita uma casa abstrata, em forma de idéia, que deve ser plasmada em
projeto, com todo material envolvido e por fim a obra acabada.
Por tanto antes da existência da matéria, necessariamente deve haver uma
existência imaterial ou abstrata.
Assim, anterior e prévio a este Universo Concreto, há um Universo Abstrato.
Esse Universo Original não tem matéria é puro abstrato, não está dentro do
Espaço/Tempo, mas é totalmente perfeito e coerente. Neste Universo Original
onde existe o Observador Inicial, num mundo totalmente perfeito, tudo se
encaixa perfeitamente, não há erros, não tem conflitos, nada falta e nada sobra
tudo é absolutamente perfeito.
Por que é perfeito?
Precisamente porque não existe concretamente. Porque é abstrato. Voltando a
analogia da casa, assim como previamente a idéia abstrata da casa era
totalmente perfeita, assim quando, finalmente a casa existir de forma concreta e
material, deixa de ser perfeita. Por quê? Porque o material não pode ser perfeito
pelo simples fato de existir. A perfeição só existe no Campo Abstrato, quer dizer,
num Universo Original. Dado que o Observador Original, é um abstrato que vive
num Universo Original, também é totalmente perfeito.
Na sequência você vai entender melhor porque de digo isso.

Assim quando a Consciência Universal se desdobra, para conhecer-se melhor a


si mesma, em infinitas Consciências Particulares, todos os pontos de vista e
observações que chegam a Consciência Universal, são totalmente perfeitos e de
alguma maneira, essa se faz cada vez mais consciente de sua própria Perfeição.

O que pode ocorrer a uma Consciência perfeita que vive na Perfeição? Sentir-se
saturada dessa perfeição! E desde esse aspecto vai explorar como seria a não
Perfeição. Tudo isso tem um propósito, produzir mais Consciência para
evoluir.

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DAR-SE CONTA ...

De um Universo Original a um Universo Concreto

O Observador Original decide enviar seus Observadores Particulares para uma


viagem, para experimentar de forma detalhada e concreta, como seria não ser
perfeito. Como seria não Ser quem É?
Durante essa viagem cada Consciência Particular vai estar desconectada da
Consciência Universal, quer dizer, vai esquecer-se de qual é sua verdadeira
origem e qual é o propósito de sua existência. Vai viver em um Universo
totalmente inverso ao Universo Original. Desta desconexão surge que nascemos
com um corpo e uma mente que estão preparados para um único propósito, que
não é o Original, o propósito de sobreviver, portanto nascemos com um instinto
de sobrevivência. Com isso todos nós vamos pela vida tentando responder a
quatro marcadores que estão situados em regiões distintas de nosso cérebro e
que foram se formando conforme o Ser Homo foi evoluindo ao longo da história.
Estes marcadores são:
1) Instinto de Sobrevivência que faz com que busque unicamente aquilo
que garanta que o corpo se mantenha vivo, como alimento e água,
apenas aquilo que é básico para garantir a vida ao corpo;
2) Instinto de Proteção que assegura, depois de estar alimentado, proteger
a vida das ameaças do meio;
3) Instinto de Comparação e Competição que compara sua situação em
relação aos demais e busca superar esta diferença percebida;
4) Substituição do Faltante que procura preencher a incompletude. Como
não sabe por que está neste mundo, esquecido de seu Propósito Original,
procura completar a sensação de que falta algo, com coisas de toda
ordem.
Até aqui o que foi ou está sendo satisfeito é o que vem da história pregressa, do
passado, ou seja, satisfazendo instintos. Porém nossa existência vai além do
que apenas é o corpo, é também aquilo que intuímos o que vem do futuro ou do
propósito original, que é aportar mais suprimento a Consciência Original.
Vamos voltar à analogia do Oceano para entender melhor. Imagina que cada
gota se esquece de qual é sua Origem. O primeiro que vai acontecer é que
como não sabem de onde provêm, muito menos vão saber qual é o propósito de
sua existência, vão sentir uma falta de completude, um vazio de existência. O
seguinte que vai ocorrer é que cada gota vai olhar para a outra e não vão se
reconhecer como partes idênticas e com uma mesma origem. Por tanto, vão
começar a entrar em conflito umas com as outras.
Em definitivo, vão experimentar como seria não Ser o que realmente São. Vão
experimentar a imperfeição. Para a Origem neste aspecto estão cumprindo com
seu propósito.

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

Assim ocorre com cada um de nós, ao não reconhecermos nossa origem e


propósito, vivemos em constantes conflitos, sempre precisando resolver algo.

O Paradigma das Distorções dos Universos Concretos

Quando um Desdobrado ou Consciência Particular perde sua conexão com o


Observador Original cai num sonho. Este sonho é minha e sua vida agora.
Portanto, nossas vidas não são mais que a resposta à pergunta original do
Vazio. Como seria não Ser o que Somos?
Todos estamos experimentando justamente o que não Somos. Isso soa forte!
Resulta que tudo o que você crê que É, é justo o que não É. E por sua vez, tudo
o que você acredita saber sobre como são os demais, é justo o que não São.
Por isso, para compreender esta nova Perspectiva, necessita ‘soltar’ tudo o que
você sabe sobre você e sobre a realidade que te rodeia.
Nosso Universo Concreto é o exato reverso de um Universo Original.
Neste Universo Concreto, nós os desdobrados vamos experimentar o contrário
do que somos, de sorte que em lugar de ser pura consciência imaterial, temos
um corpo físico e biológico que existe dentro do espaço-tempo desdobrado e
experimentando imperfeição. Contudo, como indivíduos ou desdobrados
perdemos a conexão com nossa verdadeira origem, e nos esquecemos de
nosso propósito. Por isso, nossa Percepção é afetada e totalmente distorcida.
Assim que:

1- Em lugar de reconhecer que em essência somos pura consciência


imaterial, vamos estar totalmente convencidos que nossa origem é
biológica e que somos Seres apenas biológicos. Isto é certo dentro do
sonho, mas não é real, o certo é que somos seres abstratos, pura
Consciência, essa é nossa verdadeira identidade fora do sonho.

2- E mais, ao não recordar nosso propósito, vamos ter a percepção errônea


de que nossa existência, não tem um propósito prévio. Assim vamos
experimentar ao longo de nossa vida uma grande Falta, vamos sentir um
Vazio Existencial, porque estamos vivos, mas mal sabemos por que e
menos ainda para que.

Esta distorção sobre nossa verdadeira identidade, origem e propósito, é o


fundamento sobre o qual se passa toda nossa percepção e por tanto
também nossa realidade.

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

Conforme dito anteriormente, nossa consciência particular é parte da


Consciência Universal e por tanto, tem o poder de criar e transformar, através da
percepção, a nossa realidade. Assim, aquilo que percebemos como real é
justamente o que vai marcar como vai ser nossa realidade. Por exemplo: Se
acreditamos que esse mundo é perigoso e que o mais sensato é crer que temos
que nos proteger de possíveis perigos, então a nossa realidade estará cheia de
perigos. Por tanto, é nossa percepção de que há perigos que cria uma realidade
cheia de perigos.

A percepção é causa primária de nossa realidade.

Como dizíamos, podemos seguir a maneira de resolver nossos problemas ou de


alcançar nossos sonhos, através de ferramentas, técnicas, treinamentos, sem
considerar nossa percepção. Mas o único que estaremos fazendo é perpetuar as
condições para que nos cheguem mais problemas para resolver e mais sonhos
para alcançar. Somos observadores dentro de um campo quântico, e por isso a
percepção é a propulsão inicial de tudo!

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

Capítulo 5
Os Quatro Erros de Percepção

Se a percepção é tudo, talvez o mais coerente seja prestar-lhe mais atenção e


identificar quais são as distorções fundantes de nossa percepção equivocada.
Desta maneira, à medida que vamos tomando consciência de que a maioria das
coisas que cremos, pensamos e sentimos respondem a distorções de nossa
percepção, poderemos começar a mudar nossa forma de ver as coisas e por
tanto transcender nossos sonhos e problemas, quer dizer, transcender nossa
realidade tal como a conhecemos neste momento.
Podemos reconhecer em quatro grandes grupos, todos os erros de percepção
que destorcem a forma de ver as coisas e que, por tanto, nos levam a viver uma
determinada experiência de vida.

Os Quatro Marcadores de Hamer

Dr. Ryke Geerd Hamer, médico alemão pai da Nova Medicina Germânica, nas
cinco Leis Biológicas demonstradas em seus estudos, descreve quatro
marcadores bem definidos em regiões específicas de nosso cérebro
responsáveis pelo comportamento humano e causadores de nossa percepção
distorcida e por consequência causa de conflitos. Esta teoria preconiza que os
comportamentos são regidos, essencialmente, por esses agora chamados
“Quatro Marcadores de Hamer”.
Estes quatro marcadores, regem o comportamento humano de maneira
inconsciente. Uma vez que temos conhecimento desses quatro erros de
percepção, podemos tomar a decisão de assumir nosso próprio processo de
mudança e transformação pessoal, isso nos permitirá viver de uma maneira
mais consciente e leve, sendo responsáveis por nós mesmos e daquilo que nos
sucede em todos os âmbitos da nossa vida.

Primeiro Erro de Percepção – Sobrevivência

Temos visto até agora que todo Universo Concreto provém de um Observador
Original Abstrato, por tanto tudo o que existe, na realidade, tem um propósito
prévio. Acontece que para nós desdobrados, está apagado qual é nosso
propósito, aquele para o qual existimos. Nossa existência está desconectada de
seu Propósito Prévio.
Assim que, o único que sabemos é que existimos. Todos nós crescemos crendo
erroneamente que só temos existência, não propósito, o único que sabemos é
que existimos por isso para nós a existência vai ser o mais importante do
mundo.

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DAR-SE CONTA ...

Irremediavelmente, caímos no erro de percepção de crer que nosso propósito


vital é simplesmente existir, quer dizer, manter-nos com vida, preservar nossa
existência.
Como o mais importante em nossa vida vai ser precisamente a existência física,
sentimos um grande medo de deixar de existir, um grande medo de morrer, a
não poder nos manter com vida, a ficar doentes, a não ter as necessidades
básicas de sobrevivência satisfeitas, a não ter dinheiro ou trabalho para
subsistir. Por isso a nossa vida se passa em sobreviver.
Se prestarmos atenção percebemos que passamos pela vida tentando resolver
o conflito de sobrevivência. Constantemente, um dia após outro, lidamos com o
conflito de sobrevivência e tudo o que fazemos, pensamos e sentimos tem a ver
com resolver esse conflito. Estamos sempre fazendo uma quantidade de coisas
e dando voltas em nossa mente para assegurar-nos manter a tona nossa
existência, de obter recursos, de trabalhar, preservar a saúde, se alimentar bem,
fazer exercícios, etc.
Definitivamente, nossa percepção errada nos diz que o mais importante é existir,
seguir vivo e depois vamos ver o que vamos fazer com essa existência.
O primeiro é existir, depois veremos que propósito damos a minha vida. Esta
percepção está distorcida, porque, como foi visto a existência para poder existir
necessita de um propósito prévio. Não há existência sem propósito prévio.

Segundo Erro de Percepção – Proteção

Junto com estar sempre preocupado em ter as necessidades básicas de


sobrevivência cobertas, minha percepção distorcida me vai levar também a
preocupar-me por minha própria proteção e a dos meus. Como o mais
importante, desde minha percepção errada é existir, vou estar sempre tentando
me proteger de possíveis perigos, inclusive daqueles que nem existem.
Assim, através da fuga e do medo, vou tratar de evitar conflitos, de não fazer
muitas mudanças, tentar fazer as coisas o melhor possível, prestar atenção a
aquilo que passa em minha volta, fazer revisões e estar de certa forma
preparado para algo não bom. Em algumas ocasiões, em vez de fugir, atacar
para defender-se, para proteger-se. Por isso posso reagir com ira diante de
críticas ou desqualificações, que inconscientemente estão atacando minha
identidade e minha existência. O único que eu acho que tenho.

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DAR-SE CONTA ...

Terceiro Erro de Percepção - Comparação e Competição

Perceba que o que estou dizendo até agora é que, devido a nossa condição de
perceber nossa existência sem propósito, com essa falta em nosso interior, o
que ocorre é que estamos sempre dando toda a importância a existência.
O que passa é que vamos constantemente comparando nossa existência com a
dos outros. Vamos constantemente olhar para fora, colocando nossos pontos de
referência fora de nós mesmos e competindo para ter uma existência melhor.

Definitivamente, devido a esse vazio de propósito em seu interior, devido a essa


falta de auto referência, vamos fazer muitas coisas e estar sempre dando um
sem número de voltas na mente para melhorar a existência, para preencher
essa falta de propósito.

Nossa percepção errada e desprovida de propósito, nos vai levar constante e


irremediavelmente a ter um sem fim de expectativas, sonhos e desejos
competindo para alcançá-los. Com semelhante distorção em nosso interior, não
é de estranhar que toda a economia esta baseada nisso, oferecendo serviços e
produtos para melhorar nossa existência.

Os sonhos desejos e expectativas, não são mais que um inútil intento de nossa
percepção errada, de conseguir resolver o conflito de falta de propósito. Conflito
que na realidade não existe. Porque a existência tem um propósito prévio, não
necessitamos encontrar outro.

Quarto Erro de Percepção - Substituição do Faltante

Este é outro grande conflito existencial em nosso interior do qual não temos
clara consciência que nos leva constantemente buscar uma maneira de suprir a
falta, de substituir essa sensação por algo, ou melhor, por alguém.
Assim nossa percepção errada vai estar sempre preocupada em buscar uma
relação que nos substitua e preencha essa Falta, esse Vazio. Igual o exposto
anteriormente, vamos buscar fora de nós mesmos, no outro, algo que nos
preencha um vazio que temos dentro. Um paradoxo.
Enquanto temos cônjuge, filhos pra cuidar, pais, amigos, bichos de estimação
nos parece que temos o vazio interior satisfeito. Seguimos nos associando em
clubes, partidos políticos, etc. para constantemente lidar com outros para manter
essas relações à tona, com tudo o que isso possa significar na vida de cada um.
Ao passo que, se uma dessas relações se rompe, se perder um ente querido,
vai sentir de novo e com muita intensidade esse grande vazio interior que essa

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

relação rompida deixa a descoberto, mas um vazio que sempre esteve aí,
apenas tinha sido substituído.

Assim se Cria a Realidade

Estes quatro Erros de Percepção, são o marco dentro do qual se desenvolve


nossa vida. Se prestarmos atenção percebemos que não saímos disso!
Todos os dias, o que fazemos, pensamos e sentimos tem a ver com algum
aspecto desses quatro marcadores.
Todos os conflitos, os problemas, o sofrimento, as alterações de humor, tudo o
que experimentamos emerge de algum desses quatro erros de percepção.
Você mesmo pode fazer a prova, lembre-se do último conflito ou problema que
tentou resolver, analise a que marcador pertence. Verá como encaixa
perfeitamente em algum deles. Por isso na introdução desse livro, eu dizia que a
‘história se repete’. Com certeza se repete! E tanto no nível coletivo como no
particular.
Por quê? Porque somos observadores experimentando como seria não Ser o
que Somos, como seria experimentar a Imperfeição, quer dizer, como seria
experimentar o Erro.
Esse é o Propósito Original de nossa existência, experimentar o Erro.
Em resumo.
Como podemos ver nossa vida aqui neste plano, tal como a conhecemos, tem
como propósito servir de veículo exploratório ao Observador Original, para que
esse possa expandir sua Consciência através do experimentar o como seria ser
imperfeito, como seria não Ser o que É. E isso estamos fazendo muito bem,
porque aceitarmos a história do sonho.

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DAR-SE CONTA ...

Capítulo 6
Alinhamento com o Propósito da Existência

Seguramente algumas pessoas, talvez você que está lendo este Ebook,
inclusive eu, começaram a sentir que a vida não pode ser só aquilo que estamos
vivendo aqui e agora, deve ter algum propósito para estar aqui neste plano, algo
mais do que simplesmente satisfazer o instinto de sobrevivência. E começaram
a fazer perguntas que vão além de tentar resolver sempre algum dos quatro
conflitos do paradigma da sobrevivência. Tais como:
Para que vivemos?
Qual o sentido de nossa existência?
Que sentido tem tudo isso que ocorre no mundo?
Por que parece que tudo está se repetindo de épocas em épocas?
Por que será que nunca estamos completos, nunca estamos plenos, sempre
falta algo, com tantas coisas que já acumulamos?
Por que tanta frustração com tudo, sempre temos criticas sobre algo, mesmo
que isso não nos afeta diretamente?
Se este é seu caso, ótimo. Temos aí um bom motivo para continuar e dar um
salto de despertar de Consciência. E se não for o seu caso, perfeito, nada que
mudar, porque se não existe ressonância com aquilo que aqui estamos tratando
não vai haver compreensão, simples assim, e isso não é mal.

A Segunda Parte do Sonho

Com efeito, se o propósito da nossa existência está em o Vazio Original


experimentar como seria não Ser o que É então temos feito bem o que temos
feito até agora com nossa vida, temos cumprido com o crescimento desse
propósito!
Agora começa a segunda parte da viagem, dar-se conta de que a vida como a
conhecíamos até agora, é um sonho. Por isso, muitas pessoas chamam esse
processo de Despertar! Ver a verdade dentro da não verdade.
Já temos vivido a experiência do sonho, porém, continuamos acreditando que o
sonho é real.
Quer dizer, continuamos vivendo num paradigma de sobrevivência. Seguimos
comparando-nos com os outros, tratando de substituir o faltante, de proteger-
nos, buscando apenas viver. Isso significa que ainda não tomamos verdadeira
consciência de onde estamos e para quê. Nem, tão pouco, sabemos qual é
nossa verdadeira identidade. Em outras palavras, enquanto continuas
acreditando que tua identidade é (seu nome completo), significa que você
segue na Matrix, lembre-se do filme, que é o mesmo que um sonho.

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

Você se lembra da última vez que sonhou a noite? Pensa neste sonho.
Enquanto sonhava, te parecia que tudo era real, não estava consciente que
estava sonhando, porque estava dormindo. Agora pergunto: quando se deu
conta que isso que acontecia era um sonho? A resposta é simples, quando
despertou!
Desta forma quando desperta de um sonho, todos os problemas e conflitos que
tinha neste sonho se desvanecem, em um estalido e sem esforço, não precisou
fazer nada mais que despertar ou que é o mesmo, dar-se conta de que era um
sonho.
Com nossa vida ocorre o mesmo. Despertar significa, em última instância, voltar
a unificar o propósito com a existência. Com o conhecimento da Perspectiva
Universal da Lei do Desdobramento, já podemos começar a tomar
consciência de qual é o propósito que há por trás de cada uma das experiências
e situações que vivemos no dia-a-dia.
Lembre-se que não somos Seres concretos, biológicos. Somos parte do
Observador Original e cada vez que tomamos consciência, quer dizer, cada vez
que podemos ver o propósito que há por trás de tudo o que ocorre em nossa
vida, estamos nos re-conectando com nossa verdadeira identidade, estamos
alinhando propósito com existência.
Concluindo
Se você leu este Ebook até aqui te posso assegurar que somente um pequeno
grupo dos que o adquirem, faz como você. O simples fato de ter lido até aqui já
dá uma idéia do grau de ressonância que você tem com a Perspectiva
Universal do Desdobramento.
Cada pessoa, de forma individual e sincera, se lhe apetece e tiver ressonância
com esse tema, pode fazer uma transformação radical na percepção de sua
realidade, mas não é um processo para todos.
Se cada frase lida até aqui, entendida no todo ou parcial, lhe faz algum sentido,
então pode ser que este seja seu momento. Pode ser que chegou a hora de
você se alinhar com seu Propósito. E quem avisa amigo é! Nada vai voltar a ser
como antes, não poderá voltar atrás, porque quando você descobre que aquilo
que acreditava que era importante em sua vida, se fundamentava em um grande
erro ou distorção, tudo mudará para sempre.

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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Considerações Finais

Até aqui chegamos!

Por muito que aprendemos, de nada nos serve se não o compreendemos. Quer
dizer, por mais que sabemos, se esse ‘saber’ não é incorporado a nossa forma
de viver, não passa de conteúdo intelectual. E conteúdo intelectual é mais do
mesmo, não serve para entrar neste novo paradigma. Para dar resposta a essa
aparente situação convulsiva em que se manifesta nossa realidade atual é
necessário uma nova lógica, uma lógica convergente, que implica em usar
nossa capacidade para viver concretamente, aquilo que sabemos.
Se o que foi apresentado até aqui, faz sentido para você e te faz ressonar, por
mais abstrato que te pareça, deve transcender o medo. Transcender o medo da
incerteza, de assumir uma nova lógica e sair do instinto de sobrevivência para
viver a intuição do propósito. O instinto é referenciar-se no passado e intuição é
referenciar-se no futuro. Substituir a pergunta: Por que vivemos? (passado)
Por Para que vivemos? (futuro) Isso é compreender!
A compreensão de que não somos vítimas de nada, a compreensão de que não
existem erros, esses apenas nos mostram nossa fronteira que precisamos
expandir e que isso é mais consciência, a energia de todas as coisas visíveis e
invisíveis. A compreensão de viver a realidade que nós mesmos escolhemos e
não aquela escolhida por outros e que nos impuseram através de crenças,
dogmas, ideologias e liturgias.
Quando se entende isso, tudo começa a se encaixar.
Não se trata de aprender mais, mas e sim de desaprender, reconstruir nosso
sistema de conhecimento desde o alicerce e retomar nosso poder natural
através da compreensão da Lógica Global Convergente.
Sabemos que aquilo que transmitimos neste Ebook é um resumo resumido de
tudo o que envolve esse tema, o que não sabemos é como você vai assimilar e
compreender isso.
Sabemos desde onde o estamos fazendo, mas aonde isso vai levar você é de
sua competência. Isso não nos compete. Nosso objetivo não é resolver nada,
nenhum problema particular seu, qualquer que seja. Nosso obletivo é contribuir
com uma nova lógica de percepção da realidade e que isso lhe seja útil para
ser o protagonista de sua própria realidade. Não pretendemos impor nenhuma
verdade, apenas apontar na direção dela.
Somos parte do todo, não podemos nos desvincular disso, mas de nada adianta
perceber tudo aquilo que descrevemos na introdução se não se apresenta uma
alternativa. Para isso é preciso identificar a lógica implicada na causa dos efeitos
e principalmente, entender qual nossa contribuição consciente ou inconsciente

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

neste cenário. A grande pergunta: Para que vivemos? ... é outra forma de
perguntar-nos sobre qual é nossa contribuição para o bem comum. Só assim
haverá uma mudança de paradigma.
No entanto, não se trata de algo coletivo, o processo de reconhecer as
distorções é individual. A Lei do Desdobramento está sempre operando,
independente de entender isso ou não. E compreender isso é algo pessoal e
deve haver ressonância para isso. Não se trata de convencer a comunidade, o
entorno e o que quer que seja, trata-se de um DAR-SE CONTA individual.
A Lei está, nada mais. Cada um em seu tempo vai entendê-la. Porém, ao estar
consciente dela sucedem ‘coisas’ especiais. Uma nova percepção nos leva a um
estado de evolução acelerado, tranquilo e confortador.
Não queremos convencer ninguém de nada, apenas disponibilizamos a
informação e quem ressona com isso a usa. Desejando seu melhor sempre.

Uma Introdução à Lógica Global Convergente


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DAR-SE CONTA ...

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