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Balas para Crescimento

INFORMAÇÕES AO PACIENTE: Este medicamento deve ser mantido ao


alcance de crianças, adultos e idosos para ser usado sempre que necessário.

APRESENTAÇÃO: Pacote com 50 balas coloridas.

COMPOSIÇÃO: Cada bala contém ingredientes em grandes dosagens.

Amizade........................................mg de verdade

Amor..............................................mg incondicional

Beleza.............................................mg do coração

Esperança......................................mg de determinação

Fé....................................................mg da alma

Fraternidade.................................mg de compaixão

Humildade....................................mg de simplicidade

Companheirismo..........................mg de boas atitudes

Outras virtudes............................mg sem limites

INDICAÇÕES:

Bala rosa – traz para você a simpatia das pessoas à sua volta.

Bala branca – acalma a agitação e garante a paz.

Bala vermelha – combate o desânimo.

Bala verde – é vacina para quem estiver aborrecido e magoado.

Bala amarela – ajuda a pensar na solução de problemas.

Bala azul – acalma, reforça o bem-estar e o sossego.

CONTRA INDICAÇÕES: Pessoas egoístas e mesquinhas que não se dão a


oportunidade de mudar.

REAÇÕES ADVERSAS: Pode causar dependência. Durante o tratamento, o


paciente poderá apresentar sintomas de bem-estar e verificar que está se
tornando uma pessoa melhor.

POSOLOGIA: Crianças, ingerir uma bala diferente uma vez por dia. Adultos,
ingerir todas as balas duas vezes por dia.

VALIDADE: Agora e sempre.

1. Esse tipo de texto serve para:

a) ( ) instruir e informar.

b) ( ) instruir e divertir.

c) ( ) instruir e partilhar um sentimento.

d) ( ) instruir e divulgar algo.

2. No texto, a palavra COMPOSIÇÃO indica:

a) ( ) as situações contra indicadas no medicamento.

b) ( ) os componentes que fazem falta ao homem.

c) ( ) os elementos que formam o medicamento.

d) ( ) os produtos que causam aborrecimentos.

3. Quem pode usar esse medicamento?

a) ( ) Pessoas egoístas e mesquinhas.

b) ( ) Todas as pessoas.

c) ( ) Pessoas que não se dão a oportunidade de mudar.

d) ( ) Pessoas que querem viver melhor.

4. Como os adultos devem tomar essa medicação?

a) ( ) Ingerir três vezes ao dia, duas balas

b) ( ) Ingerir duas vezes ao dia uma bala

c) ( ) Ingerir uma bala , uma vez ao dia

d) ( ) Ingerir todas as balas, duas vezes ao dia

5. “Bala rosa – traz para você a simpatia das pessoas à sua volta”. Nessa
frase, as palavras em destaque indicam:

a) ( ) 1º pessoa.
b) ( ) 2ª pessoa.

c) ( ) 3ª Pessoa

d) ( ) 1ª e 2ª Pessoa

6. Que tipo de linguagem foi utilizada no texto?

a) ( ) coloquial

b) ( ) informal

c) ( ) regional

d) ( ) simples e formal

7. Texto ''A televisão''

(Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto)

A televisão

Me deixou burro

Muito burro demais

Oh! Oh! Oh!

Agora todas coisas

Que eu penso

Me parecem iguais

Oh! Oh! Oh!

O sorvete me deixou gripado

Pelo resto da vida

E agora toda noite

Quando deito

É boa noite, querida


Oh! Cride, fala pra mãe

Que eu nunca li num livro

Que o espirro

Fosse um vírus sem cura

Vê se me entende

Pelo menos uma vez

Criatura!

Oh! Cride, fala pra mãe!

A mãe diz pra eu fazer

Alguma coisa

Mas eu não faço nada

Oh! Oh! Oh!

A luz do sol me incomoda

Então deixa

A cortina fechada

Oh! Oh! Oh!

É que a televisão

Me deixou burro

Muito burro demais

E agora eu vivo

Dentro dessa jaula

Junto dos animais


Oh! Cride, fala pra mãe

Que tudo que a antena captar

Meu coração captura

Vê se me entende

Pelo menos uma vez

Criatura!

Oh! Cride, fala pra mãe!

Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985.

As estrofes 1 e 5 do texto acima permitem afirmar que a inteligência do sujeito


está, respectivamente, relacionada:

a) ao discernimento e à liberdade.

b) à liberdade e à emoção.

c) à memória e à informação.

d) à cognição e à leitura.

e) à violência e à ordem.

8. São Paulo gigante, torrão adorado

Estou abraçado com meu violão

Feito de pinheiro da mata selvagem

Que enfeita a paisagem lá do meu sertão

Tonico e Tinoco, São Paulo Gigante.

Nos versos da canção dos paulistas Tonico e Tinoco, o termo “sertão” deve ser
compreendido como

a) descritivo da paisagem e da vegetação típicas do sertão existente na região


Nordeste do país.

b) contraposição ao litoral, na concepção dada pelos caiçaras, que identificam o


sertão com a presença dos pinheiros.
c) analogia à paisagem predominante no Centro-Oeste brasileiro, tal como foi
encontrada pelos bandeirantes no século XVII.

d) metáfora da cidade-metrópole, referindo-se à aridez do concreto e das


construções.

e) generalização do ambiente rural, independentemente das características de


sua vegetação.

9.Música: "TREM-BALA"

Compositora: Ana Vilela

"Não é sobre ter

Todas as pessoas do mundo pra si

É sobre saber que em algum lugar

Alguém zela por ti

É sobre cantar e poder escutar

Mais do que a própria voz

É sobre dançar na chuva de vida

Que cai sobre nós

É saber se sentir infinito

Num universo tão vasto e bonito

É saber sonhar

E, então, fazer valer a pena cada verso

Daquele poema sobre acreditar

Não é sobre chegar no topo do mundo

E saber que venceu

É sobre escalar e sentir

Que o caminho te fortaleceu


É sobre ser abrigo

E também ter morada em outros corações

E assim ter amigos contigo

Em todas as situações

A gente não pode ter tudo

Qual seria a graça do mundo se fosse assim?

Por isso, eu prefiro sorrisos

E os presentes que a vida trouxe

Pra perto de mim

Não é sobre tudo que o teu dinheiro

É capaz de comprar

E sim sobre cada momento

Sorriso a se compartilhar

Também não é sobre correr

Contra o tempo pra ter sempre mais

Porque quando menos se espera

A vida já ficou pra trás

Segura teu filho no colo

Sorria e abrace teus pais

Enquanto estão aqui

Que a vida é trem-bala, parceiro

E a gente é só passageiro prestes a partir"

9- Qual é o significado da expressão "trem-bala" empregada no último


parágrafo da música?
10- “... É sobre saber que em algum lugar / Alguém zela por ti...”. Qual o
significado desta frase?

11 – O que quer dizer na frase: “É saber se sentir infinito / Num universo


tão vasto e bonito.”.

12 - Qual é a mensagem que a música nos traz? Comente.

Blecaute

“Sabia que a luz elétrica, no Brasil, existe apenas de uns 100 anos pra
cá?” Essa foi a pergunta que meu professor de violão clássico me fez no
meio de um blecaute demorado – culpa de um gerador queimado por
algum raio – que fez com que a aula tomasse outro andamento, totalmente
improvisado, mas não menos proveitoso.

Não. Eu nunca tinha pensado nisso. Assim como as crianças do século


XXI não sabem o que é viver sem computador, eu também já nasci
dependendo da luz elétrica para tudo o que faço. Não me imagino sem o
banho quentinho, o refrigerante gelado, o computador, o abajur e tantos
outros vícios de conforto que nem percebemos que só existem por causa
da eletricidade.

É certo que, em tempos de racionamento, lembramos o tempo todo de


reduzir seu consumo, mas, ficar totalmente sem ela, jamais. Duvido que
algum torcedor fanático deixe de acompanhar o Brasileirão no rádio ou na
televisão. Duvido também que no friozinho matinal alguém se atreva a
tomar um banho gelado. E eu, confesso, não deixo de ligar meu secador de
cabelo nem de usar a internet, e me recuso a sair com a roupa
amarrotada… A energia elétrica, realmente, é essencial.

Mas, além dos benefícios da luz, a pergunta do meu professor me fez


pensar em como as pessoas de 100 anos atrás viviam. Aposto que o que
parece impossível para nós elas tiravam de letra. A paciência e o tempo
eram muito maiores. E o romantismo também.

Para se mandar uma carta, era preciso escrever à mão, levar ao correio,
esperar, esperar, esperar até o destinatário receber, resolver responder, ir
ao correio, esperar outro tanto e, aí sim, descobrir o que ele pensou do que
você quis dizer. Hoje em dia, o assunto já estaria ultrapassado depois de
toda essa espera. E a falta de paciência e o excesso de ansiedade não mais
permitem esse luxo. Agora tudo é feito por e-mail, e, assim que ele é
enviado, já queremos receber a resposta.

Para se enxergar à noite, era necessário usar velas e lampiões. As


pessoas se recolhiam mais cedo, conversavam mais e passeavam sob a
luz da lua, sem medo da violência, que deve ter nascido na mesma época
da eletricidade.

Para se ouvir música, só se fosse ao vivo. Serenatas, saraus, bandas


na praça…Talvez por isso as pessoas de antigamente tinham mais aptidão
musical. Desde cedo eram incentivadas a “fabricar a música”, ao contrário
de hoje, em que já a encontramos pronta em qualquer estação de rádio.

Tudo é costume. Até alguns anos atrás, eu vivia perfeitamente sem


computador e celular. Agora, se passo um dia sem, me sinto assim. As
pessoas começaram a usar e se esqueceram da tranquilidade de uma noite
realmente escura.

Quando a luz finalmente voltou, minha aula já tinha acabado.


Reacostumar com a claridade foi bem mais difícil do que me adaptar à falta
dela. Os olhos arderam, as pessoas deixaram de ser espontâneas, o
romantismo das velas sumiu.

Talvez esses 100 anos de claridade noturna não tenham sido tão pouco
assim, já que foram suficientes para esquecermos o bem que a ausência
dela faz. O melhor é usar a desculpa do racionamento, apagar todas as
luzes e mudar o andamento da vida, antes que um clarão mais forte
ofusque, irreversivelmente, a nossa visão. E nos faça esquecer que o
improviso de uma vela pode iluminar bem mais…

(PIMENTA, Paula. “Apaixonada por palavras”. Belo Horizonte: Ed.


Gutenberg, 2015.)

Questões

1 – O texto acima é do gênero:

a) notícia

b) crônica
c) conto

d) artigo de opinião

Questão 2 – Quem narra o texto, também é personagem da história.


Identifique a passagem que comprova isso:

a) “E eu, confesso, não deixo de ligar meu secador de cabelo nem de usar
a internet […]”

b) “Para se mandar uma carta, era preciso escrever à mão […]”

c) “As pessoas começaram a usar e se esqueceram da tranquilidade de


uma noite […]”

d) “Os olhos arderam, as pessoas deixaram de ser espontâneas, o


romantismo das velas sumiu.”

Questão 3 – Aponte o fato que motivou a narrativa:

a) a pergunta feita pelo professor de violão clássico sobre a eletricidade.

b) o blecaute demorado na aula de música.

c) a comodidade proporcionada pela eletricidade.

d) o retorno da luz na aula de música.

Questão 4 – A autora do texto expõe uma opinião no fragmento:

a) “[…] culpa de um gerador queimado por algum raio […]”

b) “Assim como as crianças do século XXI não sabem o que é viver sem
computador […]”

c) “A energia elétrica, realmente, é essencial.”

d) “Para se enxergar à noite, era necessário usar velas e lampiões.”

Questão 5 – “Talvez por isso as pessoas de antigamente tinham mais


aptidão musical”. A que a autora do texto se refere?

R.

Questão 6 – No trecho “[…] mas, ficar totalmente sem ela, jamais.”, o


pronome “ela” substitui:
a) “a eletricidade”

b) “a televisão”

c) “a internet”

d) “a roupa amarrotada”

Questão 7 – Assinale a frase em que a locução destacada exprime a ideia


de tempo:

a) “Assim como as crianças do século XXI não sabem o que é viver sem
computador […]”

b) “[…] que só existem por causa da eletricidade.”

c) “Agora tudo é feito por e-mail, e, assim que ele é enviado […]”

d) “[…] não tenham sido tão pouco assim, já que foram suficientes para
esquecermos o bem […]”

PARTE GRAMATICAL

1. (Facens) Assinale a alternativa em que o verbo é transitivo direto.

a) Comprei um terreno e construí a casa.

b) Os guerreiros dormem agora.

c) O cego não vê.

d) João parece zangado.

2.Indique a única frase que não tem verbo de ligação:

a) o sol estava muito quente b) nossa amizade continua firme;

c) suas palavras pareciam sinceras; d) ele andava triste;

e) ele andava rapidamente.

3.Na praça deserta um homem caminhava - o sujeito é:

a) indeterminado;b) inexistente;c) simplesd) oculto por elipse;e) composto

4.a oração:”Anunciaram grandes novidades” - o sujeito é:


a) simples;b) composto;c) indeterminado;d) elíptico;e) inexistente;

5.“O toque dos sinos ao cair da noite era trazido lá da cidade pelo vento”.
O termo grifado é:

a) sujeito; b) objeto direto; c) objeto indireto; d) complemento nominal; e)


agente da passiva.

6.“Eu andava satisfeito com o mundo e comigo mesmo”, o período é:

a) simples; b) composto por coordenação; c) composto por subordinação;


d) composto por coordenação e subordinação;e) composto de duas
orações.

7.De acordo com o código, analise os termos em destaque das seguintes


orações:

OD – objeto direto

OI – objeto indireto

a – Eu acredito em você e não confio em boatos ( ).

b – Ganhamos a partida em tempo recorde ( ).

c – Desejamos-lhe sucesso nesta caminhada ( ).

d – Eu a vi saindo depressa ( ).

e – Continuas persistindo no erro ( ).

8.Os pronomes oblíquos funcionam sintaticamente como complementos


verbais. Partindo dessa prerrogativa, exercite seu conhecimento
substituindo as palavras destacadas por pronomes, de modo a tornar as
orações de acordo com a linguagem padrão. Em seguida, classifique-os
como objeto direto ou indireto:

a – Ame a vida e viva a vida intensamente.

b – Trouxe os presentes e entregarei os presentes amanhã.

c – Você foi vitorioso, por isto estamos aqui para cumprimentar você.

d – Espero ansioso por notícias, gostaria de receber as notícias hoje mesmo.

e – O livro já foi entregue ao professor, e na oportunidade gostaria de pedir o


livro novamente.