Você está na página 1de 8

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

PREVISÃO DE DEMANDA NO ESTALEIRO HELITEC

Anandra Santiago De Olieveira


Fabricio Ribeiro Seppe
Felipe Prestes Batista
Gabriel Do Nascimento Texeira
Joyce Rodrigues Pontes
Karllen Portela Correa
SUMÁRIO

1. PREVISÃO DE DEMANDA.....................................................................................2

1.1 ÁREAS DE PREVISÃO DE DEMANDA................................................................2

1.2 INFLUÊNCIAS SOBRE A PREVISÃO DE DEMANDA...........................................3

2. ESTALEIROS............................................................................................................3

2.1 CINCO OBJETIVOS COMPETITIVOS DE UM ESTALEIRO.................................3

2.1 CAPACIDADE PRODUTIVA DE UM ESTALEIRO..................................................4

2.3 TÉCNICAS DE PREVISÃO DE DEMANDA EM ESTALEIROS..............................5

3. PRODUÇÃO NAVAL EM MANAUS.........................................................................6

3.1 ESTUDO DE CASO: HELITEC ESTALEIRO..........................................................7

3.2 DEMANDA DE PRODUÇÃO NO ESTALEIRO HELITEC.......................................7


1. PREVISÃO DE DEMANDA

Definição: é a avaliação, baseada nos precedentes e no que há atualmente, de


eventos futuros, utilizada para fins de planejamento.

 É a base para:

– Planejamento da compra de produtos e serviços;

– Planejamento da produção de produtos e serviços;

– Planejamento das vendas de produtos e serviços;

– Planejamento financeiro;

 Planejamento de recursos humanos. É motivada por:

– Busca por eficiência nos planejamentos a curto, médio ou longo prazo;

– Busca por eficiência nos relacionamentos de mercado com clientes;

– Busca por eficiência nos relacionamentos de mercado com empresas


contratadas e contratantes;

– Busca por eficiência nos relacionamentos internos entre os setores da


empresa.

1.1 ÁREAS DE PREVISÃO DE DEMANDA

 Comunicação com o mercado:


- Informações quanto aos clientes;
- Informações quanto aos fornecedores.
 Influência sobre a demanda:
- Negociação quanto às demandas já manifestas;
- Realização de promoções;
- Realização de propagandas.
 Prazos:
- Adaptação visando alto desempenho;
- Geração de confiabilidade.
 Priorização e alocação:
- Definição de graus de importância;
- Definição do momento e da quantidade certa de acordo com grau de
importância.

1.2 INFLUÊNCIAS SOBRE A PREVISÃO DE DEMANDA

■ É influenciada por:
– Condições de mercado;
– Época: datas comemorativas, períodos climáticos, períodos de grandes
eventos, períodos de “booms” de demanda;
– Local: Características físico-geográficas (Relevo, clima, flora);
– Características culturais (Costumes, tradições, aceitabilidade,
marketing.

2. ESTALEIROS
É considerado o local onde se constroem, se guardam ou se desenvolvem
reparações em embarcações ou seus derivados

2.1 CINCO OBJETIVOS COMPETITIVOS DE UM ESTALEIRO

1. Preço/custo: Em um estaleiro os maiores custos diretos estão na grande


quantidade de matéria-prima necessário, aos equipamentos caros e também da
grande quantidade de mão-de-obra empregada. Já os custos indiretos estão
relacionados à produtividade geral, englobando mão-de-obra, equipamentos e
processos, mas não se fixando apenas nestes. Estaleiros que obtém sucesso
são aqueles que consegue enxugar sua produção de gargalos, reduzindo ao
máximo estoques e, portanto, conseguindo oferecer um preço competitivo no
mercado.
2. Velocidade: A velocidade está ligada ao tempo entre o pedido do armador e a
entrega da embarcação. Para se obter competitividade neste quesito é preciso
conhecer os lead times internos e externos do estaleiro, reduzir estoques
intermediários no processo, conhecer e reduzir o tempo perdido com atividades
que não agreguem valor ao produto, como movimentação de material e pessoal
dentro do estaleiro, atingido com a redução das distâncias entre processos
consecutivos.
3. Confiabilidade: A confiabilidade de um estaleiro está ligada principalmente ao
atendimento do prazo de entrega da embarcação. Outro ponto extremamente
importante é a segurança, uma vez que em estaleiros ocorrem processos
perigosos, se tornando essencial adotar medidas para se garantir a integridade
do pessoal, dos equipamentos e dos bens produzidos. Para atacar este quesito
um estaleiro deve conhecer seu tempo de atraso médio, seus lead times e
percentual de entregas no prazo e buscar otimizar estes fatores.
4. Qualidade: Um estaleiro de qualidade é aquele que entrega embarcações
confiáveis, sem defeitos e que atenda as especificidades do armador. Para isso é
preciso conhecer a qualidade comparada a concorrência, manter uma
comunicação saudável com o armador, para garantir que seus requisitos estejam
de fato sendo cumpridos, além de estudar o número de reclamações, observar a
taxa de retenção de clientes e atingir as metas preestabelecidas.
5. Flexibilidade: É essencial que um estaleiro seja flexível o suficiente para que
atenda aos requisitos específicos de cada armador mantendo a produtividade,
uma vez que esta será a flexibilidade percebida pelos clientes do estaleiro. Outro
ponto essencial para um estaleiro é ser flexível quanto aos tipos de embarcação
que este produz, uma vez que o mercado é cíclico e imprevisível, é importante
que este seja capaz de se adaptar às demandas e assim se manter saudável no
longo prazo.

2.1 CAPACIDADE PRODUTIVA DE UM ESTALEIRO

A capacidade produtiva é o valor máximo que define a saída do processo


produtivo por unidade de tempo. Para pequenas empresas esse tempo é geralmente
o dia. Logo, a capacidade de produção desta empresa seria a quantidade de peças
que ela consegue produzir por dia. Para determinar a capacidade, deve-se primeiro
saber a forma de medi-la, considerando os aspectos da empresa.
Num estaleiro essa capacidade de produção é medida em toneladas,
expressa geralmente em toneladas de aço processado no ano. Há quatro formas de
determinar a capacidade do estaleiro: Saída de jato, saída de corte, saída de blocos
e peso leve das embarcações.
Quanto mais rápido é realizado o processo ou saída de um produto de uma
máquina onde se deseja medir o processamento, menor deve ser a tomada de
tempo deste produto. Numa máquina de jato e corte saem uma grande quantidade
de aço por um determinado período de tempo, logo é aconselhável medir estes por
semana ou mês. Com objetivo de obter um melhor controle sobre a quantidade de
aço processado, cada estaleiro adota sua medida para calcular a sua capacidade
dependendo de sua necessidade. Visto que vários fatores são levados em conta.
Um deles é o porte do estaleiro (pequeno, médio ou grande), demanda de
embarcações, tipos de embarcações construídas, etc.
De maneira geral, a capacidade de produção é definida como o máximo nível
de valor adicionado em determinado período de tempo. Em um estaleiro, a prática
comum é que este valor seja expresso em t/ano ou em CGT/ano. A primeira unidade
geralmente se refere a capacidade da área de edificação ou da oficina de montagem
e costuma ser inapropriada para comparar a capacidade de produção entre
estaleiros que constroem embarcações de diferentes níveis de sofisticação, sendo a
segunda
mais apropriada e elegante.
A produtividade é definida como a razão entre as saídas geradas e as
entradas
consumidas. A indústria de construção naval é intensiva em mão de obra, sendo o
homem-hora um dos principais recursos consumidos. Desta forma, a prática comum
é que a produtividade de um estaleiro seja representada em t/hh ou CGT/hh.

2.3 TÉCNICAS DE PREVISÃO DE DEMANDA EM ESTALEIROS

 MRP -> MRP I (Material Requirements Planning) permite que as empresas


calculem quantos materiais de determinado tipo são necessários e em que
momento. Para fazer isso, ele utiliza os pedidos em carteira, assim como uma
previsão para os pedidos que a empresa acha que irá receber. O MRP
verifica, então, todos os ingredientes ou componentes que são necessários
para completar esses pedidos, garantindo que sejam providenciados a tempo.
É um sistema que ajuda as empresas a fazerem cálculos de volume e tempo
similares a esses, mas numa escala e grau de complexidade muito maiores.

 MRP II -> MRP II (Manufacturing Resources Planning) permite que as


empresas avaliem as implicações de demanda futura nas áreas financeira e
de engenharia, assim como as necessidades de materiais. Como resultado, o
MRP oferece a documentação que converterá as necessidades do mercado
em uma linguagem que possa ser entendida pela produção. Serão, portanto,
geradas listas de materiais, ordens de produção, etc.
 ERP-> ERP (Enterprise Resource Planning), é um sistema de informação que
integra todos os dados e processos de uma organização em um único
Sistema. A integração pode ser vista sob a perspectiva funcional e sob a
perspectiva sistêmica. Os ERPs em termos gerais, são softwares
desenvolvidos para integrar os diversos departamentos de uma empresa,
possibilitando a automação e armazenamento de todas as informações de
negócios.

Num estaleiro, as ferramentas de gestão são imprescindíveis para o seu


crescimento, fazendo com que o impacto de suas implementações seja
demasiadamente positivo. O MRP em um estaleiro fornece a lista de materiais para
a construção da embarcação, assim como o gerenciamento do estoque e o
cronograma detalhado da estrutura do projeto. O MRP II trabalha com o controle de
qualidade do projeto da embarcação, as finanças e o marketing do estaleiro e a
previsão da demanda dos produtos. O ERP é mais global e trabalha na relação do
estaleiro com o cliente, a cadeia de suprimentos do estaleiro, gestão de projetos e a
integração de todos os setores da empresa.

3. PRODUÇÃO NAVAL EM MANAUS

O estudo do planejamento e programação da produção nos setores naval e


náutico dentro da literatura brasileira e mundial ainda é escasso. Geralmente é
restrito a alguns resultados para produção de embarcações de grande porte.
3.1 ESTUDO DE CASO: HELITEC ESTALEIRO

O Estaleiro Helitec, fundado 1992, está a mais de 25 anos atuando no


seguimento naval no norte do país, nos tornando hoje uma referência neste
seguimento. Está localizado no município de Manaus, estado do Amazonas, na
margem esquerda do Rio Negro. Possuem uma área total de 80.000 metros
quadrados. Tem atualmente a capacidade de processamento de 500 toneladas de
aço por mês. No portfólio da empresa, há diversos modelos de embarcação:
rebocador portuário, base flutuante, lancha, ainda empurradores fluviais.

3.2 DEMANDA DE PRODUÇÃO NO ESTALEIRO HELITEC

Não são definidos parâmetros fixos, pois as demandas de produção na região


são temporárias e variáveis. No estaleiro HELITEC, ao concretizar o pedido de
compra do cliente, a ordem é enviada ao programador de produção. Assim, as
demandas variam conforme a quantidade a ser produzida e ao modelo de
embarcação requerida.
Para gestão de demandas, estão investindo nas áreas comerciais (marketing e
vendas) e planejamento, em conjunto. Visto que se a gestão fica por conta somente
da área comercial, em alguns casos, existe a manipulação de previsão de
superestimar para induzir uma grande produção e garantir a disponibilidade de
produtos finais para venda ou de subestimar para que as vendas reais ultrapassem
as previsões. Se a gestão fica por conta somente da área de planejamento, as
previsões são feitas apenas com dados históricos de pedidos.