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Raciocínio

Lógico
Princípio de Regressão ou Reversão Associa-se este tipo de raciocínio
aos diagnosticistas e detetives, etc.
Em estatística, regressão é uma técnica que
permite explorar e inferir a relação de uma Método dedutivo é a modalidade
variável dependente (variável de resposta) com de raciocínio lógico que faz uso da dedução para
variáveis independentes específicas (variáveis obter uma conclusão a respeito de
explicatórias). determinada(s) premissa(s).

A análise da regressão pode ser usada como um A indução normalmente se contrasta à dedução.
método descritivo da análise de dados (como, por
exemplo, o ajustamento de curvas) sem serem Essencialmente, os raciocínios dedutivos se
necessárias quaisquer suposições acerca dos caracterizam por apresentar conclusões que
processos que permitiram gerar os dados. devem, necessariamente, ser verdadeiras caso
todas as premissas sejam verdadeiras se o
Regressão designa também uma equação raciocínio respeitar uma forma lógica válida.
matemática que descreva a relação entre duas ou
mais variáveis. Partindo de princípios reconhecidos como verda
deiros (premissa maior), o pesquisador
O método de estimação mais amplamente estabelece relações com uma segunda
utilizado é o método dos mínimos quadrados proposição(premissa menor) para, a partir de
ordinários. raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que
propõe (conclusão).
Os principais problemas que devem ser
enfrentados em uma regressão são: O que é uma dedução?
multicolinearidade, heteroscedasticidade, autocorr
elação, endogeneidade e atipicidade. Uma dedução é uma espécie de argumento no
qual a forma lógica válida garante a verdade da
Lógica Dedutiva conclusão se as premissas forem verdadeiras.
Por exemplo: Temos duas premissas verdadeiras:
Em lógica, pode-se distinguir três tipos
de raciocínio lógico: dedução, indução e abdução. "P1:Todos os homens são mortais"
Dada uma premissa, uma conclusão, e "P2:Sócrates é homem"
uma regra segundo a qual a premissa implica
a conclusão, eles podem ser explicados da
Agora apresentemos uma forma lógica válida:
seguinte forma:
"TODO x é y.
z é x.
 Dedução corresponde a determinar a conclusão.
Logo, z é y"
Utiliza-se da regra e sua premissa para chegar a
uma conclusão. Exemplo: "Quando chove, a
grama fica molhada. Choveu hoje. Portanto, a Veja que as duas premissas obedecem a uma
grama está molhada." É comum associar forma lógica válida. Se a conclusão for "Logo,
os matemáticos com este tipo de raciocínio. Sócrates é mortal (Logo, z é y)", então temos uma
dedução.
 Indução é determinar a regra. É aprender
a regra a partir de diversos exemplos de como É comum definir erroneamente que na dedução
a conclusão segue da premissa. Exemplo: "A inferimos uma conclusão particular de premissas
grama ficou molhada todas as vezes em que gerais (o famoso do geral para o particular). Isto é
choveu. Então, se chover amanhã, a grama ficará falso. Esse tipo de pensamento existe porque
molhada." É comum associar os cientistas com muitas pessoas só conhecem UM tipo de
este estilo de raciocínio. dedução.

 Abdução significa determinar a premissa. Usa-se "TODO x é y.


a conclusão e a regra para defender que z é x.
a premissa poderia explicar a conclusão. Logo, z é y"
Exemplo: "Quando chove, a grama fica molhada.
A grama está molhada, então pode ter chovido."

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O problema é que existem deduções cujas Exemplo simples
premissas maiores são iniciadas por condicionais
e não partem necessariamente de premissas Um exemplo de um argumento dedutivo:
gerais, como os modus tollens e ponens: 1. Todos os homens são mortais.
2. Sócrates é um homem.
Modus ponens: 3. Portanto, Sócrates é mortal.
"Se P, então Q.
P. A primeira premissa afirma que todos os objetos
Portanto Q." classificados como "homens" têm o atributo
"mortal". A segunda premissa afirma que
Modus tollens: "Sócrates" é classificado como um "homem" - um
"Se P, então Q. membro do conjunto de "homens". A conclusão
Q é falso. afirma então que "Sócrates" tem de ser "mortal"
porque ele herda esse atributo de sua
Logo, P é falso." classificação como um "homem".

Exemplo de modus ponens que não parte de Lei do desapego


premissas gerais: "Premissa 1:Se Lula nasceu em
Caetés, nasceu em Pernambuco. Premissa 2:Lula
A lei do desapego (também conhecida como
nasceu em Caetés. Conclusão:Logo, Lula nasceu
Modus Ponens) é a primeira forma de raciocínio
em Pernambuco."
dedutivo. Uma única instrução condicional é feita,
e uma hipótese (P) é indicado. A conclusão (Q) é
Raciocínio dedutivo então deduzida da premissa. A forma mais básica
é listada abaixo:
O raciocínio dedutivo, também chamado de lógica
dedutiva ou dedução lógica ou até mesmo, 1. P → Q (instrução condicional)
informalmente, a lógica "top-down", é o processo 2. P (hipótese prevista)
de raciocínio a partir de uma ou mais afirmações 3. Q (conclusão deduzida)
(premissas) para chegar a uma certa conclusão
lógica.
No raciocínio dedutivo, podemos concluir Q a
partir de P usando a lei do desapego. No entanto,
O raciocínio dedutivo liga afirmações (ou
se a conclusão (Q) é dada em vez de a hipótese
premissas) com conclusões. Se todas as
de (P), então não há nenhuma conclusão
premissas são verdadeiras, com termos claros
definitiva.
(não ambíguos), e as regras da lógica dedutiva
são seguidas corretamente, então a conclusão é
O seguinte é um exemplo de um argumento
necessariamente verdade.
usando a lei do desapego na forma de uma
premissa “se”:
O raciocínio dedutivo (lógica top-down) contrasta
com o raciocínio indutivo (lógica de baixo para
cima – ou bottom-up) da seguinte forma: No 1. Se um ângulo satisfaz 90 °< A <180 °,
raciocínio dedutivo, a conclusão é obtida pela então A é um ângulo obtuso.
aplicação das regras gerais que mantêm sobre a 2. A = 120 °.
totalidade de um domínio fechado de discurso, 3. A é um ângulo obtuso.
estreitando a faixa em consideração até que reste
apenas a conclusão. Uma vez que a medida do ângulo A é maior do
que 90 ° e menor que 180 °, pode-se deduzir que
No raciocínio indutivo, a conclusão é atingida por A é um ângulo obtuso.
generalização ou extrapolação a partir de
informações iniciais. Como resultado, a indução Lei do silogismo
pode ser usada até mesmo em um domínio
aberto, aquele em que há incerteza. Note, porém, A lei do silogismo leva duas premissas
que o raciocínio indutivo mencionado aqui não é o condicionais e forma uma conclusão, combinando
mesmo que a indução utilizada em provas a hipótese (premissas) com a conclusão. Assim:
matemáticas - Indução Matemática é na verdade
uma forma de raciocínio dedutivo. 1. P→Q

3
2. Q→R
3. Por isso, P→ R. O seguinte é um exemplo de um argumento que é
válido, mesmo que não soe:
Por exemplo:
1. Todo mundo que come cenouras é um
1. Se Larry está doente, então ele vai estar zagueiro.
ausente. 2. João come cenouras.
2. Se Larry está ausente, então ele vai 3. Portanto, João é um zagueiro.
perder a sua escola.
3. Portanto, se Larry está doente, então ele No exemplo acima a primeira premissa é falsa -
vai perder a sua escola. há pessoas que comem cenouras e não são
zagueiros - mas a conclusão deve ser verdadeira,
Deduzimos a conclusão, combinando a hipótese desde que as premissas sejam verdadeiras (ou
da primeira premissa com a segunda premissa. seja, é impossível que as premissas sejam
Este é um exemplo da propriedade transitiva na verdadeiras e a conclusão falsa).
matemática. A propriedade transitiva às vezes é
formulada da seguinte forma: Portanto, o argumento é válido, mas não parece.
Generalizações são muitas vezes utilizados para
1. A = B. fazer argumentos inválidos, como "Todo mundo
2. B = C. que come cenouras é um zagueiro." Nem todo
mundo que come cenouras é um zagueiro,
3. Portanto A = C.
provando assim a falha de tais argumentos.
Lei da contrapositiva
Neste exemplo, a primeira declaração usa o
raciocínio categórico, dizendo que todos os
A lei da contrapositiva que, em uma condicional, comedores de cenoura são definitivamente
se a conclusão é falsa, então a hipótese deve ser quarterbacks.
falsa também. A forma geral é a seguinte:
Esta teoria do raciocínio dedutivo - também
1. P → Q. conhecida como lógica de termos - foi
2. ~ Q. desenvolvida por Aristóteles, mas foi substituída
3. Portanto, podemos concluir ~ P pela lógica proposicional (sentencial) e lógica de
(~Q→~P). predicados.

Por exemplo: O raciocínio dedutivo pode ser contrastado com o


raciocínio indutivo, no que diz respeito à validade.
1. Se estiver chovendo, então há nuvens no No raciocínio indutivo, embora as premissas
céu. sejam verdadeiras e o argumento é "válido", é
2. Não há nuvens no céu. possível que a conclusão seja falsa.
3. Assim, não está chovendo.
Educação
Validade O raciocínio dedutivo é geralmente considerado
como uma habilidade que se desenvolve sem
qualquer ensino formal ou de formação. Como
Argumentos dedutivos são avaliados em termos
resultado dessa crença, habilidades de raciocínio
de sua validade e solidez.
dedutivo não são ensinados nas escolas
Um argumento é válido se for impossível para as
secundárias, onde se espera que os alunos usem
suas premissas serem verdadeiras, enquanto a
o raciocínio com mais frequência e em um nível
sua conclusão é falsa. Em outras palavras, a
superior. É na escola, por exemplo, que os alunos
conclusão deve ser verdadeira se as premissas
tem uma introdução abrupta de provas
são verdadeiras.
matemáticas - que dependem muito de raciocínio
dedutivo. Alguns instituições de nível superior
Um argumento é válido se ele é válido e as oferecem nas grades de seus cursos a matéria.
premissas são verdadeiras. É possível ter um
argumento dedutivo que é logicamente válido,
mesmo que não pareça ser ao ouvir. Argumentos
falaciosos muitas vezes tomam esta forma. Argumentativa

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A teoria da argumentação, ou simplesmente objetivos dos participantes nos diferentes tipos de
argumentação, é o estudo interdisciplinar de diálogos.
como conclusões podem ser alcançadas através
do raciocínio lógico; ou seja, argumentar é afirmar  Identificar as premissas de que as
algo, seguramente ou não, baseado conclusões são derivadas.
em premissas. Isso inclui as artes e as ciências
do debate civil, o diálogo, o bate-papo e
 Estabelecer o "ônus da prova" –
a persuasão.
determinar quem fez a afirmação inicial e,
portanto, quem é o responsável por prover
Engloba o estudo das regras de inferência, evidencias que tornam a sua posição digna de
da lógica e das regras de procedimento, tanto em aceitação.
cenários artificiais quanto no mundo real. A teoria
da argumentação inclui o debate e anegociação,
 Para o responsável pelo "ônus da prova",
das quais possuem interesse em alcançar
o advogado, para combinar evidências de sua
conclusões mutuamente aceitáveis. Também
posição a fim de convencer ou forçar a aceitação
engloba o diálogo erístico, o ramo do debate
do oponente. O método pelo qual isso é isto é
social em que a vitória sobre um oponente é o
feito é produzir um argumento válido, sólido e
objetivo principal. Esta arte e ciência é com
convincente, desprovido de fraquezas e não
frequência o meio por qual algumas pessoas
facilmente atacado.
protegem suas crenças ou seus interesses num
dialogo racional, em linguagem comum, e durante
o processo de defender suas idéias.  Em um debate, o cumprimento do ônus
da prova cria um ônus da tréplica. O sujeito deve
A Argumentação é usada na advocacia, por tentar identificar falhas no raciocínio no
exemplo em tribunais, para provar ou refutar a argumento do oponente, para atacar as
validade de certos tipos de evidências. Além razões/premissas do argumento, para
disso, estudiosos da teoria da argumentação fornecer contra exemplos se possível, para
estudam as razões post hoc (após o ato identificar alguma falácia, e para mostrar por que
concluído) mediante as quais um indivíduo pode uma conclusão não pode ser derivada das razões
justificar decisões que originalmente poderiam ter apresentadas pelo seu argumento.
sido realizadas de forma irracional.
Estrutura interna dos argumentos Normalmente
Motivações um argumento possui uma estrutura interna,
compreendendo o seguinte:
Desde a antiguidade, a argumentação tem sido
1. Conjunto de pressupostos ou premissas
objeto de interesse de todas as áreas em que se
pratica a arte de falar e escrever de forma 2. Um método de raciocínio ou dedução e
persuasiva. Nos dias de hoje, o estudo da 3. Uma conclusão ou ponto.
argumentação tem recebido atenção devido à
grande influência que os meios de Um argumento deve ter pelo menos duas
comunicação têm sobre a sociedade. Esta premissas e uma conclusão. Frequentemente
influência se manifesta na abordagem de a lógica clássica é usada como o método de
estratégias argumentativas para convencer o raciocínio em que a conclusão é inferida
público sobre certos valores e idéias. logicamente dos pressupostos. Um desafio é que
se um conjunto de pressupostos é inconsistente,
Exemplos disso são os discursos argumentativos então nada pode ser inferido logicamente
relacionados com a publicidade e com o da inconsistência. Por isso é comum exigir que o
pensamento político. Assim, então, a principal conjunto de pressupostos apresentado seja
motivação do estudo da argumentação (por parte consistente.
dos argumentadores) consiste em descobrir se o
argumento apresentado éverossímil, ou seja, se o É também uma boa prática exigir que o conjunto
objeto da argumentação está disposto a aceita-la. de pressupostos ser o minimo possível, com
relação ao conjunto de inclusão, necessário para
Componente Chave Da Argumentação inferir o consequente. Tais argumentos são
chamados argumentos MINCON, abreviação para
mínimo consistente. Esse tipo de argumentação
 Entender e identificar argumentos, tem sido aplicada para os campos do direito e
estando eles explícitos ou implícitos, e os

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da medicina. Uma segunda escola de Rorty tinha chamado esta mudança de enfase de
argumentação investiga argumentos abstratos, "a virada linguística".
onde o argumento em si é considerado um termo
primitivo, por isso nenhuma parte da estrutura Nesta nova abordagem de argumentação híbrida
interna dos argumentos é levada em conta. é usada com ou sem evidência empírica para
estabelecer conclusões convincentes sobre
Na sua forma mais comum, a argumentação problemas que são de natureza moral, científica,
envolve um indivíduo e um interlocutor ou um epistêmica, ou de uma natureza que a ciência
oponente engajado em um dialogo, cada um sozinha não pode responder.
defendendo diferentes posições e tentando
convencer o outro. Outros tipos de diálogos em Fora do pragmatismo e de muitos
além do convencimento são a erística, busca de desenvolvimentos intelectuais nas ciências
informações, investigação, negociação, deliberaç humanas e sociais, teorias da argumentação
ão e o método dialético (Douglas Walton). O "não-filosóficas" cresceram o qual localizou os
método dialético ficou famoso por causa campos dos argumentos formais e materiais em
de Platão em suas histórias sobre Sócrates campos intelectuais particulares.
questionando criticamente vários personagens,
entre eles figuras históricas. Estas teorias incluem lógica informal,
epistemologia social, etnometodologia, atos de
fala, a sociologia do conhecimento, a sociologia
Argumentação E Os Fundamentos Do da ciência, e a psicologia social. Essas novas
Conhecimento teorias não são não-lógicas ou anti-lógicas. Elas
procuram coerência lógica na maioria das
A teoria da argumentação teve suas origens na comunidades de discurso.
teoria do conhecimento (epistemologia),
pertencente ao campo da filosofia, que demandou Essas teorias são portanto costumeiramente
a procura de bases para as configurações (lógica, rotuladas como "sociológicas" em que eles focam
leis que regem o abstrato) e os materiais (física, nos campos sociais do conhecimento.
leis que regem o concreto) de um sistema
universal de conhecimento. Mas estudiosos do Abordagens Para Argumentar Através Da
argumento rejeitaram gradualmente a filosofia Comunicação E Na Logica Informal
sistemática de Aristóteles e o idealismo de Platão
e Kant. Geralmente o rótulo de "argumentação" é usado
por estudiosos de comunicação, tais como
Eles questionaram e descartaram totalmente a (citando apenas alguns: Wayne E.
ideia de que as premissas dos argumentos Brockriede, Douglas Ehninger, Joseph W.
recebem sua solidez do sistema filosófico formal. Wenzel, Richard Rieke, Gordon Mitchell, Carol
O seu campo assim foi expandido. Winkler, Eric Gander, Dennis S. Gouran, Daniel J.
O'Keefe, Mark Aakhus, Bruce Gronbeck, James
O primeiro ensaio de Karl R. Wallace, "A Klumpp, G. Thomas Goodnight, Robin Rowland,
Substância da Retórica: Boas Razões" Dale Hample, C. Scott Jacobs, Sally Jackson,
no Quarterly Journal of Speech 44 (1963), levou David Zarefsky, e Charles Arthur Willard),
muitos estudiosos a estudar a "argumentação de enquanto o termo "lógica informal" é preferido
mercado" – os argumentos comuns das pessoas pelosfilósofos, como exemplo temos os filósofos
comuns. O primeiro ensaio da argumentação de decorrentes da Universidade de Windsor Ralph H.
mercado foi feito por Ray Lynn Anderson e David Johnson e J. Anthony Blair. Harald Wohlrapp
C. Mortensen, "Lógica e Argumentação de desenvolveu um critério paravalidade (Geltung,
Mercado" no Quarterly Journal of Speech 53 Gültigkeit) como a liberdade de se levantar
(1967): 143-150. objeções. Trudy Govier, Douglas Walton, Michael
Gilbert, Harvey Seigal, Michael Scriven, e John
Essa linha de pensamento levou a uma aliança Woods (para citar apenas alguns) são outros
natural com os desenvolvimentos mais recentes autores de destaque nesta tradição.
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na sociologia do conhecimento. Alguns
estudiosos obtiveram conexões com Nos últimos trinta anos, no entanto, os estudiosos
desenvolvimentos recentes na filosofia, isto é, de diversas disciplinas foram anexados em
o pragmatismo de John Dewey e Richard Rorty. conferências internacionais como as organizadas
pela Universidade de Amsterdam (Holanda) e

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pela Sociedade Internacional para o Estudo da análise sequencial feitas para a análise da
Argumentação (ISSA). conversação têm sido aplicadas pelos foneticistas
para explorar os objetivos argumentativos da
Outros exemplos de conferências internacionais parte fonética da linguagem.
são a conferência bienal realizada em Alta, Utah
patrocinado pela Associação Nacional de Estudos empíricos e formulações teóricas feitas
Comunicação (USA), a Associação Forense porSally Jackson e Scott Jacobs, e várias
Americana e conferências patrocinadas pela gerações de seus alunos, têm descrito a
Sociedade para o Estudo da Argumentação de argumentação como uma forma de gerenciar os
Ontário (OSSA). Alguns estudiosos (como Ralph desentendimentos da conversa dentro dos
H Johnson) interpretam o termo "argumento" contextos da comunicação e sistemas que
rigorosamente, como um discurso exclusivamente naturalmente preferem o acordo.
escrito ou mesmo um discurso em que todas as
premissas estão explicitas. Argumentação Matemática

Outros (como Michael Gilbert) interpretam o Bases da verdade matemática tem sido objeto de
termo "argumento" de forma mais flexível, longos debates. Frege em particular procurou
incluindo a fala e também o discurso não verbal, demonstrar (ver Gottlob Frege, Os Fundamentos
por exemplo o tipo de argumentação que é usado da Aritmética de 1884, e logicismo na filosofia da
em um memorial de guerra ou um cartaz de matemática) que as verdades matemáticas
propaganda. O filósofo Stephen E. Toulmin diz podem ser derivadas de axiomas puramente
que um argumento é uma afirmação sobre a lógicos e, portanto, são, no final, verdades
nossa atenção e nossas crenças, um ponto de lógicas. O projeto foi desenvolvido por Russell e
vista que parece autorizar o tratamento, por Whitehead, em seu Principia Matemática. Se um
exemplo, cartazes de propaganda como argumento pode ser convertido na forma de
argumentos. sentenças em lógica simbólica, então ele pode
ser testado através da aplicação de
A disputa entre teóricos rigorosos e flexíveis é de procedimentos de prova aceitos. Isso foi realizado
longa data e improvável de ser resolvida. Os para Aritmética usando axiomas de Peano. Seja
pontos de vista da maioria dos teóricos da como for, um argumento matemático, como em
argumentação e analistas fica em algum lugar qualquer outra disciplina, pode ser considerado
entre estes dois extremos. válido somente se puder ser demonstrado que ele
não tem premissas verdadeiras e uma conclusão
Tipos De Argumentação falsa.
Argumentação De Conversação
Argumentação Científica
O estudo da conversação que ocorre
naturalmente surgiu a partir do campo da Talvez a declaração mais radical dos
sociolinguística. fundamentos sociais do conhecimento científico
tenha sido dita por Alan G. Gross em A Retórica
Normalmente é chamado de análise de da Ciência (Cambridge: Harvard University Press,
conversação. Inspirado pela etnometodologia, ela 1990). Gross afirma que a ciência é retórica "sem
foi desenvolvida no final dos anos 60 e início dos resto" [carece de fontes] o que significa que o
anos 70, principalmente pelo sociólogo Harvey conhecimento científico em si não pode ser visto
Sacks e, entre outros, seus colaboradores mais como uma área idealizada do conhecimento.
próximosEmanuel Schegloff e Gail Jefferson.
Sacks morreu no início de sua carreira, mas o seu O conhecimento científico é produzido de forma
trabalho foi continuado por outros em seu campo, retórica, o que significa que ele tem autoridade
e a Análise da Conversação tornou-se uma força epistêmica especial somente quando os seus
estabelecida em sociologia, antropologia, métodos costumeiramente usados para
linguística, comunicação através da fala verificação são confiáveis. Esse ponto de vista
e psicologia. representa uma rejeição quase completa
do fundacionalismo em que as bases da
Isto é de particular influência na sociolinguística argumentação foram criadas.
interracional, análise do discurso e da psicologia
discursiva, além de ser uma disciplina coerente Argumentação Jurídica
em sua própria área. Recentemente, técnicas de

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A argumentação jurídica são apresentações verificadores de fatos tem surgido nos últimos
faladas para um juiz ou tribunal de apelação por anos para ajudar a combater os efeitos de tais
um advogado, ou grupos de advogados, táticas de campanha.
enquanto defendem as razões legais pelo qual
eles deveriam prevalecer. Alegações orais em Aspectos Psicológicos
grau de recurso são acompanhadas de resumos A muito tempo a psicologia tem estudado
escritos, que também servem para avançar o aspectos não lógicos de argumentação. Por
argumento de cada uma das partes na disputa exemplo, estudos têm demonstrado que a
legal. Um argumento de encerramento, ou soma, simples repetição de uma idéia é muitas vezes
é a declaração de conclusão do conselho de cada um método mais eficaz de argumentação que o
parte reiterando os argumentos importantes para apelo à razão. Propaganda, muitas vezes utiliza a
o julgador de fato, muitas vezes o júri, em repetição como ferramenta de
um processo judicial. Um argumento de 7
convencimento. A retórica nazista tem sido
encerramento costuma ocorrer após a estudada extensivamente como, entre outras
apresentação de provas. coisas, uma campanha de repetição. Estudos
empíricos sobre a credibilidade do comunicador e
Argumentação Política atratividade, também chamado decarisma,
também foram intimamente associados a
Argumentos políticos são usados por melhoria dos argumentos. Tais estudos trazem
acadêmicos, especialistas da mídia, candidatos a argumentação para o escopo da teoria e da
cargos políticos e funcionários do governo. Os prática da persuasão.
argumentos políticos também são usados pelos
cidadãos em interações comuns para comentar e Alguns psicólogos como William J.
entender os acontecimentos políticos. McGuire acredita que o silogismo é a unidade
A racionalidade do público é uma questão básica do raciocínio humano. Eles produziram um
importante nesta linha de pesquisa. O cientista grande corpo de trabalho empírico em torno
político Samuel L. Popkin cunhou a expressão famoso título de McGuire "Uma análise silogística
"eleitores mal informados" para descrever a das relações cognitivas". O ponto principal desta
maioria dos eleitores que sabem muito pouco forma de pensar é que a lógica está contaminada
sobre política ou sobre o mundo em geral. Na por variáveis psicológicas, como "wishful thinking"
prática, os "eleitores mal informados" podem não (o desejo do acontecimento conforme o previsto),
estar cientes da legislação que seu representante na qual os sujeitos confundem a probabilidade de
tem apoiado no Congresso. previsões com a conveniência de as previsões.
As pessoas ouvem o que querem ouvir e vêem o
Os eleitores mal informados podem basear a sua que eles esperam ver. Se os planejadores
decisão na propaganda política do candidato pela querem que algo aconteça eles vêem isso como
mídia ou um panfleto recebido no e-mail. É provável que aconteça. Se eles esperam que
possível que a propaganda política ou os alguma coisa não vai acontecer, que eles vêem
panfletos venham a apresentar uma posição como improvável que isso aconteça, o que no
política que o candidato possui final afeta os seus resultados. Assim fumantes
que contradiz completamente as medidas pensam que, pessoalmente, nunca terão câncer.
legislativas tomadas por ele no congresso, em Pessoas promíscuas praticam sexo inseguro.
nome dos seus eleitores. Adolescentes dirigem de forma imprudente.

Ele só precisa ter uma pequena porcentagem do Quantitativa


grupo geral de votação que baseia a sua decisão Raciocínio Lógico Matemático Ou
em informações imprecisas, uma faixa dos Quantitativo
eleitores de eleitores de 10 a 12%, para mudar
um resultado geral da eleição. Quando isso O raciocínio lógico matemático ou quantitativo é o
acontece, o eleitorado em geral pode ter sido raciocínio usado para a resolução de alguns
enganado, ou se deixado enganar. No entanto, o problemas e exercícios matemáticos. Esses
resultado da eleição continua legal e seus votos exercícios são frequentemente usados no âmbito
são confirmados. Consultores políticos escolar, através de problemas matriciais,
experientes vão tirar proveito dos eleitores mal geométricos e aritméticos, para que os alunos
informados e influenciar os seus votos com desenvolvam determinadas aptidões.
a desinformação, pois isso costuma ser fácil e
suficientemente eficaz. Os chamados

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Este tipo de raciocínio é bastante usado em áreas Variáveis Quantitativas
como a análise combinatória
As variáveis quantitativas são características que
Lógica Qualitativa podem ser descritas por números, sendo estas
classificadas entre contínuas e discretas.

- Variáveis discretas: a variável é avaliada em


números que são resultados de contagens e, por
isso, somente fazem sentido números inteiros.
Exemplos: número de filhos, número de bactérias
por litro de leite, número de cigarros fumados por
dia.

A Estatística é uma ferramenta valiosa para a - Variáveis contínuas: a variável é avaliada em


pesquisa e está ao alcance de todos, mesmo números que são resultados de medições e, por
para aqueles que optaram por metodologias de isso, podem assumir valores com casas decimais
cunho qualitativo, pois complementa e enriquece e devem ser medidas por meio de algum
o trabalho científico. instrumento. Exemplos: massa (balança), altura
(régua), tempo (relógio), pressão arterial, idade.
Em geral, os autores apresentam os resultados
de seus estudos na forma de gráficos, quadros e Variáveis Qualitativas
tabelas com os dados obtidos, acompanhados de
estatísticas descritivas (médias, desvios-padrão, As variáveis qualitativas (ou categóricas) são as
medianas) e quase sempre mencionando os características que não possuem valores
testes estatísticos realizados. quantitativos, mas, ao contrário, são definidas por
categorias, ou seja, representam uma
Entretanto, é possível encontrar em periódicos classificação dos indivíduos. E podem ser
científicos alguns equívocos na escolha dos nominais ou ordinais.
testes estatísticos utilizados na análise dos
dados, visto que a grande maioria dos softwares - Variáveis nominais: não existe ordenação dentre
estatísticos não orienta o usuário na escolha da as categorias. Exemplos: sexo, cor dos olhos,
análise mais adequada. fumante/não fumante, doente/sadio.

Desta forma, o conhecimento de conceitos - Variáveis ordinais: existe uma ordenação entre
básicos (e muitas vezes esquecidos) de as categorias. Exemplos: escolaridade (1º, 2º, 3º
estatística se torna fundamental para evitar estes graus), estágio da doença (inicial, intermediário,
erros comuns. terminal), mês de observação (janeiro,
fevereiro,…, dezembro).
Entre estes conceitos importantes, encontra-se a
definição de variável e as suas classificações. Entretanto, as distinções são menos rígidas do
Podemos definir variável como a característica que a descrição acima insinua. Uma variável
que é medida ou avaliada em cada elemento da originalmente quantitativa pode ser coletada de
amostra ou população. forma qualitativa.

Em resumo, é aquilo que está sendo avaliado no Por exemplo, a variável idade, medida em anos
seu ensaio/experimento. completos, é quantitativa (contínua); mas, se for
informada apenas a faixa etária (0 a 5 anos, 6 a
Como o próprio nome diz, seus valores variam de 10 anos, etc…), é qualitativa (ordinal).
elemento para elemento.
Outro exemplo é o peso dos lutadores de boxe,
As variáveis podem ter valores numéricos ou não uma variável quantitativa (contínua) se
numéricos, e podem ser classificadas da seguinte trabalharmos com o valor obtido na balança, mas
forma: qualitativa (ordinal) se o classificarmos nas

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categorias do boxe (peso-pena, peso-leve, peso- agudo reto
pesado, etc.). obtuso raso

Bissetriz de um ângulo
Geometria
Bissetriz de um ângulo pode ser definida como a
Denominamos ângulo a região do plano limitada semirreta que se origina no vértice do ângulo
por duas semirretas de mesma origem. principal, dividindo-o em outros dois ângulos com
medidas iguais.
As semirretas recebem o nome de lados do
ângulo e a origem delas, de vértice do ângulo.

Retas paralelas cortadas por uma transversal

“A unidade usual de medida de ângulo, de acordo


com o sistema internacional de medidas, é o
grau, representado pelo símbolo º, e seus
submúltiplos são o minuto „ e o segundo”.

Temos que 1º (grau) equivale a 60‟ (minutos) e 1


equivale a 60”(segundos).

O objeto capaz de medir o valor de um ângulo é


chamado de transferidor, podendo ele ser de
“meia volta” (180º) ou volta inteira (360º).
Ângulos
correspondentes: a e e, d e h, b e f, c e g
Congruentes
Ângulos colaterais
externos: a e h, b e g Suplem
entares
Ângulos colaterais
internos: e e d, c e f Suplem
Classificação de ângulos entares
Ângulos alternos
Os ângulos são classificados de acordo com suas externos: a e g, b e h Congr
medidas: uentes
Ângulos alternos
Agudo: ângulo com medida menor que 90º. internos: d e f, c e e Congr
uentes
Reto: ângulo com medida igual a 90º.
Retas
Obtuso: ângulo com medida maior que 90º.
Geometria analítica: retas
Raso: ângulo com medida igual a 0º ou 180º. Entre os pontos de uma reta e os números reais
existe uma correspondência biunívoca, isto é, a
cada ponto de reta corresponde um único número
real e vice-versa.

10
Considerando uma reta horizontal x, orientada da
esquerda para direita (eixo), e determinando um
ponto O dessa reta ( origem) e um segmento u,
unitário e não-nulo, temos que dois números
inteiros e consecutivos determinam sempre nesse
eixo um segmento de reta de comprimento u:

Medida algébrica de um segmento


Fazendo corresponder a dois pontos, A e B, do
eixo x os números reais xA e xB , temos:

Exemplos:

 A(2, 4) pertence ao 1º quadrante (xA > 0 e


yA > 0)
 B(-3, -5) pertence ao 3º quadrante ( xB <
0 e yB < 0)

Observação:

A medida algébrica de um segmento orientado é Por convenção, os pontos localizados sobre os


o número real que corresponde à diferença entre eixos não estão em nenhum quadrante.
as abscissas da extremidade e da origem desse
segmento.
Distância Entre Dois Pontos

Plano Cartesiano Dados os pontos A(xA, yA) e B(xB, yB) e


sendo dAB a distância entre eles, temos:
A geometria analítica teve como principal
idealizador o filósofo francês René Descartes (
1596-1650).

Com o auxílio de um sistema de eixos associados


a um plano, ele faz corresponder a cada ponto do
plano um par ordenado e vice-versa.

Quando os eixos desses sistemas são


perpendiculares na origem, essa correspondência
determina um sistema cartesiano ortogonal ( ou
plano cartesiano).

Assim, há uma reciprocidade entre o estudo da Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo


geometria ( ponto, reta, circunferência) e da retângulo ABC, vem:
Álgebra ( relações, equações etc.), podendo-se
representar graficamente relações algébricas e
expressar algebricamente representações
gráficas. Como exemplo, vamos determinar a distância
entre os pontos A(1, -1) e B(4, -5):
Observe o plano cartesiano nos quadros
quadrantes:

11
Heptágono 7

Octógono 8

Decágono 10

Alguns polígonos possuem nomes bem


Polígonos particulares, veja a seguir:

A palavra Polígono é oriunda do grego e significa:  um polígono com 9 ângulos → eneágono


Polígono = Poli (muitos) + gono (ângulos).  um polígono com 11 ângulos →
undecágono
Matematicamente denominamos polígonos como  um polígono com 15 ângulos →
sendo uma superfície plana limitada por uma pentadecágono
linha poligonal fechada.  um polígono com 20 ângulos →
icoságono
Linha poligonal é uma linha que é formada
apenas por segmentos de reta. Os polígonos possuem os seguintes elementos:
vértices, lados, ângulos internos, ângulos
Os polígonos precisam ser figuras fechadas. externos e diagonais.

O número de lados de um polígono coincide com Dos elementos citados vamos dar ênfase no
o número de ângulos. significado de diagonais e como calcular o
número de diagonais de um polígono qualquer.
Observe:
Polígonos No Dia-A-Dia E Na Natureza

É comum o uso de polígonos regulares no


cotidiano.

As abelhas utilizam-se do hexágono regular nas


colméias.
Os polígonos classificam-se em função do
número de lados. Abaixo estão os principais
polígonos:

Nome Polígono Nº de lados

Triângulo 3

Quadrilátero 4

Pentágono 5

Nas bolas de futebol também aparecem figuras


Hexágono 6 baseadas em polígonos regulares (pentágonos e
hexágonos regulares).

12
A circunferência é o conjunto de todos os pontos
de um plano, que estão a uma mesma distância
de um determinado ponto, chamados centro.

Essa distância é denominada raio r da


circunferência.

Na engenharia, algumas formações poligonais


são utilizadas.
O comprimento C de uma circunferência de raio r
pode ser determinado retificando-se a
Por exemplo, na ponte Hercílio Luz (SC) pode-se
circunferência:
ver a formação de triângulos e quadriláteros,
formados pelas barras de aço que ligam as torres.

Arcos e ângulos
Consideremos dois pontos, A e B, em uma
circunferência de centro O.

O ângulo formado pelos segmentos OB e AO,


com o vértice no centro, é denominado ângulo
central.
AÔB = ângulo central

Na Calçada dos Gigantes - formação geológica


de basalto, localizada no litoral nordeste da
Irlanda - torres de rochas prismáticas foram
erguidas no passado por atividades vulcânicas.
O ângulo central determina na circunferência dois
arcos de circunferência:

Se A e B forem coincidentes, teremos um arco


nulo e outro de uma volta.

Grau e Radiano
Circunferência
As unidades de medida de arcos são grau e
radiano.

13
Arcos de 1° é aquele cujo comprimento é igual a
1/360 do comprimento da circunferência. O arco Em matemática, a área de uma superfície é o
de uma volta corresponde, portanto, a C=360°. número de unidades de área que ela contém.
Circunferência é um conjunto dos pontos de um
plano cuja distância a um ponto dado desse plano
é fixa.

O ponto dado é o centro, a distância fixa é o raio


da circunferência.

Ou seja, circunferência é o conjunto de todos os


pontos que estão a uma mesma distância do
centro.

Representa o contorno da região circular.

Arco de um radiano (1 rad), é aquele cujo Por exemplo, um anel.


comprimento é igual ao raio da circunferência em
que esta contido. Círculo (ou disco) é um conjunto dos pontos de
um plano cuja distância a um ponto dado desse
plano é menor ou igual a uma distância (não nula)
fixa dada.

É o contorno e o interior da região circular.

Por exemplo, a pizza não tem só o contorno tem


a parte interna.

Temos nas figuras abaixo polígonos regulares


Se 1 rad é a medida de um arco cujo inscritos em circunferências:
comprimento (retificado) é igual a 1r, então 2 rad
é a medida de um arco de comprimento igual a
2r, μrad é a medida de um arco de comprimento
igual a μr e 2 μrad é a medida de um arco de
comprimento e 2 μr.

O arco de uma volta corresponte, portanto, C =


2μr. Logo:

Denomina-se medida de uma arco em radianos a


razão entre seu comprimento e o comprimento do
raio da circunferência em que está contido,
ambos na mesma unidade de medida.
 pentágono (cinco lados)
 hexágono (seis lados)
 decágono (dez lados)
 dodecágono (doze lados)
 icoságono (vinte lados)

Podemos observar que quanto maior o número


de lados do polígono regular mais próximo ele
fica da circunferência.

Então a circunferência pode ser vista como um


polígono regular de infinitos lados.
Círculo

14
Quando os lados do polígono são tangentes a
Calculando a área desse polígono regular de uma circunferência (figura 2),
infinitos lados (ou seja, n lados), obtemos: dizemos que:

• o polígono está circunscrito à circunferência;


,
• a circunferência está inscrita no polígono
Onde p é o perímetro do polígono regular, e a é o
apótema do polígono regular.

Vimos que quanto maior o número de lados do


polígono regular mais próximo ele fica da
circunferência, então podemos dizer que o
perímetro do polígono é o comprimento da
circunferência, e o apótema do polígono fica igual
ao raio do círculo. Como podemos ver na figura Polígonos regulares
do icoságono (vinte lados).
Um polígono é chamado de eqüiângulo quando
Isto é, fixado um círculo, de raio r, considerando possui todos os ângulos internos congruentes, e
os polígonos regulares inscritos nesse círculo, eqüilátero quando possui todos os lados
com o crescimento do número de lados as áreas congruentes.
dos polígonos se aproximam da área do círculo,
assim como os seus perímetros se aproximam do Exemplos:
perímetro do círculo e os apótemas se aproximam
do raio do círculo. a) O retângulo tem todos os ângulos internos
congruentes.
Com isso podemos substituir o perímetro do
polígono regular pelo comprimento da Logo, o retângulo é eqüiângulo.
circunferência, e o apótema pelo raio do círculo,
ou seja,

p = 2 πr
a=r
Portanto obtemos:

Chegamos à conclusão que a área do círculo é Propriedade dos polígonos regulares


o valor extremo da sequência das áreas das
regiões poligonais regulares inscritas no círculo • Se uma circunferência for dividida em três ou
quando o número de lados das poligonais mais arcos congruentes, então as cordas
aumenta arbitrariamente. consecutivas formam um polígono regular inscrito
na circunferência.
Relações Métricas Nos Poligonos Regulares
• Se uma circunferência for dividida em três ou
Polígono inscrito e polígono circunscrito em uma mais arcos congruentes, então
circunferência as tangentes aos pontos consecutivos de divisão
formam um polígono regular
Quando os vértices de um polígono estão sobre circunscrito à circunferência.
uma circunferência (figura 1),
dizemos que: Na circunferência ao lado, traçamos dois
diâmetros perpendiculares entre si.
• o polígono está inscrito na circunferência;
A circunferência ficou dividida em quatro arcos
• a circunferência está circunscrita ao polígono. congruentes.

15
•Todo polígono regular é circunscritível a uma
circunferência.

Elementos de um polígono regular

Se um polígono é regular, consideramos:

•Centro do polígono é o centro da circunferência


circunscrita a ele (ponto O).

As cordas consecutivas formam um quadrado •Raio do polígono é o raio da circunferência


inscrito na circunferência circunscrita a ele (OC).

• Apótema do polígono é o segmento que une o


centro do polígono ao ponto médio de um de seus
lados (OM).

•Ângulo central é aquele cujo vértice é o centro do


polígono e cujos lados são semi-retas que contêm
dois raios consecutivos (CÔD).

As tangentes pelos pontos de divisão formam um


quadrado circunscrito à circunferência.

Perímetro de Polígono e Comprimento de


Circunferência

Perímetro de um Polígono
Desse modo, podemos dizer que, se um polígono
é regular, então existe um circunferência que Perímetro de um polígono é a soma
passa por todos os seus vértices e uma outra que das medidas dos seus lados.
tangencia todos os seus lados. Perímetro do retângulo

• Todo polígono regular é inscritível numa


circunferência.

16
Estique o bastante e meça o comprimento da
circunferência correspondente à roda.

b - base ou comprimento
h - altura ou largura Perímetro = 2b + 2h = 2(b +
h) Medindo essa dimensão você encontrará
Perímetro dos polígonos regulares aproximadamente 125,6cm, que é um valor um
pouco superior a 3 vezes o seu diâmetro.

Vamos ver como determinar este comprimento


por um processo não experimental.

Você provavelmente já ouviu falar de uma


antiga descoberta matemática:

Triângulo equilátero Quadrado Dividindo o comprimento de uma


P = l+ l + l P = l + l + l+ l circunferência (C) pela medida do seu
P=3·l P=4·l diâmetro (D), encontramos sempre um
valor aproximadamente igual a 3,14.

Assim:
O número 3,141592... corresponde em
matemática à letra grega (lê-se "pi"), que é a
primeira lera da palavra grega perímetro.
Costuma-se considera = 3,14.
Logo:

Pentágono Hexágono
P = l + l + l + l + lP=l+l+l+l+l+l
P=5· P=6·l
l - medida do lado do polígono regular Utilizando essa fórmula,
P - perímetro do polígono regular podemos determinar o
Para um polígono de n lados, temos: comprimento de qualquer
circunferência.
P = n 3,1415
·l 92...
Podemos agora conferir com
auxílio da fórmula o comprimento
Comprimento da Circunferência da toda obtido experimentalmente.
Um pneu tem 40cm de diâmetro, conforme a C = 2 r C = 2 3,14 · 20
figura. Pergunta-se:
· C = 125,6 cm
Cada volta completa deste pneu corresponde na
horizontal a quantos centímetros? Área do Polígono

O cálculo de área é uma atividade cotidiana na


vida de todos nós.

Sempre nos vemos envolvidos em alguma


situação em que há a necessidade de se calcular
a área de uma forma geométrica plana.
Envolva a roda com um barbante. Marque o início
e o fim desta volta no barbante.

17
Seja na aquisição de um terreno, na reforma de
um imóvel ou na busca de reduzir custos com
embalagens, o uso do conhecimento de cálculo
de áreas se faz presente.

É uma atividade muito simples, mas às vezes


deixamos algumas questões passarem
despercebidas.

Um professor de matemática, durante a aula de


geometria plana, fez a seguinte indagação aos
seus alunos:

Temos um retângulo com área de x metros


quadrados.

Se duplicarmos as medidas dos lados desse A área desse novo retângulo será de:
2
retângulo, o que ocorrerá com o valor da área? A2 = 20 x 6 = 120 cm
Um dos alunos imediatamente respondeu: a área
dobrará de tamanho, ou seja, será de 2x metros
quadrados! Observe que ao dobrar as medidas dos lados do
retângulo sua área mais que dobrou, na verdade
O professor imediatamente retrucou: De forma quadruplicou.
alguma, será mais que o dobro.
Mas será que isso ocorre para qualquer
Vejamos a explicação de tal fato. retângulo?

Vejamos, agora, um caso genérico, a fim de


Primeiro, faremos um exemplo conhecendo as
verificar essa propriedade para todo retângulo.
medidas do retângulo, depois faremos a
generalização.
Vamos considerar um retângulo de base b e
altura h, como mostra a figura.
Exemplo 1. Considere o retângulo abaixo:

Sua área será de: Sua área é dada por: A1 = a x h


2
A1 = 10 x 3 = 30 cm Agora, vamos dobrar as suas medidas, ou seja, a
Agora, vamos duplicar as medidas dos lados. base será 2b e a altura, 2h.

A área desse retângulo será dada por: A2 = 2b x


2h = 4(b x h) = 4A1.

18
O círculo é determinado de acordo com o aumento
Observe que para qualquer retângulo, se do número de lados de um polígono.
dobrarmos as medidas de seus lados, a área
quadruplicará. Quanto mais lados um polígono apresenta, mais ele
se assemelha a um círculo.
Vamos fazer a análise dessa situação para outras
figuras planas. Observe as figuras na seguinte ordem: hexágono (6
lados), octógono (8 lados), dodecágono (12 lados) e
Circunferência: icoságono (20 lados).

Numa circunferência de raio r, a área será de:


2
πr .

Se dobrarmos a medida do raio, ou seja, o raio


2 2 2
sendo 2r, a área será de: π(2r) = π4r = 4πr .
Vamos determinar a área de algumas regiões
Podemos observar que ao dobrar o valor do raio, circulares.
a área da circunferência também quadruplica.
Exemplo 1
Triângulo Equilátero
Determine quantos metros quadrados de grama são
Num triângulo equilátero de lado L, sua área será necessários para preencher uma praça circular com
raio medindo 20 metros.
de:

Ao dobrarmos a medida do lado, ou seja, o


triângulo possuir lado medindo 2L, a área passará
a ser de:

A = π * r²
A = 3,14 * 20²
A = 3,14 * 400
Concluímos que ao dobrar as medidas dos lados A = 1256 m²
de um triângulo equilátero, sua área quadruplica.

De maneira geral, a conclusão é que, ao dobrar a Serão necessários 1256 m² de grama.


medida das dimensões de uma figura plana, sua
área tem o valor mais que duplicado. Exemplo 2

Área do Circulo Determine a área da região em destaque


representada pela figura a seguir.
A área do círculo é diretamente proporcional ao raio, Considerando que a região maior possui raio
que é a distância entre o centro e a sua medindo 10 metros, e a região menor, raio medindo
extremidade. 3 metros.

Para calcularmos a área do círculo, utilizamos a


expressão matemática que relaciona o raio e a letra
grega π (pi), que corresponde a, aproximadamente,
3,14.

A = π * r²

19
Será preciso comprar 124,34 m² de ladrilhos.

Volume de Sólidos

Dizemos que o volume de um corpo é o espaço que


ele ocupa.

Esses corpos possuem capacidade de acordo com o


tamanho de suas dimensões.

Observe as principais medidas de volume e sua


correspondência com a capacidade:
Área da região com raio medindo 10 metros
1m³ (metro cúbico) = 1 000 litros
A = π * r² 1dm³ (decímetro cúbico) = 1 litro
A = 3,14 * 10² 1cm³ (centímetro cúbico) = 1 mililitro
A = 3,14 * 100
A = 314 m² Para determinarmos o volume de um corpo
precisamos multiplicar a área da base e a altura.
Área da região com raio medindo 3 metros
Lembrando que a base de uma figura pode assumir
A = π * r² variadas dimensões (triângulos, quadriláteros,
A = 3,14 * 3² pentágonos, hexágonos, heptágonos entre outros).
A = 3,14 * 9
A = 28,26 m² Alguns sólidos recebem nomes e possuem fórmula
definida para o cálculo do volume.
Área da região em destaque
A = 314 – 28,26 Prisma
A = 285,74 m²
Os prismas são sólidos em que o volume
depende do formato da base. Para isso
Exemplo 3 precisamos saber qual a fórmula indicada para
calcular, primeiramente, a área da base de um
Deseja–se ladrilhar uma área no formato circular de prisma e, posteriormente, determinar o volume.
12 metros de diâmetro.

Ao realizar o orçamento da obra, o pedreiro


aumenta em 10% a quantidade de metros
quadrados de ladrilhos, afirmando algumas perdas
na construção. Determine quantos metros
quadrados de ladrilhos devem ser comprados.

Diâmetro igual a 12, então o raio equivale a 6


metros. Paralelepípedo
A = π * r² Uma piscina possui o formato de um
A = 3,14 * 6² paralelepípedo com as seguintes dimensões: 10
A = 3,14 * 36 metros de comprimento, 6 metros de largura e 1,8
A = 113,04 m²
metros de profundidade. Determine o volume e a
capacidade da piscina.
Calculando 10%
10% = 10/100
10/100 * 113,04
11,30

Total de ladrilhos a serem comprados


113,04 + 11,30
124,34 m²

20
V=a*b*c
V = 10 * 6 * 1,8
V = 108 m³ ou 108 000 litros

Pirâmide

As pirâmides podem possuir em sua base um


triângulo, um quadrilátero, um pentágono, um
hexágono entre outros.

A fórmula para determinar o volume de uma


pirâmide é:

Um reservatório tem o formato de um cone


circular reto invertido, com raio da base medindo
5 metros e altura igual a 10 metros.

Determine o volume do reservatório.

Determine o volume de uma pirâmide


quadrangular medindo 6 metros de comprimento
e altura igual a 20 metros.

Cilindro

Cone O cilindro possui a base superior e base inferior


no formato circular. Seu volume é dado pela
A base de um cone possui o formato circular. fórmula:

Para determinar o volume de um cone utilizamos V = π * r² * h


a seguinte fórmula:

21
Utilizamos uma equação para calcular o valor de
um termo desconhecido que será representado
por uma letra, cuja representação mais usual se
dá por x, y e z. As equações possuem sinais
operatórios como, adição, subtração,
multiplicação, divisão, radiciação e igualdade.

O sinal de igualdade divide a equação em dois


membros, os quais são compostos de elementos
constituídos por dois tipos:

Elemento de valor constante: representado por


valores numéricos.
Vamos calcular o volume de um cilindro circular
com raio da base medindo 8 cm e altura igual a Elemento de valor variável: representado pela
20 cm. união de números e letras.
V = 3,14 * 8² * 20 Observe exemplos de equações do 1º grau com
V = 3,14 * 64 * 20
uma incógnita:
V = 4 019,20 cm³
x+1=6
2x + 7 = 18
Esfera 4x + 1 = 3x – 9
10x + 60 = 12x + 52
A esfera é um corpo circular maciço, formado
pala rotação de um semicírculo.
Para resolver uma equação, precisamos
conhecer algumas técnicas matemáticas. Vamos,
O volume da esfera é dado pela expressão: por meio de resoluções comentadas, demonstrar
essas técnicas.

Exemplo 1:

4x + 2 = 8 – 2x

Em uma equação, devemos separar os


elementos variáveis dos elementos constantes.
Para isso, vamos colocar os elementos
semelhantes em lados diferentes do sinal de
Determine o volume da esfera que possui raio igualdade, invertendo o sinal dos termos que
igual a 3 metros. mudarem de lado. Veja:

4x + 2x = 8 – 2

Agora aplicamos as operações indicadas entre os


termos semelhantes.

6x = 6

O coeficiente numérico da letra x do 1º membro


deve passar para o outro lado, dividindo o
elemento pertencente ao 2º membro da equação.
Observe:

x=6/6
Álgebra x=1

Portanto, o valor de x que satisfaz à equação é

22
igual a 1. A verificação pode ser feita substituindo 10 – 8x + 2 = 5x – 8x + 2
o valor de x na equação, observe: – 8x – 5x + 8x = + 2 – 10 – 2
– 13x + 8x = – 10
4x + 2 = 8 – 2x – 5x = – 10 * (–1)
4*1+2=8–2*1 5x = 10
4+2=8–2 x = 10/5
6 = 6 → sentença verdadeira. x=2

Todas as equações, de uma forma geral, podem Verificando:


ser resolvidas dessa maneira.
10 – (8x – 2) = 5x + 2(– 4x + 1)
Exemplo 2: 10 – (8 * 2 – 2) = 5 * 2 + 2(– 4 * 2 + 1)
10 – (16 – 2) = 10 + 2(–8 + 1)
10x – 9 = 21 + 2x + 3x 10 – (14) = 10 + 2(–7)
10x – 2x – 3x = 21 + 9 10 – 14 = 10 – 14
10x – 5x = 30 – 4 = – 4 → sentença verdadeira
5x = 30
x = 30/5 Um Sistema de Equações Lineares é um conjunto
x=6 ou uma coleção de equações com as quais é
possível lidar de uma única vez.Sistemas
Verificando: Lineares são uteis para todos os campos da
matemática aplicada, em particular, quando se
10x – 9 = 21 + 2x + 3x trata de modelar e resolver numericamente
10 * 6 – 9 = 21 + 2 * 6 + 3 * 6 problemas de diversas áreas. Nas engenharias,
60 – 9 = 21 + 12 + 18 na física, na biologia, na química e na economia,
51 = 51 → sentença verdadeira por exemplo, é muito comum a modelagem de
situações por meio de sistemas lineares.
O valor numérico de x que satisfaz à equação é De maneira geral, um Sistema de Equações
6. Lineares pode ser definido como um conjunto
dem equações, sendo m ≥ 1, com n incógnitas x1,
Exemplo 3: x2, x3, ... xn, de forma que:
a11x1 + a12x2 + ... + a1nxn = b1
3x – 2x + 10 = 10 + 5x – 40 a21x1 + a22x2 + ... + a2nxn = b2
3x – 2x – 5x = 10 – 40 – 10 ...
3x – 7x = –40 am1x1 + am2x2 + … + amnxn = bm
– 4x = – 40 Sendo que: a1, ..., an e b são números reais. Os
números aij são os coeficientes angulares e bi é
Nos casos em que a parte da variável se encontra o termo independente e quando este é nulo a
negativa, precisamos multiplicar os membros por equação linear é chamada homogênea.
–1. Exemplo:

– 4x = – 40 * (–1)
4x = 40
x = 40/4
x = 10

Verificando:

3x – 2x + 10 = 10 + 5x – 40 O sistema linear acima possui três equações, três


3 * 10 – 2 * 10 + 10 = 10 + 5 * 10 – 40 incógnitas (x, y, z) e os termos independentes,
30 – 20 + 10 = 10 + 50 – 40 que são – 7, 3 e 0. Além disso, no sistema acima
20 = 20 → sentença verdadeira há uma equação homogênea (4x + y + z = 0).
Um sistema linear também pode ser escrito
Exemplo 4: em forma matricial. A seguir, a função
apresentada no exemplo anterior será exposta
10 – (8x – 2) = 5x + 2(– 4x + 1) → aplicar a em forma de matriz:
propriedade distributiva da multiplicação

23
A partir de agora, serão apresentados dois
métodos para a obtenção do conjunto verdade de
um sistema: aRegra de Cramer e
o Escalonamento.

Percebe-se que a forma matricial de um sistema Regra de Cramer


linear é igual ao produto matricial entre a matriz É aplicável na resolução de um sistema n x n
formada pelos coeficientes angulares e a matriz incógnitas, no qual o determinante diferente de
formada pelas incógnitas, cujo resultado é zero (D ≠ 0). Ou seja: (x1 = D1 / D, x2 = D2 / D, ... ,
a matriz formada pelostermos independentes. xn = Dn / D). Sendo que, ao considerar o sistema:

Solução de um Sistema Linear


A solução de um sistema linear é um conjunto de
valores que satisfaz ao mesmo tempo todas as
equações de um sistema linear, ou seja, a ênupla
ordenada (sequência ordenada de n elementos) é
solução de um sistema linear S, se for solução de Percebe-se que os coeficientes a1 e a2se
todas as equações de S. relacionam com a incógnita x, enquanto b1 e b2 e
Exemplo: se relacionam com a incógnita y. Agora, a partir
da matriz incompleta:

É possível obter o determinante (D) desta matriz


e substituindo os coeficientes de x e y que o
compõe pelostermos independentes c1e c2 é
possível encontrar os determinantes Dx e Dy para
que se aplique a Regra de Cramer. Abaixo estão
Os valores que satisfazem as duas equações são os referidos determinantes:
x = 2 e y = 1, logo, a solução do sistema é o par
ordenado (2,1), como mostra a representação
gráfica do sistema linear apresentado como
exemplo.
Exemplo:
Quando um ocorre um Sistema Linear
Homogênio, aquele que possui todas as
equações com termos independentes nulos, ele
admite uma solução nula (0, 0, ... , 0) chamada
de solução trivial. Mas, um sistema linear Então: x = Dx/D = -10/-5 = 2 e y = Dy/D = -5/-5 = 1,
homogênio pode ter outras soluções além da portanto, como foi mostrado anteriormente,
trivial. inclusive graficamente, o par ordenado (2,1) é o
resultado do sistema linear acima.

Escalonamento
Um sistema está escalonado quando de equação
para equação, no sentido de cima para baixo,
houver aumento dos coeficientes nulos situados
O sistema linear acima é homogênio, portanto, a
antes dos coeficientes não nulos. Exemplo:
priori, já temos a solução trivial dada pelo
conjunto (0, 0, 0). Contudo, também se admite
como solução desse sistema o conjunto (0, 1, –
1).

24
médio tem a duração de aproximadamente 365
dias, 5 horas, 48 minutos e 47 segundos
(365,2422 dias). Também é conhecido como ano
trópico. A cada quatro anos, as horas extra
O sistema acima está escalonado e substituindo acumuladas são reunidas no dia 29 de Fevereiro,
as incógnitas das equações pelos seus formando o ano bissexto, ou seja, o ano com 366
respectivos é possível encontrarmos o conjunto dias.
solução (1,1,1).
Os calendários antigos baseavam-se em meses
Para escalonar um sistema é necessário que se lunares (calendários lunares) ou no ano solar
coloque como primeira equação aquela que tenha (calendário solar) para contagem do tempo
o coeficiente de valor 1 na primeira incógnita.
Etimologia
Caso não haja nenhuma equação assim, será Antes de Júlio César criar, com a ajuda do
necessário dividir membro a membro aquela que astrônomo Sosígenes, o calendário dito juliano,
está como primeira equação pelo coeficiente da os romanos tinham meses lunares, que
primeira incógnita. começavam em cada lua nova. No primeiro dia da
lua nova, chamado dia das calendas (“calendae”),
Nas demais equações, é necessário que se um dos pontífices convocava o povo
obtenha zero como coeficiente da primeira no Capitólio para informar as celebrações
incógnita, somando cada uma delas com o religiosas daquele mês. O pontífice mencionava
produto da primeira equação pelo oposto do um por um os dias que transcorreriam até
coeficiente dessa incógnita, até que se possam asnonas, repetindo em voz alta a palavra “calo”,
verificar os valores de cada uma das incógnitas e, eu chamo.
por fim, encontrar o conjunto solução.
A partir do calendário juliano, que não era lunar,
Calendário as nonas foram o quinto dia nos meses de trinta
dias e o sétimo nos meses de trinta e um. De
É um sistema para contagem e agrupamento de “calendae”, os romanos criaram o adjetivo
dias que visa atender, principalmente, às “calendarius”, relativo às calendas, e o
necessidades civis e religiosas de uma cultura. A substantivo “calendarium”, com o qual
palavra deriva do latim calendarium ou livro de designavam o livro de contas diárias e, mais
registro, que por sua vez derivou de calendae, tarde, o registro de todos os dias do ano.
que indicava o primeiro dia de um mês romano. Em nossa língua portuguesa, até o século XIII, a
As unidades principais de agrupamento são o palavra calendas era empregada, no entanto,
mês e o ano. para denominar o primeiro dia de cada mês e
calendário a lista dos dias do ano com suas
A palavra calendário é usada também para correspondentes festividades religiosas. O
descrever o aparato físico (geralmente de papel) calendário dos gregos não tinha calendas, e
para o uso do sistema (por exemplo,calendário de assim os romanos conceberam a expressão “Ad
mesa), e também um conjunto particular de calendas graecas”, para as calendas gregas, para
eventos planejados. referir-se a algo que não iria ocorrer nunca.

Conceitos Classificação
A unidade básica para a contagem do tempo é o Calendários em uso na Terra são frequentemente
dia, que corresponde ao período de tempo entre os lunares, solares, luni-solares ou arbitrários.
dois eventos equivalentes sucessivos: por Um calendário lunar é sincronizado com o
exemplo, o intervalo de tempo entre duas movimento da Lua; um exemplo disso é
ocorrências do nascer do Sol, que corresponde, o calendário islâmico. Um calendário solar é
em média (dia solar médio), a 24 horas. sincronizado com o movimento do Sol; um
O mês lunar corresponde ao período de tempo exemplo é ocalendário persa. Um calendário luni-
entre duas lunações, cujo valor aproximado é de solar é sincronizado com ambos os movimentos
29,5 dias. do Sol e da Lua; um exemplo é o calendário
hebraico. Um calendário arbitrário não é
sincronizado nem com o Sol nem com a Lua. Um
O ano solar é o período de tempo decorrido para
exemplo disso é o calendário juliano usado por
completar um ciclo de estações
astrônomos. Há alguns calendários que parecem
(primavera, verão, outono e inverno). O ano solar

25
ser sincronizados com o movimento de Vênus, observação; um exemplo é o calendário religioso
como o calendário egípcio; a sincronização com islâmico. Um calendário teórico é aquele que é
Vênus parece ocorrer principalmente em baseado em um conjunto estrito de regras; um
civilizações próximas ao equador. exemplo é o calendário hebraico. Um calendário
misto combina ambos. Calendários mistos
Praticamente todos os sistemas de calendário normalmente começam como calendários
utilizam uma unidade coloquialmente chamada teóricos, mas são ajustados pragmaticamente
de ano, que se aproxima do ano tropical daTerra, quando algum tipo de assincronia se torna
ou seja, o tempo que leva um completo ciclo aparente; a mudança do calendário juliano para
de estações, visando facilitar o planejamento de o calendário gregoriano é um exemplo, e o
atividades agrícolas. Muitos calendários também próprio calendário gregoriano pode ter que
usam uma unidade de tempo chamada receber algum ajuste próximo ao ano 4000 (como
mês baseado nas fases da Lua no céu; um foi proposto por G. Romme para o calendário
calendário lunar é aquele no qual os dias são revolucionário francês revisado). Houve algumas
numerados dentro de cada ciclo de fases da Lua. propostas para a reforma do calendário, como
Como o comprimento do mês lunar não se o calendário mundial ou calendário perpétuo.
encaixa em um divisor exato dentro do ano As Nações Unidas consideraram a adoção de um
tropical, um calendário puramente lunar calendário reformado por um tempo nos anos 50,
rapidamente se perde dentro das estações. Os mas essas propostas perderam muito de sua
calendários lunares compensam isso adicionando popularidade.
um mês extra quando necessário para realinhar
os meses com as estações. O calendário gregoriano, como um exemplo final,
é completo, solar e misto.
Atual
No ocidente, o calendário juliano baseado em Calendários lunares
anos foi o adotado. Ele numera os dias dentro Nem todos os calendários usam o ano solar como
dos meses, que são mais longos que o ciclo uma unidade. Um calendário lunar é aquele em
lunar, por isso não é conveniente para seguir as que os dias são numerados dentro de cada ciclo
fases da Lua, mas faz um trabalho melhor das fases da lua. Como o comprimento do mês
seguindo as estações. Infelizmente, o ano tropical lunar não é nem mesmo uma fração do
da Terra não é um múltiplo exato dos dias (é de comprimento do ano trópico, um calendário
aproximadamente 365,2422 dias), então puramente lunar rapidamente desalinha-se das
lentamente cai fora de sincronia com as estações. estações do ano, que não variam muito perto
Por essa razão, o calendário gregoriano foi da linha do Equador. Permanece constante, no
adotado mais tarde na maior parte do ocidente. entanto, em relação a outros fenômenos,
Por usar um recurso matemático de ano especialmente as marés. Um exemplo é
bissexto (os anos centenários são bissextos o calendário islâmico. Alexander Marshack, em
somente se puderem ser divididos por 400 e seu uma obra controversa, acreditava que as marcas
resultado for sem fração, logo, quando for, por em um bastão de osso (cerca de 25.000 a.C.)
exemplo, 2.100, 2.200, 2.300, 2.500 e 2.600, representavam um calendário lunar. Outros ossos
estes anos não serão bissextos), pode ser marcados também podem representar
ajustado para fechar com as estações como calendários lunares. Da mesma forma, Michael
desejado. Rappenglueck acredita que as marcas de uma
pintura rupestre de 15 mil anos de idade
6
Completude representam um calendário lunar.
Calendários podem definir outras unidades de
tempo, como a semana, para o propósito de Calendários fiscais
planejar atividades regulares que não se Um calendário fiscal (como um calendário 4-4-5)
encaixam facilmente com meses ou anos. fixa para cada mês um determinado número de
Calendários podem ser completos ou semanas, para facilitar as comparações de mês
incompletos. Calendários completos oferecem um para mês e de ano para ano. Janeiro sempre tem
modo de nomear cada dia consecutivo, enquanto exatamente 4 semanas (de domingo a sábado),
calendários incompletos não. fevereiro tem quatro semanas, março tem cinco
semanas etc. Note-se que este calendário vai
Finalidade precisar adicionar uma 53ª semana a cada 5 ou 6
Podem ser pragmáticos, teóricos ou mistos. anos, que pode ser adicionada a dezembro ou
Um calendário pragmático é o que é baseado na pode não ser, dependendo de como a
organização utiliza essas datas. Existe um modo
26
padrão internacional para fazer isso (a semana representação deixa de ser padronizada: muitos
ISO). A semana ISO começa na segunda-feira e números racionais têm dois tipos de numerais,
termina no domingo. A semana 1 é sempre a um padrão que tem fim (por exemplo 2,31), e
semana que contém 4 de janeiro no calendário outro que repete-se periodicamente (como
gregoriano. 2,30999999...)

Calendários fiscais também são usados pelas Razões especiais


empresas. Neste caso o ano fiscal é apenas um
conjunto qualquer de 12 meses. Este conjunto de Razão (ou rácio) é a relação existente entre dois
12 meses pode começar e terminar em qualquer valores de uma mesma grandeza. (ou seja,
ponto do calendário gregoriano. É o uso mais objetos, pessoas, estudantes, colheradas,
comum dos calendários fiscais. unidades de qualquer dimensão idêntica),
expressa geralmente como "a para b", a:b ou a/b,
Numeração e algumas vezes representada aritmeticamente
como um quociente adimensional das duas
Um numeral é um símbolo ou grupo de símbolos quantidades que indica explicitamente quantas
que representa um número em um determinado vezes o primeiro número contém o segundo (não
instante da evolução do homem. Tem-se que, necessariamente um inteiro)
numa determinada escrita ou época, os numerais
diferenciaram-se dos números do mesmo modo Notação e Terminologia
que as palavras se diferenciaram das coisas a A razão entre os números A e B pode ser
que se referem. Os símbolos "11", "onze" e "XI" expressa como:
(onze em latim) são numerais diferentes,
representativos do mesmo número, apenas  A razão de A para B
escrito em idiomas e épocas diferentes. Este
 A está para B
artigo debruça-se sobre os vários aspectos dos
sistemas de numerais. Ver tambémnomes dos  A:B
números.  A/B
 Um número racional que é o quociente da
Um sistema de numeração, (ou sistema numeral) divisão de A por B
é um sistema em que um conjunto de números
são representados por numerais de uma forma Os números A e B são algumas vezes chamados
consistente. Pode ser visto como o contexto que de termos, sendo A o antecedente e B o
permite ao numeral "11" ser interpretado como consequente. Representada por uma fração, o
o numeral romano para dois, onumeral numerador é o termo antecedente e o
binário para três ou o numeral decimal para onze. denominador é o termo consequente.
Em condições ideais, um sistema de numeração
deve: Razão De Duas Grandezas
A razão de duas ou mais grandezas de mesma
 Representar uma grande quantidade de espécie é o quociente dos números que
números úteis (ex.: todos os números expressam as suas medidas, consideradas na
inteiros, ou todos os números reais); mesma unidade. Grandezas são características
 Dar a cada número representado uma única dos objetos possíveis de serem comparadas e
descrição (ou pelo menos uma representação cujas medidas podem ser adicionadas, subtraídas
padrão); ou divididas uma pela outra.
 Refletir as estruturas algébricas e aritméticas
dos números. Assim, o conceito de razão nos permite fazer
comparações de grandeza entre dois números.
Por exemplo, a representação comum decimal Por exemplo, para saber quantas vezes o número
dos números inteiros fornece a cada número 100 é maior do que o número 2 (ou em outras
inteiro uma representação única como palavras, qual a razão entre 100 e 2),
umasequência finita de algarismos, com as procedemos da seguinte forma:
operações aritméticas (adição, subtração,
multiplicação e divisão) estando presentes como 100: 2 = 50
osalgoritmos padrões da aritmética. Contudo,
quando a representação decimal é usada para Portanto, o número 100 é 50 vezes maior do que
os números racionais ou para os números reais, a o número 2.

27
Erdős trabalhou principalmente em problemas
A razão é a relação entre duas grandezas que já extremais. O estudo de como contar os objetos é
estão relacionadas, é uma divisão entre dois algumas vezes considerado separadamente
valores, um exemplo é a razão entre um como um campo da enumeração.
perímetro e a medida de uma lado de um
triângulo, a razão seria o perímetro dividido pela Um exemplo de problema combinatório é o
medida do lado. seguinte: Quantas ordenações é possível fazer
com um baralho de 52 cartas?
História e Etimologia
A palavra "razão" vem do latim ratio e envolve a O número é igual a 52! (ou seja, "cinquenta e
ideia de relação de Euclides. dois fatorial"), que é o produto de todos os
números naturais de 1 até 52. Pode parecer
Exemplos surpreendente o quão enorme é esse número,
67
As quantidades que estão sendo comparadas por cerca de 8,065817517094 × 10 . Comparando
meio de uma razão podem ser grandezas físicas este número com alguns outros números
tais como a velocidade, ou podem se referir grandes, ele é maior que o quadrado do Número
23
simplesmente à quantidade de objetos em de Avogadro, 6,022 × 10 , quantidade
particular. Um exemplo comum deste último caso equivalente a um mol".
é a razão entre o volume de água para o
de cimento usado no concreto, que geralmente é Rincípios Aditivo E Multiplicativo
de 1:4. Isso significa que a quantidade de cimento Princípio aditivo: Dados os conjuntos
usada é quatro vezes maior do que a de água. A , dois a dois disjuntos, em
razão não dá qualquer indicação da quantidade
total de água e cimento usados, nem de quanto que tem exatamente elementos, então o
concreto está sendo feito. Equivalentemente, número de elementos da união
poderia ser dito que a razão de cimento para é dado por
água é 4:1, ou que a quantidade de água é um .
quarto (1/4) da de cimento.
Princípio multiplicativo: Se um evento pode
Os modelos mais antigos de televisões possuem ocorrer de maneiras diferentes, então o
telas (ecrãs) em que a razão entre a largura e a número de maneiras de ocorrer os eventos
altura é de 4 para 3, ou seja, cuja altura equivale
a três quartos da largura. de forma sucessiva é dado
por .
As televisões widescreen modernas possuem
uma razão de 16:9. Permutações Simples
Definimos permutações simples como sendo o
Análise Combinatória e Probabilidade número de maneiras de arrumar n elementos
em n posições em que cada maneira se
diferencia pela ordem em que os elementos
A combinatória é um ramo da matemática que
aparecem.
estuda coleções finitas de objetos que satisfaçam
Aplicando o princípio da multiplicação obtemos a
certos critérios específicos, e se preocupa, em
seguinte equação para permutações simples:
particular, com a "contagem" de objetos nessas
coleções.(combinatória enumerativa) e com a
decisão de certo objeto "ótimo" existe
(combinatória extremal) e com estruturas Arranjos
"algébricas" que esses objetos possam ter Em arranjos, a ordem dos objetos é importante.
(combinatória algébrica).
Arranjo Com Repetição
O assunto ganhou notoriedade após a publicação O arranjo com repetição é usado quando a ordem
de "Análise Combinatória" por Percy Alexander dos elementos importa e cada elemento pode ser
MacMahon em 1915. contado mais de uma vez.

Um dos destacados combinatorialistas foi Gian-


Carlo Rota, que ajudou a formalizar o assunto a Onde é o total de elementos e o número de
partir da década de 1960. E, o engenhoso Paul elementos escolhidos.

28
Arranjo Simples
Arranjo simples de elementos tomados a , De modo geral, dada uma coleção infinita de
onde e é um número natural, é finitos conjuntos {Si} cujo índice tipicamente
qualquer ordenação de elementos dentre recorre aos números naturais, combinatória
os elementos, em que cada maneira de tomar enumerativa estuda as diversas formas de
os elementos se diferenciam pela ordem e descrever uma função enumerativa, f(n), que
natureza dos elementos. conte o número de elementos em Sn para
A fórmula para cálculo de arranjo simples é dada qualquer n. Ainda que contar o número de
por: elementos seja um problema onipresente na
matemática, em um problema combinatório os
elementos Si geralmente terão uma descrição
combinatorial relativamente simples, e pouca
estrutura adicional.
Onde é o total de elementos e o número de
elementos escolhidos.
As funções mais simples são, deste
modo, fórmulas fechadas, que podem ser
Combinação
expressas como uma composição de funções
Na combinação, a ordem em que os elementos elementares tais como fatoriais, potências, etc.
são tomados não é importante. Como foi dito anteriormente, o número de
ordenações distintas possíveis de um maço de
Combinação Simples baralho de n cartas é f(n) = n!.
Quando a ordem não importa, mas cada
elemento pode ser contado apenas uma vez, o Este método nem sempre pode ser totalmente
número de combinações é o coeficiente binomial: satisfatória (ou prática) para qualquer problema
combinatório. Por exemplo, considerando que f(n)
seja o número de subconjuntos distintos formados
a partir dos inteiros no intervalo [1,n] que não
Onde é o total de elementos e o número de contenha dois números inteiros consecutivos;
elementos escolhidos. assim, com n = 4, teremos {}, {1}, {2}, {3}, {4},
Combinação com Repetição {1,3}, {1,4}, {2,4}, logo f(4) = 8. Verifica-se que f(n)
Quando a ordem não importa, mas cada objeto resulta no chamado número de Fibonacci de
pode ser escolhido mais de uma vez, o número ordem n+2, cuja expressão em uma fórmula
de combinações é fechada é:

Onde é o total de elementos e o número de


Onde φ = (1 + √5) / 2, é a razão áurea. Porém,
elementos escolhidos.
dado que estamos olhando para um conjunto de
inteiros, a presença de √5 no resultado deve ser
Funções Enumerativas considerado como "antiestética" do ponto de vista
Calcular o número de maneira que certos arranjos combinatório. De modo alternativo, f(n) pode ser
podem ser formados é o princípio da expressa como a repetição
combinatória. que pode ser mais satisfatória (do ponto de vista
puramente combinatório), visto que isto mostra
Considerando S um conjunto com n elementos. mais claramente porque o resultado é como ele é.
As combinações de kelementos de S são Outro método é encontrar uma fórmula assintótica
subconjuntos de S tendo k elementos (onde a f(n) ~ g(n)
ordem em que são listados os elementos não são
relevantes). Permutações de k elementos do
Onde g(n) é uma função "familiar", e onde f(n) se
conjunto são sequências de k diferentes
aproxima a g(n) como n tende ao infinito. Em
elementos de S (onde duas subsequências são
alguns casos uma simples função assintótica
consideradas diferentes se contêm o mesmo
pode ser preferível do que uma terrível e
elemento, mas em ordens diferentes). Fórmulas
complicada fórmula fechada que não proporciona
para o número de permutações e combinações
nenhum critério de comportamento de objetos
são bem conhecidas e importantes para a
contados. No exemplo abaixo, uma fórmula
combinatória.
assintótica seria

29
conhece C. Suponhamos que a pessoa K
conheça k dos outros 5. Então a pessoa B é
exatamente k(5-k) triplos - A deve ser uma das k
Quando n é muito grande. pessoas que ele conhece. C deve ser uma das
Finalmente, e mais prático, f(n) pode ser expressa (5-k) pessoas que ele não conhece). Portanto, é a
por uma série de potências formal, pessoa B de 0*5=0, 1*4=4 ou 2*3=6 triplos. Como
chamada função geratriz, que pode ser tanto a há 6 pessoas, e cada uma é o B de no máximo 6
função geratriz ordinária triplos, há no máximo 36 triplos.

Agora considere um triplo das pessoas onde


exatamente duas pessoas se conhecem. Está
Como uma função geratriz exponencial claro que nós podemos formar com elas dois
triplos distintos: deixando C a que é
desconhecida, e colocando as outras no lugar de
A e B. Da mesma forma se exatamente 2 pares
se conhecem, também se pode organizar em um
Uma vez determinada, a função geratriz permite triplo de duas formas distintas: deixe A ser a
extrair todas as formas anteriores de pessoa que conhece ambos os outros, e ainda B
expressar f(n). Na demais, as várias operações e C (em alguma ordem) que são dois que não se
naturais com funções geratrizes como a adição, conhecem. Então, há 36/2=18 triplos no máximo
multiplicação, diferenciação, etc., tem um onde qualquer um exatamente 1 par ou
significado combinatório; e isso permite estender exatamente 2 pares que se conhecem. Como há
resultados de um problema combinatório com a 20 triplos, deve haver no máximo 2 triplos
finalidade de resolver outros. qualquer que conhecem todos ou que não se
conhecem entre si.
Resultados
Algumas configurações muito sutis podem ser A ideia de achar ordem em configurações
desenvolvidas e alguns teoremas surpreendentes aleatórias dá origem a teoria de Ramsey.
podem ser provados. Um exemplo de tais Essencialmente esta teoria diz que qualquer
teoremas se deve a Frank P. Ramsey: configuração suficientemente grande conterá,
pelo menos, um caso de qualquer outro tipo de
Suponha que 6 pessoas encontrarem-se em uma configuração.
festa. Cada par qualquer conhecem-se ou não se
conhecem. Em todo caso, sempre se pode Deve-se notar que as possibilidades
encontrar 3 dessas 6 pessoas que se conhecem combinatórias costumam gerar números grandes,
entre si, ou que nenhuma não conheça os outros por exemplo, o maior número que foi usado
dois. (seriamente) pela matemática, o número de
Graham, aparece na solução de um problema da
A prova é uma curta prova por contradição: teoria de Ramsey.
suponha que há 3 pessoas cumpra o que afirma o
teorema. Considerando uma pessoa qualquer das Calculo de Probabilidade
6 que está na festa chamada de pessoa A: das 5
pessoas restantes, há pelo menos três que ou A palavra probabilidade deriva do Latim probare
conhecem A (e A os conhece), ou não a (provar ou testar). Informalmente, provável é uma
conhecem. Sem perda da generalidade, assuma das muitas palavras utilizadas para eventos
que três pessoas conheçam A. Então, entre incertos ou conhecidos, sendo também
essas três pessoas deve haver pelo menos duas substituída por algumas palavras como “sorte”,
que se conheçam (ao contrário, teríamos 3 “risco”, “azar”, “incerteza”, “duvidoso”,
pessoas que não se conhecem entre si). Com dependendo do contexto.
isso, essas pessoas e A se conhecem entre si.
(Este é um caso especial do teorema de A probabilidade é um número que varia de 0
Ramsey.) (zero) a 1 (um) e que mede a chance de
ocorrência de um determinado resultado. Quanto
Pode-se conseguir demonstração alternativa mais próxima de zero for a probabilidade,
mediante contagem dupla: contam-se o número menores são as chances de ocorrer o resultado e
de triplos ordenados de pessoas (A, B, C) onde quanto mais próxima de um for a probabilidade,
as pessoas A e B se conhecem, mas B não maiores são as chances.

30
Desta forma, a Estatística pode ser pensada
As probabilidades podem ser expressas de como a ciência de aprendizagem a partir de
diversas maneiras, inclusive decimais, frações e dados.
percentagens. Por exemplo, a chance de
ocorrência de um determinado evento pode ser A aplicação de técnicas estatísticas a dados
expressa como 10%; 5 em 10; 0,20 ou 1/7. meteorológicos tem a vantagem de compactar o
enorme volume de dados, medidos, por exemplo,
Experimento Aleatório em uma estação, em uma simples tabela ou uma
Experimento é qualquer atividade realizada que equação, capaz de sumariar todas as
pode apresentar diferentes resultados. Um informações de modo a facilitar as inferências
experimento é dito aleatório quando não sobre os dados.
conseguimos afirmar o resultado que será obtido
antes de realizar o experimento. Um experimento Definição
é dito equiprovável se todos os possíveis A estatística é uma coleção de métodos para
resultados possuem a mesma chance de ocorrer. planejar experimentos, obter dados e organizá-
los, resumi-los, analisá-los, interpretá-los e deles
Espaço Amostral E Evento extrair conclusões.
Em uma tentativa com um número limitado de
resultados, todos com chances iguais, devemos Noções De Estatística
considerar: Amostra
São elementos coletados dentro do vasto
Espaço Amostral (E) universo.
Espaço amostral é o conjunto E cujos elementos
são todos os possíveis resultados que podem ser Rol
obtidos na realização de um experimento. É toda sequência de dados numéricos.

Evento (A) Exemplo:


Evento é qualquer subconjunto de um espaço Os cincos alunos de uma amostra apresentaram
amostral. as seguintes notas na prova bimestral de
matemática 6; 4; 8; 7; 8. Apresentando esses
Cálculo De Probabilidades dados em rol, temos: (4; 6; 7; 8; 8) ou (8; 8; 7; 6;
Seja um evento A de um espaço amostral 4).
referente a um experimento aleatório e
equiprovável. Classes
A probabilidade P(A) de se obter o evento A é Qualquer intervalo real que contenha um rol da
dada por: amostra.

Medidas De Posição
São as estatísticas que representam uma série de
dados orientando-nos quanto à posição da
distribuição em relação ao eixo horizontal do
Onde: gráfico da curva de frequência.

 n(A) é o número de elementos do evento A; As medidas de posições mais importantes são


 n(E) é o número de elementos do espaço as medidas de tendência central ou pro
amostral médias (verifica-se uma tendência dos dados
observados a se agruparem em torno dos valores
Estatística centrais).
A Estatística está presente em todas as áreas da
ciência que envolvam o planejamento do As medidas de tendência centrais mais utilizadas
experimento, a construção de modelos, a coleta, são: média aritmética, moda e mediana.
o processamento e a análise de dados e sua
consequente transformação em informação, para Média Aritmética
validar hipóteses científicas sobre um fenômeno É igual ao quociente entre a soma dos valores do
observável. conjunto e o número total dos valores.

31
região central, ou seja, medidas que mostram se
eles estão mais ou menos dispersos.

Por exemplo, num jogo de duplas de tênis, são


conhecidas as idades dos jogadores:
Média Aritmética Ponderada
Consideremos uma coleção formada por n Equipe Equipe
números, de forma que cada um esteja sujeito a A B
um peso (valor que indica a quantidade de vezes
em que cada número se repete). O O
jogador jogador
A média aritmética ponderada desses n números 1 tem 1 tem
é a soma dos produtos de cada um por seu peso, 26 45
dividida pelos somatórios dos seus pesos, isto é: anos; anos;

O
jogador O
2 tem jogador
24 2 tem 5
anos. anos.
Nota: “peso” é sinônimo de “ponderação
Veja que, nos dois casos, a média das idades é a
Moda: (Mo)
mesma, ou seja, 25 anos.
É o valor que ocorre com maior frequência.
No entanto, as idades da equipe B estão bem
Quando dois valores ocorrem com a mesma mais dispersas em torno da média do que as
frequência, cada um deles é chamado de uma idades da equipe A.
moda, e o conjunto se diz BIMODAL.
Duas medidas de dispersão são chamadas
Se mais de dois valores ocorrem com a mesma de Variância e Desvio-Padrão.
frequência máxima, cada um deles é uma moda e
o conjunto é MULTIMODAL.
Variância
Veja, por exemplo, o conjunto de dados:
Quando nenhum valor é repetido o conjunto não
2, 5, 6, 8, 14,
tem moda
Onde a média aritmética é 7. A diferença entre
cada valor é a média é chamada desvio. Assim,
Mediana (Md)
os desvios para o nosso conjunto de dados serão:
Valor do meio do conjunto de dados, quando os
valores estão dispostos em ordem crescente ou
decrescente; divide um conjunto de dados em
duas partes iguais.

Para calcular:

 Disponha os valores em ordem (crescente ou


decrescente)
 Se o número de valores é ímpar, a mediana é
o número localizado no meio da lista. Observação: a soma dos desvios é sempre nula.
 Se o número é par, a mediana é a média
aritmética dos dois valores do meio. Chamamos variância de um conjunto de dados a
média aritmética dos quadrados dos desvios. No
Medidas De Dispersão nosso exemplo, temos:

Existem algumas medidas chamadas medidas de


dispersão, que procuram mostrar como os
elementos do conjunto se comportam em torno da

32
n-1
an = 2 x (1/2)

Se quisermos calcular o valor do termo para n =


5, substituindo-o na fórmula, obtemos:

5-1 4
a5 = 2 x (1/2) = 2 x (1/2) = 1/8
A variância é :

A semelhança entre as progressões aritméticas e


as geométricas é aparentemente grande. Porém,
encontramos a primeira diferença substancial no
Desvio-Padrão momento de sua definição. Enquanto as
progressões aritméticas formam-se somando-se
O desvio-padrão é definido como a raiz quadrada uma mesma quantidade de forma repetida, nas
da variância, sendo indicado por progressões geométricas os termos são gerados
pela multiplicação, também repetida, por um
mesmo número. As diferenças não param aí.
Assim, no nosso exemplo, temos:
Observe que, quando uma progressão aritmética
tem a razão positiva, isto é, r > 0, cada termo seu
Progressão Aritmética e Progressão é maior que o anterior. Portanto, trata-se de uma
Geométrica progressão crescente. Ao contrário, se tivermos
Progressão Geométrica uma progressão aritmética com razão negativa, r
< 0, seu comportamento será decrescente.
Podemos definir progressão geométrica, ou Observe, também, a rapidez com que a
simplesmente P.G., como uma sucessão de progressão cresce ou diminui. Isto é
números reais obtida, com exceção do primeiro, conseqüência direta do valor absoluto da
multiplicando o número anterior por uma razão, |r|. Assim, quanto maior for r, em valor
quantidade fixa q, chamada razão. absoluto, maior será a velocidade de crescimento
e vice-versa.
Podemos calcular a razão da progressão, caso
ela não esteja suficientemente evidente, dividindo Soma dos n primeiros termos de uma PG
entre si dois termos consecutivos. Por exemplo, Seja a PG (a1, a2, a3, a4, ... , an , ...) . Para o
na sucessão (1, 2, 4, 8,...), q = 2. cálculo da soma dos n primeiros termos Sn,
vamos considerar o que segue:
Cálculos do termo geral Sn = a1 + a2 + a3 + a4 + ... + an-1 + an

Numa progressão geométrica de razão q, os Multiplicando ambos os membros pela razão q


termos são obtidos, por definição, a partir do vem:
primeiro, da seguinte maneira: Sn.q = a1 . q + a2 .q + .... + an-1 . q + an .q

Conforme a definição de PG, podemos reescrever


a1 a2 a3 ... a20 ... an ...
a expressão como:
2 19 n-1
a1 a1xq a1xq ... a1xq a1xq ... Sn . q = a2 + a3 + ... + an + an . q

Assim, podemos deduzir a seguinte expressão do Observe que a2 + a3 + ... + an é igual a Sn - a1 .


termo geral, também chamado enésimo termo, Logo, substituindo, vem:
para qualquer progressão geométrica. Sn . q = Sn - a1 + an . q

Daí, simplificando convenientemente,


n-1
an = a1 x q chegaremos à seguinte fórmula da soma:

Portanto, se por exemplo, a1 = 2 e q = 1/2, então:

33
Se substituirmos an = a1 . qn-1 , obteremos uma expressão capaz de determinar qualquer
nova apresentação para a fórmula da soma, ou elemento de uma progressão geométrica. Veja:
seja:

Exemplo:
Calcule a soma dos 10 primeiros termos da PG
(1,2,4,8,...)
Temos:
Com base nessa expressão, temos que:

a2 = a1 * q
Observe que neste caso a1 = 1. a3 = a1 * q
2

5 - Soma dos termos de uma PG decrescente e 4


a5 = a1 * q
ilimitada 9
a10 = a1 * q
49
Considere uma PG ILIMITADA ( infinitos termos) a50 = a1*q
99
e decrescente. Nestas condições, podemos a100 = a1*q
considerar que no limite teremos an = 0.
Substituindo na fórmula anterior, encontraremos:
Exemplo 1

Em uma progressão geométrica, temos que o 1º


Exemplo: termo equivale a 4 e a razão igual a 3. Determine
Resolva a equação: x + x/2 + x/4 + x/8 + x/16 + ... o 8º termo dessa PG.
=100
7
O primeiro membro é uma PG de primeiro termo x a8 = 4 * 3
e razão 1/2. Logo, substituindo na fórmula, vem: a8 = 4 * 2187
a8 = 8748

O 8º termo da PG descrita é o número 8748.

Dessa equação encontramos como resposta x = Exemplo 2


50.
Dada a PG (3, 9, 27, 81, ...), determine o 20º
Termo Geral e Soma dos Termos termo.
Dizemos que uma sequência numérica constitui
uma progressão geométrica quando, a partir do
19
2º termo, o quociente entre um elemento e seu a20 = 3 * 3
antecessor for sempre igual. Observe a a20 = 3 * 1.162.261.467
sequência: a20 = 3.486.784.401

(2, 4, 8, 16, 32, 64,...), dizemos que ela é uma


progressão geométrica, pois se encaixa na Soma dos termos de uma PG
definição dada.
A soma dos termos de uma PG é calculada
4 : 2 = 2 através da seguinte expressão matemática:
8 : 4 = 2
16 : 8 = 2
32 : 16 = 2
64 : 32 = 2
O termo constante da progressão geométrica é
denominado razão.

Muitas situações envolvendo sequências são


Exemplo 3
consideradas PG, dessa forma, foi elaborada uma

34
Considerando os dados do exemplo 2, determine
a soma dos 20 primeiros elementos dessa PG.

Os gastos da dona de casa com compras de


supermercado foram equivalentes a
R$ 1.314,39.

Progressão Aritmética

Denomina-se progressão aritmética (PA) a


sequência em que cada termo, a partir do
segundo, é obtido adicionando-se uma constante
Exemplo 4 r ao termo anterior. Essa constante r chama-se
razão da progressão aritmética.
Uma dona de casa registrou os gastos mensais
com supermercado durante todo o ano. Os
valores foram os seguintes:
A sequência (2,7,12,17) é uma progressão
Janeiro: 98,00 aritmética finita de razão 5 pois:
Fevereiro: 99,96 a1 = 2
Março: 101,96 a2 = 2+5 = 7
Abril: 104,00 a3 = 7 +5 = 12
Maio: 106,08 a4 = 12 + 5= 17
Calcule o gasto anual dessa dona de casa,
As progressões aritméticas podem ser
considerando que em todos os meses o índice
classificadas de acordo com o valor da razão r.
inflacionário foi constante.

Os termos estão em progressão geométrica, Se r > 0, então a PA é crescente.


observe: Se r = 0, então a PA é constante.
Se r < 0, a PA é decrescente
106,08 : 104 = 1,02
104 : 101,96 = 1,02 Termo geral da PA
101,96 : 99,96 = 1,02
99,96 : 98,00 = 1,02 A partir da definição, podemos escrever os
elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an ) da seguinte
A razão dessa progressão geométrica é dada por forma:
1,02, isto indica que a inflação entre os meses é
de 2%. Vamos determinar a soma dos gastos a1 = a1
dessa dona de casa, observe: a2 = a1 + r
a3 = a2 + r = a1 + 2r

35
De acordo com o enunciado do problema, temos
a seguinte progressão de números:
O termo an geral de uma PA é dado, portanto,
pela fórmula: Mês 1º. 2º. 3º. 4º. 5º. 6º.
an = a1+(n-1)r Início

Propriedades de uma PA Número de 1 1 2 3 5 8


Em uma PA qualquer, de n termos e razão r, casais de
podemos observar as seguintes propriedades: coelhos
- Qualquer termo de uma PA, a partir do segundo,
é a média aritmética entre o anterior e o posterior.
Note que cada número é igual à soma dos dois
anteriores. Essa é a famosa sequência de
Fibonacci, com aplicações em diversas áreas. No
exemplo acima tem-se que o primeiro
Observe a propriedade na PA (2,5,8,11)
elemento, a1 = 1; o segundo,a2 = 1, a3 = 2 etc.

Logo, a seqüência será ,


sendo n o número de elementos da sequência.
- A soma de dois termos eqüidistantes dos
extremos é igual à soma dos extremos. Lei de formação
Para uma sequência ser lógica, ela precisa ter
uma lei de formação que determine qual será
lógica de seu escalonamento.
Na PA (1,3,5,7,9,11,13,15,17,19,21,23), temos: Por exemplo: na sequência de Fibonacci, a regra
é que o número seguinte será sempre a soma
3+21 = 1+23 = 24 dos dois anteriores.
5+19 = 1+23 = 24
7+17 = 1+23 = 24 Uma curiosidade: Em (2,3,5,7,11,13,17,...) a
9+15 = 1+23 = 24 sequência dos números naturais primos, a
11+13 = 1+23 = 24 fórmula que possibilita achar o próximo número,
ainda não foi descoberta, você se habilita?
Se ocorrer que uma PA tenha número de termos Veja as seguintes sequências:
ímpar, existirá um termo central que será a média a) (1,3,5,7,9,11...)
aritmética dos extremos desta PA. Veja por
exemplo que na PA (1,4,7,10,13,16,19) tem 7 b) (40,35,30,25,20,15,10,5,0,-5,-10,...)
termos e que o termo central é 10 logo:
A lei de formação da seqüência a) é somar 2 ao
número anterior, e na b) diminuir 5.
Soma dos termos de uma PA finita Toda seqüência em que a diferença entre um
É dada pela fórmula: número e seu anterior é constante recebe o nome
de Progressão Aritmética, ou, simplificadamente,
é conhecida pela abreviatura P.A..
A diferença entre os termos é chamado
de razão r.
Progressão Aritmética (PA): Fórmula Da Soma E Do
Fórmula do enésimo termo
Termo Geral
Pela definição de P.A., a fórmula do segundo
termo é:
Imagine um casal de coelhos recém nascidos,
supondo que após um mês esse casal possa
procriar e gere um novo casal de coelhos. Por
sua vez, esse novo casal, após um mês, dava
origem a um novo casal. Supondo que a cada
procriação não haja nenhuma morte, quantos
coelhos seriam gerados em seis meses?

36
Logo pode-se deduzir que para um termo
Adotaremos a existência de três conceitos
qualquer : primitivos: elemento, conjunto e pertinência.

Assim é preciso entender que, cada um de nós é


um elemento do conjunto de moradores desta
cidade, ou melhor, cada um de nós é
um elemento que pertence ao conjunto de
habitantes da cidade, mesmo que não tenhamos
definido o que éconjunto, o que é elemento e o
Fórmula da soma de um a P.A.
que é pertinência.
Um professor de matemática, tentando manter a
classe quieta, propôs um problema: somar todos
Notação e Representação
os números de 1 a 100. Para a surpresa do
professor, logo em seguida, um aluno, Karl A notação dos conjuntos é feita mediante a
Friedrich Gauss (mais tarde um grande utilização de uma letra maiúscula do nosso
matemático) deu a resposta: 5.050. alfabeto e a representação de um conjunto pode
ser feita de diversas maneiras, como veremos a
Surpreso, o professor perguntou como Gauss
conseguira o resultado tão rapidamente e ele seguir.
explicou seu raciocínio:
Listagem dos Elementos
o
Ele notou que o 1 número mais o último era igual Apresentamos um conjunto por meio da listagem
o
a 101 e que o 2 mais o penúltimo também era de seus elementos quando relacionamos todos os
igual a 101: elementos que pertencem ao conjunto
considerado e envolvemos essa lista por um par
de chaves.

Os elementos de um conjunto, quando


apresentados na forma de listagem, devem ser
separados por vírgula ou por ponto-e-vírgula,
caso tenhamos a presença de números decimais.
como existem 50 destes termos tem-se:
Exemplos

Seja A o conjunto das cores da bandeira


brasileira, então:

Logo, ele descobriu a seguinte fórmula da soma A = {verde, amarelo, azul, branco}
de termos de uma P.A.:
Seja B o conjunto das vogais do nosso alfabeto,
então:

Conjuntos B = {a, e, i, o, u}

Como em qualquer assunto a ser estudada, a Seja C o conjunto dos algarismos do sistema
Matemática também exige uma linguagem decimal de numeração, então:
adequada para o seu desenvolvimento.
C = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
A teoria dos Conjuntos representa instrumento de Uma Propriedade de seus elementos
grande utilidade nos diversos desenvolvimentos
da Matemática, bem como em outros ramos das A apresentação de um conjunto por meio da
ciências físicas e humanas. listagem de seus elementos traz o inconveniente
de não ser uma notação prática para os casos em
Devemos aceitar, inicialmente, a existência de que o conjunto apresenta uma infinidade de
alguns conceitos primitivos (noções que elementos.
adotamos sem definição) e que estabelecem a
linguagem do estudo da teoria dos Conjuntos.
37
Para estas situações, podemos fazer a O algarismo 2 pertence ao conjunto A:
apresentação do conjunto por meio de uma
propriedade que sirva a todos os elementos do
conjunto e somente a estes elementos.

A = {x / x possui uma determinada propriedade P} O algarismo 7 não pertence ao conjunto A:

Exemplos
Relação de Inclusão Subconjuntos
Seja B o conjunto das vogais do nosso alfabeto,
então: Dizemos que o conjunto A está contido
B = {x / x é vogal do nosso alfabeto} no conjunto B se todo elemento que pertencer
a A, pertencer também a B. Indicamos que
Seja C o conjunto dos algarismos do sistema o conjunto A está contido em B por meio da
decimal de numeração, então: seguinte símbologia:
C = {x/x é algarismo do sistema decimal de
numeração}

Diagrama de Euler-Ven
Obs. – Podemos encontrar em algumas
A apresentação de um conjunto por meio do
publicações uma outra notação para a relação de
diagrama de Euler-Venn é gráfica e, portanto,
inclusão:
muito prática. Os elementos são representados
por pontos interiores a uma linha fechada não
entrelaçada. Dessa forma, os pontos exteriores à
linha representam elementos que não pertencem
ao conjunto considerado. O conjunto A não está contido em B quando
existe pelo menos um elemento de A que não
Exemplo pertence a B. Indicamos que o conjunto A não
está contido em B desta maneira:

Relação de Pertinência

Quando queremos indicar que um determinado


elemento x faz parte de um conjunto A, dizemos
que o elemento xpertence ao conjunto A e
indicamos:

Se o conjunto A está contido no conjunto B,


Em que o símbolo é uma versão da letra grega dizemos que A é um subconjunto de B. Como
épsilon e está consagrado em toda matemática todo elemento do conjunto A pertence ao
como símbolo indicativo de pertinência. Para conjunto A, dizemos que A é subconjunto de A e,
indicarmos que um elemento x não pertence ao por extensão, todo conjunto ésubconjunto dele
conjunto A, indicamos: mesmo.
Importante – A relação de pertinência relaciona
um elemento a um conjunto e a relação de
inclusão refere-se, sempre, a dois conjuntos.

Exemplo
Consideremos o conjunto: A = {0, 2, 4, 6, 8}

38
notações representando o conjunto vazio por {
}, pois estaríamos apresentando um

conjunto unitário cujo elemento é o ·.


O conjunto vazio está contido em
qualquer conjunto e, por isso, é considerado
subconjunto de qualquer conjunto, inclusive dele
mesmo.
Podemos notar que existe uma diferença entre 2
e {2}. O primeiro é o elemento 2, e o segundo é
o conjunto formado pelo elemento 2. Um par de Demonstração
sapatos e uma caixa com um par de sapatos são Vamos admitir que o conjunto vazio não esteja
coisas diferentes e como tal devem ser tratadas. contido num dado conjunto A. Neste caso, existe
Podemos notar, também, que, dentro de um um elemento x que pertence ao conjunto vazio e
conjunto, um outro conjunto pode ser tratado que não pertence ao conjunto A, o que é
como um de seus elementos. Vejamos o exemplo um absurdo, pois o conjunto vazio não tem
a seguir: elemento algum. Conclusão: o conjunto vazio
está contido no conjunto A, qualquer que seja A.
{1, 2} é um conjunto, porém no conjunto
Conjunto Universo
A = {1, 3, {1, 2}, 4} ele será considerado um
elemento, ou seja, {1, 2} A. Quando desenvolvemos um determinado assunto
dentro da matemática, precisamos admitir
um conjunto ao qual pertencem os elementos que
Uma cidade é um conjunto de pessoas que
desejamos utilizar. Este conjunto é chamado
representam os moradores da cidade, porém uma
de conjunto universo e é representado pela letra
cidade é um elemento do conjunto de cidades
maiúscula U.
que formam um Estado.
Uma determinada equação pode ter
Conjuntos Especiais
diversos conjuntos solução de acordo com o
Embora conjunto nos ofereça a idéia de “reunião” conjunto universo que for estabelecido.
de elementos, podemos considerar como
Exemplos
conjunto agrupamentos formados por um só
elemento ou agrupamentos sem elemento algum. 3 2
A equação 2x – 5x – 4x + 3 = 0 apresenta:
Chamamos de conjunto unitário aquele formado
por um só elemento.

Exemplos
Conjunto dos números primos, pares e positivos:
{2}
Conjunto dos satélites naturais da Terra: {Lua} Conjunto de Partes
Conjunto das raízes da equação x + 5 = 11: {6} Dado um conjunto A, dizemos que o seu conjunto
de partes, representado por P (A), é
Chamamos de conjunto vazio aquele formado por
o conjunto formado por todos os subconjuntos do
nenhum elemento. Obtemos um conjunto vazio
conjunto A.
considerando umconjunto formado por elementos
que admitem uma propriedade impossível.
Determinação do Conjunto de Partes
Exemplos Vamos observar, com o exemplo a seguir, o
procedimento que se deve adotar para a
Conjunto das raízes reais da equação:
2 determinação do conjunto de partes de um
x +1=0
dado conjunto A. Seja o conjunto A = {2, 3, 5}.
Conjunto: Para obtermos o conjunto de partes
O conjunto vazio pode ser apresentado de duas do conjunto A, basta escrevermos todos os seus
subconjuntos:
formas: ou { } ( é uma letra de origem
norueguesa). Não podemos confundir as duas Subconjunto vazio: , pois o conjunto vazio é
subconjunto de qualquer conjunto.

39
Subconjuntos com um elemento: {2}, {3}, {5}. Conjunto pode ser definido como uma coleção de
Subconjuntos com dois elementos: {2, 3}, {2, 5} e elementos, reunião das partes que formam um
{3, 5}. todo, aglomeração, grupo, série.

Subconjuntos com três elementos:A = {2, 3, 5}, Como exemplo de conjunto pode destacar as
pois todo conjunto é subconjunto dele mesmo. seguintes situações: o conjunto de estados do
Assim, o conjunto das partes do conjunto A pode Brasil, o conjunto de alunos de uma escola, o
conjunto das equipes do campeonato brasileiro, o
ser apresentado da seguinte forma: P(A) = { , conjunto dos números naturais, dos números
{2}, {3}, {5}, {2, 3}, {2, 5}, {3, 5}, {2, 3, 5}} inteiros, racionais, irracionais, reais, primos entre
outras situações que envolva a reunião de
elementos.
Número de Elementos do Conjunto de Partes
Podemos determinar o número de elementos
Existem algumas operações que podem ser
do conjunto de partes de um conjunto A dado, ou
realizadas entre conjuntos, são elas: intersecção,
seja, o número de subconjuntos do referido
união e diferença.
conjunto, sem que haja necessidade de
escrevermos todos os elementos do conjunto
P(A). Para isso, basta partirmos da idéia de que Considerando os conjuntos A e B contidos num
cada elemento do conjunto A tem duas opções na conjunto universo U, as operações entre eles
formação dos subconjuntos: ou o elemento podem ser representadas da seguinte maneira:
pertence ao subconjunto ou ele não pertence ao
subconjunto e, pelo uso do princípio multiplicativo Intersecção
das regras de contagem, se cada elemento A intersecção de A com B é o conjunto formado
apresenta duas opções, teremos: pelos elementos comuns a A e B.
Notação A ∩ B.
A ∩ B = {x / x Є A e x Є B}

União
A união de A com B é o conjunto formado por
Observemos o exemplo anterior: o conjunto A = todos os elementos pertencentes a A ou a B.
{2, 3, 5} apresenta três elementos e, portanto, é Notação A U B.
de se supor, pelo uso da relação apresentada, A U B = {x / x Є A e x Є B}
que n [P (A)] = 23 = 8, o que de fato ocorreu.
Diferença
Igualdade de Conjuntos A diferença entre A e B é o conjunto formado
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, eles pelos elementos que pertencem a A e não
possuírem os mesmos elementos, em qualquer pertencem a B.
ordem e independentemente do número de vezes Notação A – B.
que cada elemento se apresenta. Vejamos os A – B = {x / x Є A e x B}
exemplos:
{1, 3, 7} = {1, 1, 1, 3, 7, 7, 7, 7} = {7, 3, 1} Exemplo 1

Observação Sendo A = {1, 2, 3, 4} e B = {2, 4, 6}


Se o conjunto A está contido em B (A B) A ∩ B = {2, 4}
e B está contido em A (B A), podemos afirmar A U B = {1, 2, 3, 4, 6}
que A = B. A – B = {1, 3}
B – A = {6}
Conjunto e seus elementos retirados do
site Mundo Educação
Exemplo 2
Podemos fazer algumas relações entre conjunto
com conjunto, entre conjunto e elemento de um Sendo A = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} e B = {10, 11,
conjunto. Essas relações possuem características 12, 13, 14, 15}
específicas e representações próprias. Vamos A ∩ B = Ø (conjunto vazio)
caracterizar cada uma delas. A U B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14,
15}

40
A – B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} ________________________________________
B – A = {10, 11, 12, 13, 14, 15} ________________________________________
________________________________________
ANOTAÇÕES ________________________________________
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