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Analise de pH e Concentração de Cloro Livre, Cloro Total de Água

Mineral e de Água Filtrada para Consumo Humano


Analysis of pH and Concentration of Free Chlorine, Total Chlorine
of Mineral Water and Filtered Water for Human Consumption
BARROS, Márcio Muniz1; MARTINS, Jorge Yago Botelho2; REMÉDIOS, Nelson
Rosa3; PIRES, Márlia Barbosa5
1 Escola Superior da Amazônia (Esamaz) mackmuniz@hotmail.com; 2 Escola Superior da
Amazônia (Esamaz), yagobmxstreet@icloud.com; 3 Escola Superior da Amazônia (Esamaz),
nelsonbombeiro@hotmail.com; 5 Escola Superior da Amazônia (Esamaz),
marliapires@hotmail.com.

Área temática: Água


Resumo: Sabe-se da importância da água destinada ao consumo humano da
cidade de Belém-PA, devido a grande quantidade de contaminantes, contudo,
faz necessário saber se as águas destinadas correspondem com as exigências
da legislação nacional pela Resolução Diretória Colegiada – RDC 274/2005 da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – e a portaria 518/2004 e
2.914/2011 do Ministério da Saúde. Para a realização da análise, foram
coletadas três amostras de cada água mineral/filtrada. Para a determinação do
pH das amostras de água mineral/filtrada. Utilizou-se o pHmetro para
determinar os valores de pH. Para a determinação do cloro residual e cloro
total da água mineral/filtrada. Utilizou-se o Photometro para determinar os
valores do cloro residual e cloro total. Os resultados indicam que o pH de
ambas estão no limite permitido pela legislação e a respeito do cloro residual e
cloro total estão na media. Introdução: A qualidade da água é um termo que
não se restringe à determinação da pureza da mesma, mas às suas
características desejadas para os seus diversos usos. Tanto as características
físicas, químicas como as biológicas da água podem ser alteradas. Na maioria
dos casos essa alteração é causada pela poluição, que pode ter diversas
origens (BILICHI; LACERDA, 2005, p.2059). A qualidade necessária à água
distribuída para consumo humano é a potabilidade, ou seja, deve ser tratada,
limpa e estar livre de qualquer contaminação, seja esta de origem
microbiológica, química, física ou radioativa, não devendo, em hipótese
alguma, oferecer riscos à saúde humana (BRASIL, 2004). O objetivo do
trabalho é determinar o pH, cloro residual e cloro total de amostras de água
tanto mineral que foram adquirida em supermercado da cidade de Belém-PA e
comparar com a água coletada do filtro de uma residência e avaliar os
resultados considerando a faixa estabelecida na RDC 274/2005 da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – e a portaria 518/2004 e 2.914/2011
do Ministério da Saúde. de águas utilizadas para consumo humano. Objetivo:
Este trabalho teve como objetivo determinar a concentração do pH, cloro livre e
cloro total, verificando a conformidade com o padrão de potabilidade
estabelecida pela legislação. Métodos: pH; Cloro Residual Livre; Cloro Total;
Segundo a AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods

1ªAmostra de Bromatologia aplicada a Nutrição


Discente responsável: Drª Márlia Barbosa Pires
1º Semestre de 2019
of analysis of AOAC international. 17. ed., Washington, 2002. Não
identificar o local onde foi realizado o estudo. Resultados: Os
resultados de pH das amostras de água mineral, que foi adquirida
em supermercado da cidade local e as amostras de água filtrada,
que foi adquiridas da residência de um integrante do grupo, as três
amostras apresentam pH compatível com a faixa indicada pela portaria MS
2.914/2011, de 6,0 a 9,5. As duas amostras apresentaram uma faixa de
variação bem diferente com valores médios entre 8,1 (A.M) e 6,5 (A.F)
mantendo-se na neutralidade sendo, adequada ao consumo humano. Os
valores de pH podem influenciar na distribuição das formas livres e ionizadas
de diversos composto químico, bem como contribuir para um maior ou menor
grau de solubilidade das substancias e definir o potencial de toxicidade de
vários elementos (BERNARDO e PAZ, 2008).. Os resultados de cloro residual
e cloro total das amostras de água mineral/filtrada às três amostras observou-
se a existência de cloro, apresentaram o valor médio de: para cloro residual
0,17 (A.M) e 0,22 (A,F) – para cloro total 0,18 (A.M) e 0,23 (A.F), logo encontra-
se de acordo com o limite estabelecido pela portaria MS 2.914/2011, 0,2 e 2,0
mg/L para presença de cloro na água de consumo humano. A ausência de
cloro residual nas amostras pode acarretar um potencial risco à saúde da
população, devido a inexistência de uma ação bactericida eficaz. De acordo
com salgado(2008) e Heller(2006), a concentração elevada de cloro pode
causar sabor e odor desagradável, bem como problemas a saúde devido à
possibilidade de geração de subproduto com potencial carcinogênicos.
Conclusão: Os resultados obtidos demonstram que a água mineral/filtrada
está de acordo com os padrões de potabilidade, uma vez que todas as
amostras apresentaram valores médios em conformidade com a portaria. Isso
significa que o teor de cloro juntamente com os níveis de pH utilizados para o
processo de desinfecção da água destinada ao consumo humano são eficazes
para fins de evitar patógenos de veiculação hídrica. Assim, torna-se necessária
sabermos se a água engarrafada e a que chega a população tem boa
qualidade para o consumo, e atende as Normas Vigente.

Palavras-chave: Água, pH, Cloro Residual, Cloro Total, RDC 274/2005.

Referências bibliográficas:
BERNARDO, J.; PAZ, L.P.S. Seleção de tecnologia de tratamento de água.
Vol.1. São Carlos: Editora LDIBE LTDA, 2008, 878P.
BILICH, M.R.; LACERDA, M.P.C. Avaliação da qualidade da água do Distrito
Federal (DF), por meio de geoprocessamento. INEP. 2005, p. 2059-2065.

BRASIL. Ministério da Saúde. Lei nº 2.914, de 14 de dezembro de 2011.


Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da

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Discente responsável: Drª Márlia Barbosa Pires
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água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
Gabinete do Ministro, Brasília, DF 14 dez. 2011.
HELLER, L.; PÁDUA, V.L. Abastecimento de água para
consumo humano. Belo Horizonte: UFMG, 2006. 859p.
SALGADO, S.R.T. Estudo dos parâmetros de decaimento do cloro residual
em sistema de distribuição de água tratada considerando vazamento.
2008. 161f. Dissertação (mestrado em Hidráulica e Saneamento) – Escola de
Engenharia de São Carlos, 2008.
Portaria MS nº518/2004: Procedimentos de controle e vigilância da
qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
MS nº518/2004. SAÚDE, M. D. Brasília: Diário Oficial da União 2004.
Portaria MS nº2914/2011: Procedimentos de controle e vigilância da
qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.
MS nº2914/2011. SAÚDE, M. D. Brasília: Diário Oficial da União 2011.

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