Você está na página 1de 2

Desenvolvimento

A contabilidade surgiu com o pensamento e necessidade de registrar e controlar aquilo


que pertencia a um indivíduo. Na pré-história, o homem a utilizava de maneira
rudimentar para contar suas caças, pescas e ferramentas. Porém, foi no inicio das
civilizações antigas que a ideia de contador começou a surgir.

A criação das atividades de agricultura e pastoreio demandou, ao longo do tempo, uma


necessidade maior de controle por parte de grandes proprietários. Quanto mais terrenos,
rebanhos e plantações, mais difícil era manter o controle. Foi então que, quando alguns
proprietários falhavam em controlar suas posses, a outros começaram a inovar seus
métodos de contabilizar ou a delegar tal função a um serviçal de confiança.

Com o passar do tempo, a figura do serviçal que contabilizava foi tomando grande
importância. Na civilização egípcia, os escribas auxiliavam os faraós na contabilidade e
cobrança de impostos. Além de exercer esta importantíssima função, os escribas
também deixaram seu legado ao utilizar o papiro, colhido às margens do rio Nilo, para
elaborar os primeiros livros contábeis.

A construção de um contador já vinha sendo feita, porém, apesar dos grandes sistemas
egípcios de arrecadação de impostos, ainda não existia um sistema jurídico que os
amparassem. Ao conquistar povos de diferentes culturas, os czares romanos precisaram
implementar tais complexidades jurídicas e contábeis para que regessem os povos
conquistados. Dessa forma, não havia necessidade de impor uma cultura aos
conquistados para que eles contribuíssem com o império.

“Se os sumérios-babilônios plantaram a semente da Contabilidade e os egípcios a


regaram, foram os italianos que fizeram o cultivo e a colheita.” (Rede Jornal Contábil,
26 de março de 2017)

Com o decorrer dos anos, no período medieval (1202-1494), na Itália, foi publicado o
livro “Liber Abaci” do primeiro grande matemático europeu Leonardo Pisano. Naquele
período estudavam-se pesos, medidas, câmbio, etc. tornando o homem mais evoluído
nos assuntos relacionados às finanças comerciais.

A evolução da contabilidade se deu pelo surgimento do capitalismo entre os séculos XII


e XIII. O processo de produção na sociedade capitalista provocou o grande acumulo de
capital, o que transformou completamente as relações de trabalho. As primeiras
corporações na Itália surgiram no século X transformando e fortalecendo a sociedade
burguesa.

No período moderno (1494-1840) alguns acontecimentos contribuíram para mais


avanços da contabilidade, como a tomada de Constantinopla pelos turcos no ano de
1453 fazendo com que muitos sábios bizantinos imigrassem para a Itália. Outro
acontecimento que marca este período foi o descobrimento da América no ano de 1492
e anos depois o descobrimento do Brasil (1500). Estes descobrimentos aparentavam
grande potencial de riqueza para alguns países da Europa. E no ano de 1517 ocorreu a
grande Reforma Protestante. Na perseguição aos cristãos neste período da história,
muitos protestantes imigraram para as Américas e recomeçaram suas vidas.

Mediante todos esses acontecimentos, começou-se a notar que a Contabilidade era


fundamental diante de tão grande desenvolvimento de uma sociedade capitalista. A
introdução das técnicas contábeis em negócios privados foi uma contribuição de
comerciantes italianos do século XIII. As transações monetárias e os investimentos
determinaram o desenvolvimento de uma escrita especifica que registrasse os interesses
dos credores e ao mesmo tempo fossem úteis aos comerciantes.

Neste período surge a figura do frei franciscano Luca Pacioli, considerado um dos
maiores contadores da história. Pacioli foi o responsável pelo primeiro impresso que
continha registrado em suas páginas todo o método das partidas dobradas que já era
registrado desde os povos mais antigos, porém, ainda não preciso e completo como
agora em seu impresso.

No mundo científico (de 1840 até os dias de hoje), os estudos envolvendo a


contabilidade geraram três escola que dedicavam-se somente a esta ciência. A primeira
foi a Escola de Lombarda, liderada por Francisco Villa; a segunda foi a Escola Toscana
liderada, por Giusepe Cerboni; e a terceira foi a Escola Veneziana, chefiada por Fábio
Bésta.

Vicenzo Mazi foi o primeiro a definir o patrimônio como objeto da contabilidade.


Agora a contabilidade deixa de ser apenas um registro e passa a ser um instrumento
básico da gestão.

No Brasil, hoje, as funções do contabilista não se resume ao âmbito fiscal, tornando-se,


num mercado de economia complexa, imprescindível para empresas, para demonstrar
informações mais precisas, auxiliar na tomada de decisões e para atrair investidores.