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O que esta biografia traz de novo sobre a vida e obra de

Maranhão Sobrinho?
Entre as novidades que encontramos neste relato, podemos citar
alguns conflitos familiares envolvendo o avô do poeta, que já esteve preso
no Canindé por crimes eleitorais; a iniciação precoce do poeta na boemia
(apenas 7 anos de idade); a frustração amorosa do poeta aos 15 anos; a
falsa alegação de que Maranhão Sobrinho foi um dos fundadores da
Oficina dos Novos; o “suposto” casamento e lua-de-mel em Iquitos, no
Peru; as críticas mordazes de Osório Duque Estrada, autor da letra do
Hino Nacional Brasileiro, ao seu livro de estreia, que está entre as razões
de o poeta ter se recusado a fazer carreira literária no Rio de Janeiro;
detalhes das duas agressões físicas que sofreu, entre outros.

Quando começaste a escrevê-la? Quanto tempo durou a


pesquisa? Por onde andaste? Alguma fonte nova?
O livro é uma reconstrução dos caminhos percorridos pelo poeta
desde Barra do Corda, sua terra natal, até seus últimos dias de vida, já
em terras amazônicas; uma ampliação e aprofundamento do “Itinerário
Biográfico” contido no apêndice da “Poesia Esparsa” de Maranhão
Sobrinho, publicado em 2015. Assim, a pesquisa abarca um período de
cerca de oito anos.
Elaboramos um projeto para criação em Barra do Corda de um
espaço dedicado a Maranhão Sobrinho e suas obras, incluindo-se a
elaboração de uma biografia, o qual foi contemplado pela Fundação de
Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do
Maranhão – FAPEMA. Foi assim que pude visitar os mesmos
lugares em que viveu o poeta e concluir, in loco, a minha
pesquisa. Em Manaus, na Biblioteca Estadual, em documentos do
Arquivo Público e em acervos particulares, encontrei vários
elementos para o meu trabalho, incluindo fotos, poemas inéditos
e vários detalhes biográficos.

Perto de morrer, ao saber que você estava escrevendo uma


biografia de Maranhão Sobrinho, o pesquisador Jomar
Moraes pediu que você fizesse um livro que nos desse a
inteira história da vida de Maranhão Sobrinho. Você acha
que conseguiu?
O livro eu o dedico a Jomar Moraes referindo-me a este pedido feito
por ele. E concluo: “Ainda que não julgue haver atingido esse intento,
este livro é o maior tributo que rendo à sua memória”.

Como se deu a parceria com a editora Penalux? É o seu


primeiro livro por ela?
É o meu segundo livro pela editora Penalux. Quando apresentei o
projeto ano passado, os editores Tonho França e Wilson Gorj abraçaram
de imediato. Com a Penalux é sempre uma grande parceria.

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