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UNISINOS - ARQ & URB - 2018/2

PROFESSOR MS. LUÍS FERNANDO DA LUZ


ANA LETÍCIA REBELLATTO E RAFAELA SPRANDEL

PRÁTICAS URBANAS I
TERRENO
O terreno está localizado na Universidade do Vale
do Rio dos Sinos, em São Leopoldo, mais precisamente
no Centro C da Escola Politécnica. Possui formato re-
tangular e eixos que seguem o padrão ortogonal da
Universidade. Possui vegetação bem diversicada, com
espécies de vários tipos e tamanhos.
O espaço serve como transição entre blocos dos
edifícios, circulação de pessoas e descanso. Entretan-
to, ele apresenta pouca utilização, devido a falta de
espaços confortáveis de lazer que convidem os usuá-
rios a permanecer no local. Integra-se com os blocos de salas de Apresenta um desnível na lateral Os espaços de estar se integram
aula e conveniência do Centro C que leva à escadaria com a vegetação do lugar

Pedras históricas do Memorial da O pergolado cria um pequeno A geodésica e o pórtico são ele-
Unisinos dispostas no gramado do espaço de estar para os usuários mentos que remetem os cursos da
terreno do centro C Escola Politécnica

Mapa da localização do terreno na Unisinos


FORÇAS FRAQUEZAS

Boa localização Pouca iluminação


Grande circulação de Densa vegetação
pessoas Falta de espaços de la-
Eixos bem definidos zer/estar

OPORTUNIDADES AMEAÇAS

Memorial Possível utilização do


Terreno plano com incli- espaço para outra fina-
nação na parte oeste lidade
Localizado no centro do Principal eixo de circu- Densa vegetação na área Geodésica e pórtico Eixo de circulação e vege-
Centro C lação tação
CONCEITO E DIRETRIZES INFÂNCIA

Casa na árvore NATUREZA


Criar estruturas elevadas do chão com o intuito de
gerar espaços cobertos para lazer e estar em meio as ACONCHEGO
árvores.
SEGURANÇA
VISUAIS

CONFORTO
ABRIGO

Escadas metá-
Estrutura que
licas,
serve
colocadas em
como cober-
pontos
tura e em
com maior
alguns pontos
fluxo de
como
pessoas. Forma
passarela;
linear;

Vista Anfiteatro
para as centralizado.
árvores, Arquibancadas
através também
de um servem
bloco de degraus e
suspenso tomam a
no desní- forma deseja-
vel do da;
terreno;
REFERÊNCIAS PROJETUAIS E PAISAGÍSTICAS

Pavilhão Brasileiro Concurso de Design de Passarelas para Pe- Bicycle Snake River Quay
Studio Arthur Casas e Ate- destres / DISSING+WEITLING Archi- Anna Bligh
lier Marko Brajovic LEA Invent tecture Austrália
EXPO MILÃO 2015 Istambul, Turquia Dinamarca 2011
2011 2014
O nível elevado do pavi- É um restaurante localizado à beira de um rio da
lhão é composto por uma A passarela está localizada em um dos bair- A ideia do projeto foi dividir região, que com a presença de um pequeno an-
espécie de rede, causan- ros mais movimentados de Istambul e abran- o espaços entre pedestres fiteatro, permite aos clientes prestigiarem a vista
do uma sensação de inte- ge os cruzamentos mais importantes do mo- e ciclistas, e incentivar mais do local. O desenho da arquibancada mistura
gração aos ambientes. vimento de veículos e pedestres na região, pessoas a adotar a bicicle- pavimento com o desnível do local, criando uma
conectando os pontos de maior fluxo. ta como meio de transpor- integração da obra com a natureza.
te.

Referências de Mobiliário

Mobiliário estar coberto Geodésica/ banco Mobiliário estar aberto Mirantes Cobertura Circulação
Nível 1- Esc 1/200
IMPLANTAÇÃO

2 6

O traçado orgânico garan-


te personalidade ao projeto, Legenda
quando comparado com as Os eixos levam a pontos
linhas ortogonais do campus. 1 Caminho que concecta os blocos C02, C04 e a Galeria Tubo ao Espaço; importantes do local, como a
O desenho apresenta continui- 2 Espaço de estar e descanso com mobiliário “rede balanço” que garantem confor conexão entre os blocos C02,
dade, fluidez e leveza, dividin- to aos ususários; C04 e C05, à escadaria e ao
do os espaços de maneira sim- 3 Espaço de estar e descanso, com mobiliário inspirado em elementos da Escola Po anfiteatro. O memorial das
ples e delicada. Os espaços litécnica; ruínas da antiga Unisinos foi dis-
de estar são delimitados pela 4 Circulação que concetca o espaço ao C05, serve para a Exposição de Arte e posto no principal espaço de
circulação, que em alguns também um estar coberto; circulação, seguindo o dese-
pontos do trajeto desenvolve 5 Memorial Unisinos, onde as pedras histórias são dispostas conforme o caminho nho proposto, para que, dessa
mais de uma função (como segue; forma, seja observado por
circulação e galeria de arte). 6 Anfiteatro localizado na parte de maior desnível do terreno. todos que passam pelo local.
IMPLANTAÇÃO
Nível 2
Esc 1/200

3
2

Legenda
1 Rampa que leva à estrutura superior
Espaço de estar e descanso, e mirante
2 Uma rampa e uma escada dão acesso à estrutura, localizados em lados. Espaços de
estar com mobiliário são compostos nos extremos desse elemento. Um guarda-corpo envol- O segundo nível foi pensado como um
ve toda a estrutura para garantir a segurança e também permitir que os usuários possam lugar para passar o tempo e descansar, po-
desfrutrar da vista. dendo estar integrado à natureza sem perder
3 Espaço de estar e descanso a privacidade. Dessa forma, foi projetada
4 Circulação que concetca os extremos da estrtura também serve para uma estrtura curva de metal e madeira, que
estar e permite boa vizualização do térreo segue a linha dos caminhos no primeiro nível.
IMPLANTAÇÃO
Cobertura
Esc 1/200

Referêcia cobertura
Este último elemento tem como objetivo dar
Legenda vida ao coração do projeto, onde através de
uma cobertura com ripas de madeira é possí-
1 Cobertura que protege o espaço de estar vel enfatizar o conceito de casa na árvore,
um lugar de descanso, abrigo, elevado do
criado na estrutura superior
chão e coberto.
LEVANTAMENTO DA VEGETAÇÃO 7 Ingá (Ingazeiro) 15 Cinnamomum verum (Caneleira) ILUMINAÇÃO
Cassia ferruginea (Chuva de ouro) 16 Eugenia brasiliensis (Grumixama)
8 Balizadores
1 Peltophorum dubium (Canafístula) Spots (estrutura superior)
9 Handroanthus albus (Ipê amarelo) 17 Hibiscus rosa-sinensis (Mimo de vênus)
2 Jacaranda mimosifolia (Jacarandá 18 Magnolia liliflora (Magnólia)
mimoso) 10 Lagerstroemia indica (Extremosa)
19 Rhododendron simsii (Azalea)
3 Callistemon viminalis (Calistemosa) 11 Wisteria (Glicínia) PAVIMENTAÇÃO
Russelia equisetiformis (Flor de Coral)
20 Jasminum mesnyi (Jasmim amarelo)
4 12 Ceiba speciosa (Paineira) Grama
Delonix regia (Flamboyant)
21 Senna macranthera (Manduirana)
5 13 Carya illinoinensis (Noz pecan) Concreto
Schizolobium parahyba (Guapuruvu)
22 Brugmansia suaveolens (trombeta) Piso Tátil
6 14 Psidium cattleyanum (Araçá)
CORTES

CORTE AA
ESC 1/200

Cobertura de madeira
Pilar metálico

Guarda-corpo metálico perfurado

Estrutura metálica e madeira

CORTE BB Degraus de Concreto


ESC 1/200 Grama entre degraus

SEGMENTO CORTE AA
ESC 1/75

DETALHAMENTOS
Acabamento
em madeira
Luz de LED Guarda-corpo Ripas de madeira
Estrutura metálica
Metal perfurado Piso de madeira
Ripas de madeira
Estrutura metálica
Piso de madeira Estrutura metálica
Estrutura metálica

DET. 1 DET. 2 DET. 3 DET. 4


GUARDA-CORPO FIXAÇÃO GUARDA-CORPO COBERTURA RIPADA FIXAÇÃO DAS RIPAS
ESC ESC ESC ESC
A conexão principal entre os
prédio do bloco C com a es-
cadaria eva ao “redondo”,
através de uma caminho
sinuoso que dá acesso à es-
trutura tanto pela escada
quanto pela rampa. Este
mesmo caminho também faz
ligação da Galeria Tubo e o
Bloco C02 com o ambiente
externo.

Em sua extensão estão dis-


postas as ruínas da antiga
sede da Unisinos, sobre
placas metálicas iluminadas,
que dão destaque ao memo-
rial.
Ambiente agradável elevado,
em meio às árvores com mobiliá-
rio apropriado para estudar,
passar um tempo durante o inter-
valo, descansar e comer algo. É
um espaço mais reservado e ao
mesmo tempo, está integrado à
vegetação do térreo. Além disso,
permite aos usuários uma vista
dos blocos do Centro C.
Espaço externo com mobiliario
que se apropria dos antigos ele-
mentos da praça, como a Geo-
désica. Possui contato direto
com a área coberta pela estru-
tura, criando um novo ambien-
te que pode servir de transição
entre blocos, estar, e até
mesmo uma extensão da Gale-
ria. No nível superior é possível
apreciar as visuais das curvas
da passarela.

O anfiteatro é composto por uma


arquibancada formada por
blocos que se adaptam ao desní-
vel do terreno, e um palco que
tem acesso tanto pela escada
quando por uma rampa lateral.
Acima, a estrutura avança sobre
o desnível, e cria um ambiente
coberto com um mobiliário con-
fortável voltado para o estar e
descanso. Além disso, o espaço
protege parcialmente o anfitea-
tro e serve como um mirante,
onde é possível apreciar a vista
do campus.
Na chegada ao setor da escola politécnica, após subir a escadaria e
passar pelo anfiteatro, é possível avistar o espaço destinado ao memorial
ao longo do percurso. Á direita o visitante encontra um conjunto de mobili-
ários confortáveis para descanso e em seguida a extensa rampa que leva
a estrutura elevada, que possui outros ambientes para descanso e bate-
-papo em meio a natureza.